Profissionais da alta e média complexidade suspendem atendimentos em hospitais conveniados ao SUS
Médicos paralisam cirurgias eletivas em Natal por falta de contrato com a Prefeitura
Médicos da alta e média complexidade que prestam serviços ao município de Natal iniciaram, nesta terça-feira (14), uma paralisação total dos atendimentos ambulatoriais e das cirurgias eletivas. A suspensão atinge hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), como a Liga Contra o Câncer, Hospital do Coração, Serviço de Cardiologia do Hospital Rio Grande, além de parte das cirurgias realizadas no Hospital Infantil Varela Santiago e no Hospital Rio Grande.
A paralisação ocorre em razão da ausência de contratualização formal entre os profissionais e as empresas vencedoras da Dispensa de Licitação nº 003/2025, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), bem como com o próprio município. Segundo os médicos, o novo contrato entrou em vigor em 1º de setembro, mas até o momento não houve formalização dos vínculos nem assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) anunciado pela SMS.
Em nota, os profissionais afirmam que mantiveram os serviços em funcionamento por mais de 40 dias, mesmo sem contrato, para evitar a desassistência à população. No entanto, diante da insegurança jurídica e administrativa, decidiram pela suspensão das atividades. Cerca de 120 médicos estão com atividades paralisadas.
A empresa contratada pela Prefeitura para gerenciar os serviços médicos, a Justiz Terceirização, informou por meio de sua assessoria que não possui relação contratual direta com os profissionais envolvidos e, por isso, não irá se pronunciar sobre o caso.
Médicos paralisam cirurgias eletivas em Natal
O impacto da paralisação já é sentido nos hospitais. A Liga Contra o Câncer suspendeu os procedimentos eletivos a partir desta terça-feira, enquanto o Hospital Varela Santiago anunciou a interrupção das cirurgias pediátricas eletivas a partir de quarta-feira (15). Somente no Varela Santiago, cerca de 60 cirurgias pediátricas são realizadas semanalmente. Na Liga, a suspensão representa a perda diária de aproximadamente 30 procedimentos.
Em comunicado oficial, a Liga Contra o Câncer manifestou solidariedade aos pacientes e aos profissionais, destacando que os cirurgiões enfrentam atrasos superiores a 90 dias no pagamento dos honorários. A instituição reforçou que os médicos têm autonomia para decidir sobre a paralisação e pediu sensibilidade dos gestores públicos para resolver o impasse com responsabilidade e ética.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Breno Esaki/Agência Sáude
Hospital público do RN enfrenta falhas recorrentes em equipamentos e paciente de 80 anos não resiste após espera de 4 horas
Caos no Walfredo Gurgel: tomógrafos quebrados atrasam exames e idoso morre antes da cirurgia
O Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade pública de saúde do Rio Grande do Norte, enfrenta mais uma crise estrutural com a paralisação dos dois tomógrafos da instituição. Os equipamentos voltaram a apresentar falhas pela segunda vez em menos de um mês, comprometendo a realização de exames de imagem e atrasando diagnósticos essenciais.
Um dos casos mais graves foi o de Damião da Silva, de 80 anos, vítima de um acidente de bicicleta em Campo Grande. O idoso foi transferido para Natal, mas, diante da indisponibilidade dos tomógrafos, precisou ser levado ao Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, para realizar o exame — quatro horas após dar entrada no Walfredo Gurgel.
Durante esse período, Damião permaneceu deitado em uma maca com fratura exposta nas costas. Segundo a família, ele estava consciente e aparentemente estável, mas a demora no diagnóstico agravou seu estado clínico. O paciente não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser submetido à cirurgia.
A nora do idoso, Aryedna Lima, fez um desabafo nas redes sociais após o sepultamento: “O descaso desse desgoverno mata! Meu sogro estava consciente, mas a demora pela tomografia fez com que ele perdesse muito sangue e evoluísse a óbito.”
Caos no Walfredo Gurgel
O hospital confirmou que os dois tomógrafos estão fora de operação. Um dos aparelhos, com nove anos de uso, necessita de peças importadas para manutenção. O outro, com 15 anos, chegou a funcionar brevemente no início da semana, mas voltou a apresentar falhas. Juntos, os equipamentos realizam mais de 4 mil exames por mês.
O diretor da unidade, Geraldo Neto, reconheceu a “fragilidade na estrutura” e afirmou que há necessidade urgente de substituição dos aparelhos. A instituição aguarda a liberação de R$ 2,5 milhões do governo estadual para aquisição de um novo tomógrafo, mais moderno. No entanto, ainda não há previsão para o investimento ser efetivado.
A situação gerou indignação entre familiares de pacientes e reacendeu críticas à gestão estadual. A crise no Walfredo Gurgel evidencia os desafios enfrentados pela saúde pública potiguar, especialmente em relação à manutenção de equipamentos essenciais para o atendimento de urgência.
Equipamentos estão quebrados desde 16 de setembro; Sesap prevê retorno de um deles ainda nesta segunda-feira (13)
Hospital Walfredo Gurgel está sem tomógrafo há quase um mês e pacientes são transferidos para Parnamirim
O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade hospitalar pública do Rio Grande do Norte, está sem realizar exames de tomografia desde o dia 16 de setembro. Os dois tomógrafos do hospital estão quebrados e, até o momento, nenhum deles voltou a funcionar.
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a previsão é que um dos equipamentos volte a operar ainda nesta segunda-feira (13). O outro aparelho permanece fora de uso e aguarda a avaliação técnica da empresa responsável pela manutenção, que foi acionada durante o fim de semana.
Com a paralisação dos tomógrafos, os pacientes que necessitam do exame estão sendo transferidos para o Hospital Deoclécio Marques de Lucena, localizado em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. A unidade realiza, em média, 180 exames de tomografia por dia, o que torna a interrupção um problema relevante para o fluxo de atendimento.
Denúncia de familiar de paciente
Nas redes sociais, uma mulher identificada como Aryedna Lima relatou a morte do sogro e atribuiu o falecimento à demora no atendimento hospitalar causada pela falta de tomografia.
“O dia inteiro correndo pra bater a tomografia fez com que meu sogro perdesse muito sangue e viesse a óbito”, escreveu em seus stories no Instagram.
Profissional denuncia falta de estrutura
Um médico que atua no Hospital Walfredo Gurgel também se manifestou sobre a situação por meio das redes sociais. Na publicação, ele citou a ausência de diversos serviços e equipamentos, além da tomografia.
“Não sofram acidente, não tenham AVC, não tenham apendicite, não tenham úlcera péptica perfurada, não precisem da saúde pública na capital hoje”, afirmou o profissional.
Segundo o relato, o hospital estaria sem tomografia computadorizada (TC), sem maqueiros, sem exames laboratoriais e sem laparoscopia cirúrgica, o que reforça a sobrecarga enfrentada pela equipe médica e pelos pacientes.
Expectativa de normalização parcial
A Sesap informou que as equipes de manutenção trabalham para restabelecer o serviço o mais rápido possível. Caso a previsão se confirme, apenas um dos dois tomógrafos deve voltar a funcionar ainda hoje, enquanto o outro seguirá aguardando avaliação técnica e conserto definitivo.
Enquanto isso, os atendimentos de emergência continuam sendo direcionados ao Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, para a realização dos exames de imagem necessários.
Estado registra aumento de 41,8% nas notificações e 28,4% nos diagnósticos positivos no terceiro trimestre de 2025
Dengue em alta: casos prováveis e confirmados disparam no RN
O número de casos de dengue no Rio Grande do Norte apresentou crescimento significativo no terceiro trimestre de 2025. De acordo com dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, foram registrados 3.487 casos notificados entre os meses de julho, agosto e setembro, contra 2.459 no mesmo período de 2024. O aumento representa uma variação de 41,8%.
Em relação aos casos confirmados, o crescimento também foi expressivo. No terceiro trimestre de 2024, foram 990 diagnósticos positivos, enquanto no mesmo período de 2025 o número subiu para 1.272, o que equivale a um aumento de 28,4%.
No acumulado do ano, o Rio Grande do Norte notificou 8.751 casos de dengue. Desses, 5.763 foram descartados e 2.988 confirmados. O estado também registrou uma morte causada pela doença, conforme consta no painel oficial do Ministério da Saúde.
A análise dos dados por gênero revela que as mulheres foram as principais vítimas do mosquito Aedes aegypti no mês de setembro. Elas representaram 57% dos casos em investigação e 56% dos casos confirmados. Os homens corresponderam a 43% dos casos em investigação e 44% dos diagnósticos positivos.
Dengue em alta
Comparativo trimestral
Casos notificados:
Julho 2024: 1.139
Agosto 2024: 773
Setembro 2024: 547 Total 2024: 2.459
Julho 2025: 1.201
Agosto 2025: 1.190
Setembro 2025: 1.096 Total 2025: 3.487
Casos confirmados:
Julho 2024: 441
Agosto 2024: 339
Setembro 2024: 210 Total 2024: 990
Julho 2025: 596
Agosto 2025: 401
Setembro 2025: 275 Total 2025: 1.272
Ações da Secretaria de Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) foi procurada para comentar as medidas adotadas no enfrentamento à dengue, mas não respondeu até o fechamento da matéria. A última atualização oficial sobre o tema foi divulgada em setembro, informando a ampliação da vacinação contra a dengue para todos os 167 municípios do estado.
A inclusão de 58 novas cidades na campanha de imunização visa aumentar a cobertura vacinal e reduzir os impactos da doença. A vacina contra a dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023, tornando o Brasil o primeiro país a oferecer o imunizante na rede pública.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, foram notificados 1.631.338 casos suspeitos de dengue em 2025. O país contabiliza 1.669 mortes confirmadas e outras 86 ainda sob investigação. A faixa etária mais afetada é de 20 a 29 anos, com predominância de mulheres entre os casos registrados.
O Ministério da Saúde reforça a importância da prevenção, que inclui eliminação de criadouros do mosquito, uso de repelentes e atenção aos sintomas iniciais da doença. A população é orientada a procurar atendimento médico ao apresentar febre alta, dores musculares, dor atrás dos olhos e outros sinais característicos da dengue.
Secretaria de Saúde confirmou que notificação registrada em Natal não se trata de intoxicação pela substância
Rio Grande do Norte descarta segundo caso suspeito de intoxicação por metanol
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) descartou o segundo caso suspeito de intoxicação por metanol no Rio Grande do Norte. A notificação havia sido registrada nesta sexta-feira (10) no Hospital dos Pescadores, localizado no bairro das Rocas, em Natal.
A confirmação foi dada pela Sesap na manhã deste sábado (11). O órgão informou que o caso foi avaliado e não se trata de intoxicação pela substância. O Ministério da Saúde havia divulgado, na noite de sexta-feira (10), que o estado possuía um caso suspeito relacionado à ingestão de bebida alcoólica adulterada.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o sexo, idade ou histórico clínico do paciente envolvido na notificação.
Situação nacional
De acordo com o Ministério da Saúde, até esta sexta-feira (10), foram registradas 246 notificações de possível intoxicação por metanol no país. Desses, 29 casos foram confirmados e 217 permanecem sob investigação. Outras 249 suspeitas já foram descartadas.
Os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul concentram os casos confirmados. São Paulo contabiliza 25 ocorrências, enquanto o Paraná confirmou três e o Rio Grande do Sul registrou uma.
Sobre o metanol e os sintomas
O metanol é uma substância química usada como solvente industrial e combustível, considerada altamente tóxica para consumo humano. Casos de intoxicação geralmente estão relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas que contêm o composto.
Os principais sintomas de intoxicação por metanol incluem dor abdominal, náuseas, visão turva, confusão mental e tontura, que podem surgir entre 12 e 24 horas após o consumo. A substância pode causar danos graves ao sistema nervoso e, em casos severos, levar à cegueira.
Orientações de atendimento
Pessoas que apresentem sintomas compatíveis com intoxicação devem buscar atendimento médico imediatamente no serviço de emergência mais próximo. Profissionais de saúde devem acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da região para notificação e orientação sobre o manejo clínico.
As amostras de sangue coletadas em pacientes suspeitos de intoxicação são encaminhadas para análise nos institutos de perícia científica, que realizam a confirmação laboratorial da presença da substância.
Ações do Ministério da Saúde
Devido ao aumento de casos no país, especialmente no estado de São Paulo, o Ministério da Saúde classificou a situação como um Evento de Saúde Pública. A medida tem como objetivo intensificar o monitoramento e ampliar a vigilância nos serviços de saúde.
O ministério também instalou uma Sala de Situação para acompanhar, em tempo real, os registros de intoxicação e orientar as ações de prevenção e investigação nos estados.
Foto: Clam Lo/Pexels / Moussa Idrissi/Pexels / Min An/Pexels
Medicamento foi enviado pelo Ministério da Saúde e será armazenado pela Unicat; estado mantém monitoramento ativo, sem casos confirmados
Rio Grande do Norte recebe primeira remessa de antídoto contra intoxicação por metanol
O Rio Grande do Norte recebeu, nesta sexta-feira (10), a primeira remessa do antídoto utilizado no tratamento de intoxicação por metanol. O medicamento, chamado Fomepizol, foi enviado ao estado pelo Ministério da Saúde e será armazenado sob a guarda da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat).
A carga inicial é composta por 24 ampolas e faz parte da distribuição nacional coordenada pelo Governo Federal em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O envio ocorre como medida preventiva diante do aumento de casos suspeitos de intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas em outras regiões do país.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o Rio Grande do Norte segue sem registros de casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol. Ainda assim, as equipes de vigilância estadual mantêm o monitoramento ativo e seguem as orientações do Ministério da Saúde quanto à detecção precoce e à resposta imediata a possíveis ocorrências.
Distribuição e armazenamento
Conforme determinação ministerial, o medicamento ficará sob a responsabilidade da Unicat, órgão vinculado à Sesap, que fará a distribuição sob demanda caso algum caso suspeito venha a ser registrado no estado.
A Unicat é responsável pelo armazenamento e fornecimento de insumos e medicamentos estratégicos utilizados pela rede pública de saúde. O órgão atua em articulação com os hospitais de referência e com os centros especializados em toxicologia.
Aquisição do medicamento
O Fomepizol foi adquirido pelo Governo Federal por meio de cooperação com a OPAS, entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS). O antídoto chegou ao Brasil na quinta-feira (9) e está sendo distribuído aos estados de forma proporcional, conforme critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O medicamento é utilizado no tratamento de intoxicações provocadas pela ingestão de metanol e etilenoglicol, substâncias tóxicas que podem estar presentes em bebidas adulteradas ou produtos químicos de uso industrial. O Fomepizol atua bloqueando a conversão do metanol em compostos mais tóxicos pelo organismo, reduzindo os danos e aumentando as chances de recuperação do paciente.
Ações de vigilância no Rio Grande do Norte
Em 2 de outubro, a Sesap publicou uma nota técnica direcionada aos municípios potiguares com orientações sobre detecção precoce, manejo clínico e notificação imediata de casos suspeitos de intoxicação por metanol.
O documento reforça os protocolos de vigilância e destaca a importância da notificação rápida para garantir resposta adequada e o uso do antídoto quando necessário.
Atuam nessa estrutura o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que estão em alerta e monitoram continuamente os indicadores de saúde pública relacionados ao tema.
Contexto nacional
O Ministério da Saúde tem acompanhado o aumento de notificações de intoxicação por metanol em diversos estados. Até o último boletim divulgado, o país registrava 29 casos confirmados e 217 sob investigação, além de centenas de suspeitas descartadas. A situação levou a pasta a classificar o cenário como Evento de Saúde Pública, para intensificar a vigilância em todo o território nacional.
Embora o Rio Grande do Norte ainda não tenha casos confirmados, a chegada do antídoto e a manutenção das ações de monitoramento garantem o preparo da rede estadual de saúde para um eventual atendimento emergencial.
População ainda tem dúvidas sobre a nova diretriz da SBC para hipertensão
Pressão 12 por 8 não indica necessidade de remédios, mas merece atenção, explica cardiologista
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) atualizou recentemente sua diretriz de hipertensão arterial sistêmica. A mudança foi a inclusão da pressão 120 por 80 mmHg (ou 12 por 8) — antes considerada dentro da normalidade — na faixa de pré-hipertensão. A novidade ainda tem gerado dúvidas entre a população. De acordo com Sylton Melo, cardiologista e professor de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), cujo curso de Medicina é o único em instituição privada no Rio Grande do Norte reconhecido pelo MEC e parte integrante da Inspirali, o melhor ecossistema de educação em saúde do país, as alterações não significam que pessoas com pressão 12 por 8 precisem iniciar tratamento medicamentoso.
Segundo ele, essa atualização tem o objetivo de reforçar o cuidado preventivo e o acompanhamento contínuo da pressão arterial. “O que isso significa? Significa que o paciente precisa ter um cuidado maior quando sua pressão chegar nesse nível. Não é para tomar remédio, e sim ter uma melhor avaliação, um melhor acompanhamento dos níveis pressóricos. A automedicação pode trazer riscos e mascarar o real problema”, frisa.
O tratamento medicamentoso, conforme destaca o professor, continua sendo indicado apenas para pacientes com pressão igual ou superior a 140 por 90 mmHg (14 por 9). “Não houve nenhuma mudança no tratamento da pressão arterial com a nova diretriz. Ela se manteve igual como era antes. Tratamento com remédio, pressão 140 por 90 ou mais. Existe também o tratamento não medicamentoso, que é a mudança do estilo de vida, como o controle do peso, alimentação balanceada, redução do sal na alimentação, a prática regular de atividade física, a suspensão do tabagismo e o controle do estresse”, complementa o especialista.
O professor reforça que o maior perigo da hipertensão está justamente na ausência de sintomas, o que pode atrasar o diagnóstico. “Infelizmente, na maioria das vezes, o paciente que tem pressão arterial elevada não sente nada. Vai fazer uma avaliação de rotina e descobre que a pressão está alta. Isso é que é o maior risco”, explica.
Por isso, ele orienta que a medição da pressão seja feita de forma periódica, seja em consultórios, seja por meio de exames como a MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) e a MRPA (Medida Residencial da Pressão Arterial). “O médico é quem vai poder avaliar melhor qual a melhor forma de acompanhar e detectar se o paciente é hipertenso”, dispara o cardiologista.
A nova diretriz da SBC segue uma tendência internacional — segundo o professor, a Sociedade Europeia de Cardiologia já havia adotado parâmetros semelhantes desde 2024. “Essa diretriz é muito importante exatamente para fazer com que as pessoas tenham mais cuidado no acompanhamento da pressão. Infelizmente, muitas vezes, as pessoas não avaliam a pressão regularmente. Deixam para, só quando vão sentir sintomas, procurar o médico. E, nesse caso, infelizmente, já pode ser tarde”, sinaliza.
“A melhor forma de ajudar a controlar a pressão arterial são as medidas não medicamentosas: reduzir a ingestão de sal, controlar o peso, fazer atividade física regular, parar o cigarro e reduzir o estresse emocional. O uso de medicamentos só deve ser iniciado após avaliação médica especializada”, pontua o docente da UnP/Inspirali, Sylton Melo.
Professores de Nutrição e de Educação Física da UnP também destacam prevenção e hábitos essenciais para a saúde infantil
DIA DE PREVENÇÃO DA OBESIDADE: Especialistas alertam para os riscos da doença em crianças
A véspera do Dia das Crianças também chama atenção para um tema urgente de saúde pública: a obesidade. Neste sábado (11), são celebrados o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade e o Dia Mundial da Obesidade — datas que reforçam a importância de combater a doença, considerada um dos maiores desafios do século. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), uma em cada cinco crianças e adolescentes no mundo está acima do peso, o que representa cerca de 391 milhões de jovens. Desses, aproximadamente 188 milhões já vivem com obesidade. Pela primeira vez na história, o excesso de peso supera a desnutrição como a principal forma de má nutrição infantil.
Especialistas destacam como hábitos saudáveis na família podem contribuir para a redução dos riscos da obesidade na infância. Segundo a nutricionista Mayara Martins, professora da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, a obesidade infantil não tem uma única causa, mas está relacionada a um conjunto de fatores.
“Os principais fatores relacionados à obesidade infantil incluem o consumo excessivo de ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos, doces e fast food; a redução da ingestão de frutas, legumes e alimentos frescos; o sedentarismo, marcado pelo tempo prolongado em frente a telas; a rotina acelerada das famílias, que favorece o uso de comidas prontas; além da predisposição genética”, explica.
A docente também orienta para os sinais de alerta que podem indicar risco para o desenvolvimento da obesidade. “O ganho de peso acelerado em relação à idade e altura, pouca disposição para atividades físicas, cansaço em tarefas simples, além de baixa autoestima ou isolamento social devido à imagem corporal. A recomendação é priorizar frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas, proteínas magras, laticínios e água, além de evitar ao máximo alimentos ultraprocessados. Na lancheira da escola, elaborar lanches lúdicos e divertidos também auxilia no processo”, destaca Mayara Martins.
Atividade física na infância
Além da alimentação, a atividade física desempenha um papel decisivo na prevenção e no combate à obesidade infantil. O profissional de educação física e professor da UnP, André Matos, reforça os múltiplos benefícios dos exercícios na infância.
“Através do exercício físico, as crianças vão ter um gasto energético maior, o que, associado a uma alimentação adequada, auxilia no processo do emagrecimento, além de contribuir com uma melhora metabólica, com aumento da sensibilidade à insulina, o que ajuda no controle sérico de glicose, no perfil lipídico e preserva a massa muscular da criança”, diz o professor.
Ainda segundo Matos, a prática regular melhora os padrões de sono e regula o apetite das crianças. “A criança ainda vai ter melhora na coordenação motora e comportamental, pois crianças com boa coordenação motora tendem a ser adultos mais ativos. Por volta dos 6 anos, as crianças já estão prontas para receber instruções simples, de forma lúdica, tomando cuidado, pois nessa fase o foco deve ser a brincadeira e não a prática especializada das modalidades esportivas”, reforça.
As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) também reforçam essa importância. A orientação é de, pelo menos, 60 minutos diários de atividade moderada ou vigorosa ao longo da semana para crianças entre 5 e 17 anos. Já no caso dos menores de 5 anos, a recomendação é de 180 minutos por dia de atividades variadas, sendo 60 deles de intensidade moderada ou vigorosa.
Processo está em análise pelo TCE e pode ser liberado ainda em 2025 para cogestão das unidades de saúde em Natal
Organizações Sociais devem assumir gestão das UPAs até dezembro, prevê secretário
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal prevê que Organizações Sociais (OSs) assumam a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade até o final de 2025. A informação foi divulgada pelo secretário Geraldo Pinho, que indicou a segunda quinzena de novembro ou início de dezembro como prazo provável para a implantação do novo modelo.
O processo de contratação das OSs está atualmente suspenso por decisão judicial e em análise pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A previsão inicial era que as organizações começassem a atuar em 15 de setembro, mas críticas sobre a ausência de estudos técnicos aprofundados levaram à interrupção temporária.
Segundo o secretário, a Prefeitura está reunindo documentação e dados para subsidiar a análise dos órgãos de controle. A proposta está sendo avaliada pelo TCE, com reuniões realizadas entre representantes da Prefeitura, conselheiros do tribunal e o Ministério Público. A administração municipal busca comprovar a vantajosidade do modelo de cogestão.
O modelo proposto não é considerado privatização pela gestão municipal. As UPAs continuarão sob responsabilidade do município, com as OSs atuando por meio de contratos de cogestão. Esse formato já é adotado em cerca de 20 estados brasileiros e em diversas capitais, segundo informações da Secretaria de Saúde.
A expectativa da Prefeitura é que a adoção do modelo traga maior agilidade na gestão das unidades, permitindo que as organizações realizem compras e contratações diretamente, sem necessidade de licitação. A medida visa reduzir custos e acelerar o atendimento à população.
A estimativa é que as OSs selecionadas recebam cerca de R$ 9 milhões mensais para administrar as quatro UPAs da capital potiguar: Cidade da Esperança, Pajuçara, Potengi e Satélite. A autonomia das organizações permitirá economia na aquisição de insumos e medicamentos, além de maior rapidez na reposição de materiais.
Organizações Sociais
O secretário exemplificou a diferença entre os modelos ao citar o tempo necessário para aquisição de medicamentos. No sistema atual, a compra de um item como dipirona pode levar até 45 dias, enquanto no novo modelo, a aquisição poderia ocorrer no mesmo dia, com pagamento à vista e menor custo.
Além da economia, o modelo de cogestão também prevê segurança jurídica e trabalhista para os profissionais contratados. As OSs serão responsáveis pela contratação direta dos trabalhadores, com registro em carteira, recolhimento de fundo de garantia e respeito às convenções coletivas e sindicais.
O contrato emergencial firmado com duas empresas médicas — Justiz e Proseg — permanece vigente até a transição completa para o novo modelo. Essas empresas substituíram a Coopmed na rede municipal e atuam em unidades básicas de saúde, hospitais, maternidades e UPAs.
Com a entrada das OSs, essas empresas médicas poderão continuar prestando serviços, caso sejam contratadas pelas organizações sociais. A Prefeitura considera essa possibilidade como uma alternativa viável para manter a continuidade dos atendimentos.
A Secretaria Municipal de Saúde aguarda a conclusão da análise pelo TCE para avançar com a implantação do modelo. A expectativa é que, ainda em 2025, as OSs estejam operando nas unidades de pronto atendimento da capital.
Unidade, localizada no bairro Pitimbu, funcionará inicialmente com 100 leitos e atendimento por encaminhamento de outras unidades de saúde
Primeira etapa do Hospital Municipal de Natal deve começar a funcionar em janeiro de 2026
A primeira etapa do Hospital Municipal de Natal está prevista para começar a funcionar em janeiro de 2026, segundo informou o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, durante visita de fiscalização realizada nesta segunda-feira (6) pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Câmara Municipal de Natal (CMN).
Localizado na avenida Omar O’Grady, no bairro Pitimbu, zona Sul da capital potiguar, o hospital teve as obras retomadas no fim de setembro após um período de paralisação motivado por falta de recursos. A unidade será entregue em duas etapas e, inicialmente, funcionará em regime de portas fechadas, recebendo apenas pacientes encaminhados de outras unidades de saúde da rede municipal.
Na primeira fase, o hospital contará com 100 leitos, sendo 90 de enfermaria e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura incluirá ainda salas de procedimentos, centro de diagnóstico por imagem, farmácia, cozinha e lavanderia.
De acordo com o secretário, a segunda etapa, que está em construção, ampliará a capacidade da unidade com a inclusão de 220 novos leitos, além de centro cirúrgico e maternidade. A previsão é de que essa fase seja concluída no segundo semestre de 2027.
O secretário Geraldo Pinho destacou que mais de R$ 50 milhões já foram aplicados na primeira fase de obras do Hospital Municipal de Natal. Para a segunda etapa, estão previstos investimentos de cerca de R$ 110 milhões.
Durante a visita, os vereadores da Comissão de Saúde acompanharam o andamento das obras e receberam informações sobre o cronograma de execução e os recursos destinados ao projeto. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os trabalhos estão concentrados na finalização das instalações elétricas, hidráulicas e estruturais da primeira fase.
O hospital foi projetado para atender exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a capacidade da rede pública de Natal. Inicialmente, o atendimento será feito apenas por encaminhamento de outras unidades, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais de menor porte.
Em relação à composição do quadro de pessoal, o secretário informou que os contratos temporários de profissionais de saúde serão prorrogados até que novos concursos públicos sejam realizados. O objetivo é garantir o preenchimento de todas as vagas necessárias para o funcionamento da unidade.
A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é de que, após a conclusão das duas etapas, o Hospital Municipal de Natal se torne uma das principais unidades da rede pública da capital, com capacidade total de 320 leitos e atendimento em diferentes especialidades médicas.
Atualmente, a obra é executada com recursos provenientes do orçamento municipal e de repasses federais. O acompanhamento das etapas e da aplicação dos recursos continuará sendo feito pela Câmara Municipal e pelos órgãos de controle.
Campanha Nacional de Multivacinação segue até 31 de outubro com foco em HPV e tríplice viral
Mais de 20 mil crianças e adolescentes precisam se vacinar em Natal
A Campanha Nacional de Multivacinação teve início nesta segunda-feira (6) em Natal e segue até o dia 31 de outubro. A mobilização tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mais de 20 mil crianças e adolescentes ainda não estão com a vacinação em dia na capital potiguar.
A meta da campanha é alcançar 95% de cobertura vacinal entre o público-alvo. Atualmente, a cobertura em Natal está abaixo do ideal: 39% para crianças, 60% para gestantes e 45% para idosos. A chefe do Núcleo de Agravos Imunopreviníveis (NAI) de Natal, Verushka Ramos, informou que todas as vacinas do calendário básico estão disponíveis, com atenção especial para a vacina contra o HPV e a tríplice viral.
A vacina contra o HPV é destinada a crianças e jovens entre 9 e 19 anos. Já a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é recomendada para pessoas até 30 anos. A escolha dessas vacinas como foco da campanha se deve à baixa cobertura vacinal registrada em anos anteriores e ao risco de retorno de doenças já controladas, como o sarampo, que voltou a apresentar surtos em outros estados.
A campanha também alerta para a baixa procura pela vacina contra a influenza, disponível desde abril para crianças, gestantes e idosos. A baixa adesão pode favorecer a mutação do vírus e o surgimento de novas variantes respiratórias. Segundo Verushka Ramos, há recorrência de síndromes gripais em unidades de saúde e pronto-socorros, o que reforça a importância da imunização.
Mais de 20 mil crianças
Dos 50.400 registros de crianças em Natal, apenas 21 mil estão com a caderneta de vacinação atualizada. Isso representa um déficit de mais de 20 mil crianças com vacinas atrasadas. Além disso, cerca de 3 mil gestantes ainda não buscaram os imunizantes neste ano. A vacinação contra HPV e tríplice viral é contraindicada para gestantes, mas outras vacinas disponíveis são recomendadas para proteção da mãe e do bebê.
A tecnologia tem sido uma aliada na divulgação da campanha. O aplicativo Meu SUS Digital, disponível para Android e iOS, está sendo utilizado para enviar notificações à população sobre a necessidade de atualização vacinal. O sistema permite acesso ao histórico de vacinação de cada cidadão.
A autônoma Camila da Silva levou seus filhos à Unidade Básica de Saúde (UBS) após receber um alerta pelo aplicativo Bolsa Família. A mensagem informava sobre a necessidade de atualização da caderneta de vacinação e do registro de peso. Na UBS, sua filha estava com todas as vacinas em dia, enquanto o filho recebeu imunização contra gripe e hepatite.
A campanha também conta com pontos extras de vacinação em locais estratégicos. Os shoppings Midway Mall e Partage Norte Shopping oferecem atendimento das 13h às 20h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados das 10h às 15h. As UBSs funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h. Para se vacinar, é necessário apresentar documento com foto e cartão de vacinação.
A mobilização do Dia D está marcada para o dia 18 de outubro, com ações intensificadas em toda a cidade. A SMS reforça a importância da participação dos pais e responsáveis para garantir a proteção das crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis.
A campanha de multivacinação é uma estratégia nacional que visa ampliar a cobertura vacinal e evitar o ressurgimento de doenças já controladas. Em Natal, a expectativa é que a adesão aumente nas próximas semanas, especialmente com a aproximação do Dia D e a ampliação dos canais de comunicação com a população.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Tânia Rego/Agência Brasil
Campanha promove ações educativas, testes rápidos e distribuição de preservativos nas unidades de saúde da capital potiguar
Outubro Verde reforça combate à sífilis e sífilis congênita em Natal
O município de Natal iniciou oficialmente, nesta segunda-feira (6), a campanha Outubro Verde, voltada para o combate à sífilis e à sífilis congênita. A abertura ocorreu no auditório da Unidade de Saúde Panatis, com foco na importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da infecção, especialmente durante o pré-natal.
A campanha Outubro Verde é promovida ao longo de todo o mês de outubro nas unidades de saúde da capital potiguar. As ações incluem rodas de conversa sobre prevenção e tratamento da sífilis, realização de testes rápidos, distribuição de preservativos e entrega de materiais informativos à população.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A principal forma de transmissão ocorre por meio de relações sexuais desprotegidas com pessoas infectadas. Também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, por transfusão de sangue ou pelo compartilhamento de objetos cortantes.
Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal apontam que, entre janeiro e agosto de 2025, foram registrados 1.536 casos de sífilis na cidade. Desses, 1.105 foram de sífilis adquirida, 285 em gestantes e 146 de sífilis congênita.
A sífilis possui três estágios clínicos. Os estágios primário e secundário apresentam maior potencial de transmissão. Já na fase terciária, surgem complicações graves, como lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, que podem evoluir para óbito.
A sífilis congênita, transmitida da mãe infectada para o bebê, pode causar sérias complicações durante a gestação ou o parto. Entre os riscos estão má formação fetal, aborto espontâneo e morte fetal. Em muitos casos, o bebê nasce sem sintomas aparentes, mas as manifestações clínicas podem surgir nos primeiros meses de vida.
Outubro Verde
Todas as unidades de saúde de Natal oferecem testes rápidos gratuitos para detecção da sífilis. O resultado é disponibilizado em até 20 minutos e, em caso de diagnóstico positivo, o tratamento é iniciado imediatamente. O objetivo é interromper a cadeia de transmissão e evitar complicações futuras.
A campanha Outubro Verde também busca combater o estigma relacionado às ISTs. A abordagem educativa visa esclarecer dúvidas da população e incentivar a busca por atendimento nas unidades de saúde. Profissionais como enfermeiros e agentes comunitários estão preparados para oferecer acolhimento e orientação adequada.
O terceiro sábado de outubro é marcado pelo Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. A data reforça a importância da prevenção e do cuidado contínuo com a saúde sexual e reprodutiva, especialmente entre gestantes.
A iniciativa da SMS Natal, por meio do Núcleo Municipal de IST/Aids e Hepatites Virais, integra o calendário de ações estratégicas voltadas à promoção da saúde pública. A campanha Outubro Verde reforça o compromisso do município com a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da sífilis, contribuindo para a redução dos índices da doença e para a proteção da saúde da população.
Casos envolvem consumo de bebidas alcoólicas adulteradas; São Paulo concentra maior número de notificações
Ministério da Saúde confirma 225 registros de intoxicação por metanol no Brasil
O Ministério da Saúde confirmou 225 registros de intoxicação por metanol no Brasil relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas. Os dados foram divulgados neste domingo (5) e incluem casos confirmados e em investigação, conforme informações consolidadas pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS).
Do total, 16 casos foram confirmados e 209 seguem sob investigação em 13 estados: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Os registros na Bahia e no Espírito Santo foram descartados.
São Paulo concentra maior número de casos
O estado de São Paulo lidera as notificações, com 14 casos confirmados e 178 em investigação. As duas mortes confirmadas por intoxicação por metanol no país ocorreram na capital paulista. A primeira vítima foi um homem de 54 anos, em 15 de setembro. A segunda, um homem de 46 anos, teve o óbito confirmado no sábado (4).
A capital paulista registra 85 notificações, sendo 11 confirmadas. São Bernardo do Campo aparece em seguida, com 45 casos — 44 suspeitos e um confirmado. Também há confirmações em Guarulhos e Itapecerica da Serra. Fora de São Paulo, dois casos foram confirmados em Curitiba.
Outras 13 mortes estão sob investigação: sete em São Paulo, três em Pernambuco, uma no Mato Grosso do Sul, uma na Paraíba e uma no Ceará.
intoxicação por metanol
Recomendações ao consumidor
O Procon-SP orienta os consumidores a adotarem medidas de precaução ao adquirir bebidas alcoólicas:
Comprar apenas em estabelecimentos conhecidos ou com referências;
Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
Verificar a integridade da embalagem, rótulo, lacre e informações obrigatórias como CNPJ, lote e endereço do fabricante;
Não realizar testes caseiros como cheirar, provar ou queimar a bebida;
Observar sintomas como visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou confusão mental após o consumo;
Procurar atendimento médico imediato em caso de suspeita de intoxicação;
Denunciar irregularidades à Vigilância Sanitária, Polícia Civil, Procon ou pelo Disque-Intoxicação (0800 722 6001).
Fiscalização intensificada
O Procon-SP informou que intensificará as fiscalizações em bares, restaurantes, adegas, supermercados e casas noturnas, em parceria com o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) da Polícia Civil.
A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) também recomenda atenção ao lacre de segurança, vedação da tampa, presença do selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Em caso de sintomas como dores abdominais intensas, tontura ou confusão mental, o atendimento médico deve ser imediato. O socorro nas primeiras seis horas após o início dos sintomas é considerado essencial para evitar o agravamento do quadro clínico.
Ministério da Saúde confirma 195 notificações em 14 estados; São Paulo lidera com mais de 160 registros e duas mortes confirmadas
O Ministério da Saúde informou neste sábado (4) que o Brasil registra 195 notificações de intoxicação por metanol após a ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. Do total, 14 casos foram confirmados e 181 seguem em investigação, segundo dados enviados pelos estados ao Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs).
O estado de São Paulo lidera o número de registros, com 162 notificações — 14 confirmadas e 148 em análise. Também há suspeitas em outros 13 estados: 11 em Pernambuco, 5 em Mato Grosso do Sul, 3 no Paraná, 2 na Bahia, 2 em Goiás, 2 no Rio Grande do Sul, e 1 caso em cada nos estados do Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Piauí, Rio de Janeiro e Paraíba.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O boletim do Ministério da Saúde aponta 13 mortes em investigação, sendo duas confirmadas no estado de São Paulo. As demais estão distribuídas entre Pernambuco (3), Bahia (1) e Mato Grosso do Sul (1).
Diante da situação, a pasta determinou que todos os estados e municípios notifiquem imediatamente as suspeitas de intoxicação por metanol. A medida visa fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir resposta rápida aos casos. Uma sala de situação nacional foi criada e permanecerá ativa enquanto persistir o risco sanitário.
Situação em São Paulo e prisões por bebidas adulteradas
O governo de São Paulo confirmou a segunda morte por intoxicação por metanol no estado, ambas registradas na capital. Segundo a Secretaria de Saúde, o estado contabiliza 162 ocorrências entre casos confirmados e suspeitos, com sete óbitos ainda sob investigação.
As ações de fiscalização também foram intensificadas. A Polícia Civil de São Paulo elevou para 41 o número de prisões relacionadas à adulteração de bebidas — 19 delas apenas nesta semana. As prisões ocorreram na capital e nos municípios de Diadema, Santo André, Jacareí e Jundiaí.
Durante as operações, foram apreendidos garrafas, rótulos, tampas e outros materiais usados na falsificação.
A força-tarefa estadual resultou ainda na interdição de 11 estabelecimentos, total ou parcialmente, em razão de irregularidades sanitárias.
Ações policiais no Distrito Federal
No Distrito Federal, a Polícia Militar descobriu um laboratório clandestino de falsificação de bebidas alcoólicas na região de Sobradinho dos Melos, durante operação realizada na sexta-feira (3).
Foram apreendidos materiais de envase, rótulos, tampas, produtos químicos e maquinário usados na produção irregular.
A ocorrência começou durante a Operação 5º Mandamento, que fiscalizava bares nas regiões do Paranoá e Itapoã. Uma das distribuidoras vistoriadas apresentou nota fiscal vinculada à chácara onde o laboratório funcionava.
Um caseiro foi conduzido à 6ª Delegacia de Polícia (DP) e informou que o proprietário do imóvel está no Ceará. O caso foi registrado como crime contra as relações de consumo.
Governo amplia estoque de antídotos e alerta população
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o governo está ampliando o estoque de antídotos para o tratamento de intoxicação por metanol. O tratamento é feito com etanol farmacêutico e fomepizol, substâncias que inibem os efeitos tóxicos do metanol no organismo.
Segundo Padilha, o governo já possui 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico e adquiriu mais 12 mil unidades de um laboratório nacional. Além disso, foram compradas 2,5 mil ampolas de fomepizol de um fornecedor do Japão, em articulação com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
Os antídotos serão enviados aos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) dos estados.
O ministro reforçou a recomendação para evitar o consumo de bebidas destiladas, principalmente aquelas com tampas de rosca, por estarem entre as mais falsificadas. Padilha também orientou comerciantes a verificar a procedência dos produtos adquiridos junto aos fornecedores.
Segundo o ministro, a notificação imediata dos casos suspeitos ajuda a rastrear a origem das bebidas e apoia as investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal.
Sintomas e orientações médicas
A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave. Após a ingestão, o metanol é metabolizado em substâncias tóxicas como formaldeído e ácido fórmico, que podem causar cegueira, falência orgânica e morte.
Os principais sintomas incluem visão turva, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.
Em caso de suspeita, o Ministério da Saúde orienta buscar atendimento médico imediato e entrar em contato com os canais de emergência:
Disque-Intoxicação Anvisa: 0800 722 6001
CIATox local: contato conforme estado
Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733
É recomendado ainda identificar e alertar outras pessoas que possam ter consumido a mesma bebida, para avaliação médica imediata.
Alexandre Padilha orienta população a não consumir bebidas em garrafas com rosca e anuncia novas medidas de enfrentamento
Ministério da Saúde registra 127 casos de intoxicação por metanol no Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou neste sábado (4) que o Brasil contabiliza 127 casos confirmados de intoxicação por metanol. Segundo ele, o número de casos confirmados se mantém estável, mas houve aumento nas notificações de suspeitas. Até o momento, 12 estados registraram ocorrências. O ministro fez o anúncio durante visita a Teresina, no Piauí.
Padilha recomendou que a população evite o consumo de bebidas alcoólicas nos próximos dias, principalmente destilados vendidos em garrafas com tampas de rosca. O alerta se deve à possibilidade de adulteração com metanol, substância altamente tóxica e imprópria para consumo humano.
Supermercado
“Nossa recomendação é evitar bebidas destiladas, sobretudo aquelas que a garrafa é feita com a rosca”, afirmou o ministro.
Ele acrescentou que não há registros de adulteração em bebidas comercializadas em latas ou em garrafas com tampas metálicas.
Governo adota medidas de enfrentamento
De acordo com o ministro, o governo federal está adotando medidas emergenciais para conter o avanço dos casos e garantir atendimento adequado às vítimas. O Ministério da Saúde identificou 604 farmácias de manipulação em condições de produzir o etanol farmacêutico, substância utilizada como antídoto sob prescrição médica.
Foram adquiridas 12 mil ampolas do etanol farmacêutico, que serão distribuídas aos Centros de Referência de Toxicologia em todo o país. Além disso, o governo comprou 2.500 tratamentos de Fomepizol, outro antídoto eficaz contra a intoxicação por metanol. A aquisição foi feita por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e os medicamentos devem chegar ao Brasil na próxima semana.
Orientações aos profissionais de saúde
Padilha também destacou a importância da notificação imediata pelos profissionais de saúde, tanto da rede pública quanto da privada, assim que houver suspeita de intoxicação. O registro precoce permite que os Centros de Toxicologia ofereçam suporte técnico e orientações sobre o cumprimento do protocolo do Ministério da Saúde.
Entre as medidas recomendadas estão a checagem de acidose metabólica, hidratação adequada do paciente, monitoramento cardíaco e o uso do etanol farmacêutico conforme prescrição. A notificação também ajuda a identificar o local de consumo e a origem da bebida, auxiliando as autoridades sanitárias na investigação.
O que é o metanol e como evitar riscos
O metanol é uma substância química usada como matéria-prima na fabricação de combustíveis e produtos industriais. Quando ingerido, pode causar intoxicação grave e até morte. Ele tem gosto levemente adocicado, semelhante ao do etanol, e não apresenta odor forte, o que dificulta sua identificação em bebidas adulteradas.
Para reduzir o risco de contaminação, o Ministério da Saúde orienta que a população:
Verifique a origem da bebida e se o lacre da embalagem está intacto;
Desconfie de preços muito abaixo do mercado e de pontos de venda informais;
Rejeite embalagens com rótulos mal impressos, sem CNPJ, lote ou validade;
Observe a cor, o cheiro e a consistência da bebida;
Evite testes caseiros como cheirar, provar ou tentar queimar o produto;
Em bares e restaurantes, peça para que a bebida seja servida na frente do consumidor.
Sintomas e busca por atendimento
Os sintomas de intoxicação por metanol podem incluir náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura e visão turva. Em muitos casos, esses sinais são confundidos com os de uma ressaca comum, mas tendem a ser mais intensos e rápidos.
O Ministério da Saúde reforça que qualquer pessoa que apresente sintomas após consumir bebidas suspeitas deve procurar atendimento médico imediato. A intervenção precoce é fundamental para evitar complicações graves e salvar vidas.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil
Secretaria de Saúde do RN emitiu nota técnica para atendimento e notificação de casos suspeitos, enquanto SMS Natal e Procon iniciam ações preventivas de fiscalização em estabelecimentos
A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) emitiu, nesta quinta-feira (2), uma nota técnica direcionada a municípios e unidades de saúde do estado com orientações sobre identificação, atendimento e notificação de possíveis casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol.
De acordo com a pasta, até o momento da emissão da nota não havia registro de casos relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas no Rio Grande do Norte. A medida foi tomada após relatos de intoxicação em outras regiões do país, principalmente em São Paulo.
Segundo a Sesap, toda a estrutura de vigilância estadual, incluindo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), permanece em monitoramento constante da situação.
A nota técnica estabelece critérios para definição de casos suspeitos, orienta sobre condutas clínicas e laboratoriais, além da notificação oficial aos órgãos competentes. Entre os sintomas relacionados à intoxicação por metanol estão dor abdominal, alterações visuais, confusão mental, náuseas e vômitos, que podem se manifestar entre 12 e 24 horas após a ingestão da substância.
Os pacientes que apresentarem esses sinais devem procurar atendimento médico imediato em serviços de urgência e emergência. Profissionais de saúde, por sua vez, devem acionar o CIATox de referência e realizar a notificação no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Amostras de sangue devem ser enviadas ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep-RN), que funciona 24 horas por dia para análise.
O documento também descreve possíveis complicações, como alterações metabólicas, distúrbios neurológicos, coma e até morte. O tratamento pode incluir uso de etanol intravenoso como antídoto, ácido folínico, benzodiazepínicos em caso de convulsões e hemodiálise em situações graves.
O aumento de ocorrências em São Paulo levou o Ministério da Saúde a classificar a situação como Evento de Saúde Pública. O órgão instalou, na quarta-feira (1º), uma Sala de Situação para monitoramento dos casos em nível nacional.
Fiscalização em Natal: SMS e Procon adotam medidas preventivas
Diante do cenário nacional, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) informou que vai intensificar fiscalizações em bares, restaurantes e casas noturnas da capital potiguar. O Procon Natal também anunciou que vai notificar mais de 100 distribuidoras de bebidas da cidade para reforçar o controle sobre a origem dos produtos comercializados.
Segundo Sônia Fernandes, chefe do setor de Fiscalização de Alimentos e Bebidas da SMS, as ações já ocorrem rotineiramente e incluem atendimento 24 horas para casos de intoxicação alimentar. Com os alertas recentes, a vigilância sanitária passará a priorizar estabelecimentos de maior movimento, especialmente nos fins de semana.
O monitoramento também será ampliado para áreas de turismo da capital. As inspeções verificam boas práticas de manuseio, armazenamento e uso da matéria-prima em alimentos e bebidas.
O Procon Natal, por sua vez, vai atuar de forma preventiva e educativa junto a distribuidores e revendedores, reforçando as orientações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). De acordo com o agente de fiscalização Carlos Alberto Freire, a medida busca garantir maior atenção sobre a procedência de bebidas destiladas, como whisky, vodka e gin.
Especialistas também reforçam a necessidade de vigilância. O professor e coordenador da Liga Acadêmica de Toxicologia da UFRN, Herbert Sisenando, destacou que a adulteração de bebidas é uma prática ilegal recorrente no Brasil e citou dados da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), que apontam que cerca de 20% das bebidas comercializadas no país são adulteradas.
Segundo ele, os recentes casos concentrados em curto período acenderam o alerta sobre o risco de bebidas adulteradas circularem no mercado formal. Investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo buscam apurar se há indícios de produção em grande escala de bebidas falsificadas.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN / Αλέξανδρος Βλάχος/Pexels
Governo mantém Sala de Situação para monitoramento; uma morte foi confirmada em São Paulo e outros sete óbitos estão em investigação
O Brasil contabiliza 48 casos em investigação relacionados à possível intoxicação por metanol até a tarde desta quinta-feira (2). O balanço foi apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista coletiva concedida na Sala de Situação instalada pelo governo federal para monitorar ocorrências e coordenar medidas de resposta.
De acordo com o Ministério da Saúde, 11 casos já foram confirmados por meio de detecção laboratorial da presença da substância. Os resultados foram obtidos a partir da análise de amostras enviadas a um Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs).
Inicialmente, Padilha havia informado a confirmação de um 12º caso em Brasília. No entanto, a pasta esclareceu posteriormente que o episódio segue classificado como suspeito. O paciente é o cantor Hungria, que permanece sob avaliação das autoridades de saúde.
Até o momento, o ministério confirmou apenas uma morte associada à intoxicação por metanol, registrada em São Paulo. Outros sete óbitos estão em investigação: dois em Pernambuco e cinco também em São Paulo.
Segundo informações da pasta, a instalação da Sala de Situação tem como objetivo integrar diferentes áreas técnicas e agilizar a análise de dados referentes ao surto. A medida busca coordenar a resposta dos serviços de saúde, orientar estados e municípios e acompanhar a evolução dos casos em tempo real.
O metanol é um solvente altamente tóxico que, quando ingerido, pode provocar sintomas como dor abdominal, alterações visuais, confusão mental, náusea e vômitos, surgindo geralmente entre 12 e 24 horas após a ingestão. A substância está associada principalmente ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Os serviços de saúde foram orientados a intensificar a vigilância, registrar notificações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e acionar os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) em casos suspeitos.
O Ministério da Saúde informou ainda que acompanha a situação junto a autoridades estaduais e municipais, reforçando a necessidade de encaminhamento de amostras laboratoriais para confirmar diagnósticos e auxiliar na investigação dos óbitos em análise.
Foto: Walterson Rosa/MS / Paulo Pinto/Agência Brasil
Artista está na UTI em Brasília e é o 12º caso confirmado de contaminação por bebida adulterada
Cantor Hungria é internado com suspeita de intoxicação por metanol
O cantor Gustavo da Hungria Neves, conhecido como Hungria Hip Hop, foi internado nesta quinta-feira (2) no Hospital DF Star, em Brasília, com sintomas compatíveis com intoxicação por metanol. A substância tóxica é comumente encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas e tem causado alerta em diversas regiões do país.
Hungria deu entrada na unidade hospitalar apresentando cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica. O hospital informou que o artista está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), consciente, orientado, com respiração espontânea e sem alterações visuais. O tratamento inclui sessões de hemodiálise para eliminação da substância tóxica do organismo.
O Ministério da Saúde confirmou que Hungria é o 12º caso de intoxicação por metanol registrado no Brasil em 2025. A confirmação foi feita após detecção laboratorial da substância no exame realizado no hospital. A pasta acompanha o caso desde o início da internação e integra uma força-tarefa para monitorar ocorrências semelhantes em todo o país.
Cantor Hungria
Até o momento, foram contabilizados 59 casos notificados de intoxicação por metanol, sendo 12 confirmados. A maioria dos registros ocorreu em São Paulo, onde uma morte foi confirmada e outras sete estão sob investigação. Pernambuco também apresenta casos em análise.
A assessoria do cantor informou que todos os shows programados para este fim de semana foram cancelados por orientação médica. A equipe destacou que Hungria está fora de risco iminente, mas seguirá em acompanhamento clínico até que haja evolução no quadro de saúde.
A suspeita é de que o cantor tenha ingerido bebida adulterada durante evento recente. A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para apurar a origem da possível contaminação e investiga os locais frequentados pelo artista antes da internação.
Hungria é um dos principais nomes do rap nacional, com carreira consolidada e milhões de seguidores nas plataformas digitais. Natural de Ceilândia, no Distrito Federal, o artista construiu trajetória independente e é reconhecido por letras que retratam a realidade urbana e periférica.
A intoxicação por metanol é considerada grave e pode causar cegueira, falência renal e morte. Os sintomas iniciais incluem mal-estar, dor de cabeça, enjoo, vômitos e visão borrada. O tratamento exige atendimento imediato e suporte intensivo, como o que está sendo realizado com o cantor.
O caso reacende o debate sobre a fiscalização de bebidas alcoólicas comercializadas no país. Estabelecimentos suspeitos de vender produtos adulterados têm sido interditados pela Vigilância Sanitária em diversas cidades, especialmente em São Paulo.
Ação acontece neste domingo (5), na Avenida Rio Branco, com caminhada, dança e serviços de saúde
OUTUBRO ROSA: Saúde na Praça movimenta Mossoró com atividades de lazer e qualidade de vida
Em alusão ao Outubro Rosa, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, a Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, realiza mais uma edição do projeto Saúde na Praça, neste domingo (5), na Avenida Rio Branco, em Mossoró. A programação é gratuita e aberta ao público, com atividades voltadas para saúde, bem-estar e qualidade de vida.
A ação acontecerá em dois pontos da Avenida: Praça dos Patins e Praça do Teatro. Na Praça dos Patins, a programação terá início às 16h30, com um aulão de dança para pessoas idosas, em parceria com o Sesc. Logo em seguida, às 17h, acontece o aulão de Hitboxx com a coach Viivii, além de atendimentos de saúde gratuitos com a equipe do curso de Enfermagem da UnP.
Na Praça do Teatro Dix-huit Rosado, a população terá à disposição diversos serviços. A área de Educação Física conduzirá circuitos funcionais; a Fisioterapia promoverá sessões de liberação miofascial manual e instrumental; Biomedicina e Farmácia realizarão testes de glicemia e aferição da pressão arterial; a Psicologia oferecerá orientações psicológicas e brincadeiras para as crianças; e a Nutrição fará avaliações antropométricas acompanhadas de orientações nutricionais.
Nesta edição especial, em alusão ao Outubro Rosa, o evento contará ainda com a participação da Liga de Estudos em Oncologia de Mossoró (Liga de Mossoró), da Associação de Apoio aos Portadores de Câncer de Mossoró e Região (AAPCMR), do Sesc, do Sistema Fecomércio RN e do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas.
Boletim Epidemiológico revela crescimento de quase 50% na incidência da doença entre 2020 e 2024
RN registra mais de 57 mil casos de câncer em cinco anos, aponta Sesap
O Rio Grande do Norte registrou 57.660 novos casos de câncer entre os anos de 2020 e 2024. A doença permanece como a segunda principal causa de morte no estado.
Do total de registros, 44% ocorreram em homens (25.102 casos) e 56% em mulheres (32.558 casos). A taxa de incidência apresentou crescimento significativo no período. Em 2020, eram 250 casos por 100 mil habitantes entre homens e 301 por 100 mil entre mulheres. Em 2024, os índices subiram para 375 por 100 mil em homens e 449 por 100 mil em mulheres.
O aumento está relacionado à retomada dos serviços de saúde após a pandemia, que havia impactado o diagnóstico e o registro de novos casos. A reativação dos atendimentos contribuiu para a identificação de casos represados.
Entre os homens, os tipos de câncer mais comuns foram próstata e estômago, cada um com 14% dos registros. Em seguida aparecem os tumores nos tecidos conjuntivos e moles (9%), cólon e reto (7%) e pulmão (5%). Entre as mulheres, o câncer de mama lidera com 30% dos casos, seguido por colo do útero (7%), tecidos conjuntivos e moles (5%) e cólon e reto (7%).
No mesmo período, foram contabilizadas 18.519 mortes por câncer no estado, sendo 9.204 entre homens e 9.315 entre mulheres. O câncer de pulmão foi o tipo mais letal, responsável por 12% dos óbitos. Em seguida aparecem os cânceres de mama (8%), próstata (7%), cólon e reto (7%) e estômago (6%).
RN registra mais de 57 mil casos de câncer
A mortalidade é mais expressiva entre pessoas com 60 anos ou mais, que representam 72% dos óbitos registrados. Esse dado reforça a relação entre envelhecimento e risco aumentado de desenvolvimento da doença.
A Região Metropolitana de Natal apresentou as maiores taxas de incidência em 2024, com 488 casos por 100 mil habitantes — um crescimento de 52% em relação a 2020. Já a região do Alto Oeste concentrou as maiores taxas de mortalidade ao longo dos cinco anos analisados.
Estudos indicam que cerca de um terço dos casos de câncer pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida. Entre as medidas recomendadas estão a redução do tabagismo e do consumo de álcool, alimentação saudável, prática regular de atividade física, rastreamento por exames como mamografia e colonoscopia, além da vacinação contra HPV e hepatite B.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Paulo Pinto/Agência Brasil
Barbeiro sofreu acidente de moto e permanece internado com fixador externo sem previsão de procedimento
Um paciente aguarda há 12 dias a realização de uma cirurgia de emergência no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, devido à falta de material hospitalar.
O barbeiro Flávio Galdino Barbosa sofreu um acidente de moto no dia 15 de setembro, na Avenida Ayrton Senna, na capital potiguar. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para a unidade hospitalar. Após exames, recebeu o diagnóstico de uma fratura grave no joelho direito, com indicação médica para cirurgia urgente.
Desde a internação, o procedimento não foi realizado. O paciente permanece com um fixador externo na perna, em quadro de dores intensas, sem previsão para a realização da cirurgia.
Situação familiar
A condição de Flávio impacta também a dinâmica familiar. Sua esposa sofreu uma fratura no pé e não pode prestar assistência durante o período de internação. Com isso, a mãe do barbeiro, de 67 anos, que possui problemas de saúde, assumiu a responsabilidade pelo cuidado do filho no hospital.
A família relata dificuldades adicionais em relação ao suporte recebido na unidade. Segundo denúncia, a acompanhante não recebe alimentação regular, sendo necessário em alguns momentos dividir a comida destinada ao paciente.
Trabalho comprometido
Flávio é pai de duas crianças e proprietário de uma barbearia localizada na Avenida das Alagoas, em Natal. A ausência do trabalho compromete a renda familiar, uma vez que ele é o principal responsável pelo sustento da casa.
Contato com autoridades
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) e a Assessoria de Comunicação do Governo do RN foram procuradas nos dias 25 e 26 de setembro para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas não houve retorno até o momento.
Foto: Reprodução / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Procedimento foi realizado no HUOL em Natal; outro paciente segue na fila de espera
Um paciente que havia deixado de receber um rim após erro em procedimento no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal, recebeu um novo órgão nesta quinta-feira (25). O transplante foi realizado na própria unidade hospitalar.
Segundo o HUOL, a cirurgia ocorreu sem intercorrências, e o paciente permanece internado em estado estável, em leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), conforme protocolo adotado em casos de transplantes.
Situação do outro paciente
O paciente que recebeu equivocadamente o rim destinado a outra pessoa recebeu alta nesta sexta-feira (26). Ele havia deixado a UTI no dia 22 de setembro e foi recadastrado como prioridade na lista nacional de transplantes.
“O paciente que havia recebido o transplante anterior permaneceu sob cuidados no HUOL e recebeu alta nesta sexta-feira (26). Ele foi recadastrado como prioridade na fila de transplantes, garantindo a continuidade do seu acompanhamento assistencial”, informou a unidade hospitalar em nota.
Na quinta-feira (25), o Ministério da Saúde confirmou que os dois pacientes voltaram à lista nacional de transplantes com prioridade.
Chegada do órgão
O novo rim utilizado no procedimento chegou a Natal no helicóptero Potiguar 02, da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, na tarde de quinta-feira (25).
De acordo com a secretaria, o órgão foi coletado no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, localizado em João Pessoa, na Paraíba.
O erro no transplante
O erro ocorreu no HUOL, após troca de pacientes com nomes semelhantes. Um deles recebeu o órgão destinado ao outro. Como não havia compatibilidade sanguínea, o paciente que recebeu o rim apresentou reação, precisou ser levado à UTI e teve o órgão retirado. O rim foi perdido.
O Ministério da Saúde informou que o paciente que recebeu o órgão errado terá assistência integral do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo atendimento clínico, psicológico e fornecimento de medicamentos.
O governo também confirmou que a falha aconteceu internamente, no hospital, durante o processo de convocação do paciente para o transplante.
Apurações em andamento
O HUOL, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), abriu procedimento interno para apuração do caso.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que o hospital não procurou a delegacia para registrar ocorrência sobre o erro.
A coordenadora da Central de Transplantes do Rio Grande do Norte, Rogéria Medeiros, afirmou que a Central repassou corretamente o nome do paciente compatível ao hospital. Segundo ela, o órgão não é responsável pela convocação.
“A Central apenas gerencia a fila. Quando há um órgão disponível para doação, a Central avalia qual o paciente mais compatível e comunica o hospital. É o hospital que entra em contato com o paciente para dar prosseguimento ao procedimento”, explicou.
Em nota, o HUOL afirmou que “se solidariza com a família afetada e reafirma seu compromisso com a transparência, a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes”, destacando que realiza transplantes de rim e de córnea desde 1998, com mais de 850 procedimentos realizados.
Vanessa Pache da Rosa é professora de Medicina da UnP/Inspirali e também alerta para o uso de antitérmicos
Pediatra potiguar tira dúvidas sobre nova definição de febre em crianças
A recente atualização sobre a definição de febre em crianças tem gerado dúvidas entre pais e cuidadores. Antes, considerava-se febre temperaturas acima de 37,8°C. Agora, especialistas indicam que o marco deve ser a partir de 37,5°C quando aferida pela axila, segundo resolução da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Para esclarecer o tema, a pediatra Vanessa Pache da Rosa, professora de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), cujo curso é parte integrante da Inspirali, o melhor ecossistema de educação em saúde do país, explica que a mudança é baseada em estudos mais recentes sobre a variação da temperatura corporal e para evitar a febrefobia, medo dos pais em relação a esse sintoma bastante comum na infância.
“A febre não é uma doença em si, mas um sinal de que o corpo está reagindo a algum processo, geralmente infeccioso. Essa atualização ajuda a evitar intervenções desnecessárias em temperaturas que ainda podem ser consideradas dentro de uma faixa normal”, destaca.
A médica pediatra ressalta que a avaliação deve levar em conta não apenas o número no termômetro, mas também o estado geral da criança. “Se a criança estiver ativa, alimentando-se bem e hidratada, mesmo com uma temperatura um pouco elevada, muitas vezes não há motivo para alarme imediato”, reforça.
Ainda segundo a especialista, o uso de antitérmicos deve ser feito com cautela e, sempre que possível, sob orientação médica. O mais importante é observar sinais de alerta, como sonolência excessiva ou sono irregular, dificuldade para respirar, recusa alimentar, manchas na pele, choro, irritabilidade.
“Os antitérmicos mais usados — como paracetamol, ibuprofeno e dipirona — têm a função de aliviar o desconforto e reduzir a temperatura, mas não tratam a causa da febre, que na maioria das vezes está relacionada a uma infecção. Por isso, é fundamental ler a bula antes do uso e, sempre que possível, buscar orientação médica para garantir o tratamento adequado”, enfatiza a docente da UnP/Inspirali, Vanessa Pache.
Agência brasileira reforça ausência de evidências científicas sobre uso do medicamento na gravidez
Anvisa afirma que não há relação entre paracetamol e autismo
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que não há relação entre paracetamol e autismo. A declaração foi feita após repercussão de falas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu uma ligação entre o uso do medicamento durante a gravidez e o desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
No Brasil, não há registros que associem o uso de paracetamol na gestação com casos de autismo. A afirmação da Anvisa foi divulgada na quarta-feira (24), em resposta à repercussão gerada entre mães de crianças com diagnóstico de TEA. Em redes sociais e grupos de maternidade, surgiram relatos de preocupação e culpa entre mulheres que utilizaram o medicamento durante a gravidez.
A Anvisa esclareceu que o paracetamol é classificado como medicamento de baixo risco e integra a lista de produtos que não exigem receita médica. A liberação de medicamentos no país segue critérios técnicos e científicos rigorosos, com foco na qualidade, segurança e eficácia. Mesmo os medicamentos de baixo risco são submetidos a monitoramento contínuo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também se manifestou sobre o tema. Em nota oficial, a entidade afirmou que não há evidências científicas conclusivas que confirmem qualquer relação entre o uso de paracetamol na gravidez e o autismo. A OMS destacou que diversas pesquisas sobre o assunto não encontraram associação consistente entre o medicamento e o transtorno.
Anvisa afirma que não há relação
A Agência de Medicamentos da União Europeia reforçou a posição da OMS, informando que não existem novas evidências que justifiquem alterações nas recomendações atuais de uso do paracetamol. A instituição mantém a orientação de que o medicamento pode ser utilizado conforme as diretrizes médicas vigentes.
Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) anunciou que iniciou o processo de revisão da bula do paracetamol. A agência informou que emitiu um alerta para profissionais de saúde sobre possíveis evidências em análise, mas não apresentou conclusões definitivas. A medida foi tomada como precaução diante da repercussão pública.
O Ministério da Saúde brasileiro também se posicionou. Em publicação nas redes sociais, o ministro Alexandre Padilha afirmou que não existe comprovação científica que relacione o paracetamol ao autismo. Segundo ele, o medicamento é considerado seguro pelas principais agências internacionais de saúde e o autismo foi identificado antes mesmo da criação do paracetamol.
A discussão sobre o uso de medicamentos durante a gravidez é recorrente em ambientes médicos e científicos. Especialistas recomendam que qualquer substância seja administrada sob orientação profissional, considerando os riscos e benefícios para a gestante e o bebê.
A Anvisa reforça que, até o momento, não há evidência que justifique mudanças na regulamentação do paracetamol no Brasil. A agência mantém o compromisso com a análise técnica e científica de todos os medicamentos disponíveis no mercado nacional.
Erro no HUOL levou à rejeição do órgão e internação do paciente na UTI
Hospital realiza transplante de rim em paciente errado em Natal
Um erro grave foi registrado no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal, durante um procedimento de transplante renal. Um paciente recebeu por engano um rim que seria destinado a outra pessoa, resultando em rejeição do órgão e internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O HUOL é vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A instituição confirmou o ocorrido e informou que abriu um processo interno para apurar os fatos, com prazo de até 60 dias para conclusão.
De acordo com informações divulgadas, o erro teria sido causado pela semelhança entre os nomes dos dois pacientes que estavam na fila de espera pelo transplante. O paciente convocado equivocadamente recebeu um rim incompatível com seu tipo sanguíneo, o que provocou uma reação adversa logo após a cirurgia.
O órgão foi retirado e não pôde ser reaproveitado para o receptor correto. O paciente permanece internado na UTI, sob acompanhamento clínico integral. A instituição também informou que está oferecendo suporte psicológico aos familiares.
O hospital notificou os órgãos competentes e declarou que todas as providências cabíveis foram adotadas imediatamente após o incidente. A equipe médica envolvida no procedimento está sendo avaliada como parte da investigação interna.
Hospital realiza transplante de rim
Desde 1998, o HUOL realiza transplantes de rim e córnea, com mais de 850 procedimentos realizados. A unidade é considerada referência em tratamentos de alta complexidade no Rio Grande do Norte.
A fila de transplantes no Brasil é gerida pelo Sistema Nacional de Transplantes, que utiliza critérios técnicos para definir os receptores dos órgãos. A seleção leva em conta compatibilidade sanguínea, urgência, tempo de espera e logística de transporte do órgão.
O caso reacende o debate sobre segurança nos processos hospitalares e controle de identificação de pacientes em procedimentos de alta complexidade. A instituição não divulgou os nomes dos envolvidos e informou que atualizações sobre o estado de saúde do paciente serão feitas conforme o andamento da investigação.
Nova classificação da pressão arterial alerta para riscos cardiovasculares e reforça mudanças no estilo de vida
Pressão 12 por 8 é pré-hipertensão, segundo nova diretriz médica
A pressão arterial considerada “normal” passou por uma reclassificação. De acordo com nova diretriz elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão, o valor de pressão 12 por 8 (120×80 mmHg) agora é classificado como pré-hipertensão.
A nova classificação divide a pressão arterial em três faixas:
Normal: menor que 120×80 mmHg
Pré-hipertensão: entre 120-139 x 80-89 mmHg
Hipertensão: a partir de 140×90 mmHg
A mudança tem como objetivo ampliar o monitoramento de pessoas com pressão limítrofe, prevenindo o desenvolvimento da hipertensão e suas complicações, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
A fase de pré-hipertensão não exige tratamento medicamentoso. A recomendação médica é baseada em mudanças no estilo de vida, como:
Redução de peso corporal
Prática regular de atividade física
Diminuição do consumo de sal
Aumento da ingestão de potássio
Cessação do tabagismo
Moderação no consumo de álcool
Controle do estresse
Sono adequado
A diretriz reforça que a pré-hipertensão não deve ser considerada uma doença, mas sim um sinal de alerta para adoção de hábitos saudáveis. A analogia utilizada pelos especialistas é a do sinal amarelo no trânsito: atenção para evitar que a pressão evolua para níveis hipertensivos.
pressão 12 por 8
Outro ponto destacado é a importância de realizar medições fora do ambiente clínico. A pressão aferida em consultórios pode ser influenciada por fatores como estresse ou nervosismo. Por isso, exames como a MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) e a MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial) são recomendados para uma avaliação mais precisa.
A nova diretriz também está alinhada com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que a cada 90 segundos, uma pessoa morre por doenças do coração. Segundo a OMS, 80% dessas mortes poderiam ser evitadas com prevenção, acompanhamento médico e mudanças simples no estilo de vida.
A hipertensão arterial é apontada como um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. A descompensação da pressão ao longo do tempo pode aumentar o risco de arritmias e outras complicações cardíacas.
O acompanhamento cardiológico continua sendo essencial para a prevenção. Consultas regulares, exames como eletrocardiograma e monitoramento prolongado (como o Holter de 24h) são ferramentas utilizadas para estratificação de risco e diagnóstico precoce.
O tratamento medicamentoso para pacientes na faixa de pré-hipertensão é indicado apenas em casos específicos, como quando há risco cardiovascular elevado. A prioridade é o controle dos fatores de risco por meio de intervenções não farmacológicas.
A nova classificação da pressão arterial busca ampliar a conscientização da população sobre os cuidados com a saúde cardiovascular, promovendo ações preventivas antes que a hipertensão se instale.
Foto: Toninho Tavares/Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília
Greve de terceirizados afeta fornecimento de refeições em unidades como Walfredo Gurgel, Giselda Trigueiro e Santa Catarina
Hospitais públicos do RN enfrentam falta de alimentação por atraso de pagamentos
Hospitais da rede pública do Rio Grande do Norte enfrentam dificuldades no fornecimento de alimentação devido à paralisação de trabalhadores terceirizados. A greve foi motivada por atrasos salariais e no pagamento de benefícios, afetando diretamente o serviço de refeições em diversas unidades hospitalares.
De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN), os funcionários terceirizados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel estão sem receber o salário referente ao mês de agosto e acumulam cerca de cinco meses de atraso no auxílio-alimentação. A paralisação comprometeu a distribuição de refeições, especialmente para acompanhantes de pacientes.
Relatos indicam que acompanhantes vindos do interior do estado enfrentam dificuldades para se alimentar, com casos de famílias dividindo uma única refeição entre três pessoas. A situação foi classificada como crítica pelo sindicato, que organiza uma paralisação em frente ao Hospital Walfredo Gurgel nesta segunda-feira (22), às 10h, em Natal.
hospitais públicos do RN
Além do Walfredo Gurgel, outras unidades também foram afetadas. O Hospital Giselda Trigueiro e o Hospital de São José de Mipibu estão sem fornecimento de alimentação desde o dia 15 de setembro. No Walfredo Gurgel, o serviço foi suspenso em 16 de setembro, e no Hospital Santa Catarina, em 18 de setembro.
A paralisação dos serviços de alimentação hospitalar ocorre em um contexto de crise na gestão de contratos terceirizados, com impacto direto na assistência aos pacientes e seus acompanhantes. O sindicato aponta que a situação exige providências urgentes por parte das autoridades estaduais para garantir o funcionamento adequado das unidades de saúde.
Ministério Público pede bloqueio de R$ 2,8 milhões em caso de descumprimento por parte da Sesap
MPRN aciona Justiça para obrigar Governo do RN a assinar convênio com Hospital Varela Santiago
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressou com ação judicial para obrigar o Governo do Estado a formalizar um novo convênio com o Hospital Infantil Varela Santiago, unidade de referência em atendimento pediátrico. A medida foi protocolada pela 47ª Promotoria de Justiça de Natal, na 2ª Vara da Infância e Juventude, após tentativas de conciliação sem acordo entre o MPRN e a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
Na ação, o MPRN solicita que a Justiça determine ao secretário de Saúde a assinatura do convênio em até 10 dias. Em caso de descumprimento, o órgão requer o bloqueio judicial de R$ 2,8 milhões na conta única do Estado, valor correspondente ao novo convênio, além da aplicação de multa diária mínima de R$ 10 mil contra a Fazenda Pública Estadual.
Histórico dos convênios
O Hospital Varela Santiago informou que o convênio referente ao ano de 2023 só teve o pagamento liquidado em julho de 2024. Já em 2024, não houve formalização de novo convênio devido à pendência de pagamento do exercício anterior. Em 2025, o processo permanece sem avanço, o que motivou o pedido de bloqueio judicial por parte do Ministério Público.
O convênio previsto para 2025 tem valor estimado de R$ 3,4 milhões, a ser pago em oito parcelas de R$ 424.875,00. O objetivo da ação é garantir a continuidade da assistência pediátrica oferecida pela unidade hospitalar, que atende crianças e adolescentes de todo o estado.
Posição da Sesap
A Secretaria de Saúde Pública do RN declarou que o atraso na formalização do novo convênio se deve a pendências na prestação de contas de três convênios anteriores. A pasta afirma que há exigência legal para apresentação detalhada desses processos, o que teria causado a demora na renovação da parceria.
Segundo a Sesap, o processo do novo convênio está em fase de finalização técnica e deverá ser encaminhado para assinatura em breve. A secretaria reconhece a importância da renovação do convênio, destacando a relevância dos serviços prestados pelo Hospital Varela Santiago à população infantil.
convênio com Hospital Varela Santiago
Relevância da unidade
O Hospital Infantil Varela Santiago é considerado uma das principais unidades de saúde voltadas ao atendimento pediátrico no estado. A ausência de repasses compromete diretamente a capacidade de manutenção dos serviços oferecidos, especialmente em áreas como oncologia, neurologia, cardiologia e cirurgia pediátrica.
A ação judicial do MPRN busca assegurar a continuidade da assistência hospitalar, diante da ausência de acordo administrativo. O bloqueio solicitado tem como finalidade garantir a execução do convênio e evitar prejuízos à população atendida pela unidade.
Próximos passos
A tramitação da ação judicial será acompanhada pela 2ª Vara da Infância e Juventude. Caso a Justiça acate o pedido do MPRN, o Governo do Estado poderá ser obrigado a formalizar o convênio e realizar os repasses financeiros dentro do prazo estipulado.
A medida representa mais um capítulo na relação entre o Hospital Varela Santiago e o poder público estadual, marcada por atrasos e dificuldades na renovação de parcerias essenciais para o funcionamento da unidade.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Reprodução
Unidade enfrenta colapso com suspensão de exames e greve de terceirizados
Falta de tomógrafos e insumos afeta atendimentos no Hospital Walfredo Gurgel
O Hospital Walfredo Gurgel, principal unidade de urgência e trauma do estado do Rio Grande do Norte, enfrenta dificuldades operacionais que afetam diretamente os atendimentos. A unidade está com os tomógrafos quebrados, o que levou à suspensão dos exames de imagem. Além disso, há relatos de falta de insumos básicos, como luvas, gazes estéreis e antibióticos, comprometendo procedimentos essenciais.
A Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) informou que a empresa responsável pela manutenção dos equipamentos foi acionada e que os exames devem ser retomados até o dia 18 de setembro. Enquanto isso, pacientes estão sendo transferidos para outras unidades, como o Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim.
Impacto nos atendimentos
A ausência de tomógrafos tem dificultado o diagnóstico de casos graves, como acidentes vasculares cerebrais e traumas. Profissionais da saúde relatam situações de improviso, como a realização de procedimentos com materiais inadequados devido à falta de insumos específicos.
No setor de queimados, a escassez de recursos também é evidente. A infraestrutura da unidade apresenta limitações que afetam todos os setores, com pacientes sendo atendidos em corredores e procedimentos realizados em condições precárias.
falta de tomógrafos
Greve de terceirizados
Além dos problemas estruturais, trabalhadores terceirizados do hospital iniciaram uma greve nesta quarta-feira (17). A paralisação atinge setores fundamentais, como transporte de pacientes, alimentação e lavanderia hospitalar. Os profissionais denunciam três meses de salários atrasados e afirmam que estão há oito meses sem receber vale-alimentação.
Durante o protesto, os trabalhadores cobraram respostas da Sesap e das empresas contratadas, mas não houve definição sobre prazos para regularização dos pagamentos. A greve compromete ainda mais o funcionamento da unidade, que já opera sob pressão.
Situação crítica
A rotina no Hospital Walfredo Gurgel é marcada por sobrecarga e escassez de recursos. A falta de alimentos para funcionários e acompanhantes também foi apontada como um fator que compromete o bem-estar no ambiente hospitalar. Há relatos de profissionais que iniciam o turno já cientes da ausência de insumos e alimentação.
A precarização da estrutura hospitalar tem gerado indignação entre sindicatos, profissionais da saúde e pacientes. A unidade, reconhecida por sua importância no atendimento de urgência, enfrenta limitações que dificultam a prestação de serviços adequados.
Perspectivas
A situação no Hospital Walfredo Gurgel evidencia a necessidade de investimentos urgentes na saúde pública do estado. A retomada dos exames de imagem depende da manutenção dos tomógrafos, enquanto a greve dos terceirizados exige solução imediata para evitar o agravamento da crise.
A Sesap acompanha o caso e deve apresentar medidas para restabelecer o funcionamento pleno da unidade. A expectativa é que os serviços sejam normalizados nos próximos dias, mas os desafios estruturais e operacionais permanecem como pontos críticos a serem enfrentados.
De acordo com especialista, “formar médicos conscientes significa despertar neles a responsabilidade de olhar para o paciente”
Dia Mundial da Segurança do Paciente é celebrado nesta quarta-feira (17) e traz reflexões sobre a formação médica
O Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado nesta quarta-feira, 17 de setembro, é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que busca conscientizar profissionais, instituições e a sociedade sobre a importância de reduzir riscos e prevenir danos durante o cuidado em saúde. O tema, cada vez mais presente nas políticas públicas e na prática clínica, envolve desde protocolos técnicos até a valorização da humanização no atendimento.
A data é um convite para refletir sobre os impactos que erros e falhas podem gerar na vida dos pacientes. Segundo a OMS, milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com eventos adversos evitáveis em hospitais e serviços de saúde, o que coloca a segurança como prioridade estratégica para os sistemas de saúde. Nesse contexto, fortalecer a cultura de segurança é um caminho essencial para transformar a realidade do cuidado.
Na formação médica, o debate sobre segurança do paciente representa mais que um conteúdo curricular: trata-se de um compromisso ético com a vida. A Universidade Potiguar (UnP), por meio do curso de Medicina, integrante da Inspirali, o melhor ecossistema de educação em saúde do país, tem se posicionado de forma ativa nesse movimento, inserindo discussões, práticas e metodologias que reforçam a responsabilidade dos futuros profissionais na prevenção de riscos.
Dia Mundial da Segurança do Paciente
A professora e coordenadora do curso de Medicina da UnP/Inspirali, Regina Venturini, destaca que a segurança do paciente é um valor que deve acompanhar os estudantes desde o início da graduação. “Mais do que dominar técnicas, formar médicos conscientes significa despertar neles a responsabilidade de olhar para o paciente em sua totalidade. A segurança envolve não apenas reduzir erros, mas também praticar uma medicina ética, empática e humanizada”, enfatiza.
Na prática, os estudantes vivenciam a humanização em diferentes cenários, desde ações de prevenção e promoção da saúde em escolas e comunidades até a participação em eventos de orientação à população. Essa experiência também se estende ao contexto ambulatorial, no Centro Integrado de Saúde (CIS) da UnP, que integra a rede SUS, e aos hospitais públicos e privados parceiros. “Esses espaços permitem que os futuros médicos aprendam a unir conhecimento técnico, comunicação clara e acolhimento como elementos fundamentais da segurança”, comenta Venturini.
Outro ponto relevante é o alinhamento da formação médica com as diretrizes internacionais. “Ao se conectar às orientações da OMS, contribuimos para inserir os estudantes em uma realidade global de boas práticas em saúde. Essa integração reforça a ideia de que a segurança do paciente não é um tema isolado, mas parte fundamental da qualidade e sustentabilidade dos serviços de saúde”, pontua a docente da UnP/Inspirali, Regina Venturini.
Medicamento está em falta na Unicat desde maio e novo carregamento é aguardado
Falta de insulina afeta pacientes com diabetes em Natal
Pacientes com diabetes tipo 1 enfrentam dificuldades para manter o tratamento devido à falta de insulina de longa duração na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em Natal. O medicamento está em falta desde maio, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
Atualmente, 65 medicamentos estão indisponíveis na rede estadual, incluindo as canetas de insulina basal. O produto é essencial para o controle da glicemia em pacientes que não produzem insulina naturalmente. A ausência do medicamento tem levado a complicações graves de saúde, como insuficiência renal e necessidade de hemodiálise.
A insulina de longa duração é vendida em caixas com cinco unidades, com custo médio de R$ 200 por caneta. Para manter o tratamento em casa, o gasto pode chegar a R$ 1 mil a cada cinco semanas. Muitos pacientes têm recorrido a empréstimos entre si e a grupos de apoio para conseguir manter o uso contínuo da medicação.
A insulina de ação rápida ainda está disponível na rede pública, mas não substitui a de longa duração. Ambas têm funções distintas e são indispensáveis para o tratamento adequado. A insulina basal é responsável por manter os níveis de glicose estáveis ao longo do dia, enquanto a de ação rápida é utilizada antes das refeições.
falta de insulina
A responsabilidade pela aquisição da insulina é do Ministério da Saúde, cabendo ao Estado a organização da distribuição. A Sesap informou que os carregamentos mais recentes enviados pelo governo federal foram insuficientes para atender à demanda. Um novo lote está previsto para ser entregue no próximo dia 25.
O Ministério da Saúde afirma que mantém contratos regulares para garantir o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota, a pasta informou que até outubro foram distribuídas mais de 60 milhões de unidades de insulina em todo o país. Apesar disso, há uma restrição global na oferta do medicamento, o que tem impactado o fornecimento nacional.
A situação em Natal reflete um problema recorrente na rede pública. Pacientes relatam que a falta de insulina de longa duração ocorre com frequência e, em muitos casos, é necessário recorrer à Justiça para obter o medicamento. A ausência de insulina representa risco de morte para quem depende exclusivamente da substância para sobreviver.
A diabetes tipo 1 é uma doença crônica e autoimune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. O tratamento exige uso contínuo da medicação, além de insumos como glicosímetros, fitas reagentes, lancetas e agulhas para aplicação.
A Unicat é responsável pela distribuição dos medicamentos no estado. A unidade aguarda o envio do novo carregamento para regularizar a entrega à população. Enquanto isso, pacientes seguem enfrentando dificuldades para manter o tratamento e evitar complicações graves.
Foto: Eduardo Maia/ALRN/Marcello Casal jr/Agência Brasil
Prefeitura afirma que atendimento foi normalizado após mudança na contratação de profissionais
Escalas médicas são regularizadas nas unidades de saúde de Natal
A Prefeitura de Natal informou que as escalas médicas nas unidades de saúde da capital foram regularizadas após problemas registrados no início de setembro. A situação ocorreu devido à transição na contratação de médicos terceirizados, que deixou de ser feita pela empresa Coomed e passou a ser realizada pelas empresas Justiz e Proseg, vencedoras de licitação promovida pelo Município.
Segundo a gestão municipal, a normalização das escalas resultou em redução no tempo de espera e na superlotação das unidades. Na manhã de quinta-feira (11), o prefeito Paulinho Freire e o secretário de Saúde, Geraldo Pinho, visitaram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cidade da Esperança, onde afirmaram que todas as UPAs estão com escalas completas.
escalas médicas
Na UPA de Cidade da Esperança, foram registrados 3.997 atendimentos nos primeiros dias de setembro, com picos de mais de 500 atendimentos diários. A média foi de cerca de 18 atendimentos por hora. A Secretaria de Saúde informou que o tempo de espera caiu de seis horas para aproximadamente 60 minutos. A superlotação interna também foi reduzida pela metade, passando de cerca de 100 pacientes aguardando transferência para 50.
A situação também foi considerada normalizada em outras unidades, como o Hospital dos Pescadores e o Centro Clínico José Carlos Passos. No Hospital dos Pescadores, as filas foram zeradas em diversos turnos. No Centro Clínico, que chegou a registrar falta de cardiologista, a escala foi recomposta.
Funcionários da direção do Centro Clínico, localizado na Ribeira, confirmaram que não há falta de cardiologista no momento. Na UPA de Cidade da Esperança, relatos de pacientes sobre o atendimento variam. Alguns afirmam que não perceberam mudanças, enquanto outros notaram maior agilidade na triagem.
O diretor da UPA de Cidade da Esperança, Ricardo Pinto, afirmou que há melhoria no fluxo de atendimento em todos os setores da unidade, com salas de internamento praticamente vazias tanto na pediatria quanto na área adulta.
Por outro lado, o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), por meio de seu presidente Geraldo Ferreira, contestou as informações da Prefeitura. Segundo ele, as escalas continuam incompletas, com médicos acumulando funções em diferentes áreas, como sala vermelha, sala amarela e pronto-atendimento. Ele também apontou que escalas de pediatria estão sendo cobertas por profissionais de outras especialidades e que, em unidades de terapia intensiva, os plantões não estão sendo realizados por intensivistas. Nas maternidades, há casos de cirurgiões gerais atuando no lugar de obstetras.
Além da questão das escalas médicas, a rede de saúde de Natal enfrenta discussões sobre a terceirização da gestão das quatro UPAs por meio de Organizações Sociais de Saúde (OSS). A Justiça do Rio Grande do Norte determinou a suspensão dos editais de convocação pública lançados pela Prefeitura, alegando falta de dados objetivos e indicadores mensuráveis nos estudos técnicos apresentados.
O prefeito Paulinho Freire afirmou que a suspensão foi uma iniciativa da própria gestão, que busca entendimento com o Tribunal de Contas do Estado para garantir a contratação adequada. O secretário Geraldo Pinho informou que não há cronograma definido para a retomada do processo, mas que há diálogo com o Ministério Público de Contas e o TCE para viabilizar a implementação da gestão por OSS.
Especialistas alertam que o luto mal elaborado pode evoluir para transtorno prolongado e aumentar significativamente os riscos à vida.
Quando o luto vira alerta: os riscos para a saúde mental após a perda
O luto é uma experiência inevitável da vida humana, mas quando não encontra espaço para ser acolhido, pode se transformar em um fator de risco para a saúde mental. No contexto do Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio, o cemitério, crematório e funerária Morada da Paz chama atenção para a necessidade de ampliar a compreensão sobre como a perda pode fragilizar emocionalmente e quais caminhos existem para transformar dor em ressignificação.
Pesquisas internacionais apontam que entre 10% e 15% das pessoas enlutadas desenvolvem o transtorno de luto prolongado, e que indivíduos que vivem uma perda intensa e não elaborada têm até 88% mais risco de morte em até dez anos em comparação a outros.
Para a psicóloga Alexsandra Sousa, especialista em luto do Morada da Paz, o cuidado é essencial nesse processo. “A dor não elaborada pode afetar a autoestima, a capacidade de se conectar com a vida e até mesmo o desejo de viver. O apoio qualificado faz diferença na travessia.”
Ela destaca ainda que familiares e amigos devem observar sinais como isolamento excessivo, mudanças bruscas de humor, desesperança, perda de interesse em atividades cotidianas e menções recorrentes a morte ou suicídio. “Não é preciso esperar que a pessoa peça ajuda; os indícios já mostram a necessidade de suporte psicológico imediato.”
Entre as práticas que ajudam a enfrentar a perda, Alexsandra cita o respeito ao tempo de cada um, a espiritualidade, a escrita e o apoio profissional. “Viver o luto é aprender a se reinventar. Procurar ajuda é um gesto de cuidado e coragem.”
No Morada da Paz, o Morada do Cuidado exemplifica essa visão ao oferecer suporte terapêutico contínuo às famílias. Para Alexsandra, ninguém deveria viver o luto em solidão: “Validar a dor e abrir caminhos para ressignificar a ausência transforma o luto em um processo mais humano e menos solitário.”
Sinais de alerta
Para familiares e amigos, identificar os sinais de sofrimento pode ser decisivo para evitar complicações maiores. “Não é preciso esperar que a pessoa peça ajuda. Esses indícios já mostram que ela pode precisar de suporte psicológico imediato”, reforça a psicóloga. Alexsandra alerta para comportamentos que funcionam como pedidos de ajuda silenciosos:
Isolamento excessivo;
Mudanças bruscas de humor;
Desesperança ou inutilidade;
Perda de interesse em atividades significativas;
Dificuldade em realizar tarefas cotidianas;
Menções recorrentes a ideias de morte ou suicídio.
Mulher com hemangioma capilar aguarda procedimento no sistema público de saúde desde maio de 2024
Paciente com tumor no rosto espera cirurgia há mais de um ano no RN
Uma paciente diagnosticada com um tumor no rosto aguarda há mais de um ano pela realização de uma cirurgia no sistema público de saúde do Rio Grande do Norte. Edilma Varela dos Santos Araújo, de 48 anos, residente no município de Cerro Corá, convive com um hemangioma capilar há três anos e está na fila de regulação desde maio de 2024.
Segundo familiares, a situação compromete a qualidade de vida da paciente, que também é deficiente auditiva. A família relata preocupação com o risco de agravamento do quadro clínico, especialmente em caso de quedas ou traumas, e cobra urgência na realização do procedimento.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou que Edilma ocupa a primeira posição na fila de regulação para a região. No entanto, a convocação da paciente depende da abertura de agenda por parte do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) ou de outro hospital prestador de serviço.
O Huol informou que Edilma está cadastrada na fila estadual para o procedimento. Desde novembro de 2024, a gestão da lista de pacientes para esse tipo de cirurgia passou a ser responsabilidade da Sesap. Em 2025, segundo o hospital, foram ofertadas 40 vagas para o procedimento indicado à paciente: a alcoolização percutânea.
paciente com tumor no rosto
Sobre o procedimento
A alcoolização percutânea é uma técnica utilizada para tratar hemangiomas e outras lesões vasculares. O procedimento consiste na inserção de um catéter em um vaso sanguíneo, geralmente nos membros superiores ou inferiores, que é guiado até o local da lesão. Uma substância é então injetada para provocar a obstrução dos vasos que alimentam o tumor.
O método é considerado minimamente invasivo e pode ser realizado em ambiente hospitalar com estrutura adequada. A disponibilidade de vagas para esse tipo de cirurgia depende da capacidade técnica e estrutural das unidades de saúde credenciadas.
Situação atual
Apesar de estar na primeira posição da fila, Edilma ainda não foi convocada para o procedimento. A Sesap e o Huol afirmam que a realização da cirurgia está condicionada à abertura de agenda hospitalar, o que depende de fatores como disponibilidade de equipe, leitos e insumos.
O hospital reforçou, em nota, o compromisso com a assistência de qualidade e com o cumprimento rigoroso da disponibilização das vagas reguladas pelo Estado. A instituição também destacou que atua dentro dos limites de sua capacidade técnica e estrutural.
A demora na realização da cirurgia levanta questionamentos sobre a eficiência do sistema de regulação e a capacidade de resposta da rede pública de saúde diante de casos considerados prioritários. A situação de Edilma exemplifica os desafios enfrentados por pacientes que dependem exclusivamente do SUS para procedimentos especializados.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Reprodução
Hemonorte opera com apenas 12,5% do estoque necessário de sangue
Hemonorte opera com apenas 12,5% do estoque necessário de sangue
O Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte) enfrenta uma situação crítica em 2025. Atualmente, a unidade opera com apenas cerca de 100 bolsas de sangue por semana, o que representa 12,5% do volume necessário para atender à demanda hospitalar do estado. O ideal seria manter um estoque de aproximadamente 800 bolsas semanais.
De acordo com a diretora de Hemoterapia do Hemonorte, Ivana Vilar, a escassez afeta quase todos os tipos sanguíneos e persiste desde o início do ano. A diretora aponta que, apesar dos investimentos em leitos de UTI e ações para reduzir a fila de cirurgias, o consumo de sangue aumentou significativamente, sem que houvesse expansão na estrutura ou no número de servidores da unidade.
Atualmente, o Hemonorte não possui estoque regular. O sangue disponível é suficiente apenas para um dia, e os tipos sanguíneos estão sendo utilizados exclusivamente em situações de urgência, com exceção do tipo B positivo, que ainda apresenta quantidade considerada adequada. Para manter um estoque seguro, seria necessário que entre 200 e 220 pessoas realizassem doações diariamente.
A baixa adesão à doação voluntária é um dos principais desafios enfrentados pelo hemocentro. A unidade alerta que a doação de sangue é essencial para garantir o funcionamento dos hospitais públicos, especialmente em períodos de alta demanda por procedimentos cirúrgicos e atendimentos de emergência.
Hemonorte opera com 12,5%
Requisitos para doação
Podem doar sangue pessoas com idade entre 16 e 69 anos (menores de 18 precisam de autorização dos pais ou responsável legal), que pesem mais de 50 quilos, estejam em boas condições de saúde, bem alimentadas e apresentem documento oficial com foto.
O processo de doação no Hemonorte começa com o cadastro e fornecimento de dados pessoais. Em seguida, o voluntário participa de uma palestra educativa sobre a importância da doação. Após essa etapa, ocorre a pré-triagem e a triagem crítica, onde são avaliados sinais vitais, peso, altura e condições gerais de saúde.
Antes da coleta, o doador recebe um lanche para hidratação. A coleta é realizada por punção venosa, e ao final, o voluntário recebe um lanche pós-doação, fundamental para repor o volume retirado.
Locais e horários de doação
As doações podem ser feitas na sede do Hemonorte, localizada na Avenida Almirante Alexandrino de Alencar, 1800, bairro Tirol, em Natal. O atendimento ocorre de segunda a sábado, das 7h às 18h.
Também há coleta no Espaço Hemonorte, situado no Partage Shopping, na Zona Norte de Natal, com funcionamento de segunda a sábado, das 8h às 17h.
Impacto da escassez
A escassez de sangue no Hemonorte compromete diretamente o atendimento hospitalar em todo o estado. A unidade alerta que, sem reposição adequada do estoque, procedimentos cirúrgicos podem ser adiados e atendimentos de urgência ficam limitados.
A diretora Ivana Vilar reforça que os recursos disponíveis não são destinados ao pagamento de dívidas anteriores, mas sim para compras futuras de insumos. Ela destaca que o esforço para manter o funcionamento da rede hospitalar exige participação ativa da população por meio da doação voluntária.
O Hemonorte continua mobilizando campanhas e ações de conscientização para ampliar o número de doadores regulares. A unidade reforça que doar sangue é um ato simples, seguro e que pode salvar vidas.
Decisão judicial impede continuidade dos processos até novo pronunciamento; SMS já havia interrompido cronograma
Justiça suspende editais de terceirização das UPAs de Natal
A 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal determinou, nesta segunda-feira (8), a suspensão imediata dos efeitos dos editais de convocação pública voltados à terceirização da gestão das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital potiguar. A decisão foi assinada pelo juiz Francisco Seráphico da Nóbrega Coutinho.
Com a medida, o município de Natal deve se abster de praticar qualquer ato que dê continuidade aos procedimentos até novo pronunciamento judicial. A decisão atende a um pedido de tutela provisória de urgência apresentado pelo vereador Daniel Valença e pela deputada federal Natália Bonavides.
Justiça suspende editais das UPAs
SMS já havia suspendido cronograma
Na última quinta-feira (4), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já havia publicado portaria suspendendo o cronograma dos editais, em edição extra do Diário Oficial do Município. Segundo a SMS, a suspensão visava garantir a condução adequada do processo, conforme resolução técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), com foco na segurança jurídica e na economicidade dos atos administrativos.
A decisão judicial reforça a necessidade de revisão dos estudos que fundamentaram os chamamentos públicos. O juiz destacou que há ausência de dados objetivos, memória de cálculo adequada e estudos comparativos, o que compromete a motivação dos atos administrativos e representa risco concreto ao patrimônio público.
Terceirização das UPAs
Os editais previam a gestão das UPAs por Organizações Sociais em Saúde (OSS), entidades privadas sem fins lucrativos. A previsão era de que os contratos fossem iniciados em 15 de setembro. No mês passado, a SMS divulgou os resultados preliminares das instituições selecionadas para administrar as unidades.
As quatro UPAs envolvidas no processo são:
UPA Satélite
UPA Esperança
UPA Potengi
UPA Pajuçara
Resultado preliminar dos editais
No edital da UPA Satélite, a vencedora foi o Instituto de Estudos e Pesquisas Humanizada, com proposta de R$ 2.075.000,00 e nota geral de 95.7 pontos. Foram desclassificados o INSAÚDE e o IADVH.
Na UPA Esperança, venceu o Centro de Pesquisa em Doenças Hepato Renais do Ceará, com nota de 96.8 pontos e proposta de R$ 2.700.905,39. INDSH, INSAÚDE e IADVH foram desclassificados.
O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) venceu os editais das UPAs Potengi e Pajuçara, com proposta de R$ 2.111.408,07 e nota de 96.2 pontos em ambas. INSAÚDE, IADVH e INDSH foram desclassificados nos dois certames.
A divulgação dos resultados finais e a homologação dos editais ainda estavam pendentes, assim como a assinatura dos contratos e o início das atividades.
Procedimentos de alta complexidade voltam a ser realizados após definição de modelo emergencial de pagamento
Liga Contra o Câncer retoma cirurgias eletivas em Natal após acordo com SMS
A Liga Contra o Câncer anunciou que as cirurgias eletivas de alta complexidade serão retomadas em Natal a partir desta terça-feira (9). A decisão foi tomada após reunião realizada nesta segunda-feira (8) com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e representantes dos hospitais que integram a rede de alta complexidade.
Segundo a instituição, o retorno dos procedimentos foi viabilizado por meio de um acordo emergencial que estabelece o pagamento direto dos serviços médicos às unidades hospitalares. O modelo será aplicado por um período inicial de 90 dias, funcionando como fase de transição até a formalização de um novo contrato.
Liga Contra o Câncer retoma cirurgias
Formato emergencial de pagamento
Durante o encontro, ficou definido que o pagamento dos serviços será feito diretamente às unidades hospitalares, sem intermediação de empresas terceirizadas. A medida foi acatada pelos médicos cirurgiões, permitindo a retomada imediata das agendas cirúrgicas.
A Secretaria Municipal de Saúde se comprometeu a convocar os hospitais para participar da construção de um novo arranjo jurídico e operacional. O Ministério Público Estadual também será convidado a acompanhar o processo, garantindo transparência e segurança institucional.
Normalização dos atendimentos
Com o entendimento firmado, a Liga Contra o Câncer informou que os procedimentos cirúrgicos serão retomados normalmente a partir de terça-feira. A instituição reforçou que a medida garante a continuidade da assistência aos pacientes que aguardavam por cirurgias eletivas de alta complexidade.
A suspensão temporária dos procedimentos havia sido anunciada devido à ausência de contrato vigente com a empresa responsável pela gestão dos serviços. A falta de adesão dos médicos ao modelo proposto anteriormente gerou preocupação quanto à possibilidade de desassistência à população.
Impacto na rede de saúde
A retomada das cirurgias representa um alívio para o sistema de saúde de Natal, especialmente para pacientes oncológicos que dependem da Liga Contra o Câncer para tratamento especializado. A instituição é referência no estado do Rio Grande do Norte e atende casos de alta complexidade em diversas especialidades médicas.
A SMS destacou que o novo modelo emergencial busca garantir a continuidade dos serviços enquanto se constrói uma solução definitiva. A expectativa é que, ao longo dos próximos três meses, seja possível formalizar um contrato que atenda às necessidades técnicas e operacionais das unidades envolvidas.
A Liga reafirmou seu compromisso com a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes, destacando que continuará atuando em diálogo com os órgãos públicos e os profissionais de saúde para assegurar a estabilidade dos serviços.
Medida começa nesta segunda-feira e está relacionada à ausência de contrato com empresa gestora dos procedimentos
Liga Contra o Câncer suspende cirurgias eletivas em Natal
A Liga Contra o Câncer anunciou a suspensão das cirurgias eletivas a partir desta segunda-feira (8) em Natal. A medida foi tomada devido à ausência de contrato vigente com a empresa Justiz, responsável pela gestão dos procedimentos de alta complexidade vinculados à Prefeitura de Natal.
Segundo nota divulgada pela instituição, os médicos cirurgiões não aderiram aos termos propostos pela empresa Justiz, o que inviabiliza a continuidade dos atendimentos programados. A suspensão afeta diretamente pacientes que aguardavam por procedimentos cirúrgicos não emergenciais.
A Liga informou que os profissionais atuam como liberais, sem vínculo empregatício direto com a instituição, o que garante autonomia técnica na prestação dos serviços. A falta de adesão ao novo contrato impossibilita a realização das cirurgias eletivas até que haja uma solução contratual.
Liga Contra o Câncer suspende cirurgias
Avaliação técnica do edital
Na semana anterior, foi realizada uma reunião entre representantes da empresa Justiz e os médicos que atuam na Liga. Durante o encontro, foram apresentados os termos do novo contrato de prestação de serviços. No entanto, uma análise técnica do Edital nº 003/2025 apontou que o valor previsto para os procedimentos é insuficiente para atender à demanda atual.
A Liga alertou para o risco de desassistência à população, caso os serviços sejam mantidos sob os termos propostos. A instituição reforçou que está em busca de diálogo com a Prefeitura de Natal, a empresa Justiz e os profissionais envolvidos, com o objetivo de restabelecer a normalidade dos atendimentos o mais breve possível.
Cirurgias de urgência mantidas
Apesar da suspensão das cirurgias eletivas, os procedimentos de urgência continuarão sendo realizados normalmente. A Liga garantiu que os pacientes em situação crítica seguirão recebendo assistência médica, sem interrupção nos atendimentos emergenciais.
A medida busca preservar a capacidade de resposta da instituição diante de casos que exigem intervenção imediata, enquanto negociações são conduzidas para resolver o impasse contratual.
Impacto na rede de saúde
A suspensão das cirurgias eletivas na Liga Contra o Câncer pode impactar o fluxo de atendimentos na rede pública de saúde de Natal, especialmente no que diz respeito aos procedimentos oncológicos. A instituição é referência no tratamento de câncer no Rio Grande do Norte e atende pacientes de diversas regiões do estado.
A Prefeitura de Natal ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A expectativa é que novas reuniões sejam realizadas nos próximos dias para discutir alternativas que permitam a retomada dos serviços.
A Liga reforçou seu compromisso com a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes, destacando que a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e na necessidade de garantir condições adequadas para a realização dos procedimentos.
Gestão municipal interrompe processo de cogestão com OSSs após recomendação do TCE e do Ministério Público de Contas
Prefeitura de Natal suspende terceirização das UPAs
A Prefeitura de Natal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), suspendeu temporariamente o cronograma de chamamentos públicos que previa a terceirização da gestão das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital potiguar. A decisão foi oficializada pela Portaria nº 118/2025, publicada em edição extra do Diário Oficial do Município em 4 de setembro.
Segundo a SMS, a suspensão tem como objetivo garantir a condução adequada do processo de seleção das Organizações Sociais de Saúde (OSSs) e permitir o desenvolvimento de uma solução técnica consensual junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN). A medida busca assegurar segurança jurídica, eficiência administrativa e economicidade. Um novo cronograma será divulgado após a conclusão das tratativas com o TCE.
terceirização das UPAs
A gestão municipal informou que a cogestão das UPAs poderá gerar economia anual entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões, além de melhorias no atendimento, maior agilidade nos processos e segurança no abastecimento de insumos. A proposta também contempla investimentos em infraestrutura e aparelhamento das unidades. Os materiais adquiridos durante os contratos serão incorporados ao patrimônio do Município, com controle realizado pelo setor de tombamento da Prefeitura.
O Ministério Público de Contas (MPC/RN) recomendou a suspensão da terceirização das UPAs Potengi, Pajuçara, Cidade da Esperança e Satélite. O parecer apontou ausência de estudos técnicos consistentes, risco de antieconomicidade e problemas estruturais nas unidades, além de denúncias sobre falta de insumos e equipamentos.
O conselheiro relator do processo no TCE, Marco Antônio Montenegro, votou pela suspensão dos contratos de terceirização. O voto, publicado em 5 de setembro, será analisado pelos demais conselheiros da Primeira Câmara. O relator destacou falhas nos Estudos Técnicos Preliminares (ETPs), como ausência de memória de cálculo, planilhas de custos e comparativos com a gestão pública direta. Também não foram apresentados indicadores atuais confrontados com projeções do modelo terceirizado.
O modelo de pagamento previsto nos editais — 80% fixo e 20% variável — foi considerado incompatível com a legislação vigente, por não vincular os desembolsos à estrutura real de custos. Parecer técnico anterior do TCE já recomendava a suspensão dos editais, apontando falta de transparência, ausência de estudos econômicos detalhados e não participação do Conselho Municipal de Saúde.
Paralelamente à suspensão da terceirização, a saúde pública em Natal enfrenta uma crise. Desde 1º de setembro, a população tem relatado dificuldades no atendimento das UPAs, com falta de médicos e longas esperas. O cenário é agravado por uma greve iniciada após assembleia do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), em protesto contra a substituição da Cooperativa Médica do RN (Coopmed-RN) por duas empresas terceirizadas — Justiz e Proseg — em contrato de dispensa de licitação estimado em R$ 208 milhões.
O Sinmed-RN considera os contratos ilegais e orienta os médicos a não aderirem às novas empresas, que tentam absorver os profissionais da Coopmed. A Prefeitura obteve aval judicial em segunda instância para seguir com a contratação das empresas, após questionamentos judiciais.
A SMS condena a greve e acusa o sindicato de promover um movimento que prejudica o atendimento à população. Segundo a secretaria, médicos estão sendo pressionados com possíveis retaliações junto ao Conselho Regional de Medicina (Cremern) caso interrompam a paralisação.
A Prefeitura afirma que os novos contratos corrigem a precariedade jurídica da Coopmed, que atuava sem contrato formal desde junho de 2023.
Decisão obriga Governo do RN a pagar R$ 1,5 milhão e realizar melhorias estruturais no hospital
Justiça condena Estado por condições no Walfredo Gurgel
A Justiça do Trabalho condenou o Governo do Rio Grande do Norte ao pagamento de R$ 1,5 milhão por dano moral coletivo e determinou a adoção de medidas para melhorar as condições de trabalho no Hospital Walfredo Gurgel. A decisão foi proferida pela 7ª Vara do Trabalho em 21 de agosto, em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho no RN (MPT-RN).
Segundo a sentença, o Estado tem prazo de 180 dias para garantir condições sanitárias e de repouso adequadas aos profissionais da unidade hospitalar. Também deverá concluir o concurso público em andamento e realizar contratações para suprir o déficit de profissionais de enfermagem.
Justiça condena Estado
Relatórios técnicos anexados ao processo apontaram problemas estruturais como infiltrações, mofo nas paredes, buracos no forro de gesso, pouca ventilação nos alojamentos e ausência de insumos básicos para higiene e esterilização. A situação foi considerada um risco à saúde e segurança dos trabalhadores.
O Conselho Regional de Enfermagem do RN (Coren/RN) enviou ao MPT-RN um laudo técnico sobre as condições de trabalho no hospital. O documento destaca que muitos pacientes demandam cuidados intensivos, o que sobrecarrega os profissionais de enfermagem.
A 47ª Promotoria de Justiça também encaminhou manifestação ao MPT-RN relatando descumprimento de normas de segurança, saúde e higiene no ambiente hospitalar. Entre os itens ausentes estão luvas de borracha, escovas, buchas, detergente enzimático, lavadora ultrassônica e secadora.
Além da indenização, a Justiça determinou multa de um salário mínimo por mês de atraso no cumprimento das obrigações, por cada enfermeiro, auxiliar e técnico de enfermagem prejudicado. O Estado também foi obrigado a realizar reparos estruturais, incluindo manutenção das instalações hidráulicas e consertos de trincas e tubulações com vazamentos.
A procuradora do trabalho Heloise Ingersoll informou que foi oferecida ao Estado a possibilidade de assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não houve acordo. Segundo ela, a ausência de resposta efetiva por parte do poder público, mesmo após notificações e tentativas de solução extrajudicial, demonstra inércia institucional frente às obrigações legais.
A decisão judicial reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura hospitalar e valorização das condições de trabalho dos profissionais da saúde. O Hospital Walfredo Gurgel é uma das principais unidades de atendimento de urgência e emergência do estado, e enfrenta desafios recorrentes relacionados à superlotação e falta de recursos.
O cumprimento da sentença será acompanhado pelas autoridades competentes, e o descumprimento poderá gerar novas sanções. A medida busca garantir a segurança dos trabalhadores e a qualidade do atendimento prestado à população.
Especialista destaca impacto emocional da profissão e aponta estratégias para preservar a saúde mental dos profissionais
Dia do Médico Veterinário evidencia luto invisível dos profissionais
Celebrado nesta terça-feira (9), o Dia do Médico Veterinário chama atenção para um tema pouco debatido, mas presente no cotidiano da profissão: o luto vivido por quem acompanha de perto a vida de seus pacientes. Segundo a Demografia da Medicina Veterinária do Brasil 2022, mais de 100 mil profissionais atuam em clínicas e centros cirúrgicos, cuidando dos pets desde a primeira vacina até o último suspiro. Durante esse processo, eles compartilham não apenas os cuidados médicos, mas também a dor das despedidas.
Neste ano, a data coincide com o Pet Memorial Day, criado nos Estados Unidos para dar visibilidade ao chamado “luto pet” e reconhecer a dor causada pela perda de animais de estimação, não apenas para os tutores, mas também para os médicos veterinários que acompanham cada fase da vida do animal.
Dia do Médico Veterinário
Com mais de uma década de experiência, o médico veterinário José Nilton, 47 anos, reconhece que as perdas fazem parte da profissão, mas não deixam de ser difíceis. “Cada caso é um caso. Existem mortes súbitas, que pegam todos de surpresa, e doenças longas, que permitem uma preparação psicológica melhor. Em ambas as situações, é sempre um momento delicado. Gosto de criar rituais simbólicos para o tutor, como a escrita de uma cartinha ou o carimbo da patinha”, conta o profissional.
Dentre as situações mais difíceis da profissão, Nilton destaca a perda de pacientes antigos. “Dependendo da afinidade com o pet, nunca é fácil. A mais complicada é ter que realizar a eutanásia em animais que acompanhei desde filhotes, e isso mexe profundamente comigo. Nessas horas, é importante que nós também tenhamos apoio”, completa.
Para a psicóloga Anna Cláudia Abdon, especialista em luto e integrante da equipe do Vila Pet, pioneira na assistência funeral pet no Rio Grande do Norte, é fundamental reconhecer que os médicos também criam laços importantes com os seus pacientes.
“O veterinário cria vínculos, acompanha histórias e, quando perde um paciente, experimenta a dor. É essencial que esses profissionais pratiquem o autocuidado e encontrem espaços de escuta, pois lidam diariamente com situações de morte. A terapia, por exemplo, é uma ferramenta importante para preservar a saúde mental desses profissionais”, explica.
Para melhor lidar com os momentos difíceis, Anna Cláudia sugere práticas de autocuidado como exercícios físicos, meditação, caminhadas ao ar livre e momentos de lazer com familiares e amigos.
Ela também destaca a importância de buscar apoio profissional, seja por meio de terapia individual ou grupos de escuta, além de reservar tempo para hobbies e atividades que tragam prazer, como leitura, música ou cuidados pessoais. “Essas práticas ajudam a reduzir o estresse acumulado, fortalecem a resiliência emocional e permitem que o veterinário se reconecte com o propósito da profissão”, finaliza.
Iniciativa começa a partir da próxima segunda-feira (08) e é desenvolvida pela UnP Salgado Filho
Adultos e crianças podem realizar triagem odontológica gratuita em Natal
O curso de Odontologia da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, está com vagas abertas para triagem odontológica gratuita em adultos e crianças. A ação é realizada por meio do Centro Integrado de Saúde (CIS), localizado na entrada lateral da UnP Salgado Filho, zona Sul de Natal. O objetivo é identificar necessidades de tratamento, além de promover o acesso à saúde bucal.
Os atendimentos para adultos começam na próxima segunda-feira (08) e continuam nos dias 10 e 11 de setembro. Já as triagens em odontopediatria serão realizadas nos dias 15, 16 e 17 de setembro. Os horários são variados, incluindo opções no turno da noite. Para participar, é necessário preencher um formulário on-line. Mais informações pelo telefone (84) 3215-1267.
Como funciona
Após a triagem, que corresponde a uma avaliação bucal, os pacientes serão encaminhados para o tratamento, se indicado. A partir da primeira sessão, será cobrada uma taxa social de R$ 15, com exceção de procedimentos relacionados a próteses dentárias. Caso seja necessário um tratamento protético, a UnP confeccionará a moldagem e a prótese será produzida por um laboratório parceiro.
Triagem odontológica em adultos Segunda-feira (08/09): 08h30 às 12h Quarta-feira (10/09): 9h às 12h | 13h30 às 18h | 18h30 às 20h Quinta-feira (11/09): 9h às 12h | 16h às 18h | 18h30 às 20h Inscrições: https://bit.ly/triagemadultoodontologia
Triagem odontológica em crianças Segunda-feira (15/09): 16h30 às 18h30 Terça-feira (16/09): 16h30 às 20h Quarta-feira (17/09): 16h30 às 18h30 Inscrições: https://bit.ly/triagemcriancaodontologia
Após a triagem, que corresponde a uma avaliação bucal, os pacientes serão encaminhados para o tratamento, se indicado. A partir da primeira sessão, será cobrada uma taxa social de R$ 20, com exceção de procedimentos relacionados a próteses dentárias. Caso seja necessário um tratamento protético, a UnP confeccionará a moldagem e a prótese será produzida por um laboratório parceiro.
Local
Centro Integrado de Saúde (CIS) – entrada lateral da UnP Salgado Filho
Endereço: Rua General Francisco Monteiro, 371, Lagoa Nova, zona Sul de Natal
Após contratação emergencial de empresas, SMS Natal busca estabilizar atendimentos em UBSs e UPAs da capital
Secretaria de Saúde de Natal prevê normalização das escalas médicas em até 10 dias
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) informou que espera regularizar as escalas médicas nas unidades de saúde da capital potiguar até o final da próxima semana. A previsão foi feita pelo secretário Geraldo Pinho, que afirmou que os atendimentos já estão se normalizando em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além do retorno das cirurgias no Hospital Infantil Varela Santiago.
A transição ocorre após a entrada de duas empresas contratadas por meio de Dispensa Eletrônica: Justiz Terceirização e Proseg Consultoria. A mudança gerou dificuldades iniciais, com escalas incompletas em diversas unidades. Segundo o secretário, cerca de 70% dos serviços já foram retomados.
Secretaria de Saúde de Natal
Em visitas realizadas pela imprensa a três UBSs, foram constatadas ausências de médicos e necessidade de remarcação de consultas. Na UBS do Alecrim, apenas um dos dois médicos anteriores estava em atendimento. Na UBS São João, houve falta de médico pela manhã, com atendimento retomado à tarde.
Sobre denúncias envolvendo as empresas contratadas, como ausência de especialistas, o secretário afirmou que ambas possuem corpo clínico qualificado e que o processo de contratação seguiu os trâmites legais. Ele destacou que o edital emergencial teve ampla concorrência e que a SMS está preparando um processo licitatório permanente.
A retomada das cirurgias no Hospital Infantil Varela Santiago está prevista para esta quinta-feira (04), após reunião entre a empresa contratada e a direção da unidade. A Liga contra o Câncer ainda aguarda definição. A assessoria do Varela Santiago informou que não foi oficialmente comunicada sobre o retorno dos procedimentos.
A contratação emergencial das empresas foi alvo de polêmica e disputa judicial. A 6ª Vara da Fazenda Pública chegou a suspender os contratos, exigindo republicação do edital. No entanto, o Tribunal de Justiça autorizou o prosseguimento em segunda instância, determinando a conexão das ações judiciais.
A Coopmed/RN, antiga prestadora dos serviços, cobra da SMS o pagamento de cinco meses de serviços prestados entre março e agosto de 2025. Em nota, a cooperativa afirmou que manteve o compromisso com a assistência à população mesmo diante de atrasos recorrentes. A SMS, por sua vez, afirma ter repassado R$ 90 milhões à Coopmed em 2025, cobrindo competências de setembro de 2024 a abril de 2025.
A SMS também denunciou a Coopmed e o Sindicato dos Médicos (Sinmed) ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina (Cremern), alegando coação e ameaça contra médicos que desejam atuar nas novas empresas. As entidades negam qualquer tipo de pressão e afirmam que os médicos são autônomos e livres para escolher onde trabalhar.
O processo de regularização das escalas médicas segue em andamento, com expectativa de estabilização completa nos próximos dias. A SMS aguarda deliberação dos órgãos competentes sobre as denúncias e reforça que o objetivo é garantir atendimento contínuo e legalizado à população.
Estado registra apenas 47,60% de cobertura vacinal contra influenza e enfrenta alta incidência de SRAG, segundo boletim da Fiocruz
RN tem baixa adesão à vacina da gripe
O Rio Grande do Norte apresenta baixa adesão à campanha de vacinação contra a gripe, com apenas 47,60% do público-alvo imunizado. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%. A situação ocorre em meio à alta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme alerta do boletim InfoGripe da Fiocruz.
A campanha segue até janeiro de 2026 ou enquanto houver estoque nos municípios. Foram aplicadas 380.191 doses nos grupos prioritários, que somam 798.792 pessoas no estado.
vacina da gripe
O InfoGripe, sistema da Fiocruz que monitora casos graves de doenças respiratórias, classificou a situação do RN como “de risco”, com número de casos muito acima do esperado para o período.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), fatores como o fim do período de maior circulação viral, hesitação vacinal, dificuldade de acesso aos serviços e desinformação contribuem para a baixa procura. A chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI), Veruska Ramos, destaca que mesmo fora da sazonalidade, a vacinação continua sendo essencial devido à alta capacidade de disseminação e mutação dos vírus.
Dados da plataforma RN Mais Vacina mostram que 45,18% das crianças, 47,17% dos idosos e 74,42% das gestantes receberam a vacina contra a gripe. Os grupos com menor adesão são justamente os mais vulneráveis, como crianças e idosos.
Em todo o estado, já foram aplicadas 846.402 doses na população geral. Em Natal, a vacinação está liberada para todos os públicos e pode ser realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em pontos extras como shoppings e clínicas conveniadas.
A Sesap recomenda que os municípios intensifiquem a busca ativa dos não vacinados e ampliem a divulgação dos locais e horários de vacinação. Para reforçar a campanha, está previsto o “Dia D” de vacinação no dia 16 de setembro.
A baixa cobertura vacinal preocupa autoridades e especialistas. A ampliação da campanha para toda a população foi adotada como estratégia para tentar elevar os índices de imunização. A plataforma RN Mais Vacina continua sendo uma das principais ferramentas de monitoramento da campanha no estado.
Estado registra 1.043 pacientes na fila de espera; campanha Setembro Verde busca incentivar doações
Mais de mil pessoas aguardam por transplante de órgãos no RN
O estado do Rio Grande do Norte registra atualmente 1.043 pessoas na fila de espera por transplante de órgãos no RN, segundo dados da Central Estadual de Transplantes, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A campanha Setembro Verde foi lançada com o objetivo de incentivar a doação de órgãos e aumentar o número de procedimentos realizados.
A fila de espera é composta por:
2 pacientes aguardando transplante de coração
22 pacientes aguardando transplante de medula óssea
363 pacientes aguardando transplante de rins
656 pacientes aguardando transplante de córneas
Entre janeiro e agosto deste ano, foram realizados 185 transplantes no estado, distribuídos da seguinte forma:
1 transplante de coração
37 transplantes de rins
63 transplantes de medula óssea (até julho)
84 transplantes de córneas
Transplante de órgãos no RN
Campanha Setembro Verde
A campanha Setembro Verde foi lançada no Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, com foco na conscientização sobre a importância da doação de órgãos. O evento reuniu profissionais de saúde, gestores públicos, familiares de doadores e pacientes transplantados.
A ação busca ampliar o número de doadores efetivos. Segundo o Ministério da Saúde, apenas quatro em cada 14 pessoas que manifestam interesse em doar órgãos se tornam doadoras. A recusa familiar é um dos principais fatores que impedem a realização do transplante de órgãos no RN e em outras regiões do país.
Atuação da Central Estadual de Transplantes
A Central Estadual de Transplantes do RN é responsável pela coordenação da captação de órgãos em hospitais do estado. Em alguns casos, os órgãos são enviados para outras regiões do país, com apoio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil (Sesed) e da Força Aérea Brasileira.
A estrutura da Central permite o gerenciamento da logística de transporte e compatibilidade entre doadores e receptores, além da articulação com instituições médicas e laboratórios especializados.
Desafios e perspectivas
A fila de espera por transplantes no RN reflete a necessidade de ampliar campanhas de conscientização e fortalecer a estrutura de captação e realização de procedimentos. A campanha Setembro Verde é uma das ações voltadas para esse objetivo, com foco na sensibilização da população e na redução da recusa familiar.
A Sesap acompanha os indicadores e trabalha para aumentar o número de transplantes realizados no estado, buscando parcerias e estratégias que permitam atender à demanda crescente por procedimentos de alta complexidade.
Sindsaúde aponta falta de insumos em unidades como Walfredo Gurgel e Maria Alice Fernandes
Desabastecimento hospitalar afeta rede estadual de saúde no RN
O Desabastecimento hospitalar tem sido registrado em diversas unidades da rede estadual de saúde do Rio Grande do Norte, segundo denúncias do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde). A situação foi reconhecida pela 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, que apontou um “cenário de colapso progressivo” no sistema.
Entre os itens em falta estão cateteres, sabão, álcool, antibióticos, heparina, gazes, lençóis, óleo mineral, óleo de girassol, equipo, crepom e kits cirúrgicos conhecidos como “laps”. O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, referência em trauma-ortopedia, é apontado como a unidade mais afetada. Tomografias computadorizadas com contraste foram suspensas por falta de bombas injetoras.
desabastecimento hospitalar
Funcionários do setor de materiais do Walfredo Gurgel relataram que os kits cirúrgicos estão em estado precário e que não há reserva para emergências. No Centro de Queimados, improvisado após o início de uma obra no setor, há falta de crepom, utilizado em ataduras para pacientes queimados.
A situação também se estende ao Hospital Maria Alice Fernandes, unidade pediátrica na zona Norte de Natal. A Justiça Federal determinou o desbloqueio de sete leitos de UTI que estavam inoperantes por falta de insumos. Funcionários da direção afirmam que, atualmente, não há bloqueios, mas o sindicato aponta que a escassez de materiais é recorrente.
Profissionais de saúde relatam que a disponibilidade de insumos varia de acordo com o setor e o dia. Em alguns casos, médicos têm arcado com os custos de materiais básicos para garantir atendimento aos pacientes.
Pacientes e familiares também enfrentam dificuldades. No Pronto Socorro Clóvis Sarinho, uma paciente aguardava endoscopia enquanto familiares demonstravam preocupação com a falta de materiais. Outra usuária relatou que sua mãe, internada há quatro meses, teve medicamentos e pomadas em falta durante o tratamento.
O Sindsaúde anunciou uma assembleia para discutir a situação e propor indicativo de greve. A entidade afirma que os profissionais estão trabalhando em condições críticas e que não há sinalização de melhorias por parte do Governo do Estado.
No Hospital João Machado, foram encontrados insetos na alimentação dos funcionários, segundo denúncia do sindicato. A Sesap informou que a alimentação é fornecida por empresa terceirizada e que a Vigilância Sanitária foi acionada para apurar o caso.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) negou a falta de insumos no Hospital Walfredo Gurgel. A pasta afirmou que há estoque de itens como gazes, álcool, sabão, óleo mineral e kits cirúrgicos, e que as angiotomografias estão sendo realizadas em outras unidades da rede estadual.
O Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern) confirmou a carência de materiais básicos por meio de fiscalizações e ingressou com ação na Justiça Federal para exigir o abastecimento regular dos hospitais. O objetivo é garantir atendimento adequado à população e melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde.
Despesas do RN com saúde caem 68% em 2025 e Justiça determina relatório sobre situação hospitalar
Despesas do RN com saúde caem 68% em 2025
As despesas pagas com saúde no Rio Grande do Norte caíram 68% no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. O valor pago em 2024 foi de R$ 988,1 milhões, enquanto em 2025 caiu para R$ 314,7 milhões, uma diferença de R$ 673,3 milhões. Os dados constam em ação judicial que cobra o abastecimento da rede hospitalar estadual.
A queda nos investimentos foi apontada pela juíza Maria Cristina Menezes de Paiva Viana, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, em decisão proferida nesta quarta-feira (27). A magistrada destacou um “cenário de colapso progressivo” na saúde pública do estado, agravado por um déficit de R$ 141 milhões nos repasses da Secretaria da Fazenda para o Fundo Estadual de Saúde. O Rio Grande do Norte ocupa atualmente a penúltima posição nacional em gastos próprios com saúde.
Despesas do RN com saúde caem 68%
A Justiça determinou que o governo estadual apresente, em até 15 dias, um relatório detalhado sobre a situação dos hospitais. O documento deve incluir lista de medicamentos e insumos em falta, percentual de abastecimento de cada unidade, valor necessário para regularização dos estoques e cronograma de medidas para os próximos 90 dias. A decisão foi tomada após manifestação do Ministério Público do RN (MPRN), por meio da Promotoria da Saúde.
A juíza rejeitou a realização imediata de audiência de conciliação, alegando falta de elementos concretos. Em caso de descumprimento, poderá determinar a suspensão de pagamentos de despesas não essenciais e aplicar multa pessoal aos gestores responsáveis. A audiência será marcada apenas após a entrega integral das informações e demonstração de interesse efetivo na resolução do problema.
A decisão decorre de uma Ação Civil Pública movida pelo MPRN em 2012, que resultou em sentença definitiva em 2023 obrigando o Estado a garantir o fornecimento contínuo de insumos e medicamentos. Três anos após o trânsito em julgado, a Justiça aponta que o problema persiste e se agravou. O Estado não apresentou informações básicas sobre as providências adotadas para cumprir as ordens judiciais.
Segundo o MPRN, houve uma queda de 26,63% nos empenhos da saúde em 2025 em relação a 2024, com déficit de R$ 395 milhões. A rede estadual de saúde conta com 21 unidades, muitas enfrentando desabastecimento crônico de insumos e medicamentos essenciais.
O Hospital Walfredo Gurgel, maior pronto-socorro do estado, acumula dívidas de R$ 11 milhões com fornecedores e enfrenta falta de itens básicos como luvas, álcool, lençóis e medicamentos. O Hospital José Pedro Bezerra (Santa Catarina) registrou índice de ruptura de estoque de 41,33% em janeiro. O Hospital João Machado recebeu recomendações de bloqueio de leitos por falta de condições mínimas de segurança.
No Hospital Maria Alice Fernandes, a falta de suprimentos e problemas na escala médica levaram ao bloqueio de sete leitos de UTI neonatal e pediátrica. A medida foi adotada em conjunto com o Conselho Regional de Medicina (CREMERN), a Defensoria Pública e o MPRN.
O Hemonorte solicitou 41 itens à Unicat, mas recebeu apenas 9, recorrendo a empréstimos de outros hospitais e hemocentros de estados vizinhos. Entre os itens em falta estão antibióticos de alto risco, anestésicos, analgésicos, luvas, lençóis e ventiladores. A ausência desses materiais aumenta o risco de infecções hospitalares, eleva a mortalidade e prolonga internações.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) reconheceu a queda nos repasses e afirmou que está recompondo os estoques. Informou que o abastecimento nas principais unidades hospitalares está sendo retomado com pagamentos a fornecedores contratados. A pasta também declarou que realiza monitoramento diário dos estoques e entregas, além de negociar entregas rápidas e utilizar requisições administrativas em casos extraordinários.
O MPRN aponta que a crise afeta rotinas assistenciais e contribui para o aumento de infecções hospitalares. Entre os fatores estão dívidas herdadas, dificuldades de negociação com fornecedores e burocracia nos processos de compras. Segundo dados do SIOPS, o RN ocupa a penúltima posição nacional em gastos próprios com saúde e é o último entre os estados do Nordeste.
O documento do MP registra que o próprio secretário de saúde confirmou que a escassez decorre da falta de pagamento a fornecedores, reforçando a necessidade de medidas emergenciais para regularizar o abastecimento na rede hospitalar estadual.
Ação percorre os municípios de Chapada do Norte e José Gonçalves de Minas
Alunos de Medicina da UnP levam atendimento humanitário para áreas isoladas do Vale do Jequitinhonha (MG)
A Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, realiza a 3ª edição da Missão Jequitinhonha, dando continuidade às ações humanitárias em regiões com pouco acesso à saúde. Desta vez, 36 alunos das escolas Universidade Potiguar (UnP), Ages, UniFG, Faseh, Universidade Anhembi Morumbi, UniSul, UniBH, UNIFACS e Universidade São Judas participam da expedição, ao lado de 7 professores e um egresso.
A ação, que tem como objetivo levar qualidade de vida para moradores de regiões isoladas e proporcionar experiência humanitária para futuros médicos, acontece até o próximo domingo, dia 31 de agosto, e percorre os municípios de Chapada do Norte e José Gonçalves de Minas.
Nas duas primeiras edições, a Missão Jequitinhonha passou por 5 municípios, atendendo mais de 2.360 pessoas tendo como principais ocorrências os atendimentos clínicos variados. Para esta edição, a expectativa é chegar a mais de 1.000 atendimentos.
“Além de atender à população local, nosso objetivo é permitir que os alunos de medicina vivenciem uma realidade bem diferente daquela que encontram em sala de aula. Com esta experiência, eles terão a oportunidade de interagir e conhecer a trajetória dessas pessoas e ajudar a lidar com suas dificuldades”, conta Fabiana Spricigo, Gerente da Travessia Humanitária da Inspirali.
A 3ª Missão Jequitinhonha é a 22ª expedição promovida, até o momento, pela Inspirali. Já foram realizadas doze Missões nas regiões ribeirinhas do Amazonas, duas Missões Internacionais na cidade de Benin, na África, três Missões de catástrofe no Rio Grande do Sul para ajudar às vítimas das enchentes e duas Missão Sertões em comunidades quilombolas na Bahia.
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima. É uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos e 15 instituições – localizadas em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis e Natal – e importantes centros de desenvolvimento do país, como Piracicaba (SP), São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Tubarão (SC), Vespasiano (MG), Irecê̂ (BA), Jacobina (BA), Guanambi (BA), Brumado (BA) e Tucuruí (PA).
As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. O portfólio da Inspirali contempla também cursos livres e especializações focados na medicina integrativa e aborda temas relevantes no cenário global, a exemplo da pós-graduação em cannabis medicinal, primeiro curso na área certificado pelo Ministério da Educação (MEC). A aprendizagem digital ativa oferece recursos tecnológicos (robôs de alta fidelidade e realidade virtual e aumentada MedRoom) e apoio socioemocional, assim como as atividades práticas e o acompanhamento personalizado.
Ministério Público aciona Justiça para garantir abastecimento de hospitais estaduais
RN ocupa penúltimo lugar em gastos próprios com saúde
O Rio Grande do Norte ocupa a penúltima posição no ranking nacional de gastos próprios com saúde, segundo dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde. No Nordeste, o estado aparece na última colocação. Os dados são referentes ao mês de maio de 2025 e foram destacados pelo Ministério Público do RN (MPRN) nesta terça-feira (26).
A baixa aplicação de recursos é apontada como um dos principais fatores para a crise de desabastecimento enfrentada pela rede hospitalar estadual. O MPRN ingressou com ação judicial para garantir o fornecimento de insumos e medicamentos às unidades mantidas pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).
gastos com saúde
De acordo com o Ministério Público, há um déficit superior a R$ 141 milhões em repasses da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para o Fundo Estadual de Saúde. O valor corresponde à diferença entre o montante previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025 e os valores efetivamente transferidos entre janeiro e maio.
A situação afeta diretamente os principais hospitais do estado. No Hospital Santa Catarina, localizado na Zona Norte de Natal, o índice de ausência de materiais e medicamentos chegou a 40% em janeiro. O Hospital Giselda Trigueiro, referência em infectologia, também enfrenta escassez de insumos. No Hospital João Machado, foram identificadas condições mínimas de segurança, o que levou à recomendação de bloqueio de leitos.
O Hemocentro do RN (Hemonorte), que historicamente não apresentava problemas de abastecimento, também foi incluído na lista de unidades afetadas. A constatação foi feita durante visita técnica realizada pela Promotoria de Saúde em junho.
Na manifestação protocolada na 5ª Vara da Fazenda Pública, o MPRN solicita audiência urgente com representantes do governo estadual, incluindo os secretários de Saúde e Fazenda, diretores de hospitais e da Central de Abastecimento Farmacêutico (Unicat). O objetivo é discutir medidas imediatas para regularizar o fornecimento de insumos.
A análise orçamentária do Ministério Público aponta uma queda significativa nos gastos com saúde no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. As despesas liquidadas apresentaram redução de 67%, enquanto as despesas pagas caíram 68,14%.
A Sesap atribui parte da crise ao aumento de leitos e à dificuldade de ampliar a oferta na rede pública. A secretária-adjunta de Saúde, Leidiane Fernandes de Queiroz, informou que reuniões com o Gabinete Civil e setores de planejamento e orçamento estão sendo realizadas para viabilizar o pagamento de fornecedores.
O contingenciamento de recursos por parte da Sefaz é apontado como fator central na crise. Segundo o MPRN, a retenção de verbas do Tesouro Estadual compromete o funcionamento das unidades hospitalares e dificulta a execução de políticas públicas de saúde.
A ação judicial movida pelo Ministério Público tramita há mais de uma década e tem como foco a regularização do abastecimento hospitalar. A nova manifestação busca garantir medidas emergenciais diante do agravamento da situação em 2025.
Pesquisa Datafolha aponta que 96% da população é favorável ao exame de proficiência em medicina
Brasileiros apoiam prova obrigatória para médicos
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha revelou que 96% dos brasileiros são favoráveis à aplicação de uma prova obrigatória para médicos recém-formados antes do início dos atendimentos à população. O levantamento foi encomendado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e divulgado nesta quarta-feira (27).
O estudo entrevistou 10.524 pessoas em 254 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. Apenas 3% dos entrevistados afirmaram que não é necessário aplicar nenhum tipo de teste, enquanto 1% não opinou.
prova obrigatória para médicos
A pesquisa também identificou variações regionais no apoio à medida. O estado com maior índice de aprovação é Goiás, com 98% da população favorável. O Acre apresenta o menor percentual, com 92%.
Para 92% dos entrevistados, a aplicação do exame de proficiência aumentaria a confiança no atendimento médico. Apenas 4% acreditam que a medida diminuiria essa confiança, enquanto 3% disseram que não haveria alteração. Outros 1% não responderam.
Quando questionados sobre quais médicos deveriam ser submetidos à prova, 98% defenderam que todos os recém-formados devem passar por avaliação, independentemente da instituição de ensino. Apenas 2% acreditam que o exame deveria ser aplicado exclusivamente a profissionais formados no exterior.
A proposta de criação de um Exame Nacional de Proficiência em Medicina está em tramitação no Senado desde 2024. O projeto é de autoria do senador Marcos Pontes (PL-SP) e prevê que o exame seja obrigatório para que o profissional obtenha o registro junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM).
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado realiza nesta quarta-feira (27) uma audiência pública para discutir o projeto. O exame tem como objetivo verificar se o médico recém-formado possui as competências mínimas exigidas para o exercício da profissão.
O CFM defende a implementação da prova como resposta ao crescimento acelerado do número de cursos de medicina no Brasil nas últimas décadas. Segundo a entidade, muitas instituições foram criadas sem infraestrutura adequada, o que compromete a formação dos profissionais.
De acordo com dados do CFM, o país passou de cerca de 100 cursos de medicina no início dos anos 2000 para mais de 400 atualmente. A expansão ocorreu, em muitos casos, sem hospitais conveniados para o regime de internato obrigatório.
A proposta do exame inclui avaliação de competências profissionais e éticas, conhecimentos teóricos e habilidades clínicas, com base em padrões mínimos exigidos internacionalmente. A medida também busca elevar o padrão educacional das escolas médicas, que teriam que se adequar às exigências do exame.
O apoio da população à proposta é considerado um indicativo de demanda por maior qualidade e segurança nos serviços de saúde. A aprovação do projeto no Congresso Nacional é vista como etapa fundamental para a implementação da medida.
Foto: Luiz Fernando Cândido/Fernando Frazão/Agência Brasil
Dúvida é bastante comum entre pessoas que praticam musculação, principalmente entre os iniciantes
Muitas pessoas acreditam que para o exercício físico ser eficaz, é preciso sentir dor durante ou depois da atividade. Essa ideia, segundo Leandro Medeiros, personal trainer e professor do curso de Educação Física da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, é um mito que pode levar a lesões e ao desânimo.
“Sentir um certo desconforto muscular após o treino é normal e indica que o corpo está se adaptando ao esforço. Mas dor intensa não é sinônimo de resultado, e pode, na verdade, ser um sinal de que algo não está correto”, explica.
O especialista reforça que o exercício deve ser progressivo e respeitar os limites individuais. “Quando a dor ultrapassa o desconforto esperado, pode significar lesão ou esforço excessivo, que compromete a saúde e até o desempenho futuro”, frisa Leandro.
O docente também destaca que o prazer e a constância no exercício são fundamentais para alcançar benefícios a longo prazo. “Treinar com dor constante gera medo e pode levar à paralisação dos treinos. O ideal é buscar equilíbrio, ouvir o corpo e contar com a orientação profissional para otimizar os resultados”, esclarece.
Dores tardias
É comum sentir dores musculares nos dias seguintes à prática de atividade física, especialmente para quem está começando ou voltou após um período de inatividade. Essas dores, conhecidas como dor muscular tardia, surgem devido a pequenas lesões nas fibras musculares provocadas pelo esforço, o que faz parte do processo natural de adaptação do corpo ao exercício.
Essas dores, de acordo com o professor da UnP, costumam ser leves a moderadas, desaparecendo em poucos dias, e não devem ser confundidas com dores intensas ou lesões, que exigem atenção e, se necessário, avaliação profissional.
“A dor muscular tardia é esperada e até sinal de que o músculo está se adaptando ao novo estímulo. Mas é preciso diferenciar essa dor natural de desconfortos persistentes que podem indicar lesões. Por isso, treinar com base nas orientações de um profissional de Educação Física é fundamental para evitar excessos, prevenir lesões e garantir um progresso seguro e eficiente”, pontua.
Leandro também reforça que alguns cuidados complementares fazem toda a diferença para a segurança e a eficiência do treino. O aquecimento antes da atividade física e o alongamento após os exercícios ajudam a preparar o corpo e a reduzir o risco de lesões. “Outro ponto essencial é respeitar a recuperação do corpo, garantindo boas noites de sono, alimentação equilibrada e pausas adequadas entre os treinos. Sem isso, o rendimento cai e o risco de lesão aumenta”, finaliza.
Conitec rejeita inclusão de semaglutida e liraglutida na rede pública por alto custo e impacto orçamentário
Comissão rejeita medicamentos contra obesidade no SUS por alto custo
A inclusão de medicamentos contra obesidade no SUS foi rejeitada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), órgão ligado ao Ministério da Saúde. A decisão foi tomada após análise técnica e consulta pública sobre os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, utilizados no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.
A comissão avaliou dois pedidos específicos:
O uso da semaglutida, presente no medicamento Wegovy, para pacientes com obesidade grau II e III, acima de 45 anos e com doença cardiovascular;
O uso da liraglutida, presente no medicamento Saxenda, para pacientes com obesidade e diabetes tipo 2.
Ambos os medicamentos são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esses tratamentos e são comercializados em canetas aplicadoras, com custo estimado de R$ 1 mil por unidade.
Impacto orçamentário inviabiliza incorporação
Durante a análise, o principal fator considerado pela Conitec foi o impacto financeiro da incorporação dos medicamentos contra obesidade no SUS. Relatórios do Ministério da Saúde indicam que o custo estimado para atender à demanda seria de R$ 4,1 bilhões em cinco anos. Em casos de tratamento contínuo, o valor poderia chegar a R$ 6 bilhões no mesmo período.
A comissão também destacou que o uso dos medicamentos exige aplicação contínua, o que aumentaria ainda mais o impacto no orçamento público. Além disso, foi considerado que o SUS já oferece uma alternativa para o tratamento da obesidade: a cirurgia bariátrica.
Com base nesses fatores, a Conitec decidiu pela não incorporação dos medicamentos na rede pública, mantendo-os disponíveis apenas na rede privada.
Produção nacional de canetas é anunciada
A decisão da Conitec ocorre duas semanas após o anúncio do Ministério da Saúde sobre a produção nacional de canetas aplicadoras. A iniciativa será realizada em parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica brasileira EMS.
O objetivo da parceria é desenvolver medicamentos que contenham semaglutida e liraglutida, substâncias que atuam no controle da glicose e também contribuem para a perda de peso. Esses medicamentos são aplicados por meio de dispositivos semelhantes às canetas utilizadas nos produtos Ozempic, Wegovy e Saxenda.
A produção nacional visa reduzir a dependência de importações e ampliar o acesso a tratamentos no futuro, embora ainda não haja previsão de incorporação desses produtos ao SUS.
Semaglutida e liraglutida: perfil dos medicamentos
A semaglutida e a liraglutida são agonistas do receptor GLP-1, utilizados para controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2 e para redução de peso em pessoas com obesidade. Os medicamentos atuam na regulação do apetite e na melhora da resposta à insulina.
Apesar da eficácia comprovada, o custo elevado e a necessidade de uso contínuo são obstáculos para a incorporação dos medicamentos contra obesidade no SUS. A Conitec considera esses fatores determinantes para a decisão de manter os tratamentos fora da rede pública.
Alternativas disponíveis no SUS
Atualmente, o Sistema Único de Saúde oferece a cirurgia bariátrica como principal alternativa para o tratamento da obesidade. O procedimento é indicado para pacientes com obesidade grave e é realizado em hospitais públicos credenciados.
A decisão da Conitec reforça a política de priorização de tratamentos com maior custo-benefício e viabilidade orçamentária. A inclusão de novos medicamentos no SUS depende de critérios técnicos, financeiros e de impacto na saúde pública.
Unidade do Hospital Walfredo Gurgel funciona com estrutura reduzida e pacientes nos corredores
Centro de Tratamento de Queimados do RN tem obra parada há um ano
A obra de reforma do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HWG), única unidade especializada no atendimento a pacientes queimados no Rio Grande do Norte, está paralisada há um ano. A interrupção dos trabalhos comprometeu a estrutura física e operacional do serviço, que passou a funcionar com capacidade reduzida e pacientes acomodados em corredores.
A paralisação da obra afetou diretamente o funcionamento da unidade, que precisou ser readaptada. Atualmente, o ambulatório foi transferido para dentro de uma enfermaria, e a sala de reabilitação está sendo utilizada como depósito de equipamentos, muitos dos quais estão se deteriorando por falta de uso adequado.
Centro de Tratamento de Queimados
Redução de leitos e superlotação
O CTQ já operou com até 20 leitos, mas atualmente funciona com apenas 16. A redução ocorreu devido à impossibilidade de utilizar metade do espaço físico da unidade. A situação tem gerado aglomeração de pacientes e comprometido o atendimento especializado, que recebe casos de queimaduras graves de todo o estado.
A estrutura atual não comporta a demanda, e pacientes estão sendo acomodados em áreas improvisadas, como corredores do hospital. A situação foi reconhecida pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), que anunciou medidas emergenciais para retomar a obra.
Licitação emergencial e contratação direta
Após visita técnica realizada nesta quinta-feira (21) pelo secretário de Saúde do RN, Alexandre Motta, e representantes de outras entidades, o governo estadual autorizou a dispensa de licitação para contratar uma nova empresa responsável pela retomada da reforma.
A contratação será feita de forma direta, com prazo de até 60 dias, conforme processo iniciado em abril pelas secretarias de Saúde e da Infraestrutura. A medida foi tomada após o rompimento do contrato com a empresa anterior, que não cumpriu os prazos estabelecidos. A mesma empresa também abandonou obras nos hospitais Tarcísio Maia, em Mossoró, e Santa Catarina.
Investimento previsto
A reforma do Centro de Tratamento de Queimados representa um investimento de R$ 1,8 milhão, com recursos garantidos por meio de emenda parlamentar. O projeto foi desmembrado devido à importância da unidade, que é a única especializada no atendimento a queimados no estado.
A retomada da obra é considerada prioritária pela gestão estadual, que busca restabelecer a capacidade plena de atendimento do CTQ e garantir condições adequadas para pacientes e profissionais de saúde.
Situação atual e próximos passos
Enquanto a nova empresa não é contratada, o hospital continua operando com limitações. A Sesap informou que está acompanhando o processo e que a contratação emergencial será concluída dentro do prazo previsto.
A expectativa é que, com a retomada da obra, o Centro de Tratamento de Queimados possa voltar a operar com sua estrutura completa, oferecendo atendimento especializado e com segurança para os pacientes.
Profissionais denunciam falta de insumos, medicamentos e condições precárias nas unidades públicas
Paralisação da saúde no RN é aprovada por servidores estaduais
Profissionais da saúde pública do Rio Grande do Norte decidiram realizar uma paralisação de 24 horas no dia 27 de agosto. A medida foi aprovada em assembleia da categoria como forma de protesto contra o colapso enfrentado pelo sistema estadual de saúde.
A mobilização será organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (Sindsaúde RN) e contará com um ato público em frente ao Hemonorte, em Natal. Após o protesto, será realizada uma nova assembleia para apresentação de informes sobre as negociações da Campanha Salarial.
Segundo o Sindsaúde RN, a paralisação tem como objetivo denunciar a precarização das condições de trabalho nas unidades de saúde do estado. Entre os principais problemas apontados estão a falta de insumos básicos, escassez de medicamentos e infraestrutura inadequada, que afetam tanto os profissionais quanto os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
paralisação da saúde no RN
A pauta de reivindicações da categoria inclui:
Recomposição salarial para os servidores da saúde;
Implementação do piso da enfermagem, conforme legislação vigente;
Pagamento de adicional de insalubridade para profissionais expostos a riscos;
Regularização das férias dos trabalhadores de radiologia, que estão pendentes;
Mudança na carga horária de trabalho, com revisão das escalas;
Pagamento de plantões atrasados, que têm gerado insatisfação entre os profissionais;
Concessão de auxílio alimentação, considerado essencial para a categoria.
Além desses pontos, outras demandas específicas também foram incluídas na pauta, com foco na valorização dos profissionais e na melhoria do atendimento à população.
A categoria afirma que o sistema estadual de saúde enfrenta uma situação crítica, com unidades hospitalares operando em condições consideradas insustentáveis. A falta de recursos e de gestão adequada tem gerado sobrecarga nos profissionais e comprometido a qualidade dos serviços prestados.
O sindicato destaca que a paralisação é uma resposta à ausência de medidas efetivas por parte do governo estadual, liderado pela governadora Fátima Bezerra. A entidade aponta que, mesmo entre os membros do próprio sindicato, há consenso sobre o cenário de caos na saúde pública do RN.
A paralisação da saúde no RN também busca chamar a atenção da sociedade para a necessidade de investimentos urgentes no setor. Os servidores esperam que a mobilização pressione o governo a retomar as negociações e apresentar propostas concretas para atender às reivindicações da categoria.
O ato público em frente ao Hemonorte será aberto à participação de trabalhadores da saúde de diversas regiões do estado. A expectativa é de que a mobilização tenha ampla adesão, refletindo o descontentamento generalizado entre os profissionais do setor.
A paralisação da saúde no RN ocorre em um contexto de crise prolongada, com denúncias recorrentes sobre a falta de estrutura nas unidades hospitalares e postos de atendimento. A categoria reforça que a mobilização é legítima e necessária para garantir condições dignas de trabalho e atendimento à população.
Foto: Vinicius de Melo/ Agência Brasília/ Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Gestores alegam sobrecarga orçamentária e cobram responsabilidade do Estado na condução do serviço
A proposta de divisão de custos na expansão do SAMU no Rio Grande do Norte tem gerado impasse entre gestores municipais e o Governo do Estado. Embora haja consenso sobre a necessidade de ampliar a cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o modelo de cofinanciamento apresentado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) é alvo de críticas por parte das prefeituras .
Cosems RN critica modelo de cofinanciamento
O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RN (Cosems-RN) afirma que os municípios já comprometem entre 25% e 35% de seus orçamentos com saúde, acima do mínimo constitucional de 15%. A presidente da entidade, Maria Eliza Garcia, destaca que o modelo proposto transfere 60% dos custos do serviço para os municípios, o que tornaria a operação inviável para diversas gestões locais.
Expansão do SAMU com novas ambulâncias
Em julho, o Governo do Estado recebeu 25 novas ambulâncias do Ministério da Saúde, sendo 10 destinadas à renovação da frota e 15 à expansão do serviço. Outras 11 unidades foram entregues via PAC Seleções 2025, com oito para expansão e três para renovação. A expectativa é que todas as oito regiões de saúde do RN passem a contar com cobertura do SAMU.
Municípios contestam divisão de custos na expansão do SAMU
Cálculo de investimento preocupa municípios
Segundo o cálculo apresentado pela Sesap, cada município teria que investir R$ 30 mil para cada 10 mil habitantes. O custo total do serviço foi estimado em R$ 9 milhões. O Cosems-RN argumenta que esse modelo desconsidera a realidade financeira das cidades, especialmente no interior, onde há apenas uma base do SAMU para atender dezenas de municípios.
Municípios já assumem responsabilidades do Estado
Além da proposta de cofinanciamento, os municípios alegam que já assumem despesas que seriam de responsabilidade estadual, como custeio de hospitais regionais, exames de média e alta complexidade, e fornecimento de medicamentos. A sobrecarga tem sido apontada como fator de desequilíbrio na gestão da saúde pública local.
Sesap defende modelo tripartite
A Sesap argumenta que a proposta segue o princípio do financiamento tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS) e o modelo de consórcios interfederativos. Em nota, a secretaria informou que o serviço já funciona de forma compartilhada em algumas regiões e que a proposta foi apresentada e acatada em deliberações regionais conforme a legislação vigente.
Exemplos de outros estados citados
Durante reunião entre Cosems-RN e a Federação dos Municípios do RN (FEMURN), foram citados os modelos de gestão do SAMU implantados no Paraná e na Paraíba como experiências positivas. No entanto, os gestores potiguares reforçaram que a realidade financeira local exige que o serviço seja conduzido como política estadual .
Próxima audiência marcada
O tema voltará a ser discutido em nova audiência entre Cosems-RN, FEMURN e Sesap, marcada para o dia 25 de agosto. A expectativa é que seja apresentada uma alternativa que permita a expansão do serviço sem comprometer os orçamentos municipais.
Relatório aponta desabastecimento de insumos e medicamentos e sugere medida temporária para garantir segurança hospitalar
Comissão recomenda bloqueio de leitos no João Machado
A recomendação de bloqueio de leitos no João Machado foi formalizada pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da unidade, localizada em Natal. O relatório enviado à Secretaria de Saúde do Estado em 14 de agosto aponta desabastecimento de insumos e medicamentos essenciais, como luvas, aventais, álcool, antissépticos e antibióticos hospitalares, incluindo piperacilina + tazobactan e meropeném.
Relatório técnico aponta riscos à segurança hospitalar
O documento recomenda o bloqueio técnico de leitos sempre que não houver condições mínimas de segurança e suporte. A medida deve ser registrada formalmente, comunicada à direção técnica e à regulação, e notificada à vigilância sanitária quando necessário. O relatório não especifica o número de leitos a serem bloqueados nem a data de início da medida.
Indicadores de infecção hospitalar acima da meta
Em 2025, os indicadores de infecção hospitalar no Hospital João Machado superaram em múltiplas vezes as metas previstas. A taxa de infecção de corrente sanguínea chegou a 8,58 em fevereiro e 8,20 em abril, cerca de três vezes acima do limite de 2,70. A pneumonia associada à ventilação mecânica registrou 23,12 e 21,98 nos mesmos meses, quase três vezes a meta de 7,95. As infecções do trato urinário, zeradas no ano anterior, atingiram 3,31 em abril e 2,43 em maio, até cinco vezes o parâmetro de 0,69.
Adesão à higiene das mãos em patamar crítico
A adesão à higiene das mãos caiu para níveis críticos: 15,9% em janeiro e 19,5% em julho, quando o esperado era 85%. O relatório também destaca o déficit de leitos de isolamento, especialmente nos setores de clínica médica e psiquiatria, e o agravamento do perfil microbiológico, com maior prevalência de microrganismos multirresistentes.
Resposta da Secretaria de Saúde
Em resposta ao relatório, a Subcoordenação de Assistência Farmacêutica da SESAP reconheceu o problema e informou que medidas administrativas foram tomadas para reabastecer os estoques. A normalização estava prevista para ocorrer nos próximos dias, com índice de abastecimento em torno de 73,5%, apesar da falta de itens críticos.
Situação se repete em outras unidades da rede estadual
O desabastecimento não se restringe ao Hospital João Machado. No Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal, cinco leitos da UTI neonatal e dois da pediátrica foram bloqueados por falta de insumos e recursos humanos. O Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern) realizou fiscalização e anunciou que acionará a Justiça para garantir o funcionamento integral das unidades
Inspeção no Hospital Walfredo Gurgel
No Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, cirurgias ortopédicas foram canceladas por falta de materiais básicos, como fios cirúrgicos e equipamentos essenciais. Pacientes aguardam internados sem previsão para realização dos procedimentos.
O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel será inspecionado nesta quinta-feira (21) por representantes do Sinmed, Cremern e Ministério Público. A ação foi motivada por denúncias sobre o centro cirúrgico e o centro de queimados, incluindo uma obra que se arrasta há mais de um ano e pode comprometer o recebimento de recursos federais.
Secretaria de Saúde negocia com empresa prestadora para retomar fornecimento e normalizar procedimentos em Parnamirim
Cirurgias ortopédicas agendadas para esta terça-feira (19) no Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, foram suspensas devido à falta de material hospitalar. A interrupção pegou pacientes e acompanhantes de surpresa, que foram informados apenas no momento em que os procedimentos seriam realizados.
De acordo com relatos de familiares, pacientes já estavam preparados para serem encaminhados ao centro cirúrgico quando foram comunicados sobre o cancelamento. Muitos estão internados há vários dias aguardando atendimento e, em alguns casos, apresentam condições que exigem prioridade médica, como idade avançada e comorbidades.
Falta de insumos e impacto na assistência
A suspensão dos procedimentos está relacionada ao não fornecimento de insumos pela empresa contratada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap). Sem os materiais necessários, procedimentos cirúrgicos ortopédicos foram adiados, comprometendo o atendimento de pacientes que já se encontram internados.
Além da falta de materiais, acompanhantes relataram dificuldades com alimentação e higiene dentro da unidade hospitalar. Em alguns setores, leitos e banheiros estão sendo higienizados pelos próprios familiares dos pacientes, diante da paralisação dos serviços de limpeza.
Situação dos pacientes
Entre os pacientes afetados estão pessoas que sofreram acidentes de trânsito, quedas e fraturas diversas, casos que dependem de intervenção cirúrgica imediata para evitar complicações. Enquanto parte das cirurgias foi suspensa, outros procedimentos ainda estavam previstos para ocorrer nesta terça-feira, com utilização do estoque limitado de materiais disponíveis no hospital.
Paralisação de terceirizados agrava cenário
A situação no Hospital Deoclécio Marques foi agravada pela paralisação dos trabalhadores terceirizados, iniciada no fim de semana. O movimento envolve equipes de limpeza, maqueiros e serviços de cozinha, responsáveis pelo suporte essencial à rotina hospitalar.
Os trabalhadores reivindicam o pagamento de salários atrasados, vale-alimentação e férias. A falta desses serviços impactou diretamente o funcionamento do hospital, dificultando o transporte interno de pacientes, a higienização dos ambientes e o fornecimento de refeições.
Posicionamento da Sesap
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que realizou reunião com a empresa prestadora responsável pelo fornecimento de insumos, com o objetivo de restabelecer a regularidade dos materiais necessários às cirurgias.
Sobre a paralisação dos terceirizados, a Sesap afirmou que a transferência dos valores devidos foi feita na segunda-feira (18) e que os pagamentos devem ser concluídos até esta terça-feira (19). Com isso, a expectativa é de que os serviços de limpeza, apoio e alimentação sejam retomados gradualmente.
O órgão destacou ainda que acompanha a situação para reduzir os impactos sobre os pacientes e assegurar o funcionamento regular do hospital.
Conselho Regional de Medicina do RN reforça gravidade do caso e informa que dados serão incluídos em ação civil pública sobre leitos de UTI
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) confirmou, nesta terça-feira (19), o falecimento de uma criança no Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal, no dia 7 de agosto. A informação foi divulgada em resposta a declarações do secretário estadual da Saúde, Alexandre Motta, que havia anunciado intenção de oficiar a entidade para esclarecimentos sobre a denúncia de bloqueio de leitos de UTI.
Em nota oficial, o CREMERN afirmou que a morte da paciente consta em prontuário médico e na declaração de óbito. A entidade destacou que as informações serão apresentadas na Ação Civil Pública que trata do funcionamento dos leitos de UTI da unidade hospitalar, diante da gravidade da situação.
Ação Civil Pública e contexto da denúncia
A Ação Civil Pública em questão já apura a disponibilidade e a gestão de leitos de terapia intensiva no Hospital Maria Alice Fernandes. Segundo o conselho, a ocorrência de óbito será incluída no processo como parte da análise sobre o impacto do fechamento de vagas no setor.
A entidade ressaltou que repassa dados com base na ética médica e com transparência, reforçando a responsabilidade institucional na fiscalização da qualidade do atendimento hospitalar.
Sindicância aberta pelo conselho
O CREMERN também anunciou a abertura de um procedimento administrativo interno de sindicância para investigar as circunstâncias do caso. O processo tramita em caráter sigiloso, conforme estabelece a legislação vigente, e só poderá ser detalhado após a conclusão das apurações.
O objetivo da sindicância é reunir informações técnicas e médicas para subsidiar a atuação da entidade e de outras instituições envolvidas na fiscalização do sistema de saúde pública.
Notificação da Sesap
Apesar da repercussão, o conselho informou que, até esta terça-feira (19), não havia recebido notificação oficial da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) sobre o pedido de esclarecimento. A entidade reforçou que continuará acompanhando os desdobramentos e poderá acionar outros órgãos competentes, caso sejam necessárias providências adicionais.
O CREMERN reafirmou ainda sua função legal de defesa da saúde e da vida da população, conforme previsto na Lei nº 3.268/1957, que regulamenta os conselhos de medicina em todo o país.
Sistema público de saúde do Rio Grande do Norte enfrenta alta demanda por procedimentos cirúrgicos eletivos, com destaque para casos vasculares e dermatológicos
Fila de cirurgias no RN ultrapassa 33 mil pacientes no SUS
Sistema público de saúde do Rio Grande do Norte enfrenta alta demanda por procedimentos cirúrgicos, com destaque para casos vasculares e dermatológicos
Fila de cirurgias no RN ultrapassa 33 mil pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
O estado do Rio Grande do Norte registra atualmente mais de 33 mil pacientes na fila de espera por cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos vão desde intervenções dermatológicas simples até cirurgias ortopédicas, oftalmológicas e vasculares de alta complexidade. Apesar do aumento na quantidade de cirurgias realizadas nos últimos anos, a demanda reprimida permanece elevada.
Em maio de 2023, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) contabilizava cerca de 27 mil pessoas aguardando por cirurgias. Desde então, houve um acréscimo de aproximadamente 6 mil pacientes, representando um crescimento de 22%. A audiência pública realizada pela Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa, em 13 de agosto, abordou o tema. Durante o encontro, o secretário estadual de Saúde apresentou dados do último quadrimestre, destacando que, embora o número de procedimentos tenha aumentado, a fila continua praticamente estável.
Em 2024, o estado realizou cerca de 90 mil cirurgias, sendo 16 mil diretamente pela Sesap. Mesmo com esse volume, a fila não apresentou redução significativa. As especialidades com maior concentração de pacientes são as cirurgias vasculares e urológicas. No caso das vasculares, há 207 pessoas na fila, muitas em estado avançado de complicações relacionadas ao diabetes. Entre janeiro e junho de 2025, foram registradas 345 amputações no estado, em sua maioria associadas à insuficiência vascular.
A atenção básica, de responsabilidade dos municípios, tem papel fundamental na prevenção de casos graves. A falta de acompanhamento adequado contribui para o agravamento de doenças crônicas, como o diabetes, que poderiam ser controladas antes de evoluírem para quadros cirúrgicos.
Segundo dados do Sistema Regula Cirurgia, da Sesap, os procedimentos mais solicitados incluem:
Tratamento cirúrgico de varizes (bilateral): 2.439 pacientes
Exérese de tumor de pele, cisto sebáceo e lipoma: 2.192
Colecistectomia: 2.147
Histeroscopia diagnóstica: 1.445
Hernioplastia umbilical: 1.384
Postectomia: 1.209
Histerectomia total: 1.093
Plástica mamária feminina não estética: 976
Miomectomia: 790
Ureterolitotripsia: 689
Esses números refletem diferentes necessidades clínicas, mas têm em comum o impacto direto na qualidade de vida dos pacientes. A espera prolongada pode resultar em dor, perda de mobilidade, incapacidade laboral e agravamento do quadro clínico.
O processo de regulação das cirurgias envolve múltiplas etapas: avaliação na atenção básica, encaminhamento ao especialista e posterior regulação para o procedimento. A ausência de exames complementares, a limitação de vagas em hospitais habilitados e a escassez de profissionais especializados são fatores que dificultam o fluxo.
A fila é considerada dinâmica, variando conforme o tipo de cirurgia e a complexidade envolvida. Muitos pacientes já passaram por procedimentos anteriores e continuam na lista para novas intervenções. As cirurgias vasculares são realizadas principalmente por meio de contratos com o Hospital da Polícia e o Hospital Santa Catarina, que enfrentam limitações estruturais e de pessoal.
Parte dos procedimentos é determinada por ordem judicial, exigindo remanejamento constante de recursos e ajustes nas agendas hospitalares. Em 2024, o custo das cirurgias eletivas foi de R$ 54 milhões, com previsão de aumento para R$ 64,8 milhões em 2025.
A presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RN (Cosems/RN) destacou que o aumento do orçamento precisa ser acompanhado por melhorias estruturais, integração entre estado e municípios, fortalecimento da rede hospitalar regional e da atenção primária.
Mesmo com programas federais de incentivo financeiro, ainda há gargalos em regiões específicas e em cirurgias mais complexas, como urológicas e tireoidectomias. Alguns municípios têm arcado com os custos de cirurgias com recursos próprios, diante da insuficiência do programa estadual.
A unificação dos sistemas de cadastro de cirurgias no Regula RN contribuiu para o crescimento aparente da fila, que agora apresenta dados mais consolidados. Muitos procedimentos só são realizados via rede privada, por meio de cooperativas médicas, devido à baixa remuneração oferecida pelo SUS para cirurgias complexas.
A fila inclui também procedimentos considerados simples, como a exérese de tumor de pele, que soma mais de duas mil pessoas aguardando atendimento. A priorização de casos graves tem deixado pacientes com lesões benignas sem atendimento, evidenciando a necessidade de reforço na prevenção.
Sete leitos bloqueados por falta de insumos foram reativados; hospital volta a operar com 20 vagas de UTI neonatal e pediátrica
Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal, foram reabertos nesta sexta-feira (15). No início do mês, sete leitos — cinco de UTI neonatal e dois de UTI pediátrica — haviam sido bloqueados por falta de insumos e materiais básicos.
Com a retomada, o hospital voltou a funcionar com 20 leitos ativos, sendo 10 de UTI neonatal e 10 de UTI pediátrica.
Na quinta-feira (14), a Justiça Federal havia determinado o desbloqueio dos leitos no prazo de 48 horas, após ação movida pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), pela Defensoria Pública do Estado e pelo Ministério Público do RN.
Reabertura antecipada
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou que a reabertura ocorreu antes mesmo de a pasta ser notificada oficialmente da decisão. O secretário de Saúde, Alexandre Motta, explicou que o Estado vinha tentando solucionar o problema desde a semana anterior.
Segundo Motta, a pasta conseguiu adquirir insumos por meio de requisição a três empresas, duas delas já com entregas confirmadas. Além disso, houve parcerias com órgãos públicos e um hospital privado. Entre os parceiros citados estão a Secretaria de Saúde da Paraíba, o Hospital Universitário Ana Bezerra (Santa Cruz), a Maternidade Escola Januário Cicco, o Hospital Infantil Varela Santiago e o Hospital Rio Grande, em Natal.
O secretário destacou que, antes disso, já haviam sido reunidos materiais do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e do Hospital Santa Catarina, mas que ainda não eram suficientes para reativar os leitos.
Bloqueio por segurança
Motta afirmou que a decisão da direção local de bloquear os leitos foi correta diante da ausência de insumos, que incluíam medicamentos e materiais para procedimentos, inclusive cirúrgicos. Ele ressaltou que manter leitos sem condições adequadas poderia comprometer a segurança dos pacientes.
“É mais prudente bloquear o leito do que admitir uma criança sem condições de garantir o atendimento necessário”, afirmou.
O secretário também negou denúncias de que uma criança teria morrido no período em que os leitos estavam bloqueados.
Determinação judicial
A decisão da juíza federal Gisele Maria da Silva Araújo Leite determinou não apenas o desbloqueio dos leitos, mas também que o Governo do Estado apresente, em até 30 dias, um plano de ação detalhado para garantir a manutenção integral e ininterrupta dos serviços da UTI.
Esse plano deve incluir a comprovação do fornecimento de todos os medicamentos e materiais necessários para o funcionamento seguro e contínuo das unidades de terapia intensiva do hospital.
Alimentos crus e mal higienizados estão entre as principais fontes de contaminação
A salmonela é uma das bactérias mais conhecidas quando o assunto é intoxicação alimentar, e também uma das mais perigosas. Presente em alimentos contaminados por fezes de animais ou água imprópria para consumo, ela pode provocar desde diarreias e mal-estar até, em casos mais graves, infecções severas e a morte.
Segundo a especialista em microbiologia, Lara Souza, professora nos cursos de Nutrição, Farmácia e Biomedicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, a bactéria pertence à família das Enterobacteriaceae e possui duas espécies causadoras de doenças em humanos: S. enterica e S. bongori. “A salmonella enterica é a mais relevante para a saúde pública e é composta por seis subespécies. Todas elas podem estar associadas a surtos alimentares e, por isso, merecem atenção especial”, cita.
A especialista alerta que a transmissão ocorre principalmente pela ingestão de alimentos contaminados. “Essa bactéria é encontrada em animais como galinhas, porcos, vacas, répteis, anfíbios e até mesmo em cães e gatos. Isso significa que carnes, ovos, leite ou qualquer alimento que tenha tido contato com fezes desses animais pode se tornar uma via de transmissão”, afirma.
Souza explica que os sintomas podem ou não demorar a aparecer. “Os sintomas da infecção costumam aparecer entre 6 e 72 horas após o consumo e podem durar de 2 a 7 dias. Entre os mais comuns estão diarreia intensa, vômitos, dor abdominal, febre, calafrios e, em casos mais graves, sangue nas fezes”, diz a docente.
Alguns alimentos são mais suscetíveis à contaminação, como carnes cruas (especialmente de frango e porco), ovos e produtos à base de ovos crus, leite e derivados não pasteurizados, frutos do mar e vegetais crus mal higienizados.
Para prevenir, a recomendação da professora da UnP é simples: higiene e cozimento adequado. “É fundamental lavar bem as mãos antes e depois de manusear alimentos, principalmente carnes e ovos. Cozinhar bem os alimentos é uma das formas mais seguras de eliminar a bactéria. Ela é destruída a temperaturas acima de 70°C. Além disso, é recomendado evitar ovos crus, carnes malpassadas e refrigerar imediatamente os alimentos perecíveis”, orienta.
Sobre a Universidade Potiguar – UnP
Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.
Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 370 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.
Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas do mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. A companhia também se destacou no Finance & Law Summit Awards – FILASA, em 2022, como Melhor Departamento de Compliance. Em 2021, a organização educacional foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.
Decisão obriga Sesap a reativar sete leitos bloqueados e apresentar plano para funcionamento integral da UTI
A UTI Hospital Maria Alice Fernandes, referência em cuidados intensivos pediátricos e neonatais em Natal, será totalmente reaberta por determinação da Justiça Federal. A decisão, emitida nesta quinta-feira (14) pela juíza Gisele Maria da Silva Araújo Leite, obriga a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) a reativar, em até 48 horas, os sete leitos de terapia intensiva que estavam bloqueados.
Obrigações impostas à Sesap
O despacho judicial determina que, no prazo máximo de 30 dias, a Sesap apresente um plano de ação detalhado para manter o funcionamento integral e contínuo da UTI do Hospital Maria Alice Fernandes. O documento deve comprovar o fornecimento de medicamentos, equipamentos e materiais, podendo utilizar alternativas como a cessão de insumos de outras unidades, compras diretas ou requisições administrativas.
A magistrada destacou a necessidade de resposta imediata diante do aumento da demanda, impulsionada por surtos de gripe e arboviroses comuns nesta época do ano.
Novos leitos de cuidados intermediários
Além da reabertura dos leitos de terapia intensiva, a decisão prevê a ativação de 10 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais Convencionais (UCINCo). Apesar da estrutura física pronta, esses leitos ainda não funcionam por falta de equipe e materiais. A Sesap deve informar, em até 48 horas, se já estão em operação e, caso contrário, apresentar um cronograma para abertura em até 30 dias, com recursos humanos e insumos garantidos.
Situação identificada em vistoria
A medida judicial foi motivada por vistoria do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), que encontrou cinco leitos neonatais e dois pediátricos indisponíveis por ausência de itens essenciais como tubos orotraqueais, cateteres, cafeína e fenobarbital injetável. O relatório também apontou:
Restrições orçamentárias;
Suspensão de entregas por fornecedores devido à inadimplência do Estado;
Escassez de técnicos de enfermagem;
Ausência de registros obrigatórios nas comissões internas;
Falta de certificados de regularidade.
No momento da inspeção, 12 pacientes aguardavam vaga em UTI: seis recém-nascidos, quatro crianças e dois adolescentes. O hospital operava com 13 leitos ativos, mas sua capacidade plena é maior.
Contexto orçamentário
Durante audiência pública da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, informou que seriam necessários cerca de R$ 83 milhões mensais para manter todos os serviços do hospital (excluindo folha de pagamento), mas o repasse médio é de apenas R$ 50 milhões. Essa diferença, segundo ele, obriga a priorização de algumas áreas em detrimento de outras.
Importância da UTI Hospital Maria Alice Fernandes
A UTI do Hospital Maria Alice Fernandes é considerada um pilar da saúde pública no Rio Grande do Norte, recebendo pacientes de todo o estado e oferecendo tratamento de alta complexidade. A reabertura total dos leitos é fundamental para garantir atendimento rápido e seguro a crianças e recém-nascidos em estado crítico.
Vítima de espancamento em elevador de Natal teve múltiplas fraturas e passou por procedimento de mais de 7 horas
Juliana Soares, de 35 anos, vítima de espancamento ocorrido no elevador de um condomínio em Natal, divulgou nesta semana uma imagem do rosto após passar por cirurgia facial reconstrutiva. A imagem foi publicada em seu perfil nas redes sociais e mostra o sétimo dia de recuperação após o procedimento.
Ela teve alta hospitalar na última segunda-feira (4.ago.2025). A cirurgia ocorreu no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), na sexta-feira passada (1º.ago), e durou mais de sete horas. Segundo os médicos, o procedimento foi bem-sucedido, apesar da gravidade das fraturas.
Juliana sofreu múltiplas fraturas no rosto e no maxilar após ser agredida com mais de 60 socos. A cirurgia realizada, chamada osteossíntese, tem como objetivo restaurar a estética e a funcionalidade do rosto. A previsão inicial era de três horas de duração, mas a complexidade da lesão exigiu um tempo maior de intervenção.
O cirurgião-dentista responsável, Kerlison Paulino de Oliveira, informou que algumas fraturas apresentavam fragmentos difíceis de serem fixados. Segundo ele, foi necessário utilizar placas mais rígidas e com perfis mais grossos para garantir a sustentação do esqueleto facial.
De acordo com o especialista, não foi possível determinar com precisão a quantidade de fraturas. Ele também afirmou que há possibilidade de sequelas permanentes. “Alguns fragmentos estavam muito distantes, mesmo com as fixações, o que compromete uma união perfeita dos tecidos ósseos”, explicou.
Juliana também iniciou sessões de laserterapia no rosto para controle de edema e inflamação. As sessões fazem parte do processo de reabilitação pós-cirúrgica.
A agressão aconteceu no dia 26 de julho. O acusado é Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-jogador de basquete. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Nesta quinta-feira (7.ago), a Justiça do Rio Grande do Norte aceitou a denúncia do Ministério Público. O acusado se tornou réu por tentativa de feminicídio.
Segundo informações da Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes. Igor Cabral está detido na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim. Na sexta-feira (1º.ago), ele relatou ter sido agredido dentro da unidade prisional.
Por meio de nota divulgada pelo advogado de defesa, o acusado pediu perdão e atribuiu o ato a uso de substâncias e instabilidade emocional.
Unidade opera com metade dos leitos e relata desabastecimento de medicamentos e materiais básicos
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal, suspendeu o recebimento de novos pacientes nesta sexta-feira (8.ago.2025), devido à falta de insumos básicos para atendimento. A unidade conta com 20 leitos, mas apenas 10 estão em funcionamento, sendo que somente cinco permanecem ativos.
De acordo com a médica intensivista Ilka Maria Batista ao portal g1 RN, o hospital enfrenta desabastecimento de medicamentos e materiais essenciais, como fenobarbital (usado para controle de convulsões), cafeína (utilizada em recém-nascidos prematuros), tubos para ventilação mecânica, telas para correção de hérnia diafragmática, cateteres e luvas de procedimento.
O Hospital Maria Alice Fernandes é o único hospital pediátrico do estado do Rio Grande do Norte e atua como referência em áreas como cirurgia pediátrica, cardiologia e nefrologia. “Nós somos referência no estado todo. Então, não pode faltar. Somos o único hospital pediátrico do estado”, declarou a médica em entrevista ao portal de notícias.
Ilka afirmou que a situação de desabastecimento vem sendo comunicada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desde que os materiais começaram a acabar. Segundo ela, apesar das notificações, o problema persiste.
A médica destacou ainda que a abertura da UTI neonatal ocorreu por meio de ordem judicial. Diante do atual cenário, órgãos como o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina foram comunicados sobre a paralisação parcial dos serviços. “Nós precisamos de ajuda, estamos gritando, precisamos de condições para trabalhar”, disse.
Além da falta de insumos, o hospital também enfrenta dificuldades operacionais. O sistema Salux, utilizado para registro de prontuários, admissões, cirurgias, transferências e faturamento, está inoperante desde o dia 24 de julho, após o vencimento do contrato. Desde então, todos os procedimentos estão sendo realizados manualmente.
Nota da Sesap
A Secretaria de Estado da Saúde Pública informou, por meio de nota, que o hospital finalizou recentemente uma licitação para aquisição de insumos. A previsão é de que os pedidos de entrega sejam realizados entre esta sexta-feira (8) e o início da próxima semana, dependendo da disponibilidade orçamentária da pasta.
A Sesap também declarou que não há fila de espera por leitos neonatais na rede estadual e que a regularização dos leitos da UTI neonatal do Hospital Maria Alice Fernandes ocorrerá conforme a entrega dos materiais.
Quanto ao sistema de prontuários, a secretaria informou que está em processo de implantação do prontuário eletrônico em toda a rede estadual, com a substituição dos sistemas antigos. A ação inclui a entrega de novos computadores para as unidades de saúde, com o objetivo de agilizar a modernização e melhorar os fluxos operacionais.
Após sofrer tentativa de feminicídio com ao menos 60 socos no rosto, paciente passa por procedimento complexo de sete horas; recuperação será lenta e exige monitoramento
A cirurgia de reconstrução facial de Juliana Soares, vítima de tentativa de feminicídio no último sábado (26.jul.2025), em Natal, foi realizada com sucesso no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O procedimento ocorreu na sexta-feira (1º.ago) e foi considerado complexo devido à gravidade das fraturas provocadas pela agressão.
Juliana foi agredida com pelo menos 60 socos no rosto dentro de um elevador de um condomínio no bairro de Ponta Negra, na zona Sul da capital potiguar. O agressor, Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, foi preso e transferido para a Cadeia Pública Dinorá Simas Lima Deodato, em Ceará-Mirim, onde está detido em cela coletiva. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio.
De acordo com nota oficial do HUOL, a cirurgia foi conduzida por uma equipe especializada em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e seguiu o planejamento previsto, com o objetivo de restabelecer a funcionalidade e a estética facial da paciente. O procedimento transcorreu dentro dos padrões técnicos e éticos, com atendimento multiprofissional. Juliana permanece internada sob cuidados pós-operatórios e deverá receber alta conforme a evolução clínica.
O cirurgião responsável, Kerlison Paulino de Oliveira, afirmou que a recuperação da paciente será lenta e progressiva, com necessidade de monitoramento constante por pelo menos 30 dias. Segundo o médico, o tipo de trauma sofrido foi incomum pela sua gravidade, o que demandará um tempo maior de reabilitação. “Foi um trauma muito acima do padrão que a gente normalmente recebe. Por isso, acreditamos que a recuperação exigirá mais tempo”, explicou.
O profissional detalhou ainda que Juliana deverá iniciar a recuperação com dieta líquida, passando depois para uma dieta pastosa, como medida necessária para preservar a área reconstruída. A fratura no maxilar era complexa, com mobilidade total do osso, mas a equipe médica conseguiu realizar uma fixação eficaz do lado oposto ao mais afetado, o que poderá contribuir para a estabilização.
A cirurgia durou sete horas — duas a mais do que o planejado inicialmente. Em entrevista coletiva, o cirurgião explicou que a equipe enfrentou dificuldades devido à fragmentação extrema dos ossos faciais. “Em muitos pontos, os fragmentos estavam tão distantes e frágeis que tivemos que usar placas mais rígidas para garantir a fixação”, explicou. Em algumas regiões, os ossos apresentavam aspecto semelhante ao de cascas de ovo, o que exigiu múltiplas reavaliações ao longo do procedimento.
Segundo a equipe médica, Juliana sofreu incontáveis fraturas em diversas regiões do rosto. O cirurgião explicou que a gravidade do caso comprometeu a união perfeita dos ossos em algumas áreas. Diante da complexidade do quadro, há a possibilidade de que a paciente enfrente sequelas permanentes. “Muito provavelmente [ela terá sequelas], sim. Em alguns casos, conseguimos uma união perfeita. Neste, foram muitos fragmentos e isso dificultou bastante”, afirmou Kerlison Paulino.
Durante os próximos dois meses, a paciente será acompanhada de forma intensiva para avaliação de sua evolução clínica e para identificação de eventuais necessidades de novos procedimentos. O acompanhamento incluirá avaliação de sequelas e acompanhamento funcional.
A cirurgia mobilizou uma equipe de 10 profissionais, incluindo anestesistas, residentes e equipe de enfermagem. Apesar das dificuldades, o HUOL reafirmou, em nota, seu compromisso com a assistência qualificada e a promoção dos direitos humanos no Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital também destacou que a atuação seguiu protocolos técnicos e acolhimento humanizado.
Juliana permanece internada, sedada, com previsão de alta em até dois dias, a depender da resposta do organismo ao pós-operatório.
Pacientes são de Natal; variante é monitorada pela OMS e não indica aumento de gravidade, segundo a Sesap
A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação de três casos da nova variante XFG da Covid-19 em pacientes residentes em Natal. A confirmação foi divulgada neste sábado (2.jul.2025).
Segundo informações da Sesap, a variante XFG pertence à linhagem da Ômicron e apresenta mutações genéticas. No entanto, até o momento, não há evidências de aumento na gravidade da doença ou de impacto relevante na eficácia das vacinas e medicamentos antivirais utilizados no combate à Covid-19.
A variante foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “variante sob monitoramento”. De acordo com a Sesap, essa categoria é utilizada para linhagens que apresentam mutações genômicas com potencial impacto na saúde pública, mas cujos efeitos ainda não foram completamente avaliados.
Além do Rio Grande do Norte, a linhagem XFG já foi identificada em pelo menos outros 38 países. No Brasil, há confirmações de casos nos estados do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, conforme dados repassados pela Secretaria.
Teste Rápido Antígeno para Covid-19
A Sesap reforça a importância da vacinação como principal forma de proteção contra a Covid-19 e orienta que pessoas que apresentem sintomas gripais procurem os serviços de saúde para avaliação. A secretaria também recomenda intensificar medidas de higiene, especialmente a lavagem frequente das mãos.
A pasta estadual segue monitorando a situação epidemiológica da Covid-19 no estado, incluindo o acompanhamento de possíveis novas variantes em circulação. Segundo a secretaria, os três pacientes identificados com a variante XFG não apresentam quadro clínico grave até o momento.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agencia Brasil
Vítima teve múltiplas fraturas no rosto após agressão registrada por câmeras; agressor está preso em ala de segurança em cadeia do RN
A mulher agredida com mais de 60 socos dentro de um elevador por seu então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, passou por uma cirurgia reconstrutiva no rosto nesta sexta-feira (1º.ago.2025), no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal.
O procedimento, denominado osteossíntese, foi realizado sob anestesia geral por uma equipe multidisciplinar formada por cirurgiões-dentistas especializados em cirurgia buco-maxilo-facial, anestesistas e profissionais de enfermagem. O objetivo foi restaurar a forma e a função do rosto da paciente, que sofreu múltiplas fraturas na face, incluindo o complexo zigomático-orbitário e o côndilo mandibular, segundo laudo do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.
A paciente havia sido internada na quinta-feira (31.jul.2025) para os preparativos cirúrgicos. De acordo com o cirurgião-dentista Kerlison Paulino de Oliveira, responsável pelo procedimento, o quadro clínico evoluiu de forma satisfatória, com redução de edemas e hematomas. A cirurgia incluiu a fixação das fraturas com miniplacas e miniparafusos, além de uma revisão das estruturas nasais.
A previsão inicial de permanência hospitalar é de dois dias, com acompanhamento clínico contínuo para prevenção de possíveis sequelas. O hospital informou que poderá haver necessidade de nova abordagem cirúrgica, a depender da evolução do quadro.
Crime foi registrado por câmeras do elevador
A agressão ocorreu no sábado (26.jul), dentro de um elevador em um condomínio do bairro de Ponta Negra, zona Sul de Natal. Imagens de câmera de segurança mostram Igor Cabral desferindo pelo menos 60 socos contra a mulher. A vítima ficou com o rosto ensanguentado.
O crime foi denunciado por um segurança do condomínio, que acompanhava as imagens em tempo real. Quando o elevador chegou ao térreo, moradores contiveram o agressor até a chegada da Polícia Militar. Igor Cabral foi preso em flagrante e teve a prisão convertida para preventiva no dia seguinte, após audiência de custódia.
No momento do atendimento médico, a vítima não conseguia falar e relatou a ameaça de morte por meio de um bilhete entregue à polícia. “Eu sabia que ele ia me bater. Então, não saí do elevador. Ele começou a me bater e disse que ia me matar”, escreveu.
Pichação e repercussão pública
Dias após a divulgação do vídeo, uma pichação com os dizeres “A rua vai cobrar cada soco” apareceu em um portão nas proximidades da residência onde Igor Cabral vivia com familiares, no bairro Nova Descoberta, também em Natal. A família informou que a pichação foi feita em um imóvel vizinho, e não na casa do acusado.
A frase chamou atenção e aumentou o clima de tensão entre moradores da área. Igor passou a ser chamado informalmente de “bombado do elevador” nas redes sociais e por veículos de imprensa, em referência à violência registrada pelas câmeras.
Pedido de cela isolada e transferência para ala de segurança
A defesa de Igor Cabral solicitou à Justiça que ele fosse transferido para uma cela isolada, alegando risco à integridade física em razão da repercussão do caso e ameaças supostamente feitas por uma facção criminosa.
O pedido foi encaminhado à Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP), que confirmou a solicitação. Na terça-feira (29.ju), a Justiça concedeu o prazo de 48 horas para que a pasta informasse quais providências seriam adotadas.
Inicialmente custodiado no Centro de Recebimento e Triagem (CRT), Igor Cabral foi transferido nesta sexta-feira (1º) para a Cadeia Pública Dinorá Simas, no município de Ceará-Mirim, onde permanecerá em uma ala de segurança. Segundo a SEAP, ele ficará, por pelo menos 30 dias, em uma cela com detentos acusados de crimes semelhantes, em período de adaptação à unidade. Após a triagem, será avaliado se ele será mantido separado de presos considerados de alta periculosidade.
Prefeito de Natal considerou inconstitucional a proposta aprovada pela Câmara Municipal que autorizava ausência do trabalho por luto de animal
O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), vetou integralmente o projeto de lei que autorizava servidores públicos municipais a se ausentarem do trabalho por um dia em caso de falecimento de animal de estimação. A decisão foi publicada na edição desta segunda-feira (28.jul.2025) do Diário Oficial do Município.
O projeto havia sido aprovado pela Câmara Municipal de Natal e era de autoria do vereador Robson Carvalho (União). A proposta estabelecia que os servidores teriam direito a até três dias de folga por ano, mediante apresentação de atestado de óbito do animal, emitido por estabelecimento veterinário ou profissional registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).
Na justificativa para o veto, Paulinho Freire argumentou que o texto possui vício de iniciativa, por tratar de tema que é de competência exclusiva do Poder Executivo. O prefeito apontou que a proposta interfere no regime jurídico dos servidores públicos municipais, considerado matéria de caráter administrativo.
“Extrapola os limites da competência parlamentar, notadamente ao pretender legislar sobre matéria afeta ao regime jurídico dos servidores públicos municipais, que possui nítido caráter administrativo”, afirma o texto do veto.
A proposta visava incluir na legislação municipal um dispositivo que autorizasse a ausência remunerada do servidor em caso de morte de animal de estimação, com a obrigatoriedade da apresentação de documentação comprobatória.
Durante a tramitação na Câmara, o vereador Robson Carvalho defendeu que a medida atenderia a uma demanda emocional de muitos servidores que tratam seus animais como parte da família. O parlamentar afirmou ainda que o projeto buscava preencher uma lacuna legal e garantir um direito relacionado ao bem-estar psicológico dos trabalhadores da administração municipal.
Mesmo com a aprovação em plenário, o projeto precisava da sanção do prefeito para entrar em vigor. Com o veto integral, a proposta volta agora à Câmara Municipal, onde os vereadores poderão decidir se mantêm ou derrubam a decisão do Executivo.
Para a derrubada do veto, são necessários ao menos dois terços dos votos dos parlamentares da Casa. Até o momento, não há previsão oficial de quando o veto será analisado em plenário.
O projeto é parte de uma série de iniciativas apresentadas nos últimos anos por vereadores de diversas cidades do país que buscam reconhecer formalmente o vínculo afetivo entre servidores e seus animais de estimação, ampliando os direitos trabalhistas relacionados ao luto por perda de pets.
Caso o veto seja mantido, o texto será arquivado. Se os vereadores optarem por derrubá-lo, a lei será promulgada pela Câmara, sem a necessidade de sanção do prefeito.
Foto: Andre Borges/Agência Brasília / Gabriel Jabur/Agência Brasília
Mais de 28 mil candidatos participaram do certame com 259 vagas imediatas na rede estadual de saúde
O Governo do Rio Grande do Norte divulgou, nesta sexta-feira (25.jul.2025), o resultado final do concurso público da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) referente ao Edital nº 01/2025. A informação foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado (DOE) e envolve vagas para candidatos de nível médio e técnico. Confira o resultado clicando aqui.
As provas objetivas foram aplicadas no dia 25 de maio. Ao todo, 28.762 candidatos se inscreveram para disputar 259 vagas imediatas, além de formação de cadastro de reserva. As vagas foram distribuídas entre 13 cargos distintos para atuação na rede estadual de saúde.
Os profissionais aprovados irão ocupar cargos efetivos no quadro da Sesap, contribuindo para a ampliação da força de trabalho nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. A homologação do resultado final está prevista para publicação nas próximas edições do Diário Oficial do Estado.
O certame tem por objetivo reforçar o atendimento público à população e faz parte do processo de recomposição do quadro funcional da saúde estadual. Os novos servidores atuarão em unidades sob responsabilidade da Sesap nas diversas regiões do estado.
Além do edital voltado a nível médio e técnico, o concurso da Sesap também contempla o Edital nº 02/2025, destinado a candidatos de nível superior. Nessa etapa, foram ofertadas 306 vagas distribuídas em 90 especialidades, com previsão de publicação do resultado final para o mês de outubro.
A realização do concurso está sob responsabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV), conforme previsto no edital. A seleção envolve, além das provas objetivas, etapas como avaliação de títulos para alguns cargos de nível superior, conforme previsto em edital específico.
A publicação do resultado final marca o encerramento da fase de seleção do Edital nº 01/2025. Com a homologação, o Governo do RN poderá iniciar a convocação dos aprovados para apresentação de documentos, realização de exames admissionais e posterior nomeação.
Os candidatos aprovados devem acompanhar os próximos passos no site oficial da Sead e no Diário Oficial do Estado. Os convocados deverão apresentar documentação conforme previsto nos editais e comparecer aos locais definidos pelas autoridades estaduais dentro dos prazos estabelecidos.
O Governo do Estado reforça que os concursos públicos da saúde fazem parte de uma política de valorização do serviço público e de fortalecimento da estrutura de atendimento à saúde no RN, com ampliação da cobertura e melhoria da qualidade da assistência oferecida à população.
Síndrome crônica provoca dores, fadiga, ansiedade e depressão
A partir de janeiro de 2026, quem têm fibromialgia passará a ser considerado pessoa com deficiência (PcD). A A Lei 15.176, de 2025, que determina a medida, foi publicada nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União, após ser sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aprovação pelo Congresso Nacional ocorreu no último dia 2 de julho.
A norma passa a valer 180 dias após a publicação.
A fibromialgia é uma síndrome que provoca dores nos músculos, nas articulações, tontura, fadiga, ansiedade e depressão, e não tem origem conhecida. A origem está na chamada “sensibilização central”, uma disfunção em que os neurônios ligados à dor tornam-se excessivamente excitáveis.
Entre os direitos que serão estendidos às pessoas com fibromialgia estão cotas em concursos públicos e isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos.
Uma equipe de saúde, com médicos e psicólogos, terá que atestar a limitação da pessoa para participação em atividades em igualdade com as outras pessoas.
No Distrito Federal, por exemplo, quem tem fibromialgia já pode ser considerado com deficiência. Agora a lei vale para todos o país. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para quem possui a síndrome.
Foto: Kindel Media/Pexels / RDNE Stock Project/Pexels / Towfiqu barbhuiya/Pexels
Convocados vão reforçar hospitais estaduais e permitir a abertura de dez novos leitos de UTI na Região Metropolitana
O Governo do Rio Grande do Norte convocou 76 profissionais da área da saúde para atuar de forma temporária em unidades hospitalares da rede estadual localizadas na Região Metropolitana de Natal. A convocação foi publicada na edição desta quinta-feira (24.jul.2025) do Diário Oficial do Estado e atende a uma decisão judicial emitida neste mês.
Coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a medida emergencial tem como objetivo viabilizar a abertura de dez novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e reforçar o atendimento em quatro hospitais da região. Os profissionais convocados irão atuar nas áreas de enfermagem, técnico de enfermagem e fisioterapia.
Entre os convocados, estão 15 enfermeiros, 56 técnicos de enfermagem e cinco fisioterapeutas. A maior parte será direcionada ao Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, que receberá 48 profissionais para a ativação dos dez novos leitos de UTI. O Hospital Dr. José Pedro Bezerra (Santa Catarina), também em Natal, receberá sete profissionais, mesmo número destinado ao Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, na zona Norte da capital.
Além disso, outros 14 profissionais atuarão no Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, no município de Macaíba, que integra a Grande Natal. Todos os convocados atuarão em caráter temporário.
A convocação é parte de uma estratégia do governo estadual para reforçar a estrutura hospitalar diante da demanda por atendimento em leitos críticos. Os nomes dos profissionais convocados, os prazos e as orientações para apresentação e início das atividades foram detalhados no Diário Oficial, conforme determinações legais e administrativas.
A medida visa garantir o cumprimento de uma determinação judicial recente que exige a ampliação da capacidade de atendimento hospitalar, especialmente em setores de maior criticidade, como as UTIs.
Criminoso entrou na unidade se passando por paciente; médico desconfiou da arma e suspeito fugiu sem ser preso
Um homem armado invadiu o Hospital dos Pescadores (HOSPEC), em Natal, durante a madrugada desta quinta-feira (24.jul.2025), e anunciou um assalto. O caso ocorreu por volta das 3h50. O suspeito se passou por paciente para acessar a unidade de saúde e ameaçou profissionais que estavam de plantão.
De acordo com informações divulgadas pelo Blog do BG, o criminoso chegou ao hospital fingindo ser atendido, mas logo revelou estar armado e anunciou o assalto. Durante a ação, um médico plantonista percebeu que a arma utilizada pelo suspeito poderia ser falsa e decidiu reagir. Diante da reação, o criminoso fugiu do local antes da chegada da polícia.
Apesar do acionamento imediato do policiamento, não houve prisão até o momento. Relatos indicam que o suspeito conseguiu escapar sem levar pertences ou causar ferimentos às pessoas presentes no local.
O Hospital dos Pescadores fica localizado no bairro das Rocas, zona Leste de Natal. A unidade é vinculada à rede pública municipal e realiza atendimentos de urgência.
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN) ainda não se manifestou sobre o episódio. A Secretaria Municipal de Saúde de Natal também não emitiu posicionamento oficial até o momento da publicação.
Foto: Elpídio Júnior/Câmara de Natal/Ilustração / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Paciente perdeu o globo ocular após infecção decorrente de mutirão realizado em setembro de 2024
A Justiça do Rio Grande do Norte condenou a Prefeitura de Parelhas ao pagamento de R$ 400 mil a uma paciente que perdeu o globo ocular após se submeter a cirurgia de catarata em mutirão promovido pelo município. A decisão foi proferida pela Vara Única da Comarca de Parelhas e trata da primeira sentença relacionada ao caso.
O mutirão de cirurgias ocorreu nos dias 27 e 28 de setembro de 2024, pouco antes das eleições municipais. A iniciativa foi realizada em parceria com uma empresa especializada em saúde ocular. Conforme consta no processo, ao menos 15 dos 20 pacientes atendidos no primeiro dia da ação apresentaram infecção ocular. Desses, 10 perderam o olho operado.
A paciente autora da ação informou que, quatro dias após a cirurgia, sofreu o rompimento do globo ocular, sendo submetida a um procedimento de evisceração, caracterizado pela retirada completa do olho afetado. Antes disso, buscou atendimento com dois médicos em diferentes cidades, ambos confirmando o diagnóstico de endoftalmite — inflamação severa no interior do olho, frequentemente associada a infecções bacterianas.
O valor da indenização foi fixado em R$ 200 mil por danos morais e R$ 200 mil por danos estéticos. O juiz responsável pelo caso, Wilson Neves de Medeiros Júnior, fundamentou sua decisão nos artigos 37, §6º da Constituição Federal e 43 do Código Civil, que tratam da responsabilidade objetiva do Estado por atos de seus agentes ou prestadores de serviço.
Na avaliação judicial, a conduta do ente público foi considerada negligente, especialmente no que se refere à fiscalização da prestação dos serviços contratados para o mutirão. A sentença destaca que o atendimento prestado à paciente após o aparecimento dos sintomas foi inadequado, sem encaminhamentos para exames complementares ou intervenções oportunas.
Além disso, o magistrado ressaltou que, segundo informações constantes nos autos, ao menos outras 17 pessoas foram diagnosticadas com a mesma condição após o procedimento, o que reforça a hipótese de falha sistêmica na condução do serviço de saúde executado no evento.
A decisão também menciona que o município firmou um acordo com cinco pacientes, oferecendo indenização de R$ 50 mil para cada um. No entanto, o termo não foi homologado pela Justiça, o que abre espaço para que esses pacientes também ingressem com ações individuais. Além deles, outras pessoas afetadas já haviam ajuizado processos anteriormente.
De acordo com os autos, o juiz considerou comprovado o nexo de causalidade entre a atuação da administração municipal e os danos sofridos pela paciente. A sentença afirma que não há elementos nos autos que afastem a responsabilidade do município ou que justifiquem a ausência de culpa administrativa na fiscalização do serviço contratado.
Até a última atualização, a Prefeitura de Parelhas não havia se pronunciado oficialmente sobre a decisão. O caso segue em andamento na esfera judicial, com possibilidade de novos desdobramentos conforme o andamento de outras ações judiciais já propostas por vítimas do mesmo mutirão.
A decisão é considerada relevante por se tratar da primeira condenação com valor fixado a partir do evento ocorrido em setembro de 2024, abrindo precedente para os demais casos ainda em tramitação. Segundo o processo, a paciente teve impacto psicológico significativo e alterações na vida pessoal após o ocorrido, o que também foi considerado na fixação do valor da indenização.
Foto: cottonbro studio/Pexels / muhammed karagöl/Pexels
Hospital Deoclécio Marques enfrenta acúmulo de lixo e falta de higiene por greve de limpeza, maqueiros, lavanderia e cozinha
A falta de limpeza no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, motivou acompanhantes de pacientes a realizarem a própria faxina na unidade. A situação está relacionada à paralisação de serviços terceirizados — limpeza, maqueiros, lavanderia e cozinha — por conta de salários e benefícios atrasados. A greve já dura quatro dias e afeta diretamente as condições sanitárias do hospital.
Serviços afetados e impacto na higiene
A interrupção dos trabalhos por parte de funcionários terceirizados comprometeu diversas áreas do hospital. Setores como limpeza, transporte de pacientes, lavanderia e cozinha ficaram sem atendimento regular, levando à proliferação de lixo, falta de higienização nos banheiros, mau cheiro nos corredores e falta de asseio nas enfermarias. A situação se agravou especialmente na ala de isolamento da Ortopedia 2, onde pacientes com suspeita ou confirmação de infecção hospitalar estão internados.
Em resposta, acompanhantes de pacientes passaram a limpar banheiros e doenças críticas, além de manter áreas comuns e quartos minimamente limpos, numa tentativa de evitar piora do estado de saúde dos pacientes hospitalizados em locais sensíveis.
Perigo em áreas de isolamento
A Ala de Isolamento da Ortopedia 2 foi apontada como um dos pontos mais críticos. A falta de limpeza e higienização coloca em risco pacientes em tratamento ou vigilância por infecção hospitalar. Na ausência de profissionais de limpeza, os próprios acompanhantes passaram a cuidar da higiene das áreas, preocupados tanto com a saúde dos pacientes quanto com o risco de novas contaminações.
Alimentação restrita a pacientes
Devido à paralisação dos trabalhadores da cozinha, apenas os pacientes internados recebem refeições. A rotina dos acompanhantes, dependentes do suporte do hospital, ficou prejudicada sem acesso à alimentação fornecida pela unidade.
Greve por atrasos de salários e benefícios
Profissionais terceirizados da limpeza, maqueiros, lavanderia e cozinha interromperam atividades devido ao atraso no pagamento de salários, vale-alimentação e férias. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN) confirmou a greve, atribuindo-a a dificuldades financeiras enfrentadas desde o ano anterior.
A Sesap informou que realizou repasses às empresas contratadas ao longo da semana, com o objetivo de normalizar os serviços. Entretanto, até o momento da paralisação, os serviços não haviam sido retomados. A secretaria declarou que as equipes internas do hospital seguem trabalhando para garantir a assistência aos pacientes.
Consequências e riscos sanitários
A faxina espontânea pelos acompanhantes evidencia falhas na gestão de serviços essenciais de limpeza e alimentação. A situação pode agravar o risco de infecções hospitalares, especialmente em áreas restritas e de maior vulnerabilidade. Além disso, a falta de condições adequadas de higiene aumenta a preocupação com a segurança dos pacientes, profissionais e acompanhantes.
Responsabilidade e continuidade dos serviços
Segundo a Sesap, o objetivo dos repasses financeiros é viabilizar a retomada imediata dos serviços terceirizados, garantindo a limpeza adequada, higienização completa e recuperação das rotinas assistenciais. O hospital também enfatizou que seus profissionais permanecem ativos e priorizam os cuidados médicos.
A paralisação voluntária dos terceirizados permanece aguardando regularização dos repasses salariais. A retomada plena dos serviços depende do pagamento integral dos salários e benefícios devidos aos prestadores.
Ações recomendadas
Órgãos de fiscalização sanitária e vigilância hospitalar devem acompanhar a situação de perto, vistoriando as condições de higiene e adotando medidas para impedir riscos à saúde. A reposição imediata dos serviços terceirizados e a regularização dos pagamentos são essenciais para restabelecer os padrões mínimos de limpeza, alimentação e cuidado ao paciente.
Faltam medicamentos em todas as unidades da Unicat no estado; Santa Cruz tem o maior índice, com 46,8%
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) aponta que o desabastecimento de medicamentos nas unidades da Unicat (Unidade Central de Agentes Terapêuticos) atinge média de 36,4% em todo o Rio Grande do Norte. A análise considera os dados da quinta-feira (17.jul.2025), envolvendo oito unidades no estado, incluindo duas em Natal e outras localizadas em Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros, Currais Novos, Santa Cruz e Assú.
Na sede da Unicat em Natal, 62 dos 218 medicamentos estavam indisponíveis, o que representa um índice de 30,2% de desabastecimento. Já na unidade localizada no bairro Alecrim, zona Leste da capital, a escassez chegou a 35%.
No interior, a situação mais crítica foi registrada em Santa Cruz, com 74 medicamentos em falta entre os 158 oferecidos, totalizando 46,8% de desabastecimento. Em Caicó, a ausência de 68 remédios entre os 154 disponíveis resultou em um índice de 44,1%.
Outras cidades também apresentam escassez: Mossoró (34,4%), Pau dos Ferros (38,4%), Currais Novos (33,3%) e Assú (29,5%).
Entre os medicamentos indisponíveis estão itens usados no tratamento de doenças crônicas e graves, como tumores, diabetes, hipertensão arterial, epilepsias, doenças respiratórias, artrite, ansiedade, câncer de próstata, endometriose, além de suplementos alimentares.
A Unicat atende aproximadamente 40 mil pacientes cadastrados no estado. Segundo o levantamento, a insulina análoga de ação prolongada, utilizada no controle da glicemia, está indisponível na capital potiguar. Há estoques disponíveis do medicamento apenas nas demais unidades do estado.
O cadastramento para recebimento da insulina foi iniciado em março, voltado a pacientes com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 1. No entanto, os estoques ainda aguardam reposição pelo Ministério da Saúde.
Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) não informou previsão de reabastecimento dos estoques.
Procedimentos estão paralisados em Parnamirim por atraso no pagamento a fornecedores
O Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, localizado em Parnamirim, na Grande Natal, está com as cirurgias eletivas suspensas por falta de materiais. A paralisação dos procedimentos é resultado de atrasos no pagamento a fornecedores, segundo confirmou a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
A unidade hospitalar é referência no atendimento traumatológico e realiza procedimentos ortopédicos para pacientes de diversos municípios potiguares. Com a interrupção das cirurgias eletivas, pacientes permanecem internados aguardando pela realização dos procedimentos, sem previsão para retomada.
O problema atinge casos que não são considerados de urgência. Pacientes internados aguardam há dias ou semanas para realizar cirurgias ortopédicas, como fraturas em membros superiores e inferiores ou substituições de próteses. A paralisação causa lotação nos leitos, já que os pacientes não têm alta antes da realização das cirurgias.
De acordo com a Sesap, as cirurgias de urgência continuam sendo realizadas normalmente no hospital, enquanto os procedimentos eletivos dependem do fornecimento de materiais específicos. O problema está concentrado em um fornecedor que não recebeu pagamento em dia por parte do estado, comprometendo o envio dos insumos necessários.
Os pacientes afetados são provenientes de diferentes cidades do Rio Grande do Norte. Casos relatados incluem pessoas que sofreram acidentes de moto, acidentes de trabalho ou que necessitam de procedimentos para evitar agravamento de infecções em próteses. Em alguns casos, a espera já ultrapassa semanas.
A Sesap informou que o atraso no pagamento aos fornecedores decorre de repasses pendentes da Secretaria da Fazenda do Estado. Não há um prazo definido para regularização do débito e, consequentemente, para o restabelecimento normal dos procedimentos eletivos no Hospital Deoclécio Marques.
A unidade hospitalar segue recebendo novos pacientes em estado grave ou com necessidade de atendimento emergencial, que continuam sendo operados conforme a classificação de urgência. A falta de materiais, no entanto, impede o fluxo regular de alta de pacientes internados para cirurgias agendadas.
A suspensão das cirurgias eletivas afeta o planejamento da rede estadual de saúde, aumentando a pressão sobre outras unidades hospitalares. Embora o problema tenha sido identificado como pontual em relação a um fornecedor específico, não há perspectiva imediata para resolução.
A Sesap afirma que está em negociação para regularizar os pagamentos e garantir o fornecimento dos insumos necessários. Enquanto isso, a orientação é manter o atendimento de urgência e emergência normalmente, priorizando casos que exigem intervenção imediata para preservação da vida e da função motora dos pacientes.
Seis entidades estão habilitadas e dez foram desclassificadas por falta de documentação
A Prefeitura de Natal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou nesta quarta-feira (16.jul.2025) o resultado da segunda fase do processo de qualificação de Organizações Sociais em Saúde (OSS). O Diário Oficial do Município trouxe a aprovação do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde como entidade habilitada nesta etapa.
Embora apenas essa OSS apareça no Diário Oficial, a Secretaria Municipal de Saúde informou que outras cinco instituições também estão habilitadas no processo de qualificação. São elas: Centro de Pesquisas em Doenças Hepato Renais do Ceará, Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, Instituto de Saúde e Cidadania, Instituto de Estudos e Pesquisas Humaniza e Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde.
Com isso, o total de entidades habilitadas nesta segunda fase chega a seis.
Além das habilitadas, dez instituições foram desqualificadas por não apresentarem a documentação complementar exigida dentro do prazo estabelecido no edital. Foram desclassificadas as seguintes entidades:
Instituto Panamericano de Serviços
Instituto Sociaal de Saúde e Educação do Rio Grande do Norte
Associação de Benemerência Senhor Bom Jesus
Instituto São Miguel Arcanjo
Beneficência Hospitalar de Cesário Lange
ASMED – Associação de Saúde e Assistência Social
Associação de Proteção à Maternidade e Infância Ubaíba – S3 Gestão em Saúde
Instituto Campinas de Atenção e Assistência à Saúde, Educação e Social
Instituto de Apoio ao Desenvolvimento da Vida Humana
Instituto de Saúde, Humanidade e Pesquisa
De acordo com o edital do processo, as instituições que foram desclassificadas nesta fase têm direito de apresentar pedido de reconsideração no prazo de cinco dias úteis, contados a partir da publicação do resultado. O pedido deve ser formalizado diretamente à Comissão de Qualificação responsável por conduzir o processo.
O objetivo do processo de qualificação é selecionar Organizações Sociais aptas a firmar contratos de gestão para prestação de serviços na área da saúde pública municipal. A etapa de apresentação de documentação complementar é parte das exigências para comprovar capacidade técnica, operacional e administrativa para atuar na gestão compartilhada dos serviços de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde segue acompanhando as etapas do processo para garantir a conformidade com o edital e a legislação vigente. Após a fase de habilitação e eventuais recursos, o processo seguirá para outras etapas previstas em lei, incluindo a análise de projetos específicos e a assinatura de contratos de gestão com as OSS habilitadas.
A lista completa com as entidades habilitadas e desclassificadas foi divulgada no Diário Oficial do Município de Natal e está disponível para consulta pública.
Contratos com organizações sociais terão duração inicial de dois anos e poderão ser prorrogados
A Prefeitura de Natal publicou editais para a terceirização da gestão das quatro Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da capital potiguar. A medida, oficializada em edição extra do Diário Oficial do Município na segunda-feira (14.jul.2025), prevê a entrega das UPAs Satélite, Esperança, Potengi e Pajuçara a organizações sociais em saúde (OSS).
Cada UPA possui edital específico. Os contratos de gestão terão duração inicial de 24 meses, com possibilidade de prorrogação por até 10 anos.
De acordo com os editais, as organizações selecionadas serão responsáveis por gerenciar, operacionalizar e executar os serviços de saúde nas unidades, com base em metas quantitativas e qualitativas definidas previamente.
Os contratos prevêem funcionamento 24 horas das unidades, com metas operacionais e indicadores de qualidade para monitoramento.
As OSS interessadas devem comprovar experiência mínima de dois anos na gestão de UPAs 24 horas, além de apresentar documentação que ateste regularidade jurídica, fiscal e trabalhista. Também é exigida saúde econômico-financeira, demonstrada por balanço patrimonial e índices contábeis.
As propostas deverão ser entregues até o dia 4 de agosto. O resultado final da seleção está previsto para ser homologado em 1º de setembro, com início da gestão terceirizada marcado para 15 de setembro.
Segundo os documentos, os repasses mensais feitos pela prefeitura para custeio da gestão variam conforme a unidade. Para as UPAs Satélite, Potengi e Pajuçara, o valor máximo mensal é de R$ 2,2 milhões. Já para a UPA Cidade da Esperança, o valor poderá chegar a R$ 2,9 milhões.
Os contratos serão pagos em 24 parcelas mensais. Do valor mensal, 80% são fixos e 20% variáveis, dependendo do cumprimento das metas e indicadores de qualidade. As seis primeiras parcelas serão pagas integralmente, independentemente da avaliação de desempenho.
A execução será acompanhada por uma Comissão de Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Em caso de descumprimento de cláusulas contratuais, estão previstas sanções como multa, suspensão e até declaração de inidoneidade para contratar com o poder público.
Segundo a gestão municipal, a terceirização visa garantir economicidade e qualidade na prestação dos serviços. Os editais estipulam metas de atendimento. A UPA de Cidade da Esperança, por exemplo, deverá realizar ao menos 9 mil atendimentos mensais de urgência e emergência, com equipe composta por no mínimo 9 médicos diurnos e 6 noturnos, atuando em salas de emergência, pediatria, pronto-socorro e área clínica. Está prevista ainda a implantação de serviço de ultrassonografia de urgência.
As demais UPAs terão meta mínima de 7 mil atendimentos mensais cada, com ao menos 8 médicos diurnos e 6 noturnos.
O município projeta economia anual estimada entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões com a mudança no modelo de gestão, segundo os editais.
A seleção das OSS será feita com base em critérios técnicos e financeiros, avaliando pontuação das propostas de trabalho e os preços ofertados. A prefeitura informou que, das 17 empresas que demonstraram interesse na gestão das UPAs, 10 foram desclassificadas por não atenderem aos requisitos.
Iniciativa da SOGORN reúne, em Natal, especialistas para debater inovação na detecção do HPV e avanços no cuidado com a saúde da mulher
A 37ª edição da Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte, promovida pela Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), será realizada nos dias 31 de julho e 1º de agosto, no Praiamar Natal Hotel & Convention, em Natal. Neste ano, um dos destaques da programação será o debate sobre o novo método de rastreio para o câncer de colo do útero, que passa a priorizar o teste de DNA do HPV no lugar do tradicional exame de Papanicolau.
A mudança no rastreamento do câncer de colo de útero segue as recomendações do Ministério da Saúde e está baseada em evidências que demonstram maior eficácia do teste de HPV na detecção precoce das lesões precursoras do câncer. O novo protocolo prevê que mulheres entre 25 e 64 anos realizem o teste a cada cinco anos, desde que o resultado seja negativo, ampliando a cobertura, reduzindo subdiagnósticos e tornando o rastreamento mais eficiente.
O tema será ministrado na Jornada pelo presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Pernambuco (SOGOPE), Dr. Jefferson Valença, referência nacional na área. A expectativa é que a discussão aprofunde os impactos da nova diretriz no contexto da atenção básica e os desafios para sua implementação nos diferentes estados do país.
Além do rastreamento do câncer de colo do útero, a Jornada também discutirá temas como o emprego dos implantes hormonais no tratamento do climatério, a relação entre microbiota e saúde da mulher, a administração da terapia hormonal e os impactos do vírus sincicial respiratório, ampliando a visão sobre aspectos fundamentais da saúde feminina em diferentes fases da vida.
Para o presidente da Sogorn, Dr. Robinson Dias, iniciativas como essa promovem o intercâmbio de conhecimento entre profissionais e fortalecem a prática clínica baseada em evidências.
“Estamos diante de mudanças importantes na forma de cuidar da saúde da mulher. Por exemplo, o teste de HPV, que é mais sensível e tem potencial para reduzir significativamente os casos avançados de câncer de colo de útero. A Jornada será uma oportunidade fundamental para debatermos a adaptação desse novo protocolo na prática clínica e os desafios regionais para sua implantação”, afirma.
Durante os dois dias, especialistas de diversas regiões do país irão se reunir para discutir esse e outros avanços, desafios e estratégias relacionados à saúde da mulher, com foco em temas de grande impacto social. Voltado para médicos ginecologistas, obstetras e residentes da área, o evento consolida-se como um dos principais espaços de atualização científica do estado.
Serviço : 37ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do RN Data: 31 de julho e 1º de agosto Local: Praiamar Natal Hotel & Convention – R. Francisco Gurgel, 33. Ponta Negra, Natal – RN Público-alvo: Ginecologistas, obstetras e médicos residentes Mais informações: https://sogorn.com.br/
Categoria cobra readequação de benefícios congelados há sete anos e denuncia superlotação nas unidades de saúde
Os médicos da rede municipal de Natal podem deflagrar uma nova paralisação nos próximos dias caso a Prefeitura não avance nas negociações para reajuste das gratificações, que estão congeladas há sete anos. A categoria reivindica a readequação desses benefícios sem alteração do salário base, considerado um dos principais pontos de resistência por parte da gestão municipal.
Segundo o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED-RN), as negociações com a Secretaria Municipal de Saúde não avançaram. A proposta do sindicato, considerada equilibrada pela categoria, restringe-se à atualização das gratificações que, segundo o grupo, estão sem correção há quase uma década, mesmo após outras categorias já terem obtido reajustes.
Os médicos informaram que foram recebidos pelo secretário municipal de saúde para discutir o tema, mas não houve acordo concreto. A categoria avalia que, sem mobilização, não haverá avanço, e estuda realizar manifestações públicas para pressionar o Executivo municipal.
Em estratégias anteriores, o sindicato já utilizou ações de diálogo direto com a população, expondo os problemas da rede municipal em espaços públicos. Nessas ocasiões, foram registrados casos que chamaram atenção para as dificuldades de atendimento, como o de pacientes em unidades de pronto-atendimento (UPAs) que denunciaram a falta de leitos adequados.
A situação da rede hospitalar municipal também é tema de preocupação para os profissionais. O sindicato denuncia superlotação nas UPAs e escassez de vagas para internação, incluindo leitos de UTI. Um dos exemplos citados pela categoria é o Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade pública do estado, que frequentemente opera no limite da capacidade.
De acordo com o sindicato, cada UPA da capital chega a manter cerca de 20 pacientes à espera de leitos hospitalares, muitos deles em estado grave. A entidade aponta também para a falta de insumos, alimentação adequada e atrasos nos pagamentos de prestadores de serviços.
Outro ponto de crítica envolve a falta de integração entre as esferas municipal, estadual e federal. O sindicato afirma que o município enfrenta dificuldades para manter estruturas inauguradas recentemente, enquanto o governo estadual enfrenta entraves em obras de hospitais, como a suspensão de licitações para unidades metropolitanas. Em cidades da região, há hospitais prontos que não funcionam por falta de recursos operacionais. A categoria aponta ainda que os municípios chegam a investir até 30% da receita em saúde, quando o ideal seria cerca de 12%, defendendo a ampliação dos repasses federais.
A alta demanda por cirurgias ortopédicas também agrava o cenário, especialmente em razão de acidentes de moto, que geram cerca de 10 internações diárias. Cada procedimento custa, em média, R$ 6 mil, elevando os custos e pressionando o sistema público. A categoria destaca que existe um projeto de lei em tramitação para impedir a retenção de macas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) nos hospitais, o que é considerado um reflexo da lotação constante.
Além do reajuste das gratificações, a pauta dos médicos inclui a revisão dos adicionais de insalubridade e periculosidade para os profissionais de saúde.
Os profissionais também atuam em ambientes com radiação de exames de raios-X e tomografia, o que justificaria o pagamento de adicional por periculosidade, estimado em 30%. A entidade afirma que realiza vistorias para embasar tecnicamente essas demandas. No estado, há o entendimento de que a insalubridade deve incidir sobre o salário base, e não sobre o salário mínimo, o que garante valores mais altos e maior segurança jurídica para os trabalhadores.
A diferença entre os dois adicionais é que a insalubridade está relacionada à exposição contínua a riscos, enquanto a periculosidade envolve risco imediato, como no caso da radiação ou do trabalho com eletricidade. Para o sindicato, os profissionais de saúde estão sujeitos a ambos os tipos de risco e reivindicam o reconhecimento desses direitos.
Serviço de emergência disponibiliza números alternativos para atendimento durante interrupção
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Natal informou que a central telefônica do número 192 passará por manutenção técnica nesta terça-feira, 15 de julho, a partir das 9h. Durante o período de interrupção, o serviço ficará temporariamente indisponível para chamadas de emergência.
Para garantir o atendimento à população durante a manutenção, o SAMU Natal disponibilizou quatro números alternativos:
(84) 99185-3437
(84) 99426-8579
(84) 99187-6117
(84) 99181-8325
A medida tem como objetivo assegurar a continuidade dos atendimentos em casos de urgência, mesmo durante o procedimento técnico na central 192.
O serviço orienta a população a utilizar esses números enquanto durar a manutenção, garantindo que os chamados de emergência possam ser registrados e atendidos normalmente.
Foto: Divulgação/SAMU Natal / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Aviso ocorre após o RN registrar queda no número de casos de hepatites virais
Mesmo com a redução no número de casos registrados de hepatites virais no Rio Grande do Norte, a população não pode baixar a guarda. A preocupação é do infectologista Igor Queiroz, professor de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), cujo curso é parte integrante da Inspirali, o melhor ecossistema de educação em saúde do país. A atenção deve permanecer, pois, segundo ele, “muitas hepatites evoluem de forma silenciosa e só são detectadas em fases mais avançadas”.
“Várias pessoas no mundo inteiro têm o vírus da hepatite e não sabem que estão doentes. Isso faz com que continuem transmitindo a infecção e só descubram quando já há complicações. Precisamos triar, diagnosticar e tratar para dar oportunidade a essas pessoas”, acrescenta.
Entre os meses de janeiro e abril de 2025, o Rio Grande do Norte registrou 69 novos casos de hepatites virais dos tipos A, B e C. O número representa uma redução de 24,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior, que somou 91 ocorrências. Mesmo com a queda nas notificações, a hepatite C segue como a mais comum no estado, concentrando 59,4% dos casos, conforme aponta o Boletim Epidemiológico mais recente.
De acordo com o especialista, a hepatite é uma doença inflamatória do fígado, que pode ser causada por diversos agentes, sejam eles virais, como os vírus das hepatites A, B, C, D e E, ou por bactérias, fungos, protozoários, medicamentos e até alimentos ou chás. “Todos esses agentes, dependendo do grau da inflamação, podem produzir uma necrose, que é a morte das células hepáticas, e gerar uma insuficiência hepática, com quadros graves, risco de transplante e até de óbito”, explica Igor.
Ainda segundo o médico, quando o quadro é agudo e sintomático, como dor abdominal, vômitos e icterícia (coloração amarelada dos olhos), o diagnóstico costuma ser mais rápido, já que o paciente procura atendimento. O problema é quando a infecção evolui para uma forma crônica e sem sintomas. “É o que chamamos de doença silenciosa. Só vai ser descoberta quando o indivíduo fizer algum exame de triagem, seja num pré-operatório, em uma rotina laboratorial ou simplesmente por suspeita de exposição ao vírus”, detalha.
Testes rápidos
Queiroz destaca a importância dos testes rápidos, disponíveis na rede pública de saúde para hepatites B e C, além de HIV e sífilis. “São testes imunocromatográficos. Coloca-se uma gota de sangue no cartucho, espera-se o tempo da reação imune e o resultado sai rapidamente, com bastante confiabilidade. Mesmo assim, quando o teste é positivo, ele precisa ser confirmado por exames laboratoriais antes do início do tratamento”, assegura.
Na maioria dos casos agudos, o tratamento consiste em repouso, hidratação e alívio dos sintomas, com o uso de medicamentos sintomáticos — como analgésicos para dor e antieméticos para náuseas e vômitos. Em alguns casos, é necessária internação hospitalar, mas muitos pacientes conseguem seguir com acompanhamento ambulatorial. Já as hepatites crônicas, especialmente os tipos B e C, podem evoluir para quadros mais graves, como cirrose e câncer de fígado. Por isso, o diagnóstico precoce e o início do tratamento são fundamentais. “O SUS distribui medicações orais com alta eficácia, poucos efeitos adversos e chance de cura altíssima, como ocorre na hepatite C. O tratamento pode durar de três a seis meses e é realizado nas unidades de saúde ou nos centros de referência em infectologia ou hepatologia”, frisa o infectologista.
Prevenção
A prevenção também é parte essencial do combate às hepatites. Para a hepatite A, a principal forma de proteção é a ingestão de água potável e alimentos bem higienizados. Já para os tipos B e C, é fundamental evitar o contato com sangue contaminado, uso de objetos perfurocortantes compartilhados, como seringas, lâminas, alicates e instrumentos de tatuagem ou piercing, além da prática de sexo sem preservativo.
Queiroz também lembra que há vacinas disponíveis para as hepatites A e B. A hepatite C, por sua vez, é considerada a primeira doença viral crônica com possibilidade real de cura. “Com medicamentos utilizados por três a seis meses, conseguimos eliminar totalmente o vírus do organismo e diminuir a progressão para cirrose e câncer. Na hepatite B, ainda não falamos em cura, mas conseguimos controlar a doença e impedir que avance”, conclui o docente da UnP/Inspirali, Igor Queiroz.
Sobre a Universidade Potiguar – UnP
Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima. É uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos (graduação, pós-graduação e extensão) e 14 instituições – localizadas em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis e Natal e em importantes centros de desenvolvimento do país, como Piracicaba (SP), São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Tubarão (SC), Vespasiano (MG) e Jacobina (BA).
As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. O portfólio da Inspirali contempla também cursos livres e especializações focados na medicina integrativa e aborda temas relevantes no cenário global, a exemplo da pós-graduação em cannabis medicinal, primeiro curso na área certificado pelo Ministério da Educação (MEC). A aprendizagem digital ativa oferece recursos tecnológicos (robôs de alta fidelidade e realidade virtual e aumentada MedRoom) e apoio socioemocional, assim como as atividades práticas e o acompanhamento personalizado.
Com escuta ativa, empatia e foco no atendimento clínico, Candice Galvão destaca que o cuidado emocional ainda é negligenciado em momentos decisivos
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade: cerca de 9,3% da população é afetada. A depressão também avança, atingindo mais de 11 milhões de brasileiros. Mesmo com números tão expressivos, a saúde mental ainda é negligenciada — seja por tabu, falta de informação ou por não se considerar prioridade diante de outras questões de saúde.
É nesse contexto que a psicóloga clínica Candice Galvão, com mais de 10 anos de experiência, defende uma escuta ativa, ética e acessível para pessoas em diferentes fases da vida. Em seu consultório, ela atende jovens, adultos e idosos que enfrentam quadros como ansiedade, depressão, luto, conflitos familiares, sobrecarga profissional, esgotamento emocional e entre outros.
“A psicologia clínica não deve ser acionada apenas quando tudo já saiu do controle. O acompanhamento psicológico pode — e deve — estar presente desde os primeiros sinais de sofrimento emocional. Prevenir também é cuidar”, afirma Candice Galvão.
Além dos atendimentos clínicos, a psicóloga também atua na área da psico-oncologia, oferecendo suporte emocional a pacientes diagnosticados com câncer e seus familiares. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 700 mil novos casos por ano no Brasil até 2025 — e, apesar da alta incidência, o acompanhamento psicológico ainda é pouco valorizado nesses contextos.
“O diagnóstico de câncer costuma trazer medos profundos, rupturas na rotina e impacto familiar. O trabalho do psicólogo é fundamental para acolher e resgatar o equilíbrio emocional durante o tratamento”, reforça Candice Galvão.
A profissional também chama atenção para o aumento dos casos de estresse, burnout e exaustão entre trabalhadores. Segundo a International Stress Management Association (ISMA-BR), 32% dos brasileiros já apresentam sinais de burnout — resultado direto da pressão constante e da dificuldade em estabelecer limites emocionais.
“Vivemos num tempo de urgências internas silenciosas. Meu trabalho como psicóloga clínica é oferecer um espaço de escuta segura, com técnica e empatia. Estar ao lado com presença, cuidado e responsabilidade faz toda a diferença”, conclui Candice Galvão.
Para saber mais sobre a atuação da psicóloga clínica Candice Galvão, acesse o Instagram: @candicegalvaopsicologia
Unidade registra corredores cheios e salas cirúrgicas bloqueadas; Sesap anuncia leitos emergenciais
O Hospital Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel, principal referência pública em casos de alta complexidade no Rio Grande do Norte, voltou a registrar superlotação nas últimas semanas. De acordo com informações de sindicatos de profissionais de saúde, corredores e alas da unidade ficaram lotados, enquanto pacientes aguardavam por cirurgias ou transferência para leitos de UTI.
O problema se agravou após quatro salas cirúrgicas permanecerem ocupadas com pacientes que necessitavam de cuidados intensivos, bloqueando a realização de novas cirurgias. O Sindicato dos Servidores em Saúde do RN (Sindsaúde-RN) apontou que o pronto-socorro enfrentava filas para procedimentos que não foram realizados por falta de vagas em UTI.
Segundo relatos de profissionais, a chamada “barreira ortopédica” instalada em Macaíba, que funciona como retaguarda para casos de baixa e média complexidade, não tem capacidade suficiente para absorver toda a demanda. A unidade dispõe de apenas dez leitos, número considerado insuficiente para atender a quantidade de pacientes encaminhados diariamente.
O aumento nos acidentes de moto foi citado como um dos fatores que pressionam o sistema, contribuindo para a lotação de leitos e macas nos corredores. Em média, cada Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Natal chega a ter cerca de 20 pacientes aguardando por internação hospitalar, o que amplia a pressão sobre o Walfredo Gurgel.
Em resposta à situação, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) anunciou a abertura de cinco leitos de UTI de forma emergencial no Hospital Memorial. Segundo a pasta, existe ainda a possibilidade de ampliação para mais cinco leitos nos próximos dias. O objetivo é aliviar a sobrecarga das salas cirúrgicas e das UTIs do Walfredo Gurgel.
A Sesap reconheceu, por meio de nota, que o hospital enfrenta desde cerca de 20 dias um aumento significativo nos atendimentos de alta complexidade, especialmente de pacientes vítimas de traumas ortopédicos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). A secretaria destacou que articula com outras unidades da rede estadual para agilizar transferências e também analisa a contratação emergencial de leitos em unidades privadas.
Ainda em nota, a pasta afirmou que o serviço de baixa e média complexidade instalado em Macaíba continua operando normalmente, dentro do perfil de casos para o qual foi planejado, e não seria o principal responsável pela sobrecarga no Walfredo Gurgel. Sobre a imagem de um paciente no chão que circulou em redes sociais, a Sesap esclareceu que ele havia deixado sozinho a maca onde estava e foi recolhido posteriormente pelos servidores, negando falta de leito ou maca na unidade.
Outro ponto que agrava o cenário da saúde pública no estado é a suspensão das cirurgias vasculares no Hospital Estadual José Pedro Bezerra, conhecido como Santa Catarina, na Zona Norte de Natal. A empresa responsável pelos procedimentos suspendeu o atendimento alegando atraso nos pagamentos, resultado de dificuldades financeiras enfrentadas pela Sesap desde meados de 2024.
A secretaria afirmou que, após repasse da Secretaria de Fazenda, está regularizando os pagamentos para retomar o diálogo com a empresa e tentar restabelecer o serviço o quanto antes. Ressaltou ainda que toda a linha de cuidado vascular criada em 2022, envolvendo mais de dez hospitais, é financiada exclusivamente com recursos estaduais, com investimento superior a R$ 30 milhões e mais de 6.500 procedimentos realizados até o momento.
Embora o Santa Catarina seja um importante polo para cirurgias vasculares, outras unidades no estado, como o Hospital da Polícia Militar e o Hospital João Machado, também realizam esse tipo de procedimento. A lista de espera para cirurgias vasculares no estado conta com cerca de 200 pessoas, algumas delas aguardando há pelo menos três meses.
A Sesap destacou que o Walfredo Gurgel continua sendo a principal referência para casos de alta complexidade no estado até a abertura do Hospital Metropolitano, o que pode gerar episódios de superlotação mesmo com os esforços realizados pela secretaria e sua rede hospitalar.
Paralisação ocorre por atraso de pagamento; cerca de 200 pessoas aguardam procedimento na fila
As cirurgias vasculares estão suspensas há mais de um mês no Hospital Dr. José Pedro Bezerra, mais conhecido como Hospital Santa Catarina, localizado na Zona Norte de Natal. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) nesta segunda-feira (7.jul.2025).
A paralisação ocorre por atraso no pagamento à empresa contratada para prestar o serviço cirúrgico na unidade. Segundo a Sesap, o problema financeiro gerou a suspensão completa dos procedimentos vasculares no hospital, impactando diretamente pacientes que dependem desse atendimento na rede pública.
Mesmo com a suspensão no Santa Catarina, a rede estadual ainda mantém a realização de cirurgias vasculares em outras unidades de saúde. Porém, o Hospital Santa Catarina é a principal referência no serviço, tendo registrado mais de 2.500 procedimentos do tipo desde o fim de 2022.
A falta do serviço na unidade aumenta a demanda em outras estruturas hospitalares de Natal. No Hospital João Machado, localizado na Zona Leste da capital, ao menos nove pacientes estão internados aguardando vaga para cirurgia vascular.
A Sesap informou que há uma lista de espera com cerca de 200 pessoas no Rio Grande do Norte aguardando por procedimentos vasculares. Alguns pacientes estão internados por longos períodos, em condições que exigem cuidados constantes, como a troca de curativos e controle de infecções.
Familiares relataram que há casos de pacientes aguardando por cirurgia há até três meses. Em alas hospitalares, há registros de pacientes com feridas avançadas e necessidade de amputações, cuja realização depende do restabelecimento do serviço.
De acordo com a nota oficial divulgada pela Secretaria de Saúde, o atraso nos pagamentos à empresa responsável pelos procedimentos ocorreu em razão de dificuldades financeiras enfrentadas desde meados de 2024.
A Sesap declarou que aguardava, ainda na segunda-feira (7), o repasse de recursos por parte da Secretaria de Estado da Fazenda para quitar os débitos com a empresa prestadora do serviço. Segundo a pasta, a expectativa era que, com a regularização do pagamento, os procedimentos vasculares fossem retomados ao longo desta semana.
O cenário afeta não apenas o atendimento ambulatorial, mas também pacientes internados em leitos clínicos e de retaguarda, que dependem das cirurgias vasculares para evitar complicações graves, como amputações ou infecções generalizadas.
A Secretaria de Saúde indicou que o planejamento para normalização das cirurgias inclui priorização de casos de maior gravidade e reavaliação da fila de espera. Entretanto, não foi divulgado cronograma específico para retomada integral dos atendimentos ou redução do número de pacientes aguardando.
O Hospital Santa Catarina é uma das principais unidades de referência na rede estadual para cirurgias vasculares. Localizado na Zona Norte de Natal, atende pacientes encaminhados por unidades de saúde de diversas regiões do Rio Grande do Norte.
O impasse contratual e o atraso nos repasses afetam diretamente o fluxo de regulação estadual, aumentando a sobrecarga em outras unidades e pressionando o sistema de saúde.
A Sesap informou que seguirá negociando com a empresa para restabelecer o serviço o mais breve possível. O acompanhamento do problema segue sendo realizado por equipes da gestão estadual, que buscam minimizar os impactos para a população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.
Hospitais da UFRN participaram da ação nacional com cirurgias, exames e consultas especializadas
Hospitais universitários do Rio Grande do Norte participaram no último sábado (5.jul.2025) do mutirão nacional “Dia E”, promovido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), com apoio dos ministérios da Saúde e da Educação. A ação, que ocorreu simultaneamente em 24 estados brasileiros, realizou mais de 1,1 mil cirurgias e 10 mil atendimentos especializados em todo o país. No RN, os procedimentos ocorreram no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), no Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB) e na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), todos vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Ao todo, os três hospitais potiguares realizaram mais de 1.200 atendimentos, incluindo cirurgias, consultas e exames diagnósticos. A iniciativa integrou o programa Ebserh em Ação 2025 e o esforço nacional Agora Tem Especialistas, com o objetivo de ampliar o acesso da população a serviços especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir o tempo de espera por procedimentos.
No HUOL, 40 pacientes regulados foram atendidos com cirurgias nas especialidades de cirurgia plástica (10), otorrinolaringologia (8), oftalmologia (8), urologia (10) e colecistectomia (4). Também foram realizados exames de cateterismo cardíaco e 60 ecocardiogramas.
Segundo o chefe da Divisão de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do HUOL, Francisco de Cássio de Oliveira Mendes, o mutirão contribuiu para reduzir filas e ampliar a prática médica. “A ação proporciona prática supervisionada para os programas de residência médica e está alinhada aos programas prioritários da Ebserh e do Ministério da Saúde”, declarou.
Para a cirurgiã do HUOL, Marília Moreira, a mobilização também reforça a importância da formação médica. “A ação beneficia o treinamento de residentes em cirurgia geral e representa uma devolutiva à sociedade do investimento feito no nosso serviço”, afirmou.
No HUAB, localizado em Santa Cruz, foram realizadas 20 cirurgias ginecológicas, 27 pequenas cirurgias, 40 consultas pediátricas, 90 mamografias, 45 ultrassonografias e 900 exames laboratoriais. De acordo com o chefe do Setor Materno-Infantil e Saúde da Mulher do hospital, Edson Mendes Marques, o mutirão representou um momento de mobilização coletiva. “Reafirmamos nosso compromisso institucional com a assistência, o ensino e a qualidade do cuidado”, destacou.
Na MEJC, em Natal, foram realizadas 17 laqueaduras tubárias – sendo 8 por videolaparoscopia e 9 pelo método convencional. Segundo o gerente de Atenção à Saúde da maternidade, Marcelo Lorençato, o procedimento é um direito reprodutivo fundamental. “Atende a mulheres que já têm filhos, enfrentam riscos em nova gestação ou não desejam mais engravidar”, explicou.
O mutirão “Dia E” também ocorreu em outros 42 hospitais universitários federais do país. De acordo com o Ministério da Saúde, o foco da iniciativa foi atender pacientes com maior tempo de espera e priorizar casos oncológicos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os hospitais universitários continuarão realizando mutirões e ampliando o atendimento em turnos extras, inclusive aos fins de semana. “É o maior mutirão do SUS já feito no Brasil inteiro e mais diverso”, afirmou o ministro após visitar unidades no Rio de Janeiro.
O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, ressaltou que o mutirão atende à estratégia de formação médica e ampliação do acesso à saúde. “Ao envolver residentes e estudantes, garantimos formação qualificada e resposta efetiva à demanda da população”, destacou.
Desde o início do programa Ebserh em Ação, já foram realizados 166 mutirões em todo o Brasil. Segundo a instituição, outras duas edições do mutirão nacional estão previstas para ocorrer em setembro e dezembro de 2025.
Profissionais da saúde no RN acumulam prejuízos por falta de assessoria jurídica especializada em aposentadoria, tributos e direitos no serviço público
No Rio Grande do Norte, onde mais de 5 mil médicos estão ativos na capital, segundo o Conselho Regional de Medicina (Cremern), uma realidade preocupante tem afetado o futuro financeiro desses profissionais: erros de contribuição previdenciária, tributos cobrados de forma indevida e falhas no reconhecimento de direitos no serviço público. A ausência de um acompanhamento jurídico especializado tem custado caro a médicos potiguares, tanto os que atuam como pessoa jurídica (PJ) quanto os vinculados a prefeituras, hospitais estaduais ou federais.
Boa parte desses profissionais contribui de forma excessiva ao INSS, gerando recolhimentos acima do necessário. Segundo a advogada Mylena Leite Ângelo, especialista em direito médico e previdenciário no RN, esse é um dos erros mais comuns e que podem ser corrigidos com a devida análise jurídica, resultando em restituições expressivas ou compensações futuras.
Em Natal, um dos casos mais recorrentes envolve o ISS (Imposto Sobre Serviços), frequentemente cobrado com base no faturamento total dos profissionais médicos que tem PJ. No entanto, o Decreto-Lei 406/68 em seu art. 9º, § 3º, autoriza sociedades uniprofissionais, como consultórios médicos, a recolherem o ISS de forma fixa, proporcional ao número de sócios. “Já vimos médicos pagando de dez a vinte vezes mais do que o valor devido, simplesmente por falta de orientação tributária adequada”, explica Mylena Leite Ângelo, fundadora da Mylena Leite Advocacia, referência em assessoria jurídica para médicos em Natal.
O escritório também tem acompanhado o aumento de processos administrativos disciplinares (PADs) contra médicos servidores públicos. Sem uma defesa especializada, os profissionais ficam vulneráveis a penalidades que afetam diretamente a estabilidade no cargo, a aposentadoria e até mesmo sua reputação profissional.
Além disso, muitos médicos que atuam no serviço público desconhecem ou não recebem progressões, gratificações, abonos de permanência e licenças indenizáveis — valores que podem somar dezenas de milhares de reais ao longo da carreira. Segundo Mylena Leite, “o problema é estrutural. O médico passa a vida cuidando dos outros, mas muitas vezes não cuida da própria carreira no que diz respeito aos seus direitos”.
Diante desse cenário, cresce no estado a busca por advogados especializados em direito médico no RN. A advogada Mylena Leite Ângelo tem se destacado pela atuação direta com médicos e médicas que desejam estruturar suas finanças com segurança, evitar prejuízos fiscais e garantir que sua aposentadoria ocorra de forma justa. “O planejamento jurídico do médico é tão essencial quanto o planejamento clínico de um paciente”, afirma.
Para saber mais, acesse o Instagram: @medicosmylenaleiteadvocacia.
Sobre Mylena Leite Advocacia:
Fundado em 2012, o escritório Mylena Leite Advocacia atua nacionalmente com sedes no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rondônia, Amapá e São Paulo. Com mais de 40 colaboradores e uma carteira com mais de 15 mil clientes, o escritório já recuperou mais de R$100 milhões em direitos para profissionais da saúde e servidores públicos. Embora seja referência nacional em direito para médicos, o escritório também atende outras áreas do Direito, com foco em causas trabalhistas, previdenciárias e administrativas.
Decisão ocorre após casos de perda do globo ocular em pacientes atendidos em Parelhas
A Justiça do Rio Grande do Norte determinou a verificação das licenças e autorizações de funcionamento de duas unidades de saúde envolvidas no mutirão de cirurgias de catarata realizado em Parelhas nos dias 27 e 28 de setembro de 2024. O processo teve origem após relato de um paciente sobre complicações graves no pós-operatório, levando à perda do globo ocular em pelo menos uma dezena de pessoas.
O mutirão foi realizado na Maternidade Dr. Graciliano Lordão, em parceria com uma clínica especializada em saúde ocular contratada pela Secretaria Municipal de Saúde. Segundo informações da Prefeitura à época, os casos de infecção nos pacientes foram atribuídos à bactéria Enterobacter cloacae, associada a falhas em processos de higienização e esterilização.
No processo judicial, o paciente afirma ter desenvolvido endoftalmite, uma infecção grave no olho operado. Com base nas alegações, o juiz da Vara Única da Comarca de Parelhas determinou que a Subcoordenadoria da Vigilância Sanitária do RN (SUVISA/RN) apresente, em até 10 dias, informações sobre as licenças e autorizações de funcionamento do centro cirúrgico da maternidade no período do mutirão.
A decisão judicial também solicita que a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa/PE) informe a situação de regularidade da clínica contratada, com sede em Goiana (PE). Além disso, o Município de Parelhas foi intimado a obter e apresentar a documentação médica dos pacientes atendidos durante o mutirão. O processo segue em tramitação até que seja proferida a sentença de mérito.
Desabastecimento no maior hospital do RN atinge refeições de trabalhadores e acompanhantes
O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte, voltou a registrar nesta terça-feira (1º.jul.2025) a falta de alimentação para servidores e acompanhantes de pacientes. A situação foi relatada por profissionais de saúde e familiares, com denúncias veiculadas no telejornal Balanço Geral RN, da TV Tropical.
A alimentação para os pacientes internados está mantida, ainda que com restrições. Porém, acompanhantes e funcionários relataram ausência total de almoço durante o plantão, o que tem gerado dificuldades para aqueles sem recursos para comprar comida fora da unidade hospitalar.
Servidores relataram que, diante da falta de refeição no local, muitos estão comprando marmitas de fornecedores externos para conseguir se alimentar durante os plantões. O problema é agravado no centro cirúrgico, onde profissionais permanecem em procedimentos por horas, sem possibilidade de se ausentar para buscar comida.
O fornecimento de ceia para servidores costuma ser mantido, mas o almoço tem sido suspenso sem aviso prévio. Trabalhadores do hospital apontam que essa situação prejudica as rotinas de atendimento e compromete o bem-estar dos profissionais durante o expediente.
A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) informou, por meio de nota, que o desabastecimento de alimentos ocorreu em razão de um atraso no pagamento a um dos fornecedores responsáveis pelas refeições. A pasta comunicou que está em negociação com a empresa para normalizar o fornecimento ainda nesta terça-feira.
De acordo com a Sesap, a equipe financeira estava trabalhando para emitir ordens bancárias e efetuar o pagamento ao longo do dia, com o objetivo de restabelecer o fornecimento regular de refeições aos servidores e acompanhantes.
A situação tem gerado preocupação entre familiares de pacientes que acompanham internações, sobretudo pessoas vindas do interior do estado. Muitos acompanhantes relataram não ter condições de arcar com refeições em estabelecimentos próximos ao hospital.
Segundo relatos, em alguns casos acompanhantes dividem a alimentação destinada aos pacientes, prática considerada inadequada pelas equipes de saúde por risco de contaminação e comprometimento das dietas hospitalares.
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) denunciou que essa situação não é isolada e tem se repetido com frequência na unidade hospitalar. Além da falta de alimentação, a entidade aponta que há episódios recorrentes de falta de insumos básicos, como antibióticos, álcool e papel toalha.
A ausência de alimentos para servidores e acompanhantes não é o único problema enfrentado pelo hospital. O Walfredo Gurgel atende pacientes de diversas regiões do Rio Grande do Norte e tem grande demanda em serviços de urgência e emergência. O hospital também é referência para casos de trauma e acidentes no estado.
O episódio mais recente de falta de alimentação expõe dificuldades logísticas e financeiras enfrentadas na gestão da saúde pública estadual. A Sesap destacou que busca resolver a situação por meio da regularização dos pagamentos aos fornecedores, visando garantir o fornecimento normalizado das refeições aos profissionais e acompanhantes.
As autoridades estaduais não informaram prazo definitivo para a regularização completa do fornecimento, mas afirmaram que as tratativas com o fornecedor envolvem a liberação imediata dos recursos.
O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel segue com funcionamento normal para atendimento aos pacientes, mantendo as refeições destinadas aos internados, mesmo com restrições, enquanto negocia o retorno do fornecimento regular para acompanhantes e servidores.
Foto: Reprodução / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Estado está entre os 12 do país com incidência em nível de alerta, segundo boletim da Fiocruz
O Rio Grande do Norte está entre os 12 estados brasileiros que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta e com sinal de crescimento. A informação consta no Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (26.jun.2025).
O aumento nos casos de SRAG em estados com incidência variando de moderada a muito alta está associado à continuidade do crescimento de ocorrências ligadas à influenza A e ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Em todo o Brasil, mais de 56 mil casos de SRAG já foram confirmados.
Segundo o boletim, os estados em alerta para crescimento da incidência de SRAG são Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe.
Crescimento ligado à influenza A e ao VSR
A incidência de SRAG em jovens, adultos e idosos associada à influenza A apresenta sinal de queda ou interrupção do crescimento em grande parte das regiões Centro-Sul, Norte e alguns estados do Nordeste. Entre os estados com esse comportamento estão Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, no Centro-Sul; Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins, no Norte; e Bahia, Ceará, Maranhão e Sergipe, no Nordeste.
Movimentação de pessoas no centro da cidade no primeiro dia de flexibilização do uso de máscaras ao ar livre no Estado do Rio de Janeiro.
Apesar do sinal de queda ou estabilidade em parte do país, os níveis de incidência seguem altos em muitas dessas regiões. Além disso, casos associados à influenza A continuam aumentando em alguns estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Sul. Entre esses estão Rondônia e Roraima (Norte); Alagoas e Paraíba (Nordeste); e Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná (Centro-Sul).
Situação das crianças pequenas
Em relação às crianças pequenas, o Boletim InfoGripe aponta que as ocorrências de SRAG associada ao Vírus Sincicial Respiratório continuam em crescimento em diversas regiões do país.
Na região Sul, o crescimento foi observado no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No Nordeste, os estados com aumento são Alagoas, Bahia, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. No Norte, o crescimento ocorre no Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, além do Mato Grosso, no Centro-Oeste.
Indícios de queda em outras regiões
O boletim indica sinais de interrupção do crescimento ou início de queda nas hospitalizações por SRAG associada ao VSR em outras áreas do país. Há registro desse comportamento no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), boa parte do Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul) e em alguns estados do Norte (Acre, Amapá e Tocantins) e Nordeste (Ceará, Maranhão e Pernambuco).
Rio de Janeiro (RJ), 07/05/2025 – Rio promove o Dia D contra a gripe, na Lapa, centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Mesmo com sinais de desaceleração em determinados estados, a incidência de hospitalizações por SRAG permanece em patamares elevados em muitas dessas localidades. A atualização do boletim é referente à Semana Epidemiológica 25, que corresponde ao período de 15 a 21 de junho.
Consolidação de tendência em algumas regiões
A análise do InfoGripe também aponta consolidação de sinais de queda ou estabilização do número de casos de SRAG em parte do território nacional. A tendência de interrupção do crescimento ou queda se destaca em algumas áreas do Centro-Oeste e Sudeste, além de partes das regiões Norte e Nordeste.
Em contrapartida, o Vírus Sincicial Respiratório, associado a hospitalizações principalmente em crianças pequenas, segue em crescimento em diversos estados das regiões Sul, Nordeste, Norte e no Mato Grosso.
Tendência nacional
Em nível nacional, o boletim mostra sinal de queda nas tendências de longo prazo (últimos seis meses) e curto prazo (últimos três meses) para casos de SRAG. O cenário decorre do início da redução dos casos de SRAG provocados pela influenza A e pelo Vírus Sincicial Respiratório em diversos estados, embora os níveis de incidência permaneçam elevados.
O impacto das hospitalizações e óbitos por SRAG em crianças pequenas está relacionado principalmente ao Vírus Sincicial Respiratório, seguido pelo rinovírus e pela influenza A.
O boletim destaca também que há consolidação do início de queda do número de casos de SRAG em todas as faixas etárias em alguns estados, embora o cenário permaneça heterogêneo no país. As hospitalizações por SRAG entre crianças seguem em crescimento em grande parte das regiões Sul, Nordeste e Norte. Entre os idosos, os registros de hospitalizações continuam aumentando em alguns estados do Norte, Nordeste e Centro-Sul.
Perfil dos vírus identificados
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, a prevalência entre os casos positivos para SRAG no Brasil foi de:
37,5% para influenza A
0,9% para influenza B
45,6% para Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
19,2% para rinovírus
1,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19)
Em relação aos óbitos com resultado positivo no mesmo período, a distribuição foi:
75,4% para influenza A
1,3% para influenza B
13,4% para Vírus Sincicial Respiratório
8,9% para rinovírus
3,4% para Sars-CoV-2 (Covid-19)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil
Decisão judicial destina recursos para abastecimento no Hospital Dr. José Pedro Bezerra após pedido do Ministério Público
A Justiça do Rio Grande do Norte determinou o bloqueio de R$ 1.027.425,39 do Governo do Estado para garantir o abastecimento emergencial de medicamentos e insumos no Hospital Dr. José Pedro Bezerra, localizado em Natal. A decisão judicial atende a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em ação que apontou situação de desabastecimento crítico na unidade hospitalar.
De acordo com informações divulgadas pelo MPRN, a medida tem como objetivo assegurar a aquisição imediata de itens considerados prioritários para o funcionamento da unidade, evitando a interrupção de atendimentos. Entre os insumos e medicamentos apontados nos relatórios estão anestésicos e materiais cirúrgicos. Esses itens estariam em falta na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) do hospital.
A ação judicial foi movida pela 47ª Promotoria de Justiça de Natal, responsável por atuar na área da saúde. O Ministério Público apresentou relatórios que detalham a escassez de insumos essenciais para procedimentos cirúrgicos e outros atendimentos no hospital, destacando o risco de agravamento no atendimento à população em caso de manutenção do quadro de desabastecimento.
O valor bloqueado deverá ser utilizado exclusivamente para a compra emergencial dos medicamentos e materiais necessários. A decisão da Justiça prevê que a administração do Hospital Dr. José Pedro Bezerra ficará responsável pela realização das aquisições diretas para reabastecimento da CAF, com foco nos itens considerados prioritários para o funcionamento adequado dos serviços.
Para garantir a correta aplicação dos recursos, a decisão também estabelece prazo de 60 dias para apresentação da prestação de contas. A direção do hospital deverá comprovar, por meio de notas fiscais e documentos de entrada em estoque, a efetiva aquisição dos medicamentos e insumos. A prestação de contas deverá ser submetida ao juízo responsável para avaliação do cumprimento da medida.
A decisão atende aos argumentos do Ministério Público, que destacou a necessidade de ação imediata para evitar o colapso no atendimento hospitalar. Os relatórios anexados ao processo judicial apontaram a situação crítica no estoque de medicamentos e insumos, incluindo anestésicos e materiais cirúrgicos, que são fundamentais para garantir a realização de procedimentos médicos no Hospital Dr. José Pedro Bezerra.
O Hospital Dr. José Pedro Bezerra, conhecido como Hospital Santa Catarina, é uma das principais unidades de saúde pública de Natal. A Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) do hospital é responsável por gerenciar o estoque de medicamentos e materiais utilizados nos atendimentos diários, que incluem procedimentos de média e alta complexidade.
A decisão judicial com bloqueio de valores foi considerada pelo Ministério Público como instrumento para garantir o fornecimento mínimo necessário de insumos e medicamentos. O MPRN sustentou nos autos que a situação de desabastecimento representava risco para a continuidade dos atendimentos hospitalares, justificando a solicitação de bloqueio de valores do Governo do Estado.
Segundo o teor da decisão, o montante de R$ 1.027.425,39 será vinculado exclusivamente ao objetivo de suprir o déficit de medicamentos e insumos. Qualquer destinação diferente será considerada descumprimento da medida, sujeita às sanções legais. A prestação de contas detalhada deverá demonstrar, de forma individualizada, os itens adquiridos, os valores pagos e o registro de entrada dos produtos no estoque da unidade.
O Governo do Estado deverá ser formalmente notificado para tomar ciência da decisão e do bloqueio judicial, bem como para viabilizar o cumprimento da ordem de destinação dos recursos. A administração hospitalar terá a responsabilidade de realizar as compras emergenciais e apresentar a documentação comprobatória no prazo estipulado.
O processo segue em tramitação para acompanhar a execução da medida, a análise da prestação de contas e eventuais novas determinações judiciais conforme o andamento da ação movida pelo Ministério Público.
Licitação de R$ 200,7 milhões está suspensa por decisão do TCU; governo estadual diz que processo seguiu critérios técnicos e nega direcionamento
O Tribunal de Contas da União (TCU) manteve a medida cautelar que suspendeu a licitação para a construção do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, projeto orçado em R$ 200,7 milhões. A decisão foi apreciada nesta quarta-feira (25.jun.2025) durante sessão do Plenário da Corte, com o relator, ministro Bruno Dantas, sendo acompanhado pelos demais ministros. O processo, que tramita sob sigilo, envolve suspeitas de fraude e favorecimento a um consórcio de empreiteiras que venceu a concorrência pública.
De acordo com informações do TCU, a denúncia indica que a licitação teria sido conduzida com objetivo de direcionar o contrato para uma empresa específica, por meio de ações que supostamente violaram os princípios da isonomia, publicidade e razoabilidade. Apesar da decisão cautelar, o órgão de controle não apontou, até o momento, ocorrência de fraude ou direcionamento efetivo no processo.
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte afirmou, em nota oficial, que a medida cautelar trata apenas de questões formais, sem qualquer juízo sobre irregularidades. A gestão estadual ressaltou que o processo licitatório foi realizado com base em critérios técnicos, dentro da legislação vigente e com total transparência.
Segundo o Executivo estadual, a empresa inicialmente classificada não apresentou a documentação completa. A segunda colocada não teria atendido aos critérios técnicos exigidos, e a terceira não cumpriu os prazos previstos para entrega de documentos. A empresa que ficou em quarto lugar, portanto, foi habilitada de acordo com o processo.
Ainda segundo o governo, todos os documentos das empresas participantes foram analisados individualmente e a licitação foi realizada integralmente por meio do sistema eletrônico do Portal Nacional de Compras Públicas. A Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN) informou que ainda não teve acesso ao processo e que analisará juridicamente os próximos passos após recebimento dos autos.
Detalhes do projeto
O Hospital Metropolitano será construído no bairro de Emaús, em Parnamirim, e é um dos principais projetos da atual gestão estadual dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. A unidade hospitalar terá foco no atendimento a traumas e alta complexidade, com previsão de início das obras para julho de 2025. O contrato já havia sido homologado no Diário Oficial em 12 de junho, e a próxima etapa seria a assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço.
O terreno onde o hospital será erguido tem cerca de 30 mil metros quadrados e está localizado no entroncamento entre a Avenida Prudente de Morais (prolongamento) e a Rua Rio Jordão. A estrutura planejada inclui 350 leitos, dos quais 40 serão de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de 14 salas cirúrgicas, centro de diagnóstico por imagem completo e duas salas para tomógrafos. Há previsão de implantação de diversos equipamentos modernos para diagnósticos por imagem.
Também estão incluídas no projeto a construção de um heliponto, uma usina de energia, sistema de reuso de água e uso de materiais sustentáveis. Há ainda tratativas com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para viabilizar a construção de uma alça de viaduto que ligue a BR-101 diretamente à Rua Rio Jordão, com o objetivo de facilitar o acesso ao hospital.
Reações de entidades médicas
A suspensão da licitação gerou manifestações de entidades médicas potiguares, que consideram a obra necessária diante da carência de leitos hospitalares, mas alertam para deficiências na rede já existente. As entidades apontam que, antes da criação de novas unidades, seria fundamental melhorar o funcionamento dos hospitais em operação, que enfrentam dificuldades estruturais e de abastecimento.
A ausência de consulta às entidades durante a concepção do projeto também foi criticada. Representantes do setor médico ressaltaram que a falta de diálogo e de investimentos na atual rede hospitalar pode comprometer a efetividade da nova unidade caso a gestão de recursos e infraestrutura não seja aprimorada.
Além disso, há preocupações com os impactos da judicialização do processo, que pode atrasar o início das obras. A expectativa inicial era de que o hospital fosse entregue em até dois anos, com funcionamento previsto para 2027.
Situações podem causar ou intensificar desconfortos respiratórios, além de danificar imóveis
Com a chegada do inverno na última sexta-feira (20) e o aumento da probabilidade de chuvas, acende-se um alerta importante: os casos de mofo e infiltrações nas residências tendem a se intensificar, gerando desconforto e riscos à saúde.
De acordo com o infectologista Igor Queiroz, professor de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), cujo curso é parte integrante da Inspirali, o melhor ecossistema de educação em saúde do país, a combinação entre excesso de umidade e falta de ventilação adequada cria um ambiente ideal para o desenvolvimento de fungos em superfícies como paredes, tetos e pisos.
Segundo ele, esse risco se justifica porque a exposição ao mofo pode causar impactos importantes na saúde, especialmente em pessoas que já convivem com doenças respiratórias e outras condições.
“Esses fungos provocam reações alérgicas e inflamatórias nas vias respiratórias. Isso tende a piorar quadros de asma, rinite e bronquite, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças autoimunes”, explica.
Além dos impactos à saúde, os danos causados por infiltrações também são bastante comuns durante o período chuvoso. Quando telhados apresentam falhas ou as paredes não recebem a impermeabilização adequada, a água consegue penetrar nas estruturas, comprometendo a conservação do imóvel e favorecendo o aparecimento de mofo.
Diante desse cenário, adotar ações preventivas é essencial para evitar a proliferação de mofo e reduzir os danos causados por infiltrações, especialmente durante os períodos de chuva intensa. “Ao identificar sinais como manchas de umidade ou odores característicos, é importante agir rapidamente e buscar a solução adequada. Caso surjam sintomas respiratórios fora do comum, a orientação é procurar atendimento médico”, frisa o docente da UnP/Inspirali.
Medidas preventivas
Impermeabilização adequada das estruturas da casa (paredes, telhados e lajes);
Ventilação frequente dos ambientes internos para reduzir a umidade;
Uso de desumidificadores em cômodos com pouca circulação de ar;
Manutenção regular de telhados, calhas e ralos para evitar acúmulo de água;
Reparos imediatos em sinais de infiltração ou vazamentos;
Monitoramento de manchas de umidade e mofo em paredes, tetos e móveis;
Busca por orientação médica ao perceber sintomas respiratórios persistentes;
Contratação de profissionais especializados em construção e manutenção para corrigir falhas estruturais de forma eficaz.
Sobre a Universidade Potiguar – UnP
Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima. É uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos (graduação, pós-graduação e extensão) e 14 instituições – localizadas em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis e Natal e em importantes centros de desenvolvimento do país, como Piracicaba (SP), São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Tubarão (SC), Vespasiano (MG) e Jacobina (BA).
As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. O portfólio da Inspirali contempla também cursos livres e especializações focados na medicina integrativa e aborda temas relevantes no cenário global, a exemplo da pós-graduação em cannabis medicinal, primeiro curso na área certificado pelo Ministério da Educação (MEC). A aprendizagem digital ativa oferece recursos tecnológicos (robôs de alta fidelidade e realidade virtual e aumentada MedRoom) e apoio socioemocional, assim como as atividades práticas e o acompanhamento personalizado.
Angiologista e cirurgiã vascular, Dra. Ilana Barros explica como identificar, tratar e prevenir complicações causadas por alterações na coagulação do sangue.
Silenciosa, pouco compreendida e muitas vezes diagnosticada tardiamente, a trombofilia é uma condição que altera o sistema de coagulação sanguínea, facilitando a formação de coágulos. Muitas vezes, o distúrbio passa despercebido por anos, mas pode levar a complicações graves como trombose venosa profunda, embolia pulmonar e acidente vascular cerebral (AVC). A angiologista Dra. Ilana Barros reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico, sobretudo em pessoas com histórico familiar ou episódios anteriores sem causa aparente.
A trombofilia pode ser hereditária, causada por mutações genéticas, ou adquirida ao longo da vida devido a fatores autoimunes, uso de medicamentos ou outras doenças. Segundo a American Society of Hematology, a incidência de trombose venosa é de 1 a 2 casos para cada mil adultos por ano. Em cerca de 60% desses casos, há predisposição genética envolvida. As mutações mais frequentes são o Fator V de Leiden, presente em até 7% da população caucasiana, e a mutação da Protrombina G20210A, que acomete entre 1% e 4% da população geral. Deficiências de antitrombina, proteína C e proteína S são mais raras, mas elevam em até dez vezes o risco de eventos trombóticos.
“Muitos pacientes levam uma vida aparentemente normal até serem surpreendidos por uma trombose. Por não apresentar sintomas prévios, a condição geralmente só é detectada após um episódio grave”, explica a Dra. Ilana Barros. Ela ressalta que os exames laboratoriais para trombofilia são específicos e devem ser indicados e interpretados por um médico, conforme cada caso.
Os sintomas que podem indicar um evento trombótico incluem dor e inchaço em uma das pernas, no caso da trombose venosa profunda, e falta de ar súbita, que pode ser sinal de embolia pulmonar. Porém, a trombofilia em si, quando não complicou, não manifesta sinais clínicos.
O tratamento depende do perfil individual do paciente. Nem sempre há necessidade de medicação contínua, mas sim de orientações específicas para momentos de maior risco, como cirurgias, imobilização prolongada ou viagens longas. “Nem todo paciente precisará de anticoagulantes por tempo indeterminado. O acompanhamento personalizado é fundamental para equilibrar os riscos da trombose e os efeitos dos medicamentos”, destaca a especialista.
Para a Dra. Ilana Barros, embora muitas vezes silenciosa, a trombofilia pode ser controlada com medidas simples quando o diagnóstico é feito a tempo. “Prevenção é o nosso melhor recurso. Com atenção e informação adequada, é possível reduzir significativamente as complicações. O importante é não ignorar os sinais de alerta e buscar avaliação médica especializada”, conclui.
Para mais informações e dicas, confira o Instagram: @drailanabarros
Sobre Dra. Ilana Barros
Sobre Drª Ilana Barros: formada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador-BA, e com Residência Médica em Cirurgia Vascular no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife-PE.
Além de sua formação inicial e residências, a Dra. é especializada em Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular na ANGIORAD, em Recife-PE, e Pós-graduada em Laser, Cosmiatria e Procedimentos no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo-SP.
Construtora vencedora ficou em quarto lugar na concorrência; Governo do RN nega irregularidades e defende legalidade do processo
O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu temporariamente a licitação realizada pelo Governo do Rio Grande do Norte para a construção do Hospital Metropolitano. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (24.jun.2025) e divulgada pela Revista Veja.
De acordo com a publicação, a suspensão ocorreu após denúncia apontar que a construtora vencedora do certame não apresentou a melhor proposta, ficando inicialmente em quarto lugar na concorrência pública. A denúncia sustenta que o governo estadual desclassificou as três primeiras colocadas, que tinham valores mais vantajosos, utilizando critérios questionáveis que possibilitaram a vitória do consórcio formado pelas empresas Ramalho Moreira, A. Gaspar e Edcon.
Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte negou qualquer irregularidade no processo de licitação. Segundo o texto, o procedimento foi conduzido com rigor técnico, em conformidade com a legislação vigente e de forma transparente.
“O Governo do Estado do Rio Grande do Norte afirma que não existe qualquer irregularidade na licitação referente à construção do novo Hospital Metropolitano, suspensa temporariamente pelo Tribunal de Contas da União (TCU)”, diz o comunicado.
O governo detalhou os motivos que levaram à desclassificação das três primeiras empresas na disputa. A nota afirma que:
A primeira colocada não apresentou toda a documentação exigida;
A segunda empresa não atendeu aos requisitos técnicos fundamentais, conforme apontado por outras concorrentes;
A terceira colocada não entregou a documentação dentro do prazo estipulado pelo edital.
Somente após essas eliminações, segundo o Executivo estadual, foi convocado o consórcio classificado em quarto lugar. O Governo afirmou ainda que todos os atos do processo foram fundamentados e tornados públicos em detalhes.
“O processo foi conduzido com rigor técnico, respeito à legislação e absoluta transparência”, diz outro trecho da nota. “Todos os atos praticados neste e em demais processos administrativos do Governo do Estado são firmados sobre o alicerce da lisura, pelo respeito ao erário e principalmente com a população.”
A suspensão temporária da licitação ainda não tem prazo definido para ser analisada pelo TCU. O consórcio vencedor da licitação é formado pelas empresas Ramalho Moreira, A. Gaspar e Edcon.
Até a publicação desta matéria, o TCU não havia divulgado nota oficial detalhando os fundamentos da decisão de suspensão. Também não foram informados prazos para retomada ou eventual anulação do processo licitatório.
Operadoras não compareceram a convocação sobre negativas de atendimento a pessoas com TEA e serão acionadas judicialmente
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Natal, que investiga supostas negativas de atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por parte de operadoras de planos de saúde, decidiu nesta segunda-feira (23.jun.2025) solicitar ao Poder Judiciário a condução coercitiva de representantes das empresas Hapvida e Humana Saúde. Ambas foram convocadas para prestar esclarecimentos, mas não compareceram nem apresentaram justificativas à comissão.
Segundo o presidente da CEI, vereador Kleber Fernandes (PSDB), a ausência sem justificativa configura afronta ao Poder Legislativo e desrespeito aos consumidores. “Esta Casa Legislativa não se calará diante das reiteradas afrontas e desrespeitos. São inúmeras denúncias de descredenciamento de clínicas, negativas de autorização e descaso generalizado com famílias que lutam para garantir o tratamento de seus filhos. A judicialização é necessária diante do silêncio das operadoras”, afirmou.
A decisão foi tomada durante reunião ordinária da comissão, que apura denúncias apresentadas por pais e responsáveis de pessoas com TEA. As denúncias incluem o descredenciamento de clínicas especializadas, negativa de cobertura de terapias e demora na autorização de procedimentos.
A única operadora de saúde que apresentou justificativa foi a Unimed Natal, que solicitou o reagendamento de sua oitiva em razão de mudanças recentes na diretoria. O pedido foi aceito pela comissão, e a nova audiência ficou marcada para o dia 6 de agosto. Os novos gestores da Unimed deverão comparecer para prestar esclarecimentos sobre as práticas da operadora no atendimento a pessoas com TEA.
O vice-presidente da comissão, vereador Daniel Santiago (PP), também criticou a ausência das empresas. “Se eles desrespeitam uma convocação assinada por 28 dos 29 vereadores, imagina o que fazem com essas crianças e essas famílias. Estamos respaldados pelo povo, e a Procuradoria da Casa já está encaminhando a judicialização para garantir a condução coercitiva”, declarou.
A CEI dos Planos de Saúde foi instalada em 10 de junho com o objetivo de investigar negativas ilegais no custeio e fornecimento de terapias a pessoas com TEA. A comissão foi criada após diversas denúncias de pais e mães atípicos que relataram dificuldades para garantir o tratamento de seus filhos por meio dos planos de saúde.
A comissão é formada pelos vereadores Kleber Fernandes (PSDB), Daniel Santiago (PP), Tércio Tinoco (União Brasil), Thábata Pimenta (PSOL) e Herberth Sena (PV). A convocação realizada nesta segunda-feira (23) foi um desdobramento direto de uma audiência pública promovida anteriormente pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, que discutiu o mesmo tema.
Na ocasião, representantes das operadoras também foram convidados, mas nenhuma das empresas compareceu ao debate. A ausência generalizada resultou na repercussão do caso entre os parlamentares e levou à criação da CEI com o apoio de 28 dos 29 vereadores da Casa Legislativa.
O próximo passo será o encaminhamento da solicitação formal ao Poder Judiciário, com o objetivo de garantir a presença dos representantes das operadoras nas oitivas futuras da comissão.
Foto: Verônica Macedo / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Situação pode causar crises respiratórias e alterações cardíacas nos animais
Apesar de encantarem visualmente o público, os fogos ruidosos representam uma ameaça real para o bem-estar dos animais e das pessoas com hipersensibilidade auditiva. A médica-veterinária Kátia Freire, professora da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o ecossistema Ânima, chama a atenção para os danos muitas vezes invisíveis, mas prejudiciais para os animais.
“É preciso compreender que os animais possuem uma audição muito mais aguçada que a dos seres humanos, em alguns casos, até dez vezes mais sensível. Por isso, o barulho intenso e repentino das explosões provoca reações de medo, dor, estresse e desorientação”, explica a especialista.
De acordo com a veterinária, os efeitos vão desde latidos excessivos, tremores, salivação e automutilação até complicações mais sérias. “Infelizmente, não são raros os casos de animais que morrem em decorrência do estresse ou que fogem em desespero e acabam atropelados ou feridos”, afirma. Além disso, os ruídos afetam também pessoas neuroatípicas e indivíduos com hipersensibilidade auditiva, que podem vivenciar crises dolorosas diante do barulho.
Os impactos nos animais não se restringem aos momentos de barulho. Segundo a professora, o estresse gerado pode desencadear crises respiratórias e alterações cardíacas, especialmente em filhotes, idosos ou animais com doenças pré-existentes. “E há ainda o trauma psicológico. Muitos desenvolvem fobias sonoras, comportamentos agressivos ou medo de ambientes abertos”, completa.
O que fazer para protegê-los?
A orientação mais eficaz, segundo a médica-veterinária, é simples: evitar o uso de fogos com ruídos. “Já existem alternativas modernas e encantadoras, como espetáculos com drones e projeções visuais — soluções inovadoras e ambientalmente corretas”, recomenda.
Caso o animal seja exposto a uma situação em que não é possível evitar o barulho dos fogos, a professora Kátia traz algumas recomendações. “Durante festas, mantenha os animais em ambientes seguros, fechados e tranquilos. Uma música ambiente suave pode ajudar a disfarçar os sons externos”, diz.
Ela também reforça que, se o animal já teve crises em anos anteriores, é fundamental procurar um veterinário. “Em alguns casos, pode ser necessário um tratamento com medicamentos ou técnicas de dessensibilização”, completa.
Sobre a Universidade Potiguar – UnP
Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.
Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 370 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.
Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas do mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. A companhia também se destacou no Finance & Law Summit Awards – FILASA, em 2022, como Melhor Departamento de Compliance. Em 2021, a organização educacional foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.
Medida visa proteger a saúde da população brasileira
A partir desta segunda-feira (23), farmácias e drogarias começam a reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
A categoria inclui a semaglutida, a liraglutida, a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.
A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.
Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.
A análise, segundo a agência, se baseou em dados de notificação do VigiMed, sistema disponibilizado pela Anvisa para que cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos possam reportar suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas.
Em uma análise comparativa, o sistema de farmacovigilância, de acordo com a agência, sinalizou “muito mais eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas pela Anvisa no Brasil do que os dados globais”.
Ao apresentar seu voto, em abril, o diretor-presidente substituto da Anvisa, Rômison Rodrigues Mota, destacou que o incentivo ao uso de canetas emagrecedoras apenas com finalidade estética, acompanhado de promessas e depoimentos de rápida perda de peso e sem o devido acompanhamento médico, coloca em risco a saúde dos usuários:
“Estamos falando de medicamentos novos, cujo perfil de segurança a longo prazo ainda não é totalmente conhecido. Por isso, é fundamental o monitoramento e a vigilância. O uso sem avaliação, prescrição e acompanhamento por profissionais habilitados, de acordo com as indicações autorizadas, pode aumentar os riscos e os potenciais danos à saúde.”
Entenda
Com a decisão da diretoria colegiada da Anvisa, a prescrição de medicamentos agonistas GLP-1, incluindo Ozempic, Mounjaro e Wegovy, deve ser feita em duas vias, e a venda só pode ocorrer com a retenção da receita nas farmácias e drogarias, assim como acontece com antibióticos.
A validade das receitas será de até 90 dias a partir da data de emissão, período durante o qual poderão ser utilizadas pelo paciente.
Farmácias e drogarias, por sua vez, devem incluir, no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), a escrituração da movimentação de compra e venda dos medicamentos.
Segundo a agência, a decisão não altera o direito do profissional médico de prescrever os medicamentos para finalidades diferentes das descritas na bula.
A prática, conhecida como uso off label, ocorre quando o médico entende que, para determinado paciente, os benefícios do tratamento superam os riscos.
“É uma decisão tomada com responsabilidade pelo médico e sempre com o devido esclarecimento ao paciente, garantindo que ele esteja bem-informado sobre o procedimento”, destacou a Anvisa.
Uso indiscriminado
A retenção do receituário de canetas emagrecedoras já era defendida por entidades da área da saúde, incluindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.
Em nota aberta, as entidades citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.
“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém não a retenção da mesma pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.
As festas juninas são marcadas por muitas comidas típicas, fogueiras e fogos de artifício, elementos que tornam essa época especial. Esse cenário também traz um aumento nos casos de queimaduras, especialmente entre crianças, jovens e idosos. Especialistas reforçam a importância da prevenção e do preparo para agir rapidamente em situações de acidente.
“A maioria das queimaduras pode ser evitada com cuidados simples, como manter as crianças afastadas do fogo e evitar o uso inadequado de fogos. A supervisão de um adulto responsável é fundamental para garantir a segurança durante as celebrações, pois o adulto deve auxiliar ao acender fósforos e manusear os fogos de artifício, prevenindo acidentes”, explica a professora Vera Lúcia, docente do curso de Enfermagem da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.
Também é importante tomar precauções especiais com as fogueiras, que também são fonte comum de queimaduras nesse período. “As fogueiras devem ser montadas em locais abertos e afastados de materiais inflamáveis e de fiações elétricas, com um espaço seguro ao redor para evitar que crianças e adultos se aproximem demais. Nunca se deve deixar a fogueira sem supervisão e é fundamental extingui-la completamente após o uso”, orienta Lúcia.
Além dos riscos relacionados a fogueiras e fogos de artifício, é fundamental redobrar a atenção durante o preparo das comidas típicas, especialmente entre adultos e idosos. O uso constante do fogão pode levar a acidentes domésticos, como queimaduras por contato com superfícies quentes ou óleo quente.
“Para prevenir esses acidentes, é importante manter o ambiente organizado, evitar roupas largas que possam prender fogo e nunca deixar panelas no fogo sem supervisão”, orienta a professora Vera Lúcia. Ela ainda recomenda manter crianças afastadas da cozinha durante o preparo dos alimentos e ter sempre à mão um kit de primeiros socorros para emergências.
Emergências
Além disso, a profissional destaca que a rapidez no atendimento inicial é fundamental para minimizar os danos. “Se a queimadura ocorrer por contato direto com o fogo, resfriar a queimadura com água corrente por pelo menos 10 minutos ajuda a aliviar a dor e evita que a lesão se agrave”. Ela alerta ainda que “não se deve aplicar gelo, pomadas caseiras ou substâncias não indicadas, pois isso pode piorar a queimadura e aumentar o risco de infecção”.
Em caso de queimaduras graves, que atingem grandes áreas do corpo, face, mãos, pés ou genitais, ou quando surgem bolhas e muita dor, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente. “Manter a vacinação contra tétano em dia é outro cuidado essencial para prevenir complicações”, lembra Vera Lúcia.
Sobre a Universidade Potiguar – UnP
Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.
Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 370 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.
Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas do mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. A companhia também se destacou no Finance & Law Summit Awards – FILASA, em 2022, como Melhor Departamento de Compliance. Em 2021, a organização educacional foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.
A tecnologia permite que o oxigênio se dissolva em maior quantidade no plasma, o que acelera a cicatrização e ajuda a combater infecções graves
Combinando conhecimento, tecnologia e atendimento emergencial, o Hospital Naval de Natal (HNNa) abriu suas portas para receber alunos de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), cujo curso é parte integrante da Inspirali, melhor ecossistema de educação em saúde do país. A visita proporcionou aos estudantes uma imersão prática na medicina hiperbárica, área fundamental em cenários civis e militares.
Durante a atividade, os futuros médicos puderam compreender de forma aprofundada como funciona o atendimento nessa especialidade, observando casos clínicos frequentes e os protocolos utilizados. Um dos destaques foi a câmara hiperbárica, equipamento essencial no tratamento de condições que requerem a administração de oxigênio em alta pressão. A tecnologia permite que o oxigênio se dissolva em maior quantidade no plasma, o que acelera a cicatrização e ajuda a combater infecções graves.
Durante a visita, os estudantes tiveram acesso aos sistemas de controle e aos parâmetros de operação da câmara, além de conhecerem os cuidados exigidos durante os procedimentos. “A atividade faz parte da proposta da UnP de inserir seus alunos em cenários reais de atuação médica, fortalecendo o aprendizado por meio da vivência em ambientes especializados”, afirma a coordenadora de Medicina da UnP/Inspirali, professora Regina Venturini.
A parceria entre a Universidade Potiguar e o Hospital Naval também evidencia a relevância da integração entre instituições acadêmicas e militares na formação médica no Brasil. De acordo com o Capitão Nelson, “a familiarização dos alunos com a infraestrutura da Marinha prepara-os não apenas para atender casos civis, mas também para futuras missões de resposta a desastres ou operações conjuntas de saúde pública”.
A visita despertou o interesse de muitos alunos pela área da medicina militar, ao apresentar possibilidades de atuação dentro da Marinha e em centros especializados em oxigenoterapia hiperbárica, sejam eles públicos ou privados.
Sobre a Universidade Potiguar – UnP
Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima. É uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos (graduação, pós-graduação e extensão) e 14 instituições – localizadas em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis e Natal e em importantes centros de desenvolvimento do país, como Piracicaba (SP), São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Tubarão (SC), Vespasiano (MG) e Jacobina (BA).
As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. O portfólio da Inspirali contempla também cursos livres e especializações focados na medicina integrativa e aborda temas relevantes no cenário global, a exemplo da pós-graduação em cannabis medicinal, primeiro curso na área certificado pelo Ministério da Educação (MEC). A aprendizagem digital ativa oferece recursos tecnológicos (robôs de alta fidelidade e realidade virtual e aumentada MedRoom) e apoio socioemocional, assim como as atividades práticas e o acompanhamento personalizado.