Órgão aponta possível uso indevido de recursos públicos e solicita apuração do Ministério Público Federal
O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou que a Câmara dos Deputados investigue se o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou, direta ou indiretamente, recursos públicos durante estadia nos Estados Unidos.
Segundo o TCU, há indícios de irregularidades na viagem, e o órgão solicitou que a Câmara envie o resultado da apuração e as providências adotadas. A decisão foi tomada em resposta a uma representação apresentada pelo deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP).
O plenário do TCU decidiu, por unanimidade, que não possui competência para julgar eventuais irregularidades no caso, a fim de preservar o devido processo legal e a separação dos Poderes. No entanto, encaminhou a denúncia à Câmara e destacou a necessidade de investigação pelo Ministério Público Federal (MPF).
A deliberação foi aprovada na semana passada e divulgada nesta sexta-feira (8.ago.2025).
Representação e acusações
Na representação, Boulos acusou Eduardo Bolsonaro de promover articulações políticas contrárias à soberania nacional. O parlamentar do PSOL argumenta que negociações com governos ou grupos estrangeiros para incentivar atos hostis contra o Brasil podem configurar crime de atentado à soberania, previsto no Código Penal, com pena de três a oito anos de prisão.
Faltas não justificadas
O parecer do TCU aponta que Eduardo Bolsonaro justificou apenas uma das cinco ausências em sessões da Câmara no mês de março. O deputado estava nos Estados Unidos, mas não havia solicitado licença parlamentar de 122 dias.
A Corte destacou que a ausência de desconto nos salários referentes a quatro faltas não justificadas não atingiu o valor mínimo de R$ 120 mil necessário para abertura de investigação pelo TCU. Por isso, recomendou que a apuração seja feita pela Câmara.
Boulos também havia solicitado ao TCU a investigação da responsabilidade penal de Eduardo Bolsonaro, mas o órgão negou, alegando falta de competência para determinar se houve crime.
Outras investigações
Caso a Câmara confirme a abertura de apuração, será a segunda investigação em andamento contra o deputado. Em julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou um inquérito que apura se a viagem de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos teve o objetivo de articular ações contra autoridades brasileiras.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados / Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Vinicius de Melo/SMDF
STF mantém restrições e proíbe uso de celulares durante encontro na prisão domiciliar do ex-presidente
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou oito familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro a visitá-lo neste domingo (10.ago.2025), em razão do Dia dos Pais.
Na segunda-feira (4.ago), Moraes havia decretado a prisão domiciliar do ex-presidente e restringido o acesso à residência em Brasília.
O pedido para inclusão de novos visitantes foi feito pela defesa de Bolsonaro. Moraes já havia determinado que filhos e netos não necessitam de autorização prévia para as visitas.
Lista de visitantes autorizados
Entre os autorizados estão o sogro Vicente de Paulo Reinaldo, a sogra Maisa Torres Antunes, a nora Fernanda Antunes, uma neta, dois sobrinhos e um irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O ministro determinou que, durante as visitas, não seja permitido o uso de celulares para fotografar ou gravar imagens.
Motivo das restrições
As medidas foram adotadas após Moraes considerar que Bolsonaro utilizou as redes sociais de familiares para burlar proibições judiciais, inclusive por meio de terceiros.
No domingo (3.ago), os filhos do ex-presidente — Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro — publicaram postagens de agradecimento do pai a apoiadores que participaram de atos em várias cidades.
Investigações em andamento
As restrições fazem parte de um inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, é investigado por suposta articulação com o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para adotar medidas de retaliação contra autoridades brasileiras e ministros do STF.
Em março, Eduardo Bolsonaro pediu licença do mandato e se mudou para os Estados Unidos, alegando perseguição política. No processo, Jair Bolsonaro é investigado por supostamente enviar recursos via Pix para custear a estadia do filho no exterior.
O ex-presidente também responde a uma ação penal no STF relacionada a uma suposta trama golpista, cujo julgamento está previsto para setembro.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Isac Nóbrega/PR / Marcos Corrêa/PR / Lula Marques/Agência Brasil
Com a ação, a rede reúne os principais cortes e complementos para o churrasco ideal, além de diversas opções para compor o almoço de domingo
Uma das datas mais significativas do ano, o Dia dos Pais é a oportunidade perfeita para reunir a família em um momento especial. Para deixar a ocasião ainda mais marcante, o Pão de Açúcar apresenta o Sabores do Pão – Dia dos Pais, com diversas opções para compor o almoço ou churrasco de domingo com estilo e sabor, incluindo carnes nobres, pratos prontos, cervejas especiais, destilados selecionados e até opções de presentes baseados no estilo dos papais. Seguindo a estratégia de estar presente onde, como e quando o cliente preferir, a rede oferece todo o cardápio sazonal no e-commerce (https://folhetos.paodeacucar.com/especiais/especial-dia-dos-pais/regionais/_pe/index.html) e no app Pão de Açúcar Mais, além da possibilidade de realizar o pedido diretamente na loja de sua escolha.
As receitas são preparadas em unidades selecionadas da rede e produzidas com ingredientes frescos e selecionados. Os clientes vão contar com opções de entradas práticas, como a caponata especial com berinjela assada com tiras de pimentões e cebolas salteados, castanha do Pará, passas, azeitonas verdes e aceto balsâmico (100g) por R$ 8,99; o vinagrete, acompanhamento essencial para o churrasco, que conta com tomates, pimentão amarelo e cebola em cubos, temperados com sal, pimenta, azeite, vinagre e salsa (100g) por R$ 5,69; e uma salada de maionese caseira, com molho especial (batata, cenoura, mandioquinha, ovos, milho, ervilha, azeitona, cebola roxa) (100g) por R$ 5,49; além de acompanhamentos como arroz biro-biro, prato paulista criado em homenagem à um jogador de futebol, que possui arroz, ovos, cenoura, bacon e batata palha (100g) por R$4,99; e farofa torresmo (100g) por R$ 6,59. Para quem busca opções de carnes já prontas para consumo, mas sem perder a qualidade, o Pão de Açúcar dispõe, ainda, de assados com um toque especial, como o frango assado recheado com farofa por R$65,90 (a unidade); lagarto a vinagrete (100g) por R$14,99 e salmão ao alho-poró (100g) por R$24,90.
Confira abaixo o cardápio completo (preços válidos para Rio Grande do Norte)
Entradas Baguete Rústica (250g) – R$9,99 Caponata Especial (100g) – R$8,99 Focaccia com Calabresa e Queijo (300g) – R$14,99 Focaccia com Cebola Roxa e Queijo (300g) – R$12,99 Focaccia com Queijo Gorgonzola (300g) – R$14,99 Maionese de Festa (100g) – R$5,49 Salada Brasileira (100g) – R$8,39 Pão Português (250g) – R$10,99 Vinagrete (100g) – R$5,69
Carnes Frango Assado recheado com Farofa (unidade) – R$65,90 Salmão ao Alho-poró (100g) – R$24,99 Lagarto a Vinagrete (100g) – R$14,99 Pernil Assado ao Alho e Alecrim sem Osso (100g) – R$13,99 Roastbeef com Molho de Pimenta Biquinho (100g) – R$19,99
Sobremesas Bolo Brigadeiro com Morango (kg) – R$109,90 Bolo de Ninho com Creme de Avelã (kg) – R$109,90 Bolo Merengue de Morango ((kg) – R$109,90 Cheesecake de Frutas Vermelhas (kg) – R$99,90 Pudim de Leite Condensado (100g) – R$7,99
Compositor e fundador do Fundo de Quintal faleceu após complicações de um AVC sofrido em 2017
O cantor, compositor e instrumentista Arlindo Cruz morreu nesta sexta-feira (8.ago.2025), aos 66 anos. Ícone do samba, Arlindo enfrentava complicações de saúde desde 2017, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O falecimento foi confirmado por sua família por meio de comunicado publicado nas redes sociais.
Segundo a nota divulgada, a família agradeceu as mensagens de carinho recebidas ao longo dos últimos anos. “Arlindo parte deixando um legado imenso para a cultura brasileira e um exemplo de força, humildade e paixão pela arte. Que sua música continue ecoando e inspirando as próximas gerações, como sempre foi seu desejo”, afirmou o comunicado. Ele deixa a esposa, Bárbara, e os filhos Arlindinho e Flora.
Arlindo Domingos da Cruz Filho nasceu em 14 de setembro de 1956, no bairro de Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro. Cresceu em um ambiente musical, influenciado pelo pai, Arlindão, que tocava cavaquinho, e pela mãe, Aracy, que cantava e tocava bateria. Aos 7 anos de idade, ganhou o primeiro cavaquinho e começou cedo na música, tocando com artistas como Candeia.
Na juventude, chegou a ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, mas não deixou de lado a paixão pela música. Frequentador assíduo das rodas de samba do bloco Cacique de Ramos, Arlindo conviveu com nomes como Beth Carvalho, Jorge Aragão, Almir Guineto, Zeca Pagodinho e Sombrinha. Junto com eles, ajudou a formar o grupo Fundo de Quintal, do qual foi integrante por 12 anos.
Durante o período no Fundo de Quintal, Arlindo Cruz contribuiu para a transformação do samba com uma sonoridade mais moderna, preservando suas raízes populares. Após sair do grupo em 1993, iniciou carreira solo, consolidando-se como um dos grandes nomes da música brasileira.
Ao longo da carreira, compôs mais de 700 músicas. Entre os maiores sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Meu Lugar” e “Bagaço de Laranja”. Suas obras foram gravadas por diversos intérpretes, incluindo Zeca Pagodinho, Alcione e Beth Carvalho.
Além da música, Arlindo Cruz teve presença marcante nas escolas de samba do Rio de Janeiro, especialmente no Império Serrano, e no carnaval carioca. Torcedor do Flamengo e praticante do candomblé, era também uma voz ativa na luta contra a intolerância religiosa.
Ação conjunta de segurança pública combate organizações criminosas nas divisas do Rio Grande do Norte
A Operação Nordeste Integrado prendeu 15 pessoas e cumpriu 30 mandados judiciais no Rio Grande do Norte entre a madrugada de quinta-feira (7.ago.2025) e esta sexta-feira (8.ago). A ação mobilizou forças de segurança do estado e de outras sete unidades da federação.
Dos 30 mandados cumpridos no território potiguar, 18 foram de busca e apreensão e 12 de prisão. As ordens judiciais foram executadas principalmente em municípios localizados nas divisas com os estados da Paraíba e do Ceará. Durante as ações, foram apreendidas armas e drogas.
A operação tem como foco o combate a organizações criminosas interestaduais que atuam em áreas de fronteira. As ações envolvem repressão a crimes como homicídios, tráfico de drogas e armas, roubos e furtos de veículos e cargas.
Mobilização interestadual
A Operação Nordeste Integrado reúne agentes de segurança do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Sergipe. Ao todo, mais de 5.900 agentes foram mobilizados para a operação, que prevê o cumprimento de 510 mandados de prisão e busca e apreensão nos oito estados participantes.
As ações são planejadas com base na análise de manchas criminais, com o objetivo de concentrar esforços em áreas consideradas mais vulneráveis à atuação de grupos criminosos. A integração das forças de segurança tem como propósito aumentar a efetividade do combate à criminalidade interestadual.
Crimes investigados
As investigações que embasam a operação envolvem crimes relacionados a organizações criminosas que atuam nas divisas dos estados. A ação conjunta visa desarticular redes envolvidas com o tráfico de entorpecentes, comércio ilegal de armas e crimes patrimoniais.
Além das prisões e apreensões, a operação também busca coletar provas e fortalecer o inquérito policial em curso contra integrantes de facções criminosas. A expectativa é que os desdobramentos da operação contribuam para o avanço de investigações em andamento nos estados envolvidos.
Para governo, vetos garantem proteção ambiental e segurança jurídica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (8), com vetos, o polêmico projeto de lei (PL) aprovado pelo Congresso Nacional que elimina ou reduz exigências para o licenciamento ambiental no Brasil.
Lula vetou 63 dos 400 dispositivos propostos pelo PL do Licenciamento Ambiental ou PL da Devastação – como vinha sendo chamado por ambientalistas – aprovado pela Câmara no último dia 17.
O Planalto informou que os vetos garantem “proteção ambiental e segurança jurídica” e foram definidos após escutar a sociedade civil.
Apoiado pelo agronegócio e setores empresariais, o PL vinha sendo denunciado por organizações ambientalistas e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como grave retrocesso ambiental.
Ao explicar os vetos do presidente Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, a ministra do meio ambiente, Marina Silva, informou que essa foi uma decisão coletiva do governo.
“Foi um trabalho que, no nosso entendimento, mantém o diálogo com o Congresso Nacional, fazendo com que a gente assegure a integridade do licenciamento ambiental e consiga fazer processos que ganhem celeridade sem a perda da qualidade do licenciamento que é fundamental para proteção do meio ambiente em um contexto de crise climática, perda de biodiversidade e de processos de desertificação”, explicou.
Uma medida provisória (MP) e um outro projeto de lei com urgência constitucional também foram assinados por Lula nesta sexta, para recompor, em parte e com outras redações, os dispositivos vetados.
A MP editada trata exclusivamente da modalidade de Licenciamento Ambiental Especial (LAE), que permitia um licenciamento simplificado para projetos e obras consideradas “estratégicas” pelo governo.
Apesar de manter a nova modalidade criada pelo projeto, o governo vetou a possibilidade desse tipo de processo ser realizada com fase única. Marina Silva explicou que a LAE estabelecida pela MP não exclui etapas.
“O LAE passará a ser acionado para estabelecer projetos prioritários, que terão equipes destinadas a dar celeridade aos licenciamentos, mas não se permitirá licenciamento simplificado, ou monofásico”, informou.
A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a decisão dos vetos envolveu todo o governo, e não apenas um ministério. Ainda segundo Belchior, o trabalho do governo foi guiado por quatro diretrizes principais.
“As diretrizes são: garantir a integridade do processo de licenciamento; dar segurança jurídica para os empreendimentos e investidores responsáveis; assegurar os direitos dos povos indígenas e comunidades quilombolas, e incorporar dispositivos que tornem o licenciamento mais ágil sem prejudicar sua eficiência”, explicou.
Potencial poluidor
O governo vetou ainda a possibilidade de licenciamento simplificado para empreendimentos de médio potencial poluidor, o que inclui modalidade de licenciamento por autodeclaração.
Com isso, a Licença por Adesão e Compromisso (LAC) fica mantida apenas para obras de baixo impacto ambiental.
“Evita que empreendimento de risco relevante, como barragens de rejeitos, realizem licenciamento simplificado sem análise técnica adequada. O PL do Executivo [assinado hoje], além de restringir a LAC para baixo potencial de impacto, acrescenta limites ao procedimento autodeclaratório”, informou o Planalto.
Unidades da federação
O governo também vetou dispositivos que transferiam, “de forma ampla”, para os estados e o Distrito Federal (DF), a responsabilidade por definir os parâmetros e critérios para licenciamentos. Com os vetos, o governo estabeleceu que os estados devem respeitar “padrões nacionais”.
Brasília (DF), 08/08/2025 – A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante entrevista coletiva para comentar os vetos ao projeto de lei do licenciamento ambiental. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Também foi vetada a possibilidade de retirar a Mata Atlântica do regime de proteção especial para supressão de floresta nativa.
“[O bioma] já se encontra em situação crítica, com apenas 24% de sua vegetação nativa remanescente”, justificou o Planalto.
Povos tradicionais e produtores rurais
Outro veto do presidente Lula derrubou o dispositivo que limitava as consultas a comunidades indígenas e quilombolas para empreendimentos realizados em suas áreas.
Pelo PL, apenas as comunidades com o território homologado ou titulado teriam que ser consultadas. Com o veto, os grupos indígenas e quilombolas que tenham iniciado o processo de reconhecimento devem ser consultados.
Brasnorte (MT), 09/04/2025 – Vista aérea do ecnontro da Floresta Amazônica com lavouras de milho e soja, na margem da Terra Indígena Erikpatsa, onde vive o Povo Rikbaktsa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
“A limitação proposta no texto do PL aprovado deixaria de fora uma série de povos e territórios em fase de reconhecimento pela Funai e pela Fundação Palmares, contrariando a Constituição Federal”, justificou o governo.
Também foi derrubado pelos vetos o dispositivo que dispensava o licenciamento ambiental para produtores rurais com Cadastro Ambiental Rural (CAR) ainda pendente de análise pelos órgãos estaduais
“A medida protege o meio ambiente, uma vez que somente serão dispensados do licenciamento os proprietários rurais que tiveram o CAR analisado”, informou o Executivo.
Impactos indiretos
O governo vetou ainda dispositivo que limitava ações de compensação apenas aos impactos diretos ao meio ambiente, excluindo os chamados impactos indiretos.
“A medida assegura que, sempre que houver nexo de causalidade entre o empreendimento e os impactos ambientais – diretos ou indiretos -, possam ser exigidas medidas adequadas de mitigação, compensação ou controle, preservando a efetividade do licenciamento ambiental”, explicou o Executivo.
Unidades de Conservação
O presidente Lula vetou ainda o artigo que retirava o caráter vinculante para os pareceres de órgãos gestores de Unidades de Conservação no licenciamento de empreendimentos que afetem diretamente a unidade ou sua zona de amortecimento.
Ou seja, a manifestação do órgão gestor de um parque nacional, de acordo com o PL do Legislativo, não precisaria ser considerado obrigatoriamente para emissão do licenciamento. Com o veto, os órgãos das Unidades de Conservação terão poder real sobre o processo.
Manaus (AM), 29/11/2024 – Reserva florestal Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), onde se localiza o Museu da Amazônia (MUSA). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
“A medida reforça a importância da avaliação técnica especializada na proteção de áreas ambientalmente sensíveis, assegurando que os impactos sobre Unidades de Conservação sejam devidamente analisados e considerados nas decisões de licenciamento”, destacou o governo.
Instituições Financeiras
Outro veto do presidente Lula manteve a responsabilidade de instituições financeiras na concessão de crédito em casos de danos ambientais em projetos por elas financiados.
“A medida reforça a importância de que o crédito seja condicionado ao cumprimento da legislação ambiental, estimulando a prevenção de danos e alinhando o financiamento ao desenvolvimento sustentável. O PL do Executivo [enviado ao Congresso] estabelece que o financiador deve exigir do empreendedor o licenciamento ambiental antes de conceder crédito”, informou o Executivo.
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fernando Frazão/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil
Pelas redes sociais, embaixada disse que monitora “aliados de Moraes”
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) convocou o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos (EUA), Gabriel Escobar, para dar explicações sobre as ameaças do governo de Donald Trump contra “aliados de [Alexandre de] Moraes no Judiciário”.
O secretário interino da Europa e América do Norte do Itamaraty, o embaixador Flavio Celio Goldman, recebeu o representante do governo Trump no Brasil para manifestar indignação do governo brasileiro com o tom e o conteúdo das postagens recentes do Departamento de Estado e da embaixada nas redes sociais.
O governo entende que as manifestações dos órgãos do Estado do país norte-americano representam clara ingerência em assuntos internos e são ameaças inaceitáveis à autoridades brasileiras.
O Departamento de Estado dos EUA, órgão similar a um ministério das relações exteriores, tem usado as redes sociais para atacar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Alexandre de Moraes relativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
Ontem (7), a Embaixada dos EUA no Brasil traduziu comentário do secretário de diplomacia pública Darren Beattie, ameaçando autoridades do Judiciário brasileiro que contribuam com Moraes. “Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, disse o comunicado do diplomata, acusando o ministro de “censura” e “perseguição” contra Bolsonaro.
No último dia 30 de julho, os EUA aplicaram sanções econômicas contra Alexandre de Moraes, previstas na chamada Lei Magnitsky, como punição pelo julgamento da trama golpista, que apura tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022, o que incluiria planos para prender e assassinar autoridades públicas.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele nega as acusações.
O ex-presidente ainda é investigado em ação que apura a ação de Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto aos EUA para impor sanções contra o Brasil. Entre as razões elencadas pelo governo Trump para tarifar o Brasil, está o processo contra o ex-presidente.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Brett Sayles/Pexels / Jess Loiterton/Pexels
Solução potiguar de RH disputa espaço entre as dez mais promissoras do setor de food service
A Faceponto, startup do Rio Grande do Norte credenciada ao Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque), está entre as 10 finalistas do iFood Move 2025, maior evento da América Latina voltado a restaurantes e negócios de alimentação fora do lar. A grande final acontece nos dias 5 e 6 de agosto, no São Paulo Expo, reunindo os principais nomes do setor em dois dias de imersão dedicados à inovação, tecnologia, empreendedorismo e crescimento.
Ao longo dos últimos três meses, as startups finalistas passaram por um processo intenso de aceleração, que incluiu mentorias especializadas e testes práticos em campo. O objetivo foi desenvolver soluções capazes de elevar a produtividade, aprimorar a gestão e impulsionar a transformação digital do segmento de food service.
A Faceponto se destacou com uma plataforma completa de gestão de Recursos Humanos, que inclui controle de jornada, supervisão de atividades, gestão de EPIs, saúde e segurança do trabalho, em conformidade com todas as exigências legais.
“Estar entre as finalistas do iFood Move é uma conquista enorme para o nosso time e uma prova de que a tecnologia desenvolvida no Rio Grande do Norte pode ter impacto nacional. É um passo importante na nossa missão de levar eficiência e segurança para as operações de RH em todo o Brasil”, afirma Cássio Leandro, CEO da Faceponto.
Startup Summit também reconhece inovação potiguar
Além do iFood Move, a Faceponto também é uma das 30 finalistas do Prêmio Sebrae Startups 2025, e vai participar do Startup Summit, um dos maiores eventos de inovação e empreendedorismo do país, que acontece entre os dias 27 e 29 de agosto, em Florianópolis (SC).
A Faceponto é a única representante do Rio Grande do Norte entre os finalistas e uma das duas únicas do Nordeste a chegar à fase final da premiação. O evento vai reunir investidores, executivos, especialistas e formadores de opinião.
“É uma alegria representar o nosso estado em dois dos maiores palcos de inovação do país. Mostra que o ecossistema potiguar tem força, criatividade e soluções relevantes para o Brasil inteiro”, destaca Cássio Leandro.
Ministro Alexandre de Moraes foi alvo de sanção de Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe na noite desta quinta-feira (31) ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para um jantar no Palácio da Alvorada.
O encontro foi marcado para demonstrar apoio ao ministro Alexandre de Moraes e à Corte um dia após o governo dos Estados Unidos anunciar sanções financeiras contra Moraes, com base na Lei Magnitsky, norma norte-americana que prevê a aplicação de restrições para quem é considerado violador de direitos humanos.
Todos os 11 membros do STF foram convidados. Estão no jantar o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin, além de Moraes.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e advogado-geral da União, Jorge Messias, também estão presentes.
A aplicação da Lei Magnitsky é a segunda sanção aplicada contra Alexandre de Moraes pelo presidente Trump. Na noite de ontem (30), Lula divulgou nota em que afirmou que o Brasil “é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes”. “Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa. É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, afirmou o presidente.
No dia 18 de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e “aliados na Corte”.
O anúncio foi feito após Moraes abrir um inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, pela atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.
Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no último dia 20.
Governo norte-americano acusa ministro do STF de violar direitos humanos; instituições brasileiras reagem e defendem soberania nacional e atuação do Judiciário
Às vésperas do aumento generalizado de preços no Brasil, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, anunciou sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida foi adotada com base na Lei Magnitsky, usada pelo governo norte-americano para punir pessoas acusadas de violar direitos humanos.
Segundo o órgão dos EUA, Moraes seria responsável por decisões que violam a liberdade de expressão e promovem prisões arbitrárias. O documento menciona, entre outros pontos, as ações do ministro durante o julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil e medidas direcionadas a empresas de mídia social estadunidenses.
Brasília (DF) 14/08/2024 O ministro do STF, Alexandre de Moraes, participa do seminário “A necessidade de regulamentar as redes sociais e o papel das plataformas na economia digital” Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou: “Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”.
As sanções incluem o bloqueio de bens e empresas ligadas ao ministro nos Estados Unidos, caso haja participação igual ou superior a 50%. Também ficam proibidas transações entre empresas norte-americanas e pessoas sancionadas, além do impedimento de entrada no território norte-americano.
O OFAC ainda citou decisões de Moraes envolvendo redes sociais como Rumble, vinculada à Trump Media & Technology Group, e a plataforma X, ambas sediadas nos Estados Unidos. A Rumble foi suspensa no Brasil por não possuir representante legal, o que contraria a legislação nacional. Em agosto de 2024, Moraes determinou a suspensão da plataforma X pelos mesmos motivos.
Brasília (DF), 10/06/2025 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes começa a ouvir os réus do núcleo 1 na ação da trama golpista, os interrogatórios ocorrerão presencialmente na sala de julgamentos da primeira turma da corte
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O documento acusa o ministro de minar a liberdade de expressão tanto de brasileiros quanto de cidadãos norte-americanos. A OFAC menciona ordens para bloquear perfis e prender usuários de redes sociais, mas não apresenta detalhes sobre os casos citados.
A resposta institucional brasileira foi imediata. O Supremo Tribunal Federal divulgou uma nota à imprensa na qual manifesta solidariedade a Alexandre de Moraes. A Corte ressaltou que as decisões atribuídas ao ministro foram todas validadas em votações colegiadas e que os processos judiciais referentes à tentativa de golpe contêm indícios graves de crimes, inclusive de um plano que envolvia o assassinato de autoridades públicas.
“O Supremo Tribunal Federal não se desviará do seu papel de cumprir a Constituição e as leis do país, que asseguram a todos os envolvidos o devido processo legal e um julgamento justo”, declarou a instituição em nota.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou oficialmente, classificando com “assombro” a aplicação de sanções a um magistrado brasileiro por um país estrangeiro. “A PGR manifesta solidariedade ao ministro, ao Supremo Tribunal Federal e ao Judiciário brasileiro. Renova o reconhecimento da exatidão técnica das deliberações do Supremo Tribunal Federal e dos seus integrantes”, afirmou o órgão.
Brasília (DF), 22/08/2024 – O ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em publicação nas redes sociais, reforçou a soberania do país. Sem citar diretamente os Estados Unidos ou Alexandre de Moraes, Motta afirmou que o Brasil não pode apoiar sanções externas contra membros de qualquer Poder constituído da República.
“Como país soberano não podemos apoiar nenhum tipo de sanção por parte de nações estrangeiras dirigida a membros de qualquer Poder constituído da República. Isso vale para todos os parlamentares, membros do executivo e ministros dos Tribunais Superiores”, destacou.
Hugo Motta também reafirmou o papel da Câmara como espaço de diálogo e equilíbrio na defesa da institucionalidade e da democracia brasileira, especialmente em contextos considerados desafiadores.
Especialistas ouvidos por agências internacionais afirmam que setores da extrema-direita, no Brasil e nos Estados Unidos, vêm utilizando narrativas incompletas para sustentar a ideia de perseguição e censura. Pesquisadores apontam que o ordenamento jurídico brasileiro prevê limites à liberdade de expressão e que o Judiciário atua com respaldo legal e independência.
A professora de Direito Constitucional da Universidade Estadual de Pernambuco (UPE), Flávia Santiago, explicou que todas as democracias impõem limites à liberdade de expressão. “A democracia brasileira tem limites e um deles é não pôr em dúvida as próprias instituições democráticas. Isso faz parte da nossa proposta de democracia que está na Constituição de 1988”, observou.
São Paulo (SP), 28/03/2025 – Ministro do STF Alexandre de Moraes participa do evento Democracia, Justiça, Política e o Futuro do Ministério Público na Perspectiva Feminina. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Já Fábio de Sá e Silva, pesquisador associado do Washington Brazil Office (WBO), afirmou que o bloqueio de perfis ou postagens está previsto em lei, principalmente quando envolvem crimes como incentivo ao golpe de Estado, pedofilia ou apologia ao nazismo — práticas consideradas ilegais no Brasil.
Até o momento, o impacto prático das sanções aplicadas a Moraes é considerado limitado, já que o ministro não possui bens nem contas nos Estados Unidos e tampouco tem o hábito de viajar ao país. A sanção desta semana é a segunda contra Moraes no ano. Em julho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e aliados no STF, após a abertura de um inquérito contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O parlamentar, que ficou licenciado do mandato entre março e julho de 2025, residiu nos Estados Unidos nesse período sob a alegação de perseguição política. Ele é investigado por articulações junto ao governo norte-americano para influenciar decisões contra o Judiciário brasileiro e impedir o avanço das investigações sobre os atos golpistas.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Primeiro lote segue aberto até 31 de agosto com preços a partir de R$ 47,00
Campina Grande, 31 de Julho – Começa nesta sexta-feira (01/8) a venda de ingressos para um dos eventos mais aguardados da cultura pop no Nordeste do Brasil: o Imagineland on the Road 2025. Neste ano, o evento acontece na cidade de Campina Grande, no novo Centro de Convenções, nos dias 25 e 26 de outubro.
Os fãs que quiserem garantir sua entrada no evento – que vai trazer grandes nomes nacionais e internacionais da cultura pop e geek – com preço especial de primeiro lote devem ficar atentos: os ingressos começam a ser vendidos a partir do meio-dia desta sexta no site ingressos.imagineland.com.br.
O festival já anunciou a presença do ator canadense Osric Chau, mundialmente conhecido por interpretar Kevin Tran na série de TV “Supernatural” e Vogel em “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”. Chau também marcou presença no cinema como astro principal do aclamado filme de terror “A Anfitriã” (2021) e participações em grandes produções como “2012” (2009), dirigido por Roland Emmerich, e “O Homem Com Punhos de Ferro” (2012), ao lado de Russell Crowe e Lucy Liu.
No primeiro lote, que seguirá com vendas abertas até o dia 31 de agosto, terá preços a partir de R$ 47,00. Confira a tabela completa:
Dia individual (25 ou 26 de outubro)
Meia entrada: R$ 47
Social: R$ 67
Inteira: R$ 94
Pacote para os dois dias
Meia entrada: R$ 77
Social: R$ 117
Inteira: R$ 154
Ingresso Legend (acompanha fotos e autógrafos com convidados, entrada VIP sem filas e antecipada, concierge, sala VIP, poster oficial e kit do evento, estacionamento exclusivo)
R$ 2 mil
Mais anúncios em breve
A organização do Imagineland On The Road promete revelar mais convidados especiais e atrações nas próximas semanas. A programação completa, incluindo painéis, horários e atividades especiais com Osric Chau, será divulgada em breve através dos canais oficiais do evento.
Sobre o Imagineland On The Road
A edição deste ano do Imagineland On The Road acontece no Centro de Convenções de Campina Grande (PB) nos dias 25 e 26 de outubro de 2025. O evento é realizado pelo EI Nerd Group, com co-realização da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo da Paraíba.
Os organizadores do evento, Peter Jordan e JP Sette, atenderam ao chamado do Governo da Paraíba para levar ao recém-inaugurado Centro de Convenções de Campina Grande a excelência do evento, que já contou com talents nacionais e internacionais, lançamentos de filmes, torneios de games, cosplay e k-pop, ativações e muito entretenimento.
O evento será otimizado para ocupar o espaço do novo Centro de Convenções, que tem cerca de 18 mil m² de área construída. A primeira etapa foi entregue pelo Governo do Estado no dia 21 de maio e a segunda etapa, com a inauguração do auditório com capacidade para 1.900 pessoas, será entregue no segundo semestre, antes do evento.
Com 15 a 16g de proteína por unidade, o produto é voltado para quem busca praticidade e mais proteína no dia a dia
Qualitá, marca exclusiva da rede Pão de Açúcar, amplia seu portfólio de produtos proteicos com o lançamento da linha de barrinhas com whey protein. Voltadas para quem busca praticidade e mais proteína na rotina, as novidades chegam em quatro sabores: Brigadeiro, Torta de Chocolate e Avelã, Paçoca e Surpresa de Morango. Com 15 a 16g de proteína por unidade e preço de R$12,99, as barrinhas são uma excelente opção para quem deseja suplementar a alimentação diária.
Embora associadas frequentemente ao público que pratica atividade física, as barrinhas de whey podem ser utilizadas por diferentes perfis de consumidores. São uma opção prática para incluir proteína no plano alimentar, como lanche rápido, pré ou pós-treino, ou mesmo como sobremesa. Também são isentas de glúten, podendo atender públicos com restrição alimentar.
As barrinhas de whey Qualitá já estão disponíveis nas lojas do Pão de Açúcar em todo o Brasil, e no app Pão de Açúcar Mais, além do e-commerce da marca: www.paodeacucar.com. Se os clientes optarem por utilizar o cartão Pão de Açúcar como forma de pagamento, há desconto de 20%. Para aproveitar essas vantagens, basta ativar as ofertas nos aplicativos antes de finalizar a compra.
Interessados podem se inscrever em mais de 30 opções de aulas online no MCampus Comunidade
Férias também são tempo de aprender, se aperfeiçoar e investir no seu futuro. Pensando nisso, a MCampus Comunidade, plataforma educacional online da Arcos Dorados, operadora do McDonald’s, disponibiliza trilhas de cursos para quem quer aproveitar as férias de julho e investir no crescimento profissional. As opções de aulas são gratuitos, 100% online e abertas a todos, em qualquer lugar do Brasil.
Voltados ao desenvolvimento de habilidades valorizadas no mercado de trabalho, são mais de 30 cursos com conteúdos que abordam temas como atendimento e experiência do cliente, comunicação e inteligência social, empreendedorismo e negócios digitais, tecnologia para iniciantes, liderança, entre outros. Os cursos podem ser iniciados a qualquer momento — basta acessar a plataforma e escolher por onde começar.
Na plataforma, os estudantes podem montar a sua trilha de conhecimento de acordo com seus interesses e objetivos, sem qualquer limite de cursos, e recebem certificados ao final de cada ciclo. As inscrições estão abertas para qualquer pessoa acima de 16 anos no site. Para saber mais sobre essa e outras iniciativas da Arcos Dorados de responsabilidade socioambiental, acesse: receitadofuturo.com.br.
Sobre a Arcos Dorados
A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo e a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe. A companhia conta com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias locais de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios dessas regiões. Atualmente, a rede possui mais de 2.400 restaurantes, entre unidades próprias e de seus franqueados, que juntos empregam mais de 100.000 funcionários (dados de 31/03/2025).
A empresa também está comprometida com o desenvolvimento das comunidades em que opera com a oferta de oportunidades de primeiro emprego formal aos jovens e com o impacto ambiental positivo por meio de sua Receita do Futuro. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO). Para saber mais sobre a Companhia, por favor, visite o nosso site.
Nova receita chega ao cardápio da rede com camadas de leite condensado, mousse branca, morango fresco e crocante de caramelo do amor
A Sodiê Doces, maior rede de franquias de bolos artesanais do país, acaba de lançar o Bolo de Morango do Amor#182, inspirado no doce que virou febre nas redes sociais e já soma mais de 40 mil unidades vendidas em suas lojas desde o lançamento oficial em 24 de julho. Com média de 6 mil unidades comercializadas por dia, o sucesso da sobremesa motivou a criação de uma versão em bolo, que chega às vitrines com recheios generosos de mousse branca, morangos frescos e o característico crocante de caramelo do amor que acompanha o morango viral.
A novidade combina a base leve e cremosa característica da rede com os elementos mais marcantes do doce que virou febre. O bolo é preparado com massa branca, recheios de leite condensado Moça®️ com crocante de caramelo do amor e mousse branca com morango e crocante do caramelo do amor, cobertura de mousse branca e geleia de morango, decorado com a estrela da vez, o Morango do Amor e o crocante de caramelo do amor.
“Desde que a trend do Morango do Amor começou a ganhar força nas redes sociais, nosso time de desenvolvimento entrou em ação. Foram muitos testes até encontrarmos a receita ideal, com o padrão de qualidade da Sodiê”, explica Fábio Araujo, gerente geral da rede.
A expectativa é de que o Morango do Amor e o Bolo Morango Amor continuem no portfólio, seguindo o exemplo de outros sabores que nasceram de tendências e se tornaram fixos, como o pistache. “Os lançamentos reforçam a vocação da Sodiê para acompanhar o comportamento do consumidor e transformar tendências em produtos de alta qualidade e grande apelo comercial”, afirma Araujo.
Além da novidade, o cardápio da Sodiê reúne mais de 100 sabores de bolos, salgados, doces, linha zero açúcar, bebidas e kits para festas.
Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.
Zambelli estava foragida após sentença de 10 anos de prisão por invasão a sistemas do CNJ; extradição pode ser solicitada
A deputada federal Carla Zambelli foi presa pela polícia italiana na tarde desta terça-feira (29.jul.2025), na Itália. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal brasileira. Zambelli estava foragida desde que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, em maio, por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo a investigação, o crime foi cometido em 2023 e a invasão foi executada pelo hacker Walter Delgatti, que afirmou ter agido sob orientação da parlamentar. Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil e passou a integrar a lista de procurados pela Interpol.
Brasília (DF) 23/04/2024 Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
A localização da deputada em território italiano foi divulgada pelo deputado italiano Angelo Bonelli, que publicou em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter) que havia repassado à polícia um endereço em Roma onde Zambelli estaria hospedada.
“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Dei o endereço à polícia, e a polícia já está identificando Zambelli”, escreveu Bonelli.
O parlamentar italiano já havia se manifestado sobre o caso anteriormente. Em junho, Bonelli solicitou ao governo da Itália urgência na extradição da deputada brasileira. Segundo ele, a cidadania italiana não deveria ser usada como forma de escapar de uma condenação judicial no Brasil.
Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por sua participação no episódio de invasão ao sistema do CNJ. A decisão do Supremo Tribunal Federal foi fundamentada em provas obtidas durante a investigação da ação criminosa, que envolveu acesso não autorizado a dados judiciais e adulterações em documentos eletrônicos.
De acordo com os autos do processo, Delgatti admitiu que realizou os acessos e alterações no sistema mediante instruções da deputada, com o objetivo de descredibilizar instituições públicas.
Brasília (DF) 23/04/2024 Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Além do caso envolvendo o CNJ, Carla Zambelli responde a outro processo no STF, relativo ao episódio em que sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.
O episódio ocorreu em São Paulo, no bairro dos Jardins, durante um ato político. A perseguição foi registrada em vídeo e gerou repercussão nacional. A Procuradoria-Geral da República denunciou a parlamentar, que virou ré em agosto de 2023.
Até o momento, o julgamento deste segundo processo registra placar de 6 votos a 0 pela condenação de Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, a conclusão foi adiada após um pedido de vista apresentado pelo ministro Nunes Marques.
A prisão de Zambelli na Itália pode dar início ao processo formal de extradição, que será conduzido por meio de cooperação entre os governos do Brasil e da Itália. Ainda não há informações oficiais sobre os próximos passos legais ou se a deputada será imediatamente deportada ao Brasil.
Deputado intensifica disputas com aliados ao criticar Nikolas por live com perfil anônimo e questionar silêncio de Ratinho Júnior sobre Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a protagonizar confrontos dentro do campo político da direita brasileira. Desta vez, os alvos das críticas foram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Os episódios ocorreram entre o fim de semana e a segunda-feira (29), e envolveram postagens nas redes sociais e manifestações públicas.
Na noite de domingo (28), Eduardo Bolsonaro usou o X (antigo Twitter) para criticar Nikolas Ferreira. O motivo foi a participação do colega mineiro em uma live com o perfil anônimo “Baianinha Intergalática”, que teria feito críticas a Jair Bolsonaro. Eduardo afirmou:
“Ela [Baianinha Intergalática] é uma pessoa abjeta, que defende a minha prisão e de minha família. É triste ver a que ponto o Nikolas chegou.”
O conflito entre os parlamentares não se restringiu à publicação. Apoiadores de Eduardo também se manifestaram nas redes sociais contra a presença de Nikolas em um evento promovido pelo empresário Pablo Marçal, ex-candidato à prefeitura de São Paulo. A crítica gira em torno da aproximação do deputado mineiro com figuras que, segundo aliados de Eduardo, não estariam alinhadas com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além de Nikolas, Eduardo Bolsonaro direcionou críticas ao governador do Paraná, Ratinho Júnior, também no domingo. O motivo foi a postura do chefe do Executivo estadual ao comentar a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para Eduardo, o governador não mencionou, nas suas falas, o que o deputado considera perseguição política contra Bolsonaro e seus apoiadores.
Na rede social, Eduardo publicou:
“Trump postou diversas vezes citando Bolsonaro, fez uma carta onde falou de Bolsonaro, fez declarações para a imprensa defendendo nominalmente o fim da perseguição a Bolsonaro e seus apoiadores. Desculpe-me governador Ratinho Jr, mas ignorar estes fatos não vai solucionar o problema, vai apenas prolongá-lo ao custo do sofrimento de vários brasileiros.”
Na mesma sequência de postagens, Eduardo questionou a leitura americana sobre a fala de Ratinho Júnior:
“Imagino os americanos olhando para este tipo de reação e pensando: o que mais podemos fazer para estas pessoas entenderem que é sobre ‘Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores’, como expresso na carta, posts e entrevistas de Trump?”
As críticas reforçam o distanciamento entre o deputado e lideranças políticas que, apesar de integrarem o mesmo espectro ideológico, não se alinham integralmente ao discurso adotado pelo núcleo mais próximo de Jair Bolsonaro.
A postura de Eduardo Bolsonaro, nos dois episódios, tem gerado repercussão entre aliados e eleitores da direita, evidenciando disputas internas no campo político que apoiou o ex-presidente.
Até o momento, nem Nikolas Ferreira nem Ratinho Júnior comentaram publicamente as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro.
Vice-presidente afirmou que plano de socorro está em elaboração
A quatro dias da entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros nos Estados Unidos, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil está conversando “com reservas” com o governo estadunidense. Ele reafirmou que o plano de contingência está em elaboração, mas disse que o foco nesta semana está nas negociações comerciais.
“Nós estamos permanentemente no diálogo e quero dizer a vocês que nós estamos dialogando neste momento pelos canais institucionais e com reserva”, disse Alckmin, em entrevista após o lançamento do Programa Acredita Exportação.
O vice-presidente não deu detalhes sobre as conversas com os Estados Unidos nem sobre o plano de contingência em elaboração para ajudar os setores afetados pela taxação.
“O plano de contingência está sendo elaborado, bastante completo, bem feito”, afirmou o vice-presidente.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o plano de socorro seria levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana. Entre as medidas em estudo, estão linhas de crédito para os setores exportadores.
Programa Acredita Exportação
Em relação ao Acredita Exportação, cujo projeto de lei e decreto de regulamentação foram assinados nesta segunda-feira (28) pelo presidente Lula, Alckmin disse que o programa impulsionará o crescimento de micro e pequenas empresas que vendem para o exterior. Segundo ele, o projeto está alinhado com valores do governo, como a promoção do multilateralismo.
“O projeto vem em boa hora, reafirmando valores que o Brasil defende, como multilateralismo”, afirmou Alckmin, durante a solenidade de sanção do decreto.
Pelo programa, a partir de 1º de agosto, mesma data de entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, as micro e pequenas empresas poderão receber de volta o equivalente a 3% de suas receitas com vendas externas.
O ressarcimento poderá ocorrer de forma direta ou por meio de compensação de tributos federais (desconto de tributos pagos a mais em etapas anteriores da cadeia produtiva).
Rubro-Negro se beneficia da derrota do Cruzeiro para o Ceará
O último jogo da 17ª rodada do Campeonato Brasileiro coroou o Flamengo como o novo líder da competição. Ao derrotar o Atlético-MG por 1 a 0 nesse domingo (27), no Maracanã, o Fla superou o Cruzeiro – derrotado pelo Ceará, mais cedo, em Belo Horizonte – e chegou aos 36 pontos em 16 partidas disputadas. O time mineiro tem 34 em 17 jogos.
O gol da vitória da equipe comandada por Filipe Luís foi aos 30 minutos do segundo tempo. Luiz Araújo cobrou falta pela esquerda e o zagueiro Léo Ortiz completou de cabeça para marcar.
Foi a 11ª vitória do Flamengo na competição. A equipe tem o melhor ataque, com 30 gols marcados e a melhor defesa, com apenas seis sofridos. O Atlético tem 20 pontos e está em 13º lugar.
Cruzeiro leva virada do Ceará
Em Belo Horizonte, o Cruzeiro esperava estender a permanência na liderança do campeonato, ao receber o Ceará em má fase, vindo de três derrotas seguidas. O panorama inicial se mostrou positivo porque – logo aos três minutos – o atacante Kaio Jorge aproveitou vacilo do goleiro Bruno Ferreira na saída de bola e marcou o 13º gol dele no campeonato, se isolando ainda mais na artilharia da competição.
No entanto, dois gols de cabeça de Galeano (um no primeiro tempo e o outro na etapa final) decretaram a virada do Vozão, que subiu aos 21 pontos, na nona posição, frustrando os planos do Cruzeiro.
Expulsão polêmica em Inter x Vasco
No estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, o Internacional salvou um ponto diante do Vasco ao alcançar o empate em 1 a 1 aos 46 minutos do segundo tempo com Johan Carbonero (o time carioca saiu na frente aos 30 do primeiro tempo, com Rayan). A equipe gaúcha tem 21 pontos, em 10º lugar, enquanto o Vasco é o primeiro time fora da zona de rebaixamento, em 16º, com 15 pontos.
O lance que mais chamou a atenção na partida, porém, não foi nenhum dos dois gols. Pouco antes do empate colorado, o goleiro Léo Jardim, do Vasco, recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o cartão vermelho, após permanecer no chão pedindo atendimento médico, atitude considerada como cera pelo árbitro Flavio Rodrigues de Souza. O detalhe é que o primeiro cartão recebido pelo goleiro também foi por atrasar o reinício da partida.
Nas outras duas partidas do domingo, o São Paulo derrotou o Fluminense por 3 a 1 no Morumbis (gols de Arboleda, Ferreirinha e Tapia para o tricolor paulista; Samuel Xavier marcou para o carioca) e o Bahia fez 3 a 0 no Juventude, com dois gols de Jean Lucas e um de Lucho Rodriguez.
STF começou hoje a interrogar Núcleo 3 da trama golpista
O coronel Bernardo Romão Correa Neto, réu da trama golpista que teria tentado manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, disse que a reunião em que teriam sido planejadas ações contra adversários do complô era na verdade uma confraternização entre amigos da mesma especialidade militar. O militar foi interrogado na manhã desta segunda-feira (28) no Supremo Tribunal Federal.
Romão Correia Neto negou qualquer envolvimento com alguma ideia de ruptura institucional ou golpe de Estado, ou qualquer planejamento de sequestro ou execução de autoridades adversárias ao complô golpista.
“O que houve na verdade foi um encontro de amigos das Forças Especiais. Não houve organização. Esses encontros ocorrem espontaneamente quando há várias pessoas reunidas numa guarnição”, declarou o militar.
O coronel disse ainda que, em 28 de novembro de 2022, data da suposta reunião golpista, ele estava em Brasília em cumprimento de missão, e que o encontro entre os membros das Forças Especiais ocorreu pela coincidência de outros colegas estarem na capital do país na mesma ocasião.
Segundo ele, não houve organização prévia para o evento, nem a discussão de qualquer tipo de planejamento de ações para um golpe. “Esse encontro foi realizado num salão de festa, cercados de paredes de vidro. Foi entregue pizza, refrigerante, as pessoas estavam conversando de forma casual, porteiro passando… Impossível que um planejamento de Forças Especiais seja feito dessa forma”, opinou.
Carta
O militar foi questionado ainda sobre uma carta que foi encaminhada por ele a um colega, cujo teor faz ataques ao então comandante do Exército, general Freire Gomes, por ele não aderir aos planos golpistas.
Segundo o coronel, tal documento foi solicitado a ele por um colega, e ele apenas buscou o arquivo em um grupo de aplicativo de mensagens, do qual disse que era membro mas não participava, e o encaminhou.
Ele negou que o texto tenha sido preparado na suposta reunião de kids pretos, como são informalmente chamados os integrantes das Forças Especiais do Exército.
Mensagens
Bernardo Romão Correa Neto foi confrontado também com mensagens que enviou ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, com teor cifrado em que parece se lamentar pela hesitação do ex-presidente ou dos comandantes das Forças Armadas em tomar alguma atitude diante da situação do país.
O coronel disse ser um “militar alegre”, que gosta de se relacionar, e por isso tinha conversas informais com os colegas, mas que não devem ser levadas a sério, sendo apenas “preocupações com a situação do país”.
Sobre uma das mensagens, em que ele diz ser necessário “influenciar” o alto comando das Forças Armadas, o coronel disse que a Polícia Federal (PF), no relatório final da investigação sobre a trama, teria retirado a palavra “positivamente” do texto.
Segundo o coronel, “influenciar positivamente” seria convencer os comandantes a esclareciam a seus subordinados sobre a real situação do país, após uma mensagem oficial do Exército ter legitimado as manifestações em frente aos quartéis. “As pessoas ficaram achando que as Forças Armadas fariam alguma coisa, mas isso não era verdade”, disse.
Ele pediu desculpas ao Exército e aos seus superiores pelo “vazamento” de mensagens que seriam privadas.
“Ficou a impressão de que eu estava sendo ingrato. Eu nunca fui ingrato, pelo contrário, admiro muito a minha instituição, amo a minha instituição e me desculpo com meus superiores”, disse. “Nunca vou ser a favor de uma ruptura ou de um golpe de Estado ou nada nesse sentido”
Réus
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta segunda-feira (28) os interrogatórios do núcleo 3 da trama golpista formado por nove militares e um policial federal.
O grupo é acusado de realizar ações de campo para consumar o golpe, colocando em marcha um plano para “neutralizar” adversários, e também de promoverem uma campanha para pressionar o alto comando das Forças Armadas a aderir ao complô golpista.
Confirma a lista de réus a serem interrogados hoje:
Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
Estevam Theóphilo (general);
Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
Hélio Ferreira (tenente-coronel);
Márcio Nunes De Resende Júnior (coronel);
Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
Wladimir Matos Soares (policial federal).
Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF / Nelson Jr/SCO/STF / Wallace Martins/STF
Redução entra em vigor a partir da próxima sexta-feira
Os preços de venda da molécula de gás serão atualizados e terão queda média de cerca de 14%, na comparação com o trimestre anterior. A redução, segundo a Petrobras, entra em vigor na próxima sexta-feira (1º) para os contratos acordados pela companhia com as distribuidoras.
A Petrobras informou, em nota, que os contratos com as distribuidoras incluem “atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$”.
Conforme a companhia, no trimestre, que começa em agosto de 2025, a referência do petróleo Brent caiu 11,0% e o câmbio teve apreciação de 3,2%, o que significa que a quantia em reais para a conversão em um dólar caiu 3,2%.
“Importante destacar que as variações por distribuidora dependem dos produtos contratados com a Petrobras, e que considerando os mecanismos criados pela empresa, em 2024, dos prêmios por performance e de incentivo à demanda é possível ampliar a redução no preço da molécula”, apontou a petroleira.
O preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula de dezembro de 2022 até esse efeito de agosto, um recuo de 32%. “Considerando a aplicação integral dos prêmios, a redução acumulada média poderia atingir mais de 33%”, completou a Petrobras.
A companhia chamou atenção que o preço final do gás natural ao consumidor depende não somente do preço de venda da molécula pela companhia, mas entram no cálculo também o custo do transporte até a distribuidora, o portfólio de suprimento de cada distribuidora. “Assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais”, concluiu.
Consumidores fluminenses
A Naturgy, concessionária de gás do Rio de Janeiro, informou que a queda nas tarifas, em 1º de agosto, é resultado da redução de custo de aquisição do gás natural fornecido pela Petrobras e “vai beneficiar cerca de 1 milhão de clientes, nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV”.
Para os clientes localizados na região metropolitana do Rio (Ceg), segundo a empresa, o recuo médio será de 1,39% para o segmento residencial (7m³/mês); 1,45% para o comercial (400 m³/mês); 3,73% para postos de GNV e de 3,47% para as indústrias (3Mm³/mês).
Já os clientes do interior do estado (Ceg Rio), terão queda no preço de 3,50% para residencial (7m³/mês), 4,07% para o comercial (400 m³/mês), 7,27% para postos de GNV e 5,56% para indústrias (3Mm³/mês).
Combustível mais econômico
De acordo com a Naturgy, atualmente, o Rio de Janeiro é líder em GNV, com cerca de 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados.
“Com as novas tarifas, quem utiliza o combustível no estado chega a economizar cerca de 50% sobre o etanol e a gasolina. Além disso, quem opta pelo GNV tem direito a um desconto de 62,5% no IPVA”, observou a empresa em nota.
“Hoje, um carro popular percorre aproximadamente 14 quilômetros com 1 m³ de GNV, sete quilômetros com 1 litro de etanol e 10 quilômetros com 1 litro de gasolina. Além de ser mais econômico, o GNV também é mais sustentável, pois emite cerca de 25% menos dióxido de carbono do que a gasolina e o diesel”, calculou.
A concessionária disse que o cálculo de rendimento e economia com o uso do GNV, pode ser feito por meio de um aplicativo web, o Simulador de Economia, que disponibiliza no seu site. “Além disso, o motorista conta com um aplicativo para celular (Simulador GNV) que indica a localização de postos de abastecimento com o combustível, além de esclarecer mitos e conferir dicas de segurança”, acrescentou.
Adesão ao acordo com governo pode ser feita até novembro
Balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contabiliza que, na primeira semana de ressarcimento pelos descontos indevidos feitos por entidades associativas a aposentados e pensionistas, 533 mil beneficiários já foram contemplados com o depósito em suas contas bancárias.
“E a gente já tem programado o pagamento, até dia 30 de julho, quarta-feira, de um total de 1,147 milhão de aposentados e pensionistas que foram vítimas desse golpe”, disse o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
De acordo com o INSS, até o final da tarde de sexta-feira (25), foram contabilizadas 1,248 milhão de adesões, de um total de 2,295 milhões pessoas aptas a fazer o acordo proposto pelo governo federal para antecipar o reembolso.
“Nossa ideia é que esses 2,295 milhões de aposentados e pensionistas façam adesão de maneira imediata para poder receber rapidamente esse valor”, disse o presidente do instituto.
Número pode subir
Este número pode subir, segundo Gilberto Waller. “Até sexta-feira, 4,8 milhões de pessoas ainda não haviam reconhecido o desconto, para dar início ao processo com 15 dias úteis previstos para a instituição [que fez a cobrança supostamente indevida] responder”, disse.
A adesão ao acordo pode ser feita até o dia 14 de novembro. Vale ressaltar que os reembolsos serão feitos na conta em que o benefício é pago, por ordem de adesão. Ou seja, quem aderir primeiro, recebe primeiro.
Comunicação
“Não queremos deixar nenhuma aposentado para trás. Por isso estamos aumentando a forma de comunicação por por vários meios: pelo aplicativo do meu INSS; por avisos nas instituições financeiras. O banco já avisa no seu extrato sobre a possibilidade de você pode aderir, a esse 1,1 milhão que ainda que não aderiram”, detalhou.
Além disso, o governo federal usará também mensagens de WhatsApp. Ele, no entanto alerta que essas mensagens enviadas ao celular não terão link relativo à contestação.
Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social. Edfício sede do INSS. Fachada do INSS. Setor de autarquia sul Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
“Dirá apenas que você está apto a fazer essa adesão ao acordo para receber o dinheiro de maneira rápida, integral e corrigida pelo IPCA”, explicou, alertando que se o aposentado ou pensionista receber mensagem link deve ignorá-la, pois trata-se de golpe.
“A adesão não será pelo Whatsapp. Será apenas pelo aplicativo do INSS ou em agências dos Correios”, complementou.
Correios
Segundo Waller, mais de 2 milhões de pessoas já buscaram os Correios; e 1,3 milhão dos que identificaram o desconto já apresentaram a contestação, o que “representa quase 30% do nosso público total de contestações”.
Quem adere ao acordo se compromete a não entrar na Justiça para solicitar o ressarcimento.
“Caso o beneficiário já tenha uma ação ou não tenha recebido via judicial, ele ainda pode fazer a adesão ao acordo. Se ingressou com ação antes de 23 de abril, ele faz o acordo e desiste da ação. O INSS vai, inclusive, pagar 5% de honorários advocacias para o seu advogado”, acrescentou.
Quem pode aderir?
Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis.
A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber.
A adesão é feita exclusivamente pelos seguintes canais:
Aplicativo ou site Meu INSS
Agências dos Correios
A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.
Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?
Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);
Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;
Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento
Como funciona o processo até a adesão ao acordo?
O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;
Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;
Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Pedro França/Agência Senado
Mais de 60% das crianças do 2º ano da rede pública no estado não estão alfabetizadas
O Rio Grande do Norte registrou o terceiro pior índice de alfabetização do Brasil, conforme dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Indicador Criança Alfabetizada. Segundo o levantamento, 60,7% das crianças da rede pública estadual não estavam alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental em 2024.
O Indicador é calculado com base em avaliações estaduais aplicadas a estudantes do 2º ano, que incluem 16 questões de múltipla escolha e três questões abertas, entre elas uma produção de texto. A análise verifica se a criança consegue ler pequenos textos, identificar informações e interpretar conteúdos simples, mesmo com desvios ortográficos.
A média nacional de alfabetização em 2024 foi de 59,2%. O índice representa um avanço em relação a 2023, quando foi registrado 56%, aproximando-se da meta de 60% estabelecida pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) para o ano. O Rio Grande do Norte, com 39,3%, está abaixo da média e figura apenas à frente de Sergipe (38,4%) e Bahia (36%).
Segundo o MEC, as crianças potiguares foram classificadas como estando “abaixo do nível 1” de proficiência, que é o menor patamar da escala. O estado apresentou um avanço de 2,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior, mas não alcançou a meta estadual de 44% definida para 2024.
Os dados do MEC contemplam 151 municípios do estado. Entre eles, 134 estão abaixo da média nacional. Os índices municipais variam entre 21,43% e 78,95%. Os municípios com melhor desempenho foram Francisco Dantas (78,95%), Barcelona (74,35%), Encanto (67,02%) e Grossos (65,35%). Entre os piores resultados estão Almino Afonso (21,43%), Caiçara do Norte (26,47%), Bento Fernandes (29,29%) e Carnaúba dos Dantas (29,88%). A capital, Natal, não teve dados individualizados divulgados.
A Secretaria de Educação do RN informou que, nos últimos dois anos, foram investidos mais de R$ 33 milhões em ações como formação de professores, distribuição de materiais didáticos e acompanhamento pedagógico. A pasta destacou o avanço em relação a 2023, embora o estado ainda esteja distante da meta.
Programas como o Ciranda Potiguar também estão em execução para apoiar os municípios no processo de alfabetização, com ênfase na formação de professores e no monitoramento de resultados. A expectativa é que esses programas consolidem uma nova cultura de resultados na educação potiguar.
Em relação ao cenário nacional, o MEC informou que 59,2% das crianças brasileiras estavam alfabetizadas ao fim do 2º ano em 2024. Entre os 5.312 municípios com dados comparáveis entre 2023 e 2024, 3.096 apresentaram crescimento, e 2.018 atingiram as metas locais.
Estados como Ceará (85,3%), Goiás (72,7%), Minas Gerais (72,1%), Espírito Santo (71,7%) e Paraná (70,4%) superaram a meta de 60% e estão mais próximos da meta nacional de 80% até 2030. Ao todo, 11 estados superaram o índice estabelecido para o ano de 2024.
O Ministério da Educação informou que o trabalho está concentrado nas regiões com os indicadores mais baixos. O objetivo é alcançar 64% de crianças alfabetizadas em 2025 e ultrapassar 80% até 2030.
Além do Indicador Criança Alfabetizada, o Rio Grande do Norte também apresentou resultado abaixo da média no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2023, divulgado em abril de 2025. Apenas 25,9% das crianças potiguares do 2º ano foram consideradas alfabetizadas, segundo essa metodologia.
Dados do Censo de 2022 também apontam que o RN possui 13,9% de pessoas com mais de 15 anos não alfabetizadas, o que representa aproximadamente 366 mil pessoas no estado. A taxa é uma das mais altas do país nessa faixa etária.
As medidas de enfrentamento ao analfabetismo seguem em andamento, com previsão de seminários e ações pedagógicas nos municípios ainda em 2025. Segundo o MEC, a meta é garantir que toda criança esteja alfabetizada até o fim do 2º ano do ensino fundamental até 2030.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Allan Phablo (SECOM/PMM) / Wilson Moreno (Secom/PMM)
Time potiguar iguala o placar nos acréscimos e chega aos 16 pontos na tabela
O ABC empatou por 1 a 1 com o Floresta (CE) na tarde deste sábado (26.jul.2025), em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. O confronto ocorreu no Estádio Domingão, localizado em Horizonte, no interior do Ceará.
A equipe da casa abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, Jean apareceu dentro da área e finalizou para o gol, sem chances de defesa para o goleiro Pedro Paulo.
No segundo tempo, o Floresta seguiu pressionando e criou oportunidades para ampliar, mas o goleiro do ABC realizou defesas importantes, mantendo o time potiguar com chances de buscar o empate.
O gol do ABC saiu no último lance do jogo. Aos 50 minutos do segundo tempo, Bruno Leite cruzou para a área e Joãozinho completou para o gol, garantindo um ponto fora de casa para o alvinegro.
Com o resultado, o ABC soma 16 pontos e ocupa a 13ª colocação na tabela da Série C. A equipe potiguar segue fora da zona de rebaixamento, mas ainda em situação de alerta na competição.
O próximo compromisso do ABC será no sábado, 2 de agosto, às 19h30, no Estádio Frasqueirão, em Natal, quando recebe o Figueirense pela 15ª rodada da competição nacional.
A partida marcou o segundo empate consecutivo do ABC na Série C. Na rodada anterior, a equipe havia empatado em casa contra o Ferroviário (CE).
A arbitragem do jogo ficou a cargo de Fledes Rodrigues Santos (AL), auxiliado por Esdras Mariano de Lima e Rondinelle dos Santos Tavares.
A campanha do ABC até o momento soma 3 vitórias, 7 empates e 4 derrotas. A equipe busca se consolidar fora da zona de rebaixamento nas próximas rodadas, mirando uma recuperação no segundo turno da competição.
Já o Floresta, com o empate, chegou aos 13 pontos e permanece na zona de rebaixamento da Série C. O time cearense enfrentará o Remo na próxima rodada.
O empate mantém o equilíbrio entre as duas equipes, que lutam por posições intermediárias na tabela. A reta final da primeira fase será decisiva para a permanência na Série C de 2025.
Alexandre de Moraes autoriza uso de força policial e eventual prisão em caso de resistência
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinou despacho na noite desta sexta-feira (25.jul.2025) determinando a retirada de deputados federais ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro que estavam acampados na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alertou para riscos à segurança pública.
Na decisão, Moraes autorizou o uso de força policial e a prisão em flagrante dos parlamentares em caso de resistência. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi intimado para cumprir a ordem judicial e conduziu pessoalmente as negociações com os manifestantes.
Parlamentares alvos da decisão
O grupo de deputados acampados incluía Hélio Lopes (PL-RJ), Sóstenes Cavalcante (PL-AL), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT). Segundo o despacho, os parlamentares estavam “participando de possível prática criminosa” ao se manterem na área.
A manifestação começou na tarde de sexta-feira, quando o deputado Hélio Lopes montou uma barraca no local, em protesto contra decisões judiciais que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lopes utilizou esparadrapo na boca em sinal de protesto. Outros parlamentares se uniram à ação ao longo do dia.
Medida para evitar novo 8 de Janeiro
No texto da decisão, Moraes justificou a medida como forma de evitar episódios semelhantes aos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O ministro também proibiu a instalação de novos acampamentos em um raio de 1 quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e dos quartéis das Forças Armadas.
“Para garantir a segurança pública e evitar novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpistas ocorridos em 8/1/2023, determinou a proibição de qualquer acampamento em um raio de 1 km da Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e, obviamente, em frente aos quartéis das Forças Armadas”, escreveu Moraes.
Decisão autoriza prisão em flagrante
Na decisão, Moraes deferiu integralmente os pedidos da PGR, incluindo:
A remoção imediata dos deputados acampados;
Prisão em flagrante por desobediência ou resistência, caso os manifestantes se recusassem a sair;
Adoção de medidas imediatas pelas polícias Militar e Federal para garantir o cumprimento da ordem.
A Polícia Militar do Distrito Federal foi encarregada de executar a retirada. A área da Praça dos Três Poderes, considerada de segurança institucional, teve o acesso de veículos bloqueado para reforço da proteção.
Reação e negociação
Durante a negociação, intermediada pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, o governador Ibaneis Rocha afirmou estar desconfortável com a situação. “Eu não concordo com as coisas que estão acontecendo, Sebastião”, declarou ao interlocutor.
Os parlamentares aceitaram desmontar o acampamento sob risco de prisão. Inicialmente, tentaram transferir as barracas para outro local da Esplanada dos Ministérios. No entanto, foram informados da nova decisão de Moraes, que proibia qualquer acampamento dentro do perímetro de 1 km da área.
O deputado Coronel Chrisóstomo, após desmontar sua barraca, declarou: “Nossa luta é pela liberdade. Não temos mais tempo. De poder falar, liberdade ao nosso grande líder Bolsonaro, e queremos votar o PL da anistia.”
Medidas adicionais de segurança
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, por meio do secretário Sandro Avelar, também manifestou preocupação com a possibilidade de repetição dos eventos de 8 de janeiro. A recomendação da pasta era que os manifestantes fossem deslocados para a Praça das Bandeiras, mais afastada do Supremo Tribunal Federal.
A retirada dos parlamentares ocorreu sem confrontos. A Polícia Militar instalou grades de contenção e reforçou o isolamento do entorno do STF durante a madrugada.
Com chuvas abaixo da média, tarifa terá acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (25.jul.2025) que a bandeira tarifária vermelha patamar 2 será acionada nas contas de energia elétrica durante o mês de agosto de 2025. A medida representará um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelos usuários.
Segundo a Aneel, o acionamento do patamar 2 ocorre em razão da redução das chuvas em diversas regiões do país, o que impactou negativamente a geração hidrelétrica. Essa condição climática desfavorável exige o acionamento de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.
“Com o cenário de afluências abaixo da média em todo o país, os custos de geração aumentam devido à necessidade de acionamento de fontes térmicas”, informou a agência reguladora em nota oficial.
Conta de energia elétrica
Nos meses de junho e julho, a Aneel já havia adotado a bandeira vermelha patamar 1. Em maio, foi utilizada a bandeira amarela. Antes disso, desde dezembro de 2024, o país operava com a bandeira verde, sem custos adicionais para os consumidores, graças às condições favoráveis de geração de energia.
A Aneel destaca que a nova bandeira tarifária reforça a necessidade de uso consciente da energia elétrica. “A economia de energia contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, afirmou a agência.
Como funcionam as bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 e tem como objetivo refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica. As bandeiras são divididas em cores e níveis que indicam as condições de produção de energia no país.
Confira os valores atuais cobrados por tipo de bandeira, por cada 100 kWh consumidos:
O acionamento das bandeiras depende principalmente do volume de chuvas nas regiões dos principais reservatórios de hidrelétricas do país. Quando o nível das represas está baixo, as termelétricas precisam ser acionadas para garantir o fornecimento de energia, o que encarece o custo de geração.
Consumo e orientação
A Aneel orienta a população a adotar medidas para reduzir o consumo de energia, como desligar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso, evitar o uso de equipamentos em horários de pico e realizar manutenção preventiva em sistemas elétricos.
A previsão da Aneel é que as condições de geração de energia permaneçam desafiadoras nos próximos meses, o que pode influenciar futuras decisões sobre as bandeiras tarifárias.
O consumidor pode acompanhar a bandeira vigente por meio da fatura de energia ou nos canais oficiais da Aneel.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Governador do DF afirma que manterá diálogo, mas autorizará prisões em caso de recusa em deixar o local
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, declarou nesta sexta-feira (25.jul.2025) que poderá autorizar a prisão de deputados bolsonaristas que estão acampados na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Segundo ele, a prioridade é negociar uma saída pacífica, mas, caso não haja cooperação, as detenções serão autorizadas.
“Vamos tentar tirar pacificamente. Se não saírem, serão presos”, afirmou o governador em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
A área onde se encontram os manifestantes é considerada zona de segurança institucional, por abrigar os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), Congresso Nacional e Palácio do Planalto. A Polícia Militar do DF interditou o acesso de veículos à Praça como forma de reforçar a proteção.
Contexto da manifestação
O protesto foi iniciado pelo deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), que montou uma barraca na Praça em protesto contra decisões judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lopes colocou um esparadrapo na boca e afirmou estar em defesa da liberdade de expressão. Em uma carta aberta publicada nas redes sociais, declarou que o Brasil “não é mais uma democracia”.
O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) foi o primeiro político a se juntar ao protesto. Ambos alegam que continuarão acampados no local.
Ações da segurança pública
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, alertou para o risco de um novo episódio semelhante ao ocorrido em 8 de janeiro de 2023. Ele sugeriu que os deputados se deslocassem para a Praça das Bandeiras, na Esplanada dos Ministérios, mas a proposta não foi aceita.
Durante a tentativa de negociação, Avelar argumentou que a permanência dos manifestantes na Praça dos Três Poderes poderia atrair mais pessoas e sair do controle. Ele foi acompanhado do desembargador aposentado Sebastião Coelho, que atua como interlocutor dos parlamentares.
Coelho afirmou que “Hélio não sai não. Só sai na força. Está determinado”. O deputado Hélio Lopes permaneceu calado, lendo passagens bíblicas, com o esparadrapo na boca.
O secretário mencionou ainda um vídeo publicado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), que afirma que embarcará para Brasília no domingo (27.jul) e permanecerá no local até que o ministro Alexandre de Moraes seja destituído do STF.
“Domingo estarei chegando em Brasília e só saio da frente do STF quando Alexandre de Moraes for impeachmado (sic), quando o Brasil voltar à sua normalidade”, diz o parlamentar na gravação.
Reações políticas
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que também irá a Brasília para acompanhar os deputados no protesto. Ele declarou que a presença será uma forma de garantir o respeito aos direitos parlamentares.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Sebastião Coelho, durante a negociação com Avelar, ponderou que “isolar a praça passa uma imagem muito ruim”, mas o secretário respondeu que o objetivo é evitar confrontos com possíveis infiltrados. Coelho solicitou a criação de um desvio para que os manifestantes possam permanecer nas ruas.
O acampamento segue instalado, com expectativa de que mais parlamentares se juntem ao grupo ao longo do final de semana.
Parlamentar embarcou para Miami usando passaporte diplomático, mesmo após decisão do STF que determinava apreensão do documento e proibição da viagem
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) deixou o Brasil e viajou para os Estados Unidos, apesar de estar com os passaportes bloqueados por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A viagem foi confirmada nesta quinta-feira (24.jul.2025), por meio de nota divulgada pela assessoria do parlamentar.
De acordo com o comunicado, a viagem ocorreu utilizando um passaporte diplomático que não foi apreendido pela Polícia Federal (PF), embora a apreensão tenha sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em agosto de 2023. O documento, segundo a assessoria, está válido até 31 de julho de 2027, e o visto americano (B1/B2) foi renovado pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil em 22 de julho de 2025, com validade até 16 de julho de 2035.
A Polícia Federal chegou a realizar buscas em endereços ligados ao senador, mas o passaporte diplomático não foi localizado. Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF confirmou, por unanimidade, a ordem de apreensão do passaporte, além do bloqueio das redes sociais do parlamentar, que também foi proibido de se manifestar por essas plataformas. A investigação apura suposta tentativa do senador de constranger e intimidar investigadores da PF.
No dia 15 de julho, Marcos do Val protocolou um pedido ao STF solicitando autorização para viajar de férias aos Estados Unidos com a família. O pedido foi negado por Alexandre de Moraes. Segundo informações publicadas pelo portal UOL, o senador embarcou para Miami na terça-feira (23.jul.2025), antes de seus advogados serem notificados formalmente da negativa, o que ocorreu na quinta-feira (25.jul).
Em nota oficial, o senador afirmou que comunicou previamente sua viagem ao Senado Federal, ao STF, à Polícia Federal e ao Ministério das Relações Exteriores. No entanto, não mencionou o fato de que não obteve autorização para a saída do país. Durante uma transmissão ao vivo realizada na quinta-feira (24), já nos Estados Unidos, Do Val afirmou: “Minha filha nasceu aqui, é norte-americana. Eu estou na Disney, vim passar férias”.
Poucas horas antes da live, a assessoria do senador havia divulgado posicionamento no qual defendia que não havia nenhuma decisão judicial que impedisse sua liberdade de locomoção. “Apesar de estar sofrendo graves violações das minhas prerrogativas parlamentares, até o momento, não há qualquer decisão judicial válida que restrinja a minha liberdade de locomoção”, dizia a nota. Ainda segundo o comunicado, o parlamentar seguiria exercendo seu mandato normalmente e mantendo agendas institucionais.
Nesta sexta-feira (25.jul), após a confirmação da viagem e diante do descumprimento das medidas cautelares impostas, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias do senador e das chaves Pix vinculadas ao seu nome. A decisão foi publicada após a constatação de que o parlamentar teria burlado as medidas impostas pelo Supremo.
Marcos do Val é investigado por obstrução de Justiça, após ter publicado dados pessoais do delegado da Polícia Federal Fábio Schor, responsável por investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos atos antidemocráticos de dezembro de 2022. A ordem de apreensão do passaporte do senador foi mantida em março deste ano pelos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, que compõem a Primeira Turma do STF.
Até o momento, não está claro de que forma o senador conseguiu sair do país, considerando que o passaporte diplomático deveria ter sido apreendido e que o pedido de viagem havia sido oficialmente negado pelo Supremo Tribunal Federal.
Mário Fernandes admitiu ter redigido o chamado plano Punhal Verde e Amarelo, mas afirmou ao STF que o conteúdo era apenas um pensamento individual e foi destruído após impressão
O general da reserva Mário Fernandes confirmou, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (24.jul.2025), que foi o autor do chamado plano Punhal Verde e Amarelo. O documento, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), previa ações contra autoridades como o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Durante a oitiva, o general afirmou que o plano não passou de um “pensamento digitalizado” e que “não foi compartilhado com ninguém”. Segundo ele, o documento foi impresso apenas para facilitar a leitura e, em seguida, rasgado. “Hoje eu me arrependo disso. Era apenas um pensamento de um militar, que não foi compartilhado com ninguém”, declarou.
Mário Fernandes ocupou o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Jair Bolsonaro. A PGR aponta que ele teria atuado na coordenação de ações de “monitoramento e neutralização de autoridades públicas” com o ex-assessor presidencial Marcelo Costa Câmara, além de manter interlocução com lideranças populares ligadas aos atos do dia 8 de janeiro.
Durante o depoimento, o general também confirmou ter redigido uma minuta para a criação de um gabinete de crise. A proposta, segundo ele, serviria para o “assessoramento” do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em caso de uma crise institucional. Conforme a PGR, o objetivo do documento seria estabelecer diretrizes estratégicas para o gerenciamento dessa crise.
No plano elaborado, o comando do “Gabinete de Crise” seria atribuído ao então ministro do GSI, general Augusto Heleno, enquanto a coordenação-geral ficaria com o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa. Mário Fernandes se colocava como integrante da assessoria estratégica e indicava Filipe Martins para a assessoria de Relações Institucionais.
Questionado pelo juiz auxiliar Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, o general justificou a impressão do documento nas dependências do Palácio do Planalto. “Imprimi porque estava ali. Às vezes, eu dedicava algum tempo desse tipo para temas pessoais, foi por isso que decidi imprimir ali”, disse.
Mário Fernandes também relatou que visitou entre cinco e sete vezes os acampamentos montados em frente a quartéis, onde manifestantes pediam intervenção militar. Ele disse ter visto “uma festa cívica” formada por pessoas “humildes”, mas negou contato com lideranças do movimento. Apesar disso, confirmou manter relação com Rodrigo Yassuo Faria Ikezili, um dos participantes do acampamento, que teria solicitado ajuda para instalar uma tenda no local.
O general afirmou ainda que chegou a propor a Augusto Heleno e Braga Netto a participação em uma audiência pública no Congresso Nacional com o objetivo de “denunciar fraudes eleitorais”.
Silvinei Vasques nega blitzes ilegais para dificultar voto no Nordeste durante eleições de 2022
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques negou nesta quinta-feira (24) que tenha determinado a realização de blitzes ilegais com o objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. O depoimento foi prestado ao juiz auxiliar Rafael Tamai, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vasques é réu na ação penal referente ao núcleo 2 da chamada trama golpista e foi um dos alvos da investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A acusação aponta que ele teria mobilizado policiais para realizar fiscalizações direcionadas, especialmente na Região Nordeste, onde Lula teve maior votação.
No depoimento, Silvinei afirmou que o objetivo das operações era coibir crimes eleitorais como transporte ilegal de eleitores e bloqueios de rodovias. Ele também negou ter recebido ordens do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, a quem a PRF era subordinada. “Tudo que a gente recebeu de determinação, eu entendi que a gente deveria acatar. Eu entendo que era o dever legal. Não vi na fala do ministro nenhuma ilegalidade”, declarou.
A investigação indica que o efetivo da PRF no Nordeste no dia 30 de outubro de 2022 foi de 795 agentes, maior do que em qualquer outra região do país. No mesmo dia, os números em outras regiões foram: 230 (Norte), 381 (Centro-Oeste), 418 (Sul) e 528 (Sudeste).
O número de ônibus fiscalizados também foi superior no Nordeste. A região registrou 2.185 abordagens, enquanto nas demais foram 893 (Centro-Oeste), 632 (Sul), 571 (Sudeste) e 310 (Norte).
O julgamento dos réus do núcleo 2 está previsto para ocorrer no segundo semestre deste ano. A denúncia da PGR foi dividida em quatro núcleos. O núcleo 1, composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, está na fase de alegações finais e deve ser julgado em setembro.
Presidente disse ainda que Trump foi induzido a acreditar em mentiras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (25), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi induzido a acreditar “em uma mentira”, de que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sofrendo perseguição no Brasil. “O Bolsonaro não é um problema meu, é um problema da Justiça brasileira”, disse Lula durante evento em Osasco (SP).
“O Bolsonaro não está sendo perseguido, ele está sendo julgado com todo o direito de defesa. Ele tentou dar um golpe nesse país, ele não queria que eu e o [vice-presidente, Geraldo] Alckmin tomássemos posse e chegou a montar uma equipe para matar o Lula, o Alckmin e para matar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Alexandre Moraes. Isso já está provado por delação deles mesmos”, disse o presidente.
Lula se colocou à disposição para negociar a taxação de 50% que os EUA querem impor às exportações brasileiras. “Se o presidente Trump tivesse ligado para mim, eu certamente explicaria para ele o que está acontecendo com o ex-presidente”, afirmou.
Para o presidente, o filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), se licenciou do mandato na Câmara e foi para os Estados Unidos pedir intervenção no Brasil, “numa total falta de patriotismo”. “Vocês na Câmara tem que tomar uma atitude”, disse Lula aos deputados presentes na cerimônia.
No último dia 9 de julho, o presidente Trump enviou uma carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump justifica a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no STF por tentativa de golpe de Estado; ele pede a anistia a Bolsonaro.
Diálogo
Lula, então, acionou o vice-presidente Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviço, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para negociarem uma solução diplomática com o país norte-americano. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com o setor produtivo brasileiro.
“Trump, o dia que você quiser conversar, o Brasil estará pronto e preparado para discutir, para tentar mostrar o quanto você foi enganado com as informações que te deram e você vai saber a verdade sobre o Brasil. E quando você souber da verdade, você vai falar: ‘Lula, eu não vou mais taxar o Brasil, vamos ficar assim do jeito que está’. É isso. Mas é preciso conversar. E está aqui o meu conversador número 1”, disse Lula, citando o vice-presidente.
“Ninguém pode dizer que o Alckmin não quer conversar. Todo dia ele liga para alguém e ninguém quer conversar com ele. Este país é o país de um povo generoso. Então, eu quero que o Trump nos trate com a delicadeza e o respeito que eu trato os Estados Unidos e o povo americano”, acrescentou Lula.
O presidente dos Estados Unidos também justifica as taxações citando “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas” e suposta “censura” contra plataformas de redes sociais dos Estados Unidos, “ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”. A pressão dessas empresas contra a regulação do setor no Brasil teria influenciado a decisão do presidente Trump de aplicar as tarifas.
Hoje, Lula reafirmou que vai promover a regulação das chamadas big techs – as gigantes que controlam as plataformas digitais. “Nós vamos fazer regulação porque eles têm que respeitar a legislação brasileira. Não pode ficar promovendo ódio entre os adolescentes, contando mentira, tentando destruir a democracia e o Estado de direito e democrático. Esse país tem lei e mais do que lei, esse país tem um povo que tem vergonha na cara, caráter e coragem para saber se defender”, afirmou.
Outro argumento de Donald Trump para a taxação seria o prejuízo na relação comercial com o Brasil. “A terceira coisa que também o presidente americano foi mal informado”, disse Lula. “Se você pegar serviços e comércio, os Estados Unidos tem um superávit, em 15 anos, de US$ 410 bilhões. Então, quem deveria estar reclamando éramos nós. E nós não estamos reclamando, estamos querendo negociar”, acrescentou.
Por fim, Lula afirmou que está tranquilo, mas que o Brasil vai tomar as suas posições. O governo estuda responder ao tarifaço com a Lei de Reciprocidade Econômica, mas não sem antes esgotar as vias de diálogo.
“Eu não só estou negociando, como estou colocando o meu companheiro, o vice-presidente da República, que é um homem calejado, para ser um negociador. E ele, obviamente, que não fala rouco como eu, não parece bravo como eu, ele é todo gentil. Mas ele sabe que o Brasil tem razão”, disse o presidente em Osasco.
Em fila, as pessoas passam rapidamente pelo caixão
Centenas de pessoas participam do velório da cantora Preta Gil, que está sendo realizado nesta sexta-feira (25), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Um corredor com grades foi organizado do lado de fora do Theatro para facilitar o acesso do público e algumas ruas do entorno foram interditadas. Em fila, as pessoas passam rapidamente pelo caixão, disposto na entrada principal e têm a oportunidade de se despedir da cantora, que morreu no último domingo (20), aos 50 anos, por complicações de um câncer.
Rio de Janeiro (RJ), 25/07/2025 – Familiares, amigos e fãs dão último adeus à Preta Gil, durante velório no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Atendendo a um pedido feito pela própria Preta antes de morrer, o velório está sendo embalado por uma seleção de músicas festivas. A família e os amigos da cantora estão sendo recebidos em uma área reservada do Theatro, sem acesso da imprensa. Por enquanto, apenas o filho da cantora, Francisco Gil, veio à área pública e ficou alguns minutos ao lado do caixão.
Personalidades como as atrizes Thais Araújo e Arlete Sales e os cantores Thiaguinho, Péricles e Paula Lima já chegaram ao local para a cerimônia.
Rio de Janeiro (RJ), 25/07/2025 – Familiares, amigos e fãs dão último adeus à Preta Gil, durante velório no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A primeira-dama, Janja da Silva também veio ao Rio para o velório representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O casal também enviou uma coroa de flores foram entregues antes do início da cerimônia, trazendo uma faixa com os dizeres: “Nasceu para voar, fez seu destino, tocou o céu e espalhou só o amor. O Brasil agradece e celebra sua luz.” As frases iniciais fazem referência à uma das músicas de Preta, Só o Amor.
O velório público da cantora segue até as 13h no Theatro Municipal. Depois o corpo segue em cortejo em um carro do Corpo de Bombeiros. Ele vai passar pelas ruas do recém-criado Circuito de Carnaval de Rua Preta Gil, no Centro, e seguirá para o Crematório da Penitência, no Caju.
Ação cumpriu mandados de prisão e busca em investigação sobre roubo, homicídio e disparos em Mossoró
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (25.jul.2025) a Operação Desvirtuados, em Mossoró. A ação foi coordenada pela 15ª Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP/Mossoró) e pela Delegacia de Furtos e Roubos (DEFUR/Mossoró), com apoio de mais de 20 policiais civis.
Três policiais militares da ativa do Estado do Ceará foram os alvos principais da operação. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça potiguar.
De acordo com a investigação, os policiais são suspeitos de envolvimento em um roubo circunstanciado com emprego de arma de fogo, ocorrido em 20 de maio deste ano no bairro Alto do Sumaré, em Mossoró. O caso incluiu restrição de liberdade das vítimas e foi praticado em concurso de agentes. No mesmo dia, também foi registrado um homicídio no bairro Abolição 5, além de disparos de arma de fogo contra residências e estabelecimentos comerciais no bairro Abolição 4, também na cidade.
A operação contou com o suporte operacional das 10ª e 16ª Delegacias de Homicídios de Mossoró, da Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC/Mossoró), da Divisão de Polícia Civil do Oeste (DIVIPOE/Mossoró), da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD/Mossoró), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), além do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Ceará.
As autoridades informaram que os policiais investigados estavam na ativa e que a operação foi organizada a partir do cruzamento de informações de diferentes ocorrências registradas no mesmo dia em bairros distintos da cidade de Mossoró.
A Polícia Civil ainda não divulgou as identidades dos presos nem os detalhes do inquérito, que continua em andamento. Novas informações sobre o caso devem ser fornecidas em breve pelas delegacias responsáveis.
Estado reduziu em mais de 500 casos em relação a 2023 e se destaca no Nordeste
O Rio Grande do Norte registrou uma redução de 20% no número de mortes violentas intencionais em 2024, totalizando 833 casos, contra 1.042 ocorridos em 2023. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24.jul.2025).
O total é o menor desde 2012, quando foram registrados 388 casos no estado. Em 2017, o RN teve o pico de violência da década, com 2.355 mortes violentas, e ocupa agora o primeiro lugar no Nordeste e o segundo no país em termos de redução desses crimes.
Em relação aos homicídios dolosos, o estado teve 655 casos em 2024, frente a 838 em 2023, uma queda de 22,1%. Latrocínios também diminuíram, passando de 53 para 38 casos (-28,3%). Lesões corporais seguidas de morte recuaram de 29 para 26 registros (-10,3%).
Apesar da melhora nos números absolutos, a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes no RN ficou em 24,2 em 2024. Isso posiciona o estado na 7ª colocação entre os nove estados do Nordeste e na 12ª entre os 27 estados brasileiros.
O cenário estadual segue a tendência nacional. Em todo o Brasil, houve uma redução de 5,4% nas mortes violentas intencionais em 2024, com 44.127 vítimas. Em 2023, o número foi de 46.441. Essa é a menor quantidade de registros desde 2012.
Em termos históricos, 2017 foi um marco de violência no RN, com uma taxa de 70,1 mortes para cada 100 mil habitantes. O ano ficou marcado por conflitos entre facções criminosas e pelo chamado Massacre de Alcaçuz, que resultou na morte de 27 detentos durante uma disputa entre grupos rivais dentro da penitenciária estadual.
No âmbito dos crimes contra o patrimônio, o anuário apontou redução em diversas modalidades entre 2023 e 2024:
Roubos e furtos de veículos caíram de 5.682 para 5.163 casos (-13,3%);
Roubos a comércios passaram de 1.060 para 729 registros (-31,4%);
Roubos a residências recuaram 16,4%;
Roubos a transeuntes apresentaram queda de 17,5%.
Especialistas em segurança apontam que fatores como o fortalecimento das forças policiais, investimentos em efetivo e equipamentos, e a reorganização institucional do sistema prisional têm colaborado para a queda dos indicadores.
Entre as medidas adotadas estão a ampliação de batalhões, o aumento do efetivo nas polícias Militar e Civil, e a aquisição de novas viaturas e armamentos. O controle e o isolamento de lideranças criminosas dentro dos presídios também têm sido apontados como estratégias relevantes no enfrentamento à criminalidade letal.
Entre 2015 e 2018, o estado vivenciou um agravamento nas condições de segurança pública, com expansão de facções, crescimento da violência e crise nos serviços públicos. A partir de 2019, houve maior articulação entre órgãos e investimentos estruturais que, segundo especialistas, contribuíram para a inflexão na tendência de aumento das mortes violentas.
O anuário é produzido anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em dados oficiais enviados pelas secretarias estaduais de segurança pública e pelos institutos de criminalística e medicina legal do país.
Ministro entendeu que a violação foi um ato “isolado”
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira (24) não ter dúvida de que o ex-presidente Jair Bolsonaro violou a proibição de utilizar as redes sociais, mas que o episódio foi pontual e não seria o bastante para decretar a prisão preventiva.
Moraes apontou para publicação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro na rede social Facebook, feita momentos depois de uma ida do ex-presidente ao Congresso, onde Bolsonaro mostrou a tornozeleira eletrônica que foi obrigado a usar e deu declarações à imprensa.
“Na presente hipótese, na veiculação pelas redes sociais de discurso proferido por JAIR MESSIAS BOLSONARO na Câmara do Deputado por seu filho, também investigado, momentos após o acontecimento, constata-se a tentativa de burlar a medida cautelar”, escreveu Moraes.
O ministro reiterou que “não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que, as redes sociais do investigado EDUARDO NANTES BOLSONARO foram utilizadas à favor de JAIR MESSIAS BOLSONARO dentro do ilícito modus operandi já descrito”.
No entanto, Moraes afirmou que a violação foi “isolada”, sem notícias de outros descumprimentos. Ele também disse ter levado em consideração as explicações da defesa de Bolsonaro. Os advogados negaram qualquer intenção do ex-presidente de violar medidas cautelares e afirmou que ele “vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas”.
Ele advertiu, contudo, que “se houver novo descumprimento, a conversão será imediata” das cautelares em prisão preventiva.
Burlar proibições
Sobre o alcance das medidas cautelares impostas a Bolsonaro, o ministro esclareceu que em nenhum momento o ex-presidente foi proibido de conceder entrevista ou fazer manifestações públicas, mas que isso não significa que ele possa se valer de situações “pré fabricadas” para que sejam publicadas por terceiros de forma coordenada, burlando a proibição de usar as redes sociais.
“JUSTIÇA É CEGA MAS NÃO É TOLA!!!!!”, exclamou Moraes. O ministro destacou ser esse o modo de operar típico de milícias digitais que atacam a democracia, coordenar publicações nas redes sociais para disseminar eventuais crimes cometidos por Bolsonaro.
Soberania nacional
Moraes acrescentou que tais entrevistas e atos públicos de Bolsonaro são planejados “sempre com a finalidade de continuar a induzir e instigar chefe de Estado estrangeiro a tomar medidas para interferir ilicitamente no regular curso do processo judicial, de modo a resultar em pressão social em face das autoridades brasileiras, com flagrante atentado à Soberania nacional”.
A referência do ministro diz respeito a sanções do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, impostas contra ele próprio e outros sete ministros do Supremo e seus familiares, que tiveram seus vistos de entrada nos EUA canceladas.
O anúncio de medida foi feito pelas redes sociais pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O motivo dado foi a suposta violação da liberdade de expressão e dos direitos humanos na condução dos processos sobre a trama golpista bolsonarista.
Neste mês, Trump também anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados pelos EUA, a se tornar efetiva em 1º de agosto.
Em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também publicada primeiro nas redes sociais, Trump deu como justificativa central para a medida o que disse ser uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Inquérito
Bolsonaro e Eduardo são investigados pelo que seria uma tentativa de intimidar o Supremo Tribunal Federal (STF) a arquivar o processo no qual ele é acusado de ter tentado um golpe de Estado para se manter no poder após derrota eleitoral.
Brasília (DF), 10/06/2025 – O ex presidente Jair Bolsonaro (c) durante depoimento da 1 turma do STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes começa a ouvir os réus do núcleo 1 na ação da trama golpista, os interrogatórios ocorrerão presencialmente na sala de julgamentos da primeira turma da corte
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Ao impor medidas cautelares contra Bolsonaro, na última sexta-feira (18), Moraes afirmou que Bolsonaro faz uma “flagrante confissão” dos crimes de coação no curso do processo e obstrução de Justiça, ao dizer que o recuo de Trump do tarifaço está condicionado a uma anistia da trama golpista.
O ministro apontou que Bolsonaro confessou em juízo ter enviado R$ 2 milhões recebidos numa campanha de arrecadação para que Eduardo se mantenha nos EUA, onde percorre um périplo político para conseguir sanções internacionais contra os ministros do Supremo e o próprio Brasil.
As medidas cautelares impostas a Bolsonaro foram confirmadas na segunda (21) pela Primeira Turma do Supremo, por 4 votos a 1. Votaram a favor, além do próprio Moraes, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux foi o único a divergir, por não ver risco de fuga do ex-presidente.
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Síndrome crônica provoca dores, fadiga, ansiedade e depressão
A partir de janeiro de 2026, quem têm fibromialgia passará a ser considerado pessoa com deficiência (PcD). A A Lei 15.176, de 2025, que determina a medida, foi publicada nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União, após ser sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aprovação pelo Congresso Nacional ocorreu no último dia 2 de julho.
A norma passa a valer 180 dias após a publicação.
A fibromialgia é uma síndrome que provoca dores nos músculos, nas articulações, tontura, fadiga, ansiedade e depressão, e não tem origem conhecida. A origem está na chamada “sensibilização central”, uma disfunção em que os neurônios ligados à dor tornam-se excessivamente excitáveis.
Entre os direitos que serão estendidos às pessoas com fibromialgia estão cotas em concursos públicos e isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos.
Uma equipe de saúde, com médicos e psicólogos, terá que atestar a limitação da pessoa para participação em atividades em igualdade com as outras pessoas.
No Distrito Federal, por exemplo, quem tem fibromialgia já pode ser considerado com deficiência. Agora a lei vale para todos o país. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para quem possui a síndrome.
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MEC divulga dados por estado e confirma realização da prova em novembro, com exceção para cidades do Pará
O Rio Grande do Norte contabiliza 113.229 candidatos confirmados para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23.jul.2025) pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Entre os inscritos no estado, 78.389 são isentos da taxa de inscrição e 34.840 são pagantes. Nesta edição, o processo contou com a inscrição pré-preenchida para 32.363 estudantes concluintes do ensino médio da rede pública do RN. Desse total, 23.631 confirmaram participação, representando 73,02% de adesão.
O Enem 2025 registrou um total de 4,8 milhões de inscritos em todo o país, o que representa aumento de 38% em relação a 2022 e de 11,22% na comparação com a edição de 2024. Do total nacional, 3.049.710 inscritos foram isentos da taxa e 1.761.628 efetuaram o pagamento.
No Brasil, 1.915.634 estudantes concluintes da rede pública realizaram a pré-inscrição automatizada, sendo que 1.390.815 confirmaram participação no exame, o que representa um índice de 72,6%.
Os estados com maior número de inscritos são São Paulo (751.648), Minas Gerais (464.994) e Bahia (428.019). O RN aparece com 113.229 candidatos confirmados.
Além do processo seletivo para acesso ao ensino superior, o Enem também serve como instrumento de certificação do ensino médio para maiores de 18 anos. Nesta edição, 98.558 candidatos em todo o Brasil declararam intenção de utilizar o exame para certificação ou comprovação de proficiência parcial. Para isso, é necessário obter, no mínimo, 450 pontos em cada área de conhecimento e 500 pontos na redação.
As provas do Enem 2025 serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro. No entanto, devido à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no estado do Pará, terão datas diferentes: 30 de novembro e 7 de dezembro.
Sem se manifestar publicamente, ex-presidente permanece na sede do PL enquanto aliados criticam STF
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta quarta-feira (24.jul.2025) um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento foi apresentado com o argumento de que o magistrado teria abandonado sua posição de julgador imparcial ao impor medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A iniciativa ocorre enquanto Bolsonaro permanece recluso na sede do Partido Liberal, em Brasília, onde tem evitado declarações públicas em razão das medidas impostas pelo STF. De acordo com interlocutores, o ex-presidente está no local desde segunda-feira (22.jul), onde recebe visitas de aliados e mantém articulações políticas. A expectativa é que ele permaneça na sede do partido até o início da noite, quando deve retornar à residência, conforme determinação judicial.
Durante o dia, ao menos sete aliados estiveram na sede do PL. O grupo inclui o senador Magno Malta (PL-ES), os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Evair de Melo (PP-ES), Delegado Caveira (PL-AL), Domingos Sávio (PL-MG), Bruno Engler (PL-MG) e o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC).
Sem poder se manifestar diretamente até que Moraes defina os limites das medidas cautelares, Bolsonaro tem transferido o discurso a parlamentares aliados. Críticas ao ministro foram feitas por diversos integrantes do grupo. O senador Magno Malta afirmou que o magistrado busca isolar o ex-presidente e citou nominalmente os ministros Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques como exceções.
O deputado Domingos Sávio declarou que “Moraes precisa ir para o divã” e que o ministro “censura todo mundo”. Disse ainda que poderá ser preso, mas que continuará manifestando sua opinião. Já o senador Flávio Bolsonaro, ao apresentar o pedido no Senado, alegou que as decisões de Moraes contêm “nítida carga político-partidária”.
A petição foi protocolada diretamente no sistema da Casa. Cabe agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se dará andamento ao processo.
Além desse novo pedido, o Senado acumula ao menos outros 28 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. Segundo levantamento da CNN Brasil, 22 deles foram protocolados entre 2021 e 2024. Somente neste ano, sete novas petições foram apresentadas. Entre os autores estão parlamentares e cidadãos.
A motivação principal do pedido de Flávio Bolsonaro está relacionada à operação autorizada pelo STF na última sexta-feira (18.jul), que impôs ao ex-presidente o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de uso de redes sociais.
O ambiente na sede do PL é descrito por aliados como de união. Parlamentares afirmam que Bolsonaro está tranquilo e que não acredita ter cometido crimes. Interlocutores também relatam que a tensão diminuiu com a ausência de nova manifestação imediata do ministro Alexandre de Moraes sobre possível prisão preventiva.
Depoimentos por videoconferência incluem ex-assessor e ex-diretor da PRF; julgamento deve ocorrer no segundo semestre
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (24.jul.2025) uma nova rodada de interrogatórios dos réus investigados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado que teria ocorrido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os depoimentos começaram às 9h, por videoconferência, com os réus dos núcleos 2 e 4 da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). As oitivas integram uma das etapas finais da ação penal.
Entre os principais nomes interrogados estão Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais de Bolsonaro, e Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ambos são réus do Núcleo 2 e são acusados de participar da formulação e execução de estratégias que buscavam manter o ex-presidente no poder após o resultado das eleições de 2022.
Segundo a PGR, Filipe Martins teria apresentado um jurista a Bolsonaro com a proposta de redigir a chamada “minuta do golpe”, que previa decretar estado de sítio ou estado de defesa. Já Silvinei Vasques é acusado de ordenar operações de fiscalização da PRF no dia do segundo turno das eleições, com o objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores no Nordeste.
O núcleo 4, também ouvido nesta fase, é composto por militares e outros agentes apontados como responsáveis por ações de desinformação, propagação de notícias falsas e ataques virtuais a instituições e autoridades do Estado.
A denúncia da PGR foi dividida em quatro núcleos. O Núcleo 1, formado por Bolsonaro e outros sete investigados, foi interrogado no mês anterior. Essa parte da ação já se encontra na fase de alegações finais, com julgamento previsto para setembro. Os réus do Núcleo 3 devem ser ouvidos na próxima segunda-feira (28.jul).
De acordo com o cronograma do STF, os interrogatórios ocorrem por videoconferência, e os réus podem exercer o direito de permanecer em silêncio. Ainda não está definido se o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, conduzirá diretamente as audiências ou delegará a função a um juiz auxiliar.
Os acusados respondem pelos crimes de:
Organização criminosa armada
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Golpe de Estado
Dano qualificado pela violência e grave ameaça
Deterioração de patrimônio tombado
A seguir, veja os nomes dos réus ouvidos nesta etapa:
Núcleo 2:
Filipe Martins (ex-assessor de Bolsonaro)
Silvinei Vasques (ex-diretor da PRF)
Marcelo Câmara (ex-assessor)
Mário Fernandes (general do Exército)
Marília de Alencar (ex-subsecretária de Segurança do DF)
Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretário-adjunto de Segurança do DF)
Núcleo 4:
Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva)
Ângelo Martins Denicoli (major da reserva)
Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente)
Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel)
Reginaldo Vieira de Abreu (coronel)
Marcelo Araújo Bormevet (policial federal)
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal)
O STF prevê que o julgamento dos réus dos núcleos 2, 3 e 4 ocorra no segundo semestre de 2025, após o encerramento das fases de instrução e alegações finais.
Empresas afetadas pelas tarifas adicionais devem revisar contratos, planejamento tributário e estratégias de precificação, segundo diretor da Rui Cadete
A recente decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros acendeu um alerta para empresas que atuam no comércio exterior. A medida, anunciada sob justificativas de proteção à indústria americana e prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, deve impactar a margem de lucro de exportadoras brasileiras e acirrar ainda mais o cenário de competitividade internacional.
Diante desse novo contexto, especialistas recomendam atenção redobrada das empresas quanto aos aspectos fiscais, contratuais e estratégicos das operações. Para o contador e diretor da Rui Cadete, Daniel Carvalho, a atuação contábil é fundamental na identificação de riscos, mitigação de perdas e busca por alternativas que preservem a saúde financeira dos negócios.
“Mudanças como essa afetam diretamente o planejamento financeiro e operacional das empresas exportadoras. Além da revisão de contratos internacionais, é fundamental reavaliar custos, margens de lucro e benefícios fiscais disponíveis, como o Reintegra e o regime de drawback, que podem ajudar a compensar parte das perdas e manter a viabilidade das operações”, orienta.
Segundo Daniel Carvalho, o papel do contador “vai muito além” do cumprimento das obrigações acessórias. Em um cenário de incertezas e mudanças no comércio internacional, a contabilidade ganha uma dimensão estratégica ao oferecer às empresas análises precisas, simulações financeiras e suporte técnico para decisões que impactam diretamente a continuidade e a rentabilidade das operações.
“Empresas que atuam no mercado internacional precisam de um acompanhamento técnico permanente, que possibilite respostas rápidas e assertivas diante de alterações no cenário global, como novas taxações, variações cambiais ou mudanças em acordos comerciais. Nesse contexto, a contabilidade construtiva atua na busca por soluções que assegurem a sustentabilidade e a competitividade do negócio”, completa o diretor da Rui Cadete.
Entre as recomendações para empresas impactadas pelas tarifas estão a revisão do planejamento tributário, a renegociação de preços e prazos com compradores externos, o reforço no compliance fiscal e a análise de oportunidades em outros mercados internacionais. A medida deve entrar em vigor no dia 1º de agosto, mas entidades setoriais e o governo brasileiro buscam diálogo com os EUA para reverter ou mitigar os efeitos da sobretaxa.
Deputado afirma que está sendo alvo de perseguição e volta a criticar ministros do STF; licença de Eduardo chegou ao fim neste domingo
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou neste domingo (20.jul.2025) que não pretende renunciar ao mandato. A afirmação foi feita durante uma live transmitida em seu canal no YouTube. “De cara, adianto para vocês: não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, consigo levar o meu mandato pelo menos pelos próximos três meses”, afirmou.
Durante o vídeo, Eduardo Bolsonaro, que estava licenciado do cargo até este domingo, voltou a alegar que é alvo de perseguição. Ele criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e também mencionou os ministros Flávio Dino e Luís Roberto Barroso.
“O sistema está me perseguindo por conta do meu trabalho. Se você um dia tiver dúvida: ‘Poxa, de quem é essa criança bonita aí que está cancelando visto de ministro da Suprema Corte?’ É do Eduardo Bolsonaro. Por isso estão com raiva vindo atrás de mim”, disse o deputado, fazendo referência à revogação de vistos de ministros do STF pelos Estados Unidos.
No sábado (19), Alexandre de Moraes afirmou que Eduardo teria intensificado condutas ilícitas após medidas restritivas aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados. Em resposta, Eduardo classificou as medidas como “humilhação” e pediu uma “resposta” do governo norte-americano.
Licença de Eduardo Bolsonaro chegou ao fim
A licença de Eduardo Bolsonaro encerrou oficialmente neste domingo (20). Com isso, ele deve ser reconduzido automaticamente ao cargo de deputado federal. No entanto, como segue nos Estados Unidos, sua ausência nas sessões parlamentares pode gerar consequências, incluindo a perda do mandato.
Em entrevista à Coluna do Estadão no último dia 14, Eduardo disse que pretende continuar fora do Brasil. “Por ora eu não volto [para o Brasil]. A minha data para voltar é quando Alexandre de Moraes não tiver mais força para me prender. Estou falando com alguns assessores. Se for o caso de perder o mandato, vou perder o mandato e continuar aqui. O trabalho que estou fazendo aqui é mais importante do que o trabalho que eu poderia fazer no Brasil”, afirmou.
O deputado federal solicitou licença do cargo no dia 18 de março de 2025, por um total de 122 dias — sendo dois dias por motivos de saúde e 120 dias por razões particulares. À época, declarou que a licença seria sem remuneração e que se dedicaria a buscar sanções contra supostos violadores de direitos humanos.
Durante a licença, sua vaga foi ocupada pelo suplente José Olímpio (PL-SP).
De acordo com o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, no Art. 235, os parlamentares podem solicitar licença sem remuneração para tratar de interesses particulares, desde que o afastamento não ultrapasse 120 dias por sessão legislativa.
Ainda segundo o Art. 240, a perda do mandato pode ocorrer em três situações: morte, renúncia ou ausência injustificada a um terço das sessões ordinárias durante o ano legislativo, salvo em casos de licença ou missão oficial autorizada.
Críticas ao ministro Barroso com base em informação incorreta
Durante a live, Eduardo Bolsonaro também se dirigiu ao ministro Luís Roberto Barroso. Ele citou um suposto caso envolvendo a filha do ministro, Luna van Brussel Barroso, que, segundo Eduardo, teria sido deportada dos Estados Unidos devido à revogação de vistos — o que não corresponde à realidade.
Luna concluiu pós-graduação na Universidade de Yale, em New Haven (Connecticut), e voltou ao Brasil em 2023. Atualmente, ela cursa doutorado em Direito Constitucional na USP e trabalha como advogada em um escritório fundado por antigos sócios de Barroso.
“Eu queria perguntar ao ministro Barroso se ele acha justo que a filha dele tenha que trancar os estudos nos Estados Unidos e voltar ao Brasil. Porque a minha situação é muito pior, ministro Barroso, e o senhor, absolutamente, não fez nada para impedir essa perseguição. Quando não, contribuiu. Precisava chegar nesse ponto?”, questionou Eduardo, ainda se referindo à sua situação nos Estados Unidos.
Segundo ele, não pode voltar ao Brasil, enquanto seu pai está sem passaporte. Eduardo comparou sua condição à do ministro, afirmando que Barroso poderia ao menos encontrar a filha em outro país, como a Europa, se quisesse.
A declaração sobre a filha do ministro foi feita com base em informações falsas. Luna não está sendo deportada nem reside atualmente nos Estados Unidos.
Cantora enfrentava um câncer desde 2023 e faleceu em Nova York; artistas, políticos e fãs lamentam a perda
A cantora, apresentadora e empresária Preta Gil morreu neste domingo (20.jul.2025), aos 50 anos, em sua residência em Nova York, nos Estados Unidos. Ela enfrentava um câncer colorretal desde janeiro de 2023. A morte foi confirmada por sua assessoria de imprensa e repercutiu em todo o país, gerando comoção entre familiares, artistas, autoridades e fãs.
Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, Preta nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de 1974. Desde cedo envolvida com o meio artístico, construiu uma carreira diversificada, que incluiu seis álbuns, programas de televisão, projetos empresariais como a agência Mynd e o tradicional “Bloco da Preta” no Carnaval do Rio de Janeiro.
Em nota divulgada nas redes sociais, Gilberto Gil e Flora Gil informaram que a família está providenciando a repatriação do corpo. “Estamos neste momento cuidando dos procedimentos para sua repatriação ao Brasil. Pedimos a compreensão de tantos queridos amigos, fãs e profissionais da imprensa enquanto atravessamos esse momento difícil em família. Assim que possível, divulgaremos informações sobre as despedidas”, informou a família.
A última aparição pública de Preta Gil ocorreu no dia 26 de abril, em São Paulo, quando ela subiu ao palco ao lado do pai, durante a turnê “Tempo Rei”, que marca a despedida de Gilberto Gil dos palcos.
Desde o diagnóstico, Preta compartilhou abertamente os desafios do tratamento, passando por cirurgias, quimioterapia e períodos de remissão e recidiva. Em agosto de 2023, ela celebrou a retirada do tumor, mas a doença retornou em 2024, levando a novos ciclos de tratamento, inclusive nos Estados Unidos, onde veio a falecer após agravamento no quadro clínico.
A cantora deixa o pai, a mãe, irmãos, o filho Francisco Gil — fruto de seu relacionamento com o ator Otávio Müller — e a neta Sol de Maria. Francisco acompanhou os últimos dias da mãe nos Estados Unidos, junto a amigos próximos.
Homenagens de artistas, autoridades e instituições
Logo após a confirmação da morte, personalidades de diferentes áreas manifestaram pesar pela perda de Preta Gil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Preta “seguia espalhando a alegria de viver mesmo nos momentos mais difíceis” e ligou para Gilberto Gil e Flora para oferecer apoio.
A chef e apresentadora Bela Gil, irmã de Preta, descreveu a perda como sua “maior grande perda” e “eterna inspiração”. Diversos artistas também homenagearam a cantora. Ivete Sangalo escreveu: “Não consigo entender essas notícias sobre sua partida. A sua luz tão forte nos fortalece.” Angélica afirmou que Preta foi “amiga no sentido mais profundo da palavra”.
Luciano Huck relembrou a amizade de mais de 25 anos: “Ela esteve presente nos momentos mais marcantes e felizes da minha vida.” Taís Araújo declarou que seguirá firme nas “aulas” que teve com Preta. O cantor Thiaguinho escreveu: “Um pedaço de mim que se vai… um pedaço da minha história.”
Outras manifestações vieram da atriz Fernanda Torres, da atriz e cantora Zezé Motta, do ator Bruno Gagliasso e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou a autenticidade da artista. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que Preta “foi e sempre será potência”. A primeira-dama Janja Silva escreveu que “o Brasil inteiro se mobilizou em amor e orações pela sua recuperação”.
Entidades também se pronunciaram. A escola de samba Estação Primeira de Mangueira lembrou da participação de Preta como Rainha de Bateria em 2007. O Clube de Regatas do Flamengo, do qual Preta era torcedora, prestou condolências e destacou sua luta por justiça.
Legado artístico e social
Além de sua carreira musical e na televisão, Preta Gil foi conhecida por seu posicionamento firme em pautas sociais. Atuou contra o racismo, a gordofobia e o preconceito de gênero. Também usou sua visibilidade para defender o diagnóstico precoce do câncer, tema que ganhou força após seu diagnóstico.
Mesmo em tratamento, continuou participando de eventos e mobilizando seguidores com mensagens sobre autoestima e aceitação. O “Bloco da Preta” se tornou uma das atrações mais conhecidas do Carnaval do Rio, reunindo milhares de foliões e promovendo diversidade e inclusão.
A morte de Preta Gil encerra uma trajetória de mais de duas décadas de atuação artística e ativismo social. Informações sobre velório e sepultamento devem ser divulgadas pela família nos próximos dias.
Equipe potiguar segue sem vencer em casa na Série C e permanece na 14ª colocação da tabela
O ABC empatou com o Maringá-PR por 3 a 3 na noite deste sábado (20.jul.2025), na Arena das Dunas, em partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. O resultado frustrou os torcedores presentes ao estádio, já que o time potiguar chegou a abrir dois gols de vantagem e teve a superioridade numérica em campo durante a maior parte do jogo.
Os gols do ABC foram marcados por Otávio, Juninho e Matheus Martins. Pelo lado do Maringá, marcaram Ronald, Danielzinho e Maranhão. O time visitante esteve com um jogador a menos desde os 36 minutos do primeiro tempo, após a expulsão de Rhuan, mas conseguiu reagir no segundo tempo e buscar o empate nos acréscimos.
Com o resultado, o ABC permanece na 14ª colocação, com 15 pontos, mesma pontuação do Maringá, que ocupa a 13ª posição pelos critérios de desempate. O próximo compromisso do time potiguar será contra o Floresta/CE, no Estádio Domingão, no dia 26 de julho.
Resumo da partida
O jogo começou com o Maringá criando a primeira grande chance. Maranhão finalizou forte de fora da área e assustou o goleiro Pedro Paulo. O ritmo do jogo era lento até os 21 minutos, quando Juninho cobrou falta e Otávio abriu o placar de cabeça para o ABC.
Richardson quase marcou o segundo também de cabeça, e Ytalo desperdiçou uma chance clara sozinho na área. Aos 36 minutos, Rhuan foi expulso, deixando o Maringá com um jogador a menos ainda no primeiro tempo.
No início da segunda etapa, Wallyson encontrou Ytalo livre na pequena área, mas o atacante finalizou por cima do gol. Aos 12 minutos, Juninho ampliou o placar para o ABC, novamente de cabeça. O Maringá respondeu com Ronald, que acertou um chute forte e diminuiu o placar. Em seguida, Matheus Martins marcou o terceiro gol do time potiguar.
Mesmo com a desvantagem numérica e no placar, o Maringá manteve a pressão e voltou a marcar com Danielzinho, aos 34 minutos. Nos acréscimos, Maranhão cabeceou para o fundo das redes, decretando o empate.
Situação na tabela
Com o empate, o ABC chega a quatro partidas sem vencer na Arena das Dunas pela Série C de 2025. O time ainda não conquistou vitórias como mandante na competição. As duas vitórias do clube na Série C foram como visitante: contra o Brusque-SC e o Tombense-MG. O último triunfo do Alvinegro em casa ocorreu em 16 de março, pela semifinal do Campeonato Potiguar, contra o Laguna.
O Maringá, com o ponto conquistado fora de casa, também alcança os 15 pontos, mas figura à frente do ABC na tabela. O clube paranaense volta a campo no dia 28, quando enfrenta o Tombense-MG, também fora de casa.
Próximos jogos
ABC: enfrenta o Floresta/CE no dia 26 de julho (sexta-feira), no Estádio Domingão.
Maringá: joga contra o Tombense/MG no dia 28 de julho (domingo), fora de casa.
Foto: Caio Lopes / Tyrone Foto / Maringá Futebol Clube via Redes Sociais
Estado registrou crescimento de 120% nas exportações no primeiro semestre de 2025, mas setor produtivo vê risco com nova tarifa de importação
A tarifa de importação anunciada pelo Governo dos Estados Unidos ao Brasil, com previsão de vigência a partir de 1º de agosto, pode impactar diretamente o desempenho das exportações do Rio Grande do Norte, que registraram crescimento de 120% no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Comex), o estado exportou US$ 67,1 milhões entre janeiro e junho, igualando o total de exportações de todo o ano de 2024.
Este foi o melhor resultado semestral desde 2019, quando o estado havia alcançado US$ 81,7 milhões. No ranking do Nordeste, o RN ocupou a quarta colocação, ficando atrás de Ceará, Bahia e Maranhão, conforme dados da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Exportações por setor e principais produtos
Os principais produtos exportados pelo Rio Grande do Norte no semestre foram:
Óleos de petróleo ou minerais betuminosos: US$ 24 milhões
Peixes frescos ou refrigerados: US$ 11,5 milhões
Produtos de origem animal: US$ 10,3 milhões
Pedras de cantaria ou de construção: US$ 4,3 milhões
Produtos de confeitaria: US$ 4,1 milhões
Sal: US$ 3,4 milhões
Segundo levantamento da Sudene, esses itens estão entre os mais impactados pela nova tarifa norte-americana, que pode inviabilizar parte dos negócios com o mercado dos Estados Unidos.
Impacto econômico regional e nacional
Estudo da Coordenação de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Sudene mostra que a taxação poderá afetar fortemente os estados do Nordeste. Ceará, Bahia e Maranhão devem ser os mais impactados, seguidos por Rio Grande do Norte, que tem relação comercial histórica com os Estados Unidos.
Em nível nacional, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) estima que a medida pode afetar quase 10 mil empresas e comprometer 3,2 milhões de empregos. No caso do Rio Grande do Norte, levantamento da Federação das Indústrias do RN (Fiern) aponta que até 21 mil postos de trabalho estão sob risco.
Setores como a indústria salineira (4,5 mil empregos), fruticultura (9 mil empregos) e pesca oceânica (1 mil empregos diretos e 4 mil indiretos) são os mais expostos à medida.
Dificuldades na abertura de novos mercados
Com a taxação iminente, setores produtivos locais buscam alternativas em novos mercados. No entanto, a abertura comercial enfrenta barreiras logísticas e sanitárias. Casos como o do melão, que levou anos para conquistar acesso ao mercado chinês, exemplificam a complexidade desse processo.
Produtos como atum, balas e sal, que têm forte presença nas exportações para os EUA, enfrentam dificuldades adicionais para reposicionar sua produção em outros destinos devido à preferência dos consumidores e à estrutura logística envolvida.
A pesca oceânica, por exemplo, exporta cerca de 80% da produção potiguar para o mercado norte-americano, e enfrenta risco de paralisação. O pescado congelado, que já tem envio suspenso, está entre os itens mais vulneráveis à nova política tarifária.
Participação dos EUA nas exportações potiguares
Os Estados Unidos representam 47% das exportações da indústria salineira do Rio Grande do Norte nos últimos seis anos. O país consome aproximadamente 50 milhões de toneladas de sal por ano, sendo 16 milhões importadas. O mercado brasileiro, em comparação, consome cerca de 7 milhões de toneladas anualmente.
Na indústria de balas e caramelos, cerca de 30% da produção potiguar é destinada à exportação, sendo metade desse volume enviado aos EUA. A projeção era de crescimento para 40% ainda em 2025. A nova tarifa ameaça a competitividade dos produtos potiguares, com possíveis impactos nas vendas e na manutenção de empregos.
Setor produtivo busca diálogo técnico
Representantes da indústria local apontam que a medida tem caráter político e defendem a abertura de diálogo técnico para evitar perdas bilaterais. A proposta de um adiamento de 90 dias da tarifa permitiria, segundo entidades industriais, a apresentação de dados sobre os impactos econômicos para ambas as partes.
No setor de balas, a estimativa é de que os produtos possam sofrer sobrepreço nas prateleiras americanas, reduzindo sua atratividade comercial. No setor salineiro, o impacto pode inviabilizar economicamente os embarques, considerando a margem de lucro e os custos operacionais atuais.
Ministro determinou que PF junte postagens e entrevistas do deputado licenciado ao inquérito sobre tentativa de obstrução de Justiça
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste sábado (19.jul.2025) que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) intensificou a prática de condutas consideradas ilícitas após a imposição de medidas cautelares contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre essas medidas, está a instalação de uma tornozeleira eletrônica.
Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) inclua no inquérito as postagens e entrevistas concedidas por Eduardo Bolsonaro logo após a revelação das medidas contra o ex-presidente. Segundo o ministro, o parlamentar passou a fazer diversos ataques ao STF nas redes sociais após a decisão judicial.
“Após a adoção de medidas investigativas de busca e apreensão domiciliar e pessoal, bem como a imposição de medidas cautelares em face de Jair Messias Bolsonaro, o investigado Eduardo Nantes Bolsonaro intensificou as condutas ilícitas objeto desta investigação, por meio de diversas postagens e ataques ao Supremo Tribunal Federal nas redes sociais”, afirmou Moraes no despacho.
Esta foi a primeira manifestação pública do ministro sobre o caso desde que o governo dos Estados Unidos anunciou o cancelamento de vistos de entrada no país para Moraes, outros ministros do STF e seus familiares.
Neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se contra a revogação dos vistos e declarou solidariedade aos ministros da Corte.
Medidas contra o ex-presidente
Na sexta-feira (18.jul), Jair Bolsonaro passou a usar tornozeleira eletrônica, por determinação de Moraes. A medida foi referendada pela maioria da Primeira Turma do STF. Entre as determinações impostas, o ex-presidente está proibido de sair de casa à noite, entre 19h e 6h, e nos fins de semana. Ele também não pode manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro nem com embaixadores, além de estar impedido de se aproximar de embaixadas ou consulados.
Além disso, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e em seu escritório político, localizado na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília. Durante a operação, foram apreendidos um pen drive escondido em um banheiro da residência, além de US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie.
As ações fazem parte de um inquérito instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar supostos crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Suposta atuação de Eduardo nos EUA
Na decisão de sexta-feira, Moraes citou risco de fuga de Bolsonaro e a necessidade de interromper ações que visariam intimidar o STF a arquivar a ação penal em que o ex-presidente é réu por tentativa de golpe de Estado.
O ministro também mencionou que o próprio Bolsonaro admitiu ter enviado cerca de R$ 2 milhões para manter Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O deputado está no país desde março, após se licenciar do mandato.
Segundo a PGR e a PF, Eduardo Bolsonaro tem atuado junto ao governo norte-americano com o objetivo de buscar sanções contra autoridades brasileiras, como forma de pressionar o Judiciário a arquivar as ações contra o ex-presidente.
Entre as evidências reunidas, há registros de publicações e entrevistas em que Eduardo defende a imposição de sanções ao Brasil. Em algumas dessas declarações, ele relata reuniões com representantes do governo dos EUA.
Contexto internacional
O caso ganhou repercussão internacional após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a taxação de 50% sobre produtos brasileiros. A medida teria sido motivada, entre outros fatores, pela alegação de que Bolsonaro estaria sofrendo perseguição política no Brasil.
Defesa
Logo após instalar a tornozeleira eletrônica na Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Jair Bolsonaro declarou à imprensa que a medida representa uma “suprema humilhação”. Ele negou intenção de deixar o país para escapar de eventual condenação.
Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que recebeu com “surpresa e indignação” a imposição das medidas cautelares e ressaltou que Bolsonaro sempre cumpriu as determinações do Poder Judiciário.
Medida foi anunciada após operação da PF contra Bolsonaro; STF ainda não se manifestou
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (18.jul.2025) a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de seus familiares e de aliados na Corte. A medida foi divulgada por meio de comunicado, mas sem detalhar quais outros ministros do STF seriam afetados.
A revogação ocorre no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal (PF), que incluiu mandado de busca e apreensão, imposição de uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h.
No anúncio, Rubio afirmou que Moraes estaria promovendo ações que violam direitos, ao perseguir o ex-presidente Bolsonaro e impor medidas que ele classificou como censura.
“A política de caça às bruxas de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura que viola os direitos dos brasileiros e também atinge os americanos. Ordenei a revogação dos vistos de Moraes, seus aliados na corte e seus familiares, de forma imediata”, declarou o secretário.
Até o momento da publicação, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou oficialmente sobre a medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos.
Operação da PF
As medidas cautelares impostas ao ex-presidente Bolsonaro fazem parte de um inquérito que investiga a suposta tentativa de interferência internacional para pressionar autoridades brasileiras e influenciar decisões judiciais. O foco da apuração é a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente.
O inquérito apura articulações com membros do governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover retaliações contra o governo brasileiro e membros do Supremo Tribunal Federal. A investigação também busca esclarecer ações para impedir o avanço da ação penal relacionada à suposta trama golpista.
Em março deste ano, Eduardo Bolsonaro solicitou licença do mandato parlamentar na Câmara dos Deputados e passou a residir nos Estados Unidos. Ele alegou perseguição política como justificativa para o afastamento temporário do cargo. A licença parlamentar concedida termina no próximo domingo (20).
Repercussão
A decisão de revogar os vistos de Moraes, familiares e aliados gera repercussões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, ainda sem manifestação oficial do Itamaraty ou da Suprema Corte brasileira. A ação ocorre em meio a tensões políticas relacionadas às investigações em curso sobre tentativa de ruptura institucional no país.
O governo brasileiro ainda não informou se adotará medidas diplomáticas em resposta ao anúncio feito por Marco Rubio.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Molly Riley
Primeira Turma valida decisão de Moraes; ministra Cármen Lúcia e PGR apontam risco de fuga e tentativa de obstrução da Justiça
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (18.jul.2025) para manter as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e restrições de comunicação e movimentação.
O voto mais recente foi o da ministra Cármen Lúcia, que se somou aos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, totalizando quatro votos a favor da manutenção das medidas. O julgamento segue até a próxima segunda-feira (21.jul), faltando apenas o voto do ministro Luiz Fux.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
As cautelares foram determinadas no âmbito do inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, junto ao governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A apuração aponta tentativas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do STF, além de iniciativas para interromper o andamento da ação penal relacionada à suposta trama golpista.
Voto de Cármen Lúcia
Ao votar, a ministra Cármen Lúcia afirmou que os elementos apresentados justificam a manutenção das cautelares. Ela mencionou postagens anexadas aos autos como indícios de esforços de Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro para interferir no curso da Ação Penal 2.688, na qual o ex-presidente é réu.
“A necessidade da manutenção das medidas cautelares decretadas na decisão que se propõe referendar está evidenciada pelas numerosas postagens juntadas no processo, nas quais constam indícios de esforços desenvolvidos por Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro para interferir no regular trâmite da Ação Penal 2.688”, declarou a ministra.
Parecer da PGR
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, proferida na manhã desta sexta-feira (18), teve como base um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alertou para o risco de fuga de Bolsonaro e recomendou medidas como monitoramento eletrônico e recolhimento domiciliar.
O parecer da PGR também apontou que o envio de R$ 2 milhões via Pix para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos seria um indicativo da tentativa de obstrução da Justiça. A PGR citou, ainda, postagens do deputado defendendo sanções por parte dos Estados Unidos contra o governo brasileiro.
“A situação descrita revela necessidade urgente e indeclinável, apta para justificar a imposição de novas medidas cautelares que possam assegurar a aplicação da lei penal e evitar a fuga do réu”, afirmou o órgão.
Brasília (DF) 19/11/2024 Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
A PGR também argumentou que o comportamento de Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro visa interferir na ação penal em curso e representa risco à soberania nacional e ao Estado Democrático de Direito.
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro está licenciado do mandato parlamentar desde março deste ano e reside nos Estados Unidos. A justificativa apresentada para a licença foi perseguição política. O afastamento termina no próximo domingo (20). Ele é investigado no mesmo inquérito que envolve seu pai, e as investigações citam sua articulação com figuras do governo Trump em busca de apoio internacional.
Medidas cautelares impostas a Bolsonaro
As medidas cautelares determinadas pelo STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro são:
Uso de tornozeleira eletrônica;
Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integralmente nos fins de semana e feriados;
Proibição de aproximação ou acesso a embaixadas e consulados estrangeiros;
Proibição de contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
As cautelares foram estabelecidas com base no Código de Processo Penal como alternativas à prisão preventiva, com o objetivo de assegurar a aplicação da lei penal durante o curso do processo.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Gustavo Moreno/STF
Decisão de Alexandre de Moraes teve aval da PGR e apoio da maioria do STF; defesa e oposição classificam medidas como arbitrárias
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18.jul.2025) que a imposição de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares pelo Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma “suprema humilhação”. A declaração foi feita após a instalação do equipamento na sede da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, em cumprimento à decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A decisão foi tomada no âmbito de um inquérito que investiga a atuação de Bolsonaro e de seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto ao governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar autoridades brasileiras e influenciar decisões judiciais. O pedido foi apresentado pela Polícia Federal e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou risco de fuga do ex-presidente.
Brasília (DF), 18/07 /2025 – Bolsonaro fala a imprensa após colocar tornozeleira na Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. Foto Antônio Cruz / Agência Brasil
Ao falar com a imprensa, Bolsonaro negou intenção de sair do país ou buscar refúgio em embaixadas estrangeiras. “Sair do país é a coisa mais fácil que tem”, disse. Ele também classificou como exageradas as suspeitas de fuga. “No meu entender o objetivo é a suprema humilhação”, afirmou.
Medidas cautelares impostas
As medidas impostas a Jair Bolsonaro incluem:
Uso de tornozeleira eletrônica
Recolhimento domiciliar noturno das 19h às 6h, e integral aos fins de semana e feriados
Proibição de deixar a comarca do Distrito Federal
Proibição de contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e aproximação de embaixadas ou consulados
Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por terceiros
Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro
As medidas têm caráter preventivo e visam garantir o andamento da ação penal que tramita no STF.
Votação no STF
Até o momento, quatro ministros da Primeira Turma do STF votaram pela manutenção das medidas: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. O julgamento acontece no plenário virtual e está previsto para encerrar na próxima segunda-feira (21.jul), com o voto pendente do ministro Luiz Fux.
No voto, a ministra Cármen Lúcia destacou que postagens anexadas ao processo indicam ações de Bolsonaro e Eduardo para interferir na Ação Penal 2.688, na qual o ex-presidente é réu. Segundo ela, os indícios justificam a manutenção das medidas.
Parecer da PGR
A Procuradoria-Geral da República destacou, em parecer, o envio de R$ 2 milhões via Pix para Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde março sob licença parlamentar. A PGR apontou o episódio como indício de obstrução à Justiça.
“O comportamento de ruptura com regras elementares de atuação em sociedade se torna ainda mais grave quando se leva em conta o anúncio de novas medidas empreendidas contra a soberania do país”, argumentou a PGR.
A atuação de Bolsonaro e seu filho é investigada sob suspeita de coação no curso do processo, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Reações da defesa
Em nota, o advogado de Jair Bolsonaro, Celso Villardi, afirmou que as medidas impostas são severas e inéditas no direito brasileiro. Ele afirmou que a defesa recebeu a decisão com surpresa, principalmente a proibição de contato entre Bolsonaro e seu filho.
“Não parece ser justo ou mesmo razoável que o envio de dinheiro para seu filho, nora e netos possa constituir motivo para impor medidas cautelares como estas”, declarou Villardi.
Brasília (DF), 26/03/2025 – Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A defesa também contestou a justificativa de risco de fuga. “Causa espécie que, dentre as medidas cautelares, se inclua a proibição de conversar com seu próprio filho, um direito tão natural quanto sagrado”, completou.
Reações da oposição
Parlamentares do Partido Liberal (PL) e líderes da oposição divulgaram uma nota criticando as medidas impostas por Moraes. O documento é assinado pelos senadores Izalci Lucas (PL-DF), Rogério Marinho (PL-RN) e Carlos Portinho (PL-RJ), pelos deputados Zucco (PL-RS) e Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), entre outros.
A nota classifica a decisão do STF como “perseguição política disfarçada de ação judicial” e alega violação de princípios constitucionais como o devido processo legal, a dignidade da pessoa humana e a proporcionalidade.
Os parlamentares também alegaram que o Judiciário estaria criminalizando opiniões e usando o aparato judicial para neutralizar adversários. “Nenhum cargo autoriza a perseguição. Nenhum brasileiro deve ser silenciado por pensar diferente”, diz o texto.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) informou que parlamentares da oposição pretendem solicitar o fim do recesso branco para debater o assunto no Congresso. Em resposta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que o recesso segue até 4 de agosto, conforme previsto.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil / Andressa Anholete/Agência Senado
Moraes impõe medidas cautelares contra Bolsonaro por atos criminosos e atentado à soberania
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta sexta-feira (18.jul.2025), medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro, em decisão divulgada recentemente. Segundo o ministro, os dois fizeram uma “confissão flagrante” de atos criminosos para coagir e obstruir a Justiça brasileira, motivando as restrições impostas.
Bolsonaro e seu filho são investigados por coação no curso do processo (Artigo 344 do Código Penal), obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa (Art. 2º, § 1º da Lei 12.850/13) e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (Art. 359-L do Código Penal). Moraes também cita o crime de atentado à soberania nacional (Art. 359-I do Código Penal) na decisão.
Entre as medidas, o ex-presidente deverá cumprir recolhimento domiciliar entre 19h e 6h durante os dias úteis, e em tempo integral nos fins de semana e feriados. Além disso, terá monitoramento por tornozeleira eletrônica, fica proibido de manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras, e não pode se aproximar de sedes de embaixadas e consulados.
As cautelares foram solicitadas pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os órgãos justificaram a necessidade das restrições apontando o risco de fuga de Bolsonaro.
Moraes qualificou as condutas de Bolsonaro e seu filho como “claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos”, destacando os crimes de coação, obstrução de investigação e atentado à soberania.
O ministro ressaltou que a ousadia dos envolvidos “parece não ter limites”, pois as ações ocorrem publicamente, por meio de postagens em redes sociais, entrevistas e pronunciamentos à imprensa.
Na decisão, Moraes cita entrevista coletiva realizada por Bolsonaro em 17 de julho, na qual o ex-presidente condicionou a retirada de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil à aprovação pelo Congresso de uma anistia que o beneficie.
A decisão também inclui imagens de publicações feitas por Eduardo Bolsonaro na rede social X, além de declarações em canais como a CNN, defendendo a taxação de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Trump justificou a tarifa elevada alegando uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro devido ao processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Moraes afirma que as ações de Jair Bolsonaro mostram que ele atua “dolosa e conscientemente de forma ilícita”, em conjunto com o filho, para tentar submeter o funcionamento do STF ao controle de um Estado estrangeiro. Isso seria feito por meio de negociações “espúrias e criminosas” com clara finalidade de coagir o tribunal no julgamento da ação penal 2668.
Essa ação penal 2668 tem como alvo Bolsonaro e sete aliados civis e militares, acusados pela PGR de liderar uma tentativa frustrada de golpe de Estado que visava manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições.
Defesa da soberania nacional
A decisão de Moraes foi tomada em um novo inquérito, aberto a pedido da PGR, para investigar as condutas de Bolsonaro e Eduardo relacionadas à soberania nacional.
No texto, o ministro destaca que a taxação de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada em julho pelo presidente Donald Trump, teve entre seus motivos a suposta “caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Segundo Moraes, o aumento das tarifas tem como objetivo gerar uma grave crise econômica no Brasil, visando pressionar o Poder Judiciário e impactar as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Ele acrescenta que a soberania nacional “não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”, pois é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conforme o artigo 1º, inciso I, da Constituição Federal.
O ministro reafirma o compromisso do Supremo Tribunal Federal com a defesa da soberania nacional, da democracia, dos direitos fundamentais, do Estado de Direito, da independência do Judiciário e dos princípios constitucionais brasileiros.
Por fim, Moraes cita o escritor Machado de Assis para reforçar o tema: “A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional.”
Ex-presidente é alvo de nova operação autorizada pelo STF; medidas cautelares incluem recolhimento noturno, restrições diplomáticas e proibição de redes sociais
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18.jul.2025), uma nova operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cumprindo mandados de busca e apreensão em sua residência em Brasília e em outros endereços ligados ao Partido Liberal. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe de Estado e obstrução das instituições democráticas.
Durante o cumprimento do mandado na casa de Bolsonaro, a PF encontrou cerca de US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie. Segundo a legislação brasileira, manter dinheiro vivo não configura crime, porém, o transporte de valores superiores a US$ 10 mil em viagens internacionais exige declaração às autoridades aduaneiras, conforme regras da Receita Federal.
A apreensão levanta suspeitas sobre a origem e o destino dos recursos. Investigadores consideram a hipótese de que os valores poderiam estar relacionados a um plano de fuga do país, diante do avanço das apurações sobre a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.
Medidas restritivas impostas pelo STF
Além da apreensão de valores, a decisão do ministro Alexandre de Moraes impôs medidas cautelares restritivas ao ex-presidente. Entre as determinações estão:
Uso de tornozeleira eletrônica, para monitoramento constante de deslocamentos;
Recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 7h, inclusive nos fins de semana;
Proibição de acesso às redes sociais, plataformas onde o ex-presidente possui grande alcance;
Proibição de manter contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros, com o objetivo de evitar articulações externas;
Proibição de contato com outros investigados ou réus relacionados ao mesmo processo.
Segundo fontes do STF, as medidas visam impedir que Bolsonaro interfira no curso das investigações ou influencie diretamente os demais envolvidos.
Suspeitas de obstrução de justiça
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que Bolsonaro vem adotando estratégias para dificultar o andamento do processo penal que apura sua suposta participação em uma tentativa de golpe. A PF aponta que suas ações podem configurar os crimes de:
Coação no curso do processo;
Obstrução de Justiça;
Atentado contra a soberania nacional.
As ações do ex-presidente estariam inseridas em um suposto esforço para evitar o julgamento e abrir caminho para uma possível anistia. Há também menções a pressões internacionais que teriam sido tentadas junto aos Estados Unidos, o que elevou o nível de gravidade das investigações.
Passaporte continua retido
Jair Bolsonaro segue com o passaporte retido desde fevereiro de 2024, quando foi alvo da Operação Tempus Veritatis, também conduzida pela PF. A defesa do ex-presidente já fez quatro pedidos ao STF solicitando a devolução do documento. Todos os requerimentos foram negados por Moraes.
A retenção do passaporte impede viagens internacionais e é considerada estratégica no contexto das investigações, especialmente diante da suspeita de fuga. A nova apreensão de dinheiro em espécie reforça essa linha de apuração, segundo fontes da investigação.
Defesa contesta medidas
Em nota pública, os advogados de Bolsonaro afirmaram que receberam “com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas” e destacaram que o ex-presidente “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”. A defesa declarou ainda que só irá se manifestar formalmente após ter acesso à íntegra da decisão.
Ainda sem depoimento
Até o momento, o STF não determinou o depoimento de Jair Bolsonaro. A possibilidade de convocação será avaliada com base nos elementos colhidos durante as buscas desta sexta-feira. Caso a PF entenda que há necessidade de esclarecimentos por parte do ex-presidente, o depoimento poderá ser requisitado em nova fase da investigação.
Repercussão política e internacional
As medidas adotadas contra um ex-chefe de Estado brasileiro têm repercussões dentro e fora do país. A proibição de contato com diplomatas estrangeiros e o monitoramento por tornozeleira eletrônica geraram atenção internacional. O caso é acompanhado por setores da imprensa estrangeira e observadores políticos, dada a complexidade institucional e o simbolismo do momento.
Foto: Gustavo Moreno/STF / Alan Santos/PR / Isac Nóbrega/PR
Projeto aprovado previa ampliação de cadeiras na Câmara e impactaria número de parlamentares do Rio Grande do Norte
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, nesta quarta-feira (16.jul.2025), o projeto de lei aprovado pelo Congresso que previa o aumento do número de deputados federais de 513 para 531. A decisão foi confirmada por auxiliares do governo e ocorre em meio a uma tentativa do Palácio do Planalto de manter o discurso de austeridade fiscal.
A proposta, que tramitou e foi aprovada tanto na Câmara quanto no Senado, teria efeitos diretos na composição da bancada federal de diversos estados, incluindo o Rio Grande do Norte. Com base nos dados do Censo de 2022, o estado nordestino poderia ganhar duas novas cadeiras na Câmara dos Deputados, passando de 8 para 10 representantes. Na Assembleia Legislativa do RN, o número de deputados estaduais também aumentaria, de 24 para 30.
O veto presidencial agora será analisado pelo Congresso Nacional, que pode derrubar a decisão de Lula e promulgar a nova regra.
Brasília (DF), 05/06/2025 – Presidentes do Congresso, David Alcolumbre e da Câmara, Hugo Motta durante coletiva a imprensa. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Durante o dia, o governo discutiu internamente os impactos da sanção ou do veto. Parte dos auxiliares defendia que o presidente não tomasse nenhuma decisão, o que levaria a promulgação automática pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A proposta previa a criação de até 40 novas vagas na Câmara, elevando o total para 553. Para evitar aumento de despesas, uma emenda do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) estabeleceu que os custos do mandato dos novos deputados não poderiam ser ampliados na próxima legislatura. Apesar disso, o impacto financeiro anual estimado com as novas cadeiras é de R$ 64,6 milhões.
Brasília (DF), 25/06/2025 – Presidente da Câmara dos deputados, Deputado Hugo Motta, participa do anúncio da federação partidaria, Solidariedade e PRD. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O governo alegou preocupação com possíveis efeitos colaterais da medida, como o efeito cascata nas assembleias legislativas estaduais e o impacto sobre as emendas parlamentares, que nos últimos anos têm consumido volume significativo do orçamento. Apenas em 2025, há autorização para R$ 53,9 bilhões em emendas, e o aumento no número de deputados poderia exigir redefinições na distribuição desses recursos.
Brasília (DF), 10/07/2025 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista no Palácio da Alvorada. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O veto presidencial ocorre em um contexto de tensão crescente entre o Executivo e o Congresso, especialmente após a judicialização de temas como o decreto que amplia o IOF. O aumento de cadeiras no Legislativo era visto como mais um fator sensível nessa relação.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR
Operação Echo Chamber cumpre mandado de busca em Natal contra suspeito de disseminar conteúdo calunioso nas redes sociais
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apoiou o Ministério Público do Ceará (MPCE) na execução da segunda fase da operação Echo Chamber, realizada nesta terça-feira (15.jul.2025). A ação ocorreu em Natal, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra um suspeito de envolvimento em campanha de desinformação e ataques virtuais direcionados à ativista Maria da Penha Maia Fernandes.
Durante o cumprimento da medida judicial, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos. O material será encaminhado ao Ministério Público do Ceará para análise e continuidade das investigações.
A operação tem como foco a apuração de ações coordenadas de disseminação de conteúdo calunioso, misógino e de descrédito contra Maria da Penha, cuja trajetória é símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil. A investigação também aponta a produção e divulgação de um documentário com alegações de fraude processual e uso de documentos falsos, em tentativa de reverter a narrativa reconhecida judicialmente sobre o caso.
O conteúdo investigado foi veiculado por meio de plataformas digitais, redes sociais e canais de comunicação privados. Além das mensagens caluniosas, as apurações identificaram práticas de perseguição virtual, conhecidas como cyberstalking, além de possíveis crimes de falsificação de documento público e intimidação sistemática em ambiente digital.
Na primeira fase da operação, deflagrada em 14 de dezembro de 2024, o Poder Judiciário autorizou medidas cautelares contra um dos investigados, como a suspensão de perfil em rede social, proibição de contato com Maria da Penha e familiares, além da restrição de deslocamento fora da comarca de residência ou para o exterior, sem autorização judicial.
De acordo com o MPCE, as investigações revelaram uma ação sistemática de ataques à honra de Maria da Penha, com o objetivo de desacreditar o processo judicial que resultou na criação da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha. O movimento foi impulsionado por perfis com grande número de seguidores, gerando um ambiente de desinformação.
A atuação do principal investigado incluiu a visita à antiga residência da ativista, localizada no bairro Papicu, em Fortaleza, onde ocorreu a tentativa de homicídio em 1983. O episódio, segundo o MP, representa uma escalada no nível de hostilidade dos envolvidos.
O nome da operação, “Echo Chamber” (Câmara de Eco), refere-se ao fenômeno de reforço contínuo de narrativas em ambientes digitais fechados, onde apenas ideias previamente aceitas são replicadas entre os membros, dificultando o confronto com versões distintas dos fatos. Segundo o MPCE, esse padrão foi observado nos conteúdos analisados.
As investigações prosseguem com análise do material apreendido e mapeamento das conexões entre os envolvidos.
Defesa argumentou que ação penal caminha para julgamento final
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (16) manter a prisão do general Walter Braga Netto.
General da reserva e vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, o militar está preso desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro negou pedido de soltura feito pela defesa do general, que ocupou os cargos de ministros da Casa Civil e da Defesa na gestão de Bolsonaro. Segundos os advogados, a ação penal do Núcleo 1 da trama golpista caminha para o julgamento final, e não há motivos para a manutenção da prisão.
Apesar de argumentação apresentada pela defesa, Moraes entendeu que a prisão de Braga Netto deve ser mantida.
“A situação fática permanece inalterada, tendo sido demonstrada a necessidade da manutenção da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública, em face do perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado e dos fortes indícios da gravidade concreta dos delitos imputados”, decidiu o ministro.
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou que o general, réu por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações.
Inquérito do governo Trump questiona práticas brasileiras envolvendo Pix, etanol, comércio digital e propriedade intelectual
O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante Comercial (USTR), iniciou uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (15.jul.2025) e representa um aprofundamento das medidas de retaliação comercial já iniciadas anteriormente, como o aumento de tarifas de importação para produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.
A investigação tem como objetivo apurar se políticas e práticas brasileiras são consideradas irracionais, discriminatórias ou restritivas ao comércio com os Estados Unidos. Entre os temas mencionados pelo USTR estão propriedade intelectual, tarifas preferenciais, etanol, desmatamento ilegal, comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, como o Pix.
Serviços de pagamento eletrônico e Pix
O relatório divulgado pelo governo americano aponta práticas desleais no setor de pagamentos eletrônicos, sugerindo favorecimento a sistemas desenvolvidos pelo próprio governo brasileiro. O documento menciona “vantagens para os serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, sem citar diretamente o Pix, mas com referência clara à sua atuação no mercado.
Comércio digital e transferência de dados
Outra preocupação do USTR está relacionada à legislação brasileira sobre transferência internacional de dados. O órgão afirma que o Brasil impõe restrições amplas à saída de dados pessoais do país, o que pode afetar rotinas comerciais e operações de empresas americanas que utilizam servidores nos Estados Unidos.
Propriedade intelectual
O relatório também traz críticas à política de propriedade intelectual adotada no Brasil. O USTR aponta a existência de comércio generalizado de produtos falsificados, consoles modificados e dispositivos de streaming ilícitos. Como exemplo, cita a Rua 25 de Março, em São Paulo, como um dos maiores mercados de produtos falsificados do país.
A lentidão na concessão de patentes também é mencionada como um problema. De acordo com o órgão americano, o tempo médio de espera para concessão de patentes biofarmacêuticas é de cerca de 7 anos, chegando a 9,5 anos no caso de patentes farmacêuticas concedidas entre 2020 e 2024.
Etanol e tarifas comerciais
O documento também trata da disputa em torno do etanol. O USTR afirma que os produtores americanos enfrentam tarifas elevadas para exportar ao Brasil, o que contrasta com o tratamento recíproco anteriormente adotado entre os dois países. Em 2024, os Estados Unidos produziram aproximadamente 16,1 bilhões de galões de etanol, enquanto o Brasil produziu cerca de 8,8 bilhões — juntos, os dois países representam 80% da produção mundial.
Foto: Joyce N. Boghosian
De acordo com o USTR, a revogação do tratamento recíproco pelo Brasil comprometeu o equilíbrio comercial entre os dois países e afetou negativamente os produtores americanos.
A investigação pode resultar em novas sanções ou medidas comerciais, a depender da conclusão do processo conduzido pelo USTR. Não há prazo oficial divulgado para o encerramento da investigação.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil
Alckmin, Alcolumbre e Hugo Motta defendem união entre Executivo e Legislativo para enfrentar retaliação americana
Representantes do governo federal e do Congresso Nacional divulgaram nesta quarta-feira (16.jul.2025) um vídeo conjunto em que afirmam trabalhar em articulação para responder às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo presidente americano Donald Trump e entra em vigor a partir de 1º de agosto.
Participam do vídeo o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Declarações de apoio do Legislativo
Davi Alcolumbre afirmou que o Parlamento está unido na defesa dos interesses do Brasil. Segundo ele, a condução da resposta às tarifas será liderada pelo Poder Executivo, com o Congresso atuando na retaguarda para garantir agilidade às decisões políticas e legislativas.
“Quero registrar ao presidente Geraldo Alckmin e também ao presidente Lula que o Parlamento brasileiro está unido em torno da defesa dos interesses nacionais”, disse Alcolumbre.
Hugo Motta reforçou o compromisso do Legislativo em colaborar com rapidez. “Estamos prontos para estar na retaguarda do Poder Executivo para que, nas decisões necessárias à ação do Parlamento, nós possamos agir com rapidez, com agilidade, para que o Brasil possa sair mais forte desta crise.”
Ambos classificaram a medida americana como uma interferência externa e mencionaram a soberania nacional como ponto central da reação.
Posição do Executivo
Durante o vídeo, o ministro Geraldo Alckmin classificou as tarifas como inadequadas e disse que os Estados Unidos têm balança comercial superavitária com o Brasil. Segundo ele, dos dez principais produtos exportados pelos EUA ao Brasil, oito não pagam tarifas de importação.
“É um equívoco do governo americano, porque eles têm superavit na balança comercial com o Brasil. Dos dez produtos que eles mais exportam, oito não pagam nada de imposto. É totalmente inadequado, injusto, e vamos trabalhar juntos para reverter essa situação”, declarou o ministro.
Reunião com líderes políticos
A gravação do vídeo ocorreu após reunião realizada na Residência Oficial do Senado. Participaram do encontro a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Rogério Carvalho (PT-SE), Weverton Rocha (PDT-MA), Fernando Farias (MDB-AL) e Nelsinho Trad (PSD-MS).
O senador Nelsinho Trad é autor de um requerimento aprovado na terça-feira (15) que autoriza o envio de uma comitiva de senadores a Washington. A missão tem como objetivo discutir diretamente com autoridades americanas a decisão sobre as tarifas. A viagem está prevista para a última semana de julho.
A mobilização ocorre em meio a preocupações de setores industriais e agropecuários que estimam prejuízos com a nova política tarifária dos Estados Unidos. O governo brasileiro já iniciou tratativas diplomáticas e comerciais para reverter a decisão.
Pagamentos começam em 24 de julho para quem aderir ao acordo com o governo federal
O Ministério da Previdência Social anunciou que 1,4 milhão de aposentados estão aptos a receber o ressarcimento de valores descontados indevidamente por entidades associativas. A expectativa do governo federal é iniciar os pagamentos a partir de 24 de julho para todos que aderirem ao acordo firmado com a União.
Segundo dados apresentados nesta quarta-feira (16.jul.2025), o número de adesões ao acordo já representa 27% do público-alvo. A estimativa é que sejam pagos cerca de 100 mil beneficiários por dia. A meta do ministério é concluir os pagamentos para este grupo em menos de 15 dias após o início.
Para receber o ressarcimento, o aposentado precisa manifestar concordância com os termos do acordo. A adesão pode ser feita presencialmente em agências dos Correios ou pelo aplicativo oficial do serviço. O processo de adesão segue aberto até o dia 14 de novembro, prazo final para que o aposentado informe o interesse em participar do acordo.
Durante o processo de adesão, o beneficiário deverá confirmar se reconhece ou não a autorização dos descontos feitos pelas associações. Caso o aposentado negue ter autorizado o desconto, caberá à entidade apresentar a documentação comprobatória em até 15 dias úteis. Se não houver envio de documentos, o ressarcimento será liberado automaticamente.
O governo federal estruturou o processo para reduzir custos para os aposentados. Quem aderir ao acordo não precisará contratar advogado para reaver os valores descontados. Além disso, mesmo com a adesão ao acordo, o aposentado continua com o direito de mover ações judiciais contra as associações responsáveis pelos descontos, inclusive por danos morais.
O Ministério da Previdência Social também informou que está revisando os mecanismos de controle interno e os sistemas de fiscalização para evitar novos casos semelhantes. Medidas incluem o fortalecimento de áreas como a Ouvidoria, a Corregedoria e o Controle Interno.
De acordo com as apurações iniciais do governo, cerca de 9 milhões de aposentados tiveram descontos de entidades associativas em seus benefícios. Em muitos casos, esses descontos ocorreram por períodos curtos, mas em outros se prolongaram por anos.
Para garantir o ressarcimento de valores ao Tesouro Nacional, o governo já obteve o bloqueio de aproximadamente R$ 2,8 bilhões em contas de entidades envolvidas, por meio de decisões judiciais. O Ministério da Previdência afirma que está trabalhando para identificar quais entidades atuaram de forma irregular e adotar medidas para suspender suas atividades até que passem por um processo de revisão.
Além das ações em nível nacional, o governo vai adotar estratégias para facilitar o atendimento a populações que vivem em áreas de difícil acesso, especialmente na Região Norte. Para comunidades indígenas, quilombolas e pessoas com mais de 80 anos, haverá busca ativa para garantir que o ressarcimento chegue aos beneficiários. O programa PrevBarco, composto por embarcações que levam serviços previdenciários a regiões ribeirinhas e isoladas, também será mobilizado para atender essa demanda.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Joédson Alves/Agência Brasil
Ex-presidente critica investigação da PF e diz não ter condições de fugir do Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (15.jul.2025) que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada na segunda-feira (14.jul), comparando-o a um dos principais articuladores de uma tentativa de golpe de Estado, seria equivalente a uma acusação sem fundamento. Em entrevista ao portal Poder 360, Bolsonaro declarou que a denúncia é semelhante a ser acusado de “matar um marciano”.
“Não teve armas. Se pegar as polícias legislativas da Câmara e Senado, nenhuma arma foi apreendida. É uma denúncia que fica difícil de se defender. É quase você se defender, por exemplo, de ter matado um marciano. E nem o corpo do marciano estava lá”, afirmou.
O ex-presidente também criticou a atuação da Polícia Federal (PF), ao declarar que a corporação teria obtido respostas sobre o atentado que sofreu em 2018 caso tivesse empregado o mesmo empenho usado nas investigações contra ele. Segundo Bolsonaro, a PF não teria investigado devidamente a facada que sofreu, limitando-se à conclusão de que Adélio Bispo agiu sozinho.
Sobre os processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro disse que é um “problema” solto ou preso, e alegou que o objetivo não é apenas prendê-lo, mas “eliminá-lo”. Ele nega intenção de deixar o país, mencionando problemas de saúde que o impediriam de viajar. “Estou cheio de problemas de saúde, como que eu vou pra outro país? E outra, eu quero ver esse julgamento meu”, declarou.
O ex-presidente ainda comentou sobre a prisão do general Braga Netto, classificando a detenção como desproporcional e criticando diretamente o ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de “sequestrar o Supremo”.
PGR pede condenação
A denúncia da PGR foi protocolada no STF na noite da segunda-feira (14), com um parecer de 517 páginas elaborado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento pede a condenação de Bolsonaro e outros sete réus por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado com grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.
Com a entrega das alegações finais, o prazo para manifestação da defesa do delator Mauro Cid foi aberto. Após isso, as defesas dos demais réus, incluindo Bolsonaro, terão prazo para se pronunciar. O julgamento pode ocorrer entre agosto e setembro, com prazo final das manifestações previsto até 11 de agosto.
Apoio internacional
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar o caso. Ao ser questionado sobre a denúncia contra Bolsonaro, afirmou que o brasileiro é “um bom homem” e que está sendo alvo de uma “caça às bruxas”. “Conheço muitos líderes mundiais. Bolsonaro ama o povo brasileiro. Lutou muito por eles”, disse Trump, que também citou o brasileiro em carta recente ao justificar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Trump negou que Bolsonaro seja seu amigo pessoal, mas reforçou que o considera alguém comprometido com o Brasil. Ele também criticou a possibilidade de prisão, dizendo que “é muito lamentável”.
Reações políticas
O senador Rogério Marinho (PL-RN), secretário-geral do partido, afirmou que o processo é “uma tentativa de intimidação política”. Segundo ele, trata-se de um inquérito iniciado em 2019 que continua vigente e que teria como base provas frágeis, incluindo delações sob suposta coação.
Em nota, Marinho afirmou que a acusação configura “um crime impossível”, ao sustentar que Bolsonaro teria articulado um golpe desde a própria posse. Ele também criticou a atuação da PF, do Ministério Público e do Judiciário, sugerindo que o processo foi estruturado para impedir a participação de Bolsonaro na política.
O Partido Liberal (PL) também se manifestou em suas redes sociais, dizendo que Bolsonaro “construiu um legado” e que possui “a força do povo ao lado”. O deputado federal Sargento Gonçalves declarou que o ex-presidente retornará ao poder e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Vice-presidente lidera reuniões com setores industrial e agropecuário sobre impacto das tarifas de 50%
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, liderou nesta terça-feira (15.jul.2025) duas reuniões com representantes dos setores industrial e agropecuário para discutir os impactos da decisão dos Estados Unidos de aumentar para 50% as tarifas de importação de produtos brasileiros.
Durante os encontros, realizados em Brasília, Alckmin ouviu relatos de prejuízos já observados em diferentes cadeias produtivas. Os empresários defenderam que o Brasil evite adotar medidas de retaliação e sugeriram que o governo federal solicite o adiamento da vigência das tarifas, prevista para 1º de agosto.
De acordo com o vice-presidente, o objetivo é negociar com os EUA até o fim do prazo para tentar reverter ou atenuar os efeitos das tarifas. “Ouvimos todos os setores com maior fluxo de comércio com os Estados Unidos — desde aviação, aço, alumínio, máquinas, têxteis, calçados, papel e celulose. O que vimos foi um alinhamento em torno da negociação. Eu trouxe a mensagem do presidente Lula de empenho para rever esta situação”, declarou.
Segundo dados citados por Alckmin, as exportações do Brasil para os Estados Unidos cresceram 4,37% entre janeiro e junho deste ano, enquanto as importações americanas para o Brasil aumentaram 11,48% no mesmo período. O vice-presidente afirmou que esse desequilíbrio reforça a importância da negociação.
Ainda segundo Alckmin, o setor produtivo brasileiro se comprometeu a dialogar com seus parceiros nos Estados Unidos — incluindo compradores, fornecedores e empresas — para buscar soluções que evitem prejuízos bilaterais.
Participação do Ministério da Agricultura
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, também participou da reunião com representantes do setor agropecuário. Ele destacou que o governo Lula tem atuado desde o início do mandato para ampliar os mercados de exportação da agropecuária brasileira.
Fávaro informou que 393 novos mercados foram abertos desde o início de 2023. Segundo ele, o setor pecuário projetava dobrar as exportações de carne em 2025, antes do anúncio das tarifas. “O diálogo está aberto na parte brasileira, mas com respeito à soberania e muita altivez”, afirmou.
Novas estratégias
Os representantes empresariais presentes nas reuniões sinalizaram apoio às tratativas conduzidas pelo governo federal. Entre as estratégias discutidas estão a intensificação do diálogo diplomático e a busca por novos acordos comerciais com outros mercados.
Alckmin destacou que a imposição das tarifas pode ter repercussões também nos Estados Unidos, encarecendo produtos e impactando a economia local. Segundo ele, esse cenário pode ser utilizado como argumento para reabrir negociações bilaterais.
As reuniões integram os esforços do governo federal para enfrentar os impactos da medida adotada pelo governo americano e estabelecer alternativas que minimizem os efeitos sobre a produção nacional.
Ação conjunta das polícias do RN e do CE identificou suspeito como integrante de facção criminosa
Um homem de 28 anos foi preso na manhã desta terça-feira (15.jul.2025) na cidade de Encanto, região do Alto Oeste do Rio Grande do Norte, por suspeita de envolvimento em crime de latrocínio. A ação foi realizada por policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Pau dos Ferros, com apoio da Polícia Civil do Ceará.
As investigações apontam que o suspeito, identificado como integrante de uma facção criminosa oriunda do Rio de Janeiro, teria participado de um latrocínio ocorrido em março de 2025 no município de Russas, no Ceará.
A Polícia Civil informou que, durante as diligências, foi constatada a presença do suspeito em Encanto, na região Oeste do Rio Grande do Norte. As equipes se deslocaram até o local para cumprir o mandado de prisão.
Além do crime de latrocínio, o homem também é investigado por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e participação em organização criminosa.
As investigações indicaram que o suspeito estaria no Alto Oeste potiguar com o objetivo de expandir e fortalecer a atuação da facção criminosa na região.
Após a prisão, o homem foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
Deputado licenciado reage a postura de Tarcísio de Freitas sobre negociação com EUA para reduzir tarifa de 50%
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por sua postura em relação ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A crítica foi publicada por Eduardo em sua conta na rede social X (antigo Twitter), onde ele afirmou que para Tarcísio “subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais”.
A manifestação de Eduardo Bolsonaro ocorreu após o governador paulista se reunir com empresários do setor industrial para tratar da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Eduardo Bolsonaro havia declarado que a iniciativa de Tarcísio em buscar negociação com o governo norte-americano era um desrespeito pessoal. O deputado licenciado defende que uma anistia aos réus do 8 de janeiro seria a solução para que Trump reconsiderasse a imposição da tarifa.
No mesmo posicionamento publicado em rede social, Eduardo Bolsonaro afirmou que o governador deveria focar em combater o que chama de “regime de exceção”, o qual, segundo ele, prejudicaria a economia brasileira e as liberdades individuais.
A reunião de Tarcísio de Freitas com empresários ocorreu nesta terça-feira (15), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O encontro teve como objetivo discutir os impactos da tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos e buscar estratégias para reduzir os prejuízos para a indústria paulista.
O tarifaço anunciado por Donald Trump deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto, com alíquota única de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.
Além das reuniões com o setor industrial, o governo federal também iniciou encontros com representantes do agronegócio e empresas com relação comercial com os Estados Unidos para discutir os efeitos da nova tarifa e articular eventuais respostas.
A posição de Eduardo Bolsonaro gerou repercussão por ocorrer em meio às negociações entre o governo estadual, o setor produtivo e autoridades federais para encontrar alternativas diante da sobretaxa.
O deputado licenciado está nos Estados Unidos desde março, quando pediu licença do mandato na Câmara Federal alegando risco de prisão no Brasil. Ele tem defendido publicamente que as dificuldades diplomáticas e comerciais atuais estão vinculadas ao cenário político interno.
A crítica ao governador Tarcísio de Freitas se soma a um contexto em que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentam diferentes estratégias e discursos para tentar influenciar a política comercial e diplomática com os Estados Unidos, especialmente diante das decisões do governo de Donald Trump.
As discussões sobre o tarifaço seguem envolvendo o governo federal, lideranças estaduais e representantes do setor produtivo brasileiro, que tentam avaliar os impactos econômicos e buscar soluções diplomáticas ou comerciais para amenizar os efeitos da medida.
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Reuniões com empresários buscam estratégias para responder à tarifa anunciada por Donald Trump
O governo federal iniciou nesta terça-feira (15.jul.2025) reuniões com representantes dos setores industrial e do agronegócio para discutir a resposta à taxação de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelos Estados Unidos. As conversas fazem parte da estratégia para definir medidas diante da elevação tarifária que deverá entrar em vigor a partir de 1º de agosto.
As reuniões ocorrem em dois turnos: pela manhã, com empresários do setor industrial, e à tarde, com representantes do agronegócio.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, abriu o encontro da manhã ressaltando que o governo brasileiro busca negociar com os Estados Unidos de forma tranquila, sem interferir em outros poderes da República.
Alckmin classificou a medida norte-americana como inadequada e destacou a importância da participação dos empresários no processo de construção de uma estratégia conjunta.
Segundo o vice-presidente, existe uma relação de reciprocidade comercial entre os dois países, especialmente em setores como o siderúrgico. Alckmin reforçou que a nova taxação encarece o comércio bilateral e impacta negativamente a economia dos dois lados.
O governo federal também planeja dialogar com empresas norte-americanas que compram e vendem para o Brasil, buscando sensibilizá-las sobre os efeitos da tarifa.
As reuniões fazem parte das atividades do recém-criado Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Este comitê reúne os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Fazenda, Relações Exteriores e Casa Civil, além de outras pastas convidadas para os debates.
Na segunda-feira (14.jul), Alckmin destacou que o governo brasileiro já vinha mantendo diálogo com representantes dos Estados Unidos antes mesmo do anúncio das novas tarifas. Em 16 de maio, foi enviada uma proposta de negociação em caráter confidencial, que não recebeu resposta formal.
Até o momento do anúncio oficial da tarifa por parte de Donald Trump, representantes dos dois países ainda realizavam reuniões técnicas para tratar do tema.
A medida anunciada pelos Estados Unidos estabelece uma tarifa única de 50% para todas as exportações brasileiras, representando um impacto direto para diversos setores produtivos.
O governo brasileiro avalia alternativas caso a tarifa seja mantida. Uma das estratégias envolve o uso da Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano pelo Congresso Nacional. A regulamentação dessa lei foi publicada nesta terça-feira (15), criando mecanismos para a adoção de contramedidas comerciais em caso de barreiras unilaterais.
A expectativa do governo é coletar sugestões e estudos do setor privado para embasar decisões futuras. As conversas com empresários devem ajudar a mapear os principais impactos econômicos e definir eventuais respostas diplomáticas ou comerciais que possam ser adotadas para minimizar os efeitos do tarifaço.
Ministério Público aponta organização criminosa e detalha acusações contra ex-ministros e militares
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (14.jul.2025) as alegações finais em ação penal que investiga a tentativa de ruptura institucional envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. No documento, a PGR pede a condenação de Bolsonaro por crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
Segundo o Ministério Público, Bolsonaro liderou uma organização criminosa armada com o objetivo de desacreditar o sistema eleitoral, incentivar ataques a instituições democráticas e planejar medidas de exceção.
Crimes imputados a Jair Bolsonaro
A PGR detalhou os crimes atribuídos ao ex-presidente:
Organização criminosa armada (Lei 12.850/2013)
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal)
Tentativa de golpe de Estado (art. 359-M do CP)
Dano qualificado contra o patrimônio da União (art. 163, parágrafo único, do CP)
Deterioração de patrimônio tombado (Lei 9.605/1998)
A denúncia indica que a atuação de Bolsonaro teve como finalidade deslegitimar as eleições, mobilizar apoiadores para atos de força e atacar diretamente o funcionamento dos Poderes da República.
Acusações contra aliados e ex-ministros
Além de Bolsonaro, o pedido de condenação abrange outros ex-ministros, militares e aliados próximos.
Alexandre Ramagem O ex-diretor da Abin e atual deputado federal responde por:
Organização criminosa armada
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Tentativa de golpe de Estado
Almir Garnier Ex-comandante da Marinha, é acusado de:
Organização criminosa armada
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Tentativa de golpe de Estado
Dano qualificado contra o patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
Anderson Torres Ex-ministro da Justiça, foi denunciado por:
Organização criminosa armada
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Tentativa de golpe de Estado
Dano qualificado contra o patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
Augusto Heleno Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI):
Organização criminosa armada
Braga Netto Ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro:
Organização criminosa armada
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Tentativa de golpe de Estado
Dano qualificado contra o patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
Paulo Sérgio Nogueira Ex-ministro da Defesa:
Organização criminosa armada
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Tentativa de golpe de Estado
Dano qualificado contra o patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
Situação de Mauro Cid
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é tratado como réu colaborador. A PGR reconhece sua contribuição para esclarecer a estrutura da organização criminosa, mas afirma que ele cometeu omissões relevantes. Por isso, o Ministério Público pede redução de um terço da pena, mas não o benefício do perdão judicial.
Segundo a PGR, mesmo como colaborador, Cid teve envolvimento em atividades como:
Planejamento de golpe de Estado
Ataques a instituições, incluindo o STF e o TSE
Disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral
As acusações refletem a extensão das investigações que buscam apurar atos para desacreditar o processo eleitoral e sustentar articulações voltadas à ruptura da ordem constitucional.
Estado tem segundo pior índice do Brasil; Seap cita ações para ampliar participação em atividades laborais
Apenas 5,78% dos presos no Rio Grande do Norte exercem atividades laborais dentro ou fora das unidades prisionais, segundo levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) referente ao segundo semestre de 2024. O percentual é o segundo mais baixo do país, à frente apenas do Rio de Janeiro, que tem 2,95%, e está bem abaixo da média nacional de 25,4%, que alcançou recorde histórico.
De acordo com os dados, o RN tem uma população penal em regime fechado de 7.420 pessoas, das quais apenas 429 trabalham. Entre esses, 394 atuam em atividades internas nas unidades prisionais, enquanto 35 exercem funções externas. Além disso, 214 presos que trabalham também estão matriculados em programas de educação.
Em termos de gênero, os dados indicam que entre os 429 presos trabalhadores no RN, 313 são homens (72,96%) e 116 são mulheres (27,04%).
Comparativo com outros estados
O Rio Grande do Norte apresenta índice muito inferior a outros estados do Nordeste. O Maranhão lidera o ranking nacional com 79,84% dos presos envolvidos em atividades laborais. Sergipe (53,83%) e Ceará (52,78%) já ultrapassaram a meta definida pelo Ministério da Justiça para 2027, que prevê que metade da população carcerária esteja trabalhando até lá.
Outros estados nordestinos também apresentam resultados superiores ao RN: Alagoas (30,71%), Bahia (20,53%), Piauí (16,50%), Paraíba (12,63%) e Pernambuco (12,98%).
Políticas de trabalho prisional no RN
O trabalho prisional é uma das formas previstas na Lei de Execução Penal para remição de pena, onde três dias de trabalho correspondem a um dia a menos no cumprimento da pena.
Questionada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) afirmou que o sistema prisional potiguar está em processo de estruturação para ampliar o número de internos com acesso ao trabalho.
Uma das iniciativas destacadas pela Seap é a Comissão Técnica de Classificação (CTC), responsável por avaliar aspectos como periculosidade, conduta carcerária, aptidão para estudo e trabalho dos presos. Segundo a secretaria, essa ação possibilitou alcançar mais de 450 internos em trabalho e outros 1.325 em qualificação profissional, por meio de parceria com o Senai e o Ministério Público do Trabalho.
A secretaria aponta entraves para ampliar a participação, como baixa escolaridade dos detentos, estigma social e falta de infraestrutura, além da adesão reduzida à Política Nacional de Trabalho no Sistema Prisional (PNAT), criada pelo Decreto nº 9.450/2018 e regulamentada no estado pelo Decreto nº 31.832/2022.
Atividades realizadas pelos presos
Segundo a Seap, parte dos internos trabalha na produção de esquadrias de alumínio, terços religiosos, vassouras e, em breve, fará pisos intertravados de concreto e fardamentos escolares. Em Pau dos Ferros, por meio de um acordo com a Prefeitura, os detentos realizam serviços de limpeza de praças, ruas e espaços públicos, além de manutenção em prédios.
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O estado também firmou parcerias com outras prefeituras e mantém diálogo com o Ministério Público do Trabalho, Senai, Tribunal de Justiça e UFRN para ampliar essas atividades.
Fundos rotativos e novas oficinas
A Seap informou que regulamentou recentemente dois Fundos Rotativos para garantir maior autonomia financeira às unidades prisionais. Esses fundos devem permitir mais flexibilidade na gestão de recursos destinados às atividades laborais.
Em colaboração com a Coordenação Nacional de Trabalho e Renda da Senappen, o RN firmou acordos para doação de maquinários que possibilitarão a instalação de oficinas para produção de artefatos de concreto, fraldas, absorventes e malharia. Essas ações visam aumentar o percentual de presos trabalhadores no estado, com a meta de alcançar ao menos 30% da população carcerária em atividades laborais.
Dados gerais da população carcerária
Ainda segundo a Senappen, o Rio Grande do Norte tem atualmente 12.680 pessoas em cumprimento de pena. Destas, 7.437 estão em regime fechado — sendo 7.420 no sistema penitenciário estadual e 17 em carceragens de órgãos como Polícia Federal, Civil e Militar.
O estado também possui 5.243 pessoas em prisão domiciliar, divididas entre 2.582 sem monitoramento eletrônico e 2.661 com monitoramento eletrônico.
Deputado afirma que só voltará ao Brasil quando Alexandre de Moraes não tiver “força para prendê-lo”
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que poderá abrir mão do mandato e confirmou que seguirá nos Estados Unidos “por ora”. Segundo ele, sua volta ao Brasil depende de mudanças no cenário jurídico.
“A minha data para voltar é quando [o ministro do Supremo Tribunal Federal] Alexandre de Moraes não tiver mais força para me prender”, declarou Eduardo ao jornal.
O deputado disse que avalia as alternativas com sua equipe, mas admitiu que “muito provavelmente” deixará o cargo. “Ainda tenho assessor meu dando inputs. Não consigo bater martelo se houver alternativa. O prazo acabará no fim de julho. Mas, se for necessário, eu não volto ao Brasil.”
Opções sobre o mandato
Eduardo Bolsonaro afirmou que só precisa se pronunciar de forma definitiva sobre o mandato após o recesso parlamentar, em 4 de agosto. “Eu tenho a opção de não renunciar, deixar o tempo correr e perder o mandato por falta”, afirmou.
Sobre sua decisão de permanecer fora do país, disse: “Por ora eu não volto. A minha data para voltar é quando Alexandre de Moraes não tiver mais força para me prender… Eu tô me sacrificando, sacrificando o meu mandato para levar adiante a esperança de liberdade.”
O deputado mencionou ainda uma possível alteração no regimento da Câmara dos Deputados, que poderia permitir o exercício do mandato à distância em casos considerados “excepcionalíssimos”.
Situação nos Estados Unidos
Eduardo declarou que está sem receber salário desde que saiu do Brasil. “O que tem ocorrido é o pagamento de minha assessoria, que segue me assessorando e também está à disposição do meu suplente, deputado federal Missionário Olímpio (PL-SP)”, afirmou.
Questionado se já comunicou ao ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a decisão, respondeu: “Não comuniquei não. Não é que não volta mais. Não volto enquanto persistir esse cenário.”
Ele disse ainda que considera dois caminhos: “Seguir nos Estados Unidos trabalhando na nossa causa ou retornar para ser preso. Acho que ninguém duvida que eu seria preso se eu retornar para o Brasil.”
Sobre a possibilidade de ser visto como “fujão”, declarou: “Não, nenhum. Eu tenho total segurança naquilo que estou fazendo. E, cada vez mais, você vê que tenho tido apoio. Acabo de passar de 6,4 milhões de seguidores no Instagram. Estou ganhando seguidor a todo momento.”
Agenda e encontros
Eduardo Bolsonaro relatou ter feito um evento com pastores brasileiros na Califórnia e que está organizando outro em Miami para o dia 26 de julho.
Licença do mandato e investigações
Em março, Eduardo anunciou que havia pedido licença do mandato para permanecer nos Estados Unidos. Na época, disse que temia ser preso por ordem de Alexandre de Moraes, embora não houvesse uma ordem formal nesse sentido.
Dois meses depois, o ministro do STF atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e abriu inquérito para investigar a atuação do deputado.
Segundo a PGR, Eduardo teria atuado junto a empresários, parlamentares norte-americanos e integrantes da Casa Branca para pressionar por sanções contra membros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes, além de autoridades da Polícia Federal e da própria Procuradoria.
Para o Ministério Público, Eduardo Bolsonaro pode estar cometendo os crimes de coação, embaraço à investigação criminal e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Nos Estados Unidos, ele tem participado de encontros com autoridades para discutir o tema, incluindo reuniões na Casa Branca, no Departamento de Estado e com aliados do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Na semana passada, Alexandre de Moraes prorrogou o inquérito por mais 60 dias. O pedido foi feito pela Polícia Federal para dar continuidade às investigações e diligências em andamento.
Reuniões nesta terça (15) buscam estratégias para enfrentar sobretaxa anunciada por Donald Trump
O comitê interministerial criado pelo Palácio do Planalto para analisar a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros inicia nesta terça-feira (15.jul.2025) uma série de reuniões com representantes dos setores produtivos.
Na mesma data, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também realizará um encontro com empresários da indústria para discutir os efeitos da medida.
A reunião do governo paulista está prevista para as 9h30, no Palácio dos Bandeirantes, com a presença de cerca de 15 representantes da indústria e do encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar.
Atuação do governo de SP
Essa será a segunda ação do governo de São Paulo para tratar da crise causada pela tarifa. Na última sexta-feira (11.jul), Tarcísio declarou ter ido a Brasília para discutir o impacto da sobretaxa sobre a indústria e o agronegócio brasileiros.
Na ocasião, o governador atribuiu a situação ao governo federal. Em publicação na rede X (antigo Twitter), Tarcísio escreveu: “Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado?”.
Estratégia federal
Em Brasília, o governo federal também reunirá representantes dos setores produtivos para ouvir estudos e impressões sobre a tarifa imposta pelos Estados Unidos. O objetivo é embasar a estratégia de negociação com o governo norte-americano.
Fontes ouvidas pela reportagem indicaram que o Planalto não trabalha, neste momento, com pedidos de prorrogação do prazo para negociação nem com a ideia de redução imediata da tarifa de 50% para 30%. O foco das reuniões é o trabalho do comitê interministerial e a escuta dos diferentes setores da economia.
O vice-presidente Geraldo Alckmin será o responsável por liderar as reuniões do comitê. A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está garantida em todos os encontros, mas não foi descartada.
Decreto de reciprocidade econômica
A Casa Civil prepara o decreto que regulamentará a lei da reciprocidade econômica. A expectativa é de que o texto seja publicado no Diário Oficial da União até esta terça-feira (15), com possibilidade de divulgação em edição extra.
Debate sobre o IOF
O governo também enfrentará nesta terça-feira (15.jul) uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
O ministro Alexandre de Moraes convocou o encontro para tentar resolver o impasse entre o Executivo e o Congresso Nacional sobre a validade do decreto que elevou a alíquota.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que o governo não apresentará um texto alternativo ao decreto do IOF. Segundo ele, o Executivo defende o conteúdo original e aguarda manifestação do STF.
“O governo pediu que o STF se manifeste. Então, não tem proposta alternativa”, afirmou Costa.
Expectativa no Congresso
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que o governo está confiante na constitucionalidade do decreto. Segundo ele, a lei 8.894, que trata do IOF, prevê o uso do imposto como instrumento de política fiscal e monetária.
Ainda segundo o deputado, há possibilidade de ajustes pontuais para facilitar o entendimento com o Congresso. Em caso de acordo, o texto final do decreto refletirá o consenso entre os Poderes.
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
Norma permite ao Brasil adotar contramedidas contra barreiras unilaterais de outros países
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (14.jul.2025) o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Comercial. A informação foi confirmada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em declaração à imprensa após evento no Palácio do Planalto.
O texto do decreto será publicado em edição regular do Diário Oficial da União (DOU). A norma autoriza o governo federal a adotar medidas comerciais contra países que imponham barreiras unilaterais aos produtos brasileiros no mercado internacional.
Segundo Rui Costa, o decreto não cita países específicos, mas estabelece os mecanismos para execução da lei. “A denominação ‘reciprocidade’ pode responder de um formato também rápido, se outro país fizer medidas semelhantes a essa que foi anunciada pelos Estados Unidos”, explicou o ministro.
Contexto da tarifa dos EUA
A medida foi anunciada dias após o governo norte-americano divulgar a intenção de impor tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos a partir de 1º de agosto. O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump na semana passada.
A Lei da Reciprocidade Comercial, aprovada em março pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, foi formulada como resposta à escalada de barreiras comerciais promovida por Trump contra diversos países.
No caso brasileiro, as tarifas dos EUA começaram em 10% sobre todos os produtos exportados, com exceção de aço e alumínio, que têm sobretaxa de 25%. Esses setores são relevantes, já que o Brasil figura entre os três maiores exportadores desses metais para os Estados Unidos.
Detalhes da nova lei
A lei estabelece parâmetros para respostas do Brasil a medidas, políticas ou práticas unilaterais de outros países ou blocos econômicos que afetem a competitividade internacional brasileira.
A norma se aplica a barreiras comerciais que interfiram nas escolhas soberanas do país.
No Artigo 3º do texto, o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) está autorizado a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo também a tentativa de negociação entre as partes antes de qualquer ação.
Comitê de emergência
Para discutir como o Brasil responderá à tarifa de 50% dos EUA, o governo federal criou um comitê interministerial com a participação de representantes dos setores empresariais da indústria e do agronegócio.
As primeiras reuniões do comitê ocorrerão nesta terça-feira (15) e serão coordenadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
A instalação do grupo tem como objetivo articular a posição brasileira frente às barreiras comerciais e ouvir sugestões do setor produtivo para embasar a tomada de decisões do governo.
A expectativa é que o comitê formule estratégias de negociação e eventuais contramedidas dentro do que a nova lei e o decreto assinado permitem.
Decisão ocorre após sequência de derrotas e time na zona de rebaixamento
O Fortaleza anunciou nesta segunda-feira (14.jul.2025) o encerramento do ciclo do técnico Juan Pablo Vojvoda. Após cinco temporadas à frente da equipe, o treinador argentino deixa o comando em meio a uma das piores sequências desde sua chegada, com seis derrotas consecutivas e o time ocupando a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
A decisão foi tomada em reunião entre membros da diretoria, a SAF do clube e a comissão técnica. O encontro ocorreu no dia seguinte à derrota para o Ceará no Clássico-Rei, pela 13ª rodada da Série A. Com o resultado, o Fortaleza soma apenas 10 pontos e ocupa a 18ª colocação na tabela.
Histórico no clube
Apesar do momento complicado, a saída de Vojvoda marca o fim de uma das trajetórias mais vitoriosas da história do Fortaleza. O treinador assumiu o time em maio de 2021 e liderou mudanças importantes no departamento de futebol e na estrutura do clube.
Sob seu comando, o Fortaleza conquistou três títulos do Campeonato Cearense (2021, 2022 e 2023) e duas Copas do Nordeste (2022 e 2023). Em 2021, foi semifinalista da Copa do Brasil.
O técnico também levou o clube a três participações na Libertadores, nas temporadas de 2022, 2023 e 2025. Em 2023, o Fortaleza chegou à final da Copa Sul-Americana e terminou a competição com o vice-campeonato.
Participações no Brasileirão
Durante a passagem de Vojvoda, o Fortaleza teve campanhas expressivas no Campeonato Brasileiro. Em 2021 e 2024, terminou o torneio entre os quatro primeiros colocados, algo inédito até então para o clube.
O treinador encerra sua passagem com 308 jogos no comando do Fortaleza, recorde histórico para técnicos no clube. Ele superou a marca anterior de Moésio Gomes, que somava 232 partidas.
Momento atual
Apesar dos feitos alcançados, o desgaste ao longo da temporada 2025 e a sequência de seis derrotas seguidas culminaram na saída. O clube agora busca alternativas para reverter o desempenho na competição e sair da zona de rebaixamento.
Na derrota mais recente, para o Ceará, o time foi superado no Clássico-Rei, agravando a situação no campeonato.
O Fortaleza não anunciou oficialmente o nome de um substituto para o cargo de treinador. A diretoria estuda possibilidades para tentar garantir a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro.
Ex-ajudante relata reuniões em que ex-presidente discutiu documento com previsão de prisões
O tenente-coronel Mauro Cid afirmou nesta segunda-feira (14.jul.2025) que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve contato direto com o documento conhecido como “minuta do golpe”, que previa a decretação de novas eleições e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em novo depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, relator das ações penais que investigam a suposta trama golpista, Cid confirmou que Bolsonaro leu o documento e chegou a pedir alterações em seu conteúdo.
O militar foi ajudante de ordens durante o governo Bolsonaro e é delator no inquérito. Ele prestou o depoimento por videoconferência, sem transmissão ao vivo ou gravação autorizada, mas com acompanhamento de advogados dos acusados e da imprensa.
Segundo Mauro Cid, o ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins — também réu no processo — levou um jurista para duas reuniões com Bolsonaro, nas quais o documento foi apresentado. Durante esses encontros, Bolsonaro leu o conteúdo e solicitou mudanças.
De acordo com o relato do tenente-coronel, o documento inicial previa a prisão de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, além do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Após discussão, o texto foi alterado para prever a prisão apenas de Moraes.
Mauro Cid detalhou a estrutura do documento, afirmando que ele era composto por duas partes. A primeira apresentava justificativas e supostas interferências do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo eleitoral. A segunda previa a prisão de autoridades e a convocação de novas eleições.
O depoimento de Cid ocorreu como parte das investigações conduzidas pelo STF sobre os núcleos 2, 3 e 4 da suposta trama golpista. Ele foi arrolado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como testemunha de acusação no processo.
Nesta semana, o caso entra em nova fase com o início dos depoimentos das testemunhas indicadas pelas defesas dos réus que compõem esses núcleos. As oitivas estão previstas para ocorrer entre os dias 15 e 23 de julho.
No mês anterior, o STF ouviu as testemunhas de defesa e acusação do chamado Núcleo 1 do processo, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados.
As investigações apuram supostas articulações para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, por meio de um plano golpista que envolvia setores militares e civis.
Segundo os autos do processo, a “minuta do golpe” era considerada um elemento central da suposta estratégia, pois previa medidas como o estado de sítio, prisões de autoridades e anulação das eleições, além da convocação de novo pleito.
A investigação aponta também que houve reuniões para discussão de estratégias, mobilização de apoiadores e tentativa de angariar respaldo político e militar para viabilizar o plano.
O STF conduz as ações penais com o acompanhamento da PGR, que é responsável pela acusação. Os depoimentos desta semana devem contribuir para o encerramento da fase de instrução, etapa prévia ao julgamento propriamente dito.
Os advogados de defesa dos réus podem questionar testemunhas e apresentar elementos para contestar a acusação. O processo tramita sob supervisão do ministro Alexandre de Moraes, que centralizou os inquéritos relacionados aos atos de 8 de janeiro e aos supostos preparativos para a tentativa de golpe.
As audiências são realizadas por videoconferência, seguindo regras estabelecidas para garantir a segurança e a publicidade dos atos processuais.
Foto: Ton Molina/STF / Lula Marques/Agência Brasil / Gustavo Moreno/STF
Comitê interministerial coordena estratégia para negociar redução de tarifas anunciadas por Trump
Um comitê interministerial criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta terça-feira (15.jul.2025) as primeiras reuniões com representantes da indústria e do agronegócio para definir estratégias frente à tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros.
O grupo de trabalho é coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Participam ainda a Casa Civil, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Fazenda.
Em coletiva no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (14.jul), Alckmin detalhou o cronograma inicial das conversas.
A primeira reunião ocorre às 10h na sede do MDIC, em Brasília, com setores industriais mais expostos ao comércio com os EUA, como empresas de aviação, aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados e autopeças. Entidades setoriais e algumas empresas confirmaram participação. O Ministério de Portos e Aeroportos também deve acompanhar o encontro.
Na parte da tarde, às 14h, ocorre reunião com representantes do agronegócio. Setores como suco de laranja, carnes, frutas, mel, couro e pescado estarão presentes. Além dos ministérios integrantes do comitê, participarão o Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Pesca.
Alckmin explicou que o objetivo é ouvir as demandas dos setores e articular estratégias de negociação. Ele defendeu também o diálogo com empresas e entidades norte-americanas, considerando a integração produtiva entre os dois países.
“Essa é a primeira conversa, mas vamos dar continuidade a esse trabalho. Vamos marcar também com entidades e empresas americanas, porque tem uma integração de cadeia”, disse o vice-presidente.
Segundo ele, o Brasil importa carvão siderúrgico dos EUA para produzir aço semiplano, que é reexportado para o mercado norte-americano em forma de motores e outros produtos.
Alckmin revelou ainda que, antes do anúncio das tarifas por Donald Trump, o governo brasileiro havia encaminhado em 16 de maio uma proposta de negociação comercial aos EUA, sem resposta até agora.
“No dia 16 de maio foi encaminhada, em caráter confidencial, uma proposta de negociação para os Estados Unidos e não foi respondida ainda”, informou.
Em reuniões anteriores, o vice-presidente discutiu o tema com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e com Michael Grier, representante do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Alckmin também disse que o governo brasileiro não solicitou redução imediata da alíquota ou prorrogação de prazos, afirmando que o objetivo agora é envolver o setor privado na mobilização junto aos parceiros americanos.
“O que nós estamos fazendo é ouvindo os setores mais envolvidos, para o setor privado também participar e se mobilizar com seus congêneres e parceiros nos Estados Unidos”, declarou.
O comitê interministerial pretende usar as reuniões para alinhar argumentos e fortalecer a posição brasileira nas conversas diplomáticas. Representantes do governo defendem que as tarifas anunciadas são “inadequadas” e podem prejudicar cadeias produtivas integradas nos dois países.
As próximas etapas das negociações incluem novos encontros com empresas brasileiras, além de articulações com a Câmara de Comércio Brasil-EUA (Amcham) e com autoridades norte-americanas.
O governo federal pretende manter diálogo permanente com o setor privado para mapear impactos, construir estratégias e reforçar a necessidade de reversão das tarifas.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Jose Cruz/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR
Projeto promovido por empresas de SP e RN convoca jovens potiguares para oportunidade de emprego no Sudeste
O Projeto Raízes para o Futuro está chegando ao Rio Grande do Norte com uma proposta que pode transformar a vida de dezenas de jovens. Uma parceria entre o Grupo Delta Supermercados e a empresa potiguar GMSER Desenvolvimento Humano, trouxe o projeto, que está selecionando jovens potiguares que desejam uma chance real de trabalhar, estudar e conquistar sua independência financeira no estado de São Paulo.
A iniciativa oferece vaga de trabalho em supermercados do grupo, moradia e alimentação inclusas, incentivo aos estudos e todo o suporte para quem quer crescer na vida com dignidade e esforço próprio.
O Grupo Delta tem mais de 40 anos de história, 13 lojas em várias cidades paulistas, um centro de distribuição e mais de 2 mil colaboradores. Agora, busca novos talentos no RN para integrar essa trajetória de sucesso.
Quem pode participar? Jovens entre 20 e 30 anos, que deram baixa no serviço militar nos anos de 2024 ou 2025.
O que o projeto oferece? Trabalho em uma grande rede de supermercados no interior de SP, além de moradia e alimentação garantidas. Incentivo para continuar os estudos e a chance concreta de ajudar a família e construir uma vida melhor.
A Reunião de apresentação será na próxima terça-feira, 15 de julho, às 9h30, no auditório do 16º BI Mtz (antigo 16º RI), em Natal. Mas importante lembrar que: Participar da reunião não garante vaga imediata, mas é o primeiro passo para conhecer o projeto e se inscrever no processo seletivo.
Inscreva-se para participar da apresentação pelo link disponível na BIO do Instragram @gmserbrasil
Ex-presidente afirma em rede social que há tentativa de silenciá-lo; ação penal trata de trama golpista
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), publicou nesta segunda-feira (14.jul.2025) um texto na rede social X (antigo Twitter) afirmando que “o sistema” quer “destruí-lo por completo”. A declaração ocorreu no mesmo dia em que se encerrou o prazo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar as alegações finais na ação penal que investiga a suposta trama golpista.
No texto divulgado, Bolsonaro escreveu:
“O sistema nunca quis apenas me tirar do caminho. A verdade é mais dura: querem me destruir por completo – eliminar fisicamente, como já tentaram – para que possam, enfim, alcançar você. O cidadão comum. A sua liberdade. A sua fé. A sua família. A sua forma de pensar. Sem que reste qualquer possibilidade de reação.”
A ação penal em andamento no STF aponta que Bolsonaro e outros 30 réus teriam planejado um golpe de Estado após a derrota nas eleições presidenciais de 2022, quando o então presidente não aceitou o resultado que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a investigação, o plano incluía a mobilização de militares e civis para impedir a posse do presidente eleito, além de iniciativas para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro por meio da divulgação de supostas fraudes não comprovadas.
As investigações citam ainda que Bolsonaro buscou apoio de autoridades estrangeiras para tentar interferir no andamento da Justiça brasileira. Um dos exemplos mencionados por investigadores é a relação com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.
Segundo os relatos do inquérito, essa ação seria parte de uma estratégia para pressionar o governo brasileiro e enfraquecer o processo judicial contra o ex-presidente.
No texto divulgado na rede social, Bolsonaro não cita diretamente o relator da ação no STF, ministro Alexandre de Moraes, nem o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ou qualquer outra autoridade específica.
O ex-presidente afirma no post que existe uma tentativa de silenciar quem se opõe ao “sistema”.
“E se não podem calar com censura, tentam com ameaças, inquéritos, prisão ou até com a morte. Não se enganem: se hoje fazem isso comigo, amanhã será com você”, escreveu.
As alegações finais da PGR são a última etapa antes do julgamento de fato ocorrer. A expectativa é que o procurador-geral apresente pedido de condenação do ex-presidente, com base nas provas reunidas ao longo da investigação.
Ainda não há confirmação se a PGR vai se manifestar também sobre um eventual pedido de prisão preventiva. Segundo o Código de Processo Penal, a prisão preventiva pode ser decretada antes mesmo de uma condenação em casos de necessidade para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova de existência do crime e indícios suficientes de autoria.
O andamento da ação penal no STF segue as fases previstas em lei, com ampla possibilidade de defesa e direito ao contraditório. A próxima etapa será o julgamento no Supremo, após o envio das alegações finais do Ministério Público Federal.
Ministro nega perseguição política e apresenta histórico de ameaças à democracia
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, divulgou na noite de domingo (13.jul.2025) uma carta em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifa de 50% ao Brasil. Barroso classificou o fundamento da medida como resultado de uma “compreensão imprecisa dos fatos” e negou que haja perseguição política no país.
A tarifa foi anunciada por Trump em correspondência enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana anterior. Na justificativa, Trump citou o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, e mencionou decisões da Corte brasileira contra apoiadores de Bolsonaro que vivem nos Estados Unidos, incluindo medidas que atingem empresas de tecnologia norte-americanas.
Na carta publicada neste domingo, Barroso afirmou ser seu dever apresentar “uma descrição factual e objetiva da realidade” brasileira. O ministro listou episódios recentes que, segundo ele, representaram tentativas de abalar a ordem democrática desde 2019.
Entre os eventos citados estão a tentativa de atentado com bomba no aeroporto de Brasília, a invasão à sede da Polícia Federal, a tentativa de explosão de bomba no Supremo Tribunal Federal, além de acusações de fraude eleitoral feitas sem provas durante a eleição presidencial.
O presidente do STF também mencionou mudanças em relatórios das Forças Armadas que inicialmente haviam concluído pela ausência de fraude nas urnas eletrônicas. Também destacou ameaças à integridade física e à vida de ministros da Corte, inclusive com pedidos de impeachment, e a realização de acampamentos em frente a quartéis pedindo a deposição do presidente eleito.
Na carta, Barroso também se referiu à denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República, que aponta a existência de um plano na nova tentativa de golpe que teria sido liderada por Bolsonaro. Esse plano incluiria, segundo a denúncia, o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, integrante do próprio Supremo Tribunal Federal.
O ministro ressaltou que foi necessário um tribunal independente e atuante para evitar o colapso das instituições. Ele afirmou que as ações penais em curso por crimes contra o Estado democrático de direito seguem o devido processo legal, com todas as fases de julgamento públicas e transmitidas pela televisão. Segundo ele, os réus têm direito à defesa técnica e acompanhamento por advogados, imprensa e sociedade.
Barroso negou que exista censura no Brasil, afirmando que as decisões do Supremo buscam garantir a liberdade de expressão. Ele mencionou decisão recente sobre a responsabilização de redes sociais por conteúdos ilegais postados por usuários, sustentando que a Corte produziu uma solução considerada menos rigorosa que a regulação europeia.
O texto divulgado destaca que a decisão do STF busca equilibrar a liberdade de expressão com a preservação de valores constitucionais, a liberdade de imprensa e a liberdade de empresa.
A carta foi divulgada em meio à repercussão internacional gerada pela nova tarifa anunciada pelo governo dos Estados Unidos, que afeta produtos brasileiros com um aumento de 50% na taxação de importação.
O governo brasileiro, por sua vez, aguarda novas etapas de diálogo diplomático com as autoridades norte-americanas para tratar do tema.
Foto: Nelson Jr./SCO/STF / Carlos Moura/SCO/STF / Wallace Martins/STF
Ministro André Mendonça recebeu recurso da defesa de Filipe Martins para interromper oitivas marcadas entre 14 e 21 de julho
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu nesta sexta-feira (11.jul.2025) o pedido da defesa de Filipe Martins para suspender as audiências do processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As oitivas estão previstas para ocorrer entre os dias 14 e 21 de julho.
Ton Molina/STF
A defesa de Filipe Martins argumenta que as audiências devem ser interrompidas até o julgamento de um recurso apresentado contra decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes. No recurso, questiona-se a negativa de Moraes em permitir depoimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos filhos Eduardo e Carlos Bolsonaro, e do ex-procurador-geral da República Augusto Aras, todos indicados como testemunhas.
Martins é réu no processo classificado como “núcleo 2” da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele e outros acusados são investigados por supostamente elaborar a chamada “minuta do golpe”, monitorar o ministro Alexandre de Moraes e articular ações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores no Nordeste durante as eleições de 2022.
A defesa alega, no recurso, questões como suposta incompetência do STF para julgar o caso, falta de intimação das testemunhas indicadas e prazo considerado curto para análise das provas produzidas no processo. A fase de oitivas é apontada como etapa fundamental antes do julgamento.
Apesar do recesso forense, que vai até o fim do mês, o ministro André Mendonça permanece em atividade normal e é o responsável por analisar o pedido liminar apresentado pela defesa. O recurso busca que as audiências fiquem suspensas até que o STF decida se a negativa de Moraes deve ser mantida ou revista.
O grupo conhecido como “núcleo 2” da denúncia da PGR inclui seis réus. Eles são acusados de crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e outros atos relacionados à suposta articulação de um golpe.
Segundo a jurisprudência consolidada do Supremo, não cabe mandado de segurança contra decisões de natureza jurisdicional que sejam passíveis de recurso ou correição interna. A Súmula 267 do STF estabelece que “não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição”. Em função disso, historicamente, o tribunal tem negado o cabimento desse tipo de ação para contestar decisões tomadas por relatores ou pelas turmas.
O pedido da defesa de Filipe Martins pode ser negado caso o ministro André Mendonça siga esse entendimento. No entanto, o ministro tem a prerrogativa de reconhecer alguma exceção caso considere que houve abuso, ilegalidade ou situação excepcional na decisão questionada.
A fase de oitivas está marcada para o período entre 14 e 21 de julho. Caso o pedido de suspensão não seja aceito, os depoimentos de testemunhas e réus ocorrerão nesse intervalo. A etapa é considerada essencial para a instrução do processo e antecede o julgamento, ainda sem data definida.
O caso faz parte de uma série de investigações em curso no Supremo Tribunal Federal que apuram a existência de uma organização supostamente estruturada para promover um golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022.
Foto: Ton Molina/STF / Carlos Moura/SCO/STF / Carlos Moura/SCO/STF
Alckmin afirma que Brasil recorrerá à OMC contra taxa de 50% anunciada pelos Estados Unidos
O governo federal anunciou que vai atuar para tentar reverter a imposição de tarifas comerciais de 50% sobre produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump na última quarta-feira (9.jul.2025) e comunicada formalmente por meio de carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As novas tarifas estão previstas para entrar em vigor em 1º de agosto.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (13.jul) que o governo recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar a medida. Alckmin destacou que a decisão dos Estados Unidos prejudica tanto os exportadores brasileiros quanto os consumidores norte-americanos.
O governo também estuda a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada em abril. Essa lei estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, investimentos e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira. Segundo Alckmin, a aplicação dessa legislação está sendo avaliada para definir eventuais contramedidas.
Em declarações, Alckmin mencionou que o Brasil possui uma balança comercial superavitária com os Estados Unidos tanto no comércio de bens quanto de serviços. Ressaltou ainda que os dois países possuem uma relação histórica de mais de 200 anos e defendeu previsibilidade e estabilidade no comércio internacional.
No documento enviado a Lula, Trump justificou a nova tarifa de 50% com críticas ao governo brasileiro. O presidente dos EUA mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, e citou ordens judiciais brasileiras contra apoiadores do ex-presidente que residem nos Estados Unidos. Trump também alegou supostos ataques do Brasil contra eleições livres e restrições à liberdade de expressão.
Trump classificou como “caça às bruxas” o processo contra Bolsonaro no STF e escreveu que a forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente é, segundo ele, injustificável. As declarações foram incluídas na carta diplomática enviada ao governo brasileiro para formalizar a decisão sobre as tarifas.
Além do tema das tarifas, Alckmin comentou no mesmo evento sobre o decreto que zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros sustentáveis. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (10.jul) e integra o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), lançado no ano passado.
A medida prevê que veículos compactos fabricados no Brasil com alta eficiência ambiental terão alíquota zero de IPI. Para ter direito ao benefício, o veículo precisa emitir menos de 83 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado, conter mais de 80% de materiais recicláveis, ser produzido no Brasil (incluindo etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem) e se enquadrar na categoria de carro compacto.
Segundo Alckmin, a política do IPI zero pode reduzir o preço final dos veículos de entrada em até R$ 12 mil. O objetivo é tornar os veículos mais acessíveis para a população, além de estimular a produção nacional de modelos com menor impacto ambiental.
Projeto é voltado a empresários e profissionais que desejam aprimorar a imagem institucional de marcas e produtos
Como transformar ações da empresa em pautas jornalísticas? Quais critérios a imprensa utiliza para publicar uma notícia? E como o relacionamento com jornalistas pode gerar autoridade e visibilidade para marcas, produtos ou instituições? Essas são algumas das perguntas respondidas no curso “Como fortalecer marcas – O poder do relacionamento com a imprensa”, lançado pelo jornalista Frank Rogério, especialista com mais de 25 anos de atuação em comunicação corporativa.
O curso é composto por oito aulas, com conteúdos liberados sequencialmente, e oferece suporte direto com o mentor para esclarecimento de dúvidas e aprofundamento. A proposta é apresentar os bastidores da comunicação com a imprensa e mostrar como as empresas podem obter ganhos reais de reputação, imagem e autoridade no mercado ao se tornarem fontes confiáveis de informação para os veículos de comunicação.
“A proposta do curso é levar um conjunto de informações que tragam a visão do relacionamento de uma marca, empresa ou instituição com a mídia, mostrando para qualquer empresário a importância estratégica dessa ação profissional”, explica Frank.
O curso tem caráter introdutório e informativo, sendo indicado para públicos diversos — desde empresários, gestores, profissionais de marketing e comunicação até secretárias, assistentes, alunos e formandos. Não se trata de uma formação para jornalistas ou assessores de imprensa, mas de uma orientação prática sobre o funcionamento do relacionamento com a mídia, suas etapas e possibilidades. A proposta é mostrar como qualquer profissional ou marca pode aproveitar melhor seu potencial institucional para se comunicar com a sociedade por meio da imprensa.
“O curso foi construído para quem quer entender o papel da imprensa na construção da imagem de uma marca. O participante sai com entendimento claro dos processos e pode, a partir disso, conhecer os processos e estruturar sua comunicação”, acrescenta.
Frank Rogério tem trajetória reconhecida no relacionamento entre marcas e imprensa. Já atendeu mais de 55 empresas – entre elas, Grupo Silvio Santos, Flytour Turismo, Fram Filtros, Total Lubrificantes, Coface Resseguros e Schmersal –, além de atuar como palestrante e mentor em projetos de capacitação sobre comunicação assertiva. O curso conta ainda com a colaboração de professores doutores que integram a área acadêmica de negócios no Brasil.
O investimento é de R$690,00 à vista ou três parcelas de R$230,00 no cartão, com a primeira aula gratuita. As inscrições e o acesso às aulas são totalmente online, pelo site https://curso.franpress.com.br.
Sobre Frank Rogério
Frank Rogério é diretor da Fran Press Comunicação Corporativa, especialista em planejamento, estratégia de comunicação e relacionamento com a imprensa. Jornalista com anos de experiência, é também professor, com licenciatura plena em Letras pela Unipaulistana, de São Paulo.
Atende clientes de diversos setores do mercado, com destaque para as áreas de educação, fundações, tecnologia, energia, franquias e consórcios. Desenvolve programas de treinamento e palestras sobre comunicação corporativa e relacionamento com a imprensa nacional.
Equipe potiguar faz 2 a 1 em Minas Gerais e volta a somar três pontos após dois meses
O ABC venceu o Tombense por 2 a 1 na noite deste sábado (12.jul.2025), em partida realizada no interior de Minas Gerais, válida pela Série C do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time potiguar encerrou uma sequência de dois meses sem vitórias na competição.
O jogo começou com o Tombense abrindo o placar aos 23 minutos do primeiro tempo. O gol foi marcado de pênalti por Rafael Silva, ex-jogador do ABC. Pouco depois, aos 30 minutos, o time mineiro teve o atleta Léo Pereira expulso, deixando o ABC com vantagem numérica em campo.
Na etapa complementar, o técnico Rodrigo Santana promoveu mudanças na equipe potiguar, que passou a criar mais oportunidades de gol. O empate foi alcançado aos 44 minutos do segundo tempo, quando Jonathan Carlos cabeceou para o gol após cruzamento na área.
Pouco depois, ainda no segundo tempo, o ABC conseguiu a virada com gol de Ítalo, que completou outro cruzamento na área para definir o placar em 2 a 1 para a equipe visitante.
O goleiro Pedro Paulo teve participação destacada ao realizar defesas consideradas importantes durante o jogo. Com os três pontos conquistados, o ABC volta a vencer na Série C após um período de dois meses sem resultados positivos.
A equipe potiguar já tem compromisso marcado para a próxima rodada: enfrenta o Maringá no sábado (19), às 17h, no estádio Frasqueirão, em Natal.
Estado atinge 39% de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental em 2024
O Rio Grande do Norte ocupa a antepenúltima posição no ranking nacional de alfabetização de crianças da rede pública, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11.jul.2025) pelo governo federal. Em 2024, o estado registrou 39% de crianças alfabetizadas ao término do 2º ano do ensino fundamental.
A meta definida para o ano era de 43,8%, conforme o Indicador Criança Alfabetizada. A média nacional ficou em 59,2%, com 17 estados apresentando percentuais superiores.
O levantamento coloca o Rio Grande do Norte à frente apenas de Sergipe, com 38%, e Bahia, com 35,96%. Entre os estados com melhores índices estão Ceará (85,31%), Goiás (73%) e Minas Gerais (72%).
O indicador integra o programa federal Compromisso Criança Alfabetizada, lançado em 2023, que tem como objetivo garantir a alfabetização de todas as crianças brasileiras até o 2º ano do ensino fundamental. A metodologia para o levantamento segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação.
No total, 26 estados foram avaliados, com exceção de Roraima, que não teve dados divulgados.
Ranking completo:
Ceará: 85,31% (Meta: >80)
Goiás: 73% (Meta: 68,9)
Minas Gerais: 72% (Meta: 63,2)
Espírito Santo: 72% (Meta: 69,9)
Paraná: 70,42% (Meta: 74,2)
Rondônia: 62,62% (Meta: 67,10)
Santa Catarina: 62% (Meta: 64,5)
Pernambuco: 60,79% (Meta: 62,40)
Mato Grosso: 60,59% (Meta: 59,2)
Piauí: 59,82% (Meta: 57)
Maranhão: 59,64% (Meta: 60,30)
Distrito Federal: 59,13% (Meta: -)
São Paulo: 58,13% (Meta: 56,6)
Paraíba: 55,96% (Meta: 55,90)
Mato Grosso do Sul: 55,87% (Meta: 52,80)
Rio de Janeiro: 55,25% (Meta: 56,7)
Acre: 51,38% (Meta: -)
Tocantins: 50,07% (Meta: 49,5)
Amazonas: 49,17% (Meta: 56,80)
Alagoas: 48,63% (Meta: 49,7)
Pará: 48,2% (Meta: 53,6)
Amapá: 46,62% (Meta: 47,6)
Rio Grande do Sul: 45% (Meta: 66,2)
Rio Grande do Norte: 39% (Meta: 43,80)
Sergipe: 38% (Meta: 38,30)
Bahia: 35,96% (Meta: 43,40)
Roraima não teve dados divulgados para 2023 e 2024.
Foto: Allan Phablo (SECOM/PMM)/Ilustração / Wilson Moreno (Secom/PMM)/Ilustração
Fase antecede julgamento de processo que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro como réu
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar até esta segunda-feira (14.jul.2025) as alegações finais na ação penal que investiga o chamado “núcleo crucial” de uma suposta organização criminosa envolvida em tentativa de golpe de Estado no ano de 2022.
O processo tem como um dos réus o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além dele, estão incluídos outros sete acusados: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Eles respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A fase de alegações finais representa o último momento processual antes do julgamento, permitindo que a acusação e as defesas apresentem argumentos sobre os fatos e provas reunidos durante a instrução. Esse procedimento ocorre por escrito, em memoriais encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O prazo para as alegações finais é contado de forma sucessiva. Após a PGR entregar sua manifestação, a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração premiada, terá 15 dias para apresentar seus argumentos. Em seguida, os demais réus apresentarão suas alegações finais em prazo conjunto de 15 dias.
Como há réu preso – o general Braga Netto – os prazos processuais seguem normalmente mesmo durante o recesso do Judiciário, que ocorre de 2 a 31 de julho.
A denúncia da PGR foi apresentada em fevereiro deste ano e admitida em março pela Primeira Turma do STF, dando início à ação penal. A fase de instrução ocorreu entre abril e junho, incluindo a coleta de provas, depoimentos e acareações.
Após a conclusão das alegações finais, o processo estará apto para julgamento na Primeira Turma da Corte. A data do julgamento ainda será definida para o segundo semestre. Nesse julgamento, os ministros analisarão as provas e decidirão se os réus devem ser absolvidos ou condenados.
O resultado pode seguir por dois caminhos: absolvição, caso os ministros entendam que não houve crime ou não exista autoria comprovada; ou condenação, com fixação de penas individualizadas para cada réu. Em qualquer resultado, tanto acusação quanto defesa poderão apresentar recursos ao próprio STF.
Foto: Gustavo Moreno/STF / Antonio Augusto/STF / Wallace Martins/STF
Rubro-Negro faz 2 a 0 no Maracanã; Botafogo supera Vasco em clássico disputado em Brasília
O Campeonato Brasileiro retornou neste sábado (12.jul.2025) após a pausa para a realização da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. O primeiro confronto da retomada colocou Flamengo e São Paulo frente a frente no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O time carioca venceu por 2 a 0 e manteve a liderança da competição, somando agora 27 pontos na tabela.
Na partida disputada no Maracanã, o Flamengo abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo com um chute de curva de Luiz Araújo, que acertou o ângulo do goleiro Rafael. O domínio rubro-negro continuou durante o jogo, mas o segundo gol só saiu nos acréscimos do segundo tempo. Após chute perigoso de Luiz Araújo, o goleiro Rafael fez a defesa parcial e Wallace Yan, que havia acabado de entrar, marcou o segundo gol.
Com o resultado, o Flamengo consolida sua posição no topo da tabela e continua sua campanha em busca do título nacional. O jogo teve transmissão ao vivo pela Rádio Nacional e contou com grande presença de público no Maracanã.
Além do Flamengo, outro time do Rio de Janeiro também saiu vitorioso na rodada: o Botafogo venceu o Vasco por 2 a 0 no estádio Mané Garrincha, em Brasília. A vitória colocou o Botafogo na 6ª colocação, com 21 pontos conquistados, enquanto o Vasco permanece com 13 pontos, ocupando a 14ª posição na tabela do campeonato.
O clássico carioca em Brasília teve equilíbrio em alguns momentos, mas o Botafogo foi mais eficiente nas conclusões. Com o resultado, a equipe de General Severiano manteve viva a disputa por uma vaga no G6 e a consequente classificação para competições continentais.
Já o Vasco enfrenta um cenário mais complicado, lutando para se afastar da parte de baixo da classificação. Com a derrota, o clube segue pressionado para melhorar o desempenho nas próximas rodadas e evitar o risco de rebaixamento.
A rodada do Campeonato Brasileiro marca o início de uma sequência intensa de partidas após a parada para o Mundial de Clubes, com equipes ajustando elencos e estratégias para o segundo semestre da competição. Os próximos compromissos devem definir o rumo de vários clubes na luta por título, vagas internacionais ou permanência na Série A.
Medida anunciada por Donald Trump provoca resposta do governo Lula e críticas do governo chinês ao protecionismo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta semana a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao mercado norte-americano, com previsão de início em 1º de agosto. A medida foi formalizada em uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em processo por tentativa de golpe de Estado.
A decisão repercutiu no Brasil. O presidente Lula declarou que o país vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a elevação unilateral das tarifas. O governo federal pretende apresentar uma reclamação formal ao órgão internacional para tentar reverter a medida. Lula também afirmou que o Brasil responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica.
O Ministério das Relações Exteriores da China criticou a decisão norte-americana. Em declaração oficial, o governo chinês defendeu os princípios de igualdade soberana e de não interferência em assuntos internos, previstos na Carta das Nações Unidas e considerados normas fundamentais nas relações internacionais. A China afirmou que tarifas comerciais não devem ser usadas como instrumento de coerção ou intimidação.
Em pronunciamento, a chancelaria chinesa também reiterou posição já manifestada no início da semana, quando os Estados Unidos começaram a enviar cartas aos parceiros comerciais com as ameaças de aumento de tarifas. Para o governo chinês, não há vencedores em guerras comerciais ou tarifárias, e o protecionismo prejudica todos os envolvidos.
Durante entrevista na Casa Branca, Donald Trump declarou que poderia conversar com o presidente Lula sobre o tema, mas não imediatamente. Ele também comentou a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como alguém duro em negociações, e questionou a forma como o Brasil conduz o processo contra Bolsonaro no STF.
Na mesma ocasião, Trump abordou tensões comerciais com o Canadá. Ele afirmou que as tarifas de 35% aplicadas ao país vizinho foram “razoavelmente bem recebidas” e relatou ter recebido uma ligação de autoridades canadenses após o anúncio. Trump indicou ainda que avalia eventuais exceções tarifárias para parceiros, sem detalhar critérios ou países específicos, e orientou outros governos a “continuarem trabalhando duro” para chegar a acordos comerciais com os Estados Unidos.
O anúncio das tarifas sobre produtos brasileiros foi acompanhado de justificativas que incluem referências à situação política interna do Brasil e às investigações sobre a tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Bolsonaro. A carta enviada por Trump ao governo brasileiro incluiu críticas ao Supremo Tribunal Federal.
No plano interno norte-americano, o presidente dos Estados Unidos voltou a criticar o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Trump afirmou que as taxas de juros deveriam ser três pontos percentuais menores do que as praticadas atualmente. Questionado sobre a possibilidade de demitir Powell, Trump respondeu que não pretende fazê-lo.
O governo brasileiro, por sua vez, enfatizou que a decisão norte-americana de elevar tarifas unilateralmente será tratada por canais diplomáticos e jurídicos. A expectativa é que a disputa tenha desdobramentos nas próximas reuniões da OMC, onde o Brasil pretende apresentar sua reclamação formal.
As reações internacionais também indicam potencial impacto para o comércio exterior brasileiro, em especial para setores dependentes das exportações ao mercado norte-americano. Ao mesmo tempo, a China, principal parceiro comercial do Brasil, reforçou suas críticas ao protecionismo norte-americano, reiterando que tais práticas impactam negativamente o comércio global.
General Motors, Renault, Volkswagen, Hyundai e Stellantis solicitam inclusão de cinco modelos no benefício fiscal
As montadoras General Motors (Chevrolet), Renault, Volkswagen, Hyundai e Stellantis (Fiat) enviaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta sexta-feira (11.jul.2025), pedidos de credenciamento de cinco modelos de veículos de entrada para o programa Carro Sustentável. A iniciativa garante isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis mais econômicos, sustentáveis e fabricados no Brasil.
Para ter direito ao IPI zero, o carro precisa atender a quatro requisitos principais: emitir menos de 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro, conter mais de 80% de materiais recicláveis, ser produzido no Brasil (incluindo etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem) e se enquadrar na categoria de carro compacto (veículo de entrada das marcas).
Os modelos indicados pelas montadoras para o credenciamento incluem diferentes versões de seus veículos compactos de entrada: Chevrolet Onix, Renault Kwid, Volkswagen Polo, Hyundai HB20, Fiat Argo e Fiat Mobi. Esses automóveis foram apresentados como aptos a cumprir as exigências técnicas do programa.
Concessionária de automóveis
O lançamento da iniciativa ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Estiveram presentes também ministros, parlamentares e representantes do setor automotivo.
O decreto que formalizou o benefício foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto redefine a tabela do IPI como um sistema de soma zero em relação ao total de carros vendidos no Brasil e terá validade até dezembro de 2026. A mudança antecipa os efeitos da reforma tributária, conforme informações do Palácio do Planalto.
IPI Verde e regras para alíquotas
Além do benefício do IPI zero para modelos de entrada que atendam aos critérios do programa Carro Sustentável, o decreto instituiu o chamado IPI Verde. Para veículos de passeio, a alíquota base é de 6,3%; para comerciais leves, 3,9%. Essa taxa pode ser ajustada para mais ou para menos, de acordo com fatores como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, segurança e índice de reciclabilidade.
O governo federal detalhou que veículos com melhores indicadores nesses quesitos poderão ter descontos (bônus) sobre a alíquota padrão, enquanto modelos com desempenho inferior em sustentabilidade poderão sofrer acréscimos.
Por exemplo, um carro de passeio híbrido-flex pode ter a alíquota reduzida em 1,5 ponto percentual. Se atender também ao critério de eficiência do programa Mover, o desconto soma mais um ponto. Cumprindo o nível 1 de reciclabilidade, perde outro ponto, podendo reduzir o IPI de 6,3% para 2,8%.
Impacto previsto para o mercado automotivo
O governo estima que 60% dos veículos vendidos no Brasil possam ter redução na alíquota do IPI, sem impacto fiscal no total arrecadado, devido à estrutura de soma zero.
Concessionária de automóveis
O programa Carro Sustentável, com isenção de IPI para modelos de entrada fabricados no Brasil, integra o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), lançado no ano passado. O Mover busca estimular a descarbonização da frota brasileira por meio de incentivos fiscais e diretrizes para redução de emissões.
Entre 2024 e 2028, o programa prevê R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros. A estimativa do setor automotivo — que envolve fabricantes, indústrias de autopeças e concessionárias — é de investimentos de até R$ 190 bilhões no período, mobilizando a cadeia produtiva para atender às novas exigências ambientais e tecnológicas.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Rovena Rosa/Agência Brasil
Nova tarifa de 50% anunciada por Trump impacta exportações potiguares e preocupa setores produtivos
A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros deve impactar de forma relevante a economia do Rio Grande do Norte. Entre os itens exportados que podem ser mais afetados estão atum e pescados em geral, sal, petróleo e frutas como melão e melancia.
A medida, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi comunicada na quarta-feira (9.jul.2025) e gerou reações no dia seguinte (10.jul) de representantes do setor produtivo e do Governo do Estado. A preocupação central está nos efeitos sobre investimentos, empregos e na viabilidade econômica das exportações potiguares para o mercado americano.
Dados do Observatório Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado (Fiern), indicam que as exportações potiguares para os Estados Unidos somaram US$ 67,1 milhões no primeiro semestre deste ano. Esse valor representa um aumento de 120% em relação ao mesmo período de 2024, quando as vendas somaram US$ 30,5 milhões.
Entre os setores mais impactados está o petróleo, responsável por 45% do PIB industrial do Rio Grande do Norte. As vendas para o mercado americano cresceram de US$ 4 milhões no primeiro semestre de 2024 para US$ 24 milhões no mesmo período deste ano. A expectativa é que a nova tarifa reduza a competitividade desse produto.
O setor pesqueiro também se mostra vulnerável à taxação. As exportações de atum e meca, que têm o mercado americano como destino quase exclusivo, correm o risco de se tornarem inviáveis. Para contornar o cenário, empresas do setor tentam antecipar embarques antes da aplicação da nova tarifa, prevista para agosto.
Na fruticultura, as vendas de melão e melancia para os Estados Unidos representam cerca de 5% do volume exportado para a Europa. Embora o impacto seja avaliado como menor em relação ao total da produção, existe cautela no planejamento da próxima safra, com expectativa de redução de 3% na área plantada.
A indústria salineira também sente os efeitos do anúncio. Estima-se que 25% da produção de sal do Rio Grande do Norte seja destinada ao mercado norte-americano, com saída pelo Porto Ilha de Areia Branca. Caso a tarifa seja mantida, existe o risco de inviabilizar a continuidade das exportações para os Estados Unidos, o que significaria uma perda estimada de 500 mil toneladas por ano.
A cadeia de petróleo, gás e energia também pode ser impactada indiretamente pela decisão. Apesar dos Estados Unidos não serem um grande comprador do óleo potiguar, o setor depende de insumos e produtos adquiridos no mercado americano, o que pode encarecer custos e dificultar operações.
Do ponto de vista macroeconômico, há projeção de que a medida pressione a cotação do dólar. Um cenário de aumento do câmbio pode ter efeitos sobre o preço de combustíveis e alimentos, além de afetar a inflação. Para o Rio Grande do Norte, o reflexo negativo pode se dar também na geração de empregos e na redução de investimentos, caso empresas diminuam a produção diante das restrições de mercado.
Entidades representativas dos setores produtivos no estado têm solicitado que o governo federal atue de forma diplomática para evitar a imposição definitiva da tarifa. Entre as preocupações apontadas está a possibilidade de contratos de exportação em negociação serem suspensos ou cancelados, o que pode gerar prejuízos significativos.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do RN afirmou que acompanha o cenário desde março, quando ocorreu o anúncio das primeiras elevações tarifárias. Diante da previsão de entrada em vigor do aumento de 50% a partir de agosto, a pasta defende um acompanhamento mais rigoroso e uma atuação articulada com o governo federal e setores produtivos para preservar a competitividade das exportações potiguares.
Entre as estratégias sugeridas estão o mapeamento de barreiras tarifárias e não tarifárias, a capacitação técnica de exportadores locais sobre exigências sanitárias e padrões internacionais, o incentivo a acordos comerciais bilaterais e o reposicionamento de produtos nas cadeias globais de valor, com foco em diferenciação e sustentabilidade.
A Secretaria de Fazenda do Estado também avalia que setores como o de pescado e o de sal marinho, que dependem fortemente do mercado americano, podem sofrer impacto direto na geração de empregos caso as exportações sejam inviabilizadas.
De janeiro a março deste ano, o Rio Grande do Norte exportou US$ 26,2 milhões para os Estados Unidos e importou US$ 9,8 milhões, resultando em um superávit de US$ 16,4 milhões na balança comercial bilateral. A expectativa agora é que medidas diplomáticas sejam intensificadas para evitar perdas mais expressivas para a economia estadual.
Estados apresentam reações diferentes à taxação de 50% para produtos brasileiros, enquanto governo monitora impactos e busca calibrar estratégia
O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros gerou reações distintas entre governadores de diferentes estados do Brasil. Chefes de executivos estaduais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro atribuíram ao governo federal a responsabilidade pela decisão norte-americana. Já governadores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderam a soberania nacional frente à medida.
Entre os críticos do governo federal, destacam-se os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás). Eles responsabilizam a postura diplomática adotada pelo presidente Lula pelas tensões com os Estados Unidos, sugerindo que críticas anteriores do governo brasileiro ao presidente Trump teriam motivado a reação tarifária.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, adotou uma postura distinta ao longo do dia, inicialmente criticando o governo federal, mas depois classificando a medida americana como injusta. Já o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu a necessidade de preservar a independência e a soberania do Brasil, atribuindo à decisão dos Estados Unidos o caráter de pressão internacional.
No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) declarou acompanhar os desdobramentos desde o anúncio inicial das primeiras elevações tarifárias em março. Com a previsão de que a nova tarifa passe a valer em agosto, o governo potiguar prevê um monitoramento mais rigoroso dos impactos e busca manter articulação com o Governo Federal e o setor produtivo para minimizar prejuízos à competitividade das exportações estaduais.
Segundo a Sedec, o volume exportado pelo Rio Grande do Norte para os Estados Unidos nos seis primeiros meses deste ano já se equipara ao total exportado durante todo o ano de 2024. A pasta considera relevante fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à competitividade dos produtos potiguares no mercado externo.
Entre as ações recomendadas estão o mapeamento preciso de barreiras tarifárias e não tarifárias nos EUA, investimentos em capacitação técnica de exportadores para atender exigências sanitárias e padrões internacionais, fomento a acordos comerciais bilaterais, incentivo ao reposicionamento de produtos nas cadeias globais com foco em diferenciação e sustentabilidade, e apoio à busca de novos mercados na Ásia e América Latina.
O governo federal, por sua vez, optou por adiar uma resposta econômica e comercial imediata à tarifa anunciada por Trump, indicando que deverá usar o período até 1° de agosto — quando a medida passará a valer — para calibrar uma estratégia. A intenção é evitar um posicionamento precipitado que amplie tensões diplomáticas ou impacte negativamente a economia brasileira.
O Palácio do Planalto indicou que pretende dialogar com o setor privado para avaliar eventuais contramedidas. A Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada em abril pelo Congresso Nacional, prevê a possibilidade de adoção de tarifas equivalentes, além de medidas não tarifárias como restrições a importações ou suspensões de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual. Mesmo assim, a aplicação imediata dessas medidas foi descartada.
Na esfera legislativa, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, manifestaram que o Congresso acompanhará os desdobramentos do caso. Eles lembraram a aprovação da Lei de Reciprocidade Econômica como instrumento para proteger a economia nacional e ressaltaram a necessidade de diálogo diplomático e comercial para resguardar empregos e o setor produtivo brasileiro.
Enquanto isso, o governo federal mantém a posição de aguardar o início da aplicação da tarifa para formular uma resposta que leve em consideração as implicações econômicas e políticas. A expectativa é utilizar o prazo até agosto para avaliar cenários e preparar medidas que busquem mitigar os impactos sem ampliar o grau de conflito comercial com os Estados Unidos.
Foto: Daniel Torok/White House / Ricardo Stuckert/PR
Governo federal avalia Lei de Reciprocidade e busca articulação internacional após anúncio de tarifa de 50% para exportações brasileiras
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (10.jul.2025) medidas para responder à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A reação envolve recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC), articulação com outros países afetados e a possibilidade de aplicar a Lei de Reciprocidade Comercial.
Em entrevista à Record TV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fará uma reclamação formal à OMC para tentar reverter a tarifa. Caso as negociações não avancem, o Brasil pretende adotar retaliações proporcionais.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
“Não tenha dúvida que, primeiro, nós vamos tentar negociar. Mas, se não tiver negociação, a Lei da Reciprocidade será colocada em prática. Se ele vai cobrar 50% de nós, nós vamos cobrar 50% dele”, declarou Lula.
O presidente também informou que pretende articular com outros países que foram alvo das novas tarifas dos Estados Unidos para fortalecer o pleito na OMC. A lei brasileira citada por Lula, sancionada em abril, permite suspender concessões comerciais, investimentos e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade internacional brasileira.
Para analisar o impacto no comércio e definir estratégias, o governo federal criará um comitê com empresários que exportam para os Estados Unidos. Segundo Lula, o objetivo é apoiar o setor e buscar novos mercados para os produtos brasileiros.
“Vamos ter que proteger o setor produtivo e procurar outros parceiros para comprar nossos produtos. O comércio do Brasil com os EUA representa 1,7% do PIB. Obviamente queremos vender, mas precisamos ter alternativas”, disse o presidente.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Na entrevista, Lula criticou o ex-presidente Donald Trump pela forma como comunicou a decisão, afirmando que o Brasil preza pelo diálogo direto em suas relações diplomáticas. Segundo Lula, o comunicado de Trump chegou de forma não oficial, publicado em site antes mesmo de ser encaminhado formalmente.
“O Brasil é um país que não tem contencioso de ninguém. Aqui, tudo se resolve numa conversa”, afirmou, destacando os 201 anos de relações diplomáticas com os EUA.
Lula também rebateu a acusação de desequilíbrio comercial, dizendo que os EUA têm superávits comerciais com o Brasil há mais de 15 anos. Ele afirmou que o Judiciário brasileiro é autônomo e não acatará exigências externas, em referência à demanda de Trump para que o ex-presidente Jair Bolsonaro não seja julgado por tentativa de golpe de Estado.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O presidente também responsabilizou Bolsonaro pela situação, ao afirmar que o ex-presidente estaria apoiando a medida de Trump. Lula citou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos.
Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, classificou a imposição da tarifa como um erro de avaliação por parte de Donald Trump.
Segundo Alckmin, os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil. Em 2023, o saldo positivo para os americanos foi de US$ 7 bilhões em bens e de US$ 18 bilhões em serviços. Ele também destacou que, dos dez produtos mais exportados pelos EUA para o Brasil, oito têm tarifa de importação zerada.
“Segundo os próprios dados estadunidenses, são US$ 7 bilhões de superávit em bens e US$ 18 bilhões em serviços. E dos 10 produtos que eles mais exportam para o Brasil, oito são ex-tarifário, ou seja, o imposto é zero”, afirmou Alckmin.
O vice-presidente também mencionou que vinha mantendo diálogo direto com o governo norte-americano, por meio de conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
Alckmin criticou o que chamou de atuação da família Bolsonaro nos bastidores para influenciar a decisão americana. Ele citou episódios anteriores, como a condução da pandemia e os ataques ao meio ambiente, além da tentativa de golpe em janeiro de 2023.
“Agora a gente vê que esse clã, mesmo fora do governo, continua trabalhando contra o interesse brasileiro e contra o povo brasileiro”, declarou Alckmin.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil
Novidades já estão disponíveis nos restaurantes da rede em todo o Brasil e contam com versão carne e versão frango
Os “Brabos” ficaram “Brabíssimos”. Trazendo um queridinho dos clientes de volta, a nova campanha do McDonald’s amplia a linha dos sanduíches Brabos do Méqui com dois lançamentos, ideais para celebrar os dias de glória: os novos Brabo Brabíssimo Carne e Brabo Brabíssimo Frango, ambos acompanhados pelo irresistível molho do CBO. Os novos sanduíches mantém o tradicional pão brioche, a exclusiva Méquinese sabor carne defumada e desta vez, também trazem a cebola crispy e queijo sabor cheddar em sua montagem.
“No McDonald’s, a gente entende que comer também é um momento de celebração. Por isso, buscamos entregar experiências saborosas e indulgentes, que combinam sabores marcantes e ingredientes consagrados, como o inconfundível e desejado molho do CBO que retorna ao cardápio com os novos Brabissimos. Esse lançamento reforça nosso compromisso em oferecer opções que atendam aqueles consumidores que querem se presentear com um sanduíche especial, com toda qualidade e sabor que só o Méqui tem”, comenta Ilca Sierra, Diretora de Marketing do McDonald’s no Brasil.
E para honrar os fiéis clientes do Meu Méqui, o programa de fidelidade da marca, comprando os novos Brabos Brabíssimos, os pontos acumulados são em dobro. A ação é válida em pedidos via McDelivery, para compras efetuadas até o dia 30 de julho, direto pelo aplicativo, tanto para a versão carne quanto para a versão frango.
As novidades já estão disponíveis nos restaurantes da rede em todo o Brasil. Elas podem ser adquiridas por qualquer um dos canais de venda: via app do Méqui (aproveitando a praticidade do McDelivery e Peça e Retire), ou pelo Drive-Thru, balcão e totens de autoatendimento, diretamente em uma das unidades do McDonald’s.
Para não perder outras novidades como esta, acesse o site do McDonald’s.
Sobre a Arcos Dorados
A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo e a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe. A companhia conta com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias locais de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios dessas regiões.
Atualmente, a rede possui mais de 2.400 restaurantes, entre unidades próprias e de seus franqueados, que juntos empregam mais de 100.000 funcionários (dados de 31/03/2025). A empresa também está comprometida com o desenvolvimento das comunidades em que opera com a oferta de oportunidades de primeiro emprego formal aos jovens e com o impacto ambiental positivo por meio de sua Receita do Futuro. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO).
Especialista alerta que a nova lógica tributária exige planejamento antecipado e reavaliação das estratégias empresariais para evitar prejuízos
Com a aproximação da fase de transição da Reforma Tributária, prevista para começar em 2026, empresas precisam revisar contratos e repensar modelos de negócio. Isso porque as mudanças nas regras de tributação sobre o consumo, com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), devem provocar ajustes estruturais nas relações comerciais e operacionais.
De acordo com Gustavo Vieira, contador e diretor da Rui Cadete, quem não se preparar “desde já” corre o risco de enfrentar perdas financeiras, insegurança jurídica e queda na competitividade. “A reforma não trata apenas de novas alíquotas ou regras fiscais. Ela muda a lógica de como os negócios operam no Brasil. Por isso, este é o momento de revisar contratos e modelos de negócio, antecipando cenários e redesenhando estratégias”, afirma.
O especialista explica que a cobrança “por fora” (com destaque separado no preço) dos tributos exige que os contratos passem a adotar cláusulas de preço líquido, que excluem os impostos do valor-base. A medida, segundo Gustavo, é necessária para garantir o aproveitamento de créditos tributários e evitar distorções. “O uso da cláusula de preço líquido é uma das principais recomendações nesta nova lógica tributária”, destaca o diretor da Rui Cadete.
Para ele, é essencial que os instrumentos contratuais prevejam como eventuais variações de carga tributária serão tratadas entre as partes. “Empresas que mantêm contratos de médio e longo prazos precisarão atualizar seus documentos para contemplar os impactos da reforma. Muitas decisões que antes se apoiavam em incentivos fiscais, por exemplo, precisarão ser reavaliadas com base nos novos parâmetros legais e operacionais”, explica Gustavo.
Empresas optantes pelo Simples Nacional, conforme pontua o contador, tendem a enfrentar maiores dificuldades. Isso porque, além de precisarem decidir se vão aderir à nova sistemática de forma unificada ou separada, poderão perder competitividade caso não consigam se adequar às exigências dos contratantes.
“A gente percebe que, mais do que revisar contratos, as empresas estão sendo desafiadas a redesenhar estratégias. É uma mudança de lógica, que envolve desde a cadeia de suprimentos até a precificação final dos produtos e serviços. Quem sair na frente, se adaptando ao novo modelo, terá vantagem competitiva. Já quem deixar para depois pode enfrentar riscos jurídicos e prejuízos comerciais”, alerta o diretor da Rui Cadete.
Donald Trump justifica medida citando STF e Bolsonaro; Planalto convoca reunião de emergência e estuda sobretaxar produtos americanos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9.jul.2025) que aplicará uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil. A nova alíquota passa a valer a partir de 1º de agosto. A medida foi comunicada em uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicada na rede social Truth Social.
Na mensagem, Trump atribuiu a decisão a uma relação comercial considerada “injusta” e criticou a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Trump, a forma como o Brasil tem tratado Bolsonaro seria uma “desgraça internacional” e uma “caça às bruxas” que deveria acabar “imediatamente”.
Além das críticas à política interna brasileira, Trump relacionou a tarifa à atuação do STF sobre plataformas digitais americanas. Em um trecho, acusou o Supremo de emitir “centenas de ordens de censura secretas e ilegais” contra redes sociais dos EUA, ameaçando-as com multas e expulsão do mercado brasileiro. Ele afirmou que tais ações configurariam ataques contra eleições livres e a liberdade de expressão dos americanos.
Em justificativa adicional, Trump mencionou desequilíbrios comerciais e classificou a relação entre os países como “muito injusta”, apontando barreiras tarifárias e não tarifárias por parte do Brasil. Ele indicou que a tarifa de 50% ainda seria “muito menor do que o necessário” para garantir condições de concorrência equitativas, sugerindo que os EUA deveriam até mesmo se afastar de sua relação comercial de longa data com o Brasil.
Trump também informou ter determinado ao representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a abertura de uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa seção permite aos EUA investigar práticas comerciais consideradas desleais, funcionando como instrumento de pressão internacional para defesa de interesses comerciais americanos.
Na carta, Trump também advertiu que, caso o Brasil busque retaliar com elevação de tarifas de importação, os EUA elevariam suas tarifas em igual magnitude. Ainda indicou que poderia ajustar para cima ou para baixo a alíquota de 50%, dependendo de eventuais mudanças na relação comercial entre os dois países.
Reação do governo Lula
Em resposta ao anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (9.jul). Participaram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
O governo brasileiro estuda aplicar o princípio da reciprocidade para reagir à medida. A ideia é anunciar uma elevação tarifária equivalente sobre produtos americanos exportados ao Brasil, embora o percentual ainda esteja em discussão no Palácio do Planalto.
Lula também se manifestou nas redes sociais na noite desta quarta-feira (9). Ele afirmou que o Brasil dará uma resposta por meio da Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano pelo Congresso Nacional. Segundo o presidente, “o Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.
Na mesma postagem, Lula rebateu informações sobre um suposto déficit comercial norte-americano na relação com o Brasil, citando dados do próprio governo dos EUA que indicariam um superávit de aproximadamente US$ 410 bilhões ao longo dos últimos 15 anos.
A Lei de Reciprocidade Econômica prevê medidas de retaliação a ações unilaterais que prejudiquem a competitividade internacional brasileira. Entre as ações previstas estão a suspensão de acordos comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual.
Avaliações internas no governo brasileiro
Fontes do governo federal classificaram a medida anunciada por Trump como resultado de uma “politização” das tarifas comerciais. Diplomatas brasileiros notaram que trechos da carta enviada a Lula pareciam ter sido copiados de comunicados destinados a outros países, especialmente nas partes que mencionam déficits comerciais inexistentes na balança entre Brasil e EUA.
O governo brasileiro indicou ainda que não havia expectativa de tarifas adicionais, uma vez que diplomatas do Itamaraty e técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços vinham mantendo conversas com autoridades americanas. A reunião mais recente ocorreu virtualmente na sexta-feira anterior ao anúncio.
Segundo integrantes do Planalto, Trump teria abandonado o processo de negociação técnica ao adotar um viés político explícito em sua comunicação. A carta de Trump faz menção também a ações judiciais no Brasil contra Jair Bolsonaro e contra plataformas digitais por disseminação de desinformação.
Em reação política interna, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, vinculou o aumento tarifário à relação de Trump com Bolsonaro. Em sua conta na rede social X, ele escreveu: “O inelegível Jair Bolsonaro pediu e Donald Trump atendeu: 50% de tarifas para os produtos brasileiros entrarem nos EUA”.
Impacto no comércio e no câmbio
A tarifa de 50% anunciada por Trump é a mais alta entre uma série de tarifas adicionais que o governo norte-americano divulgou nesta semana para diversos parceiros comerciais. Países como Argélia, Brunei, Iraque, Líbia, Moldávia, Sri Lanka e Filipinas foram alvos de tarifas de até 30%.
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada por significativo intercâmbio de bens industrializados. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40 bilhões para os EUA e comprou valor ligeiramente superior em bens americanos, gerando uma corrente de comércio de aproximadamente US$ 81 bilhões no ano passado.
Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), cerca de 70% das exportações brasileiras para os EUA envolvem 51 itens industriais, como aviões, máquinas e produtos químicos. Em contraste, a pauta exportadora brasileira para outros parceiros como China ou União Europeia é menos diversificada.
O anúncio da tarifa provocou impacto imediato no mercado cambial. O dólar futuro para agosto subiu mais de 1,7%, sendo negociado por volta de R$ 5,542 às 17h45 de quarta-feira (9). Na máxima do dia, chegou a R$ 5,604. O pregão encerrou com alta de 1,05%, cotado a R$ 5,503 antes da divulgação oficial da carta de Trump a Lula.
Foto: Daniel Torok/White House / Fernando Frazão/Agência Brasil
Secretaria de Desenvolvimento, Secretaria da Fazenda e FIERN analisam impactos na economia potiguar e articulam estratégias diante da medida anunciada por Donald Trump
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto gerou reação imediata no Rio Grande do Norte. O governo estadual, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Secretaria da Fazenda, e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) avaliaram os impactos da medida e anunciaram estratégias para mitigar os riscos à economia potiguar.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do RN informou que monitora desde março as implicações dos aumentos tarifários já anunciados anteriormente e que, com a nova alíquota de 50% confirmada para o próximo mês, reforçou o acompanhamento das negociações. Em nota oficial, a Sedec afirmou que o momento exige articulação com o Governo Federal e os setores produtivos para preservar a competitividade das exportações potiguares.
De acordo com a Sedec, somente nos seis primeiros meses de 2025 o volume exportado para os Estados Unidos já se iguala ao montante exportado ao país durante todo o ano de 2024. Em 2024, o estado exportou US$ 67,1 milhões para os EUA. A pauta de exportação é diversificada, incluindo produtos de origem animal impróprios para alimentação humana, caramelos e confeitos, albacoras-bandolim frescos, outros açúcares de cana, sal marinho a granel, querosenes de aviação, granitos, atuns frescos, mangas frescas e castanha de caju fresca ou seca.
As importações potiguares dos Estados Unidos em 2024 totalizaram US$ 76,2 milhões, com destaque para óleo diesel, outras gasolinas, coque de petróleo, copolímeros, trigo, medicamentos, caldeiras e polímeros. Entre janeiro e março de 2025, o Rio Grande do Norte já havia exportado US$ 26,2 milhões para os EUA e importado US$ 9,8 milhões, gerando um superávit de US$ 16,4 milhões na balança comercial bilateral.
A Sedec listou uma série de ações para enfrentar o cenário: mapear barreiras tarifárias e não tarifárias nos EUA; investir em capacitação técnica dos exportadores sobre exigências sanitárias e padrões internacionais; fomentar acordos comerciais e protocolos fitossanitários bilaterais; incentivar o reposicionamento de produtos nas cadeias globais com foco em diferenciação e sustentabilidade; e apoiar a busca por novos mercados-alvo, especialmente na Ásia e América Latina.
Em nota, a Secretaria destacou que “há firme convicção de que as iniciativas adotadas pela Presidência da República em defesa da soberania brasileira e preservação da competitividade dos produtos nacionais no mercado externo — com assessoramento e respaldo dos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e das Relações Exteriores — assegurarão a continuidade do crescimento e da prosperidade”.
Secretaria da Fazenda alerta para impacto nos setores-chave
O secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, também se posicionou sobre o anúncio de Donald Trump, classificando a proposta como uma ameaça direta para a economia potiguar. Segundo ele, a tarifação pode impactar até 70% da produção destinada ao mercado externo, com efeitos diretos sobre setores como frutas, granito, pescado e, principalmente, sal marinho.
“A proposta pode ter um impacto devastador em setores-chave do estado, como o de frutas, granito, pescado e, principalmente, o de sal marinho, ameaçando milhares de empregos e a estabilidade de importantes cadeias produtivas”, declarou Xavier. Ele ressaltou a dependência crítica de alguns segmentos do mercado norte-americano e alertou que a tarifa tornaria os produtos potiguares menos competitivos, podendo levar à paralisação de contratos.
Diante do cenário, o secretário fez um apelo à união da classe política do estado e defendeu mobilização da bancada federal para proteger empregos e a economia local. “Essa medida precisa ser combatida com firmeza pelo estado brasileiro, defendendo a soberania nacional”, afirmou.
O alerta foi feito em um contexto de bom desempenho das exportações potiguares. Entre janeiro e maio de 2025, o Rio Grande do Norte exportou US$ 67,138 milhões, valor superior ao registrado durante todo o ano de 2024. Desse total, os derivados de petróleo representaram US$ 23,9 milhões. Outros produtos de destaque na pauta de exportações incluem sal, frutas como melões e melancias, além de óleos combustíveis. No mesmo período, as importações potiguares dos Estados Unidos somaram US$ 26,7 milhões.
FIERN aponta risco para competitividade e empregos
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) também se manifestou por meio do presidente Roberto Serquiz, que avaliou o impacto do chamado “tarifaço de Trump” na economia potiguar. Segundo ele, a tarifa de 50% compromete severamente a competitividade da produção industrial do estado.
“O Rio Grande do Norte depende fortemente dos seus ativos naturais. Petróleo, fruticultura, mineração, pesca e sal são setores que serão diretamente impactados por essa nova tarifa”, destacou Serquiz. Ele lembrou que grande parte das exportações potiguares tem como destino os Estados Unidos, e produtos como atum, peixes costeiros e sal poderão perder competitividade frente a concorrentes de outros países, que negociaram tarifas de apenas 10%.
Dados divulgados pela FIERN mostram que, de janeiro a junho de 2025, o estado exportou US$ 67 milhões, um crescimento de 123% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram exportados US$ 30 milhões. Para o presidente da FIERN, o impacto pode ser especialmente forte no setor salineiro, que depende quase exclusivamente do mercado norte-americano.
“O sal, por exemplo, é praticamente 100% viabilizado pelas exportações para os EUA. Se tivermos uma tarifa de 50%, enquanto os concorrentes operam com 10%, ficamos fora do jogo”, explicou Serquiz. Segundo ele, 95% da produção nacional de sal está concentrada no RN, com exportações médias mensais entre um e dois navios. A medida, segundo o dirigente, pode comprometer a presença do Brasil e do Rio Grande do Norte no mercado internacional.
Além de prejudicar a competitividade, a tarifa pode desencadear um efeito em cadeia sobre o setor produtivo local. Serquiz destacou que um ambiente de vulnerabilidade como esse afeta diretamente a empregabilidade e o preço final dos produtos, podendo levar produtores a reduzir atividades por precaução e impactar a arrecadação estadual.
Outro ponto de atenção é o calendário da fruticultura. A principal safra tem início em agosto, coincidentemente o mês em que a tarifa entra em vigor. Serquiz alertou que a perda de competitividade poderá forçar produtores a reduzir plantio ou colheita, afetando todo o ciclo econômico do setor.
Articulação nacional
Para enfrentar os desafios, a FIERN informou que iniciou articulação com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras federações estaduais para discutir estratégias e pressionar por uma solução diplomática. Reuniões já começaram para buscar alinhamento entre lideranças industriais. “Precisamos de uma atuação técnica e racional para buscar uma reversão dessa tarifa antes de sua aplicação”, afirmou Serquiz.
A FIERN também sinalizou que manterá o governo estadual informado sobre os riscos para a economia potiguar. A federação espera sensibilizar tanto o governo brasileiro quanto o norte-americano para reconsiderar a medida. Serquiz observou que, apesar da urgência, ainda é cedo para estimar o impacto exato, dado que a tarifa está em fase de anúncio e existem possibilidades de negociação até a sua entrada em vigor.
Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração / Canindé Soares via Governo do RN
Acordo homologado pelo STF prevê pagamento único e corrigido para beneficiários que sofreram deduções sem autorização
A partir desta sexta-feira (11,jul.2025), aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos não autorizados de mensalidades associativas podem aderir ao acordo de ressarcimento homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O plano para devolver os valores descontados de forma indevida resulta de um entendimento firmado entre o Ministério da Previdência Social, o INSS, a Advocacia-Geral da União (AGU), a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Os beneficiários que aderirem receberão em parcela única o valor total cobrado de forma ilegal entre março de 2020 e março de 2025, corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Não será necessário aguardar decisão judicial para liberação do pagamento.
De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller, os primeiros depósitos estão programados para o dia 24 de julho. O cronograma prevê pagamentos diários em lotes de até 100 mil pessoas, até que todos os casos sejam atendidos.
Segundo informações do INSS, cerca de 9 milhões de beneficiários foram consultados. Destes, aproximadamente 3,8 milhões questionaram os descontos de mensalidades associativas nos benefícios, sendo que cerca de 1,86 milhão de aposentados e pensionistas já estão aptos a aderir ao acordo.
Como aderir ao acordo
A adesão será gratuita e deverá ser realizada exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios. Pelo aplicativo, o interessado deve acessar a aba “Consultar Pedidos”, clicar em “Cumprir Exigência”, marcar a opção “Aceito Receber” no fim da página e enviar a solicitação. Não há necessidade de anexar novos documentos além dos já apresentados anteriormente.
O INSS orienta que não haverá contato por telefone, e-mail ou qualquer outro meio que não seja o aplicativo Meu INSS ou o atendimento presencial nos Correios. Não será cobrada nenhuma taxa para adesão, e o valor devido será creditado automaticamente na mesma conta bancária em que o beneficiário recebe o pagamento previdenciário.
Contestações de descontos
Quem ainda não questionou os descontos pode fazê-lo pelo aplicativo Meu INSS, pela central telefônica 135 ou em qualquer agência dos Correios. Novas contestações poderão ser feitas até pelo menos 14 de novembro de 2025, prazo que ainda poderá ser prorrogado.
Após o pedido de contestação, as entidades terão até 15 dias para comprovar que o desconto foi realizado de forma regular. Caso não apresentem justificativa, o segurado terá direito ao ressarcimento.
Casos com ação judicial
Os segurados que já ingressaram com ação judicial contra o INSS também poderão aderir ao acordo, desde que desistam do processo em curso para evitar o recebimento em duplicidade.
Atendimento a grupos vulneráveis
Além das adesões individuais, o INSS fará a contestação automática para beneficiários considerados em situação de vulnerabilidade. Isso inclui pessoas com 80 anos ou mais em março de 2024, indígenas e quilombolas. Estima-se que cerca de 209 mil idosos, 17,79 mil indígenas e 38,56 mil quilombolas estejam nessas condições.
O objetivo é garantir que esses grupos recebam o ressarcimento sem que precisem realizar a contestação por conta própria.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Suspeito dirigia com identidade falsa e confessou participação em assassinatos na BR-230, em Santa Rita
Um homem foragido da Justiça e investigado pelo homicídio do prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira, e do pai dele, Sandi Alves, foi preso na tarde desta terça-feira (8.jul.2025) na BR-230, em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, Paraíba. A abordagem aconteceu após o suspeito dirigir de forma imprudente e apresentar documento falso.
De acordo com informações oficiais, equipes do Núcleo de Operações Especiais (NOE) realizavam fiscalização no km 42 da rodovia federal, no sentido João Pessoa, por volta das 16h. Durante a operação, os policiais visualizaram um Chevrolet Onix vermelho realizando manobras em zigue-zague, levantando suspeitas sobre o condutor e o veículo.
O carro foi interceptado alguns metros à frente e passou por procedimento de abordagem. Segundo os policiais, o motorista, um homem de 49 anos, demonstrava nervosismo e apresentou um documento de identidade que levantou dúvidas. Após consulta aos sistemas de segurança, a equipe confirmou que o documento era falso.
As verificações revelaram ainda que havia um mandado de prisão em aberto contra o suspeito, com validade até dezembro de 2040, pelo crime de homicídio. Questionado, o homem admitiu ter conhecimento do mandado de prisão e confessou envolvimento no assassinato do ex-prefeito de João Dias e do pai dele, ocorrido em agosto de 2024, durante o período em que o político disputava a reeleição no município potiguar.
Em depoimento aos policiais, o homem relatou que faz parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele também declarou já ter cumprido mais de 20 anos de pena em presídios do Rio Grande do Norte e do Ceará, incluindo as unidades prisionais de Alcaçuz (RN), Itaitinga (CE) e Pacatuba (CE).
Diante dos fatos constatados na fiscalização, o suspeito foi detido pelos crimes de uso de documento falso e em cumprimento ao mandado de prisão por homicídio. Ele foi conduzido à sede da Polícia Federal para os procedimentos legais, incluindo a formalização da prisão e os trâmites para eventual transferência ao sistema penitenciário.
O passageiro que estava no veículo não possuía pendências judiciais e permaneceu com a posse do automóvel após a liberação pela equipe policial. A operação no trecho da BR-230 faz parte das atividades rotineiras de fiscalização com foco na repressão a crimes interestaduais, na prisão de foragidos e na garantia da segurança viária.
Equipes do NOE realizam esse tipo de ação em pontos estratégicos, monitorando veículos e condutores com comportamentos suspeitos. As abordagens têm o objetivo de localizar pessoas com mandados de prisão, identificar documentos falsificados e coibir o transporte de cargas ilícitas.
As autoridades reforçam que o enfrentamento ao crime organizado depende da atuação coordenada entre forças policiais, do compartilhamento de informações entre estados e da integração dos sistemas de segurança. O trabalho conjunto visa reduzir índices de violência, garantir o cumprimento de mandados de prisão e assegurar a tranquilidade dos motoristas e passageiros que utilizam as rodovias federais.
A população pode colaborar com o trabalho de fiscalização e segurança denunciando atividades suspeitas por meio do telefone 191, canal oficial para emergências e denúncias. As operações seguem como parte do esforço para coibir crimes, localizar foragidos e aumentar a segurança nas rodovias federais que cortam o país.
Proposta aprovada no Congresso eleva número de cadeiras federais e estaduais e aguarda decisão presidencial
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, declarou nesta segunda-feira (8.jul.2025) que considera “pouco provável” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancione o projeto de lei que prevê o aumento do número de deputados federais e estaduais. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Roda Vida.
O projeto aprovado pelo Congresso Nacional eleva o total de deputados federais de 513 para 531. A proposta foi modificada no Senado, que incluiu emenda para evitar impacto financeiro adicional ao poder público. No entanto, a ampliação do número de cadeiras geraria um efeito cascata nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.
Caso entre em vigor, a medida poderá também impulsionar o debate sobre o aumento do teto de emendas parlamentares. Rui Costa indicou que o presidente está avaliando as implicações políticas e administrativas da sanção.
Segundo o ministro, o presidente Lula ainda não tomou uma decisão final e analisa as opções disponíveis, considerando as responsabilidades do cargo e a repercussão pública do tema.
A discussão ganhou força após Lula inicialmente indicar que sancionaria a proposta. A repercussão negativa nas redes sociais fez o governo rever a estratégia. Entre as possibilidades consideradas está deixar a proposta caducar, evitando um veto direto que poderia ser derrubado pelo Congresso. Nesse cenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), poderia dar o aval necessário para a promulgação.
Em meio às articulações políticas, está prevista uma reunião entre Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o assunto. O objetivo é analisar o impacto político da medida e buscar consenso para a decisão final.
Rui Costa negou durante a entrevista que o governo esteja em processo de polarização com o Congresso Nacional. O ministro destacou que o Palácio do Planalto mantém diálogo constante com o Legislativo, mesmo após a derrubada recente do decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Segundo Costa, o governo pretende manter as conversas abertas com o Congresso em diferentes temas, buscando entendimento e evitando conflitos. A declaração reforçou o compromisso do Executivo em encontrar soluções negociadas para pautas sensíveis.
A proposta de aumento do número de deputados integra uma pauta complexa que mobiliza diferentes setores políticos. Defensores da medida apontam a necessidade de atualização na representação proporcional dos estados, enquanto críticos alertam para o risco de elevação indireta de custos e para o aumento do poder de barganha parlamentar.
O projeto de lei segue em tramitação formal, aguardando definição por parte do presidente da República. Enquanto isso, parlamentares de diferentes partidos articulam estratégias para influenciar a decisão final, seja pela sanção, veto ou promulgação indireta.
O tema também interfere no planejamento orçamentário da União, uma vez que eventuais expansões no número de cadeiras federais podem refletir em reajustes nos recursos destinados às Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.
Até o momento, não há data oficial definida para o desfecho. O governo federal analisa o impacto político, jurídico e orçamentário da proposta antes de formalizar qualquer decisão sobre o aumento no número de parlamentares em âmbito federal e estadual.
Parlamentar do Rio Grande do Norte permanece internado e segue em recuperação
O deputado estadual Ivanilson Oliveira (União Brasil) passou por um procedimento cardíaco de urgência neste domingo (6.jul.2025), durante viagem a São Paulo. O parlamentar do Rio Grande do Norte estava na capital paulista para participar do Festival ABCR 2025, evento que reúne lideranças e especialistas para discutir políticas públicas.
O procedimento médico ocorreu após Ivanilson Oliveira relatar um mal-estar durante sua estadia na cidade. Após a realização de exames, foi identificada a necessidade de intervenção imediata. O deputado foi internado em hospital da capital paulista, onde permanece em observação.
De acordo com informações divulgadas por sua equipe, o parlamentar segue em recuperação sob acompanhamento de profissionais especializados. O estado de saúde é considerado estável até o momento, e a expectativa é de que ele permaneça internado até receber alta médica para viagem de retorno ao Rio Grande do Norte.
O evento que motivou a ida do deputado a São Paulo é realizado anualmente e reúne representantes do setor público e privado para debater estratégias de fortalecimento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social.
Ivanilson Oliveira é parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e cumpre mandato pelo União Brasil. Mesmo hospitalizado, o deputado manteve contato com sua equipe no estado para acompanhar demandas e temas relacionados ao seu trabalho legislativo.
A assessoria do deputado informou que ele permanece em observação para avaliação da evolução clínica nos próximos dias. O hospital não divulgou boletim médico detalhado sobre o procedimento realizado, limitando-se a confirmar o atendimento e a estabilidade do quadro de saúde do paciente.
Ivanilson Oliveira planeja retornar ao Rio Grande do Norte assim que for liberado pela equipe médica. A previsão de alta ainda depende dos resultados dos exames de controle pós-procedimento.
O procedimento cardíaco foi realizado em caráter de urgência após a identificação do problema durante exames em hospital da cidade de São Paulo. A intervenção teve como objetivo estabilizar o quadro clínico e evitar maiores complicações.
Até a liberação para viagem, o deputado seguirá sob cuidados médicos, com monitoramento constante do quadro cardiovascular. A previsão de alta dependerá de avaliações médicas nos próximos dias, considerando a resposta ao tratamento e a evolução geral do estado de saúde.
Presidente afirma que bloco não discutiu proposta de taxação anunciada em rede social
A ameaça feita pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 10% a países que se alinharem ao Brics não foi tema de debate durante a reunião de cúpula do bloco realizada no Rio de Janeiro. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (7.jul.2025), após o encerramento do encontro.
O evento reuniu líderes dos 11 países-membros do Brics e representantes de dez nações parceiras. Segundo Lula, a questão não foi discutida oficialmente durante as reuniões realizadas no Rio.
O presidente brasileiro declarou que o encontro ocorreu sem menção ao tema e que o assunto não gerou discussões entre os participantes. Ele afirmou que os países participantes do Brics mantêm posição de respeito à soberania nacional e que cada governo tem o direito de tomar decisões de forma independente.
Sobre a possibilidade de imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos, Lula disse que existe a chamada lei da reciprocidade, que permitiria aos outros países adotar medidas equivalentes. O presidente ressaltou que considera importante o respeito mútuo entre as nações e defendeu que cada país preserve sua autonomia para decidir sobre alinhamentos e acordos internacionais.
A reunião de cúpula do Brics contou com a presença de chefes de Estado e representantes dos países-membros. Além do Brasil, o grupo é formado por África do Sul, China, Rússia, Índia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Argentina. Durante o encontro, também participaram delegações de nações convidadas, que discutiram pautas de cooperação econômica e política internacional.
Lula destacou ainda o significado do conceito de soberania para os participantes do bloco, reforçando que cada país é responsável por suas decisões e políticas internas. O presidente brasileiro ressaltou que os países do Brics buscam cooperação com base no respeito mútuo, sem interferências externas.
O presidente também comentou declarações de Donald Trump sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma postagem em rede social, Trump sugeriu que Bolsonaro estaria sofrendo perseguição política e deveria ser deixado em paz. Lula respondeu dizendo que o Brasil tem suas próprias leis, regras e soberania para lidar com questões internas.
O encontro no Rio de Janeiro marcou a reunião de líderes dos países do Brics e buscou fortalecer alianças estratégicas entre os membros do bloco. As discussões incluíram temas como comércio internacional, investimento em infraestrutura, ampliação de mercados e mecanismos de financiamento conjunto.
O governo brasileiro buscou posicionar o país como articulador de diálogos entre os membros e parceiros do bloco, com o objetivo de estimular maior integração econômica e política entre países em desenvolvimento. A cúpula também discutiu estratégias para ampliar a influência do Brics em fóruns internacionais e em negociações multilaterais.
As conversas entre líderes ocorreram em sessões fechadas e eventos paralelos durante o encontro no Rio de Janeiro. A organização da cúpula mobilizou equipes diplomáticas e técnicas dos países participantes para alinhar propostas de cooperação.
Segundo o governo brasileiro, a agenda de encontros diplomáticos continuará nos próximos meses, com o objetivo de consolidar projetos e iniciativas acordados durante a cúpula do Brics no Rio.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR
Ex-presidente dos EUA fez a declaração em rede social e não detalhou políticas consideradas antiamericanas
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (6.jul.2025) que pretende impor uma tarifa adicional de 10% a qualquer país que se alinhe às “políticas antiamericanas” do Brics. A declaração foi publicada na rede social Truth Social.
Na publicação, Trump escreveu:
“Qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas dos BRICS pagará uma tarifa ADICIONAL de 10%. Não haverá exceções a esta política. Obrigado pela atenção!”
Trump não explicou quais seriam as “políticas antiamericanas” citadas nem detalhou como o governo americano definiria o alinhamento de outros países com o Brics em caso de eventual retorno dele ao poder.
A declaração ocorre no momento em que o Brics realiza sua cúpula anual no Brasil. O evento começou neste domingo (6) no Rio de Janeiro, com o Brasil na presidência do grupo.
Sobre o Brics
O Brics é um grupo de países que mantém cooperação financeira e institucional, atualmente com onze membros oficiais e outras nações parceiras. O bloco teve origem em 2009, inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC). A sigla ganhou o “S” em 2011, com a entrada oficial da África do Sul (South Africa).
Em agosto de 2023, durante a Declaração de Johanesburgo, foi acordada uma nova expansão do grupo. Entre 2024 e 2025, seis novos países foram admitidos como membros.
Membros oficiais atuais do Brics:
Brasil
Rússia
Índia
China
África do Sul
Arábia Saudita
Egito
Emirados Árabes Unidos
Etiópia
Indonésia
Irã
A Declaração de Johanesburgo também contemplava um convite à Argentina, que recusou a adesão.
Dados sobre o Brics
De acordo com dados do Banco Mundial, os países membros do Brics somam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 24,7 trilhões. Em relação ao comércio internacional, o bloco responde por cerca de 24% das trocas mundiais, conforme estatísticas da COMEVIX (Balança Comercial e Estatísticas de Comércio Exterior).
Em dimensão territorial e populacional, o Brics reúne 48,5% da população mundial, incluindo os dois países mais populosos do planeta: Índia e China.
O nome “BRIC” foi cunhado em 2001 pelo economista Jim O’Neill, à época economista-chefe do Goldman Sachs. Em relatório intitulado “Building Better Global Economic BRICs”, ele identificou Brasil, Rússia, Índia e China como países emergentes com potencial para alto crescimento econômico.
Desde então, o grupo ampliou seus membros e consolidou fóruns de cooperação econômica, comercial e diplomática. As reuniões anuais buscam discutir estratégias conjuntas, investimentos e alternativas para o sistema financeiro internacional.
O evento deste ano no Rio de Janeiro marca o início de uma nova rodada de negociações entre os países membros e parceiros, no contexto das recentes ampliações e da busca por fortalecer alianças no comércio global.
Casal afirma que tomará medidas jurídicas contra mensagens com ameaças de morte dirigidas à criança
Roberto Justus e sua esposa, Ana Paula Siebert, se pronunciaram publicamente após a filha do casal, de 5 anos, ter sido alvo de comentários de ódio e ameaças nas redes sociais. As mensagens ocorreram após a publicação de um vídeo em que a menina aparece segurando uma bolsa, supostamente de grife.
De acordo com o casal, os comentários incluíam até desejos de morte dirigidos à criança. Em nota, Justus e Ana Paula afirmaram que raramente respondem a críticas públicas, mas consideraram necessário se manifestar neste caso.
“Incentivar o ódio e desejar a morte de uma criança é inaceitável”, declararam. Segundo eles, a bolsa exibida no vídeo foi um presente dado à filha. Eles lamentaram que um presente tenha motivado mensagens de violência e informaram que pretendem adotar medidas jurídicas contra os responsáveis pelas postagens.
Entenda o caso envolvendo a filha do casal
O episódio ganhou repercussão após uma foto publicada pelo casal na sexta-feira (4.jul.2025) em seu perfil no Instagram. Na imagem, Justus, Ana Paula e a filha aparecem juntos, com a menina segurando uma bolsa. Um perfil no Twitter comentou que o acessório seria de uma marca de luxo e custaria R$ 14 mil.
A partir dessa postagem, outras contas começaram a replicar a imagem e comentários sobre o valor do objeto. Entre os conteúdos que viralizaram, alguns usuários publicaram mensagens com ameaças explícitas.
Em prints de comentários que circularam, um perfil identificado como professor escreveu: “Só guilhotina…”, enquanto outra usuária escreveu: “Tem que mtr [sic] mesmo!”, em aparente referência ao verbo “matar”.
Embora Justus e Ana Paula não tenham especificado quais postagens motivaram a decisão de tomar medidas legais, afirmaram que o conjunto de mensagens ofensivas ultrapassou qualquer limite de crítica aceitável, principalmente por envolver uma criança.
Reações e providências
O casal disse que, apesar de normalmente não responder a polêmicas envolvendo exposição na internet, o teor das mensagens os levou a reagir. Em seu pronunciamento, destacaram que incentivar violência contra crianças não pode ser normalizado.
Os pais de Vicky anunciaram que irão formalizar denúncias para identificar e responsabilizar autores dos ataques. Eles não informaram detalhes sobre os advogados contratados ou o andamento das medidas jurídicas, mas indicaram que buscarão identificar os responsáveis por meio dos mecanismos legais disponíveis.
O caso chamou atenção para os limites dos discursos nas redes sociais e para o uso de imagens de crianças em contas públicas. Não há informação sobre restrições ou mudanças previstas nos perfis do casal após o episódio.
Em publicações anteriores, Justus e Ana Paula costumam compartilhar fotos de viagens, momentos em família e outras situações cotidianas. A filha Vicky, de cinco anos, costuma aparecer nessas postagens.
O episódio provocou ampla repercussão nas redes sociais e gerou discussões sobre comentários ofensivos, discursos de ódio e ameaças contra crianças na internet. A data e o local em que as medidas jurídicas serão tomadas ainda não foram detalhados pelo casal.
Solicitação pode ser feita até as 23h59 no sistema da Fundação Getulio Vargas
As pessoas interessadas em solicitar a isenção da taxa de inscrição para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) têm até as 23h59 desta terça-feira (8.jul.2025), horário de Brasília, para efetuar o pedido.
A solicitação deve ser realizada online, no sistema da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do certame. Para acessar, é necessário ter login único no portal Gov.br. O mesmo endereço eletrônico será utilizado para anexar os documentos que comprovem o direito à gratuidade.
Quem tem direito à isenção
Conforme o edital do Concurso Nacional Unificado 2025, podem solicitar isenção da taxa de inscrição os candidatos que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes condições:
Inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
Doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde;
Bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) do Ministério da Educação;
Participantes com curso superior financiado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O edital alerta que a participação prévia em programas sociais ou isenção em outros concursos não garante a isenção automática neste certame.
Documentação necessária
Candidatos inscritos no CadÚnico estão dispensados de informar o Número de Identificação Social (NIS) no ato do pedido. Para os bolsistas do Prouni e beneficiários do Fies, basta indicar a modalidade no sistema de inscrição.
No caso de doadores voluntários de medula óssea, é necessário fazer o upload de documentos comprobatórios, como:
Documento de identidade com foto;
Comprovante da doação, incluindo data da coleta, data de emissão, assinatura e nome legível da pessoa responsável pelo órgão emissor;
Certidão ou cartão de doador voluntário de medula óssea, emitidos por entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.
Os arquivos devem estar nos formatos JPG, JPEG, PNG ou PDF, com tamanho máximo de 5MB. Não serão aceitos documentos enviados por fax, e-mail, correio, entregues pessoalmente na sede da FGV ou no dia das provas.
Análise e resultado
A simples solicitação não garante automaticamente a isenção. Todos os pedidos passarão por análise da FGV, que consultará os órgãos responsáveis pela gestão do CadÚnico, Prouni, Fies e o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).
Brasília (DF), 21/11/2024 – O coordenador-geral de logística do CPNU, Alexandre Retamal e a consultora jurídica do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos -MGI, Karoline Busatto durante coletiva de imprensa para apresentar o novo cronograma do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) e pontos relacionados ao Termo de Acordo Judicial firmado. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Os resultados preliminares dos pedidos de isenção serão divulgados no dia 10 de julho, no site oficial do concurso. Em caso de indeferimento, o candidato poderá apresentar recurso no prazo de dois dias úteis após a publicação dos resultados preliminares. O resultado final dos recursos está previsto para 18 de julho.
Sobre o Concurso Nacional Unificado 2025
A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas em 32 órgãos federais. A seleção terá duas etapas: a primeira fase, com provas objetivas em outubro; e a segunda fase, com provas dissertativas em dezembro, apenas para os aprovados na etapa anterior.
Os cargos estão agrupados em nove blocos temáticos. Os candidatos poderão se inscrever para diferentes cargos dentro de um mesmo bloco e definir a ordem de preferência pelas vagas.
Equipe potiguar cede empate no último lance em jogo pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Série C
O ABC empatou com o Confiança por 1 a 1 na noite deste sábado (5.jul.2025), em partida realizada na Arena Batistão, em Aracaju-SE, válida pela 11ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. A partida teve momentos decisivos nos acréscimos do segundo tempo, com um pênalti defendido e dois gols marcados após os 45 minutos.
O jogo se manteve equilibrado ao longo dos 90 minutos regulamentares, sem alteração no placar. O momento mais importante da etapa final ocorreu aos 37 minutos, quando o goleiro Pedro Paulo, titular do ABC, defendeu um pênalti cobrado pela equipe sergipana, impedindo que o Confiança abrisse o placar.
Aos 47 minutos, já nos acréscimos, o ABC conseguiu balançar as redes. Em uma jogada de escanteio, a bola foi desviada e sobrou para Bruno Leite, que apenas escorou para o gol, marcando o primeiro gol da partida e deixando o ABC temporariamente em vantagem.
Mesmo em desvantagem, o Confiança intensificou as investidas ofensivas. A equipe sergipana pressionou o ABC até o último lance. Aos 51 minutos, já no apagar das luzes, Ronald Camarão finalizou de frente para o gol e empatou a partida, garantindo o placar final de 1 a 1.
A partida marcou a estreia do técnico Rodrigo Santana no comando do ABC. O treinador acompanhou do banco um jogo equilibrado, com momentos de tensão e definição nos minutos finais. Com o empate, o ABC alcançou 11 pontos em 11 jogos na Série C. A equipe potiguar soma seis partidas sem vencer na competição, acumulando cinco empates e uma derrota neste período.
Na classificação, o ABC segue fora da zona de classificação para a próxima fase da Série C. O resultado manteve o Confiança próximo ao meio da tabela, também brigando por uma recuperação no campeonato.
O ABC volta a campo no próximo sábado (12), às 19h30, para enfrentar o Tombense. A partida será realizada no Estádio Almeidão, em Tombos-MG, válida pela 12ª rodada da Série C. A equipe potiguar busca quebrar a sequência sem vitórias e melhorar sua posição na tabela.
Ficha do jogo
Competição: Série C do Campeonato Brasileiro – 11ª rodada Data: Sábado, 5 de julho de 2025 Local: Arena Batistão, Aracaju-SE Placar: Confiança 1 x 1 ABC Gols: Bruno Leite (ABC) aos 47’ 2T; Ronald Camarão (Confiança) aos 51’ 2T Pênalti defendido: Pedro Paulo (ABC), aos 37’ 2T
Próximos compromissos
ABC x Tombense Data: Sábado, 12 de julho de 2025 Horário: 19h30 Local: Estádio Almeidão, Tombos-MG
Ministros e presidentes de Bancos Centrais discutem interoperabilidade de sistemas e inclusão de novas moedas no ARC
Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais dos países do Brics divulgaram comunicado informando avanços nas discussões para criar um sistema próprio de pagamento que dispense a conversão para o dólar. O documento oficial destaca progresso na identificação de possíveis caminhos para a “interoperabilidade” entre os sistemas de pagamentos dos membros do grupo.
De acordo com o comunicado, houve avanços no reconhecimento de formas de estimular transações em moedas locais e de reduzir custos operacionais. Apesar disso, não foram detalhados os resultados alcançados. As negociações terão continuidade no segundo semestre, antes da transição da presidência do Brics para a Índia, marcada para 1º de janeiro de 2026.
“Seguindo a instrução de nossos líderes na Declaração de Kazan para continuar a discussão sobre a Iniciativa de Pagamentos Transfronteiriços do Brics, reconhecemos o progresso alcançado pela Força-Tarefa de Pagamentos na identificação de possíveis caminhos para apoiar a continuidade das discussões sobre um maior potencial de interoperabilidade dos sistemas de pagamentos do Brics”, diz o comunicado.
O documento também cita o relatório “Sistema de Pagamentos Transfronteiriços do Brics”, elaborado pelo Banco Central do Brasil. O material lista preferências dos países do bloco para viabilizar pagamentos rápidos, de baixo custo, acessíveis, eficientes, transparentes e seguros. Segundo o comunicado, um sistema alternativo de pagamentos pode “sustentar maiores fluxos de comércio e investimento” entre os membros do Brics.
Revisão do Acordo de Reservas Contingentes
Outro ponto abordado na reunião foi a revisão do Acordo de Reservas Contingentes (ARC), criado em 2014 para oferecer ajuda financeira mútua entre os países membros em caso de dificuldades no balanço de pagamentos. O objetivo é incluir novas moedas no mecanismo.
As novas regras do ARC ainda serão debatidas internamente por cada país do Brics. Além disso, está prevista uma reunião no segundo semestre para tratar da adesão dos novos membros ao acordo.
“Aguardamos essas alterações como base para discussões que visem aumentar a flexibilidade e a eficácia do mecanismo do ARC, por meio da incorporação de moedas de pagamento elegíveis e da melhoria da gestão de riscos”, destacou o comunicado.
Linha de garantia multilateral
Em relação à transição ecológica, o comunicado informou que os países do Brics iniciaram discussões para desenvolver uma linha de garantia multilateral. Esses ativos cobrem eventuais inadimplências, reduzem riscos das operações e melhoram o crédito de países do Sul Global.
A linha de garantia será desenvolvida pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, sem necessidade de aportes adicionais de capital dos países membros. Está prevista uma iniciativa piloto para 2025, com o objetivo de relatar o progresso na Cúpula do Brics em 2026, na Índia.
Na agenda climática, o grupo ressaltou que um financiamento previsível, equitativo, acessível e economicamente viável é essencial para garantir transições justas. Os representantes defenderam maior envolvimento do setor privado e solicitaram que instituições financeiras internacionais ampliem o apoio à adaptação climática.
“Apelamos às instituições financeiras internacionais para que ampliem o apoio à adaptação e criem um ambiente propício que incentive uma maior participação do setor privado nos esforços de mitigação”, afirmaram os ministros e presidentes de Bancos Centrais.
Participação do Brics na economia global
O Brics é formado por 11 membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam como parceiros Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.
Juntos, os 11 países do Brics representam 39% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 48,5% da população global e 23% do comércio internacional. Em 2024, os países do Brics responderam por 36% das exportações brasileiras e por 34% das importações do Brasil.
Sob a presidência do Brasil, a 17ª Reunião de Cúpula do Brics será realizada no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.
Time brasileiro enfrenta o Chelsea na próxima fase após vitória por 2 a 1 em Orlando
O Fluminense está classificado para a semifinal da Copa do Mundo de Clubes após vencer o Al-Hilal, da Arábia Saudita, por 2 a 1 nesta sexta-feira (4.jul.2025), no Camping World Stadium, em Orlando, Estados Unidos. O resultado garantiu o time brasileiro na próxima fase, onde enfrentará o Chelsea, da Inglaterra.
A equipe inglesa também avançou nesta sexta-feira ao vencer o Palmeiras por 2 a 1 em partida realizada na Filadélfia. Com isso, não haverá um confronto brasileiro na semifinal do torneio.
Primeiro tempo
O jogo entre Fluminense e Al-Hilal começou equilibrado, com poucas oportunidades claras. A primeira chegada do time brasileiro ocorreu aos 18 minutos. Nonato desarmou Kanno e iniciou o contra-ataque. Após receber a devolução de Arias, tentou finalizar, mas a bola subiu demais.
O Al-Hilal respondeu aos 26 minutos em cobrança de escanteio. Koulibaly tentou cabecear, mas Ignácio afastou para a lateral. O gol tricolor saiu aos 39 minutos. Após cruzamento de Samuel Xavier que João Cancelo não conseguiu afastar bem, Fuentes ficou com a bola e tocou para Martinelli. O camisa 12 girou sobre Milinkovic-Savic e chutou no ângulo esquerdo de Bono.
Aos 45 minutos, o Al-Hilal quase empatou. Rúben Neves cobrou falta e Koulibaly cabeceou no canto esquerdo, exigindo grande defesa de Fábio. Na sequência, houve um pênalti inicialmente marcado em Marcos Leonardo após toque de Samuel Xavier, mas o árbitro Danny Makkelie voltou atrás após revisão no VAR.
Na etapa inicial, o árbitro aplicou dois cartões amarelos para cada equipe. No Fluminense, Freytes e Martinelli foram advertidos e desfalcarão o time na semifinal por suspensão.
Segundo tempo
Na volta do intervalo, o Al-Hilal começou pressionando. Aos 5 minutos, Rúben Neves cobrou escanteio e Koulibaly ajeitou de cabeça para Marcos Leonardo empatar a partida com finalização rasteira.
Pouco depois, Germán Cano teve chance clara de recolocar o Fluminense em vantagem. Após erro de Renan Lordi no recuo, o atacante argentino ficou cara a cara com Bono, mas ao tentar driblar o goleiro, perdeu o controle da jogada.
O segundo gol do Fluminense foi marcado por Hércules, que entrou no lugar de Martinelli no intervalo. Aos 24 minutos, ele desarmou Marcos Leonardo na intermediária e tentou o chute, que desviou em Rúben Neves. Na sobra, Samuel Xavier ajeitou de cabeça para Hércules, que finalizou cruzado para marcar.
Aos 33 minutos, Arias avançou pela esquerda e cruzou para Samuel Xavier, que finalizou de primeira. Bono defendeu e mandou para escanteio.
Nos minutos finais, o Al-Hilal levantou diversas bolas na área tricolor e teve sequências de escanteios. Já nos acréscimos, Koulibaly caiu na área, mas o árbitro considerou simulação e aplicou cartão amarelo ao defensor.
Campanha do Fluminense
O Fluminense avançou às quartas de final após disputar três partidas na fase de grupos. Na estreia, empatou por 0 a 0 com o Borussia Dortmund, em Nova Jersey. No segundo jogo, venceu o Ulsan Hyundai por 4 a 2. Arias abriu o placar, mas Jin-Hyun e Won-Sang viraram para os sul-coreanos. Nonato, Freytes e Keno marcaram para garantir a vitória brasileira.
Na terceira partida do grupo, contra o Mamelodi Sundowns em Miami, o Fluminense precisava apenas de um empate para se classificar às oitavas. O jogo terminou sem gols, garantindo a vaga em segundo lugar do Grupo F.
Nas oitavas de final, o time enfrentou a Inter de Milão, vice-campeã da Champions League, e venceu por 2 a 0 com gols de Germán Cano e Hércules, avançando às quartas de final para enfrentar o Al-Hilal.
O próximo compromisso do Fluminense será contra o Chelsea, valendo vaga na decisão da Copa do Mundo de Clubes.
Fotos: Lucas Merçon/Fluminense FC / Maílson Santana/Fluminense FC
Hospitais da UFRN participaram da ação nacional com cirurgias, exames e consultas especializadas
Hospitais universitários do Rio Grande do Norte participaram no último sábado (5.jul.2025) do mutirão nacional “Dia E”, promovido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), com apoio dos ministérios da Saúde e da Educação. A ação, que ocorreu simultaneamente em 24 estados brasileiros, realizou mais de 1,1 mil cirurgias e 10 mil atendimentos especializados em todo o país. No RN, os procedimentos ocorreram no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), no Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB) e na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), todos vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Ao todo, os três hospitais potiguares realizaram mais de 1.200 atendimentos, incluindo cirurgias, consultas e exames diagnósticos. A iniciativa integrou o programa Ebserh em Ação 2025 e o esforço nacional Agora Tem Especialistas, com o objetivo de ampliar o acesso da população a serviços especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir o tempo de espera por procedimentos.
No HUOL, 40 pacientes regulados foram atendidos com cirurgias nas especialidades de cirurgia plástica (10), otorrinolaringologia (8), oftalmologia (8), urologia (10) e colecistectomia (4). Também foram realizados exames de cateterismo cardíaco e 60 ecocardiogramas.
Segundo o chefe da Divisão de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do HUOL, Francisco de Cássio de Oliveira Mendes, o mutirão contribuiu para reduzir filas e ampliar a prática médica. “A ação proporciona prática supervisionada para os programas de residência médica e está alinhada aos programas prioritários da Ebserh e do Ministério da Saúde”, declarou.
Para a cirurgiã do HUOL, Marília Moreira, a mobilização também reforça a importância da formação médica. “A ação beneficia o treinamento de residentes em cirurgia geral e representa uma devolutiva à sociedade do investimento feito no nosso serviço”, afirmou.
No HUAB, localizado em Santa Cruz, foram realizadas 20 cirurgias ginecológicas, 27 pequenas cirurgias, 40 consultas pediátricas, 90 mamografias, 45 ultrassonografias e 900 exames laboratoriais. De acordo com o chefe do Setor Materno-Infantil e Saúde da Mulher do hospital, Edson Mendes Marques, o mutirão representou um momento de mobilização coletiva. “Reafirmamos nosso compromisso institucional com a assistência, o ensino e a qualidade do cuidado”, destacou.
Na MEJC, em Natal, foram realizadas 17 laqueaduras tubárias – sendo 8 por videolaparoscopia e 9 pelo método convencional. Segundo o gerente de Atenção à Saúde da maternidade, Marcelo Lorençato, o procedimento é um direito reprodutivo fundamental. “Atende a mulheres que já têm filhos, enfrentam riscos em nova gestação ou não desejam mais engravidar”, explicou.
O mutirão “Dia E” também ocorreu em outros 42 hospitais universitários federais do país. De acordo com o Ministério da Saúde, o foco da iniciativa foi atender pacientes com maior tempo de espera e priorizar casos oncológicos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os hospitais universitários continuarão realizando mutirões e ampliando o atendimento em turnos extras, inclusive aos fins de semana. “É o maior mutirão do SUS já feito no Brasil inteiro e mais diverso”, afirmou o ministro após visitar unidades no Rio de Janeiro.
O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, ressaltou que o mutirão atende à estratégia de formação médica e ampliação do acesso à saúde. “Ao envolver residentes e estudantes, garantimos formação qualificada e resposta efetiva à demanda da população”, destacou.
Desde o início do programa Ebserh em Ação, já foram realizados 166 mutirões em todo o Brasil. Segundo a instituição, outras duas edições do mutirão nacional estão previstas para ocorrer em setembro e dezembro de 2025.
Prêmio vai a R$ 28 milhões e valor mínimo da aposta sobe para R$ 6 a partir de quarta-feira
O concurso 2.884 da Mega-Sena foi realizado no sábado (5.jul.2025) e terminou sem vencedores na faixa principal. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas, que foram: 05 – 31 – 34 – 37 – 52 – 56. Com o resultado, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 28 milhões para o próximo sorteio.
Para os acertadores da quina, 87 apostas terão direito ao valor individual de R$ 26.769,73. Já a quadra teve 3.427 apostas ganhadoras, cada uma recebendo R$ 970,84.
As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) da terça-feira (8.jul), em qualquer casa lotérica credenciada ou por meio da internet, no site ou aplicativo das Loterias Caixa. A aposta simples da Mega-Sena, atualmente com seis dezenas, custa R$ 5.
Entretanto, a Caixa Econômica Federal confirmou que haverá reajuste no preço das apostas das loterias federais, incluindo a Mega-Sena. A partir de quarta-feira (9.jul), o preço mínimo de uma aposta simples passará a ser R$ 6.
Brasília – Movimentação nas lotéricas às vésperas do sorteio da Mega-Sena da Virada (Wilson Dias/Agência Brasil)
O aumento não se limita à Mega-Sena. Também sofrerão reajuste os valores das apostas das modalidades Dupla Sena, Quina, Lotofácil, Loteca e Super Sete. A instituição informou que o ajuste tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e fortalecer os repasses sociais que beneficiam diversos projetos em todo o país.
Confira os novos valores dos jogos:
Em comunicado oficial, a Caixa detalhou que o aumento visa garantir o equilíbrio econômico das loterias federais. Segundo o banco, parte significativa da arrecadação com as apostas é destinada a áreas como saúde, segurança, cultura, esporte e seguridade social.
De acordo com a Caixa, o reajuste é necessário para atender ao crescimento da demanda e assegurar que os recursos sejam distribuídos para as finalidades sociais definidas por lei. Em nota, o banco declarou: “A atualização tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e aumentar os repasses sociais que beneficiam milhões de brasileiros”.
As apostas para a Mega-Sena podem ser feitas presencialmente em lotéricas credenciadas ou online. Para apostas pela internet, o apostador deve ter 18 anos ou mais e possuir cadastro no site da Caixa. Há opções de jogo simples e apostas múltiplas, permitindo ao apostador escolher mais de seis números por bilhete, o que eleva o preço da aposta e aumenta as chances de ganho.
A Mega-Sena é uma das principais loterias do país, com sorteios regulares às quartas-feiras e aos sábados. Em concursos com prêmio acumulado, o valor atrai apostadores de todo o Brasil, gerando alta demanda nos canais de venda.
Segundo dados da Caixa, o reajuste a partir do dia 9 de julho é a primeira atualização no preço da aposta mínima da Mega-Sena desde 2019. A instituição esclareceu que a medida segue práticas de revisão periódica, considerando fatores como inflação acumulada e necessidade de manutenção dos repasses sociais.
Para o concurso 2.885, que terá apostas encerradas na terça-feira, ainda será mantido o valor antigo de R$ 5 por aposta simples. A partir de quarta-feira (9), o novo preço passa a valer em todo o território nacional, nas lotéricas físicas e nas apostas online.
Fotos: André Tambucci/Fotos Públicas / Wilson Dias/Agência Brasil
Órgão aponta falhas estruturais e questiona cumprimento de cotas raciais no edital do CNU
O Ministério Público Federal (MPF) solicitou na última quinta-feira (3.jul.2025) à Justiça Federal do Distrito Federal a suspensão imediata da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2025. O certame oferece 3.652 vagas distribuídas em nove blocos temáticos, abrangendo 32 órgãos do Poder Executivo federal.
Segundo o MPF, o concurso foi lançado na última segunda-feira (30.jun) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) “sem a correção das falhas estruturais apontadas em ação civil pública ajuizada há uma semana e sem adoção de medidas capazes de garantir o cumprimento efetivo das cotas raciais no certame.”
De acordo com o MPF, em 25 de junho foi apresentada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) uma ação civil pública que detalha problemas estruturais no edital do processo seletivo. Na ocasião, o órgão solicitou que o governo comprovasse a adoção de medidas para corrigir as falhas apontadas.
Em nota, o Ministério Público Federal afirmou que “a suspensão imediata do concurso pode evitar prejuízos à efetividade da política de ações afirmativas e aos candidatos cotistas.”
Na sexta-feira (4.jul), a Advocacia-Geral da União (AGU) informou à Agência Brasil que “a União não foi intimada de decisão judicial, nem instada a se manifestar nos autos do processo”. Em nota enviada à imprensa, o Ministério da Gestão declarou que “ainda não foi notificado pela Justiça Federal sobre qualquer decisão nesse processo”.
O edital do CNU 2025 foi publicado na segunda-feira, poucos dias após o ajuizamento da ação civil pública. De acordo com o MPF, o texto manteve problemas já identificados na primeira edição do concurso em 2024, quando candidatos ingressaram com ações judiciais questionando os critérios de enquadramento ou negativa como cotista.
Entre os principais pontos levantados pelo Ministério Público Federal estão:
1 – Comissões de heteroidentificação
O MPF destaca que o edital mantém a regra de que as decisões das comissões de heteroidentificação são definitivas. Segundo o órgão, isso contraria os princípios do contraditório, da ampla defesa e da motivação dos atos administrativos.
Em concursos públicos, essas comissões verificam a autodeclaração de candidatos que disputam vagas reservadas a pessoas negras (pretos e pardos). Em janeiro deste ano, o MPF recomendou suspender a divulgação dos resultados finais do primeiro concurso unificado de 2024, até que as falhas no cumprimento das regras de cotas raciais fossem corrigidas.
Na ocasião, o MPF relatou ter recebido reclamações de candidatos sobre o funcionamento das comissões, incluindo falta de transparência, dificuldades para apresentação de recursos e violação ao direito de defesa.
2 – Sorteio para cotas
O Ministério Público Federal questiona o sorteio de vagas do CNU 2025 para aplicação proporcional das cotas raciais em cargos com número de vagas inferior ao mínimo legal. Para o órgão, os critérios adotados não possuem mecanismos de controle externo e carecem de transparência, o que comprometeria a ação afirmativa e a segurança jurídica dos candidatos. O sorteio foi realizado em 26 de junho, com transmissão ao vivo no canal do Ministério da Gestão no YouTube.
3 – Reserva proporcional por cota
O MPF aponta que o edital não prevê, de forma expressa, o cadastro de reserva proporcional por modalidade de cota. Essa omissão impediria o acompanhamento da convocação de candidatos cotistas até o fim do prazo de validade do concurso e fragilizaria o cumprimento da reserva legal. Segundo o órgão, a legislação federal estabelece os seguintes percentuais:
30% para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas
5% para pessoas com deficiência (PCDs)
Essas regras estão previstas na lei federal nº 15.142/2025 e no decreto nº 9.508/2018.
4 – Listas classificatórias
O MPF também questiona a falta de clareza no edital sobre a publicidade das listas classificatórias específicas para candidatos cotistas e sobre o ranqueamento contínuo. Para o órgão, a ausência de informações claras dificultaria o monitoramento da aplicação correta das políticas de ação afirmativa ao longo de todas as etapas do certame.
O pedido de suspensão foi encaminhado à Justiça Federal do Distrito Federal, que deverá analisar o caso. Até a última atualização desta matéria, não havia decisão judicial sobre o tema.
Foto: Leobark Rodrigues/Secom/MPF / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil