Nicolás Maduro se declara inocente em tribunal dos EUA após acusações de narcoterrorismo
Ex-presidente da Venezuela responde por narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas em processo aberto na Justiça norte-americana
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta semana durante sua primeira aparição em um tribunal dos Estados Unidos, onde responde a acusações formais apresentadas pela Justiça norte-americana. O processo tramita em Nova York e envolve crimes que, segundo a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fundamentaram a operação que resultou na captura de Maduro e em sua condução ao país.
Durante o procedimento judicial, Maduro rejeitou todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público dos Estados Unidos e afirmou não ter cometido os crimes pelos quais é investigado. A audiência marcou o início formal de uma disputa jurídica que deve se estender por meses ou anos, enquanto a Justiça avalia se o ex-presidente venezuelano poderá ser julgado em território norte-americano.
Quatro acusações apresentadas pela Justiça dos EUA
Nicolás Maduro se declarou inocente das quatro acusações que constam no processo criminal aberto nos Estados Unidos. Entre os crimes imputados estão narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos.

As acusações sustentam que as ações atribuídas a Maduro teriam relação direta com atividades criminosas transnacionais, envolvendo o envio de grandes quantidades de entorpecentes ao território norte-americano. A promotoria afirma que os crimes foram praticados de forma coordenada, com uso de estruturas armadas e organização logística.
Audiência contou com presença de Cilia Flores
Maduro compareceu ao tribunal acompanhado de sua esposa, Cilia Flores, que também figura entre os investigados no processo. Ambos participaram de um procedimento legal preliminar, considerado obrigatório dentro do sistema judicial dos Estados Unidos para formalização da acusação e definição das próximas etapas do caso.
O juiz responsável conduziu a audiência de forma protocolar e determinou o andamento do processo, estabelecendo um novo encontro judicial. A próxima audiência foi marcada para o dia 17 de março, quando Maduro e Cilia Flores deverão prestar novos esclarecimentos no âmbito da ação penal.
Processo pode resultar em julgamento nos Estados Unidos
O procedimento judicial em curso tem como um de seus objetivos centrais definir se Nicolás Maduro poderá ser efetivamente julgado nos Estados Unidos. A defesa do ex-presidente venezuelano deverá apresentar argumentos relacionados à jurisdição do caso, enquanto a promotoria sustenta a competência da Justiça norte-americana para conduzir o processo.
A disputa jurídica envolve aspectos legais ligados ao alcance das leis federais dos Estados Unidos em crimes de caráter internacional, especialmente aqueles relacionados ao tráfico de drogas e ao uso de organizações armadas com impacto direto no território norte-americano.
Acusações envolvem familiares e suposta ligação com cartéis
Além de Nicolás Maduro e Cilia Flores, o processo menciona outros investigados, incluindo um filho do ex-presidente e mais três pessoas apontadas como participantes das ações descritas pela acusação. Segundo o Ministério Público dos Estados Unidos, o grupo teria atuado em conjunto com cartéis de drogas para facilitar o envio de milhares de toneladas de cocaína ao mercado norte-americano.

As acusações indicam que essas atividades teriam ocorrido ao longo de vários anos, com uso de rotas internacionais e apoio logístico para transporte e proteção da droga, além do emprego de armas e explosivos.
Possíveis penas previstas no processo
Caso sejam considerados culpados ao final do processo judicial, Nicolás Maduro e os demais acusados podem enfrentar penas que incluem prisão perpétua, conforme previsto na legislação penal dos Estados Unidos para crimes de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração armada.
O processo segue em tramitação, aguardando as próximas fases judiciais estabelecidas pelo tribunal responsável em Nova York.
Foto: RS/Fotos Públicas
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