Mobilidade urbana

São João de Natal terá operação especial de trânsito no entorno da Arena das Dunas

São João de Natal terá operação especial de trânsito no entorno da Arena das Dunas

Plano da Secretaria de Mobilidade Urbana prevê interdições, áreas exclusivas para embarque e desembarque e reforço na organização do tráfego durante os dias de programação do São João de Natal

A Prefeitura de Natal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), implantará uma operação especial de trânsito durante os dias de realização da programação do São João na Arena das Dunas, localizada na zona Sul da capital potiguar. O esquema foi elaborado para organizar a circulação de veículos, disciplinar os acessos ao complexo de eventos e garantir condições de deslocamento para o público esperado durante os festejos juninos.

De acordo com o planejamento operacional divulgado pelo município, as intervenções no sistema viário serão executadas nos dias 5, 6 e 7, 13 e 14, e de 19 a 21 de junho. Em todas essas datas, as medidas de controle de tráfego serão adotadas entre 16h30 e 3h30 do dia seguinte, período que compreende a concentração de público, realização dos eventos e dispersão dos participantes ao término da programação.

O plano prevê a implantação de bloqueios viários, restrições de circulação em determinadas áreas e a organização de espaços específicos para embarque e desembarque de passageiros. A operação abrangerá principalmente o entorno da Arena das Dunas, envolvendo vias localizadas nos bairros de Lagoa Nova e Candelária, regiões diretamente impactadas pelo aumento do fluxo de veículos e pedestres durante as festividades.

Segundo a administração municipal, a medida busca proporcionar maior organização ao trânsito e facilitar o acesso do público ao principal polo junino da cidade. A expectativa é de grande movimentação de pessoas ao longo dos dias de programação, exigindo ações específicas para reduzir conflitos entre veículos e pedestres nas áreas próximas ao evento.

Operação prevê bloqueios viários e restrições de circulação

Entre as alterações anunciadas pela Secretaria de Mobilidade Urbana está a interdição do acesso pelo túnel localizado nas proximidades do Viaduto Estaiado. Além disso, serão implantados bloqueios em pontos considerados estratégicos para o controle da circulação viária e para a organização dos fluxos de chegada e saída dos participantes.

As intervenções também contemplam a criação de áreas com circulação restrita, destinadas prioritariamente ao deslocamento seguro dos pedestres. A medida tem como objetivo reduzir a interação direta entre veículos e o grande volume de pessoas esperado para os eventos realizados na Arena das Dunas.

O esquema operacional será executado diariamente durante os períodos estabelecidos pela programação oficial do São João. As equipes responsáveis pelo controle de tráfego atuarão na orientação dos condutores e na organização dos acessos ao entorno do complexo de eventos.

A recomendação da Prefeitura é que os motoristas programem seus deslocamentos com antecedência e observem as alterações temporárias implantadas na região. A utilização de rotas alternativas também é orientada para minimizar impactos nos deslocamentos durante os horários de maior movimento.

Embarque por aplicativos, táxis e ônibus terá áreas específicas

O planejamento elaborado pela STTU também prevê a definição de locais exclusivos para embarque e desembarque de passageiros. Os espaços serão destinados aos usuários de aplicativos de transporte, táxis e demais serviços utilizados pelo público que participará dos eventos juninos.

Entre as medidas anunciadas está a implantação de uma estação específica destinada ao público feminino, integrada ao sistema de embarque por aplicativos. A estrutura faz parte da estratégia de organização dos acessos e da distribuição dos fluxos de passageiros no entorno da Arena das Dunas.

Além dos pontos destinados aos serviços individuais de transporte, o esquema operacional contempla áreas reservadas para táxis e locais próximos ao complexo para atendimento do transporte coletivo urbano. A medida visa facilitar o deslocamento dos participantes tanto na chegada quanto na saída dos eventos.

Os pontos de ônibus permanecerão disponíveis em áreas próximas à Arena das Dunas, permitindo que os usuários do sistema de transporte público possam acessar o local da programação utilizando as linhas regulares em operação na cidade.

Planejamento busca organizar fluxo durante os dias de evento

A realização do São João na Arena das Dunas deverá concentrar grande movimentação de pessoas ao longo das datas programadas para os festejos. Em razão desse cenário, a Prefeitura de Natal estruturou um plano de mobilidade voltado à gestão dos deslocamentos na região.

O planejamento contempla ações relacionadas ao controle do tráfego, organização dos espaços destinados aos pedestres e disciplinamento dos serviços de transporte utilizados pelo público. As medidas também envolvem monitoramento da circulação viária e atuação operacional durante todo o período de funcionamento do evento.

Com a implantação da operação especial de trânsito, a administração municipal pretende adequar a circulação de veículos e pessoas às condições de funcionamento do principal polo do São João de Natal, concentrando esforços na organização dos acessos e na gestão da mobilidade urbana durante os dias de programação.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Lei de gratuidades em Natal é um avanço, mas não resolve crise do transporte, afirma especialista

Lei de gratuidades em Natal é um avanço, mas não resolve crise do transporte, afirma especialista

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Prefeitura de Natal sancionou a Lei nº 8.089, que estabelece um novo regime de gratuidades e benefícios tarifários no Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP). A medida, assinada pelo prefeito Paulinho Freire, amplia o acesso ao transporte para estudantes da rede pública, pessoas com deficiência e usuários em situações específicas, além de consolidar regras para meia-passagem na capital.

Apesar do avanço no acesso ao sistema, a avaliação técnica aponta que a política, embora necessária, está longe de ser suficiente para resolver os problemas estruturais do transporte público em Natal.

Lei amplia benefícios e reorganiza sistema tarifário

A nova lei cria duas modalidades principais de benefício estudantil: a gratuidade integral para alunos da rede pública no trajeto casa-escola e a manutenção da meia-tarifa para estudantes de instituições públicas e privadas, do ensino básico à pós-graduação.

A legislação também assegura gratuidade para pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas, além de prever medidas como passe livre em dias de eleição, gratuidade durante o Enem, tarifa reduzida em feriados e possibilidade de transporte gratuito aos domingos.

“Cabe no orçamento”, afirma especialista

Para o engenheiro civil, professor e especialista em transporte Rubens Ramos, ouvido pela coluna MOBILIDADE EM PAUTA, o principal ponto da política não é a viabilidade financeira, mas a capacidade de gestão do poder público.

“Existe uma fonte permanente que é o orçamento da Prefeitura, que gira em torno de R$ 5 bilhões. O impacto proposto cabe no orçamento atual. É uma questão de gestão e vontade política”, afirma.

A avaliação reforça que a ampliação de gratuidades pode ser sustentada pelo município, desde que haja planejamento e priorização de recursos.

Incentivos podem mudar comportamento e reativar economia

Outro aspecto destacado por Rubens Ramos é o potencial das medidas para estimular o uso do transporte coletivo e influenciar diretamente a dinâmica urbana.

“É uma medida fundamental para recuperar os centros comerciais do Alecrim e Cidade Alta. É uma forma de criar gratuidade para quem vai trabalhar ou consumir nesses locais”, explica.

Segundo ele, experiências semelhantes em outras cidades mostram que políticas de incentivo ao transporte público podem contribuir para revitalização de áreas comerciais e aumento da circulação de pessoas.

“Não é bala de prata”: sistema exige mudanças estruturais

Apesar dos benefícios, o especialista é direto ao afirmar que a política tarifária não resolve, isoladamente, os desafios do transporte público.

“Não são suficientes, mas são absolutamente necessárias. Os problemas do transporte não se resolvem com uma medida apenas, uma ‘bala de prata’, mas com um conjunto de ações continuadas.”

A análise aponta que o sistema precisa avançar simultaneamente em várias frentes para alcançar resultados efetivos.

Modernização da frota é ponto crítico

Um dos principais gargalos, segundo Rubens Ramos, é a defasagem tecnológica da frota de ônibus.

“Não pode o ônibus ficar com tecnologia do século XX, enquanto os carros já estão no século XXI.”

O especialista defende a adoção de ônibus elétricos como caminho para modernização, destacando que, apesar do custo inicial elevado, a operação tende a ser mais econômica ao longo do tempo.

“O ônibus elétrico é mais caro para comprar, mas muito mais econômico para usar. Esse investimento inicial viabiliza a continuidade da modernização.”

Subsídio ao usuário é essencial para o sistema

A ampliação das gratuidades também é vista como uma ferramenta estratégica para o próprio funcionamento do sistema.

“Esse tipo de subsídio ao usuário é fundamental até para viabilizar a capacidade financeira das empresas voltarem a investir.”

A lógica, segundo o especialista, é que o estímulo à demanda pode contribuir para recuperação da sustentabilidade econômica das operadoras.

Desafio é transformar benefício em melhoria real

Com a nova lei em vigor, Natal avança no acesso ao transporte público, especialmente para populações mais vulneráveis. No entanto, o sucesso da política dependerá da capacidade de integrar os benefícios tarifários a mudanças estruturais mais amplas.

Sem isso, o risco é que a ampliação de gratuidades não se traduza em melhoria efetiva na qualidade do serviço, mantendo desafios como queda de passageiros, frota defasada e limitações operacionais.

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Prazo acaba e edital da licitação do transporte de Natal não é publicado

Prazo acaba e edital da licitação do transporte de Natal não é publicado

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O prazo dado pelo prefeito Paulinho Freire para a publicação do edital de licitação do transporte público de Natal terminou nesta quarta-feira (16) sem que o documento fosse divulgado. A ausência do lançamento reacende críticas e amplia a desconfiança em torno de mais uma promessa não cumprida pela gestão municipal.

A declaração do gestor havia sido feita no último dia 27, quando garantiu que o edital sairia em até 15 a 20 dias, afirmando que “desta vez é para valer”. O prazo, no entanto, expirou sem qualquer anúncio oficial.

Mais um prazo perdido no transporte público

O atraso se soma a um histórico de adiamentos envolvendo a licitação do sistema de transporte da capital, considerada uma das principais pendências da mobilidade urbana em Natal.

O processo, que deveria estabelecer novas regras para operação do serviço, vem sendo sucessivamente postergado, mesmo diante da necessidade de modernização do sistema e melhoria na qualidade do atendimento à população.

A falta de cumprimento do novo prazo reforça a percepção de dificuldade da Prefeitura em avançar com uma pauta considerada estratégica para a cidade.

Edital segue sem previsão oficial de publicação

Segundo o próprio prefeito, o edital estava em fase final de análise na Procuradoria do Município, após ajustes realizados com base em recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).

Entre os pontos revisados estavam:

  • prazo de concessão;
  • projeção de demanda;
  • integração entre modais de transporte.

Mesmo com o processo descrito como avançado, não houve confirmação de nova data para publicação do edital até o momento.

Licitação é peça-chave para mudanças no sistema

A licitação é considerada essencial para reestruturar o transporte público de Natal, incluindo a definição de regras mais rígidas para operação, fiscalização e qualidade do serviço.

Além disso, o processo está diretamente ligado a outras medidas já debatidas pela gestão municipal, como:

  • ampliação de gratuidades;
  • política de subsídios;
  • exigências de desempenho das empresas.

Sem o edital, essas mudanças ficam limitadas ou sem base jurídica para implementação completa.

Promessas contrastam com realidade do sistema

O descumprimento do prazo ocorre em um momento em que o transporte público da capital passa por mudanças, incluindo o recente reajuste tarifário e a aprovação de benefícios para usuários.

Apesar disso, problemas estruturais persistem, como:

  • frota envelhecida;
  • irregularidade na frequência de linhas;
  • queda na qualidade do serviço.

A demora na licitação contribui para a manutenção desse cenário, já que o modelo atual segue operando sem atualização contratual mais ampla.

Foto: Arquivo

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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Com frota envelhecida, reajuste no transporte intermunicipal do RN entra em vigor sem exigir melhorias

Com frota envelhecida, reajuste no transporte intermunicipal do RN entra em vigor sem exigir melhorias

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Entrou em vigor nesta terça-feira (15) o reajuste de 4,26% nas tarifas do transporte intermunicipal do Rio Grande do Norte, autorizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte. A medida, no entanto, ocorre em meio a críticas ao sistema, especialmente pela ausência de exigências de melhorias por parte das empresas — mesmo diante de uma frota considerada envelhecida.

Veículos antigos seguem em operação no sistema

Atualmente, o transporte intermunicipal e metropolitano do estado opera com veículos de diferentes idades, incluindo ônibus com mais de duas décadas de uso.

Na Região Metropolitana de Natal, há registros de veículos fabricados em 2009 ainda em circulação. Já em linhas intermunicipais de maior distância, há casos de ônibus com fabricação datada de 1996, o que levanta preocupações sobre conforto, segurança e qualidade do serviço oferecido à população.

Apesar desse cenário, o reajuste tarifário não foi condicionado à renovação da frota ou a qualquer outro tipo de modernização do sistema.

Reajuste foi concedido com foco em custos e empregos

Segundo o DER/RN, o aumento de 4,26% tem como base a recomposição inflacionária referente ao ano de 2025. A decisão foi tomada após reunião com representantes das empresas, permissionários e trabalhadores do setor.

De acordo com o órgão, o principal compromisso firmado pelas operadoras foi a manutenção dos postos de trabalho, evitando demissões em massa no sistema rodoviário.

Além disso, o Governo do Estado também renovou a isenção do ICMS sobre o combustível até dezembro de 2026, medida que reduz parte dos custos operacionais das empresas.

Ausência de contrapartidas reacende debate

Mesmo com o reajuste autorizado e benefícios fiscais mantidos, não foram estabelecidas metas de qualidade ou exigências de melhoria para o sistema.

Na prática, isso significa que o aumento da tarifa não está vinculado a avanços como:

renovação da frota;
aumento da frequência de viagens;
melhoria nas condições de conforto e acessibilidade;
modernização da operação.

A ausência dessas contrapartidas tem sido alvo de questionamentos, sobretudo diante das condições atuais dos veículos em circulação.

Modelo difere do adotado na capital

O cenário contrasta com o modelo implementado recentemente em Natal, onde o reajuste da tarifa urbana foi acompanhado de medidas estruturais e sociais.

Na capital, além da atualização do valor da passagem, foram aprovadas:

  • gratuidade para estudantes da rede pública no trajeto casa-escola;
  • ampliação de políticas de meia-passagem;
  • previsão de benefícios tarifários em datas específicas;
  • diretrizes que vinculam o sistema a critérios mais amplos de política pública.

Além disso, o debate municipal também inclui a realização de licitação e a vinculação de subsídios ao cumprimento de metas de qualidade pelas empresas.

Qualidade do serviço segue como ponto crítico

A diferença entre os modelos evidencia abordagens distintas na gestão do transporte público. Enquanto o sistema urbano da capital avança na tentativa de atrelar financiamento a resultados, o transporte intermunicipal segue com foco predominante no equilíbrio econômico das operadoras.

Com uma frota envelhecida e sem exigências claras de modernização, o sistema intermunicipal enfrenta desafios que impactam diretamente a experiência do usuário.

Discussão sobre mobilidade no RN ganha novos contornos

O reajuste que entrou em vigor reforça um debate mais amplo sobre mobilidade no estado: como equilibrar custos operacionais, manutenção de empregos e qualidade do serviço prestado.

Sem mecanismos que vinculem reajustes a melhorias concretas, há risco de perpetuação de problemas estruturais no sistema, especialmente em regiões que dependem exclusivamente do transporte rodoviário.

Foto: Arquivo

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Alta do diesel acende alerta no transporte público e ameaça sustentabilidade do setor, diz NTU

Alta do diesel acende alerta no transporte público e ameaça sustentabilidade do setor, diz NTU

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O aumento no preço do óleo diesel voltou a acender o sinal de alerta para o transporte público em todo o país. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) divulgou posicionamento destacando que a elevação dos custos operacionais pode comprometer a sustentabilidade do sistema e impactar diretamente milhões de usuários.

Segundo a entidade, dados oficiais apontam que o preço médio do diesel para empresas de ônibus registrou alta acumulada significativa nos últimos meses, pressionando um dos principais componentes de custo do setor. Atualmente, o combustível representa cerca de 30% das despesas operacionais das empresas.

Transporte público sob pressão em todo o país

A NTU alerta que, apesar de esforços do poder público para conter o avanço dos preços, os efeitos ainda não são plenamente percebidos pelas operadoras de transporte.

Em nota, a entidade defende a adoção de mecanismos mais rigorosos de controle de mercado, a fim de evitar distorções e práticas especulativas que possam agravar o cenário.

O posicionamento também reforça que o transporte coletivo é um direito social previsto na Constituição Federal e desempenha papel central no desenvolvimento econômico e na inclusão social, garantindo acesso da população a serviços essenciais como saúde, educação e trabalho.

Dependência do diesel amplia vulnerabilidade do setor

Mesmo representando uma parcela relativamente pequena do consumo nacional de combustíveis, o transporte público é altamente sensível às variações no preço do diesel.

A NTU destaca que essa dependência torna o setor vulnerável a oscilações do mercado internacional, comprometendo o equilíbrio econômico-financeiro das operações.

Diante desse cenário, a entidade aponta que a previsibilidade de custos é fundamental para evitar a deterioração do serviço e impedir que o impacto recaia diretamente sobre os passageiros, seja por meio de aumento de tarifas ou redução da oferta.

Cenário nacional já reflete em sistemas locais, como no RN

Os efeitos dessa pressão já podem ser observados em diferentes regiões do país, incluindo o Rio Grande do Norte. Em Natal, por exemplo, a recente atualização da tarifa do transporte público ocorreu em um contexto de aumento de custos operacionais e necessidade de reequilíbrio do sistema.

A capital potiguar também avançou na ampliação de políticas de gratuidades, o que exige maior planejamento financeiro para garantir a sustentabilidade do serviço.

Além disso, o sistema de transporte rodoviário e metropolitano da Grande Natal registrou, nesta semana, paralisações parciais que afetaram o funcionamento de linhas e evidenciaram as dificuldades enfrentadas pelo setor.

Embora os fatores locais envolvam questões específicas, como relações trabalhistas e operacionais, o contexto econômico mais amplo — marcado pela alta do diesel — contribui para agravar o cenário.

Equilíbrio financeiro e políticas públicas entram no centro do debate

Para a NTU, a manutenção do transporte público depende de um conjunto de medidas que envolvem não apenas controle de custos, mas também políticas públicas estruturadas.

Entre os caminhos apontados estão:

  • mecanismos de compensação financeira;
  • maior previsibilidade regulatória;
  • fiscalização de mercado;
  • diversificação das fontes de financiamento do sistema.

A entidade reforça que, sem essas medidas, há risco de degradação do serviço, com impactos diretos na população que depende diariamente do transporte coletivo.

Desafio é garantir acesso sem comprometer o sistema

O alerta da NTU evidencia um dilema recorrente nas cidades brasileiras: como manter tarifas acessíveis ao mesmo tempo em que se assegura a viabilidade econômica das operações.

A tendência, segundo especialistas, é que o tema ganhe ainda mais relevância nos próximos meses, especialmente em sistemas urbanos que já enfrentam dificuldades estruturais.

No caso do Rio Grande do Norte, o cenário recente reforça a necessidade de acompanhamento constante e de soluções que integrem planejamento, regulação e financiamento, evitando que crises pontuais evoluam para problemas estruturais no transporte público.

Foto: Divulgação

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Após aprovação de gratuidades, vereador esclarece condições para repasse de subsídios ao transporte em Natal

Após aprovação de gratuidades, vereador esclarece condições para repasse de subsídios ao transporte em Natal

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A aprovação do projeto de lei que amplia gratuidades e descontos no transporte público de Natal reacendeu o debate sobre o financiamento do sistema e o papel do poder público na manutenção do serviço. Durante as discussões sobre o tema na Câmara Municipal, o vereador Léo Souza (Republicanos), que tem se destacado na luta por melhorias para o transporte da capital, trouxe esclarecimentos sobre um ponto central: as condições necessárias para o repasse de subsídios às empresas de ônibus.

A manifestação ocorre em meio à repercussão da aprovação, em primeira votação, do projeto de lei nº 244/2026, encaminhado pelo prefeito Paulinho Freire (União Brasil), que estabelece novas regras para benefícios tarifários no Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP).

Vereador destaca que subsídio depende de licitação

Em seu pronunciamento, o parlamentar buscou corrigir informações que circulam nas redes sociais e no debate público, especialmente sobre o pagamento de valores às empresas que operam o sistema.

Segundo ele, apesar da existência de uma lei autorizando subsídios, o repasse não é automático. A transferência de recursos públicos só pode ocorrer após a conclusão do processo de licitação do transporte público.

“O pagamento não acontece de forma imediata. Ele está condicionado à licitação, que é o instrumento legal que regula essa relação”, destacou.

A fala reforça que, mesmo com a ampliação de benefícios como gratuidades e meia-passagem, o equilíbrio financeiro do sistema depende de etapas administrativas ainda não concluídas.

Projeto amplia gratuidades e pressiona modelo de financiamento

O projeto aprovado pela Câmara estabelece uma série de benefícios tarifários, incluindo gratuidade para estudantes da rede pública no trajeto entre casa e escola, além da manutenção da meia-passagem para diversos níveis de ensino.

Também estão previstas medidas como:

  • gratuidade aos domingos;
  • tarifa reduzida em feriados;
  • transporte gratuito em dias de eleição e durante o Enem;
  • benefícios para pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas.

A ampliação desses direitos reforça a necessidade de مصادر de financiamento para garantir a sustentabilidade do sistema — ponto diretamente ligado ao debate sobre subsídios.

Qualidade do serviço será critério para pagamento

Outro aspecto enfatizado pelo vereador é que o eventual repasse de recursos não será incondicional. Segundo Léo, o modelo previsto vincula o pagamento ao cumprimento de exigências por parte das empresas.

Entre os critérios estão:

  • qualidade do serviço prestado;
  • regularidade das linhas;
  • conforto e segurança dos passageiros.

Caso essas condições não sejam atendidas, o subsídio poderá ser suspenso, conforme as diretrizes que deverão constar no edital de licitação.

Fiscalização ganha protagonismo no novo cenário

Com a aprovação do projeto de gratuidades, cresce também a necessidade de mecanismos eficazes de controle e transparência. O vereador ressaltou que o tema da mobilidade urbana exige acompanhamento constante do Legislativo.

A licitação, segundo o vereador, será o principal instrumento para garantir fiscalização mais rigorosa, permitindo que o município condicione o repasse de recursos ao desempenho das operadoras.

EM TEMPO: No último dia 27 de março, o prefeito afirmou que edital sai em até 20 dias – o prazo vai até o próximo dia 16 de abril. “Desta vez é pra valer”, disse o gestor, na ocasião.

Foto: Arquivo

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Paralisação atinge ônibus intermunicipais e rodoviária no RN

Paralisação atinge ônibus intermunicipais e rodoviária no RN

A paralisação do transporte intermunicipal no Rio Grande do Norte ganhou novos desdobramentos na manhã desta segunda-feira (6). Após o início do movimento nas primeiras horas do dia, a suspensão dos serviços se ampliou e agora também atinge linhas de maior distância, incluindo viagens que partem da rodoviária e conectam Natal a cidades do interior mais afastadas.

O cenário registrado ao longo da manhã é de ônibus sendo recolhidos gradativamente às garagens e plataformas vazias no terminal Rodoviário de Natal – onde os ônibus não podem acessar as plataformas. Passageiros foram surpreendidos com a interrupção dos serviços e enfrentam dificuldades para se deslocar entre municípios.

Paralisação avança e atinge todo o sistema

Inicialmente concentrada nas linhas metropolitanas, a paralisação foi ampliada e passou a abranger todo o sistema intermunicipal. A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Rodoviários do RN (SINTRO/RN), que reivindica o pagamento de salários atrasados.

Com isso, tanto os ônibus quanto os veículos alternativos que operam no transporte entre cidades foram impactados. A suspensão não se limita mais à Região Metropolitana de Natal e já alcança rotas de média e longa distância.

Na prática, o sistema entrou em colapso operacional ao longo do dia, com redução progressiva da frota em circulação até a interrupção quase total das viagens.

Ônibus recolhidos e passageiros prejudicados

Imagens registradas mostram veículos sendo retirados de circulação e levados de volta às garagens. Em paralelo, a rodoviária apresenta movimentação atípica, com ausência de embarques regulares e passageiros sem previsão de viagem.

A falta de informações claras sobre horários e retomada do serviço aumenta a insegurança de quem depende do transporte para trabalhar, estudar ou realizar deslocamentos essenciais.

Sem alternativas imediatas, muitos usuários buscam opções informais ou adiam compromissos, o que amplia os impactos da paralisação em diferentes regiões do estado.

Entenda os motivos da crise

A paralisação expõe uma crise estrutural no sistema de transporte intermunicipal do RN. De um lado, os trabalhadores reivindicam direitos básicos, como o pagamento de salários. Do outro, as empresas alegam dificuldades financeiras para manter a operação.

Entre os principais fatores apontados estão:

  • Aumento expressivo no preço do diesel nas últimas semanas;
  • Elevação dos custos operacionais;
  • Ausência de subsídio por parte do Governo do Estado;
  • Falta de medidas emergenciais para garantir a continuidade do serviço.

Segundo as empresas, o modelo atual tornou-se deficitário, inviabilizando a manutenção das atividades sem apoio financeiro.

Quem é responsável pelo sistema

A gestão do transporte intermunicipal no estado é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), órgão vinculado ao Governo do Estado por meio da Secretaria de Infraestrutura.

Cabe ao poder público regulamentar, fiscalizar e adotar medidas para garantir o funcionamento adequado do sistema. Até o momento, no entanto, não há anúncio de solução imediata para o impasse.

Sem previsão de retorno

Até a última atualização desta segunda-feira (6), não há previsão oficial para a retomada do transporte intermunicipal no RN. A continuidade da paralisação depende de negociações entre trabalhadores, empresas e o Governo do Estado.

Enquanto isso, a população segue enfrentando os efeitos diretos da suspensão, que já compromete a mobilidade entre Natal e diversas cidades do interior.

Impacto amplia pressão por solução

Com a paralisação agora atingindo também as linhas de longa distância e a rodoviária, a crise ganha maior dimensão e aumenta a pressão por uma solução urgente.

Especialistas apontam que, sem intervenção rápida, o cenário pode se agravar ainda mais, afetando não apenas a mobilidade, mas também a economia local, especialmente em municípios que dependem do fluxo diário de passageiros.

A expectativa é que novas reuniões sejam realizadas nas próximas horas para tentar destravar o impasse e restabelecer o serviço.

Fotos: Divulgação

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STTU garante operação normal de ônibus em Natal após reunião com a Polícia Militar

STTU garante operação normal de ônibus em Natal após reunião com a Polícia Militar

Reunião define plano para manter ônibus em operação normal em Natal

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) garantiu, após reunião realizada na manhã desta quarta-feira (1º), a circulação em horário normal dos ônibus em Natal. A definição ocorreu após empresas de transporte avaliarem a possibilidade de reduzir a operação até às 20h em razão dos ataques criminosos registrados nos últimos dias.

Durante o encontro, foi estabelecido um plano de gerenciamento de crise com o objetivo de evitar a paralisação do serviço. A Polícia Militar assegurou reforço no policiamento para garantir a continuidade da operação do transporte público.

Participaram da reunião o comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Alarico Azevedo, representantes do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn) e integrantes da STTU.

Polícia Militar reforça segurança para garantir transporte público

Segundo o secretário adjunto da STTU, Saulo Spinelly, as ações definidas incluem policiamento ostensivo e acompanhamento das garagens de ônibus. O objetivo é assegurar a operação do sistema e evitar impactos à população.

De acordo com o gestor, o monitoramento será contínuo ao longo do dia, com apoio direto da Polícia Militar. As medidas fazem parte de uma estratégia para manter o funcionamento regular do transporte mesmo diante das ocorrências recentes.

O secretário informou que não haverá interrupção das atividades no período noturno. Ele afirmou que a operação seguirá normalmente, sem a limitação de horário inicialmente considerada pelas empresas.

Plano de crise é estruturado após ataques registrados na capital

Ainda conforme o secretário adjunto, a reunião foi convocada pelo comando da Polícia Militar com o objetivo de estruturar uma resposta às ocorrências registradas nos últimos dias. A proposta inclui a instalação de um gabinete de gerenciamento para acompanhar a situação em tempo real.

A articulação entre os órgãos busca coordenar ações de segurança e operação do transporte, com foco na manutenção do serviço em toda a cidade.

Ataques a ônibus motivaram discussão sobre redução da operação

Na noite de terça-feira (31), dois ônibus foram incendiados por criminosos no bairro Planalto, na Zona Oeste de Natal. Segundo a Polícia Militar, homens armados ordenaram que motoristas e passageiros deixassem os veículos antes de atear fogo.

A suspeita é de que os ataques tenham sido uma retaliação a uma ação policial realizada na segunda-feira (30), quando um suspeito foi baleado e houve apreensão de um fuzil e aparelhos celulares.

Após os ataques, empresas de transporte retiraram ônibus de circulação antes do horário habitual. Na manhã desta quarta-feira (1º), também foram registrados atrasos na saída dos veículos das garagens.

Ocorrências anteriores ampliam monitoramento do transporte

Casos semelhantes foram registrados na última quinta-feira (26), com incêndios de ônibus nos bairros de Mãe Luíza, na Zona Leste, e na Vila de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal.

De acordo com a Polícia Militar, as ações seriam tentativas de grupos criminosos de pressionar a corporação a recuar de operações de reforço no patrulhamento. Até a última atualização, não havia informação sobre suspeitos presos relacionados aos ataques recentes.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Ônibus voltam a circular em Mãe Luíza após protestos em Natal

Ônibus voltam a circular em Mãe Luíza após protestos em Natal

Transporte coletivo em Mãe Luíza será retomado após protestos que afetaram a mobilidade urbana em Natal

O transporte coletivo no bairro de Mãe Luíza, em Natal, será retomado a partir da próxima segunda-feira, 30 de março de 2026, conforme informações divulgadas após dias de interrupção no serviço.

A paralisação ocorreu em meio a protestos que impactaram diretamente a mobilidade urbana na região. Durante o período, moradores enfrentaram dificuldades para se deslocar dentro da cidade, principalmente para acesso ao trabalho, instituições de ensino e serviços.

Retorno dos ônibus em Mãe Luíza após protestos

De acordo com informações que foram repassadas à comunidade, a circulação dos ônibus será normalizada na região a partir da data anunciada. A retomada do serviço ocorre após dias em que o transporte coletivo deixou de operar regularmente no bairro.

A interrupção do transporte afetou a rotina de moradores, que precisaram buscar alternativas para deslocamento. O retorno dos ônibus representa a reativação do serviço essencial para a população local.

Impactos da paralisação do transporte em Mãe Luíza

Durante o período sem circulação regular de ônibus, os moradores enfrentaram limitações para acesso a diferentes pontos da cidade. A ausência do transporte coletivo atingiu deslocamentos diários relacionados a trabalho, educação e atendimento em serviços.

A retomada do serviço ocorre após registro de protestos na região, que influenciaram diretamente a operação do sistema de transporte público.

Expectativa com a normalização do transporte

Com o retorno da circulação dos ônibus, a rotina da comunidade passa por reorganização a partir da próxima semana. A retomada do serviço permite o restabelecimento do acesso aos deslocamentos regulares dentro da cidade.

A informação divulgada indica a retomada do funcionamento normal do transporte coletivo no bairro a partir da segunda-feira.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Pontilhão de Cidade Nova tem obras retomadas com previsão de entrega em seis meses

Pontilhão de Cidade Nova tem obras retomadas com previsão de entrega em seis meses

Primeira etapa prevê desvios viários em 45 dias; intervenções visam minimizar impactos no trânsito da região

A Prefeitura do Natal publicou no Diário Oficial do município nesta terça-feira (24) a retomada das obras do Pontilhão de Cidade Nova. O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos é de seis meses.

De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), a primeira etapa da intervenção consiste na execução de desvios viários que permitirão o avanço das fases seguintes da obra sem a necessidade de paralisação do trânsito no entorno. A previsão é que essa etapa inicial seja concluída em aproximadamente 45 dias.

Após a implantação dos desvios e a definição do novo manejo do fluxo de veículos na região, os serviços seguirão com a execução das rampas de acesso e da estrutura superior do pontilhão.

STTU acompanhará operação para reduzir impactos no trânsito

A Secretaria de Mobilidade Urbana reforçou que todas as intervenções serão acompanhadas por ajustes operacionais no trânsito. A medida tem como objetivo minimizar impactos e garantir a segurança de condutores e pedestres durante o período das obras.

A titular da STTU destacou que a retomada da obra é considerada fundamental para a melhoria da mobilidade na cidade, com ganhos esperados em fluidez no trânsito, conexão com corredores viários e segurança viária. A pasta informou que acompanhará cada etapa dos trabalhos.

Foto: Demis Roussos/STTU

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Câmara adia votação do Marco Legal do Transporte Público para abril

Câmara adia votação do Marco Legal do Transporte Público para abril

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Projeto que pode transformar o financiamento e a operação do setor urbano no Brasil ganha novo prazo para ajustes

A votação do Projeto de Lei nº 3278/2021, que institui o chamado Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano, foi adiada para o início de abril pela Câmara dos Deputados. A decisão foi anunciada na última quarta-feira (18) e ocorre após articulação entre parlamentares e o relator da proposta, o deputado José Priante.

O projeto estava previsto na pauta desde a segunda-feira (16), mas acabou sendo retirado para permitir ajustes no texto. Segundo Priante, o adiamento foi necessário para incorporar contribuições apresentadas por parlamentares durante as discussões em plenário, com o objetivo de aprimorar a proposta antes da deliberação final.

Proposta é considerada estratégica para o transporte público

O PL 3278/21 é visto como uma das principais iniciativas em tramitação no Congresso Nacional voltadas à reestruturação do transporte coletivo urbano no Brasil. O texto busca estabelecer novas diretrizes para o financiamento do sistema, ampliar a participação do poder público e criar mecanismos que reduzam a dependência exclusiva da tarifa paga pelos usuários.

Na prática, especialistas apontam que a proposta pode abrir caminho para um modelo mais sustentável, com maior previsibilidade econômica para operadores e mais estabilidade no serviço prestado à população.

NTU acompanha e defende aprovação

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos informou que segue acompanhando de perto a tramitação do projeto e atuando junto aos parlamentares para garantir sua aprovação. A entidade considera o marco legal essencial para enfrentar desafios históricos do setor, como o desequilíbrio financeiro dos sistemas e a queda no número de passageiros nos últimos anos.

Para a NTU, a modernização do arcabouço legal é fundamental para assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços de transporte público nas cidades brasileiras, especialmente diante das transformações no padrão de mobilidade urbana.

Expectativa para votação em abril

Com o adiamento, a expectativa agora é de que o texto revisado seja apresentado e votado no início de abril. Até lá, o relator deve consolidar as sugestões recebidas e buscar consenso entre os diferentes grupos políticos.

A aprovação do projeto é acompanhada com atenção por gestores públicos, empresas operadoras e usuários, já que o novo marco pode redefinir as bases do transporte coletivo urbano no país, impactando diretamente milhões de brasileiros que dependem diariamente do serviço.

Foto: Divulgação

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Alta do diesel pressiona transporte de passageiros e pode reduzir oferta no RN e no Brasil

Alta do diesel pressiona transporte de passageiros e pode reduzir oferta no RN e no Brasil

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O aumento expressivo no preço do óleo diesel tem provocado uma nova onda de preocupação no setor de transporte de passageiros em todo o país. No Rio Grande do Norte, onde a alta já chega a cerca de 20%, empresas e entidades do setor alertam para riscos concretos de redução na oferta de serviços e impacto direto para a população.

A avaliação é compartilhada por operadores e federações em diferentes regiões do Brasil: o combustível segue como o principal custo das empresas e, com a escalada recente, pressiona um sistema que ainda tenta se recuperar das perdas acumuladas nos últimos anos.

Setor já admite cortes e ajustes operacionais

No RN, representantes do transporte de passageiros indicam que o cenário é delicado e pode levar à revisão de operações. Entre as medidas que já começam a ser consideradas estão:

  • redução da frequência de viagens
  • ajustes em itinerários
  • priorização de linhas com maior demanda

A tendência, segundo o setor, é que áreas periféricas ou com menor fluxo de passageiros sejam as primeiras afetadas, ampliando dificuldades de deslocamento para parte da população.

Impacto é imediato nas contas das empresas

O efeito do aumento do diesel sobre o transporte é praticamente automático. Como o combustível é consumido diariamente, qualquer reajuste impacta diretamente o custo por quilômetro rodado.

Em estados como Rio Grande do Sul, entidades do setor apontam que o diesel pode representar até 45% dos custos operacionais. Já em Minas Gerais, há registros de aumento acumulado de até 30%, considerado “insustentável” por operadores.

No transporte coletivo, esse cenário tem gerado efeitos concretos. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, empresas estimam um impacto de centenas de milhares de reais adicionais em apenas um mês de operação.

Reflexos já aparecem na qualidade do serviço

Em algumas cidades, os efeitos da alta do combustível já começam a ser percebidos pelos usuários. No estado da Bahia, houve registros de redução na quantidade de veículos com ar-condicionado em circulação, medida adotada por empresas para conter custos.

Esse tipo de ajuste tende a se repetir em outras regiões, especialmente onde não há subsídios suficientes para equilibrar o sistema.

Pressão por reajustes e subsídios aumenta

Diante do cenário, empresas e entidades do setor intensificam o diálogo com o poder público em busca de alternativas. Entre as principais demandas estão:

  • revisão de subsídios ao transporte
  • reequilíbrio econômico dos contratos
  • possibilidade de reajuste tarifário

No entanto, essas soluções envolvem desafios. O aumento da tarifa impacta diretamente o usuário, enquanto a ampliação de subsídios depende da capacidade financeira de estados e municípios.

Medidas federais têm efeito limitado

O Governo Federal do Brasil anunciou medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, como a redução de tributos federais e a concessão de subsídios ao diesel.

Apesar disso, o próprio setor avalia que os efeitos são limitados diante da influência de fatores externos, como:

  • a valorização do petróleo no mercado internacional
  • a variação cambial
  • a política de preços da Petrobras

Além disso, governadores têm resistido a reduzir o ICMS sobre combustíveis, alegando impactos na arrecadação pública.

Usuário deve sentir impacto nos próximos meses

Com o custo em alta e poucas soluções estruturais imediatas, a tendência é de que o usuário do transporte público seja afetado de diferentes formas:

  • aumento no tempo de espera
  • ônibus mais cheios
  • redução de linhas
  • possível reajuste na tarifa

No RN, o alerta já foi feito: sem medidas emergenciais, o sistema pode sofrer novos cortes, comprometendo ainda mais a mobilidade da população.

Cenário expõe fragilidade do modelo

A crise atual reforça um problema estrutural do transporte público no Brasil: a forte dependência da tarifa paga pelo passageiro e a baixa participação de fontes alternativas de financiamento.

Com custos crescentes e demanda ainda instável, o setor enfrenta dificuldades para manter o equilíbrio financeiro, o que amplia o risco de deterioração do serviço.

Foto: Arquivo

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Prefeitura de Natal anuncia transporte gratuito aos domingos

Prefeitura de Natal anuncia transporte gratuito aos domingos

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Prefeitura do Natal anunciou que vai implantar transporte público gratuito aos domingos na capital potiguar. A medida foi divulgada nesta terça-feira (17) pelo prefeito Paulinho Freire, durante coletiva de imprensa sobre os resultados do Carnaval na cidade, de acordo com informações da Tribuna do Norte.

Segundo o prefeito, a proposta tem como objetivo garantir acesso ao lazer para a população, especialmente para as famílias que dependem do transporte público para se deslocar pela cidade.

Declaração do prefeito sobre a medida

Durante a coletiva, o prefeito Paulinho Freire afirmou que a administração municipal pretende implementar a gratuidade nos domingos como forma de ampliar o acesso da população aos espaços de lazer e convivência.

“Nós vamos colocar todos os domingos de transporte gratuito para as famílias de Natal”, declarou o prefeito durante o anúncio oficial.

Detalhamento da iniciativa ainda será divulgado

A Prefeitura do Natal informou que a iniciativa ainda será detalhada oficialmente nos próximos dias. As informações sobre o início da operação, o modelo de funcionamento do benefício e as linhas que serão contempladas ainda não foram divulgadas.

A administração municipal deverá apresentar nos próximos dias os detalhes sobre como será a operacionalização do transporte gratuito aos domingos na capital.

Foto: Arquivo/Ilustração

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Obras em Areia Preta: STTU anuncia interdições e desvios no trânsito a partir de segunda (16)

Obras em Areia Preta: STTU anuncia interdições e desvios no trânsito a partir de segunda (16)

Intervenções na Avenida Governador Sílvio Pedrosa terão duração prevista de 90 dias; acesso a órgãos municipais será por rotas alternativas

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) comunicou que haverá alterações temporárias no tráfego na região de Areia Preta a partir da próxima segunda-feira (16). As mudanças são necessárias para a execução de obras de infraestrutura realizadas pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), com previsão de duração de 90 dias.

De acordo com a STTU, as intervenções terão início às 8h30 de segunda (16). Durante o período, o fluxo viário passará por modificações para garantir a segurança de motoristas, pedestres e trabalhadores.

A principal mudança ocorrerá na Avenida Governador Sílvio Pedrosa, no trecho próximo à subida das ruas Pinto Martins e Fabrício Pedroza. No local, será implantado o sistema “Siga e Pare”, que permite a circulação alternada de veículos, com interdição parcial da via.

Além disso, haverá interdição total no acesso à Rua Fabrício Pedroza por meio da Rua do Motor e da Ladeira do Sol. Esses pontos ficarão completamente bloqueados durante a execução dos serviços.

Rotas alternativas para acesso a órgãos públicos e residências

A STTU orienta motoristas e moradores sobre as rotas alternativas para acessar a região. O deslocamento até as sedes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria Municipal de Educação (SME), bem como a circulação de moradores e comerciantes locais, poderá ser feito pelas ruas Jorge Romano e Odilon Garcia.

O órgão reforça a necessidade de atenção redobrada dos condutores à sinalização provisória instalada no local. A secretaria solicita a colaboração de todos para minimizar os impactos no trânsito durante o período das obras, que têm prazo estimado de três meses para conclusão.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Redução da frota de ônibus em Natal pode aumentar com férias de motoristas nas empresas

Redução da frota de ônibus em Natal pode aumentar com férias de motoristas nas empresas

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A redução da frota de ônibus em Natal, que já vem sendo apontada em denúncias recentes, pode se ampliar nas próximas semanas.

Informações recebidas pela coluna Mobilidade em Pauta indicam que uma das maiores empresas do sistema de transporte coletivo da capital estaria organizando férias para parte significativa de seus motoristas ainda neste mês, medida que pode resultar em nova diminuição do número de veículos em circulação.

A coluna apurou a informação com fontes ligadas à própria empresa, que confirmaram a articulação interna para reorganizar escalas de trabalho.

Estratégia pode impactar ainda mais a operação

De acordo com as informações obtidas pela coluna, a concessão de férias coletivas ou concentradas para motoristas poderia provocar redução indireta da frota em operação, uma vez que parte dos veículos não poderia circular por falta de mão de obra disponível.

Na prática, isso significaria que mesmo havendo ônibus disponíveis na garagem, eles poderiam permanecer parados por ausência de condutores, ampliando o impacto sobre o sistema de transporte.

A medida, segundo as fontes ouvidas, seria uma forma de postergar ajustes mais diretos na operação das linhas, enquanto o sistema segue enfrentando dificuldades operacionais.

Denúncias recentes apontam diminuição de veículos nas linhas

O tema ganhou repercussão após vídeos divulgados pelo vereador Léo Souza, que denunciou nas redes sociais a redução do número de ônibus circulando na cidade.

Nas gravações, o parlamentar afirmou que há menos veículos nas ruas desde dezembro, período em que parte das linhas passou a operar em regime de tabela de férias, modelo que reduz temporariamente a quantidade de viagens.

Após as declarações do vereador, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal informou que algumas linhas poderiam ter aumento de frota nos dias seguintes, promessa que, segundo o vereador, deveria começar a se concretizar até a semana seguinte.

Sindicato não comenta situação

A coluna procurou o SETURN para comentar tanto as reduções já identificadas nas linhas quanto a informação sobre férias de motoristas, mas não houve manifestação até o fechamento desta reportagem.

Nos últimos meses, o sindicato tem adotado uma postura de baixa exposição pública, evitando posicionamentos frequentes sobre a operação do sistema.

Nos bastidores do setor, a avaliação é que essa estratégia pode estar relacionada ao processo de licitação do transporte público de Natal, que deve redefinir o modelo de operação do serviço na cidade.

Pressão por esclarecimentos aumenta

Com a possibilidade de novas reduções decorrentes das férias de motoristas, cresce a pressão para que a gestão municipal esclareça qual é a real situação da frota em operação na cidade.

A expectativa agora recai sobre a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal, responsável pela gestão do sistema, que deverá informar se haverá reposição de veículos nas linhas ou ajustes na operação para evitar que a redução da frota afete ainda mais os passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo na capital.

Foto: Arquivo/Ilustração

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Redução de frota em linhas de ônibus de Natal é confirmada após denúncia de vereador

Redução de frota em linhas de ônibus de Natal é confirmada após denúncia de vereador

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A denúncia feita pelo vereador Léo Souza sobre a redução da frota de ônibus em Natal ganhou novos elementos. Logo após a publicação da matéria anterior, a coluna Mobilidade em Pauta recebeu informações que confirmam a diminuição do número de veículos em operação em diversas linhas do sistema de transporte coletivo da capital.

Os dados recebidos apontam que algumas linhas tiveram redução significativa na quantidade de ônibus, situação que impacta diretamente a oferta de viagens e aumenta o intervalo entre os veículos.

Linhas operam com menos ônibus que em dezembro

Levantamento encaminhado à coluna indica que várias linhas do sistema estão operando com frota inferior à registrada até dezembro, período anterior à implantação da chamada tabela de férias, que normalmente reduz temporariamente o número de viagens.

Entre os casos identificados estão:

  • O-33 – opera atualmente com 1 ônibus a menos
  • O-38 – está operando com 12 ônibus, quando até dezembro eram 18 veículos
  • L-37 – está operando com 1 ônibus a menos
  • N-43 – está operando com 1 ônibus a menos

Além dessas reduções, há casos que chamam ainda mais atenção pelo nível de diminuição da oferta de viagens.

As linhas L-54 e L-56, por exemplo, estão operando com apenas um veículo durante os finais de semana – o quadro de apenas um ônibus, até então, ocorria apenas aos domingos.

A redução durante os finais de semana também chega à Grande Natal. Segundo informações encaminhadas à coluna, linhas semiurbanas que atendem a região de Nova Parnamirim também tiveram redução significativa na quantidade de veículos aos domingos. As linhas de Nova Parnamirim e Eucaliptos que anteriormente operavam com três ônibus, passaram a funcionar com apenas um veículo.

Essas linhas são operadas pelas empresas associadas ao SETURN, que também responde pela operação do sistema urbano da capital.

A redução drástica nesses casos provoca intervalos muito maiores entre as viagens, afetando diretamente os passageiros que dependem do transporte nos fins de semana.

Denúncia surgiu após vídeos do vereador

A discussão sobre a redução da frota ganhou força após vídeos divulgados nas redes sociais pelo vereador Léo Souza. Nas gravações, o parlamentar afirma que há menos ônibus circulando nas ruas desde dezembro, o que estaria provocando superlotação e maiores intervalos entre os veículos.

Em um dos vídeos, ele aparece observando o fluxo de ônibus e afirma que a situação estaria prejudicando diretamente quem depende do transporte público no dia a dia.

Segundo o vereador, após as críticas públicas, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) informou que algumas linhas deverão receber aumento de frota nos próximos dias.

De acordo com ele, o órgão municipal garantiu que até a próxima semana parte das linhas deverá ter reforço de veículos, embora ainda não haja confirmação de que o sistema retornará ao mesmo nível de operação registrado antes de dezembro.

SETURN não comenta redução de frota

A coluna procurou o SETURN, entidade que reúne as empresas responsáveis pela operação do transporte coletivo da capital, para comentar a situação das linhas e a redução apontada na frota.

Até o fechamento desta matéria, o sindicato não se manifestou.

Nos últimos meses, o SETURN adotou uma postura de baixa exposição pública, evitando posicionamentos mais frequentes sobre o sistema de transporte. Nos bastidores do setor, a avaliação é que essa estratégia pode estar relacionada ao processo de licitação do transporte público de Natal, que deve redefinir o modelo de operação do serviço.

Curiosamente, nesta sexta-feira (13), justamente quando o tema voltou a ganhar destaque nas redes sociais e na imprensa, o sindicato publicou em suas redes sociais um conteúdo considerado superficial em defesa do transporte coletivo, sem abordar diretamente a discussão sobre redução da frota ou a situação das linhas.

Foto: Arquivo

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Vereador denuncia redução na frota de ônibus de Natal

Vereador denuncia redução na frota de ônibus de Natal

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A redução na quantidade de ônibus circulando nas ruas de Natal voltou ao centro do debate sobre mobilidade urbana. Em vídeos divulgados nas redes sociais, o vereador Léo Souza (Republicanos) afirmou que a frota do transporte coletivo foi reduzida desde dezembro e que a situação estaria provocando superlotação nos veículos e dificuldades para os passageiros.

Nas gravações, o parlamentar aparece em um ponto da cidade observando o fluxo de ônibus e afirmando que os veículos estariam circulando lotados, especialmente em trechos de grande movimentação.

Superlotação e menos veículos nas ruas

Segundo Léo Souza, a redução teria ocorrido durante o chamado período de férias, quando tradicionalmente algumas linhas operam com menos veículos devido à diminuição na demanda.

No entanto, o vereador afirma que a frota ainda não foi totalmente normalizada, mesmo após o período em que normalmente ocorre a retomada das atividades escolares e da rotina de trabalho da população.

“Tem menos ônibus nas ruas desde dezembro”, afirmou o parlamentar em um dos vídeos divulgados nas redes sociais, enquanto mostra veículos passando com passageiros em pé.

A crítica do vereador aponta que a situação estaria resultando em ônibus mais cheios e maior tempo de espera nas paradas, o que impacta diretamente trabalhadores e estudantes que dependem do transporte coletivo diariamente.

Crítica às empresas de ônibus

Em um segundo vídeo, durante uma entrevista a uma rádio local, Léo Souza também critica a possibilidade de que a redução da frota esteja sendo usada como forma de pressão nas discussões sobre o financiamento do sistema.

Segundo ele, a população não pode ser prejudicada em meio ao debate sobre subsídios ou ajustes no transporte coletivo.

“As empresas não podem penalizar a população para fazer pressão por subsídio ou por ajustes”, afirmou o vereador.

A fala ocorre em um momento em que o sistema de transporte da capital potiguar enfrenta discussões frequentes sobre custos operacionais, financiamento público e equilíbrio econômico das empresas operadoras.

STTU promete aumento de frota

De acordo com o vereador, após as críticas feitas publicamente, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) informou a ele que está prevista uma ampliação da frota nos próximos dias.

Segundo o parlamentar, o órgão garantiu que até a próxima semana algumas linhas deverão receber reforço na quantidade de veículos em operação.

Apesar disso, ainda não há confirmação oficial de que o sistema voltará a operar com o mesmo número de ônibus que circulavam antes de dezembro, quando foi implementada a chamada tabela de férias, que tradicionalmente reduz a oferta de viagens durante o período de menor demanda.

Debate sobre mobilidade urbana

A situação reacende o debate sobre o funcionamento do transporte público em Natal, especialmente em relação ao equilíbrio entre oferta de ônibus e demanda de passageiros.

Nos últimos anos, o sistema passou por mudanças operacionais relacionadas a fatores como:

  • queda no número de passageiros e linhas abandonadas após a pandemia
  • aumento dos custos operacionais
  • necessidade de subsídios públicos para manter o serviço

Enquanto isso, usuários do transporte seguem relatando superlotação em horários de pico e maior tempo de espera nas paradas, fatores que reforçam a pressão sobre o poder público e as empresas para garantir a regularidade do serviço.

A expectativa agora é que a prometida ampliação da frota anunciada pela STTU se confirme nos próximos dias, permitindo aliviar a demanda nas linhas mais movimentadas da capital.

Fotos: Sarah Carvalho/Câmara de Natal/Ilustração

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Flagrante na RN-160 mostra alternativo invadindo obra e quase tombando com passageiros

Flagrante na RN-160 mostra alternativo invadindo obra e quase tombando com passageiros

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Mais uma denúncia envolvendo a operação do transporte alternativo intermunicipal do Rio Grande do Norte chegou à coluna MOBILIDADE EM PAUTA. Desta vez, o flagrante ocorreu na RN-160, rodovia que liga municípios da Região Metropolitana e que passa por obras de recuperação em trechos próximos a Natal.

O vídeo recebido pela coluna mostra o alternativo de prefixo 1.4.3, que opera a linha Natal – Santo Antônio via Brejinho, realizando uma manobra extremamente arriscada ao desrespeitar a sinalização de “PARE e SIGA” instalada no local devido às obras na pista.

Manobra perigosa em trecho em obras

Nas imagens, o veículo invade a área onde a estrada estava sendo refeita, ignorando o controle de fluxo que regula a passagem alternada de veículos no trecho.

Durante a manobra, o alternativo entra na área de obra com o solo ainda irregular e quase perde a estabilidade, chegando a inclinar de forma preocupante. O veículo estava com passageiros no momento da ocorrência, o que aumenta ainda mais a gravidade da situação.

Por pouco, segundo relatos de quem presenciou a cena, o micro-ônibus não tombou no local.

Mais um episódio de condução imprudente

O flagrante reforça um padrão que vem sendo denunciado há meses: a condução imprudente e a operação irregular de parte da frota do transporte alternativo intermunicipal.

Matérias recentes já apontaram diversos problemas envolvendo esse sistema, entre eles:

  • veículos operando com autorização irregular;
  • uso indevido de modalidades como “fretamento eventual”;
  • frota antiga circulando em linhas regulares;
  • condução perigosa e desrespeito a regras básicas de trânsito.

O caso registrado na RN-160 soma-se a outras denúncias recebidas pela coluna, indicando que o problema pode ser mais amplo e recorrente do que aparenta.

Risco direto para passageiros

A combinação entre veículos lotados, estradas em obras e condução imprudente pode resultar em acidentes graves.

No caso específico do vídeo, o risco foi ampliado pelo fato de o veículo trafegar em área de obra com piso irregular e sem respeitar a sinalização de controle de tráfego.

Fiscalização volta a ser cobrada

Diante da repetição de casos envolvendo o transporte alternativo, cresce a cobrança por fiscalização mais efetiva por parte do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte, responsável pela regulação do transporte intermunicipal no estado.

A expectativa também recai sobre o Ministério Público do Rio Grande do Norte, que já foi informado sobre outras irregularidades envolvendo o sistema e acompanha denúncias relacionadas à operação desse tipo de transporte.

Enquanto isso, episódios como o registrado na RN-160 reforçam a preocupação de passageiros e moradores da região: a sensação de que a condução irregular e a falta de controle continuam colocando vidas em risco diariamente nas estradas do estado.

Foto: Reprodução

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Após depredação de ônibus, linha D tem itinerário alterado e deixa de passar pelo Viaduto do Baldo

Após depredação de ônibus, linha D tem itinerário alterado e deixa de passar pelo Viaduto do Baldo

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Após o episódio de vandalismo registrado na noite da quarta-feira (11), a empresa Trampolim da Vitória anunciou mudanças no itinerário da linha D (Parque Industrial/Natal), que atende passageiros da Região Metropolitana.

Segundo a operadora, o trajeto da linha foi alterado e deixará de passar pelo trecho do Viaduto do Baldo, na região central de Natal. A decisão foi tomada após um ônibus da empresa ter sido depredado durante protestos registrados nas proximidades da Avenida do Contorno, na Zona Leste da capital.

Com a mudança, os veículos da linha D passam a realizar desvio pela Avenida Prudente de Morais e pela Avenida Alexandrino de Alencar, retomando posteriormente o itinerário normal do serviço.

Mudança ocorre após ataque a ônibus

A alteração foi anunciada um dia após um coletivo da empresa ter sido alvo de vandalismo durante manifestação ocorrida após a morte de um jovem na comunidade do Passo da Pátria.

Durante o protesto, o ônibus foi atacado e sofreu diversos danos, principalmente nos vidros das janelas e em partes da estrutura. Um levantamento preliminar da empresa estima que o prejuízo para a recuperação do veículo seja de aproximadamente R$ 40 mil.

O coletivo precisou ser retirado de circulação para reparos, o que impacta diretamente a disponibilidade de veículos na operação da linha.

Medida busca garantir segurança operacional

De acordo com a empresa, a alteração no itinerário foi adotada como medida preventiva para garantir a segurança de passageiros e motoristas, além de preservar a operação do transporte coletivo diante do cenário registrado na região.

A linha D é uma das que conectam áreas da Região Metropolitana à capital e é utilizada diariamente por trabalhadores e estudantes que dependem do transporte público para deslocamentos.

A empresa informou que continuará acompanhando a situação e poderá adotar novos ajustes operacionais caso seja necessário.

Foto: Ilustração

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Prejuízo do ônibus depredado durante protesto em Natal pode chegar a R$ 40 mil

Prejuízo do ônibus depredado durante protesto em Natal pode chegar a R$ 40 mil

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Um ônibus do transporte intermunicipal foi alvo de vandalismo durante um protesto ocorrido na noite desta quarta-feira (11) nas proximidades da Avenida do Contorno, na Zona Leste de Natal. O veículo pertence à empresa Trampolim da Vitória e operava a linha “D” (Parque Industrial/Natal) no momento da ocorrência.

A manifestação foi registrada após a morte de um jovem de 23 anos durante uma ação policial na comunidade do Passo da Pátria, o que levou moradores a bloquear a via com objetos e atear fogo em materiais na pista.

Durante o protesto, o ônibus acabou sendo atacado por vândalos e sofreu diversos danos estruturais, ficando atravessado na via nas proximidades da rotatória do Viaduto do Baldo. O episódio provocou bloqueios parciais no trânsito e obrigou motoristas a buscar rotas alternativas, especialmente em direção à Cidade Alta.

Veículo ficou com vidros quebrados e avarias estruturais

De acordo com a empresa, o ônibus sofreu danos significativos, principalmente nas janelas, que tiveram os vidros quebrados. Também foram identificadas avarias em componentes estruturais do veículo, que precisará ser retirado de circulação para a realização dos reparos.

Um levantamento preliminar aponta que o custo estimado para recuperação do ônibus pode chegar a R$ 40 mil.

Com a retirada do veículo da operação, a empresa alerta que pode haver impacto na disponibilidade da frota utilizada no atendimento à população da Região Metropolitana.

Impacto direto para os passageiros

A empresa destacou que episódios de vandalismo contra ônibus acabam afetando diretamente os usuários do transporte coletivo, já que a redução da frota disponível pode comprometer a frequência das viagens.

Os veículos do sistema são utilizados diariamente por trabalhadores, estudantes e moradores de diversos bairros da capital e de municípios vizinhos, o que torna a depredação um problema que ultrapassa o prejuízo material.

Empresa repudia ato de vandalismo

Em nota, a empresa repudiou o ataque ao ônibus e reforçou a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção do transporte coletivo.

Segundo a operadora, o sistema envolve motoristas, passageiros e patrimônio que circulam diariamente em diferentes regiões do estado e que precisam de maior atenção do poder público no que diz respeito à segurança operacional.

A empresa informou ainda que acompanha a situação e que adotará as providências necessárias para recuperar o veículo e restabelecer a operação normal da frota.

Fotos: Divulgação

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Prefeitura realiza operação de poda para desobstruir semáforos em corredores de Natal

Prefeitura realiza operação de poda para desobstruir semáforos em corredores de Natal

Objetivo é melhorar visibilidade da sinalização e segurança viária; Ação integra trabalho permanente de manejo arbóreo na capital

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) deu continuidade, nesta quarta-feira (11), à operação de desobstrução de semáforos nos principais corredores de mobilidade de Natal. As equipes de manejo arbóreo estão concentradas na Avenida Prudente de Morais, no trecho próximo ao cruzamento com a Rua Mossoró, no bairro Tirol, realizando a poda de árvores cujos galhos comprometiam a visibilidade da sinalização semafórica.

A iniciativa, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) para a organização do tráfego durante os trabalhos, busca garantir que motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres tenham uma visão clara dos semáforos ao trafegar pelos principais eixos viários da capital.

Avenida Prudente de Morais recebe intervenção nesta quarta

Além da intervenção na Prudente de Morais, a operação já contemplou outras vias estratégicas para o fluxo de veículos em Natal. As avenidas São José e Romualdo Galvão também passaram por serviços de poda recentemente, com o mesmo objetivo de assegurar que a sinalização semafórica esteja plenamente visível aos condutores em todos os momentos.

Prefeitura realiza operação de poda para desobstruir semáforos em corredores de Natal
Prefeitura realiza operação de poda para desobstruir semáforos em corredores de Natal

A escolha dos locais leva em consideração o volume de tráfego e os pontos onde a vegetação urbana, com seu crescimento natural, acaba por encobrir as luzes dos semáforos, criando pontos cegos que podem contribuir para acidentes e retenções no trânsito.

Objetivo é melhorar visibilidade da sinalização e segurança viária

O secretário municipal de Serviços Urbanos, Felipe Alves, destacou que a operação integra um trabalho permanente de manutenção da arborização urbana aliado à segurança viária. Segundo ele, a medida busca equilibrar a preservação da cobertura vegetal da cidade com as necessidades da infraestrutura urbana e da mobilidade.

“A arborização é fundamental para a qualidade de vida da cidade, mas ela precisa estar em harmonia com a infraestrutura urbana. Por isso realizamos essa operação de desobstrução dos semáforos nos principais corredores de mobilidade, garantindo melhor visibilidade da sinalização e mais segurança para quem trafega por Natal. É um trabalho contínuo que nossas equipes realizam diariamente em toda a cidade”, afirmou o secretário.

Ação integra trabalho permanente de manejo arbóreo na capital

Felipe Alves ressaltou ainda que a Semsur executa uma média de mais de mil ações de manejo arbóreo por mês em todas as regiões de Natal. Os serviços incluem podas preventivas, desobstruções de vias e sinalização, e manutenções gerais da arborização urbana, visando tanto a saúde das árvores quanto a segurança da população.

Durante a execução dos serviços na Avenida Prudente de Morais, a Semsur solicita a compreensão dos condutores que trafegam pela região e orienta, sempre que possível, a utilização de rotas alternativas até a conclusão das atividades programadas para esta quarta-feira.

Fotos: Divulgação/Semsur

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Irregularidades no transporte alternativo se ampliam no RN

Irregularidades no transporte alternativo se ampliam no RN

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

As denúncias sobre irregularidades no transporte alternativo intermunicipal do Rio Grande do Norte continuam se acumulando e, segundo novos registros obtidos pela coluna MOBILIDADE EM PAUTA, o problema não apenas permanece como também se ampliou nos últimos meses.

O aumento no número de veículos operando de forma irregular tem reforçado a cobrança por explicações do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN, órgão gestor do transporte no estado) e do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Reportagens anteriores publicadas nesta coluna já haviam apontado que parte dos operadores do transporte alternativo estaria utilizando o mecanismo de “fretamento eventual” como forma de continuar realizando transporte regular de passageiros, prática que contraria as regras do sistema intermunicipal.

Agora, novos casos indicam que a irregularidade se expandiu.

Veículos antigos em operação irregular

Entre os episódios mais graves identificados recentemente está o de um veículo fabricado em 2002, que estaria operando “a serviço” de uma linha opcional, transportando passageiros em rotas com características típicas de linha regular. O regulamento do DER/RN, no entanto, determina que os veículos devem ter, no máximo, 13 anos de uso.

Em outro caso semelhante, um veículo do ano 2010 também está operando nessas condições, reforçando o cenário de ampliação das irregularidades.

Ambos os veículos circulam sem qualquer identificação oficial do transporte opcional.

As denúncias indicam que esses veículos realizam embarque e desembarque de passageiros ao longo de trajetos fixos, muitas vezes em locais conhecidos pela população, o que caracteriza uma operação regular disfarçada de serviço eventual.

Histórico recente de denúncias

A situação se soma a outras irregularidades já abordadas em matérias anteriores da coluna, que revelaram um conjunto de problemas envolvendo o transporte alternativo na Região Metropolitana.

O avanço desses casos levanta dúvidas sobre a efetividade da fiscalização e sobre o controle das autorizações emitidas para o setor.

Cobrança por respostas

Diante da ampliação das irregularidades, cresce a pressão para que as autoridades responsáveis apresentem esclarecimentos e indiquem quais medidas estão sendo adotadas para enfrentar o problema.

Entre os principais pontos que aguardam respostas estão:

  • a fiscalização do uso do fretamento eventual;
  • a verificação da legalidade da operação desses veículos;
  • as medidas para impedir que veículos antigos e irregulares continuem atuando em linhas de transporte de passageiros.

Enquanto isso, passageiros seguem utilizando um sistema cada vez mais marcado por incertezas regulatórias e por denúncias recorrentes de operação fora das regras.

Fotos: Gabriel Felipe / Legilson Gomes / Alison Diego Dias da Silva

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Ministério Público do RN acompanha situação do transporte em Nova Parnamirim

Ministério Público do RN acompanha situação do transporte na Coophab e Nova Parnamirim

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) passou a acompanhar a situação do transporte que atende a região de Coophab e Nova Parnamirim, após a repercussão das denúncias recentes publicadas pela coluna.

Segundo informações obtidas por uma fonte ligada ao DER/RN logo após as últimas publicações feitas por esta coluna, o órgão ministerial solicitou informações detalhadas sobre a operação na Coophab e áreas adjacentes – incluindo Nova Parnamirim e Eucaliptos.

Embora não tenha apresentado prazos ou medidas específicas, a coluna conseguiu a informação que os dados requisitados incluem aspectos da frota, regularidade operacional e condições de prestação do serviço.

Cenário já documentado há meses

As denúncias que motivaram o acompanhamento institucional descrevem um sistema marcado por irregularidades estruturais, tanto dos alternativos, quanto dos ônibus.

No caso dos alternativos, conforme levantamentos anteriores da coluna, praticamente toda a frota que atende a região opera com problemas operacionais e de conformidade regulatória.

Já no caso dos ônibus que circulam especificamente em Nova Parnamirim e Parque dos Eucaliptos, duas empresas operam com a frota parcialmente e/ou totalmente irregular, enquanto outra não tem qualquer contrato com o Estado, mas segue em operação.

Fiscalização efetiva

A confirmação de que o caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público ocorre em um contexto de pressão crescente por providências efetivas. Passageiros e especialistas em mobilidade apontam que as irregularidades persistem há meses sem mudanças estruturais, mesmo diante da sucessão de ocorrências e do risco evidente aos usuários.

A situação se torna ainda mais sensível porque o transporte atende uma área densamente povoada entre Parnamirim e Natal, onde milhares de pessoas dependem do serviço diariamente para deslocamentos de trabalho, estudo e acesso a serviços públicos.

Expectativa por medidas concretas

Até o momento, não há indicação de ações corretivas imediatas ou cronograma de intervenção. A expectativa agora se concentra no desdobramento do acompanhamento institucional e na eventual adoção de medidas que reestruturem a operação e garantam padrões mínimos de segurança e regularidade.

Enquanto isso, o sistema segue operando nas mesmas condições já relatadas ao longo dos últimos meses.

Fotos: Reprodução / Denúncias

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Denúncias sobre transporte da Coophab completam seis meses sem solução

Denúncias sobre transporte da Coophab completam seis meses sem solução

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Passados cerca de seis meses desde as primeiras denúncias publicadas pela coluna MOBILIDADE EM PAUTA, a situação do transporte – especialmente o alternativo – que atende as regiões da Coophab e de Nova Parnamirim segue sem mudanças concretas. Usuários continuam expostos a riscos diários, enquanto problemas estruturais se acumulam e novos episódios reforçam o cenário de precariedade.

Ao longo desse período, a coluna documentou uma sequência de ocorrências que apontam falhas operacionais graves, deficiência de fiscalização e condições inadequadas de segurança no serviço que atende passageiros entre bairros de Parnamirim e Natal.

Histórico recente reforça padrão de risco

Entre os principais episódios já relatados apenas nestes últimos meses estão:

  • veículos circulando de forma irregular, uma vez que operam sem vistoria e em desacordo com o regulamento do transporte do DER/RN (Departamento de Estradas e Rodagens);
  • bloqueio do elevador de acessibilidade, impedindo o uso por pessoas com deficiência e aumentando o risco para todos os passageiros;
  • queda de usuária após partida do veículo com a porta aberta;
  • registros de acidentes envolvendo embarque inseguro e falhas operacionais;
  • denúncias recorrentes sobre condições mecânicas e estruturais precárias.

Em um dos casos mais emblemáticos, as imagens apontam que o bloqueio do equipamento de acessibilidade pode ter contribuído para a queda de uma jovem que não conseguiu acessar corretamente a área interna do veículo antes da partida. Em outra ocorrência, uma idosa caiu ao descer do transporte após o motorista iniciar o movimento do veículo.

Além desses casos, há também a péssima situação estrutural de alguns veículos, como o de matrícula 1.E2.33, que opera a linha L2 – Coophab/Centro. Neste veículo, além de sua irregularidade – por ter sido fabricado em 2011 – há a ausência de uma janela do lado direito – de acordo com os usuários que procuraram a coluna para fazer a denúncia, o veículo opera nessas condições há meses, e em dias de chuva, a situação se complica. Essa denúncia já foi feita pela coluna anteriormente, mas o veículo permanece operando desta forma.

Um vidro de uma janela não foi reposto. Os usuários precisam conviver com a entrada de água em dias chuvosos. O veículo também teve a acessibilidade bloqueada, uma vez que a roleta foi posicionada junto ao elevador para deficientes, impedindo seu uso.

Praticamente todos os demais veículos denunciados também permanecem na mesma situação caótica. Desde a publicação feita em 2 de outubro de 2025, expondo a situação de todos os alternativos da Coophab, as únicas mudanças foram nos veículos 1.E2.1.1 que deixou de circular (e não foi substituído), aumentando ainda mais os problemas de transporte na região; e o de matrícula 1.E2.28, que teve a acessibilidade adequada – liberando o espaço do cadeirante – e os bancos repostos no interior do veículo.

Nenhuma mudança estrutural

Mesmo após a ampla repercussão das denúncias e da repetição dos casos, não há registro de medidas efetivas capazes de alterar o cenário. Passageiros relatam que os problemas permanecem os mesmos: veículos antigos, operação irregular, ausência de itens de segurança e falta de fiscalização perceptível.

A permanência desse quadro reforça a percepção de que a precarização do serviço se consolidou como rotina, sem resposta proporcional das autoridades responsáveis pela regulação e fiscalização.

Impacto direto na população

A Coophab e bairros do entorno dependem diretamente desse modal para deslocamentos cotidianos. Com isso, a manutenção de um sistema instável afeta trabalhadores, estudantes e idosos que não dispõem de alternativa de mobilidade.

A ausência de controle efetivo sobre o serviço compromete não apenas a qualidade do transporte, mas a segurança viária como um todo, uma vez que veículos em condição irregular tendem a apresentar maior risco operacional.

Pressão por providências

Diante da persistência das irregularidades, cresce a cobrança por atuação mais firme dos órgãos de fiscalização – em especial o DER/RN (Departamento de Estradas e Rodagens) e por acompanhamento institucional da situação. O cenário descrito ao longo dos últimos meses indica um problema estrutural que ultrapassa casos isolados e demanda resposta coordenada.

Enquanto isso, usuários seguem utilizando um serviço marcado por incertezas, em um contexto que, longe de melhorar, se torna progressivamente mais crítico.

Fotos: Reprodução / Denúncias

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Jovem fica ferida após cair de transporte alternativo em movimento

Jovem fica ferida após cair de transporte alternativo em movimento; caso reacende debate sobre irregularidades no sistema

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Uma estudante de 20 anos ficou ferida após cair de um micro-ônibus do sistema alternativo na noite da quarta-feira (25), no bairro de Nazaré, na Zona Oeste de Natal. O acidente ocorreu no cruzamento da Avenida Jerônimo Câmara com a Rua Hidrógrafo Vital de Oliveira, próximo à Rodoviária de Natal, e foi registrado por câmeras de segurança.

O veículo de registro 1.E2.7 operava a linha L1 (Coophab/Rodoviária, via Alecrim).

As imagens mostram o momento em que a jovem, identificada como Letícia Avelino, sinaliza para o veículo e, segundos depois, é arremessada para fora após o micro-ônibus realizar uma curva com a porta aberta. Testemunhas ajudaram a sinalizar a via para evitar novos acidentes, enquanto o motorista permaneceu no local até o socorro.

Segundo informações do g1 RN, Letícia retornava do trabalho por volta das 19h, e sofreu um corte na cabeça, recebeu 15 pontos e precisou de atendimento hospitalar. Segundo familiares, o socorro demorou mais de 30 minutos e foi realizado por equipe do Corpo de Bombeiros. A estudante recebeu alta na madrugada do dia seguinte.

A família afirma não ter recebido assistência da “empresa responsável” – isto é, o permissionário – pelo veículo até o momento.

Problema recorrente no sistema alternativo

O episódio reacende um debate antigo na mobilidade urbana da região metropolitana de Natal e do transporte opcional, de modo geral: a precariedade operacional de parte do sistema de transporte alternativo.

Como já vem sendo apontado em diversas coberturas recentes sobre o transporte público na região metropolitana – incluindo a crise operacional em linhas intermunicipais, frota reduzida e veículos fora dos padrões regulatórios – a falta de fiscalização efetiva e de padronização do serviço permanece como um dos principais gargalos do setor.

Entre os problemas frequentemente relatados por usuários e especialistas estão:

  • veículos operando com manutenção irregular;
  • ausência de dispositivos adequados de segurança;
  • superlotação e controle precário de embarque;
  • dificuldade de identificação e responsabilização das empresas operadoras.

Agora, há também o caso de portas abertas durante o deslocamento.

A situação dialoga com o cenário mais amplo da mobilidade regional, que tem sido marcado por fragilidade regulatória e atuação limitada dos órgãos gestores – realidade também observada nas discussões recentes sobre transporte intermunicipal e nos problemas operacionais já registrados em sistemas urbanos e metropolitanos.

Pressão por fiscalização e responsabilização

O caso reforça a necessidade de investigação e acompanhamento pelos órgãos de controle e pelo Ministério Público, especialmente diante de denúncias recorrentes de operação irregular no transporte alternativo.

Episódios como o ocorrido evidenciam não apenas falhas individuais de condução, mas fragilidades estruturais na fiscalização e no controle do serviço prestado à população.

Até a última atualização, a “empresa responsável” pelo veículo não havia se pronunciado oficialmente.

Enquanto isso, o acidente soma-se a uma sequência de ocorrências que evidenciam um sistema que continua operando sob questionamentos quanto à segurança e à regularidade – tema que, como você mesmo tem acompanhado em suas análises sobre o transporte metropolitano e municipal, permanece sem solução estrutural.

Fotos: Reprodução

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Grupos de fora podem disputar a licitação do transporte de Natal? Histórico nacional indica que cenário é possível

Grupos de fora podem disputar a licitação do transporte de Natal? Histórico nacional indica que cenário é possível

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A futura licitação do transporte público urbano de Natal começa a despertar uma pergunta inevitável no setor: empresas de outros estados devem participar da concorrência? O histórico recente de licitações no Brasil mostra que a entrada de grandes grupos empresariais fora de seus mercados tradicionais se tornou prática cada vez mais comum.

Nos últimos anos, processos licitatórios em capitais e cidades de médio porte abriram espaço para operadores nacionais que expandem atuação por meio de concessões públicas, redesenhando o mapa empresarial do transporte coletivo urbano.

Expansão nacional de grupos operadores

A movimentação empresarial tem sido marcada por estratégias de expansão territorial. Empresas que antes atuavam de forma regional passaram a disputar contratos em diferentes estados, especialmente após licitações que exigem modernização de frota, metas de desempenho e capacidade financeira.

Entre os exemplos recentes está a entrada do grupo mineiro CSC no sistema de Aracaju, por meio da Viação Roberto Santana. O grupo já operava em Minas Gerais e Goiás e ampliou sua presença no Nordeste após vencer a concorrência local.

No Rio de Janeiro, a reorganização do sistema municipal abriu espaço para a Sancetur (conhecida pela marca “SOU”) – que comprou linhas das atuais empresas para iniciar suas operações na cidade maravilhosa – e para o Grupo Comporte, responsável por operações ligadas à tradicional Piracicabana, que participou da licitação das linhas da zona Oeste e venceu o certame.

A tendência também se verifica em outras regiões do país. Em Manaus, operadores de fora do estado passaram a integrar o sistema. Em Fortaleza, empresas com atuação interestadual conquistaram espaço em concessões urbanas. Já o BRT metropolitano de Belém foi assumido por um grupo empresarial paulista.

Mercado nacional cada vez mais competitivo

O setor de transporte coletivo urbano no Brasil passa por consolidação empresarial. Grandes grupos ampliam participação por meio de concessões em capitais e regiões metropolitanas, aproveitando oportunidades abertas por licitações estruturadas.

Entre operadores com presença multirregional estão:

  • o Grupo Guanabara, com atuação urbana e rodoviária em diversos estados;
  • o Atlântico Transportes, que tem disputado – e vencido – contratos municipais em cidades da Bahia;
  • o JTP Transportes, que já operou concessões urbanas na região Norte;
  • o Mobibrasil, presente em grandes centros urbanos.

Além disso, conglomerados empresariais com atuação histórica no Sul e Centro-Oeste, demonstram interesse crescente em novas concessões urbanas, especialmente onde há exigência de renovação tecnológica e reorganização do sistema.

O que isso significa para Natal

A licitação do transporte urbano natalense surge em um contexto nacional de abertura de mercado e reorganização do setor. O modelo em elaboração, que prevê modernização operacional e reorganização das linhas, tende a exigir capacidade financeira, tecnológica e de gestão — fatores que frequentemente atraem grupos de grande porte.

O interesse de operadores externos dependerá de elementos como:

  • estrutura do edital;
  • divisão de lotes operacionais;
  • garantias econômicas do contrato;
  • política de subsídios e remuneração;
  • previsibilidade regulatória.

A experiência de outras capitais demonstra que editais estruturados com metas claras de qualidade e equilíbrio econômico-financeiro tendem a ampliar a concorrência e atrair empresas de diferentes regiões do país.

Possível mudança no perfil do sistema

Caso grupos empresariais nacionais participem da concorrência, a licitação poderá representar uma mudança no perfil histórico do sistema local, que tradicionalmente contou com operadores de atuação regional.

Os dois principais grupos empresariais que operam em Natal atualmente, são vinculados aos estados vizinhos da Paraíba e de Pernambuco. As demais empresas são locais.

Porém, atualmente, todas as atuais operadoras, estão inscritas na dívida ativa do município. Para participar, elas teriam que quitar os débitos ou criar novos CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) – o que pode vir a gerar complicações caso as empresas vençam o certame.

O movimento também dialoga com o debate nacional sobre financiamento do transporte público, modernização tecnológica e reorganização da mobilidade urbana – temas que têm orientado novos contratos de concessão no país.

O histórico brasileiro indica que, quando uma capital abre seu sistema por meio de licitação estruturada, o interesse de operadores de fora do estado deixa de ser hipótese e passa a ser possibilidade concreta.

Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio de Janeiro/Ilustração / BUS – Busólogos Unidos de Sergipe/Reprodução / Tony Oliveira/Agência Brasília

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Marco Legal do Transporte Coletivo avança na Câmara enquanto Governo Federal estuda Tarifa Zero

Marco Legal do Transporte Coletivo avança na Câmara enquanto Governo Federal estuda Tarifa Zero

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O transporte público urbano brasileiro pode entrar em uma nova fase regulatória e financeira. O Projeto de Lei nº 3278/21, que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano, está pronto para votação no Plenário da Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que o Governo Federal aprofunda estudos para viabilizar a chamada tarifa zero no país.

A combinação das duas iniciativas aponta para uma possível reestruturação do modelo de financiamento e gestão do transporte coletivo, hoje considerado esgotado por especialistas e autoridades federais.

Nova governança e financiamento compartilhado

O texto do marco legal propõe a criação de uma rede única e integrada de transporte público coletivo, com participação da União, estados e municípios. Entre os principais pontos estão a gestão compartilhada do sistema, a previsão de recursos orçamentários para custear gratuidades e tarifas reduzidas e a definição de metas de universalização e transição energética.

O relator da proposta, José Priante, defende que a integração física, operacional e tarifária entre sistemas é essencial para ampliar a oferta e elevar o padrão de qualidade do serviço. O projeto também separa a tarifa paga pelo usuário da remuneração das empresas operadoras, que passaria a depender do cumprimento de metas de desempenho e qualidade.

Para o presidente da Câmara, Hugo Motta, a proposta responde ao atual desequilíbrio financeiro do setor, marcado por tarifas pressionadas e subsídios limitados por parte dos municípios.

A inclusão do Governo Federal no financiamento do sistema é vista como elemento central para fortalecer a mobilidade urbana, sobretudo nas regiões metropolitanas, onde a fragmentação institucional historicamente compromete a eficiência do serviço.

Governo Federal discute viabilidade de tarifa zero

Paralelamente à tramitação do projeto, o ministro das Cidades, Jader Filho, confirmou que o Governo Federal avalia a implementação da tarifa zero no transporte público urbano. O estudo econômico está sendo conduzido pelo Ministério da Fazenda por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro, o modelo atual — baseado majoritariamente na cobrança direta do usuário — não responde mais às necessidades sociais e financeiras do sistema. A proposta de gratuidade universal exigirá, porém, uma nova estrutura de financiamento público e pactuação entre União, estados e municípios.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia indicado que o governo realiza uma “radiografia” do setor para identificar fontes sustentáveis de financiamento e alternativas de reorganização do modelo tarifário.

Atualmente, mais de uma centena de cidades brasileiras, em geral de pequeno e médio porte, já adotam algum formato de tarifa zero, o que serve como referência para o debate nacional.

Impactos esperados nas cidades

A eventual aprovação do marco legal combinada com a política de financiamento público ampliado pode redefinir a mobilidade urbana brasileira em três dimensões principais:

  • melhoria da previsibilidade financeira dos sistemas;
  • ampliação da acessibilidade social ao transporte;
  • modernização tecnológica e ambiental das frotas.

A política também pode impulsionar a transição para veículos menos poluentes e fortalecer mecanismos de transparência sobre custos operacionais, metas de qualidade e direitos dos passageiros.

Reflexos para o RN

A proposta tem potencial impacto direto em sistemas de transporte como o de Natal, Parnamirim e Mossoró, além da Região Metropolitana de Natal, onde a fragmentação entre sistemas municipais e intermunicipais tem sido um dos principais entraves à eficiência do transporte coletivo.

Nos últimos anos, debates locais têm apontado desafios estruturais como frota envelhecida, ausência de integração tarifária, baixa coordenação entre entes públicos e fragilidade na política de financiamento do setor – problemas que o marco legal pretende enfrentar por meio da governança compartilhada.

Caso aprovado, o novo modelo pode abrir caminho para políticas nacionais permanentes de subsídio e planejamento integrado, alterando o papel da mobilidade urbana na política pública de desenvolvimento social e econômico.

Um novo ciclo para o transporte público

A possível convergência entre regulação nacional e financiamento público estruturado sinaliza uma mudança de paradigma: o transporte coletivo deixa de ser tratado apenas como serviço local e passa a ser compreendido como política pública estratégica de alcance nacional.

Se confirmada, a combinação entre o marco legal e a discussão sobre tarifa zero pode representar a maior transformação institucional do transporte público urbano brasileiro nas últimas décadas.

Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília / Matheus H. Souza/Agência Brasília

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Acidente entre trem e dois ônibus interdita Av. Nevaldo Rocha em Natal

Acidente entre trem e dois ônibus interdita Av. Nevaldo Rocha em Natal

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A sexta-feira (20) inicia com mais um acidente entre trem e ônibus, exatamente no cruzamento da linha férrea da Av. Nevaldo Rocha, em Natal – mesmo local onde já aconteceu uma tragédia, em 2013, quando um ônibus da empresa Reunidas furou o bloqueio da linha férrea e foi atingindo pelo trem, causando a morte de um jovem.

No caso do acidente de hoje, a colisão envolveu um trem que fazia o percurso Nísia Floresta/Natal e dois ônibus do transporte coletivo urbano, provocando grandes danos materiais e forte impacto no trânsito da região.

De acordo com imagens divulgadas em redes sociais, os dois ônibus aguardavam o semáforo no cruzamento da Av. Cel. Estevam (sentido zona Sul), logo após a passagem pela linha férrea. O trem, que trafegava no sentido Parnamirim/Natal, atingiu inicialmente um ônibus da Guanabara, que operava a linha 79 (Parque das Dunas/Mirassol). Com o impacto, o veículo colidiu contra outro ônibus, da TransNacional, que estava parado logo à frente.

Até o momento, não há confirmação de vítimas nem informações oficiais sobre o estado de saúde de passageiros ou trabalhadores envolvidos. Todos os veículos sofreram danos significativos. A composição ferroviária permaneceu sobre o cruzamento, deixando a via praticamente interditada e causando retenção intensa no fluxo de veículos.

Histórico de acidentes no mesmo cruzamento

O ponto já foi cenário de uma tragédia em 2013, quando um ônibus da antiga empresa Reunidas – atualmente a empresa se chama TransNacional – foi atingido por um trem após avançar o bloqueio da linha férrea. Na ocasião, um estudante de 14 anos morreu e outras 14 pessoas ficaram feridas.

Segundo relatos da época, o ônibus ficou parcialmente sobre os trilhos após o fechamento do semáforo e a presença de veículos à frente, impedindo a retirada completa do coletivo antes da passagem do trem.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos já havia informado, em ocasiões anteriores, que os sistemas sonoro e luminoso são acionados antes da aproximação das composições e que as cancelas descem quando o trem está a cerca de 300 metros do cruzamento.

Impacto no trânsito e segurança

O novo acidente reacende discussões sobre a segurança viária no local, especialmente diante do intenso fluxo de ônibus e veículos particulares na região, além da dinâmica dos semáforos no local. Autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias exatas da colisão nem previsão de liberação total da via.

Fotos: Reprodução/Redes sociais

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Novo PAC para transporte chega ao RN, mas falta estrutura do estado e municípios para aproveitar recursos

Novo PAC para transporte chega ao RN, mas falta estrutura do estado e municípios para aproveitar recursos

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Em pleno de sábado de Carnaval (14 de fevereiro passado), o Governo do Estado divulgou nas redes sociais e por meio de release oficial que Natal, Parnamirim e Mossoró, além do próprio Estado, já podem apresentar propostas ao programa federal Novo PAC Mobilidade, iniciativa que prevê recursos para renovação de frota e obras estruturantes no transporte público.

A proposta, de fato, representa uma oportunidade concreta para modernização do sistema – com financiamento para ônibus mais modernos, inclusive modelos elétricos e Euro 6, além de corredores exclusivos, terminais e sistemas de maior capacidade.

O ponto que chama atenção, porém, é o tom adotado pelo Governo do RN: a responsabilidade pela transformação foi direcionada quase integralmente às prefeituras, com pouca ênfase sobre o papel do próprio Estado na reorganização do transporte metropolitano e rodoviário, justamente o segmento que enfrenta os maiores problemas estruturais hoje.

Oportunidade existe – mas nem todos têm condições de aproveitá-la

Na prática, a adesão ao programa exige planejamento, contratos estruturados e sistema regulado. Nesse cenário, a realidade das três cidades citadas é bastante distinta.

Em Mossoró, onde, na teoria, o sistema possui estrutura administrativa mais organizada, a participação no programa aparece como uma possibilidade concreta de avanço. Apenas a teoria – uma vez que, na prática, apesar de licitado, o sistema de transporte de Mossoró é extremamente caótico, com a única operadora, a Viação Cidade do Sol, operando em seríssimas dificuldades.

Já em Natal, o processo de licitação do transporte urbano ainda está em fase final de estruturação. Embora exista expectativa de modernização, o modelo ainda não foi plenamente implementado, o que pode dificultar a apresentação de projetos robustos no curto prazo.

A situação mais crítica é a de Parnamirim, terceira maior cidade do estado e integrante central da Região Metropolitana. O município sequer discute publicamente a licitação do transporte urbano e mantém um sistema interbairros amplamente criticado por usuários: frota envelhecida, ausência de acessibilidade plena, falhas operacionais e interrupções recorrentes de linhas – inclusive denúncias recentes de paralisação durante o Carnaval.

Ou seja: justamente onde a modernização é mais urgente, a estrutura institucional para viabilizá-la praticamente não existe.

Estado ignora o próprio papel na mobilidade metropolitana

O discurso institucional sobre o Novo PAC destaca o “pacto federativo” entre União, estados e municípios. No entanto, na prática, o Governo do RN pouco menciona sua responsabilidade direta sobre o transporte intermunicipal – setor sob gestão do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-RN).

Esse sistema enfrenta um cenário já amplamente documentado: frota envelhecida, operadores com dificuldades operacionais e índices elevados de veículos fora da vida útil regulamentar. Levantamentos recentes apontam que cerca de 44,26% da frota intermunicipal analisada opera fora dos padrões técnicos previstos em regulamento – percentual que evidencia fragilidade regulatória e ausência de política efetiva de renovação.

Na prática, o programa federal abre caminho para modernização, mas o Estado ainda não apresentou estratégia clara para integrar o transporte metropolitano a esse processo.

Há um ponto muito importante neste contexto: no transporte intermunicipal, as empresas – com exceção de uma única que, de forma impressionante, segue operando – operam sob contrato firmado até 2032. Ou seja: há contrato para embasar a busca por recursos e melhorias no transporte intermunicipal.

Modernizar exige mais que financiamento

O Novo PAC Mobilidade oferece recursos, mas não substitui governança, planejamento e regulação eficiente. Sem contratos estruturados, fiscalização ativa e política pública definida, o financiamento federal tende a beneficiar apenas sistemas que já possuem organização mínima.

Nesse contexto, a iniciativa representa uma oportunidade real para as cidades potiguares – mas também expõe a necessidade urgente de o Governo do RN assumir papel mais ativo na reorganização do transporte metropolitano e rodoviário, hoje marcado por fragilidade operacional e perda progressiva de qualidade do serviço.

Sem essa atuação coordenada, o programa corre o risco de se tornar mais um anúncio promissor que esbarra na ausência de estrutura local para transformá-lo em melhoria concreta para a população.

Fotos: André Bueno/Câmara de São Paulo/Ilustração

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Carnaval sem ônibus: denúncia aponta paralisação total das linhas interbairros em Parnamirim

Carnaval sem ônibus: denúncia aponta paralisação total das linhas interbairros em Parnamirim

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O município de Parnamirim teria ficado praticamente sem transporte público interbairros durante o período de Carnaval. A denúncia foi publicada pelo blog A Voz de Parnamirim, que recebeu diversos relatos de moradores indignados com a paralisação das linhas municipais.

Segundo as informações divulgadas, as linhas interbairros 1, 3, 4 e 5 teriam ficado 100% paralisadas entre o domingo e a terça-feira de Carnaval. Apenas a linha 6, que opera no itinerário até Pirangi Praia, estaria funcionando normalmente. Com isso, bairros inteiros teriam ficado isolados justamente em um período em que muitos trabalhadores continuam exercendo suas atividades ou precisam se deslocar por outros compromissos.

“A população está sem transporte, mesmo pagando tarifa durante o restante do ano”, relatou um dos denunciantes ao blog, sob condição de anonimato.

Paradas vazias e trabalhadores prejudicados

De acordo com a denúncia, a paralisação pode ser constatada nas próprias paradas de ônibus espalhadas pela cidade, que permaneceram vazias ao longo do feriadão. Moradores relatam dificuldades para chegar ao trabalho, visitar familiares ou cumprir compromissos essenciais.

A situação agrava um cenário que já vinha sendo considerado crítico no transporte interbairros do município. Usuários reclamam, há meses, de frota reduzida, atrasos constantes e falta de previsibilidade nos horários.

O problema, segundo relatos, não é inédito. Durante a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), candidatos também teriam enfrentado dificuldades para chegar aos locais de prova em razão da ausência de ônibus interbairros.

Comparação com Natal amplia críticas

Enquanto isso, na capital Natal, a prefeitura anunciou transporte público gratuito em dias específicos do Carnaval, como forma de incentivar a mobilidade e garantir segurança no deslocamento dos foliões.

Em Parnamirim, no entanto, a denúncia aponta que usuários não contaram sequer com o serviço funcionando regularmente — mesmo com cobrança de tarifa durante todo o ano.

A diferença de postura na gestão da mobilidade urbana durante um dos períodos de maior movimentação do ano intensificou as críticas à administração municipal e à condução do sistema de transporte público local.

Pressão por providências e possível atuação do MP

Diante da gravidade da denúncia, cresce a pressão para que a Prefeitura de Parnamirim e os responsáveis pelo sistema interbairros prestem esclarecimentos formais à população.

Notoriamente, a interrupção total de linhas municipais sem comunicação clara e plano alternativo pode configurar falha grave na prestação de serviço público essencial.

É importante, inclusive, que o caso seja acompanhado pelo Ministério Público, a fim de apurar responsabilidades e garantir a regularidade do transporte público na cidade.

O blog A Voz de Parnamirim informou que mantém espaço aberto para manifestação oficial da Prefeitura e da empresa responsável pelas linhas interbairros. A coluna Mobilidade em Pauta igualmente mantém o espaço aberto para esclarecimentos

Fotos: Arquivo

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Enquanto Natal garante ônibus gratuitos e operação especial no Carnaval, transporte metropolitano do RN fica esquecido

Enquanto Natal garante ônibus gratuitos e operação especial no Carnaval, transporte metropolitano do RN fica esquecido

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Enquanto a operação especial da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) garante linhas gratuitas, reforço de frota e planejamento estratégico para o Carnaval 2026 em Natal, o cenário fora dos limites da capital é de completo vazio operacional.

Não há anúncio de operação especial do transporte metropolitano.
Não há linhas extras integrando municípios da Grande Natal aos polos oficiais.
Não há política estadual clara para estimular o deslocamento regional durante o período.

E isso ocorre justamente no momento em que o Estado deveria atuar de forma coordenada.

Grande Natal sem integração especial

Natal estruturou:

  • 963 viagens extras;
  • Linhas SE gratuitas;
  • Operação Corujão sem tarifa;
  • Planejamento por polos e corredores.

Mas o que foi planejado para o transporte metropolitano?
Resposta: Nada.

Municípios como Parnamirim – que concentra parte do litoral e também realiza um Carnaval estruturado – não contam com operação especial integrada. Não há reforço anunciado que conecte praias, polos festivos e regiões periféricas à capital ou entre si.

Cidades como São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz seguem dependentes da malha regular, sem reforço estratégico compatível com a demanda sazonal.

A pergunta é simples: Por que a mobilidade urbana não é prioridade estadual?

DER/RN ausente em um dos períodos mais estratégicos do ano

O sistema intermunicipal é regulado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte.

No entanto, o órgão não anunciou:

  • Plano especial para o Carnaval;
  • Ampliação coordenada de oferta;
  • Política de incentivo tarifário;
  • Integração operacional com os municípios.

Isso ocorre em um contexto já delicado, em que quase metade da frota intermunicipal opera fora da vida útil regular prevista em regulamento – tema já amplamente discutido aqui na coluna.

Ou seja:
Há envelhecimento da frota, ausência de renovação estruturada e agora também ausência de planejamento sazonal.

Transporte rodoviário também perde força

Historicamente, o Carnaval movimentava o transporte rodoviário intermunicipal e interestadual:

  • Pessoas viajando para descanso no interior;
  • Folias consolidadas em polos regionais;
  • Turismo interno fortalecido.

Neste ano, no entanto, empresas relatam demanda fraca e número reduzido de ônibus extras – cenário discreto, inclusive inferior ao observado em anos anteriores.

A crise não é apenas de demanda. É também de estímulo e planejamento. Sem política estadual clara para o setor, o transporte deixa de ser indutor de desenvolvimento e passa a operar apenas de forma reativa.

Taxas altas e desestímulo ao usuário

Outro ponto sensível é a política de taxas de embarque na rodoviária de Natal, administrada pela Socicam. Os valores cobrados estão entre os mais elevados proporcionalmente à tarifa praticada, o que encarece a viagem e desestimula o deslocamento, sobretudo em um cenário econômico ainda fragilizado.

Quando se soma:

  • Frota envelhecida;
  • Falta de operação especial;
  • Pouco estímulo estadual;
  • Taxas elevadas;
  • Demanda enfraquecida;

O resultado é previsível: retração do setor e perda de protagonismo do transporte público regional.

Mobilidade não pode ser política municipal isolada

Natal demonstra que é possível planejar, estruturar e incentivar o transporte coletivo em grandes eventos. O que falta é replicar – ou ao menos coordenar – essa política em nível metropolitano e estadual. O Carnaval não é apenas festa. É economia, turismo, circulação regional e desenvolvimento.

Sem transporte estruturado:

  • O fluxo entre municípios diminui;
  • A economia local perde dinamismo;
  • O setor de transporte enfraquece ainda mais;
  • E o Estado perde capacidade de induzir crescimento.

O que deveria estar acontecendo

Seria possível:

  • Linhas metropolitanas extras – de preferência com tarifa gratuita – rumo aos polos de Natal;
  • Operação integrada entre capital e municípios litorâneos;
  • Reforço coordenado para polos regionais do interior;
  • Redução ou revisão temporária das taxas de embarque;
  • Plano estadual de mobilidade sazonal.

Mas nada disso foi apresentado.

Conclusão

Enquanto Natal organiza seu Carnaval com planejamento e transporte gratuito, o restante do sistema metropolitano e rodoviário segue sem direção clara.

A ausência de ação do DER/RN expõe uma realidade mais profunda: a mobilidade urbana e o transporte público não são tratados como prioridade estratégica pelo Estado.

E um setor ignorado não se fortalece – na verdade, só se enfraquece.

O Carnaval apenas escancara o que já vem acontecendo há anos.

Fotos: Thalles Albuquerque/Cedidas / Arquivo/POR DENTRO DO RN

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Transporte gratuito no Carnaval de Natal 2026 conta com 963 viagens extras e novas linhas especiais

Transporte gratuito no Carnaval de Natal 2026 conta com 963 viagens extras e novas linhas especiais

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), confirmou uma megaoperação de transporte público para o Carnaval 2026, com destaque para a gratuidade das linhas especiais e da rede Corujão dentro do projeto Transporte Folião.

A operação começou ontem (quinta-feira, 12), com o tradicional Baile de Máscaras no Largo do Atheneu, e segue até a terça-feira (17). Ao todo, o sistema contará com 963,5 viagens extras ao longo dos seis dias de festa. No dia de maior reforço, estarão disponíveis 89 ônibus adicionais.

A STTU preparou uma cartilha com guia detalhado para quem for utilizar os serviços durante o período: clique aqui e acesse.

Linhas gratuitas são destaque da operação

O principal diferencial da operação é que:

  • Todas as linhas identificadas como SE (Serviço Eventual) serão gratuitas;
  • Todas as linhas da rede Corujão também operarão sem cobrança de tarifa entre os dias 13 e 17 de fevereiro.

Já as demais linhas do sistema funcionarão com tarifa normal. Na terça-feira (17), será aplicada tarifa social, válida exclusivamente para pagamentos com o cartão eletrônico que é aceito no sistema da capital.

A medida busca incentivar o uso do transporte coletivo e reduzir o fluxo de veículos particulares nos polos oficiais.

Duas novas linhas ampliam operação em 2026

Em comparação com o Carnaval 2025 e com a operação especial de final de ano (Réveillon 2025/2026), a STTU criou duas novas linhas para 2026, diante da expectativa de público recorde:

  • SE23 (Expresso Zona Leste) – atendendo Nova Descoberta, Alecrim, Cidade Alta e Rocas;
  • SE26 (Expresso Ponta Negra) – ligando Planalto, Cidade Nova, Felipe Camarão, Nazaré e Dix-Sept Rosado ao Polo Ponta Negra.

Além disso, no Polo Nélio Dias, também estreiam as linhas:

  • SE15 (Expresso Zona Leste) – operando no dia 17;
  • SE16 (Expresso Zona Sul) – conectando o Nélio Dias à Zona Sul via Rodoviária.

A ampliação reforça o modelo de operação especial iniciado em 2025 e consolida um formato que já antecipa o desenho da futura rede de transporte de Natal no cenário pós-licitação.

Expresso Interpolos conecta todos os polos

Um dos pilares da operação é a linha SE10 – Expresso Interpolos, que conecta:

  • Redinha
  • Cidade Alta
  • Petrópolis
  • Ponta Negra

A linha funcionará de 14 a 17 de fevereiro, das 14h às 00h, com intervalos de 30 minutos e nove paradas em cada sentido, permitindo que o folião circule entre diferentes polos no mesmo dia, sem custo.

Operação reforçada nos principais polos

📍 Polo Ponta Negra

  • Seis linhas para saída dos shows entre 23h40 e 2h40;
  • Pontos organizados de embarque na Av. Eng. Roberto Freire;
  • Sete áreas específicas para aplicativos;
  • Praças de táxi mantidas nos pontos usuais;
  • Interdições na Av. Praia de Ponta Negra e entorno.

📍 Polo Redinha

  • Seis linhas especiais gratuitas;
  • Nova linha SE25 ligando Redinha ao Nélio Dias;
  • Interdições a partir das 6h;
  • Controle de acesso de moradores com adesivo veicular.

📍 Polo Nélio Dias

  • Cinco linhas especiais;
  • Operação até 3h30 da madrugada;
  • Duas novas linhas expressas;
  • Poligonal de restrição para aplicativos.

📍 Largo do Atheneu

  • Operação já a partir do Baile de Máscaras (12/02);
  • Conexão com demais polos via SE10.

Trânsito terá 51 cruzamentos bloqueados

Além do reforço no transporte público, a operação inclui bloqueio de 51 cruzamentos na cidade e interdições estratégicas nos bairros que recebem os polos oficiais.

A orientação da STTU é que os foliões priorizem o Transporte Folião, táxis ou aplicativos, evitando o uso de veículo próprio.

Modelo antecipa rede pós-licitação

A operação especial do Carnaval 2026 consolida o modelo de linhas expressas por corredores e polos, estratégia que deve servir de base para a reorganização do sistema de transporte coletivo após a licitação do novo modelo de concessão em Natal.

A lógica de linhas temáticas, integração entre regiões e funcionamento noturno ampliado já sinaliza como poderá ser o novo desenho operacional da cidade.

Mapas e informações oficiais

Os mapas com itinerários, paradas e áreas de restrição estão disponíveis no link, além dos canais oficiais da Prefeitura e da STTU.

Fotos: Thalles Albuquerque/Cedidas / Divulgação/Demis Roussos/Prefeitura de Natal

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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Rio de Janeiro lacra garagens de empresas com ônibus irregulares; RN segue permitindo frota fora das regras

Rio de Janeiro lacra garagens de empresas com ônibus irregulares; RN segue permitindo frota fora das regras

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Prefeitura do Rio de Janeiro interditou, neste sábado (31), as garagens das viações Real Auto Ônibus e Vila Isabel após constatar que a quase totalidade da frota operava sem vistoria anual obrigatória. A ação, que contou com a presença do prefeito Eduardo Paes, do vice-prefeito Eduardo Cavaliere e da secretária municipal de Transportes, Maína Celidônio, evidenciou um posicionamento firme do poder público diante de irregularidades que colocavam em risco passageiros e trabalhadores.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, 99% da frota das empresas não havia sido vistoriada dentro do prazo legal. No caso da Viação Real, apenas 16 dos cerca de 200 ônibus estavam regulares. Já na Viação Vila Isabel, nenhum dos 50 veículos passou por vistoria. A situação levou à lacração das garagens e à retirada dos ônibus de circulação.

“O estado da garagem e dos veículos é inaceitável. Não há condição de operar”, afirmou a secretária Maína Celidônio. O prefeito Eduardo Paes foi ainda mais direto ao classificar o cenário como um “cemitério de ônibus” e prometeu rigor absoluto contra concessionárias que desrespeitam a população.

Postura firme no Rio e contraste com o Rio Grande do Norte

A decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro contrasta fortemente com a realidade do transporte público no Rio Grande do Norte. No estado, é recorrente a circulação de ônibus e alternativos intermunicipais e urbanos – especialmente no sistema municipal de Parnamirim, ainda que em Natal tenha vistoria, mas conte com uma frota com veículos fabricados há quase 20 anos – sem vistoria regular, muitos deles com idade avançada, falhas estruturais, ausência de itens básicos de segurança e problemas de acessibilidade – cenário amplamente conhecido pelos usuários.

Mesmo diante de sucessivas denúncias e fiscalizações que apontam irregularidades, o Departamento de Estradas de Rodagem do RN (DER/RN), órgão gestor do sistema intermunicipal, parece mesmo é manter a conivência ao permitir a permanência desses veículos em operação. Há casos de empresas com caducidade decretada – como a Viação Nordeste e a Empresa Alves -, frota fora dos limites legais de idade e veículos rodando em condições precárias, sem que medidas equivalentes às adotadas no Rio sejam tomadas.

Impacto direto para passageiros e trabalhadores

No Rio de Janeiro, apesar dos transtornos imediatos, a prefeitura anunciou medidas para garantir a continuidade do serviço, com redistribuição de linhas entre consórcios e possibilidade de atuação direta da empresa municipal Mobi-Rio. O discurso oficial é claro: não haverá tolerância com irregularidades que comprometam a segurança.

No RN, por outro lado, a ausência de ações firmes resulta em prejuízo diário aos passageiros, que enfrentam atrasos, quebras constantes, superlotação e risco real à integridade física. Trabalhadores do setor também sofrem com as péssimas condições de trabalho, em um sistema que segue operando à margem das próprias regras.

Necessidade de atuação do Ministério Público

Diante do contraste, cresce a cobrança por uma atuação mais incisiva do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). No Rio, a intervenção do poder público demonstra que há instrumentos legais para retirar de circulação frotas irregulares e impor responsabilidade às concessionárias. No RN, a inércia institucional amplia a sensação de abandono e normaliza o desrespeito ao usuário do transporte público.

O episódio no Rio de Janeiro reacende o debate: por que medidas semelhantes não são adotadas no Rio Grande do Norte? Enquanto em um estado garagens são lacradas para proteger a população, em outro ônibus sem vistoria continuam rodando, sob os olhos do órgão fiscalizador.

Foto: Reprodução / Fabio Motta / Prefeitura do Rio

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Educação no discurso, ônibus no abandono: o contrassenso da mobilidade urbana em Parnamirim

Educação no discurso, ônibus no abandono: o contrassenso da mobilidade urbana em Parnamirim

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Prefeitura de Parnamirim – terceiro maior municípios do RN, localizado na Região Metropolitana de Natal – anunciou nesta semana uma parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o Projeto Educar, celebrada com pompa e adesão recorde de escolas. Isso escancara um contrassenso difícil de ignorar: enquanto o município exalta a educação para um trânsito mais seguro, mantém um sistema de transporte municipal (o chamado “Interbairros”) profundamente deficitário, velho e incompatível com o discurso de cuidado com a vida.

Não há qualquer questionamento sobre a relevância da PRF – órgão de credibilidade incontestável e referência nacional em segurança viária. Ao se associar a um projeto exemplar de educação no trânsito, a gestão municipal tenta projetar uma imagem de compromisso com a mobilidade segura, enquanto falha no básico: oferecer transporte público digno, acessível e seguro à própria população.

Frota velha, inacessível e fora da realidade urbana

A frota do transporte municipal de Parnamirim é conhecida pelos usuários: vans e micro-ônibus antigos, muitos sem acessibilidade funcional, com problemas recorrentes de manutenção, sem conforto mínimo e com baixa confiabilidade operacional. Em vários veículos, os elevadores para pessoas com deficiência estão inoperantes ou sequer existem. O resultado é um sistema que exclui, atrasa e empurra parte da população para alternativas individuais – motos, carros ou deslocamentos inseguros.

É nesse contexto que soa incoerente falar em “formação de cidadãos conscientes para o trânsito” sem que o próprio poder público dê o exemplo concreto. Educação no trânsito não se resume a cartilhas, palestras ou ações em escolas; ela começa quando o cidadão vê o Estado (neste caso, o município) priorizando o transporte coletivo como eixo central da mobilidade urbana.

Ao celebrar recordes de adesão ao Projeto Educar, a Prefeitura parece ignorar que o caos do trânsito urbano também é consequência direta da precariedade do transporte público. Ônibus ruins geram mais carros nas ruas. Mais carros geram congestionamentos, conflitos viários e maior risco de acidentes. Não há educação que resista a um sistema que empurra o cidadão para escolhas forçadas.

O exemplo precisa vir de cima

Se a Prefeitura de Parnamirim deseja, de fato, transformar o trânsito, o caminho é claro: determinar a renovação da frota pelos permissionários, garantir acessibilidade plena, melhorar a frequência das linhas, assegurar conforto e segurança. Um transporte público eficiente educa mais do que qualquer campanha, porque induz comportamento, reduz o uso excessivo do transporte individual e organiza a cidade.

Sem isso, a mensagem enviada à população é contraditória: ensina-se nas escolas a respeitar a vida no trânsito, enquanto se obriga milhares de pessoas a enfrentar diariamente um sistema precário, excludente e inseguro.

Educação é fundamental. Mas educação sem exemplo vira retórica. E, no trânsito, retórica não salva vidas.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN

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Corrida do Largatão interdita avenidas e altera itinerário de ônibus em Natal neste domingo (25)

Corrida do Largatão interdita avenidas e altera itinerário de ônibus em Natal neste domingo (25)

Interdição ocorre das 5h30 às 10h para realização da 3ª Corrida e Caminhada do Largatão

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) informou que haverá interdição temporária de vias na capital potiguar neste domingo (25), em razão da realização da 3ª Corrida e Caminhada do Largatão. De acordo com a nota divulgada pelo órgão municipal, as intervenções no trânsito ocorrerão no período das 5h30 às 10h.

Segundo a STTU, as avenidas das Fronteiras e Rio Doce terão o tráfego de veículos temporariamente interrompido durante o horário do evento esportivo. As interdições têm como objetivo permitir a realização da corrida e garantir a segurança dos participantes e da organização.

Em função das interdições programadas, haverá alteração temporária no itinerário da linha de ônibus S-50 (Serrambi / Santa Catarina, via Avenida Nevaldo Rocha). A mudança será válida exclusivamente durante o período em que as vias estiverem bloqueadas para o tráfego.

Alteração no sentido Santa Catarina / Serrambi

Conforme informado pela STTU, no sentido Santa Catarina / Serrambi, a linha S-50 seguirá seu itinerário normal até a Avenida Padre Tiago Theisen, também conhecida como Avenida Florianópolis. A partir desse ponto, os ônibus passarão a circular pela Rua São João da Barra.

Na sequência, os veículos seguirão pela Avenida Guadalupe e pela Avenida das Fronteiras. Após esse trecho, a linha retornará ao itinerário habitual, retomando o percurso regular previsto para o atendimento aos usuários do transporte público.

Sentido Serrambi / Santa Catarina permanece sem mudanças

Ainda de acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana, no sentido Serrambi / Santa Catarina não haverá qualquer alteração no itinerário da linha S-50. Os ônibus seguirão normalmente pelo trajeto já estabelecido, sem desvios ou modificações durante o período do evento.

A STTU destacou que a mudança temporária foi planejada para reduzir impactos à mobilidade urbana e manter o atendimento do transporte coletivo durante a realização da corrida. Agentes de mobilidade estarão distribuídos ao longo do percurso para orientar motoristas, ciclistas, pedestres e usuários do transporte público.

Orientações aos usuários do transporte público

A secretaria orienta os usuários do sistema de transporte coletivo a ficarem atentos às alterações temporárias no itinerário da linha S-50 e aos bloqueios viários programados. A recomendação é que os passageiros se planejem com antecedência, considerando possíveis atrasos no deslocamento durante o período da interdição.

Em caso de dúvidas sobre as mudanças no trânsito ou no transporte público, a STTU informou que os cidadãos podem entrar em contato com o serviço Alô STTU, por meio do telefone 156, canal oficial de atendimento ao público.

A Corrida e Caminhada do Largatão chega à sua terceira edição e integra o calendário de eventos esportivos da cidade. A STTU reforça que, após o encerramento da programação, o tráfego nas avenidas das Fronteiras e Rio Doce será normalizado.

Foto: Matheus Felipe/Ilustração

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O trânsito caótico do Brasil - e o que ele diz sobre a mobilidade urbana

O trânsito caótico do Brasil – e o que ele diz sobre a mobilidade urbana

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Vi um relato na página Tráfego Aéreo Brasil que me chamou muita atenção e despertou o interesse neste artigo: um morador do Capão Redondo, em São Paulo deixa o tio no aeroporto de Guarulhos e fica preso no trânsito a ponto de o parente chegar à Argentina antes de o outro voltar para casa. Isso não é apenas uma piada exagerada, mas um espelho do caos real da mobilidade urbana em grandes cidades brasileiras.

Os comentários de outros usuários, com histórias semelhantes de viagens frustradas por causa de lentidão extrema, reforçam a sensação de que a rotina no trânsito muitas vezes se arrasta mais devagar do que caminhadas curtas ou deslocamentos a pé, transformando simples trajetos em experiências de horas perdidas.

Dados recentes do índice de tráfego do TomTom mostram que, em 2025, a média de congestionamento na Região Metropolitana de São Paulo ultrapassa 50%, com velocidades médias de cerca de 16 km/h durante picos de tráfego, quando um trajeto de 10 km pode demorar mais de meia hora. Esses números confirmam o que muitos paulistanos relatam nas redes: um simples deslocamento pela cidade pode consumir muito mais tempo do que viagens intermunicipais ou até voos domésticos curtos.

Essa questão não afeta apenas São Paulo. Grandes centros urbanos brasileiros convivem com desafios semelhantes: crescimento acelerado da frota de veículos, infraestrutura que não acompanha a demanda e sistemas de transporte público insuficientes ou ineficientes. Em São Paulo, por exemplo, mesmo com cinco linhas de metrô e outras alternativas de transporte, o deslocamento diário médio pode ultrapassar 1h45 por dia em trajetos de casa para o trabalho, chegando a 3 horas em áreas periféricas.

O trânsito que custa caro – e pesa na vida das pessoas

O impacto de congestionamentos prolongados vai além da simples perda de tempo. Estudos indicam que o tempo perdido no trânsito tem costumes econômicos significativos, com estimativas de que os congestionamentos custam bilhões em produtividade perdida e aumento nos gastos com combustível e desgastes dos veículos.

Essas situações nos convidam a refletir sobre o papel do transporte público e da mobilidade urbana de forma mais ampla. Um sistema de transporte público eficiente, seguro e bem articulado não apenas reduz a dependência de carros particulares — que ocupam grande parte do espaço viário e contribuem para os congestionamentos — como também torna as cidades mais justas, conectadas e sustentáveis.

Mobilidade como serviço e direito urbano

Atravessar uma metrópole como São Paulo às vezes exige resignação, pois muitos deslocamentos só se tornam viáveis se feitos de carro particular – um veículo que, ironicamente, contribui para o problema que tenta evitar. Isso mostra que a mobilidade urbana não é apenas um desafio técnico, mas também uma questão de política pública e de direitos urbanos: o direito de ir e vir de maneira digna, rápida e acessível a todos.

Para enfrentar esse quadro, especialistas costumam apontar algumas medidas essenciais:

  • Expansão e integração de transporte público, com prioridade para ônibus em corredores exclusivos, metrô e trens metropolitanos;
  • Incentivo ao transporte não motorizado, como ciclovias seguras e infraestrutura para pedestres;
  • Planejamento urbano que valorize o uso misto do solo, reduzindo a necessidade de grandes deslocamentos diários;
  • Educação e incentivos à mudança modal, incentivando o uso de alternativas ao carro, como bicicletas, caronas e transporte coletivo eficiente.

Quando um simples retorno do aeroporto vira motivo de piada ou de relatos dramáticos nas redes, fica evidente que o problema é estrutural e exige uma transformação profunda. O trânsito caótico é, em grande medida, um sintoma de sistemas de mobilidade que não foram planejados para a realidade atual das cidades brasileiras — e que precisam ser repensados com urgência.

Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil / André Bueno/Câmara de São Paulo/Ilustração

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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STTU inicia operação Volta às Aulas com ações de trânsito no entorno de escolas de Natal

STTU inicia operação Volta às Aulas com ações de trânsito no entorno de escolas de Natal

Ações educativas ocorrem em unidades de ensino e incluem orientação a alunos, condutores e responsáveis

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) iniciou nesta semana a operação Volta às Aulas, com ações educativas voltadas à segurança viária no entorno das unidades de ensino da capital potiguar. A iniciativa tem como objetivo a prevenção de sinistros de trânsito em áreas com maior circulação de crianças e adolescentes durante o período letivo.

As atividades integram o conjunto de ações permanentes desenvolvidas pela STTU e são direcionadas a condutores de veículos, pedestres, pais, responsáveis e estudantes. A operação ocorre em pontos estratégicos próximos às escolas, com foco no ordenamento do tráfego e na orientação sobre comportamentos adequados no trânsito.

Ação no Colégio Master

Nesta sexta-feira (23), a operação Volta às Aulas será realizada no Colégio Master, localizado na Avenida Ayrton Senna, no bairro de Capim Macio, zona Sul de Natal. A atividade está programada para o horário das 11h30 às 13h30, período de intenso fluxo de veículos e pedestres na região.

No local, a equipe da STTU promoverá abordagem educativa com o uso de encenação em formato de teatro. A metodologia busca transmitir orientações de forma acessível, abordando situações cotidianas relacionadas ao trânsito nas imediações das unidades de ensino.

Orientações sobre travessia de pedestres

Um dos principais eixos da operação Volta às Aulas é o incentivo ao uso correto da faixa de pedestres. Durante as ações, os estudantes recebem orientações sobre a importância de atravessar a via apenas nos locais sinalizados.

Os alunos também são instruídos a utilizar o chamado “sinal de vida”, gesto realizado com o braço para indicar a intenção de atravessar a rua. A prática tem como finalidade alertar os motoristas e contribuir para uma travessia mais segura em vias de grande circulação.

Além da orientação aos estudantes, a campanha inclui a sensibilização dos condutores quanto à obrigatoriedade de parar o veículo diante da faixa de pedestres, especialmente em áreas escolares.

Embarque e desembarque de estudantes

As ações educativas da STTU também contemplam orientações sobre os procedimentos adequados de embarque e desembarque de estudantes nos veículos. Os educadores reforçam a necessidade de respeitar as normas de trânsito e evitar práticas que possam comprometer a fluidez das vias.

Entre os pontos abordados está a orientação para que os condutores evitem a formação de fila dupla nas proximidades das escolas. Essa conduta interfere no fluxo do tráfego e pode aumentar o risco de ocorrências envolvendo veículos e pedestres.

As equipes destacam ainda a importância de utilizar locais apropriados para parada rápida, respeitando a sinalização existente e as orientações dos agentes de mobilidade.

Ações permanentes de educação no trânsito

A operação Volta às Aulas faz parte do calendário permanente de ações educativas da STTU, que são realizadas ao longo do ano em diferentes regiões da cidade. As atividades são direcionadas a públicos variados e têm como foco a disseminação de informações sobre segurança viária e convivência no trânsito.

No período de retorno das aulas, a intensificação das ações ocorre em razão do aumento do fluxo de veículos e pedestres nas proximidades das unidades de ensino. A presença das equipes busca orientar a população e reduzir situações de risco associadas à movimentação nos horários de entrada e saída dos estudantes.

As atividades educativas são realizadas por profissionais da STTU capacitados para atuar em ações de orientação e conscientização no trânsito urbano de Natal.

Foto: Divulgação/STTU / Arquivo/Prefeitura de Natal

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Licitação do transporte público de Natal avança e edital deve ser lançado ainda em janeiro

Licitação do transporte público de Natal avança e edital deve ser lançado ainda em janeiro

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Após anos de adiamentos e tentativas frustradas, o processo de licitação do transporte público de Natal avançou para uma etapa decisiva no fim de 2025. O edital do certame deve ser publicado ainda neste mês de janeiro, segundo a Prefeitura do Natal, marcando um passo histórico para a concessão formal do sistema de ônibus da capital potiguar. As informações são da Tribuna do Norte.

O avanço ocorre após a criação da Comissão Especial de Licitação dos Serviços de Transporte Público, instituída por decreto publicado no Diário Oficial do Município em 31 de dezembro. Com isso, o processo entrou oficialmente na fase externa, mantendo o cronograma anunciado pela gestão municipal. A futura concessão deve ter validade de 15 anos, com regras claras de operação, metas de qualidade e critérios objetivos de remuneração.

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), a comissão será responsável por finalizar os documentos técnicos e jurídicos e conduzir todas as etapas do certame, que irá substituir o atual modelo de operação do transporte coletivo. O secretário-adjunto de Mobilidade Urbana, Newton Filho, afirmou que o edital deve ser divulgado até o fim do mês.

“O cronograma segue mantido, com a expectativa de lançamento do edital até o final de janeiro de 2026. Trata-se de um esforço prioritário da gestão do prefeito Paulinho Freire, que tem mobilizado todos os recursos necessários para garantir o cumprimento dos prazos, sempre com o devido rigor técnico e jurídico”, declarou.

A licitação do transporte público é tratada como uma das principais metas da atual administração, mas carrega um histórico de impasses. Em 2017, uma tentativa de concessão foi considerada deserta após empresas avaliarem o modelo econômico-financeiro como inviável. Desde então, o Município promoveu revisões no formato do edital, com novos estudos técnicos, ajustes recomendados por órgãos de controle — como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) — e a contratação de consultoria especializada da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).

Entre as principais mudanças do novo modelo está a criação do subsídio tarifário, autorizado por lei complementar sancionada em outubro de 2025. A medida permite que o Município arque com até 40% do custo operacional do sistema. Segundo a STTU, o subsídio é considerado fundamental para atrair operadores e garantir a viabilidade econômica da concessão.

“O grande diferencial deste novo edital é a previsão do pagamento de subsídio por parte do Município, com o objetivo de garantir o equilíbrio econômico-financeiro da operação”, explicou Newton Filho.

O repasse do subsídio, conforme o modelo proposto, estará condicionado ao cumprimento de metas contratuais, como regularidade das linhas, frequência das viagens e redução do número de reclamações. A Prefeitura espera, com a licitação, reduzir a idade média da frota de quase 11 anos para seis anos e alcançar um intervalo médio de 12 minutos entre os ônibus. O descumprimento das metas poderá resultar em redução proporcional do subsídio e aplicação de penalidades administrativas.

O processo avança, porém, em meio a entraves estruturais que ainda afetam o sistema, como a paralisação da instalação de novos abrigos de ônibus. A medida decorre de decisão judicial relacionada a exigências de acessibilidade nas calçadas. Segundo a Prefeitura, há entendimento do Ministério Público de que, em alguns casos, os abrigos podem dificultar a circulação de pedestres, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

“A STTU, em conjunto com a Procuradoria-Geral do Município, tem debatido os desdobramentos da decisão judicial que impede a instalação de novos abrigos. A Prefeitura acredita que é possível encontrar soluções técnicas e jurídicas que conciliem acessibilidade e conforto, mantendo o compromisso com a melhoria da infraestrutura dos pontos de parada”, afirmou o secretário-adjunto.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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Metade da frota de ônibus de Natal é composta por veículos usados às vésperas da licitação

Metade da frota de ônibus de Natal é composta por veículos usados às vésperas da licitação

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Às vésperas da aguardada licitação do transporte público de Natal, a realidade que circula diariamente pelas ruas da capital é ainda mais preocupante do que se imaginava. Levantamento exclusivo da coluna revela que 49,63% da frota urbana e semiurbana de Natal é composta por ônibus usados, provenientes de outros estados — percentual que pode ser arredondado para 50%. Na prática, um em cada dois ônibus em circulação na cidade não foi adquirido novo (de fábrica)..

O dado escancara o nível de desgaste do sistema de transporte coletivo no momento em que a Prefeitura afirma que o edital da licitação está em fase final e pode ser publicado a qualquer momento.

Frota envelhecida e dependente de ônibus usados

Além do alto número de veículos de segunda mão, chama atenção a idade elevada dos ônibus mais antigos em cada empresa, o que compromete conforto, regularidade e segurança do serviço ofertado à população.

Confira o atual cenário da frota urbana e semiurbana de Natal:

  • Guanabara

Frota de 131 ônibus, sendo 22 usados
Ônibus mais antigo: 2011

  • Transnacional

Frota de 107 ônibus, sendo 48 usados
Ônibus mais antigo: 2013

  • Santa Maria

Frota de 61 ônibus, sendo 58 usados
Ônibus mais antigo: 2012

  • Conceição

Frota de 47 ônibus, sendo 33 usados
Ônibus mais antigo: 2009

  • Via Sul

Frota de 46 ônibus, sendo 25 usados
Ônibus mais antigo: 2009

  • Cidade do Natal

Frota de 33 ônibus, sendo 15 usados
Ônibus mais antigo: 2011

Somados, os números revelam um cenário alarmante: praticamente metade da frota que atende Natal é formada por ônibus usados, muitos deles já com mais de uma década de fabricação.

Sistema sucateado à espera da licitação

A situação ganha contornos ainda mais graves por ocorrer às vésperas da licitação do transporte público, um processo aguardado há anos e sucessivamente adiado. A Prefeitura de Natal tem reiterado publicamente que o edital está em elaboração final e deve ser divulgado em breve.

Enquanto isso não acontece, o sistema opera com uma frota envelhecida, manutenção onerosa e qualidade cada vez mais questionada pelos usuários, que enfrentam quebras constantes, superlotação e longos intervalos.

Reflexo direto da insegurança jurídica

O alto índice de ônibus usados é visto como reflexo direto da insegurança jurídica do setor. Sem contratos definitivos e regras claras de longo prazo, as empresas evitam investimentos pesados em veículos novos e optam por incorporar ônibus vindos de outros estados como solução paliativa para manter a operação.

O resultado é um transporte público pouco atrativo, obsoleto e distante das necessidades da população, justamente no momento em que a cidade discute o futuro do sistema.

Expectativa por mudanças reais

Com a licitação batendo à porta, cresce a pressão para que o novo edital estabeleça exigências rigorosas de renovação de frota, limites claros para idade dos veículos e fiscalização efetiva. Caso contrário, o risco é que Natal apenas legitime, em contrato, um sistema envelhecido e ineficiente.

Para quem depende diariamente do ônibus, o dado de que quase 50% da frota é composta por veículos usados simboliza mais do que números: representa o atraso de um modelo que precisa, urgentemente, ser substituído.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN

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STTU divulga calendário da Tarifa Social do transporte público de Natal em 2026

STTU divulga calendário da Tarifa Social do transporte público de Natal em 2026

Portaria da STTU estabelece Tarifa Social em feriados nacionais, estaduais e municipais; Usuários pagarão 50% do valor da tarifa inteira em datas específicas

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) definiu os dias em que o transporte público de Natal contará com Tarifa Social ao longo de 2026. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada nesta segunda-feira (29) e estabelece que os usuários do sistema pagarão 50% do valor da tarifa inteira em feriados nacionais, estaduais e municipais durante o próximo ano.

De acordo com a STTU, o benefício da Tarifa Social será aplicado em todo o Sistema de Transporte Público Coletivo de Passageiros do município. A redução no valor da passagem valerá exclusivamente nas datas previstas no calendário oficial divulgado pela secretaria.

Abrangência da Tarifa Social em Natal

A Tarifa Social contempla todas as linhas que integram o sistema de transporte público coletivo da capital potiguar. Conforme informado pela STTU, a aplicação da meia tarifa ocorrerá de forma automática nos feriados listados na portaria, sem necessidade de cadastro adicional por parte dos usuários.

Além disso, a secretaria esclarece que vales-transporte, créditos estudantis e demais benefícios tarifários continuarão sendo aceitos normalmente nos dias contemplados com a Tarifa Social. A utilização desses benefícios seguirá as regras já estabelecidas pelo sistema de bilhetagem eletrônica.

Objetivo da medida

A definição antecipada do calendário da Tarifa Social para 2026 permite que usuários do transporte público de Natal tenham previsibilidade sobre os dias em que poderão utilizar o sistema com desconto. A portaria organiza as datas de aplicação do benefício ao longo do ano, considerando feriados de abrangência nacional, estadual e municipal.

A Tarifa Social é adotada tradicionalmente em feriados e datas comemorativas, quando há alteração na dinâmica de deslocamento da população, seja por atividades religiosas, culturais ou cívicas.

Feriados com Tarifa Social em 2026

Conforme a portaria publicada pela STTU, a Tarifa Social será aplicada nas seguintes datas em 2026:

Janeiro

  • 1º de janeiro – Confraternização Universal
  • 6 de janeiro – Santos Reis

Fevereiro

  • 17 de fevereiro – Carnaval

Abril

  • 3 de abril – Sexta-feira Santa
  • 21 de abril – Tiradentes

Maio

  • 1º de maio – Dia do Trabalhador

Junho

  • 4 de junho – Corpus Christi
  • 29 de junho – São Pedro

Setembro

  • 7 de setembro – Independência do Brasil

Outubro

  • 3 de outubro – Mártires de Cunhaú e Uruaçu (Padroeiros do Rio Grande do Norte)
  • 12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida

Novembro

  • 2 de novembro – Finados
  • 15 de novembro – Proclamação da República
  • 20 de novembro – Dia da Consciência Negra
  • 21 de novembro – Nossa Senhora da Apresentação (Padroeira de Natal)

Dezembro

  • 25 de dezembro – Natal

Funcionamento do sistema nos feriados

Nos dias de Tarifa Social, o valor cobrado nas passagens corresponderá à metade da tarifa vigente. A STTU não informou alterações específicas na operação das linhas para essas datas, mantendo a responsabilidade de eventuais ajustes operacionais sob gestão do sistema de transporte.

Os usuários devem acompanhar eventuais comunicados da STTU sobre horários, frota e funcionamento das linhas em feriados, uma vez que a operação do transporte público pode sofrer alterações conforme a demanda registrada em cada data.

Publicação oficial

A portaria que define o calendário da Tarifa Social em Natal para 2026 foi publicada no Diário Oficial do Município. O documento estabelece as datas de vigência do benefício e as condições de aplicação no sistema de transporte público coletivo.

A relação completa dos feriados com Tarifa Social está disponível para consulta pública e orienta tanto usuários quanto operadores do sistema ao longo do próximo ano.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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STTU amplia operação de ônibus para eventos do Natal em Ponta Negra

STTU amplia operação de ônibus para eventos do Natal em Ponta Negra

Mudanças incluem viagens extras e ajustes nos intervalos de linhas que atendem a região de Ponta Negra durante o Natal em Natal

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) realizou ajustes no quadro de horários do transporte coletivo de Natal para atender ao aumento da demanda de passageiros durante o período do Natal em Natal. O evento concentra programação cultural e musical na Praia de Ponta Negra, reunindo grande público nos dias de realização dos shows.

De acordo com a STTU, as mudanças foram planejadas para reforçar a operação das linhas que atendem diretamente a região do evento e os principais corredores de deslocamento da cidade. As adequações incluem a inclusão de viagens extras, redistribuição de veículos e ajustes nos intervalos entre os ônibus, especialmente nos horários de saída e dispersão do público após as apresentações.

Reforço em linhas estratégicas do sistema

As alterações no sistema de transporte coletivo envolvem linhas consideradas estratégicas para o atendimento do público do Natal em Natal. Entre as linhas contempladas estão SE7, SE8, SE9, N-73 e a linha E, que passaram por ajustes pontuais definidos por meio de ordens de serviço emitidas pela STTU.

Segundo a secretaria, os ajustes foram realizados de forma integrada, combinando a utilização de veículos extras com a programação regular das linhas. O objetivo foi garantir maior capacidade de atendimento nos horários de pico relacionados ao evento, sem prejuízo ao funcionamento normal do sistema.

Ajustes específicos na linha SE7

A linha SE7 passou por mudanças no número de viagens programadas. Com os ajustes, a linha passou a contar com 11 viagens ao longo do período de operação, totalizando 5,5 na contagem operacional adotada pela STTU.

A redistribuição dos horários foi realizada para atender o aumento do fluxo de passageiros com destino e origem na região de Ponta Negra, especialmente nos horários próximos ao encerramento da programação do evento.

Alterações na operação da linha SE8

A linha SE8 manteve o mesmo número de viagens previstas na programação regular. No entanto, a STTU promoveu ajustes nos intervalos entre os ônibus, com o objetivo de reduzir o tempo de espera dos usuários nos horários de maior demanda.

Essas adequações foram concentradas principalmente nos períodos de saída do público após os shows realizados na Praia de Ponta Negra, quando há maior concentração de passageiros nos pontos de embarque.

Redistribuição de veículos na linha SE9

A linha SE9 também recebeu reforço operacional. De acordo com a STTU, houve redistribuição dos veículos que operam na linha, visando atender de forma mais eficiente o fluxo gerado pelo evento.

A medida buscou adequar a oferta de ônibus à demanda observada durante os dias de programação do Natal em Natal, especialmente nos horários de maior movimentação de passageiros.

Reforço nas linhas N-73 e linha E

As linhas N-73 e linha E receberam atenção especial dentro do planejamento operacional da STTU. Em ambas, foram incluídos veículos extras em horários específicos para ampliar a capacidade de atendimento.

Em alguns períodos, o atendimento foi garantido de forma combinada, com a atuação simultânea de ônibus extras e veículos da operação normal. Essa estratégia foi adotada para assegurar a regularidade do serviço e evitar sobrecarga nos veículos.

Objetivo das mudanças no transporte coletivo

Segundo a STTU, os ajustes realizados no transporte coletivo têm como objetivo assegurar conforto, segurança e regularidade no deslocamento dos usuários durante o período do Natal em Natal. A secretaria informou que as medidas buscam reduzir o tempo de espera nos pontos de ônibus e evitar situações de superlotação durante os horários de maior demanda.

As alterações fazem parte do planejamento operacional da pasta para eventos de grande porte realizados na cidade, especialmente aqueles que concentram público em áreas específicas, como a Praia de Ponta Negra.

Orientações aos usuários e atuação de agentes

A STTU orienta os usuários do transporte coletivo a ficarem atentos aos horários especiais definidos para o período do evento. As informações sobre as alterações estão disponíveis por meio das ordens de serviço e canais oficiais da secretaria.

Durante a realização do Natal em Natal, agentes de mobilidade urbana estarão atuando na região do evento e em vias estratégicas da cidade. A atuação inclui a organização do trânsito, apoio à circulação dos ônibus e orientação aos passageiros nos pontos de embarque e desembarque.

As medidas seguem válidas durante os dias de programação do Natal em Natal, conforme o planejamento divulgado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Magnus Nascimento/STTU

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FETRONOR promove seminário sobre mobilidade integrada e financiamento do transporte público

FETRONOR promove seminário sobre mobilidade integrada e financiamento do transporte público

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O evento acontece a partir das 9h, no Plenário da Câmara Municipal de Parnamirim, e deve reunir prefeitos, vereadores, técnicos, empresários do setor, autoridades de mobilidade urbana e lideranças comunitárias

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR) realiza, no próximo dia 19 de dezembro, o seminário “Mobilidade Integrada e Financiamento Público”, em Parnamirim. O encontro será o primeiro debate regional voltado exclusivamente à construção de soluções conjuntas para o transporte público nos municípios de Parnamirim, Macaíba, Nísia Floresta e São José de Mipibu, que integram a Região Metropolitana de Natal.

De acordo com o presidente da FETRONOR e vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Eudo Laranjeiras, a proposta do seminário é enfrentar gargalos históricos que afetam diariamente milhares de usuários do sistema de ônibus. Segundo ele, o debate sobre integração metropolitana e fontes de financiamento é essencial para garantir a continuidade e a melhoria do serviço.

O evento acontece a partir das 9h, no Plenário da Câmara Municipal de Parnamirim, e deve reunir prefeitos, vereadores, técnicos, empresários do setor, autoridades de mobilidade urbana e lideranças comunitárias. Senadores e deputados federais também foram convidados, diante da necessidade de articulação institucional e de investimentos estruturantes para o transporte público metropolitano.

A iniciativa da FETRONOR busca estimular o diálogo entre os entes públicos e o setor produtivo, reforçando a importância de políticas integradas e sustentáveis para o transporte coletivo, especialmente em regiões que compartilham fluxos diários de trabalhadores, estudantes e usuários de serviços essenciais.

Serviço

Seminário Mobilidade Integrada e Financiamento Público
19 de dezembro
9h às 12h
Plenário da Câmara Municipal de Parnamirim

Fotos: Arquivo / João Vital/Ilustração

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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FETRONOR amplia ações ambientais do Programa Despoluir em 2025 e fortalece educação, pesquisa e participação social

FETRONOR amplia ações ambientais do Programa Despoluir em 2025 e fortalece educação, pesquisa e participação social

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O Programa Despoluir, coordenado pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR), encerra 2025 com avanços importantes em ações educativas, monitoramento ambiental e participação em eventos voltados à sustentabilidade no setor de transportes. Além das avaliações veiculares, que seguem como eixo central do programa, o ano foi marcado por iniciativas voltadas à formação cidadã, qualificação profissional e fortalecimento da agenda socioambiental no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Educação ambiental nas escolas

Uma das iniciativas de maior alcance social em 2025 foi a nova etapa do Despoluir nas Escolas, que levou educação ambiental para estudantes da rede pública municipal. Com conteúdos sobre sustentabilidade, transporte limpo, qualidade do ar e responsabilidade ambiental, o programa envolveu alunos de diversas regiões, tornando crianças e adolescentes multiplicadores de boas práticas dentro de suas comunidades.

O projeto esteve presente nas seguintes escolas municipais de Natal: Maria Cristina Osório Tavares, Nossa Senhora Dos Navegantes, Irmã Arcângela, Professor Herly Parente, Laercio Fernandes, Professora Vera Lúcia Soares Barros, e Maria Dalva Gomes.

“Nossa missão vai além do pátio das empresas: queremos formar cidadãos conscientes”, destacou Samara Freire, coordenadora do Programa Despoluir no Nordeste.

Treinamentos ambientais e qualificação em 2025

Outro eixo de destaque foi a ampliação dos treinamentos ambientais para trabalhadores do transporte. Em parceria com o SEST SENAT, o programa ofereceu capacitações voltadas à redução de emissões, manutenção preventiva e boas práticas operacionais.

Os treinamentos alcançaram profissionais de empresas urbanas, metropolitanas e intermunicipais, reforçando a importância da qualificação contínua para uma operação mais eficiente e sustentável.

Avaliação da qualidade do diesel

Em 2025, o Despoluir intensificou também as ações de avaliação da qualidade do diesel utilizado por empresas de transporte da região. Os testes são fundamentais para prevenir danos mecânicos, garantir melhor desempenho dos veículos e reduzir emissões de poluentes.

As análises laboratoriais — realizadas ao longo do ano — reforçaram a importância do monitoramento contínuo e de boas práticas de armazenamento e abastecimento. Segundo a coordenação, as empresas atendidas demonstraram alto índice de conformidade, contribuindo para a eficiência energética e ambiental das frotas.

Participação em eventos e ações socioambientais

O programa marcou presença em diversos eventos ao longo de 2025, entre eles:

  • semanas de meio ambiente em diferentes municípios;
  • seminários de mobilidade urbana e sustentabilidade;
  • campanhas educativas e ações comunitárias realizadas com apoio de escolas, empresas e órgãos públicos.

A presença do Despoluir nesses espaços ajudou a ampliar o debate sobre mobilidade sustentável, qualidade do ar e responsabilidade ambiental no setor de transportes.

Com o conjunto dessas ações, o Despoluir reforça seu papel como uma das principais iniciativas ambientais do setor de transportes no Nordeste, mantendo foco na educação ambiental, no monitoramento da frota e na promoção de práticas sustentáveis entre empresas, trabalhadores e comunidade.

Fotos: Divulgação

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Comissão da Câmara aprova novo Marco Legal do Transporte Público

Comissão da Câmara aprova novo Marco Legal do Transporte Público

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (10), o Projeto de Lei nº 3.278/2021, que institui o novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano no Brasil. A proposta atualiza dispositivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana e do Estatuto da Cidade, com foco na melhoria da gestão, do financiamento e da qualidade do serviço oferecido à população.

O texto reconhece oficialmente o transporte público como um direito social e um serviço essencial, reforçando o papel do Estado na regulação do setor e ampliando a segurança jurídica para operadores e gestores públicos. A proposta também busca modernizar as regras que orientam o planejamento e a operação do transporte coletivo nas cidades.

Um dos principais pontos do projeto é a criação de novas fontes de custeio, reduzindo a dependência exclusiva da tarifa paga pelo usuário. O marco legal prevê a utilização de fundos públicos, receitas extratarifárias e até emendas parlamentares para o financiamento do sistema.

Outro avanço destacado é a definição de que as gratuidades concedidas no transporte público devem ser financiadas pelo Poder Público, evitando que esses custos sejam repassados aos passageiros pagantes. Para entidades do setor, como a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a medida representa um passo importante para tornar o sistema mais equilibrado e sustentável.

Tramitação

Com a aprovação na Comissão de Desenvolvimento Urbano, o projeto segue agora para análise nas Comissões de Viação e Transportes; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. A tramitação ocorre em caráter conclusivo. Caso seja aprovado em todas as etapas e não haja recurso para votação em plenário, o texto poderá seguir diretamente para sanção presidencial.

Foto: Matheus Felipe/Ilustração

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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No RN, 250 mil não têm acesso a transporte regular

No RN, 250 mil não têm acesso a transporte regular

Levantamento aponta ausência de transporte público em 38 municípios do Rio Grande do Norte.

No RN, 250 mil não têm acesso a transporte regular

Um levantamento da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor) indica que mais de 250 mil pessoas no Rio Grande do Norte estão sem acesso a um sistema regular de transporte público. A situação atinge 38 municípios e compromete o deslocamento para serviços essenciais como saúde, educação e trabalho.

Municípios afetados

Entre os municípios sem transporte regular estão Luís Gomes, Caraúbas, Tenente Ananias, São Rafael, Santana do Matos, Baraúna, Serra do Mel, Grossos e Timbaúba dos Batistas. A ausência de linhas intermunicipais tem relação com a concorrência de veículos irregulares, que não pagam taxas e impostos, reduzindo a viabilidade financeira das empresas de ônibus.

A lei estadual nº 10.506, que regulamenta o Serviço de Transporte Público Alternativo Intermunicipal, prevê o pagamento de R$ 75,00 por viagem. A falta de recolhimento dessa taxa gera prejuízo estimado entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões por mês ao Estado.

Impactos econômicos e sociais

Veículos clandestinos concentram passageiros que pagam tarifa integral, enquanto empresas regulares transportam gratuidades, idosos, pessoas com deficiência e estudantes com meia passagem. Essa diferença contribuiu para o encerramento das atividades de oito empresas nas últimas duas décadas, agravando a escassez de transporte coletivo.

A ausência de transporte regular amplia a exclusão social, dificultando o acesso a escolas, hospitais e oportunidades de emprego. Prefeituras têm adotado medidas paliativas, como disponibilização de ônibus para estudantes, mas a cobertura é limitada.

No RN, 250 mil não têm acesso a transporte regular
No RN, 250 mil não têm acesso a transporte regular

Fiscalização e riscos

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pelo transporte intermunicipal, reconhece a falta de linhas regulares e afirma realizar fiscalizações contínuas. O transporte clandestino, em sua maioria, é feito por veículos de pequeno porte que não passam por vistoria ou credenciamento, aumentando riscos de segurança.

Estudos conduzidos por consultoria contratada pelo DER estão em andamento para avaliar a inclusão de novas linhas e melhorias no sistema.

Crescimento do transporte por motos

Com a redução do transporte coletivo, cresce o uso de motocicletas, seja por mototáxi ou aplicativos. Esse cenário eleva o risco de acidentes. Dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostram que, em 2024, motocicletas, motonetas e ciclomotores representavam 41,3% da frota do estado, totalizando 665.237 veículos. Em 2023, essa proporção era de 40,9%.

Em 2024, 75,20% dos 3.462 sinistros com vítimas envolveram veículos de duas rodas, somando 2.605 ocorrências. A alta participação desses veículos nos acidentes reforça a necessidade de políticas de segurança viária.

Alternativas e desafios

O transporte por aplicativo é legalizado e amplia a oferta, mas não substitui o transporte coletivo, pois não contempla gratuidades para idosos, pessoas com deficiência e estudantes. A falta de subsídios e fiscalização rigorosa contribui para a fragilidade do sistema, exigindo medidas estruturais para garantir mobilidade segura e acessível.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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STTU divulga operação especial de transporte para o Enem 2024 em Natal

STTU divulga operação especial de transporte para o Enem 2025 em Natal

Mais de 700 viagens serão disponibilizadas para candidatos neste domingo (16); Prefeitura confirma gratuidade no transporte público para inscritos no Enem

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) vai repetir neste domingo (16) a operação especial de transporte para atender os candidatos que farão a segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Natal.

De acordo com a pasta, serão realizadas 717 viagens, distribuídas em 37 linhas de transporte público, com reforço na oferta de ônibus para facilitar o deslocamento até os locais de prova.

A Prefeitura de Natal confirmou também a gratuidade no transporte público para estudantes inscritos no Enem. Para ter acesso ao benefício, é necessário apresentar ao motorista o cartão de comprovação de inscrição. O comprovante impresso também será aceito.

A seguir, veja a relação completa de linhas e horários divulgados pela STTU.

Linhas e horários do transporte para o Enem em Natal

LINHA N-02 – Gramoré/CRI, via Midway Mall

Horários:
5:25; 6:25; 7:25; 8:30; 9:35; 10:40; 11:30; 12:10; 13:40; 14:40; 15:40; 16:40; 17:40; 18:40; 19:40; 20:45; 21:45

LINHA N-04 – Amarante/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
5:10; 6:10; 7:10; 8:10; 9:10; 10:00; 11:00; 12:00; 13:00; 14:00; 14:50; 15:35; 16:20; 17:20; 18:20; 19:25; 20:30; 21:35

LINHA N-05 – Vale Dourado/Ribeira, via Petrópolis

Horários:
9:35; 11:25; 15:00; 16:55; 18:40

LINHA N-07 – Alvorada IV/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
4:45; 5:25; 6:00; 6:35; 7:25; 8:05; 8:50; 9:25; 10:15; 10:55; 11:25; 12:00; 12:30; 13:10; 14:00; 15:00; 16:05; 17:10; 18:20; 20:30

LINHA N-08 – Redinha/Mirassol, via Rodoviária

Horários:
5:10; 5:40; 6:10; 6:40; 7:15; 7:50; 8:25; 9:10; 9:55; 10:30; 11:10; 11:50; 12:25; 13:00; 13:40; 14:20; 15:00; 15:40; 16:20; 17:00; 17:45; 18:30; 19:15; 20:00; 20:45; 21:30

LINHA N-15 – Pajuçara/Ribeira, via Petrópolis

Horários:
05:35; 06:25; 07:20; 08:05; 09:05; 10:05; 11:05; 12:05; 13:05; 14:05; 15:05; 16:05; 17:05; 18:05; 19:05; 20:05

LINHA O-21 – Felipe Camarão/Areia Preta, via Av. 06

Horários:
5:15; 5:45; 6:15; 7:15; 7:45; 8:30; 10:10; 11:00; 11:30; 12:00; 12:30; 13:00; 13:30; 14:00; 14:30; 15:00; 15:40; 16:20; 17:20; 18:20; 19:20; 20:20

LINHA N-27 – Alvorada IV/Ribeira, via Av. Deodoro da Fonseca

Horários:
5:10; 7:00; 9:50; 10:50; 11:20; 11:50; 12:40; 13:20; 15:50; 16:30; 17:40; 18:30; 19:30

LINHA N-29 – Nova Natal/Nova Descoberta, via Mirassol

Horários:
4:45; 5:25; 6:00; 6:35; 7:20; 8:15; 9:25; 10:20; 11:00; 11:30; 12:05; 13:00; 14:05; 15:00; 16:00; 17:00; 18:20; 20:20

LINHA O-30 – Felipe Camarão/Mirassol, via Candelária

Horários:
11:00; 14:30; 16:30; 18:30

LINHA O-33 – Planalto/Praia do Meio, via BR-101

Horários:
4:50; 5:30; 6:10; 7:00; 7:50; 8:40; 9:30; 10:20; 11:10; 12:00; 12:50; 13:30; 14:05; 14:40; 15:20; 16:00; 16:40; 17:40; 18:40; 19:30; 20:25; 21:25; 0:06; 2:20

LINHA O-33A – Planalto/Ribeira, via Av. Hermes da Fonseca

Horários:
5:30; 6:30; 7:30; 8:30; 9:30; 10:30; 11:30; 12:30; 13:30; 14:30; 15:30; 16:30; 17:30; 18:30; 19:30; 20:30; 21:30

LINHA N-35 – Soledade/Candelária, via Prudente de Morais

Horários:
9:15; 11:20; 15:45; 18:20

LINHA L-37 – Rocas/Cidade Satélite, via Praça

Horários:
6:10 MVI; 7:05; 7:10 MVI; 8:00; 8:50; 9:40; 11:15 MVI; 11:25; 12:20; 13:10 MVF; 13:55 MVI; 14:00; 14:50; 15:40; 16:30; 17:20; 18:10; 19:00; 20:00; 21:00 MVF; 22:00 MVF

MVI: início em Cidade Satélite | MVF: término em Cidade Satélite

LINHA O-38 – Planalto/Praia do Meio, via Av. 06

Horários:
5:40; 6:10; 6:40; 7:20; 8:00; 8:35; 9:00; 9:25; 9:50; 10:20; 10:50; 11:20; 11:50; 12:20; 12:50; 13:20; 14:00; 14:30; 15:00; 15:30; 16:10; 16:55; 17:50; 18:50; 19:50

LINHA O-39 – Cidade Nova/Ribeira, via Tirol

Horários:
6:40; 7:40; 8:40; 9:40; 10:40; 11:40; 12:40; 13:40; 14:40; 15:40; 16:40; 17:40; 18:40; 19:40; 20:40

LINHA O-40 – Planalto/Mãe Luíza, via Rua dos Potiguares

Horários:
4:40; 5:20; 6:00; 6:50; 7:45; 8:40; 9:30; 10:10; 11:00; 11:30; 12:05; 12:30; 13:30; 14:20; 14:50; 15:40; 16:20; 17:10; 18:05; 19:30; 20:30

LINHA O-41A – Leningrado/Ribeira, via Prudente de Morais

Horários:
5:40; 6:40; 7:30; 8:30; 9:30; 10:30; 11:30; 12:30; 13:30; 14:30; 15:30; 16:30; 17:30; 18:30; 19:30; 20:30

LINHA N-43 – Nova Natal/Morro Branco, via Alecrim

Horários:
5:00; 6:15; 6:45; 8:15; 9:45; 11:35; 12:05; 13:50; 14:20; 16:05; 17:40; 19:10

LINHA L-46 – Rocas/Ponta Negra, via Praça

Horários:
5:20 MI; 6:00; 6:05 MI; 6:50; 7:35; 8:35; 9:35; 10:35; 11:35; 12:35; 12:55 MI; 13:25; 14:15 MF; 15:10; 16:05; 17:00; 17:55; 18:50; 19:45; 20:45 MF; 21:45

LINHA S-50 – Serrambi/Santa Catarina, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
4:30; 5:00; 5:25; 5:50; 6:15; 6:40; 7:05; 7:30; 8:00; 8:35; 9:00; 9:40; 10:20; 11:00; 11:35; 12:10; 12:45; 13:20; 13:55; 14:30; 15:00; 15:25; 15:50; 16:15; 16:35; 16:55; 17:15; 17:40; 18:05; 18:40; 19:20; 20:00; 20:40; 21:20; 22:00

LINHA L-54 – Rocas/Ponta Negra, via Alecrim

Horários:
5:30 MVI; 6:25; 8:10; 10:55; 12:40; 13:30 MVI; 14:30; 16:20; 19:20; 21:10 MVF

LINHA L-56 – Rocas/Ponta Negra, via Via Costeira

Horários:
5:25 MVI; 6:15; 7:45; 10:15; 11:55 MVF; 12:35 MVI; 14:30; 16:00; 17:30; 19:00

LINHA O-59 – Guarapes/Praia do Meio, via Bom Pastor

Horários:
5:00; 6:00; 7:00; 7:55; 8:30; 9:20; 10:20; 11:20; 12:00; 13:00; 14:00; 14:50; 15:35; 16:30; 17:20; 18:20; 19:20; 20:20

LINHA N-60 – Pajuçara/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
5:20; 6:20; 7:20; 8:15; 9:10; 10:10; 11:10; 12:10; 13:10; 14:10; 15:10; 16:10; 17:00; 17:50; 18:40; 19:30; 20:30; 21:30

LINHA O-63 – Felipe Camarão/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
5:30; 6:00; 6:30; 7:00; 7:30; 8:00; 9:00; 9:30; 10:30; 11:00; 11:30; 12:00; 12:30; 13:00; 13:30; 14:00; 14:30; 15:00; 15:30; 16:00; 16:30; 17:00; 17:30; 18:10; 18:50; 19:30; 20:10; 20:50; 21:45

LINHA N-64 – Nova Natal/Panatis/Ribeira, via Petrópolis

Horários:
5:35; 6:35; 7:35; 8:35; 9:30 PM; 10:20 PM; 11:15 PM; 11:55 PM; 12:40 PM; 13:30 PM; 14:30; 15:15; 16:15; 17:15; 18:15; 19:15; 20:15

PM: viagens via Praia do Meio

LINHA N-72 – Vale Dourado/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
5:35; 6:15; 7:00; 8:00; 9:00; 10:00; 11:00; 12:00; 13:00; 14:00; 15:00; 16:00; 17:00; 18:00; 19:00; 20:00; 21:00; 22:00

LINHA N-73 – Santarém/Ponta Negra, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
4:30; 4:45; 5:00; 5:15; 5:35; 5:50; 6:05; 6:20; 6:40; 6:55; 7:10; 7:30; 7:55; 8:20; 8:50; 9:20; 9:50; 10:15; 10:35; 10:55; 11:15; 11:30; 11:45; 12:00; 12:20; 12:40; 13:00; 13:20; 13:40; 13:55; 14:10; 14:25; 14:40; 14:55; 15:10; 15:25; 15:39; 15:53; 16:07; 16:21; 16:35; 16:50; 17:05; 17:20; 17:40; 18:00; 18:25; 18:50; 19:20; 19:50; 20:10; 20:30; 20:50; 21:10; 21:30; 21:55; 22:35; 0:40; 2:40

LINHA N-77 – Parque dos Coqueiros/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
5:20; 5:50; 6:20; 6:50; 7:20; 7:50; 8:20; 8:50; 9:50; 10:50; 11:20; 11:50; 12:20; 12:55; 13:30; 14:15; 14:50; 15:25; 16:00; 16:25; 17:00; 17:35; 18:10; 18:45; 19:40; 20:40; 21:40

LINHA N-79 – Parque das Dunas/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha

Horários:
5:10; 5:40; 6:10; 6:40; 7:15; 7:45; 8:15; 8:55; 9:55; 10:30; 11:05; 11:40; 12:15; 12:55; 13:35; 14:20; 15:00; 15:40; 16:20; 17:05; 17:45; 18:25; 19:05; 19:50; 20:40; 21:30

LINHA O-83 – Felipe Camarão/Ponta Negra, via Cidade Satélite

Horários:
5:30; 6:30; 7:30; 8:30; 9:30; 10:30; 11:30; 12:30; 13:30; 14:30; 15:30; 16:30; 17:30; 18:30; 19:30; 20:30; 21:30

LINHA N-84 – Soledade/Petrópolis, via Av. Moema Tinoco da Cunha Lima

Horários:
5:30; 6:10; 6:55; 7:40; 8:50; 9:35; 10:20; 11:05; 11:55; 12:40; 13:25; 14:10; 15:20; 16:05; 16:50; 17:35; 18:20

LINHA 585 – Alimentador

Horários não divulgados.

LINHA 588 – Circular UFRN

Horários:
10:20; 10:40; 11:10; 11:40; 12:10; 12:40; 13:10; 15:35; 16:05; 16:35; 17:05; 17:35; 18:05; 18:35; 19:05; 19:35

LINHA 599 – Guarapes/Mirassol, via Cap-Mor Gouveia

Horários:
6:00; 7:30; 10:00; 11:40; 13:35; 15:20; 18:00; 19:30

LINHA 593 – Circular Residencial Redinha

Horários:
6:35; 7:30; 8:25; 9:50; 10:45; 11:40; 12:40; 13:40; 14:40; 16:10; 17:10; 18:20

Foto: Matheus Felipe / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Enem 2025: Veja linhas e horários de ônibus de operação especial em Natal

Enem 2025: Veja linhas e horários de ônibus de operação especial em Natal

STTU organiza 717 viagens em 37 linhas com gratuidade para estudantes nos dias 9 e 16 de novembro

Enem 2025: Veja linhas e horários de ônibus de operação especial em Natal

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) divulgou a programação especial do transporte público em Natal para os dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, que ocorrerá nos dias 9 e 16 de novembro. A operação contará com 717 viagens distribuídas em 37 linhas de ônibus, com o objetivo de facilitar o deslocamento dos candidatos até os locais de prova.

A prefeitura de Natal também anunciou a gratuidade no transporte público para estudantes inscritos no Enem. Para utilizar o benefício, é necessário apresentar a Carteira de Identificação Estudantil (CIE) ou o cartão de inscrição do Enem ao embarcar nos ônibus.

A STTU recomenda que os candidatos visitem previamente o local de prova, conheçam o trajeto e calculem o tempo de deslocamento, a fim de evitar atrasos ou imprevistos no dia do exame.

Enem 2025: Veja linhas e horários de ônibus de operação especial
Enem 2025: Veja linhas e horários de ônibus de operação especial

Linhas e horários de ônibus

A seguir, algumas das linhas que estarão em operação especial nos dias do Enem:

  • N-02 – Gramoré/CRI, via Midway Mall
    Horários: 5:25, 6:25, 7:25, 8:30, 9:35, 10:40, 11:30, 12:10, 13:40, 14:40, 15:40, 16:40, 17:40, 18:40, 19:40, 20:45, 21:45
  • N-04 – Amarante/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha
    Horários: 5:10, 6:10, 7:10, 8:10, 9:10, 10:00, 11:00, 12:00, 13:00, 14:00, 14:50, 15:35, 16:20, 17:20, 18:20, 19:25, 20:30, 21:35
  • N-07 – Alvorada IV/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha
    Horários: 4:45, 5:25, 6:00, 6:35, 7:25, 8:05, 8:50, 9:25, 10:15, 10:55, 11:25, 12:00, 12:30, 13:10, 14:00, 15:00, 16:05, 17:10, 18:20, 20:30
  • N-08 – Redinha/Mirassol, via Rodoviária
    Horários: 5:10, 5:40, 6:10, 6:40, 7:15, 7:50, 8:25, 9:10, 9:55, 10:30, 11:10, 11:50, 12:25, 13:00, 13:40, 14:20, 15:00, 15:40, 16:20, 17:00, 17:45, 18:30, 19:15, 20:00, 20:45, 21:30
  • N-15 – Pajuçara/Ribeira, via Petrópolis
    Horários: 5:35, 6:25, 7:20, 8:05, 9:05, 10:05, 11:05, 12:05, 13:05, 14:05, 15:05, 16:05, 17:05, 18:05, 19:05, 20:05
  • O-21 – Felipe Camarão/Areia Preta, via Av. 06
    Horários: 5:15, 5:45, 6:15, 7:15, 7:45, 8:30, 10:10, 11:00, 11:30, 12:00, 12:30, 13:00, 13:30, 14:00, 14:30, 15:00, 15:40, 16:20, 17:20, 18:20, 19:20, 20:20

Outras linhas também estarão em operação especial, como N-27, N-35, O-33A, O-41A, N-60, O-63, N-72, N-73, N-77, N-79, N-84, entre outras. A lista completa com todos os horários pode ser consultada no site oficial da STTU.

Gratuidade no transporte

A gratuidade é válida apenas para os dias 9 e 16 de novembro. O estudante deve apresentar um dos documentos exigidos no momento do embarque. A medida visa facilitar o acesso dos candidatos aos locais de prova e reduzir o impacto do deslocamento no desempenho dos participantes.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Caducidade da Alves pode marcar o início da reestruturação do transporte intermunicipal no RN

Caducidade da Alves pode marcar o início da reestruturação do transporte intermunicipal no RN

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A decisão do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) de decretar a caducidade das linhas operadas pela Empresa Alves pode representar mais do que o fim de uma concessão — pode ser o começo de uma necessária reconstrução do transporte intermunicipal rodoviário potiguar.

O sistema vive há anos uma crise profunda, marcada por frota antiga, horários reduzidos e cidades inteiras sem atendimento regular.

A oportunidade de recomeçar

A caducidade não deve ser vista como punição, mas como uma oportunidade concreta para reorganizar o sistema, atraindo novas empresas, modernizando a frota e restabelecendo o direito da população a um transporte digno.

Um exemplo prático vem da Região Metropolitana de Natal. Quando o DER declarou a caducidade da empresa Parnamirim Field, que atendia as regiões de Parque Industrial e Emaús, o cenário mudou. O espaço foi ocupado por outra operadora, resultando em melhoria perceptível na qualidade do serviço, com ônibus mais novos, horários mais regulares e maior confiabilidade por parte dos passageiros.

Esse caso mostra que, quando o órgão gestor atua com firmeza, é possível corrigir distorções e promover avanços reais no transporte público.

Hora de o DER agir de forma estruturada

A caducidade da Alves deve ser um ponto de virada na política de mobilidade estadual, acompanhada de planejamento, transparência e fiscalização efetiva. É preciso avaliar tecnicamente cada linha, atualizar as permissões, realizar novas licitações e garantir frotas com idade compatível com as normas de segurança e conforto.

O transporte intermunicipal é essencial para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Reestruturar o sistema significa garantir acesso, mobilidade e cidadania para milhares de potiguares que dependem diariamente desses serviços.

A caducidade da Alves, se conduzida com responsabilidade e visão de futuro, pode ser o início de um novo ciclo — mais moderno, eficiente e justo para todos.

Foto: Andreivny Ferreira/Portal UNIBUS/Ilustração

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Subsídio de 40% ao transporte público de Natal pode impactar valor da tarifa

Subsídio de 40% ao transporte público de Natal pode impactar valor da tarifa

Nova lei autoriza compensação financeira às operadoras e antecede licitação do sistema

Subsídio de 40% ao transporte público de Natal pode impactar valor da tarifa

Uma nova lei autoriza o Poder Executivo municipal a conceder subsídio de até 40% sobre o custo do transporte público de Natal. A medida tem como objetivo aliviar as dívidas das operadoras e garantir o equilíbrio financeiro do sistema. A mudança pode influenciar o valor da tarifa pública, atualmente fixada em R$ 4,90.

A tarifa técnica, que representa o custo real do serviço, está em R$ 5,14. A diferença de R$ 0,24 por passageiro é atualmente coberta por um acordo judicial entre a Prefeitura e as empresas de transporte, por meio da compensação de dívidas tributárias.

Com a nova legislação, o subsídio deixa de ser compensatório e passa a ser remunerado diretamente às operadoras. A alteração ocorre no contexto da preparação para a nova licitação do transporte público da capital potiguar.

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) esclarece que o subsídio não implica necessariamente em redução da tarifa pública. O impacto depende de fatores técnicos, como demanda estimada e custos operacionais. O valor da tarifa pública é calculado com base na tarifa técnica e na demanda do serviço, e os cálculos estão em fase final.

Subsídio de 40% ao transporte público de Natal

A Procuradoria Geral do Município (PGM) e a Instituição Técnica de Planejamento e Transporte (INTP) estão analisando os dados e concluindo os cálculos para determinar os efeitos da nova política de subsídio. As informações finais sobre possível ajuste ou manutenção da tarifa serão divulgadas após essa etapa.

A Prefeitura concluiu o pacote de medidas que antecede a licitação do sistema. Com a licitação, o subsídio será pago diretamente às empresas, como forma de garantir a continuidade dos serviços, e não mais utilizado para quitar débitos com o município.

A gestão municipal aponta que a licitação trará maior segurança jurídica ao sistema, permitindo contratos formais e exigências claras às operadoras. Atualmente, o sistema de transporte público de Natal não possui contrato formal de concessão.

Entre os objetivos da licitação está a renovação da frota de ônibus, que possui idade média de 11 anos. A nova exigência será de idade média de 6 anos. A Prefeitura também prevê uma espera média de 12 minutos entre os ônibus em dias normais, podendo chegar a 30 minutos nos piores cenários.

O processo de licitação está em fase final de preparação. A comissão responsável será publicada em breve, e o modelo de cálculo será encaminhado para análise jurídica pela PGM.

A gestão municipal destaca que o financiamento do sistema ainda enfrenta desafios, especialmente pela ausência de repasses do governo federal para subsidiar o transporte público. A responsabilidade de custeio recai sobre os municípios, que precisam buscar alternativas para manter a operação e qualidade dos serviços.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Avenida João Medeiros Filho será parcialmente interditada para obras de esgotamento sanitário

Avenida João Medeiros Filho será parcialmente interditada para obras de esgotamento sanitário

Interdição começa nesta segunda-feira e afeta trecho de 500 metros na Zona Norte de Natal

Avenida João Medeiros Filho será parcialmente interditada para obras de esgotamento sanitário

A partir desta segunda-feira, a Avenida João Medeiros Filho, localizada na Zona Norte de Natal, será parcialmente interditada para execução de obras do Sistema de Esgotamento Sanitário da região. A intervenção ocorrerá no trecho entre a Rua Rio Doce e a Travessa João Medeiros Filho, com extensão aproximada de 500 metros.

No local, será implantada uma tubulação com diâmetro de 250 milímetros. A obra faz parte do conjunto de ações voltadas à ampliação da cobertura de esgotamento sanitário na maior região territorial da capital potiguar. O sistema será ativado quando a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Jaguaribe entrar em operação.

Durante o período de obras, a faixa no sentido Redinha–Potengi ficará bloqueada. O tráfego será desviado para a pista paralela, que passará a operar em mão dupla. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) será responsável pela recomposição da via após a conclusão dos serviços.

A intervenção tem como objetivo preparar a infraestrutura necessária para o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário, que visa atender milhares de moradores da Zona Norte. A região, que concentra grande parte da população da cidade, ainda possui áreas com cobertura limitada de saneamento básico.

Avenida João Medeiros Filho será parcialmente interditada
Avenida João Medeiros Filho será parcialmente interditada

A implantação da tubulação é uma das etapas do projeto que busca, futuramente, universalizar o acesso ao esgotamento sanitário em Natal. A obra está inserida em um plano de investimentos que contempla melhorias na coleta e tratamento de esgoto, com impacto direto na saúde pública e na qualidade de vida da população.

A Caern orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho interditado e a respeitarem a sinalização instalada no local. A recomendação é que, sempre que possível, sejam utilizados caminhos alternativos para evitar congestionamentos e garantir maior fluidez ao trânsito.

A previsão é que os serviços sejam realizados em etapas, com acompanhamento técnico e medidas de segurança para minimizar os impactos à mobilidade urbana. A empresa também reforça que a recomposição da via será feita conforme os padrões exigidos, após a finalização da instalação da tubulação.

A interdição da Avenida João Medeiros Filho representa mais um passo na expansão do sistema de esgotamento sanitário da capital, alinhado às metas de sustentabilidade e infraestrutura urbana. A operação da ETE Jaguaribe será fundamental para o funcionamento pleno do sistema, que deverá beneficiar diretamente a população da Zona Norte.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Dia de Finados: cemitérios públicos de Natal terão missas, limpeza especial e alterações no trânsito

Dia de Finados: cemitérios públicos de Natal terão missas, limpeza especial e alterações no trânsito

Prefeitura prevê mais de 60 mil visitantes nos oito cemitérios da capital; STTU anuncia interdições e monitoramento viário entre sábado e domingo

O feriado de Dia de Finados, celebrado neste domingo (2), contará com programação religiosa e esquema especial de funcionamento nos cemitérios públicos de Natal. A Prefeitura informou que as ações de preparação e limpeza foram concluídas, e que o trânsito na capital sofrerá intervenções temporárias devido ao aumento de visitantes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), o mutirão de limpeza e manutenção dos oito cemitérios públicos de Natal foi finalizado nesta quinta-feira (30). Os serviços incluíram limpeza geral, poda de árvores, pintura, sinalização, reforço na iluminação e revisões nas partes elétrica e hidráulica. Também foram realizadas intervenções estruturantes em passeios e muros.

A estimativa da Prefeitura é de que mais de 60 mil pessoas visitem os cemitérios da capital potiguar neste domingo. Todos os espaços funcionarão das 7h às 17h, sem interrupção no horário de almoço.

Durante o período de visitação, haverá estrutura de apoio com cadeiras, banheiros químicos, tendas e som para as celebrações religiosas. A Prefeitura informou ainda que o departamento de fiscalização atuará no controle do comércio informal, que será permitido apenas nas áreas externas dos cemitérios. A venda de produtos dentro dos espaços de sepultamento segue proibida.

Programação religiosa

A Semsur divulgou a programação de missas e atividades religiosas que serão realizadas nos cemitérios públicos de Natal durante o Dia de Finados. As celebrações seguem conforme o cronograma abaixo:

  • Cemitério do Alecrim: Missas às 7h, 9h e 16h (Padre Mota) e atividade espírita às 10h;
  • Cemitério do Bom Pastor I: Missas às 10h e 16h (Arcebispo Dom João Santos Cardoso);
  • Cemitério do Bom Pastor II: Missas às 10h e 16h (Padre Manoel Henrique de Paiva);
  • Cemitério Parque Nova Descoberta: Missas às 7h e 16h (Padre Carlos Alberto) e atividade espírita às 10h;
  • Cemitério do Igapó: Missa às 9h e atividade espírita às 10h;
  • Cemitério da Redinha: Missas às 7h e 16h (Padre Mário);
  • Cemitério de Ponta Negra: Missas às 8h e 15h (Padre Júlio César);
  • Cemitério de Pajuçara: Missas às 8h30 e 16h (Padre João Maria).

Além das missas, cultos evangélicos e palestras espíritas ocorrerão nos intervalos entre as celebrações católicas. A Arquidiocese de Natal confirmou que as paróquias da cidade também manterão seus horários normais de missas ao longo do domingo.

Trânsito e interdições

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) informou que o esquema de trânsito especial começará às 15h do sábado (1º) e seguirá até as 18h do domingo (2). As intervenções serão realizadas nos entornos dos oito cemitérios públicos da cidade, com interdições e controle de tráfego em pontos estratégicos.

Entre os locais com alterações estão:

  • Cemitério do Alecrim: fechamento da faixa da direita da Rua Fonseca e Silva, entre a Avenida Governador Rafael Fernandes e a Rua Borborema;
  • Cemitério Parque Nova Descoberta: interdições na Rua Alameda João Alfredo Pegado Cortez, Rua da Saudade e Avenida Amintas Barros;
  • Cemitérios Bom Pastor I e II: bloqueios parciais e cruzamentos monitorados na Avenida Bom Pastor e vias adjacentes, como as ruas Petronilo Diego Silva, Presidente Castelo Branco, Pau dos Ferros, Ferreiro Velho, Raimundo Filgueira, Paraíba e as avenidas Miguel Castro e Amintas Barros;
  • Cemitério de Igapó: controle de tráfego nos cruzamentos da Travessa Campo Santo com a Rua Campo Santo e da Rua Salvador com a Rua Campo Santo;
  • Cemitério de Ponta Negra: interdição na Rua Poeta Jorge Fernandes, nas proximidades do cemitério local.

A STTU informou que agentes de mobilidade estarão de plantão durante todo o período, orientando motoristas e pedestres, além de monitorar o fluxo para garantir a segurança viária e reduzir congestionamentos.

Foto: Roberto Galhardo/Semsur / Magnus Nascimento/STTU

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Trens urbanos da Grande Natal acumulam problemas: obras de estações paradas, ar-condicionado quebrado e viagens suspensas

Trens urbanos da Grande Natal acumulam problemas: obras de estações paradas, ar-condicionado quebrado e viagens suspensas

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Usuários enfrentam atrasos, falta de conforto e incertezas sobre obras e novas estações enquanto a CBTU não se manifesta sobre os problemas

O sistema de trens urbanos da Região Metropolitana de Natal, administrado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), passa por uma série de falhas operacionais e estruturais que têm comprometido o serviço ofertado aos usuários. Apesar dos anúncios de investimentos e promessas de modernização, as reclamações aumentam: composições com climatização inoperante, veículos com baixo desempenho, obras paralisadas e viagens canceladas fazem parte do cotidiano de quem depende do transporte ferroviário.

Nos últimos meses, relatos apontam que vários trens circulam com o ar-condicionado quebrado, o que torna o ambiente interno abafado e desconfortável, especialmente nos horários de pico. A coluna MOBILIDADE EM PAUTA circulou por dois dias nos trens que operam na Grande Natal e comprovou os problemas com ar-condicionado em veículos que operavam a linha Sul. Em outra viagem, além do problema na climatização, também constatamos que um dos VLT parece perder força em trechos de subida, atrasando o trajeto e causando receio nos usuários.

A Linha Sul, que liga Natal a Nísia Floresta, tem concentrado boa parte dos problemas. Além dos problemas relatados, nesta semana, viagens foram suspensas, e o intervalo entre as saídas aumentou. Em 2022, a própria CBTU reconheceu a retirada temporária de trens de operação para manutenção, afetando pelo menos seis viagens diárias. Em 2025, o problema voltou a se repetir em diferentes períodos do ano, agravado por panes mecânicas e falhas elétricas.

No caso das viagens canceladas nesta semana (quinta e sexta-feira, dias 30 e 31 de outubro), a CBTU alegou que a não operação ocorreu “devido a reparos a serem realizados a serem realizados em uma das composições do VLT”. O horário cancelado foi o que sai de 6h da estação Nísia Floresta, prejudicando milhares de usuários que utilizam a linha.

Novas estações e novos ramais: obras paralisadas

Além das falhas operacionais, as obras prometidas permanecem sem conclusão visível. Estações anunciadas em 2023 – como as de Capitão-Mor Gouveia (Cidade da Esperança), Baraúnas (Quintas), João Medeiros (Potengi) e Soledade – foram apresentadas como parte de um pacote de modernização de R$ 8,3 milhões, com promessa de novas estruturas e acessibilidade. Contudo, vídeos gravados por parlamentares locais mostram canteiros parados, entulho e ausência de trabalhadores, o que gera dúvidas sobre o ritmo das execuções.

A coluna MOBILIDADE EM PAUTA também esteve na obra da estação nova estação Cap. Mor Gouveia, localizada na esquina da Av. Capitão Mor Gouveia, e constatou que não havia trabalhadores no local, dando o aspecto de que a obra está sim paralisada. Em resposta à polêmica recente envolvendo políticos que estiveram no local e denunciaram a paralisação da obra, parlamentares afirmaram que a paralisação era “fake News”. No entanto, não foi essa a constatação. Além da construção da estação Cap. Mor Gouveia, também há relatos de paralisação da nova estação Baraúnas, no bairro das Quintas, também na zona Oeste da capital.

A placa da obra na estação Cap. Mor Gouveia informa que ela teve início no dia 1° de julho de 2025. O valor total é de quase R# 3 milhões. No entanto, não há informações de quando será o término da construção.

A nova estação deverá substituir o antigo ponto de embarque e desembarque – Estação Cidade da Esperança – localizado no bairro do mesmo nome, na zona Oeste de Natal. Por lá, a antiga estrutura está com a fachada pichada, com falhas de segurança e acessibilidade visíveis, concentração de lixo próximo à linha e sem qualquer oferta de conforto aos usuários.


Integração com sistemas de transportes

Enquanto isso, o projeto de bilhetagem eletrônica – que integraria o sistema de trens aos transportes urbanos dos municípios onde a CBTU opera – Natal, Parnamirim, Extremoz – ainda não saiu do papel. Até o momento, não há contrato publicado nem prazo confirmado para o início da operação digital. Passageiros continuam utilizando o sistema manual, sem integração tarifária com ônibus ou cartões de transporte.

Péssima estrutura das estações atuais

Outro ponto questionado é a infraestrutura das estações já em funcionamento. A situação da maioria dos locais é semelhante à estação Cidade da Esperança, relatada anteriormente. Em alguns casos, pode ser ainda pior, como na estação Alecrim II, que tem desnível entre a plataforma e os vagões, dificultando o embarque e aumentando o risco de acidentes.

Outro problema se dá em relação às futuras estações. A companhia anunciou, recentemente, que vai construir a estação Planalto, na zona Oeste de Natal. A possibilidade do novo local, no entanto, enfrenta críticas quanto à localização: a via de acesso é estreita, sem pavimentação e sujeita a alagamentos, o que pode inviabilizar o acesso de parte dos usuários.

Em paralelo, a CBTU alerta para falta de orçamento federal. Em documento encaminhado ao Ministério das Cidades, neste ano, a empresa indicou que o orçamento de 2025 sofreu redução significativa, de R$ 216 milhões para R$ 165 milhões, valor considerado insuficiente para manter o funcionamento normal dos trens urbanos em Natal e outras capitais do Nordeste. Na época, texto mencionou risco de paralisação total se não ocorresse a recomposição orçamentária.

Apesar dos investimentos anunciados – como R$ 92 milhões do programa Novo PAC para mobilidade ferroviária -, a execução prática e os resultados permanecem limitados. O sistema continua operando com intervalos irregulares, falhas técnicas e obras inconclusas. A ampliação da Linha Norte, que deveria incluir a ligação até o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, segue sem cronograma definido ou informações públicas atualizadas.

Atualmente, a CBTU Natal mantém dois ramais ativos:

  • Linha Norte, com 38,5 km de extensão e 13 estações em operação, ligando Natal, Extremoz, São Gonçalo e Ceará-Mirim;
  • Linha Sul, com 39 km e 14 estações, conectando Natal, Parnamirim, São José de Mipibu e Nísia Floresta.

Mesmo assim, usuários relatam que parte dos horários tem sido suspensa e que a frequência dos trens caiu nos últimos meses, motivado por problemas nas locomotivas.

A realizou contato com a CBTU para obter esclarecimentos sobre as paralisações das obras, o funcionamento dos sistemas de climatização e o número de composições fora de operação. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta oficial da companhia.

Fotos: Divulgação/MOBILIDADE EM PAUTA

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Transporte público será gratuito em Natal durante os dias do Enem 2025

Transporte público será gratuito em Natal durante os dias do Enem 2025

Benefício será válido em 9 e 16 de novembro para estudantes que apresentarem documento oficial

Transporte público será gratuito em Natal durante os dias do Enem 2025

A Prefeitura de Natal anunciou que o transporte público será gratuito para estudantes nos dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, em 9 e 16 de novembro. A medida foi oficializada por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Município (DOM) nesta quarta-feira (29).

De acordo com o decreto, a gratuidade será válida das 0h às 23h59 nas duas datas, abrangendo todo o sistema de transporte público de passageiros por ônibus do município.

Regras para acesso ao benefício

Para utilizar o transporte gratuito, o estudante deverá apresentar a Carteira de Identificação Estudantil (CIE) ou o cartão de inscrição do Enem, emitido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no momento do embarque.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) informou que o sistema de bilhetagem eletrônica registrará os usuários contemplados como “Gratuito sem Cartão”. O custo operacional será calculado pela pasta, com ressarcimento ao sistema de transporte no valor correspondente ao passageiro transportado.

Garantia de funcionamento

A STTU reforçou que os operadores do sistema devem cumprir rigorosamente os quadros de horários estabelecidos, garantindo o pleno funcionamento do transporte público durante os dias de exame. A medida visa assegurar que os estudantes cheguem aos locais de prova com tranquilidade e pontualidade.

O benefício não se aplica aos permissionários do Serviço Opcional de Transporte Público de Passageiros, que operam fora do sistema convencional de ônibus urbanos.

Transporte público será gratuito em Natal durante os dias do Enem
Transporte público será gratuito em Natal durante os dias do Enem

Objetivo da medida

A gratuidade tem como objetivo facilitar o deslocamento dos candidatos ao Enem, promovendo igualdade de acesso e reduzindo barreiras logísticas que possam comprometer a participação no exame. A iniciativa também busca contribuir para a organização do fluxo urbano nos dias de prova, evitando atrasos e aglomerações.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Tarifa zero vira promessa de eleição: Lula quer gratuidade, mas entidades alertam risco de “buraco fiscal”

Tarifa zero vira promessa de eleição: Lula quer gratuidade, mas entidades alertam risco de “buraco fiscal”

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Projeto nacional de transporte gratuito ganha tração no Congresso, mas estimativas de custo variam de R$ 90 bi a R$ 200 bi por ano

O debate sobre a tarifa zero no transporte coletivo urbano — que parecia uma bandeira mais ornamental do que concreta — ganhou novo fôlego neste fim de semana, com divulgação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deu sinal verde para avançar com a proposta em campanha, mesmo com custos incertos e objeções técnicas. A matéria do Estadão aponta que prefeitos já estão sendo sondados, mas muitos alertam que ainda não há clareza sobre quem pagará essa conta.

Panorama da proposta

Conforme apurado pelo Estadão, Lula já informou interlocutores e membros do Judiciário de sua intenção: tornar o transporte urbano gratuito em todo o país, implementando um passe livre nacional. Para isso, o PT já estuda abrir uma rubrica no Orçamento de 2026, ainda que o programa comece de forma gradual.

Na capital paulista, por exemplo, o sistema de ônibus custa cerca de R$ 12 bilhões ao ano. Atualmente, a Prefeitura subsidia metade desse valor, enquanto empresas e usuários cobrem o restante. Sem subsídio, a tarifa de R$ 5,00 teria de subir para cerca de R$ 8,60. A ideia em debate é que o governo federal banca a parte hoje paga pelos passageiros (estimada em R$ 3 bi em São Paulo), enquanto municípios e empresas continuariam com suas parcelas.

O deputado Jilmar Tatto (PT-SP) lidera a Frente Parlamentar em defesa da tarifa zero e já coordena conversas com prefeitos para adesão. Ele admite que não sabe quanto custaria o programa, mas defende que o objetivo é favorecer o usuário, não aumentar encargos sobre os municípios.

Cautela e ceticismo entre especialistas

A proposta, apesar de ambiciosa, enfrenta críticas duras de especialistas e entidades do setor de transportes. A Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) estima que o custo pode chegar a R$ 90 bilhões por ano, enquanto a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) projeta até R$ 200 bilhões — diferença que revela a dificuldade de definição orçamentária.

Marcos Bicalho, diretor de Gestão da NTU, alerta para os três grandes desafios: fiscal, operacional e regulatório. Ele enfatiza que, embora a proposta ganhe apelo político, não há dados consolidados de custo para grandes cidades em escala nacional.

A CNM critica a proposta como uma medida lançada de forma precipitada e eleitoreira: “É estarrecedor querer discutir isso da forma como estão fazendo. Parece que não conhecem a realidade das prefeituras.”

Outro ponto de atenção: em regiões metropolitanas, muitos usuários cruzam municípios e usam modais como trens ou metrôs, o que complicaria a adaptação do modelo universal.

Experiências no Brasil e aprendizados

Até maio de 2025, 154 municípios já adotavam alguma forma de tarifa zero (total ou parcial) — mas a maioria são cidades pequenas. Apenas 12 com mais de 100 mil habitantes operam gratuidade universal.

Casos emblemáticos como Caucaia (CE) enfrentaram picos abruptos de demanda: a adoção da gratuidade elevou o número de passageiros em 389%, forçando ampliação da oferta de ônibus em 46%. Esse fenômeno, embora positivo no acesso, exigiu investimentos estruturais.

Em Belo Horizonte (MG), um projeto de gratuidade foi recentemente votado — mas rejeitado pela Câmara por 30 votos contra 10 —, mesmo com previsão de financiamento via contribuição de empresas com mais de dez funcionários. A proposta previa arrecadação de cerca de R$ 2 bilhões.

Benefícios esperados vs perigos concretos

A favor:

  • A proposta pode aliviar o bolso de milhões de trabalhadores, especialmente nas periferias.
  • Estímulo à economia local, com aumento do consumo e circulação urbana.
  • Potencial redução de acidentes de trânsito e poluição ao incentivar o transporte coletivo.
  • Em estudo recente, políticas de transporte gratuito aumentaram o emprego em 3,2% e reduziram emissões em 4,1%, segundo metodologia de diferença-em-diferenças.

Contra:

  • Sem aumento proporcional da oferta de ônibus, o sistema pode entrar em colapso: superlotação, atrasos, queda de qualidade.
  • Precificação de contratos mal revisados pode gerar distorções e pagamentos duplicados.
  • Se o subsídio for mal distribuído, municípios com menor capacidade orçamentária podem arcar com prejuízos.
  • A falta de consenso sobre fonte de financiamento favorece especulações e riscos fiscais.

Caminhos e “atalhos” possíveis

Algumas teses vêm ganhando força:

  • Uso do vale-transporte hoje pago pelas empresas como base de recursos para custear parte da tarifa zero.
  • Criação de fundos municipais exclusivos para transporte coletivo, alimentados por alíquotas que já incidem no sistema (estacionamento, publicidade, taxas urbanas etc.).
  • Financiamentos via royalties de petróleo, fundo social ou Cide-Combustíveis, mencionados por articuladores do governo.
  • Transição por etapas: gratuidade a estudantes, idosos, em horários específicos ou em linhas prioritárias, antes da universalização.

Embora tenha ganhado destaque e ambição política, a proposta da tarifa zero nacional ainda carece de dados robustos, modelo de financiamento claro e estratégia de execução coerente. A pressão eleitoral pode acelerar sua apresentação, mas o sucesso dependerá da capacidade de articular gestão pública, transparência e equilíbrio fiscal em médio e longo prazo.

Fotos: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo / Paulo Pinto/Agência Brasil

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Prefeitura de Natal sanciona segunda lei que viabiliza licitação do transporte público

Prefeitura de Natal sanciona segunda lei que viabiliza licitação do transporte público

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Nova legislação concede isenção de ISS a empresas de ônibus e integra pacote de medidas do município para reestruturação do sistema de transporte coletivo

A Prefeitura de Natal sancionou nesta sexta-feira (24) a Lei nº 7.976, que concede isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) aos operadores do transporte público coletivo da capital. A medida, publicada no Diário Oficial do Município, integra o pacote de ações da gestão do prefeito Paulinho Freire (União) para viabilizar a nova licitação do sistema de transporte, prevista para o próximo ano.

De acordo com o texto da lei, a isenção será aplicada entre 1º de janeiro de 2025 e 30 de junho de 2026, podendo ser renovada por decreto até o final de 2026, caso ocorram eventuais intercorrências no processo licitatório.

A concessão do benefício, no entanto, está condicionada ao cumprimento de exigências por parte das empresas de ônibus, como:

  • garantir acesso integral aos sistemas de bilhetagem eletrônica e GPS à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU);
  • manter as gratuidades já previstas em lei;
  • aplicar a tarifa social nos feriados, conforme regulamentação vigente.

Continuidade do plano de reestruturação

A nova lei se soma à Lei nº 7.975, sancionada na última quinta-feira (23), que revoga a antiga legislação do transporte opcional e estabelece um regime transitório para as permissões e autorizações em vigor, até a implementação da nova modelagem do transporte público.

Com a aprovação dessas duas leis, a Prefeitura de Natal avança no processo de reestruturação completa do sistema de transporte coletivo, considerado defasado e sem licitação há décadas. O objetivo é modernizar a operação, garantir segurança jurídica às empresas e melhorar a qualidade do serviço prestado à população.

A expectativa é que, após a sanção das novas normas, a STTU finalize os editais de licitação para contratação dos operadores do sistema, o que deve ocorrer nos próximos meses.

Foto: Matheus Felipe/Ilustração/Arquivo

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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Prefeitura de Natal sanciona primeira lei que viabiliza licitação do transporte público

Prefeitura de Natal sanciona primeira lei que viabiliza licitação do transporte público

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Norma revoga legislação de 1997 sobre transportes opcionais e cria regime transitório até a conclusão do novo processo licitatório

A Prefeitura de Natal sancionou a primeira das três leis enviadas à Câmara Municipal para viabilizar o novo processo de licitação do transporte público da capital potiguar. A sanção foi publicada no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (23) e representa um dos marcos do conjunto de medidas que integram o novo marco legal do sistema de mobilidade urbana.

A Lei nº 7.975/2025, sancionada pelo prefeito Paulinho Freire (União Brasil), revoga integralmente a Lei nº 4.882, de 1997, que regulamentava o sistema de transportes opcionais em Natal. O texto também estabelece um regime transitório para as permissões e autorizações atualmente em vigor, garantindo a continuidade dos serviços até a implementação do novo modelo licitado.

De acordo com o artigo 1º, a revogação da antiga lei não implicará em descontinuidade imediata do serviço opcional, que será “absorvido progressivamente pela nova modelagem de transporte público resultante de processo licitatório”, conforme o texto sancionado.

Durante o período de transição, os permissionários e autorizatários que já operam o serviço permanecerão regidos pelas condições estabelecidas na legislação anterior, até a assinatura dos novos contratos. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) será responsável por editar normas complementares para disciplinar a operação, abrangendo itinerários, horários, pontos de parada e integração com o sistema de ônibus urbano.

“Essa é uma das etapas mais importantes para a reestruturação do transporte público de Natal. O novo marco legal traz segurança jurídica, previsibilidade e prepara o sistema para uma operação mais moderna e eficiente”, destacou o prefeito Paulinho Freire, ao comentar a sanção.

A nova legislação foi aprovada pela Câmara Municipal de Natal após tramitação em regime de urgência. Com isso, o Executivo avança na implementação das medidas que devem permitir o lançamento do edital de licitação ainda neste mês de outubro, segundo previsão da própria prefeitura.

As outras duas propostas enviadas pelo Executivo — referentes à isenção do ISSQN e à autorização de subsídio tarifário — seguem em tramitação no Legislativo. As três leis compõem o conjunto de ações que o município considera fundamentais para corrigir falhas históricas, dar sustentabilidade financeira ao sistema e garantir tarifa acessível à população.

Com a sanção da Lei nº 7.975, Natal dá um passo decisivo rumo à primeira licitação do transporte público da sua história, um processo aguardado há décadas e considerado essencial para a melhoria da mobilidade urbana na capital potiguar.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN

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Câmara aprova projetos que destravam licitação do transporte público em Natal

Câmara aprova projetos que destravam licitação do transporte público em Natal

Revogação de lei e medidas de subsídio e isenção de ISS viabilizam lançamento de edital ainda em outubro

Câmara aprova projetos que destravam licitação do transporte público em Natal

A Câmara Municipal de Natal aprovou, por 26 votos a favor e três contrários, o primeiro dos três projetos que viabilizam a licitação do transporte público na capital potiguar. A votação ocorreu em primeira discussão nesta terça-feira (21), e a segunda discussão está prevista para hoje (22), antes do envio para sanção do prefeito Paulinho Freire (União Brasil).

O Projeto de Lei nº 812/2025, de autoria do Executivo, revoga a Lei nº 4.882/1997 e estabelece um regime transitório para o sistema de transporte opcional. A proposta visa adequar o ordenamento jurídico municipal à nova modelagem do Sistema de Transporte Público Coletivo Urbano de Passageiros, em conformidade com os princípios da legalidade, eficiência, isonomia e continuidade do serviço público.

A revogação da lei não implicará na interrupção imediata dos serviços prestados sob regime de permissão ou autorização. O projeto prevê um período de transição, durante o qual as permissões e autorizações vigentes permanecerão válidas até a celebração de novos contratos decorrentes da licitação.

Outros dois projetos, que tratam do subsídio tarifário e da isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) para o sistema de transporte público, também estão na pauta de votação da Câmara. Segundo o líder do prefeito na Casa, vereador Aldo Clemente (PSDB), essas medidas permitirão o lançamento do edital da licitação ainda em outubro.

O vereador Kleber Fernandes (Republicanos) explicou que, com a revogação das concessões do transporte alternativo, as empresas vencedoras da licitação poderão contratar empresas de transporte opcional para atuar em áreas periféricas, complementando o serviço convencional.

Câmara aprova projetos que destravam licitação do transporte público
Câmara aprova projetos que destravam licitação do transporte público

A proposta prevê que o transporte alternativo funcione como alimentador do sistema principal, com atuação em regiões onde o ônibus não costuma circular, promovendo integração e fluidez no atendimento à população.

O vereador Daniel Rendall (Republicanos) destacou que o subsídio tarifário poderá reduzir o valor da passagem, atendendo a uma demanda recorrente da população. Já o vereador Leo Souza (Republicanos) defendeu a inclusão de índices de qualidade nos contratos, com exigência de desempenho das empresas vencedoras.

O vereador Eribaldo Medeiros (REDE) afirmou que os projetos aprovados nas comissões de Finanças e de Transportes representam um avanço para a realização da licitação pública, destacando a necessidade de envolvimento do governo, parlamento e sociedade.

A vereadora Samanda Alves (PT), embora não tenha se oposto ao subsídio, lamentou a rejeição de emendas que garantiriam a circulação de 100% da frota, manutenção de gratuidades, regularidade dos itinerários e tarifa social em feriados e domingos.

Durante o período de transição, a Secretaria de Mobilidade Urbana deverá expedir normas complementares para disciplinar a operação do serviço, incluindo itinerários, horários, pontos de parada, fiscalização e integração com o sistema de ônibus.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/ Elpídio Júnior / CMN

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Ministro de Lula diz ter dúvidas sobre tarifa zero no Brasil

Ministro de Lula diz ter dúvidas sobre tarifa zero no Brasil

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Jader Filho, titular das Cidades, reconhece importância do debate, mas questiona viabilidade econômica e alerta que modelo não pode ser imposto de “cima para baixo”

O ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), afirmou ter “sinceras dúvidas” sobre a viabilidade econômica da tarifa zero no transporte público em escala nacional, ainda que o tema venha ganhando espaço dentro do governo federal como possível bandeira social e eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista publicada no último sábado (18) ao jornal O Globo, o ministro destacou que, embora o Ministério da Fazenda — comandado por Fernando Haddad — esteja conduzindo estudos sobre a implementação da tarifa zero nacional, o assunto precisa ser debatido com cautela e ampla participação de estados e municípios.

“Confesso que tenho sinceras dúvidas se o caminho correto é a tarifa zero. Essa discussão tem que ser feita nos três níveis: federal, estadual e municipal. Não dá para ser algo imposto de cima para baixo”, declarou Jader Filho.

Governo Lula estuda modelo de gratuidade nacional

Como a Coluna já havia noticiado, o presidente Lula encomendou ao Ministério da Fazenda um estudo detalhado sobre o custo e as formas de financiamento de um sistema nacional de transporte público gratuito, a ser implantado de maneira gradual. O tema, segundo fontes do Planalto, é visto como uma nova bandeira política de apelo popular para o governo, especialmente diante das eleições de 2026.

A proposta é que a União possa financiar parte do sistema, em parceria com estados e municípios, permitindo redução de custos operacionais, ampliação da mobilidade e justiça social, mas sem comprometer o equilíbrio fiscal.

Jader Filho, no entanto, sinalizou que a realidade nacional exige cautela:

“Determinados municípios têm capacidade de bancar [a tarifa zero]. Em outros, a frota média tem idade maior do que dez anos, apesar de o Código de Trânsito proibir. É disso que estamos falando. O governo federal, no máximo, pode induzir — mas não impor.”

Debate técnico e eleitoral

Estudos da Fazenda vêm avaliando o impacto econômico e as fontes de financiamento possíveis, como contribuições sobre empresas de grande porte e realocação de subsídios. Segundo levantamento recente, mais de 130 cidades brasileiras já adotam algum modelo de tarifa zero, em sua maioria de médio e pequeno porte.

Apesar disso, especialistas apontam que a adoção de uma política nacional exigiria cerca de R$ 40 bilhões anuais, valor que precisaria ser compensado por novas receitas ou readequação orçamentária.

Nos bastidores, interlocutores do Planalto reconhecem que a tarifa zero dificilmente seria implementada antes de 2026, mas poderia servir como ponto central na pauta social e eleitoral do governo Lula, em um cenário de disputa por medidas com apelo popular e impacto direto na vida da população trabalhadora.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / José Cruz/Agência Brasil

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Prefeitura de Natal envia projetos à Câmara para viabilizar licitação do transporte público

Prefeitura de Natal envia projetos à Câmara para viabilizar licitação do transporte público

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Três propostas apresentadas pelo prefeito Paulinho Freire estabelecem novo marco legal do sistema e abrem caminho para o lançamento do edital ainda em outubro.

A Prefeitura de Natal encaminhou à Câmara Municipal, nesta terça-feira (14), três projetos de lei considerados essenciais para viabilizar a primeira licitação do transporte público da capital potiguar. A expectativa do Executivo é de que, com a aprovação das matérias, o edital do processo licitatório seja lançado ainda em outubro, marcando um avanço histórico em um setor que nunca passou por licitação formal na cidade.

As propostas apresentadas pelo prefeito Paulinho Freire (União Brasil) integram o chamado “novo marco legal do transporte público de Natal” e abrangem três eixos principais: regulamentação dos transportes opcionais, isenção de impostos e subsídio tarifário. Segundo a prefeitura, as medidas buscam corrigir distorções, garantir segurança jurídica e criar condições para atrair empresas interessadas em operar o sistema de forma regular e competitiva.

O que propõem os projetos

O primeiro projeto, batizado de Lei dos Opcionais, revoga a legislação de 1997 e cria um regime transitório para permissões e autorizações já existentes, com o objetivo de uniformizar as regras e encerrar a chamada “insegurança jurídica” que marca o setor há décadas.

O segundo projeto trata da isenção do Imposto Sobre Serviços (ISSQN) para as empresas de transporte coletivo urbano. A medida busca reduzir a tarifa técnica e minimizar a necessidade de aportes públicos maiores.

Já o terceiro texto, denominado Lei do Subsídio, autoriza o município a conceder subsídio tarifário aos usuários, desde que haja previsão orçamentária específica. O objetivo é permitir que a futura licitação contemple o uso de recursos públicos para manter a tarifa acessível sem comprometer o equilíbrio financeiro das concessionárias.

“Esses três projetos formam a base legal necessária para o avanço da licitação do transporte público, uma das principais demandas da sociedade natalense”, afirmou o prefeito Paulinho Freire, ao protocolar as propostas na Câmara. “Com o novo marco, esperamos um sistema mais eficiente, moderno e seguro para os usuários.”

Câmara promete agilidade na tramitação

A base aliada do prefeito na Câmara Municipal garantiu que as matérias terão tramitação acelerada nas comissões.
“Os projetos serão lidos hoje, encaminhados às comissões e analisados com celeridade para que possamos aprová-los e viabilizar a licitação do transporte público o quanto antes”, declarou o vereador Daniel Santiago (PP).

Segundo ele, as medidas também tornam o processo mais atrativo para empresas interessadas em concorrer. “Com esses projetos, haverá mais segurança e atratividade para os grupos que desejam operar em Natal”, completou.

Expectativa é de modernização da frota e mais eficiência

De acordo com a Prefeitura de Natal, a licitação deverá exigir renovação e modernização da frota, com veículos mais confortáveis, seguros e menos poluentes, além de reduzir o tempo de espera nos pontos de parada e ampliar a cobertura das linhas.

O envio dos projetos marca um novo capítulo na tentativa da capital potiguar de reformular seu sistema de transporte, após sucessivas licitações desertas nas últimas gestões. Caso o cronograma seja mantido, o edital poderá ser lançado ainda em outubro de 2025, iniciando um processo que promete mudar a história da mobilidade urbana em Natal.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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RN é 3º estado com maior percentual de trabalhadores e estudantes em municípios diferentes de onde moram, aponta IBGE

RN é 3º estado com maior percentual de trabalhadores e estudantes em municípios diferentes de onde moram, aponta IBGE

Censo 2022 revela que mais de 150 mil potiguares trabalham fora do município de residência; Parnamirim lidera em números absolutos

RN é 3º estado com maior percentual de trabalhadores e estudantes em municípios diferentes de onde moram, aponta IBGE

O Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição nacional entre os estados com maior percentual de pessoas que trabalham em municípios diferentes de onde residem. Os dados são da amostra sobre deslocamento para trabalho e estudo do Censo Demográfico 2022, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9).

Segundo o levantamento, 150.621 potiguares trabalhavam fora do município de residência em 2022, o que representa 16,16% da população ocupada. O estado ficou atrás apenas de Sergipe (16,94%) e Pernambuco (16,85%) nesse indicador.

Entre os municípios potiguares, Extremoz e São Gonçalo do Amarante, ambos na região metropolitana de Natal, apresentaram os maiores percentuais de trabalhadores fora do município de moradia: 58,28% e 57,01%, respectivamente. Parnamirim liderou em números absolutos, com 40.121 pessoas nessa situação, o equivalente a 43,55% dos trabalhadores locais.

Outros municípios com mais de 30% de trabalhadores atuando fora da cidade onde vivem incluem:

  • Vila Flor: 38,95%
  • Ruy Barbosa: 38,76%
  • Espírito Santo: 37,3%
  • Francisco Dantas: 36,71%
  • Várzea: 36,26%
  • Senador Georgino Avelino: 35,79%
  • Encanto: 34,67%

No outro extremo, Galinhos (1,35%), Tibau (2,35%) e Mossoró (2,68%) registraram os menores percentuais de deslocamento intermunicipal para trabalho.

Na capital Natal, 4,98% dos trabalhadores atuavam em outro município, totalizando cerca de 12,5 mil pessoas. Apesar do percentual relativamente baixo, Natal ficou em sétimo lugar entre as capitais brasileiras nesse quesito.

RN é 3º estado com maior percentual
RN é 3º estado com maior percentual

Transporte utilizado

O automóvel foi o meio de transporte mais utilizado pelos potiguares que trabalhavam em outro município (5,75%), seguido por ônibus (5,25%) e motocicleta (3,62%). Já entre os que trabalhavam no mesmo município de residência, a motocicleta foi o meio mais comum.

Deslocamento para estudo

O Censo também revelou que 40,34% dos estudantes de graduação no Rio Grande do Norte frequentavam instituições de ensino superior em municípios diferentes de onde moravam, o que representa pouco mais de 41 mil universitários. O estado também ficou em terceiro lugar nacional nesse indicador, atrás de Pernambuco (42,59%) e Sergipe (41,34%).

Entre os estudantes de especialização, mestrado ou doutorado, 42,54% estavam matriculados em instituições fora do município de residência, totalizando mais de 9 mil pessoas.

O levantamento também identificou deslocamento intermunicipal entre crianças de 0 a 10 anos. No estado, 4,5 mil crianças frequentavam creche ou pré-escola em outro município, o equivalente a 2,93% do total. Os municípios com maiores percentuais foram:

  • Parnamirim: 11,47%
  • São Gonçalo do Amarante: 11,29%
  • São José do Mipibu: 10,02%

No ensino fundamental e médio, mais de 43 mil estudantes estavam matriculados em escolas fora do município de residência, representando 7% do total. A faixa etária de 15 a 17 anos concentrou 12.028 desses estudantes.

Em números absolutos, os municípios com maior quantidade de pessoas estudando em outro município foram:

  • Parnamirim: 22.282
  • São Gonçalo do Amarante: 8.932
  • Natal: 5.839

Os dados do IBGE evidenciam a relevância da mobilidade intermunicipal no cotidiano dos potiguares, tanto para trabalho quanto para estudo, especialmente nas regiões metropolitanas.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Reprodução

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Governo Lula prepara proposta nacional para tarifa zero no transporte público

Governo Lula prepara proposta nacional para tarifa zero no transporte público

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Medida é estudada pelo Ministério da Fazenda e pode se tornar uma das principais bandeiras sociais do governo a partir de 2026.

O governo federal estuda criar uma política nacional de tarifa zero no transporte público, tornando gratuita a locomoção por ônibus e metrô em todo o país. A medida, que vem sendo articulada no Palácio do Planalto a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está sendo detalhada pelo Ministério da Fazenda, sob comando de Fernando Haddad, e pode se consolidar como uma das principais bandeiras sociais do governo.

O estudo em curso analisa o custo total do sistema, as formas de financiamento e os impactos econômicos da medida. Segundo Haddad, a proposta busca compreender quanto é investido atualmente por estados, municípios e empresas, e quanto sai diretamente do bolso do trabalhador. “Estamos fazendo uma grande radiografia do setor a pedido do presidente. Queremos entender quanto custa o sistema e quais alternativas de financiamento podem garantir acesso universal ao transporte”, afirmou o ministro em entrevista à EBC.

Lula quer transformar mobilidade em direito social

A iniciativa faz parte da nova fase do governo Lula, que, após pautas ligadas à justiça tributária e à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, pretende agora reforçar políticas sociais de alto impacto popular. O Partido dos Trabalhadores (PT) já tem tratado o tema como uma das prioridades para o próximo período de gestão.

Em publicação recente nas redes sociais, o partido afirmou:

“Com a Tarifa Zero, a cidade fica mais justa e inclusiva: mais oportunidades para quem mora longe, mais tempo e dinheiro para a família, mais gente circulando com segurança e respeito. Essa é uma bandeira do PT e do presidente Lula para garantir mobilidade como direito, não privilégio.”

A proposta, segundo integrantes do governo, deve ser implantada de forma gradual, começando por cidades-piloto e se expandindo conforme os resultados e a capacidade de financiamento.

O desafio do financiamento

O principal obstáculo para a adoção do transporte público gratuito em escala nacional é o modelo de financiamento. Atualmente, mais de 90% das cidades brasileiras que possuem transporte coletivo não destinam recursos públicos diretos ao setor, de acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU).

Estudos da Fundação Rosa Luxemburgo apontam que seria possível financiar a gratuidade com uma contribuição mensal de empresas com mais de nove funcionários, estimada em cerca de R$ 230 por empregado — valor que geraria mais de R$ 43 bilhões por ano, suficiente para custear praticamente todo o sistema de tarifa zero no país.

Contexto político e social

A discussão sobre a tarifa zero ganhou força nas últimas semanas após a rejeição do projeto em Belo Horizonte, o que levou movimentos sociais, estudantes e sindicatos a organizarem uma caravana nacional pela gratuidade em Brasília. O grupo defende que o transporte deve ser tratado como um direito social universal, financiado pelos mais ricos e operado de forma pública ou autogerida.

Embora a equipe econômica reconheça que não há tempo hábil para implantar o sistema antes de 2026, o projeto é visto como um trunfo político e eleitoral para o governo Lula. Além de agradar à população, a gratuidade poderia ter reflexos positivos sobre a inflação, ao eliminar o impacto dos reajustes de tarifa no Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

Com 136 municípios já oferecendo transporte gratuito, o Brasil é o país com o maior número de cidades com tarifa zero no mundo. A proposta do governo Lula, no entanto, busca algo inédito: uma política nacional unificada, com participação direta da União no financiamento da mobilidade urbana.

Se concretizada, a medida pode redefinir a forma como os brasileiros se deslocam — e consolidar o transporte como um direito essencial, equiparado à saúde e à educação.

Fotos: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo/Ilustração / Prefeitura São Caetano do Sul/Ilustração/Divulgação

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STJ autoriza publicidade das empresas de app em abrigos de ônibus

STJ autoriza publicidade das empresas de app em abrigos de ônibus

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Decisão reconhece que aplicativos não concorrem com transporte coletivo urbano e reforça a aplicação da Lei da Liberdade Econômica

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por maioria, que aplicativos de transporte, como a Uber e a 99, não configuram concorrência com o transporte coletivo urbano e, portanto, podem veicular publicidade em abrigos de ônibus. O caso envolve a cidade de Belo Horizonte (MG). O julgamento ocorreu em 25 de agosto e foi publicado no último dia 16 de setembro de 2025.

A decisão restabelece uma sentença de primeira instância que garantia o direito à empresa Emerge BH Publicidade S.A., responsável pela exploração comercial dos abrigos. A cláusula contratual que proibia anúncios de serviços concorrentes havia sido validada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), mas acabou derrubada pela Corte Superior.

Argumentos do STJ

Para o ministro Mauro Campbell Marques, seguido por Afrânio Vilela e Teodoro Silva Santos, não há conflito direto entre os dois serviços:

“Não há concorrência entre o serviço de transporte urbano público coletivo e o serviço de transporte urbano individual privado. A relação entre ambos é de complementaridade”, afirmou o voto vencedor.

Outro trecho ressaltou que a execução de contratos administrativos não pode servir para frear a inovação ou novas tecnologias de mobilidade.

Já o relator, ministro Francisco Falcão, ficou vencido. Para ele, a restrição era legítima para proteger a sustentabilidade do transporte coletivo.

Impactos da decisão

O julgamento cria um precedente relevante ao aplicar a Lei da Liberdade Econômica (Lei 13.874/2019) em contratos públicos, delimitando que a restrição contratual não pode impedir a livre atividade de setores distintos.

Além de liberar um mercado publicitário até então restrito, a decisão também reforça a distinção entre os modais: o transporte coletivo, com tarifas fixas e rotas regulares, e o individual por aplicativo, com preços dinâmicos e atendimento sob demanda.

O que dizem os estudos

Apesar do entendimento do STJ, pesquisas recentes apontam que aplicativos e transporte coletivo disputam parte do mesmo público, especialmente em viagens curtas. Segundo levantamento da CNT/NTU (2024), o uso de apps saltou de 1% para 11,1% entre 2017 e 2024, enquanto a participação do ônibus caiu de 45,2% para 30,9%.

Pesquisadores alertam que essa migração pressiona a sustentabilidade do transporte coletivo, podendo gerar cortes na oferta de ônibus, aumento de congestionamentos e maior necessidade de subsídios públicos.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN

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DER/RN libera veículo irregular da linha S1

DER/RN libera veículo irregular da linha S1

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Após apreensão por falhas mecânicas e descumprimento de regras, veículo voltou a operar normalmente, levantando críticas sobre a fiscalização do transporte alternativo no RN.

O veículo 1.E1.10 da linha S1 (São Gonçalo/Natal/Centro), que havia sido apreendido pelo Departamento de Estradas de Rodagem do RN (DER/RN) após denúncias de falhas mecânicas e descumprimento das regras de operação, voltou a circular normalmente. A liberação ocorreu apesar das irregularidades já constatadas pelo próprio órgão fiscalizador, o que levanta questionamentos sobre a real efetividade da fiscalização no sistema de transporte alternativo metropolitano.

A apreensão do veículo, fabricado há mais de 13 anos, foi divulgada nesta coluna como resultado direto das denúncias encaminhadas por usuários e confirmadas em vistoria do DER/RN. Durante a inspeção, foram identificados problemas estruturais, ausência da Ordem de Serviço e falhas recorrentes, que vinham comprometendo a segurança dos passageiros. Ainda assim, poucos dias depois, o carro voltou às ruas, em clara contradição com o que determina o decreto que regula o transporte alternativo.


Grande Natal tem mais 20 alternativos circulando de forma irregular

A coluna MOBILIDADE EM PAUTA já havia apresentado que a Grande Natal conta, atualmente, com mais de 20 veículos do transporte alternativo circulando de forma irregular. Na linha S1, além do carro 1.E1.10, outros dois micros que operam a linha também estão irregulares: 1.E1.11, fabricado em 2011; e 1.E1.50, fabricado em 2010.


Fiscalização sob suspeita

A decisão de liberar novamente um veículo considerado inapto para operação coloca em dúvida a postura do DER/RN diante das irregularidades que afetam diariamente a população da Grande Natal. Na prática, o órgão reconhece os riscos, mas permite que eles continuem existindo, expondo passageiros a situações de perigo.

Frota envelhecida e sem vistoria

Segundo dados levantados, todos os veículos alternativos fabricados antes de 2012 não poderiam mais estar em circulação regular, uma vez que o DER/RN não pode conceder vistoria a carros fora do limite de idade máxima previsto. Ainda assim, a realidade mostra outro cenário: pelo menos 20 veículos seguem rodando de forma irregular, sem a devida autorização e sem garantia mínima de segurança.

A situação do alternativo 1.E1.10 é apenas a face mais visível de um problema que se espalha por diversas linhas. Recentemente, outro caso foi registrado com o veículo 1.E1.47 da linha Regomoleiro/Centro, fabricado em 2010, que também foi alvo de fiscalização. O episódio ampliou ainda mais a lista de veículos que operam em desacordo com a legislação.

Risco diário para os passageiros

A manutenção precária, somada à ausência de fiscalização efetiva e à liberação de veículos sem condições de rodar, cria um ambiente perigoso para os milhares de passageiros que dependem do transporte alternativo. A cada dia, cresce a sensação de insegurança entre os usuários, que não têm qualquer garantia de que os carros estão aptos a oferecer um serviço seguro e de qualidade.

O episódio da linha S1 demonstra a necessidade de uma atuação mais rigorosa e transparente do DER/RN, capaz de impedir que irregularidades sejam ignoradas em detrimento da segurança da população. Enquanto isso não acontece, os usuários seguem expostos aos riscos de um sistema que deveria priorizar a proteção à vida, mas insiste em fechar os olhos para as falhas que se repetem diariamente.

Fotos: Reprodução/MOBILIDADE EM PAUTA

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Acidentes com motocicletas em Natal crescem 12,2% em 2025

Acidentes com motocicletas em Natal crescem 12,2% em 2025

Campanha Trânsito Cidadão aponta aumento de ocorrências e infrações nas vias da capital

Acidentes com motocicletas em Natal crescem 12,2% em 2025

O número de acidentes envolvendo motocicletas em Natal aumentou 12,2% entre janeiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram registrados 889 acidentes em rodovias federais e estaduais que cortam a capital potiguar, ante 792 em 2024.

Os dados foram divulgados durante coletiva sobre a campanha Trânsito Cidadão, lançada em abril de 2025. A iniciativa tem como objetivo reduzir o número de acidentes e promover a conscientização dos condutores.

A maior parte dos atendimentos hospitalares relacionados ao trânsito envolve motociclistas, seguidos por ciclistas. O perfil das ocorrências aponta para a vulnerabilidade desses grupos nas vias urbanas e rodoviárias.

Entre abril e setembro, a campanha realizou 34 blitzes educativas e de fiscalização. Foram lavrados 960 autos de infração. Do total, 38% dos veículos abordados estavam sem licenciamento, e 36,45% dos condutores não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Acidentes com motocicletas
Acidentes com motocicletas

As BRs 101 e 226, que atravessam a capital, registraram aumento significativo no número de acidentes. A situação reforça a necessidade de planejamento urbano voltado à segurança viária, incluindo a implantação de ciclovias e ciclofaixas.

A campanha Trânsito Cidadão será avaliada nos próximos meses para medir os impactos das ações realizadas e orientar novas estratégias. O foco é reduzir os índices de acidentes envolvendo motociclistas, que representam parcela expressiva das vítimas do trânsito em Natal.

A mobilidade urbana e a segurança viária seguem como desafios para a gestão pública. A fiscalização, aliada à educação no trânsito, é apontada como ferramenta essencial para a redução de ocorrências e para a preservação de vidas.

Foto: Geovana Albuquerque/Renato Araújo/Agência Brasília

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SETURN cobra solução para gestão das faixas exclusivas da Av. Roberto Freire em Natal

SETURN cobra solução para gestão das faixas exclusivas da Av. Roberto Freire em Natal

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O principal eixo turístico e de mobilidade de Natal, a Avenida Engenheiro Roberto Freire, segue em meio a impasses quanto à gestão de suas faixas exclusivas de ônibus. Implantadas em outubro de 2020 com o objetivo de dar mais agilidade ao transporte coletivo, as vias hoje sofrem com falta de manutenção, indefinição de competências entre os órgãos públicos e atrasos constantes, impactando diretamente milhares de passageiros todos os dias.

Para o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (SETURN), a situação compromete não apenas a eficiência do transporte coletivo, mas também a imagem turística da cidade.

“A descontinuidade na manutenção e a indefinição de competências entre os órgãos públicos enfraquecem essa política urbana, prejudicando diretamente milhares de passageiros e afetando também a imagem turística da cidade. É preciso aplicar, de forma coordenada, os instrumentos previstos em lei, assegurando que os investimentos em infraestrutura de mobilidade tragam retorno social imediato”, afirmou Augusto Costa Maranhão Valle, coordenador jurídico do SETURN.

Cobrança por coordenação

Segundo o SETURN, é fundamental que os corredores estruturantes da capital, como a Roberto Freire, sejam tratados como ativos estratégicos de desenvolvimento urbano, capazes de integrar turismo, economia e inclusão social. O sindicato reitera que está disposto a colaborar com o poder público para que a gestão seja unificada e efetiva.

Atualmente, Natal possui 50,23 km de faixas exclusivas. A STTU administra 40,96 km, enquanto os 9,27 km restantes — que incluem a Av. Roberto Freire e a Ponte Newton Navarro — estão sob responsabilidade do DER-RN e do Dnit. Essa fragmentação, segundo especialistas, explica a falta de padronização e manutenção.

Divergências entre órgãos

A STTU já manifestou interesse em assumir a gestão integral da Roberto Freire, alegando que a municipalização garantiria maior agilidade nas respostas às demandas locais. Hoje, a secretaria fiscaliza apenas os trechos que administra, utilizando agentes, videomonitoramento e serviços de sinalização.

O DER-RN, responsável direto pela Roberto Freire, informa que sua atuação se limita a obras de pavimentação, recapeamento e tapa-buracos, transferindo a responsabilidade de fiscalização ao CPRE. Já o Dnit esclarece que sua competência se restringe às rodovias federais, sem responsabilidade direta sobre a operação das faixas de ônibus.

Enquanto o impasse permanece, o Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU) discute propostas para expandir o sistema de faixas exclusivas em outras áreas da cidade, como a BR-101, o trecho entre o Centro Administrativo e o Natal Shopping, e a requalificação da Av. Nevaldo Rocha, com investimento estimado em R$ 24,6 milhões.

Faixas como política pública

O Plano Diretor de Natal e a Política Nacional de Mobilidade Urbana estabelecem como diretriz a priorização do transporte coletivo e dos modais ativos, assegurando eficiência e segurança nos deslocamentos. Para especialistas, quando bem geridas, as faixas exclusivas não apenas reduzem o tempo de viagem e aumentam a confiabilidade do transporte coletivo, mas também contribuem para diminuir gastos com subsídios tarifários.

O desafio agora é garantir que a Roberto Freire, vitrine turística da cidade, não se torne símbolo da desarticulação entre os órgãos responsáveis.

Fotos: Divulgação/SETURN

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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STTU promete anunciar edital de licitação do transporte público de Natal até outubro; tarifa deve subir para R$ 5,10

STTU promete anunciar edital de licitação do transporte público de Natal até outubro; tarifa deve subir para R$ 5,10

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) confirmou que pretende lançar, até outubro, o aguardado edital de licitação do transporte público da capital. A informação foi divulgada pela secretária Jódia Melo durante entrevista a uma rádio de Natal, que detalhou as etapas finais do processo, elaborado com a consultoria da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP).

A licitação busca encerrar mais de 20 anos de indefinições jurídicas no sistema e será estruturada para garantir melhorias na frequência dos ônibus e no atendimento à população. Segundo a STTU, os cálculos foram feitos para que o tempo médio de espera nas paradas seja de 12 minutos, com limite máximo de 30 minutos nos pontos mais desfavoráveis.

Equilíbrio financeiro é desafio

O ponto mais sensível do edital está no equilíbrio econômico-financeiro do sistema. Atualmente, a tarifa técnica é de R$ 5,14, mas o usuário paga R$ 4,90. A diferença de 5% é subsidiada pela Prefeitura. Para viabilizar a licitação, o município admite que será preciso ampliar esse subsídio, seguindo exemplos de capitais como Brasília e Goiânia, que chegam a custear 75% e 66% do transporte, respectivamente.

Possibilidade de aumento da tarifa

A secretária Jódia Melo reconheceu a possibilidade de reajuste tarifário, embora tenha descartado qualquer mudança em 2025. Segundo ela, os cálculos podem levar a um valor de até R$ 5,10. Caso ocorra, a alteração só será aplicada em 2026, quando as empresas vencedoras assumirem a operação plena do sistema.

Renovação da frota

O edital também prevê a renovação significativa da frota de ônibus. Hoje, a idade média dos veículos que circulam em Natal é de quase 11 anos. O novo modelo exigirá idade média de seis anos e máxima de 12 anos, o que deve representar ganhos em conforto, segurança e confiabilidade para os usuários.

Transição

Após a contratação, as novas operadoras terão um prazo de seis meses para realizar a transição e começar a operar com 100% da capacidade. Esse período será fundamental para que as empresas realizem os investimentos exigidos na frota e na operação.

Com isso, a Prefeitura de Natal dá um passo importante para modernizar o transporte coletivo, embora ainda reste a dúvida sobre como será garantido o financiamento do sistema sem pesar no bolso dos usuários.

Foto: Matheus Felipe/Ilustração/Arquivo

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Natal conquista Prêmio Cidade Caminhável 2025, mas falta de fiscalização deixa pedestres sem espaço

Natal conquista Prêmio Cidade Caminhável 2025, mas falta de fiscalização deixa pedestres sem espaço

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Reconhecimento internacional pelo projeto da Avenida do Contorno expõe contraste entre avanços na mobilidade ativa e descaso com calçadas ocupadas por veículos na capital potiguar

Natal conquistou nesta quarta-feira (24) o Prêmio Cidade Caminhável 2025, concedido pelo Instituto Caminhabilidade em parceria com a conferência internacional Walk 21 e com apoio da Fundação Urban95. A capital potiguar venceu na categoria Cidades Médias com o projeto de reurbanização da Avenida do Contorno, iniciativa da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).

A transformação da via — antes voltada quase exclusivamente ao tráfego de veículos — criou um calçadão acessível, ciclovia e pista de cooper, integrando mobilidade, lazer e contemplação do Rio Potengi. O projeto foi destacado pelo júri pela ousadia em retirar faixas de veículos para priorizar pedestres e ciclistas, algo ainda raro nas cidades brasileiras.

A arquiteta e urbanista Zilsa Santiago, integrante do júri, elogiou a iniciativa: “O mérito está na coragem de requalificar um espaço estrutural com foco nas pessoas.”

Com a conquista, Natal passa a integrar o mapa nacional de boas práticas em caminhabilidade, além de ter sua experiência divulgada em documentários e podcasts especializados em mobilidade sustentável.

Uma cidade mais acessível

Segundo a então secretária de Mobilidade Urbana, Daliana Bandeira, o projeto simboliza uma nova visão de cidade:

“O local proporciona calçada para caminhada com segurança, ciclovias, praças e espaço para veículos, todos convivendo em harmonia e respeito. Foi pensado para ser vivido pela população.”

Nos últimos anos, Natal iniciou um processo de padronização e recuperação de calçadas, atendendo a antigas demandas por acessibilidade. A medida foi impulsionada por ações judiciais movidas pelo Ministério Público do RN, que cobrou do município a obrigação de garantir passeios públicos acessíveis.

O problema que persiste: calçadas tomadas por carros

Apesar dos avanços, a realidade cotidiana dos pedestres segue marcada por obstáculos. Muitas calçadas, inclusive recém-reformadas, são ocupadas por veículos estacionados irregularmente, criando barreiras para idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças.

Anteriormente, a coluna MOBILIDADE EM PAUTA já havia publicado sobre o avanço em acessibilidade que as calçadas de Natal receberam – reforçando a melhoria na questão central da caminhabilidade, mas que as mesmas seguem bloqueadas por carros e obstáculos.

Relembre:

Na ocasião, secretário adjunto de Trânsito de Natal, Newton Filho, explicou que a fiscalização é diária e contínua:

“A STTU mantém uma operação diária de fiscalização para coibir o estacionamento irregular sobre os passeios públicos. Essa ação é permanente e busca garantir que as calçadas estejam sempre livres para o trânsito seguro de pedestres.”

A promotora de Justiça Rebeca Monte Nunes Bezerra, que atua na defesa dos direitos da pessoa com deficiência e do idoso, aponta que a situação está judicializada, mas exige medidas mais firmes:

“Não adianta termos calçadas refeitas se elas continuam sendo bloqueadas por carros. É preciso intensificar a fiscalização da STTU, multar e até remover veículos que invadem a faixa livre do pedestre.”

A promotora reforça que a legislação exige 1,5 metro de faixa livre — podendo cair para 1,20m em casos excepcionais —, mas muitos motoristas ignoram a regra. “Todo mundo sabe que não pode estacionar em cima da calçada. Falta consciência, mas também falta fiscalização”, completa.

Falta de fiscalização da STTU

Embora a STTU seja responsável por coibir as infrações, a atuação ainda é considerada tímida diante da demanda. Para o Ministério Público, uma campanha educativa somada a penalizações efetivas seria essencial para mudar o comportamento de motoristas e comerciantes que avançam sobre o espaço do pedestre.

“O estacionamento só pode existir se houver placa e sinalização. Se o motorista joga o carro em cima da calçada, precisa ser multado e o veículo guinchado. Essa prática já está prevista em lei”, defende a promotora.

Reconhecimento e desafio

O Prêmio Cidade Caminhável 2025 coloca Natal em posição de destaque no debate sobre mobilidade sustentável no Brasil. Porém, o contraste entre o reconhecimento internacional e os problemas locais expõe um desafio: transformar o discurso em prática cotidiana, garantindo que pedestres tenham o direito de circular com segurança e dignidade.

Para especialistas, a cidade tem condições de se consolidar como referência nacional, mas isso depende de um passo essencial: fiscalizar e punir o desrespeito às calçadas.

Fotos: Demis Roussos/STTU / Magnus Nascimento/STTU / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Fetronor defende faixas exclusivas e STTU aponta expansão, mas falta de fiscalização reduz ganhos da mobilidade

Fetronor defende faixas exclusivas e STTU aponta expansão, mas falta de fiscalização reduz ganhos da mobilidade

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Campanha reforça importância das faixas de ônibus, enquanto o Conselho Municipal de Mobilidade discute ampliação dos corredores em Natal; desrespeito de motoristas ainda compromete a eficiência

Durante a Semana Nacional de Trânsito, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor) lançou em Natal uma campanha de conscientização para destacar a importância do respeito às faixas exclusivas e semi-exclusivas de ônibus.

Com o slogan “Respeitar a faixa exclusiva de ônibus é priorizar o cidadão”, a iniciativa alerta para o impacto negativo da invasão desses corredores por veículos particulares. Segundo a entidade, a prática compromete a mobilidade urbana, aumenta o tempo de viagem e reduz a qualidade do serviço prestado a milhares de usuários.

O presidente da Fetronor, Eudo Laranjeiras, destacou que o tema vai além do cumprimento da lei:

“O respeito às faixas não é apenas uma questão de obediência, mas de cidadania. Cada minuto perdido representa menos qualidade de vida para quem já enfrenta os desafios diários da mobilidade em Natal.”

Desde a implantação, em 2013, os corredores chegaram a reduzir em até 25 minutos o tempo de deslocamento em vias como a Avenida Nevaldo Rocha. Hoje, com as constantes invasões, esse ganho caiu para cerca de cinco minutos nos horários de pico.

STTU aponta necessidade de ampliar corredores

Paralelamente à campanha da Fetronor, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) levou ao Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU) a discussão sobre a expansão das faixas exclusivas.

Entre as propostas estão:

  • 3,22 km na BR-101, entre o Shopping Via Direta e a Igreja Universal;
  • 1,24 km entre o Centro Administrativo e o Natal Shopping;
  • Requalificação da Av. Nevaldo Rocha, com 4,5 km e investimento de R$ 24,6 milhões.

A implantação de parte das novas faixas, contudo, também depende do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/RN), órgão responsável pelas vias federais – no caso das marginais da BR-101, onde a STTU propôs os novos corredores.

Não há confirmação por parte da CMTMU sobre avanços de discussões com o DNIT para a expansão das faixas na via federal.

De acordo com a secretária Jódia Melo, as medidas beneficiarão cerca de 35 linhas de ônibus e podem reduzir em até 15 minutos o tempo das viagens.

O CMTMU, que reúne representantes do poder público, sociedade civil e operadores do sistema, tem o papel de avaliar e acompanhar essas políticas, garantindo participação ampla nas decisões.

O desafio da fiscalização

Apesar dos avanços institucionais e do consenso em torno da necessidade de priorizar o transporte coletivo, a falta de fiscalização é hoje um dos maiores gargalos. Motoristas de veículos particulares seguem utilizando as faixas de ônibus de forma irregular, especialmente nos horários de pico, diminuindo os ganhos obtidos com os corredores.

Sem a presença efetiva de agentes de trânsito ou uso de tecnologia para registrar infrações, os corredores acabam funcionando apenas parcialmente. Isso gera frustração entre os usuários do transporte público, que deixam de sentir a diferença prometida com a implantação das faixas.

Ações concretas

A campanha da Fetronor e as propostas de expansão apresentadas pela STTU apontam para o mesmo caminho: priorizar o transporte público como estratégia de mobilidade sustentável.

No entanto, enquanto a fiscalização não se tornar rotina e efetiva, os ganhos com os corredores seguirão limitados. A cidade de Natal possui hoje mais de 50 km de faixas de ônibus, mas sua eficiência depende diretamente do cumprimento das regras por todos os usuários da via.

A pauta está na mesa: campanhas, investimentos e planejamento já existem. O próximo passo precisa ser ação concreta na fiscalização para garantir que a prioridade ao transporte coletivo seja real, e não apenas teórica.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN

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Um mês após unificação de paradas em Potilândia, DER/RN segue sem agir e complica trânsito na zona Sul de Nata

Um mês após unificação de paradas em Potilândia, DER/RN segue sem agir e complica trânsito na zona Sul de Natal

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Implantada pela STTU, medida trouxe organização para os ônibus urbanos, mas a falta de orientação do órgão estadual mantém alternativos parando de forma irregular e prejudicando usuários e o tráfego na zona Sul

Nesta quinta-feira (12), completou-se um mês desde que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) implantou a unificação das paradas de ônibus em Potilândia, na zona Sul de Natal. A medida buscou reorganizar o embarque e desembarque dos passageiros, dando mais segurança e fluidez ao transporte público urbano no trecho da BR-101.

Apesar da ação da prefeitura, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) segue sem adotar providências para informar aos operadores intermunicipais que circulam pela região. A ausência de orientações – algo básico por parte do órgão gestor do transporte estadual – mantém motoristas e usuários sem referência sobre os locais adequados para embarque e desembarque.

A falta de posicionamento do DER tem causado transtornos diários. A maioria dos veículos que atuam no transporte intermunicipal, segue realizando paradas de embarque e desembarque próximo à passarela de Potilândia. No local, não há mais nada que identifique a parada. E os usuários precisam esperar os veículos debaixo de sol e chuva, uma vez que não há abrigo.

A situação é completamente da parada onde os ônibus urbanos já realizam seus embarques e desembarques, um pouco antes da passarela, onde funcionava a antiga estação de transferência – inclusive com a estrutura aproveitada, ofertando mais conforto e comodidade para quem aguarda o transporte.

O descaso do DER/RN não é só para com os usuários do transporte intermunicipal. O fato de haver dois pontos de embarque e desembarque tão próximos agrava os congestionamentos em horários de pico, além de aumentar o risco de acidentes em uma das áreas mais movimentadas da cidade.

Ingerência do DER/RN

A integração entre as ações municipais e estaduais é fundamental para melhorar a mobilidade em Natal. A prefeitura conseguiu dar o primeiro passo ao organizar o sistema urbano, mas sem que o DER assuma sua parte no processo, o resultado prático fica aquém do esperado.

Anteriormente, a coluna MOBILIDADE EM FOCO há havia destacado a ingerência do DER/RN, que não orientou os operadores do transporte sobre uma mudança simples – e com o propósito de melhorar tanto a vida dos usuários do transporte público, quanto o tráfego da região, que enfrenta muitos congestionamentos.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN

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Prefeitura de Parnamirim deve lançar ação para fiscalizar transporte Interbairros após visita à STTU

Prefeitura de Parnamirim deve lançar ação para fiscalizar transporte Interbairros após visita à STTU

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Coluna apurou que a SESDEM estuda adotar medidas semelhantes às de Natal; frota antiga e falta de acessibilidade seguem entre os principais desafios

Na última quarta-feira (10), representantes da Secretaria Municipal de Segurança, Defesa Social e Mobilidade Urbana (SESDEM) de Parnamirim estiveram na Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), em Natal, em reunião conduzida pelo secretário adjunto de Transporte da capital, Saulo Spinelly.

O encontro apresentou projetos em andamento na mobilidade de Natal, incluindo a operação Rodar Legal, voltada à fiscalização e regularização do transporte opcional, além da licitação do sistema de transporte público, prevista para este semestre.

Reflexo em Parnamirim

A coluna Mobilidade em Pauta apurou que a visita também teve como objetivo colher experiências para que a SESDEM implemente em Parnamirim uma ação semelhante de fiscalização, voltada ao transporte Interbairros, modalidade sob responsabilidade direta da prefeitura.

Segundo fontes ouvidas da SESDEM pela coluna, a secretaria avalia lançar operação de recadastramento e vistoria, nos moldes do que Natal fez recentemente com o transporte opcional.

No início do mês, após a STTU recadastrar os permissionários e cassar as concessões que não procuraram a pasta, a coluna MOBILIDADE EM PAUTA abordou a necessidade urgente de Parnamirim também realizar ação semelhante.

Relembre:

Caso a ação de fiscalização – e seus eventuais desdobramentos – se concretizem, a pergunta essencial é: o que vai sobrar da atual frota em operação, que possa permanecer apta a circular?

Frota envelhecida

O transporte Interbairros de Parnamirim enfrenta uma problemática histórica. Grande parte da frota em circulação tem mais de 20 anos de fabricação, descumprindo requisitos mínimos de qualidade e manutenção.

Além da idade avançada dos veículos, há relatos de quebras frequentes e de veículos sem condições adequadas de operação.

Acessibilidade inexistente

Outro ponto crítico é a ausência de acessibilidade. Passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida não encontram condições adequadas para utilizar o serviço, já que a frota não conta com plataformas elevatórias nem adaptações mínimas exigidas pela legislação federal de transporte público.

Rotas não cumpridas

Usuários também denunciam que diversas linhas do Interbairros não cumprem integralmente suas rotas, deixando bairros sem atendimento regular. Em alguns casos, os veículos alteram o itinerário por conta própria, afetando a previsibilidade do serviço.

Expectativa sobre fiscalização

Com a experiência observada em Natal, onde a STTU cassou recentemente 95 permissões de transporte opcional por irregularidades, espera-se que a SESDEM adote medidas mais rígidas para corrigir as falhas estruturais no sistema municipal de Parnamirim.

A eventual implantação da fiscalização representaria um primeiro passo para enfrentar problemas crônicos do transporte local, marcado por veículos antigos, ausência de acessibilidade e falhas operacionais.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN / Divulgação/STTU

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STTU cassa 95 permissões do transporte opcional em Natal por falta de recadastramento

STTU cassa 95 permissões do transporte opcional em Natal por falta de recadastramento

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Coluna Mobilidade em Pauta apurou que apenas 9 das autorizações cassadas estavam em operação; as demais estavam inativas há até 20 anos

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira (1º), a Portaria nº 123/2025, determinando a cassação definitiva de 95 permissões do transporte público opcional em Natal. A decisão tem como base o descumprimento da etapa de vistoria veicular e atualização cadastral prevista na operação “Rodar Legal Não é Opcional”.

Segundo levantamento da coluna Mobilidade em Pauta, apenas 9 das permissões cassadas estavam efetivamente em operação atualmente. As demais já estavam inativas, algumas há dois anos, outras há até duas décadas.

A operação foi lançada em junho deste ano com o objetivo de assegurar maior segurança, legalidade e qualidade no serviço prestado. Todos os operadores foram convocados a realizar agendamento eletrônico para vistoria e atualização documental. O prazo inicial foi de 60 dias, a partir de 10 de junho.

Durante o processo, a STTU prorrogou em mais 10 dias o prazo, em razão da greve dos servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN), que dificultou a emissão de documentos. O novo limite passou a ser 20 de agosto.

Apesar da prorrogação, muitos permissionários não compareceram dentro do prazo estabelecido, resultando na perda definitiva do direito de operação. De acordo com a portaria, os veículos vinculados às autorizações cassadas não podem mais circular como transporte opcional em Natal.

Programa de recadastramento

A primeira convocação oficial ocorreu em 10 de junho, com a publicação da Portaria nº 0100/2025. A STTU determinou que todos os permissionários deveriam realizar a vistoria veicular e a atualização cadastral obrigatória, exclusivamente mediante agendamento eletrônico pela plataforma Natal Digital.

As inspeções foram realizadas nos dias 26 e 27 de junho e 4 e 5 de julho, sempre das 8h às 14h, em locais informados no ato do agendamento. A secretaria organizou cinco equipes, cada uma formada por dois vistoriadores e um analista de documentos, com capacidade para atender até 24 veículos por dia.

Ainda conforme a portaria, o não comparecimento injustificado acarretaria a suspensão imediata da permissão de operação, o que posteriormente evoluiu para a cassação definitiva das autorizações.

Impactos da medida

A decisão da STTU representa a retirada formal de 95 autorizações do sistema do transporte opcional. Na prática, no entanto, o impacto imediato sobre os usuários tende a ser limitado, já que a maioria dos veículos não estava circulando. Apenas 9 dos permissionários ainda mantinham a operação regular.

Com isso, a medida atinge principalmente permissões inativas, algumas sem uso há até 20 anos, que permaneciam formalmente registradas, mas sem atendimento efetivo à população.

A ação faz parte do esforço do município em regularizar o sistema e garantir que apenas veículos em condições legais e devidamente cadastrados possam atender passageiros.

Foto: Arquivo/Ilustração/POR DENTRO DO RN

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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STTU unifica paradas de ônibus em Potilândia, mas DER não comunica empresas e trânsito segue prejudicado

STTU unifica paradas de ônibus em Potilândia, mas DER não comunica empresas e trânsito segue prejudicado

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Enquanto a STTU reorganiza pontos para melhorar a mobilidade, o DER não informa empresas intermunicipais e causa prejuízos ao trânsito

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) anunciou a unificação das paradas de ônibus municipais e intermunicipais em Potilândia, zona Sul de Natal, como parte de um esforço para melhorar o tráfego e oferecer mais conforto aos passageiros. A medida, que teve início no último dia 18 de agosto, incorporou dois pontos intermunicipais da BR-101 Sul, no sentido Petrópolis, às paradas urbanas que já contavam com abrigos e sinalização.

Com a mudança, a parada em frente ao 7º Cartório foi integrada ao ponto urbano “7º Cartório | S263”, localizado após o supermercado Nordestão. Já a parada próxima à passarela de Potilândia passou a ser incorporada à parada “Potilândia | S272”, antiga estação de transferência. Essas alterações permitiram que passageiros de linhas intermunicipais utilizem estruturas com cobertura e proteção, algo inexistente nos antigos pontos, que não ofereciam condições adequadas de espera.

Ambas as paradas intermunicipais não dispunham de qualquer estrutura – havia apenas uma placa em postes indicando a parada intermunicipal. Diferente das paradas municipais, que contam com estrutura de abrigo para que os passageiros poderem esperar seus ônibus com mais conforto.

De acordo com informações apuradas pela coluna MOBILDADE EM FOCO, apesar da iniciativa da STTU, que buscou organizar e racionalizar o uso da via, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) não comunicou oficialmente às empresas intermunicipais sobre a mudança. A ausência dessa informação mantém motoristas realizando paradas nos antigos pontos, onde, como já destacado neste texto, não há abrigos, e contribui para o aumento dos congestionamentos na região, especialmente em Potilândia, que tem registrado fluxo intenso de veículos para o acesso ao viaduto do 4° centenário.

A BR-101, especialmente no trecho de Potilândia, é um dos principais corredores viários da capital potiguar, recebendo diariamente intenso fluxo de veículos particulares, ônibus urbanos e intermunicipais. A falta de integração entre os órgãos responsáveis gera impacto direto no trânsito, principalmente em horários de pico, quando ônibus param em locais sem estrutura, interrompendo a fluidez da via.

A medida da STTU demonstra que a integração de paradas pode ser positiva para a mobilidade urbana, ao oferecer maior conforto aos usuários e reduzir pontos de conflito no tráfego. Contudo, a inércia do DER em comunicar oficialmente às empresas intermunicipais mantém a sobreposição de paradas e dificulta a efetividade da mudança.

A falta de alinhamento entre órgãos estaduais e municipais reforça a necessidade de coordenação para que as ações voltadas à mobilidade tenham efeito real na melhoria do trânsito em Natal. Enquanto a STTU sinalizou e organizou os pontos, a ausência de medidas do DER impede que os motoristas de ônibus intermunicipais se adaptem às novas regras, prolongando os prejuízos à fluidez da BR-101.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Interdição na Avenida Boa Sorte altera trânsito e rotas de ônibus em Natal nesta segunda (18)

Intervenção afeta trânsito na Zona Norte de Natal e altera rotas de três linhas de ônibus

Interdição na Avenida Boa Sorte altera rotas de ônibus na Zona Norte de Natal

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) informou que, nesta segunda-feira (18), será realizada a interdição de um trecho da Avenida Boa Sorte, na altura do cruzamento com a Rua Couto Magalhães, localizada na Zona Norte de Natal. A medida será adotada em razão de uma obra executada pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).

Interdição na Avenida Boa Sorte modifica itinerários de ônibus na Zona Norte

A interdição ocorrerá das 7h às 17h e afetará o tráfego de veículos na região, incluindo alterações nos itinerários de três linhas de transporte público: N-07, N-27 e 600. A STTU divulgou os desvios que serão aplicados durante o período da intervenção.

Para as linhas N-07 e N-27, no sentido Mirassol → Ribeira, o percurso seguirá normalmente até a Avenida Industrial (Terminal), com acesso à Avenida Maranguape, Rua Sagrada Família e retorno à Avenida Boa Sorte, retomando o trajeto habitual. No sentido Terminal, os ônibus seguirão pela Avenida Boa Sorte, com acesso às avenidas Miguel de Cervantes e Maranguape, retomando o itinerário pela Avenida Industrial.

Já para a linha 600, no sentido Santa Catarina, o trajeto será mantido até a Avenida Santarém, com desvio pela Rua Sagrada Família e retorno à Avenida Boa Sorte. No sentido Parque dos Coqueiros, o percurso será pela Avenida Boa Sorte, com acesso à Avenida Miguel de Cervantes e Avenida Maranguape, retomando o trajeto normal.

A STTU orienta os passageiros a ficarem atentos às mudanças e informa que o canal de atendimento Alô STTU está disponível pelo telefone 156 para esclarecimentos e informações adicionais sobre os desvios e o andamento da obra.

A intervenção faz parte de ações de manutenção da infraestrutura urbana e poderá impactar o fluxo de veículos e o tempo de deslocamento na região. A recomendação é que motoristas e usuários do transporte público planejem seus trajetos com antecedência para evitar atrasos.

Fotos: Thales Albuquerque/Divulgação

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Pista marginal da BR-101 será interditada para obra de esgotamento sanitário em Natal

Pista marginal da BR-101 será interditada para obra de esgotamento sanitário em Natal

Serviços da Caern afetarão trecho entre ruas Agnaldo Gurgel Júnior e Elias Ferreira a partir de segunda (4)

A pista marginal da BR-101, no sentido Natal/Parnamirim, será interditada a partir da próxima segunda-feira (4.jul.2025), no trecho localizado no km 96,6. A intervenção ocorre para a implantação da rede de esgotamento sanitário sob a via, conforme informado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

O trecho afetado compreende a área entre a Rua Agnaldo Gurgel Júnior e a Rua Eletricista Elias Ferreira, no bairro de Candelária, zona Sul de Natal. A obra integra o projeto do Sistema de Esgotamento Sanitário que atenderá os bairros San Vale, Capim Macio e Neópolis.

Durante a execução dos serviços, uma faixa de tráfego será interditada de forma permanente, com possibilidade de bloqueio total em determinados momentos. A Caern destacou que se trata de uma obra com alto grau de complexidade técnica, o que exigirá escavações profundas e intervenções pontuais ao longo da pista marginal.

“Por se tratar de uma obra de grande complexidade técnica, que demanda escavações em profundidade e interferência em vias de alto fluxo, os serviços serão executados de forma parcial, com interdições temporárias ao longo do trajeto”, informou a companhia.

A previsão é de que esta etapa da obra seja concluída até o dia 4 de outubro de 2025. Durante esse período, o DNIT informou que atuará para preservar, sempre que possível, o tráfego local e o acesso ao comércio situado na região diretamente afetada.

Os demais veículos, incluindo os do transporte público, deverão utilizar a agulha de entrada para a pista principal da BR-101, localizada logo após o entroncamento com a Avenida da Integração. Sinalizações específicas serão instaladas no local para orientar os condutores.

De acordo com o cronograma da Caern, os serviços serão realizados em etapas, a fim de minimizar os impactos no trânsito e reduzir o tempo de bloqueio integral da via. A companhia solicita que os motoristas redobrem a atenção ao trafegar pela região e recomenda que utilizem rotas alternativas, especialmente nos horários de pico.

As intervenções fazem parte de um conjunto de obras complementares previstas no plano de saneamento da Região Metropolitana de Natal. O objetivo é ampliar a cobertura de esgoto na zona Sul da capital potiguar, atendendo à demanda crescente dos bairros residenciais e comerciais da região.

O DNIT informou que monitorará o andamento da obra em conjunto com a Caern e que novos comunicados serão emitidos em caso de alterações no cronograma ou no plano de interdição.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Transporte por aplicativo de motos no RN: tragédia anunciada sem regulamentação e sem controle

Transporte por aplicativo de motos no RN: tragédia anunciada sem regulamentação e sem controle

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A cada hora, hospital público do RN atende um motociclista vítima de colisão — o transporte por aplicativo de moto cresce, mas a impunidade e o risco seguem impunes

No primeiro semestre de 2025, o Hospital Walfredo Gurgel, principal hospital público do Rio Grande do Norte, registrou 4.329 atendimentos de motociclistas vítimas de colisões de trânsito. Em média, quase um paciente por hora foi internado por trauma causado por acidentes com motocicleta.

Esse número superou os atendimentos por AVC e quedas, que tradicionalmente lideravam o ranking de internações no estado. O custo social e econômico foi estimado em R$ 30 milhões, incluindo internação, procedimentos cirúrgicos, reabilitação e órteses.

“O Walfredo virou a linha de frente do trauma no estado. A raiz do problema está fora do hospital. Gastamos para reparar os danos da insegurança em vez de prevenir”, afirmou Geraldo Neto, gestor da unidade do hospital.

O perfil da tragédia

Um levantamento interno com 153 pacientes feridos revelou:

  • 78% eram os pilotos das motocicletas;
  • 57,1% sem habilitação no momento do acidente;
  • 36,4% não usavam capacete;
  • 59% estavam de sandálias ou descalços, contribuindo para fraturas graves nos membros inferiores.

A combinação de condutores sem proteção e com ausência de formação, pobreza do modelo de mobilidade urbana e falta de supervisão institucional compõem o cenário mortal que permeia a atividade informal — especialmente a dos motofretistas e passageiros em apps.

O crescimento da modalidade informal

Com o transporte coletivo público deficitário em Natal e na região metropolitana — composta com uma realidade de itinerários incompletos, superlotação, atrasos —, usuários buscam nas motocicletas por aplicativos uma alternativa rápida, em especial trabalhadores, mulheres que evitam caminhar à noite e moradores de bairros mal conectados.

Dados em São Paulo mostram que 72% da população apoia o serviço, por considerá-lo mais rápido (80%) e viável para chegar mais seguro (74%). No entanto, no RN, esse crescimento ocorre sem qualquer tipo de regulamentação.

Regulação pendente e debate nacional

A Lei 12.009/2009, que regula o mototaxista no Brasil, exige habilitação com mínimo de dois anos, uso de colete, capacete e treinamento. Aplicativos, porém, ignoram essas determinações.

Durante audiência na Câmara dos Deputados, puderam-se ouvir críticas contundentes:

“Aplicativos contratam trabalhadores sem verificar habilitação. Muitos têm contas fake e sem preparo para exercer a atividade”, disse Alessandro Sorriso, representante da categoria.

O deputado Yury do Paredão (MDB-CE) apresentou o PL 379/2025, propondo regulamentação para estabelecer treinamento mínimo, remuneração decente e controle efetivo da atividade.

Em São Paulo, enfrentamento judicial ocorre desde que a prefeitura editou decreto proibindo a modalidade. As empresas alegam respaldo legal com base na Lei 13.640/2018, mas autoridades locais apontam risco à saúde pública frente às quase 500 mortes em acidentes envolvendo motocicletas no último ano em SP.

No Rio Grande do Norte, Natal continua sem regulamentação para transporte por moto por aplicativo ou mototáxi. A Câmara Municipal de Natal discute revogar essa proibição, mas ainda não há projeto formal em tramitação.

O Conselho Estadual de Trânsito (CET‑RN) classificou a atividade como irregular, mas não sediou medidas de fiscalização sistemática. A coluna tentou contato com o presidente Harinson Almeida, sem sucesso até o momento.

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste – FETRONOR, Eudo Laranjeiras, reforçou o tom de alerta:

“Essa notícia é estarrecedora! Tivemos mais de 1.300 internações em seis meses. Isso representa um caos e um custo altíssimo ao Estado. É urgente (a necessidade de) capacitar esses trabalhadores e coibir a operação clandestina, que não tem respaldo nem proteção ao usuário.”

Laranjeiras ressaltou que, em Natal, a Lei Orgânica impede a figura do mototáxi — o que, na prática, reforça a informalidade dos serviços e sua incompatibilidade com padrões de segurança e direitos trabalhistas.

O custo da informalidade

Crescimento de acidentes:

  • 2021 — 1.139 sinistros
  • 2022 — 1.253
  • 2024 — 1.472
  • 61% das mortes no trânsito no RN envolvem motocicletas
  • A frota de motos (41,4%) superou a de automóveis (40,6%) no estado

No país, 38,6% das mortes no trânsito ocorrem com motociclistas, e a taxa de mortalidade cresceu 12,5% entre 2022 e 2023.

Os números revelam que o transporte por moto, se não for regulado com urgência, deixa um rastro de vítimas e consumo de recursos públicos sem retorno — além da angústia das famílias afetadas.

O paradoxo do transporte coletivo

Enquanto isso, Natal e Região Metropolitana patinam com ônibus antigos, itinerários mal planejados que não atendem a população de forma satisfatória e pouca de renovação da frota. A precariedade do coletivo impulsiona a explosão de alternativas informais, mas repete o mesmo padrão de operação sem controle nem garantia.

Até cidades com maior densidade como São Paulo registram crescimento da modalidade informal, mas investem em debates públicos e regulação. No RN, prevalece o vácuo institucional, o silêncio e o risco contínuo.

Custos cada vez maiores… e insegurança também!

A explosão dos apps de moto para passageiros no RN representa mais que conveniência — é a expressão de ineficácia da gestão do transporte coletivo pelas gestões municipais e estadual, e da omissão regulatória. O modelo informal trouxe risco individual e coletivo, sem segurança, sem direitos e sem fiscalização.

Até que o Estado se organize, preferencialmente proibindo o transporte de passageiros ou ao menos regule e organize as atividades, quem paga o preço mais alto são os motociclistas e passageiros feridos, seus familiares e o sistema público de saúde.

Foto: PRF/Divulgação / Arquivo/POR DENTRO DO RN

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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Enquanto o Rio de Janeiro avança para segunda licitação dos transportes, Natal segue estagnada e ainda não realizou nem a primeira

Enquanto o Rio de Janeiro avança para segunda licitação dos transportes, Natal segue estagnada e ainda não realizou nem a primeira

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A cidade do Rio de Janeiro se prepara para implementar uma nova etapa na modernização do transporte público com o lançamento de sua segunda licitação do sistema de ônibus, prevista para ser iniciada em abril de 2026. Enquanto isso, Natal, capital do Rio Grande do Norte, segue sem sequer realizar sua primeira licitação para o sistema de transporte coletivo, apesar de décadas de promessas e discussões.

A disparidade entre os dois municípios não se resume ao calendário de implementação. O que se observa é um abismo administrativo e estrutural entre capitais brasileiras que decidiram enfrentar os gargalos históricos da mobilidade urbana e aquelas que seguem em compasso de espera. Em meio a uma crise generalizada no setor, o caso natalense ilustra uma paralisia institucional que compromete a qualidade de vida de milhares de usuários que dependem do transporte coletivo diariamente.

Rio acelera processo e se antecipa a 2028

Na terça-feira, 22 de julho de 2025, o Rio de Janeiro lançou o edital de consulta pública da nova licitação para reestruturar o sistema de ônibus municipal. A ação dá início à reformulação completa do transporte coletivo carioca, com uma série de inovações que incluem frota 100% acessível, com ar-condicionado, detector de fadiga, aviso sonoro de parada, tecnologia embarcada e até carregadores USB para os passageiros.

O novo modelo foi antecipado em virtude de um acordo judicial firmado com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e os consórcios operadores. A primeira fase, que atenderá a região de Campo Grande e Santa Cruz, deve ser implantada até abril de 2026. A previsão é que toda a cidade esteja operando sob o novo regime até agosto de 2028, encerrando os contratos vigentes.

A remuneração das empresas será feita por quilômetro rodado e indicadores de desempenho, substituindo o modelo ultrapassado baseado apenas na quantidade de passageiros. A mudança representa um esforço para reduzir a precarização do serviço e fomentar investimentos em frota e qualidade. A prefeitura carioca ainda planeja construir garagens públicas para permitir a entrada de novos operadores e facilitar a concorrência.

Em Natal, o tempo passa, mas o edital não sai

Enquanto isso, Natal ainda patina na modelagem do edital. O processo de licitação, discutido desde o início dos anos 2000, nunca saiu do papel. Desde então, nenhum contrato regular de concessão foi assinado com as empresas operadoras do sistema, que atuam há décadas de forma precária, amparadas por autorizações provisórias e renovadas sucessivamente.

Em entrevista recente ao Diário do RN, o prefeito Paulinho Freire (União Brasil) afirmou que o edital está em fase final de ajustes e deve ser lançado entre setembro e outubro deste ano. Segundo ele, o projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) e promete “mudanças profundas” no sistema, como a inclusão de ônibus com ar-condicionado.

“Estamos finalizando a modelagem da nova licitação com o Tribunal de Contas. A expectativa é que o edital saia entre setembro e outubro”, afirmou o prefeito.

Apesar das promessas, o histórico joga contra a credibilidade das projeções. Desde 2015, ao menos três gestões municipais anunciaram que licitariam o transporte. Nenhuma delas conseguiu tirar o processo do papel. A justificativa atual, mais uma vez, são ajustes técnicos no edital — inclusive após a recomendação do TCE-RN, que, em relatório publicado este ano, apontou inconsistências que poderiam gerar custo adicional de até R$ 286 milhões ao longo da concessão, caso não fossem corrigidas.

Pandemia, aplicativos e evasão de passageiros

Entre as causas apontadas pela Prefeitura para a deterioração do serviço estão a pandemia e a popularização de aplicativos como Uber. Segundo Paulinho Freire, as empresas que operam o transporte coletivo de Natal perderam mais de 50% dos passageiros desde 2002.

Mas especialistas apontam que o problema é estrutural. A ausência de um contrato regular e de metas claras de desempenho faz com que o serviço permaneça sem fiscalização efetiva, enquanto os usuários enfrentam ônibus lotados, com ar-condicionado quebrado, itinerários reduzidos e frota antiga.

Um edital que nunca chega

Em abril de 2025, o secretário adjunto da STTU, Newton Filho, afirmou que os ajustes no edital de licitação estariam prontos até junho. A previsão atual empurrou a publicação para o segundo semestre, o que já é considerado tardio diante do vácuo regulatório histórico que marca o setor.

As alterações no edital foram solicitadas pelo TCE-RN, que recomendou revisão na modelagem contratual, buscando maior eficiência e menor custo público. Segundo o secretário, cerca de 1.800 contribuições foram recebidas durante a consulta pública. A última audiência ocorreu em julho de 2024, na OAB/RN.

Apesar do esforço técnico, ainda não há garantia de que o edital será de fato publicado este ano — e mesmo que seja, ainda restam as etapas de análise jurídica, aprovação legislativa (se necessário), licitação e implantação.

Natal está décadas atrasada

Enquanto capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Saalvador já realizaram ao menos uma licitação completa do transporte público em períodos recentes, Natal permanece num limbo jurídico e operacional. O Rio, mesmo enfrentando escândalos e colapsos operacionais nos últimos anos, saiu na frente: está implementando sua segunda licitação com metas concretas até 2028, enquanto Natal sequer tem data para o início da concorrência pública.

A disparidade se evidencia também na falta de investimentos. No Rio, já foram reativadas cerca de 200 linhas, mil novos ônibus foram integrados à frota, e 800 pontos de parada voltaram a ser atendidos. Em Natal, a redução de linhas e horários é pauta recorrente da população, especialmente nas zonas Norte e Oeste da cidade, onde o transporte é considerado insuficiente e ineficiente.

Usuários reféns de um sistema opaco

A ausência de licitação em Natal impede a definição de indicadores claros de desempenho, metas de atendimento, mecanismos de penalização e incentivos, além de dificultar o controle social. O sistema atual funciona sem clareza sobre os subsídios repassados às empresas, nem mecanismos eficazes de cobrança por resultados.

Além disso, não há exigência formal de renovação de frota, de cumprimento de horários ou de ampliação de linhas, fatores que, em um sistema licitado, poderiam ser negociados contratualmente com previsão de sanções.

Quando a exceção se torna a regra

A ausência de licitação por tempo indefinido transforma a exceção em regra, ao permitir que empresas operem por meio de autorizações precárias. Isso gera um desequilíbrio na relação entre poder público e operadores, em prejuízo da população.

Enquanto o Rio aposta em uma nova rede com contratos de 10 anos, veículos com padrão EURO VI e integração entre modais, Natal ainda opera com frota envelhecida, sem ar-condicionado, com falhas graves na acessibilidade e sem previsão de expansão real do sistema.

E agora?

A cidade de Natal segue aguardando. A cada gestão municipal, uma nova promessa de licitação. A cada audiência, uma nova previsão de data. A cada revisão do edital, mais incerteza.

Enquanto isso, o cidadão natalense continua dependente de um transporte público que não o atende com qualidade, segurança ou conforto. E sem licitação, não há como cobrar compromissos de longo prazo nem exigir contrapartidas dos operadores.

Resta saber: até quando Natal será a exceção em um país que, mesmo entre retrocessos, tenta modernizar sua mobilidade urbana?

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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STTU atualiza situação de vias em Natal após chuvas

STTU atualiza situação de vias em Natal após chuvas

Relatório aponta seis trechos transitáveis e um intransitável nesta sexta-feira

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) divulgou atualização sobre a situação das vias de Natal após as chuvas recentes. A operação envolve agentes em campo e monitoramento por câmeras para garantir segurança viária e orientar motoristas sobre rotas alternativas.

O mapeamento classifica os pontos em transitáveis ou intransitáveis, com atualizações constantes de acordo com as condições do tempo e o nível da água.

Nesta sexta-feira (11.jul.2025), foram observados sete pontos, dos quais seis estão transitáveis e um permanece intransitável.

Pontos intransitáveis

  • Avenida Presidente Sarmento com Avenida dos Canindés

Pontos transitáveis

  • Avenida Capitão Mor Gouveia com Rua Adolfo Gordo
  • Avenida Solange Nunes, próximo à Unimetais
  • Avenida Nevaldo Rocha, entre a linha férrea e a Avenida Coronel Estevam
  • Avenida Ayrton Senna com Avenida das Alagoas
  • Avenida da Integração, sentido BR-101
  • Avenida Amintas Barros com Avenida Bom Pastor

Monitoramento contínuo

Segundo a STTU, as condições são avaliadas de forma contínua para informar a população e facilitar o planejamento de deslocamentos. O objetivo é manter o fluxo seguro e minimizar os transtornos causados pelas chuvas.

O serviço de videomonitoramento e as equipes em campo seguem atuando para atualizar o status das vias sempre que necessário.

Resumo geral

  • Total de pontos observados: 7
  • Vias transitáveis: 6
  • Vias intransitáveis: 1

A STTU orienta motoristas a acompanharem as atualizações oficiais para evitar transtornos em áreas com histórico de alagamentos. As equipes seguem mobilizadas para atendimento de ocorrências e para o direcionamento do trânsito em caso de necessidade.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Chuvas: STTU divulga pontos de alagamento nesta quarta (2) em Natal

Chuvas: STTU divulga pontos de alagamento nesta quarta (2) em Natal

Levantamento aponta duas vias intransitáveis e sete transitáveis na capital potiguar

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) divulgou às 8h desta quarta-feira (2.jul.2025) o balanço atualizado sobre a situação das vias da cidade após as chuvas que atingiram a capital potiguar durante a madrugada.

Segundo informações do levantamento, foram identificados nove pontos monitorados na malha viária urbana. Destes, dois foram classificados como intransitáveis e sete permanecem transitáveis, mesmo com o registro de acumulados de chuva ao longo da madrugada.

O ponto classificado como completamente intransitável fica no cruzamento da Avenida Presidente Sarmento com a Avenida dos Canindés, em frente ao Mercado da Avenida 4. De acordo com a STTU, o local está totalmente alagado e foi interditado para o tráfego de veículos.

Outro trecho também considerado intransitável é o da Avenida dos Xavantes, localizado em frente à Lagoa de Captação. A interdição nesse local foi determinada após o registro de alagamento que inviabiliza a passagem de automóveis.

A pasta informou que, apesar das chuvas, sete pontos monitorados permanecem transitáveis para o tráfego de veículos, ainda que apresentem acúmulo de água em alguns trechos. A orientação da STTU é que motoristas redobrem a atenção ao trafegar por essas áreas.

Os trechos classificados como transitáveis são:

  • Avenida Nevaldo Rocha (entre a linha férrea e a Avenida Coronel Estevam)
  • Avenida Ayrton Senna com Avenida das Alagoas
  • Avenida Interventor Mário Câmara (entre Jerônimo Câmara e Capitão Mor Gouveia)
  • Avenida Capitão Mor Gouveia com Rua Adolfo Gordo
  • Avenida da Integração (próximo à BR 101)
  • Avenida Solange Nunes (em frente à Unimetais)
  • Avenida Coronel Estevam (próximo à Sucavel)

O monitoramento das vias é realizado pela equipe de trânsito da STTU. O objetivo do acompanhamento em tempo real é identificar pontos críticos e adotar medidas de interdição ou liberação conforme as condições de drenagem e segurança viária.

A pasta também reforçou a necessidade de que motoristas consultem os canais oficiais da STTU para obter informações atualizadas antes de se deslocarem pela cidade. A orientação visa evitar transtornos e garantir maior segurança aos condutores durante o período chuvoso.

Os dados sobre o volume de chuva registrado durante a madrugada não foram detalhados no comunicado da STTU. A pasta informou que novas atualizações poderão ser divulgadas ao longo do dia conforme as condições climáticas e as vistorias realizadas em campo.

Os motoristas que precisarem trafegar pelas vias listadas como transitáveis devem manter atenção redobrada e reduzir a velocidade ao passar por trechos com acúmulo de água. A recomendação é para evitar deslocamentos desnecessários em caso de intensificação das chuvas ao longo do dia.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Buracos no desvio da BR-304 geram congestionamentos e prejuízos na Grande Natal

Buracos no desvio da BR-304 geram congestionamentos e prejuízos na Grande Natal

Por Thiago Martinsthiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O desvio implantado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na BR-304, entre os municípios de Macaíba e Parnamirim, na Grande Natal, enfrenta sérios problemas de infraestrutura após as chuvas recentes. A via alternativa, criada devido à construção de um viaduto em frente à Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), está repleta de buracos, o que tem provocado congestionamentos, atrasos e reclamações por parte de motoristas e empresários que utilizam a rodovia.

Motoristas relataram que a travessia pelo trecho chega a levar mais de uma hora, principalmente no sentido de quem vem do interior do estado com destino à capital. Um sistema de GPS consultado no local indicava velocidade média de 10 km/h, com filas que se estendiam do distrito industrial de Macaíba até a área urbana do município.

As reclamações não se limitam ao desconforto no trânsito. De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Associação dos Polos Industriais do RN (Aspirn), Sandro Peixoto, o setor produtivo tem enfrentado impactos diretos. Ele apontou que o serviço do desvio foi realizado com materiais de baixa qualidade, o que acelerou a deterioração da via. Segundo Peixoto, as empresas instaladas nos polos industriais da região estão lidando com prejuízos por conta dos atrasos nas entregas e pela dificuldade de acesso à capital.

Os relatos indicam que o desvio está comprometido a ponto de os veículos “se arrastarem” pelo trajeto. Buracos profundos e de difícil visualização colocam em risco especialmente motoristas de veículos de pequeno porte. A situação, segundo empresários locais, é recorrente e afeta a logística de transporte entre o interior e a Região Metropolitana de Natal.

O DNIT iniciou recentemente um serviço de tapa-buracos no desvio, após mobilização da Aspirn com apoio da Federação das Indústrias do RN (Fiern). Apesar da medida paliativa, empresários ressaltam que o recapeamento emergencial não soluciona o problema estrutural do asfalto utilizado. Para eles, é necessário um projeto mais consistente que garanta durabilidade e segurança viária.

O órgão federal informou, por meio de nota, que está executando um serviço de “adequação de capacidade da via”, com o objetivo de melhorar a segurança e fluidez do tráfego. Também destacou que os serviços estão sendo realizados conforme o contrato vigente de manutenção rodoviária, mas não apresentou prazos para conclusão nem detalhou as ações planejadas.

Problemas recorrentes

A recorrência de problemas envolvendo a má qualidade do asfalto em obras sob responsabilidade do DNIT no Rio Grande do Norte tem chamado a atenção. Um exemplo recente ocorreu na marginal da BR-101, no bairro de Candelária, em Natal. O asfalto do trecho foi refeito em meados de agosto de 2024, mas, menos de um ano depois, o pavimento já precisou passar por dois recapeamentos devido à grande quantidade de buracos. O caso reforça a percepção de que a durabilidade dos serviços entregues pelo DNIT no estado está aquém do esperado.

Além do prejuízo econômico, o quadro compromete a segurança dos usuários da rodovia e reforça a necessidade de fiscalização e reavaliação das soluções adotadas pelo DNIT. Com o fluxo intenso de veículos, incluindo transporte de carga e passageiros, a BR-304 é uma das principais ligações entre o interior do estado e a capital, e sua má conservação representa um gargalo para o desenvolvimento logístico da região.

Não conseguimos contato com a assessoria do DNIT para comentar os problemas no asfalto da BR-101 em Natal. O espaço segue aberto ao órgão.

Foto: Reprodução/DNIT / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Chuvas em Natal: STTU aponta trechos alagados e interdita vias em diferentes regiões da cidade

Chuvas em Natal: STTU aponta trechos alagados e interdita vias em diferentes regiões da cidade

Boletim da STTU divulgado neste sábado (21) alerta para seis pontos com acúmulo de água; três seguem intransitáveis

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) divulgou na manhã deste sábado (21.jun.2025) um boletim com informações atualizadas sobre os impactos das chuvas em Natal. De acordo com a pasta, seis pontos de alagamento foram identificados em diferentes áreas da cidade.

As informações foram coletadas até as 7h da manhã e integram o monitoramento realizado pelas equipes de trânsito e mobilidade urbana do município. Os pontos foram classificados como transitáveis ou intransitáveis, com atualizações em tempo real em caso de alterações nas condições das vias.

Conforme o boletim, três trechos foram considerados intransitáveis, exigindo a interrupção do tráfego de veículos. Os demais permanecem transitáveis, mas requerem atenção redobrada dos motoristas.

Pontos considerados intransitáveis:

Rua Presidente Sarmento – Alecrim (próximo ao mercado)
A via apresenta acúmulo significativo de água, impedindo o tráfego de veículos.

Avenida Lima e Silva – ao lado da lagoa de São Conrado
O trecho apresenta grande volume de água acumulada e segue interditado.

Avenida Solange Nunes – ao lado da Unimetais
O ponto permanece intransitável devido ao alagamento persistente.

Pontos considerados transitáveis:

Avenida Nevaldo Rocha – entre a linha férrea e a Avenida Coronel Estevam
Apesar do acúmulo de água, o tráfego de veículos está liberado com cautela.

Avenida Adolfo Gordo com Avenida Capitão-Mor Gouveia
O cruzamento está liberado para o trânsito, mas com presença de poças em alguns pontos.

Avenida Coronel Estevam com Avenida Antônio Basílio
O local segue com tráfego permitido, embora com pontos de retenção devido à água.

A STTU reforça que o monitoramento segue em andamento durante todo o período de chuvas. Equipes da secretaria permanecem em alerta para avaliar novas ocorrências de alagamentos e possíveis bloqueios em outras regiões da cidade.

A população pode acompanhar atualizações em tempo real por meio dos canais oficiais da Prefeitura do Natal e da STTU, incluindo o perfil oficial no Twitter e o aplicativo Natal Digital.

Além disso, a STTU recomenda que motoristas evitem trafegar por áreas conhecidas por histórico de alagamento e redobrem a atenção em locais onde a visibilidade pode ser comprometida devido à chuva contínua.

As chuvas que atingem a capital potiguar têm causado impacto principalmente em regiões com drenagem deficiente ou nas proximidades de lagoas. A Secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) também está em campo monitorando os pontos mais críticos para eventuais ações emergenciais.

O alerta emitido pela Defesa Civil de Natal na sexta-feira (20) ainda está em vigor, com previsão de continuidade das chuvas ao longo do fim de semana.

A orientação geral aos condutores é evitar áreas afetadas pelos alagamentos, seguir rotas alternativas e respeitar os bloqueios realizados pelos agentes de trânsito.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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As lições que devemos tirar com a crise dos trens da CBTU

As lições que devemos tirar com a crise dos trens da CBTU

Por Thiago Martinsthiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Não existe almoço grátis. Essa frase é famosa, você já deve ter lido ou ouvido em algum lugar, alguma vez na sua vida. Trago o comparativo do “almoço grátis” – ou, neste caso, de um ‘almoço’ muito barato, ao custo simbólico de R$ 2,50 – para a crise que a operação dos trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) estáa passando, colocando em risco suas atividades na região Nordeste.

Essa iminente paralisação dos trens urbanos operados pela CBTU em quatro capitais (e regiões metropolitanas) – incluindo Natal – chama a atenção para um tema recorrente e estrutural no setor de mobilidade: o custo elevado da operação do transporte público e a ausência de um modelo de financiamento que garanta sustentabilidade ao sistema.

Atualmente, o valor real da passagem por passageiro nos trens urbanos da CBTU na Grande Natal gira em torno de R$ 36. No entanto, o usuário paga apenas R$ 2,50. A diferença é coberta por um subsídio federal que representa 93% do custo total da operação. Ou seja, a cada R$ 100 gastos para transportar passageiros, apenas R$ 7 são pagos diretamente pelos usuários.

Em verdade, o sistema oferece inúmeras vantagens: é rápido, eficiente, confortável, tem ar-condicionado, conecta praticamente toda a Região Metropolitana (em Natal – ligando da Ribeira à Nísia Floresta, passando por Parnamirim e São José de Mipibu na linha Sul; e da Ribeira à Ceará-Mirim passando por Extremoz na linha Norte, em vias de também ter uma linha para São Gonçalo do Amarante), tudo isso com uma tarifa acessível.

Também tem seus contras, como estações em locais de difícil acesso para a população mesmo em áreas centrais – fruto de uma adaptação do antigo trem de cargas que, corretamente, circulava às margens das cidades; falta de integração com os sistemas de transporte nas cidades onde opera; poucos horários disponíveis – inclusive com a não operação em domingos e feriados – e rotas que não abrangem tão bem às maiores cidades onde opera – como Natal.

Fato é que o trem urbano – VLT como se tornou conhecido a partir de 2013 – é a referência local de um bom sistema de transporte com o custo barato, ainda que o cenário atual da falta de recursos torne isso mais crítico diante da crise financeira vivida pela companhia atualmente.

Vale lembrar que desde a transição da CBTU do Ministério do Desenvolvimento Regional para o Ministério das Cidades, em 2023, houve interrupções no fluxo de recursos, o que comprometeu o funcionamento da empresa. Em 2025, a CBTU divulgou alerta de que poderá paralisar completamente a operação em Natal, João Pessoa, Maceió e Recife, caso os repasses não sejam regularizados.

Enquanto isso, os sistemas de transporte coletivo por ônibus, tanto em Natal, quanto na Região Metropolitana – e mesmo no intermunicipal de longas distâncias – funcionam sem qualquer subsídio permanente. O custo do serviço é repassado integralmente ao passageiro, que paga a tarifa cheia — praticamente todas superiores a R$ 5 — para utilizar veículos que, na maioria das vezes, não oferecem a mesma estrutura de conforto e eficiência dos trens, como ar-condicionado e regularidade nos horários.

A comparação entre os sistemas ferroviários e rodoviários evidencia uma desigualdade no tratamento do transporte público. Enquanto o sistema operado pela CBTU recebe subsídio que cobre quase toda a operação – independentemente da crise que ela esteja passando atualmente – o transporte por ônibus, que é o principal meio de deslocamento da população nas cidades, não conta com políticas estruturadas de financiamento e enfrenta quedas constantes na demanda desde a pandemia.

A crise também expõe o custo real de se manter um transporte público de qualidade. A presença de veículos com ar-condicionado, segurança embarcada, intervalos regulares e operação em trilhos representa, de fato, um custo superior ao do transporte convencional. Ainda assim, sem subsídio, esse padrão de serviço seria inacessível à maior parte da população.

No comparativo com o transporte, as perguntas sobre isso são essenciais: o transporte que a população tanto almeja (e com razão)… qual seu custo? Teremos condições de pagar? Seria necessário o subsídio? Os governos darão esses subsídios?

Indo mais além: para se manter o sistema de transporte atual – que já é muito caro para quem paga – onde está a disponibilidade governamental em fornecer um subsídio?

Para encerrar a abordagem sobre a crise do trem: atualmente o sistema ferroviário da CBTU na Grande Natal atende cerca de 10 mil passageiros por dia. A paralisação do serviço impactaria diretamente trabalhadores que dependem da linha férrea para se deslocar entre municípios como Natal, Parnamirim e Extremoz.

Diante desse cenário, a situação vivida pela CBTU deve servir como alerta para todo o setor – especialmente o setor público, os governos. A operação de sistemas de transporte público urbano, sejam eles sobre trilhos ou sobre pneus, exige equilíbrio financeiro, participação multissetorial e definição de fontes permanentes de financiamento. A inexistência dessas condições coloca em risco não apenas a continuidade do serviço, mas também a mobilidade urbana e o direito de ir e vir de milhares de pessoas.

Foto: Divulgação/CBTU

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Chuva provoca 23 pontos de alagamento em Natal nesta sexta-feira (20)

Chuva provoca 23 pontos de alagamento em Natal nesta sexta-feira (20)

Dez trechos estão intransitáveis, segundo boletim da STTU; semáforos apagados e retenções também afetam o trânsito

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) divulgou na manhã desta sexta-feira (20.jun.2025) um boletim informando a ocorrência de 23 pontos de alagamento em diversas vias de Natal. O levantamento foi atualizado por volta das 7h30. Do total, dez locais foram considerados intransitáveis e treze permanecem transitáveis, ainda que com necessidade de atenção redobrada dos condutores.

De acordo com a STTU, os dados foram levantados a partir do trabalho dos agentes de trânsito e do monitoramento por vídeo em tempo real. O objetivo, segundo a pasta, é orientar os motoristas sobre as condições de tráfego e fornecer rotas alternativas em casos de bloqueios.

Além dos pontos de alagamento, foram registrados problemas de sinalização semafórica em dois cruzamentos: avenida Rio Branco com rua Apodi e rua Ulisses Caldas, ambos com semáforos apagados. Já a avenida Felizardo Moura, no sentido Centro, apresenta retenção de fluxo, enquanto a avenida Salgado Filho registra trânsito lento também no sentido Centro.

Pontos de alagamento registrados pela STTU:

  • Av. Presidente Sarmento (após o mercado) – Intransitável
  • Av. Ayrton Senna com Av. das Alagoas – Intransitável
  • Av. da Integração próximo à BR-101 – Intransitável
  • Av. Solange Nunes, próximo à Unimetais – Intransitável
  • BR-101, próximo à Arena das Dunas – Transitável
  • Av. Nevaldo Rocha com Av. Coronel Estevam – Transitável
  • Av. Hermes da Fonseca com rua Angelo Varela – Transitável
  • Av. Prudente de Morais com Av. Alexandrino de Alencar – Transitável
  • Av. Interventor Mário Câmara (entre a Jerônimo Câmara e Av. Capitão Mor Gouveia) – Intransitável
  • Rua da Saudade com rua Djalma Maranhão – Intransitável
  • Rua Adolfo Gordo com Av. Capitão Mor Gouveia – Transitável
  • Av. Nevaldo Rocha, em frente à antiga Semtas – Transitável
  • Av. Coronel Estevam com Av. Antônio Basílio – Transitável
  • Av. Paulistana (próximo à lagoa de captação) – Transitável
  • Av. Itapetinga (próximo à penitenciária) – Transitável
  • Proximidades da Escola CEI na UFRN – Lagoa Nova – Intransitável
  • Rua Aluízio Bezerra com rua Dr. José Gonçalves – Lagoa Nova – Transitável
  • Av. Senador Salgado Filho (lateral do Portugal Center, sentido Centro) – Transitável
  • Rua Antônio Freire de Lemos com rua Marcos Augusto Teixeira – Planalto – Intransitável
  • Entorno da lagoa de captação do conjunto José Sarney – Intransitável
  • Av. Prudente de Morais com rua Nascimento de Castro – Transitável
  • Rua Poty Nóbrega (próximo à academia Pulse) – Transitável
  • Av. Afonso Pena com rua Potengi – Transitável
  • Av. Angelo Varela com Av. Hermes da Fonseca – Intransitável

A STTU orienta os motoristas a redobrarem a atenção e evitarem os trechos interditados. O órgão também reforça que o monitoramento continuará ao longo do dia e que novas atualizações poderão ser divulgadas conforme a situação das vias evoluir.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Crise nos trens da CBTU: sistema de Natal pode parar até agosto, mesmo com promessa de repasse federal

Crise nos trens da CBTU: sistema de Natal pode parar até agosto, mesmo com promessa de repasse federal

Por Thiago Martinsthiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A operação dos trens urbanos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Natal está sob risco de paralisação total até agosto. O alerta foi feito pela própria companhia, que aponta a ausência de recursos federais mínimos para garantir a continuidade dos serviços ferroviários na capital potiguar e em outras três regiões metropolitanas onde atua: Recife, João Pessoa e Maceió.

Apesar de o Ministério das Cidades ter sinalizado que vai assegurar parte dos repasses para o sistema de Recife — o mais robusto entre os operados pela CBTU — ainda não há confirmação de recursos garantidos para Natal, o que deixa em estado de alerta os cerca de 10 mil usuários diários que dependem dos trens como alternativa de transporte.

A crise financeira da estatal tem raízes antigas, mas o problema se agravou após a mudança de gestão administrativa da CBTU em 2023, quando a empresa passou do guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento Regional para o Ministério das Cidades. Desde então, repasses regulares deixaram de acontecer, comprometendo o planejamento e a manutenção da operação.

O que agrava ainda mais a situação é o alto custo da operação em comparação à arrecadação. Em Natal, cada passagem deveria custar, segundo a CBTU, R$ 36,00 por passageiro. No entanto, o valor pago pelo usuário é de apenas R$ 2,50. A diferença é coberta por um subsídio federal que representa 93% do custo total — um dos mais altos do país.

Para manter o serviço funcionando, a CBTU precisa de um orçamento mínimo mensal, mas até agora não houve liberação efetiva dos valores. Em nota, a companhia reforçou que sem a recomposição dos recursos, a operação dos trens urbanos em Natal e nas demais capitais poderá ser completamente suspensa a partir de julho ou agosto.

Embora o Ministério das Cidades tenha garantido que recursos emergenciais devem ser repassados para o metrô do Recife — evitando sua interrupção — ainda não há definição clara quanto à redistribuição desse suporte financeiro para os demais sistemas regionais.

A situação preocupa especialistas e usuários, que enxergam nos trens urbanos uma alternativa econômica e sustentável de mobilidade para a população de baixa renda. Em Natal, o sistema ainda está em fase de modernização, com parte da linha em obras e trens novos sendo incorporados. A paralisação significaria um retrocesso nos esforços de mobilidade urbana na capital e nas cidades vizinhas atendidas pela linha férrea, como Parnamirim, Extremoz e Ceará-Mirim.

Até o momento, a CBTU segue operando normalmente, mas alerta que a continuidade dependerá de uma definição orçamentária nas próximas semanas. Sem isso, a paralisação, até então apenas uma possibilidade, pode se tornar realidade.

Foto: Matheus Felipe/Ilustração/Arquivo

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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Mobilidade urbana em debate: Um espaço para pensar o ir e vir das cidades

Mobilidade urbana em debate: Um espaço para pensar o ir e vir das cidades

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Nova coluna do Por Dentro do RN aborda transporte público, acessibilidade, planejamento urbano e os desafios da mobilidade no cotidiano

Seja bem-vindo à Mobilidade em Pauta, a nova coluna do POR DENTRO DO RN dedicada a discutir, refletir e propor ideias sobre os desafios e soluções que envolvem um tema cada vez mais essencial para todos nós: a mobilidade urbana. Mais do que falar do nosso deslocamento e suas nuances, esta coluna quer abordar a mobilidade como um direito fundamental, um fator de cidadania e uma peça-chave para o desenvolvimento sustentável.

Vivemos em um tempo em que as transformações urbanas, as novas tecnologias e as mudanças climáticas colocam em xeque o modelo tradicional de mobilidade. É cada vez mais urgente repensar como nos movemos — seja de ônibus, bicicleta, carro, trem, metrô ou a pé. E não apenas do ponto de vista da infraestrutura, mas também das políticas públicas, da acessibilidade, da inclusão social e da qualidade de vida.

Mobilidade foi um tema que sempre me agradou muito. Mas para além disso, é algo que impacta diretamente o cotidiano de todos nós. Do trabalhador que enfrenta horas no transporte público ao ciclista que busca mais segurança, da pessoa com deficiência que precisa de acessibilidade até o gestor público que planeja o trânsito, todos estamos inseridos nesse grande sistema de deslocamento humano.

A coluna Mobilidade em Pauta nasce com a missão de ser um espaço de informação, análise e diálogo.

Vamos trazer temas como:

  • Transporte coletivo e seus desafios;
  • Mobilidade ativa (pedestres, ciclistas, etc.);
  • Políticas públicas de mobilidade urbana;
  • Sustentabilidade e inovação no setor;
  • Acessibilidade e inclusão nos modais de transporte;
  • Transporte intermunicipal e regional;
  • Planejamento urbano e mobilidade integrada;
  • Casos de sucesso no Brasil e no mundo.

Um convite ao debate

Mais do que informar, queremos provocar o pensamento crítico e abrir espaço para diferentes visões. A mobilidade não é apenas um tema técnico: é político, social e cultural. Por isso, nesta coluna, vamos dialogar com especialistas, gestores, ativistas e, principalmente, com quem vive a mobilidade no dia a dia: toda a sociedade.

Esta é a nossa primeira parada. A partir daqui, a cada nova postagem, vamos explorar um novo aspecto desse universo dinâmico e essencial, inclusive com denúncias, reportagens e abordagens rumo a cidades mais humanas, conectadas e acessíveis. Esperamos que Mobilidade em Pauta se torne um ponto de encontro para quem se interessa por esse tema.

Acompanhe, participe e compartilhe. Porque falar de mobilidade é falar de futuro. E o futuro começa com boas ideias em movimento.

Foto: Reprodução

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São João 2025 na Zona Norte de Natal será realizado na Avenida da Alegria

São João 2025 na Zona Norte de Natal será realizado na Avenida da Alegria

Mudança do entorno do Ginásio Nélio Dias para novo local foi motivada por critérios técnicos de segurança e mobilidade

A Prefeitura de Natal confirmou, nesta segunda-feira (16.jun.2025), a mudança do local do São João 2025 na Zona Norte. Inicialmente prevista para o entorno do Ginásio Nélio Dias, a festa acontecerá na Avenida da Alegria, nas proximidades do Mercado da Redinha, nos dias 27, 28 e 29 de junho.

A decisão foi anunciada em coletiva de imprensa no auditório da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU). Estiveram presentes representantes da gestão municipal, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e de diversas secretarias envolvidas na organização do evento.

O motivo da mudança foi técnico. Laudos preliminares apontaram que a área do Ginásio Nélio Dias não comportaria, com segurança, o público estimado entre 60 mil e 80 mil pessoas. Ao contrário do polo Arena das Dunas, que permitiu expansão estrutural, o Nélio Dias não oferecia essa possibilidade. Durante duas semanas de shows, a Arena recebeu aproximadamente 665 mil pessoas.

A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, afirmou que a mudança acompanha o crescimento do evento. Ela garantiu que toda a estrutura planejada será mantida no novo local, incluindo ativações culturais, camarote PicPay, telões de LED e os sistemas de mobilidade e segurança.

Segundo o Tenente-Coronel Daniel Gleidson, chefe do Centro de Vistoria do Corpo de Bombeiros, a mudança atende a critérios técnicos de segurança. Ele destacou que todos os eventos passam pela Diretoria de Atividades Técnicas da corporação, responsável pelas vistorias. O oficial reforçou que a prefeitura solicitou assessoria técnica para garantir que a estrutura esteja adequada à demanda prevista.

A segurança do evento também foi abordada pelo Tenente Trindade, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar. De acordo com ele, o novo local proporcionará mais segurança e conforto ao público. O efetivo será ajustado conforme o número estimado de participantes, com planejamento em curso para atender às demandas do evento.

O local foi escolhido com base em critérios técnicos de segurança, circulação de pessoas e capacidade de público. A Avenida da Alegria já sediou eventos de grande porte, como o Carnaval e a abertura do São João 2024, sendo considerada adequada para receber a nova estrutura.

A secretária da STTU, Jódia Melo, informou que o órgão realizará uma operação especial de trânsito e transporte para facilitar o deslocamento da população. Ela destacou que a experiência da abertura do São João no dia 31 de maio foi positiva, com boa adesão do público. Além disso, a STTU projeta a criação de linhas de ônibus que farão trajetos internos dentro da Zona Norte, partindo dos terminais locais.

A estrutura do evento manterá os padrões de acessibilidade e mobilidade já aplicados em outros polos da festa junina da cidade. A programação dos dias 27, 28 e 29 de junho segue inalterada, com atrações como Henry Freitas, Grafith, Léo Santana, Seu Desejo e Pagode do Coxa.

O secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, comentou que a valorização do evento impacta positivamente o setor turístico. Ele citou um aumento de 12% na ocupação da rede hoteleira em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o secretário, o envolvimento do público local reforça o sucesso do evento e indica o potencial das festas realizadas pela cidade, como o Natal em Natal.

Foto: Magnus Nascimento

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São João de Natal reforça segurança, transporte e estrutura para novo fim de semana de shows

São João de Natal reforça segurança, transporte e estrutura para novo fim de semana de shows

Evento amplia área, triplica efetivo de segurança e garante transporte público extra; expectativa é repetir público recorde

Após registrar público estimado de 150 mil pessoas no último sábado (8.jun.2025), o São João de Natal terá uma série de medidas de reforço em segurança, mobilidade e estrutura física para atender a demanda prevista para o novo fim de semana de apresentações, entre os dias 13 e 15 de junho. A área do evento na Arena das Dunas será ampliada em 32 mil metros quadrados, o efetivo de segurança será quase triplicado e haverá mudanças no trânsito, transporte público e serviços urbanos.

Ampliação da área do evento

A presidente da Funcarte, Iracy Azevedo, informou que toda a Praça de Eventos da Arena das Dunas será utilizada nesta nova fase do evento. A área total de recepção ao público passará a ter um acréscimo de 32 mil m², com abertura de 52 folhas da Avenida Lima e Silva. A entrada do público será submetida a revista rigorosa, com proibição do acesso com armas e bebidas em garrafas de vidro.

Segurança reforçada com até 300 agentes

A secretária de Segurança Pública de Natal, Samara Trigueiro, anunciou que o número de agentes no local passará de 120 para até 300, com atuação conjunta da Polícia Militar, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e seguranças privados. A entrada de pessoas com coolers será feita por um acesso exclusivo, com revista direcionada.

O evento também contará com a “Estação Delas”, um espaço dedicado ao atendimento de mulheres, com ponto de embarque exclusivo para motoristas por aplicativo, sala de acolhimento para vítimas de violência e atuação da Patrulha Maria da Penha.

Trânsito e transporte público

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) divulgou que haverá bloqueios viários a partir das 15h na lateral do viaduto estaiado da Prudente de Morais (sentido bairros/Centro), e o fechamento total do acesso à Avenida Lima e Silva a partir das 17h (sentido Centro/bairros).

Além disso, bloqueios adicionais podem ser implantados em outras vias, como:

  • Viaduto do Quarto Centenário (acesso à Lima e Silva);
  • Miguel Castro com Romualdo Galvão;
  • Miguel Castro com Prudente de Morais;
  • São José com Mor-Gouveia;
  • Prudente de Morais com Raimundo Chaves.

Foram definidos pontos específicos para embarque e desembarque por aplicativos na Avenida Prudente de Morais, próximos ao Posto 30 de Setembro, à Nacional Veículos e após o Pittsburg. Para os táxis, os pontos estarão na Avenida Lima e Silva, lateral do viaduto e entre a faixa de pedestre e a Romualdo Galvão.

No transporte público, 16 ônibus extras serão disponibilizados a partir das 2h30 da madrugada, com saída da Avenida Salgado Filho, nas imediações da Igreja Universal.

Limpeza urbana e entrada solidária

O número de agentes da Urbana destacados para o evento foi ampliado de 180 para 340, reforçando o serviço de limpeza urbana antes, durante e após as festividades. A entrada solidária segue incentivada: até o momento, já foram arrecadadas mais de 17 mil latas de leite.

Programação dos shows

A programação do São João de Natal na Arena das Dunas começa na quinta-feira (13), com apresentações de Michelle Andrade, Flávio José e Alok. Na sexta-feira (14), sobem ao palco Gustavo Mioto, Raça Negra e João Gomes. O sábado (15) será encerrado com os shows de Simone Mendes, Xand Avião e Belo.

A expectativa da Prefeitura do Natal é repetir o público elevado do fim de semana anterior, com estrutura ampliada e maior conforto para quem vai participar das festividades juninas.

Foto: Demis Roussos/Prefeitura de Natal

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E a greve, prefeito?

E a greve, prefeito?

Editorial POR DENTRO DO RN

Na última quarta-feira (4.jun.2025), Natal parou. Literalmente. Com a deflagração da greve dos rodoviários, praticamente nenhum ônibus circulou na capital potiguar. Foi um dia de caos. Trabalhadores ficaram presos em paradas, estudantes perderam aulas, pacientes faltaram consultas, e a cidade mergulhou num colapso silencioso — silencioso, sobretudo, por parte de quem mais deveria se pronunciar: o prefeito Paulinho Freire.

Enquanto a população tentava, como podia, driblar os efeitos da paralisação no transporte público, nenhuma palavra do prefeito foi ouvida. Nenhuma nota. Nenhuma coletiva. Nenhuma postagem sequer. Nada que demonstrasse liderança, empatia ou, no mínimo, respeito com o cidadão natalense.

A única manifestação oficial da Prefeitura de Natal veio por meio da STTU, que afirmou que judicializaria o movimento grevista. A Justiça sequer precisou intervir — o acordo foi costurado entre patrões e rodoviários horas depois. Ainda assim, o prefeito se manteve ausente, calado e alheio ao drama urbano que se desenrolava diante dos olhos de todos.

Infelizmente, esse não foi um caso isolado. Desde o início da sua gestão, Paulinho Freire tem colecionado episódios de ausência e de falhas graves na comunicação institucional, o que já tem provocado incômodo inclusive entre seus próprios aliados. Em outras crises enfrentadas por Natal — como inundações, problemas com lixo, apagões de trânsito e alagamentos —, a figura do prefeito simplesmente sumiu da cena.

A comunicação de Paulinho é, para dizer o mínimo, desastrosa. Um prefeito que não se pronuncia nos momentos de maior angústia da cidade transmite à população uma perigosa sensação de abandono. Como se cada cidadão tivesse que enfrentar, sozinho, o caos, sem ao menos ouvir um “estamos trabalhando por vocês”.

A greve dos ônibus escancarou isso com nitidez. O transporte público de Natal já enfrenta críticas há anos: frota antiga, passagens caras, falta de transparência nas planilhas e ausência de ar-condicionado em pleno século XXI. A greve foi só a cereja amarga de um bolo mal assado por décadas de descaso e conivência.

E é justamente por isso que o silêncio do prefeito é ainda mais preocupante. Paulinho Freire não herdou um sistema de transporte eficiente. Herdou um problema. E, ao não assumir essa responsabilidade e se manter ausente, reforça a imagem de um gestor omisso, que parece mais interessado em preservar a própria imagem do que encarar os desafios da cidade.

Natal precisa de mais do que notas técnicas da STTU. Precisa de liderança. Precisa de um prefeito que apareça, que dialogue com a população, que enfrente crises de frente, que dê a cara a tapa quando for necessário. Paulinho, até aqui, tem preferido o conforto do silêncio à coragem da exposição.

A greve passou. Os ônibus voltaram às ruas. Mas a sensação de abandono permanece. A pergunta que não quer calar segue ecoando entre os natalenses: e a greve, prefeito? Onde estava o senhor quando a cidade precisou?

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Pedido de nova linha de ônibus para a Coophab enfrenta resistência no DER/RN

Pedido de nova linha de ônibus para a Coophab enfrenta resistência no DER/RN

Vice-prefeita de Parnamirim solicitou linha para atender bairros como Coophab e Parque das Nações, mas proposta sofre pressões de operadores alternativos

Um pedido encaminhado pela vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), solicitando a criação de uma linha de ônibus intermunicipal entre os bairros Coophab, Parque das Nações, Parque das Árvores e a cidade de Natal, enfrenta resistência dentro do próprio órgão. Apesar de protocolado como prioridade, o pleito pode não avançar devido a pressões de operadores do transporte alternativo que atuam nessas regiões.

A solicitação tem como objetivo suprir uma demanda antiga de moradores dessas localidades, que não contam com linha de ônibus regular até a capital potiguar. No entanto, segundo fontes ligadas ao setor de transporte público, a proposta encontra obstáculos internos no DER/RN, atribuídos a interesses de permissionários do sistema alternativo que atuam sem concessão formal.

Pedido oficial foi protocolado no DER/RN

O pedido foi divulgado pela vice-prefeita no dia 28 de maio, por meio de vídeo publicado nas redes sociais. No conteúdo, ela destacou a importância da nova linha para moradores de áreas densamente povoadas de Parnamirim. Segundo a vice-prefeita, o objetivo é garantir acesso digno ao transporte público para quem precisa se deslocar diariamente para trabalho, estudo ou outros compromissos em Natal.

O ofício enviado ao DER/RN foi classificado como urgente, mas até o momento não houve retorno oficial do órgão sobre o andamento da análise. O DER/RN também não se pronunciou sobre a viabilidade técnica ou prazos para resposta à solicitação.

Interesses de operadores alternativos impactam decisão

De acordo com matérias divulgadas pela mídia local, a resistência à implantação da nova linha estariam relacionada a pressões exercidas por permissionários do transporte alternativo, que já operam informalmente nos bairros citados. Esses operadores, mesmo sem concessão, atuam de forma predominante no transporte de passageiros e enxergam o transporte regular como concorrência direta.

Relatos apontam que qualquer proposta de expansão do sistema legal de transporte intermunicipal é vista como ameaça à base econômica dos operadores alternativos. A influência política e econômica desse setor tem interferido, segundo as mesmas fontes, em decisões estratégicas do órgão estadual de transporte.

DER/RN acumula pedidos sem resposta

A situação não é isolada. Municípios como São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz enfrentam dificuldades semelhantes, com solicitações de novas linhas ou retomada de rotas paralisadas sendo ignoradas. Nesses casos, também há relatos de entraves internos relacionados à pressão de operadores alternativos.

A diretora-geral do DER/RN, Natércia Nunes, já foi questionada anteriormente sobre a influência de interesses paralelos nas decisões do órgão. Até o momento, não houve resposta oficial da direção do DER/RN quanto à gestão dessas demandas nem apresentação de medidas concretas para garantir o fortalecimento do transporte público formal.

Impasse revela fragilidade na mobilidade urbana

O caso da linha entre Parnamirim e Natal revela fragilidades no planejamento da mobilidade urbana da Região Metropolitana. A ausência de enfrentamento à atuação irregular compromete a expansão de um sistema de transporte público que atenda com regularidade e segurança a população.

Enquanto o impasse se mantém, milhares de moradores continuam sem alternativa segura e regular para deslocamento, dependendo de sistemas que operam à margem da regulamentação.

Foto: Reprodução

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STTU define operação de trânsito para São João de Natal na Arena das Dunas

STTU define operação de trânsito para São João de Natal na Arena das Dunas

Bloqueios viários começam nesta sexta (6) e seguem durante os dois fins de semana de festa; táxis e apps terão áreas exclusivas

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), anunciou, nesta quarta-feira (4.jun.2025), a operação especial de trânsito que será implantada durante os festejos do São João de Natal no Polo Arena das Dunas. O plano visa garantir a segurança viária, evitar congestionamentos e facilitar o acesso ao evento, que deve atrair milhares de pessoas.

Bloqueios de trânsito

De acordo com a STTU, os bloqueios no entorno da Arena das Dunas terão início nesta sexta-feira, 6 de junho, em dois pontos principais:

  • Avenida Lima e Silva (sentido BR-101): interdição a partir das 19h, sob o Viaduto Estaiado;
  • Acesso à Lima e Silva pela lateral do Viaduto Estaiado (sentido Prudente de Morais): bloqueio a partir das 15h.

As demais vias interditadas serão liberadas sempre a partir das 4h da manhã do dia seguinte. O Túnel da Romualdo Galvão permanecerá liberado para o tráfego durante todo o evento, como alternativa viária para os motoristas.

Datas da operação

A operação de trânsito será executada durante dois fins de semana consecutivos:

  • 6, 7 e 8 de junho (sexta, sábado e domingo);
  • 13, 14 e 15 de junho (sexta, sábado e domingo)

Nesses dias, os bloqueios seguirão os mesmos horários e locais anunciados.

Áreas exclusivas para táxis e aplicativos

Para facilitar a chegada e saída do público, a STTU disponibilizou pontos exclusivos de embarque e desembarque para táxis e veículos de transporte por aplicativo nas imediações da Arena das Dunas. A medida busca minimizar retenções e organizar melhor o fluxo de veículos no entorno do evento.

Táxis:

  • Avenida Lima e Silva, nas proximidades da Avenida Romualdo Galvão;
  • Avenida Lima e Silva, na altura do acesso à BR-101.

Aplicativos:

  • Após o restaurante Pittsburg;
  • Posto 30 de Setembro;
  • Hotel Ibis;
  • Portão E1 Sul da Arena das Dunas;
  • Avenida Prudente de Morais, próximo à Nacional Veículos.

A STTU recomenda que os motoristas sigam as orientações dos agentes e respeitem os pontos definidos para evitar penalidades e garantir o fluxo seguro de pedestres e veículos.

Efetivo mobilizado

Cerca de 70 agentes de mobilidade urbana estarão envolvidos diretamente na operação. Eles atuarão em dois turnos, com patrulhamento feito por motocicletas, viaturas e sob coordenação de inspetores da STTU.

O foco da atuação será monitorar o tráfego, orientar motoristas e pedestres e garantir o cumprimento das interdições e da logística planejada para o São João. A presença dos agentes também busca prevenir acidentes e manter a fluidez nos corredores de acesso e saída do evento.

Contatos e atendimento ao cidadão

Para esclarecer dúvidas, a população pode entrar em contato com a STTU pelos seguintes canais:

  • Central de Atendimento 156;
  • Telefones: (84) 3232-1003, 3232-9105, 3232-9107;
  • WhatsApp: (84) 9 8870-3862.

A STTU orienta que os cidadãos planejem seus deslocamentos com antecedência, utilizem transporte público ou compartihado sempre que possível e respeitem as instruções dos agentes de mobilidade durante os dias de festa.

Foto: Reprodução/Arena das Dunas

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RN registra aumento de 45,6% na frota de veículos em uma década

RN registra aumento de 45,6% na frota de veículos em uma década

Estado ultrapassa 1,6 milhão de veículos e mais de 1 milhão de condutores habilitados entre 2015 e 2024, segundo Detran-RN

O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) divulgou, nesta sexta-feira (30.mai.2025), dados que apontam um crescimento significativo na frota de veículos do estado ao longo da última década.

Entre 2015 e 2024, o número de veículos registrados no RN aumentou em 45,6%, passando de 1.108.592 para 1.614.112 unidades. Isso representa um acréscimo de 505.520 veículos nas vias potiguares.

O crescimento médio anual da frota foi de 58.935 veículos, segundo o Setor de Estatísticas do Detran-RN.

Aumento de condutores habilitados

Paralelamente ao aumento da frota, o número de condutores habilitados também apresentou crescimento expressivo. Em 2015, o estado contava com 703.259 motoristas registrados. Esse número subiu para 1.046.024 em 2024, representando um aumento de 48,7% no período.

A média anual de novos condutores habilitados foi de 36.369 pessoas.

Índice de Motorização

O Detran-RN também analisou o Índice de Motorização (IM), que relaciona a quantidade de veículos em circulação com a população do estado. Em 2018, havia 369,6 veículos para cada mil habitantes. Esse número subiu para 467,9 em 2024, um aumento de 26,6%.

Esse crescimento indica uma maior dependência da população por veículos automotores para locomoção, refletindo mudanças nos padrões de mobilidade urbana.

Implicações para políticas públicas

O relatório do Detran-RN serve como base para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a mobilidade urbana e segurança viária. O aumento da frota e do número de condutores habilitados exige planejamento e investimentos em infraestrutura, fiscalização e educação no trânsito.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Governo Fátima ignora melhorias no transporte da Grande Natal

Governo Fátima ignora melhorias no transporte da Grande Natal

Editorial POR DENTRO DO RN

É vergonhoso. Não há outro termo que se aplique com tanta precisão à atual condução da política de mobilidade na Grande Natal. A mais recente denúncia aponta que os permissionários dos transportes alternativos estão, na prática, travando qualquer avanço rumo a melhorias solicitadas pelos prefeitos das cidades que compõem a Região Metropolitana. E, pior, tudo isso com a complacência do próprio órgão que deveria regulamentar o setor: o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN).

O governo Fátima Bezerra mais uma vez demonstra sua completa incapacidade de gerir áreas cruciais da administração pública. E no caso do transporte, a inação beira a omissão. A Região Metropolitana de Natal, com municípios como Extremoz, São Gonçalo, Macaíba e Parnamirim, sofre há anos com um sistema precário. Quem utiliza o transporte sabe bem disso.

Quem tem mandado no transporte da Grande Natal são os permissionários dos alternativos. O DER, em vez de impor a autoridade do Estado, baixa a cabeça e permite que os interesses particulares prevaleçam sobre o bem coletivo. A população, que diariamente depende de ônibus lotados, sem horários regulares e com tarifas elevadas, segue como vítima invisível.

E a situação se torna ainda mais vexatória diante do fato de que os próprios prefeitos da Grande Natal, que recentemente se reuniram para cobrar melhorias do transporte intermunicipal, já começam a sentir o desgaste. Fizeram propaganda, divulgaram releases para a imprensa anunciando avanços que possivelmente não conseguirão entregar — justamente porque dependem da boa vontade de um governo estadual frágil, desorganizado e sem comando.

Fátima Bezerra, que foi eleita com a promessa de modernizar o RN, parece cada vez mais distante da realidade da população. Seu governo acumula desgastes em áreas fundamentais, como saúde, segurança e, igualmente, mobilidade urbana. Agora vemos que o governo nem mesmo consegue proporcionar melhorias de um serviço básico como o transporte público.

Esse é o retrato do caos: um governo que terceiriza suas decisões, que não tem coragem de enfrentar lobbies, que abandona a população à própria sorte nas paradas, nos congestionamentos. Um governo que, diante da pressão, se esconde. Que finge governar, mas assiste tudo passivamente, como se não tivesse responsabilidade direta sobre a crise.

A inércia do DER/RN é simbólica. Mostra que o problema não é apenas técnico, mas político. Falta liderança. Falta comando. Falta coragem de enfrentar os interesses instalados há décadas, que fazem do sistema de transporte um verdadeiro feudo.

É preciso dizer com todas as letras: o transporte público da Grande Natal está refém. Refém de grupos que se opõem a qualquer melhoria. Refém de um governo fraco, que não governa. E, sobretudo, refém de uma estrutura estatal que perdeu a capacidade de se impor.

Os usuários, que diariamente enfrentam ônibus lotados, tarifas caras e rotas ineficientes, não podem mais esperar. A mobilidade é um direito — e não um favor que deve ser negociado com grupos privilegiados. A população exige ação, decisão e, acima de tudo, respeito.

Enquanto isso não vier, a Grande Natal continuará presa ao atraso, e a governadora Fátima Bezerra continuará colecionando promessas não cumpridas, além de uma crescente rejeição popular. A pergunta que fica é: até quando?

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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STTU define esquema de trânsito para São João de Natal 2025

STTU define esquema de trânsito para São João de Natal 2025

Operação especial terá bloqueios viários, plataformas de embarque e agentes em polos juninos da capital

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) de Natal anunciou nesta quinta-feira (29.mai.2025) a operação especial de trânsito para o São João de Natal 2025. A ação visa garantir segurança e fluidez no tráfego nas áreas próximas aos polos juninos da capital potiguar.

A abertura oficial do evento ocorre no sábado (31.jun), na Rua Tenente Everaldo Borges de Moura, conhecida como “Avenida da Alegria”, localizada no bairro da Redinha, zona Norte da cidade. A operação começa às 16h30 e segue até a meia-noite. Os bloqueios viários iniciam às 13h e a liberação está prevista para 1h do domingo (1º.jun).

Bloqueios e locais de restrição

Os bloqueios na Redinha acontecerão nos seguintes pontos:

  • Rua Conselheiro Tristão com Rua Tenente Everaldo Borges de Moura
  • Rua Tenente Everaldo Borges de Moura com Rua Francisco Ivo
  • Rotatória da Rua Francisco Ivo

Além da Redinha, a programação do São João se estende até o dia 29 de junho e abrange também a Arena das Dunas (zona Sul) e a Cidade da Esperança (zona Oeste).

Plataformas de embarque e desembarque

Para facilitar o acesso dos participantes, a STTU definiu locais específicos para embarque e desembarque de transporte por aplicativo. Confira os pontos:

Redinha (Avenida da Alegria):

  • Concentração do Trio – Redinha Clube
  • Posto Redinha

Arena das Dunas:

  • Top Pizza
  • Após o Pittsburg
  • Posto 30 de Setembro
  • Sebrae
  • Hotel Ibis
  • Portão E1 da Arena das Dunas

Polo Nélio Dias (Zona Norte):

  • Plataforma próxima à arena

Fiscalização e orientação

A operação contará com agentes de mobilidade, viaturas, motocicletas e supervisão técnica. A orientação da STTU é para que os participantes utilizem as plataformas designadas, sigam as instruções dos agentes e planejem seus deslocamentos com antecedência.

Dúvidas e informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones 156, (84) 3232-1003, 3232-9105, 3232-9107 ou via WhatsApp: (84) 9 8870-3862.

Foto: Prefeitura de Natal/Ilustração/Arquivo

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Licitação do transporte público de Natal será dividida em lotes e terá concessão de 15 anos

Licitação do transporte público de Natal será dividida em lotes e terá concessão de 15 anos

Contrato será lançado no segundo semestre e poderá gerar economia de R$ 286 milhões, segundo TCE-RN

A Prefeitura de Natal confirmou que a licitação do transporte público da capital será dividida por lotes e terá um período de concessão de 15 anos, ao invés dos 20 anos inicialmente previstos. A expectativa é que o edital seja lançado no segundo semestre deste ano, embora a data exata ainda não tenha sido divulgada.

A decisão de reformular o edital veio após auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), que apontou inconsistências na proposta anterior. As correções recomendadas podem gerar uma economia de até R$ 286 milhões ao longo do período de concessão. A Prefeitura informou que irá acatar as recomendações relativas ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

O relatório do TCE-RN identificou falhas técnicas que poderiam resultar em gastos desnecessários com subsídios ao sistema. A Prefeitura já havia enviado à Câmara Municipal um projeto de lei prevendo um subsídio anual de R$ 60 milhões, baseado em uma previsão de custo de R$ 260 milhões por ano. Esse valor será revisto, considerando a nova proposta de 15 anos e alterações no fluxo de caixa.

Durante audiência pública realizada na Câmara Municipal, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) apresentou o novo modelo do sistema que será implantado com a licitação. A proposta prevê aumento de 16% na frota, que passará para 455 ônibus distribuídos em 85 linhas — 25 a mais que as operadas atualmente.

Os lotes da licitação serão divididos por regiões: um lote abrangerá exclusivamente a zona Norte e outro contemplará as zonas Sul, Leste e Oeste da cidade. A nova estrutura visa melhorar a cobertura do serviço, a integração dos modais e reduzir a sobrecarga em linhas específicas.

Especialistas em transporte urbano apontam a necessidade de racionalização do sistema e defendem a inclusão de subsídios públicos como parte de uma política de incentivo à adoção de tecnologias mais eficientes, como a eletrificação da frota.

O transporte público de Natal funciona atualmente em regime emergencial e enfrenta dificuldades operacionais e financeiras. As tentativas anteriores de licitação, realizadas em 2016 e 2017, não tiveram sucesso, com editais sendo considerados pouco atrativos para o setor privado.

A licitação atual é considerada fundamental para reestruturar o serviço e garantir segurança jurídica tanto para os operadores quanto para os usuários.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Ponte de Igapó será totalmente liberada ao tráfego nesta sexta-feira, anuncia DNIT

Ponte de Igapó será totalmente liberada ao tráfego nesta sexta-feira, anuncia DNIT

Obras no complexo viário devem ser concluídas no final da tarde de hoje; STTU divulga novos horários da faixa reversível

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) prevê a liberação total do tráfego na Ponte de Igapó, em Natal, até o final da tarde desta sexta-feira (23.mai.2025). A informação foi confirmada pelo superintendente regional do órgão, Getúlio Batista, em entrevista à imprensa local.

Segundo Batista, a previsão inicial era que o tráfego fosse completamente restabelecido apenas no final do mês de maio, mas o cronograma foi antecipado. “Nós iríamos entregar e liberar o tráfego 100% até o final do mês, ou seja, no dia 30 ou 31. Estávamos fazendo o possível e o impossível para liberar ainda amanhã, mas conseguimos adiantar e isso ocorrerá no final da tarde de hoje”, declarou o superintendente.

Ele acrescentou que, apesar da confirmação, a liberação está sujeita a fatores externos, como condições climáticas e funcionamento dos equipamentos. “O único empecilho seria a quebra de alguma máquina ou uma chuva forte na parte da tarde, o que não é esperado, já que o tempo está aberto”, afirmou.

Obras fazem parte do programa PROARTE

A reestruturação da Ponte Presidente Costa e Silva (Ponte de Igapó) integra o Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE) e conta com investimento estimado em R$ 30 milhões. As intervenções abrangem desde as fundações até a superestrutura da ponte, com execução de obras em faixas de rolamento, juntas de dilatação, passeios de pedestres e sinalização viária.

O projeto também prevê a implantação de uma estrutura cicloviária, conforme determina a legislação vigente. Segundo o DNIT, os serviços estruturais deverão ser concluídos até o primeiro semestre de 2025, após finalização de etapas da infra, meso e superestrutura.

A ponte, inaugurada há 56 anos, nunca havia passado por obras de reabilitação estrutural. Durante a execução, o tráfego foi parcialmente bloqueado, gerando impacto na mobilidade urbana de Natal e da região metropolitana.

STTU define novos horários da faixa reversível na Avenida Felizardo Moura

Com a liberação completa da ponte, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) informou os novos horários de operação da faixa reversível na Avenida Felizardo Moura, importante corredor que liga a Zona Norte ao Centro da capital.

O funcionamento da faixa reversível, a partir desta sexta-feira, será organizado da seguinte forma:

  • Das 5h às 11h59 – Fluxo no sentido Zona Norte / Centro
  • Das 12h às 12h29 – Faixa fechada para ajustes operacionais
  • Das 12h30 às 22h59 – Fluxo no sentido Centro / Zona Norte
  • Das 23h às 4h59 – Faixa fechada

A STTU orienta os motoristas a respeitarem a sinalização e os novos horários para evitar congestionamentos e garantir a segurança viária. Agentes de mobilidade estarão distribuídos ao longo do trecho para fiscalizar o cumprimento das determinações e orientar os condutores.

Ponte de Igapó é eixo estratégico para mobilidade urbana

A Ponte de Igapó integra a rodovia BR-101/RN, servindo como elo entre a Zona Norte de Natal e demais regiões da cidade. Estima-se que cerca de 70 mil veículos circulem diariamente pelo local, o que reforça a importância da estrutura para o sistema viário metropolitano.

A conclusão da obra deverá permitir a melhoria do tráfego urbano, com impacto direto no transporte público, na circulação intermunicipal e na mobilidade de ciclistas, pedestres e motoristas.

O PROARTE, responsável pelas intervenções, é executado pela Coordenação-Geral de Manutenção e Restauração Rodoviária (CGMRR) e prevê a reabilitação de Obras de Arte Especiais (OAEs), como pontes, viadutos, túneis e passarelas em todo o país, conforme critérios técnicos do Plano Nacional de Manutenção Rodoviária (PNMR).

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Prefeitura de Natal inicia ampliação do binário das avenidas Jaguarari e São José

Prefeitura de Natal inicia ampliação do binário das avenidas Jaguarari e São José

Obras preveem recapeamento e nova sinalização em trecho das avenidas para melhorar a fluidez do trânsito na capital

A Prefeitura do Natal dará início, a partir da próxima segunda-feira (19.mai.2025), às obras de ampliação do binário formado pelas avenidas Jaguarari e São José. A intervenção será executada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e integra um conjunto de medidas voltadas à reestruturação do trânsito em importantes corredores viários da cidade.

O projeto contempla o trecho entre a Avenida Antônio Basílio e a Capitão-Mor Gouveia, no caso da Jaguarari, e entre a Avenida Lima e Silva até a Capitão-Mor Gouveia, no caso da São José. A ampliação do binário tem como objetivo melhorar a fluidez do tráfego, ampliar a segurança viária e oferecer condições adequadas para pedestres, ciclistas e motoristas.

Segundo a STTU, a primeira fase da intervenção incluirá serviços de fresagem e recapeamento do asfalto, com prazo estimado de 15 dias para conclusão. Após esse período, será necessário aguardar a cura do novo asfalto para, em seguida, iniciar a implantação da sinalização viária definitiva, prevista para ocorrer 30 dias depois.

A nova etapa de sinalização abrangerá faixas de tráfego, ciclovias, áreas de estacionamento e indicações direcionais. Quando finalizada, a ampliação passará a funcionar operacionalmente após mais 30 dias, totalizando cerca de dois meses e meio para entrega completa do novo binário.

A decisão de ampliar o sistema binário ocorreu após avaliações técnicas e pesquisas de opinião pública que apontaram resultados positivos com o trecho já implantado entre as duas avenidas. Dados da STTU indicam que houve melhora na capacidade de circulação de veículos, além de aumento na oferta de vagas de estacionamento e implantação de ciclovias sem prejuízo à mobilidade urbana.

A secretaria afirma que a intervenção busca promover um equilíbrio entre o crescimento do fluxo de veículos e a necessidade de inclusão de modais sustentáveis, como bicicletas e transporte público. A meta é garantir um espaço urbano mais organizado, acessível e seguro.

Durante o período de obras, a STTU recomenda atenção redobrada dos condutores nas áreas em intervenção. Alterações no tráfego, bloqueios temporários e desvios poderão ser aplicados conforme o andamento dos serviços. Informações atualizadas sobre o cronograma e as mudanças serão disponibilizadas pelos canais oficiais da Prefeitura de Natal.

As obras fazem parte do Plano de Mobilidade Urbana do Município, que contempla outras ações estruturantes em andamento, como o reordenamento de cruzamentos, instalação de semáforos inteligentes e ampliação da malha cicloviária.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Trânsito na Ponte de Igapó será liberado em abril, confirma Dnit

Trânsito na Ponte de Igapó será liberado em abril, confirma Dnit

Obras devem ser concluídas em maio e incluem ciclovias e iluminação em LED

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou que o trânsito na Ponte de Igapó, uma das principais vias de conexão entre as zonas Oeste e Norte de Natal, será totalmente liberado em abril. As obras, que começaram em setembro de 2023, têm previsão de conclusão até maio, de acordo com o superintendente do órgão, Getúlio Batista.

Desde o início da intervenção, apenas duas das quatro faixas da ponte permanecem abertas para o trânsito. A reabilitação estrutural era necessária, pois a ponte, que possui 600 metros de extensão, não recebia uma recuperação desse porte há 55 anos. O investimento inicial previsto era de R$ 21 milhões, mas pode chegar a R$ 30 milhões devido a aditivos contratuais.

O projeto de revitalização inclui a implantação de duas ciclovias e um novo sistema de iluminação em LED, garantindo mais segurança para pedestres e ciclistas. Batista também esclareceu que, embora muitos motoristas e pedestres não percebam atividades na superfície da ponte, equipes têm trabalhado intensamente na parte inferior da estrutura.

Dnit autoriza recuperação de rodovias estaduais

Em reunião com representantes do governo estadual, o superintendente do Dnit assinou uma ordem de serviço para a reconstrução de 141 km de rodovias estaduais que foram utilizadas como desvios após o rompimento da ponte na BR-304, em Lajes.

A medida beneficiará diretamente dez municípios potiguares: Lajes, Pedra Preta, Ipanguaçu, Alto do Rodrigues, Passa e Fica, Tangará, Nova Cruz, Itajá, Macau e Pendências. De acordo com a diretora do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Natécia Nunes, as obras devem começar nos próximos 15 a 20 dias e terão conclusão prevista em seis meses.

O governo estadual destacou que essas rodovias não estavam originalmente no plano de recuperação de estradas, mas foram incluídas devido ao intenso fluxo de veículos pesados nos últimos meses.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Raiane Miranda/Governo do RN/Divulgação

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Campanha "Juntos pela Vida" visa reduzir acidentes com motociclistas no RN

Campanha “Juntos pela Vida” visa reduzir acidentes com motociclistas no RN

Iniciativa do MPRN e órgãos de trânsito busca conscientização e fiscalização para salvar vidas na Região Metropolitana de Natal

Na manhã desta sexta-feira (21.mar.2025), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e os órgãos gestores do Programa Vida no Trânsito (PVT) lançaram a campanha Juntos pela Vida, com o objetivo de reduzir os acidentes envolvendo motociclistas na Região Metropolitana de Natal. O evento de lançamento ocorreu na sede do MPRN e contou com a presença de autoridades como promotores de justiça, secretários estaduais e representantes de órgãos de trânsito e segurança.

A campanha tem como foco principal a redução dos acidentes com motocicletas, que vêm registrando números alarmantes em todo o estado, especialmente na capital e região metropolitana. Dados apresentados durante a coletiva de imprensa revelaram que as vítimas de acidentes de moto foram a principal causa de atendimento no Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade hospitalar do Rio Grande do Norte, durante o ano de 2024.

Ações da campanha

A campanha será dividida em várias ações, incluindo fiscalizações intensificadas em pontos estratégicos da região. A partir de abril de 2025, estão previstas duas ações por semana nas cidades de Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, São José do Mipibu e Extremoz. Além disso, um cronograma de fiscalização será implementado para garantir a segurança dos motociclistas e reduzir o número de sinistros.

A promotora de Justiça Danielle Veras destacou que a principal meta da campanha é diminuir os acidentes de trânsito com foco nas vítimas motociclistas. “Os motociclistas são o grupo mais acometido por sinistros, e precisamos de uma atuação mais efetiva dos órgãos de fiscalização para proteger essa população”, afirmou.

Crescimento de acidentes com motocicletas

Em 2024, os acidentes com motocicletas apresentaram um crescimento significativo. No Hospital Walfredo Gurgel, por exemplo, a unidade registrou uma média de um paciente por hora vítima de acidente de moto. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2025, 1.399 pacientes deram entrada no hospital com lesões decorrentes desses acidentes. Durante o Carnaval, 88 casos foram registrados.

A promotora de Justiça Rosane Moreno ressaltou que as Promotorias da Saúde já vêm acompanhando a situação para garantir uma melhoria na assistência à saúde e, principalmente, a redução da demanda de pessoas que se acidentam no trânsito.

Impacto na saúde pública e infraestrutura

O impacto desses acidentes na saúde pública é imenso, como destacou o secretário de Saúde, Alexandre Motta. “Além das cirurgias e internações, muitos jovens se tornam inválidos por conta desses acidentes. A campanha busca conscientizar e proteger as vidas”, afirmou. Ele ressaltou ainda que muitos dos acidentados são motociclistas jovens, com sequelas permanentes que afetam a qualidade de vida.

A secretária de Mobilidade Urbana, Jódia Melo, reforçou a importância da união entre os órgãos para reduzir os acidentes. “A parceria é essencial para reverter o diagnóstico de sinistros com motociclistas em Natal e na Região Metropolitana. Estamos trabalhando para aumentar a segurança no trânsito e salvar vidas”, declarou.

Fiscalização, infraestrutura e educação no trânsito

O secretário de Trânsito da STTU, Newton Filho, explicou que a campanha faz parte de um projeto mais amplo. “Existem ações para educação e ações voltadas para questões de infraestrutura. As ações de fiscalização que se intensificarão neste momento têm como principal objetivo garantir a segurança não somente dos condutores e passageiros de motos, mas de toda a sociedade”, afirmou.

De acordo com o diretor-geral do Detran, Jonielson Oliveira, os números de sinistros de trânsito vêm reduzindo nos últimos cinco anos no estado do Rio Grande do Norte. No entanto, tanto o número de sinistros quanto de vítimas fatais envolvendo motociclistas está aumentando. “A frota de motos vem acompanhando esse crescimento. Esses dados fundamentam a necessidade da campanha Juntos pela Vida, e o Detran vai atuar para salvar vidas e tornar o trânsito mais seguro e consciente, contando com o apoio de toda a população”, declarou.

Dados alarmantes

Entre 2020 e 2024, os números de sinistros com motociclistas aumentaram consideravelmente em Natal. Em 2024, vítimas de sinistro de moto foram a maior causa de atendimento no Hospital Walfredo Gurgel, com 1.233 acidentados.

Dados da STTU revelam que, em 2020, foram registrados 1.242 sinistros envolvendo motociclistas; em 2021, foram 1.282 sinistros com moto e vítimas lesionadas; em 2022, o número aumentou para 1.336; em 2023, para 1.467; e, em 2024, chegou a 1.233. O aumento de vítimas lesionadas é um sinal claro da necessidade da campanha Juntos pela Vida.

Os dados indicam que os homens são a maioria das vítimas, com o bairro de Lagoa Nova liderando o ranking de sinistralidade. A sexta-feira é o dia da semana com maior número de acidentes, enquanto a quarta-feira concentra mais vítimas com lesões.

Com a mobilização de diversas instituições e a implementação das ações previstas na campanha, espera-se reduzir não apenas o número de acidentes, mas também o impacto na saúde pública e na qualidade de vida da população.

Foto: Divulgação/MPRN

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FETRONOR celebra 50 anos com seminário sobre o futuro do transporte no nordeste

FETRONOR celebra 50 anos com seminário sobre o futuro do transporte no nordeste

Evento em Natal reúne especialistas para debater inovação, mobilidade urbana e desenvolvimento econômico

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR) completa 50 anos de atuação em abril de 2024, consolidando-se como uma das principais entidades responsáveis pelo desenvolvimento do transporte coletivo na região. Fundada em 1975, a FETRONOR tem sido essencial na modernização do setor, promovendo capacitação profissional, sustentabilidade e inovação.

Para marcar o cinquentenário, a Federação realizará um seminário no dia 11 de abril, no auditório do SEST SENAT, em Natal. O evento, que acontecerá das 8h30 às 13h, terá como foco principal o futuro do transporte de passageiros e sua relação com o desenvolvimento econômico regional. Entre os temas discutidos estarão inovação tecnológica, mobilidade urbana e políticas públicas para o setor.

O seminário contará com a participação de renomados especialistas, como o economista Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda; Bruno Batista, consultor da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e especialista em transporte e logística; e Francisco Christovam, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), referência em mobilidade urbana.

Eudo Laranjeiras, presidente da FETRONOR, destacou a importância do marco histórico: “Chegar aos 50 anos reforça nosso compromisso com um transporte mais eficiente e acessível. O seminário será uma oportunidade para debatermos o futuro do setor e como podemos contribuir ainda mais para o desenvolvimento do Nordeste.”

Além do seminário, a Federação lançará um livro que resgata sua trajetória, com depoimentos de ex-presidentes, empresários e representantes do setor, além de reflexões sobre os desafios e avanços da mobilidade urbana no Brasil.

Atuação e impacto regional

A FETRONOR representa sindicatos de empresas de transporte coletivo nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Ao longo de sua história, a entidade tem promovido ações voltadas para a modernização da frota e a melhoria da mobilidade urbana.

A Federação também coordena as unidades do SEST SENAT no Rio Grande do Norte e na Paraíba, incluindo as cidades de Natal, Mossoró, João Câmara (RN), João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras (PB). Essas unidades oferecem capacitação profissional para funcionários do setor de transporte, além de serviços de saúde e bem-estar, como atendimentos odontológicos, psicológicos, nutricionais e fisioterápicos.

Vale destacar que os serviços do SEST SENAT não são exclusivos para trabalhadores do transporte. A população em geral também pode usufruir desses benefícios, reforçando o compromisso da FETRONOR com a comunidade.

Foto: João Vital

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TCE-RN aponta falhas em edital da licitação de transportes de Natal

TCE-RN aponta falhas em edital da licitação de transportes de Natal

Relatório destaca necessidade de ajustes em estimativa de demanda e riscos financeiros para concessão

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) identificou falhas, impropriedades e inconsistências no edital de licitação para o transporte público de Natal. A Diretoria de Controle de Infraestrutura e Meio Ambiente (DIA) do TCE-RN recomendou a revisão ou aprofundamento dos estudos, especialmente na estimativa de demanda, para evitar riscos financeiros e garantir a eficiência do serviço. O relatório foi divulgado na tarde desta segunda-feira (17.mar.2025).

O edital, entregue ao TCE-RN pelo ex-prefeito Álvaro Dias em julho de 2024, foi elaborado pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) por R$ 1,4 milhão. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) havia informado que o lançamento do edital dependia da análise do Tribunal. Agora, com as conclusões dos auditores, o processo seguirá em tramitação na Corte de Contas.

Principais pontos do relatório

1) Modelagem e prazo contratual
O relatório aponta que o prazo proposto para a concessão é excessivamente longo, considerando as evoluções necessárias na mobilidade urbana, como eletromobilidade, integração intermodal e receitas acessórias. Além disso, há incertezas sobre a futura prestação dos serviços, o que pode onerar o subsídio público e comprometer os cofres municipais.

2) Estimativa de demanda
Os auditores recomendam a revisão ou aprofundamento dos estudos sobre a estimativa de demanda, utilizando dados atualizados de 2024 e projeções futuras. Isso é crucial para confirmar ou ajustar a demanda estimada e evitar prejuízos financeiros.

3) Sistema de avaliação de qualidade
Foram identificadas falhas no Sistema de Avaliação Permanente da Qualidade, que precisam ser corrigidas. Os indicadores individuais e o cálculo da nota final (NGQ e/ou IQS) apresentam inconsistências que podem comprometer a eficácia do serviço.

4) Impropriedades nas minutas
As minutas do edital, do contrato e de outros documentos apresentam impropriedades, como inadequação orçamentária e ausência de estimativa para receitas financeiras. Esses problemas precisam ser corrigidos antes da licitação.

5) Cálculos dos fluxos de caixa
Há equívocos e inconsistências nos cálculos dos fluxos de caixa, que podem resultar em um custo adicional de R$ 286 milhões ao longo da concessão. Isso representa um subsídio anual de R$ 14,3 milhões para os cofres públicos municipais.

Tramitação do processo

O relatório foi enviado ao gabinete do conselheiro relator, George Montenegro Soares, e seguirá para análise do Ministério Público de Contas (MPC). Após o parecer do MPC, o conselheiro elaborará um voto, que será julgado pela Primeira Câmara do TCE-RN. O conteúdo do relatório tem caráter recomendatório para a Prefeitura de Natal.

Acompanhamento pós edital

Após o lançamento do edital, os auditores do TCE-RN continuarão a acompanhar o processo de licitação. Em caso de identificação de novas inconsistências ou irregularidades, o Tribunal poderá atuar de forma concomitante para garantir a transparência e a eficiência do processo.

Foto: Matheus Felipe/Ilustração/Arquivo

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CBTU restabelece viagens na Grande Natal após chuvas intensas

CBTU restabelece viagens na Grande Natal após chuvas intensas

Serviço de trens urbanos volta a operar com ajustes na grade horária; saiba detalhes

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) anunciou, no início da manhã desta segunda-feira (17.mar.2025), a retomada das operações nas Linhas Norte e Sul. A primeira viagem foi realizada às 10h57, com destino a Ceará-Mirim/Natal, seguida por outra partida às 12h, sentido Natal/Nísia Floresta. Segundo a companhia, todas as demais viagens estão confirmadas e seguirão a grade horária preestabelecida.

As fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias causaram diversos pontos de obstrução nas vias, incluindo inundações e assoreamentos. Para garantir o restabelecimento das condições operacionais, a CBTU precisou utilizar o trem de serviço, equipamento especializado que atua na liberação de trechos bloqueados. Além disso, 40 funcionários da companhia foram mobilizados para auxiliar nas operações de desobstrução e garantir a normalização do serviço ainda no mesmo dia.

A CBTU reforçou que, apesar dos desafios enfrentados, o sistema de trens urbanos está funcionando dentro dos parâmetros esperados. A companhia também destacou a importância do trem de serviço e do trabalho em equipe para minimizar os impactos causados pelas intempéries.

Com a retomada das operações, os usuários do sistema de trens urbanos podem contar com a regularidade dos serviços, seguindo a grade horária já divulgada. A CBTU continua monitorando as condições das vias e está preparada para eventuais ajustes, caso necessário.

Foto: Divulgação/CBTU/Arquivo/Ilustração

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