Em entrevista, senadora disse que decisão não cabe a ela; presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defende mulher na vice e cita Tereza Cristina como preferida
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que se sente “preparada” para compor como vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. A declaração foi concedida em entrevista à Veja publicada nesta sexta-feira (27).
Tereza Cristina disse que se sente “honrada” de ser cogitada para disputar as eleições na chapa de Flávio, mas que a decisão não cabe a ela. Em fevereiro deste ano, ela havia mencionado que considerava ainda ser “muito cedo” para o partido cravar seu nome como vice.
“Me sinto honrada com isso. Mas também posso ser candidata a presidente como mulher, por que não? Me sinto preparada. Mas isso não depende da minha vontade. Ser vice-presidente não é o meu sonho de consumo. Todo mundo fala ‘ah, se a senhora tivesse sido vice em 2022, Bolsonaro teria ganho a eleição’, mas nunca conversaram comigo sobre essa possibilidade”, disse Tereza Cristina.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu que a eventual chapa de Flávio à Presidência tenha uma mulher como candidata a vice e citou Tereza Cristina como seu nome preferido para a vaga. A senadora já havia sido citada por ele em 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) disputou a reeleição.
Tereza Cristina afirmou que, mesmo sendo acostumada a trabalhar em ambientes tradicionalmente masculinos, como o Ministério da Agricultura, ela ainda sente que existe discriminação dentro do Congresso.
“A política é o mundo mais machista que eu já vivi. Às vezes, você fala e o homem não deixa você falar. Então, você tem que dizer: ‘Está na minha vez de falar, já te ouvi, você vai ter que me ouvir’. Nossa cultura é machista, mas as mulheres vão dar a volta por cima e, em breve, vamos ver muitas mulheres aqui no Congresso”, disse.
A senadora também mencionou que acredita que Flávio Bolsonaro é o candidato com mais chances de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito.
“Sempre disse que o melhor candidato seria aquele com condições efetivas de vencer o presidente Lula e que tivesse também a capacidade de unir a direita, ainda que fosse em segundo turno. Neste momento, a candidatura de Flávio Bolsonaro é a que se mostra, sem dúvida, mais competitiva”, afirmou.
Tereza Cristina é vista como um nome com potencial de diálogo com lideranças do agronegócio. Em fevereiro deste ano, ela assumiu a presidência do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a convite do presidente da entidade, Paulo Skaf.
Durante a cerimônia, também foi confirmada a pré-candidatura do Coronel Hélio ao Senado pelo PL
O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) neste sábado (21), em um evento que reuniu lideranças nacionais e estaduais da legenda. O ato, realizado no Boulevard, em Nova Parnamirim, na Grande Natal, contou com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
A filiação consolida a pré-candidatura de Álvaro Dias ao governo do Rio Grande do Norte pelo grupo político alinhado ao bolsonarismo, após o senador Rogério Marinho ter desistido da disputa estadual para coordenar a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Evento de filiação tem atraso e reúne lideranças políticas
O ato estava marcado para as 15h, mas teve início com pouco mais de uma hora e meia de atraso. No local, estiveram presentes diversos políticos locais, apoiadores e dirigentes partidários. A filiação de Álvaro Dias ocorreu em meio a um cenário de definição de alianças para as eleições de 2026 no estado.
Durante a cerimônia, também foi confirmada a pré-candidatura do Coronel Hélio ao Senado pelo PL. O evento marcou ainda a adesão de outras lideranças à legenda, em um movimento de fortalecimento do partido no Rio Grande do Norte.
Rogério Marinho coordena campanha de Flávio Bolsonaro
Em seu discurso, o senador Rogério Marinho destacou a importância de construir maioria no Congresso Nacional alinhada ao presidente. A declaração foi dada durante o evento de filiação dos pré-candidatos do PL no estado.
“É importante ter maioria no Congresso Nacional para que o futuro presente do país faça as transformações necessárias”, afirmou Rogério Marinho.
O senador também revelou que abdicou da pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Norte para assumir a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a decisão atendeu a um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“No princípio de janeiro, o presidente Bolsonaro me mandou uma mensagem me pedindo que abandonasse esse sonho. E um pedido de Bolsonaro é uma provocação”, disse Rogério Marinho.
Ele afirmou que trabalhará para que Flávio Bolsonaro dê continuidade ao legado do pai.
Flávio Bolsonaro agradece apoio de Rogério Marinho e critica governo do RN
Em seu pronunciamento, Flávio Bolsonaro agradeceu o apoio de Rogério Marinho na coordenação da sua pré-campanha à Presidência. O senador destacou a experiência e a dedicação do aliado.
“Eu quero agradecer de coração o meu amigo Rogério Marinho, que tem sido um pai pra mim nessa luta política, na impossibilidade de eu estar sempre com o meu pai. Então, Matinho, muito obrigado de coração pela sua experiência, pela sua dedicação”, afirmou Flávio.
O pré-candidato à Presidência também se referiu à disputa nacional. “Essa eleição não vai ser sobre Lula e Bolsonaro. Essa eleição vai ser sobre escolher o caminho que a gente vai escolher para os próximos 50 anos”, disse.
Em entrevista coletiva à imprensa antes do discurso no palco, Flávio Bolsonaro confirmou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao governo do Rio Grande do Norte. Ele justificou o apoio citando a experiência do ex-prefeito de Natal.
“Ninguém aguenta mais quatro anos de PT. O Brasil não merece, o Rio Grande do Norte não merece”, afirmou Flávio Bolsonaro, que também fez críticas ao governo estadual, classificando-o como incompetente e corrupto.
Flávio Bolsonaro menciona aniversário do pai e encerra com slogan
O pré-candidato à Presidência lembrou que a data do evento, 21 de março, marca o aniversário de 71 anos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que a eleição é uma missão que caberia ao pai, mas que foi herdada em virtude da prisão do ex-presidente.
Para encerrar o discurso, Flávio Bolsonaro utilizou o slogan popularizado pelo pai durante sua trajetória política: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Vamos vencer.”
Perfil de Álvaro Dias
Álvaro Dias tem 66 anos, é médico, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Natal. Ele administrou a capital potiguar entre 2018 e 2024. Em janeiro, foi anunciado como pré-candidato ao governo do grupo de direita ligado ao bolsonarismo, após Rogério Marinho desistir da disputa estadual para atuar na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Com a filiação ao PL, Álvaro Dias oficializa sua posição como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte na eleição de 2026, compondo a chapa do partido que também terá Coronel Hélio como pré-candidato ao Senado.
A articulação também envolve a migração do prefeito de Natal, Paulinho Freire, atualmente filiado ao União Brasil
O partido Republicanos no Rio Grande do Norte passará por mudança na presidência estadual nas próximas semanas. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, deverá deixar o PSDB para assumir o comando da legenda no estado. O convite partiu do presidente da Câmara dos Deputados, o paraibano Hugo Motta.
A articulação também envolve a migração do prefeito de Natal, Paulinho Freire, atualmente filiado ao União Brasil. Paulinho deverá assinar ficha no Republicanos, acompanhando o movimento liderado por Ezequiel Ferreira. Hugo Motta e Paulinho Freire foram colegas na Câmara dos Deputados até dezembro de 2024.
Álvaro Dias deixa Republicanos e se filia ao PL em evento com Flávio Bolsonaro
Atual presidente do Republicanos no RN, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, deixará o comando da legenda no próximo sábado (21). Na mesma data, ele passará a compor os quadros do Partido Liberal (PL). A filiação ocorrerá durante evento que lançará a chapa da direita para a disputa eleitoral.
O ato está marcado para as 15h no Boulevard Hall, em Nova Parnamirim, e contará com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Movimentações consolidam afastamento de Ezequiel Ferreira do grupo governista
As mudanças partidárias em curso sacramentam o distanciamento de Ezequiel Ferreira em relação ao grupo liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT). Como consequência, o movimento fortalece o apoio à chapa ao Governo do Estado formada por Álvaro Dias (Republicanos) e Babá Pereira (PL), ex-presidente da Federação dos Municípios (Femurn).
Paralelamente, as articulações evidenciam o rompimento entre o prefeito Paulinho Freire e o presidente do União Brasil no RN, José Agripino Maia. A decisão ocorre após a direção estadual do União Brasil negar a concessão de cartas de anuência para vereadores que pretendem migrar para outras legendas visando concorrer a cargos proporcionais em 2026.
Nina Souza deve deixar União Brasil e se filiar ao PL para disputar Câmara dos Deputados
A primeira-dama de Natal, vereadora licenciada e secretária municipal do Trabalho e Assistência Social, Nina Souza, deverá se filiar ao Partido Liberal (PL). A decisão ocorre mesmo com a perda do mandato na Câmara Municipal de Natal (CMN), já que a legenda não concederia anuência para manutenção do cargo.
A avaliação de Nina Souza é que o União Brasil no município foi acolhido e estruturou-se com seu trabalho, alcançando representatividade com vereadores, deputados estaduais e federais. Diante da negativa da direção estadual, a opção encontrada foi seguir para outra legenda para dar continuidade ao projeto político.
Ériko Jácome e Fábio Dantas reforçam articulações do Republicanos
Dois nomes fortalecem as articulações em torno do Republicanos no estado. O presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome, deixará o Progressistas (PP) para integrar a legenda. O ex-vice-governador Fábio Dantas também deverá deixar o Solidariedade e compor o partido.
Nos últimos dias, ambos têm participado de reuniões e contatos para estruturar as nominatas estadual e federal. As conversas incluem convites a nomes com potencial eleitoral para compor as chapas.
Republicanos deve apresentar 25 nomes para Assembleia e 9 para Câmara dos Deputados
Até o final de março, o Republicanos deverá apresentar oficialmente os 25 nomes que comporão a nominata estadual para a Assembleia Legislativa. Outros nove nomes estão sendo articulados para concorrer a deputado federal pela legenda.
A lista inclui deputados estaduais que buscarão reeleição e nomes com representação em diferentes regiões do estado. Entre os cotados para a Assembleia Legislativa estão:
Taveira Júnior (atualmente no União Brasil)
Ivanilson Oliveira (PSDB)
Ubaldo Fernandes (PV)
Cristiane Dantas (Solidariedade)
Terezinha Maia (PL)
Eudiane Macedo (PV)
Ezequiel Ferreira (PSDB)
Novos nomes fortalecem nominata do Republicanos para 2026
Além dos atuais deputados, outros nomes com potencial eleitoral devem integrar a chapa do Republicanos. Entre eles estão o médico e ex-prefeito de Assú, Dr. Gustavo Soares, e o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome. O vereador mais votado da capital, Robson Carvalho (União Brasil), também está nos planos da legenda.
O apresentador de TV Léo Souza, eleito vereador com mais de cinco mil votos, é outro nome cotado. O ex-deputado Getúlio Rego, com votação no Alto Oeste Potiguar, e o ex-prefeito de Nova Cruz, Flávio de Berói, liderança no Agreste Potiguar, também devem compor a nominata.
A apresentadora da Band Natal, Juliana Celli, influenciadora com mais de 60 mil seguidores apenas no Instagram, surge como novidade na composição da chapa do partido para as eleições de 2026.
Fotos: Reprodução / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Ex-prefeito de Natal deixará o Republicanos após quatro anos para se juntar ao partido do senador Rogério Marinho; Babá Pereira será o vice na chapa
O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, confirmou que irá deixar o Republicanos para se filiar ao Partido Liberal (PL) para disputar as eleições de 2026. A informação foi confirmada em entrevista a uma rádio de Nataal nesta quinta-feira (12).
Em entrevista, o ex-prefeito da capital potiguar confirmou a mudança partidária e destacou as articulações políticas para a nova legenda. Segundo ele, a filiação ocorrerá após conversas com o senador Rogério Marinho (PL), que é o presidente estadual da sigla no Rio Grande do Norte.
Composição da chapa
O nome do ex-prefeito de Natal foi lançado pela oposição para a disputa do Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026, após a desistência da candidatura do senador Rogério Marinho (PL), que irá coordenar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O vice na chapa será o ex-prefeito de São Tomé e ex-presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Babá Pereira (PL).
Avaliação da disputa
Na entrevista, o ex-prefeito avaliou a disputa ao cargo de governador e as perspectivas para o pleito. Ele mencionou a necessidade de mudança na gestão estadual e os planos da oposição para a campanha eleitoral.
Trajetória partidária
Com a confirmação, Álvaro Dias irá deixar o Republicanos, onde também é o presidente do partido no Rio Grande do Norte, após quatro anos. Antes, esteve filiado por duas vezes ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – entre os anos de 1987 e 2003 e 2011 e 2020 – e também passou por PDT e PSDB.
Pela sigla tucana disputou as eleições de 2020, quando foi reeleito à Prefeitura de Natal. A nova filiação ao PL marca a sétima mudança partidária na trajetória política do ex-prefeito.
Ex-presidente faz pedido para que Michelle adie articulações eleitorais e faz apelo por diálogo e convencimento entre aliados
O ex-presidente Jair Bolsonaro escreveu uma carta manuscrita na prisão e enviou ao jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, na qual faz um apelo público por união no campo conservador. No texto, Bolsonaro saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e lamentou críticas que, segundo ele, partem de setores da própria direita contra aliados.
Na carta, Bolsonaro afirmou que tem acompanhado manifestações contra Michelle Bolsonaro e outros integrantes do grupo político. Sem citar nomes específicos, o ex-presidente escreveu: “Lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”. Ele reforçou ainda valores que costuma destacar publicamente, como “Deus, pátria, família e liberdade”.
O teor da mensagem ocorre em meio a um cenário de tensões nos bastidores envolvendo lideranças do Partido Liberal (PL). Nos últimos dias, Eduardo Bolsonaro fez críticas públicas a Michelle e ao deputado Nikolas Ferreira, alegando falta de empenho em torno de uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Também houve troca de declarações entre Michelle e o comunicador Allan dos Santos, que insinuou apoio dela a uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas ao Planalto em 2026.
Pedido para que Michelle adie articulações eleitorais
Na carta, Bolsonaro informou ter pedido que Michelle Bolsonaro adie qualquer envolvimento mais direto em articulações eleitorais até depois de março de 2026. Segundo o ex-presidente, a prioridade da ex-primeira-dama tem sido a família, especialmente os cuidados com a filha Laura, que passou por uma cirurgia recentemente, além da própria assistência a ele na prisão.
O pedido de Bolsonaro reflete a preocupação com a exposição da esposa em um momento que considera delicado para o núcleo familiar. A carta sugere que Michelle deve manter o foco nas questões pessoais antes de retomar atividades políticas mais ostensivas.
Apelo por diálogo e convencimento entre aliados
Encerrando a mensagem, o ex-presidente defendeu que disputas majoritárias e alianças para o Senado sejam construídas “pelo diálogo e convencimento”, e não por “pressões ou ataques entre aliados”. Bolsonaro concluiu com um apelo à união do grupo político, afirmando que o futuro do país dependeria da coesão entre os conservadores.
O tom conciliatório da carta contrasta com as recentes trocas de farpas públicas entre integrantes do campo bolsonarista. As declarações de Eduardo Bolsonaro contra Michelle e Nikolas Ferreira, bem como as insinuações de Allan dos Santos sobre uma possível aproximação de Michelle com Tarcísio de Freitas, geraram ruído interno na base aliada.
A manifestação de Bolsonaro busca conter o desgaste interno e alinhar o discurso do grupo em um momento de indefinições sobre os rumos da oposição e as estratégias para as eleições de 2026. O ex-presidente, mesmo preso, mantém influência sobre as decisões políticas de seus aliados e tenta mediar os conflitos que emergiram publicamente nas últimas semanas.
Fotos: Victor Chagas/Bruno Koressawa/PL/Ilustração
Presidente do partido minimizou divergências públicas entre a ex-primeira-dama e os deputados federais. Segundo Valdemar, todos estarão no palanque para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que não há divisão interna na legenda. A declaração foi dada em resposta à troca de indiretas nas redes sociais envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Segundo Valdemar, o partido está unido e todos os seus principais quadros estarão no palanque para apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026.
“Não, nunca existiu um racha. Porque existe o seguinte: a Michelle Bolsonaro não tem tempo de fazer nada. Ela faz a comida para o Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido nem o pai na situação que o Bolsonaro está. Esse é o grande problema”, afirmou o presidente do PL em entrevista a jornalistas após participar de evento do Grupo Esfera, em São Paulo.
A troca de declarações públicas
O mal-estar entre os membros do partido veio a público no último sábado (21), quando Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma foto preparando o almoço do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Na imagem, a ex-primeira-dama aparecia fritando rodelas de banana. “Ele ama banana frita”, escreveu na legenda.
A publicação foi interpretada como uma resposta indireta a Eduardo Bolsonaro, que é apelidado pejorativamente de “bananinha” por adversários políticos.
A controvérsia teve início após Eduardo Bolsonaro criticar publicamente Michelle e Nikolas Ferreira. Em declarações anteriores, o ex-deputado afirmou que ambos estariam “jogando o mesmo jogo” e sofrendo de “amnésia” em relação ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
“Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e se apoia nas redes sociais. Só estão com ‘amnésia’, não sei por qual motivo”, declarou Eduardo. “Não vi nenhum post da Michelle a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas toda hora. Não sei o que está faltando. Isso é uma pergunta a ser feita para ela. Eu acho que o apoio está aquém do desejável”, acrescentou.
Eduardo também disse ter estranhado declarações de Nikolas Ferreira em que o deputado defende um “projeto da direita”, em vez de um projeto específico ligado a Flávio Bolsonaro. “Não consegui compreender”, afirmou.
Respostas de Nikolas Ferreira e a publicação de Michelle
Em resposta às críticas, Nikolas Ferreira disse que Eduardo “não está bem” e negou qualquer “amnésia” por parte dele ou de Michelle Bolsonaro, mas reafirmou apoio à candidatura de Flávio.
“Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela”, afirmou o deputado. “Então, eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar.”
Michelle Bolsonaro não respondeu diretamente às declarações de Eduardo. No entanto, a publicação fritando bananas para o almoço de Jair Bolsonaro foi amplamente interpretada nos círculos políticos como uma indireta ao ex-deputado.
Eduardo pareceu interpretar a postagem como provocação. Ele republicou em suas redes sociais um tuíte de um seguidor que dizia: “Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país”.
Apesar do mal-estar público, Valdemar Costa Neto minimizou o episódio e reiterou a unidade do partido em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro para 2026.
STF libera visita de parlamentares a Bolsonaro; Rogério Marinho está na lista
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do senador Rogério Marinho (PL-RN) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi assinada na quinta-feira (19) e prevê que o encontro ocorra entre os dias 11 e 25 de março.
Bolsonaro está preso no prédio do 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado.
Quem mais está autorizado a visitar Bolsonaro em março
Além de Rogério Marinho, outras quatro pessoas tiveram as visitas autorizadas por Moraes para o mesmo período. A lista inclui:
Deputada federal Bia Kicis (PL-DF)
Deputado federal Marco Feliciano (PL-SP)
Anderson Luis de Moraes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro
José Vicente Santini, assessor do governador de São Paulo
Todas as visitas estão autorizadas para ocorrer entre os dias 11 e 25 de março, conforme o despacho do ministro.
O contexto das visitas e o cenário eleitoral de 2026
O ex-presidente tem recebido políticos, principalmente do PL, para tratar de articulações para as eleições de 2026. Rogério Marinho é líder da oposição no Senado Federal e desistiu da candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte para coordenar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, à Presidência da República.
A situação de Jair Bolsonaro no sistema prisional
Bolsonaro está detido desde 15 de janeiro de 2026 na Papudinha. Antes, ele estava na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde permaneceu após ter a prisão preventiva decretada, em novembro de 2025, por descumprimento de medidas cautelares.
A pena de 27 anos e 3 meses foi imposta ao ex-presidente por sua participação e liderança em atos que configuraram tentativa de golpe de Estado, conforme decisão do STF.
Fotos: Alan Santos/PR / Marcos Corrêa/PR / Carolina Antunes/PR
Senador reage a fala de Lula durante evento do PT na Bahia; Flávio cita INSS e projeta mudança de governo a partir de 2027
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, utilizou as redes sociais neste domingo (9) para reagir a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) feitas durante um evento do Partido dos Trabalhadores em Salvador, na Bahia.
Na ocasião, Lula cobrou maior mobilização de militantes e defendeu uma postura mais incisiva no processo eleitoral.
Lula fala em postura mais dura durante discurso a militantes
Durante o evento partidário, o presidente afirmou que os militantes deveriam adotar uma postura mais combativa nas eleições.
“Nós temos que ser mais desaforados. Porque eleição é lição de desaforo. E nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra”, disse Lula, em trecho divulgado nas redes sociais.
Senador classifica fala como demonstração de “ódio”
Após a divulgação do vídeo com a fala do presidente, Flávio Bolsonaro publicou o conteúdo em suas redes sociais e comentou as declarações.
Brasília (DF), 11/09/2025 – O senador Flávio Bolsonaro, fala com jornalistas em frente do condomínio onde seu pai, ex presidente Jair Bolsonaro cumpri prisão domiciliar.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
“Lula o que sai pela sua boca é do que seu coração está cheio. O seu coração está cheio de ódio, e o Brasil não aguenta mais isso. Mas pode ficar tranquilo que o povo brasileiro vai te aposentar”, afirmou o senador.
Na mesma publicação, Flávio mencionou temas relacionados à previdência social.
Flávio Bolsonaro cita INSS e projeta mudança de governo
Ainda na publicação, o senador declarou que, a partir de 2027, um eventual novo governo não permitirá irregularidades envolvendo aposentadorias.
“Você pode ter certeza de que a partir de 2027 o nosso governo não vai deixar roubarem os aposentados do INSS”, escreveu.
Senador já havia convocado eleitores contra o PT
Mais cedo, Flávio Bolsonaro havia feito outra publicação convocando apoiadores a se mobilizarem contra o Partido dos Trabalhadores, ao qual se referiu pelas iniciais.
Brasília (DF), 11/09/2025 – O senador Flávio Bolsonaro, fala com jornalistas em frente do condomínio onde seu pai, ex presidente Jair Bolsonaro cumpri prisão domiciliar.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
“Peço a todos que concentrem as energias no que é mais importante até às eleições: falar a verdade sobre o atual desgoverno federal. Isso nos une e ajuda o Brasil”, publicou.
Fotos: Lula Marques/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil
Ex-presidente apresentou crise de soluços durante visita no presídio em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou episódios de tontura e crise de soluços durante a visita do bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, realizada nesta sexta-feira (30), no presídio do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília. Em razão do quadro, Bolsonaro foi avaliado por um médico.
De acordo com informações repassadas pelo líder religioso após a visita, o estado de saúde do ex-presidente chamou atenção ao longo do encontro. Bolsonaro teria apresentado dificuldade para se alimentar durante o período da manhã em decorrência da crise de soluços e relatado efeitos colaterais associados ao uso de medicamentos, incluindo episódios de tontura.
Ainda segundo o relato, durante a conversa, Bolsonaro teria se levantado em alguns momentos e demonstrado instabilidade ao realizar o movimento, apoiando-se em uma mesa. O ex-presidente teria atribuído o mal-estar aos medicamentos que vem utilizando no período de prisão.
A visita religiosa ocorreu dentro das normas estabelecidas para encontros no local de custódia. Durante o encontro, o bispo realizou uma oração e entoou um cântico religioso, em um momento de assistência espiritual. Conforme relatado, a abordagem adotada teve como foco aspectos religiosos relacionados a enfrentamento de dificuldades e reflexão pessoal.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da PMDF. Ele foi transferido para a unidade no dia 15 de janeiro, onde permanece sob custódia, à disposição da Justiça. A estrutura é utilizada para presos que, por decisão judicial, não ficam em celas comuns.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre eventual agravamento do estado de saúde do ex-presidente nem sobre a necessidade de novos procedimentos médicos além da avaliação realizada após o episódio registrado durante a visita.
STF autoriza visitas de parlamentares aliados a Bolsonaro na Papudinha
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a realização de visitas de parlamentares aliados enquanto ele permanece preso na Papudinha, em Brasília. O pedido foi protocolado na sexta-feira (30) e incluiu os nomes de quatro congressistas do Partido Liberal (PL).
Foram solicitadas visitas do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), do senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do partido no Senado, do deputado Sanderson (PL-RS) e do senador Bruno Bonetti (PL-RJ), suplente do senador Romário e licenciado desde dezembro de 2025.
O requerimento foi apresentado um dia após o ministro Alexandre de Moraes negar pedidos de visita feitos pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e pelo senador Magno Malta (PL-ES). Na decisão, Moraes considerou os pedidos incabíveis, citando a existência de investigação em curso envolvendo Valdemar e tentativa de acesso sem autorização no caso de Magno Malta.
Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita dos quatro parlamentares indicados pela defesa. Conforme a decisão, os encontros ocorrerão em dois grupos e em datas distintas, com horários previamente definidos.
Na quarta-feira (18 de fevereiro), estão autorizadas as visitas do senador Bruno Bonetti, das 8h às 10h, e do senador Carlos Portinho, das 11h às 13h. Já no sábado (21 de fevereiro), poderão visitar o ex-presidente o deputado Nikolas Ferreira, das 8h às 10h, e o deputado Sanderson, das 11h às 13h.
Segundo a defesa, os pedidos de visita têm como finalidade a realização de encontros pessoais específicos, em datas ajustadas conforme a disponibilidade, em razão da necessidade de diálogo direto com Jair Bolsonaro.
A visita de Nikolas Ferreira será a primeira desde a chamada “caminhada pela liberdade”, quando o parlamentar percorreu o trajeto entre Minas Gerais e Brasília.
Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Perda dos mandatos foi formalizada em atos administrativos
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar os mandatos dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Os atos que determinam a perda dos mandatos foram publicados nesta quinta-feira (18) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados.
As decisões administrativas foram assinadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelos integrantes da Mesa Diretora. Também subscreveram os atos o primeiro e o segundo vice-presidentes, Altineu Côrtes (PL-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA), além dos secretários Carlos Veras (PT-PE), Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Sergio Souza (MDB-PR).
A cassação dos mandatos ocorreu por fundamentos distintos em cada caso, conforme detalhado nos atos publicados pela Casa Legislativa.
Cassação de Eduardo Bolsonaro
No caso do deputado Eduardo Bolsonaro, a Mesa Diretora declarou a perda do mandato com base no número de faltas às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. De acordo com a Constituição Federal, o parlamentar perde o mandato quando deixa de comparecer a um terço das sessões, salvo justificativa aceita pelo plenário.
Conforme os registros administrativos da Câmara, Eduardo Bolsonaro deixou de comparecer a um número de sessões superior ao limite constitucional. Em março, o deputado solicitou licença do mandato parlamentar após deixar o país e se deslocar para os Estados Unidos. A licença teve vigência até o dia 21 de julho.
Após o término da licença, o parlamentar não retornou ao Brasil e passou a acumular faltas não justificadas nas sessões da Câmara dos Deputados. A ausência prolongada resultou no enquadramento da situação nas regras constitucionais que tratam da perda de mandato por faltas.
Ainda no segundo semestre, a Presidência da Câmara rejeitou indicação de Eduardo Bolsonaro para exercer a liderança da minoria, sob o argumento de que não seria possível o exercício de funções parlamentares estando o deputado fora do território nacional.
Além da questão administrativa relacionada às ausências, Eduardo Bolsonaro figura como réu em ação no Supremo Tribunal Federal. O processo trata de acusações relacionadas à promoção de sanções internacionais contra o Brasil, no contexto de investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cassação de Alexandre Ramagem
No caso do deputado Alexandre Ramagem, a cassação do mandato decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal. A Corte definiu a perda do mandato parlamentar após julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão.
Alexandre Ramagem ocupou o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a condenação, o parlamentar passou a ser considerado foragido, estando em Miami, nos Estados Unidos.
Desde o mês de setembro, Ramagem vinha apresentando atestados médicos à Câmara dos Deputados como forma de justificar sua ausência nas sessões. Posteriormente, foi identificada sua saída do país.
A Câmara informou que não foi comunicada oficialmente sobre o afastamento do parlamentar do território nacional e que não houve autorização para missão oficial no exterior. A ausência de comunicação formal e a decisão do STF embasaram o ato da Mesa Diretora que declarou a perda do mandato.
Repercussões no Congresso Nacional
A decisão da Mesa Diretora gerou manifestações de lideranças partidárias na Câmara dos Deputados. O líder do Partido Liberal (PL) informou ter sido comunicado pela Presidência da Casa sobre a cassação dos mandatos e registrou posição contrária à medida, apontando entendimento de que a decisão não passou pelo plenário.
Por outro lado, a liderança da federação formada por PT, PCdoB e PV manifestou concordância com os atos administrativos, destacando que as decisões seguem dispositivos constitucionais relacionados à perda de mandato por condenação criminal definitiva e por ausência reiterada às atividades parlamentares.
Segundo o posicionamento da federação, os casos se enquadram nas hipóteses previstas no artigo 55 da Constituição Federal, que trata da perda de mandato parlamentar, cabendo à Mesa Diretora apenas declarar a vacância nos termos legais.
As cassações de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem passam a produzir efeitos a partir da publicação dos atos no Diário da Câmara dos Deputados, conforme os procedimentos regimentais da Casa.
Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados / Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados confirma renúncia e suplente deve tomar posse nesta segunda-feira
A Câmara dos Deputados informou neste domingo (14) que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) apresentou renúncia ao mandato parlamentar. A comunicação foi encaminhada formalmente à Mesa Diretora da Casa, conforme divulgado em nota oficial.
Com a renúncia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve dar posse ao suplente da parlamentar, Adilson Barroso (PL-SP), em sessão prevista para esta segunda-feira (15). A convocação do suplente ocorre de acordo com o regimento interno da Casa Legislativa, após a formalização da vacância do cargo.
Brasília (DF), 17/09/2025 – Reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para ouvir o perito digital e ex-servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro. Testemunha na representação da Câmara contra a deputada federal Carla Zambelli. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A renúncia de Carla Zambelli ocorre dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a cassação imediata do mandato da deputada. Na sexta-feira (12), a Primeira Turma da Corte decidiu, por unanimidade, manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a perda do mandato parlamentar.
A decisão do STF anulou a votação realizada pela Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação da parlamentar. O entendimento do Supremo foi de que a deliberação da Casa Legislativa contrariou o que está previsto na Constituição Federal em casos de condenação criminal com trânsito em julgado.
Na última quarta-feira (10), o plenário da Câmara dos Deputados havia decidido manter o mandato de Carla Zambelli. A votação terminou com 227 votos favoráveis à manutenção do mandato e 110 votos contrários. Para que a cassação fosse aprovada, seriam necessários pelo menos 257 votos favoráveis.
Após o resultado da votação, o ministro Alexandre de Moraes decidiu anular a resolução da Câmara que oficializou o resultado. Segundo o ministro, a decisão do Legislativo extrapolou sua competência constitucional ao deliberar sobre a manutenção do mandato de uma parlamentar condenada por decisão definitiva do Judiciário.
Brasília (DF) 23/04/2024 Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
No entendimento expresso por Alexandre de Moraes, a Constituição estabelece que cabe exclusivamente ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado criminalmente com decisão transitada em julgado. À Câmara dos Deputados, segundo o ministro, compete apenas declarar a perda do mandato, sem a necessidade de votação política sobre o tema.
O caso de Carla Zambelli tem origem em condenação proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 2023. Na ocasião, a deputada foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão transitou em julgado, o que motivou os desdobramentos judiciais e legislativos posteriores.
Em julho deste ano, Carla Zambelli foi presa em Roma, na Itália. A prisão ocorreu no contexto do cumprimento de um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. A parlamentar estava fora do Brasil no momento da determinação judicial.
De acordo com as informações divulgadas, Zambelli deixou o território brasileiro após a condenação e buscou asilo político na Itália. A deputada possui dupla cidadania, o que permitiu sua permanência no país europeu enquanto o processo de extradição era analisado pelas autoridades locais.
A prisão em Roma ocorreu durante o andamento do processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro. A solicitação foi encaminhada às autoridades italianas após a emissão do mandado de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
A decisão final sobre o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro será analisada pela Justiça italiana em audiência marcada para a próxima quinta-feira (18). A audiência será responsável por avaliar os elementos apresentados pelas autoridades brasileiras e pela defesa da parlamentar.
Até a realização da audiência, o processo de extradição permanece em tramitação no sistema judicial italiano, conforme os procedimentos legais vigentes no país. As informações sobre o caso seguem sendo acompanhadas pelas autoridades brasileiras e italianas.
Após uma semana de conflitos internos, integrantes da família manifestam apoio ao senador, mencionado por Jair Bolsonaro como nome do grupo para a disputa presidencial.
A família Bolsonaro encerrou a semana em torno do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após ele anunciar, nesta sexta-feira (5), que recebeu do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a missão de dar continuidade ao projeto político do grupo. A declaração foi feita nas redes sociais, sem detalhar qual cargo pretende disputar em 2026, mas gerou manifestações públicas de apoio dos familiares.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, publicou mensagem afirmando ter recebido “com profunda admiração, alegria e imenso orgulho” a notícia relacionada ao irmão. Eduardo declarou que parte do eleitorado desejava Jair Bolsonaro como candidato, mas alegou que decisões judiciais impediram essa possibilidade. Segundo ele, Flávio poderia impedir o PT de avançar politicamente em um novo ciclo eleitoral. Eduardo pediu união entre aliados e apoiadores.
São Paulo (SP), 29/06/2015 – O senador Flávio Bolsonaro fala durante ato do ex-presidente da República Jair Bolsonaro na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Em sua publicação, o parlamentar afirmou: “Faço um apelo a todos que amam a liberdade e os valores que moldaram nossa civilização: deixemos nossas diferenças para trás. Não é hora de disputas menores. É hora de proteger aquilo que nenhum povo pode perder”. A mensagem foi direcionada a grupos da direita que já se movimentam para lançar pré-candidaturas ao Planalto, como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, frequentemente mencionado como potencial sucessor de Jair Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro era um dos nomes cogitados para ocupar espaço no bloco político, mas passou a ser alvo do Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas articulações com autoridades norte-americanas em defesa de sanções contra o Brasil. O deputado é réu por coação no curso do processo, crime relacionado ao uso de violência ou grave ameaça para favorecer interesses em ações judiciais, administrativas ou policiais. Caso seja condenado, pode ser preso ao retornar ao país.
Antes de divulgar seu próprio posicionamento, Eduardo compartilhou uma mensagem do comunicador Paulo Figueiredo, que atua como seu assessor nos Estados Unidos. Figueiredo escreveu que a candidatura de Flávio Bolsonaro deveria mobilizar apoio amplo entre os simpatizantes do grupo político, afirmando que a disputa seria difícil, mas estratégica para os próximos anos.
Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo, também fez publicações durante a semana. Inicialmente, criticou conflitos internos na direita e discussões sobre sucessão neste momento político. Ela questionou a mobilização por nomes para 2026 e disse que outras ações deveriam ter prioridade. Posteriormente, após o anúncio feito por Flávio, compartilhou a nota oficial e manifestou apoio ao cunhado, pedindo orações pela família do senador.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro levou algumas horas para se posicionar, mas publicou a nota oficial do PL e desejou êxito ao senador. Na mensagem, declarou: “Que Deus te abençoe, @flaviobolsonaro, nesta missão pelo nosso amado Brasil. Que o Senhor te dê sabedoria, força e graça em cada passo, e que a mão d’Ele conduza o teu caminho para o bem da nossa nação”.
Na próxima terça-feira, Flávio e Michelle devem visitar Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal em horários distintos, entre 9h e 11h.
Semana marcada por divergências
As manifestações de apoio ocorreram após uma semana marcada por tensões dentro da família. O estopim foi uma crítica de Michelle Bolsonaro a uma articulação do PL do Ceará, comandado pelo deputado André Fernandes, relacionada ao apoio ao ex-presidenciável Ciro Gomes na disputa estadual. Os filhos do ex-presidente defenderam Fernandes, afirmando que a movimentação tinha aval de Jair Bolsonaro. Flávio classificou a crítica de Michelle como inadequada. Após encontro com o pai na segunda-feira, o senador pediu desculpas à ex-primeira-dama.
No dia seguinte, o PL realizou uma reunião emergencial para reduzir os atritos, e o acordo com Ciro foi suspenso por tempo indeterminado. A suspensão foi interpretada por parte dos envolvidos como um recuo que atendeu a demandas de Michelle Bolsonaro.
Brasília (DF), 16/09//2025 – Senador, Flávio Bolsonaro durante entrevista. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A crise ocorreu poucos dias depois de uma reunião fechada do grupo político, realizada em 24 de novembro, voltada ao alinhamento de discursos em defesa de Jair Bolsonaro, que havia sido preso preventivamente. Na ocasião, Michelle pediu que divergências fossem tratadas internamente. As discussões, porém, foram expostas publicamente na semana seguinte.
Nesse cenário, Flávio Bolsonaro passou a ser considerado porta-voz do pai, sobretudo pela proximidade e pelo mandato parlamentar. Eduardo permanece fora do país, e Carlos Bolsonaro atua no Rio de Janeiro, o que limita sua participação em agendas em Brasília. A posição atribuída a Flávio contrasta com declarações recentes de Eduardo, que afirmou que qualquer pessoa da família próxima ao ex-presidente possui condições de representá-lo enquanto durar a prisão preventiva.
Foto: RS/Fotos Públicas / Rovena Rosa/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil
Ministro cita derrota de Jair Bolsonaro em 2022 e afirma que governo espera repetir o resultado contra o filho.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, comentou nas redes sociais o anúncio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República em 2026. A fala ocorreu após o senador confirmar que recebeu do pai a missão de representar o bolsonarismo na eleição nacional.
Ao se manifestar, Boulos ironizou o anúncio. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou Jair Bolsonaro na eleição de 2022 e que o governo pretende alcançar o mesmo resultado contra o filho na próxima disputa. O ministro também retomou um episódio envolvendo Flávio durante a campanha municipal de 2016, quando o senador passou mal durante um debate da TV Band no Rio de Janeiro. “Só não vai desmaiar no debate, @FlavioBolsonaro”, escreveu.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O caso citado ganhou repercussão à época. Flávio Bolsonaro era candidato à prefeitura do Rio quando desmaiou enquanto respondia a uma pergunta. Ele foi amparado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB), que posteriormente se afastou após declarações de Jair Bolsonaro afirmando que “comunista não tocaria” em seu filho. A equipe de Flávio atribuiu o mal-estar a uma intoxicação alimentar.
A manifestação de Boulos ocorre no mesmo dia em que o senador confirmou publicamente ter sido escolhido pelo ex-presidente para liderar o projeto político da família na disputa pelo Planalto. Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que assume a tarefa com “grande responsabilidade” e que pretende dar continuidade ao “projeto de nação” iniciado por Jair Bolsonaro, que está preso desde setembro na sede da Polícia Federal em Brasília.
A escolha de Flávio representa a primeira vez em que Jair Bolsonaro indica de forma explícita um membro da própria família para sucedê-lo politicamente. Até então, o grupo mantinha indefinição sobre quem ocuparia o espaço da direita alinhada ao bolsonarismo na eleição presidencial. O anúncio também ocorre em meio às recentes movimentações de partidos e lideranças que já iniciam articulações para 2026.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
No PL, a expectativa é que Flávio Bolsonaro assuma uma atuação nacional para tentar reunir aliados e manter mobilizada a base eleitoral tradicional do pai. O senador deve participar de agendas interestaduais e encontros com dirigentes regionais. A estratégia envolve buscar apoio de nomes que tradicionalmente dialogam com o campo político em que o bolsonarismo está inserido.
Entre as lideranças que já manifestaram apoio ao senador estão os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. Ambos integram grupos políticos que mantiveram proximidade com o ex-presidente nos últimos anos e são considerados peças importantes na organização das alianças para 2026.
O anúncio da pré-candidatura ocorre enquanto Jair Bolsonaro permanece detido em Brasília. Desde a prisão preventiva, o ex-presidente limita sua comunicação a visitas autorizadas e interações controladas. Flávio tem desempenhado papel central na interlocução com aliados e com a direção do PL, o que contribuiu para sua escolha como representante na disputa presidencial.
A reação de Boulos acrescenta um novo elemento ao debate em torno da pré-candidatura. O ministro integra o governo Lula e direcionou sua fala a um dos principais nomes da oposição para 2026. A disputa eleitoral, contudo, permanece em fase inicial, e demais lideranças políticas ainda articulam apoios e estratégias para o próximo ciclo eleitoral.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil
Publicação ocorre em meio à disputa interna sobre quem liderará a candidatura bolsonarista em 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou uma foto ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em meio às discussões internas sobre qual nome representará o grupo bolsonarista na disputa contra o PT nas eleições presidenciais de 2026. A imagem foi divulgada nas redes sociais e acompanhada de uma mensagem na qual o senador defende a união da direita.
Na publicação, Flávio afirma que estará ao lado de Tarcísio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em qualquer cenário eleitoral. Segundo ele, o alinhamento entre Rio de Janeiro e São Paulo será mantido independentemente das definições partidárias ou das composições para a disputa presidencial. O senador escreveu que sua única certeza é que Lula não seguirá na Presidência a partir de 2027, sem detalhar quais cargos pretende disputar.
O debate ocorre em um momento em que Flávio e Tarcísio são apontados como possíveis herdeiros políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e está prestes a ser encaminhado ao cumprimento da pena. Com o ex-presidente impedido de concorrer, aliados do campo político buscam alternativas dentro do próprio grupo.
Flávio Bolsonaro foi eleito senador em 2018 e terá que disputar a reeleição em 2026 caso queira permanecer no Senado. Se optar por concorrer à Presidência da República e não vencer, ficará sem mandato. A possibilidade de disputar o Palácio do Planalto é analisada por aliados, que avaliam o impacto de sua ligação direta com a família Bolsonaro e o peso eleitoral que o sobrenome carrega entre os apoiadores do grupo.
No caso de Tarcísio de Freitas, eleito governador de São Paulo em 2022, o cenário também envolve decisões estratégicas. O governador possui a alternativa de buscar a reeleição no comando do estado, posição considerada menos arriscada devido à sua boa avaliação em pesquisas e à ausência de adversários competitivos à vista. Concorrer à Presidência significaria abrir mão dessa segurança.
A divisão entre aliados do ex-presidente se intensifica à medida que o grupo busca definir uma linha sucessória. Parte dos apoiadores considera que Flávio tem vantagem inicial por carregar o sobrenome Bolsonaro, o que pode fortalecer sua posição entre os eleitores mais próximos ao ex-presidente. Esses aliados também destacam que o senador teria maior capacidade de evitar disputas internas com outros membros da família, especialmente seus irmãos Eduardo e Carlos, que também exercem protagonismo no campo político.
Por outro lado, há grupos que defendem Tarcísio como alternativa mais viável para ampliar o alcance do bolsonarismo e dialogar com setores do centro político. O governador é visto como figura com trânsito em áreas estratégicas, como o setor econômico paulista. Sua relação com a Faria Lima e sua experiência como gestor são mencionadas por aliados que o consideram capaz de atrair apoio de segmentos menos alinhados à ala mais ideológica do grupo.
A publicação de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto em que ambas as lideranças tentam consolidar suas posições internas. A mensagem enfatiza a manutenção da unidade entre Rio de Janeiro, São Paulo e o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não esclarece quais decisões já foram tomadas nem quais deverão ser definidas ao longo de 2025 e 2026.
Enquanto os dois nomes seguem cotados para liderar a candidatura bolsonarista, aliados continuam avaliando qual estratégia terá maior potencial eleitoral. Tanto Flávio quanto Tarcísio evitam declarações diretas sobre uma eventual disputa interna, mantendo o discurso de alinhamento e apoio ao ex-presidente.
Foto: Reprodução / João Valério / Governo do Estado de SP
Demissões atingem indicados de partidos do Centrão após derrota da MP 1303 na Câmara
Governo Lula demite aliados de deputados que votaram contra MP dos impostos
O governo federal iniciou uma série de demissões de aliados políticos ligados aos 251 deputados que votaram contra a Medida Provisória 1303, conhecida como MP dos Impostos. A medida, articulada pela oposição, perdeu validade na Câmara dos Deputados e impediu o governo de ampliar o espaço fiscal para 2026.
Até o momento, foram substituídos ocupantes de cargos em diversos órgãos federais: quatro superintendências do Ministério da Agricultura, uma diretoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), três regionais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), uma superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal.
A articulação política do governo afirma que a ação não representa retaliação ao Congresso ou aos partidos do Centrão, mas sim uma reorganização da base aliada. O mapeamento dos parlamentares considerados infiéis foi conduzido pela equipe da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que comunicou a decisão ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
A ordem para as demissões partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca consolidar uma base mais coesa para as eleições de 2026. A presidência da Caixa Econômica Federal, ocupada por Carlos Antonio Vieira Fernandes, indicado por Arthur Lira (PP-AL), será mantida. Lira não participou da votação da MP 1303.
Governo Lula demite aliados
A medida afeta aliados do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, de deputados do PSD, presidido por Gilberto Kassab, além de nomes ligados ao União Brasil e ao MDB. Segundo integrantes do governo, houve quebra de acordo por parte desses grupos políticos na votação da MP.
Em entrevista ao podcast “As Cunhãs”, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que Gleisi Hoffmann vai “meter a faca” nos cargos ocupados por indicados do Centrão na Caixa Econômica Federal. Guimarães relatou que participou de reunião com Lula e Gleisi, na qual o presidente teria determinado o início das mudanças.
Na sexta-feira, 11, dois nomes ligados ao Centrão foram destituídos da Caixa: Paulo Rodrigo de Lemos Lopes, vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital, indicado pelo PL; e José Trabulo Junior, consultor da presidência do banco, ligado ao senador Ciro Nogueira.
As demissões ocorreram dois dias após a derrota da MP 1303, que previa alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A articulação contrária à medida contou com apoio da federação União Brasil-PP, que tem se afastado da gestão petista.
Durante a entrevista, Guimarães mencionou outras vice-presidências da Caixa ocupadas por representantes de partidos como PL, Republicanos, PDT e Podemos. Ele também destacou que a presidência do banco foi uma indicação pessoal de Arthur Lira.
O líder do governo relatou que Gleisi Hoffmann já iniciou as mudanças e que recebeu ligações de parlamentares pedindo para preservar cargos em órgãos como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Segundo Guimarães, o governo entra agora em uma “nova fase” de reorganização política.
Partido Liberal participa de ato em Brasília e defende reconciliação nacional e revisão das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro
PL pressiona por anistia e diz que Brasil precisa virar a página
O Partido Liberal (PL) do Rio Grande do Norte participou da “Caminhada pela Anistia”, realizada na tarde da terça-feira (7) em Brasília. O evento teve como objetivo manifestar apoio aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e pedir anistia ampla, geral e irrestrita. A concentração ocorreu no Complexo Cultural da República, com caminhada até a alameda José Sarney, nas proximidades do Congresso Nacional.
O presidente estadual do PL e secretário nacional do partido, senador Rogério Marinho, afirmou que o movimento representa um pedido por justiça, paz e reconciliação. Segundo ele, a anistia é vista como instrumento para reconstrução de pontes e restauração da dignidade dos brasileiros que, segundo o partido, estão sendo perseguidos.
Parlamentares do Rio Grande do Norte também estiveram presentes, como o deputado federal Sargento Gonçalves e o deputado estadual Coronel Azevedo. Ambos destacaram a importância da pacificação nacional e do respeito às liberdades democráticas. A deputada federal Carla Dickson, do União Brasil, também participou do ato, ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e de outros parlamentares conservadores.
Durante o evento, Carla Dickson defendeu o equilíbrio no processo judicial dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Ela ressaltou que o movimento não busca defender atos de violência, mas garantir direitos fundamentais como ampla defesa, contraditório e proporcionalidade nas penas. A deputada criticou a abordagem técnica sobre dosimetria das condenações e afirmou que o país precisa virar a página com justiça e humanidade.
A manifestação contou com orações, discursos e apoio às famílias dos presos. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal reforçou o policiamento na região, com presença do Batalhão de Choque, viaturas, cavalaria e cães. Até o momento, não foi divulgada estimativa oficial de público.
PL pressiona por anistia
O evento foi organizado pelo pastor Silas Malafaia e contou com a presença de figuras políticas como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Hélio Lopes (PL-RJ), Alberto Fraga (PL-DF) e Joaquim Passarinho (PL-PA).
Flávio Bolsonaro afirmou que acredita na aprovação do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Ele relatou que, após visitar o pai em prisão domiciliar, sai motivado para continuar lutando pela causa. O senador classificou o processo como próximo da aprovação no Congresso.
O deputado Nikolas Ferreira destacou a mobilização como superior às manifestações da esquerda, afirmando que o movimento é motivado por ideais e não por interesses financeiros ou políticos. Já Silas Malafaia classificou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro como perseguição política.
O PL e seus aliados defendem que a anistia é necessária para garantir a pacificação nacional e o respeito ao Estado de Direito. O debate sobre o tema segue no Congresso Nacional, com expectativa de votação do projeto de lei nos próximos meses.
Deputado admite campanha virtual dos EUA e defende anistia ampla como solução política
Eduardo Bolsonaro afirma que será candidato à Presidência em 2026 se pai seguir impedido
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que pretende disputar a Presidência da República em 2026 caso o ex-presidente Jair Bolsonaro continue impedido de concorrer. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (2) durante entrevista à imprensa.
Segundo o parlamentar, a única condição para não lançar candidatura seria a participação de Jair Bolsonaro no pleito. Caso contrário, Eduardo afirma estar preparado para assumir o papel de representante do grupo político. Ele destacou que está em seu terceiro mandato e que possui reconhecimento público suficiente para disputar o cargo.
Eduardo Bolsonaro também afirmou que pode manter a candidatura mesmo sem o apoio do Partido Liberal ou do próprio pai. Ele não descarta mudar de legenda, se necessário, e cogita realizar campanha eleitoral à distância, diretamente dos Estados Unidos, onde reside desde fevereiro.
O deputado citou o exemplo histórico de Epitácio Pessoa, eleito presidente do Brasil em 1919 enquanto estava em Paris, para justificar a possibilidade de uma campanha virtual. Ele acredita que a força das redes sociais pode viabilizar a comunicação com o eleitorado brasileiro.
Eduardo Bolsonaro
A atuação política de Eduardo nos Estados Unidos tem sido marcada por articulações com aliados do ex-presidente Donald Trump. O parlamentar negou que sua permanência fora do país esteja relacionada a críticas internas ou familiares, e afirmou que não há risco de ruptura com o grupo político liderado por Jair Bolsonaro.
Eduardo também voltou a defender uma anistia ampla, geral e irrestrita, com marco inicial em 2019. Para ele, essa seria a única forma de pacificar o cenário político nacional. O deputado acredita que, sem a anistia, outras autoridades brasileiras podem se tornar alvos de sanções internacionais, especialmente por parte dos Estados Unidos.
O parlamentar comentou ainda sobre o encontro entre o presidente Lula e Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele se mostrou favorável à reunião e afirmou que o ex-presidente norte-americano agiu de forma estratégica ao surpreender o governo brasileiro.
Eduardo Bolsonaro segue articulando apoio dentro do PL, maior partido da Câmara dos Deputados. Ele reconhece a importância de suporte partidário para viabilizar a candidatura, mas afirma que está disposto a buscar alternativas caso não haja consenso interno.
A declaração ocorre em meio ao cenário de inelegibilidade de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Eduardo se apresenta como possível sucessor político direto, mantendo a presença da família Bolsonaro na disputa presidencial.
Parlamentares divergem após decisão do STF sobre tentativa de golpe
Oposição aposta em anistia e base comemora condenação de Bolsonaro
Após a formação de maioria na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe de Estado, parlamentares da oposição e da base governista manifestaram posições divergentes sobre o resultado e seus desdobramentos políticos.
Representantes da oposição classificaram a decisão como injusta e indicaram que o processo judicial careceu de imparcialidade. A avaliação é de que o julgamento está vinculado a investigações que se tornaram instrumentos de perseguição política. Como resposta, lideranças do Partido Liberal (PL) defendem a aprovação de uma proposta de anistia ampla, geral e irrestrita no Congresso Nacional. A medida incluiria os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e é apresentada como alternativa para pacificação institucional.
oposição aposta em anistia
Parlamentares da base governista, por outro lado, consideram a decisão do STF como um marco para a democracia. A condenação é vista como resultado de um processo legal que reafirma o papel das instituições na defesa do Estado Democrático de Direito. A proposta de anistia é rejeitada por esse grupo, que argumenta que não há espaço para perdão em casos que envolvem tentativa de ruptura institucional.
No Congresso Nacional, a proposta de anistia tem gerado debates intensos. Aliados do ex-presidente articulam um projeto que prevê perdão para os crimes relacionados aos atos antidemocráticos. A tramitação exige aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, além de sanção presidencial. Caso haja veto, o texto pode retornar ao Congresso para nova deliberação.
Setores da oposição acreditam que há apoio suficiente para aprovar a medida, enquanto parlamentares da base governista trabalham para barrar a iniciativa. A discussão sobre os limites constitucionais da anistia também está presente, com juristas e especialistas apontando que crimes contra a democracia não podem ser objeto de perdão legislativo.
No Senado, há articulações para um texto alternativo que exclua o ex-presidente da anistia e proponha ajustes na dosimetria das penas aplicadas aos demais réus. A proposta ainda está em fase de construção e enfrenta resistência de diferentes setores políticos.
A condenação de Bolsonaro e a reação dos parlamentares evidenciam a polarização política em torno dos eventos de 8 de janeiro. A discussão sobre anistia deve permanecer como pauta central no Legislativo nas próximas semanas, com impacto direto na relação entre os poderes e no cenário eleitoral.
Sem se manifestar publicamente, ex-presidente permanece na sede do PL enquanto aliados criticam STF
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta quarta-feira (24.jul.2025) um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento foi apresentado com o argumento de que o magistrado teria abandonado sua posição de julgador imparcial ao impor medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A iniciativa ocorre enquanto Bolsonaro permanece recluso na sede do Partido Liberal, em Brasília, onde tem evitado declarações públicas em razão das medidas impostas pelo STF. De acordo com interlocutores, o ex-presidente está no local desde segunda-feira (22.jul), onde recebe visitas de aliados e mantém articulações políticas. A expectativa é que ele permaneça na sede do partido até o início da noite, quando deve retornar à residência, conforme determinação judicial.
Durante o dia, ao menos sete aliados estiveram na sede do PL. O grupo inclui o senador Magno Malta (PL-ES), os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Evair de Melo (PP-ES), Delegado Caveira (PL-AL), Domingos Sávio (PL-MG), Bruno Engler (PL-MG) e o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC).
Sem poder se manifestar diretamente até que Moraes defina os limites das medidas cautelares, Bolsonaro tem transferido o discurso a parlamentares aliados. Críticas ao ministro foram feitas por diversos integrantes do grupo. O senador Magno Malta afirmou que o magistrado busca isolar o ex-presidente e citou nominalmente os ministros Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques como exceções.
O deputado Domingos Sávio declarou que “Moraes precisa ir para o divã” e que o ministro “censura todo mundo”. Disse ainda que poderá ser preso, mas que continuará manifestando sua opinião. Já o senador Flávio Bolsonaro, ao apresentar o pedido no Senado, alegou que as decisões de Moraes contêm “nítida carga político-partidária”.
A petição foi protocolada diretamente no sistema da Casa. Cabe agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se dará andamento ao processo.
Além desse novo pedido, o Senado acumula ao menos outros 28 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. Segundo levantamento da CNN Brasil, 22 deles foram protocolados entre 2021 e 2024. Somente neste ano, sete novas petições foram apresentadas. Entre os autores estão parlamentares e cidadãos.
A motivação principal do pedido de Flávio Bolsonaro está relacionada à operação autorizada pelo STF na última sexta-feira (18.jul), que impôs ao ex-presidente o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de uso de redes sociais.
O ambiente na sede do PL é descrito por aliados como de união. Parlamentares afirmam que Bolsonaro está tranquilo e que não acredita ter cometido crimes. Interlocutores também relatam que a tensão diminuiu com a ausência de nova manifestação imediata do ministro Alexandre de Moraes sobre possível prisão preventiva.
Deputado licenciado reage a postura de Tarcísio de Freitas sobre negociação com EUA para reduzir tarifa de 50%
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por sua postura em relação ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A crítica foi publicada por Eduardo em sua conta na rede social X (antigo Twitter), onde ele afirmou que para Tarcísio “subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais”.
A manifestação de Eduardo Bolsonaro ocorreu após o governador paulista se reunir com empresários do setor industrial para tratar da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Eduardo Bolsonaro havia declarado que a iniciativa de Tarcísio em buscar negociação com o governo norte-americano era um desrespeito pessoal. O deputado licenciado defende que uma anistia aos réus do 8 de janeiro seria a solução para que Trump reconsiderasse a imposição da tarifa.
No mesmo posicionamento publicado em rede social, Eduardo Bolsonaro afirmou que o governador deveria focar em combater o que chama de “regime de exceção”, o qual, segundo ele, prejudicaria a economia brasileira e as liberdades individuais.
A reunião de Tarcísio de Freitas com empresários ocorreu nesta terça-feira (15), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O encontro teve como objetivo discutir os impactos da tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos e buscar estratégias para reduzir os prejuízos para a indústria paulista.
O tarifaço anunciado por Donald Trump deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto, com alíquota única de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.
Além das reuniões com o setor industrial, o governo federal também iniciou encontros com representantes do agronegócio e empresas com relação comercial com os Estados Unidos para discutir os efeitos da nova tarifa e articular eventuais respostas.
A posição de Eduardo Bolsonaro gerou repercussão por ocorrer em meio às negociações entre o governo estadual, o setor produtivo e autoridades federais para encontrar alternativas diante da sobretaxa.
O deputado licenciado está nos Estados Unidos desde março, quando pediu licença do mandato na Câmara Federal alegando risco de prisão no Brasil. Ele tem defendido publicamente que as dificuldades diplomáticas e comerciais atuais estão vinculadas ao cenário político interno.
A crítica ao governador Tarcísio de Freitas se soma a um contexto em que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentam diferentes estratégias e discursos para tentar influenciar a política comercial e diplomática com os Estados Unidos, especialmente diante das decisões do governo de Donald Trump.
As discussões sobre o tarifaço seguem envolvendo o governo federal, lideranças estaduais e representantes do setor produtivo brasileiro, que tentam avaliar os impactos econômicos e buscar soluções diplomáticas ou comerciais para amenizar os efeitos da medida.
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Valores pagos entre 21 e 23 de junho superam em 77 vezes total liberado até o dia 20
O governo federal liberou R$ 407,1 milhões em emendas parlamentares entre os dias 21 e 23 de junho, conforme atualização divulgada nesta terça-feira (24) pelo Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento). O valor é 77 vezes maior do que o montante pago até o dia 20 do mesmo mês, que era de R$ 5,3 milhões.
A movimentação dos recursos começou no dia 12 de junho, quando apenas R$ 0,9 milhão havia sido pago. Até o dia 23, o valor total pago subiu para R$ 408,3 milhões. No mesmo período, o montante empenhado aumentou de R$ 93,1 milhões para R$ 897,7 milhões, representando um crescimento de R$ 804,6 milhões.
Apesar do volume liberado nos últimos dias, o total de pagamentos ainda corresponde a menos de 1% dos R$ 50 bilhões em emendas previstos no orçamento para o ano de 2025.
Partidos com maior volume de recursos
Os cinco partidos que mais receberam recursos em emendas parlamentares até o momento são:
União Brasil – R$ 59,7 milhões
PSD – R$ 55,5 milhões
PL – R$ 47,7 milhões
MDB – R$ 42,1 milhões
PP – R$ 39,3 milhões
A liberação intensificada de recursos tem sido interpretada como uma tentativa do governo de assegurar apoio ao decreto do ministro Fernando Haddad (Fazenda), que trata da elevação da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A movimentação foi antecipada pelo portal Poder360.
A expectativa é que a segunda metade de 2025 registre aceleração nos pagamentos das emendas, como parte da estratégia do Executivo para fortalecer a base de apoio no Congresso.
Diferença entre empenho e pagamento
No processo de execução orçamentária, o empenho é a primeira etapa. É o momento em que o governo reserva uma parte do orçamento para o projeto ou ação indicada por um parlamentar. A etapa garante que os recursos serão direcionados futuramente, permitindo que o serviço possa ser contratado.
Após o empenho, vem a fase de liquidação, em que se verifica se o serviço foi executado de acordo com o contrato. Somente depois disso ocorre o pagamento, quando os valores são efetivamente liberados para quem realizou a atividade prevista na emenda.
Portanto, embora R$ 897,7 milhões tenham sido empenhados até o momento, apenas R$ 408,3 milhões foram pagos.
Projeções para o segundo semestre
Com o volume de pagamentos ainda distante do total autorizado no orçamento, a projeção é de que o governo federal intensifique as liberações de emendas parlamentares nos próximos meses. A estratégia é considerada importante para a articulação política de projetos de interesse do Executivo.
A movimentação do Siop será acompanhada com atenção por parlamentares e órgãos de controle, especialmente em votações de temas sensíveis para o governo federal.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Antônio Cruz/ Agência Brasil
Durante visita a Currais Novos, ex-presidente reforça apoio ao senador e cita feitos da gestão
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve nesta sexta-feira (13.jun.2025) em Currais Novos, na região do Seridó potiguar, onde participou de um evento político ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN). Durante discurso, Bolsonaro declarou abertamente que Marinho será o nome do Partido Liberal para disputar o governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026.
A fala do ex-presidente aconteceu diante de apoiadores que se concentraram no centro da cidade. Em tom enfático, Bolsonaro demonstrou apoio total ao senador:
“Eu tenho uma grande gratidão por ter vindo aqui. Aqui ao meu lado está um grande senador da República: Rogério Marinho. É o nosso cabra da peste que vai ser governador no ano que vem”, afirmou.
A declaração confirma os rumores que já circulavam no meio político sobre a possível candidatura de Marinho ao governo estadual.
Destaques da gestão e atuação de Marinho
Bolsonaro também aproveitou a ocasião para destacar ações realizadas durante seu mandato e associá-las ao trabalho de Rogério Marinho, que comandou o Ministério do Desenvolvimento Regional entre 2020 e 2022. O ex-presidente ressaltou a conclusão da transposição do Rio São Francisco, atribuindo à gestão do senador o avanço das obras no Nordeste.
“Com o Marinho, trouxemos água para o Nordeste. Ele foi um leão à frente do ministério e fez o que o PT não fez em anos”, declarou.
Outros pontos mencionados por Bolsonaro como marcas de sua gestão incluem a criação do Pix, o aumento do valor do Auxílio Brasil (programa que substituiu o Bolsa Família durante seu governo) e políticas de infraestrutura voltadas para a região Nordeste.
Ato político em Currais Novos
A visita de Bolsonaro a Currais Novos ocorreu em meio a movimentações para fortalecer o PL no Rio Grande do Norte e articular uma base estadual com vistas às eleições municipais de 2024 e ao pleito estadual de 2026. O evento contou com presença de lideranças locais e apoiadores do ex-presidente.
Além do anúncio sobre a candidatura de Marinho, Bolsonaro fez críticas indiretas a gestões anteriores e ao atual governo federal. Em seu discurso, reforçou o discurso conservador e religioso que marcou sua campanha e seus mandatos.
“Se estão nos atacando, é porque estamos no caminho certo. Eles podem ter muita coisa, mas nós temos duas: temos Deus e o poder de Nossa Senhora. Vamos mudar o destino do nosso Brasil”, afirmou.
Trajetória de Rogério Marinho
Rogério Marinho tem trajetória política com atuação em diversas esferas. Antes de assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional, foi secretário especial da Previdência e Trabalho no governo Bolsonaro, tendo protagonizado a reforma da Previdência aprovada em 2019.
No Congresso Nacional, Marinho já foi deputado federal por três mandatos. Em 2022, foi eleito senador pelo Rio Grande do Norte, com apoio direto de Bolsonaro, vencendo a disputa contra o então candidato do PT, Carlos Eduardo Alves.
Com a confirmação do ex-presidente, Marinho passa a ser oficialmente apontado como pré-candidato ao governo do estado em 2026. A expectativa agora recai sobre o posicionamento de outros partidos e lideranças potiguares em relação à corrida eleitoral.
Foto: Alan Santos/PR / Isac Nóbrega/PR / Marcos Corrêa/PR
Deputada teve mandato encaminhado à CCJ e verbas parlamentares bloqueadas após condenação por invasão ao sistema do CNJ
A Câmara dos Deputados deu início ao processo de cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou o caso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisará a perda do mandato parlamentar, conforme o rito interno.
A parlamentar foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em ação que também resultou na condenação do hacker Walter Delgatti Neto, réu confesso no mesmo processo. Entre os atos praticados, está a inserção de documentos falsos, incluindo um mandado de prisão em nome do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
Encaminhamento à CCJ e prazo de defesa
O despacho de Hugo Motta para a CCJ segue a determinação da Corte Suprema, mas a decisão final sobre a cassação será submetida ao plenário da Câmara. Inicialmente, Motta havia declarado que acataria diretamente a decisão do STF, mas, na terça-feira (10.jun.2025), informou que o desfecho caberá ao voto dos deputados, conforme estabelece o regimento da Casa.
Carla Zambelli está atualmente licenciada do mandato. Segundo o regimento interno da Câmara, ela terá o prazo de até cinco sessões da comissão para apresentar sua defesa. Após esse período, o relator designado apresentará um parecer, que será votado pelos membros da CCJ e, posteriormente, levado ao plenário.
Bloqueio de verbas e ativos
Na mesma terça-feira (10), a presidência da Câmara comunicou oficialmente ao STF o bloqueio das verbas parlamentares da deputada. A medida atende a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, proferida no dia 4 de junho. O bloqueio inclui salários, cotas parlamentares e demais benefícios financeiros vinculados ao exercício do mandato.
A parlamentar também teve as contas bancárias e ativos financeiros bloqueados por ordem do Supremo Tribunal Federal. A ação visa impedir movimentações financeiras que possam dificultar a execução da pena determinada pela Justiça.
Conversão da prisão e pedido de extradição
No sábado (7), Moraes determinou o início do cumprimento definitivo da pena imposta à deputada. A prisão preventiva de Zambelli foi convertida em prisão definitiva após a constatação de que ela havia deixado o país com destino à Itália. A fuga foi interpretada pela Corte como tentativa de obstrução da Justiça.
Com base nesse cenário, o STF rejeitou os recursos apresentados pela defesa de Zambelli. Na quarta-feira (11.jun), o ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o pedido formal de extradição da parlamentar.
Condenação e envolvimento no caso Delgatti
A condenação de Carla Zambelli se deu em processo conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto, que admitiu ter invadido os sistemas do CNJ a pedido da parlamentar. Durante o julgamento, foi demonstrado que documentos falsificados foram inseridos no sistema eletrônico, em ação classificada pelo STF como grave ameaça ao funcionamento do Judiciário.
Delgatti, conhecido por envolvimento anterior na divulgação de mensagens da Lava Jato, também foi condenado por crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Próximos passos na Câmara
Com o processo em curso na Comissão de Constituição e Justiça, a deputada pode apresentar defesa técnica e documentos em sua justificativa. A expectativa é de que o parecer da comissão seja votado ainda neste semestre, antes do recesso parlamentar.
Caso a maioria do plenário da Câmara vote a favor da cassação, Zambelli perderá o mandato de forma definitiva, independentemente de eventuais recursos. O processo marca mais um capítulo no embate entre membros do Legislativo e o Supremo Tribunal Federal em casos relacionados a crimes cometidos por autoridades com foro privilegiado.
As declarações do deputado federal General Girão (PL) sobre a eventual candidatura do senador Rogério Marinho (PL) ao governo do Rio Grande do Norte em 2026 escancararam um problema que há tempos ronda os bastidores da política potiguar: a desunião da direita. A crítica inicial de Girão – dizendo que Marinho “seria mais útil ao RN ficando em Brasília” – foi revertida dias depois, com uma tentativa de reconciliação, em que o parlamentar passou a dizer que o senador é “o mais preparado” para governar o estado. Mas o estrago político já estava feito.
A palavra-chave que define o atual momento do campo conservador no RN é desarticulação. A direita potiguar, que ganhou fôlego nos últimos anos com o avanço do bolsonarismo, com a força crescente do PL no estado e, principalmente, com a desaprovação do atual governo de Fátima Bezerra (PT), parece agora travada por disputas internas, vaidades e ausência de liderança coesa.
Mesmo após o recuo, o posicionamento inicial de General Girão não deve ser interpretado como um mero deslize retórico. Suas palavras refletem um incômodo real entre parte da base de apoio da direita potiguar quanto ao projeto político de Rogério Marinho para 2026. O senador até aqui não conseguiu consolidar consenso entre aliados, e nomes que antes orbitavam naturalmente ao seu redor hoje fazem cálculos próprios, mirando voos independentes.
Entre esses nomes, estão dois que ganham cada vez mais espaço no debate: o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Ambos têm boas avaliações em suas respectivas cidades e, ao que tudo indica, ambições que ultrapassam os limites do seu anterior mandato, no caso de Álvaro, e do seu mandatos atual, no caso de Allyson. No entanto, cada um caminha isoladamente, sem articulação regional sólida nem base estadual consolidada – o que enfraquece o campo do centro-direita como um todo.
A possível candidatura de Rogério Marinho ao governo do RN em 2026 carrega o peso da expectativa, mas também o fardo das contradições internas de seu grupo político. A crítica de Girão, mesmo revogada, ajuda a reforçar a ideia de que o senador ainda não conseguiu unir sua base – um pré-requisito essencial para qualquer projeto eleitoral viável. Afinal, se dentro de casa não há alinhamento, como esperar coesão para enfrentar adversários estruturados, como os nomes da esquerda ou do PT local, que, apesar de todas as dificuldades, já demonstraram eficiência eleitoral em pleitos anteriores?
A falta de articulação não é apenas uma questão de nomes, mas de estratégia. A direita no RN falha em construir uma narrativa unificada. Enquanto o PT tem a teoria de um discurso coeso, pautado por programas sociais, defesa dos servidores e aproximação com movimentos populares – ainda que a prática seja muito diferente -, o campo conservador ainda se prende ao antipetismo e à memória de 2018, sem apresentar uma proposta concreta de futuro para o estado. Quando muito, dão destaque a possibilidade de venda da Caern. Só!
Não bastasse isso, a relação entre os possíveis candidatos da direita é marcada por desconfiança mútua. Álvaro Dias, embora se aproxime de pautas conservadoras, já demonstrou autonomia em decisões políticas e carrega o fato de estar sem mandato para lhe dar destaque – enquanto é ‘enaltecido’ pelas acusações do MPRN sobre as eleições de 2024, por ocasião da eleição do sucessor, Paulinho Freire em Natal – o MPRN denunciou Álvaro e outros políticos por uso da máquina política. Allyson Bezerra, por sua vez, é jovem, tem carisma, mas ainda carece de capital político fora da região Oeste. E Girão, com sua declaração pública seguida de recuo, demonstra a instabilidade de um grupo que ainda não sabe em qual palanque realmente vai subir.
O eleitorado potiguar, especialmente o conservador, espera mais do que disputas de ego e ensaios de traição. Espera união, clareza de propostas e lideranças comprometidas com um projeto de estado.
Enquanto isso não acontece, a pergunta segue no ar: e agora, Girão? Sua fala revelou mais do que uma opinião momentânea – escancarou a fragilidade da direita do RN. Em 2026, quem quiser vencer, precisará fazer muito mais do que recuar. Será preciso unir. E isso, até aqui, ninguém demonstrou capacidade real de fazer.
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados /Ilustração
Deputada busca apoio político para sustar ação penal que resultou em pena de 10 anos por invasão ao sistema do CNJ e uso de documentos falsos
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (15.mai.2025) que “não sobreviveria na cadeia”, ao comentar a condenação a dez anos de prisão determinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A pena foi imposta por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em um caso que envolve o hacker Walter Delgatti.
Zambelli busca apoio político na Câmara dos Deputados para sustar a ação penal e impedir o trânsito em julgado da sentença. A deputada afirma que já conta com articulação interna para tentar reverter a condenação, citando que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria autorizado o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a conduzir as tratativas.
Brasília (DF) 23/04/2024 Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Em entrevista coletiva realizada em frente ao diretório estadual do PL em São Paulo, a deputada disse que “publicamente, foram poucas” as manifestações de apoio, mas que recebeu dezenas de ligações privadas, inclusive da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo ela, não a procurou.
“Não é interessante adiantar a estratégia, mas já tenho boa parte do apoio que eu preciso para fazer essa votação. Estamos aguardando o melhor momento e ainda temos tempo para fazer isso”, afirmou Zambelli.
A parlamentar distribuiu um dossiê à imprensa com críticas ao julgamento e ao relatório da Polícia Federal. Ao lado do advogado Daniel Bialski, Zambelli alegou que há inconsistências no processo e que o hacker Walter Delgatti não tem credibilidade. Ela ainda afirmou que os documentos falsos encontrados em seu celular já circulavam nas redes sociais em tom de “piada”.
“Eu não iria, de forma alguma, brincar de fazer invasão ao CNJ, de mandar prender o ministro Alexandre de Moraes com um documento assinado por ele próprio. Assim, é tão ridículo que, realmente, como disse a ministra Cármen Lúcia, seria burrice”, declarou.
Brasília (DF) 23/04/2024 Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Antes do pronunciamento, Zambelli rezou com duas mulheres em coreano. Ao final da entrevista, tomou três comprimidos levados por um assessor, alegando problemas de saúde que devem ser apresentados como justificativa para um eventual pedido de prisão domiciliar.
Entre os problemas de saúde listados, estão episódios de desmaios, depressão, síndrome de Ehlers-Danlos (que afeta a mobilidade e causa deslocamentos articulares), além de condições cardíacas. “Ainda que seja injusta a decisão, eu sigo a lei. Se acontecer a prisão, vou me apresentar. Mas, hoje, não me vejo capaz de ser cuidada da forma que preciso [presa]. […] Eu não sobreviveria na cadeia”, afirmou a deputada.
A condenação foi relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, referendada por unanimidade pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. Segundo o STF, Walter Delgatti teria inserido ao menos 16 documentos falsos no sistema do CNJ, a mando de Zambelli. Um dos indícios é que a deputada teria acessado um dos arquivos segundos após sua criação pelo hacker. A investigação da PF aponta ainda pagamentos a Delgatti por meio da cota parlamentar da deputada e de assessores, totalizando R$ 13,5 mil. Uma das transações, feita por um motorista, foi justificada como compra de garrafas de uísque.
A defesa nega qualquer relação entre a deputada e as invasões, afirmando que Delgatti foi contratado para realizar serviços no site de Zambelli, que nunca foram entregues. O advogado Daniel Bialski classificou o hacker como “mitômano”, termo usado por investigadores, e contestou a validade de sua colaboração premiada.
Bialski também criticou a ausência de sustentação oral no julgamento, alegando cerceamento do direito de defesa. Para ele, não há provas de que a deputada tenha contratado Delgatti para cometer crimes.
Zambelli é figura de destaque do bolsonarismo desde os protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff. Foi vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara e mantinha laços próximos com o ex-juiz Sergio Moro, que foi padrinho de seu casamento. Nas eleições de 2022, foi a segunda deputada mais votada em São Paulo, com 946 mil votos, ficando atrás apenas de Guilherme Boulos (PSOL).
Ela também responde a processo por ter sacado uma arma durante uma discussão com um apoiador petista às vésperas do segundo turno. Segundo Bolsonaro, esse episódio teria influenciado negativamente em sua derrota nas urnas, o que Zambelli nega. Caso tenha o mandato cassado, será a terceira parlamentar mais votada do PL em São Paulo a deixar a bancada — após Eduardo Bolsonaro (licenciado) e Ricardo Salles (que migrou para o partido Novo).
Ex-presidente participará de eventos do Projeto Rota 22 nos dias 12, 13 e 14 de junho, acompanhado do senador Rogério Marinho
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou, neste sábado (10.mai.2025), que retornará ao Rio Grande do Norte no mês de junho. A nova visita ocorrerá entre os dias 12 e 14, com compromissos nas cidades de Natal e Mossoró. A confirmação foi feita por meio de vídeo divulgado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), durante o Seminário Central do Projeto Rota 22, realizado pelo Partido Liberal.
A agenda de Bolsonaro no estado terá início em Natal, capital potiguar, onde deverá participar de atividades políticas e institucionais promovidas pelo PL e pelo Instituto Álvaro Valle. Em seguida, ele seguirá para Mossoró, na região Oeste do estado, para dar continuidade aos eventos programados pelo Projeto Rota 22.
A visita faz parte da mobilização nacional coordenada pelo Partido Liberal, por meio do Rota 22, projeto que busca ampliar o diálogo entre lideranças conservadoras e a população, com foco em oficinas, debates e encontros políticos voltados para fortalecimento da base do partido nos estados.
Durante o seminário, o senador Rogério Marinho destacou a importância da presença do ex-presidente no estado como parte da estratégia de organização da direita no país. Segundo Marinho, a vinda de Bolsonaro tem o objetivo de estimular lideranças regionais e reforçar o engajamento de apoiadores locais em torno do projeto político do partido.
“A presença do ex-presidente no RN fortalece nossa base, inspira nosso povo e demonstra claramente que a direita segue viva, organizada e comprometida em devolver o Brasil aos brasileiros”, afirmou o senador durante o encontro do PL.
Projeto Rota 22
O Projeto Rota 22 é uma iniciativa do Partido Liberal, em parceria com o Instituto Álvaro Valle, que realiza eventos em diversos estados brasileiros. A proposta é criar um espaço de articulação e formação política para líderes locais, com foco em temas relacionados à atuação legislativa, gestão pública, políticas sociais e desenvolvimento regional.
No Rio Grande do Norte, o projeto tem promovido encontros em diferentes municípios, reunindo apoiadores, parlamentares, prefeitos e lideranças comunitárias. As ações envolvem palestras, rodas de conversa e encontros temáticos voltados à mobilização da militância conservadora e à preparação para as próximas disputas eleitorais.
A presença de Jair Bolsonaro no estado faz parte dessa articulação e visa consolidar o PL como principal força política de oposição no Nordeste, ampliando sua base de apoio em um cenário onde o partido busca fortalecer candidaturas municipais e estaduais para 2026.
A programação completa da visita ainda será detalhada pelos organizadores, mas já está confirmada a presença do ex-presidente em eventos públicos tanto na capital quanto no interior do estado. As informações serão atualizadas conforme o cronograma for fechado pela coordenação estadual do partido.
A visita de Bolsonaro ao Rio Grande do Norte em junho será a mais recente de uma série de agendas regionais promovidas pelo PL para manter o ex-presidente em contato direto com as bases eleitorais. O partido tem utilizado o Projeto Rota 22 como ferramenta para dialogar com o eleitorado conservador e estruturar suas ações nos estados.
“Ela não faz viagem apócrifa, ela faz viagem porque ela foi convidada”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (29) que a primeira-dama Janja da Silva “não é clandestina” e “vai continuar fazendo o que ela gosta”, depois de ser questionado sobre críticas da oposição sobre os gastos públicos com a ida dela ao Japão e à França.
“Primeiro que minha mulher não é clandestina”, afirmou Lula. “Ela não faz viagem apócrifa, ela faz viagem porque ela foi convidada”, continuou o presidente. Ele deu as declarações em entrevista coletiva antes de deixar Hanói, capital do Vietnã, após visita oficial.
“Ela vai continuar fazendo o que ela gosta. “Ela vai estar onde ela quiser, vai falar o que ela quiser”, afirmou Lula. “É assim que eu acho que é o papel da mulher.”
Lula afirmou que não responderia a oposição sobre esse assunto, e que a primeira-dama também não precisa se explicar.
Maioridade
“Eu sinceramente não respondo à oposição nesse assunto. Acho que a Janja tem maioridade suficiente para responder aquilo que é sério. Aquilo que é molecagem, fake news, irresponsabilidade, não precisa responder. A história vai julgar”, argumentou o presidente.
Nas últimas semanas, a primeira-dama vem sendo alvo de oposicionistas que questionam os gastos públicos com viagens internacionais. Neste mês, Janja acompanhou Lula em visita de Estado ao Japão e, em seguida, foi para Paris participar da cúpula Nutrition for Growth (Nutrição para o Crescimento, ou N4G, na sigla em inglês).
Neste sábado, Lula frisou que Janja viajou em missão oficial, representando-o em um evento de cúpula a convite do presidente francês Emmanuel Macron, para falar sobre um tema no qual trabalha ativamente.
“Ela fez essa viagem a convite do companheiro Macron para discutir a aliança global contra a fome e pobreza”, destacou Lula. “Ela foi convidada e fez seu discurso com muita competência, e tem trabalhado nesse negócio da aliança global contra a fome até antes do G20”, acrescentou.
O Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a ser acionado, mas arquivou – por unanimidade na semana passada – uma representação do deputador Gustavo Gayer (PL-GO) para que esses custos fossem auditados.
O TCU frisou que já decidiu anteriormente sobre o tema, concluindo que são improcedentes as reclamações sobre as viagens oficiais da primeira- dama.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Ex-deputada foi condenada por publicações contra sistema eleitoral
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou recursos da defesa de Carla Zambelli (PL) e manteve a cassação do diploma de deputada federal e a inegibilidade dela por oito anos, a partir da eleição de 2022.
A decisão, que confirma julgamento de janeiro deste ano, foi motivada por uma ação da também deputada Sâmia Bomfim (PSOL), que alegava que Zambelli divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral e cita uso indevido dos meios de comunicação e a prática de abuso de poder político.
O voto do desembargador Encinas Manfré rejeitou as teses da defesa, sobre as quais se manifestou afirmando que “as graves condutas da representada, com demonstração da elevada repercussão, da difusão de informações falsas e descontextualizadas” configuram abuso dos meios de comunicação. Cabe recurso à rejeição dos embargos de declaração no Tribunal Superior Eleitoral.
Ex-presidente é investigado por tentativa de golpe de Estado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), para defender anistia aos condenados por invadir e destruir os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023. Ele próprio corre risco de ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que não fugirá do Brasil para evitar uma eventual prisão ordenada pelo STF. “O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, disse. Bolsonaro, que atualmente está inelegível, afirmou que não tem “obsessão pelo poder”, mas tem “paixão pelo Brasil”.
Diante do apoio manifesto, mas considerando os desdobramentos do processo de que é alvo no STF, ele admitiu a possibilidade de não participar da próxima eleição presidencial. “Estamos deixando muitas pessoas capazes de me substituir”.
Ele ainda se esquivou da acusação de tentativa de golpe atribuída a ele. Afirmou que, por estar nos Estados Unidos na ocasião, não poderia ter participado de uma trama para impedir que Lula, que o derrotou nas eleições de 2022, assumisse a Presidência. Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado agravado pelo emprego de violência e deterioração de patrimônio tombado da União.
Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam cerca de 300 metros da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, na altura do Posto 4. O Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a Organização Não Governamental (ONG) More in Common calcularam a presença de 18 mil pessoas no ato deste domingo. Um software de inteligência artificial fez os cálculos a partir de fotos aéreas do público no horário de pico do ato, ao meio-dia.
Projeto no Congresso
A manifestação que reuniu lideranças de direita na orla na Zona sul teve o objetivo de pressionar o Congresso Nacional a aprovar o projeto de lei que anistia os condenados do 08/01. Diretamente interessado nessa anistia, Bolsonaro afirmou que as pessoas que destruíram os prédios dos Três Poderes são inocentes.
“Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham a intenção e nem poder para fazer aquilo que estão sendo acusadas”.
Em 8 de Janeiro de 2023, milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro romperam o cordão de isolamento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, quebraram janelas, destruíram cadeiras, computadores e obras de arte nos três prédios. Também tentaram incendiar o interior do STF. Só deixaram os locais após a chegada de tropas da Polícia Militar e do Exército.
Governadores
O ato contou com a participação de quatro governadores. Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC), Mauro Mendes (MT) e Tarcísio de Freitas (SP). Tarcísio também defendeu a anistia. Ele disse que é correto que o projeto seja pautado e aprovado no Congresso Nacional para garantir a anistia às pessoas. “Pode ter certeza que nós vamos conseguir os votos”.
Para Tarcísio, é preciso avançar para partir para outras discussões. “Para que a gente possa se dedicar aos temas nacionais, para que a gente possa discutir a longevidade, o envelhecimento da população, o financiamento do SUS. Tarcísio, ainda apontou que o grande problema do país é a inflação.
Movimentação
As pessoas mobilizadas para o evento organizado pelo pastor Silas Malafaia exibiam camisas e adesivos saudosos do governo do ex-presidente.
Entre os dizeres havia: “a direita está viva”; “com saudades do meu ex”; “anistia para os patriotas”; “o Brasil é meu partido”. Havia ainda dizeres críticos ao atual governo e elogios ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pouco depois do meio-dia, após a fala de Bolsonaro, os manifestantes começaram a se dispersar.
Decisão do STF ainda depende da Câmara e da Justiça Eleitoral
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (13) que sete deputados federais podem perder os mandatos. A decisão tem validade imediata, mas depende da Justiça Eleitoral e a Câmara dos Deputados para ser efetivada.
A decisão foi tomada no processo no qual a Corte derrubou as atuais regras para distribuição das chamadas sobras eleitorais para cálculo das vagas na Câmara. As regras são usadas para cálculo das cadeiras que devem ser preenchidas por candidatos eleitos nas casas legislativas.
Com a decisão, a bancada do Amapá, formada por oito deputados, deve ser a mais atingida, provocando a troca de metade dos parlamentares. As alterações devem atingir os atuais deputados Dr. Pupio (MDB), Sonize Barbosa (PL), Professora Goreth (PDT) e Silvia Waiãpi (PL).
Mais três deputados podem perder os mandatos: Lebrão (União Brasil-RO), Lázaro Botelho (PP-TO) e Gilvan Máximo (Republicanos-DF).
As vagas devem ser preenchidas por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Rafael Bento (Podemos-RO), Tiago Dimas (Podemos-TO), Professora Marcivânia (PCdoB-AP), Paulo Lemos (PSOL-AP), André Abdon (Progressistas-AP) e Aline Gurgel (Republicanos-AP).
Entenda
Em fevereiro do ano passado, os ministros julgaram ações protocoladas pelos partidos Rede Sustentabilidade, Podemos e PSB para contestar trechos da minirreforma eleitoral de 2021. A Lei 14.211/2021 reformulou as regras para distribuição das sobras eleitorais.
Antes das alterações, todos os partidos podiam disputar as sobras eleitorais, que são calculadas pela Justiça Eleitoral para ocupar as vagas que não foram preenchidas após o cálculo do quociente eleitoral, critério principal para definir a vitória dos parlamentares nas eleições.
Com a nova lei, somente candidatos que tiveram votos mínimos equivalentes a 20% do quociente eleitoral e os partidos que obtiverem mínimo de 80% desse quociente passam a disputar as vagas oriundas das sobras.
A decisão do Supremo permitiu que todos os partidos e candidatos concorressem sem restrições em uma das fases de distribuição das sobras eleitorais.
A Corte considerou que o novo entendimento era aplicável às eleições de 2024. Dessa forma, os sete deputados não seriam atingidos.
Na sessão de hoje, os ministros julgaram recursos dos partidos para que as novas regras das sobras sejam aplicadas às eleições de 2022, pleito no qual os sete parlamentares foram eleitos.
Por 6 votos a 4, os ministros decidiram que as regras são aplicáveis às eleições de 2022, e os deputados devem ser substituídos.
Ex-presidente ataca PGR e Polícia Federal em discurso no PL; convoca apoiadores para ato em março
Em sua primeira aparição pública após ser denunciado por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (20.fev.2025), que está com a “consciência tranquila”. Ele classificou o documento de 272 páginas apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como uma narrativa contra a extrema direita.
“Nada mais têm contra nós do que narrativas. Tudo foi por água abaixo. A mais recente foi essa de golpe”, declarou Bolsonaro, sob aplausos e gritos de “mito” de eleitores do Partido Liberal (PL). O ex-presidente ainda desafiou: “‘Vão prender o Bolsonaro?’ Caguei para a prisão”.
As declarações foram feitas durante o encontro nacional de comunicação do PL, que contou com a participação de big techs como X (antigo Twitter) e Google. Em trinta minutos de discurso, Bolsonaro pouco abordou a atuação da direita nas redes sociais e repetiu argumentos para desacreditar as investigações da Polícia Federal (PF).
“Quem precisa de 800 páginas para provar, é que não tem o que mostrar”, afirmou, em referência ao relatório da PF que embasou a denúncia da PGR. Ele defendeu que a prioridade da direita no momento deve ser a anistia dos presos de 8 de janeiro, data em que ocorreram os ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.
Bolsonaro convocou seus apoiadores a comparecerem às manifestações marcadas para 16 de março, pedindo que não levem cartazes. Na véspera, parlamentares da oposição se reuniram com o ex-presidente para traçar estratégias de mobilização da base, incluindo atos públicos para demonstrar força.
Bolsonaro repete alegações de fraude eleitoral sem provas
Durante o discurso, Bolsonaro voltou a acusar, sem apresentar evidências, que as eleições de 2018 e 2022 foram fraudadas. Ele citou o inquérito da PF que investigou um ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, alegando que o caso comprovaria tentativas de fraude. No entanto, as investigações concluíram que não houve interferência nos resultados eleitorais.
As falas sobre os casos que o atingem se misturaram com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e elogios aos próprios feitos durante seu mandato. Bolsonaro também enviou recados a aliados, reafirmando sua posição como líder da direita, apesar dos reveses judiciais.
“Tem gente mais preparada do que eu, aqui deve ter dezenas, mas com o coro mais grosso do que o meu, não tem”, disse, em tom de autopromoção.
Agradecimento a Arthur Lira e críticas indiretas
Em uma de suas digressões, Bolsonaro agradeceu o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), atualmente cotado para assumir um ministério no governo Lula. Ele destacou que Lira pautou tudo o que pediu, especialmente em relação à redução de tributos.
“Estou indo pra guerra. Vou pegar um limpinho, um gravatinha da Câmara para esse processo?”, questionou, em referência indireta a Lira. “(Lira) tem seus problemas. Pode ter. Mas se fosse um gravatinha, limpinho na presidência, não teria resolvido o problema”, continuou. “Obrigado, Arthur Lira”, concluiu.
O carro envolvido na explosão ocorrida na noite desta quarta-feira (13), em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pertence a Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França, de Rio do Sul (SC). A identidade do corpo encontrado próximo ao local da explosão ainda não foi confirmada, mas a família reconheceu o carro pelas imagens da televisão.
A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com familiares de Tiu França, em Rio do Sul, que confirmaram que o filho dele recebeu uma ligação sobre um acidente sofrido pelo pai em Brasília.
Tiu França foi candidato pelo Partido Liberal (PL) ao cargo de vereador do município de Rio do Sul em 2020.
Explosão
Policiais militares fazem uma varredura na Praça dos Três Poderes após duas explosões terem ocorrido na noite de hoje perto do prédio do STF. O Corpo de Bombeiros confirmou a morte de uma pessoa.
A perícia também está no local. O acesso de pedestres e carros à Esplanada dos Ministérios foi fechado em decorrência das explosões, que ocorreram por volta das 19h30.
Em nota, o STF disse que foram “ouvidos dois fortes estrondos ao final da sessão e os ministros foram retirados do prédio com segurança”. “Os servidores e colaboradores também foram retirados por medida de cautela”, acrescenta. O público que participava da sessão que analisava ação sobre letalidade policial em favelas foi retirado às pressas. As explosões foram ouvidas após o encerramento da sessão.
Perícia
Em entrevista coletiva no final da noite, a governadora em exercício, Celina Leão, disse que o corpo ainda não foi periciado, por isso não tem como confirmar a identidade dele.
O secretário executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, reforçou que não há como fazer ligação entre o carro que explodiu e o corpo encontrado no local. “Não dá para fazer nenhuma ilação neste momento. O corpo não foi periciado, ainda não foi nem acessado. Ainda não podemos certificar a identidade do corpo”.
Quatro parlamentares do PSDB obtêm justa causa para desfiliação e se preparam para se filiar ao PL, que promete se tornar a maior força de oposição na Assembleia Legislativa
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) decidiu, por unanimidade, conceder justa causa para a desfiliação partidária de quatro deputados estaduais do PSDB. José Dias, Gustavo Carvalho, Tomba Farias e Kerginaldo Jácome receberam a aprovação do presidente estadual da legenda, Ezequiel Ferreira, e poderão deixar o partido sem risco de perderem seus mandatos por infidelidade partidária. A relatora do caso foi a juíza Ticiana Nobre.
Com essa decisão, os quatro parlamentares devem se filiar ao Partido Liberal (PL), que se consolida como uma forte bancada de oposição ao governo Fátima Bezerra (PT). Atualmente, o PL conta com dois deputados, Terezinha Maia e Coronel Azevedo, e, com a adesão dos novos membros, chegará a seis cadeiras na Assembleia Legislativa, se igualando ao PSDB e à Federação da Esperança (PT/PV/PC do B), ambos com seis deputados.
A movimentação fortalece o PL e promete uma nova configuração política no estado. A adesão dos deputados ao PL será formalizada em uma reunião com o senador Rogério Marinho, presidente estadual da sigla. A expectativa é que o partido se fortaleça, tornando-se um dos principais adversários da atual administração estadual.
Com 51,7% de renovação, Natal elege 15 novos vereadores, com destaque para o União Brasil, que mantém a maior bancada
A apuração das eleições municipais de Natal, realizada neste último domingo (6), definiu a nova composição da Câmara Municipal para os próximos quatro anos. Dos 29 vereadores eleitos, 15 são novos nomes, representando uma renovação de 51,7% em relação à atual legislatura.
Robson Carvalho, do União Brasil, foi o vereador mais votado, com 9.785 votos, seguido por Eriko Jácome (PP), atual presidente da Câmara, com 8.819 votos.
Distribuição de cadeiras
O União Brasil, apesar de ter perdido duas cadeiras, manteve sua posição como o partido com maior representatividade na Câmara, somando seis vereadores eleitos. Republicanos e PP vêm logo atrás, com quatro cadeiras cada. O Partido dos Trabalhadores (PT) conquistou três cadeiras, ampliando sua presença na casa legislativa.
Entre os novos vereadores, estão figuras de diferentes partidos, como Irapoã (Republicanos), Thabatta Pimenta (PSOL), e Matheus Faustino (União Brasil), refletindo a diversidade de representações políticas que a nova Câmara Municipal trará.
Principais destaques
A eleição deste ano marcou também a saída de nomes tradicionais da política natalense. Vereadores como Anderson Lopes (PSDB) e Raniere Barbosa (União Brasil) não conseguiram se reeleger, abrindo espaço para novas lideranças que prometem renovar o debate político na cidade.
Urgência do projeto foi aprovada por 302 votos contra 142
O projeto de resolução que dá poder para Mesa Diretora da Câmara suspender, por até seis meses, o mandato de deputado federal acusado de quebra de decoro parlamentar deve ir à votação do plenário nesta quarta-feira (12). A urgência do projeto 32/24 foi aprovada ontem, por 302 votos contra 142, com a promessa de votar o mérito do texto hoje.
A medida sofreu resistência de parte dos parlamentares que entendem que ela concede um poder excessivo à Mesa Diretora. Por outro lado, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende que a medida é necessária para conter os ânimos na Casa, após sucessivos casos de agressões verbais e quase físicas.
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) reclamou que a medida permite que a Mesa persiga adversários políticos e proteja aliados.
“Quer dizer que agora o Presidente da Câmara vai poder, de forma cautelar, determinar o afastamento de um Parlamentar do seu mandato? Vai-se ampliar dessa forma o poder do Presidente da Câmara, junto com a Mesa Diretora, para afastar um Deputado Federal, para que depois o Conselho de Ética venha se manifestar sobre o caso?”, questionou o deputado fluminense.
Encaminharam contra o texto os partidos PSOL, Rede e Novo, além da oposição. O PL – maior partido da casa – liberou a bancada, que votou em peso contra o projeto. Dos 91 deputados do PL, 68 votaram contra e 16 favoráveis à urgência.
De autoria da Mesa Diretora da Câmara, a proposta foi defendida pelo presidente da Arthur Lira. “Não há nenhuma usurpação de competência. A única alteração é uma medida cautelar para casos gravíssimos como os que aconteceram e vêm acontecendo reiteradas vezes nesta Casa. E quem tem juízo sabe que o limite já foi extrapolado há muito tempo”, disse.
De acordo com o texto, a Mesa Diretora da Câmara – formada por 11 parlamentares, sete titulares e quatro suplementes e liderada por Lira – poderá apresentar representação contra parlamentar por quebra de decoro. O colegiado terá 15 dias, contados do conhecimento do fato que motivou a representação, para suspender o mandato do deputado por meio de medida cautelar.
A suspensão deve ser comunicada ao Conselho de ética, que terá prazo de 15 dias acolher ou rejeitar a decisão da Mesa. A suspensão cautelar terá prioridade nas deliberações do Conselho que precisará formar maioria absoluta para derrubar ou manter a decisão da Mesa.
O texto prevê ainda a possibilidade de apresentar recursos ao plenário sobre a decisão do Conselho de Ética, no prazo de até cinco sessões da Câmara. A proposição confere também aos presidentes das comissões as mesmas prerrogativas do presidente da Câmara para manutenção da ordem nas reuniões, como advertência ou censura, caso um deputado perturbe os trabalhos.
Atualmente, um deputado só pode ser suspenso por decisão do plenário da Câmara, após decisão do Conselho de Ética.
Entenda
A proposta que altera o Regimento Interno da Câmara para permitir suspensão cautelar do mandato parlamentar por decisão da Mesa Diretora foi apresentada por Lira nessa terça-feira (11) após críticas na última semana motivadas pelos sucessivos embates entre parlamentares.
Durante a sessão que arquivou o processo no Conselho de Ética contra o deputado André Janones (Avante-MG) na semana passada, o parlamentar quase saiu no soco com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Na mesma semana, após discussão acalorada na Comissão de Direitos Humanos, a deputada Luiza Erundina passou mal e precisou ser internada.
Deputado mantém posição contra aliança com o deputado federal e pré-candidato pelo União Brasil
O deputado federal General Girão, ao anunciar sua retirada da pré-candidatura à prefeitura de Natal e apoiar Paulinho Freire (União Brasil), desencadeou uma divisão no PL do Rio Grande do Norte. O deputado federal Sargento Gonçalves, que faz parte grupo político de Girão, não deve seguir a orientação.
Gonçalves foi eleito com votação expressiva na capital nas eleições de 2022 e defende uma candidatura própria do PL. Ele afirmou ao jornal Agora RN que manterá sua posição até as convenções partidárias, previstas entre 20 de julho e 5 de agosto. “Até a convenção, defendo a candidatura própria do PL. Se, depois disso, o PL não apresentar um nome, analisarei as opções disponíveis”, declarou.
O deputado criticou a decisão do PL de apoiar Paulinho Freire, alegando discordâncias ideológicas e políticas. “Paulinho é um deputado do centrão, votou mais de 70% com o Governo Lula. É da política tradicional e, infelizmente, o PL decidiu apoiar essa candidatura contra a minha vontade”, afirmou.
Gonçalves lamentou a falta de protagonismo do PL nas eleições municipais de Natal e Mossoró, apesar da estrutura partidária robusta. “Somos um partido grande. Deveríamos ter o protagonismo. Temos três deputados federais, um senador, dois deputados estaduais, 20% do tempo de TV e recursos do fundo eleitoral. Por que ficarmos como coadjuvantes?”, questionou.
Deputado federal declara apoio a Paulinho Freire, retirando sua pré-candidatura para unir forças em Natal
Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (20.mai.2024), o deputado federal General Girão (PL) anunciou oficialmente seu apoio a Paulinho Freire (União Brasil) na corrida pela Prefeitura de Natal, prevista para outubro de 2024. O evento ocorreu no gabinete do General Girão na capital potiguar, onde ele retirou sua pré-candidatura ao cargo de prefeito.
Estiveram presentes no anúncio, além de Girão e Paulinho, o presidente estadual do União Brasil, José Agripino Maia; o prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos); e a pré-candidata a vice-prefeita, Joanna Guerra (Republicanos), além de outros políticos dos partidos União Brasil e PL.
Durante a coletiva, General Girão explicou suas razões para a decisão. “Fazemos política sempre procurando unir forças. Identificamos que seria interessante que quem estivesse melhor nas pesquisas recebesse o apoio do outro. Tenho tranquilidade em dizer que, autorizado pelo senador Rogério Marinho, estamos retirando nossa pré-candidatura”, afirmou Girão.
Paulinho Freire agradeceu o apoio de Girão e destacou a importância da união. “O apoio do General Girão é de suma importância. Tínhamos conversado antes que um apoiaria o outro. Eu teria um prazer muito grande em apoiá-lo, por sua história e por defender princípios e valores que também defendo. Este apoio chega para somar”, enfatizou Paulinho.
O presidente do União Brasil no Rio Grande do Norte, José Agripino, reforçou a relevância do apoio de Girão. “Girão traz voluntariamente e corajosamente esse apoio no início de uma campanha. A pré-candidatura de Paulinho representa a garantia da continuidade no desenvolvimento. A participação da direita nesse projeto é valorizada ao máximo pelo União Brasil”, pontuou Agripino.
O prefeito Álvaro Dias, que já havia declarado apoio a Paulinho Freire, afirmou que a adesão de General Girão representa um importante segmento da sociedade natalense. “Girão sempre teve votações expressivas em Natal, e seu apoio é fundamental para fortalecer nosso projeto”, disse Dias.
Ex-presidente segue sob cuidados médicos no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, sem previsão de alta
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está apresentando uma “melhora progressiva de todos os sintomas” após seis dias de internação no Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo. A informação foi divulgada em boletim médico na manhã deste sábado (11.mai.2024) destacando que ainda não há previsão para sua alta.
Bolsonaro deu entrada no hospital para tratar uma infecção na pele (erisipela) e um quadro de obstrução intestinal. Segundo o último boletim médico, os sintomas, o quadro infeccioso e os resultados dos exames laboratoriais estão apresentando melhoras significativas. No sábado, ele participou por meio de videochamada do encontro estadual do PL Mulher em Aracaju, Sergipe, diretamente do hospital.
O documento também informa que Bolsonaro “permanece sem febre, recebendo antibióticos por via endovenosa, fisioterapia e medidas de prevenção de trombose venosa”.
O ex-mandatário estava participando de eventos partidários em Manaus, no Amazonas, quando foi internado às pressas na manhã de sábado, 4, devido a uma erisipela, mesma infecção bacteriana que o afetou em novembro de 2022, após as eleições presidenciais. Embora tenha recebido alta no mesmo dia, retornou ao hospital no dia seguinte.
Sua chegada a São Paulo ocorreu na segunda-feira (6.mai) sendo transferido para o hospital na zona sul após sentir desconforto abdominal, o que alterou seus planos de ser levado para Brasília. O médico-cirurgião Antônio Macedo, que o acompanha desde o atentado sofrido em 2018, e o cardiologista Leandro Echenique são os responsáveis pelo seu tratamento.
Com agendas canceladas e sem previsão de alta, Bolsonaro recebeu a visita do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante a semana. O encontro, ocorrido na noite de segunda-feira (6) é interpretado como um gesto de fidelidade de Tarcísio a Bolsonaro, apesar das críticas sobre sua atuação política e diálogo com opositores.
Já o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), ainda não esteve presente para visitar o ex-presidente. Embora sua assessoria tenha planejado uma visita para sexta-feira (10) não há confirmação se ela ocorreu. Nunes recebeu o apoio de Bolsonaro e do PL para sua reeleição, mas enfrenta cobranças de apoiadores do ex-presidente que questionam seu alinhamento político.
Ex-presidente recebe tratamento em hospital particular após diagnóstico de erisipela, a mesma infecção de 2022
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi hospitalizado na manhã deste sábado (4.mai.2024) em Manaus, na Amazonas, para tratar uma infecção de pele. Sua chegada à capital amazonense na sexta-feira (3.mai) já foi marcada por desconforto, e a busca por cuidados médicos levou-o a um hospital particular da cidade, onde recebeu o diagnóstico de erisipela, mesma condição bacteriana que enfrentou em novembro de 2022, após as eleições presidenciais.
Após sua saída do hospital, Bolsonaro brevemente conversou com jornalistas. “Apareceu um caso de erisipela. Não dormi a noite passada toda. Minha esposa e os médicos não queriam que eu viesse, mas tinha compromisso aqui (em Manaus). Sou meio duro na queda. Então eu vim e fui bem tratado pelos médicos”, disse.
Após receber alta hospitalar, o ex-presidente ainda participou do encerramento de um evento do PL Mulher, liderado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Este não é o primeiro episódio de infecção de pele enfrentado pelo ex-presidente, que em novembro de 2022 cancelou compromissos devido ao mesmo problema. Naquela ocasião, o então vice-presidente, Hamilton Mourão, mencionou que a doença impossibilitava Bolsonaro de vestir calças.
Devido à natureza bacteriana da erisipela, o tratamento inclui o uso de antibióticos, com sinais de melhora podendo surgir dentro de 48 horas após o início da medicação.
Aliança política ganha força com a adesão do Republicano às eleições municipais
O prefeito de Natal, Álvaro Dias, do Republicanos, anunciou oficialmente, na tarde desta quinta-feira (2.mai.2024), seu apoio à pré-candidatura do deputado federal Paulinho Freire, do União Brasil, para as eleições municipais marcadas para 6 de outubro. A declaração foi feita durante uma visita à sede do partido Republicano, na avenida Floriano Peixoto, na presença de Paulinho Freire e do presidente da Câmara Municipal, vereador Eriko Jácome, do PP.
Em uma entrevista à TV Ponta Negra no início da tarde desta quinta-feira (2), o prefeito antecipou o que seria anunciado posteriormente em uma coletiva de imprensa no escritório particular na rua Floriano Peixoto, próximo ao Palácio dos Esportes Djalma Maranhão. Ele deixou claro que não faria aliança com o PT, criticando o partido por atrasar as obras da ponte de Igapó, o que afetou a entrada da reurbanizada avenida Felizardo Moura, uma via importante que liga Natal à Zona Norte.
Com esse anúncio, o número de partidos que devem confirmar aliança política em apoio a Paulinho Freire durante o período das convenções partidárias, que ocorre de 20 de julho a 05 de agosto, sobe para sete. Além do próprio partido de Freire, já declararam apoio o PP, PL, Federação PSDB/Cidadania e Podemos. A aliança tem potencial para ser ampliada até as homologações das chapas majoritárias e proporcionais para o primeiro turno das eleições.
O PL será enviado à Assembleia Legislativa em 15 de maio
Após meses de negociação, policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte fecham acordo com o Governo do Estado nesta segunda-feira (22).
A conquista da adequação de carreira marca o final de um processo de luta da categoria, após anos de perdas salariais, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
O acordo selado nesta segunda-feira corresponde a um reajuste de 8%, a ser implantado em janeiro de 2025, mais uma estimativa do IPCA no mês de abril também do próximo ano e um segundo reajuste de 5% em janeiro de 2026, mais a reposição do IPCA a cada mês de abril. Totalizando em cerca de 22,5% pra consolidar até abril de 2026.
Outro ponto que também foi aprovado pela categoria foi o encaminhamento do PL que promove a reestruturação na carreira dos Militares Estaduais, viabilizando a promoção EX-Ofício do Soldado (ingressos pós 2015) à graduação de Cabo com 4 anos e 6 meses.
O PL será enviado à Assembleia Legislativa em 15 de maio. A mesa de negociação permanece aberta para discussões de outras pautas que ficaram pendentes e que são do interesse da categoria.
O desembargador Julio Jacob Junio, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, sediado em Curitiba, votou nesta terça-feira (9) a favor da cassação do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato.
Com o voto do magistrado, o placar do julgamento está 3 a 2 contra a cassação de Moro. É a quarta sessão de julgamento. Nas sessões anteriores, os desembargadores Luciano Carrasco Falavinha Souza (relator), Claudia Cristina Cristofani e Guilherme Frederico Hernandes Denz votaram contra a cassação. O desembargador José Rodrigo Sade proferiu o primeiro voto pela cassação.
Ao justificar voto pela cassação, Jacob Júnior citou que a pré-campanha de Moro realizou gastos com voos de jatinho, equipe de segurança, impulsionamento em redes sociais e produção de vídeos promocionais. Dessa forma, segundo o desembargador, Moro quebrou a igualdade com os demais pré-candidatos.
“Ao ex-juiz Sergio Moro era dado naquele momento a necessidade de resgatar todo o prestígio perdido que havia perdido ao se candidatar ao cargo de senador por outra unidade da federação. Esse resgate, pelo comprovado nos autos, aconteceu com a utilização indistinta e desmedida de recursos públicos”, afirmou.
O julgamento prossegue para a tomada de mais dois votos.
No final de 2021, Moro estava no Podemos e realizou atos de pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a acusação, houve “desvantagem ilícita” em favor dos demais concorrentes ao cargo de senador diante dos “altos investimentos financeiros” realizados antes de Moro deixar a sigla e se candidatar ao Senado pelo União.
Para o Ministério Público, foram gastos aproximadamente R$ 2 milhões, oriundos do Fundo Partidário, com o evento de filiação de Moro ao Podemos e com a contratação de produção de vídeos para promoção pessoal, além de consultorias eleitorais. O PL apontou supostos gastos irregulares de R$ 7 milhões. Para o PT, foram R$ 21 milhões.
A defesa de Moro defendeu a manutenção do mandato e negou irregularidades na pré-campanha. De acordo com o advogado Gustavo Guedes, Moro não se elegeu no Paraná pela suposta pré-campanha “mais robusta”, conforme acusam as legendas.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná retoma nesta segunda-feira (8) o julgamento que pode levar à cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato. Será a terceira sessão para analisar o caso, que está prevista para começar às 14h.
Se for cassado pelo TRE, Moro não deixará o cargo imediatamente porque a defesa poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se a eventual cassação for confirmada pelo TSE, novas eleições serão convocadas no Paraná para preencher a vaga do senador. Ele também poderá ficar inelegível por oito anos.
Até o momento, o julgamento está empatado em 1 a 1. Na segunda-feira (1º), primeiro dia do julgamento, o desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza votou contra a cassação. Na quarta-feira (3), o desembargador José Rodrigo Sade se manifestou a favor da cassação.
No mesmo dia, após o empate na votação, a desembargadora Claudia Cristina Cristofani pediu vista do processo (mais tempo para analisar) e suspendeu o julgamento. Faltam os votos de cinco magistrados.
O tribunal julga duas ações nas quais o PT, o PL e o Ministério Público Eleitoral (MPE) acusam Moro de abuso de poder econômico pela suposta realização de gastos irregulares no período de pré-campanha, nas eleições de 2022.
No final de 2021, Moro estava no Podemos e realizou atos de pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a acusação, houve “desvantagem ilícita” em favor dos demais concorrentes ao cargo de senador diante dos “altos investimentos financeiros” realizados antes de Moro deixar a sigla e se candidatar ao Senado pelo União.
Para o Ministério Público, foram gastos aproximadamente R$ 2 milhões, oriundos do Fundo Partidário, com o evento de filiação de Moro ao Podemos e com a contratação de produção de vídeos para promoção pessoal, além de consultorias eleitorais. O PL apontou supostos gastos irregulares de R$ 7 milhões. Para o PT, foram R$ 21 milhões.
Defesa
No primeiro dia do julgamento, a defesa de Moro defendeu a manutenção do mandato e negou irregularidades na pré-campanha.
De acordo com o advogado Gustavo Guedes, Moro não se elegeu no Paraná pela suposta pré-campanha “mais robusta”, conforme acusam as legendas.
Sobre os gastos, Guedes disse que as quantias foram” infladas” pela acusação. “Não houve caixa 2 nas eleições, não houve irregularidade. Então, se cria uma tese bem criativa de abuso na pré-campanha”, completou.
Se cassado, haverá nova eleição para senador no Paraná
O desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, votou nesta segunda-feira (1º) contra a cassação do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava jato.
Após o voto do relator, a sessão foi suspensa e será retomada na próxima quarta-feira (3). Faltam os votos de seis juízes.
Se for cassado pelo TRE, Moro não deixará o cargo imediatamente porque a defesa poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso a eventual cassação seja confirmada pelo TSE, novas eleições serão convocadas no Paraná para preencher a vaga do senador.
Acusação
Nesta tarde, o TRE começou o julgamento de duas ações nas quais o PT e o PL acusam Moro de abuso de poder econômico devido a gastos irregulares no período de pré-campanha em 2022.
Em 2021, Moro estava no Podemos e realizou atos de pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a acusação, os concorrentes ao cargo de senador ficaram em desvantagem diante dos “altos investimentos financeiros” realizados antes de Moro deixar a sigla e decidir se candidatar ao Senado pelo União.
Conforme a acusação do Ministério Público Eleitoral (MPE), foram gastos aproximadamente R$ 2 milhões oriundos do Fundo Partidário com o evento de filiação de Moro ao Podemos e com a contratação de produção de vídeos para promoção pessoal, além de consultorias eleitorais.
Ao rejeitar a cassação, o desembargador não considerou os valores apontados como ilegais pelas partes do processo. Para o magistrado, os valores são divergentes e não é possível afirmar que foram excessivos. Segundo ele, os próprios partidos não apontaram os gastos de seus candidatos.
O PL apontou supostos gastos irregulares de R$ 7 milhões. Para o PT, foram R$ 21 milhões. O Ministério Público concluiu que o valor chega a R$ 2 milhões. Para a defesa de Moro, foram gastos somente R$ 141 mil com o evento.
O relator só considerou gastos totais de R$ 59 mil com a realização de coletiva de imprensa, produção de vídeos e aluguel de carros para o lançamento da pré-campanha.
“Não há prova alguma, nem mesmo testemunhal, dando conta que desde o início o objetivo [de Moro] era se candidatar ao Senado. Faz parte do jogo político acertos e contatos visando determinadas candidaturas que resultam em outras candidaturas”, afirmou.
Falavinha também acrescentou que Moro já era conhecido em todo o país e não teria como ter mais projeção pela pré-campanha. “Esses indicativos mostram a grande exposição midiática do investigado. A adoção da tese de simples soma das despesas para apurar abuso abre via perigosa para o arbítrio”, completou.
Defesa
Durante a sessão, a defesa de Moro defendeu a manutenção do mandato e negou irregularidades na pré-campanha. O advogado Gustavo Guedes afirmou que Moro não se elegeu no Paraná pela suposta pré-campanha “mais robusta”, conforme acusaram as legendas.
Atual prefeito da cidade, Rosano Taveira, oficializou o apoio ao apresentador durante evento de filiação partidária
O prefeito de Parnamirim, Rosano Taveira, anunciou oficialmente, nesta sexta-feira (22.mar.2024), durante o “PL Day”, que o apresentador Salatiel de Souza terá seu apoio para as eleições municipais deste ano. O comunicado foi feito durante o ato de filiação do Partido Liberal, tornando Salatiel de Souza um membro do PL.
“Oficialmente lançamos o pré-candidato à prefeito. O vice será anunciado em breve. Após extensivas análises e pesquisas sobre os requisitos necessários para o pré-candidato, Salatiel foi escolhido. Buscamos o que seria melhor para Parnamirim”, afirmou Taveira, sem definir uma data para a divulgação do nome do vice.
No evento estiveram presentes, além de deputados, vereadores e outros pré-candidatos, o senador Rogério Marinho. O apresentador Salatiel de Souza era o nome mais cotado para receber esse apoio. O nome do candidato que integrará a chapa como vice-prefeito ainda não foi revelado, como enfatizou Taveira.
Entre os possíveis candidatos que poderiam receber o apoio de Taveira, além de Salatiel de Souza, estavam a vice-prefeita Kátia Pires, o presidente da Câmara Wolney França, o secretário-chefe da Casa Civil Homero Grec e os vereadores Vavá Azevedo e Irani Guedes.
A expectativa para o anúncio existia antes mesmo do carnaval. Rosano havia afirmado que o nome do pré-candidato seria revelado após o feriado, porém, adiou a declaração devido ao adiamento de uma reunião com o senador Rogério Marinho. Segundo Taveira, esse encontro era crucial para a tomada de decisão.
Dissidência interna ameaça coesão do Partido Liberal em meio a apoio divergente a Lula
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, solicitou formalmente a abertura do processo de expulsão do deputado Yury do Paredão (CE) da legenda. As informações foram publicadas pelo Estadão nesta segunda-feira (17.jul.2023).
A decisão veio após Yury, que pertence à mesma sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstrar apoio às pautas do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi visto em fotos ao lado de Lula, viajou com ministros e fez o gesto característico do “L”, símbolo do partido petista.
Durante o primeiro semestre do ano, Yury tornou-se mais próximo do governo Lula, o que gerou tensões com os membros do Partido Liberal. O estopim aconteceu em maio, quando o deputado publicou uma foto ao lado do presidente e do ministro da Educação, Camilo Santana, ex-governador do Estado. Para Valdemar Costa Neto, Yury não compartilha dos ideais do PL, motivando assim o pedido de sua expulsão.
A declaração do presidente do partido gerou críticas do líder da oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), que acusou Valdemar de agir conforme o desejo de Yury, já que este estaria buscando a expulsão para poder manter seu mandato. Internamente, parlamentares alinhados com o bolsonarismo no PL também se manifestaram, afirmando que deputados como Yury do Paredão prejudicam a legenda, e que Valdemar não está conseguindo liderar efetivamente a maior bancada de deputados na Câmara, composta por 99 membros.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (7) pela Agência Estado
O Partido Liberal (PL) entrou na disputa pelos cargos no governo de Lula após a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, liberou os parlamentares para negociarem com o Palácio do Planalto, enquanto a ala bolsonarista assume uma posição de oposição mais radical. O PL já obteve sucesso ao emplacar um aliado no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (7.jul.2023) pela Agência Estado.
Lula indicou Fábio Pessoa da Silva Nunes, engenheiro de confiança do ex-ministro da Infraestrutura e atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para a Diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Dnit. Essa diretoria é uma das mais importantes do órgão, responsável pelas obras em rodovias em todo o país, e é bastante cobiçada pelos políticos. Nunes ocupou anteriormente o cargo de diretor de planejamento e projetos especiais na gestão Bolsonaro. A indicação foi aprovada pela Comissão de Infraestrutura do Senado, com a maioria dos senadores votando a favor.
Nunes possui ligações com a bancada do PL e foi chancelado para o cargo pelo senador Wellington Fagundes, líder do bloco que reúne o PL e o partido Novo no Senado. Fagundes atuou como relator da indicação e trabalhou para garantir a aprovação. Além disso, a comissão do Senado também aprovou outros três diretores do Dnit, indicados por senadores do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que ocupará a maioria dos cargos importantes do departamento tanto em Brasília quanto nos estados.
O Dnit é uma instituição cobiçada pelo Centrão em qualquer governo, pois possui sete diretorias e um orçamento de R$ 18,4 bilhões para a construção e manutenção de estradas, ferrovias e hidrovias. Dos quatro novos diretores aprovados pela Comissão de Infraestrutura, três ocuparam cargos de confiança no governo Bolsonaro. As nomeações ainda precisam ser aprovadas pelo plenário do Senado.
Enquanto busca ampliar seu apoio na Câmara dos Deputados, o governo de Lula negocia diariamente com dissidentes do PL, do Republicanos e do Progressistas, além de buscar aumentar a lealdade de partidos como União Brasil, MDB e PSD, que foram contemplados com três ministérios cada.
Nessa nova rodada de cargos no Dnit, o MDB do Senado foi o grupo mais fortalecido. O senador Renan Calheiros conseguiu emplacar o diretor-geral do órgão, Fabricio de Oliveira Galvão, funcionário de carreira do Dnit. A nomeação foi aprovada por unanimidade na Comissão de Infraestrutura. Galvão já vinha atuando como substituto na chefia do órgão desde fevereiro, após ocupar o cargo de superintendente do Dnit em Alagoas. O MDB também conquistou a diretoria executiva do Dnit, que ficou a cargo de Carlos Antonio Rocha de Barros, servidor de carreira, aprovado com apenas um voto contrário.
O senador Confúcio Moura, presidente da Comissão de Infraestrutura, indicou o engenheiro civil José Eduardo Guidi, ex-diretor do Departamento de Estradas e Rodagem de Rondônia, para a Diretoria de Infraestrutura Ferroviária. Guidi teve apenas um voto contrário no colegiado. Das quatro nomeações desta leva, apenas Guidi não é membro do corpo técnico do Dnit.
A Associação dos Engenheiros do Dnit (Aednit) comemorou o avanço e a indicação dos quatro novos diretores para a autarquia, destacando a importância desses cargos estratégicos para o desenvolvimento da infraestrutura do país.
De acordo com a assessoria do PL, Valdemar está em condição estável e a internação foi realizada por precaução
Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), foi hospitalizado no domingo (9.abr.2023) devido a um mal-estar e está internado no Hospital Sírio Libanês, em Brasília. Um procedimento de cateterismo está marcado para esta segunda-feira (10.abr), em decorrência de dores no peito que surgiram durante uma viagem pelo Nordeste. De acordo com a assessoria do PL, Valdemar está em condição estável e a internação foi realizada por precaução.
O presidente do PL, que é ex-deputado, está implementando uma estratégia política que envolve viagens do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle pelo país, com o objetivo de fortalecer o partido. Bolsonaro, que recentemente retornou de uma estadia de três meses em Orlando, nos Estados Unidos, agora ocupa o cargo de presidente de honra do PL. Já Michelle lidera o PL Mulher, uma ala feminina do partido. Valdemar Costa Neto defende uma possível candidatura de Bolsonaro à Presidência da República em 2026.
Documento deve ser analisado pelo Conselho Deliberativo nesta quinta-feira (30)
O presidente do Sebrae, Carlos Melles, apresentou uma carta de renúncia ao Conselho Deliberativo do órgão. Ele vinha sofrendo pressão do governo para deixar o cargo. A carta deve ser analisada pelo Conselho nesta quinta-feira (30.mar.2023).
Carlos Melles é filiado ao PL, mesmo partido de Jair Bolsonaro, de quem é próximo. Ele foi reeleito para o cargo ainda durante a gestão do ex-presidente, no dia 30 de novembro, um mês após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Comunico a V.S°. minha renúncia ao cargo de Diretor-Presidente do Sebrae Nacional, cargo que ocupo desde março de 2019, a pedido da CNI, CNC, CNA, ABASE e CACB. Na oportunidade, expresso meu respeito a todo o Sistema Sebrae e aos milhões de empresários de pequenos negócios”, disse Melles na carta.
Lula designou seu braço-direito, Paulo Okamotto, para liderar um movimento para que o posto seja ocupado por alguém próximo ao governo atual. O ex-deputado do PT de Santa Catarina, Decio Lima, é um dos nomes mais cotados para a presidência do Sebrae.
Na próxima quarta-feira (5), o ex-presidente prestará esclarecimentos à Polícia Federal
Nesta quinta-feira (30.mar.2023) o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, retornou ao Brasil, onde enfrentará uma série de questões judiciais. Ele está sendo investigado pelo caso envolvendo as joias sauditas, pela suposta incitação aos atos golpistas de 8 de janeiro, além de ser alvo de 16 ações que podem torná-lo inelegível no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O avião comercial de Bolsonaro pousou no Aeroporto Internacional de Brasília às 6h36 desta quinta-feira (30). Seu primeiro compromisso na agenda de investigações será em 5 de abril, próxima quarta-feira, quando prestará esclarecimentos à Polícia Federal.
Bolsonaro será questionado no inquérito que investiga o conjunto de joias que recebeu de presente da Arábia Saudita, com tentativas de entrada ilegal no Brasil e incorporação ao seu acervo pessoal, em vez do acervo do Estado.
Pelo menos dois conjuntos de joias do país árabe foram recebidos pela comitiva presidencial em 2021. O primeiro a ser revelado foi uma coleção feminina, com colar de R$ 16,5 milhões. O segundo, um grupo de joias masculinas, veio com o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Um dos pacotes de joias foi retido pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos. O outro pacote, com relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário, todos da marca suíça de diamantes Chopard, estava sob a posse de Bolsonaro e foram devolvidos à Caixa Econômica Federal (CEF) após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
O ex-presidente terá que explicar por que o assessor do então ministro tentou passar pela alfândega, na fila de “nada a declarar”, se pela lei ele deveria declarar os acessórios e pagar uma taxa de 50% sobre o valor das joias, ou seja, R$ 8,25 milhões. Bolsonaro também precisará explicar por que tentou, em pelo menos oito ocasiões, reaver os itens, acionando inclusive outros ministérios, além da chefia da Receita. Além disso, ele terá que explicar a incorporação dos materiais ao seu acervo pessoal e não ao do Estado.
Nessa semana, saiu na imprensa informações sobre um terceiro pacote de joias que supostamente estaria guardado na propriedade do ex-piloto da Fórmula 1, Nelson Piquet, em Brasília.
Partido alega que houve falha nas urnas no segundo turno
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, deu prazo de 24 horas para que o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, faça o aditamento da petição na qual pede a anulação de votos das eleições. Mais cedo, o PL entrou com representação no Tribunal para anular votos de alguns modelos de urnas eletrônicas nas eleições do último dia 30 de outubro, data do segundo turno.
No despacho, Moraes pede que o partido apresente a relação de urnas supostamente defeituosas nos dois turnos, alegando que as urnas também foram usadas no primeiro turno.
“As urnas eletrônicas apontadas na petição inicial foram utilizadas tanto no primeiro turno, quanto no segundo turno das eleições de 2022. Assim, sob pena de indeferimento da inicial, deve a autora aditar a petição inicial para que o pedido abranja ambos os turnos das eleições, no prazo de 24 horas“, decidiu o ministro.
Mais cedo, o PL protocolou no TSE uma representação eleitoral para questionar o resultado da eleição e apontou o suposto mal funcionamento de algumas urnas.
Foto: Antônio Augusto/Secom/TSE Com informações da Agência Brasil
O ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido feito pelo PL para retirar da internet um vídeo do ato público que contou com a participação do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva, em Fortaleza, no dia 30 de julho.
Na representação enviada ao TSE, o partido alegou que Lula fez propaganda eleitoral antecipada em próprio favor e negativa contra o candidato à reeleição Jair Bolsonaro. Segundo o PL, Lula teria adotado “discurso de ódio e ofensas à honra” de Bolsonaro ao chamá-lo de “mentiroso” e “covarde”.
Na decisão proferida na quarta-feira (10.ago.2022), o ministro entendeu que não houve pedido explícito de votos e que as falas contidas no discurso são considerações críticas contra o candidato adversário.
“O discurso proferido pelo representado Luiz Inácio Lula da Silva não contém pedido explícito de voto, consubstancia-se na exaltação de suas qualidades pessoais, revela opiniões críticas aos seus adversários, bem como exterioriza pensamento pessoal sobre questões de natureza política. Nesse contexto, em juízo de cognição sumária sobre a pretensão articulada na petição inicial, tudo indica que o discurso proferido pelo representado não desborda dos limites impostos pela legislação eleitoral ao exercício de liberdades públicas”, decidiu o ministro.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (3.jan.2022). A suspeita é de obstrução intestinal. De acordo com o médico Antônio Luiz Macedo, que acompanha o presidente desde a facada que ele sofreu na campanha eleitoral, em setembro de 2018, Bolsonaro será submetido a exames para diagnóstico preciso.
De acordo com as informações divulgadas pela imprensa, Bolsonaro chegou ao hospital em comboio presidencial por volta das 2h, e apresentava um suposto quadro de obstrução intestinal. O presidente deixou o litoral catarinense, onde passava férias, e de Joinville embarcou para São Paulo com a esposa Michelle Bolsonaro e a filha Laura.
A governadora Fátima Bezerra, juntamente com o secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coelho, e com o diretor geral do DER, Manoel Marques, assinou o contrato e a ordem de serviço para reforma da rodoviária de Tangará, a 95 quilômetros de Natal.
O valor do contrato é de R$ 241.242,15, sendo R$ 100 mil destinados por emenda parlamentar ao Orçamento Geral do Estado, de autoria do deputado estadual Ubaldo Fernandes, e R$ 141 mil alocados diretamente pelo Governo do Estado. A construtora Engevac Engenharia LTDA tem prazo de 150 dias para execução dos serviços na rodoviária de Tangará.
A reforma do terminal rodoviário é reivindicação antiga. A cidade tem população de 15.869 habitantes e é ponto de parada para quem transita na BR 226 com destino à região Seridó. “Esta é mais uma parceria com os municípios, e, em articulação com o Legislativo, viabilizamos a reforma que vai trazer melhorias para a população e para a economia”, afirmou Fátima Bezerra.
O vice-prefeito Augusto César agradeceu o empenho do Governo para a realização da obra. “Em pouco tempo o processo teve andamento e as obras já serão iniciadas na próxima semana. Agradecemos ao Governo por mais este investimento”, declarou o vice-prefeito.
O deputado Ubaldo elogiou “a presteza da equipe do Governo e o comprometimento em realizar obras e melhorias para a nossa população”.
Ao ato de assinatura do contrato e da ordem de serviço também compareceram os vereadores Alcimar Germano e Breno Carvalho, suplentes dos vereadores Alberis Souza e Paulo Anderson, o ex-prefeito Gija, os pastores Hilton Andrade e Charles Silva e o representante da Engevac, Rafael Vieira.
O presidente estadual do PSD e ex-governador Robinson Faria afirmou nesta sexta-feira (26.nov.2021) que, no Rio Grande do Norte, o partido vai apoiar a reeleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Bolsonaro deverá se filiar ao PL para concorrer ao cargo novamente no próximo ano. O PSD deverá lançar o nome do atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), como candidato a presidência.
Robinson afirmou que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu liberdade aos Estados para definir alianças partidárias no próximo ano. Apesar de o partido ser oposição à governadora Fátima Bezerra (PT), Robinson disse que o apoio à candidatura para o governo do Estado ainda não foi definida.
Kassab veio a Natal, nesta sexta-feira (26.nov,2021), prestigiar a posse da vereadora de Natal Camila Araújo como presidente do PSD Mulher no Rio Grande do Norte. Além dela, a diretoria feminina do partido também será composta pela prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, e de Baraúna, Divanize Oliveira. O evento contou com a presença de prefeitos e vereadores filiados ao partido, além de autoridades políticas da capital e do interior.
Robinson é pai do atual ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, o ex-deputado federal Fábio Faria.
Se intensificaram nos últimos dias o acerto da filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Partido Liberal (PL) para disputa da reeleição em 2022. O ingresso de Bolsonaro ao partido poderá ocorrer ainda neste mês de novembro e representa a nona mudança de sigla desde que o atual presidente ingressou na política, em 1988.
Bolsonaro teria escolhido o PL em detrimento ao Progressistas (PP), partido com o qual também negociava, por considerar que terá mais autonomia nas escolhas dos diretórios regionais para também angariar apoio ao seu nome. Em entrevista à CNN, Bolsonaro afirmou que estava “99% fechado” com o PL, e que se reuniria com integrantes do partido na quarta-feira (10.nov.2021) para acertar os detalhes da filiação.
De acordo com a Agência Estado, a filiação de Bolsonaro deverá ocorrer no dia 22, em referência ao número do partido e ao ano da eleição.
A matéria destaca ainda o acerto que Bolsonaro vem tentando fazer para acomodar outros partidos com o qual negociava, como o PP e o Republicanos. Para o PP, o acordo deverá fazer com que o partido indique o vice-presidente, que poderá ser o ministro das Comunicações, Fábio Faria, que deverá se filiar a legenda.
Em 2018, Bolsonaro chamou Valdemar Costa Neto, presidente do PL, de ‘corrupto e condenado’
Às vésperas da campanha presidencial de 2018, o agora presidente Jair Bolsonaro chegou a chamar Valdemar Costa Neto, presidente do PL, de “corrupto e condenado” em uma manifestação pelo Twitter. Na época, ao criticar informações sobre uma possível aproximação dele com o PL, Bolsonaro fez o seguinte comentário:
“A QUE PONTO CHEGARÃO? Primeiro a imprensa mente ao publicar que estive com Waldemar da Costa na semana passada. Agora diz que aceno para corruptos e condenados. É a velha imprensa de sempre, não sabem fazer outra coisa a não ser mentir e mentir”, escreveu.
Foto: Twitter/Reprodução
Valdemar Costa Neto foi condenado no julgamento do mensalão a 7 anos e 10 meses de prisão e, três anos após as eleições de 2018, Bolsonaro conseguiu abrigo apenas no PL.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em entrevista a rádio Jovem Pan News, que tem realizado conversas com PP e PL para definir sua filiação. O presidente ainda não tem partido para disputar a reeleição em 2022. “Hoje em dia está mais para PP ou PL. Me dou muito bem com os dois partidos”, afirmou.
Na entrevista, Bolsonaro reconheceu que está atrasado para escolher o novo partido. “Mas a escolha é igual a casamento. Às vezes, até escolhendo a gente tem problema. Imagina se fizer de atropelo”, disse.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está intensificando as negociações com o Partido Liberal (PL), presidido pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto. Bolsonaro está sem partido desde 2019, quando se desfiliou do PSL, partido pelo qual foi eleito presidente em 2018. No Rio Grande do Norte, o partido é comandado pelo deputado federal João Maia.
Segundo o jornal O Globo, parte da cúpula do PL discutiu a filiação de Bolsonaro durante um jantar, nesta semana, no apartamento do senador Wellington Fagundes (PL-MT), com a deputada Bia Kicis (DF), nome de confiança do Palácio do Planalto.
Além dela e do anfitrião, estavam presentes Valdemar Costa Neto, a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (DF), os senadores Jorginho Mello (SC) e Carlos Portinho (RJ), assim como o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (AM).
A senadora Zenaide Maia (Pros – RN) já anunciou seu voto contrário ao PL 3.914/20, que bota na conta do trabalhador o pagamento dos honorários periciais nas ações contra o INSS.
“Propor uma coisa dessa quando a gente tem quase 15 milhões de desempregados, 33 milhões na informalidade, mais de 30 milhões de pessoas subutilizadas, recebendo menos que um salário mínimo! É esse povo que, se recorrer à justiça, vai ter que pagar a perícia? De onde eles vão tirar? Não tem de onde tirar! Não me peçam para botar a minha digital em algo tão cruel e tão indigno!”, desabafou a parlamentar, na sessão do Senado que debateu o PL, nesta segunda-feira (20). O projeto foi aprovado pela Câmara e, agora, tem de passar pelo crivo dos senadores.
Zenaide defendeu que o Senado rejeite o PL 3914 e que o governo edite uma Medida Provisória para prorrogar, até o fim do ano, os efeitos da Lei 13.876/19, que estabelece que é o governo quem deve pagar os honorários periciais em ações nas quais o INSS figure parte e que tramitam na Justiça Federal. “A Medida Provisória, sim, pode resolver até dezembro de 2021, enquanto se busca uma solução definitiva!”, finalizou a senadora potiguar.
Aprovado na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, o projeto de lei de autoria do deputado Francisco do PT propõe a livre organização dos Grêmios Estudantis, Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos e Diretórios Centrais dos Estudantes, para representar os interesses e expressar os pleitos dos estudantes nas instituições de ensino público e privado.
A matéria prevê que é de competência exclusiva dos estudantes a definição das formas, dos critérios, dos estatutos e demais questões referentes à organização das representações estudantis.
O PL diz ainda que as instituições de ensino deverão assegurar espaços para divulgação das atividades das representações estudantis, além de assegurar aos estudantes o direito à liberdade de ação política, a participação das atividades de desenvolvimento educacional, social e de cidadania promovidas pelas entidades estudantis.
“Eu venho dos movimentos estudantis do campus da UFRN em Caicó e sei da importância que tem esse tipo de organização para a busca de direitos da categoria e por isso o apoio e incentivo do nosso mandato para fortalecer sempre esse tipo de representatividade”, disse o deputado Francisco do PT, que também é o autor da Lei 10.569/19, nomeada de Escola Democrática, que garante a liberdade de expressão e pensamento no ambiente escolar.
Projeto de lei apresentado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ) prevê a criação de um novo Código Eleitoral que acabaria impedindo Sergio Moro candidato.
Um projeto de lei complementar apresentado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ) prevê um novo Código Eleitoral que acabaria impedindo Sergio Moro candidato nas eleições do próximo ano. O projeto foi relatado pela deputada Margarete Coelho, do PP do Piauí, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
De acordo com o texto, magistrados ou membros do Ministério Público que não tenham se afastado definitivamente de seus cargos e funções em até cinco anos anteriores ao pleito não poderão concorrer às eleições. Sergio Moro foi juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba até o ano de 2018, quando aceitou o convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cargo que ocupou até 2020.
A proibição vale para qualquer cargo eletivo e consta no artigo 181 do projeto, que define os critérios para inelegibilidade. Antes de ser aprovado, o Projeto de Lei precisa ser votado pelos senadores e deputados.
O vereador Paulinho Freire aprovou ontem, 12, um Projeto de Lei que prevê prioridade especial em Natal em atendimento a pessoas com TEA.
As pessoas portadoras do espectro autista nível 3 e acompanhantes poderão ter prioridade especial no atendimento em estabelecimentos públicos e privados que façam atendimento ao público em Natal.
O vereador Paulinho Freire aprovou em segunda discussão nesta quinta (12), na Câmara Municipal de Natal, o PL que sugere essa pauta da “prioridade da prioridade” que se equipara à prioridade especial já concedida às pessoas maiores de oitenta anos. O PL também sugere que sejam fixados cartazes em todos esses locais para que sejam explicadas a prioridade especial deste atendimento.
De acordo com o vereador Paulinho Freire e intenção é contribuir para essa luta de tantas famílias natalenses e promover maior qualidade de vida a estas pessoas, direito que lhes é assegurado por Lei de acordo com a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
“Será um importante mecanismo para as pessoas com autismo, assegurando o respeito e o tratamento adequado para tais pois, nesse nível de autismo do indivíduo a simples espera excessiva em uma fila pode desencadear uma crise, onde muitas vezes, os familiares ou acompanhantes dessas pessoas não sabem que são merecedoras do direito de integrarem as filas preferenciais facilitando o conforto do mesmo e de seus parentes na realização das atividades do cotidiano”, comentou.
Agora o projeto será encaminhado para a apreciação do executivo municipal para que possa se tornar Lei.
O Rio Grande do Norte poderá contar com leis específicas de combate ao cyberbullying em consequência de um movimento nacional que acontece principalmente após o suicídio de mais um jovem por essa motivação, do adolescente potiguar Lucas Santos, filho dos músicos Walkiria Santos e César Soanata, que aconteceu há cerca de 10 dias. O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PL) protocolou dois Projetos de Lei na Assembleia Legislativa para criar leis no âmbito estadual, além das iniciativas que estão em evidência a nível nacional, já tramitando na Câmara Federal.
Um das matérias protocoladas pelo parlamentar prevê a criação do “Programa Estadual de Enfrentamento ao Cyberbullying – Lucas Santos”, voltado ao combate a práticas hostis em ambiente cibernético, através de atos como: depreciar, assediar, remeter mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social.
Segundo o PL, o Estado do Rio Grande do Norte, por meio de suas Secretarias competentes, deverá realizar programas alusivos ao combate à prática do cyberbullying. Às escolas do Estado do Rio Grande do Norte, públicas e privadas, caberia:
I – implementar, em seu calendário letivo anual, campanhas permanentes de conscientização, palestras e fóruns que integrem a comunidade escolar em prol da discussão do combate às práticas do cyberbullying;
II – criar serviço especializado de acolhimento às vítimas de cyberbullying, disponibilizando acompanhamento com os profissionais que desempenhem atividades voltadas ao bem-estar social e mental;
III – oferecer cursos de qualificação e capacitação aos seus profissionais com temáticas referentes ao disposto nesta Lei.
Já os veículos de comunicação digital, visual, radiofônico, televisivo e impresso, sediados no Estado do Rio Grande do Norte, deverão destinar espaço à publicização do combate ao cyberbullying. E fazer mais: segundo o parágrafo 1º, o veículo de comunicação também teria que, ao identificar a prática de cyberbullying realizado por terceiros em seu espaço de comunicação, a exemplo de comentários em páginas eletrônicas e mensagens enviadas por aplicativo de redes sociais, o dever de realizar a imediata remoção, bem como comunicar o fato às autoridades competentes para fins de averiguação dos fatos.
No parágrafo 2º, em caso de inércia ao disposto no §1º, o veículo de comunicação estaria, inclusive, sujeito à aplicação de multa, que variando entre 01 (um) e 50 (cinquenta) salários-mínimos, sopesada a sua capacidade econômica, revertendo-se tal valor ao Fundo Estadual de Assistência Social do Rio Grande do Norte.
Como justificativa, Ubaldo Fernandes expõe que “em tempos atuais, é crescente a incidência de atos ilícitos no mundo digital, de modo que o adoecimento das pessoas, em decorrência disto, é alarmante, merecendo o cuidado máximo de todos os agentes da sociedade. Neste sentido, a triste data 05 de agosto de 2021 marcou o falecimento trágico do jovem Lucas Santos, na cidade de Parnamirim, em decorrência de traumas resultantes de práticas do cyberbullying. Tem-se por urgente e necessário que a Legislação viabilize mecanismos de defesa às vítimas desta prática, sobretudo para que sejam atenuadas as consequências, as quais muitas vezes surgem de maneira nefasta e irremediável. Por fim, tendo em vista a relevância da presente pauta, solicito aos meus Pares, além da aprovação, a adesão à matéria para que, juntos, façamos do Rio Grande do Norte um Estado atento às causas negativas trazidas pela era digital”.
Além da Lei Lucas Santos no RN, o parlamentar ainda cobra a sinalização de que cyberbullyng é crime
Os cartazes devem conter os seguintes dizeres: cyberbullying é crime. Nos termos das Leis Federais 12.965/2014 e 13.185/2015, entende-se como cyberbullying o ato de depreciar, assediar, remeter mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social, estando o autor de tais práticas sujeito às sanções previstas na Legislação.
No artigo 2º, dentre outros, entende-se por espaço de uso de computadores os departamentos de comunicação digital, bibliotecas, salas de telemarketing e teleatendimento, empresas de assistência técnica, salas de aula e de computação, salas de atendimento de repartições públicas, lan houses e empresas gráficas. Já no artigo 3º, dispõe que a identificação de indícios de cyberbullying deverá ser imediatamente comunicada ao responsável pelo espaço, que, por sua vez, terá o dever legal de comunicar à autoridade competente para fins de averiguação dos fatos.
No artigo 4º, em caso de inércia ao disposto neste Artigo, o responsável pela omissão estará sujeito à aplicação de multa, que deverá variar entre 01 (um) e 50 (cinquenta) salários-mínimos, sopesada a sua capacidade econômica, revertendo-se tal valor ao Fundo Estadual de Assistência Social do Rio Grande do Norte. Parágrafo Único – Em se tratando de omissão de responsabilidade de Gestor Público, em seu desfavor será instaurado Processo Administrativo Disciplinar, cuja fixação de sanção caberá ao órgão administrativo competente.
“O avanço da Era Digital tem acelerado o descontrole das ações negativas que ocorrem em ambiente virtual, gerando graves consequências em desfavor de inúmeras pessoas, que, no caso tratado pela presente matéria, são vítimas do cyberbullying. Neste sentido, tem-se por necessária a ampliação deste debate, ultrapassando todos os tabus ainda existentes neste âmbito. Mesmo havendo legislação federal, que trata e coíbe tais práticas, sabemos que a recorrência destas condutas ilícitas merece máxima atenção do Poder Legislativo, a quem cabe a formulação de matérias para, após a aprovação, alcancem a aplicação por meio do Executivo. Sendo assim, solicito aos Colegas Deputados e Deputadas a aprovação desta proposição para fins de maior atenção às vítimas do cyberbullying”, justifica o propositor. As matérias devem ser lidas em plenário esta semana, indo para análise das comissões temáticas da casa legislativa para posterior apreciação e votação dos deputados estaduais.
A Câmara Municipal do Natal aprovou nesta quinta-feira (5) o projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade da veiculação a respeito da violência contra mulher e campanhas informativas referentes a este tema em estádios de futebol no Município do Natal. O projeto é de autoria da vereadora Ana Paula.
“É necessária a conscientização e informações sobre a Lei Maria da Penha em ambientes de predominância masculina para revertermos os índices de violência contra a mulher. Violência contra a mulher é crime, precisamos cada vez mais dá um basta”, disse a vereadora Ana Paula. Agora, o projeto de lei segue para a sanção do Executivo Municipal.
O presidente Jair Bolsonaro vetou hoje (4) o projeto de lei que suspenderia até o fim do ano ações de despejo em decorrência do aluguel atrasado de imóveis comerciais e residenciais de baixo valor. Segundo o Palácio do Planalto, o projeto aprovado no Congresso Nacional “contraria o interesse público”. O entendimento da assessoria técnica do presidente, que embasou sua decisão, foi de que a medida estimularia práticas de má-fé de ocupantes irregulares de imóveis.
“Com o objetivo de adequação do projeto ao interesse público, o presidente da República, após a manifestação técnica dos ministérios competentes, decidiu vetar integralmente a proposição legislativa que, embora meritória, contrariaria o interesse público, tendo em vista que a suspensão de atos de decisões judiciais, extrajudiciais e autotutela de posse que impliquem em desocupação de imóveis públicos no prazo previsto daria um salvo conduto para os ocupantes irregulares de imóveis públicos, frequentemente, com caráter de má fé, que já se arrastam em discussões judiciais por anos”, afirmou o Planalto, em nota.
A ideia do projeto, segundo os defensores do texto no Senado, era proteger apenas as famílias mais vulneráveis, aquelas que perderam, em virtude da pandemia, parte da pouca renda que tinham. O projeto previa que os imóveis incluídos no projeto se limitassem àqueles cujo aluguel custa, no máximo, R$ 600. Além disso, a suspensão de despejo por aluguel atrasado não se aplicaria quando ficasse provado que o dinheiro do aluguel é a única fonte de renda para o proprietário.
Mas o Executivo também argumentou que a lei, se sancionada, poderia “consolidar ocupações existentes, assim como ensejar danos patrimoniais insuscetíveis de reparação, como engorda de praias, construções de muros contenção, edificações, calçadões ou espigões nas áreas de bens de uso comum do povo, ou danos ambientais graves poderiam ser cometidos”.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que inclui gestantes e lactantes como grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19. Todas as lactantes são consideradas prioridade, independente de idade da criança ou da existência de comorbidades. Também estão entre as prioridades puérperas, crianças e adolescentes com deficiência permanente ou com comorbidade, e pessoas privadas de liberdade.
A lei teve origem no Senado, em um projeto do senador o senador Jean Paul Prates (PT-RN). Durante os debates no Legislativo, Prates elencou como motivos para a apresentação do projeto a diminuição da chance de uma lactante que volta ao trabalho presencial adoecer e contaminar o filho e a redução do índice de mortalidade materna, entre outros.
A Assembleia Legislativa aprovou um Projeto de Lei para incentivar e difundir o uso de bicicletas no Rio Grande do Norte, tanto como atividade desportista e recreativa quanto como meio de transporte. A proposição é de autoria do deputado estadual Hermano Morais (PSB) e segue agora para sanção.
A matéria prevê ainda o incentivo à construção de ciclovias, ciclofaixas e sistemas cicloviários urbanos, bem como a instalação de bicicletários públicos, e institui o dia 10 de outubro como o Dia Estadual do Ciclista, a ser incluído no calendário oficial de eventos do RN, além de palestras e campanhas educativas.
“Observamos hoje o aumento do número de ciclistas nas cidades potiguares, entretanto a infraestrutura dos municípios ainda segue precária e indesejável, com pouquíssimas ciclovias que interligam os diversos parques e pontos turísticos aos seus bairros”, justifica Hermano Morais.
A nova legislação representa mais um estímulo à execução do Sistema Cicloviário de Natal, objeto de lei promulgada em 2011, capaz de tornar a cidade uma referência nacional, e deve estimular a elaboração de projetos semelhantes em outras cidades do Estado.
Com a aprovação pela Assembleia, a proposição depende agora da sanção do executivo estadual. Hermano trabalha para que isso aconteça nas próximas semanas, com o objetivo de que, em 10 de outubro deste ano, já seja elaborada programação relativa ao estímulo ao ciclismo no RN.