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Nicolás Maduro se declara inocente em tribunal dos EUA após acusações de narcoterrorismo

Nicolás Maduro se declara inocente em tribunal dos EUA após acusações de narcoterrorismo

Ex-presidente da Venezuela responde por narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas em processo aberto na Justiça norte-americana

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta semana durante sua primeira aparição em um tribunal dos Estados Unidos, onde responde a acusações formais apresentadas pela Justiça norte-americana. O processo tramita em Nova York e envolve crimes que, segundo a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fundamentaram a operação que resultou na captura de Maduro e em sua condução ao país.

Durante o procedimento judicial, Maduro rejeitou todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público dos Estados Unidos e afirmou não ter cometido os crimes pelos quais é investigado. A audiência marcou o início formal de uma disputa jurídica que deve se estender por meses ou anos, enquanto a Justiça avalia se o ex-presidente venezuelano poderá ser julgado em território norte-americano.

Quatro acusações apresentadas pela Justiça dos EUA

Nicolás Maduro se declarou inocente das quatro acusações que constam no processo criminal aberto nos Estados Unidos. Entre os crimes imputados estão narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos.

As acusações sustentam que as ações atribuídas a Maduro teriam relação direta com atividades criminosas transnacionais, envolvendo o envio de grandes quantidades de entorpecentes ao território norte-americano. A promotoria afirma que os crimes foram praticados de forma coordenada, com uso de estruturas armadas e organização logística.

Audiência contou com presença de Cilia Flores

Maduro compareceu ao tribunal acompanhado de sua esposa, Cilia Flores, que também figura entre os investigados no processo. Ambos participaram de um procedimento legal preliminar, considerado obrigatório dentro do sistema judicial dos Estados Unidos para formalização da acusação e definição das próximas etapas do caso.

O juiz responsável conduziu a audiência de forma protocolar e determinou o andamento do processo, estabelecendo um novo encontro judicial. A próxima audiência foi marcada para o dia 17 de março, quando Maduro e Cilia Flores deverão prestar novos esclarecimentos no âmbito da ação penal.

Processo pode resultar em julgamento nos Estados Unidos

O procedimento judicial em curso tem como um de seus objetivos centrais definir se Nicolás Maduro poderá ser efetivamente julgado nos Estados Unidos. A defesa do ex-presidente venezuelano deverá apresentar argumentos relacionados à jurisdição do caso, enquanto a promotoria sustenta a competência da Justiça norte-americana para conduzir o processo.

A disputa jurídica envolve aspectos legais ligados ao alcance das leis federais dos Estados Unidos em crimes de caráter internacional, especialmente aqueles relacionados ao tráfico de drogas e ao uso de organizações armadas com impacto direto no território norte-americano.

Acusações envolvem familiares e suposta ligação com cartéis

Além de Nicolás Maduro e Cilia Flores, o processo menciona outros investigados, incluindo um filho do ex-presidente e mais três pessoas apontadas como participantes das ações descritas pela acusação. Segundo o Ministério Público dos Estados Unidos, o grupo teria atuado em conjunto com cartéis de drogas para facilitar o envio de milhares de toneladas de cocaína ao mercado norte-americano.

As acusações indicam que essas atividades teriam ocorrido ao longo de vários anos, com uso de rotas internacionais e apoio logístico para transporte e proteção da droga, além do emprego de armas e explosivos.

Possíveis penas previstas no processo

Caso sejam considerados culpados ao final do processo judicial, Nicolás Maduro e os demais acusados podem enfrentar penas que incluem prisão perpétua, conforme previsto na legislação penal dos Estados Unidos para crimes de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração armada.

O processo segue em tramitação, aguardando as próximas fases judiciais estabelecidas pelo tribunal responsável em Nova York.

Foto: RS/Fotos Públicas

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Após capturar Maduro, Trump fala em ação militar contra Colômbia, México, Irã e mira Groenlândia

Após capturar Maduro, Trump fala em ação militar contra Colômbia, México, Irã e mira Groenlândia

Presidente dos EUA menciona Colômbia, México, Irã e volta a defender controle da Groenlândia após prisão de Nicolás Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou neste domingo (4) o discurso de pressão internacional após a ofensiva americana na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa. Em declarações públicas concedidas a jornalistas, o chefe da Casa Branca mencionou a possibilidade de novas ações militares e intervenções envolvendo países da América Latina, do Oriente Médio e do Ártico.

As declarações ocorreram a bordo do avião presidencial e em entrevistas concedidas ao longo do fim de semana, um dia após a operação militar na Venezuela. Trump citou diretamente Colômbia, México, Irã e voltou a defender o interesse dos Estados Unidos sobre a Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca.

Ameaça à Colômbia após ofensiva na Venezuela

Ao comentar o cenário regional após a prisão de Nicolás Maduro, Donald Trump afirmou que a Colômbia poderia se tornar alvo de uma ação militar americana. Segundo o presidente dos Estados Unidos, o país sul-americano seria responsável pela produção e exportação de cocaína destinada ao mercado norte-americano.

Trump criticou o presidente colombiano, Gustavo Petro, e afirmou que a situação não se manteria por muito tempo. Questionado sobre a possibilidade de uma operação militar, declarou que uma eventual “Operação Colômbia” seria “uma boa ideia”.

Durante as mesmas declarações, o presidente americano também mencionou Cuba, afirmando que o país estaria próximo de um colapso sem necessidade de intervenção externa direta.

Pressão sobre o México e declarações sobre cartéis

Ainda no domingo, Trump voltou a falar sobre o México, afirmando que os cartéis de drogas são “muito fortes” e que governariam o país, o que, segundo ele, representaria uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos.

O presidente americano declarou que, em conversas com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tem oferecido o envio de tropas americanas para combater o crime organizado. De acordo com Trump, Sheinbaum teria receio de enfrentar os cartéis.

Apesar das declarações, Trump não detalhou se há planos concretos para uma ação militar no território mexicano. Segundo ele, Washington continuará pressionando para conter o tráfico de drogas e a atuação de organizações criminosas que operam a partir do país vizinho.

Advertência ao Irã durante protestos internos

No mesmo dia, Donald Trump também direcionou declarações ao Irã, em meio a protestos registrados no país do Oriente Médio. O presidente americano alertou que os Estados Unidos responderiam de forma contundente caso as forças de segurança iranianas intensificassem a repressão contra manifestantes.

Segundo Trump, o governo americano acompanha a situação de perto. Ele afirmou que, caso mortes voltem a ocorrer como em episódios anteriores, os Estados Unidos reagiriam.

De acordo com grupos de direitos humanos, ao menos 16 pessoas morreram durante uma semana de manifestações no Irã, em protestos contra o aumento da inflação. As mobilizações resultaram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Na sexta-feira (2), Trump já havia declarado que os Estados Unidos estariam prontos para agir em apoio aos manifestantes, sem especificar quais medidas poderiam ser adotadas. As declarações provocaram reações de autoridades iranianas, incluindo ameaças de retaliação contra forças americanas na região. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o país não se renderá.

Groenlândia volta ao centro do discurso americano

Um dia após a ofensiva militar na Venezuela, Trump voltou a defender publicamente o interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia. Em entrevista à revista The Atlantic, o presidente afirmou que o território é necessário para fortalecer o sistema de defesa americano, citando a posição estratégica da ilha no Ártico e a presença de recursos naturais.

No sábado (3), enquanto Nicolás Maduro era transferido para os Estados Unidos, Katie Miller, esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete da Casa Branca, publicou nas redes sociais uma imagem ilustrando a Groenlândia com as cores da bandeira americana, acompanhada da palavra “Soon”.

A publicação gerou reações de autoridades da Dinamarca e da Groenlândia. O embaixador dinamarquês nos Estados Unidos, Jesper Moller Sorensen, afirmou que os países são aliados próximos e destacou investimentos em segurança no Ártico, defendendo o respeito à integridade territorial do Reino da Dinamarca.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, afirmou que o território não está à venda e que o futuro do país não é decidido por publicações em redes sociais. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, também se manifestou, declarando que não faz sentido falar em uma anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos e reforçando o papel da OTAN na garantia da segurança regional.

As relações diplomáticas entre Washington e Copenhague permanecem sob tensão desde o início do segundo mandato de Trump. O presidente americano já havia demonstrado interesse pela Groenlândia durante seu primeiro mandato e, no atual, afirmou que poderia recorrer ao uso da força militar para assumir o controle do território.

Foto: RS/Fotos Públicas / Joyce N. Boghosian

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Delcy Rodríguez muda discurso e propõe colaboração aos Estados Unidos

Delcy Rodríguez muda discurso e propõe colaboração aos Estados Unidos

residente interina afirma buscar relações respeitosas e cooperação internacional após ameaça feita pelo presidente americano

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou na noite deste domingo (4) uma mensagem direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual convidou o governo americano a colaborar e afirmou buscar relações respeitosas entre os dois países. A declaração foi publicada após a ofensiva militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Na carta aberta, Delcy afirmou que o governo venezuelano propõe uma agenda de cooperação baseada no direito internacional e voltada ao desenvolvimento compartilhado. A mensagem marcou uma mudança de posicionamento em relação a discursos anteriores, nos quais a presidente interina havia prometido resistência à operação americana.

“Convidamos o governo dos EUA a colaborar conosco em uma agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento compartilhado no âmbito do direito internacional para fortalecer a convivência comunitária duradoura”, afirmou Delcy Rodríguez na mensagem endereçada a Donald Trump.

Mensagem ocorre após ameaça feita por Trump

A declaração da presidente interina da Venezuela foi divulgada poucas horas depois de Donald Trump afirmar publicamente que Delcy Rodríguez poderia ter “um destino pior” do que o de Nicolás Maduro, caso não colaborasse com os Estados Unidos. A fala do presidente americano ocorreu após a operação que resultou na prisão do ex-presidente venezuelano.

Nicolás Maduro foi capturado pelas forças americanas na madrugada do sábado (3) e levado para Nova York. Segundo as autoridades dos Estados Unidos, ele responderá a acusações relacionadas a diversos crimes. A captura ocorreu no contexto da ofensiva americana anunciada pelo governo Trump.

A mensagem conciliatória divulgada por Delcy foi interpretada como uma resposta direta às declarações do presidente dos Estados Unidos, feitas após a prisão de Maduro.

Proposta de cooperação internacional

Na carta aberta, Delcy Rodríguez afirmou que a Venezuela busca estabelecer uma relação baseada no respeito mútuo e na cooperação internacional. O texto menciona o desenvolvimento compartilhado e a convivência comunitária como objetivos da proposta apresentada ao governo americano.

A presidente interina destacou que a agenda sugerida deve estar alinhada ao direito internacional. A mensagem não detalha quais áreas poderiam ser incluídas em uma eventual cooperação entre os dois países.

Até o momento da publicação da carta, o governo dos Estados Unidos não havia divulgado uma resposta oficial ao convite feito por Delcy Rodríguez.

Contexto político após a captura de Maduro

A declaração ocorre em meio a um cenário de tensão entre Venezuela e Estados Unidos após a prisão de Nicolás Maduro. Desde a operação americana, autoridades do governo venezuelano haviam adotado discursos de enfrentamento e resistência à presença militar estrangeira.

A carta divulgada neste domingo representa a primeira manifestação pública da presidente interina com tom voltado à cooperação desde o início da ofensiva dos Estados Unidos no país.

A Associated Press informou que a mudança no discurso ocorreu após as declarações diretas de Donald Trump sobre o futuro de Delcy Rodríguez, caso não houvesse colaboração com o governo americano.

Relação entre Venezuela e Estados Unidos

As relações diplomáticas entre Venezuela e Estados Unidos permanecem marcadas por conflitos políticos e acusações mútuas. A captura de Nicolás Maduro elevou o nível de tensão entre os dois países, com repercussões imediatas no cenário internacional.

A proposta de colaboração apresentada por Delcy Rodríguez surge em um momento em que o governo americano reforça sua posição sobre a necessidade de cooperação por parte das autoridades venezuelanas.

Até o momento, não há informações sobre reuniões, negociações formais ou medidas concretas decorrentes da carta enviada pela presidente interina ao presidente dos Estados Unidos.

Foto: Eneas on VisualHunt / Miraflores / RS/Fotos Públicas

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Maduro sob custódia dos EUA: Casa Branca divulga vídeo e Justiça americana formaliza acusações

Maduro sob custódia dos EUA: Casa Branca divulga vídeo e Justiça americana formaliza acusações

Presidente venezuelano aparece sob custódia em vídeo divulgado pela Casa Branca e enfrenta acusações federais por tráfico de drogas, armas e conspiração

A conta oficial de “resposta rápida” da Casa Branca publicou neste sábado (3) um vídeo que mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sob custódia das autoridades dos Estados Unidos. A publicação foi feita pelo perfil “Resposta Rápida 47” e traz a legenda “Desfile do prisioneiro”.

Nas imagens, Maduro aparece vestindo um moletom preto enquanto caminha por um corredor com um tapete azul onde se lê a inscrição “DEA NYD”, sigla que faz referência à Administração de Repressão às Drogas de Nova York. Durante o trajeto, o venezuelano parece desejar “Feliz Ano Novo” e se despede de uma das pessoas presentes no local.

Chegada de Maduro aos Estados Unidos

Segundo informações divulgadas posteriormente, um avião transportando Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, chegou aos Estados Unidos também neste sábado (3). A aeronave pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, no estado de Nova York.

Após o desembarque, Maduro foi visto escoltado por diversos agentes federais vestidos de preto. Ele usava roupas cinzas e estava algemado. O ex-presidente venezuelano e a esposa devem ser encaminhados ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, a única prisão federal da cidade de Nova York.

A unidade abriga presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade. De acordo com dados oficiais, o local possui atualmente 1.336 detentos.

Maduro deverá comparecer a um tribunal federal de Manhattan na próxima semana, onde responderá a acusações relacionadas a tráfico de drogas e porte de armas.

Processo judicial contra Nicolás Maduro

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou neste sábado (3) que Nicolás Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal federal de Nova York. As denúncias foram formalmente apresentadas ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

De acordo com Bondi, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram acusados pelos seguintes crimes:

  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
  • Conspiração para posse de metralhadoras.

A procuradora-geral informou que o processo terá início “em breve”, sem detalhar a data. Ela também não confirmou, no momento do anúncio, se o casal já havia sido oficialmente transferido para território americano.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que forças americanas realizaram um ataque na Venezuela e capturaram Nicolás Maduro durante a operação.

Operação militar e declarações de Trump

Em coletiva concedida na Flórida, Donald Trump declarou que Nicolás Maduro poderia ter sido morto durante a operação militar realizada na Venezuela, caso fosse necessário. Segundo o presidente americano, o líder venezuelano tentou alcançar um local seguro, mas não conseguiu devido à rapidez da ação das tropas dos Estados Unidos.

Trump relatou que houve resistência armada e troca de tiros durante a ofensiva. “Eles estavam esperando algo, e houve muita resistência”, afirmou.

Ainda de acordo com Trump, Maduro ficou inicialmente sob custódia a bordo do navio USS Iwo Jima. Pouco antes da coletiva, o presidente divulgou uma imagem que mostraria o venezuelano detido por forças americanas.

Petróleo e atuação dos EUA na Venezuela

Também neste sábado (3), Donald Trump afirmou que os Estados Unidos terão forte envolvimento na indústria petrolífera da Venezuela. A declaração foi feita em entrevista à Fox News, após a confirmação da captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.

Segundo Trump, a estratégia do governo americano prevê a entrada de grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos no setor energético venezuelano. O anúncio ocorre em meio às incertezas sobre o futuro da PDVSA, estatal de petróleo do país.

Em dezembro, antes da operação militar, os Estados Unidos haviam imposto um bloqueio ao petróleo venezuelano, medida que reduziu as exportações em cerca de 50%. Apesar dos ataques registrados em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, fontes indicam que a produção e o refino de petróleo continuam operando normalmente.

A PDVSA, no entanto, enfrenta dificuldades administrativas para se recuperar de um ataque cibernético ocorrido no fim do ano passado.

Declaração sobre administração interina

Durante pronunciamento oficial, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão “administrar” a Venezuela de forma interina. Segundo ele, a medida será mantida até que haja condições para uma transição considerada adequada.

“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal”, declarou.

Trump afirmou ainda que, sob suas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar em Caracas, utilizando meios aéreos, terrestres e marítimos. Segundo o presidente, a ação teve como objetivo a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.

Fotos: RS/Fotos Públicas / Whithe House

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China e Rússia exigem libertação de Maduro após ofensiva dos EUA e ONU convoca reunião de emergência

China e Rússia exigem libertação de Maduro após ofensiva dos EUA e ONU convoca reunião de emergência

Pequim e Moscou condenam operação militar americana, cobram libertação de Nicolás Maduro e crise chega ao Conselho de Segurança da ONU

A ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, provocaram forte reação internacional neste fim de semana. China e Rússia condenaram publicamente a ação americana, exigiram a libertação imediata do casal e classificaram a operação como violação do direito internacional. Diante da escalada diplomática, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião de emergência para discutir o caso.

Em pronunciamento divulgado neste sábado (3), o governo chinês afirmou estar “profundamente chocado” com a ação dos Estados Unidos. Segundo Pequim, a ofensiva representa o uso flagrante da força contra um Estado soberano e configura uma violação direta da soberania venezuelana.

De acordo com um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, a operação contraria os princípios da Carta das Nações Unidas e representa uma ameaça à paz e à segurança da América Latina e do Caribe. O governo chinês exigiu que Washington cesse imediatamente ações que comprometam a soberania de outros países.

China exige libertação de Maduro e diálogo político

No domingo (4), a China reforçou sua posição e afirmou que os Estados Unidos devem libertar imediatamente Nicolás Maduro e sua esposa. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores chinês declarou que a deportação do líder venezuelano viola o direito internacional e cobrou garantias para a segurança pessoal do casal.

Pequim voltou a classificar a operação militar americana como uso ilegítimo da força contra um Estado soberano e afirmou que a ação reflete um comportamento hegemônico que ameaça a estabilidade regional.

A China, uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, reiterou que a crise no país deve ser resolvida por meio de diálogo e negociação, sem interferência externa, e conduzida pelo próprio povo venezuelano.

Rússia classifica ação dos EUA como agressão armada

Também neste sábado (3), a Rússia condenou a operação militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela e exigiu a libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a ação americana configura um “ato de agressão armada”.

“Pedimos firmemente às autoridades americanas que reconsiderem sua postura e libertem o presidente legalmente eleito do país soberano e sua esposa”, diz o comunicado divulgado por Moscou.

A Rússia afirmou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos são insustentáveis e criticou o que chamou de hostilidade ideológica contra um país soberano. O governo russo também cobrou esclarecimentos imediatos sobre o paradeiro de Maduro.

Moscou reafirmou apoio ao líder venezuelano, um de seus principais aliados na América Latina. A Rússia esteve entre os poucos países que reconheceram e parabenizaram Maduro após a reeleição de 2024, cuja legitimidade é contestada por parte da comunidade internacional.

ONU convoca reunião de emergência

Diante das reações internacionais, o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para a próxima segunda-feira, às 12h (horário de Brasília), com o objetivo de discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A informação foi confirmada pela presidência do órgão, atualmente sob comando da Somália.

A convocação ocorre após os Estados Unidos lançarem uma ofensiva militar no sábado (3) e anunciarem a captura de Nicolás Maduro em Caracas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada do conflito. Segundo ele, a situação representa o risco de um precedente perigoso e reforça a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.

Guterres também defendeu a retomada do diálogo político, o respeito aos direitos humanos e a preservação do Estado de Direito como caminhos para a resolução da crise.

Carta da Venezuela ao Conselho de Segurança

O governo da Venezuela encaminhou uma carta oficial ao Conselho de Segurança da ONU condenando os ataques dos Estados Unidos. No documento, as ações americanas são classificadas como “brutais e ilegais”.

A Venezuela exigiu uma condenação formal da ofensiva, a cessação imediata das ações militares e a responsabilização dos Estados Unidos por crime de agressão.

Segundo a carta, alvos civis e militares foram atingidos em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A convocação da reunião de emergência contou com o apoio da Rússia e da Colômbia, que atualmente integram o Conselho de Segurança da ONU.

Foto: RS/Fotos Públicas

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Após captura de Maduro, Justiça venezuelana define Delcy Rodríguez como presidente interina

Após captura de Maduro, Justiça venezuelana define Delcy Rodríguez como presidente interina

Suprema Corte determina sucessão interina por até 180 dias e governo brasileiro reconhece Delcy Rodríguez como chefe de Estado

A Suprema Corte da Venezuela determinou, na noite deste sábado (3), que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência do país de forma interina, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar realizada pelos Estados Unidos. A decisão foi anunciada pela Sala Constitucional do tribunal e estabelece que Rodríguez deverá exercer todas as funções do cargo para garantir a continuidade administrativa do Estado.

Segundo a decisão judicial, o mandato interino terá validade inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90, mediante autorização da Assembleia Nacional. Caso Nicolás Maduro não retorne ao cargo após o período máximo de 180 dias, a Constituição venezuelana prevê a convocação de novas eleições.

A Suprema Corte afirmou que a medida busca assegurar a governabilidade e a defesa do país diante do que classificou como uma agressão militar estrangeira. Maduro foi levado aos Estados Unidos, onde deve responder a acusações na Justiça americana.

Mesmo após a operação, integrantes do governo venezuelano vinham sustentando que Maduro permanecia como presidente legítimo. Delcy Rodríguez, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial que a coloca como presidente interina.

Após a captura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA assumiriam o controle da Venezuela durante um período de transição e chegou a mencionar o nome de Delcy Rodríguez de forma pública. Segundo Trump, houve contato político de alto nível com a vice-presidente venezuelana por meio do secretário de Estado, Marco Rubio.

Brasil reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina

O governo brasileiro afirmou neste sábado (3) que reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela. A informação foi confirmada pela secretária-geral das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha, após a segunda reunião de avaliação do governo brasileiro convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Na ausência do atual presidente Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina”, declarou Maria Laura da Rocha.

A diplomata não esclareceu se o governo brasileiro manteve contato direto com Delcy Rodríguez após a operação militar. Mais cedo, os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e da Venezuela, Yván Gil, conversaram por telefone.

A chancelaria brasileira informou que fará contatos com o governo dos Estados Unidos e evitou comentar as declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de Washington assumir a administração do país com indicados pelo governo americano. “Temos que esperar e ver como vai se desenrolar”, afirmou a secretária-geral.

Posição diplomática do Brasil sobre a Venezuela

O governo brasileiro nunca reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro, mas manteve canais diplomáticos abertos com Caracas. Segundo integrantes do governo, houve um distanciamento político progressivo entre os dois países antes da escalada da operação militar americana no Caribe.

O Itamaraty voltou a condenar o ataque militar, posição que já havia sido expressa publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã deste sábado, antes da primeira reunião de avaliação.

De acordo com relatos de participantes do encontro com o presidente, o ambiente foi de cautela, com a orientação de aguardar mais informações para avaliar a dimensão dos acontecimentos em Caracas.

Reuniões internacionais e atuação do Itamaraty

O Brasil pretende participar de uma reunião emergencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas na segunda-feira (5), em tom crítico à operação militar. Também estão previstas reuniões na Organização dos Estados Americanos (OEA) e na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), esta última marcada para domingo (4), às 14h, em nível ministerial.

Segundo o Itamaraty, participaram da segunda reunião de avaliação, além de Maria Laura da Rocha, os ministros José Múcio (Defesa), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social), além da embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, e de representantes da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais.

Situação na fronteira e brasileiros na Venezuela

O governo brasileiro informou que a embaixada em Caracas segue monitorando a situação no país e que, até o momento, não há relatos de vítimas ou feridos entre a comunidade brasileira residente na Venezuela.

Cerca de 100 brasileiros deixaram o país por via terrestre, em direção ao estado de Roraima. Segundo o Palácio do Planalto, o movimento na fronteira segue dentro da normalidade.

Fotos: Eneas on VisualHunt / Valter Campanato/Agência Brasil / Palácio do Planalto on Visualhunt

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Papa Leão 14 manifesta preocupação com a Venezuela e pede respeito à soberania e aos direitos humanos

Papa Leão 14 manifesta preocupação com a Venezuela e pede respeito à soberania e aos direitos humanos

Pontífice diz acompanhar desdobramentos da situação no país e reforça apelo por justiça, paz, soberania e proteção aos mais vulneráveis

Durante a missa deste domingo, após a oração do Angelus, o papa Leão 14 manifestou preocupação com os acontecimentos recentes na Venezuela. Em sua fala pública, o pontífice afirmou que acompanha com atenção os desdobramentos da situação no país e destacou a necessidade de que o bem do povo venezuelano seja priorizado.

Segundo o papa, “acompanho com profunda preocupação os desdobramentos da situação na Venezuela”. A declaração foi feita diante de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, como parte da tradicional mensagem dominical do líder da Igreja Católica.

Em sua manifestação, o papa Leão 14 afirmou que o bem do povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração. Ele defendeu que esse princípio sirva como base para a superação da violência e para a busca de caminhos que promovam justiça e paz no país.

Apelo por soberania, Constituição e Estado de Direito

Durante o pronunciamento, o pontífice ressaltou a importância do respeito à soberania nacional da Venezuela e do cumprimento do Estado de Direito previsto na Constituição do país. Segundo ele, é fundamental assegurar que os princípios constitucionais sejam respeitados em meio ao atual contexto político e institucional.

O papa também destacou a necessidade de garantir os direitos humanos e civis de todos os cidadãos venezuelanos. Em sua fala, afirmou que esses direitos devem ser respeitados “de cada um e de todos”, reforçando a centralidade da dignidade humana em qualquer processo de enfrentamento da crise.

De acordo com Leão 14, a construção de um futuro mais estável passa pelo compromisso coletivo com a legalidade, o diálogo e o respeito às normas que regem a vida institucional do país.

Defesa da justiça e da paz como caminhos para a Venezuela

Ainda em sua mensagem, o papa afirmou que a superação da violência é um passo necessário para que a Venezuela possa trilhar caminhos de justiça e de paz. Ele indicou que esses valores devem orientar as decisões e ações voltadas à reconstrução da convivência social e política.

O pontífice mencionou a importância de trabalhar de forma conjunta para a construção de um futuro marcado pela colaboração, pela estabilidade e pela concórdia. Segundo ele, esse esforço coletivo é essencial para que o país avance em um cenário de maior previsibilidade e respeito mútuo.

A fala do papa Leão 14 reforça o papel tradicional da Igreja Católica em se posicionar publicamente sobre situações de conflito, instabilidade institucional e crise humanitária, sempre com foco na proteção da vida, da dignidade humana e da paz social.

Atenção aos mais pobres e à crise econômica

O papa Leão 14 também dedicou parte de sua fala à situação dos mais vulneráveis na Venezuela. Ele destacou que é necessário ter especial atenção aos mais pobres, que sofrem os impactos da difícil situação econômica enfrentada pelo país.

Segundo o pontífice, esses grupos já convivem há mais de uma década com dificuldades econômicas, o que torna ainda mais urgente a adoção de medidas que garantam proteção social e respeito aos direitos básicos.

O líder da Igreja Católica afirmou que sua preocupação com os mais vulneráveis da nação venezuelana tem sido constante, especialmente diante de um cenário prolongado de dificuldades econômicas e sociais.

Pronunciamento no contexto do Angelus

A manifestação do papa ocorreu após a oração do Angelus, tradicional momento em que o pontífice costuma abordar temas de relevância internacional, questões humanitárias e situações de conflito ao redor do mundo.

A fala sobre a Venezuela se soma a outros pronunciamentos do papa Leão 14 em que ele destaca a necessidade de soluções pacíficas, diálogo político e respeito aos direitos fundamentais como pilares para a estabilidade das nações.

Foto: Mazur/cbcew.org.uk / VaticanNews

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EUA bombardeiam a Venezuela, atingem Caracas e capturam Nicolás Maduro em operação militar

EUA bombardeiam a Venezuela, atingem Caracas e capturam Nicolás Maduro em operação militar

O governo venezuelano informou que os ataques atingiram, além de Caracas, os estados de Miranda, Aragua e La Guaira

Os Estados Unidos realizaram, na madrugada deste sábado (3), uma operação militar de grande escala contra a Venezuela, com bombardeios em Caracas e em outros estados do país. Segundo declaração do presidente norte-americano Donald Trump, divulgada na rede social Truth Social, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a ação e retirados do país por via aérea.

De acordo com Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos. O presidente afirmou ainda que mais detalhes sobre a ofensiva serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.

Durante a madrugada, vídeos divulgados nas redes sociais mostraram helicópteros sobrevoando a capital venezuelana enquanto múltiplas explosões eram registradas em diferentes pontos da cidade. Relatos não confirmados indicam que aeronaves do tipo CH-47G Chinook, utilizadas em operações especiais, teriam sido empregadas na ação.

Testemunhas ouvidas pela agência Reuters relataram explosões, atividade aérea intensa e colunas de fumaça visíveis a partir das 2h no horário local (6h em Brasília). Moradores também informaram queda de energia em áreas ao sul de Caracas, nas proximidades de instalações militares.

O governo venezuelano informou que os ataques atingiram, além de Caracas, os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Diante da ofensiva, foi decretado estado de emergência nacional e determinada a mobilização das forças de defesa.

O Fuerte Tiuna, maior complexo militar do país e sede do Ministério da Defesa e do comando do Exército da Venezuela, foi visto em chamas após explosões registradas na capital. Até o momento, não há dados oficiais sobre o número de mortos ou feridos.

Antes do início dos bombardeios, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) proibiu voos comerciais norte-americanos de sobrevoarem o espaço aéreo venezuelano e também a região próxima à ilha de Curaçao, citando riscos associados à atividade militar em andamento. O aviso foi emitido pouco depois da 1h no horário da Costa Leste dos EUA.

O bombardeio teve duração aproximada de 30 minutos. Em diversos bairros de Caracas, moradores deixaram suas casas após ouvirem as explosões, algumas visíveis à distância em diferentes áreas da cidade.

Ofensiva ocorre após movimentação militar dos EUA no Caribe

Desde agosto, os Estados Unidos mantêm uma flotilha militar posicionada no Caribe. Nesse período, quase 30 embarcações foram bombardeadas, segundo informações divulgadas por Caracas, com registro de mais de cem mortes. O governo venezuelano afirma que essas manobras teriam como objetivo derrubar o regime do país.

Na última terça-feira (30), Washington confirmou ataques contra três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais. O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA informou que os alvos navegavam em comboio. A área de atuação do comando inclui o Caribe e se estende até o sul da Argentina.

Em novembro, Donald Trump havia declarado que autorizaria ataques terrestres na Venezuela e permitido operações da Agência Central de Inteligência (CIA) no país sul-americano.

Vice-presidente exige provas de vida de Maduro

Após os ataques, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu provas de vida de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. Segundo ela, o paradeiro do casal era desconhecido horas após a ofensiva militar.

Rodríguez denunciou os bombardeios realizados pelos Estados Unidos em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, afirmando que civis foram atingidos. A vice-presidente declarou que a defesa nacional foi acionada conforme instruções anteriores do presidente.

Segundo o comunicado, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, milícias e órgãos de segurança passaram a atuar de forma integrada para responder à situação.

Organizações como a Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) e a Coalizão Resposta também se manifestaram, classificando a operação como violação da Carta das Nações Unidas e pedindo mobilização internacional.

Reações internacionais ao ataque

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou a operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e classificou a ação como um ato de agressão armada. Em comunicado, o governo russo afirmou ser necessário evitar uma escalada e buscar uma saída por meio do diálogo.

Na América Latina, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que acompanha com preocupação os relatos de explosões e movimentação aérea incomum no país vizinho. Petro defendeu uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, também se pronunciou, pedindo uma reação urgente da comunidade internacional. Já o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, repudiou o ataque, afirmando que a ação viola a soberania venezuelana.

Foto: RS/via Fotos Publicas / Kremlin/via Fotos Publicas

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Governo Lula convoca reunião no Itamaraty após anúncio dos EUA sobre captura de Nicolás Maduro

Governo Lula convoca reunião no Itamaraty após anúncio dos EUA sobre captura de Nicolás Maduro

A reunião ocorre em meio à repercussão internacional da operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano

Ministros e assessores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúnem na manhã deste sábado (3), no Palácio Itamaraty, em Brasília, para discutir a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o anúncio da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, divulgado mais cedo pelo presidente norte-americano Donald Trump. A informação foi publicada pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

A reunião ocorre em meio à repercussão internacional da operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. Há expectativa de que o presidente Lula participe do encontro por videoconferência, já que se encontra de férias na base da Marinha, em Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro.

Segundo apuração da coluna, Lula já foi informado sobre o anúncio feito por Trump e avalia antecipar o retorno a Brasília. Inicialmente, o presidente previa encerrar o período de recesso apenas na próxima segunda-feira (6).

O encontro no Itamaraty ocorre poucas horas após o presidente dos Estados Unidos afirmar que forças norte-americanas bombardearam a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, retirando-os do país. Até o momento, autoridades venezuelanas não confirmaram oficialmente o paradeiro do presidente.

Ministro da Saúde condena ataque e oferece apoio do SUS

Em meio à reação do governo brasileiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, utilizou a rede social X para condenar a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Em suas publicações, Padilha ofereceu os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender possíveis feridos em decorrência dos ataques.

O ministro destacou que o Brasil e o sistema de saúde público já vinham absorvendo impactos relacionados à situação da Venezuela, especialmente no estado de Roraima, que faz fronteira com o país vizinho. Segundo Padilha, a rede pública de saúde da região já atende demandas associadas ao fluxo migratório e a outras consequências da crise venezuelana.

Nas publicações, o ministro não mencionou diretamente a captura de Nicolás Maduro anunciada pelo governo norte-americano. Padilha reforçou que o Brasil mantém atenção aos desdobramentos da situação e às possíveis repercussões humanitárias.

Milei celebra prisão de Maduro e repercute ação dos EUA

Na Argentina, o presidente Javier Milei comemorou publicamente a prisão de Nicolás Maduro por meio de uma postagem em rede social. Ao compartilhar a notícia da operação militar dos Estados Unidos, Milei escreveu: “La libertad avanza, Viva la libertad carajo”.

O presidente argentino é um crítico declarado do governo venezuelano. Em dezembro, durante discurso na sessão plenária da 67ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR), Milei defendeu a pressão internacional liderada pelos Estados Unidos contra o governo de Maduro.

Na ocasião, Milei afirmou que a Venezuela enfrentava uma crise política, humanitária e social e citou o reconhecimento internacional concedido à opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.

A manifestação do presidente argentino ocorre enquanto governos da América Latina e de outras regiões acompanham os desdobramentos da ofensiva militar norte-americana e suas implicações diplomáticas.

Contexto diplomático

A convocação da reunião no Itamaraty ocorre em um momento de intensificação das tensões regionais. O Brasil mantém relações diplomáticas com a Venezuela e acompanha com atenção os impactos políticos, humanitários e migratórios decorrentes da situação no país vizinho.

A eventual participação de Lula por videoconferência e a possibilidade de antecipação de seu retorno a Brasília indicam o acompanhamento direto do caso pela Presidência da República, em meio à rápida evolução dos acontecimentos e às reações de governos estrangeiros.

Até o momento, não houve comunicado oficial do Palácio do Planalto sobre posicionamento formal do governo brasileiro em relação ao anúncio feito pelos Estados Unidos.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil

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Violinista processa Will Smith por assédio sexual e retaliação

Violinista processa Will Smith por assédio sexual e retaliação

Will Smith é processado por violinista que integrou turnê “Based on a True Story: 2025”

O ator e cantor Will Smith está sendo processado por um violinista que participou de sua turnê. O músico acusa o artista de assédio sexual, demissão sem justa causa e retaliação, conforme informações publicadas pela revista Variety e pelo canal NBCNews. A notícia foi divulgada por veículos de imprensa dos Estados Unidos nesta quinta-feira (1º).

Segundo as publicações, os representantes de Will Smith foram procurados para comentar o caso, mas não haviam se manifestado até o momento em que a ação judicial veio a público.

De acordo com a revista Variety, que afirma ter tido acesso à petição inicial apresentada à Justiça na quarta-feira (31), o violinista Brian King Joseph atribui a Will Smith e à empresa Treyball Studios Management responsabilidade por conduta considerada criminosa no processo.

Na ação, o músico sustenta que foi alvo de assédio sexual e que teria sido aliciado durante a turnê intitulada “Based on a True Story: 2025”. Segundo a acusação, o violinista afirma que o ator teria adotado comportamentos que culminaram em sua posterior demissão.

Ainda conforme a Variety, Brian King Joseph relata que foi contratado por Will Smith em novembro de 2024 para realizar uma apresentação em San Diego, nos Estados Unidos. Posteriormente, ele teria sido convidado para integrar oficialmente a turnê do artista.

Na petição, o músico descreve que, à medida que a relação profissional se desenvolvia, Smith teria feito declarações pessoais. Entre elas, segundo o documento, frases como: “você e eu temos uma conexão tão especial, que eu não tenho com mais ninguém”, além de outras expressões de teor semelhante.

O violinista também relata um episódio ocorrido durante uma viagem da equipe. Segundo a acusação, a chave de seu quarto de hotel teria desaparecido. Posteriormente, ele afirma ter encontrado no local lenços umedecidos, um frasco de medicamento para HIV com o nome de outra pessoa e um bilhete.

De acordo com o relato presente na ação judicial, o bilhete continha a mensagem: “Brian, volto no máximo às 5:30, só nós dois”, acompanhada de um desenho de coração e assinada como “Stone F”.

O músico afirma que interpretou o bilhete como um aviso de que alguém retornaria ao quarto para realizar atos sexuais sem seu consentimento. Após o episódio, Brian King Joseph relata que comunicou o ocorrido à administração do hotel e também à equipe de Will Smith.

Ainda segundo a petição inicial, dias após o relato, o violinista foi informado de que estava sendo demitido da turnê, sob a justificativa de que teria inventado a história da invasão do quarto.

O processo segue em tramitação na Justiça dos Estados Unidos. Até o momento, Will Smith não se pronunciou oficialmente sobre as acusações apresentadas na ação judicial.

Foto: Gage Skidmore/VisualHunt.com

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Condenado por trama golpista, Silvinei Vasques é capturado no Paraguai e levado ao Brasil

Condenado por trama golpista, Silvinei Vasques é capturado no Paraguai e levado ao Brasil

Ex-diretor da PRF foi detido em aeroporto de Assunção ao tentar embarcar para El Salvador e teve prisão preventiva decretada pelo STF

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, encontra-se sob custódia da Polícia Federal após ser preso no Paraguai, na noite desta sexta-feira (26). Ele foi detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, ao tentar embarcar para El Salvador utilizando um documento falso, segundo informações confirmadas por autoridades paraguaias e pela Polícia Federal brasileira.

Após a prisão, Silvinei Vasques foi escoltado por um comboio de viaturas até a fronteira entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, no Paraná. A entrega às autoridades brasileiras ocorreu na Ponte da Amizade, onde agentes da Polícia Federal assumiram a custódia do ex-diretor da PRF. Ele cruzou a fronteira encapuzado e deverá ser transferido para Brasília nas horas seguintes.

Fuga do Brasil e rompimento da tornozeleira eletrônica

Silvinei Vasques cumpria prisão domiciliar, determinada no âmbito da ação penal do Núcleo 2 da investigação sobre tentativa de golpe de Estado, na qual foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão. Apesar da condenação, ainda cabia recurso, motivo pelo qual ele aguardava o andamento do processo fora do sistema prisional.

Na madrugada do dia de Natal, Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação judicial e deixou o apartamento onde residia, em São José, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina. De acordo com a Polícia Federal, o equipamento parou de emitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (25).

Após a interrupção do sinal, agentes da Polícia Penal de Santa Catarina e da Polícia Federal foram até o imóvel e constataram que o ex-diretor não se encontrava no local. A análise das imagens do sistema de câmeras do prédio indicou que ele esteve no apartamento até as 19h22 da quarta-feira (24), véspera de Natal.

As gravações mostram Silvinei Vasques colocando bolsas no porta-malas de um carro. Ele vestia calça de moletom preta, camiseta cinza e boné preto. Durante a saída, ele também levou um cachorro da raça pitbull, além de ração e tapetes higiênicos.

Prisão preventiva decretada pelo STF

Após ser informado sobre a fuga, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques. A decisão foi baseada nos indícios de evasão do ex-diretor da PRF para o exterior, com o objetivo de evitar o cumprimento da pena imposta no processo criminal.

Segundo a apuração das autoridades, Silvinei deixou Santa Catarina de carro e seguiu até o Paraguai, onde permaneceu até ser localizado no aeroporto da capital paraguaia.

Tentativa de embarque e uso de identidade falsa

De acordo com informações do Comando Tripartite — órgão de cooperação policial entre Brasil, Argentina e Paraguai —, Silvinei Vasques tentou embarcar em um voo da Copa Airlines com destino a El Salvador, com escala no Panamá. No momento da abordagem, ele apresentou um documento pertencente a um cidadão paraguaio que havia registrado extravio da identidade.

As autoridades paraguaias confirmaram que o documento apresentado não correspondia à identidade verdadeira do ex-diretor da PRF. O caso segue sob apuração.

Declaração médica apresentada às autoridades

No momento da prisão, Silvinei Vasques também apresentou uma declaração médica redigida em espanhol. No documento, ele afirma ser portador de glioblastoma multiforme grau IV, um tipo de câncer cerebral, e declara não conseguir falar nem ouvir. O texto solicita que qualquer comunicação com autoridades fosse feita por escrito.

A declaração médica informa que o ex-diretor teria realizado sessões de radioterapia e quimioterapia em dezembro de 2025, em Foz do Iguaçu, e que estaria autorizado a viajar para realizar um procedimento de radiocirurgia em El Salvador. Segundo o documento, o objetivo da viagem seria exclusivamente médico, sem data definida para retorno ao Brasil.

O texto afirma ainda que, apesar das limitações alegadas, Silvinei Vasques estaria lúcido e em condições clínicas para viajar. O atestado médico apresentado às autoridades paraguaias está sob investigação.

Transferência ao Brasil

Após a entrega às autoridades brasileiras, Silvinei Vasques deverá ser encaminhado inicialmente para Foz do Iguaçu e, em seguida, transferido para Brasília, onde ficará à disposição do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal informou que os procedimentos de custódia seguem os protocolos legais vigentes.

Procurada, a defesa de Silvinei Vasques informou que ainda está reunindo informações sobre o caso e não se manifestou oficialmente até o momento.

Fotos: Polícia do Paraguai/Divulgação

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Presidente da Ucrânia se reúne com Trump para discutir territórios ocupados e plano de paz

Presidente da Ucrânia se reúne com Trump para discutir territórios ocupados e plano de paz

Zelensky afirma que temas territoriais seguem como principal entrave para acordo e cita possível referendo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que se reunirá no domingo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir questões territoriais relacionadas à guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo o governo ucraniano, o encontro ocorre em meio ao avanço das negociações para um possível acordo de paz, que inclui um plano de 20 pontos e um entendimento preliminar sobre garantias de segurança.

De acordo com Zelensky, os temas territoriais continuam sendo o principal obstáculo para o encerramento do conflito, que já dura quase quatro anos. Ao anunciar a reunião, o presidente ucraniano afirmou que decisões relevantes podem ser tomadas antes do fim do ano, no contexto dos esforços diplomáticos conduzidos por Washington.

“Muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo”, declarou Zelensky, ao comentar a expectativa em torno do encontro com Trump.

Donbas e Zaporizhzhia no centro das negociações

Entre os pontos que devem ser abordados na reunião, Zelensky citou explicitamente a região de Donbas e a usina nuclear de Zaporizhzhia. As declarações foram feitas a jornalistas durante uma conversa em grupo no WhatsApp.

“Quanto às questões sensíveis: discutiremos Donbas e a usina nuclear de Zaporizhzhia. Certamente discutiremos outras questões também”, afirmou o presidente ucraniano.

A região de Donbas, no leste da Ucrânia, é composta pelas províncias de Donetsk e Luhansk e tem sido um dos principais focos do conflito desde o início da invasão russa em larga escala. A Rússia busca o controle total da área, enquanto a Ucrânia defende a interrupção dos combates nas linhas de frente atuais.

Divergências sobre retirada de tropas

Zelensky afirmou que pretende tentar convencer os Estados Unidos a abandonar uma proposta que prevê a retirada completa das forças ucranianas da região de Donbas. Segundo ele, essa condição representa um dos pontos mais sensíveis nas negociações em curso.

De acordo com informações citadas pelo site Axios, o presidente ucraniano afirmou, em declarações separadas, que poderá submeter o plano de paz liderado pelos Estados Unidos a um referendo nacional caso não consiga obter uma posição considerada firme de Washington em relação às concessões territoriais.

Para que a consulta popular ocorra, Zelensky condiciona a iniciativa à concordância da Rússia com um cessar-fogo de 60 dias, período que permitiria à Ucrânia organizar e realizar o processo de votação.

Exigências da Rússia e posições da Ucrânia

Moscou defende que a Ucrânia se retire de áreas da região oriental de Donetsk que não foram completamente ocupadas pelas forças russas ao longo do conflito. O objetivo declarado da Rússia é obter o controle integral de Donbas.

O governo ucraniano, por sua vez, sustenta que qualquer acordo deve prever a interrupção dos combates com base nas posições atuais das tropas no campo de batalha, sem novas retiradas territoriais.

As divergências sobre o controle dessas áreas seguem sendo um dos principais entraves para o avanço das negociações diplomáticas.

Proposta de zona econômica e impasses

Como parte dos esforços para alcançar um acordo, os Estados Unidos propuseram a criação de uma zona econômica livre caso a Ucrânia concorde em deixar determinadas áreas. A proposta, no entanto, não detalha como a zona funcionaria nem quais garantias seriam oferecidas às partes envolvidas.

As questões territoriais continuam sendo tratadas como decisivas para o avanço das conversas. Zelensky reforçou que qualquer decisão envolvendo concessões territoriais deve ser submetida à população ucraniana.

Situação da usina de Zaporizhzhia

A usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, está localizada em uma área próxima à linha de frente e permanece sob controle das forças russas. O local é considerado estratégico e tem sido alvo de preocupação internacional devido aos riscos associados à operação de uma instalação nuclear em zona de conflito.

O tema da usina integra a pauta das negociações e deve ser abordado na reunião entre Zelensky e Trump, segundo o presidente ucraniano.

Fotos: Zelenskyy_Uaa / RS/via Fotos Publicas / Daniel Torok/White House

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Carla Zambelli teria sido agredida por detentas durante prisão em presídio na Itália

Carla Zambelli teria sido agredida por detentas durante prisão em presídio na Itália

Relatos indicam episódios anteriores à visita de parlamentares brasileiros; agressões não foram formalmente registradas junto às autoridades italianas

A ex-deputada federal Carla Zambelli teria sido agredida mais de uma vez durante o período em que cumpre prisão na Itália. As informações foram divulgadas pelo senador Magno Malta (PL-ES) e confirmadas posteriormente pela defesa da parlamentar. Os relatos indicam que os episódios teriam ocorrido antes da visita de parlamentares brasileiros ao presídio onde ela está custodiada, em Roma.

A informação veio a público inicialmente durante declaração do senador Magno Malta, feita na segunda-feira (22), durante o evento denominado Culto Grande Clamor pelo Brasil. Na ocasião, o senador afirmou que Carla Zambelli teria sido agredida por outras detentas ao menos três vezes. Posteriormente, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o parlamentar afirmou que os episódios teriam ocorrido duas vezes, corrigindo a informação anterior.

Segundo Magno Malta, as agressões teriam ocorrido antes da visita realizada por parlamentares brasileiros em setembro deste ano ao Complexo Penitenciário de Rebibbia, em Roma. Ele afirmou que, no momento da visita, Carla Zambelli já havia relatado os episódios de violência dentro da unidade prisional.

Durante o evento religioso, o senador declarou que esteve no presídio feminino para visitar a ex-deputada federal. Em sua fala, relatou que Zambelli teria sido alvo de agressões por parte de outras internas e que teria reagido com silêncio ao vê-los durante a visita. A declaração foi registrada em vídeo e repercutiu nas redes sociais.

Carla Zambelli está presa em Roma desde julho, após deixar o Brasil e seguir para a Europa depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão. A condenação se refere à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com auxílio do hacker Walter Delgatti Neto, segundo decisão da Corte.

Após a repercussão das declarações do senador, a defesa de Carla Zambelli confirmou a existência dos episódios de agressão dentro da unidade prisional italiana. O advogado Fábio Pagnozzi afirmou que os fatos não foram formalmente registrados junto às autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário do país.

De acordo com o advogado, a ex-deputada teria enfrentado dificuldades no ambiente prisional em razão da troca constante de detentas na cela em que estava custodiada. Segundo ele, a mudança frequente das internas teria gerado conflitos e estranhamento por parte de algumas detentas que passaram a dividir o espaço com Zambelli.

Ainda segundo a defesa, havia uma detenta que oferecia algum tipo de proteção à ex-deputada por estar há mais tempo na unidade prisional. Essa detenta, conforme relatado, foi transferida posteriormente para outra penitenciária, o que teria alterado a dinâmica dentro da cela.

Após solicitações formais feitas pela defesa, Carla Zambelli foi transferida de cela e também de andar dentro do complexo penitenciário. A defesa informou que a mudança ocorreu com o objetivo de garantir melhores condições de custódia.

Durante a visita realizada em setembro por parlamentares brasileiros, nenhum dos senadores presentes mencionou publicamente a ocorrência de agressões físicas contra a ex-deputada. À época, vídeos divulgados nas redes sociais mostraram relatos dos parlamentares sobre o estado emocional de Zambelli, que teria demonstrado tristeza, saudade da família e sensação de abandono.

Além de Magno Malta, participaram da visita ao presídio os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). As declarações feitas naquele momento não incluíram referência a episódios de violência física sofridos por Zambelli dentro da unidade prisional.

Questionado posteriormente sobre a ausência de menção às agressões durante a visita, Magno Malta afirmou que a própria Carla Zambelli teria relatado a ele que havia sofrido duas agressões, e não três, como inicialmente informado. Segundo o senador, não havia ferimentos aparentes nem escoriações visíveis.

Em nota, o senador explicou que não havia se manifestado publicamente sobre o tema anteriormente porque as informações teriam sido compartilhadas de forma reservada. Segundo ele, o contexto envolvia a situação jurídica e de custódia da ex-deputada, além da inexistência de indícios visíveis de lesões físicas no momento do relato.

O Departamento de Administração Penitenciária da Itália e o Ministério da Justiça italiano foram procurados pela imprensa para comentar os relatos, mas não responderam até a publicação das informações divulgadas.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Alexandre de Moraes decreta prisão preventiva de Silvinei Vasques após fuga para o Paraguai

Alexandre de Moraes decreta prisão preventiva de Silvinei Vasques após fuga para o Paraguai

Ex-diretor da PRF rompeu tornozeleira eletrônica, deixou Santa Catarina na véspera de Natal e foi detido ao tentar embarcar para El Salvador

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na tarde desta sexta-feira (26) a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o governo de Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada após o ex-diretor romper a tornozeleira eletrônica que monitorava sua prisão domiciliar e fugir do Brasil.

Silvinei Vasques cumpria prisão domiciliar em São José, na Grande Florianópolis, após ter recebido autorização para deixar o sistema prisional mediante o cumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. Entre essas medidas estavam o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país, com cancelamento do passaporte.

Segundo informações encaminhadas pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal, o equipamento de monitoramento eletrônico parou de emitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (25), durante a noite de Natal. Após a interrupção do sinal, agentes da Polícia Federal se deslocaram até o endereço de Silvinei Vasques, onde constataram que ele não se encontrava na residência.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, a análise do sistema de câmeras do prédio onde o ex-diretor da PRF residia indicou que ele permaneceu no local até as 19h22 da quarta-feira (24), véspera de Natal. As imagens mostram Silvinei Vasques colocando bolsas no porta-malas de um carro, além de outros itens, antes de deixar o imóvel.

A investigação apontou que a fuga ocorreu com o uso de um carro alugado. Registros do circuito interno de TV também mostram o ex-diretor transportando objetos pessoais, ração para animais, tapetes higiênicos e conduzindo um cachorro durante a saída do prédio.

Segundo relato encaminhado pela Polícia Federal ao STF, por volta das 19h14min, Silvinei Vasques colocou sacos de ração e tapetes higiênicos no banco traseiro do veículo. Minutos depois, ele retornou carregando potes comedouros e conduzindo um cachorro, aparentando ser da raça pitbull, antes de deixar o local definitivamente.

A Polícia Federal informou que Silvinei Vasques levou o animal consigo durante a fuga para o Paraguai. Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado do cachorro ou se ele permaneceu com o ex-diretor após a prisão.

Na manhã desta sexta-feira (26), a Polícia Federal confirmou que Silvinei Vasques foi detido pelas autoridades paraguaias no Aeroporto Internacional Silvio Pettiross, em Assunção. Ele tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador utilizando um passaporte falso.

As informações sobre a prisão foram repassadas ao ministro Alexandre de Moraes, que decidiu converter as medidas cautelares em prisão preventiva. Na decisão, o ministro afirmou que a violação das condições impostas anteriormente e a fuga do país justificam a medida mais gravosa.

“A fuga do réu, caracterizada pela violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa, autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva”, registrou Alexandre de Moraes na decisão.

Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão no âmbito da ação penal do Núcleo 2 da chamada trama golpista, que investigou ações para tentar manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após o resultado das eleições de 2022.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, o ex-diretor da PRF teria determinado a realização de blitzes em rodovias federais localizadas em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva registrava maior intenção de votos. Segundo a acusação, as ações teriam como objetivo dificultar o deslocamento de eleitores até os locais de votação no segundo turno das eleições.

Silvinei Vasques foi preso preventivamente em agosto de 2023 e permaneceu detido por cerca de um ano. Posteriormente, teve a prisão convertida em domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, desde que cumprisse rigorosamente as medidas cautelares estabelecidas pelo STF.

Após a prisão no Paraguai, a Polícia Federal informou que o ex-diretor da PRF deverá ser reconduzido ao Brasil para o cumprimento da decisão judicial, conforme os trâmites de cooperação internacional entre os dois países.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil / Lula Marques/ Agência Brasil

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Papa Leão XIV diz que negar ajuda aos pobres é rejeitar Deus durante Missa do Galo

Papa Leão XIV diz que negar ajuda aos pobres é rejeitar Deus durante Missa do Galo

Celebração ocorreu na Basílica de São Pedro na noite desta quarta-feira (24)

Durante a Missa do Galo celebrada na noite desta quarta-feira (24), o papa Leão XIV afirmou que negar ajuda aos pobres e aos estrangeiros equivale a rejeitar o próprio Deus. A celebração ocorreu na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e marcou o primeiro Natal do pontífice desde sua eleição, realizada em maio deste ano.

Ao recordar o nascimento de Jesus em um estábulo, diante da ausência de espaço na hospedaria, o papa destacou que a mensagem do Natal permanece atual frente às desigualdades e às exclusões presentes no mundo contemporâneo. Segundo Leão XIV, o relato bíblico do nascimento de Cristo reforça a relação direta entre a fé cristã e o reconhecimento da dignidade humana.

A missa foi celebrada diante de aproximadamente 6 mil fiéis que ocuparam o interior da Basílica de São Pedro. Em sua homilia, o pontífice afirmou que a presença de Deus se manifesta em cada pessoa e que não é possível dissociar a acolhida ao ser humano da vivência da fé.

“Na Terra, não há lugar para Deus se não houver lugar para a pessoa humana. Recusar um é recusar o outro”, declarou o papa durante a celebração, ao enfatizar que a dignidade humana deve ocupar posição central na fé cristã.

Leão XIV também destacou que o nascimento de Jesus em um local simples revela que Deus se faz presente onde há acolhimento ao próximo. Segundo o pontífice, a narrativa do Natal mostra que a ausência de espaço para o ser humano reflete a ausência de espaço para Deus.

O papa, que é o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, celebrou pela primeira vez o Natal à frente da Igreja Católica. Durante a homilia, ele citou palavras do papa emérito Bento XVI para abordar questões relacionadas à exclusão social e à forma como parte da sociedade contemporânea lida com grupos vulneráveis.

Ao mencionar o pensamento de seu antecessor, Leão XIV criticou um contexto em que crianças, pobres e estrangeiros são ignorados, além de destacar uma lógica econômica que trata pessoas como mercadoria. Segundo o pontífice, essa visão entra em contraste com a mensagem cristã expressa no nascimento de Jesus.

“Enquanto uma economia distorcida desumaniza, Deus se faz humano e revela a dignidade infinita de cada pessoa”, afirmou Leão XIV. Ele acrescentou que, onde há espaço para o ser humano, existe também espaço para Deus, ressaltando que até um estábulo pode se tornar um local sagrado quando há acolhimento.

Durante a celebração, o papa reforçou que a história do nascimento de Cristo aponta para a presença de Deus em todas as pessoas, independentemente de sua condição social ou origem. A mensagem, segundo ele, convida os fiéis a refletirem sobre práticas de exclusão e sobre a responsabilidade de acolher os mais vulneráveis.

Além dos fiéis presentes no interior da basílica, cerca de 5 mil pessoas acompanharam a Missa do Galo por meio de telões instalados na Praça de São Pedro. Mesmo sob chuva, os participantes permaneceram no local durante a celebração.

Antes do início da missa, o papa foi ao encontro dos fiéis reunidos do lado de fora da basílica. Na ocasião, ele agradeceu a presença das pessoas que acompanharam a celebração na praça.

A programação do Natal no Vaticano segue nesta quinta-feira (25), quando o papa Leão XIV celebra a missa de Natal e concede a tradicional bênção “Urbi et Orbi”, transmitida a fiéis de todo o mundo.

Foto: VaticanNews

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Lula diz que taxação dos EUA contra o Brasil foi irrelevante para a economia

Lula diz que taxação dos EUA contra o Brasil foi irrelevante para a economia

Declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta terça-feira; Presidente comentou cenário internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira, que a taxação imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros não teve impacto relevante sobre a economia do Brasil. A declaração foi feita durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, na qual o chefe do Executivo comentou o balanço do ano e abordou aspectos do cenário internacional.

Segundo Lula, apesar das repercussões iniciais e das projeções feitas à época da adoção das tarifas, as medidas não produziram efeitos significativos na economia brasileira. O presidente afirmou que o desempenho econômico ao longo do ano demonstrou que o impacto do chamado tarifaço foi limitado.

“O ano termina bem. O preço dos alimentos está caindo e as pessoas estão voltando a acessar coisas que ficaram mais caras. Mesmo a taxação que os Estados Unidos fizeram contra o Brasil terminou sendo irrelevante”, afirmou o presidente durante o discurso.

Ainda ao tratar das relações entre Brasil e Estados Unidos, Lula comentou previsões feitas anteriormente sobre possíveis conflitos diplomáticos entre os dois países. Ele mencionou que, apesar das expectativas de tensão, o relacionamento com o então presidente norte-americano não resultou em embates diplomáticos mais amplos.

A declaração ocorreu durante uma solenidade que marcou a assinatura de um decreto presidencial que reconhece a cultura gospel como manifestação cultural nacional. O evento foi realizado no Palácio do Planalto e contou com a presença de parlamentares da bancada evangélica, ministros de Estado, representantes de igrejas e lideranças religiosas, além de apresentações artísticas.

Durante o discurso, Lula destacou que a iniciativa do decreto partiu da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). O presidente afirmou que o reconhecimento da cultura gospel como manifestação cultural nacional representa um gesto institucional de valorização e respeito à comunidade evangélica no país.

O chefe do Executivo também utilizou o momento para fazer considerações sobre o ambiente político e social. Em sua fala, Lula mencionou a influência das redes digitais no debate público e afirmou que o país precisa ser menos dominado por algoritmos, defendendo maior centralidade do diálogo nas relações políticas e sociais.

Segundo o presidente, o contexto atual é marcado pela disseminação de informações falsas e por disputas políticas intensas. Ele afirmou que o enfrentamento desses desafios exige compromisso com a verdade e com a reconstrução de relações baseadas no diálogo.

Ao final da solenidade, Lula comentou aspectos pessoais e políticos relacionados à sua trajetória. Ele mencionou que vive um momento de reflexão ao se aproximar dos 80 anos de idade e avaliou que o Brasil atravessa um período decisivo do ponto de vista político e institucional.

Na avaliação apresentada durante o discurso, o presidente afirmou que o país precisará lidar com disputas ideológicas, desinformação e radicalização no debate público. Segundo ele, esse processo deverá ocorrer no contexto de discussões políticas e institucionais que marcam o atual momento nacional.

A cerimônia foi encerrada após os pronunciamentos e a assinatura do decreto presidencial, sem anúncios adicionais relacionados à política econômica ou às relações exteriores do país.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Ranking da Fifa: Brasil encerra temporada em quinto lugar e mira Copa de 2026

Ranking da Fifa: Brasil encerra temporada em quinto lugar e mira Copa de 2026

Seleção brasileira era sétima em setembro e fecha o ano em quinto; Espanha lidera ranking seguida por Argentina, França e Inglaterra

A seleção brasileira encerra a temporada entre as cinco melhores equipes do ranking mundial da Fifa, divulgado nesta segunda-feira. Sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti, o Brasil ocupa a quinta colocação na lista, após ter figurado na sétima posição em setembro, marca que representou seu pior desempenho no ranking na última década.

A atualização divulgada pela Fifa mantém praticamente a mesma configuração apresentada ao final da última Data Fifa, em novembro. A liderança permanece com a Espanha, que soma 1.877,18 pontos, seguida de perto pela Argentina, com 1.873,33. Na sequência aparecem França, com 1.870 pontos, e Inglaterra, que ocupa a quarta colocação com 1.834,12 pontos.

Logo atrás dessas seleções, o Brasil aparece em quinto lugar, com 1.760,46 pontos. A posição coloca a equipe comandada por Carlo Ancelotti entre os principais candidatos a um bom desempenho na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A colocação no ranking também influencia o cenário dos confrontos iniciais do torneio, já que a seleção brasileira poderá enfrentar um adversário do Top 10 logo na estreia da fase de grupos.

A lista do ranking da Fifa ainda traz Portugal na sexta colocação, com 1.760,38 pontos, seguido pela Holanda, em sétimo, com 1.756,27. Bélgica ocupa a oitava posição, com 1.739,71 pontos, enquanto a Alemanha aparece em nono lugar, com 1.724,15. A Croácia fecha o Top 10, com 1.716,88 pontos.

A composição do Top 10 poderá sofrer alteração na próxima atualização do ranking. Isso porque Marrocos, que disputa a Copa Africana das Nações, somará pontos suficientes para ultrapassar a Croácia após a vitória por 2 a 0 sobre Comores na estreia do torneio. A atualização oficial, no entanto, será refletida apenas na próxima divulgação da Fifa.

Entre os possíveis adversários do Brasil na Copa do Mundo de 2026, Marrocos figura atualmente fora do Top 10, mas tende a subir na lista. O confronto entre brasileiros e marroquinos está previsto para o dia 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela fase de grupos do Mundial. Outros rivais da seleção brasileira em solo norte-americano são a Escócia, que ocupa a 36ª posição no ranking, e o Haiti, que aparece em 84º lugar.

A presença entre os primeiros colocados do ranking da Fifa tem sido uma das metas da comissão técnica da seleção brasileira. Em setembro, o Brasil caiu para a sétima posição, sua pior colocação na década, ficando atrás de seis seleções. Em 2016, a equipe chegou a ocupar o nono lugar, o que também marcou um dos momentos de menor desempenho no ranking.

Desde então, a comissão técnica passou a buscar amistosos contra seleções bem posicionadas no ranking, com o objetivo de somar pontos e chegar à Copa do Mundo em melhores condições. A estratégia incluiu jogos contra seleções africanas e europeias ao longo da temporada.

No encerramento de 2025, o Brasil venceu o Senegal por 2 a 0 e empatou em 1 a 1 com a Tunísia, resultados que contribuíram para a melhora na pontuação e a subida no ranking. A seleção voltará a campo nos Estados Unidos em março, quando enfrentará adversários europeus.

No dia 26 de março, o Brasil encara a França, vice-campeã mundial, em partida marcada para Foxborough. Já no dia 31 de março, a seleção brasileira enfrenta a Croácia, em Orlando, em novo amistoso internacional. Os confrontos fazem parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026.

Até o período dos amistosos nos Estados Unidos, a seleção brasileira ainda deve realizar uma partida em solo nacional, que será incluída no calendário de preparação. A data e o adversário desse amistoso ainda serão definidos.

A divulgação do ranking desta segunda-feira consolida a posição do Brasil entre as principais seleções do futebol mundial ao fim da temporada, mantendo a equipe entre os cinco primeiros colocados da lista da Fifa.

Top 10 do ranking da Fifa

  • Espanha – 1.877,18 pontos
  • Argentina – 1.873,33
  • França – 1.870
  • Inglaterra – 1.834,12
  • Brasil – 1.760,46
  • Portugal – 1.760,38
  • Holanda – 1.756,27
  • Bélgica – 1.739,71
  • Alemanha – 1.724,15
  • Croácia – 1.716,88

Foto: @rafaelribeirorio / CBF

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EUA intensificam ações contra navios de petróleo da Venezuela em águas internacionais

EUA intensificam ações contra navios de petróleo da Venezuela em águas internacionais

Guarda Costeira acompanha petroleiro sob sanções e com ordem judicial de apreensão

A Guarda Costeira dos Estados Unidos está perseguindo um petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela, segundo informações repassadas por autoridades norte-americanas à agência Reuters neste domingo (21). Caso a operação resulte na apreensão da embarcação, será a segunda ação desse tipo no fim de semana e a terceira em menos de uma semana, de acordo com os relatos oficiais.

De acordo com uma autoridade dos Estados Unidos, a embarcação integra uma frota sancionada que estaria envolvida em evasão ilegal de sanções impostas à Venezuela. Segundo essa fonte, o petroleiro opera sob bandeira falsa e está sujeito a uma ordem judicial de apreensão. As informações foram prestadas sob condição de anonimato.

Outra autoridade norte-americana confirmou que o navio está sob sanções, mas informou que a embarcação ainda não havia sido abordada até o momento da divulgação das informações. Segundo essa fonte, interceptações marítimas podem ocorrer de diferentes formas, incluindo aproximação por embarcações ou monitoramento aéreo, sem a necessidade imediata de abordagem direta.

As autoridades não informaram a localização exata da operação, nem divulgaram o nome do petroleiro que está sendo perseguido. Também não foram fornecidos detalhes adicionais sobre a carga transportada ou o destino final da embarcação.

Procurada para comentar a operação neste domingo, a Casa Branca não respondeu aos questionamentos até a última atualização da reportagem.

A ação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na semana passada um “bloqueio” a todos os navios petroleiros sob sanções que entram ou saem da Venezuela. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de pressão econômica e diplomática sobre o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Desde o anúncio do bloqueio, os Estados Unidos ampliaram a presença militar na região, segundo informações oficiais, e realizaram mais de duas dezenas de ataques militares contra embarcações no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, em áreas próximas ao território venezuelano. De acordo com os dados divulgados, pelo menos 100 pessoas morreram em decorrência dessas ações.

Os dois primeiros petroleiros apreendidos nas operações recentes estariam fornecendo petróleo a países também submetidos a sanções internacionais, conforme informou Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, em entrevista concedida no domingo a um programa de televisão norte-americano.

Segundo Hassett, as apreensões não devem provocar impacto significativo nos preços do petróleo nos Estados Unidos, uma vez que envolvem um número restrito de embarcações. Ele afirmou que os navios apreendidos operavam fora do mercado formal, em circuitos não autorizados.

Apesar dessa avaliação, analistas do setor energético consultados pela Reuters indicaram que as apreensões podem ter reflexos no mercado internacional. Um negociador de petróleo ouvido pela agência afirmou que os preços da commodity podem registrar leve alta na abertura do mercado asiático, diante da percepção de risco associada à possível redução da oferta de barris venezuelanos.

Outro analista apontou que as ações dos Estados Unidos tendem a aumentar os riscos geopolíticos e a intensificar o controle sobre a frota de navios que transportam petróleo de países sob sanções, como Venezuela, Rússia e Irã. Segundo essa avaliação, as apreensões podem gerar maior atrito operacional para embarcações que atuam nesse mercado.

Ainda de acordo com análises citadas pela Reuters, a produção de petróleo da Venezuela e do Irã já apresenta sinais de desaceleração, e a expectativa é de que o mesmo ocorra com a produção russa. Com o aumento dos custos logísticos e das restrições operacionais, o petróleo proveniente de países sancionados tende a ser comercializado com descontos maiores, o que pode limitar oscilações mais acentuadas nos preços internacionais de referência.

Foto: Molly Riley / Joyce N. Boghosian

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Países do Mercosul divulgam comunicado sobre Venezuela e expõem divergências com o Brasil

Países do Mercosul divulgam comunicado sobre Venezuela e expõem divergências com o Brasil

Documento pede ordem democrática e direitos humanos, enquanto Lula defende solução diplomática

Presidentes e ministros de seis países do Mercosul divulgaram, no sábado (20), um comunicado conjunto pedindo o restabelecimento da ordem democrática e o respeito aos direitos humanos na Venezuela. O documento foi tornado público à margem da 67ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR), e não contou com a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem de representantes do governo brasileiro.

O comunicado foi emitido em nome dos presidentes da Argentina, Javier Milei, do Paraguai, Santiago Peña, e do Panamá, José Raúl Mulino, além de autoridades de alto escalão da Bolívia, Equador e Peru. No texto, os signatários afirmam que a democracia, os direitos humanos e as liberdades fundamentais são pilares da integração regional e defendem uma solução pacífica para a crise venezuelana.

A declaração manifesta preocupação com a crise humanitária, social e migratória enfrentada pela Venezuela e relembra que o país foi suspenso do Mercosul em razão da ruptura da ordem democrática. O documento também solicita o fim de desaparecimentos forçados e prisões arbitrárias, além do respeito ao devido processo legal.

O texto divulgado não menciona a escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela, nem o aumento da presença militar norte-americana na região. O tema também não foi abordado na declaração final oficial da Cúpula do Mercosul.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela representaria uma “catástrofe humanitária” e um “precedente perigoso”. Já o presidente argentino Javier Milei manifestou apoio à pressão exercida pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump sobre o governo de Nicolás Maduro.

Além das discussões políticas, a cúpula foi marcada por debates sobre os rumos econômicos do Mercosul. Ainda sem conseguir concluir um acordo com a União Europeia, os países do bloco discutem a diversificação de parcerias comerciais. Em discurso durante a plenária, Lula afirmou que há negociações em andamento com países como Japão e Vietnã.

Segundo Lula, líderes europeus solicitaram mais tempo para decidir sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que está em negociação há 26 anos. A expectativa inicial era de que o tratado fosse assinado durante a cúpula, que marcou o encerramento da presidência rotativa brasileira do bloco, agora assumida pelo Paraguai pelos próximos seis meses.

O adiamento foi atribuído, entre outros fatores, à pressão do governo francês, que tem se posicionado de forma contrária ao avanço do acordo. Lula informou ainda ter recebido uma carta dos presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa, manifestando expectativa de aprovação do tratado em janeiro.

Durante a plenária, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, lamentou a não conclusão do acordo. Já o presidente argentino Javier Milei voltou a fazer críticas ao Mercosul, afirmando que os objetivos da união aduaneira não foram atingidos e que há excesso de burocracia interna, o que teria dificultado avanços como o acordo com a União Europeia.

Divergências entre Brasil e Argentina sobre Venezuela

A abertura da 67ª Cúpula do Mercosul evidenciou divergências entre Brasil e Argentina em relação à crise na Venezuela e ao papel dos Estados Unidos na região. Em discursos consecutivos, Lula e Milei adotaram posições distintas sobre o tema.

Na condição de anfitrião, Lula condenou a presença militar norte-americana no entorno da Venezuela e defendeu o diálogo diplomático como forma de evitar uma escalada do conflito. O presidente brasileiro afirmou que tem mantido conversas com Nicolás Maduro e com Donald Trump, colocando o Brasil à disposição para mediar uma solução.

Em seguida, Milei classificou o governo venezuelano como uma ditadura e afirmou que a Argentina apoia a pressão exercida pelos Estados Unidos. Segundo ele, o momento exige medidas firmes, e não negociações.

Em discurso posterior, Lula reiterou que uma intervenção armada na Venezuela representaria uma catástrofe humanitária e um risco ao direito internacional. O presidente afirmou que as ameaças à soberania dos países se manifestam por meio de conflitos armados, forças antidemocráticas e do crime organizado, e voltou a defender o diálogo como alternativa para evitar um confronto entre Venezuela e Estados Unidos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR

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Flamengo perde para PSG e vê sonho do bi mundial ser adiado

Flamengo perde para PSG e vê sonho do bi mundial ser adiado

Rubro-Negro é superado por 2 a 1 na disputa de pênaltis

O Flamengo foi derrotado pelo PSG (França) por 2 a 1 na cobrança de pênaltis, após um empate de 1 a 1 com a bola rolando, na tarde desta quarta-feira (17) no estádio Ahmad bin Ali, na cidade de Al Rayan (Catar), e viu o sonho do bicampeonato mundial adiado. Já a equipe francesa conquistou o título da Copa Intercontinental de Clubes da Fifa.

O time francês abriu o placar com o atacante georgiano Kvaratskhelia aos 37 minutos do primeiro tempo. A equipe carioca chegou a igualar aos 16 da etapa final, graças a gol em cobrança de pênalti do volante Jorginho. E nas penalidades máximas o goleiro russo Safonov brilhou, defendendo os chutes de Saul, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo, para garantir o triunfo de 2 a 1 da equipe francesa.

Desta forma a equipe comandada pelo técnico Filipe Luís viu adiado o sonho de conquistar outro título de uma competição de clubes de âmbito mundial, como aconteceu em 1981 (quando venceu o Liverpool, da Inglaterra, pelo placar de 3 a 0 em Tóquio, no Japão, para ficar com a Copa Intercontinental).

Apesar do revés na decisão da Copa Intercontinental, o Flamengo teve uma temporada histórica, na qual conquistou quatro troféus: o Campeonato Carioca, a Supercopa do Brasil, a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro.

Falhas de Rossi

A etapa inicial da partida entre Flamengo e PSG teve um protagonista, mas pelo lado negativo, o goleiro Agustín Rossi. O argentino, que foi um dos destaques da vitoriosa campanha do Rubro-Negro na Copa Libertadores, falhou em duas oportunidades na final diante dos franceses.

A primeira foi logo aos oito minutos, quando Rossi tentou evitar que a bola saísse com um chutão. A bola sobrou com o espanhol Fabián Ruiz, que bateu para o fundo do gol. Mas o lance foi anulado pelo juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), ao ser constatado que a bola saiu pela linha de fundo.

Mas aos 37 outro erro do goleiro argentino culminou em um gol validado. Mayulu esticou a bola na direita para Doué, que, de primeira, cruzou rasteiro para o meio da área. Rossi espalmou e Kvaratskhelia teve apenas o trabalho de escorar para o fundo das redes.

Empate com Jorginho

Após o intervalo, o Rubro-Negro da Gávea igualou um pouco as ações em um confronto que ficou ainda mais aberto, com oportunidades sendo criadas de lado a lado. E o time brasileiro conseguiu empatar o marcador. Aos 14 minutos o uruguaio Arrascaeta foi derrubado dentro da área pelo brasileiro Marquinhos. Inicialmente o juiz não marcou nada, mas o VAR assinalou a necessidade de revisão e o pênalti foi marcado. Jorginho cobrou de forma perfeita e deixou tudo igual.

O empate perdurou até o final dos noventa minutos, e o confronto foi para a prorrogação, na qual o PSG criou as melhores oportunidades de marcar, em especial com o francês Dembélé, que entrou no decorrer da partida. Mas o placar permaneceu no 1 a 1, e a decisão foi decidida nas penalidades máximas.

Brilho de Safonov

Na disputa de pênaltis o time francês contou com o brilho do goleiro russo Safonov, que defendeu os chutes de Saul, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo. Apenas De La Cruz marcou pelo time da Gávea. Já pelo lado francês Vitinha e Nuno Mendes colocaram a bola no fundo do gol. Já o atual melhor do mundo Dembélé bateu para fora e Barcola teve a cobrança defendida por Rossi.

Desta forma o PSG conquistou pela primeira vez na história uma competição de âmbito mundial.

Retrospecto de confrontos

Este foi o quarto jogo entre o Rubro-Negro da Gávea e a equipe da capital francesa na história. O primeiro encontrou entre as duas equipes foi em 1975, quando o Fla triunfou por 2 a 0. Em 1979 quem se deu melhor foram os franceses, pelo placar de 3 a 1. Já em 1991 o resultado foi um empate de 1 a 1.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo / Adriano Fontes/Flamengo

Da Agência Brasil

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Flamengo enfrenta PSG em busca do título da Copa Intercontinental

Flamengo enfrenta PSG em busca do título da Copa Intercontinental

Rubro-Negro mede forças com time francês a partir das 14h desta quarta

Embalado pelo mantra de que o seu povo pede o mundo de novo, o Flamengo enfrenta o PSG (França), a partir das 14h (horário de Brasília) desta quarta-feira (17) no estádio Ahmad bin Ali, na cidade de Al Rayan (Catar), na decisão da Copa Intercontinental de Clubes da Fifa.

O Rubro-Negro da Gávea se credenciou à disputa da competição graças à conquista da última edição da Copa Libertadores da América. E a motivação é voltar a conquistar o título de uma competição de clubes de âmbito mundial, como aconteceu em 1981.

Em entrevista coletiva concedida na última terça-feira (17), o técnico Filipe Luís deixou claro que compreende a importância da conquista do Mundial de 81 para a trajetória do Flamengo: “Nunca, nenhuma geração será maior do que a de 1981, que foi a primeira. O fato de existirem 40 milhões de flamenguistas é produto daquela geração. Quantos Arthurs existem por causa do Zico? Quantos Leandros? Foi uma geração que marcou época e fez os pais levarem os filhos aos estádios por anos”.

Agora, em 2025, o desafio será medir forças com o um PSG (França) que conquistou pela primeira vez na história o título da Liga dos Campeões da Europa: “Teremos a oportunidade de jogar mais uma final. Há jogadores que passam toda a carreira sem disputar sequer uma semifinal de competição importante. A única coisa que passa pela minha cabeça é estar no melhor nível mental para traçar o plano para vencer esse jogo complicado com o PSG e ser campeão com o Flamengo, o que é a nossa maior motivação”.

Para o PSG este jogo decisivo também tem um sabor especial, pois o time da Cidade Luz busca o seu primeiro título mundial. Neste ano a equipe francesa teve uma grande oportunidade de alcançar este objetivo, ao disputar a decisão da Copa do Mundo de Clubes. Porém, o time de Paris foi superado pelo Chelsea (Inglaterra) na decisão.

“Sabemos da importância deste jogo [com o Flamengo]. Isso representa muito para nós. Marcar a história no PSG foi um objetivo na temporada passada, e também é nesta temporada. É a primeira vez que podemos levar esse troféu”, declarou o técnico espanhol Luis Enrique em coletiva.

Na entrevista o comandante do time francês foi questionado sobre a oportunidade de voltar a medir forças com um time brasileiro na atual temporada (na Copa do Mundo de Clubes o PSG foi derrotado pelo Botafogo): “Enfrentamos o Botafogo, que atuou fechado, em seu campo de defesa. É o típico jogo que estamos acostumados a jogar. O Flamengo não atuará assim, pois joga muito bem com a bola, sai jogando de trás. Sem a bola pressiona muito bem. É um time muito interessante, fisicamente muito forte, com jogadores experientes, de muita qualidade, que sabem jogar jogos importantes. Será uma final apaixonante”.

Diante do PSG, o Flamengo terá força máxima, inclusive o atacante Pedro, que ganhou minutos diante do Pyramids (Egito). Porém, o centroavante não deve iniciar como titular. Assim, o técnico Filipe Luís deve iniciar o confronto com o seguinte time: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Carrascal, Plata e Bruno Henrique.

Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

Da Agência Brasil

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Jovem de Mossoró morre após acidente de quadriciclo durante passeio turístico em Curaçao

Jovem de Mossoró morre após acidente de quadriciclo durante passeio turístico em Curaçao

Vítima estava em viagem ao Caribe para comemorar aniversário; Acidente ocorreu durante passeio turístico na tarde de sábado

Um jovem de 26 anos morreu após sofrer um acidente de quadriciclo durante um passeio turístico na ilha de Curaçao, no Caribe. A vítima foi identificada como Sávio Emanuel Arruda Duarte Trajano da Silva, natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O acidente ocorreu na tarde do último sábado (13), durante uma atividade turística realizada no local.

Segundo informações repassadas pela família, Sávio estava em Curaçao acompanhado de uma amiga. A viagem tinha como objetivo comemorar o aniversário do jovem, que seria celebrado no próximo dia 22 de dezembro. Ambos haviam chegado ao destino na sexta-feira (12), após passarem por outras praias do Caribe.

De acordo com os relatos familiares, Sávio e a amiga participavam de um passeio de quadriciclo quando o acidente aconteceu. Ele conduzia o veículo no momento em que perdeu o controle da direção ao passar por um buraco na via. Após a perda de controle, o quadriciclo colidiu com um muro.

Após o impacto, Sávio foi socorrido e encaminhado para um hospital da região. Apesar do atendimento médico recebido, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu. A confirmação do óbito foi comunicada à família ainda no fim de semana.

A amiga que acompanhava Sávio no momento do acidente também foi socorrida e permanece hospitalizada. Segundo a família, ela está em estado estável, consciente e em processo de recuperação. Não foram divulgadas informações adicionais sobre o quadro clínico dela nem sobre o tempo previsto de internação.

Ainda conforme informado pelos familiares, Sávio residia no Chile há cerca de oito anos. No país, ele atuava profissionalmente como guia de turismo. A viagem ao Caribe fazia parte de um período de lazer programado pelo jovem, que aproveitava o intervalo para visitar destinos turísticos da região.

A família informou que está responsável pelos procedimentos necessários para o translado do corpo de Curaçao para o Brasil. Segundo os parentes, todo o processo está sendo conduzido de forma particular, sem a realização de campanhas de arrecadação ou pedidos públicos de ajuda financeira.

A irmã de Sávio, Isadora Silva, relatou que a família tomou conhecimento do ocorrido por meio da agência de viagens contratada pelo jovem. Segundo ela, a empresa está auxiliando nos trâmites burocráticos relacionados ao óbito e ao translado internacional.

“Ficamos sabendo pela agência de viagem na qual ele comprou a viagem. Não sabemos ainda o dia exato que o corpo vai chegar, está nos trâmites burocráticos, tem uma pessoa de apoio da agência de viagem resolvendo esses trâmites”, informou Isadora Silva.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais por autoridades locais de Curaçao sobre as circunstâncias detalhadas do acidente. Também não há dados públicos sobre eventuais procedimentos administrativos relacionados ao passeio turístico ou às condições do local onde ocorreu a colisão.

A família segue aguardando a conclusão dos procedimentos legais e burocráticos para a liberação do corpo e o retorno ao Brasil. Não foram informados detalhes sobre velório ou sepultamento.

Fotos: Reprodução

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José Antonio Kast vence segundo turno e é eleito presidente do Chile

José Antonio Kast vence segundo turno e é eleito presidente do Chile

Candidato do Partido Republicano obtém 58,18% dos votos e derrota Jeannette Jara nas eleições presidenciais

Com praticamente 100% das urnas apuradas, o candidato José Antonio Kast venceu o segundo turno das eleições presidenciais no Chile. De acordo com dados divulgados pela imprensa local, Kast obteve 58,18% dos votos válidos, superando a candidata da coalizão governista de esquerda, Jeannette Jara, que registrou 41,82% da votação.

José Antonio Kast é líder do Partido Republicano e figura da extrema-direita chilena. Ele já aparecia como favorito nas pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo da campanha eleitoral. A disputa do segundo turno colocou frente a frente dois projetos políticos distintos, com o eleitorado decidindo entre a continuidade do governo atual ou uma mudança de orientação política no comando do país.

A candidata Jeannette Jara representou a coalizão governista de esquerda e integrou o governo do presidente Gabriel Boric, no qual atuou como ministra do Trabalho. A proposta defendida por sua candidatura previa a manutenção das políticas adotadas pela atual administração. Após a divulgação dos primeiros resultados oficiais, que indicavam vantagem significativa de Kast, Jara reconheceu a derrota no pleito.

A eleição foi marcada pela participação obrigatória do eleitorado. Cerca de 15,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar neste segundo turno das eleições presidenciais. Conforme a legislação eleitoral chilena, o voto é obrigatório, e penalidades estão previstas para os eleitores que não compareceram às urnas sem justificativa.

Durante a campanha, José Antonio Kast afirmou que pretende adotar um “governo de emergência” como estratégia para enfrentar o crime organizado. O tema da segurança pública esteve presente ao longo do processo eleitoral e foi apontado como uma das principais preocupações do eleitorado chileno, em meio ao aumento da criminalidade e da imigração, conforme indicado nos debates públicos e discursos de campanha.

A vitória de Kast representa uma guinada política no Chile, sendo a primeira eleição de um candidato da extrema-direita desde o retorno da democracia no país, após o fim da ditadura militar de Augusto Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990. O resultado do segundo turno consolidou a mudança de comando após anos de governos liderados por forças políticas de centro-esquerda e esquerda.

José Antonio Kast é advogado e tem 59 anos. Ele assumirá a Presidência da República do Chile no dia 11 de março de 2026, com mandato previsto até 11 de março de 2030. Durante esse período, será responsável pela condução do governo em um contexto marcado por eventos ocorridos na década anterior, como o surto social, a pandemia e o processo de tentativa de mudança da Constituição, que não avançou conforme previsto.

A eleição presidencial chilena ocorreu em dois turnos, conforme estabelecido pela legislação eleitoral do país. No primeiro turno, nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos, o que levou à realização da segunda etapa do pleito. No segundo turno, os eleitores escolheram entre os dois candidatos mais votados.

A apuração dos votos avançou rapidamente ao longo do dia da eleição. Com a divulgação dos resultados parciais, a vantagem de José Antonio Kast foi se consolidando até alcançar o percentual final informado pelas autoridades eleitorais. A imprensa local acompanhou a totalização e divulgou os números à medida que as urnas eram apuradas.

A candidata Jeannette Jara, ao reconhecer a derrota, encerrou sua participação no processo eleitoral após a confirmação do resultado. Ela disputou o segundo turno como representante da continuidade do governo de Gabriel Boric, presidente que encerra seu mandato antes da posse do novo chefe do Executivo.

Com a confirmação do resultado, o Chile inicia o processo de transição de governo até a posse do presidente eleito. A data de início do novo mandato está prevista para março de 2026, conforme o calendário institucional do país.

Fotos: RS/Fotos Públicas

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Ataque a tiros na praia de Bondi deixa mortos e feridos na Austrália durante celebração judaica

Ataque a tiros na praia de Bondi deixa mortos e feridos na Austrália durante celebração judaica

Itamaraty lamenta atentado em Sydney e informa que não há brasileiros entre as vítimas

Ao menos 12 pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas após um ataque a tiros ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, na madrugada deste domingo (14), no horário de Brasília. As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal The Sydney Morning Herald e confirmadas pelas autoridades da província de Nova Gales do Sul.

De acordo com a polícia local, entre os mortos está um homem apontado como suspeito de participação direta no ataque. As forças de segurança também informaram que um segundo possível atirador foi capturado e permanece internado em estado crítico. As investigações seguem em andamento para esclarecer a dinâmica da ação e a eventual participação de outras pessoas.

Entre os 11 feridos, dois são policiais que atuaram no atendimento da ocorrência. As vítimas foram socorridas por equipes de emergência acionadas logo após os primeiros relatos de disparos. Os serviços médicos e de resgate permaneceram mobilizados na região ao longo da noite.

No momento do ataque, a área da praia de Bondi sediava celebrações de Hannukah, feriado religioso da comunidade judaica. Segundo as informações iniciais, o local estava com grande circulação de pessoas, incluindo famílias que participavam das atividades relacionadas à data comemorativa.

A Associação Judaica Australiana informou que integrantes da comunidade judaica foram atingidos durante o ataque. As autoridades policiais, no entanto, ainda não divulgaram conclusões sobre a motivação do atentado nem confirmaram oficialmente se a ação teve caráter direcionado ou motivação religiosa.

Segundo informações publicadas pelo The New York Times, um rabino da organização judaica Chabad de Bondi, identificado como Eli Schlanger, está entre as vítimas fatais. A confirmação da identidade foi feita por representantes da organização religiosa à imprensa internacional.

A polícia da província de Nova Gales do Sul informou que os serviços de emergência foram acionados para a via Campbell Parade por volta das 18h45 de domingo, no horário local, o que corresponde às 4h45 da madrugada no horário de Brasília. O chamado ocorreu após relatos de disparos de arma de fogo na região.

A Campbell Parade é a principal via à beira-mar da praia de Bondi e concentra estabelecimentos comerciais, como cafés, restaurantes, hotéis e áreas de circulação de pedestres. A praia é um dos pontos turísticos mais conhecidos de Sydney e recebe moradores e visitantes ao longo do ano.

Após o ataque, a polícia estabeleceu uma zona de exclusão no entorno do local. De acordo com as forças de segurança, itens considerados suspeitos foram encontrados nas proximidades e estão sendo analisados por equipes especializadas. O isolamento da área permanece ativo enquanto as diligências continuam.

As autoridades australianas informaram que não há, até o momento, relatos de incidentes semelhantes em outras regiões de Sydney. Em razão do ocorrido, celebrações de Hannukah que estavam programadas para acontecer em Melbourne, outra grande cidade do país, foram canceladas.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, manifestou-se por meio de publicação em rede social, informando que as forças policiais e os serviços de emergência estavam mobilizados no atendimento às vítimas e na preservação da área afetada.

Diante do ataque, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil se pronunciou por meio de nota oficial. O Itamaraty informou que recebeu a notícia com consternação e lamentou o episódio ocorrido durante a celebração do feriado judaico na praia de Bondi.

Segundo o ministério, até o momento não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas do ataque. O Consulado-Geral do Brasil em Sydney permanece acompanhando a situação e segue à disposição para prestar assistência consular, caso necessário.

Na nota, o governo brasileiro reafirmou repúdio a atos de terrorismo, antissemitismo, ódio e intolerância religiosa, além de manifestar solidariedade às famílias das vítimas e ao governo australiano. As autoridades brasileiras informaram que seguem monitorando os desdobramentos do caso por meio de seus canais diplomáticos.

As forças policiais australianas continuam investigando o atentado, com análise de provas coletadas no local, oitivas de testemunhas e acompanhamento do estado de saúde dos feridos. Novas informações devem ser divulgadas à medida que o inquérito avançar.

Foto: RS/Fotos Públicas

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EUA retiram Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky

EUA retiram Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky

Decisão do Tesouro norte-americano também exclui esposa do ministro e instituto ligado à família; Moraes e Lula comentam medida

O governo dos Estados Unidos retirou o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. A decisão foi divulgada em comunicado oficial nesta sexta-feira (12) pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano.

Além de Moraes, também foram retirados da lista o nome da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Instituto Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, entidade ligada à família do magistrado. O comunicado não detalha os motivos da revogação das sanções.

As sanções haviam sido aplicadas no fim de julho pelo governo do presidente Donald Trump. Em setembro, a lista de sancionados foi ampliada para incluir Viviane Barci de Moraes. As medidas tiveram como base a Lei Magnitsky, instrumento da legislação dos Estados Unidos utilizado para punir unilateralmente estrangeiros acusados de violações de direitos humanos.

Entenda a Lei Magnitsky e as sanções impostas ao ministro do STF

A Lei Magnitsky prevê a imposição de sanções econômicas e restrições migratórias contra indivíduos considerados responsáveis por violações de direitos humanos fora dos Estados Unidos. Entre as penalidades previstas estão o bloqueio de contas bancárias, bens e interesses financeiros sob jurisdição norte-americana, além da proibição de entrada no país.

Ao aplicar as sanções contra Alexandre de Moraes, o Departamento do Tesouro dos EUA alegou que o ministro teria violado a liberdade de expressão e autorizado prisões arbitrárias. O órgão citou decisões relacionadas ao julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil e medidas adotadas contra empresas de mídia social sediadas nos Estados Unidos.

Em declaração oficial à época, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que Moraes seria responsável por uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos considerados politizados, incluindo ações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Moraes comenta retirada das sanções durante evento em São Paulo

Após o anúncio da retirada das sanções, Alexandre de Moraes comentou a decisão durante a cerimônia de lançamento do canal SBT News, realizada em São Paulo, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua fala, o ministro afirmou que a “verdade prevaleceu” e agradeceu ao presidente da República pela atuação da diplomacia brasileira. Moraes declarou que, em julho, pediu ao chefe do Executivo que não adotasse medidas de retaliação ou ingressasse com ações judiciais, por acreditar que as informações chegariam às autoridades norte-americanas.

Segundo o ministro, a revogação das sanções representa uma vitória do Judiciário brasileiro, da soberania nacional e da democracia. Moraes afirmou que o Judiciário não se submeteu a ameaças ou coações e seguirá atuando com imparcialidade.

O ministro também declarou que o Brasil encerra o ano apresentando força institucional e funcionamento democrático perante outros países.

Lula diz que decisão dos EUA é positiva para o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou a decisão do governo dos Estados Unidos durante o mesmo evento. Segundo Lula, a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF era injusta, e a retirada das sanções representa um resultado positivo para o Brasil e para a democracia brasileira.

Durante o discurso, Lula afirmou que não considera legítimo que um presidente de outro país aplique sanções contra autoridades brasileiras que estejam exercendo suas funções constitucionais. O presidente declarou que a retirada do nome de Moraes da lista de sancionados representa o reconhecimento dessa posição.

Lula também mencionou que, em sua avaliação, ainda há outras pessoas que deveriam ser retiradas da aplicação da lei, reiterando que não considera aceitável a punição de autoridades estrangeiras por atos relacionados ao exercício da democracia em seus países.

Contexto político das sanções e repercussões no Brasil

As sanções contra Alexandre de Moraes foram aplicadas após atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo norte-americano. À época, Eduardo Bolsonaro encontrava-se nos Estados Unidos e buscou apoio para medidas contra o ministro do STF em razão de decisões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apesar das sanções previstas na Lei Magnitsky, a medida teve impacto limitado. Alexandre de Moraes não possui bens, contas bancárias ou aplicações financeiras nos Estados Unidos, nem mantém viagens frequentes ao país.

No mês anterior à revogação das sanções, Eduardo Bolsonaro tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal pelo crime de coação no curso do processo. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e trata da atuação do parlamentar junto a autoridades estrangeiras.

Após o anúncio da retirada das sanções, Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo, também réu por envolvimento na articulação das medidas, divulgaram nota afirmando ter recebido a decisão com “pesar”.

Evento no SBT marcou pronunciamentos oficiais

A cerimônia do SBT marcou a inauguração do canal SBT News, que estreia na próxima segunda-feira (15). O evento ocorreu no dia em que o fundador da emissora, Silvio Santos, completaria 95 anos de idade.

Durante o encontro, o presidente Lula também abordou o papel da imprensa na democracia brasileira, afirmando que a função do jornalismo é informar com base na verdade.

Além de Lula e Alexandre de Moraes, participaram do evento autoridades dos três Poderes, entre ministros do STF, ministros de Estado, o vice-presidente da República, governadores, prefeitos e representantes de empresas públicas de comunicação.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Ricardo Stuckert / PR

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Japão registra terremoto de 7,6 e autoridades emitem alertas de tsunami

Japão registra terremoto de 7,6 e autoridades emitem alertas de tsunami

Tsunami chega a áreas de Hokkaido e Aomori após tremor registrado no Pacífico; Força-tarefa emergencial é montada enquanto usinas nucleares passam por checagem

Terremoto no Japão de magnitude 7,6 gera alertas de tsunami

Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu o norte do Japão nesta segunda-feira (8), segundo informações da Agência Meteorológica do Japão. O tremor ocorreu a leste de Aomori, no norte da ilha de Honshu, e ao sul da ilha de Hokkaido. A agência informou que o fenômeno pode desencadear um tsunami de até 40 metros em comunidades costeiras da região.

Após o tremor, ondas de tsunami chegaram a diferentes pontos do litoral. Um tsunami de 40 centímetros atingiu a cidade de Urakawa, em Hokkaido, e o porto de Mutsu Ogawara, em Aomori. A agência também registrou alertas para outras áreas costeiras, com monitoramento contínuo das condições no litoral norte do país.

A emissora pública NHK informou que várias pessoas ficaram feridas em um hotel na cidade de Hachinohe, em Aomori. Ainda não foram divulgados dados oficiais sobre a quantidade de feridos ou a extensão dos danos nas demais localidades afetadas.

Governo cria força-tarefa emergencial para avaliação de danos

A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou que o governo japonês estabeleceu uma força-tarefa de emergência para avaliar os impactos do terremoto. Segundo ela, o grupo está atuando para reunir informações das áreas afetadas e prestar suporte imediato às autoridades locais.

“Estamos colocando a vida das pessoas em primeiro lugar e fazendo tudo o que podemos”, afirmou Takaichi, durante pronunciamento sobre as ações emergenciais.

Equipes de monitoramento e agências de resposta continuam acompanhando as oscilações sísmicas na região e os riscos associados a novos tremores e ondas.

AIEA informa suspensão preventiva em Fukushima

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou, em publicação no X, que foi comunicada pelo governo japonês de que não há anormalidades na usina nuclear de Fukushima após o terremoto desta segunda-feira.

A agência detalhou que “a descarga da água tratada pelo sistema ALPS foi temporariamente suspensa às 23h42, horário local, como medida de precaução”. A suspensão foi adotada enquanto equipes realizam verificações de segurança nas instalações.

Novos alertas de tsunami após tremor registrado no Pacífico

Outro comunicado da Agência Meteorológica do Japão confirmou que o terremoto de magnitude 7,6 ocorreu no Pacífico, a cerca de 80 quilômetros da costa de Aomori. O tremor gerou um tsunami de até 70 centímetros e novos alertas foram emitidos para ondas que poderiam alcançar até 3 metros em regiões específicas.

Autoridades locais registraram feridos, incêndios e outras ocorrências associadas ao terremoto. Órgãos regionais orientaram cerca de 90 mil moradores a buscarem abrigo em locais seguros, como medida preventiva diante da possibilidade de novos eventos sísmicos ou elevação do nível do mar.

Checagens em usinas nucleares e monitoramento contínuo

O chefe de gabinete do governo japonês, Minoru Kihara, informou que as usinas nucleares da região estão realizando checagens de segurança. Até o momento, segundo ele, não foram detectados problemas nas instalações monitoradas.

Kihara reforçou que os sistemas de vigilância permanecem ativos para identificar qualquer alteração que possa ocorrer após o tremor. As equipes permanecem em comunicação com autoridades municipais e com o governo central para acompanhamento das ações emergenciais.

A primeira-ministra Sanae Takaichi reiterou que “a prioridade é proteger vidas”, reforçando que órgãos federais e locais seguem mobilizados para avaliar a situação e prestar assistência às regiões atingidas.

Foto: carloshonda/VisualHunt.com / frestivo/Visualhunt.com / Bruna cs/Visualhunt.com

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RN abre 11 novos mercados internacionais em 2025 e amplia exportações para a África

RN abre 11 novos mercados internacionais em 2025 e amplia exportações para a África

Setor exportador do Rio Grande do Norte avança em 2025 com expansão para países africanos e diversificação geográfica

O Rio Grande do Norte registrou, em 2025, a abertura de 11 novos mercados internacionais em comparação com 2024, segundo Nota Técnica divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC) nesta sexta-feira (5). O levantamento mostra que 37% das novas relações comerciais do estado se concentraram no continente africano, indicando um movimento de expansão geográfica da pauta exportadora potiguar.

Os dados utilizados pela equipe técnica da SEDEC têm como base a plataforma Comex Stat. De acordo com a análise, o RN passou a exportar para Geórgia, Mauritânia, Serra Leoa, Haiti, Cabo Verde, Ilhas Turcas e Caicos, Guiana, Ucrânia, Bangladesh, Suécia e Burundi em 2025. A ampliação representa presença mais abrangente em regiões onde o estado ainda não tinha participação significativa.

Entre os novos destinos, a Geórgia aparece com maior volume de transações, somando US$ 4,8 milhões em exportações, principalmente ligadas ao envio de outros açúcares de cana. O resultado indica desempenho do setor sucroenergético local em mercados que até então não figuravam na pauta regular de exportações potiguares.

A lista de produtos exportados pelo Rio Grande do Norte para os novos mercados inclui açúcares, caramelos e derivados; têxteis; frutas frescas ou processadas; querosene de aviação; peixes congelados (exceto filés); calçados de borracha ou plástico; outros sacos para embalagem; resíduos e outras ligas de aço; e outras preparações capilares. As categorias mostram a diversidade da produção potiguar presente nas relações comerciais internacionais recém-estabelecidas.

A Nota Técnica apresenta a distribuição continental dos novos mercados, organizada em cinco grupos: África, Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia. A concentração de 37% na África acompanha movimento nacional de aproximação econômica conduzido pelo Governo Federal, alinhado à atual política externa e às dinâmicas comerciais brasileiras.

Nos últimos anos, o Brasil intensificou suas relações econômicas com países africanos, em função da demanda crescente por commodities agrícolas, como açúcar, milho e carnes, além da ampliação do mercado consumidor no continente. Essa aproximação também tem sido estimulada por ações governamentais relacionadas ao comércio exterior.

Entre as iniciativas destacadas no cenário nacional estão programas coordenados pela ApexBrasil, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Essas ações envolvem abertura de mercados, missões empresariais, acordos técnicos e medidas de fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais. O movimento cria ambiente favorável para que estados como o Rio Grande do Norte ampliem sua atuação no continente africano.

Na avaliação dos pesquisadores da SEDEC, o desempenho registrado em 2025 reflete ações combinadas entre empresas exportadoras, entidades do setor produtivo e iniciativas do Governo do Estado relacionadas à inteligência comercial, facilitação de negócios e consolidação das relações internacionais. Segundo a Nota Técnica, a entrada de novos países na pauta exportadora potiguar amplia a inserção do Rio Grande do Norte no comércio global e fortalece a presença do estado em diferentes regiões do mercado internacional.

Fotos: Sandro Menezes/Governo do RN

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Novo decreto do Vaticano orienta fiéis sobre sexo no casamento e rejeita poligamia

Novo decreto do Vaticano orienta fiéis sobre sexo no casamento e rejeita poligamia

Santa Sé afirma que relação sexual fortalece a união conjugal e deve ocorrer em vínculo único entre homem e mulher

O Vaticano divulgou um novo decreto com orientações sobre a prática sexual no casamento, assinado pelo papa Leão XIV. O documento reconhece oficialmente que a relação sexual entre cônjuges não se limita à finalidade de procriação, mas desempenha papel relevante na união matrimonial. Segundo o texto, a sexualidade contribui para “enriquecer e fortalecer” a união exclusiva estabelecida pelo sacramento.

As orientações fazem parte de um decreto publicado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, que citou o Código de Direito Canônico para embasar o entendimento de que a caridade conjugal deve ser compreendida de forma integral. Assim, embora a fecundidade continue sendo considerada parte do matrimônio, o documento afirma que a sexualidade possui também natureza unitiva, favorecendo o vínculo estabelecido entre os cônjuges.

Segundo o texto, essa visão integral não elimina a abertura natural à vida, mas destaca que o ato conjugal pode fortalecer o sentimento de pertencimento mútuo. O decreto afirma que a união entre marido e mulher deve respeitar princípios como “consentimento livre”, “pertencimento mútuo” e igualdade de dignidade dentro da relação.

O Dicastério afirma que tais orientações visam oferecer diretrizes uniformes aos 1,4 bilhão de fiéis católicos em todo o mundo sobre o papel da sexualidade dentro do casamento. O documento aborda também o entendimento sobre exclusividade, afirmando que o matrimônio é um compromisso perpétuo entre uma única pessoa e seu cônjuge.

Entre os pontos ressaltados está a orientação de que “um cônjuge é suficiente”, em referência à defesa da monogamia. O texto rejeita práticas que envolvem múltiplas relações simultâneas ou laços matrimoniais com mais de uma pessoa. A Santa Sé reforça que o casamento deve ser um vínculo único, indissolúvel e exclusivo, conforme a doutrina tradicional.

O decreto menciona diretamente a prática da poligamia no continente africano, incluindo casos que envolvem membros da própria Igreja Católica. Ao tratar dessa questão, o texto reitera que a instituição matrimonial, segundo a fé católica, consiste em compromisso vitalício entre um homem e uma mulher. A orientação reforça que relações múltiplas não atendem ao que a doutrina estabelece como união matrimonial.

As diretrizes também abordam a importância do consentimento livre entre os cônjuges. O Vaticano afirma que o matrimônio católico só pode ser reconhecido quando houver adesão voluntária de ambas as partes. O documento destaca que esse consentimento deve refletir decisão consciente, responsabilidade compartilhada e reconhecimento recíproco da dignidade.

Ao longo do texto, o Dicastério apresenta referências ao Direito Canônico, que define os elementos essenciais do matrimônio e as responsabilidades decorrentes desse vínculo. A publicação reforça que a sexualidade deve permanecer dentro do contexto do casamento, estruturado pela exclusividade e pelo compromisso formal.

Embora reafirme fundamentos tradicionais, o decreto traz ênfase ao aspecto unitivo da sexualidade. O Vaticano reconhece que a relação entre os cônjuges tem dimensões que vão além da reprodução biológica, contribuindo para a construção da vida conjugal. Segundo o texto, esse entendimento não contradiz a doutrina, mas amplia a compreensão sobre o papel da sexualidade.

O documento foi publicado primeiramente em italiano e distribuído às conferências episcopais. A orientação é válida para toda a Igreja Católica e estabelece diretrizes para debates internos e formação pastoral. O decreto passa a integrar as referências oficiais sobre matrimônio na doutrina contemporânea do Vaticano.

Foto: Narcin Mazur/cbcew.org.uk

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Sorteio da Copa do Mundo 2026 define grupos; Brasil cai no Grupo C

Sorteio da Copa do Mundo 2026 define grupos; Brasil cai no Grupo C

Evento em Washington reúne líderes políticos, dirigentes da Fifa e ex-atletas

A capital dos Estados Unidos sediou nesta sexta-feira, no Kennedy Center, o evento que definiu os grupos da Copa do Mundo de 2026. Em Washington D.C., estiveram presentes autoridades da Fifa, ex-jogadores e líderes políticos dos três países-sede do torneio: o americano Donald Trump, a mexicana Claudia Sheinbaum e o canadense Mark Carney.

O sorteio foi conduzido pelo ex-zagueiro inglês Rio Ferdinand, ao lado da jornalista Samantha Johnson. A participação na retirada das bolinhas ficou a cargo de Tom Brady, Wayne Gretzky, Aaron Judge e Shaquille O’Neal. O evento contou ainda com apresentações de Andrea Bocelli, da banda Village People e dos cantores Robbie Williams e Nicole Scherzinger.

A seleção brasileira comporá o Grupo C do Mundial de 2026. Os adversários do Brasil na primeira fase serão Marrocos, Haiti e Escócia. “Futebol é a língua da paixão e da alegria. De 11 de junho a 19 de julho, teremos um verão espetacular. Serão milhões de pessoas passando pelos três países-sede e 104 Super Bowls em um mês”, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Durante a cerimônia, a Fifa entregou pela primeira vez o Prêmio da Paz. O homenageado foi Donald Trump, que recebeu elogios de Infantino. Trump destacou ações relacionadas ao acordo inicial para cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas, em Gaza.

O Brasil teve participação adicional no evento com Roberto Carlos, ex-lateral pentacampeão, que falou sobre cobrancas de falta e comentou a contratação de Carlo Ancelotti para comandar a seleção.

Detalhes do sorteio e participação dos países-sede

Os líderes do México, Canadá e Estados Unidos foram chamados ao palco para sortear as bolinhas de seus respectivos países. As seleções anfitriãs já estavam previamente alocadas nos Grupos A (México), B (Canadá) e D (Estados Unidos).

Claudia Sheinbaum afirmou que o México está preparado para receber o Mundial pela terceira vez. Mark Carney destacou que o torneio será o maior já realizado. Trump comentou sobre o uso da palavra “soccer” nos Estados Unidos e relembrou Pelé, que atuou no Cosmos e morreu em 2022.

O sorteio começou cerca de 1h25 após a abertura oficial do evento. Com 48 seleções, a Copa de 2026 terá novo regulamento com 12 grupos de quatro equipes. Avançam para a segunda fase os dois melhores de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados. As fases seguintes serão disputadas em jogo único.

Pelas regras da Fifa, grupos não podem ter seleções da mesma confederação, exceto as europeias, que podem ter até dois países na mesma chave.

Estreia do Brasil e agenda da Copa do Mundo

A partida de abertura será em 11 de junho entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México, repetindo o confronto inaugural da Copa de 2010.

No Grupo C, o Brasil estreia contra o Marrocos em East Rutherford ou Foxborough, no dia 13 de junho. O segundo jogo será em 19 de junho, em Foxborough ou Filadélfia, contra o Haiti. A fase de grupos se encerra em 24 de junho, em Atlanta ou Miami, diante da Escócia. A Fifa divulgará neste sábado os locais definitivos e horários das partidas.

Grupos da Copa do Mundo 2026

  • Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul, Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte)
  • Grupo B: Canadá, Suíça, Catar, Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales, Bósnia)
  • Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia, Haiti
  • Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai, Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)
  • Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim, Curaçao
  • Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia, Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia)
  • Grupo G: Bélgica, Irã, Egito, Nova Zelândia
  • Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita, Cabo Verde
  • Grupo I: França, Senegal, Noruega, Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque)
  • Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia, Jordânia
  • Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão, Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia)
  • Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá, Gana

Repescagem para as últimas vagas

As últimas seis vagas serão disputadas por 22 seleções. A repescagem europeia envolverá 16 países em quatro grupos. A repescagem intercontinental contará com equipes das Américas, Ásia, Oceania e África. Os confrontos ocorrerão no fim de março de 2026.

  • Uefa A: País de Gales, Bósnia, Itália ou Irlanda do Norte
  • Uefa B: Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia
  • Uefa C: Eslováquia, Kosovo, Turquia ou Romênia
  • Uefa D: República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte
  • Fifa 1: RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia
  • Fifa 2: Iraque, Bolívia ou Suriname

Foto: @rafaelribeirorio / CBF

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Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, aponta FMI

Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, aponta FMI

Projeções do FMI mostram dívida brasileira acima da média regional e de outros emergentes

Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, segundo projeção do FMI

O Brasil aparece como a sexta economia mais endividada da América Latina e Caribe, de acordo com dados atualizados do Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição estima que a dívida bruta do governo geral brasileiro alcance 92% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, percentual superior ao registrado por todas as grandes economias emergentes da região.

Segundo o levantamento, o Brasil fica atrás apenas de países que apresentam desequilíbrios fiscais mais acentuados. São eles: Venezuela, Dominica, Barbados, São Vicente e Granadinas e Bolívia. Esses países lideram o ranking de endividamento da região.

A projeção do FMI para 2025 coloca o Brasil próximo de Bolívia, que tem estimativa de 92,40% do PIB, e acima de El Salvador, com 87,87% do PIB. O nível brasileiro também se mantém superior à média regional calculada pelo Fundo, estimada em cerca de 71% do PIB.

Ranking de endividamento projetado para 2025

A seguir, o ranking de dívida bruta como percentual do PIB, conforme estimativa do FMI para 2025:

  • Venezuela – 138,46%
  • Dominica – 97,78%
  • Barbados – 97,73%
  • São Vicente e Granadinas – 93,55%
  • Bolívia – 92,40%
  • Brasil – 92,04%
  • El Salvador – 87,87%
  • Suriname – 86,59%
  • Bahamas – 79,39%
  • Santa Lúcia – 73,63%

A posição brasileira consolida o país entre as economias mais alavancadas do continente. Os números também mostram que o endividamento nacional supera com diferença expressiva a média das nações da América Latina e Caribe.

Metodologia utilizada pelo FMI

O cálculo adotado pelo FMI segue o GFSM 2014 (Government Finance Statistics Manual), padrão internacional de estatísticas fiscais. Esse método amplia o alcance da dívida bruta ao incorporar todos os passivos do governo geral, independentemente do tratamento contábil praticado por cada país.

A metodologia considera:

  • Títulos públicos
  • Empréstimos
  • Contas a pagar
  • Outras obrigações que afetam a solvência do setor público

O propósito é garantir que as análises reflitam a real posição fiscal de cada governo, evitando distorções associadas a diferenças metodológicas. Como os países adotam práticas distintas na elaboração de estatísticas fiscais — algumas mais restritivas e outras mais amplas —, a padronização permite comparações diretas.

Importância da padronização internacional

Ao uniformizar critérios e definir a inclusão de todos os passivos relevantes, o FMI assegura que os dados de endividamento sejam comparáveis entre os países. Dessa forma, rankings e avaliações regionais passam a representar diferenças reais entre as economias, e não apenas divergências de cálculo.

Para a América Latina e Caribe, essa padronização oferece uma visão consolidada do comportamento fiscal regional, permitindo observar a posição de cada país em relação aos demais. No caso brasileiro, a metodologia evidencia o nível de endividamento projetado para 2025 e sua relação com o restante do continente.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Trump diz em rede social que espaço aéreo da Venezuela está fechado

Trump diz em rede social que espaço aéreo da Venezuela está fechado

Governo venezuelano chama declaração de “ameaça colonialista”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “fechado em sua totalidade” por companhias aéreas. A declaração foi dada a Truth Social, rede social criada pelo próprio Trump. “O espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela está fechado em sua totalidade”, postou e estendeu o aviso a traficantes de drogas e de pessoas.

Segundo a agência Reuters, autoridades norte-americanas ficaram surpresas com o anúncio de Trump e não tinham conhecimento de nenhuma operação militar dos EUA em andamento para impor o fechamento do espaço aéreo venezuelano.

Horas depois, o governo da Venezuela se manifestou em comunicado, condenando a afirmação de Trump. Em nota, classificou os comentários de Trump de “ameaça colonialista” contra a soberania do país e incompatível com o direito internacional. Chamou a atitude de Trump de “ilegal e injustificada” contra o povo da Venezuela.

“Esse tipo de declaração se constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do Direito Internacional e que se insere em uma política permanente de agressão contra o nosso país, com pretensões coloniais sobre a nossa região da América Latina e Caribe, negando o Direito Internacional”, afirmou o governo venezuelano.

A escalada de Trump em ações e discursos contra a Venezuela do presidente Nicolás Maduro vem trazendo novos episódios nos últimos meses. Os Estados Unidos já posicionaram navios de guerra no Mar do Caribe, próximo ao país sul-americano, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas. Já abateram pequenas embarcações e provocaram mortes.

Há cerca de duas semanas, Trump disse que poderia iniciar conversas com Maduro, mas não deu detalhes. Na última sexta-feira (28), no entanto, afirmou que poderá ordenar ações terrestres contra os narcotraficantes que diz combater. Em resposta, Maduro pediu aos integrantes da Força Aérea que estejam em “alerta, prontos e dispostos” a defender os direitos da Venezuela.

Foto: Molly Riley / Abe McNatt

Da Agência Brasil

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Trump assina lei que obriga divulgação de documentos do caso Jeffrey Epstein

Trump assina lei que obriga divulgação de documentos do caso Jeffrey Epstein

Departamento de Justiça terá 30 dias para publicar registros da investigação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira uma lei que determina que o Departamento de Justiça divulgue documentos relacionados à longa investigação envolvendo o agressor sexual Jeffrey Epstein. A liberação do material vinha sendo solicitada tanto por opositores quanto por apoiadores do presidente, que pressionavam por maior transparência sobre o caso.

A divulgação pode trazer novos esclarecimentos sobre as atividades de Epstein, que manteve relações sociais com Trump e outras figuras públicas antes de ser condenado em 2008 por acusações de prostituição infantil. O caso se tornou um ponto de tensão para o governo nos últimos meses, em parte porque o próprio presidente ampliou teorias de conspiração relacionadas ao tema entre seus apoiadores. Parte do eleitorado republicano acredita que o governo encobriu informações sobre a morte de Epstein, considerada suicídio enquanto ele estava preso em Manhattan em 2019, respondendo por acusações federais de tráfico sexual.

Até recentemente, Trump orientava parlamentares republicanos a se oporem à liberação dos documentos, alegando que a divulgação de registros investigativos internos poderia criar um precedente prejudicial para a instituição da presidência. A mudança ocorreu após o avanço do projeto com apoio suficiente de democratas e republicanos para aprovação, independentemente da posição do Executivo, segundo dois assessores do Congresso.

Após assinar a lei, Trump afirmou em uma publicação em rede social que a divulgação ajudará a revelar “a verdade sobre certos democratas e suas associações com Jeffrey Epstein”. O presidente tem acusado parlamentares democratas de utilizarem o escândalo envolvendo Epstein para contestar ações de seu governo e desviar foco de pautas legislativas defendidas pelos republicanos.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump escreveu: “Talvez a verdade sobre esses democratas e suas associações com Jeffrey Epstein seja revelada em breve”.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou que o Departamento de Justiça vai divulgar o material dentro do prazo de 30 dias determinado pela legislação aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, ambos sob controle republicano. Bondi afirmou que o governo seguirá o que foi estabelecido na lei e defenderá a “máxima transparência” permitida pela normativa.

A divulgação das informações, no entanto, deve ocorrer com restrições. A legislação aprovada pelo Congresso permite que o Departamento de Justiça retenha dados pessoais das vítimas de Epstein, bem como informações que possam comprometer investigações ainda em andamento. Essa limitação já havia sido sinalizada por autoridades responsáveis pelo caso.

A publicação dos arquivos ocorre em meio a percepções negativas sobre a forma como o governo lida com o tema. Pesquisa da Reuters/Ipsos indica que apenas 20% dos norte-americanos — incluindo 44% dos republicanos — aprovam a condução do caso por Trump. Ainda segundo o levantamento, cerca de 70% dos entrevistados — entre eles 87% dos democratas e 60% dos republicanos — acreditam que o governo está ocultando informações sobre pessoas ligadas a Epstein.

Na semana anterior à assinatura da lei, Trump havia ordenado que o Departamento de Justiça investigasse figuras democratas que tiveram associações com Epstein. Autoridades, entretanto, podem decidir não divulgar informações relacionadas a essas pessoas, sob justificativa de proteger apurações que permanecem em curso.

Além disso, tribunais rejeitaram pedidos feitos pelo Departamento de Justiça para liberar transcrições de procedimentos referentes a grandes júris que investigaram Epstein e sua ex-associada Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de 20 anos por participação nos crimes atribuídos a Epstein.

Foto: Daniel Torok / Joyce N. Boghosian

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Eduardo Bolsonaro vira réu no STF por coação

Eduardo Bolsonaro vira réu no STF por coação

Decisão unânime da Primeira Turma abre ação penal contra o deputado por suposta atuação nos Estados Unidos

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi concluída no plenário virtual após a ministra Cármen Lúcia registrar seu voto para aceitar a denúncia no sábado (15). Com isso, será aberta ação penal contra o parlamentar.

A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em setembro, no inquérito que investigou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades dos Estados Unidos para tentar influenciar o julgamento que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal, que indiciou o deputado.

Segundo a PGR, a conduta atribuída ao parlamentar ocorreu no período em que ele estava nos Estados Unidos, onde reside desde março deste ano após solicitar licença de 120 dias do mandato. A licença terminou em 20 de julho e, desde então, o deputado não comparece às sessões da Câmara dos Deputados, condição que pode levar à cassação por faltas.

A análise das acusações segue agora para a fase de instrução processual. O deputado poderá apresentar testemunhas, solicitar diligências e produzir provas para sua defesa. Durante esse período, o STF avaliará os elementos apresentados para definir o andamento da ação penal.

A denúncia foi apresentada em um momento em que o governo de Donald Trump adotou medidas que impactaram o Brasil, como a imposição de tarifas sobre exportações brasileiras, a suspensão de vistos de membros do governo federal e ministros do STF e sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes.

Após a decisão da Primeira Turma, Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo em seu canal no YouTube, na sexta-feira (14), no qual classificou a decisão de torná-lo réu como “fajuta”. No conteúdo, o parlamentar afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, utiliza “exercício de extraterritorialidade” ao tratar de fatos supostamente ocorridos fora do Brasil.

O deputado também declarou que o ministro “abusa de seu poder”, citando que, segundo ele, há atos praticados pela autoridade “para além dos limites territoriais”. O parlamentar relacionou o caso aos atritos existentes entre Moraes e a família Bolsonaro e mencionou que o ministro já havia sido alvo de medidas adotadas pelo governo Trump, a partir da Lei Magnitsky, que resultaram em sanções contra autoridades brasileiras.

Eduardo Bolsonaro afirmou que não reconhece irregularidades em sua atuação nos Estados Unidos. Ele também mencionou que considera as acusações parte de um processo que, segundo sua avaliação, ultrapassa os limites da legislação brasileira. No vídeo, o parlamentar voltou a relacionar o caso ao julgamento que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A abertura da ação penal pela Primeira Turma marca a próxima etapa do processo. O colegiado responsável pela decisão é composto pelos ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Todos acompanharam o voto pelo recebimento da denúncia.

Com a decisão, o processo continuará sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que conduzirá a fase de instrução e julgamento. Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos e afirma que deixou o país alegando perseguição política.

Foto: Beto Barata/PL

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Retirada de tarifa pelos EUA aumenta pressão por fim da sobretaxa de 40% ao Brasil

Retirada de tarifa pelos EUA aumenta pressão por fim da sobretaxa de 40% ao Brasil

CNI e Cecafé apontam que redução favorece concorrentes enquanto Brasil segue sujeito ao adicional de 40%

A retirada das tarifas recíprocas de 10% pelos Estados Unidos para 238 produtos agrícolas aumentou a pressão para que o Brasil avance nas negociações destinadas a eliminar a sobretaxa adicional de 40% aplicada exclusivamente ao país. A medida norte-americana altera parte das condições de acesso ao mercado para diferentes setores exportadores brasileiros e repercute entre entidades da indústria e do agronegócio.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) avaliaram que a suspensão da tarifa de 10% amplia a competitividade de países concorrentes do Brasil, especialmente no mercado norte-americano, que é um dos principais destinos das exportações industriais nacionais.

Em nota divulgada neste sábado (15.nov.2025), o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção da tarifa adicional de 40% reduz a competitividade de produtos relevantes da pauta comercial brasileira, como carne bovina e café. Segundo a entidade, países que não estão sujeitos à sobretaxa passam a ter condições mais favoráveis para acessar o mercado dos Estados Unidos.

Análise preliminar da CNI indica que a retirada das tarifas de 10% beneficia 80 produtos brasileiros exportados em 2024, cujas vendas totalizaram US$ 4,6 bilhões, o equivalente a aproximadamente 11% das exportações para os Estados Unidos. Entre esses itens, apenas quatro ficam totalmente isentos de encargos: três categorias de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os demais 76 produtos permanecem sujeitos à alíquota de 40%, entre eles café não torrado, carne bovina e cera de carnaúba.

O setor de café também demonstrou preocupação com o impacto da medida. Em nota, o Cecafé afirmou que o país segue submetido à tarifa base de 10% e ao adicional de 40% previsto no Artigo 301. A entidade informou que ainda analisa se o novo ato norte-americano altera uma ou ambas as cobranças.

Segundo avaliação do diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, o anúncio favoreceu concorrentes internacionais do Brasil. O café brasileiro estava sendo taxado em 50% nos Estados Unidos. Com a decisão, a tarifa aplicada ao produto brasileiro caiu para 40%. No entanto, concorrentes diretos, como Colômbia e Vietnã, tiveram a tarifa reduzida a zero.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manifestou posição distinta. Em comunicado, a entidade classificou a redução tarifária sobre a carne bovina brasileira como um movimento que fortalece o diálogo técnico entre os dois países e contribui para a previsibilidade do setor. A entidade observou que os Estados Unidos são o segundo maior mercado para a carne bovina do Brasil.

A Abiec afirmou ainda que a decisão abre espaço para retomada mais equilibrada e estável das exportações e que continuará atuando junto às autoridades brasileiras e norte-americanas para ampliar oportunidades comerciais. A entidade destacou que o setor pretende avançar em ações que consolidem o Brasil como fornecedor competitivo no mercado internacional.

Mesmo com os efeitos parciais da suspensão tarifária, a CNI reiterou que o ponto central permanece inalterado: a ordem executiva que mantém o adicional de 40% específico ao Brasil não foi modificada. Para a entidade, o governo brasileiro precisa intensificar negociações com os Estados Unidos para restabelecer condições equitativas de comércio e evitar perda de participação no mercado para outros fornecedores internacionais.

Foto: José Paulo Lacerda/CNI / Wenderson Araújo/Trilux/CNA

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Brasil vence Senegal em amistoso e Ancelotti avalia desempenho para a Copa de 2026

Brasil vence Senegal em amistoso e Ancelotti avalia desempenho para a Copa de 2026

Seleção marca 2 a 0 no Emirates Stadium e treinador comenta atuação e preparação para enfrentar a Tunísia

Brasil vence Senegal por 2 a 0 em amistoso em Londres; Ancelotti analisa desempenho da seleção

A seleção brasileira venceu o Senegal por 2 a 0 em partida amistosa disputada neste sábado (15), no Emirates Stadium, em Londres, como parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026. O resultado refletiu a estratégia adotada pelo técnico Carlo Ancelotti, que posicionou o time de forma adiantada e orientou pressão constante na saída de bola adversária. A equipe também utilizou variações ofensivas envolvendo Estêvão, Vinicius Júnior, Rodrygo e Matheus Cunha.

O Brasil iniciou o jogo criando oportunidades. Aos três minutos, Estêvão finalizou após jogada de Vinicius Júnior, e Matheus Cunha acertou a trave no rebote. O atacante voltou a acertar a trave aos 16 minutos, em cabeceio após levantamento de Bruno Guimarães.

O primeiro gol saiu aos 27 minutos. Após corte parcial da defesa do Senegal, Estêvão finalizou de esquerda na entrada da área. Foi o quarto gol do jogador do Chelsea em seis jogos pela seleção principal.

O segundo gol ocorreu aos 35 minutos. Após falta na entrada da área, Rodrygo levantou a bola e Casemiro dominou na pequena área antes de finalizar e ampliar a vantagem brasileira.

No segundo tempo, o Brasil diminuiu a intensidade em razão do desgaste da marcação em pressão. O Senegal criou oportunidades, mas não alterou o placar. Ancelotti realizou substituições para reorganizar o time e manter o controle até o final da partida.

A seleção volta a campo na terça-feira (18), às 16h30, no Decathlon Stadium, em Lille, onde enfrentará a Tunísia em mais um amistoso preparatório para o Mundial.

Ancelotti avalia atuação e destaca funcionamento coletivo em vitória sobre Senegal

Após o amistoso, Carlo Ancelotti avaliou a atuação brasileira e afirmou que a equipe executou a estratégia prevista, com intensidade defensiva na primeira etapa e controle das ações no segundo tempo. O treinador destacou o comportamento coletivo e o funcionamento das fases de pressão e construção.

Segundo Ancelotti, o time manteve concentração defensiva e aplicou o modelo de jogo planejado. Ele também mencionou que a equipe realizou pressão alta na primeira parte e mudou o comportamento após o intervalo, administrando a vantagem sem repetir o ritmo inicial.

O técnico também comentou o desempenho de Estêvão, autor do primeiro gol e titular mais jovem entre os jogadores de ataque na atual fase da seleção. O atacante acumula quatro gols em seis partidas pelo Brasil. Ancelotti afirmou que o jogador apresenta precisão e capacidade de finalização, citando que o momento atual indica evolução dentro da equipe.

A preparação segue com o amistoso contra a Tunísia, novamente utilizado pela comissão técnica como oportunidade para testes, observações e ajustes antes das competições oficiais de 2026.

Foto: @rafaelribeirorio / CBF

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Trump reduz tarifas, mas mantém sobretaxa de 40% ao Brasil

Trump reduz tarifas, mas mantém sobretaxa de 40% ao Brasil

Decreto reduz tarifa de 10% aplicada ao Brasil, mas mantém sobretaxa de 40% sobre commodities

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (14) que não acredita serem necessárias novas reduções tarifárias. As declarações foram dadas a jornalistas a bordo do Air Force One, durante o deslocamento para Palm Beach, na Flórida. Segundo Trump, a administração americana continuará arrecadando valores significativos com as tarifas atualmente em vigor.

Sem apresentar detalhes adicionais, o presidente afirmou que a China deverá comprar grandes volumes de soja produzida nos Estados Unidos. Ele acrescentou que altos funcionários do governo americano conversaram com representantes chineses ao longo do dia. Em relação aos produtos isentos de tarifas, Trump declarou que não são competitivos no mercado interno e que, por esse motivo, não existe uma indústria doméstica a ser protegida. Segundo ele, o objetivo é reduzir ainda mais os preços desses itens.

Ao comentar a situação econômica interna, Trump citou índices de inflação e voltou a criticar o Obamacare. Ele afirmou que a administração está trabalhando para que cidadãos possam adquirir seus próprios planos de saúde, por meio de repasses diretos de recursos.

Fora do campo comercial, o presidente disse esperar que a Arábia Saudita assine os Acordos de Abraão, que tratam da normalização das relações entre Israel e países da região. Trump também afirmou que analisa um pedido saudita para aquisição de caças americanos. Sobre armas nucleares, declarou que os Estados Unidos, assim como outras nações, irão conduzir testes, justificando que já possuem esse tipo de armamento.

Trump afirmou ainda que pretende ingressar com uma ação judicial contra a BBC na próxima semana. Ele disse não ter conversado com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sobre o assunto, mas que planeja ligar para o líder do Reino Unido durante o fim de semana.

Questionado sobre sua saúde, o presidente relatou ter feito um exame de ressonância magnética neste ano “por seu físico”. Ele disse que o resultado informado pelo médico foi satisfatório.

Paralelamente às declarações, um decreto assinado por Trump nesta sexta-feira (14) modificou parte das tarifas aplicadas ao Brasil. A medida derrubou apenas a tarifa recíproca de 10% que estava em vigor desde abril, mas manteve integralmente a sobretaxa de 40% criada em agosto em resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. O decreto tem efeito retroativo desde a madrugada de quinta-feira.

A sobretaxa havia sido elevada a 50% em agosto, quando Trump acusou o governo brasileiro de promover processo politicamente motivado contra Bolsonaro, conforme documento publicado em julho. Com o novo decreto, a taxa retorna ao patamar de 40%, mas ainda incide sobre setores estratégicos da economia brasileira, incluindo café, carne bovina e outras commodities. Itens como carnes, frutas, tubérculos, café, chá, cacau, produtos agrícolas e fertilizantes tiveram parte das tarifas reduzidas.

Segundo informações do governo americano, a decisão considerou negociações comerciais, demandas internas e a capacidade da indústria doméstica de suprir o mercado. Apesar da redução anunciada, diversos produtos brasileiros permanecem mais caros nos Estados Unidos devido ao conjunto de tarifas e à menor oferta interna americana.

A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos continua marcada por tensões. A manutenção da tarifa adicional de 40% segue pressionando exportadores nacionais, mesmo após o recuo parcial sobre uma parcela das tarifas.

Foto: Ricardo Stuckert / PR / @SecRubio

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Trump lança operação militar dos EUA na América Latina contra narcoterroristas

Trump lança operação militar dos EUA na América Latina contra narcoterroristas

Operação Lança do Sul é anunciada pelo Pentágono e amplia tensão diplomática com países latino-americanos

Trump lança operação militar dos EUA na América Latina contra narcoterroristas

O governo dos Estados Unidos iniciou uma ofensiva militar na América Latina, determinada pelo presidente Donald Trump, com o objetivo de combater grupos classificados como narcoterroristas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13) pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth, que revelou que a ação recebeu o nome de Operação Lança do Sul e será conduzida pelo Comando Sul (SOUTHCOM), responsável pelas missões norte-americanas no continente.

Segundo Hegseth, a operação tem caráter estratégico e busca proteger o hemisfério ocidental, impedindo que organizações criminosas avancem sobre áreas consideradas de interesse dos EUA. A escalada ocorre após meses de movimentações militares na região, incluindo o envio de navios de guerra, caças F-35 e do porta-aviões USS Gerald R. Ford ao Caribe.

Nesse período, os Estados Unidos afirmam ter realizado 19 ataques contra embarcações supostamente ligadas ao tráfico, resultando em pelo menos 80 mortos. Até o momento, não foram divulgadas provas que confirmem a relação dos alvos com atividades criminosas, o que tem gerado questionamentos sobre a legitimidade das ações.

Foco na Venezuela e na Colômbia

A retórica mais agressiva do governo Trump coincide com acusações recentes contra líderes latino-americanos. A Venezuela é o principal alvo da Casa Branca, após Washington apontar o presidente Nicolás Maduro como chefe do cartel Los Soles, classificado pelo governo americano como organização terrorista. Essa medida abre espaço para operações militares além das fronteiras dos Estados Unidos e amplia a tensão diplomática entre os dois países.

A Colômbia também entrou no radar norte-americano. Trump declarou que Gustavo Petro seria líder do tráfico, afirmação que o governo colombiano interpretou como tentativa de interferência política. A declaração gerou reação imediata em Bogotá, que considera a acusação uma ameaça à soberania nacional.

Trump lança operação militar dos EUA na América Latina
Trump lança operação militar dos EUA na América Latina

Operação Lança do Sul e possíveis desdobramentos

Com a Operação Lança do Sul oficialmente em andamento, cresce a expectativa sobre possíveis operações terrestres e o impacto da ofensiva na já delicada relação dos Estados Unidos com países da América Latina. Analistas apontam que a ação pode intensificar disputas diplomáticas e provocar respostas de governos que se sentem ameaçados pela presença militar norte-americana na região.

O Pentágono não detalhou a duração da operação nem os países que poderão receber tropas ou equipamentos adicionais. Até agora, as movimentações se concentram no Caribe, mas fontes ligadas ao Comando Sul indicam que novas áreas poderão ser incluídas no plano estratégico.

Contexto regional

A iniciativa ocorre em um momento de instabilidade política em diversos países latino-americanos, com governos enfrentando crises internas e acusações de envolvimento com redes criminosas. A postura dos Estados Unidos reforça sua política de segurança voltada para o combate ao narcotráfico, mas também levanta preocupações sobre possíveis impactos econômicos e sociais decorrentes da militarização da região.

Foto: Fotos Públicas

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Mauro Vieira e Marco Rubio se reúnem para avançar nas negociações do tarifaço

Mauro Vieira e Marco Rubio se reúnem para avançar nas negociações do tarifaço

Chanceler brasileiro e secretário de Estado dos EUA discutem proposta sobre tarifa de 50% e agendam novo encontro

Mauro Vieira e Marco Rubio se reúnem para avançar nas negociações do tarifaço

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se nesta quarta-feira (12) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para tratar das negociações sobre o tarifaço americano aplicado a produtos brasileiros. O encontro ocorreu em Niágara, no Canadá, à margem da reunião do G7.

Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, Mauro Vieira apresentou a Rubio os entendimentos técnicos já realizados entre os dois países. O governo brasileiro encaminhou, no dia 4 de novembro, uma proposta de negociação aos Estados Unidos, após reunião virtual anterior. A proposta busca discutir a tarifa de 50% anunciada pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

De acordo com o comunicado, Mauro Vieira reforçou a importância de avançar nas negociações, conforme orientação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro realizado na Malásia. Ambos concordaram em agendar uma nova reunião presencial para tratar do estágio atual das conversas.

Esta foi a segunda reunião presencial envolvendo representantes dos dois países desde o encontro entre Lula e Trump, ocorrido em 26 de outubro, em Kuala Lumpur, durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Na ocasião, os presidentes discutiram medidas para evitar desavenças comerciais e buscaram alternativas para suspender o tarifaço enquanto as negociações estivessem em andamento.

Mauro Vieira e Marco Rubio se reúnem
Mauro Vieira e Marco Rubio se reúnem

A primeira reunião técnica entre Brasil e Estados Unidos também aconteceu na Malásia, mas sem a presença de Marco Rubio. Naquele encontro, os Estados Unidos foram representados pelo Representante Comercial (USTR), Jamieson Greer, e pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent. Pelo Brasil, participaram Mauro Vieira, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Rosa, e o embaixador Audo Faleiro.

No encontro desta quarta-feira, Mauro Vieira e Marco Rubio conversaram rapidamente sobre os avanços obtidos pelos grupos técnicos que vêm discutindo as tarifas. Segundo relatos, a parte técnica está bem encaminhada, restando agora decisões políticas. Para isso, estão previstas duas novas reuniões: uma entre Mauro Vieira e Marco Rubio, ainda sem data definida, e outra entre os presidentes Lula e Donald Trump.

O tarifaço foi anunciado em julho pelo governo norte-americano, impondo uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Além disso, ministros do governo brasileiro e membros do Supremo Tribunal Federal tiveram vistos de viagem revogados e foram alvo de outras sanções.

Durante a reunião em Kuala Lumpur, Lula afirmou que não há motivos para desavenças entre Brasil e Estados Unidos e defendeu a suspensão imediata do tarifaço enquanto as negociações prosseguem. O presidente brasileiro também indicou que voltaria a telefonar para Donald Trump caso não houvesse avanços até o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA).

As negociações seguem com expectativa de novos encontros para definir os próximos passos e buscar um acordo que reduza impactos sobre as exportações brasileiras.

Foto: Fotos Públicas

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Conferência internacional discute metas climáticas, financiamento e transição energética em meio a cenário global desafiador

COP30 começa em Belém com alerta da ONU sobre ritmo insuficiente

Conferência internacional discute metas climáticas, financiamento e transição energética em meio a cenário global desafiador

COP30 começa em Belém com alerta da ONU sobre ritmo insuficiente

A COP30 teve início oficialmente nesta segunda-feira (10), em Belém, com a presença de líderes globais e representantes de mais de 190 países. A conferência ocorre em um contexto de avanços tecnológicos e investimentos em energia limpa, mas também de preocupações crescentes sobre o ritmo da transição climática. Relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que as atuais trajetórias de emissões podem levar o planeta a um aquecimento entre 2,3°C e 2,5°C, acima do limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris.

Dados da Agência Internacional de Energia indicam crescimento nas fontes renováveis, como solar e eólica, além de aumento nas vendas de veículos elétricos. Em 2024, os investimentos em energia limpa somaram US$ 2,2 trilhões. No entanto, especialistas alertam que esses avanços ainda não são suficientes para substituir os combustíveis fósseis. A demanda por carvão, por exemplo, deve permanecer elevada até 2027, especialmente na Ásia.

Durante a Cúpula de Líderes, realizada nos dias 6 e 7 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o multilateralismo e propôs mecanismos globais de financiamento climático, incluindo taxação mínima para super-ricos e grandes corporações. O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou empresas que lucram com a crise climática. O presidente do Chile, Gabriel Boric, rebateu declarações negacionistas feitas por Donald Trump, ausente da conferência.

COP30 começa em Belém
COP30 começa em Belém

A NDC brasileira prevê redução de 59% a 67% das emissões até 2035, com meta de desmatamento ilegal zero até 2030. O plano inclui ainda a neutralidade climática até 2050 e políticas estruturadas no Plano de Transformação Ecológica. Especialistas avaliam que as metas são factíveis, mas ainda abaixo do potencial ambiental do país.

A conjuntura internacional também apresenta desafios. Conflitos armados, a saída temporária dos Estados Unidos do Acordo de Paris e o aumento das emissões de CO2 em 2024 colocam em xeque a urgência da agenda climática. Até o momento, menos de 80 países atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que representam 64% das emissões globais. A Índia, terceira maior emissora, ainda não apresentou suas metas.

Em carta divulgada no sábado (9), o presidente-designado da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, convocou os países a transformar Belém em um ciclo de ação climática. A preparação para a conferência incluiu encontros como a Conferência de Bonn, na Alemanha, e a Pré-COP, realizada em Brasília.

Três temas principais devem orientar as negociações: adaptação climática, transição justa e implementação do Balanço Global do Acordo de Paris. A adaptação envolve medidas para lidar com eventos extremos, como o tornado que atingiu Rio Novo do Iguaçu, no Paraná. A transição justa busca garantir que trabalhadores de setores poluentes tenham oportunidades em novas áreas da economia. O Balanço Global, iniciado na COP28 em Dubai, apresenta recomendações para superar os desafios climáticos.

O financiamento é considerado o principal obstáculo nas negociações. Sem recursos adequados, a transição para uma economia de baixo carbono se torna inviável. Para enfrentar esse desafio, foi apresentado o plano estratégico “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, com objetivo de viabilizar US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático.

Na agenda brasileira, destaca-se o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado durante a Cúpula do Clima. O fundo conta com promessas de mais de US$ 5,5 bilhões para proteção das florestas tropicais em cerca de 70 países. Pelo menos 20% dos recursos devem ser destinados a comunidades tradicionais e povos indígenas.

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

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Comércio entre o RN e Estados Unidos cresce 459% em um ano

Comércio entre o RN e Estados Unidos cresce 459% em um ano

Avanço é impulsionado por políticas estaduais de incentivo ao comércio exterior e pela expansão da fruticultura potiguar

Comércio entre Rio Grande do Norte e Estados Unidos cresce 459% em um ano

O Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 459% no saldo da balança comercial com os Estados Unidos entre outubro de 2024 e outubro de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

O superávit potiguar passou de US$ 683,2 mil em 2024 para US$ 3,8 milhões em 2025, resultado das ações de estímulo ao comércio exterior implementadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC).

O desempenho reforça a importância do Rio Grande do Norte na pauta exportadora nacional e demonstra os efeitos das políticas estaduais de fortalecimento produtivo, incentivos fiscais e ampliação de mercados externos, mesmo diante de um cenário global marcado por restrições comerciais e variação tarifária.

Exportações potiguares em alta e fruticultura se destaca

As exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos apresentaram forte desempenho em outubro de 2025, impulsionadas principalmente por produtos de alto valor agregado e do setor agroindustrial.

Entre os principais itens exportados estão:

  • Outros açúcares de cana — US$ 2,9 milhões;
  • Caramelos e confeitos — US$ 688,2 mil;
  • Outras pedras de cantaria — US$ 535,5 mil;
  • Mangas frescas — US$ 504 mil;
  • Sal marinho — US$ 354 mil;
  • Produtos de origem animal impróprios para alimentação humana — US$ 328,9 mil.

Esses resultados evidenciam o fortalecimento de setores estratégicos da economia potiguar, com destaque para a fruticultura irrigada e a indústria de transformação, que continuam a impulsionar a presença do Estado em mercados internacionais.

Importações estáveis e foco em insumos industriais

As importações potiguares provenientes dos Estados Unidos somaram US$ 1,5 milhão no mesmo período, concentradas em produtos industriais e insumos produtivos utilizados por empresas locais.

Os principais itens importados foram:

  • Coque de petróleo — US$ 1,5 milhão;
  • Outras preparações catalíticas — US$ 85,3 mil;
  • Tintas de outros polímeros sintéticos — US$ 63,7 mil;
  • Polietileno de densidade inferior a 0,94 — US$ 49,5 mil;
  • Copolímero de etileno — US$ 43,8 mil.

Esses dados indicam um movimento de reposição de matérias-primas e manutenção das cadeias produtivas industriais, essenciais para sustentar o ritmo de crescimento da produção local.

Políticas públicas impulsionam o comércio exterior potiguar

O crescimento das transações comerciais do Rio Grande do Norte com os Estados Unidos reflete um conjunto de medidas adotadas pelo Governo Estadual para aumentar a competitividade das empresas locais e reduzir os impactos das variações do mercado internacional.

Entre as principais iniciativas estão:

Decreto nº 34.771/2025: ampliou a desoneração do ICMS para empresas beneficiadas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI);

Decreto nº 34.967/2025: regulamentou o programa “RN+ Exportação”, voltado a estimular micro, pequenas e médias empresas a expandirem suas exportações e diversificarem seus destinos internacionais.

Essas medidas fazem parte de uma estratégia de cooperação entre os governos estadual e federal, que inclui articulações diplomáticas, parcerias com o setor produtivo e novas regulamentações para facilitar a inserção do Rio Grande do Norte no comércio global.

O avanço ocorre mesmo diante de barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos, conhecidas como “tarifaço norte-americano”, que têm afetado o comércio exterior de diversos países.

Panorama econômico e perspectivas

Os números positivos da balança comercial reforçam o posicionamento do Rio Grande do Norte como um dos principais exportadores do Nordeste, com destaque crescente nos segmentos de fruticultura, açúcar, sal marinho e indústria de transformação.

As políticas de diversificação produtiva e de incentivo à exportação mantêm o Estado como um dos polos mais dinâmicos da região, fortalecendo sua integração com o mercado norte-americano e ampliando sua participação no comércio internacional.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Trump lamenta mortes de policiais no Rio e oferece apoio ao governo de Cláudio Castro

Trump lamenta mortes de policiais no Rio e oferece apoio ao governo de Cláudio Castro

Presidente dos EUA manifesta solidariedade após operação policial que deixou 121 mortos nas comunidades da Penha e do Alemão

Trump lamenta mortes de policiais no Rio e oferece apoio ao governo de Cláudio Castro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou publicamente as mortes de quatro policiais ocorridas durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, realizada nas comunidades da Penha e do Complexo do Alemão. A ação, que resultou em 121 mortes no total, gerou repercussão nacional e internacional.

Em nota divulgada em suas redes sociais na terça-feira (4), Trump expressou solidariedade ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e afirmou estar à disposição para colaborar com o governo fluminense no enfrentamento à criminalidade e à violência. A manifestação ocorre em meio a críticas de organizações de direitos humanos e de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), que classificaram a operação como um possível caso de uso desproporcional da força.

A operação policial, considerada uma das mais letais da história recente do estado, tem sido alvo de pedidos de investigação independente. Entidades nacionais e internacionais apontam para a possibilidade de execuções extrajudiciais durante a ação, o que intensificou o debate sobre a atuação das forças de segurança pública no Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se posicionou sobre o caso. Em declaração pública, Lula classificou a operação como uma “matança” e defendeu que a Polícia Federal participe das investigações para garantir transparência e imparcialidade na apuração dos fatos. A fala do presidente reforça a necessidade de uma análise mais profunda sobre os métodos utilizados pelas polícias estaduais em ações de combate ao crime organizado.

Trump lamenta mortes de policiais no Rio
Trump lamenta mortes de policiais no Rio

Por outro lado, o governador Cláudio Castro tem defendido a legitimidade da operação. Segundo ele, a ação foi planejada e executada com o objetivo de desarticular facções criminosas que atuam nas comunidades da Penha e do Alemão. Castro tem reiterado que a operação foi uma resposta à escalada da violência na região e que os policiais envolvidos agiram dentro dos limites legais.

Na mesma terça-feira, Castro se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar de temas relacionados à segurança pública. A reunião ocorreu em meio à pressão por esclarecimentos sobre os desdobramentos da operação e à cobrança por medidas que garantam o respeito aos direitos humanos.

A manifestação de Trump, embora incomum em relação a operações policiais estaduais brasileiras, foi interpretada como um gesto diplomático de apoio ao governo estadual do Rio de Janeiro. A nota publicada pelo presidente norte-americano não detalha quais formas de colaboração poderiam ser oferecidas, mas sinaliza uma disposição política para estreitar relações com autoridades locais no combate à violência urbana.

A operação nas comunidades da Penha e do Alemão reacende o debate sobre o modelo de segurança pública adotado no Brasil, especialmente em áreas dominadas por facções criminosas. A atuação das polícias, o número elevado de mortes e as denúncias de abusos colocam em evidência a necessidade de revisão de estratégias e de maior controle institucional sobre ações de grande porte.

A repercussão internacional do caso, com destaque para as críticas da ONU, pode influenciar futuras decisões judiciais e políticas sobre o tema. A pressão por investigações independentes e por maior transparência nas ações policiais tende a crescer, especialmente diante da mobilização de entidades civis e da sociedade organizada.

Foto: Fotos Públicas

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Vice-presidente do Grupo Morada recebe em Chicago o prêmio internacional Pursuit of Excellence Award 2025

Vice-presidente do Grupo Morada recebe em Chicago o prêmio internacional Pursuit of Excellence Award 2025

Grupo Morada é reconhecido pela nona vez consecutiva com o Pursuit of Excellence Award, consolidando sua posição como referência mundial em excelência e humanização nos serviços funerários

Vice-presidente do Grupo Morada recebe em Chicago o prêmio internacional Pursuit of Excellence Award 2025

O vice-presidente do Grupo Morada, Ibsen Vila, representou o Brasil na cerimônia de premiação do Pursuit of Excellence Award 2025, promovida pela National Funeral Directors Association (NFDA), em Chicago (EUA). O evento, realizado durante a NFDA International Convention & Expo, consagrou o Morada da Paz como uma das referências mundiais em serviços funerários, marcando o nono reconhecimento consecutivo da marca — feito inédito na América Latina.

Durante a cerimônia, Ibsen Vila recebeu o prêmio das mãos de Christopher P. Robinson, presidente da NFDA, em reconhecimento à trajetória de excelência e inovação do grupo no atendimento às famílias e no cuidado com seus colaboradores.

“O Morada da Paz é fruto de uma cultura de cuidado, empatia e constante aprimoramento. Representar nossa equipe e ver o nome do Grupo Morada reconhecido entre os melhores do mundo reforça nosso compromisso com a excelência e o acolhimento das famílias”, afirmou Ibsen Vila.

Além da prêmio principal, o Morada da Paz também foi o único do Nordeste novamente reconhecido entre apenas 12 empreendimentos em todo o mundo com uma Menção Honrosa pelo projeto Profissionais do Luto, que valoriza a saúde mental e o bem-estar dos profissionais que atuam diretamente com famílias enlutadas.

Para o diretor executivo do Grupo Morada, Emerson Matos, a conquista traduz o propósito da marca.

“O projeto Profissionais do Luto nasceu do desejo de cuidar de quem cuida. Essa distinção internacional mostra que estamos no caminho certo, fortalecendo não apenas nossa equipe, mas também a forma como olhamos para o luto com sensibilidade e humanidade.”

Concedido anualmente pela NFDA, o Pursuit of Excellence Award reconhece instituições que se destacam por padrões éticos elevados, investimento contínuo em capacitação, inovação em serviços, apoio emocional às famílias e atuação comunitária exemplar.

Sobre o Grupo Morada

Fundado no Nordeste, o Grupo Morada oferece soluções integrais em serviços funerários, crematórios e atendimento 24h no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. A marca Morada da Paz mantém-se como única instituição da América Latina a conquistar o Pursuit of Excellence Award por nove anos consecutivos. Em 2025, o grupo reafirma sua vocação de vanguarda com o lançamento da Morada da Paz Pet, unidade especializada em cremação e acolhimento a tutores de animais de estimação.

Foto: Divulgação

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Senado dos EUA aprova medida que bloqueia tarifas de Trump para o Brasil

Senado dos EUA aprova medida que bloqueia tarifas de Trump para o Brasil

Cinco republicanos se unem aos democratas para barrar sanções comerciais contra produtos brasileiros

Senado dos EUA aprova medida que bloqueia tarifas de Trump para o Brasil

O Senado dos Estados Unidos aprovou, por 52 votos a 48, uma medida que bloqueia as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. A votação contou com o apoio de cinco senadores republicanos, que se uniram aos democratas para rejeitar uma das principais propostas da agenda econômica da Casa Branca.

Os senadores republicanos que votaram a favor da resolução foram Lisa Murkowski (Alasca), Susan Collins (Maine), Rand Paul e Mitch McConnell (Kentucky), e Thom Tillis (Carolina do Norte). Todos os senadores democratas também votaram pela aprovação da medida.

A proposta, liderada pelo senador democrata Tim Kaine, visa encerrar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros com base em uma lei de poderes emergenciais. A resolução agora segue para a Câmara dos Representantes, onde os líderes republicanos endureceram as regras processuais, impedindo votações em plenário sobre contestações tarifárias até março do próximo ano.

Ainda nesta semana, o Senado deve analisar medidas semelhantes para barrar tarifas de 35% sobre produtos canadenses e taxas entre 10% e 50% sobre importações de outros países, também impostas por Trump.

Senado dos EUA aprova medida que bloqueia tarifas de Trump
Senado dos EUA aprova medida que bloqueia tarifas de Trump

A votação foi precedida por um almoço fechado, realizado na terça-feira, 28, no qual o vice-presidente JD Vance enfrentou resistência de senadores republicanos. O encontro teve como objetivo alinhar os parlamentares em relação às propostas comerciais do governo, incluindo a possibilidade de quadruplicar as importações de carne bovina da Argentina. No entanto, senadores de estados com forte produção agropecuária expressaram preocupações sobre os impactos da medida em seus distritos.

Diversos republicanos demonstraram reservas quanto às tarifas impostas por Trump. A Suprema Corte dos Estados Unidos deve, em breve, analisar se o ex-presidente excedeu seus poderes ao aplicar tarifas comerciais de forma unilateral.

Rand Paul, um dos coautores da resolução sobre o Brasil, afirmou que Trump ultrapassou os limites constitucionais ao reivindicar o direito exclusivo de impor impostos sobre importações. Segundo Paul, as tarifas foram justificadas com base em uma “emergência fabricada”.

A decisão do Senado representa um desafio à autoridade presidencial sobre políticas comerciais e pode influenciar futuras deliberações sobre tarifas impostas a outros países. A medida também reflete tensões internas no Partido Republicano, especialmente entre representantes de estados com economias dependentes do setor agropecuário.

A tramitação da resolução na Câmara dos Representantes será acompanhada de perto por setores econômicos interessados na manutenção de relações comerciais estáveis entre os Estados Unidos e o Brasil. A expectativa é de que o debate sobre tarifas continue a ocupar espaço central na política comercial americana nos próximos meses.

Foto: Fotos Públicas

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Lula e Trump iniciam reaproximação diplomática com foco em tarifas e investimentos

Lula e Trump iniciam reaproximação diplomática com foco em tarifas e investimentos

Alckmin afirma que encontro entre líderes abre caminho para negociações técnicas entre Brasil e Estados Unidos

Lula e Trump iniciam reaproximação diplomática com foco em tarifas e investimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram no domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia, o primeiro encontro direto desde o retorno de Trump à Casa Branca. A reunião foi considerada pelo presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, como um marco político que abre caminho para negociações técnicas entre os dois países.

Segundo Alckmin, o gesto político entre os líderes representa o início de uma nova fase nas relações bilaterais, com foco em temas como tarifas comerciais, investimentos e cooperação econômica.

Tarifas como prioridade

A principal pauta do governo brasileiro é a retirada da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos a produtos nacionais desde agosto. Alckmin classificou a medida como desproporcional, destacando que a tarifa média brasileira para produtos norte-americanos é de apenas 2,7%.

As tarifas impostas pelos EUA incluem uma taxa de 10% desde abril e uma adicional de 40% desde julho. Dados do Ministério do Desenvolvimento indicam que cerca de 34% dos US$ 40 bilhões exportados pelo Brasil aos Estados Unidos no último ano foram afetados pelas sobretaxas. O percentual, anteriormente divulgado como 35,9%, foi revisado para baixo.

O governo brasileiro atua em duas frentes: solicitar a suspensão temporária das tarifas durante as negociações e ampliar a lista de produtos isentos. Entre os itens que o Brasil busca incluir na lista de exceções está o café, atualmente sujeito a uma tarifa de até 50%.

Lula e Trump iniciam reaproximação diplomática
Lula e Trump iniciam reaproximação diplomática

Participação do setor privado

Alckmin destacou que o apoio do setor privado norte-americano será fundamental para a reversão das tarifas. Empresas dos dois países demonstram interesse em ampliar o comércio bilateral, o que pode contribuir para a solução do impasse tarifário.

Coordenação das tratativas

As negociações com Washington são coordenadas por Alckmin, com participação dos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Fazenda, Fernando Haddad. A expectativa é que equipes técnicas dos dois países se reúnam nas próximas semanas para avançar nas tratativas.

Durante viagem ao Japão, Trump classificou o encontro com Lula como positivo, mas evitou prometer o fim imediato das tarifas. Lula, por sua vez, manifestou interesse em alcançar um acordo satisfatório nas próximas rodadas de negociação.

Temas adicionais

Além das tarifas, os governos discutem temas como a instalação de datacenters no Brasil e a atração de investimentos em energia renovável. Alckmin defendeu a aprovação da medida provisória dos datacenters, editada em setembro, que estabelece regras para o setor e é considerada essencial para atrair capital estrangeiro.

A iniciativa é vista como estratégica diante da escassez global de energia, considerando que o Brasil possui abundância de fontes limpas e renováveis.

Reposicionamento internacional

Alckmin classificou o encontro entre Lula e Trump como um marco político que reposiciona o Brasil no cenário internacional. A reunião é vista como o início de uma nova fase diplomática, com potencial para aprofundar os laços bilaterais e explorar oportunidades concretas de cooperação.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Júlio César/MDIC

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Trump ameaça Rússia com submarino nuclear e cobra fim da guerra na Ucrânia

Trump ameaça Rússia com submarino nuclear e cobra fim da guerra na Ucrânia

Presidente dos EUA diz que embarcações estão posicionadas próximas ao território russo e promete sanções se conflito continuar

Trump ameaça Rússia com submarino nuclear e cobra fim da guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que submarinos nucleares norte-americanos estão posicionados em regiões próximas à costa da Rússia. A declaração foi feita após o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar o teste bem-sucedido do míssil de cruzeiro Burevestnik, com capacidade nuclear e alcance de 14 mil quilômetros.

Durante entrevista à emissora Newsmax, Trump criticou o teste russo e disse que os Estados Unidos não precisam de mísseis de longo alcance, pois já possuem submarinos nucleares posicionados estrategicamente. “Eles sabem que temos um submarino nuclear, o maior do mundo, bem na costa deles”, afirmou.

O presidente norte-americano também cobrou o fim da guerra na Ucrânia, iniciada em 2022, e classificou o conflito como prolongado e desnecessário. “A guerra que deveria ter durado uma semana já está em seu quarto ano”, disse Trump, acrescentando que os dois países deveriam buscar um acordo de cessar-fogo.

Trump ameaça Rússia com submarino nuclear
Trump ameaça Rússia com submarino nuclear

Escalada de tensões

A movimentação dos submarinos foi uma resposta às declarações de Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país. Medvedev mencionou o sistema soviético de retaliação nuclear automática conhecido como “Mão Morta”, projetado para lançar mísseis nucleares em caso de eliminação da liderança russa.

Trump reagiu às ameaças e ordenou o deslocamento de dois submarinos nucleares para “regiões apropriadas”, sem especificar os locais. Segundo ele, a medida visa garantir que as declarações russas não se transformem em ações concretas.

A Marinha dos Estados Unidos opera atualmente 71 submarinos com propulsão nuclear, incluindo 14 equipados com mísseis balísticos da classe Ohio. Cada embarcação pode carregar até 20 mísseis Trident II D5, com alcance superior a 11 mil quilômetros e múltiplas ogivas nucleares.

Possibilidade de novas sanções

O governo dos Estados Unidos também prepara novas sanções contra a Rússia. Segundo a agência Reuters, as medidas podem atingir setores estratégicos da economia russa caso Putin continue adiando o fim do conflito.

Na semana passada, Trump aplicou sua primeira sanção no segundo mandato, atingindo as petrolíferas russas Lukoil e Rosneft. As sanções incluem bloqueio de bens e proibição de transações com empresas e subsidiárias nos EUA.

O Departamento do Tesouro americano afirmou que está pronto para adotar novas ações e pediu que Moscou concorde com um cessar-fogo imediato. “Diante da recusa do presidente Putin em encerrar essa guerra sem sentido, o Tesouro está sancionando as duas maiores empresas de petróleo da Rússia”, declarou o secretário Scott Bessent.

Foto: Fotos Públicas

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Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil será anunciada em poucos dias

Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil será anunciada em poucos dias

Presidente afirma que acordo sobre tarifas comerciais com os Estados Unidos está próximo de ser concluído

Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil será anunciada em poucos dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) que o Brasil e os Estados Unidos estão próximos de alcançar uma solução definitiva para a suspensão das tarifas comerciais impostas ao país norte-americano. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, na Malásia, às 11h no horário local (meia-noite no horário de Brasília).

Segundo Lula, a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi positiva e indicou que um acordo poderá ser firmado em breve. O presidente brasileiro destacou que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, o que, segundo ele, não justificaria a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Durante o encontro, Lula entregou um documento com os temas que pretende abordar nas negociações bilaterais. A proposta brasileira é baseada na argumentação de que não há déficit comercial dos Estados Unidos com o Brasil, o que, segundo o governo, contraria a justificativa anteriormente usada para a aplicação das tarifas.

O presidente brasileiro afirmou que não busca concessões indevidas, mas sim um tratamento justo nas relações comerciais entre os dois países. Ele também destacou que o compromisso assumido pelo presidente norte-americano é de buscar um acordo de qualidade com o Brasil.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que as equipes técnicas dos dois países realizarão reuniões nas próximas semanas para avançar nas negociações. O objetivo é construir um acordo que contemple os setores mais afetados pelas tarifas.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou que as conversas com os Estados Unidos estão em estágio avançado. Segundo ele, os aspectos políticos que poderiam dificultar o diálogo foram superados, permitindo que as tratativas se concentrem exclusivamente em questões comerciais.

Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil
Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil

Apoio à Venezuela e convite para a COP30

Durante a mesma coletiva, Lula também mencionou que o Brasil está disposto a colaborar com os Estados Unidos nas negociações envolvendo a Venezuela. O presidente reiterou que o país não tem interesse em conflitos na América do Sul e que a prioridade do governo brasileiro é o combate à pobreza e à fome.

Lula reforçou ainda o convite para que o presidente dos Estados Unidos participe da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro de 2025, em Belém. O evento é considerado estratégico para o debate global sobre o enfrentamento das mudanças climáticas e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Expansão de relações com o Sudeste Asiático

A comitiva brasileira também destacou a importância das visitas oficiais à Indonésia e à Malásia. Segundo o ministro Mauro Vieira, o Sudeste Asiático é uma região estratégica para a política externa brasileira, por ser um polo de crescimento econômico e inovação tecnológica.

Durante a visita à Malásia, o presidente Lula manifestou apoio à entrada do país como membro pleno do Brics. Atualmente, a Malásia é considerada parceira do grupo, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Foto:  Ricardo Stuckert/PR

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Lula se reúne com Trump na Malásia e propõe retomada do diálogo comercial entre Brasil e EUA

Lula se reúne com Trump na Malásia e propõe retomada do diálogo comercial entre Brasil e EUA

Durante a 47ª Cúpula da ASEAN, em Kuala Lumpur, líderes trataram de comércio, sanções e da situação da Venezuela

Lula e Trump discutem tarifas, sanções e mediação com Venezuela em encontro na Malásia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e contou com a presença do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

De acordo com o governo brasileiro, a conversa abordou temas comerciais, diplomáticos e regionais, incluindo as tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, as sanções aplicadas a autoridades nacionais e a situação política da Venezuela.

Revisão de tarifas e sanções

Durante a reunião, Lula afirmou que o Brasil busca uma relação construtiva com os Estados Unidos e pediu a suspensão imediata do tarifaço anunciado pelo governo norte-americano em julho. A medida impôs uma taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

“Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, a tendência natural é encaminhar para um acordo”, disse Lula.

Segundo o ministro Mauro Vieira, o presidente norte-americano autorizou sua equipe a iniciar negociações para revisão do tarifaço ainda na noite deste domingo, no horário local da Malásia. “O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda”, afirmou o chanceler.

O governo brasileiro também busca reverter as sanções aplicadas a ministros e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), que tiveram vistos de viagem revogados após a adoção das medidas comerciais pelos Estados Unidos.

Mediação na crise entre EUA e Venezuela

O chanceler Mauro Vieira informou que Lula se colocou à disposição para atuar como interlocutor entre os Estados Unidos e a Venezuela. Segundo ele, o presidente brasileiro afirmou que a América do Sul é uma região de paz e que o diálogo é o caminho para soluções aceitáveis.

“O presidente Lula levantou o tema e se prontificou a ser um contato, um interlocutor, como já foi no passado, com a Venezuela, para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis entre os dois países”, declarou o ministro.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos enviaram tropas terrestres e um porta-aviões para o Caribe, alegando combate ao narcotráfico. O governo norte-americano realizou bombardeios a embarcações na região, dentro de uma nova etapa da campanha antidrogas. O governo da Venezuela, por sua vez, afirmou que as ações têm como objetivo desestabilizar o país e remover o presidente Nicolás Maduro do poder.

Declarações públicas e futuras visitas

Após o encontro, Lula publicou mensagem nas redes sociais classificando a reunião como “ótima” e destacando que as conversas foram “francas e construtivas”. “Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu.

O chanceler Mauro Vieira afirmou ainda que Trump demonstrou admiração pela trajetória política de Lula e que os dois líderes discutiram a possibilidade de visitas oficiais futuras. “Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, já tendo sido duas vezes presidente, tendo se recuperado e conquistado um terceiro mandato. Ele também expressou o desejo de visitar o Brasil em breve”, disse o ministro.

De acordo com o Itamaraty, Lula aceitou o convite para uma visita de retorno aos Estados Unidos, cuja data ainda será definida.

O encontro marcou a retomada do diálogo direto entre os dois governos após a adoção de medidas comerciais e diplomáticas nos últimos meses.

Fotos: Ricardo Stuckert / PR

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Trump confirma reunião com Lula e admite possibilidade de reduzir tarifas ao Brasil

Trump confirma reunião com Lula e admite possibilidade de reduzir tarifas ao Brasil

Presidente dos EUA confirma encontro com Lula na Malásia e fala em reduzir tarifas ao Brasil, hoje fixadas em até 50%, dependendo de condições ainda não detalhadas

Trump confirma reunião com Lula e admite possibilidade de reduzir tarifas ao Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (25) que pretende se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua viagem à Malásia. A informação foi dada pelo próprio chefe da Casa Branca a jornalistas a bordo do Air Force One, avião presidencial norte-americano.

Trump afirmou que está aberto a reduzir as tarifas comerciais impostas ao Brasil, que chegam a 50%, desde que determinadas condições sejam atendidas. No entanto, ele não especificou quais seriam essas exigências.

“Acredito que vamos nos reunir, sim”, declarou o presidente norte-americano. “Sob as circunstâncias certas, seguramente”, respondeu quando questionado se estaria disposto a rever o tarifaço aplicado ao Brasil.

O áudio da conversa de Trump com os repórteres foi divulgado pela Casa Branca e confirma a primeira sinalização pública do governo norte-americano de que pode considerar algum tipo de concessão nas tarifas aplicadas ao país.

Primeira manifestação favorável a concessões

Essa é a primeira vez que Trump admite a possibilidade de revisão tarifária desde que as medidas foram aplicadas. O presidente norte-americano, no entanto, manteve tom condicional ao afirmar que a redução só seria possível “sob as circunstâncias certas”.

As tarifas impostas ao Brasil chegaram a 50% em alguns setores, afetando principalmente produtos agrícolas e industriais. As medidas foram justificadas, à época, por motivos políticos e econômicos relacionados à política comercial dos Estados Unidos.

Trump também relembrou um encontro anterior com Lula, ocorrido nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, em setembro. Segundo ele, a conversa foi breve, mas cordial.

Lula confirma reunião e diz que não há exigências

Em declaração concedida também neste sábado (25), já em território malaio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que a reunião entre os dois líderes deve ocorrer no domingo (26), no fim da tarde, em Kuala Lumpur.

O presidente brasileiro afirmou que nenhuma exigência foi feita até o momento por parte dos Estados Unidos e que o encontro servirá para discutir as condições de um possível acordo.

“Não tem exigência dele (Trump) e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo que vai ter uma solução”, disse Lula.

O chefe do Executivo brasileiro acrescentou que as negociações podem não resultar em um acordo imediato, mas se mostrou disposto a continuar o diálogo. “Estamos abertos a discutir qualquer assunto, sem vetos, mas pode ser que o entendimento precise de novas conversas”, afirmou.

Pontos em negociação

Entre os principais pedidos do governo brasileiro estão a revogação do tarifaço de 40% a 50% aplicado contra produtos nacionais em julho e a retirada de sanções a autoridades brasileiras, incluindo membros do Supremo Tribunal Federal e do Executivo.

Os EUA, por sua vez, não divulgaram oficialmente quais seriam suas contrapartidas para considerar a redução das tarifas. Fontes diplomáticas indicam que a pauta comercial deve incluir temas como balança de exportações agrícolas, cooperação energética e barreiras alfandegárias.

Reunião em Kuala Lumpur

A reunião entre Trump e Lula deve ocorrer em Kuala Lumpur, capital da Malásia, onde ambos participarão de encontros multilaterais. Ainda não há confirmação de horário nem de formato — se será bilateral fechado ou ampliado com as equipes ministeriais.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) acompanha as tratativas, mas informou que detalhes do encontro não seriam divulgados antes da reunião.

Contexto das tarifas

O tarifaço norte-americano contra o Brasil foi anunciado em julho e atingiu diversos setores da economia, como aço, alumínio e agronegócio. A medida foi interpretada por autoridades brasileiras como uma retaliação política a posicionamentos diplomáticos recentes, mas o governo dos EUA manteve a justificativa de proteção comercial e equilíbrio fiscal.

As conversas entre os dois países vêm ocorrendo por meio de canais diplomáticos e técnicos desde então, com tentativas de retomar o fluxo de comércio bilateral em condições consideradas equilibradas por ambos os governos.

Foto: Joyce N. Boghosian / Mark Garten via Fotos Públicas / Valter Campanato/Agência Brasil

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Lula diz que “traficantes são vítimas dos usuários”; presidente volta atrás e afirma ter feito “frase mal colocada”

Lula diz que “traficantes são vítimas dos usuários”; presidente volta atrás e afirma ter feito “frase mal colocada”

Declaração feita durante viagem à Indonésia provocou forte reação da oposição; em publicação nas redes sociais, Lula reafirmou posição contrária ao tráfico e destacou ações do governo na segurança pública

Lula diz que “traficantes são vítimas dos usuários” e gera repercussão; presidente volta atrás e afirma ter feito “frase mal colocada”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira (24), durante entrevista a jornalistas na Indonésia, que “traficantes são vítimas dos usuários também”, ao comentar ações do governo de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, contra o tráfico internacional de drogas na Venezuela. A fala provocou forte repercussão política no Brasil e levou o chefe do Planalto a se pronunciar posteriormente, dizendo ter feito uma “frase mal colocada”.

Ao abordar o tema, Lula afirmou que o combate ao tráfico poderia ser mais eficiente se houvesse atenção maior ao consumo interno de drogas. “Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, disse o presidente.

O petista continuou explicando o raciocínio: “Ou seja, você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra. Tem gente que compra porque tem gente que vende. Então, é preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à droga.”

As declarações ocorreram após Donald Trump, em discurso recente, sugerir a possibilidade de uma ofensiva terrestre na Venezuela sob o argumento de enfrentar cartéis de drogas. O ex-presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos iriam “apenas matar as pessoas que estão trazendo drogas para o nosso país”. Lula criticou a declaração, dizendo que a medida extrapola os limites legais. “Você não fala que vai matar as pessoas. Você tem que prender as pessoas, julgar as pessoas, saber se a pessoa estava ou não traficando, e aí você pune as pessoas de acordo com a lei. É o mínimo que se espera de um chefe de Estado”, declarou.

Repercussão e reação nas redes

A fala de Lula repercutiu rapidamente entre aliados e adversários políticos. Parlamentares da oposição usaram as redes sociais para criticar o presidente, acusando-o de relativizar o crime.

O senador e presidente do Progressistas (PP), Ciro Nogueira (PI), ironizou o comentário, afirmando que “vítima é o povo”. “Os traficantes são vítimas dos usuários, os assaltantes são vítimas dos assaltados, os assassinos são vítimas dos mortos, os estupradores são vítimas das violentadas e por aí vai. Presidente Lula, vítima é o povo brasileiro dessa visão em que as vítimas são culpadas e os culpados são vítimas”, escreveu.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também reagiu de forma crítica, dizendo que “no ritmo que vai, daqui a pouco, o PCC vira ONG”, em referência ao Primeiro Comando da Capital, facção criminosa com atuação nacional.

Lula diz ter feito “frase mal colocada”

Após a repercussão, Lula se manifestou em suas redes sociais, afirmando que sua declaração foi mal interpretada e que a fala foi “mal colocada”. Ele reforçou que seu governo mantém posição firme contra o tráfico e o crime organizado.

“Fiz uma frase mal colocada nesta quinta e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado. Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país. Continuaremos firmes no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, escreveu o presidente.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que uma pesquisa do Instituto Atlas/Bloomberg mostrou crescimento na aprovação de Lula, atingindo o melhor patamar desde janeiro de 2024. O levantamento também apontou que o petista venceria todos os principais adversários em eventuais cenários eleitorais para 2026.

Apesar do bom momento nas pesquisas, o episódio envolvendo a fala sobre traficantes manteve o presidente no centro do debate político, com oposição intensificando críticas e aliados tentando minimizar a controvérsia.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR

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Lula diz que encontro com Trump na Malásia não deve gerar acordo imediato

Lula diz que encontro com Trump na Malásia não deve gerar acordo imediato

Presidente brasileiro afirma que negociações técnicas definirão avanços após reunião com líder dos EUA

Lula diz que encontro com Trump na Malásia não deve gerar acordo imediato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não espera a conclusão imediata de um acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o encontro previsto para ocorrer no domingo (26), em Kuala Lumpur, capital da Malásia. A reunião acontecerá durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), da qual ambos os líderes participarão.

Segundo Lula, o encontro servirá como ponto de partida para negociações técnicas e políticas entre ministros brasileiros e secretários norte-americanos. O presidente brasileiro destacou que o diálogo será conduzido com objetividade e transparência, com foco na defesa dos interesses nacionais.

Entre os temas que devem ser abordados estão as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, sanções aplicadas a autoridades brasileiras, e questões geopolíticas envolvendo China, Venezuela, Gaza, Ucrânia e Rússia.

Lula diz que encontro com Trump
Lula diz que encontro com Trump

Relações comerciais e diplomáticas

O governo brasileiro avalia que setores como o de carnes e o de café podem ser beneficiados caso haja flexibilização nas taxações americanas. A expectativa é que o encontro contribua para a retomada de uma relação diplomática mais estável entre os dois países, após um período de tensões comerciais.

Lula também pretende discutir a revisão de medidas que afetam diretamente o comércio bilateral e reforçar a importância de uma relação baseada no respeito institucional e na cooperação mútua.

Agenda internacional

A reunião com Trump integra a agenda internacional de Lula na Ásia, que inclui compromissos na Indonésia e na Malásia. O presidente brasileiro participa da 47ª Cúpula da ASEAN, onde também estão previstas reuniões com líderes de países como Singapura e Vietnã.

O encontro com o presidente dos Estados Unidos será o primeiro formal desde o início das tensões comerciais entre os dois países. A expectativa do governo brasileiro é que a reunião abra caminho para uma nova fase nas relações bilaterais.

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Daniel Torok/Fotos Públicas

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Lula confirma candidatura à reeleição em 2026 durante visita à Indonésia

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Presidente brasileiro anuncia intenção de disputar quarto mandato em cerimônia oficial em Jacarta

Lula confirma candidatura à reeleição em 2026 durante visita à Indonésia

Durante visita oficial à Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pretende disputar um quarto mandato nas eleições presidenciais de 2026. A declaração foi feita em Jacarta, capital do país asiático, durante cerimônia oficial ao lado do presidente indonésio, Prabowo Subianto.

O anúncio ocorreu no contexto da visita de Estado do presidente brasileiro, que incluiu reuniões bilaterais, assinatura de acordos de cooperação e declarações à imprensa. Lula afirmou que está preparado para disputar novas eleições após o término do atual mandato, previsto para o final de 2026.

A visita à Indonésia marca o início de uma agenda internacional que inclui também passagem pela Malásia, onde o presidente participará da Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). A viagem tem como objetivo fortalecer parcerias estratégicas entre o Brasil e países da região.

Lula confirma candidatura à reeleição em 2026
Lula confirma candidatura à reeleição em 2026

Cooperação Brasil–Indonésia

Durante a visita, Brasil e Indonésia firmaram uma série de memorandos de entendimento e acordos de cooperação em áreas como agricultura, energia, comércio, defesa, ciência, tecnologia e educação. Os dois países também discutiram a ampliação do comércio bilateral, que atualmente soma cerca de US$ 6,5 bilhões.

A Indonésia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia e figura como o quinto destino das exportações do agronegócio brasileiro. A expectativa é que os acordos assinados contribuam para elevar esse volume nos próximos anos.

Contexto político

A confirmação da candidatura ocorre em meio à recuperação da popularidade do governo federal e à ausência de nomes consolidados no Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar o pleito presidencial. Lula já havia sinalizado anteriormente a possibilidade de concorrer novamente, condicionando a decisão à sua saúde e ao cenário político.

Se reeleito, o presidente tomará posse para o quarto mandato aos 81 anos. A candidatura representa um novo capítulo na trajetória política de Lula, que já governou o país entre 2003 e 2010 e retornou ao cargo em 2023.

Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert / PR

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Lula embarca para Ásia com agenda na Asean e possível encontro com Trump

Lula embarca para Ásia com agenda na Asean e possível encontro com Trump

Presidente visita Indonésia e Malásia para fortalecer parcerias e pode se reunir com líder dos EUA durante cúpula internacional

Lula embarca para Ásia com agenda na Asean e possível encontro com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta terça-feira uma viagem oficial à Ásia, com compromissos na Indonésia e na Malásia. A agenda inclui reuniões bilaterais, participação em cúpulas internacionais e a possibilidade de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Kuala Lumpur.

Na Indonésia, Lula participa de cerimônia oficial no palácio presidencial em Jacarta, além de encontros com autoridades locais e empresários brasileiros que integram a comitiva. A visita tem como objetivo fortalecer as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países.

Após os compromissos em Jacarta, o presidente segue para Kuala Lumpur, onde será o primeiro chefe de Estado brasileiro a participar da Cúpula da Asean. A agenda inclui reuniões bilaterais e ampliadas com representantes do bloco asiático, além da entrega de título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional da Malásia.

Lula embarca para Ásia
Lula embarca para Ásia

A programação também reserva espaço para um possível encontro com Donald Trump. A reunião ainda depende de ajustes entre as equipes presidenciais, mas é considerada provável. O encontro pode marcar uma aproximação entre os dois líderes, com expectativa de diálogo sobre temas comerciais, incluindo tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

Além da agenda com Trump, Lula tem compromissos com líderes de outros países, incluindo discussões sobre cooperação econômica, inovação tecnológica e participação brasileira em fóruns internacionais. A viagem também reforça a presença do Brasil em iniciativas multilaterais, como o Brics e a cúpula de inteligência artificial prevista para o próximo ano.

O retorno ao Brasil está previsto para a próxima terça-feira, após a conclusão das atividades na Cúpula do Leste Asiático. Durante o evento, o presidente deve apresentar propostas voltadas à resiliência econômica e à ampliação das parcerias entre o Brasil e os países do Sudeste Asiático.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Ricardo Stuckert/PR

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AWS informa que segue enfrentando erros elevados em serviços de nuvem

AWS informa que segue enfrentando erros elevados em serviços de nuvem

Mais de 60 serviços da Amazon foram afetados por falha no sistema de banco de dados DynamoDB

AWS informa que segue enfrentando erros elevados em serviços de nuvem

A Amazon Web Services (AWS) informou na manhã desta segunda-feira (20) que continua enfrentando “erros elevados” em seus servidores de computação em nuvem. A falha afeta diretamente o funcionamento de dezenas de serviços da empresa, incluindo plataformas utilizadas por grandes corporações.

De acordo com o boletim mais recente publicado às 10h42 (horário de Brasília), a AWS limitou o volume de novos lançamentos de informações nos serviços para permitir que suas equipes técnicas trabalhem na recuperação do sistema. A pane foi identificada no Amazon DynamoDB, sistema de banco de dados da companhia.

Um quadro de status divulgado pela empresa indica que 67 serviços da Amazon foram afetados. Entre os sistemas impactados estão plataformas utilizadas por empresas como Mercado Livre, PayPal, HBO e Zoom, conforme informações divulgadas pela agência Reuters.

O site Downdetector, que monitora falhas em serviços digitais, registrou os primeiros relatos de interrupções por usuários a partir das 3h da madrugada. As queixas se intensificaram ao longo da manhã, com relatos de instabilidade em serviços de armazenamento, processamento de dados e aplicações hospedadas na nuvem da AWS.

Em comunicado oficial, a AWS orientou os clientes a direcionarem suas solicitações à plataforma sem especificar zonas de disponibilidade, permitindo que o sistema selecione automaticamente os data centers que estão operando normalmente. A medida visa reduzir o impacto da falha e manter o funcionamento de serviços essenciais.

AWS informa que segue enfrentando erros elevados
AWS informa que segue enfrentando erros elevados

A AWS é atualmente a principal fornecedora global de serviços de computação em nuvem, com cerca de 30% de participação no mercado. A empresa oferece infraestrutura digital para uma ampla gama de serviços online, sendo utilizada por empresas de tecnologia, comércio eletrônico, entretenimento, instituições financeiras e órgãos públicos.

A falha no DynamoDB representa um desafio significativo para a estabilidade da rede de serviços da Amazon, especialmente considerando a dependência de milhares de empresas em todo o mundo. A AWS não divulgou um prazo para a normalização completa dos sistemas, mas informou que suas equipes continuam trabalhando para restaurar os serviços afetados.

A instabilidade nos serviços da AWS pode impactar diretamente o funcionamento de sites, aplicativos e sistemas corporativos que dependem da infraestrutura da empresa. A recomendação para os usuários é acompanhar os boletins de status publicados pela Amazon e adotar medidas alternativas para mitigar os efeitos da interrupção.

A empresa deve divulgar novos relatórios ao longo do dia com atualizações sobre o progresso na recuperação dos serviços. A expectativa é que a normalização ocorra de forma gradual, conforme os sistemas forem restabelecidos.

Foto: Bruno Peres/Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Trump chama Petro de líder do tráfico de drogas e ameaça ações dos EUA na Colômbia

Trump chama Petro de líder do tráfico de drogas e ameaça ações dos EUA na Colômbia

Declarações de Trump elevam tensão diplomática entre Estados Unidos e Colômbia

Trump chama Petro de líder do tráfico de drogas e ameaça ações dos EUA na Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo (19) uma declaração na rede Truth Social em que acusa o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de ser um “líder de drogas ilegais”. A afirmação foi acompanhada de críticas ao governo colombiano e sugestões de possíveis ações diretas dos Estados Unidos contra produtores de drogas no território colombiano.

Na publicação, Trump afirmou que Petro estaria incentivando a produção em larga escala de substâncias ilícitas em diversas regiões da Colômbia. Segundo o presidente norte-americano, essa atividade teria se tornado o principal negócio do país sul-americano, com pouca ou nenhuma ação por parte do governo colombiano para conter o avanço do narcotráfico.

Trump também mencionou que os Estados Unidos têm fornecido financiamento e subsídios significativos à Colômbia, os quais, segundo ele, não têm gerado resultados efetivos no combate ao tráfico. O presidente classificou esses repasses como um “roubo de longo prazo contra a América”.

Além das críticas, Trump sugeriu que Washington poderia intervir diretamente no território colombiano. Ele declarou que o objetivo da produção de drogas na Colômbia é abastecer o mercado norte-americano, o que, segundo ele, causa “morte, destruição e caos” nos Estados Unidos. O presidente afirmou que, caso Petro não tome medidas para encerrar os campos de produção, os Estados Unidos poderiam agir para fazê-lo, “não de forma agradável”.

A resposta de Gustavo Petro veio por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter), na qual o presidente colombiano rebateu as acusações. Petro afirmou que Trump está equivocado e destacou que, no século 21, ele foi o principal opositor do narcotráfico na Colômbia, tendo revelado conexões entre o tráfico e o poder político local.

Trump chama Petro de líder do tráfico de drogas
Trump chama Petro de líder do tráfico de drogas

As declarações de Trump ocorrem em um contexto de crescente tensão diplomática entre os Estados Unidos e países da América Latina. Desde seu retorno à presidência, Trump tem adotado uma postura mais rígida em relação ao narcotráfico na região, classificando cartéis latino-americanos como organizações terroristas e pressionando governos locais a intensificarem o combate às drogas.

A Colômbia, historicamente afetada pelo narcotráfico, tem sido alvo de políticas internacionais voltadas à erradicação de plantações ilegais e à desarticulação de redes criminosas. No entanto, as estratégias adotadas pelos diferentes governos colombianos têm variado ao longo dos anos, gerando debates sobre a eficácia das ações e o impacto social das operações.

As declarações de Trump podem ter implicações diplomáticas e econômicas, especialmente no que diz respeito à cooperação bilateral entre os dois países. A Colômbia é um dos principais aliados dos Estados Unidos na América do Sul, e mudanças na política externa norte-americana podem afetar acordos comerciais, programas de segurança e investimentos em áreas estratégicas.

A repercussão internacional das falas de Trump ainda está em desenvolvimento, mas especialistas apontam que o tom adotado pelo presidente norte-americano pode dificultar o diálogo entre os governos e aumentar a instabilidade regional. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos das declarações, enquanto autoridades colombianas avaliam possíveis respostas diplomáticas.

Foto: Fotos Públicas

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Corinthians conquista a Libertadores Feminina 2025 após vencer o Deportivo Cali nos pênaltis

Corinthians conquista a Libertadores Feminina 2025 após vencer o Deportivo Cali nos pênaltis

Com vitória por 5 a 3 nas penalidades, o Corinthians alcança o sexto título da Libertadores Feminina e se torna o primeiro clube brasileiro tricampeão consecutivo da competição

Corinthians é campeão da Libertadores Feminina 2025 após decisão nos pênaltis

O Corinthians conquistou o título da Copa Libertadores Feminina 2025 ao derrotar o Deportivo Cali (Colômbia) por 5 a 3 nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal, na noite deste sábado (18), no estádio Florencio Sola, em Banfield, na Argentina.

Com o resultado, as Brabas do Timão chegaram à sexta conquista continental (2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025), sendo a terceira consecutiva — um feito inédito entre clubes brasileiros, tanto no futebol masculino quanto no feminino.

Primeiro tempo equilibrado e gol anulado pelo VAR

A equipe comandada por Lucas Piccinato encontrou dificuldades para criar oportunidades na primeira etapa. O Deportivo Cali apresentou forte marcação e restringiu os espaços ofensivos do time brasileiro.

A primeira chance clara surgiu aos 13 minutos, quando a zagueira Érika cabeceou com perigo e obrigou a goleira Agudelo a fazer boa defesa. Aos 21 minutos, Duda Sampaio também levou perigo ao gol colombiano em chute de fora da área.

O melhor momento corintiano aconteceu aos 45 minutos. Após cruzamento na área, Érika completou para as redes, mas o gol foi anulado pelo VAR por impedimento de Vic Albuquerque na origem do lance. O primeiro tempo terminou empatado em 0 a 0, com poucas oportunidades para ambos os lados.

Segundo tempo com chances para os dois times

Na etapa final, o Corinthians passou a dominar as ações e explorou mais sua qualidade técnica. Aos 10 minutos, Tamires finalizou de dentro da área, exigindo nova defesa de Agudelo. Três minutos depois, Jaque Ribeiro, que havia acabado de entrar no lugar de Gisela Robledo, também obrigou a goleira colombiana a intervir.

O Deportivo Cali respondeu aos 17 minutos com finalização perigosa de Cobos, defendida por Nicole. Aos 21, Aponzá arriscou novo chute, novamente parado pela goleira corintiana.

O momento mais crítico do Corinthians ocorreu aos 34 minutos, quando a colombiana Ibargüen cobrou escanteio fechado e quase marcou um gol olímpico. A bola só não entrou porque Jaque Ribeiro cortou em cima da linha.

Apesar da pressão de ambos os lados, o placar permaneceu zerado até o fim do tempo regulamentar, levando a decisão para as penalidades máximas.

Brabas confirmam o título nas penalidades

Nas cobranças de pênaltis, o Corinthians teve 100% de aproveitamento. Gabi Zanotti, Vic Albuquerque, Thaís Ferreira, Mariza e Jhonson converteram suas cobranças. Pelo lado colombiano, Ibargüen acertou o travessão, o que garantiu a vitória corintiana por 5 a 3 e o hexacampeonato da Libertadores Feminina.

Com o resultado, o time paulista mantém a hegemonia sul-americana na modalidade e amplia sua sequência invicta em decisões da competição.

Ferroviária conquista o terceiro lugar

Mais cedo, também no estádio Florencio Sola, a Ferroviária venceu o Colo-Colo (Chile) por 1 a 0 e garantiu a terceira colocação da Libertadores Feminina 2025. O único gol da partida foi marcado pela lateral Kati, confirmando o domínio das equipes brasileiras nas fases finais do torneio.

Retrospecto histórico do Corinthians na Libertadores Feminina

Com o título deste sábado, o Corinthians alcançou uma marca inédita na história da Libertadores Feminina, com seis conquistas em oito participações. O clube é o maior campeão do torneio, superando adversários tradicionais da América do Sul.

O tricampeonato consecutivo (2023, 2024 e 2025) reforça o domínio do time brasileiro na competição, com aproveitamento superior a 80% nos jogos disputados.

As Brabas também mantêm uma das melhores defesas da história do torneio, com média inferior a 0,5 gol sofrido por partida nas três últimas edições.

Foto: Staff Images Woman/CONMEBOL

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Lula e Trump devem se reunir em breve, dizem Mauro Vieira e Marco Rubio

Lula e Trump devem se reunir em breve, dizem Mauro Vieira e Marco Rubio

Ministro brasileiro e autoridades dos EUA discutem tarifas e retomada do diálogo bilateral

Lula e Trump devem se reunir em breve, dizem Mauro Vieira e Marco Rubio

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e autoridades do governo dos Estados Unidos afirmaram que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se reunir em breve. A informação foi divulgada em comunicado conjunto após encontro realizado na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (16).

Participaram da reunião, além de Mauro Vieira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O principal tema discutido foi a imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

De acordo com a nota oficial, as autoridades mantiveram “conversas muito positivas sobre comércio e questões bilaterais em andamento” e concordaram em estabelecer uma rota de trabalho conjunto. O comunicado também destaca o compromisso de ambos os governos em viabilizar um encontro entre os presidentes Lula e Trump “na primeira oportunidade possível”.

Lula e Trump devem se reunir em breve
Lula e Trump devem se reunir em breve

Ainda não há data ou local definidos para a reunião presidencial. Inicialmente, havia expectativa de que o encontro ocorresse durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), prevista para o fim de outubro, na Malásia. No entanto, segundo o chanceler brasileiro, a definição dependerá das agendas dos dois chefes de Estado.

A reunião entre Mauro Vieira e Marco Rubio marca a retomada do diálogo de alto nível entre Brasil e Estados Unidos, após um período de tensão diplomática. As relações bilaterais foram impactadas por medidas adotadas pelo governo Trump, que reassumiu a presidência dos EUA em janeiro.

Entre as ações que geraram atrito, está a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, justificada pela Casa Branca como resposta à suposta “politização” do Judiciário brasileiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Além das tarifas, Washington também aplicou sanções financeiras e consulares a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. As medidas foram interpretadas pelo governo brasileiro como retaliações políticas.

O encontro desta quinta-feira foi o primeiro de alto nível entre os dois países desde a posse de Trump. A reunião também ocorre após uma breve conversa entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em setembro, em Nova York.

Segundo o comunicado, Brasil e Estados Unidos concordaram em conduzir discussões em várias frentes no futuro imediato, com o objetivo de fortalecer a cooperação bilateral. As autoridades também destacaram a importância de manter o diálogo aberto sobre temas comerciais e diplomáticos.

A retomada das conversas entre os dois governos é vista como um passo importante para a normalização das relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante dos impactos econômicos das tarifas impostas por Washington.

Foto: Divulgação/Itamaraty/Mark Garten/Fotos Públicas

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EUA revogam visto de brasileiro e estrangeiros após morte de Charlie Kirk

EUA revogam visto de brasileiro e estrangeiros após morte de Charlie Kirk

Departamento de Estado dos EUA cancela vistos de seis pessoas por celebrarem morte de ativista conservador

EUA revogam visto de brasileiro e estrangeiros após morte de Charlie Kirk

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (14), a revogação dos vistos de seis estrangeiros que utilizaram redes sociais para comemorar a morte do ativista conservador Charlie Kirk. A medida foi divulgada pelo Departamento de Estado por meio de uma publicação oficial na plataforma X (antigo Twitter).

De acordo com o comunicado, os cidadãos afetados são oriundos da Argentina, África do Sul, México, Brasil, Alemanha e Paraguai. O texto afirma que os Estados Unidos não têm obrigação de receber estrangeiros que desejam a morte de cidadãos americanos. A publicação também destacou que as autoridades continuam identificando portadores de visto que celebraram o assassinato de Kirk, classificando-os como “não mais bem-vindos” ao país.

Entre os casos mencionados, está o de um brasileiro cuja identidade não foi revelada. Segundo o governo norte-americano, ele publicou em uma rede social que Charlie Kirk “foi o motivo de um comício nazista onde marcharam em sua homenagem” e acrescentou que o ativista “morreu tarde demais”. Essa manifestação foi utilizada como justificativa para o cancelamento do visto.

O comunicado oficial foi encerrado com a expressão “visto revogado” e indicou que a medida está alinhada à política de imigração do governo do ex-presidente Donald Trump. O atual secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que o país continuará a defender suas fronteiras, cultura e cidadãos. Ele também afirmou que estrangeiros que usufruem da hospitalidade americana, mas celebram a morte de norte-americanos, serão removidos.

As autoridades norte-americanas não especificaram quais tipos de visto foram revogados — se de turismo, estudo ou trabalho — nem informaram se os estrangeiros ainda estavam em território dos Estados Unidos no momento da decisão.

EUA revogam visto de brasileiro
EUA revogam visto de brasileiro

A revogação dos vistos ocorre em meio a debates sobre liberdade de expressão, segurança nacional e política migratória. O Departamento de Estado reforçou que o país tem o direito de negar entrada ou permanência a indivíduos que, segundo avaliação oficial, representem ameaça ou desrespeito aos valores americanos.

A morte de Charlie Kirk, figura conhecida por seu ativismo conservador, gerou diversas reações nas redes sociais. Parte dessas manifestações, consideradas ofensivas ou celebratórias, motivaram ações diretas por parte do governo dos EUA, como o cancelamento de vistos.

A decisão de revogar os vistos foi tomada com base em publicações públicas feitas nas redes sociais, sem que houvesse, até o momento, informações sobre processos judiciais ou investigações criminais relacionadas aos estrangeiros envolvidos.

O Departamento de Estado reiterou que continuará monitorando manifestações online que possam violar os princípios estabelecidos pela política de imigração vigente. A medida reforça o posicionamento do governo norte-americano em relação à proteção de seus cidadãos e à manutenção da ordem pública.

Foto: Daniel Torok/Fotos Públicas

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Lula se reúne com papa Leão XIV no Vaticano e convida pontífice para a COP30

Lula se reúne com papa Leão XIV no Vaticano e convida pontífice para a COP30

Presidente brasileiro propõe participação do Vaticano na conferência climática em Belém e discute combate à fome

Lula se reúne com papa Leão XIV no Vaticano e convida pontífice para a COP30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda-feira (13) com o papa Leão XIV, no Vaticano. O encontro ocorreu na Biblioteca do Palácio Apostólico e contou com a presença da primeira-dama Rosângela da Silva, além de ministros e autoridades brasileiras. Esta foi a primeira audiência entre Lula e o pontífice desde que Leão XIV assumiu o cargo em maio.

Durante a reunião, foram abordados temas como religião, fé, desigualdade social, combate à fome e os desafios globais enfrentados pelo Brasil e pelo mundo. O presidente brasileiro também apresentou ao papa a Exortação Apostólica Dilexi Te, destacando sua relevância para o debate sobre justiça social e inclusão.

Lula convidou o pontífice para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro de 2025, na cidade de Belém, no Pará. A conferência marcará a primeira edição do evento no coração da Amazônia. Em resposta, o Vaticano informou que, devido aos compromissos relacionados ao Jubileu, o papa não poderá comparecer pessoalmente, mas enviará um representante oficial.

O presidente brasileiro também mencionou a intenção do pontífice de visitar o Brasil em momento oportuno, reforçando a expectativa de uma recepção calorosa por parte da população. A audiência ocorreu em meio às celebrações religiosas do Círio de Nazaré e do Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Além da pauta ambiental, Lula compartilhou com o papa os avanços recentes do Brasil no combate à fome. O país foi retirado novamente do Mapa da Fome, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O presidente destacou a importância da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa que busca ampliar o debate sobre segurança alimentar no cenário internacional.

A comitiva brasileira presente no Vaticano incluiu os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), além da senadora Ana Paula Lobato, da presidenta da Embrapa, Silvia Massruhá, e do embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Everton Vieira.

Lula se reúne com papa Leão XIV
Lula se reúne com papa Leão XIV

A visita ao Vaticano integrou a agenda oficial de Lula em Roma, onde o presidente também participou do Fórum Mundial da Alimentação 2025, promovido pela FAO. O evento reúne líderes internacionais, especialistas e representantes de organismos multilaterais para discutir estratégias de combate à fome e à pobreza, além de ações climáticas centradas nas populações mais vulneráveis.

Durante o fórum, o Brasil apresentou propostas relacionadas à Iniciativa de Implementação Acelerada, que apoia planos nacionais em países como Etiópia, Quênia, Haiti, Ruanda e Zâmbia. Também foi lançada a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática, documento que será apresentado oficialmente durante a COP30.

A reunião entre Lula e o papa Leão XIV reforça o papel do Brasil como articulador de políticas sociais e ambientais no cenário global. A presença do Vaticano na COP30, mesmo que por meio de representante, é considerada estratégica para ampliar o alcance das discussões sobre justiça climática e inclusão social.

Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/Agência Governo

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Trump embarca para Israel e diz que guerra acabou em Gaza

Trump embarca para Israel e diz que guerra acabou em Gaza

Presidente dos EUA participa de cúpula pela paz no Egito após anunciar cessar-fogo entre Israel e Hamas

Trump embarca para Israel e diz que guerra acabou em Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarcou neste domingo (12) para Israel, onde declarou o fim da guerra entre Israel e o grupo Hamas na Faixa de Gaza. A viagem oficial inclui participação em uma cúpula multinacional pela paz no Egito, com representantes de países ocidentais, muçulmanos e árabes.

O anúncio do cessar-fogo foi acompanhado pela previsão de libertação de reféns, marcada para ocorrer na manhã de segunda-feira (13), no horário local de Israel. A medida é parte de um acordo que envolve também a troca de prisioneiros palestinos e o recuo parcial das tropas israelenses.

Durante a visita, Trump tem encontros agendados com autoridades israelenses e familiares dos reféns libertados. A agenda inclui ainda um discurso no Parlamento de Israel e reuniões diplomáticas voltadas à consolidação do cessar-fogo e à reconstrução da Faixa de Gaza.

A cúpula internacional pela paz será realizada na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh e contará com a presença de mais de 30 países. Entre os participantes estão representantes do Catar, Turquia, França, Reino Unido, Espanha e da Autoridade Nacional Palestina. O objetivo do encontro é discutir medidas para garantir a estabilidade na região e promover ações humanitárias.

A comitiva americana inclui autoridades do alto escalão do governo dos Estados Unidos, como o secretário de Estado, o secretário de Defesa e o diretor da CIA. O grupo acompanha o presidente nas negociações e reuniões multilaterais.

Trump embarca para Israel
Trump embarca para Israel

O acordo de cessar-fogo foi anunciado na última quinta-feira (9) e entrou em vigor na sexta-feira (10). A primeira fase prevê a libertação de reféns israelenses, seguida pela entrega de prisioneiros palestinos. Também está prevista a criação de um órgão internacional para localizar os corpos de vítimas ainda desaparecidas.

Apesar do anúncio do fim da guerra, autoridades israelenses indicam que o encerramento completo das operações militares depende do cumprimento de condições específicas por parte do Hamas. Entre elas estão a entrega de armamentos e a desmobilização de combatentes.

A visita de Trump ao Oriente Médio ocorre em um momento considerado estratégico para os esforços de paz na região. A expectativa é que os acordos firmados contribuam para a redução da violência e para a reconstrução das áreas afetadas pelo conflito.

A iniciativa é vista como parte de uma política externa voltada à mediação de conflitos e à promoção da estabilidade internacional. O envolvimento direto dos Estados Unidos nas negociações reforça o papel do país como agente diplomático em crises no Oriente Médio.

Foto: Fotos Públicas

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Cessar-fogo em Gaza permite retorno de mais de 500 mil pessoas ao norte do enclave

Cessar-fogo em Gaza permite retorno de mais de 500 mil pessoas ao norte do enclave

Enquanto Israel prepara troca de reféns com o Hamas, movimento islâmico rejeita proposta de desarmamento prevista em plano de paz apoiado pelos EUA

Cessar-fogo em Gaza e negociações de paz

Mais de 500 mil pessoas retornaram ao norte da Faixa de Gaza desde o início da primeira fase do cessar-fogo, implementado na sexta-feira (10). A informação foi confirmada pela Defesa Civil palestiniana, que destacou o movimento de regresso da população após meses de confrontos.

O cessar-fogo entre Israel e o Hamas foi estabelecido como parte de um acordo mediado por países árabes e com apoio internacional. O entendimento prevê a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, além da suspensão temporária das operações militares na região.

Em Israel, a libertação dos reféns do Hamas é aguardada com expectativa. Segundo a Administração de Prisões Israelitas, os prisioneiros palestinos que participarão da troca foram concentrados em duas unidades prisionais específicas para agilizar o processo.

Manifestações em Londres por paz duradoura

Em Londres, dezenas de milhares de pessoas participaram neste sábado (11) de uma manifestação pela paz em Gaza, exigindo o fim definitivo dos confrontos. A mobilização, previamente agendada, coincidiu com o início da trégua.

As ruas da capital britânica foram tomadas por manifestantes que pediram uma solução diplomática permanente para o conflito e maior envolvimento das potências internacionais na reconstrução do território palestino.

Hamas mantém rejeição ao desarmamento

Mesmo com a trégua em vigor, o Hamas reafirmou que o desarmamento do grupo não está em negociação. Um porta-voz do movimento declarou à agência France Press que “a proposta de entrega de armas está fora de questão e não é negociável”.

A posição do grupo vai de encontro ao plano de paz proposto pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, que incluiu o desarmamento do Hamas como uma das condições para encerrar o conflito, que já dura dois anos no enclave.

De acordo com o Hamas, a decisão de manter as armas é baseada no direito dos palestinos à autodefesa.

Israel alerta que pode retomar combates

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Effie Defrin, afirmou que o exército está “preparado para retomar as operações” caso o Hamas mantenha controle militar sobre Gaza após o fim do cessar-fogo. O oficial ressaltou que, embora as tropas estejam recuando conforme o acordo, as forças permanecem em prontidão.

O receio de uma nova escalada militar é compartilhado por analistas internacionais, que apontam o risco de instabilidade interna na Faixa de Gaza, caso o Hamas não aceite a transição proposta no plano de paz.

Plano de paz prevê governo de transição em Gaza, mas grupos palestinos rejeitam tutela estrangeira

O plano de paz proposto pelos Estados Unidos e apoiado por países árabes e muçulmanos da região estabelece que a Faixa de Gaza seja administrada por um governo de transição, até que a Autoridade Palestiniana conclua reformas internas e reassuma o controle do território.

No entanto, em declaração conjunta divulgada na sexta-feira (10), o Hamas, a Jihad Islâmica e a Frente Popular para a Libertação da Palestina rejeitaram qualquer tipo de “tutela estrangeira” sobre Gaza.

Os grupos afirmaram que a governação de Gaza é uma questão exclusivamente palestina, embora tenham manifestado abertura para a participação internacional na reconstrução do enclave.

Nos últimos dias, confrontos internos foram registrados entre o Hamas e o clã al-Mujaida, uma das maiores famílias do sul da Faixa de Gaza. O episódio, ocorrido em Khan Younis no início de outubro, envolveu intervenção de tropas israelenses e aumentou o temor de que a ausência de uma autoridade central unificada gere novo ciclo de violência.

O resultado das negociações sobre o desarmamento e o futuro político de Gaza deve definir os próximos passos do processo de paz e da estabilidade na região.

Fotos: IRNA/Fotos Públicas

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Morre Diane Keaton, uma das atrizes mais celebradas de Hollywood

Morre Diane Keaton, uma das atrizes mais celebradas de Hollywood

Ela foi vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 1977

Vencedora do Oscar de Melhor Atriz de 1977 pelo filme Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Diane Keaton morreu neste sábado (11), aos 79 anos, segundo um comunicado divulgado por sua família. Ainda não há detalhes das causas.

Diane começou sua carreira no teatro e em 1970 chegou ao cinema e à TV, fazendo participações em filmes menores e em seriados. Seu primeiro longa foi As Mil Faces do Amor. Depois disso fez aparições em algumas séries e em 1971 entrou para o elenco de O Poderoso Chefão, que seria lançado em 1972. Ela já se tornou bem conhecida por sua atuação neste clássico de Francis Ford Coppola e sua carreira deslanchou rapidamente depois disso. No mesmo ano atuou em Sonhos de um Sedutor ao lado de Woody Allen. Em 1974, trabalhou em O Poderoso Chefão 2.

Já com bastante reconhecimento, Diane seguiu em grandes produções em Hollywood. Em 1977 ganhou o Oscar de Melhor Atriz por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, mais uma colaboração sua com o diretor e roteirista Woody Allen.

A atriz teve uma longa carreira e seguiu trabalhando bastante até recentemente. Seu último trabalho nas telas foi Summer Camp, mas ela também atuou em outras produções famosas nos últimos anos como De Repente 70, Procurando Dory (dublagem), Tudo em Família, O Pai da Noiva etc.

Diane nasceu em Los Angeles, em 1946, e nunca se casou oficialmente. Ela deixa dois filhos: Dexter e Duke.

Fotos: Reprodução/Redes Sociais

Da Agência Brasil

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María Corina Machado vence Nobel da Paz de 2025 e provoca reações políticas em vários países

María Corina Machado vence Nobel da Paz de 2025 e provoca reações políticas em vários países

Oposição venezuelana dedica prêmio a Donald Trump; líderes latino-americanos e analistas criticam decisão do Comitê Norueguês

María Corina Machado vence Nobel da Paz de 2025 e provoca reações políticas em vários países

O Comitê Norueguês do Nobel anunciou nesta sexta-feira (10) a concessão do Prêmio Nobel da Paz de 2025 à líder da oposição venezuelana María Corina Machado, reconhecida “por seu trabalho na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e sua luta por uma transição pacífica para a democracia”.

A escolha foi divulgada em Oslo, na Noruega, pelo presidente do Comitê, Jørgen Watne Frydnes, que destacou o papel da política venezuelana como um dos “exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”. Segundo Frydnes, o reconhecimento busca valorizar figuras que atuam na defesa da liberdade diante de regimes autoritários.

O prêmio será entregue oficialmente em 10 de dezembro, data que marca o aniversário da morte de Alfred Nobel, criador da honraria. O valor total do prêmio é de 11 milhões de coroas suecas. O Comitê afirmou, entretanto, que não há confirmação se María Corina comparecerá à cerimônia, já que vive na clandestinidade desde o início de 2025.

Líder da oposição venezuelana e trajetória política

María Corina Machado se tornou um dos principais nomes da oposição ao presidente Nicolás Maduro. Em 2024, foi candidata nas eleições presidenciais venezuelanas, mas teve sua candidatura impedida pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Após a desclassificação, ela declarou apoio ao opositor Edmundo González Urrutia, que, segundo a oposição, teria vencido as eleições com base nas atas eleitorais divulgadas pelos próprios escrutinadores. O CNE, sob controle do governo, afirmou ter sido vítima de um ataque hacker e não apresentou os resultados oficiais.

Corina foi detida em 9 de janeiro de 2025, durante uma manifestação em Caracas, na véspera da posse de Maduro. Desde então, segundo aliados, permanece escondida.

Declaração e dedicatória do prêmio

Em sua primeira manifestação pública após o anúncio, María Corina dedicou o Nobel da Paz de 2025 ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao povo venezuelano.

“Eu dedico este prêmio ao sofrimento do povo da Venezuela e ao presidente Trump por seu apoio decisivo à nossa causa”, escreveu a líder em publicação nas redes sociais.

A venezuelana afirmou ainda que a premiação é um “impulso para concluir nossa tarefa”, em referência à derrubada do regime de Maduro.

A declaração teve repercussão imediata em Washington. O diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, comentou que “o Comitê do Nobel provou que eles colocam a política à frente da paz”, em resposta à citação de Trump feita pela premiada.

Nos bastidores, fontes norte-americanas indicaram que o governo dos Estados Unidos esperava que o próprio Trump fosse contemplado com o prêmio neste ano, em razão de ações diplomáticas recentes.

Reações internacionais e críticas ao Comitê do Nobel

A decisão do Comitê provocou reações diversas entre líderes e especialistas da América Latina. O ex-diretor executivo do FMI, Paulo Nogueira Batista Jr., afirmou em sua conta no X (antigo Twitter) que o Nobel da Paz “perdeu credibilidade” ao premiar “uma política controlada por Washington”, em vez de reconhecer pessoas envolvidas na mediação de conflitos internacionais, como o de Gaza.

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, limitou-se a escrever “sem comentários” nas redes sociais. Já o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e o ex-presidente boliviano Evo Morales publicaram mensagens de repúdio à escolha do Comitê Norueguês.

A educadora em direitos humanos Marisol Guedez, do Observatório para Dignidade no Trabalho, também criticou a decisão. Segundo ela, María Corina “não demonstrou preocupação com a paz” e teria incentivado “atos violentos fora dos marcos jurídicos” durante protestos no país.

Representantes da base governista no Brasil compararam a atuação da venezuelana à do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), destacando o apoio de Corina às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à Venezuela em 2017.

Por outro lado, parlamentares da direita brasileira, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), celebraram a escolha e parabenizaram a opositora venezuelana.

Opinião diplomática e contexto político

O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou em entrevista à CNN Brasil que o Nobel priorizou a política em relação à paz. Amorim declarou não questionar as qualidades pessoais da premiada, mas observou que “os critérios parecem ter privilegiado motivações políticas”.

O reconhecimento a María Corina ocorre em meio a um cenário de disputa política e denúncias internacionais sobre o processo eleitoral venezuelano. A oposição afirma que González Urrutia é o verdadeiro vencedor das eleições, enquanto o governo Maduro mantém-se no poder sob alegações de fraude e perseguição a adversários.

Foto: RS/via Fotos Publicas

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Fórum Negócios celebra 10 anos e marca nova fase com edição inédita em Lisboa

Fórum Negócios celebra 10 anos e marca nova fase com edição inédita em Lisboa

Após estrear em São Paulo, o maior movimento empresarial do Nordeste chega à Europa para conectar líderes e impulsionar negócios entre Brasil e Portugal

Fórum Negócios celebra 10 anos e marca nova fase com edição inédita em Lisboa

O Fórum Negócios, maior ecossistema empresarial do Nordeste e um dos principais movimentos de aceleração de negócios do país, celebra 10 anos de história em 2025 e anuncia um novo marco em sua trajetória: a primeira edição internacional, que será realizada em Lisboa, Portugal, no dia 10 de outubro (sexta-feira), no Hotel Tivoli Avenida Liberdade.

Após consolidar presença em Natal (RN) e expandir com força total para São Paulo, o Fórum Negócios inicia agora sua fase global, levando à Europa o modelo de imersão, networking e geração de valor que já transformou a jornada de milhares de empresários brasileiros.

“Muitos empreendedores de diversas partes do Brasil e do mundo pedem para levarmos o nosso modelo de conexão e aprendizado para outros países. Por isso, decidimos dar um passo além: fixamos base em São Paulo e agora atravessamos o Atlântico para Lisboa. É o início de uma nova era para o Fórum Negócios”, destaca Jean Valério, fundador e CEO do movimento.

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Fórum Negócios Lisboa: Brasil e Portugal conectados pelo crescimento

Com o tema “Um dia para descobrir as estratégias de crescimento das empresas que mais lucram em Portugal e no Brasil”, o evento reunirá 150 empresários, investidores e líderes corporativos em um ambiente exclusivo de aprendizado, relacionamento e oportunidades bilaterais.

A programação contará com palestras e painéis de nomes de destaque no cenário empresarial dos dois países, como Miguel Silvestre, Cláudio Santos, Ben-Geder Trindade, Patrick Suyti, Gessica Ronise, Renato Alves, entre outros convidados — além de Jean Valério, que fará a abertura e o encerramento do encontro.

Os temas em destaque incluem estratégias de vendas e alta performance comercial, autoridade e relevância nos negócios, marketing e posicionamento, gestão de resultados, CRM e inteligência artificial — com foco em estratégias práticas e aplicáveis de crescimento internacional.

Networking premium Brasil–Portugal

Além do conteúdo de alto nível, o Fórum Negócios Lisboa oferecerá mentorias exclusivas e um coffee break estratégico, desenhado para promover conexões entre empresários dos dois lados do Atlântico.

A proposta é criar um ambiente fértil para novas parcerias, investimentos e oportunidades de expansão entre Brasil e Europa, reforçando o papel do evento como ponte internacional de negócios.

O encontro acontecerá das 14h às 18h50, seguido por um momento de networking executivo e relacionamento de alto nível até as 21h.

Foto: Divulgação

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Brasil mostra evolução sob comando de Ancelotti e goleia Coreia do Sul

Brasil mostra evolução sob comando de Ancelotti e goleia Coreia do Sul

Seleção volta a entrar em ação na próxima terça contra o Japão

A seleção brasileira goleou a Coreia do Sul por 5 a 0 em partida amistosa, e mostrou que começa a evoluir sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti quando falta pouco menos de um ano para o início da próxima Copa do Mundo. A principal virtude do Brasil, na partida disputada nesta sexta-feira (10) no Estádio da Copa do Mundo de Seul, em Seul, foi o bom entendimento do quarteto ofensivo formado por Estêvão, Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Rodrygo.

No aspecto individual as boas notícias são o bom futebol apresentado por Rodrygo, que no Real Madrid (Espanha) vive um momento de incerteza desde a chegada do técnico espanhol Xabi Alonso, e o maior protagonismo de Estêvão, que coroou sua boa atuação com dois gols.
Atitude da seleção

Mesmo sob chuva fina e baixas temperaturas, o Brasil mostrou desde os primeiros minutos de bola rolando a atitude que o técnico Carlo Ancelotti falou, em entrevista coletiva, que seria necessária para compensar a falta de treinos para alcançar as vitórias.

Assim, a seleção brasileira abriu o placar logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Após boa trama coletiva, Bruno Guimarães deu passe de qualidade para Estêvão, que precisou de apenas um toque para superar o goleiro Jo Hyeon-Woo. Com o bom futebol apresentado o Brasil conseguiu ampliar antes do intervalo. Aos 40 minutos, Vinicius Júnior deu passe para o meio da área, onde Rodrygo fez corta-luz e Casemiro dominou e tocou para o camisa 10, que se livrou da marcação com um drible antes de bater colocado para marcar.

Mesmo com a boa vantagem construída no primeiro tempo, a equipe canarinho manteve o controle das ações após o intervalo. E o Brasil precisou de apenas um minuto para chegar ao terceiro gol. E o lance nasceu do comprometimento de Estêvão, que roubou a bola na entrada da área e bateu cruzado para marcar pela segunda vez na partida.

A seleção brasileira precisou de apenas mais dois minutos para ampliar sua vantagem graças a uma nova falha da defesa adversária. Casemiro aproveitou o vacilo e encontrou Vinicius Júnior, que serviu Rodrygo, que não perdoou. Mas ainda faltava o gol de Vini. E o jogador do Real Madrid deu números finais ao marcador aos 32 minutos, quando, em jogada de contra-ataque, Matheus Cunha lançou em profundidade para camisa sete do Brasil, que, com grande liberdade, partiu em velocidade para bater na saída do goleiro adversário.

Após medir forças com os sul-coreanos, o Brasil encarará o Japão, na próxima terça-feira (14) a partir das 7h30 no Estádio Ajinomoto, em Tóquio.

Foto: @rafaelribeirorio / CBF

Da Agência Brasil

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Trump diz ter gostado de conversa com Lula e prevê novos encontros entre EUA e Brasil

Trump diz ter gostado de conversa com Lula e prevê novos encontros entre EUA e Brasil

Presidente dos EUA afirma que diálogo com Lula abordou economia e comércio e antecipa futuras reuniões bilaterais

Trump diz ter gostado de conversa com Lula e prevê novos encontros entre EUA e Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que teve uma conversa considerada positiva com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita por meio das redes sociais do chefe do Executivo norte-americano.

Segundo Trump, o diálogo entre os dois líderes teve como foco principal temas relacionados à economia e ao comércio bilateral. O presidente norte-americano indicou que a conversa foi produtiva e que há expectativa de continuidade nas tratativas entre os dois países.

De acordo com a publicação, Trump mencionou que novos encontros entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil devem ocorrer em breve. Ele destacou que essas reuniões podem acontecer tanto em território brasileiro quanto em solo norte-americano, sinalizando a intenção de estreitar os laços diplomáticos e comerciais entre as duas nações.

A manifestação de Trump ocorre em um momento de reaproximação entre os governos dos dois países, após períodos de distanciamento em gestões anteriores. A sinalização de futuras reuniões pode indicar uma tentativa de fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas, como comércio exterior, investimentos, meio ambiente e segurança.

Trump
Trump

O comércio entre Brasil e Estados Unidos tem se mantido como uma das principais relações econômicas internacionais do país sul-americano. Os Estados Unidos figuram entre os maiores parceiros comerciais do Brasil, tanto em exportações quanto em importações. Produtos como petróleo, minério de ferro, aviões, máquinas e produtos agrícolas estão entre os principais itens comercializados entre as duas nações.

Além do comércio, a cooperação em temas como meio ambiente, segurança regional, ciência e tecnologia também tem sido pauta recorrente em encontros diplomáticos anteriores. A retomada de um diálogo mais frequente entre os presidentes pode abrir espaço para novos acordos e parcerias estratégicas.

A publicação de Trump nas redes sociais não detalhou a data exata da conversa com Lula, tampouco os canais utilizados para o contato. Também não foram divulgadas informações adicionais sobre os temas específicos abordados ou eventuais acordos firmados durante o diálogo.

A Presidência da República do Brasil ainda não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo da conversa ou sobre a possibilidade de encontros futuros. No entanto, fontes do governo brasileiro indicam que há interesse em manter uma agenda de cooperação com os Estados Unidos, especialmente em áreas como transição energética, investimentos em infraestrutura e ampliação de mercados para produtos brasileiros.

A sinalização de Trump sobre um possível encontro presencial com Lula reforça a importância da diplomacia presidencial na condução das relações exteriores. Reuniões entre chefes de Estado costumam ser estratégicas para a definição de políticas bilaterais e para a construção de consensos em fóruns multilaterais.

A expectativa é que, nos próximos meses, haja avanços nas tratativas para a realização de um encontro oficial entre os presidentes. A depender da agenda internacional e dos compromissos internos de ambos os líderes, a reunião poderá ocorrer ainda este ano.

Foto: Joyce N. Boghosian/Mark Garten/Fotos Públicas

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Alckmin destaca avanços com os EUA após conversa entre Lula e Trump

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Vice-presidente citou nova exclusão de produtos de tarifaço

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou neste sábado (4), em Brasília, que houve novos avanços na redução de tarifas do governo dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros. Isso ocorreu, observou, após o rápido encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente norte-americano, Donald Trump, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, no fim de setembro.

“Depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump, esta semana, segunda-feira (29), alguns produtos, como madeira macia e serrada, [que] estavam em 50%, passaram para 10%. Armário, móveis, sofá, tem ali o detalhamento dos produtos, estava em 50%, passaram para 25%. E o que é a Seção 232 [da Lei de Comércio dos EUA]? Nós e o mundo estamos iguais. Então, quando você fala armário, móvel, é 25% para o Brasil e para o mundo todo, você não perde competitividade”, afirmou Alckmin durante visita a uma concessionária de automóveis na capital federal. Segundo ele, a retirada desses produtos do tarifaço de 50% significa exclusão de US$ 370 milhões em produtos brasileiros exportados.

A Seção 232 da Lei de Expansão Comercial norte-americana, mencionada por Alckmin, é usada pelo país para taxar todos os países de forma simultânea.

“Eu acho que o encontro do presidente Lula com o presidente Trump em Nova York foi importante, foi um primeiro passo e temos muita convicção de que teremos próximos passos aí. Não há razão para manter essa tarifa, já que os Estados Unidos são superavitários na relação comercial conosco. Eles vendem mais pra gente do que nós para eles”, acrescentou Alckmin.

O vice-presidente tem sido o principal interlocutor brasileiro junto ao governo dos EUA e vem mantendo diálogo direto com o secretário de Comércio do país norte-americano, Howard Lutcnick, com quem conversou esta semana.
Carro sustentável

Ao visitar uma loja de automóveis em Brasília, Alckmin citou números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) para comemorar o aumento expressivo na venda de carros novos desde o lançamento do programa Carro Sustentável, que zera impostos e concede estímulos para a comercialização de veículos de entrada fabricados no Brasil e que obedecem a critérios de sustentabilidade.

“Do dia 11 de julho, quando foi lançado o Carro Sustentável, até 30 de setembro, as vendas aumentaram 28,2%. O carro sustentável tem importância ambiental, ele polui menos, não pode passar de 83 gramas de CO2 por quilômetro rodado, é flex, fabricado no Brasil e com 80% de reciclabilidade. Tem importância social porque é o carro de entrada, o carro mais barato, reduzindo ainda mais o preço”, destacou Alckmin.

Lula e Trump ainda devem ter um encontro virtual ou presencial, em data a ser anunciada. Foi o que ambos combinaram após o encontro em Nova York, há duas semanas.

Foto: Mark Garten via Fotos Públicas / Cadu Gomes/VPR

Da Agência Brasil

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Trump pede fim imediato dos bombardeios em Gaza após Hamas aceitar proposta de paz

Trump pede fim imediato dos bombardeios em Gaza após Hamas aceitar proposta de paz

Grupo palestino sinaliza disposição para libertar reféns e negociar plano proposto pelos Estados Unidos; Israel ainda não comentou oficialmente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (4) que Israel precisa parar imediatamente os bombardeios em Gaza. A declaração foi feita após o Hamas indicar que aceitou a proposta de paz apresentada por Washington e se mostrou disposto a iniciar negociações mediadas para discutir os detalhes do acordo.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump disse acreditar que o Hamas está “pronto para uma paz duradoura”. O presidente norte-americano escreveu que “Israel precisa parar imediatamente o bombardeio de Gaza, para que possamos retirar os reféns com segurança e rapidez”.

Trump afirmou ainda que “já estão sendo discutidos os detalhes a serem resolvidos” e que o objetivo vai além da Faixa de Gaza, tratando-se de uma “paz há muito buscada no Oriente Médio”.

Hamas aceita proposta e diz estar pronto para negociações

De acordo com uma cópia da resposta do Hamas, obtida pela agência Reuters, o grupo afirmou que está disposto a libertar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, conforme os termos da proposta de Trump. A carta também expressa “apreciação pelos esforços árabes, islâmicos e internacionais” em busca do fim da guerra na Faixa de Gaza.

O Hamas destacou que está “pronto para entregar a administração da Faixa de Gaza a um corpo palestino de independentes (tecnocratas) baseado no consenso nacional palestino e apoiado por países árabes e islâmicos”. O grupo reafirmou disposição para iniciar imediatamente as negociações por meio dos mediadores.

Entretanto, o texto não menciona se o Hamas aceita se desarmar ou desmilitarizar Gaza, condições exigidas por Israel e pelos Estados Unidos, mas já rejeitadas anteriormente pelo grupo.

Reações e movimentações após o anúncio

Trump publicou uma cópia da carta do Hamas em sua página na Truth Social. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, compartilhou uma imagem no X mostrando o presidente gravando uma resposta à “aceitação do Hamas de seu Plano de Paz”.

Até o momento, Israel não comentou oficialmente sobre a posição do Hamas. Testemunhas em Gaza relataram que, após a declaração do grupo, aviões israelenses intensificaram bombardeios na Cidade de Gaza, atingindo casas no bairro de Remal e locais em Khan Younis, sem relatos de vítimas.

Uma autoridade sênior do Hamas declarou à emissora Al Jazeera que o grupo não se desarmará antes do fim da ocupação israelense do enclave, reforçando divergências em relação às exigências de Israel.

O Catar informou que iniciou coordenação com o Egito e os Estados Unidos para continuar as conversas sobre a proposta norte-americana, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores em publicação no X.

Detalhes do plano proposto pelos Estados Unidos

O plano de paz apresentado por Trump prevê cessar-fogo imediato, troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, retirada israelense de Gaza, desarmamento do Hamas e criação de um governo de transição liderado por um órgão internacional.

O Hamas declarou apoio à libertação de todos os prisioneiros israelenses “de acordo com a fórmula de troca contida na proposta”, com as “condições de campo necessárias para implementar a troca”.

A proposta também inclui a entrada imediata de ajuda humanitária e o fim das hostilidades na região.

Trump impõe prazo e alerta para consequências

Mais cedo, Trump havia estabelecido um prazo até domingo (5), às 19h (horário de Brasília), para que o Hamas aceitasse o acordo. O presidente alertou que “todo o inferno” se instalaria em Gaza caso o grupo não concordasse com os termos.

“Um acordo precisa ser alcançado até domingo. Todos os países assinaram! Se esse acordo de última chance não for alcançado, todo o inferno, como nunca visto antes, se desencadeará contra o Hamas”, escreveu Trump no Truth Social.

Após apresentar a proposta a países árabes e muçulmanos, Trump recebeu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, que endossou o documento, afirmando que ele atendia aos objetivos de guerra de Israel.

O Hamas não participou das negociações que resultaram na formulação da proposta norte-americana.

Foto: RS/via Fotos Publicas

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Brasil cobra libertação de brasileiros detidos em flotilha interceptada por Israel

Brasil cobra libertação de brasileiros detidos em flotilha interceptada por Israel

Itamaraty exige acesso consular; 12 brasileiros tiveram prisão confirmada, enquanto outros dois seguem desaparecidos após ação em águas internacionais

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota nesta quinta-feira (2) exigindo a libertação imediata dos brasileiros detidos por forças israelenses após a interceptação da Global Sumud Flotilha, que navegava rumo à Faixa de Gaza. O governo também cobrou acesso consular e responsabilizou Israel por atos cometidos contra os ativistas.

Segundo a organização da flotilha, composta por cerca de 50 embarcações e 443 voluntários de 47 países, a interceptação ocorreu em águas internacionais na noite de quarta-feira (1º). Entre os detidos estão 12 brasileiros, incluindo parlamentares e lideranças políticas e sociais.

Posição do governo brasileiro

Na nota, o Itamaraty afirmou ter notificado a chancelaria israelense e destacou que a ação viola o direito internacional de liberdade de navegação, previsto por convenções da ONU. O texto também reforçou que operações de caráter humanitário não podem ser impedidas e pediu o fim do bloqueio à Faixa de Gaza.

“O Brasil exorta o governo israelense a liberar imediatamente os cidadãos brasileiros e demais defensores de direitos humanos detidos”, informou o comunicado. O governo brasileiro também exigiu visitas da Embaixada do Brasil em Tel Aviv aos ativistas.

Brasileiros detidos e incomunicáveis

Passadas 24 horas da interceptação, os brasileiros permanecem sem contato com autoridades diplomáticas. Segundo Lara Souza, coordenadora da delegação brasileira, os ativistas estariam sendo interrogados em Ashdod, Israel, mas não tiveram acesso à embaixada do Brasil.

A Embaixada brasileira foi impedida de acompanhar os procedimentos, sob a justificativa do feriado de Yom Kippur. A informação oficial é de que o atendimento consular só será retomado a partir desta sexta-feira (3).

Os 12 brasileiros que tiveram a prisão confirmada são: Thiago Ávila; Bruno Gilga; Lisiane Proença; Magno Costa; a vereadora Mariana Conti (PSOL-SP); Ariadne Telles; Mansur Peixoto; Gabriele Tolotti; Mohamad El Kadri; Lucas Gusmão; a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE); além de Nicolas Calabrese, argentino com residência no Brasil.

Desaparecidos e familiares em busca de informações

Dois brasileiros seguem sem confirmação de paradeiro: João Aguiar, que estava no barco Mikeno, e Miguel Viveiros de Castro, a bordo do Catalina. Ambos perderam contato com os organizadores da flotilha desde a interceptação.

Os organizadores exigem que Israel informe oficialmente a localização dos dois. “Exigimos que sejam confirmados, de forma nominal, os cidadãos brasileiros sequestrados pelas forças israelenses, e que seja imediatamente informado o paradeiro de João Aguiar e Miguel de Castro”, diz a nota da Global Sumud Flotilha.

Familiares também se manifestaram. Luiz Rodolfo Viveiros de Castro relatou que não tem notícias do enteado Miguel e pediu a confirmação das autoridades sobre sua situação.

No caso de Mohamad El Kadri, de 62 anos, que teve a prisão confirmada, a família divulgou vídeo protocolar gravado antes da viagem, no qual ele afirma que só seria publicado em caso de prisão.

Condenação internacional e resposta de Israel

A interceptação recebeu críticas de diferentes setores internacionais. O Ministério das Relações Exteriores de Israel, em nota, informou que todos os passageiros estão em boas condições de saúde e que seriam deportados para a Europa após procedimentos em território israelense.

Até o final da manhã desta quinta-feira, 12 brasileiros tiveram a detenção confirmada e dois permanecem desaparecidos. Segundo os organizadores da flotilha, cerca de 500 pessoas foram capturadas no total.

Foto: gazafreedomflotilla/Instagram / RS/Fotos Públicas

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STF pode reagir a sanções dos EUA contra ministros, diz Barroso

STF pode reagir a sanções dos EUA contra ministros, diz Barroso

Presidente do Supremo aguarda fim do julgamento da trama golpista para avaliar medidas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira (26) que a Corte não descarta reagir às sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos contra integrantes do tribunal. Segundo ele, qualquer medida só será analisada após a conclusão do julgamento dos envolvidos na trama golpista atribuída ao governo de Jair Bolsonaro.

Barroso foi questionado sobre como os ministros receberam as sanções aplicadas pela administração norte-americana. Ele explicou que aguarda o fim do processo para avaliar o caso. “A ideia é esperar acabar o julgamento para pensar em qualquer eventual medida, seja política ou judicial”, declarou.

Sanções contra ministros

Até o momento, pelo menos seis ministros do Supremo foram alvo das medidas anunciadas pelo governo do presidente Donald Trump. Entre as ações estão a suspensão de vistos de viagem aos Estados Unidos e a aplicação da Lei Magnitsky, legislação que prevê punições a pessoas acusadas de envolvimento em corrupção ou violações de direitos humanos.

Foram atingidos pelas sanções, além do presidente do STF, os ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. O ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos da trama golpista, também foi incluído, assim como sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

Os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux não foram citados entre os alvos das medidas.

Julgamento da trama golpista

O julgamento no Supremo foi dividido em quatro núcleos. O primeiro, que incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados, já foi concluído, com condenações. Os demais núcleos, 2, 3 e 4, devem ser apreciados até o fim deste ano.

Barroso destacou que a Corte aguarda o desfecho desses julgamentos antes de avaliar uma reação institucional. Segundo ele, medidas políticas ou judiciais só serão consideradas após a conclusão das análises dos casos.

Discurso sobre pacificação

Durante sua fala, Barroso também comentou a situação política no país e defendeu a necessidade de pacificação. “Quem teme ser preso [pela trama golpista] está querendo briga, e não pacificação. A minha única frustração foi não ter conseguido fazer a pacificação”, disse.

Transição na presidência do STF

Na próxima segunda-feira (29), haverá a posse dos novos dirigentes da Corte. O ministro Edson Fachin assumirá o cargo de presidente, enquanto Alexandre de Moraes ocupará a vice-presidência. Barroso encerrará, assim, seu mandato de dois anos à frente do Supremo Tribunal Federal.

Foto: Antonio Augusto/STF / Antonio Augusto/STF / Luiz Silveira/STF

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Trump anuncia tarifa de 100% sobre produtos farmacêuticos

Trump anuncia tarifa de 100% sobre produtos farmacêuticos importados

Medida entra em vigor em 1º de outubro e exclui empresas que constroem fábricas nos Estados Unidos

Trump anuncia tarifa de 100% sobre produtos farmacêuticos importados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que será aplicada uma tarifa de 100% sobre a importação de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados a partir de 1º de outubro. A medida exclui empresas que estejam construindo fábricas de produção farmacêutica em território americano.

Segundo o anúncio, não haverá cobrança da tarifa para empresas que já iniciaram obras de construção de unidades fabris nos Estados Unidos. A decisão faz parte de uma política comercial voltada à proteção da indústria nacional e à redução da dependência de medicamentos importados.

A nova tarifa deve impactar diretamente medicamentos vindos da Europa, Índia e outros países que exportam para os Estados Unidos. Produtos como vacinas, hormônios, culturas biológicas e medicamentos embalados estão entre os itens sujeitos à nova taxação.

A medida não se aplica a medicamentos genéricos, que representam uma parcela significativa das importações de alguns países. A exclusão de empresas com fábricas em construção visa incentivar a produção local e atrair investimentos para o setor farmacêutico norte-americano.

Trump anuncia tarifa
Trump anuncia tarifa

Representantes da indústria farmacêutica manifestaram preocupação com os efeitos da tarifa sobre os custos dos medicamentos e o acesso da população aos tratamentos. A possibilidade de aumento nos preços e de escassez de produtos essenciais está entre os pontos levantados por especialistas do setor.

Além dos produtos farmacêuticos, o governo anunciou tarifas adicionais sobre outros segmentos. Caminhões pesados serão taxados em 25%, enquanto móveis e itens de cozinha e banheiro poderão ter tarifas de até 50%. As medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla de reindustrialização e fortalecimento da produção interna.

Empresas farmacêuticas internacionais já começaram a avaliar os impactos da nova política comercial. A expectativa é de que algumas delas acelerem projetos de construção nos Estados Unidos para evitar a aplicação das tarifas.

A nova política tarifária entra em vigor em 1º de outubro e deve provocar mudanças significativas na dinâmica do mercado farmacêutico norte-americano, com reflexos na cadeia global de produção e distribuição de medicamentos.

Foto: Daniel Torok/Molly Riley/Fotos Públicas

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Lula diz que reunião Brasil-EUA vai acabar com o mal-estar

Lula diz que reunião Brasil-EUA vai acabar com o mal-estar

Presidente brasileiro destaca importância do diálogo com Donald Trump após encontro na ONU

Lula diz que reunião Brasil-EUA vai acabar com o mal-estar

Lula diz que reunião Brasil-EUA vai acabar com o mal-estar entre os países. A declaração foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira (23), em Nova York, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente brasileiro celebrou o encontro com Trump e afirmou que o diálogo entre os dois líderes pode contribuir para uma pauta positiva entre as duas maiores economias do continente. Lula destacou que há interesses comuns nas áreas industrial, tecnológica e digital, e que o Brasil está aberto ao debate com os Estados Unidos.

Durante coletiva de imprensa na quarta-feira (24), Lula afirmou que respeita o presidente norte-americano independentemente de afinidades pessoais. Segundo ele, o respeito institucional deve prevalecer nas relações diplomáticas. O presidente também declarou que não há vetos sobre os temas que podem ser discutidos com Trump, mas reforçou que a soberania brasileira não está em negociação.

O encontro entre os dois líderes ocorreu após o discurso de Trump na ONU, no qual o presidente norte-americano mencionou Lula de forma amistosa, apesar de ter feito críticas ao Brasil. Ambos acertaram uma nova conversa para os próximos dias. Lula afirmou que está otimista com a possibilidade de marcar esse encontro o mais rápido possível.

 reunião Brasil-EUA
reunião Brasil-EUA

Segundo o presidente brasileiro, o objetivo é superar o mal-estar que se formou entre os dois países nos últimos anos. Lula disse que ficou satisfeito com a “química” entre ele e Trump durante o encontro e que vê espaço para avançar em temas de interesse mútuo.

O Palácio do Planalto informou que Lula deixa os Estados Unidos ainda na quarta-feira (24) e deve desembarcar em Brasília na manhã de quinta-feira (25). A agenda oficial do presidente incluiu participação na Assembleia Geral da ONU e reuniões bilaterais com líderes internacionais.

Durante o discurso na ONU, Trump anunciou que convidou Lula para um novo encontro na semana seguinte. A iniciativa foi vista como um gesto de aproximação entre os governos, que têm mantido relações diplomáticas formais, mas com divergências em temas como meio ambiente, comércio e política externa.

A reunião entre Lula e Trump marca um novo capítulo nas relações Brasil-EUA. A expectativa é que os próximos encontros possam consolidar uma agenda de cooperação em áreas estratégicas, respeitando os interesses e a soberania de cada país.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Lula deve incluir Alckmin em conversa com Trump sobre tarifaço

Lula deve incluir Alckmin em conversa com Trump sobre tarifaço

Vice-presidente pode participar de reunião virtual entre Lula e Trump para tratar de tarifas comerciais

Lula deve incluir Alckmin em conversa com Trump sobre tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve incluir o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em uma reunião virtual com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa está prevista para ocorrer por telefone ou videoconferência na próxima semana, segundo informações do chanceler Mauro Vieira.

Além de Lula e Alckmin, também devem participar da reunião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor especial da Presidência, Celso Amorim. A presença de Alckmin é considerada estratégica, já que ele tem liderado as negociações com o governo norte-americano sobre o chamado tarifaço — conjunto de medidas tarifárias que afetam produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

O vice-presidente já manifestou disposição para viajar aos Estados Unidos, caso haja abertura para negociações presenciais. No entanto, a reunião com Trump será realizada de forma remota, mantendo o foco nas tratativas comerciais.

Lula deve incluir Alckmin
Lula deve incluir Alckmin

O governo brasileiro não espera que o encontro resulte na revogação imediata das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A expectativa é que Lula utilize a reunião para reafirmar que o Palácio do Planalto não interfere em decisões judiciais, especialmente no caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A intenção é destacar que o sistema judicial brasileiro é independente e que Bolsonaro teve acesso ao devido processo legal.

Durante a conversa, o governo brasileiro deve reiterar pedidos do setor produtivo para a isenção de tarifas sobre produtos como café e carne bovina. Esses itens têm enfrentado barreiras comerciais que impactam diretamente a competitividade dos exportadores brasileiros.

Por outro lado, há expectativa de que os Estados Unidos reforcem a defesa da redução da tarifa sobre o etanol americano. O tema tem sido tratado como prioritário nas negociações bilaterais, especialmente por envolver interesses econômicos de ambos os países.

A reunião também será uma oportunidade para alinhar posições diplomáticas e comerciais entre os dois governos. Embora não haja previsão de acordos concretos, o encontro é visto como um passo importante para manter o diálogo aberto e fortalecer a cooperação entre Brasil e Estados Unidos.

A participação de Alckmin na reunião reforça o papel do vice-presidente nas articulações internacionais do governo Lula. Desde o início do mandato, Alckmin tem atuado em frentes econômicas e comerciais, buscando ampliar o acesso de produtos brasileiros a mercados internacionais.

O chanceler Mauro Vieira e o assessor Celso Amorim devem contribuir com informações técnicas e diplomáticas durante a conversa, garantindo que os principais pontos de interesse do Brasil sejam apresentados de forma clara e objetiva.

A reunião entre Lula e Trump ocorre em um contexto de tensões comerciais e políticas, mas também representa uma oportunidade para reafirmar compromissos bilaterais e buscar soluções negociadas para questões tarifárias que afetam diretamente o setor produtivo brasileiro.

Fotos: Ricardo Stuckert/PR/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Trump combina encontro com Lula e diz que tiveram “química excelente”

Trump combina encontro com Lula e diz que tiveram “química excelente”

Presidentes dos EUA e do Brasil se encontraram brevemente na ONU e devem se reunir na próxima semana

Trump combina encontro com Lula e diz que tiveram “química excelente”

Durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil tiveram um breve encontro nos bastidores do evento. O chefe de Estado norte-americano afirmou que houve uma boa interação entre ambos e que está previsto um novo encontro na semana seguinte.

O contato ocorreu após discursos oficiais de ambos os líderes. O presidente brasileiro abordou temas relacionados à soberania nacional e à democracia, enquanto o presidente norte-americano respondeu com declarações sobre tarifas comerciais e relações bilaterais.

O encontro informal foi marcado por gestos de cordialidade e pela sinalização de abertura para diálogo. A reunião futura, ainda não confirmada oficialmente, poderá tratar de temas como comércio exterior, sanções aplicadas a autoridades brasileiras e cooperação internacional.

Durante o evento, o presidente dos Estados Unidos mencionou medidas de retaliação comercial contra o Brasil, justificadas por práticas consideradas desfavoráveis aos interesses norte-americanos. Também foram feitas declarações sobre a importância da soberania nacional e da defesa dos direitos dos cidadãos.

Trump combina encontro com Lula
Trump combina encontro com Lula

A aproximação entre os dois governos ocorre em meio a tensões diplomáticas, com sanções aplicadas a exportações brasileiras e a membros do governo. A expectativa é que o encontro previsto contribua para a reavaliação das relações bilaterais e para o avanço de negociações em áreas estratégicas.

Foto: Molly Riley/Joyce N. Boghosian/Fotos Públicas

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EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky

EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky

Viviane Barci de Moraes e instituto jurídico têm bens bloqueados e restrições financeiras nos Estados Unidos

EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky

O governo dos Estados Unidos sancionou Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano.

Com a sanção, todos os bens que Viviane possa possuir em território americano foram bloqueados. A medida também impede que ela realize transações financeiras com cidadãos e empresas dos Estados Unidos, incluindo o uso de cartões de crédito com bandeira americana.

Além de Viviane, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa sediada em São Paulo da qual ela é sócia, também foi incluído na lista de sanções. A organização atua no setor de treinamento jurídico e desenvolvimento profissional.

A sanção amplia o escopo das medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras envolvidas em decisões judiciais relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Alexandre de Moraes já havia sido alvo de sanções semelhantes anteriormente.

EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes
EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes

A inclusão de Viviane Barci na lista foi justificada pela ligação direta com o ministro. Não foram apresentadas acusações específicas contra ela. A medida também atinge qualquer empresa com participação ou vínculo com a advogada.

A Lei Magnitsky permite ao governo dos Estados Unidos aplicar sanções econômicas contra indivíduos estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos. As punições incluem bloqueio de bens, restrições financeiras e proibição de entrada no país.

A decisão ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, intensificadas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O governo norte-americano já havia revogado vistos de ministros do STF e seus familiares.

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Lula discursa na ONU e pode encontrar Trump pela primeira vez

Lula discursa na ONU e pode encontrar Trump pela primeira vez

Presidente brasileiro participa da Assembleia Geral da ONU em meio a tensões diplomáticas com os Estados Unidos

Lula discursa na ONU e pode encontrar Trump pela primeira vez

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Nova York para participar da 78ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O discurso de abertura está previsto para terça-feira (23), seguindo a tradição de que o Brasil é o primeiro país a falar na tribuna do evento. Em seguida, será a vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Esta será a primeira vez que Lula e Trump estarão no mesmo ambiente desde o retorno do republicano à presidência dos Estados Unidos. A possibilidade de um encontro entre os dois líderes existe, embora não haja confirmação oficial de reunião bilateral. A expectativa é que possam se cruzar nos bastidores entre os discursos.

A viagem ocorre em meio a uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O governo norte-americano impôs tarifas de 50% sobre parte das exportações brasileiras e sinalizou novas sanções após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Durante o discurso na ONU, Lula deve abordar temas como soberania nacional, defesa da democracia e multilateralismo. Também está prevista a defesa do reconhecimento do Estado da Palestina e a reafirmação da posição brasileira em favor de uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia.

A comitiva presidencial que acompanha Lula é enxuta. Entre os ministros presentes estão Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), Camilo Santana (Educação), Márcia Lopes (Mulheres) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). O governador do Ceará, Elmano de Freitas, e o embaixador Celso Amorim também integram a delegação.

Alguns ministros inicialmente previstos para a viagem cancelaram a participação. Fernando Haddad (Fazenda) permaneceu no Brasil para tratar de pautas econômicas no Congresso. Alexandre Padilha (Saúde) não viajou devido a restrições de circulação impostas pelo governo norte-americano. Outros nomes, como Sidônio Palmeira (Secom), Esther Dweck (Gestão) e Jader Filho (Cidades), também alteraram seus planos.

Lula discursa na ONU
Lula discursa na ONU

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, chegou antes a Nova York e participou de atividades oficiais. O casal presidencial está hospedado na residência oficial do Brasil na cidade, onde vive o representante permanente do país junto à ONU.

Além do discurso na Assembleia Geral, Lula deve participar de encontros sobre meio ambiente, democracia e a situação da Palestina. Há também interesse do governo brasileiro em realizar uma reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A definição depende de questões logísticas e de segurança, já que a agenda de Zelensky é mantida sob sigilo.

O Brasil recebeu cerca de 30 pedidos de reuniões bilaterais durante o evento. A equipe presidencial avalia os compromissos com base na relevância diplomática e na disponibilidade de agenda.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Trump acusa esquerda por violência política em funeral de Charlie Kirk

Trump acusa esquerda por violência política em funeral de Charlie Kirk

Presidente dos EUA afirma que odeia seus oponentes e critica radicais de esquerda durante cerimônia em Glendale, Arizona

Trump acusa esquerda por violência política em funeral de Charlie Kirk

Durante cerimônia realizada em Glendale, Arizona, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou do funeral do ativista conservador Charlie Kirk. O evento reuniu milhares de pessoas e contou com a presença de autoridades e apoiadores do movimento conservador.

Charlie Kirk, fundador da organização Turning Point USA, foi assassinado enquanto discursava em uma universidade em Utah. O caso gerou comoção nacional e mobilizou lideranças políticas e sociais.

No discurso oficial, Trump fez críticas à esquerda radical, atribuindo a ela a responsabilidade por atos de violência política registrados no país. O presidente também mencionou investigações conduzidas pelo Departamento de Justiça sobre grupos organizados que estariam envolvidos em ações violentas com motivação política.

Trump acusa esquerda
Trump acusa esquerda

Durante a cerimônia, Trump destacou a trajetória de Kirk no ativismo conservador, desde sua juventude até a fundação da organização que ganhou projeção nacional. O presidente ressaltou o papel do ativista na mobilização de jovens, na defesa da liberdade de expressão e na oposição à censura em ambientes acadêmicos e digitais.

O funeral foi marcado por forte presença popular e segurança reforçada. O estádio onde ocorreu o evento recebeu milhares de pessoas, com transmissão externa para o público que não conseguiu acesso ao interior do local.

Trump também se posicionou sobre o autor do assassinato, defendendo que o responsável seja punido com rigor pelas autoridades competentes. O caso segue sob investigação.

A cerimônia reforçou o posicionamento político do presidente em relação à polarização ideológica nos Estados Unidos, com críticas direcionadas à esquerda e à atuação de grupos considerados radicais.

Foto: Daniel Torok/Joyce N. Boghosian/Fotos públicas

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Papa Leão XIV lança biografia e reafirma posição sobre ordenação de mulheres e união homoafetiva

Papa Leão XIV lança biografia e reafirma posição sobre ordenação de mulheres e união homoafetiva

Pontífice apresenta reflexões no livro “Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI” e fala sobre casamento, família e inclusão na Igreja

O papa Leão XIV lançou nesta semana uma nova biografia na qual reafirma posições sobre temas internos da Igreja Católica. O pontífice declarou que não pretende ordenar mulheres, mas se mostrou disposto a ouvir opiniões sobre o assunto. Ele também afirmou que quer evitar “políticas partidárias” e destacou que pretende acolher “todos, todos, todos”, incluindo católicos LGBT, embora sem modificar a doutrina oficial da Igreja em relação à homossexualidade.

“O casamento é para um homem e uma mulher”, afirmou Leão XIV, acrescentando que a definição de família é “pai, mãe e filhos”.

Publicação da biografia

A obra, intitulada “Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI”, foi publicada em espanhol e deverá ganhar versão em inglês no próximo ano. O livro reúne reflexões consideradas as mais extensas do papa desde sua eleição ao comando da Igreja Católica, em maio.

A autora é a jornalista norte-americana Elise Ann Allen, correspondente do Vaticano pelo portal Crux. A obra traz trechos de três horas de entrevistas realizadas em julho com Leão XIV, nas quais ele aborda sua visão de Igreja e seus desafios diante de 1,4 bilhão de fiéis espalhados pelo mundo.

Ordenação de mulheres

Entre os temas tratados, o pontífice reiterou que não pretende ordenar mulheres ao sacerdócio. No entanto, disse estar aberto ao diálogo com diferentes setores da Igreja e disposto a escutar as diversas opiniões sobre a questão. A declaração mantém a posição já adotada por papas anteriores, que reafirmaram a tradição de ordenar apenas homens.

União homoafetiva e inclusão

Sobre a relação da Igreja Católica com pessoas LGBT, Leão XIV reforçou que pretende acolher todos os fiéis. No entanto, deixou claro que não haverá mudanças na doutrina oficial, que considera o matrimônio apenas entre um homem e uma mulher.

“O casamento é para um homem e uma mulher”, declarou. Para o pontífice, a família deve ser compreendida como a união de pai, mãe e filhos.

Apesar de manter a posição doutrinal, Leão XIV afirmou que a Igreja precisa estar aberta para acolher pessoas de diferentes trajetórias de vida, sem transformar o debate em um campo de disputa política.

Aniversário e liderança

O papa completou 70 anos no último domingo. Em sua biografia, ele aborda também o desafio de conduzir uma Igreja global, marcada por divisões internas e por debates sobre modernização e tradição.

Desde sua eleição, Leão XIV tem enfatizado a necessidade de unidade, afirmando que a Igreja deve ser um espaço de encontro para todos os fiéis, independentemente de suas posições pessoais.

Repercussão do livro

O lançamento da biografia marca a primeira obra extensa sobre o pontífice desde o início de seu papado. O conteúdo oferece uma visão detalhada sobre suas ideias e prioridades para o futuro da Igreja Católica.

A autora, Elise Ann Allen, ressaltou que as entrevistas realizadas com Leão XIV permitiram registrar de forma fiel suas reflexões pessoais e pastorais. O livro deve servir como referência para estudiosos, religiosos e fiéis interessados em compreender melhor a visão do atual líder da Igreja.

Foto: Narcin Mazur/cbcew.org.uk / Mazur/cbcew.org.uk

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BNDES aprova R$ 1,2 bi para empresas afetadas pelo tarifaço

BNDES aprova R$ 1,2 bi para empresas afetadas pelo tarifaço

Quase um terço dos pedidos foram para pequenos e médios negócios

Em dois dias após a abertura para pedidos, o plano Brasil Soberano aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço americano.

O plano de socorro a empresas exportadoras prevê um total de R$ 40 bilhões em crédito para negócios afetados pela barreira comercial que aplica taxas de até 50% às exportações brasileiras.

O balanço de pedido e aprovação foi divulgado na noite de sexta-feira (19) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco de fomento do governo federal.

No período, o total de pedidos de 533 empresas chegou a R$ 3,1 bilhão. Ou seja, 1,9 bilhão anda estão em análise.

O total de R$ 40 bilhões do Brasil Soberano inclui R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos do próprio BNDES.

Os recursos são emprestados a juros subsidiados, ou seja, mais baixo do que cobram os demais bancos. Uma das contrapartidas das empresas que se habilitam a receber os empréstimos é não realizar demissões.

Os financiamentos são para linhas de capital de giro (contas do dia a dia, como salário e pagamento de fornecedores), investimentos em adaptação da atividade produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.
Quem pediu empréstimo

Enrte quinta (18) e sexta-feira (19), foram feitas 75 operações de crédito, todas na linha destinada a capital de giro.

Nos primeiros dias de aprovação, 84,1% dos pedidos aprovados foram empresas da indústria de transformação (seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).

Em seguida aparecem agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%).

Quase um terço do valor total aprovado (30%) foi solicitado por pequenas e médias empresas.

Ao total, 2.236 empresas acessaram o sistema do BNDES para fazer consultas no Brasil Soberano, sendo 533 elegíveis, isto é, com pelo menos 5% do faturamento bruto total, no período de julho de 2024 a julho de 2025, composto por produto na lista de tarifação.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, aponta agilidade na aprovação de recursos e atribui isso ao compromisso do banco e 50 instituições financeiras parceiras.

“Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, diz.

Dos valores ainda em análise, R$ 1,7 bilhão são referentes à linha destinada à busca de novos mercados.
Como acessar

O primeiro passo para acessar os recursos é consultar se a empresa é elegível para o plano de socorro. A consulta pode ser feita no site do BNDES.

Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa.

Caso o sistema indique que a empresa é apta ao crédito, a recomendação é entrar em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Grandes empresas podem procurar diretamente o BNDES.
Efeitos do tarifaço

Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa empresas que atuam no comércio entre os dois países, estima que as exportações de produtos afetados pelo tarifaço americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança de taxas de até 50% a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países.

O presidente americano usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que terminou na semana passada.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / José Paulo Lacerda/CNI/Ilustração

Da Agência Brasil

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Potiguar está desaparecido há 45 dias após ser enviado à guerra na Ucrânia

Potiguar está desaparecido há 45 dias após ser enviado à guerra na Ucrânia

José de Arimatéia foi recrutado na Rússia sob promessa de trabalho com tecnologia e não faz contato com a família desde 4 de agosto

Potiguar está desaparecido há 45 dias após ser enviado à guerra na Ucrânia

O potiguar José de Arimatéia do Nascimento de Melo, conhecido como Maicon, está desaparecido há 45 dias. Natural de Natal e residente em Bento Fernandes, no interior do Rio Grande do Norte, ele foi para a Rússia em março de 2025 após receber uma proposta de trabalho na área de tecnologia, com foco em drones e computação.

A proposta foi apresentada como uma oportunidade de emprego com bom salário, sem menção à participação em atividades militares. No entanto, ao chegar à Rússia, José de Arimatéia foi direcionado para atuar na linha de frente da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Antes disso, ele havia se mudado para Portugal em julho de 2024, onde trabalhou na área industrial. A mudança para a Rússia ocorreu em março de 2025, motivada pela promessa de trabalho na área tecnológica.

Desde o dia 4 de agosto, não há qualquer comunicação entre José de Arimatéia e seus familiares. A irmã dele, Maria Vanessa, divulgou o caso nas redes sociais e buscou apoio de órgãos públicos brasileiros, incluindo a embaixada, mas não obteve retorno.

Potiguar está desaparecido
Potiguar está desaparecido

O Ministério das Relações Exteriores foi procurado pela imprensa. Em nota, o órgão informou que não divulga dados pessoais de cidadãos que solicitam serviços consulares. O ministério também destacou que publicou um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras.

O alerta, divulgado em 30 de julho, recomenda que propostas de trabalho com fins militares sejam recusadas. O comunicado aponta aumento no número de brasileiros que enfrentaram dificuldades ou perderam a vida após se envolverem em conflitos armados fora do país.

Uma imagem enviada por José de Arimatéia à família mostra uma declaração em russo, assinada por ele, indicando que prestou juramento militar em junho. O documento foi emitido em 12 de julho, em Moscou.

A família conseguiu contato com um amigo de José de Arimatéia, que relatou que ele teria sido capturado por tropas ucranianas. No entanto, essa informação não foi confirmada oficialmente.

Segundo relatos anteriores feitos por José de Arimatéia à família, as condições enfrentadas pelas tropas russas eram precárias. Ele mencionava casos de recrutados mortos em combate que não tinham direito a sepultamento.

A ausência de informações oficiais e a falta de resposta das autoridades brasileiras têm gerado preocupação entre os familiares. A irmã relata que a família é composta apenas por ela e o irmão, e que a situação tem causado sofrimento constante.

O caso segue sem desfecho. A família continua buscando apoio para localizar o potiguar desaparecido.

Foto: Reprodução/Kostiantyn Liberov/Fotos Públicas

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Governo Trump prepara medidas contra o Brasil

Governo Trump prepara medidas contra o Brasil

Banco do Brasil e importações da Rússia estão entre os alvos; tarifa de 50% será debatida em audiência nos EUA

Governo Trump prepara medidas contra o Brasil

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, prepara novas medidas contra o Brasil. Entre os principais alvos estão o Banco do Brasil e as importações de produtos russos. As ações incluem sanções econômicas e contestação dos argumentos brasileiros sobre a tarifa de 50% aplicada a determinados produtos .

A situação é considerada instável e depende diretamente das decisões do presidente Trump. A sanção mais iminente, segundo fontes em Washington, é contra o Banco do Brasil, no contexto do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 30 de julho, o Departamento do Tesouro dos EUA aplicou a Lei Magnitsky, que permite sanções econômicas a instituições que prestem serviços a indivíduos sancionados. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é um dos nomes envolvidos. Em 21 de agosto, uma instituição financeira cancelou o cartão Mastercard do ministro, e o Banco do Brasil teria oferecido um cartão da bandeira Elo, o que motivou a possível sanção ao banco estatal .

O Banco do Brasil declarou que atua em conformidade com a legislação brasileira e internacional, e está preparado para lidar com regulamentações globais. No Brasil, o ministro Flavio Dino afirmou que decisões de outros países não têm validade sem homologação judicial ou aprovação conforme a Constituição brasileira .

Casos anteriores de sanções incluem o banco francês BNP Paribas, multado em US$ 9 bilhões por transações com entidades sancionadas, e o britânico Standard Chartered, multado em três ocasiões por negócios com países como Irã, Sudão e Mianmar .

Tarifa de 50% e comércio internacional

A tarifa de 50% aplicada aos produtos brasileiros será debatida em audiência no Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Empresas americanas dos setores de celulose, pecuária, madeira e soja alegam que o Brasil obtém vantagens competitivas por meio de desmatamento ilegal e trabalho forçado. Essas empresas pedem a manutenção da tarifa e sugerem acordos com a China para favorecer produtos americanos .

No setor digital, associações americanas criticam a regulação brasileira sobre inteligência artificial, data centers, plataformas de streaming e a tributação mínima de 15% para serviços digitais. Instituições financeiras dos EUA também acusam o Banco Central brasileiro de atuar como competidor, citando o Pix como rival de sistemas de transferência americanos .

Importações da Rússia

Outra frente de medidas envolve as importações brasileiras de óleo diesel da Rússia. O governo Trump avalia aplicar ao Brasil a mesma tarifa de 50% já imposta à Índia. Em 2024, o Brasil importou cerca de US$ 12,5 bilhões em produtos russos, principalmente diesel e fertilizantes. A sanção pode ser anunciada em até dez dias, segundo fontes em Washington.

Foto: Fotos Públicas

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CNI pede cautela após aval a uso da Lei da Reciprocidade contra os EUA

CNI pede cautela após aval a uso da Lei da Reciprocidade contra os EUA

Entidade defende diálogo e envia comitiva com empresários a Washington

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu nesta sexta-feira (29) prudência diante do início do processo para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (28) e detalhado nesta sexta (29) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo a entidade, ainda é hora de insistir no diálogo para tentar reverter as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a indústria brasileira “continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência” e que “não é o momento” de acionar de fato a lei.

“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, declarou Alban. O executivo destacou ainda que o objetivo é encontrar uma negociação que leve à reversão da tarifa ou à ampliação das exceções para produtos brasileiros.
Missão empresarial

Na próxima semana, uma comitiva organizada pela CNI, com mais de 100 líderes empresariais e representantes de associações do setor, desembarca em Washington.

A agenda prevê encontros com autoridades e empresários norte-americanos, além de preparativos para a audiência pública marcada para 3 de setembro, nos Estados Unidos, sobre a investigação aberta em julho nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. No último dia 18, o governo brasileiro enviou a resposta aos Estados Unidos.

Defesa de diálogo

Apesar de ter autorizado a abertura do processo pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lula afirmou nesta sexta que não tem pressa em aplicar a lei contra os EUA.

“Eu não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque eu tenho que andar o processo”, disse o presidente em entrevista à Rádio Itatiaia.

O governo brasileiro também abriu consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para reforçar a defesa dos interesses nacionais.

Lula ressaltou, no entanto, que o Brasil segue aberto ao entendimento. “Se os norte-americanos estiverem dispostos a negociar, nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia. Até agora nós não conseguimos falar com ninguém. Então eles não estão dispostos a negociar”, declarou o presidente.

Foto: Gustavo Alcântara/CNI / José Paulo Lacerda/CNI

Da Agência Brasil

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Lei de Reciprocidade: Lula autoriza processo contra os EUA

Lei de Reciprocidade: Lula autoriza processo contra os EUA

Governo brasileiro aciona Camex para avaliar medidas de retaliação comercial

Lei de Reciprocidade: Lula autoriza processo contra os EUA

A Lei de Reciprocidade será acionada pelo governo brasileiro após autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida tem como objetivo avaliar possíveis contramedidas comerciais contra os Estados Unidos, em resposta às sanções impostas pelo governo de Donald Trump.

O Ministério das Relações Exteriores, comandado por Mauro Vieira, acionou a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que terá 30 dias para analisar os argumentos jurídicos e técnicos sobre a legalidade da aplicação da Lei de Reciprocidade.

A iniciativa foi articulada pela equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda), com apoio de outras pastas, e ocorre diante da ausência de recuo por parte do governo norte-americano. O processo também é considerado estratégico às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo integrantes do governo, o avanço do debate sobre regulação das big techs no Congresso Nacional pode intensificar a tensão entre os dois países. O governo brasileiro pretende comunicar oficialmente os Estados Unidos sobre o acionamento da Lei de Reciprocidade, permitindo que a equipe de Trump decida se deseja realizar consultas bilaterais sobre o caso.

Caso a Camex aprove o procedimento, será formado um grupo interministerial para discutir as contramedidas possíveis. A Lei de Reciprocidade prevê que essas medidas podem ser provisórias, decididas por pastas como Casa Civil, Fazenda, Relações Exteriores e Indústria e Comércio, ou ordinárias, com duração mais longa, sob responsabilidade do Grupo Executivo da Camex (Gecex).

Todos os ministérios envolvidos deverão ser ouvidos antes da decisão final. O Gecex será responsável por avaliar a admissibilidade do pedido e definir, ao final do processo, quais medidas serão aplicadas. Até o momento, não há definição sobre quais ações serão adotadas.

O processo de acionamento da Lei de Reciprocidade ocorrerá paralelamente a outras reações do Brasil ao tarifaço imposto por Trump. O governo também responde às investigações abertas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que apura supostas práticas comerciais abusivas por parte do Brasil.

A discussão sobre contramedidas mantém aberto o espaço para negociações diplomáticas com os Estados Unidos. A estratégia do governo brasileiro é manter a possibilidade de diálogo ao longo do processo, sem descartar medidas de retaliação.

A Lei de Reciprocidade Econômica permite ao Brasil aplicar sanções equivalentes às impostas por outros países, com base em princípios de equilíbrio comercial. A Camex, como órgão responsável pela política de comércio exterior, tem papel central na análise e condução do processo.

A decisão de Lula marca um movimento político e econômico relevante nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. A resposta brasileira às sanções norte-americanas será construída com base em pareceres técnicos, jurídicos e políticos, respeitando os trâmites previstos na legislação vigente.

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Antonio Cruz/Agência Brasil

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Laudo médico aponta que Zambelli pode seguir presa e ser extraditada

Laudo médico aponta que Zambelli pode seguir presa e ser extraditada

Justiça italiana conclui que estado de saúde da deputada permite detenção e traslado aéreo ao Brasil

Laudo médico aponta que Zambelli pode seguir presa e ser extraditada

A Justiça italiana concluiu, por meio de laudo médico oficial, que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) pode permanecer presa no Instituto Penitenciário de Rebibbia, em Roma, e ser extraditada ao Brasil. A análise foi realizada pela especialista Edy Febi, médica italiana em medicina legal e forense, a pedido da Corte de Apelação de Roma.

O documento, com 19 páginas, avalia o estado físico e psicológico da parlamentar e afirma que não há incompatibilidade entre suas condições de saúde e o regime prisional. A perícia também conclui que Zambelli está apta a ser transportada por avião, desde que sejam observadas medidas médicas adequadas durante o traslado.

Entre os diagnósticos considerados estão distúrbios depressivos, distúrbios do sono e a Síndrome de Ehlers-Danlos, uma condição rara que afeta músculos e articulações. A médica afirma que, apesar dessas condições, não há risco imediato de morte e que os tratamentos necessários podem ser realizados dentro da penitenciária.

O laudo foi solicitado após audiência realizada em 13 de agosto, quando Zambelli apresentou mal-estar no tribunal. A avaliação médica foi feita em 18 de agosto, dentro da unidade prisional, com acompanhamento de consultores técnicos indicados pela defesa e especialistas da Embaixada do Brasil em Roma.

A deputada está presa desde 29 de julho, após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto ao hacker Walter Delgatti. A extradição está em análise pela Justiça italiana, e uma nova audiência foi realizada nesta quarta-feira (27), sem decisão final sobre o futuro da parlamentar.

A defesa de Zambelli contesta o laudo oficial e apresentou um parecer médico paralelo, elaborado por especialistas brasileiros, que aponta a existência de mais de dez doenças, incluindo fibromialgia, condição cardíaca e depressão grave. O grupo médico responsável pelo documento defende a conversão da pena em prisão domiciliar, alegando que a parlamentar necessita de suporte multidisciplinar contínuo.

O parecer paralelo foi produzido pela equipe da Vida Mental Perícias, liderada pelo psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro. A avaliação foi feita de forma indireta, com base no histórico clínico da deputada, já que ela permanece sob custódia na Itália. A defesa também providenciou tradução juramentada do documento para o italiano, com o objetivo de apresentá-lo às autoridades locais.

A decisão sobre a extradição e a manutenção da prisão será tomada pela Corte de Apelação de Roma, que deve comunicar o resultado à defesa de forma reservada. A parlamentar continua detida em Rebibbia, onde tem acesso aos medicamentos prescritos.

Foto: Lula Marques/ EBC

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Israel rebaixa relações diplomáticas com Brasil após impasse sobre embaixador

Israel rebaixa relações diplomáticas com Brasil após impasse sobre embaixador

Decisão ocorre após o governo brasileiro não aprovar nomeação de Gali Dagan como novo embaixador

Israel rebaixa relações diplomáticas com Brasil após impasse sobre embaixador

Israel anunciou o rebaixamento das relações diplomáticas com o Brasil após o governo brasileiro não aprovar a nomeação de Gali Dagan como novo embaixador israelense em Brasília. A decisão foi oficializada em 25 de agosto, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Israel.

A medida ocorre após meses de silêncio por parte do governo brasileiro em relação ao pedido de agrément — procedimento diplomático necessário para a aprovação de um novo embaixador. O pedido foi retirado por Israel, e as relações entre os dois países passam a ser conduzidas em um nível diplomático inferior.

Desde 12 de agosto, a embaixada de Israel no Brasil está sem representante oficial. O cargo ficou vago após a aposentadoria de Daniel Zonshine, que ocupava o posto desde 2021.

Indicação de novo embaixador

Em janeiro de 2025, o governo israelense indicou Gali Dagan, ex-embaixador de Israel na Colômbia, para assumir a chefia da missão diplomática em Brasília. A indicação não foi aprovada pelo governo brasileiro, em meio ao distanciamento diplomático entre os dois países.

O contexto inclui críticas públicas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à atuação de Israel na Faixa de Gaza, especialmente em relação à população palestina. Essas declarações contribuíram para o esfriamento das relações bilaterais.

Impacto da decisão: Israel rebaixa relações com Brasil

Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) não se pronunciou oficialmente sobre a decisão israelense. A ausência de resposta ao pedido de agrément é considerada incomum no protocolo diplomático.

A retirada do pedido por parte de Israel implica que, por ora, não haverá novo embaixador israelense em Brasília. As atividades diplomáticas serão conduzidas por representantes de nível inferior, o que representa uma mudança significativa na relação entre os dois países.

Histórico recente

A relação entre Brasil e Israel tem enfrentado tensões desde o início do atual governo brasileiro. Declarações políticas e posicionamentos sobre o conflito no Oriente Médio têm influenciado diretamente o diálogo diplomático.

A decisão de Israel de rebaixar as relações diplomáticas marca um novo capítulo nesse cenário, com possíveis impactos em acordos bilaterais, cooperação internacional e presença diplomática.

Foto: Ricardo Stuckert/PR/RS/Fotos Públicas

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governança criminal no Brasil

Governança criminal no Brasil atinge 26% da população, aponta estudo internacional

Brasil lidera ranking latino-americano com mais de 60 milhões de pessoas sob controle de facções

Governança criminal no Brasil afeta mais de 60 milhões de pessoas

Um estudo publicado pela Cambridge University Press revela que o Brasil é o país da América Latina com maior percentual de população vivendo sob governança criminal. Segundo os dados, entre 50,6 e 61,6 milhões de brasileiros — cerca de 26% da população — estão submetidos a regras impostas por facções criminosas que controlam territórios urbanos e periféricos.

A pesquisa foi conduzida por quatro pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, com base na edição de 2020 do Latinobarómetro, levantamento anual realizado em 18 países latino-americanos. A estimativa regional aponta que entre 77 e 101 milhões de pessoas vivem sob esse tipo de controle, representando 14% da população da América Latina.

Facções influenciam diversos aspectos da vida comunitária

A chamada governança criminal refere-se ao conjunto de normas impostas por organizações criminosas que dominam determinadas áreas. Essas regras afetam desde o comportamento cotidiano dos moradores até processos eleitorais e o acesso a serviços públicos.

O Brasil aparece com o maior índice da região, seguido por Costa Rica (13%), Honduras (11%), Equador (11%), Colômbia (9%), El Salvador (9%), Panamá (9%) e México (9%).

Presença de facções pode alterar índices de violência

Os pesquisadores destacam que a atuação das facções pode ter efeitos variados sobre os índices de criminalidade. Em alguns casos, há redução de homicídios, como observado em São Paulo nos anos 2000, período associado à ascensão do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em outros países, acordos entre grupos criminosos e o Estado também resultaram em diminuição da violência, como os maras em El Salvador e os combos em Medellín, Colômbia.

Governança criminal não depende da ausência do Estado

O estudo contesta a ideia de que facções se estabelecem apenas em locais onde o Estado está ausente. Os dados indicam que a presença estatal pode coexistir com o domínio de facções. O exemplo citado é o surgimento do PCC em São Paulo, estado com forte estrutura governamental e maior riqueza do país.

A repressão estatal, como encarceramento em massa e operações policiais, pode ser um fator que impulsiona a governança criminal. A ameaça constante de intervenção policial estimula as facções a exercerem controle sobre os territórios, criando sistemas próprios de ordem e punição.

Limitações da pesquisa

Os autores do estudo reconhecem limitações metodológicas. A pesquisa Latinobarómetro aborda apenas aspectos centrais da governança criminal e enfrenta dificuldades de acesso a áreas dominadas por facções, o que pode levar à subestimação dos dados.

Brasil possui 64 facções criminosas

Levantamento realizado por fontes das secretarias de Segurança Pública, Administração Penitenciária e Ministérios Públicos aponta que o Brasil abriga 64 facções criminosas distribuídas pelas 27 unidades federativas. Dentre elas, 12 atuam em mais de um estado e 52 são locais.

O PCC está presente em 25 estados, enquanto o Comando Vermelho (CV) atua em 26. Apenas o Rio Grande do Sul não possui atuação desses dois grupos. Nesse estado, surgiram facções próprias como Bala na Cara (BNC) e Os Manos.

Bahia (17), Pernambuco (12) e Mato Grosso do Sul (10) concentram o maior número de facções. O estado sul-mato-grossense destaca-se como principal destino de grupos de outros estados, devido à rota do narcotráfico que passa pelas fronteiras com Paraguai e Bolívia.

Presença internacional e exportação de facções

Apesar da atuação internacional do PCC, facções estrangeiras têm pouca presença no Brasil. A exceção é o grupo venezuelano Tren de Aragua, com membros em Roraima. O Rio de Janeiro é o principal estado exportador de facções, com o CV, o Terceiro Comando Puro (TCP) e os Amigos dos Amigos (ADA) atuando em outras regiões.

A ausência de critérios oficiais para diferenciar facções de gangues locais dificulta a mensuração precisa do crescimento ou redução desses grupos no país.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Reprodução/Redes Sociais

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Mastercard bloqueia cartão

Mastercard bloqueia cartão de Alexandre de Moraes por sanções dos EUA

Ministro do STF é afetado por medidas da Lei Magnitsky e enfrenta restrições no sistema financeiro

Mastercard bloqueia cartão de Alexandre de Moraes por sanções dos EUA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teve seu cartão de crédito da bandeira Mastercard bloqueado em razão das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. A medida foi adotada após o nome do magistrado ser incluído em uma lista de pessoas sancionadas, o que impede o uso de serviços financeiros vinculados a empresas norte-americanas .

O bloqueio foi confirmado por instituições financeiras brasileiras, que decidiram seguir uma orientação preliminar após consultarem escritórios especializados em sanções internacionais. A avaliação é que operações realizadas em reais dentro do Brasil estão liberadas, enquanto transações em dólar ou com bandeiras internacionais estão proibidas.

Mastercard bloqueia cartão
Mastercard bloqueia cartão

Alternativa nacional e restrições adicionais

Como alternativa, o Banco do Brasil ofereceu ao ministro um cartão da bandeira Elo, que é nacional. No entanto, o uso internacional do cartão Elo também enfrenta restrições. A bandeira possui parceria com a operadora americana Discover, o que impede o uso do cartão fora do Brasil, já que a Discover está sujeita às mesmas sanções impostas pelo governo dos EUA .

Além disso, o regulamento da Elo proíbe a emissão de cartões para pessoas que estejam sob sanções econômicas ou financeiras impostas por órgãos como o Departamento de Estado dos EUA e o Office of Foreign Assets Control (OFAC). O contrato da Elo estabelece que os bancos participantes do sistema não podem manter relacionamento com clientes sancionados por esses órgãos .

Repercussões no sistema financeiro

A situação gerou dúvidas entre bancos brasileiros sobre como proceder diante das sanções. A decisão do ministro Flávio Dino, que permite a Moraes recorrer ao próprio STF contra as punições, provocou incertezas no setor financeiro. Representantes de instituições como Itaú, Bradesco e BTG manifestaram preocupação com possíveis implicações comerciais e contratuais .

O Banco do Brasil, por exemplo, possui operações nos Estados Unidos e pode ser acionado pelo OFAC para encerrar contas de clientes sancionados. A primeira resposta prática foi o bloqueio do cartão de bandeira americana vinculado à conta de Moraes .

Regulamentos e implicações legais

O regulamento da Elo, com mais de 300 páginas, detalha que é vedado aos participantes do sistema estabelecer ou manter relação com clientes sancionados por governos estrangeiros. A cláusula inclui sanções impostas pelo Tesouro dos EUA, ONU, União Europeia e Reino Unido. A sanção aplicada a Moraes cumpre os critérios estabelecidos no contrato da bandeira brasileira .

A Elo, embora opere com liquidação de pagamentos no Brasil, mantém parcerias com empresas estrangeiras, como a holandesa Adyen, que também está sujeita às sanções americanas. Isso amplia o alcance das restrições, mesmo em operações realizadas em território nacional ;

Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil/Marcelo Camargo/Agência Brasília

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terremoto Passagem de Drake

Terremoto de magnitude 7,1 atinge Passagem de Drake entre América do Sul e Antártica

Epicentro foi registrado a 10 km de profundidade; autoridades descartam risco de tsunami

Terremoto de magnitude 7,1 atinge Passagem de Drake entre América do Sul e Antártica

Um terremoto de magnitude 7,1 foi registrado na Passagem de Drake, região localizada entre o extremo sul da América do Sul e a Antártica, nesta quinta-feira (21). A informação foi divulgada pelo Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ).

A Passagem de Drake é um corpo de água que separa o Cabo Horn, no Chile, da Península Antártica. Reconhecida por suas condições marítimas extremas, a área é considerada uma das mais perigosas do planeta. O local também é o ponto mais ao norte da Península Antártica, sendo uma rota comum para expedições científicas e navegação comercial.

Detalhes do tremor

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do terremoto foi registrado a uma profundidade de 10 quilômetros. A magnitude inicial foi estimada em 7,5, mas posteriormente ajustada para 7,1.

O USGS informou que não há risco de tsunami decorrente do tremor. A ausência de alerta se deve à localização e à profundidade do epicentro, além das características geológicas da região.

Monitoramento internacional

O evento sísmico foi monitorado por diversas instituições internacionais especializadas em geociências e sismologia. O GFZ e o USGS mantêm sistemas de detecção e análise em tempo real, que permitem a rápida divulgação de informações sobre terremotos em qualquer parte do mundo.

A Passagem de Drake está situada em uma zona de convergência tectônica, onde placas continentais e oceânicas interagem com frequência. Essa condição geológica favorece a ocorrência de tremores de terra, embora nem todos sejam perceptíveis ou causem danos.

Impacto e localização

Até o momento, não há registros de danos materiais ou vítimas, uma vez que o epicentro está localizado em uma área remota e de baixa densidade populacional. A região é pouco habitada, com presença limitada de bases científicas e embarcações em trânsito.

O terremoto foi sentido em áreas próximas ao sul do Chile, mas sem relatos de impactos significativos. As autoridades locais seguem monitorando a situação, embora não tenham emitido alertas adicionais.

Histórico sísmico da região

A Passagem de Drake já foi palco de outros eventos sísmicos ao longo dos anos, devido à sua posição geológica estratégica. A interação entre as placas tectônicas da América do Sul e da Antártica contribui para a instabilidade sísmica da área.

Eventos como o registrado nesta quinta-feira são analisados por especialistas para entender melhor o comportamento das placas e aprimorar os sistemas de alerta e prevenção.

Fotos: USP Imagens/Reprodução

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Caso João Dias: ex-vice-prefeita e irmã são presas no Paraguai por suspeita de assassinato de prefeito

Caso João Dias: ex-vice-prefeita e irmã são presas no Paraguai por suspeita de assassinato de prefeito

Prisões ocorreram em Ciudad del Este e envolvem também um terceiro suspeito de intermediar o crime; Marcelo Oliveira e o pai, Sandi Oliveira, foram mortos em agosto de 2024 durante a campanha eleitoral

A ex-vice-prefeita de João Dias, Damária Jácome, foi presa nesta quinta-feira (21) em Ciudad del Este, no Paraguai, suspeita de envolvimento no assassinato do então prefeito da cidade, Marcelo Oliveira (União Brasil), ocorrido em agosto de 2024. A irmã dela, Leidiane Jácome, ex-vereadora, também foi detida.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte confirmou as prisões, que também alcançaram Weverton Claudino Batista, apontado como intermediador da contratação dos executores e responsável por papel central no planejamento do crime.

Disputa política e familiar

Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por uma disputa política e familiar em João Dias, município com pouco mais de 2 mil habitantes. Damária Jácome havia sido vice-prefeita na chapa de Marcelo Oliveira em 2020, mas em 2024 se tornou adversária política dele.

Durante as investigações, a polícia identificou que a rivalidade entre as famílias Oliveira e Jácome se intensificou após o retorno de Marcelo ao cargo de prefeito em 2022, decisão determinada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. A partir disso, o conflito político e pessoal se agravou.

Prisões anteriores

Em dezembro de 2024, um pastor evangélico foi preso apontado como um dos mentores do assassinato. Ele teria ajudado na logística e no planejamento do crime, inclusive sugerindo locais onde o atentado poderia ser cometido, como uma igreja durante culto frequentado por Marcelo.

Além dele, outras cinco pessoas já haviam sido presas suspeitas de participação direta na execução. Segundo o Ministério Público, o grupo também cogitou assassinar a viúva de Marcelo, Fatinha de Marcelo, que assumiu a candidatura após a morte do marido e venceu as eleições municipais.

Como foi o crime

O prefeito Marcelo Oliveira, cujo nome de registro era Francisco Damião de Oliveira, de 38 anos, foi morto junto ao pai, Sandi Alves de Oliveira, de 58 anos, em 27 de agosto de 2024.

Na ocasião, ambos visitavam apoiadores no conjunto São Geraldo, em João Dias, quando foram surpreendidos por criminosos em dois veículos. Marcelo foi atingido por 11 disparos, chegou a ser socorrido em Catolé do Rocha (PB), mas não resistiu. O pai dele morreu no local. Um segurança também foi baleado.

Envolvidos e indiciamentos

Desde o dia do crime, forças de segurança realizaram operações que resultaram na prisão de diversos suspeitos. O inquérito policial apontou oito executores e cinco mentores intelectuais do duplo homicídio, além de outros indiciados por formação de milícia.

Entre os cinco suspeitos de mandantes, apenas o pastor preso em 2024 permanecia detido até então. Agora, com a prisão de Damária e Leidiane Jácome no Paraguai, o caso registra avanço significativo nas investigações.

Histórico das vítimas

Marcelo Oliveira iniciou a carreira política como vereador de João Dias, eleito em 2008 e 2012. Em 2016, disputou a prefeitura, mas só venceu em 2020. Seu pai, Sandi Oliveira, também já havia sido vereador e era considerado uma das principais lideranças políticas do município.

Foto: Reprodução

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Justiça da Itália mantém prisão de Carla Zambelli e rejeita pedido de domiciliar

Justiça da Itália mantém prisão de Carla Zambelli e rejeita pedido de domiciliar

Deputada aguarda decisão sobre extradição para o Brasil após condenação pelo STF por invasão ao sistema do CNJ

A Justiça da Itália decidiu manter a prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP), informou a Advocacia-Geral da União (AGU) nesta terça-feira (19). Em audiência realizada na última quinta-feira (13), o Tribunal de Apelações de Roma negou o pedido da defesa para que a parlamentar pudesse cumprir prisão domiciliar enquanto aguarda a análise do processo de extradição solicitado pelo Brasil.

Carla Zambelli foi presa em julho na capital italiana, onde buscava escapar do cumprimento de mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Condenação no Brasil

Em maio, a deputada deixou o Brasil utilizando sua dupla cidadania, após condenação a dez anos de prisão pelo STF pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. Além da pena, Zambelli foi condenada ao pagamento de R$ 2 milhões a título de danos coletivos.

De acordo com as investigações, a parlamentar foi considerada a autora intelectual do hackeamento, que resultou na emissão fraudulenta de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. O ataque foi executado por Walter Delgatti, também condenado, que declarou ter atuado a mando da deputada.

Pedido de extradição

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro oficializou o pedido de extradição em 11 de junho, assinado por Moraes e encaminhado pelo Itamaraty às autoridades italianas. A solicitação segue em análise pela Justiça do país europeu.

Enquanto isso, Zambelli permanece detida em Roma, aguardando os próximos desdobramentos judiciais.

Outros processos e mandato parlamentar

Além da condenação pelo caso do CNJ, Zambelli foi julgada recentemente em outro processo, no qual a maioria da Corte votou por sua condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.

Na Câmara dos Deputados, a parlamentar recebeu autorização para tirar 127 dias de licença não remunerada a partir de junho. Caso não retorne após o prazo, poderá perder o mandato por faltas.

Zambelli também responde a um processo de cassação em andamento na Casa. Ainda não houve deliberação sobre a decretação da perda de mandato em razão da condenação pelo STF.

Foto: Lula Marques/EBC

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Trump sanciona Moraes

Trump sanciona Moraes e STF reage com decisão sobre leis estrangeiras

Ministro Flávio Dino barra efeitos automáticos de normas internacionais no Brasil após sanções dos EUA a Alexandre de Moraes

Trump sanciona Moraes com base na Lei Magnitsky, e o Supremo Tribunal Federal (STF) respondeu com uma decisão que limita os efeitos de normas estrangeiras no Brasil. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de abusos de direitos humanos e censura a cidadãos e empresas norte-americanas.

As sanções incluem o bloqueio de bens nos EUA, proibição de transações com cidadãos e empresas americanas e inclusão de Moraes na lista de pessoas sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). A medida foi tomada com base na ordem executiva 13818, que implementa a Lei Global Magnitsky.

Em resposta, o ministro Flávio Dino, do STF, decidiu que leis, decisões judiciais e ordens executivas estrangeiras não podem produzir efeitos automáticos no Brasil. Segundo a decisão, qualquer norma internacional só terá validade após análise e homologação por autoridade judicial brasileira competente.

A decisão foi tomada no âmbito de uma ação do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que questionava a atuação de municípios brasileiros em processos judiciais no Reino Unido. Dino afirmou que a aplicação direta de normas estrangeiras sem chancela nacional viola a soberania, a ordem pública e os bons costumes.

O ministro também determinou que transações, bloqueios de ativos, cancelamentos de contratos e transferências internacionais por ordem de Estado estrangeiro devem ser autorizadas pelo STF. A decisão foi comunicada ao Banco Central, Febraban, CNF e CNseg .

Enquanto Trump sanciona Moraes, o ministro do STF concedeu entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, na qual afirmou que não recuará em suas decisões. Moraes declarou que continuará conduzindo os processos conforme a legislação brasileira e que as sanções não influenciarão o julgamento de casos como o do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O julgamento do núcleo central da suposta trama golpista envolvendo Bolsonaro está marcado para ocorrer entre os dias 2 e 12 de setembro. Moraes é o relator do caso no STF.

A decisão de Dino e a entrevista de Moraes ocorrem em meio a um aumento nas tensões diplomáticas entre os dois países. O governo Trump também impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e revogou os vistos de Moraes e seus familiares.

Foto: Marcelo Camargo/ Renato Araújo/Agência Brasília

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Trump e Putin discutem possível acordo para encerrar guerra na Ucrânia

Trump e Putin discutem possível acordo para encerrar guerra na Ucrânia

Encontro no Alasca abordou cessar-fogo e incluiu proposta russa sobre acordo nuclear

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, fizeram um pronunciamento conjunto nesta sexta-feira (15) no qual afirmaram buscar um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia. O anúncio ocorreu após uma reunião realizada no Alasca, mas os líderes não detalharam os termos da negociação.

Trump afirmou que houve progressos nas conversas, embora ainda não exista um acordo fechado. “Quando houver, vou ligar para a Otan e também para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky”, declarou.

Encontro e negociações

O encontro ocorreu em uma base da Força Aérea da época da Guerra Fria. Segundo os dois presidentes, foram discutidos pontos sobre um possível cessar-fogo no conflito ucraniano. Putin incluiu, ainda, uma proposta de negociação sobre um acordo nuclear.

Trump disse que os líderes concordaram em diversos pontos, mas admitiu que algumas questões ainda não foram resolvidas. “Houve muitos pontos com os quais concordamos, a maioria deles, eu diria, mas alguns grandes ainda não chegamos lá”, afirmou.

Putin destacou que espera que os entendimentos iniciais estabeleçam um marco para novas relações comerciais e políticas entre Rússia e Estados Unidos.

Declarações de Putin

Segundo o presidente russo, um acordo entre os dois países pode acelerar o fim da guerra na Ucrânia. “Espero que os acordos de hoje se tornem um ponto de referência, não apenas para resolver o problema ucraniano, mas também para o restabelecimento de relações pragmáticas e comerciais entre Rússia e Estados Unidos”, declarou.

Putin também afirmou que existe potencial para parcerias em setores como energia, tecnologia e exploração espacial. “Tenho todos os motivos para acreditar que, seguindo esse caminho, podemos chegar ao fim do conflito na Ucrânia o mais rápido possível”, disse.

Ausência da Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky não participou das negociações. A ausência foi notada, uma vez que o encontro tratou diretamente do conflito iniciado pela invasão russa ao território ucraniano em fevereiro de 2022.

Segundo a agência Reuters, Putin não especificou os pontos em que houve concordância entre Estados Unidos e Rússia durante o diálogo.

Foto: Joyce N. Boghosian / RS/via Fotos Publicas

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EUA cancelam vistos de familiares de Alexandre Padilha e de servidores ligados ao Mais Médicos

Departamento de Estado dos EUA revoga vistos por alegações de envolvimento em esquema de trabalho forçado com médicos cubanos

O governo dos Estados Unidos cancelou os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (15). O próprio ministro está com o visto vencido desde 2024, o que impossibilita sua revogação.

A medida faz parte de uma ação do Departamento de Estado norte-americano que, nesta semana, também revogou os vistos de outros servidores públicos brasileiros. Entre os afetados estão Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), prevista para ocorrer em 2025.

Segundo comunicado oficial do Departamento de Estado, os servidores teriam contribuído para um suposto “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do programa Mais Médicos. A justificativa apresentada está relacionada à participação de médicos cubanos no programa, que foi criado em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, com Padilha à frente do Ministério da Saúde.

O programa Mais Médicos foi desenvolvido para atender regiões brasileiras com escassez de profissionais da saúde. Entre 2013 e 2018, médicos cubanos atuaram no Brasil por meio de um acordo de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A iniciativa visava suprir a demanda por atendimento médico em áreas remotas e vulneráveis.

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A exportação de médicos é uma das principais estratégias do governo cubano para obtenção de recursos financeiros, especialmente diante do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas. Desde a Revolução de 1959, Cuba enfrenta restrições comerciais e financeiras que impactam diretamente sua economia. A atuação internacional dos médicos cubanos começou na década de 1960 e, segundo dados do Ministério da Saúde de Cuba, mais de 605 mil profissionais já prestaram serviços em 165 países, incluindo Portugal, Ucrânia, Rússia, Espanha, Argélia e Chile.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, o programa foi reformulado e passou a se chamar Médicos pelo Brasil. O acordo com a Opas foi encerrado, e a participação de médicos estrangeiros foi reduzida. Em 2023, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva retomou o nome original do programa e ampliou sua abrangência, priorizando profissionais brasileiros e incluindo outras categorias da saúde, como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais.

A decisão dos Estados Unidos de cancelar os vistos de servidores brasileiros e familiares de Padilha ocorre em meio a uma política de pressão sobre países que mantêm acordos com Cuba para recebimento de profissionais da saúde. Desde o segundo mandato do ex-presidente Donald Trump, Washington tem adotado medidas para constranger governos que participam de programas de cooperação com Havana.

O Ministério da Saúde brasileiro não se manifestou oficialmente sobre os cancelamentos, mas o ministro Alexandre Padilha defendeu publicamente o programa Mais Médicos, afirmando que ele continuará operando independentemente de críticas externas.

Fotos: Divulgação

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TCU recomenda à Câmara investigação sobre viagem de Eduardo Bolsonaro aos EUA

TCU recomenda à Câmara investigação sobre viagem de Eduardo Bolsonaro aos EUA

Órgão aponta possível uso indevido de recursos públicos e solicita apuração do Ministério Público Federal

O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou que a Câmara dos Deputados investigue se o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou, direta ou indiretamente, recursos públicos durante estadia nos Estados Unidos.

Segundo o TCU, há indícios de irregularidades na viagem, e o órgão solicitou que a Câmara envie o resultado da apuração e as providências adotadas. A decisão foi tomada em resposta a uma representação apresentada pelo deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP).

O plenário do TCU decidiu, por unanimidade, que não possui competência para julgar eventuais irregularidades no caso, a fim de preservar o devido processo legal e a separação dos Poderes. No entanto, encaminhou a denúncia à Câmara e destacou a necessidade de investigação pelo Ministério Público Federal (MPF).

A deliberação foi aprovada na semana passada e divulgada nesta sexta-feira (8.ago.2025).

Representação e acusações

Na representação, Boulos acusou Eduardo Bolsonaro de promover articulações políticas contrárias à soberania nacional. O parlamentar do PSOL argumenta que negociações com governos ou grupos estrangeiros para incentivar atos hostis contra o Brasil podem configurar crime de atentado à soberania, previsto no Código Penal, com pena de três a oito anos de prisão.

Faltas não justificadas

O parecer do TCU aponta que Eduardo Bolsonaro justificou apenas uma das cinco ausências em sessões da Câmara no mês de março. O deputado estava nos Estados Unidos, mas não havia solicitado licença parlamentar de 122 dias.

A Corte destacou que a ausência de desconto nos salários referentes a quatro faltas não justificadas não atingiu o valor mínimo de R$ 120 mil necessário para abertura de investigação pelo TCU. Por isso, recomendou que a apuração seja feita pela Câmara.

Boulos também havia solicitado ao TCU a investigação da responsabilidade penal de Eduardo Bolsonaro, mas o órgão negou, alegando falta de competência para determinar se houve crime.

Outras investigações

Caso a Câmara confirme a abertura de apuração, será a segunda investigação em andamento contra o deputado. Em julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou um inquérito que apura se a viagem de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos teve o objetivo de articular ações contra autoridades brasileiras.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados / Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Vinicius de Melo/SMDF

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Itamaraty convoca chefe da Embaixada dos EUA após ameaça ao Judiciário

Itamaraty convoca chefe da Embaixada dos EUA após ameaça ao Judiciário

Pelas redes sociais, embaixada disse que monitora “aliados de Moraes”

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) convocou o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos (EUA), Gabriel Escobar, para dar explicações sobre as ameaças do governo de Donald Trump contra “aliados de [Alexandre de] Moraes no Judiciário”.

O secretário interino da Europa e América do Norte do Itamaraty, o embaixador Flavio Celio Goldman, recebeu o representante do governo Trump no Brasil para manifestar indignação do governo brasileiro com o tom e o conteúdo das postagens recentes do Departamento de Estado e da embaixada nas redes sociais.

O governo entende que as manifestações dos órgãos do Estado do país norte-americano representam clara ingerência em assuntos internos e são ameaças inaceitáveis à autoridades brasileiras.

O Departamento de Estado dos EUA, órgão similar a um ministério das relações exteriores, tem usado as redes sociais para atacar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Alexandre de Moraes relativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Ontem (7), a Embaixada dos EUA no Brasil traduziu comentário do secretário de diplomacia pública Darren Beattie, ameaçando autoridades do Judiciário brasileiro que contribuam com Moraes. “Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, disse o comunicado do diplomata, acusando o ministro de “censura” e “perseguição” contra Bolsonaro.

No último dia 30 de julho, os EUA aplicaram sanções econômicas contra Alexandre de Moraes, previstas na chamada Lei Magnitsky, como punição pelo julgamento da trama golpista, que apura tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022, o que incluiria planos para prender e assassinar autoridades públicas.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele nega as acusações.

O ex-presidente ainda é investigado em ação que apura a ação de Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto aos EUA para impor sanções contra o Brasil. Entre as razões elencadas pelo governo Trump para tarifar o Brasil, está o processo contra o ex-presidente.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Brett Sayles/Pexels / Jess Loiterton/Pexels

Da Agência Brasil

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Carla Zambelli continuará presa na Itália enquanto aguarda extradição

Carla Zambelli continuará presa na Itália enquanto aguarda extradição

Deputada federal licenciada está detida em Roma e permanecerá sob custódia até decisão do Tribunal

A Justiça da Itália decidiu, nesta sexta-feira (1º.ago.2025), que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) continuará presa na penitenciária de Rebibbia, em Roma, enquanto aguarda o andamento do processo de extradição. A decisão foi tomada pela Quarta Seção do Tribunal de Roma, durante audiência de custódia.

Zambelli foi detida na última terça-feira (29.jul.2025), após ser localizada em um endereço na capital italiana, onde estava escondida desde que foi considerada foragida pela Justiça brasileira. A Corte italiana deverá avaliar o pedido de liberdade da deputada em meados de agosto.

Despacho do STF

Na quinta-feira (31.jul), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) adote todas as providências cabíveis para viabilizar a extradição da parlamentar. “Oficie-se à AGU para que acompanhe e adote as providências cabíveis e necessárias relacionadas ao processo de extradição da ré”, afirmou Moraes no despacho.

Zambelli foi alvo de mandado de prisão por descumprimento de medidas judiciais relacionadas a investigações em andamento no STF. Sua prisão foi comunicada formalmente às autoridades brasileiras após a confirmação da custódia na Itália.

A Penitenciária de Rebibbia, onde Zambelli está detida, é uma das principais unidades prisionais de Roma e abriga mulheres em regime fechado.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Estados Unidos sancionam Alexandre de Moraes

Estados Unidos sancionam Alexandre de Moraes

Governo norte-americano acusa ministro do STF de violar direitos humanos; instituições brasileiras reagem e defendem soberania nacional e atuação do Judiciário

Às vésperas do aumento generalizado de preços no Brasil, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, anunciou sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida foi adotada com base na Lei Magnitsky, usada pelo governo norte-americano para punir pessoas acusadas de violar direitos humanos.

Segundo o órgão dos EUA, Moraes seria responsável por decisões que violam a liberdade de expressão e promovem prisões arbitrárias. O documento menciona, entre outros pontos, as ações do ministro durante o julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil e medidas direcionadas a empresas de mídia social estadunidenses.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou: “Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”.

As sanções incluem o bloqueio de bens e empresas ligadas ao ministro nos Estados Unidos, caso haja participação igual ou superior a 50%. Também ficam proibidas transações entre empresas norte-americanas e pessoas sancionadas, além do impedimento de entrada no território norte-americano.

O OFAC ainda citou decisões de Moraes envolvendo redes sociais como Rumble, vinculada à Trump Media & Technology Group, e a plataforma X, ambas sediadas nos Estados Unidos. A Rumble foi suspensa no Brasil por não possuir representante legal, o que contraria a legislação nacional. Em agosto de 2024, Moraes determinou a suspensão da plataforma X pelos mesmos motivos.

O documento acusa o ministro de minar a liberdade de expressão tanto de brasileiros quanto de cidadãos norte-americanos. A OFAC menciona ordens para bloquear perfis e prender usuários de redes sociais, mas não apresenta detalhes sobre os casos citados.

A resposta institucional brasileira foi imediata. O Supremo Tribunal Federal divulgou uma nota à imprensa na qual manifesta solidariedade a Alexandre de Moraes. A Corte ressaltou que as decisões atribuídas ao ministro foram todas validadas em votações colegiadas e que os processos judiciais referentes à tentativa de golpe contêm indícios graves de crimes, inclusive de um plano que envolvia o assassinato de autoridades públicas.

“O Supremo Tribunal Federal não se desviará do seu papel de cumprir a Constituição e as leis do país, que asseguram a todos os envolvidos o devido processo legal e um julgamento justo”, declarou a instituição em nota.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou oficialmente, classificando com “assombro” a aplicação de sanções a um magistrado brasileiro por um país estrangeiro. “A PGR manifesta solidariedade ao ministro, ao Supremo Tribunal Federal e ao Judiciário brasileiro. Renova o reconhecimento da exatidão técnica das deliberações do Supremo Tribunal Federal e dos seus integrantes”, afirmou o órgão.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em publicação nas redes sociais, reforçou a soberania do país. Sem citar diretamente os Estados Unidos ou Alexandre de Moraes, Motta afirmou que o Brasil não pode apoiar sanções externas contra membros de qualquer Poder constituído da República.

“Como país soberano não podemos apoiar nenhum tipo de sanção por parte de nações estrangeiras dirigida a membros de qualquer Poder constituído da República. Isso vale para todos os parlamentares, membros do executivo e ministros dos Tribunais Superiores”, destacou.

Hugo Motta também reafirmou o papel da Câmara como espaço de diálogo e equilíbrio na defesa da institucionalidade e da democracia brasileira, especialmente em contextos considerados desafiadores.

Especialistas ouvidos por agências internacionais afirmam que setores da extrema-direita, no Brasil e nos Estados Unidos, vêm utilizando narrativas incompletas para sustentar a ideia de perseguição e censura. Pesquisadores apontam que o ordenamento jurídico brasileiro prevê limites à liberdade de expressão e que o Judiciário atua com respaldo legal e independência.

A professora de Direito Constitucional da Universidade Estadual de Pernambuco (UPE), Flávia Santiago, explicou que todas as democracias impõem limites à liberdade de expressão. “A democracia brasileira tem limites e um deles é não pôr em dúvida as próprias instituições democráticas. Isso faz parte da nossa proposta de democracia que está na Constituição de 1988”, observou.

Já Fábio de Sá e Silva, pesquisador associado do Washington Brazil Office (WBO), afirmou que o bloqueio de perfis ou postagens está previsto em lei, principalmente quando envolvem crimes como incentivo ao golpe de Estado, pedofilia ou apologia ao nazismo — práticas consideradas ilegais no Brasil.

Até o momento, o impacto prático das sanções aplicadas a Moraes é considerado limitado, já que o ministro não possui bens nem contas nos Estados Unidos e tampouco tem o hábito de viajar ao país. A sanção desta semana é a segunda contra Moraes no ano. Em julho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e aliados no STF, após a abertura de um inquérito contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O parlamentar, que ficou licenciado do mandato entre março e julho de 2025, residiu nos Estados Unidos nesse período sob a alegação de perseguição política. Ele é investigado por articulações junto ao governo norte-americano para influenciar decisões contra o Judiciário brasileiro e impedir o avanço das investigações sobre os atos golpistas.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Deputada Carla Zambelli é presa na Itália após condenação no STF

Deputada Carla Zambelli é presa na Itália após condenação no STF

Zambelli estava foragida após sentença de 10 anos de prisão por invasão a sistemas do CNJ; extradição pode ser solicitada

A deputada federal Carla Zambelli foi presa pela polícia italiana na tarde desta terça-feira (29.jul.2025), na Itália. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal brasileira. Zambelli estava foragida desde que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, em maio, por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo a investigação, o crime foi cometido em 2023 e a invasão foi executada pelo hacker Walter Delgatti, que afirmou ter agido sob orientação da parlamentar. Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil e passou a integrar a lista de procurados pela Interpol.

A localização da deputada em território italiano foi divulgada pelo deputado italiano Angelo Bonelli, que publicou em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter) que havia repassado à polícia um endereço em Roma onde Zambelli estaria hospedada.

“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Dei o endereço à polícia, e a polícia já está identificando Zambelli”, escreveu Bonelli.

O parlamentar italiano já havia se manifestado sobre o caso anteriormente. Em junho, Bonelli solicitou ao governo da Itália urgência na extradição da deputada brasileira. Segundo ele, a cidadania italiana não deveria ser usada como forma de escapar de uma condenação judicial no Brasil.

Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por sua participação no episódio de invasão ao sistema do CNJ. A decisão do Supremo Tribunal Federal foi fundamentada em provas obtidas durante a investigação da ação criminosa, que envolveu acesso não autorizado a dados judiciais e adulterações em documentos eletrônicos.

De acordo com os autos do processo, Delgatti admitiu que realizou os acessos e alterações no sistema mediante instruções da deputada, com o objetivo de descredibilizar instituições públicas.

Além do caso envolvendo o CNJ, Carla Zambelli responde a outro processo no STF, relativo ao episódio em que sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

O episódio ocorreu em São Paulo, no bairro dos Jardins, durante um ato político. A perseguição foi registrada em vídeo e gerou repercussão nacional. A Procuradoria-Geral da República denunciou a parlamentar, que virou ré em agosto de 2023.

Até o momento, o julgamento deste segundo processo registra placar de 6 votos a 0 pela condenação de Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, a conclusão foi adiada após um pedido de vista apresentado pelo ministro Nunes Marques.

A prisão de Zambelli na Itália pode dar início ao processo formal de extradição, que será conduzido por meio de cooperação entre os governos do Brasil e da Itália. Ainda não há informações oficiais sobre os próximos passos legais ou se a deputada será imediatamente deportada ao Brasil.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Eduardo Bolsonaro ataca Nikolas Ferreira e critica postura de Ratinho Júnior sobre tarifa dos EUA

Eduardo Bolsonaro ataca Nikolas Ferreira e critica postura de Ratinho Júnior sobre tarifa dos EUA

Deputado intensifica disputas com aliados ao criticar Nikolas por live com perfil anônimo e questionar silêncio de Ratinho Júnior sobre Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a protagonizar confrontos dentro do campo político da direita brasileira. Desta vez, os alvos das críticas foram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Os episódios ocorreram entre o fim de semana e a segunda-feira (29), e envolveram postagens nas redes sociais e manifestações públicas.

Na noite de domingo (28), Eduardo Bolsonaro usou o X (antigo Twitter) para criticar Nikolas Ferreira. O motivo foi a participação do colega mineiro em uma live com o perfil anônimo “Baianinha Intergalática”, que teria feito críticas a Jair Bolsonaro. Eduardo afirmou:

“Ela [Baianinha Intergalática] é uma pessoa abjeta, que defende a minha prisão e de minha família. É triste ver a que ponto o Nikolas chegou.”

O conflito entre os parlamentares não se restringiu à publicação. Apoiadores de Eduardo também se manifestaram nas redes sociais contra a presença de Nikolas em um evento promovido pelo empresário Pablo Marçal, ex-candidato à prefeitura de São Paulo. A crítica gira em torno da aproximação do deputado mineiro com figuras que, segundo aliados de Eduardo, não estariam alinhadas com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além de Nikolas, Eduardo Bolsonaro direcionou críticas ao governador do Paraná, Ratinho Júnior, também no domingo. O motivo foi a postura do chefe do Executivo estadual ao comentar a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para Eduardo, o governador não mencionou, nas suas falas, o que o deputado considera perseguição política contra Bolsonaro e seus apoiadores.

Na rede social, Eduardo publicou:

“Trump postou diversas vezes citando Bolsonaro, fez uma carta onde falou de Bolsonaro, fez declarações para a imprensa defendendo nominalmente o fim da perseguição a Bolsonaro e seus apoiadores. Desculpe-me governador Ratinho Jr, mas ignorar estes fatos não vai solucionar o problema, vai apenas prolongá-lo ao custo do sofrimento de vários brasileiros.”

Na mesma sequência de postagens, Eduardo questionou a leitura americana sobre a fala de Ratinho Júnior:

“Imagino os americanos olhando para este tipo de reação e pensando: o que mais podemos fazer para estas pessoas entenderem que é sobre ‘Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores’, como expresso na carta, posts e entrevistas de Trump?”

As críticas reforçam o distanciamento entre o deputado e lideranças políticas que, apesar de integrarem o mesmo espectro ideológico, não se alinham integralmente ao discurso adotado pelo núcleo mais próximo de Jair Bolsonaro.

A postura de Eduardo Bolsonaro, nos dois episódios, tem gerado repercussão entre aliados e eleitores da direita, evidenciando disputas internas no campo político que apoiou o ex-presidente.

Até o momento, nem Nikolas Ferreira nem Ratinho Júnior comentaram publicamente as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro.

Foto: Beto Barata/PL / Elaine Menke/PL

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Brasil está conversando “com reserva” com Estados Unidos, diz Alckmin

Brasil está conversando “com reserva” com Estados Unidos, diz Alckmin

Vice-presidente afirmou que plano de socorro está em elaboração

A quatro dias da entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros nos Estados Unidos, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil está conversando “com reservas” com o governo estadunidense. Ele reafirmou que o plano de contingência está em elaboração, mas disse que o foco nesta semana está nas negociações comerciais.

“Nós estamos permanentemente no diálogo e quero dizer a vocês que nós estamos dialogando neste momento pelos canais institucionais e com reserva”, disse Alckmin, em entrevista após o lançamento do Programa Acredita Exportação.

O vice-presidente não deu detalhes sobre as conversas com os Estados Unidos nem sobre o plano de contingência em elaboração para ajudar os setores afetados pela taxação.

“O plano de contingência está sendo elaborado, bastante completo, bem feito”, afirmou o vice-presidente.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o plano de socorro seria levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana. Entre as medidas em estudo, estão linhas de crédito para os setores exportadores.

Programa Acredita Exportação

Em relação ao Acredita Exportação, cujo projeto de lei e decreto de regulamentação foram assinados nesta segunda-feira (28) pelo presidente Lula, Alckmin disse que o programa impulsionará o crescimento de micro e pequenas empresas que vendem para o exterior. Segundo ele, o projeto está alinhado com valores do governo, como a promoção do multilateralismo.

“O projeto vem em boa hora, reafirmando valores que o Brasil defende, como multilateralismo”, afirmou Alckmin, durante a solenidade de sanção do decreto.

Pelo programa, a partir de 1º de agosto, mesma data de entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, as micro e pequenas empresas poderão receber de volta o equivalente a 3% de suas receitas com vendas externas.

O ressarcimento poderá ocorrer de forma direta ou por meio de compensação de tributos federais (desconto de tributos pagos a mais em etapas anteriores da cadeia produtiva).

Foto: Cadu Gomes/VPR

Da Agência Brasil

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René Loui embarca para residência artística em Paris

René Loui embarca para residência artística em Paris

Durante a estadia, o cofundador do Coletivo CIDA vai trabalhar na criação do espetáculo “Vigil Torporosa – As danças que não dancei para minha mãe”

Entre os dias 31 de julho e 13 de agosto de 2025, o artista mineiro René Loui, radicado no Rio Grande do Norte e cofundador do Coletivo CIDA, participa de uma residência artística em Paris, onde inicia o processo de criação do espetáculo “Vigil Torporosa – As danças que não dancei para minha mãe”. A ação integra o Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais e faz parte das atividades do Ano Cultural Brasil-França 2025, com apoio da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil.

O espetáculo parte de uma experiência pessoal do artista: o luto pela morte de sua mãe, vivenciado este ano. Mais do que representar o luto, o espetáculo busca habitá-lo como gesto artístico onde René investiga, por meio da dança e de outras linguagens cênicas, o limiar entre presença e ausência. O nome da obra vem de um termo médico encontrado no prontuário da mãe — “vigil torporosa” — que se refere a um estado entre a vigília e a inconsciência. A partir disso, o espetáculo propõe uma reflexão sensível, ética e política sobre o luto.

Dez anos após “Etéreo”, seu primeiro solo coreográfico, também criado durante uma residência artística internacional, René retorna ao tema do luto com novas camadas de complexidade e maturidade. Se antes o luto era uma forma de resistência estética, agora ele surge como um território íntimo e coletivo, onde exaustão, permanência e transformação se entrelaçam.

“Vigil Torporosa” é uma obra em construção que propõe uma linguagem híbrida, reunindo dança, performance autobiográfica, teatro documental e acessibilidade como parte da dramaturgia. Ao invés de utilizar recursos como LIBRAS, legendas e audiodescrição apenas como ferramentas técnicas, o espetáculo os incorpora como elementos poéticos e políticos, ampliando o alcance da obra e tornando o luto uma experiência partilhada e sensível.

Durante a residência em Paris, René estará acompanhado de Arthur Moura, produtor artístico e executivo do Coletivo CIDA. A dupla já realizou outra residência artística na França em 2023, na Maison de la Culture (MC2), em Grenoble. Agora, a nova experiência se desenvolve nas ruas de Paris, especialmente em espaços do circuito underground, como galerias alternativas, praças, estações e becos. A cidade é tratada não apenas como cenário, mas como um corpo sensível que dialoga com a criação.

A residência conta ainda com a colaboração crítica do artista visual e performer franco-brasileiro Daniel Nicolaevsky Maria, parceiro artístico de René desde 2021. Daniel contribui para a construção da dramaturgia e da visualidade do espetáculo, explorando temas como precariedade, suspensão e escuta.

Outro parceiro de longa data que participa do processo é o artista sonoro mexicano Fabian Aviila Elizalde, responsável pela trilha do espetáculo. René e Fabian trabalham juntos desde 2018, desenvolvendo uma linguagem cênica que une som, corpo e paisagem como elementos dramatúrgicos. Em Paris, eles irão captar os sons da cidade para compor a ambientação sonora da obra.

Ao final da residência, será realizada uma mostra de processo em Paris, em formato intimista e relacional, ativando o espaço urbano como parte da dramaturgia. No retorno ao Brasil, novas partilhas serão realizadas em Natal, com destaque para encontros no Departamento de Artes da UFRN, onde René Loui é professor, e na sede do Coletivo CIDA, a Casa Tomada, em formato de leitura pública e troca com a comunidade artística e acadêmica.

A estreia de “Vigil Torporosa – As danças que não dancei para minha mãe” está prevista para novembro de 2025, em Natal. A circulação nacional deve ocorrer no primeiro semestre de 2026.

Para mais informações:
Site René Loui – reneloui.com.br
Site Coletivo CIDA – coletivocida.com.br

Fotos: Brunno Martins

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