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Receita Federal paga segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2025

Receita Federal paga segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2025

Mais de 6,5 milhões de contribuintes receberão R$ 11 bilhões, maior valor da história

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (30.jun.2025) o pagamento do segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física de 2025. De acordo com o órgão, este é o maior lote da história tanto em número de contribuintes quanto em valor total pago.

Serão contemplados 6.545.322 contribuintes, com o valor total de R$ 11 bilhões. Além das declarações do exercício de 2025, o lote inclui restituições residuais de anos anteriores.

Segundo a Receita Federal, todos os pagamentos deste lote serão destinados a contribuintes com prioridade no reembolso.

Distribuição das restituições

As restituições deste segundo lote foram organizadas da seguinte forma:

  • 4.764.634 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber via Pix;
  • 1.044.585 contribuintes com idade entre 60 e 79 anos;
  • 496.650 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 148.090 contribuintes com idade acima de 80 anos;
  • 91.363 contribuintes com deficiência física ou mental ou com doença grave.

A Receita Federal informou que neste lote não haverá pagamentos para contribuintes sem prioridade.

Uma mudança implementada neste ano garante prioridade a quem utilizou conjuntamente a declaração pré-preenchida e o Pix para o recebimento.

Consulta ao pagamento

Desde o dia 23 de junho, os contribuintes podem consultar se estão incluídos no lote. O serviço está disponível no site da Receita Federal.

Para consultar, é necessário acessar a página “Meu Imposto de Renda” e clicar em “Consultar a Restituição”. O serviço também está acessível no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Formas de pagamento

Os valores serão depositados na conta bancária informada na declaração ou na chave Pix do tipo CPF indicada pelo contribuinte.

Caso o valor não seja creditado na conta informada, por exemplo, se ela tiver sido desativada, os recursos ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

O contribuinte poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome utilizando o Portal BB ou por meio da Central de Relacionamento do Banco do Brasil, pelos seguintes telefones:

  • 4004-0001 (capitais)
  • 0800-729-0001 (demais localidades)
  • 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos)

Pendências e malha fina

Para os contribuintes que não estão neste lote, a Receita orienta a consulta ao extrato da declaração no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC).

Caso identifiquem pendências, é possível enviar uma declaração retificadora e aguardar os lotes seguintes.

O e-CAC permite o acompanhamento da situação da declaração e a verificação de eventuais pendências ou retenções em malha fiscal.

Resgate de valores não creditados

Se o contribuinte não resgatar o valor em até um ano após a disponibilização no Banco do Brasil, será necessário solicitar o resgate por meio do Portal e-CAC.

Nesse caso, o procedimento é feito acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicando em “Meu Imposto de Renda” e selecionando o campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Calendário de restituições

O segundo lote é o segundo de um total de cinco previstos para o exercício de 2025. As datas seguintes atenderão aos contribuintes não contemplados nos primeiros lotes ou aqueles que regularizarem pendências via declaração retificadora.

A Receita Federal não divulgou o valor ou o número de contribuintes estimados para os próximos lotes até o fechamento desta matéria.

O cronograma de pagamento completo está disponível no portal oficial da Receita Federal.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Manifestação “Justiça Já” reúne cerca de 12 mil na Avenida Paulista

Manifestação “Justiça Já” reúne cerca de 12 mil na Avenida Paulista

Ato convocado por Jair Bolsonaro e Silas Malafaia tem público estimado em 12,4 mil pessoas; levantamento foi feito por inteligência artificial

A manifestação denominada “Justiça Já”, realizada neste domingo, 29, na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu aproximadamente 12,4 mil pessoas no pico do evento, conforme levantamento do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e da ONG More in Common. A estimativa inclui margem de erro de 1,5 mil pessoas para mais ou para menos.

O monitoramento utilizou o método P2PNet (Point to Point Network), desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Chequião, na China, em parceria com a empresa Tencent. A contagem foi baseada na análise de 34 imagens aéreas obtidas ao longo da manifestação. Para o cálculo oficial, cinco imagens captadas por drone foram selecionadas para contagem detalhada, abrangendo dois pontos principais de concentração na Avenida Paulista.

Segundo os organizadores, o ato teve como pauta a cobrança por “Justiça Já” em processos que envolvem apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento foi convocado por Bolsonaro e pelo pastor Silas Malafaia, mobilizando lideranças políticas ligadas ao Partido Liberal (PL) e aliados regionais.

Comparação com ato anterior

O mesmo grupo de monitoramento realizou estimativa em outro ato realizado em 6 de abril, também na Avenida Paulista, quando contabilizou cerca de 44,9 mil pessoas. Naquela ocasião, a pauta central era a defesa da anistia para investigados e condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

O recorte comparativo busca contextualizar a variação de público em atos convocados por apoiadores do ex-presidente, evidenciando mudanças no poder de mobilização em eventos de rua.

Declarações de Jair Bolsonaro

Durante o ato deste domingo, Jair Bolsonaro afirmou que uma eventual maioria no Congresso Nacional em 2026 poderá influenciar diretamente os rumos do país. Ele destacou a necessidade de eleger aliados ao Legislativo federal para aprovar projetos e mudanças estratégicas.

“Inclusive, não interessa onde eu esteja, aqui ou no além. Quem estiver na liderança vai mandar mais que o presidente da República”, declarou Bolsonaro ao público presente.

Bolsonaro está inelegível até 2030 após decisão da Justiça Eleitoral. A estratégia do ex-presidente tem sido direcionada para fortalecer bancadas de parlamentares alinhados a suas pautas, incluindo temas como pedidos de anistia para envolvidos em atos antidemocráticos e propostas para a cassação de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Presenças políticas no ato

O ato deste domingo contou com a participação de diversos governadores aliados. Entre eles, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro.

Também estiveram presentes lideranças do Partido Liberal, legenda de Bolsonaro, como o presidente nacional Valdemar Costa Neto, além dos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Coronel Zucco (PL-RS).

Organização e segurança

As imagens aéreas para o levantamento foram feitas em parceria com equipes que operaram drones sobre os dois pontos de maior concentração do público na Avenida Paulista. A escolha das cinco imagens finais para contagem considerou maior nitidez e alcance de visão dos aglomerados.

O método P2PNet permite análise de pontos de densidade em aglomerações, buscando oferecer estimativas com precisão estatística. A margem de erro declarada de 1,5 mil pessoas para mais ou para menos se refere a variações possíveis decorrentes de sobreposição de áreas, ângulos de captação e resolução das imagens.

A Polícia Militar de São Paulo não divulgou estimativa oficial de público até o momento desta publicação. O evento transcorreu sem registros de confrontos ou incidentes graves, segundo informações preliminares dos órgãos de segurança.

Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil

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TCU suspende licitação de R$ 50 milhões do governo Fátima para aluguel de Chromebooks no RN

TCU suspende licitação de R$ 50 milhões do governo Fátima para aluguel de Chromebooks no RN

Tribunal aponta sobrepreço de R$ 4,6 milhões em contrato da gestão Fátima Bezerra; Governo do RN contesta e aguarda decisão final

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão de uma licitação de aproximadamente R$ 50 milhões do Governo do Rio Grande do Norte destinada à locação de 21 mil Chromebooks para a rede estadual de ensino. As informações foram publicadas pela coluna Radar, da revista Veja.

O contrato previa o aluguel dos equipamentos por três anos, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A medida cautelar foi aprovada pelo TCU após representação apresentada por uma das empresas participantes do certame.

Segundo o TCU, a análise preliminar identificou um possível sobrepreço de R$ 4,6 milhões no processo licitatório. Na decisão, o tribunal destacou que “foram noticiadas falhas na fase de habilitação que parecem ter causado a inabilitação indevida da proponente de menor preço”.

Sobre a decisão do TCU

O processo está registrado sob o número TC 008.089/2025-6. A suspensão do Pregão Eletrônico nº 90003/2025 foi determinada em caráter cautelar, até a análise definitiva das supostas irregularidades.

A decisão teve como base denúncias de uma das empresas participantes, que não venceu a licitação. Segundo o TCU, os indícios apontam falhas na habilitação que teriam excluído a proposta de menor valor apresentada no certame.

O objetivo da contratação era disponibilizar os 21 mil Chromebooks para uso pedagógico nas escolas estaduais, como parte das ações para inclusão digital e apoio à aprendizagem.

Nota do Governo do Estado

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte (SEEC) informou que prestou todos os esclarecimentos solicitados pelo TCU. Em nota oficial, a secretaria afirmou que a denúncia que motivou a representação foi feita por uma empresa desclassificada por não atender às especificações técnicas mínimas previstas no edital.

De acordo com a SEEC, a empresa responsável pela proposta de menor valor, identificada como Altbit, foi inabilitada por não apresentar, dentro do prazo, a documentação exigida para comprovar capacidade técnica.

Por outro lado, a empresa vencedora, Repremig, teria sido habilitada por atender integralmente às exigências do edital e do Termo de Referência, ofertando equipamentos com desempenho superior, certificações reconhecidas e suporte técnico nacional com garantia on-site de 36 meses.

Contrato em execução

A SEEC afirmou que o contrato estava em execução regular até o momento da suspensão cautelar. Segundo a nota, 1.707 equipamentos já haviam sido entregues e estavam em uso em mais de 50 escolas da rede estadual.

A secretaria também destacou que a interrupção das entregas impacta diretamente ações consideradas estratégicas para recomposição da aprendizagem, inclusão digital e uso pedagógico de tecnologias educacionais.

Posição da SEEC

Em sua nota oficial, a Secretaria de Educação reiterou o compromisso com a legalidade, a transparência e a boa gestão dos recursos públicos. A SEEC declarou aguardar a decisão definitiva do TCU, afirmando ter convicção de que todas as etapas do processo licitatório foram conduzidas com responsabilidade, isonomia e foco no interesse público.

A pasta reforçou que apresentou todos os documentos e justificativas exigidas para a análise do tribunal, defendendo a regularidade do pregão eletrônico.

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado / Pillar Pedreiras/Agência Senado / Ivan Radic/VisualHunt.com

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Palmeiras vence Botafogo e avança às quartas da Copa do Mundo de Clubes

Palmeiras vence Botafogo e avança às quartas da Copa do Mundo de Clubes

Paulinho decide na prorrogação e Verdão aguarda vencedor de Benfica x Chelsea

O Palmeiras derrotou o Botafogo por 1 a 0 neste sábado (28.jun.2025), na Filadélfia, e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. O gol da vitória foi marcado por Paulinho, no primeiro tempo da prorrogação. Com o resultado, o Verdão aguarda o vencedor do confronto entre Benfica e Chelsea, que se enfrentam ainda neste sábado, para conhecer seu adversário nas quartas, marcadas para sexta-feira (4.jul), também na Filadélfia.

Escalações e proposta de jogo

O técnico do Botafogo, Renato Paiva, optou por uma formação com três volantes, priorizando a marcação. Já Abel Ferreira, do Palmeiras, escalou uma linha ofensiva com os jovens Estêvão, Allan e Vitor Roque. O Palmeiras assumiu a posse de bola desde o início, rondando o gol de John.

No primeiro tempo, a equipe paulista teve uma finalização perigosa nos acréscimos, quando Richard Rios arriscou de fora da área, mas a bola desviou na zaga e passou por cima do gol. O Botafogo pouco ameaçou a meta defendida por Weverton.

Segundo tempo sem mudanças

Na segunda etapa, o cenário continuou o mesmo. O Palmeiras manteve a posse e buscou jogadas ofensivas. Estêvão chutou de fora da área, obrigando John a defender para escanteio. Em outra oportunidade, Mauricio cabeceou à queima-roupa e o goleiro botafoguense conseguiu evitar o gol com uma defesa difícil.

Apesar das tentativas do Palmeiras, o tempo regulamentar terminou sem gols e a decisão foi para a prorrogação.

Gol decisivo na prorrogação

As duas equipes já haviam esgotado as cinco substituições logo no início da prorrogação. O Palmeiras continuou pressionando e exigindo boas defesas de John. Aos 10 minutos, Paulinho marcou o gol da classificação.

O atacante, que entrou no segundo tempo no lugar de Vitor Roque, recebeu pela direita, passou pela marcação de Marlon Freitas e finalizou de perna esquerda. A bola ainda desviou levemente no zagueiro Alexander Barboza antes de entrar no canto direito do goleiro John. Paulinho deixou o jogo pouco depois do gol, atuando cerca de 40 minutos, em razão de dores decorrentes de recuperação de cirurgia na canela.

Pressão do Botafogo no fim

Na segunda etapa da prorrogação, o Botafogo avançou para o ataque em busca do empate. Joaquin Correa fez jogada individual, driblou defensores e cruzou rasteiro, mas não encontrou companheiros para finalizar. Vitinho chegou a chutar para a rede pelo lado de fora após bola levantada na área. Artur também levou perigo em chute de longa distância.

O Palmeiras teve o zagueiro Gustavo Gómez expulso após receber o segundo cartão amarelo. Com um jogador a menos, a equipe paulista recuou ainda mais e enfrentou pressão com cruzamentos e escanteios. Em uma dessas jogadas, Igor Jesus finalizou sem força e Weverton segurou a bola.

Classificação e próximo jogo

Após mais de 20 minutos de segundo tempo da prorrogação, o árbitro encerrou a partida com vitória do Palmeiras por 1 a 0. Com o triunfo, o time paulista se tornou o primeiro brasileiro classificado às quartas de final da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da Fifa.

O próximo compromisso do Palmeiras será na sexta-feira (4), novamente na Filadélfia, contra o vencedor do duelo entre Benfica e Chelsea.

oto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

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Crise entre governo e Congresso se intensifica após derrubada do aumento do IOF

Crise entre governo e Congresso se intensifica após derrubada do aumento do IOF

Divisões internas e articulações políticas marcam reação do Planalto ao revés no Legislativo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta tensão política após a derrubada, pelo Congresso, do projeto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A votação ocorreu na noite de quarta-feira (25.jun.2025) e gerou reações no Planalto, que avalia estratégias para contestar a decisão e administrar as divisões internas.

Divergência sobre reação no STF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendem que a Advocacia-Geral da União (AGU) ingresse com ação no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando inconstitucionalidade no projeto de decreto legislativo aprovado.

Por outro lado, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, é contra a judicialização, argumentando que isso poderia ser visto como uma declaração de conflito direto com o Congresso e resultar em novas derrotas legislativas para o governo.

Articulação no Congresso

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi o articulador para levar o projeto ao plenário. Ele acertou a estratégia com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que anunciou a votação nas redes sociais na noite de terça-feira (24.jun), pegando o Planalto de surpresa.

A movimentação ocorre em meio a um embate entre Alcolumbre e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Alcolumbre defende a saída de Silveira do cargo, mas Lula resiste a demiti-lo.

Tensão entre Haddad e líderes da Câmara

O episódio também elevou o tom entre Haddad e líderes da Câmara. Hugo Motta expressou descontentamento com o ministro da Fazenda em reuniões reservadas e interpretou como provocação um elogio feito por Haddad ao deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara.

Haddad tentou minimizar o mal-estar e chegou a telefonar para Motta, sem sucesso.

Questão da energia elétrica

A crise inclui debate sobre aumento na conta de luz. A elevação de custos está ligada à inclusão de dispositivos estranhos à proposta original — os chamados “jabutis” — em um projeto sobre eólicas offshore.

A Frente Nacional de Consumidores de Energia estima um impacto de R$ 197 bilhões até 2050 e alta de 3,5% nas tarifas. Lula vetou os dispositivos, mas o Congresso os reinseriu, com apoio de parte da base aliada.

Para mitigar o aumento, o governo decidiu enviar uma Medida Provisória ao Congresso. Alcolumbre atribui essa medida a uma articulação entre Silveira e Rui Costa.

Disputa por agências reguladoras

Outro ponto de atrito é a distribuição de cargos em agências reguladoras. A disputa envolve indicações para diretorias da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Emendas parlamentares

A relação entre o Planalto e o Congresso também está abalada pela liberação das emendas parlamentares. Deputados e senadores afirmam que o governo tem represado o pagamento desses recursos.

Gleisi Hoffmann nega retenções deliberadas e divulgou dados para mostrar que a execução orçamentária está mais adiantada que em anos anteriores.

Na sexta-feira (27jun), o ministro do STF Flávio Dino conduziu audiência pública sobre emendas impositivas. Alcolumbre e Motta enviaram representantes em vez de comparecerem pessoalmente. Dino relata uma ação direta de inconstitucionalidade sobre o tema.

Impacto fiscal

Haddad alertou que, sem os R$ 10 bilhões previstos com o aumento do IOF, será necessário fazer novos contingenciamentos, incluindo bloqueio de emendas.

O líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL), declarou que o problema não é o contingenciamento em si, mas a postura reativa do governo.

Movimentos para 2026

Em meio à crise, Lula e ministros divulgaram nas redes sociais uma campanha defendendo a tentativa frustrada de aumento do IOF como instrumento de justiça tributária.

Partidos do Centrão — PP, Republicanos e União Brasil — buscam construir uma candidatura de oposição para 2026. Com Jair Bolsonaro inelegível, Tarcísio de Freitas é um dos nomes cogitados.

Reações de líderes partidários

Para o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o revés imposto ao governo foi resultado de um conjunto de fatores e da aproximação do calendário eleitoral.

O Senado também aprovou na quarta-feira (25) o aumento do número de deputados federais de 513 para 531, decisão que terá impacto nas assembleias legislativas estaduais.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil / Jose Cruz/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Conta de luz seguirá com bandeira vermelha patamar 1 em julho

Conta de luz seguirá com bandeira vermelha patamar 1 em julho

Aneel mantém cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária para o mês de julho permanecerá vermelha patamar 1, mesma sinalização aplicada em junho. Com essa definição, as contas de energia elétrica seguirão com a cobrança adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A decisão da Aneel foi comunicada por meio de nota oficial. Segundo a agência reguladora, o motivo para a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 é o cenário de chuvas abaixo da média em diversas regiões do país. Esse fator influencia diretamente a capacidade de geração das usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de energia elétrica no Brasil.

A Aneel explicou que, com o nível reduzido de chuvas, a geração de energia por hidrelétricas se torna mais limitada, o que obriga o Sistema Interligado Nacional (SIN) a acionar usinas termelétricas, que possuem custos mais elevados de operação. “Esse quadro tende a elevar os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais onerosas para geração, como as usinas termelétricas”, destacou a Agência em nota.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015. Seu objetivo é sinalizar aos consumidores, de forma clara, as variações nos custos variáveis de geração de energia elétrica. As bandeiras são definidas de acordo com as condições de geração no Sistema Interligado Nacional, refletindo o custo de produzir a energia que chega às residências, comércios e indústrias em todo o país.

As bandeiras tarifárias são divididas em cores e patamares, que indicam o valor do acréscimo aplicado a cada 100 kWh consumidos. Quando a bandeira é verde, não há nenhum acréscimo na conta de luz. Já as bandeiras amarela e vermelha indicam custos adicionais por conta de condições menos favoráveis para geração.

No caso da bandeira vermelha patamar 1, o valor do adicional é de R$ 4,46 para cada 100 kWh. A Aneel reforçou que o uso da bandeira vermelha busca cobrir os custos extras associados ao acionamento de termelétricas, que são necessárias quando a geração hidrelétrica não atende à demanda do sistema.

Em nota oficial, a Aneel também fez um alerta para a importância da economia no uso da energia elétrica em períodos com bandeira tarifária mais alta. “Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 1, a Aneel reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, informou a agência.

A metodologia das bandeiras tarifárias foi instituída para dar maior previsibilidade e transparência ao consumidor sobre as condições de geração de energia e os custos que impactam diretamente na conta de luz. Por meio das sinalizações mensais, o consumidor consegue ter informações sobre o momento do setor elétrico e pode se planejar para reduzir o consumo em momentos mais críticos.

Segundo a Aneel, o monitoramento constante das condições hidrológicas e do despacho de termelétricas é o que determina a definição mensal das bandeiras. Caso as chuvas retornem em volume suficiente para elevar o nível dos reservatórios das hidrelétricas, poderá haver alteração na cor ou no patamar da bandeira nos meses seguintes.

Para o mês de julho, porém, a agência confirmou que não houve melhora suficiente no cenário para permitir a redução de custos de geração. Por isso, as distribuidoras de energia elétrica em todo o país seguirão aplicando o adicional da bandeira vermelha patamar 1 nas contas de luz dos consumidores residenciais e empresariais.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Nova lei permite uso de multas de trânsito para custear habilitação de baixa renda

Nova lei permite uso de multas de trânsito para custear habilitação de baixa renda

Norma sancionada prevê também transferência de veículos com assinatura eletrônica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (27.jun.2025) o projeto de lei que permite a aplicação de recursos arrecadados com multas de trânsito para custear a habilitação de condutores de baixa renda. A norma também define regras para a transferência de propriedade de veículos por meio eletrônico.

A lei, já em vigor, beneficia pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Até agora, a legislação de trânsito determinava que os valores arrecadados com multas fossem aplicados exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, engenharia de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

Com a mudança, passa a ser possível usar parte dessa arrecadação para cobrir taxas e demais despesas relativas ao processo de formação de condutores e de obtenção do documento de habilitação para candidatos de baixa renda. O objetivo da medida é permitir que pessoas incluídas no CadÚnico tenham acesso ao processo de habilitação sem arcar com custos que antes podiam inviabilizar o acesso ao documento.

O projeto de lei é de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE) e foi aprovado no Congresso Nacional no final de maio. Segundo o texto aprovado, o uso dos recursos de multas para essa finalidade será adicional aos usos já previstos em lei.

O texto publicado no Diário Oficial da União especifica que a receita arrecadada com a cobrança de multas de trânsito deve ser aplicada em sinalização, engenharia de tráfego, engenharia de campo, policiamento, fiscalização, renovação de frota circulante, educação de trânsito e no custeio do processo de habilitação de condutores de baixa renda.

No caso do custeio para os beneficiários do CadÚnico, estão incluídas as taxas e demais despesas relativas à formação e à concessão do documento de habilitação. O Cadastro Único é o sistema usado pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e permitir o acesso a programas sociais.

O deputado José Guimarães destacou no Congresso que o alto custo para obtenção da carteira de motorista era um obstáculo para pessoas de baixa renda que desejavam trabalhar em atividades como entregas ou transporte de passageiros. Para muitas pessoas, a habilitação representa uma oportunidade de inclusão no mercado de trabalho.

Transferência de veículos e vistoria por meio eletrônico

A nova lei sancionada também estabelece regras para a transferência de propriedade de veículos por meio eletrônico. De acordo com o texto, o contrato de compra e venda deve conter assinaturas eletrônicas qualificadas ou avançadas.

A vistoria de transferência poderá ser realizada em formato eletrônico conforme critérios definidos pelos órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal. Essa regulamentação permitirá a modernização do processo de transferência de veículos e facilitará o procedimento para compradores e vendedores em todo o país.

O contrato de compra e venda de veículo em meio digital, assinado eletronicamente pelas partes, terá validade em todo o território nacional. Os órgãos de trânsito dos estados e do Distrito Federal deverão aceitar esses contratos digitais, desde que estejam devidamente assinados por comprador e vendedor perante o órgão de trânsito da União.

Segundo o Palácio do Planalto, a mudança busca garantir mais segurança jurídica e agilidade para os processos de compra e venda de veículos, além de reduzir a necessidade de atendimento presencial em postos de atendimento dos departamentos estaduais de trânsito.

A implementação das assinaturas eletrônicas para contratos de transferência e das vistorias em formato eletrônico ficará sob responsabilidade dos órgãos executivos de trânsito de cada estado e do Distrito Federal, que definirão os critérios técnicos e operacionais para viabilizar o serviço.

Foto: Andre Borges/Agência Brasília

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Operação Sisamnes: PF cumpre mandados contra prefeito de Palmas por suposto vazamento de decisões do STJ

Operação Sisamnes: PF cumpre mandados contra prefeito de Palmas por suposto vazamento de decisões do STJ

Ação investiga esquema de venda de informações sigilosas com autorização do STF; seis mandados são cumpridos

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (27.jun.2025) mais uma fase da Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de vazamento e venda de decisões judiciais do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e de outros tribunais. Entre os alvos está o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, para quem foi expedido mandado de prisão preventiva.

Segundo a PF, estão sendo cumpridos seis mandados no total. Além do prefeito, um advogado e um policial também são alvos de prisão. Há ainda três mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares autorizadas pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a Polícia Federal informou que as investigações indicam que a “organização criminosa é responsável pelo vazamento sistemático de informações sigilosas, oriundas de investigações em curso no Superior Tribunal de Justiça, com impacto direto sobre operações da Polícia Federal”. Os supostos vazamentos teriam prejudicado apurações contra juízes e advogados no Tocantins.

As investigações apontam indícios de que as informações confidenciais eram acessadas antecipadamente, articuladas e repassadas a investigados, com envolvimento de agentes públicos, advogados e operadores externos. A PF afirmou ainda que o grupo é suspeito de utilizar esses dados sensíveis para proteger aliados, frustrar ações policiais e construir redes de influência.

Em maio, durante uma fase anterior da Operação Sisamnes, a Polícia Federal já havia pedido a prisão preventiva de Eduardo Siqueira Campos. Na ocasião, o pedido foi negado pelo ministro Cristiano Zanin, que autorizou apenas buscas em endereços ligados ao prefeito, incluindo a sede da Prefeitura de Palmas e sua residência particular. Durante essas diligências, o telefone celular do prefeito foi apreendido.

Na mesma época, o prefeito de Palmas concedeu entrevista negando envolvimento com vazamento de informações sigilosas. “Eu só sei o que dizem por aí. Eu não tenho nenhuma informação privilegiada. Estou aqui para responder em relação a suposto vazamento de informação perante o STJ. Eu não tenho fonte no STJ, não é meu papel”, declarou Campos em maio.

A Agência Brasil informou que tenta contato com a defesa do prefeito para obter posicionamento sobre a nova fase da operação e sobre o mandado de prisão preventiva expedido nesta sexta-feira.

A Operação Sisamnes teve origem em uma investigação sobre o assassinato de um advogado no estado do Mato Grosso. Durante a apuração do crime, os policiais federais analisaram o celular da vítima e encontraram indícios de venda de sentenças judiciais envolvendo diferentes tribunais, inclusive o STJ. Essa descoberta abriu várias frentes de investigação.

Em fases anteriores da operação, diligências atingiram servidores do STJ. Em nota pública, o tribunal afirmou que os ministros da Corte não tinham conhecimento de qualquer eventual irregularidade cometida por integrantes de seus gabinetes.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo das investigações é desarticular a organização criminosa e impedir a continuidade do vazamento de informações sigilosas que impactam diretamente operações policiais em curso. A corporação declarou que os mandados cumpridos nesta sexta-feira são parte das medidas autorizadas pelo STF para aprofundar as apurações sobre o suposto esquema.

As diligências realizadas incluem buscas em endereços residenciais e profissionais dos investigados, além da prisão preventiva dos três principais alvos apontados nesta fase da operação. As investigações seguem em andamento com a análise de documentos e materiais apreendidos.

Foto: Edu Fortes / Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Justiça determina internação de adolescente que matou pais e irmão em Itaperuna

Justiça determina internação de adolescente que matou pais e irmão em Itaperuna

Jovem de 14 anos ficará 45 dias em internação provisória no Degase após confessar crime

A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quinta-feira (26.jun.2025), a internação provisória de um adolescente de 14 anos acusado de matar os pais e o irmão de 3 anos em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. A decisão prevê medida socioeducativa de 45 dias no Departamento Geral de Ações Socioeducativas do Governo do Estado (Degase). Até o momento, ele não possui advogado constituído.

Captura e confissão

O adolescente foi capturado na quarta-feira (25.jun), após confessar os assassinatos. Segundo informações da polícia, o crime ocorreu no sábado (21.jun). De acordo com os investigadores, o adolescente teria matado os pais e o irmão enquanto dormiam, motivado pela proibição dos pais a uma viagem para outro estado para encontrar uma garota com quem mantinha um relacionamento virtual desde os 8 anos.

Dinâmica do crime

Os relatos policiais indicam que o adolescente esperou os pais dormirem para pegar a arma do pai, escondida debaixo da cama, e efetuar os disparos. Conforme o depoimento, ele atirou na cabeça do pai, depois na mãe e, por último, no pescoço do irmão de 3 anos. Os três dormiam no mesmo quarto por causa do ar-condicionado.

Após os disparos, o jovem arrastou os corpos para a cisterna da casa com o objetivo de ocultar os cadáveres. Ainda de acordo com a investigação, ele teria utilizado produtos químicos no chão para tentar limpar vestígios. Não há indícios de que ele tenha pesquisado previamente como cometer os assassinatos.

Descoberta dos corpos

Na terça-feira (24.jun.2025), a avó do adolescente o acompanhou até a delegacia para registrar o desaparecimento das vítimas. Na manhã de quarta (25.jun), perícia realizada na casa identificou manchas de sangue em colchões e roupas, além de pontos queimados. Durante as diligências, um forte odor levou os policiais até o local onde os corpos estavam escondidos.

O adolescente foi então conduzido à delegacia, onde confessou os crimes. Segundo o delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 143ª DP, ele também relatou o crime a um tio, que foi ouvido e confirmou a confissão.

Investigações e hipóteses

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga duas hipóteses para o crime: o impedimento dos pais à viagem para encontrar a namorada virtual e possível motivação financeira. Durante as investigações, foram encontrados indícios de que o menor pesquisava na internet formas de falsificar autorização de viagem interestadual para companhias de transporte.

Também foram localizadas buscas sobre como sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de pessoas falecidas. O pai do adolescente possuía cerca de R$ 33 mil no fundo.

Arma utilizada

A arma usada no crime era registrada no nome do pai, que tinha permissão como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). O revólver foi localizado na casa da avó do adolescente.

Possível envolvimento de terceira pessoa

As autoridades investigam se a namorada virtual, uma adolescente de 15 anos que mora no Mato Grosso, teve influência no crime. Ela foi localizada e identificada na quinta-feira (26), sendo levada para a delegacia de Água Boa (MT).

O delegado explicou que, se for comprovado que ela teve alguma participação, mesmo virtualmente, poderá responder pelos atos conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A investigação busca apurar se houve indução, instigação ou qualquer incentivo à prática do crime.

Medida socioeducativa

O menor foi encaminhado ao Degase para cumprir internação provisória de 45 dias, conforme decisão judicial. Durante esse período, o caso continuará a ser investigado, com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias e eventuais responsabilidades adicionais.

Segundo a Polícia Civil, o adolescente deve responder por ato infracional análogo a triplo homicídio e ocultação de cadáver.

Foto: Reprodução

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Com mais de 8 mil colaboradores LGBTQIA+, Arcos Dorados mostra que inclusão é parte da cultura corporativa

Com mais de 8 mil colaboradores LGBTQIA+, Arcos Dorados mostra que inclusão é parte da cultura corporativa

Empresa reforça seu compromisso com um ambiente seguro, respeitoso e iniciativas pioneiras para pessoas LGBTQIA+ no Brasil

Em celebração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, a Arcos Dorados — empresa responsável pela operação do McDonald’s no Brasil e em 19 países da América Latina e Caribe — reafirma seu compromisso com a promoção da diversidade, da inclusão e do respeito no ambiente de trabalho.

A companhia, que conta com mais de 8 mil colaboradores declarados LGBTQIA+ (21% de seu quadro de funcionários, sete pontos percentuais a mais do que a média brasileira, conforme dados da Pesquisa Ipsos 2024), investe continuamente em iniciativas que impulsionam a inclusão e geram um ambiente de trabalho cada vez mais seguro e respeitoso para todas as pessoas. Ainda, são mais de 900 pessoas trans e, em relação ao total de posições de liderança da companhia, 15% são ocupadas por pessoas da comunidade LGBTQIA+.

A Arcos Dorados tem a inclusão como um de seus princípios e está comprometida em oferecer uma experiência positiva, livre de discriminação e violência. Segundo um levantamento da Travessia — consultoria especializada em Diversidade, Equidade e Inclusão, 53% dos profissionais entrevistados disseram conhecer alguém que já sofreu preconceito no ambiente de trabalho, e 24% relataram ter vivido essa discriminação diretamente, por conta de sua identidade, expressão de gênero ou orientação sexual.

Por outro lado, como reflexo de suas ações de equidade e inclusão, em pesquisa realizada internamente com seus colaboradores, no Brasil, 94,5% dos funcionários afirmam se sentir tratados com respeito e 93% dos respondentes percebem ações concretas da Arcos Dorados para promover uma cultura diversa e inclusiva. “Temos o compromisso de promover a escuta ativa e oferecer um espaço de confiança para que nossas pessoas se sintam confortáveis para se expressar. Os dados dessa pesquisa reforçam que nossos esforços estão sendo vivenciados dentro da companhia, assim seguimos comprometidos e priorizando essa agenda”, afirma Fábio Sant’Anna, Diretor de Gente, Diversidade e Inclusão na Arcos Dorados.

O valor de ser quem é

A Arcos Dorados adota a filosofia da Cooltura de Serviço, que orienta comportamentos com base nos princípios e valores da companhia. Integrada à rotina dos colaboradores, essa filosofia incentiva que as pessoas sejam quem realmente são, com liberdade para se expressar — desde como se comunicam ao visual que desejam.

Para Leandro Corrêa, Gerente de Gente, Diversidade & Inclusão, vivenciar essa filosofia na empresa foi fundamental para ele se desenvolver profissionalmente. “Minha trajetória na Arcos Dorados começou aos 16 anos de idade — trabalhei como Atendente em minha cidade natal e fiquei 10 anos atuando em restaurantes, vivendo a interação de clientes com a nossa marca. Quando cheguei aqui, ainda não me entendia como um homem gay e contar com o acolhimento no meu local de trabalho fez toda a diferença para que eu pudesse encontrar a minha própria verdade, ser eu mesmo e seguir evoluindo na profissão”, completa.

O compromisso com a inclusão se materializa por meio de iniciativas que fortalecem a escuta, o respeito, a conscientização e a valorização das individualidades. Um exemplo disso é o Comitê de Diversidade e Inclusão, criado em 2018, com o objetivo de promover diálogos e ações para as frentes de Gênero, Raça, Gerações e Pessoas com Deficiência, além do pilar de Diversidade Sexual, que conta com iniciativas como:

Rede Orgulho Arcos: grupo de trabalho formado por colaboradores de diversas áreas.
Guia de Diversidade Sexual: guia com diretrizes para o combate à discriminação e a promoção de um ambiente de trabalho mais inclusivo.
Uniformes: código de vestimenta que neutraliza os estereótipos de gênero.
Nome social: independentemente do registro civil, seja nos restaurantes ou nos escritórios, as pessoas são identificadas pelo seu nome social em todos seus documentos internos.
Benefícios extensivos: todos os benefícios são extensivos aos cônjuges de mesmo gênero.
McAmigo: apoio psicológico, jurídico e de assistência para lidar com questões do dia a dia, e no momento de transição de gênero, para retificação da documentação, acesso a serviços de saúde e acompanhamento especializado no processo.
PPR: a política atual de PPR, firmada em 2023, prevê isenção de desconto em casos de afastamentos necessários para hormonização e cirurgias de redesignação sexual.

“Tive lideranças LGBTQIA+ que me inspiraram, me mostrando que era possível ocupar qualquer espaço. Aos 21 anos, conheci meu marido, e desde então ele fez parte da minha vida pessoal e profissional. Sempre fomos respeitados, em cada evento, conquista e até mudança de cidade. Nunca nos faltou acolhimento. Poder viver minha verdade com tranquilidade e ainda ser reconhecido por isso é algo que carrego com profunda gratidão. Hoje, trabalho diretamente com a agenda de Diversidade e Inclusão, represento a companhia no Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ e me sinto honrado em ser, agora, uma referência para outras pessoas da comunidade. Sei que ainda há caminhos a trilhar, mas também sei que aqui há gente disposta a caminhar junto. E isso faz toda a diferença”, conclui Leandro.

Sobre a Arcos Dorados

A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo e a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe. A companhia conta com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias locais de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios dessas regiões. Atualmente, a rede possui mais de 2.400 restaurantes, entre unidades próprias e de seus franqueados, que juntos empregam mais de 100.000 funcionários (dados de 31/03/2025). A empresa também está comprometida com o desenvolvimento das comunidades em que opera com a oferta de oportunidades de primeiro emprego formal aos jovens e com o impacto ambiental positivo por meio de sua Receita do Futuro. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO). Para saber mais sobre a Companhia, por favor, visite o nosso site: www.arcosdorados.com

Foto: Divulgação

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Rio Grande do Norte tem menor taxa de fecundidade do Nordeste, aponta IBGE

Rio Grande do Norte tem menor taxa de fecundidade do Nordeste, aponta IBGE

Estado registra média de 1,49 filho por mulher em 2022, abaixo das médias regional e nacional

O Rio Grande do Norte apresentou em 2022 a menor taxa de fecundidade total (TFT) do Nordeste, com média de 1,49 filho por mulher. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (27.jun.2025) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e confirma uma tendência de redução no número de nascimentos e de adiamento da maternidade no estado.

A taxa potiguar ficou abaixo tanto da média regional, de 1,60 filho por mulher, quanto da média nacional, que foi de 1,55. A pesquisa considera o número médio de filhos que uma mulher teria ao longo da vida reprodutiva, caso fossem mantidas as taxas observadas no ano do Censo Demográfico.

A idade média da fecundidade no Rio Grande do Norte também apresentou aumento significativo, passando de 26,7 anos em 2010 para 28,4 anos em 2022. Esse é o maior índice entre os estados do Nordeste. O dado indica um adiamento da maternidade, associado a fatores como aumento da escolaridade, urbanização e maior participação feminina no mercado de trabalho.

Em cidades como Natal e Parnamirim, observa-se um padrão reprodutivo com famílias menores. Em Natal, 30,5% das mulheres têm apenas um filho e 33,1% têm dois. Já o percentual de mulheres com seis filhos ou mais caiu para 5,9% na capital potiguar.

Em Parnamirim, o mesmo fenômeno é identificado, com os menores percentuais de fecundidade elevada entre os municípios analisados. A redução no número de filhos é mais evidente em faixas de menor escolaridade, refletindo uma mudança no padrão demográfico.

Os dados divulgados pelo IBGE destacam uma transição demográfica consolidada no estado. A pesquisa demonstra que o adiamento da maternidade não se limita às mulheres com maior escolaridade, mas também se estende às faixas com menor grau de instrução, tradicionalmente mais férteis em décadas anteriores.

A pesquisa do IBGE utiliza as informações do Censo Demográfico para estimar a fecundidade total, que representa a soma das taxas específicas por idade das mulheres em idade reprodutiva. Esse indicador serve como referência para o planejamento de políticas públicas em áreas como saúde, educação e assistência social.

Em nível nacional, a tendência de queda na fecundidade vem sendo observada desde as décadas anteriores. Em 2010, por exemplo, a taxa brasileira era de 1,72 filho por mulher. Em 2022, esse número caiu para 1,55.

O Rio Grande do Norte, com sua taxa de 1,49, destaca-se como o estado com menor índice do Nordeste, reforçando um processo de envelhecimento populacional e de redução no ritmo de crescimento da população.

Segundo o IBGE, o aumento na idade média da fecundidade indica que as mulheres estão postergando a decisão de ter filhos. O salto de quase dois anos em 12 anos (de 26,7 para 28,4 anos) reflete transformações sociais, econômicas e culturais.

Entre os fatores associados a esse adiamento estão a busca por maior escolaridade, inserção no mercado de trabalho, planejamento familiar e acesso a métodos contraceptivos.

Os resultados do Censo Demográfico 2022 também apontam diferenças entre os municípios. Em Natal e Parnamirim, observa-se um padrão de famílias menores, com prevalência de um ou dois filhos. Em contrapartida, os índices de mulheres com seis ou mais filhos reduziram significativamente em relação a décadas anteriores.

O levantamento serve de subsídio para o planejamento de políticas públicas, incluindo programas de saúde reprodutiva, estratégias de apoio à maternidade e ações para garantir qualidade de vida em um contexto de mudanças demográficas.

Foto: Andre Borges/Agência Brasília / Tony Oliveira/Agência Brasília

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STF decide que redes devem ser responsabilizadas por conteúdos ilegais

STF decide que redes devem ser responsabilizadas por conteúdos ilegais

Por 8 a 3, corte declarou Artigo 19 do Marco Civil inconstitucional

Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) que as plataformas que operam as redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários.

Após seis sessões seguidas para julgar o caso, a Corte decidiu pela inconstitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

O dispositivo estabelecia que, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só poderiam ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo ilegal.

Dessa forma, antes da decisão do STF, as big techs não respondiam civilmente pelos conteúdos ilegais, como postagens antidemocráticas, mensagens com discurso de ódio e ofensas pessoais, entre outras.

Com o final do julgamento, a Corte aprovou uma tese jurídica, que contém as regras que as plataformas deverão seguir para retirar as postagens.

O texto final definiu que o Artigo 19 não protege os direitos fundamentais e a democracia. Além disso, enquanto não for aprovada nova lei sobre a questão, os provedores estarão sujeitos à responsabilização civil pelas postagens de usuários.

Pela decisão, as plataformas devem retirar os seguintes tipos de conteúdo ilegais após notificação extrajudicial:

  • Atos antidemocráticos;
  • Terrorismo;
  • Induzimento ao suicídio e automutilação;
  • Incitação à discriminação por raça, religião, identidade de gênero, condutas homofóbicas e transfóbicas;
  • Crimes contra a mulher e conteúdos que propagam ódio contra a mulher;
  • Pornografia infantil;
  • Tráfico de pessoas.

Votos

O último voto sobre a questão foi proferido na sessão desta quinta pelo ministro Nunes Marques, que votou contra a responsabilização direta das redes. O ministro defendeu que a responsabilização direta deve ser criada pelo Congresso.

Segundo Nunes, a liberdade de expressão é clausula pétrea da Constituição e deve ser protegida. Dessa forma, a responsabilidade pela publicação de conteúdos é de quem causou o dano, ou seja, o usuário.

“A liberdade de expressão é pedra fundamental para necessária troca de ideias, que geram o desenvolvimento da sociedade, isto é, apenas por meio do debate livre de ideias, o indivíduo e a sociedade poderão se desenvolver em todos os campos do conhecimento humano”, afirmou.

Nas sessões anteriores, os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia se manifestaram pela responsabilização. Os ministros André Mendonça e Edson Fachin votaram pela manutenção das atuais regras que impedem a responsabilização direta das redes.

Carmen Lúcia avaliou que houve uma transformação tecnológica desde 2014, quando a lei foi sancionada, e as plataformas viraram “donas das informações”. Segundo a ministra, as plataformas têm algoritmos que “não são transparentes”.

Para Moraes, as big techs impõem seu modelo de negócio “agressivo”, sem respeitar as leis do Brasil, e não podem ser uma “terra sem lei”.

No entendimento de Dino, o provedor de aplicações de internet poderá ser responsabilizado civilmente pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros.

Gilmar Mendes considerou que o Artigo 19 é “ultrapassado” e que a regulamentação das redes sociais não representa ameaça à liberdade de expressão.

Cristiano Zanin votou pela inconstitucionalidade do artigo e afirmou que o dispositivo não é adequado para proteger os direitos fundamentais e impõe aos usuários o ônus de acionar o Judiciário em caso de postagens ofensivas e ilegais.

Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli votaram para permitir a exclusão de postagens ilegais por meio de notificações extrajudiciais, ou seja, pelos próprios atingidos, sem decisão judicial prévia.

Luís Roberto Barroso diz que a ordem judicial é necessária para a remoção somente de postagens de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria”). Nos demais casos, como publicações antidemocráticas e terrorismo, por exemplo, a notificação extrajudicial é suficiente para a remoção de conteúdo, mas cabe às redes o dever de cuidado para avaliar as mensagens em desacordo com as políticas de publicação.

Casos julgados

O STF julgou dois casos concretos que envolvem o Marco Civil da Internet e que chegaram à Corte por meio de recursos.

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.

No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Foto: Bruno Moura/STF / Fellipe Sampaio/SCO/STF

Da Agência Brasil

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Lula diz que mudará regra sobre custeio de traslado de corpos

Lula diz que mudará regra sobre custeio de traslado de corpos

Decreto de 2017 não autoriza pagamento pelo transporte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (26), em São Paulo, que irá revogar decreto que impede o governo federal de custear traslados de corpos de brasileiros do exterior para o Brasil. Lula anunciou a medida após a morte da jovem Juliana Marins, que caiu da borda da cratera de um vulcão na Indonésia.

Desde 2017, uma norma não autoriza o Ministério das Relações Exteriores a pagar pelo traslado de corpos de brasileiros. Lula disse ainda que irá editar um novo decreto, mas não detalhou como serão as regras.

“Quando chegar em Brasília agora, eu vou revogar esse decreto. Vou fazer um outro decreto para que o governo brasileiro assuma a responsabilidade de custear as despesas da vinda dessa jovem ao Brasil”, afirmou.

“Vamos cuidar de todos os brasileiros, estejam eles onde estiverem”, acrescentou.

Mais cedo, Lula anunciou, em rede social, ter conversado, por telefone, com o pai de Juliana Marins, Manoel Marins. O presidente informou ter determinado ao Ministério das Relações Exteriores que prestasse “todo o apoio” à família, “o que inclui o translado do corpo até o Brasil.”

Manoel Marins está na Indonésia para tratar dos trâmites de repatriação da filha. A jovem caiu no último sábado (21). O resgate só conseguiu alcançá-la na terça-feira (24), quando já estava morta. A família critica a demora no resgate e que houve negligência da equipe local. O serviço responsável por buscas e resgate da Indonésia afirma que a demora no salvamento foi porque as equipes só foram avisadas depois que um integrante do grupo de Juliana conseguiu descer até um posto distante da queda após horas de caminhada. Eles argumentam que as condições climáticas adversas dificultaram o trabalho.

O corpo de Juliana foi levado para Bali nesta quinta-feira (26), onde vai passar por autópsia. O procedimento deve esclarecer detalhes da morte.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Cid acusa defesa de Bolsonaro de abordar filha para saber de delação

Cid acusa defesa de Bolsonaro de abordar filha para saber de delação

Advogados classificam abordagem de tentativa de obstrução de Justiça

O tenente-coronel Mauro Cid disse à Polícia Federal (PF) que advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro mantiveram contato com sua filha menor de idade, sua esposa e sua mãe com o objetivo de interferir na delação premiada do militar, que entregou às autoridades detalhes sobre uma trama golpista no governo passado.

Para a defesa de Cid, os contatos podem ser considerados uma tentativa de obstrução de Justiça. Eles acusam os advogados Paulo Cunha Bueno e Fabio Wajngarten de buscarem informações sobre a delação e de tentarem demover Cid de delatar o complô golpista.

Nesta quarta-feira (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou a PF colher os depoimentos de Bueno e Wajngarten, que foi também assessor de Bolsonaro. Moraes é relator da ação penal que tem como alvo o chamado “núcleo crucial” da trama golpista, composto por oito réus, incluindo Cid e o próprio Bolsonaro.

Em depoimento na terça-feira (24), Cid disse à PF “que, ao analisar o telefone celular de sua filha, identificou que os advogados Luiz Eduardo de Almeida Kuntz e Fábio Wajngarten estavam mantendo contato constante com sua filha menor G.R.C, por meio dos aplicativos WhatsApp e Instagram.

Os contatos, segundo Cid, teriam sido “constantes” entre setembro de 2023 e início de 2024. Kuntz é advogado do coronel Marcelo Câmara, também réu na ação penal sobre o golpe, e neste mês pediu ao Supremo que anulasse a delação do tenente-coronel.

Eduardo Kuntz apresentou ao Supremo a versão de que teria discutido com Cid, no início de 2024, informações sobre a delação, por meio de um encontro pessoal e do perfil falso “Gabrielar702” no aplicativo Instagram. Com isso, o tenente-coronel teria violado o sigilo de seus depoimentos, invalidando a colaboração com as autoridades, argumentou o advogado.

Abordagens em hípicas

Indagada pelo Supremo, a empresa Meta, dona do Instagram, confirmou nesta semana que o perfil em questão foi criado com o email maurocid@gmail.com. A Google, dona da plataforma Gmail, por sua vez, informou que esse endereço pertence a um usuário que registrou como data de nascimento a mesma de Cid.

O tenente-coronel nega ter discutido a delação com Kuntz ou ter qualquer relação com a conta no Instagram. Ele voltou a afirmar que sua delação foi feita de forma voluntária e disse que o advogado cercou a ele e sua família, com encontros supostamente fortuitos em eventos nas hípicas de Brasília e São Paulo.

O tenente-coronel contou sobre uma abordagem a sua mãe, Agnes, em um evento na Hípica de São Paulo, no qual estivera presente também o advogado Paulo Bueno, defensor de Bolsonaro, durante uma competição em que sua filha menor participava.

Questionado sobre o motivo das abordagens dos advogados a sua família, Cid disse acreditar que Kuntz “estabeleceu esse contato para obter informações sobre o acordo de colaboração firmado pelo declarante e, com isso, obstruir as investigações em andamento, aproveitando-se da inocência de sua filha menor de idade”, dizem os termos do depoimento de quarta (24).

Sobre áudios em que ele parece discutir a delação com Kuntz por meio do Instagram, Mauro Cid disse acreditar que foi gravado involuntariamente, e que o material teria sido recortado e editado.

Kuntz nega qualquer tentativa de obstrução de Justiça. Moraes, contudo, determinou a prisão de seu cliente, o coronel Marcelo Câmara, por entender que o réu teria violado, por intermédio de seu advogado, a determinação de não usar as redes sociais ou tentar manter contato com outros investigados.

A Agência Brasil tenta contato com o advogado Paulo Bueno da Cunha.

Nas redes sociais, após a decisão de Moraes ordenando seu depoimento à PF, Wajngarten disse que “a criminalização da advocacia é a cortina de fumaça para tentar ocultar a expressa falta de voluntariedade do réu delator Mauro Cid e a consequente nulidade da colaboração”.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Mais da metade dos brasileiros prefere trabalho por conta própria do que CLT

Mais da metade dos brasileiros prefere trabalho por conta própria do que CLT

Pesquisa do Datafolha indica que 59% dos brasileiros preferem ser autônomos a ter um emprego formal; especialista comenta riscos de empreender sem planejamento

59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria a ter emprego formal. É o que aponta uma pesquisa divulgada pelo Datafolha. De acordo com o Instituto, a tendência é mais forte entre jovens e pessoas com maior renda, e revela uma mudança no perfil do trabalhador brasileiro. O levantamento foi feito entre os dias 10 e 11 de junho com 2.026 pessoas ouvidas em 136 municípios de todo o país.

Os dados demonstram que 39% dos entrevistados se sentem mais confortáveis com o emprego formal, enquanto 31% se dizem dispostos a trabalhar sem registro se ganharem mais. Já na faixa etária de 16 a 24 anos, a preferência pelo trabalho por conta própria é mais acentuada. 68% dos jovens disseram que preferem ser autônomos, enquanto apenas 28% disseram preferir um vínculo empregatício com carteira assinada.

Segundo o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete, os dados evidenciam uma transição de percepção geracional sobre estabilidade, mas acendem o alerta. “Empreender é um passo importante, mas que demanda muito mais do que uma boa ideia ou vontade de ser independente. O trabalhador que opta por atuar como autônomo precisa entender que está assumindo responsabilidades tributárias, financeiras e legais”, explica.

Já entre os entrevistados com mais de 60 anos, 50% afirmaram preferir trabalhar por conta própria, contra 45% que ainda valorizam o modelo CLT. Outra mudança apontada pelo Datafolha é a queda no número de pessoas que priorizam o emprego formal, ainda que isso signifique ganhar menos. Em 2022, 77% dos entrevistados preferiam a segurança da carteira assinada mesmo com remuneração inferior; agora são 67%.

“O que vemos no dia a dia é que, em meio aos salários baixos e a falta de oportunidades, muita gente ainda opta pelo empreendedorismo, mesmo desconhecendo os passos necessários para formalizar sua atividade, organizar receitas e despesas e manter a regularidade fiscal. Muitas vezes, só procuram uma assessoria profissional, como a de um contador, quando enfrentam problemas com a Receita Federal ou quando precisam de crédito”, destaca Daniel.

Iniciativas como o Microempreendedor Individual (MEI) e o Simples Nacional podem facilitar o processo de formalização, mas, de acordo com o diretor da Rui Cadete, mesmo estes precisam de orientação especializada. “Ser MEI ou optante pelo Simples não significa estar totalmente isento de obrigações. Há limites de faturamento, regras específicas e a necessidade de manter organização financeira. Quem ignora essas questões pode acabar tendo problemas”, encerra.

Foto: Divulgação

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STF suspende julgamento sobre responsabilidade de redes sociais por postagens ilegais

STF suspende julgamento sobre responsabilidade de redes sociais por postagens ilegais

Ministros devem discutir texto final da tese sobre retirada de conteúdos ofensivos e antidemocráticos por plataformas

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (25.jun.2025) o julgamento sobre a responsabilidade civil das plataformas de redes sociais por postagens ilegais feitas por seus usuários. A interrupção ocorreu para que os ministros possam discutir internamente o texto final da tese que norteará a decisão da Corte.

A tese servirá para orientar como as plataformas devem agir na retirada de conteúdos como discursos de ódio, postagens antidemocráticas e ofensas pessoais. A expectativa, segundo o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, é de que, havendo acordo entre os ministros, o resultado seja proclamado na sessão desta quinta-feira (26). O ministro Nunes Marques ainda deve proferir seu voto.

Até o momento, o julgamento conta com o placar de 8 votos a 2 pela inconstitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). O dispositivo determina que as plataformas só podem ser responsabilizadas por conteúdo ilegal caso não cumpram uma ordem judicial para removê-lo.

Entenda os votos dos ministros

O julgamento foi iniciado em 4 de junho e já se estendeu por cinco sessões. Durante a sessão desta quarta-feira (25), o ministro Edson Fachin se posicionou contra a responsabilização direta das plataformas. A ministra Cármen Lúcia votou pela responsabilização, alinhando-se à maioria formada até o momento.

Ministros como Alexandre de Moraes e Flávio Dino também se manifestaram a favor da responsabilidade civil das redes sociais. Moraes criticou as big techs por operarem, segundo ele, com modelo de negócios sem aderência às normas brasileiras. Para Flávio Dino, as empresas podem ser responsabilizadas pelos danos causados por conteúdos gerados por terceiros.

O ministro Gilmar Mendes considerou o Artigo 19 “ultrapassado” e afirmou que regular as plataformas não fere a liberdade de expressão. Cristiano Zanin também votou pela inconstitucionalidade do artigo, argumentando que ele transfere ao usuário a obrigação de recorrer ao Judiciário para combater conteúdos ilegais.

Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli defenderam a possibilidade de exclusão de conteúdos ilegais por meio de notificações extrajudiciais, sem necessidade de ordem judicial. Segundo eles, o próprio usuário ofendido pode solicitar a remoção diretamente à plataforma.

Já Luís Roberto Barroso sustentou que a exigência de ordem judicial deve se aplicar apenas a crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria. Para outros tipos de conteúdo, como apologia ao terrorismo e mensagens antidemocráticas, a notificação extrajudicial pode ser suficiente, desde que as plataformas cumpram o dever de cuidado e avaliem os conteúdos de acordo com suas políticas.

O ministro André Mendonça defendeu a manutenção do modelo atual, que prevê responsabilização das redes apenas em caso de descumprimento de ordem judicial.

Casos concretos em julgamento

O STF analisa dois casos concretos relacionados ao Marco Civil da Internet. O primeiro, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, trata de um recurso apresentado pelo Facebook contra condenação por danos morais após a criação de um perfil falso. O tribunal avalia se é válida a exigência de ordem judicial prévia para responsabilizar os provedores.

O segundo caso, relatado pelo ministro Luiz Fux, discute se uma empresa de hospedagem de sites deve fiscalizar e remover conteúdos ofensivos sem decisão judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Ambos os processos servem de base para a definição da tese que será aplicada a casos semelhantes no país.

Foto: Fellipe Sampaio/STF / Antonio Augusto/STF

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TCU mantém suspensão da licitação do Hospital Metropolitano do RN; governo nega irregularidades

TCU mantém suspensão da licitação do Hospital Metropolitano do RN; governo nega irregularidades

Licitação de R$ 200,7 milhões está suspensa por decisão do TCU; governo estadual diz que processo seguiu critérios técnicos e nega direcionamento

O Tribunal de Contas da União (TCU) manteve a medida cautelar que suspendeu a licitação para a construção do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, projeto orçado em R$ 200,7 milhões. A decisão foi apreciada nesta quarta-feira (25.jun.2025) durante sessão do Plenário da Corte, com o relator, ministro Bruno Dantas, sendo acompanhado pelos demais ministros. O processo, que tramita sob sigilo, envolve suspeitas de fraude e favorecimento a um consórcio de empreiteiras que venceu a concorrência pública.

De acordo com informações do TCU, a denúncia indica que a licitação teria sido conduzida com objetivo de direcionar o contrato para uma empresa específica, por meio de ações que supostamente violaram os princípios da isonomia, publicidade e razoabilidade. Apesar da decisão cautelar, o órgão de controle não apontou, até o momento, ocorrência de fraude ou direcionamento efetivo no processo.

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte afirmou, em nota oficial, que a medida cautelar trata apenas de questões formais, sem qualquer juízo sobre irregularidades. A gestão estadual ressaltou que o processo licitatório foi realizado com base em critérios técnicos, dentro da legislação vigente e com total transparência.

Segundo o Executivo estadual, a empresa inicialmente classificada não apresentou a documentação completa. A segunda colocada não teria atendido aos critérios técnicos exigidos, e a terceira não cumpriu os prazos previstos para entrega de documentos. A empresa que ficou em quarto lugar, portanto, foi habilitada de acordo com o processo.

Ainda segundo o governo, todos os documentos das empresas participantes foram analisados individualmente e a licitação foi realizada integralmente por meio do sistema eletrônico do Portal Nacional de Compras Públicas. A Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN) informou que ainda não teve acesso ao processo e que analisará juridicamente os próximos passos após recebimento dos autos.

Detalhes do projeto

O Hospital Metropolitano será construído no bairro de Emaús, em Parnamirim, e é um dos principais projetos da atual gestão estadual dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. A unidade hospitalar terá foco no atendimento a traumas e alta complexidade, com previsão de início das obras para julho de 2025. O contrato já havia sido homologado no Diário Oficial em 12 de junho, e a próxima etapa seria a assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço.

O terreno onde o hospital será erguido tem cerca de 30 mil metros quadrados e está localizado no entroncamento entre a Avenida Prudente de Morais (prolongamento) e a Rua Rio Jordão. A estrutura planejada inclui 350 leitos, dos quais 40 serão de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de 14 salas cirúrgicas, centro de diagnóstico por imagem completo e duas salas para tomógrafos. Há previsão de implantação de diversos equipamentos modernos para diagnósticos por imagem.

Também estão incluídas no projeto a construção de um heliponto, uma usina de energia, sistema de reuso de água e uso de materiais sustentáveis. Há ainda tratativas com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para viabilizar a construção de uma alça de viaduto que ligue a BR-101 diretamente à Rua Rio Jordão, com o objetivo de facilitar o acesso ao hospital.

Reações de entidades médicas

A suspensão da licitação gerou manifestações de entidades médicas potiguares, que consideram a obra necessária diante da carência de leitos hospitalares, mas alertam para deficiências na rede já existente. As entidades apontam que, antes da criação de novas unidades, seria fundamental melhorar o funcionamento dos hospitais em operação, que enfrentam dificuldades estruturais e de abastecimento.

A ausência de consulta às entidades durante a concepção do projeto também foi criticada. Representantes do setor médico ressaltaram que a falta de diálogo e de investimentos na atual rede hospitalar pode comprometer a efetividade da nova unidade caso a gestão de recursos e infraestrutura não seja aprimorada.

Além disso, há preocupações com os impactos da judicialização do processo, que pode atrasar o início das obras. A expectativa inicial era de que o hospital fosse entregue em até dois anos, com funcionamento previsto para 2027.

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado / Sandro Menezes

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Senado aprova aumento de deputados federais; RN ganha duas novas cadeiras a partir de 2026

Senado aprova aumento de deputados federais; RN ganha duas novas cadeiras a partir de 2026

Projeto eleva número total de parlamentares de 513 para 531; estados com crescimento populacional, como o Rio Grande do Norte, terão mais representantes

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (25.jun.2025), o texto-base do projeto de lei complementar que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais a partir das eleições de 2026. A proposta foi aprovada por 41 votos a 33 e deverá retornar para análise da Câmara dos Deputados, devido a mudanças realizadas no Senado. O Rio Grande do Norte será um dos estados contemplados com duas novas vagas na Câmara Federal.

A proposta aprovada responde a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia estipulado prazo até 30 de junho de 2025 para o Congresso revisar a representação parlamentar de cada estado, com base no Censo Demográfico de 2022. Segundo o STF, a redistribuição deveria ser feita de forma proporcional à população atual de cada unidade da federação.

O texto foi relatado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), e uma das principais alterações em relação à proposta original aprovada na Câmara foi a inclusão de uma emenda do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Essa emenda proíbe aumento de despesas decorrentes da criação das novas cadeiras, vedando ampliação de verbas de gabinete, cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio-moradia. Os valores atualmente praticados deverão ser mantidos em 2025, com apenas atualização monetária permitida a cada sessão legislativa.

Distribuição das novas vagas

De acordo com a proposta, o número total de deputados federais será ampliado em 18 cadeiras, beneficiando estados que apresentaram crescimento populacional no Censo 2022. Não haverá redução de cadeiras nos estados que perderam população, como previa inicialmente a orientação do STF.

A articulação política foi liderada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com apoio do relator da matéria na Câmara, deputado Damião Feliciano (União-PB), que sugeriu a criação de novas vagas para atender à exigência do STF sem prejudicar os estados com redução populacional.

Os estados que ganharão novas vagas são:

  • Pará: +4 cadeiras
  • Santa Catarina: +4 cadeiras
  • Amazonas: +2 cadeiras
  • Mato Grosso: +2 cadeiras
  • Rio Grande do Norte: +2 cadeiras
  • Paraná: +1 cadeira
  • Ceará: +1 cadeira
  • Goiás: +1 cadeira
  • Minas Gerais: +1 cadeira

Tramitação e urgência

A matéria foi votada em regime de urgência, em razão da decisão do STF. Durante a sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a presidência temporariamente ao senador Nelsinho Trad (PSD-MS) para poder votar a favor do texto, já que o Regimento Interno da Casa não permite que o presidente da sessão registre voto.

Como o texto foi modificado no Senado, ele deverá retornar à Câmara para nova análise. A nova configuração da Câmara dos Deputados deverá valer já a partir da legislatura que começa em 2027, com impacto direto nas eleições gerais de 2026.

Foto: Leonardo Sá/Agência Senado / Andressa Anholete/Agência Senado

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Câmara e Senado derrubam decretos do governo sobre IOF; PDL segue para sanção presidencial

Câmara e Senado derrubam decretos do governo sobre IOF; PDL segue para sanção presidencial

Com 383 votos na Câmara e aprovação simbólica no Senado, Congresso susta efeitos dos decretos do governo Lula sobre reajuste do IOF

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25.jun.2025), por 383 votos a 98, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que suspende os efeitos de três decretos editados pelo governo federal relacionados ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto foi analisado em regime de urgência e, após a votação na Câmara, foi aprovado de forma simbólica pelo Senado Federal, seguindo agora para sanção presidencial.

A medida representa a principal derrota legislativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no atual mandato. O projeto susta os decretos que tratavam do aumento das alíquotas do IOF e da revisão de parte do reajuste anterior. A aprovação do PDL foi conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e contou com apoio de partidos da base e da oposição.

Efeitos fiscais e articulação

Quando foi publicado, o conjunto de decretos alterando o IOF provocou reações negativas no Congresso, principalmente pela ausência de articulação prévia. Deputados e senadores demonstraram insatisfação com o aumento de carga tributária por meio de medida provisória e decretos, o que contribuiu para a rápida tramitação do PDL.

O relator do projeto, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), argumentou em seu parecer que a cobrança de tributos representa uma intervenção no patrimônio dos cidadãos. Ele também afirmou que o governo federal não estaria atuando de forma efetiva para conter os gastos públicos e revisar benefícios fiscais, optando por aumentar impostos para alcançar metas fiscais.

Segundo o parlamentar, os decretos buscaram compensar déficits orçamentários, mas sem abordar temas como supersalários e isenções fiscais mantidas em outros setores.

Tramitação no Congresso

A inclusão do PDL na pauta de votação ocorreu durante uma semana de quórum reduzido devido ao período pós-festas de São João. A decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, de pautar o texto em sessão semipresencial surpreendeu líderes partidários. O relator do projeto foi definido apenas no dia da votação, o que também gerou críticas entre aliados do governo.

Durante a votação, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), apresentou questões de ordem e tentou adiar a análise do texto, mas os pedidos foram rejeitados. Uma tentativa de adiamento por uma sessão foi derrotada por 354 votos contra 99. O líder afirmou que a derrubada dos decretos implica em um contingenciamento de aproximadamente R$ 12 bilhões, afetando áreas como programas sociais.

No Senado, a aprovação ocorreu por votação simbólica. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também apoiou a iniciativa, reforçando o recado do Congresso ao governo federal quanto à insatisfação com medidas unilaterais de aumento de tributos.

Reações do governo

Antes da votação, integrantes do governo já cogitavam a possibilidade de judicialização do caso. No entanto, parte da base aliada avalia que acionar o Judiciário pode agravar a crise política e ampliar o distanciamento entre os Poderes. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou em publicação nas redes sociais que o projeto não tem base jurídica para sustar os efeitos dos decretos.

Na votação da Câmara, partidos como PT, PV, PCdoB, PSOL e Rede orientaram voto contrário ao PDL. O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), liberou a bancada. Já partidos como União Brasil, PP, PSD e PDT, que possuem ministérios na Esplanada, votaram favoravelmente ao projeto.

Com a aprovação nas duas Casas, o texto segue agora para a sanção presidencial. Caso sancionado, os efeitos dos decretos que alteraram o IOF serão anulados.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados / Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados / Ricardo Stuckert/PR

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Família acusa negligência em resgate de brasileira que morreu em trilha no Monte Rinjani, na Indonésia

Família acusa negligência em resgate de brasileira que morreu em trilha no Monte Rinjani, na Indonésia

Juliana Marins caiu em cratera do vulcão no sábado (21) e só foi alcançada por socorrista na terça-feira (24); corpo foi resgatado nesta quarta (25)

O corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi resgatado na manhã desta quarta-feira (25.jun.2025) pelas equipes da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas), após permanecer por cerca de quatro dias em uma cratera do Monte Rinjani, na ilha de Lombok.

Juliana caiu durante uma trilha no sábado (21), ao escorregar na borda do vulcão e deslizar por centenas de metros. A turista realizava um mochilão pela Ásia e fazia o percurso acompanhada por outros viajantes, em atividade organizada por uma empresa local.

O resgate foi prejudicado por condições meteorológicas desfavoráveis, terreno acidentado e problemas logísticos, segundo as autoridades indonésias. Um socorrista só conseguiu alcançar Juliana na terça-feira (24), quando ela já se encontrava sem vida.

Família aponta negligência no socorro

Após o resgate, a família de Juliana Marins publicou uma nota nas redes sociais em que acusa a equipe de resgate de negligência. Segundo os familiares, se o atendimento tivesse ocorrido em até sete horas após o acidente, Juliana poderia ter sobrevivido.

“Juliana sofreu uma grande negligência por parte da equipe de resgate. Se a equipe tivesse chegado até ela dentro do prazo estimado de 7h, Juliana ainda estaria viva. Juliana merecia muito mais! Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece! Não desistam de Juliana!”, diz a nota divulgada pela família.

A publicação ganhou repercussão nas redes sociais e intensificou o debate sobre a atuação das equipes de resgate locais.

Defesa da equipe de resgate

A Basarnas respondeu à repercussão do caso também pelas redes sociais, divulgando imagens do resgate e compartilhando mensagens de apoio ao trabalho dos socorristas.

Em uma das postagens, um usuário afirma:

“O caso da alpinista brasileira Juliana Marins, que caiu no barranco do Monte Rinjani, virou fofoca global com uma narrativa enganosa, como se nossa Basarnas fosse incompetente. Muitos até dizem que Juliana foi abandonada por 72 horas sem qualquer ajuda.”

Outro comentário, também compartilhado pela Basarnas, destaca as dificuldades enfrentadas pelas equipes:

“Neste terreno, enevoado e às vezes chuvoso, com barrancos, a mente e a energia estão no máximo. Mais ainda há pessoas que os criticam por ser lentos.”

Operação de resgate e retirada do corpo

A operação de resgate envolveu o deslocamento de socorristas por áreas de difícil acesso. O corpo de Juliana foi içado nesta quarta-feira (25), no horário local, e transportado de maca até o posto de Sembalun. De lá, foi levado de helicóptero ao Hospital Bayangkara, para os trâmites legais.

O resgate mobilizou equipes que acamparam em diferentes pontos do terreno, com alguns profissionais posicionados a cerca de 400 a 600 metros de profundidade. A estimativa inicial era de que Juliana estivesse a aproximadamente 950 metros da superfície, mas a profundidade confirmada foi inferior.

Homenagem do pai

O pai de Juliana, Manoel Marins, publicou uma homenagem à filha nas redes sociais. No texto, ele lembrou o desejo da jovem de realizar o mochilão por conta própria:

“No início deste ano [ela] nos disse que faria esse mochilão agora enquanto era jovem e nós a apoiamos. Quando lhe perguntei se queria que lhe déssemos algum dinheiro para ajudar na viagem, você nos disse: jamais. E assim você viajou com seus próprios recursos que ganhou como fruto do seu trabalho. E como você estava feliz realizando esse sonho.”

Juliana Marins era natural do Brasil e estava na Indonésia a turismo.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Suspensão de fiscalização da ANP em julho gera alerta no setor de combustíveis no RN

Suspensão de fiscalização da ANP em julho gera alerta no setor de combustíveis no RN

Medida afeta monitoramento da qualidade, levantamento de preços e fiscalização em postos; Sindipostos RN manifesta preocupação com riscos ao consumidor e à concorrência

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou a suspensão do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) durante todo o mês de julho. A medida, publicada em nota oficial na segunda-feira (23.jun.2025), faz parte de um conjunto de ações emergenciais adotadas para enfrentar os cortes orçamentários impostos à agência reguladora.

A suspensão compreende o período de 1º a 31 de julho de 2024 e inclui a paralisação do monitoramento da qualidade dos combustíveis em postos de todo o país. Segundo a ANP, a previsão é retomar as atividades de fiscalização em agosto, caso não ocorram novos bloqueios orçamentários.

Além disso, a ANP informou a redução de recursos para fiscalização de postos, afetando diretamente despesas com diárias e passagens aéreas dos fiscais responsáveis pelas inspeções em campo.

Outro impacto importante é a diminuição do escopo do Levantamento Semanal de Preços de Combustíveis (LPC). A partir da semana de 16 a 21 de junho, o número de municípios pesquisados caiu de 459 para 390 no caso de gasolina, etanol e diesel, e de 459 para 175 no caso do gás liquefeito de petróleo (GLP).

A agência justificou a decisão citando uma redução de 82% no orçamento discricionário ao longo da última década. Em valores atualizados pelo IPCA, os recursos autorizados da ANP eram de R$ 749 milhões em 2013. Para 2024, esse montante caiu para R$ 134 milhões.

Em relação a 2025, o orçamento inicial da ANP era de R$ 140,6 milhões. No entanto, um decreto do governo federal publicado em 30 de maio resultou no bloqueio de R$ 7,1 milhões e contingenciamento de outros R$ 27,7 milhões, reduzindo o total disponível para R$ 105,7 milhões.

A agência afirmou que está concentrando esforços para reverter a situação junto às autoridades competentes e recompor os limites financeiros que possibilitem a continuidade das ações planejadas para 2025.

Sindipostos RN alerta para riscos com suspensão de fiscalização da ANP

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos RN) emitiu nota pública manifestando preocupação com os efeitos da suspensão das fiscalizações e do monitoramento da qualidade dos combustíveis anunciados pela ANP.

Segundo o sindicato, a interrupção dos trabalhos de fiscalização pode abrir espaço para o aumento de práticas ilícitas como adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e o uso de postos como fachada para atividades criminosas.

O Sindipostos cita dados veiculados pela imprensa para fundamentar a preocupação:

  • Estimativa de que mais de 900 postos em 22 estados apresentem indícios de ligação com organizações criminosas, conforme matéria da Folha de São Paulo de 21 de abril de 2024.
  • Informações do Instituto Combustível Legal apontam que as fraudes tributárias no setor somam R$ 29 bilhões por ano, sendo R$ 14 bilhões referentes apenas à sonegação e lavagem de dinheiro.

Na avaliação do sindicato, essas práticas impactam negativamente os consumidores, que podem abastecer com combustíveis fora do padrão, além de prejudicar os revendedores que atuam conforme as normas técnicas e fiscais. Também há reflexos na arrecadação tributária e na estabilidade do setor.

O Sindipostos RN reiterou o compromisso da entidade com a revenda legal e com o funcionamento de um mercado ético e regulado, defendendo o fortalecimento das ações de fiscalização como medida essencial para garantir segurança ao consumidor e equilíbrio à concorrência.

Foto: Divulgação/Sejus / Gabriel Jabur/Agência Brasília / Pedro Ventura/Agência Brasília

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Deputada Erika Hilton é alvo de representações por contratação de assessores como supostos maquiadores

Deputada Erika Hilton é alvo de representações por contratação de assessores como supostos maquiadores

Deputados acionam Conselho de Ética, MPF e PGR por suposto desvio de finalidade; parlamentar nega irregularidade e afirma que assessores atuam em funções técnicas

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi alvo de representações apresentadas por parlamentares da base de oposição, após a divulgação de que dois membros de sua equipe já atuaram como maquiadores e atualmente ocupam cargos comissionados no gabinete da parlamentar. As ações foram protocoladas no Conselho de Ética da Câmara, no Ministério Público Federal (MPF) e na Procuradoria-Geral da República (PGR).

As representações apontam possível desvio de finalidade na contratação de assessores com verba pública, configurando, segundo os denunciantes, improbidade administrativa. O caso veio à tona após reportagem publicada pelo site Metrópoles revelar que Ronaldo Hass e Índy Montiel, que têm histórico de atuação como maquiadores, foram nomeados como secretários parlamentares no gabinete de Erika Hilton.

Segundo os dados disponíveis no site da Câmara dos Deputados:

  • Ronaldo Hass ocupa o cargo desde 6 de maio de 2024, com salário de R$ 9.678,22;
  • Índy Montiel foi nomeada em 9 de junho de 2025, com salário de R$ 2.126,59.

Como secretários parlamentares, os dois estariam oficialmente responsáveis por tarefas como assessoria de comissões, elaboração de relatórios, atendimento à população, apoio em eventos oficiais e acompanhamento da agenda da deputada.

Apesar das funções técnicas atribuídas aos cargos, publicações nas redes sociais de ambos os assessores incluem imagens e vídeos em que aparecem realizando maquiagem em Erika Hilton.

Acusações da oposição

O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) é um dos autores da representação protocolada no Conselho de Ética. Ele argumenta que as contratações violam os princípios constitucionais da administração pública — como legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência — e ferem o Ato da Mesa nº 58/2010 e a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992).

Além disso, o deputado Junio Amaral (PL-MG) apresentou representação à PGR, alegando que houve “desvio das funções para benefício pessoal”, uma vez que os contratados atuariam como maquiadores da parlamentar, o que não está entre as atribuições dos cargos comissionados.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), comentou nas redes sociais que a contratação representa um privilégio indevido e criticou o uso de recursos públicos para essa finalidade.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também repercutiu o tema com publicações no Instagram, destacando a nomeação dos assessores como um exemplo negativo da atuação parlamentar.

Erika Hilton nega irregularidade e afirma que assessores atuam em funções técnicas

Em resposta à repercussão, Erika Hilton utilizou suas redes sociais para negar que tenha contratado maquiadores com verba de gabinete. A deputada afirmou que os dois assessores atuam diariamente em funções técnicas e que a maquiagem é feita de forma ocasional, fora das atribuições formais dos cargos.

“Não, meus amores, eu não contrato maquiador com verba de gabinete. Isso é simplesmente uma invenção”, declarou a deputada, em vídeo publicado nas redes.

Segundo Erika, os dois assessores “ajudam a fazer relatórios, preparam briefings, acompanham comissões, audiências e agendas em São Paulo, Brasília, interiores e no exterior”. A deputada confirmou que conheceu ambos enquanto atuavam como maquiadores, mas os chamou para sua equipe por confiança e afinidade profissional, considerando suas capacidades para os cargos.

Ela também criticou a repercussão do caso e afirmou que a publicação da matéria e a reação de parlamentares de oposição são motivadas por interesses políticos: “São sintomas de uma revanche, daqueles eternos derrotados no debate público”, escreveu.

Erika Hilton informou ainda que há registros em fotos e vídeos das atividades desenvolvidas pelos assessores em sua rotina parlamentar.

A reportagem do Metrópoles, publicada na segunda-feira (23.jun), teve ampla repercussão nas redes sociais e motivou manifestações públicas de diversos políticos, além das representações formais já protocoladas.

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados / Gabriel Paiva/PT na Câmara

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Governo Lula libera R$ 407 milhões em emendas parlamentares em três dias

Governo Lula libera R$ 407 milhões em emendas parlamentares em três dias

Valores pagos entre 21 e 23 de junho superam em 77 vezes total liberado até o dia 20

O governo federal liberou R$ 407,1 milhões em emendas parlamentares entre os dias 21 e 23 de junho, conforme atualização divulgada nesta terça-feira (24) pelo Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento). O valor é 77 vezes maior do que o montante pago até o dia 20 do mesmo mês, que era de R$ 5,3 milhões.

A movimentação dos recursos começou no dia 12 de junho, quando apenas R$ 0,9 milhão havia sido pago. Até o dia 23, o valor total pago subiu para R$ 408,3 milhões. No mesmo período, o montante empenhado aumentou de R$ 93,1 milhões para R$ 897,7 milhões, representando um crescimento de R$ 804,6 milhões.

Apesar do volume liberado nos últimos dias, o total de pagamentos ainda corresponde a menos de 1% dos R$ 50 bilhões em emendas previstos no orçamento para o ano de 2025.

Partidos com maior volume de recursos

Os cinco partidos que mais receberam recursos em emendas parlamentares até o momento são:

  • União Brasil – R$ 59,7 milhões
  • PSD – R$ 55,5 milhões
  • PL – R$ 47,7 milhões
  • MDB – R$ 42,1 milhões
  • PP – R$ 39,3 milhões

A liberação intensificada de recursos tem sido interpretada como uma tentativa do governo de assegurar apoio ao decreto do ministro Fernando Haddad (Fazenda), que trata da elevação da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A movimentação foi antecipada pelo portal Poder360.

A expectativa é que a segunda metade de 2025 registre aceleração nos pagamentos das emendas, como parte da estratégia do Executivo para fortalecer a base de apoio no Congresso.

Diferença entre empenho e pagamento

No processo de execução orçamentária, o empenho é a primeira etapa. É o momento em que o governo reserva uma parte do orçamento para o projeto ou ação indicada por um parlamentar. A etapa garante que os recursos serão direcionados futuramente, permitindo que o serviço possa ser contratado.

Após o empenho, vem a fase de liquidação, em que se verifica se o serviço foi executado de acordo com o contrato. Somente depois disso ocorre o pagamento, quando os valores são efetivamente liberados para quem realizou a atividade prevista na emenda.

Portanto, embora R$ 897,7 milhões tenham sido empenhados até o momento, apenas R$ 408,3 milhões foram pagos.

Projeções para o segundo semestre

Com o volume de pagamentos ainda distante do total autorizado no orçamento, a projeção é de que o governo federal intensifique as liberações de emendas parlamentares nos próximos meses. A estratégia é considerada importante para a articulação política de projetos de interesse do Executivo.

A movimentação do Siop será acompanhada com atenção por parlamentares e órgãos de controle, especialmente em votações de temas sensíveis para o governo federal.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Antônio Cruz/ Agência Brasil

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Haddad critica alta da Selic e defende cautela na política monetária

Haddad critica alta da Selic e defende cautela na política monetária

Ministro atribui decisão ao antigo comando do Banco Central e fala sobre controle de gastos e estímulo ao crédito

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (24) que está preocupado com o atual patamar da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, e a classificou como restritiva diante das projeções de inflação.

Haddad apontou que a decisão de elevar os juros foi uma medida herdada da gestão anterior do Banco Central. Segundo ele, a elevação de 0,25 ponto percentual decidida na última semana pelo Copom (Comitê de Política Monetária) foi contratada ainda na reunião de dezembro de 2023, quando Roberto Campos Neto ainda ocupava a presidência da autarquia.

“Essa alta, sendo muito honesto, quem é do ramo sabe que falo a verdade, foi contratada na última reunião da qual participou o Roberto Campos, em dezembro. É como se tivesse estabelecido uma contratação futura da taxa. Não dá para dar cavalo de pau em política monetária, vai perder credibilidade. Tem que ter muita cautela”, declarou o ministro em entrevista à Record News.

Mudanças no Banco Central e trajetória da Selic

A presidência do Banco Central passou a ser ocupada por Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2024. Desde então, foram realizadas quatro reuniões do Copom, em janeiro, março, maio e junho. Em todas, houve elevação da taxa básica de juros, que acumulou uma alta de 2,75 pontos percentuais, saindo de 12,25% para 15% ao ano.

De acordo com a ata da última reunião, divulgada nesta terça-feira, o Copom avaliou a necessidade de manter os juros elevados por um período mais longo para conter a atividade econômica e controlar a inflação.

Gastos públicos e medidas de arrecadação

Durante a entrevista, Haddad também defendeu o congelamento do debate sobre aumento de gastos públicos. Segundo ele, é necessário buscar a sustentabilidade das contas públicas, limitando a expansão de despesas, salvo em situações emergenciais.

“Quanto mais poupança nós fizermos, o Brasil tem a chance de entrar num ciclo virtuoso, crescer mais e por um longo período”, disse o ministro.

No campo fiscal, o governo federal tem adotado medidas arrecadatórias. Recentemente, foi publicada uma medida provisória (MP) que visa elevar a arrecadação de impostos para compensar a redução do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

A MP inclui:

  • Aumento da taxação sobre apostas esportivas;
  • Mudanças na tributação de instituições financeiras.

Também foi publicado um novo decreto para recalibrar a elevação do IOF.

Desconfiança do mercado e articulação no Congresso

Apesar das medidas adotadas pelo governo, parte do mercado financeiro continua demonstrando resistência e desconfiança quanto ao compromisso com as metas fiscais. A crítica principal recai sobre a ausência de cortes mais profundos no lado das despesas.

Haddad reconheceu que há desafios na articulação com o Congresso, mas demonstrou expectativa de avanço.

“Briga, discute, diverge, mas aí vamos pelo país e baixa um espírito de responsabilidade geral para nós avançarmos um pouco mais”, afirmou.

Déficit primário e crédito imobiliário

Relatório divulgado nesta terça-feira pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado aponta que o governo federal deverá encerrar 2025 com um déficit primário de R$ 83,1 bilhões, dentro da meta estabelecida no arcabouço fiscal.

O ministro também confirmou que o governo estuda novas formas de alavancar o crédito imobiliário no Brasil. Segundo ele, há espaço para crescimento no setor.

“O Brasil tem o crédito imobiliário na casa de 10% do PIB. Tem país como o Chile que é 30%. Tem países como a Austrália que é mais de 100% do PIB”, comparou.

Haddad informou que o governo estuda instrumentos com garantia para reduzir os juros e impulsionar o setor da construção civil, com foco no desenvolvimento econômico.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Futuro do Trabalho: a aposta do McDonald's na Geração Z

Futuro do Trabalho: a aposta do McDonald’s na Geração Z

Com 62% de colaboradores com menos de 24 anos, empresa reforça compromisso com emprego jovem e protagonismo da GenZ para transformar a sociedade

Formada por nascidos entre 1997 e 2012, a Geração Z já representa uma força significativa no mercado de trabalho. Essa geração, moldada por eventos históricos recentes e profundamente conectada à tecnologia, traz uma nova perspectiva para as relações pessoais e profissionais. Como consequência, tem impulsionado mudanças na cultura organizacional, nos processos de recrutamento e na gestão. As empresas, por sua vez, precisam adaptar seus ambientes para atender às expectativas desses jovens — como diversidade, inclusão e sustentabilidade.

Por acreditar na força empreendedora da juventude, a Arcos Dorados, empresa responsável pela operação do McDonald’s no Brasil, abre, anualmente, cerca de 5 mil vagas para jovens talentos, consolidando-se como uma das maiores empregadoras do país. “Acreditamos no futuro do trabalho e apostamos em treinamento e desenvolvimento, oferecendo não só um emprego, como a chance de crescimento com propósito”, afirma Fábio Sant’Anna, Diretor de Gente, Diversidade e Inclusão na empresa.

Segundo uma pesquisa global realizada em 2024 pela Deloitte, 86% dos jovens da Geração Z acreditam que ter um propósito claro no trabalho é fundamental para que se sintam realizados profissionalmente. Além disso, 44% afirmaram não aceitar vagas em uma empresa com valores éticos em desacordo com os seus. Os dados reforçam que essa geração prioriza trabalhar em ambientes que estejam alinhados com suas convicções e que ofereçam mais do que apenas estabilidade financeira.

Atualmente, cerca de 62% do quadro de colaboradores da Arcos Dorados é composto por jovens entre 18 e 24 anos. Para muitos, trata-se do primeiro emprego formal e, por consequência, uma oportunidade de desenvolvimento profissional, uma vez que todos os colaboradores da companhia têm acesso a trilhas de capacitação abrangendo habilidades comportamentais, contribuindo para o crescimento profissional e pessoal. “Temos muito orgulho em dizer que 88% dos nossos gerentes de restaurantes iniciaram a carreira conosco, como atendentes. Isso reforça o nosso objetivo de oferecer oportunidades reais de crescimento, por meio de um ambiente respeitoso e seguro psicologicamente, que impulsiona cada colaborador a atingir seu máximo potencial”, de acordo com Fábio.

Mais do que abrir as portas ao mercado de trabalho, a Arcos Dorados fomenta o protagonismo da juventude e acredita nela como motor de transformação social. Ao investir na capacitação e no desenvolvimento da GenZ, a empresa reafirma seu compromisso com valores como equidade, inclusão, diversidade. “Jovens que antes enfrentavam barreiras de acesso ao mercado formal hoje encontram na companhia um espaço para aprender, evoluir e até mesmo liderar”, finaliza o executivo. Ao apostar na força jovem no trabalho, esta jornada vai além do negócio: é uma escolha estratégica que mostra como é possível unir resultados sustentáveis a um propósito maior — o de formar uma nova geração de profissionais conscientes, preparados e empoderados para construir um futuro mais justo e plural.

Sobre a Arcos Dorados

A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo e a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe. A companhia conta com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias locais de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios dessas regiões. Atualmente, a rede possui mais de 2.400 restaurantes, entre unidades próprias e de seus franqueados, que juntos empregam mais de 100.000 funcionários (dados de 31/03/2025). A empresa também está comprometida com o desenvolvimento das comunidades em que opera com a oferta de oportunidades de primeiro emprego formal aos jovens e com o impacto ambiental positivo por meio de sua Receita do Futuro. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO). Para saber mais sobre a Companhia por favor visite o nosso site: www.arcosdorados.com

Foto: Divulgação

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TCU suspende licitação do Hospital Metropolitano do RN após denúncia sobre classificação de empresa

TCU suspende licitação do Hospital Metropolitano do RN após denúncia sobre classificação de empresa

Construtora vencedora ficou em quarto lugar na concorrência; Governo do RN nega irregularidades e defende legalidade do processo

O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu temporariamente a licitação realizada pelo Governo do Rio Grande do Norte para a construção do Hospital Metropolitano. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (24.jun.2025) e divulgada pela Revista Veja.

De acordo com a publicação, a suspensão ocorreu após denúncia apontar que a construtora vencedora do certame não apresentou a melhor proposta, ficando inicialmente em quarto lugar na concorrência pública. A denúncia sustenta que o governo estadual desclassificou as três primeiras colocadas, que tinham valores mais vantajosos, utilizando critérios questionáveis que possibilitaram a vitória do consórcio formado pelas empresas Ramalho Moreira, A. Gaspar e Edcon.

Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte negou qualquer irregularidade no processo de licitação. Segundo o texto, o procedimento foi conduzido com rigor técnico, em conformidade com a legislação vigente e de forma transparente.

“O Governo do Estado do Rio Grande do Norte afirma que não existe qualquer irregularidade na licitação referente à construção do novo Hospital Metropolitano, suspensa temporariamente pelo Tribunal de Contas da União (TCU)”, diz o comunicado.

O governo detalhou os motivos que levaram à desclassificação das três primeiras empresas na disputa. A nota afirma que:

  • A primeira colocada não apresentou toda a documentação exigida;
  • A segunda empresa não atendeu aos requisitos técnicos fundamentais, conforme apontado por outras concorrentes;
  • A terceira colocada não entregou a documentação dentro do prazo estipulado pelo edital.

Somente após essas eliminações, segundo o Executivo estadual, foi convocado o consórcio classificado em quarto lugar. O Governo afirmou ainda que todos os atos do processo foram fundamentados e tornados públicos em detalhes.

“O processo foi conduzido com rigor técnico, respeito à legislação e absoluta transparência”, diz outro trecho da nota. “Todos os atos praticados neste e em demais processos administrativos do Governo do Estado são firmados sobre o alicerce da lisura, pelo respeito ao erário e principalmente com a população.”

A suspensão temporária da licitação ainda não tem prazo definido para ser analisada pelo TCU. O consórcio vencedor da licitação é formado pelas empresas Ramalho Moreira, A. Gaspar e Edcon.

Até a publicação desta matéria, o TCU não havia divulgado nota oficial detalhando os fundamentos da decisão de suspensão. Também não foram informados prazos para retomada ou eventual anulação do processo licitatório.

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

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Ibama concede primeira licença prévia para projeto de energia eólica offshore no Brasil

Ibama concede primeira licença prévia para projeto de energia eólica offshore no Brasil

Projeto será instalado em Areia Branca (RN) com previsão de dois aerogeradores no mar e uso interno no Porto-Ilha

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu nesta terça-feira (24.jun.2025) a primeira licença prévia para um projeto de energia eólica offshore no Brasil. O empreendimento será localizado no litoral do município de Areia Branca, no estado do Rio Grande do Norte, e tem como objetivo testar a geração de energia por meio de aerogeradores instalados em alto-mar.

A concessão da licença prévia representa o reconhecimento da viabilidade ambiental do projeto em sua fase de planejamento. A autorização, no entanto, não permite a execução de obras ou instalação de equipamentos no local. A continuidade do projeto está condicionada ao cumprimento das exigências estabelecidas pelo Ibama para as próximas etapas do licenciamento ambiental.

O licenciamento do Ibama segue um processo dividido em três fases: licença prévia, licença de instalação e licença de operação. Após a emissão da licença prévia, os responsáveis devem elaborar um plano de gestão ambiental e solicitar a licença de instalação, que autoriza o início das obras.

Localização e estrutura do projeto

O projeto, denominado Sítio de Testes de Aerogeradores Offshore, será instalado entre 15 e 20 quilômetros da costa de Areia Branca. Está prevista a instalação de dois aerogeradores: um com capacidade de 8,5 megawatts (MW) e outro com 16 MW, totalizando 24,5 MW de potência instalada.

A energia produzida será destinada ao consumo interno do Porto-Ilha, estrutura localizada no município e utilizada para operação portuária de embarque de sal. A condução do projeto está sob responsabilidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Norte (Senai/RN), que atua na coordenação técnica e articulação institucional.

Avaliação ambiental e medidas exigidas

Durante o processo de análise, o Ibama identificou impactos ambientais associados ao projeto. Como resultado, foram recomendadas ações para o fortalecimento do plano de gestão ambiental, que contempla 13 programas específicos. Entre os programas estão:

  • Monitoramento de fauna marinha;
  • Avaliação de ruídos subaquáticos;
  • Comunicação social com as comunidades envolvidas;
  • Capacitação e qualificação profissional;
  • Acompanhamento da execução e mitigação dos impactos.

Essas medidas serão obrigatórias para a solicitação da licença de instalação e têm como finalidade assegurar que o desenvolvimento da atividade ocorra em conformidade com critérios de sustentabilidade e de proteção ambiental.

Perspectivas de execução

O projeto ainda passará por etapas de detalhamento técnico e atração de parcerias privadas. Está prevista a realização de um chamamento público para captação de empresas interessadas em investir no empreendimento. Segundo estimativas técnicas do Senai/RN, serão necessários 18 meses para a finalização dos estudos complementares e desenvolvimento dos projetos de engenharia.

Após essa etapa, o cronograma prevê um prazo de 36 meses até a entrada em operação dos aerogeradores. O planejamento contempla a assinatura de acordos de cooperação ainda em 2025, a depender do andamento das autorizações e da mobilização de recursos.

Este é o primeiro projeto do tipo a receber licença prévia no país e pode servir como referência para outros empreendimentos de energia eólica offshore em território nacional, segmento em expansão dentro da matriz energética brasileira.

Foto: Annelies Brouw/Pexels / lange x/Pexels / Enrique/Pexels

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Brasileira Juliana Marins tem morte confirmada após queda durante trilha na Indonésia

Brasileira Juliana Marins tem morte confirmada após queda durante trilha na Indonésia

Jovem de 27 anos estava desaparecida desde o sábado (21), ao escalar o Monte Rinjani, em Lombok

A brasileira Juliana Marins, de 27 anos, teve sua morte confirmada na manhã desta terça-feira (24.jun.2025), após ser localizada por equipes de resgate na Ilha de Lombok, na Indonésia. A informação foi divulgada no perfil oficial da campanha de buscas no Instagram (@resgatejulianamarins), administrado por familiares da jovem.

“Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu”, comunicou a família, que agradeceu o apoio e as mensagens recebidas durante os dias de procura.

Juliana caiu em uma área de difícil acesso durante uma trilha rumo ao cume do Monte Rinjani, por volta das 4h da madrugada do sábado (21), horário local. Considerando o fuso brasileiro, a queda ocorreu ainda na noite de sexta-feira (20). A trilha é conhecida por apresentar desafios naturais e exigir preparo físico dos escaladores.

Na segunda-feira (23), o Escritório de Busca e Salvamento de Mataram confirmou que a jovem havia sido localizada. De acordo com Muhamad Hariyadi, chefe do órgão, Juliana foi encontrada pela manhã, a cerca de 500 metros do ponto onde sofreu a queda.

Desde a madrugada do sábado, ela aguardava resgate. No entanto, as condições climáticas dificultaram a operação e obrigaram a equipe a suspender os trabalhos em alguns momentos. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou, em nota divulgada no domingo (22), que as autoridades locais estavam em contato com a embaixada brasileira para acompanhar a situação.

Durante o período de buscas, amigos e familiares relataram divergências nas informações repassadas sobre o estado de Juliana. Em determinado momento, chegou a circular que ela estaria recebendo alimentos e água, mas esses dados não foram confirmados oficialmente.

Na manhã desta terça-feira (24), o pai de Juliana comunicou nas redes sociais que estava a caminho da Indonésia. “Graças a Deus, estamos embarcando agora para Bali. São aproximadamente 10 horas de voo”, disse. Na publicação, ele ainda expressava esperança de trazer a filha de volta com vida.

Trajetória e viagem pela Ásia

Juliana Marins era formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), curso concluído em dezembro de 2021. No setor de comunicação, atuou na produção de conteúdo para os canais Off e Multishow, conforme registrado em seu perfil no LinkedIn.

Ela acumulava elogios profissionais por sua atuação na área. Flávia Alvarenga, ex-supervisora da jovem, escreveu em seu perfil: “Tive a oportunidade de trabalhar com Juliana Marins, (que) se destacou por sua proatividade e criatividade excepcionais”.

Além da carreira profissional, Juliana era praticante de pole dance, nadadora e entusiasta de viagens e aventuras. No fim de fevereiro deste ano, iniciou um mochilão solo pela Ásia, passando por Filipinas, Vietnã, Tailândia e Indonésia. O estilo de viagem adotado por ela não seguia roteiros guiados, priorizando a autonomia de horários e escolhas pessoais.

Durante o percurso, Juliana compartilhou registros em fotos e vídeos no Instagram, onde reunia mais de 84 mil seguidores. Sua última postagem foi feita em 10 de junho, com imagens na Indonésia. Em uma publicação anterior, de 29 de maio, escreveu sobre os sentimentos experimentados durante o trajeto e os desafios emocionais enfrentados na viagem.

O corpo da jovem será submetido a procedimentos legais antes do translado ao Brasil, com apoio da embaixada brasileira. Até o momento, as autoridades indonésias não divulgaram detalhes sobre as causas da morte.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Governo Fátima lidera comprometimento com gasto de pessoal no País, aponta Tesouro Nacional

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Rio Grande do Norte ultrapassou limite da LRF com 56,01% da Receita Corrente Líquida comprometida com folha de pagamento no 1º quadrimestre de 2025

O Rio Grande do Norte foi o único estado do Brasil a ultrapassar o limite máximo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) comprometida com despesas de pessoal no primeiro quadrimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23.jun.2025) pelo Tesouro Nacional, no Relatório de Gestão Fiscal (RGF) em Foco – Estados + DF.

De acordo com o levantamento, o governo estadual destinou 56,01% da RCL ao pagamento de servidores, acima do limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o Poder Executivo estadual. Com isso, o Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional de comprometimento com folha de pagamento.

Ainda conforme os dados, no último quadrimestre de 2024, o estado já havia superado o teto, com índice de 56,97%. Apesar da redução no percentual, o patamar atual segue acima do permitido. Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-RN), o estado está em trajetória de redução das despesas, conforme o planejamento do governo.

Comparativo com outros estados

Além do Rio Grande do Norte, outros estados apresentaram altos índices de comprometimento com despesas de pessoal, mas sem ultrapassar o limite da LRF:

  • Minas Gerais: 48,81%
  • Paraíba: 47,66%
  • Acre: 46,99%
  • Mato Grosso: 46,92%
  • Roraima: 46,81%

A LRF estabelece os seguintes limites de gastos com pessoal para os poderes: Executivo (49%), Judiciário (6%), Legislativo (3%) e Ministério Público (2%). No RN, os percentuais registrados no primeiro quadrimestre de 2025 foram: Executivo (56,01%), Judiciário (5,15%), Legislativo (2,8%) e Ministério Público (1,73%).

Estrutura da folha de pagamento

Nos quatro primeiros meses de 2025, a despesa bruta com pessoal no estado totalizou R$ 16,15 bilhões. Desse montante, R$ 9,74 bilhões (60%) foram destinados a servidores ativos. O percentual representa o quinto menor do país e o menor entre os estados nordestinos.

Em contrapartida, os gastos com inativos — aposentados e pensionistas — atingiram R$ 6,24 bilhões, o equivalente a 39% da folha de pagamento. O RN ocupa a quinta posição nacional nesse quesito e a primeira no Nordeste, refletindo o impacto da previdência estadual nas contas públicas.

Para comparação, a participação de inativos na folha em outros estados é a seguinte:

  • Ceará: 24%
  • Rondônia: 18%
  • Roraima: 6%
  • Rio Grande do Sul: 44%
  • Rio de Janeiro: 42%
  • Minas Gerais: 42%

O RN conseguiu deduzir 57,77% das despesas com inativos por serem custeadas com recursos de fundos previdenciários próprios. Essa dedução reduziu o impacto no cálculo da LRF, mas não foi suficiente para enquadrar o estado nos limites legais.

Consequências e precatórios

O cenário de comprometimento elevado pode gerar restrições fiscais ao estado, como a limitação para novas contratações e concessão de reajustes salariais, além de riscos de liquidez. O peso das despesas com inativos reforça a necessidade de medidas de reequilíbrio financeiro.

Outro dado destacado pelo Tesouro Nacional refere-se aos precatórios. O Rio Grande do Norte tem um dos maiores volumes proporcionais do país, correspondendo a 27,3% da sua Receita Corrente Líquida, atrás apenas do Rio Grande do Sul (27,7%).

Esses precatórios incluem dívidas judiciais sem possibilidade de recurso, vencidas e não pagas, com ou sem inclusão na Dívida Consolidada. A alta proporção impacta a margem de manobra do orçamento estadual e aumenta a pressão sobre as finanças públicas.

Distribuição da despesa com pessoal no RN (1º quadrimestre de 2025)

  • Ativos: R$ 9,74 bilhões (60%)
  • Inativos: R$ 6,24 bilhões (39%)
  • Terceirizados: R$ 160 milhões (1%)

As informações são do Relatório de Gestão Fiscal em Foco – Estados + DF, publicado pelo Tesouro Nacional.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Atleta potiguar morre durante partida de futvôlei em Palmas

Atleta potiguar morre durante partida de futvôlei em Palmas

Artur Guilherme, de 23 anos, natural de Canguaretama (RN), passou mal durante torneio em Tocantins e não resistiu

Artur Guilherme Silva Martins, de 23 anos, natural de Canguaretama, no Rio Grande do Norte, morreu no domingo (22.jun.2025) após passar mal durante uma partida válida pelo Circuito Tocantinense de Futvôlei, realizada em Palmas, capital do Tocantins.

A Secretaria dos Esportes e Juventude do Tocantins divulgou nota oficial lamentando o falecimento do atleta potiguar. Artur participava do evento esportivo quando passou mal em quadra.

Segundo informações da Polícia Militar, o jovem chegou a sentar na areia antes de ser retirado do local por uma equipe de saúde que prestava atendimento no torneio. O socorro incluiu manobras de reanimação cardiorrespiratória, mas o atleta não resistiu.

Atendimento imediato

A Federação Tocantinense de Futevôlei confirmou que um socorrista estava de plantão no evento e prestou atendimento imediato assim que Artur apresentou os sintomas. A entidade também informou que todos os participantes estavam devidamente segurados.

A causa da morte de Artur Guilherme não foi divulgada até o momento.

Cerimônia fúnebre

De acordo com a Federação, o velório de Artur ocorreu na segunda-feira (23), em Palmas. Após a cerimônia, o corpo foi transportado para o estado do Rio Grande do Norte, onde ocorreu o sepultamento.

A organização do Circuito Tocantinense de Futvôlei e os órgãos estaduais de esportes reforçaram o pesar e se colocaram à disposição da família para apoio e esclarecimentos.

Foto: Reprodução

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Receitas de canetas emagrecedoras serão retidas a partir desta segunda (23)

Receitas de canetas emagrecedoras serão retidas a partir desta segunda (23)

Medida visa proteger a saúde da população brasileira

A partir desta segunda-feira (23), farmácias e drogarias começam a reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A categoria inclui a semaglutida, a liraglutida, a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

A análise, segundo a agência, se baseou em dados de notificação do VigiMed, sistema disponibilizado pela Anvisa para que cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos possam reportar suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas.

Em uma análise comparativa, o sistema de farmacovigilância, de acordo com a agência, sinalizou “muito mais eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas pela Anvisa no Brasil do que os dados globais”.

Ao apresentar seu voto, em abril, o diretor-presidente substituto da Anvisa, Rômison Rodrigues Mota, destacou que o incentivo ao uso de canetas emagrecedoras apenas com finalidade estética, acompanhado de promessas e depoimentos de rápida perda de peso e sem o devido acompanhamento médico, coloca em risco a saúde dos usuários:

“Estamos falando de medicamentos novos, cujo perfil de segurança a longo prazo ainda não é totalmente conhecido. Por isso, é fundamental o monitoramento e a vigilância. O uso sem avaliação, prescrição e acompanhamento por profissionais habilitados, de acordo com as indicações autorizadas, pode aumentar os riscos e os potenciais danos à saúde.”

Entenda

Com a decisão da diretoria colegiada da Anvisa, a prescrição de medicamentos agonistas GLP-1, incluindo Ozempic, Mounjaro e Wegovy, deve ser feita em duas vias, e a venda só pode ocorrer com a retenção da receita nas farmácias e drogarias, assim como acontece com antibióticos.

A validade das receitas será de até 90 dias a partir da data de emissão, período durante o qual poderão ser utilizadas pelo paciente.

Farmácias e drogarias, por sua vez, devem incluir, no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), a escrituração da movimentação de compra e venda dos medicamentos.

Segundo a agência, a decisão não altera o direito do profissional médico de prescrever os medicamentos para finalidades diferentes das descritas na bula.

A prática, conhecida como uso off label, ocorre quando o médico entende que, para determinado paciente, os benefícios do tratamento superam os riscos.

“É uma decisão tomada com responsabilidade pelo médico e sempre com o devido esclarecimento ao paciente, garantindo que ele esteja bem-informado sobre o procedimento”, destacou a Anvisa.

Uso indiscriminado

A retenção do receituário de canetas emagrecedoras já era defendida por entidades da área da saúde, incluindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Em nota aberta, as entidades citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.

“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém não a retenção da mesma pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Da Agência Brasil

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Brasil condena ataques de Israel e dos EUA a instalações no Irã

Brasil condena ataques de Israel e dos EUA a instalações no Irã

Governo vê com grave preocupação escalada militar no Oriente Médio

O governo brasileiro vê com grave preocupação a escalada militar no Oriente Médio e condena “com veemência” ataques militares de Israel e, mais recentemente, dos Estados Unidos, contra instalações nucleares, “em violação da soberania do Irã e do direito internacional”, informou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores na tarde deste domingo (22).

“Qualquer ataque armado a instalações nucleares representa flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica. Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala”, diz comunicado do Itamaraty.

Ainda segundo a nota, o governo brasileiro reitera sua posição histórica em favor do uso exclusivo da energia nuclear para fins pacíficos e rejeita “com firmeza” qualquer forma de proliferação nuclear, especialmente em regiões marcadas por instabilidade geopolítica, como o Oriente Médio.

O Itamaraty acrescenta que o Brasil também repudia ataques recíprocos contra áreas densamente povoadas, que têm provocado crescente número de vítimas e danos a infraestrutura civis, incluindo instalações hospitalares, que são especialmente protegidas pelo direito internacional humanitário.

“Ao reiterar sua exortação ao exercício de máxima contenção por todas as partes envolvidas no conflito, o Brasil ressalta a urgente necessidade de solução diplomática que interrompa esse ciclo de violência e abra uma oportunidade para negociações de paz. As consequências negativas da atual escalada militar podem gerar danos irreversíveis para a paz e a estabilidade na região e no mundo e para o regime de não proliferação e desarmamento nuclear”, completa o MRE.

Conflito

Acusando o Irã de estar próximo de desenvolver uma arma nuclear, Israel lançou um ataque surpresa contra o país no último dia 13, expandindo a guerra no Oriente Médio.

Neste sábado (21), os Estados Unidos atacaram três usinas nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Esfahan.

O Irã afirma que seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos e que estava no meio de uma negociação com os Estados Unidos para estabelecer acordos que garantissem o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual é signatário.

No entanto, a AIEA vinha acusando o Irã de não cumprir todas suas obrigações, apesar de reconhecer que não tem provas de que o país estaria construindo uma bomba atômica. O Irã acusa a agência de agir “politicamente motivada” e dirigida pelas potências ocidentais, como EUA, França e Grã-Bretanha, que têm apoiado Israel na guerra contra Teerã.

Em março, o setor de Inteligência dos Estados Unidos afirmou que o Irã não estava construindo armas nucleares, informação que agora é questionada pelo próprio presidente Donald Trump.

Apesar de Israel não aceitar que Teerã tenha armas nucleares, diversas fontes ao longo da história indicaram que o país mantém um amplo programa nuclear secreto desde a década de 1950. Tal projeto teria desenvolvido pelo menos 90 ogivas atômicas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Fluminense vence Ulsan e mantém invencibilidade do Brasil na Copa do Mundo de Clubes da Fifa

Fluminense vence Ulsan e mantém invencibilidade do Brasil na Copa do Mundo de Clubes da Fifa

Tricolor supera sul-coreanos por 4 a 2 e lidera o Grupo F pelo saldo de gols

O Fluminense venceu o Ulsan HD, da Coreia do Sul, por 4 a 2, na tarde deste sábado (21.jun.2025), no Metlife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela segunda rodada da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. O resultado manteve o Brasil com 100% de aproveitamento no torneio, após vitórias anteriores de Palmeiras, Botafogo e Flamengo.

Com o triunfo, o Tricolor chegou aos quatro pontos e assumiu a liderança do Grupo F, superando o Borussia Dortmund no saldo de gols (2 contra 1). O clube alemão também soma quatro pontos, enquanto o Ulsan, derrotado também na estreia pelo Mamelodi Sundowns (1 a 0), não tem mais chances de classificação.

Próximo jogo e cenário do grupo

A última rodada da fase de grupos será disputada na quarta-feira (25), às 16h (horário de Brasília). O Fluminense enfrenta o Mamelodi Sundowns no Hard Rock Stadium, em Miami. Um empate garante a vaga nas oitavas de final. Para avançar como líder, o time brasileiro depende de um tropeço do Borussia Dortmund diante do Ulsan, no TQL Stadium, em Cincinnati, ou precisa superar os alemães no saldo de gols, caso ambos vençam.

Escalação e desempenho no primeiro tempo

O técnico Renato Gaúcho fez cinco mudanças na equipe titular em relação ao jogo anterior. Guga, Gabriel Fuentes, Paulo Henrique Ganso, Kevin Serna e Germán Cano (recuperado de lesão) entraram nas vagas de Samuel Xavier, Renê, Nonato, Agustín Canobbio e Everaldo.

Com maior posse de bola (61%) e 14 finalizações na etapa inicial, o Fluminense teve controle das ações ofensivas. Aos 26 minutos, Jhon Arias cobrou falta com precisão no ângulo e abriu o placar. O time carioca criou mais chances com Fuentes e Serna, mas parou no goleiro Jo Hyeon-Woo.

O Ulsan, por sua vez, foi eficiente nas duas chances que teve no primeiro tempo. Aos 36 minutos, após erro de passe de Ganso e contra-ataque iniciado por Darijan Bojanic, Lee Jin-Hyun finalizou livre e empatou a partida. Aos 47, nova falha na saída de bola resultou em cruzamento de Jin-Hyun para gol de cabeça de Um Won-Sang, virando o placar para os sul-coreanos.

Reação e virada no segundo tempo

Renato Gaúcho promoveu alterações no intervalo, colocando Everaldo no lugar de Ganso e formando linha ofensiva com dois centroavantes. A nova configuração deixou o time mais exposto, e o Ulsan quase ampliou aos 10 minutos, com chute de Won-Sang.

O empate veio aos 20 minutos. Após jogada de Nonato, que substituíra Martinelli, e participação de Cano e Keno, a bola sobrou novamente para Nonato finalizar e marcar o segundo gol do Fluminense. O Tricolor manteve a pressão e virou o jogo aos 37 minutos. Após escanteio cobrado por Fuentes, Cano não pegou bem na bola, mas o desvio serviu como assistência para Juan Freytes empurrar para o fundo da rede.

Nos acréscimos, aos 46 minutos, o Fluminense fechou o placar. Keno completou de cabeça o cruzamento de Arias e garantiu a vitória por 4 a 2, sob aplausos da torcida presente em Nova Jersey.

Invencibilidade brasileira mantida

Com o resultado, os clubes brasileiros seguem com 100% de aproveitamento na atual edição da Copa do Mundo de Clubes. Além do Fluminense, Palmeiras, Botafogo e Flamengo também venceram seus compromissos até aqui.

Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC

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Rogério Marinho critica silêncio do governo Lula após alta da Selic para 15%

Rogério Marinho critica silêncio do governo Lula após alta da Selic para 15%

Senador atribui responsabilidade ao presidente do BC, Gabriel Galípolo, e cobra posicionamento de aliados do governo

O aumento da taxa básica de juros (Selic) de 14,75% para 15%, anunciado na quarta-feira (18.jun.2025) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, provocou reação do líder da oposição no Congresso Nacional, senador Rogério Marinho (PL-RN).

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar criticou o silêncio do governo federal diante da decisão e destacou que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O nome do presidente do Banco Central é Galípolo, repita comigo, Galípolo, indicado por Lula. Hoje os juros que são cobrados, estratosféricos, foram definidos por Galípolo e pela maioria dos indicados do presidente Lula”, escreveu Marinho.

O senador também cobrou manifestações do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Marinho comparou a atual gestão do BC à de Roberto Campos Neto, que presidiu a instituição entre 2019 e janeiro de 2025. Segundo ele, Campos era responsabilizado pelo governo por manter os juros elevados, mas a atual política fiscal “absolutamente irresponsável” seria a responsável por impedir a queda da taxa. “Isso inibe o investimento no Brasil. Isso gera insegurança para quem é empreendedor ou quem financia o governo brasileiro através da compra dos títulos de dívida pública”, afirmou.

O parlamentar também relacionou o aumento dos juros ao comportamento do câmbio. “Isso gera problema na nossa questão do câmbio”, afirmou, ao criticar declaração recente de Lula de que “brasileiro não come dólar”. Para Marinho, essa afirmação ignora a importância da moeda para a compra de insumos essenciais em setores como o alimentício e industrial.

Críticas também partiram da Câmara

O deputado federal General Girão (PL-RN) também criticou a alta da Selic e a ausência de manifestação do governo federal. Ele relembrou que, em 2006, último ano do primeiro mandato de Lula, os juros também estavam no patamar atual. “O PT não tem mais Roberto Campos para culpar, e mesmo assim o governo segue perdendo a guerra para a inflação”, afirmou.

Na visão do parlamentar, a política econômica da atual gestão é ineficaz. “Quem paga a conta é o povo”, declarou.

Em contrapartida, a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), integrante da base governista, também se posicionou contra a decisão do Copom. Em publicação nas redes sociais, ela classificou o aumento como “absurdo e inaceitável” e defendeu mudanças na política monetária. “É urgente uma guinada nessa política que só beneficia quem especula, e não quem produz. O presidente do BC precisa mudar de postura diante das pressões do capital financeiro, não há nenhuma teoria econômica que justifique isso como razoável”, disse.

Campos Neto comenta decisão

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também comentou o reajuste da taxa para 15%. “Eu poderia falar: ‘Viu? Me criticaram tanto e agora a taxa está maior’. Mas minha honestidade intelectual não me deixa embarcar nessa. Eu teria feito a mesma coisa”, afirmou.

Campos Neto justificou que a decisão do Copom está relacionada à necessidade de reforçar a credibilidade diante de expectativas desancoradas. Durante sua gestão, que se estendeu de 2019 a janeiro de 2025, a Selic passou de 2% para 13,75%, em um dos ciclos mais longos de elevação de juros no país.

Justificativa do Copom

Em nota oficial, o Copom apontou que o cenário internacional permanece adverso, com incertezas geradas principalmente pelas políticas fiscal e comercial dos Estados Unidos. A autoridade monetária também citou a volatilidade de ativos globais e os efeitos nas condições financeiras, o que exige cautela por parte de países emergentes em meio à tensão geopolítica global.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado / Lula Marques/Agência Brasil

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CBF manifesta interesse em sediar a Copa do Mundo de Clubes da Fifa em 2029

CBF manifesta interesse em sediar a Copa do Mundo de Clubes da Fifa em 2029

Proposta foi apresentada por Samir Xaud a Gianni Infantino durante evento da Fifa em Miami

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, apresentou oficialmente à Federação Internacional de Futebol (Fifa) o interesse do Brasil em sediar a Copa do Mundo de Clubes de 2029. A proposta foi feita durante a Cúpula Executiva de Futebol da Fifa, encerrada neste sábado (21.jun.2025), em Miami, nos Estados Unidos.

A informação foi confirmada pelo site oficial da CBF. Segundo Xaud, a proposta foi feita diretamente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, em uma reunião bilateral. “Falei dos meus objetivos à frente da CBF e disse que queremos estar mais próximos da Fifa. Elogiei o evento e o nível dos clubes brasileiros e, por fim, coloquei o país à disposição para receber a próxima Copa do Mundo de Clubes. O presidente Gianni Infantino ficou muito feliz, disse que é totalmente possível. Agora vamos trabalhar para que dê certo”, afirmou.

O dirigente brasileiro esteve acompanhado do vice-presidente da entidade, Gustavo Dias. A cúpula promovida pela Fifa reuniu representantes das 211 federações nacionais afiliadas e teve início na última quinta-feira (19).

Histórico do Brasil em Mundiais de Clubes

O Brasil foi sede da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes organizada pela Fifa, realizada no ano 2000. As partidas ocorreram nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Na final disputada no Maracanã, o Corinthians superou o Vasco da Gama nos pênaltis e conquistou o título do torneio.

Desde então, a competição passou a ser disputada anualmente em diferentes países. A partir de 2025, o torneio passará a contar com um novo formato, com 32 clubes participantes, similar ao modelo utilizado na Copa do Mundo de Seleções.

Copa do Mundo Feminina em 2027

Além da intenção de sediar o Mundial de Clubes em 2029, o Brasil já está confirmado como país-sede da Copa do Mundo Feminina da Fifa em 2027. O evento contará com jogos em várias cidades brasileiras e terá seleções de todo o mundo disputando o título da principal competição da categoria.

Com esses movimentos, a CBF busca ampliar o protagonismo do país em eventos internacionais organizados pela Fifa, fortalecendo a imagem do futebol brasileiro no cenário global e a infraestrutura esportiva local.

Foto: Divulgação/CBF / Lucas Figueiredo/CBF

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Festas de São João aumentam riscos de queimaduras

Festas de São João aumentam riscos de queimaduras

Aprenda a se proteger e agir em caso de acidentes

As festas juninas são marcadas por muitas comidas típicas, fogueiras e fogos de artifício, elementos que tornam essa época especial. Esse cenário também traz um aumento nos casos de queimaduras, especialmente entre crianças, jovens e idosos. Especialistas reforçam a importância da prevenção e do preparo para agir rapidamente em situações de acidente.

“A maioria das queimaduras pode ser evitada com cuidados simples, como manter as crianças afastadas do fogo e evitar o uso inadequado de fogos. A supervisão de um adulto responsável é fundamental para garantir a segurança durante as celebrações, pois o adulto deve auxiliar ao acender fósforos e manusear os fogos de artifício, prevenindo acidentes”, explica a professora Vera Lúcia, docente do curso de Enfermagem da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.

Também é importante tomar precauções especiais com as fogueiras, que também são fonte comum de queimaduras nesse período. “As fogueiras devem ser montadas em locais abertos e afastados de materiais inflamáveis e de fiações elétricas, com um espaço seguro ao redor para evitar que crianças e adultos se aproximem demais. Nunca se deve deixar a fogueira sem supervisão e é fundamental extingui-la completamente após o uso”, orienta Lúcia.

Além dos riscos relacionados a fogueiras e fogos de artifício, é fundamental redobrar a atenção durante o preparo das comidas típicas, especialmente entre adultos e idosos. O uso constante do fogão pode levar a acidentes domésticos, como queimaduras por contato com superfícies quentes ou óleo quente.

“Para prevenir esses acidentes, é importante manter o ambiente organizado, evitar roupas largas que possam prender fogo e nunca deixar panelas no fogo sem supervisão”, orienta a professora Vera Lúcia. Ela ainda recomenda manter crianças afastadas da cozinha durante o preparo dos alimentos e ter sempre à mão um kit de primeiros socorros para emergências.

Emergências

Além disso, a profissional destaca que a rapidez no atendimento inicial é fundamental para minimizar os danos. “Se a queimadura ocorrer por contato direto com o fogo, resfriar a queimadura com água corrente por pelo menos 10 minutos ajuda a aliviar a dor e evita que a lesão se agrave”. Ela alerta ainda que “não se deve aplicar gelo, pomadas caseiras ou substâncias não indicadas, pois isso pode piorar a queimadura e aumentar o risco de infecção”.

Em caso de queimaduras graves, que atingem grandes áreas do corpo, face, mãos, pés ou genitais, ou quando surgem bolhas e muita dor, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente. “Manter a vacinação contra tétano em dia é outro cuidado essencial para prevenir complicações”, lembra Vera Lúcia.

Sobre a Universidade Potiguar – UnP

Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.

Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 370 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.

Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas do mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. A companhia também se destacou no Finance & Law Summit Awards – FILASA, em 2022, como Melhor Departamento de Compliance. Em 2021, a organização educacional foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.

Foto: Matheus Bertelli

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Queda de balão deixa oito mortos e 13 feridos em Santa Catarina

Queda de balão deixa oito mortos e 13 feridos em Santa Catarina

Acidente ocorreu em Praia Grande na manhã deste sábado (21); balão pegou fogo durante o voo e caiu próximo a posto de saúde

Oito pessoas morreram e treze ficaram feridas na queda de um balão tripulado na manhã deste sábado (21.jun.2025), no município de Praia Grande, no extremo sul de Santa Catarina. O balão, que transportava 21 ocupantes, incluindo o piloto, pegou fogo enquanto sobrevoava a cidade e caiu em uma área próxima ao posto de saúde do bairro Cachoeira.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o piloto percebeu o início do incêndio e conseguiu realizar uma descida parcial. Nesse momento, ele e mais 12 passageiros se lançaram do balão para escapar do fogo. Logo após a descida, o balão voltou a subir e, durante a elevação, os outros passageiros que permaneceram a bordo morreram carbonizados.

Imagens mostram balão em chamas antes da queda

Vídeos gravados por moradores e divulgados nas redes sociais mostram o balão em chamas no ar. Em uma das gravações, é possível ver o momento em que o cesto se solta e algumas pessoas caem durante a tentativa de fuga. A queda aconteceu por volta das 9h.

Inicialmente, as autoridades haviam informado que havia 22 pessoas a bordo, mas a informação foi atualizada posteriormente para 21, conforme os registros do Corpo de Bombeiros.

Identidade das vítimas e causas do acidente ainda não foram divulgadas

As vítimas que sobreviveram foram encaminhadas para hospitais da região. Até o momento, os nomes dos mortos e feridos não foram divulgados. As causas do acidente serão apuradas por autoridades competentes. A empresa responsável pelo balão, identificada como Sobrevoar, ainda não se manifestou publicamente nem foi localizada pela reportagem.

Praia Grande é um destino turístico conhecido por voos de balão sobre os cânions dos parques nacionais Aparados da Serra e Serra Geral. A cidade é frequentemente chamada de “Capadócia Brasileira”, em referência à região turística da Turquia que também realiza voos com balões de ar quente.

Governo federal se manifesta sobre acidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial neste sábado lamentando a tragédia e colocando o governo federal à disposição das vítimas e das autoridades locais que atuam no resgate e atendimento aos sobreviventes.

“Quero expressar minha solidariedade às famílias das vítimas do acidente ocorrido com um balão na manhã deste sábado em Santa Catarina. E colocar o governo federal à disposição das vítimas e das forças estaduais e municipais que atuam no resgate e no atendimento aos sobreviventes”, declarou o presidente por meio de publicação nas redes sociais e comunicado oficial.

Acidentes com balões no Brasil

O caso em Praia Grande ocorre menos de uma semana após outro acidente envolvendo balão no interior de São Paulo. Em Capela Alta, uma mulher morreu após a queda de um balão que transportava 33 pessoas. Além disso, neste sábado (21), um balão tripulado fez um pouso forçado em Sorocaba (SP), sem deixar feridos.

As investigações sobre o acidente em Santa Catarina serão conduzidas pelas autoridades locais e devem incluir a análise de segurança da operação e possíveis falhas no equipamento ou procedimento.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Homem é preso por importunação sexual em ônibus interestadual na BR-304, em Mossoró

Homem é preso por importunação sexual em ônibus interestadual na BR-304, em Mossoró

Prisão foi realizada pela PRF após denúncia de passageira durante fiscalização em transporte entre Pernambuco e Ceará

Um homem de 59 anos foi preso na manhã deste sábado (21.jun.2025) por importunação sexual durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-304, em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. A prisão ocorreu após uma passageira denunciar o suspeito durante abordagem a um ônibus de linha interestadual que fazia o trajeto entre os estados de Pernambuco e Ceará.

De acordo com a PRF, a equipe realizava fiscalização de rotina quando foi procurada por uma mulher que relatou ter sido vítima de contato físico não consentido por parte de um homem que estava no mesmo veículo. Com base no relato, os agentes identificaram o suspeito e o conduziram à Delegacia de Plantão de Mossoró, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.

Conduta admitida pelo suspeito

Durante o registro da ocorrência, o homem admitiu o contato físico com a vítima, mas tentou minimizar sua conduta. No entanto, conforme previsto no artigo 215-A do Código Penal, o ato configura crime de importunação sexual, mesmo sem violência física, desde que tenha ocorrido ato libidinoso sem o consentimento da vítima.

A pena prevista para esse tipo de crime é de reclusão de 1 a 5 anos, caso o ato não constitua crime mais grave.

Artigo 215-A do Código Penal

“Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. Pena: reclusão de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constituir crime mais grave.”

Após os trâmites legais, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

Compromisso da PRF no combate à violência contra a mulher

A Polícia Rodoviária Federal reiterou seu compromisso no enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente em ambientes de transporte público. A corporação orienta que qualquer vítima de importunação sexual ou assédio deve denunciar o fato imediatamente.

O canal de emergência da PRF é o número 191, disponível 24 horas por dia em todo o território nacional.

Transporte interestadual

O ônibus fiscalizado fazia uma rota entre Pernambuco e Ceará, cruzando o estado do Rio Grande do Norte pela BR-304, uma das principais rodovias federais da região. A identificação rápida da vítima e a atuação dos agentes possibilitaram a prisão em flagrante.

Casos como esse reforçam a importância da vigilância em ambientes coletivos e da denúncia imediata às autoridades competentes, especialmente em rotas de transporte público com grande circulação de passageiros.

Foto: Divulgação/PRF

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Chuvas no Rio Grande do Sul deixam quase 8 mil desalojados e afetam 121 municípios

Chuvas no Rio Grande do Sul deixam quase 8 mil desalojados e afetam 121 municípios

Estado tem três mortes confirmadas, uma pessoa desaparecida e mais de 700 resgates realizados, segundo Defesa Civil

As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul ao longo desta semana causaram o deslocamento de 7.972 pessoas, que precisaram deixar suas casas em razão de alagamentos, enxurradas e riscos estruturais.

De acordo com o mais recente boletim da Defesa Civil estadual, divulgado na manhã deste sábado (21.jun.2025), 121 municípios registraram algum tipo de ocorrência relacionada ao mau tempo. Entre eles, 18 decretaram estado de emergência e apenas o município de Jaguari, no sudoeste do estado, declarou estado de calamidade pública.

Pessoas afetadas e situação humanitária

Atualmente, 1.914 pessoas estão acolhidas em abrigos públicos. Outras 6.058 se refugiaram em residências de parentes ou amigos.

Ainda conforme o balanço oficial, o número de mortes permanece em três, e há uma pessoa desaparecida. Uma outra pessoa ficou ferida em decorrência dos temporais.

As forças de segurança do estado informaram que já realizaram o resgate de 731 pessoas e 137 animais. Entre os resgatados estão profissionais de saúde do hospital municipal de Paraíso do Sul, na região central do estado, que ficaram isolados após a queda de uma ponte.

Situação dos rios e previsão do tempo

O volume de água acumulado também elevou o nível de ao menos oito rios, que se encontram acima da cota de inundação. Alguns deles, como os rios Uruguai e Jacuí, continuam apresentando elevação gradual no nível das águas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo segue instável em boa parte do Rio Grande do Sul neste fim de semana. A previsão é de céu encoberto e possibilidade de pancadas isoladas, incluindo em Porto Alegre, capital do estado.

Uma frente fria que se desloca pelo oceano em direção ao sul do país provoca ventos intensos, com rajadas que podem alcançar os 70 km/h, principalmente nas áreas litorâneas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

No momento, não há alertas meteorológicos ativos emitidos pelo Inmet para a região sul.

Alertas e informações em tempo real

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul disponibiliza canais para o envio de alertas meteorológicos gratuitos via celular. Para se cadastrar, o usuário deve enviar o CEP da localidade por SMS para o número 40199. Após o envio, uma mensagem de confirmação será enviada.

Também é possível receber informações via WhatsApp. Para isso, é necessário enviar uma mensagem para o número (61) 2034-4611.

O governo do estado disponibiliza, ainda, um painel online com informações atualizadas sobre as condições das estradas estaduais.

Foto: Mauricio Tonetto/Secom / João Pedro Rodrigues/Secom

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Caminhoneiro potiguar desaparece em Pernambuco após viagem para buscar pneus

Caminhoneiro potiguar desaparece em Pernambuco após viagem para buscar pneus

Fagner Alisson, de 32 anos, foi visto pela última vez em posto de gasolina; Polícia Civil de Pernambuco realiza diligências na região

O caminhoneiro Fagner Alisson Nobre de Medeiros, de 32 anos, natural do Rio Grande do Norte, está desaparecido desde a noite do último sábado (14.jun.2025), após se deslocar para o município de Bezerros, no estado de Pernambuco. Ele havia viajado com o objetivo de carregar o caminhão com um carregamento de colchões que seria entregue na Bahia.

Segundo informações repassadas pela família, o desaparecimento ocorreu após uma mudança de rota. Na sexta-feira (13), o empregador de Fagner solicitou que ele fosse até a cidade de Pombos, a cerca de 44 quilômetros de Bezerros, onde dois pneus novos seriam entregues para substituição no caminhão.

Dois amigos acompanharam Fagner nesse deslocamento — um potiguar e outro morador da cidade de Pombos — e deram carona até o destino. A empresa para a qual o caminhoneiro trabalha mantém uma base operacional no município.

Última vez visto

Desde que chegou a Pombos, Fagner Alisson não foi mais visto por familiares ou colegas de trabalho. Imagens captadas por câmeras de segurança mostram o caminhoneiro andando em um posto de gasolina. Segundo informações fornecidas por seus familiares, ele teria perguntado aos frentistas do local se havia algum taxista trabalhando naquele horário.

Não há registros que indiquem se ele conseguiu transporte após esse momento. Desde então, não houve novos contatos com o caminhoneiro, e nenhuma atualização foi feita por ele junto à empresa ou familiares.

Buscas em andamento

Leandro Alves, amigo de Fagner, informou que buscas estão sendo realizadas por voluntários e amigos na região. “A gente está na rua fazendo o que pode, perguntando para todo mundo, indo para dentro da mata”, relatou.

As ações de busca se concentram em áreas próximas ao posto de gasolina onde ele foi visto pela última vez, além de outros pontos da cidade de Pombos e áreas de mata ao redor.

Investigação policial

A Polícia Civil de Pernambuco confirmou que está conduzindo diligências para apurar o desaparecimento. O trabalho de inteligência da corporação está sendo direcionado para a localização do caminhoneiro e esclarecimento do caso.

As autoridades não divulgaram detalhes sobre linhas de investigação ou hipóteses levantadas até o momento. Também não há confirmação se o caminhão já havia sido carregado no momento do desaparecimento ou se ainda estava vazio.

A família segue em busca de informações e pede que qualquer pessoa que tenha visto Fagner Alisson Nobre de Medeiros ou tenha dados sobre seu paradeiro entre em contato com as autoridades locais ou com os familiares.

Foto: Reprodução

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Flamengo vence Chelsea por 3 a 1 e lidera Grupo D da Copa do Mundo de Clubes da Fifa

Flamengo vence Chelsea por 3 a 1 e lidera Grupo D da Copa do Mundo de Clubes da Fifa

Time brasileiro supera equipe inglesa na segunda rodada e fica próximo da classificação às quartas de final

Menos de 24 horas após a vitória do Botafogo sobre o Paris Saint-Germain, o Flamengo também superou uma equipe europeia na Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Na noite desta sexta-feira (20.jun.2025), o clube carioca venceu o Chelsea por 3 a 1 no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e assumiu a liderança do Grupo D.

Com o resultado, o Flamengo chegou a seis pontos, três a mais que o Chelsea, que permanece com três. Ainda nesta sexta-feira, Los Angeles FC (Estados Unidos) e Espérance (Tunísia) se enfrentam no Geodis Park, em Nashville, para completar a segunda rodada da chave. Um empate no confronto garante ao time brasileiro a classificação antecipada às quartas de final e a primeira posição do grupo.

Escalação e desempenho

O técnico Filipe Luís fez três alterações na equipe em relação à vitória por 2 a 0 sobre o Espérance na estreia. Na defesa, Wesley e Danilo entraram nas vagas de Guillermo Varela e Léo Ortiz. No ataque, Gonzalo Plata substituiu Bruno Henrique.

Durante o primeiro tempo, o Flamengo teve 63% de posse de bola e cinco escanteios, mas encontrou dificuldades para finalizar. O Chelsea finalizou o mesmo número de vezes e foi mais eficiente. Em falha na saída de bola entre Erick Pulgar e Wesley, Pedro Neto aproveitou e abriu o placar para a equipe inglesa.

A principal chance do Flamengo na etapa inicial veio aos 42 minutos, em cobrança de falta de Arrascaeta para Gerson, que finalizou livre. Cowell salvou em cima da linha.

Virada e controle no segundo tempo

O Flamengo manteve a intensidade na volta do intervalo. Aos 8 minutos, Gerson quase empatou após jogada individual, mas o rebote sobrou para Plata, que não conseguiu concluir.

Aos 10 minutos, Filipe Luís promoveu a entrada de Bruno Henrique no lugar de Arrascaeta. Seis minutos depois, o atacante empatou o jogo após cruzamento de Gerson e desvio de Plata.

A virada veio aos 19 minutos: Bruno Henrique ajeitou de cabeça após escanteio cobrado por Pulgar, e Danilo completou para o gol.

A situação do Chelsea se agravou aos 22 minutos, com a expulsão de Nicolas Jackson, que havia entrado há apenas quatro minutos, por falta em Ayrton Lucas. Com um jogador a mais, o Flamengo dominou a partida e ampliou aos 37 minutos. Wallace Yan e Plata tabelaram, e a bola sobrou para o jovem atacante de 20 anos marcar o terceiro gol da equipe brasileira.

Próximos jogos

Flamengo e Chelsea voltam a campo na terça-feira (22), às 22h (horário de Brasília). O time brasileiro enfrentará o Los Angeles FC no Camping World Stadium, em Orlando. Já o clube inglês jogará contra o Espérance novamente no Lincoln Financial Field.

O Flamengo depende apenas de um empate para garantir a liderança do Grupo D, enquanto o Chelsea precisa vencer e torcer por combinação de resultados para avançar.

Foto: Gilvan de Souza/CRF

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STF determina prisão de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, por violar medida cautelar

STF determina prisão de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, por violar medida cautelar

Marcelo Câmara é preso por uso de redes sociais em descumprimento de ordem judicial; conversa com Mauro Cid leva defesa a pedir anulação de delação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quarta-feira (18.jun.2025) a prisão de Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, por descumprimento de medida cautelar que o proibia de utilizar redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

Câmara, coronel do Exército e réu no processo referente à chamada “trama golpista”, foi preso por volta das 16h50 em sua residência, localizada em Sobradinho, no Distrito Federal. De acordo com informações da Polícia Federal (PF), ele ficará detido nas instalações do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Interação com Mauro Cid e uso de redes sociais

A decisão de Moraes foi motivada por informações prestadas ao STF pelo advogado de Câmara, Eduardo Kuntz. No dia anterior à prisão, Kuntz informou ao Supremo que foi procurado por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, por meio da rede social Instagram, através do perfil identificado como @gabrielar702.

Segundo o advogado, ele e Mauro Cid interagiram por meio da plataforma. Cid teria enviado uma foto para se identificar, a pedido do defensor, e relatado sua versão sobre a colaboração premiada firmada com a Polícia Federal.

Durante a conversa, Cid teria afirmado que os investigadores tentaram induzi-lo a usar a palavra “golpe” em seus depoimentos e que, por diversas vezes, solicitou a reformulação de trechos dos anexos apresentados. Ele também afirmou que “o PR [presidente Jair Bolsonaro] não iria dar golpe nenhum” e que os delegados “queriam jogar para o lado do golpe”.

Pedido de anulação de delação

Com base no conteúdo das mensagens, Kuntz solicitou ao Supremo a anulação da delação premiada de Mauro Cid, sob a alegação de que ela teria sido obtida sob pressão.

No entanto, Moraes entendeu que houve tentativa de obstrução da investigação por parte do advogado e de seu cliente. “As condutas noticiadas indicam que o réu e seu procurador tentaram obter os dados sigilosos relativos ao acordo de colaboração premiada por meio de conversas realizadas pelo Instagram e contatos pessoais na Sociedade Hípica de Brasília, no período em que o réu estava preso”, afirmou o ministro.

Moraes destacou que o advogado “transbordou ilicitamente das obrigações legais de advogado” e classificou a conduta como “gravíssima”.

Inquérito contra defensor e réu

Além da prisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para investigar tanto Marcelo Câmara quanto seu advogado, Eduardo Kuntz, por possível tentativa de obstrução de justiça.

Câmara é réu no Núcleo 2 da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apura a tentativa de “sustentar a permanência ilegítima” de Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

Resposta da defesa

Em nota à imprensa, o advogado Renato Marques Martins, que representa Eduardo Kuntz, afirmou que a abertura de inquérito é abusiva e uma tentativa de intimidar a atuação da defesa.

De acordo com a nota, Kuntz teria agido dentro das prerrogativas legais ao verificar se a delação de Mauro Cid foi prestada de forma voluntária. “Ele exerceu seu dever de verificar se houve coação para que seu cliente fosse falsamente acusado. As mensagens indicam que isso ocorreu”, declarou Martins.

A defesa de Kuntz também alegou que a conversa foi iniciada por Mauro Cid e que não houve violação dolosa da medida cautelar, uma vez que o contato foi espontâneo e não envolveu acesso direto às redes sociais por parte de Marcelo Câmara.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Antônio Cruz/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Chuvas no RS deixam três mortos, uma pessoa desaparecida e mais de 6 mil fora de casa

Chuvas no RS deixam três mortos, uma pessoa desaparecida e mais de 6 mil fora de casa

Estado registra vítimas em Sapucaia do Sul, Nova Petrópolis e Candelária; mais de 4 mil estão desalojados

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou nesta sexta-feira (20.jun.2025) a terceira morte relacionada às chuvas que atingem o estado. O número de municípios afetados chegou a 98, entre os 497 do território gaúcho.

A mais recente vítima foi identificada como Mauro Perfeito da Silva, de 72 anos, advogado e presidente do diretório do Podemos em Sapucaia do Sul. Segundo as autoridades, uma árvore caiu sobre o carro da vítima na quinta-feira (19.jun), no município da Região Metropolitana de Porto Alegre.

A filha de Mauro, Lilian Soares da Silva, de 38 anos, estava no veículo e foi socorrida ao Hospital Municipal Getúlio Vargas. De acordo com a assessoria da unidade, ela recebeu alta por volta das 9h desta sexta-feira (20.jun).

As outras duas mortes confirmadas ocorreram em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, e em Candelária, na região dos Vales, distante cerca de 190 km da capital.

A Defesa Civil também informou que há uma pessoa desaparecida desde a terça-feira (17) em Candelária. Já em Santa Tereza, também na Serra, um óbito registrado na quinta-feira (19) ainda é avaliado pela corporação, que apura se foi causado por acidente de trânsito relacionado às chuvas.

População fora de casa

Conforme o boletim divulgado às 9h desta sexta-feira (20) pelo governo estadual, o total de pessoas desalojadas chegou a 4.011 e o de desabrigados, a 2.005.

Os desalojados são aqueles que deixaram suas residências e se abrigaram em casas de parentes, amigos ou acomodações privadas. Já os desabrigados dependem de abrigos públicos ou instituições assistenciais.

Desde o início do período chuvoso, 552 pessoas e 125 animais foram resgatados em diversas regiões.

Municípios com situação de emergência

Ao menos nove municípios decretaram estado de emergência ou calamidade pública. A cidade de Jaguari declarou calamidade pública, enquanto Agudo, Cacequi, Cerro Branco, Cruzeiro do Sul, Dona Francisca, Nova Palma, Passa Sete e São Sebastião do Caí informaram situação de emergência.

O governo do estado segue monitorando as condições climáticas e atualizando os dados das regiões afetadas pelas fortes chuvas.

Foto: Mauricio Tonetto / Secom

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Bolsonaro cancela agenda em Goiás por indisposição e retorna a Brasília

Bolsonaro cancela agenda em Goiás por indisposição e retorna a Brasília

Ex-presidente relata episódios de vômito e interrompe participação em evento político do PL

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou uma agenda política que teria nesta sexta-feira (20.jun.2025) na cidade de Anápolis, no interior de Goiás, após relatar uma indisposição. A informação foi confirmada por assessores próximos ao ex-presidente.

Na quinta-feira (19.jun), Bolsonaro já havia manifestado sinais de mal-estar durante um discurso, com episódios de soluços e arrotos. Em fala registrada por apoiadores, declarou: “Desculpa, é que eu estou muito mal, vomito dez vezes por dia, talvez a 11ª daqui a pouco aí”.

O compromisso fazia parte de uma agenda do Partido Liberal (PL) com foco na mobilização política para as eleições federais de 2026. A legenda tem promovido eventos em diversas regiões do país com a participação de seus principais nomes.

Apesar dos sintomas, Bolsonaro não precisou de atendimento médico. Ele retornou a Brasília na tarde desta sexta. Segundo interlocutores, o quadro não teria relação com os problemas intestinais enfrentados por ele nos últimos meses.

Participações em Goiás

Antes do cancelamento, Bolsonaro havia participado na quinta-feira (19) de uma cerimônia na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, onde recebeu o título de cidadão aparecidense. No evento, esteve ao lado de apoiadores e de lideranças locais.

Durante o discurso, o ex-presidente relatou sentir-se mal, mas permaneceu por tempo suficiente para concluir a fala e receber a homenagem.

Ainda na sexta-feira, Bolsonaro fez uma visita breve a um frigorífico goiano, mas não permaneceu até o final da programação por conta da indisposição.

Até o momento, não há informações sobre a remarcação da agenda em Anápolis. A equipe do ex-presidente informou que ele permanece em Brasília, em repouso.

Foto: Allan Santos/PR/Ilustração/Arquivo

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Homem investigado por exercício ilegal da medicina no RN causou perda de função da mão de paciente

Homem investigado por exercício ilegal da medicina no RN causou perda de função da mão de paciente

Mandado de busca e apreensão foi cumprido na Paraíba; suspeito usava identidade falsa de médico para atender em hospital de Jucurutu

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta quarta-feira (18.jun.2025), um mandado de busca e apreensão domiciliar contra um homem de 39 anos, investigado por exercício ilegal da medicina no município de Jucurutu, no interior do estado. A ação foi realizada com apoio da Polícia Civil da Paraíba, no município de Belém do Brejo do Cruz, onde o suspeito reside atualmente.

Segundo as investigações conduzidas pela 51ª Delegacia de Polícia de Jucurutu, o homem teria se passado por médico e atendido pacientes utilizando documentos falsificados, incluindo carimbos e assinatura de um profissional real, com registro ativo em outro estado, que nunca atuou no Rio Grande do Norte.

O caso que deu origem à apuração remonta a 12 de julho de 2019, quando o investigado realizou atendimento médico no Hospital Maternidade Teresinha Lula de Queiroz Santos, em Jucurutu. Na ocasião, uma idosa de 70 anos foi atendida após apresentar dores na mão direita. Mesmo diante de um exame de raio-x e de um quadro clínico evidente, o suspeito diagnosticou entorse no punho e prescreveu apenas analgésicos, sem encaminhamento ao especialista.

Dias após o atendimento, a paciente foi avaliada por profissionais ortopedistas que constataram a existência de uma fratura com consolidação óssea inadequada. O erro no diagnóstico comprometeu a recuperação da lesão e causou deformidade permanente, além da perda total da função da mão direita da vítima.

Ação policial

Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais civis apreenderam documentos públicos, carimbos e materiais com indícios de falsificação. Todo o material passará por perícia técnica para contribuir com a investigação.

O inquérito policial instaurado apura os crimes de:

  • Exercício ilegal da medicina (Art. 282 do Código Penal)
  • Falsidade ideológica (Art. 299)
  • Falsificação de documento público (Art. 297)
  • Lesão corporal de natureza grave, com debilidade permanente de membro (Art. 129, §1º, III)

A Polícia Civil destacou que o investigado usava nome, carimbo e assinatura falsos de um médico real, o qual está registrado em outro estado e não possui qualquer relação com o hospital de Jucurutu.

Denúncias

A Polícia Civil do RN ressalta a importância da participação da população no combate a práticas criminosas como essa. Informações e denúncias podem ser encaminhadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Morre o ator Francisco Cuoco aos 91 anos em São Paulo

Morre o ator Francisco Cuoco aos 91 anos em São Paulo

Artista estava internado há 20 dias e deixa legado de mais de 60 anos na televisão, teatro e cinema brasileiros

Francisco Cuoco, um dos nomes mais emblemáticos da teledramaturgia brasileira, morreu nesta quarta-feira (19.jun.2025), aos 91 anos. A informação foi confirmada pela família do ator à imprensa. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, havia cerca de 20 dias.

Segundo familiares, Cuoco encontrava-se sedado desde o início da internação. A causa oficial da morte não foi divulgada. Conforme relatado por sua irmã, Grácia Cuoco, o ator enfrentava complicações de saúde relacionadas à idade, além de um ferimento que evoluiu para um quadro infeccioso.

Em entrevista recente, o artista revelou que pesava aproximadamente 130 quilos e que vinha sofrendo de ansiedade. Devido às limitações físicas, estava sendo assistido por cuidadores em atividades rotineiras, como banho e locomoção.

Carreira na televisão, teatro e cinema

Com mais de seis décadas de atuação, Francisco Cuoco se destacou como um dos principais galãs da televisão brasileira, especialmente nas décadas de 1970 e 1980. Nascido em 1933, no bairro do Brás, em São Paulo, ele começou a carreira artística após abandonar o curso de Direito para estudar na Escola de Arte Dramática.

Nos anos 1950, ingressou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e no Teatro dos Sete, contracenando com artistas como Fernanda Montenegro e Sérgio Britto. Sua estreia na televisão ocorreu em teleteatros da TV Tupi, ainda em transmissões ao vivo. Logo em seguida, atuou em novelas nas emissoras Record e Excelsior, com destaque para “Redenção” (1966) e “Legião dos Esquecidos” (1968).

Cuoco estreou na TV Globo em 1970 e rapidamente se consolidou como um dos principais atores da emissora. Protagonizou novelas como:

  • Selva de Pedra (1972)
  • O Semideus (1973)
  • Pecado Capital (1975)
  • O Astro (1977)
  • O Outro (1987)

Foi parceiro de cena frequente da atriz Regina Duarte, formando com ela um dos pares românticos mais conhecidos da teledramaturgia nacional. Atuou em papéis que transitavam entre o drama e o humor, sempre com destaque para a profundidade emocional dos personagens.

Outras atuações e homenagens

Além da televisão, Francisco Cuoco também teve participações relevantes no cinema e no teatro. Em sua trajetória, ainda se aventurou na música, tendo gravado dois discos — um deles com orações.

Nos anos 2000, passou a desempenhar papéis secundários e participações especiais em novelas e minisséries, como:

  • Passione (2010)
  • Sol Nascente (2016)
  • Segundo Sol (2018)
  • Salve-se Quem Puder (2020)

Seu último trabalho na televisão foi uma participação no especial Juntos a Magia Acontece, exibido pela TV Globo em 2020.

Em 2025, Francisco Cuoco foi homenageado na série documental Tributo, do Globoplay, que destacou sua importância para a cultura brasileira e sua contribuição para a teledramaturgia nacional.

O corpo do ator será velado e sepultado em cerimônia restrita à família. Novas informações sobre o local e horário do velório não foram divulgadas até a publicação desta reportagem.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Vasco enfrenta Montevideo Wanderers em amistoso na Arena das Dunas no dia 5 de julho

Vasco enfrenta Montevideo Wanderers em amistoso na Arena das Dunas no dia 5 de julho

Confronto internacional da Vitória Cup será realizado às 17h em Natal; venda de ingressos começa nesta sexta-feira (20)

A cidade de Natal receberá um amistoso internacional entre Vasco da Gama e Montevideo Wanderers, do Uruguai, no dia 5 de julho, às 17h, na Casa de Apostas Arena das Dunas. A partida faz parte da programação da Vitória Cup e foi anunciada oficialmente nesta quinta-feira (19.jun.2025).

O confronto entre as equipes brasileira e uruguaia ocorre durante a paralisação das principais competições continentais e nacionais por causa da realização da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. O Vasco da Gama, atual 13º colocado do Campeonato Brasileiro com 13 pontos, retorna às competições oficiais apenas no dia 19 de julho, quando enfrenta o Grêmio, pela 15ª rodada do Brasileirão.

Venda de ingressos

A venda de ingressos para o amistoso será iniciada às 12h desta sexta-feira (20), exclusivamente pela internet. A organização do evento ainda não divulgou os valores dos ingressos nem os setores disponíveis, mas as informações devem ser atualizadas nas plataformas digitais da Arena das Dunas e da Vitória Cup.

Situação do Vasco no Brasileirão

Antes da pausa no calendário, o Vasco somava 13 pontos em 12 jogos disputados no Campeonato Brasileiro. A equipe carioca ocupa a 13ª posição na tabela e aguarda a definição das datas de dois confrontos adiados:

  • Vasco x Botafogo (13ª rodada)
  • Vasco x Juventude (14ª rodada)

Essas partidas foram suspensas em função da presença de clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes, que alterou o cronograma de jogos da Série A e da Copa Sul-Americana.

Elenco em período de recesso

Devido à paralisação das competições, os principais jogadores do Vasco receberam férias temporárias e estão afastados das atividades desde o último jogo. O clube informou que o elenco profissional deve se reapresentar na próxima segunda-feira (24), dando início ao período de treinamentos visando a retomada da temporada.

A partida contra o Montevideo Wanderers poderá ser utilizada como preparação física e tática para os atletas antes do retorno ao Campeonato Brasileiro. A expectativa é que o técnico do Vasco utilize parte do elenco principal e promova observações táticas durante o amistoso.

Montevideo Wanderers

O Montevideo Wanderers é um dos clubes mais tradicionais do futebol uruguaio e disputa atualmente a Primeira Divisão do Campeonato Uruguaio. A equipe deve desembarcar no Brasil nos primeiros dias de julho e utilizar o amistoso como parte do cronograma de preparação durante a janela internacional.

Arena das Dunas como palco

O estádio Arena das Dunas, localizado em Natal, é um dos equipamentos esportivos construídos para a Copa do Mundo FIFA de 2014 e tem recebido, nos últimos anos, jogos de clubes nacionais, eventos culturais e amistosos internacionais.

A realização da partida entre Vasco e Wanderers faz parte da estratégia de movimentar o calendário esportivo da capital potiguar durante o recesso das grandes competições nacionais.

Outras informações sobre logística, segurança e acesso ao estádio devem ser divulgadas nos próximos dias pela organização da Vitória Cup e pela administração da Arena das Dunas.

Foto: Reprodução

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Encalhe de contêiner e manchas de óleo em praia de Extremoz mobilizam órgãos ambientais

Encalhe de contêiner e manchas de óleo em praia de Extremoz mobilizam órgãos ambientais

Idema, IBAMA, Marinha e MPF acompanham impactos do naufrágio da embarcação Harmonia no litoral Norte do RN

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) informou que diversas instituições estão mobilizadas para monitorar e mitigar impactos ambientais decorrentes do naufrágio da embarcação Harmonia, ocorrido após sua partida do Recife com destino a Fernando de Noronha. A embarcação transportava carga destinada à recuperação da pista do aeroporto da ilha.

Após o naufrágio, um contêiner encalhou nas proximidades das praias de Graçandu e Barra do Rio, no litoral norte do estado, no município de Extremoz. Moradores também relataram a presença de manchas de óleo na faixa costeira, o que acionou a pronta resposta de órgãos ambientais e de defesa civil.

Ações de monitoramento

O Idema mobilizou equipes internas para vistoria técnica na área afetada e iniciou articulações com órgãos federais. Segundo o diretor-geral do órgão, Werner Farkatt, o Instituto acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que enviou uma equipe de plantão ao local.

O Projeto Cetáceos Costa Branca, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), e o Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM) também foram acionados para monitorar possíveis impactos sobre a fauna marinha, especialmente a contaminação por óleo ou resíduos liberados pela embarcação.

O foco das equipes está na contenção de danos ambientais e na proteção da biodiversidade costeira, em cooperação com a Defesa Civil do Estado, a Prefeitura de Extremoz e demais instituições envolvidas.

Atuação da Marinha e do IBAMA

A Marinha do Brasil, por meio do 3º Distrito Naval, está conduzindo a investigação sobre as causas do naufrágio da embarcação Harmonia e sobre o conteúdo transportado. Segundo o Idema, o manifesto da embarcação não indicava presença de óleo ou derivados, o que levantou questionamentos sobre o conteúdo real da carga.

Por tratar-se de uma ocorrência em águas marítimas, a responsabilidade primária recai sobre o Governo Federal, especialmente o IBAMA, enquanto o Governo do Estado atua de forma complementar, colaborando com as ações de prevenção e resposta a possíveis contaminações.

Acompanhamento do Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) também acompanha a situação. O procurador Victor Mariz informou a instauração de procedimento para monitoramento do caso. Na noite da quarta-feira (18.jun.2025), uma reunião foi realizada na Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte (CPRN), com a presença dos proprietários da embarcação, técnicos do IBAMA e representantes da CPRN.

Durante a reunião, foram discutidas e definidas as medidas que os responsáveis pelo navio devem adotar, tanto em relação à mitigação dos impactos ambientais quanto às obrigações ligadas à segurança da navegação.

Situação em monitoramento

O Idema reforça que segue articulado com os demais órgãos públicos para garantir respostas efetivas diante do encalhe do contêiner e do surgimento de manchas de óleo. As instituições envolvidas permanecem em campo para monitoramento constante da área.

O caso segue em análise e novas atualizações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos técnicos e das apurações conduzidas pelas autoridades ambientais e marítimas.

Fotos: Divulgação/IDEMA

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INSS deve devolver em parcela única os descontos indevidos a aposentados e pensionistas

INSS deve devolver em parcela única os descontos indevidos a aposentados e pensionistas

Mais de 3,2 milhões de beneficiários contestaram valores cobrados por entidades associativas; ressarcimento depende de autorização do STF

O advogado-geral da União, Jorge Messias, informou nesta quarta-feira (18.jun.2025) que os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos terão os valores devolvidos em parcela única até o fim de 2025. A medida depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para liberação de crédito extraordinário fora do teto de gastos.

A informação foi divulgada durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que contou também com a participação do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. O governo aguarda um posicionamento final do STF para apresentar o calendário de pagamentos.

Segundo Jorge Messias, a intenção é que o pagamento seja realizado de maneira simplificada e sem distinção entre grupos prioritários. O ressarcimento abrange beneficiários que contestaram descontos aplicados por entidades associativas, que somam mais de 3,2 milhões de casos até agora.

Pedido ao STF

Na semana anterior, a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou ação no STF solicitando autorização para abertura de crédito extraordinário. A proposta busca garantir os pagamentos sem que os valores entrem nas regras fiscais de 2025 e 2026. A ação está sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Toffoli convocou uma audiência de conciliação para o dia 24 de junho com representantes da União, do INSS, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público Federal. O ministro já deferiu um dos pedidos da AGU, suspendendo o prazo de prescrição para contestação entre março de 2020 e março de 2025.

Contestação e números

Gilberto Waller Júnior informou que, até o momento, 3,2 milhões de aposentados e pensionistas contestaram os descontos. A estimativa inicial da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União era de até 4,1 milhões de beneficiários impactados.

Dos que realizaram consulta, apenas 89 mil reconheceram os descontos como legítimos. As contestações envolvem 43 entidades associativas. Cerca de 75% das consultas foram realizadas por meio da plataforma Meu INSS, via celular ou computador. Também estão disponíveis os canais 135 e agências dos Correios.

Casos envolvendo falecidos

O presidente do INSS esclareceu que, nos casos em que o beneficiário faleceu nos últimos cinco anos, o ressarcimento só poderá ser feito por meio de ação judicial. Isso ocorre porque não é possível identificar herdeiros e fazer a conferência pelas plataformas eletrônicas ou telefone.

Em relação aos descontos anteriores a março de 2020, Waller afirmou que não há possibilidade de recuperação por via administrativa devido à prescrição legal. Ele ressaltou que os primeiros registros de descontos em folha datam do início dos anos 1990.

Recuperação de valores e investigações

As fraudes nos descontos indevidos são alvo da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal. A investigação aponta que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados indevidamente de beneficiários entre 2019 e 2024.

Até o momento, a Justiça Federal já determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de empresas e investigados. No mês anterior, a AGU solicitou o bloqueio de R$ 2,5 bilhões contra 12 entidades e 60 dirigentes.

Jorge Messias afirmou que a AGU continuará atuando para recuperar os valores. Segundo ele, o modelo de ressarcimento proposto pela via administrativa, com correção monetária, será mais eficiente e seguro.

O grupo especial da AGU continua atuando para garantir a reparação dos valores descontados de forma indevida de aposentados e pensionistas do INSS.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Copom eleva juros básicos da economia para 15% ao ano

Copom eleva juros básicos da economia para 15% ao ano

Taxa Selic está no maior nível desde julho de 2006

Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano.

Embora houvesse divisões, a decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que esperava a manutenção em 14,75% ao ano.

Em comunicado, o Copom informou que deverá manter os juros em 15% ao ano nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais altas, caso a inflação suba.

“Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou o texto.

“O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, acrescentou o BC.

Essa foi a sétima elevação seguida dos juros básicos. A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Esse deve ser o último aperto monetário, antes da interrupção no ciclo de alta, no segundo semestre.

De setembro do ano passado a maio deste ano, a Selic foi elevada seis vezes. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto, três de 1 ponto percentual e uma de 0,5 ponto.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial, recuou para 0,26%, mesmo com a pressão de alguns alimentos e da conta de energia. Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,32% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em junho de 2025, a inflação desde julho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em julho, o procedimento se repete, com apuração a partir de agosto de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou para 5,1% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de junho.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,25%, quase 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,5%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA acumulado em 12 meses chegará a 4,9% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,6% no fim de 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou levemente as estimativas de inflação deste ano e manteve a do próximo. Na reunião anterior, de novembro, o Copom previa IPCA de 4,8% em 2025 e de 3,6% em 12 meses no fim do segundo trimestre de 2026.

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu para 1,9% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,2% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Foto: Marcello Casal JR./Agência Brasil

Da Agência Brasil

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PF diz que Bolsonaro e Carlos integravam organização criminosa na Abin

PF diz que Bolsonaro e Carlos integravam organização criminosa na Abin

Conclusão consta no relatório final do caso “Abin Paralela”

A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o seu filho, Carlos Bolsonaro, fizeram parte uma organização criminosa para comandar a realização de ações de espionagem clandestina de opositores na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A conclusão consta no relatório final das investigações do caso “Abin Paralela”, que foi finalizado ontem, quando a PF indiciou cerca de 30 investigados, entre eles, Carlos Bolsonaro. O sigilo do documento foi retirado hoje pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

O ex-presidente não foi indiciado porque responde às acusações sobre o uso clandestino da Abin na ação penal da trama golpista, que tramita no STF.

Conforme conclusão dos investigadores, ficou comprovado nas investigações o uso ilegal da Abin contra quem se opusesse ao denominado núcleo político, formado pelo ex-presidente e seu filho.

“As evidências colecionadas ao longo da presente investigação não deixam dúvidas sobre a existência de um núcleo de propagação de desinformação, responsável pela produção e desinformação direcionada contra aqueles que se opusessem de forma contrária ao intento do núcleo político”, afirmou a PF.

De acordo com as investigações, foram monitorados ilegalmente o ministro Alexandre de Moraes, os ex-deputados Jean Willys, Rodrigo Maia, Joyce Hasselmann, o ex-governador de São Paulo João Dória e os jornalistas Leandro Demori e Mônica Bergamo.

Para os investigadores, Bolsonaro era o principal beneficiado pelas ações clandestinas.

“Jair Messias Bolsonaro figura como o principal destinatários do produto das ações clandestinas e da instrumentalização da Abin”, diz o relatório.

A investigação também apontou o uso ilegal do órgão para a propagação de desinformação para desacreditar o sistema eleitoral.

“Esta estrutura utilizou-se dos recursos da agência para atender interesses particulares de ordem política, incluindo ações destinadas a influenciar o resultado das eleições presidenciais de 2022”.

Conforme a apuração, as ações clandestinas foram implementadas durante a gestão do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que é réu na ação penal da trama golpista e também foi indiciado, por meio do uso de policiais federais e outros servidores de confiança cedidos ao órgão e com a utilização ilegal do programa de monitoramento Firstmile.

Atual cúpula

A PF também indiciou a atual cúpula da Abin, formada pelo diretor-geral, Luiz Fernando Correa, sob a acusação de tentar obstruir a investigação sobre a “Abin Paralela”. José Fernando Moraes Chuy, atual corregedor, também foi indiciado.

“Este núcleo atuou para dificultar as investigações sobre a ORCRIM da gestão anterior, por meio de estratégias conjuntas com investigados, recalcitrância na entrega de provas (logs), ações para assediar e desacreditar a ex-corregedora, omissão sobre operações ilegais e potencial manipulação de informações e procedimentos internos”, concluiu a investigação.

Próximos passos

Após receber o relatório final da PF, o ministro Alexandre de Moraes deve enviar o documento para apreciação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Caberá à procuradoria decidir se uma nova denúncia será protocolada contra os acusados ou se o caso será apensado nas ações penais sobre a trama golpista ocorrida durante o governo de Bolsonaro.

Defesa

Após as conclusões da PF, Carlos Bolsonaro foi às redes sociais e insinuou que o indiciamento tem motivação política.

“Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência!”, declarou.

A Agência Brasil entrou em contato com a Abin e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Renan Olaz/CMRJ

Da Agência Brasil

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Comitiva de políticos brasileiros retorna de Israel e desembarca em Natal após conflito com Irã

Comitiva de políticos brasileiros retorna de Israel e desembarca em Natal após conflito com Irã

Grupo chegou ao Brasil na manhã desta quarta-feira (18), após deixar território israelense pela Jordânia; entre os integrantes está o secretário de Planejamento de Natal

A comitiva de políticos e autoridades brasileiras que deixou Israel na última segunda-feira (16.jun.2025) desembarcou no Brasil na manhã desta quarta-feira (18.jun). O grupo chegou por meio de um voo fretado que aterrissou no Aeroporto Internacional de Natal, no Rio Grande do Norte.

Ao todo, 13 integrantes da comitiva chegaram ao estado potiguar. Entre eles, estavam os prefeitos de João Pessoa (PB), Cícero Lucena; de Belo Horizonte (MG), Álvaro Damião; de Nova Friburgo (RJ), Johny Maycon; além do secretário de Planejamento de Natal (RN), Vagner Araújo.

No momento do desembarque, Álvaro Damião (União Brasil), prefeito da capital mineira, declarou:

“A vontade agora é só chegar em casa. Quero agradecer ao povo brasileiro que torceu pela gente, que viu onde a gente estava e o risco que a gente estava correndo.”

Deslocamento da comitiva

O grupo deixou o território israelense por via terrestre após o início do conflito com o Irã. Na segunda-feira (16), a comitiva seguiu de ônibus até a Jordânia. De lá, deslocou-se para a Arábia Saudita, também por via terrestre, e embarcou na cidade de Tabuk em um voo com escalas na Espanha e em Cabo Verde.

Os participantes pernoitaram na Ilha do Sal, em Cabo Verde, antes de seguirem para o Brasil. A chegada ao país foi registrada na manhã desta quarta-feira (18), com pouso na capital potiguar.

Motivo da viagem

O grupo estava em Israel para participar de eventos e compromissos relacionados à gestão pública. Segundo o secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, a viagem foi realizada a convite do governo israelense, com o objetivo de conhecer experiências em áreas como tecnologia, segurança, educação e cidades inteligentes.

Durante a estadia em Israel, os participantes da missão precisaram se abrigar em bunkers após a escalada no conflito regional. Na sexta-feira (13), Israel iniciou ataques aéreos contra o Irã, que respondeu com o lançamento de mísseis balísticos. A situação levou à retirada da comitiva.

Confirmação do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou nesta quarta-feira (18) que o último grupo de autoridades e políticos brasileiros conseguiu deixar Israel pela fronteira terrestre com a Jordânia. Segundo o órgão, a saída ocorreu durante a manhã.

A Embaixada de Israel no Brasil divulgou nota oficial informando que o grupo incluía 28 cidadãos brasileiros, entre eles uma funcionária da representação diplomática de Israel.

“Liderados pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, e em meio a um ataque sem precedentes de mísseis iranianos contra o país, todos os membros das delegações brasileiras — que haviam sido convidados a Israel pelo Ministério — concluíram sua estadia e deixaram o país em segurança hoje (18)”, informou a embaixada.

A nota também destacou que os encontros realizados durante a viagem tiveram caráter técnico e profissional, envolvendo temas como inovação, segurança e cooperação entre os dois países.

Contexto do conflito

O conflito entre Israel e Irã se intensificou nos últimos dias. Na sexta-feira (13), o governo israelense realizou ataques que resultaram na morte de dois dos principais líderes militares iranianos. Como resposta, o Irã lançou dezenas de mísseis balísticos contra Israel, ferindo diversas pessoas.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, declarou que Israel provocou uma guerra e cometeu um “grande erro”.

A escalada de tensão levou autoridades internacionais a emitirem alertas e a mobilizarem planos de evacuação de seus cidadãos e representantes diplomáticos no território israelense.

Foto: Reprodução

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Copom decide nesta quarta (18) se mantém ou eleva taxa Selic

Copom decide nesta quarta (18) se mantém ou eleva taxa Selic

Com Selic em 14,75% ao ano, mercado financeiro está dividido sobre manutenção ou nova alta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (18.jun.2025), se interrompe o ciclo de elevação da taxa Selic ou promove mais um ajuste. A taxa básica de juros da economia está atualmente em 14,75% ao ano, o maior patamar desde agosto de 2006.

A reunião ocorre em meio à desaceleração da inflação, embora itens como a energia elétrica ainda apresentem pressões. A decisão será divulgada ao final do dia e pode marcar o encerramento do ciclo de altas iniciado em setembro do ano passado.

Desde então, a Selic passou de 10,5% ao ano para os atuais 14,75%, após uma sequência de seis aumentos: uma alta de 0,25 ponto percentual, uma de 0,5, três de 1 ponto e uma de 0,5.

Expectativas do mercado

Analistas consultados pelo boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, indicam a manutenção da Selic em 14,75% ao ano até o fim de 2025, com previsão de queda apenas a partir de 2026. No entanto, parte do mercado ainda aposta em uma elevação para 15%.

Na ata da última reunião, realizada em maio, o Copom afirmou que sinais de desaceleração da economia começavam a aparecer, reflexo dos efeitos acumulados da alta dos juros. O comitê também indicou que os canais de transmissão da política monetária ainda precisavam ser observados antes de novas decisões.

Inflação e metas

A recente queda na inflação tem influenciado as expectativas em torno da decisão. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,26% em maio, acumulando 5,32% em 12 meses. A estimativa de inflação para 2025 caiu para 5,25%, segundo o Focus, abaixo dos 5,5% previstos quatro semanas antes.

Apesar da redução, a projeção continua acima do teto da meta contínua de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).

Entenda a Selic

A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos federais no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros do país. É o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, busca desestimular o consumo e reduzir a pressão inflacionária. Taxas mais altas encarecem o crédito e favorecem a poupança. Em contrapartida, a economia pode desacelerar. Ao reduzir a Selic, o objetivo é incentivar o consumo e a produção, estimulando a atividade econômica.

No entanto, além da Selic, os bancos consideram fatores como inadimplência, despesas administrativas e margem de lucro para definir os juros ao consumidor.

Meta contínua de inflação

Desde janeiro de 2025, o país adota o modelo de meta contínua de inflação. A meta é apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. O objetivo é garantir mais previsibilidade e acompanhamento constante da política monetária.

A meta para o IPCA em 2025 é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. No Relatório de Inflação divulgado em março, o BC manteve a projeção de 5,1% para o IPCA até o fim de 2025. A nova atualização do relatório está prevista para o fim de junho.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil / Antônio Cruz/Agência Brasil

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McDia Feliz 2025 inicia vendas antecipadas do Big Mac e abre portas para o futuro de crianças e jovens

McDia Feliz 2025 inicia vendas antecipadas do Big Mac e abre portas para o futuro de crianças e jovens

Tíquetes antecipados devem ser trocados por Big Mac, em 23 de agosto, nos restaurantes McDonald’s

O McDia Feliz, uma das principais campanhas do país em arrecadação de fundos para causas infantojuvenis do Brasil, deu início às vendas de tíquetes antecipados para sua 37ª edição, que acontece em 23 de agosto. Toda a renda obtida com as vendas de sanduíches Big Mac – exceto impostos – será revertida para Instituto Ronald McDonald, que atua na luta contra o câncer infantojuvenil, e para o Instituto Ayrton Senna, que acelera a qualidade da educação pública no Brasil.

Assim como nas últimas edições e pensando na conveniência dos consumidores, os tíquetes antecipados do Big Mac podem ser adquiridos no formato físico ou digital, no valor de R$20 cada, sendo possível comprar kits de até oito unidades.

A venda antecipada vai até 19 de agosto (tíquete digital) e 20 de agosto (tíquete físico). A troca pelo Bic Mac será válida apenas no dia 23 de agosto, no balcão, totens de autoatendimento ou no Drive-Thru dos restaurantes participantes do McDia Feliz. Para saber mais, acesse o regulamento no link https://www.mcdonalds.com.br/mcdiafeliz/regulamento-restaurantes-participantes.

Na última edição, a campanha arrecadou R$ 26,2 milhões e apoiou 85 projetos do Instituto Ronald McDonald e do Instituto Ayrton Senna. Ainda, em 2024, a campanha destinou, por meio do Movimento VemVida, mais de R$1,5 milhões às famílias afetadas pelas enchentes do Rio Grande do Sul, contribuindo com a reconstrução e recuperação dos sonhos de milhares de pessoas. Desde a primeira edição, em 1988, mais de 11 milhões de vidas foram transformadas pelo McDia Feliz.

Como adquirir


Muito além de uma campanha solidária: impacto social na prática

Em 2024, o Instituto Ronald McDonald beneficiou 80 projetos de 49 instituições de norte a sul do Brasil. Entre os projetos, estão aquisição de equipamentos hospitalares, operacionalização de hospitais, pesquisas científicas, humanização de ambiente hospitalar e projeto para educação continuada de profissionais, entre outros. Além disso, houve a operação das sete unidades do Programa Casa Ronald McDonald e das nove unidades do Espaço da Família Ronald McDonald no Brasil.

Ao todo, mais de 30 mil crianças foram impactadas diretamente pela campanha só em 2024. Como Nathália e Denisleo, pais da pequena Nataly, de 9 anos. A família do Ceará é uma das apoiadas pelo McDia Feliz. “Vi minha filha enfrentar dois diagnósticos difíceis — primeiro um câncer no olho, depois um na perna — e, mesmo assim, ela nunca deixou de sorrir e sonhar. Cada passo ao lado dela nessa jornada contra o câncer tem sido uma mistura de dor, esperança e fé. Quando chegamos à Casa Ronald McDonald, vindo de Quixeré, no Ceará, estávamos cansados, assustados e longe de casa. Mas aqui encontramos mais do que um lugar para ficar — encontramos acolhimento, dignidade e amor. A Casa nos devolveu o que mais precisávamos naquele momento: forças para continuar. O Instituto Ronald McDonald não cuida só dos pacientes. Eles acolhem as famílias, ouvem nossas dores e caminham com a gente. Saber que não estamos sozinhos faz toda a diferença”, contam os pais.

Instituto Ayrton Senna: mais vidas no pódio

Com os recursos arrecadados na campanha McDia Feliz 2024 , foi possível acelerar ainda mais a qualidade na educação pública brasileira, com a continuidade de cinco iniciativas de educação integral do Instituto Ayrton Senna. Graças a mobilização, mais de 53 mil educadores foram formados, impactando diretamente a jornada de aprendizado de mais de 816 mil estudantes em escolas públicas de diversas regiões do país.

Entre os projetos beneficiados, destaca-se o trabalho voltado para o desenvolvimento de competências socioemocionais em estudantes do Centro Paula Souza, em São Paulo, e do Ensino Fundamental II em Sobral, no Ceará, referência nacional em educação. Essas iniciativas ajudam crianças e jovens a fortalecerem habilidades essenciais, como colaboração, resiliência e pensamento crítico, ampliando suas oportunidades para um futuro melhor. Para milhares de estudantes, os benefícios em adquirir tais habilidades vão além da sala de aula, tornando-se uma verdadeira porta de entrada para a realização de sonhos no presente e no futuro, preparando-os para enfrentar os desafios do século XXI.

Sobre o McDia Feliz

O McDia Feliz é o principal evento beneficente do McDonald’s e, atualmente, é uma das maiores mobilizações em prol de crianças e adolescentes no Brasil. A campanha é realizada no país desde 1988, gerando recursos para as instituições apoiadas pelo Instituto Ronald McDonald, que atuam para proporcionar mais saúde e bem-estar para crianças e adolescentes com câncer. Em 2018, o projeto ampliou seu impacto para beneficiar outra causa de grande importância para o país, a Educação, contribuindo para as ações do Instituto Ayrton Senna. Desde sua primeira edição, mais de R$ 426 milhões já foram arrecadados pelo McDia Feliz. Para saber mais, acesse o site: https://www.mcdonalds.com.br/mcdia-feliz.

Foto: Divulgação

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Com 85% do público alvo vacinado, campanha contra HPV ganha força no São João

Com 85% do público alvo vacinado, campanha contra HPV ganha força no São João

“É o momento ideal para alcançar jovens e famílias com informação e prevenção”, diz Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN, sobre campanha de vacinação

Com a chegada das comemorações de São João, o clima de festa também representa uma oportunidade para fortalecer a conscientização sobre saúde e prevenção de ISTs. Em meio à intensa interação social junina, especialistas em Saúde destacam que é fundamental fortalecer a divulgação da vacinação contra o vírus do HPV, especialmente entre jovens e adolescentes que frequentam os festejos.

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que entre 9 e 10 milhões de brasileiros já estejam infectados pelo HPV, com aproximadamente 700 mil novos casos surgindo a cada ano, principalmente pela transmissão por contato sexual. Dentre os desdobramentos mais graves que o vírus pode trazer, estão os cânceres de colo do útero, garganta, ânus e pênis. E a forma mais eficaz de proteção é a vacinação precoce, recomendada a partir dos 9 anos para meninas e meninos.

Robinson Dias, presidente da da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), enxerga o mês de junho como uma oportunidade estratégica para ampliar o alcance das campanhas de vacinação.

“Este é um período em que há grande mobilização social, especialmente nas escolas e comunidades. Levar informações sobre a importância da imunização contra o HPV nesse contexto é uma maneira eficaz de alcançar pais, responsáveis e adolescentes, reforçando que a vacina é segura, gratuita e essencial para a prevenção de diversos tipos de câncer no futuro”, explica.

Dados recentes confirmam que esforços para ampliar a cobertura vacinal já têm trazido resultados positivos. Em 2024, quase 85% do público-alvo recebeu ao menos uma dose da vacina contra o HPV. Entre adolescentes de 14 anos, a cobertura ultrapassou 96%, consolidando um avanço significativo na prevenção de doenças futuras.

Como acessar a vacina?

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. O imunizante é ofertado para meninas e meninos de 9 a 14 anos, independentemente de já terem iniciado a vida sexual. Para se vacinar, basta comparecer à unidade de saúde mais próxima com um documento de identidade e a caderneta de vacinação.

O esquema vacinal varia de acordo com a faixa etária: crianças e adolescentes de 9 a 14 anos recebem duas doses, com um intervalo de seis meses entre elas. Já indivíduos com imunossupressão, incluindo pessoas vivendo com HIV, devem tomar três doses, conforme orientação médica.

Vacina nonavalente

Além da vacina quadrivalente disponível na rede pública, uma nova versão, a vacina nonavalente, que oferece proteção contra nove subtipos do HPV, já está disponível na rede privada. Essa versão amplia a cobertura contra o vírus, mas ainda não foi incorporada ao SUS, estando acessível apenas mediante pagamento em clínicas particulares.

Foto: Divulgação

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Moraes nega pedido de Bolsonaro para anular delação de Mauro Cid

Moraes nega pedido de Bolsonaro para anular delação de Mauro Cid

Ministro do STF rejeita anulação de delação premiada; acareação entre Mauro Cid e Braga Netto é marcada para o dia 24

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (17.jun.2025) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para anular o acordo de delação premiada firmado pelo tenente-coronel Mauro Cid. O pedido foi protocolado na segunda-feira (16.jun), após a publicação de uma reportagem pela revista Veja, que apontava supostas contradições no depoimento prestado por Cid na semana anterior, no âmbito da ação penal que trata de tentativa de golpe de Estado.

Na decisão, Moraes afirmou que o momento processual não é adequado para esse tipo de solicitação. O ministro também destacou que pedidos semelhantes já haviam sido indeferidos anteriormente.

“Dessa maneira, o atual momento processual é absolutamente inadequado para pedidos protelatórios, caracterizados por repetição de pedidos indeferidos anteriormente”, escreveu Moraes.

A defesa de Bolsonaro argumenta que Mauro Cid teria violado cláusulas do acordo de delação ao supostamente utilizar perfis em redes sociais para compartilhar informações confidenciais. Segundo os advogados do ex-presidente, Cid poderia ter se comunicado com terceiros por meio de contas no Instagram identificadas como @gabrielar702 e “Gabriela R”, nomes que coincidem com o da esposa do militar, Gabriela Cid.

Durante audiência no STF, Cid afirmou que não sabia se os perfis pertenciam à sua esposa e negou ter utilizado redes sociais para comunicar-se com outros investigados. A defesa de Bolsonaro alegou que essa atuação configuraria quebra de sigilo, o que poderia justificar a anulação dos benefícios concedidos no acordo.

Defesa de Mauro Cid nega irregularidades

Após a divulgação da reportagem, os advogados de Mauro Cid afirmaram que o conteúdo publicado é falso e negaram qualquer ligação entre o militar e os perfis mencionados. A defesa também solicitou que a titularidade das contas seja investigada.

“Esse perfil não é e nunca foi utilizado por Mauro Cid, pois, ainda que seja coincidente com nome de sua esposa (Gabriela), com ela não guarda qualquer relação”, declarou a defesa do militar.

O acordo de delação de Mauro Cid foi firmado com a Polícia Federal e homologado pelo STF. O militar é apontado como peça-chave nas investigações sobre a organização de atos contra o resultado das eleições de 2022 e possível tentativa de golpe de Estado.

STF marca acareação entre Mauro Cid e Braga Netto

No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a realização de uma acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o general da reserva Walter Braga Netto, também réu na ação penal relativa à tentativa de golpe. A medida foi solicitada pela defesa de Braga Netto com o objetivo de esclarecer eventuais contradições entre os depoimentos.

A acareação foi agendada para o dia 24 de junho, às 10h, na sala de audiências do Supremo Tribunal Federal. Braga Netto, que está preso preventivamente desde dezembro de 2024, deverá ser deslocado até Brasília para participar da audiência.

Segundo determinação de Moraes, o réu deverá ser monitorado eletronicamente durante o deslocamento e deverá informar o local de hospedagem. Durante o período fora da unidade prisional, Braga Netto está proibido de se comunicar com qualquer pessoa além de seus advogados.

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro, é considerado uma das principais fontes das investigações conduzidas pela Polícia Federal no caso da suposta tentativa de subversão da ordem constitucional após as eleições presidenciais de 2022. A acareação busca esclarecer divergências entre as versões apresentadas pelos dois réus, que ocupavam posições de confiança no entorno do ex-presidente.

Foto: Gustavo Moreno/STF / Ton Molina/STF

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Grupo de prefeitos brasileiros deixa Israel após ataques e critica nota do Itamaraty

Grupo de prefeitos brasileiros deixa Israel após ataques e critica nota do Itamaraty

Autoridades resgatadas por operação diplomática contestam versão oficial do Ministério das Relações Exteriores sobre missão em território israelense

Um grupo de prefeitos, vice-prefeitos e secretários brasileiros deixou Israel nesta quarta-feira (18.jun.2025) após os bombardeios registrados na semana passada. A delegação integrava uma missão oficial de intercâmbio técnico coordenada pela agência israelense Machave. A retirada foi realizada por via terrestre até a Jordânia e, de lá, os integrantes seguiram para a Arábia Saudita, onde embarcaram em voo particular com destino ao Brasil.

Entre os participantes estavam o secretário de Planejamento de Natal, Vágner Araújo, e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. Em mensagens nas redes sociais, eles divulgaram imagens da saída do hotel e agradeceram pelo apoio recebido durante a operação. Lucena agradeceu também a líderes religiosos e políticos pela solidariedade.

Outros nomes presentes na delegação incluíam Francisco Nélio (Confederação Nacional de Municípios), Álvaro Damião (prefeito de Belo Horizonte), Márcio Lobato (secretário de Segurança Pública de Belo Horizonte), Davi de Matos (Civitas do Rio de Janeiro), Welberth Porto (prefeito de Macaé), Claudia da Silva (vice-prefeita de Goiânia), Janete Aparecida (vice-prefeita de Divinópolis), Gilson Chagas (secretário de Segurança Pública de Niterói), Johnny Maycon (prefeito de Nova Friburgo) e Flávio Guimarães (vereador do Rio de Janeiro).

A operação de retirada contou com apoio direto das Embaixadas do Brasil em Tel Aviv (Israel), Amã (Jordânia) e Riade (Arábia Saudita), além da coordenação entre os Ministérios das Relações Exteriores do Brasil e da Jordânia.

Críticas ao Itamaraty

Ainda durante a permanência no Oriente Médio, a delegação brasileira divulgou uma nota oficial manifestando “profundo desacordo e surpresa” com a Nota à Imprensa nº 269 publicada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O comunicado do Itamaraty afirmou que o governo brasileiro não tinha conhecimento prévio da missão da comitiva e que a viagem ocorreu em desacordo com alertas consulares emitidos desde outubro de 2023.

De acordo com os integrantes da delegação, essa versão contradiz informações repassadas por representantes da própria Embaixada do Brasil em Tel Aviv, em reunião virtual ocorrida no dia 14 de junho. Na ocasião, os diplomatas teriam confirmado que foram avisados com antecedência sobre a missão, especialmente em relação à segunda comitiva composta por prefeitos e um governador.

A delegação também afirmou que a viagem foi organizada com o apoio direto do governo israelense e destacou o caráter oficial da agenda cumprida. No documento, os prefeitos e demais autoridades criticaram o conteúdo e o momento da nota do Itamaraty, classificando o posicionamento como mais próximo de uma reprimenda do que de um gesto de apoio.

O grupo reiterou que a missão teve propósitos institucionais e seguiu os princípios republicanos, com objetivos públicos. Os representantes também agradeceram às equipes diplomáticas brasileiras e aos governos locais pelo apoio prestado durante o processo de evacuação.

Por fim, o Itamaraty informou que mais 27 autoridades ainda permanecem em Israel e deverão ser retiradas por vias similares nos próximos dias. A recomendação do ministério segue sendo que brasileiros evitem viagens não essenciais ao país e que aqueles em território israelense acompanhem as atualizações do “Home Front Command” local e da Embaixada do Brasil em Tel Aviv.

Foto: Reprodução

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Polícia Civil bloqueia R$ 7 milhões em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas

Polícia Civil bloqueia R$ 7 milhões em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas

“Operação Primavera” cumpre mandados em quatro estados e sequestra imóveis de luxo em Natal e sítios em Pernambuco

Na manhã desta terça-feira (17.jun.2025), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da Delegacia Especializada na Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), deflagrou a Operação Primavera, com foco no combate a um esquema de lavagem de dinheiro supostamente vinculado ao tráfico de drogas.

A ação policial resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 7 milhões em contas bancárias dos investigados, além do sequestro de dois imóveis de alto padrão localizados em bairros nobres de Natal.

De acordo com informações da Polícia Civil, a investigação aponta que os suspeitos utilizavam familiares e pessoas de confiança como “laranjas” para registrar bens como imóveis e veículos e movimentar recursos financeiros de origem ilícita. A operação ainda determinou a indisponibilidade de dois sítios no município de Tupanatinga, em Pernambuco, além de veículos de médio e alto padrão, como caminhonetes e motocicletas.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidos documentos e objetos relacionados às práticas criminosas sob investigação.

As investigações indicam que um dos principais alvos possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, homicídios e porte ilegal de arma de fogo em diferentes estados do Nordeste: Alagoas, Pernambuco e Sergipe. Ele foi identificado como integrante de uma facção criminosa com atuação interestadual e teria adquirido diversos bens em nome de terceiros para ocultar patrimônio, caracterizando o uso de testas de ferro.

O inquérito policial foi instaurado a partir de informações compartilhadas pela Delegacia Especializada em Furtos e Roubos de Natal (DEFUR/Natal). As diligências da operação ocorreram simultaneamente nas cidades de Natal (RN), Arapiraca (AL), Aracaju (SE) e Tupanatinga (PE).

Ainda conforme a Polícia Civil, o grupo criminoso utilizava diversas estratégias para ocultar a origem dos recursos ilegais. Entre elas, operações fracionadas de saques e transferências bancárias, compras com dinheiro em espécie e registro de patrimônio em nome de terceiros.

O nome da operação, “Primavera”, faz referência ao bairro homônimo localizado em Arapiraca, município de Alagoas, de onde são naturais o principal investigado, sua companheira e os demais envolvidos apontados como “laranjas”.

As investigações seguem em andamento para aprofundar a identificação de todos os integrantes da organização criminosa e ampliar o rastreamento do patrimônio obtido com recursos ilícitos.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Morador de Mossoró é condenado por ameaças e calúnias contra ministro Alexandre de Moraes

Morador de Mossoró é condenado por ameaças e calúnias contra ministro Alexandre de Moraes

Homem gravou vídeo com ameaças e ofensas ao magistrado do STF em 2022

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um homem residente em Mossoró, no Rio Grande do Norte, por publicar vídeo com ameaças, calúnias e injúrias contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo foi compartilhado em agosto de 2022, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, e repercutiu em outras plataformas, como o YouTube, além de veículos de imprensa.

De acordo com a denúncia, o vídeo continha palavras de baixo calão, falsas acusações de crimes e ameaças de morte, inclusive por explosão de bomba, contra o magistrado. O acusado foi processado com base nos crimes de ameaça, calúnia e injúria.

Confissão do autor

Durante depoimento prestado à Justiça Federal, o réu admitiu ser o autor do vídeo e confirmou que o conteúdo foi divulgado em um grupo de WhatsApp. Ele afirmou que o material não passava de uma “brincadeira”, alegação que não foi aceita pelo juízo.

Na decisão, a 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte afirmou que “o teor das mensagens é inequivocamente ameaçador, calunioso e injurioso. As ameaças de morte e execução são diretas e graves”.

O tribunal concluiu que as manifestações do réu extrapolaram qualquer forma de liberdade de expressão, sendo enquadradas como crime.

Detalhes da condenação

A Justiça aplicou a pena com base no crime mais grave, a calúnia, considerando que todas as condutas ocorreram em um mesmo vídeo e caracterizam continuidade delitiva. A pena fixada foi de dois anos, quatro meses e 24 dias de prisão, a ser cumprida em regime aberto, além do pagamento de multa.

Ainda cabe recurso da decisão.

Fundamento da ação penal

A ação penal que resultou na condenação foi registrada sob o número 0800787-94.2024.4.05.8401, tramitando na 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte.

O caso se insere em um contexto mais amplo de responsabilização judicial por ataques a autoridades públicas por meio das redes sociais, com o Ministério Público e o Poder Judiciário adotando medidas em defesa da ordem institucional e da integridade dos agentes públicos.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF / Rosinei Coutinho/SCO/STF

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PF conclui inquérito da Abin paralela e indica espionagem sob governo Bolsonaro

PF conclui inquérito da Abin paralela e indica espionagem sob governo Bolsonaro

Ex-presidente, Ramagem, Carlos Bolsonaro e atuais diretores da Abin estão entre os mais de 30 indiciados

A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que investigava o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitoramento ilegal de opositores políticos durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso ficou conhecido como “Abin paralela”.

De acordo com o relatório da PF, mais de 30 pessoas foram indiciadas por envolvimento em um esquema que teria utilizado estruturas da Abin para espionagem com finalidades políticas e pessoais. Entre os indiciados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-diretor-geral da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL).

Indiciamentos atingem também atuais gestores da Abin

O inquérito não se limitou a autoridades ligadas ao governo anterior. Também foram indiciados o atual diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, nomeado em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o atual número dois da agência, Alessandro Moretti.

Segundo a PF, houve conluio entre integrantes da atual gestão e da administração anterior da agência para evitar que os monitoramentos ilegais fossem expostos. A investigação identificou que a estrutura da Abin foi utilizada de forma sistemática e irregular entre 2019 e 2023.

Luiz Fernando Corrêa já havia comandado a Polícia Federal durante o segundo mandato do presidente Lula, entre 2007 e 2011, e é considerado um nome de confiança dentro do Partido dos Trabalhadores (PT).

Esquema utilizou software de espionagem

O inquérito aponta que o esquema de espionagem foi operacionalizado com o uso do software FirstMile, apelidado de “espião”. A ferramenta teria sido utilizada pela Abin em pelo menos 60 mil acessos entre 2019 e 2023, com um pico registrado no ano de 2020, período das eleições municipais.

As investigações sobre o uso do software resultaram na deflagração da Operação Última Milha, realizada em outubro de 2023. Segundo a PF, o software foi usado para rastrear e monitorar, de maneira ilegal, a localização de alvos sem autorização judicial.

Operações e desdobramentos

Outro desdobramento da investigação ocorreu em janeiro de 2024, quando a Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados a Alexandre Ramagem, como parte da Operação Vigilância Aproximada.

A PF sustenta que a Abin foi “aparelhada” durante o governo Bolsonaro para monitorar adversários políticos e proteger aliados, agindo fora dos limites legais estabelecidos para a atividade de inteligência no país.

Com a conclusão do inquérito, o caso segue para análise do Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia contra os indiciados ou solicitar novas diligências.

Foto: Marcos Brandão/Agência Senado / Marcos Corrêa/PR / Antonio Cruz/Agência Brasil

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RN pode ganhar 2 deputados federais e 6 estaduais com nova regra aprovada pela Câmara

RN pode ganhar 2 deputados federais e 6 estaduais com nova regra aprovada pela Câmara

Projeto amplia número de cadeiras na Câmara dos Deputados e impacta diretamente a representatividade do Rio Grande do Norte a partir de 2026

O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (18.jun.2025) o projeto que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais. A medida, já aprovada pela Câmara dos Deputados, impacta diretamente a representação do Rio Grande do Norte, que poderá ganhar duas novas vagas a partir das eleições de 2026.

A mudança atende à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que, com base nos dados do Censo Demográfico de 2022, exigiu a redistribuição proporcional das cadeiras na Câmara. Atualmente, a composição da Casa é baseada nos dados populacionais de 1993.

Aumento de vagas para o RN

Com a nova regra, o Rio Grande do Norte passará de oito para dez deputados federais. Essa alteração também afeta a Assembleia Legislativa do estado, já que o número de deputados estaduais é calculado proporcionalmente à bancada federal. Assim, a Assembleia do RN deve saltar dos atuais 24 para 30 parlamentares.

A nova configuração deverá valer já para o pleito de 2026, caso o projeto seja aprovado em tempo hábil pelo Senado e sancionado pelo presidente da República.

Impacto financeiro nos Estados

Apesar do acréscimo na representatividade, o projeto também gera preocupações relacionadas ao custo. Estimativas divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo apontam que a criação das novas vagas pode gerar uma despesa superior a R$ 140 milhões por ano em nível nacional.

Somente os Estados, responsáveis pelo custeio das Assembleias Legislativas, deverão arcar com cerca de R$ 76 milhões anuais a mais. No caso do Rio Grande do Norte, o aumento de seis deputados estaduais também acarretará incremento nos gastos públicos, incluindo salários, assessorias e estrutura legislativa.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que, na esfera federal, não haverá aumento de despesas. “Não terá aumento de despesa em lugar nenhum. Vai usar o próprio orçamento da Câmara dos Deputados”, declarou.

Redistribuição nacional

Além do Rio Grande do Norte, outros oito Estados também serão contemplados com novas vagas na Câmara dos Deputados. A nova distribuição, com base no crescimento populacional aferido pelo IBGE em 2022, será a seguinte:

  • Santa Catarina: +4 vagas
  • Pará: +4 vagas
  • Amazonas: +2 vagas
  • Mato Grosso: +2 vagas
  • Ceará: +1 vaga
  • Goiás: +1 vaga
  • Minas Gerais: +1 vaga
  • Paraná: +1 vaga
  • Rio Grande do Norte: +2 vagas

Dos Estados que ganharão vagas, todos, com exceção de Santa Catarina, registraram aumento significativo de população entre os censos de 2010 e 2022.

Prazos e tramitação

O Congresso Nacional tem até o dia 30 de junho de 2025 para aprovar e sancionar a nova distribuição, conforme prazo definido pelo STF. Caso isso ocorra dentro do prazo, a nova configuração entrará em vigor já nas eleições de 2026.

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado / Leonardo Sá/Agência Senado / Roque de Sá/Agência Senado

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Leilão da ANP inclui 17 blocos para exploração na Bacia Potiguar

Leilão da ANP inclui 17 blocos para exploração na Bacia Potiguar

Blocos no RN e CE integram oferta do 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão nesta terça-feira (17)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta terça-feira (17.jun.2025), a partir das 10h, a sessão pública do 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC). O evento coloca em oferta 16 setores com blocos exploratórios em cinco bacias sedimentares brasileiras.

Entre os setores em destaque está o SPOT-AP1 (mar), que compreende 17 blocos localizados na Bacia Potiguar, abrangendo áreas nos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará. Essa bacia integra a chamada Margem Equatorial, região que se estende do litoral potiguar até o Amapá e tem se consolidado como uma nova fronteira exploratória para o setor de petróleo e gás do país.

Além da Bacia Potiguar, também serão ofertados blocos nas bacias de Parecis (em terra), Foz do Amazonas (mar), Santos (mar) e Pelotas (mar). O objetivo da ANP com a Oferta Permanente de Concessão é estimular a exploração de petróleo e gás natural em áreas com potencial geológico, mas que ainda não despertaram interesse em rodadas regulares anteriores.

Potencial da Margem Equatorial

A Margem Equatorial possui mais de 2,2 mil quilômetros de extensão ao longo da costa norte brasileira. Considerada promissora para exploração em águas profundas e ultraprofundas, a região tem recebido atenção por parte de empresas do setor energético e já foi citada como possível “novo pré-sal” em virtude de seu potencial geológico.

Histórico recente no RN

Em 2023, a Petrobras concluiu a venda de todos os seus ativos em terra no Rio Grande do Norte, incluindo a refinaria Clara Camarão. Após essa saída, a empresa retomou suas operações no estado com a reabertura de sua sede em Natal.

Com o novo leilão da ANP, o estado volta a figurar no mapa de interesse do setor de petróleo e gás, especialmente em sua faixa marítima.

Foto: Alexandre de Gusmão/Divulgação/SBM

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Pagamento do Enem 2025 pode ser feito até 27 de junho, informa MEC

Pagamento do Enem 2025 pode ser feito até 27 de junho, informa MEC

Inscrição só será confirmada após quitação da taxa; prova será aplicada em novembro

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o prazo para pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Com a atualização, os candidatos têm até o dia 27 de junho para efetuar o pagamento, que é necessário para confirmar a inscrição.

O valor da taxa é de R$ 85 e pode ser quitado por diferentes meios: boleto bancário, Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança (dependendo do banco). Para pagamentos via Pix, o QR Code gerado no boleto deve ser escaneado. O documento de pagamento está disponível na Página do Participante.

Estudantes de escolas públicas que concluírem o ensino médio em 2025 são isentos da taxa. Para esses candidatos, o sistema não disponibiliza boleto.

Datas das provas

As provas do Enem 2025 estão previstas para os dias 9 e 16 de novembro, em todo o país. Uma exceção será feita para as cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no estado do Pará, que receberão a aplicação em 30 de novembro e 7 de dezembro. A mudança se deve à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), marcada para novembro.

Certificação do ensino médio

A edição de 2025 marca o retorno da certificação de conclusão do ensino médio pelo Enem. Candidatos maiores de 18 anos poderão solicitar a certificação total ou parcial com base nas notas obtidas. Para isso, é necessário atingir, no mínimo, 450 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.

Essa possibilidade substitui o antigo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que anteriormente era utilizado com esse fim em conjunto com o Enem.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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SENAI oferece mais de 110 mil vagas em cursos gratuitos e pagos em todo o país

SENAI oferece mais de 110 mil vagas em cursos gratuitos e pagos em todo o país

Cursos presenciais, semipresenciais e a distância estão disponíveis nas unidades estaduais e na plataforma Futuro.Digital

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com 110.258 vagas abertas para cursos presenciais, semipresenciais e a distância. As oportunidades estão disponíveis em várias unidades estaduais da instituição, além da plataforma Futuro.Digital, marketplace de cursos do SENAI.

Cursos presenciais e online nos estados

Do total de vagas, 32.228 estão distribuídas entre escolas do SENAI em diversas regiões do Brasil. Os cursos oferecidos abrangem diferentes áreas do conhecimento e são destinados à formação técnica, qualificação, aperfeiçoamento e aprendizagem industrial.

As formações incluem cursos voltados para ocupações como armador de ferro, costureiro, desenhista mecânico, eletricista, operador de Excel, mecânico, soldador e produtor de vídeos com smartphone, entre outros.

As modalidades variam entre:

  • Cursos técnicos
  • Cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional
  • Programas de aprendizagem industrial
  • Outras formações voltadas ao setor produtivo

A disponibilidade de vagas varia de acordo com o estado e a unidade do SENAI. Os interessados devem consultar a escola mais próxima para obter informações detalhadas sobre inscrição, valores (nos cursos pagos), datas de início e documentação exigida.

Cursos disponíveis no Futuro.Digital

Além das vagas presenciais e híbridas nas escolas, há também 76.030 oportunidades na plataforma Futuro.Digital, que concentra a oferta de cursos em diversos formatos e áreas de conhecimento. A plataforma é acessível de qualquer lugar e permite ao aluno estudar de forma mais flexível.

As opções incluem:

  • Cursos técnicos
  • Cursos de curta e média duração
  • Cursos de extensão
  • Graduação
  • Pós-graduação
  • MBA
  • Microcursos e minicursos

No total, a plataforma disponibiliza:

  • 831 turmas presenciais
  • 545 turmas semipresenciais
  • 1.617 turmas EAD (Ensino a Distância)

A variedade de formatos permite ao aluno escolher a melhor forma de aprendizado conforme sua rotina. Os cursos têm diferentes cargas horárias e níveis de complexidade, atendendo desde iniciantes até profissionais em busca de atualização.

Como se inscrever

Para consultar as informações sobre valores (em caso de cursos pagos), grade curricular, certificação, carga horária e requisitos, os interessados devem acessar diretamente o site Futuro.Digital.

O acesso à plataforma também permite a comparação entre cursos, visualização de prazos de matrícula e possibilidade de inscrição imediata, de acordo com a disponibilidade.

A plataforma integra as ações do SENAI voltadas à formação profissional e ao fortalecimento da indústria, com foco na empregabilidade e no desenvolvimento de competências técnicas alinhadas ao mercado de trabalho.

Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra

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Governador Jorginho Mello cita separação do Sul e faz referência a presidenciáveis durante evento no Paraná

Governador Jorginho Mello cita separação do Sul e faz referência a presidenciáveis durante evento no Paraná

Declarações ocorreram durante painel com os governadores Ratinho Júnior e Eduardo Leite em evento de construção civil em Curitiba

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), fez referência ao movimento separatista “O Sul é o Meu País” durante participação em um evento do setor da construção civil, realizado em Curitiba, no Paraná, na última quinta-feira (12.jun.2025). A fala ocorreu enquanto o governador participava de um painel ao lado dos colegas Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná.

Durante sua fala, Mello fez menção aos dois governadores como possíveis candidatos à Presidência da República e, em tom de brincadeira, sugeriu a separação dos estados do Sul caso “o negócio não funcione muito bem lá para cima”. “Temos dois candidatos à Presidência da República aqui. Daqui a pouco, se o negócio não funcionar muito bem lá para cima, nós passamos uma trena para o lado de cá e fazemos ‘o Sul é nosso país’, né?”, declarou, provocando risos da plateia.

Referência ao erro de divisa entre PR e SC

No mesmo evento, Jorginho Mello também comentou sobre o erro de medição de divisas entre os estados do Paraná e Santa Catarina. A falha resultou na reconfiguração do mapa dos dois estados, após constatação de que uma área correspondente a aproximadamente 500 campos de futebol pertencia a Santa Catarina, e não ao Paraná, como se acreditava anteriormente.

“As divisas estavam meio erradas, aí passamos a régua, ele foi generoso e deixou nós pegarmos. Mas não tinha muita coisa boa em cima, não”, afirmou o governador, rindo, ao se referir ao colega paranaense Ratinho Júnior.

Relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Jorginho Mello fez menção a uma possível disputa presidencial e destacou a parceria entre os governadores dos três estados do Sul. Apesar de inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro segue ativo politicamente e vem articulando possíveis nomes para a eleição presidencial de 2026.

Nesta semana, Bolsonaro indicou ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que está disposto a apoiá-lo como candidato, inclusive em uma chapa que teria como vice a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Disputa interna entre possíveis sucessores

Além de Tarcísio, os nomes de Ratinho Júnior e Eduardo Leite também circulam como possíveis candidatos da oposição à Presidência. Leite, que recentemente trocou o PSDB pelo PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, tenta se consolidar como alternativa nacional, mas a preferência da legenda é lançar Ratinho, caso o governador do Paraná apresente viabilidade eleitoral.

Segundo a pesquisa Genial/Quaest, divulgada no início do mês, Ratinho Júnior aparece como o nome da oposição com maior potencial de apoio caso Tarcísio de Freitas não concorra. Leite, por sua vez, pode disputar o Senado, caso não tenha desempenho expressivo nas pesquisas.

Foto: Eduardo Valente/GOVSC / Roberto Zacarias/SECOM / Alan Santos/PR

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Pix automático entra em vigor e permite pagamentos recorrentes sem boleto ou cartão

Pix automático entra em vigor e permite pagamentos recorrentes sem boleto ou cartão

Ferramenta substitui débito automático e facilita cobranças para empresas e prestadores de serviços

A partir desta segunda-feira (16.jun.2025), entra em vigor o Pix automático, nova funcionalidade criada pelo Banco Central (BC) para permitir a realização de pagamentos periódicos a empresas e prestadores de serviços. A ferramenta funciona como uma extensão do Pix tradicional e tem como objetivo substituir boletos bancários e o débito automático.

Com o Pix automático, o cliente autoriza uma única vez a cobrança, que passa a ocorrer automaticamente na conta do pagador nas datas estabelecidas. A funcionalidade já estava disponível desde o fim de maio para correntistas do Banco do Brasil e passa a ser oferecida por outras instituições financeiras a partir desta semana.

Segundo o BC, o novo sistema deve beneficiar até 60 milhões de brasileiros que não utilizam cartão de crédito, além de facilitar o processo de cobrança para microempreendedores individuais (MEIs) e empresas que ainda enfrentam restrições no sistema de débito automático tradicional.

Como funciona o Pix automático

O processo de adesão ao Pix automático começa com o envio de um pedido de autorização pela empresa ao cliente. Em seguida, o usuário acessa o aplicativo da instituição financeira, localiza a opção “Pix automático”, lê e aceita os termos da cobrança.

Durante a configuração, o cliente define:

  • Periodicidade da cobrança;
  • Valor fixo ou variável;
  • Limite máximo por transação.

A partir da data acordada, os débitos são realizados automaticamente, inclusive aos finais de semana e feriados. O usuário pode cancelar a autorização, ajustar os valores e a frequência a qualquer momento.

Cobranças permitidas com o Pix automático

A ferramenta se aplica a pagadores pessoa física e empresas ou prestadores de serviços como recebedores. O pagamento recorrente entre pessoas físicas, como mesadas ou salários domésticos, continuará sendo feito por meio do Pix agendado recorrente, obrigatório desde outubro de 2024.

  • Exemplos de contas que poderão ser pagas com Pix automático:
  • Contas de consumo (água, luz, telefone);
  • Mensalidades escolares e de academias;
  • Assinaturas digitais (streaming, música, jornais);
  • Clubes de assinatura;
  • Outros serviços com cobrança periódica.

Empresas que anteriormente utilizavam o Pix agendado recorrente poderão migrar para o Pix automático, que dispensa a necessidade de digitar manualmente chaves Pix e valores, reduzindo erros e aumentando a segurança nas transações.

Requisitos para adesão por empresas

Para utilizar o Pix automático como recebedor, a empresa precisa estar em funcionamento há pelo menos seis meses. O Banco Central definiu uma série de critérios de segurança para adesão ao sistema por parte das empresas, que deverão passar por análise dos bancos ou instituições de pagamento.

Entre os critérios exigidos:

  • Data de inscrição no CNPJ e situação cadastral dos sócios e administradores;
  • Compatibilidade entre o serviço oferecido e a atividade econômica declarada;
  • Análise de faturamento, número de funcionários e capital social;
  • Tempo de abertura da conta bancária e uso anterior de mecanismos de cobrança;
  • Frequência de transações com o participante financeiro.

Essas exigências têm como objetivo evitar fraudes, como o envio de propostas falsas de cobrança por empresas recém-criadas ou sem histórico confiável.

Benefícios para empresas e consumidores

O Pix automático elimina a necessidade de convênios bancários individuais para que empresas ofereçam cobrança automática, algo que antes era limitado a grandes companhias. Com a nova ferramenta, basta que a empresa solicite adesão ao banco onde possui conta.

Para o consumidor, a nova modalidade representa mais um meio de pagamento digital com flexibilidade de ajustes e possibilidade de cancelamento a qualquer momento.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Lula embarca para nova viagem internacional e participa da Cúpula do G7 no Canadá

Lula embarca para nova viagem internacional e participa da Cúpula do G7 no Canadá

Presidente representará o Brasil em sessão ampliada do G7, com foco em segurança energética e preparação da COP-30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta segunda-feira (16.jun.2025) para mais uma viagem internacional. Desta vez, o destino é o Canadá, onde ele participará da 51ª Cúpula do G7, marcada para o dia 17. O evento reúne os líderes das sete maiores economias industrializadas do mundo e contará com uma sessão ampliada com países convidados, entre eles o Brasil.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o tema da segurança energética será central nos debates da cúpula, ao lado de assuntos como tecnologia e inovação, diversificação de cadeias produtivas de minerais críticos, infraestrutura e investimentos. Essas diretrizes foram destacadas pelo embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty.

Segundo o diplomata, a participação do presidente brasileiro será também uma oportunidade para adiantar tópicos que estarão em pauta na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que ocorrerá em Belém, no Pará, em novembro. Lula deverá usar o espaço para apresentar informações sobre a organização do evento e convidar outros países para a conferência.

O Brasil participará da sessão ampliada do G7 ao lado de outras nações convidadas, como África do Sul, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia e México. A cúpula principal é composta por Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido.

O convite para a participação de Lula foi feito no último dia 11 pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Está prevista uma reunião bilateral entre os dois líderes no dia 17, paralelamente às atividades do G7.

A presença de Lula no encontro integra a agenda internacional do governo federal e amplia o posicionamento do Brasil em fóruns multilaterais. O Itamaraty destaca que os temas tratados no G7 possuem relação direta com os objetivos da COP-30, o que torna a viagem estratégica para a diplomacia ambiental brasileira.

A Cúpula do G7 é realizada anualmente e é considerada um dos principais espaços de coordenação política entre países desenvolvidos e parceiros estratégicos convidados. A edição de 2024 acontece no Canadá.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Cláudio Kbene/PR

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CBTU emite alerta de paralisação total de trens urbanos por falta de orçamento a partir de julho

CBTU emite alerta de paralisação total de trens urbanos por falta de orçamento a partir de julho

Ofício enviado ao Ministério das Cidades aponta que sistemas em Natal, Recife, João Pessoa e Maceió podem parar totalmente até agosto de 2025

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) alertou oficialmente o Ministério das Cidades sobre o risco iminente de paralisação total dos sistemas ferroviários operados pela estatal, incluindo o sistema de transporte de passageiros da capital do Rio Grande do Norte, Natal. O colapso das operações poderá começar a ocorrer a partir de julho de 2025 e, caso não haja recomposição orçamentária, a interrupção completa está prevista para o fim de agosto do mesmo ano.

O alerta foi formalizado em ofício enviado em 28 de abril pelo diretor-presidente da CBTU, José Marques, e foi revelado por meio de reportagem publicada pelo Jornal do Commercio. Segundo o documento, os recursos orçamentários previstos para 2025 são insuficientes até mesmo para manter o funcionamento mínimo das operações nas capitais onde a companhia atua: Natal (RN), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Maceió (AL).

Em 2024, a CBTU teve à disposição R$ 216 milhões para custeio das operações. No entanto, para o exercício de 2025, a previsão caiu para R$ 165 milhões. De acordo com os cálculos apresentados no ofício, o valor necessário para assegurar a continuidade plena dos serviços seria de ao menos R$ 260 milhões.

A diminuição do orçamento, segundo o documento, compromete não apenas a operação dos trens, mas também a segurança dos passageiros, a manutenção da infraestrutura ferroviária e a proteção do patrimônio público. O ofício aponta que, mesmo com a suspensão dos serviços, algumas despesas, como segurança patrimonial e monitoramento dos sistemas, continuarão sendo obrigatórias.

O impacto previsto pela companhia com uma eventual paralisação total inclui:

  • Insegurança no tráfego e nas estações;
  • Risco de depredação das estruturas e equipamentos;
  • Dificuldade técnica e financeira para retomada das operações no futuro.

A CBTU solicita no documento que o Ministério das Cidades avalie a possibilidade de recomposição do orçamento e destaca a relevância social do transporte ferroviário nas capitais atendidas. O diretor-presidente José Marques afirmou, no ofício, que “apela à sensibilidade desse Ministério das Cidades acerca do impacto e relevância das operações da CBTU para a mobilidade urbana e para os usuários de baixa renda que dependem diariamente do transporte sobre trilhos”.

O sistema da CBTU é responsável por transportar milhares de passageiros diariamente em regiões metropolitanas do Nordeste. As linhas operadas pela estatal são consideradas alternativas de baixo custo para a população e cumprem papel estratégico no deslocamento urbano nas cidades atendidas.

Até o momento, o Ministério das Cidades não se manifestou publicamente sobre o conteúdo do ofício ou sobre a possibilidade de recomposição orçamentária para o próximo ano.

Foto: Divulgação/CBTU Natal/Ilustração

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Comitiva brasileira em Israel aguarda definição para saída pela Jordânia após reunião com autoridades locais

Comitiva brasileira em Israel aguarda definição para saída pela Jordânia após reunião com autoridades locais

Grupo com secretário de Natal, Vagner Araújo, aguarda definição para deixar Israel; retorno pode começar nesta segunda (16)

A comitiva de brasileiros que se encontra em Israel, composta por prefeitos, autoridades públicas e o secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, participou neste domingo (15.jun.2025) de uma reunião promovida pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel para tratar da possibilidade de deixar o país por via terrestre, em direção à fronteira com a Jordânia.

A alternativa foi apontada como a mais viável, diante do fechamento do espaço aéreo israelense, que permanece bloqueado desde a escalada de tensões na região iniciada na sexta-feira (13.jun), após ataques do país ao Irã. A expectativa do grupo é que a saída pela Jordânia ocorra já nesta segunda-feira (16.jun), dependendo de liberação oficial.

O secretário Vagner Araújo compartilhou detalhes da reunião por meio das redes sociais, informando que o encontro com o embaixador israelense ocorreu no início da noite, por volta das 20h30 no horário local (14h30 em Brasília). “Reunião acabou agora com o embaixador. Ficaram de resolver nossa saída pela Jordânia. Há possibilidade de ser amanhã”, escreveu.

Segundo informações do próprio secretário, a alternativa de saída pela Jordânia já vinha sendo avaliada desde sábado (14). Outros destinos que estavam sendo considerados eram o Chipre e o Egito. Após a chegada à Jordânia, o grupo poderá aguardar a reabertura do espaço aéreo ou seguir até a Arábia Saudita, de onde poderão embarcar em um voo de volta ao Brasil.

Comitiva brasileira participa de agenda sobre inovação urbana em Israel

A comitiva brasileira chegou a Israel em 10 de junho, para participar de uma programação voltada a temas como inovação urbana, segurança cidadã e cidades inteligentes. O grupo é formado por 18 brasileiros, entre eles gestores municipais e representantes de órgãos públicos. Além dos brasileiros, há também cerca de 15 representantes de outros países participando das atividades a convite do governo israelense.

A permanência da comitiva no país tem sido afetada pela crescente tensão no Oriente Médio. Desde a madrugada de sexta-feira (13), o governo de Israel suspendeu as atividades não essenciais e emitiu recomendações para que a população permaneça em casa. A medida foi tomada após ataques realizados contra alvos no Irã, elevando o nível de alerta no país.

O grupo brasileiro está em contato constante com representantes diplomáticos locais e aguarda orientações oficiais para viabilizar a saída de forma segura.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a logística completa da operação de saída, mas a possibilidade de evacuação via Jordânia é considerada a mais concreta. A comitiva deve seguir as instruções das autoridades israelenses e brasileiras envolvidas na articulação.

Foto: Reprodução

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Brasil negocia com Jordânia rota terrestre para retirada de políticos em Israel

Brasil negocia com Jordânia rota terrestre para retirada de políticos em Israel

Itamaraty tenta garantir retorno de comitivas brasileiras após conflito entre Israel e Irã suspender voos

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil iniciou tratativas com o governo da Jordânia para abrir uma rota de retirada terrestre de comitivas de autoridades brasileiras que se encontram em Israel. O diálogo foi conduzido pelo chanceler brasileiro Mauro Vieira, que conversou com o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, neste sábado (14.jun.2025), conforme nota divulgada pelo Itamaraty.

A medida visa viabilizar o retorno seguro de autoridades estaduais e municipais brasileiras que participavam de uma feira de segurança em Israel e foram surpreendidas pelo início de confrontos envolvendo o Irã. Segundo o governo brasileiro, a evacuação dependerá da melhoria das condições de segurança no território israelense para permitir o deslocamento terrestre até a fronteira com a Jordânia.

Suspensão de voos e interdição do espaço aéreo

Desde a escalada do conflito entre Israel e Irã, os voos no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, estão suspensos. Além de Israel, os espaços aéreos do Iraque e do Irã também foram interditados, dificultando o retorno por via aérea de estrangeiros que se encontram na região.

De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro foi informado sobre a presença de duas comitivas de representantes políticos brasileiros em solo israelense. Os grupos estão sob a responsabilidade da embaixada do Brasil em Tel Aviv, que mantém contato direto com as delegações e com autoridades locais.

Contato com diplomacia israelense

A embaixada brasileira em Israel, juntamente com o Ministério das Relações Exteriores, está em articulação com o governo israelense para garantir a segurança das delegações. O secretário do Departamento de África e Oriente Médio do Itamaraty manteve contato telefônico com representantes da chancelaria israelense solicitando prioridade na proteção dos brasileiros que participam da missão oficial.

As autoridades israelenses, por sua vez, recomendaram que todas as comitivas estrangeiras permaneçam no país até que seja possível organizar uma retirada segura, seja por via aérea ou terrestre.

Delegações estão em bunkers

As comitivas de autoridades estaduais e municipais brasileiras participavam de uma feira internacional de tecnologia e segurança quando teve início a ofensiva iraniana. Com a intensificação dos ataques, os grupos foram conduzidos a abrigos subterrâneos (bunkers), utilizados como medida de proteção contra mísseis e drones lançados em direção ao território israelense.

Entre os integrantes das delegações estão os prefeitos de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), e de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas). As autoridades brasileiras continuam em comunicação com seus respectivos gabinetes no Brasil, enquanto aguardam autorização e segurança para deixar o país.

Câmara dos Deputados acompanha a situação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou por meio das redes sociais que a instituição acompanha de perto a situação. Ele garantiu que medidas estão sendo adotadas para assegurar o retorno das autoridades municipais e estaduais ao Brasil com segurança.

A crise no Oriente Médio intensificou-se com o lançamento de ataques do Irã contra Israel, incluindo o envio de mísseis e drones. A escalada levou vários países a interromperem voos comerciais e a reforçarem medidas de segurança para proteger seus cidadãos no território israelense.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Estudantes potiguares têm trabalho aprovado na 20ª Mostra Brasil Aqui tem SUS

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Estudo analisou o comportamento epidemiológico da febre de Chikungunya em idosos de Jardim do Seridó

Um trabalho de conclusão de curso (TCC) desenvolvido por estudantes de Fisioterapia da Universidade Potiguar (UnP), polo Caicó, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, com o tema “Epidemiologia da febre de Chikungunya em pessoas idosas no município de Jardim do Seridó”, foi aprovado para ser apresentado na 20ª edição da Mostra “Brasil, aqui tem SUS”. O evento acontece dentro da programação do Congresso Nacional das Secretarias de Saúde, neste mês de junho, em Belo Horizonte (MG).

Sob orientação do professor Ricardo Augusto Cunegundes, a pesquisa foi idealizada a partir da vivência dos alunos durante os estágios de Fisioterapia no município de Jardim do Seridó. Segundo o docente, os estudantes observaram que muitos dos pacientes atendidos apresentavam complicações prolongadas decorrentes da febre Chikungunya.

“Essa percepção despertou o interesse em investigar mais a fundo a situação epidemiológica da doença, especialmente entre a população idosa, considerada mais vulnerável”, explicou o professor Ricardo.

A febre Chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode causar dores articulares intensas, fadiga crônica e outras complicações que afetam a qualidade de vida, especialmente entre os idosos. De acordo com o professor Ricardo, o levantamento epidemiológico desenvolvido no TCC representa não apenas uma importante contribuição acadêmica, mas também um alerta para os serviços de saúde.

“Essa apresentação na Mostra é muito importante porque permite dar maior visibilidade à patologia e às sequelas que ela pode causar. Pode, inclusive, despertar o interesse das secretarias de Saúde para criar planos de atenção e prevenção voltados especificamente a esses pacientes”, afirma.

A pesquisa também integrou o projeto aprovado no Edital Pró-Ciência 2024, promovido pela Ânima Educação. O estudo contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Jardim do Seridó, que deu apoio à realização da coleta de dados e também para o contato com a comunidade local.

Sobre a Universidade Potiguar – UnP

Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.

Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 370 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.

Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas do mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. A companhia também se destacou no Finance & Law Summit Awards – FILASA, em 2022, como Melhor Departamento de Compliance. Em 2021, a organização educacional foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.

Foto: Divulgação

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Psicóloga alerta sobre efeitos do luto não acolhido para saúde mental

Psicóloga alerta sobre efeitos do luto não acolhido para saúde mental

De acordo com especialista, silenciar a dor pode agravar o sofrimento de quem perdeu alguém; respeito, escuta e acolhimento são fundamentais no processo

Nesta quinta-feira, 19 de junho, o Dia Nacional do Luto propõe uma reflexão sobre o silêncio que ainda cerca a morte de um ente querido e seus desdobramentos para a saúde emocional. Embora seja uma realidade inevitável, o tema segue sendo um assunto tabu no cotidiano, marcado por resistência e desconforto nas conversas. Esse silêncio, segundo especialistas, não apenas dificulta o enfrentamento da perda, como também aprofunda o sofrimento de quem vive o luto.

“Falar sobre o luto é falar sobre amor, sobre vínculo, sobre ausência. Quando esse espaço de conversa não existe, a dor fica escondida, e, muitas vezes, se transforma em sofrimento silencioso”, explica a psicóloga Anna Cláudia Abdon, especialista em luto da Empresa Vila, administradora do Plano Sempre, referência no setor funerário potiguar. “O Dia Nacional do Luto é uma oportunidade para quebrar esse tabu e reconhecer que o luto não é fraqueza, nem drama, muito menos doença, mas sim, um processo natural, legítimo e necessário”, reforça a especialista.

De acordo com Anna Cláudia, as manifestações do processo podem ser múltiplas, desde a tristeza profunda, raiva, confusão, culpa, e até o isolamento. Dessa forma, cada pessoa vivencia a dor de forma única, e respeitar o tempo do outro e oferecer apoio empático são atitudes fundamentais nesse processo.

A representante de atendimento bilíngue, Constância Souza, que perdeu o pai, o jornalista Carlos de Souza, há seis anos, em decorrência de um câncer, compartilha a própria vivência. “Fiquei arrasada. A doença foi cruel e rápida, e eu sentia uma mistura de dor, raiva, tristeza, desamparo, saudade e negação”, relata.

Segundo ela, o início do processo foi marcado pela dificuldade de aceitar a perda. “Demorei para perceber que precisava de ajuda. Evitava falar sobre o assunto, e só depois de alguns meses consegui começar a conversar com minha mãe. Três anos depois, busquei apoio profissional, quando entendi que precisava aprender a lidar com aquilo”, relembra.

Constância também destaca o valor do acolhimento das pessoas próximas e da memória afetiva. “Alguns amigos evitavam tocar no assunto, mas a maioria me acolheu. O que mais me ajudou foi o tempo e o carinho das pessoas que amavam meu pai, ouvir as histórias sobre ele me trouxe conforto”, explica.

Quando buscar ajuda

Em alguns casos, no entanto, o luto pode evoluir para um sofrimento emocional mais intenso. “Quando a dor não dá trégua, quando há perda de sentido pela vida, isolamento extremo ou pensamentos recorrentes de morte, é sinal de que esse sofrimento está transbordando e precisa de cuidado especializado”, alerta a psicóloga.

Para Anna Cláudia Abdon, buscar ajuda profissional neste momento não deve ser visto como sinal de fraqueza, mas de coragem. “A terapia oferece um espaço seguro para que a pessoa possa entender sua dor, ressignificar a perda e, aos poucos, reconstruir uma nova forma de viver. Mesmo sem a presença física de quem partiu, é possível reencontrar sentido”, explica.

Ela ressalta ainda que o acolhimento também pode vir das pessoas próximas: amigos, familiares, vizinhos e colegas. Estar presente, ouvir sem julgar e evitar frases prontas são atitudes que fazem diferença. “Às vezes, um simples ‘tô aqui com você’ é tudo que alguém precisa para não se sentir sozinho”, finaliza.

Foto: Divulgação

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STF determina soltura de Gilson Machado após prisão por tentativa de obtenção de passaporte para Mauro Cid

STF determina soltura de Gilson Machado após prisão por tentativa de obtenção de passaporte para Mauro Cid

Ex-ministro do Turismo deverá cumprir medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes; investigação envolve tentativa de obtenção de passaporte português para Mauro Cid

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que foi preso na manhã desta sexta-feira (13.jun.2025), em Recife (PE), por suspeita de envolvimento na tentativa de obtenção de um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A prisão de Gilson Machado foi realizada por ordem de Moraes no âmbito das investigações sobre a chamada trama golpista que apura articulações contra o resultado das eleições de 2022. Após análise da prisão, o ministro substituiu a medida por restrições cautelares, conforme divulgado por seu advogado, Célio Avelino.

Ex-ministro deverá cumprir medidas cautelares

Com a decisão do STF, Gilson Machado deverá ser solto nas próximas horas, conforme o mandado de soltura já expedido. Em substituição à prisão preventiva, o ex-ministro deverá cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas:

  • Comparecimento obrigatório à Justiça sempre que solicitado;
  • Proibição de manter contato com outros investigados no inquérito da trama golpista;
  • Cancelamento do passaporte atual;
  • Impedimento de deixar o país sem autorização judicial.

Investigação envolve tentativa de obtenção de passaporte português

A investigação da Polícia Federal aponta que Gilson Machado teria atuado para intermediar a obtenção de um passaporte português para Mauro Cid, que atualmente é delator nas apurações do STF sobre os atos antidemocráticos ocorridos após as eleições de 2022.

Na manhã desta sexta-feira, Mauro Cid prestou novo depoimento à Polícia Federal. Durante a oitiva, o militar negou qualquer intenção de deixar o Brasil. Ainda assim, as investigações indicam que a família de Cid viajou para os Estados Unidos no mês anterior.

Pedido de cidadania portuguesa foi feito em janeiro de 2023

Em março de 2024, o ministro Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos formais a Mauro Cid sobre o motivo do pedido de cidadania portuguesa. À época, a defesa do militar informou que a solicitação havia sido protocolada em 11 de janeiro de 2023, poucos dias após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O advogado Cesar Bittencourt, que representa Mauro Cid, afirmou que o pedido foi feito “única e exclusivamente porque a esposa e as filhas do tenente-coronel já possuem cidadania portuguesa”.

Segundo a defesa, o processo resultou na expedição de uma carteira de identidade portuguesa, entregue ao militar em 2024. O documento, de acordo com o advogado, tem validade apenas como identificação dentro do território português, e não implica automaticamente em autorização de residência ou passaporte válido.

Contexto da investigação

A atuação de Gilson Machado está sendo analisada como parte de uma suposta tentativa de facilitar a saída de Mauro Cid do país. O tenente-coronel firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal e é considerado peça-chave nas investigações sobre os bastidores do governo Bolsonaro, especialmente em temas como a minuta do golpe, fraude em cartão de vacinação e articulações paralelas ao sistema de Justiça.

Com a soltura de Gilson Machado, o processo seguirá sob acompanhamento do STF, com monitoramento das medidas cautelares impostas. A Polícia Federal continua a apurar os desdobramentos da tentativa de obtenção de documentos portugueses, bem como o possível envolvimento de outras pessoas na iniciativa.

Foto: Roberto Castro/Mtur / Isac Nóbrega/PR

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Governo aguarda STF para iniciar restituição de descontos indevidos em aposentadorias do INSS

Governo aguarda STF para iniciar restituição de descontos indevidos em aposentadorias do INSS

Plano de pagamento prevê devolução de valores com correção monetária; mais de R$ 6 bilhões foram descontados irregularmente, segundo a Polícia Federal

O governo federal aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para anunciar o calendário de restituição dos descontos indevidos aplicados sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entre os anos de 2019 e 2024.

A medida depende da autorização do STF para abertura de crédito extraordinário, conforme solicitado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em ação protocolada na Corte. O montante a ser restituído não será computado dentro do teto de gastos dos exercícios de 2025 e 2026.

Segundo estimativas da Polícia Federal (PF), mais de R$ 6 bilhões foram descontados de forma irregular de aposentados e pensionistas, por meio de associações e entidades que firmaram vínculos não autorizados com os segurados.

Restituição será feita sem necessidade de ação judicial

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou, nesta sexta-feira (13.jun.2025), durante participação no programa A Voz do Brasil, que os beneficiários que já contestaram os descontos junto ao INSS terão seus valores totalmente restituídos, com correção monetária.

“Apresentamos a proposta do plano de pagamento e, uma vez validado pelo STF, vamos anunciar o calendário de pagamento aos aposentados e pensionistas que buscaram o INSS e têm os valores confirmados”, disse Messias.

O representante da AGU reforçou que não há necessidade de ação judicial para garantir a restituição. Ele explicou que a própria União está assumindo o compromisso de efetuar o ressarcimento diretamente, sem a necessidade de mediação judicial.

A AGU também pediu ao STF a suspensão do prazo de prescrição e das ações judiciais em andamento, a fim de garantir que os segurados não percam o direito à restituição caso a decisão judicial demore a ser proferida.

“Queremos que os beneficiários sejam protegidos e não tenham seus direitos violados. Não há pretensão resistida por parte do governo”, destacou Messias.

Entidades e dirigentes tiveram bens bloqueados

No curso das investigações, a AGU obteve decisões judiciais que determinaram o bloqueio de quase R$ 3 bilhões de 12 entidades associativas e seus dirigentes, que teriam se beneficiado dos descontos sem consentimento dos segurados.

As investigações apontam que as associações firmavam convênios com o INSS, vinculando aposentados e pensionistas sem autorização expressa. Com isso, valores referentes a mensalidades e contribuições eram automaticamente descontados dos benefícios previdenciários.

A Polícia Federal, que atua em parceria com o Ministério da Previdência Social e a Controladoria-Geral da União (CGU), estima que o esquema operou de forma sistemática, com prejuízos bilionários aos beneficiários do INSS em todo o país.

Aguardada decisão do STF

A efetivação do plano de pagamento e a divulgação do calendário de restituição ainda dependem de análise e validação do Supremo Tribunal Federal. Após a autorização do crédito extraordinário, o governo deverá iniciar o repasse dos valores diretamente aos beneficiários lesados.

A expectativa é de que a devolução seja operacionalizada pelo próprio INSS, por meio dos dados já existentes nos sistemas de contestação e apuração dos descontos irregulares. O cronograma exato será divulgado após a decisão do STF.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Ex-ministro do Turismo Gilson Machado é preso

Ex-ministro do Turismo Gilson Machado é preso

Gilson Machado nega participação em tentativa de fuga e afirma que ligação ao consulado foi para renovar documento do pai

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta sexta-feira (13.jun.2025), o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto de uma investigação que apura uma suposta tentativa de emissão de passaporte português para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a PF, a investigação aponta que Machado teria atuado junto ao Consulado de Portugal, no Recife, para viabilizar a documentação que permitiria a saída de Mauro Cid do país. Os fatos investigados ocorreram em maio de 2025.

Além da prisão de Gilson Machado, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a Mauro Cid, em Brasília. Embora o STF inicialmente tenha autorizado a prisão de Cid, o mandado foi revogado antes do cumprimento. Mesmo assim, ele foi conduzido à sede da Polícia Federal para prestar depoimento.

Durante a prisão de Machado, os agentes apreenderam o celular, o carro e outros pertences do ex-ministro. Após ser ouvido na Superintendência da PF no Recife, ele foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame de corpo de delito. Em seguida, foi levado para o Centro de Triagem e Observação Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, onde permanece à disposição da Justiça.

Em depoimento, Gilson Machado negou envolvimento na tentativa de emissão do passaporte para Mauro Cid. Segundo ele, a ligação para o consulado teve como finalidade solicitar a renovação do documento do pai, que tem 85 anos. “Apenas pedi um passaporte para meu pai, por telefone, ao Consulado Português do Recife. O meu pai foi lá no outro dia com meu irmão. Se ele não recebeu, está para receber”, afirmou.

Machado também declarou que não esteve fisicamente em nenhuma embaixada ou consulado. “É só pegar lá as ligações que eu fiz com o consulado. O áudio que eu mandei para funcionário dos consulados. Não estive presente em nenhum consulado, nem de Portugal, nem em qualquer outro lugar, nem no Brasil, nem fora do Brasil”, disse o ex-ministro.

O advogado de defesa de Gilson Machado, Célio Avelino, informou que ainda não teve acesso aos autos do processo. “A Polícia Federal recebeu, do ministro Alexandre de Moraes, um mandado de prisão preventiva, mas não disse os motivos da prisão. Estamos dando entrada em um pedido para ter acesso ao processo para saber o que levou o ministro a decretar a prisão”, afirmou o defensor.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a abertura de inquérito ao STF na última terça-feira (10.jun), com base em indícios de que Machado teria tentado ajudar Mauro Cid a deixar o Brasil por meio de um passaporte português. Segundo a PGR, a Polícia Federal encontrou arquivos no celular de Cid que indicam a tentativa de obtenção da cidadania portuguesa, datada de janeiro de 2023.

O Partido Liberal (PL), legenda à qual Machado é filiado, informou por nota que acompanha a situação do ex-ministro e aguarda o esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes.

Gilson Machado tem 57 anos e é formado em veterinária. Atuou como presidente da Embratur e secretário de Ecoturismo e Cidadania Ambiental no Ministério do Meio Ambiente antes de assumir o Ministério do Turismo, cargo que ocupou entre dezembro de 2020 e março de 2022 durante o governo Bolsonaro.

Além da carreira política, Machado também é empresário do setor hoteleiro e músico. É sanfoneiro da banda de forró Brucelose, com presença confirmada no São João 2025 de Caruaru, onde deve se apresentar no dia 24 de junho. Ele foi candidato ao Senado por Pernambuco em 2022, ficando em segundo lugar com 1,3 milhão de votos, e disputou a prefeitura do Recife em 2024, também sem êxito.

Em nota anterior à prisão, Machado já havia se manifestado sobre o caso, afirmando que apenas fez contato com o consulado para tratar da renovação do passaporte do pai.

Foto: Isac Nóbrega/PR / Anderson Riedel/PR / Isac Nóbrega/PR / Divulgação/Ministério do Turismo

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Mauro Cid presta depoimento à PF sobre tentativa de usar cidadania portuguesa para deixar o Brasil

Mauro Cid presta depoimento à PF sobre tentativa de usar cidadania portuguesa para deixar o Brasil

Operação autorizada pelo STF apura suposta ajuda de Gilson Machado na emissão de passaporte português para o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

O tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, compareceu na manhã desta sexta-feira (13.jun.2025) à sede da Polícia Federal (PF) em Brasília para prestar esclarecimentos no âmbito de uma investigação que apura a suposta intenção de deixar o país utilizando a cidadania portuguesa. A ação ocorre no contexto de uma operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mais cedo, a PF cumpriu mandados judiciais contra o militar. Inicialmente, o STF chegou a autorizar a prisão preventiva de Mauro Cid. No entanto, a ordem foi revogada antes da execução. Segundo a defesa, a revogação ocorreu a tempo e o mandado não chegou a ser cumprido.

A operação da PF está inserida na investigação da PGR sobre a possibilidade de Cid tentar sair do Brasil usando um passaporte português. A suposta ação teria contado com o apoio do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que foi preso em Recife na mesma manhã, suspeito de intermediar a emissão do documento junto ao Consulado de Portugal.

De acordo com a Polícia Federal, a movimentação para emissão do passaporte português ocorreu em maio de 2025. A PF afirma ter localizado, em janeiro de 2023, arquivos no celular de Mauro Cid indicando uma tentativa anterior de obter a cidadania portuguesa.

A advogada Vânia Bittencourt, integrante da defesa de Cid, confirmou que o tenente-coronel e sua família possuem tanto a cidadania quanto a carteira de identidade portuguesa. Entretanto, destacou que tais documentos não garantem trânsito livre pela Europa. Segundo ela, Mauro Cid estaria disposto a entregar sua carteira de identidade portuguesa às autoridades brasileiras, como forma de demonstrar colaboração. Ainda de acordo com a defesa, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro não possui passaporte português e não tem intenção de solicitar o documento nem de deixar o país sem autorização judicial.

Mauro Cid responde ainda, junto a Bolsonaro e outros 29 investigados, por uma ação penal relacionada a uma suposta tentativa de golpe de Estado. A acusação, movida pela PGR, aponta que o grupo teria agido com o objetivo de manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições presidenciais de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva.

A PF aponta que Gilson Machado teria atuado diretamente no consulado português no Recife para auxiliar Mauro Cid na tentativa de obter um passaporte. O objetivo seria viabilizar uma eventual saída do país, evitando o avanço das investigações.

Em nota anterior, Machado havia afirmado que apenas entrou em contato com o consulado português por telefone, com a intenção de solicitar a renovação do passaporte de seu pai, de 85 anos. A defesa de Machado afirmou que não teve acesso aos autos e ainda busca entender os fundamentos do mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Além dos depoimentos, a operação autorizou buscas e apreensões em endereços vinculados a Mauro Cid. Os agentes apreenderam pertences como celular e documentos. Apesar da revogação da prisão, Cid foi conduzido para prestar esclarecimentos à PF.

As investigações seguem em sigilo. A PGR reforçou que a apuração está em curso e que não há, por enquanto, mais informações públicas sobre o conteúdo do inquérito.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Lula Marques/ Agência Brasil / Lula Marques/ Agência Brasil / Ton Molina/STF

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Enem 2025: Inscrições terminam nesta sexta-feira (13)

Enem 2025: Inscrições terminam nesta sexta-feira (13)

Prazo vale também para solicitação de atendimento especializado e uso de nome social; taxa pode ser paga até 19 de junho

O prazo para inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 termina às 23h59 desta sexta-feira, 13 de junho. O período foi prorrogado em uma semana pelo Ministério da Educação (MEC). O encerramento original estava previsto para o dia 6 de junho.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela Página do Participante, disponível no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização do exame.

Além da inscrição regular, este dia também é o limite para candidatos que desejam solicitar atendimento especializado e o uso do nome social em todos os documentos do exame. Para isso, é necessário enviar a documentação comprobatória no ato da inscrição, conforme as regras do edital.

Pagamento da taxa de inscrição

A taxa de inscrição no valor de R$ 85 poderá ser paga até a próxima quarta-feira, 19 de junho. O boleto é gerado na tela inicial da Página do Participante após a conclusão da inscrição e pode ser quitado por Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança.

Segundo o MEC, o sistema não emitirá boleto de pagamento para dois grupos específicos:

Estudantes de escolas públicas que estejam concluindo o ensino médio em 2025, em qualquer modalidade (ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos – EJA);

Candidatos que buscam o certificado de conclusão do ensino médio via Enem e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Quem precisa se inscrever

Mesmo os candidatos que obtiveram isenção da taxa e tiveram suas justificativas de ausência em 2024 aprovadas pelo Inep precisam realizar a inscrição. A aprovação desses pedidos não garante a inscrição automática.

Estudantes do 3º ano do ensino médio em escolas públicas, mesmo com inscrições pré-preenchidas, devem atualizar os dados e confirmar a participação no exame.

O Enem 2025 também está disponível para candidatos classificados como “treineiros” — aqueles que ainda não concluíram o ensino médio e desejam testar seus conhecimentos.

Outro grupo que deve se inscrever é o de candidatos interessados em obter o certificado de conclusão do ensino médio ou a declaração parcial de proficiência. Para isso, é necessário ter mais de 18 anos, atingir ao menos 450 pontos em cada área de conhecimento e 500 pontos na redação.

Aplicação das provas

As provas do Enem 2025 estão agendadas para os dias 9 e 16 de novembro em todas as 27 unidades da federação.

No entanto, os candidatos dos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no estado do Pará, farão as provas em 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá na capital paraense.

Sobre o Enem

O Enem é a principal avaliação educacional aplicada no país para estudantes em final da educação básica. Os resultados do exame são usados para acesso ao ensino superior por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Além disso, o exame também é utilizado como critério de acesso por diversas instituições públicas e privadas de ensino superior no Brasil.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por postagens ilegais

STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por postagens ilegais

Ministros votam contra o Artigo 19 do Marco Civil da Internet e defendem responsabilização das plataformas

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou na quarta-feira (11.jun.2025) a favor da responsabilização das plataformas que operam redes sociais por conteúdos ilegais publicados por usuários. Até o momento, o placar é de 6 votos a 1.

A decisão provisória alcança postagens consideradas ilícitas, como discursos de ódio, ataques ao sistema eleitoral, incitação de crimes contra autoridades e conteúdos que incentivem o suicídio ou a automutilação de crianças e adolescentes.

O julgamento, que analisa a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (12), com a definição da tese jurídica a ser aplicada nas instâncias inferiores da Justiça.

O que diz o Artigo 19 do Marco Civil

O Artigo 19 do Marco Civil estabelece que as plataformas digitais só podem ser responsabilizadas civilmente por conteúdo de terceiros caso descumpram ordem judicial para remover o material. A norma foi criada com o objetivo de proteger a liberdade de expressão e evitar censura prévia.

O STF avalia se essa regra continua válida diante do aumento da disseminação de conteúdos ilegais nas redes sociais.

Votos dos ministros

Durante a sessão, o ministro Gilmar Mendes afirmou que o Artigo 19 está ultrapassado e que a regulamentação das redes sociais não representa uma ameaça à liberdade de expressão. Para ele, as plataformas vêm usando esse argumento para preservar modelos de negócio.

“O modelo de irresponsabilidade das plataformas precisa ser revisto”, afirmou.

O ministro Cristiano Zanin também votou contra a validade do dispositivo, argumentando que ele impõe aos usuários o ônus de acionar a Justiça para remover conteúdos ofensivos.

Segundo Zanin, a liberdade de expressão não pode ser usada como justificativa para ataques ao Estado de Direito e à integridade física de pessoas, especialmente crianças e adolescentes.

Ministros como Luiz Fux e Dias Toffoli defenderam a possibilidade de retirada de conteúdos ilegais a partir de notificações extrajudiciais, ou seja, sem necessidade de decisão judicial prévia.

Já o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, apresentou posição intermediária: segundo ele, apenas nos casos de crimes contra a honra (como calúnia e difamação) seria obrigatória a ordem judicial. Para os demais conteúdos, bastaria notificação direta às plataformas.

O único voto divergente foi do ministro André Mendonça, que defendeu a manutenção do atual modelo previsto no Marco Civil da Internet.

Casos analisados pelo STF

O julgamento do STF ocorre no contexto de dois casos específicos.

O primeiro envolve um recurso apresentado pelo Facebook, que foi condenado a pagar indenização por danos morais devido à criação de um perfil falso. A defesa da plataforma argumenta que não poderia ser responsabilizada sem ordem judicial. O relator do caso é o ministro Dias Toffoli.

O segundo processo tem como relator o ministro Luiz Fux e trata de um recurso do Google. A empresa questiona uma decisão que determinou a retirada de conteúdo ofensivo de um site hospedado em sua plataforma, sem a existência de decisão judicial.

Ambos os casos discutem a necessidade de revisão do papel das plataformas digitais no controle e retirada de conteúdos ilegais. A tese que for fixada pelo Supremo servirá de referência para casos semelhantes em todo o país.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Antônio Cruz/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Refinaria Clara Camarão reduz preço da gasolina e do diesel pela segunda semana seguida

Refinaria Clara Camarão reduz preço da gasolina e do diesel pela segunda semana seguida

Gasolina é vendida a R$ 2,877 na refinaria potiguar, mas ainda custa mais que no terminal da Petrobras na Paraíba

A refinaria Clara Camarão, localizada no Rio Grande do Norte e operada pela empresa Brava Energia, anunciou nesta quinta-feira (12.jun.2025) a segunda redução seguida no preço dos combustíveis comercializados às distribuidoras. O novo valor do litro da gasolina passou a ser R$ 2,877, após uma redução de nove centavos em comparação à semana anterior, quando o preço estava em R$ 2,967.

Os reajustes nos valores dos combustíveis na refinaria potiguar são divulgados periodicamente, geralmente às quintas-feiras. A medida acompanha as oscilações do mercado de combustíveis, mas ainda assim, o valor da gasolina segue acima do praticado por outras refinarias do país.

No terminal da Petrobras localizado em Cabedelo, na Paraíba, por exemplo, o litro da gasolina está sendo comercializado a R$ 2,739. A diferença representa uma economia de R$ 0,138 por litro para os distribuidores que compram diretamente do terminal paraibano, quando comparado ao preço na refinaria potiguar.

Além da gasolina, o óleo diesel S500 também teve uma redução de preço na refinaria Clara Camarão. O litro do combustível, que custava R$ 3,361 na semana anterior, passou a ser vendido por R$ 3,261, representando uma queda de dez centavos.

Entretanto, assim como ocorre com a gasolina, o preço do diesel na refinaria do Rio Grande do Norte ainda é superior ao valor comercializado no terminal da Petrobras em Cabedelo. Lá, o litro do diesel S500 é vendido a R$ 3,076 às distribuidoras, o que representa uma diferença de R$ 0,185 por litro em relação ao novo preço da refinaria potiguar.

A Brava Energia, responsável pela administração da refinaria Clara Camarão, assumiu o controle da planta após a venda da unidade pela Petrobras, como parte do plano de desinvestimento da estatal. Desde então, os preços praticados pela refinaria potiguar são definidos pela própria empresa, e não mais alinhados diretamente à política da Petrobras.

Os impactos dessas variações de preço na refinaria podem influenciar o valor final dos combustíveis nos postos de abastecimento da região, embora o preço ao consumidor dependa de outros fatores como impostos, margem de lucro das distribuidoras e postos, além de custos logísticos.

A redução nos valores da gasolina e do óleo diesel ocorre em um contexto de atenção ao mercado nacional de combustíveis, com os consumidores acompanhando de perto a variação de preços tanto nas refinarias quanto nos postos. A diferença de preços entre refinarias operadas por empresas diferentes também tem gerado debates sobre competitividade e políticas de precificação.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Cassação de Carla Zambelli avança na Câmara após decisão do STF

Cassação de Carla Zambelli avança na Câmara após decisão do STF

Deputada teve mandato encaminhado à CCJ e verbas parlamentares bloqueadas após condenação por invasão ao sistema do CNJ

A Câmara dos Deputados deu início ao processo de cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou o caso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisará a perda do mandato parlamentar, conforme o rito interno.

A parlamentar foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em ação que também resultou na condenação do hacker Walter Delgatti Neto, réu confesso no mesmo processo. Entre os atos praticados, está a inserção de documentos falsos, incluindo um mandado de prisão em nome do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

Encaminhamento à CCJ e prazo de defesa

O despacho de Hugo Motta para a CCJ segue a determinação da Corte Suprema, mas a decisão final sobre a cassação será submetida ao plenário da Câmara. Inicialmente, Motta havia declarado que acataria diretamente a decisão do STF, mas, na terça-feira (10.jun.2025), informou que o desfecho caberá ao voto dos deputados, conforme estabelece o regimento da Casa.

Carla Zambelli está atualmente licenciada do mandato. Segundo o regimento interno da Câmara, ela terá o prazo de até cinco sessões da comissão para apresentar sua defesa. Após esse período, o relator designado apresentará um parecer, que será votado pelos membros da CCJ e, posteriormente, levado ao plenário.

Bloqueio de verbas e ativos

Na mesma terça-feira (10), a presidência da Câmara comunicou oficialmente ao STF o bloqueio das verbas parlamentares da deputada. A medida atende a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, proferida no dia 4 de junho. O bloqueio inclui salários, cotas parlamentares e demais benefícios financeiros vinculados ao exercício do mandato.

A parlamentar também teve as contas bancárias e ativos financeiros bloqueados por ordem do Supremo Tribunal Federal. A ação visa impedir movimentações financeiras que possam dificultar a execução da pena determinada pela Justiça.

Conversão da prisão e pedido de extradição

No sábado (7), Moraes determinou o início do cumprimento definitivo da pena imposta à deputada. A prisão preventiva de Zambelli foi convertida em prisão definitiva após a constatação de que ela havia deixado o país com destino à Itália. A fuga foi interpretada pela Corte como tentativa de obstrução da Justiça.

Com base nesse cenário, o STF rejeitou os recursos apresentados pela defesa de Zambelli. Na quarta-feira (11.jun), o ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o pedido formal de extradição da parlamentar.

Condenação e envolvimento no caso Delgatti

A condenação de Carla Zambelli se deu em processo conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto, que admitiu ter invadido os sistemas do CNJ a pedido da parlamentar. Durante o julgamento, foi demonstrado que documentos falsificados foram inseridos no sistema eletrônico, em ação classificada pelo STF como grave ameaça ao funcionamento do Judiciário.

Delgatti, conhecido por envolvimento anterior na divulgação de mensagens da Lava Jato, também foi condenado por crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

Próximos passos na Câmara

Com o processo em curso na Comissão de Constituição e Justiça, a deputada pode apresentar defesa técnica e documentos em sua justificativa. A expectativa é de que o parecer da comissão seja votado ainda neste semestre, antes do recesso parlamentar.

Caso a maioria do plenário da Câmara vote a favor da cassação, Zambelli perderá o mandato de forma definitiva, independentemente de eventuais recursos. O processo marca mais um capítulo no embate entre membros do Legislativo e o Supremo Tribunal Federal em casos relacionados a crimes cometidos por autoridades com foro privilegiado.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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A luta continua: Thalyta Vitória faz exames no Sul, mas ajuda ainda é necessária para novo deslocamento

A luta continua: Thalyta Vitória faz exames no Sul, mas ajuda ainda é necessária para novo deslocamento

A menor bebê sobrevivente do RN passou por avaliação pré-transplante em Porto Alegre, mas família segue sem recursos para o retorno em julho

A jovem Thalyta Vitória Silva de Santana, de 16 anos, conhecida por ter nascido com apenas 400g e se tornar a menor bebê sobrevivente da história do Rio Grande do Norte, está travando mais uma batalha pela vida. Diagnosticada com doença renal crônica em estágio final, ela viajou no último dia 3 de junho até Porto Alegre (RS), onde foi atendida na Santa Casa da capital gaúcha em sua primeira consulta de pré-transplante de rim.

Durante o atendimento, a equipe médica da instituição realizou os primeiros exames e avaliou a complexidade do caso. A nefropediatra Dra. Clotilde Druck Garcia, que acompanhou a consulta, explicou que a jovem precisa passar por uma cirurgia de vesicostomia — procedimento que prepara a bexiga para o recebimento do novo rim. Após essa etapa, Thalyta estará apta para o transplante assim que houver um doador compatível. O retorno está agendado para o dia 22 de julho, quando ela precisará permanecer uma semana na cidade para realizar exames como uretrocistografia, raio-x de tórax, ecografia abdominal e ecodoppler do aparelho urinário.

Apesar do avanço importante, a continuidade do tratamento está ameaçada. A campanha promovida pela plataforma Voaa Vaquinha arrecadou apenas 27% do valor necessário e foi encerrada no dia 1º de junho. Sem recursos próprios, a família agora depende exclusivamente da solidariedade para arcar com os custos da viagem de retorno, além de medicamentos, alimentação, hospedagem, fraldas e itens básicos para Thalyta e seus irmãos.

Quem quiser ajudar pode doar via Pix solidário:
Chave Pix: 8499610-4887
Nome: Thalyta Vitória Silva de Santana

Thalyta depende de hemodiálise para sobreviver, sente dores intensas todos os dias e sofre com a falta de medicamentos que antes eram fornecidos pela UNICAT — um deles, essencial para controle das dores ósseas, está em falta há três meses. A jovem também é cadeirante, mas sua cadeira de rodas está quebrada e inadequada, o que compromete ainda mais sua mobilidade e qualidade de vida.

Sua história é marcada por superações. Prematura extrema, Thalyta sobreviveu a 23 cirurgias, incluindo a retirada de mais de 100 pedras da vesícula. Também perdeu 90% da visão do olho direito, mas nunca perdeu a esperança. Agora, ela precisa de um novo gesto de amor para continuar essa luta.

Acompanhe atualizações e saiba mais sobre a campanha no Instagram:
@thalyta_vitoria.ofc | https://www.instagram.com/thalyta_vitoria.ofc

Foto: Divulgação

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Presidente da Câmara critica aumento de impostos e cobra corte de gastos do governo federal

Presidente da Câmara critica aumento de impostos e cobra corte de gastos do governo federal

Hugo Motta diz que Congresso não aceitará nova carga tributária sem contrapartidas fiscais e defende reforma administrativa

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (11.jun.2025) que não está no cargo para “servir a projeto político de ninguém”, em referência ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante o evento Brasília Summit, organizado pelo Lide.

As críticas de Motta foram direcionadas às propostas apresentadas pelo Ministério da Fazenda para compensar a revogação parcial do decreto que havia elevado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Segundo o parlamentar, medidas que aumentem impostos sem contrapartidas em cortes de despesas públicas não terão apoio do Congresso Nacional nem do setor produtivo.

Entre as propostas do governo federal está a tributação de investimentos que atualmente são isentos, como a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI).

Reação do Congresso e do empresariado

Hugo Motta declarou que as propostas da equipe econômica, que envolvem exclusivamente aumentos de impostos, sem qualquer debate sobre redução de gastos, terão recepção negativa não apenas no Legislativo, mas também entre empresários e investidores.

Segundo o deputado, não é aceitável impor nova carga tributária ao setor produtivo sem que o governo dê sinais de responsabilidade fiscal, como a implementação de uma reforma administrativa e a racionalização de despesas públicas.

Medidas fiscais e impacto na arrecadação

A Medida Provisória que traz o novo pacote de aumento de impostos foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (11). O governo havia anunciado em maio a intenção de elevar o IOF, com expectativa de arrecadar cerca de R$ 19 bilhões em 2025. No entanto, após pressões políticas e econômicas, a equipe econômica decidiu rever parte das medidas, o que reduziu a projeção de receita extra para R$ 6 bilhões em 2025 e R$ 12 bilhões em 2026.

Mesmo após os recuos, as alternativas apresentadas pelo governo têm se limitado a novas formas de tributação, sem sinalização sobre cortes de despesas ou mudanças estruturais na administração pública.

Agenda fiscal e responsabilidade

Hugo Motta defende que o Executivo federal assuma a liderança de uma agenda de mudança fiscal, com foco em responsabilidade nas contas públicas. Em sua avaliação, a adoção de medidas estruturantes pode contribuir para a melhoria do ambiente econômico, com impactos positivos na taxa de juros, controle da inflação e estabilidade cambial.

Durante discurso no 3º Simpósio Liberdade Econômica, o presidente da Câmara afirmou que a discussão sobre o IOF obrigou o governo a enfrentar temas que vinha evitando, como a reforma administrativa e a revisão do gasto público.

Para Motta, o Brasil precisa avançar em reformas que garantam sustentabilidade fiscal. Ele reiterou que é possível manter políticas sociais e investimentos públicos, desde que essas ações estejam amparadas por um planejamento responsável do ponto de vista orçamentário.

Declarações sobre justiça social

Ainda segundo o parlamentar, não há possibilidade de alcançar justiça social sem equilíbrio nas contas públicas. A posição do presidente da Câmara se alinha a uma visão de que o fortalecimento da economia e o atendimento às camadas mais vulneráveis da população exigem responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

A cobrança de Motta por reformas estruturais e ajustes fiscais ocorre em um momento de pressão crescente sobre o governo federal, que precisa encontrar alternativas para cumprir metas de resultado primário sem comprometer a atividade econômica.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Confusão entre Haddad e deputados da oposição encerra audiência sobre IOF e fim de isenção de IR

Confusão entre Haddad e deputados da oposição encerra audiência sobre IOF e fim de isenção de IR

Sessão na Câmara sobre medidas fiscais termina em tumulto após trocas de acusações entre o ministro da Fazenda e parlamentares do PL

A audiência pública realizada nesta quarta-feira (11.jun.2025) na Câmara dos Deputados com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terminou em confusão e foi encerrada antes do previsto. O encontro, que discutia medidas para compensar o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o fim das isenções de Imposto de Renda (IR) sobre investimentos privados, foi interrompido após trocas de acusações entre Haddad e deputados da oposição.

A audiência foi realizada de forma conjunta pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira. Desde a primeira rodada de perguntas, parlamentares do PL, como Nikolas Ferreira (MG) e Carlos Jordy (RJ), fizeram críticas ao governo e às políticas fiscais conduzidas pelo ministro.

Durante a segunda rodada de perguntas, os deputados mencionaram o que consideraram como “gastança” do governo e alegaram que as propostas do Executivo não seriam suficientes para cobrir o déficit nas contas públicas. Após fazerem suas colocações, ambos deixaram a audiência antes da resposta do ministro.

Ao iniciar sua fala, Fernando Haddad criticou a ausência dos parlamentares que o questionaram. “Agora aparecem dois deputados, fazem as perguntas e correm do debate. Nikolas sumiu, só veio aqui para aparecer. Pessoas falaram: ‘agora tenha maturidade’. E correm daqui, não querem ouvir explicação. Querem manter o próprio argumento sem chance para o diálogo”, afirmou. Em seguida, qualificou a atitude como “molecagem” e disse que isso não contribui para a democracia.

Retorno ao plenário e tumulto

Na terceira rodada de perguntas, Carlos Jordy retornou ao plenário e exigiu direito de resposta. Em tom agressivo, rebateu o ministro da Fazenda: “Eu estava em outra comissão. O ministro nos chamou de moleque. Moleque é você, ministro, por ter aceitado um cargo dessa magnitude com apenas dois meses de faculdade de economia. Moleque é você por ter causado o maior déficit da história. Governo Lula é pior do que uma pandemia”.

Nikolas Ferreira também tentou obter direito de resposta por meio de questão de ordem, mas foi impedido pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que presidia a audiência. A recusa gerou bate-boca entre Nikolas, Jordy, Correia e o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que aguardava para fazer perguntas.

Após várias tentativas de restabelecer a ordem, Correia encerrou a audiência antes do início da terceira rodada de perguntas.

Discussões sobre medidas fiscais

Durante os momentos de fala, Fernando Haddad explicou que as medidas do governo para compensar a arrecadação com a elevação do IOF incluem o fim da isenção de IR sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Fundos Imobiliários e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). A mudança está prevista para ocorrer a partir de 2026, com alíquota de 5%.

O ministro afirmou que a medida busca corrigir distorções e não representa aumento de tributos. “Isso não é aumento de tributo. É correção de distorção. São R$ 41 bilhões de renúncia fiscal nos títulos isentos. É mais do que todo o orçamento do seguro-desemprego. É o tamanho do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, afirmou.

Haddad também declarou que os benefícios fiscais não favorecem diretamente o produtor rural ou o setor da construção civil. Segundo ele, entre 60% e 70% da vantagem gerada pela isenção de IR fica com o sistema bancário ou o detentor do título.

Contas públicas e críticas à gestão anterior

Haddad rebateu as críticas da oposição sobre a situação fiscal do governo. Ele destacou que o superávit de R$ 54,1 bilhões obtido em 2022, no último ano da gestão de Jair Bolsonaro, foi viabilizado com o adiamento do pagamento de precatórios, a privatização da Eletrobras por valor abaixo do mercado e o repasse recorde de dividendos da Petrobras.

O ministro apontou ainda que o resultado daquele ano foi impactado negativamente pela perda de R$ 30 bilhões com a redução do ICMS sobre combustíveis. Os estados foram compensados pela atual gestão em 2023.

De acordo com Haddad, a arrecadação da União continua estável e, apesar de revisões nas renúncias fiscais, a carga tributária não aumentou. “A receita líquida federal em 2024 foi de 18,4% do PIB. Em 2022, também foi de 18,4%”, disse.

Foco em camadas mais ricas da população

O ministro afirmou que as medidas de compensação fiscal afetam principalmente a população de maior renda. Segundo ele, apenas 0,8% da população será diretamente atingida pelas mudanças. “Estamos falando de mais crescimento, menos taxa de juros, mais emprego e mais igualdade. Isso permitirá maior espaço para investimento”, declarou.

Haddad ainda reiterou a disposição do governo em dialogar com o Congresso Nacional, como ocorreu durante a tramitação da reforma tributária. “Temos que saber o que o Congresso está disposto a enfrentar. Demos suporte e o Congresso avançou”, completou.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Brasil vence o Paraguai e garante vaga na Copa do Mundo de 2026

Brasil vence o Paraguai e garante vaga na Copa do Mundo de 2026

Vitória por 1 a 0 em São Paulo sela classificação da seleção brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti

A seleção brasileira confirmou sua classificação para a Copa do Mundo de 2026 na noite desta terça-feira (10.jun.2025), ao vencer o Paraguai por 1 a 0 na Neo Química Arena, em São Paulo. O confronto foi válido pelas Eliminatórias Sul-Americanas e marcou a primeira vitória do técnico Carlo Ancelotti no comando do Brasil.

Com o resultado, o Brasil alcançou 25 pontos e ocupa a terceira colocação na tabela. Faltando apenas duas rodadas para o término das Eliminatórias, a equipe já não pode ser alcançada pelas seleções fora da zona de classificação, garantindo assim presença no Mundial que será disputado no México, Canadá e Estados Unidos.

Estratégia alterada e formação ofensiva

Após empatar em 0 a 0 com o Equador na estreia de Ancelotti, o treinador promoveu mudanças na estrutura da equipe. Para enfrentar um adversário reconhecido por sua solidez defensiva, Ancelotti escalou apenas dois meio-campistas de origem e reforçou o setor ofensivo com quatro jogadores de frente.

Gabriel Martinelli atuou pela ponta esquerda, Raphinha pela direita, enquanto Matheus Cunha e Vinicius Júnior jogaram mais centralizados, mas com movimentação intensa e constante participação na criação de jogadas.

A alteração tática surtiu efeito desde o início da partida, com a seleção brasileira exercendo forte pressão e mantendo o controle das ações ofensivas.

Domínio em campo e gol no primeiro tempo

A primeira oportunidade clara surgiu aos 11 minutos, quando Matheus Cunha cruzou rasteiro pela esquerda, mas Vinicius Júnior chegou atrasado e não conseguiu concluir a jogada.

Aos 34 minutos, nova chance para o Brasil. Martinelli avançou pela esquerda e cruzou para Matheus Cunha, que, livre na segunda trave, cabeceou para fora.

O gol da vitória veio aos 43 minutos do primeiro tempo. Raphinha partiu em velocidade pela direita e foi desarmado, mas Matheus Cunha recuperou a bola, avançou até a linha de fundo e cruzou rasteiro para Vinicius Júnior, que completou para o gol.

Segundo tempo sem gols, mas com superioridade brasileira

Na etapa complementar, a seleção manteve o ritmo e criou chances com Bruno Guimarães, Gerson e novamente Raphinha. O Paraguai, no entanto, reforçou a defesa e conseguiu evitar um placar mais elástico até o fim do jogo.

Apesar das tentativas brasileiras, o placar permaneceu em 1 a 0, o suficiente para garantir a vaga do Brasil no próximo Mundial. A equipe agora soma sete vitórias, quatro empates e três derrotas nas Eliminatórias.

Classificação garantida com duas rodadas de antecedência

A vitória assegura a participação brasileira na Copa do Mundo de 2026 com duas rodadas restantes. O Brasil mantém sua tradição de presença em todos os Mundiais já realizados desde 1930.

A próxima convocação da seleção está prevista para o último ciclo de jogos das Eliminatórias, mas o foco já se volta para o planejamento da preparação rumo ao Mundial, incluindo amistosos internacionais e ajustes no elenco.

Fotos: @rafaelribeirorio I CBF

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Bolsonaro e Braga Netto negam plano golpista e repasse de dinheiro em ação no STF

Bolsonaro e Braga Netto negam plano golpista e repasse de dinheiro em ação no STF

Ex-presidente e seu ex-vice depõem como réus por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022; ambos rejeitam acusações e contestam depoimento de Mauro Cid

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o general da reserva Walter Braga Netto prestaram depoimentos nesta terça-feira (10.jun.2025) ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ação penal que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022. Ambos são réus no núcleo 1 da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apura a existência de uma articulação golpista com apoio de militares e integrantes do governo à época.

Os depoimentos foram conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. A ação está em uma das últimas fases antes do julgamento que poderá decidir pela condenação ou absolvição dos envolvidos, previsto para o segundo semestre deste ano.

Durante a audiência, Jair Bolsonaro negou a existência de qualquer plano de golpe de Estado em seu governo. Ao ser questionado sobre uma minuta de decreto que previa estado de sítio e a prisão de ministros do STF, Bolsonaro afirmou que a proposta nunca foi discutida oficialmente e que seria danosa ao país.

“Da minha parte, nunca se falou em golpe. Golpe é abominável. O golpe até seria fácil começar. O afterday é imprevisível e danoso para todo mundo. O Brasil não poderia passar por uma experiência dessa”, disse Bolsonaro.

O ex-presidente também negou ter feito qualquer alteração em uma minuta golpista, como afirmou Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, em depoimento anterior. De acordo com Cid, Bolsonaro teria enxugado o texto e sugerido incluir a prisão de ministros, entre eles o próprio Alexandre de Moraes.

Sobre as urnas eletrônicas, Bolsonaro reiterou sua defesa pelo voto impresso, mas disse que nunca agiu fora da legalidade. “Em nenhum momento eu agi contra a Constituição. Joguei dentro das quatro linhas o tempo todo”, afirmou.

Questionado sobre uma suposta oferta de tropas por parte do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, Bolsonaro refutou: “Em hipótese alguma. Não existe isso. Não tinha clima, não tinha oportunidade e não tinha uma base minimamente sólida para fazer qualquer coisa.”

Em outro momento do depoimento, o ex-presidente pediu desculpas por declarações anteriores nas quais sugeriu que ministros do STF estariam envolvidos em corrupção para fraudar o processo eleitoral. “Me desculpe, não tinha essa intenção de acusar qualquer desvio de conduta”, afirmou.

Bolsonaro também negou ter pressionado o ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira para produzir um relatório que questionasse a integridade das urnas eletrônicas. “Jamais eu pressionei. Não houve pressão em cima dele para fazer isso ou aquilo.”

Ainda segundo o ex-presidente, ele não foi alvo de voz de prisão durante reunião com os comandantes das Forças Armadas em 2022, contrariando o depoimento do ex-comandante da Aeronáutica Baptista Júnior, que alegou que o general Freire Gomes ameaçou prender Bolsonaro no encontro.

Braga Netto nega entrega de dinheiro e tentativa de interferência em delação de Mauro Cid

Também ouvido como réu no processo, o general Walter Braga Netto negou ter repassado dinheiro a Mauro Cid dentro de uma sacola de vinho, como declarou o ex-ajudante de ordens. Segundo Cid, os valores seriam destinados ao financiamento de ações ligadas ao plano golpista. Braga Netto respondeu de forma direta: “Eu não pedi dinheiro para ninguém e não dei dinheiro nenhum para o Cid.”

O general também rejeitou a acusação de ter procurado o pai de Mauro Cid para obter informações sobre o conteúdo da delação premiada. De acordo com ele, foi o general Lourena Cid quem o procurou em busca de apoio político ao filho. “Eu nunca entrei em contato com ele e perguntei nada sobre delação premiada”, afirmou.

Sobre possíveis ataques virtuais coordenados contra os ex-comandantes das Forças Armadas, Braga Netto negou envolvimento. Durante as investigações, foram encontradas mensagens em que ele teria incentivado apoiadores a criticar os generais Freire Gomes e Baptista Júnior. Segundo ele, nunca houve ordem nesse sentido: “Eu jamais ordenei ou coordenei ataques. Se tivesse que falar com eles, falaria pessoalmente.”

Braga Netto está preso desde dezembro de 2024, acusado de tentar obstruir as investigações. Seu depoimento foi o último da fase de interrogatórios dos réus do núcleo principal do inquérito, que também inclui nomes como Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro e Paulo Sérgio Nogueira.

O desfecho do caso dependerá do julgamento que será realizado pelo STF nos próximos meses.

Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Haddad confirma IR de 17,5% sobre rendimentos de aplicações

Haddad confirma IR de 17,5% sobre rendimentos de aplicações

Ministro classificou como prudentes falas de Hugo Motta sobre pacote

As medidas de compensação ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incluirão uma alíquota única de 17,5% de Imposto de Renda sobre os rendimentos de aplicações, confirmou nesta terça-feira (10) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“A média da tributação das aplicações financeiras já é 17,5%. Então, nós estamos fixando uma alíquota para todas as aplicações financeiras no mesmo patamar. Hoje ela vai de 15% [para aplicações de até dois anos] a 22,5% [para aplicações de longo prazo]”, disse Haddad, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro também citou na reunião uma alta de 15% para 20% no Imposto de Renda sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP). Embora a medida tenha sido rejeitada em 2023 pelo Congresso, Haddad disse que o tema foi incluído no pacote por sugestão de parlamentares.

Por cerca de duas horas, Haddad explicou a Lula as propostas acertadas com líderes partidários na reunião de domingo (8). Segundo o ministro, os textos das propostas foram encaminhados à Casa Civil antes do envio ao Congresso Nacional.

Segundo Haddad, o governo também pretende enviar um projeto de lei complementar para reduzir em 10% as isenções fiscais num segundo momento. O modelo do corte, explicou o ministro, ainda será definido pelo Congresso. Em relação às medidas de contenção de despesas, o ministro disse que elas serão discutidas por uma comissão de líderes partidários, com participação de integrantes da equipe econômica.

Prudência

Sobre a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que o Congresso Nacional não se compromete a aprovar o pacote para compensar a alta do IOF, Haddad disse ver como prudente a avaliação do parlamentar.

“Uma fala de prudência, lá não estavam os 513 parlamentares. Como é que ele pode tomar uma decisão de aprovar ou não sem ouvir as bancadas?”, questionou Haddad. “Entendo que o Congresso Nacional queira primeiro ouvir e depois, ao longo da tramitação da medida provisória, fazer as suas ponderações”, acrescentou.

Ao fim da reunião de domingo, que durou cinco horas, Haddad, Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciaram uma medida provisória com a elevação de receitas que permitam compensar parcialmente a elevação do IOF. O debate sobre cortes estruturais de despesas, no entanto, ficou para um segundo momento diante da falta de consenso entre o governo e os líderes partidários.

As propostas acertadas com o Congresso são as seguintes:

  • Aumento da taxação do faturamento das bets (empresas de apostas esportivas) de 12% para 18%;
  • Elevação de 9% para 15% as alíquotas da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) sobre fintechs e corretoras.
  • Fim de isenção de Imposto de Renda sobre títulos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito Agrícola (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que passarão a pagar 5%.

O ministro evitou dar estimativas de quanto o governo pretende arrecadar com as medidas. Disse apenas que os cálculos ainda estão sendo fechados.

Contenção de gastos

Em relação às medidas de contenção de despesas, o ministro da Fazenda disse que o Congresso se reunirá com a área econômica para “enfrentar” esse debate. Segundo o ministro, será formada uma comissão de líderes para discutir os gastos primários.

“[Pretendemos] fazer um inventário do que já foi proposto, do que é politicamente viável, do que as pessoas estão querendo enfrentar, dos debates que os deputados e senadores querem enfrentar e vamos dar o suporte técnico para uma melhor conformação da medida possível”, declarou.

Na reunião com os parlamentares no domingo, o ministro levou uma apresentação que mencionava uma explosão de gastos nos últimos anos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), do Benefício de Prestação Continuada (BPC), das emendas parlamentares, do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e das transferências para estados e municípios.

Foto: Washington Costa/MF

Da Agência Brasil

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Motta diz que vai levar ao plenário perda do mandato de Carla Zambelli

Motta diz que vai levar ao plenário perda do mandato de Carla Zambelli

Infirmação foi dada hoje pelo presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou hoje (10) que caberá ao plenário da Casa decidir sobre a perda do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). No sábado (7), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes determinou, além da perda do mandato, que Zambelli comece a cumprir, de forma definitiva, a pena de 10 anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro converteu, de preventiva para definitiva, a prisão da parlamentar.

“Eu darei o cumprimento regimental. Nós vamos notificar para que ela possa se defender e a palavra final será a palavra do plenário. Isso é cumprir a decisão.”, disse Motta.

Ontem (9), o presidente da Câmara disse que o Parlamento cumpriria a determinação do STF de declarar a cassação do mandato da deputada, que também teve decretado o bloqueio das contas bancárias e ativos financeiros.

“Essa decisão poderia ser cumprida pela Mesa [Diretora] ou pelo Plenário. E é o Plenário que tem a legitimidade desta Casa e ele decide para onde a Casa vai. Ele é soberano e está acima de cada um de nós”, declarou.

A Câmara dos Deputados autorizou, na quinta-feira (5), o pedido de licença não remunerada da deputada, apresentado no dia 29, 6 dias antes da parlamentar, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tornar público que havia deixado o Brasil.

Em meados de maio, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a dez anos de prisão e à perda do mandato. A pena foi aplicada a Zambelli e o hacker, réu confesso e também condenado no mesmo processo, Walter Delgatti, por terem invadido o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde inseriram documentos falsos, incluindo um mandato de prisão fraudulento contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Na última sexta-feira (6), a mesma Primeira Turma rejeitou os recursos que a deputada apresentou a fim de tentar reverter a sentença inicial.

A confirmação da condenação de Zambelli foi anunciada três dias após a parlamentar anunciar que deixou o Brasil com o propósito de se estabelecer na Europa e, assim, evitar ser presa.

Um dia antes, o Banco Central informou ao STF que emitiu a ordem de bloqueio das contas bancárias e ativos financeiros da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A medida foi autorizada na quarta-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, após a expedição do mandado de prisão da deputada, que fugiu do Brasil semanas após ser condenada.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados / Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Da Agência Brasil

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Wolney afirma que descontos ilegais de pensões do INSS podem chegar a R$ 3 bi

Wolney afirma que descontos ilegais de pensões do INSS podem chegar a R$ 3 bi

Ministro da Previdência esteve em audiência na Câmara dos Deputados

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse nesta terça-feira (10) que ainda não tem o número final dos descontos indevidos feitos por entidades associativas nos pagamentos a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas que estima que o valor fique entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões.

“Eu acredito que seja algo em torno entre R$ 2 bilhões a 3 bilhões de reais. Seis bilhões de reais seria se todas as pessoas tivessem sido descontadas durante o período máximo do prazo prescricional de cinco anos e todas elas tivessem descontos não autorizados”, afirmou o ministro durante audiência conjunta das comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família na Câmara dos Deputados.

Aos deputados, Wolney disse ainda que o número exato só será conhecido após o término dos atendimentos aos aposentados e pensionistas, pelo aplicativo Meu INSS, agências do INSS e dos Correios. Cerca de 3 milhões de aposentados e pensionistas pediram o ressarcimento de valores indevidamente descontados.

“Não temos esse número ainda porque ele passa por uma autodeclaração. Nós temos, por assim dizer, uma floresta de nove milhões de pessoas que foram descontadas, em algum valor, durante algum período. Só depois que cada uma delas diga se concordou ou não com o desconto vamos fazer essa conta”, continuou.

Dados apresentados pelo ministro apontam três associações mais contestadas por aposentados e pensionistas por descontos irregulares entre 2021 e 2022. Juntas, elas somam 22% dos requerimentos registrados até 8 de junho, um total de 689.419 reclamações.

Ações

Wolney voltou a afirmar que o governo federal fará uma busca ativa para localizar e atender aposentados e pensionistas que tiveram desconto irregular na folha de pagamento. Segundo o ministro, a ideia é viabilizar, além dos canais tradicionais, atendimento mais próximo de domicílios localizados em áreas remotas, fazendo com que os serviços de acesso ao sistema previdenciário cheguem, inclusive, às pessoas com mobilidade reduzida.

Durante a audiência, o ministro reiterou ter recebido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientação para ir “às últimas consequências” para descobrir e punir os responsáveis pela fraude. Segundo Wolney, Lula ficou indignado com o golpe aplicado contra aposentados e pensionistas.

“É um público que o nosso campo sempre priorizou, que o campo progressista sempre deu atenção, são pessoas que o presidente Lula tem o maior apreço, procurou fazer a indexação [do valor dos benefícios] pelo salário mínimo, que foi tão criticada pelo mercado. O golpe atingir a essas pessoas foi algo que o deixou pessoalmente indignado”, afirmou o ministro.

“E que seja o dinheiro daquelas pessoas que fraudaram, que seja o dinheiro das associações fraudulentas que ressarça o governo para que o governo possa ressarcir os aposentados”, defendeu.

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado / Geraldo Magela/Agência Senado

Da Agência Brasil

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Arraiá da Naty garante São João das crianças no Natal Shopping

Arraiá da Naty garante São João das crianças no Natal Shopping

Programação também conta com shows de forró para toda família no Alpendre nos dias 14, 21 e 27 de junho; acesso aos eventos é gratuito

O São João já tem data marcada e uma protagonista mais que especial no Natal Shopping. Com uma agenda de atividades que celebra as tradições nordestinas e promove momentos de alegria para toda a família, o empreendimento realiza eventos especiais com muita música e diversão. O destaque vai para o Arraiá da Naty, que acontece neste sábado (14), a partir das 16h, com a presença da mascote em clima junino, brincadeiras típicas e animação garantida para a criançada.

A programação envolve pintura facial, distribuição de lancheiras, cortejo da banda Clarin Kids e até quadrilha improvisada. O acesso ao evento é gratuito, mas para retirada de brindes, o cliente precisa resgatar cupom no aplicativo do empreendimento, através do programa de fidelidade Mais NAT.

Mais do que entreter, o Arraiá da Naty reforça o compromisso do Natal Shopping em proporcionar experiências lúdicas e afetivas para os pequenos, com eventos pensados para toda a família. A mascote, que está sempre presente nas grandes datas do mall, aparece com look junino e promete encantar os pequenos com sua simpatia.

“Para nós, o mês de junho é mais uma oportunidade de reforçar os laços afetivos com as famílias que visitam o Natal Shopping. A Naty tem um papel importante nesse processo, ajudando a tornar essas memórias ainda mais especiais para as crianças”, destaca Diana Petta, gerente de marketing do empreendimento.

Shows gratuitos no Alpendre

Ainda no sábado (14), a partir das 19h, o Alpendre – espaço de lazer e gastronomia a céu aberto do Natal Shopping – recebe o show da cantora Duda Pereira, que traz um repertório recheado de forró e clássicos juninos em ritmo contagiante. Já no dia 21 de junho, também às 19h, é a vez de Segundo Sanfoneiro subir ao palco com muito xote e arrasta-pé, garantindo mais uma noite de celebração e cultura popular nordestina.

Na semana seguinte, na noite do dia 27, a cantora Tanda Macedo é quem coloca todo mundo para dançar. Além da programação musical, o São João do NAT conta com casamento matuto para os casais se divertirem, com direito a padre, certidão e aliança. Toda a programação é gratuita.

“Valorizamos muito as datas regionais e queremos que o nosso cliente viva o São João de forma leve, segura e em um ambiente acolhedor. Por isso, pensamos em uma programação que atende desde os pequenos, com o Arraiá da Naty, até os adultos, com muito forró e boa gastronomia no Alpendre”, complementa Felipe Furtado, superintendente do Natal Shopping.

SERVIÇO – Programação Junina do Natal Shopping

O que: Arraiá da Naty
Quando: 14 de junho, a partir das 16h
Onde: Cortejo pelo shopping e brincadeiras no Parque da Naty, piso L2, e Alpendre

O que: Shows no Alpendre | Duda Pereira, Segundo Sanfoneiro e Tanda Macedo
Quando: 14, 21 e 27 de junho, a partir das 19h
Onde: Palco Câmara Cascudo, Alpendre do Natal Shopping

Foto: Divulgação

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Justiça autoriza lutador potiguar condenado por estupro a recorrer em liberdade

Justiça autoriza lutador potiguar condenado por estupro a recorrer em liberdade

Edilson Florêncio, preso em flagrante após ataque em Fortaleza, foi condenado a mais de 8 anos de prisão, mas poderá responder em liberdade

O lutador de Artes Marciais Mistas (MMA), Edilson Florêncio da Conceição, condenado a oito anos e dois meses de prisão por estupro de vulnerável, foi autorizado pela Justiça a recorrer em liberdade. Natural de Caicó, na região Seridó do Rio Grande do Norte, Edilson estava preso desde o dia 19 de janeiro, após ser flagrado pela polícia agredindo uma mulher em Fortaleza, no Ceará.

A decisão foi tomada pela juíza Adriana Aguiar Magalhães, da 5ª Vara Criminal de Fortaleza, na última sexta-feira (6.jun.2025), e executada na segunda-feira (9.jun.2025). A magistrada considerou que o réu é primário e possui bons antecedentes, o que fundamentou o relaxamento da prisão.

Segundo o processo, Edilson foi condenado a 8 anos de reclusão em regime semiaberto por estupro de vulnerável, pois a vítima estava alcoolizada no momento do crime. Além disso, o réu recebeu pena de 2 meses de detenção por resistir à prisão, pena já cumprida durante os 4 meses e 12 dias que esteve detido.

Prisão e condenação

O crime aconteceu em janeiro deste ano, quando Edilson trabalhava como motorista por aplicativo. A vítima, a empresária Renata Coan Cudh, pegou uma corrida após sair de uma festa no bairro Edson Queiroz, em Fortaleza. Durante o trajeto, o motorista desviou o caminho para uma área de matagal, onde atacou a passageira.

Policiais militares que estavam nas proximidades ouviram os gritos da vítima e conseguiram prender Edilson em flagrante. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foi autuado.

Durante o julgamento, a juíza reconheceu a vulnerabilidade da vítima no momento do crime, destacando que ela estava alcoolizada e impossibilitada de resistir. A sentença foi publicada no início deste mês.

Manifestação da vítima

Após a divulgação da decisão que concedeu liberdade ao agressor, a empresária Renata Coan publicou um vídeo nas redes sociais em que relatou detalhes do ataque e criticou a soltura do condenado. No relato, ela afirma ter sido “sequestrada, violentada e estrangulada até quase a morte”. Segundo Renata, só sobreviveu porque foi salva por três policiais que passavam pela área.

“Eu não tive chance nenhuma de defesa. Me lembro de cada segundo do ar faltando. Foi Deus que enviou três policiais que já estavam indo embora no final do turno e que me salvaram e prenderam um homem em flagrante”, afirmou Renata.

A empresária também destacou que manteve silêncio nos últimos meses para preservar a própria intimidade e a de sua família. “Por mais que eu tentasse transparecer que estava bem nas redes sociais, nesses quatro meses sofremos em silêncio”, declarou.

Renata disse temer pela própria segurança e pela de outras mulheres. “Como vou ter paz sabendo que ele está nas ruas? Eu não era a primeira, não ia ser a última. E, se não fosse eu naquela noite, seria outra mulher. Talvez essa mulher não estivesse aqui para contar a história”, afirmou.

Defesa e justificativa judicial

A defesa de Edilson, representada pela advogada Carolina Dantas Azin Rocha, declarou em nota que a decisão judicial respeita os preceitos legais. “Embora o crime seja classificado como hediondo, a fixação da pena deve observar princípios constitucionais. A decisão não representa absolvição nem impunidade, mas o cumprimento da legislação brasileira”, disse a advogada.

Ela também afirmou que o trabalho da defesa continuará sendo conduzido com ética e respeito à dor da vítima.

Situação processual

Com o benefício concedido, Edilson responderá ao processo em liberdade, enquanto sua condenação segue para instâncias superiores, caso haja recursos. Ainda restam 7 anos, 9 meses e 18 dias de pena a cumprir, inicialmente em regime semiaberto.

O caso segue gerando repercussão nas redes sociais, especialmente após o depoimento público da vítima. Organizações e ativistas de direitos das mulheres manifestaram apoio à empresária e cobram revisão da decisão.

Foto: Reprodução

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Ex-comandante da Marinha nega apoio a golpe e afirma ter seguido papel institucional

Ex-comandante da Marinha nega apoio a golpe e afirma ter seguido papel institucional

Almir Garnier depõe no STF e diz não ter recebido ordem ilegal de Bolsonaro; Moraes nega pedido de exibição de vídeos em interrogatório de Bolsonaro

O ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que cumpriu estritamente seu papel institucional durante reuniões realizadas no Palácio do Planalto em dezembro de 2022. As reuniões, segundo investigações, teriam tratado de um plano para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante o interrogatório realizado nesta terça-feira (10), Garnier negou qualquer envolvimento em ações para apoiar uma ruptura institucional. “Eu era comandante da Marinha. Não era assessor político do presidente. E me ative ao meu papel institucional”, declarou.

Segundo Garnier, o então presidente Jair Bolsonaro expressou preocupações relacionadas à segurança pública e à movimentação de manifestantes nas portas de quartéis, mas não apresentou nenhuma proposta concreta de ruptura democrática. “Havia vários assuntos [em pauta], entre eles a preocupação do presidente com a segurança pública”, afirmou.

Garnier também negou ter conhecimento de qualquer minuta golpista ou documento escrito com conteúdo ilegal. “Não vi nenhuma minuta. Não recebi nenhum documento. Vi uma apresentação na tela de um computador, com temas sobre pressão popular, caminhoneiros e questões eleitorais”, relatou.

De acordo com o almirante, participaram da reunião de 7 de dezembro de 2022 o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, o comandante do Exército, general Freire Gomes, o ajudante de ordens Mauro Cid e outros assessores da Presidência.

Questionado sobre declarações do ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista Júnior, que disse que Garnier teria colocado tropas da FAB à disposição de Bolsonaro, o almirante negou a afirmação. “Não houve deliberações. E o presidente não abriu a palavra para nós”, afirmou.

Garnier declarou ainda que não recebeu qualquer informação sobre fraudes nas eleições ou falhas nas urnas eletrônicas, mas destacou que processos eleitorais mais transparentes ajudam a evitar crises. “Quanto mais transparente for o processo, maiores as garantias de uma transição pacífica”, pontuou.

O depoimento de Garnier é parte da ação penal do Núcleo 1 da suposta trama golpista investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. O julgamento deve ocorrer no segundo semestre de 2025. As penas podem ultrapassar 30 anos de prisão em caso de condenação.

Moraes nega pedido de Bolsonaro para exibir vídeos em interrogatório

O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para exibir vídeos durante seu interrogatório, previsto para esta terça-feira (10), às 14h30, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

A defesa havia solicitado a apresentação de recursos audiovisuais no telão da sala de audiência, o que foi rejeitado por Moraes. Segundo o ministro, o momento do interrogatório não permite a apresentação de provas novas, que não estejam previamente anexadas aos autos do processo.

“Não é o momento adequado para apresentação de provas novas, ainda não juntadas aos autos e desconhecidas das partes”, escreveu Moraes em sua decisão. O Código de Processo Penal estabelece que, nesta fase, o réu pode apenas se referir a provas já existentes no processo.

Bolsonaro será interrogado por ser um dos oito réus acusados de integrar o núcleo principal da trama golpista denunciada pela PGR. A acusação aponta que o ex-presidente tinha ciência de uma minuta que previa medidas inconstitucionais, como decretação de estado de sítio e prisão de ministros do STF.

A audiência faz parte da etapa final da ação penal. Após os depoimentos, o caso segue para julgamento, que poderá decidir pela condenação ou absolvição dos acusados.

Foto: Gustavo Moreno/STF / Ton Molina/STF

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Ônibus de São Paulo com destino a Mossoró bate em carreta na BR-116 em Minas Gerais

Ônibus de São Paulo com destino a Mossoró bate em carreta na BR-116 em Minas Gerais

O impacto resultou em ferimentos para o motorista do ônibus e quatro passageiros, além de causar a interdição da rodovia por algumas horas

Um ônibus da empresa Gontijo, que transportava 43 passageiros no trajeto São Paulo-Mossoró, no Rio Grande do Norte, se envolveu em um grave acidente de trânsito na noite da segunda-feira (9.jun.2025). A colisão com uma carreta ocorreu na cidade de Muriaé, em Minas Gerais, na altura do km 715,6 da BR-116. O impacto resultou em ferimentos para o motorista do ônibus e quatro passageiros, além de causar a interdição da rodovia por algumas horas.

O acidente aconteceu por volta das 22h25. Segundo informações preliminares, a carreta, que trafegava no sentido Muriaé/Laranjal, perdeu o controle em uma curva. A pista molhada, um fator apontado como possível causa, pode ter contribuído para que o motorista da carreta invadisse a contramão e atingisse a parte frontal do ônibus da Gontijo, que seguia no sentido oposto.

O motorista do ônibus ficou preso às ferragens da cabine devido à intensidade da colisão. Equipes de primeiros socorros da concessionária EcoRioMinas, responsável pela administração do trecho da rodovia, e o Corpo de Bombeiros de Muriaé foram prontamente acionados para a operação de resgate. Após ser retirado do veículo, o condutor foi encaminhado ao Hospital São Paulo, na própria Muriaé, apresentando fraturas nos membros inferiores. O motorista da carreta, por outro lado, não sofreu ferimentos graves no acidente.

Passageiros lesionados e investigação da Polícia Civil

Além do motorista do ônibus, quatro passageiros que estavam a bordo da Gontijo sofreram lesões consideradas leves em decorrência da colisão. Eles receberam atendimento no local e, conforme a necessidade, foram encaminhados para avaliação médica. A empresa Gontijo não se manifestou publicamente sobre o estado de saúde dos passageiros ou sobre as providências de assistência aos ocupantes do veículo.

Após o acidente, ambos os condutores, do ônibus e da carreta, foram submetidos a testes de alcoolemia. Os resultados de ambos os exames indicaram ausência de teor alcoólico no organismo dos motoristas, descartando a embriaguez como fator contribuinte para a colisão.

A Perícia Técnica da Polícia Civil de Muriaé foi acionada e esteve no local do sinistro para realizar os trabalhos técnicos de levantamento de dados e vestígios. A perícia é crucial para determinar as causas exatas do acidente e elaborar o laudo que subsidiará a investigação. A BR-116, uma das principais rodovias do país, teve o tráfego totalmente liberado por volta das 3h da manhã desta terça-feira, após a remoção completa dos veículos envolvidos na colisão, normalizando o fluxo da rodovia.

A Gontijo, uma das maiores empresas de transporte rodoviário do Brasil, opera diversas rotas, incluindo o trajeto São Paulo-Mossoró, que atende a uma demanda significativa de passageiros que se deslocam entre o Sudeste e o Nordeste do país. A Polícia Civil prossegue com a investigação para elucidar todas as circunstâncias do acidente.

Foto: Portal Silvan Alves/Muriaé-MG

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STF avança em interrogatórios de réus da trama golpista de 2022

STF avança em interrogatórios de réus da trama golpista de 2022

Ex-comandante da Marinha e Jair Bolsonaro depõem nesta terça-feira em fase crucial da investigação

O Supremo Tribunal Federal (STF) dá continuidade, nesta terça-feira (10.jun.2025), à série de interrogatórios dos réus do núcleo 1 da investigação sobre a suposta trama golpista que teria ocorrido durante o governo de Jair Bolsonaro. A sessão, iniciada às 9h, marca o segundo dia de depoimentos de figuras centrais apontadas pela Polícia Federal (PF) como envolvidas nos planos para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.

O primeiro a ser ouvido hoje é o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier. As investigações da Polícia Federal apontam que Garnier teria colocado suas tropas à disposição de Bolsonaro para ações com características golpistas. Essa fala do militar, segundo as apurações, teria ocorrido durante uma reunião em 2022 com os comandantes das Forças Armadas. Na ocasião, Bolsonaro teria apresentado estudos para a decretação de estado de sítio e de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), visando barrar a posse de Lula.

Após o depoimento de Almir Garnier, os demais réus serão interrogados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, seguindo a ordem alfabética. A previsão é que a audiência se estenda até as 20h.

A lista de depoimentos desta terça-feira inclui nomes de destaque do governo Bolsonaro:

  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
  • Walter Braga Netto, general de Exército e ex-ministro de Bolsonaro

O primeiro dia de interrogatórios: Cid e Ramagem

O primeiro dia de interrogatórios, realizado na segunda-feira (9), trouxe à tona detalhes sobre as acusações de participação na suposta trama golpista. Foram ouvidos o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

Mauro Cid confirmou durante seu depoimento que esteve presente em uma reunião onde foi apresentado ao ex-presidente Jair Bolsonaro um documento que previa a decretação de medidas de estado de sítio e a prisão de ministros do STF. O militar também confirmou que recebeu dinheiro do general Braga Netto, que seria repassado ao major do Exército Rafael de Oliveira, integrante dos “kids-pretos”, um esquadrão de elite da força. Essas informações corroboram partes das investigações da Polícia Federal sobre o planejamento e a articulação dos atos.

Por outro lado, Alexandre Ramagem negou em seu depoimento ter utilizado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar ilegalmente a rotina de ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o governo de Jair Bolsonaro. A negação de Ramagem contrapõe as acusações de uso da estrutura de inteligência do Estado para fins políticos e ilegais.

A fase final da ação penal e as possíveis consequências

Os interrogatórios dos réus são uma das últimas fases da ação penal que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado. A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes ouça presencialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, Braga Netto e mais seis réus até a próxima sexta-feira (13.jun). Todos são acusados de integrar o “núcleo crucial” de uma trama para impedir a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o resultado das eleições de 2022.

A fase de interrogatórios é um momento decisivo para a defesa e a acusação apresentarem suas versões dos fatos, com os réus tendo a oportunidade de se manifestar diretamente sobre as imputações que pesam contra eles. Após esta etapa, o processo se encaminhará para o julgamento final.

A expectativa é de que o julgamento, que decidirá pela condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus, ocorra no segundo semestre deste ano. Em caso de condenação, as penas previstas para os crimes investigados, como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, podem ultrapassar 30 anos de prisão. A investigação tem gerado grande repercussão e é um marco na história recente do Brasil, acompanhada de perto pela sociedade e pela imprensa. A resolução do caso terá implicações significativas para a política e a justiça brasileiras.

Foto: Gustavo Moreno/STF / Fellipe Sampaio/STF

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Cid afirma que Bolsonaro buscava fraude nas urnas para justificar intervenção

Cid afirma que Bolsonaro buscava fraude nas urnas para justificar intervenção

Afirmação foi feita em interrogatório da ação penal da trama golpista

O tenente-coronel do Exército Mauro Cid afirmou nesta segunda-feira (9) que o ex-presidente Jair Bolsonaro esperava encontrar uma fraude nas urnas eletrônicas para convencer os comandantes das Forças Armadas a aderirem à tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022.

A afirmação de Cid foi feita durante a audiência de interrogatório da ação penal da trama golpista. Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Cid é primeiro réu do Núcleo 1 da trama golpista a ser interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal do golpe. O militar também está na condição de delator nas investigações.

Durante o depoimento, Cid disse que Bolsonaro e o general Walter Braga Netto, ex-ministro do governo e vice na chapa de 2022, esperavam encontrar uma fraude nas urnas para justificar uma intervenção militar no país.

Por esse motivo, segundo Mauro Cid, o ex-presidente pressionava o general Paulo Sergio Nogueira, ex-ministro da Defesa, a insinuar que não era possível descartar a possibilidade de fraudes na votação eletrônica.

“A grande expectativa era que fosse encontrada uma fraude nas urnas. O que a gente sempre viu era uma busca por encontrar fraude na urna. Com a fraude na urna, poderia convencer os militares, dizendo que a eleição foi fraudada e, talvez, a situação mudasse”, declarou.

Em 2022, Nogueira enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um parecer técnico para afirmar que não é possível afirmar que o sistema eletrônico de votação está isento da influência.

Os militares faziam parte da comissão de transparência criada pelo próprio TSE para fiscalizar as eleições.

Por volta das 16h45, o interrogatório de Mauro Cid foi suspenso para o intervalo. O depoimento deve prosseguir até as 20h.

Interrogatórios

De hoje a sexta-feira (13), Alexandre de Moraes vai interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro, Braga Netto e mais seis réus acusados de participarem do “núcleo crucial” de uma trama para impedir a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o resultado das eleições de 2022.

Confira a ordem dos depoimentos:

  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, general do Exército e ex-ministro de Bolsonaro.

Foto: Gustavo Moreno/STF / Fellipe Sampaio/STF / Ton Molina/STF

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Pix bate recorde com quase 280 milhões de transações em um dia

Pix bate recorde com quase 280 milhões de transações em um dia

Recorde anterior havia sido registrado no fim de dezembro

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última sexta-feira (6). Pela primeira vez, a modalidade aproximou-se da marca de 280 milhões de transações em 24 horas.

Somente na última sexta-feira (6), foram feitas 276,7 milhões de transferências via Pix para usuários finais. O recorde diário anterior tinha sido registrado em 20 de dezembro de 2024, dia do pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário, com 252,1 milhões de movimentações.

Em valores, foram movimentados R$ 135,6 bilhões na última sexta-feira. O montante é o quarto maior da história para um dia. O recorde em valores também foi registrado em 20 de dezembro, quando foram movimentados R$ 162,9 bilhões.

“Os números são mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para a promoção da inclusão financeira, da inovação e da concorrência na prestação de serviços de pagamentos no Brasil”, informou o BC em comunicado.

Criado em novembro de 2020, o Pix acumulou, no fim de maio, 175,47 milhões de usuários, conforme as estatísticas mensais mais recentes. Desse total, 159,92 milhões eram pessoas físicas; e 15,56 milhões, pessoas jurídicas.

Em abril, segundo os dados consolidados mais recentes, o sistema superou a marca de R$ 2,677 trilhões movimentados.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo / Bruno Peres/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Câmara vai declarar perda do mandato de Zambelli, diz Motta

Câmara vai declarar perda do mandato de Zambelli, diz Motta

Presidente da Casa defende que esta é a única alternativa no momento

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o Parlamento vai cumprir a recente determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de declarar a cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli sem submeter o assunto ao plenário.

“O tratamento que vamos dar é o de seguir o rito regimental para o cumprimento da decisão do STF. Até porque, esta é a única alternativa; a única coisa que temos a fazer, já que o processo foi concluído, com a condenação [da deputada]”, comentou Motta, ao participar nesta segunda-feira (9) de um evento realizado pelo jornal Valor Econômico, em São Paulo.

Em meados de maio, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a dez anos de prisão e à perda do mandato. A pena foi aplicada por Zambelli e o hacker, réu confesso e também condenado no mesmo processo, Walter Delgatti, terem invadido o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde inseriram documentos falsos, incluindo um mandato de prisão fraudulento contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Na última sexta-feira (6), a mesma Primeira Turma rejeitou os recursos que a deputada apresentou a fim de tentar reverter a sentença inicial. A confirmação da condenação de Zambelli foi anunciada três dias após a parlamentar anunciar que deixou o Brasil com o propósito de se estabelecer na Europa e, assim, evitar ser presa.

Ao deixar o Brasil, Zambelli passou pelos Estados Unidos e partiu para a Itália, onde ingressou pouco antes de ter o nome incluído na lista de fugitivos procurados pela Interpol e do ministro Alexandre de Moraes decretar a prisão dela e o bloqueio dos passaportes (inclusive o diplomático), salários, contas bancárias, bens móveis e imobiliários e acesso às redes sociais.

Zambelli afirma ser alvo de perseguição política e já classificou a decisão do STF como “ilegal, inconstitucional e autoritária”. Para ela, constitucionalmente, um deputado federal só pode ser preso em flagrante ou por crime inafiançável. E a perda de mandato precisaria ser aprovada por seus pares, em plenário. Tese que não conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Mota.

“Quando há uma conclusão de julgamento do STF, não cabe mais ao presidente da Câmara colocar isso em votação, porque já há a condenação. Então, a decisão judicial tem que ser cumprida”, acrescentou Motta, assegurando que, embora defenda as prerrogativas parlamentares, não há o que fazer no caso de Zambelli.

O presidente da Casa ressalta que o caso da deputada é atípico, sem precedentes na Câmara dos Deputados. “Veio uma decisão condenatória. Quando chegou o momento de [apreciação, pelo STF] dos embargos [recursos], ela decidiu ir para outro país. Porque, penso eu, ela tinha cidadania italiana e, lá, teria a oportunidade de não cumprir uma possível pena, opinou Mota. “Por causa dessa decisão de fugir para outro país, o STF, penso eu, antecipou a análise do embargos e concluiu o julgamento na última semana”, concluiu, esclarecendo a razão de ter atendido a um pedido de Zambelli, concedendo-lhe 127 dias de licença.

“Ela tinha pedido uma licença médica, seguida de uma licença para tratar interesse particular, antes da decisão do STF. Concedemos esta licença até para que seu suplente [Coronel Tadeu (PL-SP)] pudesse assumir o mandato e, a partir daí, aguardássemos o desfecho do processo”, concluiu Motta.

Extradição

Na França, onde participou, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da assinatura da declaração de intenção para ampliar o atual acordo de cooperação entre o Brasil e a Interpol, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, comentou o trâmite do pedido de extradição que o governo brasileiro apresentará às autoridades italianas, por determinação da Justiça.

“Nos casos de extradição, cabe ao ministério cumprir as determinações do Poder Judiciário. O ministro Alexandre de Moraes determinou ao Ministério que pedisse a extradição desta senhora. Esta documentação está em tramitação e, quando ela chegar, vamos fazer o trabalho de protocolar sem entrar no mérito, enviando [o pedido] ao governo italiano” comentou Lewandowski, evitando fornecer mais detalhes, sobre o assunto.

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Da Agência Brasil

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Cid confirma que Bolsonaro presenciou apresentação de minuta golpista

Cid confirma que Bolsonaro presenciou apresentação de minuta golpista

Ex-ajudante de ordens diz que presenciou mas não participou dos fatos

O tenente-coronel do Exército Mauro Cid confirmou nesta segunda-feira (9) que esteve presente em uma reunião na qual foi apresentado ao ex-presidente Jair Bolsonaro um documento que previa a decretação de medidas de estado de sítio e prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outras autoridades, em 2022.

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Cid foi o primeiro réu do núcleo 1 da trama golpista a ser interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal do golpe. O militar também está na condição de delator nas investigações.

Durante o depoimento, Cid confirmou que foram realizadas pelo menos duas reuniões em que Felipe Martins, o ex-assessor de assuntos internacionais de Bolsonaro, levou ao ex-presidente um documento com a proposta golpista para reverter o resultado das eleições de 2022.

No encontro, Bolsonaro leu a minuta e propôs alterações no documento, segundo o militar.

“Foi levado esse documento ao presidente. O documento consistia em duas partes. A primeira parte eram os considerandos. Dez, onze, doze páginas, muito robusto. Esses considerandos listavam as possíveis interferências do STF e TSE no governo Bolsonaro e nas eleições. Na segunda parte, entrava em uma área mais jurídica, estado de defesa, estado de sítio e prisão de autoridades”, afirmou.

Segundo Cid, após as alterações feitas por Bolsonaro, a minuta passou a prever somente a prisão de Alexandre de Moraes.

“Ele, de certa forma, enxugou o documento. Basicamente, retirando as autoridades das prisões. Somente o senhor [Moraes] ficaria como preso”, completou.

Mauro Cid também confirmou o conteúdo dos depoimentos de delação premiada prestados à Polícia Federal (PF) e negou ter sofrido qualquer tipo de pressão para assinar o acordo de delação premiada.

“Presenciei grande parte dos fatos, mas não participei deles”, declarou.

Durante o interrogatório, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e as defesas dos demais acusados também poderão fazer perguntas aos réus. O depoimento deve prosseguir até as 20h.

Interrogatórios

Entre os dias 9 e 13 de junho, Alexandre de Moraes vai interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro, Braga Netto e mais seis réus acusados de participarem do “núcleo crucial” de uma trama para impedir a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o resultado das eleições de 2022.

Confira a ordem dos depoimentos:

  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, general do Exército e ex-ministro de Bolsonaro.

Foto: Ton Molina/STF / Gustavo Moreno/STF

Da Agência Brasil

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Manifestação indígena bloqueia BR-101 na Paraíba e rodovia é liberada após protesto

Manifestação indígena bloqueia BR-101 na Paraíba e rodovia é liberada após protesto

Trecho interditado no km 24, em Rio Tinto, foi desbloqueado no início da tarde desta segunda (9), segundo a PRF

Uma manifestação indígena interditou completamente a BR-101, no km 24, no município de Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba, na manhã desta segunda-feira (9.jun.2025). O protesto começou por volta das 9h56 e bloqueou os dois sentidos da rodovia federal, mobilizando cerca de 300 indígenas de comunidades locais.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o grupo protestava contra propostas em discussão no Congresso Nacional que, segundo os manifestantes, colocam em risco os direitos dos povos originários, incluindo a questão da demarcação de terras indígenas e o marco temporal.

A mobilização foi pacífica e ocorreu nas proximidades da intersecção com a rodovia de acesso ao município de Mamanguape, afetando o fluxo de veículos em ambos os sentidos da BR-101. A PRF montou desvios pela PB-041 para orientar motoristas enquanto o trecho permanecia interditado.

Liberação confirmada pela PRF

Às 12h47 desta segunda-feira (9), a PRF na Paraíba confirmou oficialmente a total liberação da rodovia nos dois sentidos. O desbloqueio aconteceu após o encerramento da manifestação indígena, que durou pouco menos de três horas.

“No município de Rio Tinto – PB, no km 24 da BR-101, em ambos os sentidos, a rodovia está totalmente liberada após manifestação de comunidades indígenas”, informou a PRF-PB por meio de comunicado oficial.

A PRF também destacou que não houve registro de conflitos ou incidentes durante o ato e que a operação de monitoramento da via foi realizada com foco na segurança viária e no respeito ao direito à manifestação.

Reivindicações indígenas

Os manifestantes expressaram oposição a projetos legislativos que alteram as normas sobre demarcação de terras indígenas e a regularização fundiária, com destaque para o chamado marco temporal, que estabelece limites para o reconhecimento de territórios indígenas com base na ocupação existente em 1988.

As lideranças presentes no protesto destacaram que a mobilização em Rio Tinto fez parte de uma ação nacional coordenada por diversas organizações indígenas em diferentes estados, com objetivo de pressionar o Legislativo a rever propostas consideradas prejudiciais às comunidades originárias.

Alternativas de trânsito e orientação

Durante o bloqueio, a PRF orientou os motoristas a utilizar rotas alternativas pela PB-041, com desvio por Mamanguape, tanto no sentido João Pessoa / Natal quanto no sentido Natal / João Pessoa.

Painéis móveis e equipes de campo ajudaram a sinalizar a interdição e os desvios. A PRF reforçou que, em situações semelhantes, motoristas devem buscar informações atualizadas pelos canais oficiais da corporação, como o telefone de emergência 191.

Com a liberação da BR-101 no início da tarde, o tráfego na região voltou à normalidade, e os desvios foram desativados. A PRF continuará monitorando o local durante o restante do dia para garantir a fluidez no trecho afetado.

Foto: Reprodução

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Ministério da Agricultura investiga 10 casos suspeitos de gripe aviária em aves no Brasil

Ministério da Agricultura investiga 10 casos suspeitos de gripe aviária em aves no Brasil

Casos em análise envolvem apenas aves silvestres e criações domésticas; granjas comerciais seguem fora do alerta

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apura atualmente dez casos suspeitos de gripe aviária em diferentes estados do Brasil. A informação foi divulgada por meio da Plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, atualizada neste domingo (8.jun.2025), às 19h. Nenhuma das ocorrências investigadas até o momento envolve granjas comerciais, limitando-se a criações domésticas e aves silvestres.

Caso confirmado em Mato Grosso

Um caso de gripe aviária foi confirmado em uma galinha doméstica no município de Campinápolis, no estado de Mato Grosso. Como se trata de uma criação não comercial, o registro não impacta o status sanitário do país nem afeta as exportações brasileiras de carne de frango. O Brasil mantém o reconhecimento de país livre da doença em produção comercial, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O status sanitário brasileiro poderá ser recuperado internacionalmente a partir do dia 18 de junho, caso não haja novos registros em granjas comerciais. Essa data marca o encerramento do período de 28 dias após o último caso confirmado em uma granja em Montenegro (RS), detectado em maio.

Estados com casos em análise

As investigações em andamento envolvem seis casos em aves domésticas e quatro em aves silvestres. Os registros por categoria são os seguintes:

Aves domésticas:

Itaituba (PA) – galinha
Parauapebas (PA) – galinha
Novo Cruzeiro (MG) – galinha
Alegre (ES) – galinha
Viamão (RS) – galinha
Caçador (SC) – galinha

Aves silvestres:

  • Santo Antônio do Monte (MG) – pombo
  • Florestal (MG) – carcará
  • Utinga (BA) – gralha-cancã
  • Angra dos Reis (RJ) – albatroz-de-sobrancelha

Esses casos fazem parte do sistema de monitoramento e defesa agropecuária em vigor no país, que exige notificação obrigatória e imediata sempre que houver suspeita da doença.

Notificação obrigatória e ações de vigilância

A influenza aviária de alta patogenicidade, causada pelo vírus H5N1, é uma enfermidade de notificação compulsória no Brasil. Segundo o Ministério da Agricultura, desde maio de 2023, quando foi registrado o primeiro caso da doença em ave silvestre no país, foram conduzidas mais de 2.500 investigações sobre suspeitas.

O ministério orienta produtores rurais, técnicos, prestadores de serviços, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de aves a comunicarem imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) qualquer suspeita de influenza aviária. A atuação precoce é essencial para evitar a disseminação do vírus e proteger o setor produtivo nacional.

Histórico de casos confirmados

Desde o início do monitoramento, o Brasil confirmou 172 casos de influenza aviária. Desse total:

  • 167 casos ocorreram em animais silvestres, sendo 163 em aves e 4 em leões-marinhos.
  • 4 casos foram registrados em criações de subsistência.
  • 1 caso foi confirmado em granja comercial, no município de Montenegro (RS), em maio de 2024.

O único caso em granja comercial desencadeou medidas imediatas de controle sanitário e isolamento da área, seguindo os protocolos nacionais e internacionais para contenção da doença.

Monitoramento contínuo

As ações de vigilância sanitária seguem em curso nos estados com notificações em andamento e em regiões com maior risco sanitário. O Ministério da Agricultura mantém equipes de campo atuando em conjunto com as secretarias estaduais de agricultura e instituições de pesquisa, com o objetivo de preservar o status sanitário do país e garantir a segurança da cadeia produtiva avícola.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Antonio Cruz/Agência Brasil

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Lula defende viagens ao exterior em busca de investimentos estrangeiros

Lula defende viagens ao exterior em busca de investimentos estrangeiros

Presidente cita R$ 100 bilhões anunciados por empresas francesas e fala sobre Putin, guerra na Ucrânia e eleições de 2026

Durante entrevista coletiva concedida neste sábado (7.jun.2025), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu seu papel como articulador de investimentos estrangeiros no Brasil e destacou os resultados da viagem à França. Lula citou o anúncio de R$ 100 bilhões em aportes previstos para os próximos cinco anos, feitos por 15 empresas francesas, como evidência da confiança internacional em sua gestão.

Ao comentar os custos da comitiva brasileira durante a viagem à Europa, o presidente afirmou que “não sabe quanto está gastando, mas sabe quanto está levando de volta para o Brasil”. Ele defendeu que o país pense grande e que os embaixadores brasileiros atuem para ampliar a presença internacional do país.

Acordo entre União Europeia e Mercosul

Lula voltou a cobrar a entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul até o fim de 2025. A França é um dos principais opositores à assinatura. O presidente declarou que não pretende impor prejuízos a setores sensíveis, como a agricultura francesa, mas defendeu que o acordo precisa ser aceito por todas as partes.

“Não quero que assinem o acordo e as pessoas fiquem de cara feia. Aí não é acordo”, disse Lula ao citar conversas com líderes europeus, incluindo Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

Putin e guerra na Ucrânia

Durante a coletiva, o presidente também falou sobre o possível comparecimento de Vladimir Putin à cúpula dos BRICS, marcada para julho, no Rio de Janeiro. Desde 2023, o presidente russo é alvo de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional, o que, em tese, obrigaria o Brasil a executar a ordem se ele pisar em território nacional.

Lula afirmou que a decisão sobre participar ou não do encontro é de Putin. O presidente brasileiro relatou que conversou com o líder russo por telefone durante uma escala na Rússia, em maio, e o convidou para participar de um encontro sobre a paz na Turquia, que ocorreu recentemente. Putin não compareceu.

O presidente brasileiro afirmou ainda que o conflito entre Rússia e Ucrânia estaria “mais próximo de um acordo” do que se imagina, embora não tenha dado detalhes sobre eventuais negociações em andamento.

Críticas a Israel e eleições de 2026

Em meio à coletiva, Lula voltou a criticar Israel, acusando o país de cometer genocídio. A declaração reforça a posição do governo brasileiro no cenário internacional quanto ao conflito no Oriente Médio.

Questionado sobre as eleições presidenciais de 2026, Lula demonstrou confiança na possibilidade de reeleição. Segundo ele, a extrema direita não vencerá o pleito. A declaração foi dada com ênfase, enquanto batia no púlpito com as mãos.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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