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Nicolás Maduro se declara inocente em tribunal dos EUA após acusações de narcoterrorismo

Nicolás Maduro se declara inocente em tribunal dos EUA após acusações de narcoterrorismo

Ex-presidente da Venezuela responde por narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas em processo aberto na Justiça norte-americana

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta semana durante sua primeira aparição em um tribunal dos Estados Unidos, onde responde a acusações formais apresentadas pela Justiça norte-americana. O processo tramita em Nova York e envolve crimes que, segundo a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fundamentaram a operação que resultou na captura de Maduro e em sua condução ao país.

Durante o procedimento judicial, Maduro rejeitou todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público dos Estados Unidos e afirmou não ter cometido os crimes pelos quais é investigado. A audiência marcou o início formal de uma disputa jurídica que deve se estender por meses ou anos, enquanto a Justiça avalia se o ex-presidente venezuelano poderá ser julgado em território norte-americano.

Quatro acusações apresentadas pela Justiça dos EUA

Nicolás Maduro se declarou inocente das quatro acusações que constam no processo criminal aberto nos Estados Unidos. Entre os crimes imputados estão narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos.

As acusações sustentam que as ações atribuídas a Maduro teriam relação direta com atividades criminosas transnacionais, envolvendo o envio de grandes quantidades de entorpecentes ao território norte-americano. A promotoria afirma que os crimes foram praticados de forma coordenada, com uso de estruturas armadas e organização logística.

Audiência contou com presença de Cilia Flores

Maduro compareceu ao tribunal acompanhado de sua esposa, Cilia Flores, que também figura entre os investigados no processo. Ambos participaram de um procedimento legal preliminar, considerado obrigatório dentro do sistema judicial dos Estados Unidos para formalização da acusação e definição das próximas etapas do caso.

O juiz responsável conduziu a audiência de forma protocolar e determinou o andamento do processo, estabelecendo um novo encontro judicial. A próxima audiência foi marcada para o dia 17 de março, quando Maduro e Cilia Flores deverão prestar novos esclarecimentos no âmbito da ação penal.

Processo pode resultar em julgamento nos Estados Unidos

O procedimento judicial em curso tem como um de seus objetivos centrais definir se Nicolás Maduro poderá ser efetivamente julgado nos Estados Unidos. A defesa do ex-presidente venezuelano deverá apresentar argumentos relacionados à jurisdição do caso, enquanto a promotoria sustenta a competência da Justiça norte-americana para conduzir o processo.

A disputa jurídica envolve aspectos legais ligados ao alcance das leis federais dos Estados Unidos em crimes de caráter internacional, especialmente aqueles relacionados ao tráfico de drogas e ao uso de organizações armadas com impacto direto no território norte-americano.

Acusações envolvem familiares e suposta ligação com cartéis

Além de Nicolás Maduro e Cilia Flores, o processo menciona outros investigados, incluindo um filho do ex-presidente e mais três pessoas apontadas como participantes das ações descritas pela acusação. Segundo o Ministério Público dos Estados Unidos, o grupo teria atuado em conjunto com cartéis de drogas para facilitar o envio de milhares de toneladas de cocaína ao mercado norte-americano.

As acusações indicam que essas atividades teriam ocorrido ao longo de vários anos, com uso de rotas internacionais e apoio logístico para transporte e proteção da droga, além do emprego de armas e explosivos.

Possíveis penas previstas no processo

Caso sejam considerados culpados ao final do processo judicial, Nicolás Maduro e os demais acusados podem enfrentar penas que incluem prisão perpétua, conforme previsto na legislação penal dos Estados Unidos para crimes de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração armada.

O processo segue em tramitação, aguardando as próximas fases judiciais estabelecidas pelo tribunal responsável em Nova York.

Foto: RS/Fotos Públicas

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Michelle relata queda de Jair Bolsonaro em cela da Polícia Federal

Michelle relata queda de Jair Bolsonaro em cela da Polícia Federal

Ex-primeira-dama afirma que ex-presidente precisou de atendimento após cair durante a madrugada na Polícia Federal

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou nesta terça-feira (6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda durante a madrugada, enquanto estava preso nas dependências da Polícia Federal, em Brasília. Segundo o relato divulgado por Michelle em uma publicação nas redes sociais, Bolsonaro teria caído enquanto dormia e batido a cabeça em um móvel dentro do quarto onde permanece custodiado.

De acordo com a informação compartilhada, Jair Bolsonaro passou por uma crise durante a madrugada, o que teria provocado a queda. A ex-primeira-dama relatou ainda que o ex-presidente não estava bem no momento em que conseguiu acesso a ele, já durante o horário autorizado para visita.

Atendimento ocorreu após abertura do quarto para visita

Segundo Michelle Bolsonaro, o quarto onde Jair Bolsonaro está detido permanece fechado, o que teria impedido o atendimento imediato após a queda. Conforme o relato, o ex-presidente só recebeu atendimento quando agentes foram chamá-lo para a visita autorizada da esposa.

Michelle informou que estava acompanhada de um médico e aguardava a chegada do delegado responsável para obter informações sobre os primeiros socorros prestados ao ex-presidente. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre o estado de saúde de Bolsonaro nem sobre a necessidade de encaminhamento hospitalar.

Até o momento, não houve divulgação oficial por parte da Polícia Federal ou de autoridades médicas sobre o ocorrido.

Jair Bolsonaro está preso após condenação por trama golpista

Jair Bolsonaro está preso em Brasília após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado ocorrida após as eleições presidenciais de 2022. O ex-presidente foi considerado líder da articulação que questionava o resultado do pleito e buscava a ruptura institucional.

A prisão ocorre sob custódia da Polícia Federal, seguindo determinações judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz os processos relacionados aos atos investigados.

STF autorizou visitas da família ao ex-presidente

Na semana anterior ao episódio relatado por Michelle Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a visitação da família Bolsonaro ao ex-presidente enquanto ele permanece preso.

A decisão estabelece o regime de “visitação permanente”, que permite encontros de 30 minutos, no horário das 9h às 11h, com limitação de duas pessoas por dia, de forma separada. As visitas devem seguir os protocolos de segurança definidos pelas autoridades responsáveis pela custódia.

Familiares autorizados a visitar Jair Bolsonaro

De acordo com a decisão judicial, estão autorizados a visitar Jair Bolsonaro os filhos Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, Laura Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além da enteada Letícia. A autorização não contempla o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside atualmente nos Estados Unidos.

Michelle Bolsonaro já possuía autorização prévia para visitas ao ex-presidente, antes da ampliação concedida aos demais familiares.

Visitas seguem regras definidas pelo STF

As visitas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal devem obedecer às condições estabelecidas na decisão do ministro Alexandre de Moraes, incluindo o controle de horários, número de visitantes e a realização dos encontros de forma individualizada.

A medida busca regulamentar o contato do ex-presidente com familiares durante o período de custódia, sem alterar as condições da prisão nem interferir no andamento dos processos judiciais em curso.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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RN completa 10 anos de atraso no pagamento do 13º salário dos servidores

RN completa 10 anos de atraso no pagamento do 13º salário dos servidores

Benefício de 2025 será quitado apenas em janeiro de 2026; último pagamento integral no prazo ocorreu em 2015

O Governo do Rio Grande do Norte voltou a descumprir o prazo legal para o pagamento integral do 13º salário dos servidores públicos estaduais. O calendário referente ao ano de 2025 será concluído apenas na próxima sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, consolidando o décimo ano consecutivo de atraso no repasse do benefício, cujo prazo máximo previsto em lei é 20 de dezembro.

Desde 2016, o Estado não efetua o pagamento integral do 13º dentro do prazo legal para servidores ativos, aposentados e pensionistas. A última vez em que o benefício foi quitado integralmente até dezembro ocorreu em 2015.

Em nota divulgada em 24 de dezembro, o Governo do Estado informou que o pagamento do 13º de 2025 seria realizado em 9 de janeiro de 2026, citando o cenário financeiro como justificativa e assegurando o pagamento integral da folha.

Histórico de atrasos começou em 2016

Levantamento realizado com base em registros oficiais aponta que as dificuldades relacionadas ao pagamento do 13º salário dos servidores estaduais começaram a se intensificar a partir de 2014. Naquele ano, o benefício foi quitado dentro do prazo após a aprovação da unificação dos fundos previdenciários, o que permitiu o uso de cerca de R$ 1 bilhão para cobrir a folha de pagamento.

Em 2015, o governo seguiu utilizando recursos do fundo previdenciário unificado para complementar o pagamento do 13º de inativos e pensionistas. No entanto, um saque realizado em dezembro daquele ano esgotou as reservas disponíveis do fundo.

O primeiro atraso formal ocorreu em 2016. Na ocasião, o pagamento do benefício foi parcelado e escalonado, com parte dos servidores recebendo apenas uma parcela em dezembro. O restante foi quitado em janeiro de 2017.

Repetição do atraso ao longo das gestões

O atraso voltou a ocorrer em 2017, deixando uma dívida que só foi completamente quitada em maio de 2019. Em 2018, o Estado informou não possuir recursos para efetuar o pagamento do 13º naquele exercício, acumulando uma dívida que envolveu também a folha de dezembro. O pagamento total desse período foi concluído apenas em 2021.

Em 2019, primeiro ano da gestão seguinte, o Executivo utilizou recursos extraordinários e contou com a aprovação de um crédito especial de R$ 1,7 bilhão para viabilizar o pagamento, que se estendeu até o início de janeiro de 2020.

Nos anos de 2020, 2021 e 2022, o padrão de quitação do benefício no início do exercício seguinte foi mantido. Em 2023, o complemento do 13º para parte dos servidores foi programado para janeiro de 2024.

Para o exercício de 2024, o cronograma previa que apenas uma parcela dos servidores receberia o valor integral em dezembro, enquanto o restante teria o crédito efetuado em janeiro de 2025. Em relação ao ano de 2025, o pagamento será concluído em 9 de janeiro de 2026.

Situação diferenciada para alguns vínculos

De acordo com informações da Secretaria da Fazenda encaminhadas à Procuradoria Geral do Estado, os empregados públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) receberam integralmente o 13º salário em dezembro.

O documento também indicou que órgãos e entidades com recursos próprios, como o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e o Instituto de Previdência dos Servidores do RN (Ipern), tiveram parcelas antecipadas quitadas, com previsão de pagamento do valor remanescente até o final de dezembro.

Judicialização do pagamento

A questão do atraso no pagamento do 13º salário dos servidores estaduais tem sido alvo de ações judiciais. Em 23 de dezembro, uma decisão judicial determinou que o Estado efetuasse o pagamento do benefício até o último dia de 2025. Três dias depois, a decisão foi suspensa em instância superior, sob o entendimento de que a medida poderia comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.

Algumas categorias do funcionalismo chegaram a obter decisões favoráveis em primeira instância, posteriormente suspensas. Outras ações seguem em tramitação sem decisão definitiva.

Despesas com pessoal e limites fiscais

Dados do Relatório de Gestão Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional, referentes ao segundo quadrimestre de 2025, indicam que o Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional de despesas com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida. O Estado compromete 65,54% da RCL com gastos dessa natureza, acima do limite de 60% previsto na legislação fiscal.

O comprometimento elevado da receita com despesas de pessoal é apontado como um dos fatores associados à recorrência dos atrasos no pagamento do 13º salário.

HISTÓRICO DE ATRASOS NO 13º SALÁRIO DO RN

  • 2016 – pagamento concluído em janeiro de 2017
  • 2017 – pagamento concluído em maio de 2019
  • 2018 – pagamento concluído em 2021
  • 2019 – pagamento concluído em janeiro de 2020
  • 2020 – pagamento concluído em janeiro de 2021
  • 2021 – pagamento concluído em janeiro de 2022
  • 2022 – pagamento concluído em janeiro de 2023
  • 2023 – pagamento concluído em janeiro de 2024
  • 2024 – pagamento concluído em janeiro de 2025
  • 2025 – pagamento previsto para 9 de janeiro de 2026

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Vereadora Thabatta Pimenta protocola representação contra Nikolas Ferreira após publicação nas redes sociais

Vereadora Thabatta Pimenta protocola representação contra Nikolas Ferreira após publicação nas redes sociais

Ação foi protocolada após divulgação de imagem que sugeriria sequestro do presidente Lula

A vereadora de Natal, Thabatta Pimenta (PSOL), anunciou que protocolou uma representação contra Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, após a divulgação de uma imagem em redes sociais que sugeriria o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por militares dos Estados Unidos.

A informação foi tornada pública por meio das próprias redes sociais da parlamentar. Segundo o comunicado, a representação questiona os limites da atuação parlamentar e o uso das plataformas digitais por agentes públicos para a divulgação de conteúdos políticos.

De acordo com o entendimento apresentado, a publicação atribuída ao deputado extrapolaria o campo da manifestação política e poderia configurar violação à Lei nº 14.197/2021, legislação que trata de crimes contra o Estado Democrático de Direito e substituiu dispositivos da antiga Lei de Segurança Nacional.

A vereadora sustenta que a imunidade parlamentar não deve ser utilizada como justificativa para práticas que possam ser enquadradas como ilícitas. A representação tem como objetivo provocar a análise formal dos órgãos competentes sobre o conteúdo divulgado e suas possíveis implicações legais.

O material questionado teria circulado amplamente nas redes sociais, gerando repercussão entre usuários e agentes políticos. A imagem sugeriria um cenário envolvendo autoridades estrangeiras e o presidente da República, o que motivou a iniciativa da parlamentar.

Ainda conforme a manifestação pública, a ação busca coibir a normalização de conteúdos que, segundo a avaliação apresentada, podem estimular interpretações que afrontem o regime democrático ou incentivem condutas ilegais sob o argumento de humor, opinião pessoal ou crítica política.

A representação contra Nikolas Ferreira será analisada pelas instâncias competentes, que deverão avaliar se há elementos suficientes para caracterizar eventual infração à legislação vigente. O procedimento não implica, por si só, responsabilização automática, mas inaugura uma etapa formal de apuração.

A parlamentar informou que seguirá acompanhando o andamento do caso e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o desdobramento da análise jurídica. O episódio se insere em um contexto de debates recorrentes sobre os limites da liberdade de expressão, da imunidade parlamentar e do uso das redes sociais por representantes eleitos.

Até o momento, não há informação oficial sobre eventuais desdobramentos da representação ou posicionamento formal do deputado citado. O caso segue em tramitação conforme os ritos legais previstos.

Foto: Elpídio Júnior/Câmara de Natal / Francisco de Assis/Câmara de Natal / Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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Governo Lula amplia sigilos e supera números registrados no último ano de Bolsonaro

Governo Lula amplia sigilos e supera números registrados no último ano de Bolsonaro

Levantamentos indicam aumento de restrições a dados públicos mesmo após promessa de revisão de sigilos

Durante a campanha eleitoral de 2022, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que promoveria uma revisão dos decretos de sigilo adotados na gestão anterior e que adotaria medidas voltadas à transparência administrativa. A proposta foi apresentada no contexto do compromisso de reavaliar restrições impostas a informações públicas durante o governo de Jair Bolsonaro.

No entanto, dados oficiais e levantamentos independentes divulgados pela coluna de Cláudio Humberto, no Diário do Poder, indicam que, entre os anos de 2023 e 2025, o sigilo no governo Lula não apenas foi mantido, como também ampliado. Informações da Controladoria-Geral da União (CGU) e de relatórios produzidos por entidades de monitoramento da transparência apontam a imposição de 3.287 classificações de sigilo no período analisado.

As restrições envolvem diferentes tipos de informações públicas, incluindo dados sobre viagens oficiais, gastos do governo, registros administrativos e informações relacionadas a empresários. Os sigilos aplicados seguem os critérios previstos na legislação vigente, que permite a classificação de documentos por prazos que podem chegar a até 100 anos, a depender do conteúdo.

Somente em 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula, foram registrados 1.339 pedidos de informação classificados com algum grau de sigilo, conforme dados consolidados pela CGU. O número é próximo ao registrado em 2022, último ano da gestão Bolsonaro, quando 1.332 solicitações receberam classificação semelhante.

A comparação entre os períodos tem sido utilizada por analistas para avaliar a aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI) no atual governo. Criada para garantir o direito da sociedade ao acesso a dados públicos, a legislação prevê exceções, permitindo a restrição de informações consideradas sensíveis à segurança do Estado ou à privacidade individual.

Os levantamentos indicam ainda que, entre 2023 e 2025, aproximadamente 16% dos pedidos feitos com base na LAI foram negados. As negativas ocorreram por diferentes motivos previstos na lei, incluindo a classificação de sigilo, a proteção de dados pessoais ou a inexistência da informação solicitada nos sistemas do governo.

As informações compiladas pela CGU refletem registros administrativos enviados pelos órgãos da administração pública federal. Os relatórios independentes utilizados para a análise cruzam esses dados com pedidos protocolados por cidadãos, jornalistas e entidades civis interessadas em acompanhar a execução de políticas públicas.

O tema do sigilo governo Lula tem sido recorrente em análises sobre transparência pública desde o início do atual mandato. A discussão envolve a aplicação dos dispositivos legais que autorizam a restrição de acesso a documentos oficiais e a compatibilidade dessas decisões com compromissos assumidos durante o processo eleitoral.

Os dados citados referem-se exclusivamente ao período entre 2023 e 2025 e não incluem informações sobre eventuais revisões futuras dos critérios de classificação nem sobre alterações normativas posteriores. As estatísticas permanecem disponíveis nos sistemas oficiais de acompanhamento da Lei de Acesso à Informação e em relatórios públicos de monitoramento.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ilustração / Ricardo Stuckert/Presidência da República

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Após captura de Maduro, Justiça venezuelana define Delcy Rodríguez como presidente interina

Após captura de Maduro, Justiça venezuelana define Delcy Rodríguez como presidente interina

Suprema Corte determina sucessão interina por até 180 dias e governo brasileiro reconhece Delcy Rodríguez como chefe de Estado

A Suprema Corte da Venezuela determinou, na noite deste sábado (3), que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência do país de forma interina, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar realizada pelos Estados Unidos. A decisão foi anunciada pela Sala Constitucional do tribunal e estabelece que Rodríguez deverá exercer todas as funções do cargo para garantir a continuidade administrativa do Estado.

Segundo a decisão judicial, o mandato interino terá validade inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90, mediante autorização da Assembleia Nacional. Caso Nicolás Maduro não retorne ao cargo após o período máximo de 180 dias, a Constituição venezuelana prevê a convocação de novas eleições.

A Suprema Corte afirmou que a medida busca assegurar a governabilidade e a defesa do país diante do que classificou como uma agressão militar estrangeira. Maduro foi levado aos Estados Unidos, onde deve responder a acusações na Justiça americana.

Mesmo após a operação, integrantes do governo venezuelano vinham sustentando que Maduro permanecia como presidente legítimo. Delcy Rodríguez, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial que a coloca como presidente interina.

Após a captura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA assumiriam o controle da Venezuela durante um período de transição e chegou a mencionar o nome de Delcy Rodríguez de forma pública. Segundo Trump, houve contato político de alto nível com a vice-presidente venezuelana por meio do secretário de Estado, Marco Rubio.

Brasil reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina

O governo brasileiro afirmou neste sábado (3) que reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela. A informação foi confirmada pela secretária-geral das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha, após a segunda reunião de avaliação do governo brasileiro convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Na ausência do atual presidente Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina”, declarou Maria Laura da Rocha.

A diplomata não esclareceu se o governo brasileiro manteve contato direto com Delcy Rodríguez após a operação militar. Mais cedo, os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e da Venezuela, Yván Gil, conversaram por telefone.

A chancelaria brasileira informou que fará contatos com o governo dos Estados Unidos e evitou comentar as declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de Washington assumir a administração do país com indicados pelo governo americano. “Temos que esperar e ver como vai se desenrolar”, afirmou a secretária-geral.

Posição diplomática do Brasil sobre a Venezuela

O governo brasileiro nunca reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro, mas manteve canais diplomáticos abertos com Caracas. Segundo integrantes do governo, houve um distanciamento político progressivo entre os dois países antes da escalada da operação militar americana no Caribe.

O Itamaraty voltou a condenar o ataque militar, posição que já havia sido expressa publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã deste sábado, antes da primeira reunião de avaliação.

De acordo com relatos de participantes do encontro com o presidente, o ambiente foi de cautela, com a orientação de aguardar mais informações para avaliar a dimensão dos acontecimentos em Caracas.

Reuniões internacionais e atuação do Itamaraty

O Brasil pretende participar de uma reunião emergencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas na segunda-feira (5), em tom crítico à operação militar. Também estão previstas reuniões na Organização dos Estados Americanos (OEA) e na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), esta última marcada para domingo (4), às 14h, em nível ministerial.

Segundo o Itamaraty, participaram da segunda reunião de avaliação, além de Maria Laura da Rocha, os ministros José Múcio (Defesa), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social), além da embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, e de representantes da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais.

Situação na fronteira e brasileiros na Venezuela

O governo brasileiro informou que a embaixada em Caracas segue monitorando a situação no país e que, até o momento, não há relatos de vítimas ou feridos entre a comunidade brasileira residente na Venezuela.

Cerca de 100 brasileiros deixaram o país por via terrestre, em direção ao estado de Roraima. Segundo o Palácio do Planalto, o movimento na fronteira segue dentro da normalidade.

Fotos: Eneas on VisualHunt / Valter Campanato/Agência Brasil / Palácio do Planalto on Visualhunt

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Papa Leão 14 manifesta preocupação com a Venezuela e pede respeito à soberania e aos direitos humanos

Papa Leão 14 manifesta preocupação com a Venezuela e pede respeito à soberania e aos direitos humanos

Pontífice diz acompanhar desdobramentos da situação no país e reforça apelo por justiça, paz, soberania e proteção aos mais vulneráveis

Durante a missa deste domingo, após a oração do Angelus, o papa Leão 14 manifestou preocupação com os acontecimentos recentes na Venezuela. Em sua fala pública, o pontífice afirmou que acompanha com atenção os desdobramentos da situação no país e destacou a necessidade de que o bem do povo venezuelano seja priorizado.

Segundo o papa, “acompanho com profunda preocupação os desdobramentos da situação na Venezuela”. A declaração foi feita diante de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, como parte da tradicional mensagem dominical do líder da Igreja Católica.

Em sua manifestação, o papa Leão 14 afirmou que o bem do povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração. Ele defendeu que esse princípio sirva como base para a superação da violência e para a busca de caminhos que promovam justiça e paz no país.

Apelo por soberania, Constituição e Estado de Direito

Durante o pronunciamento, o pontífice ressaltou a importância do respeito à soberania nacional da Venezuela e do cumprimento do Estado de Direito previsto na Constituição do país. Segundo ele, é fundamental assegurar que os princípios constitucionais sejam respeitados em meio ao atual contexto político e institucional.

O papa também destacou a necessidade de garantir os direitos humanos e civis de todos os cidadãos venezuelanos. Em sua fala, afirmou que esses direitos devem ser respeitados “de cada um e de todos”, reforçando a centralidade da dignidade humana em qualquer processo de enfrentamento da crise.

De acordo com Leão 14, a construção de um futuro mais estável passa pelo compromisso coletivo com a legalidade, o diálogo e o respeito às normas que regem a vida institucional do país.

Defesa da justiça e da paz como caminhos para a Venezuela

Ainda em sua mensagem, o papa afirmou que a superação da violência é um passo necessário para que a Venezuela possa trilhar caminhos de justiça e de paz. Ele indicou que esses valores devem orientar as decisões e ações voltadas à reconstrução da convivência social e política.

O pontífice mencionou a importância de trabalhar de forma conjunta para a construção de um futuro marcado pela colaboração, pela estabilidade e pela concórdia. Segundo ele, esse esforço coletivo é essencial para que o país avance em um cenário de maior previsibilidade e respeito mútuo.

A fala do papa Leão 14 reforça o papel tradicional da Igreja Católica em se posicionar publicamente sobre situações de conflito, instabilidade institucional e crise humanitária, sempre com foco na proteção da vida, da dignidade humana e da paz social.

Atenção aos mais pobres e à crise econômica

O papa Leão 14 também dedicou parte de sua fala à situação dos mais vulneráveis na Venezuela. Ele destacou que é necessário ter especial atenção aos mais pobres, que sofrem os impactos da difícil situação econômica enfrentada pelo país.

Segundo o pontífice, esses grupos já convivem há mais de uma década com dificuldades econômicas, o que torna ainda mais urgente a adoção de medidas que garantam proteção social e respeito aos direitos básicos.

O líder da Igreja Católica afirmou que sua preocupação com os mais vulneráveis da nação venezuelana tem sido constante, especialmente diante de um cenário prolongado de dificuldades econômicas e sociais.

Pronunciamento no contexto do Angelus

A manifestação do papa ocorreu após a oração do Angelus, tradicional momento em que o pontífice costuma abordar temas de relevância internacional, questões humanitárias e situações de conflito ao redor do mundo.

A fala sobre a Venezuela se soma a outros pronunciamentos do papa Leão 14 em que ele destaca a necessidade de soluções pacíficas, diálogo político e respeito aos direitos fundamentais como pilares para a estabilidade das nações.

Foto: Mazur/cbcew.org.uk / VaticanNews

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Ratinho é absolvido em segunda instância por declarações contra Natália Bonavides

Ratinho é absolvido em segunda instância por declarações contra Natália Bonavides

Tribunal entendeu que críticas feitas em 2021 estavam direcionadas a projeto de lei e não à condição pessoal da deputada federal

O apresentador de televisão e radialista Carlos Massa, conhecido como Ratinho, foi absolvido em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) em ação relacionada a declarações feitas em um programa de rádio, em 2021, contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).

A decisão foi proferida pela 7ª Turma do TRF-5, que analisou recurso no processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão acusava o apresentador de ter sugerido violência contra a parlamentar ao comentar um projeto de lei apresentado por ela no Congresso Nacional.

As declarações questionadas ocorreram durante a veiculação de um programa de rádio de propriedade do apresentador. Na ocasião, Ratinho reagiu à proposta legislativa que sugeria retirar a expressão “declaro marido e mulher” do Código Civil.

Entre as falas citadas no processo, o apresentador afirmou: “Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não? Natália, você não tem o que fazer?”. As declarações motivaram a ação judicial por parte do MPF.

Ação do Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal sustentou que as falas configurariam incitação à violência contra uma representante eleita, caracterizando discurso de ódio e violência política de gênero. A ação pedia a condenação do apresentador e a aplicação de medidas de caráter indenizatório e educativo.

Caso fosse condenado, Ratinho poderia ser obrigado a pagar uma indenização no valor de R$ 2 milhões. Além disso, a Rádio Massa, empresa de sua propriedade, teria que veicular campanhas de combate à violência de gênero pelo período de um ano.

A ação foi analisada inicialmente em primeira instância e, posteriormente, chegou ao TRF-5 por meio de recurso.

Entendimento do TRF-5

Ao julgar o caso, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região concluiu que as manifestações do apresentador, embora consideradas ofensivas, não extrapolaram os limites da liberdade de expressão.

Segundo o entendimento do colegiado, as falas estavam direcionadas ao conteúdo do projeto de lei apresentado pela deputada federal, e não à sua condição pessoal, feminina ou de gênero.

Para os magistrados, não houve caracterização de discurso de ódio nem de violência política de gênero com repercussão difusa, conforme sustentado pelo MPF.

Trecho da decisão judicial

O relator do caso, desembargador federal Frederico Wildson da Silva Dantas, destacou em seu voto que as declarações, apesar do tom utilizado, não configuraram violação aos parâmetros jurídicos que delimitam a liberdade de expressão.

“Embora hostil e pouco elegante, a crítica foi direcionada não à condição feminina da parlamentar, mas ao projeto legislativo por ela apresentado. As manifestações, por mais antipáticas que fossem, não configuraram discurso de ódio nem violência política de gênero com repercussão difusa”, afirmou o magistrado na decisão.

Com base nesse entendimento, o tribunal decidiu pela absolvição do apresentador em segunda instância.

Projeto de lei citado nas declarações

O projeto de lei mencionado por Ratinho durante o programa de rádio foi apresentado pela deputada federal Natália Bonavides e propunha a retirada da expressão “declaro marido e mulher” do Código Civil. A iniciativa legislativa gerou repercussão à época e foi alvo de críticas em diferentes espaços públicos.

As declarações do apresentador ocorreram no contexto desse debate legislativo, conforme registrado nos autos do processo analisado pelo TRF-5.

Próximos passos do processo

Apesar da absolvição em segunda instância, o processo não foi encerrado definitivamente. Com a decisão do TRF-5, o caso seguirá agora para análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância responsável por examinar questões de natureza infraconstitucional.

Não há, até o momento, informações sobre a data em que o recurso será apreciado pelo STJ ou sobre eventuais desdobramentos do caso.

Foto: Prefeitura de Rio Preto/VisualHunt / Bruno Spada / Câmara dos Deputados / Mario Agra / Câmara dos Deputados

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Dr. Bernardo e Kaline iniciam o ano com novos apoios e ampliam articulações para eleições de 2026

Dr. Bernardo e Kaline iniciam o ano com novos apoios e ampliam articulações para eleições de 2026

Deputado confirma alianças no Oeste e no Seridó e consolida agenda política com foco na disputa federal; Kaline é apresentada como pré-candidata à Assembleia Legislativa

O deputado estadual Dr. Bernardo iniciou o ano político ampliando sua base de apoios e reforçando articulações regionais com foco nas eleições de 2026. No último dia 2 de janeiro, o parlamentar participou de uma série de encontros políticos que resultaram na formalização de novos apoios em municípios do Oeste e do Seridó potiguar, regiões onde mantém atuação parlamentar contínua.

Dr. Bernardo deverá concorrer ao cargo de deputado federal, enquanto sua esposa, Kaline, é pré-candidata a deputada estadual. A movimentação conjunta tem como base o fortalecimento de alianças locais e a ampliação do diálogo com lideranças políticas municipais.

Durante as reuniões realizadas no início do ano, foram confirmados os seguintes apoios:

  • Antonio Macaco, ex-prefeito de Jardim de Piranhas
  • Marcinho Cathamax, liderança política de Caraúbas
  • Alexandre Paiva, liderança política do município de Grossos
  • Carlinhos de Dandão, vereador de Apodi
  • Sandro Góis, vereador de Areia Branca

A agenda de Dr. Bernardo e Kaline segue com reuniões, visitas institucionais e articulações políticas em diferentes municípios do estado.

Fotos: Divulgação

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Governo Lula convoca reunião no Itamaraty após anúncio dos EUA sobre captura de Nicolás Maduro

Governo Lula convoca reunião no Itamaraty após anúncio dos EUA sobre captura de Nicolás Maduro

A reunião ocorre em meio à repercussão internacional da operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano

Ministros e assessores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúnem na manhã deste sábado (3), no Palácio Itamaraty, em Brasília, para discutir a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o anúncio da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, divulgado mais cedo pelo presidente norte-americano Donald Trump. A informação foi publicada pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

A reunião ocorre em meio à repercussão internacional da operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. Há expectativa de que o presidente Lula participe do encontro por videoconferência, já que se encontra de férias na base da Marinha, em Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro.

Segundo apuração da coluna, Lula já foi informado sobre o anúncio feito por Trump e avalia antecipar o retorno a Brasília. Inicialmente, o presidente previa encerrar o período de recesso apenas na próxima segunda-feira (6).

O encontro no Itamaraty ocorre poucas horas após o presidente dos Estados Unidos afirmar que forças norte-americanas bombardearam a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, retirando-os do país. Até o momento, autoridades venezuelanas não confirmaram oficialmente o paradeiro do presidente.

Ministro da Saúde condena ataque e oferece apoio do SUS

Em meio à reação do governo brasileiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, utilizou a rede social X para condenar a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Em suas publicações, Padilha ofereceu os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender possíveis feridos em decorrência dos ataques.

O ministro destacou que o Brasil e o sistema de saúde público já vinham absorvendo impactos relacionados à situação da Venezuela, especialmente no estado de Roraima, que faz fronteira com o país vizinho. Segundo Padilha, a rede pública de saúde da região já atende demandas associadas ao fluxo migratório e a outras consequências da crise venezuelana.

Nas publicações, o ministro não mencionou diretamente a captura de Nicolás Maduro anunciada pelo governo norte-americano. Padilha reforçou que o Brasil mantém atenção aos desdobramentos da situação e às possíveis repercussões humanitárias.

Milei celebra prisão de Maduro e repercute ação dos EUA

Na Argentina, o presidente Javier Milei comemorou publicamente a prisão de Nicolás Maduro por meio de uma postagem em rede social. Ao compartilhar a notícia da operação militar dos Estados Unidos, Milei escreveu: “La libertad avanza, Viva la libertad carajo”.

O presidente argentino é um crítico declarado do governo venezuelano. Em dezembro, durante discurso na sessão plenária da 67ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR), Milei defendeu a pressão internacional liderada pelos Estados Unidos contra o governo de Maduro.

Na ocasião, Milei afirmou que a Venezuela enfrentava uma crise política, humanitária e social e citou o reconhecimento internacional concedido à opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.

A manifestação do presidente argentino ocorre enquanto governos da América Latina e de outras regiões acompanham os desdobramentos da ofensiva militar norte-americana e suas implicações diplomáticas.

Contexto diplomático

A convocação da reunião no Itamaraty ocorre em um momento de intensificação das tensões regionais. O Brasil mantém relações diplomáticas com a Venezuela e acompanha com atenção os impactos políticos, humanitários e migratórios decorrentes da situação no país vizinho.

A eventual participação de Lula por videoconferência e a possibilidade de antecipação de seu retorno a Brasília indicam o acompanhamento direto do caso pela Presidência da República, em meio à rápida evolução dos acontecimentos e às reações de governos estrangeiros.

Até o momento, não houve comunicado oficial do Palácio do Planalto sobre posicionamento formal do governo brasileiro em relação ao anúncio feito pelos Estados Unidos.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil

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Moraes autoriza visitas permanentes de filhos a Bolsonaro na prisão da Polícia Federal

Moraes autoriza visitas permanentes de filhos a Bolsonaro na prisão da Polícia Federal

Decisão do STF define dias, horários e limita número de visitantes por vez

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou de forma permanente que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas de seus filhos que residem no Brasil enquanto cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Com a decisão, estão autorizadas as visitas de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro. A enteada Letícia Marianna Firmo da Silva também poderá visitar o ex-presidente. A autorização foi concedida independentemente de novos pedidos, desde que respeitadas as regras estabelecidas pela Polícia Federal.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por coordenar uma trama de tentativa de golpe de Estado. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou que as visitas deverão ocorrer dentro dos horários previstos na Portaria SR/PF/DF nº 1104, de 28 de março de 2024. Conforme o documento, os encontros estão autorizados às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h.

Cada visita terá duração máxima de 30 minutos, com limitação de dois familiares por dia. O magistrado determinou ainda que cada familiar deverá visitar o ex-presidente de forma individual, não sendo permitidas visitas conjuntas no mesmo horário.

“O ministro autoriza a visitação permanente dos filhos do sentenciado e da enteada, independentemente de nova autorização, dentro dos horários estabelecidos”, diz trecho da decisão.

Alexandre de Moraes ressaltou que permanece válida a autorização concedida anteriormente à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que já possuía permissão permanente para visitas desde dezembro.

Ficou de fora da decisão o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, que reside nos Estados Unidos desde março de 2025. Em dezembro do mesmo ano, Eduardo perdeu o mandato parlamentar por não comparecer às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, conforme as regras regimentais da Casa.

A autorização das visitas permanentes ocorreu um dia após Jair Bolsonaro receber alta médica do Hospital DF Star, em Brasília. O ex-presidente estava internado para a realização de exames e procedimentos cirúrgicos, conforme informado anteriormente por sua defesa.

Na quinta-feira (1º), um dia antes da decisão sobre as visitas, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro para a conversão da pena em prisão domiciliar. Com isso, o ex-presidente permanece custodiado nas dependências da Polícia Federal.

As visitas seguem condicionadas ao cumprimento das normas internas da PF e aos procedimentos de segurança adotados na unidade prisional.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Irmão de Jair Bolsonaro diz que bolão familiar acertou na Mega da Virada

Irmão de Jair Bolsonaro diz que bolão familiar acertou na Mega da Virada

Renato Bolsonaro afirma que bolão com Jair Bolsonaro acertou quatro números na Mega da Virada 2025

Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou por meio das redes sociais que acertou a quadra na Mega da Virada 2025 em um bolão realizado com o próprio ex-presidente e com Mosart Aragão, ex-assessor. Segundo Renato, o grupo participa do concurso especial da Mega-Sena todos os anos.

De acordo com a publicação, o bolão teria apostado nas dezenas 06, 13, 21, 22, 32 e 59. No sorteio da Mega da Virada, correspondente ao concurso 2.955, realizado no dia 1º de janeiro de 2026, os números sorteados foram 59, 21, 32, 13, 33 e 09. Com isso, a aposta teria registrado quatro acertos: 13, 21, 32 e 59.

Quadra da Mega da Virada paga mais de R$ 200 por aposta

A Caixa Econômica Federal informou que a quadra da Mega da Virada 2025 vai pagar R$ 216,76 para cada um dos 308.315 ganhadores que acertaram quatro números. Já a quina teve 3.921 apostas premiadas, com pagamento individual de R$ 11.931,42.

No prêmio principal, seis apostas acertaram as seis dezenas sorteadas. O valor total do prêmio da Mega da Virada foi de R$ 1.091.357.286,52, dividido igualmente entre os bilhetes vencedores, resultando em R$ 181.892.881,09 para cada aposta.

Publicação mostra recibo com data de registro da aposta

Na publicação feita nas redes sociais, Renato Bolsonaro também divulgou um recibo que indicaria o registro da aposta no dia 20 de dezembro. Segundo o próprio texto divulgado, a data do registro coincide com o período em que Jair Bolsonaro já estaria detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A postagem não detalha a modalidade do bolão nem o número total de participantes envolvidos na aposta, limitando-se a informar os nomes de Jair Bolsonaro e Mosart Aragão como integrantes do grupo.

Situação judicial de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro voltou à custódia da Polícia Federal na quinta-feira (1º), após receber alta hospitalar. A defesa do ex-presidente solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a substituição da prisão por prisão domiciliar. O pedido foi analisado e negado pela Corte.

O sorteio da Mega da Virada 2025 ocorreu normalmente, conforme o calendário oficial da Caixa Econômica Federal, encerrando o ano com o maior prêmio da história da modalidade.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Após perda de mandato, Eduardo Bolsonaro é convocado a retornar à PF

Após perda de mandato, Eduardo Bolsonaro é convocado a retornar à PF

Polícia Federal determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão após perda de mandato

A Polícia Federal determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro (PL) ao cargo de escrivão da corporação após a declaração de perda de mandato parlamentar. A decisão foi formalizada por meio de ato declaratório publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (2).

No documento, a Polícia Federal estabelece que o retorno tem caráter “exclusivamente declaratório e de regularização da situação formal” e alerta para a adoção de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” em caso de ausência injustificada do servidor.

Eduardo Bolsonaro estava afastado da PF durante mandato

Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, exercendo o cargo de escrivão. Durante o período em que ocupou mandato como deputado federal, ele permaneceu afastado das funções na corporação, conforme prevê a legislação para servidores públicos eleitos.

O ato administrativo determina que o retorno ocorra de forma imediata, ainda que inicialmente para fins formais, considerando a nova condição funcional após o encerramento do mandato parlamentar.

Decisão foi publicada no Diário Oficial da União

O ato declaratório da Polícia Federal foi publicado no DOU desta sexta-feira e estabelece que a ausência sem justificativa poderá resultar em medidas administrativas e disciplinares previstas nos regulamentos internos da corporação.

O documento não detalha prazos para apresentação presencial nem informa se haverá designação imediata de lotação ou função operacional.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março do ano passado, quando solicitou licença do mandato na Câmara dos Deputados. Desde então, ele não retornou ao exercício das atividades parlamentares presenciais no Brasil.

Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato do parlamentar. A decisão foi fundamentada no número de ausências não justificadas, que ultrapassou o limite permitido pelo regimento interno da Casa Legislativa.

Perda de mandato resultou em retorno ao cargo efetivo

Com a declaração da perda de mandato, Eduardo Bolsonaro deixou de ter vínculo parlamentar ativo, o que resultou na necessidade de regularização de sua situação funcional junto à Polícia Federal.

A corporação informou, por meio do ato publicado, que o retorno imediato tem como finalidade formalizar o restabelecimento do vínculo funcional como servidor público federal, encerrado o período de afastamento autorizado durante o mandato eletivo.

Foto: Beto Barata/PL

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Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é preso por ordem do STF

Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é preso por ordem do STF

Prisão de Filipe Martins foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e cumprida pela Polícia Federal no Paraná

O ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, foi preso na manhã desta sexta-feira (2) pela Polícia Federal, em sua residência, localizada no município de Ponta Grossa, no estado do Paraná. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com as informações divulgadas, a ordem de prisão foi determinada no âmbito de um processo que tramita no Supremo. A decisão ocorre após medidas cautelares anteriormente impostas ao ex-assessor presidencial.

No dia 26 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado a prisão domiciliar de Filipe Martins e de outros nove réus envolvidos no mesmo processo. Na ocasião, o magistrado justificou a decisão com base na avaliação de que existia risco de fuga por parte dos investigados.

Mesmo com a imposição da prisão domiciliar e de outras medidas cautelares, novos fatos foram analisados pelo relator do caso no STF. Três dias após a decisão, Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos à defesa de Filipe Martins sobre uma possível violação das medidas impostas.

Segundo a justificativa apresentada pelo ministro, Filipe Martins teria acessado sua conta na rede social profissional LinkedIn no mesmo dia em que a prisão domiciliar foi determinada. Conforme descrito na decisão, o acesso teria ocorrido com o objetivo de buscar perfis de terceiros, o que motivou o pedido de explicações à defesa.

O uso de redes sociais e a realização de atividades online estavam entre os pontos analisados no contexto das medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. A possível violação dessas determinações foi considerada relevante no andamento do processo.

Filipe Martins já havia sido condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão. No entanto, até o momento da prisão realizada nesta sexta-feira (2), a condenação ainda não havia transitado em julgado, o que permitia que ele respondesse ao processo em liberdade, respeitadas as medidas judiciais impostas.

Com a nova decisão, o mandado de prisão preventiva foi cumprido por agentes da Polícia Federal no endereço residencial do ex-assessor, em Ponta Grossa. A operação ocorreu no período da manhã, sem divulgação de detalhes adicionais sobre o deslocamento do preso após o cumprimento da ordem judicial.

Filipe Martins atuou como assessor especial para assuntos internacionais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Seu nome passou a figurar entre os investigados e réus em processos analisados pelo Supremo Tribunal Federal relacionados aos atos e eventos sob apuração pela Corte.

O processo que resultou na condenação do ex-assessor ainda segue os trâmites legais previstos, uma vez que a sentença não havia alcançado a fase final de execução penal definitiva. A atuação do ministro Alexandre de Moraes ocorre na condição de relator do caso no STF.

Até a última atualização das informações, não houve divulgação de posicionamento público da defesa de Filipe Martins após o cumprimento do mandado de prisão. Também não foram informados detalhes adicionais sobre eventuais novos desdobramentos processuais decorrentes da decisão.

A Polícia Federal informou apenas o cumprimento da ordem judicial expedida pelo Supremo Tribunal Federal, conforme os procedimentos legais aplicáveis ao caso.

Foto: Arthur Max/MRE / Sophia Santos/STF

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Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes que mantém Jair Bolsonaro na PF

Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes que mantém Jair Bolsonaro na PF

Senador critica Alexandre de Moraes após negativa de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta quinta-feira (1º) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF). A manifestação ocorreu após a negativa do pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-chefe do Executivo.

Em publicação feita em seu perfil na rede social X, Flávio Bolsonaro afirmou que seu pai necessita de cuidados médicos que, segundo ele, não poderiam ser assegurados em ambiente prisional. O senador declarou que o ex-presidente apresenta riscos à saúde em razão de complicações médicas.

Na postagem, Flávio Bolsonaro mencionou a possibilidade de o ex-presidente sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), alegando que o risco estaria relacionado ao atual estado de saúde de Jair Bolsonaro. As declarações foram feitas no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes proferiu a decisão sobre o pedido da defesa.

Mais cedo, o ministro do STF negou a solicitação de prisão domiciliar humanitária apresentada pelos advogados de Jair Bolsonaro. No despacho, Moraes determinou que, após receber alta médica do Hospital DF Star, onde o ex-presidente estava internado, ele fosse encaminhado diretamente à sede da Polícia Federal em Brasília, para dar continuidade ao cumprimento da pena imposta.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, conforme decisão já proferida no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Com a negativa da prisão domiciliar, o ministro estabeleceu que a custódia deve ocorrer nas dependências da Polícia Federal, assim que houver liberação médica hospitalar.

No despacho, Alexandre de Moraes afirmou que, “diferente do que alegou a defesa”, o quadro clínico do ex-presidente apresentou melhora, conforme informações constantes nos autos. A avaliação do ministro foi baseada nos documentos médicos analisados durante a apreciação do pedido.

Após a divulgação da decisão, Flávio Bolsonaro voltou a se manifestar publicamente. Em nova publicação, o senador afirmou que a decisão do ministro estaria “cheia de sarcasmo”. Em outro trecho, escreveu: “Até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”. Na mesma sequência de mensagens, Flávio Bolsonaro também escreveu: “Leia o laudo, ser abjeto”, em referência ao ministro do STF.

O parlamentar sustentou ainda que o laudo médico apresentado pela defesa indicaria que Jair Bolsonaro “precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos em uma prisão”. Segundo Flávio Bolsonaro, as informações médicas seriam claras quanto à necessidade de acompanhamento contínuo.

Além das declarações sobre a saúde do ex-presidente, Flávio Bolsonaro também destacou sua posição política atual. O senador anunciou recentemente sua pré-candidatura à Presidência da República para o próximo ano, informação mencionada no mesmo contexto das manifestações públicas.

A decisão do STF mantém Jair Bolsonaro sob responsabilidade da Polícia Federal, conforme estabelecido pelo relator do caso. O processo segue sob análise da Corte, e as medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes permanecem em vigor até nova deliberação judicial.

Até a última atualização das informações, não houve novo posicionamento oficial da defesa de Jair Bolsonaro além das manifestações já apresentadas nos autos. Também não foram divulgadas novas informações sobre a data exata da alta hospitalar ou o momento do encaminhamento do ex-presidente à sede da Polícia Federal.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Sophia Santos/STF

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Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta aumento do Fundo Partidário

Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta aumento do Fundo Partidário

Lei Orçamentária Anual prevê superávit de R$ 34,5 bilhões, mantém Fundo Eleitoral em R$ 4,9 bilhões e inclui cortes em programas sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (1º) o Orçamento de 2026, com veto a dispositivos aprovados pelo Congresso Nacional que previam aumento no Fundo Partidário. A Lei Orçamentária Anual (LOA) havia sido aprovada em dezembro e estabelece as receitas e despesas da União para o próximo ano.

O texto sancionado prevê superávit primário de R$ 34,5 bilhões e autoriza a destinação de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, que incluem emendas individuais, de bancada e de comissão. O Orçamento também mantém recursos para o financiamento de campanhas eleitorais e define limites de gastos para políticas públicas e programas sociais.

O veto presidencial incide sobre a alteração no critério de correção do Fundo Partidário, que permitiria reajustes acima da inflação, com base nas regras do arcabouço fiscal. De acordo com estimativas apresentadas durante a tramitação da proposta, a mudança poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 160 milhões adicionais no fundo destinado ao financiamento das atividades partidárias.

Na justificativa do veto, o governo federal informou que a ampliação do Fundo Partidário contraria o interesse público, reduz recursos destinados à Justiça Eleitoral e viola limites constitucionais de gastos. O Executivo também argumentou que a medida comprometeria o equilíbrio fiscal previsto na legislação em vigor.

Além do veto ao Fundo Partidário, o presidente Lula também vetou a autorização para o pagamento dos chamados “restos a pagar” de emendas parlamentares acumuladas entre os anos de 2019 e 2023. Esses valores correspondem a despesas empenhadas em exercícios anteriores que não foram pagas dentro do prazo orçamentário.

Apesar dos vetos, o texto sancionado mantém o aumento do Fundo Eleitoral, que será de R$ 4,9 bilhões em 2026. O valor é superior ao R$ 1 bilhão inicialmente proposto pelo governo federal durante a elaboração do projeto orçamentário. O Fundo Eleitoral é utilizado para financiar campanhas eleitorais e tem seus recursos distribuídos entre os partidos políticos.

A sanção do Orçamento de 2026 também formaliza cortes em diferentes programas sociais e áreas de despesas obrigatórias. Um dos programas atingidos foi o Auxílio Gás, que sofreu redução de cerca de R$ 300 milhões em relação à proposta anterior. O benefício é destinado a famílias de baixa renda para auxiliar na compra do gás de cozinha.

Outro programa impactado foi o Pé-de-Meia, voltado a estudantes do ensino médio, que teve redução de R$ 436 milhões no volume de recursos previstos para 2026. O Orçamento também prevê cortes nos benefícios previdenciários, com diminuição de aproximadamente R$ 6,2 bilhões.

O seguro-desemprego também aparece entre as despesas ajustadas, com corte de cerca de R$ 391 milhões, assim como o abono salarial, que teve redução estimada em R$ 207 milhões. O texto sancionado ainda prevê diminuição de recursos destinados a bolsas do ensino superior, sem detalhamento adicional sobre os programas específicos afetados.

A Lei Orçamentária Anual estabelece os parâmetros para a execução das políticas públicas ao longo do ano e orienta a atuação dos ministérios e órgãos federais. A sanção presidencial, com vetos, confirma o texto final que será executado pela administração pública federal em 2026.

Os vetos presidenciais ainda poderão ser analisados pelo Congresso Nacional, que tem a prerrogativa de mantê-los ou derrubá-los em sessão conjunta de deputados e senadores, conforme previsto na Constituição Federal.

Foto: Ricardo Stuckert / PR / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Alexandre de Moraes nega prisão domiciliar e determina retorno de Bolsonaro à PF

Alexandre de Moraes nega prisão domiciliar e determina retorno de Bolsonaro à PF

Ministro do STF afirma que não há fatos novos e que tratamento pode ser realizado na Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (1º) um novo pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na decisão, o magistrado determinou que Bolsonaro retorne à sede da Polícia Federal, em Brasília, para dar continuidade ao cumprimento da pena, após a alta médica da internação no Hospital DF Star, prevista para ocorrer ainda hoje.

O novo requerimento foi protocolado pelos advogados do ex-presidente na quarta-feira (31), às 17h09, e solicitava que Bolsonaro fosse encaminhado diretamente para sua residência logo após a liberação hospitalar. Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes concluiu que não foram apresentados fatos supervenientes capazes de justificar a substituição do regime fechado por prisão domiciliar.

Segundo o ministro, as razões que fundamentaram decisões anteriores continuam válidas. Na avaliação do magistrado, os argumentos apresentados pela defesa não afastam os motivos que levaram à manutenção da prisão em regime fechado, conforme já decidido em ocasiões anteriores no âmbito do processo.

Na decisão, Moraes também se manifestou sobre as condições de saúde do ex-presidente, ponto central do pedido apresentado pela defesa. O ministro afirmou que, ao contrário do que foi alegado, não houve agravamento do quadro clínico de Jair Bolsonaro durante a internação hospitalar.

De acordo com o despacho, o que se verificou foi um quadro clínico de melhora, após a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos. O ex-presidente passou por intervenções recentes com foco no nervo frênico, indicadas para tentar reduzir crises recorrentes de soluços, conforme informações médicas anexadas ao processo.

O ministro destacou que os registros médicos apontam evolução positiva do estado de saúde após os procedimentos realizados, não sendo constatada situação que inviabilize o retorno ao cumprimento da pena no local determinado pela Justiça.

Outro ponto abordado por Alexandre de Moraes diz respeito às prescrições médicas indicadas para o acompanhamento do ex-presidente. Segundo o ministro, todas as recomendações médicas podem ser integralmente cumpridas nas dependências da Polícia Federal, sem prejuízo à saúde de Jair Bolsonaro.

Na decisão, Moraes frisou que a estrutura disponível é suficiente para assegurar a continuidade do tratamento, incluindo cuidados relacionados às condições relatadas pelos médicos, não havendo impedimento técnico ou médico para que o ex-presidente permaneça sob custódia da PF após a alta hospitalar.

Ainda conforme o despacho, não há definição de horário para a alta médica, o que dependerá da avaliação final da equipe responsável pelo acompanhamento hospitalar. Assim que liberado, Bolsonaro deverá ser conduzido de volta à sede da Polícia Federal em Brasília, onde se encontra preso.

O pedido analisado nesta quinta-feira representa mais uma tentativa da defesa de obter a prisão domiciliar, argumento já examinado e rejeitado anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal. Nas decisões anteriores, o ministro Alexandre de Moraes já havia apontado que Bolsonaro possui acesso a atendimento médico adequado enquanto cumpre pena, além de não estarem configurados os requisitos legais para a substituição do regime de prisão.

A decisão foi proferida no contexto do acompanhamento da execução penal do ex-presidente, que permanece sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal. O despacho reafirma o entendimento do relator quanto à inexistência de novos elementos que justifiquem alteração do regime prisional estabelecido.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Médicos confirmam alta de Bolsonaro e defesa solicita prisão domiciliar ao STF

Médicos confirmam alta de Bolsonaro e defesa solicita prisão domiciliar ao STF

Equipe médica confirma previsão de alta hospitalar, e defesa apresenta novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro informaram que a previsão de alta hospitalar está mantida para esta quinta-feira (1º). A informação foi confirmada em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (31) no Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado desde a véspera do Natal.

De acordo com os médicos Brasil Caiado e Cláudio Birolini, o ex-presidente apresentou melhora após os procedimentos cirúrgicos para correção de hérnias e registrou maior controle das crises de soluços, embora elas não tenham cessado completamente. Segundo a equipe, o quadro pós-operatório evolui dentro do esperado, o que sustenta a manutenção da previsão de alta.

Durante a coletiva, Cláudio Birolini explicou que a internação foi solicitada para realização das cirurgias e acompanhamento do pós-operatório em condições consideradas seguras. O médico afirmou que Bolsonaro completará sete dias de cirurgia na quinta-feira e que, até o momento, não houve intercorrências que justificassem alteração na previsão de alta.

A equipe médica informou que realizará uma visita de rotina na manhã desta quinta-feira e que a alta já está agendada, podendo ser revista apenas em caso de alguma nova intercorrência clínica. O horário da saída do hospital, no entanto, dependerá de decisões judiciais.

Os médicos relataram que as crises de soluços persistem, mesmo após a realização de um procedimento para bloqueio do nervo frênico. A hipótese levantada é de que os espasmos tenham origem no sistema nervoso, motivo pelo qual o tratamento segue com uso de medicamentos.

Segundo Birolini, as crises de soluços impactam o estado emocional do ex-presidente. Os médicos afirmaram que o próprio Bolsonaro solicitou o uso de medicação antidepressiva, que foi introduzida, com expectativa de que os efeitos ocorram ao longo dos próximos dias.

A equipe médica também destacou que Bolsonaro requer cuidados contínuos em razão de apneia do sono, condição que exige o uso de uma máscara específica durante o descanso. De acordo com os profissionais, essa condição pode aumentar o risco de quedas. Eles informaram ainda que o ex-presidente tem adotado uma rotina de autocuidado para tentar evitar novas crises de soluços e de refluxo.

Os médicos afirmaram que as recomendações clínicas são feitas de forma constante, mas que a execução dessas orientações depende das decisões da Justiça, considerando a situação judicial do ex-presidente.

No mesmo dia da coletiva médica, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento foi protocolado na tarde desta quarta-feira (31) e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que ficará responsável pela análise.

No pedido, os advogados argumentam que as condições de saúde do ex-presidente podem ser agravadas caso ele cumpra pena em regime fechado, motivo pelo qual solicitam a substituição da prisão por regime domiciliar após a alta hospitalar.

No documento, a defesa afirma que a permanência de Bolsonaro em estabelecimento prisional, após a alta, poderia submetê-lo a risco de agravamento súbito do estado de saúde. O texto sustenta que essa situação não estaria alinhada aos princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade da pena e do direito fundamental à saúde.

Em outro trecho, os advogados alegam que a execução penal não deve expor o apenado a riscos médicos relevantes e evitáveis. A defesa também citou como precedente a prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, mencionando comorbidades, idade e necessidade de tratamento médico contínuo.

Após a alta hospitalar, Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro, em decorrência de condenação judicial. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão, após condenação por coordenar uma trama de golpe de Estado.

Este é o terceiro pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa em pouco mais de um mês. Os requerimentos anteriores, protocolados em 22 de novembro e 19 de dezembro, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, que citou risco de fuga e a garantia de acesso a cuidados médicos no sistema prisional.

No novo pedido, a defesa sustenta que existem circunstâncias novas, comprovadas por documentos médicos recentes. O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou, em publicação em rede social, que teve acesso a relatórios médicos que apontam riscos de agravamento do estado de saúde caso não sejam mantidos cuidados específicos.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Arrecadação de impostos no RN chega a R$ 28,5 bilhões em 2025, aponta Impostômetro

Arrecadação de impostos no RN chega a R$ 28,5 bilhões em 2025, aponta Impostômetro

ICMS concentra a maior parte da arrecadação estadual; Tributos federais, estaduais e municipais entram no cálculo

O Rio Grande do Norte arrecadou aproximadamente R$ 28,5 bilhões em impostos entre 1º de janeiro de 2025 e a tarde desta terça-feira (30), de acordo com dados da plataforma digital Impostômetro. O valor corresponde a 0,64% do total arrecadado em todo o país no mesmo período, que somou cerca de R$ 3,97 trilhões. Na capital potiguar, a arrecadação registrada foi de aproximadamente R$ 1,12 bilhão.

A ferramenta utilizada para o levantamento considera, no cálculo por estado, a soma das arrecadações de tributos federais, estaduais e municipais. No total nacional, são contabilizados impostos, taxas e contribuições arrecadadas pelas três esferas de governo, incluindo valores referentes a multas, juros e correção monetária.

Os dados utilizados pela plataforma são extraídos de informações oficiais divulgadas por diversos órgãos federais, estaduais e também da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), permitindo o acompanhamento em tempo real da arrecadação tributária no país e nas unidades federativas.

No Rio Grande do Norte, a arrecadação própria do Estado é sustentada majoritariamente pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O tributo responde pela maior parcela das receitas estaduais, especialmente em setores como produção de energia elétrica, comercialização de combustíveis e consumo em geral. Outros impostos, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e taxas diversas, também integram a base arrecadatória, mas em proporção menor.

No cenário nacional, o montante arrecadado pode parecer elevado em valores absolutos. No entanto, quando comparado ao Produto Interno Bruto (PIB), o total de aproximadamente R$ 3,97 trilhões representa cerca de 33% da riqueza produzida no país. Essa proporção se aproxima da média observada em países em desenvolvimento, indicando que a carga tributária brasileira, em relação ao PIB, não figura entre as mais altas do mundo.

No contexto estadual, parte da arrecadação está relacionada ao peso do funcionalismo público na economia potiguar. O pagamento de salários ao setor público influencia diretamente o consumo, o que amplia a circulação de mercadorias e serviços e, consequentemente, a arrecadação de ICMS.

Ao mesmo tempo, fatores como informalidade e sonegação impactam o equilíbrio do sistema tributário. A existência de atividades econômicas que não recolhem tributos provoca distorções, uma vez que o setor formal acaba concentrando maior carga tributária para compensar a perda de arrecadação. A fiscalização e mecanismos como a emissão de notas fiscais vinculadas ao CPF influenciam diretamente esse cenário.

Outro ponto que interfere na arrecadação é a política de incentivos fiscais adotada pelo Estado. Programas de estímulo ao desenvolvimento industrial concedem isenções ou reduções de alíquotas de ICMS para determinados segmentos empresariais. Essas renúncias fiscais geram impacto na receita pública e exigem ajustes no sistema tributário para compensação da perda arrecadatória, incluindo elevação de alíquotas em outros setores.

Os tributos arrecadados constituem a principal fonte de financiamento do poder público para a oferta de serviços que não são atendidos pelo setor privado. Áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança dependem diretamente do orçamento público, que é formado, em sua maior parte, pela arrecadação de impostos.

Os efeitos da tributação não são homogêneos entre os contribuintes. Diferenças de renda e de capacidade contributiva fazem com que o peso dos impostos varie entre cidadãos e empresas. Um dos princípios que orientam os sistemas tributários é a equidade, segundo a qual pessoas ou empresas em condições semelhantes devem ser tributadas de forma semelhante, enquanto contribuintes com maior capacidade contributiva devem arcar com uma parcela maior dos tributos.

No Brasil, a estrutura tributária apresenta particularidades. Uma parcela menor da população concentra o pagamento de impostos mais elevados, enquanto contribuintes de renda mais alta, proporcionalmente, acabam pagando menos imposto de renda em comparação à classe média. Esse fator contribui para a percepção de elevada carga tributária entre determinados grupos sociais.

No setor produtivo, a arrecadação de impostos também impacta a dinâmica econômica. O comércio e os serviços sentiram os efeitos de um patamar elevado de carga tributária ao longo de 2025. Dados nacionais indicam que a carga tributária bruta no Brasil alcançou aproximadamente 32,3% do PIB em 2024, refletindo a participação expressiva dos tributos sobre a economia e a parcela da riqueza nacional destinada ao financiamento do Estado.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Marcello Casal JrAgência Brasil / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Jair Bolsonaro pode passar por nova endoscopia após crises de soluço

Jair Bolsonaro pode passar por nova endoscopia após crises de soluço

Ex-presidente está internado desde a véspera de Natal; Procedimentos buscam controlar crises persistentes de soluço

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá ser submetido a mais um procedimento médico nesta quarta-feira (31), véspera de Ano-Novo. De acordo com boletim divulgado por sua equipe médica na terça-feira (30), está prevista a realização de uma endoscopia para avaliação de um quadro de refluxo gastroesofágico.

A indicação do exame ocorre após a realização de novas intervenções médicas com o objetivo de controlar crises persistentes de soluço. Caso o procedimento seja confirmado, esta será a quinta intervenção médica desde a internação de Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília, ocorrida na véspera de Natal.

Na segunda-feira (29), o ex-presidente foi submetido a um reforço no bloqueio do nervo frênico. O procedimento é uma radiointervenção realizada com anestesia, utilizada para interromper temporariamente a função do diafragma, com a finalidade de conter episódios de soluço.

De acordo com as informações médicas, o efeito do anestésico aplicado nesse tipo de intervenção tem duração estimada entre 12 e 18 horas. Durante esse período, o paciente permanece internado para observação clínica e monitoramento do quadro de saúde.

Após a intervenção mais recente, Bolsonaro apresentou uma crise de hipertensão. Segundo a equipe médica responsável pelo acompanhamento, o quadro foi considerado estável após o episódio, com manutenção da internação para acompanhamento contínuo.

O boletim médico também informou que, antes da indicação do novo procedimento, o ex-presidente chegou a registrar cerca de 50 episódios de apneia do sono por hora. Esse fator foi considerado na decisão de avaliar o sistema digestivo por meio da endoscopia.

A previsão da equipe médica é de que Bolsonaro passe o Réveillon internado no hospital em Brasília. A possibilidade de alta hospitalar está condicionada à ausência de intercorrências, com indicação inicial para ocorrer a partir do dia 1º de janeiro.

Além do boletim divulgado pela equipe médica, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, por meio de publicações em redes sociais, que o ex-presidente foi submetido a um novo reforço no bloqueio do nervo frênico na terça-feira (30). A informação reforça que o tratamento segue em andamento para controle do quadro clínico apresentado.

Desde a internação, Bolsonaro permanece sob acompanhamento médico contínuo, com a realização de exames, monitoramento de sinais vitais e avaliação da necessidade de novos procedimentos, conforme a evolução do quadro clínico observado pela equipe de saúde.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Receita Federal desmente taxação de transações acima de R$ 5 mil em 2026

Receita Federal desmente taxação de transações acima de R$ 5 mil em 2026

Informação sobre taxa de 27,5% foi desmentida em nota oficial; Receita afirma que não existe proposta de tributação sobre movimentações financeiras

A Receita Federal divulgou, nesta segunda-feira (29), uma nota oficial para desmentir informações que circulam nas redes sociais sobre a suposta criação de uma taxa de 27,5% aplicada a transações financeiras a partir de R$ 5 mil, com vigência prevista para 1º de janeiro de 2026. Segundo o órgão, não existe qualquer medida, proposta ou debate no âmbito do Governo Federal que preveja a tributação de transferências, pagamentos ou recebimentos com base no valor movimentado.

De acordo com a Receita Federal, as informações divulgadas são falsas e não correspondem a nenhuma iniciativa em análise ou em tramitação no Congresso Nacional. O órgão esclareceu que não há previsão legal para a criação de imposto incidente sobre movimentações financeiras nos moldes citados nas mensagens compartilhadas.

Esclarecimento sobre a suposta taxa de 27,5%

A nota da Receita Federal afirma que é incorreta a informação de que transações financeiras superiores a R$ 5 mil estariam sujeitas a uma alíquota de 27,5%. O órgão destaca que não existe qualquer tributação com esse percentual aplicada a transferências bancárias, pagamentos eletrônicos, recebimentos ou outras formas de movimentação financeira.

Além disso, a Receita também desmentiu a existência de uma suposta multa de 150% para quem deixasse de pagar o tributo mencionado nas mensagens. Segundo o comunicado, não há previsão de penalidade desse tipo, uma vez que o tributo citado não existe.

Proibição constitucional de tributação sobre movimentações financeiras

A Receita Federal ressaltou que a Constituição Federal estabelece limites claros sobre a criação de tributos no país. De acordo com o órgão, a legislação constitucional vigente proíbe a tributação direta de movimentações financeiras, o que impede a criação de impostos que incidam exclusivamente sobre transferências, pagamentos ou recebimentos com base nos valores movimentados.

O comunicado também esclarece que qualquer criação ou alteração de imposto depende de aprovação pelo Congresso Nacional, com análise e votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Segundo a Receita, não há, no momento, nenhuma proposta com esse teor em tramitação no Legislativo, nem qualquer discussão oficial sobre a adoção de medida semelhante.

Conteúdo da nota divulgada pela Receita Federal

No comunicado oficial, a Receita Federal informa que voltaram a circular nas redes sociais mensagens com informações falsas sobre a suposta taxação de transações financeiras acima de R$ 5 mil. A instituição reforça que as mensagens também mencionam, de forma incorreta, a aplicação de multas elevadas para quem não declarasse ou não recolhesse o tributo inexistente.

A nota apresenta uma série de esclarecimentos objetivos, entre eles:

  • A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras;
  • Não existe tributação de 27,5% sobre transações financeiras;
  • Não há qualquer multa de 150% relacionada à falta de declaração desse tipo de operação;
  • Não existe imposto incidente sobre movimentação financeira nos moldes citados.

Informação sobre o Imposto de Renda

A Receita Federal também utilizou o comunicado para esclarecer informações relacionadas ao Imposto de Renda da Pessoa Física. Segundo o órgão, a partir de janeiro, contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil estarão totalmente isentos do imposto. Já aqueles que recebem até R$ 7.350 mensais terão direito a desconto na tributação.

O órgão informou que essas medidas estão previstas na política de isenção e desconto do Imposto de Renda e não possuem relação com qualquer tipo de tributação sobre movimentações financeiras.

Disseminação de informações falsas

De acordo com a Receita Federal, a circulação de informações incorretas sobre tributos pode gerar confusão entre contribuintes e impactar o entendimento da população sobre o sistema tributário. O órgão reforçou que informações oficiais devem ser consultadas nos canais institucionais do Governo Federal e da própria Receita.

A instituição destacou ainda que a divulgação de conteúdos falsos sobre tributos não reflete qualquer medida adotada ou em estudo pelos órgãos responsáveis pela política fiscal do país.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Jair Bolsonaro volta a ter soluços após tratamento, diz Carlos Bolsonaro

Jair Bolsonaro volta a ter soluços após tratamento, diz Carlos Bolsonaro

Ex-presidente iniciou tratamento para apneia do sono, segundo Carlos Bolsonaro; Jair Bolsonaro segue internado no hospital DF Star, em Brasília

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro informou, na manhã desta terça-feira (30), que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a apresentar episódios de soluços após a realização de procedimentos médicos para corrigir o problema, que tem ocorrido de forma recorrente nos últimos dias.

A informação foi divulgada por Carlos Bolsonaro por meio de uma publicação na rede social X. Segundo ele, os soluços retornaram na manhã desta terça-feira, mesmo após a realização de dois procedimentos voltados à correção do quadro.

Na mesma publicação, Carlos Bolsonaro afirmou que o ex-presidente iniciou, na noite anterior, tratamento para apneia do sono com o uso de um aparelho específico e que se encontra em fase de adaptação ao equipamento. De acordo com o relato, Carlos passou a noite acompanhando o pai durante o início do tratamento.

“Dormi com meu pai esta noite (terça-feira, 30). Ele iniciou o tratamento para apneia do sono com aparelho próprio e está em fase de adaptação”, escreveu Carlos Bolsonaro.

Quadro clínico após cirurgia realizada no dia 25

Ainda segundo o ex-vereador, Jair Bolsonaro apresenta evolução considerada positiva no que diz respeito à flora digestiva, após a realização de novas cirurgias de hérnias no último dia 25 de dezembro. Carlos afirmou que os procedimentos cirúrgicos foram recentes e que o acompanhamento médico segue em andamento.

Além disso, ele informou que a pressão arterial do ex-presidente continua sendo monitorada, após o registro de novos picos. De acordo com a publicação, o acompanhamento ocorre de forma contínua durante o período de internação hospitalar.

Carlos Bolsonaro também mencionou que os níveis de ferro no sangue de Jair Bolsonaro seguem sendo controlados, devido a uma condição de ineficiência, sem detalhar o tratamento adotado para esse acompanhamento.

Retorno dos soluços após procedimentos

No comunicado divulgado nas redes sociais, Carlos Bolsonaro destacou que os episódios de soluços retornaram mesmo após a realização de dois procedimentos médicos destinados à correção do problema.

“Seus soluços, infelizmente, novamente voltaram nesta manhã após dois procedimentos para correção”, afirmou Carlos na publicação.

O ex-vereador não informou quais foram os procedimentos realizados nem se há previsão de novos tratamentos específicos para o quadro de soluços apresentado pelo ex-presidente.

Internação no hospital DF Star

Jair Bolsonaro está internado no hospital DF Star, localizado em Brasília. Ele passou por uma cirurgia no dia 25 de dezembro e, desde então, permanece sob acompanhamento médico.

Além da cirurgia, o ex-presidente também foi submetido a outros procedimentos médicos com o objetivo de corrigir o quadro recorrente de soluços, conforme já informado anteriormente por familiares e médicos responsáveis pelo acompanhamento clínico.

Previsão de alta hospitalar

Segundo informações repassadas pela equipe médica na tarde da última segunda-feira (29), a previsão é que Jair Bolsonaro possa receber alta hospitalar no dia 1º de janeiro. A data foi informada após avaliação do estado de saúde do ex-presidente e do acompanhamento dos procedimentos realizados.

De acordo com o que foi informado, após a alta, Jair Bolsonaro deverá retornar à superintendência da Polícia Federal. Ele cumpre pena após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado no País.

A previsão de retorno à custódia da Polícia Federal foi mencionada após a divulgação do boletim médico e não sofreu alteração até o momento da publicação desta informação.

Acompanhamento médico contínuo

Durante o período de internação, Jair Bolsonaro segue sob monitoramento médico, com acompanhamento da pressão arterial, níveis de ferro no sangue e adaptação ao tratamento para apneia do sono, conforme informado por Carlos Bolsonaro.

As informações sobre o estado de saúde do ex-presidente têm sido divulgadas principalmente por familiares, por meio de redes sociais, e por comunicados da equipe médica responsável pelo atendimento hospitalar.

Foto: RS/via Fotos Publicas / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Governo publica empréstimo de R$ 12 bilhões para reestruturação dos Correios

Governo publica empréstimo de R$ 12 bilhões para reestruturação dos Correios

Recursos aprovados pelo Tesouro Nacional serão usados na reestruturação econômico-financeira dos Correios

O Ministério das Comunicações publicou neste sábado (27), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o extrato do contrato de empréstimo no valor de R$ 12 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios). A operação de crédito foi aprovada pelo Tesouro Nacional no último dia 18 e tem como finalidade a reestruturação econômico-financeira da estatal.

De acordo com o extrato divulgado, o empréstimo foi contratado junto a um conjunto de instituições financeiras públicas e privadas. Os credores da operação são Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O crédito será disponibilizado conforme as condições estabelecidas no contrato aprovado pelas instâncias competentes.

Valor aprovado ficou abaixo de pedido inicial

O montante autorizado para os Correios é inferior ao valor inicialmente solicitado pela estatal. No início do mês, o Tesouro Nacional havia negado um pedido de empréstimo no valor de R$ 20 bilhões. Após análise, o órgão aprovou a liberação de R$ 12 bilhões, dentro dos critérios de capacidade de pagamento exigidos para empresas estatais.

Segundo o Tesouro, a proposta aprovada atende às exigências previstas para operações de crédito com garantia da União, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade financeira da empresa e à existência de um plano de reequilíbrio validado pelas instâncias responsáveis.

Prazo, carência e juros do empréstimo

O contrato estabelece prazo total de pagamento de 15 anos para o empréstimo. Desse período, os três primeiros anos correspondem à carência, durante a qual não haverá exigência de amortização do principal. Após o término da carência, o pagamento será realizado conforme as condições previstas no contrato.

Os juros da operação foram fixados em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O CDI é a taxa de referência utilizada nas operações interbancárias e acompanha, de forma próxima, a taxa básica de juros da economia, a Selic. O percentual aplicado ficou abaixo do limite usual de 120% do CDI, parâmetro normalmente adotado pelo Tesouro Nacional para operações que contam com garantia da União.

Destinação dos recursos

Os recursos obtidos por meio do empréstimo poderão ser utilizados como financiamento para capital de giro dos Correios. Além disso, o contrato prevê a possibilidade de aplicação do valor em investimentos estratégicos da estatal, conforme o plano de reestruturação econômico-financeira apresentado.

O extrato publicado no Diário Oficial da União também informa que parte dos recursos poderá ser destinada ao pagamento da comissão de estruturação da operação de crédito. Outras despesas vinculadas ao plano de reestruturação aprovado também estão contempladas entre as possíveis destinações do montante.

Avaliação do Tesouro Nacional

Em nota técnica associada à aprovação do crédito, o Tesouro Nacional informou que a operação atende aos critérios de capacidade de pagamento exigidos para empresas estatais. Esses critérios são aplicados a companhias que apresentam plano de reequilíbrio financeiro previamente validado pelas instâncias competentes da administração pública.

A análise considerou os dados econômico-financeiros apresentados pelos Correios, bem como as condições da operação de crédito, incluindo prazo, carência, taxa de juros e garantias associadas. Com base nessa avaliação, o Tesouro autorizou a contratação do empréstimo no valor de R$ 12 bilhões.

Publicação no Diário Oficial da União

A formalização da operação ocorreu com a publicação do extrato do contrato em edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (27). A divulgação no DOU torna pública a autorização do empréstimo e as principais condições acordadas entre a estatal e os credores.

Com a publicação, a operação passa a integrar os registros oficiais do governo federal, conforme os procedimentos legais aplicáveis às operações de crédito envolvendo empresas estatais e instituições financeiras com participação da União.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Jair Bolsonaro passa por novo procedimento médico para tratar crises de soluços

Jair Bolsonaro passa por novo procedimento médico para tratar crises de soluços

Ex-presidente foi submetido a bloqueio do nervo frênico após cirurgia para retirada de hérnias

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, na tarde deste sábado (27), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por um novo procedimento médico com o objetivo de tratar crises persistentes de soluços. A informação foi divulgada por meio de publicação em rede social e ocorreu dois dias após Bolsonaro ter sido submetido a uma cirurgia para a retirada de duas hérnias.

De acordo com a publicação, Jair Bolsonaro foi encaminhado ao centro cirúrgico para a realização de um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado em casos específicos de soluços persistentes que não respondem a tratamentos convencionais. Michelle Bolsonaro solicitou manifestações de apoio em forma de oração durante a realização do procedimento.

“Meu amor acabou de ir para o centro cirúrgico para realizar o bloqueio do nervo frênico. Peço que intercedam em oração por mais esse procedimento, para que seja exitoso e traga alívio definitivo”, escreveu Michelle Bolsonaro.

Minutos depois, a ex-primeira-dama informou que o procedimento havia sido concluído e agradeceu à equipe médica responsável pelo atendimento. Segundo as informações divulgadas, o procedimento foi realizado de forma rápida.

De acordo com o portal g1, o cirurgião-geral Cláudio Birolini afirmou que um novo boletim médico deverá ser divulgado em breve com informações atualizadas sobre o estado de saúde do ex-presidente. Até a última atualização, não havia detalhamento adicional sobre a resposta clínica ao procedimento ou previsão de alta hospitalar.

Jair Bolsonaro havia sido submetido, na quinta-feira (25), a uma cirurgia para a retirada de duas hérnias. Desde então, informações sobre sua recuperação vêm sendo divulgadas por familiares e pela equipe médica responsável. O novo procedimento ocorreu em meio ao acompanhamento pós-operatório.

O que é o bloqueio do nervo frênico

O bloqueio do nervo frênico é um procedimento médico utilizado para reduzir temporariamente a atividade do nervo responsável pelo controle do diafragma, músculo envolvido no processo respiratório. A técnica é aplicada com o objetivo de interromper episódios de soluços persistentes, especialmente quando esses episódios apresentam impacto clínico relevante.

O procedimento é realizado com anestesia local e consiste na aplicação de um medicamento próximo ao nervo frênico. A intervenção costuma ser guiada por ultrassonografia, o que permite maior precisão na localização do nervo e na aplicação do bloqueio.

Esse tipo de procedimento é indicado apenas em situações específicas, quando os soluços não apresentam resposta satisfatória a abordagens clínicas mais comuns, como tratamentos medicamentosos ou medidas conservadoras. A duração do efeito do bloqueio pode variar, sendo temporária, conforme a resposta individual do paciente.

No caso de Jair Bolsonaro, o bloqueio do nervo frênico foi indicado para o manejo das crises de soluços relatadas após o procedimento cirúrgico anterior. A decisão pela realização do bloqueio foi tomada pela equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-presidente.

Até o momento, não foram divulgadas informações adicionais sobre a evolução clínica após o procedimento, nem detalhes sobre eventuais etapas seguintes do tratamento. A expectativa é de que um novo boletim médico esclareça o quadro de saúde e os próximos encaminhamentos.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Soluços atrasam recuperação de Bolsonaro após cirurgia de hérnia inguinal bilateral

Soluços atrasam recuperação de Bolsonaro após cirurgia de hérnia inguinal bilateral

Ex-presidente se recupera de cirurgia de hérnia inguinal bilateral e permanece sob acompanhamento clínico

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue em recuperação após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral realizada nesta quinta-feira (25). De acordo com informações da equipe médica responsável pelo acompanhamento, o pós-operatório tem sido marcado por episódios recorrentes de soluços, que vêm interferindo no descanso, causando cansaço e impactando o processo de recuperação.

Segundo os médicos, os soluços persistentes têm dificultado o sono do ex-presidente e atrasado a evolução esperada do pós-operatório imediato. Diante do quadro, a equipe avalia a possibilidade de realizar um procedimento anestésico conhecido como bloqueio do nervo frênico, caso as medidas clínicas não apresentem resposta satisfatória. A intervenção poderá ser realizada a partir da próxima segunda-feira (29), se houver indicação médica.

Avaliação clínica antes de procedimento invasivo

De acordo com o cardiologista Brasil Ramos Caiado, integrante da equipe médica, a conduta inicial é priorizar o tratamento clínico antes de optar por qualquer procedimento invasivo. Segundo ele, os profissionais pretendem ajustar a dieta, revisar a medicação em uso e otimizar as medidas clínicas já adotadas para tentar controlar os soluços.

Inicialmente, o bloqueio do nervo frênico havia sido considerado como uma alternativa para o controle do sintoma. No entanto, após novas avaliações, os médicos passaram a investigar outras possíveis causas associadas ao quadro apresentado pelo ex-presidente.

Conforme informações divulgadas pelo site Poder360, os soluços podem estar relacionados a condições do trato digestivo, como trombo digestivo, esofagite severa, gastrite e refluxo gastroesofágico. A equipe médica segue monitorando esses fatores para definir a melhor conduta terapêutica.

Estado de saúde e recuperação no quarto

Bolsonaro permanece acordado, em recuperação no quarto hospitalar, sob acompanhamento contínuo. A previsão médica é de que ele leve cerca de cinco dias para recuperar a autonomia funcional, incluindo a capacidade de se movimentar, tomar banho, se vestir e se alimentar sem auxílio.

Durante esse período, a equipe avalia diariamente a resposta clínica ao tratamento adotado, especialmente em relação ao controle dos soluços e à evolução do pós-operatório da cirurgia.

Detalhes da cirurgia de hérnia inguinal bilateral

A cirurgia realizada corrigiu hérnias inguinais nos dois lados. Segundo os médicos, uma das hérnias encontrava-se em fase inicial, enquanto a outra apresentava piora. O procedimento teve duração aproximada de três horas e meia.

A técnica utilizada foi a Wittgenstein, indicada para correção de hérnias em situações específicas, conforme avaliação médica. O objetivo principal da intervenção foi permitir a recuperação da funcionalidade do paciente e reduzir riscos associados à progressão das hérnias.

Opção pela cirurgia por via aberta

O procedimento cirúrgico foi realizado por via aberta, método considerado tradicional e que envolve incisões maiores. Essa abordagem foi escolhida pela equipe médica devido à complexidade do caso, que exigia maior acesso e manipulação dos órgãos envolvidos.

Embora a videolaparoscopia seja uma técnica menos invasiva, com recuperação geralmente mais rápida e cicatrizes menores, os médicos avaliaram que, no caso específico do ex-presidente, a via aberta oferecia melhores condições para a correção adequada das hérnias diagnosticadas.

A decisão levou em consideração fatores clínicos e cirúrgicos observados durante a avaliação pré-operatória, seguindo critérios técnicos adotados pela equipe responsável.

Acompanhamento médico contínuo

Durante o período de internação, Bolsonaro segue sendo acompanhado por profissionais de diferentes especialidades, que monitoram tanto a recuperação cirúrgica quanto os sintomas apresentados no pós-operatório. A equipe médica informou que novas decisões terapêuticas dependerão da evolução clínica nos próximos dias.

A avaliação sobre a necessidade do bloqueio do nervo frênico será feita com base na resposta às medidas clínicas adotadas e na persistência dos soluços, respeitando os protocolos médicos estabelecidos para esse tipo de situação.

Foto: Reprodução / RS/Fotos Públicas / Valter Campanato/Agência Brasil

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Hugo Motta defende debate sem viés ideológico sobre fim da escala 6×1 em 2026

Hugo Motta defende debate sem viés ideológico sobre fim da escala 6×1 em 2026

Presidente da Câmara afirma que discussão deve ouvir trabalhadores e empresários e ocorre após avanço de PEC no Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende conduzir, ao longo de 2026, um debate sem viés ideológico sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o parlamentar, a discussão deve ser feita de forma equilibrada, com escuta tanto de trabalhadores quanto de empresários, e sem direcionamento político.

A declaração foi dada em entrevista à TV Câmara. De acordo com Motta, a proposta é iniciar o próximo ano legislativo com foco na análise mais aprofundada do tema, que tem ganhado espaço no debate político nacional.

“Nós queremos conduzir isso com muito equilíbrio, escutando os dois lados. Essa é uma pauta que nós temos que entrar o ano com a perspectiva de discutir melhor essa questão da escala 6×1. Sem ideologia, sem questão política, com equilíbrio, que é o que o Brasil precisa”, afirmou o presidente da Câmara.

Escala 6×1 no centro do debate político

A discussão sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa um, tornou-se uma das principais pautas relacionadas à jornada de trabalho no país. O tema passou a ocupar espaço no debate político nacional e tem sido defendido por setores do governo federal e por partidos do campo progressista.

Atualmente, o fim da escala 6×1 é uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de aliados para o debate político e eleitoral previsto para 2026. O Palácio do Planalto incorporou o tema à agenda de discussões após a proposta ganhar maior visibilidade no Congresso Nacional.

Origem da proposta no Congresso

A pauta ganhou projeção inicial a partir do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O tema foi impulsionado pela atuação de Rick Azevedo, eleito vereador no Rio de Janeiro, que adotou o fim da escala 6×1 como eixo central de sua campanha eleitoral.

Em 2024, a proposta passou a contar também com o apoio da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), que levou o debate para o Congresso Nacional por meio de articulações parlamentares. Com o avanço das discussões, o governo federal passou a tratar o tema como parte de sua agenda legislativa, embora rejeite a avaliação de que tenha aderido tardiamente à pauta.

Avanço no Senado Federal

No início deste mês, o Senado Federal aprovou o andamento de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da mudança na jornada de trabalho. O texto estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas, mantendo o limite de até oito horas diárias.

A proposta também prevê a possibilidade de organização da jornada em até cinco dias por semana, sem redução de salários. O modelo apresentado busca alterar as regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permitem diferentes formatos de jornada, incluindo a escala 6×1.

A aprovação no Senado representou um avanço formal da proposta, que agora segue no radar da Câmara dos Deputados para discussão e eventual deliberação.

Posição da Câmara dos Deputados

Ao comentar o tema, Hugo Motta indicou que a Câmara deverá atuar como espaço de debate amplo, reunindo diferentes setores envolvidos na questão. Segundo ele, a intenção é garantir que a discussão seja conduzida sem interferência ideológica e com análise dos impactos para o mercado de trabalho e para os trabalhadores.

O presidente da Câmara não indicou prazo para votação da matéria, mas destacou que o debate deve ocorrer ao longo de 2026, acompanhando o calendário legislativo e o avanço das discussões sobre a PEC aprovada no Senado.

A tramitação de propostas que alteram a jornada de trabalho exige quórum qualificado, por se tratar de emenda à Constituição, e depende de análise em comissões e votações em dois turnos na Câmara dos Deputados.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Desembargadora suspende decisão que obrigava pagamento do 13º dos servidores do RN

Desembargadora suspende decisão que obrigava pagamento do 13º dos servidores do RN

Governo mantém calendário prevendo quitação do 13º até janeiro de 2026; Desembargadora acolheu recurso do Estado e citou impacto fiscal e econômico

A desembargadora Berenice Capuxú acatou um recurso apresentado pelo Estado do Rio Grande do Norte e suspendeu, nesta sexta-feira (26), os efeitos da decisão judicial que determinava o pagamento do 13º salário ainda em 2025 aos servidores estaduais da Administração Direta.

O recurso foi apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RN), que alegou que o cumprimento imediato da decisão poderia comprometer o equilíbrio fiscal do ente público, além de representar risco de grave lesão à ordem administrativa e à economia pública, diante do cenário econômico enfrentado pelo governo estadual.

Na decisão, a magistrada destacou que, embora o direito ao recebimento da gratificação natalina seja reconhecido, o contexto apresentado exige uma ponderação entre os interesses dos servidores e a capacidade financeira do Estado. Segundo o entendimento exposto, a excepcionalidade da situação demanda uma solução que considere os limites orçamentários e a continuidade da prestação dos serviços públicos.

Em trecho do despacho, a desembargadora afirmou que o princípio da proporcionalidade deve ser aplicado ao caso, de modo que a obrigação de pagamento seja compatibilizada com a realidade financeira do Estado, evitando prejuízos ao funcionamento regular da administração pública e ao custeio dos serviços essenciais.

A decisão judicial também levou em consideração o calendário de pagamentos divulgado pelo Governo do Estado, que prevê a quitação do 13º salário até o dia 10 de janeiro de 2026. Segundo a magistrada, o prazo estabelecido se apresenta como uma medida aceitável diante das circunstâncias atuais, permitindo que o Estado organize suas contas para cumprir a obrigação de forma escalonada.

De acordo com o entendimento expresso no despacho, o prazo até janeiro possibilita ao governo ajustar o fluxo financeiro, minimizando impactos sobre despesas essenciais e preservando o funcionamento de áreas estratégicas da administração pública, ao mesmo tempo em que assegura o pagamento da gratificação natalina aos servidores.

A decisão suspensa havia sido proferida na terça-feira (23) pelo juiz Jussier Barbalho Campos, em atendimento a um pedido do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinsp/RN). Na ocasião, o magistrado determinou que o pagamento do 13º salário fosse realizado ainda no exercício de 2025.

Ao conceder o efeito suspensivo ao agravo de instrumento interposto pelo Estado, a desembargadora Berenice Capuxú mencionou a jurisprudência consolidada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em casos semelhantes. A decisão cita entendimentos anteriores que adotaram posicionamento semelhante diante de alegações de impacto fiscal.

Entre os precedentes mencionados estão decisões proferidas pelo desembargador João Rebouças, que, na mesma semana, suspendeu uma decisão favorável ao Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (Sindsaúde-RN) relacionada ao pagamento do 13º salário.

Após a nova decisão, o Sindsaúde-RN se manifestou de forma crítica. A entidade afirmou que o 13º salário não se trata de empréstimo ou benefício eventual, mas de uma remuneração garantida por lei, decorrente de um ano inteiro de trabalho dos servidores públicos.

Com a suspensão determinada pelo Tribunal, fica mantido o calendário divulgado pelo Governo do Estado, que prevê o pagamento do 13º salário dentro do prazo estabelecido para janeiro de 2026, conforme informado nos autos do processo.

Foto: Heros Lucena/Assecom/Ilustração

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Carla Zambelli teria sido agredida por detentas durante prisão em presídio na Itália

Carla Zambelli teria sido agredida por detentas durante prisão em presídio na Itália

Relatos indicam episódios anteriores à visita de parlamentares brasileiros; agressões não foram formalmente registradas junto às autoridades italianas

A ex-deputada federal Carla Zambelli teria sido agredida mais de uma vez durante o período em que cumpre prisão na Itália. As informações foram divulgadas pelo senador Magno Malta (PL-ES) e confirmadas posteriormente pela defesa da parlamentar. Os relatos indicam que os episódios teriam ocorrido antes da visita de parlamentares brasileiros ao presídio onde ela está custodiada, em Roma.

A informação veio a público inicialmente durante declaração do senador Magno Malta, feita na segunda-feira (22), durante o evento denominado Culto Grande Clamor pelo Brasil. Na ocasião, o senador afirmou que Carla Zambelli teria sido agredida por outras detentas ao menos três vezes. Posteriormente, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o parlamentar afirmou que os episódios teriam ocorrido duas vezes, corrigindo a informação anterior.

Segundo Magno Malta, as agressões teriam ocorrido antes da visita realizada por parlamentares brasileiros em setembro deste ano ao Complexo Penitenciário de Rebibbia, em Roma. Ele afirmou que, no momento da visita, Carla Zambelli já havia relatado os episódios de violência dentro da unidade prisional.

Durante o evento religioso, o senador declarou que esteve no presídio feminino para visitar a ex-deputada federal. Em sua fala, relatou que Zambelli teria sido alvo de agressões por parte de outras internas e que teria reagido com silêncio ao vê-los durante a visita. A declaração foi registrada em vídeo e repercutiu nas redes sociais.

Carla Zambelli está presa em Roma desde julho, após deixar o Brasil e seguir para a Europa depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão. A condenação se refere à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com auxílio do hacker Walter Delgatti Neto, segundo decisão da Corte.

Após a repercussão das declarações do senador, a defesa de Carla Zambelli confirmou a existência dos episódios de agressão dentro da unidade prisional italiana. O advogado Fábio Pagnozzi afirmou que os fatos não foram formalmente registrados junto às autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário do país.

De acordo com o advogado, a ex-deputada teria enfrentado dificuldades no ambiente prisional em razão da troca constante de detentas na cela em que estava custodiada. Segundo ele, a mudança frequente das internas teria gerado conflitos e estranhamento por parte de algumas detentas que passaram a dividir o espaço com Zambelli.

Ainda segundo a defesa, havia uma detenta que oferecia algum tipo de proteção à ex-deputada por estar há mais tempo na unidade prisional. Essa detenta, conforme relatado, foi transferida posteriormente para outra penitenciária, o que teria alterado a dinâmica dentro da cela.

Após solicitações formais feitas pela defesa, Carla Zambelli foi transferida de cela e também de andar dentro do complexo penitenciário. A defesa informou que a mudança ocorreu com o objetivo de garantir melhores condições de custódia.

Durante a visita realizada em setembro por parlamentares brasileiros, nenhum dos senadores presentes mencionou publicamente a ocorrência de agressões físicas contra a ex-deputada. À época, vídeos divulgados nas redes sociais mostraram relatos dos parlamentares sobre o estado emocional de Zambelli, que teria demonstrado tristeza, saudade da família e sensação de abandono.

Além de Magno Malta, participaram da visita ao presídio os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). As declarações feitas naquele momento não incluíram referência a episódios de violência física sofridos por Zambelli dentro da unidade prisional.

Questionado posteriormente sobre a ausência de menção às agressões durante a visita, Magno Malta afirmou que a própria Carla Zambelli teria relatado a ele que havia sofrido duas agressões, e não três, como inicialmente informado. Segundo o senador, não havia ferimentos aparentes nem escoriações visíveis.

Em nota, o senador explicou que não havia se manifestado publicamente sobre o tema anteriormente porque as informações teriam sido compartilhadas de forma reservada. Segundo ele, o contexto envolvia a situação jurídica e de custódia da ex-deputada, além da inexistência de indícios visíveis de lesões físicas no momento do relato.

O Departamento de Administração Penitenciária da Itália e o Ministério da Justiça italiano foram procurados pela imprensa para comentar os relatos, mas não responderam até a publicação das informações divulgadas.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Gleise culpa Selic pela dívida pública e não as despesas do governo

Gleise culpa Selic pela dívida pública e não as despesas do governo

Ministra diz que elevado patamar dos juros “suga” o Orçamento

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, culpou nesta segunda-feira (22) a taxa básica de juros, a Selic, como a maior responsável pelo aumento da dívida pública do país e não as despesas do governo. Atualmente a Selic está em 15% ao ano, maior patamar desde 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.

Em uma rede social, a ministra disse que o elevado patamar da Selic “suga” os recursos do Orçamento para investimento e compromete “a prestação de serviços públicos, os programas sociais e os investimentos do governo para o desenvolvimento do país”.

A ministra fez críticas às notícias, sem citar fontes, que apontam um crescimento de 5% acima da inflação na despesa do governo como responsáveis pelo aumento da dívida e que ignoram que os juros estão 10% mais altos do que a inflação.

“Esses juros estratosféricos, que encarecem o crédito e limitam o crescimento, é que fazem crescer a dívida pública. Ao sugar recursos do Orçamento, os juros da dívida também comprometem a prestação de serviços públicos, os programas sociais e os investimentos do governo para o desenvolvimento do país”, escreveu.

Na sexta-feira (19), o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2026, que prevê despesas totais de R$ 6,5 trilhões. Desse total, R$ 6,3 trilhões são direcionados aos orçamentos fiscal e da seguridade social, sendo que 28% será destinado exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o que equivale a R$ 1,82 trilhão.

As críticas da ministra vêm ainda na esteira da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter, pela quarta vez seguida, a taxa básica de juros em 15% ao ano.

Nesta segunda-feira, o boletim Focus do Banco Central (BC) atualizou as previsões para os principais indicadores econômicos. A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica de juros cairá para 12,25% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 9,75% ao ano, respectivamente.

Em relação à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, o Focus diminuiu de 4,36% para 4,33% a projeção da inflação para este ano.

É a sexta semana seguida que a previsão para a inflação deste ano foi reduzida, alcançando o intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu de 4,1% para 4,06%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

A pesquisa, divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), traz a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em novembro, a inflação oficial fechou o mês em 0,18%, resultado que faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 4,46% em 12 meses, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do recuo nas expectativas de inflação, o BC manteve, durante reunião do Copom no dia 10, a taxa Selic em 15%.

A decisão era esperada pelo mercado financeiro. Em comunicado, o Copom não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. Assim como na última reunião, repetiu que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia do BC é manter a Selic por bastante tempo.

“O comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, destacou o comunicado.

A Selic é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em novembro, o IPCA ficou em 0,18%, o menor nível para o mês desde 2018. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,46% em 12 meses, voltando a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em dezembro de 2025, a inflação desde janeiro do mesmo ano é comparada com a meta e o intervalo de tolerância.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Antonio Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Municípios do RN já gastaram mais de R$ 192 milhões com shows públicos em 2025; Mossoró lidera

Municípios do RN já gastaram mais de R$ 192 milhões com shows públicos em 2025; Mossoró lidera

Levantamento do TCE/RN contabiliza 2.363 contratos firmados por municípios potiguares

Os municípios do Rio Grande do Norte já gastaram mais de R$ 192 milhões com a contratação de bandas e cantores para a realização de shows públicos ao longo do ano de 2025. Os dados constam no Painel Festejos, ferramenta mantida pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), que monitora os gastos públicos destinados a eventos festivos e culturais.

De acordo com o levantamento, até o momento foram registrados 2.363 contratos relacionados a apresentações artísticas no estado. O valor total pode ser ainda maior, uma vez que eventos realizados no fim do ano, como o Natal em Natal, ainda não foram inseridos no sistema do órgão de controle.

O município de Mossoró lidera o ranking estadual de gastos com shows públicos em 2025. Conforme o painel, a cidade investiu R$ 25.723.883 em eventos como o Mossoró Cidade Junina e o Mossoró Sal e Luz. Entre os cachês registrados, o maior valor pago foi ao cantor Wesley Safadão, que recebeu R$ 1,1 milhão.

Outras atrações contratadas por Mossoró em 2025 incluem Luan Santana, com cachê de R$ 985 mil; Ana Castela, À Vontade — projeto que reúne os cantores Luan Estilizado, Raí Saia Rodada e Zezo — e Simone Mendes, todos com contratos de R$ 800 mil. Também figuram Bruno e Marrone, com R$ 784 mil, e Leonardo, com R$ 750 mil. Todos esses artistas se apresentaram no Mossoró Cidade Junina, realizado entre os dias 7 e 28 de junho de 2025.

Na segunda posição aparece Natal, capital do estado, com R$ 18.646.020 gastos com contratações artísticas no mesmo período. Assim como em Mossoró, o maior cachê pago foi ao cantor Luan Santana, no valor de R$ 985 mil. Em seguida, constam À Vontade, com R$ 800 mil, e Alok, que recebeu R$ 750 mil pela apresentação no São João de Natal.

Após Mossoró e Natal, o levantamento do TCE/RN aponta outros municípios com valores expressivos destinados a shows públicos em 2025. Parnamirim aparece com R$ 9.304.800, seguido de Assú, com R$ 7.619.730, Areia Branca, com R$ 6.023.000, Ceará-Mirim, com R$ 5.836.500, Apodi, com R$ 5.347.000, e Caraúbas, que registrou R$ 4.944.000.

Também integram a lista Serra do Mel, com R$ 4.391.050, Nova Cruz, com R$ 3.700.000, Grossos, com R$ 3.577.000, Currais Novos, com R$ 3.170.025, Ielmo Marinho, com R$ 2.976.000, Macaíba, com R$ 2.969.300, Pau dos Ferros, com R$ 2.686.000, João Câmara, com R$ 2.629.000, Caicó, com R$ 2.575.000, e Governador Dix-Sept Rosado, que totalizou R$ 2.309.100 em contratações.

Na outra extremidade do ranking, o município de Rodolfo Fernandes aparece como o que menos gastou com shows públicos em 2025. Segundo o Painel Festejos, o total foi de R$ 13.500, valor utilizado para a contratação da banda Farra de Bodim, atração do Réveillon da cidade.

O Painel Festejos também já registra informações referentes ao ano de 2026. Até a manhã desta sexta-feira (26), constavam 21 contratos cadastrados, somando R$ 2.540.000. O município de Touros, no litoral Norte do estado, lidera com R$ 480 mil, seguido de Senador Elói de Souza, com R$ 450 mil, Martins, com R$ 430 mil, e Rodolfo Fernandes, com R$ 315 mil.

Sobre o Painel Festejos

O Painel Festejos é uma ferramenta desenvolvida em parceria pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) e Ministério Público de Contas (MPC/RN), com apoio da Federação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte (Femurn).

A plataforma reúne dados sobre contratações públicas relacionadas a festejos e eventos culturais, incluindo valores pagos a atrações artísticas e datas das apresentações. Segundo o TCE/RN, o objetivo da ferramenta é ampliar a transparência e possibilitar o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos pela sociedade e pelos órgãos de controle.

Foto: Lucas Bulcão (Secom/PMM) / Wilson Moreno (Secom/PMM) / Allan Phablo (SECOM/PMM) / Magnus Nascimento/Prefeitura de Natal

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Médicos analisam novo procedimento após cirurgia de Bolsonaro

Médicos analisam novo procedimento após cirurgia de Bolsonaro

Avaliação médica ocorre após cirurgia de hérnia inguinal bilateral; Decisão sobre novo procedimento será tomada na próxima segunda-feira

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá ser submetido a um novo procedimento médico para tratar crises persistentes de soluços, conforme avaliação da equipe que acompanha sua recuperação hospitalar. Entre as possibilidades em análise está a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, estrutura que se estende da coluna cervical ao diafragma e está relacionada ao controle da respiração.

Na manhã desta quinta-feira (25), Bolsonaro passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. De acordo com a equipe médica, o procedimento ocorreu dentro do previsto, sem intercorrências, teve início por volta das 9h30 e durou aproximadamente quatro horas. Após a intervenção cirúrgica, os médicos iniciaram o acompanhamento do pós-operatório e estabeleceram um período inicial de internação estimado entre cinco e sete dias.

Uma nova avaliação clínica está marcada para a próxima segunda-feira (29). Na ocasião, os profissionais de saúde irão decidir sobre a necessidade da realização do bloqueio do nervo frênico como alternativa para o controle dos soluços, caso as medidas clínicas adotadas até lá não apresentem o resultado esperado.

Até a data da reavaliação, a equipe médica prioriza o ajuste da medicação, a adequação da dieta e a observação da evolução clínica do paciente. Essas medidas visam o controle dos sintomas apresentados, incluindo os episódios de soluços, sem a necessidade imediata de um procedimento adicional.

Segundo o cirurgião geral Claudio Birolini, o bloqueio do nervo frênico é considerado um procedimento invasivo, embora classificado como seguro dentro dos protocolos médicos. O objetivo da técnica é provocar uma anestesia temporária do nervo, reduzindo a atividade involuntária associada aos soluços persistentes.

O médico explicou que existem riscos associados ao procedimento, entre eles a possibilidade de paralisia temporária do músculo do diafragma, o que pode resultar em dificuldade respiratória durante o período de efeito do anestésico. Nessa situação, pode ser necessário o uso de suporte ventilatório até que a função respiratória seja restabelecida.

Caso o bloqueio do nervo frênico venha a ser realizado, a internação hospitalar poderá ser ampliada, superando o período inicialmente previsto para o pós-operatório da cirurgia de hérnia. A equipe médica informou que o tempo de permanência no hospital dependerá da resposta do organismo ao procedimento e da estabilidade clínica do paciente.

A alta hospitalar será definida com base na evolução clínica e na capacidade de Bolsonaro retomar atividades básicas de autocuidado. Questionados sobre a possibilidade de o ex-presidente retornar à Superintendência da Polícia Federal após a internação, os médicos afirmaram que ainda não há definição e que qualquer decisão dependerá da recuperação observada nos próximos dias.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Impeachment de Moraes é protocolado após denúncias envolvendo banco

Impeachment de Moraes é protocolado após denúncias envolvendo banco

Representação cita denúncias envolvendo o Banco Master; Ministro nega irregularidades e afirma que reuniões trataram de outro tema

Senadores da oposição protocolaram, na terça-feira (23), um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorreu após denúncias envolvendo o Banco Master e foi formalizada por meio de uma representação apresentada ao Senado Federal.

O documento aponta supostos contatos entre Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, relacionados à instituição financeira. De acordo com os parlamentares, essas interações poderiam indicar atuação indevida junto ao Banco Central em favor do Banco Master.

Os senadores alegam que a conduta atribuída ao ministro poderia configurar conflito de interesses e possível crime de advocacia administrativa, conforme a legislação vigente. A representação também menciona a existência de um contrato entre o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, o que foi incluído como elemento no pedido protocolado.

O pedido de impeachment é assinado pelos senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES). No texto, os parlamentares solicitam que o Senado avalie os fatos apresentados e adote as providências previstas no processo de responsabilização de ministros do STF.

Em nota oficial, o ministro Alexandre de Moraes negou qualquer irregularidade. Segundo ele, as reuniões realizadas com o presidente do Banco Central tiveram como pauta exclusivamente os efeitos da Lei Magnitsky, sem qualquer discussão relacionada ao Banco Master ou à eventual aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

Moraes também afirmou que não houve ligações telefônicas com o presidente do Banco Central sobre o tema citado na denúncia e que o escritório de advocacia de sua esposa não atuou em assuntos relacionados ao Banco Master. O ministro reforçou que não participou de tratativas que envolvessem interesses da instituição financeira mencionada no pedido.

De acordo com as regras constitucionais, cabe ao Senado Federal a análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O procedimento inicial envolve a avaliação do conteúdo da denúncia e a verificação do cumprimento dos requisitos formais.

A decisão sobre o encaminhamento ou arquivamento do pedido é de responsabilidade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Caso seja admitido, o processo segue os trâmites previstos no regimento interno da Casa e na legislação aplicável.

Até o momento, o Senado não divulgou prazo para a análise da representação. O pedido permanece sob responsabilidade da presidência da Casa, aguardando deliberação quanto às próximas etapas do procedimento.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Orçamento da UFRN sofre redução de R$ 14,7 milhões

Orçamento da UFRN sofre redução de R$ 14,7 milhões

Redução foi confirmada durante tramitação da Lei Orçamentária Anual de 2026

A Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) alertou para a redução no orçamento da instituição para o ano de 2026, após cortes promovidos pelo Congresso Nacional durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA). De acordo com a universidade, a diminuição chega a 7,18% em relação ao valor inicialmente previsto, o que representa um montante de R$ 14,7 milhões a menos no orçamento de custeio.

Segundo dados apresentados pela UFRN, o orçamento de custeio aprovado na Lei Orçamentária Anual de 2026 passou de R$ 205.141.094,00, conforme previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), para R$ 190.402.649,00. A redução apurada foi de R$ 14.738.445,00, equivalente a 7,18%.

Com o novo valor aprovado, o orçamento discricionário da UFRN para 2026 ficou abaixo do registrado em 2025, quando a universidade contou com R$ 195.615.203,00 para despesas de custeio. A reitoria informou que os cortes atingem diretamente despesas consideradas essenciais para o funcionamento da instituição.

“Esses cortes impactam fortemente o funcionamento da Universidade, em compromissos como pagamentos de energia elétrica, contratos de terceirização e na assistência estudantil”, afirmou o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo.

Impacto na assistência estudantil

Ainda conforme a gestão da universidade, a área da assistência estudantil foi uma das mais afetadas pelas mudanças no orçamento. Segundo o reitor, os recursos destinados a essa finalidade já se mostraram insuficientes em 2025, o que exigiu complementação com recursos do orçamento de custeio da própria universidade.

Para 2026, de acordo com a UFRN, o orçamento da assistência estudantil sofreu um corte de 7,33% em relação ao valor previsto no PLOA 2026, ficando abaixo do montante executado no ano anterior. O reitor informou que espera que o Ministério da Educação (MEC) possa recompor os valores, assim como ocorreu em exercícios anteriores.

“Estamos particularmente preocupados com o orçamento da assistência estudantil, que já se mostrou insuficiente no ano de 2025, necessitando de complementação com o orçamento de custeio da universidade, e que, para 2026, sofreu um corte de 7,33% em relação ao PLOA 2026, ficando menor que o orçamento de 2025”, declarou.

Análise da Andifes

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) também se manifestou sobre os cortes realizados durante a tramitação da LOA 2026. Em análise preliminar divulgada pela entidade, o orçamento previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões.

Segundo a Andifes, a redução representa uma diminuição de 7,05% nos recursos discricionários destinados às universidades federais. A entidade informou que os cortes atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento das instituições, ainda que de forma desigual entre as universidades.

No caso da assistência estudantil em nível nacional, a Andifes apontou um corte aproximado de R$ 100 milhões, equivalente a uma redução de 7,3%. A entidade destacou que a diminuição de recursos compromete a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024.

Nota oficial da Andifes

Em nota divulgada no dia 22 de dezembro de 2025, a Andifes informou que os cortes aprovados pelo Congresso Nacional agravam um cenário já existente nas universidades federais. A associação destacou que, caso não haja recomposição orçamentária, o orçamento de 2026 ficará nominalmente inferior ao executado em 2025, sem considerar os impactos inflacionários e reajustes obrigatórios de contratos.

A entidade também mencionou cortes nos orçamentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apontando reflexos nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

A Andifes informou ainda que mantém diálogo com o Ministério da Educação e afirmou que seguirá atuando junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional em defesa da recomposição do orçamento das universidades federais.

Foto: Cícero Oliveira/UFRN/Ilustração / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Concurso da saúde do RN: governo chama 690 profissionais aprovados

Concurso da saúde do RN: governo chama 690 profissionais aprovados

Convocados atuarão em hospitais e unidades da Região Metropolitana de Natal; Convocação visa substituir contratos temporários, informa a Sesap

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte convocou, nesta quarta-feira (24), 690 profissionais aprovados no último concurso público da saúde estadual. A convocação foi publicada no Diário Oficial do Estado e integra o processo de recomposição do quadro efetivo da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Com esta nova chamada, o número de profissionais aprovados no concurso de 2025 convocados pelo governo estadual se aproxima de 1.000. A medida, segundo a Sesap, tem como objetivo principal a substituição de contratos temporários atualmente em vigor na rede pública de saúde.

A convocação contempla profissionais de níveis médio e superior, com previsão de atuação em hospitais e unidades de referência localizadas na Região Metropolitana de Natal. De acordo com a pasta, a distribuição dos convocados atende às necessidades atuais da rede estadual de saúde.

Profissionais convocados

A lista publicada no Diário Oficial do Estado reúne diferentes categorias profissionais. Entre os convocados estão 502 técnicos em enfermagem, 4 técnicos em farmácia, 49 técnicos em laboratório e 34 técnicos em radiologia. Também foram chamados 20 biomédicos, 44 farmacêuticos e farmacêuticos bioquímicos, 19 fisioterapeutas, 11 médicos clínicos gerais e 7 médicos nefrologistas.

Além dos nomes já publicados, o Governo do Estado informou que ainda serão convocados mais 43 enfermeiros. A lista complementar deverá ser divulgada em uma próxima edição do Diário Oficial do Estado.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública, a convocação foi planejada para atender, prioritariamente, as unidades hospitalares e serviços considerados estratégicos para o funcionamento da rede pública, especialmente na Região Metropolitana de Natal.

Etapas da convocação

De acordo com a Sesap, o processo de convocação está sendo realizado de forma escalonada. A estratégia foi adotada para permitir maior agilidade nos trâmites administrativos relacionados à posse e ao ingresso dos novos servidores.

“A convocação foi organizada em etapas para permitir que a Coordenadoria de Gestão do Trabalho da Sesap agilize o andamento dos processos, diante do grande volume de profissionais nomeados”, informou a secretaria, em nota.

Ainda conforme a pasta, as equipes responsáveis trabalham para garantir a posse célere dos profissionais convocados, de modo a minimizar impactos na prestação dos serviços de saúde à população.

Novas convocações previstas

O Governo do Estado também informou que os aprovados no concurso da saúde pública para atuação em outras regiões do Rio Grande do Norte deverão ser convocados ainda este ano. A Sesap não detalhou o cronograma das próximas chamadas, mas confirmou que o processo seguirá conforme a necessidade da rede estadual de saúde.

A ampliação do quadro efetivo por meio do concurso público busca reduzir a dependência de contratos temporários, prática que vinha sendo adotada para suprir demandas emergenciais nas unidades de saúde.

Outros concursos no Estado

Além do concurso da saúde, o Governo do Rio Grande do Norte possui aprovados em outras seleções públicas que aguardam convocação. Entre eles estão candidatos aprovados em concursos da área da Educação e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

O Estado também publicou, neste mês, edital para um novo concurso público destinado ao provimento de cargos de auditor fiscal da Secretaria Estadual de Fazenda. O certame prevê a oferta de 50 vagas.

Segundo o edital divulgado, as inscrições para o concurso de auditor fiscal serão abertas nesta sexta-feira (26). O governo não informou, na publicação, o número de candidatos esperados nem o cronograma completo do processo seletivo.

As informações referentes às convocações e aos concursos públicos estaduais seguem sendo divulgadas oficialmente por meio do Diário Oficial do Estado e dos canais institucionais do Governo do Rio Grande do Norte.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Joana Lima/Governo do RN

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Bolsonaro deve passar por novo procedimento médico para tratar crise de soluço

Bolsonaro deve passar por novo procedimento médico para tratar crise de soluço

Intervenção deve ocorrer após recuperação de cirurgia de hérnia inguinal; Informação foi confirmada por médico responsável pelo tratamento

O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá passar por um novo procedimento médico no início da próxima semana para tratar crises recorrentes de soluço. A informação foi confirmada pelo cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento médico do ex-presidente, em entrevista concedida à imprensa.

Segundo o médico, o procedimento em avaliação consiste em um bloqueio anestésico do nervo frênico, responsável pela inervação do diafragma. De acordo com Birolini, trata-se de uma alternativa que não faz parte do tratamento padrão para soluços, mas que está sendo considerada pela equipe médica diante da persistência do quadro clínico apresentado por Bolsonaro.

O procedimento, que não é cirúrgico, deverá ser realizado após alguns dias de recuperação da cirurgia de hérnia inguinal bilateral, marcada para esta quinta-feira (25). A expectativa da equipe médica é de que a cirurgia tenha duração estimada entre três e quatro horas, com um período de internação previsto entre cinco e sete dias.

“Está previsto o bloqueio anestésico do nervo frênico, que é uma anestesia do nervo que inerva o diafragma. Depois da cirurgia de hérnia, vamos reavaliar a situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão de tratamento de soluço, então a gente precisa ver se o benefício justifica o risco”, afirmou Cláudio Birolini.

Cirurgia de hérnia inguinal bilateral

De acordo com o cirurgião, diferentemente da cirurgia realizada em abril deste ano, que teve caráter emergencial, a intervenção prevista para esta semana ocorre em um cenário considerado controlado. Na ocasião anterior, o ex-presidente passou por uma cirurgia para correção de hérnias que comprometiam a parede abdominal.

Naquele procedimento, foi instalada uma tela que cobre toda a parede abdominal anterior. Segundo o médico, essa intervenção reduziu a elasticidade da região, ocasionando um aumento secundário da pressão intra-abdominal.

“Foi colocada uma tela que ocupa toda a parede abdominal anterior dele. Isso causa uma diminuição da elasticidade da parede abdominal, levando a um aumento secundário da pressão intrabdominal”, explicou Birolini.

Após esse procedimento, Bolsonaro passou a apresentar crises intensas de soluço. Conforme relatado pelo médico, essas crises também provocam elevação da pressão intra-abdominal, o que contribuiu para o surgimento de novos incômodos e, posteriormente, para a necessidade de uma nova cirurgia.

Segundo o cirurgião, o ex-presidente já apresentava uma fragilidade prévia na parede abdominal, especificamente na região inguinal. Com o aumento da pressão abdominal decorrente tanto da cirurgia anterior quanto das crises de soluço, essa fragilidade se manifestou clinicamente na forma de uma hérnia inguinal.

“Ele já tinha uma fraqueza da parede abdominal na região inguinal. Esse aumento da pressão abdominal resultante da cirurgia e das crises de soluço fez com que essa fraqueza se manifestasse clinicamente através de uma hérnia inguinal. Daí a necessidade da cirurgia”, explicou Birolini.

O médico ressaltou que a cirurgia de hérnia não tem relação direta com o tratamento das crises de soluço. Segundo ele, o controle desse sintoma dependerá da avaliação e possível realização do bloqueio anestésico do nervo frênico.

Detalhes do procedimento de hérnia

De acordo com a explicação médica, a hérnia ocorre quando há uma abertura ou frouxidão na parede abdominal ou pélvica, permitindo o deslocamento de alças intestinais ou outros tecidos por essa abertura. Esse quadro pode gerar um volume visível e provocar dor ou desconforto, especialmente durante esforços físicos.

Quando o extravasamento ocorre na região da virilha, a condição é classificada como hérnia inguinal. No caso de acometimento simultâneo dos dois lados da virilha, direita e esquerda, a hérnia é considerada bilateral.

“É realizado um corte de cada lado da virilha, a hérnia é empurrada para dentro, é feita uma sutura da área fraca e, na sequência, um reforço tecidual com uma tela de propileno”, detalhou o cirurgião responsável pela cirurgia.

Acompanhamento médico após a internação

Questionado sobre a necessidade de cuidados médicos após o período de internação, especialmente no retorno do ex-presidente à cela onde está detido na Polícia Federal, Birolini afirmou que eventuais solicitações de acompanhamento médico poderão ser avaliadas conforme a necessidade clínica.

“Se, em um determinado momento, a gente achar que ele tem condições de retornar, ele vai voltar. E se houver necessidade de algum cuidado especial durante a carceragem, a gente estuda qual a melhor forma de lidar com isso. Se for o caso, solicitando autorização para visita de enfermeiro, médico, fisioterapeuta”, declarou.

Quadro emocional e crises de soluço

O cardiologista do ex-presidente, Brasil Ramos Caiado, informou que Jair Bolsonaro apresenta quadros prévios de depressão e ansiedade, que teriam sido intensificados pelo período pré-operatório. Segundo o médico, a ansiedade está associada à recorrência das crises de soluço.

“O presidente está deprimido, um pouco pela situação que ele está passando, e bastante ansioso. A ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço, que atrapalha o sono dele”, afirmou Caiado.

De acordo com o cardiologista, Bolsonaro está medicado tanto para o controle das crises de soluço quanto para as questões relacionadas à saúde mental.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula faz balanço de ações e desafios: "povo brasileiro é vencedor"

Lula faz balanço de ações e desafios: “povo brasileiro é vencedor”

Presidente destacou mudança no IR e diplomacia contra tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta quarta-feira (25) no qual se dirigiu à população para desejas boas festas, mas também para fazer um balanço sobre as ações realizada pelo governo este ano e os desafios para 2026.

“E quando os fogos brilharem no céu, na noite do dia 31, estará encerrado um ano histórico no Brasil. Um ano difícil, com muitos desafios, mas um ano em que todos que torceram ou jogaram contra o Brasil acabaram perdendo. Um ano em que o povo brasileiro sai como o grande vencedor”, destacou o presidente.

Entre as conquistas elencadas por Lula está a saída do Brasil do Mapa da Fome, a retomada do Bolsa Família, o fortalecimento da agricultura familiar e a valorização do salário mínimo.

“Investimos muito na geração de empregos e na alimentação nas escolas”, ressaltou o presidente, para quem outra grande vitória foi o fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais por mês.

“Para milhões de brasileiras e brasileiros, o último dia do ano também será o último dia com Imposto de Renda descontado no salário. A partir de janeiro, com o fim do IR, milhões de famílias terão um dinheiro extra todos os meses. Isso vai aliviar as contas, aquecer ainda mais a economia e beneficiar o país inteiro.”

Emprego

Na área de saúde, Lula mencionou o programa Agora Tem Especialistas, lançado este ano para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. Os programas Pé-de-Meia, Gás do Povo e Luz do Povo também foram citados no pronunciamento.

“O Minha Casa Minha Vida voltou, alcançou a classe média, e está chegando também o Reforma Casa Brasil. Porque moradia digna é um direito fundamental, que tem que ser garantido”, defendeu o presidente.

A Transposição do Rio São Francisco e as obras do Novo PAC foram lembradas. No contexto econômico, Lula comemorou o encerramento do ano com a menor taxa de desemprego da história, os recordes no emprego com carteira assinada e na renda média dos trabalhadores.

“E a inflação acumulada será a menor de todos os tempos. Graças a esses avanços, temos os menores índices de pobreza e desigualdade da história. E só neste ano, dois milhões de pessoas deixaram o Bolsa Família porque melhoraram de renda.”

A nova Carteira Nacional de Habilitação do Brasil também foi destacada pelo presidente. A expectativa é de que a carteira de motorista fique até 80% mais barata e muito mais acessível.

Desafios

Entre os desafios para 2026, Lula citou o crime e a violência. Ele elogiou as operações contra o crime organizado realizadas pela Polícia Federal e disse pela primeira vez o “andar de cima” foi atingido

“Nenhum dinheiro ou influência vai impedir a Polícia Federal de ir adiante”, afirmou o presidente, que aproveitou para se manifestar sobre a violência contra as mulheres.

“Vou liderar um grande esforço nacional envolvendo ministérios, instituições e toda a sociedade brasileira. Nós que somos homens devemos fazer um compromisso de alma. Em nome de tudo que é mais sagrado, seja um aliado.”

Internacional

No âmbito internacional, Lula destacou que o Brasil voltou a ser respeitado e admirado pelo mundo. Cerca de 9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país no ano da COP30, em Belém do Pará, o maior evento climático do mundo.

“A COP30 foi um sucesso e consolidou o Brasil como liderança global no tema mais importante deste século. Mas também enfrentamos um desafio inédito: o Tarifaço contra o Brasil. Mas mostramos ao Brasil e ao mundo que somos do diálogo, da fraternidade e não fugimos da luta.”

O presidente ressaltou a aposta na diplomacia e nas medidas de proteção das empresas para evitar as demissões.

“Negociamos o fim do tarifaço, e ultrapassamos, agora em dezembro, a marca de 500 novos mercados abertos aos nossos produtos. Nossa soberania e nossa democracia saíram vencedoras e o povo brasileiro venceu.”

Escala 6×1

No encerramento do discurso, Lula disse que seguirá combatendo “privilégios de poucos para garantir direitos de muitos”.

“Não é justo que uma pessoa seja obrigada a trabalhar duro durante seis dias. E que tenha apenas um dia para descansar o corpo e a cabeça, passear com a família, cuidar da casa, se divertir e acompanhar de perto o crescimento dos filhos”, afirmou o presidente.

“O fim da escala 6×1, sem redução de salário, é uma demanda do povo que cabe a nós, representantes do povo, escutar e transformar em realidade.”

Foto: Ricardo Stuckert / PR / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

Dieese: incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões

O salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor teve um aumento de 6,8%, um pouco mais de R$ 100, e foi estipulado por meio de publicação, nesta quarta-feira (24), no Diário Oficial da União pelo governo federal. O mínimo anterior era de R$ 1.518.

Pelas regras, o valor do salário mínimo deve ser atualizado anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, mais o crescimento da economia brasileira de dois anos antes, ou seja, do ano de 2024, sujeito ao limite máximo de 2,5% ao ano, por conta do teto de gastos.

Os dois componentes, juntos, garantem um aumento real do piso, diferente da política dos governos anteriores para o salário mínimo, de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando o reajuste era feito somente pela inflação.

“Esse modelo teve efeitos adversos sobre o poder de compra em contexto de inflação relativamente elevada”, disse o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), em nota técnica sobre o novo mínimo.

“Enquanto os preços avançavam continuamente, a recomposição salarial ocorria apenas uma vez, no reajuste anual, fazendo com que o salário mínimo real se deteriorasse”. O órgão acrescentou que, somente a reposição da inflação, entre 2020 e 2022, não foi suficiente para diluir o impacto dos preços dos alimentos, que subiram acima da média, pesando de forma desproporcional no rendimento das famílias pobres.

O salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formalizado pode receber no país e deve ser suficiente para atender a necessidades vitais básicas próprias e de sua família, como moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte, de acordo com a Constituição Federal.

Com essa intenção, de acordo com o Dieese, a mínimo mensal de uma família de quatro pessoas no Brasil deveria ser de R$ 7.067,18, em novembro de 2025, o equivalente a 4,3 vezes o novo piso do mínimo nacional em janeiro de 2026.

De acordo com o departamento, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem o mínimo. Com o reajuste para R$ 1,621, o incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração / Tomaz Silva/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Bolsonaro deixa prisão para cirurgia em hospital de Brasília nesta quarta (24)

Bolsonaro deixa prisão para cirurgia em hospital de Brasília nesta quarta (24)

Ex-presidente será escoltado pela PF para procedimento autorizado pelo STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve deixar a prisão pela primeira vez nesta quarta-feira (24), quando será escoltado da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para ser internado no Hospital DF Star. Preso desde o dia 22 de novembro, Bolsonaro cumpre pena em sala de Estado-Maior e passará por um procedimento cirúrgico para correção de duas hérnias inguinais.

A saída da unidade da Polícia Federal ocorrerá sob esquema de segurança, com escolta realizada por agentes da própria PF até o hospital localizado na capital federal. A internação está prevista para ocorrer ainda na véspera de Natal, com a cirurgia programada para o dia 25 de dezembro.

Durante o período de internação hospitalar, a segurança do ex-presidente será mantida sob responsabilidade da Polícia Federal. Conforme as determinações estabelecidas, dois policiais permanecerão posicionados na porta do quarto onde Bolsonaro ficará internado, além de reforço na vigilância da entrada do hospital. A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, foi autorizada a acompanhá-lo durante a internação.

A autorização para a realização do procedimento cirúrgico foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que analisou o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente.

Segundo informações constantes na decisão, o aval do STF teve como base um laudo pericial elaborado pela Polícia Federal. O documento técnico apontou a necessidade de intervenção cirúrgica, ainda que classificada como eletiva, em razão do risco de agravamento do quadro clínico caso o procedimento não fosse realizado.

De acordo com o laudo da Polícia Federal, Jair Bolsonaro apresenta hérnia inguinal bilateral. A condição, conforme descrito pelos peritos, provoca dor e desconforto, além de poder gerar complicações médicas se não houver tratamento cirúrgico adequado. O relatório recomenda que a cirurgia seja realizada o mais breve possível, embora não caracterize situação de emergência imediata.

A avaliação médica foi anexada aos autos do processo e analisada pelo Supremo Tribunal Federal antes da autorização para a saída temporária da unidade prisional. O parecer da PGR considerou os elementos técnicos apresentados e se manifestou favoravelmente à realização do procedimento hospitalar fora da unidade da Polícia Federal.

Bolsonaro está preso desde que teve a prisão preventiva convertida em execução de pena. A decisão ocorreu após o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, que teria sido violada. A conversão resultou no início do cumprimento da pena imposta ao ex-presidente.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, conforme decisão judicial. Ele permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em sala de Estado-Maior, condição prevista em razão do cargo anteriormente ocupado.

Após a realização da cirurgia e a alta médica, a determinação judicial estabelece que o ex-presidente retorne diretamente para a Superintendência da Polícia Federal. Não está prevista qualquer alteração no regime de cumprimento da pena em decorrência do procedimento médico.

A logística de transporte entre a unidade prisional e o hospital, bem como o retorno após a alta, seguirá os protocolos de segurança definidos pela Polícia Federal e autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. O acompanhamento médico será realizado conforme as orientações da equipe responsável pelo procedimento cirúrgico.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades judiciais e policiais, com a execução da pena mantida nos termos da decisão em vigor.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula assina indulto natalino de 2025 e exclui condenados por atos golpistas

Lula assina indulto natalino de 2025 e exclui condenados por atos golpistas

Decreto publicado no Diário Oficial veta perdão a crimes contra o Estado Democrático de Direito

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta terça-feira, 23, o decreto do indulto natalino de 2025, que concede perdão ou redução de pena a pessoas privadas de liberdade que atendam aos critérios estabelecidos. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e passa a produzir efeitos imediatos, conforme as regras previstas no próprio decreto.

De acordo com o documento, o indulto natalino de 2025 estabelece uma série de exclusões expressas, entre elas os condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. A vedação alcança os executores dos atos de 8 de janeiro de 2023, bem como os condenados nos quatro núcleos da chamada trama golpista, conforme antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O decreto também exclui do benefício os condenados por crimes hediondos ou equiparados, além de delitos como tortura, terrorismo, racismo, violência contra a mulher, tráfico de drogas e organização criminosa. Essas categorias estão listadas de forma objetiva no texto normativo e impedem a concessão tanto do indulto quanto da comutação de pena, nos casos expressamente previstos.

Outra vedação prevista no decreto do indulto natalino de 2025 refere-se aos detentos que tenham firmado acordos de colaboração premiada, conhecidos como delações. Também ficam excluídos aqueles que estejam cumprindo pena em estabelecimentos penais de segurança máxima, independentemente do tipo de crime praticado.

Os requisitos para a concessão do indulto variam conforme o perfil da condenação. O decreto estabelece critérios relacionados ao tempo total da pena, ao período efetivamente cumprido, à existência de reincidência, ao uso ou não de violência na prática do crime e à natureza da infração penal. A análise do enquadramento cabe ao Poder Judiciário, a partir da situação individual de cada pessoa privada de liberdade.

O texto também prevê hipóteses específicas de concessão de indulto para mulheres em determinadas condições. Estão incluídas no decreto mães e avós responsáveis por filhos ou netos de até 16 anos de idade, bem como aquelas que tenham filhos com deficiência, desde que atendidos os demais critérios legais.

Além disso, o indulto natalino de 2025 contempla detentas com até 21 anos e mulheres com mais de 60 anos, desde que tenham cumprido, no mínimo, um oitavo da pena imposta. A regra está condicionada à inexistência de impedimentos legais previstos no próprio decreto, como os crimes expressamente excluídos.

Para os condenados que não atendam aos requisitos para o indulto integral, o decreto estabelece regras para a comutação de pena, mecanismo que permite a redução do tempo restante de prisão. A comutação é aplicada de forma proporcional, conforme o tipo de pena, o tempo já cumprido e os critérios definidos no texto presidencial.

A comutação não representa extinção da pena, mas sim a diminuição do período de cumprimento, desde que observadas as condições legais. Assim como no caso do indulto, a aplicação da comutação depende de decisão judicial, após análise da situação individual do condenado.

O decreto do indulto natalino de 2025 mantém a prática anual prevista na legislação brasileira, com critérios específicos definidos pelo Poder Executivo, respeitando as limitações constitucionais e legais. O texto publicado no Diário Oficial detalha as hipóteses de concessão, exclusão e os procedimentos a serem adotados pelas autoridades responsáveis pela execução penal.

A aplicação do indulto e da comutação de penas deverá seguir os parâmetros estabelecidos no decreto, com análise caso a caso pelo Judiciário, a partir de requerimentos formulados pela defesa ou pelo Ministério Público, conforme a legislação vigente.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Alexandre Ramagem vira réu em nova ação penal no STF após perda de mandato

Alexandre Ramagem vira réu em nova ação penal no STF após perda de mandato

Crimes ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro haviam sido suspensos por imunidade parlamentar

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu uma nova ação penal contra o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), já condenado no processo que apurou a tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. O novo caso foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A nova ação penal trata de dois crimes vinculados aos ataques às sedes dos Três Poderes, que haviam permanecido suspensos enquanto Ramagem exercia mandato parlamentar. À época, o STF paralisou o julgamento com base na imunidade parlamentar prevista na Constituição Federal, uma vez que as acusações se referiam a fatos ocorridos após a diplomação do então deputado.

Com a cassação do mandato, a Corte determinou a retomada do andamento processual e decidiu reautuar o caso como uma nova ação penal, permitindo o prosseguimento da apuração criminal. Caso haja nova condenação, eventual pena poderá ser somada àquela já imposta no processo principal, que já transitou em julgado.

Na semana passada, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato de Alexandre Ramagem. Na mesma sessão, também foi declarada a cassação do mandato do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ambos se encontram atualmente nos Estados Unidos, segundo informações oficiais registradas nos autos.

Além de receber a nova ação penal, o ministro Alexandre de Moraes designou audiência de instrução e julgamento para o dia 5 de fevereiro de 2026, a ser realizada por videoconferência. Na audiência, serão ouvidas testemunhas da acusação e da defesa, além da realização do interrogatório do réu. A acusação é conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

No processo principal, já encerrado, Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. A condenação ocorreu no âmbito das ações penais que apuraram a organização e execução dos atos destinados a impedir a posse do presidente eleito em 2022.

Após a condenação, Ramagem deixou o Brasil e se deslocou para os Estados Unidos, em setembro, conforme revelado pelo portal PlatôBR. Diante da saída do país e da ausência de cumprimento da pena, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-deputado no mês seguinte.

Com a nova ação penal, o STF amplia o conjunto de processos que analisam a atuação de Ramagem nos episódios relacionados aos ataques de 8 de janeiro, agora sem a proteção da imunidade parlamentar. O andamento do processo seguirá os trâmites previstos no regimento interno da Corte e na legislação penal em vigor.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Alessandro Vieira articula CPI para investigar contrato do Banco Master ligado à família de Moraes

Alessandro Vieira articula CPI para investigar contrato do Banco Master ligado à família de Moraes

Senador afirma que acordo de R$ 129 milhões precisa ser apurado pelo Congresso

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que irá coletar assinaturas após o recesso parlamentar para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar denúncias envolvendo um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da família do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Segundo o parlamentar, o acordo é estimado em R$ 129 milhões e teria características que, segundo ele, justificam a apuração pelo Congresso Nacional. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, na qual o senador afirmou que o contrato estaria fora dos padrões usuais da advocacia e envolveria ainda suspeitas de atuação direta do magistrado em favor da instituição financeira.

“Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”, escreveu o senador em publicação no X (antigo Twitter).

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Alessandro Vieira afirmou que as informações divulgadas são graves e precisam ser apuradas. Segundo ele, a investigação é necessária para verificar a veracidade dos fatos relatados e a compatibilidade das condutas com as funções exercidas.

O senador compartilhou denúncia publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. De acordo com a apuração jornalística, o ministro Alexandre de Moraes teria feito contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de assuntos relacionados ao Banco Master. A colunista afirma ter ouvido seis fontes sobre o episódio.

Segundo a reportagem, teriam ocorrido três contatos por telefone e um encontro presencial entre Moraes e Galípolo. Em um desses contatos, o ministro teria solicitado que o Banco Central aprovasse a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), operação que havia sido anunciada pelas instituições, mas ainda dependia de autorização da autoridade monetária.

Nem o ministro Alexandre de Moraes nem o presidente do Banco Central se manifestaram sobre as afirmações até o momento da publicação da reportagem.

Ainda conforme a apuração, o Banco Master firmou contrato com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. O acordo previa que o escritório Barci de Moraes Associados atuaria na defesa dos interesses do banco e de seu controlador, Daniel Vorcaro, junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional.

O contrato foi assinado em janeiro do ano passado e estabelecia o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais, pelo prazo de três anos. Caso fosse executado integralmente, o valor total alcançaria aproximadamente R$ 129 milhões até o início de 2027.

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, é alvo de investigações por fraudes financeiras. Ele chegou a ser preso por 11 dias em novembro, sendo posteriormente solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com imposição do uso de tornozeleira eletrônica. Vorcaro e outros quatro executivos são investigados pela Polícia Federal.

Na última semana, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou a retomada das investigações que apuram um esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Master. No despacho, Toffoli autorizou a realização de oitivas de executivos do banco e de dirigentes do Banco Central, além de permitir a requisição de medidas como quebra de sigilo fiscal e telemático, mediante justificativa.

Anteriormente, Toffoli havia avocado o caso para o STF e determinado sigilo no processo. O ministro também retirou da CPI do INSS dados bancários e fiscais de Daniel Vorcaro, determinando que essas informações fiquem sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O presidente da CPI do INSS, Carlos Viana, afirmou que a decisão enfraquece a investigação. Procurados, Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo não comentaram os fatos.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Propaganda da Havaianas com Fernanda Torres gera reação de políticos bolsonaristas

Propaganda da Havaianas com Fernanda Torres gera reação de políticos bolsonaristas

Comercial estrelado por Fernanda Torres foi interpretado como mensagem política; Deputados e vereadores criticam campanha e sugerem boicote à marca

O novo vídeo da propaganda de fim de ano da Havaianas gerou repercussão e críticas entre políticos e militantes de direita nas redes sociais. A campanha, divulgada neste domingo (21), é estrelada pela atriz Fernanda Torres e aborda o tradicional ditado popular de “começar o ano com o pé direito”, o que motivou interpretações políticas por parte de integrantes do campo conservador.

No comercial, Fernanda Torres aparece dizendo que não deseja que o público comece o ano de 2026 com o “pé direito”. Em seguida, a atriz apresenta um texto que ressignifica a expressão, afirmando que sorte não depende da vontade individual e que o desejo é que as pessoas iniciem o Ano Novo com “os dois pés”. A fala inclui expressões como “os dois pés na porta”, “os dois pés na estrada” e “os dois pés onde você quiser”, associadas à ideia de atitude, disposição e envolvimento.

Após a divulgação da peça publicitária, a campanha passou a ser alvo de críticas de políticos ligados ao bolsonarismo, que interpretaram a fala como uma referência política ao termo “direita”. A repercussão ocorreu principalmente nas redes sociais, com manifestações públicas de parlamentares e lideranças conservadoras.

No X, antigo Twitter, o deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados, afirmou que a Havaianas teria feito uma campanha política contra a direita. Na publicação, Valadares declarou que deixaria de consumir produtos da marca e mencionou outras opções de calçados.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também comentou o tema nas redes sociais. Em sua postagem, ele fez um trocadilho com o slogan da marca “Havaianas: todo mundo usa”, afirmando que “nem todo mundo agora vai usar”.

O vereador Rubinho Nunes (União-SP) declarou que a campanha evidenciaria um viés ideológico da marca. Em publicação, ele associou a propaganda ao grupo empresarial controlador da Havaianas e mencionou o filme “Ainda Estou Aqui”, protagonizado por Fernanda Torres.

A vereadora Mariana Lescank (PP-RS) também se manifestou sobre a campanha. Em postagem, ela associou a marca, a atriz e o conteúdo do comercial a um posicionamento político específico e sugeriu a substituição da Havaianas por outras marcas de calçados.

Além das manifestações de parlamentares em exercício, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais, também neste domingo (21), criticando a campanha da Havaianas. Na gravação, ele aparece jogando um par de chinelos da marca no lixo, em resposta ao conteúdo do comercial estrelado por Fernanda Torres.

No vídeo, Eduardo Bolsonaro afirmou que considerava a Havaianas um símbolo do Brasil e declarou que a propaganda teria conotação ideológica. Segundo ele, a escolha da atriz para protagonizar a campanha reforçaria um posicionamento político. Eduardo também sugeriu um boicote à marca e comparou a situação à repercussão enfrentada pela cerveja Budweiser em campanhas publicitárias anteriores.

Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro e teve o mandato de deputado federal cassado na quinta-feira (18) por excesso de faltas na Câmara dos Deputados. Mesmo fora do cargo, suas declarações repercutiram nas redes sociais e ampliaram o alcance da polêmica envolvendo a campanha.

A peça publicitária da Havaianas segue circulando nas plataformas digitais e continua gerando reações distintas entre usuários. Parte do público interpretou a fala da atriz como uma ressignificação de um ditado popular relacionado à sorte, enquanto outra parcela atribuiu conteúdo político à mensagem veiculada no comercial.

A campanha integra as ações de fim de ano da marca e permanece disponível nos canais oficiais da Havaianas, enquanto as manifestações de apoio e crítica seguem sendo registradas nas redes sociais.

Foto: Raph_PH/Visualhunt / William Brawley/Visualhunt / keetr/Visualhunt

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Dino suspende trecho de PL que libera emendas do orçamento secreto

Dino suspende trecho de PL que libera emendas do orçamento secreto

Impacto no orçamento seria de R$ 3 bilhões até o fim de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu neste domingo (21) os efeitos do Artigo 10 do Projeto de Lei (PL) nº 128/2025, aprovado pelo Congresso Nacional, que permite o pagamento das chamadas emendas de relator (RP 9), conhecidas como o orçamento secreto.

O trecho revalida os restos a pagar desde 2019, que são as despesas empenhadas não pagas que haviam sido canceladas a partir de lei de 2023.

Esses valores poderão ser quitados até o fim de 2026, inclusive recursos de emendas parlamentares. A estimativa de impacto para os cofres do governo está em torno de R$ 3 bilhões.

A decisão de Dino tem caráter liminar, mas passará por referendo do plenário da Corte. Ela foi tomada em uma ação apresentada por deputados federais e pelo partido Rede Sustentabilidade. Eles afirmam que, do montante aproximado de R$ 1,9 bilhão em restos a pagar de emendas parlamentares inscritos no orçamento desde 2019, cerca de R$ 1 bilhão corresponde a restos a pagar oriundos de RP 9.

O PL foi aprovado no Senado na última quarta-feira (17) e seguiu para sanção presidencial. O prazo para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é 12 de janeiro. Caso o trecho seja vetado por Lula, o ato deve ser comunicado ao ministro relator.

Para Dino, a revalidação de restos a pagar não processados ou já cancelados relativos às emendas de relator é incompatível com o regime jurídico atual. “Com efeito, cuida-se de ressuscitar modalidade de emenda cuja própria existência foi reputada inconstitucional [pelo STF]”, diz Dino, na decisão.

O ministro deu, ainda, prazo de dez dias para que a Presidência da República preste informações sobre a compatibilidade da “ressuscitação” das emendas de relator com a responsabilidade fiscal e com o plano de trabalho homologado pelo plenário do STF.
Entenda

O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 (emenda de comissão) e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.

No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade.

No início deste ano, o STF homologou o plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses. A decisão também liberou o pagamento das emendas que estavam suspensas.

“Em tal Plano de Trabalho, contudo, não há previsão quanto à possibilidade de ‘ressuscitação’ de restos a pagar, o que evidencia que a disciplina ora impugnada extrapola os parâmetros institucionais e as balizas fixadas em conjunto, pelos 3 Poderes, para a superação das inconstitucionalidades então reconhecidas”, diz Dino.

Para o ministro, a aprovação do Artigo 10 do projeto de lei é uma afronta à Constituição. “Verifico indícios de que o projeto de lei complementar impugnado promove violação ao devido processo constitucional orçamentário, à Responsabilidade Fiscal e às cláusulas pétreas [sobre separação dos Poderes e direitos e garantias fundamentais] da Constituição Federal”, diz.

Além de tratar dos restos a pagar, o PL aprovado faz o corte de incentivos fiscais, a principal aposta do governo para equilibrar o Orçamento de 2026. Com potencial de elevar a arrecadação em cerca de R$ 22,4 bilhões no próximo ano, a proposta também aumenta tributos sobre empresas de apostas on-line (bets), fintechs e grandes empresas que remuneram sócios por meio de juros sobre capital próprio (JCP).
Colaboração ativa

Na decisão liminar, o ministro Flávio Dino lembrou que o contexto atual do país é marcado por “graves dificuldades fiscais” e que todos os Poderes da República têm o dever constitucional de “colaborar ativamente” para a preservação do equilíbrio fiscal. Para ele, o pode público não pode criar ou ampliar despesas de caráter abusivo, desproporcional ou dissociado das capacidades fiscais do Estado.

“Tal dever de contenção projeta-se, de modo inequívoco, sobre práticas problemáticas, como a proliferação de ‘penduricalhos remuneratórios’ no âmbito do Poder Judiciário e das funções essenciais à Justiça — Ministério Público, Advocacia Pública e Defensoria Pública —, bem como sobre a concessão reiterada e pouco transparente de benefícios fiscais a determinados setores econômicos, sem avaliação consistente de impacto orçamentário e financeiro”, escreveu.

“A mesma lógica constitucional de contenção deve incidir, com rigor, sobre tentativas de reativação de recursos oriundos de emendas parlamentares à margem do ciclo orçamentário regular. Vale dizer: os três Poderes estão diante do inadiável dever de cumprir os ditames constitucionais da Responsabilidade Fiscal, para que haja fidelidade à ética no exercício dos cargos mais elevados da República”, afirmou Dino.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Lula orienta ministros a pedir votos no Senado para indicação de Jorge Messias ao STF

Lula orienta ministros a pedir votos no Senado para indicação de Jorge Messias ao STF

Presidente busca apoio para aprovação do nome do advogado-geral da União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou aos ministros de seu governo que atuem junto a senadores para garantir votos favoráveis à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A orientação foi dada durante a última reunião ministerial do ano, realizada na quarta-feira, 17, no Palácio do Planalto.

Durante o encontro, o presidente pediu que os integrantes do primeiro escalão utilizem suas relações políticas no Congresso para buscar apoio à indicação. A solicitação ocorreu em um momento em que o governo ainda avalia o cenário no Senado, onde a indicação precisará ser aprovada por maioria absoluta de 41 votos.

Na reunião, Lula afirmou que a escolha de Jorge Messias não se deu por relação pessoal, mas por critérios profissionais e por sua trajetória no serviço público. O presidente também mencionou a atuação de Messias em episódios anteriores da política nacional e destacou a permanência do advogado-geral da União em cargos estratégicos desde então.

Jorge Messias foi indicado oficialmente por Lula no dia 20 de novembro, mas até o momento o governo federal ainda não encaminhou a mensagem formal da indicação ao Senado Federal, etapa necessária para o início do processo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e posterior votação em plenário.

A demora no envio da indicação ocorre em meio à avaliação do ambiente político no Senado, onde o Planalto identifica resistências ao nome de Messias. Entre os fatores considerados pelo governo está a posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, segundo interlocutores, defendia outro nome para a vaga no Supremo Tribunal Federal.

Alcolumbre era aliado da indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte, nome que não foi escolhido pelo presidente da República. A divergência em torno da indicação teria impacto direto na articulação política necessária para garantir os votos exigidos pela Constituição.

De acordo com as regras constitucionais, cabe ao presidente da República indicar ministros do STF, mas a nomeação depende de aprovação do Senado, após sabatina pública do indicado. O processo envolve análise do currículo, histórico profissional e posicionamentos jurídicos do candidato, além de avaliação política por parte dos senadores.

Atualmente, Jorge Messias ocupa o cargo de advogado-geral da União, função que exerce desde o início do atual mandato presidencial. Antes disso, ele atuou em diferentes funções na estrutura do governo federal, especialmente na área jurídica, com passagem por órgãos ligados à Presidência da República.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a mobilização direta dos ministros pode contribuir para mapear apoios, reduzir resistências e ampliar o diálogo com parlamentares, especialmente em um contexto de fim de ano legislativo, quando parte do Congresso entra em recesso.

A indicação ao STF ocorre em um cenário de disputa política intensa em torno das vagas na Corte, que historicamente mobilizam diferentes setores do Congresso, do Judiciário e da sociedade. O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros, todos indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado.

A eventual aprovação de Jorge Messias representará mais uma nomeação de Lula para o Supremo durante seus mandatos presidenciais. O presidente já indicou outros nomes à Corte ao longo de seus governos, seguindo o rito constitucional.

Enquanto a mensagem oficial não é enviada ao Senado, o governo mantém a estratégia de articulação política prévia, buscando avaliar o nível de apoio ao nome indicado e as condições para que a votação ocorra sem riscos de rejeição ou adiamento.

Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil Antônio Cruz/ Agência Brasil

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Lula diz que governo federal não discute segurança pública sem aprovação da PEC da Segurança

Lula diz que governo federal não discute segurança pública sem aprovação da PEC da Segurança

Presidente afirma que Constituição não atribui competência à União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal não atua diretamente na área de segurança pública por falta de competência constitucional. Segundo o presidente, a Constituição Federal não atribui à União o papel de interferir na segurança pública, responsabilidade que, de acordo com o texto constitucional vigente, cabe majoritariamente aos estados.

A declaração foi feita durante agenda pública, quando Lula voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como condição para ampliar a atuação do governo federal no setor. De acordo com o presidente, a aprovação da emenda permitiria definir de forma clara as atribuições da União na área.

Lula afirmou que a ausência de competências constitucionais é o principal motivo pelo qual o governo federal não conduz discussões estruturais sobre segurança pública. Segundo ele, somente após a alteração constitucional será possível estabelecer políticas federais mais amplas e criar uma nova estrutura administrativa voltada ao tema.

Durante a fala, o presidente reiterou que, caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada pelo Congresso Nacional, o governo pretende criar o Ministério da Segurança Pública. A pasta teria como objetivo coordenar ações federais no setor, com base nas atribuições que venham a ser definidas pela emenda constitucional.

A proposta de criação do ministério já havia sido mencionada anteriormente pelo presidente, sempre condicionada à aprovação da PEC. Segundo Lula, a definição clara do papel da União é necessária para evitar conflitos de competência entre os entes federativos.

A Constituição Federal de 1988 estabelece que a segurança pública é dever do Estado e direito de todos, sendo exercida por meio de órgãos federais, estaduais e municipais, com atribuições específicas. Atualmente, a atuação da União se concentra principalmente em áreas como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, além de ações de cooperação com estados.

A PEC da Segurança Pública, defendida pelo governo, busca redefinir ou ampliar o papel da União nesse contexto. O texto ainda precisa tramitar no Congresso Nacional, onde deverá ser analisado por comissões e votado em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Além do tema da segurança pública, Lula também abordou, durante a mesma agenda, a dificuldade de ministros do governo em discutir temas relacionados à violência contra a mulher. Segundo o presidente, ministros homens enfrentam obstáculos ao tratar do assunto em diálogo com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

O presidente mencionou que o tema da violência contra a mulher exige abordagens específicas e destacou a complexidade das discussões internas no governo sobre o assunto. A declaração ocorreu no contexto de uma avaliação sobre a atuação ministerial em pautas sociais.

Ainda durante a fala, Lula comentou o cenário político e as eleições presidenciais previstas para 2026. O presidente afirmou que possíveis adversários ainda não apresentaram propostas novas aos eleitores. Segundo ele, ainda não foram identificadas novidades nos discursos dos nomes que podem disputar o cargo.

Lula não citou adversários específicos, nem detalhou possíveis propostas de campanha. A declaração ocorreu de forma genérica, no contexto de uma avaliação sobre o ambiente político nacional e as perspectivas eleitorais.

As declarações do presidente foram feitas em um momento em que o governo busca avançar em pautas estruturais no Congresso, incluindo propostas de emenda constitucional e projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto.

A PEC da Segurança Pública segue como uma das iniciativas mencionadas pelo presidente como fundamentais para redefinir o papel do governo federal no enfrentamento à criminalidade e na coordenação de políticas públicas relacionadas à área.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Ricardo Stuckert / PR / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Justiça determina pagamento do 13º salário de 2025 aos servidores da Saúde do RN ainda em dezembro

Justiça determina pagamento do 13º salário de 2025 aos servidores da Saúde do RN ainda em dezembro

Decisão obriga governo do RN a pagar gratificação natalina da Sesap até o último dia do mês

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que o Governo do Estado realize o pagamento do 13º salário de 2025 ainda dentro do mês de dezembro aos servidores públicos estaduais vinculados à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A decisão foi proferida na sexta-feira (19) pelo juiz Airton Pinheiro, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal.

A medida atende a uma ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), que ingressou com o pedido judicial após declarações públicas do governo estadual indicarem que a gratificação natalina não seria paga dentro do prazo previsto em lei.

Na decisão, o magistrado concedeu tutela antecipada, determinando que o pagamento do 13º salário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas da Sesap seja efetuado até o último dia de dezembro de 2025. O juiz considerou o caráter alimentar da verba e apontou risco de prejuízo aos servidores caso ocorra atraso no pagamento.

De acordo com o entendimento do juiz Airton Pinheiro, a Constituição do Estado do Rio Grande do Norte estabelece que os vencimentos dos servidores públicos estaduais devem ser pagos até o último dia de cada mês. O texto constitucional estadual também assegura o direito ao 13º salário, nos mesmos termos previstos na Constituição Federal.

“Observa-se que a Constituição Estadual não foi modificada no tocante à data de pagamento dos servidores públicos. Continua, pois, sendo devido o pagamento até o último dia de cada mês”, registrou o magistrado na decisão.

O juiz destacou ainda que, na hipótese de impossibilidade de pagamento dentro do prazo, a legislação prevê a aplicação de correção referente ao período de atraso.

Além da determinação de pagamento, a decisão judicial estabelece a expedição de mandado de notificação pessoal à governadora do estado e ao secretário estadual da Administração e dos Recursos Humanos. O documento alerta para a possibilidade de responsabilização por improbidade administrativa ou penal, além da aplicação de multas, em caso de descumprimento da ordem judicial.

Procurada pela imprensa local, a Secretaria de Administração do Estado informou que a folha de pagamento já está fechada e que aguarda definição da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) quanto à disponibilidade de recursos para autorizar o pagamento do 13º salário.

A Sefaz também foi procurada, mas não se manifestou sobre a decisão judicial nem apresentou cronograma oficial de pagamento até a última atualização desta reportagem.

Outras ações judiciais

Além do Sindsaúde-RN, outros sindicatos que representam servidores estaduais informaram que também ingressaram com ações judiciais com pedidos semelhantes. Entre eles, o Sinsp, que representa servidores da administração direta, e o Senai, ligado a categorias da administração indireta. As entidades anunciaram a abertura dos processos por meio de publicações em redes sociais.

No dia 11 de dezembro, o Governo do Estado divulgou nota informando que o pagamento do 13º salário de 2025 seria realizado, “a exemplo dos anos anteriores”, até o fim de dezembro para parte dos servidores estaduais. Segundo o comunicado, os demais receberiam a gratificação até o dia 10 de janeiro.

O governo estadual não especificou, no entanto, quais categorias de servidores receberiam o pagamento ainda em 2025 e quais teriam o crédito efetuado apenas em 2026.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Repactuação da Arena das Dunas reduz parcela mensal paga pelo RN em mais de 50%

Repactuação da Arena das Dunas reduz parcela mensal paga pelo RN em mais de 50%

Contrato de PPP é ajustado e contraprestação cai de cerca de R$ 11 milhões para R$ 4,5 milhões

A repactuação do contrato de concessão da Arena das Dunas, autorizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) na sessão plenária da última terça-feira (16), deverá reduzir em mais de 50% o valor das parcelas mensais pagas pelo Governo do Estado à concessionária responsável pela administração do estádio. O equipamento foi construído para a Copa do Mundo de 2014, em Natal, no modelo de Parceria Público-Privada (PPP).

Com o novo acordo, a contraprestação mensal, que girava em torno de R$ 11 milhões, passa para cerca de R$ 4,5 milhões, segundo informações da Secretaria de Infraestrutura do Estado (SIN). A redução ocorre a partir do alongamento do prazo de um dos contratos, que tinha vencimento previsto para 2026 e foi prorrogado até 2031, ano final da concessão.

O objetivo da repactuação é adequar o contrato à capacidade financeira do Estado, por meio da reorganização do fluxo de pagamentos ao longo do período restante da concessão. Antes do ajuste, o contrato previa dois prazos distintos, estabelecidos em instrumentos diferentes, com valores que, somados, impactavam o orçamento estadual.

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado, em 2020, apontou que o valor total estimado de repasses do Governo à concessionária até o fim do contrato chegaria a R$ 1.525.706.265,46. Desse montante, R$ 326.686.616,38 correspondem à parcela variável, relacionada à prestação de serviços, operação e manutenção do estádio, enquanto R$ 1.199.019.649,08 referem-se à parcela fixa, ligada à disponibilização da estrutura.

Com a renegociação, os dois prazos contratuais foram unificados até 2031, permitindo o parcelamento dos valores que venceriam até 2026. Essa reorganização viabilizou a redução do valor mensal da contraprestação, mantendo o cronograma de pagamentos até o fim da concessão.

O acordo também incluiu o saque de aproximadamente R$ 33 milhões do Fundo Garantidor da PPP, composto por recursos financeiros e imóveis pertencentes ao Estado. Os valores foram utilizados para abater parte do passivo acumulado com a concessionária, estimado em torno de R$ 100 milhões, valor que passa a ser diluído nas parcelas vincendas.

Além do uso de recursos financeiros, a repactuação promoveu a reestruturação das garantias imobiliárias do contrato. Inicialmente, o Fundo Garantidor era composto por dez imóveis estaduais. Após reavaliação, três áreas foram retiradas da composição, enquanto sete imóveis permanecem como garantia, somando R$ 413,2 milhões em valor estimado.

A repactuação foi construída com base em estudos técnicos e simulações financeiras, envolvendo as secretarias estaduais da Infraestrutura, do Planejamento e da Fazenda, além da concessionária. O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) foi comunicado sobre o novo acordo.

Segundo o Governo do Estado, o ajuste busca assegurar segurança jurídica, reduzir riscos de inadimplência e garantir a continuidade da concessão até o fim do contrato, sem necessidade de novos ajustes no curto prazo.

A concessão administrativa da Arena das Dunas foi firmada em 2010. As obras do estádio tiveram início em 2011, após três tentativas de licitação. O custo da obra superou R$ 423 milhões, em um modelo de PPP com financiamento do BNDES e utilização de bens do Estado como garantias. A concessão vigente tem término previsto para 2031.

Tribunal de Contas do RN seguirá fiscalizando contrato

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) informou que continuará acompanhando e fiscalizando o contrato de concessão da Arena das Dunas, incluindo eventuais ajustes, repactuações ou novos instrumentos que venham a ser formalizados. A manifestação ocorreu após a aprovação, pela Assembleia Legislativa do RN, da autorização para repactuação do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do estádio.

Segundo o órgão de controle externo, o acompanhamento será realizado dentro dos limites de sua competência constitucional, com foco na legalidade dos atos administrativos, na observância dos princípios da administração pública, na sustentabilidade fiscal das medidas adotadas e na proteção do interesse público.

O TCE destacou que já atua no acompanhamento da PPP da Arena das Dunas por meio de auditorias e processos de fiscalização inseridos em seu Plano Anual de Trabalho. Entre os procedimentos mencionados estão os processos de números 1291/2021 e 1292/2021-TC, que analisaram diferentes aspectos da execução contratual.

No decorrer dessas auditorias, o Tribunal avaliou os resultados operacionais da concessão, com atenção à repartição das receitas provenientes de fontes adicionais, à metodologia de cálculo da parcela variável da contraprestação, à atuação do Verificador Independente e à fiscalização exercida pelo poder concedente.

Os trabalhos identificaram achados relevantes, incluindo impropriedades na repartição das receitas adicionais, fragilidades no modelo de avaliação de desempenho da concessionária, ausência de estimativas técnicas de custos para definição da parcela variável e falhas na execução de cláusulas contratuais.

A partir desses apontamentos, o Tribunal expediu recomendações e determinações ao gestor estadual, com o objetivo de promover o saneamento das irregularidades identificadas, o aperfeiçoamento da governança contratual e a preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Também foram instaurados processos específicos para apuração de responsabilidades.

O TCE informou que o acompanhamento da repactuação ocorrerá caso a lei aprovada pela Assembleia Legislativa seja sancionada e produza efeitos jurídicos. O órgão afirmou que a fiscalização seguirá os parâmetros constitucionais e legais aplicáveis às parcerias público-privadas.

A Arena das Dunas opera sob regime de concessão administrativa desde 2010, sendo o Governo do Estado responsável pelos repasses financeiros à concessionária encarregada da gestão, operação e manutenção do estádio. O contrato vigente tem prazo final em 2031.

O Tribunal ressaltou que o controle externo sobre a concessão integra suas atribuições permanentes, exercidas por meio de auditorias técnicas, monitoramentos e análises processuais, independentemente de alterações contratuais ou renegociações financeiras.

Foto: Divulgação/Arena das Dunas

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Prefeitura autoriza reabertura do Mercado da Redinha para período de alta temporada

Prefeitura autoriza reabertura do Mercado da Redinha para período de alta temporada

Sorteio define ocupação dos 33 boxes e retomada começa na próxima semana

O Mercado da Redinha será reaberto para funcionamento durante o período de alta estação a partir da próxima segunda-feira (22). A retomada das atividades ocorre após a assinatura dos termos de autorização de uso dos boxes, realizada na sexta-feira (19) pela Prefeitura de Natal. A permissão concedida aos comerciantes é válida exclusivamente para o período correspondente à alta temporada.

A reabertura do equipamento público acontece após a realização do sorteio dos 33 boxes, ocorrido na terça-feira (16), nas dependências do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) África. O procedimento teve como base um cadastro atualizado dos permissionários, elaborado pela gestão municipal, com o objetivo de organizar a ocupação dos espaços disponíveis no mercado.

De acordo com as informações divulgadas pela Prefeitura, os boxes foram distribuídos conforme o tipo de produto comercializado, buscando garantir a organização do funcionamento interno do mercado durante o período autorizado. A definição levou em consideração os segmentos de atuação dos comerciantes previamente cadastrados, respeitando critérios administrativos estabelecidos para a ocupação temporária.

A autorização de uso dos boxes integra o processo de requalificação do Mercado da Redinha, conduzido pelo poder público municipal. A iniciativa envolve uma série de ações voltadas à reorganização do espaço, à adequação das atividades comerciais e à preparação do mercado para o atendimento ao público durante a alta estação, período marcado por aumento no fluxo de visitantes na região.

Como parte das medidas anunciadas, a Prefeitura de Natal informou a formalização de parcerias institucionais para o funcionamento do mercado durante a temporada. Uma das parcerias envolve a empresa Coca-Cola, que ficará responsável pelo fornecimento de mesas padronizadas e expositores destinados ao uso dos permissionários autorizados. Os itens serão utilizados nos boxes durante o período de funcionamento permitido.

Outra parceria divulgada pela administração municipal é com o Oceanário do Sesc, que promoverá ações educativas no Mercado da Redinha. Segundo a programação informada, essas atividades ocorrerão às sextas-feiras e aos sábados, durante o período de funcionamento do mercado na alta estação. As ações fazem parte de iniciativas voltadas ao público que frequenta o local.

A área destinada ao artesanato no Mercado da Redinha será coordenada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas). A pasta ficará responsável pela organização das atividades relacionadas aos artesãos que atuarão no espaço, conforme a autorização concedida para o período sazonal.

Além da autorização de uso dos boxes e das parcerias institucionais, a Prefeitura informou que segue com ações de capacitação dos comerciantes que atuarão no mercado. Uma dessas iniciativas é o curso “Sabores da Redinha”, realizado no Senac Barreira Roxa. A capacitação tem como foco a qualificação gastronômica e a melhoria do atendimento, atendendo aos permissionários selecionados para o funcionamento durante a alta estação.

O curso integra as ações complementares ao processo de requalificação do Mercado da Redinha e busca preparar os comerciantes para a retomada das atividades no período autorizado. As atividades de capacitação seguem cronograma definido em parceria com as instituições envolvidas.

A Prefeitura de Natal informou que a autorização concedida para uso dos boxes está limitada ao período de alta temporada, não caracterizando permissão permanente de ocupação. O funcionamento do mercado durante esse intervalo está condicionado às regras estabelecidas nos termos assinados pelos permissionários.

Foto: Magnus Nascimento/Secom

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Hermes Câmara recebe convite para posse do novo ministro do Turismo e destaca potencial do turismo esportivo

Hermes Câmara recebe convite para posse do novo ministro do Turismo e destaca potencial do turismo esportivo

O vereador licenciado e atual secretário municipal de Esporte e Lazer de Natal, Hermes Câmara, recebeu convite oficial para participar da posse do novo ministro do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano, marcada para a próxima terça-feira (23), em Brasília.

Hermes ressaltou a satisfação pela lembrança e destacou a importância estratégica do Ministério do Turismo para o desenvolvimento econômico e social do país, especialmente para cidades com forte vocação turística, como Natal. À frente da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o gestor também enfatizou o potencial do turismo esportivo como ferramenta de crescimento, integração e geração de oportunidades.

Durante seu primeiro mandato como vereador, Hermes presidiu a Comissão de Turismo da Câmara Municipal de Natal, período em que atuou na defesa de políticas públicas voltadas à promoção da cidade, à valorização dos atrativos locais e ao fortalecimento do setor. Segundo ele, a integração entre esporte e turismo pode ampliar a capacidade de Natal em sediar competições, eventos e intercâmbios esportivos, movimentando a economia e fortalecendo a imagem da capital potiguar no cenário nacional.

Gustavo Feliciano assume o Ministério do Turismo com a missão de dar continuidade às políticas públicas de fortalecimento do setor. Natural de Campina Grande (PB), o novo ministro é formado em Direito e possui experiência em gestão pública, tendo sido secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba entre 2019 e 2021.

A posse ocorre em um momento estratégico, abrindo espaço para o diálogo entre esporte e turismo como vetores de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande do Norte e para o Brasil.

Foto: Divulgação

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PF apreende R$ 430 mil na casa de Sóstenes Cavalcante em investigação sobre cota parlamentar

PF apreende R$ 430 mil na casa de Sóstenes Cavalcante em investigação sobre cota parlamentar

Deputado é alvo de operação que apura repasses a locadora de veículos

A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) durante uma operação realizada nesta sexta-feira (19). A ação faz parte de uma investigação que apura suspeitas de desvios de recursos da cota parlamentar no âmbito da Câmara dos Deputados.

Sóstenes Cavalcante é líder do Partido Liberal (PL) na Câmara. Segundo a investigação, há suspeita de que o parlamentar tenha realizado repasses financeiros a uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos públicos provenientes da cota parlamentar. Até a última atualização, o deputado não havia se manifestado sobre o caso.

A apreensão ocorreu no endereço onde o parlamentar reside em Brasília, localizado em um flat. De acordo com informações da Polícia Federal, os investigadores encontraram o dinheiro dentro de um armário, armazenado em uma sacola preta, contendo notas de R$ 100. O valor foi contabilizado no local e apreendido sob suspeita de ter origem em desvio de recursos públicos.

A operação desta sexta-feira incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos no curso das investigações. A Polícia Federal não detalhou, até o momento, o total de endereços alvo da ação nem informou se houve outras apreensões além do dinheiro encontrado na residência de Sóstenes Cavalcante.

As apurações indicam que os valores investigados estariam relacionados a pagamentos feitos a uma empresa de locação de veículos, que teria sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos da cota parlamentar. A investigação busca esclarecer se os contratos firmados com a empresa tinham lastro em serviços efetivamente prestados ou se foram utilizados para justificar despesas irregulares.

Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da mesma operação. No endereço de Jordy, no entanto, não foi encontrado dinheiro em espécie, segundo informações divulgadas após o cumprimento da ordem judicial.

Em manifestação publicada em uma rede social, Carlos Jordy afirmou que realizou pagamentos à empresa investigada desde o início de seu mandato, com a finalidade de aluguel de veículos. O parlamentar declarou ainda que considera a operação uma “pesca probatória”, expressão utilizada para criticar investigações que, segundo essa avaliação, buscariam provas sem indícios concretos prévios.

A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o volume total de recursos movimentados nos contratos sob investigação nem especificou o período em que os supostos desvios teriam ocorrido. A corporação também não informou se outros parlamentares ou assessores estão formalmente investigados no mesmo inquérito.

A cota parlamentar é um recurso disponibilizado aos deputados federais para custear despesas relacionadas ao exercício do mandato, como transporte, hospedagem, alimentação, divulgação da atividade parlamentar e locação de veículos. O uso desses recursos está sujeito a regras estabelecidas pela Câmara dos Deputados e à fiscalização dos órgãos de controle.

A investigação segue em andamento e está sob responsabilidade da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público, que deverá avaliar o material apreendido, incluindo o dinheiro recolhido na residência de Sóstenes Cavalcante, documentos e eventuais registros financeiros vinculados aos contratos analisados.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Documentos contestam acusação de agressão contra Brisa Bracchi em Tibau do Sul

Documentos contestam acusação de agressão contra Brisa Bracchi em Tibau do Sul

Vereadora apresenta provas de que estava em Natal no dia citado em boletim de ocorrência

Novos desdobramentos colocaram em questionamento a acusação apresentada pelo vereador Subtenente Eliabe (PL) contra a vereadora Brisa Bracchi (PT), relacionada a uma suposta agressão ocorrida no município de Tibau do Sul, no último dia 5. A denúncia foi apresentada no plenário da Câmara Municipal de Natal e teve como base um boletim de ocorrência registrado sobre o caso.

Com a apresentação de novos documentos por parte da vereadora, a acusação pode agora ser analisada sob outro enfoque. Caso seja comprovado que houve imputação falsa de crime, o parlamentar que sustentou a denúncia poderá ser investigado por denunciação caluniosa, conforme previsto na legislação penal.

Brisa Bracchi apresentou registros que indicam que esteve em Natal durante todo o dia em que teria ocorrido a agressão em Tibau do Sul. Segundo os documentos, a parlamentar participou de sessão na Câmara Municipal pela manhã, esteve em reunião com o secretário municipal de Turismo no período da tarde e realizou abastecimento de veículo em um posto de combustíveis da capital às 14h58, conforme comprovante anexado.

Além disso, a vereadora registrou um boletim de ocorrência contra Raquel de Carvalho Silva, identificada como autora do BO que originou a acusação. Brisa afirma que o vereador Subtenente Eliabe teria incentivado a falsa imputação, sustentando a denúncia apresentada no Legislativo municipal.

Apuração realizada pelo repórter Emerson Medeiros, da rádio Clube FM, aponta que o episódio de agressão em Tibau do Sul de fato ocorreu, mas teria envolvido outras duas mulheres, não a vereadora. Segundo a apuração, uma das envolvidas se chama Alice, e apresentaria semelhança física com Brisa Bracchi, o que pode ter contribuído para a confusão na identificação da suposta agressora.

Ainda de acordo com o levantamento do repórter, a mulher apontada como autora da agressão estaria fora da cidade, mas deve prestar depoimento à Polícia Civil nos próximos dias. A confusão teria começado após provocações feitas por Raquel de Carvalho Silva à mãe da vereadora, que atua na gestão de uma biblioteca social no município.

No plenário da Câmara de Natal, Brisa Bracchi afirmou que a acusação integra um contexto de perseguição política e declarou que adotará medidas legais. Durante sua manifestação, a parlamentar classificou a denúncia como falsa e afirmou que acionará judicialmente o vereador Subtenente Eliabe.

Caso fique comprovado que o vereador atuou para sustentar a acusação sem respaldo em provas, o caso pode resultar em apuração por denunciação caluniosa ou falsa comunicação de crime, conforme a legislação vigente. O caso segue sob análise das autoridades competentes.

Foto: Francisco de Assis/Câmara de Natal

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Câmara oficializa cassação de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Câmara oficializa cassação de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Perda dos mandatos foi formalizada em atos administrativos

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar os mandatos dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Os atos que determinam a perda dos mandatos foram publicados nesta quinta-feira (18) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados.

As decisões administrativas foram assinadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelos integrantes da Mesa Diretora. Também subscreveram os atos o primeiro e o segundo vice-presidentes, Altineu Côrtes (PL-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA), além dos secretários Carlos Veras (PT-PE), Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Sergio Souza (MDB-PR).

A cassação dos mandatos ocorreu por fundamentos distintos em cada caso, conforme detalhado nos atos publicados pela Casa Legislativa.

Cassação de Eduardo Bolsonaro

No caso do deputado Eduardo Bolsonaro, a Mesa Diretora declarou a perda do mandato com base no número de faltas às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. De acordo com a Constituição Federal, o parlamentar perde o mandato quando deixa de comparecer a um terço das sessões, salvo justificativa aceita pelo plenário.

Conforme os registros administrativos da Câmara, Eduardo Bolsonaro deixou de comparecer a um número de sessões superior ao limite constitucional. Em março, o deputado solicitou licença do mandato parlamentar após deixar o país e se deslocar para os Estados Unidos. A licença teve vigência até o dia 21 de julho.

Após o término da licença, o parlamentar não retornou ao Brasil e passou a acumular faltas não justificadas nas sessões da Câmara dos Deputados. A ausência prolongada resultou no enquadramento da situação nas regras constitucionais que tratam da perda de mandato por faltas.

Ainda no segundo semestre, a Presidência da Câmara rejeitou indicação de Eduardo Bolsonaro para exercer a liderança da minoria, sob o argumento de que não seria possível o exercício de funções parlamentares estando o deputado fora do território nacional.

Além da questão administrativa relacionada às ausências, Eduardo Bolsonaro figura como réu em ação no Supremo Tribunal Federal. O processo trata de acusações relacionadas à promoção de sanções internacionais contra o Brasil, no contexto de investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cassação de Alexandre Ramagem

No caso do deputado Alexandre Ramagem, a cassação do mandato decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal. A Corte definiu a perda do mandato parlamentar após julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão.

Alexandre Ramagem ocupou o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a condenação, o parlamentar passou a ser considerado foragido, estando em Miami, nos Estados Unidos.

Desde o mês de setembro, Ramagem vinha apresentando atestados médicos à Câmara dos Deputados como forma de justificar sua ausência nas sessões. Posteriormente, foi identificada sua saída do país.

A Câmara informou que não foi comunicada oficialmente sobre o afastamento do parlamentar do território nacional e que não houve autorização para missão oficial no exterior. A ausência de comunicação formal e a decisão do STF embasaram o ato da Mesa Diretora que declarou a perda do mandato.

Repercussões no Congresso Nacional

A decisão da Mesa Diretora gerou manifestações de lideranças partidárias na Câmara dos Deputados. O líder do Partido Liberal (PL) informou ter sido comunicado pela Presidência da Casa sobre a cassação dos mandatos e registrou posição contrária à medida, apontando entendimento de que a decisão não passou pelo plenário.

Por outro lado, a liderança da federação formada por PT, PCdoB e PV manifestou concordância com os atos administrativos, destacando que as decisões seguem dispositivos constitucionais relacionados à perda de mandato por condenação criminal definitiva e por ausência reiterada às atividades parlamentares.

Segundo o posicionamento da federação, os casos se enquadram nas hipóteses previstas no artigo 55 da Constituição Federal, que trata da perda de mandato parlamentar, cabendo à Mesa Diretora apenas declarar a vacância nos termos legais.

As cassações de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem passam a produzir efeitos a partir da publicação dos atos no Diário da Câmara dos Deputados, conforme os procedimentos regimentais da Casa.

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados / Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Com informações da Agência Brasil

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Câmara de Natal aprova LOA 2026 com orçamento de R$ 5,85 bilhões

Câmara de Natal aprova LOA 2026 com orçamento de R$ 5,85 bilhões

Texto incorpora 326 emendas parlamentares e segue para sanção do Executivo

A Câmara Municipal de Natal concluiu, nesta quinta-feira (19), a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro de 2026. A matéria estabelece a estimativa de receitas e fixa as despesas da Prefeitura do Natal para o próximo ano. O texto aprovado é o Projeto de Lei nº 750/2025, encaminhado pelo Poder Executivo municipal.

De acordo com os dados apresentados durante a tramitação legislativa, o orçamento previsto para 2026 é de R$ 5,85 bilhões. O valor representa um crescimento aproximado de 10% em relação ao orçamento em vigor no exercício atual. A LOA é o principal instrumento de planejamento financeiro do município e orienta a execução das políticas públicas ao longo do ano.

Durante o processo de análise e votação, os vereadores apresentaram um total de 503 emendas ao projeto original. Desse conjunto, 326 emendas foram incorporadas ao texto final aprovado em plenário. Outras 95 emendas foram rejeitadas durante a votação, enquanto 85 acabaram sendo retiradas pelos próprios autores antes da deliberação final.

A votação da LOA ocorreu após debates nas comissões permanentes da Casa e discussões em plenário. As emendas aprovadas abrangem diferentes áreas da administração municipal, conforme registrado nos relatórios legislativos. Entre os temas contemplados estão saúde, infraestrutura urbana, segurança pública, mobilidade, equipamentos públicos e ações voltadas a áreas específicas da cidade.

O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Eriko Jácome (PP), registrou que o processo de apreciação do orçamento envolveu diálogo entre o Legislativo e o Executivo municipal. Segundo a Presidência da Casa, a incorporação de mais de 300 emendas ao texto final buscou ajustes no projeto enviado pela Prefeitura.

Na avaliação da liderança da bancada governista, exercida pelo vereador Aldo Clemente (PSDB), o número de emendas aprovadas foi inferior ao registrado no ano anterior, quando mais de mil propostas haviam sido incorporadas à LOA. Ainda assim, o parlamentar destacou que as emendas aprovadas em 2026 foram direcionadas a diferentes setores da administração municipal.

Durante a votação, parlamentares também destacaram áreas específicas contempladas por emendas individuais e coletivas. O vereador Eliabe Marques (PL) mencionou emendas relacionadas à segurança pública e à infraestrutura urbana. Entre os pontos citados estiveram a destinação de recursos para aquisição de viaturas, equipamentos, qualificação de profissionais da área de segurança e obras de construção de praças públicas.

Já a vereadora Thábatta Pimenta (PSOL) apontou emendas voltadas para a Zona Norte da capital. Entre as iniciativas mencionadas estiveram a previsão de recursos para construção de uma passarela, ações de reestruturação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da região e intervenções relacionadas à estátua de Iemanjá, conforme descrito nos registros da sessão.

A Lei Orçamentária Anual estabelece os limites de gastos e a previsão de arrecadação do município, funcionando como base para a execução das despesas ao longo do exercício financeiro. A LOA deve estar em consonância com o Plano Plurianual (PPA) e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orientam o planejamento de médio e curto prazo da administração pública.

Com a aprovação em plenário, o texto da LOA 2026 segue agora para sanção do prefeito de Natal. Após a sanção, a lei passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026. Com o encerramento da votação do orçamento, a Câmara Municipal de Natal inicia o período de recesso parlamentar, conforme previsto no calendário legislativo.

Foto: Francisco de Assis/Câmara de Natal / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Polícia Federal executa mandados no RN em nova fase da Operação Sem Desconto sobre fraudes no INSS

Polícia Federal executa mandados no RN em nova fase da Operação Sem Desconto sobre fraudes no INSS

Investigação apura descontos associativos sem autorização de aposentados e pensionistas

A Polícia Federal iniciou, nesta quinta-feira (18), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação apura a prática de descontos associativos indevidos aplicados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, sem autorização dos titulares.

O Rio Grande do Norte está entre os estados onde estão sendo cumpridos mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, a operação ocorre de forma simultânea em diversas unidades da federação.

Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva. As medidas judiciais também incluem outras cautelares, determinadas no âmbito da investigação. Além do Rio Grande do Norte, a operação ocorre nos estados de São Paulo, Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

No território potiguar, agentes da Polícia Federal realizaram diligências ao longo da manhã. A corporação confirmou a atuação no estado, mas não informou quantos mandados foram executados especificamente no Rio Grande do Norte nesta fase da operação.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações indicam que os suspeitos inseriam dados falsos em sistemas oficiais. A partir dessas informações, eram viabilizados descontos automáticos nos benefícios previdenciários, sem que os segurados tivessem autorizado qualquer vínculo associativo.

Os descontos atingiram diretamente aposentados e pensionistas, que tiveram valores subtraídos de seus benefícios mensais. A investigação aponta que os lançamentos indevidos ocorriam de forma sistemática, com base na manipulação dos dados cadastrais nos sistemas utilizados.

A Polícia Federal informou que o esquema investigado envolvia a utilização indevida de estruturas administrativas para a realização dos descontos, explorando fragilidades nos mecanismos de controle. A apuração segue concentrada na identificação dos responsáveis e na dinâmica de funcionamento do esquema.

As ordens judiciais cumpridas nesta etapa foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, responsável pela supervisão das medidas adotadas. Além das prisões preventivas e das buscas, outras determinações judiciais fazem parte do conjunto de ações executadas.

A Polícia Federal confirmou que o Rio Grande do Norte integra o conjunto de estados considerados estratégicos para o avanço das investigações, que continuam em andamento no âmbito da Operação Sem Desconto.

Foto: Polícia Federal/Arquivo/Reprodução

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Operação Sem Desconto: PF cumpre prisões, faz buscas na casa de senador Weverton Rocha e avança sobre esquema no INSS

Operação Sem Desconto: PF cumpre prisões, faz buscas na casa de senador Weverton Rocha e avança sobre esquema no INSS

Quinta fase da operação investiga descontos indevidos em aposentadorias

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 18, a quinta fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta etapa, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 52 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas determinadas pela Justiça.

Um dos principais alvos da operação é o senador Weverton Rocha (PDT-MA). De acordo com a Polícia Federal, ele é suspeito de ter realizado negócios com investigados por desvios relacionados ao esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. Agentes da PF cumprem mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar.

Segundo a Polícia Federal, não há cumprimento de mandados no Congresso Nacional. As diligências relacionadas ao senador se concentram em endereços fora das dependências legislativas.

A operação também resultou no cumprimento de mandado de prisão domiciliar e no afastamento do atual secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, que ocupa o cargo de número dois da pasta. Jornalista de formação, Adroaldo Portal já atuou no gabinete do senador Weverton Rocha e exerceu funções em cargos do Congresso Nacional vinculados a políticos do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Outro alvo da quinta fase da Operação Sem Desconto é Romeu Carvalho Antunes, filho mais velho e sócio do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Romeu foi preso no âmbito da operação. Além da relação societária, ele possuía autorização para movimentar contas bancárias de uma das empresas vinculadas ao Careca do INSS, apontada como suspeita de envolvimento no esquema de fraudes em aposentadorias.

Antônio Camilo Antunes está preso desde setembro, em decorrência das investigações das fases anteriores da Operação Sem Desconto. A Polícia Federal aponta que as empresas ligadas ao empresário estariam envolvidas na operacionalização dos descontos indevidos aplicados em benefícios previdenciários.

Também foi alvo de mandados de busca e de prisão preventiva o advogado Éric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis, que havia sido preso na fase anterior da operação. A suspeita da Polícia Federal é que o escritório de advocacia de Éric Fidelis tenha intermediado o pagamento de propinas vinculadas ao esquema investigado.

Segundo dados obtidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, o escritório de advocacia de Éric Fidelis movimentou cerca de R$ 12 milhões. A Polícia Federal investiga a origem e o destino desses recursos no contexto das apurações sobre os desvios envolvendo aposentadorias.

As defesas dos envolvidos citados na operação não foram localizadas até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações e posicionamentos das partes.

A quinta fase da Operação Sem Desconto foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. As ordens judiciais estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão.

De acordo com a Polícia Federal, os crimes sob investigação nesta etapa incluem inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e dilapidação patrimonial. As apurações seguem em andamento sob a coordenação da corporação.

A Operação Sem Desconto investiga a existência de um esquema de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo a Polícia Federal, os descontos eram realizados por associações sem o consentimento dos aposentados e pensionistas, com valores direcionados às entidades e, posteriormente, a integrantes apontados como líderes do esquema e a outros investigados.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Com apoio de dois senadores do RN, Senado aprova PL da Dosimetria por 48 votos a 25

Com apoio de dois senadores do RN, Senado aprova PL da Dosimetria por 48 votos a 25

Projeto trata da redução de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro

O Senado Federal aprovou, por 48 votos a favor e 25 contrários, o Projeto de Lei nº 2162/2023, conhecido como PL da Dosimetria. A matéria prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Com a aprovação em plenário, o texto segue agora para sanção presidencial.

A votação registrou posicionamentos distintos entre os senadores do Rio Grande do Norte. Dos três representantes do estado na Casa, dois votaram favoravelmente à proposta e um se posicionou de forma contrária. Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB) votaram “sim” ao projeto, enquanto Zenaide Maia (PSD) votou “não”.

O projeto aprovado no Senado altera critérios relacionados à dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos crimes investigados após os atos de 8 de janeiro. O texto estabelece parâmetros objetivos para a execução das penas e para a progressão de regime, com a definição de percentuais mínimos a serem cumpridos pelos condenados.

De acordo com o conteúdo do projeto, a proposta busca reduzir o tempo de cumprimento das penas impostas, por meio de regras específicas para cálculo da pena e para a progressão de regime. O texto também inclui dispositivos que tratam da compatibilidade da remição de pena com o regime de prisão domiciliar, conforme previsão expressa incorporada pelo relator.

A matéria aprovada pelo Senado beneficia investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, conforme previsto no escopo do projeto. A votação ocorreu após debates em plenário e análise das emendas apresentadas durante a tramitação.

Com a aprovação pelos senadores, o projeto de lei segue agora para análise do presidente da República. A expectativa de veto foi indicada publicamente pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em publicação nas redes sociais, ao sinalizar o posicionamento do governo federal em relação à proposta aprovada pelo Congresso Nacional.

A posição dos senadores do Rio Grande do Norte refletiu a divisão observada no plenário do Senado. Rogério Marinho, filiado ao Partido Liberal, votou favoravelmente ao texto. Styvenson Valentim, do Partido da Social Democracia Brasileira, também se posicionou a favor da aprovação da matéria. Já Zenaide Maia, do Partido Social Democrático, votou contra o projeto.

A votação nominal permitiu o registro individual dos posicionamentos dos parlamentares, incluindo a bancada potiguar. O resultado final consolidou a maioria necessária para aprovação do projeto em turno único no Senado Federal.

O PL da Dosimetria trata especificamente da forma de cálculo e execução das penas impostas pelo Judiciário. O texto aprovado define critérios objetivos para evitar interpretações divergentes quanto à progressão de regime e ao cumprimento das sanções aplicadas aos condenados.

A proposta também estabelece regras relacionadas à execução penal, com a previsão de percentuais mínimos para acesso a benefícios previstos em lei. Entre os pontos incluídos está a previsão explícita de que a remição de pena pode ser aplicada a condenados em regime de prisão domiciliar.

Após a deliberação no Senado, o projeto segue para a etapa de sanção ou veto presidencial. Caso haja veto, o texto poderá retornar ao Congresso Nacional para nova apreciação pelos parlamentares, conforme o rito legislativo.

Como votou a bancada do Rio Grande do Norte

  • Rogério Marinho (PL) – Sim
  • Styvenson Valentim (PSDB) – Sim
  • Zenaide Maia (PSD) – Não

Foto: Pedro França/Agência Senado / Carlos Moura/Agência Senado / Jonas Pereira/Agência Senado

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Senado aprova redução da pena de condenados pelo 8 de janeiro e trama golpista

Senado aprova redução da pena de condenados pelo 8 de janeiro e trama golpista

Texto vai para sanção do presidente Lula

O Senado aprovou nesta quarta-feira (17), em votação nominal, o projeto de Lei (PL) 2162/2023, o chamado PL da Dosimetria que prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.

Foram 48 votos favoráveis e 25 votos contra. O texto segue agora para a sanção presidencial.

Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Amin, que é favorável à anistia, defende que a redução das penas visa “pacificar o país”.

“Somos da posição de que a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro deveria ser analisada à luz do princípio da unidade nacional e da função integradora do direito constitucional. A manutenção de centenas de cidadãos em regime fechado por atos que, embora ilícitos, não configuraram insurgência armada ou ameaça real à soberania, pode agravar divisões e comprometer a legitimidade das instituições”, argumentou.

“O perdão apresentar-se-ia como solução juridicamente possível e politicamente adequada para encerrar um ciclo de tensão e reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e a pacificação social”, concluiu.

O relator acatou uma emenda que determina que a redução será aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que o projeto não tenha que retornar à Casa de origem – no caso, a Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na noite do dia 9 de dezembro.

Um grupo de senadores se manifestou contra o projeto por não representar o anseio do país.

“Foi urdida uma trama, foi planejado um golpe de Estado no Brasil e foi tudo coordenado, financiado para que o golpe se concretizasse. Felizmente, não se concretizou por vários fatores”, disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

“Há uma semana, nós votamos aqui a Lei Antifacção, endurecendo as penas, dificultando a progressão. E, hoje, senhoras e senhores, nós estamos aqui, incoerentemente, fazendo exatamente o contrário”, finalizou.

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o projeto foi construído para beneficiar um grupo político que atentou contra o Estado Democrático de Direito.

“Essa é uma proposta casuística, uma norma jurídica que está sendo criada para beneficiar um grupo, para dar privilégio para um grupo, um grupo que atentou contra a própria Constituição”, afirmou.

“Nós temos que dar ao Brasil um recado importante de que golpe de Estado tem que se tratar com dureza, especialmente num processo que foi totalmente baseado na legalidade, que deu direito de defesa. Um julgamento que o Brasil inteiro acompanhou, um processo em que provas que foram produzidas provas materiais e a maior parte delas, produzidas pelos próprios criminosos”, reiterou.

Senadores do PL defenderam a proposta. O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que a proposta serve para diminuir penas de pessoas que não estavam diretamente envolvidas na trama e que receberam duras condenações.

“Nós precisamos votar essa matéria para virar essa página e tirar essas pessoas: o pipoqueiro, o vendedor de bala, que foi condenado há oito anos, 14 anos”, disse.

“Eu sou a favor da anistia, mas vamos aprovar a redução de pena para tirar os manifestantes da cadeia. Isso é o mais importante”, afirmou o senador Sergio Moro (União-PR).

O que é o PL da Dosimetria?

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto.

Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Repercussão

No dia 10 de dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC) – apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar quando o texto chegar ao Poder Executivo.

Manifestantes foram às ruas de diversas cidades no último domingo (14) contra a aprovação do PL da Dosimetria.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliaram que o PL da Dosimetria poderá diminuir o tempo de progressão de pena para outros condenados por crimes comuns.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Jonas Pereira/Agência Senado

Da Agência Brasil

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Projeto que reduz penas do 8 de Janeiro passa na CCJ e acirra debate sobre crime organizado

Projeto que reduz penas do 8 de Janeiro passa na CCJ e acirra debate sobre crime organizado

Votação expõe divergências no Senado sobre impacto sistêmico da proposta aprovada pela Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (17), por 17 votos a 7, o Projeto de Lei nº 2162/2023, conhecido como PL da Dosimetria, que altera regras de cálculo e execução de penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023. A proposta segue para votação no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira.

O projeto foi aprovado com a incorporação de uma emenda apresentada pelo senador Sérgio Moro (União-PR) e acatada pelo relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). A alteração restringe a aplicação das novas regras de progressão de regime apenas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito, com o objetivo de alcançar especificamente as condenações relacionadas aos atos golpistas.

Caso o texto seja aprovado pelo plenário e sancionado, um dos possíveis beneficiados será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cuja pena, segundo estimativas, poderia ser reduzida de 27 anos e três meses para cerca de 20 anos de prisão. O tempo de cumprimento em regime fechado também seria reduzido para dois anos e quatro meses, conforme projeções baseadas nos critérios do projeto.

Durante a sessão da CCJ, a maioria dos discursos foi favorável à proposta, incluindo manifestações de senadores alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), cobrou a presença de lideranças governistas durante o debate e criticou a ausência do líder do governo no Senado no momento da votação. O senador Jaques Wagner (PT-BA) esteve presente na sessão, mas se ausentou antes do encerramento.

Horas depois, o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), divulgou vídeo informando que participou de reunião ministerial no horário da votação. Tanto Randolfe quanto Jaques Wagner registraram voto contrário ao projeto. Requerimentos apresentados por aliados do governo para adiar a votação foram rejeitados pela maioria dos membros da comissão.

O relator Esperidião Amin defendeu que a emenda incorporada ao texto configura apenas um ajuste redacional, sem alteração de mérito, o que permitiria o envio direto do projeto à sanção presidencial. Segundo ele, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite esse entendimento quando a modificação apenas explicita o alcance do texto aprovado pela Casa iniciadora.

Outros senadores, entre eles Otto Alencar e Renan Calheiros (MDB-AL), discordaram da interpretação e afirmaram que a mudança altera o conteúdo do projeto, o que exigiria nova análise da Câmara dos Deputados. A definição sobre o caráter da emenda pode influenciar diretamente o andamento da proposta, inclusive com possibilidade de adiamento da tramitação.

Paralelamente à aprovação do projeto, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou voto em separado defendendo a rejeição integral do PL da Dosimetria. Para ele, a proposta apresenta riscos estruturais à legislação penal e ao combate ao crime organizado.

Vieira avalia que o projeto não se limita a tratar das condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro, mas altera regras gerais do sistema penal, com potencial impacto sobre condenados por outros crimes. Em seu voto, o senador afirma que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados utiliza mecanismos de alcance amplo para resolver questões pontuais, o que poderia gerar efeitos não previstos.

Um dos pontos destacados por Vieira é a alteração do artigo 112 da Lei de Execução Penal, que trata da progressão de regime. Segundo o senador, o projeto estabelece como regra geral a progressão após o cumprimento de um sexto da pena, criando exceções para crimes específicos. Para ele, essa estrutura normativa pode permitir interpretações que beneficiem outros tipos de criminalidade.

O senador sustenta que, ao inverter a lógica tradicional da legislação penal, o projeto cria um cenário em que crimes graves não expressamente listados nas exceções possam ser automaticamente enquadrados na regra mais branda de progressão. A avaliação consta no voto em separado que seria apresentado durante a sessão da CCJ.

Antes da votação, Alessandro Vieira foi procurado pelo relator Esperidião Amin para colaborar na construção de um texto que reduzisse as brechas identificadas na versão aprovada pela Câmara. Vieira, no entanto, defendeu a rejeição da proposta e a elaboração de um novo projeto com foco específico nos casos relacionados aos atos de 8 de Janeiro.

O projeto também altera a forma de aplicação das penas previstas no Decreto-Lei nº 2.848, que atualmente permite a soma das penas para os crimes de tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Pela nova redação, as penas não poderão ser somadas quando os crimes forem praticados no mesmo contexto.

Além disso, o texto prevê redução de pena de um terço a dois terços nos casos em que os crimes tenham sido cometidos em contexto de multidão, desde que o condenado não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança. Essa regra se aplica às condenações relacionadas às invasões e depredações ocorridas em 8 de Janeiro.

Durante a leitura do parecer, Esperidião Amin afirmou que a proposta estabelece um marco inicial para a revisão das penas e que a eventual redução dependerá de requerimento individual de cada condenado, a ser analisado pelo Judiciário.

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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Bolsonaro passa por perícia médica determinada por Moraes após pedido de cirurgia

Bolsonaro passa por perícia médica determinada por Moraes após pedido de cirurgia

STF aguarda laudo oficial da Polícia Federal para decidir sobre intervenção cirúrgica e prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma perícia médica nesta quarta-feira (17), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O despacho que ordena o procedimento foi publicado na segunda-feira (15) e estabelece que a avaliação será realizada por peritos da Polícia Federal no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.

A decisão ocorre após pedido apresentado pela defesa do ex-presidente ao STF, solicitando autorização para a realização de uma cirurgia e a conversão do regime de cumprimento da pena em prisão domiciliar. Os advogados alegam agravamento do quadro clínico e sustentam que exames recentes apontariam a necessidade de intervenção cirúrgica, incompatível com o regime fechado.

No despacho, Alexandre de Moraes registra que, durante o exame médico realizado em 22 de novembro, no momento do cumprimento do mandado de prisão, não foi identificada qualquer condição clínica que justificasse a necessidade de cirurgia imediata. Segundo o ministro, a avaliação médica realizada naquela data não indicou urgência nem recomendação para intervenção cirúrgica.

Moraes também destacou que os exames apresentados posteriormente pela defesa não são atuais. De acordo com o despacho, mesmo à época em que esses exames foram realizados, não havia indicação médica formal de necessidade de cirurgia urgente. O ministro apontou que a ausência de laudos recentes e conclusivos impede a adoção imediata de medidas excepcionais.

Antes de definir a data da perícia oficial, Alexandre de Moraes já havia autorizado a realização de exames médicos nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Na decisão publicada na segunda-feira, o ministro determinou o encaminhamento de cópia integral de todos os exames e laudos médicos apresentados pela defesa aos peritos responsáveis pela avaliação.

A perícia médica será conduzida por profissionais da Polícia Federal e terá como objetivo avaliar o estado de saúde atual do ex-presidente. O laudo resultante da avaliação servirá de base para nova análise do relator sobre os pedidos apresentados pela defesa, incluindo a autorização para cirurgia e eventual mudança no regime de cumprimento da pena.

No despacho, Moraes afirma que o processo deverá retornar imediatamente à conclusão após a realização da perícia. A partir disso, o ministro tomará nova decisão com base nas informações técnicas fornecidas pelos peritos oficiais.

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou o pedido de autorização para cirurgia e prisão domiciliar na segunda-feira (15). Os advogados argumentam que o quadro de saúde teria se agravado e que a realização do procedimento cirúrgico não poderia ocorrer em ambiente prisional. Sustentam ainda que a condição clínica exigiria acompanhamento médico específico.

O ministro, no entanto, ressalta que, até o momento, não há comprovação médica oficial que sustente a adoção de medidas excepcionais. Segundo Moraes, qualquer decisão sobre cirurgia ou alteração no regime de cumprimento da pena depende exclusivamente do resultado da perícia médica oficial determinada pelo STF.

A decisão reforça que o Judiciário utilizará apenas informações técnicas atualizadas e laudos produzidos por órgãos oficiais para fundamentar eventuais autorizações. O despacho não antecipa o teor da decisão futura e limita-se a estabelecer os critérios para análise dos pedidos apresentados.

A perícia será realizada no Instituto Nacional de Criminalística, órgão vinculado à Polícia Federal responsável por avaliações técnicas em processos judiciais. Após a conclusão do exame, os peritos deverão encaminhar o laudo ao Supremo Tribunal Federal para apreciação do relator.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula cobra alinhamento de discurso do governo e fala em “hora da verdade” em 2026

Lula cobra alinhamento de discurso do governo e fala em “hora da verdade” em 2026

Presidente destaca necessidade de comunicar ações realizadas nos últimos anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal precisa alcançar a “narrativa correta” para informar à população brasileira os acontecimentos registrados no país nos últimos anos. A declaração foi feita durante a última reunião ministerial de 2025, realizada na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília.

Segundo o presidente, o Brasil vive uma situação que ele classificou como favorável, mas esse cenário, de acordo com sua avaliação, não aparece com a intensidade esperada nas pesquisas de opinião pública. Lula atribuiu essa diferença à polarização política existente no país e afirmou que o discurso da equipe ministerial precisa estar definido com foco no processo eleitoral previsto para o próximo ano.

Durante sua fala aos ministros, o presidente afirmou que o período eleitoral será decisivo para apresentar à população uma avaliação comparativa entre gestões. “O ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, nós temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o quê nesse país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando nós chegamos ao governo”, disse Lula, ao mencionar ações em áreas como economia e políticas de inclusão social.

O presidente voltou a destacar que, na sua avaliação, a população ainda não tem pleno conhecimento sobre os acontecimentos recentes do país. “É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, afirmou.

Na reunião, Lula também tratou da participação de integrantes do governo nas eleições de 2026. O presidente afirmou que aceitará o afastamento dos ministros que desejarem disputar cargos eletivos ou buscar reeleição no próximo pleito. Em 2026, além da escolha do presidente da República, o país elegerá governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais.

O presidente ressaltou ainda a articulação política do governo junto ao Congresso Nacional. Segundo ele, essa capacidade foi determinante para a aprovação de medidas consideradas prioritárias pelo Executivo, como a isenção do imposto de renda e a reforma tributária. Lula também destacou o papel dos bancos públicos no cenário econômico atual, citando o aumento da capacidade de investimento e de financiamento.

Durante o discurso, Lula reafirmou a diretriz de sua política econômica voltada à circulação de renda entre a população. O presidente afirmou que a presença de recursos financeiros nas mãos da população impacta diretamente setores como indústria, consumo, agricultura e inflação. “Nós precisamos fazer muito mais, porque a minha teoria é que pouco dinheiro na mão do povo resolve o problema”, declarou.

Lula também mencionou políticas voltadas à população de baixa renda e afirmou que o governo atua para ampliar o reconhecimento social desse segmento. “Nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre desse país. Nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, disse o presidente durante a reunião.

Após a fala inicial do presidente, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, apresentou informações sobre as políticas industriais em desenvolvimento no país. Em seguida, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez um balanço dos três primeiros anos da atual gestão federal.

A programação da reunião ministerial prevê ainda pronunciamentos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. As falas fazem parte do encerramento do calendário de reuniões do primeiro escalão do governo em 2025.

Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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R$ 5 milhões sob investigação: Operação Lixeira de Ouro mira licitação da Prefeitura de Monte Alegre

R$ 5 milhões sob investigação: Operação Lixeira de Ouro mira licitação da Prefeitura de Monte Alegre

Ação do DECCOR-LD e do GAECO aponta direcionamento de pregão e uso de cooperativa irregular

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte e o Ministério Público do Estado deflagraram, nesta quarta-feira (17), a Operação Lixeira de Ouro, com o objetivo de apurar e desarticular um suposto esquema criminoso voltado à fraude em procedimento licitatório no município de Monte Alegre, localizado no Agreste potiguar. A ação foi conduzida pelo Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do RN (GAECO/MPRN).

As investigações têm como foco o Pregão Eletrônico nº 009/2022, que resultou na contratação de serviços de limpeza pública pela Prefeitura de Monte Alegre, com valor estimado em aproximadamente R$ 5,1 milhões. De acordo com os órgãos investigadores, foram identificados indícios de direcionamento do certame, frustração do caráter competitivo da licitação e falsidade documental.

Segundo a apuração, o procedimento licitatório também teria envolvido a utilização de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, além de mecanismos destinados a burlar a legislação trabalhista. A investigação aponta ainda possível afronta à jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que veda a contratação de cooperativas para fornecimento de mão de obra quando há subordinação direta dos trabalhadores à administração pública contratante.

Durante o cumprimento das medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário, foram realizadas buscas e apreensões em endereços residenciais e comerciais vinculados aos investigados. No decorrer da operação, foram apreendidos documentos, computadores, mídias digitais, aparelhos celulares, contratos e extratos bancários utilizados no suposto esquema.

Além do material documental e eletrônico, os agentes também apreenderam cinco veículos, sendo dois veículos de luxo e três quadriciclos, bem como aproximadamente R$ 370 mil em dinheiro, encontrados em posse dos investigados. Paralelamente às apreensões, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens e o bloqueio judicial de valores no montante aproximado de R$ 2,5 milhões.

Entre as medidas cautelares diversas da prisão impostas pelo Judiciário, está a suspensão imediata do contrato vigente firmado entre a Prefeitura de Monte Alegre e a cooperativa investigada no âmbito do pregão eletrônico. A decisão também determinou o afastamento da função pública de dois secretários municipais e de dois servidores públicos, apontados como diretamente envolvidos nos fatos investigados.

A Justiça ainda impôs a proibição de acesso às dependências da Prefeitura de Monte Alegre por parte dos agentes públicos e privados investigados, além de outras restrições previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. As medidas têm como finalidade preservar a instrução criminal, impedir a continuidade das supostas irregularidades e evitar a destruição ou ocultação de provas.

De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, o nome da operação — “Lixeira de Ouro” — faz referência direta ao objeto do contrato sob investigação, que envolve os serviços de limpeza urbana do município, e ao volume de recursos públicos envolvidos. As autoridades também apontam que uma pessoa jurídica fictícia teria sido utilizada como fachada para dar aparência de legalidade à contratação pública.

As apurações indicam que a cooperativa contratada teria sido utilizada para mascarar a prestação de serviços de mão de obra com características de vínculo direto, o que, segundo a jurisprudência do STJ, é vedado quando há subordinação direta dos trabalhadores à administração pública.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que as investigações seguem em andamento, com análise do material apreendido e aprofundamento das diligências para identificar a participação de outros envolvidos e eventual prática de novos ilícitos. O Ministério Público acompanha a apuração e atua de forma integrada na coleta de provas e no controle das medidas judiciais impostas.

Em nota institucional, a Polícia Civil reforçou o compromisso com o combate à corrupção, a repressão a crimes contra a administração pública e a proteção do patrimônio público. A instituição também destacou que informações e denúncias podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

Foto: Divulgação/PC

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BR-304 sai do papel: duplicação no RN tem ordem de serviço prevista para janeiro de 2026

BR-304 sai do papel: duplicação no RN tem ordem de serviço prevista para janeiro de 2026

Ministro Renan Filho confirma início das obras após reunião com Walter Alves, em Brasília

As obras de duplicação da BR-304, no Rio Grande do Norte, terão início em janeiro de 2026, com a assinatura da ordem de serviço. A informação foi anunciada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, durante reunião realizada nesta terça-feira (16), em Brasília, com o vice-governador do Estado, Walter Alves (MDB).

A duplicação da BR-304 integra o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e está inserida no conjunto de investimentos destinados à infraestrutura rodoviária do país. A rodovia é considerada um dos principais eixos de ligação do Rio Grande do Norte, conectando a região Oeste à região Metropolitana de Natal e servindo como corredor logístico para transporte de cargas e passageiros.

Durante o encontro, o ministro confirmou que a ordem de serviço será assinada no início de 2026, marcando oficialmente o começo da execução do projeto. Segundo as informações apresentadas, o empreendimento contará com investimento total estimado em quase R$ 1 bilhão, recursos que serão aplicados de forma escalonada, conforme a execução dos lotes previstos.

“O RN vai começar 2026 inaugurando um novo capítulo de sua história. Essa estrada é um sonho de muitos anos e sua duplicação vai representar mais segurança e mais desenvolvimento para o Rio Grande do Norte”, afirmou Walter Alves durante a reunião.

De acordo com o cronograma apresentado, a primeira fase da obra prevê a duplicação de aproximadamente 100 quilômetros da rodovia, contemplando o trecho que liga os municípios de Mossoró e Assú, localizados na região Oeste do Estado. A expectativa é de que as intervenções tenham início ainda em 2025, com prazo de conclusão estimado entre um ano e meio e dois anos, conforme o andamento dos serviços.

O projeto será executado em dois lotes principais. O Lote 1 compreende o trecho entre Mossoró e Assú, com extensão de 57,6 quilômetros. Já o Lote 2 corresponde ao segmento que liga o entroncamento da BR-226, na Reta Tabajara, no município de Macaíba, até Riachuelo, totalizando 38,1 quilômetros.

Atualmente, a BR-304 já conta com trechos parcialmente duplicados. Um deles é o segmento entre Parnamirim e Macaíba, na região Metropolitana de Natal, que se encontra em fase de execução de obras complementares, incluindo viadutos e pontes. Outro trecho é a Reta Tabajara, que se inicia na área urbana de Macaíba e segue até o viaduto de interligação com a BR-226, rodovia que dá acesso à região do Seridó potiguar.

A BR-304 registra fluxo médio diário estimado em cerca de 6 mil veículos, segundo dados apresentados durante o anúncio. A rodovia é utilizada para transporte de passageiros, atividades ligadas ao turismo e escoamento da produção agrícola e industrial do Rio Grande do Norte, conectando áreas produtivas a polos de distribuição e aos principais centros urbanos do Estado.

Além do impacto na mobilidade, a duplicação da rodovia também está associada à geração de empregos. A estimativa apresentada indica a criação de aproximadamente 5.500 postos de trabalho, considerando empregos diretos, indiretos e os gerados por efeito renda. A movimentação econômica tende a alcançar setores como hospedagem, alimentação, transporte e prestação de serviços ao longo dos municípios atravessados pela rodovia.

O projeto da duplicação da BR-304 está inserido no conjunto de ações do Governo Federal voltadas à modernização da infraestrutura logística no Nordeste. Segundo o Ministério dos Transportes, a obra tem como objetivo ampliar a capacidade da rodovia, reduzir riscos de acidentes e melhorar as condições de tráfego nos trechos com maior volume de circulação.

A definição do cronograma e dos lotes marca uma etapa administrativa relevante para a execução do empreendimento, que vinha sendo aguardado por diferentes setores econômicos do Estado. A assinatura da ordem de serviço é o ato formal que autoriza o início das obras, após a conclusão dos processos técnicos e administrativos.

A duplicação da BR-304 também é considerada estratégica para a integração regional, uma vez que a rodovia conecta municípios do interior ao litoral potiguar, além de estabelecer ligação com outros estados do Nordeste por meio de conexões com rodovias federais e estaduais.

Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM) / Wagner Lopes | CC / Divulgação

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Walter Alves confirma alinhamento do MDB com Lula e mantém indefinição sobre palanque no RN para 2026

Walter Alves confirma alinhamento do MDB com Lula e mantém indefinição sobre palanque no RN para 2026

Vice-governador diz que partido segue em fase de escuta interna no Estado e cumpre agenda em Brasília com líderes do PT e do MDB

O vice-governador do Rio Grande do Norte e presidente estadual do MDB, Walter Alves, afirmou que o alinhamento do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está consolidado no plano nacional, especialmente entre as direções estaduais do Nordeste. A declaração foi feita em entrevista ao Diário do RN. No entanto, ao tratar do cenário eleitoral no Rio Grande do Norte para as eleições de 2026, Walter destacou que não há definição sobre o palanque estadual e que o MDB permanece em processo de escuta interna.

“O alinhamento do PT com o presidente Lula, isso aí já está consolidado, do MDB do Nordeste”, afirmou. Segundo ele, a discussão no momento está concentrada no contexto estadual. “Com relação ao palanque estadual, a gente vai conversando. Eu estou, na verdade, escutando o MDB”, disse.

Walter Alves ressaltou o peso político do MDB no Rio Grande do Norte e afirmou que qualquer decisão será tomada de forma coletiva. De acordo com ele, o partido conta atualmente com mais de 40 prefeitos no Estado. “O MDB tem mais de 40 prefeitos. Nós estamos conversando com o presidente da Assembleia, Ezequiel [Ferreira], para tomarmos uma atitude, uma decisão no momento certo”, declarou. Questionado sobre quando esse momento será definido, respondeu: “Não está definido”.

Segundo o vice-governador, a principal preocupação da legenda neste momento está relacionada à formação das nominatas e ao fortalecimento do partido. “A preocupação nossa é com as nominatas”, afirmou.

Ele destacou que o processo de definição passa por diálogo com diferentes setores. “A gente vai conversar, está escutando os deputados, vai conversar com a governadora, vai conversar com todo mundo, para definir que rumo o MDB vai tomar na sucessão”, disse, confirmando a intenção de se reunir com a governadora Fátima Bezerra (PT) e com o presidente da Assembleia Legislativa.

“Vou conversar eu, ela e Ezequiel. Não tem data marcada não. Eu estou conversando com todos os prefeitos, escutando qual o sentimento que o partido quer, para a gente tomar a decisão. Hoje, o MDB está fechado com Lula, mas não há definição sobre a sucessão estadual”, explicou.

Walter Alves também afirmou que precisa ouvir as bases do partido antes de qualquer encaminhamento. “Eu tenho que escutar os prefeitos. Eu não posso tomar uma atitude sem consultar os prefeitos, os deputados que já têm alinhamento conosco”, declarou. Ao ser questionado se descartaria algum caminho político, respondeu: “Depende do grupo. Eu sou apenas intérprete do grupo”.

Indagado sobre possíveis alianças, tanto com o campo governista no Estado, representado pela governadora Fátima Bezerra (PT) e pelo nome de Cadu Xavier, quanto com a oposição, que envolve o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e a senadora Zenaide Maia (PSD), Walter manteve o posicionamento de que a definição dependerá da decisão coletiva do partido. “Depende do grupo”, afirmou.

A posição de apoio ao presidente Lula também foi reforçada em um vídeo publicado nas redes sociais durante encontro com o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB). Na gravação, ao agradecer pela duplicação da BR-304, Walter associou a obra ao governo federal. “Estamos aqui com o nosso ministro Renan, ministro do nosso MDB, e aqui, ministro, agradecer a tão sonhada obra de tantos e tantos anos, que a duplicação da 304 está aí. Próximo ano está começando a duplicação, a obra importante do nosso MDB e do nosso presidente Lula”, afirmou.

No final de novembro, Walter Alves esteve em Brasília, onde se reuniu com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, acompanhado do deputado estadual Dr. Bernardo (PSDB), que deve migrar para o MDB. Na ocasião, Walter indicou que a expectativa de assumir o Governo do Estado em caso de renúncia da governadora Fátima Bezerra, a partir de abril, pode não se concretizar. A avaliação considera a análise da situação financeira do Estado.

Ainda no campo político, Walter Alves declarou publicamente que se posiciona no centro do espectro político. “Se eu pudesse escolher, hoje, Ezequiel, eu ficava sabe aonde? No centro. Nem esquerda, nem direita. A gente é centro”, afirmou, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.

Paralelamente às declarações, o vice-governador embarcou nesta terça-feira (16) para uma série de compromissos em Brasília. Um dos encontros confirmados pela assessoria é com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, além de reuniões com líderes do MDB. De acordo com a assessoria, Walter Alves está levando documentos que apresentam a situação financeira do Rio Grande do Norte.

O retorno do vice-governador está previsto para a quinta-feira (18). Após a agenda em Brasília, uma reunião com a governadora Fátima Bezerra é esperada para os próximos dias.

Foto: Arquivo

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Denúncias de superfaturamento na decoração natalina de Mossoró ganham apoio de parlamentares do PT

Denúncias de superfaturamento na decoração natalina de Mossoró ganham apoio de parlamentares do PT

Isolda Dantas e Plúvia Oliveira defendem apuração sobre contratos do Estação Natal e citam uso indevido de recursos públicos

As denúncias de superfaturamento na contratação da decoração natalina de Mossoró, apresentadas pelo vereador Cabo Deyvison, passaram a contar com manifestações públicas da deputada estadual Isolda Dantas (PT) e da vereadora mossoroense Plúvia Oliveira (PT) em entrevista ao Diário do RN. As parlamentares apontam que as acusações se somam a outros questionamentos envolvendo a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e defendem a apuração dos fatos pelos órgãos de controle e pela Justiça.

Para a deputada Isolda Dantas, as suspeitas relacionadas à decoração de Natal não representam um caso isolado. Segundo ela, há uma sequência de denúncias envolvendo a atual administração municipal. “Denúncias têm muitas. Me parece que, nos últimos tempos, tem sido a gestão com maior número de denúncias formalizadas. Então, a gente pode dizer que é talvez a gestão que mais tem denúncia de corrupção de Mossoró nos últimos anos”, afirmou.

Isolda citou outros episódios que, de acordo com ela, ainda precisam de esclarecimentos. “Essas denúncias do superfaturamento da decoração natal em Mossoró se somam a muitas outras. Vamos lembrar do contrato da reforma da Praça de Convivência, que tem todas as dúvidas sobre aquele processo. Para completar, essa recente, que é a da propina de 5% em cima de um conjunto de contratos”, declarou.

A deputada mencionou ainda vídeos tornados públicos por decisão judicial, nos quais empresários relatam supostas exigências para liberação de pagamentos por parte da Prefeitura. “Os vídeos liberados pela Justiça trazem empresários dizendo que a Prefeitura só pagaria se fossem ‘conversar’, e esse ‘conversar’ seria uma propina de 5%”, disse.

Em relação à decoração natalina, Isolda Dantas questionou a composição dos preços e a execução do contrato firmado pela Prefeitura. “Há mais de 15 anos a Prefeitura usa aqueles mesmos arabescos nos postes. Muitas das peças usadas hoje são as mesmas de 10 ou 15 anos atrás, mas estão sendo cobradas como novas”, afirmou. Ela também apontou dúvidas sobre a contratação de empresa para a instalação dos enfeites. “Está sendo pago a uma empresa para colocar a decoração quando, na verdade, quem coloca são os servidores da Prefeitura”, declarou.

Para a deputada, o conjunto de denúncias exige resposta institucional. “A gestão de Allyson é permeada por denúncias e a Justiça precisa dar resposta ao povo do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Já a vereadora Plúvia Oliveira, que integra a bancada de oposição na Câmara Municipal de Mossoró e atua em conjunto com o vereador Cabo Deyvison, informou que está analisando a documentação encaminhada pela Prefeitura ao Legislativo, mas apontou ausência de documentos considerados essenciais. “Ele está analisando toda a documentação. Eu fiz uma análise prévia também e fiz um requerimento porque, naquela documentação toda, estão faltando alguns documentos que eu quero analisar”, explicou.

Segundo Plúvia, mesmo com o material incompleto, foi possível identificar indícios de irregularidades. “Até onde a gente analisou, junto com o meu jurídico, tem irregularidades identificáveis, como o uso da COSIP, que é a contribuição de iluminação pública, uma taxa que não pode ser utilizada para ornamentação”, afirmou. De acordo com a vereadora, a documentação recebida indica que a contribuição foi utilizada para a decoração natalina, o que, segundo ela, não estaria de acordo com a finalidade legal do recurso.

A vereadora detalhou que a Prefeitura encaminhou à Câmara o contrato, o termo aditivo e análises técnicas de habilitação, mas deixou de apresentar outros documentos. “O que não está atendido é a memória de cálculo, que traz as planilhas com pesquisas de preço, o controle oficial de quantidade, o valor real e a relação de contratos dos últimos cinco anos. A documentação que veio não atende isso”, disse. Para Plúvia, a ausência dessas informações “qualifica mais ainda a denúncia feita pelo Cabo Deyvison”.

As denúncias apresentadas pelo vereador apontam indícios de superfaturamento em até 170 itens que compõem a decoração do Estação Natal. Segundo ele, alguns produtos teriam percentuais elevados de diferença entre os preços pagos pela Prefeitura e os valores praticados no mercado, chegando a quase 800%.

De acordo com Cabo Deyvison, pelúcias de 20 centímetros foram adquiridas pela Prefeitura pelo valor unitário de R$ 194. Segundo levantamento apresentado pelo vereador, o mesmo produto é encontrado no mercado por R$ 22. Ele informou que foram compradas 400 unidades, totalizando R$ 77 mil. “Esse produto eu compraria por R$ 8.400. A Prefeitura comprou por R$ 77 mil”, afirmou. O percentual de superfaturamento apontado nesse item é de 781,8%.

Outro item citado são os tubos utilizados na estrutura do Estação Natal. Segundo a denúncia, o material custa R$ 89,74 no mercado, mas teria sido adquirido pela gestão municipal por R$ 640 a unidade. O percentual de superfaturamento indicado é de 619,1%.

No âmbito político, Plúvia Oliveira também comentou as dificuldades para a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal. “Nós assinamos seis vereadores: Jailson Nogueira, Mazinho, Marleide Cunha, eu, Cabo Deyvison e Wiginis do Gás. Mas hoje, com a mudança no regimento, se não tiver sete assinaturas, nem vai para o plenário”, afirmou. Segundo a vereadora, a mobilização segue para obtenção de mais uma assinatura que viabilize a criação da comissão.

Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM) / Eduardo Maia/ALRN

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Flávio Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de atrasar cirurgia de Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de atrasar cirurgia de Jair Bolsonaro

Senador pede autorização imediata para procedimento médico e STF agenda perícia para avaliar estado de saúde do ex-presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou, nesta terça-feira (16), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de colocar em risco a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao não autorizar de imediato a realização de uma cirurgia indicada pela equipe médica. A declaração foi dada após visita ao ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro está custodiado.

“Peço que volte o bom senso ao relator desse processo, para que não fique transparecendo que quer matar o Bolsonaro. É um risco de saúde muito grave, e eu peço que ele pare de usar essa jurisprudência”, afirmou o senador. Segundo Flávio Bolsonaro, a demora na autorização do procedimento médico teria provocado agravamento do quadro clínico do ex-presidente.

Durante a entrevista, o senador afirmou que nunca presenciou situação em que a palavra de médicos fosse colocada em dúvida por um magistrado. “Há uma desconfiança até de médicos. Um juiz desconfiado da palavra de um médico, nunca vi isso na vida. Pede uma perícia para ser confirmado”, declarou.

De acordo com Flávio Bolsonaro, a ausência de autorização imediata para a cirurgia levou à identificação de um novo problema de saúde em Jair Bolsonaro. Segundo ele, foi diagnosticada uma segunda hérnia nas pernas, condição que, conforme relatado, pode provocar estrangulamento intestinal caso não seja tratada. O senador atribuiu essa descoberta à demora na análise do pedido feito pela defesa ao Supremo Tribunal Federal.

Flávio Bolsonaro relatou ainda que, durante a visita, o ex-presidente apresentava melhora em relação aos sintomas observados anteriormente. “Ele estava mais animado e sem soluços”, afirmou. As informações foram repassadas após o encontro realizado na sede da Polícia Federal.

Diante das alegações da defesa e das manifestações públicas do senador, o Supremo Tribunal Federal agendou para esta quarta-feira (17) a realização de uma perícia médica para avaliar o estado de saúde de Jair Bolsonaro. O exame será conduzido por peritos da Polícia Federal no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. O laudo resultante da perícia deverá subsidiar nova análise do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido apresentado.

Na segunda-feira (15), a defesa do ex-presidente protocolou novo pedido junto ao STF solicitando autorização para a realização da cirurgia indicada pelos médicos, além da conversão da prisão em domiciliar. Os advogados alegaram agravamento do quadro clínico e reforçaram a necessidade de intervenção cirúrgica imediata.

Em despacho anterior, o ministro Alexandre de Moraes destacou que, até o momento, não havia laudo médico oficial que justificasse a adoção de medidas excepcionais, como a autorização da cirurgia ou a mudança do regime de custódia. O ministro ressaltou que qualquer decisão relacionada ao estado de saúde do ex-presidente estaria condicionada à realização de perícia médica oficial.

Segundo o STF, a perícia marcada tem como objetivo avaliar tecnicamente a condição de saúde de Jair Bolsonaro e verificar a necessidade do procedimento cirúrgico apontado pela defesa. A análise será feita com base nos exames e avaliações realizadas pelos peritos designados, e o resultado será encaminhado ao relator do processo.

A defesa de Bolsonaro sustenta que o quadro clínico envolve complicações decorrentes de cirurgias anteriores e de problemas intestinais recorrentes. O pedido apresentado ao Supremo inclui a argumentação de que a permanência do ex-presidente em ambiente de custódia sem o procedimento médico indicado pode representar risco à saúde.

Até a conclusão da perícia, o ministro Alexandre de Moraes mantém o entendimento de que não há elementos técnicos suficientes para autorizar a cirurgia ou a conversão da prisão em domiciliar. A decisão final ficará condicionada à análise do laudo que será produzido pela equipe da Polícia Federal.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Assembleia Legislativa aprova projeto de repactuação do contrato da Arena das Dunas

Assembleia Legislativa aprova projeto de repactuação do contrato da Arena das Dunas

Projeto visa ajustar condições financeiras e operacionais para garantir a sustentabilidade da concessão

Na sessão plenária desta terça-feira (16), os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovaram o projeto de lei que autoriza a repactuação do contrato de concessão da Arena das Dunas. A medida tem como objetivo alterar as condições financeiras e operacionais do contrato de concessão da arena, a fim de garantir sua sustentabilidade ao longo do tempo.

O projeto foi tramitado em regime de urgência e, conforme o Executivo estadual, a repactuação é necessária para ajustar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. A proposta prevê a reorganização das contraprestações públicas mensais e a utilização de recursos do fundo garantidor, como parte das medidas para viabilizar a concessão.

De acordo com o governo estadual, a alteração do contrato visa assegurar a continuidade e a viabilidade da Arena das Dunas, considerada um patrimônio importante para o Rio Grande do Norte, especialmente em eventos esportivos e culturais. A repactuação do contrato busca corrigir distorções e garantir que as condições da concessão sejam mantidas favoráveis ao longo do tempo.

Durante a mesma sessão, a Assembleia Legislativa também aprovou a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano de 2026, bem como outras 15 matérias que estavam na pauta do dia. As propostas aprovadas abrangem diversas áreas, incluindo saúde, segurança pública, educação, cultura, meio ambiente, mobilidade e finanças públicas. Entre elas, estão projetos de lei e requerimentos de iniciativa tanto do Poder Executivo quanto do Legislativo.

Foto: Arena das Dunas/Divulgação

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Governo de SP, prefeitura e MME pedem rompimento do contrato com Enel

Governo de SP, prefeitura e MME pedem rompimento do contrato com Enel

Decisão foi tomada após reunião entre governador, prefeito e ministro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que vão levar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido de caducidade do contrato de concessão de distribuição de energia elétrica que a Enel detém na capital paulista e em outros 23 municípios da região metropolitana.

Na última semana milhões de clientes da distribuidora ficaram sem energia elétrica por mais de cinco dias após a queda de árvores sobre a rede de fios, que destruiu cabos e postes.

Segundo Tarcísio, o governo fez um levantamento profundo das falhas reiteradas da prestação de serviço, e já vinha trocando informações com o Ministério de Minas e Energia e com a Aneel, para que providências sejam tomadas.

“É insustentável a situação da Enel em São Paulo, ela não tem mais condição de prestar serviço, tem um problema reputacional muito sério, tem um problema de deixar a nossa população na mão de forma constante”, disse o governador.

Para ele, não há outras alternativas além do pedido de caducidade, considerada por ele a medida mais grave prevista no contrato de concessão, que afeta, inclusive, a possibilidade de renovação automática do contrato.

O prefeito Ricardo Nunes disse que os eventos da última semana reiteraram que a empresa não tem a estrutura e o compromisso para fazer frente às necessidades, principalmente quando há alguma situação adversa por conta das mudanças climáticas.

A capital tem 5,8 milhões clientes da distribuidora, o que corresponde cerca de 75% do total da concessão.

“Nós estamos completamente unidos, governo federal, governo do estado e governo do município de São Paulo, para iniciar um processo rigoroso, regulatório e esperamos que a Aneel possa dar a resposta o mais rápido possível ao povo de São Paulo”, declarou o ministro Alexandre Silveira.

Segundo o ministro, a urgência climática já é algo conhecido e por isso tem se buscado renovar os contratos, como foi feito com a EDP no Espírito Santo e com a NeoEnergia em Pernambuco. “Porém, a Enel perdeu, inclusive do ponto de vista reputacional, as condições para continuar à frente do serviço de concessão em São Paulo”, disse.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Assembleia Legislativa aprova LOA 2026 do Rio Grande do Norte com déficit de R$ 1,54 bilhão

Assembleia Legislativa aprova LOA 2026 do Rio Grande do Norte com déficit de R$ 1,54 bilhão

Orçamento estadual prevê déficit nominal e mantém rigidez fiscal; Texto assegura pisos constitucionais e consolida emendas parlamentares

O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, nesta terça-feira (16), a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O texto estima a receita do Estado em R$ 25,67 bilhões e fixa as despesas em R$ 27,21 bilhões, o que resulta em um déficit nominal de aproximadamente R$ 1,54 bilhão para o próximo exercício financeiro.

A matéria já havia sido analisada pela Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) e chegou ao plenário com parecer favorável do relator, deputado Tomba Farias (PL). A Lei Orçamentária Anual é o principal instrumento de planejamento financeiro do governo estadual, pois estabelece os limites de arrecadação e orienta a execução das despesas públicas ao longo do ano.

Conforme o relatório aprovado, o orçamento de 2026 apresenta elevada rigidez fiscal. Do total das receitas estimadas, cerca de 87% são classificadas como receitas correntes. Aproximadamente 80% da arrecadação depende de impostos e transferências constitucionais, com destaque para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e os repasses da União. Esse perfil limita a margem de manobra do Estado para ampliação de investimentos.

As despesas permanecem concentradas em áreas específicas. A Previdência Estadual responde pela maior parcela do orçamento, seguida pelos gastos com Educação, Saúde e Segurança Pública. De acordo com o texto aprovado, essas áreas absorvem a maior parte dos recursos disponíveis e impactam a capacidade de investimento do Rio Grande do Norte, que permanece com nota C na Capacidade de Pagamento (CAPAG).

A LOA de 2026 assegura o cumprimento dos pisos constitucionais obrigatórios nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. O texto também fixa a Reserva de Contingência em R$ 294,6 milhões, destinada a cobrir riscos fiscais e eventos imprevistos ao longo do exercício financeiro.

Durante a tramitação na Assembleia Legislativa, foram incorporados ajustes técnicos encaminhados pelo Poder Executivo. O texto também contempla pleitos institucionais que reforçam dotações orçamentárias para órgãos como o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o Ministério Público Estadual e a Secretaria de Administração Penitenciária.

A proposta aprovada consolida ainda as emendas parlamentares ao orçamento. Ao todo, foram incluídos R$ 105,9 milhões em emendas impositivas e R$ 42 milhões em emendas não impositivas. O texto também prevê uma emenda específica destinada à Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur).

Durante a votação em plenário, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, destacou a importância da apreciação da matéria dentro do prazo acordado e mencionou o trabalho das comissões permanentes envolvidas na análise do projeto. Ele também citou a atuação do relator e da Comissão de Finanças e Fiscalização durante o processo de tramitação.

O relator da LOA 2026, deputado Tomba Farias, ressaltou os desafios fiscais enfrentados pelo Estado e mencionou a aprovação unânime do relatório. Segundo ele, o texto aprovado permite ao governo estadual realizar o remanejamento de até 15% do orçamento, conforme solicitado pelo Executivo durante a tramitação da matéria.

De acordo com o parlamentar, a manutenção do percentual de 15% para remanejamento orçamentário poderá contribuir para a execução do orçamento tanto pela atual gestão quanto pelo novo gestor que assumirá o governo estadual a partir de abril.

O presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização, deputado Coronel Azevedo (PL), também se manifestou durante a sessão. Ele citou a possibilidade de remanejamento de recursos entre rubricas como um instrumento para enfrentar dificuldades ao longo da execução orçamentária.

Com a aprovação em plenário, a Lei Orçamentária Anual de 2026 segue agora para sanção do Poder Executivo, etapa final antes do início de sua vigência.

Foto: Eduardo Maia

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Operação Ventania investiga contratos da Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento

Operação Ventania investiga contratos da Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento

Ministério Público apura indícios de contratação direta ilegal, peculato e lavagem de dinheiro

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Ventania, com o objetivo de investigar um suposto esquema criminoso envolvendo contratos administrativos da Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento, município localizado no interior do Estado. A apuração aponta indícios da prática de crimes como contratação direta ilegal, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A investigação é conduzida no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça e identificou movimentações financeiras consideradas atípicas e de alto valor entre pessoas físicas investigadas e empresas vinculadas a elas. Segundo o MPRN, os indícios indicam a atuação de um grupo familiar e empresarial interligado, que teria utilizado diversas pessoas jurídicas para movimentar recursos públicos oriundos de contratos administrativos.

No centro da apuração estão contratações diretas realizadas pela Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento, por meio de procedimentos de inexigibilidade e dispensa de licitação. De acordo com o Ministério Público, essas contratações são analisadas para verificar a legalidade dos atos administrativos e a destinação dos recursos envolvidos.

Como parte da Operação Ventania, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento, na Câmara Municipal de Bento Fernandes, além de residências e empresas localizadas nos municípios de Natal, Parnamirim, Caiçara do Rio do Vento, Bento Fernandes, Galinhos e João Pessoa, capital da Paraíba.

A ação contou com a participação de 10 promotores de Justiça, 37 servidores do MPRN e 40 policiais militares. A operação também teve o apoio do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público, a análise bancária realizada durante a investigação revelou uma movimentação considerada circular de recursos financeiros. Um dos exemplos citados é o saque de R$ 730 mil da conta bancária de uma empresa de contabilidade apontada como principal no esquema, com depósito simultâneo em uma empresa recém-criada. Essa empresa é investigada por possível utilização como instrumento para dissimular a origem e o destino de recursos públicos.

As investigações indicam que algumas das empresas utilizadas no esquema seriam consideradas de fachada, criadas com a finalidade de movimentar e ocultar valores oriundos de contratos administrativos firmados com o poder público municipal. O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado para aprofundar a apuração e verificar a possível participação de outras pessoas, além da existência de novos crimes relacionados aos fatos investigados.

Posicionamento da Prefeitura

Após a deflagração da Operação Ventania, a Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento divulgou nota oficial informando que tomou conhecimento das diligências realizadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. No comunicado, a gestão municipal destacou que os contratos administrativos objeto da investigação se referem a gestões anteriores.

A Prefeitura informou ainda que mantém compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos. Segundo a nota, a administração municipal está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.

De acordo com o posicionamento oficial, todos os documentos, processos e informações solicitados pelos órgãos de controle serão disponibilizados. A Prefeitura afirmou que a colaboração ocorre com o objetivo de contribuir para os esclarecimentos necessários, respeitando o interesse público e as instituições envolvidas.

A gestão municipal também ressaltou que atua em conformidade com a legislação vigente e que eventuais detalhes sobre os fatos apurados devem ser esclarecidos exclusivamente pelos órgãos responsáveis pela condução da investigação. A nota não detalha contratos específicos nem comenta os valores mencionados pelo Ministério Público.

O MPRN informou que a Operação Ventania segue em andamento e que as análises do material apreendido devem subsidiar novas etapas da investigação. A apuração busca esclarecer a dinâmica das contratações, a origem dos recursos movimentados e a eventual responsabilização dos envolvidos, conforme os elementos que venham a ser confirmados no curso do procedimento investigativo.

Foto: Divulgação/MPRN

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Flávio Bolsonaro diz que não abre mão de candidatura à Presidência para Tarcísio de Freitas

Flávio Bolsonaro diz que não abre mão de candidatura à Presidência para Tarcísio de Freitas

Senador afirma que indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro é pelo seu nome; Declaração foi dada após visita ao pai na Polícia Federal, em Brasília

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, nesta terça-feira (16), a possibilidade de abrir mão de sua candidatura à Presidência da República em favor do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo o parlamentar, a única hipótese em que deixaria de disputar o cargo seria para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, que atualmente está preso e inelegível.

A declaração foi dada a jornalistas após Flávio Bolsonaro visitar Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Na ocasião, o senador reiterou que seu nome segue colocado para a disputa presidencial e que a indicação feita por seu pai permanece sendo a sua candidatura.

“O meu nome está colocado. A indicação do presidente Bolsonaro é Flávio Bolsonaro. Eu só abro mão se for para Jair Messias Bolsonaro e, para isso, ele tem que estar livre e nas urnas, e não é o cenário que a gente está vendo”, afirmou o senador.

Flávio Bolsonaro também comentou sobre a resistência ao seu nome por parte de partidos de centro, como o PSD e o Republicanos. Segundo ele, apesar das dificuldades iniciais, a expectativa é de que o apoio dessas legendas possa ocorrer em um momento posterior do processo eleitoral.

De acordo com o senador, nos últimos dias ele tem buscado dialogar com lideranças políticas para demonstrar viabilidade eleitoral. Flávio afirmou que pretende continuar apresentando seu projeto político e sua posição aos partidos que ainda não sinalizaram apoio formal à sua candidatura.

“O que eu tenho feito nos últimos dias é mostrar que eles estão errados. E pode ter certeza que muito em breve, até as pesquisas ligadas ao PT mostrarão um grande crescimento do nome Flávio Bolsonaro”, disse o parlamentar durante a conversa com jornalistas.

O senador reconheceu que o apoio dos partidos desde o início da campanha seria o cenário desejado, mas destacou que considera possível a construção de alianças em etapas posteriores. Segundo ele, a ausência de apoio imediato não inviabiliza a estratégia política adotada até o momento.

“Óbvio que eu quero os partidos junto comigo já no primeiro momento, mas, se não for possível, eu tenho a convicção, sempre foi muito claro, sempre disse isso, que se a gente não estiver junto no primeiro momento, certamente no segundo momento nós estaremos”, declarou.

Flávio Bolsonaro não detalhou quais partidos ou lideranças estariam mais próximos de um eventual alinhamento futuro, nem comentou prazos para a formalização de apoios. As declarações se limitaram à defesa de sua candidatura e à expectativa de crescimento político ao longo do processo.

O senador também não fez comentários adicionais sobre a situação jurídica de Jair Bolsonaro, limitando-se a afirmar que sua eventual desistência da candidatura presidencial só ocorreria caso o ex-presidente estivesse apto a disputar as eleições.

As falas ocorrem em meio às articulações de grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro para a definição de um nome que represente esse campo político na disputa presidencial. O nome do governador Tarcísio de Freitas tem sido citado por setores do centro e da direita, hipótese descartada por Flávio Bolsonaro em suas declarações desta terça-feira.

Até o momento, não houve manifestação pública do governador de São Paulo sobre as declarações do senador. Também não foram divulgadas notas oficiais do PSD ou do Republicanos sobre o posicionamento de Flávio Bolsonaro ou sobre eventual apoio à sua candidatura.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Prefeito Paulinho Freire promove mudanças no primeiro escalão da Prefeitura do Natal

Prefeito Paulinho Freire promove mudanças no primeiro escalão da Prefeitura do Natal

Sérgio Freire deixa Secretaria de Governo e Celina Lobo muda função na Procuradoria Geral do Município

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), realizou mudanças no primeiro escalão da administração municipal. As alterações constam na edição do Diário Oficial do Município (DOM) desta segunda-feira (15) e envolvem a Secretaria Municipal de Governo (SMG) e a Procuradoria Geral do Município (PGM).

Conforme publicado no DOM, o advogado Sérgio Eduardo da Costa Freire foi exonerado do cargo de secretário municipal de Governo. A portaria informa que a exoneração ocorreu a pedido do próprio gestor. Sérgio Freire ocupava a função desde o dia 2 de janeiro de 2025, quando tomou posse oficialmente no início da atual gestão municipal.

A publicação oficial traz o seguinte trecho: “Exonerar, a pedido, SÉRGIO EDUARDO DA COSTA FREIRE, do cargo em comissão de Secretário Municipal de Governo, símbolo DG, da Secretaria Municipal de Governo – SMG”.

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN), Sérgio Freire é irmão do prefeito Paulinho Freire. Informações divulgadas anteriormente indicavam que o então secretário teria solicitado a exoneração para tratar de assuntos particulares, o que foi confirmado posteriormente pelo ato oficial publicado no Diário Oficial.

Com a saída de Sérgio Freire, o advogado José Serafim da Costa Neto, que ocupava o cargo de secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Governo, foi designado para assumir a titularidade da pasta. A nomeação também foi oficializada no mesmo ato administrativo divulgado pelo Município.

Além da mudança na Secretaria Municipal de Governo, a gestão municipal promoveu alterações na Procuradoria Geral do Município. A procuradora-geral Celina Lobo deixou o comando da PGM, também a pedido, passando a exercer a função de procuradora-adjunta.

Para o cargo de procurador-geral do Município, foi nomeado Fernando Benevides, que até então exercia a função de procurador-geral adjunto. As alterações foram publicadas no Diário Oficial do Município e confirmadas em nota divulgada pela Prefeitura do Natal.

De acordo com a administração municipal, tanto as exonerações quanto as nomeações ocorreram a pedido dos próprios gestores envolvidos. A nota oficial esclarece que os novos titulares das pastas já integravam a equipe da atual gestão.

“A gestão do município do Natal confirma as exonerações a pedido, do secretário municipal de Governo, Sérgio Freire, e da procuradora-geral do Município, Celina Lobo. Na Secretaria Municipal de Governo assume o advogado José Serafim da Costa Neto, que ocupava a secretaria-adjunta da pasta. Na Procuradoria Geral do Município, o procurador-adjunto Fernando Benevides assume como procurador-geral e Celina Lobo passa a exercer o cargo de procuradora-adjunta”, diz o comunicado oficial.

Ainda segundo a Prefeitura do Natal, as mudanças no primeiro escalão não alteram o funcionamento administrativo das secretarias envolvidas. A gestão informa que os novos responsáveis pelas pastas já participavam da administração municipal e seguem atuando dentro das diretrizes estabelecidas pelo Executivo.

As alterações haviam sido antecipadas por informações de bastidores e agora foram confirmadas oficialmente com a publicação no Diário Oficial do Município. As mudanças passam a valer a partir da data de publicação dos atos administrativos.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Bolsonaro realiza ultrassom na PF e exames indicam necessidade de cirurgia

Bolsonaro realiza ultrassom na PF e exames indicam necessidade de cirurgia

Advogado informa diagnóstico de duas hérnias inguinais; exames foram autorizados pelo STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou exames de ultrassonografia na manhã deste domingo (14) nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde se encontra preso. De acordo com informações divulgadas pela defesa, os resultados dos exames indicaram a necessidade de um procedimento cirúrgico.

Segundo o advogado João Henrique Nascimento de Freitas, integrante da equipe jurídica que acompanha Bolsonaro, a ultrassonografia identificou a presença de duas hérnias inguinais. Esse tipo de condição ocorre quando há deslocamento de parte do intestino por falha na parede abdominal, geralmente na região da virilha.

A informação foi divulgada pelo advogado por meio das redes sociais. De acordo com ele, os médicos responsáveis pela avaliação indicaram que a cirurgia é o tratamento definitivo para o quadro clínico identificado nos exames realizados.

A defesa do ex-presidente havia solicitado autorização para a realização dos exames na última quinta-feira (11). No pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados indicaram o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli como responsável pelo procedimento. A solicitação apontava caráter de urgência e informava que o exame seria não invasivo, sem necessidade de sedação ou estrutura hospitalar.

Ainda conforme a defesa, Jair Bolsonaro vinha relatando dores e incômodos nos dias anteriores à realização do ultrassom. No sábado (13), o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicou nas redes sociais um vídeo em que Bolsonaro aparece soluçando enquanto dorme. A publicação foi utilizada pela família como argumento para reforçar a necessidade de avaliação médica.

A autorização para a realização dos exames foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O procedimento foi realizado dentro das instalações da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, local onde Bolsonaro cumpre pena.

Jair Bolsonaro está preso há quase um mês em uma cela especial nas dependências da Polícia Federal em Brasília. Inicialmente, ele foi encaminhado ao local para cumprimento de prisão preventiva, decretada após a constatação de violação das condições impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica e diante de avaliação de risco de fuga.

Três dias após a decretação da prisão preventiva, foi encerrado o processo no qual Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Com o trânsito em julgado da decisão, ele passou a cumprir pena definitiva de 27 anos de prisão, em regime fechado.

A defesa informou que, diante do resultado dos exames, os próximos passos dependerão de avaliação médica complementar e de eventuais autorizações judiciais para a realização do procedimento cirúrgico indicado. Até o momento, não há informação oficial sobre data ou local para eventual cirurgia.

A Superintendência da Polícia Federal não divulgou nota específica sobre os exames realizados neste domingo. O Supremo Tribunal Federal também não se manifestou além da autorização previamente concedida para a realização do procedimento de diagnóstico.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Zezé di Camargo anuncia rompimento com o SBT após presença de Lula em inauguração

Zezé di Camargo anuncia rompimento com o SBT após presença de Lula em inauguração

Cantor pede que especial de Natal não seja exibido e critica decisões da atual gestão da emissora

O cantor Zezé di Camargo anunciou, na madrugada desta segunda-feira, o rompimento com o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) após a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na inauguração do SBT News, novo projeto jornalístico da emissora. A manifestação foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais do artista.

Na gravação, Zezé di Camargo afirmou estar insatisfeito com os rumos adotados pelo SBT e solicitou que o especial de Natal estrelado por ele, previsto para ir ao ar na próxima quarta-feira (17), não seja exibido pela emissora. Segundo o cantor, sua decisão está relacionada a mudanças na condução editorial e institucional do canal.

Durante o pronunciamento, o artista mencionou diretamente a atual administração do SBT, hoje comandada pelas filhas de Silvio Santos, fundador da emissora, que morreu em 2024. Sem citar nomes, Zezé afirmou que as decisões tomadas pela atual gestão divergem dos princípios que, segundo ele, eram defendidos por Silvio Santos.

No vídeo, o cantor declarou que não concorda com escolhas feitas pela emissora e que, diante disso, optou por se afastar. Ele também afirmou que mantém apreço pela história do SBT, mas que não pretende manter vínculo profissional diante do cenário apresentado.

A manifestação ocorreu após a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de inauguração do SBT News. O evento contou com a participação de integrantes da família Abravanel, entre eles Patrícia, Rebeca e Renata Abravanel, além de Daniela Beyruti, que ocupa o cargo de CEO da emissora.

Imagens divulgadas nas redes sociais oficiais do presidente mostram Lula ao lado das representantes do SBT durante a solenidade. Também foi compartilhado um registro em que o presidente aparece beijando a testa de Íris Abravanel, viúva de Silvio Santos, durante o evento.

A inauguração do SBT News reuniu ainda diversas autoridades políticas e institucionais. Estiveram presentes o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, e o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes.

No vídeo publicado, Zezé di Camargo afirmou que sua posição também leva em consideração a relação com o público que acompanha sua carreira. O cantor disse que não pretende decepcionar seus fãs e destacou que sua manifestação não representa oposição pessoal a indivíduos específicos.

Segundo o artista, sua decisão foi tomada de forma pessoal, a partir de sua interpretação dos acontecimentos envolvendo a emissora. Ele afirmou ainda que torce para que o país siga da melhor forma possível e reiterou que sua trajetória profissional está diretamente ligada ao público brasileiro.

Até a publicação desta matéria, o SBT não havia se pronunciado oficialmente sobre o pedido do cantor para que o especial de Natal não seja exibido, nem sobre as declarações feitas em vídeo. Também não houve confirmação sobre eventuais mudanças na programação previstas para a data.

O especial de Natal de Zezé di Camargo estava programado para ir ao ar como parte da grade especial de fim de ano da emissora. Não há, até o momento, informações sobre a substituição do conteúdo ou eventual posicionamento institucional do canal diante do pedido do artista.

Foto: Renan Katayama/VisualHunt / Ricardo Stuckert/PR

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José Antonio Kast vence segundo turno e é eleito presidente do Chile

José Antonio Kast vence segundo turno e é eleito presidente do Chile

Candidato do Partido Republicano obtém 58,18% dos votos e derrota Jeannette Jara nas eleições presidenciais

Com praticamente 100% das urnas apuradas, o candidato José Antonio Kast venceu o segundo turno das eleições presidenciais no Chile. De acordo com dados divulgados pela imprensa local, Kast obteve 58,18% dos votos válidos, superando a candidata da coalizão governista de esquerda, Jeannette Jara, que registrou 41,82% da votação.

José Antonio Kast é líder do Partido Republicano e figura da extrema-direita chilena. Ele já aparecia como favorito nas pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo da campanha eleitoral. A disputa do segundo turno colocou frente a frente dois projetos políticos distintos, com o eleitorado decidindo entre a continuidade do governo atual ou uma mudança de orientação política no comando do país.

A candidata Jeannette Jara representou a coalizão governista de esquerda e integrou o governo do presidente Gabriel Boric, no qual atuou como ministra do Trabalho. A proposta defendida por sua candidatura previa a manutenção das políticas adotadas pela atual administração. Após a divulgação dos primeiros resultados oficiais, que indicavam vantagem significativa de Kast, Jara reconheceu a derrota no pleito.

A eleição foi marcada pela participação obrigatória do eleitorado. Cerca de 15,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar neste segundo turno das eleições presidenciais. Conforme a legislação eleitoral chilena, o voto é obrigatório, e penalidades estão previstas para os eleitores que não compareceram às urnas sem justificativa.

Durante a campanha, José Antonio Kast afirmou que pretende adotar um “governo de emergência” como estratégia para enfrentar o crime organizado. O tema da segurança pública esteve presente ao longo do processo eleitoral e foi apontado como uma das principais preocupações do eleitorado chileno, em meio ao aumento da criminalidade e da imigração, conforme indicado nos debates públicos e discursos de campanha.

A vitória de Kast representa uma guinada política no Chile, sendo a primeira eleição de um candidato da extrema-direita desde o retorno da democracia no país, após o fim da ditadura militar de Augusto Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990. O resultado do segundo turno consolidou a mudança de comando após anos de governos liderados por forças políticas de centro-esquerda e esquerda.

José Antonio Kast é advogado e tem 59 anos. Ele assumirá a Presidência da República do Chile no dia 11 de março de 2026, com mandato previsto até 11 de março de 2030. Durante esse período, será responsável pela condução do governo em um contexto marcado por eventos ocorridos na década anterior, como o surto social, a pandemia e o processo de tentativa de mudança da Constituição, que não avançou conforme previsto.

A eleição presidencial chilena ocorreu em dois turnos, conforme estabelecido pela legislação eleitoral do país. No primeiro turno, nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos, o que levou à realização da segunda etapa do pleito. No segundo turno, os eleitores escolheram entre os dois candidatos mais votados.

A apuração dos votos avançou rapidamente ao longo do dia da eleição. Com a divulgação dos resultados parciais, a vantagem de José Antonio Kast foi se consolidando até alcançar o percentual final informado pelas autoridades eleitorais. A imprensa local acompanhou a totalização e divulgou os números à medida que as urnas eram apuradas.

A candidata Jeannette Jara, ao reconhecer a derrota, encerrou sua participação no processo eleitoral após a confirmação do resultado. Ela disputou o segundo turno como representante da continuidade do governo de Gabriel Boric, presidente que encerra seu mandato antes da posse do novo chefe do Executivo.

Com a confirmação do resultado, o Chile inicia o processo de transição de governo até a posse do presidente eleito. A data de início do novo mandato está prevista para março de 2026, conforme o calendário institucional do país.

Fotos: RS/Fotos Públicas

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Carla Zambelli renuncia ao mandato após decisão do STF sobre cassação

Carla Zambelli renuncia ao mandato após decisão do STF sobre cassação

Câmara dos Deputados confirma renúncia e suplente deve tomar posse nesta segunda-feira

A Câmara dos Deputados informou neste domingo (14) que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) apresentou renúncia ao mandato parlamentar. A comunicação foi encaminhada formalmente à Mesa Diretora da Casa, conforme divulgado em nota oficial.

Com a renúncia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve dar posse ao suplente da parlamentar, Adilson Barroso (PL-SP), em sessão prevista para esta segunda-feira (15). A convocação do suplente ocorre de acordo com o regimento interno da Casa Legislativa, após a formalização da vacância do cargo.

A renúncia de Carla Zambelli ocorre dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a cassação imediata do mandato da deputada. Na sexta-feira (12), a Primeira Turma da Corte decidiu, por unanimidade, manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a perda do mandato parlamentar.

A decisão do STF anulou a votação realizada pela Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação da parlamentar. O entendimento do Supremo foi de que a deliberação da Casa Legislativa contrariou o que está previsto na Constituição Federal em casos de condenação criminal com trânsito em julgado.

Na última quarta-feira (10), o plenário da Câmara dos Deputados havia decidido manter o mandato de Carla Zambelli. A votação terminou com 227 votos favoráveis à manutenção do mandato e 110 votos contrários. Para que a cassação fosse aprovada, seriam necessários pelo menos 257 votos favoráveis.

Após o resultado da votação, o ministro Alexandre de Moraes decidiu anular a resolução da Câmara que oficializou o resultado. Segundo o ministro, a decisão do Legislativo extrapolou sua competência constitucional ao deliberar sobre a manutenção do mandato de uma parlamentar condenada por decisão definitiva do Judiciário.

No entendimento expresso por Alexandre de Moraes, a Constituição estabelece que cabe exclusivamente ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado criminalmente com decisão transitada em julgado. À Câmara dos Deputados, segundo o ministro, compete apenas declarar a perda do mandato, sem a necessidade de votação política sobre o tema.

O caso de Carla Zambelli tem origem em condenação proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 2023. Na ocasião, a deputada foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão transitou em julgado, o que motivou os desdobramentos judiciais e legislativos posteriores.

Em julho deste ano, Carla Zambelli foi presa em Roma, na Itália. A prisão ocorreu no contexto do cumprimento de um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. A parlamentar estava fora do Brasil no momento da determinação judicial.

De acordo com as informações divulgadas, Zambelli deixou o território brasileiro após a condenação e buscou asilo político na Itália. A deputada possui dupla cidadania, o que permitiu sua permanência no país europeu enquanto o processo de extradição era analisado pelas autoridades locais.

A prisão em Roma ocorreu durante o andamento do processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro. A solicitação foi encaminhada às autoridades italianas após a emissão do mandado de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.

A decisão final sobre o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro será analisada pela Justiça italiana em audiência marcada para a próxima quinta-feira (18). A audiência será responsável por avaliar os elementos apresentados pelas autoridades brasileiras e pela defesa da parlamentar.

Até a realização da audiência, o processo de extradição permanece em tramitação no sistema judicial italiano, conforme os procedimentos legais vigentes no país. As informações sobre o caso seguem sendo acompanhadas pelas autoridades brasileiras e italianas.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Um Presente de Natal: Governo do RN esclarece limites financeiros do Programa Câmara Cascudo após cancelamento de espetáculo

Um Presente de Natal: Governo do RN esclarece limites financeiros do Programa Câmara Cascudo após cancelamento de espetáculo

Estado afirma que número de projetos aprovados em 2025 superou capacidade de renúncia fiscal disponível

O Governo do Rio Grande do Norte divulgou, nesta sexta-feira (12), uma nota de esclarecimento sobre o funcionamento do Programa Estadual de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo, após o cancelamento da edição 2025 do espetáculo “Um Presente de Natal”. No comunicado oficial, o Executivo estadual não cita diretamente o evento, mas informa que a quantidade de projetos aprovados tecnicamente ultrapassou a capacidade financeira de renúncia fiscal prevista para o programa neste ano.

Segundo a nota assinada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o volume total autorizado para incentivo cultural em 2025 excedeu o limite financeiro disponível. “Em 2025, o número de projetos aprovados superou a capacidade de renúncia fiscal disponível. Ou seja, embora muitas propostas tenham sido aprovadas tecnicamente, o total autorizado ultrapassou o limite financeiro previsto”, diz o texto divulgado pelo Governo.

O esclarecimento ocorre em meio à repercussão do cancelamento do tradicional auto natalino “Um Presente de Natal”, que estava programado para iniciar as apresentações na próxima sexta-feira (19). O espetáculo era realizado há 28 anos no estado e utilizava recursos viabilizados por meio da Lei Câmara Cascudo.

Governo afirma que 2025 registrou maior volume de incentivos da história do programa

Ainda de acordo com a nota oficial, o Governo do RN informou que, somente em 2025, foram incentivados R$ 45,44 milhões, distribuídos entre 279 projetos culturais aprovados pelo Programa Câmara Cascudo. O Executivo estadual aponta o valor como o maior já registrado desde a criação do mecanismo de incentivo fiscal.

Para efeito de comparação, o Governo destacou que, em 2019, o montante destinado ao programa foi de R$ 3,8 milhões. Conforme o texto divulgado, o aumento no volume de recursos ao longo dos últimos anos permitiu ampliar o acesso aos incentivos culturais e descentralizar os investimentos no estado.

O comunicado afirma que a evolução dos valores incentivados demonstra o direcionamento da política pública voltada ao setor cultural, com ampliação do alcance dos projetos aprovados por meio do programa estadual.

Mudança na gestão do programa e revisão de projetos anteriores

Na nota, o Governo do RN também detalhou alterações administrativas relacionadas à gestão do Programa Câmara Cascudo. Até este ano, o programa era administrado pela Fundação José Augusto (FJA). A partir de junho de 2025, a condução do processo passou a ser responsabilidade direta da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Controladoria Geral do Estado (Control) e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Segundo o Executivo, essa mudança deu início a um processo de transição, diagnóstico e modernização dos procedimentos do programa. O objetivo informado foi ampliar a transparência e aprimorar os fluxos administrativos relacionados à análise e aprovação de projetos culturais.

Ainda conforme o texto oficial, a nova gestão passou a realizar a análise de mais de 800 projetos apresentados nos últimos anos, como parte do processo de revisão e atualização das informações relacionadas ao funcionamento do programa de incentivo cultural.

Ajustes previstos para a edição 2026 do Programa Câmara Cascudo

Como resposta às críticas recebidas após o cancelamento do espetáculo natalino, o Governo do RN informou que a edição de 2026 do Programa Câmara Cascudo passará por ajustes nos critérios de publicação. De acordo com a nota, a intenção é alinhar o número de projetos aprovados à capacidade real de renúncia fiscal disponível.

“Para evitar novas distorções entre aprovações e capacidade de investimento, a edição 2026 do Programa Câmara Cascudo será publicada com novos limites, ajustados à renúncia fiscal disponível”, afirma o comunicado divulgado pela Secretaria de Cultura.

A medida, segundo o Governo, busca adequar o volume de autorizações concedidas ao limite financeiro previsto, evitando situações em que projetos aprovados tecnicamente não consigam viabilizar os recursos por falta de capacidade fiscal.

Cancelamento de ‘Um Presente de Natal’ gerou repercussão no estado

A nota do Governo do Rio Grande do Norte foi divulgada após a repercussão do cancelamento do espetáculo “Um Presente de Natal”, considerado um dos eventos culturais mais tradicionais do calendário potiguar. Realizado há 28 anos, o auto natalino tinha apresentações previstas para este mês de dezembro.

Em posicionamento público, a organização do espetáculo classificou o cancelamento como um “golpe severo” para a cultura do estado. O evento utilizava recursos provenientes do Programa Câmara Cascudo, mecanismo de incentivo fiscal voltado ao financiamento de projetos culturais no Rio Grande do Norte.

Foto: Brunno Martins/Arquivo/Divulgação

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STF mantém anulação de votação da Câmara que preservou mandato de Carla Zambelli

STF mantém anulação de votação da Câmara que preservou mandato de Carla Zambelli

Primeira Turma confirma decisão de Alexandre de Moraes e determina posse de suplente em até 48 horas

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou a votação da Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A deliberação do colegiado referendou a liminar concedida pelo relator na quinta-feira (11).

A votação teve início às 11h desta sexta-feira e foi encerrada por volta das 16h, com o voto da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou integralmente o entendimento do relator. O placar final foi de 4 votos a 0. Também votaram pela manutenção da decisão os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e o próprio Alexandre de Moraes.

Com a decisão do STF, fica mantida a anulação da resolução da Câmara dos Deputados que havia oficializado o resultado da votação realizada na última quarta-feira (10), quando os parlamentares decidiram pela manutenção do mandato de Zambelli.

Entendimento do STF sobre perda de mandato parlamentar

Ao proferir a decisão, Alexandre de Moraes considerou que a deliberação da Câmara dos Deputados afrontou a Constituição Federal. Segundo o ministro, cabe exclusivamente ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar quando houver condenação criminal com trânsito em julgado.

No entendimento do relator, o papel da Câmara dos Deputados, nesses casos, limita-se a declarar a perda do mandato, sem margem para deliberação política. Moraes destacou que a Constituição não atribui ao Legislativo a competência para rever ou sustar os efeitos de uma condenação definitiva imposta pelo Supremo Tribunal Federal.

A posição do ministro foi acompanhada integralmente pelos demais integrantes da Primeira Turma, que confirmaram a anulação da decisão legislativa.

Câmara havia rejeitado cassação por falta de votos

Na votação realizada pela Câmara dos Deputados, o plenário decidiu manter o mandato de Carla Zambelli por 227 votos a favor e 110 votos contra a cassação. Para que a perda do mandato fosse aprovada, eram necessários 257 votos, número que não foi alcançado.

Após o resultado, a Mesa Diretora da Câmara publicou uma resolução oficializando a decisão do plenário. Essa resolução foi posteriormente anulada por Alexandre de Moraes, sob o argumento de que a Casa Legislativa extrapolou suas atribuições constitucionais.

Posse do suplente deverá ocorrer em até 48 horas

Com a confirmação da decisão pelo STF, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá dar posse ao suplente da deputada, Adilson Barroso (PL-SP), no prazo de até 48 horas.

A determinação decorre do entendimento consolidado pelo Supremo de que a perda do mandato ocorre automaticamente após a decisão judicial definitiva, não dependendo de nova votação pelo Legislativo.

Condenações de Carla Zambelli no STF

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. De acordo com as investigações, a parlamentar foi apontada como autora intelectual da ação criminosa.

Segundo a apuração conduzida pela Polícia Federal, o ataque ao sistema foi executado pelo hacker Walter Delgatti, que confirmou ter agido a mando da deputada. O objetivo da invasão teria sido a emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.

Delgatti também foi condenado no processo e prestou depoimentos confirmando a participação da parlamentar nos fatos investigados.

Prisão na Itália e pedido de extradição

Em julho deste ano, Carla Zambelli foi presa em Roma, na Itália, onde tentava evitar o cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal. A deputada deixou o Brasil após a condenação, alegando buscar asilo político.

Zambelli possui dupla cidadania, brasileira e italiana, fator que influenciou sua permanência no país europeu após a saída do território nacional.

Após a fuga, o governo brasileiro formalizou pedido de extradição da parlamentar. A solicitação foi oficializada pelo STF no dia 11 de junho e, posteriormente, encaminhada pelo Itamaraty às autoridades italianas.

A decisão sobre a extradição será tomada pela Justiça italiana durante audiência marcada para a próxima quinta-feira (18).

Nova condenação por porte ilegal de arma

Além da condenação relacionada à invasão do sistema do CNJ, Carla Zambelli foi condenada novamente pelo Supremo Tribunal Federal, em agosto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

O caso refere-se ao episódio ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo. As imagens do ocorrido foram amplamente divulgadas e integraram o conjunto de provas analisado pelo STF.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Dr. Bernardo lidera citações espontâneas em pesquisa Consult para deputado estadual no RN

Dr. Bernardo lidera citações espontâneas em pesquisa Consult para deputado estadual no RN

Levantamento Consult/Tribuna do Norte aponta parlamentar como o mais lembrado entre os eleitores potiguares

O deputado estadual Dr. Bernardo (PSDB) foi o nome mais citado espontaneamente pelos eleitores na disputa para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, segundo a pesquisa Consult/Tribuna do Norte, divulgada nesta sexta-feira (12). De acordo com o levantamento, o parlamentar obteve 1,35% das menções espontâneas, liderando a lista dos nomes lembrados pelos entrevistados.

A pesquisa avaliou a lembrança espontânea do eleitorado potiguar, ou seja, quando os entrevistados citam nomes sem a apresentação prévia de uma lista de candidatos. Nesse recorte, Dr. Bernardo aparece à frente dos demais parlamentares mencionados.

O levantamento também revelou que 70,65% dos entrevistados afirmaram não saber ou não responderam em quem pretendem votar para deputado estadual, indicando um cenário de alto índice de indecisão entre os eleitores no momento da coleta dos dados.

Pesquisa destaca cenário de indecisão do eleitorado

De acordo com os números apresentados pela Consult, a maioria dos eleitores ainda não definiu preferência para a eleição proporcional à Assembleia Legislativa. Dentro desse contexto, a lembrança espontânea registrada por Dr. Bernardo aparece entre os dados divulgados pelo instituto.

A pesquisa foi encomendada pela Tribuna do Norte e ouviu eleitores em diferentes regiões do estado, conforme metodologia do instituto. O percentual de 1,35% refere-se exclusivamente às citações espontâneas feitas pelos entrevistados quando questionados sobre a disputa para deputado estadual.

O instituto não divulgou, nesse recorte, projeções de votos válidos nem simulações com lista estimulada, concentrando o resultado na memória espontânea do eleitorado.

Deputado comenta resultado da pesquisa

Após a divulgação do levantamento, o deputado estadual Dr. Bernardo comentou os números apresentados pela pesquisa Consult/Tribuna do Norte. Em declaração, o parlamentar agradeceu aos eleitores que citaram seu nome e relacionou o resultado ao trabalho desenvolvido ao longo do mandato.

“Agradeço de coração a cada potiguar que lembrou do nosso nome nessa pesquisa. Isso não é apenas um número: é um reconhecimento do nosso esforço diário por um Rio Grande do Norte mais justo, com saúde, infraestrutura e políticas públicas que cheguem a quem mais precisa. Seguiremos trabalhando com humildade, transparência e compromisso com a população”, afirmou o deputado.

A declaração foi feita após a divulgação oficial dos dados pelo instituto responsável pelo levantamento.

Atuação parlamentar citada pelo deputado

Nos últimos meses, Dr. Bernardo tem apresentado e acompanhado pautas relacionadas a diferentes áreas da atuação legislativa na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Entre os temas citados estão ações voltadas à saúde pública e à assistência social, especialmente em municípios do interior do estado.

De acordo com o parlamentar, sua atuação incluiu cobranças e articulações que resultaram na nomeação de novos médicos peritos para a região Oeste do Rio Grande do Norte, com foco no atendimento à população que depende de serviços públicos.

Na área de políticas de valorização social e memória institucional, Dr. Bernardo também foi autor de projetos voltados ao reconhecimento de categorias e datas comemorativas, como a proposta que instituiu o Dia Estadual da Defesa Civil no calendário oficial do estado.

Infraestrutura e demandas regionais

Outro ponto destacado pelo parlamentar refere-se à atuação na área de infraestrutura rodoviária. Dr. Bernardo tem participado de articulações e debates relacionados à duplicação da BR-406, no trecho entre Natal e Ceará-Mirim, demanda que envolve mobilidade, logística e segurança viária.

Segundo o deputado, o tema tem sido tratado em audiências, reuniões e articulações com órgãos responsáveis, além de diálogos com lideranças municipais da região.

Além das pautas estaduais, o parlamentar mantém atuação voltada às demandas municipais. Conforme informado, Dr. Bernardo tem realizado visitas frequentes a cidades de diferentes regiões do Rio Grande do Norte, com o objetivo de ouvir representantes locais, lideranças comunitárias e moradores sobre prioridades e necessidades regionais.

Resultado insere Dr. Bernardo entre nomes lembrados para a Assembleia

Com o resultado da pesquisa Consult/Tribuna do Norte, Dr. Bernardo aparece como o deputado estadual mais citado espontaneamente entre os eleitores entrevistados. O dado foi divulgado em um cenário marcado por elevado percentual de indecisão do eleitorado quanto à escolha para a Assembleia Legislativa.

A pesquisa integra uma série de levantamentos realizados pelo instituto Consult sobre o cenário político do Rio Grande do Norte e foi divulgada nesta sexta-feira (12), com recortes específicos sobre disputas proporcionais no estado.

Foto: Eduardo Maia/ALRN

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Artistas cobram pagamento de cachês atrasados da Prefeitura de Natal

Artistas cobram pagamento de cachês atrasados da Prefeitura de Natal

Categoria afirma que há pendências referentes a eventos realizados em 2023 e 2024; Produtores relatam que dívidas atingem centenas de trabalhadores do setor cultural

Artistas e produtores culturais afirmam que a Prefeitura de Natal está em atraso com o pagamento de cachês referentes a apresentações e eventos realizados no ano passado na capital potiguar. Integrantes da categoria que ainda não receberam decidiram organizar um protesto para cobrar os valores devidos pelo Poder Executivo municipal.

A imprensa local tentou contato com a Fundação Capitania das Artes (Funcarte) e com a Prefeitura de Natal para obter uma posição sobre a situação, mas não houve resposta até a atualização mais recente desta reportagem.

Segundo os artistas e produtores, os atrasos envolvem diferentes eventos promovidos pela administração municipal e repasses destinados a ações culturais financiadas pelo Município. As pendências, de acordo com os relatos, afetam tanto artistas quanto trabalhadores envolvidos na execução das atividades.

Produtores informaram que, entre 2024 e 2025, festivais culturais realizados com financiamento municipal não tiveram pagamento efetuado. O grupo afirma que aproximadamente 300 pessoas teriam sido impactadas pelos atrasos, incluindo profissionais contratados para serviços de apoio, como transporte, sonorização e iluminação.

A categoria relata que, ao procurar informações junto à Prefeitura, recebe respostas indicando a existência de uma fila de pagamentos. Segundo os relatos, não há previsão para quitação das pendências. Os artistas afirmam ainda que foram informados de que dívidas de eventos realizados em 2023 e durante o Carnaval de 2024 ainda constariam nessa fila, sem transparência quanto à ordem de pagamento.

Outra queixa apresentada pelos produtores culturais é a realização de novos eventos pela Prefeitura, com contratação de artistas nacionais, antes da regularização dos pagamentos devidos aos profissionais locais que participaram de festivais e projetos no município. Segundo o grupo, a execução dos trabalhos envolveu gastos com ensaios, deslocamento e preparação técnica, sem que os valores contratados tenham sido repassados.

Produtores relatam ainda que festivais gastronômicos realizados no centro histórico de Natal, como no Beco da Lama, também fazem parte da lista de eventos que continuam sem pagamento. Os responsáveis afirmam que os contratos firmados com o Município não foram cumpridos dentro do prazo previsto.

Diante da continuidade dos atrasos, artistas e produtores culturais organizaram um grupo para buscar apoio institucional. A categoria procurou o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) para acionar a Justiça sobre o impasse e pedir providências quanto às pendências financeiras dos contratos firmados com o Município.

Além disso, os profissionais preparam novos protestos para este fim de ano, como forma de pressionar pela regularização dos repasses relacionados a eventos culturais realizados em Natal.

Os artistas afirmam que aguardam um posicionamento oficial da Prefeitura e da Funcarte sobre as pendências e a previsão de pagamento dos cachês atrasados.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Vereadores aprovam novo empréstimo de R$ 660 milhões pela prefeitura de Natal

Vereadores aprovam novo empréstimo de R$ 660 milhões pela prefeitura de Natal

Autorização soma mais de R$ 1 bilhão em operações de crédito aprovadas em 2025; Projeto segue para sanção do prefeito Paulinho Freire após segunda votação

A Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta quinta-feira (11), em regime de urgência, o projeto de lei que autoriza a Prefeitura de Natal a contratar um empréstimo de até R$ 660 milhões junto ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A proposta foi analisada em duas sessões: a primeira votação ocorreu na terça-feira (9), e a segunda, que ratificou o texto, nesta quinta. O projeto segue agora para sanção do prefeito Paulinho Freire (União).

Com a nova autorização, o Executivo municipal soma mais de R$ 1 bilhão em operações de crédito aprovadas ao longo de 2025. Outras propostas de financiamento já haviam sido apreciadas e liberadas pela Casa Legislativa anteriormente.

O projeto aprovado permite que o Município realize operações de crédito com recursos provenientes do FGTS, até o limite de R$ 660 milhões. Segundo vereadores da base governista, o montante será direcionado principalmente para obras estruturais e setores considerados prioritários pela gestão municipal.

Durante a sessão, o vereador Irapoã Nóbrega (Republicanos) afirmou que o empréstimo será utilizado em áreas como infraestrutura, mobilidade, transporte e acessibilidade. De acordo com ele, o objetivo é garantir condições para a execução de intervenções que, além de atenderem demandas locais, ampliem a capacidade do Município de acessar programas federais destinados a investimentos urbanos.

A prefeitura argumenta que o crédito permitirá participação em iniciativas como Pró-Cidade, Pró-Moradia, Pró-Transporte e Saneamento para Todos, além de ações vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo os parlamentares da base aliada, esses programas exigem contrapartida do Município e a autorização aprovada possibilita a obtenção dos recursos.

Na Câmara, aliados do prefeito destacaram a necessidade de obras de drenagem em regiões específicas da cidade, incluindo áreas da Zona Oeste e da Zona Norte. Entre os locais mencionados estão os bairros Planalto e Lagoa Azul, que, segundo os vereadores, dependem de intervenções que necessitam de volume de recursos superior ao disponível no orçamento municipal.

A aprovação do projeto, porém, não foi unânime. Os vereadores Samanda Alves (PT) e Daniel Valença (PT) votaram contra a medida. Para Samanda, faltou diálogo entre a gestão e os parlamentares sobre a destinação detalhada do valor a ser contratado. A vereadora declarou que reconhece a importância dos municípios terem acesso a operações de crédito, mas defendeu maior transparência sobre o planejamento das ações.

Ela afirmou que a Câmara deveria ter sido informada sobre a forma como o empréstimo seria executado e sobre o cronograma de investimentos. Segundo Samanda, o projeto apresenta apenas seis artigos e, na avaliação dela, não especifica com clareza os detalhes da utilização dos recursos. A parlamentar declarou que considera essencial que a Casa exerça sua função de fiscalização, avaliando previamente as operações de crédito enviadas pelo Executivo.

A base governista reforçou o apoio ao projeto, defendendo que a operação possui juros considerados baixos e oferece prazo de pagamento de 30 anos, além de cinco anos de carência para o início da amortização. Para os vereadores que votaram a favor, essas condições contribuem para viabilizar a realização de obras esperadas pelo Município.

Com a aprovação nas duas votações, o texto segue para análise e eventual sanção do prefeito Paulinho Freire, etapa final para que a autorização se transforme em lei municipal.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Carlos Bolsonaro divulga vídeo do pai soluçando antes da prisão

Carlos Bolsonaro divulga vídeo do pai soluçando antes da prisão

Filho afirma que sintomas seriam consequências da facada de 2018 e “quadro que só piora”

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou na manhã desta sexta-feira (12) um vídeo que mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) soluçando enquanto dorme. Nas imagens, Bolsonaro aparece deitado, usando fone de ouvido e segurando um tablet. Segundo o vereador, o conteúdo foi gravado antes da prisão e retrata uma situação que, segundo ele, considerou necessária de ser exposta.

Carlos Bolsonaro afirmou que inicialmente não pretendia tornar o vídeo público, mas declarou que decidiu divulgar as imagens por considerar que a situação mostrava uma “realidade impossível de ignorar”. Ele atribuiu os sintomas registrados no vídeo a consequências da facada que o ex-presidente sofreu em 2018 e citou que, segundo ele, os episódios fazem parte de um quadro que estaria se agravando.

O vereador afirmou ainda que a situação exibida no vídeo representaria um prenúncio de uma tragédia. De acordo com ele, Bolsonaro necessitaria de cuidados contínuos e passaria por episódios considerados mais sérios que os mostrados nas imagens. Ele mencionou que esses episódios representariam risco para a vida do ex-presidente, segundo declarou em publicação na rede social X.

A defesa de Jair Bolsonaro informou na última terça-feira (9) que houve piora em seu estado de saúde. Advogados afirmaram que o ex-presidente precisaria realizar uma cirurgia de hérnia inguinal, associada a crises recorrentes de soluços. Segundo a defesa, o procedimento demandaria entre cinco e sete dias de internação em um hospital particular de Brasília.

Os advogados também solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que Bolsonaro fosse transferido para prisão domiciliar. Eles argumentam que o ambiente prisional não seria compatível com a condição de saúde do ex-presidente. A defesa afirmou que esse tipo de medida é previsto para situações nas quais a manutenção da prisão em regime fechado pode colocar em risco a integridade física da pessoa presa por motivos médicos.

Na quinta-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro passe por perícia médica em até 15 dias. O objetivo é confirmar a necessidade da cirurgia solicitada pela defesa. Na decisão, Moraes mencionou que Bolsonaro foi submetido a exames antes de ser preso, em 22 de novembro, e que, naquele momento, não havia indicação de urgência cirúrgica. O ministro afirmou também que disponibilizou atendimento médico integral durante o período em que Bolsonaro permanece sob custódia.

Moraes citou ainda que, desde o início da prisão, não houve registros de situações médicas emergenciais relacionadas ao ex-presidente. O ministro reforçou que a perícia deverá avaliar o quadro atual e indicar se existe necessidade imediata do procedimento solicitado pelos advogados.

Jair Bolsonaro está preso desde o fim de novembro, quando passou a cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. A condenação foi decorrente da acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado após ser derrotado nas eleições de 2022. Desde então, a defesa tem apresentado pedidos relacionados à situação de saúde do ex-presidente.

O vídeo divulgado por Carlos Bolsonaro reacendeu discussões sobre o atual estado clínico do ex-presidente e motivou novas manifestações de sua defesa. A divulgação das imagens ocorreu em meio ao debate sobre a necessidade de cirurgia e ao pedido mais recente de prisão domiciliar apresentado ao Supremo Tribunal Federal.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Cassação de Carla Zambelli é determinada por Moraes após anular decisão da Câmara

Cassação de Carla Zambelli é determinada por Moraes após anular decisão da Câmara

Ministro afirma que decisão da Câmara é nula por inconstitucionalidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira (11) a decisão da Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O magistrado determinou a perda imediata do mandato e ordenou que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê posse ao suplente no prazo máximo de 48 horas.

De acordo com Moraes, a votação da Câmara ocorreu de forma incompatível com a Constituição Federal. O ministro classificou o ato como nulo por “evidente inconstitucionalidade” e apontou que a rejeição da cassação representou desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade. Para ele, a deliberação também configurou desvio de finalidade, uma vez que houve afronta ao dispositivo constitucional que prevê a perda de mandato de parlamentar condenado criminalmente.

A decisão do STF foi emitida no âmbito do processo de execução penal de Carla Zambelli, que atualmente está presa na Itália. A deputada foi condenada em duas ações penais julgadas pelo Supremo. Em um dos processos, referente à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), recebeu pena de dez anos de prisão. No outro, envolvendo o episódio em que perseguiu um homem portando uma arma, foi condenada a cinco anos e três meses de prisão.

No despacho, Alexandre de Moraes destacou que cabe ao Judiciário decretar a perda de mandato parlamentar após condenação criminal com trânsito em julgado. Segundo o ministro, a função da Mesa Diretora da Câmara limita-se a declarar a perda do mandato, como um ato administrativo obrigatório e vinculado. O texto afirma que o Legislativo não tem margem de deliberação nesses casos.

O ministro também citou precedentes para sustentar sua decisão. Entre eles, mencionou os casos das condenações do ex-senador Ivo Cassol e do ex-deputado Paulo Maluf, ambos relacionados à perda de mandato após decisões criminais definitivas. Moraes ainda recordou julgamentos do processo do Mensalão, destacando que, em 2012, o STF entendeu ser possível a perda automática do mandato parlamentar quando houver condenação criminal, devido à suspensão dos direitos políticos decorrente da sentença.

Ao anular a rejeição da cassação, Moraes reforçou que a decisão da Câmara contrariou o entendimento consolidado pelo Judiciário. O ministro apontou que a Constituição determina a suspensão de direitos políticos de condenados criminalmente e que, a partir desse efeito, o mandato parlamentar se torna incompatível com a manutenção no cargo.

A determinação de Moraes exige que o suplente de Carla Zambelli seja empossado em até 48 horas. A decisão também deve ser comunicada imediatamente à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

A anulação ocorre em meio ao cumprimento da pena imposta à deputada. Como Zambelli está presa no exterior, o processo de execução penal continua tramitando no Supremo. O ministro avaliou que a decisão da Câmara desrespeitou o caráter vinculante previsto para casos de condenação criminal definitiva.

Com o novo despacho, a cassação passa a ser formalizada sem necessidade de nova votação entre os parlamentares, seguindo a interpretação do Supremo para situações semelhantes registradas em decisões anteriores. A medida determina que o Legislativo apenas execute os efeitos da sentença criminal, sem possibilidade de alteração do resultado definido pelo Judiciário.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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PF realiza buscas contra assessora de Arthur Lira por suspeitas envolvendo emendas parlamentares

PF realiza buscas contra assessora de Arthur Lira por suspeitas envolvendo emendas parlamentares

Mandados autorizados pelo STF apuram possíveis desvios relacionados a emendas parlamentares

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira, 12, contra uma assessora do ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL). As ações têm como alvo a apuração de suspeitas de desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. A investigada é Mariângela Fialek, que atuou como assessora técnica da Presidência da Câmara durante a gestão de Lira e é considerada responsável pela articulação de emendas.

De acordo com informações da Câmara dos Deputados, Mariângela está atualmente lotada na liderança do PP. As buscas ocorreram em Brasília, incluindo o gabinete de trabalho da servidora na Casa Legislativa. A PF informou que dois mandados foram cumpridos na capital federal.

A Operação Transparência foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação formal da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e concordou com a execução das ordens judiciais.

A investigação teve início a partir de um depoimento prestado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). Durante o relato à PF, ele mencionou suspeitas de manipulação do chamado orçamento secreto, atribuindo responsabilidade ao deputado Arthur Lira. Outro parlamentar ouvido pela Polícia Federal foi José Rocha (União-BA), ex-presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.

O deputado Arthur Lira foi procurado para comentar a operação, assim como a assessora investigada. Até o momento, não foram divulgadas manifestações de ambas as partes.

Os crimes apurados pela Polícia Federal incluem peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. As diligências integram o avanço das investigações sobre a destinação e execução de emendas parlamentares, tema que tem sido objeto de análises e questionamentos no Congresso Nacional e no âmbito judicial.

A PF segue analisando documentos e materiais apreendidos nos locais vistoriados para avançar na apuração dos fatos investigados. A ação ocorre no contexto de investigações relacionadas à aplicação de recursos públicos distribuídos por meio de emendas e às possíveis irregularidades envolvendo servidores e parlamentares.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Prefeitura do Natal abre processo seletivo com 274 vagas para professores

Prefeitura do Natal abre processo seletivo com 274 vagas para professores

Edital prevê carga horária de 30 horas e remuneração de R$ 3.650,82; Inscrições iniciaram nesta segunda-feira e seguem até 12 de dezembro

Prefeitura do Natal abre processo seletivo com 274 vagas temporárias para professores da rede municipal

A Prefeitura do Natal publicou um processo seletivo com 274 vagas destinadas à contratação temporária de professores para atuação na rede municipal de ensino. O edital foi divulgado em edição extra do Diário Oficial do Município (DOM) da última sexta-feira (5) e contempla vagas para ocupação imediata e formação de cadastro de reserva.

As inscrições começam nesta segunda-feira (8) e seguem abertas até as 11h59 do dia 12 de dezembro de 2025. Os candidatos devem realizar o procedimento por meio do link disponibilizado pela Secretaria Municipal de Educação (SME) na página da Prefeitura. A taxa de inscrição estabelecida no edital é de R$ 30,00.

Todas as orientações referentes ao processo estão disponíveis no edital nº 02/2025, organizado pela Comissão Permanente de Concurso da Secretaria Municipal de Educação (COMPEC-SME). O documento reúne informações sobre habilitação exigida, remuneração, critérios de seleção e especificidades para cada função.

Os profissionais aprovados estarão sujeitos à jornada semanal de 30 horas e receberão remuneração mensal de R$ 3.650,82. Conforme o edital, os docentes poderão ser lotados em qualquer unidade de ensino da rede municipal distribuída nas quatro regiões administrativas da cidade. As convocações serão realizadas pela SME conforme necessidade e vigência do certame.

Das 274 vagas ofertadas, 190 são destinadas a professores pedagogos para atuação na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. O edital também prevê vagas para disciplinas específicas, todas em formato de cadastro de reserva. A distribuição é a seguinte:

  • Professores de Pedagogia – 190 vagas
  • Artes Dança – 5 vagas
  • Artes Música – 5 vagas
  • Artes Teatro – 5 vagas
  • Artes Visuais – 5 vagas
  • Educação Física – 15 vagas
  • Ensino Religioso – 5 vagas
  • Geografia – 5 vagas
  • História – 5 vagas
  • Inglês – 4 vagas
  • Língua Portuguesa – 10 vagas
  • Matemática – 15 vagas
  • Ciências da Natureza – 5 vagas

As vagas estão vinculadas às necessidades da rede municipal e poderão ser preenchidas ao longo da vigência do processo seletivo, conforme critérios definidos pela Secretaria Municipal de Educação.

Processo de seleção

O processo seletivo será composto por análise curricular, com caráter eliminatório e classificatório. Serão considerados aspectos descritos no edital, que detalha os critérios de pontuação e os documentos necessários para comprovação.

A validade do certame será de dois anos, contados a partir da data de homologação. O edital prevê a possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, de acordo com necessidade da administração municipal.

Resultados e homologação

Os resultados parciais e o resultado final serão divulgados no Diário Oficial do Município e no site da Prefeitura do Natal, seguindo a ordem de classificação dos candidatos aprovados. Após a publicação da lista definitiva no DOM, o processo seletivo será homologado pela Secretaria Municipal de Educação.

A partir da homologação, a SME ficará responsável por convocar os candidatos conforme as demandas das unidades escolares e a vigência da seleção, observando as regras estabelecidas no edital nº 02/2025.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Natal / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Prefeito de Mossoró acusa Governo do RN de atraso em repasses; governo cobra dívida da Prefeitura com a Caern

Prefeito de Mossoró acusa Governo do RN de atraso em repasses; governo cobra dívida da Prefeitura com a Caern

Prefeito cita R$ 10,8 milhões referentes a ICMS, Fundeb, IPVA e multas

Prefeito de Mossoró acusa Governo do RN de atraso em R$ 10,8 milhões em repasses

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (8) que o Governo do Rio Grande do Norte atrasou repasses obrigatórios ao município no valor total de R$ 10,8 milhões. A declaração foi feita por meio das redes sociais.

Segundo o prefeito, os recursos em questão são referentes a Fundeb, ICMS, IPVA e Renainf (multas de trânsito), com registros de pendências nas duas últimas semanas. Ele classificou o caso como um bloqueio de valores que, de acordo com ele, deveriam ter sido transferidos automaticamente à Prefeitura.

Valores apontados pelo município

Allyson Bezerra detalhou os montantes que, segundo ele, não foram repassados pelo Governo do Estado:

  • R$ 3,752 milhões referentes ao ICMS;
  • R$ 2,242 milhões relativos ao Fundeb;
  • R$ 1,193 milhão do IPVA;
  • R$ 3,649 milhões provenientes do Renainf.

O prefeito afirmou que os recursos são obrigatórios e pertencem ao município.
“Não é recurso extra, não é recurso estadual, não é recurso de nenhum tipo de convênio. É recurso que deveria ter entrado na conta do município de Mossoró e o Governo do Estado fez um bloqueio desse recurso e deixou de repassar”, declarou.

Governo do RN responde e anuncia pagamento nesta semana

Após a publicação do prefeito, o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, também se posicionou nas redes sociais. Ele informou que os repasses de ICMS e Fundeb destinados a todos os municípios do Rio Grande do Norte serão efetuados até quarta-feira (10).

O secretário não comentou, no comunicado, os valores referentes ao IPVA e ao Renainf mencionados por Allyson Bezerra. Ele afirmou apenas que os pagamentos previstos serão realizados no prazo informado.

Governo cobra dívida da Prefeitura com a Caern

Na mesma publicação, o secretário Carlos Eduardo Xavier também mencionou uma dívida da Prefeitura de Mossoró com a Caern. Segundo ele, o município deve mais de R$ 50 milhões à companhia estadual de água e esgoto.

“Agora, eu queria saber se até quarta-feira o prefeito de Mossoró vai pagar os mais de R$ 50 milhões que a Prefeitura deve à Caern. Prefeito, economiza mais um pouquinho de papel, de combustível, para ver se consegue botar a conta d’água em dia”, afirmou o secretário.

Divergência seguirá em análise

A discussão entre gestão municipal e estadual ocorre em meio ao cronograma de repasses regulares aos municípios e às atribuições do Tesouro Estadual. Os valores mencionados envolvem tributos que compõem receitas fundamentais para a manutenção de serviços públicos.

O caso segue em debate entre Prefeitura de Mossoró e Governo do RN, que deverá concluir os pagamentos anunciados até o meio da semana.

Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM) / Allan Phablo (SECOM/PMM)

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Câmara de Natal aprova projeto que autoriza empréstimo de R$ 660 milhões por parte da prefeitura

Câmara de Natal aprova projeto que autoriza empréstimo de R$ 660 milhões por parte da prefeitura

Proposta segue para votação no plenário após aprovação em regime de urgência; Projeto autoriza financiamentos com recursos do FGTS para programas federais

Câmara de Natal aprova projeto que autoriza operações de crédito de até R$ 660 milhões

As Comissões de Legislação, Justiça e Redação Final e de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização da Câmara Municipal de Natal aprovaram, nesta segunda-feira (8), o Projeto de Lei Complementar nº 20/2025, apresentado pelo Poder Executivo. A votação ocorreu em regime de urgência, e a matéria segue agora para análise e deliberação no plenário.

Segundo o texto do projeto, o Município fica autorizado a contratar operações de crédito de até R$ 660 milhões, utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As operações podem ser firmadas dentro dos programas Pró-Cidade, Pró-Moradia, Pró-Transporte e Saneamento para Todos, além de viabilizar financiamentos vinculados a propostas aprovadas no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal.

Planos de investimento apresentados pelo Poder Executivo

De acordo com a justificativa enviada pelo Executivo, a autorização para a contratação de crédito integra um plano de investimentos voltado para demandas de infraestrutura urbana, social e econômica da capital. Entre os objetivos mencionados estão:

  • enfrentar déficits na mobilidade urbana;
  • reduzir carências em drenagem urbana;
  • melhorar estruturas nas zonas Norte e Oeste;
  • ampliar ações ligadas ao turismo;
  • fortalecer a capacidade habitacional e produtiva de Natal.

O Executivo afirma que os recursos podem atender projetos considerados estratégicos para solucionar problemas acumulados ao longo dos anos na capital.

Relator destaca condições das linhas de financiamento

O vereador Kleber Fernandes (Republicanos), relator do projeto nas comissões, informou que as linhas de crédito previstas oferecem condições específicas para contratação pelo Município.

“O município terá acesso a juros bem menores que os de mercado, carência de cinco anos e prazo total de até 30 anos. Essas obras tendem a gerar retorno financeiro e vão incrementar as receitas de Natal”, explicou o parlamentar durante a reunião conjunta.

Alterações na LDO para o Orçamento de 2026 também foram aprovadas

Na mesma reunião, as comissões aprovaram outro projeto apresentado pelo Executivo, desta vez com foco na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta a elaboração do Orçamento Geral do Município para 2026.

O relator na Comissão de Finanças, vereador Leo Souza (Republicanos), explicou que o objetivo é ajustar a legislação vigente às normas constitucionais, legais e complementares.

“Esse projeto visa apenas adequar dispositivos da LDO, as normas constitucionais, legais, complementares que estão vigentes, bem como aprimorar a organização orçamentária e financeira do município para garantir maior eficiência, segurança jurídica, coerência técnica e inclusive o andamento do processo de planejamento público”, afirmou o vereador.

Próximos passos

Com a aprovação nas comissões, o PL Complementar nº 20/2025 e o projeto de atualização da LDO serão encaminhados para deliberação no plenário da Câmara Municipal de Natal, onde poderão ser aprovados, alterados ou rejeitados pelos vereadores.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Jean Paul Prates confirma filiação ao PDT para as eleições de 2026

Jean Paul Prates confirma filiação ao PDT para as eleições de 2026

Presidente nacional do PDT confirma filiação durante reunião do diretório; Ato de filiação em Natal está marcado para o dia 12 de dezembro

Jean Paul Prates confirma filiação ao PDT visando as eleições de 2026

O ex-senador do Rio Grande do Norte e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, irá se filiar ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) para disputar as eleições de 2026. A confirmação foi feita pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, durante reunião do diretório nacional realizada no sábado (6).

Jean Paul havia deixado o Partido dos Trabalhadores (PT) no fim de novembro, após 12 anos de filiação. Em carta encaminhada à direção do PT, ele afirmou que a saída ocorreu após diálogo direto com a governadora Fátima Bezerra, quando reafirmou sua disposição de participar da chapa majoritária ao Senado em 2026, em posição que ainda será definida.

O ato de filiação está marcado para esta sexta-feira (12), em Natal. Além do PDT, Jean Paul também recebeu convites do Partido Verde (PV) e do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) antes de confirmar a escolha pela nova sigla.

Trajetória política de Jean Paul Prates

Jean Paul iniciou sua atuação eleitoral nas eleições de 2014, quando foi eleito primeiro suplente de Fátima Bezerra, então vencedora da disputa para o Senado para o mandato de 2015 a 2023. Em janeiro de 2019, ele assumiu a vaga no Senado após Fátima deixar o cargo para assumir o Governo do Rio Grande do Norte.

Em 2020, o PT oficializou seu nome como candidato à Prefeitura do Natal. No pleito, Jean Paul recebeu 49.494 votos, correspondendo a 14,38% dos votos válidos, ficando em segundo lugar na disputa vencida pelo então prefeito Álvaro Dias.

Comando da Petrobras e saída da estatal

Após compor a equipe de transição do governo federal na área de energia, Jean Paul foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a presidência da Petrobras em 2023. Seu nome foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração da empresa, o que o levou a renunciar ao mandato de senador. O suplente Theodorico Netto assumiu a vaga.

Jean Paul deixou a presidência da estatal em maio de 2024, após decisão de Lula. Segundo ele, a saída ocorreu em meio a desgaste político interno. Em sua carta de desfiliação do PT, Jean Paul afirmou que sua demissão foi marcada por “ruídos internos e desinformação plantada”, além de mencionar que as discussões sobre os planos políticos do PT no RN para 2026 reforçaram a percepção de que seu espaço de contribuição na legenda havia diminuído.

Outras funções públicas

Além de sua atuação no Senado e na Petrobras, Jean Paul Prates foi secretário de Energia e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Norte entre 2008 e 2010, durante a gestão da então governadora Wilma de Faria.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Indicação de Flávio Bolsonaro para 2026 gera resistência entre partidos e governadores

Indicação de Flávio Bolsonaro para 2026 gera resistência entre partidos e governadores

Siglas do Centrão e partidos de direita divergem sobre o nome apoiado por Jair Bolsonaro

A indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como herdeiro político de Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República em 2026 desencadeou reações entre partidos e governadores do campo conservador. Mesmo preso após condenação por tentativa de golpe, o ex-presidente mantém influência entre aliados, mas sua escolha provocou divergências internas e antecipou disputas por espaço na formação do bloco que buscará enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Partidos do Centrão e siglas alinhadas à direita demonstram resistência ao nome de Flávio. Dirigentes têm avaliado que a indicação pode dificultar a unificação do grupo e contribuir para uma fragmentação eleitoral. União Brasil e PSD já sinalizaram que devem atuar de forma independente na construção de projetos para a sucessão presidencial. As duas legendas trabalham para projetar lideranças próprias, como os governadores Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Jr. (PSD-PR).

As movimentações reforçam que a disputa por protagonismo entre partidos do campo conservador se intensificará nos próximos meses. A avaliação corrente em setores dessas siglas é que a escolha de Flávio Bolsonaro pelo ex-presidente altera a dinâmica interna e abre espaço para que concorrentes busquem consolidar alternativas de candidatura.

Ao mesmo tempo, governadores diretamente ligados ao bolsonarismo manifestaram apoio imediato ao nome de Flávio. Ratinho Jr. (PR), Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC) e Tarcísio de Freitas (SP), além dos chefes dos Executivos de Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais, declararam alinhamento ao anúncio feito pelo ex-presidente. No PL, a orientação é fortalecer o senador como candidato para evitar divisão e construir uma plataforma competitiva no início da campanha.

A posição desses governadores indica que parte da base bolsonarista pretende organizar a defesa do nome escolhido e limitar a dispersão entre aliados. A articulação busca garantir estrutura política, apoio regional e visibilidade ao senador ao longo do processo pré-eleitoral.

O movimento contrário, porém, já está estabelecido. União Brasil e PSD mantêm articulações próprias e projetam uma estratégia paralela que não se subordina à indicação feita por Bolsonaro. A postura das duas siglas reforça a avaliação de que a disputa presidencial de 2026 contará com mais de um nome representando diferentes segmentos da direita e do centro-direita.

Analistas políticos avaliam que a ausência de consenso em torno de Flávio Bolsonaro sinaliza uma disputa interna que tende a se tornar mais intensa à medida que se aproxima a fase de definição das candidaturas. A falta de unidade no campo conservador aparece como um fator que pode influenciar os primeiros movimentos da corrida presidencial, ainda sem formatação consolidada.

O cenário atual mostra que há dois vetores principais em curso: de um lado, governadores e setores da direita alinhados ao bolsonarismo atuam para sustentar o senador indicado pelo ex-presidente; de outro, partidos que compõem o blocos conservador e de centro-direita buscam autonomizar seus projetos e fortalecer alternativas externas ao PL.

As divergências expostas nos últimos dias evidenciam que a formação do campo conservador para 2026 ocorrerá em ambiente de competição e desconfiança entre lideranças. A definição antecipada de Flávio Bolsonaro como herdeiro político do ex-presidente instalou um processo de reposicionamento interno que envolve governadores, partidos e lideranças regionais.

O resultado dessas movimentações deverá orientar a construção dos palanques estaduais e a distribuição de apoios nos próximos meses. Com diferentes grupos reivindicando protagonismo, a disputa pela liderança dentro do segmento conservador avança antes mesmo da formalização das candidaturas.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Governo Lula intensifica ações digitais e pressiona Congresso sobre segurança e escala 6×1

Governo Lula intensifica ações digitais e pressiona Congresso sobre segurança e escala 6×1

Secom reforça campanhas institucionais enquanto Planalto amplia pressão por mudanças no Congresso

A comunicação institucional do governo Lula tem adotado um tom mais político nas redes sociais, utilizando perfis oficiais para defender pautas do Planalto, criticar ações de gestores estaduais, mobilizar trabalhadores e pressionar o Congresso. O movimento se intensificou nos últimos meses e gerou debates entre especialistas em direito público e comunicação institucional sobre os limites da atuação do governo nas plataformas digitais.

Um dos conteúdos que mais repercutiram foi o vídeo divulgado após a megaoperação policial no Rio de Janeiro. Na peça, o governo critica diretamente a ação da gestão Cláudio Castro e afirma que operações do tipo colocam “policiais, crianças e famílias inocentes em risco”. O vídeo defende que o combate ao crime deve ter “mais inteligência e menos sangue” e cita a PEC da Segurança Pública como alternativa. O material recebeu impulsionamento superior a R$ 1 milhão nas redes da Meta e acumulou mais de 70 milhões de visualizações no YouTube.

Especialistas apontam que o governo mistura conteúdos informativos — como ações de enfrentamento ao crime organizado — com posicionamentos políticos que não costumam compor a publicidade institucional tradicional. O advogado Edvaldo Barreto Jr. afirma que campanhas oficiais devem priorizar prestação de contas, o que nem sempre ocorre nas últimas peças divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A estratégia digital do governo também foi utilizada durante votações no Congresso. No dia da análise do projeto que zera o Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, a conta oficial do governo publicou alerta para um possível “risco” à medida caso deputados retirassem a compensação relacionada à taxação de super-ricos. O post incentivava usuários a mobilizar redes sociais e pressionar parlamentares. A Secom afirma que não há irregularidades na prática e que as manifestações representam posições institucionais, sem promoção de autoridades, personalização política ou pedido de voto.

Paralelamente, o Planalto elevou publicamente a defesa pela extinção da escala 6×1, tema que avança de forma lenta no Congresso. A pauta ganhou centralidade nas últimas semanas, com manifestações do presidente Lula e da ministra Gleisi Hoffmann, além do ministro Guilherme Boulos. As falas criticam o relatório do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que reduz a carga horária semanal, mas mantém o regime 6×1. Segundo o governo, houve surpresa com o texto, e a intenção é retomar a discussão no Parlamento.

O projeto original, apresentado pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP), propõe alterar a Constituição para estabelecer jornada máxima de 36 horas semanais e descanso de três dias. O relatório não chegou a ser votado por falta de consenso, e parlamentares solicitaram vista. Mesmo sem avanço formal, integrantes do governo passaram a defender publicamente que o tema permaneça na agenda prioritária.

Gleisi Hoffmann argumenta que “reduzir horas não resolve” e que o foco deve ser o sistema de folgas. Boulos defende uma jornada máxima de 40 horas semanais e limite de cinco dias trabalhados com dois dias de descanso. O governo reforçou o assunto em coletiva realizada no Palácio do Planalto.

Nas redes sociais, a comunicação do governo incorporou a defesa do fim da escala 6×1 como bandeira popular. Vídeos, peças informativas, memes e conteúdos com forte apelo foram utilizados para mobilizar trabalhadores e pressionar parlamentares. Um dos posts afirma que o regime atual faz com que trabalhadores brasileiros atuem “208 horas a mais por ano” e que 2025 pode marcar a mudança com o fim do 6×1.

Levantamento da Nexus indica que 65% da população apoia mudanças no modelo de folgas. O dado tem sido usado por integrantes do governo como argumento para manter o tema em evidência.

A combinação entre defesa de pautas econômicas, críticas a operações policiais e mobilização por mudanças trabalhistas marca a fase mais recente da estratégia digital instituída pelo governo. A atuação envolve impulsionamento de conteúdos, publicações com tom político e orientações diretas aos seguidores sobre votações e propostas que tramitam no Congresso.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Senado pauta PEC do Marco Temporal antes de julgamento no STF

Senado pauta PEC do Marco Temporal antes de julgamento no STF

Votação ocorre em meio a tensões entre Congresso e Supremo sobre demarcações de terras indígenas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu na pauta desta terça-feira (9) a votação da PEC do Marco Temporal para as terras indígenas. A análise ocorre um dia antes do julgamento do tema no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

A movimentação reforça o clima de tensão entre o Congresso Nacional e o STF, agravado após decisão liminar do ministro Gilmar Mendes que dificultou a abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte. Mendes é o relator do caso do Marco Temporal no Supremo e, no ano passado, criou uma comissão para buscar um texto de consenso sobre a legislação referente ao tema.

O debate ganhou força após articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária, que defendeu em 2023 um projeto de lei estabelecendo que as demarcações de terras indígenas se limitem às áreas ocupadas por povos originários até a promulgação da Constituição, em outubro de 1988. A proposta foi aprovada pela Câmara e pelo Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o texto, mas os parlamentares derrubaram o veto.
Em setembro daquele ano, o STF declarou a tese do marco temporal inconstitucional.

A PEC em votação no Senado pretende inserir o marco temporal na Constituição. A proposta é de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR) e estava parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Nesta semana, após a decisão de Gilmar Mendes sobre a Lei do Impeachment, Alcolumbre cobrou “reciprocidade efetiva” do Supremo e afirmou esperar “respeito do Judiciário ao Poder Legislativo, suas prerrogativas constitucionais e a legitimidade das decisões do Parlamento”.

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Roque de Sá/Agência Senado / Jane de Araújo/Agência Senado

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Allyson critica aliados de Rogério Marinho e declara que não precisa de apoio na capital: “Nem preciso do apoio de Natal para vencer”

Allyson critica aliados de Rogério Marinho e declara que não precisa de apoio na capital: “Nem preciso do apoio de Natal para vencer”

Afirmação de que lidera pesquisas sem apoio em Natal gerou repercussões políticas; Fala do prefeito ocorre em meio à pré-campanha para o Governo do Estado

O cenário político do Rio Grande do Norte voltou ao centro das discussões após uma declaração do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao Governo do Estado. Durante uma fala direcionada a aliados do senador Rogério Marinho e ao próprio parlamentar, Allyson afirmou que segue à frente de todas as pesquisas eleitorais mesmo sem apoio político em Natal. A declaração gerou repercussão no meio político, especialmente pela forma como foi direcionada aos grupos que compõem o campo conservador no Estado.

Segundo a fala divulgada pelo Blog do Xerife, o prefeito de Mossoró destacou que não depende de qualquer articulação na capital potiguar para manter sua posição nas sondagens de intenção de voto. Ele afirmou que, mesmo sem apoio de lideranças natalenses, continua liderando os levantamentos divulgados até agora. O posicionamento chamou atenção por ter sido feito em um momento em que pré-candidatos já iniciam movimentos para ampliar alianças regionais.

A declaração também veio acompanhada de críticas a aliados de Rogério Marinho. O prefeito citou diretamente grupos políticos ligados ao senador e mencionou o próprio parlamentar, indicando divergências internas no campo político ao qual ambos pertencem. As falas foram interpretadas como um recado aos setores que tradicionalmente influenciam as articulações eleitorais na capital.

O ponto central da repercussão está na afirmação de Allyson de que não precisa de apoio político em Natal para vencer a disputa pelo Governo do RN. Embora o prefeito de Mossoró não tenha detalhado quais pesquisas utilizou como referência, reiterou que sua posição nelas se mantém estável mesmo sem respaldo das principais lideranças da capital.

A fala ocorre em um cenário no qual pré-candidatos iniciam articulações para consolidar bases de apoio nos maiores colégios eleitorais do Estado. Natal e Mossoró, consideradas estratégicas, tradicionalmente participam de construções políticas que definem composições partidárias e alianças. A postura adotada pelo prefeito contrasta com movimentos comuns em períodos pré-eleitorais, nos quais postulantes buscam ampliar participação em diferentes regiões.

O episódio provocou reações entre lideranças políticas e analistas, que observaram o momento em que a fala ocorreu. Embora não tenha sido direcionada a um evento específico, a declaração reflete divergências internas e disputas por espaço na formação de palanques no Rio Grande do Norte. A crítica direcionada a aliados de Rogério Marinho foi interpretada como sinal de distanciamento entre segmentos que poderiam compor um mesmo grupo político.

A declaração também passou a ser compartilhada em redes sociais e em grupos de discussão que acompanham a movimentação pré-eleitoral.

Foto: Wilson Moreno/Secom/PMM

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Filhos de Jair Bolsonaro contestam tratamento dado ao ex-presidente e comparam prisão com a de Lula em 2018

Filhos de Jair Bolsonaro contestam tratamento dado ao ex-presidente e comparam prisão com a de Lula em 2018

Familiares alegam diferenças em visitas, estrutura da cela e acesso à saúde; inspeção autorizada pelo STF integra o contexto

Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a comparar publicamente o tratamento recebido pelo pai com as condições estabelecidas para Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve detido em 2018. Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro utilizaram as redes sociais para afirmar que as medidas impostas pela Polícia Federal ao ex-mandatário seriam mais rígidas do que as determinadas ao atual presidente quando cumpriu ordem judicial da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Em uma das publicações, Eduardo Bolsonaro mencionou que Lula tinha acesso ao hospital Albert Einstein enquanto, segundo ele, Jair Bolsonaro dependeria do atendimento do Samu. No mesmo texto, o deputado afirmou que haveria intenção de “humilhar e exterminar”, expressão utilizada por ele ao comentar a situação do pai. Carlos Bolsonaro também fez críticas às regras de visitação, afirmando que a família teria enfrentado dias sem informações sobre a condição de saúde do ex-presidente. Ele mencionou ainda que Lula recebeu mais de 500 visitas no período em que permaneceu sob custódia da Polícia Federal em Curitiba.

Os filhos do ex-presidente também questionam supostas diferenças na estrutura da cela e defendem que Jair Bolsonaro tenha direito à prisão domiciliar. Apesar das alegações, tanto Lula quanto Bolsonaro foram detidos em unidades da Polícia Federal, condição vinculada ao cargo que exerceram e às circunstâncias dos respectivos processos. No caso de Lula, a custódia ocorreu em Curitiba porque o processo tramitava na Justiça Federal do Paraná. Jair Bolsonaro cumpre ordem do Supremo Tribunal Federal, sediado em Brasília, motivo pelo qual está detido na Superintendência da PF no Distrito Federal.

A corporação aplica normas internas previstas em portarias, que definem padrões para a estrutura das celas, regras de visitas e procedimentos gerais. Em ambos os casos, as limitações seguem protocolos institucionais da Polícia Federal. As divergências entre as situações estão relacionadas ao local de custódia e ao órgão responsável por conduzir cada processo judicial.

As comparações feitas pelos filhos do ex-presidente têm repercutido nas redes sociais e motivado manifestações de apoiadores e parlamentares. O tema também gerou pedidos formais de inspeção nas dependências onde Bolsonaro se encontra detido.

STF autoriza inspeção na cela de Jair Bolsonaro por integrante da Comissão de Segurança Pública

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o deputado Paulo Bilynskyj — ou outro integrante indicado por ele da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados — realize uma inspeção na cela onde Jair Bolsonaro está detido, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A autorização foi concedida após pedido formal do parlamentar, que preside a comissão. A visita foi marcada para a próxima quinta-feira (11), das 9h às 11h, em conformidade com as normas da Polícia Federal. Moraes determinou que é proibido portar celular, fotografar ou gravar vídeos durante a inspeção, estabelecendo que a entrada deve seguir exclusivamente os critérios operacionais da PF.

Essa será a primeira autorização concedida pelo ministro a um visitante que não integra o círculo familiar do ex-presidente. Até o momento, Bolsonaro recebeu apenas a esposa, Michelle Bolsonaro, e seus filhos.

As regras de visitação seguem a Portaria SR/PF/DF nº 1104, publicada em março de 2024. O documento define que Bolsonaro pode receber visitas às terças e quintas-feiras, entre 9h e 11h, com duração máxima de 30 minutos por visitante. São permitidos dois visitantes por data, que devem entrar separadamente.

Médicos e advogados cadastrados no processo mantêm acesso liberado, sem necessidade de autorização prévia do STF, desde que cumpram as diretrizes internas da Superintendência da Polícia Federal.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Família Bolsonaro declara apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para 2026

Família Bolsonaro declara apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para 2026

Após uma semana de conflitos internos, integrantes da família manifestam apoio ao senador, mencionado por Jair Bolsonaro como nome do grupo para a disputa presidencial.

A família Bolsonaro encerrou a semana em torno do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após ele anunciar, nesta sexta-feira (5), que recebeu do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a missão de dar continuidade ao projeto político do grupo. A declaração foi feita nas redes sociais, sem detalhar qual cargo pretende disputar em 2026, mas gerou manifestações públicas de apoio dos familiares.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, publicou mensagem afirmando ter recebido “com profunda admiração, alegria e imenso orgulho” a notícia relacionada ao irmão. Eduardo declarou que parte do eleitorado desejava Jair Bolsonaro como candidato, mas alegou que decisões judiciais impediram essa possibilidade. Segundo ele, Flávio poderia impedir o PT de avançar politicamente em um novo ciclo eleitoral. Eduardo pediu união entre aliados e apoiadores.

Em sua publicação, o parlamentar afirmou: “Faço um apelo a todos que amam a liberdade e os valores que moldaram nossa civilização: deixemos nossas diferenças para trás. Não é hora de disputas menores. É hora de proteger aquilo que nenhum povo pode perder”. A mensagem foi direcionada a grupos da direita que já se movimentam para lançar pré-candidaturas ao Planalto, como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, frequentemente mencionado como potencial sucessor de Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro era um dos nomes cogitados para ocupar espaço no bloco político, mas passou a ser alvo do Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas articulações com autoridades norte-americanas em defesa de sanções contra o Brasil. O deputado é réu por coação no curso do processo, crime relacionado ao uso de violência ou grave ameaça para favorecer interesses em ações judiciais, administrativas ou policiais. Caso seja condenado, pode ser preso ao retornar ao país.

Antes de divulgar seu próprio posicionamento, Eduardo compartilhou uma mensagem do comunicador Paulo Figueiredo, que atua como seu assessor nos Estados Unidos. Figueiredo escreveu que a candidatura de Flávio Bolsonaro deveria mobilizar apoio amplo entre os simpatizantes do grupo político, afirmando que a disputa seria difícil, mas estratégica para os próximos anos.

Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo, também fez publicações durante a semana. Inicialmente, criticou conflitos internos na direita e discussões sobre sucessão neste momento político. Ela questionou a mobilização por nomes para 2026 e disse que outras ações deveriam ter prioridade. Posteriormente, após o anúncio feito por Flávio, compartilhou a nota oficial e manifestou apoio ao cunhado, pedindo orações pela família do senador.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro levou algumas horas para se posicionar, mas publicou a nota oficial do PL e desejou êxito ao senador. Na mensagem, declarou: “Que Deus te abençoe, @flaviobolsonaro, nesta missão pelo nosso amado Brasil. Que o Senhor te dê sabedoria, força e graça em cada passo, e que a mão d’Ele conduza o teu caminho para o bem da nossa nação”.

Na próxima terça-feira, Flávio e Michelle devem visitar Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal em horários distintos, entre 9h e 11h.

Semana marcada por divergências

As manifestações de apoio ocorreram após uma semana marcada por tensões dentro da família. O estopim foi uma crítica de Michelle Bolsonaro a uma articulação do PL do Ceará, comandado pelo deputado André Fernandes, relacionada ao apoio ao ex-presidenciável Ciro Gomes na disputa estadual. Os filhos do ex-presidente defenderam Fernandes, afirmando que a movimentação tinha aval de Jair Bolsonaro. Flávio classificou a crítica de Michelle como inadequada. Após encontro com o pai na segunda-feira, o senador pediu desculpas à ex-primeira-dama.

No dia seguinte, o PL realizou uma reunião emergencial para reduzir os atritos, e o acordo com Ciro foi suspenso por tempo indeterminado. A suspensão foi interpretada por parte dos envolvidos como um recuo que atendeu a demandas de Michelle Bolsonaro.

A crise ocorreu poucos dias depois de uma reunião fechada do grupo político, realizada em 24 de novembro, voltada ao alinhamento de discursos em defesa de Jair Bolsonaro, que havia sido preso preventivamente. Na ocasião, Michelle pediu que divergências fossem tratadas internamente. As discussões, porém, foram expostas publicamente na semana seguinte.

Nesse cenário, Flávio Bolsonaro passou a ser considerado porta-voz do pai, sobretudo pela proximidade e pelo mandato parlamentar. Eduardo permanece fora do país, e Carlos Bolsonaro atua no Rio de Janeiro, o que limita sua participação em agendas em Brasília. A posição atribuída a Flávio contrasta com declarações recentes de Eduardo, que afirmou que qualquer pessoa da família próxima ao ex-presidente possui condições de representá-lo enquanto durar a prisão preventiva.

Foto: RS/Fotos Públicas / Rovena Rosa/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Com ironia, Boulos comenta anúncio de Flávio Bolsonaro para 2026: "Só não vai desmaiar no debate"

Com ironia, Boulos comenta anúncio de Flávio Bolsonaro para 2026: “Só não vai desmaiar no debate”

Ministro cita derrota de Jair Bolsonaro em 2022 e afirma que governo espera repetir o resultado contra o filho.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, comentou nas redes sociais o anúncio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República em 2026. A fala ocorreu após o senador confirmar que recebeu do pai a missão de representar o bolsonarismo na eleição nacional.

Ao se manifestar, Boulos ironizou o anúncio. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou Jair Bolsonaro na eleição de 2022 e que o governo pretende alcançar o mesmo resultado contra o filho na próxima disputa. O ministro também retomou um episódio envolvendo Flávio durante a campanha municipal de 2016, quando o senador passou mal durante um debate da TV Band no Rio de Janeiro. “Só não vai desmaiar no debate, @FlavioBolsonaro”, escreveu.

O caso citado ganhou repercussão à época. Flávio Bolsonaro era candidato à prefeitura do Rio quando desmaiou enquanto respondia a uma pergunta. Ele foi amparado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB), que posteriormente se afastou após declarações de Jair Bolsonaro afirmando que “comunista não tocaria” em seu filho. A equipe de Flávio atribuiu o mal-estar a uma intoxicação alimentar.

A manifestação de Boulos ocorre no mesmo dia em que o senador confirmou publicamente ter sido escolhido pelo ex-presidente para liderar o projeto político da família na disputa pelo Planalto. Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que assume a tarefa com “grande responsabilidade” e que pretende dar continuidade ao “projeto de nação” iniciado por Jair Bolsonaro, que está preso desde setembro na sede da Polícia Federal em Brasília.

A escolha de Flávio representa a primeira vez em que Jair Bolsonaro indica de forma explícita um membro da própria família para sucedê-lo politicamente. Até então, o grupo mantinha indefinição sobre quem ocuparia o espaço da direita alinhada ao bolsonarismo na eleição presidencial. O anúncio também ocorre em meio às recentes movimentações de partidos e lideranças que já iniciam articulações para 2026.

No PL, a expectativa é que Flávio Bolsonaro assuma uma atuação nacional para tentar reunir aliados e manter mobilizada a base eleitoral tradicional do pai. O senador deve participar de agendas interestaduais e encontros com dirigentes regionais. A estratégia envolve buscar apoio de nomes que tradicionalmente dialogam com o campo político em que o bolsonarismo está inserido.

Entre as lideranças que já manifestaram apoio ao senador estão os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. Ambos integram grupos políticos que mantiveram proximidade com o ex-presidente nos últimos anos e são considerados peças importantes na organização das alianças para 2026.

O anúncio da pré-candidatura ocorre enquanto Jair Bolsonaro permanece detido em Brasília. Desde a prisão preventiva, o ex-presidente limita sua comunicação a visitas autorizadas e interações controladas. Flávio tem desempenhado papel central na interlocução com aliados e com a direção do PL, o que contribuiu para sua escolha como representante na disputa presidencial.

A reação de Boulos acrescenta um novo elemento ao debate em torno da pré-candidatura. O ministro integra o governo Lula e direcionou sua fala a um dos principais nomes da oposição para 2026. A disputa eleitoral, contudo, permanece em fase inicial, e demais lideranças políticas ainda articulam apoios e estratégias para o próximo ciclo eleitoral.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Flávio Bolsonaro confirma indicação do ex-presidente para disputar a Presidência em 2026

Flávio Bolsonaro confirma indicação do ex-presidente para disputar a Presidência em 2026

Senador afirma que Jair Bolsonaro o escolheu como candidato do grupo político

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta sexta-feira (5) que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), confirmou que ele será o candidato à Presidência da República pelo grupo político em 2026. A declaração foi feita por meio de publicação no X. “É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu o senador.

Antes de divulgar publicamente a informação, Flávio comunicou a direção do Partido Liberal e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador e o governador conversaram nesta semana sobre o tema. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou ter conhecimento da articulação. “Flávio me disse que o nosso capitão ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos”, afirmou Valdemar.

Na publicação em que confirmou a indicação do ex-presidente, Flávio Bolsonaro declarou que o País vive dias difíceis e que não pretende assistir a esse cenário sem se manifestar. Ele afirmou ainda que não ficará parado diante do que classificou como risco à democracia. Jair Bolsonaro está preso desde 25 de novembro na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Flávio acrescentou que assume a missão concedida pelo pai “diante de Deus e diante do Brasil” e afirmou que seguirá conduzindo seus próximos passos conforme sua declaração pública.

Visitas autorizadas e reuniões políticas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou visitas periódicas ao ex-presidente, especialmente de familiares. Flávio esteve com Jair Bolsonaro na terça-feira, mas não mencionou naquela ocasião qualquer conversa sobre candidatura presidencial.

Dirigentes do PL afirmam que veem a informação com reserva e avaliam que o anúncio pode funcionar como um teste para medir a reação ao nome de Flávio Bolsonaro em nível nacional. Para alguns, a decisão final deve ser tomada posteriormente.

Uma pessoa próxima à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que ela rejeita a escolha de Flávio e que o ex-presidente não teria tomado tal decisão sem consultá-la. A fonte também questionou o fato de Bolsonaro não ter comunicado a Michelle, mas ter conversado com outras pessoas sobre o assunto, especialmente após acontecimentos recentes envolvendo a família.

Divergências internas no PL e crise familiar

A divulgação ocorre dias após um desentendimento entre Michelle Bolsonaro e os filhos Flávio, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). A crise começou após Michelle criticar a articulação do PL cearense, liderado pelo deputado André Fernandes, para apoiar o ex-presidenciável Ciro Gomes em disputa interna no Estado.

Os três filhos do ex-presidente defenderam Fernandes e afirmaram que a articulação tinha aval de Jair Bolsonaro. Flávio classificou a postura de Michelle como inadequada. Após visita ao pai, o senador disse ter pedido desculpas à ex-primeira-dama.

No dia seguinte ao episódio, o PL realizou uma reunião emergencial para tratar da situação. O apoio a Ciro Gomes foi suspenso por tempo indeterminado, o que foi interpretado por alguns integrantes como recuo parcial do grupo de Flávio, Eduardo e Carlos.

A crise ocorreu uma semana depois de reunião interna do bolsonarismo, realizada em 24 de novembro, para alinhar discurso em defesa do ex-presidente, preso preventivamente. No encontro, Michelle pediu que divergências não fossem expostas publicamente e defendeu maior unidade dentro do grupo. A discussão foi seguida pela divulgação das divergências que se tornaram públicas em Fortaleza.

Flávio Bolsonaro assume papel de porta-voz

Com Eduardo nos Estados Unidos e Carlos no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro tem ocupado posição de porta-voz do pai. Ele mantém mandato parlamentar, visibilidade e acesso autorizado à Superintendência da Polícia Federal para visitas, o que lhe permite comunicar informações de forma direta.

Eduardo Bolsonaro declarou que, durante o período de prisão de Jair Bolsonaro, haverá incertezas sobre quem fala oficialmente por ele. Segundo o deputado, Flávio, Carlos e Michelle mantêm proximidade com o ex-presidente e seguem com acesso autorizado.

Foto: Beto Barata/PL / Edilson Rodrigues/Agência Senado

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MPF aciona Justiça para suspender leis sobre uso da Via Costeira de Natal

MPF aciona Justiça para suspender leis sobre uso da Via Costeira de Natal

Ação civil pública contesta leis municipais e estaduais e pede plano de gestão ambiental para a Via Costeira

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública para garantir a proteção das áreas de preservação permanente da Via Costeira de Natal e do ecossistema presente na região. O objetivo é impedir que alterações recentes em legislações municipais e estaduais permitam ocupações que possam comprometer a integridade ambiental do local. A ação também solicita a elaboração e implementação de um Plano de Proteção e Gestão Ambiental da Via Costeira de Natal.

A ação foi proposta contra o Município de Natal, a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema/RN). O MPF contesta legislações que, segundo o órgão, contrariam normas federais como o Código Florestal e a Lei da Mata Atlântica, além de licenças emitidas sem respaldo ambiental adequado.

Os procuradores da República Camões Boaventura e Victor Mariz afirmam que intervenções na Via Costeira devem ser avaliadas sob aspectos ecológicos, sociais, culturais e econômicos. Para eles, leis que reduziram a proteção de áreas de preservação permanente devem ser suspensas e posteriormente declaradas nulas.

O MPF aponta ilegalidades em atos normativos que tratam de temas fora da competência municipal ou estadual, que divergem de legislações federais e que tramitaram sem cumprir exigências legais. Entre as normas contestadas estão trechos do Plano Diretor de Natal (Lei Complementar nº 208/2022), da Lei Municipal nº 7.801/2024, da Lei Estadual nº 12.079/2025 e da Instrução Normativa Municipal nº 002/2025-GS/Semurb. O órgão também menciona mudanças propostas no Projeto de Lei nº 662/2025.

A Lei nº 7.801/2024, aprovada em regime de urgência, alterou regras para construções em Áreas Especiais de Interesse Turístico e Paisagístico, permitindo intervenções em terrenos considerados de preservação permanente. Esses espaços, segundo o MPF, deveriam permanecer sem edificações por sua função ambiental.

A Via Costeira possui mais de 1,3 milhão de metros quadrados e cerca de 9 km entre as praias de Ponta Negra e Areia Preta. Apesar da presença de hotéis e empreendimentos turísticos, a região ainda contém áreas sem edificações. Laudos do MPF e de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) identificam que o local é formado por ecossistemas de restinga e dunas, responsáveis por controle de erosão, infiltração de água da chuva e suporte à fauna e flora.

Os estudos indicam que a ocupação intensiva pode intensificar processos erosivos, com risco de danos irreversíveis. A situação da praia de Ponta Negra, onde foi executada uma obra de engorda ao custo de mais de R$ 110 milhões, é citada como referência. O Estudo de Impacto Ambiental desse projeto aponta avanço da erosão em direção à Via Costeira.

A proximidade com o Parque das Dunas, maior reserva de Mata Atlântica sobre dunas do país, também é mencionada. O MPF afirma que alterações no uso do solo podem gerar impactos no parque. Além disso, a região faz limite com os bairros de Areia Preta e Praia do Meio, considerados suscetíveis a erosão e movimentos de massa.

O MPF reforça que eventos climáticos extremos e elevação do nível do mar devem ser considerados na legislação que define parâmetros de ocupação. O órgão afirma que a demora na suspensão das normas pode resultar em prejuízos ambientais e financeiros, incluindo pressão imobiliária crescente e custos futuros com obras de contenção.

A investigação foi iniciada após representação enviada por mais de 20 organizações da sociedade civil. Em 2024, o MPF e o Ministério Público do RN recomendaram a suspensão de novas autorizações de construção na área, sem sucesso. A Prefeitura de Natal publicou, em outubro, uma instrução normativa flexibilizando ainda mais regras de licenciamento.

A ação pede a suspensão de trechos de leis e de licenças concedidas desde o Plano Diretor de 2022, exceto as que comprovem conformidade com o Código Florestal. O MPF também requer a proibição de novas licenças que violem áreas de preservação e a criação do plano de proteção ambiental da Via Costeira. O processo tramita sob o número 0040934-67.2025.4.05.8400.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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RN registra queda nas exportações e importações em novembro

RN registra queda nas exportações e importações em novembro

Estado soma US$ 82,8 milhões exportados e registra redução anual de 53,7%; Importações também caem e RN fecha novembro com superávit de US$ 37,7 milhões

Exportações do RN caem 53,7% em novembro, segundo dados da Comex Stat

O Rio Grande do Norte encerrou o mês de novembro com queda nas exportações e nas importações, conforme dados divulgados pela plataforma Comex Stat, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). As exportações potiguares somaram US$ 82,8 milhões, volume que representa redução de 53,7% na comparação com novembro do ano anterior.

As importações também registraram retração. Em novembro, o RN importou US$ 45,1 milhões, resultado 18,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024. Mesmo com a queda nas compras e vendas externas, o estado manteve superávit comercial, encerrando o mês com saldo positivo de US$ 37,7 milhões.

Com desempenho inferior ao do ano anterior, a participação do RN nas exportações brasileiras foi de 0,32%, posição que coloca o estado no 19º lugar do ranking nacional. Em relação às importações, a participação potiguar foi de 0,2%, o que corresponde à 20ª posição entre os estados que mais compram do exterior.

A soma das exportações e importações resultou em corrente de comércio de US$ 127,8 milhões em novembro, representando queda de 45,5% na comparação com o mesmo mês de 2024. A retração é verificada tanto nas transações de venda quanto nas operações de compra.

No acumulado de janeiro a novembro, o desempenho também é de queda. As exportações totalizam US$ 942,5 milhões em 2025, volume 10,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2024. Nas importações, a queda acumulada é de 24,5%, com US$ 402,3 milhões importados neste ano. Mesmo com as reduções, o saldo acumulado permanece positivo em US$ 540,2 milhões.

Exportações do RN para os EUA caem 73,5%

As exportações potiguares para os Estados Unidos tiveram queda de 73,5% em novembro, totalizando US$ 1,9 milhão. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o estado exportou US$ 5,2 milhões a menos para o mercado norte-americano.

A redução ocorre após a aplicação de uma sobretaxa de 50% determinada pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros. Apesar do recuo mensal, no acumulado do ano os resultados seguem positivos: o RN exportou US$ 84,3 milhões para os Estados Unidos, aumento de 62,3% e incremento de US$ 32,4 milhões na comparação com o acumulado de 2024.

Balança comercial brasileira tem pior novembro desde 2021

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou que o Brasil registrou o menor superávit para meses de novembro desde 2021. De acordo com o órgão, o resultado foi impactado pela alta nas importações e pela queda nas exportações de petróleo.

O superávit nacional de novembro foi de US$ 5,842 bilhões, queda de 13,4% em relação aos US$ 6,746 bilhões do mesmo mês de 2024. As exportações brasileiras somaram US$ 28,515 bilhões, alta de 2,4% na comparação anual. Já as importações totalizaram US$ 22,673 bilhões, aumento de 7,4%.

Os volumes de exportação e importação registrados em novembro foram os maiores da série histórica para o mês. No acumulado de janeiro a novembro, o superávit brasileiro totaliza US$ 57,839 bilhões, valor 16,8% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

As projeções do MDIC apontam superávit anual de US$ 60,9 bilhões, com exportações estimadas em US$ 344,9 bilhões e importações em US$ 284 bilhões. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, projeta resultado de US$ 62,85 bilhões para o superávit anual.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Gilmar Mendes rejeita pedido da AGU e mantém regras para impeachment no STF

Gilmar Mendes rejeita pedido da AGU e mantém regras para impeachment no STF

Ministro reafirma que só a PGR pode pedir impedimento de juízes do STF; Decisão impacta 66 processos e altera quórum no Senado

Gilmar Mendes rejeita pedido da AGU e mantém regras para impeachment de ministros do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de reconsideração apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a liminar que modificou regras para o processo de impeachment de ministros da Corte. O pedido havia sido protocolado horas após o ministro determinar que apenas o procurador-geral da República pode solicitar o impedimento de juízes do STF.

A liminar, emitida nesta quarta-feira (3), estabeleceu três pontos centrais: restringiu a legitimidade para propor pedidos de impeachment, elevou o quórum necessário no Senado para abertura do processo e determinou que o mérito de decisões judiciais não pode ser interpretado como crime de responsabilidade.

Após a decisão, a AGU enviou um parecer assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, defendendo que qualquer cidadão pode denunciar ministros por crime de responsabilidade, conforme previsão da Lei do Impeachment de 1950. O pedido buscava reconsiderar a liminar e restabelecer a possibilidade de participação popular no processo.

Na tarde desta quinta-feira (4), Gilmar Mendes rejeitou o pedido e afirmou que o recurso apresentado era “manifestamente incabível”. Para o ministro, o ordenamento jurídico brasileiro não prevê pedido de reconsideração nesses moldes. A decisão mantém as regras determinadas na liminar e afeta diretamente processos em andamento.

Gilmar Mendes é relator de duas ações que discutem a constitucionalidade da Lei do Impeachment. As ações foram movidas pelo partido Solidariedade e pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). O tema será analisado pelo plenário virtual do STF a partir do próximo dia 12 de dezembro.

Antes de conceder a liminar, o ministro solicitou informações ao Congresso Nacional, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à própria AGU. Na ocasião, a Advocacia-Geral da União apresentou manifestação apenas formal, sem discutir o mérito das ações.

A decisão do ministro pode resultar no arquivamento de 66 pedidos de impeachment contra ministros do STF que atualmente tramitam no Senado. O impacto da medida gerou reações entre autoridades do Legislativo. O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que a determinação contraria a legislação e viola a separação dos Poderes. Ele defendeu que o Parlamento deve manter suas prerrogativas em matéria de impeachment.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também criticou a liminar e destacou que conflitos institucionais afetam o país. Parlamentares afirmaram que o tema deve ser analisado com atenção pelo plenário do STF.

A mudança no quórum para avanço de pedidos de impeachment é um dos pontos mais discutidos. Antes da liminar, a abertura do processo exigia maioria simples entre os senadores, o que poderia ocorrer com mínimo de 41 votos. Com a nova regra, o quórum passa a ser de 54 dos 81 membros do Senado. O afastamento cautelar de ministros durante o andamento do processo também está em discussão no STF.

O julgamento definitivo ocorrerá no plenário virtual, onde os ministros depositam seus votos eletronicamente durante o período determinado.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula critica emendas impositivas e diz que Congresso controla metade do orçamento

Lula critica emendas impositivas e diz que Congresso controla metade do orçamento

Presidente diz que Congresso retém 50% do orçamento da União; Declaração ocorre após aprovação da LDO com previsão de superávit

Lula critica emendas impositivas e afirma que Congresso controla metade do orçamento

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, realizada em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o atual modelo de emendas impositivas. Durante o encontro, Lula afirmou que considera o mecanismo um “erro histórico” e declarou que o Congresso Nacional controla 50% do orçamento da União.

O presidente disse que o governo federal não tem objeções ao Congresso, mas questionou a forma como os recursos públicos são destinados. Lula afirmou que só uma mudança no modelo de gestão orçamentária poderia alterar o cenário atual.

As declarações ocorreram após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões. O texto aprovado determina que o Poder Executivo deverá pagar até 65% das emendas parlamentares obrigatórias no primeiro semestre do ano.

O presidente destacou que o impacto das emendas impositivas reduz a capacidade do governo de executar projetos e políticas públicas. Segundo ele, a forma como estão estruturadas as emendas transfere ao Legislativo o controle de parte significativa dos recursos federais. O tema foi discutido com integrantes do Conselhão, que reúne representantes de diversos setores da sociedade.

A crítica às emendas ocorre em meio ao debate sobre a execução orçamentária dos próximos anos. A LDO aprovada estabelece as diretrizes para elaboração do orçamento federal e determina os limites fiscais para o Executivo. A definição do volume de emendas parlamentares obrigatórias tem sido central nas negociações entre governo e Congresso.

A política de emendas impositivas obriga o governo a executar os valores destinados pelos parlamentares, independentemente da prioridade definida pelo Poder Executivo. A aprovação da LDO para 2026 reforça essa obrigatoriedade ao estabelecer prazos e condições para liberação dos recursos.

Lula afirmou que o tema deve ser discutido com o Congresso, mas não apresentou propostas específicas para alteração do modelo. O debate sobre as emendas ocorre em contexto de disputas por espaço no orçamento federal, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde e educação.

Durante a reunião, integrantes do Conselhão discutiram os desafios fiscais do país e os impactos das decisões orçamentárias na execução de políticas públicas. Lula destacou que as definições do orçamento influenciam ações do governo federal e que o controle das emendas deve ser debatido no âmbito político.

O governo deverá enviar ao Congresso a proposta orçamentária anual para 2026, que seguirá as diretrizes definidas na LDO recentemente aprovada. O tema das emendas impositivas deve permanecer no centro das discussões entre Executivo e Legislativo.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Pablo Marçal segue inelegível após decisão apertada no TRE-SP

Pablo Marçal segue inelegível após decisão apertada no TRE-SP

Empresário é multado em R$ 420 mil por descumprir decisão judicial; Caso vai ao TSE após julgamento dividido

TRE-SP confirma inelegibilidade de Pablo Marçal por oito anos e mantém multa de R$ 420 mil

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou, nesta quinta-feira (4), a inelegibilidade do empresário e candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo em 2024, Pablo Marçal. O tribunal manteve a condenação que impede Marçal de disputar eleições pelos próximos oito anos e confirmou a multa de R$ 420 mil por descumprimento de decisão judicial.

O caso está relacionado ao chamado “concurso de cortes”, promovido por Marçal durante a campanha eleitoral. A prática motivou ações de adversários políticos e manifestações da Justiça Eleitoral. Na eleição de 2024, o candidato não avançou ao segundo turno, mas as ações judiciais resultaram na continuidade das penalidades.

O julgamento no TRE-SP foi definido pelo voto de desempate do presidente da Corte, desembargador Silmar Fernandes, após placar de três votos a três. Três magistrados defenderam a manutenção da inelegibilidade, enquanto outros três votaram pela reversão da decisão. Coube ao presidente desempatar a votação, confirmando a condenação.

As ações que levaram à decisão foram movidas pelo PSB, pelo Ministério Público Eleitoral e pela vereadora Silvia, do PSOL. Os pedidos argumentavam que o concurso promovido durante a campanha violava regras eleitorais e representava descumprimento de ordem judicial.

O tribunal afastou parte das acusações iniciais contra Marçal. As condenações por gastos ilícitos de campanha e abuso de poder econômico foram revertidas, reduzindo o alcance das punições. No entanto, a inelegibilidade e a multa foram mantidas de forma integral.

Com a decisão do TRE-SP, o caso segue para análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que terá a palavra final sobre a participação de Marçal em futuras eleições. A defesa do empresário ainda não se manifestou após o julgamento. A decisão do TRE-SP mantém os efeitos da inelegibilidade até que o TSE analise o recurso.

Foto: Antonio Milena/RS/Fotos Públicas

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