Projeto segue para análise da Câmara dos Deputados após aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos
Senado aprova isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 1952/2019, que altera a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta estabelece isenção para contribuintes que recebem até R$ 4.990,00 por mês. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A medida representa uma ampliação da faixa de isenção do IR, atualmente limitada a rendimentos mensais inferiores a R$ 2.112,00. Com a nova proposta, trabalhadores com renda de até R$ 5 mil mensais ficariam livres da cobrança do imposto.
Além da isenção para rendas mais baixas, o projeto prevê aumento da tributação para faixas superiores. A intenção é promover maior equilíbrio na carga tributária, com redistribuição do impacto fiscal entre os diferentes níveis de renda.
A emenda aprovada pela CAE foi apresentada como parte do Projeto de Lei 1952/2019, que trata da atualização da tabela do IR. A proposta recebeu parecer favorável e foi incluída como primeiro item da pauta da comissão.
A tabela progressiva do Imposto de Renda é utilizada para calcular o valor devido pelos contribuintes com base em seus rendimentos mensais. A atualização da faixa de isenção é uma demanda recorrente, especialmente em períodos de inflação elevada e perda do poder de compra.
Senado aprova isenção
Com a aprovação na CAE, o projeto será encaminhado à Secretaria-Geral da Mesa do Senado, que fará os trâmites necessários para envio à Câmara dos Deputados. A proposta ainda precisa passar por comissões temáticas e ser votada em plenário antes de seguir para sanção presidencial.
A ampliação da faixa de isenção pode beneficiar milhões de brasileiros, especialmente trabalhadores assalariados e aposentados que se encontram próximos ao limite atual. A medida também pode ter impacto na arrecadação federal, exigindo compensações fiscais em outras áreas.
A proposta faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas à reforma tributária, que busca simplificar o sistema de impostos no país e torná-lo mais justo. A discussão sobre a tabela do IR é considerada estratégica para garantir maior equidade na tributação da renda.
A expectativa é que a análise na Câmara dos Deputados ocorra nas próximas semanas. Caso aprovada, a nova tabela poderá entrar em vigor já no próximo exercício fiscal, dependendo da regulamentação e publicação oficial.
Mais de 3.600 contribuintes do RN serão contemplados com restituições no quinto lote do Imposto de Renda
Potiguares vão receber R$ 12 milhões no 5º lote do IRPF 2025
A Receita Federal libera, a partir das 10h da terça-feira (23), a consulta ao 5º lote do IRPF 2025. O lote contempla declarações transmitidas fora do prazo e com pendências resolvidas, além de restituições residuais de exercícios anteriores.
No Rio Grande do Norte, 3.695 contribuintes serão beneficiados com um total de R$ 12 milhões em restituições. Em âmbito nacional, o crédito bancário será realizado no dia 30 de setembro, com 387.277 restituições no valor total de R$ 1.035.303.774,57.
Do montante nacional, R$ 507.130.623,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:
15.604 restituições para idosos acima de 80 anos
66.637 restituições para contribuintes entre 60 e 79 anos
6.968 restituições para pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave
16.926 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério
Além disso, 234.920 restituições serão destinadas a contribuintes que, embora não tenham prioridade legal, utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber via PIX. Outros 46.222 contribuintes não prioritários também foram contemplados.
5º lote do IRPF 2025
Para verificar se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. A plataforma oferece consulta simplificada e completa, com acesso ao extrato de processamento via e-CAC.
Caso haja pendências na declaração, é possível realizar a retificação diretamente no sistema, corrigindo as informações para liberar a restituição.
A Receita também disponibiliza aplicativo para smartphones e tablets, que permite consultar diretamente nas bases da instituição a liberação das restituições e a situação cadastral do CPF.
O pagamento das restituições será feito exclusivamente em conta bancária de titularidade do contribuinte. Em caso de erro nos dados bancários ou problemas na conta, o crédito não é realizado.
Para evitar prejuízos, o contribuinte pode reagendar o crédito pelo Banco do Brasil, dentro do prazo de até um ano após a tentativa inicial. O reagendamento pode ser feito pelo portal bb.com.br/irpf ou pelos telefones:
4004-0001 (capitais)
0800-729-0001 (demais localidades)
0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos)
Se o valor não for resgatado dentro do prazo de um ano, o contribuinte deverá solicitar o pagamento pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal.
Quase um terço dos pedidos foram para pequenos e médios negócios
Em dois dias após a abertura para pedidos, o plano Brasil Soberano aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço americano.
O plano de socorro a empresas exportadoras prevê um total de R$ 40 bilhões em crédito para negócios afetados pela barreira comercial que aplica taxas de até 50% às exportações brasileiras.
O balanço de pedido e aprovação foi divulgado na noite de sexta-feira (19) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco de fomento do governo federal.
No período, o total de pedidos de 533 empresas chegou a R$ 3,1 bilhão. Ou seja, 1,9 bilhão anda estão em análise.
O total de R$ 40 bilhões do Brasil Soberano inclui R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos do próprio BNDES.
Os recursos são emprestados a juros subsidiados, ou seja, mais baixo do que cobram os demais bancos. Uma das contrapartidas das empresas que se habilitam a receber os empréstimos é não realizar demissões.
Os financiamentos são para linhas de capital de giro (contas do dia a dia, como salário e pagamento de fornecedores), investimentos em adaptação da atividade produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados. Quem pediu empréstimo
Enrte quinta (18) e sexta-feira (19), foram feitas 75 operações de crédito, todas na linha destinada a capital de giro.
Nos primeiros dias de aprovação, 84,1% dos pedidos aprovados foram empresas da indústria de transformação (seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).
Em seguida aparecem agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%).
Quase um terço do valor total aprovado (30%) foi solicitado por pequenas e médias empresas.
Ao total, 2.236 empresas acessaram o sistema do BNDES para fazer consultas no Brasil Soberano, sendo 533 elegíveis, isto é, com pelo menos 5% do faturamento bruto total, no período de julho de 2024 a julho de 2025, composto por produto na lista de tarifação.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, aponta agilidade na aprovação de recursos e atribui isso ao compromisso do banco e 50 instituições financeiras parceiras.
“Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, diz.
Dos valores ainda em análise, R$ 1,7 bilhão são referentes à linha destinada à busca de novos mercados. Como acessar
O primeiro passo para acessar os recursos é consultar se a empresa é elegível para o plano de socorro. A consulta pode ser feita no site do BNDES.
Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa.
Caso o sistema indique que a empresa é apta ao crédito, a recomendação é entrar em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Grandes empresas podem procurar diretamente o BNDES. Efeitos do tarifaço
Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa empresas que atuam no comércio entre os dois países, estima que as exportações de produtos afetados pelo tarifaço americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024.
Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança de taxas de até 50% a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.
Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países.
O presidente americano usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que terminou na semana passada.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / José Paulo Lacerda/CNI/Ilustração
Rio Grande do Norte produziu 31,6 milhões de quilos de camarão e respondeu por 21,5% da produção brasileira
Produção de camarão cresce 27,8% no RN em 2024 e Estado mantém liderança nacional
A produção de camarão no Rio Grande do Norte alcançou 31,6 milhões de quilos em 2024, representando um crescimento de 27,83% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento expressivo no volume, o valor total pago pelo produto teve alta nominal de apenas 2,61%, totalizando R$ 701,39 milhões.
O preço médio do quilo do camarão foi de R$ 22,18, inferior ao registrado no ano anterior. A queda no valor unitário impediu que o crescimento da produção se refletisse proporcionalmente no faturamento. Ainda assim, o camarão permanece como o principal produto da aquicultura potiguar, representando 78,93% do valor total do setor.
No cenário nacional, a produção brasileira de camarão atingiu 146,8 mil toneladas em 2024, com crescimento de 15,17%. O valor de produção nacional foi de R$ 3,1 bilhões, com aumento nominal de 16,34%.
O Rio Grande do Norte respondeu por 21,5% da produção nacional, mantendo-se como o segundo maior produtor do país, atrás apenas do Ceará. Juntos, os dois estados foram responsáveis por cerca de 99,7% da produção nordestina.
O município de Pendências, no Oeste potiguar, destacou-se como o terceiro maior produtor de camarão do Brasil, com 9,6 milhões de quilos em 2024, um crescimento de 45,71%. O município foi responsável por 30,4% da produção estadual.
produção de camarão
Arês ocupou o segundo lugar no ranking estadual, com 3,5 milhões de quilos produzidos, seguido por Canguaretama, com 3,2 milhões de quilos. Senador Georgino Avelino e Guamaré completam a lista dos cinco maiores produtores do RN, com 2,8 milhões e 2,299 milhões de quilos, respectivamente.
O setor da aquicultura potiguar acumulou R$ 888,66 milhões em valor de produção em 2024, com variação nominal positiva de 2,15%. A carcinicultura respondeu por 95,88% desse total, sendo 78,93% da produção de camarão e 16,95% da produção de larvas e pós-larvas.
A tilápia manteve-se como o terceiro produto com maior participação no valor de produção da aquicultura potiguar, com 3,36%. Foram produzidos 2,297 milhões de quilos, gerando R$ 29,87 milhões em faturamento. Nísia Floresta liderou a produção de tilápia no estado, com 34,81% do total.
A malacocultura, que inclui ostras, vieiras e mexilhões, registrou crescimento de 25%, com produção de 125 mil quilos e faturamento de R$ 2,5 milhões.
Além da aquicultura, o Rio Grande do Norte também bateu recorde na produção de mel de abelha em 2024, com 1.190.489 quilos. O volume superou as marcas históricas de 2008 e 2009, consolidando o estado como o 11º maior produtor do país.
O crescimento foi de 30,9% em relação a 2023, sendo o quarto maior aumento nacional. O valor de produção do mel potiguar chegou a R$ 21,4 milhões, com destaque para os municípios de Apodi (250 mil kg), Macaíba (100 mil kg), Serra do Mel (50 mil kg), São Miguel (42 mil kg) e Caraúbas (39 mil kg).
Taxa real de 9,51% coloca país atrás apenas da Turquia em ranking global de juros
Selic em 15% mantém Brasil com segundo maior juro real do mundo
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15%, anunciada nesta quarta-feira (17), posiciona o Brasil como o segundo país com maior juro real do mundo, com uma taxa de 9,51%. O levantamento foi realizado pela MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, sob coordenação do economista-chefe Jason Vieira.
Mesmo que o Copom tivesse optado por um corte de 0,25 ponto percentual, hipótese considerada por apenas 5% dos agentes do mercado, o Brasil permaneceria na mesma posição no ranking global.
Ranking de juros reais
O Brasil está atrás apenas da Turquia, que lidera com 12,34% de juro real. Em seguida aparecem:
Rússia: 4,79%
Colômbia: 4,38%
México: 3,77%
A média global de juros reais entre os países avaliados é de 1,45%.
Selic em 15%
Avaliação global
Entre 165 países analisados, os dados mostram que:
83,64% mantiveram suas taxas de juros nas últimas reuniões de política monetária
2,42% elevaram as taxas
13,94% realizaram cortes
Em um recorte de 40 países, os números indicam que:
70% mantiveram as taxas
0% elevaram
30% cortaram
Cenário fiscal e inflacionário
A projeção considera que o cenário de incertezas inflacionárias locais persiste, influenciado pela questão fiscal, que gera tensão no mercado. Segundo Vieira, a guerra de tarifas contribui para o desvio de foco e aumenta a dificuldade do Copom em realizar cortes na taxa básica de juros.
Apesar de sinais de alívio inflacionário e da queda global do dólar, o Copom optou por manter a taxa como forma de sinalizar preocupação com o cenário fiscal.
Comparação com os Estados Unidos
A manutenção da Selic no Brasil contrasta com a expectativa de corte de 25 pontos-base nos Estados Unidos. Vieira aponta que, enquanto o Copom envia um recado ao setor fiscal, o Federal Reserve (FOMC) pode justificar cortes com base em dados marginais do mercado de trabalho, mesmo diante da força recente da inflação norte-americana.
Perspectivas
A decisão do Copom reforça a postura cautelosa diante das variáveis econômicas internas e externas. O Brasil segue com uma das maiores taxas reais de juros do mundo, o que impacta diretamente o custo do crédito, os investimentos e o desempenho da economia.
O ranking elaborado por MoneYou e Lev Intelligence é atualizado periodicamente e considera a diferença entre a taxa nominal de juros e a inflação projetada, oferecendo uma visão comparativa entre os países.
Tarifa de 50% imposta pelos EUA afeta pesca e sal potiguar; setor busca alternativas para evitar demissões
Exportações de pescado do RN para os EUA despencam 80%
As exportações de pescado do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos registraram queda de 80% desde a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano. A medida, adotada pelo presidente Donald Trump, afetou diretamente o setor pesqueiro potiguar, que agora exporta apenas 20% do volume anteriormente destinado ao mercado dos EUA.
Segundo o Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca), o impacto da tarifa resultou na paralisação de metade da frota de navios de pesca de atum no estado. O volume exportado caiu de cerca de 300 toneladas mensais para menos de 50 toneladas. Parte do custo da taxação está sendo absorvida pelas indústrias e parte pelos compradores, por meio de negociações diretas entre empresas.
Apesar da queda nas exportações, o setor ainda não registrou demissões. Algumas empresas optaram por conceder férias aos trabalhadores como forma de manter os empregos diante da redução na produção.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior indicam que as exportações totais do RN para os Estados Unidos caíram 74% entre julho e agosto, passando de US$ 6,25 milhões para US$ 1,62 milhão. Os segmentos mais afetados foram a pesca e o sal, que mantinham forte presença no mercado norte-americano.
O presidente do Sindipesca-RN, Arimar França Filho, afirmou que a expectativa é pela rápida regulamentação do Plano Brasil Soberano, que prevê acesso ao crédito e medidas para preservar empregos. Ele também destacou a importância da abertura do mercado europeu como alternativa para compensar as perdas com os EUA.
Exportações de pescado do RN
No setor salineiro, que tinha 47% das exportações voltadas para os Estados Unidos, a preocupação é com a perda de clientes. O presidente do Sindicato da Indústria de Extração do Sal no RN (Siesal), Airton Torres, considera o prejuízo incalculável e alerta para os riscos de não conseguir recuperar os clientes perdidos no futuro. Ainda assim, as empresas do setor não cogitam cortes de pessoal e concentram esforços na manutenção dos empregos.
Uma das medidas adotadas para mitigar os efeitos da crise foi a ampliação temporária do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (Proedi), que dobrou os incentivos do ICMS e garantiu até R$ 2 milhões em crédito presumido. A inclusão do sal no programa Reintegra também foi discutida com o vice-presidente Geraldo Alckmin, em Brasília.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) tem atuado em conjunto com os governos federal e estadual para buscar soluções. O presidente da entidade, Roberto Serquiz, participou de missão aos Estados Unidos para apresentar os impactos do tarifaço às instituições locais. Segundo ele, o sal potiguar é reconhecido pela pureza e qualidade, e o atum também possui características que o tornam difícil de substituir no mercado norte-americano.
Serquiz afirmou que a prioridade é manter os empregos e buscar alternativas comerciais. Algumas empresas estão programando férias para os colaboradores e sacrificando margens de lucro para manter o mercado. Os próximos seis meses serão decisivos para avaliar se haverá desligamentos ou perdas reais no setor.
O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, informou que o decreto estadual ampliou o apoio às empresas afetadas, com foco na diversificação de mercados. Ele destacou o crescimento das exportações brasileiras para o México (43,8%) e para o Mercosul (40,4%) em agosto como sinais positivos.
Em nível nacional, o Plano Brasil Soberano prevê R$ 30 bilhões em crédito via Fundo Garantidor de Exportações, aumento das alíquotas do Reintegra, prorrogação do regime de drawback e apoio a produtores por meio de compras públicas. A expectativa é que as linhas de crédito sejam regulamentadas ainda em setembro, beneficiando diretamente as empresas do Rio Grande do Norte.
Estudo da FIRJAN aponta média de R$ 1.760 no Rio Grande do Norte, abaixo da nacional de R$ 2.178
O salário médio de admissão no Brasil apresentou crescimento real de 2% em 2024, alcançando R$ 2.178, segundo o estudo “Raio-X do Salário de Admissão”, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN). Apesar da melhora nacional, o Rio Grande do Norte aparece na 23ª posição entre os 26 estados e o Distrito Federal, com média de R$ 1.760. O aumento em relação a 2023 foi de 0,8%, à frente apenas de Alagoas (R$ 1.753), Amapá (R$ 1.725), Roraima (R$ 1.715) e Acre (R$ 1.700).
O levantamento indica que os maiores salários médios de admissão estão concentrados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde há maior presença de setores industriais, tecnológicos e de serviços financeiros. São Paulo lidera o ranking, com média de R$ 2.473, seguido pelo Distrito Federal (R$ 2.284) e Rio de Janeiro (R$ 2.223). No Nordeste, os salários são menores: o Ceará apresenta média de R$ 1.927, enquanto Alagoas ocupa a última posição da região, com R$ 1.753.
Diferenças setoriais
De acordo com a FIRJAN, os setores que oferecem os maiores salários médios de admissão são a Indústria (R$ 2.310) e os Serviços (R$ 2.250). Já a Agropecuária (R$ 2.011) e o Comércio (R$ 1.926) registram valores abaixo da média nacional. As diferenças regionais estão ligadas à concentração de atividades econômicas de maior valor agregado, como tecnologia da informação, engenharia, mineração e serviços financeiros.
No Rio Grande do Norte, a Federação das Indústrias do Estado (FIERN) destaca que o mercado consumidor reduzido, o perfil predominante de micro e pequenas empresas e os custos logísticos impactam a competitividade dos salários iniciais. Ainda assim, a indústria potiguar se destaca: dados do Observatório da Indústria MaisRN mostram que o setor paga, em média, R$ 2.629,89, acima da média nacional.
Entre os segmentos que puxam a média estão as atividades petrolíferas, que chegam a R$ 15.380, além da fabricação de máquinas e equipamentos elétricos (R$ 8.505,17), eletricidade e gás (R$ 8.034,64), captação e distribuição de águas (R$ 7.584,75) e extração de minerais (R$ 5.550,81). A energia eólica também aparece como setor em crescimento, com salários médios superiores em municípios produtores, devido à demanda por equipes multidisciplinares.
Confiança do setor produtivo
Apesar dos destaques pontuais, a confiança da indústria potiguar apresentou queda em 2024. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) passou de 60,6 pontos em janeiro de 2024 para 53,2 em agosto de 2025. A retração aponta para dificuldades em investimentos, expansões e novas contratações no estado.
A FIERN defende que elevar os salários médios no RN depende de políticas públicas integradas voltadas à educação, inovação e modernização do ambiente regulatório, alinhadas às vocações econômicas locais.
Qualificação profissional como fator de mudança
O estudo da FIRJAN aponta que 77% das ocupações registraram aumento real nos salários de admissão em 2024. Áreas como engenharias, tecnologia e inovação continuam entre as mais valorizadas, com salários iniciais que ultrapassam R$ 10 mil em algumas funções. Engenheiros de computação, por exemplo, registraram média de R$ 13.794, enquanto engenheiros químicos alcançaram R$ 11.181.
No Rio Grande do Norte, o Senac-RN ampliou a oferta de cursos técnicos e de qualificação, somando mais de 33 mil vagas em 2024 — 20% a mais que no ano anterior. Desse total, 17 mil foram ofertadas pelo Programa Senac de Gratuidade (PSG). A instituição também atua em parcerias com empresas para encaminhar trabalhadores ao mercado de trabalho: mais de 3 mil pessoas foram contratadas em 2024 após participação em processos seletivos.
Os setores de serviços com maiores salários iniciais incluem exploração de jogos e apostas (R$ 9.301), serviços financeiros (R$ 5.179), tecnologia da informação (R$ 4.927) e pesquisa científica (R$ 4.861). Na indústria, atividades como extração de petróleo e gás natural (R$ 9.104) e fabricação de produtos farmacêuticos (R$ 4.186) figuram entre as mais bem remuneradas.
Variações estaduais
Embora a média nacional tenha registrado alta, alguns estados tiveram desempenho negativo ou estável. O Rio de Janeiro foi o único a apresentar retração, com queda de 0,4%. Ceará e Pará tiveram aumento de apenas 0,1%. Acre e Bahia registraram crescimento de 0,9%, próximo ao índice de 0,8% do Rio Grande do Norte.
Volume de vendas recua 0,1% no estado, segundo dados do IBGE
Comércio varejista do RN registra queda em julho
O comércio varejista do RN registrou queda de 0,1% no volume de vendas em julho, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o pior desempenho do ano para o setor no estado e o menor índice para o mês de julho desde 2023, mesmo com ajustes sazonais.
É a primeira vez em 2025 que o indicador estadual apresenta variação negativa. No mesmo mês, 17 estados brasileiros também registraram queda nas vendas, incluindo cinco da região Nordeste.
Apesar da retração no volume de vendas, a receita nominal do comércio potiguar teve crescimento de 0,2% em julho. Esse resultado ficou abaixo do desempenho de junho, quando o aumento foi de 2,2%.
Em nível nacional, o comércio varejista caiu 0,3% em julho, acumulando quatro meses consecutivos de recuo. A perda acumulada no período é de 1,1%, conforme os dados do IBGE.
comércio varejista do RN
Na comparação com julho de 2024, o volume de vendas do comércio varejista do RN cresceu 4,8%. Já a receita nominal teve aumento de 10,3% no mesmo intervalo. Esses números indicam que, apesar da queda pontual em julho de 2025, o desempenho anual ainda é positivo.
No acumulado de janeiro a julho de 2025, o volume de vendas do comércio varejista potiguar avançou 2,4%, enquanto a receita nominal cresceu 8%. Esses dados refletem uma tendência de crescimento moderado ao longo do ano, mesmo com oscilações mensais.
O comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, peças e materiais de construção, também registrou queda de 0,1% em julho em relação ao mês anterior. Esse segmento acompanha a tendência observada no varejo restrito, reforçando o cenário de desaceleração no setor.
A PMC é uma pesquisa mensal realizada pelo IBGE que acompanha o desempenho do comércio varejista em todo o território nacional. Os dados são utilizados para análise de conjuntura econômica e para formulação de políticas públicas voltadas ao setor.
A queda registrada em julho pode estar relacionada a fatores como redução no consumo das famílias, variações nos preços de produtos e serviços, além de impactos sazonais e conjunturais. O comportamento do consumidor, a inflação e o crédito também influenciam diretamente os resultados do comércio.
O desempenho do comércio varejista do RN em julho de 2025 reforça a necessidade de monitoramento constante do setor, especialmente em períodos de instabilidade econômica. A análise dos dados mensais permite identificar tendências e ajustar estratégias de mercado.
Nova regra eleva carga tributária sobre locações residenciais e comerciais, com impacto progressivo até 2033
Reforma Tributária altera tributação de aluguéis a partir de 2026
A partir de 2026, os locadores de imóveis residenciais e comerciais começarão a sentir os efeitos da Reforma Tributária, que altera a forma de tributação sobre aluguéis no Brasil. A mudança será implementada de forma gradual até 2033, conforme previsto na Lei Complementar nº 214/2025.
Atualmente, os aluguéis intermediados por pessoas jurídicas, como imobiliárias, são tributados em 3,65%, referente ao PIS/Cofins. Com a nova legislação, essa alíquota será substituída pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), composto por dois tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
A alíquota cheia do IVA será de aproximadamente 28%, mas haverá deduções específicas para determinadas atividades. No caso da locação de imóveis, a dedução será de 70%, resultando em uma carga tributária efetiva entre 8,2% e 8,4%.
tributação de aluguéis
Além das pessoas jurídicas, a nova regra também afetará pessoas físicas que possuam mais de três imóveis para aluguel ou que tenham receita bruta anual superior a R$ 240 mil com locações. Nesses casos, a pessoa física será equiparada à atividade de imobiliária e estará sujeita à mesma tributação.
As locações por curta temporada realizadas por meio de plataformas digitais também serão tributadas pelo IVA, mas seguirão as regras aplicáveis à hotelaria. Nesse modelo, a dedução será de 40%, o que elevará a carga tributária para cerca de 18%.
Os contratos de aluguel que estiverem em vigor antes da implementação da nova regra permanecerão sob as normas atuais até o fim da vigência contratual. Para garantir a validade das condições anteriores, é necessário que os contratos estejam devidamente registrados em cartório.
A Reforma Tributária tem como objetivo simplificar o sistema tributário brasileiro, substituindo tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelo IVA dual. A transição será feita de forma progressiva, com a aplicação parcial do IVA e a retirada gradual dos tributos antigos até 2033.
Diante das mudanças, locadores devem se preparar para avaliar o impacto da nova tributação sobre seus investimentos. A análise deve considerar fatores como o número de imóveis, o modelo de locação, a receita anual e a possibilidade de migração para pessoa jurídica.
A busca por orientação especializada é recomendada para compreender as novas regras, identificar possíveis deduções na base de cálculo e avaliar a viabilidade de manter o aluguel como fonte de renda. A assessoria contábil pode auxiliar na adaptação ao novo regime tributário e na tomada de decisões estratégicas.
A variação nos preços finais dos aluguéis dependerá de fatores de mercado, como oferta e demanda, localização dos imóveis e negociações entre locadores e locatários. Não é possível prever com precisão se os custos serão repassados aos inquilinos, pois isso dependerá da dinâmica de cada contrato e da estratégia de cada proprietário.
A nova tributação sobre aluguéis representa uma mudança significativa no setor imobiliário e exige atenção dos envolvidos para evitar surpresas e garantir conformidade com a legislação vigente.
Foto: Joédson Alves/Fernando Frazão/Agência Brasil
Nova modalidade permitirá compras parceladas sem cartão de crédito; Banco Central divulgará regras ainda este mês
Pix parcelado será lançado em setembro e amplia acesso ao crédito
O Banco Central (BC) deve lançar ainda em setembro o Pix parcelado, uma nova funcionalidade que permitirá aos usuários realizar compras parceladas utilizando o sistema de pagamentos instantâneos. A novidade promete ampliar o acesso ao crédito, especialmente para consumidores que não possuem cartão de crédito.
Com o Pix parcelado, o recebedor da transação receberá o valor integral da compra de forma imediata, enquanto o pagador poderá dividir o valor em parcelas, com incidência de juros. A operação será considerada uma modalidade de crédito, com débito direto na conta do pagador na data de vencimento de cada parcela.
Pix parcelado
Alternativa ao cartão de crédito
Segundo especialistas, o Pix parcelado pode oferecer juros menores em comparação ao parcelamento via cartão de crédito. Como o débito será feito diretamente na conta do consumidor, a margem para inadimplência tende a ser reduzida. Além disso, o lojista poderá receber o valor total da venda sem custos de antecipação, o que pode facilitar a negociação de descontos no momento da compra.
Apesar das vantagens, o cartão de crédito ainda oferece maior flexibilidade, como a possibilidade de pagamento mínimo, atraso e benefícios adicionais como programas de pontos, milhas e cashback. O consumidor deverá avaliar qual meio de pagamento se adequa melhor ao seu perfil e às suas necessidades.
Funcionamento do Pix parcelado
Diferente do Pix tradicional, que não envolve custos para pessoas físicas, o Pix parcelado será uma operação de crédito sujeita a encargos financeiros. No momento da compra, o consumidor poderá optar pela modalidade parcelada e será informado sobre o valor das parcelas, datas de débito e os juros aplicáveis.
A expectativa é que cerca de 60 milhões de brasileiros que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito possam utilizar o Pix parcelado como alternativa para adquirir produtos e serviços. O Banco Central confirmou que divulgará ainda em setembro as regras para padronização da nova funcionalidade.
Outras mudanças no Pix
Além do Pix parcelado, o Banco Central prepara outras atualizações no sistema de pagamentos para os próximos anos. A partir de 2026, será implementado o Pix em garantia, voltado exclusivamente para pessoas jurídicas. Com essa funcionalidade, empresas poderão utilizar valores a receber via Pix como garantia em operações de crédito, facilitando o acesso a financiamento, especialmente para pequenos e médios empreendedores.
Outra novidade prevista para outubro é a proteção dos usuários do Pix. Um novo sistema de autoatendimento será integrado ao Mecanismo Especial de Devolução, permitindo que vítimas de fraudes possam solicitar devolução diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de contato com o suporte da instituição financeira.
Expectativas
As novas funcionalidades do Pix fazem parte da estratégia do Banco Central para ampliar a inclusão financeira e modernizar o sistema de pagamentos no Brasil. O Pix parcelado, em especial, representa uma alternativa para consumidores que enfrentam dificuldades de acesso ao crédito tradicional, oferecendo mais opções de pagamento com maior controle e transparência.
Estado registra 30,8% de negócios negativados; cenário nacional alcança recorde com 7,8 milhões de CNPJs inadimplentes
Inadimplência empresarial atinge 83,6 mil empresas no RN em junho
O Rio Grande do Norte registrou 83.695 empresas inadimplentes em junho de 2025, segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. O número representa 30,8% dos negócios ativos no estado com pendências financeiras. No Brasil, o mês marcou um novo recorde histórico, com 7,8 milhões de CNPJs negativados, o equivalente a 32,9% das empresas em atividade.
Cenário regional
Na análise por região, o Nordeste ultrapassou a marca de 1,2 milhão de empresas inadimplentes. Alagoas lidera com a maior proporção (39,6%), seguido por Maranhão (39,2%), Pernambuco (33,1%), Rio Grande do Norte (30,8%), Bahia (30,6%) e Paraíba (30,4%). Os menores índices foram observados em Sergipe (29,4%), Ceará (28%) e Piauí (25,4%).
O levantamento mostra que a inadimplência empresarial se intensificou ao longo de 2025. Entre maio e junho, mais de 100 mil novos negócios passaram a apresentar atrasos em pagamentos. Desses, 7,4 milhões são micro, pequenas e médias empresas, segmento mais vulnerável às oscilações econômicas e à restrição de crédito.
inadimplência empresarial
Cenário regional
Na análise por região, o Nordeste ultrapassou a marca de 1,2 milhão de empresas inadimplentes. Alagoas lidera com a maior proporção (39,6%), seguido por Maranhão (39,2%), Pernambuco (33,1%), Rio Grande do Norte (30,8%), Bahia (30,6%) e Paraíba (30,4%). Os menores índices foram observados em Sergipe (29,4%), Ceará (28%) e Piauí (25,4%).
O levantamento mostra que a inadimplência empresarial se intensificou ao longo de 2025. Entre maio e junho, mais de 100 mil novos negócios passaram a apresentar atrasos em pagamentos. Desses, 7,4 milhões são micro, pequenas e médias empresas, segmento mais vulnerável às oscilações econômicas e à restrição de crédito.
Impacto nas micro e pequenas empresas
Segundo o Sebrae, o cenário atual exige atenção redobrada à gestão financeira. A instituição aponta que juros elevados e crédito restrito dificultam o equilíbrio das contas empresariais. A falta de planejamento financeiro e falhas na gestão de caixa são fatores que contribuem para o aumento da inadimplência.
O Sebrae recomenda que os empresários busquem crédito de forma consciente, considerando alternativas como o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), que atua como garantidor em negociações com instituições financeiras. A entidade também oferece consultoria gratuita, participação em feirões de renegociação de dívidas e acesso à plataforma “Crédito Já”, que reúne opções de financiamento disponíveis no mercado.
Setores mais afetados
No cenário nacional, o setor de serviços concentra 53,8% das empresas negativadas, seguido pelo comércio, com 33,9%. A indústria representa uma parcela menor, mas também enfrenta dificuldades. A Fecomércio RN destaca que o ambiente macroeconômico adverso em 2025 — com juros altos, inflação, volatilidade cambial e aumento dos custos trabalhistas — impactou diretamente as margens de lucro, especialmente nos setores intensivos em mão de obra.
Empresas que atuam como fornecedoras ou prestadoras de serviço para entes públicos também enfrentam pressão adicional, devido ao aumento de custos e atrasos nos pagamentos. A limitação de receitas leva à inadimplência em contas básicas, fornecedores e tributos.
Reflexo nas famílias
A inadimplência empresarial no estado também reflete a situação das famílias potiguares. Em agosto, 37,8% dos lares do RN estavam endividados, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O cenário indica uma correlação entre dificuldades enfrentadas por empresas e consumidores.
Perspectivas
Apesar do quadro desafiador, há expectativa de melhora nos próximos meses. A projeção de inflação convergente para a meta e a redução da taxa de juros podem contribuir para a queda da inadimplência, tanto no âmbito empresarial quanto pessoal.
Segundo a Serasa Experian, as dívidas das empresas brasileiras totalizaram R$ 188,4 bilhões em junho, com média de R$ 24,1 mil por CNPJ e cerca de 7,4 contas não quitadas por empresa. O ambiente financeiro restritivo e a seletividade dos credores dificultam negociações, contribuindo para o aumento da inadimplência.
Redução foi puxada por óleo, tubérculos, feijão e café, segundo dados do Idema-RN
Cesta básica em Natal tem queda de 2,77% em agosto
O custo da cesta básica em Natal registrou uma redução de 2,77% no mês de agosto de 2025. A análise foi feita pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema-RN), por meio da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES). Dos treze produtos avaliados, oito apresentaram queda nos preços.
As maiores reduções foram observadas no óleo (-12,31%) e nos tubérculos (-11,68%). Também tiveram variações negativas o feijão (-6,41%), café (-5,03%), frutas (-3,51%), carne de boi (-2,17%), legumes (-1,75%) e açúcar (-1,69%).
Por outro lado, cinco produtos registraram aumento: arroz (4,85%), margarina (4,30%), leite (3,21%), farinha (1,33%) e pão (0,98%).
cesta básica em Natal
O custo médio com alimentação por pessoa em Natal foi de R$ 598,36 em agosto. Para uma família composta por quatro pessoas, o valor chegou a R$ 2.393,44. Considerando os demais grupos de consumo essenciais — como vestuário, transporte, habitação e despesas pessoais — o gasto total mensal estimado para essa família foi de R$ 7.380,46, representando um acréscimo de R$ 210,00 em relação a julho.
Segundo o Idema-RN, as variações nos preços são influenciadas por fatores como clima e safra. O período de entressafra e o início das chuvas contribuíram para a queda nos preços de diversos itens da cesta básica.
Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
Apesar da redução na cesta básica, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Natal apresentou variação positiva de 0,10% em agosto, comparado ao mês anterior. No acumulado do ano, a variação foi de 3,19%, e nos últimos doze meses (setembro de 2024 a agosto de 2025), o índice atingiu 5,02%.
O grupo alimentação e bebidas, que representa 32,43% da composição do IPC, teve queda de 1,30% em relação a julho. Os principais itens que contribuíram para essa redução foram cereais, leguminosas e oleaginosas (-5,96%), sal e condimentos (-4,56%), tubérculos, raízes e legumes (-3,67%), hortaliças e verduras (-3,31%), aves e ovos (-2,39%) e frutas (-2,24%).
Em contrapartida, o grupo transporte teve aumento de 1,82%, puxado por combustíveis para veículos (+5,86%) e veículo próprio (+0,91%). O grupo habitação também apresentou alta de 1,11%, com destaque para reparos (1,94%) e artigos de limpeza (0,61%).
O economista Helder Cavalcanti avalia que o IPC reflete as condições econômicas atuais do país, influenciadas por tarifas, câmbio e políticas governamentais. Ele aponta que o cenário futuro permanece incerto, com impacto direto nas famílias.
A percepção dos consumidores em Natal confirma os dados. Muitos relatam dificuldade em manter hábitos alimentares devido aos preços elevados, apesar da queda em alguns itens. O custo com transporte também é citado como um dos principais desafios no orçamento mensal.
Taxação de 50% sobre exportações brasileiras gera excedente no mercado interno e reduz preços em supermercados
Café e carnes mais baratos em Natal após tarifa dos EUA
A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos gerou impactos diretos no mercado interno. Em Natal, capital do Rio Grande do Norte, os reflexos foram observados nos supermercados, com queda nos preços de itens como café e carnes. Os dados são do Procon Natal e da empresa de inteligência de mercado Scanntech.
Segundo levantamento do Procon Natal, o preço do café caiu 4,54% em agosto. As carnes de primeira registraram redução de 2,62%, enquanto as carnes de segunda tiveram queda de 0,95%. A tendência acompanha o cenário nacional e regional, onde os mesmos produtos apresentaram retração de preços.
café e carnes mais baratos
A exceção foi o frango. Enquanto o preço médio do quilo da proteína caiu 5,7% no Brasil e 3,1% no Nordeste, em Natal houve aumento de 4,94%. A variação é atribuída a fatores locais, como o perfil das empresas que abastecem o mercado potiguar, que não necessariamente exportam para os Estados Unidos.
De acordo com a Scanntech, no Nordeste, os preços médios caíram 1,3% para carne suína, 1,0% para café e 0,6% para carne bovina. No Brasil, as quedas foram de 4,6% para café, 1,2% para carne suína e 0,8% para carne bovina.
A tarifa americana entrou em vigor no dia 6 de agosto. A medida afetou diretamente a exportação de produtos como frango, carnes e café, que têm os Estados Unidos como um dos principais destinos. Com a redução ou suspensão dos embarques, houve redirecionamento da produção para o mercado interno, gerando excedente e pressionando os preços para baixo.
A análise da Scanntech indica que o aumento da oferta, sem expansão proporcional da demanda, contribuiu para a queda nos preços no varejo. O fenômeno é considerado conjuntural e pode ser temporário, dependendo da recomposição das exportações ou da absorção da produção por novos mercados.
Em Natal, o preço médio da cesta básica caiu 2,03% em agosto, passando de R$ 446,69 para R$ 437,79. Além de café e carnes, produtos do hortifruti também apresentaram queda. A cebola branca teve redução de 37,67%, o tomate caiu 34,20%, a batata comum 11,48% e a batata-doce 3,75%.
O peixe foi o único item que apresentou aumento de preço em agosto, com alta de 1% no Nordeste e 2% no Brasil, segundo a pesquisa.
Especialistas apontam que o cenário de queda nos preços pode ser passageiro. A expectativa é de estabilização, com possível retorno aos patamares anteriores, dependendo da dinâmica de consumo, das negociações comerciais e da capacidade de ajuste da produção interna.
A redução nos preços foi percebida pelos consumidores. O Procon Natal registrou variações positivas para o bolso da população, especialmente em itens essenciais da alimentação. A queda nos preços é atribuída à inviabilização das exportações, que gerou excedente no mercado local.
A situação é monitorada por entidades como a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), que também relaciona a queda de preços à política tarifária dos Estados Unidos. A entidade destaca que o comportamento do mercado nos próximos meses dependerá de fatores externos e internos, como acordos comerciais e ajustes na produção.
Medida imposta pelo governo dos Estados Unidos afeta diretamente produtos brasileiros e gera déficit comercial
Exportações do Brasil para EUA caem 18,5%
As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram queda de 18,5% em agosto, primeiro mês de vigência da tarifa de 50% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira.
A redução representa uma perda de aproximadamente US$ 600 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, as importações de produtos americanos pelo Brasil aumentaram 4,6%, totalizando um acréscimo de US$ 200 milhões.
exportações do Brasil para EUA
Com esse cenário, o Brasil acumulou déficit comercial com os Estados Unidos pelo oitavo mês consecutivo em 2025. O saldo negativo em agosto foi de US$ 1,23 bilhão, resultado da diferença entre o volume de importações e exportações entre os dois países.
Apesar da queda nas exportações para os EUA, o Brasil apresentou crescimento de 3,9% nas exportações totais em agosto. O país fechou o mês com superávit de US$ 6,13 bilhões, resultado de US$ 29,86 bilhões em exportações e US$ 23,73 bilhões em importações. Esse desempenho representa um aumento de 35,8% em relação ao mesmo mês de 2024.
Os setores de agropecuária e indústria extrativa foram os principais responsáveis pelo crescimento das exportações brasileiras, com altas de 8,3% e 11,3%, respectivamente. As vendas para países como China, Argentina e México também contribuíram para o resultado positivo. A China registrou aumento de 31%, a Argentina 40,37% e o México 43,82% nas compras de produtos brasileiros.
Segundo o MDIC, o crescimento das exportações para a China foi impulsionado por produtos como óleos e derivados de petróleo (+75%), soja (28,45%), carne bovina (+84%), minério de ferro (+4,9%) e açúcar (20%).
A tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos é composta por uma taxa adicional de 40%, somada aos 10% já anunciados em abril como parte de uma política de “tarifas recíprocas”. A justificativa para a nova tarifa inclui fatores políticos e suspeitas de práticas comerciais desleais.
De acordo com cálculos do governo brasileiro, a medida afeta diretamente 35,9% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. Em 2024, esses produtos representaram US$ 14,5 bilhões em vendas. Com o aumento do imposto de importação, os produtos brasileiros se tornam menos competitivos no mercado americano, o que reduz a demanda.
Entre os cerca de 4 mil itens exportados pelo Brasil para os EUA, quase 700 foram listados como exceções à tarifa adicional de 40%. No entanto, mesmo os produtos isentos da sobretaxa apresentaram queda nas exportações. Itens como aeronaves, óleos e combustíveis, minério de ferro e celulose registraram redução nas vendas para o mercado americano.
A insegurança gerada pela nova política tarifária contribuiu para a retração nas encomendas, mesmo entre os produtos não diretamente afetados pela medida. O impacto da tarifa sobre o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos segue sendo monitorado por autoridades brasileiras.
Setor industrial brasileiro apresenta retração contínua entre abril e julho, com 13 das 25 atividades em queda
Produção industrial acumula quatro meses sem crescimento e registra queda de 1,5%, aponta IBGE
A produção industrial brasileira registrou queda de 0,2% em julho na comparação com junho, completando quatro meses consecutivos sem crescimento. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre abril e julho, o setor acumulou retração de 1,5%.
Segundo o IBGE, esse é o maior período de resultados negativos desde o intervalo entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023. O gerente da pesquisa, André Macedo, destacou que o comportamento da indústria tem sido predominantemente negativo desde abril, com perda acumulada e predominância de taxas em queda.
Produção industrial acumula quatro meses sem crescimento
Das 25 atividades industriais pesquisadas, 13 apresentaram retração em julho. O parque fabril operava apenas 0,3% acima do nível registrado em dezembro de 2024, indicando estagnação na recuperação do setor.
A sequência de resultados negativos reflete a baixa intensidade da produção industrial, que tem enfrentado desafios como demanda interna fraca, juros elevados e incertezas econômicas. A desaceleração afeta diretamente segmentos como bens de consumo duráveis, bens intermediários e bens de capital.
A pesquisa do IBGE é considerada um dos principais termômetros da atividade econômica nacional. A ausência de crescimento por quatro meses consecutivos acende alerta sobre a capacidade de retomada da indústria, especialmente diante de um cenário de inflação controlada, mas com consumo ainda limitado.
A retração industrial também impacta o mercado de trabalho, com redução na oferta de empregos formais em setores como metalurgia, automotivo, têxtil e alimentos. A falta de dinamismo na produção pode comprometer o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo semestre.
Economistas apontam que a recuperação da indústria depende de estímulos à produção, investimentos em infraestrutura, redução de custos operacionais e políticas de incentivo à inovação. A estabilidade fiscal e a previsibilidade regulatória também são fatores considerados essenciais para atrair capital e fomentar a atividade industrial.
A próxima divulgação da Pesquisa Industrial Mensal será acompanhada com atenção por analistas e agentes econômicos, que buscam sinais de reversão da tendência negativa. A expectativa é que medidas de estímulo ao crédito e à produção possam contribuir para a retomada gradual do setor.
Banco Central atualiza sistema MED para facilitar devolução de valores em casos de fraude e golpe financeiro
Novas regras do Pix
O Banco Central do Brasil anunciou mudanças significativas no sistema de segurança do Pix, com novas regras para o Mecanismo Especial de Devolução (MED). A atualização tem como objetivo facilitar a recuperação de valores em casos de golpes, fraudes ou coerção, por meio do rastreamento das transferências e compartilhamento de informações entre instituições financeiras.
Atualmente, a devolução de valores só ocorre a partir da conta usada originalmente no crime, o que dificulta a recuperação, já que os fraudadores costumam transferir rapidamente o dinheiro para outras contas. Com as novas regras do Pix, será possível rastrear o caminho completo das transações e bloquear contas envolvidas em práticas fraudulentas.
novas regras do pix
A nova versão do MED estará disponível a partir de 23 de novembro e se tornará obrigatória em 2 de fevereiro de 2026. A partir de 1º de outubro, o sistema será totalmente digital, com acesso por autoatendimento nos aplicativos dos bancos, eliminando a necessidade de contato com centrais de atendimento.
Com a atualização, a devolução dos valores poderá ser realizada em até 11 dias após a contestação. O Banco Central espera que a medida aumente a identificação de contas usadas em fraudes e facilite a devolução dos recursos. O compartilhamento de dados entre os bancos também deve impedir o uso recorrente dessas contas em novos golpes.
O objetivo é garantir que apenas contas legítimas participem do sistema, eliminando registros fraudulentos. Ao rastrear as transações até o destino final, o sistema poderá bloquear imediatamente as contas envolvidas.
O MED existe desde 2021 e pode ser acionado mediante comprovação de fraude ou erro operacional da instituição financeira. O sistema não cobre casos de erro do usuário, desacordos comerciais ou disputas entre partes de boa-fé.
Além de aumentar a segurança, as mudanças visam ampliar a confiança dos brasileiros no Pix. O sistema de autoatendimento permitirá que os usuários façam a contestação diretamente pelo aplicativo, sem precisar entrar em contato com a central de atendimento.
Segundo especialistas em segurança digital, o comportamento consciente do consumidor continua sendo essencial para evitar golpes. É recomendado desconfiar de pedidos urgentes, verificar os dados do recebedor, utilizar biometria e bloqueios nos aplicativos bancários, manter limites de valor e, em caso de golpe, acionar imediatamente o banco e registrar boletim de ocorrência.
As instituições financeiras também devem investir em tecnologias como inteligência artificial e análise de comportamento para identificar transações suspeitas em tempo real. Campanhas de conscientização continuam sendo importantes para educar os usuários sobre práticas seguras.
De acordo com pesquisa do Datafolha, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boletos falsos apenas em julho de 2025.
Especialistas alertam que, mesmo com as novas regras do Pix, novas formas de golpe podem surgir. A recomendação é que, em caso de fraude, o consumidor entre em contato com o gerente do banco, registre boletim de ocorrência e faça a contestação da transação.
Foto: Marcello Casal Jr/Bruno Peres/Agência Brasil
Projeto Aura Borborema impulsiona receita estadual e municipal com CFEM em julho
Extração de ouro aumenta arrecadação mineral no RN em 368%
A arrecadação do Rio Grande do Norte por meio da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) registrou crescimento de 368% em julho de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O valor arrecadado passou de R$ 338,6 mil em julho de 2024 para R$ 1,5 milhão em julho de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec).
O principal fator para o aumento foi o início das operações da mina de ouro do Projeto Aura Borborema, localizada em Currais Novos, no Seridó potiguar. As atividades começaram em junho de 2025 e já geraram R$ 1.133.476,08 em compensação para o estado no mês seguinte. De acordo com a Lei nº 13.540/2017, 15% desse valor são destinados ao estado e 60% ao município onde ocorre a exploração.
extração de ouro
Currais Novos recebeu R$ 1.230.689,42 em julho, um crescimento de mais de 3.980% em relação ao mesmo período de 2024, quando a arrecadação foi de R$ 30.138,61. Do total arrecadado pelo município, R$ 738.413,65 foram diretamente relacionados ao Projeto Aura Borborema.
O repasse ao estado referente ao projeto foi de R$ 234.011,56, representando 14,7% do total arrecadado com CFEM em julho, que somou R$ 1.583.974,18. A expectativa da Sedec é que a arrecadação via CFEM se aproxime de R$ 4 milhões até o final de 2025, com a expansão das operações da mina.
O Projeto Aura Borborema iniciou com a construção de uma usina em Currais Novos, após estudos de viabilidade realizados em 2023. O investimento total foi de US$ 188 milhões. A mina possui reservas provadas e prováveis de 812 mil onças de ouro, com vida útil estimada em 11 anos.
A empresa responsável, Aura Mineral, utiliza a técnica de lavra a céu aberto, método que permite a remoção do material diretamente da superfície. A companhia atua em projetos de ouro e cobre nas Américas e tem como foco principal, no RN, a exploração de ouro.
Além da arrecadação direta, o projeto tem gerado impactos positivos em setores como comércio, serviços e geração de empregos. A Sedec considera o projeto estratégico para o fortalecimento da cadeia mineral no estado.
Outro avanço previsto para o setor é o lançamento de um edital, em novembro de 2025, para concessão de um terminal exclusivo para minério de ferro no Porto de Natal. O objetivo é viabilizar a exportação do minério produzido no estado. O edital está em análise pela Codern, Governo do Estado e Sedec.
Com a criação do terminal, será possível escoar a produção de ferro potiguar, incluindo projetos como o Ferro Potiguar, do Grupo Fomento. A iniciativa está em processo de licenciamento ambiental junto ao Idema e de autorização no Incra.
A Sedec destaca que a viabilização logística é essencial para o desenvolvimento da cadeia mineral, permitindo que empresas com responsabilidade socioambiental operem com eficiência e contribuam para o crescimento econômico do estado.
Projeto aprovado em comissão da ALRN contempla 2,8 mil servidores e aguarda votação em plenário
Plano de cargos da educação no RN terá impacto de R$ 3 milhões mensais
O Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores da Educação da Rede Estadual do Rio Grande do Norte deverá contemplar cerca de 2,8 mil trabalhadores. O impacto financeiro estimado é de R$ 3 milhões por mês, conforme informações da Secretaria de Estado da Administração (Sead).
O Projeto de Lei nº 16/2025, que institui o PCCR, foi aprovado pela Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do RN em 27 de agosto. A proposta segue agora para análise da Comissão de Administração antes de ser encaminhada ao plenário da Casa. A expectativa é que o texto seja enviado para sanção do Governo do Estado após aprovação final.
plano de cargos da educação no RN
A elaboração do plano foi coordenada pela Sead, com foco na sustentabilidade das contas públicas. A proposta inicial apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-RN) previa impacto mensal de R$ 18 milhões, valor considerado inviável pela equipe técnica da secretaria. Após ajustes, foi definido um modelo que contempla valorização profissional com equilíbrio fiscal.
A previsão é que o PCCR entre em vigor a partir de março de 2026. O texto estabelece reajuste salarial conforme a política do Governo Federal, que determina correções em abril de cada ano. Também estão previstas medidas como enquadramento funcional, paridade entre servidores ativos e inativos, e criação de tabela salarial para profissionais com especialização, mestrado e doutorado.
O projeto recebeu emendas durante sua tramitação, incluindo uma proposta que prevê a inclusão de outra entidade sindical no texto. Essa emenda tem gerado críticas por parte do Sinte-RN, que argumenta que a entidade sugerida não participou da construção do plano nem das mobilizações da categoria. A análise das emendas será feita em plenário, conforme solicitação da deputada Divaneide Basílio (PT), aceita durante a reunião da CFF.
O relator do projeto na Comissão de Finanças foi o deputado Luiz Eduardo (Avante), cujo parecer foi aprovado por unanimidade. A proposta é de autoria do Executivo Estadual e busca atender demandas históricas dos servidores da educação, com foco na valorização profissional e na estruturação da carreira.
Além dos aspectos financeiros e funcionais, o plano também visa garantir maior previsibilidade na gestão de pessoal da educação estadual. A formalização de critérios para progressão na carreira e a definição de faixas salariais por nível de formação são pontos centrais da proposta.
A tramitação do projeto na Assembleia Legislativa ainda não tem data definida para votação em plenário. Após aprovação, o texto será encaminhado para sanção do Governo do Estado, que deverá regulamentar os dispositivos previstos no plano.
O impacto mensal de R$ 3 milhões será incorporado à folha de pagamento do Executivo, exigindo ajustes orçamentários para acomodar a nova estrutura remuneratória. A Sead considera que o modelo proposto é compatível com a capacidade financeira do Estado e atende às exigências legais de responsabilidade fiscal.
O PCCR da educação no RN é parte de um conjunto de medidas voltadas à reestruturação das carreiras do funcionalismo público estadual. A proposta busca garantir valorização dos profissionais da educação, com base em critérios objetivos e sustentáveis.
Projeto prevê formalização de 150 novos criadores e expansão sustentável da atividade
Produção de camarão no RN pode crescer com interiorização até 2026
O Programa de Interiorização da Carcinicultura tem como objetivo ampliar a produção de camarão no RN e formalizar 150 novos pequenos produtores até o ano de 2026. A proposta busca descentralizar a atividade, atualmente concentrada no litoral potiguar, e expandi-la para o interior do estado de forma sustentável e legalizada.
O projeto de lei complementar que institui o programa está em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). A matéria foi aprovada pela Comissão de Finanças e Fiscalização no dia 20 de agosto, com relatoria do deputado Adjuto Dias (MDB). O texto é de autoria do Executivo Estadual.
produção de camarão no RN
Atualmente, o RN é o segundo maior produtor de camarão do Brasil. A proposta pretende aumentar em 35% o número de produtores, com foco na legalização ambiental dos empreendimentos. O projeto prevê isenção de taxas de outorga de água e licenciamento ambiental para unidades com até cinco hectares de área produtiva inundada, facilitando a entrada de novos criadores.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no RN (Sebrae/RN) realizou o diagnóstico inicial e mapeou 23 municípios com potencial para a criação de camarão em cativeiro. A metodologia utilizada inclui levantamento topográfico, análise de disponibilidade de água, relevo, acesso à energia e viabilidade do uso do terreno.
Os recursos para a execução do projeto são provenientes de emendas parlamentares da deputada federal Natália Bonavides (PT), que destinou R$ 810 mil para ações estruturantes do setor. Após a sanção da lei, os recursos serão aplicados na qualificação dos produtores e na formalização dos empreendimentos.
A proposta também prevê que a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE) elabore, em até 120 dias após a promulgação da lei, um plano de monitoramento da qualidade da água nas bacias hidrográficas impactadas pelos novos empreendimentos.
A interiorização da carcinicultura visa estimular a criação de fazendas de camarão em regiões afastadas da zona costeira, promovendo a descentralização da produção e reduzindo os custos para pequenos produtores. A medida também busca retomar a liderança nacional do RN na produção de camarão, além de gerar emprego, renda e aumento da arrecadação do ICMS.
A expansão da atividade para o interior do estado pode impulsionar o surgimento de novas cadeias produtivas, como lojas de insumos, venda de ração, equipamentos e laboratórios de larvas. O projeto é discutido desde 2023 pelos governos estadual e federal, com foco na sustentabilidade e no licenciamento ambiental.
O modelo adotado no Ceará, que iniciou a produção no interior e se expandiu rapidamente, serve como referência para o projeto potiguar. No entanto, o RN busca manter altos índices de regularização ambiental, com mais de 90% da produção atual licenciada.
A formalização dos novos criadores permitirá acesso a crédito, mercados e políticas públicas voltadas ao setor aquícola. A expectativa é que, com a regulamentação da lei, o programa avance para as fases de capacitação e implantação dos empreendimentos.
Consumidores seguem pagando acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh devido ao acionamento de termelétricas
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (29) que as contas de energia elétrica seguirão com acréscimo em setembro. Será mantida a bandeira vermelha patamar 2, o que significa cobrança adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Brasília – O consumo de energia elétrica no país fechou os primeiros três meses do ano com queda acumulada de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Segundo a Aneel, a decisão está relacionada à necessidade de maior utilização das usinas termelétricas. O uso desse tipo de geração, com custo mais elevado, ocorre devido ao cenário de falta de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas.
“As atuais condições de afluência dos reservatórios das usinas, abaixo da média, não são favoráveis para a geração hidrelétrica. Em consequência, há necessidade de maior acionamento de usinas termelétricas, com elevados custos de geração, o que justifica a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 para setembro”, destacou a agência.
Histórico das bandeiras nos últimos meses
Nos últimos meses, o sistema de bandeiras tarifárias tem registrado variações. Em junho e julho, esteve em bandeira vermelha patamar 1. Já em agosto, houve mudança para bandeira vermelha patamar 2, que será mantida agora em setembro.
Conta de energia elétrica
A decisão afeta diretamente consumidores residenciais, comerciais e industriais que utilizam energia do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Como funcionam as bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel para indicar de forma clara os custos variáveis da geração de energia elétrica.
Bandeira verde: não há acréscimo na conta.
Bandeira amarela: aplica-se acréscimo a cada 100 kWh consumidos, em valor menor do que a vermelha.
Bandeira vermelha: patamar 1 ou 2, com custos adicionais mais elevados.
O objetivo é sinalizar ao consumidor quando a produção de energia está mais cara, incentivando o uso consciente da eletricidade.
Impacto nas contas de setembro
Com a manutenção da bandeira vermelha patamar 2, os consumidores brasileiros terão acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos nas faturas de setembro. A medida reflete o custo elevado do uso das termelétricas, acionadas para suprir a menor produção das hidrelétricas em razão do baixo nível de chuvas.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Valor representa aumento nominal de 7,44% em relação ao atual
A nova regra de correção fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O Projeto da Lei Orçamentária de 2026, enviado na noite desta sexta-feira (29) ao Congresso, prevê mínimo de R$ 1.631, R$ 1 mais alto que o valor de R$ 1.630 proposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Dinheiro, Real Moeda brasileira
O valor representa aumento nominal de 7,44% em relação ao salário mínimo de R$ 1.518 em 2025. A alta obedece à regra aprovada no fim do ano passado, que limita o crescimento do salário mínimo a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Pela regra atual, o salário mínimo subirá o equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro de 2025, 4,78%, mais o crescimento de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de 2024, o que daria valorização de 8,18%. No entanto, há um limite de crescimento de 2,5% acima da inflação, que reduz o reajuste para 7,44%.
Dinheiro, Real Moeda brasileira
O valor final do salário mínimo em 2026 pode ficar ainda maior, caso o INPC até novembro suba mais que o esperado. Com base na inflação acumulada entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o governo enviará uma mensagem modificativa ao Congresso no início de dezembro.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Entidade defende diálogo e envia comitiva com empresários a Washington
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu nesta sexta-feira (29) prudência diante do início do processo para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (28) e detalhado nesta sexta (29) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Segundo a entidade, ainda é hora de insistir no diálogo para tentar reverter as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a indústria brasileira “continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência” e que “não é o momento” de acionar de fato a lei.
“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, declarou Alban. O executivo destacou ainda que o objetivo é encontrar uma negociação que leve à reversão da tarifa ou à ampliação das exceções para produtos brasileiros. Missão empresarial
Na próxima semana, uma comitiva organizada pela CNI, com mais de 100 líderes empresariais e representantes de associações do setor, desembarca em Washington.
A agenda prevê encontros com autoridades e empresários norte-americanos, além de preparativos para a audiência pública marcada para 3 de setembro, nos Estados Unidos, sobre a investigação aberta em julho nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. No último dia 18, o governo brasileiro enviou a resposta aos Estados Unidos.
Defesa de diálogo
Apesar de ter autorizado a abertura do processo pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lula afirmou nesta sexta que não tem pressa em aplicar a lei contra os EUA.
“Eu não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque eu tenho que andar o processo”, disse o presidente em entrevista à Rádio Itatiaia.
O governo brasileiro também abriu consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para reforçar a defesa dos interesses nacionais.
Lula ressaltou, no entanto, que o Brasil segue aberto ao entendimento. “Se os norte-americanos estiverem dispostos a negociar, nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia. Até agora nós não conseguimos falar com ninguém. Então eles não estão dispostos a negociar”, declarou o presidente.
Foto: Gustavo Alcântara/CNI / José Paulo Lacerda/CNI
ICEI recua em agosto e reflete impacto de tarifas dos EUA sobre exportações
Confiança da indústria no RN atinge menor nível em cinco anos
A Confiança da indústria no Rio Grande do Norte registrou em agosto de 2025 o menor índice para o mês nos últimos cinco anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 2,5 pontos, atingindo 51,6 pontos. O menor valor anterior havia sido registrado em agosto de 2023, com 53,3 pontos.
O recuo ocorre após dois meses de alta consecutiva, com 53,8 pontos em junho e 54,1 em julho. Apesar da queda, o índice permanece acima de 50 pontos, indicando que os empresários ainda demonstram confiança, embora em menor intensidade.
confiança da indústria
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) atribui a moderação na confiança ao impacto das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. As medidas entraram em vigor no dia 6 de agosto e afetam diretamente setores estratégicos da economia potiguar.
Com o recuo, o ICEI está 3,9 pontos abaixo do valor registrado em agosto de 2024 (55,5 pontos) e 2,7 pontos abaixo da média histórica, atualmente em 54,3 pontos. A Fiern aponta que a instabilidade política nacional também influencia negativamente o cenário econômico e as decisões do setor produtivo.
A sondagem indica que projetos em andamento tendem a continuar, mas novos investimentos podem ser adiados. A percepção de risco inclui aumento de juros, ameaça ao nível de emprego, crescimento da informalidade e retração do consumo.
Mesmo com o impacto das tarifas, a Fiern avalia que as condições atuais dos negócios demonstram piora pelo décimo mês consecutivo, embora em menor intensidade do que em julho. A expectativa é de queda no otimismo nos próximos meses, mas ainda com índices acima de 50 pontos.
Na análise por setores, a Indústria Extrativa e de Transformação apresentou índice de 57,9 pontos em agosto, abaixo dos 58,7 de julho e dos 58,3 de agosto de 2024. Já o setor da Construção registrou falta de confiança pelo segundo mês consecutivo, com 45,2 pontos em agosto e 49,3 em julho. Em agosto de 2024, o índice da construção era de 51,2 pontos.
Quanto ao porte das empresas, médias e grandes indústrias demonstraram menor confiança em relação aos meses anteriores. O índice foi de 57,0 em agosto de 2024, 55,7 em julho de 2025 e 52,2 em agosto de 2025. As pequenas empresas apresentaram índice de 50,5 pontos, considerado neutro. Em agosto de 2024, o índice foi de 51,1 e de 49,3 em julho.
O indicador nacional também apresentou queda, passando de 47,3 para 46,1 pontos em agosto. A retração nacional reforça o cenário de cautela entre os empresários industriais em todo o país.
A Fiern continuará monitorando os impactos das tarifas e da instabilidade econômica sobre a confiança da indústria no RN. A expectativa é que os próximos levantamentos indiquem se o cenário atual se manterá ou se haverá recuperação nos índices de confiança.
Sedec aponta mercados abertos e programa estadual para ampliar presença internacional
Exportações RN podem crescer em 88 países e reduzir dependência dos EUA
As Exportações RN têm potencial para expansão em até 88 países, segundo estimativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A análise reforça a necessidade de diversificação dos destinos comerciais e redução da dependência do mercado norte-americano, especialmente após o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.
A Sedec aponta que o Rio Grande do Norte já possui abertura comercial com esses países, mas ainda explora pouco esse potencial. Entre os produtos com maior impacto estão pescado, caramelo, sal marinho e peixes congelados, todos afetados pelas novas tarifas.
exportações RN
A estratégia do governo estadual inclui o lançamento do programa “RN Mais Exportação”, desenvolvido em parceria com o Sebrae. O programa está em fase final de regulamentação e tem previsão de início em outubro, com meta de atender pelo menos 100 empresas. A proposta é realizar diagnóstico, capacitação, orientação logística e abertura de mercados para os exportadores locais.
Enquanto o programa não é formalizado, o governo anunciou medidas emergenciais em 1º de agosto. Entre elas estão a ampliação temporária do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) e a duplicação dos créditos de ICMS sobre exportações para setores atingidos pelas sanções.
Dados da Sedec mostram que, em 2025, os Estados Unidos importaram do RN aproximadamente US$ 24 milhões em fuel oil, US$ 10,3 milhões em produtos de origem animal, US$ 4,8 milhões em albacoras e bandolins, US$ 3,4 milhões em sal marinho e US$ 2,1 milhões em peixes congelados.
A meta do governo é reduzir a vulnerabilidade do estado frente a decisões unilaterais de grandes parceiros comerciais. A diversificação dos destinos é vista como essencial para aumentar a competitividade dos produtos potiguares e garantir maior autonomia econômica.
A Sedec destaca que já existem tratados internacionais em vigor que podem ser utilizados pelo estado, como os acordos do Mercosul com Singapura e o Acordo de Livre Comércio (FTA). Esses instrumentos podem facilitar o acesso a novos mercados e ampliar as exportações RN.
As negociações incluem aproximações com países da Ásia e da Europa, além de tratativas com a China e esforços para retomar o envio de pescado à União Europeia, suspenso há anos. O mapa global da Sedec identifica 88 mercados receptores de produtos potiguares, incluindo Singapura, Espanha, Reino Unido, Colômbia, Portugal, México, Itália e Canadá.
O tarifaço, em vigor desde o início de agosto, afeta diretamente setores estratégicos do estado, como o pesqueiro e o salineiro. A pressão sobre as empresas locais tem acelerado a busca por alternativas comerciais e fortalecido a agenda de internacionalização da economia potiguar.
A Sedec pretende acompanhar a implementação do programa RN Mais Exportação e avaliar os resultados das medidas emergenciais. O objetivo é consolidar uma política de comércio exterior que amplie as exportações RN e reduza a concentração em poucos mercados.
Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte/Sandro Menezes/Divulgação
RN registra saldo de mais de 3 mil empregos em julho, com destaque para o setor agropecuário
RN registra saldo de mais de 3 mil empregos em julho
O Rio Grande do Norte registrou saldo positivo de mais de 3 mil empregos com carteira assinada no mês de julho de 2025. Foram 23.756 admissões e 20.318 desligamentos, resultando em saldo de 3.438 empregos formais. Os dados foram divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nesta quarta-feira (27).
Esse é o melhor resultado mensal do estado desde setembro de 2024, quando foram gerados 5.088 empregos. Em comparação com julho de 2024, que teve saldo de 6.015 empregos, houve uma redução de 42%.
RN registra saldo de mais de 3 mil empregos
O setor agropecuário foi o principal responsável pelo saldo positivo, com 1.631 empregos gerados. Em seguida, aparecem os setores de comércio (759), serviços (733) e indústria (728). A construção civil registrou saldo negativo de 419 postos de trabalho.
No acumulado de janeiro a julho de 2025, o estado apresenta saldo positivo de 10.059 empregos, com 154.901 admissões e 144.842 desligamentos. No mesmo período de 2024, o saldo acumulado era de 19.281 empregos. O setor de serviços lidera o saldo acumulado com 4.599 postos de trabalho, seguido pela indústria (3.225), construção (1.880) e comércio (1.722). A agropecuária apresenta saldo negativo de 1.382 empregos no acumulado do ano.
Em nível nacional, o Brasil gerou 1.347.807 novos empregos formais entre janeiro e julho de 2025, representando crescimento de 2,86%. O estoque de vínculos ativos no país chegou a 48.544.646. O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de vagas, com 688.511 postos (+2,99%), seguido por áreas como informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+265.093), além de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (+240.070).
Em julho, o país registrou saldo positivo de 129.775 empregos formais. Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram crescimento: serviços (50.159 vagas), comércio (27.325), indústria (24.426), construção (19.066) e agropecuária (8.795).
Vagas disponíveis no SINE-RN
O Sistema Nacional de Emprego (SINE-RN) está oferecendo 233 vagas de trabalho para diversas regiões do estado, incluindo Natal e Região Metropolitana, Mossoró, João Câmara, Assú e Currais Novos. As oportunidades foram divulgadas nesta quarta-feira (27) e podem ser preenchidas a qualquer momento.
Entre as vagas disponíveis estão: costureira, mecânico de freio de automóveis, mecânico de motocicletas, operador de máquina pneumática, pedreiro, atendente de lanchonete, ajudante de obras, vendedor interno, engenheiro civil (estágio), vigilante patrimonial, panfleteiro, armador de estrutura de concreto armado, carpinteiro, auxiliar de confeiteiro, embalador a mão, entre outras.
Os interessados devem comparecer presencialmente aos postos de atendimento do SINE-RN, como a unidade central localizada na Rua Nossa Senhora da Candelária, bairro Candelária, ou nas Centrais do Cidadão. O atendimento na unidade central ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Para as Centrais do Cidadão, é necessário consultar os horários de funcionamento.
As vagas estão sujeitas a alterações sem aviso prévio e podem ser preenchidas a qualquer momento. Para informações atualizadas, o contato pode ser feito pelo WhatsApp do SINE-RN: (84) 9 8140-8390.
Redução nos valores de itens essenciais impulsiona compras no varejo potiguar
Consumo nos lares cresce no Rio Grande do Norte com queda de preços
O consumo nos lares brasileiros registrou crescimento de 4% em julho de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No Rio Grande do Norte, esse aumento foi observado pela Associação dos Supermercados do RN (Assurn), que atribui o avanço à queda nos preços de itens essenciais, mesmo diante de maior concorrência no varejo local.
A Assurn aponta que a pulverização do mercado varejista no estado tem reduzido o número de clientes por unidade, devido à distribuição do público entre diversas lojas. No entanto, o volume de compras por cliente aumentou, impulsionado pela redução nos preços de produtos de alto giro, que anteriormente apresentavam valores elevados.
consumo nos lares
Dados da Abras indicam que, no acumulado de 2025, o consumo nacional nos supermercados cresceu 2,66%, próximo da projeção do setor, que estima alta de 2,70% para o ano. No comparativo entre junho e julho, os preços da cesta de vegetais frescos na região caíram 3,26%, passando de R$ 68,15 para R$ 65,93.
Segundo a Abras, o crescimento do consumo está relacionado à melhora da renda e do mercado de trabalho no país. Apesar de julho ser um mês com tendência de retração devido às férias escolares, o desempenho foi positivo.
Entre os produtos que registraram as maiores altas de preços em julho estão: água sanitária (+1,21%), sal (+0,95%), creme dental (+0,77%), xampu (+0,76%), açúcar (+0,63%) e papel higiênico (+0,62%). Por outro lado, arroz (-2,89%), feijão (-2,29%), café torrado e moído (-1,01%) e massa de sêmola tipo espaguete (-0,59%) apresentaram as maiores quedas no mês.
No acumulado do ano, a tendência de retração permanece para itens como arroz (-16,95%), óleo de soja (-7,02%) e feijão (-3,23%). Esses produtos, considerados essenciais na cesta básica, têm contribuído para o aumento do consumo nos lares, especialmente em regiões como o Rio Grande do Norte.
No comércio local, consumidores têm adotado estratégias para manter o orçamento equilibrado diante das variações de preços. A busca por promoções e o planejamento das compras são práticas comuns entre os consumidores potiguares.
A Assurn projeta que o segundo semestre de 2025 será marcado por períodos sazonais que tradicionalmente aquecem o mercado, como datas comemorativas e eventos regionais. A expectativa é de que esses fatores contribuam para um aumento adicional no consumo nos lares do estado.
O cenário atual reflete uma combinação de fatores econômicos e comportamentais que influenciam diretamente o desempenho do varejo alimentar. A queda nos preços de produtos essenciais, aliada à melhora na renda e ao comportamento estratégico dos consumidores, tem sustentado o crescimento do setor.
Valor de referência do GNV no estado será de R$ 5,14 por metro cúbico a partir de setembro, segundo tabela do Confaz
Gás natural no RN tem maior preço do Nordeste e preocupa motoristas
O Rio Grande do Norte registrará, a partir de 1º de setembro, o maior preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF) do gás natural veicular (GNV) entre os estados do Nordeste. O valor de referência será de R$ 5,14 por metro cúbico, conforme tabela divulgada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em 25 de agosto. No cenário nacional, o estado fica atrás apenas do Distrito Federal, onde o preço é de R$ 6,78.
A tabela do Confaz é baseada nos dados enviados pelos estados ao Ministério da Fazenda e serve como base para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), influenciando diretamente o valor final pago pelo consumidor nos postos de combustíveis.
Na comparação regional, o preço do gás natural no RN supera o do Ceará (R$ 5,13) e da Paraíba (R$ 5,03). Os estados com os menores valores são Bahia (R$ 3,69), Alagoas (R$ 4,66) e Sergipe (R$ 4,98). Apenas Alagoas e Paraíba apresentaram redução em relação à tabela anterior.
gás natural no RN
Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos), o custo elevado do GNV tem provocado queda no consumo e desestimulado conversões de veículos para o uso do combustível. A entidade aponta que o preço do gás natural se aproxima do valor da gasolina e, em alguns casos, supera o do etanol, o que leva consumidores a optarem por outras alternativas.
A carga tributária é apontada como um dos principais fatores que influenciam o preço do GNV. Em estados como Pernambuco e Paraíba, a alíquota de ICMS é de 12%, o que contribui para preços mais competitivos. No RN, além da tributação, houve em agosto a mudança da bandeira tarifária de energia elétrica para a vermelha – patamar 2, que representa o maior custo. O aumento no preço da energia impacta diretamente na composição do valor do gás natural.
A Companhia Potiguar de Gás (Potigás) esclareceu que o PMPF não reflete diretamente a tarifa praticada pela empresa, mas sim os valores cobrados nos postos. Atualmente, o metro cúbico do gás é repassado pela estatal ao valor de R$ 4,04, já com todos os impostos incluídos, conforme tabela homologada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do RN (Arsep).
A Potigás afirma que realiza ações para reduzir custos ao consumidor, como chamadas públicas para diversificação de fornecedores e negociações com produtores. A empresa também oferece incentivos, como tarifas diferenciadas para frotistas e estímulos ao uso do GNV em veículos de frota pesada, com o objetivo de gerar ganhos de escala e contribuir para a redução dos preços.
Apesar das dificuldades de competitividade, a Potigás destaca que o GNV ainda representa economia para motoristas que percorrem grandes distâncias. Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), até 23 de agosto de 2025, o uso do gás natural proporciona uma economia média de 40% em relação à gasolina e ao etanol. A companhia disponibiliza em seu site uma ferramenta para simulação de economia com o uso do GNV.
A percepção dos motoristas sobre o custo-benefício do gás natural é dividida. Parte dos condutores considera que o combustível perdeu atratividade, especialmente para veículos de menor potência. Outros ainda percebem vantagem, principalmente aqueles que utilizam o carro com frequência e percorrem longas distâncias diariamente.
O cenário atual levanta preocupações entre consumidores e entidades do setor, que apontam a necessidade de revisão na política tributária e de incentivos para tornar o gás natural uma opção mais competitiva no estado.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Governo autoriza compra direta de produtos não exportados para uso em escolas, hospitais e Forças Armadas
Alimentos afetados por tarifaço poderão ir para merenda escolar
O governo federal autorizou a compra direta de alimentos afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. Os produtos que deixaram de ser exportados poderão ser destinados à merenda escolar da rede pública, hospitais e Forças Armadas, conforme regulamentação publicada em portaria interministerial no Diário Oficial da União .
A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.309/2025, que estabelece um plano de contingência para setores impactados pelo tarifaço. A portaria foi assinada pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura .
Entre os alimentos que poderão ser adquiridos estão:
Açaí (fruta, purês e preparações)
Água de coco
Castanha de caju (com ou sem casca, sucos e extratos vegetais)
Castanha do Brasil (castanha-do-pará, fresca ou seca, sem casca)
A aquisição será realizada por meio de compras governamentais flexibilizadas, com dispensa de licitação, apresentação simplificada de termo de referência e sem necessidade de estudos técnicos preliminares. A medida tem caráter emergencial e excepcional, voltada exclusivamente para produtores e empresas exportadoras afetadas pelas sobretaxas de importação aplicadas pelos EUA .
Para habilitação à venda, os exportadores deverão apresentar:
Declaração de perda na exportação do produto
Pelo menos uma declaração única de exportação para os Estados Unidos do produto alvo da aquisição, emitida a partir de janeiro de 2023 3
A iniciativa visa absorver parte da produção que não pôde ser comercializada no exterior, redirecionando os alimentos para consumo interno em instituições públicas. Estados e municípios interessados poderão aderir ao programa para reforçar a alimentação escolar e outros serviços públicos essenciais.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário deve anunciar detalhes adicionais sobre o funcionamento do sistema de compra especial. A medida busca atender à demanda de produtores prejudicados pelas barreiras comerciais impostas pelo governo norte-americano e evitar desperdício de alimentos perecíveis .
A portaria interministerial estabelece que os procedimentos adotados são temporários e específicos para o contexto de impacto comercial causado pelas tarifas. A ação também está alinhada com políticas de segurança alimentar e apoio à agricultura familiar .
Foto: Andre Borges/Toninho Tavares/Agência Brasília
Estado acumula pendências e recuperação parcial de valores pagos pelo Tesouro Nacional
RN teve R$ 688 milhões em garantias honradas pela União desde 2016
Entre 2016 e julho de 2025, o Rio Grande do Norte teve R$ 688,86 milhões em garantias honradas pela União, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado pelo Tesouro Nacional. O estado ocupa a sétima posição entre os 19 estados citados no levantamento.
Somente em 2025, o valor honrado pela União soma R$ 209,09 milhões, sendo R$ 89,45 milhões apenas no mês de julho. As garantias são acionadas quando estados ou municípios não conseguem quitar empréstimos contratados com bancos ou organismos internacionais sob o aval do Governo Federal.
Recuperação de valores e pendências
O valor honrado pela União é posteriormente cobrado dos entes federativos por meio de contragarantia. Quando o estado ou município devolve o montante, a garantia é considerada recuperada. No caso do RN, foram R$ 199,07 milhões recuperados desde 2016, sendo R$ 123,45 milhões entre janeiro e julho de 2025.
O relatório aponta que o estado possui uma pendência de R$ 87,66 milhões em garantias não recuperadas. Essa pendência está relacionada à suspensão da execução da contragarantia referente a um aval junto ao Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), por decisão do Supremo Tribunal Federal (ACO nº 3717).
Municípios com valores honrados
No levantamento dos municípios brasileiros, Natal e São Gonçalo do Amarante aparecem como os principais casos no RN. Natal teve R$ 61,41 milhões honrados entre 2016 e 2020, e R$ 61,54 milhões recuperados até julho de 2025. A Prefeitura foi procurada para esclarecimentos, mas não respondeu até o fechamento da edição.
São Gonçalo do Amarante teve R$ 15,18 milhões honrados em 2025, acumulando R$ 23,13 milhões desde 2016. O município recuperou R$ 8,05 milhões no mesmo período, mas possui uma pendência jurídica de R$ 24,05 milhões relacionada a um aval junto ao Banco Fonplata. O valor foi restituído ao município por decisão judicial.
Situação fiscal e plano de recuperação
Segundo nota oficial, o empréstimo de São Gonçalo do Amarante foi contratado em 2020, quando o município possuía Capacidade de Pagamento (Capag) A, mas foi rebaixado para Capag C na gestão seguinte. A atual administração informou que assumiu a Prefeitura com contas bloqueadas pela União devido a inadimplências anteriores.
Essa condição impediu o pagamento de uma parcela vencida em maio de 2025. O município declarou que está executando um plano de recuperação fiscal e econômica, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio financeiro e retomar os pagamentos junto ao Fonplata a partir de 2026.
Setor aéreo estima impacto de R$ 600 milhões com aumento do imposto; reforma tributária pode elevar carga para 26,5%
Azul, Latam e Gol pressionam governo por alta do IOF
As companhias aéreas Azul, Latam e Gol se reuniram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para apresentar os impactos do aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que passou de 0,36% para 3,5% e incide sobre o arrendamento de aeronaves. O setor estima que a medida resultará em um custo adicional de R$ 600 milhões por ano, valor que poderá ser repassado ao consumidor por meio do aumento das tarifas aéreas.
A reunião ocorreu em São Paulo, com a presença dos CEOs das três empresas e do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). O governo não sinalizou possibilidade de recuo, justificando que a arrecadação é necessária para o equilíbrio fiscal. A medida havia sido derrubada pelo Congresso, mas foi restabelecida por decisão do Supremo Tribunal Federal
azul latam gol pressionam governo
Além do IOF, o setor aéreo também alerta para os efeitos da reforma tributária, que entrará em vigor gradualmente a partir de 2026. Atualmente, a carga tributária sobre o setor se limita ao PIS/Cofins. Com a reforma, as empresas passarão a ser tributadas pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota estimada em 26,5%. A reforma prevê ainda a tributação de programas de fidelidade e a antecipação do pagamento de tributos sobre serviços vendidos antes da prestação, como passagens compradas com antecedência. A importação de aeronaves e peças também será afetada, com suspensão parcial dos tributos dependendo do tempo de permanência dos bens no país.
As empresas brasileiras argumentam que, ao contrário das companhias internacionais, operam com receita em real e custos em dólar, o que agrava o impacto das medidas. Além disso, destacam que concorrentes estrangeiras não enfrentam a mesma carga tributária, pois realizam operações como leasing e compra de peças fora do Brasil
O setor também enfrenta custos elevados com judicialização. Segundo a Abear, um em cada 246 passageiros entra com ações judiciais contra companhias aéreas no Brasil, enquanto nos Estados Unidos a proporção é de um em um milhão. O custo estimado com processos judiciais em 2025 já soma R$ 1,2 bilhão.
Em paralelo, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o governo estuda autorizar empresas estrangeiras a operarem voos domésticos no Brasil, por meio da chamada “cabotagem aérea” . A proposta está em debate com a Anac e o Congresso Nacional, e visa ampliar a concorrência e reduzir os preços das passagens.
Lucro líquido caiu 66% no segundo trimestre; perdas com crédito somam R$ 20 bilhões e previsão anual foi revisada
Banco do Brasil registra queda de lucro e alta na inadimplência
O Banco do Brasil apresentou queda de 66% no lucro líquido do segundo trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado representa a segunda retração consecutiva, após uma redução de 24% no primeiro trimestre. Enquanto bancos privados como Itaú, Bradesco e Santander registraram crescimento nos lucros, o Banco do Brasil enfrenta dificuldades, especialmente no setor do agronegócio.
A instituição ampliou o volume de crédito rural sem garantias robustas, o que contribuiu para o aumento da inadimplência. O índice chegou a 3,5%, o maior desde o início da pandemia. Em março de 2020, o valor total de parcelas atrasadas há mais de 90 dias era de R$ 6,5 bilhões. Atualmente, esse montante subiu para R$ 12,5 bilhões, classificados como NPL (non-performing loan), ou empréstimos não produtivos.
Além do agronegócio, outros setores também apresentaram dificuldades de pagamento. No primeiro semestre de 2025, o banco já contabilizou perdas de quase R$ 20 bilhões em sua carteira de crédito. O volume é superior ao registrado em períodos críticos anteriores, como durante o governo Dilma Rousseff.
A previsão de lucro líquido para o ano, inicialmente estimada entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, foi revisada para um teto de R$ 25 bilhões. Analistas do mercado financeiro indicam que os resultados podem ser ainda mais baixos, diante do cenário atual.
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) sofreram forte desvalorização. Em maio, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, os papéis caíram mais de 30%, encerrando o pregão de 14 de agosto a R$ 19,85. A queda ocorreu antes mesmo da divulgação oficial do balanço do segundo trimestre.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, analistas revisaram as projeções de lucro e colocaram as recomendações das ações do Banco do Brasil em avaliação. A instituição enfrenta pressão para reavaliar sua política de crédito e mitigar os riscos associados à inadimplência.
O desempenho negativo do banco público contrasta com os resultados dos principais bancos privados, que mantiveram crescimento mesmo em um cenário econômico desafiador. A diferença é atribuída à gestão de risco e à concessão de crédito com garantias mais sólidas.
O Banco do Brasil não divulgou novas medidas para conter a inadimplência ou recuperar os valores perdidos. O mercado segue atento às próximas movimentações da instituição e às atualizações nas projeções financeiras.
Rio Grande do Norte contribui com quase R$ 18 bilhões até agosto, segundo Impostômetro da ACSP
A arrecadação de impostos no Brasil atingiu R$ 2,5 trilhões em 2025 até as 10h do dia 20 de agosto, de acordo com dados do Impostômetro, ferramenta mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O montante representa o total de tributos pagos pelos contribuintes aos governos federal, estaduais e municipais, incluindo impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária.
No mesmo período, o estado do Rio Grande do Norte registrou uma arrecadação de R$ 17,959 bilhões. Os números indicam um crescimento de 9,3% em relação ao mesmo intervalo de tempo em 2024, tanto no cenário nacional quanto estadual.
A marca de R$ 2,5 trilhões foi alcançada 23 dias antes do que no ano anterior. Segundo análise do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da própria ACSP, esse adiantamento está relacionado à manutenção de uma atividade econômica aquecida no país.
arrecadação de impostos
Outro fator apontado como relevante para o aumento da arrecadação é a inflação. O sistema tributário brasileiro é fortemente baseado em tributos sobre o consumo, o que significa que o aumento nos preços de bens e serviços também eleva o valor arrecadado em impostos.
Além disso, outras medidas fiscais implementadas ao longo do ano contribuíram para o crescimento da arrecadação. Entre elas estão:
A tributação de sites de apostas, conhecidas como “bets”;
O aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
O reajuste do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
A tributação de fundos exclusivos e investimentos em offshores;
A reoneração gradual da folha de pagamentos.
Essas ações refletem uma estratégia do governo para ampliar a base de arrecadação e equilibrar as contas públicas, diante de um cenário econômico que ainda apresenta desafios.
O Impostômetro é uma ferramenta de transparência fiscal que permite acompanhar em tempo real o volume de tributos pagos pela população. Ele está disponível no site da ACSP e também em painéis físicos instalados em locais públicos, como na sede da entidade, no centro da capital paulista.
A arrecadação de impostos é um dos principais indicadores da atividade econômica e da capacidade do Estado de financiar políticas públicas. O crescimento observado em 2025 pode ter impactos diretos sobre investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
No entanto, especialistas alertam que o aumento da carga tributária sobre o consumo pode afetar de forma mais intensa as camadas de menor renda da população, uma vez que esses tributos incidem de forma proporcionalmente maior sobre o orçamento das famílias mais pobres.
A expectativa é que, até o fim do ano, a arrecadação continue em ritmo elevado, caso se mantenham os atuais níveis de consumo e inflação, além das medidas fiscais em vigor.
Terminal supera 1,1 milhão de viajantes no primeiro semestre e amplia malha aérea nacional e internacional
O aeroporto de Natal encerrou o primeiro semestre de 2025 com crescimento de 3,6% no fluxo de passageiros, totalizando 1.190.636 viajantes. Os dados foram divulgados pela Zurich Airport Brasil e representam avanço em relação aos 1.147.528 registrados no mesmo período de 2024.
Gol lidera mercado doméstico no aeroporto de Natal
No segmento doméstico, a Gol Linhas Aéreas liderou com 423 mil passageiros, seguida pela Latam com 409 mil e pela Azul com 300 mil. No internacional, a TAP Air Portugal manteve a rota entre Natal e Lisboa, responsável por 36 mil viajantes.
Aeroporto de Natal registra alta de 3,6% no fluxo de passageiros
JetSMART inicia operação no aeroporto de Natal
A partir de 30 de dezembro, o aeroporto de Natal contará com operação regular da JetSMART, companhia chilena de baixo custo, com voos diários diretos para Buenos Aires. A nova rota reforça a malha internacional do terminal.
Turismo potiguar projeta expansão com novos voos
Segundo a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), o crescimento no fluxo de passageiros está alinhado à expansão do turismo. A expectativa para o segundo semestre inclui a retomada da rota Brasília-Natal pela Latam e voos diários de Congonhas pela Azul.
Faturamento do turismo no RN cresce 7,5%
De janeiro a maio de 2025, o turismo do Rio Grande do Norte faturou R$ 655 milhões, aumento de 7,5% em relação aos R$ 609 milhões do mesmo período de 2024. A Secretaria Estadual de Turismo atribui o resultado à ampliação de campanhas promocionais, participação em feiras e investimentos em infraestrutura.
Reforço na malha aérea para alta temporada
A Azul Linhas Aéreas anunciou 258 voos extras para Natal entre 13 de dezembro de 2025 e 1º de fevereiro de 2026, aumento de 77% em relação à última temporada. A rota Congonhas–Natal passará de um para oito voos semanais. Cidades como Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Uberlândia terão duas frequências semanais.
Azul Viagens amplia oferta de voos para Natal
A operadora Azul Viagens aumentará a oferta de voos dedicados a Natal em 69%, passando de 16 para 27. De janeiro a julho, foram transportados 64 mil turistas à capital potiguar, crescimento de 23% em relação a 2024. A oferta de assentos subiu de 17,5 mil para 32,5 mil.
Turismo internacional cresce 54,4% no RN
O turismo internacional no RN cresceu 54,4% no primeiro quadrimestre de 2025, superando a média nacional de 51%, segundo a Embratur. Foram 35,4 mil turistas estrangeiros entre janeiro e abril. A Argentina lidera como principal emissor, com aumento de 128,4%. Outros mercados também cresceram: Portugal (10%), Chile (17%), Itália (19,7%), Espanha (26%), França (9,6%) e Estados Unidos (3,5%).
Impacto direto na economia do estado
A Secretaria de Turismo do RN destaca que cada novo voo impacta indicadores como ocupação hoteleira, arrecadação de impostos e geração de empregos. A estratégia de diversificação de mercados, com foco na América do Sul e Europa, tem sido fundamental para consolidar o estado como destino competitivo.
Terminal Pesqueiro de Natal será operado pela iniciativa privada por 20 anos após leilão realizado na B3
O Terminal Pesqueiro de Natal (TPP Natal) foi concedido à iniciativa privada por 20 anos após leilão realizado na sede da Bolsa de Valores B3, em São Paulo. A empresa vencedora foi a TURC Operações Marítimas LTDA, única participante do certame, que ofertou uma outorga de R$ 21 mil. O edital previa valor mínimo de R$ 1.
Empresa assume Terminal Pesqueiro de Natal em novembro
A expectativa é que a TURC assuma o Terminal Pesqueiro de Natal em novembro, após os trâmites junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O espaço está fechado desde 2010, com obras interrompidas quando estavam 95% concluídas. A empresa deverá investir ao menos R$ 11 milhões para colocar o terminal em operação.
Investimentos e estrutura prevista para o TPP Natal
A empresa planeja concluir e remodelar áreas do terminal para receber pescado da pesca artesanal já no primeiro ano. O funcionamento pleno está previsto para ocorrer em até três anos. O projeto inclui atividades como armazenagem, restaurante, venda de combustíveis, manutenção de embarcações, comércio de artefatos de pesca e equipamentos de navegação.
Empresa assume Terminal Pesqueiro de Natal em novembro
Gargalos de acesso ao Terminal Pesqueiro de Natal
Um dos desafios apontados pela empresa é o acesso ao terminal, que depende de diálogo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). A infraestrutura elétrica necessária para operação passa por terrenos da CBTU, exigindo acordos para viabilizar a conexão.
Histórico da empresa vencedora da concessão
A TURC Operações Marítimas iniciou suas atividades em 1992, no Rio Grande do Sul, e atua em Natal há 10 anos. A empresa possui experiência em sistemas de propulsão azimutal e opera um estaleiro no bairro da Ribeira. Fabricou seu próprio dique flutuante e já possui licença prévia para parte das operações no terminal.
Estrutura física do Terminal Pesqueiro de Natal
Localizado na Ribeira, ao lado do Porto de Natal, o Terminal Pesqueiro de Natal ocupa um terreno de 13.500 m², com área construída de 4.800 m². O projeto original inclui cais de atracação de 305 metros, galpão para recepção e processamento de pescado, prédio administrativo, posto de abastecimento, fábrica de gelo com capacidade de 60 toneladas/dia e silo para estocagem de 180 toneladas.
Expectativas para o setor pesqueiro do RN
O governo estadual considera o terminal um ativo estratégico para o setor aquícola e pesqueiro do Rio Grande do Norte. O estado possui 430 km de costa, é o maior exportador de atum do país e o segundo maior produtor de camarão em cativeiro. A estrutura do TPP Natal é vista como essencial para ampliar a capacidade de processamento e exportação de pescado.
Apoio federal e projeções para o terminal
O Ministério da Pesca estima que o contrato de concessão pode movimentar mais de R$ 185 milhões. A iniciativa privada será responsável pela modernização, aquisição de equipamentos e operação do terminal, com foco em qualidade, rastreabilidade e logística integrada
Setores salineiro e pesqueiro suspendem exportações após tarifa dos EUA e pressionam por medidas do governo
O Comércio exterior do RN enfrenta uma crise provocada pela aplicação de tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos. Os principais setores exportadores do Rio Grande do Norte, o salineiro e o pesqueiro, suspenderam embarques para o mercado norte-americano e alertam para risco de demissões e queda na produção.
No setor pesqueiro, a frota de atum que chega neste período está sendo direcionada ao mercado interno. A exportação de pesca costeira foi suspensa. O setor aguarda a regulamentação do Plano Brasil Soberano para entender como acessar o crédito federal, incluindo o funcionamento do Reintegra, taxas de juros e formas de pagamento. Atualmente, o setor emprega entre 1,2 mil e 1,5 mil pessoas no estado, sendo que metade dos trabalhadores foi colocada em férias desde o início da vigência da tarifa.
Na indústria salineira, responsável por 98% da produção nacional, os embarques para os Estados Unidos foram suspensos. Clientes americanos recusam o sal brasileiro devido à taxação. Alguns embarques ainda podem ocorrer por força de contratos vigentes, mas com prejuízos significativos. O setor emprega mais de quatro mil pessoas diretamente e busca ampliar o benefício do Proedi e incluir o sal no Reintegra.
As alternativas ao mercado norte-americano são limitadas. No caso do sal, as exportações se concentram na costa leste dos EUA e na costa oeste africana, sem viabilidade logística para destinos mais distantes. Há estudos sobre exportação para a Europa. Na pesca, o mercado europeu seria uma opção, mas o Brasil está impedido de exportar pescados para o bloco desde 2018.
Crise no comércio exterior afeta empregos no RN
As sobretaxas começaram a valer em 6 de agosto, atingindo os exportadores potiguares, que têm nos Estados Unidos o principal destino do sal marinho e do pescado, especialmente o atum. Em 1º de agosto, o governo estadual anunciou a ampliação temporária do Proedi e a duplicação dos créditos de ICMS. O governo federal lançou o Plano Brasil Soberano com medidas como suspensão de tributos para exportadoras e reforço ao Reintegra.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), o impacto do tarifaço já é sentido. A entidade afirma que os setores salineiro e pesqueiro enfrentam pressão que compromete contratos, reduz competitividade e ameaça empregos. O apoio governamental é considerado insuficiente diante da dimensão do problema.
Comércio exterior do RN pode perder milhares de empregos
Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) aponta que o tarifaço pode causar a perda de até 146,6 mil empregos no Brasil em dois anos. A FIERN avalia que ainda não é possível dimensionar os impactos no RN, mas há risco real para setores intensivos em mão de obra. Cada contrato renegociado e cada contêiner retido representa ameaça direta ao emprego e à renda de milhares de famílias no estado.
Mudança na regra de arrecadação do novo IBS redefine a competição entre municípios e pressiona prefeituras a aumentar receita antes da transição tributária
A Reforma Tributária, cuja fase de transição deve começar em 2026, já provoca mudanças na forma como os municípios brasileiros arrecadam e planejam seus orçamentos. Isso porque, embora a extinção do Imposto Sobre Serviços (ISS) e a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) só ocorram com a implementação do novo sistema, a regra que define quanto cada município receberá levou a uma “corrida pela arrecadação”, avaliam especialistas.
Promulgada em 2023, a Reforma unifica cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) em um modelo de Imposto sobre Valor Agregado de dois níveis. O chamado IVA-Dual será composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), repartido entre estados e municípios. No caso dos municípios, o valor a receber será calculado com base na arrecadação média de ISS entre 2019 e 2026.
Segundo o contador e diretor da Rui Cadete Consultores, Gustavo Vieira, além do impacto direto sobre milhares de cidades que hoje têm o ISS como principal fonte de receita, a nova regra de tributação no destino (que prevê que o imposto seja pago no local onde o bem ou serviço é consumido, e não onde é produzido) encerra a chamada “guerra fiscal” entre prefeituras, mas desencadeia outra disputa que já produz reflexos.
“Prefeituras de todo o país estão intensificando a fiscalização e adotando medidas imediatas para maximizar a arrecadação e assegurar uma posição mais favorável na divisão do bolo tributário, garantindo a maior fatia possível do IBS pelos próximos 50 anos. Para várias delas, esse movimento pode representar a diferença entre crescimento e estagnação orçamentária”, avalia Gustavo.
Ele explica que a transição para o novo sistema será gradual, entre 2029 e 2033. Nesse período, o peso do ISS e do ICMS diminuirá, enquanto a alíquota do IBS aumentará até substituir totalmente os tributos atuais. A mudança, de acordo com economistas, tende a beneficiar cerca de 82% dos municípios, especialmente os mais populosos e com grande consumo.
“Por outro lado, isso deve reduzir a arrecadação de cidades que prosperaram como paraísos fiscais ao oferecer alíquotas baixas para atrair empresas. Se antes a competitividade estava ligada à concessão de benefícios fiscais, agora ela dependerá da qualidade na gestão pública. Infraestrutura, serviços eficientes e ambiente favorável aos negócios serão os novos atrativos para empresas e talentos”, destaca Gustavo.
Para ele, a mudança representa tanto um desafio quanto uma oportunidade. “Municípios que souberem se adaptar e investir em políticas públicas consistentes estarão em vantagem. A Reforma Tributária não é apenas uma alteração fiscal: é um redesenho do pacto federativo e da forma como as cidades brasileiras se preparam para o futuro”, conclui o diretor da Rui Cadete, empresa de assessoria contábil que recentemente completou 34 anos de história.
A feira, que espera movimentar cerca de R$ 90 milhões em negócios, destaca a realização da Rodada Internacional de Negócios entre produtores e compradores estrangeiros
Maior e principal evento de fruticultura do Brasil e da América Latina, a Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada – Expofruit, reúne mais uma vez empresas e profissionais ligados à cadeia produtiva do setor no Brasil e no mundo. O evento acontece de 20 e 22 de agosto, em Mossoró (RN), e terá como tema – “Sustentabilidade e Inovação: Fruticultura Tropical Responsável”. A solenidade de abertura será realizada nesta quarta-feira (20), às 19h, na Estação das Artes Elizeu Ventania.
Reconhecida como um momento para incentivar a produção e a divulgação das frutas produzidas em território potiguar, fomentar negócios e promover a troca de conhecimento sobre diversos temas relacionados à produção frutícola local e nacional, a Expofruit 2025 tem a expectativa de receber um público de cerca de 40 mil pessoas e de movimentar R$ 90 milhões em negócios durante e após o evento.
“Essa edição da Expofruit será a maior já realizada com um número recorde de expositores que estarão aqui em Mossoró, Rio Grande do Norte, a cidade e o estado que são os maiores exportadores de frutas do país apresentando seus produtos, trocando conhecimento e acompanhando as novidades do setor. Teremos vários eventos acontecendo em paralelo com a feira com grande expectativa pela realização da rodada de negociação Exporta Mais Brasil, em que traremos importadores de diferentes partes do mundo para negociar com produtores de todo o Brasil. Com certeza será um evento grandioso”, afirma Fábio Queiroga, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX/RN), entidade realizadora da feira.
“A Expofruit representa, para o Sebrae-RN e para todo o setor da fruticultura no Rio Grande do Norte, um evento estratégico, de grande relevância. A feira também cumpre um papel importante no fortalecimento do território. Mossoró e a região Oeste do Estado ganham visibilidade e movimentam não só a economia agrícola, mas também setores como o turismo, a gastronomia e os serviços. A feira beneficia toda a cadeia produtiva regional”, afirma João Hélio, diretor técnico do Sebrae-RN, entidade parceira na realização da Expofruit.
O reitor da Ufersa, outra instituição parceira na realização da Expofruit, Rodrigo Codes, também reforça a importância do evento para todo o Rio Grande do Norte e para a produção acadêmica da universidade. “A Expofruit é uma das maiores vitrines do desenvolvimento econômico do Estado e a Ufersa tem a grata satisfação de, anualmente, incentivar e apoiar a realização do evento, dando suporte de infraestrutura e, o mais valioso para nossa comunidade acadêmica, desenvolvendo pesquisas e projetos que contribuem para o melhoramento da nossa fruticultura e para o fortalecimento da cadeia produtiva do setor. A nossa grande expectativa é que a edição de 2025 reafirme o sucesso e a tradição da Feira entre os maiores eventos nacionais do gênero”.
Rodada Internacional de Negócios Exporta Mais Brasil – Frutas Frescas
A programação começa com a Rodada Internacional de Negócios – Frutas Frescas do programa Exporta Mais Brasil promovido pela Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Sebrae-RN e com o apoio de instituições do setor. O evento acontece nos dias 20 e 21 de agosto, no Hotel Thermas, com a finalidade de facilitar negócios entre empresas brasileiras e compradores internacionais de países da Europa, Ásia, América do Norte, África e América do Sul.
As empresas participantes terão a oportunidade de conversar com compradores internacionais do segmento com o apoio da equipe técnica da ApexBrasil, além de contar com um webinar preparatório da rodada de negócios, espaço e estrutura para realização da rodada, reuniões pré-agendadas com compradores internacionais (matchmaking), exposição na Plataforma Buy Brazil, além de apoio com tradução da equipe da ApexBrasil.
“Ao longo dos anos, temos atuado de forma contínua, em parceria com instituições como a ApexBrasil e o Governo do Estado do RN, para inserir os produtos da fruticultura potiguar em mercados cada vez mais amplos. A Expofruit é um espaço onde decisões importantes são tomadas, parcerias são firmadas e muitos negócios são gerados — não apenas durante a feira, mas especialmente no período que se segue a ela. É a partir desse esforço contínuo de prospecção e diversificação de mercados que conseguimos fortalecer o posicionamento do Rio Grande do Norte como referência nacional e internacional na fruticultura”, conclui o representante do Sebrae – RN.
Programação terá Painel Empresarial e Panorama de Exportação
Um Painel Empresarial é o primeiro evento da programação científica da Expofruit que acontece também na quarta-feira (20), das 8h às 17h, no Auditório Amâncio Ramalho, na Ufersa, e contará com diversas apresentações de entidades ligadas ao desenvolvimento econômico, ambiental, a agricultura e a indústria como Codevasf, FIERN, FAERN/SENAR, Banco do Nordeste, IDEMA, além de cases de empresas expositoras na feira.
Na quinta-feira (21), das 8h às 12h, ocorre o Fórum da Fruticultura – Inovação e Perspectiva que terá três palestras que vão trazer um Panorama da Fruticultura de Exportação e a Importância da ESG com a Abrafutas e a ApexBrasil, a Fruticultura Regenerativa – Produção Sustentável com Sebrae e o Senar e uma mesa redonda com Coex, Abrafrutas, Sebrae e Ufersa. Na parte da tarde, das 14h às 17h, acontece o Seminário de Cajucultura que vai abordar o manejo sustentável e mecanização na produção de caju com a Embrapa e o Canal da Cajucultura.
Na último dia de evento, sexta-feira (22), pela manhã o foco será a Pesquisa sobre o Semiárido com pesquisadores da Ufersa que apresentarão estudos com frutíferas na Ufersa como umbu-cajazeira, serigueleiras, pinheira, pitaya, maracujazeiro e cajueiro, sobre contribuições para a pós-colheita, polinização e o uso de remineralizador na fruticultura.
A programação da tarde conta com o Encontro de Cooperativas Potiguares que terá a palestra Cooperativismo da Agricultura Familiar e Acesso às Políticas Públicas com Unicicafes Brasil e a apresentação – Nordeste que Coopera: Experiências que Inspiram com a Cooperxique, também acontece o Encontro de Negócios com a presença de diversas redes de supermercados na palestra “Como fazer negócio com o Governo Federal através das Compras Públicas“ que será ministrada por um representante da CONAB. Ambos encontros acontecem no Auditório da PROEC – Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Ufersa.
A programação ainda contará com cursos, apresentação de trabalhos científicos e visitas técnicas com várias temáticas ligadas à fruticultura. A programação completa e as inscrições para os eventos estão abertas no site www.expofruit.com.br.
Feira expõe produtos e serviços
A exposição de produtos e serviços ligados à cadeia produtiva da fruticultura acontece durante o período do evento, das 18h às 23h, na Estação das Artes, no centro de Mossoró, totalmente aberta ao público, contando com uma área total de 17 mil m2 e mais de 300 estandes.
“Estamos muito felizes com essa edição, pois tivemos um crescimento de 15% em relação a última edição e ela terá um diferencial muito importante que é a realização da rodada internacional de negócios que contará com empresários da China e de outros países. 210 empresas estarão participando da feira o que só reforça o evento como uma vitrine nacional e internacional , além de de ser um orgulho para Mossoró e para o Brasil”, afirma João Manoel, diretor comercial da Expofruit.
Sobre Expofruit
Considerada o evento de fruticultura tropical irrigada mais importante do Brasil, a Expofruit a cada edição conquista mais atenção de grandes investidores. A feira tem como objetivo o apoio ao setor frutícola potiguar, garantindo a participação de produtores de todo o estado em um evento que viabilize a comercialização da produção e promova novos negócios, inclusive exportações.
A Expofruit 2025 é uma realização do COEX – Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) e da Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa), com a promoção da Promoexpo e conta com a promoção da PromoExpo. A feira tem o patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Prefeitura de Mossoró/RN, da Secretaria da Agricultura da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, do Banco do Nordeste, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – ApexBrasil e da Neoenergia Cosern.
Também possui o apoio do Ministério da Agricultura, Governo Cidadão, Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), Sistema Fiern, Sistema Faern/Senar, Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RN (Crea/RN), do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da OCP Brasil. Além do apoio de mídia da Editora Gazeta, do Notícias Agrícolas, do Sistema Tribuna e da TCM.
SERVIÇO:
Evento: Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada – Expofruit 2025 Data: 20 a 22 de agosto Local: Estação das Artes e Ufersa – Mossoró/RN Site: www.expofruit.com.br Instagram: @Expofruit2025 Facebook: www.facebook.com.br/Expofruit
IBGE aponta queda de 2,4 pontos percentuais em relação ao 1º trimestre; estado registrou maior redução do país no período
O indicador se refere aos meses de abril, maio e junho. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando a taxa estava em 9,9%, a queda foi de 2,4 pontos percentuais. Foi a maior redução entre os estados brasileiros no período.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, quando o índice era de 9,2%, a queda foi de 1,7 ponto percentual.
População desocupada
O IBGE estimou que 115 mil pessoas estavam desocupadas no estado no segundo trimestre deste ano, número 24,1% menor em relação ao trimestre anterior, quando eram 151 mil. Isso representa 36 mil pessoas a menos na condição de busca por trabalho.
Segundo o instituto, são consideradas desocupadas as pessoas sem emprego que tomaram alguma providência para conseguir ocupação, como enviar currículos, participar de entrevistas ou se inscrever em concursos, e que estavam disponíveis para assumir um posto de trabalho caso houvesse oportunidade.
Comparação regional e nacional
A taxa de desemprego no Rio Grande do Norte ficou abaixo da média do Nordeste, que registrou 8,2% no período, mas ainda acima da média nacional, de 5,8%.
Entre os estados nordestinos, as maiores taxas foram em Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Piauí (8,5%). As menores foram no Maranhão e no Ceará, ambos com 6,6%.
No ranking geral do país, o Rio Grande do Norte registrou a 9ª maior taxa de desocupação e a 6ª maior da região Nordeste.
Situação em Natal e Região Metropolitana
Na capital potiguar, a taxa de desemprego caiu para 5,7% no segundo trimestre de 2025, frente a 6,6% no primeiro trimestre.
Na Região Metropolitana de Natal, o índice foi de 5,9%, com redução de 2,4 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano (8,3%). Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 2,9 pontos percentuais, quando o indicador era de 8,8%.
Diferença entre homens e mulheres
O levantamento do IBGE apontou que a taxa de desocupação caiu tanto entre homens quanto entre mulheres no segundo trimestre, mas a diferença entre os dois grupos permaneceu.
No estado, a taxa entre as mulheres passou de 12,2% no primeiro trimestre para 8,7% no segundo. Já entre os homens, a queda foi de 8,1% para 6,6%.
Em Natal, a desocupação entre homens caiu para 4,6%, ante 5,5% no trimestre anterior. Entre as mulheres, passou de 7,9% para 6,9%.
Número de ocupados e setores da economia
A população em idade de trabalhar no Rio Grande do Norte, estimada em 2,8 milhões de pessoas, somava 1,53 milhão na força de trabalho no segundo trimestre de 2025. Destas, 1,423 milhão estavam ocupadas e 115 mil desocupadas. O número de ocupados cresceu 3,7% em relação ao trimestre anterior, com aumento de 51 mil pessoas.
De acordo com o IBGE, os setores que mais empregaram foram:
Administração Pública: 310 mil pessoas;
Comércio: 293 mil pessoas;
Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 171 mil pessoas.
No setor privado, 669 mil pessoas estavam empregadas no estado, sendo que 71% tinham carteira assinada.
Informalidade e rendimento
A taxa de informalidade no Rio Grande do Norte no segundo trimestre foi de 39,5% da população ocupada.
O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 2.882 no período, segundo os dados do IBGE.
Levantamento do Idema aponta alta nos preços de frutas, leite e óleo; arroz teve queda de 13,56%
Cesta básica em Natal teve aumento de preço em julho de 2025, segundo levantamento do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema RN). A variação foi de 0,04% em relação ao mês anterior, elevando o custo mensal por pessoa para R$ 615,39. Os dados foram apurados pela Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES) e indicam reversão da deflação de 1,82% registrada em junho.
Entre os treze itens analisados, seis apresentaram aumento de preço. As maiores altas foram observadas nas frutas (6,48%), leite (5,19%) e óleo (4,87%). Também houve elevação nos preços de legumes (2,75%), tubérculos (1,70%) e carne bovina (0,32%).
Por outro lado, sete produtos registraram queda. O arroz teve a maior redução, com -13,56%, seguido por farinha (-4,93%), açúcar (-4,68%), pão (-3,02%), café (-2,25%), margarina (-2,09%) e feijão (-0,04%).
Segundo o Idema, essas variações são influenciadas por fatores como clima e entressafra. A oferta sazonal de frutas como caju e manga impacta diretamente os preços. A queda no valor do café, que chegou a custar R$ 18 por pacote de 250g, foi atribuída à expectativa de maior oferta no mercado. Já o açúcar, que chegou a R$ 4,80, apresentou redução devido à alta produção em estados nordestinos como Pernambuco.
Considerando uma família composta por quatro pessoas, o custo total da cesta básica em julho foi de R$ 2.461,56. Ao somar esse valor a outras despesas essenciais, como transporte, vestuário e gastos pessoais, o total mensal pode alcançar R$ 7.590,52.
O levantamento é realizado de forma contínua por uma equipe de oito pesquisadores, que monitoram os preços em estabelecimentos comerciais da capital potiguar. Os dados servem como referência para o acompanhamento do custo de vida na região.
preço da cesta básica
Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Natal também apresentou alta em julho, com variação de 0,29% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o índice chegou a 2,78%, e nos últimos 12 meses, atingiu 5,14%.
O grupo alimentação e bebidas, responsável por 32,43% do orçamento familiar, teve aumento de 0,32%. Os principais itens que contribuíram para essa alta foram hortaliças e verduras (10,04%), frutas (5,67%), farinhas, féculas e massas (2,58%), carnes (1,72%), enlatados e conservas (1,42%) e aves e ovos (0,82%).
O grupo despesas pessoais registrou variação positiva de 3,26%, com destaque para recreação (5,12%) e serviços pessoais (0,46%). Já o grupo vestuário teve alta de 0,41%, influenciado pelos preços de tecidos e armarinho (2,74%), calçados e acessórios (1,39%) e roupa infantil (0,77%).
Impacto no consumo
A população tem sentido os efeitos da alta nos preços. Estratégias como compras em dias de promoção, redução no consumo de carne vermelha e busca por ofertas online têm sido adotadas por consumidores para enfrentar o aumento do custo de vida.
De acordo com especialistas, embora o valor agregado da cesta básica permaneça elevado, a tendência é de estabilização nos preços desde maio. A possível redução da tarifa de energia elétrica nos próximos meses pode contribuir para a diminuição dos custos de produção e, consequentemente, dos preços dos alimentos.
Lei substitui Medida Provisória que alterou a tabela do Imposto de Renda, mantém a faixa de isenção para até R$ 3.036 e impacta, também, quem recebe acima desse limite
O governo sancionou e publicou nessa terça-feira (12) a Lei nº 15.191, que mantém a alteração da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) com isenção para contribuintes com renda mensal de até dois salários mínimos, o equivalente a atuais R$ 3.036 por mês. A medida tem efeitos retroativos a 1º de maio de 2025 e substitui a Medida Provisória 1.206/2024, em vigor desde fevereiro do ano passado, cuja validade se encerrou na segunda-feira (11).
A proposta foi aprovada pelo Senado Federal na última quinta-feira (7), em regime de urgência, após a desocupação do plenário e a retomada dos trabalhos legislativos. Ela atualiza a base de cálculo do IR em função do reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 1.412 para R$ 1.518 em janeiro. Segundo o contador e diretor da Rui Cadete, Daniel Carvalho, a medida garante isenção a milhões de brasileiros.
“Com os sucessivos reajustes do salário mínimo nos últimos anos, muitos trabalhadores com rendimentos relativamente baixos acabaram sendo incluídos na base de contribuintes do Imposto de Renda. Então a atualização da faixa de isenção vem para corrigir esse desequilíbrio ao aliviar a carga tributária das camadas mais vulneráveis da população e garantir que milhões de brasileiros voltem à condição de isentos”, afirma o contador.
Revisão também beneficia quem ganha mais
Embora a Lei nº 15.191 beneficie diretamente apenas quem recebe até R$ 3.036, os efeitos da revisão da tabela de isenção do Imposto de Renda também alcançam contribuintes das faixas seguintes. Isso porque, conforme explica Daniel Carvalho, como o modelo de cálculo do IR é progressivo, todos os contribuintes têm isenção sobre os primeiros R$ 3.036 da renda mensal, o que pode resultar em redução do imposto devido.
“O resultado disso é uma diminuição da carga tributária também para quem recebe acima do limite de isenção, ainda que de forma proporcionalmente menor. Ou seja, muitos contribuintes têm menor valor de imposto retido na fonte. E apesar dos efeitos da lei serem retroativos a 1º de maio de 2025, os contribuintes que se enquadram no novo limite já vinham sendo beneficiados com base na Medida Provisória válida até então. Mas caso alguém tenha sofrido retenção indevida, poderá receber esses valores por meio de restituição no ajuste anual de 2026”, explica o contador.
Bolos especiais e campanha de Dia dos Pais agitam as lojas da rede
O mês de agosto começa mais doce nas lojas da Sodiê Doces, com a tradicional promoção dos Bolos do Mês. Para esta edição, os sabores selecionados são o Abacaxi com Coco#37 e o Alpino#113, duas opções que agradam diferentes perfis de paladar, mas têm em comum a qualidade artesanal que é marca registrada da rede.
O Abacaxi com Coco é a escolha perfeita para quem aprecia sabores leves e frutados. Feito com bolo de massa branca, recheio de mousse branca com abacaxi e cocada, cobertura de marshmallow, coco cozido e cerejas decorativas, o bolo entrega frescor e suavidade em cada fatia.
Já o Alpino é um verdadeiro clássico para os amantes de chocolate. Preparado com bolo de chocolate, recheios de Alpino® trufado e mousse de chocolate, cobertura de mousse de chocolate, lascas de chocolate ao leite e chocolate Alpino®, esse sabor oferece uma experiência intensa e envolvente.
A promoção dos Bolos do Mês é válida até 31 de agosto. “A campanha dos Bolos do Mês é uma oportunidade para os clientes redescobrirem sabores consagrados do nosso cardápio ou experimentarem novas combinações, sempre com o padrão de excelência da Sodiê”, afirma Fábio Araujo, general manager da marca.
Neste mês de agosto, a partir do dia 1º, a Sodiê também promove a campanha de Dia dos Pais, com sorteios de prêmios em dinheiro, chocolates, kits festa e bolos especiais. A cada 80 reais em compras, os clientes concorrem a prêmios de 2 mil reais, e um grande prêmio de 20 mil reais, além de poderem participar do sorteio caixa criativa, onde a melhor pintura, também leva prêmios.
Os sabores promocionais e os kits presenteáveis fazem parte do movimento da marca de tornar agosto um mês ainda mais especial, combinando afeto, sabor e boas lembranças em cada detalhe. Além da novidade, o cardápio da Sodiê reúne mais de 80 sabores de bolos, chocolates, salgados, doces, linha zero açúcar, bebidas e kits para festas.
Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.
Sodiê Doces
A Sodiê Doces, maior franquia de bolo do país, eleita como a Franquia do Ano/2024, possui atualmente 400 lojas abertas no Brasil e duas unidades na cidade de Orlando, nos EUA. Em seu cardápio há mais de 80 variedades de sabores, uma linha Zero Açúcar, bolos caseiros e a versão vegana. Os bolos são elaborados à base de pão de ló, matéria-prima de primeira qualidade e frutas frescas. Também fazem parte do cardápio os docinhos (tradicionais, finos, belgas e bombom), balas de coco, sua linha exclusiva de salgados (cuja sede fica em Boituva – SP), carta de bebidas quentes e geladas e, agora, sua linha de chocolates Premium. A rede fechou 2024 com faturamento de 740 milhões de reais, registrando crescimento de 15% em comparação a 2023, e com 53 novas unidades.
Pelas redes sociais, embaixada disse que monitora “aliados de Moraes”
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) convocou o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos (EUA), Gabriel Escobar, para dar explicações sobre as ameaças do governo de Donald Trump contra “aliados de [Alexandre de] Moraes no Judiciário”.
O secretário interino da Europa e América do Norte do Itamaraty, o embaixador Flavio Celio Goldman, recebeu o representante do governo Trump no Brasil para manifestar indignação do governo brasileiro com o tom e o conteúdo das postagens recentes do Departamento de Estado e da embaixada nas redes sociais.
O governo entende que as manifestações dos órgãos do Estado do país norte-americano representam clara ingerência em assuntos internos e são ameaças inaceitáveis à autoridades brasileiras.
O Departamento de Estado dos EUA, órgão similar a um ministério das relações exteriores, tem usado as redes sociais para atacar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Alexandre de Moraes relativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
Ontem (7), a Embaixada dos EUA no Brasil traduziu comentário do secretário de diplomacia pública Darren Beattie, ameaçando autoridades do Judiciário brasileiro que contribuam com Moraes. “Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, disse o comunicado do diplomata, acusando o ministro de “censura” e “perseguição” contra Bolsonaro.
No último dia 30 de julho, os EUA aplicaram sanções econômicas contra Alexandre de Moraes, previstas na chamada Lei Magnitsky, como punição pelo julgamento da trama golpista, que apura tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022, o que incluiria planos para prender e assassinar autoridades públicas.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele nega as acusações.
O ex-presidente ainda é investigado em ação que apura a ação de Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto aos EUA para impor sanções contra o Brasil. Entre as razões elencadas pelo governo Trump para tarifar o Brasil, está o processo contra o ex-presidente.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Brett Sayles/Pexels / Jess Loiterton/Pexels
Campanha “Pai, o presente é estar” oferece brinde e momentos de lazer para toda a família
O comércio de Natal se prepara para uma das datas mais importantes do calendário varejista. Segundo levantamento da CNDL/SPC Brasil, analisado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), o Dia dos Pais 2025 deve movimentar cerca de R$ 130 milhões na capital potiguar, com aproximadamente 510 mil consumidores indo às compras.
As categorias mais procuradas neste ano devem ser roupas, perfumes e calçados, itens que tradicionalmente lideram as intenções de compra para a data. A expectativa é de um aumento no fluxo de consumidores nos principais centros comerciais da cidade, impulsionando vendas e gerando impacto positivo na economia local.
No Praia Shopping, a campanha especial deste ano traz o slogan “Pai, o presente é estar”, ressaltando a importância da presença e do convívio familiar. Segundo a gerente geral do shopping, Daniele Leal, a proposta vai além da compra do presente:
“Queremos proporcionar aos clientes não apenas a oportunidade de encontrar o presente ideal, mas também de viver momentos especiais em família. A data é sobre estar junto, criar memórias e celebrar o amor e a presença dos pais no nosso dia a dia.”
De acordo com a gerente eles lançaram uma promoção que iniciou no dia 01 e segue até o dia 10 de agosto. A cada R$ 299 em compras, o cliente pode trocar suas notas fiscais por uma caneca da Xop e um vale chopp no Restaurante Zamô, localizado na praça de alimentação. A ação acontece até finalizar o estoque dos brindes.
Além das ofertas nas lojas, o shopping preparou um momento especial para celebrar o dia: no domingo (10/08), haverá o Almoço dos Pais com Chorinho, das 13h às 15h, ao som do Grupo Choro da Terra, na praça de alimentação. O show será gratuito para o público no mall.
A expectativa do Praia Shopping é de aumento no fluxo de clientes nos dias que antecedem a data, acompanhando o otimismo do comércio natalense. “Acreditamos que a combinação de promoções atrativas, variedade de opções de presentes e programação cultural vai garantir um movimento positivo, alinhado à tendência de crescimento das vendas para a data”, completa Daniele.
Espaço interativo com jogos clássicos cria ponte entre gerações em experiência gratuita nos dias 2 e 3 de agosto
Neste sábado e domingo (2 e 3), o Natal Shopping promove o cenário ideal para um encontro de gerações em clima de viagem no tempo: com a ação “Game Retrô”, o empreendimento expõe um verdadeiro museu do videogame com espaço interativo, para que pais e filhos possam ser player 1 e player 2 em clássicos da Nintendo e Sega Game.
A programação faz parte da campanha “Com amor, para o melhor pai do mundo” e é gratuita para clientes, com acesso mediante cadastro no programa MaisNAT e resgate de cupom no aplicativo do empreendimento. “Essa é mais uma ação que pensamos com muito carinho para que toda a família possa criar memórias inesquecíveis nessa data tão importante”, reforça Diana Petta, gerente de marketing do NAT.
Além da atividade cultural, o Natal Shopping conta ainda com promoção para quem quiser garantir o presente: nas compras acima de R$ 600, o cliente ganha um Malbec Bleu 100ml, de O Boticário. E quem for cadastrado como Platinum no programa de fidelidade MaisNAT poderá resgatar o brinde em dobro.
De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as roupas devem ser o presente mais procurado para a ocasião, seguidos de itens de perfumaria e eletroeletrônicos. Os dados apontam que este Dia dos Pais, celebrado no dia 10 de agosto, deverá ser o melhor registrado desde 2014 com estimativa de movimentar cerca de R$ 7,84 bilhões em vendas de produtos.
SERVIÇO
O que: Game Retrô Pais e Filhos no Natal Shopping Quando: 02 e 03 de agosto Onde: Piso L2 – Em frente a FARM Acesso gratuito, com resgate de cupom no app do empreendimento
Nova lei estadual define incentivos e diretrizes para cadeia produtiva do hidrogênio verde e indústria de baixo carbono
O Governo do Rio Grande do Norte sancionou, nesta quinta-feira (31.jul.2025), o Marco Legal do Setor de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde. A legislação tem como objetivo criar um ambiente regulatório favorável para o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, atraindo investimentos e consolidando o estado como referência em transição energética no Brasil e no exterior.
O texto sancionado define conceitos técnicos relacionados ao hidrogênio verde e à chamada indústria verde, que se baseia na transformação de energia renovável em produtos com baixa emissão de carbono, como aço verde, e-combustíveis, e-metanol, amônia e fertilizantes nitrogenados.
O novo marco legal cria o Programa Norte-Rio-Grandense de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde (PNRH2V), que se apoia em princípios como mitigação de emissões de gases do efeito estufa, inovação tecnológica, segurança jurídica, neoindustrialização e responsabilidade socioambiental.
Incentivos e regimes especiais
Entre os instrumentos previstos, a lei institui incentivos fiscais por meio do PROEDI (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN) e do novo regime RNVerde, voltado especificamente para empresas da cadeia do hidrogênio verde. Para obter os benefícios tributários, as companhias precisam comprovar o uso de energia renovável em seus processos produtivos.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento do Estado, Alan Silveira, o próximo passo será regulamentar a legislação e estruturar a implementação do programa, que inclui convocação do comitê gestor, criação de infraestrutura, atração de parcerias internacionais e capacitação profissional.
Estrutura de governança e certificação
O Comitê Gestor do programa será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e contará com representantes de 21 órgãos e instituições. A lei também prevê a criação de mecanismos de certificação internacional do hidrogênio verde, apoio a pesquisas, desenvolvimento de tecnologias e estímulo ao uso de fontes hídricas alternativas, como água dessalinizada e de reúso.
A governadora Fátima Bezerra destacou o caráter estratégico da legislação, apontando a criação de um ambiente seguro e atrativo para investidores do setor. O diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello, ressaltou que o RN já possui uma das energias renováveis mais competitivas do país e que consome apenas 10% da própria capacidade instalada.
Para o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, o novo marco representa um avanço essencial. Segundo ele, o RN agora conta com a base legal necessária para iniciar a produção e comercialização do hidrogênio verde com respaldo jurídico.
Com 15 a 16g de proteína por unidade, o produto é voltado para quem busca praticidade e mais proteína no dia a dia
Qualitá, marca exclusiva da rede Pão de Açúcar, amplia seu portfólio de produtos proteicos com o lançamento da linha de barrinhas com whey protein. Voltadas para quem busca praticidade e mais proteína na rotina, as novidades chegam em quatro sabores: Brigadeiro, Torta de Chocolate e Avelã, Paçoca e Surpresa de Morango. Com 15 a 16g de proteína por unidade e preço de R$12,99, as barrinhas são uma excelente opção para quem deseja suplementar a alimentação diária.
Embora associadas frequentemente ao público que pratica atividade física, as barrinhas de whey podem ser utilizadas por diferentes perfis de consumidores. São uma opção prática para incluir proteína no plano alimentar, como lanche rápido, pré ou pós-treino, ou mesmo como sobremesa. Também são isentas de glúten, podendo atender públicos com restrição alimentar.
As barrinhas de whey Qualitá já estão disponíveis nas lojas do Pão de Açúcar em todo o Brasil, e no app Pão de Açúcar Mais, além do e-commerce da marca: www.paodeacucar.com. Se os clientes optarem por utilizar o cartão Pão de Açúcar como forma de pagamento, há desconto de 20%. Para aproveitar essas vantagens, basta ativar as ofertas nos aplicativos antes de finalizar a compra.
Nova receita chega ao cardápio da rede com camadas de leite condensado, mousse branca, morango fresco e crocante de caramelo do amor
A Sodiê Doces, maior rede de franquias de bolos artesanais do país, acaba de lançar o Bolo de Morango do Amor#182, inspirado no doce que virou febre nas redes sociais e já soma mais de 40 mil unidades vendidas em suas lojas desde o lançamento oficial em 24 de julho. Com média de 6 mil unidades comercializadas por dia, o sucesso da sobremesa motivou a criação de uma versão em bolo, que chega às vitrines com recheios generosos de mousse branca, morangos frescos e o característico crocante de caramelo do amor que acompanha o morango viral.
A novidade combina a base leve e cremosa característica da rede com os elementos mais marcantes do doce que virou febre. O bolo é preparado com massa branca, recheios de leite condensado Moça®️ com crocante de caramelo do amor e mousse branca com morango e crocante do caramelo do amor, cobertura de mousse branca e geleia de morango, decorado com a estrela da vez, o Morango do Amor e o crocante de caramelo do amor.
“Desde que a trend do Morango do Amor começou a ganhar força nas redes sociais, nosso time de desenvolvimento entrou em ação. Foram muitos testes até encontrarmos a receita ideal, com o padrão de qualidade da Sodiê”, explica Fábio Araujo, gerente geral da rede.
A expectativa é de que o Morango do Amor e o Bolo Morango Amor continuem no portfólio, seguindo o exemplo de outros sabores que nasceram de tendências e se tornaram fixos, como o pistache. “Os lançamentos reforçam a vocação da Sodiê para acompanhar o comportamento do consumidor e transformar tendências em produtos de alta qualidade e grande apelo comercial”, afirma Araujo.
Além da novidade, o cardápio da Sodiê reúne mais de 100 sabores de bolos, salgados, doces, linha zero açúcar, bebidas e kits para festas.
Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.
Deputado intensifica disputas com aliados ao criticar Nikolas por live com perfil anônimo e questionar silêncio de Ratinho Júnior sobre Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a protagonizar confrontos dentro do campo político da direita brasileira. Desta vez, os alvos das críticas foram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Os episódios ocorreram entre o fim de semana e a segunda-feira (29), e envolveram postagens nas redes sociais e manifestações públicas.
Na noite de domingo (28), Eduardo Bolsonaro usou o X (antigo Twitter) para criticar Nikolas Ferreira. O motivo foi a participação do colega mineiro em uma live com o perfil anônimo “Baianinha Intergalática”, que teria feito críticas a Jair Bolsonaro. Eduardo afirmou:
“Ela [Baianinha Intergalática] é uma pessoa abjeta, que defende a minha prisão e de minha família. É triste ver a que ponto o Nikolas chegou.”
O conflito entre os parlamentares não se restringiu à publicação. Apoiadores de Eduardo também se manifestaram nas redes sociais contra a presença de Nikolas em um evento promovido pelo empresário Pablo Marçal, ex-candidato à prefeitura de São Paulo. A crítica gira em torno da aproximação do deputado mineiro com figuras que, segundo aliados de Eduardo, não estariam alinhadas com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além de Nikolas, Eduardo Bolsonaro direcionou críticas ao governador do Paraná, Ratinho Júnior, também no domingo. O motivo foi a postura do chefe do Executivo estadual ao comentar a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para Eduardo, o governador não mencionou, nas suas falas, o que o deputado considera perseguição política contra Bolsonaro e seus apoiadores.
Na rede social, Eduardo publicou:
“Trump postou diversas vezes citando Bolsonaro, fez uma carta onde falou de Bolsonaro, fez declarações para a imprensa defendendo nominalmente o fim da perseguição a Bolsonaro e seus apoiadores. Desculpe-me governador Ratinho Jr, mas ignorar estes fatos não vai solucionar o problema, vai apenas prolongá-lo ao custo do sofrimento de vários brasileiros.”
Na mesma sequência de postagens, Eduardo questionou a leitura americana sobre a fala de Ratinho Júnior:
“Imagino os americanos olhando para este tipo de reação e pensando: o que mais podemos fazer para estas pessoas entenderem que é sobre ‘Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores’, como expresso na carta, posts e entrevistas de Trump?”
As críticas reforçam o distanciamento entre o deputado e lideranças políticas que, apesar de integrarem o mesmo espectro ideológico, não se alinham integralmente ao discurso adotado pelo núcleo mais próximo de Jair Bolsonaro.
A postura de Eduardo Bolsonaro, nos dois episódios, tem gerado repercussão entre aliados e eleitores da direita, evidenciando disputas internas no campo político que apoiou o ex-presidente.
Até o momento, nem Nikolas Ferreira nem Ratinho Júnior comentaram publicamente as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro.
Vice-presidente afirmou que plano de socorro está em elaboração
A quatro dias da entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros nos Estados Unidos, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil está conversando “com reservas” com o governo estadunidense. Ele reafirmou que o plano de contingência está em elaboração, mas disse que o foco nesta semana está nas negociações comerciais.
“Nós estamos permanentemente no diálogo e quero dizer a vocês que nós estamos dialogando neste momento pelos canais institucionais e com reserva”, disse Alckmin, em entrevista após o lançamento do Programa Acredita Exportação.
O vice-presidente não deu detalhes sobre as conversas com os Estados Unidos nem sobre o plano de contingência em elaboração para ajudar os setores afetados pela taxação.
“O plano de contingência está sendo elaborado, bastante completo, bem feito”, afirmou o vice-presidente.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o plano de socorro seria levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana. Entre as medidas em estudo, estão linhas de crédito para os setores exportadores.
Programa Acredita Exportação
Em relação ao Acredita Exportação, cujo projeto de lei e decreto de regulamentação foram assinados nesta segunda-feira (28) pelo presidente Lula, Alckmin disse que o programa impulsionará o crescimento de micro e pequenas empresas que vendem para o exterior. Segundo ele, o projeto está alinhado com valores do governo, como a promoção do multilateralismo.
“O projeto vem em boa hora, reafirmando valores que o Brasil defende, como multilateralismo”, afirmou Alckmin, durante a solenidade de sanção do decreto.
Pelo programa, a partir de 1º de agosto, mesma data de entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, as micro e pequenas empresas poderão receber de volta o equivalente a 3% de suas receitas com vendas externas.
O ressarcimento poderá ocorrer de forma direta ou por meio de compensação de tributos federais (desconto de tributos pagos a mais em etapas anteriores da cadeia produtiva).
Enquanto 60% dos negócios fecham antes dos cinco anos, a empresa de assessoria contábil mostra que é possível construir longevidade com planejamento e sucessão
Cerca de seis em cada dez empresas que nascem no Brasil não conseguem sobreviver após cinco anos. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que as empresas de pequeno porte são as mais vulneráveis. Em entrevista, o sócio-fundador da Rui Cadete Consultores e Auditores Associados, que completa 34 anos em 2025, compartilha os aprendizados e estratégias que sustentam a longevidade do negócio.
A pesquisa ”Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo”, mais recente divulgada pelo IBGE, mostrou que, das empresas criadas em 2017, apenas 37,9% seguiam ativas em 2022. O estudo revela uma tendência de queda progressiva: a taxa de sobrevivência foi de 76,2% no primeiro ano de operação, caindo para 59,6% no segundo, 49,4% no terceiro e 42,3% no quarto ano.
Na contramão desses números, a Rui Cadete Consultores e Auditores Associados completa 34 anos de atuação em 2025. Fundada em Natal (RN), a empresa potiguar é referência em contabilidade, auditoria e consultoria empresarial. Para o sócio-fundador e presidente do Conselho da empresa, Rui Cadete, a longevidade de um negócio está diretamente relacionada à capacidade de desenvolver pessoas e se manter em constante evolução.
“É essencial investir no desenvolvimento das pessoas que fazem o negócio acontecer e se manter atualizado (ou à frente) das tendências. A inovação, a tecnologia e os processos precisam caminhar em sintonia com a equipe. Além disso, é preciso manter a credibilidade em alta, com atitudes corretas e uma gestão estratégica que garanta a lucratividade do negócio. Tudo isso é consequência direta das escolhas e ações praticadas”, afirma Rui.
Segundo ele, ao longo de mais de três décadas, a empresa enfrentou diferentes cenários, incluindo crises econômicas e ciclos de crescimento acelerado. “Esses momentos sem dúvida nos ensinaram muito, e um dos principais aprendizados é que não basta adaptar a nossa empresa. Temos que cuidar e assessorar as empresas clientes também, para que elas sobrevivam e cresçam de forma saudável”, destaca o sócio-fundador da Rui Cadete.
No setor contábil, “marcado por mudanças constantes e alta exigência técnica”, a atualização permanente se torna um ativo vital. Para Rui, manter o cliente no centro das decisões e compartilhar conhecimento com a equipe são pontos-chave para a relevância da organização. “Acreditamos que estamos em um negócio de educação. Educamos internamente para poder educar os clientes. Isso sustenta nossa capacidade de adaptação e entrega de valor”, explica.
A formação de lideranças também tem sido um diferencial. A empresa adota um modelo de gestão que estimula o crescimento interno e oferece oportunidades de ascensão para quem deseja trilhar o caminho até a sociedade. “Desde o processo seletivo, mostramos aos candidatos que é possível crescer dentro da empresa. Não é fácil, exige vontade, dedicação e entrega. Mas o ambiente é colaborativo e voltado para o desenvolvimento contínuo”, destaca.
Ainda conforme o levantamento do IBGE, o ciclo de vida curto da maior parte dos negócios brasileiros é mais evidente nas empresas de pequeno porte. Entre os desafios enfrentados, de acordo com o Instituto, estão a falta de planejamento, a carência de uma gestão estruturada, as dificuldades financeiras e a baixa capacidade de adaptação ao mercado.
“Muitos empreendedores não têm conhecimento sobre como organizar um negócio e não buscam assessoria adequada. É fundamental contar com um contador tecnicamente preparado, com estrutura e capacidade para orientar com segurança, especialmente em momentos de mudanças como a Reforma Tributária. Estar bem assessorado pode ser a diferença entre a continuidade ou o fim de uma empresa”, avalia Rui Cadete.
Treinamento com foco em sucessão
Como parte das comemorações pelos 34 anos, a Rui Cadete realiza, nesta quarta-feira (30), o evento “Sucessão na Prática: trilhando o caminho da sociedade na Rui Cadete”. O encontro, exclusivo para clientes, acontece às 15h, no Prédio 209 (Rua Apodi, 209 – Cidade Alta, Natal/RN), com entrada gratuita. Os participantes são incentivados a doar 1kg de alimento não perecível, que será destinado a uma instituição local por meio do Projeto Mãos Compartilhadas.
O objetivo é compartilhar os aprendizados acumulados na jornada da empresa e apresentar, na prática, como vem sendo conduzido o processo de formação de novos líderes e sócios. A programação será conduzida por Rui Cadete e Ana Medeiros, da Conexão.cx. “Temos um mantra: quem aprende, ensina; quem ensina, aprende. É um ciclo virtuoso. A liderança precisa inspirar pelo exemplo, dar autonomia, corrigir quando necessário e reconhecer o mérito”, encerra Rui.
Febre das redes sociais agora pode ser encontrada nas lojas da franquia
O doce que viralizou nas redes sociais e provocou filas em docerias por todo o país acaba de ganhar uma versão oficial com a assinatura da Sodiê Doces. Inspirado na tendência que conquistou o paladar e os olhos dos consumidores, o lançamento já está disponível nas lojas da marca e reforça o compromisso da rede com inovação e excelência.
A novidade é feita com morango fresco, envolto em um cremoso brigadeiro de leite condensado e finalizado com uma delicada camada de caramelo crocante, combinação que une estética, sabor e afeto em uma única mordida. O resultado é um doce artesanal, sofisticado e pronto para brilhar tanto nas redes quanto nas vitrines.
O lançamento chega para atender a uma demanda espontânea do público, impulsionada por conteúdos virais no TikTok e no Instagram, que transformaram a receita em um verdadeiro fenômeno nacional. “Ao trazer os Morangos do Amor para o nosso portfólio, unimos inovação e agilidade com o padrão de excelência que é marca registrada da Sodiê. É uma resposta estratégica a uma demanda do consumidor, sem abrir mão da qualidade artesanal que nos acompanha há mais de duas décadas”, afirma Fábio Araujo, general manager da Sodiê Doces.
Diferentemente das versões informais encontradas no mercado, a releitura da Sodiê oferece padronização, higiene, visual impecável e preço acessível. Ideal para presentear, celebrar ocasiões especiais ou simplesmente se permitir um mimo no dia a dia, o produto reforça a versatilidade da marca no segmento de confeitaria.
A tendência mais doce do ano já chegou às lojas da Sodiê Doces. No entanto, por se tratar de um item feito com morangos frescos, sua disponibilidade pode variar conforme a sazonalidade da fruta e a logística de cada unidade. A franquia recomenda consultar previamente a loja mais próxima, por meio do site da marca, para verificar a oferta do produto antes da visita.
Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.
Redução entra em vigor a partir da próxima sexta-feira
Os preços de venda da molécula de gás serão atualizados e terão queda média de cerca de 14%, na comparação com o trimestre anterior. A redução, segundo a Petrobras, entra em vigor na próxima sexta-feira (1º) para os contratos acordados pela companhia com as distribuidoras.
A Petrobras informou, em nota, que os contratos com as distribuidoras incluem “atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$”.
Conforme a companhia, no trimestre, que começa em agosto de 2025, a referência do petróleo Brent caiu 11,0% e o câmbio teve apreciação de 3,2%, o que significa que a quantia em reais para a conversão em um dólar caiu 3,2%.
“Importante destacar que as variações por distribuidora dependem dos produtos contratados com a Petrobras, e que considerando os mecanismos criados pela empresa, em 2024, dos prêmios por performance e de incentivo à demanda é possível ampliar a redução no preço da molécula”, apontou a petroleira.
O preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula de dezembro de 2022 até esse efeito de agosto, um recuo de 32%. “Considerando a aplicação integral dos prêmios, a redução acumulada média poderia atingir mais de 33%”, completou a Petrobras.
A companhia chamou atenção que o preço final do gás natural ao consumidor depende não somente do preço de venda da molécula pela companhia, mas entram no cálculo também o custo do transporte até a distribuidora, o portfólio de suprimento de cada distribuidora. “Assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais”, concluiu.
Consumidores fluminenses
A Naturgy, concessionária de gás do Rio de Janeiro, informou que a queda nas tarifas, em 1º de agosto, é resultado da redução de custo de aquisição do gás natural fornecido pela Petrobras e “vai beneficiar cerca de 1 milhão de clientes, nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV”.
Para os clientes localizados na região metropolitana do Rio (Ceg), segundo a empresa, o recuo médio será de 1,39% para o segmento residencial (7m³/mês); 1,45% para o comercial (400 m³/mês); 3,73% para postos de GNV e de 3,47% para as indústrias (3Mm³/mês).
Já os clientes do interior do estado (Ceg Rio), terão queda no preço de 3,50% para residencial (7m³/mês), 4,07% para o comercial (400 m³/mês), 7,27% para postos de GNV e 5,56% para indústrias (3Mm³/mês).
Combustível mais econômico
De acordo com a Naturgy, atualmente, o Rio de Janeiro é líder em GNV, com cerca de 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados.
“Com as novas tarifas, quem utiliza o combustível no estado chega a economizar cerca de 50% sobre o etanol e a gasolina. Além disso, quem opta pelo GNV tem direito a um desconto de 62,5% no IPVA”, observou a empresa em nota.
“Hoje, um carro popular percorre aproximadamente 14 quilômetros com 1 m³ de GNV, sete quilômetros com 1 litro de etanol e 10 quilômetros com 1 litro de gasolina. Além de ser mais econômico, o GNV também é mais sustentável, pois emite cerca de 25% menos dióxido de carbono do que a gasolina e o diesel”, calculou.
A concessionária disse que o cálculo de rendimento e economia com o uso do GNV, pode ser feito por meio de um aplicativo web, o Simulador de Economia, que disponibiliza no seu site. “Além disso, o motorista conta com um aplicativo para celular (Simulador GNV) que indica a localização de postos de abastecimento com o combustível, além de esclarecer mitos e conferir dicas de segurança”, acrescentou.
Com chuvas abaixo da média, tarifa terá acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (25.jul.2025) que a bandeira tarifária vermelha patamar 2 será acionada nas contas de energia elétrica durante o mês de agosto de 2025. A medida representará um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelos usuários.
Segundo a Aneel, o acionamento do patamar 2 ocorre em razão da redução das chuvas em diversas regiões do país, o que impactou negativamente a geração hidrelétrica. Essa condição climática desfavorável exige o acionamento de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.
“Com o cenário de afluências abaixo da média em todo o país, os custos de geração aumentam devido à necessidade de acionamento de fontes térmicas”, informou a agência reguladora em nota oficial.
Conta de energia elétrica
Nos meses de junho e julho, a Aneel já havia adotado a bandeira vermelha patamar 1. Em maio, foi utilizada a bandeira amarela. Antes disso, desde dezembro de 2024, o país operava com a bandeira verde, sem custos adicionais para os consumidores, graças às condições favoráveis de geração de energia.
A Aneel destaca que a nova bandeira tarifária reforça a necessidade de uso consciente da energia elétrica. “A economia de energia contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, afirmou a agência.
Como funcionam as bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 e tem como objetivo refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica. As bandeiras são divididas em cores e níveis que indicam as condições de produção de energia no país.
Confira os valores atuais cobrados por tipo de bandeira, por cada 100 kWh consumidos:
O acionamento das bandeiras depende principalmente do volume de chuvas nas regiões dos principais reservatórios de hidrelétricas do país. Quando o nível das represas está baixo, as termelétricas precisam ser acionadas para garantir o fornecimento de energia, o que encarece o custo de geração.
Consumo e orientação
A Aneel orienta a população a adotar medidas para reduzir o consumo de energia, como desligar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso, evitar o uso de equipamentos em horários de pico e realizar manutenção preventiva em sistemas elétricos.
A previsão da Aneel é que as condições de geração de energia permaneçam desafiadoras nos próximos meses, o que pode influenciar futuras decisões sobre as bandeiras tarifárias.
O consumidor pode acompanhar a bandeira vigente por meio da fatura de energia ou nos canais oficiais da Aneel.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Presidente disse ainda que Trump foi induzido a acreditar em mentiras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (25), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi induzido a acreditar “em uma mentira”, de que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sofrendo perseguição no Brasil. “O Bolsonaro não é um problema meu, é um problema da Justiça brasileira”, disse Lula durante evento em Osasco (SP).
“O Bolsonaro não está sendo perseguido, ele está sendo julgado com todo o direito de defesa. Ele tentou dar um golpe nesse país, ele não queria que eu e o [vice-presidente, Geraldo] Alckmin tomássemos posse e chegou a montar uma equipe para matar o Lula, o Alckmin e para matar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Alexandre Moraes. Isso já está provado por delação deles mesmos”, disse o presidente.
Lula se colocou à disposição para negociar a taxação de 50% que os EUA querem impor às exportações brasileiras. “Se o presidente Trump tivesse ligado para mim, eu certamente explicaria para ele o que está acontecendo com o ex-presidente”, afirmou.
Para o presidente, o filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), se licenciou do mandato na Câmara e foi para os Estados Unidos pedir intervenção no Brasil, “numa total falta de patriotismo”. “Vocês na Câmara tem que tomar uma atitude”, disse Lula aos deputados presentes na cerimônia.
No último dia 9 de julho, o presidente Trump enviou uma carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump justifica a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no STF por tentativa de golpe de Estado; ele pede a anistia a Bolsonaro.
Diálogo
Lula, então, acionou o vice-presidente Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviço, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para negociarem uma solução diplomática com o país norte-americano. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com o setor produtivo brasileiro.
“Trump, o dia que você quiser conversar, o Brasil estará pronto e preparado para discutir, para tentar mostrar o quanto você foi enganado com as informações que te deram e você vai saber a verdade sobre o Brasil. E quando você souber da verdade, você vai falar: ‘Lula, eu não vou mais taxar o Brasil, vamos ficar assim do jeito que está’. É isso. Mas é preciso conversar. E está aqui o meu conversador número 1”, disse Lula, citando o vice-presidente.
“Ninguém pode dizer que o Alckmin não quer conversar. Todo dia ele liga para alguém e ninguém quer conversar com ele. Este país é o país de um povo generoso. Então, eu quero que o Trump nos trate com a delicadeza e o respeito que eu trato os Estados Unidos e o povo americano”, acrescentou Lula.
O presidente dos Estados Unidos também justifica as taxações citando “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas” e suposta “censura” contra plataformas de redes sociais dos Estados Unidos, “ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”. A pressão dessas empresas contra a regulação do setor no Brasil teria influenciado a decisão do presidente Trump de aplicar as tarifas.
Hoje, Lula reafirmou que vai promover a regulação das chamadas big techs – as gigantes que controlam as plataformas digitais. “Nós vamos fazer regulação porque eles têm que respeitar a legislação brasileira. Não pode ficar promovendo ódio entre os adolescentes, contando mentira, tentando destruir a democracia e o Estado de direito e democrático. Esse país tem lei e mais do que lei, esse país tem um povo que tem vergonha na cara, caráter e coragem para saber se defender”, afirmou.
Outro argumento de Donald Trump para a taxação seria o prejuízo na relação comercial com o Brasil. “A terceira coisa que também o presidente americano foi mal informado”, disse Lula. “Se você pegar serviços e comércio, os Estados Unidos tem um superávit, em 15 anos, de US$ 410 bilhões. Então, quem deveria estar reclamando éramos nós. E nós não estamos reclamando, estamos querendo negociar”, acrescentou.
Por fim, Lula afirmou que está tranquilo, mas que o Brasil vai tomar as suas posições. O governo estuda responder ao tarifaço com a Lei de Reciprocidade Econômica, mas não sem antes esgotar as vias de diálogo.
“Eu não só estou negociando, como estou colocando o meu companheiro, o vice-presidente da República, que é um homem calejado, para ser um negociador. E ele, obviamente, que não fala rouco como eu, não parece bravo como eu, ele é todo gentil. Mas ele sabe que o Brasil tem razão”, disse o presidente em Osasco.
Segundo o Sinsp, repasses não realizados configuram prática recorrente e já ocorreram em outros meses de 2025
O Banco do Brasil suspendeu, desde a última segunda-feira (21), a concessão de novos empréstimos consignados a servidores públicos do Rio Grande do Norte. A paralisação do serviço, que afeta diretamente a categoria, foi denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp).
Segundo o sindicato, a interrupção ocorre devido à ausência de repasses financeiros do Governo do Estado ao banco, o que compromete a regularidade das operações de crédito consignado. Essa situação já teria ocorrido em pelo menos outras duas ocasiões neste ano, em janeiro e abril.
A entidade afirma que, embora os valores sejam descontados diretamente dos contracheques dos servidores, o governo estadual estaria atrasando os repasses às instituições financeiras. Para o Sinsp, tal conduta levanta a possibilidade de configurar apropriação indébita.
De acordo com o sindicato, a situação é preocupante por envolver recursos que deveriam ser repassados automaticamente às instituições financeiras após o desconto das parcelas dos empréstimos nos contracheques dos servidores. A entidade classifica a prática como recorrente e afirma que a gestão estadual utiliza recursos dos trabalhadores para manter o caixa do Executivo.
O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento. Por essa razão, oferece taxas de juros mais baixas do que outras modalidades de crédito, sendo amplamente utilizado por servidores públicos, aposentados e pensionistas.
Segundo o Sinsp, a suspensão atual ocorre no momento em que o serviço havia sido reestabelecido. Após bloqueios em abril, os empréstimos voltaram a ser concedidos em maio, mas foram novamente suspensos. De acordo com a entidade, atualmente qualquer servidor estadual que procure o Banco do Brasil ou um correspondente bancário é informado de que o crédito consignado está indisponível.
Além de apontar os impactos financeiros para os servidores, a entidade alerta para a possível ilegalidade da conduta do governo estadual, que estaria retendo valores já descontados. O sindicato afirma ainda que a situação pode gerar consequências jurídicas, e avalia com sua assessoria a possibilidade de acionar a Justiça.
A reportagem procurou o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e o Banco do Brasil para comentar a denúncia, mas até o fechamento deste conteúdo não houve retorno das instituições.
O Sinsp tem reiterado críticas à gestão estadual ao longo dos últimos meses, destacando um histórico de atrasos salariais e descumprimentos relacionados a obrigações financeiras com os servidores. A entidade alega que os trabalhadores vêm sendo prejudicados pela ausência de regularidade nos repasses dos valores consignados, o que compromete a credibilidade junto aos bancos e impacta a capacidade de acesso a crédito com condições diferenciadas.
A situação ainda aguarda esclarecimentos por parte do Executivo estadual.
Banco do Brasil se posiciona sobre a situação
Por meio de nota, o Banco do Brasil se posicionou sobre o caso:
O Banco do Brasil atua em conformidade com as legislações e regulamentações vigentes, bem como com os contratos firmados com empregadores do setor público e privado.
Os contratos estabelecem as condições em que pode haver a interrupção temporária na oferta de crédito consignado aos funcionários, até a regularização das questões que ocasionaram a suspensão.
Informações adicionais sobre o convênio podem ser obtidas diretamente com o ente público.
Foto: Sandro Menezes/Governo do RN
MATÉRIA ATUALIZADA ÀS 17h56 de 25/07/2025 PARA INCLUSÃO DA NOTA DO BANCO DO BRASIL.
Preços promocionais são válidos nas 400 unidades da rede
Durante o mês de julho, os sabores Moça® Pudim #123 e À Francesa #01 são os escolhidos da campanha Bolos do Mês da Sodiê Doces. Ao longo dos 31 dias, essas duas delícias estão com preços especiais em todas as 400 unidades da rede.
O À Francesa #01 é um bolo produzido com massa de chocolate, recheio de brigadeiro e cocada, cobertura de mousse de chocolate, raspas e calda de chocolate e cerejas (decorativas).
Já quem prefere um doce mais tradicional e marcante vai se encantar com o Moça® Pudim #123, feito com massa branca, recheios de leite condensado e crocante e mousse branca com crocante de caramelo. Na cobertura, mais mousse branca e crocante de caramelo.
O cardápio da Sodiê reúne mais de 100 sabores de bolos, salgados, doces, linha zero açúcar, bebidas e kits para festas.
Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30) Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.
Sodiê Doces
A Sodiê Doces, maior franquia de bolo do país, eleita como a Franquia do Ano/2024, possui atualmente 400 lojas abertas no Brasil e duas unidades na cidade de Orlando, nos EUA. Em seu cardápio há mais de 80 variedades de sabores, uma linha Zero Açúcar, bolos caseiros e a versão vegana. Os bolos são elaborados à base de pão de ló, matéria-prima de primeira qualidade e frutas frescas. Também fazem parte do cardápio os docinhos (tradicionais, finos, belgas e bombom), balas de coco e sua linha exclusiva de salgados (cuja sede fica em Boituva – SP). Mensalmente a marca traz os Bolos do Mês, com dois sabores, que ganham desconto especial em todas as unidades. A rede fechou 2024 com faturamento de 740 milhões de reais, registrando crescimento de 15% em comparação a 2023, e com 53 novas unidades.
Empresas afetadas pelas tarifas adicionais devem revisar contratos, planejamento tributário e estratégias de precificação, segundo diretor da Rui Cadete
A recente decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros acendeu um alerta para empresas que atuam no comércio exterior. A medida, anunciada sob justificativas de proteção à indústria americana e prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, deve impactar a margem de lucro de exportadoras brasileiras e acirrar ainda mais o cenário de competitividade internacional.
Diante desse novo contexto, especialistas recomendam atenção redobrada das empresas quanto aos aspectos fiscais, contratuais e estratégicos das operações. Para o contador e diretor da Rui Cadete, Daniel Carvalho, a atuação contábil é fundamental na identificação de riscos, mitigação de perdas e busca por alternativas que preservem a saúde financeira dos negócios.
“Mudanças como essa afetam diretamente o planejamento financeiro e operacional das empresas exportadoras. Além da revisão de contratos internacionais, é fundamental reavaliar custos, margens de lucro e benefícios fiscais disponíveis, como o Reintegra e o regime de drawback, que podem ajudar a compensar parte das perdas e manter a viabilidade das operações”, orienta.
Segundo Daniel Carvalho, o papel do contador “vai muito além” do cumprimento das obrigações acessórias. Em um cenário de incertezas e mudanças no comércio internacional, a contabilidade ganha uma dimensão estratégica ao oferecer às empresas análises precisas, simulações financeiras e suporte técnico para decisões que impactam diretamente a continuidade e a rentabilidade das operações.
“Empresas que atuam no mercado internacional precisam de um acompanhamento técnico permanente, que possibilite respostas rápidas e assertivas diante de alterações no cenário global, como novas taxações, variações cambiais ou mudanças em acordos comerciais. Nesse contexto, a contabilidade construtiva atua na busca por soluções que assegurem a sustentabilidade e a competitividade do negócio”, completa o diretor da Rui Cadete.
Entre as recomendações para empresas impactadas pelas tarifas estão a revisão do planejamento tributário, a renegociação de preços e prazos com compradores externos, o reforço no compliance fiscal e a análise de oportunidades em outros mercados internacionais. A medida deve entrar em vigor no dia 1º de agosto, mas entidades setoriais e o governo brasileiro buscam diálogo com os EUA para reverter ou mitigar os efeitos da sobretaxa.
Estado registrou crescimento de 120% nas exportações no primeiro semestre de 2025, mas setor produtivo vê risco com nova tarifa de importação
A tarifa de importação anunciada pelo Governo dos Estados Unidos ao Brasil, com previsão de vigência a partir de 1º de agosto, pode impactar diretamente o desempenho das exportações do Rio Grande do Norte, que registraram crescimento de 120% no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Comex), o estado exportou US$ 67,1 milhões entre janeiro e junho, igualando o total de exportações de todo o ano de 2024.
Este foi o melhor resultado semestral desde 2019, quando o estado havia alcançado US$ 81,7 milhões. No ranking do Nordeste, o RN ocupou a quarta colocação, ficando atrás de Ceará, Bahia e Maranhão, conforme dados da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Exportações por setor e principais produtos
Os principais produtos exportados pelo Rio Grande do Norte no semestre foram:
Óleos de petróleo ou minerais betuminosos: US$ 24 milhões
Peixes frescos ou refrigerados: US$ 11,5 milhões
Produtos de origem animal: US$ 10,3 milhões
Pedras de cantaria ou de construção: US$ 4,3 milhões
Produtos de confeitaria: US$ 4,1 milhões
Sal: US$ 3,4 milhões
Segundo levantamento da Sudene, esses itens estão entre os mais impactados pela nova tarifa norte-americana, que pode inviabilizar parte dos negócios com o mercado dos Estados Unidos.
Impacto econômico regional e nacional
Estudo da Coordenação de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Sudene mostra que a taxação poderá afetar fortemente os estados do Nordeste. Ceará, Bahia e Maranhão devem ser os mais impactados, seguidos por Rio Grande do Norte, que tem relação comercial histórica com os Estados Unidos.
Em nível nacional, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) estima que a medida pode afetar quase 10 mil empresas e comprometer 3,2 milhões de empregos. No caso do Rio Grande do Norte, levantamento da Federação das Indústrias do RN (Fiern) aponta que até 21 mil postos de trabalho estão sob risco.
Setores como a indústria salineira (4,5 mil empregos), fruticultura (9 mil empregos) e pesca oceânica (1 mil empregos diretos e 4 mil indiretos) são os mais expostos à medida.
Dificuldades na abertura de novos mercados
Com a taxação iminente, setores produtivos locais buscam alternativas em novos mercados. No entanto, a abertura comercial enfrenta barreiras logísticas e sanitárias. Casos como o do melão, que levou anos para conquistar acesso ao mercado chinês, exemplificam a complexidade desse processo.
Produtos como atum, balas e sal, que têm forte presença nas exportações para os EUA, enfrentam dificuldades adicionais para reposicionar sua produção em outros destinos devido à preferência dos consumidores e à estrutura logística envolvida.
A pesca oceânica, por exemplo, exporta cerca de 80% da produção potiguar para o mercado norte-americano, e enfrenta risco de paralisação. O pescado congelado, que já tem envio suspenso, está entre os itens mais vulneráveis à nova política tarifária.
Participação dos EUA nas exportações potiguares
Os Estados Unidos representam 47% das exportações da indústria salineira do Rio Grande do Norte nos últimos seis anos. O país consome aproximadamente 50 milhões de toneladas de sal por ano, sendo 16 milhões importadas. O mercado brasileiro, em comparação, consome cerca de 7 milhões de toneladas anualmente.
Na indústria de balas e caramelos, cerca de 30% da produção potiguar é destinada à exportação, sendo metade desse volume enviado aos EUA. A projeção era de crescimento para 40% ainda em 2025. A nova tarifa ameaça a competitividade dos produtos potiguares, com possíveis impactos nas vendas e na manutenção de empregos.
Setor produtivo busca diálogo técnico
Representantes da indústria local apontam que a medida tem caráter político e defendem a abertura de diálogo técnico para evitar perdas bilaterais. A proposta de um adiamento de 90 dias da tarifa permitiria, segundo entidades industriais, a apresentação de dados sobre os impactos econômicos para ambas as partes.
No setor de balas, a estimativa é de que os produtos possam sofrer sobrepreço nas prateleiras americanas, reduzindo sua atratividade comercial. No setor salineiro, o impacto pode inviabilizar economicamente os embarques, considerando a margem de lucro e os custos operacionais atuais.
Inquérito do governo Trump questiona práticas brasileiras envolvendo Pix, etanol, comércio digital e propriedade intelectual
O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante Comercial (USTR), iniciou uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (15.jul.2025) e representa um aprofundamento das medidas de retaliação comercial já iniciadas anteriormente, como o aumento de tarifas de importação para produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.
A investigação tem como objetivo apurar se políticas e práticas brasileiras são consideradas irracionais, discriminatórias ou restritivas ao comércio com os Estados Unidos. Entre os temas mencionados pelo USTR estão propriedade intelectual, tarifas preferenciais, etanol, desmatamento ilegal, comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, como o Pix.
Serviços de pagamento eletrônico e Pix
O relatório divulgado pelo governo americano aponta práticas desleais no setor de pagamentos eletrônicos, sugerindo favorecimento a sistemas desenvolvidos pelo próprio governo brasileiro. O documento menciona “vantagens para os serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, sem citar diretamente o Pix, mas com referência clara à sua atuação no mercado.
Comércio digital e transferência de dados
Outra preocupação do USTR está relacionada à legislação brasileira sobre transferência internacional de dados. O órgão afirma que o Brasil impõe restrições amplas à saída de dados pessoais do país, o que pode afetar rotinas comerciais e operações de empresas americanas que utilizam servidores nos Estados Unidos.
Propriedade intelectual
O relatório também traz críticas à política de propriedade intelectual adotada no Brasil. O USTR aponta a existência de comércio generalizado de produtos falsificados, consoles modificados e dispositivos de streaming ilícitos. Como exemplo, cita a Rua 25 de Março, em São Paulo, como um dos maiores mercados de produtos falsificados do país.
A lentidão na concessão de patentes também é mencionada como um problema. De acordo com o órgão americano, o tempo médio de espera para concessão de patentes biofarmacêuticas é de cerca de 7 anos, chegando a 9,5 anos no caso de patentes farmacêuticas concedidas entre 2020 e 2024.
Etanol e tarifas comerciais
O documento também trata da disputa em torno do etanol. O USTR afirma que os produtores americanos enfrentam tarifas elevadas para exportar ao Brasil, o que contrasta com o tratamento recíproco anteriormente adotado entre os dois países. Em 2024, os Estados Unidos produziram aproximadamente 16,1 bilhões de galões de etanol, enquanto o Brasil produziu cerca de 8,8 bilhões — juntos, os dois países representam 80% da produção mundial.
Foto: Joyce N. Boghosian
De acordo com o USTR, a revogação do tratamento recíproco pelo Brasil comprometeu o equilíbrio comercial entre os dois países e afetou negativamente os produtores americanos.
A investigação pode resultar em novas sanções ou medidas comerciais, a depender da conclusão do processo conduzido pelo USTR. Não há prazo oficial divulgado para o encerramento da investigação.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil
Alckmin, Alcolumbre e Hugo Motta defendem união entre Executivo e Legislativo para enfrentar retaliação americana
Representantes do governo federal e do Congresso Nacional divulgaram nesta quarta-feira (16.jul.2025) um vídeo conjunto em que afirmam trabalhar em articulação para responder às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo presidente americano Donald Trump e entra em vigor a partir de 1º de agosto.
Participam do vídeo o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Declarações de apoio do Legislativo
Davi Alcolumbre afirmou que o Parlamento está unido na defesa dos interesses do Brasil. Segundo ele, a condução da resposta às tarifas será liderada pelo Poder Executivo, com o Congresso atuando na retaguarda para garantir agilidade às decisões políticas e legislativas.
“Quero registrar ao presidente Geraldo Alckmin e também ao presidente Lula que o Parlamento brasileiro está unido em torno da defesa dos interesses nacionais”, disse Alcolumbre.
Hugo Motta reforçou o compromisso do Legislativo em colaborar com rapidez. “Estamos prontos para estar na retaguarda do Poder Executivo para que, nas decisões necessárias à ação do Parlamento, nós possamos agir com rapidez, com agilidade, para que o Brasil possa sair mais forte desta crise.”
Ambos classificaram a medida americana como uma interferência externa e mencionaram a soberania nacional como ponto central da reação.
Posição do Executivo
Durante o vídeo, o ministro Geraldo Alckmin classificou as tarifas como inadequadas e disse que os Estados Unidos têm balança comercial superavitária com o Brasil. Segundo ele, dos dez principais produtos exportados pelos EUA ao Brasil, oito não pagam tarifas de importação.
“É um equívoco do governo americano, porque eles têm superavit na balança comercial com o Brasil. Dos dez produtos que eles mais exportam, oito não pagam nada de imposto. É totalmente inadequado, injusto, e vamos trabalhar juntos para reverter essa situação”, declarou o ministro.
Reunião com líderes políticos
A gravação do vídeo ocorreu após reunião realizada na Residência Oficial do Senado. Participaram do encontro a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Rogério Carvalho (PT-SE), Weverton Rocha (PDT-MA), Fernando Farias (MDB-AL) e Nelsinho Trad (PSD-MS).
O senador Nelsinho Trad é autor de um requerimento aprovado na terça-feira (15) que autoriza o envio de uma comitiva de senadores a Washington. A missão tem como objetivo discutir diretamente com autoridades americanas a decisão sobre as tarifas. A viagem está prevista para a última semana de julho.
A mobilização ocorre em meio a preocupações de setores industriais e agropecuários que estimam prejuízos com a nova política tarifária dos Estados Unidos. O governo brasileiro já iniciou tratativas diplomáticas e comerciais para reverter a decisão.
Pagamentos começam em 24 de julho para quem aderir ao acordo com o governo federal
O Ministério da Previdência Social anunciou que 1,4 milhão de aposentados estão aptos a receber o ressarcimento de valores descontados indevidamente por entidades associativas. A expectativa do governo federal é iniciar os pagamentos a partir de 24 de julho para todos que aderirem ao acordo firmado com a União.
Segundo dados apresentados nesta quarta-feira (16.jul.2025), o número de adesões ao acordo já representa 27% do público-alvo. A estimativa é que sejam pagos cerca de 100 mil beneficiários por dia. A meta do ministério é concluir os pagamentos para este grupo em menos de 15 dias após o início.
Para receber o ressarcimento, o aposentado precisa manifestar concordância com os termos do acordo. A adesão pode ser feita presencialmente em agências dos Correios ou pelo aplicativo oficial do serviço. O processo de adesão segue aberto até o dia 14 de novembro, prazo final para que o aposentado informe o interesse em participar do acordo.
Durante o processo de adesão, o beneficiário deverá confirmar se reconhece ou não a autorização dos descontos feitos pelas associações. Caso o aposentado negue ter autorizado o desconto, caberá à entidade apresentar a documentação comprobatória em até 15 dias úteis. Se não houver envio de documentos, o ressarcimento será liberado automaticamente.
O governo federal estruturou o processo para reduzir custos para os aposentados. Quem aderir ao acordo não precisará contratar advogado para reaver os valores descontados. Além disso, mesmo com a adesão ao acordo, o aposentado continua com o direito de mover ações judiciais contra as associações responsáveis pelos descontos, inclusive por danos morais.
O Ministério da Previdência Social também informou que está revisando os mecanismos de controle interno e os sistemas de fiscalização para evitar novos casos semelhantes. Medidas incluem o fortalecimento de áreas como a Ouvidoria, a Corregedoria e o Controle Interno.
De acordo com as apurações iniciais do governo, cerca de 9 milhões de aposentados tiveram descontos de entidades associativas em seus benefícios. Em muitos casos, esses descontos ocorreram por períodos curtos, mas em outros se prolongaram por anos.
Para garantir o ressarcimento de valores ao Tesouro Nacional, o governo já obteve o bloqueio de aproximadamente R$ 2,8 bilhões em contas de entidades envolvidas, por meio de decisões judiciais. O Ministério da Previdência afirma que está trabalhando para identificar quais entidades atuaram de forma irregular e adotar medidas para suspender suas atividades até que passem por um processo de revisão.
Além das ações em nível nacional, o governo vai adotar estratégias para facilitar o atendimento a populações que vivem em áreas de difícil acesso, especialmente na Região Norte. Para comunidades indígenas, quilombolas e pessoas com mais de 80 anos, haverá busca ativa para garantir que o ressarcimento chegue aos beneficiários. O programa PrevBarco, composto por embarcações que levam serviços previdenciários a regiões ribeirinhas e isoladas, também será mobilizado para atender essa demanda.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Joédson Alves/Agência Brasil
Reunião discutiu estratégias para mitigar efeitos do aumento tarifário em produtos potiguares
O Governo do Rio Grande do Norte está elaborando uma carta conjunta com representantes dos setores produtivos para apresentar estratégias que busquem atenuar os impactos do aumento das tarifas anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos potiguares.
O tema foi o principal ponto da reunião realizada na terça-feira (15.jul.2025), que contou com a participação dos secretários de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira; da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier; e de Agricultura e Pesca, Guilherme Saldanha. Também estiveram presentes representantes da Federação das Indústrias do RN (Fiern), da Fecomércio, da Faern, do Sebrae, da Codern e de outras entidades de segmentos atingidos pela elevação tarifária.
Segundo Alan Silveira, secretário de Desenvolvimento Econômico, a carta em elaboração será direcionada ao governo federal, com propostas para incluir as especificidades do Rio Grande do Norte nas negociações. Ele informou que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) está monitorando os possíveis impactos no estado e estudando medidas que possam reduzir prejuízos aos setores exportadores.
Silveira mencionou ainda a intenção de, caso não seja possível reverter o aumento tarifário de forma imediata, negociar um prazo de 90 dias junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para permitir tratativas mais amplas.
O secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, destacou a importância do diálogo com os setores produtivos para definir os pontos principais do documento. Ele afirmou que a reunião teve a participação de representantes dos setores mais impactados, buscando discutir medidas que serão consolidadas na carta a ser enviada ao governo federal.
Carlos Eduardo Xavier também explicou que o objetivo inicial é tentar reverter as medidas de aumento das tarifas. Caso isso não ocorra, será buscado um prazo maior para negociação, de modo a evitar impactos negativos para o emprego e a renda no estado.
Durante o encontro, o secretário de Desenvolvimento Econômico apresentou um estudo técnico que detalha os possíveis efeitos do aumento tarifário sobre a economia potiguar. Entre os principais produtos exportados do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos em 2025 estão albacora-bandolim, caramelos e confeitos, sal marinho, atuns, granitos, açúcares de cana, peixes congelados e castanha de caju.
O presidente da Fiern, Roberto Serquiz, afirmou que a reunião foi uma oportunidade para dialogar sobre o problema e buscar soluções técnicas. Ele ressaltou que o aumento das tarifas pode prejudicar setores como o sal, a pesca e os doces e caramelos.
Entre as sugestões apresentadas pelo governo estadual durante a reunião está o estímulo a acordos comerciais e protocolos fitossanitários bilaterais, por meio de articulação federativa.
Participaram também o secretário de Agricultura e Pesca, Guilherme Saldanha; o secretário adjunto de Desenvolvimento, Hugo Fonseca; e o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Paulo Henrique de Macedo.
Entre os representantes das entidades dos setores produtivos estavam o superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo; o presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Sal do RN (SIESAL-RN), Airton Torres; o presidente do Sindicato da Indústria de Doces e Conservas Alimentícias do RN (SINDAL-RN), Ednaldo Barreto; o presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do RN (SINDIPESCA-RN), Arimar França Filho; o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Ricardo Henrique; o diretor executivo da Federação do Comércio, Laumir Barreto; e o assessor técnico da Federação da Agricultura, Cleudo Juventino.
A elaboração da carta com propostas será baseada nas demandas apresentadas pelos setores produtivos e nos dados técnicos sobre o impacto das tarifas. O documento deve reunir as estratégias sugeridas para reduzir prejuízos econômicos ao Rio Grande do Norte.
Vice-presidente lidera reuniões com setores industrial e agropecuário sobre impacto das tarifas de 50%
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, liderou nesta terça-feira (15.jul.2025) duas reuniões com representantes dos setores industrial e agropecuário para discutir os impactos da decisão dos Estados Unidos de aumentar para 50% as tarifas de importação de produtos brasileiros.
Durante os encontros, realizados em Brasília, Alckmin ouviu relatos de prejuízos já observados em diferentes cadeias produtivas. Os empresários defenderam que o Brasil evite adotar medidas de retaliação e sugeriram que o governo federal solicite o adiamento da vigência das tarifas, prevista para 1º de agosto.
De acordo com o vice-presidente, o objetivo é negociar com os EUA até o fim do prazo para tentar reverter ou atenuar os efeitos das tarifas. “Ouvimos todos os setores com maior fluxo de comércio com os Estados Unidos — desde aviação, aço, alumínio, máquinas, têxteis, calçados, papel e celulose. O que vimos foi um alinhamento em torno da negociação. Eu trouxe a mensagem do presidente Lula de empenho para rever esta situação”, declarou.
Segundo dados citados por Alckmin, as exportações do Brasil para os Estados Unidos cresceram 4,37% entre janeiro e junho deste ano, enquanto as importações americanas para o Brasil aumentaram 11,48% no mesmo período. O vice-presidente afirmou que esse desequilíbrio reforça a importância da negociação.
Ainda segundo Alckmin, o setor produtivo brasileiro se comprometeu a dialogar com seus parceiros nos Estados Unidos — incluindo compradores, fornecedores e empresas — para buscar soluções que evitem prejuízos bilaterais.
Participação do Ministério da Agricultura
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, também participou da reunião com representantes do setor agropecuário. Ele destacou que o governo Lula tem atuado desde o início do mandato para ampliar os mercados de exportação da agropecuária brasileira.
Fávaro informou que 393 novos mercados foram abertos desde o início de 2023. Segundo ele, o setor pecuário projetava dobrar as exportações de carne em 2025, antes do anúncio das tarifas. “O diálogo está aberto na parte brasileira, mas com respeito à soberania e muita altivez”, afirmou.
Novas estratégias
Os representantes empresariais presentes nas reuniões sinalizaram apoio às tratativas conduzidas pelo governo federal. Entre as estratégias discutidas estão a intensificação do diálogo diplomático e a busca por novos acordos comerciais com outros mercados.
Alckmin destacou que a imposição das tarifas pode ter repercussões também nos Estados Unidos, encarecendo produtos e impactando a economia local. Segundo ele, esse cenário pode ser utilizado como argumento para reabrir negociações bilaterais.
As reuniões integram os esforços do governo federal para enfrentar os impactos da medida adotada pelo governo americano e estabelecer alternativas que minimizem os efeitos sobre a produção nacional.
Deputado licenciado reage a postura de Tarcísio de Freitas sobre negociação com EUA para reduzir tarifa de 50%
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por sua postura em relação ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A crítica foi publicada por Eduardo em sua conta na rede social X (antigo Twitter), onde ele afirmou que para Tarcísio “subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais”.
A manifestação de Eduardo Bolsonaro ocorreu após o governador paulista se reunir com empresários do setor industrial para tratar da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Eduardo Bolsonaro havia declarado que a iniciativa de Tarcísio em buscar negociação com o governo norte-americano era um desrespeito pessoal. O deputado licenciado defende que uma anistia aos réus do 8 de janeiro seria a solução para que Trump reconsiderasse a imposição da tarifa.
No mesmo posicionamento publicado em rede social, Eduardo Bolsonaro afirmou que o governador deveria focar em combater o que chama de “regime de exceção”, o qual, segundo ele, prejudicaria a economia brasileira e as liberdades individuais.
A reunião de Tarcísio de Freitas com empresários ocorreu nesta terça-feira (15), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O encontro teve como objetivo discutir os impactos da tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos e buscar estratégias para reduzir os prejuízos para a indústria paulista.
O tarifaço anunciado por Donald Trump deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto, com alíquota única de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.
Além das reuniões com o setor industrial, o governo federal também iniciou encontros com representantes do agronegócio e empresas com relação comercial com os Estados Unidos para discutir os efeitos da nova tarifa e articular eventuais respostas.
A posição de Eduardo Bolsonaro gerou repercussão por ocorrer em meio às negociações entre o governo estadual, o setor produtivo e autoridades federais para encontrar alternativas diante da sobretaxa.
O deputado licenciado está nos Estados Unidos desde março, quando pediu licença do mandato na Câmara Federal alegando risco de prisão no Brasil. Ele tem defendido publicamente que as dificuldades diplomáticas e comerciais atuais estão vinculadas ao cenário político interno.
A crítica ao governador Tarcísio de Freitas se soma a um contexto em que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentam diferentes estratégias e discursos para tentar influenciar a política comercial e diplomática com os Estados Unidos, especialmente diante das decisões do governo de Donald Trump.
As discussões sobre o tarifaço seguem envolvendo o governo federal, lideranças estaduais e representantes do setor produtivo brasileiro, que tentam avaliar os impactos econômicos e buscar soluções diplomáticas ou comerciais para amenizar os efeitos da medida.
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Reuniões com empresários buscam estratégias para responder à tarifa anunciada por Donald Trump
O governo federal iniciou nesta terça-feira (15.jul.2025) reuniões com representantes dos setores industrial e do agronegócio para discutir a resposta à taxação de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelos Estados Unidos. As conversas fazem parte da estratégia para definir medidas diante da elevação tarifária que deverá entrar em vigor a partir de 1º de agosto.
As reuniões ocorrem em dois turnos: pela manhã, com empresários do setor industrial, e à tarde, com representantes do agronegócio.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, abriu o encontro da manhã ressaltando que o governo brasileiro busca negociar com os Estados Unidos de forma tranquila, sem interferir em outros poderes da República.
Alckmin classificou a medida norte-americana como inadequada e destacou a importância da participação dos empresários no processo de construção de uma estratégia conjunta.
Segundo o vice-presidente, existe uma relação de reciprocidade comercial entre os dois países, especialmente em setores como o siderúrgico. Alckmin reforçou que a nova taxação encarece o comércio bilateral e impacta negativamente a economia dos dois lados.
O governo federal também planeja dialogar com empresas norte-americanas que compram e vendem para o Brasil, buscando sensibilizá-las sobre os efeitos da tarifa.
As reuniões fazem parte das atividades do recém-criado Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Este comitê reúne os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Fazenda, Relações Exteriores e Casa Civil, além de outras pastas convidadas para os debates.
Na segunda-feira (14.jul), Alckmin destacou que o governo brasileiro já vinha mantendo diálogo com representantes dos Estados Unidos antes mesmo do anúncio das novas tarifas. Em 16 de maio, foi enviada uma proposta de negociação em caráter confidencial, que não recebeu resposta formal.
Até o momento do anúncio oficial da tarifa por parte de Donald Trump, representantes dos dois países ainda realizavam reuniões técnicas para tratar do tema.
A medida anunciada pelos Estados Unidos estabelece uma tarifa única de 50% para todas as exportações brasileiras, representando um impacto direto para diversos setores produtivos.
O governo brasileiro avalia alternativas caso a tarifa seja mantida. Uma das estratégias envolve o uso da Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano pelo Congresso Nacional. A regulamentação dessa lei foi publicada nesta terça-feira (15), criando mecanismos para a adoção de contramedidas comerciais em caso de barreiras unilaterais.
A expectativa do governo é coletar sugestões e estudos do setor privado para embasar decisões futuras. As conversas com empresários devem ajudar a mapear os principais impactos econômicos e definir eventuais respostas diplomáticas ou comerciais que possam ser adotadas para minimizar os efeitos do tarifaço.
Reuniões nesta terça (15) buscam estratégias para enfrentar sobretaxa anunciada por Donald Trump
O comitê interministerial criado pelo Palácio do Planalto para analisar a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros inicia nesta terça-feira (15.jul.2025) uma série de reuniões com representantes dos setores produtivos.
Na mesma data, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também realizará um encontro com empresários da indústria para discutir os efeitos da medida.
A reunião do governo paulista está prevista para as 9h30, no Palácio dos Bandeirantes, com a presença de cerca de 15 representantes da indústria e do encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar.
Atuação do governo de SP
Essa será a segunda ação do governo de São Paulo para tratar da crise causada pela tarifa. Na última sexta-feira (11.jul), Tarcísio declarou ter ido a Brasília para discutir o impacto da sobretaxa sobre a indústria e o agronegócio brasileiros.
Na ocasião, o governador atribuiu a situação ao governo federal. Em publicação na rede X (antigo Twitter), Tarcísio escreveu: “Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado?”.
Estratégia federal
Em Brasília, o governo federal também reunirá representantes dos setores produtivos para ouvir estudos e impressões sobre a tarifa imposta pelos Estados Unidos. O objetivo é embasar a estratégia de negociação com o governo norte-americano.
Fontes ouvidas pela reportagem indicaram que o Planalto não trabalha, neste momento, com pedidos de prorrogação do prazo para negociação nem com a ideia de redução imediata da tarifa de 50% para 30%. O foco das reuniões é o trabalho do comitê interministerial e a escuta dos diferentes setores da economia.
O vice-presidente Geraldo Alckmin será o responsável por liderar as reuniões do comitê. A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está garantida em todos os encontros, mas não foi descartada.
Decreto de reciprocidade econômica
A Casa Civil prepara o decreto que regulamentará a lei da reciprocidade econômica. A expectativa é de que o texto seja publicado no Diário Oficial da União até esta terça-feira (15), com possibilidade de divulgação em edição extra.
Debate sobre o IOF
O governo também enfrentará nesta terça-feira (15.jul) uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
O ministro Alexandre de Moraes convocou o encontro para tentar resolver o impasse entre o Executivo e o Congresso Nacional sobre a validade do decreto que elevou a alíquota.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que o governo não apresentará um texto alternativo ao decreto do IOF. Segundo ele, o Executivo defende o conteúdo original e aguarda manifestação do STF.
“O governo pediu que o STF se manifeste. Então, não tem proposta alternativa”, afirmou Costa.
Expectativa no Congresso
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que o governo está confiante na constitucionalidade do decreto. Segundo ele, a lei 8.894, que trata do IOF, prevê o uso do imposto como instrumento de política fiscal e monetária.
Ainda segundo o deputado, há possibilidade de ajustes pontuais para facilitar o entendimento com o Congresso. Em caso de acordo, o texto final do decreto refletirá o consenso entre os Poderes.
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
Norma permite ao Brasil adotar contramedidas contra barreiras unilaterais de outros países
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (14.jul.2025) o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Comercial. A informação foi confirmada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em declaração à imprensa após evento no Palácio do Planalto.
O texto do decreto será publicado em edição regular do Diário Oficial da União (DOU). A norma autoriza o governo federal a adotar medidas comerciais contra países que imponham barreiras unilaterais aos produtos brasileiros no mercado internacional.
Segundo Rui Costa, o decreto não cita países específicos, mas estabelece os mecanismos para execução da lei. “A denominação ‘reciprocidade’ pode responder de um formato também rápido, se outro país fizer medidas semelhantes a essa que foi anunciada pelos Estados Unidos”, explicou o ministro.
Contexto da tarifa dos EUA
A medida foi anunciada dias após o governo norte-americano divulgar a intenção de impor tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos a partir de 1º de agosto. O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump na semana passada.
A Lei da Reciprocidade Comercial, aprovada em março pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, foi formulada como resposta à escalada de barreiras comerciais promovida por Trump contra diversos países.
No caso brasileiro, as tarifas dos EUA começaram em 10% sobre todos os produtos exportados, com exceção de aço e alumínio, que têm sobretaxa de 25%. Esses setores são relevantes, já que o Brasil figura entre os três maiores exportadores desses metais para os Estados Unidos.
Detalhes da nova lei
A lei estabelece parâmetros para respostas do Brasil a medidas, políticas ou práticas unilaterais de outros países ou blocos econômicos que afetem a competitividade internacional brasileira.
A norma se aplica a barreiras comerciais que interfiram nas escolhas soberanas do país.
No Artigo 3º do texto, o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) está autorizado a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo também a tentativa de negociação entre as partes antes de qualquer ação.
Comitê de emergência
Para discutir como o Brasil responderá à tarifa de 50% dos EUA, o governo federal criou um comitê interministerial com a participação de representantes dos setores empresariais da indústria e do agronegócio.
As primeiras reuniões do comitê ocorrerão nesta terça-feira (15) e serão coordenadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
A instalação do grupo tem como objetivo articular a posição brasileira frente às barreiras comerciais e ouvir sugestões do setor produtivo para embasar a tomada de decisões do governo.
A expectativa é que o comitê formule estratégias de negociação e eventuais contramedidas dentro do que a nova lei e o decreto assinado permitem.
Comitê interministerial coordena estratégia para negociar redução de tarifas anunciadas por Trump
Um comitê interministerial criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta terça-feira (15.jul.2025) as primeiras reuniões com representantes da indústria e do agronegócio para definir estratégias frente à tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros.
O grupo de trabalho é coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Participam ainda a Casa Civil, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Fazenda.
Em coletiva no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (14.jul), Alckmin detalhou o cronograma inicial das conversas.
A primeira reunião ocorre às 10h na sede do MDIC, em Brasília, com setores industriais mais expostos ao comércio com os EUA, como empresas de aviação, aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados e autopeças. Entidades setoriais e algumas empresas confirmaram participação. O Ministério de Portos e Aeroportos também deve acompanhar o encontro.
Na parte da tarde, às 14h, ocorre reunião com representantes do agronegócio. Setores como suco de laranja, carnes, frutas, mel, couro e pescado estarão presentes. Além dos ministérios integrantes do comitê, participarão o Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Pesca.
Alckmin explicou que o objetivo é ouvir as demandas dos setores e articular estratégias de negociação. Ele defendeu também o diálogo com empresas e entidades norte-americanas, considerando a integração produtiva entre os dois países.
“Essa é a primeira conversa, mas vamos dar continuidade a esse trabalho. Vamos marcar também com entidades e empresas americanas, porque tem uma integração de cadeia”, disse o vice-presidente.
Segundo ele, o Brasil importa carvão siderúrgico dos EUA para produzir aço semiplano, que é reexportado para o mercado norte-americano em forma de motores e outros produtos.
Alckmin revelou ainda que, antes do anúncio das tarifas por Donald Trump, o governo brasileiro havia encaminhado em 16 de maio uma proposta de negociação comercial aos EUA, sem resposta até agora.
“No dia 16 de maio foi encaminhada, em caráter confidencial, uma proposta de negociação para os Estados Unidos e não foi respondida ainda”, informou.
Em reuniões anteriores, o vice-presidente discutiu o tema com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e com Michael Grier, representante do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Alckmin também disse que o governo brasileiro não solicitou redução imediata da alíquota ou prorrogação de prazos, afirmando que o objetivo agora é envolver o setor privado na mobilização junto aos parceiros americanos.
“O que nós estamos fazendo é ouvindo os setores mais envolvidos, para o setor privado também participar e se mobilizar com seus congêneres e parceiros nos Estados Unidos”, declarou.
O comitê interministerial pretende usar as reuniões para alinhar argumentos e fortalecer a posição brasileira nas conversas diplomáticas. Representantes do governo defendem que as tarifas anunciadas são “inadequadas” e podem prejudicar cadeias produtivas integradas nos dois países.
As próximas etapas das negociações incluem novos encontros com empresas brasileiras, além de articulações com a Câmara de Comércio Brasil-EUA (Amcham) e com autoridades norte-americanas.
O governo federal pretende manter diálogo permanente com o setor privado para mapear impactos, construir estratégias e reforçar a necessidade de reversão das tarifas.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Jose Cruz/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR
Empresa potiguar se tornou referência no setor de franchising e hoje conta com 125 operações ativas em 12 estados brasileiros; previsão é de 15 novas lojas até o fim do ano
O ano era 2015 quando a Loucos por Coxinha inaugurou um dos primeiros quiosques, no shopping Midway Mall. Hoje, uma década depois, essa se tornou a unidade que mais atende clientes em todo RN e tem a melhor performance de vendas da rede. Assim, nesta quinta-feira (17), a marca celebra com convidados e clientes o sucesso que foi o pontapé inicial para a sua ascensão no setor de franchising brasileiro.
“Esse primeiro quiosque surgiu dois anos após o início de tudo, quando saímos apenas das unidades móveis no Alecrim e partimos para um novo formato, mas sem mudar a essência que se mantém até hoje, de oferecer produtos de qualidade, com preço acessível e sabor inigualável”, relembra Pablo Farias, um dos fundadores. “Foi dessa forma que, a partir dessa loja, que é um símbolo do quanto o público ama Loucos por Coxinha, que percebemos que conquistamos de vez o coração natalense e vimos que poderíamos ir além”, declara.
Atualmente, a rede especializada em mini salgados é um exemplo positivo que ilustra bem o oceano azul em que se encontra o mercado brasileiro de franquias. Segundo informações da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor obteve um faturamento de R$273,08 bilhões em 2024, o que representa um aumento de 13,5% em relação a 2023. A estimativa da instituição é que o setor crescerá entre 8% e 10% no valor faturado este ano, enquanto o número de operações deve subir 2%.
Dentro deste cenário, a Loucos Por Coxinha também atingiu resultados animadores. Até janeiro deste ano, a companhia faturou R$ 85,3 milhões, igualando-se ao valor total alcançado no ano passado, quando obteve crescimento de 24% em relação a 2023; o que impulsiona a previsão de alcançar R$ 100 milhões até dezembro, com apoio dos mais de 50 franqueados.
Franqueado que faz parte da história
Responsável pela unidade e um dos primeiros a aderir ao mundo Loucos por Coxinha, Emanuel Rosado, o “Leleu”, também faz parte dessa história. Quando começou sua jornada no empreendedorismo, o empresário não imaginava o quanto sua vida iria mudar e hoje celebra, além dos próprios avanços, o impacto positivo que causou na vida de terceiros graças à geração de empregos.
“Nesses 10 anos, já tivemos aqui mais de 50 colaboradores, então são 50 famílias impactadas com o nosso trabalho, e dentre eles, temos pessoas que estão por todo esse tempo com a marca. Isso não tem preço. Assim como saber que já atendemos mais de 1 milhão de pessoas ao longo desse tempo. Eu, que sou Analista de Sistemas de formação, hoje empreendo na Loucos por Coxinha e em outras marcas também. Por isso, eu posso dizer que o quiosque mudou minha vida e da minha família”, celebra.
Hoje, a marca emprega mais de 180 colaboradores diretamente através da indústria de 60 mil metros quadrados em Macaíba, e mais de 800 pessoas indiretamente, nas 125 franquias. Até o fim do ano, a previsão é inaugurar mais 15 unidades, consolidando a chegada da marca no Sudeste, com foco na capital e região metropolitana de São Paulo.
Sobre o Loucos por Coxinha
Nascida no Rio Grande do Norte, em 2014, a Loucos por Coxinha é uma rede de franquias que se destaca no mercado brasileiro com um conceito de fast-food especializado em mini coxinhas, churros e kibes de alta qualidade. A marca adota quatro modelos de negócio testados e aprovados – carrinho, container, pocket em galerias/universidades e quiosques em shopping – que estão em plena expansão.
Com sua excelência na cadeia de produção, logística e gestão da rede, e com foco em proporcionar uma experiência única aos clientes, a Loucos por Coxinha atrai franqueados em diversas regiões do Brasil, consolidando sua presença no mercado, chegando a 12 estados e 58 cidades, com mais de 120 unidades espalhadas por todo Brasil.
Anúncio de taxação de 50% pode inviabilizar atividade, que depende majoritariamente do mercado norte-americano
O setor pesqueiro do Rio Grande do Norte demonstra preocupação com o anúncio de taxação de 50% sobre os produtos brasileiros comercializados com os Estados Unidos. Caso a medida seja efetivada, produtores afirmam que a continuidade da pesca de atum se tornará economicamente inviável, com possibilidade de paralisação total da frota.
Os Estados Unidos são o principal destino do atum fresco pescado pelos barcos potiguares, absorvendo cerca de 80% da produção local. Esse comércio representa aproximadamente US$ 50 milhões por ano, equivalentes a cerca de 4 mil toneladas do pescado, o que corresponde a mais de R$ 278 milhões na cotação atual. O setor não possui um “plano B” para escoar a produção em caso de confirmação da tarifa adicional.
A possível taxação eleva os custos de exportação a um patamar que, segundo os produtores, inviabiliza a operação comercial. Diante do cenário, representantes do setor pretendem discutir estratégias e alternativas em reuniões com entidades como a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Atualmente, os barcos pesqueiros potiguares já se encontram no mar para a produção deste mês. Como o início da cobrança está previsto apenas para agosto, a safra atual não deve sofrer impacto imediato da nova tarifa. No entanto, a preocupação se concentra nas remessas futuras e na manutenção da atividade pesqueira a partir do segundo semestre.
A dificuldade se soma a outro obstáculo enfrentado desde 2018: a barreira sanitária imposta pela União Europeia, que impede a exportação de pescado e produtos da aquicultura brasileira para o mercado europeu. Com essa restrição, o setor pesqueiro do Rio Grande do Norte se tornou ainda mais dependente das vendas para os Estados Unidos.
Sem acesso ao mercado europeu, não há alternativas consolidadas para escoar a produção em larga escala, aumentando a vulnerabilidade econômica dos produtores potiguares. Em caso de confirmação da nova tarifa, há risco de paralisação das atividades, o que pode afetar empregos diretos e indiretos gerados pela pesca de atum no estado.
O setor pressiona o Governo Federal para que atue diplomaticamente visando reverter a decisão dos Estados Unidos. A expectativa é que haja negociações bilaterais que evitem a implementação da tarifa ou, ao menos, mitiguem seus efeitos sobre a economia local.
Além disso, os produtores defendem que o governo brasileiro também negocie o fim da restrição europeia. A reabertura do mercado europeu seria uma alternativa para reduzir a dependência das exportações para os Estados Unidos e diversificar os destinos do pescado potiguar.
O comércio internacional de atum fresco é considerado estratégico para a economia do Rio Grande do Norte, movimentando milhões de dólares e empregando trabalhadores em diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a pesca em alto-mar até o processamento e a logística para exportação.
Diante desse contexto, o setor aguarda definições sobre as negociações diplomáticas e a evolução do cenário internacional. Enquanto isso, mantém a programação para concluir a produção e as vendas referentes a julho, antes do prazo previsto para o início da cobrança da tarifa adicional.
Foto: Allan Phablo (SECOM/PMM) / Wilson Moreno (Secom/PMM) / Raul Pereira / Secom/PMM
Alckmin afirma que Brasil recorrerá à OMC contra taxa de 50% anunciada pelos Estados Unidos
O governo federal anunciou que vai atuar para tentar reverter a imposição de tarifas comerciais de 50% sobre produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump na última quarta-feira (9.jul.2025) e comunicada formalmente por meio de carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As novas tarifas estão previstas para entrar em vigor em 1º de agosto.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (13.jul) que o governo recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar a medida. Alckmin destacou que a decisão dos Estados Unidos prejudica tanto os exportadores brasileiros quanto os consumidores norte-americanos.
O governo também estuda a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada em abril. Essa lei estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, investimentos e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira. Segundo Alckmin, a aplicação dessa legislação está sendo avaliada para definir eventuais contramedidas.
Em declarações, Alckmin mencionou que o Brasil possui uma balança comercial superavitária com os Estados Unidos tanto no comércio de bens quanto de serviços. Ressaltou ainda que os dois países possuem uma relação histórica de mais de 200 anos e defendeu previsibilidade e estabilidade no comércio internacional.
No documento enviado a Lula, Trump justificou a nova tarifa de 50% com críticas ao governo brasileiro. O presidente dos EUA mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, e citou ordens judiciais brasileiras contra apoiadores do ex-presidente que residem nos Estados Unidos. Trump também alegou supostos ataques do Brasil contra eleições livres e restrições à liberdade de expressão.
Trump classificou como “caça às bruxas” o processo contra Bolsonaro no STF e escreveu que a forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente é, segundo ele, injustificável. As declarações foram incluídas na carta diplomática enviada ao governo brasileiro para formalizar a decisão sobre as tarifas.
Além do tema das tarifas, Alckmin comentou no mesmo evento sobre o decreto que zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros sustentáveis. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (10.jul) e integra o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), lançado no ano passado.
A medida prevê que veículos compactos fabricados no Brasil com alta eficiência ambiental terão alíquota zero de IPI. Para ter direito ao benefício, o veículo precisa emitir menos de 83 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado, conter mais de 80% de materiais recicláveis, ser produzido no Brasil (incluindo etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem) e se enquadrar na categoria de carro compacto.
Segundo Alckmin, a política do IPI zero pode reduzir o preço final dos veículos de entrada em até R$ 12 mil. O objetivo é tornar os veículos mais acessíveis para a população, além de estimular a produção nacional de modelos com menor impacto ambiental.
Medida anunciada por Donald Trump provoca resposta do governo Lula e críticas do governo chinês ao protecionismo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta semana a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao mercado norte-americano, com previsão de início em 1º de agosto. A medida foi formalizada em uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em processo por tentativa de golpe de Estado.
A decisão repercutiu no Brasil. O presidente Lula declarou que o país vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a elevação unilateral das tarifas. O governo federal pretende apresentar uma reclamação formal ao órgão internacional para tentar reverter a medida. Lula também afirmou que o Brasil responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica.
O Ministério das Relações Exteriores da China criticou a decisão norte-americana. Em declaração oficial, o governo chinês defendeu os princípios de igualdade soberana e de não interferência em assuntos internos, previstos na Carta das Nações Unidas e considerados normas fundamentais nas relações internacionais. A China afirmou que tarifas comerciais não devem ser usadas como instrumento de coerção ou intimidação.
Em pronunciamento, a chancelaria chinesa também reiterou posição já manifestada no início da semana, quando os Estados Unidos começaram a enviar cartas aos parceiros comerciais com as ameaças de aumento de tarifas. Para o governo chinês, não há vencedores em guerras comerciais ou tarifárias, e o protecionismo prejudica todos os envolvidos.
Durante entrevista na Casa Branca, Donald Trump declarou que poderia conversar com o presidente Lula sobre o tema, mas não imediatamente. Ele também comentou a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como alguém duro em negociações, e questionou a forma como o Brasil conduz o processo contra Bolsonaro no STF.
Na mesma ocasião, Trump abordou tensões comerciais com o Canadá. Ele afirmou que as tarifas de 35% aplicadas ao país vizinho foram “razoavelmente bem recebidas” e relatou ter recebido uma ligação de autoridades canadenses após o anúncio. Trump indicou ainda que avalia eventuais exceções tarifárias para parceiros, sem detalhar critérios ou países específicos, e orientou outros governos a “continuarem trabalhando duro” para chegar a acordos comerciais com os Estados Unidos.
O anúncio das tarifas sobre produtos brasileiros foi acompanhado de justificativas que incluem referências à situação política interna do Brasil e às investigações sobre a tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Bolsonaro. A carta enviada por Trump ao governo brasileiro incluiu críticas ao Supremo Tribunal Federal.
No plano interno norte-americano, o presidente dos Estados Unidos voltou a criticar o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Trump afirmou que as taxas de juros deveriam ser três pontos percentuais menores do que as praticadas atualmente. Questionado sobre a possibilidade de demitir Powell, Trump respondeu que não pretende fazê-lo.
O governo brasileiro, por sua vez, enfatizou que a decisão norte-americana de elevar tarifas unilateralmente será tratada por canais diplomáticos e jurídicos. A expectativa é que a disputa tenha desdobramentos nas próximas reuniões da OMC, onde o Brasil pretende apresentar sua reclamação formal.
As reações internacionais também indicam potencial impacto para o comércio exterior brasileiro, em especial para setores dependentes das exportações ao mercado norte-americano. Ao mesmo tempo, a China, principal parceiro comercial do Brasil, reforçou suas críticas ao protecionismo norte-americano, reiterando que tais práticas impactam negativamente o comércio global.
Medida deve entrar em vigor em agosto e busca pressionar parceiros a produzirem nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (12.jul.2025) a imposição de tarifas de 30% sobre as importações do México e da União Europeia, com início previsto para 1º de agosto. A decisão foi comunicada em cartas enviadas às autoridades dos respectivos parceiros comerciais.
As tarifas anunciadas serão aplicadas de forma separada de outras tarifas setoriais já existentes. De acordo com Trump, qualquer produto que for redirecionado para evitar a tarifa maior também estará sujeito à tarifa mais elevada. O objetivo da medida, segundo o governo norte-americano, é conter práticas que considera desleais no comércio internacional.
Na carta enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Trump afirmou que a relação comercial entre os Estados Unidos e o bloco europeu não é recíproca e resulta em déficit comercial para o lado norte-americano. O presidente dos Estados Unidos indicou que a imposição da tarifa de 30% poderá ser evitada caso a União Europeia ou empresas sediadas em seus países-membros decidam construir fábricas ou produzir seus bens em território norte-americano.
Trump afirmou ainda que, para viabilizar essa mudança, se comprometeria a trabalhar para garantir todas as aprovações necessárias em um prazo de semanas. No entanto, advertiu que, caso o bloco europeu adote medidas de retaliação com o aumento de tarifas sobre produtos norte-americanos, os Estados Unidos irão somar esse valor escolhido pela União Europeia aos 30% originalmente previstos.
Na comunicação dirigida à presidente do México, Claudia Sheinbaum, Trump condicionou eventuais ajustes na tarifa ao combate aos cartéis e ao fluxo de fentanil para os Estados Unidos. Ele declarou que o México ainda não conseguiu conter a ação dos cartéis e o tráfico de fentanil, substância considerada um problema grave de saúde pública em território norte-americano.
De acordo com o comunicado, caso o governo mexicano obtenha êxito no combate a essas organizações criminosas e na redução do envio de fentanil aos Estados Unidos, haverá a possibilidade de revisão da tarifa anunciada. Trump indicou que essas tarifas poderão ser modificadas tanto para cima quanto para baixo, dependendo do resultado dessas ações.
As novas tarifas representam mais uma etapa na estratégia do governo norte-americano de pressionar parceiros comerciais a revisarem práticas comerciais e a instalarem fábricas em solo norte-americano. Trump já havia anunciado tarifas de 50% sobre exportações brasileiras em comunicado anterior, além de tarifas setoriais de 35% direcionadas ao Canadá, buscando rever déficits comerciais e aumentar a produção industrial interna.
Com o anúncio das tarifas de 30% para México e União Europeia, os Estados Unidos buscam desestimular a importação de produtos considerados concorrência para a indústria local e incentivar a instalação de unidades produtivas no país. O governo norte-americano tem defendido a estratégia como forma de gerar empregos e reduzir dependência de cadeias produtivas internacionais.
As cartas enviadas às autoridades mexicana e europeia contêm propostas de negociação, indicando que as tarifas podem ser revistas mediante mudanças nas condições comerciais ou ações específicas dos governos parceiros. Trump declarou que pretende continuar dialogando para chegar a acordos, mas destacou que espera contrapartidas concretas para qualquer flexibilização das tarifas anunciadas.
A medida deve impactar setores industriais e agrícolas que exportam para os Estados Unidos a partir do México e da União Europeia. A reação oficial dos governos europeu e mexicano ainda não havia sido divulgada até o momento do anúncio feito pela Casa Branca.
Foto: Casa Branca por Andrea Hanks / Daniel Torok/White House
General Motors, Renault, Volkswagen, Hyundai e Stellantis solicitam inclusão de cinco modelos no benefício fiscal
As montadoras General Motors (Chevrolet), Renault, Volkswagen, Hyundai e Stellantis (Fiat) enviaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta sexta-feira (11.jul.2025), pedidos de credenciamento de cinco modelos de veículos de entrada para o programa Carro Sustentável. A iniciativa garante isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis mais econômicos, sustentáveis e fabricados no Brasil.
Para ter direito ao IPI zero, o carro precisa atender a quatro requisitos principais: emitir menos de 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro, conter mais de 80% de materiais recicláveis, ser produzido no Brasil (incluindo etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem) e se enquadrar na categoria de carro compacto (veículo de entrada das marcas).
Os modelos indicados pelas montadoras para o credenciamento incluem diferentes versões de seus veículos compactos de entrada: Chevrolet Onix, Renault Kwid, Volkswagen Polo, Hyundai HB20, Fiat Argo e Fiat Mobi. Esses automóveis foram apresentados como aptos a cumprir as exigências técnicas do programa.
Concessionária de automóveis
O lançamento da iniciativa ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Estiveram presentes também ministros, parlamentares e representantes do setor automotivo.
O decreto que formalizou o benefício foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto redefine a tabela do IPI como um sistema de soma zero em relação ao total de carros vendidos no Brasil e terá validade até dezembro de 2026. A mudança antecipa os efeitos da reforma tributária, conforme informações do Palácio do Planalto.
IPI Verde e regras para alíquotas
Além do benefício do IPI zero para modelos de entrada que atendam aos critérios do programa Carro Sustentável, o decreto instituiu o chamado IPI Verde. Para veículos de passeio, a alíquota base é de 6,3%; para comerciais leves, 3,9%. Essa taxa pode ser ajustada para mais ou para menos, de acordo com fatores como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, segurança e índice de reciclabilidade.
O governo federal detalhou que veículos com melhores indicadores nesses quesitos poderão ter descontos (bônus) sobre a alíquota padrão, enquanto modelos com desempenho inferior em sustentabilidade poderão sofrer acréscimos.
Por exemplo, um carro de passeio híbrido-flex pode ter a alíquota reduzida em 1,5 ponto percentual. Se atender também ao critério de eficiência do programa Mover, o desconto soma mais um ponto. Cumprindo o nível 1 de reciclabilidade, perde outro ponto, podendo reduzir o IPI de 6,3% para 2,8%.
Impacto previsto para o mercado automotivo
O governo estima que 60% dos veículos vendidos no Brasil possam ter redução na alíquota do IPI, sem impacto fiscal no total arrecadado, devido à estrutura de soma zero.
Concessionária de automóveis
O programa Carro Sustentável, com isenção de IPI para modelos de entrada fabricados no Brasil, integra o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), lançado no ano passado. O Mover busca estimular a descarbonização da frota brasileira por meio de incentivos fiscais e diretrizes para redução de emissões.
Entre 2024 e 2028, o programa prevê R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros. A estimativa do setor automotivo — que envolve fabricantes, indústrias de autopeças e concessionárias — é de investimentos de até R$ 190 bilhões no período, mobilizando a cadeia produtiva para atender às novas exigências ambientais e tecnológicas.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Rovena Rosa/Agência Brasil
Deputados mantêm emendas sobre transparência, emendas impositivas e orçamento participativo
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) aprovou nesta quinta-feira (10.jul.2025), o Projeto de Lei nº 233/2025, que estabelece as Diretrizes para a Elaboração e Execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2026. O valor total do orçamento previsto é de R$ 23,5 bilhões, incluindo os recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), e destina-se a áreas prioritárias como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.
Durante a tramitação, o projeto recebeu 15 emendas, das quais cinco geraram maior debate entre os parlamentares. Uma das emendas mais discutidas previa a redução do limite para transposição, remanejamento e transferência de recursos entre órgãos do Executivo, de 15% para 10%. A proposta foi rejeitada em plenário.
Foi aprovada a emenda que determina o pagamento escalonado de emendas parlamentares individuais: 50% até junho e 50% até novembro. A medida foi incorporada ao texto da LDO como forma de garantir a execução do orçamento participativo estabelecido pela Assembleia Legislativa.
Outro ponto de debate foi a manutenção do artigo que destina 0,5% da receita corrente líquida ao Orçamento Participativo. A supressão desse artigo foi proposta em uma das emendas, mas a sugestão foi rejeitada. Assim, o percentual permanece previsto no projeto aprovado, mantendo a destinação para ações indicadas pela população por meio de audiências públicas.
Duas emendas adicionais também foram mantidas: a de número 12, que assegura o acesso direto do Legislativo aos sistemas de gestão orçamentária do Executivo, respeitando o sigilo legal; e a de número 14, que obriga o envio, pelo Tribunal de Contas do Estado, de dados consolidados sobre a efetividade dos programas auditados, como subsídio para decisões parlamentares.
A emenda nº 15, que propunha submeter remanejamentos em publicidade institucional à autorização legislativa específica, foi rejeitada pelos deputados.
Com a aprovação em plenário, o projeto segue agora para a sanção do Poder Executivo. A partir disso, o governo estadual será responsável por executar o orçamento de 2026 conforme as diretrizes estabelecidas pela LDO.
O que é a LDO?
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o instrumento legal que orienta a elaboração do orçamento anual do Estado. Ela estabelece metas fiscais, prioridades de investimentos, regras de execução orçamentária e prazos para execução de emendas parlamentares. A LDO também reforça a transparência e a fiscalização do uso dos recursos público
Nova tarifa de 50% anunciada por Trump impacta exportações potiguares e preocupa setores produtivos
A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros deve impactar de forma relevante a economia do Rio Grande do Norte. Entre os itens exportados que podem ser mais afetados estão atum e pescados em geral, sal, petróleo e frutas como melão e melancia.
A medida, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi comunicada na quarta-feira (9.jul.2025) e gerou reações no dia seguinte (10.jul) de representantes do setor produtivo e do Governo do Estado. A preocupação central está nos efeitos sobre investimentos, empregos e na viabilidade econômica das exportações potiguares para o mercado americano.
Dados do Observatório Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado (Fiern), indicam que as exportações potiguares para os Estados Unidos somaram US$ 67,1 milhões no primeiro semestre deste ano. Esse valor representa um aumento de 120% em relação ao mesmo período de 2024, quando as vendas somaram US$ 30,5 milhões.
Entre os setores mais impactados está o petróleo, responsável por 45% do PIB industrial do Rio Grande do Norte. As vendas para o mercado americano cresceram de US$ 4 milhões no primeiro semestre de 2024 para US$ 24 milhões no mesmo período deste ano. A expectativa é que a nova tarifa reduza a competitividade desse produto.
O setor pesqueiro também se mostra vulnerável à taxação. As exportações de atum e meca, que têm o mercado americano como destino quase exclusivo, correm o risco de se tornarem inviáveis. Para contornar o cenário, empresas do setor tentam antecipar embarques antes da aplicação da nova tarifa, prevista para agosto.
Na fruticultura, as vendas de melão e melancia para os Estados Unidos representam cerca de 5% do volume exportado para a Europa. Embora o impacto seja avaliado como menor em relação ao total da produção, existe cautela no planejamento da próxima safra, com expectativa de redução de 3% na área plantada.
A indústria salineira também sente os efeitos do anúncio. Estima-se que 25% da produção de sal do Rio Grande do Norte seja destinada ao mercado norte-americano, com saída pelo Porto Ilha de Areia Branca. Caso a tarifa seja mantida, existe o risco de inviabilizar a continuidade das exportações para os Estados Unidos, o que significaria uma perda estimada de 500 mil toneladas por ano.
A cadeia de petróleo, gás e energia também pode ser impactada indiretamente pela decisão. Apesar dos Estados Unidos não serem um grande comprador do óleo potiguar, o setor depende de insumos e produtos adquiridos no mercado americano, o que pode encarecer custos e dificultar operações.
Do ponto de vista macroeconômico, há projeção de que a medida pressione a cotação do dólar. Um cenário de aumento do câmbio pode ter efeitos sobre o preço de combustíveis e alimentos, além de afetar a inflação. Para o Rio Grande do Norte, o reflexo negativo pode se dar também na geração de empregos e na redução de investimentos, caso empresas diminuam a produção diante das restrições de mercado.
Entidades representativas dos setores produtivos no estado têm solicitado que o governo federal atue de forma diplomática para evitar a imposição definitiva da tarifa. Entre as preocupações apontadas está a possibilidade de contratos de exportação em negociação serem suspensos ou cancelados, o que pode gerar prejuízos significativos.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do RN afirmou que acompanha o cenário desde março, quando ocorreu o anúncio das primeiras elevações tarifárias. Diante da previsão de entrada em vigor do aumento de 50% a partir de agosto, a pasta defende um acompanhamento mais rigoroso e uma atuação articulada com o governo federal e setores produtivos para preservar a competitividade das exportações potiguares.
Entre as estratégias sugeridas estão o mapeamento de barreiras tarifárias e não tarifárias, a capacitação técnica de exportadores locais sobre exigências sanitárias e padrões internacionais, o incentivo a acordos comerciais bilaterais e o reposicionamento de produtos nas cadeias globais de valor, com foco em diferenciação e sustentabilidade.
A Secretaria de Fazenda do Estado também avalia que setores como o de pescado e o de sal marinho, que dependem fortemente do mercado americano, podem sofrer impacto direto na geração de empregos caso as exportações sejam inviabilizadas.
De janeiro a março deste ano, o Rio Grande do Norte exportou US$ 26,2 milhões para os Estados Unidos e importou US$ 9,8 milhões, resultando em um superávit de US$ 16,4 milhões na balança comercial bilateral. A expectativa agora é que medidas diplomáticas sejam intensificadas para evitar perdas mais expressivas para a economia estadual.
Estados apresentam reações diferentes à taxação de 50% para produtos brasileiros, enquanto governo monitora impactos e busca calibrar estratégia
O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros gerou reações distintas entre governadores de diferentes estados do Brasil. Chefes de executivos estaduais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro atribuíram ao governo federal a responsabilidade pela decisão norte-americana. Já governadores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderam a soberania nacional frente à medida.
Entre os críticos do governo federal, destacam-se os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás). Eles responsabilizam a postura diplomática adotada pelo presidente Lula pelas tensões com os Estados Unidos, sugerindo que críticas anteriores do governo brasileiro ao presidente Trump teriam motivado a reação tarifária.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, adotou uma postura distinta ao longo do dia, inicialmente criticando o governo federal, mas depois classificando a medida americana como injusta. Já o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu a necessidade de preservar a independência e a soberania do Brasil, atribuindo à decisão dos Estados Unidos o caráter de pressão internacional.
No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) declarou acompanhar os desdobramentos desde o anúncio inicial das primeiras elevações tarifárias em março. Com a previsão de que a nova tarifa passe a valer em agosto, o governo potiguar prevê um monitoramento mais rigoroso dos impactos e busca manter articulação com o Governo Federal e o setor produtivo para minimizar prejuízos à competitividade das exportações estaduais.
Segundo a Sedec, o volume exportado pelo Rio Grande do Norte para os Estados Unidos nos seis primeiros meses deste ano já se equipara ao total exportado durante todo o ano de 2024. A pasta considera relevante fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à competitividade dos produtos potiguares no mercado externo.
Entre as ações recomendadas estão o mapeamento preciso de barreiras tarifárias e não tarifárias nos EUA, investimentos em capacitação técnica de exportadores para atender exigências sanitárias e padrões internacionais, fomento a acordos comerciais bilaterais, incentivo ao reposicionamento de produtos nas cadeias globais com foco em diferenciação e sustentabilidade, e apoio à busca de novos mercados na Ásia e América Latina.
O governo federal, por sua vez, optou por adiar uma resposta econômica e comercial imediata à tarifa anunciada por Trump, indicando que deverá usar o período até 1° de agosto — quando a medida passará a valer — para calibrar uma estratégia. A intenção é evitar um posicionamento precipitado que amplie tensões diplomáticas ou impacte negativamente a economia brasileira.
O Palácio do Planalto indicou que pretende dialogar com o setor privado para avaliar eventuais contramedidas. A Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada em abril pelo Congresso Nacional, prevê a possibilidade de adoção de tarifas equivalentes, além de medidas não tarifárias como restrições a importações ou suspensões de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual. Mesmo assim, a aplicação imediata dessas medidas foi descartada.
Na esfera legislativa, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, manifestaram que o Congresso acompanhará os desdobramentos do caso. Eles lembraram a aprovação da Lei de Reciprocidade Econômica como instrumento para proteger a economia nacional e ressaltaram a necessidade de diálogo diplomático e comercial para resguardar empregos e o setor produtivo brasileiro.
Enquanto isso, o governo federal mantém a posição de aguardar o início da aplicação da tarifa para formular uma resposta que leve em consideração as implicações econômicas e políticas. A expectativa é utilizar o prazo até agosto para avaliar cenários e preparar medidas que busquem mitigar os impactos sem ampliar o grau de conflito comercial com os Estados Unidos.
Foto: Daniel Torok/White House / Ricardo Stuckert/PR
Governo federal avalia Lei de Reciprocidade e busca articulação internacional após anúncio de tarifa de 50% para exportações brasileiras
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (10.jul.2025) medidas para responder à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A reação envolve recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC), articulação com outros países afetados e a possibilidade de aplicar a Lei de Reciprocidade Comercial.
Em entrevista à Record TV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fará uma reclamação formal à OMC para tentar reverter a tarifa. Caso as negociações não avancem, o Brasil pretende adotar retaliações proporcionais.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
“Não tenha dúvida que, primeiro, nós vamos tentar negociar. Mas, se não tiver negociação, a Lei da Reciprocidade será colocada em prática. Se ele vai cobrar 50% de nós, nós vamos cobrar 50% dele”, declarou Lula.
O presidente também informou que pretende articular com outros países que foram alvo das novas tarifas dos Estados Unidos para fortalecer o pleito na OMC. A lei brasileira citada por Lula, sancionada em abril, permite suspender concessões comerciais, investimentos e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade internacional brasileira.
Para analisar o impacto no comércio e definir estratégias, o governo federal criará um comitê com empresários que exportam para os Estados Unidos. Segundo Lula, o objetivo é apoiar o setor e buscar novos mercados para os produtos brasileiros.
“Vamos ter que proteger o setor produtivo e procurar outros parceiros para comprar nossos produtos. O comércio do Brasil com os EUA representa 1,7% do PIB. Obviamente queremos vender, mas precisamos ter alternativas”, disse o presidente.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Na entrevista, Lula criticou o ex-presidente Donald Trump pela forma como comunicou a decisão, afirmando que o Brasil preza pelo diálogo direto em suas relações diplomáticas. Segundo Lula, o comunicado de Trump chegou de forma não oficial, publicado em site antes mesmo de ser encaminhado formalmente.
“O Brasil é um país que não tem contencioso de ninguém. Aqui, tudo se resolve numa conversa”, afirmou, destacando os 201 anos de relações diplomáticas com os EUA.
Lula também rebateu a acusação de desequilíbrio comercial, dizendo que os EUA têm superávits comerciais com o Brasil há mais de 15 anos. Ele afirmou que o Judiciário brasileiro é autônomo e não acatará exigências externas, em referência à demanda de Trump para que o ex-presidente Jair Bolsonaro não seja julgado por tentativa de golpe de Estado.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O presidente também responsabilizou Bolsonaro pela situação, ao afirmar que o ex-presidente estaria apoiando a medida de Trump. Lula citou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos.
Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, classificou a imposição da tarifa como um erro de avaliação por parte de Donald Trump.
Segundo Alckmin, os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil. Em 2023, o saldo positivo para os americanos foi de US$ 7 bilhões em bens e de US$ 18 bilhões em serviços. Ele também destacou que, dos dez produtos mais exportados pelos EUA para o Brasil, oito têm tarifa de importação zerada.
“Segundo os próprios dados estadunidenses, são US$ 7 bilhões de superávit em bens e US$ 18 bilhões em serviços. E dos 10 produtos que eles mais exportam para o Brasil, oito são ex-tarifário, ou seja, o imposto é zero”, afirmou Alckmin.
O vice-presidente também mencionou que vinha mantendo diálogo direto com o governo norte-americano, por meio de conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
Alckmin criticou o que chamou de atuação da família Bolsonaro nos bastidores para influenciar a decisão americana. Ele citou episódios anteriores, como a condução da pandemia e os ataques ao meio ambiente, além da tentativa de golpe em janeiro de 2023.
“Agora a gente vê que esse clã, mesmo fora do governo, continua trabalhando contra o interesse brasileiro e contra o povo brasileiro”, declarou Alckmin.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil
Especialista alerta que a nova lógica tributária exige planejamento antecipado e reavaliação das estratégias empresariais para evitar prejuízos
Com a aproximação da fase de transição da Reforma Tributária, prevista para começar em 2026, empresas precisam revisar contratos e repensar modelos de negócio. Isso porque as mudanças nas regras de tributação sobre o consumo, com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), devem provocar ajustes estruturais nas relações comerciais e operacionais.
De acordo com Gustavo Vieira, contador e diretor da Rui Cadete, quem não se preparar “desde já” corre o risco de enfrentar perdas financeiras, insegurança jurídica e queda na competitividade. “A reforma não trata apenas de novas alíquotas ou regras fiscais. Ela muda a lógica de como os negócios operam no Brasil. Por isso, este é o momento de revisar contratos e modelos de negócio, antecipando cenários e redesenhando estratégias”, afirma.
O especialista explica que a cobrança “por fora” (com destaque separado no preço) dos tributos exige que os contratos passem a adotar cláusulas de preço líquido, que excluem os impostos do valor-base. A medida, segundo Gustavo, é necessária para garantir o aproveitamento de créditos tributários e evitar distorções. “O uso da cláusula de preço líquido é uma das principais recomendações nesta nova lógica tributária”, destaca o diretor da Rui Cadete.
Para ele, é essencial que os instrumentos contratuais prevejam como eventuais variações de carga tributária serão tratadas entre as partes. “Empresas que mantêm contratos de médio e longo prazos precisarão atualizar seus documentos para contemplar os impactos da reforma. Muitas decisões que antes se apoiavam em incentivos fiscais, por exemplo, precisarão ser reavaliadas com base nos novos parâmetros legais e operacionais”, explica Gustavo.
Empresas optantes pelo Simples Nacional, conforme pontua o contador, tendem a enfrentar maiores dificuldades. Isso porque, além de precisarem decidir se vão aderir à nova sistemática de forma unificada ou separada, poderão perder competitividade caso não consigam se adequar às exigências dos contratantes.
“A gente percebe que, mais do que revisar contratos, as empresas estão sendo desafiadas a redesenhar estratégias. É uma mudança de lógica, que envolve desde a cadeia de suprimentos até a precificação final dos produtos e serviços. Quem sair na frente, se adaptando ao novo modelo, terá vantagem competitiva. Já quem deixar para depois pode enfrentar riscos jurídicos e prejuízos comerciais”, alerta o diretor da Rui Cadete.
Donald Trump justifica medida citando STF e Bolsonaro; Planalto convoca reunião de emergência e estuda sobretaxar produtos americanos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9.jul.2025) que aplicará uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil. A nova alíquota passa a valer a partir de 1º de agosto. A medida foi comunicada em uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicada na rede social Truth Social.
Na mensagem, Trump atribuiu a decisão a uma relação comercial considerada “injusta” e criticou a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Trump, a forma como o Brasil tem tratado Bolsonaro seria uma “desgraça internacional” e uma “caça às bruxas” que deveria acabar “imediatamente”.
Além das críticas à política interna brasileira, Trump relacionou a tarifa à atuação do STF sobre plataformas digitais americanas. Em um trecho, acusou o Supremo de emitir “centenas de ordens de censura secretas e ilegais” contra redes sociais dos EUA, ameaçando-as com multas e expulsão do mercado brasileiro. Ele afirmou que tais ações configurariam ataques contra eleições livres e a liberdade de expressão dos americanos.
Em justificativa adicional, Trump mencionou desequilíbrios comerciais e classificou a relação entre os países como “muito injusta”, apontando barreiras tarifárias e não tarifárias por parte do Brasil. Ele indicou que a tarifa de 50% ainda seria “muito menor do que o necessário” para garantir condições de concorrência equitativas, sugerindo que os EUA deveriam até mesmo se afastar de sua relação comercial de longa data com o Brasil.
Trump também informou ter determinado ao representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a abertura de uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa seção permite aos EUA investigar práticas comerciais consideradas desleais, funcionando como instrumento de pressão internacional para defesa de interesses comerciais americanos.
Na carta, Trump também advertiu que, caso o Brasil busque retaliar com elevação de tarifas de importação, os EUA elevariam suas tarifas em igual magnitude. Ainda indicou que poderia ajustar para cima ou para baixo a alíquota de 50%, dependendo de eventuais mudanças na relação comercial entre os dois países.
Reação do governo Lula
Em resposta ao anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (9.jul). Participaram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
O governo brasileiro estuda aplicar o princípio da reciprocidade para reagir à medida. A ideia é anunciar uma elevação tarifária equivalente sobre produtos americanos exportados ao Brasil, embora o percentual ainda esteja em discussão no Palácio do Planalto.
Lula também se manifestou nas redes sociais na noite desta quarta-feira (9). Ele afirmou que o Brasil dará uma resposta por meio da Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano pelo Congresso Nacional. Segundo o presidente, “o Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.
Na mesma postagem, Lula rebateu informações sobre um suposto déficit comercial norte-americano na relação com o Brasil, citando dados do próprio governo dos EUA que indicariam um superávit de aproximadamente US$ 410 bilhões ao longo dos últimos 15 anos.
A Lei de Reciprocidade Econômica prevê medidas de retaliação a ações unilaterais que prejudiquem a competitividade internacional brasileira. Entre as ações previstas estão a suspensão de acordos comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual.
Avaliações internas no governo brasileiro
Fontes do governo federal classificaram a medida anunciada por Trump como resultado de uma “politização” das tarifas comerciais. Diplomatas brasileiros notaram que trechos da carta enviada a Lula pareciam ter sido copiados de comunicados destinados a outros países, especialmente nas partes que mencionam déficits comerciais inexistentes na balança entre Brasil e EUA.
O governo brasileiro indicou ainda que não havia expectativa de tarifas adicionais, uma vez que diplomatas do Itamaraty e técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços vinham mantendo conversas com autoridades americanas. A reunião mais recente ocorreu virtualmente na sexta-feira anterior ao anúncio.
Segundo integrantes do Planalto, Trump teria abandonado o processo de negociação técnica ao adotar um viés político explícito em sua comunicação. A carta de Trump faz menção também a ações judiciais no Brasil contra Jair Bolsonaro e contra plataformas digitais por disseminação de desinformação.
Em reação política interna, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, vinculou o aumento tarifário à relação de Trump com Bolsonaro. Em sua conta na rede social X, ele escreveu: “O inelegível Jair Bolsonaro pediu e Donald Trump atendeu: 50% de tarifas para os produtos brasileiros entrarem nos EUA”.
Impacto no comércio e no câmbio
A tarifa de 50% anunciada por Trump é a mais alta entre uma série de tarifas adicionais que o governo norte-americano divulgou nesta semana para diversos parceiros comerciais. Países como Argélia, Brunei, Iraque, Líbia, Moldávia, Sri Lanka e Filipinas foram alvos de tarifas de até 30%.
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada por significativo intercâmbio de bens industrializados. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40 bilhões para os EUA e comprou valor ligeiramente superior em bens americanos, gerando uma corrente de comércio de aproximadamente US$ 81 bilhões no ano passado.
Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), cerca de 70% das exportações brasileiras para os EUA envolvem 51 itens industriais, como aviões, máquinas e produtos químicos. Em contraste, a pauta exportadora brasileira para outros parceiros como China ou União Europeia é menos diversificada.
O anúncio da tarifa provocou impacto imediato no mercado cambial. O dólar futuro para agosto subiu mais de 1,7%, sendo negociado por volta de R$ 5,542 às 17h45 de quarta-feira (9). Na máxima do dia, chegou a R$ 5,604. O pregão encerrou com alta de 1,05%, cotado a R$ 5,503 antes da divulgação oficial da carta de Trump a Lula.
Foto: Daniel Torok/White House / Fernando Frazão/Agência Brasil
Secretaria de Desenvolvimento, Secretaria da Fazenda e FIERN analisam impactos na economia potiguar e articulam estratégias diante da medida anunciada por Donald Trump
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto gerou reação imediata no Rio Grande do Norte. O governo estadual, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Secretaria da Fazenda, e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) avaliaram os impactos da medida e anunciaram estratégias para mitigar os riscos à economia potiguar.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do RN informou que monitora desde março as implicações dos aumentos tarifários já anunciados anteriormente e que, com a nova alíquota de 50% confirmada para o próximo mês, reforçou o acompanhamento das negociações. Em nota oficial, a Sedec afirmou que o momento exige articulação com o Governo Federal e os setores produtivos para preservar a competitividade das exportações potiguares.
De acordo com a Sedec, somente nos seis primeiros meses de 2025 o volume exportado para os Estados Unidos já se iguala ao montante exportado ao país durante todo o ano de 2024. Em 2024, o estado exportou US$ 67,1 milhões para os EUA. A pauta de exportação é diversificada, incluindo produtos de origem animal impróprios para alimentação humana, caramelos e confeitos, albacoras-bandolim frescos, outros açúcares de cana, sal marinho a granel, querosenes de aviação, granitos, atuns frescos, mangas frescas e castanha de caju fresca ou seca.
As importações potiguares dos Estados Unidos em 2024 totalizaram US$ 76,2 milhões, com destaque para óleo diesel, outras gasolinas, coque de petróleo, copolímeros, trigo, medicamentos, caldeiras e polímeros. Entre janeiro e março de 2025, o Rio Grande do Norte já havia exportado US$ 26,2 milhões para os EUA e importado US$ 9,8 milhões, gerando um superávit de US$ 16,4 milhões na balança comercial bilateral.
A Sedec listou uma série de ações para enfrentar o cenário: mapear barreiras tarifárias e não tarifárias nos EUA; investir em capacitação técnica dos exportadores sobre exigências sanitárias e padrões internacionais; fomentar acordos comerciais e protocolos fitossanitários bilaterais; incentivar o reposicionamento de produtos nas cadeias globais com foco em diferenciação e sustentabilidade; e apoiar a busca por novos mercados-alvo, especialmente na Ásia e América Latina.
Em nota, a Secretaria destacou que “há firme convicção de que as iniciativas adotadas pela Presidência da República em defesa da soberania brasileira e preservação da competitividade dos produtos nacionais no mercado externo — com assessoramento e respaldo dos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e das Relações Exteriores — assegurarão a continuidade do crescimento e da prosperidade”.
Secretaria da Fazenda alerta para impacto nos setores-chave
O secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, também se posicionou sobre o anúncio de Donald Trump, classificando a proposta como uma ameaça direta para a economia potiguar. Segundo ele, a tarifação pode impactar até 70% da produção destinada ao mercado externo, com efeitos diretos sobre setores como frutas, granito, pescado e, principalmente, sal marinho.
“A proposta pode ter um impacto devastador em setores-chave do estado, como o de frutas, granito, pescado e, principalmente, o de sal marinho, ameaçando milhares de empregos e a estabilidade de importantes cadeias produtivas”, declarou Xavier. Ele ressaltou a dependência crítica de alguns segmentos do mercado norte-americano e alertou que a tarifa tornaria os produtos potiguares menos competitivos, podendo levar à paralisação de contratos.
Diante do cenário, o secretário fez um apelo à união da classe política do estado e defendeu mobilização da bancada federal para proteger empregos e a economia local. “Essa medida precisa ser combatida com firmeza pelo estado brasileiro, defendendo a soberania nacional”, afirmou.
O alerta foi feito em um contexto de bom desempenho das exportações potiguares. Entre janeiro e maio de 2025, o Rio Grande do Norte exportou US$ 67,138 milhões, valor superior ao registrado durante todo o ano de 2024. Desse total, os derivados de petróleo representaram US$ 23,9 milhões. Outros produtos de destaque na pauta de exportações incluem sal, frutas como melões e melancias, além de óleos combustíveis. No mesmo período, as importações potiguares dos Estados Unidos somaram US$ 26,7 milhões.
FIERN aponta risco para competitividade e empregos
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) também se manifestou por meio do presidente Roberto Serquiz, que avaliou o impacto do chamado “tarifaço de Trump” na economia potiguar. Segundo ele, a tarifa de 50% compromete severamente a competitividade da produção industrial do estado.
“O Rio Grande do Norte depende fortemente dos seus ativos naturais. Petróleo, fruticultura, mineração, pesca e sal são setores que serão diretamente impactados por essa nova tarifa”, destacou Serquiz. Ele lembrou que grande parte das exportações potiguares tem como destino os Estados Unidos, e produtos como atum, peixes costeiros e sal poderão perder competitividade frente a concorrentes de outros países, que negociaram tarifas de apenas 10%.
Dados divulgados pela FIERN mostram que, de janeiro a junho de 2025, o estado exportou US$ 67 milhões, um crescimento de 123% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram exportados US$ 30 milhões. Para o presidente da FIERN, o impacto pode ser especialmente forte no setor salineiro, que depende quase exclusivamente do mercado norte-americano.
“O sal, por exemplo, é praticamente 100% viabilizado pelas exportações para os EUA. Se tivermos uma tarifa de 50%, enquanto os concorrentes operam com 10%, ficamos fora do jogo”, explicou Serquiz. Segundo ele, 95% da produção nacional de sal está concentrada no RN, com exportações médias mensais entre um e dois navios. A medida, segundo o dirigente, pode comprometer a presença do Brasil e do Rio Grande do Norte no mercado internacional.
Além de prejudicar a competitividade, a tarifa pode desencadear um efeito em cadeia sobre o setor produtivo local. Serquiz destacou que um ambiente de vulnerabilidade como esse afeta diretamente a empregabilidade e o preço final dos produtos, podendo levar produtores a reduzir atividades por precaução e impactar a arrecadação estadual.
Outro ponto de atenção é o calendário da fruticultura. A principal safra tem início em agosto, coincidentemente o mês em que a tarifa entra em vigor. Serquiz alertou que a perda de competitividade poderá forçar produtores a reduzir plantio ou colheita, afetando todo o ciclo econômico do setor.
Articulação nacional
Para enfrentar os desafios, a FIERN informou que iniciou articulação com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras federações estaduais para discutir estratégias e pressionar por uma solução diplomática. Reuniões já começaram para buscar alinhamento entre lideranças industriais. “Precisamos de uma atuação técnica e racional para buscar uma reversão dessa tarifa antes de sua aplicação”, afirmou Serquiz.
A FIERN também sinalizou que manterá o governo estadual informado sobre os riscos para a economia potiguar. A federação espera sensibilizar tanto o governo brasileiro quanto o norte-americano para reconsiderar a medida. Serquiz observou que, apesar da urgência, ainda é cedo para estimar o impacto exato, dado que a tarifa está em fase de anúncio e existem possibilidades de negociação até a sua entrada em vigor.
Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração / Canindé Soares via Governo do RN
Valor do litro cai para R$ 2,820 após nova redução de cinco centavos
A Brava Energia reduziu novamente o preço da gasolina vendida às distribuidoras na refinaria Clara Camarão, em Guamaré, no Rio Grande do Norte. A nova redução foi aplicada nesta quinta-feira (10.jul.2025), marcando a terceira semana consecutiva de queda no valor do combustível.
Nesta semana, o litro da Gasolina A passou de R$ 2,872 para R$ 2,820, com uma redução de cinco centavos. O novo preço é o menor registrado desde 20 de dezembro de 2023, quando o valor era de R$ 2,765 por litro na refinaria potiguar.
A sequência de reduções começou há duas semanas, com uma queda de três centavos, seguida por uma redução de dez centavos na semana passada. Mesmo com os cortes sucessivos, o preço praticado pela Brava Energia ainda permanece acima do valor cobrado pela Petrobras no terminal de Cabedelo, na Paraíba. No terminal paraibano, o litro da gasolina custa atualmente R$ 2,739.
Além da gasolina, a Brava Energia também divulgou o valor do Óleo Diesel A S500. Segundo a empresa, não houve alteração no preço do diesel, que permanece em R$ 3,221 por litro na refinaria Clara Camarão, o mesmo valor da semana anterior.
Os ajustes de preços são aplicados nas vendas para distribuidoras e podem ou não se refletir diretamente nos preços finais pagos pelos consumidores nos postos de combustíveis. O preço final ao consumidor depende de fatores como impostos, margens de distribuição e revenda, além de custos logísticos.
A refinaria Clara Camarão é responsável pelo abastecimento de combustíveis em parte do Nordeste, com relevância para o mercado potiguar e estados vizinhos. A movimentação de preços na refinaria impacta o planejamento das distribuidoras e pode influenciar o mercado regional.
Levantamento mostra reajustes em gasolina, diesel, etanol e GNV na capital potiguar
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) divulgou nesta segunda-feira (7.jul.2025) os resultados de uma pesquisa que identificou aumento nos preços de todos os tipos de combustíveis em Natal, comparando o mês de julho com junho.
Segundo o levantamento, a gasolina comum apresentou reajuste médio de 3,05%, passando de R$ 5,92 para R$ 6,10. A gasolina aditivada teve aumento de 2,61%, com preço médio passando de R$ 5,99 para R$ 6,15. Já o diesel comum subiu 2,61%, de R$ 5,95 para R$ 6,05, enquanto o diesel S-10 teve alta de 1,74%, passando de R$ 6,00 para R$ 6,09. O etanol também subiu 1,50%, com o preço médio indo de R$ 4,91 para R$ 4,98. O maior reajuste foi registrado no gás natural veicular (GNV), com aumento de 6,30%, de R$ 4,83 para R$ 5,13.
A pesquisa do Procon também detalhou a proporção de postos que elevaram os preços. Segundo os dados, 83% dos estabelecimentos pesquisados aumentaram o preço da gasolina comum. Para o etanol, 70% dos postos elevaram os valores, enquanto 54% reajustaram o preço do diesel S-10. Uma parcela menor manteve os valores praticados em junho.
O levantamento indicou ainda diferenças de preços por região. As regiões Sul e Leste de Natal apresentaram os menores preços médios para a gasolina comum, com R$ 6,07. As regiões Oeste e Norte registraram média de R$ 6,16. Houve variações de até R$ 0,62 no preço da gasolina comum entre os postos da cidade. Para o etanol, as diferenças chegaram a R$ 0,72; no diesel S-10, até R$ 1,00; e no GNV, até R$ 0,24.
A análise regional também mostrou que, mesmo sendo a área com preço médio mais baixo, a região Sul registrou o maior aumento médio no período, com acréscimo de R$ 0,24 por litro em relação ao mês anterior. Por outro lado, a região Norte, que teve um dos preços mais altos, apresentou redução de R$ 0,03 no valor médio.
O Procon Natal explicou que fatores como a entressafra da cana-de-açúcar e o aumento de tributos impactaram principalmente os preços do etanol e do GNV. No caso do gás natural veicular, o preço base de R$ 2,7928 por metro cúbico recebe acréscimos de tributos como ICMS (20%) e PIS/COFINS (9,25%).
Em razão dessas variações, o órgão recomenda aos motoristas que façam pesquisas de preço antes de abastecerem. A pesquisa identificou diferença de até R$ 1,00 no litro do diesel S-10 e de R$ 0,62 na gasolina comum entre os postos da capital potiguar.
Principais reajustes identificados pela pesquisa:
Gasolina comum: +3,05%, passando de R$ 5,92 para R$ 6,10
Gasolina aditivada: +2,61%, preço médio de R$ 6,15
Diesel comum: +2,61%, chegando a R$ 6,05
Diesel S-10: +1,74%, subindo para R$ 6,09
Etanol: +1,50%, com o litro a R$ 4,98
GNV: +6,30%, custando R$ 5,13
O Procon Natal informou que continuará realizando o monitoramento dos preços de combustíveis e divulgando os resultados para orientar os consumidores sobre o mercado na capital.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Marcelo Camargo/Agência Brasil
Estado tem mais de 341 mil famílias aptas que ainda não estão cadastradas no programa
A Medida Provisória Nº 1.300/2025, que altera regras do setor elétrico, não modifica o número de famílias aptas à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) no Rio Grande do Norte. O estado possui 341.396 famílias com direito ao benefício, mas que ainda não estão cadastradas junto à distribuidora Neoenergia Cosern.
As novas regras para a Tarifa Social entraram em vigor em 5 de julho. Segundo as estimativas, cerca de 384 mil famílias no RN já estão contempladas e devem ter redução média na conta de luz, passando de aproximadamente R$ 68 para R$ 48, considerando o valor específico da tarifa sem impostos ou contribuições.
Conta de energia elétrica
A principal mudança beneficia famílias com menor consumo de energia, oferecendo isenção no pagamento de até 80 kWh mensais. Antes da alteração, clientes nessa faixa pagavam cerca de R$ 27,10. Com a nova norma, o faturamento até o limite de 80 kWh é totalmente gratuito. Caso o consumo ultrapasse o limite, o valor excedente passa a ser cobrado integralmente. Na regra anterior, os descontos eram escalonados e chegavam a 65% para consumos de até 220 kWh.
Para famílias que consomem mais que 80 kWh por mês, a cobrança será integral sobre o consumo excedente. Por exemplo, um cliente que utilize 100 kWh pagará apenas pelo consumo de 20 kWh.
Outra mudança relevante prevista na MP é o Desconto Social de Energia Elétrica (DSEE), que começa em 2026. Ele prevê isenção da cobrança da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para famílias com renda per capita entre meio e um salário-mínimo e consumo mensal de até 120 kWh. A estimativa é que cerca de 71 mil clientes da Neoenergia Cosern sejam beneficiados com esse novo desconto.
A fatura de energia elétrica é composta por tarifa definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), impostos federais e estaduais, além da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) estabelecida por municípios. A gratuidade ou isenção federal não impede a cobrança desses itens locais mesmo para consumos até 80 kWh.
Para ter acesso à TSEE, é necessário atender aos critérios de renda familiar e inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A atualização do cadastro pode ser feita no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo.
Pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) devem procurar uma agência da Previdência Social para manter o cadastro atualizado. Cada família tem direito ao benefício em apenas uma unidade consumidora, e quando o titular da conta é também o detentor do Número de Identificação Social (NIS) ou do Número do Benefício (NB), o cadastro é feito automaticamente pela distribuidora.
Em casos em que a titularidade da conta está em nome de terceiros, como ocorre em imóveis alugados ou cedidos, o cliente precisa procurar os canais de atendimento da Neoenergia Cosern para fazer o registro. O processo é descrito como simples e pode ser realizado por WhatsApp, lojas físicas ou agência virtual para titulares.
Não há prazo limite para solicitação do benefício. O consumidor pode requerer a qualquer tempo, desde que apresente a documentação exigida e se enquadre nos requisitos.
Entre os critérios para ter direito à TSEE estão:
Famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico com renda mensal por pessoa menor ou igual a meio salário-mínimo nacional;
Famílias com até três salários-mínimos mensais que tenham integrante com doença que exija uso continuado de equipamentos elétricos vitais;
Idosos ou pessoas com deficiência que recebam o BPC.
Canais de atendimento para cadastro incluem:
WhatsApp Neoenergia Cosern: (84) 3215-6001
Lojas de Atendimento (consultar endereço no site)
Agência Virtual (exclusiva para titulares da conta)
Foto: Divulgação / Neoenergia Cosern / Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Estado ocupa a 4ª colocação no Nordeste e especialistas apontam momento estratégico para destravar obras e acelerar investimentos
O mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte vive um momento de crescimento expressivo, especialmente no setor da construção civil. De acordo com os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes a maio de 2025, o estado alcançou a 4ª posição no ranking nordestino de geração de vagas com carteira assinada na área, ficando atrás apenas da Bahia, Pernambuco e Ceará.
Somente nos cinco primeiros meses do ano, o estado registrou um saldo positivo de 2.626 novos empregos formais na construção civil, com destaque para Natal e Mossoró. Segundo Werton Oliveira, economista e fundador da Ekonomy Consultoria Econômica, esse desempenho é reflexo direto do aumento no volume de investimentos tanto em empreendimentos imobiliários privados quanto em obras públicas de infraestrutura. Ele ressalta ainda que parte desse avanço vem da retomada de projetos que estavam paralisados desde a crise provocada pela pandemia.
“Apesar de Natal concentrar a maior parcela desse crescimento, com quase 45% dos empregos gerados no setor (1.172 vagas), a cidade de Mossoró também obteve um bom desempenho, alcançando 21% de representatividade no saldo total de vagas, com 541 novos postos de trabalho”, detalha o economista.
O empresário e investidor Gabriel Shallon avalia que os números confirmam a força do setor. “Esse avanço no setor da construção civil confirma o que já percebemos na prática: o mercado imobiliário está mais vivo, seguro e estratégico do que nunca. Enquanto outros mercados oscilam, o setor imobiliário, quando bem estruturado, entrega recorrência, proteção e alta rentabilidade. É a hora certa de transformar capital em patrimônio, e patrimônio em liberdade financeira”, afirma.
O cenário também exige atenção técnica, jurídica e estratégica. Para o advogado Félix Barbalho, especialista em inteligência imobiliária e blindagem patrimonial, este é um momento-chave para destravar obras paralisadas por pendências legais ou documentais. Ele observa que há diversos imóveis e empreendimentos aguardando regularização para voltarem a gerar valor real. “Estamos vivendo um momento decisivo no mercado imobiliário do Rio Grande do Norte. O avanço consistente da construção civil, especialmente em Natal, acende um alerta estratégico para incorporadoras, construtoras e investidores: é hora de retomar com inteligência os empreendimentos que estão travados”, pontua.
Félix destaca ainda que quem age com visão e estrutura jurídica tende a se posicionar à frente no processo de valorização do setor. “Empreendimentos que estavam estagnados estão sendo transformados em ativos viáveis e valorizados. A regularização não é mais uma opção: é o passo necessário para destravar o patrimônio e transformar incertezas em crescimento sólido. O mercado está pronto. O momento exige estratégia, excelência e atuação técnica de alto nível”, conclui.
Com dados sólidos, especialistas atentos e um cenário de retomada, o Rio Grande do Norte se consolida como um dos principais polos da construção civil no Nordeste — com oportunidades reais para quem deseja investir, crescer ou reativar projetos que estavam parados.
Três novos sabores da Linha do Momento já estão disponíveis nas mais de 400 lojas da rede
A Sodiê Doces acaba de ampliar sua Linha do Momento com três criações que prometem encantar os apaixonados por sobremesas, o Surpresa de Uva, o Limão Siciliano II e o Limão Siciliano com Frutas Vermelhas. O trio une ingredientes nobres, frutas frescas e texturas envolventes, reforçando a proposta da linha de oferecer novidades com preços especiais, sem abrir mão da tradição artesanal da rede.
O #175 Surpresa de Uva é feito com massa branca, recheios cremosos de leite condensado e uvas verdes inteiras, além de uma segunda camada com creme gelado da mesma fruta. A cobertura leva marshmallow, leite em pó Ninho® e uvas frescas, criando um contraste suave e refrescante.
Já o #176 Limão Siciliano II aposta no azedinho sofisticado do limão importado da Europa. O recheio duplo traz brigadeiro e ganache do cítrico, envoltos em mousse branca, crocante e raspas do próprio limão. O resultado é um equilíbrio entre doçura e acidez, perfeito para quem busca um sabor mais ousado.
Fechando a nova trinca, o #177 Limão Siciliano com Frutas Vermelhas mistura o cítrico com o toque marcante de frutas como morango, framboesa e amora em forma de geleia. O bolo tem recheios de ganache de limão siciliano com geleia de frutas vermelhas e mousse branca com geleia artesanal, cobertos por marshmallow, geleia de frutas vermelhas, morango, raspas de limão e cereja decorativa, uma combinação visualmente vibrante e rica em sabor.
“Acreditamos que cada pessoa tem um sabor que remete a um momento especial. Ampliar a linha com novas receitas é uma forma de agradar diferentes gostos e paladares para que todos possam viver essa experiência no dia a dia”, afirma Fábio Araújo, General Manager da Sodiê Doces.
Além das novidades, o cardápio da Sodiê reúne mais de 100 sabores de bolos, salgados, doces, linha zero açúcar, bebidas e kits para festas. Todas as opções e endereços das lojas estão disponíveis em www.sodie.com.br.
Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.
Sodiê Doces
A Sodiê Doces, maior franquia de bolo do país, eleita como a Franquia do Ano/2024, possui atualmente 400 lojas abertas no Brasil e duas unidades na cidade de Orlando, nos EUA. Em seu cardápio há mais de 80 variedades de sabores, uma linha Zero Açúcar, bolos caseiros e a versão vegana. Os bolos são elaborados à base de pão de ló, matéria-prima de primeira qualidade e frutas frescas. Também fazem parte do cardápio os docinhos (tradicionais, finos, belgas e bombom), balas de coco, sua linha exclusiva de salgados (cuja sede fica em Boituva – SP), carta de bebidas quentes e geladas e, agora, sua linha de chocolates Premium. A rede fechou 2024 com faturamento de 740 milhões de reais, registrando crescimento de 15% em comparação a 2023, e com 53 novas unidades.
Projeto aprovado garante folga a servidores municipais em caso de morte de cães ou gatos e reforça a legitimidade do sofrimento emocional pela perda de um animal
A Câmara Municipal de Natal aprovou, recentemente, um projeto de lei que autoriza servidores públicos do Município a se ausentar do trabalho em caso de falecimento de seus animais de estimação – cães ou gatos. O texto, que agora segue para sanção do prefeito, tem repercutido positivamente e lança luz sobre um tema ainda pouco discutido, mas de profunda relevância emocional: o luto pet.
Para a psicóloga Anna Cláudia Abdon, especialista em luto e integrante da equipe multidisciplinar da Empresa Vila, esse reconhecimento é um passo importante para a saúde mental da população. “Animais de estimação fazem parte da família. A dor sentida com a perda de um pet pode ser tão intensa quanto a perda de um ente querido. Validar esse sofrimento é uma forma de acolher emocionalmente essas pessoas e de permitir que vivenciem o luto com dignidade”, destaca a profissional.
“O luto é sempre sobre o vínculo. E quando esse vínculo é profundo, como costuma ser entre humanos e seus animais, ele merece atenção, apoio e rituais de despedida”, complementa Anna Cláudia.
De acordo com o autor da proposta, vereador Robson Carvalho, “a proposição se coaduna com uma série de ações da sociedade, assim como do campo legislativo, na perspectiva de reconhecer os animais de estimação como sujeitos afetivos”. A fala reflete o crescente movimento social que reconhece os laços emocionais entre humanos e pets e a necessidade de políticas públicas que acolham esse tipo de relação.
Alta na demanda por rituais e serviços voltados ao luto pet
O crescimento desse debate no campo legislativo reflete uma tendência que também vem se manifestando no comportamento social. Cada vez mais pessoas têm buscado formas de homenagear e se despedir de seus pets de maneira respeitosa e personalizada, o que tem impulsionado o surgimento e fortalecimento de serviços voltados para este fim, como o Vila Pet, da Empresa Vila, referência em serviços funerários no RN.
Segundo Bruno Gondim, gestor de marketing da companhia, esse movimento acompanha uma mudança de percepção social sobre os animais. “Nos últimos anos, notamos um aumento expressivo na busca por serviços voltados à despedida dos pets. Isso mostra o quanto os vínculos afetivos com os animais estão sendo reconhecidos e valorizados. O luto pet deixou de ser um tabu e passou a ser entendido como uma vivência legítima, que merece espaço e cuidado”, finaliza.
Sobre a Empresa Vila
Com uma história de 76 anos marcada pelo bem servir, a Empresa Vila acolhe milhares de famílias potiguares e paraibanas em um dos momentos mais delicados da vida, que é a perda de um ente querido. A Empresa Vila possui unidades no Rio Grande do Norte e Paraíba, como a Sempre de Assistência Familiar, Crematório e Central de Velórios São José, Cemitério e Crematório Sempre Zona Norte, Vila Pet em Natal-RN, Cemitério Sempre Caicó, e Cemitério Sempre Mossoró.
Sinônimo de tradição, credibilidade, inovação, respeito aos clientes, parceiros e colaboradores, oferece serviços reconhecidos em âmbito nacional e internacional. Recentemente, a marca recebeu o Pursuit of Excellence Award 2024, prêmio internacional em reconhecimento à sua excelência na prestação de serviços. Além disso, em âmbito nacional, a Empresa Vila ganhou duas categorias do Prêmio Qualidade e Excelência ACEMBRA/SINCEP 2024.
Presidente afirma que bloco não discutiu proposta de taxação anunciada em rede social
A ameaça feita pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 10% a países que se alinharem ao Brics não foi tema de debate durante a reunião de cúpula do bloco realizada no Rio de Janeiro. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (7.jul.2025), após o encerramento do encontro.
O evento reuniu líderes dos 11 países-membros do Brics e representantes de dez nações parceiras. Segundo Lula, a questão não foi discutida oficialmente durante as reuniões realizadas no Rio.
O presidente brasileiro declarou que o encontro ocorreu sem menção ao tema e que o assunto não gerou discussões entre os participantes. Ele afirmou que os países participantes do Brics mantêm posição de respeito à soberania nacional e que cada governo tem o direito de tomar decisões de forma independente.
Sobre a possibilidade de imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos, Lula disse que existe a chamada lei da reciprocidade, que permitiria aos outros países adotar medidas equivalentes. O presidente ressaltou que considera importante o respeito mútuo entre as nações e defendeu que cada país preserve sua autonomia para decidir sobre alinhamentos e acordos internacionais.
A reunião de cúpula do Brics contou com a presença de chefes de Estado e representantes dos países-membros. Além do Brasil, o grupo é formado por África do Sul, China, Rússia, Índia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Argentina. Durante o encontro, também participaram delegações de nações convidadas, que discutiram pautas de cooperação econômica e política internacional.
Lula destacou ainda o significado do conceito de soberania para os participantes do bloco, reforçando que cada país é responsável por suas decisões e políticas internas. O presidente brasileiro ressaltou que os países do Brics buscam cooperação com base no respeito mútuo, sem interferências externas.
O presidente também comentou declarações de Donald Trump sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma postagem em rede social, Trump sugeriu que Bolsonaro estaria sofrendo perseguição política e deveria ser deixado em paz. Lula respondeu dizendo que o Brasil tem suas próprias leis, regras e soberania para lidar com questões internas.
O encontro no Rio de Janeiro marcou a reunião de líderes dos países do Brics e buscou fortalecer alianças estratégicas entre os membros do bloco. As discussões incluíram temas como comércio internacional, investimento em infraestrutura, ampliação de mercados e mecanismos de financiamento conjunto.
O governo brasileiro buscou posicionar o país como articulador de diálogos entre os membros e parceiros do bloco, com o objetivo de estimular maior integração econômica e política entre países em desenvolvimento. A cúpula também discutiu estratégias para ampliar a influência do Brics em fóruns internacionais e em negociações multilaterais.
As conversas entre líderes ocorreram em sessões fechadas e eventos paralelos durante o encontro no Rio de Janeiro. A organização da cúpula mobilizou equipes diplomáticas e técnicas dos países participantes para alinhar propostas de cooperação.
Segundo o governo brasileiro, a agenda de encontros diplomáticos continuará nos próximos meses, com o objetivo de consolidar projetos e iniciativas acordados durante a cúpula do Brics no Rio.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR
Ex-presidente dos EUA fez a declaração em rede social e não detalhou políticas consideradas antiamericanas
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (6.jul.2025) que pretende impor uma tarifa adicional de 10% a qualquer país que se alinhe às “políticas antiamericanas” do Brics. A declaração foi publicada na rede social Truth Social.
Na publicação, Trump escreveu:
“Qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas dos BRICS pagará uma tarifa ADICIONAL de 10%. Não haverá exceções a esta política. Obrigado pela atenção!”
Trump não explicou quais seriam as “políticas antiamericanas” citadas nem detalhou como o governo americano definiria o alinhamento de outros países com o Brics em caso de eventual retorno dele ao poder.
A declaração ocorre no momento em que o Brics realiza sua cúpula anual no Brasil. O evento começou neste domingo (6) no Rio de Janeiro, com o Brasil na presidência do grupo.
Sobre o Brics
O Brics é um grupo de países que mantém cooperação financeira e institucional, atualmente com onze membros oficiais e outras nações parceiras. O bloco teve origem em 2009, inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC). A sigla ganhou o “S” em 2011, com a entrada oficial da África do Sul (South Africa).
Em agosto de 2023, durante a Declaração de Johanesburgo, foi acordada uma nova expansão do grupo. Entre 2024 e 2025, seis novos países foram admitidos como membros.
Membros oficiais atuais do Brics:
Brasil
Rússia
Índia
China
África do Sul
Arábia Saudita
Egito
Emirados Árabes Unidos
Etiópia
Indonésia
Irã
A Declaração de Johanesburgo também contemplava um convite à Argentina, que recusou a adesão.
Dados sobre o Brics
De acordo com dados do Banco Mundial, os países membros do Brics somam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 24,7 trilhões. Em relação ao comércio internacional, o bloco responde por cerca de 24% das trocas mundiais, conforme estatísticas da COMEVIX (Balança Comercial e Estatísticas de Comércio Exterior).
Em dimensão territorial e populacional, o Brics reúne 48,5% da população mundial, incluindo os dois países mais populosos do planeta: Índia e China.
O nome “BRIC” foi cunhado em 2001 pelo economista Jim O’Neill, à época economista-chefe do Goldman Sachs. Em relatório intitulado “Building Better Global Economic BRICs”, ele identificou Brasil, Rússia, Índia e China como países emergentes com potencial para alto crescimento econômico.
Desde então, o grupo ampliou seus membros e consolidou fóruns de cooperação econômica, comercial e diplomática. As reuniões anuais buscam discutir estratégias conjuntas, investimentos e alternativas para o sistema financeiro internacional.
O evento deste ano no Rio de Janeiro marca o início de uma nova rodada de negociações entre os países membros e parceiros, no contexto das recentes ampliações e da busca por fortalecer alianças no comércio global.
Ministros e presidentes de Bancos Centrais discutem interoperabilidade de sistemas e inclusão de novas moedas no ARC
Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais dos países do Brics divulgaram comunicado informando avanços nas discussões para criar um sistema próprio de pagamento que dispense a conversão para o dólar. O documento oficial destaca progresso na identificação de possíveis caminhos para a “interoperabilidade” entre os sistemas de pagamentos dos membros do grupo.
De acordo com o comunicado, houve avanços no reconhecimento de formas de estimular transações em moedas locais e de reduzir custos operacionais. Apesar disso, não foram detalhados os resultados alcançados. As negociações terão continuidade no segundo semestre, antes da transição da presidência do Brics para a Índia, marcada para 1º de janeiro de 2026.
“Seguindo a instrução de nossos líderes na Declaração de Kazan para continuar a discussão sobre a Iniciativa de Pagamentos Transfronteiriços do Brics, reconhecemos o progresso alcançado pela Força-Tarefa de Pagamentos na identificação de possíveis caminhos para apoiar a continuidade das discussões sobre um maior potencial de interoperabilidade dos sistemas de pagamentos do Brics”, diz o comunicado.
O documento também cita o relatório “Sistema de Pagamentos Transfronteiriços do Brics”, elaborado pelo Banco Central do Brasil. O material lista preferências dos países do bloco para viabilizar pagamentos rápidos, de baixo custo, acessíveis, eficientes, transparentes e seguros. Segundo o comunicado, um sistema alternativo de pagamentos pode “sustentar maiores fluxos de comércio e investimento” entre os membros do Brics.
Revisão do Acordo de Reservas Contingentes
Outro ponto abordado na reunião foi a revisão do Acordo de Reservas Contingentes (ARC), criado em 2014 para oferecer ajuda financeira mútua entre os países membros em caso de dificuldades no balanço de pagamentos. O objetivo é incluir novas moedas no mecanismo.
As novas regras do ARC ainda serão debatidas internamente por cada país do Brics. Além disso, está prevista uma reunião no segundo semestre para tratar da adesão dos novos membros ao acordo.
“Aguardamos essas alterações como base para discussões que visem aumentar a flexibilidade e a eficácia do mecanismo do ARC, por meio da incorporação de moedas de pagamento elegíveis e da melhoria da gestão de riscos”, destacou o comunicado.
Linha de garantia multilateral
Em relação à transição ecológica, o comunicado informou que os países do Brics iniciaram discussões para desenvolver uma linha de garantia multilateral. Esses ativos cobrem eventuais inadimplências, reduzem riscos das operações e melhoram o crédito de países do Sul Global.
A linha de garantia será desenvolvida pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, sem necessidade de aportes adicionais de capital dos países membros. Está prevista uma iniciativa piloto para 2025, com o objetivo de relatar o progresso na Cúpula do Brics em 2026, na Índia.
Na agenda climática, o grupo ressaltou que um financiamento previsível, equitativo, acessível e economicamente viável é essencial para garantir transições justas. Os representantes defenderam maior envolvimento do setor privado e solicitaram que instituições financeiras internacionais ampliem o apoio à adaptação climática.
“Apelamos às instituições financeiras internacionais para que ampliem o apoio à adaptação e criem um ambiente propício que incentive uma maior participação do setor privado nos esforços de mitigação”, afirmaram os ministros e presidentes de Bancos Centrais.
Participação do Brics na economia global
O Brics é formado por 11 membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam como parceiros Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.
Juntos, os 11 países do Brics representam 39% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 48,5% da população global e 23% do comércio internacional. Em 2024, os países do Brics responderam por 36% das exportações brasileiras e por 34% das importações do Brasil.
Sob a presidência do Brasil, a 17ª Reunião de Cúpula do Brics será realizada no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.
Exportações de óleo combustível e frutas lideram pauta comercial do estado, com destaque para destinos como Panamá e Estados Unidos
O Rio Grande do Norte fechou o primeiro semestre de 2025 com superávit de US$ 210,8 milhões na balança comercial, conforme dados do Boletim Semestral da Balança Comercial do RN nº 09/2025, divulgado na sexta-feira (4.jul.2025) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Sedec).
O estado acumulou US$ 667,2 milhões em transações comerciais no período, sendo US$ 439 milhões em exportações e US$ 228,2 milhões em importações. O desempenho positivo reflete o peso das cadeias produtivas locais e sua competitividade nos mercados internacionais.
Entre os produtos mais exportados no semestre, o óleo combustível liderou com um volume financeiro de US$ 212,0 milhões, consolidando o setor energético como principal vetor das exportações do RN. Na sequência, a fruticultura irrigada também manteve relevância, com destaque para melões frescos (US$ 54,1 milhões), melancias frescas (US$ 28,2 milhões) e mamões papaias frescos (US$ 11,8 milhões). Outros óleos combustíveis completam o ranking dos principais itens, com US$ 23,7 milhões.
Os principais destinos das exportações potiguares foram o Panamá, com US$ 184,8 milhões, seguido por Estados Unidos, Países Baixos, Espanha e Reino Unido. A diversificação geográfica reforça a consolidação de parcerias com mercados na América, Europa e Caribe.
No caso das importações, o estado apresentou compras significativas de outras gasolinas (exceto para aviação), que movimentaram US$ 32,6 milhões. Em seguida aparecem trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 27,3 milhões), células fotovoltaicas (US$ 22,4 milhões), óleo diesel (US$ 17,4 milhões) e conversores elétricos estáticos (US$ 8,7 milhões). Esses insumos atendem às demandas dos setores industriais, energéticos e de abastecimento.
Os principais países de origem das importações foram a China (US$ 70 milhões), Rússia, Estados Unidos, Argentina e Uruguai. Essa distribuição demonstra o posicionamento do Rio Grande do Norte em corredores estratégicos do comércio global, incluindo mercados asiáticos, europeus e sul-americanos.
A Sedec destacou no boletim que os resultados positivos são fruto da competitividade e diversificação da economia potiguar. Em declaração oficial, o secretário da pasta, Alan Silveira, ressaltou o ritmo consistente das exportações: “O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte de incentivo à nossa balança comercial, e principalmente, às exportações, seguem em ritmo forte e reafirmam o dinamismo da nossa economia”.
A equipe técnica da Sedec, responsável pela elaboração do boletim, também apontou fatores que sustentaram o resultado do semestre. Em nota, os analistas destacaram a capacidade do Rio Grande do Norte de manter-se competitivo, diversificado e bem posicionado nas redes internacionais de comércio como elemento essencial para o superávit.
O Boletim Semestral da Balança Comercial é uma publicação periódica que reúne dados consolidados sobre as operações de exportação e importação do estado, com objetivo de subsidiar políticas públicas, atrair investimentos e orientar estratégias de desenvolvimento econômico.
As autoridades estaduais afirmaram que os esforços para ampliar mercados e fortalecer cadeias produtivas locais devem continuar no segundo semestre de 2025, buscando manter o superávit e expandir parcerias internacionais.
Foto: Sandro Menezes/Governo do RN / Arquivo/Assecom-RN
Novo centro comercial na Cidade Alta terá mais de 20 lojas na fase inicial e inscrições já estão abertas
A Associação Viva o Centro (Avicen) anunciou a criação do Shopping Alameda Rio Branco, que será instalado no prédio onde funcionou a primeira unidade das Lojas Americanas em Natal, na Cidade Alta. O novo empreendimento faz parte de um projeto de revitalização da região central da cidade.
As inscrições para lojistas interessados em integrar o novo centro comercial já estão abertas. Os dados estão disponíveis no perfil oficial da Avicen no Instagram.
De acordo com o presidente da associação, Rodrigo Vasconcelos, a previsão é que o shopping inicie as atividades entre o final de 2025 e o início de 2026. Inicialmente, somente o térreo do prédio será ocupado, com cerca de 20 lojas funcionando nessa primeira etapa.
A proposta do shopping é reunir estabelecimentos de segmentos variados, como moda, acessórios, alimentação, tecnologia e serviços. Vasconcelos destacou a localização estratégica e o fluxo constante de pessoas como fatores positivos para atrair empreendedores.
A Avicen também negocia com órgãos públicos para que ocupem os demais andares do prédio, que possui quatro pavimentos. O objetivo é estimular a circulação contínua de pessoas no local, favorecendo o comércio instalado. A estrutura do shopping deve incluir praça de alimentação com funcionamento de segunda a sábado.
O prédio das antigas Lojas Americanas está fechado desde setembro de 2023. O projeto do shopping surgiu após dois anos de articulações com o grupo proprietário do imóvel, com sede em São Paulo. Segundo Rodrigo Vasconcelos, a proposta foi bem recebida pelos proprietários, que sugeriram o modelo de shopping, ainda inexistente na Cidade Alta.
Em abril de 2024, as tratativas sofreram um atraso devido a preocupações com a segurança pública na região. Após reuniões com autoridades locais, a situação foi avaliada, e os estudos de viabilidade do empreendimento foram retomados.
O lançamento oficial do Shopping Alameda Rio Branco deverá ocorrer em breve, com a apresentação do projeto completo e divulgação das primeiras lojas confirmadas.
Criada em 2018, a Associação Viva o Centro reúne comerciantes e moradores da Cidade Alta com o objetivo de desenvolver ações para preservação e valorização da área. A entidade também acompanha o andamento de obras de reurbanização, como as da Rua João Pessoa.
Para a Avicen, a revitalização da Cidade Alta passa pela reocupação comercial e habitacional da região. O Shopping Alameda Rio Branco é uma das iniciativas que integram esse esforço, buscando estimular o uso do espaço urbano e fomentar a economia local.
Prêmio vai a R$ 28 milhões e valor mínimo da aposta sobe para R$ 6 a partir de quarta-feira
O concurso 2.884 da Mega-Sena foi realizado no sábado (5.jul.2025) e terminou sem vencedores na faixa principal. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas, que foram: 05 – 31 – 34 – 37 – 52 – 56. Com o resultado, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 28 milhões para o próximo sorteio.
Para os acertadores da quina, 87 apostas terão direito ao valor individual de R$ 26.769,73. Já a quadra teve 3.427 apostas ganhadoras, cada uma recebendo R$ 970,84.
As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) da terça-feira (8.jul), em qualquer casa lotérica credenciada ou por meio da internet, no site ou aplicativo das Loterias Caixa. A aposta simples da Mega-Sena, atualmente com seis dezenas, custa R$ 5.
Entretanto, a Caixa Econômica Federal confirmou que haverá reajuste no preço das apostas das loterias federais, incluindo a Mega-Sena. A partir de quarta-feira (9.jul), o preço mínimo de uma aposta simples passará a ser R$ 6.
Brasília – Movimentação nas lotéricas às vésperas do sorteio da Mega-Sena da Virada (Wilson Dias/Agência Brasil)
O aumento não se limita à Mega-Sena. Também sofrerão reajuste os valores das apostas das modalidades Dupla Sena, Quina, Lotofácil, Loteca e Super Sete. A instituição informou que o ajuste tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e fortalecer os repasses sociais que beneficiam diversos projetos em todo o país.
Confira os novos valores dos jogos:
Em comunicado oficial, a Caixa detalhou que o aumento visa garantir o equilíbrio econômico das loterias federais. Segundo o banco, parte significativa da arrecadação com as apostas é destinada a áreas como saúde, segurança, cultura, esporte e seguridade social.
De acordo com a Caixa, o reajuste é necessário para atender ao crescimento da demanda e assegurar que os recursos sejam distribuídos para as finalidades sociais definidas por lei. Em nota, o banco declarou: “A atualização tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e aumentar os repasses sociais que beneficiam milhões de brasileiros”.
As apostas para a Mega-Sena podem ser feitas presencialmente em lotéricas credenciadas ou online. Para apostas pela internet, o apostador deve ter 18 anos ou mais e possuir cadastro no site da Caixa. Há opções de jogo simples e apostas múltiplas, permitindo ao apostador escolher mais de seis números por bilhete, o que eleva o preço da aposta e aumenta as chances de ganho.
A Mega-Sena é uma das principais loterias do país, com sorteios regulares às quartas-feiras e aos sábados. Em concursos com prêmio acumulado, o valor atrai apostadores de todo o Brasil, gerando alta demanda nos canais de venda.
Segundo dados da Caixa, o reajuste a partir do dia 9 de julho é a primeira atualização no preço da aposta mínima da Mega-Sena desde 2019. A instituição esclareceu que a medida segue práticas de revisão periódica, considerando fatores como inflação acumulada e necessidade de manutenção dos repasses sociais.
Para o concurso 2.885, que terá apostas encerradas na terça-feira, ainda será mantido o valor antigo de R$ 5 por aposta simples. A partir de quarta-feira (9), o novo preço passa a valer em todo o território nacional, nas lotéricas físicas e nas apostas online.
Fotos: André Tambucci/Fotos Públicas / Wilson Dias/Agência Brasil
Iniciativa reúne empresas, academia, instituições públicas e financeiras para planejar, de forma colaborativa, o futuro do setor com foco em inovação
Nesta quinta-feira (3), teve início uma jornada inédita para o setor da construção civil no Rio Grande do Norte: o primeiro workshop do Ecossistema Local de Inovação (ELI) da Construção Civil. Promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN), o encontro marca oficialmente o começo da articulação para criar um ambiente colaborativo que reúna empresas, universidades, órgãos públicos e o setor financeiro em torno da inovação e do desenvolvimento sustentável.
O ELI é uma metodologia desenvolvida pelo Sebrae que já obteve resultados expressivos em outros estados, como no setor da construção civil em Londrina (PR). O objetivo é potencializar a capacidade de inovação do segmento por meio da escuta ativa de seus atores, identificação de gargalos, construção de um plano de ação, implementação de soluções e criação de uma governança colaborativa.
Segundo João Bosco Freire, consultor responsável pela condução do workshop, o primeiro encontro foi essencial para construir as bases do projeto. “Há uma semana, nós trabalhamos com um grupo que forma a cadeia da construção civil, mostrando para eles que hoje existe uma metodologia chamada Ecossistema Local de Inovação, o ELI, que agora será o ELI Construção Civil, onde vamos trabalhar exatamente as necessidades que esse ecossistema tem para serem desenvolvidas com a participação de uma série de atores”, explica.
De acordo com o consultor, o objetivo principal começou a ser traçado hoje: “Nosso foco é iniciar a construção de um plano de ação e da constituição de uma governança. Mas hoje mesmo trabalhamos o mapeamento histórico, o mapeamento de recursos, de atividades e de atores. Esses atores compõem um segmento muito grande da sociedade, mas todos têm relação com a cadeia da construção civil. Por exemplo, quem constrói precisa de financiamento — então os bancos fazem parte. Precisa de ferramentas e conhecimento tecnológico — aí entram as universidades, as startups, as incubadoras. Todo esse pessoal convidado esteve aqui, e juntos iniciamos essa construção.”
Para Sílvio Bezerra, CEO da construtora Ecocil, o momento é essencial para que o setor consiga antecipar desafios e criar alternativas para o futuro. “É muito interessante a gente discutir a criação desse ecossistema para a construção civil, porque assim conseguimos enxergar os caminhos e alternativas para buscar um futuro melhor para o setor no nosso estado. Hoje mesmo falamos sobre questões como o uso de energias renováveis — muitas vezes os projetos param porque não há como escoar a produção de energia. Também fizemos um exercício de relembrar o passado: como tudo começou, desde a construção do Forte, passando pela Segunda Guerra com o aeroporto, até as oportunidades que foram surgindo ao longo do tempo. Acredito que o trabalho que vai nascer aqui vai nos dar condições de visualizar o que está por vir, evitando que a gente perca espaço para outros estados que já estão mais adiantados, como o Ceará. Eles já têm algo assim estruturado — mas nunca é tarde para recuperar o tempo perdido. Quero dar minha contribuição, por menor que seja, porque acredito que, somando esforços, vamos ter um resultado muito mais consistente”, avalia.
Marcelo Toscano, diretor de Operações do Sebrae/RN, acredita que esses encontros é de suma importância para o desenvolvimento do setor. “Este workshop é apenas o ponto de partida, teremos cinco encontros até outubro, cada um aprofundando etapas essenciais do processo. E, mais do que isso, nossa expectativa é que essa rede continue ativa mesmo depois do lançamento oficial, como um espaço permanente de diálogo, articulação e inovação para que o setor cresça cada vez mais no Rio Grande do Norte”, destaca
Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon/RN, também reforçou a presença dos atores convidados a participar da iniciativa. “Este primeiro workshop é um passo importante para começarmos a olhar juntos para os desafios da construção civil no Rio Grande do Norte. A inovação tecnológica pode ser uma ponte para atrair a nova geração e preparar o setor para desafios atuais. O ELI vai além das construtoras: hoje já reunimos empresas, universidades, entidades de classe, e o poder público para construir uma rede colaborativa que gere soluções reais para o nosso setor. Esse trabalho conjunto é o que vai fortalecer a nossa cadeia produtiva nos próximos anos”, finalizou.
A expectativa é que, após os workshops e definição da governança, o Ecossistema Local de Inovação da Construção Civil seja oficialmente lançado até novembro deste ano, consolidando-se como um marco para a competitividade e o desenvolvimento sustentável do setor no Rio Grande do Norte.
Entre as principais oportunidades oferecidas estão vagas para o cargo de Operador(a) de loja e Operador(a) de caixa
O Assaí está com cerca de 40 vagas abertas para atuar nas lojas no estado do Rio Grande do Norte. Todas as posições de trabalho são elegíveis a pessoas com deficiência e abrangem diferentes áreas operacionais.
Entre as principais oportunidades oferecidas estão vagas para o cargo de Operador(a) de loja e Operador(a) de caixa. Os(as) interessados(as) devem se inscrever diretamente no banco de talentos da região, pelo link: https://assai.gupy.io. Para o cadastro, é necessário ter em mãos CPF, número de telefone, mais de 18 anos, ensino médio completo e contar com um endereço de e-mail atualizado.
O processo seletivo será realizado com etapas presenciais e online. A empresa oferece remuneração e pacote de benefícios compatíveis com o mercado e possui, também, um plano estruturado de carreira, com investimentos constantes em capacitação e no desenvolvimento profissional de seus(suas) colaboradores(as) em todo o país.
O Assaí está presente no Rio Grande do Norte desde 2014 e conta com 5 lojas nas cidades de: Natal, São Gonçalo do Amante, Parnamirim e Mossoró. Ao todo, o Atacadista gera cerca de 2.500 empregos entre diretos e indiretos. Na região Nordeste, são 82 lojas, distribuídas em todos os estados.
Sobre o Assaí Atacadista
O Assaí Atacadista é uma Corporation (empresa sem um único controlador), que opera no setor de atacarejo há 50 anos e a rede alimentar com a maior presença nos lares brasileiros (NielsenIQ Homescan). É ainda a melhor empresa de atacado e varejo do Brasil (Melhores e Maiores 2024 da Exame) e a marca mais lembrada do varejo físico e digital (Branding Brasil). Fundado em São Paulo (SP), o Assaí atende comerciantes e consumidores(as) que buscam maior economia na compra a varejo ou a atacado, liderando a proposta de inovação no formato. Atualmente, tem mais de 300 lojas em todas as regiões do país (24 Estados + DF) e mais de 87 mil colaboradores(as), sendo reconhecida pela GPTW como a melhor empresa de varejo alimentar para se trabalhar (companhias com mais de 10 mil colaboradores). As ações do Assaí são as únicas de uma empresa de atacarejo negociadas na B3 (ASAI3). Forte geradora de caixa, cresce ano após ano e, em 2024, registrou faturamento de R$ 80,6 bilhões. Reconhecida pelo seu forte trabalho social, conta com o Instituto Assaí que, desde 2022, atua com ações de impacto social nas frentes de apoio ao empreendedorismo, incentivo ao esporte e segurança alimentar.
Época impulsiona o varejo de moda e oferece condições especiais para os consumidores renovarem o guarda-roupa na troca de estação
A temporada de ofertas está oficialmente aberta no Natal Shopping com a chegada da virada da estação, o que promete movimentar o varejo local com descontos de até 60% em produtos selecionados. A ação reúne grandes marcas do segmento de vestuário feminino, masculino e infantil, além de calçados e acessórios, criando um cenário atrativo para quem busca renovar o estilo com oportunidades vantajosas.
A iniciativa inclui descontos progressivos, promoções exclusivas e condições especiais em lojas como SouQ, Farm, Animale, Osklen, Brooksfield, Aramis, Richards, entre outras. Os destaques incluem:
Até 30% de desconto na Viggo e La Femme
Até 40% off em calçados masculinos na Democrata
Descontos de até 50% em marcas como Ana Capri, Intimissimi, Tip Top, Carmen Steffens, Lofty Style, Shoulder, Sonho dos Pés, Arezzo, Hope e Rio Center
Até 60% off na Loungerie, UZA Shoes, Hering e até 70% na Aramis
Para o superintendente do Natal Shopping, Felipe Furtado, o período é estratégico tanto para lojistas quanto para o público. “As promoções do meio do ano são uma oportunidade para girar estoque e dar espaço para as novas coleções. E para os clientes, é a chance ideal de encontrar produtos de qualidade por preços reduzidos. Essa movimentação aquece o setor e reforça o Natal Shopping como destino de compras vantajoso”, avalia.
Alexandre de Moraes determina suspensão de efeitos dos decretos e convoca audiência de conciliação para 15 de julho
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (4.jul.2025) os efeitos de decretos editados pela Presidência da República e pelo Congresso Nacional relacionados ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão atinge os decretos presidenciais nº 12.466/2025, 12.467/2025 e 12.499/2025, além do Decreto Legislativo nº 176/2025.
A medida cautelar foi concedida ad referendum do plenário da Corte. O ministro determinou ainda a realização de uma audiência de conciliação entre representantes do governo federal e do Congresso Nacional, marcada para o dia 15 de julho, na sala de audiências do STF, em Brasília.
Participação de órgãos jurídicos
Conforme a decisão, a audiência também deverá contar com representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU). Alexandre de Moraes determinou a comunicação imediata da decisão ao presidente da República e ao presidente do Congresso Nacional, com solicitação de envio de informações no prazo de cinco dias.
Segundo o ministro, após a realização da audiência de conciliação, será avaliada a necessidade de manutenção da liminar concedida.
Fundamentação
Na decisão, Moraes destacou a importância da harmonia entre os Poderes e afirmou que o embate entre os decretos do Executivo e do Legislativo contraria o artigo 2º da Constituição Federal. O dispositivo constitucional estabelece que os Poderes da União devem ser independentes e harmônicos entre si.
O ministro apontou que há argumentos suficientes para justificar a suspensão imediata dos decretos, em razão de sucessivas medidas antagônicas entre o Executivo e o Legislativo, que, segundo ele, violam o princípio da harmonia entre os Poderes no Estado Democrático de Direito.
Entenda o caso
Em maio de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decretos que aumentavam as alíquotas do IOF em operações de crédito, seguros e câmbio. As medidas integravam o pacote econômico do Ministério da Fazenda para ampliar a arrecadação e cumprir metas estabelecidas no novo arcabouço fiscal.
Posteriormente, o governo reverteu parte do aumento, substituindo os decretos por uma medida provisória que alterava outros tributos. Em junho, o presidente da Câmara, Hugo Motta, pautou a votação que resultou na derrubada dos decretos presidenciais. O Senado também rejeitou os textos em votação simbólica.
Ação no STF
No dia 1º de julho, a Advocacia-Geral da União protocolou uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) no STF, a pedido do presidente Lula. O objetivo é validar os decretos que foram rejeitados pelo Legislativo. A ação foi baseada em parecer técnico e jurídico produzido pela AGU na semana anterior.
Alexandre de Moraes foi designado relator da ADC, uma vez que já atuava como relator de duas outras ações relacionadas ao tema, protocoladas por partidos políticos. Não há data definida para o julgamento final do caso.
Foto: Ton Molina/STF / Nelson Jr./SCO/STF / Rosinei Coutinho/SCO/STF
Pagamentos começam no dia 24 para vítimas de descontos associativos irregulares
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou nesta quinta-feira (3.jul.2025) que 2,1 milhões de aposentados e pensionistas já estão aptos a receber o ressarcimento por descontos irregulares de mensalidades associativas nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Wolney Queiroz comentou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que homologou o acordo para viabilizar os pagamentos, previstos para começar no dia 24 deste mês.
De acordo com o ministro, o objetivo do acordo foi dar celeridade ao processo de devolução dos valores e evitar novos questionamentos judiciais. Ele explicou que o governo federal deverá editar uma medida provisória para garantir os pagamentos.
Pela decisão do STF, os recursos destinados ao ressarcimento não serão contabilizados na meta fiscal do arcabouço. Segundo Wolney Queiroz, isso permite ao governo classificar os valores como despesa extraordinária.
“Esses gastos têm que ser considerados extraordinários para que não sejam computados dentro do teto de gastos estabelecido pelo governo. Com essa concordância do STF, o governo poderá editar uma medida provisória e o Congresso pode aprová-la para viabilizar o pagamento”, afirmou.
O ministro destacou o entendimento entre governo e Judiciário: “É um dia de festa para nós, comemorar o retorno desses recursos para o bolso dos aposentados. Uma vitória do governo e do presidente Lula, que me delegou pessoalmente essa tarefa de fazer com que nenhum aposentado e nenhum pensionista fique no prejuízo”.
Detalhes do acordo
O acordo homologado pelo STF foi construído em conciliação aberta por Dias Toffoli e contou com a participação da Advocacia-Geral da União (AGU), do INSS, do Ministério da Previdência Social, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).
Segundo o governo federal, a medida provisória necessária para viabilizar os repasses será editada ainda neste mês.
Com a homologação, os pagamentos começarão em 24 de julho e ocorrerão a cada 15 dias, em lotes de 1,5 milhão de beneficiários. Os valores devolvidos serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação.
Procedimentos para adesão
Para ter direito ao ressarcimento, quem foi lesado pelas associações envolvidas deverá contestar o desconto de forma administrativa, entrando em contato com o INSS por seus canais de atendimento. A adesão será voluntária.
Quem já ajuizou ação judicial contra o INSS terá que desistir do processo para aderir ao acordo e receber os valores. O INSS se compromete a pagar 5% de honorários advocatícios nas ações individuais protocoladas antes de 23 de abril de 2025.
Pagamentos em etapas
A programação prevê pagamentos quinzenais para alcançar todos os beneficiários. Os primeiros lotes começam a ser quitados no dia 24 de julho, contemplando 1,5 milhão de pessoas por etapa.
O governo federal afirma que o planejamento logístico busca atender ao grande volume de beneficiários e garantir o fluxo de pagamentos de forma organizada, dentro do calendário estabelecido.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Software afirma que sistema foi invadido com uso de credenciais reais e sem vazamento de dados de clientes
A empresa C&M Software confirmou nesta quinta-feira (3.jul.2025) que um ataque hacker provocou o desvio de aproximadamente R$ 400 milhões de contas que instituições financeiras mantinham no Banco Central (BC). Segundo a empresa, o ataque não envolveu vazamento de dados de clientes ou bancos, e foi realizado por meio de simulação de transações com uso de credenciais válidas.
A invasão ocorreu na noite de terça-feira (1º.jul) e foi divulgada publicamente apenas na quarta-feira (2.jul). Os criminosos utilizaram logins de instituições financeiras para movimentar recursos das contas reservas mantidas no BC, em cumprimento de obrigações legais. Os valores foram transferidos via Pix para corretoras de criptomoedas.
Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967
A C&M explicou que o ataque ocorreu através de uma simulação fraudulenta de integração, que usou credenciais reais de um cliente para acessar os serviços como se fosse uma instituição financeira regular. A companhia afirmou que não houve tentativa de invasão aos sistemas internos da empresa.
A empresa informou que vai revisar a política de acessos externos e de APIs, ampliando os padrões de homologação exigidos dos clientes. Também contratou uma auditoria independente para avaliar e reforçar os controles de segurança.
A principal hipótese considerada para a invasão é a não ativação de todas as etapas de segurança oferecidas pela C&M. Segundo a empresa, os clientes têm autonomia para configurar os controles de acesso e podem optar por eliminar determinadas camadas de proteção.
Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967
A C&M reforçou que monitora os acessos técnicos, mas que a responsabilidade pelo uso das credenciais é das instituições financeiras. O sistema utilizado, denominado Corner, permite controle por canal, horário e fatores múltiplos de autenticação.
Na manhã desta quinta-feira, o Banco Central autorizou o restabelecimento parcial das operações Pix da C&M, sob regime de produção controlada. As operações estão autorizadas em dias úteis, das 6h30 às 18h30, mediante anuência expressa da instituição participante e fortalecimento do monitoramento de fraudes e limites transacionais.
A empresa não divulgou quanto já foi recuperado, mas informou que parte dos valores foi devolvida através do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para ressarcir fraudes no Pix. A C&M também comunicou que está colaborando com a Polícia Federal, o Banco Central e a Polícia Civil de São Paulo.
Segundo a C&M, a infraestrutura do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) funciona em módulos separados e não foi afetada em outras operações. A empresa afirma que não possui contas próprias transnacionais nem movimenta recursos financeiros, atuando apenas como provedora de tecnologia homologada pelo BC.
Ibovespa se aproxima de 141 mil pontos e dólar encerra dia cotado a R$ 5,40
A bolsa de valores brasileira fechou em nível recorde nesta quinta-feira (3.jul.2025), impulsionada por altas nas ações de bancos e pela valorização das commodities. O índice Ibovespa encerrou o dia aos 140.928 pontos, com alta de 1,35%.
Na semana, o Ibovespa acumula alta de 2,97% e, no acumulado de 2025, registra ganho de 17,16%.
Dólar
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,405, com queda de R$ 0,016 (-0,29%). A moeda norte-americana alcançou o menor valor desde 24 de junho, quando fechou a R$ 5,39. A divisa acumula queda de 1,42% na semana e 12,53% no ano.
Durante o dia, o dólar chegou a subir para R$ 5,44, mas recuou após a abertura dos mercados dos Estados Unidos, encerrando na mínima do dia.
A alta do Ibovespa e a queda do dólar foram influenciadas por fatores externos. Nos Estados Unidos, a divulgação de dados do mercado de trabalho acima do esperado reduziu as chances de corte de juros pelo Federal Reserve ainda neste mês. Mesmo assim, a expectativa de acordos comerciais entre os EUA e outros países manteve o otimismo dos investidores.
Dólar
Países emergentes como o Brasil foram beneficiados pela valorização das commodities, impulsionada por dados positivos da economia chinesa, maior consumidora global de matérias-primas.