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Política do Rio Grande do Norte: fique por dentro dos principais acontecimentos do cenário político do Rio Grande do Norte. Governadoria, Assembleia Legistativa e Câmara Municipal: tudo isso você encontra aqui, no Por dentro do RN.

Sesap prorroga prazo para posse de concursados nomeados em 2025

Sesap prorroga prazo para posse de concursados nomeados em 2025

Governo do RN estende prazo de posse para mais de 1,5 mil concursados da Sesap; Portaria da Sesap amplia prazo para posse de aprovados em concurso público

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) publicou, no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (27), uma portaria que prorroga o prazo para posse dos candidatos aprovados em concurso público e nomeados no final de dezembro de 2025.

A medida altera os prazos inicialmente estabelecidos para a investidura nos cargos e atinge os profissionais convocados para reforçar o quadro da rede estadual de saúde.

Novos prazos variam conforme data da nomeação

De acordo com a portaria, os candidatos nomeados em 25 de dezembro de 2025 passam a ter até o dia 26 de fevereiro para tomar posse. Já aqueles nomeados em 31 de dezembro de 2025 tiveram o prazo estendido até o dia 9 de março.

A prorrogação vale exclusivamente para os concursados nomeados nessas datas e não altera as demais etapas do processo de ingresso no serviço público estadual.

Medida busca garantir investidura dos aprovados

Segundo informações da Sesap, a decisão foi adotada em razão da alta demanda registrada no processo de posse, especialmente na Junta Médica do Estado, responsável pelas avaliações periciais obrigatórias para a investidura nos cargos públicos.

Com a ampliação do prazo, o governo estadual busca assegurar que todos os mais de 1,5 mil profissionais aprovados no concurso e convocados para atuar na rede pública de saúde tenham condições de concluir as etapas exigidas e efetivar a posse dentro do prazo legal.

Processos já iniciados seguem sem alterações

A Sesap informou que os candidatos que já realizaram o agendamento da perícia médica ou que já passaram pela avaliação permanecem com seus processos inalterados. Nesses casos, o cronograma individual segue normalmente, sem necessidade de novo agendamento ou reapresentação de documentos.

A portaria não modifica os procedimentos administrativos já iniciados nem interfere nas análises já concluídas pelas equipes responsáveis.

Reforço no quadro da saúde estadual

Os profissionais convocados por meio do concurso público foram chamados para reforçar diferentes áreas da Secretaria de Estado da Saúde Pública, ampliando o quadro de servidores efetivos da rede estadual.

A ampliação do prazo de posse ocorre em um contexto de necessidade de organização administrativa para absorção do volume de nomeações realizadas no fim do ano, período marcado por recesso em diversos setores do serviço público.

Publicação no Diário Oficial formaliza prorrogação

A prorrogação dos prazos foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado, instrumento legal que regulamenta atos administrativos no âmbito do governo estadual.

Com a publicação, os novos prazos passam a ter validade oficial, garantindo segurança jurídica aos candidatos nomeados e à administração pública.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Reunião fora da agenda de Lula com banqueiro antecede crise do Banco Master

Reunião fora da agenda de Lula com banqueiro antecede crise do Banco Master

Caso Banco Master envolve reunião no Planalto e análise sobre competência no STF

O caso envolvendo o Banco Master passou a incluir a revelação de uma reunião realizada no Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. O encontro ocorreu em dezembro de 2024, no gabinete presidencial, teve duração aproximada de uma hora e meia e não constou na agenda oficial da Presidência da República.

A reunião foi intermediada pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que, à época, atuava como consultor do Banco Master. O vínculo contratual previa prestação de serviços de consultoria ao banco entre julho e novembro de 2025, período em que foram pagos honorários milionários.

Contexto da reunião e interesses do banco

No momento do encontro no Planalto, o Banco Master enfrentava questionamentos relacionados à tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). A operação dependia de aval do Banco Central e era acompanhada por órgãos de fiscalização.

A consultoria de Guido Mantega ocorreu em um contexto no qual o ex-ministro buscava interlocução com o governo federal e com autoridades ligadas ao sistema financeiro, incluindo integrantes da equipe econômica.

Participantes do encontro no Planalto

Além do presidente da República e de Daniel Vorcaro, participaram da reunião ministros de Estado e autoridades indicadas para cargos estratégicos, além de executivos ligados ao Banco Master. O encontro reuniu integrantes do núcleo político e econômico do governo federal.

Durante o período, o governo federal mantinha embates públicos com o comando do Banco Central em torno da política monetária e da atuação dos bancos privados no país.

Atuação do Banco Central e liquidação do Master

Posteriormente, sob nova gestão no Banco Central, técnicos da autarquia se posicionaram contra a operação de venda do Banco Master ao BRB. O desfecho foi a decretação da liquidação da instituição financeira, com base na identificação de fraude bilionária no sistema financeiro.

Após a liquidação do banco, Guido Mantega deixou a função de consultor.

Investigação chega ao Supremo Tribunal Federal

As investigações sobre o Banco Master chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) em razão da menção ao nome de um parlamentar com prerrogativa de foro. O processo foi distribuído ao ministro Dias Toffoli, que decidiu concentrar a apuração na Corte.

A Polícia Federal e o Ministério Público identificaram indícios de crimes financeiros, incluindo gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores em erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

Possibilidade de envio do caso à primeira instância

O ministro Dias Toffoli avalia a possibilidade de remeter o caso à primeira instância, caso não se confirme a participação de autoridade com foro privilegiado. A análise ocorre durante a fase de instrução do inquérito, que inclui a oitiva de investigados.

Até a definição sobre a competência, os demais andamentos em outras instâncias permanecem suspensos por determinação do STF.

Contratos de consultoria jurídica com escritório ligado a ex-ministro

O caso também envolve contratos de consultoria jurídica firmados entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família do ex-ministro Ricardo Lewandowski. O contrato foi mantido por quase dois anos após a nomeação de Lewandowski para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Durante esse período, os pagamentos ao escritório continuaram, mesmo após a formalização da saída do ex-ministro da sociedade, que passou a ser representada por seus herdeiros.

As apurações seguem em andamento no âmbito do Supremo Tribunal Federal e dos órgãos de investigação.

Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Conselho da Paz: Lula propõe foco em Gaza e assento para a Palestina em conversa com Trump

Conselho da Paz: Lula propõe foco em Gaza e assento para a Palestina em conversa com Trump

Presidente brasileiro defendeu restrição do escopo do órgão à Faixa de Gaza e retomou debate sobre reforma do Conselho de Segurança da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta segunda-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sugeriu que o Conselho da Paz criado pelo governo norte-americano tenha atuação restrita à situação da Faixa de Gaza. O contato ocorreu às 11h e durou cerca de 50 minutos, segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

De acordo com o governo brasileiro, os dois presidentes trataram de temas relacionados à relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos, além de assuntos da agenda internacional. Durante a conversa, Lula abordou o convite feito pelos Estados Unidos para que o Brasil participe do Conselho da Paz, iniciativa que já conta com adesão de cerca de 35 países.

Segundo o Planalto, o presidente brasileiro sugeriu que o escopo do conselho seja limitado à Faixa de Gaza e que haja previsão de assento para a Palestina no órgão. Ainda conforme a assessoria, Lula reiterou a defesa de uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança.

Embora Trump tenha citado o território palestino como foco central do novo conselho, a Faixa de Gaza não aparece explicitamente no texto do estatuto do órgão. O documento enviado aos países convidados apresenta diretrizes gerais sobre atuação em conflitos internacionais.

Durante a ligação, Lula e Trump também trataram de compromissos futuros. Os dois combinaram uma visita do presidente brasileiro a Washington após viagens oficiais à Índia e à Coreia do Sul, previstas para fevereiro. A data da visita aos Estados Unidos ainda será definida, segundo o governo brasileiro.

O convite para integrar o Conselho da Paz foi recebido com cautela por diversos países. Algumas nações relevantes no cenário internacional já rejeitaram formalmente a proposta, enquanto outras ainda não responderam. Entre os países que declinaram estão Reino Unido, França, Espanha e Itália, aliados históricos dos Estados Unidos na Europa. O argumento apresentado por esses governos é a necessidade de maior clareza sobre os objetivos e a abrangência do novo órgão.

O Brasil ainda analisa o conteúdo da proposta. China e Rússia também estudam o convite. Avaliações internas no governo brasileiro indicam resistência à adesão, diante da percepção de que o conselho poderia funcionar como um instrumento de política externa dos Estados Unidos, sem articulação com as estruturas multilaterais existentes.

Interlocutores do Palácio do Planalto indicam que a possibilidade de adesão do Brasil aumenta caso o escopo do conselho seja restrito à situação humanitária e política da Faixa de Gaza. A avaliação é que uma ampliação indefinida da atuação do órgão poderia fragilizar ainda mais o papel da ONU em temas de paz e segurança internacionais.

Na semana anterior à ligação, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que ainda não há clareza suficiente sobre a natureza e as implicações do convite. Segundo ele, o conteúdo do documento enviado pelos Estados Unidos apresenta mudanças de escopo ao longo do texto, o que gera dúvidas sobre a proposta.

Em Brasília, integrantes do governo avaliam que a iniciativa dos Estados Unidos reacende o debate sobre a necessidade de reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança. Atualmente, apenas cinco países ocupam assentos permanentes no colegiado: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. O Brasil defende a ampliação da participação de países emergentes nesse órgão.

Fotos: Ricardo Stuckert / PR

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Maioria dos feridos por raio em ato em Brasília recebe alta; três seguem internados

Maioria dos feridos por raio em ato em Brasília recebe alta; três seguem internados

Incidente ocorreu durante manifestação convocada por Nikolas Ferreira; mais de 40 pessoas foram levadas a hospitais da capital

A maioria dos manifestantes internados após a queda de um raio durante a “Caminhada pela Liberdade”, realizada no domingo em Brasília, recebeu alta médica. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal e pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

Ao todo, 41 pessoas foram encaminhadas a hospitais da capital após o incidente. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), todas as 27 vítimas atendidas receberam alta médica. Já o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) recebeu 14 pacientes. Segundo a Secretaria de Saúde, três seguem internados em estado estável, um foi transferido para o Hospital de Base e outro recebeu alta para dar continuidade ao atendimento na rede privada.

Os detalhes clínicos sobre o estado de saúde das vítimas não foram divulgados pelos órgãos responsáveis.

O raio atingiu a Praça do Cruzeiro enquanto manifestantes aguardavam a chegada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para um ato em defesa da anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal informou que mais de 80 pessoas receberam atendimento no local, sendo mais de 40 encaminhadas para unidades hospitalares.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram equipes do Corpo de Bombeiros prestando socorro aos participantes logo após o incidente. O atendimento ocorreu tanto no local da manifestação quanto em estruturas montadas para apoio médico.

O Partido Liberal (PL) divulgou uma nota manifestando solidariedade às vítimas e agradecendo o trabalho das equipes de emergência. A legenda informou que o ato era pacífico e que acompanhou o atendimento às pessoas feridas.

Após o encerramento do evento, o deputado Nikolas Ferreira visitou vítimas internadas no Hospital de Base do Distrito Federal. Ele afirmou que o incidente foi causado por um fenômeno natural e que não houve falhas de organização ou tumulto durante a manifestação.

Entre os feridos está Maria Eli Silva, de 58 anos, que permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular do Distrito Federal. Moradora do interior de São Paulo, ela viajou para Brasília para participar do ato.

Maria estava acompanhada da amiga Lucia Canhada. As duas foram atingidas pelo raio enquanto estavam próximas a um guindaste instalado no local. Ambas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas a unidades de saúde.

Lucia também recebeu atendimento médico e teve alta após cerca de quatro horas de observação. Segundo informações divulgadas, ela apresentou lesão no tímpano e passou por exames.

O Corpo de Bombeiros reforçou que as equipes atuaram de forma imediata após a ocorrência e prestaram atendimento às vítimas conforme os protocolos de emergência.

Fotos: Beto Barata/ PL

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Raio atinge manifestação em Brasília e deixa dezenas de feridos durante ato de Nikolas Ferreira

Raio atinge manifestação em Brasília e deixa dezenas de feridos durante ato de Nikolas Ferreira

Incidente ocorreu durante chuva intensa na Praça do Cruzeiro e mobilizou Corpo de Bombeiros, Samu e rede hospitalar do DF

Um raio caiu nas proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, durante uma manifestação convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na tarde deste domingo (25). O incidente ocorreu em meio a uma chuva intensa e provocou um forte clarão e estrondo, atingindo participantes do ato e causando pânico no local.

De acordo com informações iniciais, dezenas de pessoas ficaram feridas após a descarga elétrica. O episódio marcou o encerramento da manifestação, que reunia apoiadores do parlamentar na região central da capital federal.

Raio atinge área próxima à manifestação

Segundo relatos de participantes, o raio caiu próximo a um guindaste localizado nas imediações da Praça do Cruzeiro. A descarga elétrica se espalhou pelo solo, atingindo pessoas que estavam próximas à estrutura metálica.

No momento do incidente, chovia intensamente em Brasília, com registro de ventos fortes e queda de temperatura. Testemunhas relataram que várias pessoas sofreram choques elétricos e caíram ao chão. Algumas ficaram desacordadas ou apresentaram confusão mental logo após o impacto.

Atendimento de emergência e número de vítimas

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBM-DF) informou que atendeu 72 pessoas durante a ocorrência. Deste total, 42 manifestantes receberam atendimento no próprio local, enquanto outras 30 precisaram ser transportadas para unidades de saúde da capital.

Entre os encaminhados, alguns apresentavam quadro considerado instável no momento do resgate. Pelo menos oito vítimas foram atingidas diretamente pela descarga elétrica, apresentando queimaduras nas mãos e no tórax.

As equipes de socorro utilizaram cerca de 25 viaturas na operação, incluindo 10 unidades de resgate. A atuação envolveu atendimento pré-hospitalar, triagem das vítimas e encaminhamento para hospitais da rede pública.

Encaminhamento para hospitais do DF

Os feridos foram levados principalmente ao Hospital de Base do Distrito Federal e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Informações preliminares indicam que pelo menos três pessoas deram entrada em unidades hospitalares logo após o incidente.

Até o momento, não há divulgação oficial detalhada sobre o estado de saúde individual de todas as vítimas. O Corpo de Bombeiros informou que não houve registro de óbitos relacionados ao episódio.

Hipotermia e lesões associadas ao clima

Segundo o capitão Robson, do CBM-DF, a maioria dos atendimentos realizados durante a manifestação foi relacionada a quadros de hipotermia. O frio intenso, aliado à chuva e aos ventos fortes, levou ao uso de mantas térmicas durante o atendimento às vítimas.

Além da hipotermia, os bombeiros também registraram casos de torções leves e mal-estar físico. Em alguns atendimentos, houve identificação de hipertermia associada ao esforço físico sob condições climáticas adversas.

Relatos de pessoas atingidas

Entre os manifestantes atingidos estava a servidora pública Mônica Vidal, de 45 anos. Ela relatou ter visto um clarão no momento da descarga elétrica e afirmou que várias pessoas caíram simultaneamente.

O esposo dela, Antônio Silva, de 39 anos, também foi atingido, com impacto na região do abdômen. Ambos receberam atendimento médico no Hospital Regional da Asa Norte e foram liberados após avaliação clínica.

Visita do deputado aos feridos

O deputado federal Nikolas Ferreira visitou, ainda na tarde deste domingo (25), apoiadores que estavam internados após o incidente. O parlamentar esteve nas unidades hospitalares para acompanhar o estado de saúde das vítimas atingidas durante o ato.

A manifestação havia encerrado uma caminhada de seis dias organizada pelo deputado, que terminou nas proximidades da Praça do Cruzeiro, local onde ocorreu o incidente.

Chuvas fortes e transtornos em Brasília

Desde o fim da manhã de domingo, Brasília enfrentou chuvas intensas, que provocaram alagamentos em diferentes regiões da cidade. Motoristas e moradores relataram dificuldades no trânsito e aumento do risco de acidentes em diversas vias.

As condições climáticas adversas contribuíram para o cenário registrado durante a manifestação e exigiram atuação contínua das equipes de emergência ao longo do dia.

Monitoramento das autoridades

As autoridades locais seguem monitorando a situação e devem divulgar novas atualizações sobre o número total de feridos e o estado de saúde das vítimas atendidas. O Corpo de Bombeiros reforçou que não houve registro de mortes relacionadas à ocorrência.

Fotos: Beto Barata/ PL

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Dois anos após fuga em Mossoró, muralhas do sistema prisional federal seguem inacabadas

Dois anos após fuga em Mossoró, muralhas do sistema prisional federal seguem inacabadas

Dados da Senappen indicam atrasos, paralisações e obras não iniciadas em quatro penitenciárias federais

Dois anos após a fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, as obras de construção de muralhas anunciadas pelo governo federal para reforçar a segurança do sistema penitenciário federal ainda não foram concluídas na maior parte do país. Das cinco unidades federais existentes, apenas a penitenciária localizada em Brasília teve a obra finalizada até o momento.

Informações atualizadas da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) mostram que a unidade da capital federal recebeu um investimento de R$ 30,7 milhões para a execução da obra. Já nas penitenciárias federais de Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR), as intervenções seguem em diferentes estágios, com registros de atrasos, paralisações e obras ainda não iniciadas.

Somados, os investimentos previstos para as quatro unidades totalizam R$ 149,8 milhões. Mesmo após o governo federal classificar a segurança do sistema penitenciário como prioridade em 2024, após o episódio registrado em Mossoró, a maior parte das estruturas físicas anunciadas ainda não foi entregue.

Situação das obras nas penitenciárias federais

Mossoró (RN)

Na Penitenciária Federal de Mossoró, a construção da muralha teve início em janeiro de 2025. No entanto, a obra foi paralisada em outubro do mesmo ano após a empresa responsável abandonar o contrato.

Segundo a Senappen, a paralisação caracterizou descumprimento contratual, e a segunda colocada no processo licitatório está sendo convocada para assumir a continuidade dos trabalhos.

Valor do investimento: R$ 28,5 milhões
Prazo estimado: 10 meses após a retomada da obra

Porto Velho (RO)

Na unidade federal de Porto Velho, as obras da muralha ainda não foram iniciadas. De acordo com o cronograma informado pela Senappen, a previsão é de que os trabalhos comecem entre fevereiro e março de 2026, com conclusão estimada até dezembro do mesmo ano.

Valor do investimento: R$ 38,3 milhões

Campo Grande (MS)

Para a Penitenciária Federal de Campo Grande, o contrato firmado prevê o início das obras em fevereiro de 2026. A conclusão, conforme o planejamento atual, está prevista apenas para fevereiro de 2027.

Valor do investimento: R$ 42,9 milhões

Catanduvas (PR)

Na unidade de Catanduvas, no Paraná, a licitação para a construção da muralha está prevista para março de 2026. A estimativa apresentada aponta que a entrega da obra também deve ocorrer em 2027.

Valor estimado: R$ 40 milhões

Posicionamento do governo federal

Em nota, a Secretaria Nacional de Políticas Penais informou que, no caso específico da penitenciária de Mossoró, a paralisação ocorreu devido ao abandono da obra pela empresa contratada, caracterizando descumprimento contratual. Segundo o órgão, os trâmites legais para aplicação de sanções estão em andamento.

Sobre as demais unidades, a Senappen afirmou que as obras estão em diferentes fases dos processos licitatórios e que os cronogramas foram oficialmente comunicados. A secretaria informou ainda que os procedimentos seguem os critérios técnicos e administrativos previstos na legislação.

Foto: Depen/Divulgação / Bruno Peres/Agência Brasil

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Lula critica operação dos EUA que capturou Nicolás Maduro e fala em violação de soberania

Lula critica operação dos EUA que capturou Nicolás Maduro e fala em violação de soberania

Declaração foi feita durante encontro nacional do MST, em Salvador, nesta sexta-feira (23)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (23), a operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante discurso no 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador.

Durante sua fala, o presidente afirmou que a ação representou uma violação da integridade territorial da Venezuela e classificou a operação como uma intervenção externa em um país da América do Sul. Segundo Lula, o episódio desrespeita princípios relacionados à soberania nacional e às relações entre os países da região.

O presidente também mencionou a presença de tropas norte-americanas no Mar do Caribe no contexto da operação e afirmou que a América do Sul não possui armas nucleares, mas defendeu que a região mantém princípios de dignidade e soberania em suas relações internacionais.

Manifestação do MST durante o evento

No início do encontro, militantes do MST leram uma carta em que classificaram a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, como um “sequestro”. O documento apresentado no evento apontou o episódio como uma mensagem direcionada a outros países e povos, com referência a interesses estratégicos internacionais.

Segundo o texto lido pelos militantes, a operação teria relação com disputas envolvendo recursos naturais e interesses geopolíticos na região.

Captura de Maduro ocorreu em Caracas

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados no dia 3 de janeiro durante uma operação noturna realizada em Caracas, capital da Venezuela. Após a ação, ambos foram levados para Nova York, nos Estados Unidos.

De acordo com as autoridades norte-americanas, Maduro enfrenta acusações relacionadas a crimes como narcotráfico e lavagem de dinheiro, entre outros. O líder venezuelano se declarou inocente durante audiência realizada nos Estados Unidos e permanece detido enquanto o processo judicial segue em andamento.

Repercussão política internacional

A captura de Nicolás Maduro gerou manifestações e posicionamentos de diferentes lideranças políticas e movimentos sociais. As declarações do presidente brasileiro ocorreram no contexto de um evento político de alcance nacional e reforçaram o debate sobre soberania, intervenções externas e relações diplomáticas na América do Sul.

Até o momento, o governo dos Estados Unidos mantém o andamento do processo judicial contra o líder venezuelano, enquanto autoridades de diferentes países acompanham os desdobramentos do caso.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Ilustração / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Caminhada de Nikolas Ferreira chega ao DF e deputado passa a usar colete à prova de balas

Caminhada de Nikolas Ferreira chega ao DF e deputado passa a usar colete à prova de balas

Manifestação começou em Paracatu (MG) e deve ser encerrada neste domingo (25), em Brasília

A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (Republicanos-MG) chegou ao Distrito Federal na tarde deste sábado (24). O ato teve início na segunda-feira (19), no município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, e segue em direção a Brasília, capital federal.

A chegada ao Distrito Federal foi registrada em vídeo publicado pelo próprio parlamentar em suas redes sociais. As imagens mostram o avanço do grupo até o território do DF, após dias de deslocamento pela BR-040.

O movimento foi promovido por Nikolas Ferreira como um gesto simbólico em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em protesto contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao longo do percurso, o ato passou a contar com a participação de apoiadores, eleitores do deputado e outros membros do Congresso Nacional.

Uso de colete à prova de balas durante a caminhada

Segundo apuração da rádio Itatiaia, Nikolas Ferreira passou a utilizar um colete à prova de balas nos últimos dias da caminhada. A informação foi confirmada pela assessoria do parlamentar.

De acordo com a equipe do deputado, o uso do equipamento de proteção ocorreu de forma preventiva, em razão de ameaças recentes direcionadas a ele. A assessoria informou que não foram divulgados detalhes sobre a origem ou autoria das supostas ameaças.

O parlamentar seguiu participando do ato mesmo após a adoção da medida de segurança adicional, mantendo o cronograma da caminhada até a chegada ao Distrito Federal.

Trajeto começou em Minas Gerais e seguiu pela BR-040

Nikolas Ferreira deixou Paracatu na segunda-feira (19), com destino à capital federal. O percurso foi realizado majoritariamente pela BR-040, rodovia que liga Minas Gerais ao Distrito Federal.

Durante os dias de caminhada, o ato ganhou visibilidade nas redes sociais, após a divulgação de vídeos e imagens pelo próprio deputado. A mobilização passou a atrair apoiadores que se somaram ao trajeto em diferentes pontos do caminho.

A caminhada também foi acompanhada por parlamentares alinhados politicamente ao deputado e por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ato simbólico tem previsão de encerramento em Brasília

A expectativa informada pela organização do movimento é de que a caminhada seja encerrada neste domingo (25). O ponto final previsto é a Praça do Cruzeiro, localizada em Brasília.

O local foi escolhido como espaço para a conclusão do ato simbólico, que teve início fora do Distrito Federal e seguiu até a capital do país ao longo de quase uma semana.

Até a chegada ao DF, não houve registro oficial de alteração no cronograma divulgado inicialmente pelo deputado.

Protesto é direcionado a decisões do STF

Segundo Nikolas Ferreira, o objetivo da caminhada é protestar contra decisões do Supremo Tribunal Federal relacionadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

O deputado cita, entre os alvos do protesto, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições presidenciais de 2022. Bolsonaro está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

A manifestação também tem como foco críticas às atuações do STF em processos relacionados aos desdobramentos do episódio ocorrido no início de 2023.

Repercussão política e mobilização de apoiadores

A iniciativa do deputado federal repercutiu entre apoiadores e parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A adesão ao ato ocorreu tanto de forma presencial, ao longo do trajeto, quanto por meio de manifestações de apoio nas redes sociais.

O movimento segue sendo acompanhado por apoiadores até a conclusão prevista em Brasília, conforme divulgado pelo parlamentar.

Foto: Beto Barata/ PL

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Lula critica Trump, acusa enfraquecimento da ONU e reage a ações dos EUA durante encontro do MST

Lula critica Trump, acusa enfraquecimento da ONU e reage a ações dos EUA durante encontro do MST

Presidente discursou no encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador, e comentou ONU, Venezuela, Estados Unidos e articulações com líderes mundiais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (23), que a política mundial atravessa um momento crítico, com o enfraquecimento do multilateralismo e o avanço de práticas unilaterais. A declaração foi feita durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador.

Segundo o presidente, a Carta das Nações Unidas estaria sendo desrespeitada, e a atuação de potências globais estaria baseada na imposição da força. Lula também criticou a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho de Paz, que, segundo ele, representaria a tentativa de estabelecer uma nova Organização das Nações Unidas sob controle unilateral.

Durante o discurso, Lula voltou a defender a reforma da ONU, com a ampliação do Conselho de Segurança e a inclusão de novos países como membros permanentes. O presidente citou o Brasil, o México e países africanos como exemplos de nações que deveriam integrar esse grupo.

De acordo com Lula, a proposta defendida por Trump vai na direção oposta à reforma da ONU. Para o presidente brasileiro, a criação de um novo organismo internacional centralizado comprometeria os princípios do multilateralismo e da cooperação entre os países.

Ainda no evento, Lula informou que tem mantido contato com líderes internacionais para discutir o cenário global. Entre os nomes citados estão o presidente da China, Xi Jinping; o presidente da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum. Segundo o presidente, o objetivo das conversas é buscar alternativas que preservem o diálogo internacional e evitem o uso da força como instrumento político.

O presidente também voltou a criticar a atuação dos Estados Unidos na Venezuela. Em sua fala, mencionou a retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores do território do país, apontando violação da soberania e da integridade territorial. Lula afirmou que a América do Sul é historicamente uma região sem armas nucleares e que não deve ser palco de ações militares externas.

Ao comentar a política externa brasileira, Lula afirmou que o Brasil mantém relações com diversos países, como Estados Unidos, Cuba, Rússia e China, sem estabelecer preferência exclusiva. Segundo ele, o país não aceitará qualquer tipo de subordinação externa.

O presidente também declarou que não pretende adotar políticas de confronto armado com nenhuma nação e que defende a atuação diplomática baseada no diálogo, na argumentação e na defesa da democracia.

Encontro do MST

O 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foi encerrado com um ato em celebração aos 42 anos do MST, comemorados em 22 de janeiro. O evento contou com a presença de autoridades, parlamentares, representantes de movimentos sociais e apoiadores do movimento.

Iniciado na segunda-feira (19), o encontro reuniu mais de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras de diversas regiões do país. Durante os cinco dias de programação, foram debatidos temas como reforma agrária, produção de alimentos, agroecologia, agricultura familiar, conjuntura política e os desafios do movimento.

Ao final do evento, representantes do MST entregaram uma carta ao presidente Lula. O documento critica ações que, segundo o movimento, dificultam o avanço do multilateralismo e apontam práticas imperialistas no continente. O texto menciona a Venezuela e relaciona essas ações à exploração de recursos naturais como petróleo, minérios, terras raras, água e florestas.

A carta reafirma os princípios do MST, incluindo a defesa da reforma agrária, a crítica ao modelo do agronegócio e da exploração mineral, a luta anti-imperialista e a solidariedade internacional, com menções a países como Venezuela, Palestina, Haiti e Cuba.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Tarcísio declara apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência e descarta candidatura em 2026

Tarcísio declara apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência e descarta candidatura em 2026

Governador paulista disse que mantém posição desde 2023, negou mudança de planos e afirmou que seguirá no comando do governo estadual

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (23) que seu candidato à Presidência da República, a partir deste momento, é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita em entrevista a jornalistas e divulgada pelo site O Antagonista.

Segundo Tarcísio, a posição não representa uma mudança de postura e está alinhada ao que ele vem afirmando desde 2023. O governador ressaltou sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que seguirá a indicação feita por ele.

De acordo com Tarcísio, sempre esteve claro que apoiaria Jair Bolsonaro ou o nome indicado por ele para a disputa presidencial. Com a indicação de Flávio Bolsonaro, o governador afirmou que o senador passa a ser, oficialmente, seu candidato.

O governador também declarou que continuará focado na administração do Estado de São Paulo e que pretende colaborar com a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, sem alterar seus planos políticos no curto prazo.

Tarcísio disse que as especulações sobre uma eventual candidatura própria são recorrentes, especialmente por ocupar o cargo de governador de São Paulo, mas afirmou que não há qualquer mudança em sua agenda política. Segundo ele, o compromisso segue sendo com o projeto estadual.

Ainda na entrevista, o governador negou que haja qualquer possibilidade de renúncia ao cargo ou de descompatibilização nos próximos meses. Ele afirmou que seguirá conduzindo o governo paulista e que qualquer informação diferente disso não passa de especulação.

Posicionamento nas redes sociais

Na quinta-feira (22), Tarcísio já havia se manifestado para encerrar especulações sobre uma possível candidatura à Presidência. Em uma publicação na rede social X, o governador afirmou que seria candidato à reeleição em São Paulo.

Horas depois, a publicação original foi apagada e substituída por outra, na qual ele utilizou o termo “pré-candidato”. Na nova postagem, Tarcísio afirmou que trabalhará por uma direita unida e que qualquer informação divergente seria especulação.

Visita a Jair Bolsonaro

Também na quinta-feira (22), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de Tarcísio de Freitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

A autorização permite que o encontro ocorra na próxima quinta-feira, entre 11h e 13h. A decisão foi tomada após o governador ter cancelado uma visita anterior, que estava prevista para o mesmo dia.

Informações sobre bastidores

Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, Tarcísio estaria incomodado com a pressão exercida por integrantes da família Bolsonaro por um apoio mais explícito à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

De acordo com pessoas próximas ao governador, citadas pelo jornal, ele teria relatado que suas manifestações públicas não estariam sendo consideradas suficientes. Ainda segundo a publicação, o cancelamento da visita ao ex-presidente teria ocorrido após Tarcísio avaliar que seria pressionado a declarar apoio de forma mais enfática.

Foto: CELIO MESSIAS / GOVERNO DE SP

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Pesquisa eleitoral de 2026 no RN traz disputas para Governo, Senado e rejeição do governo atual

Pesquisa eleitoral de 2026 no RN traz disputas para Governo, Senado e rejeição do governo atual

Levantamento divulgado pelo Blog do BG apresenta intenções de voto, avaliação do governo e dados para Governo e Senado

Dados da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto AFFARE, sob responsabilidade da Interjato, e divulgada pelo Blog do BG nesta sexta-feira (23), apresentam diferentes cenários para a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte e para o Senado Federal nas eleições de 2026, além da avaliação do atual governo estadual.

O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 12 de janeiro de 2026, com entrevistas presenciais junto a 1.697 eleitores com 16 anos ou mais, em todas as regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,49%, com intervalo de confiança de 95,5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-04989/2026.

Os dados foram coletados antes da oficialização das pré-candidaturas, ocorrida em 21 de janeiro de 2026.

Cenário 1 – Intenção de voto para o Governo do RN

No cenário estimulado 1 para o Governo do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho aparece com 26,8% das intenções de voto. Allyson Bezerra registra 19,5%, enquanto Cadu Xavier soma 4,2%.

Os votos brancos e nulos totalizam 28%, e 21,4% dos entrevistados afirmaram não saber ou não responderam.

Cenário 2 – Intenção de voto para o Governo do RN

No cenário estimulado 2, Allyson Bezerra aparece com 22,2%, seguido por Álvaro Dias, com 21,2%. Cadu Xavier registra 4,6%.

Neste cenário, os votos brancos e nulos somam 31,3%, enquanto 20,7% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Cenário 3 – Intenção de voto para o Governo do RN

No cenário estimulado 3, Styvenson Valentim aparece com 26,7%, seguido por Allyson Bezerra, com 24,8%. Cadu Xavier registra 7,5%.

Os votos brancos e nulos totalizam 25,5%, e 15,4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Senado do RN – Resultado agregado do primeiro e segundo votos

Considerando o resultado agregado do primeiro e do segundo votos para o Senado do Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim lidera com 22,3%. Álvaro Dias aparece com 17,6%, seguido por Fátima Bezerra, com 15,7%.

Na sequência aparecem Coronel Hélio (10,4%), Zenaide Maia (8,8%) e Jean Paul Prates (6,1%).

Os votos brancos e nulos somam 11,4%, enquanto 7,8% não souberam ou não responderam.

Senado do RN – Voto 01

No levantamento específico do Voto 01 para o Senado, Styvenson Valentim registra 29,7%, seguido por Fátima Bezerra, com 17,6%, e Álvaro Dias, com 13,9%.

Coronel Hélio aparece com 7,1%, Zenaide Maia com 6,5% e Jean Paul Prates com 3,9%.

Os votos brancos e nulos totalizam 12,2%, enquanto 9,2% não souberam ou não responderam.

Senado do RN – Voto 02

No Voto 02 para o Senado, Álvaro Dias lidera com 24,2%, seguido por Coronel Hélio, com 16,3%. Zenaide Maia aparece com 12,8%, Fátima Bezerra com 12,3%, Jean Paul Prates com 9,9% e Styvenson Valentim com 9,4%.

Os votos brancos e nulos somam 9,8%, enquanto 5,4% não souberam ou não responderam.

Avaliação do Governo do RN

A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre a gestão estadual. De acordo com os dados, 64,9% dos entrevistados afirmaram desaprovar o governo Fátima Bezerra, enquanto 23,1% declararam aprovar a administração. Outros 12% não souberam ou não responderam.

Proibição judicial da divulgação da pesquisa

Antes da divulgação dos dados, o Blog do BG informou que foi surpreendido por uma decisão judicial, proferida na noite da quarta-feira (21), que impediu temporariamente a publicação da pesquisa prevista para ser exibida no programa Meio Dia RN e no próprio blog na quinta-feira (22).

Segundo as informações divulgadas, a ação judicial foi movida pelo partido União Brasil e pelo advogado Caio Vitor Ribeiro Barbosa, que presta serviços ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. O pedido teve como fundamento a alegação de que o estatístico do Instituto Affare não teria registro localizado no conselho de estatística.

A decisão ocorreu em janeiro de 2026, aproximadamente dez meses antes do pleito eleitoral.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Antonio Augusto/Ascom/TSE

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BR-304 começa a ser duplicada no RN

BR-304 começa a ser duplicada no RN

Ordem de serviço contempla trecho entre Mossoró e Assu e edital prevê ligação entre Macaíba e Riachuelo

Após mais de seis décadas de espera, teve início no Rio Grande do Norte a maior intervenção já realizada na BR-304, principal rodovia federal que corta o estado. A ordem de serviço para a duplicação do primeiro trecho foi assinada nesta quinta-feira (22), no entroncamento com a RN-233, no município de Assu. Na mesma ocasião, também foi lançado o edital do segundo lote da obra.

A duplicação da BR-304 no RN integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e foi indicada como prioridade pelo Governo do Estado ao governo federal. A obra contempla inicialmente o trecho entre Mossoró e Assu e, em uma segunda etapa, ligará Macaíba a Riachuelo, ampliando a integração rodoviária entre o litoral, o Agreste, a região Central e o Oeste potiguar.

Lote 1 da duplicação da BR-304

O Lote 1 da duplicação da BR-304 compreende um trecho de 57,6 quilômetros entre Mossoró e Assu. O investimento previsto é de R$ 376 milhões. A execução da obra ficará sob responsabilidade da Construtora Luiz Costa (CLC), sediada em Mossoró.

Nesse segmento, a rodovia receberá pavimento rígido, solução adotada para atender ao fluxo intenso de veículos e às características logísticas da região. O trecho concentra parte relevante do escoamento da produção de frutas e do sal marinho, itens estratégicos da pauta produtiva do Rio Grande do Norte.

Lote 2 ligará Macaíba a Riachuelo

O segundo lote da duplicação da BR-304 terá extensão de 38,1 quilômetros e conectará Macaíba a Riachuelo, a partir do final da Reta Tabajara. O edital foi lançado durante a solenidade e amplia o eixo rodoviário que liga diferentes regiões do estado.

Com a duplicação, o trecho reforça a conexão entre o litoral e o interior potiguar, consolidando a BR-304 como corredor logístico estratégico para o transporte de cargas, deslocamento de pessoas e integração regional.

Obra integra investimentos do Novo PAC

A duplicação da BR-304 foi incluída no Novo PAC após indicação do Governo do Rio Grande do Norte. O projeto executivo foi viabilizado com apoio técnico e institucional do governo federal, por meio do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Além da autorização para o início das obras do primeiro lote e do lançamento do edital do segundo, o evento também marcou o anúncio de outras ações estruturantes para a malha viária do estado, incluindo processos de federalização de rodovias e a execução de trechos remanescentes em áreas estratégicas.

Importância da BR-304 para o RN

Construída na década de 1960, a BR-304 é considerada a principal artéria logística do Rio Grande do Norte. A rodovia atravessa mais de 400 quilômetros em território potiguar e conecta polos produtivos, áreas industriais, regiões agrícolas e destinos turísticos.

Esta é a primeira grande obra estrutural de duplicação ao longo da BR-304 no estado. O projeto busca melhorar as condições de tráfego, ampliar a capacidade da rodovia e reduzir riscos associados ao alto volume de veículos que circulam diariamente pelo trecho.

Autoridades presentes

A solenidade contou com a presença de representantes dos governos federal, estadual e municipal, além de parlamentares, dirigentes de órgãos de infraestrutura e gestores públicos. Estiveram presentes autoridades do Executivo estadual, do DNIT, do Ministério dos Transportes, prefeitos de municípios da região, vereadores e representantes institucionais.

Fotos: Carlos Costa/Joana Lima/Governo do RN

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Duplicação da BR-304 começa nesta quinta (22) com assinatura da ordem de serviço no RN

Duplicação da BR-304 começa nesta quinta (22) com assinatura da ordem de serviço no RN

Assinatura da ordem de serviço ocorre em Assu e marca o início da primeira etapa da duplicação da BR-304, rodovia federal estratégica para o Rio Grande do Norte

A duplicação da BR-304 terá início nesta quinta-feira, dia 22 de janeiro de 2026, com a assinatura da ordem de serviço da primeira etapa da obra e o lançamento do edital do segundo trecho. O ato será realizado às 10h, no entroncamento da BR-304 com a RN-233, no município de Assu, no interior do Rio Grande do Norte. A solenidade será conduzida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pela governadora do Estado, Fátima Bezerra.

Considerada a principal intervenção de infraestrutura rodoviária em execução no Rio Grande do Norte, a duplicação da BR-304 integra o conjunto de obras estratégicas do estado e foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-3), por iniciativa do Governo do RN. A rodovia é um dos principais eixos federais que cortam o território potiguar, ligando regiões produtivas e polos urbanos.

Nesta primeira etapa, a duplicação da BR-304 contempla um trecho de 57,6 quilômetros, com investimento estimado em R$ 376 milhões. O percurso interliga o Vale do Açu à região de Mossoró, abrangendo áreas com fluxo intenso de veículos de carga e transporte intermunicipal. A assinatura da ordem de serviço autoriza oficialmente o início das obras nesse segmento da rodovia.

Durante o mesmo evento, será lançado o edital referente ao segundo trecho da duplicação da BR-304. Esse segmento compreende 38,1 quilômetros, partindo do final da Reta Tabajara, no município de Macaíba, até o município de Riachuelo, localizado na região Agreste Potiguar. Com isso, a duplicação da rodovia federal somará mais de 95 quilômetros de extensão contemplados entre as duas etapas anunciadas.

A duplicação da BR-304 está inserida no plano de melhoria da malha viária do Rio Grande do Norte, coordenado pelo Governo do Estado. De acordo com o planejamento estadual, o conjunto de investimentos em infraestrutura rodoviária deverá resultar, até o final de 2026, na restauração de mais de 2 mil quilômetros de rodovias estaduais. A BR-304, por ser uma rodovia federal, integra esse esforço em parceria com o Governo Federal.

O evento desta quinta-feira marca um novo estágio administrativo do projeto, com a formalização do início da execução física da obra no primeiro trecho e o avanço dos trâmites legais para a contratação do segundo. A solenidade ocorrerá em um ponto estratégico da rodovia, no entroncamento com a RN-233, no município de Assu, região central do estado.

A BR-304 é uma das principais ligações rodoviárias do Rio Grande do Norte, conectando áreas do interior ao litoral e servindo como rota para transporte de mercadorias, deslocamento de passageiros e integração regional. A duplicação da rodovia está prevista dentro das ações estruturantes do PAC-3, programa federal que reúne investimentos em infraestrutura logística em todo o país.

A participação do ministro dos Transportes, Renan Filho, no ato institucional, reforça o caráter federal da obra e sua inserção na agenda nacional de investimentos em rodovias. Já a presença da governadora Fátima Bezerra destaca o papel do Governo do RN na articulação para inclusão da duplicação da BR-304 entre as prioridades do programa federal.

A execução da primeira etapa e o lançamento do edital da segunda representam o avanço formal do projeto, que vinha sendo discutido e planejado nos últimos anos. Com a ordem de serviço assinada, a obra passa para a fase operacional, obedecendo aos cronogramas e contratos estabelecidos a partir do processo licitatório.

O ato oficial está programado para ocorrer às 10h do dia 22 de janeiro de 2026, em Assu, e reúne autoridades federais, estaduais e representantes institucionais envolvidos no projeto. A expectativa é de que, com o andamento das etapas, a duplicação da BR-304 avance conforme os prazos previstos nos contratos firmados.

Foto: Carlos Costa/Governo do RN/Ilustração / Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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Governo do RN em 2026: Allyson, Cadu Xavier e Álvaro Dias concentram disputa

Governo do RN em 2026: Allyson, Cadu Xavier e Álvaro Dias concentram disputa

Definições políticas, articulações partidárias e reorganização de alianças redesenham a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026

O cenário político do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026 começa a se consolidar com a definição dos principais nomes que devem disputar o Governo do Estado. Três pré-candidaturas concentram as atenções até o momento, representando campos políticos distintos e refletindo movimentos recentes de reorganização partidária tanto na base governista quanto na oposição.

Entre os nomes colocados na disputa está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). À frente do segundo maior colégio eleitoral do estado, Allyson tem presença recorrente em levantamentos eleitorais divulgados nos últimos meses e vem sendo apontado como pré-candidato com base em articulações que envolvem partidos do centro e da centro-direita. Sua eventual candidatura conta com apoio de legendas que integram a Federação União Progressista, além de interlocução com o PSD e setores do MDB no plano estadual.

No campo governista, o nome apresentado como alternativa para a sucessão estadual é o do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu Xavier (PT). Integrante da equipe da governadora Fátima Bezerra, Cadu surge como o nome defendido pela base administrativa atual, com atuação vinculada à agenda fiscal e à continuidade da gestão estadual. Nos últimos meses, o secretário ampliou agendas políticas no interior do estado, em movimentos associados à consolidação de sua pré-candidatura.

Pelo campo da oposição e da direita, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) foi definido como o nome que irá disputar o Governo do Rio Grande do Norte em 2026. A decisão ocorreu após reuniões entre Álvaro, o senador Rogério Marinho (PL) e o senador Styvenson Valentim (PSDB), que resultaram na construção de um entendimento em torno de uma candidatura única do grupo.

A definição foi confirmada em coletiva de imprensa realizada na sede do Partido Liberal (PL), em Natal, com a presença de lideranças estaduais e nacionais. O encontro também consolidou outras decisões estratégicas do grupo para o próximo pleito. Entre elas, a confirmação de que Rogério Marinho não disputará o governo estadual e assumirá papel na coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Já Styvenson Valentim foi mantido como candidato à reeleição ao Senado Federal.

Além disso, o grupo confirmou nomes que devem disputar outros cargos nas eleições de 2026, incluindo candidaturas proporcionais vinculadas ao PL. As definições reforçam a estratégia de concentrar esforços na candidatura ao governo estadual, ao mesmo tempo em que organiza o palanque político para a disputa nacional.

A reorganização do campo da direita no Rio Grande do Norte ocorre em paralelo a mudanças no posicionamento de outras lideranças estaduais. O vice-governador Walter Alves (MDB) anunciou que não assumirá o Executivo estadual em caso de eventual renúncia da governadora Fátima Bezerra, que é pré-candidata ao Senado. Walter também confirmou que será candidato a deputado estadual em 2026.

No plano nacional, Walter Alves reafirmou alinhamento com a reeleição do presidente Lula (PT), em sintonia com a direção nacional do MDB. No entanto, no cenário estadual, indicou que o MDB deverá caminhar junto a partidos que defendem a pré-candidatura de Allyson Bezerra ao governo, reforçando o redesenho das alianças políticas no Rio Grande do Norte.

A definição de Álvaro Dias como candidato da direita ocorre após um período em que Rogério Marinho era citado como possível nome para encabeçar a chapa estadual. A mudança de estratégia foi influenciada pela sua atuação em nível nacional, especialmente na coordenação da campanha presidencial, o que levou o grupo a reorganizar sua estrutura no estado.

Com isso, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 passa a ser desenhada, até o momento, com três nomes centrais: Allyson Bezerra, pelo campo do centro e centro-direita; Cadu Xavier, representando a base governista; e Álvaro Dias, como candidato do bloco conservador. As movimentações seguem acompanhadas por articulações partidárias e pela antecipação das definições eleitorais em um cenário que permanece em construção.

Foto: Joana Lima/Governo do RN / Allan Phablo/SECOM/PMM / Verônica Macêdo/Câmara de Natal / Sandro Menezes/Governo do RN / Wilson Moreno/Secom/PMM

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Eleições 2026 no RN chapas começam a se desenhar com articulações para vice-governador

Eleições 2026 no RN: chapas começam a se desenhar com articulações para vice-governador

Negociações para vice-governador avançam nos campos governista e de oposição e sinalizam os primeiros desenhos das chapas para 2026 no RN

O cenário político do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026 começa a avançar para a definição das chapas majoritárias, com articulações concentradas especialmente na composição das vagas de vice-governador. Movimentos recentes indicam negociações em andamento tanto no campo governista quanto entre os grupos de oposição, sinalizando os primeiros desenhos das alianças que devem disputar o comando do Executivo estadual.

No campo governista, a direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou que há negociações em curso para que a ex-deputada Larissa Rosado, atualmente presidente do PSB no Rio Grande do Norte, componha a chapa como candidata a vice-governadora ao lado de Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu Xavier, pré-candidato ao Governo do Estado. O diálogo entre as legendas vem sendo tratado como parte do processo de construção da chapa majoritária para 2026.

As tratativas entre PT e PSB avançaram nos últimos dias, com o nome de Larissa Rosado sendo colocado no centro das articulações políticas. Apesar disso, a composição ainda não foi oficializada, permanecendo no estágio de negociação. A definição depende de entendimentos entre os partidos envolvidos e de decisões internas que ainda estão em andamento.

Larissa Rosado tem histórico de atuação política no estado e atualmente ocupa a presidência estadual do PSB. Seu nome passou a ser considerado dentro da estratégia de ampliação das alianças do grupo governista, em um contexto de formação de uma frente política mais ampla para a disputa eleitoral de 2026. A movimentação reforça o diálogo entre partidos que compõem ou orbitam a base da atual administração estadual.

Enquanto isso, no campo da oposição, também há avanço na montagem de chapa para o pleito de 2026. O deputado estadual Hermano Morais confirmou que aceitou convite para se filiar ao MDB com o objetivo de integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, do União Brasil. A articulação representa um movimento relevante na reorganização das forças políticas que se posicionam contra o governo estadual.

A decisão foi tomada após reunião com o vice-governador e presidente estadual do MDB, Walter Alves, encontro que encerrou conversas que vinham sendo mantidas há meses entre as partes. Antes da definição, Hermano Morais também dialogou com a direção do Partido Verde (PV), legenda à qual ainda é filiado, em um processo que antecede formalmente a mudança partidária.

A composição entre Allyson Bezerra e Hermano Morais, no entanto, ainda depende de etapas formais. Entre elas está a troca de partido por parte do deputado estadual, prevista para ocorrer até o mês de março, dentro da janela partidária. Além disso, o anúncio oficial da chapa está condicionado à declaração pública de Allyson Bezerra como pré-candidato ao Governo do Estado, movimento que ainda não foi formalizado, mas é tratado como iminente nos bastidores políticos.

A articulação reforça o papel do MDB na construção do campo oposicionista para 2026, mesmo em um cenário em que o partido mantém alinhamento distinto no plano nacional. No âmbito estadual, a legenda tem participado das conversas que envolvem a formação de alianças com partidos do centro e da direita, especialmente em torno do nome do prefeito de Mossoró.

Os movimentos simultâneos nos dois campos indicam que a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 começa a entrar em uma fase mais concreta, com foco na composição das chapas majoritárias. A definição dos nomes para vice-governador surge como elemento estratégico nas negociações, tanto para ampliar alianças quanto para consolidar bases políticas regionais.

As articulações seguem em andamento e ainda não resultaram em anúncios oficiais de chapas fechadas. No entanto, os diálogos confirmados sinalizam o avanço das conversas e a intensificação do processo político que antecede o período eleitoral, com partidos e lideranças ajustando posições e buscando convergências para a disputa estadual.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / João Gilberto/ALRN / Reprodução/ALRN

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Isolda Dantas reage a reposicionamento do MDB e cobra explicações de Walter Alves

Isolda Dantas reage a reposicionamento do MDB e cobra explicações de Walter Alves

Deputada do PT se manifesta após decisão do vice-governador Walter Alves e secretário Cadu Xavier amplia presença digital com discurso voltado a 2026

A deputada estadual Isolda Dantas (PT), vice-presidente do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte, se manifestou publicamente após o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciar que não assumirá o Governo do Estado em caso de eventual renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) e confirmar o reposicionamento político do MDB no cenário estadual para as eleições de 2026.

A manifestação ocorre após reunião realizada na manhã da segunda-feira (19), quando Walter Alves comunicou oficialmente à governadora que não assumirá o Executivo estadual caso ela deixe o cargo em abril para disputar as eleições de 2026. No mesmo encontro, o vice-governador confirmou sua pré-candidatura a deputado estadual e informou que o MDB do Rio Grande do Norte decidiu, no plano estadual, caminhar ao lado da Federação União Progressista — formada por União Brasil e PP — e do PSD. Segundo Walter, a decisão foi tomada após consulta aos correligionários do partido.

Ao comentar o posicionamento do vice-governador, Isolda Dantas afirmou que a decisão representa um afastamento do projeto político coletivo aprovado nas urnas e destacou a necessidade de explicações claras à sociedade. Para a parlamentar, o reposicionamento anunciado exige coerência com a trajetória construída durante a atual gestão estadual.

Durante sua manifestação, Isolda fez referência às ações desenvolvidas pelo governo Fátima Bezerra ao longo dos últimos anos e defendeu a manutenção do diálogo político como parte do processo democrático. Segundo a deputada, a política pressupõe disposição para enfrentar desafios e sustentar projetos que receberam respaldo popular no processo eleitoral.

A parlamentar também ressaltou que o Partido dos Trabalhadores mantém o posicionamento político já definido para as eleições de 2026, reafirmando a continuidade do projeto liderado pela governadora Fátima Bezerra. De acordo com Isolda, o partido seguirá trabalhando dentro da estratégia previamente estabelecida, independentemente das mudanças anunciadas por outras legendas da base aliada.

Paralelamente a esse cenário, o secretário estadual da Fazenda e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu Xavier (PT), tem intensificado sua atuação nas redes sociais. Nos últimos dias, o secretário ampliou a publicação de vídeos e conteúdos com discurso alinhado à disputa eleitoral de 2026, adotando uma comunicação voltada à defesa da atual gestão estadual.

Em publicação recente em suas redes sociais, Cadu apresentou um discurso associado à continuidade do projeto político conduzido pelo governo Fátima Bezerra. No material divulgado, o secretário aborda o cenário eleitoral futuro, destaca ações da administração estadual e projeta os próximos anos a partir do atual modelo de gestão.

O conteúdo audiovisual segue um formato comum à comunicação política digital, com edição dinâmica, linguagem direta e foco em ações governamentais. Ao longo da gravação, Cadu faz menções a áreas como infraestrutura, segurança pública e saúde, citando exemplos de políticas públicas executadas durante a atual gestão estadual.

O secretário também utiliza o espaço para rebater críticas direcionadas ao governo, sem mencionar adversários de forma direta. O discurso busca reforçar a ideia de continuidade administrativa e mobilização política, associando os resultados apresentados à necessidade de dar sequência ao projeto iniciado pelo atual governo.

A intensificação da presença digital de Cadu Xavier ocorre em um momento de reorganização do cenário político estadual, marcado por definições partidárias e movimentações de lideranças com foco nas eleições de 2026. As manifestações públicas e os conteúdos divulgados nas redes sociais indicam o avanço do debate sucessório no Rio Grande do Norte.

Foto: Eduardo Maia/ALRN

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Eduardo Leite enfrenta vaias durante discurso em agenda oficial com Lula no RS

Eduardo Leite enfrenta vaias durante discurso em agenda oficial com Lula no RS

Governador do Rio Grande do Sul pediu respeito ao público e afirmou que evento com Lula não tinha caráter eleitoral

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado na manhã desta terça-feira (20) durante discurso em um evento oficial ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ocorrência foi registrada durante uma cerimônia institucional da Petrobras, realizada para a assinatura de contratos voltados à construção de navios gaseiros.

O episódio aconteceu em um ambiente formal, mas que, ao longo do ato, passou a apresentar manifestações políticas por parte do público presente. As vaias surgiram enquanto o governador utilizava a palavra, interrompendo sua fala em diversos momentos.

Diante da reação da plateia, Eduardo Leite solicitou respeito e ressaltou que tanto ele quanto o presidente da República ocupam cargos conquistados por meio do voto popular. O governador afirmou estar cumprindo seu dever constitucional e destacou a necessidade de respeito institucional durante o evento.

“Estou cumprindo meu dever constitucional em respeito ao cargo que exerço e ao presidente. Peço respeito”, declarou o governador, enquanto as manifestações continuavam.

Durante o pronunciamento, Leite também abordou o clima de hostilidade política observado no local. Segundo ele, ataques direcionados a pessoas que possuem posições políticas diferentes contribuem para o agravamento de sentimentos como ódio, rancor e mágoa, reforçando divisões no ambiente político.

O governador afirmou ainda que a cerimônia não tinha caráter eleitoral e que se tratava de uma agenda institucional, organizada para formalizar contratos da Petrobras relacionados à ampliação da frota de navios gaseiros. De acordo com Leite, manifestações políticas em eventos desse tipo não contribuem para o diálogo e aprofundam a polarização.

Ao comentar a presença do presidente da República no estado, Eduardo Leite declarou que Lula é sempre bem-vindo ao Rio Grande do Sul, reforçando que a agenda fazia parte de compromissos institucionais entre o governo federal, a estatal e o estado.

A cerimônia contou com autoridades políticas e representantes da Petrobras, reunidos para formalizar contratos voltados à construção de embarcações destinadas ao transporte de gás. O evento integrou a agenda oficial do presidente no estado e ocorreu sob a coordenação de órgãos federais.

A cena ganhou repercussão por ocorrer em um contexto institucional, no qual manifestações políticas interromperam a fala de uma autoridade eleita. O episódio foi registrado em meio ao discurso do governador e diante do presidente da República, sem interrupção formal da cerimônia.

Foto: Mauricio Tonetto/Secom

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“A missão cresce, o compromisso também”: Dr. Bernardo anuncia pré-candidatura a deputado federal pelo RN em 2026

“A missão cresce, o compromisso também”: Dr. Bernardo anuncia pré-candidatura a deputado federal pelo RN em 2026

Deputado anuncia decisão em vídeo e aponta subfinanciamento da Saúde como prioridade

O deputado estadual Dr. Bernardo anunciou oficialmente, nesta terça-feira (20), que será pré-candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A confirmação foi feita por meio de um vídeo publicado em seu perfil no Instagram. Na mensagem, Dr. Bernardo afirma que a decisão está relacionada à necessidade de buscar soluções em âmbito federal para demandas que ultrapassam a competência do legislativo estadual. O deputado também reforça que a Saúde Pública seguirá como eixo central de sua atuação, agora com foco nas discussões e decisões do Congresso Nacional.

“A missão cresce, e o compromisso também. Depois de oito anos de muito trabalho, entendemos que é hora de ampliar essa atuação e buscar soluções onde muitas decisões realmente acontecem, que é em Brasília”, declarou. Dr. Bernardo afirmou que uma de suas principais pautas será a defesa do financiamento adequado do Sistema Único de Saúde (SUS). “A Saúde vive um subfinanciamento histórico. A tabela do SUS está há mais de 25 anos sem reajuste, e isso faz com que estados e municípios fiquem sobrecarregados para manter o atendimento à população”, explicou.

Durante a gravação, o parlamentar afirmou que a atuação como deputado federal permitirá participar diretamente das discussões sobre orçamento, financiamento da Saúde e revisão de normas federais. “Enquanto deputado federal, quero defender um financiamento justo da Saúde, para que estados e municípios possam prestar uma assistência de qualidade à população”, pontuou.

O deputado também mencionou que a decisão foi construída a partir do diálogo constante com prefeitos, vereadores e lideranças municipais em diversas regiões do estado. “Estamos todos os dias ouvindo essas lideranças, que são o para-choque da política, lidando diretamente com os problemas da população. Muitas dessas soluções não dependem mais apenas do Estado, mas da União”, afirmou.

No vídeo, Dr. Bernardo reforçou que a pré-candidatura não representa uma ruptura com o trabalho atual, mas a continuidade de um projeto político iniciado no legislativo estadual. “Seguimos com o mesmo compromisso, com a mesma presença nos municípios, agora buscando ampliar essa voz para defender o Rio Grande do Norte em nível nacional”, declarou.

Com o anúncio, Dr. Bernardo passa a integrar formalmente o cenário pré-eleitoral para a disputa proporcional federal em 2026. A publicação marca o início da apresentação pública do projeto político e da agenda que será desenvolvida ao longo do período pré-eleitoral, com foco na Saúde Pública e na atuação junto aos municípios potiguares, conforme defende Dr. Bernardo.

Fotos: Divulgação

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Câmara de Natal marca sessão que decide arquivamento de pedido de cassação de Brisa Bracchi

Câmara de Natal marca sessão que decide arquivamento de pedido de cassação de Brisa Bracchi

Sessão extraordinária ocorre na terça-feira (27) com suplentes convocados para votação

A Câmara Municipal de Natal agendou para a próxima terça-feira (27) uma sessão extraordinária que irá deliberar sobre o arquivamento do pedido de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). A sessão está marcada para começar às 9h.

Para a votação, foram convocados suplentes parlamentares, uma vez que a vereadora denunciada e o denunciante, Matheus Faustino (União Brasil), não podem participar da decisão. A substituição segue o regimento interno da Casa Legislativa.

A denúncia contra Brisa Bracchi aponta o suposto uso de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares para financiar o evento político denominado “Rolé Vermelho – Bolsonaro na Cadeia”, além da cobrança de ingressos em eventos realizados com verba pública, prática vedada pela legislação.

O pedido de cassação foi analisado pela Comissão Especial Processante, que recomendou o arquivamento da denúncia por dois votos a um. O parecer da comissão cita vícios processuais e ausência de plausibilidade jurídica como fundamentos para a recomendação.

Durante a análise, houve voto divergente do vereador Daniell Rendall, que se posicionou contra o arquivamento. Os vereadores Samanda Alves (PT) e Tácio de Eudiane (União Brasil) acompanharam o entendimento favorável ao arquivamento do processo.

A composição da sessão extraordinária poderá sofrer alteração caso a suplente Júlia Arruda declare impedimento para participar da votação. Nessa hipótese, o segundo suplente do Partido dos Trabalhadores, Carlos Silvestre, será convocado para assumir a função.

A decisão final sobre o arquivamento ou prosseguimento do pedido de cassação será tomada pelo plenário durante a sessão extraordinária da Câmara Municipal de Natal.

Foto: Francisco de Assis/Câmara de Natal / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Walter Alves diz que não assumirá o Governo do RN em caso de renúncia de Fátima Bezerra

Walter Alves diz que não assumirá o Governo do RN em caso de renúncia de Fátima Bezerra

Vice-governador comunica decisão, anuncia pré-candidatura e trata de alianças para eleições de 2026

O vice-governador Walter Alves (MDB) comunicou nesta segunda-feira (19) que não assumirá o cargo de governador do Rio Grande do Norte caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie à função para disputar as eleições ao Senado Federal. A informação foi confirmada após reunião realizada na manhã desta segunda, no prédio da Governadoria, no Centro Administrativo, em Natal.

De acordo com a legislação eleitoral, para concorrer ao Senado, a governadora precisa renunciar ao cargo até seis meses antes das eleições, previstas para outubro deste ano, conforme regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A reunião entre governadora e vice teve duração aproximada de uma hora. Após o encontro, Walter Alves divulgou nota pública na qual detalhou sua posição em relação à sucessão estadual e aos rumos políticos do MDB no Rio Grande do Norte.

Vice-governador anuncia que não assumirá o Executivo estadual

Na nota, Walter Alves afirmou que comunicou diretamente à governadora sua decisão de não assumir o comando do Executivo estadual em caso de renúncia. Segundo ele, a posição já está definida e foi formalmente apresentada durante a reunião.

“Comuniquei que não assumirei o cargo de governador, com a possível renúncia dela. Também adiantei que sou pré-candidato a deputado estadual”, declarou o vice-governador.

Walter Alves também confirmou que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026, reforçando o planejamento político pessoal para o próximo pleito.

MDB-RN define posicionamento sobre sucessão estadual

Ainda de acordo com o vice-governador, o encontro também foi utilizado para informar à governadora o posicionamento do MDB no âmbito estadual. Walter Alves, que preside o MDB no Rio Grande do Norte, declarou que a legenda decidiu caminhar politicamente com a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), além do PSD.

Segundo o vice-governador, a definição ocorreu após consulta aos correligionários do partido no estado. A decisão foi comunicada formalmente à governadora durante a reunião desta segunda-feira.

“Sobre a sucessão estadual, cientifiquei a governadora que a posição do MDB-RN é de caminhar com os partidos Federação União Progressista (União Brasil e PP) e PSD. Decisão tomada após consulta aos correligionários”, informou.

Apoio nacional à reeleição de Lula é reafirmado

No plano nacional, Walter Alves declarou que o MDB potiguar mantém o alinhamento político em apoio à reeleição do presidente Lula (PT). Segundo ele, a posição já havia sido definida em diálogo com a direção nacional do partido.

O vice-governador informou que o entendimento foi previamente alinhado com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

“Ratifiquei o posicionamento já alinhado com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT)”, afirmou Walter Alves.

PT anuncia candidatura tampão ao Governo do RN

Após a confirmação de que Walter Alves não assumirá o Governo do Estado, o PT do Rio Grande do Norte divulgou nota informando que apresentará uma candidatura ao Governo do Estado para um mandato tampão, no período de abril a dezembro deste ano.

Segundo o partido, a escolha ocorrerá por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa, conforme previsto na legislação, caso a governadora renuncie ao cargo para disputar o Senado.

A nota foi assinada pela presidente estadual do PT, Samanda Alves, que informou que o partido está em diálogo com forças políticas aliadas para a disputa.

“Estamos realizando todos os diálogos necessários com as forças políticas comprometidas com o Rio Grande do Norte para vencer essa disputa, com muita unidade interna e certos de que o Estado não pode ter sua estabilidade comprometida e precisa seguir com as políticas públicas e as obras que estão em andamento”, afirmou a dirigente partidária.

Fotos: João Gilberto/ALRN/Ilustração / Reprodução/Arquivo

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Oposição atinge assinaturas e CPI do Banco Master avança no Senado

Oposição atinge assinaturas e CPI do Banco Master avança no Senado

Requerimento atinge número mínimo de assinaturas; pedidos paralelos avançam na Câmara e em CPMI

A oposição no Senado Federal alcançou, nesta segunda-feira (19), o número mínimo de assinaturas necessárias para viabilizar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o caso do Banco Master, instituição financeira que passou por processo de liquidação extrajudicial determinado pelo Banco Central. Ao todo, 42 senadores subscreveram o requerimento, superando a maioria absoluta exigida pelo regimento interno da Casa.

A proposta de criação da CPI é de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE). No requerimento, o parlamentar defende a apuração de fatos relacionados à atuação do Banco Central no processo que resultou na liquidação do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. O prazo inicial sugerido para o funcionamento da comissão é de 90 dias, podendo ser prorrogado conforme decisão do colegiado.

Com o número mínimo de assinaturas atingido, o requerimento agora depende de leitura em plenário para que a CPI seja oficialmente instalada. A responsabilidade pela leitura cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o que o coloca no centro das articulações políticas em torno do tema. A definição sobre a instalação da comissão ocorre em um cenário de aumento da pressão política e institucional relacionada ao caso.

Além da CPI no Senado, também tramitam no Congresso Nacional pedidos para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com participação de deputados e senadores, e de uma CPI específica na Câmara dos Deputados. A existência de iniciativas paralelas amplia o alcance das discussões e mantém o caso do Banco Master em evidência no Legislativo.

Entre os senadores que assinaram o requerimento estão líderes da oposição, como Tereza Cristina (PP-MS), Carlos Portinho (PL-RJ), Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e Carlos Viana (Podemos-MG). O apoio, no entanto, não se restringe a parlamentares oposicionistas. Também constam entre os signatários nomes ligados à base do governo federal, como Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), indicando que o tema mobiliza diferentes espectros políticos no Senado.

O Banco Master foi submetido à liquidação extrajudicial após o Banco Central apontar problemas financeiros e descumprimento de normas do sistema financeiro nacional. A medida levou à abertura de diferentes frentes de apuração, tanto no âmbito legislativo quanto no Judiciário e em órgãos de controle.

Relatoria no STF permanece com Dias Toffoli

No Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito que apura supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master segue sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. De acordo com informações compartilhadas pelo próprio magistrado em conversas reservadas, não há intenção de deixar o comando da investigação, mesmo diante de questionamentos sobre decisões recentes no caso.

A permanência de Toffoli na relatoria tem sido alvo de críticas em diferentes instâncias. Integrantes da Polícia Federal manifestaram preocupação com o impacto de determinadas decisões no andamento do inquérito, avaliando que elas podem influenciar a condução das apurações. O ministro, por sua vez, sustenta que não existe fundamento legal para seu afastamento.

Segundo interlocutores, Toffoli afirma não se enquadrar em nenhuma das hipóteses de impedimento ou suspeição previstas no Código de Processo Penal. O magistrado também ressalta que um eventual afastamento implicaria a anulação de todas as decisões já proferidas no inquérito, exigindo a retomada do processo desde o início e o sorteio de um novo relator.

Declarações sobre o TCU ampliam o alcance do caso

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nesta segunda-feira (19) que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) teriam pressionado integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar reverter a decisão do Banco Central que determinou a liquidação do Banco Master. A declaração foi confirmada pelo parlamentar ao portal Metrópoles.

Segundo Renan, as supostas articulações teriam ocorrido no contexto de processos que analisam a atuação do Banco Central no caso. O senador não detalhou de que forma a pressão teria sido exercida, mas afirmou que houve tentativa de influenciar o julgamento no âmbito da Corte de Contas.

O caso chegou ao TCU após o Ministério Público junto ao tribunal levantar questionamentos sobre a fiscalização exercida pelo Banco Central. A relatoria do processo ficou a cargo do ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado indicado pela Câmara dos Deputados. Em despacho, o relator sinalizou a possibilidade de reavaliação da decisão do BC, ponto que, segundo Renan, justifica acompanhamento mais próximo do processo.

Arthur Lira reagiu às declarações e classificou as acusações como “fake news”, afirmando que o senador tenta atacar adversários sem apresentar provas. A assessoria do presidente da Câmara, Hugo Motta, não se manifestou sobre o tema até a última atualização desta matéria. Paralelamente, Renan Calheiros instituiu um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para acompanhar os desdobramentos do caso Banco Master e discutir eventuais medidas legislativas relacionadas.

Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agencia Brasil / Leopoldo Silva/Agência Senado / Pedro França/Agência Senado

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Ex-ministro e presidente do IBRAM, Raul Jungmann morre após tratamento contra câncer

Ex-ministro e presidente do IBRAM, Raul Jungmann morre após tratamento contra câncer

Diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração morreu em Brasília; velório será reservado à família

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) informou neste domingo (18) o falecimento de Raul Jungmann, diretor-presidente da entidade. A morte ocorreu em Brasília, após um longo tratamento contra câncer de pâncreas.

De acordo com o instituto, atendendo a um desejo manifestado pelo próprio Jungmann, o velório será realizado em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos. Até a última atualização, não foram divulgadas informações sobre sepultamento.

Natural de Pernambuco, Raul Jungmann teve atuação na vida pública brasileira por mais de cinco décadas. Ao longo de sua trajetória política, exerceu mandatos eletivos como vereador e deputado federal, participando de debates legislativos em diferentes períodos da história recente do país.

Além dos mandatos parlamentares, Jungmann ocupou cargos no Poder Executivo federal. Ele comandou quatro ministérios durante os governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer. As pastas foram Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.

Em 2022, Raul Jungmann assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração. À frente do IBRAM, atuou na condução de pautas institucionais relacionadas ao setor mineral, com foco em temas ligados à sustentabilidade, governança e diálogo com diferentes segmentos da sociedade.

Em nota oficial divulgada após a confirmação do falecimento, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, afirmou que Jungmann foi um homem público comprometido com a democracia e com o interesse público.

Segundo a dirigente, Raul Jungmann conduziu o instituto em um período considerado decisivo, fortalecendo a atuação institucional do IBRAM e contribuindo para o setor mineral. A nota também menciona que sua gestão foi marcada pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.

Raul Jungmann deixa um legado ligado à atuação política, administrativa e institucional, com passagens por diferentes áreas da administração pública e do setor representativo da mineração no Brasil.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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André Ventura avança ao segundo turno nas eleições presidenciais de Portugal

André Ventura avança ao segundo turno nas eleições presidenciais de Portugal

Líder do partido Chega obteve 24% dos votos e disputará segundo turno marcado para fevereiro

O líder do partido Chega, André Ventura, ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de Portugal realizadas neste domingo (18) e garantiu vaga no segundo turno do pleito. O resultado foi confirmado após a apuração de quase 98% dos votos.

De acordo com os dados divulgados, Ventura obteve cerca de 24% dos votos válidos, ficando atrás do candidato socialista de centro-esquerda António José Seguro, que liderou a votação com aproximadamente 31%. Os dois candidatos disputarão o segundo turno, previsto para o dia 8 de fevereiro.

A eleição presidencial contou com um número recorde de candidatos. Ao todo, nove concorrentes disputaram o cargo, mas nenhum alcançou os mais de 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno, conforme estabelece a legislação eleitoral portuguesa.

O desempenho de André Ventura ocorre em um contexto de crescimento do partido Chega no cenário político português. Fundada há seis anos, a legenda tornou-se o segundo maior partido no Parlamento de Portugal nas eleições legislativas realizadas no ano passado.

O avanço do Chega acompanha o fortalecimento de partidos nacionalistas e populistas em outros países da Europa. Movimentos com plataformas semelhantes têm registrado crescimento em nações como França, Alemanha, Itália e Espanha, segundo análises do cenário político continental.

Ventura e seus apoiadores têm apontado a ascensão dessas forças políticas como um fator de estímulo para a consolidação do partido no sistema político português. O segundo turno será decisivo para definir o próximo presidente do país.

O vencedor da eleição substituirá Marcelo Rebelo de Sousa, que deixará o cargo após cumprir o limite constitucional de dois mandatos consecutivos de cinco anos à frente da Presidência da República de Portugal.

A campanha para o segundo turno deverá ocorrer ao longo das próximas semanas, com foco na disputa direta entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno.

Foto: RS/Fotos Públicas

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RN lidera ranking negativo e é o estado que menos investiu no Nordeste em 2025

RN lidera ranking negativo e é o estado que menos investiu no Nordeste em 2025

Dados da Secretaria do Tesouro Nacional mostram queda nos investimentos e pressão fiscal no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte foi o estado que menos investiu entre as unidades da federação do Nordeste no período de janeiro a outubro de 2025. Os dados constam em levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional e indicam que apenas 3% da receita estadual foi destinada a investimentos no período analisado.

No comparativo regional, a Paraíba aplicou 11% da receita em investimentos, enquanto o Ceará destinou 7%. O desempenho do Rio Grande do Norte ficou abaixo de todos os demais estados nordestinos no mesmo intervalo de tempo.

Além do percentual da receita, o estado também apresentou o pior resultado em investimento per capita na região. O valor executado foi de R$ 106,55 por habitante, número inferior ao montante previsto no orçamento anual, que era de R$ 460,40 por pessoa.

Em relação ao mesmo período de 2024, os investimentos do Rio Grande do Norte registraram queda de 40,8%. O recuo é observado tanto nos valores globais quanto na média por habitante, conforme os dados consolidados pelo Tesouro Nacional.

De acordo com análise da Aequus Consultoria, os números refletem a fragilidade fiscal enfrentada pelo estado nos últimos anos. Desde 2019, o Rio Grande do Norte mantém classificação Capag C na avaliação de Capacidade de Pagamento, indicador utilizado pelo Tesouro Nacional para medir a situação fiscal dos entes federativos.

A nota Capag C limita o acesso do estado a operações de crédito com garantia da União. Em 2024, segundo o levantamento, 43% dos investimentos realizados dependeram de operações de crédito, o que evidencia a restrição de recursos próprios para investimentos diretos.

O Rio Grande do Norte também encerrou o período com o menor volume de investimentos empenhados por habitante entre os estados do Nordeste, reforçando o desempenho abaixo da média regional.

Um dos principais fatores apontados para o cenário é o elevado comprometimento da receita com despesas de pessoal. Até outubro de 2025, 73% das despesas estaduais foram destinadas ao pagamento da folha salarial e encargos. No Poder Executivo, esse percentual já ultrapassa o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Economistas avaliam que o baixo nível de investimento compromete a capacidade do estado de atrair novos empreendimentos e pode contribuir para a estagnação econômica, especialmente quando comparado ao desempenho de estados vizinhos, como Ceará e Paraíba, que apresentaram indicadores mais elevados de aplicação de recursos em investimentos.

Em nota, o governo do Rio Grande do Norte informou que o investimento total realizado em 2025 alcançou R$ 605 milhões, valor considerado o terceiro maior dos últimos 16 anos. Especialistas, no entanto, apontam que, apesar do volume nominal, o cenário fiscal permanece pressionado, sobretudo em função da elevada rigidez das despesas correntes.

Foto: Demis Roussos/Arquivo / Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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Toffoli prorroga por mais 60 dias investigações sobre o caso Master

Toffoli prorroga por mais 60 dias investigações sobre o caso Master

Ministro atendeu a pedido da Polícia Federal, que investiga o caso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli prorrogou por mais 60 dias as investigações, no âmbito do inquérito 5026, que corre sob sigilo no Distrito Federal e apura as irregularidades na operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O ministro atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que investiga o caso.

Além disso, o ministro determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que tome ciência da continuidade das investigações.

As investigações da PF apontam que o esquema de desvios em operações do banco pode chegar a R$ 12 bilhões, com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro. O Master chegou a prometer aos clientes até 40% acima da taxa básica do mercado.

A polícia apura ainda a participação de dirigentes do BRB no esquema. Em março do ano passado, banco brasiliense chegou a anunciar a compra do Master. A operação teve o aval do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. O negócio foi barrado pelo Banco Central (BC) que constatou irregularidades nos papéis apresentados pelo Master para assegurar a solidez de sua carteira.

“Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas. Intime-se a Procuradoria-Geral da República”, despachou Toffoli.

Na quarta-feira (14), a PF deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero para investigar, novamente, o Banco Master do empresário Daniel Vorcaro.

As autoridades apuram prática de crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Entre as medidas autorizadas estão o sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam os R$ 5,7 bilhões.

Foto: José Cruz/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Prefeitura divulga atrações do Carnaval de Natal 2026 com pré-carnaval na Zona Norte

Prefeitura divulga atrações do Carnaval de Natal 2026 com pré-carnaval na Zona Norte

Carnaval de Natal 2026 confirma 24 atrações e terá pré-carnaval na Avenida da Alegria

A Prefeitura do Natal divulgou nesta sexta-feira (16) as atrações já confirmadas para o Carnaval de Natal 2026. Ao todo, 24 artistas e bandas integram a programação oficial anunciada até o momento. Os shows irão contemplar diferentes gêneros musicais, como axé, forró, samba, pagode e MPB.

Entre os nomes confirmados estão Carlinhos Brown, Alceu Valença, Jorge Aragão, É o Tchan, Olodum, Xanddy Harmonia, Raça Negra, Banda Grafith, Ricardo Chaves e Banda Mel. As datas e os polos onde cada atração irá se apresentar ainda não foram divulgados pelo município.

Além da programação dos quatro dias oficiais de carnaval, a Prefeitura anunciou uma festa de pré-carnaval que acontecerá nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro, na Avenida da Alegria, localizada na Redinha, Zona Norte da capital potiguar. As atrações já confirmadas para a prévia são Wesley Safadão e Natanzinho Lima. Um terceiro nome ainda será anunciado.

O lançamento oficial das festividades ocorreu em evento promovido pela Prefeitura de Natal, ocasião em que o prefeito Paulinho Freire apresentou os principais pontos da programação e da estrutura do Carnaval 2026.

A abertura oficial do Carnaval de Natal 2026 está marcada para o dia 12 de fevereiro, no Largo do Atheneu, com a realização do tradicional Baile de Máscaras. Durante o evento, será feita a entrega simbólica da chave da cidade ao Rei Momo e à Rainha do Carnaval.

Segundo a Prefeitura, a programação completa, com a definição das datas, horários e locais de cada apresentação, deverá ser divulgada na próxima semana, juntamente com a confirmação das demais atrações que irão compor o calendário oficial.

Durante o anúncio, o prefeito destacou que o Carnaval integra a estratégia do município voltada ao fortalecimento do turismo e à movimentação da economia local. De acordo com ele, o investimento total previsto para o Carnaval de Natal 2026, considerando recursos públicos e da iniciativa privada, pode chegar a até R$ 17 milhões.

Para 2026, a Prefeitura confirmou a manutenção do polo da Zona Norte, no entorno do Ginásio Nélio Dias, além da Avenida da Alegria, que contará com três trios elétricos durante a programação. Nos anos anteriores, o local já vinha sendo utilizado como espaço para desfiles e apresentações musicais.

Também foram anunciadas mudanças no polo de Ponta Negra. O espaço será transferido da Praça Cláudio Porpino, conhecida como Praça dos Gringos, para a orla da praia de Ponta Negra. De acordo com a Prefeitura, o novo polo contará ainda com uma área gastronômica, com apresentações musicais nos períodos da tarde e da noite.

Confira a lista de atrações confirmadas para o Carnaval de Natal 2026, com datas a definir:

  • Carlinhos Brown;
  • Alceu Valença;
  • Raça Negra;
  • Xanddy Harmonia;
  • É o Tchan;
  • Jorge Aragão;
  • Olodum;
  • Ricardo Chaves;
  • Banda Grafith;
  • Banda Mel;
  • Tony Salles;
  • Mari Fernandez;
  • Márcia Freire;
  • Márcia Fellipe;
  • Cavaleiros do Forró;
  • Jonas Esticado;
  • Raí Saia Rodada;
  • Rafa e Pipo;
  • Michele Andrade;
  • Kadu Martins;
  • Léo Foguete;
  • Dan Ventura;
  • Capilé;
  • Aduílio.

As atrações Wesley Safadão e Natanzinho Lima estão confirmadas exclusivamente para a programação do pré-carnaval na Avenida da Alegria.

Fotos: Prefeitura de Olinda/VisualHunt / Elias Santana/VisualHunt / turismobahia/VisualHunt / Secretaría de Cultura – Argentina/VisualHunt

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Bolsonaro será submetido a perícia médica após pedido da defesa ao STF

Bolsonaro será submetido a perícia médica após pedido da defesa ao STF

Defesa de Bolsonaro apresenta quesitos para perícia médica determinada por Moraes

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta sexta-feira (16) uma lista de questionamentos técnicos que deverão orientar a perícia médica judicial determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O objetivo da perícia é avaliar o estado de saúde do ex-presidente e verificar a necessidade de eventual transferência para um hospital penitenciário.

No documento encaminhado ao Supremo, os advogados afirmam reiteradamente que Bolsonaro corre risco de morte súbita em razão de diferentes condições clínicas e da inadequação do ambiente prisional para o acompanhamento médico necessário. A defesa solicita que seja avaliado se a ausência de cuidados contínuos pode resultar em eventos fatais repentinos.

Segundo os advogados, o risco de morte não deve ser tratado como uma possibilidade remota, mas como um risco concreto e previsível, caso Bolsonaro não tenha acesso a uma estrutura de saúde considerada complexa e contínua.

Entre os pontos levantados, a defesa questiona a associação entre doenças cardiovasculares e respiratórias e se essa combinação aumenta o risco de arritmias potencialmente fatais, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.

O documento também menciona que Bolsonaro apresenta quadro de apneia obstrutiva do sono classificada como severa, com cerca de 50 eventos por hora. A defesa questiona se a interrupção, irregularidade ou uso inadequado do aparelho CPAP eleva significativamente o risco de morte súbita, além de acidente vascular cerebral e deterioração cognitiva.

A perícia médica foi determinada por Alexandre de Moraes e deverá ser realizada pela Polícia Federal. O prazo estabelecido é de dez dias para a entrega do laudo médico ao Supremo Tribunal Federal.

No despacho, o ministro determinou que o perito responda se, à luz da boa prática médica, a permanência de Jair Bolsonaro no sistema prisional representa risco concreto e previsível à sua vida e à sua saúde.

Também deverá ser avaliado se o quadro clínico se enquadra como “grave enfermidade”, conforme previsto no artigo 117 da Lei de Execução Penal, hipótese que pode autorizar o cumprimento da pena em regime domiciliar.

A defesa questiona ainda se o ambiente prisional comum possui estrutura suficiente para garantir cuidados considerados essenciais, como o uso contínuo e adequado do CPAP, prevenção efetiva de quedas, dieta rigorosamente fracionada, vigilância clínica permanente, atendimento imediato em situações de urgência e administração regular de medicamentos.

No documento, os advogados afirmam que Bolsonaro apresenta múltiplas doenças crônicas e comorbidades, envolvendo os sistemas cardiovascular, respiratório, gastrointestinal, renal, nutricional e psiquiátrico.

Entre as condições citadas estão apneia obstrutiva do sono grave, doença aterosclerótica, hipertensão arterial, insuficiência renal limítrofe, pneumonia aspirativa recorrente, esofagite erosiva, anemia, sarcopenia e sequelas de múltiplas cirurgias abdominais.

A defesa sustenta que o ex-presidente depende de acompanhamento médico contínuo e multidisciplinar, além de controle rigoroso da pressão arterial, hidratação constante, acesso frequente a exames e atendimento emergencial.

O texto também aponta risco elevado de quedas, confusão mental, traumatismo craniano, insuficiência respiratória, acidente vascular cerebral, infarto e morte súbita, especialmente na ausência de vigilância permanente.

Por fim, a defesa questiona de forma direta se o ambiente prisional comum é capaz de assegurar essas condições mínimas de cuidado e indica que, na avaliação apresentada no documento, a resposta é negativa.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Bolsonaro é transferido para a Papudinha por ordem do STF; saúde, visitas e reação política entram no radar

Bolsonaro é transferido para a Papudinha por ordem do STF; saúde, visitas e reação política entram no radar

Ex-presidente deixa Superintendência da PF e passa a cumprir pena no Complexo da Papuda

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta quinta-feira (15), a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha.

Bolsonaro já foi transferido para a unidade e passa a cumprir no local a pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Na mesma área estão presos o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, ambos em celas individuais.

Na decisão, Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente seja submetido de forma imediata a uma junta médica oficial, composta por médicos da Polícia Federal. O objetivo é avaliar o quadro clínico de Bolsonaro, as condições necessárias para o cumprimento da pena e a eventual necessidade de transferência para um hospital penitenciário.

O laudo médico deverá ser apresentado ao STF no prazo de até dez dias. A defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderão indicar assistentes técnicos e apresentar quesitos no prazo de 24 horas após a decisão.

Assistência médica e condições de custódia

Ainda na mesma decisão, o ministro autorizou uma série de medidas relacionadas à assistência médica e às condições de custódia de Bolsonaro. Foi autorizada a prestação de assistência médica integral, 24 horas por dia, tanto por profissionais do sistema penitenciário quanto por médicos particulares previamente cadastrados, sem a necessidade de comunicação prévia ao Judiciário.

Também ficou autorizado o deslocamento imediato do ex-presidente para unidades hospitalares em casos de urgência, com comunicação posterior ao Supremo Tribunal Federal no prazo de até 24 horas.

Bolsonaro poderá realizar sessões de fisioterapia nos dias e horários indicados por seus médicos, desde que o profissional responsável seja previamente cadastrado e haja comunicação ao juízo competente. A defesa também foi autorizada a providenciar a entrega diária de alimentação especial, devendo indicar, no prazo de 24 horas, a pessoa responsável por essa entrega.

Equipamentos de fisioterapia, como esteira e bicicleta, além da instalação de grades de proteção e barras de apoio nas acomodações, poderão ser instalados a critério da defesa, desde que haja recomendação médica.

Visitas autorizadas pelo STF

Em relação às visitas, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a visitação semanal permanente da esposa, Michelle Bolsonaro, e dos filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia Firmo da Silva. As visitas deverão ocorrer às quartas e quintas-feiras, em horários previamente definidos.

As demais visitas deverão seguir as normas do sistema penitenciário do Distrito Federal e dependerão de autorização expressa do STF. De forma excepcional, após a transferência realizada nesta quinta-feira, foi autorizada uma visita dos familiares diretos ainda no mesmo dia, com duração total de três horas, a ser dividida entre os visitantes.

O pedido da defesa para autorização de acesso a uma televisão do tipo Smart TV foi negado. Também foram considerados prejudicados pedidos anteriores relacionados às condições de custódia na Superintendência da Polícia Federal, em razão da transferência para a Papudinha.

Michelle Bolsonaro visita o ex-presidente

Na noite desta quinta-feira (15), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve na Papudinha para visitar o marido. Ela chegou ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal por volta das 20h20.

Antes da visita, Michelle utilizou as redes sociais para agradecer à Polícia Federal pelo apoio prestado ao ex-presidente durante o período em que ele permaneceu detido na Superintendência da corporação. A visita ocorreu após autorização excepcional concedida pelo STF no dia da transferência.

Repercussão política e articulação no Congresso

A transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha repercutiu no Congresso Nacional e reacendeu a mobilização da oposição para tentar derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria, projeto que reduz as penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado.

Parlamentares do PL e de partidos aliados avaliam que o novo cenário acelera a articulação política para recolocar o tema na pauta do Legislativo. O texto havia sido aprovado anteriormente por ampla maioria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, mas foi vetado integralmente pelo presidente da República na última semana.

Aliados defendem que a eventual derrubada do veto pode reduzir o tempo de permanência de Bolsonaro no regime fechado e abrir possibilidade de progressão para o regime semiaberto ou prisão domiciliar. A oposição afirma já contar com votos suficientes para derrubar o veto em sessão do Congresso Nacional.

Nos bastidores, líderes oposicionistas intensificaram a cobrança ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a análise do veto presidencial. Também estão em curso articulações paralelas, como pedidos formais de prisão domiciliar e denúncias a organismos internacionais, sob o argumento de preocupação com a segurança e a saúde do ex-presidente.

Aliados de Bolsonaro avaliam ainda que a transferência para a Papudinha pode ter reflexos no cenário político eleitoral. Integrantes do PL apontam que o episódio pode fortalecer politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), citado como o nome indicado pelo ex-presidente para disputar a Presidência da República.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / RS/Fotos Públicas

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Flávio Dino proíbe emendas para ONGs ligadas a parentes de parlamentares

Flávio Dino proíbe emendas para ONGs ligadas a parentes de parlamentares

Decisão do STF amplia regras de controle e transparência sobre recursos públicos

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (15) a proibição do repasse de emendas parlamentares para organizações não governamentais (ONGs) e entidades do terceiro setor que possuam vínculos com parentes de parlamentares ou de seus assessores.

Na decisão, o ministro afirmou que esse tipo de destinação de recursos fere os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa. Segundo Dino, a prática pode resultar na utilização de recursos públicos em benefício pessoal ou familiar, o que compromete a finalidade das emendas parlamentares.

O ministro destacou que a destinação de emendas a entidades ligadas a familiares “desnatura” o objetivo do instrumento legislativo e afeta a confiança da sociedade nas instituições públicas.

Transparência e rastreabilidade

A decisão faz parte do acompanhamento do plano aprovado pelo STF que busca ampliar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares. O conjunto de medidas vem sendo analisado pela Corte com o objetivo de reforçar o controle sobre a aplicação dos recursos públicos.

Flávio Dino citou reportagens que apontam indícios de irregularidades na utilização de emendas parlamentares para atender interesses privados, em desacordo com a finalidade pública prevista na legislação.

Vínculos familiares e improbidade

Na avaliação do ministro, embora a legislação já proíba a contratação direta de parentes na administração pública, tentativas de burlar essa vedação por meio de vínculos indiretos com entidades beneficiadas por emendas podem configurar improbidade administrativa.

Dino afirmou que não é aceitável que uma entidade beneficiada por emenda parlamentar contrate empresas ou serviços de pessoas que mantenham relação de parentesco com o parlamentar responsável pela destinação do recurso.

Segundo o ministro, esse tipo de prática compromete a legalidade do repasse e desrespeita os princípios constitucionais que regem a administração pública.

Repasse ao terceiro setor

O ministro também destacou que o crescimento dos repasses de recursos públicos ao terceiro setor exige critérios rigorosos de controle. Embora reconheça avanços recentes em mecanismos de transparência, ele afirmou que ainda são necessários ajustes para garantir que os princípios da moralidade e da impessoalidade sejam plenamente observados.

A decisão passa a integrar o conjunto de medidas adotadas pelo Supremo Tribunal Federal no acompanhamento da execução das emendas parlamentares e na fiscalização da destinação dos recursos públicos.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil / Pedro França/Agência Senado

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Caso Banco Master expõe embates entre STF, TCU, Polícia Federal e Receita Federal

Caso Banco Master expõe embates entre STF, TCU, Polícia Federal e Receita Federal

Liquidação do Banco Master provoca cobranças a órgãos de controle, decisões judiciais controversas e reação de senador contra ministros do STF

Dois meses após a liquidação do Banco Master, a atuação de órgãos responsáveis pela fiscalização e investigação do caso passou a ser alvo de críticas públicas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Banco Central foram formalmente acionados para prestar esclarecimentos sobre sua conduta no episódio. A Polícia Federal também entrou no centro do debate institucional.

As cobranças surgiram em meio ao avanço das apurações que envolvem executivos do banco, empresários e pessoas próximas à direção da instituição financeira. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido cerca de R$ 12 bilhões em títulos considerados falsos, o que levou à deflagração de operações, prisões e cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Toffoli aponta inércia da Polícia Federal e determinações são revistas

No âmbito do STF, o ministro Dias Toffoli criticou a atuação da Polícia Federal ao apontar “falta de empenho” e “inércia” na condução das investigações. As declarações ocorreram no contexto da autorização da prisão de Fabiano Zettel, cunhado do controlador do banco, Daniel Vorcaro, além da realização de buscas contra o empresário Nelson Tanure.

Inicialmente, Toffoli determinou que todo o material apreendido ficasse sob custódia do Supremo Tribunal Federal. A decisão provocou reação de juristas e integrantes do meio jurídico, que questionaram a medida. Horas depois, o ministro recuou e autorizou a transferência das provas diretamente para a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela condução das investigações criminais.

Questionamento no TCU sobre liquidação do banco gera impasse institucional

No Tribunal de Contas da União, o ministro Jhonatan de Jesus tentou revisar a decisão do Banco Central que determinou a liquidação do Banco Master. O argumento apresentado foi o de possível precipitação por parte da autoridade monetária. A iniciativa, no entanto, extrapolou as atribuições do TCU, que não possui competência para rever atos regulatórios do Banco Central.

Após reunião entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ficou definido que a inspeção do tribunal será limitada. O acordo prevê que não haverá acesso a informações protegidas por sigilo bancário ou fiscal, restringindo o escopo da análise do órgão de controle externo.

Contratos, investimentos e abertura de inquérito sigiloso

Durante as investigações conduzidas pela Polícia Federal, foi localizado no celular de Daniel Vorcaro um contrato no valor de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, veio a público que um fundo ligado ao Banco Master realizou investimentos em um resort que já pertenceu a familiares do ministro Dias Toffoli.

Após a divulgação dessas informações, Alexandre de Moraes determinou a abertura de uma investigação sigilosa para apurar possível quebra irregular de sigilo fiscal e bancário. O inquérito tem como foco a atuação da Receita Federal e do Coaf, diante da suspeita de acessos indevidos a dados protegidos por lei.

Senador acusa ministros do STF de abuso de poder

A reação política ao caso ganhou destaque com declarações do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estariam praticando um “abuso de poder escancarado” ao, segundo ele, tentar constranger e intimidar a Polícia Federal e a Receita Federal.

Vieira criticou diretamente a decisão de Moraes de instaurar inquérito para apurar um suposto vazamento de dados sigilosos envolvendo ministros do STF. De acordo com o senador, as investigações miram acessos a informações fiscais e bancárias relacionadas ao próprio Moraes e a Toffoli, incluindo dados sobre o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e negócios de familiares de Toffoli ligados ao Banco Master.

Críticas à abertura de inquérito e atuação da PF

Na avaliação do senador, a abertura do inquérito seria uma reação às revelações que causaram constrangimento institucional. Vieira afirmou que, diante da impossibilidade de explicar relações com investigados e transações financeiras de alto valor, os ministros estariam buscando deslocar o foco das apurações para a origem do vazamento das informações.

No mesmo contexto, Dias Toffoli voltou a criticar publicamente a Polícia Federal pela demora na deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. O ministro chegou a responsabilizar a corporação por eventuais prejuízos à apuração. Inicialmente, também determinou que os materiais apreendidos permanecessem lacrados sob guarda do STF, decisão que foi revertida posteriormente, com autorização para envio direto à Procuradoria-Geral da República.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Pedro França/Agência Senado

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Walter Alves adia anúncio sobre assumir governo do RN para o fim de janeiro

Walter Alves adia anúncio sobre assumir governo do RN para o fim de janeiro

Vice-governador mantém articulações políticas enquanto avalia cenário eleitoral e partidário

O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), adiou o anúncio formal sobre a possibilidade de assumir o comando do governo do Estado em abril. A decisão, que estava prevista para ser comunicada nesta quinta-feira (15), foi postergada para o fim de janeiro, após conversa com a governadora Fátima Bezerra (PT).

Até o momento, não há agenda definida para uma reunião reservada entre Walter Alves e a governadora. Um encontro público entre os dois está previsto para o dia 22, durante a vinda ao Rio Grande do Norte do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), ocasião em que será emitida a ordem de serviço para o início das obras de duplicação da BR-304, no trecho entre Assu e Mossoró.

Articulações políticas seguem em andamento

Enquanto adia a definição sobre assumir o governo do Estado, Walter Alves mantém articulações políticas voltadas ao cenário eleitoral de 2026. O vice-governador já manifestou a intenção de disputar uma vaga de deputado estadual e atua na formatação da chapa proporcional do MDB.

Paralelamente, seguem conversas com integrantes da Federação União Progressista (União Brasil/PP) com foco na construção de uma base de apoio à pré-candidatura ao governo do Estado do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

Na quarta-feira (14), Walter Alves se reuniu com Allyson Bezerra em um encontro realizado na residência do ex-senador Garibaldi Alves Filho. A reunião também contou com a presença do ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil.

José Agripino tem atuado na articulação política para consolidar o nome de Allyson Bezerra e promover encontros voltados à análise dos nomes que podem compor as chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa do RN e para a Câmara dos Deputados.

Composição das chapas proporcionais

A discussão sobre a formação das nominatas para deputado estadual e federal tem sido tratada como prioridade dentro do MDB. A orientação do diretório nacional do partido é ampliar a bancada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e buscar a reconquista de espaço na Câmara dos Deputados.

O encontro entre Walter Alves e Allyson Bezerra estava inicialmente previsto para a terça-feira (13), mas foi remarcado para o dia seguinte. Além das possibilidades de alianças majoritárias, as conversas têm se concentrado na estruturação das chapas proporcionais.

Antes de qualquer anúncio oficial sobre o futuro político, Walter Alves mantém a necessidade de uma nova conversa com a governadora Fátima Bezerra.

Desincompatibilização e cenário sucessório

Na sexta-feira (9), foi confirmada a intenção de Walter Alves de renunciar ao cargo de vice-governador para cumprir o prazo de desincompatibilização e disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Com a saída do vice-governador e a eventual desincompatibilização da governadora Fátima Bezerra para disputar uma vaga ao Senado, o Estado deverá passar por uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para a escolha do chefe do Poder Executivo. O presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), não assumiria o cargo por também estar em processo de reeleição.

Mesmo com esse cenário, permanece a possibilidade de o MDB integrar a chapa majoritária governista em outro momento, indicando um candidato a vice-governador ou ao Senado, cuja pré-candidatura ao governo é liderada atualmente pelo secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier.

Posição do MDB no cenário nacional

No âmbito nacional, o MDB ainda não definiu se lançará candidatura própria à Presidência da República ou se apoiará outro partido no primeiro turno das eleições. A direção nacional avalia diferentes cenários, incluindo apoio a candidaturas já existentes ou a uma possível alternativa de centro.

Também está em análise a possibilidade de liberação dos diretórios estaduais para adotarem posicionamentos de acordo com as realidades locais, diante do quadro político nacional.

Foto: Arquivo

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Receita Federal nega taxação do Pix e alerta para notícias falsas

Receita Federal nega taxação do Pix e alerta para notícias falsas

Órgão afirma que não há cobrança de imposto nem fiscalização de transações individuais

A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposta cobrança de impostos ou monitoramento de transações financeiras realizadas por meio do Pix. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (14), o órgão afirmou que não existe tributação sobre o sistema de pagamentos instantâneos nem fiscalização das movimentações com esse objetivo.

Segundo a Receita, mensagens que mencionam “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” não têm fundamento. O órgão esclarece que o Pix é apenas um meio de pagamento, assim como dinheiro em espécie, cartão ou transferência bancária, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.

Esclarecimento sobre norma citada em boatos

As informações falsas fazem referência à Instrução Normativa nº 2.278, publicada em agosto do ano passado, como se o texto autorizasse o rastreamento de transações individuais. De acordo com o Fisco, a norma não trata de taxação nem de monitoramento financeiro.

A Receita informou que a instrução normativa apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015, dentro das regras de prevenção à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.

Segundo o órgão, as informações repassadas não detalham valores individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos realizados pelos cidadãos.

Disseminação de desinformação

Os boatos voltaram a ganhar força nas redes sociais após a publicação de conteúdos que afirmam a retomada de monitoramento do Pix pelo governo. A Receita informou que já havia emitido alertas semelhantes anteriormente, reforçando que não há mudanças na política tributária relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos.

O órgão afirma que esse tipo de conteúdo busca gerar pânico financeiro, desinformar a população e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. A Receita também alerta que a disseminação dessas mensagens favorece a atuação de grupos criminosos e a monetização de conteúdos enganosos.

Relação com o Imposto de Renda

No mesmo comunicado, a Receita destacou informações verdadeiras que vêm sendo distorcidas. Desde janeiro, pessoas com rendimento mensal de até R$ 5 mil estão isentas do Imposto de Renda, enquanto rendas de até R$ 7.350 contam com desconto no valor devido.

O órgão esclareceu que essas alterações não possuem qualquer relação com Pix, monitoramento de transações financeiras ou criação de novos tributos.

Alerta sobre golpes

A Receita Federal alertou que a propagação de boatos sobre impostos e Pix cria um ambiente favorável à aplicação de golpes. Criminosos utilizam a desinformação para enviar mensagens falsas por redes sociais, telefone e aplicativos de mensagens, solicitando pagamentos indevidos ou dados pessoais.

A orientação do órgão é evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais ou veículos de imprensa profissional. Mensagens que solicitam pagamentos ou dados relacionados ao Pix devem ser tratadas como tentativas de golpe.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Pesquisa Genial/Quaest: Lula lidera disputa presidencial e Flávio Bolsonaro se consolida como nome da direita

Pesquisa Genial/Quaest: Lula lidera disputa presidencial e Flávio Bolsonaro se consolida como nome da direita

Levantamento mostra cenários do primeiro e segundo turnos e avalia rejeição ao governo Lula

A pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (14) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem na disputa presidencial em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como principal nome da direita no levantamento.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 23%. Em seguida, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), soma 9% das preferências do eleitorado. Outros nomes aparecem com percentuais inferiores, conforme os dados divulgados pelo instituto.

No segundo turno, Lula também mantém vantagem. O presidente atinge 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 38%. No confronto direto entre Lula e Ratinho Jr., o levantamento indica vitória do petista por uma diferença de sete pontos percentuais.

A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre a escolha de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência. De acordo com os dados, 44% consideram que o ex-presidente Jair Bolsonaro errou ao indicar o senador, enquanto 43% avaliam que a decisão foi correta. Em dezembro, o percentual que considerava a escolha equivocada era maior, chegando a 54%.

Mesmo tendo declarado que não pretende disputar a Presidência da República, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como uma alternativa de terceira via. Ele registra 9% das intenções de voto no primeiro turno e 39% no segundo turno, em cenário no qual se aproxima do percentual atribuído a Lula.

O levantamento também traz dados sobre a avaliação do governo federal. Segundo a pesquisa, 49% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, enquanto 47% aprovam. Outros 4% não souberam ou não responderam.

Em dezembro, a avaliação do governo indicava empate técnico, com 48% de aprovação e 49% de desaprovação. O mesmo cenário foi registrado na pesquisa de novembro, quando 50% desaprovavam e 47% aprovavam a administração federal.

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada com 2.002 entrevistados, em entrevistas presenciais, entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00835/2026.

As candidaturas à Presidência da República ainda não foram oficializadas. A formalização deve ocorrer entre julho e agosto, durante as convenções partidárias, com registro junto à Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto.

Governo Lula tem 49% de desaprovação e 47% de aprovação

A pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (14) indica que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 49% dos eleitores brasileiros, enquanto 47% afirmam aprovar a gestão. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.

Os números mantêm o cenário de empate técnico observado nos levantamentos anteriores. Em dezembro, a pesquisa apontava 48% de aprovação e 49% de desaprovação. Em novembro, os percentuais eram de 47% de aprovação e 50% de desaprovação.

O levantamento também apresenta recortes regionais da avaliação do governo. No Nordeste, Lula mantém os melhores índices, com 67% de aprovação e 30% de desaprovação. No Sul, a desaprovação chega a 64%, enquanto 32% aprovam a gestão federal. No Sudeste, 56% desaprovam e 40% aprovam o governo.

No Centro-Oeste e no Norte, os índices ficam mais próximos: 51% de desaprovação e 45% de aprovação, de acordo com os dados divulgados pela pesquisa.

Além da aprovação e desaprovação, o levantamento analisou a avaliação geral do governo federal. Entre os entrevistados, 39% classificam a gestão como negativa, 32% como positiva e 27% como regular. Outros 2% não souberam responder.

A pesquisa também segmentou a avaliação do governo Lula de acordo com grupos de orientação política. Entre os eleitores identificados como lulistas, 79% avaliam o governo de forma positiva, 2% como regular e 1% como negativa. No grupo da esquerda não lulista, 62% consideram a gestão positiva, 36% regular e 2% negativa, com 1% sem resposta.

Entre os eleitores independentes, 18% avaliam o governo como positivo, 39% como regular e 38% como negativo. Outros 5% não souberam responder. No grupo identificado como bolsonarista, 86% classificam o governo como negativo, 10% como regular e 4% como positivo.

Já entre os eleitores da direita não bolsonarista, 77% avaliam o governo de forma negativa, 18% consideram regular e 5% positiva.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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EUA suspendem processamento de vistos para brasileiros e outros 74 países, diz Fox News

EUA suspendem processamento de vistos para brasileiros e outros 74 países, diz Fox News

Medida começa na próxima quarta-feira (21) e segue por tempo indeterminado, segundo a Fox News Digital

O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu o processamento de solicitações de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi divulgada pela Fox News Digital, que afirma ter tido acesso a um memorando interno da pasta. Segundo o jornal, a suspensão entra em vigor na próxima quarta-feira (21) e terá duração por tempo indeterminado.

De acordo com a publicação, a medida tem como objetivo reforçar os critérios de análise de pedidos de visto, com foco em solicitantes considerados propensos a se tornarem um encargo público nos Estados Unidos. O Departamento de Estado orientou os funcionários consulares a aplicarem rigorosamente a legislação de imigração vigente enquanto os procedimentos de triagem e verificação passam por reavaliação.

O memorando citado pela Fox News instrui os consulados norte-americanos a recusarem vistos com base na disposição legal conhecida como “encargo público”, prevista na lei de imigração dos Estados Unidos. Essa norma permite negar a entrada de estrangeiros que, segundo avaliação das autoridades, tenham probabilidade de depender de programas de assistência social ou benefícios públicos.

A Fox News não divulgou a lista completa dos 75 países afetados pela suspensão do processamento de vistos. No entanto, informou que, além do Brasil, a relação inclui países como Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen.

Segundo o jornal, essa diretriz não é inédita. Em novembro do ano passado, a Fox News já havia noticiado que o Departamento de Estado orientou os consulados a adotarem critérios mais rígidos na análise de pedidos de visto, com base na possibilidade de o solicitante se tornar dependente de benefícios públicos.

Conforme a publicação, os funcionários consulares foram instruídos a considerar uma série de fatores durante a avaliação dos pedidos. Entre os critérios analisados estão condições de saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e a possibilidade de necessidade de cuidados médicos de longo prazo nos Estados Unidos.

Ainda segundo a Fox News, candidatos idosos ou com sobrepeso apresentariam maior risco de terem seus pedidos negados, de acordo com os parâmetros utilizados na análise de potencial encargo público. O jornal não informou se esses critérios estão formalmente descritos no memorando citado.

Em declaração divulgada pela Fox News, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, afirmou que a pasta utilizará sua autoridade legal para impedir a entrada de potenciais imigrantes considerados inelegíveis. Segundo o comunicado, a avaliação busca evitar que estrangeiros se tornem um fardo financeiro para o país.

“O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, disse Piggott, conforme reproduzido pela Fox News.

O porta-voz também afirmou que a imigração oriunda dos 75 países afetados permanecerá suspensa enquanto o Departamento de Estado realiza a reavaliação dos procedimentos de processamento de imigração. O objetivo, segundo a declaração, é impedir a entrada de estrangeiros que possam se beneficiar de programas de assistência social e benefícios públicos.

A Fox News destaca que a suspensão do processamento de vistos não estabelece, até o momento, uma data para encerramento. Segundo o jornal, a medida seguirá em vigor até que o Departamento de Estado conclua a revisão interna dos critérios de triagem e verificação aplicados aos pedidos.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos não divulgou, até o momento, um comunicado oficial detalhando a lista completa dos países afetados nem esclarecendo quais categorias de visto estão incluídas na suspensão mencionada pela Fox News.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Aposentados da saúde cobram 13º salário atrasado em ato público na Governadoria

Aposentados da saúde cobram 13º salário atrasado em ato público na Governadoria

O ato reúne aposentados, pensionistas e representantes sindicais que reivindicam o cumprimento do pagamento anunciado anteriormente pelo governo

Aposentados e pensionistas da saúde estadual realizam, na manhã desta segunda-feira (12), um ato público em frente à Governadoria do Rio Grande do Norte, em Natal, para cobrar do governo estadual o pagamento do 13º salário, que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), permanece em atraso.

A mobilização teve início às 9h e ocorre de forma conjunta com outras entidades sindicais que representam servidores públicos estaduais. O ato reúne aposentados, pensionistas e representantes sindicais que reivindicam o cumprimento do pagamento anunciado anteriormente pelo governo.

Sindsaúde afirma que governo sinalizou pagamento para sexta-feira

De acordo com o Sindsaúde/RN, o Governo do Estado havia sinalizado que o pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde seria efetuado na sexta-feira (9). No entanto, segundo a entidade, os valores não foram creditados nas contas dos beneficiários na data informada.

O sindicato afirma que o atraso afeta diretamente o orçamento dos aposentados e pensionistas que dependem do pagamento para custear despesas mensais. A entidade destaca que os servidores cobrados dedicaram décadas ao serviço público estadual na área da saúde.

Contato com Secretaria de Administração

Ainda segundo o Sindsaúde/RN, na tarde da sexta-feira (9), a direção sindical entrou em contato com o secretário adjunto de Administração, Carlos Cerveira, para obter esclarecimentos sobre o pagamento.

Conforme relato do sindicato, o secretário adjunto informou que a folha de pagamento dos aposentados e pensionistas da saúde estadual já estaria pronta. De acordo com essa informação, a liberação dos valores dependeria apenas de autorização da Secretaria de Planejamento do Estado.

Apesar da informação repassada à entidade sindical, o Sindsaúde afirma que o pagamento não foi efetuado até o início da mobilização desta segunda-feira.

Ato reúne outras categorias do serviço público

O protesto realizado em frente à Governadoria conta com a participação de outras entidades sindicais que representam servidores estaduais. As categorias se unem para pressionar o governo a regularizar o pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde.

Segundo os organizadores, o objetivo do ato é dar visibilidade à situação e cobrar uma posição oficial do governo estadual sobre a liberação dos recursos.

Reivindicação por definição de prazo

Durante a mobilização, os manifestantes reivindicam uma definição clara de prazo para o pagamento do benefício. O sindicato afirma que aguarda um posicionamento formal do Governo do Rio Grande do Norte sobre quando os valores serão creditados.

Até o momento da realização do ato, não havia divulgação oficial por parte do governo estadual sobre a data de pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde.

Fotos: Reprodução

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Renúncia de Walter Alves muda cenário político do RN para as eleições de 2026

Renúncia de Walter Alves muda cenário político do RN para as eleições de 2026

MDB mantém comando partidário com Walter Alves enquanto PT confirma Fátima Bezerra ao Senado e Cadu Xavier ao Governo do RN

O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), vai anunciar oficialmente na próxima semana que deixará o cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, com o objetivo de disputar uma das 24 vagas de deputado estadual nas eleições de 2026. Apesar do anúncio antecipado, a renúncia será formalizada apenas dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral.

Com a decisão, Walter Alves também definiu que não assumirá o Governo do Estado em eventual vacância do cargo, caso a governadora Fátima Bezerra (PT) se afaste para disputar uma vaga ao Senado Federal. Mesmo se Fátima optar por permanecer no cargo até o fim do mandato, o vice-governador não pretende seguir na função, uma vez que estará dedicado ao projeto eleitoral proporcional.

Diante desse cenário, a legislação estadual prevê que, em caso de vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, seja realizada uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, para escolha do novo chefe do Poder Executivo.

MDB define estratégia e mantém comando partidário

Além da candidatura pessoal, Walter Alves pretende intensificar o trabalho de fortalecimento das nominatas do MDB para deputado estadual e deputado federal. Mesmo com a definição de sua saída do Executivo, o partido não descarta, em um segundo momento, integrar a chapa majoritária governista, indicando nomes para os cargos de vice-governador ou senador.

Na quarta-feira (7), a Direção Executiva Nacional do MDB decidiu prorrogar até 15 de março de 2027 o mandato de Walter Alves à frente do diretório estadual da legenda no Rio Grande do Norte. Com isso, ele seguirá como presidente do MDB potiguar e responsável pela organização do partido para as eleições de 2026.

Em comunicado, o MDB destacou que Walter Alves integra a Executiva Nacional e que, sob sua condução, o partido se consolidou como o maior do estado em número de filiados, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

Ao comentar a decisão, Walter afirmou que seguirá focado na estruturação da legenda. “Vamos continuar trabalhando para fortalecer o MDB, agora com a missão de preparar o partido para as eleições deste ano”, declarou.

PT reafirma estratégia eleitoral para 2026

Mesmo diante da decisão de Walter Alves, o Partido dos Trabalhadores (PT) afirmou que mantém inalterada sua estratégia eleitoral no Rio Grande do Norte. A posição foi reforçada pela presidenta estadual da sigla, vereadora Samanda Alves, após a governadora Fátima Bezerra reafirmar publicamente as pré-candidaturas do grupo político.

Segundo Samanda, o eventual movimento do vice-governador não altera o planejamento do campo governista. “Para o PT, está reafirmado como nós estaremos organizados e iremos disputar as eleições de 2026: a pré-candidatura de Cadu confirmada ao governo e a pré-candidatura da professora Fátima Bezerra ao Senado”, afirmou.

A dirigente partidária informou ainda que não houve comunicação formal ao PT sobre a renúncia de Walter Alves, embora a decisão já seja tratada como definida nos bastidores políticos. “O PT não foi comunicado ainda sobre a decisão do vice-governador de não assumir o governo, no caso da renúncia da governadora”, disse.

Reuniões em Brasília reforçam pré-candidaturas

Na quinta-feira (8), a governadora Fátima Bezerra e o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier (Cadu Xavier), reforçaram suas pré-candidaturas ao Senado Federal e ao Governo do Estado, respectivamente, após reunião em Brasília com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com o deputado federal José Guimarães, coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do partido.

A informação foi divulgada pela própria governadora em publicação nas redes sociais. Segundo Fátima, o encontro tratou do projeto do PT para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. “Seguiremos firmes mostrando a importância da transformação que o nosso governo tem promovido em todo o estado, representados pelas nossas pré-candidaturas ao Senado e de Cadu Xavier para o Governo”, escreveu.

Na mesma semana, Walter Alves esteve reunido em Brasília com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, ocasião em que foi confirmada a prorrogação de seu mandato à frente do diretório estadual do partido.

Desdobramentos políticos e institucionais

Sobre os efeitos institucionais da decisão de Walter Alves, Samanda Alves destacou que havia um entendimento político anterior entre o Governo do Estado e o MDB, incluindo compromisso de fortalecimento das nominatas da legenda para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa.

A dirigente reconheceu que a indefinição provocou ajustes em planos de filiação partidária, mas reiterou que a estratégia do PT para as eleições proporcionais segue mantida. Segundo ela, o foco é ampliar a presença do partido e do campo progressista tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Foto: Arquivo/Reprodução / Reprodução/Instagram

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Duplicação da BR-304: ministro assina ordem de serviço no RN no dia 22

Duplicação da BR-304: ministro assina ordem de serviço no RN no dia 22

Ordem de serviço será assinada para o trecho Mossoró–Assú, e licitação do segmento Macaíba–Riachuelo será publicada no mesmo dia

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou nesta quinta-feira (8) que o ministro dos Transportes, Renan Filho, estará no estado no próximo dia 22 para assinar a ordem de serviço que autoriza o início das obras de duplicação da BR-304. A autorização inicial contempla o trecho entre os municípios de Assú e Mossoró, no sentido Mossoró–Assú.

Segundo a governadora, a previsão é que as máquinas estejam na pista logo após a assinatura da ordem de serviço. A informação foi divulgada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais oficiais da chefe do Executivo estadual.

De acordo com Renan Filho, também no dia 22 deverá ser publicado o aviso de licitação para garantir a duplicação de outro trecho da rodovia federal, entre Macaíba e Riachuelo, igualmente localizado na BR-304. Com isso, o projeto passa a avançar simultaneamente em dois segmentos considerados estratégicos da rodovia.

Duplicação da BR-304 integra o Novo PAC

A duplicação da BR-304 faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e integra o pacote de investimentos do Governo Federal voltado à ampliação da capacidade de tráfego e à melhoria da segurança viária em corredores rodoviários considerados prioritários.

A BR-304 é o principal eixo rodoviário que conecta Natal ao interior do Rio Grande do Norte e também à divisa com o estado do Ceará, sendo utilizada tanto para o transporte de passageiros quanto para o escoamento da produção regional.

Durante o anúncio, o ministro dos Transportes destacou a relevância do projeto para o estado. Renan Filho afirmou que a duplicação da rodovia representa um “sonho histórico do povo do Rio Grande do Norte” e citou o trabalho de articulação realizado pelo governo estadual para viabilizar o projeto e assegurar os recursos necessários.

Trecho Mossoró–Assú será o primeiro a receber obras

O primeiro segmento autorizado para início das obras compreende o trecho entre Mossoró e Assú, duas das principais cidades do interior potiguar. A autorização permite o início imediato das intervenções, com a mobilização de equipamentos e equipes no local.

A governadora Fátima Bezerra informou que a liberação da ordem de serviço marca o início efetivo da execução física do projeto, após etapas de planejamento, elaboração técnica e articulação institucional junto ao Governo Federal.

Licitação do trecho Macaíba–Riachuelo

Além da ordem de serviço para o trecho Mossoró–Assú, o ministro Renan Filho informou que será publicado no mesmo dia 22 o edital de licitação para a duplicação do trecho Macaíba–Riachuelo, também na BR-304.

Esse segmento é considerado estratégico por conectar a Região Metropolitana de Natal a áreas do interior do estado, além de fazer a ligação com outros eixos rodoviários federais.

Com a publicação do aviso de licitação, o processo passa à fase de seleção da empresa responsável pela execução das obras, conforme os prazos e regras estabelecidos pela legislação.

Obras complementares em Macaíba

Durante o anúncio, o ministro dos Transportes também mencionou o andamento de obras complementares em Macaíba, relacionadas à Reta Tabajara. Segundo Renan Filho, as intervenções em curso incluem etapas que ainda precisam ser concluídas, como a construção de viadutos e a travessia urbana.

O ministro explicou que a travessia urbana não havia sido contemplada no desenho anterior do projeto, o que exigiu um novo planejamento e a elaboração de um projeto específico para viabilizar sua execução.

De acordo com Renan Filho, essas intervenções são necessárias para melhorar a fluidez do tráfego e o acesso à região, especialmente em áreas com maior circulação de veículos.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Ministério dos Transportes

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Sesap investiga quatro casos suspeitos de ciguatera após consumo de peixe no RN

Sesap investiga quatro casos suspeitos de ciguatera após consumo de peixe no RN

Casos teriam ocorrido em Touros após consumo de peixe; amostras foram enviadas para laboratório de referência

A Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) investiga quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera registrados no estado. As informações preliminares apontam que as ocorrências teriam sido identificadas no dia 7 de janeiro, após o consumo de peixe no município de Touros, localizado no Litoral Nordeste potiguar.

Segundo a Sesap, até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem da suspeita nem detalhes sobre o estado de saúde dos pacientes envolvidos. A pasta informou apenas que os casos seguem sob acompanhamento por meio das ações da Vigilância em Saúde, enquanto aguardam a conclusão das análises laboratoriais.

Amostras foram encaminhadas para análise fora do estado

De acordo com a secretaria, quatro amostras relacionadas aos casos suspeitos foram recebidas pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN). O material será encaminhado para um laboratório de referência localizado na região Sul do país, responsável por realizar exames específicos para identificação da presença de ciguatoxinas.

A Sesap informou que não há previsão para a divulgação dos resultados dos exames laboratoriais. Enquanto isso, os casos permanecem sendo monitorados pelas equipes técnicas da secretaria, conforme os protocolos de vigilância epidemiológica.

Casos anteriores de investigação no RN

Essa não é a primeira vez que a ciguatera é investigada no Rio Grande do Norte. No ano anterior, pelo menos 13 pessoas apresentaram sintomas compatíveis com intoxicação após consumirem peixe em um restaurante localizado na cidade de Natal.

Naquela ocasião, a principal suspeita foi a ingestão de ciguatoxina, substância associada à ciguatera. Entre os casos registrados na capital potiguar, dois evoluíram para um quadro considerado mais grave, envolvendo duas médicas, que precisaram ser internadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da cidade.

O que é a ciguatera

A ciguatera é uma forma de intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados por ciguatoxinas. Essas toxinas se originam a partir de determinadas algas marinhas, que são consumidas por peixes menores. A substância se acumula ao longo da cadeia alimentar, atingindo peixes de maior porte, que posteriormente podem ser consumidos por seres humanos.

O processo é conhecido como bioacumulação, no qual a toxina permanece no organismo do peixe sem causar danos aparentes ao animal, mas pode provocar intoxicação em humanos após o consumo.

Sintomas associados à intoxicação por ciguatera

Entre os sintomas mais comuns da intoxicação por ciguatera estão manifestações gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia. Também podem ocorrer sintomas neurológicos, incluindo formigamento, fraqueza muscular e alterações na percepção térmica, conhecidas como inversão térmica.

Os sintomas podem persistir por semanas, conforme registros clínicos associados à intoxicação, embora os casos raramente evoluam para óbito.

Características da ciguatoxina

As ciguatoxinas não apresentam cor, sabor ou odor, o que dificulta a identificação da contaminação no alimento antes do consumo. Além disso, essas toxinas não são eliminadas por métodos convencionais de preparo, como cozimento ou congelamento.

Segundo informações técnicas já divulgadas em investigações anteriores, não existe tratamento específico para a ciguatera. Uma vez que o peixe esteja contaminado, procedimentos de resfriamento, cocção ou mesmo o processo de digestão não impedem o desenvolvimento da intoxicação.

Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília / Tony Winston/Agência Brasília

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13º dos servidores do RN é pago parcialmente e sindicatos convocam protesto

13º dos servidores do RN é pago parcialmente e sindicatos convocam protesto

Ativos já receberam; parte de aposentados e pensionistas terá valores creditados na segunda-feira (12), segundo o Executivo estadual

O Governo do Rio Grande do Norte iniciou nesta sexta-feira (9) o pagamento do 13º salário dos servidores públicos estaduais. Conforme apuração confirmada pela imprensa local, os valores começaram a ser creditados de forma escalonada, com depósitos realizados ao longo do dia, de acordo com o processamento da folha por órgão.

Segundo informações, a maior parte dos servidores já recebeu o pagamento. Informações do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp/RN) indicaram que todos os servidores ativos tiveram os valores creditados ainda na sexta-feira, enquanto aposentados e pensionistas permaneciam sem receber.

Governo confirma pagamento parcial e anuncia conclusão

Após cobranças de aposentados e pensionistas, o Governo do Estado confirmou que concluiu o pagamento do 13º salário dos servidores ativos e que efetuou o pagamento de parte dos inativos também na sexta-feira (9). Em nota oficial divulgada no sábado (10), o Executivo estadual informou que o pagamento integral será concluído na segunda-feira (12).

Segundo o governo, já receberam o benefício 100% dos servidores ativos, além de todos os aposentados do sistema de segurança pública, incluindo Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Polícia Civil (PCRN), Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) e Polícia Científica (PCI-RN). Também foram pagos os pensionistas da PM e do CBM.

Ainda conforme a nota, o valor do 13º salário dos demais servidores públicos estaduais será disponibilizado ao longo da segunda-feira, encerrando o calendário de pagamento.

Histórico do calendário e decisões judiciais

Em 24 de dezembro, o Governo do RN havia confirmado que o pagamento do 13º salário sofreria atraso, estabelecendo o dia 9 de janeiro como data para depósito dos valores referentes a servidores ativos, aposentados e pensionistas. A definição considerou, segundo o Executivo, o cenário financeiro do Estado.

Antes disso, o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, havia informado que o pagamento poderia ocorrer em duas etapas, com conclusão até o dia 10 de janeiro, a exemplo de anos anteriores.

Apesar do calendário anunciado, a 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal havia determinado que o Estado quitasse o 13º salário dos servidores da Saúde e da Segurança Pública até o fim de 2025.

Sindicatos convocam ato público

Diante do não pagamento integral do 13º salário na sexta-feira (9), entidades sindicais convocaram um Ato Público Unificado para a manhã da segunda-feira (12), a partir das 9h, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo.

Até a manhã do sábado (10), nove sindicatos haviam confirmado participação: Sinsp, Sinai, Sindsaúde, Sinte-RN, Astran, Sindppen, Aduern, Sinter/Sefaz e Sindpci.

O Sinte-RN e outras entidades afirmaram que parte de suas bases, especialmente aposentados e pensionistas, não recebeu o pagamento conforme o cronograma anunciado.

Reclamações de aposentados e pensionistas

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN) denunciou o atraso no pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas da área da saúde. Segundo a entidade, o pagamento havia sido prometido para a sexta-feira (9), o que não ocorreu.

Na tarde do mesmo dia, representantes do sindicato relataram contato com o secretário adjunto de Administração, Carlos Cerveira, que informou que a folha estava pronta e aguardava autorização da Secretaria de Planejamento para liberação do pagamento.

O Sinsp/RN informou que aposentados e pensionistas continuaram relatando a ausência do crédito e que não foi apresentado prazo oficial para regularização até então.

Prorrogação do desconto do IPTU em Natal

Em razão do atraso no pagamento do 13º salário estadual, a Prefeitura do Natal decidiu prorrogar o prazo para pagamento antecipado do IPTU 2026 com desconto. O anúncio foi feito pelo prefeito Paulinho Freire (União Brasil) nas redes sociais.

Inicialmente previsto para a sexta-feira (9), o prazo foi estendido até o dia 16 de janeiro, conforme decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Município. A medida vale para contribuintes que estavam quites com o município até 30 de dezembro de 2025.

Segundo a prefeitura, o objetivo foi atender pedidos de servidores estaduais, aposentados e pensionistas que aguardavam o crédito do 13º salário para efetuar o pagamento do imposto.

Os boletos podem ser reemitidos pelos portais oficiais da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) e pelo sistema Directa, além de atendimento digital via WhatsApp. O IPTU pode ser pago por PIX, convênios bancários, cartão de crédito e canais digitais do Banco do Brasil.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Aldo Rebelo anuncia data para oficializar candidatura à Presidência

Aldo Rebelo anuncia data para oficializar candidatura à Presidência

Ex-ministro fará ato em São Paulo no dia 31 de janeiro

O ex-ministro Aldo Rebelo anunciou nesta sexta-feira a data da oficialização de sua candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC). O ato público está marcado para o dia 31 de janeiro, em São Paulo.

A intenção de concorrer ao cargo havia sido antecipada em dezembro do ano passado. A confirmação foi feita por Rebelo em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado.

Trajetória política

Aldo Rebelo foi filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), legenda à qual se vinculou nos anos 1970. No vídeo, afirmou que ingressou no partido em um período no qual a agenda da esquerda estava centrada em pautas nacionalistas, democráticas e na redução das desigualdades.

Rebelo deixou o PCdoB em 2017. Desde então, passou por outras quatro legendas: PSB, Solidariedade, PDT e MDB. Após esse período, afastou-se da esquerda e se aproximou do bolsonarismo.

“Sempre me orientei pelo interesse do Brasil”, afirmou no vídeo, no qual também mencionou sua passagem pelo Ministério da Defesa.

Defesa da anistia

Durante a publicação, Aldo Rebelo defendeu a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos demais envolvidos na trama golpista. Segundo ele, a medida seria necessária para a pacificação do país.

Rebelo afirmou que não considera produtivo o encarceramento de ex-presidentes e declarou que o país deveria concentrar esforços em questões futuras.

Relação com Bolsonaro

Em maio de 2024, Aldo Rebelo lançou um livro em Brasília, com a presença de Jair Bolsonaro e do general Villas Bôas, ex-assessor do Gabinete de Segurança Institucional. O evento incluiu sessão de autógrafos da obra Amazônia, a maldição das Tordesilhas: 500 anos de cobiça internacional.

Pautas defendidas

Segundo Rebelo, sua candidatura defende pautas como retomada do crescimento econômico, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de defesa nacional.

Para viabilizar a candidatura, deixou o MDB e se filiou ao Democracia Cristã, partido presidido pelo ex-deputado João Caldas.

Pesquisas eleitorais

O nome de Aldo Rebelo apareceu em pesquisa Genial/Quaest, divulgada em dezembro de 2025. O levantamento apontou entre 1% e 2% das intenções de voto, dependendo do cenário analisado.

Outros pré-candidatos

Além de Aldo Rebelo, já anunciaram pré-candidatura à Presidência da República o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo).

Foto: Glauber Queiroz/Ministério do Esporte / Alessandro Dantas/PT no Senado

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Fátima Bezerra veta projeto sobre repasses de impostos aos municípios

Fátima Bezerra veta projeto sobre repasses de impostos aos municípios

Projeto de Lei nº 632/2025 previa prazos fixos para transferências de ICMS, IPVA e Fundeb aos municípios potiguares

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), vetou integralmente o Projeto de Lei nº 632/2025, que estabelecia novas regras para os repasses de ICMS, IPVA e Fundeb aos municípios potiguares. A proposta havia sido aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2025.

O veto foi oficializado no Diário Oficial do Estado, por meio do Processo SEI nº 00810028.007305/2025-11, e teve como base recomendação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RN), que apontou vícios de inconstitucionalidade e interferência na gestão financeira do Executivo.

O que previa o projeto vetado

De autoria do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), o projeto estabelecia critérios objetivos e prazos fixos para o crédito das parcelas de impostos que pertencem constitucionalmente aos municípios.

Entre os principais pontos do texto estavam:

  • Crédito diário do IPVA diretamente na conta individual de cada município;
  • Repasse semanal do ICMS, até o segundo dia útil da semana seguinte à arrecadação;
  • Transferência semanal de 20% das cotas do Estado e dos municípios sobre ICMS, IPVA, ITCD e dívida ativa tributária para o Fundeb;
  • Obrigatoriedade de publicação mensal, pelo Executivo, da arrecadação total e dos valores repassados a cada município.

A proposta tramitou em regime de urgência e foi aprovada em plenário no dia 10 de dezembro de 2025, com relatoria da deputada Cristiane Dantas (SDD).

Durante a votação, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), destacou a aprovação unânime da matéria.

Antes da deliberação, o deputado Gustavo Carvalho anunciou a retirada da autoria exclusiva do projeto para permitir a subscrição conjunta de todos os parlamentares, após reunião com a Federação dos Municípios do RN (Femurn), que contou com a presença de cerca de 40 prefeitos.

Segundo o autor da proposta, o objetivo era evitar atrasos nos repasses e permitir maior previsibilidade financeira às prefeituras.

PGE apontou interferência na gestão do Executivo

A Procuradoria-Geral do Estado recomendou o veto integral ao projeto, argumentando que a proposta interfere diretamente na gestão do Tesouro Estadual e da Conta Única.

De acordo com a PGE/RN, o texto impõe modelos rígidos de fluxo financeiro, cria contas exclusivas e limita a autonomia do Executivo para administrar a arrecadação, violando o princípio da reserva de administração, previsto na Constituição Estadual e Federal.

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) também apontou que a medida poderia desorganizar o atual modelo de gestão financeira, gerar sobreposição de obrigações e alterar contratos vigentes, como o firmado com o Banco do Brasil, criando riscos de desequilíbrio econômico-financeiro.

Outro ponto destacado pela PGE/RN foi a inclusão do Fundeb no fluxo de repartição tributária comum. Segundo o órgão, o fundo possui regime jurídico próprio, estabelecido pela Lei Federal nº 14.113/2020, e sua incorporação ao modelo proposto poderia gerar insegurança jurídica e contábil.

A Procuradoria também ressaltou que a repartição das receitas aos municípios não descaracteriza a natureza orçamentária estadual dos recursos, sendo o Estado o ente constitucionalmente responsável pela arrecadação.

Deputado critica veto

Após a publicação do veto, o deputado Gustavo Carvalho divulgou um vídeo criticando a decisão da governadora. No pronunciamento, afirmou ter sido surpreendido com o veto e declarou que a medida representa desrespeito aos municípios e à Assembleia Legislativa.

O parlamentar também reiterou que o projeto tratava exclusivamente do crédito das parcelas pertencentes aos municípios, sem criação de novas despesas.

FEMURN reage à decisão

O presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Babá Pereira, afirmou que foi surpreendido com o veto e declarou que os recursos tratados no projeto pertencem constitucionalmente aos municípios.

Segundo ele, prefeitos aguardam a liberação de repasses, incluindo valores do Fundeb referentes ao mês de dezembro. A entidade defendeu que a Assembleia Legislativa analise a possibilidade de derrubada do veto.

Próximos passos

Com o veto integral, o Projeto de Lei nº 632/2025 retorna à Assembleia Legislativa, que poderá manter ou derrubar a decisão do Executivo. Caso o veto seja rejeitado em plenário, o projeto poderá ser promulgado pelo Legislativo.

Fotos: Joana Lima/Governo do RN / Carmem Félix/Governo do RN / Heros Lucena/Governo do RN

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Ministro Ricardo Lewandowski informa saída do Ministério da Justiça ao presidente Lula

Ricardo Lewandowski informa saída do Ministério da Justiça ao presidente Lula

Palácio do Planalto confirma entrega de carta, mas ainda não anunciou exoneração nem substituto

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta comunicando sua intenção de deixar o cargo. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto, que, até o momento, não anunciou oficialmente a exoneração nem divulgou o nome de um eventual substituto.

De acordo com apurações de veículos de imprensa, a expectativa é que a saída de Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública seja formalizada nesta quinta-feira (8), com publicação no Diário Oficial da União prevista para sexta-feira (9). Até a última atualização desta matéria, o governo federal não havia divulgado nota oficial confirmando a decisão.

A entrega da carta ao presidente Lula foi confirmada pelo Planalto, mas os detalhes do conteúdo não foram divulgados. Segundo as informações apuradas, a comunicação formal da intenção de saída antecede a eventual publicação do ato de exoneração no Diário Oficial da União.

Ainda não houve pronunciamento público do ministro nem do presidente sobre os próximos passos relacionados à chefia da pasta.

Passagem pelo Ministério da Justiça

Ricardo Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública em fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). No comando da pasta, passou a responder pela coordenação de órgãos como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional de Segurança Pública.

Segundo informações publicadas pela imprensa, Lewandowski já teria comunicado a auxiliares diretos, no início de dezembro, a intenção de antecipar sua saída do governo. Nos últimos dias, ainda conforme as apurações, o ministro vinha retirando seus pertences do gabinete localizado no Palácio da Justiça, em Brasília.

Expectativa

A expectativa nos bastidores do governo federal é que a exoneração seja oficializada nos próximos dias, mas nenhuma confirmação formal foi divulgada até o momento. O Palácio do Planalto não informou se haverá anúncio simultâneo do novo titular da pasta.

Caso a saída seja confirmada, a tendência, segundo apuração jornalística, é que o secretário-executivo do ministério, Manoel Almeida, possa assumir o comando de forma interina, até a definição de um novo ministro.

Contexto da segurança pública

A possível saída de Lewandowski ocorre em um período em que o tema da segurança pública ocupa espaço central no debate nacional. O ministério é responsável pela coordenação de políticas federais relacionadas ao enfrentamento ao crime organizado, além da atuação integrada com estados e municípios.

Nos últimos meses, episódios de violência e disputas entre facções criminosas foram registrados em diferentes regiões do país, ampliando a atenção sobre as ações da pasta.

PEC da Segurança Pública e reestruturação da pasta

Lewandowski deixa o ministério sem que tenha sido aprovada, no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, considerada a principal iniciativa do governo federal na área.

Além disso, seguem em discussão no governo federal propostas relacionadas a uma possível reestruturação do ministério, incluindo a hipótese de separação entre as pastas da Justiça e da Segurança Pública. Até o momento, não houve anúncio oficial sobre mudanças nesse sentido.

Posição oficial do Governo

Até a última atualização desta reportagem, o governo federal não havia divulgado comunicado oficial confirmando a exoneração de Ricardo Lewandowski nem informado quem deverá assumir o comando definitivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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PL da Dosimetria é vetado por Lula e mobiliza governo e oposição no Congresso

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Projeto reduzia penas por crimes contra o Estado Democrático de Direito e pode beneficiar condenados do 8 de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quinta-feira (8), o veto integral ao Projeto de Lei nº 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro. A proposta previa mudanças no cálculo das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, com impacto direto sobre condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O anúncio do veto foi feito durante um ato realizado no Palácio do Planalto, que marcou os três anos das invasões ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao próprio Palácio do Planalto, promovidas por manifestantes inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2022.

Durante o discurso, Lula afirmou que os condenados pelos atos antidemocráticos tiveram amplo direito de defesa e que os julgamentos foram conduzidos com base em provas. O presidente também fez referência à atuação do Supremo Tribunal Federal no processo.

O que previa o PL da dosimetria

O PL da Dosimetria alterava a forma de cálculo das penas para crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito quando praticados no mesmo contexto.

  • Entre os principais pontos do texto estavam:
  • Proibição da soma das penas nesses crimes, com aplicação apenas da pena mais grave;
  • Redução da pena de um terço a dois terços quando os crimes fossem cometidos em contexto de multidão, desde que o infrator não tivesse financiado ou exercido papel de liderança;
  • Redução do tempo mínimo para progressão de regime, independentemente de reincidência, violência ou grave ameaça;
  • Possibilidade de progressão após o cumprimento de 16,6% da pena, desde que o condenado tivesse bom comportamento;
  • Autorização para que trabalho em prisão domiciliar fosse considerado para redução de pena.

Atualmente, a legislação permite a soma das penas em crimes cometidos por uma ou mais ações, entendimento aplicado pelo STF nos julgamentos relacionados ao 8 de Janeiro.

Possíveis beneficiados pelo projeto

As mudanças previstas no PL poderiam beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de ex-integrantes do alto escalão do governo anterior, como Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e Augusto Heleno, citados em análises sobre os impactos da proposta.

Especialistas ouvidos por veículos de imprensa também apontaram que o projeto teria efeitos sobre condenados por outros crimes comuns, ao alterar regras gerais de dosimetria e progressão de pena.

Governo celebra veto e anuncia mobilização

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), comemorou o veto presidencial e anunciou mobilização política para evitar sua derrubada pelo Congresso Nacional.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que haverá articulação nas redes sociais e nas ruas para garantir a manutenção do veto. Lindbergh destacou que a decisão cabe agora a deputados e senadores, em sessão conjunta do Congresso.

Os vetos presidenciais são analisados em sessões conjuntas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que podem decidir pela manutenção ou derrubada da medida.

Oposição protocola pedido para votar o veto

Do lado da oposição, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) apresentou um requerimento solicitando a convocação de uma sessão conjunta extraordinária do Congresso Nacional para votar imediatamente o veto ao PL da Dosimetria.

Segundo a parlamentar, o pedido tem como base o artigo 57 da Constituição Federal, que autoriza a convocação extraordinária do Congresso em situações de urgência ou relevante interesse público.

No requerimento, Caroline de Toni aponta supostas violações constitucionais nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, incluindo alegações de ausência de individualização de condutas, cerceamento de defesa, supressão do duplo grau de jurisdição e afastamento da presunção de inocência.

O documento protocolado pela deputada também menciona o indulto natalino concedido por Lula em 2025, que excluiu os condenados pelos atos de 8 de janeiro, além de citar precedentes históricos de anistia no Brasil.

Caroline de Toni argumenta que o veto presidencial não se ampararia em fundamentos constitucionais de constitucionalidade ou interesse público, mas em motivação política. Segundo a parlamentar, o projeto vetado representaria uma revisão das penas impostas.

Até o momento, não houve decisão do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a convocação da sessão extraordinária solicitada.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil / Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Bolsonaro pede autorização judicial para participar de programa de leitura e reduzir pena

Bolsonaro pede autorização judicial para participar de programa de leitura e reduzir pena

Pedido da defesa cita Lei de Execução Penal e resolução do CNJ que permite redução da pena por leitura

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele participe do programa de remição de pena por leitura, previsto na legislação brasileira e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido foi protocolado no âmbito da execução penal relacionada à condenação de Bolsonaro por envolvimento em trama golpista.

De acordo com os advogados, o requerimento tem como base o artigo 126 da Lei nº 7.210/1984, conhecida como Lei de Execução Penal, e a Resolução nº 391/2021 do CNJ, que institui o programa estruturado de incentivo à leitura para pessoas privadas de liberdade. A norma prevê a possibilidade de redução da pena mediante a leitura e avaliação de obras previamente autorizadas.

Segundo a defesa, Jair Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão e manifestou formalmente a intenção de aderir às atividades de leitura regulamentadas. Os advogados afirmam que a solicitação tem como finalidade permitir a participação do ex-presidente em atividades educativas e culturais compatíveis com os critérios legais da execução penal.

A Resolução nº 391/2021 estabelece que, para cada obra lida e avaliada conforme os parâmetros definidos, o preso pode obter a remição de quatro dias de pena, respeitados os limites e exigências do programa. O regulamento determina que as obras devem ser previamente autorizadas e que o participante apresente relatórios ou resenhas, os quais são submetidos à avaliação de comissão específica.

No pedido encaminhado ao STF, a defesa destaca que apenas livros previamente autorizados pela unidade prisional podem ser considerados válidos para fins de remição. Por esse motivo, os advogados solicitam que Bolsonaro tenha acesso às obras devidamente catalogadas, além das condições materiais necessárias para leitura e produção dos relatórios exigidos.

Os defensores também requerem que os textos produzidos pelo ex-presidente sejam avaliados pela Comissão de Validação, conforme previsto na regulamentação do CNJ, e posteriormente encaminhados para homologação judicial. Segundo o pedido, a autorização judicial é necessária antes mesmo da fase de requerimento formal da remição.

“A manifestação de interesse visa assegurar o cumprimento integral dos requisitos previstos na Resolução CNJ nº 391/2021”, afirma a defesa no documento. Ainda segundo os advogados, Bolsonaro se compromete a realizar leituras periódicas e a apresentar relatórios escritos de próprio punho ao final de cada obra.

O pedido ainda aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Até o momento, não há decisão judicial sobre a autorização para participação do ex-presidente no programa de remição de pena por leitura.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Dr. Bernardo confirma candidatura a deputado federal e coloca Saúde como prioridade

Dr. Bernardo confirma candidatura a deputado federal e coloca Saúde como prioridade

Deputado aponta defasagem histórica da tabela do SUS e impacto direto nos estados e municípios

Em entrevista concedida ao programa “Cenário Político”, da TCM Mossoró, apresentado pelo jornalista Vonúvio Praxedes nesta quarta-feira (7), o deputado estadual Dr. Bernardo confirmou sua candidatura a deputado federal nas eleições deste ano. Durante a participação, o parlamentar detalhou os motivos da decisão e apresentou como eixo central de sua futura atuação no Congresso Nacional a defesa do financiamento da Saúde Pública.

Dr. Bernardo abordou a estrutura de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), apontando o que classificou como subfinanciamento permanente do setor, com impactos diretos sobre estados e municípios. “Essa é uma pauta minha, na qual considero que a bancada tem sido omissa. Chegou a hora de lutarmos para mudar essa realidade e melhorar a saúde da população”, afirmou. Segundo o deputado, a ausência de reajustes na tabela de procedimentos compromete a capacidade de atendimento da rede pública e transfere responsabilidades financeiras de forma desigual entre os entes federativos.

De acordo com o parlamentar, a tabela do SUS permanece sem atualização há aproximadamente 25 anos, mantendo os mesmos valores pagos pelo Governo Federal por procedimentos básicos e de média complexidade. Dr. Bernardo citou como exemplo o valor repassado por procedimentos hospitalares, afirmando que os recursos enviados pela União não correspondem aos custos reais da assistência prestada pelas unidades de saúde.

Ao confirmar sua candidatura a deputado federal, Dr. Bernardo afirmou que pretende levar o debate sobre o financiamento da Saúde para o Congresso Nacional, defendendo a revisão dos valores pagos pela União e uma redistribuição das responsabilidades entre os entes federativos. Segundo ele, a atuação parlamentar em nível federal permite discutir alterações estruturais no modelo de financiamento do sistema de saúde.

Durante a entrevista, Dr. Bernardo também confirmou o nome de sua esposa, Kaline Amorim, como pré-candidata a deputada estadual. Segundo ele, Kaline participa do trabalho político cotidiano, atuando junto às lideranças municipais e acompanhando demandas apresentadas por diferentes regiões do estado. A confirmação integra a estratégia de organização do grupo político para a disputa proporcional.

Foto: Divulgação

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Congresso aprova aumento de impostos sobre bets e jogos de cassino

Congresso aprova aumento de impostos sobre bets e jogos de cassino

Senado confirma elevação de impostos sobre apostas online a partir de 2026

O Congresso Nacional aprovou o projeto que eleva a tributação das apostas on-line de quota fixa, conhecidas como bets, e reduz benefícios fiscais de outros setores. O texto definido pela Câmara e confirmado pelo Senado estabelece que o imposto sobre as plataformas aumentará dos atuais 12% para 13% em 2026, chegando a 15% em 2028.

A proposta, de autoria do Executivo, faz parte do esforço do governo federal para compensar perdas fiscais e reforçar a arrecadação de tributos. O relator da matéria no Senado, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defendeu que a medida busca equilibrar o sistema tributário e reforçar a seguridade social.

Metade da arrecadação proveniente das bets será destinada a ações de saúde e assistência social. O texto também amplia a responsabilidade de fiscalização: empresas de mídia e instituições financeiras que mantiverem vínculos com operadoras não autorizadas poderão responder solidariamente pelos tributos incidentes.

Além das bets, fintechs e sociedades de capitalização terão aumento na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O índice passará de 15% para 17,5% até o fim de 2027, e a 20% a partir de 2028. Já bolsas de valores e administradores de mercado de balcão organizado terão alíquotas que subirão gradualmente de 9% para 15%.

O impacto das mudanças atinge diretamente o setor de apostas esportivas e, por extensão, os portais que oferecem jogos de cassino e modalidades de entretenimento digital vinculadas às casas de apostas, como slots e roletas online. Especialistas avaliam que o aumento da carga tributária poderá impulsionar a migração de apostadores para plataformas estrangeiras, caso a fiscalização não seja eficiente.

Enquanto o Congresso avança na tributação das bets, o Senado rejeitou o pedido de urgência para votação do projeto de lei que libera cassinos, bingos e o jogo do bicho. O requerimento foi derrotado por 36 votos a 28, o que indica resistência significativa entre os parlamentares e adia a votação do mérito da proposta.

O texto previa autorizar cassinos integrados a resorts e regulamentar diferentes modalidades de jogos de cassino no país. O relator do projeto, senador Irajá Silvestre (PSD-TO), argumentou que a regulamentação permitiria controle fiscal e geração de receitas. Já o senador Eduardo Girão (NOVO-CE) manifestou preocupação com os impactos sociais da legalização, afirmando que a proposta “poderia abrir espaço para distorções econômicas e sociais”.

Pesquisa do DataSenado citada na sessão apontou que 60% dos brasileiros apoiam a legalização de cassinos e bingos, enquanto 34% se opõem. Mesmo assim, o projeto seguirá tramitando pelo rito normal, sem prioridade, o que reduz a expectativa de aprovação em curto prazo.

Dados divulgados pela plataforma de bet KTO indicam que os jogos de cassino online mais acessados no Brasil continuam concentrados nas categorias de slots e crash games. Os slots representam 93,29% das rodadas realizadas, seguidos pelos crash games (3,71%), roletas (0,68%) e vídeo bingos (0,51%).

Entre os títulos individuais, o Fortune Tiger lidera o ranking de popularidade, com 37,08% das jogadas, seguido por KTO Big Bass Splash (34,68%) e Fortune Rabbit (32,12%). Outras opções com bom desempenho incluem Gates of Olympus (22,7%) e Fortune Dragon (24,27%).

Desde 1º de dezembro, cerca de 900 mil beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram impedidos de acessar plataformas de apostas online. A medida cumpre decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o uso de recursos de programas sociais em bets e jogos de cassino online.

Segundo o Ministério da Fazenda, o bloqueio é automático e baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento Social. Casas de apostas relataram, porém, que parte dos bloqueios seria indevida, atingindo ex-beneficiários que já não recebem os auxílios. A estimativa do setor é que até 15% da receita das operadoras possa ser afetada pela medida.

A Secretaria de Prêmios e Apostas informou que não há triagem manual dos cadastros, e que as atualizações do CadÚnico são mensais. O governo avalia ajustes no sistema para evitar bloqueios indevidos, mas reforça que a fiscalização seguirá rígida para impedir o uso de verbas públicas em apostas e jogos de cassino online.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/Antônio Cruz/ Agência Brasil

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Governo do RN convoca 1.607 professores e especialistas aprovados em concurso da Educação

Governo do RN convoca 1.607 professores e especialistas aprovados em concurso da Educação

Convocação do concurso da Educação do RN reforça rede estadual com professores e especialistas em todas as regiões

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, anunciou, na tarde desta quarta-feira (7), a primeira convocação do concurso público da Educação, realizado em 2025, com a chamada de 1.607 professores e especialistas em Educação para atuação na Rede Estadual de Ensino. A convocação tem como objetivo suprir demandas da rede já para o início do ano letivo de 2026.

De acordo com o Governo do Estado, a chegada dos novos profissionais ocorre em um momento de reorganização do quadro efetivo da Educação e visa garantir continuidade pedagógica nas unidades escolares distribuídas em todas as regiões do Rio Grande do Norte.

Durante o anúncio da convocação, a governadora destacou a incorporação dos profissionais ao sistema estadual de ensino. Segundo Fátima Bezerra, os novos servidores irão atuar diretamente no atendimento aos estudantes da rede pública estadual. A gestora ressaltou que a chamada ocorre no início do calendário letivo, o que, segundo a administração estadual, facilita o planejamento pedagógico das escolas.

O concurso público previa inicialmente 598 vagas, distribuídas entre os cargos de Professor e Especialista em Educação, conforme levantamento de necessidades realizado nas 16 Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIRECs). No entanto, o número de convocações foi ampliado para 1.607 profissionais, permitindo que a recomposição do quadro alcançasse escolas do litoral ao sertão do estado.

Além das vagas imediatas, o certame também prevê a formação de cadastro de reserva, mecanismo utilizado para reposições futuras em situações como exonerações, aposentadorias ou surgimento de novas vacâncias ao longo da vigência do concurso.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), a ampliação das convocações atende a uma necessidade administrativa, uma vez que o último concurso da área foi regido pelo Edital nº 001/2015, cuja validade já havia sido encerrada. Com o fim da vigência do certame anterior, tornou-se necessária a realização de um novo concurso para assegurar a reposição regular de servidores efetivos na rede estadual.

A secretária estadual de Educação, professora Socorro Batista, avaliou que a convocação representa a retomada do provimento efetivo de profissionais após quase dez anos sem concurso na área. De acordo com a gestora, a substituição de contratos temporários por servidores efetivos não gera impacto adicional nas despesas do Estado, uma vez que se trata de reposição de pessoal já existente.

Ainda segundo a secretaria, a recomposição do quadro efetivo permite maior previsibilidade na organização das escolas e contribui para o planejamento de políticas educacionais, incluindo a ampliação da oferta de matrículas, como na modalidade de Educação em Tempo Integral, que seguirá em expansão.

Do ponto de vista legal e fiscal, a SEEC informa que a convocação dos profissionais da Educação encontra respaldo na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A legislação autoriza a reposição de pessoal nas áreas de educação, saúde e segurança, mesmo em contextos de restrição fiscal, por se tratarem de serviços considerados essenciais.

O financiamento das contratações será realizado com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), conforme informado pela Secretaria de Educação do Estado.

Foto: Carmem Felix/Governo do RN/Ilustração

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Após queda na prisão, Moraes libera Bolsonaro para exames em hospital

Após queda na prisão, Moraes libera Bolsonaro para exames em hospital

Exames médicos de Jair Bolsonaro foram autorizados pelo STF após queda na cela da Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital em Brasília para a realização de exames médicos, após sofrer uma queda dentro da cela onde está custodiado na Superintendência da Polícia Federal (PF), no Distrito Federal.

A autorização foi concedida após novo pedido da defesa e o envio de informações médicas complementares solicitadas pelo ministro. Os exames serão realizados no hospital DF Star, ainda nesta quarta-feira, sem previsão de internação. Após os procedimentos, Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da PF.

Na decisão, Alexandre de Moraes determinou que o transporte e a segurança do custodiado sejam realizados pela Polícia Federal de forma discreta. O desembarque no hospital deverá ocorrer pelas garagens da unidade de saúde. O ministro também estabeleceu que a PF deverá manter vigilância integral durante a realização dos exames e no retorno do ex-presidente ao local de custódia.

A queda ocorreu na madrugada de terça-feira (6), quando Bolsonaro caiu da cama dentro da cela e bateu a cabeça em um móvel. Inicialmente, a Polícia Federal informou que o ex-presidente apresentava apenas ferimentos leves, sem indicação de encaminhamento hospitalar imediato, conforme avaliação médica realizada no local.

Com base nesse primeiro relatório, Alexandre de Moraes afirmou, ainda na terça-feira, que não havia urgência para a ida ao hospital. No entanto, solicitou à defesa e à PF detalhamento dos exames pretendidos e o envio do laudo médico completo elaborado após o atendimento inicial.

Após o recebimento dessas informações, o ministro reconsiderou a decisão e autorizou a realização dos exames hospitalares. Segundo a defesa, o pedido médico descreveu um quadro clínico compatível com traumatismo craniano, além de síncope noturna associada à queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante na região temporal direita.

De acordo com as informações médicas apresentadas, os profissionais responsáveis recomendaram de forma expressa a realização de três exames: tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma.

A tomografia computadorizada é utilizada para obter imagens internas detalhadas da cabeça por meio de raios X. A ressonância magnética do crânio emprega campos magnéticos para avaliação das estruturas cerebrais. Já o eletroencefalograma registra a atividade elétrica do cérebro e pode indicar alterações neurológicas.

Ainda segundo a Polícia Federal e o médico pessoal de Bolsonaro, após a queda foram observados ferimentos na cabeça, além de sintomas como apatia, tontura e queda da pálpebra esquerda. Apesar disso, o relatório médico inicial da PF apontou que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã de terça-feira.

A queda foi mencionada publicamente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em suas redes sociais, onde informou que o ex-presidente não estava bem após o episódio ocorrido durante a madrugada.

Também nesta terça-feira (6), Michelle Bolsonaro criticou a condução do caso por parte do ministro Alexandre de Moraes, após a negativa inicial do pedido de encaminhamento hospitalar. Segundo ela, a defesa havia solicitado novamente a realização dos exames e aguardava no hospital quando foi informada de que o pedido havia sido encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Após a negativa inicial, Moraes determinou a intimação da PGR para que se manifestasse sobre o novo pedido apresentado pela defesa. Com o envio das informações médicas complementares, a autorização foi concedida na manhã desta quarta-feira.

Michelle Bolsonaro também informou que solicitou à Polícia Federal a elaboração de um relatório detalhado sobre o momento em que a cela foi aberta após a queda, além do registro de todos os procedimentos adotados a partir desse horário.

A autorização judicial estabelece que, concluídos os exames médicos no hospital, Jair Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal, permanecendo sob custódia.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Nicolás Maduro se declara inocente em tribunal dos EUA após acusações de narcoterrorismo

Nicolás Maduro se declara inocente em tribunal dos EUA após acusações de narcoterrorismo

Ex-presidente da Venezuela responde por narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas em processo aberto na Justiça norte-americana

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta semana durante sua primeira aparição em um tribunal dos Estados Unidos, onde responde a acusações formais apresentadas pela Justiça norte-americana. O processo tramita em Nova York e envolve crimes que, segundo a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fundamentaram a operação que resultou na captura de Maduro e em sua condução ao país.

Durante o procedimento judicial, Maduro rejeitou todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público dos Estados Unidos e afirmou não ter cometido os crimes pelos quais é investigado. A audiência marcou o início formal de uma disputa jurídica que deve se estender por meses ou anos, enquanto a Justiça avalia se o ex-presidente venezuelano poderá ser julgado em território norte-americano.

Quatro acusações apresentadas pela Justiça dos EUA

Nicolás Maduro se declarou inocente das quatro acusações que constam no processo criminal aberto nos Estados Unidos. Entre os crimes imputados estão narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos.

As acusações sustentam que as ações atribuídas a Maduro teriam relação direta com atividades criminosas transnacionais, envolvendo o envio de grandes quantidades de entorpecentes ao território norte-americano. A promotoria afirma que os crimes foram praticados de forma coordenada, com uso de estruturas armadas e organização logística.

Audiência contou com presença de Cilia Flores

Maduro compareceu ao tribunal acompanhado de sua esposa, Cilia Flores, que também figura entre os investigados no processo. Ambos participaram de um procedimento legal preliminar, considerado obrigatório dentro do sistema judicial dos Estados Unidos para formalização da acusação e definição das próximas etapas do caso.

O juiz responsável conduziu a audiência de forma protocolar e determinou o andamento do processo, estabelecendo um novo encontro judicial. A próxima audiência foi marcada para o dia 17 de março, quando Maduro e Cilia Flores deverão prestar novos esclarecimentos no âmbito da ação penal.

Processo pode resultar em julgamento nos Estados Unidos

O procedimento judicial em curso tem como um de seus objetivos centrais definir se Nicolás Maduro poderá ser efetivamente julgado nos Estados Unidos. A defesa do ex-presidente venezuelano deverá apresentar argumentos relacionados à jurisdição do caso, enquanto a promotoria sustenta a competência da Justiça norte-americana para conduzir o processo.

A disputa jurídica envolve aspectos legais ligados ao alcance das leis federais dos Estados Unidos em crimes de caráter internacional, especialmente aqueles relacionados ao tráfico de drogas e ao uso de organizações armadas com impacto direto no território norte-americano.

Acusações envolvem familiares e suposta ligação com cartéis

Além de Nicolás Maduro e Cilia Flores, o processo menciona outros investigados, incluindo um filho do ex-presidente e mais três pessoas apontadas como participantes das ações descritas pela acusação. Segundo o Ministério Público dos Estados Unidos, o grupo teria atuado em conjunto com cartéis de drogas para facilitar o envio de milhares de toneladas de cocaína ao mercado norte-americano.

As acusações indicam que essas atividades teriam ocorrido ao longo de vários anos, com uso de rotas internacionais e apoio logístico para transporte e proteção da droga, além do emprego de armas e explosivos.

Possíveis penas previstas no processo

Caso sejam considerados culpados ao final do processo judicial, Nicolás Maduro e os demais acusados podem enfrentar penas que incluem prisão perpétua, conforme previsto na legislação penal dos Estados Unidos para crimes de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração armada.

O processo segue em tramitação, aguardando as próximas fases judiciais estabelecidas pelo tribunal responsável em Nova York.

Foto: RS/Fotos Públicas

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Michelle relata queda de Jair Bolsonaro em cela da Polícia Federal

Michelle relata queda de Jair Bolsonaro em cela da Polícia Federal

Ex-primeira-dama afirma que ex-presidente precisou de atendimento após cair durante a madrugada na Polícia Federal

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou nesta terça-feira (6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda durante a madrugada, enquanto estava preso nas dependências da Polícia Federal, em Brasília. Segundo o relato divulgado por Michelle em uma publicação nas redes sociais, Bolsonaro teria caído enquanto dormia e batido a cabeça em um móvel dentro do quarto onde permanece custodiado.

De acordo com a informação compartilhada, Jair Bolsonaro passou por uma crise durante a madrugada, o que teria provocado a queda. A ex-primeira-dama relatou ainda que o ex-presidente não estava bem no momento em que conseguiu acesso a ele, já durante o horário autorizado para visita.

Atendimento ocorreu após abertura do quarto para visita

Segundo Michelle Bolsonaro, o quarto onde Jair Bolsonaro está detido permanece fechado, o que teria impedido o atendimento imediato após a queda. Conforme o relato, o ex-presidente só recebeu atendimento quando agentes foram chamá-lo para a visita autorizada da esposa.

Michelle informou que estava acompanhada de um médico e aguardava a chegada do delegado responsável para obter informações sobre os primeiros socorros prestados ao ex-presidente. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre o estado de saúde de Bolsonaro nem sobre a necessidade de encaminhamento hospitalar.

Até o momento, não houve divulgação oficial por parte da Polícia Federal ou de autoridades médicas sobre o ocorrido.

Jair Bolsonaro está preso após condenação por trama golpista

Jair Bolsonaro está preso em Brasília após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado ocorrida após as eleições presidenciais de 2022. O ex-presidente foi considerado líder da articulação que questionava o resultado do pleito e buscava a ruptura institucional.

A prisão ocorre sob custódia da Polícia Federal, seguindo determinações judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz os processos relacionados aos atos investigados.

STF autorizou visitas da família ao ex-presidente

Na semana anterior ao episódio relatado por Michelle Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a visitação da família Bolsonaro ao ex-presidente enquanto ele permanece preso.

A decisão estabelece o regime de “visitação permanente”, que permite encontros de 30 minutos, no horário das 9h às 11h, com limitação de duas pessoas por dia, de forma separada. As visitas devem seguir os protocolos de segurança definidos pelas autoridades responsáveis pela custódia.

Familiares autorizados a visitar Jair Bolsonaro

De acordo com a decisão judicial, estão autorizados a visitar Jair Bolsonaro os filhos Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, Laura Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além da enteada Letícia. A autorização não contempla o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside atualmente nos Estados Unidos.

Michelle Bolsonaro já possuía autorização prévia para visitas ao ex-presidente, antes da ampliação concedida aos demais familiares.

Visitas seguem regras definidas pelo STF

As visitas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal devem obedecer às condições estabelecidas na decisão do ministro Alexandre de Moraes, incluindo o controle de horários, número de visitantes e a realização dos encontros de forma individualizada.

A medida busca regulamentar o contato do ex-presidente com familiares durante o período de custódia, sem alterar as condições da prisão nem interferir no andamento dos processos judiciais em curso.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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RN completa 10 anos de atraso no pagamento do 13º salário dos servidores

RN completa 10 anos de atraso no pagamento do 13º salário dos servidores

Benefício de 2025 será quitado apenas em janeiro de 2026; último pagamento integral no prazo ocorreu em 2015

O Governo do Rio Grande do Norte voltou a descumprir o prazo legal para o pagamento integral do 13º salário dos servidores públicos estaduais. O calendário referente ao ano de 2025 será concluído apenas na próxima sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, consolidando o décimo ano consecutivo de atraso no repasse do benefício, cujo prazo máximo previsto em lei é 20 de dezembro.

Desde 2016, o Estado não efetua o pagamento integral do 13º dentro do prazo legal para servidores ativos, aposentados e pensionistas. A última vez em que o benefício foi quitado integralmente até dezembro ocorreu em 2015.

Em nota divulgada em 24 de dezembro, o Governo do Estado informou que o pagamento do 13º de 2025 seria realizado em 9 de janeiro de 2026, citando o cenário financeiro como justificativa e assegurando o pagamento integral da folha.

Histórico de atrasos começou em 2016

Levantamento realizado com base em registros oficiais aponta que as dificuldades relacionadas ao pagamento do 13º salário dos servidores estaduais começaram a se intensificar a partir de 2014. Naquele ano, o benefício foi quitado dentro do prazo após a aprovação da unificação dos fundos previdenciários, o que permitiu o uso de cerca de R$ 1 bilhão para cobrir a folha de pagamento.

Em 2015, o governo seguiu utilizando recursos do fundo previdenciário unificado para complementar o pagamento do 13º de inativos e pensionistas. No entanto, um saque realizado em dezembro daquele ano esgotou as reservas disponíveis do fundo.

O primeiro atraso formal ocorreu em 2016. Na ocasião, o pagamento do benefício foi parcelado e escalonado, com parte dos servidores recebendo apenas uma parcela em dezembro. O restante foi quitado em janeiro de 2017.

Repetição do atraso ao longo das gestões

O atraso voltou a ocorrer em 2017, deixando uma dívida que só foi completamente quitada em maio de 2019. Em 2018, o Estado informou não possuir recursos para efetuar o pagamento do 13º naquele exercício, acumulando uma dívida que envolveu também a folha de dezembro. O pagamento total desse período foi concluído apenas em 2021.

Em 2019, primeiro ano da gestão seguinte, o Executivo utilizou recursos extraordinários e contou com a aprovação de um crédito especial de R$ 1,7 bilhão para viabilizar o pagamento, que se estendeu até o início de janeiro de 2020.

Nos anos de 2020, 2021 e 2022, o padrão de quitação do benefício no início do exercício seguinte foi mantido. Em 2023, o complemento do 13º para parte dos servidores foi programado para janeiro de 2024.

Para o exercício de 2024, o cronograma previa que apenas uma parcela dos servidores receberia o valor integral em dezembro, enquanto o restante teria o crédito efetuado em janeiro de 2025. Em relação ao ano de 2025, o pagamento será concluído em 9 de janeiro de 2026.

Situação diferenciada para alguns vínculos

De acordo com informações da Secretaria da Fazenda encaminhadas à Procuradoria Geral do Estado, os empregados públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) receberam integralmente o 13º salário em dezembro.

O documento também indicou que órgãos e entidades com recursos próprios, como o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e o Instituto de Previdência dos Servidores do RN (Ipern), tiveram parcelas antecipadas quitadas, com previsão de pagamento do valor remanescente até o final de dezembro.

Judicialização do pagamento

A questão do atraso no pagamento do 13º salário dos servidores estaduais tem sido alvo de ações judiciais. Em 23 de dezembro, uma decisão judicial determinou que o Estado efetuasse o pagamento do benefício até o último dia de 2025. Três dias depois, a decisão foi suspensa em instância superior, sob o entendimento de que a medida poderia comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.

Algumas categorias do funcionalismo chegaram a obter decisões favoráveis em primeira instância, posteriormente suspensas. Outras ações seguem em tramitação sem decisão definitiva.

Despesas com pessoal e limites fiscais

Dados do Relatório de Gestão Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional, referentes ao segundo quadrimestre de 2025, indicam que o Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional de despesas com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida. O Estado compromete 65,54% da RCL com gastos dessa natureza, acima do limite de 60% previsto na legislação fiscal.

O comprometimento elevado da receita com despesas de pessoal é apontado como um dos fatores associados à recorrência dos atrasos no pagamento do 13º salário.

HISTÓRICO DE ATRASOS NO 13º SALÁRIO DO RN

  • 2016 – pagamento concluído em janeiro de 2017
  • 2017 – pagamento concluído em maio de 2019
  • 2018 – pagamento concluído em 2021
  • 2019 – pagamento concluído em janeiro de 2020
  • 2020 – pagamento concluído em janeiro de 2021
  • 2021 – pagamento concluído em janeiro de 2022
  • 2022 – pagamento concluído em janeiro de 2023
  • 2023 – pagamento concluído em janeiro de 2024
  • 2024 – pagamento concluído em janeiro de 2025
  • 2025 – pagamento previsto para 9 de janeiro de 2026

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Vereadora Thabatta Pimenta protocola representação contra Nikolas Ferreira após publicação nas redes sociais

Vereadora Thabatta Pimenta protocola representação contra Nikolas Ferreira após publicação nas redes sociais

Ação foi protocolada após divulgação de imagem que sugeriria sequestro do presidente Lula

A vereadora de Natal, Thabatta Pimenta (PSOL), anunciou que protocolou uma representação contra Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, após a divulgação de uma imagem em redes sociais que sugeriria o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por militares dos Estados Unidos.

A informação foi tornada pública por meio das próprias redes sociais da parlamentar. Segundo o comunicado, a representação questiona os limites da atuação parlamentar e o uso das plataformas digitais por agentes públicos para a divulgação de conteúdos políticos.

De acordo com o entendimento apresentado, a publicação atribuída ao deputado extrapolaria o campo da manifestação política e poderia configurar violação à Lei nº 14.197/2021, legislação que trata de crimes contra o Estado Democrático de Direito e substituiu dispositivos da antiga Lei de Segurança Nacional.

A vereadora sustenta que a imunidade parlamentar não deve ser utilizada como justificativa para práticas que possam ser enquadradas como ilícitas. A representação tem como objetivo provocar a análise formal dos órgãos competentes sobre o conteúdo divulgado e suas possíveis implicações legais.

O material questionado teria circulado amplamente nas redes sociais, gerando repercussão entre usuários e agentes políticos. A imagem sugeriria um cenário envolvendo autoridades estrangeiras e o presidente da República, o que motivou a iniciativa da parlamentar.

Ainda conforme a manifestação pública, a ação busca coibir a normalização de conteúdos que, segundo a avaliação apresentada, podem estimular interpretações que afrontem o regime democrático ou incentivem condutas ilegais sob o argumento de humor, opinião pessoal ou crítica política.

A representação contra Nikolas Ferreira será analisada pelas instâncias competentes, que deverão avaliar se há elementos suficientes para caracterizar eventual infração à legislação vigente. O procedimento não implica, por si só, responsabilização automática, mas inaugura uma etapa formal de apuração.

A parlamentar informou que seguirá acompanhando o andamento do caso e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o desdobramento da análise jurídica. O episódio se insere em um contexto de debates recorrentes sobre os limites da liberdade de expressão, da imunidade parlamentar e do uso das redes sociais por representantes eleitos.

Até o momento, não há informação oficial sobre eventuais desdobramentos da representação ou posicionamento formal do deputado citado. O caso segue em tramitação conforme os ritos legais previstos.

Foto: Elpídio Júnior/Câmara de Natal / Francisco de Assis/Câmara de Natal / Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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Governo Lula amplia sigilos e supera números registrados no último ano de Bolsonaro

Governo Lula amplia sigilos e supera números registrados no último ano de Bolsonaro

Levantamentos indicam aumento de restrições a dados públicos mesmo após promessa de revisão de sigilos

Durante a campanha eleitoral de 2022, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que promoveria uma revisão dos decretos de sigilo adotados na gestão anterior e que adotaria medidas voltadas à transparência administrativa. A proposta foi apresentada no contexto do compromisso de reavaliar restrições impostas a informações públicas durante o governo de Jair Bolsonaro.

No entanto, dados oficiais e levantamentos independentes divulgados pela coluna de Cláudio Humberto, no Diário do Poder, indicam que, entre os anos de 2023 e 2025, o sigilo no governo Lula não apenas foi mantido, como também ampliado. Informações da Controladoria-Geral da União (CGU) e de relatórios produzidos por entidades de monitoramento da transparência apontam a imposição de 3.287 classificações de sigilo no período analisado.

As restrições envolvem diferentes tipos de informações públicas, incluindo dados sobre viagens oficiais, gastos do governo, registros administrativos e informações relacionadas a empresários. Os sigilos aplicados seguem os critérios previstos na legislação vigente, que permite a classificação de documentos por prazos que podem chegar a até 100 anos, a depender do conteúdo.

Somente em 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula, foram registrados 1.339 pedidos de informação classificados com algum grau de sigilo, conforme dados consolidados pela CGU. O número é próximo ao registrado em 2022, último ano da gestão Bolsonaro, quando 1.332 solicitações receberam classificação semelhante.

A comparação entre os períodos tem sido utilizada por analistas para avaliar a aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI) no atual governo. Criada para garantir o direito da sociedade ao acesso a dados públicos, a legislação prevê exceções, permitindo a restrição de informações consideradas sensíveis à segurança do Estado ou à privacidade individual.

Os levantamentos indicam ainda que, entre 2023 e 2025, aproximadamente 16% dos pedidos feitos com base na LAI foram negados. As negativas ocorreram por diferentes motivos previstos na lei, incluindo a classificação de sigilo, a proteção de dados pessoais ou a inexistência da informação solicitada nos sistemas do governo.

As informações compiladas pela CGU refletem registros administrativos enviados pelos órgãos da administração pública federal. Os relatórios independentes utilizados para a análise cruzam esses dados com pedidos protocolados por cidadãos, jornalistas e entidades civis interessadas em acompanhar a execução de políticas públicas.

O tema do sigilo governo Lula tem sido recorrente em análises sobre transparência pública desde o início do atual mandato. A discussão envolve a aplicação dos dispositivos legais que autorizam a restrição de acesso a documentos oficiais e a compatibilidade dessas decisões com compromissos assumidos durante o processo eleitoral.

Os dados citados referem-se exclusivamente ao período entre 2023 e 2025 e não incluem informações sobre eventuais revisões futuras dos critérios de classificação nem sobre alterações normativas posteriores. As estatísticas permanecem disponíveis nos sistemas oficiais de acompanhamento da Lei de Acesso à Informação e em relatórios públicos de monitoramento.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ilustração / Ricardo Stuckert/Presidência da República

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Após captura de Maduro, Justiça venezuelana define Delcy Rodríguez como presidente interina

Após captura de Maduro, Justiça venezuelana define Delcy Rodríguez como presidente interina

Suprema Corte determina sucessão interina por até 180 dias e governo brasileiro reconhece Delcy Rodríguez como chefe de Estado

A Suprema Corte da Venezuela determinou, na noite deste sábado (3), que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência do país de forma interina, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar realizada pelos Estados Unidos. A decisão foi anunciada pela Sala Constitucional do tribunal e estabelece que Rodríguez deverá exercer todas as funções do cargo para garantir a continuidade administrativa do Estado.

Segundo a decisão judicial, o mandato interino terá validade inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90, mediante autorização da Assembleia Nacional. Caso Nicolás Maduro não retorne ao cargo após o período máximo de 180 dias, a Constituição venezuelana prevê a convocação de novas eleições.

A Suprema Corte afirmou que a medida busca assegurar a governabilidade e a defesa do país diante do que classificou como uma agressão militar estrangeira. Maduro foi levado aos Estados Unidos, onde deve responder a acusações na Justiça americana.

Mesmo após a operação, integrantes do governo venezuelano vinham sustentando que Maduro permanecia como presidente legítimo. Delcy Rodríguez, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial que a coloca como presidente interina.

Após a captura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA assumiriam o controle da Venezuela durante um período de transição e chegou a mencionar o nome de Delcy Rodríguez de forma pública. Segundo Trump, houve contato político de alto nível com a vice-presidente venezuelana por meio do secretário de Estado, Marco Rubio.

Brasil reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina

O governo brasileiro afirmou neste sábado (3) que reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela. A informação foi confirmada pela secretária-geral das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha, após a segunda reunião de avaliação do governo brasileiro convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Na ausência do atual presidente Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina”, declarou Maria Laura da Rocha.

A diplomata não esclareceu se o governo brasileiro manteve contato direto com Delcy Rodríguez após a operação militar. Mais cedo, os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e da Venezuela, Yván Gil, conversaram por telefone.

A chancelaria brasileira informou que fará contatos com o governo dos Estados Unidos e evitou comentar as declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de Washington assumir a administração do país com indicados pelo governo americano. “Temos que esperar e ver como vai se desenrolar”, afirmou a secretária-geral.

Posição diplomática do Brasil sobre a Venezuela

O governo brasileiro nunca reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro, mas manteve canais diplomáticos abertos com Caracas. Segundo integrantes do governo, houve um distanciamento político progressivo entre os dois países antes da escalada da operação militar americana no Caribe.

O Itamaraty voltou a condenar o ataque militar, posição que já havia sido expressa publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã deste sábado, antes da primeira reunião de avaliação.

De acordo com relatos de participantes do encontro com o presidente, o ambiente foi de cautela, com a orientação de aguardar mais informações para avaliar a dimensão dos acontecimentos em Caracas.

Reuniões internacionais e atuação do Itamaraty

O Brasil pretende participar de uma reunião emergencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas na segunda-feira (5), em tom crítico à operação militar. Também estão previstas reuniões na Organização dos Estados Americanos (OEA) e na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), esta última marcada para domingo (4), às 14h, em nível ministerial.

Segundo o Itamaraty, participaram da segunda reunião de avaliação, além de Maria Laura da Rocha, os ministros José Múcio (Defesa), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social), além da embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, e de representantes da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais.

Situação na fronteira e brasileiros na Venezuela

O governo brasileiro informou que a embaixada em Caracas segue monitorando a situação no país e que, até o momento, não há relatos de vítimas ou feridos entre a comunidade brasileira residente na Venezuela.

Cerca de 100 brasileiros deixaram o país por via terrestre, em direção ao estado de Roraima. Segundo o Palácio do Planalto, o movimento na fronteira segue dentro da normalidade.

Fotos: Eneas on VisualHunt / Valter Campanato/Agência Brasil / Palácio do Planalto on Visualhunt

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Papa Leão 14 manifesta preocupação com a Venezuela e pede respeito à soberania e aos direitos humanos

Papa Leão 14 manifesta preocupação com a Venezuela e pede respeito à soberania e aos direitos humanos

Pontífice diz acompanhar desdobramentos da situação no país e reforça apelo por justiça, paz, soberania e proteção aos mais vulneráveis

Durante a missa deste domingo, após a oração do Angelus, o papa Leão 14 manifestou preocupação com os acontecimentos recentes na Venezuela. Em sua fala pública, o pontífice afirmou que acompanha com atenção os desdobramentos da situação no país e destacou a necessidade de que o bem do povo venezuelano seja priorizado.

Segundo o papa, “acompanho com profunda preocupação os desdobramentos da situação na Venezuela”. A declaração foi feita diante de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, como parte da tradicional mensagem dominical do líder da Igreja Católica.

Em sua manifestação, o papa Leão 14 afirmou que o bem do povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração. Ele defendeu que esse princípio sirva como base para a superação da violência e para a busca de caminhos que promovam justiça e paz no país.

Apelo por soberania, Constituição e Estado de Direito

Durante o pronunciamento, o pontífice ressaltou a importância do respeito à soberania nacional da Venezuela e do cumprimento do Estado de Direito previsto na Constituição do país. Segundo ele, é fundamental assegurar que os princípios constitucionais sejam respeitados em meio ao atual contexto político e institucional.

O papa também destacou a necessidade de garantir os direitos humanos e civis de todos os cidadãos venezuelanos. Em sua fala, afirmou que esses direitos devem ser respeitados “de cada um e de todos”, reforçando a centralidade da dignidade humana em qualquer processo de enfrentamento da crise.

De acordo com Leão 14, a construção de um futuro mais estável passa pelo compromisso coletivo com a legalidade, o diálogo e o respeito às normas que regem a vida institucional do país.

Defesa da justiça e da paz como caminhos para a Venezuela

Ainda em sua mensagem, o papa afirmou que a superação da violência é um passo necessário para que a Venezuela possa trilhar caminhos de justiça e de paz. Ele indicou que esses valores devem orientar as decisões e ações voltadas à reconstrução da convivência social e política.

O pontífice mencionou a importância de trabalhar de forma conjunta para a construção de um futuro marcado pela colaboração, pela estabilidade e pela concórdia. Segundo ele, esse esforço coletivo é essencial para que o país avance em um cenário de maior previsibilidade e respeito mútuo.

A fala do papa Leão 14 reforça o papel tradicional da Igreja Católica em se posicionar publicamente sobre situações de conflito, instabilidade institucional e crise humanitária, sempre com foco na proteção da vida, da dignidade humana e da paz social.

Atenção aos mais pobres e à crise econômica

O papa Leão 14 também dedicou parte de sua fala à situação dos mais vulneráveis na Venezuela. Ele destacou que é necessário ter especial atenção aos mais pobres, que sofrem os impactos da difícil situação econômica enfrentada pelo país.

Segundo o pontífice, esses grupos já convivem há mais de uma década com dificuldades econômicas, o que torna ainda mais urgente a adoção de medidas que garantam proteção social e respeito aos direitos básicos.

O líder da Igreja Católica afirmou que sua preocupação com os mais vulneráveis da nação venezuelana tem sido constante, especialmente diante de um cenário prolongado de dificuldades econômicas e sociais.

Pronunciamento no contexto do Angelus

A manifestação do papa ocorreu após a oração do Angelus, tradicional momento em que o pontífice costuma abordar temas de relevância internacional, questões humanitárias e situações de conflito ao redor do mundo.

A fala sobre a Venezuela se soma a outros pronunciamentos do papa Leão 14 em que ele destaca a necessidade de soluções pacíficas, diálogo político e respeito aos direitos fundamentais como pilares para a estabilidade das nações.

Foto: Mazur/cbcew.org.uk / VaticanNews

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Ratinho é absolvido em segunda instância por declarações contra Natália Bonavides

Ratinho é absolvido em segunda instância por declarações contra Natália Bonavides

Tribunal entendeu que críticas feitas em 2021 estavam direcionadas a projeto de lei e não à condição pessoal da deputada federal

O apresentador de televisão e radialista Carlos Massa, conhecido como Ratinho, foi absolvido em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) em ação relacionada a declarações feitas em um programa de rádio, em 2021, contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).

A decisão foi proferida pela 7ª Turma do TRF-5, que analisou recurso no processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão acusava o apresentador de ter sugerido violência contra a parlamentar ao comentar um projeto de lei apresentado por ela no Congresso Nacional.

As declarações questionadas ocorreram durante a veiculação de um programa de rádio de propriedade do apresentador. Na ocasião, Ratinho reagiu à proposta legislativa que sugeria retirar a expressão “declaro marido e mulher” do Código Civil.

Entre as falas citadas no processo, o apresentador afirmou: “Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não? Natália, você não tem o que fazer?”. As declarações motivaram a ação judicial por parte do MPF.

Ação do Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal sustentou que as falas configurariam incitação à violência contra uma representante eleita, caracterizando discurso de ódio e violência política de gênero. A ação pedia a condenação do apresentador e a aplicação de medidas de caráter indenizatório e educativo.

Caso fosse condenado, Ratinho poderia ser obrigado a pagar uma indenização no valor de R$ 2 milhões. Além disso, a Rádio Massa, empresa de sua propriedade, teria que veicular campanhas de combate à violência de gênero pelo período de um ano.

A ação foi analisada inicialmente em primeira instância e, posteriormente, chegou ao TRF-5 por meio de recurso.

Entendimento do TRF-5

Ao julgar o caso, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região concluiu que as manifestações do apresentador, embora consideradas ofensivas, não extrapolaram os limites da liberdade de expressão.

Segundo o entendimento do colegiado, as falas estavam direcionadas ao conteúdo do projeto de lei apresentado pela deputada federal, e não à sua condição pessoal, feminina ou de gênero.

Para os magistrados, não houve caracterização de discurso de ódio nem de violência política de gênero com repercussão difusa, conforme sustentado pelo MPF.

Trecho da decisão judicial

O relator do caso, desembargador federal Frederico Wildson da Silva Dantas, destacou em seu voto que as declarações, apesar do tom utilizado, não configuraram violação aos parâmetros jurídicos que delimitam a liberdade de expressão.

“Embora hostil e pouco elegante, a crítica foi direcionada não à condição feminina da parlamentar, mas ao projeto legislativo por ela apresentado. As manifestações, por mais antipáticas que fossem, não configuraram discurso de ódio nem violência política de gênero com repercussão difusa”, afirmou o magistrado na decisão.

Com base nesse entendimento, o tribunal decidiu pela absolvição do apresentador em segunda instância.

Projeto de lei citado nas declarações

O projeto de lei mencionado por Ratinho durante o programa de rádio foi apresentado pela deputada federal Natália Bonavides e propunha a retirada da expressão “declaro marido e mulher” do Código Civil. A iniciativa legislativa gerou repercussão à época e foi alvo de críticas em diferentes espaços públicos.

As declarações do apresentador ocorreram no contexto desse debate legislativo, conforme registrado nos autos do processo analisado pelo TRF-5.

Próximos passos do processo

Apesar da absolvição em segunda instância, o processo não foi encerrado definitivamente. Com a decisão do TRF-5, o caso seguirá agora para análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância responsável por examinar questões de natureza infraconstitucional.

Não há, até o momento, informações sobre a data em que o recurso será apreciado pelo STJ ou sobre eventuais desdobramentos do caso.

Foto: Prefeitura de Rio Preto/VisualHunt / Bruno Spada / Câmara dos Deputados / Mario Agra / Câmara dos Deputados

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Dr. Bernardo e Kaline iniciam o ano com novos apoios e ampliam articulações para eleições de 2026

Dr. Bernardo e Kaline iniciam o ano com novos apoios e ampliam articulações para eleições de 2026

Deputado confirma alianças no Oeste e no Seridó e consolida agenda política com foco na disputa federal; Kaline é apresentada como pré-candidata à Assembleia Legislativa

O deputado estadual Dr. Bernardo iniciou o ano político ampliando sua base de apoios e reforçando articulações regionais com foco nas eleições de 2026. No último dia 2 de janeiro, o parlamentar participou de uma série de encontros políticos que resultaram na formalização de novos apoios em municípios do Oeste e do Seridó potiguar, regiões onde mantém atuação parlamentar contínua.

Dr. Bernardo deverá concorrer ao cargo de deputado federal, enquanto sua esposa, Kaline, é pré-candidata a deputada estadual. A movimentação conjunta tem como base o fortalecimento de alianças locais e a ampliação do diálogo com lideranças políticas municipais.

Durante as reuniões realizadas no início do ano, foram confirmados os seguintes apoios:

  • Antonio Macaco, ex-prefeito de Jardim de Piranhas
  • Marcinho Cathamax, liderança política de Caraúbas
  • Alexandre Paiva, liderança política do município de Grossos
  • Carlinhos de Dandão, vereador de Apodi
  • Sandro Góis, vereador de Areia Branca

A agenda de Dr. Bernardo e Kaline segue com reuniões, visitas institucionais e articulações políticas em diferentes municípios do estado.

Fotos: Divulgação

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Governo Lula convoca reunião no Itamaraty após anúncio dos EUA sobre captura de Nicolás Maduro

Governo Lula convoca reunião no Itamaraty após anúncio dos EUA sobre captura de Nicolás Maduro

A reunião ocorre em meio à repercussão internacional da operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano

Ministros e assessores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúnem na manhã deste sábado (3), no Palácio Itamaraty, em Brasília, para discutir a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o anúncio da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, divulgado mais cedo pelo presidente norte-americano Donald Trump. A informação foi publicada pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

A reunião ocorre em meio à repercussão internacional da operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. Há expectativa de que o presidente Lula participe do encontro por videoconferência, já que se encontra de férias na base da Marinha, em Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro.

Segundo apuração da coluna, Lula já foi informado sobre o anúncio feito por Trump e avalia antecipar o retorno a Brasília. Inicialmente, o presidente previa encerrar o período de recesso apenas na próxima segunda-feira (6).

O encontro no Itamaraty ocorre poucas horas após o presidente dos Estados Unidos afirmar que forças norte-americanas bombardearam a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, retirando-os do país. Até o momento, autoridades venezuelanas não confirmaram oficialmente o paradeiro do presidente.

Ministro da Saúde condena ataque e oferece apoio do SUS

Em meio à reação do governo brasileiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, utilizou a rede social X para condenar a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Em suas publicações, Padilha ofereceu os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender possíveis feridos em decorrência dos ataques.

O ministro destacou que o Brasil e o sistema de saúde público já vinham absorvendo impactos relacionados à situação da Venezuela, especialmente no estado de Roraima, que faz fronteira com o país vizinho. Segundo Padilha, a rede pública de saúde da região já atende demandas associadas ao fluxo migratório e a outras consequências da crise venezuelana.

Nas publicações, o ministro não mencionou diretamente a captura de Nicolás Maduro anunciada pelo governo norte-americano. Padilha reforçou que o Brasil mantém atenção aos desdobramentos da situação e às possíveis repercussões humanitárias.

Milei celebra prisão de Maduro e repercute ação dos EUA

Na Argentina, o presidente Javier Milei comemorou publicamente a prisão de Nicolás Maduro por meio de uma postagem em rede social. Ao compartilhar a notícia da operação militar dos Estados Unidos, Milei escreveu: “La libertad avanza, Viva la libertad carajo”.

O presidente argentino é um crítico declarado do governo venezuelano. Em dezembro, durante discurso na sessão plenária da 67ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR), Milei defendeu a pressão internacional liderada pelos Estados Unidos contra o governo de Maduro.

Na ocasião, Milei afirmou que a Venezuela enfrentava uma crise política, humanitária e social e citou o reconhecimento internacional concedido à opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.

A manifestação do presidente argentino ocorre enquanto governos da América Latina e de outras regiões acompanham os desdobramentos da ofensiva militar norte-americana e suas implicações diplomáticas.

Contexto diplomático

A convocação da reunião no Itamaraty ocorre em um momento de intensificação das tensões regionais. O Brasil mantém relações diplomáticas com a Venezuela e acompanha com atenção os impactos políticos, humanitários e migratórios decorrentes da situação no país vizinho.

A eventual participação de Lula por videoconferência e a possibilidade de antecipação de seu retorno a Brasília indicam o acompanhamento direto do caso pela Presidência da República, em meio à rápida evolução dos acontecimentos e às reações de governos estrangeiros.

Até o momento, não houve comunicado oficial do Palácio do Planalto sobre posicionamento formal do governo brasileiro em relação ao anúncio feito pelos Estados Unidos.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil

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Moraes autoriza visitas permanentes de filhos a Bolsonaro na prisão da Polícia Federal

Moraes autoriza visitas permanentes de filhos a Bolsonaro na prisão da Polícia Federal

Decisão do STF define dias, horários e limita número de visitantes por vez

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou de forma permanente que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas de seus filhos que residem no Brasil enquanto cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Com a decisão, estão autorizadas as visitas de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro. A enteada Letícia Marianna Firmo da Silva também poderá visitar o ex-presidente. A autorização foi concedida independentemente de novos pedidos, desde que respeitadas as regras estabelecidas pela Polícia Federal.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por coordenar uma trama de tentativa de golpe de Estado. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou que as visitas deverão ocorrer dentro dos horários previstos na Portaria SR/PF/DF nº 1104, de 28 de março de 2024. Conforme o documento, os encontros estão autorizados às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h.

Cada visita terá duração máxima de 30 minutos, com limitação de dois familiares por dia. O magistrado determinou ainda que cada familiar deverá visitar o ex-presidente de forma individual, não sendo permitidas visitas conjuntas no mesmo horário.

“O ministro autoriza a visitação permanente dos filhos do sentenciado e da enteada, independentemente de nova autorização, dentro dos horários estabelecidos”, diz trecho da decisão.

Alexandre de Moraes ressaltou que permanece válida a autorização concedida anteriormente à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que já possuía permissão permanente para visitas desde dezembro.

Ficou de fora da decisão o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, que reside nos Estados Unidos desde março de 2025. Em dezembro do mesmo ano, Eduardo perdeu o mandato parlamentar por não comparecer às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, conforme as regras regimentais da Casa.

A autorização das visitas permanentes ocorreu um dia após Jair Bolsonaro receber alta médica do Hospital DF Star, em Brasília. O ex-presidente estava internado para a realização de exames e procedimentos cirúrgicos, conforme informado anteriormente por sua defesa.

Na quinta-feira (1º), um dia antes da decisão sobre as visitas, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro para a conversão da pena em prisão domiciliar. Com isso, o ex-presidente permanece custodiado nas dependências da Polícia Federal.

As visitas seguem condicionadas ao cumprimento das normas internas da PF e aos procedimentos de segurança adotados na unidade prisional.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Irmão de Jair Bolsonaro diz que bolão familiar acertou na Mega da Virada

Irmão de Jair Bolsonaro diz que bolão familiar acertou na Mega da Virada

Renato Bolsonaro afirma que bolão com Jair Bolsonaro acertou quatro números na Mega da Virada 2025

Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou por meio das redes sociais que acertou a quadra na Mega da Virada 2025 em um bolão realizado com o próprio ex-presidente e com Mosart Aragão, ex-assessor. Segundo Renato, o grupo participa do concurso especial da Mega-Sena todos os anos.

De acordo com a publicação, o bolão teria apostado nas dezenas 06, 13, 21, 22, 32 e 59. No sorteio da Mega da Virada, correspondente ao concurso 2.955, realizado no dia 1º de janeiro de 2026, os números sorteados foram 59, 21, 32, 13, 33 e 09. Com isso, a aposta teria registrado quatro acertos: 13, 21, 32 e 59.

Quadra da Mega da Virada paga mais de R$ 200 por aposta

A Caixa Econômica Federal informou que a quadra da Mega da Virada 2025 vai pagar R$ 216,76 para cada um dos 308.315 ganhadores que acertaram quatro números. Já a quina teve 3.921 apostas premiadas, com pagamento individual de R$ 11.931,42.

No prêmio principal, seis apostas acertaram as seis dezenas sorteadas. O valor total do prêmio da Mega da Virada foi de R$ 1.091.357.286,52, dividido igualmente entre os bilhetes vencedores, resultando em R$ 181.892.881,09 para cada aposta.

Publicação mostra recibo com data de registro da aposta

Na publicação feita nas redes sociais, Renato Bolsonaro também divulgou um recibo que indicaria o registro da aposta no dia 20 de dezembro. Segundo o próprio texto divulgado, a data do registro coincide com o período em que Jair Bolsonaro já estaria detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A postagem não detalha a modalidade do bolão nem o número total de participantes envolvidos na aposta, limitando-se a informar os nomes de Jair Bolsonaro e Mosart Aragão como integrantes do grupo.

Situação judicial de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro voltou à custódia da Polícia Federal na quinta-feira (1º), após receber alta hospitalar. A defesa do ex-presidente solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a substituição da prisão por prisão domiciliar. O pedido foi analisado e negado pela Corte.

O sorteio da Mega da Virada 2025 ocorreu normalmente, conforme o calendário oficial da Caixa Econômica Federal, encerrando o ano com o maior prêmio da história da modalidade.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Após perda de mandato, Eduardo Bolsonaro é convocado a retornar à PF

Após perda de mandato, Eduardo Bolsonaro é convocado a retornar à PF

Polícia Federal determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão após perda de mandato

A Polícia Federal determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro (PL) ao cargo de escrivão da corporação após a declaração de perda de mandato parlamentar. A decisão foi formalizada por meio de ato declaratório publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (2).

No documento, a Polícia Federal estabelece que o retorno tem caráter “exclusivamente declaratório e de regularização da situação formal” e alerta para a adoção de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” em caso de ausência injustificada do servidor.

Eduardo Bolsonaro estava afastado da PF durante mandato

Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, exercendo o cargo de escrivão. Durante o período em que ocupou mandato como deputado federal, ele permaneceu afastado das funções na corporação, conforme prevê a legislação para servidores públicos eleitos.

O ato administrativo determina que o retorno ocorra de forma imediata, ainda que inicialmente para fins formais, considerando a nova condição funcional após o encerramento do mandato parlamentar.

Decisão foi publicada no Diário Oficial da União

O ato declaratório da Polícia Federal foi publicado no DOU desta sexta-feira e estabelece que a ausência sem justificativa poderá resultar em medidas administrativas e disciplinares previstas nos regulamentos internos da corporação.

O documento não detalha prazos para apresentação presencial nem informa se haverá designação imediata de lotação ou função operacional.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março do ano passado, quando solicitou licença do mandato na Câmara dos Deputados. Desde então, ele não retornou ao exercício das atividades parlamentares presenciais no Brasil.

Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato do parlamentar. A decisão foi fundamentada no número de ausências não justificadas, que ultrapassou o limite permitido pelo regimento interno da Casa Legislativa.

Perda de mandato resultou em retorno ao cargo efetivo

Com a declaração da perda de mandato, Eduardo Bolsonaro deixou de ter vínculo parlamentar ativo, o que resultou na necessidade de regularização de sua situação funcional junto à Polícia Federal.

A corporação informou, por meio do ato publicado, que o retorno imediato tem como finalidade formalizar o restabelecimento do vínculo funcional como servidor público federal, encerrado o período de afastamento autorizado durante o mandato eletivo.

Foto: Beto Barata/PL

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Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é preso por ordem do STF

Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é preso por ordem do STF

Prisão de Filipe Martins foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e cumprida pela Polícia Federal no Paraná

O ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, foi preso na manhã desta sexta-feira (2) pela Polícia Federal, em sua residência, localizada no município de Ponta Grossa, no estado do Paraná. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com as informações divulgadas, a ordem de prisão foi determinada no âmbito de um processo que tramita no Supremo. A decisão ocorre após medidas cautelares anteriormente impostas ao ex-assessor presidencial.

No dia 26 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado a prisão domiciliar de Filipe Martins e de outros nove réus envolvidos no mesmo processo. Na ocasião, o magistrado justificou a decisão com base na avaliação de que existia risco de fuga por parte dos investigados.

Mesmo com a imposição da prisão domiciliar e de outras medidas cautelares, novos fatos foram analisados pelo relator do caso no STF. Três dias após a decisão, Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos à defesa de Filipe Martins sobre uma possível violação das medidas impostas.

Segundo a justificativa apresentada pelo ministro, Filipe Martins teria acessado sua conta na rede social profissional LinkedIn no mesmo dia em que a prisão domiciliar foi determinada. Conforme descrito na decisão, o acesso teria ocorrido com o objetivo de buscar perfis de terceiros, o que motivou o pedido de explicações à defesa.

O uso de redes sociais e a realização de atividades online estavam entre os pontos analisados no contexto das medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. A possível violação dessas determinações foi considerada relevante no andamento do processo.

Filipe Martins já havia sido condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão. No entanto, até o momento da prisão realizada nesta sexta-feira (2), a condenação ainda não havia transitado em julgado, o que permitia que ele respondesse ao processo em liberdade, respeitadas as medidas judiciais impostas.

Com a nova decisão, o mandado de prisão preventiva foi cumprido por agentes da Polícia Federal no endereço residencial do ex-assessor, em Ponta Grossa. A operação ocorreu no período da manhã, sem divulgação de detalhes adicionais sobre o deslocamento do preso após o cumprimento da ordem judicial.

Filipe Martins atuou como assessor especial para assuntos internacionais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Seu nome passou a figurar entre os investigados e réus em processos analisados pelo Supremo Tribunal Federal relacionados aos atos e eventos sob apuração pela Corte.

O processo que resultou na condenação do ex-assessor ainda segue os trâmites legais previstos, uma vez que a sentença não havia alcançado a fase final de execução penal definitiva. A atuação do ministro Alexandre de Moraes ocorre na condição de relator do caso no STF.

Até a última atualização das informações, não houve divulgação de posicionamento público da defesa de Filipe Martins após o cumprimento do mandado de prisão. Também não foram informados detalhes adicionais sobre eventuais novos desdobramentos processuais decorrentes da decisão.

A Polícia Federal informou apenas o cumprimento da ordem judicial expedida pelo Supremo Tribunal Federal, conforme os procedimentos legais aplicáveis ao caso.

Foto: Arthur Max/MRE / Sophia Santos/STF

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Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes que mantém Jair Bolsonaro na PF

Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes que mantém Jair Bolsonaro na PF

Senador critica Alexandre de Moraes após negativa de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta quinta-feira (1º) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF). A manifestação ocorreu após a negativa do pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-chefe do Executivo.

Em publicação feita em seu perfil na rede social X, Flávio Bolsonaro afirmou que seu pai necessita de cuidados médicos que, segundo ele, não poderiam ser assegurados em ambiente prisional. O senador declarou que o ex-presidente apresenta riscos à saúde em razão de complicações médicas.

Na postagem, Flávio Bolsonaro mencionou a possibilidade de o ex-presidente sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), alegando que o risco estaria relacionado ao atual estado de saúde de Jair Bolsonaro. As declarações foram feitas no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes proferiu a decisão sobre o pedido da defesa.

Mais cedo, o ministro do STF negou a solicitação de prisão domiciliar humanitária apresentada pelos advogados de Jair Bolsonaro. No despacho, Moraes determinou que, após receber alta médica do Hospital DF Star, onde o ex-presidente estava internado, ele fosse encaminhado diretamente à sede da Polícia Federal em Brasília, para dar continuidade ao cumprimento da pena imposta.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, conforme decisão já proferida no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Com a negativa da prisão domiciliar, o ministro estabeleceu que a custódia deve ocorrer nas dependências da Polícia Federal, assim que houver liberação médica hospitalar.

No despacho, Alexandre de Moraes afirmou que, “diferente do que alegou a defesa”, o quadro clínico do ex-presidente apresentou melhora, conforme informações constantes nos autos. A avaliação do ministro foi baseada nos documentos médicos analisados durante a apreciação do pedido.

Após a divulgação da decisão, Flávio Bolsonaro voltou a se manifestar publicamente. Em nova publicação, o senador afirmou que a decisão do ministro estaria “cheia de sarcasmo”. Em outro trecho, escreveu: “Até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”. Na mesma sequência de mensagens, Flávio Bolsonaro também escreveu: “Leia o laudo, ser abjeto”, em referência ao ministro do STF.

O parlamentar sustentou ainda que o laudo médico apresentado pela defesa indicaria que Jair Bolsonaro “precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos em uma prisão”. Segundo Flávio Bolsonaro, as informações médicas seriam claras quanto à necessidade de acompanhamento contínuo.

Além das declarações sobre a saúde do ex-presidente, Flávio Bolsonaro também destacou sua posição política atual. O senador anunciou recentemente sua pré-candidatura à Presidência da República para o próximo ano, informação mencionada no mesmo contexto das manifestações públicas.

A decisão do STF mantém Jair Bolsonaro sob responsabilidade da Polícia Federal, conforme estabelecido pelo relator do caso. O processo segue sob análise da Corte, e as medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes permanecem em vigor até nova deliberação judicial.

Até a última atualização das informações, não houve novo posicionamento oficial da defesa de Jair Bolsonaro além das manifestações já apresentadas nos autos. Também não foram divulgadas novas informações sobre a data exata da alta hospitalar ou o momento do encaminhamento do ex-presidente à sede da Polícia Federal.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Sophia Santos/STF

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Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta aumento do Fundo Partidário

Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta aumento do Fundo Partidário

Lei Orçamentária Anual prevê superávit de R$ 34,5 bilhões, mantém Fundo Eleitoral em R$ 4,9 bilhões e inclui cortes em programas sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (1º) o Orçamento de 2026, com veto a dispositivos aprovados pelo Congresso Nacional que previam aumento no Fundo Partidário. A Lei Orçamentária Anual (LOA) havia sido aprovada em dezembro e estabelece as receitas e despesas da União para o próximo ano.

O texto sancionado prevê superávit primário de R$ 34,5 bilhões e autoriza a destinação de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, que incluem emendas individuais, de bancada e de comissão. O Orçamento também mantém recursos para o financiamento de campanhas eleitorais e define limites de gastos para políticas públicas e programas sociais.

O veto presidencial incide sobre a alteração no critério de correção do Fundo Partidário, que permitiria reajustes acima da inflação, com base nas regras do arcabouço fiscal. De acordo com estimativas apresentadas durante a tramitação da proposta, a mudança poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 160 milhões adicionais no fundo destinado ao financiamento das atividades partidárias.

Na justificativa do veto, o governo federal informou que a ampliação do Fundo Partidário contraria o interesse público, reduz recursos destinados à Justiça Eleitoral e viola limites constitucionais de gastos. O Executivo também argumentou que a medida comprometeria o equilíbrio fiscal previsto na legislação em vigor.

Além do veto ao Fundo Partidário, o presidente Lula também vetou a autorização para o pagamento dos chamados “restos a pagar” de emendas parlamentares acumuladas entre os anos de 2019 e 2023. Esses valores correspondem a despesas empenhadas em exercícios anteriores que não foram pagas dentro do prazo orçamentário.

Apesar dos vetos, o texto sancionado mantém o aumento do Fundo Eleitoral, que será de R$ 4,9 bilhões em 2026. O valor é superior ao R$ 1 bilhão inicialmente proposto pelo governo federal durante a elaboração do projeto orçamentário. O Fundo Eleitoral é utilizado para financiar campanhas eleitorais e tem seus recursos distribuídos entre os partidos políticos.

A sanção do Orçamento de 2026 também formaliza cortes em diferentes programas sociais e áreas de despesas obrigatórias. Um dos programas atingidos foi o Auxílio Gás, que sofreu redução de cerca de R$ 300 milhões em relação à proposta anterior. O benefício é destinado a famílias de baixa renda para auxiliar na compra do gás de cozinha.

Outro programa impactado foi o Pé-de-Meia, voltado a estudantes do ensino médio, que teve redução de R$ 436 milhões no volume de recursos previstos para 2026. O Orçamento também prevê cortes nos benefícios previdenciários, com diminuição de aproximadamente R$ 6,2 bilhões.

O seguro-desemprego também aparece entre as despesas ajustadas, com corte de cerca de R$ 391 milhões, assim como o abono salarial, que teve redução estimada em R$ 207 milhões. O texto sancionado ainda prevê diminuição de recursos destinados a bolsas do ensino superior, sem detalhamento adicional sobre os programas específicos afetados.

A Lei Orçamentária Anual estabelece os parâmetros para a execução das políticas públicas ao longo do ano e orienta a atuação dos ministérios e órgãos federais. A sanção presidencial, com vetos, confirma o texto final que será executado pela administração pública federal em 2026.

Os vetos presidenciais ainda poderão ser analisados pelo Congresso Nacional, que tem a prerrogativa de mantê-los ou derrubá-los em sessão conjunta de deputados e senadores, conforme previsto na Constituição Federal.

Foto: Ricardo Stuckert / PR / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Alexandre de Moraes nega prisão domiciliar e determina retorno de Bolsonaro à PF

Alexandre de Moraes nega prisão domiciliar e determina retorno de Bolsonaro à PF

Ministro do STF afirma que não há fatos novos e que tratamento pode ser realizado na Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (1º) um novo pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na decisão, o magistrado determinou que Bolsonaro retorne à sede da Polícia Federal, em Brasília, para dar continuidade ao cumprimento da pena, após a alta médica da internação no Hospital DF Star, prevista para ocorrer ainda hoje.

O novo requerimento foi protocolado pelos advogados do ex-presidente na quarta-feira (31), às 17h09, e solicitava que Bolsonaro fosse encaminhado diretamente para sua residência logo após a liberação hospitalar. Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes concluiu que não foram apresentados fatos supervenientes capazes de justificar a substituição do regime fechado por prisão domiciliar.

Segundo o ministro, as razões que fundamentaram decisões anteriores continuam válidas. Na avaliação do magistrado, os argumentos apresentados pela defesa não afastam os motivos que levaram à manutenção da prisão em regime fechado, conforme já decidido em ocasiões anteriores no âmbito do processo.

Na decisão, Moraes também se manifestou sobre as condições de saúde do ex-presidente, ponto central do pedido apresentado pela defesa. O ministro afirmou que, ao contrário do que foi alegado, não houve agravamento do quadro clínico de Jair Bolsonaro durante a internação hospitalar.

De acordo com o despacho, o que se verificou foi um quadro clínico de melhora, após a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos. O ex-presidente passou por intervenções recentes com foco no nervo frênico, indicadas para tentar reduzir crises recorrentes de soluços, conforme informações médicas anexadas ao processo.

O ministro destacou que os registros médicos apontam evolução positiva do estado de saúde após os procedimentos realizados, não sendo constatada situação que inviabilize o retorno ao cumprimento da pena no local determinado pela Justiça.

Outro ponto abordado por Alexandre de Moraes diz respeito às prescrições médicas indicadas para o acompanhamento do ex-presidente. Segundo o ministro, todas as recomendações médicas podem ser integralmente cumpridas nas dependências da Polícia Federal, sem prejuízo à saúde de Jair Bolsonaro.

Na decisão, Moraes frisou que a estrutura disponível é suficiente para assegurar a continuidade do tratamento, incluindo cuidados relacionados às condições relatadas pelos médicos, não havendo impedimento técnico ou médico para que o ex-presidente permaneça sob custódia da PF após a alta hospitalar.

Ainda conforme o despacho, não há definição de horário para a alta médica, o que dependerá da avaliação final da equipe responsável pelo acompanhamento hospitalar. Assim que liberado, Bolsonaro deverá ser conduzido de volta à sede da Polícia Federal em Brasília, onde se encontra preso.

O pedido analisado nesta quinta-feira representa mais uma tentativa da defesa de obter a prisão domiciliar, argumento já examinado e rejeitado anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal. Nas decisões anteriores, o ministro Alexandre de Moraes já havia apontado que Bolsonaro possui acesso a atendimento médico adequado enquanto cumpre pena, além de não estarem configurados os requisitos legais para a substituição do regime de prisão.

A decisão foi proferida no contexto do acompanhamento da execução penal do ex-presidente, que permanece sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal. O despacho reafirma o entendimento do relator quanto à inexistência de novos elementos que justifiquem alteração do regime prisional estabelecido.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Médicos confirmam alta de Bolsonaro e defesa solicita prisão domiciliar ao STF

Médicos confirmam alta de Bolsonaro e defesa solicita prisão domiciliar ao STF

Equipe médica confirma previsão de alta hospitalar, e defesa apresenta novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro informaram que a previsão de alta hospitalar está mantida para esta quinta-feira (1º). A informação foi confirmada em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (31) no Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado desde a véspera do Natal.

De acordo com os médicos Brasil Caiado e Cláudio Birolini, o ex-presidente apresentou melhora após os procedimentos cirúrgicos para correção de hérnias e registrou maior controle das crises de soluços, embora elas não tenham cessado completamente. Segundo a equipe, o quadro pós-operatório evolui dentro do esperado, o que sustenta a manutenção da previsão de alta.

Durante a coletiva, Cláudio Birolini explicou que a internação foi solicitada para realização das cirurgias e acompanhamento do pós-operatório em condições consideradas seguras. O médico afirmou que Bolsonaro completará sete dias de cirurgia na quinta-feira e que, até o momento, não houve intercorrências que justificassem alteração na previsão de alta.

A equipe médica informou que realizará uma visita de rotina na manhã desta quinta-feira e que a alta já está agendada, podendo ser revista apenas em caso de alguma nova intercorrência clínica. O horário da saída do hospital, no entanto, dependerá de decisões judiciais.

Os médicos relataram que as crises de soluços persistem, mesmo após a realização de um procedimento para bloqueio do nervo frênico. A hipótese levantada é de que os espasmos tenham origem no sistema nervoso, motivo pelo qual o tratamento segue com uso de medicamentos.

Segundo Birolini, as crises de soluços impactam o estado emocional do ex-presidente. Os médicos afirmaram que o próprio Bolsonaro solicitou o uso de medicação antidepressiva, que foi introduzida, com expectativa de que os efeitos ocorram ao longo dos próximos dias.

A equipe médica também destacou que Bolsonaro requer cuidados contínuos em razão de apneia do sono, condição que exige o uso de uma máscara específica durante o descanso. De acordo com os profissionais, essa condição pode aumentar o risco de quedas. Eles informaram ainda que o ex-presidente tem adotado uma rotina de autocuidado para tentar evitar novas crises de soluços e de refluxo.

Os médicos afirmaram que as recomendações clínicas são feitas de forma constante, mas que a execução dessas orientações depende das decisões da Justiça, considerando a situação judicial do ex-presidente.

No mesmo dia da coletiva médica, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento foi protocolado na tarde desta quarta-feira (31) e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que ficará responsável pela análise.

No pedido, os advogados argumentam que as condições de saúde do ex-presidente podem ser agravadas caso ele cumpra pena em regime fechado, motivo pelo qual solicitam a substituição da prisão por regime domiciliar após a alta hospitalar.

No documento, a defesa afirma que a permanência de Bolsonaro em estabelecimento prisional, após a alta, poderia submetê-lo a risco de agravamento súbito do estado de saúde. O texto sustenta que essa situação não estaria alinhada aos princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade da pena e do direito fundamental à saúde.

Em outro trecho, os advogados alegam que a execução penal não deve expor o apenado a riscos médicos relevantes e evitáveis. A defesa também citou como precedente a prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, mencionando comorbidades, idade e necessidade de tratamento médico contínuo.

Após a alta hospitalar, Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro, em decorrência de condenação judicial. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão, após condenação por coordenar uma trama de golpe de Estado.

Este é o terceiro pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa em pouco mais de um mês. Os requerimentos anteriores, protocolados em 22 de novembro e 19 de dezembro, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, que citou risco de fuga e a garantia de acesso a cuidados médicos no sistema prisional.

No novo pedido, a defesa sustenta que existem circunstâncias novas, comprovadas por documentos médicos recentes. O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou, em publicação em rede social, que teve acesso a relatórios médicos que apontam riscos de agravamento do estado de saúde caso não sejam mantidos cuidados específicos.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Arrecadação de impostos no RN chega a R$ 28,5 bilhões em 2025, aponta Impostômetro

Arrecadação de impostos no RN chega a R$ 28,5 bilhões em 2025, aponta Impostômetro

ICMS concentra a maior parte da arrecadação estadual; Tributos federais, estaduais e municipais entram no cálculo

O Rio Grande do Norte arrecadou aproximadamente R$ 28,5 bilhões em impostos entre 1º de janeiro de 2025 e a tarde desta terça-feira (30), de acordo com dados da plataforma digital Impostômetro. O valor corresponde a 0,64% do total arrecadado em todo o país no mesmo período, que somou cerca de R$ 3,97 trilhões. Na capital potiguar, a arrecadação registrada foi de aproximadamente R$ 1,12 bilhão.

A ferramenta utilizada para o levantamento considera, no cálculo por estado, a soma das arrecadações de tributos federais, estaduais e municipais. No total nacional, são contabilizados impostos, taxas e contribuições arrecadadas pelas três esferas de governo, incluindo valores referentes a multas, juros e correção monetária.

Os dados utilizados pela plataforma são extraídos de informações oficiais divulgadas por diversos órgãos federais, estaduais e também da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), permitindo o acompanhamento em tempo real da arrecadação tributária no país e nas unidades federativas.

No Rio Grande do Norte, a arrecadação própria do Estado é sustentada majoritariamente pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O tributo responde pela maior parcela das receitas estaduais, especialmente em setores como produção de energia elétrica, comercialização de combustíveis e consumo em geral. Outros impostos, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e taxas diversas, também integram a base arrecadatória, mas em proporção menor.

No cenário nacional, o montante arrecadado pode parecer elevado em valores absolutos. No entanto, quando comparado ao Produto Interno Bruto (PIB), o total de aproximadamente R$ 3,97 trilhões representa cerca de 33% da riqueza produzida no país. Essa proporção se aproxima da média observada em países em desenvolvimento, indicando que a carga tributária brasileira, em relação ao PIB, não figura entre as mais altas do mundo.

No contexto estadual, parte da arrecadação está relacionada ao peso do funcionalismo público na economia potiguar. O pagamento de salários ao setor público influencia diretamente o consumo, o que amplia a circulação de mercadorias e serviços e, consequentemente, a arrecadação de ICMS.

Ao mesmo tempo, fatores como informalidade e sonegação impactam o equilíbrio do sistema tributário. A existência de atividades econômicas que não recolhem tributos provoca distorções, uma vez que o setor formal acaba concentrando maior carga tributária para compensar a perda de arrecadação. A fiscalização e mecanismos como a emissão de notas fiscais vinculadas ao CPF influenciam diretamente esse cenário.

Outro ponto que interfere na arrecadação é a política de incentivos fiscais adotada pelo Estado. Programas de estímulo ao desenvolvimento industrial concedem isenções ou reduções de alíquotas de ICMS para determinados segmentos empresariais. Essas renúncias fiscais geram impacto na receita pública e exigem ajustes no sistema tributário para compensação da perda arrecadatória, incluindo elevação de alíquotas em outros setores.

Os tributos arrecadados constituem a principal fonte de financiamento do poder público para a oferta de serviços que não são atendidos pelo setor privado. Áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança dependem diretamente do orçamento público, que é formado, em sua maior parte, pela arrecadação de impostos.

Os efeitos da tributação não são homogêneos entre os contribuintes. Diferenças de renda e de capacidade contributiva fazem com que o peso dos impostos varie entre cidadãos e empresas. Um dos princípios que orientam os sistemas tributários é a equidade, segundo a qual pessoas ou empresas em condições semelhantes devem ser tributadas de forma semelhante, enquanto contribuintes com maior capacidade contributiva devem arcar com uma parcela maior dos tributos.

No Brasil, a estrutura tributária apresenta particularidades. Uma parcela menor da população concentra o pagamento de impostos mais elevados, enquanto contribuintes de renda mais alta, proporcionalmente, acabam pagando menos imposto de renda em comparação à classe média. Esse fator contribui para a percepção de elevada carga tributária entre determinados grupos sociais.

No setor produtivo, a arrecadação de impostos também impacta a dinâmica econômica. O comércio e os serviços sentiram os efeitos de um patamar elevado de carga tributária ao longo de 2025. Dados nacionais indicam que a carga tributária bruta no Brasil alcançou aproximadamente 32,3% do PIB em 2024, refletindo a participação expressiva dos tributos sobre a economia e a parcela da riqueza nacional destinada ao financiamento do Estado.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Marcello Casal JrAgência Brasil / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Jair Bolsonaro pode passar por nova endoscopia após crises de soluço

Jair Bolsonaro pode passar por nova endoscopia após crises de soluço

Ex-presidente está internado desde a véspera de Natal; Procedimentos buscam controlar crises persistentes de soluço

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá ser submetido a mais um procedimento médico nesta quarta-feira (31), véspera de Ano-Novo. De acordo com boletim divulgado por sua equipe médica na terça-feira (30), está prevista a realização de uma endoscopia para avaliação de um quadro de refluxo gastroesofágico.

A indicação do exame ocorre após a realização de novas intervenções médicas com o objetivo de controlar crises persistentes de soluço. Caso o procedimento seja confirmado, esta será a quinta intervenção médica desde a internação de Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília, ocorrida na véspera de Natal.

Na segunda-feira (29), o ex-presidente foi submetido a um reforço no bloqueio do nervo frênico. O procedimento é uma radiointervenção realizada com anestesia, utilizada para interromper temporariamente a função do diafragma, com a finalidade de conter episódios de soluço.

De acordo com as informações médicas, o efeito do anestésico aplicado nesse tipo de intervenção tem duração estimada entre 12 e 18 horas. Durante esse período, o paciente permanece internado para observação clínica e monitoramento do quadro de saúde.

Após a intervenção mais recente, Bolsonaro apresentou uma crise de hipertensão. Segundo a equipe médica responsável pelo acompanhamento, o quadro foi considerado estável após o episódio, com manutenção da internação para acompanhamento contínuo.

O boletim médico também informou que, antes da indicação do novo procedimento, o ex-presidente chegou a registrar cerca de 50 episódios de apneia do sono por hora. Esse fator foi considerado na decisão de avaliar o sistema digestivo por meio da endoscopia.

A previsão da equipe médica é de que Bolsonaro passe o Réveillon internado no hospital em Brasília. A possibilidade de alta hospitalar está condicionada à ausência de intercorrências, com indicação inicial para ocorrer a partir do dia 1º de janeiro.

Além do boletim divulgado pela equipe médica, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, por meio de publicações em redes sociais, que o ex-presidente foi submetido a um novo reforço no bloqueio do nervo frênico na terça-feira (30). A informação reforça que o tratamento segue em andamento para controle do quadro clínico apresentado.

Desde a internação, Bolsonaro permanece sob acompanhamento médico contínuo, com a realização de exames, monitoramento de sinais vitais e avaliação da necessidade de novos procedimentos, conforme a evolução do quadro clínico observado pela equipe de saúde.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Receita Federal desmente taxação de transações acima de R$ 5 mil em 2026

Receita Federal desmente taxação de transações acima de R$ 5 mil em 2026

Informação sobre taxa de 27,5% foi desmentida em nota oficial; Receita afirma que não existe proposta de tributação sobre movimentações financeiras

A Receita Federal divulgou, nesta segunda-feira (29), uma nota oficial para desmentir informações que circulam nas redes sociais sobre a suposta criação de uma taxa de 27,5% aplicada a transações financeiras a partir de R$ 5 mil, com vigência prevista para 1º de janeiro de 2026. Segundo o órgão, não existe qualquer medida, proposta ou debate no âmbito do Governo Federal que preveja a tributação de transferências, pagamentos ou recebimentos com base no valor movimentado.

De acordo com a Receita Federal, as informações divulgadas são falsas e não correspondem a nenhuma iniciativa em análise ou em tramitação no Congresso Nacional. O órgão esclareceu que não há previsão legal para a criação de imposto incidente sobre movimentações financeiras nos moldes citados nas mensagens compartilhadas.

Esclarecimento sobre a suposta taxa de 27,5%

A nota da Receita Federal afirma que é incorreta a informação de que transações financeiras superiores a R$ 5 mil estariam sujeitas a uma alíquota de 27,5%. O órgão destaca que não existe qualquer tributação com esse percentual aplicada a transferências bancárias, pagamentos eletrônicos, recebimentos ou outras formas de movimentação financeira.

Além disso, a Receita também desmentiu a existência de uma suposta multa de 150% para quem deixasse de pagar o tributo mencionado nas mensagens. Segundo o comunicado, não há previsão de penalidade desse tipo, uma vez que o tributo citado não existe.

Proibição constitucional de tributação sobre movimentações financeiras

A Receita Federal ressaltou que a Constituição Federal estabelece limites claros sobre a criação de tributos no país. De acordo com o órgão, a legislação constitucional vigente proíbe a tributação direta de movimentações financeiras, o que impede a criação de impostos que incidam exclusivamente sobre transferências, pagamentos ou recebimentos com base nos valores movimentados.

O comunicado também esclarece que qualquer criação ou alteração de imposto depende de aprovação pelo Congresso Nacional, com análise e votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Segundo a Receita, não há, no momento, nenhuma proposta com esse teor em tramitação no Legislativo, nem qualquer discussão oficial sobre a adoção de medida semelhante.

Conteúdo da nota divulgada pela Receita Federal

No comunicado oficial, a Receita Federal informa que voltaram a circular nas redes sociais mensagens com informações falsas sobre a suposta taxação de transações financeiras acima de R$ 5 mil. A instituição reforça que as mensagens também mencionam, de forma incorreta, a aplicação de multas elevadas para quem não declarasse ou não recolhesse o tributo inexistente.

A nota apresenta uma série de esclarecimentos objetivos, entre eles:

  • A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras;
  • Não existe tributação de 27,5% sobre transações financeiras;
  • Não há qualquer multa de 150% relacionada à falta de declaração desse tipo de operação;
  • Não existe imposto incidente sobre movimentação financeira nos moldes citados.

Informação sobre o Imposto de Renda

A Receita Federal também utilizou o comunicado para esclarecer informações relacionadas ao Imposto de Renda da Pessoa Física. Segundo o órgão, a partir de janeiro, contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil estarão totalmente isentos do imposto. Já aqueles que recebem até R$ 7.350 mensais terão direito a desconto na tributação.

O órgão informou que essas medidas estão previstas na política de isenção e desconto do Imposto de Renda e não possuem relação com qualquer tipo de tributação sobre movimentações financeiras.

Disseminação de informações falsas

De acordo com a Receita Federal, a circulação de informações incorretas sobre tributos pode gerar confusão entre contribuintes e impactar o entendimento da população sobre o sistema tributário. O órgão reforçou que informações oficiais devem ser consultadas nos canais institucionais do Governo Federal e da própria Receita.

A instituição destacou ainda que a divulgação de conteúdos falsos sobre tributos não reflete qualquer medida adotada ou em estudo pelos órgãos responsáveis pela política fiscal do país.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Jair Bolsonaro volta a ter soluços após tratamento, diz Carlos Bolsonaro

Jair Bolsonaro volta a ter soluços após tratamento, diz Carlos Bolsonaro

Ex-presidente iniciou tratamento para apneia do sono, segundo Carlos Bolsonaro; Jair Bolsonaro segue internado no hospital DF Star, em Brasília

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro informou, na manhã desta terça-feira (30), que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a apresentar episódios de soluços após a realização de procedimentos médicos para corrigir o problema, que tem ocorrido de forma recorrente nos últimos dias.

A informação foi divulgada por Carlos Bolsonaro por meio de uma publicação na rede social X. Segundo ele, os soluços retornaram na manhã desta terça-feira, mesmo após a realização de dois procedimentos voltados à correção do quadro.

Na mesma publicação, Carlos Bolsonaro afirmou que o ex-presidente iniciou, na noite anterior, tratamento para apneia do sono com o uso de um aparelho específico e que se encontra em fase de adaptação ao equipamento. De acordo com o relato, Carlos passou a noite acompanhando o pai durante o início do tratamento.

“Dormi com meu pai esta noite (terça-feira, 30). Ele iniciou o tratamento para apneia do sono com aparelho próprio e está em fase de adaptação”, escreveu Carlos Bolsonaro.

Quadro clínico após cirurgia realizada no dia 25

Ainda segundo o ex-vereador, Jair Bolsonaro apresenta evolução considerada positiva no que diz respeito à flora digestiva, após a realização de novas cirurgias de hérnias no último dia 25 de dezembro. Carlos afirmou que os procedimentos cirúrgicos foram recentes e que o acompanhamento médico segue em andamento.

Além disso, ele informou que a pressão arterial do ex-presidente continua sendo monitorada, após o registro de novos picos. De acordo com a publicação, o acompanhamento ocorre de forma contínua durante o período de internação hospitalar.

Carlos Bolsonaro também mencionou que os níveis de ferro no sangue de Jair Bolsonaro seguem sendo controlados, devido a uma condição de ineficiência, sem detalhar o tratamento adotado para esse acompanhamento.

Retorno dos soluços após procedimentos

No comunicado divulgado nas redes sociais, Carlos Bolsonaro destacou que os episódios de soluços retornaram mesmo após a realização de dois procedimentos médicos destinados à correção do problema.

“Seus soluços, infelizmente, novamente voltaram nesta manhã após dois procedimentos para correção”, afirmou Carlos na publicação.

O ex-vereador não informou quais foram os procedimentos realizados nem se há previsão de novos tratamentos específicos para o quadro de soluços apresentado pelo ex-presidente.

Internação no hospital DF Star

Jair Bolsonaro está internado no hospital DF Star, localizado em Brasília. Ele passou por uma cirurgia no dia 25 de dezembro e, desde então, permanece sob acompanhamento médico.

Além da cirurgia, o ex-presidente também foi submetido a outros procedimentos médicos com o objetivo de corrigir o quadro recorrente de soluços, conforme já informado anteriormente por familiares e médicos responsáveis pelo acompanhamento clínico.

Previsão de alta hospitalar

Segundo informações repassadas pela equipe médica na tarde da última segunda-feira (29), a previsão é que Jair Bolsonaro possa receber alta hospitalar no dia 1º de janeiro. A data foi informada após avaliação do estado de saúde do ex-presidente e do acompanhamento dos procedimentos realizados.

De acordo com o que foi informado, após a alta, Jair Bolsonaro deverá retornar à superintendência da Polícia Federal. Ele cumpre pena após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado no País.

A previsão de retorno à custódia da Polícia Federal foi mencionada após a divulgação do boletim médico e não sofreu alteração até o momento da publicação desta informação.

Acompanhamento médico contínuo

Durante o período de internação, Jair Bolsonaro segue sob monitoramento médico, com acompanhamento da pressão arterial, níveis de ferro no sangue e adaptação ao tratamento para apneia do sono, conforme informado por Carlos Bolsonaro.

As informações sobre o estado de saúde do ex-presidente têm sido divulgadas principalmente por familiares, por meio de redes sociais, e por comunicados da equipe médica responsável pelo atendimento hospitalar.

Foto: RS/via Fotos Publicas / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Governo publica empréstimo de R$ 12 bilhões para reestruturação dos Correios

Governo publica empréstimo de R$ 12 bilhões para reestruturação dos Correios

Recursos aprovados pelo Tesouro Nacional serão usados na reestruturação econômico-financeira dos Correios

O Ministério das Comunicações publicou neste sábado (27), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o extrato do contrato de empréstimo no valor de R$ 12 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios). A operação de crédito foi aprovada pelo Tesouro Nacional no último dia 18 e tem como finalidade a reestruturação econômico-financeira da estatal.

De acordo com o extrato divulgado, o empréstimo foi contratado junto a um conjunto de instituições financeiras públicas e privadas. Os credores da operação são Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O crédito será disponibilizado conforme as condições estabelecidas no contrato aprovado pelas instâncias competentes.

Valor aprovado ficou abaixo de pedido inicial

O montante autorizado para os Correios é inferior ao valor inicialmente solicitado pela estatal. No início do mês, o Tesouro Nacional havia negado um pedido de empréstimo no valor de R$ 20 bilhões. Após análise, o órgão aprovou a liberação de R$ 12 bilhões, dentro dos critérios de capacidade de pagamento exigidos para empresas estatais.

Segundo o Tesouro, a proposta aprovada atende às exigências previstas para operações de crédito com garantia da União, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade financeira da empresa e à existência de um plano de reequilíbrio validado pelas instâncias responsáveis.

Prazo, carência e juros do empréstimo

O contrato estabelece prazo total de pagamento de 15 anos para o empréstimo. Desse período, os três primeiros anos correspondem à carência, durante a qual não haverá exigência de amortização do principal. Após o término da carência, o pagamento será realizado conforme as condições previstas no contrato.

Os juros da operação foram fixados em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O CDI é a taxa de referência utilizada nas operações interbancárias e acompanha, de forma próxima, a taxa básica de juros da economia, a Selic. O percentual aplicado ficou abaixo do limite usual de 120% do CDI, parâmetro normalmente adotado pelo Tesouro Nacional para operações que contam com garantia da União.

Destinação dos recursos

Os recursos obtidos por meio do empréstimo poderão ser utilizados como financiamento para capital de giro dos Correios. Além disso, o contrato prevê a possibilidade de aplicação do valor em investimentos estratégicos da estatal, conforme o plano de reestruturação econômico-financeira apresentado.

O extrato publicado no Diário Oficial da União também informa que parte dos recursos poderá ser destinada ao pagamento da comissão de estruturação da operação de crédito. Outras despesas vinculadas ao plano de reestruturação aprovado também estão contempladas entre as possíveis destinações do montante.

Avaliação do Tesouro Nacional

Em nota técnica associada à aprovação do crédito, o Tesouro Nacional informou que a operação atende aos critérios de capacidade de pagamento exigidos para empresas estatais. Esses critérios são aplicados a companhias que apresentam plano de reequilíbrio financeiro previamente validado pelas instâncias competentes da administração pública.

A análise considerou os dados econômico-financeiros apresentados pelos Correios, bem como as condições da operação de crédito, incluindo prazo, carência, taxa de juros e garantias associadas. Com base nessa avaliação, o Tesouro autorizou a contratação do empréstimo no valor de R$ 12 bilhões.

Publicação no Diário Oficial da União

A formalização da operação ocorreu com a publicação do extrato do contrato em edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (27). A divulgação no DOU torna pública a autorização do empréstimo e as principais condições acordadas entre a estatal e os credores.

Com a publicação, a operação passa a integrar os registros oficiais do governo federal, conforme os procedimentos legais aplicáveis às operações de crédito envolvendo empresas estatais e instituições financeiras com participação da União.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Jair Bolsonaro passa por novo procedimento médico para tratar crises de soluços

Jair Bolsonaro passa por novo procedimento médico para tratar crises de soluços

Ex-presidente foi submetido a bloqueio do nervo frênico após cirurgia para retirada de hérnias

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, na tarde deste sábado (27), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por um novo procedimento médico com o objetivo de tratar crises persistentes de soluços. A informação foi divulgada por meio de publicação em rede social e ocorreu dois dias após Bolsonaro ter sido submetido a uma cirurgia para a retirada de duas hérnias.

De acordo com a publicação, Jair Bolsonaro foi encaminhado ao centro cirúrgico para a realização de um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado em casos específicos de soluços persistentes que não respondem a tratamentos convencionais. Michelle Bolsonaro solicitou manifestações de apoio em forma de oração durante a realização do procedimento.

“Meu amor acabou de ir para o centro cirúrgico para realizar o bloqueio do nervo frênico. Peço que intercedam em oração por mais esse procedimento, para que seja exitoso e traga alívio definitivo”, escreveu Michelle Bolsonaro.

Minutos depois, a ex-primeira-dama informou que o procedimento havia sido concluído e agradeceu à equipe médica responsável pelo atendimento. Segundo as informações divulgadas, o procedimento foi realizado de forma rápida.

De acordo com o portal g1, o cirurgião-geral Cláudio Birolini afirmou que um novo boletim médico deverá ser divulgado em breve com informações atualizadas sobre o estado de saúde do ex-presidente. Até a última atualização, não havia detalhamento adicional sobre a resposta clínica ao procedimento ou previsão de alta hospitalar.

Jair Bolsonaro havia sido submetido, na quinta-feira (25), a uma cirurgia para a retirada de duas hérnias. Desde então, informações sobre sua recuperação vêm sendo divulgadas por familiares e pela equipe médica responsável. O novo procedimento ocorreu em meio ao acompanhamento pós-operatório.

O que é o bloqueio do nervo frênico

O bloqueio do nervo frênico é um procedimento médico utilizado para reduzir temporariamente a atividade do nervo responsável pelo controle do diafragma, músculo envolvido no processo respiratório. A técnica é aplicada com o objetivo de interromper episódios de soluços persistentes, especialmente quando esses episódios apresentam impacto clínico relevante.

O procedimento é realizado com anestesia local e consiste na aplicação de um medicamento próximo ao nervo frênico. A intervenção costuma ser guiada por ultrassonografia, o que permite maior precisão na localização do nervo e na aplicação do bloqueio.

Esse tipo de procedimento é indicado apenas em situações específicas, quando os soluços não apresentam resposta satisfatória a abordagens clínicas mais comuns, como tratamentos medicamentosos ou medidas conservadoras. A duração do efeito do bloqueio pode variar, sendo temporária, conforme a resposta individual do paciente.

No caso de Jair Bolsonaro, o bloqueio do nervo frênico foi indicado para o manejo das crises de soluços relatadas após o procedimento cirúrgico anterior. A decisão pela realização do bloqueio foi tomada pela equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-presidente.

Até o momento, não foram divulgadas informações adicionais sobre a evolução clínica após o procedimento, nem detalhes sobre eventuais etapas seguintes do tratamento. A expectativa é de que um novo boletim médico esclareça o quadro de saúde e os próximos encaminhamentos.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Soluços atrasam recuperação de Bolsonaro após cirurgia de hérnia inguinal bilateral

Soluços atrasam recuperação de Bolsonaro após cirurgia de hérnia inguinal bilateral

Ex-presidente se recupera de cirurgia de hérnia inguinal bilateral e permanece sob acompanhamento clínico

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue em recuperação após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral realizada nesta quinta-feira (25). De acordo com informações da equipe médica responsável pelo acompanhamento, o pós-operatório tem sido marcado por episódios recorrentes de soluços, que vêm interferindo no descanso, causando cansaço e impactando o processo de recuperação.

Segundo os médicos, os soluços persistentes têm dificultado o sono do ex-presidente e atrasado a evolução esperada do pós-operatório imediato. Diante do quadro, a equipe avalia a possibilidade de realizar um procedimento anestésico conhecido como bloqueio do nervo frênico, caso as medidas clínicas não apresentem resposta satisfatória. A intervenção poderá ser realizada a partir da próxima segunda-feira (29), se houver indicação médica.

Avaliação clínica antes de procedimento invasivo

De acordo com o cardiologista Brasil Ramos Caiado, integrante da equipe médica, a conduta inicial é priorizar o tratamento clínico antes de optar por qualquer procedimento invasivo. Segundo ele, os profissionais pretendem ajustar a dieta, revisar a medicação em uso e otimizar as medidas clínicas já adotadas para tentar controlar os soluços.

Inicialmente, o bloqueio do nervo frênico havia sido considerado como uma alternativa para o controle do sintoma. No entanto, após novas avaliações, os médicos passaram a investigar outras possíveis causas associadas ao quadro apresentado pelo ex-presidente.

Conforme informações divulgadas pelo site Poder360, os soluços podem estar relacionados a condições do trato digestivo, como trombo digestivo, esofagite severa, gastrite e refluxo gastroesofágico. A equipe médica segue monitorando esses fatores para definir a melhor conduta terapêutica.

Estado de saúde e recuperação no quarto

Bolsonaro permanece acordado, em recuperação no quarto hospitalar, sob acompanhamento contínuo. A previsão médica é de que ele leve cerca de cinco dias para recuperar a autonomia funcional, incluindo a capacidade de se movimentar, tomar banho, se vestir e se alimentar sem auxílio.

Durante esse período, a equipe avalia diariamente a resposta clínica ao tratamento adotado, especialmente em relação ao controle dos soluços e à evolução do pós-operatório da cirurgia.

Detalhes da cirurgia de hérnia inguinal bilateral

A cirurgia realizada corrigiu hérnias inguinais nos dois lados. Segundo os médicos, uma das hérnias encontrava-se em fase inicial, enquanto a outra apresentava piora. O procedimento teve duração aproximada de três horas e meia.

A técnica utilizada foi a Wittgenstein, indicada para correção de hérnias em situações específicas, conforme avaliação médica. O objetivo principal da intervenção foi permitir a recuperação da funcionalidade do paciente e reduzir riscos associados à progressão das hérnias.

Opção pela cirurgia por via aberta

O procedimento cirúrgico foi realizado por via aberta, método considerado tradicional e que envolve incisões maiores. Essa abordagem foi escolhida pela equipe médica devido à complexidade do caso, que exigia maior acesso e manipulação dos órgãos envolvidos.

Embora a videolaparoscopia seja uma técnica menos invasiva, com recuperação geralmente mais rápida e cicatrizes menores, os médicos avaliaram que, no caso específico do ex-presidente, a via aberta oferecia melhores condições para a correção adequada das hérnias diagnosticadas.

A decisão levou em consideração fatores clínicos e cirúrgicos observados durante a avaliação pré-operatória, seguindo critérios técnicos adotados pela equipe responsável.

Acompanhamento médico contínuo

Durante o período de internação, Bolsonaro segue sendo acompanhado por profissionais de diferentes especialidades, que monitoram tanto a recuperação cirúrgica quanto os sintomas apresentados no pós-operatório. A equipe médica informou que novas decisões terapêuticas dependerão da evolução clínica nos próximos dias.

A avaliação sobre a necessidade do bloqueio do nervo frênico será feita com base na resposta às medidas clínicas adotadas e na persistência dos soluços, respeitando os protocolos médicos estabelecidos para esse tipo de situação.

Foto: Reprodução / RS/Fotos Públicas / Valter Campanato/Agência Brasil

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Hugo Motta defende debate sem viés ideológico sobre fim da escala 6×1 em 2026

Hugo Motta defende debate sem viés ideológico sobre fim da escala 6×1 em 2026

Presidente da Câmara afirma que discussão deve ouvir trabalhadores e empresários e ocorre após avanço de PEC no Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende conduzir, ao longo de 2026, um debate sem viés ideológico sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o parlamentar, a discussão deve ser feita de forma equilibrada, com escuta tanto de trabalhadores quanto de empresários, e sem direcionamento político.

A declaração foi dada em entrevista à TV Câmara. De acordo com Motta, a proposta é iniciar o próximo ano legislativo com foco na análise mais aprofundada do tema, que tem ganhado espaço no debate político nacional.

“Nós queremos conduzir isso com muito equilíbrio, escutando os dois lados. Essa é uma pauta que nós temos que entrar o ano com a perspectiva de discutir melhor essa questão da escala 6×1. Sem ideologia, sem questão política, com equilíbrio, que é o que o Brasil precisa”, afirmou o presidente da Câmara.

Escala 6×1 no centro do debate político

A discussão sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa um, tornou-se uma das principais pautas relacionadas à jornada de trabalho no país. O tema passou a ocupar espaço no debate político nacional e tem sido defendido por setores do governo federal e por partidos do campo progressista.

Atualmente, o fim da escala 6×1 é uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de aliados para o debate político e eleitoral previsto para 2026. O Palácio do Planalto incorporou o tema à agenda de discussões após a proposta ganhar maior visibilidade no Congresso Nacional.

Origem da proposta no Congresso

A pauta ganhou projeção inicial a partir do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O tema foi impulsionado pela atuação de Rick Azevedo, eleito vereador no Rio de Janeiro, que adotou o fim da escala 6×1 como eixo central de sua campanha eleitoral.

Em 2024, a proposta passou a contar também com o apoio da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), que levou o debate para o Congresso Nacional por meio de articulações parlamentares. Com o avanço das discussões, o governo federal passou a tratar o tema como parte de sua agenda legislativa, embora rejeite a avaliação de que tenha aderido tardiamente à pauta.

Avanço no Senado Federal

No início deste mês, o Senado Federal aprovou o andamento de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da mudança na jornada de trabalho. O texto estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas, mantendo o limite de até oito horas diárias.

A proposta também prevê a possibilidade de organização da jornada em até cinco dias por semana, sem redução de salários. O modelo apresentado busca alterar as regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permitem diferentes formatos de jornada, incluindo a escala 6×1.

A aprovação no Senado representou um avanço formal da proposta, que agora segue no radar da Câmara dos Deputados para discussão e eventual deliberação.

Posição da Câmara dos Deputados

Ao comentar o tema, Hugo Motta indicou que a Câmara deverá atuar como espaço de debate amplo, reunindo diferentes setores envolvidos na questão. Segundo ele, a intenção é garantir que a discussão seja conduzida sem interferência ideológica e com análise dos impactos para o mercado de trabalho e para os trabalhadores.

O presidente da Câmara não indicou prazo para votação da matéria, mas destacou que o debate deve ocorrer ao longo de 2026, acompanhando o calendário legislativo e o avanço das discussões sobre a PEC aprovada no Senado.

A tramitação de propostas que alteram a jornada de trabalho exige quórum qualificado, por se tratar de emenda à Constituição, e depende de análise em comissões e votações em dois turnos na Câmara dos Deputados.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Desembargadora suspende decisão que obrigava pagamento do 13º dos servidores do RN

Desembargadora suspende decisão que obrigava pagamento do 13º dos servidores do RN

Governo mantém calendário prevendo quitação do 13º até janeiro de 2026; Desembargadora acolheu recurso do Estado e citou impacto fiscal e econômico

A desembargadora Berenice Capuxú acatou um recurso apresentado pelo Estado do Rio Grande do Norte e suspendeu, nesta sexta-feira (26), os efeitos da decisão judicial que determinava o pagamento do 13º salário ainda em 2025 aos servidores estaduais da Administração Direta.

O recurso foi apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RN), que alegou que o cumprimento imediato da decisão poderia comprometer o equilíbrio fiscal do ente público, além de representar risco de grave lesão à ordem administrativa e à economia pública, diante do cenário econômico enfrentado pelo governo estadual.

Na decisão, a magistrada destacou que, embora o direito ao recebimento da gratificação natalina seja reconhecido, o contexto apresentado exige uma ponderação entre os interesses dos servidores e a capacidade financeira do Estado. Segundo o entendimento exposto, a excepcionalidade da situação demanda uma solução que considere os limites orçamentários e a continuidade da prestação dos serviços públicos.

Em trecho do despacho, a desembargadora afirmou que o princípio da proporcionalidade deve ser aplicado ao caso, de modo que a obrigação de pagamento seja compatibilizada com a realidade financeira do Estado, evitando prejuízos ao funcionamento regular da administração pública e ao custeio dos serviços essenciais.

A decisão judicial também levou em consideração o calendário de pagamentos divulgado pelo Governo do Estado, que prevê a quitação do 13º salário até o dia 10 de janeiro de 2026. Segundo a magistrada, o prazo estabelecido se apresenta como uma medida aceitável diante das circunstâncias atuais, permitindo que o Estado organize suas contas para cumprir a obrigação de forma escalonada.

De acordo com o entendimento expresso no despacho, o prazo até janeiro possibilita ao governo ajustar o fluxo financeiro, minimizando impactos sobre despesas essenciais e preservando o funcionamento de áreas estratégicas da administração pública, ao mesmo tempo em que assegura o pagamento da gratificação natalina aos servidores.

A decisão suspensa havia sido proferida na terça-feira (23) pelo juiz Jussier Barbalho Campos, em atendimento a um pedido do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinsp/RN). Na ocasião, o magistrado determinou que o pagamento do 13º salário fosse realizado ainda no exercício de 2025.

Ao conceder o efeito suspensivo ao agravo de instrumento interposto pelo Estado, a desembargadora Berenice Capuxú mencionou a jurisprudência consolidada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em casos semelhantes. A decisão cita entendimentos anteriores que adotaram posicionamento semelhante diante de alegações de impacto fiscal.

Entre os precedentes mencionados estão decisões proferidas pelo desembargador João Rebouças, que, na mesma semana, suspendeu uma decisão favorável ao Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (Sindsaúde-RN) relacionada ao pagamento do 13º salário.

Após a nova decisão, o Sindsaúde-RN se manifestou de forma crítica. A entidade afirmou que o 13º salário não se trata de empréstimo ou benefício eventual, mas de uma remuneração garantida por lei, decorrente de um ano inteiro de trabalho dos servidores públicos.

Com a suspensão determinada pelo Tribunal, fica mantido o calendário divulgado pelo Governo do Estado, que prevê o pagamento do 13º salário dentro do prazo estabelecido para janeiro de 2026, conforme informado nos autos do processo.

Foto: Heros Lucena/Assecom/Ilustração

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Carla Zambelli teria sido agredida por detentas durante prisão em presídio na Itália

Carla Zambelli teria sido agredida por detentas durante prisão em presídio na Itália

Relatos indicam episódios anteriores à visita de parlamentares brasileiros; agressões não foram formalmente registradas junto às autoridades italianas

A ex-deputada federal Carla Zambelli teria sido agredida mais de uma vez durante o período em que cumpre prisão na Itália. As informações foram divulgadas pelo senador Magno Malta (PL-ES) e confirmadas posteriormente pela defesa da parlamentar. Os relatos indicam que os episódios teriam ocorrido antes da visita de parlamentares brasileiros ao presídio onde ela está custodiada, em Roma.

A informação veio a público inicialmente durante declaração do senador Magno Malta, feita na segunda-feira (22), durante o evento denominado Culto Grande Clamor pelo Brasil. Na ocasião, o senador afirmou que Carla Zambelli teria sido agredida por outras detentas ao menos três vezes. Posteriormente, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o parlamentar afirmou que os episódios teriam ocorrido duas vezes, corrigindo a informação anterior.

Segundo Magno Malta, as agressões teriam ocorrido antes da visita realizada por parlamentares brasileiros em setembro deste ano ao Complexo Penitenciário de Rebibbia, em Roma. Ele afirmou que, no momento da visita, Carla Zambelli já havia relatado os episódios de violência dentro da unidade prisional.

Durante o evento religioso, o senador declarou que esteve no presídio feminino para visitar a ex-deputada federal. Em sua fala, relatou que Zambelli teria sido alvo de agressões por parte de outras internas e que teria reagido com silêncio ao vê-los durante a visita. A declaração foi registrada em vídeo e repercutiu nas redes sociais.

Carla Zambelli está presa em Roma desde julho, após deixar o Brasil e seguir para a Europa depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão. A condenação se refere à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com auxílio do hacker Walter Delgatti Neto, segundo decisão da Corte.

Após a repercussão das declarações do senador, a defesa de Carla Zambelli confirmou a existência dos episódios de agressão dentro da unidade prisional italiana. O advogado Fábio Pagnozzi afirmou que os fatos não foram formalmente registrados junto às autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário do país.

De acordo com o advogado, a ex-deputada teria enfrentado dificuldades no ambiente prisional em razão da troca constante de detentas na cela em que estava custodiada. Segundo ele, a mudança frequente das internas teria gerado conflitos e estranhamento por parte de algumas detentas que passaram a dividir o espaço com Zambelli.

Ainda segundo a defesa, havia uma detenta que oferecia algum tipo de proteção à ex-deputada por estar há mais tempo na unidade prisional. Essa detenta, conforme relatado, foi transferida posteriormente para outra penitenciária, o que teria alterado a dinâmica dentro da cela.

Após solicitações formais feitas pela defesa, Carla Zambelli foi transferida de cela e também de andar dentro do complexo penitenciário. A defesa informou que a mudança ocorreu com o objetivo de garantir melhores condições de custódia.

Durante a visita realizada em setembro por parlamentares brasileiros, nenhum dos senadores presentes mencionou publicamente a ocorrência de agressões físicas contra a ex-deputada. À época, vídeos divulgados nas redes sociais mostraram relatos dos parlamentares sobre o estado emocional de Zambelli, que teria demonstrado tristeza, saudade da família e sensação de abandono.

Além de Magno Malta, participaram da visita ao presídio os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). As declarações feitas naquele momento não incluíram referência a episódios de violência física sofridos por Zambelli dentro da unidade prisional.

Questionado posteriormente sobre a ausência de menção às agressões durante a visita, Magno Malta afirmou que a própria Carla Zambelli teria relatado a ele que havia sofrido duas agressões, e não três, como inicialmente informado. Segundo o senador, não havia ferimentos aparentes nem escoriações visíveis.

Em nota, o senador explicou que não havia se manifestado publicamente sobre o tema anteriormente porque as informações teriam sido compartilhadas de forma reservada. Segundo ele, o contexto envolvia a situação jurídica e de custódia da ex-deputada, além da inexistência de indícios visíveis de lesões físicas no momento do relato.

O Departamento de Administração Penitenciária da Itália e o Ministério da Justiça italiano foram procurados pela imprensa para comentar os relatos, mas não responderam até a publicação das informações divulgadas.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Gleise culpa Selic pela dívida pública e não as despesas do governo

Gleise culpa Selic pela dívida pública e não as despesas do governo

Ministra diz que elevado patamar dos juros “suga” o Orçamento

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, culpou nesta segunda-feira (22) a taxa básica de juros, a Selic, como a maior responsável pelo aumento da dívida pública do país e não as despesas do governo. Atualmente a Selic está em 15% ao ano, maior patamar desde 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.

Em uma rede social, a ministra disse que o elevado patamar da Selic “suga” os recursos do Orçamento para investimento e compromete “a prestação de serviços públicos, os programas sociais e os investimentos do governo para o desenvolvimento do país”.

A ministra fez críticas às notícias, sem citar fontes, que apontam um crescimento de 5% acima da inflação na despesa do governo como responsáveis pelo aumento da dívida e que ignoram que os juros estão 10% mais altos do que a inflação.

“Esses juros estratosféricos, que encarecem o crédito e limitam o crescimento, é que fazem crescer a dívida pública. Ao sugar recursos do Orçamento, os juros da dívida também comprometem a prestação de serviços públicos, os programas sociais e os investimentos do governo para o desenvolvimento do país”, escreveu.

Na sexta-feira (19), o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2026, que prevê despesas totais de R$ 6,5 trilhões. Desse total, R$ 6,3 trilhões são direcionados aos orçamentos fiscal e da seguridade social, sendo que 28% será destinado exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o que equivale a R$ 1,82 trilhão.

As críticas da ministra vêm ainda na esteira da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter, pela quarta vez seguida, a taxa básica de juros em 15% ao ano.

Nesta segunda-feira, o boletim Focus do Banco Central (BC) atualizou as previsões para os principais indicadores econômicos. A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica de juros cairá para 12,25% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 9,75% ao ano, respectivamente.

Em relação à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, o Focus diminuiu de 4,36% para 4,33% a projeção da inflação para este ano.

É a sexta semana seguida que a previsão para a inflação deste ano foi reduzida, alcançando o intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu de 4,1% para 4,06%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

A pesquisa, divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), traz a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em novembro, a inflação oficial fechou o mês em 0,18%, resultado que faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 4,46% em 12 meses, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do recuo nas expectativas de inflação, o BC manteve, durante reunião do Copom no dia 10, a taxa Selic em 15%.

A decisão era esperada pelo mercado financeiro. Em comunicado, o Copom não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. Assim como na última reunião, repetiu que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia do BC é manter a Selic por bastante tempo.

“O comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, destacou o comunicado.

A Selic é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em novembro, o IPCA ficou em 0,18%, o menor nível para o mês desde 2018. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,46% em 12 meses, voltando a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em dezembro de 2025, a inflação desde janeiro do mesmo ano é comparada com a meta e o intervalo de tolerância.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Antonio Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Municípios do RN já gastaram mais de R$ 192 milhões com shows públicos em 2025; Mossoró lidera

Municípios do RN já gastaram mais de R$ 192 milhões com shows públicos em 2025; Mossoró lidera

Levantamento do TCE/RN contabiliza 2.363 contratos firmados por municípios potiguares

Os municípios do Rio Grande do Norte já gastaram mais de R$ 192 milhões com a contratação de bandas e cantores para a realização de shows públicos ao longo do ano de 2025. Os dados constam no Painel Festejos, ferramenta mantida pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), que monitora os gastos públicos destinados a eventos festivos e culturais.

De acordo com o levantamento, até o momento foram registrados 2.363 contratos relacionados a apresentações artísticas no estado. O valor total pode ser ainda maior, uma vez que eventos realizados no fim do ano, como o Natal em Natal, ainda não foram inseridos no sistema do órgão de controle.

O município de Mossoró lidera o ranking estadual de gastos com shows públicos em 2025. Conforme o painel, a cidade investiu R$ 25.723.883 em eventos como o Mossoró Cidade Junina e o Mossoró Sal e Luz. Entre os cachês registrados, o maior valor pago foi ao cantor Wesley Safadão, que recebeu R$ 1,1 milhão.

Outras atrações contratadas por Mossoró em 2025 incluem Luan Santana, com cachê de R$ 985 mil; Ana Castela, À Vontade — projeto que reúne os cantores Luan Estilizado, Raí Saia Rodada e Zezo — e Simone Mendes, todos com contratos de R$ 800 mil. Também figuram Bruno e Marrone, com R$ 784 mil, e Leonardo, com R$ 750 mil. Todos esses artistas se apresentaram no Mossoró Cidade Junina, realizado entre os dias 7 e 28 de junho de 2025.

Na segunda posição aparece Natal, capital do estado, com R$ 18.646.020 gastos com contratações artísticas no mesmo período. Assim como em Mossoró, o maior cachê pago foi ao cantor Luan Santana, no valor de R$ 985 mil. Em seguida, constam À Vontade, com R$ 800 mil, e Alok, que recebeu R$ 750 mil pela apresentação no São João de Natal.

Após Mossoró e Natal, o levantamento do TCE/RN aponta outros municípios com valores expressivos destinados a shows públicos em 2025. Parnamirim aparece com R$ 9.304.800, seguido de Assú, com R$ 7.619.730, Areia Branca, com R$ 6.023.000, Ceará-Mirim, com R$ 5.836.500, Apodi, com R$ 5.347.000, e Caraúbas, que registrou R$ 4.944.000.

Também integram a lista Serra do Mel, com R$ 4.391.050, Nova Cruz, com R$ 3.700.000, Grossos, com R$ 3.577.000, Currais Novos, com R$ 3.170.025, Ielmo Marinho, com R$ 2.976.000, Macaíba, com R$ 2.969.300, Pau dos Ferros, com R$ 2.686.000, João Câmara, com R$ 2.629.000, Caicó, com R$ 2.575.000, e Governador Dix-Sept Rosado, que totalizou R$ 2.309.100 em contratações.

Na outra extremidade do ranking, o município de Rodolfo Fernandes aparece como o que menos gastou com shows públicos em 2025. Segundo o Painel Festejos, o total foi de R$ 13.500, valor utilizado para a contratação da banda Farra de Bodim, atração do Réveillon da cidade.

O Painel Festejos também já registra informações referentes ao ano de 2026. Até a manhã desta sexta-feira (26), constavam 21 contratos cadastrados, somando R$ 2.540.000. O município de Touros, no litoral Norte do estado, lidera com R$ 480 mil, seguido de Senador Elói de Souza, com R$ 450 mil, Martins, com R$ 430 mil, e Rodolfo Fernandes, com R$ 315 mil.

Sobre o Painel Festejos

O Painel Festejos é uma ferramenta desenvolvida em parceria pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) e Ministério Público de Contas (MPC/RN), com apoio da Federação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte (Femurn).

A plataforma reúne dados sobre contratações públicas relacionadas a festejos e eventos culturais, incluindo valores pagos a atrações artísticas e datas das apresentações. Segundo o TCE/RN, o objetivo da ferramenta é ampliar a transparência e possibilitar o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos pela sociedade e pelos órgãos de controle.

Foto: Lucas Bulcão (Secom/PMM) / Wilson Moreno (Secom/PMM) / Allan Phablo (SECOM/PMM) / Magnus Nascimento/Prefeitura de Natal

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Médicos analisam novo procedimento após cirurgia de Bolsonaro

Médicos analisam novo procedimento após cirurgia de Bolsonaro

Avaliação médica ocorre após cirurgia de hérnia inguinal bilateral; Decisão sobre novo procedimento será tomada na próxima segunda-feira

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá ser submetido a um novo procedimento médico para tratar crises persistentes de soluços, conforme avaliação da equipe que acompanha sua recuperação hospitalar. Entre as possibilidades em análise está a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, estrutura que se estende da coluna cervical ao diafragma e está relacionada ao controle da respiração.

Na manhã desta quinta-feira (25), Bolsonaro passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. De acordo com a equipe médica, o procedimento ocorreu dentro do previsto, sem intercorrências, teve início por volta das 9h30 e durou aproximadamente quatro horas. Após a intervenção cirúrgica, os médicos iniciaram o acompanhamento do pós-operatório e estabeleceram um período inicial de internação estimado entre cinco e sete dias.

Uma nova avaliação clínica está marcada para a próxima segunda-feira (29). Na ocasião, os profissionais de saúde irão decidir sobre a necessidade da realização do bloqueio do nervo frênico como alternativa para o controle dos soluços, caso as medidas clínicas adotadas até lá não apresentem o resultado esperado.

Até a data da reavaliação, a equipe médica prioriza o ajuste da medicação, a adequação da dieta e a observação da evolução clínica do paciente. Essas medidas visam o controle dos sintomas apresentados, incluindo os episódios de soluços, sem a necessidade imediata de um procedimento adicional.

Segundo o cirurgião geral Claudio Birolini, o bloqueio do nervo frênico é considerado um procedimento invasivo, embora classificado como seguro dentro dos protocolos médicos. O objetivo da técnica é provocar uma anestesia temporária do nervo, reduzindo a atividade involuntária associada aos soluços persistentes.

O médico explicou que existem riscos associados ao procedimento, entre eles a possibilidade de paralisia temporária do músculo do diafragma, o que pode resultar em dificuldade respiratória durante o período de efeito do anestésico. Nessa situação, pode ser necessário o uso de suporte ventilatório até que a função respiratória seja restabelecida.

Caso o bloqueio do nervo frênico venha a ser realizado, a internação hospitalar poderá ser ampliada, superando o período inicialmente previsto para o pós-operatório da cirurgia de hérnia. A equipe médica informou que o tempo de permanência no hospital dependerá da resposta do organismo ao procedimento e da estabilidade clínica do paciente.

A alta hospitalar será definida com base na evolução clínica e na capacidade de Bolsonaro retomar atividades básicas de autocuidado. Questionados sobre a possibilidade de o ex-presidente retornar à Superintendência da Polícia Federal após a internação, os médicos afirmaram que ainda não há definição e que qualquer decisão dependerá da recuperação observada nos próximos dias.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Impeachment de Moraes é protocolado após denúncias envolvendo banco

Impeachment de Moraes é protocolado após denúncias envolvendo banco

Representação cita denúncias envolvendo o Banco Master; Ministro nega irregularidades e afirma que reuniões trataram de outro tema

Senadores da oposição protocolaram, na terça-feira (23), um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorreu após denúncias envolvendo o Banco Master e foi formalizada por meio de uma representação apresentada ao Senado Federal.

O documento aponta supostos contatos entre Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, relacionados à instituição financeira. De acordo com os parlamentares, essas interações poderiam indicar atuação indevida junto ao Banco Central em favor do Banco Master.

Os senadores alegam que a conduta atribuída ao ministro poderia configurar conflito de interesses e possível crime de advocacia administrativa, conforme a legislação vigente. A representação também menciona a existência de um contrato entre o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, o que foi incluído como elemento no pedido protocolado.

O pedido de impeachment é assinado pelos senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES). No texto, os parlamentares solicitam que o Senado avalie os fatos apresentados e adote as providências previstas no processo de responsabilização de ministros do STF.

Em nota oficial, o ministro Alexandre de Moraes negou qualquer irregularidade. Segundo ele, as reuniões realizadas com o presidente do Banco Central tiveram como pauta exclusivamente os efeitos da Lei Magnitsky, sem qualquer discussão relacionada ao Banco Master ou à eventual aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

Moraes também afirmou que não houve ligações telefônicas com o presidente do Banco Central sobre o tema citado na denúncia e que o escritório de advocacia de sua esposa não atuou em assuntos relacionados ao Banco Master. O ministro reforçou que não participou de tratativas que envolvessem interesses da instituição financeira mencionada no pedido.

De acordo com as regras constitucionais, cabe ao Senado Federal a análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O procedimento inicial envolve a avaliação do conteúdo da denúncia e a verificação do cumprimento dos requisitos formais.

A decisão sobre o encaminhamento ou arquivamento do pedido é de responsabilidade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Caso seja admitido, o processo segue os trâmites previstos no regimento interno da Casa e na legislação aplicável.

Até o momento, o Senado não divulgou prazo para a análise da representação. O pedido permanece sob responsabilidade da presidência da Casa, aguardando deliberação quanto às próximas etapas do procedimento.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Orçamento da UFRN sofre redução de R$ 14,7 milhões

Orçamento da UFRN sofre redução de R$ 14,7 milhões

Redução foi confirmada durante tramitação da Lei Orçamentária Anual de 2026

A Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) alertou para a redução no orçamento da instituição para o ano de 2026, após cortes promovidos pelo Congresso Nacional durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA). De acordo com a universidade, a diminuição chega a 7,18% em relação ao valor inicialmente previsto, o que representa um montante de R$ 14,7 milhões a menos no orçamento de custeio.

Segundo dados apresentados pela UFRN, o orçamento de custeio aprovado na Lei Orçamentária Anual de 2026 passou de R$ 205.141.094,00, conforme previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), para R$ 190.402.649,00. A redução apurada foi de R$ 14.738.445,00, equivalente a 7,18%.

Com o novo valor aprovado, o orçamento discricionário da UFRN para 2026 ficou abaixo do registrado em 2025, quando a universidade contou com R$ 195.615.203,00 para despesas de custeio. A reitoria informou que os cortes atingem diretamente despesas consideradas essenciais para o funcionamento da instituição.

“Esses cortes impactam fortemente o funcionamento da Universidade, em compromissos como pagamentos de energia elétrica, contratos de terceirização e na assistência estudantil”, afirmou o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo.

Impacto na assistência estudantil

Ainda conforme a gestão da universidade, a área da assistência estudantil foi uma das mais afetadas pelas mudanças no orçamento. Segundo o reitor, os recursos destinados a essa finalidade já se mostraram insuficientes em 2025, o que exigiu complementação com recursos do orçamento de custeio da própria universidade.

Para 2026, de acordo com a UFRN, o orçamento da assistência estudantil sofreu um corte de 7,33% em relação ao valor previsto no PLOA 2026, ficando abaixo do montante executado no ano anterior. O reitor informou que espera que o Ministério da Educação (MEC) possa recompor os valores, assim como ocorreu em exercícios anteriores.

“Estamos particularmente preocupados com o orçamento da assistência estudantil, que já se mostrou insuficiente no ano de 2025, necessitando de complementação com o orçamento de custeio da universidade, e que, para 2026, sofreu um corte de 7,33% em relação ao PLOA 2026, ficando menor que o orçamento de 2025”, declarou.

Análise da Andifes

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) também se manifestou sobre os cortes realizados durante a tramitação da LOA 2026. Em análise preliminar divulgada pela entidade, o orçamento previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões.

Segundo a Andifes, a redução representa uma diminuição de 7,05% nos recursos discricionários destinados às universidades federais. A entidade informou que os cortes atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento das instituições, ainda que de forma desigual entre as universidades.

No caso da assistência estudantil em nível nacional, a Andifes apontou um corte aproximado de R$ 100 milhões, equivalente a uma redução de 7,3%. A entidade destacou que a diminuição de recursos compromete a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024.

Nota oficial da Andifes

Em nota divulgada no dia 22 de dezembro de 2025, a Andifes informou que os cortes aprovados pelo Congresso Nacional agravam um cenário já existente nas universidades federais. A associação destacou que, caso não haja recomposição orçamentária, o orçamento de 2026 ficará nominalmente inferior ao executado em 2025, sem considerar os impactos inflacionários e reajustes obrigatórios de contratos.

A entidade também mencionou cortes nos orçamentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apontando reflexos nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

A Andifes informou ainda que mantém diálogo com o Ministério da Educação e afirmou que seguirá atuando junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional em defesa da recomposição do orçamento das universidades federais.

Foto: Cícero Oliveira/UFRN/Ilustração / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Concurso da saúde do RN: governo chama 690 profissionais aprovados

Concurso da saúde do RN: governo chama 690 profissionais aprovados

Convocados atuarão em hospitais e unidades da Região Metropolitana de Natal; Convocação visa substituir contratos temporários, informa a Sesap

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte convocou, nesta quarta-feira (24), 690 profissionais aprovados no último concurso público da saúde estadual. A convocação foi publicada no Diário Oficial do Estado e integra o processo de recomposição do quadro efetivo da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Com esta nova chamada, o número de profissionais aprovados no concurso de 2025 convocados pelo governo estadual se aproxima de 1.000. A medida, segundo a Sesap, tem como objetivo principal a substituição de contratos temporários atualmente em vigor na rede pública de saúde.

A convocação contempla profissionais de níveis médio e superior, com previsão de atuação em hospitais e unidades de referência localizadas na Região Metropolitana de Natal. De acordo com a pasta, a distribuição dos convocados atende às necessidades atuais da rede estadual de saúde.

Profissionais convocados

A lista publicada no Diário Oficial do Estado reúne diferentes categorias profissionais. Entre os convocados estão 502 técnicos em enfermagem, 4 técnicos em farmácia, 49 técnicos em laboratório e 34 técnicos em radiologia. Também foram chamados 20 biomédicos, 44 farmacêuticos e farmacêuticos bioquímicos, 19 fisioterapeutas, 11 médicos clínicos gerais e 7 médicos nefrologistas.

Além dos nomes já publicados, o Governo do Estado informou que ainda serão convocados mais 43 enfermeiros. A lista complementar deverá ser divulgada em uma próxima edição do Diário Oficial do Estado.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública, a convocação foi planejada para atender, prioritariamente, as unidades hospitalares e serviços considerados estratégicos para o funcionamento da rede pública, especialmente na Região Metropolitana de Natal.

Etapas da convocação

De acordo com a Sesap, o processo de convocação está sendo realizado de forma escalonada. A estratégia foi adotada para permitir maior agilidade nos trâmites administrativos relacionados à posse e ao ingresso dos novos servidores.

“A convocação foi organizada em etapas para permitir que a Coordenadoria de Gestão do Trabalho da Sesap agilize o andamento dos processos, diante do grande volume de profissionais nomeados”, informou a secretaria, em nota.

Ainda conforme a pasta, as equipes responsáveis trabalham para garantir a posse célere dos profissionais convocados, de modo a minimizar impactos na prestação dos serviços de saúde à população.

Novas convocações previstas

O Governo do Estado também informou que os aprovados no concurso da saúde pública para atuação em outras regiões do Rio Grande do Norte deverão ser convocados ainda este ano. A Sesap não detalhou o cronograma das próximas chamadas, mas confirmou que o processo seguirá conforme a necessidade da rede estadual de saúde.

A ampliação do quadro efetivo por meio do concurso público busca reduzir a dependência de contratos temporários, prática que vinha sendo adotada para suprir demandas emergenciais nas unidades de saúde.

Outros concursos no Estado

Além do concurso da saúde, o Governo do Rio Grande do Norte possui aprovados em outras seleções públicas que aguardam convocação. Entre eles estão candidatos aprovados em concursos da área da Educação e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

O Estado também publicou, neste mês, edital para um novo concurso público destinado ao provimento de cargos de auditor fiscal da Secretaria Estadual de Fazenda. O certame prevê a oferta de 50 vagas.

Segundo o edital divulgado, as inscrições para o concurso de auditor fiscal serão abertas nesta sexta-feira (26). O governo não informou, na publicação, o número de candidatos esperados nem o cronograma completo do processo seletivo.

As informações referentes às convocações e aos concursos públicos estaduais seguem sendo divulgadas oficialmente por meio do Diário Oficial do Estado e dos canais institucionais do Governo do Rio Grande do Norte.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Joana Lima/Governo do RN

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Bolsonaro deve passar por novo procedimento médico para tratar crise de soluço

Bolsonaro deve passar por novo procedimento médico para tratar crise de soluço

Intervenção deve ocorrer após recuperação de cirurgia de hérnia inguinal; Informação foi confirmada por médico responsável pelo tratamento

O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá passar por um novo procedimento médico no início da próxima semana para tratar crises recorrentes de soluço. A informação foi confirmada pelo cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento médico do ex-presidente, em entrevista concedida à imprensa.

Segundo o médico, o procedimento em avaliação consiste em um bloqueio anestésico do nervo frênico, responsável pela inervação do diafragma. De acordo com Birolini, trata-se de uma alternativa que não faz parte do tratamento padrão para soluços, mas que está sendo considerada pela equipe médica diante da persistência do quadro clínico apresentado por Bolsonaro.

O procedimento, que não é cirúrgico, deverá ser realizado após alguns dias de recuperação da cirurgia de hérnia inguinal bilateral, marcada para esta quinta-feira (25). A expectativa da equipe médica é de que a cirurgia tenha duração estimada entre três e quatro horas, com um período de internação previsto entre cinco e sete dias.

“Está previsto o bloqueio anestésico do nervo frênico, que é uma anestesia do nervo que inerva o diafragma. Depois da cirurgia de hérnia, vamos reavaliar a situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão de tratamento de soluço, então a gente precisa ver se o benefício justifica o risco”, afirmou Cláudio Birolini.

Cirurgia de hérnia inguinal bilateral

De acordo com o cirurgião, diferentemente da cirurgia realizada em abril deste ano, que teve caráter emergencial, a intervenção prevista para esta semana ocorre em um cenário considerado controlado. Na ocasião anterior, o ex-presidente passou por uma cirurgia para correção de hérnias que comprometiam a parede abdominal.

Naquele procedimento, foi instalada uma tela que cobre toda a parede abdominal anterior. Segundo o médico, essa intervenção reduziu a elasticidade da região, ocasionando um aumento secundário da pressão intra-abdominal.

“Foi colocada uma tela que ocupa toda a parede abdominal anterior dele. Isso causa uma diminuição da elasticidade da parede abdominal, levando a um aumento secundário da pressão intrabdominal”, explicou Birolini.

Após esse procedimento, Bolsonaro passou a apresentar crises intensas de soluço. Conforme relatado pelo médico, essas crises também provocam elevação da pressão intra-abdominal, o que contribuiu para o surgimento de novos incômodos e, posteriormente, para a necessidade de uma nova cirurgia.

Segundo o cirurgião, o ex-presidente já apresentava uma fragilidade prévia na parede abdominal, especificamente na região inguinal. Com o aumento da pressão abdominal decorrente tanto da cirurgia anterior quanto das crises de soluço, essa fragilidade se manifestou clinicamente na forma de uma hérnia inguinal.

“Ele já tinha uma fraqueza da parede abdominal na região inguinal. Esse aumento da pressão abdominal resultante da cirurgia e das crises de soluço fez com que essa fraqueza se manifestasse clinicamente através de uma hérnia inguinal. Daí a necessidade da cirurgia”, explicou Birolini.

O médico ressaltou que a cirurgia de hérnia não tem relação direta com o tratamento das crises de soluço. Segundo ele, o controle desse sintoma dependerá da avaliação e possível realização do bloqueio anestésico do nervo frênico.

Detalhes do procedimento de hérnia

De acordo com a explicação médica, a hérnia ocorre quando há uma abertura ou frouxidão na parede abdominal ou pélvica, permitindo o deslocamento de alças intestinais ou outros tecidos por essa abertura. Esse quadro pode gerar um volume visível e provocar dor ou desconforto, especialmente durante esforços físicos.

Quando o extravasamento ocorre na região da virilha, a condição é classificada como hérnia inguinal. No caso de acometimento simultâneo dos dois lados da virilha, direita e esquerda, a hérnia é considerada bilateral.

“É realizado um corte de cada lado da virilha, a hérnia é empurrada para dentro, é feita uma sutura da área fraca e, na sequência, um reforço tecidual com uma tela de propileno”, detalhou o cirurgião responsável pela cirurgia.

Acompanhamento médico após a internação

Questionado sobre a necessidade de cuidados médicos após o período de internação, especialmente no retorno do ex-presidente à cela onde está detido na Polícia Federal, Birolini afirmou que eventuais solicitações de acompanhamento médico poderão ser avaliadas conforme a necessidade clínica.

“Se, em um determinado momento, a gente achar que ele tem condições de retornar, ele vai voltar. E se houver necessidade de algum cuidado especial durante a carceragem, a gente estuda qual a melhor forma de lidar com isso. Se for o caso, solicitando autorização para visita de enfermeiro, médico, fisioterapeuta”, declarou.

Quadro emocional e crises de soluço

O cardiologista do ex-presidente, Brasil Ramos Caiado, informou que Jair Bolsonaro apresenta quadros prévios de depressão e ansiedade, que teriam sido intensificados pelo período pré-operatório. Segundo o médico, a ansiedade está associada à recorrência das crises de soluço.

“O presidente está deprimido, um pouco pela situação que ele está passando, e bastante ansioso. A ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço, que atrapalha o sono dele”, afirmou Caiado.

De acordo com o cardiologista, Bolsonaro está medicado tanto para o controle das crises de soluço quanto para as questões relacionadas à saúde mental.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula faz balanço de ações e desafios: "povo brasileiro é vencedor"

Lula faz balanço de ações e desafios: “povo brasileiro é vencedor”

Presidente destacou mudança no IR e diplomacia contra tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta quarta-feira (25) no qual se dirigiu à população para desejas boas festas, mas também para fazer um balanço sobre as ações realizada pelo governo este ano e os desafios para 2026.

“E quando os fogos brilharem no céu, na noite do dia 31, estará encerrado um ano histórico no Brasil. Um ano difícil, com muitos desafios, mas um ano em que todos que torceram ou jogaram contra o Brasil acabaram perdendo. Um ano em que o povo brasileiro sai como o grande vencedor”, destacou o presidente.

Entre as conquistas elencadas por Lula está a saída do Brasil do Mapa da Fome, a retomada do Bolsa Família, o fortalecimento da agricultura familiar e a valorização do salário mínimo.

“Investimos muito na geração de empregos e na alimentação nas escolas”, ressaltou o presidente, para quem outra grande vitória foi o fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais por mês.

“Para milhões de brasileiras e brasileiros, o último dia do ano também será o último dia com Imposto de Renda descontado no salário. A partir de janeiro, com o fim do IR, milhões de famílias terão um dinheiro extra todos os meses. Isso vai aliviar as contas, aquecer ainda mais a economia e beneficiar o país inteiro.”

Emprego

Na área de saúde, Lula mencionou o programa Agora Tem Especialistas, lançado este ano para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. Os programas Pé-de-Meia, Gás do Povo e Luz do Povo também foram citados no pronunciamento.

“O Minha Casa Minha Vida voltou, alcançou a classe média, e está chegando também o Reforma Casa Brasil. Porque moradia digna é um direito fundamental, que tem que ser garantido”, defendeu o presidente.

A Transposição do Rio São Francisco e as obras do Novo PAC foram lembradas. No contexto econômico, Lula comemorou o encerramento do ano com a menor taxa de desemprego da história, os recordes no emprego com carteira assinada e na renda média dos trabalhadores.

“E a inflação acumulada será a menor de todos os tempos. Graças a esses avanços, temos os menores índices de pobreza e desigualdade da história. E só neste ano, dois milhões de pessoas deixaram o Bolsa Família porque melhoraram de renda.”

A nova Carteira Nacional de Habilitação do Brasil também foi destacada pelo presidente. A expectativa é de que a carteira de motorista fique até 80% mais barata e muito mais acessível.

Desafios

Entre os desafios para 2026, Lula citou o crime e a violência. Ele elogiou as operações contra o crime organizado realizadas pela Polícia Federal e disse pela primeira vez o “andar de cima” foi atingido

“Nenhum dinheiro ou influência vai impedir a Polícia Federal de ir adiante”, afirmou o presidente, que aproveitou para se manifestar sobre a violência contra as mulheres.

“Vou liderar um grande esforço nacional envolvendo ministérios, instituições e toda a sociedade brasileira. Nós que somos homens devemos fazer um compromisso de alma. Em nome de tudo que é mais sagrado, seja um aliado.”

Internacional

No âmbito internacional, Lula destacou que o Brasil voltou a ser respeitado e admirado pelo mundo. Cerca de 9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país no ano da COP30, em Belém do Pará, o maior evento climático do mundo.

“A COP30 foi um sucesso e consolidou o Brasil como liderança global no tema mais importante deste século. Mas também enfrentamos um desafio inédito: o Tarifaço contra o Brasil. Mas mostramos ao Brasil e ao mundo que somos do diálogo, da fraternidade e não fugimos da luta.”

O presidente ressaltou a aposta na diplomacia e nas medidas de proteção das empresas para evitar as demissões.

“Negociamos o fim do tarifaço, e ultrapassamos, agora em dezembro, a marca de 500 novos mercados abertos aos nossos produtos. Nossa soberania e nossa democracia saíram vencedoras e o povo brasileiro venceu.”

Escala 6×1

No encerramento do discurso, Lula disse que seguirá combatendo “privilégios de poucos para garantir direitos de muitos”.

“Não é justo que uma pessoa seja obrigada a trabalhar duro durante seis dias. E que tenha apenas um dia para descansar o corpo e a cabeça, passear com a família, cuidar da casa, se divertir e acompanhar de perto o crescimento dos filhos”, afirmou o presidente.

“O fim da escala 6×1, sem redução de salário, é uma demanda do povo que cabe a nós, representantes do povo, escutar e transformar em realidade.”

Foto: Ricardo Stuckert / PR / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

Dieese: incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões

O salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor teve um aumento de 6,8%, um pouco mais de R$ 100, e foi estipulado por meio de publicação, nesta quarta-feira (24), no Diário Oficial da União pelo governo federal. O mínimo anterior era de R$ 1.518.

Pelas regras, o valor do salário mínimo deve ser atualizado anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, mais o crescimento da economia brasileira de dois anos antes, ou seja, do ano de 2024, sujeito ao limite máximo de 2,5% ao ano, por conta do teto de gastos.

Os dois componentes, juntos, garantem um aumento real do piso, diferente da política dos governos anteriores para o salário mínimo, de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando o reajuste era feito somente pela inflação.

“Esse modelo teve efeitos adversos sobre o poder de compra em contexto de inflação relativamente elevada”, disse o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), em nota técnica sobre o novo mínimo.

“Enquanto os preços avançavam continuamente, a recomposição salarial ocorria apenas uma vez, no reajuste anual, fazendo com que o salário mínimo real se deteriorasse”. O órgão acrescentou que, somente a reposição da inflação, entre 2020 e 2022, não foi suficiente para diluir o impacto dos preços dos alimentos, que subiram acima da média, pesando de forma desproporcional no rendimento das famílias pobres.

O salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formalizado pode receber no país e deve ser suficiente para atender a necessidades vitais básicas próprias e de sua família, como moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte, de acordo com a Constituição Federal.

Com essa intenção, de acordo com o Dieese, a mínimo mensal de uma família de quatro pessoas no Brasil deveria ser de R$ 7.067,18, em novembro de 2025, o equivalente a 4,3 vezes o novo piso do mínimo nacional em janeiro de 2026.

De acordo com o departamento, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem o mínimo. Com o reajuste para R$ 1,621, o incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração / Tomaz Silva/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Bolsonaro deixa prisão para cirurgia em hospital de Brasília nesta quarta (24)

Bolsonaro deixa prisão para cirurgia em hospital de Brasília nesta quarta (24)

Ex-presidente será escoltado pela PF para procedimento autorizado pelo STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve deixar a prisão pela primeira vez nesta quarta-feira (24), quando será escoltado da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para ser internado no Hospital DF Star. Preso desde o dia 22 de novembro, Bolsonaro cumpre pena em sala de Estado-Maior e passará por um procedimento cirúrgico para correção de duas hérnias inguinais.

A saída da unidade da Polícia Federal ocorrerá sob esquema de segurança, com escolta realizada por agentes da própria PF até o hospital localizado na capital federal. A internação está prevista para ocorrer ainda na véspera de Natal, com a cirurgia programada para o dia 25 de dezembro.

Durante o período de internação hospitalar, a segurança do ex-presidente será mantida sob responsabilidade da Polícia Federal. Conforme as determinações estabelecidas, dois policiais permanecerão posicionados na porta do quarto onde Bolsonaro ficará internado, além de reforço na vigilância da entrada do hospital. A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, foi autorizada a acompanhá-lo durante a internação.

A autorização para a realização do procedimento cirúrgico foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que analisou o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente.

Segundo informações constantes na decisão, o aval do STF teve como base um laudo pericial elaborado pela Polícia Federal. O documento técnico apontou a necessidade de intervenção cirúrgica, ainda que classificada como eletiva, em razão do risco de agravamento do quadro clínico caso o procedimento não fosse realizado.

De acordo com o laudo da Polícia Federal, Jair Bolsonaro apresenta hérnia inguinal bilateral. A condição, conforme descrito pelos peritos, provoca dor e desconforto, além de poder gerar complicações médicas se não houver tratamento cirúrgico adequado. O relatório recomenda que a cirurgia seja realizada o mais breve possível, embora não caracterize situação de emergência imediata.

A avaliação médica foi anexada aos autos do processo e analisada pelo Supremo Tribunal Federal antes da autorização para a saída temporária da unidade prisional. O parecer da PGR considerou os elementos técnicos apresentados e se manifestou favoravelmente à realização do procedimento hospitalar fora da unidade da Polícia Federal.

Bolsonaro está preso desde que teve a prisão preventiva convertida em execução de pena. A decisão ocorreu após o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, que teria sido violada. A conversão resultou no início do cumprimento da pena imposta ao ex-presidente.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, conforme decisão judicial. Ele permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em sala de Estado-Maior, condição prevista em razão do cargo anteriormente ocupado.

Após a realização da cirurgia e a alta médica, a determinação judicial estabelece que o ex-presidente retorne diretamente para a Superintendência da Polícia Federal. Não está prevista qualquer alteração no regime de cumprimento da pena em decorrência do procedimento médico.

A logística de transporte entre a unidade prisional e o hospital, bem como o retorno após a alta, seguirá os protocolos de segurança definidos pela Polícia Federal e autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. O acompanhamento médico será realizado conforme as orientações da equipe responsável pelo procedimento cirúrgico.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades judiciais e policiais, com a execução da pena mantida nos termos da decisão em vigor.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula assina indulto natalino de 2025 e exclui condenados por atos golpistas

Lula assina indulto natalino de 2025 e exclui condenados por atos golpistas

Decreto publicado no Diário Oficial veta perdão a crimes contra o Estado Democrático de Direito

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta terça-feira, 23, o decreto do indulto natalino de 2025, que concede perdão ou redução de pena a pessoas privadas de liberdade que atendam aos critérios estabelecidos. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e passa a produzir efeitos imediatos, conforme as regras previstas no próprio decreto.

De acordo com o documento, o indulto natalino de 2025 estabelece uma série de exclusões expressas, entre elas os condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. A vedação alcança os executores dos atos de 8 de janeiro de 2023, bem como os condenados nos quatro núcleos da chamada trama golpista, conforme antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O decreto também exclui do benefício os condenados por crimes hediondos ou equiparados, além de delitos como tortura, terrorismo, racismo, violência contra a mulher, tráfico de drogas e organização criminosa. Essas categorias estão listadas de forma objetiva no texto normativo e impedem a concessão tanto do indulto quanto da comutação de pena, nos casos expressamente previstos.

Outra vedação prevista no decreto do indulto natalino de 2025 refere-se aos detentos que tenham firmado acordos de colaboração premiada, conhecidos como delações. Também ficam excluídos aqueles que estejam cumprindo pena em estabelecimentos penais de segurança máxima, independentemente do tipo de crime praticado.

Os requisitos para a concessão do indulto variam conforme o perfil da condenação. O decreto estabelece critérios relacionados ao tempo total da pena, ao período efetivamente cumprido, à existência de reincidência, ao uso ou não de violência na prática do crime e à natureza da infração penal. A análise do enquadramento cabe ao Poder Judiciário, a partir da situação individual de cada pessoa privada de liberdade.

O texto também prevê hipóteses específicas de concessão de indulto para mulheres em determinadas condições. Estão incluídas no decreto mães e avós responsáveis por filhos ou netos de até 16 anos de idade, bem como aquelas que tenham filhos com deficiência, desde que atendidos os demais critérios legais.

Além disso, o indulto natalino de 2025 contempla detentas com até 21 anos e mulheres com mais de 60 anos, desde que tenham cumprido, no mínimo, um oitavo da pena imposta. A regra está condicionada à inexistência de impedimentos legais previstos no próprio decreto, como os crimes expressamente excluídos.

Para os condenados que não atendam aos requisitos para o indulto integral, o decreto estabelece regras para a comutação de pena, mecanismo que permite a redução do tempo restante de prisão. A comutação é aplicada de forma proporcional, conforme o tipo de pena, o tempo já cumprido e os critérios definidos no texto presidencial.

A comutação não representa extinção da pena, mas sim a diminuição do período de cumprimento, desde que observadas as condições legais. Assim como no caso do indulto, a aplicação da comutação depende de decisão judicial, após análise da situação individual do condenado.

O decreto do indulto natalino de 2025 mantém a prática anual prevista na legislação brasileira, com critérios específicos definidos pelo Poder Executivo, respeitando as limitações constitucionais e legais. O texto publicado no Diário Oficial detalha as hipóteses de concessão, exclusão e os procedimentos a serem adotados pelas autoridades responsáveis pela execução penal.

A aplicação do indulto e da comutação de penas deverá seguir os parâmetros estabelecidos no decreto, com análise caso a caso pelo Judiciário, a partir de requerimentos formulados pela defesa ou pelo Ministério Público, conforme a legislação vigente.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Alexandre Ramagem vira réu em nova ação penal no STF após perda de mandato

Alexandre Ramagem vira réu em nova ação penal no STF após perda de mandato

Crimes ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro haviam sido suspensos por imunidade parlamentar

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu uma nova ação penal contra o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), já condenado no processo que apurou a tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. O novo caso foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A nova ação penal trata de dois crimes vinculados aos ataques às sedes dos Três Poderes, que haviam permanecido suspensos enquanto Ramagem exercia mandato parlamentar. À época, o STF paralisou o julgamento com base na imunidade parlamentar prevista na Constituição Federal, uma vez que as acusações se referiam a fatos ocorridos após a diplomação do então deputado.

Com a cassação do mandato, a Corte determinou a retomada do andamento processual e decidiu reautuar o caso como uma nova ação penal, permitindo o prosseguimento da apuração criminal. Caso haja nova condenação, eventual pena poderá ser somada àquela já imposta no processo principal, que já transitou em julgado.

Na semana passada, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato de Alexandre Ramagem. Na mesma sessão, também foi declarada a cassação do mandato do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ambos se encontram atualmente nos Estados Unidos, segundo informações oficiais registradas nos autos.

Além de receber a nova ação penal, o ministro Alexandre de Moraes designou audiência de instrução e julgamento para o dia 5 de fevereiro de 2026, a ser realizada por videoconferência. Na audiência, serão ouvidas testemunhas da acusação e da defesa, além da realização do interrogatório do réu. A acusação é conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

No processo principal, já encerrado, Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. A condenação ocorreu no âmbito das ações penais que apuraram a organização e execução dos atos destinados a impedir a posse do presidente eleito em 2022.

Após a condenação, Ramagem deixou o Brasil e se deslocou para os Estados Unidos, em setembro, conforme revelado pelo portal PlatôBR. Diante da saída do país e da ausência de cumprimento da pena, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-deputado no mês seguinte.

Com a nova ação penal, o STF amplia o conjunto de processos que analisam a atuação de Ramagem nos episódios relacionados aos ataques de 8 de janeiro, agora sem a proteção da imunidade parlamentar. O andamento do processo seguirá os trâmites previstos no regimento interno da Corte e na legislação penal em vigor.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Alessandro Vieira articula CPI para investigar contrato do Banco Master ligado à família de Moraes

Alessandro Vieira articula CPI para investigar contrato do Banco Master ligado à família de Moraes

Senador afirma que acordo de R$ 129 milhões precisa ser apurado pelo Congresso

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que irá coletar assinaturas após o recesso parlamentar para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar denúncias envolvendo um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da família do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Segundo o parlamentar, o acordo é estimado em R$ 129 milhões e teria características que, segundo ele, justificam a apuração pelo Congresso Nacional. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, na qual o senador afirmou que o contrato estaria fora dos padrões usuais da advocacia e envolveria ainda suspeitas de atuação direta do magistrado em favor da instituição financeira.

“Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”, escreveu o senador em publicação no X (antigo Twitter).

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Alessandro Vieira afirmou que as informações divulgadas são graves e precisam ser apuradas. Segundo ele, a investigação é necessária para verificar a veracidade dos fatos relatados e a compatibilidade das condutas com as funções exercidas.

O senador compartilhou denúncia publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. De acordo com a apuração jornalística, o ministro Alexandre de Moraes teria feito contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de assuntos relacionados ao Banco Master. A colunista afirma ter ouvido seis fontes sobre o episódio.

Segundo a reportagem, teriam ocorrido três contatos por telefone e um encontro presencial entre Moraes e Galípolo. Em um desses contatos, o ministro teria solicitado que o Banco Central aprovasse a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), operação que havia sido anunciada pelas instituições, mas ainda dependia de autorização da autoridade monetária.

Nem o ministro Alexandre de Moraes nem o presidente do Banco Central se manifestaram sobre as afirmações até o momento da publicação da reportagem.

Ainda conforme a apuração, o Banco Master firmou contrato com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. O acordo previa que o escritório Barci de Moraes Associados atuaria na defesa dos interesses do banco e de seu controlador, Daniel Vorcaro, junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional.

O contrato foi assinado em janeiro do ano passado e estabelecia o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais, pelo prazo de três anos. Caso fosse executado integralmente, o valor total alcançaria aproximadamente R$ 129 milhões até o início de 2027.

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, é alvo de investigações por fraudes financeiras. Ele chegou a ser preso por 11 dias em novembro, sendo posteriormente solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com imposição do uso de tornozeleira eletrônica. Vorcaro e outros quatro executivos são investigados pela Polícia Federal.

Na última semana, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou a retomada das investigações que apuram um esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Master. No despacho, Toffoli autorizou a realização de oitivas de executivos do banco e de dirigentes do Banco Central, além de permitir a requisição de medidas como quebra de sigilo fiscal e telemático, mediante justificativa.

Anteriormente, Toffoli havia avocado o caso para o STF e determinado sigilo no processo. O ministro também retirou da CPI do INSS dados bancários e fiscais de Daniel Vorcaro, determinando que essas informações fiquem sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O presidente da CPI do INSS, Carlos Viana, afirmou que a decisão enfraquece a investigação. Procurados, Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo não comentaram os fatos.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Propaganda da Havaianas com Fernanda Torres gera reação de políticos bolsonaristas

Propaganda da Havaianas com Fernanda Torres gera reação de políticos bolsonaristas

Comercial estrelado por Fernanda Torres foi interpretado como mensagem política; Deputados e vereadores criticam campanha e sugerem boicote à marca

O novo vídeo da propaganda de fim de ano da Havaianas gerou repercussão e críticas entre políticos e militantes de direita nas redes sociais. A campanha, divulgada neste domingo (21), é estrelada pela atriz Fernanda Torres e aborda o tradicional ditado popular de “começar o ano com o pé direito”, o que motivou interpretações políticas por parte de integrantes do campo conservador.

No comercial, Fernanda Torres aparece dizendo que não deseja que o público comece o ano de 2026 com o “pé direito”. Em seguida, a atriz apresenta um texto que ressignifica a expressão, afirmando que sorte não depende da vontade individual e que o desejo é que as pessoas iniciem o Ano Novo com “os dois pés”. A fala inclui expressões como “os dois pés na porta”, “os dois pés na estrada” e “os dois pés onde você quiser”, associadas à ideia de atitude, disposição e envolvimento.

Após a divulgação da peça publicitária, a campanha passou a ser alvo de críticas de políticos ligados ao bolsonarismo, que interpretaram a fala como uma referência política ao termo “direita”. A repercussão ocorreu principalmente nas redes sociais, com manifestações públicas de parlamentares e lideranças conservadoras.

No X, antigo Twitter, o deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados, afirmou que a Havaianas teria feito uma campanha política contra a direita. Na publicação, Valadares declarou que deixaria de consumir produtos da marca e mencionou outras opções de calçados.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também comentou o tema nas redes sociais. Em sua postagem, ele fez um trocadilho com o slogan da marca “Havaianas: todo mundo usa”, afirmando que “nem todo mundo agora vai usar”.

O vereador Rubinho Nunes (União-SP) declarou que a campanha evidenciaria um viés ideológico da marca. Em publicação, ele associou a propaganda ao grupo empresarial controlador da Havaianas e mencionou o filme “Ainda Estou Aqui”, protagonizado por Fernanda Torres.

A vereadora Mariana Lescank (PP-RS) também se manifestou sobre a campanha. Em postagem, ela associou a marca, a atriz e o conteúdo do comercial a um posicionamento político específico e sugeriu a substituição da Havaianas por outras marcas de calçados.

Além das manifestações de parlamentares em exercício, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais, também neste domingo (21), criticando a campanha da Havaianas. Na gravação, ele aparece jogando um par de chinelos da marca no lixo, em resposta ao conteúdo do comercial estrelado por Fernanda Torres.

No vídeo, Eduardo Bolsonaro afirmou que considerava a Havaianas um símbolo do Brasil e declarou que a propaganda teria conotação ideológica. Segundo ele, a escolha da atriz para protagonizar a campanha reforçaria um posicionamento político. Eduardo também sugeriu um boicote à marca e comparou a situação à repercussão enfrentada pela cerveja Budweiser em campanhas publicitárias anteriores.

Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro e teve o mandato de deputado federal cassado na quinta-feira (18) por excesso de faltas na Câmara dos Deputados. Mesmo fora do cargo, suas declarações repercutiram nas redes sociais e ampliaram o alcance da polêmica envolvendo a campanha.

A peça publicitária da Havaianas segue circulando nas plataformas digitais e continua gerando reações distintas entre usuários. Parte do público interpretou a fala da atriz como uma ressignificação de um ditado popular relacionado à sorte, enquanto outra parcela atribuiu conteúdo político à mensagem veiculada no comercial.

A campanha integra as ações de fim de ano da marca e permanece disponível nos canais oficiais da Havaianas, enquanto as manifestações de apoio e crítica seguem sendo registradas nas redes sociais.

Foto: Raph_PH/Visualhunt / William Brawley/Visualhunt / keetr/Visualhunt

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Dino suspende trecho de PL que libera emendas do orçamento secreto

Dino suspende trecho de PL que libera emendas do orçamento secreto

Impacto no orçamento seria de R$ 3 bilhões até o fim de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu neste domingo (21) os efeitos do Artigo 10 do Projeto de Lei (PL) nº 128/2025, aprovado pelo Congresso Nacional, que permite o pagamento das chamadas emendas de relator (RP 9), conhecidas como o orçamento secreto.

O trecho revalida os restos a pagar desde 2019, que são as despesas empenhadas não pagas que haviam sido canceladas a partir de lei de 2023.

Esses valores poderão ser quitados até o fim de 2026, inclusive recursos de emendas parlamentares. A estimativa de impacto para os cofres do governo está em torno de R$ 3 bilhões.

A decisão de Dino tem caráter liminar, mas passará por referendo do plenário da Corte. Ela foi tomada em uma ação apresentada por deputados federais e pelo partido Rede Sustentabilidade. Eles afirmam que, do montante aproximado de R$ 1,9 bilhão em restos a pagar de emendas parlamentares inscritos no orçamento desde 2019, cerca de R$ 1 bilhão corresponde a restos a pagar oriundos de RP 9.

O PL foi aprovado no Senado na última quarta-feira (17) e seguiu para sanção presidencial. O prazo para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é 12 de janeiro. Caso o trecho seja vetado por Lula, o ato deve ser comunicado ao ministro relator.

Para Dino, a revalidação de restos a pagar não processados ou já cancelados relativos às emendas de relator é incompatível com o regime jurídico atual. “Com efeito, cuida-se de ressuscitar modalidade de emenda cuja própria existência foi reputada inconstitucional [pelo STF]”, diz Dino, na decisão.

O ministro deu, ainda, prazo de dez dias para que a Presidência da República preste informações sobre a compatibilidade da “ressuscitação” das emendas de relator com a responsabilidade fiscal e com o plano de trabalho homologado pelo plenário do STF.
Entenda

O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 (emenda de comissão) e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.

No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade.

No início deste ano, o STF homologou o plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses. A decisão também liberou o pagamento das emendas que estavam suspensas.

“Em tal Plano de Trabalho, contudo, não há previsão quanto à possibilidade de ‘ressuscitação’ de restos a pagar, o que evidencia que a disciplina ora impugnada extrapola os parâmetros institucionais e as balizas fixadas em conjunto, pelos 3 Poderes, para a superação das inconstitucionalidades então reconhecidas”, diz Dino.

Para o ministro, a aprovação do Artigo 10 do projeto de lei é uma afronta à Constituição. “Verifico indícios de que o projeto de lei complementar impugnado promove violação ao devido processo constitucional orçamentário, à Responsabilidade Fiscal e às cláusulas pétreas [sobre separação dos Poderes e direitos e garantias fundamentais] da Constituição Federal”, diz.

Além de tratar dos restos a pagar, o PL aprovado faz o corte de incentivos fiscais, a principal aposta do governo para equilibrar o Orçamento de 2026. Com potencial de elevar a arrecadação em cerca de R$ 22,4 bilhões no próximo ano, a proposta também aumenta tributos sobre empresas de apostas on-line (bets), fintechs e grandes empresas que remuneram sócios por meio de juros sobre capital próprio (JCP).
Colaboração ativa

Na decisão liminar, o ministro Flávio Dino lembrou que o contexto atual do país é marcado por “graves dificuldades fiscais” e que todos os Poderes da República têm o dever constitucional de “colaborar ativamente” para a preservação do equilíbrio fiscal. Para ele, o pode público não pode criar ou ampliar despesas de caráter abusivo, desproporcional ou dissociado das capacidades fiscais do Estado.

“Tal dever de contenção projeta-se, de modo inequívoco, sobre práticas problemáticas, como a proliferação de ‘penduricalhos remuneratórios’ no âmbito do Poder Judiciário e das funções essenciais à Justiça — Ministério Público, Advocacia Pública e Defensoria Pública —, bem como sobre a concessão reiterada e pouco transparente de benefícios fiscais a determinados setores econômicos, sem avaliação consistente de impacto orçamentário e financeiro”, escreveu.

“A mesma lógica constitucional de contenção deve incidir, com rigor, sobre tentativas de reativação de recursos oriundos de emendas parlamentares à margem do ciclo orçamentário regular. Vale dizer: os três Poderes estão diante do inadiável dever de cumprir os ditames constitucionais da Responsabilidade Fiscal, para que haja fidelidade à ética no exercício dos cargos mais elevados da República”, afirmou Dino.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Lula orienta ministros a pedir votos no Senado para indicação de Jorge Messias ao STF

Lula orienta ministros a pedir votos no Senado para indicação de Jorge Messias ao STF

Presidente busca apoio para aprovação do nome do advogado-geral da União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou aos ministros de seu governo que atuem junto a senadores para garantir votos favoráveis à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A orientação foi dada durante a última reunião ministerial do ano, realizada na quarta-feira, 17, no Palácio do Planalto.

Durante o encontro, o presidente pediu que os integrantes do primeiro escalão utilizem suas relações políticas no Congresso para buscar apoio à indicação. A solicitação ocorreu em um momento em que o governo ainda avalia o cenário no Senado, onde a indicação precisará ser aprovada por maioria absoluta de 41 votos.

Na reunião, Lula afirmou que a escolha de Jorge Messias não se deu por relação pessoal, mas por critérios profissionais e por sua trajetória no serviço público. O presidente também mencionou a atuação de Messias em episódios anteriores da política nacional e destacou a permanência do advogado-geral da União em cargos estratégicos desde então.

Jorge Messias foi indicado oficialmente por Lula no dia 20 de novembro, mas até o momento o governo federal ainda não encaminhou a mensagem formal da indicação ao Senado Federal, etapa necessária para o início do processo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e posterior votação em plenário.

A demora no envio da indicação ocorre em meio à avaliação do ambiente político no Senado, onde o Planalto identifica resistências ao nome de Messias. Entre os fatores considerados pelo governo está a posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, segundo interlocutores, defendia outro nome para a vaga no Supremo Tribunal Federal.

Alcolumbre era aliado da indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte, nome que não foi escolhido pelo presidente da República. A divergência em torno da indicação teria impacto direto na articulação política necessária para garantir os votos exigidos pela Constituição.

De acordo com as regras constitucionais, cabe ao presidente da República indicar ministros do STF, mas a nomeação depende de aprovação do Senado, após sabatina pública do indicado. O processo envolve análise do currículo, histórico profissional e posicionamentos jurídicos do candidato, além de avaliação política por parte dos senadores.

Atualmente, Jorge Messias ocupa o cargo de advogado-geral da União, função que exerce desde o início do atual mandato presidencial. Antes disso, ele atuou em diferentes funções na estrutura do governo federal, especialmente na área jurídica, com passagem por órgãos ligados à Presidência da República.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a mobilização direta dos ministros pode contribuir para mapear apoios, reduzir resistências e ampliar o diálogo com parlamentares, especialmente em um contexto de fim de ano legislativo, quando parte do Congresso entra em recesso.

A indicação ao STF ocorre em um cenário de disputa política intensa em torno das vagas na Corte, que historicamente mobilizam diferentes setores do Congresso, do Judiciário e da sociedade. O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros, todos indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado.

A eventual aprovação de Jorge Messias representará mais uma nomeação de Lula para o Supremo durante seus mandatos presidenciais. O presidente já indicou outros nomes à Corte ao longo de seus governos, seguindo o rito constitucional.

Enquanto a mensagem oficial não é enviada ao Senado, o governo mantém a estratégia de articulação política prévia, buscando avaliar o nível de apoio ao nome indicado e as condições para que a votação ocorra sem riscos de rejeição ou adiamento.

Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil Antônio Cruz/ Agência Brasil

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Lula diz que governo federal não discute segurança pública sem aprovação da PEC da Segurança

Lula diz que governo federal não discute segurança pública sem aprovação da PEC da Segurança

Presidente afirma que Constituição não atribui competência à União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal não atua diretamente na área de segurança pública por falta de competência constitucional. Segundo o presidente, a Constituição Federal não atribui à União o papel de interferir na segurança pública, responsabilidade que, de acordo com o texto constitucional vigente, cabe majoritariamente aos estados.

A declaração foi feita durante agenda pública, quando Lula voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como condição para ampliar a atuação do governo federal no setor. De acordo com o presidente, a aprovação da emenda permitiria definir de forma clara as atribuições da União na área.

Lula afirmou que a ausência de competências constitucionais é o principal motivo pelo qual o governo federal não conduz discussões estruturais sobre segurança pública. Segundo ele, somente após a alteração constitucional será possível estabelecer políticas federais mais amplas e criar uma nova estrutura administrativa voltada ao tema.

Durante a fala, o presidente reiterou que, caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada pelo Congresso Nacional, o governo pretende criar o Ministério da Segurança Pública. A pasta teria como objetivo coordenar ações federais no setor, com base nas atribuições que venham a ser definidas pela emenda constitucional.

A proposta de criação do ministério já havia sido mencionada anteriormente pelo presidente, sempre condicionada à aprovação da PEC. Segundo Lula, a definição clara do papel da União é necessária para evitar conflitos de competência entre os entes federativos.

A Constituição Federal de 1988 estabelece que a segurança pública é dever do Estado e direito de todos, sendo exercida por meio de órgãos federais, estaduais e municipais, com atribuições específicas. Atualmente, a atuação da União se concentra principalmente em áreas como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, além de ações de cooperação com estados.

A PEC da Segurança Pública, defendida pelo governo, busca redefinir ou ampliar o papel da União nesse contexto. O texto ainda precisa tramitar no Congresso Nacional, onde deverá ser analisado por comissões e votado em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Além do tema da segurança pública, Lula também abordou, durante a mesma agenda, a dificuldade de ministros do governo em discutir temas relacionados à violência contra a mulher. Segundo o presidente, ministros homens enfrentam obstáculos ao tratar do assunto em diálogo com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

O presidente mencionou que o tema da violência contra a mulher exige abordagens específicas e destacou a complexidade das discussões internas no governo sobre o assunto. A declaração ocorreu no contexto de uma avaliação sobre a atuação ministerial em pautas sociais.

Ainda durante a fala, Lula comentou o cenário político e as eleições presidenciais previstas para 2026. O presidente afirmou que possíveis adversários ainda não apresentaram propostas novas aos eleitores. Segundo ele, ainda não foram identificadas novidades nos discursos dos nomes que podem disputar o cargo.

Lula não citou adversários específicos, nem detalhou possíveis propostas de campanha. A declaração ocorreu de forma genérica, no contexto de uma avaliação sobre o ambiente político nacional e as perspectivas eleitorais.

As declarações do presidente foram feitas em um momento em que o governo busca avançar em pautas estruturais no Congresso, incluindo propostas de emenda constitucional e projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto.

A PEC da Segurança Pública segue como uma das iniciativas mencionadas pelo presidente como fundamentais para redefinir o papel do governo federal no enfrentamento à criminalidade e na coordenação de políticas públicas relacionadas à área.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Ricardo Stuckert / PR / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Justiça determina pagamento do 13º salário de 2025 aos servidores da Saúde do RN ainda em dezembro

Justiça determina pagamento do 13º salário de 2025 aos servidores da Saúde do RN ainda em dezembro

Decisão obriga governo do RN a pagar gratificação natalina da Sesap até o último dia do mês

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que o Governo do Estado realize o pagamento do 13º salário de 2025 ainda dentro do mês de dezembro aos servidores públicos estaduais vinculados à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A decisão foi proferida na sexta-feira (19) pelo juiz Airton Pinheiro, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal.

A medida atende a uma ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), que ingressou com o pedido judicial após declarações públicas do governo estadual indicarem que a gratificação natalina não seria paga dentro do prazo previsto em lei.

Na decisão, o magistrado concedeu tutela antecipada, determinando que o pagamento do 13º salário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas da Sesap seja efetuado até o último dia de dezembro de 2025. O juiz considerou o caráter alimentar da verba e apontou risco de prejuízo aos servidores caso ocorra atraso no pagamento.

De acordo com o entendimento do juiz Airton Pinheiro, a Constituição do Estado do Rio Grande do Norte estabelece que os vencimentos dos servidores públicos estaduais devem ser pagos até o último dia de cada mês. O texto constitucional estadual também assegura o direito ao 13º salário, nos mesmos termos previstos na Constituição Federal.

“Observa-se que a Constituição Estadual não foi modificada no tocante à data de pagamento dos servidores públicos. Continua, pois, sendo devido o pagamento até o último dia de cada mês”, registrou o magistrado na decisão.

O juiz destacou ainda que, na hipótese de impossibilidade de pagamento dentro do prazo, a legislação prevê a aplicação de correção referente ao período de atraso.

Além da determinação de pagamento, a decisão judicial estabelece a expedição de mandado de notificação pessoal à governadora do estado e ao secretário estadual da Administração e dos Recursos Humanos. O documento alerta para a possibilidade de responsabilização por improbidade administrativa ou penal, além da aplicação de multas, em caso de descumprimento da ordem judicial.

Procurada pela imprensa local, a Secretaria de Administração do Estado informou que a folha de pagamento já está fechada e que aguarda definição da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) quanto à disponibilidade de recursos para autorizar o pagamento do 13º salário.

A Sefaz também foi procurada, mas não se manifestou sobre a decisão judicial nem apresentou cronograma oficial de pagamento até a última atualização desta reportagem.

Outras ações judiciais

Além do Sindsaúde-RN, outros sindicatos que representam servidores estaduais informaram que também ingressaram com ações judiciais com pedidos semelhantes. Entre eles, o Sinsp, que representa servidores da administração direta, e o Senai, ligado a categorias da administração indireta. As entidades anunciaram a abertura dos processos por meio de publicações em redes sociais.

No dia 11 de dezembro, o Governo do Estado divulgou nota informando que o pagamento do 13º salário de 2025 seria realizado, “a exemplo dos anos anteriores”, até o fim de dezembro para parte dos servidores estaduais. Segundo o comunicado, os demais receberiam a gratificação até o dia 10 de janeiro.

O governo estadual não especificou, no entanto, quais categorias de servidores receberiam o pagamento ainda em 2025 e quais teriam o crédito efetuado apenas em 2026.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Repactuação da Arena das Dunas reduz parcela mensal paga pelo RN em mais de 50%

Repactuação da Arena das Dunas reduz parcela mensal paga pelo RN em mais de 50%

Contrato de PPP é ajustado e contraprestação cai de cerca de R$ 11 milhões para R$ 4,5 milhões

A repactuação do contrato de concessão da Arena das Dunas, autorizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) na sessão plenária da última terça-feira (16), deverá reduzir em mais de 50% o valor das parcelas mensais pagas pelo Governo do Estado à concessionária responsável pela administração do estádio. O equipamento foi construído para a Copa do Mundo de 2014, em Natal, no modelo de Parceria Público-Privada (PPP).

Com o novo acordo, a contraprestação mensal, que girava em torno de R$ 11 milhões, passa para cerca de R$ 4,5 milhões, segundo informações da Secretaria de Infraestrutura do Estado (SIN). A redução ocorre a partir do alongamento do prazo de um dos contratos, que tinha vencimento previsto para 2026 e foi prorrogado até 2031, ano final da concessão.

O objetivo da repactuação é adequar o contrato à capacidade financeira do Estado, por meio da reorganização do fluxo de pagamentos ao longo do período restante da concessão. Antes do ajuste, o contrato previa dois prazos distintos, estabelecidos em instrumentos diferentes, com valores que, somados, impactavam o orçamento estadual.

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado, em 2020, apontou que o valor total estimado de repasses do Governo à concessionária até o fim do contrato chegaria a R$ 1.525.706.265,46. Desse montante, R$ 326.686.616,38 correspondem à parcela variável, relacionada à prestação de serviços, operação e manutenção do estádio, enquanto R$ 1.199.019.649,08 referem-se à parcela fixa, ligada à disponibilização da estrutura.

Com a renegociação, os dois prazos contratuais foram unificados até 2031, permitindo o parcelamento dos valores que venceriam até 2026. Essa reorganização viabilizou a redução do valor mensal da contraprestação, mantendo o cronograma de pagamentos até o fim da concessão.

O acordo também incluiu o saque de aproximadamente R$ 33 milhões do Fundo Garantidor da PPP, composto por recursos financeiros e imóveis pertencentes ao Estado. Os valores foram utilizados para abater parte do passivo acumulado com a concessionária, estimado em torno de R$ 100 milhões, valor que passa a ser diluído nas parcelas vincendas.

Além do uso de recursos financeiros, a repactuação promoveu a reestruturação das garantias imobiliárias do contrato. Inicialmente, o Fundo Garantidor era composto por dez imóveis estaduais. Após reavaliação, três áreas foram retiradas da composição, enquanto sete imóveis permanecem como garantia, somando R$ 413,2 milhões em valor estimado.

A repactuação foi construída com base em estudos técnicos e simulações financeiras, envolvendo as secretarias estaduais da Infraestrutura, do Planejamento e da Fazenda, além da concessionária. O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) foi comunicado sobre o novo acordo.

Segundo o Governo do Estado, o ajuste busca assegurar segurança jurídica, reduzir riscos de inadimplência e garantir a continuidade da concessão até o fim do contrato, sem necessidade de novos ajustes no curto prazo.

A concessão administrativa da Arena das Dunas foi firmada em 2010. As obras do estádio tiveram início em 2011, após três tentativas de licitação. O custo da obra superou R$ 423 milhões, em um modelo de PPP com financiamento do BNDES e utilização de bens do Estado como garantias. A concessão vigente tem término previsto para 2031.

Tribunal de Contas do RN seguirá fiscalizando contrato

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) informou que continuará acompanhando e fiscalizando o contrato de concessão da Arena das Dunas, incluindo eventuais ajustes, repactuações ou novos instrumentos que venham a ser formalizados. A manifestação ocorreu após a aprovação, pela Assembleia Legislativa do RN, da autorização para repactuação do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do estádio.

Segundo o órgão de controle externo, o acompanhamento será realizado dentro dos limites de sua competência constitucional, com foco na legalidade dos atos administrativos, na observância dos princípios da administração pública, na sustentabilidade fiscal das medidas adotadas e na proteção do interesse público.

O TCE destacou que já atua no acompanhamento da PPP da Arena das Dunas por meio de auditorias e processos de fiscalização inseridos em seu Plano Anual de Trabalho. Entre os procedimentos mencionados estão os processos de números 1291/2021 e 1292/2021-TC, que analisaram diferentes aspectos da execução contratual.

No decorrer dessas auditorias, o Tribunal avaliou os resultados operacionais da concessão, com atenção à repartição das receitas provenientes de fontes adicionais, à metodologia de cálculo da parcela variável da contraprestação, à atuação do Verificador Independente e à fiscalização exercida pelo poder concedente.

Os trabalhos identificaram achados relevantes, incluindo impropriedades na repartição das receitas adicionais, fragilidades no modelo de avaliação de desempenho da concessionária, ausência de estimativas técnicas de custos para definição da parcela variável e falhas na execução de cláusulas contratuais.

A partir desses apontamentos, o Tribunal expediu recomendações e determinações ao gestor estadual, com o objetivo de promover o saneamento das irregularidades identificadas, o aperfeiçoamento da governança contratual e a preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Também foram instaurados processos específicos para apuração de responsabilidades.

O TCE informou que o acompanhamento da repactuação ocorrerá caso a lei aprovada pela Assembleia Legislativa seja sancionada e produza efeitos jurídicos. O órgão afirmou que a fiscalização seguirá os parâmetros constitucionais e legais aplicáveis às parcerias público-privadas.

A Arena das Dunas opera sob regime de concessão administrativa desde 2010, sendo o Governo do Estado responsável pelos repasses financeiros à concessionária encarregada da gestão, operação e manutenção do estádio. O contrato vigente tem prazo final em 2031.

O Tribunal ressaltou que o controle externo sobre a concessão integra suas atribuições permanentes, exercidas por meio de auditorias técnicas, monitoramentos e análises processuais, independentemente de alterações contratuais ou renegociações financeiras.

Foto: Divulgação/Arena das Dunas

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Prefeitura autoriza reabertura do Mercado da Redinha para período de alta temporada

Prefeitura autoriza reabertura do Mercado da Redinha para período de alta temporada

Sorteio define ocupação dos 33 boxes e retomada começa na próxima semana

O Mercado da Redinha será reaberto para funcionamento durante o período de alta estação a partir da próxima segunda-feira (22). A retomada das atividades ocorre após a assinatura dos termos de autorização de uso dos boxes, realizada na sexta-feira (19) pela Prefeitura de Natal. A permissão concedida aos comerciantes é válida exclusivamente para o período correspondente à alta temporada.

A reabertura do equipamento público acontece após a realização do sorteio dos 33 boxes, ocorrido na terça-feira (16), nas dependências do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) África. O procedimento teve como base um cadastro atualizado dos permissionários, elaborado pela gestão municipal, com o objetivo de organizar a ocupação dos espaços disponíveis no mercado.

De acordo com as informações divulgadas pela Prefeitura, os boxes foram distribuídos conforme o tipo de produto comercializado, buscando garantir a organização do funcionamento interno do mercado durante o período autorizado. A definição levou em consideração os segmentos de atuação dos comerciantes previamente cadastrados, respeitando critérios administrativos estabelecidos para a ocupação temporária.

A autorização de uso dos boxes integra o processo de requalificação do Mercado da Redinha, conduzido pelo poder público municipal. A iniciativa envolve uma série de ações voltadas à reorganização do espaço, à adequação das atividades comerciais e à preparação do mercado para o atendimento ao público durante a alta estação, período marcado por aumento no fluxo de visitantes na região.

Como parte das medidas anunciadas, a Prefeitura de Natal informou a formalização de parcerias institucionais para o funcionamento do mercado durante a temporada. Uma das parcerias envolve a empresa Coca-Cola, que ficará responsável pelo fornecimento de mesas padronizadas e expositores destinados ao uso dos permissionários autorizados. Os itens serão utilizados nos boxes durante o período de funcionamento permitido.

Outra parceria divulgada pela administração municipal é com o Oceanário do Sesc, que promoverá ações educativas no Mercado da Redinha. Segundo a programação informada, essas atividades ocorrerão às sextas-feiras e aos sábados, durante o período de funcionamento do mercado na alta estação. As ações fazem parte de iniciativas voltadas ao público que frequenta o local.

A área destinada ao artesanato no Mercado da Redinha será coordenada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas). A pasta ficará responsável pela organização das atividades relacionadas aos artesãos que atuarão no espaço, conforme a autorização concedida para o período sazonal.

Além da autorização de uso dos boxes e das parcerias institucionais, a Prefeitura informou que segue com ações de capacitação dos comerciantes que atuarão no mercado. Uma dessas iniciativas é o curso “Sabores da Redinha”, realizado no Senac Barreira Roxa. A capacitação tem como foco a qualificação gastronômica e a melhoria do atendimento, atendendo aos permissionários selecionados para o funcionamento durante a alta estação.

O curso integra as ações complementares ao processo de requalificação do Mercado da Redinha e busca preparar os comerciantes para a retomada das atividades no período autorizado. As atividades de capacitação seguem cronograma definido em parceria com as instituições envolvidas.

A Prefeitura de Natal informou que a autorização concedida para uso dos boxes está limitada ao período de alta temporada, não caracterizando permissão permanente de ocupação. O funcionamento do mercado durante esse intervalo está condicionado às regras estabelecidas nos termos assinados pelos permissionários.

Foto: Magnus Nascimento/Secom

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Hermes Câmara recebe convite para posse do novo ministro do Turismo e destaca potencial do turismo esportivo

Hermes Câmara recebe convite para posse do novo ministro do Turismo e destaca potencial do turismo esportivo

O vereador licenciado e atual secretário municipal de Esporte e Lazer de Natal, Hermes Câmara, recebeu convite oficial para participar da posse do novo ministro do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano, marcada para a próxima terça-feira (23), em Brasília.

Hermes ressaltou a satisfação pela lembrança e destacou a importância estratégica do Ministério do Turismo para o desenvolvimento econômico e social do país, especialmente para cidades com forte vocação turística, como Natal. À frente da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o gestor também enfatizou o potencial do turismo esportivo como ferramenta de crescimento, integração e geração de oportunidades.

Durante seu primeiro mandato como vereador, Hermes presidiu a Comissão de Turismo da Câmara Municipal de Natal, período em que atuou na defesa de políticas públicas voltadas à promoção da cidade, à valorização dos atrativos locais e ao fortalecimento do setor. Segundo ele, a integração entre esporte e turismo pode ampliar a capacidade de Natal em sediar competições, eventos e intercâmbios esportivos, movimentando a economia e fortalecendo a imagem da capital potiguar no cenário nacional.

Gustavo Feliciano assume o Ministério do Turismo com a missão de dar continuidade às políticas públicas de fortalecimento do setor. Natural de Campina Grande (PB), o novo ministro é formado em Direito e possui experiência em gestão pública, tendo sido secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba entre 2019 e 2021.

A posse ocorre em um momento estratégico, abrindo espaço para o diálogo entre esporte e turismo como vetores de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande do Norte e para o Brasil.

Foto: Divulgação

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PF apreende R$ 430 mil na casa de Sóstenes Cavalcante em investigação sobre cota parlamentar

PF apreende R$ 430 mil na casa de Sóstenes Cavalcante em investigação sobre cota parlamentar

Deputado é alvo de operação que apura repasses a locadora de veículos

A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) durante uma operação realizada nesta sexta-feira (19). A ação faz parte de uma investigação que apura suspeitas de desvios de recursos da cota parlamentar no âmbito da Câmara dos Deputados.

Sóstenes Cavalcante é líder do Partido Liberal (PL) na Câmara. Segundo a investigação, há suspeita de que o parlamentar tenha realizado repasses financeiros a uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos públicos provenientes da cota parlamentar. Até a última atualização, o deputado não havia se manifestado sobre o caso.

A apreensão ocorreu no endereço onde o parlamentar reside em Brasília, localizado em um flat. De acordo com informações da Polícia Federal, os investigadores encontraram o dinheiro dentro de um armário, armazenado em uma sacola preta, contendo notas de R$ 100. O valor foi contabilizado no local e apreendido sob suspeita de ter origem em desvio de recursos públicos.

A operação desta sexta-feira incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos no curso das investigações. A Polícia Federal não detalhou, até o momento, o total de endereços alvo da ação nem informou se houve outras apreensões além do dinheiro encontrado na residência de Sóstenes Cavalcante.

As apurações indicam que os valores investigados estariam relacionados a pagamentos feitos a uma empresa de locação de veículos, que teria sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos da cota parlamentar. A investigação busca esclarecer se os contratos firmados com a empresa tinham lastro em serviços efetivamente prestados ou se foram utilizados para justificar despesas irregulares.

Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da mesma operação. No endereço de Jordy, no entanto, não foi encontrado dinheiro em espécie, segundo informações divulgadas após o cumprimento da ordem judicial.

Em manifestação publicada em uma rede social, Carlos Jordy afirmou que realizou pagamentos à empresa investigada desde o início de seu mandato, com a finalidade de aluguel de veículos. O parlamentar declarou ainda que considera a operação uma “pesca probatória”, expressão utilizada para criticar investigações que, segundo essa avaliação, buscariam provas sem indícios concretos prévios.

A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o volume total de recursos movimentados nos contratos sob investigação nem especificou o período em que os supostos desvios teriam ocorrido. A corporação também não informou se outros parlamentares ou assessores estão formalmente investigados no mesmo inquérito.

A cota parlamentar é um recurso disponibilizado aos deputados federais para custear despesas relacionadas ao exercício do mandato, como transporte, hospedagem, alimentação, divulgação da atividade parlamentar e locação de veículos. O uso desses recursos está sujeito a regras estabelecidas pela Câmara dos Deputados e à fiscalização dos órgãos de controle.

A investigação segue em andamento e está sob responsabilidade da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público, que deverá avaliar o material apreendido, incluindo o dinheiro recolhido na residência de Sóstenes Cavalcante, documentos e eventuais registros financeiros vinculados aos contratos analisados.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Documentos contestam acusação de agressão contra Brisa Bracchi em Tibau do Sul

Documentos contestam acusação de agressão contra Brisa Bracchi em Tibau do Sul

Vereadora apresenta provas de que estava em Natal no dia citado em boletim de ocorrência

Novos desdobramentos colocaram em questionamento a acusação apresentada pelo vereador Subtenente Eliabe (PL) contra a vereadora Brisa Bracchi (PT), relacionada a uma suposta agressão ocorrida no município de Tibau do Sul, no último dia 5. A denúncia foi apresentada no plenário da Câmara Municipal de Natal e teve como base um boletim de ocorrência registrado sobre o caso.

Com a apresentação de novos documentos por parte da vereadora, a acusação pode agora ser analisada sob outro enfoque. Caso seja comprovado que houve imputação falsa de crime, o parlamentar que sustentou a denúncia poderá ser investigado por denunciação caluniosa, conforme previsto na legislação penal.

Brisa Bracchi apresentou registros que indicam que esteve em Natal durante todo o dia em que teria ocorrido a agressão em Tibau do Sul. Segundo os documentos, a parlamentar participou de sessão na Câmara Municipal pela manhã, esteve em reunião com o secretário municipal de Turismo no período da tarde e realizou abastecimento de veículo em um posto de combustíveis da capital às 14h58, conforme comprovante anexado.

Além disso, a vereadora registrou um boletim de ocorrência contra Raquel de Carvalho Silva, identificada como autora do BO que originou a acusação. Brisa afirma que o vereador Subtenente Eliabe teria incentivado a falsa imputação, sustentando a denúncia apresentada no Legislativo municipal.

Apuração realizada pelo repórter Emerson Medeiros, da rádio Clube FM, aponta que o episódio de agressão em Tibau do Sul de fato ocorreu, mas teria envolvido outras duas mulheres, não a vereadora. Segundo a apuração, uma das envolvidas se chama Alice, e apresentaria semelhança física com Brisa Bracchi, o que pode ter contribuído para a confusão na identificação da suposta agressora.

Ainda de acordo com o levantamento do repórter, a mulher apontada como autora da agressão estaria fora da cidade, mas deve prestar depoimento à Polícia Civil nos próximos dias. A confusão teria começado após provocações feitas por Raquel de Carvalho Silva à mãe da vereadora, que atua na gestão de uma biblioteca social no município.

No plenário da Câmara de Natal, Brisa Bracchi afirmou que a acusação integra um contexto de perseguição política e declarou que adotará medidas legais. Durante sua manifestação, a parlamentar classificou a denúncia como falsa e afirmou que acionará judicialmente o vereador Subtenente Eliabe.

Caso fique comprovado que o vereador atuou para sustentar a acusação sem respaldo em provas, o caso pode resultar em apuração por denunciação caluniosa ou falsa comunicação de crime, conforme a legislação vigente. O caso segue sob análise das autoridades competentes.

Foto: Francisco de Assis/Câmara de Natal

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Câmara oficializa cassação de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

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Perda dos mandatos foi formalizada em atos administrativos

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar os mandatos dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Os atos que determinam a perda dos mandatos foram publicados nesta quinta-feira (18) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados.

As decisões administrativas foram assinadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelos integrantes da Mesa Diretora. Também subscreveram os atos o primeiro e o segundo vice-presidentes, Altineu Côrtes (PL-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA), além dos secretários Carlos Veras (PT-PE), Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Sergio Souza (MDB-PR).

A cassação dos mandatos ocorreu por fundamentos distintos em cada caso, conforme detalhado nos atos publicados pela Casa Legislativa.

Cassação de Eduardo Bolsonaro

No caso do deputado Eduardo Bolsonaro, a Mesa Diretora declarou a perda do mandato com base no número de faltas às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. De acordo com a Constituição Federal, o parlamentar perde o mandato quando deixa de comparecer a um terço das sessões, salvo justificativa aceita pelo plenário.

Conforme os registros administrativos da Câmara, Eduardo Bolsonaro deixou de comparecer a um número de sessões superior ao limite constitucional. Em março, o deputado solicitou licença do mandato parlamentar após deixar o país e se deslocar para os Estados Unidos. A licença teve vigência até o dia 21 de julho.

Após o término da licença, o parlamentar não retornou ao Brasil e passou a acumular faltas não justificadas nas sessões da Câmara dos Deputados. A ausência prolongada resultou no enquadramento da situação nas regras constitucionais que tratam da perda de mandato por faltas.

Ainda no segundo semestre, a Presidência da Câmara rejeitou indicação de Eduardo Bolsonaro para exercer a liderança da minoria, sob o argumento de que não seria possível o exercício de funções parlamentares estando o deputado fora do território nacional.

Além da questão administrativa relacionada às ausências, Eduardo Bolsonaro figura como réu em ação no Supremo Tribunal Federal. O processo trata de acusações relacionadas à promoção de sanções internacionais contra o Brasil, no contexto de investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cassação de Alexandre Ramagem

No caso do deputado Alexandre Ramagem, a cassação do mandato decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal. A Corte definiu a perda do mandato parlamentar após julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão.

Alexandre Ramagem ocupou o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a condenação, o parlamentar passou a ser considerado foragido, estando em Miami, nos Estados Unidos.

Desde o mês de setembro, Ramagem vinha apresentando atestados médicos à Câmara dos Deputados como forma de justificar sua ausência nas sessões. Posteriormente, foi identificada sua saída do país.

A Câmara informou que não foi comunicada oficialmente sobre o afastamento do parlamentar do território nacional e que não houve autorização para missão oficial no exterior. A ausência de comunicação formal e a decisão do STF embasaram o ato da Mesa Diretora que declarou a perda do mandato.

Repercussões no Congresso Nacional

A decisão da Mesa Diretora gerou manifestações de lideranças partidárias na Câmara dos Deputados. O líder do Partido Liberal (PL) informou ter sido comunicado pela Presidência da Casa sobre a cassação dos mandatos e registrou posição contrária à medida, apontando entendimento de que a decisão não passou pelo plenário.

Por outro lado, a liderança da federação formada por PT, PCdoB e PV manifestou concordância com os atos administrativos, destacando que as decisões seguem dispositivos constitucionais relacionados à perda de mandato por condenação criminal definitiva e por ausência reiterada às atividades parlamentares.

Segundo o posicionamento da federação, os casos se enquadram nas hipóteses previstas no artigo 55 da Constituição Federal, que trata da perda de mandato parlamentar, cabendo à Mesa Diretora apenas declarar a vacância nos termos legais.

As cassações de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem passam a produzir efeitos a partir da publicação dos atos no Diário da Câmara dos Deputados, conforme os procedimentos regimentais da Casa.

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados / Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Com informações da Agência Brasil

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