Justiça

Gilmar Mendes anula condenações de Dirceu na Lava Jato

Gilmar Mendes anula condenações de Dirceu na Lava Jato

Ministro do STF atendeu pedido da defesa do ex-ministro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou o pedido da defesa do ex-ministro José Dirceu e anulou, nesta segunda-feira (28), todos os processos nos quais o petista foi condenado pelo ex-juiz federal e atual senador Sergio Moro (União-PR).

“Defiro o pedido da defesa para determinar a extensão da ordem de habeas corpus para as ações penais”, sentenciou Mendes, na decisão, referindo-se às condenações no âmbito da operação Lava Jato.

Em 2016, Moro, então responsável pela 13ª Vara Federal em Curitiba e principal juiz que atuou na Lava Jato, condenou Dirceu a 23 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa. A condenação tinha sido solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Ao pedir a anulação dos atos processuais, a defesa de Dirceu destacou que, em março de 2021, a Segunda Turma do STF, na época presidida por Gilmar Mendes, decidiu, por 3 votos a 2 que Moro foi parcial ao julgar, em 2017, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso envolvendo a acusação de que teria ocultado a propriedade de um apartamento triplex no Guarujá, no litoral paulista. Um mês depois, a maioria do STF confirmou que quatro processos criminais contra Lula teriam que ser refeitos.

Com base na decisão da Segunda Turma, os advogados de Dirceu pediram que os ministros da corte suprema reconhecessem que o ex-ministro petista também foi prejudicado pela parcialidade de Moro, alegando que a condenação de seu cliente fez parte de uma estratégia concebida pelos procuradores do MPF responsáveis pela força-tarefa da Operação Lava Jato, “de comum acordo com o ex-juiz Sérgio Moro para fragilizar não só o requerente [Dirceu], mas o Partido dos Trabalhadores como um todo”.

Em nota assinada pelo advogado Roberto Podval, a defesa de Dirceu afirma que ele recebeu com “tranquilidade” a decisão que, entre outras coisas, “restitui seus direitos políticos”.

Sergio Moro

Pouco após a decisão de Gilmar Mendes se tornar pública, na manhã desta terça-feira (29), o senador Sergio Moro usou suas redes sociais para criticar a anulação das condenações de Dirceu.

“Não existe base convincente para anulação da condenação de José Dirceu na Lava Jato. Além da condenação anterior no Mensalão, foi ele condenado na Lava Jato por três instâncias, inclusive pelo STJ”, escreveu Moro no X, referindo-se à condenação anterior que Dirceu sofreu em 2013 e cuja pena foi parcialmente perdoada em 2016.

“Segundo esses julgados, há prova documental do pagamento de suborno oriundo de contratos da Petrobras. Todos esses magistrados estavam de conluio? Um conluio do qual não há registro ou prova, apenas fantasia! O combate à corrupção foi esvaziado no Brasil, sob a benção do governo Lula/PT”, criticou Moro nas redes sociais.

A Lava Jato sofreu reveses a partir de junho de 2019, quando o site Intercept revelou trechos de mensagens de texto e áudio trocadas entre procuradores da Lava Jato e Moro. O caso ficou conhecido como Vaza Jato e levou o STF a considerar Moro parcial.

O ex-procurador Deltan Dallagnol pediu demissão do MPF para disputar as eleições de 2022, quando se elegeu deputado federal pelo Paraná. Ele foi cassado em maio de 2023.

Também no X, Dallagnol escreveu que, com a decisão de Mendes, “Dirceu deixa de ser ficha-suja e já pode voltar a se candidatar a deputado federal pelo PT em 2026”.

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Julgamento de Lessa e Élcio será na próxima quarta (31)

Julgamento de Lessa e Élcio será na próxima quarta (30)

Ex-policiais militares são acusados de matar vereadora e motorista

Após mais de seis anos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, os ex-policiais militares (PMs) acusados do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, irão a júri popular na próxima quarta-feira (30).

A data foi definida pelo juiz Gustavo Kalil, titular do 4º Tribunal do Júri, durante reunião especial no último dia 12, no Fórum Central do Rio, com representantes do Ministério Público, os assistentes de acusação e a defesa dos réus.

Kalil, que presidirá o julgamento, solicitou que compareçam em plenário apenas as pessoas que efetivamente participarão do júri, para evitar aglomeração e tumulto. Defesa e acusação terão prazo de 10 dias para as provas orais finais.

Marielle Franco, vereadora pelo PSOL, foi assassinada no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de março de 2018. Ela voltava de um encontro de mulheres negras na Lapa, quando seu carro foi alvejado com vários disparos. O motorista Anderson Gomes também foi atingido e morreu.

Uma assessora da parlamentar foi ferida por estilhaços. O crime ganhou atenção internacional e foi considerado um ataque à democracia.

O crime deu início a uma complexa investigação, envolvendo várias instâncias policiais. Depois de muitas reviravoltas, chegou-se à prisão dos ex-PMs Ronnie Lessa e Elcio Queiroz. Neste ano, foram presos os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, apontados como mandantes dos assassinatos, além do ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa. O processo que envolve os supostos mandantes tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Busca por justiça

O Instituto Marielle Franco considera o julgamento um momento decisivo. “Foram 78 meses e mais de 2 mil dias em que nos juntamos desde que nos tiraram Marielle e Anderson. Marchamos, gritamos, nos emocionamos, amarramos lenços e levantamos placas em busca por justiça. A nossa força nos trouxe até aqui e neste mês a justiça, enfim, vai começar a ser feita”, diz em nota.

“No dia 30 de outubro, vai ter o julgamento dos acusados de assassinarem Marielle e Anderson, por meio do júri popular. Esse é um momento decisivo para todo mundo que luta por justiça e para quem acredita que o Brasil precisa ser um país sério, que não permite que mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e faveladas sejam brutalmente assassinadas”, ressalta.

A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional, que acompanha o caso, considera julgamento “um passo importante em uma busca por justiça se iniciou há mais seis anos. Porém, só haverá justiça, de fato, quando autoridades brasileiras garantirem que todos os responsáveis pelo crime, inclusive pelo planejamento, bem como todos os responsáveis por eventuais desvios e obstruções das investigações, sejam também levados à justiça em julgamentos justos, que atendam aos padrões internacionais, e responsabilizados por seus atos”, diz a ONG em nota.

De acordo com a Anistia Internacional, o Brasil continua sendo um dos lugares mais perigosos para defensores dos direitos humanos. Segundo o relatório da Global Witness, em 2023, o país ocupava a segunda posição no ranking daqueles que mais matam ativistas e ambientalistas, com 25 mortes. Entre 2012 e 2023, 401 defensores foram assassinados no país.

“É dever do Estado brasileiro garantir justiça e reparação para as famílias e medidas de não repetição para que situações como esta não voltem a acontecer”, acrescenta a ONG.

Mobilização

Neste domingo (27), a família de Marielle Franco manda celebrar missa no Cristo Redentor. A cerimônia é organizada pela mãe, o pai e a filha de Marielle, respectivamente, Marinete Silva, Antonio Francisco e Luyara Franco.

No dia 30 de outubro, o Instituto Marielle Franco, a Anistia Internacional e outras organizações parceiras que compõem o Comitê Justiça por Marielle e Anderson realizam, ao amanhecer, ato em memória da vereadora e do motorista, às 7h, em frente à sede do Tribunal de Justiça do Rio. Ativistas se reunirão com faixa, cartazes e lenços, cobrando justiça e reparação. A família de Marielle também participará do ato.

Foto: Renan Olaz/CMRJ

Da Agência Brasil

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MPF pede que Ibama reassuma controle da engorda de Ponta Negra

MPF pede que Ibama reassuma controle da engorda de Ponta Negra

Órgão aponta irregularidades na fiscalização de dragagem em Ponta Negra e alerta para danos ambientais sem controle federal; Justiça será acionada

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) retome o controle da obra de engorda da praia de Ponta Negra, em Natal. A decisão visa garantir a legalidade e a segurança ambiental do projeto, que tem gerado diversas controvérsias e preocupações. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (25.out.2024).

O MPF argumenta que a delegação da fiscalização da obra ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) tem sido marcada por irregularidades, pressões políticas e falta de capacidade técnica, colocando em risco o meio ambiente e a eficácia da obra.

Irregularidades e pressões políticas

A ação do MPF destaca uma série de irregularidades na condução do projeto, como a utilização de areia de uma jazida não licenciada e a emissão da licença de instalação e operação sob forte pressão política. Além disso, o Idema enfrenta dificuldades para cumprir as condicionantes do licenciamento, devido à falta de recursos humanos qualificados e à interferência de interesses externos.

O MPF ressalta que a invasão da sede do Idema por manifestantes e políticos, a pressão da Procuradoria-Geral do Município e as decisões judiciais que favorecem a obra, mesmo diante de evidentes irregularidades, demonstram a fragilidade do processo de licenciamento e a necessidade da intervenção do Ibama.

Riscos ambientais e sociais

A obra de engorda da praia de Ponta Negra tem gerado impactos ambientais significativos, como o aumento da erosão, a alteração do ecossistema marinho e o aumento do número de animais marinhos encalhados. Além disso, a falta de controle sobre a qualidade da areia utilizada na obra pode comprometer a sua durabilidade e eficácia.

A ação do MPF alerta para os riscos de prejuízos irreversíveis ao meio ambiente e à comunidade local, caso a obra não seja conduzida de forma adequada e transparente.

Foto: Abraão Júnior/Prefeitura de Natal/Ilustração

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Cosern é condenada a indenizar cliente por atraso na restabelecimento de energia

Cosern é condenada a indenizar cliente por atraso no restabelecimento de energia

Pensionista de Almino Afonso receberá R$ 5 mil após esperar 21 dias para religação

A Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern) foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais a uma pensionista de Almino Afonso, que enfrentou 21 dias de espera para o restabelecimento de energia em sua residência, apesar de ter quitado sua dívida em 21 de março. A decisão foi proferida pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).

A cliente relatou que a energia de sua casa foi desligada em virtude de inadimplência, mas no dia seguinte realizou o pagamento. Após solicitar a religação, teve que aguardar até 12 de abril para o serviço ser efetivamente retomado. A Cosern alegou que a demora ocorreu devido à necessidade de adequação técnica da unidade consumidora, uma justificativa que não foi aceita pelo relator do processo, desembargador Ibanez Monteiro.

O magistrado citou a Resolução Normativa nº 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que determina que as concessionárias de energia devem religar o fornecimento em até 24 horas em áreas urbanas, após a comunicação do pagamento. “A concessionária falhou em cumprir o prazo estabelecido, agravando a situação da cliente,” pontuou o desembargador.

A decisão ressalta a obrigação da concessionária de seguir rigorosamente os prazos de religação, visando garantir um serviço essencial para a população.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Vice-presidente do PT no Distrito Federal é preso por suspeita de violência sexual contra menores

Vice-presidente do PT no Distrito Federal é preso por suspeita de violência sexual contra menores

Wilmar Lacerda é preso preventivamente em Brasília, acusado de crimes contra duas adolescentes; Partido dos Trabalhadores o afasta de suas funções até o esclarecimento do caso

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal, Wilmar Lacerda, foi preso preventivamente em Brasília nesta quinta-feira (24.out.2024), acusado de violência sexual contra duas adolescentes, de 13 e 17 anos. A prisão foi decretada pela Vara Criminal do Itapoã e realizada após investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O caso está sob segredo de Justiça, e Lacerda foi imediatamente encaminhado à carceragem da Polícia Civil do DF.

A abordagem ocorreu em uma via pública na Asa Sul, onde três policiais detiveram Lacerda e apreenderam seu celular para análise, com o objetivo de coletar possíveis provas adicionais. O Partido dos Trabalhadores anunciou, em nota oficial, que afastou Lacerda cautelarmente de suas funções até que as investigações sejam concluídas e os fatos devidamente apurados.

Wilmar Lacerda, além de ocupar a posição de vice-presidente do PT-DF, possui uma longa trajetória política. Foi chefe de gabinete na liderança do PT no Senado e já atuou como suplente do senador Cristovam Buarque.

A prisão de Lacerda faz parte de uma operação maior, denominada “Predador”, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que teve início em agosto de 2024. A operação investiga uma rede de abuso de menores em Brasília, na qual um empresário de 61 anos, amigo de Lacerda, está entre os principais alvos. De acordo com informações apuradas, o empresário é suspeito de aliciar adolescentes, principalmente entre 12 e 13 anos, em festas realizadas em uma chácara da região. Ele também oferecia presentes e quantias em dinheiro, que chegavam a até R$ 1.000,00, a meninas em situação de vulnerabilidade.

O empresário, preso preventivamente, tentou fugir antes de ser capturado. As autoridades consideram que a rede envolvida pode ser maior, e as investigações continuam em andamento.

Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado

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STF marca para 9 de dezembro audiência pública sobre "uberização"

STF marca para 9 de dezembro audiência pública sobre “uberização”

Caso deve ser julgado pela Corte somente em 2025

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin marcou para 9 de dezembro uma audiência pública para debater a questão sobre o vínculo de emprego entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais.

Na audiência, o ministro vai colher informações para balizar seu voto sobre a chamada uberização das relações de trabalho. Devido ao recesso de fim de ano no STF, o caso deve ser julgado pela Corte somente em 2025.

“Não há segurança jurídica se o cidadão não consegue saber e compreender qual é o conteúdo da norma e qual norma será aplicada em cada caso concreto, criando, dessa forma, um cenário de insegurança e incerteza”, escreveu o ministro na decisão.

O principal processo que trata do assunto foi protocolado pelo Uber. A empresa considera inconstitucionais as decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceram a relação de emprego da plataforma com um motorista do aplicativo.

A decisão tomada terá a chamada repercussão geral, mecanismo que obriga todo o Judiciário a seguir o entendimento do STF após o julgamento de uma causa.

Apesar de várias decisões da Justiça Trabalhista reconhecerem o vínculo empregatício, o próprio Supremo possui decisões contrárias.

Em dezembro do ano passado, a Primeira Turma da Corte entendeu que não há vínculo dos motoristas com as plataformas. O mesmo entendimento já foi tomado pelo plenário em decisões válidas para casos concretos.

Cerca de 10 mil ações tramitam em todo o país e aguardam a decisão definitiva do Supremo.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

Da Agência Brasil

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Julgamento de tragédia em Mariana começa nesta segunda no Reino Unido

Julgamento de tragédia em Mariana começa nesta segunda no Reino Unido

Previsão é que apreciação se estenda até 5 de março de 2025

Começa nesta segunda-feira (21) o julgamento na Justiça britânica, que irá definir se a mineradora anglo-australiana BHP Billiton é responsável pela tragédia do rompimento da barragem de Fundão, que ocorreu em 5 de novembro de 2015, em Mariana (MG). A barragem pertencia à mineradora Samarco, uma joint-venture entre a BHP Brasil e a mineradora Vale. A previsão é que o julgamento se estenda até 5 de março de 2025.

As audiências do julgamento começam com as declarações iniciais dos advogados de ambas as partes. A primeira fase das audiências deve durar quatro dias. Nas três semanas seguintes, serão ouvidas as testemunhas da BHP Brasil. Tanto a empresa quanto o escritório de advocacia poderão dirigir perguntas sobre questões como o nível de controle que a BHP tinha sobre barragem, sua segurança e sua conduta após o colapso.

O passo seguinte será a oportunidade de especialistas em direito ambiental, societário e de responsabilidade civil, convidados tanto pela BHP quanto pelo escritório de advocacia Pogust Goodhead (PG), explicarem à juíza britânica como funcionam as leis brasileiras.

Depois de um recesso de fim de ano, as audiências serão retomadas por quatro dias em janeiro, com a oitiva de especialistas na área de geotecnia, que poderão explicar à juíza britânica detalhes técnicos relativos ao incidente. As audiências se encerram com a sustentação oral dos advogados dos autores da ação e da BHP, o que deve ocorrer entre 24 de fevereiro e 5 de março. A previsão é que a juíza leve até três meses para divulgar sua decisão.

As informações são do escritório PG, que representa 620 mil pessoas, 46 municípios e 1,5 mil empresas atingidas pelo rompimento da barragem, no processo que corre na Corte de Tecnologia e Construção de Londres.

Nesta fase do processo, de acordo com o PG, ainda não há definição de valores de indenizações, o que só deve ocorrer posteriormente, caso a BHP seja responsabilizada, mas a equipe do escritório estima que os valores a serem pagos às vítimas do rompimento girem em torno de R$ 230 bilhões.

Segundo o escritório de advocacia, caso a BHP deseje fazer um acordo com seus clientes, isso pode ser feito a qualquer momento, antes ou depois do julgamento no tribunal britânico.

O escritório defende que a mineradora BHP Billiton deve ser responsabilizada, uma vez que era controladora da Samarco e, portanto, responsável por suas decisões comerciais, além de beneficiária e financiadora da atividade de mineração que causou o desastre.

Em nota, a BHP afirmou, na semana passada, que a ação no Reino Unido duplica e prejudica os esforços em andamento no Brasil. “A BHP refuta as alegações acerca do nível de controle em relação à Samarco, que sempre foi uma empresa com operação e gestão independentes. Continuamos a trabalhar em estreita colaboração com a Samarco e a Vale para apoiar o processo contínuo de reparação e compensação em andamento no Brasil”.

A mineradora classifica o rompimento da barragem de Fundão da Samarco como “uma tragédia” e afirmou que sua “profunda solidariedade permanece com as famílias e comunidades atingidas”.

A sócia da BHP na Samarco, a brasileira Vale não é ré no processo que corre na Justiça britânica. Mas um acerto entre as duas empresas define que cada uma arcará com metade dos custos dessas futuras indenizações, caso a BHP seja condenada.

Outro processo foi impetrado pelo PG contra a Vale na Justiça holandesa, uma vez que a mineradora brasileira tem subsidiária na Holanda. Acordos reparatórios que sejam firmados no Brasil, envolvendo as mineradoras, a União e os governos de Minas Gerais e Espírito Santo, não afetam os processos internacionais, segundo o PG.

Atingidos por barragens

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) acompanha o início do julgamento diretamente de Londres. Em nota, o MAB ressalta que o julgamente ocorre quase dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, que resultou em 19 mortes e derramou toneladas de lama tóxica por quase 700 km, do interior de Minas Gerais ao oceano Atlântico, chegando ao mar do Espírito Santo, o caso está indo agora a julgamento no Reino Unido.

“Para os atingidos por barragens, representados pelo MAB, neste momento, resta a esperança de que a justiça de Londres seja, de fato e de direito, justa e coerente com os acontecimentos e que puna com todo rigor as empresas responsáveis por esse crime, cuja repercussão na vida das pessoas e do meio ambiente não tem precedentes históricos e suas consequências e danos para a vida dos atingidos e para o meio ambiente são contínuos e vão perdurar por anos a fio”, diz a nota.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Ilustração

Da Agência Brasil

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Delegado acusado de participar da morte de Marielle Franco é transferido para presídio no RN

Delegado acusado de participar da morte de Marielle Franco é transferido para presídio no RN

Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, é transferido para penitenciária em Mossoró, enquanto audiência no STF sobre o caso continua

O delegado Rivaldo Barbosa, preso desde março deste ano, foi transferido na terça-feira (16.out.2024) para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Acusado de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, Barvosa está sendo apontado como o mentor intelectual do crime, supostamente a mando dos irmãos Brazão.

Rivaldo estava em prisão preventiva em Brasília, mas sua transferência foi uma decisão administrativa que surpreendeu sua defesa. A audiência de instrução do caso, no Supremo Tribunal Federal (STF), continua nesta quinta-feira (17), com a oitiva das testemunhas de defesa.

Segundo a Polícia Federal, o delegado tinha uma “relação indevida” com os irmãos Brazão, antes mesmo do assassinato. O relatório da PF aponta que Rivaldo teria tido um papel central no planejamento do crime, exercendo controle sobre os detalhes da execução. Entre as exigências feitas pelo delegado, de acordo com a investigação, estava a condição de que Marielle Franco não fosse morta ao sair ou entrar na Câmara dos Vereadores, com o objetivo de evitar maior repercussão federal do caso.

A transferência de Rivaldo para Mossoró gerou críticas por parte de seus advogados, que afirmam que a movimentação prejudica a defesa, especialmente por ocorrer durante o andamento das audiências e às vésperas do interrogatório dos réus. A defesa também destaca que, até o momento, teve acesso regular ao delegado, o que foi fundamental para a coleta de provas que refutam a acusação de envolvimento no crime.

A Polícia Federal acusa Rivaldo de ter desviado as investigações enquanto chefiava a Polícia Civil do Rio de Janeiro, afastando o foco dos verdadeiros mandantes do crime. Chiquinho Brazão, um dos mandantes, está preso em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, enquanto seu irmão, Domingos Brazão, está detido no presídio federal de Porto Velho.

A defesa do delegado, no entanto, se mantém firme na negação das acusações, e alega que a transferência de Rivaldo é um ato injustificado. “A verdade está sendo restabelecida, e a movimentação dele para Mossoró é, no mínimo, questionável”, disse a defesa em nota oficial.

A delação do ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o executor do crime, foi um ponto chave para a investigação que incrimina Rivaldo. No entanto, os advogados do delegado continuam sustentando sua inocência e questionando a imparcialidade da investigação.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Justiça nega ação para Enel restaurar energia imediatamente

Justiça nega ação para Enel restaurar energia imediatamente

Empresa terá de comprovar a poda de árvores ou será multada

A Justiça negou o pedido feito pela prefeitura de São Paulo para que a Enel, concessionária de distribuição de energia, restaure a energia imediatamente na cidade, com a imposição de uma multa de R$ 200 mil por dia em caso de descumprimento. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (16).

Na decisão, a juíza Erika Folhadella Costa, da 2ª Vara Civil da Fazenda Pública, indeferiu o pedido para que a concessionária restabeleça imediatamente a energia elétrica para todos os consumidores afetados desde o temporal da última sexta-feira (11). Para a juíza, essas solicitações “extrapolavam o objeto do presente feito” e deveriam ser apresentadas em vias processuais adequadas.

Apesar desse indeferimento, a Justiça determinou que a Enel comprove, no prazo de 60 dias, que realizou o manejo adequado de todas as árvores que constam do Plano Anual de Podas de 2023, sob risco de multa de R$ 1 mil por árvore. Em entrevista coletiva concedida na tarde de hoje (16), a prefeitura informou que há uma lista com seis mil pedidos de poda de árvores encaminhado para a Enel que aguardam resposta da empresa.

A Justiça também determinou que a empresa deve atualizar em cinco dias o sistema com as informações de todas as podas feitas dentro do planejamento anual. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 100 mil, mais R$ 10 mil por mês de atraso.

Pela decisão da Justiça, a Enel deve ainda realizar o manejo de todas as árvores solicitado pelas subprefeituras e que estejam vencidos há mais de 90 dias, além de adequar o plano de contingência. Essas adequações devem ser apresentadas em até 10 dias, sob pena de multa de R$ 500 mil.

Na última sexta-feira (11), as chuvas fortes e os ventos que atingiram diversas cidades paulistas provocaram sete mortes, quedas de árvores e também deixou milhões de consumidores sem energia elétrica. Ainda hoje, segundo boletim da Enel, quase 91 mil clientes ainda estão sem luz na região metropolitana de São Paulo.

Na petição encaminhada à Justiça, a prefeitura afirmava que a falta de energia foi consequência de um novo evento climático extremo com vendavais que levaram à queda de 386 árvores, sendo parte delas próximas à fiação elétrica, e que, por inércia da Enel, deixou mais de 1,6 milhão de pessoas sem energia elétrica na cidade. A petição foi feita dentro de uma ação civil pública da prefeitura contra a Enel, que tramita desde novembro de 2023.

Procurada pela Agência Brasil, a Enel ainda não se manifestou sobre a decisão da Justiça.

Câmeras em garagem

Durante a entrevista coletiva na tarde de hoje (16), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, informou que, passados cinco dias do temporal, ainda há nove escolas e quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) funcionando à base de geradores. Ele também disse que 16 árvores derrubadas pela tempestade precisam ser retiradas das ruas, mas que os funcionários da prefeitura aguardam a Enel fazer o desligamento de energia dessas regiões para que possam recolher as árvores.

O prefeito anunciou que vai instalar o sistema Smart Sampa, de câmeras inteligentes de segurança, na frente de cinco garagens da Enel para monitorar o fluxo de caminhões da empresa.

Para Nunes, é importante que a prefeitura tenha informações sobre a localização desses veículos. “[Com a instalação dessas câmeras] Vou ter o circuito da placa desses caminhões na cidade. Vocês terão [dados] de quantos serão, aonde foram, que horas eles entraram e que horas ele saíram [das garagens]”, disse o prefeito.

TCU

Segundo o governo de São Paulo, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou hoje uma medida cautelar solicitando que a Enel dê acesso às informações de seu centro de controle operacional à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo. Este era um dos pedidos feitos pelo governo paulista em carta entregue ontem (15) ao ministro do TCU Augusto Nardes.

No documento, a gestão estadual solicitou que as concessionárias dessem acesso aos dados em tempo real “para que os serviços possam ser continuamente monitorados, e, especialmente, para que os eventos de crise possam ser acompanhados e fiscalizados”.

A cautelar foi proposta por Nardes em sessão ordinária do TCU na tarde desta quarta-feira e aceita de forma unânime pelo plenário. A decisão pede que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) operacionalize junto à Enel o compartilhamento dos dados com a Arsesp e os municípios afetados. A agência reguladora federal tem 15 dias para se pronunciar sobre a decisão.

Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Megaoperação do MPRN desmonta esquema de desvio de recursos em Touros

Megaoperação do MPRN desmonta esquema de desvio de recursos em Touros

Ministério Público do RN apreende mais de meio milhão de reais em investigação de fraudes em contratos públicos

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPRN) e órgãos de Pernambuco, deflagrou na última quarta-feira (16.out.2024) a megaoperação “3º Batimento”, que desmantelou um esquema de desvio de recursos públicos na Prefeitura de Touros.

As investigações, iniciadas a partir de um inquérito civil que apontou irregularidades em contratos firmados entre a Prefeitura e uma organização da sociedade civil, culminaram na apreensão de mais de meio milhão de reais, além de equipamentos eletrônicos que serão analisados.

O esquema criminoso, que perdurou por mais de dois anos, entre março de 2021 e agosto de 2023, envolvia o superfaturamento de serviços, direcionamento de licitações e desvio de recursos para empresas e agentes públicos. As provas colhidas indicam que a organização da sociedade civil, contratada para prestar serviços na área da saúde, superfaturou os valores e incluiu despesas fictícias nos repasses.

Empresas sediadas em Pernambuco e no Rio Grande do Norte foram identificadas como beneficiárias dos recursos desviados, recebendo pagamentos por serviços não realizados ou subcontratados de forma irregular. O MPRN suspeita que parte do dinheiro tenha sido utilizada para o enriquecimento ilícito dos envolvidos.

Ao todo, 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seis cidades dos dois estados, resultando na apreensão de R$ 522 mil. Deste valor, R$ 436 mil foram encontrados em um dos alvos na cidade de Natal.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRN dará continuidade às investigações para identificar todos os envolvidos no esquema e apurar a prática de outros crimes. O objetivo é recuperar os recursos desviados e responsabilizar os envolvidos.

Fotos: Divulgação/MPRN

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Moraes determina extradição de foragidos do 8 de janeiro que estão no exterior

Moraes determina extradição de foragidos do 8 de janeiro que estão no exterior

Medida atinge 60 brasileiros que fugiram para Argentina

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extradição de investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que estão foragidos no exterior.

A medida do ministro envolve cerca de 60 brasileiros que fugiram para a Argentina após romperem a tornozeleira eletrônica e o blogueiro Oswaldo Eustáquio, que está na Espanha.

A íntegra das decisões está em segredo de Justiça, e os detalhes não foram divulgados.

A tramitação dos pedidos de extradição é longa e não há previsão para que os acusados sejam presos e enviados para o Brasil.

Os pedidos de extradição foram feitos ao ministro pela Polícia Federal. Após a autorização da medida, os processos seguiram para o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores.

Caberá à diplomacia brasileira e ao ministério realizarem os trâmites internacionais do caso.

O STF já condenou mais de 200 envolvidos no 8 de janeiro. Eles respondem pelos crimes de associação criminosa armada, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.

Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil/Ilustração

Da Agência Brasil

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Acusados pelo assassinato de coronel da FAB são condenados pelo tribunal do júri em Natal

Acusados pelo assassinato de coronel da FAB são condenados pelo tribunal do júri em Natal

Garota de programa e dois homens recebem penas por assassinato e ocultação de cadáver; julgamento ocorreu no Fórum Miguel Seabra

Após um julgamento que se estendeu por mais de 16 horas, o Tribunal do Júri de Natal condenou, nesta quinta-feira (10.out.2024), os três envolvidos no assassinato do coronel aposentado da Força Aérea Brasileira (FAB), Roberto Perdiza, de 71 anos. Jerusa Linda dos Santos, conhecida como Gabriela, foi condenada a 26 anos e 10 meses de reclusão por homicídio qualificado, furto contra idoso e ocultação de cadáver. José Rodrigues da Silva recebeu pena de 28 anos e 10 meses pelos mesmos crimes, enquanto Washington Luiz Gomes da Silva foi condenado a 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.

O crime ocorreu em agosto de 2022, quando o coronel foi visto pela última vez ao sair de seu apartamento em Ponta Negra, Natal. Segundo a acusação, o trio o assassinou dentro de um carro. Após o crime, Jerusa utilizou as redes sociais da vítima para se passar por ele, tranquilizando os familiares e tentando se beneficiar financeiramente, inclusive sacando dinheiro da conta da vítima e tentando vender seu apartamento.

O júri, composto por seis homens e uma mulher, considerou as provas suficientes para a condenação dos réus. A defesa de Jerusa negou todas as acusações, enquanto os advogados de José Rodrigues e Washington Luiz afirmaram que seus clientes admitiram envolvimento em parte dos crimes, mas negaram participação no homicídio.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Justiça impede que IDEMA paralise obras de engorda da praia de Ponta Negra

Justiça impede que IDEMA paralise obras de engorda da praia de Ponta Negra

Decisão judicial garante continuidade das obras emergenciais de contenção da erosão, com previsão de conclusão até dezembro de 2024

A 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal determinou que o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) se abstenha de impor obstáculos à execução das obras de engorda da Praia de Ponta Negra. A decisão, tomada em 2 de outubro de 2024, atendeu ao mandado de segurança impetrado pela Procuradoria Geral do Município (PGM), assegurando a continuidade das obras, que já atingem 18% de execução.

O processo judicial surgiu após um pedido da Procuradora Marjorie Madruga, feito em 25 de setembro, para suspender a licença das obras e embargar a dragagem de uma nova jazida encontrada. Contudo, o juiz Geraldo Antônio da Mota afirmou que, com a licença prévia em vigor, qualquer tentativa de obstrução seria uma violação à ordem judicial existente. A multa para descumprimento foi fixada em R$ 10 mil por dia.

As obras, retomadas em 20 de setembro de 2024, seguem dentro do cronograma, e a Prefeitura de Natal espera concluí-las entre os dias 5 e 20 de dezembro. Segundo Thiago Mesquita, Secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, já foram aplicados entre 250 mil a 300 mil m³ de areia ao longo de 600 metros da faixa de areia, aumentando a proteção costeira da região.

A erosão costeira, que há anos afeta a Praia de Ponta Negra, já modificou significativamente a paisagem do Morro do Careca, um dos principais cartões-postais de Natal. A obra de engorda é vista como essencial para restaurar a praia e proteger a região de futuros impactos das marés.

Além da obra de engorda, a Prefeitura tem realizado intervenções emergenciais, como a colocação de sacos de areia na base do Morro do Careca. Essas ações são vitais para conter o avanço do mar, que afeta diretamente a segurança e a preservação do local. Mesmo com as fortes marés previstas para outubro, a expectativa é que a obra cumpra seu papel de proteção da costa.

Foto: Abraão Júnior/Prefeitura de Natal/Ilustração

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MPRN combate crimes de abuso sexual infantil no ciberespaço

MPRN combate crimes de abuso sexual infantil no ciberespaço

Operação Arcanjos XIII do Ministério Público do Rio Grande do Norte cumpre mandado de busca em ação que visa coibir o compartilhamento de material pornográfico infantojuvenil

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou, nesta quinta-feira (10.out.2024), a Operação Arcanjos XIII, com o objetivo de combater crimes de abuso sexual infantil no ambiente virtual. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na zona Sul de Natal, resultando na apreensão de materiais eletrônicos que serão analisados para identificar a presença de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRN), contou com a participação de uma promotora de Justiça, cinco servidores do MPRN e oito policiais militares. O nome “Arcanjos” faz referência à metodologia utilizada pelo Gaeco para investigar e combater crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet.

Os materiais apreendidos, que incluem arquivos de áudio, vídeo e imagens, serão encaminhados para o laboratório forense computacional do Gaeco para uma análise detalhada. A ação reforça o compromisso do MPRN em proteger crianças e adolescentes de crimes sexuais, especialmente no ciberespaço, onde a disseminação de conteúdo ilegal é cada vez mais frequente.

Foto: Divulgação/MPRN

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CCJ da Câmara aprova projeto que proíbe decisões individuais no STF

CCJ da Câmara aprova projeto que proíbe decisões individuais no STF

Proposta de Emenda à Constituição segue para comissão especial

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, no início da tarde desta quarta-feira (9), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2021, que limita decisões monocráticas no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outros tribunais superiores.

A PEC foi aprovada no Senado em novembro do ano passado e agora tramita na Câmara. Agora, após a aprovação na CCJ da Câmara, a PEC segue para uma comissão especial, formada para analisar a proposta. Em seguida, será analisada pelo Plenário da Câmara.

A PEC recebeu 39 votos favoráveis e 18 contrários na comissão. Para o relator da proposta, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), o objetivo do projeto é defender a democracia. “É uma revalorização deste Poder Legislativo e do mandato parlamentar. Não é razoável numa democracia que uma única pessoa utilize-se do poder de uma caneta para desfazer a decisão de todo um Congresso Nacional”.

Já o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) acredita que a proposta da oposição é parte de um pacote de retaliação ao Supremo, pela sua atuação contra todos que atentaram contra o processo eleitoral de 2022. “Primeiro, porque o Supremo foi indispensável na defesa da democracia e na lisura das eleições que transcorreram em 2022”, afirmou o parlamentar.

“Esse projeto tem um segundo objetivo: tentar fazer uma pressão na Suprema Corte do País para, de alguma forma, aliviar o julgamento dos criminosos que estão sendo acertadamente condenados pelo Poder Judiciário”, completou.

Decisões monocráticas

A PEC 8/2021 proíbe decisões monocráticas que suspendam a eficácia de lei ou ato normativo com efeito geral, ou que suspendam atos dos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados. Também ficam vetadas decisões monocráticas com poder de suspender a tramitação de propostas legislativas, que afetem políticas públicas ou criem despesas para qualquer Poder.

As decisões monocráticas são aquelas tomadas por apenas um magistrado. Trata-se de uma decisão provisória, que precisa ser confirmada pelo conjunto dos ministros da Corte.

Em agosto, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a suspensão, por tempo indeterminado, da execução de emendas parlamentares ao Orçamento da União.

Também foram suspensas as emendas individuais de transferência especial, as chamadas “emendas Pix”, que permitem a transferência direta a estados e municípios, por indicação individual de um deputado ou senador, mas sem que seja necessário vincular a verba a projeto, programa ou convênio específicos.

A maioria dos ministros do STF confirmaram uma decisão provisória do ministro Flávio Dino. Pelas decisões de Dino, a suspensão dos repasses deve vigorar até que o Congresso implemente regras que garantam a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares. O ministro destacou que o plenário do Supremo já definiu restrições às emendas no julgamento de 2023, em que proibiu o chamado “orçamento secreto”.

Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Da Agência Brasil

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Prefeitos eleitos em Areia Branca e Lagoa Salgada aguardam decisão judicial para assumirem cargos

Prefeitos eleitos em Areia Branca e Lagoa Salgada aguardam decisão judicial para assumirem cargos

Eleições municipais seguem indefinidas nos dois municípios do RN, e decisão do Tribunal Regional Eleitoral pode levar à realização de novos pleitos

Dois municípios do Rio Grande do Norte ainda aguardam uma definição sobre o futuro de suas gestões municipais após as eleições do último domingo (6.out.2024). Em Areia Branca e Lagoa Salgada, os candidatos que obtiveram a maioria dos votos tiveram suas candidaturas indeferidas pela Justiça Eleitoral e aguardam decisões que podem, inclusive, culminar em novas eleições.

Em Areia Branca, o ex-prefeito e ex-deputado estadual Souza (União Brasil) recebeu 9.710 votos, o que representa 52,2% dos votos válidos para prefeito. No entanto, Souza foi considerado inelegível devido a uma condenação por improbidade administrativa. O candidato recorreu da decisão e aguarda o julgamento de seu caso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Situação semelhante ocorre em Lagoa Salgada, onde Canindé Justino (PSDB), que conquistou 50,98% dos votos, também enfrenta uma condenação por improbidade administrativa. Além disso, suas contas foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, o que o impede de ser diplomado. Canindé também recorreu da decisão e, enquanto o caso não é julgado, a indefinição continua.

De acordo com o TRE-RN, se os candidatos que obtiveram mais de 50% dos votos não tiverem seus registros de candidatura validados pela Justiça Eleitoral, os votos recebidos por eles serão anulados, e os municípios poderão passar por eleições suplementares. Em todo o Brasil, as eleições municipais seguem indefinidas em 46 municípios, aguardando decisões judiciais similares.

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE/Ilustração

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Policial penal do RN é condenado por vazar informações sigilosas e perde o cargo

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Dhayme Araújo da Silva é condenado a mais de oito anos de prisão por corrupção passiva e violação de sigilo funcional

O policial penal Dhayme Araújo da Silva, conhecido como Dhayme “PQD”, foi condenado pela 5ª Vara Criminal de Natal a 8 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e violação de sigilo funcional. O agente também perdeu seu cargo na segurança pública em decorrência da gravidade dos crimes cometidos. A defesa do policial, representada pela advogada Cláudia Teresa Sales Duarte, já informou que vai recorrer da decisão, defendendo a inocência de Dhayme.

As investigações que resultaram na condenação começaram em outubro de 2023, quando o policial foi acusado de vazar informações sigilosas de operações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do RN (MPRN). Segundo a denúncia, Dhayme teria criado perfis falsos em redes sociais para se aproximar de advogados ligados a uma facção criminosa e, em troca de dinheiro, ofereceu detalhes confidenciais de investigações.

A investigação também revelou que o policial penal teria tido acesso a dados de operações em andamento, como a Operação Logro, que visava investigar a sonegação de R$ 180 milhões por um empresário local. Dhayme teria repassado informações sobre a operação, o que permitiu que o empresário fugisse antes que a operação fosse deflagrada.

Com base nas evidências apresentadas, o juiz responsável pelo caso determinou não apenas a condenação à prisão, mas também o pagamento das custas processuais e a destinação dos bens apreendidos à União.

Foto: ASSECOM RN/Ilustração

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Justiça de SP extingue penas de policiais pelo massacre do Carandiru

Justiça de SP extingue penas de policiais pelo massacre do Carandiru

Repressão policial a uma rebelião resultou na morte de 111 detentos

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu extinguir as penas dos policiais condenados pelo massacre do Carandiru, ocorrido em 1992.

A decisão foi proferida no dia 2 de outubro pela Quarta Câmara de Direito Criminal e baseada no indulto natalino concedido em dezembro de 2022 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para anistiar os policiais.

O massacre ocorreu em outubro de 1992, quando a repressão policial a uma rebelião prisional resultou na morte 111 detentos.

O episódio gerou a condenação de 73 policiais. As penas variam de 48 a 624 anos de prisão.

De acordo com a câmara criminal, o decreto foi considerado constitucional pelo órgão especial do tribunal e deve ser aplicado aos condenados.

“Nesses termos, é imperioso declarar-se a extinção da punibilidade, pelo indulto, das penas corporais impostas a todos os réus desta ação penal”, decidiram os magistrados.

Os efeitos do indulto foram suspensos em janeiro de 2023 pela então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber. Contudo, o mérito do caso estava previsto para ser julgado em junho deste ano, mas não foi a julgamento.

No mesmo mês, o ministro Luiz Fux concedeu liminar para permitir ao TJSP realizar o julgamento que considerou o indulto constitucional.

O indulto de Bolsonaro foi questionado no STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para a procuradoria, o ato de Bolsonaro é inconstitucional por afrontar a dignidade humana e conceder anistia a envolvidos em crime de lesa-humanidade.

Foto: Sora Shimazaki/Pexels

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Justiça libera divulgação do resultado do bloco 4 do CNU

Justiça libera divulgação do resultado do bloco 4 do CNU

Mais cedo, AGU tinha entrado com recurso para divulgar notas

O desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, suspendeu nesta terça-feira (8) a decisão que impedia a divulgação do gabarito das provas do bloco 4 do Concurso Nacional Unificado (CNU), realizado em todo o país em agosto deste ano.

Com a decisão, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos acaba de liberar o resultado das notas do bloco.

Mais cedo, a Advocacia-Geral da União (AGU) tinha entrado com um recurso para ter autorização de distribuir os resultados do bloco 4.

A decisão que suspendia a divulgação foi proferida no dia 3 de outubro pelo juízo da 14ª Vara Cível do Distrito Federal e motivada por uma ação popular que contestou o suposto vazamento das provas do bloco, que continha questões sobre Trabalho e Saúde do Trabalhador.

O suposto vazamento teria ocorrido em uma escola de ensino médio no Recife. De acordo com o processo, os fiscais de prova do turno da manhã da prova abriram por engano o pacote lacrado com provas do período da tarde.

As provas chegaram a ser distribuídas aos candidatos, que preencheram os campos de identificação e iniciaram a resolução das questões. Em seguida, o erro foi percebido pelos fiscais da banca Cesgranrio, e as provas foram recolhidas.

Ao analisar o recurso, o desembargador Carlos Augusto Pires Brandão entendeu que o equívoco foi devidamente “identificado e sanado”. Para o magistrado, a episódio não comprometeu a aplicação das provas.

“O equívoco foi devidamente identificado e sanado, além de ter sido registrado nos documentos relacionados à aplicação da prova, garantindo-se a transparência do certame. Não obstante a existência da reconhecida falha no momento da aplicação da prova, tem-se que a suspensão de todos os efeitos da prova do Bloco 4, em especial quando tomadas todas as providências para garantia do sigilo das informações, não se mostra em consonância com os princípios da razoabilidade e proporcionalidade”, afirmou.

Na manhã desta terça-feira, o ministério disponibilizou as notas finais das provas objetivas e as notas preliminares das provas discursivas e de redação do CNU.

Foto: Billy Albert/Unsplash

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Multa paga pelo X é transferida para conta no Banco do Brasil

Multa paga pelo X é transferida para conta no Banco do Brasil

Pedido de desbloqueio da plataforma ainda será analisado pela PGR

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta segunda-feira (7) que a multa de R$ 28,6 milhões paga pela rede social X para voltar a operar no Brasil foi transferida para uma conta do Banco do Brasil.

A medida foi cumprida após o valor ser depositado de forma equivocada em uma conta da Caixa. Com a regularização do pagamento, o pedido do X para desbloqueio da plataforma será enviado para parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, vai decidir se libera a funcionamento da rede social.

Em 30 de agosto, Moraes retirou o X do ar após a empresa fechar seu escritório do Brasil e deixar de ter um representante legal no país, condição obrigatória para qualquer firma funcionar.

O bilionário Elon Musk, dono da rede social, anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas.

No entanto, a representação foi reativada nas últimas semanas, e a advogada Rachel Villa Nova voltou a ser a representante legal da rede. Com a reabertura da representação e o pagamento da multa, o X pediu ao ministro para voltar ao ar.

Foto: Mati Mango/Pexels/Ilustração

Da Agência Brasil

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Moraes autoriza Daniel Silveira a progredir para o semiaberto

Moraes autoriza Daniel Silveira a progredir para o semiaberto

Silveira foi condenado por tentativa de impedir exercício dos poderes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (7) o ex-deputado federal Daniel Silveira a progredir para o regime semiaberto de prisão. Nesse regime, o preso pode deixar o presídio para trabalhar durante o dia e deve retornar à noite.

Silveira foi condenado pelo STF a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos poderes e coação no curso do processo ao proferir ofensas e ameaças contra os ministros da Corte.

Em maio do ano passado, Moraes determinou a execução imediata da pena de Daniel Silveira. A medida foi tomada após o Supremo anular o decreto de graça constitucional concedido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao então deputado federal para impedir o início do cumprimento da pena.

Na decisão proferida hoje, Moraes entendeu que Silveira preenche os requisitos legais para progressão de regime prisional. O ministro também ressaltou que a medida contou com parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Diante do exposto, defiro a progressão para o regime semiaberto ao sentenciado Daniel Lúcio da Silveira e determino à Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, a adoção das providencias cabíveis para a realização de sua transferência para colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar”, decidiu.

O pedido de progressão foi feito pela defesa de Silveira. Para os advogados, o ex-parlamentar estava preso ilegalmente além do prazo legal para progressão.

Foto: João Ricardo/PTB na Câmara/Ilustração

Da Agência Brasil

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Professores da UFRN ganham ação de precatórios no TST depois de 33 anos de espera

Professores da UFRN ganham ação de precatórios no TST depois de 33 anos de espera

Decisão unânime em sessão ocorrida nesta segunda-feira (07) deve injetar na economia potiguar mais de R$ 200 milhões, cujo pagamento deve ser feito até 2027

Em sessão realizada nesta segunda-feira (07) no Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho em Brasília, 14 ministros julgaram a favor da ação dos precatórios dos professores da UFRN. A votação foi acompanhada pessoalmente pelo presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, e pela advogada Andreia Munemassa.  Por unanimidade, a decisão foi pela realização do pagamento aos 1.920 docentes que reclamavam os direitos perdidos com os Planos Bresser e Verão, do então governo Fernando Collor. Trata-se de uma batalha judicial que soma ao todo 33 anos e que deve injetar na economia potiguar mais de R$ 200 milhões. Os valores finais a serem pagos ainda devem ser atualizados e pagos até no máximo em 2027.  

Esta é a ação de precatórios mais emblemática do Rio Grande do Norte, pois é a mais antiga que tramitou no TRT/RN 21ª Região e, dado o volume de recurso, é a mais importante para a economia do RN, como aponta a advogada Andreia Munemassa, responsável pelo processo. “Do ponto de vista jurídico, é uma ação que detém uma qualidade muito especial porque teve duas Ações Rescisórias: a primeira favorável à UFRN e a segunda ajuizada por nós, que fez com que os professores reconquistassem a garantia do recebimento desses precatórios, que deveriam ter sido pagos em 1996. Então, é uma Ação Rescisória da Rescisória”, esclarece Munemassa.

O caso havia sido dado por perdido, quando foi recuperado pelo Escritório Munemassa Advogados a pedido do Sindicato dos Docentes da UFRN (ADURN-Sindicato), em 2013. Em 2015 houve o trânsito em julgado da Ação Rescisória nº 7825-19.2013.5.00.0000, proferida pela Subseção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Naquele momento, foi reconhecido o direito dos quase 2 mil docentes da UFRN, que são substituídos na ação, em receber as correções salariais decorrentes dos Planos Bresser e Verão, possibilitando a execução da sentença de 1991. 

Devido à morosidade do trâmite – só no TRT/RN 21ª Região foram mais de 10 anos de espera -, desde o início até agora, cerca de 40% dos professores faleceram aguardando receber o benefício. “Foi uma espera muito grande para todas as famílias e um trâmite difícil, foram muitos os interesses que dificultaram, além da falta de celeridade da Justiça. Esse é, sem dúvida, o processo mais difícil de toda a minha carreira”, pontua Andreia Munemassa.

O presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, considera que o resultado do julgamento é mais uma confirmação da justeza dessa causa. “Em todos os recursos impetrados na ação desde o início de sua execução, a Justiça reafirmou o direito dos professores a receberem os valores devidos”, lembrou. Para o dirigente, essa é uma das maiores vitórias do Movimento Docente do Rio Grande do Norte. 

“É importante ressaltar que durante toda essa fase de execução, as gestões que passaram pela diretoria do ADURN-Sindicato conduziram o processo de forma justa, preocupada e atenta, acumulando força política para que não ocorressem mais prejuízos aos professores, que há tantos anos esperam o reconhecimento do que lhes é de direito”, afirmou Negrão.

Todos os recursos possíveis que a Procuradoria da UFRN ajuizou chegam agora ao fim. Nesta segunda-feira foi avaliado o último deles, que é um agravo pelo fato de a Procuradoria ter perdido o Recurso Extraordinário, assim como perdeu todos os outros impetrados.

Fotos: Divulgação

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TSE autoriza tropas federais para reforçar segurança nas eleições de mais dois municípios do RN

TSE autoriza tropas federais para reforçar segurança nas eleições de mais dois municípios do RN

São Gonçalo do Amarante, Jardim de Piranhas e João Dias receberão apoio das Forças Armadas devido a graves episódios de violência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou, por unanimidade, nesta quinta-feira (3.out.2024), o envio de tropas federais para reforçar a segurança nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Jardim de Piranhas, no Rio Grande do Norte, durante as eleições municipais de 2024. Essa decisão vem em resposta a episódios de violência e o risco de interferência do crime organizado no processo eleitoral dessas localidades.

A Corte já havia aprovado, na semana anterior, o envio de forças federais para o município de João Dias, no Alto Oeste potiguar, após o assassinato do prefeito Marcelo Oliveira (União Brasil), que era candidato à reeleição em agosto deste ano.

O pedido de reforço em São Gonçalo do Amarante foi baseado em “graves episódios de violência”, como ressaltado pela Procuradora Regional Eleitoral, Clarisier Morais. Em seu parecer, a procuradora destacou o incidente ocorrido em 6 de setembro de 2024, quando o irmão de um candidato a vereador foi alvo de disparos de arma de fogo, o que aumentou o receio de perturbações nos trabalhos eleitorais devido ao acirramento das disputas políticas.

Já no município de Jardim de Piranhas, o Ministério Público Eleitoral apontou o risco de envolvimento de facções criminosas no processo eleitoral. Relatórios anexados ao pedido da 26ª Zona Eleitoral sugerem que grupos políticos locais podem estar sendo patrocinados por organizações criminosas, justificando, assim, a necessidade de uma intervenção federal para garantir a lisura das eleições.

De acordo com a legislação eleitoral, cabe ao TSE requisitar o envio de Força Federal para garantir a ordem durante o período eleitoral. Os pedidos de reforço são submetidos pelos tribunais regionais, que indicam as localidades e justificam a necessidade, com a anuência das secretarias de segurança dos estados.

Com a aprovação do TSE, o Ministério da Defesa ficará responsável pela organização e execução das ações de segurança, utilizando as Forças Armadas para garantir um ambiente tranquilo e seguro durante a votação e apuração.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Lewandowski alerta sobre tentativa de infiltração do crime organizado nas eleições do RN

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Ministro da Justiça destaca preocupação crescente das autoridades com a ação do crime organizado nas eleições municipais

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, expressou nesta quinta-feira (3.out.2024) sua preocupação com a crescente tentativa do crime organizado de se infiltrar nas eleições municipais no Rio Grande do Norte. Em entrevista ao programa ‘Bom Dia, Ministro’, Lewandowski mencionou que as autoridades locais já haviam alertado sobre essa ameaça em março deste ano, durante o período que coincidiu com a fuga de dois presos da Penitenciária Federal de Mossoró.

Segundo o ministro, a fuga, que foi a primeira na história do sistema penitenciário federal, desencadeou um alerta sobre a possibilidade de grupos criminosos organizados estarem buscando influência nas eleições municipais por meio do lançamento de candidatos a prefeitos e vereadores. Lewandowski ressaltou que essa ação criminosa estaria sendo orquestrada a partir de outros estados, onde essas facções têm maior poder e organização.

O ministro garantiu que tanto a Justiça Eleitoral quanto o Ministério da Justiça e Segurança Pública estão monitorando atentamente os candidatos para impedir a participação de indivíduos ligados ao crime organizado. “Estamos passando um pente fino na vida pregressa de todos os candidatos, e muitos já foram barrados. Caso eleitos, aqueles identificados posteriormente como inaptos não tomarão posse ou serão cassados”, afirmou Lewandowski.

A declaração ocorre em um momento delicado para o estado, que enfrenta um ambiente político cada vez mais tensionado, com denúncias de envolvimento do crime organizado em diferentes localidades. A Polícia Federal está atenta e atua em conjunto com outras forças de segurança para garantir que o processo eleitoral ocorra sem interferências ilícitas.

Foto: Isaac Amorim/MJSP

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X informa ao STF que pagou multa de R$ 28,6 milhões e pede desbloqueio

X informa ao STF que pagou multa de R$ 28,6 milhões e pede desbloqueio

Empresa afirma ter pagado R$ 28,6 milhões em débitos

A rede social X informou nesta sexta-feira (4) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que pagou a multa de R$ 28,6 milhões para voltar a operar no Brasil.

Na mesma petição, que foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, a empresa solicitou o desbloqueio da plataforma.

Após receber o documento, Moraes determinou à Secretaria Judiciária do STF que certifique o pagamento da multa. Em seguida, o ministro deve avaliar o pedido de desbloqueio.

O valor total das multas devidas pelo X envolve R$ 18 milhões que foram bloqueados nas contas do X e da Starlink, empresa que também é de propriedade de Elon Musk, mais R$ 10 milhões pelo acesso que foi permitido por meio da plataforma Cloudflare e R$ 300 mil que foram aplicados contra a advogada Rachel Villa Nova, representante legal da rede.

No mês passado, Moraes retirou o X do ar após a empresa fechar seu escritório do Brasil, condição obrigatória para qualquer firma funcionar no país.

O bilionário Elon Musk, dono da rede social, anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas.

Foto: Mati Mango/Pexels

Da Agência Brasil

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Morre ex-desembargador do TJRN Rafael Godeiro aos 81 anos

Morre ex-desembargador do TJRN Rafael Godeiro aos 81 anos

A causa da morte foi um choque cardiogênico

O ex-desembargador Rafael Godeiro, de 81 anos, morreu nesta quarta-feira (2.out.2024), conforme comunicado oficial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). A causa da morte foi um choque cardiogênico. Godeiro, que ocupou posições de destaque na justiça estadual, deixa um legado repleto de contribuições ao poder judiciário, mas também marcado por controvérsias que abalaram sua trajetória.

Durante a sessão plenária do TJRN, o desembargador Cláudio Santos propôs um minuto de silêncio em homenagem ao ex-colega, prontamente aceito por todos os presentes. “Recebo a notícia com profundo pesar. É justo que interrompamos os trabalhos por um minuto para refletirmos sobre a perda de nosso querido colega”, disse Santos, emocionado. A proposta foi acompanhada por um voto de pesar à família de Godeiro, apresentado pelo desembargador Glauber Rego e aprovado pelos magistrados.

O velório foi marcado para esta quarta-feira no Morada da Paz, em Emaús, com o sepultamento previsto para 20h.

Trajetória profissional

Rafael Godeiro teve uma carreira extensa no sistema judiciário. Antes de ingressar na magistratura, desempenhou funções importantes como adjunto de promotor e chefe de gabinete na Câmara Municipal de Natal. Em 1969, assumiu o cargo de juiz de Direito na Comarca de São Bento do Norte, passando por outras comarcas do Rio Grande do Norte até ser promovido a desembargador em 1997.

Durante sua carreira, foi vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE/RN) e presidente do TJRN. Chegou ao cargo mais alto da Corte após 40 anos de dedicação ao judiciário.

Condenações e polêmicas

Apesar de seu prestígio, Godeiro também foi protagonista de sérias acusações. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou sua aposentadoria compulsória, após suspeitas de envolvimento no desvio de R$ 18 milhões em precatórios, juntamente com o desembargador Osvaldo Soares. As investigações revelaram um esquema de desvio de recursos, que culminou na condenação de Godeiro a sete anos e meio de prisão por peculato em 2018.

O caso dos precatórios envolveu a criação de processos administrativos falsos e o desvio de valores que deveriam ser destinados ao pagamento de dívidas públicas. Em 2021, Godeiro foi condenado a devolver R$ 14,1 milhões aos cofres públicos, além de uma multa estabelecida pelo Tribunal de Contas do Estado.

Em 2022, o ex-desembargador também foi condenado por sonegação de impostos, após investigações apontarem a prática de “rachadinha”, em que parte do salário de um assessor era repassada diretamente para Godeiro.

Foto: Reprodução

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Associações de procuradores defendem Procuradora do RN após críticas

Associações de procuradores defendem Procuradora do RN após críticas

ANAPE e ASPERN reagem a declarações da Semurb e reforçam o apoio à Procuradora Marjorie Madruga, que atuou em defesa de questões ambientais

A Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (ANAPE) e a Associação dos Procuradores do Estado do Rio Grande do Norte (ASPERN) emitiram uma nota de repúdio nesta quarta-feira (2.out.2024), em defesa da Procuradora Marjorie Madruga.

A manifestação veio após críticas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), que classificou como “político-ideológica” a atuação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para embargar um projeto de expansão urbana, conhecido como “engorda”.

Na declaração oficial, a ANAPE e a ASPERN criticaram o posicionamento da Semurb, que insinuou possíveis desvios de conduta por parte da procuradora. As associações destacaram que a atuação de Marjorie foi pautada estritamente em critérios técnicos e legais, em resposta a uma provocação do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), que solicitou uma análise sobre os impactos ambientais do empreendimento.

Segundo a nota, além da PGE, o Ibama e os Ministérios Públicos estadual e federal também foram acionados no processo. A ação da procuradora foi realizada em conformidade com suas atribuições legais, previstas na Lei Orgânica da PGE/RN, que lhe confere a responsabilidade de opinar e agir em prol da preservação ambiental.

A ANAPE reiterou seu apoio irrestrito à procuradora e frisou a importância de se respeitar as prerrogativas da advocacia pública, lembrando que os procuradores têm o dever constitucional de zelar pela legalidade dos atos administrativos.

Foto: Heros Lucena/Ilustração

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Anielle depõe na PF em inquérito sobre denúncias contra Silvio Almeida

Anielle depõe na PF em inquérito sobre denúncias contra Silvio Almeida

Ex-ministro dos Direitos Humanos foi acusado de assédio moral e sexual

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, depôs nesta quarta-feira (2) na Polícia Federal em inquérito que apura denúncias de assédio moral e sexual contra o ex-ministro dos Direitos Humanos e Cidadania Silvio Almeida. O depoimento terminou no fim da manhã desta quarta-feira (2) e seguirá sigiloso, segundo a assessoria da ministra.

O inquérito em curso obteve autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 17 de setembro, com base em apuração preliminar da Polícia Federal.

Ao abrir a investigação, Mendonça entendeu que o caso devia tramitar na Corte porque as acusações ocorreram quando Almeida estava no cargo de ministro.

Vítimas

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles no dia 5 de setembro e confirmadas pela organização Me Too, que atua na proteção de mulheres vítimas de violência.

Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirmou que atendeu mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente pelo ex-ministro. De acordo com as acusações, a ministra Anielle Franco estaria entre as assediadas.

Silvio Almeida foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as denúncias.

Defesa

Em nota divulgada após a divulgação das acusações, Silvio Almeida disse repudiar “com absoluta veemência” as acusações, às quais ele se referiu como “mentiras” e “ilações absurdas” com o objetivo de prejudicá-lo.

No comunicado, o ministro avaliou que “toda e qualquer denúncia deve ter materialidade” e se declarou triste com toda a situação.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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TRE-RN solicita tropas federais para garantir segurança nas eleições 2024 em municípios potiguares

TRE-RN solicita tropas federais para garantir segurança nas eleições 2024 em municípios potiguares

Medida visa assegurar a ordem pública em Jardim de Piranhas e Serra Negra do Norte, diante de relatos de interferência de facções criminosas no processo eleitoral

Em decisão tomada durante a 83ª sessão plenária realizada na noite desta segunda-feira (30.set.2024), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) aprovou o envio de tropas federais para os municípios de Jardim de Piranhas e Serra Negra do Norte, no primeiro turno das eleições municipais de 2024. A solicitação, inicialmente encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (25.set), foi aprovada em resposta a preocupações sobre a influência de facções criminosas no ambiente eleitoral dessas localidades.

A Procuradoria Regional Eleitoral manifestou-se favoravelmente ao envio das forças federais, destacando que “há indícios de participação de facções criminosas no financiamento de grupos políticos locais”, conforme o parecer da procuradora Clarisier Morais. Segundo a análise da procuradora, esses elementos tornam necessária a presença de tropas para garantir a segurança e a ordem durante as eleições.

Contexto de insegurança e a necessidade de reforço

A aprovação do pedido pelo TRE-RN foi baseada em relatórios da 26ª Zona Eleitoral, que apontam um cenário de instabilidade, onde facções criminosas estariam atuando para influenciar o resultado das eleições nos dois municípios mencionados. A Procuradoria destacou a gravidade da situação, ressaltando que a medida é necessária para assegurar um processo eleitoral justo e livre de interferências.

Essa não é a primeira vez que o estado do Rio Grande do Norte solicita reforço militar para o período eleitoral. Em 24 de setembro, o TSE já havia aprovado o envio de forças federais para o município de João Dias, também no estado. Além disso, São Gonçalo do Amarante, um dos maiores municípios da região metropolitana de Natal, teve seu pedido de tropas federais aprovado no dia 26 de setembro, como parte das medidas de segurança para o primeiro turno das eleições.

Base legal para o envio de tropas federais

O Código Eleitoral brasileiro, instituído pela Lei nº 4.737/1965, prevê, em seu artigo 23, inciso XIV, que o Tribunal Superior Eleitoral tem a prerrogativa de requisitar o auxílio das Forças Federais para assegurar o cumprimento da lei eleitoral, bem como garantir a votação e a apuração dos votos. A solicitação de tropas pelos Tribunais Regionais Eleitorais, como o TRE-RN, deve ser acompanhada de justificativas que demonstrem a necessidade de reforço, sempre com o aval das secretarias de segurança dos estados envolvidos.

Uma vez aprovada, a requisição é encaminhada ao Ministério da Defesa, que se encarrega de planejar e executar as operações, visando garantir que o processo eleitoral transcorra de forma segura e sem interferências externas que possam comprometer sua integridade.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ilustração

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Primeira-dama de João Pessoa deixa prisão e cumprirá medidas cautelares

Primeira-dama de João Pessoa deixa prisão e cumprirá medidas cautelares

Decisão da Justiça também alcança secretária de Lauremília Lucena

A primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, teve a prisão preventiva convertida em medidas cautelares. A decisão é da juíza Maria de Fátima Ramalho, da 64ª Zona Eleitoral de João Pessoa.

Lauremília foi presa no último sábado (28) na Operação Território Livre, suspeita de aliciamento violento de eleitores e de atuação em organização criminosa ligada às eleições municipais.

De acordo com nota divulgada pela assessoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) nesta terça-feira (1º), a medida também alcança a secretária da primeira-dama, Tereza Cristina Barbosa Albuquerque. Para a soltura, as duas investigadas receberão tornozeleiras eletrônicas instaladas pela Secretaria de Administração Penitenciária.

A juíza seguiu o entendimento de decisões anteriores do TRE-PB, como a que libertou, nessa segunda-feira (30), a administradora da organização não governamental (ONG) Ateliê da Vida, Taciana Batista do Nascimento, também investigada na Operação Território Livre.

Após a soltura, Lauremília e Tereza Cristina estão proibidas de manterem contato com os demais investigados e de frequentarem os bairros São José e Alto do Mateus, onde ocorrem as investigações. Elas também não poderão frequentar órgãos públicos da prefeitura de João Pessoa.

Durante o cumprimento das medidas cautelares, as investigadas também não poderão deixar João Pessoa por mais de oito dias sem comunicação prévia à Justiça, além de terem que cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga, das 20h às 6h.

Operação Território Livre

Deflagrada pela Polícia Federal em sua terceira fase, denominada de Sementem, no último sábado, a Operação Território Livre cumpriu dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva (de Lauremília e de Tereza Cristina).

No sábado, por meio de nota, a assessoria do prefeito Cícero Lucena, candidato à reeleição, classificou a prisão de “política”.

“Lauremília tem residência fixa e jamais se recusaria a prestar depoimento ou esclarecer quaisquer fatos. Houve o uso de força desproporcional, já que ela sequer foi convocada para prestar depoimento. Claramente, os adversários de Cícero estão utilizando todos os meios para conquistar o poder a qualquer custo, sem respeito à sua família ou à cidade de João Pessoa”, diz a nota.

Foto: Reprodução

Da Agência Brasil

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Gusttavo Lima é indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Gusttavo Lima é indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Operação Integration investiga envolvimento do cantor em esquema de lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas, com desdobramentos sobre sua empresa de eventos

O cantor Gusttavo Lima foi indiciado pela Polícia Civil de Pernambuco por envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa, no âmbito da Operação Integration. A investigação, que ganhou grande repercussão após ser apresentada pelo programa “Fantástico”, da Rede Globo, no domingo (29.set.2024), foca em um esquema de jogos ilegais e lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas. Ao todo, 53 alvos estão sob investigação, incluindo bicheiros, empresários e a influenciadora digital Deolane Bezerra.

O indiciamento de Gusttavo Lima ocorreu em 15 de setembro, e agora o Ministério Público irá decidir se formaliza a denúncia à Justiça. O cantor chegou a ter sua prisão preventiva decretada, mas a medida foi revogada pelo Judiciário pernambucano.

Durante as investigações, a polícia encontrou R$ 150 mil em espécie em um cofre na sede da Balada Eventos, empresa do cantor em Goiânia. Além disso, foram descobertas 18 notas fiscais emitidas pela GSA Empreendimentos, outra empresa de Lima, que somariam mais de R$ 8 milhões.

Em resposta, a defesa de Gusttavo Lima alegou que o dinheiro encontrado no cofre destinava-se ao pagamento de fornecedores e que todas as transações financeiras estão devidamente declaradas, com impostos pagos. A defesa ainda destacou que os contratos da empresa possuem cláusulas anticorrupção e que o contrato com a GSA foi suspenso diante das acusações.

A Operação Integration também apura o envolvimento do cantor em transações financeiras suspeitas. Entre abril e maio do ano passado, foram realizadas duas transferências milionárias, no valor de R$ 4,8 milhões e R$ 4,9 milhões, respectivamente, que levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro.

Outro ponto investigado é a venda de uma aeronave, supostamente ocultada, para José André da Rocha Neto, dono da plataforma de apostas “Vai de Bet”. Gusttavo Lima era garoto-propaganda do site, o que aumenta as suspeitas sobre seu envolvimento no esquema.

Mesmo com a prisão preventiva revogada, o cantor se pronunciou em um show realizado em Marabá (PA), no dia 27 de setembro, onde fez um discurso ressaltando a importância da honestidade, que foi interpretado como uma alusão à sua situação judicial.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Com informações do Estadão

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Moraes cobra R$ 10 milhões de multa para liberar retorno de X

Moraes cobra R$ 10 milhões de multa para liberar retorno de X

Ministro também determina multa para advogada da plataforma

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu nesta sexta-feira (27) novas determinações para liberar o funcionamento da rede social X no Brasil.

Na decisão, Moraes determinou que a empresa pegue nova multa de R$ 10 milhões. Além disso, o ministro também determina que a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova pague multa de R$ 300 mil.

Ontem (26), os advogados do X pediram ao ministro a liberação da plataforma após apresentarem os documentos solicitados para comprovar a reativação da representação no Brasil, além de indicar a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova para atuar como representante legal da empresa no país.

No mês passado, Moraes retirou o X do ar após a empresa fechar seu escritório do Brasil, condição obrigatória para qualquer firma funcionar no país.

O bilionário Elon Musk, dono da rede social, anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas.

De acordo com a decisão, o valor da multa de R$ 10 milhões se refere ao descumprimento de decisões judiciais do STF nos dias 19 e 23 de setembro, nos quais a plataforma ficou hospedada em servidores da empresa de segurança digital Cloudflare e permitiu o acesso aos conteúdos bloqueados.

No caso da advogada, a multa de R$ 300 mil também é cobrada em função do descumprimento das decisões de Moraes. Rachel de Oliveira atuou como representante do X no Brasil antes do fechamento do escritório no país e retornou para a função após Musk decidir reativar a representação.

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Da Agência Brasil

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Pesquisa PERFIL favorável a Raulison Ribeiro tem inúmeros processos na Justiça

Pesquisa PERFIL favorável a Raulison Ribeiro tem inúmeros processos na Justiça

Empresa responde a pelo menos 8 processos nos tribunais do Rio Grande do Norte (TJRN) e Mato Grosso (TJMT)

Em meio à disputa pela prefeitura municipal, o Instituto de Pesquisa Perfil, que divulgou uma pesquisa recente mostrando ampla vantagem para o atual prefeito Raulison Ribeiro, responde processos judiciais. A empresa, registrada em nome de Márcia Câmara de Figueiredo, recebeu R$ 4.500,00 para divulgar uma outra pesquisa nos próximos dias. A Perfil responde a pelo menos 8 processos nos tribunais do Rio Grande do Norte (TJRN) e Mato Grosso (TJMT).

Além disso, o Blog do BG, conhecido por suas polêmicas, é o responsável por divulgar essa pesquisa. O blog, que já foi condenado por divulgar informações falsas, também responde a diversos processos judiciais. O Blog do BG é amplamente criticado por sua parcialidade e ligação a interesses específicos.

A credibilidade do Instituto de Pesquisa Perfil, que já foi mencionado nos tribunais por questões legais, agora está sendo diretamente questionada. A divulgação de resultados que favorecem Raulison Ribeiro por parte de uma empresa com histórico judicial levanta sérias suspeitas sobre a validade dessas pesquisas.

Fotos: Divulgação

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TSE autoriza Forças Federais para garantir segurança nas eleições municipais de João Dias

TSE autoriza Forças Federais para garantir segurança nas eleições municipais de João Dias

Reforço é solicitado após assassinato do prefeito e será fundamental para garantir tranquilidade no pleito

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou, nesta terça-feira (24.set.2024), o envio de Forças Federais para o município de João Dias, localizado no Alto Oeste potiguar, com o objetivo de garantir a segurança durante as eleições municipais, que ocorrem no dia 6 de outubro.

A medida foi solicitada após o assassinato do prefeito Marcelo Oliveira, que concorria à reeleição, e de seu pai, Sandi Oliveira, em 27 de agosto. O reforço de segurança foi o único pedido do tipo enviado ao TSE até o momento pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), segundo informações oficiais.

Além das Forças Federais, o governo do estado do Rio Grande do Norte também empregará cerca de 12 mil policiais para garantir a segurança em todos os municípios durante o processo eleitoral. O TRE-RN havia aprovado o pedido de tropas federais no dia 11 de setembro, mas o número de agentes que serão enviados ainda não foi divulgado.

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou que o objetivo principal do envio das tropas é assegurar que o processo eleitoral ocorra de forma tranquila e ordeira, garantindo o cumprimento das leis eleitorais. Ao todo, o TSE aprovou 53 processos de requisição de Força Federal para localidades de 12 estados brasileiros.

Foto: Andre Borges/Agência Brasília

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Polícia Civil conclui investigação de crime contra adolescente em Patu

Polícia Civil conclui investigação de crime contra adolescente em Patu

Inquérito apontou que o suspeito, encontrado morto, agiu sozinho no assassinato de Emilly Félix

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte finalizou as investigações sobre o brutal assassinato da adolescente Emilly Roniclesia Porto Félix, de 15 anos, ocorrido em julho do ano passado na cidade de Patu, região Oeste do estado. O desfecho do inquérito, concluído nesta segunda-feira (23.set.2024), determinou que o cunhado da vítima foi o autor único do crime. A possibilidade da participação de um segundo suspeito foi descartada.

De acordo com o delegado Paulo Cesário, da 71ª Delegacia de Polícia de Patu, o laudo final recebido recentemente consolidou as suspeitas que recaíam sobre o cunhado desde o início das apurações. “Com base em diversas evidências, chegamos à conclusão de que ele foi o responsável pelo homicídio”, afirmou o delegado. A investigação, que levou 14 meses, incluiu uma série de perícias avançadas, como análises de celulares e o uso da técnica de “mantrailing”, que recorre a cães farejadores para rastrear indivíduos específicos através de seus odores.

A tragédia começou em 15 de julho de 2023, quando Emilly saiu de casa, no bairro Fomento, em Patu, por volta das 20h, dizendo que iria encontrar sua mãe em uma churrascaria. No entanto, a jovem nunca chegou ao local e seu corpo foi encontrado dois dias depois, em uma área rural, carbonizado. As suspeitas logo se concentraram no cunhado da jovem, que foi a última pessoa a estar em sua companhia, conforme depoimentos colhidos.

O suspeito chegou a prestar depoimento dois dias após o desaparecimento, mas foi liberado por falta de provas suficientes para justificar a prisão preventiva. No entanto, um dia após o interrogatório, o homem foi encontrado morto em um hotel na cidade de Mossoró, o que não interrompeu as investigações, que se aprofundaram na tentativa de verificar se havia mais envolvidos no crime. Agora, com o fim do inquérito, o caso será analisado pela Justiça.

Foto: ASSECOM-RN/Ilustração

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PM que atropelou e matou homem em Ponta Negra responderá em liberdade

PM que atropelou e matou homem em Ponta Negra responderá em liberdade

Policial militar é acusado de homicídio culposo e omissão de socorro após atropelamento fatal em Natal

O policial militar de 44 anos envolvido no atropelamento que resultou na morte de um homem na madrugada de sábado (21.set.2024), na praia de Ponta Negra, em Natal, vai responder pelo crime em liberdade. A decisão foi tomada após uma audiência de custódia realizada ainda no sábado.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), a liberdade provisória foi concedida com algumas condições. O policial deverá comparecer ao tribunal mensalmente para prestar informações sobre suas atividades e está proibido de deixar a comarca de Natal sem autorização judicial. Ele é acusado de homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e de omissão de socorro, já que, após o acidente, fugiu do local em um táxi, mas retornou depois.

O acidente ocorreu por volta das 2h, quando o policial, que dirigia uma caminhonete, perdeu o controle do veículo e capotou na Avenida Praia de Ponta Negra, atropelando um homem que estava com seu pai no local. Testemunhas afirmaram que o PM apresentava sinais de embriaguez, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Foto: Reprodução

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Justiça de Pernambuco decreta a prisão do cantor Gusttavo Lima

Justiça de Pernambuco decreta a prisão do cantor Gusttavo Lima

Artista é acusado de lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar

A juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª vara criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco, decretou nesta segunda-feira (23) a prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima, cujo nome verdadeiro é Nivaldo Batista Lima, e do empresário Bóris Maciel Padilha no âmbito da Operação Integration, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à exploração de jogos do bicho e jogos de azar.

No mesmo processo está envolvida a influenciadora e advogada Deolane Bezerra Santos e a mãe dela, Solange Alves Bezerra Santos, além de outros 17 envolvidos.

Além das prisões, foi determinada a indisponibilidade de bens dos envolvidos, visando garantir a reparação dos danos e a eficácia das medidas judiciais. O juízo também manteve todos os decretos de prisão já expedidos anteriormente, incluindo o da influenciadora Deolane Bezerra, e determinou a difusão vermelha junto à Interpol para a captura dos que estão foragidos.

Na decisão, a juíza disse que o jogo do bicho, assim como outros jogos de azar, exerce “um impacto devastador sobre as famílias e indícios que apontam para a prática de delitos pelos investigados, assim como as pessoas jurídicas envolvidas na suposta organização criminosa”.

Em outro trecho da decisão, a magistrada diz que a má vontade dos foragidos com forte poder econômico é um fenômeno alarmante que desafia a efetividade da aplicação da lei penal. Esses indivíduos, ao se esquivarem da justiça, demonstram não apenas desinteresse em responder por seus atos, mas também uma tentativa deliberada de manipular o sistema em seu favor. Com recursos financeiros substanciais, eles conseguem sustentar uma vida de fuga, dificultando a ação das autoridades e a consecução da justiça”

A juíza Andrea da Cruz escreveu ainda que tal situação gera um cenário em que a aplicação da lei penal se torna praticamente impossível. “Além disso, o poder econômico pode ser utilizado para influenciar o processo judicial, intimidar testemunhas ou financiar estratégias de evasão, minando ainda mais a integridade do sistema”.

Segundo a juíza, o cantor Gusttavo Lima não compareceu a uma convocação da autoridade policial para depor no inquérito.

Ao decretar a prisão preventiva do cantor e de Boris Maciel Padilha, a juíza determinou também a suspensão do passaporte e o certificado de armas de fogo dos acusados.

“A prisão não pode ser vista apenas como uma medida punitiva, mas como um mecanismo de proteção da sociedade e um meio de garantir que a justiça prevaleça. Somente assim será possível evitar que a impunidade se perpetue e que os direitos dos cidadãos sejam efetivamente defendidos”, escreveu a magistrada.

A Operação Integration tem como objetivo desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que movimenta grandes quantias através da exploração ilícita de jogos. O processo permanece sob sigilo para garantir a integridade das investigações em andamento.

Defesa

A defesa do cantor disse, em nota, que as medidas cabíveis já estão sendo adotadas e que a inocência do artista será devidamente demonstrada. “Ressaltamos que é uma decisão totalmente contrária aos fatos já esclarecidos pela defesa do cantor e que não serão medidos esforços para combater juridicamente uma decisão injusta e sem fundamentos legais”.

“O cantor Gusttavo Lima jamais seria conivente com qualquer fato contrário ao ordenamento de nosso país e não há qualquer envolvimento dele ou de suas empresas com o objeto da operação deflagrada pela Polícia Pernambucana”.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Da Agência Brasil

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Operadoras dizem que atualização do X permitiu acesso à plataforma

Operadoras dizem que atualização do X permitiu acesso à plataforma

Rede está bloqueada por descumprimento de decisão judicial

A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) informou nesta quarta-feira (18) que uma atualização operacional realizada pela rede social X permite que usuários de internet passem a acessar a plataforma.

A rede está suspensa desde o início deste mês por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. No entanto, na manhã de hoje, usuários relataram ter conseguido acessar a plataforma de forma livre, sem acesso por meio de aplicativos de Virtual Private Network (VPN), mecanismo usado para burlar a suspensão.

Nos bastidores, a atualização da rede social é vista pelo Supremo e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) como uma forma de burlar a suspensão.

Em nota à imprensa, a Abrint explicou que a rede X trocou o endereço eletrônico que foi bloqueado e passou a hospedá-lo nos servidores da Cloudflare, empresa norte-americana especializada na segurança de sites.

“Diferente do sistema anterior, que utilizava IPs específicos e passíveis de bloqueio, a nova estrutura baseada no Cloudflare compartilha IPs com outros serviços legítimos, como bancos e grandes plataformas de internet”, disse a associação.

A entidade declarou ainda que está em uma “posição delicada” diante do retorno dos acessos ao X e orientou as operadoras de banda larga a aguardarem instruções da Anatel.

“Um bloqueio inadequado poderia impactar negativamente empresas e serviços essenciais, prejudicando milhares de usuários”, completou a entidade.

A Justiça ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Punição

No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão da rede social. A medida foi tomada após o fim do prazo de 24 horas dado pelo ministro ao bilionário Elon Musk, dono da rede social, para indicar um representante legal no Brasil. A decisão foi confirmada pela Primeira Turma da Corte.

No dia 17 de agosto, Musk anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede social ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas.

Foto: Mati Mango/Pexels

Da Agência Brasil

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Aplicativo Pardal registra quase 900 denúncias de propaganda eleitoral irregular no RN

Aplicativo Pardal registra quase 900 denúncias de propaganda eleitoral irregular no RN

Propaganda eleitoral irregular lidera denúncias em Natal e outras cidades do estado, com destaque para candidatos a prefeito e vereador

Desde o início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto, o aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, já registrou 865 denúncias de propaganda irregular no Rio Grande do Norte até a noite desta terça-feira (17.set.2024). O Pardal está disponível em versões para smartphones, tablets e web, facilitando o envio de denúncias por parte dos eleitores.

Natal, capital do estado, concentra o maior número de denúncias, somando 137 registros. Em seguida, aparecem os municípios de Touros (67), Parnamirim (66), São José de Mipibu (55) e Upanema (41).

Entre as irregularidades denunciadas, 248 casos estão relacionados à propaganda de candidatos a prefeito, enquanto 311 envolvem candidaturas a vereador. O aplicativo também registrou sete denúncias referentes a candidatos a vice-prefeito, além de 283 denúncias contra partidos, coligações ou federações.

A ferramenta Pardal tem sido uma aliada importante no combate às práticas ilegais durante as campanhas eleitorais, garantindo que eleitores possam participar ativamente da fiscalização do processo democrático.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Barroso diz que alegação de inocência de réus do 8 de janeiro é mito

Barroso diz que alegação de inocência de réus do 8 de janeiro é “mito”

Ministro do STF propõe renovação de proposta de não persecução penal

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, classificou como “mito” as alegações de que os réus que participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 são inocentes.

A declaração de Barroso foi feita durante o julgamento no qual a Corte validou a aplicação do acordo de não persecução penal (ANPP) aos processos criminais que começaram a tramitar antes do Pacote Anticrime, aprovado pela Lei 13.964/19.

Pelo acordo, acusados de crimes cometidos sem violência ou grave ameaça e com pena mínima de quatro anos podem confessar os delitos em troca de medidas diversas da prisão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu o acordo para 1,2 mil acusados que estavam acampados em frente ao quartel do Exército, em Brasília, durante os atos. No entanto, cerca de 600 recusaram o benefício.

Os investigados que participaram dos atos de depredação do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo não tiveram direito ao benefício e irão a julgamento na Corte.

Barroso disse que é um “mito” pensar que os acusados são um “conjunto de pessoas inocentes, que não sabiam o que estava acontecendo”.

“Parece claramente uma manifestação ideológica de permanecer preso, ser condenado, no lugar de aceitar uma proposta de acordo que me parece bastante moderada”, afirmou.

O presidente do Supremo também sugeriu durante a sessão que a Procuradoria-Geral da República renove a proposta para assinatura do acordo de não persecução penal aos acusados após a decisão da Corte que validou o acordo.

“Fica renovada a oferta. Mais de 600 pessoas preferem responder à ação penal em lugar de aceitar um acordo de bases moderadas, oferecidas pela Procuradoria-Geral da República” completou Barroso.

As cláusulas do acordo proposto pela PGR preveem que os acusados reconheçam participação nos atos no Quartel-General do Exército, paguem multa de R$ 5 mil e sejam suspensos de suas redes sociais por dois anos, além de participar de curso sobre democracia.

Foto: Divulgação/Agência Brasil

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Toffoli apresenta melhora de saúde, mas continua sem previsão de alta

Toffoli apresenta melhora de saúde, mas continua sem previsão de alta

Ministro do STF foi internado com inflamação nos pulmões

O Hospital DF Star informou nesta quarta-feira (18) que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou melhora no quadro de saúde, mas continua sem previsão alta.

Toffoli está internado em Brasília. O ministro deu entrada no hospital na noite de segunda-feira (16) com uma inflamação nos pulmões.

De acordo com boletim médico, o ministro apresentou melhora clínica considerável nas últimas 24 horas.

“Ele se recupera de um quadro de pneumonia por hipersensibilidade. No momento encontra-se estável, respirando espontaneamente e sem previsão de alta”, informou o hospital.

A internação ocorre em meio às queimadas dos últimos dias, que deixaram Brasília, onde o ministro mora, coberta pela fumaça do fogo que consome parte do Parque Nacional. O período de estiagem na capital federal já dura mais de 140 dias.

O fogo começou no domingo (15) e teve origem criminosa. A Polícia Federal investiga o caso.

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Justiça bloqueia mais de R$ 2,4 milhões para cirurgias urológicas urgentes no RN

Justiça bloqueia mais de R$ 2,4 milhões para cirurgias urológicas urgentes no RN

Decisão judicial visa garantir a realização de cirurgias essenciais para 48 pacientes em risco iminente de perda renal

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou o bloqueio de R$ 2.416.607,52 nas contas do Estado, com o objetivo de viabilizar cirurgias urológicas urgentes para pacientes em risco iminente de perda dos rins. A decisão partiu da 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, e a medida beneficiará diretamente 48 pacientes que aguardam procedimentos cirúrgicos prioritários.

Atualmente, a lista de espera por cirurgias urológicas no estado conta com 266 pacientes, dos quais 55 necessitam urgentemente de atendimento, enfrentando graves riscos de saúde, como perda renal e necessidade de hemodiálise. A maior parte dos pacientes já sofre com complicações severas e necessita de intervenções imediatas.

O Hospital Rio Grande foi designado como a unidade responsável pela realização dos procedimentos, dada sua estrutura adequada. A Justiça determinou que os valores sejam liberados gradativamente, conforme a comprovação da execução dos serviços. Para garantir a transparência do processo, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) deverá auditar todos os documentos relacionados às cirurgias dentro de um prazo de cinco dias.

Além disso, a abertura de uma conta judicial no Banco do Brasil foi ordenada para o depósito e transferência dos valores bloqueados, assegurando o uso correto dos recursos.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Justiça liberta suspeito de feminicídio em Pau dos Ferros

Justiça liberta suspeito de feminicídio em Pau dos Ferros

Homem acusado de matar ex-companheira com 50 golpes de facão foi solto pela Justiça do RN

A Justiça do Rio Grande do Norte libertou, no último sábado (14.set.2024), o principal suspeito de ter assassinado a ex-companheira com cerca de 50 golpes de facão. O crime ocorreu na tarde da última quinta-feira (12.set), em Pau dos Ferros, região do Alto Oeste potiguar, dentro da residência da vítima, Auciclécia Rita da Conceição Aquino, no bairro São Benedito.

De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime teria sido ciúmes, e o agressor, que tentou se suicidar após o ato, é o ex-marido da vítima. Ele foi detido em flagrante no Hospital Regional de Pau dos Ferros, onde estava sendo atendido após a tentativa de tirar a própria vida.

A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito, e o Ministério Público apoiou o pedido, ressaltando a gravidade do crime e o grande clamor público gerado. Segundo o promotor Wilkson Vieira, a prisão era necessária não apenas pela brutalidade do crime, mas também para garantir a ordem pública.

No entanto, o juiz Edilson Chaves de Freitas negou o pedido de prisão preventiva, argumentando que o acusado não possui antecedentes criminais. A decisão judicial determinou que o suspeito deverá comparecer mensalmente ao fórum e não poderá deixar a cidade enquanto o processo está em andamento. Ele segue internado sob cuidados médicos.

O caso gerou grande repercussão em Pau dos Ferros.

Foto: Towfiqu barbhuiya/Pexels

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MP recomenda revogação de sorteios e criação de novas vagas em creches de Natal

MP recomenda revogação de sorteios e criação de novas vagas em creches de Natal

Insuficiência de vagas para crianças na rede municipal de ensino motiva ação do Ministério Público

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 61ª Promotoria de Justiça de Natal, emitiu uma recomendação ao prefeito Álvaro Dias e à secretária municipal de Educação, Cristina Diniz, para a criação de novas vagas em creches e a revogação da prática de sorteios para o preenchimento dessas vagas. A recomendação foi motivada pela insuficiência de vagas para crianças de 0 a 3 anos na rede municipal de ensino, e o município tem 30 dias úteis para apresentar as ações adotadas.

Atualmente, 1.208 crianças ficaram sem vagas no ano letivo de 2024, enquanto a Secretaria Municipal de Educação realizou um sorteio eletrônico para preencher 3.749 vagas nas creches da cidade. A prática, no entanto, tem sido criticada por contrariar princípios constitucionais que garantem o acesso à educação infantil.

O MPRN pede a criação de novas vagas e melhorias na infraestrutura dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), destacando que a demanda é crescente e que a oferta atual é insuficiente para atender a todas as crianças do município.

Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) indicam que 40.400 crianças residem em Natal, mas apenas 6.117 estão matriculadas em creches. Além disso, o TCE apontou que há dez obras de creches que estão paralisadas ou atrasadas, agravando a situação da educação infantil no município.

Foto: Governo do Estado de São Paulo/Ilustração

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Zanin mantém regra de 30% de recursos para candidaturas negras

Zanin mantém regra de 30% de recursos para candidaturas negras

Ministro rejeitou ação da PGR que pedia nova interpretação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin decidiu nesta sexta-feira (6) manter a destinação de 30% dos recursos dos fundos de campanha e partidário para candidaturas de pessoas negras (pretos e pardos) às eleições municipais de 6 de outubro.

Por meio de decisão individual, Zanin rejeitou uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para dar nova intepretação para regra, que foi aprovada pelo Congresso na Emenda Constitucional 133/2024.

A PGR pretendia garantir a interpretação de que o percentual de 30% não é um limite, mas um quantitativo mínimo, que não pode ser reduzido.

Ao analisar a questão, Zanin entendeu que as alegações da PGR são “equivocadas” e podem provocar a suspensão da destinação dos recursos para as candidaturas.

O ministro também afirmou que as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que trataram da questão antes da aprovação da emenda constitucional, não estabeleceram um limite mínimo para os repasses. Dessa forma, não houve retrocesso, segundo Zanin.

“Importante reconhecer que, ao promulgar a EC 133, na parte em que impôs a destinação de 30% de recursos às candidaturas pretas e pardas, o Congresso Nacional deu concretude ao princípio da igualdade material, em benefício do grupo historicamente com menor representação política, tendo atuado de forma colaborativa com o Poder Judiciário”, concluiu o ministro.

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Da Agência Brasil

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Wendel Lagartixa será julgado por três homicídios em Natal

Wendel Lagartixa será julgado por três homicídios em Natal

Ex-policial e outros três acusados enfrentarão júri popular por crimes cometidos em 2022 na Redinha

Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel “Lagartixa”, policial militar reformado e candidato a deputado estadual em 2022, será levado a júri popular por envolvimento em três homicídios e três tentativas de homicídio ocorridos em 2022, no bairro da Redinha, em Natal. A decisão judicial foi divulgada na noite desta terça-feira (3.set.2024), mas ainda não há data definida para o julgamento.

Além de Wendel, também serão julgados o policial militar João Maria da Costa Peixoto, o ex-PM Francisco Rogério da Cruz e Roldão Ricardo dos Santos Neto. Todos são acusados dos assassinatos de Yago Lucena Ferreira, Rommenigge Camilo dos Santos e Felipe Antoniere Araújo, além das tentativas de homicídio contra Matheus Lucena Ferreira, Francisco de Medeiros Silva e Alexandre Vieira da Silva.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes foram cometidos em coautoria, com a participação conjunta dos réus, utilizando meios que dificultaram a defesa das vítimas. O ex-policial João Maria da Costa Peixoto também responderá por fraude processual, acusado de tentar ocultar provas da cena do crime.

Os homicídios ocorreram em 29 de abril de 2022, quando os acusados invadiram um estabelecimento comercial na Redinha e dispararam contra as vítimas. Três pessoas morreram no local, enquanto outras três sobreviveram. O caso agora segue para julgamento, onde o Conselho de Sentença decidirá o destino dos envolvidos.

Foto: Reprodução

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MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios

MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios

Órgão pede 450 profissionais para combater o fogo na Região Norte

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a União, pedindo a liberação urgente de verbas para a contratação de brigadistas. De acordo com o órgão, no último dia 22 de agosto foi expedida uma recomendação para a contratação de mais de 450 brigadistas e disponibilidade de aeronaves para combate aos incêndios na Região Norte. Como o MPF não teve resposta, recorreu à Justiça.

Na ação, o MPF solicita de forma urgente que o Governo Federal libere a verba para contratação de 15 brigadas com 30 brigadistas temporários cada. E também que garanta equipamentos de proteção individual e de combate ao fogo, aeronaves com capacidade para transportar até 12 mil litros de água em cada voo e helicópteros equipados com dispersores de água. É sugerido, inclusive, que a União requisite bombeiros militares de outros estados, como alternativa à contratação.

A estimativa dos recursos necessários é do Ibama em Rondônia, com quem as equipes devem atuar para controlar os incêndios da região. Segundo a entidade, atualmente ela possui apenas 205 brigadistas distribuídos em oito bases que atendem o estado e o sul do Amazonas.

O Ministério Público Federal pede ainda que a União seja condenada a pagar R$ 50 milhões a título de compensação pelos danos morais coletivos.

Outro pedido da Ação Civil Pública é que a Força Nacional de Segurança e o Exército Brasileiro envie homens em quantidade suficiente para garantir o patrulhamento do entorno das áreas onde ocorrem o combate às queimadas. E, ainda, que os agentes brigadistas que trabalham na área de gestão do Ibama em Rondônia, que atendem também no Acre, sul do Amazonas e Oeste do Mato Grosso, ganhem escolta.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Ex-prefeito de Goianinha Dison Lisboa é condenado a 3 anos e 6 meses por fraudes e desvio de verbas em obras públicas

Ex-prefeito de Goianinha Dison Lisboa é condenado a 3 anos e 6 meses por fraudes e desvio de verbas em obras públicas

O esquema foi denunciado por um membro da família do ex-deputado, que firmou um acordo de colaboração premiada

No último dia 28 de agosto, a Justiça Federal ordenou o cumprimento da pena de 3 anos e 6 meses para o ex-prefeito e ex-deputado estadual, Dison Lisboa, por um esquema ilegal em licitação de obras de pavimentação e construções habitacionais durante sua gestão na Prefeitura de Goianinha.

O esquema foi denunciado por um membro da família do ex-deputado, que firmou um acordo de colaboração premiada, trazendo à tona os detalhes do esquema criminoso, permitindo que as autoridades aprofundassem as investigações e levassem os responsáveis à Justiça.

Impedido pela Justiça de concorrer nas próximas eleições, devido a outros processos, Dison, que já chegou a ser preso por corrupção, agora tenta manter o controle político da cidade lançando sua filha, Tuca Lisboa, como candidata a prefeita.

Foto: Divulgação/ALRN

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Turma do Supremo vota para manter X suspenso no Brasil

Turma do Supremo vota para manter X suspenso no Brasil

Votação no plenário virtual foi concluída nesta manhã

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou na manhã desta segunda-feira (2) para manter a suspensão da rede social X, o antigo Twitter. Os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino seguiram integralmente o voto do relator, Alexandre de Moraes, e mantiveram a decisão.

Cámen Lúcia e Luiz Fux foram os últimos a votar no plenário virtual. A ministra votou integralmente com o relator. A magistrada apoiou a decisão de suspender a plataforma por entender que o descumprimento reiterado e infundado do Direito Brasileiro precisa receber uma resposta judicial coerente.

“O Poder Judiciário é um sistema de órgãos da soberania nacional para a guarda do sistema jurídico adotado e há de ter sua decisão acatada, respeitada e legitimada. Seu questionamento há de se dar na forma da legislação processual, não segundo os humores e voluntarismos de quem quer que seja, nacional ou estrangeiro”, afirmou a ministra.

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Ressalvas

Já o ministro Luiz Fux seguiu o relator, mas apresentou ressalvas. Ele ponderou que a decisão não deve atingir pessoas ou empresas de forma indiscriminada e que não tenham participado do processo.

A exceção citada por Fux seria para os casos de pessoas e empresas que tenham utilizado a plataforma para fraudar a decisão de Moraes, “com manifestações vedadas pela ordem constitucional, tais como expressões reveladoras de racismo, fascismo, nazismo, obstrutoras de investigações criminais ou de incitação aos crimes em geral”.

O voto de Zanin foi o que consolidou a maioria na turma. O magistrado destacou que a suspensão da plataforma ocorreu porque a empresa descumpriu decisões judiciais.

“O reiterado descumprimento de decisões do STF é extremamente grave para qualquer cidadão ou pessoa jurídica pública ou privada. Ninguém pode pretender desenvolver suas atividades no Brasil sem observar as leis e a Constituição”, destacou Zanin em seu voto.

Para o ministro, encontram amparo legal tanto a suspensão temporária da plataforma, quanto a proibição – também temporária – da utilização de outros meios tecnológicos para acessar a plataforma – como o uso de VPNs pelos usuários.

“A Lei n. 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) também prevê sanções às empresas que descumprirem as regras legalmente estipuladas, sujeitando-as à “suspensão temporária” ou à “proibição de exercício” de determinadas atividades (art. 12)”, finalizou Zanin.

Foto: Gustavo Moreno/STF

Dino

Mais cedo, o ministro Flávio Dino também votou com o relator Alexandre de Moraes. O magistrado apelou que o princípio da soberania nacional respalda a decisão de suspender a plataforma. “O arcabouço normativo da nossa Nação exclui qualquer imposição estrangeira, e são os Tribunais do Brasil, tendo como órgão de cúpula o STF, que fixam a interpretação das leis aqui vigentes”, afirmou Dino.

Moraes

Ao submeter o caso à 1ª Turma do STF, o ministro Alexandre de Moraes destacou que o Marco Civil da Internet prevê a responsabilização civil de provedor de internet por danos decorrentes de conteúdo apontado como ilegais.

Além disso, lembrou que empresas estrangeiras só podem atuar no Brasil caso tenham representante legal no país, obrigação que a X não cumpriu.

“A ilicitude é ainda mais grave, pois mesmo quando efetivamente intimada para cumprimento das ordens de bloqueio de perfis, cujas postagens reproduzem conteúdo criminoso investigado nos autos, a referida plataforma incorreu em desobediência judicial, e resolveu, criminosamente, divulgar mensagem incitando o ódio contra esta Suprema Corte”, afirmou o ministro no despacho.

Moraes argumentou que Elon Musk – dono da plataforma – tem confundido liberdade de expressão com liberdade de agressão, e também confunde censura com proibição constitucional ao discurso de ódio e de incitação à golpe de Estado. Segundo Moraes, a rede social é instrumentalizada para incitar atentados à democracia, como ocorreu no 8 de janeiro de 2023 no Brasil.

“As declarações de seu principal acionista estrangeiro Elon Musk pretendem, claramente, continuar a incentivar as postagens de discursos extremistas, de ódio e antidemocráticos, e tentar subtraí-los do controle jurisdicional, com real perigo, inclusive, de influenciar negativamente o eleitorado em 2024, com massiva desinformação, no intuito de desequilibrar o resultado eleitoral, a partir de campanhas de ódio na era digital, para favorecer grupos populistas extremistas”, afirmou.

Elon Musk vem promovendo uma campanha contra Moraes e as autoridades do país, afirmando que as ações do Judiciário brasileiro são censura. Para analistas, a ação do megaempresário é uma estratégia mais ampla para limitar as investigações contra o 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar no Brasil.

Atritos no mundo

Controlada pelo multibilionário Elon Musk, a rede social X, o antigo Twitter, tem colecionado atritos com autoridades de diversos países, desde o Brasil, até a Austrália, Inglaterra, o bloco da União Europeia (UE), a Venezuela, entre outros.

Enquanto na UE, no Brasil e na Austrália, Musk apela à retórica da “liberdade de expressão” irrestrita, na Índia e na Turquia, a plataforma X tem acatado decisões judiciais com suspensões de conteúdos e de perfis sem denunciar suposta “censura”. Na Índia, a plataforma excluiu das redes um documentário da mídia inglesa BBC crítico ao primeiro-ministro do país asiático, Narendra Modi.

Foto: Mati Mango/Pexels

Caso X

O ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do X no Brasil depois que a plataforma descumpriu decisões judiciais, fechou o escritório da companhia no país e não apresentou representante legal para atuar no Brasil.

De acordo com o artigo 1.134 do Código Civil brasileiro, para funcionar no Brasil, empresas estrangeiras são obrigadas a nomear representantes no país.

Musk é investigado no STF no inquérito das milícias digitais que apura a atuação de grupos que supostamente se organizaram nas redes para atacar o STF, seus membros e a eleição brasileira de 2022.

No Brasil, a liberdade de expressão tem limites. A legislação proíbe, por exemplo, defender ideologias nazistas ou racistas, incentivar golpe de Estado, incentivar a animosidade entre as Forças Armadas e outras instituições, fazer apologia a crimes ou ameaçar pessoas.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Deputado Nikolas recusa acordo para encerrar processo no Supremo

Deputado Nikolas recusa acordo para encerrar processo no Supremo

Defesa alega imunidade parlamentar para não aceitar proposta da PGR

A defesa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) informou nesta terça-feira (27) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou o acordo oferecido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para encerrar o processo no qual o parlamentar foi denunciado por ofensas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em julho, o deputado foi denunciado ao Supremo pelo crime de injúria contra o presidente. A denúncia envolve o discurso do deputado durante uma reunião na Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023, na qual Nikolas Ferreira chamou Lula de “ladrão” e publicou a fala em suas redes sociais.

A defesa sustenta que as falas de Nikolas estão acobertadas pela imunidade parlamentar. Os advogados citaram um parecer jurídico da Câmara e o artigo 53 da Constituição. Pelo texto, deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por suas opiniões, palavras e votos.

“Diante do exposto, respeitosamente, [a defesa] rejeita a proposta ofertada pelo eminente procurador-geral da República e, por oportuno, faz juntada do parecer de lavra da Casa Legislativa, invocando, de igual modo, o instituto constitucional da imunidade parlamentar material, pugnando que o presente feito seja arquivado preliminarmente”, argumentou a defesa.

Com a recusa do acordo, o processo vai seguir a tramitação no STF. A denúncia é relatada pelo ministro Luiz Fux. Se for aceita pela Corte, o deputado se tornará réu e vai responder a um processo criminal. Não há prazo para julgamento.

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados/Ilustração

Da Agência Brasil

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Projetos que limitam ação do STF avançam na Câmara dos Deputados

Projetos que limitam ação do STF avançam na Câmara dos Deputados

Parlamentares críticos dizem que medidas são retaliação ao Supremo

As propostas que facilitam o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); limitam as decisões monocráticas do Supremo e permitem ao Parlamento suspender decisões da Corte avançaram nesta terça-feira (27) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Outra proposta que avançou foi a que inclui a “usurpação de competência do Poder Legislativo ou do Poder Executivo no rol dos crimes de responsabilidade dos ministros do STF”. As quatro propostas foram lidas com votos favoráveis dos respectivos relatores.

Em seguida, pedidos de vista adiaram as votações para uma próxima sessão. Todos os pedidos para retirar as propostas de pauta foram rejeitados por maioria da Comissão, que decidiu manter a tramitação dos projetos.

Essas propostas foram pautadas na CCJ após o STF suspender o pagamento das emendas parlamentares. Deputados críticos às mudanças alegam que o andamento da proposta é uma reação à suspensão dos recursos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 28/2024, por exemplo, autoriza que o Congresso Nacional suspenda o efeito de decisões do STF – com o voto de dois terços de cada uma das Casas – se “considerar que a decisão exorbita do adequado exercício da função jurisdicional e inova o ordenamento jurídico como norma geral e abstrata”.

A PEC 8/2023, por sua vez, limita o alcance das decisões monocráticas dos ministros do STF, que são aquelas tomadas por um único ministro. A PEC proíbe que esse tipo de decisão suspenda a eficácia de lei ou de atos dos presidentes do Executivo e do Legislativo.

Impeachment

O Projeto de Lei 568/2022, que obriga que pedidos de impeachment rejeitados pelos presidentes da Câmara ou do Senado sejam submetidos ao plenário das Casas, também avançou na CCJ nesta terça-feira.

Atualmente, quem tem o poder de fazer avançar pedidos de impeachment contra presidente da República é o presidente da Câmara e, no caso dos ministros do STF, é o presidente do Senado. Caso eles não aceitem os pedidos, a denúncia não precisa passar pelos plenários da Casa.

Parlamentares e partidos críticos à atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito das investigações contra o 8 de janeiro de 2023, têm pedido o impeachment do magistrado, o que não tem sido aceito pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG).

Esse projeto ainda cria o crime de responsabilidade para o ministro do STF que manifestar, fora dos autos do processo, opiniões “sobre processos pendentes de julgamento, seja o seu ou de terceiros, ou emitir juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças de outros órgãos judiciais, ou ainda sobre as atividades dos outros Poderes da República”.

Ativismo judiciário

Por último, foi lido o parecer favorável ao Projeto de Lei 4.754/2016, que inclui, entre os crimes de responsabilidade para ministros do STF, a suposta usurpação pelo Supremo das competência dos demais poderes.

“O ativismo judicial manifestado pelo Poder Judiciário em período recente de nossa história tem levado o Supremo Tribunal Federal (STF) a ultrapassar os limites de suas atribuições constitucionais”, argumentou o relator da matéria, deputado Alfredo Gaspar (União/AL).

Debate

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) defendeu que o Legislativo tentar ser um poder moderador por cima do Judiciário, ferindo a independência e a harmonia entre os Poderes.

“O que se pretende aqui é estabelecer mecanismos para que o Poder Legislativo fira decisões do Poder Judiciário. Isso é usurpar a competência do Poder Judiciário. Portanto, é um erro da Câmara dos Deputados, uma atitude revanchista contra o STF. Isso é ferir a Constituição e impor um poder moderador que nunca foi previsto na atual Carta Constitucional”, argumenta.

Em contraponto, a deputada federal Bia Kicis (PL/DF) argumenta que os projetos são uma espécie de “freio de arrumação” entre os Poderes da União.

“Não somos nós que queremos usurpar a atribuição do Supremo. [O STF] está todos os dias usurpando as nossas atribuições e desrespeitando essa Casa. Então isso aqui é apenas um freio de arrumação, é para voltar a haver harmonia entre os Poderes e para que a gente zele pelas nossas atribuições como determina a Constituição Federal”, destacou.

O deputado Patrus Ananias (PT/MG) argumentou que esse pacote de projetos de lei é uma reação a decisão do STF de suspender o pagamento das emendas parlamentares para que elas sejam transparentes, tenham rastreabilidade e eficiência no gasto público.

“Esse ressentimento contra o STF está relacionado com as emendas parlamentares. Com as emendas obscuras, com esses recursos enormes. O STF está pedindo para que esses recursos sejam melhor explicitado. É fundamental que as pessoas que mantenham esse país que elas saibam de onde vem e para onde vai o dinheiro público”, afirmou

O deputado federal Alfredo Gaspar negou que o projeto que ele relata seja uma retaliação ao STF. “A Lei que nós estamos analisando tem 74 anos. Imagine as omissões constantes nelas. Portanto, não há perseguição, não há nada contra o STF. Há apenas a modificação de episódios que precisam estar inseridas na legislação para que possamos ter garantias legais de um Judiciário isento, correto e decente”, comentou.

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado/Ilustração

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Moraes determina apreensão do celular de ex-assessor

Moraes determina apreensão do celular de ex-assessor

Após falar à PF, Tagliaferro tinha se recusado a entregar aparelho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão do celular de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro no setor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responsável pelo monitoramento de desinformação nas redes sociais.

A Polícia Federal (PF) seguiu a determinação do ministro após Tagliaferro prestar depoimento nesta quinta-feira (22) aos delegados que conduzem o inquérito que apura o vazamento das conversas que embasaram reportagens do jornal Folha de S. Paulo. Após o depoimento, segundo os investigadores, ele se recusou a entregar o aparelho. Desta forma, Moraes determinou a apreensão.

Na semana passada, matérias jornalísticas acusaram o ministro de usar “formas não oficiais” de determinar a produção de informações para investigar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022, período em que Moraes foi presidente do TSE. Após a divulgação, o ministro disse que todos os procedimentos foram oficiais e regulares.

Por determinação de Alexandre de Moraes, a PF investiga o vazamento de conversas entre Tagliaferro, que foi responsável pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) durante a gestão do ministro, e Airton Vieira, juiz auxiliar de Moraes. Tagliaferro era o responsável pela produção dos relatórios.

Em maio do ano passado, o ex-assessor foi preso por violência doméstica. Após a prisão, ele foi demitido pelo ministro.

Segundo as investigações, o celular ficou sob a custódia da Policia Civil de São Paulo até o dia 15 do mesmo mês, quando Tagliaferro foi solto e teve o aparelho devolvido.

Na decisão em que justifica a apreensão contra seu ex-assessor, Moraes diz que os dados contidos no celular interessam à investigação e são de interesse público.

“No casos dos autos, os requisitos se mostram plenamente atendidos, pois patente a necessidade da medida de busca pessoal para apurar o vazamento de informações e documentos sigilosos, com o intuito de atribuir e/ou insinuar a prática de atos ilícitos por membros desta Suprema Corte”, justificou Moraes.

Defesa

Procurado pela Agência Brasil, o advogado Eduardo Kuntz disse que Tagliaferro está na condição de testemunha e não é comum a apreensão de objetos nessa condição.

“Mais uma situação em que o abuso de autoridade e o excesso de poder saltam aos olhos”, afirmou.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Da Agência Brasil

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Ministro Herman Benjamim toma posse no cargo de presidente do STJ

Ministro Herman Benjamim toma posse no cargo de presidente do STJ

Ele sucede a ministra Maria Theresa de Assis Moura

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) empossou nesta quinta-feira (22) o novo presidente do tribunal, Herman Benjamim, e o vice-presidente, Luís Felipe Salomão. Ambos terão mandato de dois anos e vão comandar o tribunal até 2026.

Eles sucedem Maria Theresa de Assis Moura e Og Fernandes, presidente e vice, respectivamente.

A cerimônia foi acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de diversas autoridades dos Três Poderes.

No discurso de posse, Herman Benjamim defendeu a atuação do tribunal na inclusão social e ambiental do país e a maior participação de mulheres, pessoas negras e de minorias na cúpula do Judiciário.

“Manifesto também uma ponta de preocupação. A aflição pelo pequeno número de mulheres, afro-brasileiros e minorias nas instâncias mais elevadas do Judiciário brasileiro, a começar pelo próprio STJ”, afirmou.

Perfil

O ministro Herman Benjamin está no STJ desde 2006. Nascido em Catolé do Rocha (PB), ele tem trajetória reconhecida nas áreas de direito ambiental e do consumidor. Ganhou destaque em 2017, quando foi relator do processo que julgou o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro defendeu a cassação da chapa, mas foi voto vencido.

O vice-presidente, Luís Felipe Salomão, chegou ao STJ em 2008. Ele é oriundo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e atuou na comissão de juristas que criou leis para efetivar os métodos de arbitragem e mediação de conflitos no Brasil. O ministro também participou da elaboração do anteprojeto de reforma do Código Civil, que está em tramitação no Congresso Nacional.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Operação do MPRN combate tráfico de drogas no Seridó do RN com prisões e apreensões

Operação do MPRN combate tráfico de drogas no Seridó do RN com prisões e apreensões

MPRN cumpre mandados em seis cidades do RN e reforça combate ao crime organizado na região

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) intensificou suas ações contra o tráfico de drogas na região do Seridó potiguar com a deflagração da Operação Serrana 2, realizada nesta quinta-feira (22.ago.2024). A operação, que contou com o apoio de diversas forças de segurança, teve como objetivo desmantelar um grupo criminoso que atua no tráfico de entorpecentes em seis municípios da região: Florânia, Tenente Laurentino, São Vicente, Caicó, Currais Novos e Lagoa Nova.

A investigação que culminou na Operação Serrana 2 foi iniciada em 2022 pela Promotoria de Justiça de Florânia, com apoio estratégico do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Seridó. Durante meses, os investigadores coletaram provas e mapearam a atuação do grupo criminoso, que, segundo as autoridades, estava expandindo sua influência na região, promovendo não apenas o tráfico de drogas, mas também a prática de outros crimes, como porte ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

A operação foi executada com precisão e envolveu um aparato significativo de segurança. Ao todo, foram cumpridos 8 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram simultaneamente nos seis municípios, mobilizando 80 policiais militares e 8 policiais rodoviários federais, além de promotores de Justiça e servidores do MPRN.

Durante a operação, as autoridades apreenderam uma quantidade considerável de drogas ilícitas, incluindo maconha, cocaína e crack, além de armas de fogo, munições e dinheiro em espécie. Também foram encontrados balanças de precisão e outros materiais utilizados na comercialização das drogas. As pessoas presas em flagrante foram imediatamente encaminhadas ao sistema prisional do Rio Grande do Norte, onde ficarão à disposição da Justiça.

A operação Serrana 2 é uma continuação dos esforços do MPRN para enfraquecer o crime organizado na região do Seridó. A primeira fase da operação, realizada anteriormente, já havia resultado em prisões e apreensões, mas as investigações indicavam que o grupo criminoso ainda mantinha uma forte presença na área, exigindo uma nova intervenção por parte das autoridades.

O material apreendido na operação será periciado pelo MPRN e servirá como prova em processos judiciais que poderão culminar em condenações para os envolvidos. Além disso, a investigação continua, com o objetivo de identificar outros membros do grupo e apurar se eles estão envolvidos em outros crimes, como homicídios e roubos, que muitas vezes estão associados ao tráfico de drogas.

O MPRN reafirma seu compromisso em combater o tráfico de drogas e o crime organizado em todas as regiões do estado. Operações como a Serrana 2 são fundamentais para restaurar a segurança nas comunidades afetadas e desarticular redes criminosas que ameaçam a paz e o bem-estar da população. As autoridades também incentivam a colaboração da sociedade, por meio de denúncias anônimas, que podem ser feitas pelo Disque Denúncia (181), contribuindo para a segurança pública e o combate ao crime.

Fotos: Divulgação/MPRN

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Luciano Ramos é reconduzido para o quarto mandato como Procurador-Geral do MP junto ao TCE-RN

Luciano Ramos é reconduzido para o quarto mandato como Procurador-Geral do MP junto ao TCE-RN

Procurador assume novo mandato para o biênio 2025/2026, com foco na gestão de processos e controle de despesas do Executivo

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, pela quarta vez, o nome de Luciano da Silva Costa Ramos para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). Luciano Ramos, que já cumpriu outros dois biênios (2014/2014 e 2015/2016), foi reconduzido para o biênio 2025/2026, consolidando sua atuação na fiscalização das contas públicas do estado.

Durante a sabatina, realizada na presença dos deputados Hermano Morais (PV), Francisco do PT e Ubaldo Fernandes (PSDB), o procurador destacou os desafios que enfrentará em seu novo mandato. Entre eles, o controle das despesas com pessoal do Executivo, que, segundo Ramos, “está acima do limite e sem perspectiva de redução a curto prazo”. Além disso, ele enfatizou a importância de gerenciar o estoque de processos, ainda elevado, como parte de suas atribuições.

O deputado Hermano Morais, presidente da CCJ, ressaltou a confiança na continuidade do trabalho de Luciano Ramos, elogiando sua condução e dedicação ao cargo. Com mais esse mandato, o procurador reafirma seu compromisso com a transparência e eficiência na gestão pública, prometendo foco na redução do tempo de tramitação dos processos no TCE-RN.

Foto: João Gilberto/ALRN

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Poderes anunciam consenso sobre emendas

Poderes anunciam consenso sobre emendas

Emendas deverão respeitar transparência, rastreabilidade e correção

Em nota conjunta, os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), bem como representantes do Executivo, anunciaram nesta terça-feira (20) um consenso sobre novos critérios para a liberação de emendas parlamentares ao Orçamento da União.

O anúncio foi feito após reunião de cerca de quatro horas no gabinete da presidência do Supremo, do qual participaram, além de Barroso, Lira e Pacheco, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Todos os ministros do Supremo estiveram presentes.

Pelo consenso anunciado, foi garantido por todos que as emendas parlamentares deverão “respeitar critérios de transparência, rastreabilidade e correção”. “É preciso saber quem indica e para onde vai o dinheiro, portanto esse é um consenso que se estabeleceu”, afirmou Barroso ao sair do encontro.

Segundo o entendimento alcançado, conforme a nota conjunta, as chamadas “emendas Pix”, que permitiam a transferência direta de recursos públicos sem destinação específica a algum projeto ou programa, ficam mantidas, desde que observadas “a necessidade de identificação antecipada do objeto, a concessão de prioridade para obras inacabadas e a prestação de contas perante o TCU [Tribunal de Contas da União]”.

A manutenção das emendas Pix se dá com impositividade, segundo a nota conjunta, isto é, com a obrigatoriedade de serem realizadas pelo Executivo. No caso de emendas individuais comuns, elas também ficam mantidas, com impositividade, mas com novas regras de transparência e rastreabilidade a serem estabelecidas em até dez dias pelos Poderes Executivo e Legislativo.

Já as emendas de bancada, que já são impositivas, devem ser “destinadas a projetos estruturantes em cada Estado e no Distrito Federal, de acordo com a definição da bancada, vedada a individualização”, diz a nota conjunta divulgada nesta terça. Isso significa que as verbas não podem ser divididas entre os parlamentares que compõem as bancadas, que costumavam destiná-las segundo interesses próprios.

As emendas de comissão, por sua vez, devem agora ser “destinadas a projetos de interesse nacional ou regional, definidos de comum acordo entre Legislativo e Executivo, conforme procedimentos a serem estabelecidos em até dez dias”.

Outro ponto acordado foi o de que as emendas não podem crescer de um ano para outro em proporção maior do que a alta nas despesas discricionárias do Executivo.

“Considero que o extrato disso [do encontro] é uma solução inteligente e concertada entre os Poderes para buscarmos o que todos nós efetivamente queremos, que é um orçamento público que chegue na ponta, para projetos para população desse país”, disse Pacheco após a reunião.

Foto: Antonio Augusto/STF

Entenda

A reunião desta terça-feira entre os representantes dos Três Poderes ocorre após o Supremo confirmar, por unanimidade, três liminares (decisões provisórias) do ministro Flavio Dino, que suspendeu as transferências das emendas parlamentares, incluindo as “emendas Pix”.
Segundo o Supremo, as liminares seguem mantidas, devendo ser reavaliadas por Dino após o consenso alcançado.

Ao suspender a execução das emendas, Dino atendeu a pedidos da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), do PSOL e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em comum, todos alegaram que a dinâmica atual de liberação de emendas parlamentares não cumpre os critérios constitucionais de transparência, rastreabilidade e eficiência na liberação de verbas públicas.

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Da Agência Brasil

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TCU suspende condenação do ex-prefeito Carlos Eduardo por suposto superfaturamento no Machadão

TCU suspende condenação do ex-prefeito Carlos Eduardo por suposto superfaturamento no Machadão

Decisão de Vital do Rêgo favorece Carlos Eduardo Alves, que era prefeito na época das obras

O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu a condenação do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, que havia sido responsabilizado por superfaturamento em uma reforma do antigo estádio Machadão, realizada em 2007. A decisão, originalmente proferida em julho deste ano, foi suspensa após um recurso apresentado pela defesa do ex-gestor, que argumentou que ele não era o responsável direto pelas despesas da obra.

O Machadão, que foi demolido em 2011 para dar lugar à Arena das Dunas, construída para a Copa do Mundo de 2014, teve sua reforma sob investigação devido a suspeitas de irregularidades. No entanto, o ministro Vital do Rêgo considerou os argumentos da defesa e determinou a suspensão da multa e da devolução de valores ao Tesouro Nacional, que haviam sido impostas ao ex-prefeito.

Além de Carlos Eduardo Alves, a condenação do secretário de esporte de Natal em 2007 e da construtora responsável pela obra também foi suspensa pelo TCU.

Foto: Arquivo/Prefeitura de Natal

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Barroso promove almoço com Lira e Pacheco no STF

Barroso promove almoço com Lira e Pacheco no STF

Entre os temas do encontro estão emendas Pix e impositivas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, promove nesta terça-feira (20) almoço com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na sede da Corte.

O encontro é promovido por Barroso em meio às decisões do ministro Flávio Dino, confirmadas pelo plenário, que suspenderam o pagamento das emendas impositivas e as chamadas “emendas pix” de deputados e senadores, do Orçamento da União.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, vão representar o governo federal. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e todos os ministros do Supremo também foram convidados.

O evento é tratado como reunião institucional, seguida de almoço, para tentar pacificar a relação do Supremo com o Congresso após a suspensão das emendas.

Na semana passada, após as decisões de Dino, Arthur Lira encaminhou para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2021 que limita decisões monocráticas de ministros do Supremo.

O encontro também servirá para o Legislativo tentar um acordo com o governo federal, principal beneficiado pela decisão que suspendeu as emendas. Pela legislação orçamentária, cabe ao Poder Executivo a liberação dos recursos destinados às emendas parlamentares.

Ao longo dos anos, o Executivo foi perdendo poder sobre a execução do orçamento. Em 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o Congresso aprovou o orçamento impositivo, mecanismo no qual as emendas de deputados e senadores devem ser pagas obrigatoriamente pelo governo federal, responsável pela execução do Orçamento da União.

No governo de Jair Bolsonaro, as “emendas Pix” foram criadas pelo Congresso e reservaram mais uma fatia dos recursos para os parlamentares.

Atualmente, o Congresso tem cerca de R$ 60 bilhões previstos no orçamento, valor que representa quase a mesma quantia destinada ao Executivo.

Emendas impositivas

Na quarta-feira (14), o ministro Flávio Dino decidiu que os repasses das emendas impositivas deverão ficar suspensos até que os poderes Legislativo e Executivo criem medidas de transparência e rastreabilidade das verbas. Esse tipo de emenda obriga o governo federal a enviar os recursos previstos para órgãos indicados pelos parlamentares.

A decisão foi motivada por uma ação protocolada na Corte pelo PSOL. O partido alegou ao Supremo que o modelo de emendas impositivas individuais e de bancada de deputados federais e senadores torna “impossível” o controle preventivo dos gastos.

O ministro entendeu que a suspensão das emendas é necessária para evitar danos irreparáveis aos cofres públicos. Pela decisão, somente emendas destinadas para obras que estão em andamento e para atendimento de situação de calamidade pública poderão ser pagas.

Emendas Pix

No dia 1° de agosto, Dino suspendeu as chamadas “emendas Pix”. Elas são usadas por deputados e senadores para transferências diretas para estados e municípios, sem a necessidade de convênios para o recebimento de repasses.

O ministro entendeu que esse tipo de emenda deve seguir critérios de transparência e de rastreabilidade. Pela mesma decisão, a Controladoria-Geral da União (CGU) deverá realizar auditoria nos repasses no prazo de 90 dias.

Por unanimidade, as duas decisões de Dino foram referendadas pelo plenário da Corte na sexta-feira (16).

Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

Da Agência Brasil

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Maioria do STF confirma suspensão da execução de emendas ao orçamento

Maioria do STF confirma suspensão da execução de emendas ao orçamento

Até o momento votaram o relator, Flávio Dino e mais cinco ministros

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta sexta-feira (16) por confirmar a suspensão, por tempo indeterminado, da execução de emendas parlamentares ao Orçamento da União.

Até o momento votaram o relator, Flávio Dino, que foi acompanhado por André Mendonça, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Os demais ministros têm até as 23h59 desta sexta (16) para votar na sessão virtual extraordinária convocada somente sobre o tema.

Mais cedo, o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, negou um pedido feito pelo Congresso para derrubar por conta própria as liminares de Dino, alegando que a interferência da presidência da Corte só se justificaria em circunstância “excepcionalíssima”, o que não seria o caso.

Outras medidas

Com a confirmação das liminares, o Supremo referendou também outras medidas determinadas por Dino. O ministro ordenou, por exemplo, que a Controladoria-Geral da União (CGU) faça a auditoria da aplicação, economicidade e efetividade sobre as transferências especiais (“emendas PIX”), em execução em 2024.

Outra ordem é para que a CGU realize, no prazo de 90 dias, a auditoria de todos os repasses de emendas Pix em benefício de organizações não-governamentais e demais entidades do terceiro setor, realizados nos anos de 2020 a 2024.

Dino determinou ainda que emendas destinadas a área de Saúde somente sejam executadas após prévio parecer das instâncias competentes do SUS no sentido de que há estrito cumprimento de regras técnicas.

O ministro liberou as transferências somente no caso de obras em andamento ou de situação de calamidade pública. Dino determinou que a suspensão vigore até que sejam implementadas medidas que garantam as exigências constitucionais de transparência, rastreabilidade e eficiência na liberação das verbas do Orçamento da União.

Valores

O valor total da execução de emendas parlamentares vêm aumentando ano a ano. Segundo o Portal da Transparência, em 2023 foram efetivamente pagos pelo governo federal R$ 21,91 bilhões em emendas, valor que já foi ultrapassado em 2024, com o repasse de R$ 23 bilhões até o momento.

No Orçamento da União de 2024, estão previstos um total de R$ 52 bilhões em emendas parlamentares. Somente em relação às emendas de comissão, o valor previsto dobrou de R$ 7,5 bilhões para R$ 15,2 bilhões, por exemplo.

Em seu recurso ao Supremo, o próprio Congresso reconhece que a liberação de emendas tem funcionado como moeda de troca entre o Legislativo e o Executivo, tendo se mostrado “mecanismo de incentivo à cooperação e à solução de impasses na aprovação da agenda do governo”.

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

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Alexandre de Moraes reafirma legalidade de atos no TSE

Alexandre de Moraes reafirma legalidade de atos no TSE

“Não há nada a esconder”, disse o ministro na sessão do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou nesta quarta-feira (14) a legalidade da requisição de informações durante o período em que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nessa terça-feira (13), o jornal Folha de S.Paulo publicou uma reportagem na qual acusa Moraes de usar “formas não oficiais” para determinar a produção de informações para investigar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022, período em que o ministro foi presidente do TSE.

Durante a sessão de hoje do STF, Alexandre de Moraes disse que todos os procedimentos estavam relacionados à reiteração de atos ilícitos de investigados pela Corte nos inquéritos sobre a atuação de milícias digitais e disseminação de fake news.

“Nenhuma das matérias preocupa o meu gabinete, me preocupa ou a lisura de nenhum dos procedimentos”, declarou.

O ministro também justificou que as requisições das informações dos perfis dos acusados nas redes sociais eram necessárias para preservar as provas. Moraes citou que as postagens incentivaram golpe de Estado, atos contra a democracia e ameaças contra membros da Corte.

“Não há nada a esconder. Todos os documentos oficiais juntados, a investigação correndo pela Polícia Federal. Todos eram investigados previamente, e a procuradoria [estava] acompanhando”, completou.

Durante a sessão, Moraes também recebeu o apoio dos ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes.

Barroso classificou a situação de “tempestade fictícia” e disse que os dados solicitados por Alexandre de Moraes eram públicos, estavam nas redes socais e se referiam a pessoas que são investigadas pela Corte.

Mendes também defendeu a atuação de Moraes e disse que o ministro é alvo de “críticas infundadas” sobre sua atuação.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Barroso defende conduta de Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e o ministro Gilmar Mendes defenderam nesta quarta-feira (14) a atuação do ministro Alexandre de Moraes na Corte. As declarações foram feitas durante a abertura da sessão desta tarde.

Nessa terça-feira (13), o jornal Folha de S.Paulo publicou uma reportagem na qual acusa Moraes de usar “formas não oficiais” para determinar a produção de informações para investigar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022, período em que o ministro foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados foram utilizados em inquéritos que investigam a disseminação de fake news e a atuação de milícias digitais durante o governo do ex-presidente.

Barroso classificou a situação como “tempestade fictícia” e disse que os dados solicitados por Alexandre de Moraes eram públicos, estavam nas redes socais, e se referiam a pessoas que são investigadas pela Corte.

“Não houve investigação de natureza policial. Era acompanhamento de postagens em redes sociais para verificar se havia uma conduta a ser investigada no âmbito dos inquéritos do STF”, afirmou.

O presidente do Supremo também garantiu que não houve pedido de direcionamento a qualquer pessoa e que as solicitações de dados eram oficializadas no momento processual próprio.

“A alegada informalidade é porque ninguém oficia para si próprio. As informações não eram formalizadas no momento da solicitação. Mas, quando as informações chegavam, eram imediatamente formalizadas, inseridas no processo e dada vista ao Ministério Público”, completou.

Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes também defendeu a atuação de Moraes e disse que o ministro é alvo de “críticas infundadas” sobre sua atuação na Corte. Segundo o ministro, os ataques direcionados a Moraes buscam fragilizar a democracia.

“A condução das investigações por parte do ministro tem sido pautada pela legalidade, pelo respeito aos direitos e garantias e pelo compromisso inegociável com a verdade”, afirmou.

PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também defendeu as medidas adotadas por Moraes.

“Eu pude pessoalmente verificar as marcas de coragem, diligência, assertividade e retidão nas manifestações, nas decisões e no modo de conduzir os processos do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou Gonet.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Reportagem aponta que Moraes usou TSE fora do rito para embasar investigações contra aliados de Bolsonaro

Reportagem aponta que Moraes usou TSE fora do rito para embasar investigações contra aliados de Bolsonaro

Documentos revelam colaboração intensa entre o Tribunal Superior Eleitoral e o gabinete do ministro Alexandre de Moraes em investigações contra aliados de Jair Bolsonaro

Uma reportagem da Folha de S.Paulo trouxe à tona um intenso intercâmbio de informações entre o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As mensagens obtidas pelo jornal mostram que o setor de combate à desinformação do TSE foi acionado repetidamente para fornecer relatórios que fundamentaram decisões contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nos inquéritos das fake news e das milícias digitais.

O gabinete de Moraes, que presidia o TSE na época das mensagens, solicitou a produção de diversos relatórios. Estes pedidos, segundo o ministro, foram feitos de forma oficial e dentro dos termos regimentais. “Todos os procedimentos foram oficiais, regulares e estão devidamente documentados nos inquéritos e investigações em curso no STF, com integral participação da Procuradoria Geral da República”, afirmou em nota.

No entanto, a Folha de S.Paulo destaca que essas solicitações não seguiram o rito usual, indicando um uso mais informal do TSE como um braço investigativo do STF. As mensagens reveladas mostram o juiz instrutor Airton Vieira, principal assessor de Moraes no STF, encaminhando pedidos para Eduardo Tagliaferro, chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE.

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Relatórios sobre Bolsonaristas

Entre os alvos dos relatórios estavam figuras conhecidas por apoiarem Bolsonaro, como o blogueiro Paulo Figueiredo Filho e o comentarista político Rodrigo Constantino. Mensagens entre Vieira e Tagliaferro revelam pedidos específicos para analisar publicações nas redes sociais dessas personalidades. Em uma dessas mensagens, Vieira menciona que o próprio ministro Moraes pediu ajustes em um relatório inicial sobre os dois apoiadores de Bolsonaro.

A intensidade e a informalidade desses pedidos são evidentes em uma troca de mensagens onde Vieira solicita a Tagliaferro que “capriche” no relatório contra Constantino, mencionando a intenção de bloquear suas redes sociais e prever multa. “Eduardo, bloqueio e multa pelo STF. Capriche no relatório, por favor. Rsrsrs. Aí, com ofício, via e-mail. Obrigado”, escreveu Vieira.

Impacto dos relatórios nas decisões judiciais

Os relatórios produzidos pela AEED foram cruciais para as decisões de Moraes no âmbito dos inquéritos. Documentos enviados por Vieira a Tagliaferro mostram que essas análises fundamentaram ordens para bloqueio de redes sociais e quebra de sigilo bancário de indivíduos investigados. Contudo, as decisões judiciais não mencionam que os relatórios foram encomendados via WhatsApp, destacando apenas a participação oficial da AEED.

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Defesa

Em defesa das ações, o gabinete de Moraes enfatiza que todos os procedimentos seguiram as normas regimentais e contaram com a participação da Procuradoria Geral da República. “Os relatórios simplesmente descreviam as postagens ilícitas realizadas nas redes sociais, de maneira objetiva, em virtude de estarem diretamente ligadas às investigações de milícias digitais”, diz a nota.

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

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Dino suspende pagamento de emendas impositivas

Dino suspende pagamento de emendas impositivas

Decisão tem validade até que se criem medidas de transparência

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) a suspensão da execução das emendas impositivas ao Orçamento da União. Pela decisão, o pagamento deverá ficar suspenso até que os poderes Legislativo e Executivo criem medidas de transparência e rastreabilidade dos recursos.

A decisão do ministro foi motivada por uma ação protocolada na Corte pelo PSOL. O partido alegou que o modelo de emendas impositivas individuais e de bancada de deputados federais e senadores torna “impossível” o controle preventivo dos gastos.

A legenda também argumentou que o modelo provoca “desarranjo” na separação dos poderes ao deslocar parte da gestão orçamentária do Executivo para o Legislativo.

Ao decidir sobre a questão, Dino entendeu que a suspensão das emendas é necessária para evitar danos irreparáveis aos cofres públicos. Pela decisão, somente emendas destinadas para obras que estão em andamento e para atendimento de situação de calamidade pública poderão ser pagas.

“Os danos daí emergentes são irreparáveis ou de difícil reparação, pois é muito laborioso e moroso o ressarcimento ao erário de milhões ou bilhões de reais, no caso de futura apuração de responsabilidades por hipotéticas ilegalidades, tais como cirurgias inexistentes, estradas fantasmas, custeios na saúde sem resultados para a população, projetos inexequíveis em ONGs, compra de notas frias, entre outras anomalias de possível configuração”, afirmou o ministro.

Dino também avaliou que a parcela orçamentária destinada aos parlamentares pode inviabilizar os gastos com políticas públicas.

“O percentual de comprometimento da parcela discricionária do orçamento tende a, cada vez mais, evoluir aleatoriamente e inviabilizar a consecução de políticas públicas, atingindo o núcleo do princípio da separação de poderes, cuja eficácia deve ser imediatamente resguardada”, concluiu.

Emendas Pix

Na semana passada, Flávio Dino também manteve a suspensão das chamadas “emendas Pix” ao Orçamento da União.

As emendas foram criadas por meio da Emenda Constitucional 105, de 2019, e permitem que deputados e senadores destinem emendas individuais ao Orçamento da União por meio de transferências especiais. Pela medida, os repasses não precisam de indicação de programas e celebração de convênios.

O ministro entendeu que a execução das emendas pode continuar nos casos de obras em andamento e calamidade pública. A liberação dos recursos está condicionada ao atendimento de requisitos de transparência e rastreabilidade dos recursos.

Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

Da Agência Brasil

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Justiça determina bloqueio de mais de R$ 8 milhões para abastecimento do Hospital Walfredo Gurgel

Justiça determina bloqueio de mais de R$ 8 milhões para abastecimento do Hospital Walfredo Gurgel

Decisão visa garantir medicamentos, insumos e quitar dívidas de 2022 e 2023 do maior hospital público do Rio Grande do Norte

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) conseguiu uma decisão judicial que determina o bloqueio de R$ 8.220.043,01 nas contas do Estado. O valor será destinado integralmente ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, visando o abastecimento de medicamentos, insumos e material médico-cirúrgico, além de quitar dívidas de 2022 e 2023 junto a fornecedores.

O orçamento requerido pelo hospital à Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) para a compra desses itens era de R$ 45.498.672,37, o que, dividido em 12 parcelas, resulta em uma média mensal de R$ 3.791.556,031. No entanto, desde janeiro, apenas R$ 6.633.585,27 foram repassados, valor insuficiente para cobrir as despesas, que totalizam R$ 18.957.780,16.

Devido ao baixo repasse, o Walfredo Gurgel não conseguiu quitar as dívidas anteriores, levando o MPRN a solicitar o bloqueio judicial. Em abril de 2024, uma inspeção no hospital revelou desabastecimento de materiais médico-hospitalares e medicamentos essenciais. Dos 700 itens cadastrados, 79 estavam com estoque zerado, impactando a assistência aos pacientes.

O bloqueio de R$ 8.220.043,01 corresponde à soma das dívidas de 2022 (R$ 4.811.980,00) e 2023 (R$ 3.408.063,01). O objetivo é garantir o abastecimento necessário para o funcionamento adequado do hospital e a prestação de serviços de saúde à população.

Foto: Marcelo Soares/ASSECOM RN/Ilustração

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Justiça do RN condena homem a 20 anos por assassinato da esposa

Justiça do RN condena homem a 20 anos por assassinato da esposa

O crime ocorreu em maio do ano passado, interrompendo um relacionamento de mais de 20 anos

O 2º Tribunal do Júri de Natal condenou, nesta quarta (6.ago.2024), Roberto dos Santos a 20 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de feminicídio de sua esposa, Jussara Kelly de Medeiros, e posse ilegal de arma de fogo. O crime ocorreu em maio do ano passado, interrompendo um relacionamento de mais de 20 anos.

Roberto atirou na cabeça da esposa na residência do casal, localizada no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, zona Norte de Natal. Após cometer o crime, ele foi localizado horas depois em um motel em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, onde se entregou e confessou a autoria do crime.

O relacionamento entre Roberto e Jussara era marcado por brigas frequentes, discussões acaloradas e humilhações, conforme relataram testemunhas durante o julgamento. Além disso, foi revelado que Roberto mantinha um relacionamento extraconjugal, o que aumentava ainda mais a tensão dentro do lar.

A sentença foi proferida pelo juiz Valter Antonio Silva Flor Júnior, presidente do 2º Tribunal do Júri. Roberto dos Santos foi condenado a 19 anos e 6 meses de prisão pelo homicídio consumado, duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, e mais um ano de detenção pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Justiça absolve Neymar de pagar multa de R$ 16 milhões

Justiça absolve Neymar de pagar multa de R$ 16 milhões

Construção de lago artificial em mansão do jogador foi interditada

A Justiça do Rio de Janeiro absolveu o jogador Neymar Jr. do pagamento de uma multa de R$ 16 milhões pela construção de um lago artificial na mansão do atleta, em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense.

O efeito suspensivo do auto de infração foi publicado nesta segunda-feira (5). A decisão é da desembargadora Adriana Ramos de Mello, da Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça. A magistrada escreveu, na decisão, que um laudo emitido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) “não constatou danos ambientais ou intervenções que precisassem de licenciamento do instituto nas obras do lago artificial do atleta”.

O laudo apresentado nos autos do processo foi solicitado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

A decisão da magistrada acompanhou o apontamento do laudo emitido pelo Inea, que não constatou danos ambientais ou intervenções que precisassem de licenciamento do instituto nas obras do lago artificial do jogador.

A desembargadora Adriana Ramos Mello disse que “há evidente desproporcionalidade entre a conduta imputada ao autor e as sanções impostas”.

“Diante do exposto, defiro o pedido de antecipação da tutela, devendo a parte ré suspender a exigibilidade dos autos de infração elencados na inicial em nome do autor, no prazo de até 72 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais”, decidiu a desembargadora.

Interdição

Após várias denúncias, a Secretaria de Meio Ambiente de Mangaratiba interditou, no dia 22 de junho do ano passado, a construção de um lago artificial na mansão do jogador no condomínio Aero Rural, por degradação ambiental. Na ação de fiscalização, foi verificado, segundo a secretaria, que não havia licença ambiental ou de obras a ser apresentada pela empresa contratada para a construção.

A defesa de Neymar entrou com recurso no dia 24 de julho de 2023.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF/Ilustração

Da Agência Brasil

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Moraes vota pela condenação de Fátima de Tubarão a 17 anos de prisão

Moraes vota pela condenação de Fátima de Tubarão a 17 anos de prisão

Presa desde janeiro de 2023, ela é ré por participar de atos golpistas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (2) pela condenação de Maria de Fátima Mendonça Jacinto a 17 anos de prisão. Conhecida como Fátima de Tubarão, em referência ao município catarinense, onde nasceu, ela participou dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Fátima tem 67 anos e está presa desde janeiro de 2023, quando foi alvo de uma das fases da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, que investiga os participantes e financiadores dos atos.

O voto de Moraes foi proferido durante julgamento virtual da ação penal na qual ela é ré pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

O ministro também entendeu que a acusada deve pagar R$ 30 milhões de forma solidária pelos prejuízos causados pela depredação da sede do Supremo, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

Além de Moraes, o ministro Flávio Dino também votou pela condenação. O julgamento virtual será encerrado na sexta-feira (9). Faltam os votos de nove ministros.

No voto proferido, Moraes disse que Fátima de Tubarão invadiu o edifício-sede do STF, quebrou vidros, cadeiras, mesas e obras de arte e postou os atos nas redes sociais. Com base nos vídeos, ela foi identificada e presa pela Polícia Federal duas semanas após os atos golpistas.

“Em vídeo que circulou nas redes sociais, a denunciada é chamada por Fátima e identificada como uma moradora de Tubarão que estava ali quebrando tudo. A denunciada, por sua vez, grita e comemora, dizendo: ‘É guerra’. Afirma, ainda, que teria defecado no banheiro da Suprema Corte, sujando tudo, e encerra a gravação bradando que vai pegar o Xandão”, diz a decisão do ministro.

Pelas redes sociais, a defesa de Fátima afirmou que pretende esgotar todos os recursos previstos no regimento interno do STF contra a condenação. Os advogados também informaram que não descartam levar o caso para a Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Foto: Reprodução

Da Agência Brasil

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Justiça bloqueia quase R$ 5 milhões do Governo do RN para compra de medicamentos especiais

Justiça bloqueia quase R$ 5 milhões do Governo do RN para compra de medicamentos especiais

Decisão judicial visa garantir abastecimento da Unicat e atender mais de 30 mil pacientes do CEAF

O juiz Airton Pinheiro, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou o bloqueio de R$ 4,7 milhões do Estado do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (1°.ago.2024). A medida é para assegurar a compra de medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), que estavam indisponíveis devido ao descumprimento de um acordo judicial pelo governo estadual.

A ação foi movida pela 47ª Promotoria de Justiça de Natal, que destacou o não cumprimento de diversas cláusulas do acordo, resultando na falta de medicamentos essenciais.

Na decisão, o juiz considerou que o Estado não adquiriu os medicamentos necessários para abastecer a Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) e não justificou a impossibilidade de cumprir a obrigação imposta. O bloqueio foi considerado a única alternativa para evitar o prejuízo aos mais de 30 mil usuários do programa de medicamentos especiais, cuja dispensação é responsabilidade da Unicat.

O valor bloqueado foi calculado com base em pesquisas mercadológicas anexadas aos autos do processo. A decisão é uma tentativa de estancar o prejuízo causado pelo descumprimento da ordem judicial e garantir o abastecimento da Unicat, que atende pacientes com necessidades específicas de medicamentos.

Foto: Eduardo Maia/ALRN/Ilustração

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STF redistribui ação contra emendas Pix para Flávio Dino

STF redistribui ação contra emendas Pix para Flávio Dino

Decisão visa evitar conflitos com processos relacionados ao orçamento secreto e garantir maior coerência nas deliberações

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, redistribuiu a ação movida pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) contra as “emendas pix” para o ministro Flávio Dino, que já relata um caso sobre o orçamento secreto. A decisão foi tomada para evitar possíveis decisões conflitantes sobre temas semelhantes.

O ministro Gilmar Mendes, sorteado inicialmente como relator, solicitou a revisão da distribuição, argumentando que ambas as ações tratam de questões relacionadas à falta de publicidade, transparência e fiscalização. Mendes destacou que a audiência de conciliação da ADPF 854/DF busca eliminar práticas do orçamento secreto, e que as “emendas pix” seriam uma forma de burlar a decisão do STF.

Na petição, a Abraji argumentou que os repasses das “emendas pix” são realizados sem finalidade ou critério definido, representando uma arbitrariedade inconstitucional. A associação pediu uma liminar para suspender essas emendas até o julgamento definitivo da ação.

O ministro Flávio Dino, que conduzirá uma audiência de conciliação nesta quinta-feira (1º), enfatizou a necessidade de afastar todas as práticas do orçamento secreto, mas ponderou que as “emendas pix” devem ser discutidas em uma ação específica sobre o tema.

As redistribuições são medidas para garantir que os processos relacionados a questões de orçamento público sejam tratados com coerência e transparência, evitando duplicidade de decisões e reforçando a fiscalização sobre o uso dos recursos públicos.

Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

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Justiça do RN obriga estado a fornecer cannabis medicinal para criança com fibromialgia

Justiça do RN obriga estado a fornecer cannabis medicinal para criança com fibromialgia

Decisão atende a pedido de família sem condições financeiras para custear tratamento caro e necessário

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que o Estado forneça um medicamento à base de cannabis para uma criança de 7 anos diagnosticada com fibromialgia, depressão, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de humor. A decisão foi proferida pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RN, em resposta a um pedido feito pela família da paciente.

A família argumentou que o custo mensal do tratamento, de R$ 2.489,76, é quase o dobro do salário familiar, que é de R$ 1.335. Sem condições financeiras para arcar com as despesas, eles recorreram à Justiça em busca de auxílio. O laudo médico anexado ao processo indicava que o medicamento é essencial para a qualidade de vida e o bem-estar da criança, proporcionando alívio dos sintomas das doenças que ela enfrenta.

Em sua decisão, o Tribunal de Justiça destacou o direito constitucional à saúde e à dignidade humana, reafirmando que é dever do Estado fornecer o tratamento necessário aos cidadãos, especialmente quando comprovada a necessidade médica. A determinação judicial incluiu ainda a aplicação de uma multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento da ordem.

O uso de medicamentos à base de cannabis tem se mostrado eficaz no tratamento de diversas condições médicas, sendo cada vez mais reconhecido pela comunidade médica e científica. No entanto, o alto custo dos produtos e a falta de regulamentação ampla no Brasil dificultam o acesso para muitas famílias.

Foto: Kindel Media/Pexels

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Famílias do MLB desocupam prédio antigo do Diário de Natal e são transferidas para galpão na Ribeira

Famílias do MLB desocupam prédio antigo do Diário de Natal e são transferidas para galpão na Ribeira

Transferência faz parte de acordo com o Governo do Estado; ocupação completa cinco meses

As famílias ligadas ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) começaram a deixar o prédio do antigo Diário de Natal na tarde desta terça-feira (30.jul.2024). Utilizando um caminhão fornecido pelo Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), órgão do Governo do Estado, as famílias estão sendo realocadas para um galpão na Ribeira, onde já estavam anteriormente.

Segundo o MLB, essas famílias se unirão a outras 20 que já se encontram no galpão e permanecerão lá por aproximadamente três semanas, antes de serem transferidas para outro imóvel que será disponibilizado pelo governo. A desocupação foi motivada por uma decisão judicial concedida na última sexta-feira (26.jul), que deu um prazo de 30 dias para a saída do prédio ocupado.

O juiz Bruno Lacerda Fernandes, da 5ª Vara da Fazenda Pública, atendeu a um pedido do Governo do Estado e da Defensoria Pública. Na semana anterior, o governo estadual fechou um acordo com o MLB para desocupar o terreno. Pelo acordo, as famílias serão transferidas para um imóvel escolhido pelo movimento e alugado pelo governo.

Em nota, o governo afirmou ter contratado uma empresa para limpar e preparar o imóvel que abrigará as famílias “o mais breve possível”. O prédio do antigo Diário de Natal estava ocupado desde 29 de janeiro por famílias do MLB, em protesto contra a demora na entrega de imóveis definitivos e pelas condições degradantes do galpão da Ribeira, para onde retornarão temporariamente.

As famílias permanecerão no prédio cedido pelo governo por tempo indeterminado, aguardando a entrega de imóveis dos programas Pró-Moradia ou Minha Casa Minha Vida. A mudança para o novo local será um alívio temporário até que as condições de moradia definitiva sejam atendidas.

Foto: Reprodução

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Acordo na Justiça permite início das obras da engorda de Ponta Negra

Acordo na Justiça permite início das obras da engorda de Ponta Negra

Projeto enfrenta desafios e condicionantes, mas visa combater erosão costeira e preservar o Morro do Careca

Um acordo firmado entre o Ministério Público Federal (MPF), o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e a Prefeitura de Natal, nesta segunda-feira (29.jul.2024) autorizou o início das obras de engorda da praia de Ponta Negra sem a necessidade de uma consulta prévia, livre e informada aos pescadores, conforme a convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A decisão judicial atende a uma ação do MPF que pedia a cassação das licenças ambientais obtidas pela Prefeitura.

O acordo estipula que os pescadores afetados pela obra serão indenizados com um valor de um salário-mínimo durante o período de execução do projeto. A Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) está encarregada de identificar quantas famílias serão impactadas, devendo apresentar um relatório até o próximo dia 20.

O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, explicou que, embora a obra possa começar antes da conclusão do levantamento, ainda existem 22 condicionantes, das 83 emitidas pelo Idema, que precisam ser atendidas antes do início dos trabalhos. A Prefeitura trabalha para resolver essas questões nos próximos dias, mantendo a expectativa de começar as obras ainda em 2024.

O projeto de engorda de Ponta Negra, discutido há mais de uma década, visa combater a erosão costeira que afeta a praia e o Morro do Careca, um dos principais cartões postais de Natal. A solução proposta envolve um aterro hidráulico, que ampliará a faixa de areia em até 100 metros na maré baixa e 50 metros na maré alta, utilizando areia submersa de uma jazida em Areia Preta.

O projeto já passou por várias fases de estudo, licenciamento e discussões públicas, sendo considerado essencial para preservar a integridade da praia e proporcionar um ambiente mais seguro e agradável para moradores e turistas.

Foto: Rosanetur/Visualhunt/Ilustração

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Orientação Parental é virada de chave que transforma o futuro das próximas gerações

Orientação Parental é virada de chave que transforma o futuro das próximas gerações

Especialista em neurociência, traumas e infância esclarece como pais conscientes podem redefinir a educação dos filhos e promover uma sociedade mais saudável

Nos dias atuais, a educação parental tem ganhado destaque como uma abordagem revolucionária na criação de filhos, com potencial para transformar profundamente o futuro das próximas gerações. Telma Abrahão, Orientadora parental, criadora da Educação Neuroconsciente e referência nacional em prevenção de traumas de infância, destaca a importância de uma educação baseada no entendimento do funcionamento do cérebro infantil.

“Não nascemos sabendo educar e é um grande desafio que começa de dentro para fora. A orientação neuroconsciente não é apenas uma metodologia, é um movimento que busca criar um ambiente seguro e acolhedor para que as crianças se desenvolvam com seu pleno potencial. Entender o cérebro infantil e as necessidades emocionais de uma criança é fundamental para que os pais consigam sair de uma educação baseada no medo para uma educação baseada na segurança física e emocional”, afirma a especialista que já formou centenas de Orientadores Parentais pela UniNeuroconsciente, que tem certificações chanceladas pelo MEC.

É importante destacar que a profissão de Orientador Parental pode ser exercida por qualquer pessoa interessada em compreender a neurociência e a biologia por trás do comportamento e do desenvolvimento infantil, não sendo restrita apenas a profissionais da saúde e da educação. “Pais, avós, cuidadores, educadores e pediatras podem se beneficiar dessa abordagem, promovendo mais saúde física, mental e emocional para as crianças e famílias”, enfatiza.

Tainá Tavares, mãe de 2 filhos deixou de lado a carreira de dentista quando viu na formação em Orientação parental uma nova oportunidade para transformar sua vida. “Procurei por uma certificação de orientação parental porque eu estava em um verdadeiro caos na minha casa, sem controle para educar meus filhos, vivendo na base do grito, estresse e nervosismo e vi na educação neuroconsciente uma forma que pudesse me orientar como mãe. No fim, esse conhecimento transformou tanto a minha família que percebi ali uma oportunidade de transição de carreira, com isso deixei de lado a odontologia e estou me dedicando na profissão de orientadora parental neuroconsciente”, conta.

Com a crescente conscientização sobre a importância da saúde mental e emocional, a orientação parental se apresenta como uma ferramenta poderosa para a construção de um futuro melhor. “À medida que mais pais adotam essa conduta, podemos esperar uma transformação positiva nas próximas gerações, marcada por indivíduos com boa autoestima, que confiam em sua capacidade de realização, que respeitam o próximo e principalmente que saibam lidar com as próprias emoções sem recorrer a vícios em álcool e drogas para lidarem com suas dores emocionais”, pontua Telma.

Pesquisas também apoiam a eficácia dessa abordagem. Um estudo publicado na Frontiers in Psychology em 2023 revelou que crianças criadas em ambientes neuroconscientes têm menos níveis de ansiedade e depressão, além de uma maior capacidade de resiliência e empatia. Os dados mostram que a Orientação parental pode reduzir significativamente comportamentos problemáticos e promover uma saúde mental positiva ao longo da vida.

Telma Abrahão também alerta sobre a importância dos pais e responsáveis como reguladores emocionais dos filhos. “Os pais precisam estar conscientes de suas próprias emoções e comportamentos, pois servem de modelo para as crianças. Quando os pais conseguem regular suas emoções, ajudam os filhos a fazerem o mesmo. Chamo isso de se Reeducar para melhor educar”, enfatiza a autora de best-sellers e do novo livro ‘Revolucione a relação com seus filhos em 21 dias’.

Além disso, a orientação parental neuroconsciente destaca a importância do vínculo seguro entre pais e filhos. “Uma conexão segura é fundamental para que a criança cresça confiante e capaz de enfrentar os desafios da vida”, acrescenta Telma.

A adoção de práticas neuroconscientes na orientação parental tem implicações de longo alcance, beneficiando não apenas o indivíduo, mas a sociedade como um todo. Crianças educadas por pais que compreendem seu desenvolvimento têm maiores chances de se tornarem adultos saudáveis, produtivos e socialmente responsáveis. “Estamos semeando uma sociedade mais compassiva e resiliente” conclui.

Foto: Divulgação

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PGR denuncia deputado Nikolas Ferreira por injúria ao presidente Lula

PGR denuncia deputado Nikolas Ferreira por injúria ao presidente Lula

Ministro Luiz Fux relatará denúncia no Supremo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta sexta-feira (26) o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia envolve discurso feito pelo deputado durante uma reunião na Organização das Nações Unidas (ONU) em 2023. Nikolas chamou Lula de “ladrão” e publicou a fala em suas redes sociais.

Na denúncia, o vice-procurador, Hidenburgo Chateubriand, afirma que o inquérito aberto pela Policia Federal (PF) para apurar o caso concluiu pela materialidade do crime. “A despeito das repercussões do fato, as postagens permanecem disponíveis para visualização de terceiros, perpetuando-se, assim, a ofensa à honra da vítima”, afirmou o procurador.

A PGR também ofereceu a Nikolas Ferreira a possibilidade de realização de uma audiência preliminar para avaliação de um eventual acordo judicial para encerrar o processo.

A denúncia é relatada pelo ministro Luiz Fux. Se for aceita pela Corte, o deputado se tornará réu e vai responder a processo criminal. Não há prazo para julgamento.

A Agência Brasil entrou em contato com o gabinete do deputado e aguarda retorno.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Da Agência Brasil

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Moraes nega regime semiaberto de prisão ao ex-deputado Daniel Silveira

Moraes nega regime semiaberto de prisão ao ex-deputado Daniel Silveira

Ex-parlamentar não pagou multa estipulada pela Justiça

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (25) pedido do ex-deputado federal Daniel Silveira de progredir para o regime semiaberto de prisão.

Silveira foi condenado pelo STF a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos poderes e coação no curso do processo ao proferir ofensas e ameaças contra os ministros da Corte.

Segundo Moraes, Silveira não pagou a multa de aproximadamente R$ 247 mil, definida durante a condenação. O ministro também negou pedido para usar R$ 624 mil bloqueados nas contas do ex-parlamentar para compensar o pagamento.

“Assim, inviável o deferimento da progressão de regime prisional pretendida pela defesa sem que haja o efetivo pagamento da pena pecuniária fixada, até porque o executado, como já dito, não cumpriu o requisito objetivo, tampouco adimpliu com a pena de multa ou comprovou situação clara de hipossuficiência”, decidiu o ministro.

Em maio do ano passado, Moraes determinou a execução imediata da pena de Daniel Silveira. A medida foi tomada após o Supremo anular o decreto de graça constitucional concedido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao então deputado federal para impedir o início do cumprimento da pena.

Defesa

A defesa de Daniel Silveira argumenta que ele está ilegalmente no regime fechado e tem direito à progressão. Segundo o advogado Paulo César de Farias, Silveira já cumpriu 849 dias de prisão.

“Portanto, hoje, 23/07/2024, [data da petição] o requerente está há 50 dias preso além do prazo legal determinado pelo relator”, afirmou a defesa.

Foto: João Ricardo/PTB na Câmara

Da Agência Brasil

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STJ autoriza aborto legal que foi negado a adolescente de 13 anos

STJ autoriza aborto legal que foi negado a adolescente de 13 anos

Na 28ª semana de gestação, a garota tenta o procedimento desde a 18ª

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou uma adolescente de 13 anos a passar pelo procedimento de aborto legal. A medida foi tomada após duas magistradas do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) negarem a interrupção da gravidez para a jovem, que foi estuprada por um homem de 24 anos.

A decisão, que está em segredo de Justiça, foi proferida nesta quarta-feira (24) pela ministra Maria Thereza de Assis Moura após a Defensoria Pública de Goiás entrar com um habeas corpus no tribunal.

Pela legislação penal, a interrupção da gestação é permitida nos casos de gravidez fruto de estupro e só pode ser realizada por médicos com o consentimento da vítima.

Antes de chegar ao STJ, o caso ganhou repercussão após divulgação de matéria jornalística divulgada pelo site Intercept Brasil.

De acordo com a publicação, o aborto legal foi negado por um hospital de Goiás e em duas decisões judiciais proferidas pela juíza Maria do Socorro de Sousa Afonso e Silva e a desembargadora Doraci Lamar Rosa da Silva Andrade. A reportagem também informou que a vítima está na 28ª semana de gestação de gestação e tenta interromper a gravidez desde a 18ª semana.

Diante da situação, o corregedor-nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, pediu explicações para as duas magistradas. Segundo o corregedor, o caso, se comprovado, aponta para prática de falta funcional com repercussão disciplinar.

Após a decisão do corregedor, procurado pela Agência Brasil, o Tribunal de Justiça de Goiás declarou que não vai se manifestar sobre o caso porque as decisões envolvendo a menor estão em segredo de Justiça. Sobre a intimação das magistradas, o tribunal informou que “todas as providências determinadas pelo CNJ são cumpridas imediatamente.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

Da Agência Brasil

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Prefeitura de Natal entra na justiça para manter licenças ambientais da obra da engorda de Ponta Negra

Prefeitura de Natal entra na justiça para manter licenças ambientais da obra da engorda de Ponta Negra

Ação visa reverter pedido do MPF que solicita anulação das licenças emitidas pelo Idema, enquanto a obra enfrenta protestos e questões jurídicas complexas

A Prefeitura de Natal recorreu à Justiça Federal para garantir a continuidade da obra de engorda da Praia de Ponta Negra. A ação foi movida após o Ministério Público Federal (MPF) solicitar a anulação de todas as licenças ambientais emitidas pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

De acordo com o procurador-geral, a ação representa uma manifestação antecipada à Justiça Federal. No documento, o Município apresentou pontos considerados essenciais para a análise da juíza responsável pelo caso, Moniky Mayara, da 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte.

O MPF argumenta que a obra de engorda da praia prejudica comunidades tradicionais locais e que estas não foram devidamente consultadas antes da emissão das licenças ambientais. Por isso, o órgão solicitou, em caráter de urgência, a suspensão imediata de qualquer intervenção na área da Praia de Ponta Negra. A Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE) aguarda notificação judicial para se pronunciar sobre o caso.

Na tarde de quarta-feira (24.jul.2024), pescadores e moradores de comunidades tradicionais protestaram contra a falta de diálogo no processo de liberação da licença. A Federação dos Pescadores do Rio Grande do Norte informou, no dia 16 de julho, que não foi consultada sobre a obra e solicitou acesso ao processo junto ao Idema.

Licença emitida por ordem judicial

Werner Farkatt, diretor-geral do Idema, afirmou que a licença de instalação e operação foi emitida para cumprir uma determinação judicial da sexta-feira (19), feita pelo juiz Geraldo Antônio da Mota, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal. A licença, apesar de permitir o início das intervenções, impõe diversas condicionantes que precisam ser cumpridas antes da execução da obra.

Condicionantes da licença ambiental

Entre as 83 condicionantes estabelecidas estão o monitoramento da erosão costeira, análise do comportamento da praia e das espécies marinhas, e a compatibilidade do projeto de drenagem com a obra de engorda. Além disso, a prefeitura deve realizar a Consulta Livre, Prévia e Informada das comunidades tradicionais afetadas e apresentar estudos complementares sobre a fauna e flora locais.

Impasses e decisão judicial

A obra de engorda tem enfrentado intensos impasses, especialmente após a chegada da draga responsável pela execução do serviço. O Idema inicialmente alegou que a prefeitura não havia respondido adequadamente a questionamentos técnicos, mas posteriormente considerou satisfatórias as respostas apresentadas.

A decisão liminar do juiz Geraldo Antônio da Mota destacou que o Idema não poderia impor novas exigências não previstas na licença prévia, emitida em 2023. A liminar ordenou que o Idema concedesse a licença de instalação e operação ou justificasse sua negativa em até 10 dias.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Justiça Federal agenda audiência sobre licenças da obra de Ponta Negra

Justiça Federal agenda audiência sobre licenças da obra de Ponta Negra

Ação civil pública e audiência preliminar debatem a validade das licenças ambientais e os impactos nas comunidades tradicionais

A Juíza Federal Moniky Mayara, da 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, designou uma audiência preliminar para discutir a validade das licenças ambientais concedidas para a obra de engorda da praia de Ponta Negra, em Natal. A audiência, marcada para a próxima segunda-feira (26.jul.2024), às 10h, no Laboratório de Inovação da JFRN, será restrita às partes envolvidas no processo. A ação civil pública, movida pelo Ministério Público Federal (MPF), pede a anulação das licenças emitidas pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

A ação do MPF, assinada pelo procurador da República Daniel Fontenele Sampaio Cunha, foi apresentada um dia após o Idema liberar a licença de instalação e operação da obra, autorizando seu início imediato. O MPF argumenta que a obra de engorda não levou em consideração as comunidades tradicionais da região, que não foram consultadas previamente, conforme determina a legislação. O órgão alega que “há prejuízo às comunidades tradicionais situadas na localidade do empreendimento” e solicita, em caráter de urgência, a suspensão de qualquer intervenção na área e no entorno da Praia de Ponta Negra.

Além da suspensão das obras, o MPF requer que o Idema realize uma Consulta Livre, Prévia e Informada com as comunidades afetadas e condicione qualquer licenciamento ambiental ao cumprimento de medidas mitigatórias e compensatórias necessárias. A Federação dos Pescadores do Rio Grande do Norte também se manifestou, no dia 16 de julho, afirmando que não foi consultada ou notificada sobre a obra de engorda. A entidade solicitou ao Idema acesso ao processo relacionado ao projeto.

Foto: Ellison Alves/Visualhunt/Ilustração

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Ministério da Justiça reforça segurança da Penitenciária Federal de Mossoró

Ministério da Justiça reforça segurança da Penitenciária Federal de Mossoró

Licitação para obras de reforço inclui construção de muros, torres de vigilância e posto de controle

A Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça, anunciou nesta quarta-feira (24.jul.2024) uma licitação para reforçar a segurança externa da Penitenciária Federal de Mossoró. O edital, publicado no Diário Oficial da União (DOU), visa contratar uma empresa especializada em engenharia para executar as obras necessárias.

Em fevereiro, a penitenciária registrou a primeira fuga da história do sistema prisional federal. Os fugitivos, Deibson Nascimento e Rogério Mendonça, foram recapturados 50 dias depois no Pará.

As obras previstas incluem a construção e reforma de muros, passarelas, torres de vigilância, casa de força e posto de controle. A empresa vencedora fornecerá materiais, mão-de-obra qualificada e equipamentos para as obras. O edital lista 14 itens de serviços a serem executados.

Recentemente, o Ministério da Justiça também nomeou Roderick Ordakowski como novo diretor efetivo da Penitenciária Federal de Mossoró.

Foto: SNPP/Gov

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Acusado de laticínio e sequestro em academia recebe pena de 44 anos

Acusado de latrocínio e sequestro em academia recebe pena de 44 anos

Sentença inclui latrocínio, roubo com emprego de arma de fogo, sequestro e disparo de arma de fogo.

A Justiça condenou Marcos Suarison Santos da Silva a 44 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de latrocínio, roubo com emprego de arma de fogo, sequestro e disparo de arma de fogo, cometidos em Natal no dia 24 de maio do ano passado. Na ocasião, Marcos Suarison realizou vários roubos, invadiu uma academia no bairro Tirol, fez uma mulher refém, matou um taxista e feriu outras pessoas.

A sentença estipulou 44 anos, três meses e seis dias de reclusão e 67 dias-multa, com o dia-multa equivalente a 1/30 do salário-mínimo vigente à época dos fatos, devido às condições financeiras do acusado.

No dia dos crimes, Marcos Suarison roubou um carro, um aparelho celular e uma carteira mediante grave violência, resultando na morte do taxista Manoel Barbosa. Após realizar disparos contra a vítima, ele tentou render um manobrista da academia, que conseguiu se abrigar dentro do estabelecimento. Em seguida, Marcos Suarison invadiu a academia, onde disparou uma arma de fogo, causando lesão corporal a um educador físico, e posteriormente fez uma aluna de refém.

Atualmente, Marcos Suarison cumpre pena no presídio Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, e não terá o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Foto: Reprodução

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'Crente Trader' volta ao mercado apesar de investigações e dívidas

‘Crente Trader’ volta ao mercado apesar de investigações e dívidas

Empresário Mário Carlos Borges Junior retoma venda de cursos de investimentos em meio a processos judiciais

O empresário Mário Carlos Borges Junior, conhecido como “Crente Trader”, retornou ao mercado de cursos de investimentos e operação de ações, mesmo estando envolvido em dezenas de processos judiciais e dívidas que podem ultrapassar R$ 20 milhões. Borges voltou a se promover nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde está oferecendo seu “método” de operação na bolsa de valores (B3) e vendendo o “Curso DayTrade Profissional” por R$ 1.497. A volta das atividades foi divulgada neste domingo (21.jul.2024) na imprensa local.

Atualmente, Borges está sob investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD). Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de pirâmide financeira, no qual prometia altos rendimentos em investimentos milionários, mas deixou de entregar os retornos prometidos, resultando em prejuízos significativos para seus investidores.

A M7 Business, empresa de Borges, oferecia serviços de investimentos com promessas de ganhos mensais de 5% a 8% sobre o valor aplicado. No entanto, as investigações apontam que, após os investimentos, os rendimentos não foram pagos e os valores investidos não foram devolvidos.

Investigações e processos judiciais

O Ministério Público do Rio Grande do Norte solicitou a prorrogação do prazo para investigar Borges, destacando a complexidade dos crimes sob investigação. O pedido, assinado pela promotora Isabela Lúcio Lima da Silva, enfatiza a necessidade de esgotar todas as diligências importantes, incluindo o rastreamento do “caminho do dinheiro” e a análise das informações financeiras e patrimoniais.

O relatório preliminar das investigações indica que milhões de reais foram recebidos nas contas do investigado e suspeitos, e que será necessário solicitar o afastamento do sigilo bancário e fiscal de Borges e possíveis cúmplices para desarticular a atividade criminosa.

Nos últimos meses, Borges enfrentou várias derrotas judiciais. Em 3 de junho, a juíza Rossana Alzir Diógenes Macêdo atualizou o valor de uma causa contra ele para R$ 1,1 milhão. Em 15 de março, a juíza Daniella Simonetti Meira Pires de Araújo determinou o pagamento de uma obrigação e honorários advocatícios em uma ação aberta por uma instituição bancária. Em 27 de março, Borges obteve uma vitória quando o juiz Otto Bismarck Nobre Brenkenfeld extinguiu um processo devido à falta de requisitos legais da parte autora para o deferimento dos benefícios da justiça gratuita.

Foto: Reprodução

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Juiz determina emissão imediata de licença para obra da engorda de Ponta Negra

Juiz determina emissão imediata de licença para obra da engorda de Ponta Negra

Decisão judicial exige que Idema conceda Licença de Instalação e Operação para projeto de engorda da praia em Natal

O juiz Geraldo Antonio da Mota ordenou que o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) emita a Licença de Instalação e Operação para a obra de engorda da Praia de Ponta Negra, em Natal. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (19.jul.2024) e deve ser cumprida em até 10 dias após a notificação do órgão ambiental.

Na sentença, o juiz determinou a imediata expedição da licença, destacando a longa demora no processo. “Defiro o pedido de medida liminar para que a autoridade coatora proceda com a imediata expedição da licença de instalação e operação da obra da engorda da praia de Ponta Negra referenciada pela Licença Prévia nº 2017-114769/TEC/LP-0141, dado o longo prazo transcorrido para resposta ou, fundamentadamente, indique as razões de não a conceder, pena de aplicação de medidas legais e análise, pelo órgão competente, acerca da probidade, ou não, na demora de se atuar, como dever institucional”, afirma o documento.

Após o cumprimento da medida, a autoridade coatora deve prestar informações detalhadas dentro do prazo estipulado de 10 dias. O magistrado também destacou que a Licença Prévia não menciona a necessidade de uma consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas pela obra, conforme exigido pelo Idema.

Foto: Joana Lima/Ilustração

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TJRN determina multa ao Sicoob RN por descumprimento de ordem judicial

TJRN determina multa ao Sicoob RN por descumprimento de ordem judicial

Cooperativa deve pagar R$ 50 mil em multas por atraso na apresentação de documentos

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinou que o Sicoob RN pague R$ 50 mil em multas em um processo movido por um antigo investidor que busca documentos de um contrato desde 2015. A decisão foi proferida pela juíza Thereza Cristina Costa Rocha Gomes.

Segundo a magistrada, “a inércia do Sicoob RN transbordou todos os limites do que se considera razoável”. A juíza decidiu aplicar “medidas mais enérgicas” para garantir o cumprimento da obrigação de exibir os documentos, considerando que o processo teve início em 2015 e os documentos só foram apresentados em 2022.

O valor da multa foi corrigido após a decisão da juíza, que acolheu os embargos do investidor, reduzindo o pedido original de R$ 85 mil para R$ 50 mil. Em 2017, a juíza Rossana Alzir Diógenes Macêdo já havia condenado o Sicoob ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, devido à insuficiência dos extratos apresentados.

A juíza destacou que os documentos solicitados pelo autor estão amparados pelo Código Civil, e que a cooperativa não atendeu à determinação judicial de forma satisfatória, mesmo após alegar que nunca havia sido solicitada a cópia dos documentos.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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FNF suspende torcida organizada do ABC por tumulto em jogo da Série C

FNF suspende torcida organizada do ABC por tumulto em jogo da Série C

Garra Alvinegra fica proibida de comparecer aos próximos quatro jogos após confusão com torcida do Remo

A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) anunciou na noite desta quinta-feira (19.jul.2024) a suspensão da torcida organizada do ABC, Garra Alvinegra, por quatro jogos. A medida foi tomada após a confusão generalizada na partida contra o Remo/PA, válida pela Série C do Campeonato Brasileiro.

O tumulto ocorreu quando um torcedor do Remo invadiu o campo após o gol da equipe paraense, arrancando uma faixa da torcida do ABC, o que provocou um confronto entre os torcedores das duas equipes. A invasão resultou na paralisação do jogo por 12 minutos.

De acordo com a resolução da FNF, seguindo a recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), a torcida organizada está proibida de acessar todos os eventos esportivos no território nacional com quaisquer objetos que a identifiquem, como instrumentos, bandeiras, faixas, camisas ou outros itens.

A FNF também informou que encaminhou o relatório e a resolução para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e todas as federações brasileiras para garantir que a medida seja cumprida.

Foto: Andrei Torres/ABC FC/Ilustração

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TCU condena Carlos Eduardo por superfaturamento em reforma do Machadão

TCU condena Carlos Eduardo por superfaturamento em reforma do Machadão

Ex-prefeito de Natal e outros envolvidos terão que devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos por irregularidades em obra de 2006

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD), por irregularidades em uma reforma do antigo Machadão, estádio demolido em 2011. A decisão foi proferida em sessão plenária no último dia 10 de julho e publicada nesta quinta-feira (18.jul.2024) no Diário Oficial da União.

Além de Carlos Eduardo, foram condenados o então secretário municipal de Esporte e Lazer, Nilton Figueiredo, e a Construtora A Gaspar. Juntos, os três deverão devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos, valor correspondente ao superfaturamento constatado na obra, atualizado.

Carlos Eduardo, Nilton e a empresa também foram multados. O ex-prefeito deverá pagar uma multa de R$ 200 mil, enquanto Nilton e a empresa terão que pagar R$ 100 mil cada. As dívidas poderão ser pagas em até 36 parcelas, com incidência de juros e correção monetária.

A contratação da Construtora A Gaspar ocorreu em 2006, durante o segundo mandato de Carlos Eduardo como prefeito de Natal. O contrato, que utilizou recursos federais, tinha como objetivo a recuperação e reforço estrutural do Machadão. A condenação definitiva aconteceu após anos de processos e análises pelo TCU e outras instâncias judiciais.

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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PGR denuncia acusados de hostilizar Moraes no aeroporto de Roma

PGR denuncia acusados de hostilizar Moraes no aeroporto de Roma

Para procurador, os 3 acusados praticaram crimes de injúria e calúnia

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta terça-feira (16) três pessoas pelos crimes de injúria e calúnia contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no aeroporto de Roma, na Itália, em 2023.

Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusa o casal Roberto Mantovani Filho e Andrea Mantovani e o genro, Alex Zanatta, de ofender Moraes com xingamentos de “bandido”, “comprado”, “comunista” e “ladrão” e “fraudador das eleições”. As ofensas ocorreram quando o ministro, a esposa e três filhos estavam na sala de embarque do aeroporto.

Segundo o procurador, os acusados imputaram conduta criminosa a Moraes de “maneira pública e vexatória” para constranger o ministro e provocar “reação dramática” nas redes sociais.

“O registro em vídeo das passagens vexatórias, posteriormente compartilhado em redes sociais, atendia ao propósito de potencializar reações violentas de outros populares contra o ministro, agredido pelo desempenho das suas atribuições de magistrado, pondo em risco, igualmente, a sua família, captada nas imagens”, afirmou o procurador.

A denúncia será analisada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso. Se a denúncia for aceita pelos demais ministros, os acusados se tornarão réus. Não há prazo para julgamento do caso.

Em nota, o advogado Ralph Tortima disse que a investigação contra os acusados foi “arbitrária” e marcada por “reiteradas ilegalidades”. O defensor também ressaltou que a Polícia Federal sugeriu o arquivamento do caso.

“Percebe-se que o caso teve grande revés, o que não surpreende mais. Era esperada a denúncia ofertada. Nesses exatos termos: parcial, tendenciosa e equivocada sob inúmeros aspectos, inclusive técnicos. Caso ela seja recebida, e com isso se inicie uma ação penal, a defesa finalmente terá cópia das imagens do aeroporto de Roma, sonegadas até então. Com elas a verdade será restabelecida e tudo será devidamente esclarecido, alcançando-se a almejada Justiça”, afirmou.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Ramagem diz que tinha aval de Bolsonaro para realizar gravação

Ramagem diz que tinha aval de Bolsonaro para realizar gravação

Objetivo seria registrar um crime contra o ex-presidente

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) disse nesta segunda-feira (15) que o ex-presidente Jair Bolsonaro sabia da gravação da conversa que consta na investigação da Polícia Federal (PF) sobre atuação ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chamada “Abin Paralela”.

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo do áudio, que foi apreendido no celular de Ramagem, ex-diretor da Abin durante o governo Bolsonaro, em uma das fases da investigação.

Na gravação, Ramagem, Bolsonaro e o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno conversam com duas advogadas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O diálogo ocorreu em agosto de 2020, quando elas buscavam medidas para tentar anular a investigação contra o parlamentar, que foi investigado por “rachadinha” no seu gabinete quando ele ocupou o cargo de deputado estadual. Em 2021, a investigação foi anulada pela Justiça.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Alexandre Ramagem afirmou que Bolsonaro tinha conhecimento de que a conversa seria gravada com objetivo de registrar um crime contra o ex-presidente.

“Essa gravação não foi clandestina. Havia o aval e o conhecimento do presidente. A gravação aconteceu porque veio uma informação de uma pessoa que viria na reunião, que teria contato com o governador do Rio à época [Wilson Witzel], que poderia vir com uma proposta nada republicana. A gravação seria para registrar um crime contra o presidente da República, só que isso não aconteceu. A gravação foi descartada!”, justificou.

Ramagem também afirmou que as advogadas de Flávio apresentaram “possíveis irregularidades” que estariam ocorrendo na parte da investigação que envolvia a Receita Federal e sugeriram a atuação do GSI. O ex-diretor declarou que foi contra a sugestão.

“Falei que a inteligência não tem como tratar de dados de sigilo bancário e fiscal, não haveria o resultado pretendido. A atuação do GSI seria prejudicial para o general Heleno, que não seria a via correta e não teria resultado. Ou seja, informando que o que deveria ser feito era cientificar a própria Receita para abertura de procedimento interno e administrativo, na forma legal, para qualquer desvio de conduta que possa estar acontecendo”, disse.

O ex-diretor também isentou Jair Bolsonaro da acusação de favorecer seu filho. “De toda a reunião, as advogadas devem ter falado 80% da reunião, contando os episódios. O presidente Bolsonaro pouco se manifestou. Quando o presidente se manifestou, sempre informou que não queria favorecimento”, completou.

Receio

Ao contrário da afirmação de Ramagem, Bolsonaro e o general Heleno demonstraram preocupação com o eventual vazamento da conversa que foi gravada.

Heleno: Tem que alertar ele [chefe da Receita], ele tem que manter esse troço fechadíssimo. Pegar de gente de confiança dele”.

Em seguida, Jair Bolsonaro parece desconfiar que está sendo gravado e disse que não queria “favorecer ninguém”.

“Tá certo. E deixar bem claro, a gente nunca sabe se alguém está gravando alguma coisa, que não estamos procurando favorecimento de ninguém”, afirmou.

Witzel

No áudio, Bolsonaro citou Witzel e afirmou que o ex-governador do Rio teria pedido uma “vaga no Supremo” em troca de favorecimento para Flávio Bolsonaro.

“No ano passado, no meio do ano, encontrei com o Witzel, não tive notícia [inaudível], bem pequenininho o problema. Ele falou, resolve o caso do Flávio. Me dá uma vaga no Supremo”, disse.

Em nota, Witzel negou a conversa citada pelo ex-presidente.

“O presidente Jair Bolsonaro deve ter se confundido, e não foi a primeira vez que mencionou conversas que nunca tivemos, seja por confusão mental, diante de suas inúmeras preocupações, seja por acreditar que eu faria, a nível local, o que hoje se está verificando que foi feito com a Abin e Polícia Federal”, declarou.

Defesas

Em nota, o senador Flávio Bolsonaro diz que o áudio mostra apenas suas advogadas comunicando as suspeitas de que um grupo agia com interesses políticos dentro da Receita Federal, com objetivo de prejudicar a ele e à sua família. “A partir dessas suspeitas, tomamos as medidas legais cabíveis. O próprio presidente Bolsonaro fala na gravação que não ‘tem jeitinho’ e diz que tudo deve ser apurado dentro da lei. E assim foi feito”, diz o senador

Procurado pela reportagem, advogado do general Augusto Heleno, Matheus Mayer, disse que não vai se manifestar sobre o assunto.

A defesa do ex-presidente Bolsonaro também foi procuradas, mas não quis se manifestar. A Agência Brasil está aberta para incluir o posicionamento dos citados.

Foto: Mário Agra / Câmara dos Deputados

Da Agência Brasil

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Morre desembargador Virgílio Macêdo Júnior

Morre desembargador Virgílio Macêdo Júnior

Figura importante do judiciário potiguar falece aos 64 anos

O desembargador Virgílio Macêdo Júnior, de 64 anos, morreu neste domingo (14.jul.2024) após enfrentar complicações de saúde. O velório está marcado para segunda-feira (15.jul) na Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte, com sepultamento no Cemitério Morada da Paz, em Emaús.

Virgílio Macêdo Júnior tomou posse como juiz em 1986 e foi nomeado desembargador em 2010. Ele também era professor do curso de Direito da UFRN. Antes de ingressar na magistratura, atuou como Delegado de Polícia e Chefe de Gabinete da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Norte.

Substituição no Tribunal

A juíza Sandra Elali assumirá a vaga deixada por Virgílio Macêdo Júnior. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, Sandra possui especializações em Direito Processual Civil e Penal e um MBA em Poder Judiciário. Atualmente, ela também atua como professora na Escola da Magistratura do RN e Conselheira Pedagógica.

Foto: Divulgação/TJRN

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STF mantém prisão de cinco investigados no caso "Abin Paralela"

STF mantém prisão de cinco investigados no caso “Abin Paralela”

Operação foi deflagrada nesta quinta-feira

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão de cinco investigados na quarta fase da Operação Última Milha, deflagrada nesta quinta-feira (11), que apura o uso irregular da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para favorecer filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, monitorar ilegalmente ministros do STF e políticos opositores.

Com a decisão, vão continuar presos Mateus de Carvalho Sposito, ex-funcionário da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o empresário Richards Dyer Pozzer, o influencer digital Rogério Beraldo de Almeida, Marcelo Araújo Bormevet, policial federal, e Giancarlo Gomes Rodrigues, militar do Exército.

As prisões foram mantidas após audiência de custódia realizada por um juiz instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. A justificativa para manutenção das prisões ainda não foi divulgada.

Segundo a investigação da Polícia Federal (PF), os cinco acusados participaram do trabalho de monitoramento ilegal, que teria sido realizado com o conhecimento do ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Os investigadores apontam a utilização do programa First Mile para realizar a espionagem ilegal contra autoridades do Judiciário, do Legislativo e da Receita Federal, além de jornalistas.

Defesas

A Agência Brasil não conseguiu localizar as defesas dos cinco acusados. Em nota, Alexandre Ramagem negou ter atuado ilegalmente durante sua gestão no órgão.

Ramagem disse que não houve monitoramento ilegal de autoridades. Segundo ele, os nomes que aparecem na investigação foram citados em mensagens de WhatsApp e conversas de outros investigados na operação.

“Trazem lista de autoridades judiciais e legislativas para criar alvoroço. Dizem monitoradas, mas na verdade não. Não se encontram em First Mile ou interceptação alguma. Estão em conversas de WhatsApp, informações alheias, impressões pessoais de outros investigados, mas nunca em relatório oficial contrário à legalidade”, afirmou.

O parlamentar também negou que tenha favorecido o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a PF, as ações clandestinas de monitoramento também ocorreram contra três auditores da Receita Federal responsáveis pela investigação sobre “rachadinha” no gabinete de Flávio quando ele ocupava do cargo de deputado estadual.

“Não há interferência ou influência em processo vinculado ao senador Flávio Bolsonaro. A demanda se resolveu exclusivamente em instância judicial”, concluiu.

Ontem (11), o senador negou qualquer favorecimento e disse que a divulgação do relatório de investigação da PF foi feita para prejudicar a candidatura de Ramagem à prefeitura do Rio de Janeiro.

“Simplesmente não existia nenhuma relação minha com Abin. Minha defesa atacava questões processuais, portanto, nenhuma utilidade que a Abin pudesse ter. A divulgação desse tipo de documento, às vésperas das eleições, apenas tem o objetivo de prejudicar a candidatura do delegado Ramagem à prefeitura do Rio de Janeiro”, afirmou.

Jair Bolsonaro não se pronunciou.

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil/Arquivo

Da Agência Brasil

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Justiça decreta prisão preventiva de Wendel Lagartixa

Justiça decreta prisão preventiva de Wendel Lagartixa

Ex-policial é acusado de triplo homicídio e tentativa de homicídio em operação do Ministério Público

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decretou a prisão preventiva do ex-policial militar Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel Lagartixa, nesta quinta-feira (11.jul.2024). A decisão da Câmara Criminal do TJRN atende a um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) no âmbito da Operação Aqueronte, que investiga um triplo homicídio ocorrido na Redinha, Zona Norte de Natal, em 2022.

A investigação também apura uma tentativa de homicídio relacionada ao caso. Os desembargadores acataram a argumentação do Ministério Público de que as medidas cautelares até então aplicadas eram insuficientes. A decisão pela prisão preventiva foi influenciada pelo fato de Wendel Lagartixa ter sido flagrado com uma arma irregular na Bahia em maio deste ano, reforçando a tese da promotoria de que ele representa um risco à ordem pública.

Segundo a denúncia do Ministério Público, as vítimas do triplo homicídio foram mortas a tiros em um bar na Redinha, em abril de 2022. Os acusados, incluindo um policial militar da ativa, dois ex-policiais militares e um quarto indivíduo, são apontados como membros de um grupo de extermínio. Eles também são acusados de tentar assassinar outras três pessoas presentes no local, sendo que duas das vítimas foram executadas como “queima de arquivo” por terem testemunhado uma terceira execução.

Wendel Lagartixa permanecerá preso até o julgamento do caso, que ainda não tem data definida. Em 2013, ele já havia sido preso em uma operação da Polícia Federal, acusado de participação em outro grupo de extermínio.

Foto: Reprodução

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MPRN exige ações imediatas da Prefeitura de Natal para resolver alagamentos na comunidade Cavaco Chinês

MPRN exige ações imediatas da Prefeitura de Natal para resolver alagamentos na comunidade Cavaco Chinês

Órgão emite recomendação urgente para mitigar impactos das enchentes na comunidade localizada na Zona Norte da capital

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu uma recomendação urgente à Prefeitura de Natal para resolver os problemas recorrentes de alagamento na comunidade Cavaco Chinês. A recomendação visa mitigar os impactos negativos das enchentes que têm afetado severamente as ruas e residências da localidade.

O MPRN destaca que o município deve agir sem demora para implementar soluções eficazes que permitam a drenagem adequada das águas acumuladas, que têm causado transtornos significativos à população local. A 45ª Promotoria de Justiça de Natal convocou representantes municipais para uma audiência na próxima quinta-feira, 11 de julho, na sede das Promotorias de Justiça de Natal, em Lagoa Nova. Espera-se que na ocasião seja apresentado um plano detalhado com prazos definidos para solucionar os alagamentos no Cavaco Chinês.

O Ministério Público orienta que sejam realizadas reuniões preparatórias com os participantes da vistoria e outros colaboradores envolvidos na questão, garantindo uma abordagem coordenada e eficiente para o problema. A instituição também enfatiza a necessidade de um planejamento rigoroso e específico para enfrentar tanto os desafios habitacionais quanto os de infraestrutura urbana que contribuem para os alagamentos na comunidade.

Na última semana, o MPRN recebeu reclamações da população residente na comunidade, alegando omissão por parte da Prefeitura de Natal em adotar medidas emergenciais para resolver a situação dos moradores, que se encontram “ilhados” devido às inundações e alagamentos. Na sexta-feira, 5 de julho, a equipe da 45ª Promotoria de Justiça realizou uma vistoria no local para verificar a situação e entender a localização da comunidade sob o aspecto urbanístico da cidade. Participaram da vistoria representantes da SEINFRA, SEMURB, Defesa Civil do Município e do RN, DER e Corpo de Bombeiros do RN.

Foto: Divulgação/MPRN

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Decisão do STF sobre porte de maconha demanda novos procedimentos

Decisão do STF sobre porte de maconha demanda novos procedimentos

Peritos, Senad, CNJ e advogados aguardam acórdão do Supremo

Os peritos criminais brasileiros aguardam o estabelecimento de novas orientações para o seu trabalho, quando tiverem que examinar maconha apreendida em pequena quantidade pela polícia. A demanda se dá após o Supremo Tribunal Federal (STF) definir que não é crime ter até 40 gramas de cannabis sativa ou seis plantas-fêmeas – que produzem flores ricas no composto psicoativo tetra-hidrocanabinol (THC).

“Com certeza, deverão estabelecer novos procedimentos, até mesmo para deixar bem caracterizada a situação que vai ficar provocada pela decisão”, aponta o perito criminal do estado do Mato Grosso Marcos Secco, presidente da Associação Brasileira de Criminalística, que representa peritos, médicos-legistas e odonto-legistas em todo o território nacional.

Nas sessões que julgaram um recurso extraordinário sobre a posse de pequenas quantidades de maconha, o STF determinou que se uma pessoa for flagrada usando a droga, a maconha será confiscada e o usuário levado à delegacia. O delegado não deverá determinar a prisão em flagrante ou instaurar inquérito, mas registrar o fato como infração administrativa e liberar a pessoa, após notificá-la de que deverá comparecer em juízo para ser ouvida e, eventualmente, receber sanção de caráter não-penal.

A droga apreendida deverá ser examinada por peritos em laboratório para, por exemplo, identificar a substância e mensurar o volume. Segundo Marcos Secco, faltam definições quanto à obrigação de fazer a pesagem do entorpecente em balança certificada. Além de regras pontuais, o perito imagina que será necessário preparar os laboratórios e os técnicos para nova rotina. “No caso de plantas [confiscadas pela polícia], teríamos que aumentar o serviço de botânica dentro dos institutos de criminalística”, diz o perito.

Advertências

Quem cometer a infração administrativa por porte de maconha poderá ser advertido sobre os efeitos da droga ou ter de frequentar curso a respeito. Contudo, o defensor público Bruno Shimizu, presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), aponta lacuna nesse encaminhamento.

De acordo com ele, não há na Lei das Drogas (Lei nº 11.343/2006) um procedimento específico para a apuração de infração administrativa. “O STF entendeu que, enquanto não houver regulamentação desse procedimento, a imposição dessas sanções continua a se dar em um processo judicial”. Em sua decisão, o Supremo aponta que as regras definidas pela corte valem enquanto o Congresso Nacional não criar uma nova lei sobre o assunto.

O STF também determina que o governo crie programas educativos sobre os riscos do uso de drogas e forneça tratamento à saúde para dependentes. Essas iniciativas devem envolver diferentes órgãos de Estado. Na articulação de grande parte dessas políticas públicas estará a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Para a advogada Lívia Casseres, coordenadora-geral de projetos especiais sobre drogas e justiça racial da Senad, a decisão do Supremo pode diminuir o estigma sobre as pessoas que consomem drogas e possibilita alcançar essas pessoas “com políticas de verdade preventivas, de promoção da saúde e do cuidado”. Segundo ela, além dos órgãos públicos, a elaboração dessas políticas envolverá a sociedade civil por meio do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad).

“Há vários pontos da decisão [do STF] que ainda [a Senad] não tem total clareza, por conta de ainda não ter sido publicado o acórdão da decisão. Tem muitas complexidades que vão precisar ser pensadas, acho que por todos os poderes do Estado”, diz a coordenadora.

Ela assinala que algumas definições técnicas não estão estabelecidas, e “vão precisar ser discutidas, amadurecidas, primeiro a partir da compreensão do conteúdo total do acórdão, de tudo que foi decidido pelo Supremo.” O envio do acórdão deverá ocorrer somente em agosto, após o recesso judiciário. Por ora, o STF encaminhou à Senad e outros órgãos apenas a ata com o resumo dos debates e a resolução.

Até mesmo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é comandado pelo próprio presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, aguarda o acórdão da Suprema Corte para tratar de novas políticas judiciárias que deverão ser implementadas após a decisão, como a realização de mutirões carcerários para revisar a ordem de prisão de pessoas flagradas com menos de 40 gramas de maconha.

Impacto relativo

Além de lacunas quanto a procedimentos técnicos e indefinições para formulação de novas políticas públicas, há dúvidas e divergências sobre os efeitos da decisão. O advogado Cristiano Maronna, diretor do Justa, um centro de pesquisa não-governamental sobre a Justiça, teme que o impacto da decisão do STF seja muito pequeno e que a resolução “muda algo para que tudo permaneça como está.”

Para ele, a decisão do Supremo mantém a pressuposição de que o caso é de tráfico, e não de uso recreativo, no testemunho do policial, ancorado em provas como o volume de droga apreendida e, eventualmente, a posse de embalagens, balanças ou registros de venda.

“O tráfico não pode ser presumido. A finalidade mercantil tem que ser provada e tem que ser uma prova corroborada externamente para além do testemunho policial e das provas ancoradas”, aponta o advogado. “O que realmente poderia mudar é qualificar a investigação criminal, chegar de fato a quem é traficante, a quem ganha dinheiro com isso, afinal, se for um negócio bilionário, não é possível que só prenda os miseráveis negros”.

O advogado Gabriel de Carvalho Sampaio, diretor de litigância e incidência da ONG Conectas Direitos, admite que “é preciso avançar muito mais”, mas diverge de Maronna e aponta que a decisão do STF tem efeito importante que parece simbólico, mas que tem muitos desdobramentos na realidade, que é o fato da Suprema Corte reconhecer as injustiças feitas pelo Judiciário e pela polícia na aplicação da lei de drogas.

“A resolução do Supremo passa a constituir uma ferramenta importante no cotidiano, ou seja, não bastará mais a apreensão com a quantidade, uma mera declaração subjetiva da polícia para que o enquadramento seja de tráfico. As pessoas usuárias têm, a partir de agora, uma declaração do Supremo Tribunal Federal de que elas não praticam o crime ao consumir a droga, no caso, a maconha”, avalia.

Foto: Kindel Media/Pexels

Da Agência Brasil

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Restrições para as eleições municipais entram em vigor a partir de hoje (6)

Restrições para as eleições municipais entram em vigor a partir de hoje (6)

Proibições valem para candidatos que ocupam cargos públicos

A exatos três meses para o primeiro turno das eleições municipais 2024, começa a valer uma série de proibições aos candidatos – sobretudo aos que ocupam cargos públicos. A maioria das vedações está prevista na Lei nº 9.504/1997, que estabelece normas para o pleito. De acordo com o calendário eleitoral, a partir deste sábado (6), entram em vigor as seguintes restrições:

  • contratação de shows artísticos: fica proibida a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos na realização de inaugurações de obras públicas ou divulgação de prestação de serviços públicos.
  • presença em inaugurações: candidatos não podem comparecer a inaugurações de obras públicas.
  • veiculação de nomes, slogans e símbolos: sites, canais e outros meios de informação oficial não podem conter nomes, slogans, símbolos, expressões, imagens ou outros elementos que permitam identificar autoridades, governos ou administrações, cujos cargos estejam em disputa na campanha eleitoral.
  • transferência de recursos: servidores e agentes públicos ficam proibidos de realizar transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios e dos estados aos municípios, sob pena de nulidade absoluta. A lei abre exceção para situações de emergência e de calamidade pública e quando há obrigação formal preexistente para a execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado.
  • publicidade institucional e pronunciamento: fica vedado o pronunciamento em cadeia de rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente. Além disso, passa a ser proibida a publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública.
  • nomeação ou exoneração: até a posse dos eleitos, fica vedado nomear, contratar, remover, transferir ou exonerar servidor público. A exceção fica por conta de cargos comissionados e funções de confiança. No caso de concursos públicos, é permitida a nomeação dos aprovados nos certames homologados até 6 de julho.

Cessão de funcionários

Também a partir deste sábado, órgãos e as entidades da administração pública direta e indireta podem ceder funcionários à Justiça Eleitoral, em casos específicos e de forma motivada, quando solicitado pelos tribunais eleitorais.

Neste caso, o prazo vale até 6 de janeiro de 2025 para as unidades da Federação que realizarem apenas o primeiro turno das eleições municipais e até 27 de janeiro para os locais onde houver segundo turno.

Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE

Da Agência Brasil

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Polícia Federal entrega ao Supremo relatório que indiciou Bolsonaro

Polícia Federal entrega ao Supremo relatório que indiciou Bolsonaro

Ex-presidente é um dos 11 envolvidos no caso das joias sauditas

A Polícia Federal (PF) entregou nesta sexta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório da investigação na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 11 pessoas foram indiciados no caso das joias sauditas.

A entrega foi feita pessoalmente por representantes da corporação no protocolo de processos da Corte.

A investigação apurou o funcionamento de uma organização criminosa para desviar e vender presentes de autoridades estrangeiras durante o governo Bolsonaro.

Entre os indiciados estão o tenente-coronel Mauro Cid, o pai dele, general de Exército Mauro Lourenna Cid, Osmar Crivelatti e Marcelo Câmara, ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro, e Fábio Wajngarten e Frederick Wassef, advogados do ex-presidente.

Após a entrega, o relatório será enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo. Segundo o STF, não deve ocorrer nenhuma movimentação do processo até a semana que vem.

Moraes deve enviar o indiciamento dos acusados para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). Caberá ao procurador-geral, Paulo Gonet, decidir se Bolsonaro e dos demais acusados serão denunciados ao Supremo e se tornarão réus.

Foto: Isac Nóbrega/PR

Da Agência Brasil

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Justiça do RN rejeita ação da secretária de Educação contra sindicato

Justiça do RN rejeita ação da secretária de Educação contra sindicato

Juiz nega liminar a Maria do Socorro Batista em caso contra Sinsp-RN e presidente Janeayre Souto

A Justiça do Rio Grande do Norte decidiu que as provas apresentadas pela secretária estadual de Educação, Maria do Socorro Batista, não são suficientes em uma ação contra o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinsp-RN) e a presidente Janeayre Souto. A secretária buscava uma liminar para remover publicações nas redes sociais do sindicato e da sindicalista sobre sua vida pessoal.

A decisão foi proferida na terça-feira (2.jul.2024) pelo juiz Jussier Barbalho Campos, do 8° Juizado Especial Cível da Comarca de Natal. O conflito entre Maria do Socorro Batista e o Sinsp-RN não é recente. O sindicato já havia exigido a devolução de, pelo menos, R$ 850 mil em vencimentos recebidos a mais pela secretária, decorrentes da acumulação remuneratória com a aposentadoria de professora da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), docente titular da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e o cargo de secretária de Educação no governo de Fátima Bezerra (PT).

Janeayre Souto denunciou em sua página no Instagram a existência de três vencimentos públicos recebidos por Maria do Socorro Batista, prática proibida pela Constituição Federal e com decisão ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os valores denunciados são: aposentadoria de R$ 26.478,31 na Uern, mais R$ 11.005,73 como professora da Ufersa e R$ 7.040,05 como secretária de Educação.

Foto: João Gilberto/ALRN/Ilustração

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Wendel Lagartixa é intimado para audiência em Vitória da Conquista

Wendel Lagartixa é intimado para audiência em Vitória da Conquista

Policial Militar enfrenta acusações de porte ilegal de arma e fraude processual em audiência marcada para 11 de julho

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) intimou o policial militar reformado Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel Lagartixa, para uma audiência de instrução e julgamento na próxima quinta-feira (11.jul.2024), no Fórum João Mangabeira, em Vitória da Conquista. Wendel, que está detido desde o dia 10 de maio, enfrenta acusações de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual.

A prisão de Wendel Lagartixa ocorreu em Vitória da Conquista/BA, quando seu veículo foi parado por policiais rodoviários federais. Durante a abordagem, um cabo da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que também estava no carro, declarou possuir uma pistola pertencente à PM do RN. Wendel mencionou a presença de outra arma, uma pistola calibre 40, que estava irregular.

Inicialmente, Wendel assumiu a posse da arma, mas mudou sua versão ao ser informado que o caso seria apresentado ao delegado, alegando que a arma pertencia ao seu irmão, motorista do veículo. As contradições nas declarações dos ocupantes do carro levaram à conclusão de que Wendel estava manipulando a situação, resultando na confirmação de sua prisão.

Defesa de Wendel Lagartixa

Wendel contesta a versão apresentada pela polícia, afirmando que a arma realmente pertencia ao seu irmão e que ele está sendo alvo de perseguição política. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Wendel criticou a abordagem policial e sugeriu que suas ações estão sendo politicamente motivadas por figuras do Rio Grande do Norte.

Desde a prisão, Wendel está alocado na Custódia Provisória da Polícia Militar em Salvador. A audiência de instrução e julgamento, marcada para o dia 11 de julho, dará continuidade ao processo, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do porte da arma e das alegações de fraude processual.

Foto: Reprodução

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Policiais militares são absolvidos no caso da morte de Giovanni Gabriel

Policiais militares são absolvidos no caso da morte de Giovanni Gabriel

Júri popular decide pela inocência dos quatro policiais acusados de envolvimento no assassinato do jovem em 2020″

Em uma decisão marcada por emoções intensas e debates acalorados, os quatro policiais militares acusados da morte de Giovanni Gabriel de Souza Gomes foram absolvidos pelo júri popular. A sessão, que teve início na última terça-feira e se estendeu até pouco após às 22h desta quinta-feira (4.jul.2024), ocorreu no Fórum Municipal de Parnamirim, sob a presidência do juiz Marcos Sampaio, da 1ª Vara Criminal de Parnamirim.

Os réus Anderson Adjan Barbosa de Souza, Bertoni Vieira Alves, Valdemi Almeida de Andrade e Paullinelle Sidney Campos Silva, todos pertencentes à Polícia Militar, foram julgados pela tese da negativa de autoria. De acordo com a decisão da maioria dos jurados, os acusados não foram considerados responsáveis pela morte de Giovanni Gabriel, ocorrida em junho de 2020. A tese defendida pelos advogados dos réus prevaleceu, e os policiais foram inocentados das acusações.

O caso Giovanni Gabriel

Giovanni Gabriel, um jovem de apenas 18 anos, desapareceu em junho de 2020 após sair de bicicleta para visitar a namorada em Parnamirim. Seu corpo foi posteriormente encontrado em São José de Mipibu. Conforme as investigações da Polícia Civil, Giovanni teria sido morto ao ser confundido com um assaltante de carro, um erro trágico que culminou em sua morte prematura.

A absolvição dos policiais militares gerou uma série de reações. Para a família de Giovanni, a decisão do júri popular trouxe uma mistura de dor e revolta, enquanto os advogados de defesa celebraram a decisão como uma vitória da justiça. O caso de Giovanni Gabriel ganhou grande repercussão na mídia e entre a comunidade local.

Foto: Arquivo

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Câmara de Mossoró acata recomendação do MPF e realiza audiência para reconhecer erro histórico de apoio ao golpe militar

Câmara de Mossoró acata recomendação do MPF e realiza audiência para reconhecer erro histórico de apoio ao golpe militar

Evento visa reconhecer erro histórico e promover justiça de transição no contexto democrático brasileiro

A Câmara Municipal de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, acatou a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e promoverá uma audiência pública de reparação simbólica no dia 11 de julho, às 9h. A ação visa reconhecer o erro histórico da casa legislativa ao apoiar o golpe militar de 1964, buscando, assim, fortalecer a justiça de transição e a proteção da democracia.

Em abril deste ano, o MPF constatou a necessidade de uma atuação mais efetiva da Câmara em defesa da democracia, além de meros projetos de Decreto Legislativo e de Lei. Em 1964, a Câmara de Mossoró demonstrou apoio ao golpe militar em sua terceira sessão ordinária, onde parte dos vereadores votou um louvor às Forças Armadas por supostamente “restaurarem a ordem e a lei” no Brasil. Também foi aprovada uma moção de congratulação ao general Humberto de Alencar Castelo Branco, eleito Presidente da República pelo Congresso Nacional em 11 de abril de 1964. Mandatos de vereadores considerados “comunistas” foram cassados, em um movimento monitorado de perto pelos militares.

O procurador da República, Emanuel de Melo Ferreira, enfatizou que o golpe militar não restaurou a lei e a ordem, mas iniciou uma ditadura responsável por graves crimes contra a humanidade, conforme comprovado pelo Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Tortura, estupro, homicídios e sequestros foram alguns dos crimes cometidos por agentes do regime contra cidadãos motivados politicamente.

A audiência pública visa não apenas reconhecer esses erros, mas também desenvolver uma cultura democrática que supere o passado autoritário e concretize os direitos dos anistiados políticos, perseguidos durante a ditadura.

Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM)

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STF marca para 5 de agosto conciliação sobre marco temporal

STF marca para 5 de agosto conciliação sobre marco temporal

Reuniões devem ocorrer até 18 de dezembro deste ano

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 5 de agosto o início dos trabalhos da comissão de conciliação que vai tratar das ações que envolvem o marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Em abril, o ministro negou pedido para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco temporal e determinou que a questão deverá ser discutida previamente durante audiências de conciliação. As reuniões estão previstas para seguir até 18 de dezembro deste ano.

Mendes também fixou a quantidade de representantes que o Congresso e entidades que atuam na proteção dos indígenas terão na comissão. A Articulação dos Povos Indígenas (Apib) terá seis representantes.

A Câmara dos Deputados e o Senado terão três membros cada um. O governo federal terá quatro representantes, que deverão ser indicados pela Advocacia-Geral da União (AGU), pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública e dos Povos Indígenas, além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Os estados terão dois membros, que serão indicados pelo Fórum de Governadores e pelo Colégio Nacional de Procuradores de Estado (Conpeg). Os municípios deverão indicar um membro, a partir de consenso entre a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP).

Gilmar Mendes é relator das ações protocoladas pelo PL, o PP e o Republicanos para manter a validade do projeto de lei que reconheceu o marco e de processos nos quais entidades que representam os indígenas e partidos governistas contestam a constitucionalidade da tese.

Pela tese do marco temporal, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Em dezembro do ano passado, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que validou o marco. Em setembro, antes da decisão dos parlamentares, o Supremo decidiu contra o marco. A decisão da Corte foi levada em conta pela equipe jurídica do Palácio do Planalto para justificar o veto presidencial.

Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

Da Agência Brasil

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