Governo Federal

Leis sancionadas por Lula incluem monitoramento por tornozeleiras eletrônicas de agressores contra mulheres

Leis sancionadas por Lula incluem monitoramento por tornozeleiras eletrônicas de agressores contra mulheres

Novas leis ampliam combate à violência doméstica e criam data nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher. A assinatura ocorreu no Palácio do Planalto e abrange medidas relacionadas ao monitoramento de agressores, à tipificação de novos crimes e à criação de uma data nacional.

Uma das leis sancionadas estabelece a possibilidade de monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica. A medida amplia os mecanismos de acompanhamento de pessoas investigadas ou responsabilizadas por esse tipo de crime, com o objetivo de reforçar o cumprimento de medidas protetivas.

Outro projeto sancionado tipifica o crime de vicaricídio, caracterizado pelo assassinato de filhos ou parentes com a finalidade de atingir ou causar sofrimento à mulher. A inclusão desse tipo penal na legislação busca enquadrar condutas específicas relacionadas à violência indireta contra mulheres.

A terceira medida institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas. A criação da data tem como objetivo ampliar a visibilidade de casos envolvendo esse grupo e fortalecer ações voltadas à proteção de direitos.

Durante a cerimônia, foram apresentadas considerações sobre a necessidade de atualização constante das leis diante das diferentes formas de violência. Foi destacado que mudanças legislativas são adotadas para responder a novas práticas e formas de violação, que surgem ao longo do tempo.

Também foi mencionada a importância de medidas voltadas à prevenção, com ênfase na abordagem educacional. A discussão incluiu a necessidade de ações que atuem na formação de comportamento, especialmente entre jovens, como forma de reduzir a ocorrência de violência.

Outro ponto abordado diz respeito ao acesso a conteúdos em plataformas digitais. Foi citada a influência de informações disponíveis na internet e a necessidade de avanços na regulação de conteúdos considerados inadequados, com o objetivo de reduzir impactos relacionados ao comportamento.

A discussão incluiu ainda a necessidade de atuação sobre fatores que contribuem para a ocorrência de violência, além das respostas legais aplicadas após os crimes. Foram mencionados desafios relacionados ao acompanhamento de conteúdos acessados por jovens e à capacidade de famílias em monitorar essas atividades.

As leis sancionadas passam a integrar o conjunto de normas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher no país, com inclusão de novos instrumentos legais e reconhecimento de situações específicas no ordenamento jurídico.

Foto: Divulgação/SSP-DF

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Lula publica mensagem de Páscoa e Alckmin fala em fortalecimento de laços

Lula publica mensagem de Páscoa e Alckmin fala em fortalecimento de laços

Presidente e vice-presidente utilizaram redes sociais para destacar o significado da Páscoa e a importância da convivência familiar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou neste domingo (5) uma mensagem de Páscoa direcionada aos brasileiros. A manifestação foi feita por meio de publicação nas redes sociais, acompanhada de uma imagem ao lado de crianças e da primeira-dama Janja Lula da Silva.

Na mensagem, o presidente destacou o significado da data como um período de renovação e convivência familiar. Segundo ele, a celebração deve ser marcada por união e tranquilidade nos lares.

“A Páscoa é um momento de renovação e de união com a família. Que este domingo seja de muita alegria e paz nos lares brasileiros. Feliz Páscoa a todos”, afirmou o presidente na publicação.

A divulgação ocorreu durante o domingo de Páscoa, data tradicional do calendário cristão, quando lideranças públicas costumam se manifestar em redes sociais e canais institucionais.

Alckmin também se manifesta sobre o significado da data

O vice-presidente Geraldo Alckmin também publicou mensagem relacionada à Páscoa. Em sua declaração, ele associou a data à celebração religiosa e ao fortalecimento dos vínculos familiares.

Segundo Alckmin, o período representa a expressão do amor de Deus à humanidade e deve ser aproveitado para o convívio com pessoas próximas.

“A Páscoa é, essencialmente, a celebração do amor de Deus à humanidade. É um momento especial para estarmos ao lado de quem amamos e fortalecendo nossos laços”, declarou.

O vice-presidente também mencionou o simbolismo da ressurreição de Jesus como elemento de renovação de expectativas para as famílias brasileiras.

“Que a ressurreição de Jesus renove as esperanças das famílias brasileiras. Uma Páscoa abençoada e cheia de amor infinito”, completou.

Publicações seguem padrão de manifestações oficiais em datas comemorativas

As mensagens divulgadas por autoridades seguem uma prática recorrente em datas comemorativas, quando representantes do Poder Executivo utilizam redes sociais para se comunicar diretamente com a população.

As publicações costumam abordar valores associados às datas, como união, convivência familiar e aspectos religiosos, sem anúncios de medidas administrativas ou políticas públicas.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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PDT convida Rafael Motta para filiação e mira eleições de 2026 no RN; ex-deputado pode concorrer ao Senado

PDT convida Rafael Motta para filiação e mira eleições de 2026 no RN; ex-deputado pode concorrer ao Senado

Filiação de Rafael Motta entra no radar do PDT para eleições de 2026

O diretório estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Rio Grande do Norte informou, nesta quinta-feira (2), que convidou o ex-deputado federal Rafael Motta para se filiar à legenda. O movimento integra a estratégia de reorganização do partido com foco nas eleições de 2026.

O comunicado foi feito por meio de nota divulgada à imprensa. Segundo o partido, o convite foi articulado pelo ex-senador Jean Paul Prates e pela presidente estadual da sigla, Márcia Maia. A iniciativa busca ampliar a presença política da legenda no estado.

De acordo com a nota oficial, a possível filiação de Rafael Motta é considerada um reforço para o projeto político do partido. O PDT destacou, no comunicado, a necessidade de construção de um ambiente baseado em maturidade, convergência e capacidade de composição no cenário atual.

O partido também informou que, caso a filiação seja confirmada, a definição da chapa majoritária será debatida internamente. Entre os pontos que deverão ser discutidos estão a candidatura ao Senado e a composição da primeira suplência.

Ainda conforme a legenda, as decisões serão tomadas com base em critérios políticos e eleitorais. O objetivo é estruturar uma candidatura considerada competitiva dentro do cenário estadual.

O PDT afirmou também que pretende preservar a unidade interna durante o processo e ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade potiguar. A construção de uma candidatura ao Senado integra essa estratégia.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Marina Silva e Renan Filho deixam ministérios para disputar eleições

Marina Silva e Renan Filho deixam ministérios para disputar eleições

Exoneração de ministros ocorre dentro do prazo legal para participação nas eleições de 2026

Mais dois ministros do governo federal deixaram formalmente seus cargos nesta quarta-feira (1º). A informação consta em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), que trouxe as exonerações de Marina Silva, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e de Renan Filho, do Ministério dos Transportes.

Ambos deverão disputar cargos eletivos nas eleições de outubro. Marina Silva pode concorrer ao Senado pelo estado de São Paulo, enquanto Renan Filho deve disputar o governo de Alagoas, unidade federativa que já administrou anteriormente.

Com as saídas, os cargos passam a ser ocupados pelos então secretários-executivos das respectivas pastas. No Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco assume o comando. Já no Ministério dos Transportes, a função passa a ser exercida por George Palermo Santoro.

Os secretários-executivos ocupam o segundo nível na hierarquia dos ministérios e assumem interinamente ou de forma efetiva em casos de substituição do titular.

De acordo com as informações divulgadas, cerca de 18 dos 37 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverão deixar os cargos para disputar as eleições. As exonerações seguem uma exigência da legislação eleitoral.

A norma determina que ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos devem se afastar das funções até seis meses antes da data das eleições, caso pretendam concorrer a outros cargos. O prazo se encerra no dia 4 de abril, considerando que o primeiro turno está previsto para o dia 4 de outubro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desincompatibilização tem como objetivo impedir o uso da estrutura da administração pública em benefício de candidaturas. A medida busca garantir equilíbrio entre os candidatos durante o processo eleitoral.

A regra também se aplica a outras funções públicas, como magistrados, secretários estaduais e membros de tribunais de contas, além de dirigentes de empresas e fundações públicas.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Orçamento de 2026 tem bloqueio de R$ 1,6 bilhão em despesas

Governo federal bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026 e mantém limite de gastos ao longo do ano

O governo federal publicou decreto que detalha o bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. Do total, R$ 1,26 bilhão corresponde a despesas do Poder Executivo e R$ 334 milhões referem-se a emendas parlamentares.

A medida integra a estratégia de controle fiscal e tem como objetivo adequar o ritmo de execução das despesas à arrecadação prevista ao longo do ano.

Bloqueio atinge despesas discricionárias

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o congelamento recai principalmente sobre despesas discricionárias, que são aquelas não obrigatórias.

Os investimentos vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento não foram incluídos no bloqueio.

O governo informou que a execução orçamentária seguirá sendo monitorada para garantir o cumprimento da meta fiscal estabelecida para 2026.

Faseamento de gastos limita execução até novembro

Além do bloqueio, o decreto mantém o mecanismo de faseamento de empenho. A medida limita a autorização de despesas ao longo do ano. Na prática, o mecanismo pode restringir até R$ 42,9 bilhões em despesas discricionárias até novembro de 2026.

A liberação dos limites de empenho ocorrerá de forma gradual, conforme o desempenho da arrecadação federal. O cronograma prevê liberações em maio, novembro e dezembro, com base nas reavaliações fiscais do Orçamento.

Distribuição dos bloqueios por ministérios

O bloqueio foi distribuído entre diferentes órgãos e ministérios. Entre os principais valores estão:

  • Ministério dos Transportes: R$ 476,7 milhões
  • Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: R$ 131 milhões
  • Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões
  • Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões
  • Ministério da Fazenda: R$ 100 milhões
  • Ministério das Cidades: R$ 84 milhões
  • Agência Nacional de Transportes Terrestres: R$ 81,2 milhões
  • Ministério do Esporte: R$ 67,7 milhões
  • Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 30,3 milhões
  • Ministério da Cultura: R$ 23,9 milhões
  • Ministério das Comunicações: R$ 19,3 milhões
  • Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 8,8 milhões
  • Ministério do Turismo: R$ 7,3 milhões
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar: R$ 3,4 milhões
  • Ministério da Saúde: R$ 1,7 milhão

Órgãos têm prazo para indicar cortes

Os órgãos federais têm prazo até 7 de abril para indicar quais programações orçamentárias serão afetadas pelo bloqueio.

No caso das emendas parlamentares, a distribuição dos cortes seguirá as regras previstas na legislação orçamentária vigente.

O governo informou que novos ajustes poderão ser adotados ao longo do ano, caso haja necessidade de adequação às metas fiscais.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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Lula confirma Alckmin na vice e anuncia saída de ministros para eleições

Lula confirma Alckmin na vice e anuncia saída de ministros para eleições

Presidente confirma Alckmin como vice e se despede de ministros que deixarão o governo para disputar eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente da República. A declaração ocorreu durante a primeira reunião ministerial de 2026.

Na mesma ocasião, o presidente se despediu de ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições previstas para outubro.

Durante o encontro, Lula tratou das mudanças na composição do governo. Segundo ele, dos 37 ministros, pelo menos 18 devem deixar as funções para concorrer a cargos eletivos.

Entre os nomes está o próprio Geraldo Alckmin, que além da vice-presidência também ocupava o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O presidente explicou que ministros que pretendem disputar eleições precisam deixar os cargos até o prazo de desincompatibilização, que ocorre seis meses antes do primeiro turno. A data limite é 4 de abril, considerando que a votação será realizada em 4 de outubro.

Lula destacou que o presidente da República e o vice-presidente não precisam deixar os cargos para disputar a reeleição. A regra se aplica apenas a candidatos que buscam outros cargos.

Durante a reunião, o presidente também afirmou que não fará novas nomeações para substituir os ministros que deixarão o governo. Segundo ele, as funções serão assumidas por integrantes da equipe atual.

Ele citou como exemplo o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu a condução da pasta após a saída do ministro Fernando Haddad.

Lula afirmou que a equipe atual terá a responsabilidade de manter o funcionamento das atividades do governo até o fim do mandato.

Ao abordar o cenário político, o presidente declarou que a política tem enfrentado mudanças e mencionou o custo de campanhas eleitorais. Ele afirmou que há relatos sobre valores elevados para disputas a cargos como deputado federal.

Segundo o presidente, a situação exige reflexão sobre o processo político e as condições para participação nas eleições.

A reunião marcou a primeira agenda ministerial do ano e ocorreu em meio à reorganização do governo com foco no calendário eleitoral.

Foto: Ricardo Stuckert

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'Lula é um grande brasileiro': relembre os elogios de Álvaro Dias ao presidente petista

‘Lula é um grande brasileiro’: relembre os elogios de Álvaro Dias ao presidente petista

Antes de sua movimentação em direção ao PL, Álvaro Dias também declarou publicamente que não se considerava bolsonarista

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, embora tenha intensificado críticas ao PT recentemente e anunciado filiação ao PL, possui um histórico de declarações favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em momentos de sua gestão na capital potiguar, Dias utilizou espaços públicos e entrevistas para enaltecer a figura do petista e as políticas sociais implementadas por seus governos.

Em outubro de 2023, durante evento no Centro Administrativo com a presença de ministros de Estado e da governadora Fátima Bezerra, o então prefeito proferiu um discurso de reconhecimento. Na ocasião, ele afirmou que as políticas dos governos do PT foram responsáveis por alcançar a população mais pobre do país.

O reconhecimento de lula como um grande brasileiro e a sensibilidade nordestina

Durante o evento oficial, Álvaro Dias atribuiu o sucesso de programas sociais à origem do presidente. Segundo ele, o fato de o Brasil ter um mandatário nordestino com sensibilidade, que vivenciou as dificuldades da região, permitiu a criação e ampliação de bolsas que promoveram a maior distribuição de renda da história nacional.

Em outra oportunidade, durante entrevista ao Falei Podcast em julho de 2023, Álvaro Dias chamou o presidente de “grande brasileiro”. Ele ressaltou que, apesar de circunstâncias eleitorais, considerava Lula um homem bem-intencionado, focado em combater as desigualdades sociais decorrentes do processo de colonização do Brasil.

A dívida de gratidão do nordeste e a aliança com o Republicanos

A postura de Álvaro Dias também se estendeu ao campo partidário e regional. Dias depois do evento no Centro Administrativo, em entrevista à rádio 98 FM Natal, o político reiterou que o povo nordestino deve gratidão ao presidente. Ele enfatizou a importância da assistência federal à região do semiárido, afirmando que a atuação de Lula evitou que milhares de pessoas fossem vitimadas pelas dificuldades das secas.

Na época, como dirigente do Republicanos, Álvaro Dias fez questão de se posicionar como um aliado institucional. Ele destacou que o partido fazia parte da base de apoio do governo federal e estava pronto para colaborar com o projeto de construção de um país socialmente justo e economicamente próspero. Segundo o ex-prefeito, ele não encontrava obstáculos ou dificuldades na obtenção de verbas federais para Natal junto aos ministérios da gestão petista.

Posicionamento sobre o bolsonarismo e a relação institucional

Antes de sua movimentação em direção ao PL, Álvaro Dias também declarou publicamente que não se considerava bolsonarista. Em entrevista à 95 FM Natal em janeiro, ele afirmou que manteve uma relação de proximidade institucional com Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19, mas negou o rótulo ideológico.

Essa afirmação gerou reações no campo da direita potiguar. O deputado federal General Girão chegou a lamentar a postura, cobrando compromisso explícito com valores conservadores por parte daqueles que buscam alianças com o PL. O cenário mudou recentemente, com o anúncio de Dias de que pretende “varrer o PT” e apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Foto: Verônica Macêdo/Câmara de Natal/Ilustração

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Aumento de combustíveis em Natal chega a R$ 7,19 e governo Lula pede apuração

Aumento de combustíveis em Natal chega a R$ 7,19 e governo Lula pede apuração

O objetivo da apuração é avaliar se há indícios de reajustes abusivos por parte das distribuidoras

O preço dos combustíveis na cidade de Natal registrou novo aumento no início de março, de acordo com pesquisa realizada pelo Procon Natal nesta segunda-feira (09). O levantamento identificou reajuste em todos os tipos de combustível comercializados na capital potiguar em comparação com o mês anterior. Em alguns postos, o preço da gasolina comum chegou a R$ 7,19, valor que acendeu alerta entre consumidores e motivou um pedido de apuração por parte do governo federal.

A pesquisa do Procon Natal constatou que, mesmo sem indícios de aumento por parte da Petrobras, os preços praticados nas bombas subiram. De acordo com o Núcleo de Pesquisa do órgão, o petróleo é negociado em dólar no mercado internacional, e a alta na cotação do barril, aliada à valorização da moeda americana, elevou o custo de toda a cadeia produtiva, com impacto especialmente no transporte e na logística.

O levantamento apontou que a maioria dos postos pesquisados pratica valores acima da média geral. Dos estabelecimentos analisados, 77% comercializam etanol acima do preço médio, 87% fazem o mesmo com a gasolina comum e 82% com o diesel comum. Os dados completos da pesquisa, incluindo a planilha com variações entre maior e menor preço por região, estão disponíveis no site do Procon Natal.

Variação de preços pode chegar a 17% entre bairros

Apesar do aumento generalizado, a pesquisa identificou diferenças significativas nos preços praticados entre os bairros da capital. O consumidor que pesquisar antes de abastecer pode encontrar uma economia considerável.

A gasolina comum e o etanol mais baratos foram encontrados no bairro das Rocas, na zona Leste, com preços de R$ 6,37 e R$ 5,37, respectivamente. Já o Diesel S-10 mais em conta foi localizado por R$ 6,38 no bairro do Alecrim, também na zona Leste. O gás veicular mais barato, de R$ 4,95, foi registrado na região Sul, no bairro de Lagoa Nova.

A maior variação percentual foi observada no etanol. O combustível foi encontrado com preços entre R$ 5,39 (no bairro do Potengi, zona Norte) e R$ 6,29, uma diferença de 17,13%, o que representa R$ 0,92 a mais no bolso do consumidor por litro. Para a gasolina comum, a diferença chegou a R$ 0,80 entre o menor preço (R$ 6,37, no bairro das Rocas) e o maior (R$ 7,19), uma economia potencial de 12,87%. No diesel S-10, a variação foi de R$ 0,81, com o menor preço a R$ 6,38 (bairro da Ribeira) e o maior a R$ 7,19.

Regiões com melhores preços médios

O estudo do Procon Natal também detalhou as médias de preço por região da cidade. A zona Leste apresentou os melhores preços médios para a gasolina comum (R$ 6,88), etanol (R$ 5,80) e gás veicular (R$ 5,04). Para o diesel comum, a melhor média foi encontrada na região Sul (R$ 6,53), enquanto o diesel S-10 teve o preço médio mais baixo na zona Oeste (R$ 6,57).

Governo federal aciona Cade para investigar distribuidoras

Paralelamente ao cenário de alta identificado pelo Procon Natal, o governo federal decidiu intervir. A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a apuração do recente aumento nos preços dos combustíveis no Rio Grande do Norte, além de outros três estados e do Distrito Federal.

O objetivo é avaliar se há indícios de reajustes abusivos por parte das distribuidoras. A medida foi tomada após alertas de entidades representativas do setor, como o Sindipostos-RN, Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Minaspetro e Sulpetro. Essas organizações relataram que houve aumento nos valores de venda praticados pelas distribuidoras aos postos de combustíveis.

Cenário internacional e impacto no bolso do consumidor

De acordo com os sindicatos do setor, a elevação nos preços pode estar ligada ao avanço do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado pelo conflito iniciado no Oriente Médio em fevereiro de 2026. Em publicação nas redes sociais, o Sindipostos-RN afirmou que o cenário global “liga um alerta para o mercado de combustíveis no Brasil”, destacando a possibilidade de impactos diretos para os consumidores do estado.

Até o momento, a Petrobras não divulgou mudanças nos preços praticados em suas refinarias. Ainda assim, o reflexo nos postos de Natal já é sentido. O aumento nos combustíveis impacta diretamente o custo de vida e o orçamento das famílias, uma vez que influencia não apenas os gastos com transporte, mas também diversos outros preços da economia. Especialistas avaliam que, se a instabilidade internacional continuar pressionando o valor do petróleo, novos aumentos podem ocorrer nos próximos meses, afetando principalmente motoristas e transportadores da região metropolitana de Natal.

Próximos passos da investigação e orientações ao consumidor

Agora, cabe ao Cade analisar o documento encaminhado pela Secretaria Nacional do Consumidor e verificar se existem indícios de práticas irregulares por parte das distribuidoras. A partir dessa análise, poderão ser adotadas medidas de fiscalização ou outras ações para evitar prejuízos injustificados aos consumidores.

Enquanto isso, o Procon Natal orienta os consumidores a continuarem atentos aos preços e a pesquisarem antes de abastecer. Caso identifiquem valores muito acima da média encontrada pela pesquisa, os cidadãos podem denunciar apresentando o cupom fiscal emitido pelo posto de combustível na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, ou pelos canais de atendimento: (84) 98812-3865 e e-mail procon.natal@natal.gov.br, para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Dois anos após fuga em Mossoró, muralhas do sistema prisional federal seguem inacabadas

Dois anos após fuga em Mossoró, muralhas do sistema prisional federal seguem inacabadas

Dados da Senappen indicam atrasos, paralisações e obras não iniciadas em quatro penitenciárias federais

Dois anos após a fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, as obras de construção de muralhas anunciadas pelo governo federal para reforçar a segurança do sistema penitenciário federal ainda não foram concluídas na maior parte do país. Das cinco unidades federais existentes, apenas a penitenciária localizada em Brasília teve a obra finalizada até o momento.

Informações atualizadas da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) mostram que a unidade da capital federal recebeu um investimento de R$ 30,7 milhões para a execução da obra. Já nas penitenciárias federais de Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR), as intervenções seguem em diferentes estágios, com registros de atrasos, paralisações e obras ainda não iniciadas.

Somados, os investimentos previstos para as quatro unidades totalizam R$ 149,8 milhões. Mesmo após o governo federal classificar a segurança do sistema penitenciário como prioridade em 2024, após o episódio registrado em Mossoró, a maior parte das estruturas físicas anunciadas ainda não foi entregue.

Situação das obras nas penitenciárias federais

Mossoró (RN)

Na Penitenciária Federal de Mossoró, a construção da muralha teve início em janeiro de 2025. No entanto, a obra foi paralisada em outubro do mesmo ano após a empresa responsável abandonar o contrato.

Segundo a Senappen, a paralisação caracterizou descumprimento contratual, e a segunda colocada no processo licitatório está sendo convocada para assumir a continuidade dos trabalhos.

Valor do investimento: R$ 28,5 milhões
Prazo estimado: 10 meses após a retomada da obra

Porto Velho (RO)

Na unidade federal de Porto Velho, as obras da muralha ainda não foram iniciadas. De acordo com o cronograma informado pela Senappen, a previsão é de que os trabalhos comecem entre fevereiro e março de 2026, com conclusão estimada até dezembro do mesmo ano.

Valor do investimento: R$ 38,3 milhões

Campo Grande (MS)

Para a Penitenciária Federal de Campo Grande, o contrato firmado prevê o início das obras em fevereiro de 2026. A conclusão, conforme o planejamento atual, está prevista apenas para fevereiro de 2027.

Valor do investimento: R$ 42,9 milhões

Catanduvas (PR)

Na unidade de Catanduvas, no Paraná, a licitação para a construção da muralha está prevista para março de 2026. A estimativa apresentada aponta que a entrega da obra também deve ocorrer em 2027.

Valor estimado: R$ 40 milhões

Posicionamento do governo federal

Em nota, a Secretaria Nacional de Políticas Penais informou que, no caso específico da penitenciária de Mossoró, a paralisação ocorreu devido ao abandono da obra pela empresa contratada, caracterizando descumprimento contratual. Segundo o órgão, os trâmites legais para aplicação de sanções estão em andamento.

Sobre as demais unidades, a Senappen afirmou que as obras estão em diferentes fases dos processos licitatórios e que os cronogramas foram oficialmente comunicados. A secretaria informou ainda que os procedimentos seguem os critérios técnicos e administrativos previstos na legislação.

Foto: Depen/Divulgação / Bruno Peres/Agência Brasil

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Eduardo Leite enfrenta vaias durante discurso em agenda oficial com Lula no RS

Eduardo Leite enfrenta vaias durante discurso em agenda oficial com Lula no RS

Governador do Rio Grande do Sul pediu respeito ao público e afirmou que evento com Lula não tinha caráter eleitoral

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado na manhã desta terça-feira (20) durante discurso em um evento oficial ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ocorrência foi registrada durante uma cerimônia institucional da Petrobras, realizada para a assinatura de contratos voltados à construção de navios gaseiros.

O episódio aconteceu em um ambiente formal, mas que, ao longo do ato, passou a apresentar manifestações políticas por parte do público presente. As vaias surgiram enquanto o governador utilizava a palavra, interrompendo sua fala em diversos momentos.

Diante da reação da plateia, Eduardo Leite solicitou respeito e ressaltou que tanto ele quanto o presidente da República ocupam cargos conquistados por meio do voto popular. O governador afirmou estar cumprindo seu dever constitucional e destacou a necessidade de respeito institucional durante o evento.

“Estou cumprindo meu dever constitucional em respeito ao cargo que exerço e ao presidente. Peço respeito”, declarou o governador, enquanto as manifestações continuavam.

Durante o pronunciamento, Leite também abordou o clima de hostilidade política observado no local. Segundo ele, ataques direcionados a pessoas que possuem posições políticas diferentes contribuem para o agravamento de sentimentos como ódio, rancor e mágoa, reforçando divisões no ambiente político.

O governador afirmou ainda que a cerimônia não tinha caráter eleitoral e que se tratava de uma agenda institucional, organizada para formalizar contratos da Petrobras relacionados à ampliação da frota de navios gaseiros. De acordo com Leite, manifestações políticas em eventos desse tipo não contribuem para o diálogo e aprofundam a polarização.

Ao comentar a presença do presidente da República no estado, Eduardo Leite declarou que Lula é sempre bem-vindo ao Rio Grande do Sul, reforçando que a agenda fazia parte de compromissos institucionais entre o governo federal, a estatal e o estado.

A cerimônia contou com autoridades políticas e representantes da Petrobras, reunidos para formalizar contratos voltados à construção de embarcações destinadas ao transporte de gás. O evento integrou a agenda oficial do presidente no estado e ocorreu sob a coordenação de órgãos federais.

A cena ganhou repercussão por ocorrer em um contexto institucional, no qual manifestações políticas interromperam a fala de uma autoridade eleita. O episódio foi registrado em meio ao discurso do governador e diante do presidente da República, sem interrupção formal da cerimônia.

Foto: Mauricio Tonetto/Secom

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Governo Lula amplia sigilos e supera números registrados no último ano de Bolsonaro

Governo Lula amplia sigilos e supera números registrados no último ano de Bolsonaro

Levantamentos indicam aumento de restrições a dados públicos mesmo após promessa de revisão de sigilos

Durante a campanha eleitoral de 2022, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que promoveria uma revisão dos decretos de sigilo adotados na gestão anterior e que adotaria medidas voltadas à transparência administrativa. A proposta foi apresentada no contexto do compromisso de reavaliar restrições impostas a informações públicas durante o governo de Jair Bolsonaro.

No entanto, dados oficiais e levantamentos independentes divulgados pela coluna de Cláudio Humberto, no Diário do Poder, indicam que, entre os anos de 2023 e 2025, o sigilo no governo Lula não apenas foi mantido, como também ampliado. Informações da Controladoria-Geral da União (CGU) e de relatórios produzidos por entidades de monitoramento da transparência apontam a imposição de 3.287 classificações de sigilo no período analisado.

As restrições envolvem diferentes tipos de informações públicas, incluindo dados sobre viagens oficiais, gastos do governo, registros administrativos e informações relacionadas a empresários. Os sigilos aplicados seguem os critérios previstos na legislação vigente, que permite a classificação de documentos por prazos que podem chegar a até 100 anos, a depender do conteúdo.

Somente em 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula, foram registrados 1.339 pedidos de informação classificados com algum grau de sigilo, conforme dados consolidados pela CGU. O número é próximo ao registrado em 2022, último ano da gestão Bolsonaro, quando 1.332 solicitações receberam classificação semelhante.

A comparação entre os períodos tem sido utilizada por analistas para avaliar a aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI) no atual governo. Criada para garantir o direito da sociedade ao acesso a dados públicos, a legislação prevê exceções, permitindo a restrição de informações consideradas sensíveis à segurança do Estado ou à privacidade individual.

Os levantamentos indicam ainda que, entre 2023 e 2025, aproximadamente 16% dos pedidos feitos com base na LAI foram negados. As negativas ocorreram por diferentes motivos previstos na lei, incluindo a classificação de sigilo, a proteção de dados pessoais ou a inexistência da informação solicitada nos sistemas do governo.

As informações compiladas pela CGU refletem registros administrativos enviados pelos órgãos da administração pública federal. Os relatórios independentes utilizados para a análise cruzam esses dados com pedidos protocolados por cidadãos, jornalistas e entidades civis interessadas em acompanhar a execução de políticas públicas.

O tema do sigilo governo Lula tem sido recorrente em análises sobre transparência pública desde o início do atual mandato. A discussão envolve a aplicação dos dispositivos legais que autorizam a restrição de acesso a documentos oficiais e a compatibilidade dessas decisões com compromissos assumidos durante o processo eleitoral.

Os dados citados referem-se exclusivamente ao período entre 2023 e 2025 e não incluem informações sobre eventuais revisões futuras dos critérios de classificação nem sobre alterações normativas posteriores. As estatísticas permanecem disponíveis nos sistemas oficiais de acompanhamento da Lei de Acesso à Informação e em relatórios públicos de monitoramento.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ilustração / Ricardo Stuckert/Presidência da República

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Lula diz que governo federal não discute segurança pública sem aprovação da PEC da Segurança

Lula diz que governo federal não discute segurança pública sem aprovação da PEC da Segurança

Presidente afirma que Constituição não atribui competência à União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal não atua diretamente na área de segurança pública por falta de competência constitucional. Segundo o presidente, a Constituição Federal não atribui à União o papel de interferir na segurança pública, responsabilidade que, de acordo com o texto constitucional vigente, cabe majoritariamente aos estados.

A declaração foi feita durante agenda pública, quando Lula voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como condição para ampliar a atuação do governo federal no setor. De acordo com o presidente, a aprovação da emenda permitiria definir de forma clara as atribuições da União na área.

Lula afirmou que a ausência de competências constitucionais é o principal motivo pelo qual o governo federal não conduz discussões estruturais sobre segurança pública. Segundo ele, somente após a alteração constitucional será possível estabelecer políticas federais mais amplas e criar uma nova estrutura administrativa voltada ao tema.

Durante a fala, o presidente reiterou que, caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada pelo Congresso Nacional, o governo pretende criar o Ministério da Segurança Pública. A pasta teria como objetivo coordenar ações federais no setor, com base nas atribuições que venham a ser definidas pela emenda constitucional.

A proposta de criação do ministério já havia sido mencionada anteriormente pelo presidente, sempre condicionada à aprovação da PEC. Segundo Lula, a definição clara do papel da União é necessária para evitar conflitos de competência entre os entes federativos.

A Constituição Federal de 1988 estabelece que a segurança pública é dever do Estado e direito de todos, sendo exercida por meio de órgãos federais, estaduais e municipais, com atribuições específicas. Atualmente, a atuação da União se concentra principalmente em áreas como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, além de ações de cooperação com estados.

A PEC da Segurança Pública, defendida pelo governo, busca redefinir ou ampliar o papel da União nesse contexto. O texto ainda precisa tramitar no Congresso Nacional, onde deverá ser analisado por comissões e votado em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Além do tema da segurança pública, Lula também abordou, durante a mesma agenda, a dificuldade de ministros do governo em discutir temas relacionados à violência contra a mulher. Segundo o presidente, ministros homens enfrentam obstáculos ao tratar do assunto em diálogo com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

O presidente mencionou que o tema da violência contra a mulher exige abordagens específicas e destacou a complexidade das discussões internas no governo sobre o assunto. A declaração ocorreu no contexto de uma avaliação sobre a atuação ministerial em pautas sociais.

Ainda durante a fala, Lula comentou o cenário político e as eleições presidenciais previstas para 2026. O presidente afirmou que possíveis adversários ainda não apresentaram propostas novas aos eleitores. Segundo ele, ainda não foram identificadas novidades nos discursos dos nomes que podem disputar o cargo.

Lula não citou adversários específicos, nem detalhou possíveis propostas de campanha. A declaração ocorreu de forma genérica, no contexto de uma avaliação sobre o ambiente político nacional e as perspectivas eleitorais.

As declarações do presidente foram feitas em um momento em que o governo busca avançar em pautas estruturais no Congresso, incluindo propostas de emenda constitucional e projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto.

A PEC da Segurança Pública segue como uma das iniciativas mencionadas pelo presidente como fundamentais para redefinir o papel do governo federal no enfrentamento à criminalidade e na coordenação de políticas públicas relacionadas à área.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Ricardo Stuckert / PR / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula cobra alinhamento de discurso do governo e fala em “hora da verdade” em 2026

Lula cobra alinhamento de discurso do governo e fala em “hora da verdade” em 2026

Presidente destaca necessidade de comunicar ações realizadas nos últimos anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal precisa alcançar a “narrativa correta” para informar à população brasileira os acontecimentos registrados no país nos últimos anos. A declaração foi feita durante a última reunião ministerial de 2025, realizada na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília.

Segundo o presidente, o Brasil vive uma situação que ele classificou como favorável, mas esse cenário, de acordo com sua avaliação, não aparece com a intensidade esperada nas pesquisas de opinião pública. Lula atribuiu essa diferença à polarização política existente no país e afirmou que o discurso da equipe ministerial precisa estar definido com foco no processo eleitoral previsto para o próximo ano.

Durante sua fala aos ministros, o presidente afirmou que o período eleitoral será decisivo para apresentar à população uma avaliação comparativa entre gestões. “O ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, nós temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o quê nesse país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando nós chegamos ao governo”, disse Lula, ao mencionar ações em áreas como economia e políticas de inclusão social.

O presidente voltou a destacar que, na sua avaliação, a população ainda não tem pleno conhecimento sobre os acontecimentos recentes do país. “É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, afirmou.

Na reunião, Lula também tratou da participação de integrantes do governo nas eleições de 2026. O presidente afirmou que aceitará o afastamento dos ministros que desejarem disputar cargos eletivos ou buscar reeleição no próximo pleito. Em 2026, além da escolha do presidente da República, o país elegerá governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais.

O presidente ressaltou ainda a articulação política do governo junto ao Congresso Nacional. Segundo ele, essa capacidade foi determinante para a aprovação de medidas consideradas prioritárias pelo Executivo, como a isenção do imposto de renda e a reforma tributária. Lula também destacou o papel dos bancos públicos no cenário econômico atual, citando o aumento da capacidade de investimento e de financiamento.

Durante o discurso, Lula reafirmou a diretriz de sua política econômica voltada à circulação de renda entre a população. O presidente afirmou que a presença de recursos financeiros nas mãos da população impacta diretamente setores como indústria, consumo, agricultura e inflação. “Nós precisamos fazer muito mais, porque a minha teoria é que pouco dinheiro na mão do povo resolve o problema”, declarou.

Lula também mencionou políticas voltadas à população de baixa renda e afirmou que o governo atua para ampliar o reconhecimento social desse segmento. “Nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre desse país. Nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, disse o presidente durante a reunião.

Após a fala inicial do presidente, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, apresentou informações sobre as políticas industriais em desenvolvimento no país. Em seguida, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez um balanço dos três primeiros anos da atual gestão federal.

A programação da reunião ministerial prevê ainda pronunciamentos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. As falas fazem parte do encerramento do calendário de reuniões do primeiro escalão do governo em 2025.

Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Com ironia, Boulos comenta anúncio de Flávio Bolsonaro para 2026: "Só não vai desmaiar no debate"

Com ironia, Boulos comenta anúncio de Flávio Bolsonaro para 2026: “Só não vai desmaiar no debate”

Ministro cita derrota de Jair Bolsonaro em 2022 e afirma que governo espera repetir o resultado contra o filho.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, comentou nas redes sociais o anúncio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República em 2026. A fala ocorreu após o senador confirmar que recebeu do pai a missão de representar o bolsonarismo na eleição nacional.

Ao se manifestar, Boulos ironizou o anúncio. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou Jair Bolsonaro na eleição de 2022 e que o governo pretende alcançar o mesmo resultado contra o filho na próxima disputa. O ministro também retomou um episódio envolvendo Flávio durante a campanha municipal de 2016, quando o senador passou mal durante um debate da TV Band no Rio de Janeiro. “Só não vai desmaiar no debate, @FlavioBolsonaro”, escreveu.

O caso citado ganhou repercussão à época. Flávio Bolsonaro era candidato à prefeitura do Rio quando desmaiou enquanto respondia a uma pergunta. Ele foi amparado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB), que posteriormente se afastou após declarações de Jair Bolsonaro afirmando que “comunista não tocaria” em seu filho. A equipe de Flávio atribuiu o mal-estar a uma intoxicação alimentar.

A manifestação de Boulos ocorre no mesmo dia em que o senador confirmou publicamente ter sido escolhido pelo ex-presidente para liderar o projeto político da família na disputa pelo Planalto. Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que assume a tarefa com “grande responsabilidade” e que pretende dar continuidade ao “projeto de nação” iniciado por Jair Bolsonaro, que está preso desde setembro na sede da Polícia Federal em Brasília.

A escolha de Flávio representa a primeira vez em que Jair Bolsonaro indica de forma explícita um membro da própria família para sucedê-lo politicamente. Até então, o grupo mantinha indefinição sobre quem ocuparia o espaço da direita alinhada ao bolsonarismo na eleição presidencial. O anúncio também ocorre em meio às recentes movimentações de partidos e lideranças que já iniciam articulações para 2026.

No PL, a expectativa é que Flávio Bolsonaro assuma uma atuação nacional para tentar reunir aliados e manter mobilizada a base eleitoral tradicional do pai. O senador deve participar de agendas interestaduais e encontros com dirigentes regionais. A estratégia envolve buscar apoio de nomes que tradicionalmente dialogam com o campo político em que o bolsonarismo está inserido.

Entre as lideranças que já manifestaram apoio ao senador estão os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. Ambos integram grupos políticos que mantiveram proximidade com o ex-presidente nos últimos anos e são considerados peças importantes na organização das alianças para 2026.

O anúncio da pré-candidatura ocorre enquanto Jair Bolsonaro permanece detido em Brasília. Desde a prisão preventiva, o ex-presidente limita sua comunicação a visitas autorizadas e interações controladas. Flávio tem desempenhado papel central na interlocução com aliados e com a direção do PL, o que contribuiu para sua escolha como representante na disputa presidencial.

A reação de Boulos acrescenta um novo elemento ao debate em torno da pré-candidatura. O ministro integra o governo Lula e direcionou sua fala a um dos principais nomes da oposição para 2026. A disputa eleitoral, contudo, permanece em fase inicial, e demais lideranças políticas ainda articulam apoios e estratégias para o próximo ciclo eleitoral.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Governo federal destina R$ 71,7 milhões para contratação de cabines em navios na COP30

Governo federal destina R$ 71,7 milhões para contratação de cabines em navios na COP30

Contratação inclui 450 cabines exigidas pela UNFCCC e outras 400 para a delegação brasileira

O governo federal investiu R$ 71,7 milhões na contratação de 850 cabines em navios de cruzeiro utilizados como hospedagem durante a COP30, realizada em Belém (PA). A medida atende às exigências logísticas da conferência e cumpre o acordo firmado com a UNFCCC, que previa a disponibilização mínima de 450 cabines para delegações de países pobres. Essa primeira cota obrigatória representa um custo de R$ 26,3 milhões.

Além das cabines estabelecidas no acordo internacional, o governo adquiriu outras 400 unidades adicionais, destinadas à delegação brasileira, em contratação avaliada em R$ 45,4 milhões. Os valores foram informados pela Secretaria Extraordinária da COP30 (Secop30), que esclareceu que o total investido ainda pode sofrer alteração, já que o evento segue até 21 de novembro. Os pagamentos serão efetuados apenas após a conferência, considerando a quantidade de cabines que não forem comercializadas no período.

A operação de hospedagem flutuante é resultado de contratação realizada pela Embratur, que selecionou a operadora Qualitours. A empresa é responsável por disponibilizar os navios MSC Seaview e Costa Diadema, atracados no Terminal Portuário de Outeiro, em Belém. As embarcações foram mobilizadas para suprir o déficit de leitos na cidade durante a realização da cúpula climática.

Belém, segundo dados do governo, teria necessidade de mais que dobrar sua capacidade hoteleira para abrigar o público estimado de 60 mil pessoas ao longo do evento. A utilização de navios como hospedagem temporária foi adotada como alternativa para evitar a sobrecarga da rede hoteleira local e garantir estrutura adequada para delegações, equipes técnicas e outras representações participantes.

A proposta de uso de cruzeiros também se insere no planejamento logístico da COP30, que exige suporte amplo para acomodação de chefes de Estado, diplomatas, especialistas, representantes de organizações internacionais e demais participantes. Os navios disponibilizados contam com estrutura completa para hospedagem, alimentação e serviços operacionais compatíveis com as necessidades da conferência.

A Secop30 reiterou que a contratação segue condicionada à demanda e que os valores definitivos serão conhecidos somente após o encerramento do evento. A Qualitours foi procurada pela imprensa, mas não comentou sobre os custos vinculados à operação.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Natal está entre as capitais que recebem o programa Gás do Povo a partir de segunda-feira (24)

Natal está entre as capitais que recebem o programa Gás do Povo a partir de segunda-feira (24)

Primeira etapa prevê recarga gratuita de botijões para cerca de um milhão de famílias

Natal está entre as capitais que vão receber o programa nacional Gás do Povo a partir da próxima segunda-feira (24). A iniciativa prevê a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha (GLP 13 kg) para famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo o governo federal, cerca de um milhão de famílias devem ser atendidas na primeira etapa de implementação.

As capitais contempladas inicialmente são Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI). A distribuição será iniciada nessas cidades antes da expansão prevista para os próximos meses.

Os beneficiários poderão comprovar o direito ao vale-recarga utilizando o cartão do Bolsa Família, o cartão de débito da Caixa ou o CPF associado a um código de validação enviado por mensagem ao celular cadastrado. De acordo com o governo federal, o modelo adotado visa ampliar a rastreabilidade, a segurança e a eficiência na entrega do benefício.

O plano de expansão do programa prevê que, até março do próximo ano, o gás de cozinha gratuito alcance 15 milhões de famílias. A previsão foi destacada pelo governo ao apresentar o cronograma inicial.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o programa tem como objetivo assegurar segurança alimentar e garantir condições adequadas para o preparo dos alimentos. Durante o anúncio, Silveira afirmou que o Gás do Povo contribui para combater a pobreza energética e reduzir o uso de lenha e materiais inflamáveis para cozinhar, além de representar alívio no orçamento das famílias atendidas.

A Caixa Econômica Federal será responsável pela distribuição dos vales-recarga, pelo cadastramento das revendedoras participantes e pela validação dos meios de acesso ao benefício. O novo formato determina que a retirada da recarga gratuita será feita diretamente nas revendas credenciadas, sem a necessidade de repasse em dinheiro para o beneficiário.

A primeira fase de distribuição marca a transição do sistema anterior, baseado em pagamento em dinheiro, para um modelo que garante a entrega direta do botijão recarregado. De acordo com o governo, essa mudança torna o benefício mais eficiente, reduz a possibilidade de fraudes e assegura que os recursos sejam aplicados exclusivamente na compra do gás de cozinha para uso cotidiano das famílias.

O direito ao benefício é destinado às famílias selecionadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Para participar, é necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), possuir renda per capita de até meio salário-mínimo (R$ 759,00) e manter os dados atualizados há pelo menos 24 meses. Terão prioridade aquelas que já recebem o Bolsa Família, conforme os critérios definidos pelo governo federal.

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília / Renato Araújo/Agência Brasília

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Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção para terça-feira (18)

Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção para terça-feira (18)

Projeto endurece penas e cria banco nacional de dados sobre facções; governo alerta para risco de caos jurídico.

Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção para terça-feira (18)

A Câmara dos Deputados confirmou para esta terça-feira (18) a votação do substitutivo do projeto de lei Antifacção, mesmo diante das objeções do governo federal. O presidente da Casa, Hugo Motta, afirmou que o tema exige urgência e que o texto busca endurecer penas e restringir a liberdade de integrantes de organizações criminosas.

Segundo Motta, o projeto também prevê a criação e unificação dos Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre facções, considerados instrumentos essenciais para o enfrentamento ao crime organizado. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) por meio das redes sociais do presidente da Câmara.

A sessão deve ocorrer com expectativa de apresentação de uma nova versão do substitutivo pelo relator Guilherme Derrite, que trabalha na quinta redação do texto em pouco mais de uma semana.

Governo alerta para riscos jurídicos

O governo federal critica as alterações feitas pelo relator, alegando que o parecer modificou profundamente a proposta original enviada pelo Executivo. Segundo o Ministério da Justiça, as mudanças podem gerar dispositivos conflitantes com normas já existentes, criando brechas capazes de atrasar investigações e ações penais.

Outra preocupação do governo é a retirada de recursos federais destinados à Polícia Federal. De acordo com a avaliação do Executivo, a redução no financiamento das operações enfraquece justamente o órgão responsável por parte do combate às facções criminosas.

Relator defende aumento de penas

O deputado Guilherme Derrite, relator do projeto, afirma que está promovendo ajustes para esclarecer a atuação do Ministério Público no enfrentamento às organizações criminosas. Ele reconhece que especialistas apontaram dificuldades para investigações conduzidas pelo MP.

Derrite sustenta que as principais críticas se concentram no aumento das penas previsto no substitutivo. Segundo cálculos apresentados por sua equipe, a pena para homicídios praticados por integrantes de facções pode passar de menos de cinco anos para até trinta anos de prisão.

Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção
Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção

Versões anteriores e ajustes

Antes da versão atual, Derrite apresentou quatro redações diferentes do texto para tentar acomodar críticas do governo e de especialistas. Uma das mudanças retirou a exigência de que a Polícia Federal só pudesse atuar contra facções mediante solicitação formal do governador, ponto considerado prejudicial ao trabalho da corporação.

O relator afirma que nunca teve intenção de reduzir prerrogativas da Polícia Federal e que o ajuste foi feito para resguardar sua autonomia.

Expectativa para votação

A votação do PL Antifacção ocorre em meio a um cenário de divergências entre Executivo e Legislativo sobre estratégias de combate ao crime organizado. Enquanto o governo pede mais tempo para ajustes, a Câmara mantém a posição de acelerar a tramitação, alegando urgência diante do avanço das facções no país.

Fotos: Reprodução/Câmara dos Deputados/Lula Marques/Agência Brasil

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Governo federal já desembolsou R$ 382 milhões para realização da COP30 em Belém

Governo federal já desembolsou R$ 382 milhões para realização da COP30 em Belém

Maior parte dos recursos foi destinada à Organização dos Estados Ibero-Americanos, responsável pela estrutura do evento climático da ONU

Governo federal já desembolsou R$ 382 milhões para realização da COP30 em Belém

A Presidência da República já executou R$ 382,3 milhões em despesas para a realização da COP30, conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que tem início nesta segunda-feira (10), em Belém (PA). O evento é considerado o principal fórum internacional da ONU voltado ao debate sobre mudanças climáticas e requer uma estrutura complexa e de alto custo logístico.

As informações são da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles. Segundo os dados divulgados, a maior parte dos recursos foi repassada à Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), instituição contratada para organizar o encontro.

Organização dos Estados Ibero-Americanos recebeu R$ 323,7 milhões

De acordo com a publicação, a OEI recebeu R$ 323,7 milhões dos recursos já desembolsados. O contrato firmado com a entidade, inicialmente orçado em R$ 423,5 milhões, foi fechado por R$ 478,3 milhões, incluindo uma taxa de 5% destinada à própria organização pelo serviço de gestão do evento.

A partir desses repasses, a OEI contratou o Grupo DMDL para realizar a montagem das estruturas temporárias no antigo Aeroclube de Belém, que foi adaptado para sediar parte das atividades da conferência. Além disso, o Consórcio Pronto RG foi contratado para a operação logística e coordenação técnica do evento.

Repasses à ONU e ao governo do Pará

Além da contratação da OEI, a Presidência da República destinou R$ 38,3 milhões à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O valor foi previamente acordado para cobrir custos operacionais da conferência, como infraestrutura internacional e suporte técnico às delegações participantes.

Outro repasse significativo foi feito ao governo do Estado do Pará, que recebeu R$ 20,3 milhões para garantir transporte exclusivo aos participantes da COP30. O valor cobre a locação e operação de ônibus que atenderão 15 linhas especiais na região metropolitana de Belém, restritas ao uso de delegações e convidados oficiais, sem acesso para o público em geral.

Estrutura e investimentos para o evento climático da ONU

Os gastos concentram-se na montagem de uma estrutura temporária voltada à recepção de delegações internacionais, autoridades ambientais, organizações multilaterais e representantes da sociedade civil.

A COP30 contará com acordos internacionais, painéis de negociação climática, debates sobre metas de descarbonização e iniciativas de sustentabilidade global. A previsão é que o evento reúna representantes de dezenas de países, consolidando Belém como centro das discussões climáticas mundiais durante toda a semana da conferência.

O volume de recursos já empenhados e repassados indica a dimensão do esforço administrativo e financeiro conduzido pelo governo federal para assegurar o funcionamento da conferência, considerada uma das maiores já realizadas na região Norte.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Câmara pautará projeto de lei antifacção; Lula reclama a Hugo Motta sobre relatoria

Câmara pautará projeto de lei antifacção; Lula reclama a Hugo Motta sobre relatoria

Presidente da Câmara confirma votação do projeto na terça-feira (11), após críticas de Lula à escolha de Guilherme Derrite como relator da proposta

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgou neste sábado (8) a pauta de votações da próxima semana, incluindo o projeto de lei antifacção, encaminhado pelo governo federal após a megaoperação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro.

A decisão de Motta ocorre no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou ao parlamentar para demonstrar insatisfação com a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator da proposta. Derrite é secretário de Segurança Pública de São Paulo e aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), potencial candidato à Presidência em 2026, o que gerou desconforto no Palácio do Planalto.

Sessão deliberativa será semipresencial na terça-feira (11)

A primeira sessão deliberativa da semana foi marcada por Hugo Motta para terça-feira (11), às 13h55, em formato semipresencial. A decisão atende a um pedido de líderes partidários, permitindo que os deputados votem a distância.

Além do projeto antifacção, a pauta inclui outras proposições ligadas à segurança pública, entre elas o projeto que aumenta a destinação da arrecadação de apostas esportivas de quota fixa (bets) para o financiamento da segurança pública. O relator dessa proposta é o deputado Capitão Augusto (PL-SP).

Outro projeto em discussão é o que condiciona a progressão de regime, a saída temporária e a substituição de pena privativa de liberdade por restritiva de direitos à coleta de material genético do preso. O relator é o deputado Arthur Maia (União-BA).

Lula questiona relatoria e pede análise técnica do projeto

Durante a ligação ao presidente da Câmara, Lula expressou preocupação com a condução da relatoria da Lei Antifacção. O presidente preferia que o relator fosse um deputado considerado mais neutro. Segundo interlocutores do governo, o Planalto teme que o texto ganhe características punitivas mais rígidas do que as propostas pelo Executivo.

O projeto foi elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e enviado ao Congresso como parte da estratégia nacional de combate ao crime organizado. Lula manifestou resistência a qualquer iniciativa que classifique formalmente as facções criminosas como organizações terroristas, por entender que essa definição pode abrir margem para interferências internacionais sob o argumento de combate ao terrorismo.

Em resposta, Hugo Motta afirmou que a análise será técnica e assegurou que o texto original do governo não será mesclado com propostas que tratem o tema sob a ótica do terrorismo. O presidente da Câmara disse ainda que pretende aprovar o projeto até o fim do ano e destacou que a segurança pública é uma pauta suprapartidária.

Relator propõe endurecimento de penas e bloqueio de recursos

O substitutivo apresentado pelo relator Guilherme Derrite prevê medidas mais severas no combate às facções criminosas. Entre os principais pontos estão:

  • Equiparação do tratamento penal das facções a atos de terrorismo, sem classificá-las formalmente como terroristas;
  • Aumento das penas para integrantes e financiadores;
  • Maior rigor no confisco de bens vinculados a atividades criminosas;
  • Bloqueio imediato de recursos financeiros utilizados por facções.

De acordo com Derrite, o objetivo é fortalecer o enfrentamento ao crime organizado, ampliando a capacidade de atuação das forças de segurança e o alcance das punições previstas em lei.

O projeto será avaliado em plenário a partir da próxima semana, juntamente com outras matérias de interesse do governo e pautas de segurança pública que também estão sob análise da Casa.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Governo inicia demissões de indicados do Centrão e abre espaço para novos cargos do PT

Governo inicia demissões de indicados do Centrão e abre espaço para novos cargos do PT

Mudanças atingem órgãos como Caixa, Correios, Codevasf e DNIT; parlamentares veem estratégia para ampliar influência política petista até 2026

Governo federal demite indicados do Centrão e amplia espaço para novos nomes ligados ao PT

O governo federal iniciou uma série de demissões de apadrinhados políticos do Centrão em cargos de segundo e terceiro escalões, abrindo espaço para novos indicados ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT). O movimento, segundo fontes políticas, tem como efeito prático fortalecer a presença petista em estruturas administrativas estratégicas, especialmente com foco nas eleições de 2026.

As exonerações e substituições estão sendo realizadas em órgãos federais com relevância política e administrativa, como a Caixa Econômica Federal, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), os Correios, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Ministério da Agricultura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Apesar do discurso oficial de que as mudanças fazem parte de uma reorganização administrativa e de eficiência, parlamentares apontam que a ação tem também um caráter político, voltado ao reposicionamento de forças internas no governo.

Cargos estratégicos e influência política

As vagas ocupadas por indicados do Centrão possuem salários que variam entre R$ 15 mil e R$ 20 mil e exercem influência direta sobre programas regionais, obras públicas e repasses de recursos. Embora o comando central dessas instituições ainda esteja sob controle de partidos da base aliada — como PP, União Brasil, PSD e MDB —, o governo vem ajustando o quadro de segundo e terceiro escalões, que detém peso operacional e político nos estados.

Nos bastidores, deputados afirmam que a medida é menos uma retaliação aos partidos que se afastaram das pautas do Planalto e mais uma estratégia de fortalecimento político do PT em áreas-chave da administração pública. A movimentação busca consolidar o controle sobre estruturas que terão papel relevante nas articulações regionais e na distribuição de recursos federais ao longo dos próximos anos.

Contexto político e estratégia para 2026

Segundo informações publicadas pela coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, o movimento ocorre em um momento de recomposição da base aliada e de reavaliação da distribuição de cargos no governo.

A substituição de nomes ligados ao Centrão por indicados petistas é vista como parte de um reposicionamento interno, com o objetivo de reforçar o protagonismo político do PT dentro da estrutura federal.

Fontes em Brasília afirmam que o Partido dos Trabalhadores busca ampliar sua presença em órgãos estratégicos de capilaridade regional, considerados fundamentais para a formação de alianças locais e o fortalecimento político-eleitoral nas próximas eleições municipais e gerais.

Reações e bastidores em Brasília

O movimento causou reação entre parlamentares do Centrão, que classificaram as substituições como um sinal de distanciamento entre o Palácio do Planalto e parte de sua base. Deputados e líderes partidários afirmam que as exonerações refletem uma tentativa do governo de retomar maior controle político sobre cargos federais, após meses de negociações em torno da distribuição de ministérios e diretorias regionais.

A reestruturação também reacendeu, nos bastidores, uma antiga provocação política em Brasília. Parlamentares lembraram a expressão utilizada em 1999 pelo então governador Anthony Garotinho, que chamou o PT de “partido da boquinha”, em referência à disputa por cargos em governos anteriores.

Embora a frase seja relembrada de forma irônica, o movimento atual do governo é visto como parte do ajuste natural das alianças políticas em um cenário de disputa por espaço e influência.

Órgãos afetados e impacto regional

Entre os órgãos atingidos, Caixa Econômica Federal e Codevasf concentram boa parte das substituições recentes. Ambos têm presença regional forte e influência em obras, programas sociais e investimentos locais, o que os torna estratégicos para partidos em busca de visibilidade e articulação política.

Nos Correios e no Iphan, mudanças de diretoria também refletem o interesse do governo em reposicionar quadros técnicos e políticos alinhados com o projeto da atual administração.

A movimentação é acompanhada de perto por lideranças do Congresso Nacional, que monitoram como essas mudanças podem afetar a relação entre o Executivo e o Legislativo.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Dino determina campanhas sobre transparência em emendas parlamentares

Dino determina campanhas sobre transparência em emendas parlamentares

Governo, Congresso e Judiciário deverão divulgar informações entre dezembro e março para incentivar fiscalização cidadã

Dino determina campanhas sobre transparência em emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (27) que o governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário realizem campanhas publicitárias sobre transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. As ações deverão ocorrer entre dezembro de 2025 e março de 2026.

O objetivo da medida é informar a população sobre como acompanhar a destinação das emendas e denunciar eventuais irregularidades. A decisão estabelece que as campanhas devem ser claras, acessíveis e educativas, com foco na consulta pública aos dados e no estímulo à participação cidadã no controle dos gastos públicos.

Dino determina campanhas sobre transparência
Dino determina campanhas sobre transparência

Diretrizes para a campanha

  • Governo federal: deverá divulgar os conteúdos em emissoras comerciais, na internet e em canais oficiais, como TV Brasil, Agência Brasil e Voz do Brasil.
  • Congresso Nacional: exibirá as peças nas TVs institucionais, como TV Câmara e TV Senado, além de outros meios de comunicação próprios.
  • Judiciário: utilizará seus canais oficiais, como a TV Justiça, para disseminar as informações.

Segundo o ministro, a iniciativa busca garantir o chamado “accountability vertical”, que consiste na fiscalização direta por parte dos cidadãos sobre a aplicação dos recursos públicos por parlamentares. Dino destacou que a transparência só é efetiva quando as informações são localizáveis e compreensíveis para a população.

Redução da desigualdade digital

A decisão também ressalta a importância de reduzir a desigualdade digital, permitindo que mais cidadãos tenham acesso aos dados públicos. O ministro enfatizou que o controle democrático depende da capacidade da população de acessar e entender os mecanismos de distribuição de recursos.

A medida complementa decisão anterior, de 23 de outubro, que obriga estados, municípios e o Distrito Federal a adotarem o mesmo modelo federal de transparência nas emendas parlamentares. Os Tribunais de Contas deverão enviar ao STF, até 31 de dezembro de 2025, os atos normativos que regulamentam a transparência sobre o tema em suas respectivas jurisdições.

A decisão reforça o papel das instituições públicas na promoção da transparência e no fortalecimento da participação social. A expectativa é que as campanhas contribuam para ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento das emendas parlamentares e para prevenir práticas irregulares na destinação dos recursos.

Foto: Rovena Rosa/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Governo apresenta projeto que agrava pena para organizações criminosas

Governo apresenta projeto que agrava pena para organizações criminosas

Proposta inclui novo tipo penal, banco de dados nacional e infiltração de agentes

Governo apresenta projeto que agrava pena para organizações criminosas

O Ministério da Justiça e da Segurança Pública encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à Casa Civil o Projeto de Lei denominado Antifacção. A proposta, apresentada pelo ministro Ricardo Lewandowski, visa endurecer o combate às organizações criminosas por meio da criação de um novo tipo penal e da ampliação de instrumentos legais para investigação e repressão.

O projeto prevê a criação do crime de “organização criminosa qualificada”, cuja pena poderá chegar a 30 anos de prisão. A proposta também altera a pena para o crime de organização criminosa simples, elevando-a de 3 a 8 anos para 5 a 10 anos de reclusão.

Entre os agravantes previstos para o novo tipo penal estão:

  • Aliciamento de crianças ou adolescentes
  • Participação de funcionário público
  • Exercício de domínio territorial ou prisional
  • Uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido
  • Ocorrência de morte ou lesão corporal de agente de segurança pública

O projeto classifica o crime de organização criminosa qualificada como hediondo, tornando-o inafiançável.

Governo apresenta projeto
Governo apresenta projeto

Banco de dados nacional

A proposta inclui a criação de um banco de dados nacional com informações detalhadas sobre integrantes de organizações criminosas. O objetivo é reunir dados estratégicos para facilitar investigações e rastreamento de facções.

O banco de dados deverá conter:

  • Nome e pseudônimo
  • Endereço
  • Documentos de identidade
  • Características pessoais
  • DNA dos envolvidos

Esse acervo será compartilhado com todas as forças de segurança pública do país.

Infiltração e monitoramento

O projeto autoriza a infiltração de policiais e colaboradores em organizações criminosas durante investigações. Também prevê a possibilidade de criação de pessoas jurídicas fictícias para facilitar a infiltração.

Outra medida proposta é o monitoramento de encontros entre presos provisórios ou condenados que sejam integrantes de organizações criminosas. Essa ação poderá ser realizada durante o curso das investigações.

Apreensão de bens

O texto prevê a apreensão de bens, direitos ou valores dos investigados, inclusive durante o inquérito policial, quando houver suspeita de que esses recursos sejam produto ou instrumento de prática criminosa. A medida busca reduzir rapidamente o poder financeiro das facções.

Domínio territorial

O projeto aborda o domínio territorial exercido por organizações criminosas em determinadas comunidades. Segundo o Ministério da Justiça, essa ocupação ocorre não apenas por intimidação, mas também pela ausência de serviços públicos essenciais, como educação, saúde e saneamento básico.

Está em elaboração um projeto piloto para retomada de territórios dominados por facções. A proposta prevê ações integradas, incluindo a retirada dos grupos criminosos e a reintrodução de serviços públicos nessas áreas.

Finalidade do projeto

O Ministério da Justiça considera que o projeto atualiza a legislação vigente sobre organizações criminosas, originalmente sancionada em 2013. A proposta busca tornar o Estado mais eficiente no enfrentamento ao crime organizado, que tem se tornado cada vez mais sofisticado.

Embora o aumento de penas não seja considerado uma solução única, o governo acredita que a medida pode funcionar como fator de dissuasão, especialmente para integrantes de menor hierarquia dentro das facções.

Foto:  Marcelo Camargo/Valter Campanato/Agência Brasil

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Guilherme Boulos assume Secretaria-Geral da Presidência da República

Guilherme Boulos assume Secretaria-Geral da Presidência da República

Deputado federal do PSOL substitui Márcio Macêdo e assume pasta responsável pela interlocução com movimentos sociais

Guilherme Boulos assume Secretaria-Geral da Presidência da República

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) foi nomeado ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. A nomeação foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (20) e será formalizada na próxima edição do Diário Oficial da União.

Boulos assume o cargo no lugar de Márcio Macêdo (PT-SE), que ocupava a função desde o início do atual governo, em janeiro de 2023. A mudança integra a reforma ministerial em curso no Palácio do Planalto e tem como objetivo fortalecer a interlocução do governo com movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

A Secretaria-Geral da Presidência é uma das cinco pastas que funcionam dentro do Palácio do Planalto. Sua principal atribuição é articular o diálogo entre o governo federal e os diversos segmentos da sociedade civil organizada.

A escolha de Boulos para o cargo ocorre em um momento de reestruturação política do governo, com foco na mobilização da base social e na preparação para as eleições de 2026. O novo ministro terá como desafio ampliar a articulação com movimentos populares e reforçar a presença do governo em pautas sociais.

Durante a reunião que oficializou o convite, estiveram presentes, além do presidente Lula, os ministros Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e o próprio Márcio Macêdo.

Perfil

Guilherme Boulos tem 43 anos e nasceu na região de Pinheiros, em São Paulo. É filho dos médicos infectologistas e professores universitários Maria Ivete e Marcos Boulos. Estudou em escolas particulares até o ensino médio, quando solicitou transferência para uma escola pública.

Ingressou no movimento estudantil aos 15 anos e fundou um grêmio estudantil na Escola Estadual Fernão Dias Paes. Participou de protestos e de ações de alfabetização de jovens e adultos em comunidades da capital paulista.

É formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e mestrado em psiquiatria pela USP. Atuou como professor da rede pública e é autor de livros como Por que ocupamos?, De que lado você está? e Sem Medo do Futuro.

Aos 19 anos, passou a viver em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), organização da qual se tornou uma das principais lideranças. Foi coordenador nacional do movimento e atuou em diversas ações por moradia e reforma urbana.

Guilherme Boulos assume Secretaria-Geral
Guilherme Boulos assume Secretaria-Geral

Trajetória política

Filiado ao PSOL, Boulos foi candidato à Presidência da República em 2018. Disputou a Prefeitura de São Paulo em 2020 e 2024, sendo derrotado no segundo turno em ambas as ocasiões. Em 2022, foi eleito deputado federal por São Paulo com mais de 1 milhão de votos, sendo o mais votado do estado e o segundo mais votado do país.

Na Câmara dos Deputados, integrou comissões como a de Finanças e Tributação e a de Desenvolvimento Urbano. Também se destacou por sua atuação nas redes sociais e por iniciativas como o programa “Café com Boulos”.

Com a nomeação para o ministério, Boulos deve abrir mão de disputar cargos eletivos em 2026, conforme determina a legislação eleitoral para ministros que desejam concorrer. A expectativa é que ele permaneça no cargo até o fim do mandato presidencial.

A nomeação de Boulos representa a 13ª mudança ministerial no atual governo. A entrada do PSOL na Esplanada dos Ministérios também altera a composição partidária do primeiro escalão, reduzindo a participação do PT em uma das pastas centrais do governo federal.

Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR/Roberto Parizotti/Fotos Públicas

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Lula deve oficializar Messias no STF e Boulos como ministro antes de viagem internacional

Lula deve oficializar Messias no STF e Boulos como ministro antes de viagem internacional

Indicações devem ser anunciadas até terça-feira, antes da agenda presidencial na Ásia

Lula deve oficializar Messias no STF e Boulos como ministro antes de viagem internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar até terça-feira (21) duas nomeações importantes no governo federal. A primeira é a indicação de Jorge Messias, atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A segunda é a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.

As indicações devem ser formalizadas antes da viagem internacional de Lula à Indonésia e à Malásia. Márcio Macêdo, atual titular da Secretaria-Geral, já foi informado sobre a substituição.

Durante a semana anterior ao anúncio, Lula realizou reuniões com ministros do STF para discutir o perfil ideal do novo integrante da Corte. Participaram das conversas os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Os interlocutores destacaram a necessidade de firmeza na defesa da democracia, considerando os desafios que o tribunal poderá enfrentar nos próximos anos.

Apesar de os ministros demonstrarem preferência pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Lula indicou que Jorge Messias é seu favorito para a vaga. Messias tem trajetória próxima ao governo e sua escolha sinaliza a intenção do Palácio do Planalto de manter alinhamento com o STF em temas estratégicos.

Na sexta-feira (17), Lula jantou com o ministro Luís Roberto Barroso no Palácio da Alvorada. Durante o encontro, Barroso teria mencionado que Messias, Pacheco e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), estão preparados para assumir o posto no Supremo. A avaliação reforçou a posição de Messias como principal nome para a indicação.

Paralelamente, a nomeação de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência é vista como um movimento político para fortalecer a base de esquerda do governo. Boulos tem se destacado em mobilizações recentes, como as manifestações contrárias à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, e deve assumir papel relevante na articulação política e social do governo.

Lula deve oficializar Messias no STF e Boulos como ministro
Lula deve oficializar Messias no STF e Boulos como ministro

A entrada de Boulos no núcleo próximo de Lula também é interpretada como uma estratégia para ampliar o alcance do governo junto ao público jovem. Ainda não há definição sobre o tempo de permanência de Boulos no cargo, e a possibilidade de sua saída para disputar futuras eleições permanece em aberto.

As nomeações de Messias e Boulos ocorrem em um momento de reorganização interna no governo, com foco na consolidação de alianças políticas e na preparação para os próximos desafios legislativos e institucionais. A escolha dos nomes também reflete a busca por maior coesão entre os poderes e por interlocutores com capacidade de articulação em diferentes frentes.

A viagem internacional de Lula à Indonésia e à Malásia está prevista para ocorrer após os anúncios. A expectativa é que os novos indicados estejam oficialmente nomeados antes do embarque, garantindo continuidade nas agendas internas do governo durante a ausência do presidente.

Foto: Fotos Públicas

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Governo publica edital para início da duplicação da BR-304 no RN

Governo publica edital para início da duplicação da BR-304 no RN

Primeiro lote de obras entre Mossoró e Assú terá 57,6 km de extensão e investimento previsto de R$ 375 milhões

O Ministério dos Transportes publicou, nesta sexta-feira (17), o edital de licitação para contratação da empresa responsável pela duplicação da BR-304, no Rio Grande do Norte. O documento foi divulgado no Diário Oficial da União e marca o início do processo para execução das obras em um dos principais eixos rodoviários do estado.

De acordo com o edital, o primeiro lote das intervenções compreende cerca de 57,6 quilômetros de extensão, entre os municípios de Mossoró e Assú. O valor previsto para essa etapa é de R$ 375.487.560,84.

O trecho contemplado vai do ponto onde termina o atual segmento duplicado em Mossoró até a entrada da RN-233, que dá acesso ao município de Paraú. As empresas interessadas em participar do processo licitatório poderão apresentar suas propostas até o dia 25 de novembro.

Segundo o Ministério dos Transportes, após o recebimento das propostas, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) dará início à fase de análise da documentação apresentada. Em seguida, será realizada a etapa de lances, que definirá a empresa vencedora responsável pela execução das obras.

O edital faz parte das ações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que destina recursos para obras de infraestrutura em todo o país. O governo federal informou que os recursos para a duplicação da BR-304 estão assegurados dentro do programa. Ao todo, estão previstos sete lotes de obras, totalizando aproximadamente 280 quilômetros de intervenções ao longo da rodovia.

A BR-304 é considerada uma das principais vias de transporte do Nordeste, ligando o litoral do Rio Grande do Norte à região Oeste do estado. Com fluxo médio diário de aproximadamente seis mil veículos, a rodovia desempenha papel estratégico no escoamento da produção agrícola e industrial potiguar, além de ser rota importante para o transporte de passageiros e o deslocamento turístico entre as regiões.

O projeto de duplicação da BR-304 é aguardado por diversos setores produtivos e pela população do estado, especialmente por usuários que trafegam entre Natal e Mossoró, as duas maiores cidades do Rio Grande do Norte. O objetivo da obra é melhorar a fluidez e a segurança do tráfego, além de reduzir o tempo de deslocamento no corredor logístico que conecta o interior ao litoral potiguar.

Em setembro, o governo federal havia anunciado que o edital seria publicado no dia 10 de outubro e incluiria também outro trecho da rodovia. No entanto, a publicação oficial ocorreu nesta sexta (17), com o primeiro lote compreendendo o segmento entre Mossoró e Assú.

Após a conclusão do processo licitatório e a assinatura do contrato, o Dnit será responsável pelo acompanhamento e fiscalização da execução das obras, conforme as normas técnicas e prazos estabelecidos no edital.

A BR-304 corta o Rio Grande do Norte de Leste a Oeste e é a principal ligação entre as cidades de Natal e Mossoró. A rodovia também conecta o estado ao Ceará e ao restante do Nordeste, integrando um corredor fundamental para o transporte de cargas e o desenvolvimento econômico regional.

Foto: Wilson Moreno/Secom/PMM/Ilustração / Edsom Leite/MTPA / Wagner Lopes

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Lula janta com Barroso no Alvorada e discute sucessão no STF antes da aposentadoria do ministro

Lula janta com Barroso no Alvorada e discute sucessão no STF antes da aposentadoria do ministro

Durante encontro na residência oficial, o presidente pediu opinião de Barroso sobre os cotados Jorge Messias, Rodrigo Pacheco e Bruno Dantas para a vaga no Supremo

Lula e Barroso conversam sobre sucessão no Supremo

Horas antes de sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso participou de um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de quinta-feira (17), no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro teve como um dos principais temas a sucessão de Barroso na Corte.

Durante a conversa, o presidente Lula perguntou a opinião do ministro sobre os nomes cogitados para assumir a vaga. O presidente citou três possíveis indicados: o advogado-geral da União, Jorge Messias; o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG); e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.

De acordo com fontes do governo e do Judiciário, Barroso respondeu de forma diplomática que considera os três aptos a ocupar o cargo. O diálogo entre Lula e o ministro também abordou temas como política nacional, vida pessoal e a participação de mulheres no Poder Judiciário.

Jorge Messias é o favorito de Lula

Segundo interlocutores próximos ao Palácio do Planalto, a tendência é que o presidente indique Jorge Messias para a vaga deixada por Barroso. A decisão ainda não foi formalmente comunicada ao ministro aposentado.

Messias, que atualmente chefia a Advocacia-Geral da União (AGU), tem relação próxima com Lula e é apontado como um dos auxiliares de maior confiança do presidente. A expectativa é que a nomeação seja oficializada no início da próxima semana.

Após o anúncio formal, o indicado precisará passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Em seguida, o nome será submetido à votação no plenário da Casa, conforme determina o processo de escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Barroso se despede com voto sobre descriminalização do aborto

Antes de seguir para o jantar no Palácio da Alvorada, Luís Roberto Barroso participou do plenário virtual do Supremo Tribunal Federal e apresentou seu voto no julgamento que discute a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O ministro se manifestou favoravelmente à descriminalização, defendendo que o tema seja tratado como questão de saúde pública.

Além de Barroso, a ministra aposentada Rosa Weber também já havia votado no mesmo sentido. Pouco depois da manifestação de Barroso, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento. Não há data definida para a retomada da análise do caso.

A pauta do aborto é uma das discussões mais sensíveis em tramitação no Supremo e deve permanecer em debate entre os atuais ministros. A expectativa é que a questão volte à pauta após a definição do novo integrante da Corte.

Encerramento da carreira e sucessão no STF

Luís Roberto Barroso deixa o Supremo Tribunal Federal após mais de dez anos de atuação, período em que exerceu a presidência do Tribunal e relatou casos de grande repercussão nacional. Com a aposentadoria, abre-se mais uma vaga para indicação presidencial, processo que tem ocorrido com frequência nos últimos anos devido à renovação natural do colegiado.

Com a possível escolha de Jorge Messias, o presidente Lula ampliaria sua influência na composição atual do Supremo, que conta com 11 ministros. Caso a indicação seja confirmada e aprovada pelo Senado, Messias se tornará o segundo indicado de Lula neste terceiro mandato — o primeiro foi Cristiano Zanin, nomeado em 2023.

O novo ministro, uma vez aprovado, passará a integrar a Corte em meio a debates relevantes sobre temas constitucionais e sociais, entre eles a descriminalização do aborto e o marco temporal das terras indígenas.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Antônio Cruz/Agência Brasil

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Lula diz não temer nova disputa eleitoral contra Bolsonaro

Lula diz não temer nova disputa eleitoral contra Bolsonaro

Presidente afirma que enfrentaria ex-presidente novamente, mas não confirma candidatura em 2026

Lula diz não temer nova disputa eleitoral contra Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista concedida nesta quarta-feira (17), que não teme enfrentar Jair Bolsonaro novamente em uma eleição presidencial. A declaração foi dada durante conversa com a imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Segundo Lula, o fato de já ter vencido Bolsonaro enquanto este ocupava a Presidência da República elimina qualquer receio de uma nova disputa. O presidente também mencionou ações do governo anterior que, segundo ele, tentaram dificultar sua vitória nas urnas, como o uso da Polícia Rodoviária Federal para restringir o acesso de eleitores no segundo turno das eleições de 2022.

Apesar da declaração, Lula não confirmou se será candidato à reeleição em 2026. Ele afirmou que a decisão dependerá de dois fatores principais: seu estado de saúde e a avaliação do Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a viabilidade política de uma nova candidatura.

Inelegibilidade de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro está atualmente inelegível até 2030, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A condenação foi motivada por uma reunião com embaixadores estrangeiros, na qual Bolsonaro questionou a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A corte entendeu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Além disso, em 11 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, o que reforça sua condição de inelegibilidade.

Lula diz não temer Bolsonaro
Lula diz não temer Bolsonaro

Possibilidade de anistia

Apesar das condenações, há movimentações no Congresso Nacional para tentar aprovar uma anistia que permita a Bolsonaro voltar a disputar cargos públicos. A proposta, no entanto, enfrenta resistência e ainda não avançou de forma significativa nas casas legislativas.

Lula evita antecipar debate eleitoral

Durante a entrevista, Lula destacou que ainda há “muita coisa a ser feita” em seu atual mandato e que não considera o momento apropriado para discutir as eleições de 2026. O presidente preferiu focar em ações do governo federal e em projetos em andamento.

A fala de Lula ocorre em um contexto de forte polarização política no país, com o ex-presidente Bolsonaro mantendo influência significativa sobre parte do eleitorado, mesmo estando fora da disputa eleitoral.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/ Saulo Cruz/Agência Senado

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Governo vai bloquear apostas de beneficiários do Bolsa Família e BPC

Governo vai bloquear apostas de beneficiários do Bolsa Família e BPC

Medida atende decisão do STF e será implementada até o fim do ano por meio de sistema integrado com casas de apostas

Governo vai bloquear apostas de beneficiários do Bolsa Família e BPC

O governo federal anunciou que vai bloquear, até o fim deste ano, novos depósitos em casas de apostas online realizados por beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A medida atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu de forma unânime, em novembro do ano passado, que o Executivo deve impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas online.

Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 80 casas de apostas esportivas autorizadas a operar legalmente no Brasil deverão integrar um sistema informatizado para verificar, no momento do cadastro de novos usuários e também durante depósitos, se o titular é beneficiário de algum dos dois programas sociais. A verificação será feita por meio de uma API disponibilizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

O secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, explicou que o sistema será centralizado e permitirá consultas pontuais pelas operadoras de apostas, sem acesso direto aos dados completos dos beneficiários. A expectativa é que o sistema esteja em funcionamento ainda em setembro, com período de adaptação, e que esteja plenamente operacional até o fim do ano.

Em agosto, o Bolsa Família foi pago a cerca de 19,2 milhões de famílias, o que representa mais de 50 milhões de pessoas. Já o BPC, que garante um salário mínimo mensal a pessoas com deficiência ou idosos de baixa renda, contava com 3,75 milhões de beneficiários em julho, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Para acessar plataformas de apostas, os usuários precisam cadastrar CPF e conta bancária em seu nome. Após isso, podem realizar depósitos e apostas. Com a nova medida, beneficiários identificados no sistema não poderão concluir depósitos nas plataformas.

O valor médio mensal de apostas no Brasil, segundo o Ministério da Fazenda, é de aproximadamente R$ 2,9 bilhões. Esse número considera o total apostado menos os prêmios pagos, refletindo o gasto efetivo dos apostadores. No primeiro semestre de 2025, o total movimentado foi de R$ 17,4 bilhões.

O Banco Central, por sua vez, estima que o fluxo mensal de recursos em apostas online varia entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões, considerando entradas e saídas nas contas dos apostadores. No entanto, o Ministério da Fazenda destaca que esse valor inclui múltiplas movimentações com o mesmo recurso, já que o retorno médio ao jogador (RTP) é de 93%, o que significa que boa parte do dinheiro apostado retorna às contas e é reutilizado.

Segundo o Ministério, cerca de 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas online no primeiro semestre, o que representa aproximadamente 12% da população adulta. A média de gasto por apostador ativo foi de R$ 164 por mês.

O governo pretende aprofundar a análise do perfil dos apostadores, avaliando a distribuição dos gastos entre usuários com valores baixos e altos. A nova fase da regulação busca equilibrar o mercado de apostas com medidas de proteção social, evitando que recursos públicos destinados à assistência sejam utilizados em atividades de risco financeiro.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Lyon Santos/MDS

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Comitê federal e governo de SP articulam respostas à tarifa de 50% dos EUA

Comitê federal e governo de SP articulam respostas à tarifa de 50% dos EUA

Reuniões nesta terça (15) buscam estratégias para enfrentar sobretaxa anunciada por Donald Trump

O comitê interministerial criado pelo Palácio do Planalto para analisar a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros inicia nesta terça-feira (15.jul.2025) uma série de reuniões com representantes dos setores produtivos.

Na mesma data, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também realizará um encontro com empresários da indústria para discutir os efeitos da medida.

A reunião do governo paulista está prevista para as 9h30, no Palácio dos Bandeirantes, com a presença de cerca de 15 representantes da indústria e do encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar.

Atuação do governo de SP

Essa será a segunda ação do governo de São Paulo para tratar da crise causada pela tarifa. Na última sexta-feira (11.jul), Tarcísio declarou ter ido a Brasília para discutir o impacto da sobretaxa sobre a indústria e o agronegócio brasileiros.

Na ocasião, o governador atribuiu a situação ao governo federal. Em publicação na rede X (antigo Twitter), Tarcísio escreveu: “Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado?”.

Estratégia federal

Em Brasília, o governo federal também reunirá representantes dos setores produtivos para ouvir estudos e impressões sobre a tarifa imposta pelos Estados Unidos. O objetivo é embasar a estratégia de negociação com o governo norte-americano.

Fontes ouvidas pela reportagem indicaram que o Planalto não trabalha, neste momento, com pedidos de prorrogação do prazo para negociação nem com a ideia de redução imediata da tarifa de 50% para 30%. O foco das reuniões é o trabalho do comitê interministerial e a escuta dos diferentes setores da economia.

O vice-presidente Geraldo Alckmin será o responsável por liderar as reuniões do comitê. A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está garantida em todos os encontros, mas não foi descartada.

Decreto de reciprocidade econômica

A Casa Civil prepara o decreto que regulamentará a lei da reciprocidade econômica. A expectativa é de que o texto seja publicado no Diário Oficial da União até esta terça-feira (15), com possibilidade de divulgação em edição extra.

Debate sobre o IOF

O governo também enfrentará nesta terça-feira (15.jul) uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O ministro Alexandre de Moraes convocou o encontro para tentar resolver o impasse entre o Executivo e o Congresso Nacional sobre a validade do decreto que elevou a alíquota.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que o governo não apresentará um texto alternativo ao decreto do IOF. Segundo ele, o Executivo defende o conteúdo original e aguarda manifestação do STF.

“O governo pediu que o STF se manifeste. Então, não tem proposta alternativa”, afirmou Costa.

Expectativa no Congresso

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que o governo está confiante na constitucionalidade do decreto. Segundo ele, a lei 8.894, que trata do IOF, prevê o uso do imposto como instrumento de política fiscal e monetária.

Ainda segundo o deputado, há possibilidade de ajustes pontuais para facilitar o entendimento com o Congresso. Em caso de acordo, o texto final do decreto refletirá o consenso entre os Poderes.

Foto: Ricardo Stuckert/PR / Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

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STF suspende decretos sobre IOF e agenda audiência entre governo e Congresso

STF suspende decretos sobre IOF e agenda audiência entre governo e Congresso

Alexandre de Moraes determina suspensão de efeitos dos decretos e convoca audiência de conciliação para 15 de julho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (4.jul.2025) os efeitos de decretos editados pela Presidência da República e pelo Congresso Nacional relacionados ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão atinge os decretos presidenciais nº 12.466/2025, 12.467/2025 e 12.499/2025, além do Decreto Legislativo nº 176/2025.

A medida cautelar foi concedida ad referendum do plenário da Corte. O ministro determinou ainda a realização de uma audiência de conciliação entre representantes do governo federal e do Congresso Nacional, marcada para o dia 15 de julho, na sala de audiências do STF, em Brasília.

Participação de órgãos jurídicos

Conforme a decisão, a audiência também deverá contar com representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU). Alexandre de Moraes determinou a comunicação imediata da decisão ao presidente da República e ao presidente do Congresso Nacional, com solicitação de envio de informações no prazo de cinco dias.

Segundo o ministro, após a realização da audiência de conciliação, será avaliada a necessidade de manutenção da liminar concedida.

Fundamentação

Na decisão, Moraes destacou a importância da harmonia entre os Poderes e afirmou que o embate entre os decretos do Executivo e do Legislativo contraria o artigo 2º da Constituição Federal. O dispositivo constitucional estabelece que os Poderes da União devem ser independentes e harmônicos entre si.

O ministro apontou que há argumentos suficientes para justificar a suspensão imediata dos decretos, em razão de sucessivas medidas antagônicas entre o Executivo e o Legislativo, que, segundo ele, violam o princípio da harmonia entre os Poderes no Estado Democrático de Direito.

Entenda o caso

Em maio de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decretos que aumentavam as alíquotas do IOF em operações de crédito, seguros e câmbio. As medidas integravam o pacote econômico do Ministério da Fazenda para ampliar a arrecadação e cumprir metas estabelecidas no novo arcabouço fiscal.

Posteriormente, o governo reverteu parte do aumento, substituindo os decretos por uma medida provisória que alterava outros tributos. Em junho, o presidente da Câmara, Hugo Motta, pautou a votação que resultou na derrubada dos decretos presidenciais. O Senado também rejeitou os textos em votação simbólica.

Ação no STF

No dia 1º de julho, a Advocacia-Geral da União protocolou uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) no STF, a pedido do presidente Lula. O objetivo é validar os decretos que foram rejeitados pelo Legislativo. A ação foi baseada em parecer técnico e jurídico produzido pela AGU na semana anterior.

Alexandre de Moraes foi designado relator da ADC, uma vez que já atuava como relator de duas outras ações relacionadas ao tema, protocoladas por partidos políticos. Não há data definida para o julgamento final do caso.

Foto: Ton Molina/STF / Nelson Jr./SCO/STF / Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Lula afirma que depende do STF para governar após Congresso derrubar aumento do IOF

Lula afirma que depende do STF para governar após Congresso derrubar aumento do IOF

Presidente diz que governo acionou Suprema Corte para validar decreto rejeitado por parlamentares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que depende de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir governar o país. A declaração foi feita ao comentar a decisão do governo federal de acionar a Suprema Corte para tentar validar o decreto que aumentava a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), derrubado pelo Congresso Nacional na semana passada.

Segundo o presidente, sem recorrer ao STF, ele não consegue mais administrar o país. O governo ingressou com uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) no STF por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), buscando reverter a decisão do Legislativo.

O decreto derrubado aumentaria a arrecadação federal em até R$ 10 bilhões ainda neste ano. Na avaliação do presidente, a rejeição no Congresso ocorreu por causa de pressão de setores como casas de apostas eletrônicas, fintechs e o sistema financeiro.

O governo argumenta que havia um acordo com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para aprovar medidas fiscais. Segundo o Executivo, a negociação previa alternativas, como taxar apostas eletrônicas e encerrar a isenção do Imposto de Renda para investimentos em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs).

O presidente considerou que houve quebra desse acordo, que teria sido fechado entre ministros e parlamentares em reunião no domingo anterior à votação. A equipe econômica, comandada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia comemorado o acerto como solução para o aumento de arrecadação.

Após a derrota no Congresso, o governo acionou o STF para validar o decreto. O presidente comunicou que pretende se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado para tentar recompor o diálogo político quando retornar de viagem.

Na mesma semana, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, buscou reduzir o impacto das declarações de Lula sobre depender do STF para governar. Ele apontou que o Brasil vive um modelo de presidencialismo de coalizão, em que o Executivo precisa negociar com um Congresso fragmentado para aprovar medidas importantes. Para o ministro, o Supremo é a instância adequada para resolver impasses institucionais entre os Poderes.

Em outro evento, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que o desenho institucional do Brasil acaba levando ao Supremo diversas questões polêmicas. Ele destacou que o tribunal precisa decidir sobre temas nos quais há visões diferentes na sociedade e que isso gera descontentamento em parte da população. Barroso mencionou que, em sua avaliação, o STF cumpre o papel constitucional ao resolver esses impasses.

O ministro André Mendonça, do STF, expressou visão distinta em relação a parte dessas competências. Ele avaliou que o Supremo tem invadido atribuições de outros Poderes, sobretudo do Legislativo, em questões que, em sua análise, deveriam ser resolvidas pela via administrativa ou política. Mendonça disse ainda que tem sido voto vencido em decisões recentes que ampliaram a atuação da Corte em temas como políticas públicas.

A discussão sobre os limites entre os Poderes ocorre em meio à judicialização de medidas fiscais do governo. Após a derrubada do decreto do IOF no Congresso, o Executivo busca respaldo jurídico para manter a arrecadação prevista no plano fiscal. A AGU protocolou a ação no STF para que o tribunal reconheça a constitucionalidade do decreto.

O governo federal também avalia alternativas para recompor a base no Legislativo e retomar negociações em torno de outras propostas para compensar a perda de receita com a derrubada do aumento do IOF. A expectativa do presidente é discutir essas alternativas com os líderes do Congresso em reuniões futuras, visando garantir apoio para medidas fiscais consideradas essenciais pela equipe econômica.

A mobilização do governo para garantir o aumento de arrecadação ocorre em um contexto de esforço para cumprir metas fiscais e manter o equilíbrio das contas públicas. O plano econômico do Executivo depende de recursos adicionais para evitar cortes de despesas ou aumento da dívida pública.

O tema seguirá em discussão no Congresso e no Supremo Tribunal Federal, à medida que o governo busca reverter a decisão legislativa ou construir alternativas para garantir a arrecadação prevista.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Governo Lula aciona STF para restaurar decreto do IOF

Governo Lula aciona STF para restaurar decreto do IOF

AGU protocolou Ação Declaratória de Constitucionalidade para restabelecer efeitos do decreto presidencial

O governo federal protocolou nesta terça-feira (1°.jul.2025) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) com o objetivo de restabelecer os efeitos do decreto presidencial que alterava as regras de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A medida foi anunciada pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou que a ação fosse apresentada ainda nesta data. A decisão foi tomada após análise jurídica conduzida pela AGU, com base em dados do Ministério da Fazenda.

De acordo com informações divulgadas pela AGU, o estudo técnico considerou que a derrubada do decreto pelo Congresso Nacional violaria o princípio da separação dos Poderes, previsto na Constituição Federal. A avaliação foi submetida ao presidente da República, que autorizou o protocolo da ação no Supremo Tribunal Federal.

O decreto em questão é o de número 12.499/2025, que estabelecia aumento na alíquota do IOF. O Congresso Nacional rejeitou o decreto na semana passada. A Câmara dos Deputados aprovou, em 25 de junho, o projeto de decreto legislativo que derrubou os efeitos do aumento do IOF, com 383 votos favoráveis e 98 contrários. No mesmo dia, o Senado Federal confirmou a decisão em votação simbólica, sem contagem nominal de votos.

Com a derrubada no Congresso, o aumento do imposto deixou de ter validade. Para o governo federal, a medida legislativa representou interferência indevida em prerrogativas do Poder Executivo, motivo pelo qual optou por acionar o Supremo Tribunal Federal.

A AGU informou que a ação foi direcionada ao STF com o pedido de reconhecimento da constitucionalidade do decreto presidencial. A ação deverá ser distribuída para o ministro Alexandre de Moraes, que já relata no STF uma ação anterior do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) questionando a derrubada do mesmo decreto, além de outra ação proposta pelo Partido Liberal (PL) contra o aumento do IOF.

A estratégia jurídica do governo inclui argumentos técnicos para fundamentar que o decreto editado pelo Executivo atendeu a requisitos legais e constitucionais e que a derrubada pelo Legislativo ultrapassou os limites de controle do Congresso sobre atos normativos do governo federal.

Segundo a Advocacia-Geral da União, a ação tem como finalidade garantir segurança jurídica sobre a aplicação das regras tributárias e evitar questionamentos sobre arrecadação federal. A Receita Federal também participou das discussões internas sobre o tema, fornecendo dados sobre o impacto fiscal do aumento do IOF.

O Supremo Tribunal Federal deverá decidir se analisa o pedido em caráter liminar ou se aguarda manifestação das partes para julgar o mérito da ação. Não há prazo definido para decisão.

O IOF incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e títulos ou valores mobiliários, sendo uma das fontes de arrecadação federal com função regulatória e arrecadatória. O decreto presidencial pretendia elevar a alíquota para determinados tipos de operações, visando aumentar a arrecadação e manter o equilíbrio das contas públicas.

O governo federal justificou a edição do decreto com base em projeções de receita e na necessidade de ajustar o fluxo de caixa da União. A derrubada do ato normativo pelo Congresso impactou essas projeções, motivo alegado para o ingresso da ação junto ao STF.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Gleisi Hoffmann afirma que crises do Pix e INSS prejudicam imagem do governo Lula

Gleisi Hoffmann afirma que crises do Pix e INSS prejudicam imagem do governo Lula

Ministra diz que aprovação de 40% é suficiente para reverter cenário e projeta melhora até 2026

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que as recentes crises envolvendo o Pix e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atrapalharam o esforço do governo federal para recuperar a imagem do presidente Lula junto à população. A declaração foi feita em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada neste fim de semana.

Segundo Gleisi, mesmo com medidas positivas adotadas pelo governo, os efeitos dessas ações são ofuscados pela repercussão das dificuldades enfrentadas por cidadãos nas duas áreas. Ela citou a gestão de crises como fator limitante da comunicação institucional.

Aprovação de 40% e perspectiva para 2026

A ministra, que também é presidente nacional do PT, avaliou que o atual índice de aprovação do governo, em torno de 40%, é suficiente para disputar a próxima eleição presidencial. “É uma condição suficiente para uma boa disputa eleitoral. Tenho certeza que o governo vai melhorar. É mostrando o que está acontecendo para a população, os feitos do governo. Temos tempo para isso”, declarou.

Base aliada instável e articulação com o Congresso

Gleisi também reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo governo no Congresso Nacional, onde a base aliada é formada por partidos que nem sempre votam com o Executivo. Segundo ela, isso já era previsto desde a campanha eleitoral, quando a coligação foi composta por setores de diferentes partidos.

“Fizemos uma aliança ampla com setores de partidos que não vieram inteiros conosco. O MDB veio uma parte, tinha candidatura da Simone [Tebet]; PSD veio uma parte; PP veio uma parte. Não adianta querer que agora venham 100% [dos votos]”, afirmou.

A ministra elogiou a relação com os presidentes das comissões orçamentárias e de articulação política, destacando Hugo Motta (MDB-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), com quem mantém diálogo frequente. Gleisi disse que a articulação é baseada no “compartilhamento de responsabilidades institucionais”.

Relação com partidos e desafios internos

A entrevista também abordou os desafios enfrentados na manutenção da coalizão governista. Gleisi citou que parte dos partidos que hoje integram a base deverá estar no campo adversário em 2026, o que impõe obstáculos à fidelidade nas votações.

Ela defendeu que o governo continue apostando na divulgação de realizações e políticas públicas, buscando superar os desgastes causados por questões pontuais, como as filas do INSS e os problemas no sistema do Pix, que geraram críticas nos últimos meses.

A ministra evitou projetar nomes para 2026, mas reafirmou confiança na estratégia de reconstrução da imagem do governo por meio da comunicação direta com a população.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Jose Cruz/Agência Brasil

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Minha Casa Minha Vida vai construir mais 2.480 moradias no RN

Minha Casa Minha Vida vai construir mais 2.480 moradias no RN

Estado terá 12 mil unidades habitacionais do programa; nova fase atende famílias com renda de até R$ 2.850

O estado do Rio Grande do Norte foi contemplado com a inclusão de mais 2.480 unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). O anúncio foi feito pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em Brasília, após a 26ª Marcha dos Prefeitos. Com essa nova etapa, o total de moradias pactuadas para o estado chega a 12 mil.

As unidades anunciadas fazem parte de um lote nacional de 130 mil novas habitações e serão destinadas a municípios com mais de 50 mil habitantes. As construções serão realizadas na modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), com recursos previstos no orçamento do governo federal para este ano. O foco da nova fase é a Faixa 1 do MCMV, que atende famílias com renda familiar bruta mensal de até R$ 2.850.

Segundo a governadora Fátima Bezerra, a ampliação do programa no estado demonstra o alinhamento entre os governos estadual e federal na luta para reduzir o déficit habitacional. “É mais dignidade, mais cidadania para nosso povo”, disse a governadora durante pronunciamento.

Processo de habilitação e investimentos

O processo de habilitação das cidades interessadas terá início no dia 28 de maio. Os municípios deverão atender aos critérios técnicos e legais definidos pelo programa. A Companhia Estadual de Habitação (Cehab) oferecerá suporte técnico às gestões municipais durante o processo, como explicou o diretor-presidente da companhia, Pablo Thiago Lins.

Ainda segundo Lins, os investimentos mínimos no Rio Grande do Norte serão da ordem de R$ 336 milhões. A expectativa é de que quase 10 mil pessoas sejam beneficiadas com essa nova etapa do programa. A Cehab atuará como facilitadora, orientando as prefeituras sobre os trâmites para se habilitarem à nova fase do Minha Casa Minha Vida.

Municípios e etapas do processo

No Rio Grande do Norte, 111 municípios já foram contemplados com unidades habitacionais do programa, em diferentes modalidades: FAR, FDS, Sub-50 e Rural. Entre eles estão Natal e cidades da Região Metropolitana.

O próximo passo, após a habilitação das propostas, será a análise pela Caixa Econômica Federal, responsável pela aprovação técnica e contratação das obras. Após essa fase, os contratos são assinados e os projetos executados.

Além de oferecer moradia a famílias de baixa renda, o programa Minha Casa Minha Vida também impacta diretamente a economia ao movimentar a cadeia produtiva da construção civil. Gera empregos, estimula a renda e aumenta a arrecadação de tributos nos municípios onde as unidades são construídas.

De acordo com estimativas da Secretaria Estadual de Infraestrutura, o déficit habitacional no Rio Grande do Norte está em torno de 147 mil unidades. Com as novas moradias, o estado avança no enfrentamento a esse problema, com prioridade para famílias em situação de vulnerabilidade.

Foto: Sandro Menezes/Assecom

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Fernando Haddad recua de aumento do IOF após repercussão negativa

Fernando Haddad recua de aumento do IOF após repercussão negativa

Ministro da Fazenda afirma que decisão foi técnica e teve impacto estimado inferior a R$ 2 bilhões

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou neste domingo (25.mai.2025) que a decisão de revogar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi técnica e tomada poucas horas após o anúncio da medida, que causou forte reação negativa no mercado financeiro e em setores econômicos.

A medida anunciada no dia 22 de maio previa a elevação da alíquota do IOF para 3,5% sobre transferências relativas a aplicações de fundos no exterior. A proposta foi incluída no pacote de medidas para viabilizar o cumprimento do novo arcabouço fiscal, mas acabou sendo retirada por decreto após a repercussão.

Segundo Haddad, a decisão de revogar o trecho do decreto foi tomada sem consulta prévia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de o conjunto das medidas ter sido discutido com o chefe do Executivo antes da divulgação.

“A minha decisão foi absolutamente técnica. Assim que identifiquei o problema, convoquei uma reunião virtual com a equipe e redigi o ato de correção. Antes, conferi com fontes confiáveis se as informações procediam”, disse Haddad em entrevista ao jornal O Globo.

O ministro informou ainda que a reversão da medida terá impacto estimado inferior a R$ 2 bilhões no orçamento de 2025, e justificou o recuo como uma forma de evitar especulações e instabilidade no mercado.

Além do recuo do IOF, a equipe econômica anunciou um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento do próximo ano, sendo R$ 10,6 bilhões em bloqueios diretos e R$ 20,7 bilhões em contingenciamentos, para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso Nacional.

Durante a entrevista, Haddad também comentou sobre a política de juros. A taxa Selic foi mantida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 14,75%, o maior índice em quase duas décadas. O ministro afirmou que Gabriel Galípolo, indicado à presidência do Banco Central, saberá conduzir a transição de forma responsável.

“Ele não foi convidado para dar um cavalo de pau. Sabemos da importância de manter a confiança dos investidores. Galípolo saberá promover a harmonização entre a política fiscal e monetária”, afirmou Haddad.

As medidas de contenção e ajustes fiscais estão sendo conduzidas pelo Ministério da Fazenda em meio ao esforço do governo federal para equilibrar as contas públicas e controlar a inflação, mantendo a credibilidade junto ao mercado financeiro e investidores.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Janja defende debate sobre regulação de redes sociais e cita modelo da China

Janja defende debate sobre regulação de redes sociais e cita modelo da China

Primeira-dama diz que regulação chinesa impõe regras severas e questiona resistência ao tema no Brasil

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, defendeu a discussão sobre a regulação das redes sociais no Brasil, citando o modelo adotado pela China como exemplo. A declaração foi feita na sexta-feira (23.mai.2025) durante entrevista ao podcast Se ela não sabe, quem sabe, do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo Janja, o país asiático possui regras rigorosas de controle digital, inclusive com previsão de prisão para quem descumpre as normas estabelecidas. “O presidente Xi (Jinping) falou que eles também têm problemas dentro da China, apesar de ter uma regulação muito forte. Lá, crianças menores de idade só podem usar telas a partir de 11 anos com horário específico, não podem ter rede social. Tem toda uma regulamentação e, se não seguir a regra, tem efeito, tem prisão. Por que é tão difícil a gente falar disso aqui?”, afirmou.

A primeira-dama afirmou ainda que o debate não se trata de uma questão de liberdade de expressão, mas de proteção à vida e às crianças. A fala ocorreu após críticas por conta de sua postura durante viagem oficial à China na semana anterior.

Na ocasião, Janja tomou a palavra em um encontro oficial e comentou sobre a atuação do TikTok no Brasil, dizendo que o algoritmo da plataforma favorece conteúdos da direita. A fala, feita na presença do presidente chinês Xi Jinping, foi descrita por integrantes da comitiva brasileira como um momento “constrangedor”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa da primeira-dama. Segundo ele, foi feito um pedido formal à China para envio de um especialista que possa colaborar com o debate digital no Brasil. “Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança para a gente discutir a questão digital, sobretudo o TikTok. E aí a Janja pediu a palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e as crianças. Foi só isso”, declarou Lula.

O episódio gerou reações da oposição, que criticou a menção a um modelo de regulação de redes semelhante ao chinês, país onde o controle estatal é severo. O governo chinês determina o que pode ser acessado pela população e restringe plataformas como Facebook, Instagram e Google. Além disso, conteúdos considerados ofensivos ao Partido Comunista ou favoráveis a pautas pró-democracia são frequentemente censurados.

Durante a entrevista, Janja também comentou sobre sua atuação pública e reforçou que não pretende seguir carreira política. “Quer dizer que eu não posso falar? Eu não sou um biscuit de porcelana. Eu não vou num jantar só para acompanhar meu marido. E ele nunca disse: ‘Não fale, fique quieta’”, disse. Ela afirmou ter bom senso e conhecimento dos limites e temas mais sensíveis.

A primeira-dama ainda abordou as críticas que recebe na esfera pública, negou intenção de disputar cargos eletivos e afirmou que o presidente Lula está “forte e bem” para concorrer à reeleição em 2026. Janja também declarou não “passar pano” para declarações machistas feitas por Lula.

Apesar de não ocupar cargo oficial no governo federal, Janja conta com uma equipe que a acompanha em eventos e viagens, inclusive no exterior. Segundo reportagens, o grupo tem pelo menos 12 integrantes. A oposição passou a questionar na Justiça os custos associados aos deslocamentos internacionais da primeira-dama.

Durante o mesmo evento, Lula afirmou que, daqui em diante, vai buscar uma comunicação mais direta com líderes internacionais. “A partir de agora, todo presidente com quem eu tiver uma reunião, eu vou pegar o telefone dele e vou dar o meu telefone. Como eu não tenho telefone, ou eu dou os telefones dos meus assessores ou eu dou o telefone da Janja”, declarou. O presidente argumentou que, atualmente, uma conversa entre dois chefes de Estado pode levar semanas para acontecer por conta de trâmites burocráticos.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Janja diz que abordou Xi Jinping sobre redes sociais e rebate críticas

Janja diz que abordou Xi Jinping sobre redes sociais e rebate críticas

Primeira-dama afirma que não se calará ao tratar da proteção de crianças e adolescentes

A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (19.mai.2025), que abordou pessoalmente o presidente da China, Xi Jinping, sobre a atuação de plataformas digitais. A fala ocorreu durante a abertura de um evento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em Brasília, e representa a primeira manifestação pública de Janja sobre o episódio que gerou repercussão no governo brasileiro.

Na ocasião, Janja defendeu a responsabilização das plataformas digitais pela disseminação de conteúdos nocivos a crianças e adolescentes e rebateu críticas por ter tratado do tema com o líder chinês durante um jantar com autoridades realizado na semana anterior.

“Não há protocolo que me faça calar se eu tiver uma oportunidade de falar sobre isso com qualquer pessoa que seja. Do maior grau ao menor grau. Do mais alto nível a qualquer cidadão comum”, afirmou a primeira-dama durante o evento.

Ela completou: “Eu quero dizer que a minha voz — vocês podem ter certeza de que — vai ser usada para isso. E foi para isso que ela foi usada na semana passada, quando eu me dirigi ao presidente Xi Jinping após a fala do meu marido sobre uma rede social.”

A declaração pública contrasta com o que havia sido informado anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 13 de maio, o presidente disse que ele próprio havia feito a solicitação ao presidente chinês para discutir a atuação de plataformas digitais, com foco na rede TikTok.

Na ocasião, Lula declarou: “Eu fiz uma pergunta ao companheiro Xi Jinping se era possível enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para discutir a questão digital e, sobretudo, o TikTok.”

A divergência entre as falas gerou questionamentos públicos e bastidores de tensão no Palácio do Planalto. O episódio também alimentou críticas de setores que consideraram inadequado o encaminhamento direto da pauta por parte da primeira-dama.

Durante o evento do Ministério dos Direitos Humanos, Janja reforçou sua posição: “Eu como mulher não admito que alguém me diga que eu tenho que ficar calada. Eu não me calarei quando for para proteger a vida das nossas crianças e dos nossos adolescentes.”

Contexto da reunião com Xi Jinping

A reunião entre o presidente Lula, a primeira-dama Janja e o presidente chinês Xi Jinping ocorreu durante um jantar diplomático com autoridades da comitiva chinesa no Palácio da Alvorada. O encontro teve como pano de fundo a visita oficial de Xi ao Brasil para reforçar parcerias comerciais e institucionais entre os dois países.

Durante o encontro, a pauta sobre o impacto das redes sociais — especialmente o TikTok, plataforma de origem chinesa — foi mencionada. O governo brasileiro tem demonstrado preocupação com a disseminação de conteúdos nocivos e o impacto da tecnologia sobre crianças e adolescentes.

A fala de Janja, nesta segunda, marca o posicionamento público da primeira-dama sobre o tema e indica um papel ativo dela em pautas de proteção de direitos da infância e juventude, com foco na regulação do ambiente digital.

Posição do governo sobre plataformas digitais

Nos últimos meses, o governo federal tem intensificado o debate sobre a regulação das redes sociais. O Ministério da Justiça e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania estão envolvidos em propostas para estabelecer critérios de moderação de conteúdo e responsabilidade das plataformas.

Em meio ao avanço de propostas no Congresso Nacional, o governo também tenta articular com empresas globais medidas que limitem a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos considerados prejudiciais à saúde mental, física e emocional.

A atuação de plataformas como TikTok, Instagram, YouTube e outras está no centro dessa discussão. O TikTok, em particular, tem sido alvo de críticas por suposta falha na filtragem de conteúdos sensíveis e pela facilidade de acesso a vídeos que envolvem desafios perigosos, exposição indevida e propagação de desinformação.

A menção direta ao presidente Xi Jinping por parte de Janja reforça o peso atribuído ao tema pela gestão federal, especialmente diante da origem chinesa da plataforma TikTok e da influência econômica e tecnológica da China no cenário global.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Corte de orçamento atinge universidades federais e compromete funcionamento em 2025

Corte de orçamento atinge universidades federais e compromete funcionamento em 2025

Limite mensal de gastos imposto por decreto do governo federal provoca suspensão de serviços e ameaça contratos essenciais como limpeza, segurança e assistência estudantil

Universidades federais de todo o país têm adotado medidas emergenciais em razão do decreto do governo federal que impõe limites mensais de liberação de recursos orçamentários até novembro de 2025. O decreto estabelece que apenas cerca de 63% do orçamento previsto para o ano poderá ser executado mês a mês até o fim de novembro, com os 36,72% restantes sendo liberados apenas em dezembro. A medida tem causado impacto direto no funcionamento das instituições, que enfrentam dificuldades para manter serviços básicos e pagamentos de contratos essenciais.

Entre as consequências já anunciadas, estão a suspensão de reformas, cortes em contratos de limpeza e segurança, paralisação da capina e redução no transporte interno de estudantes. Algumas instituições estão operando com pagamentos atrasados e definiram critérios de prioridade para quitar dívidas conforme a gravidade dos débitos.

Na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o orçamento mensal disponível passou a ser de R$ 4 milhões, enquanto as despesas mensais ultrapassam R$ 6 milhões. Segundo informações da reitoria, seriam necessários ao menos R$ 9 milhões mensais para garantir o funcionamento adequado da universidade. Como resposta, houve corte de 20% no contrato de limpeza, extinção da capina, redução de vigilância armada e diminuição da carga horária dos vigilantes.

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a dívida acumulada chega a R$ 61 milhões. A instituição convive com infraestrutura deteriorada, elevadores quebrados, aulas suspensas por falta de luz ou água e dificuldades em oferecer disciplinas por falta de espaço e equipamentos. De acordo com a pró-reitoria, os recursos de maio se esgotaram antes da metade do mês, o que obrigou a universidade a escolher quais contas pagar.

Outras instituições também enfrentam restrições. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) suspendeu a compra de equipamentos de informática e limitou o uso de transporte interno. A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) anunciou que dará prioridade ao pagamento de contratos mais atrasados, enquanto o Cefet-MG suspendeu reformas, compras de insumos laboratoriais e aquisição de móveis.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) alerta que o bloqueio parcial do orçamento até dezembro compromete o planejamento financeiro das universidades. O presidente da entidade e reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, destaca que os principais compromissos financeiros, como bolsas acadêmicas, assistência estudantil, contratos de limpeza, segurança, manutenção, alimentação e contas de água e luz, exigem pagamentos contínuos ao longo do ano. Segundo ele, liberar grande parte do orçamento apenas no último mês inviabiliza a continuidade das atividades.

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) também divulgou nota técnica na qual afirma que o modelo orçamentário previsto é inviável. De acordo com a instituição, os empenhos de gastos só podem ser feitos até o dia 2 de cada mês, o que significa que quase metade do orçamento anual deverá ser executada em apenas dois dias úteis, em dezembro.

O Ministério da Educação (MEC) informou que as universidades ainda sofrem os efeitos da redução orçamentária ocorrida entre 2016 e 2022 e que, desde 2023, tem buscado recompor os recursos. A pasta disse ainda que trabalha para garantir a recomposição do orçamento das instituições federais em 2025, que foi reduzido durante o processo de aprovação da Lei Orçamentária Anual no Congresso Nacional.

De acordo com dados do MEC, o orçamento discricionário das universidades federais em 2025 será de R$ 5,7 bilhões. Esse valor cobre despesas como água, luz, manutenção, segurança, limpeza e bolsas. No entanto, o montante representa pouco mais da metade do que estava disponível em 2011. No mesmo período, o número de estudantes aumentou 28%, e a implementação da Lei de Cotas demandou mais apoio financeiro às ações de permanência estudantil.

As universidades federais reivindicaram no início do ano um orçamento de R$ 7,81 bilhões para 2025, mesmo valor de 2019 corrigido pela inflação. A Andifes afirma que, mesmo com recomposições parciais realizadas nos últimos anos, os cortes acumulados desde 2020 continuam produzindo impactos severos.

No estado do Rio de Janeiro, o Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Educação planeja recorrer à bancada de deputados federais para solicitar ajustes no orçamento e emendas parlamentares que garantam a continuidade das atividades nas universidades fluminenses. Uma reunião foi marcada para a próxima segunda-feira.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Renner Boldrino/UFAL / Joédson Alves/Agência Brasil / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Governo Federal autoriza reajuste de até 5,06% nos preços de medicamentos a partir de hoje (31)

Governo Federal autoriza reajuste de até 5,06% nos preços de medicamentos a partir de hoje (31)

CMED define três faixas de aumento conforme classe terapêutica; IPCA de 12 meses até fevereiro balizou o índice máximo

O governo federal autorizou um reajuste máximo de 5,06% nos preços de medicamentos a partir desta segunda-feira (31.mar.2025) conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU). A decisão foi tomada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial responsável pela regulação do setor. O percentual corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada em 12 meses até fevereiro.

Três faixas de reajuste conforme classe terapêutica

De acordo com a norma, o aumento nos preços dos remédios seguirá três faixas distintas, dependendo da classificação terapêutica:

  • Nível 1: aumento máximo de 5,06%
  • Nível 2: índice limitado a 3,83%
  • Nível 3: teto de 2,60%

A medida estabelece que as empresas farmacêuticas devem divulgar amplamente os novos preços em mídias especializadas de grande circulação, sem ultrapassar os valores publicados pela CMED no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Reajuste anual e comparação com anos anteriores

O ajuste nos preços dos medicamentos é realizado anualmente. Em 2024, o limite do reajuste foi de 4,5%, valor inferior ao autorizado para este ano. A CMED utiliza como base o IPCA para determinar o percentual máximo, visando equilibrar a inflação do setor com a acessibilidade da população.

Transparência e divulgação dos novos preços

A resolução reforça que as empresas devem garantir a publicidade dos preços atualizados, assegurando que os valores praticados não excedam os divulgados oficialmente. A Anvisa disponibiliza em seu portal a lista de medicamentos com os preços máximos permitidos, facilitando a fiscalização por parte dos consumidores e órgãos competentes.

Impacto no mercado farmacêutico e nos consumidores

O reajuste pode influenciar diretamente o orçamento das famílias, especialmente para pacientes que dependem de medicamentos contínuos. Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento dos preços, a fim de evitar abusos por parte das redes de farmácias e distribuidoras.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens/Ilustração

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Sinduscon/RN marca presença no Summit CBIC Norte e Nordeste 2025

Sinduscon/RN marca presença no Summit CBIC Norte e Nordeste 2025

Evento acontece nos dias 20 e 21 de março, em Fortaleza (CE)

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) participa do Summit CBIC Norte e Nordeste 2025, evento que reúne líderes e especialistas para debater desafios e oportunidades do setor na região.

O presidente do Sinduscon/RN, Sérgio Azevedo, representará a entidade no encontro, que abordará temas cruciais como reforma tributária, políticas habitacionais, infraestrutura e sustentabilidade do FGTS. Com um enfoque estratégico, o Summit visa fortalecer a colaboração entre governo e setor privado, impulsionando o desenvolvimento regional e a construção civil.

“A participação do Sinduscon/RN nesse evento é uma oportunidade estratégica para discutir desafios da construção civil, como a escassez de mão de obra qualificada e o desvirtuamento do FGTS, que tem sido redirecionado da habitação para o consumo de bens não duráveis. Consideramos uma política equivocada, que pode comprometer investimentos no setor”, afirma Azevedo.

Além disso, o presidente do sindicato acredita que um tema prioritário é a necessidade de medidas concretas para qualificação profissional. “Hoje, a assinatura de um convênio entre a CBIC e o Governo Federal representa um avanço nesse sentido. Além de capacitação, o acordo prevê que trabalhadores que ingressarem formalmente no setor não percam imediatamente o Bolsa Família, incentivando a entrada no mercado sem receio da perda imediata do benefício. Se bem executada, essa iniciativa pode aliviar a falta de mão de obra, fortalecer o setor produtivo e gerar inclusão social. No Summit CBIC, buscamos ampliar esse debate e encontrar soluções para, por meio da construção civil, impulsionar o desenvolvimento econômico do nosso estado”, acrescenta.

Sobre o evento

A iniciativa é promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Sinduscon/CE. Além das discussões técnicas, a programação prevê momentos de networking e eventos paralelos voltados ao setor.

Foto: Divulgação

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Saiba como vai funcionar o crédito consignado CLT

Saiba como vai funcionar o crédito consignado CLT

Programa lançado pelo governo começa em 21 de março

O governo federal lançou nesta quarta-feira (12) o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, que promete facilitar e baratear os juros do empréstimo consignado a trabalhadores registrados com carteira assinada (CLT).

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento no Palácio do Planalto, a Medida Provisória (MP) que cria o sistema de crédito foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em até quatro meses, o texto precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional para se transformar em lei federal e seguir valendo.

Ao todo, mais de 47 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados com o novo programa, que abrange empregados CLT em geral, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEIs), desde que formalizados.

O programa permitirá o acesso de mais de 80 bancos e instituições financeiras ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país.

Na prática, o novo consignado entra em vigor no próximo dia 21 de março, por meio da página da Carteira de Trabalho Digital na internet e em aplicativos de celulares. A seguir, confira os principais pontos do sistema de crédito, que deve reduzir pela metade os juros cobrados no crédito pessoal.

Como acessar o crédito

Na primeira fase do programa, que entrará em vigor no dia 21 de março, o empregado que tiver interesse em obter um empréstimo consignado deverá acessar a Carteira de Trabalho Digital. Nesta plataforma, ele vai solicitar ofertas de crédito, autorizando o compartilhamento dos dados do eSocial diretamente com instituições financeiras habilitadas pelo governo federal.

Entre os dados que ficarão acessíveis aos bancos estão nome, CPF, margem do salário disponível para consignação e tempo de empresa, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A partir daí, o interessado receberá ofertas em até 24 horas, analisará a melhor opção e fará a contratação no canal do banco.

A partir de 25 de abril, os bancos também poderão operar a linha do consignado privado dentro de suas plataformas digitais.

Portabilidade do crédito

A portabilidade de crédito entre os bancos, para os clientes que desejem migrar para empréstimos mais baratos, poderá ser realizada a partir de 6 de junho. Em até 120 dias, quem já tem um consignado ativo poderá fazer a migração para a nova linha de crédito na mesma instituição financeira.

Redução de juros

A previsão é que as taxas de juros de crédito aos trabalhadores caiam de cerca de 103% ao ano para 40% ao ano, menos da metade do que é cobrado hoje em dia, em média. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa é que, em até quatro anos, cerca de 19 milhões de celetistas optem pela consignação dos salários, o que pode representar mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados.

Atualmente, o consignado do setor privado conta com cerca de 4,4 milhões de operações contratadas, somando mais de R$ 40,4 bilhões em recursos. É bem inferior aos mais de R$ 600 bilhões disponíveis a servidores públicos e aposentados e pensionistas do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Limites e garantias

Após o empréstimo ser contratado, o desconto das parcelas será na folha de salários, mensalmente pelo eSocial, o que deve permitir que as taxas de juros sejam inferiores às praticadas atualmente no consignado por convênio. Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a mês as atualizações do pagamento das parcelas.

Os limites do consignado para trabalhadores celetistas terão o teto de 35% do salário comprometido com parcelas do empréstimo e a possibilidade de usar 10% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o total da multa recebida por demissão sem justa causa (40% do saldo FGTS) para o pagamento dos débitos, em caso de desligamento do emprego.

Caso o saldo do empréstimo não seja quitado após o desligamento do emprego, a dívida fica vinculada à conta do eSocial e, quando o trabalhador estiver em um novo emprego CLT, a cobrança das parcelas volta a descontar diretamente em folha.

A Dataprev, empresa pública de tecnologia do governo federal, foi a responsável pelo desenvolvimento do sistema do Crédito do Trabalhador, que integra a carteira de trabalho digital, o FGTS Digital e o eSocial.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil / Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Projeto-piloto de combate a milícias e tráfico pode chegar ao RN

Projeto-piloto de combate a milícias e tráfico pode chegar ao RN

Governo Federal estuda implementar iniciativa no estado; operações visam desarticular criminosos e garantir presença do Estado

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) está avaliando a possibilidade de levar o projeto-piloto de desocupação de áreas controladas por milícias e tráfico de drogas para o Rio Grande do Norte. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e indica que o estado pode ser o próximo alvo dessa iniciativa do Governo Federal.

De acordo com a publicação, o MJSP já realizou consultas com integrantes da gestão estadual, que demonstraram interesse no projeto. No entanto, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesed) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não foi formalmente acionada sobre o assunto.

Inicialmente, a Bahia foi considerada como possível destino para o projeto, mas a escolha foi descartada por questões técnicas. O objetivo principal é realizar operações policiais para remover traficantes e milicianos de áreas dominadas, garantindo, posteriormente, a presença contínua do Estado para evitar o retorno da criminalidade e o recrutamento de novos membros.

A execução das operações ficaria a cargo das polícias estaduais, com a União atuando apenas em casos em que o estado solicitasse apoio. Além disso, a iniciativa inclui a avaliação de projetos e cursos que promovam a autonomia das comunidades, reduzindo a dependência de atividades criminosas por falta de oportunidades financeiras.

Segundo o secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o projeto será implementado em quatro etapas em uma pequena cidade do Nordeste. A primeira fase consiste em um trabalho de inteligência e levantamento de dados para compreender o ciclo econômico da organização criminosa atuante na região, com o objetivo de desarticulá-la.

O secretário também destacou que está em planejamento uma alternativa para substituir o ciclo econômico na cidade escolhida para o projeto-piloto, que deve ser implementado no primeiro semestre. A médio e longo prazos, a intenção é expandir a iniciativa para outros municípios do país.

Foto: Tom Costa/MJSP

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Barragem Oiticica será inaugurada pelo presidente Lula no dia 19

Barragem Oiticica será inaugurada pelo presidente Lula no dia 19

Complexo no Seridó beneficiará 43 municípios e 330 mil pessoas, reforçando segurança hídrica na região

A Barragem Oiticica, localizada em Jucurutu, na Região Seridó do RN, será inaugurada no próximo dia 19 de março pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. A data escolhida, dia de São José, padroeiro das chuvas e boas colheitas, simboliza a importância do projeto para a região semiárida do Nordeste.

O Complexo Oiticica faz parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) e teve sua capacidade de reservatório ampliada de 75,56 milhões de metros cúbicos para 742 milhões. Essa expansão garante maior segurança hídrica para 43 municípios e aproximadamente 330 mil pessoas, impactando positivamente a vida de comunidades que historicamente enfrentam escassez de água.

Investimentos e sustentabilidade

A construção da barragem, que inclui a Barragem Principal e os Barramentos Auxiliares I e II, recebeu R$ 161 milhões do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Os recursos permitiram a realização de intervenções sociais e ambientais, como o reassentamento da comunidade de Barra de Santana e Agrovilas, licenciamento ambiental, resgate arqueológico e ações de supressão vegetal. Essas medidas reforçam o compromisso do projeto com a sustentabilidade e o bem-estar das populações afetadas.

Relevância para o semiárido

Giuseppe Vieira, secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, destacou a importância da obra para a região do Seridó, conhecida pelo clima semiárido e pela baixa pluviosidade. “A Barragem Oiticica é um marco com seu potencial de acumulação de água, chegando a quase 800 milhões de metros cúbicos. Sua estrutura garantirá segurança hídrica para toda a região, que sofre com a intermitência no abastecimento”, afirmou.

Segundo maior reservatório do RN

De acordo com o Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do RN, divulgado em 24 de fevereiro, a Barragem Oiticica já acumula 74.731.484 m³ de água, o que representa 10,06% de sua capacidade total. Com isso, o complexo consolida-se como o segundo maior reservatório do estado, atrás apenas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.

Impacto do Projeto de Integração do Rio São Francisco

A Barragem Oiticica é uma peça fundamental do PISF, que visa garantir segurança hídrica no semiárido nordestino por meio da integração de bacias hidrográficas. A obra representa um avanço significativo na gestão dos recursos hídricos do Rio Grande do Norte, promovendo um futuro mais sustentável e resiliente para a população local.

Foto: Heros Lucena/Assecom/Ilustração/Arquivo/Governo do RN

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RN declara emergência por incêndios florestais

RN declara emergência por incêndios florestais

Medida do MMA abrange todas as mesorregiões potiguares e prevê contratação de brigadistas

O Rio Grande do Norte teve o estado de emergência declarado em todas as suas quatro mesorregiões devido ao alto risco de incêndios florestais. A medida, publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (28.fev.2025), foi assinada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e terá validade do segundo semestre deste ano até o início de 2026.

As áreas afetadas incluem o Agreste Potiguar, a Central Potiguar, o Leste Potiguar e o Oeste Potiguar. Além do RN, outros estados do Nordeste também foram contemplados com a declaração de emergência, como Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

A portaria permite que o Ibama contrate brigadistas para atuar no combate aos incêndios. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que a medida oferece segurança jurídica para que os gestores públicos adotem as ações necessárias.

Durante apresentação no Auditório da Sede do Prevfogo, na última quinta-feira (27), Marina Silva reforçou as estratégias para o combate a incêndios em 2025. O presidente do ICMBio, Mauro Pires, anunciou que a expectativa é aumentar o número de brigadistas contratados para 1.758, com capacitação em 68 cursos.

No total, o Governo Federal estima que 4.358 brigadistas federais, divididos em 231 brigadas (115 do ICMBio e 116 do Ibama), estejam aptos para atuar em 2025. Além disso, cerca de 250 servidores devem integrar o comando e o apoio logístico durante os incidentes.

Períodos de maior risco de incêndios no RN:

  • Agreste Potiguar: agosto de 2025 a janeiro de 2026
  • Central Potiguar: agosto de 2025 a fevereiro de 2026
  • Leste Potiguar: agosto de 2025 a março de 2026
  • Oeste Potiguar: julho de 2025 a fevereiro de 2026

A medida visa prevenir e mitigar os impactos dos incêndios florestais, que tendem a se intensificar durante os períodos de seca no Nordeste.

Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília/Ilustração

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Cadastro Único em Natal ficará indisponível para atualizações

Cadastro Único em Natal ficará indisponível para atualizações

Nova plataforma do Governo Federal promete modernizar gestão de dados e aprimorar políticas públicas

O Cadastro Único (CadÚnico) estará temporariamente indisponível para atualizações em Natal entre os dias 28 de fevereiro e 16 de março. A medida foi determinada pelo Governo Federal para implementar uma nova plataforma, que visa modernizar e tornar mais eficiente o processo de inclusão e gestão das informações das famílias cadastradas.

A operação do sistema será transferida para a Dataprev, substituindo o modelo atualmente gerenciado pela Caixa Econômica Federal. Durante o período de suspensão, não será possível realizar novas inscrições ou atualizar cadastros existentes.

A partir de março de 2025, o Cadastro Único contará com um sistema totalmente renovado. A modernização tem como objetivo aprimorar a gestão de políticas públicas, oferecendo uma ferramenta mais eficiente para estados, municípios e a população em geral.

Principais mudanças do novo sistema

Com a migração, o Cadastro Único passará por uma série de melhorias, incluindo:

  • Portal de gestão integrado: Um sistema mais seguro e automatizado para entrada e alimentação de dados.
  • Plataforma de capacitação: Ferramentas para treinar operadores do CadÚnico, garantindo maior eficiência no uso do sistema.
  • Monitoramento de fraudes: Novas funcionalidades para identificar e prevenir irregularidades, assegurando a segurança das informações.
  • Gestão de acessos aprimorada: Controle mais rigoroso para garantir que apenas usuários autorizados possam manipular os dados.
  • Relatórios analíticos: Dados detalhados para auxiliar no planejamento e execução de programas sociais.

Cronograma de migração

  • 28 de fevereiro a 16 de março: Indisponibilidade do sistema atual para adequação e migração.
  • 17 de março: Disponibilização do novo portal da Dataprev com o Cadastro Único atualizado.
  • 18 de março: Retorno completo do sistema à normalidade, com todas as funcionalidades disponíveis.

A modernização do Cadastro Único é uma iniciativa importante para garantir maior transparência, segurança e eficiência na gestão de políticas públicas. A população de Natal e demais regiões do país poderá contar com um sistema mais ágil e confiável a partir de 2025.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Estados e municípios podem enviar propostas de obras pelo PAC Seleções

Estados e municípios podem enviar propostas de obras pelo PAC Seleções

Investimentos terão valor total de R$ 49,2 bilhões, em 20 modalidades

Os governos municipais e estaduais já podem enviar suas propostas de investimentos para participar da segunda etapa do Novo Programa de Aceleração do Crescimento Seleções (PAC Seleções). As inscrições iniciaram nesta segunda-feira (24) e podem ser feitas pelo site do programa.

Os projetos devem ser submetidos à avaliação dos ministérios da Educação, da Saúde, das Cidades e do Esporte. São cinco eixos de investimentos contemplados com um valor total de R$ 49,2 bilhões, para 20 modalidades, que incluem policlínicas (R$ 1,35 bilhão), creches (R$ 1,25 bilhão), centros esportivos (R$ 390 milhões), renovação de frota (R$ 4,4 bilhões), obras de drenagem (R$ 5,5 bilhões) e abastecimento de água (R$ 2 bilhões).

O objetivo do Novo PAC Seleções é realizar obras e empreendimentos em áreas essenciais à saúde, educação, infraestrutura urbana, qualidade de vida e lazer com participação direta de estados e municípios nos investimentos. As seleções devem priorizar a cobertura de vazios assistenciais e os municípios que já deram andamento às obras da primeira seleção.

Segundo o governo federal, o processo é uma forma de garantir a participação dos prefeitos e governadores, reunindo informações sobre empreendimentos de interesse social que serão analisadas quanto à viabilidade de execução.

Foto: Ricardo Stuckert/PR / Antonio Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Farmácia Popular beneficiou quase 600 mil pessoas no RN em 2024

Farmácia Popular beneficiou quase 600 mil pessoas no RN em 2024

Programa amplia acesso a remédios e insumos em 146 municípios potiguares, com 559 farmácias credenciadas

O programa Farmácia Popular, uma das principais iniciativas de acesso a medicamentos no Brasil, alcançou um marco histórico no Rio Grande do Norte em 2024. Com a gratuidade total dos 41 itens do catálogo, incluindo medicamentos e insumos de saúde, o estado registrou 597,6 mil beneficiários, superando os 433,5 mil atendidos em 2022. Atualmente, o RN conta com 559 farmácias credenciadas, distribuídas em 146 municípios, garantindo acesso à saúde para milhares de potiguares.

A ampliação do programa foi anunciada pela ministra Nísia Trindade durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, na última quinta-feira (13.fev.2025). A medida garante acesso gratuito a medicamentos para doenças como asma, diabetes, hipertensão, osteoporose, parkinson, glaucoma e anticoncepcionais, além de fraldas geriátricas para idosos e pessoas com deficiência.

Impacto no Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, o Farmácia Popular se tornou uma ferramenta essencial para a população, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social. Com 559 farmácias credenciadas, o programa está presente em 146 dos 167 municípios do estado, garantindo cobertura ampla e descentralizada.

A gratuidade dos insumos representa uma economia significativa para as famílias potiguares. As fraldas geriátricas, por exemplo, que antes exigiam coparticipação financeira, agora garantem uma economia de até R$ 270 mensais para idosos e pessoas com deficiência. Outro destaque é a inclusão da Dapagliflozina, medicamento utilizado no tratamento da diabetes associada à doença cardiovascular, que pode gerar uma economia de cerca de R$ 190 por mês.

Benefícios para idosos e pessoas com deficiência

A medida beneficia diretamente pelo menos 1 milhão de pessoas em todo o país, principalmente idosos, que antes pagavam coparticipação em alguns insumos. No Rio Grande do Norte, a gratuidade total dos medicamentos e insumos impacta positivamente milhares de famílias, garantindo mais dignidade e qualidade de vida.

A ministra Nísia Trindade destacou a importância da medida para o envelhecimento da população e as demandas crescentes por cuidados continuados. “As fraldas geriátricas, por exemplo, que agora são fornecidas gratuitamente, garantem uma economia significativa para idosos e pessoas com deficiência. Isso significa mais dignidade para quem mais precisa”, afirmou.

Como funciona o Farmácia Popular no RN

Para retirar os medicamentos gratuitamente no Rio Grande do Norte, os usuários precisam apresentar um documento de identificação com foto, CPF e receita médica válida, emitida por profissionais do SUS ou da rede privada. A lista completa dos 41 medicamentos e insumos disponíveis pode ser consultada no site oficial do programa ou nas farmácias credenciadas.

Entre os itens oferecidos estão medicamentos para controle de doenças crônicas, anticoncepcionais e insumos como fraldas geriátricas. A ampliação do programa reforça o compromisso do governo federal com o acesso universal à saúde, especialmente em estados como o Rio Grande do Norte, onde a demanda por medicamentos gratuitos é alta.

Fortalecimento do SUS no RN

A ampliação do Farmácia Popular é vista como um símbolo do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. “O SUS é patrimônio do povo brasileiro. Expandir o Farmácia Popular é assegurar que a saúde chegue a todos, sem barreiras financeiras”, afirmou a ministra Nísia Trindade.

A iniciativa também reflete um esforço coletivo entre o governo federal, estados e municípios, com o objetivo de atender às demandas crescentes por cuidados continuados, especialmente diante do envelhecimento da população.

Desafios e perspectivas futuras

Apesar dos avanços, o programa ainda enfrenta desafios no Rio Grande do Norte, como a necessidade de ampliar a rede de farmácias credenciadas em regiões remotas e garantir o abastecimento contínuo de medicamentos. A ministra Nísia Trindade reforçou o compromisso do governo em superar essas barreiras e expandir o acesso à saúde para todos os potiguares.

Foto: Rodrigo Nunes/MS

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Empresas do RN renegociam R$ 86,3 milhões pelo Desenrola Pequenos Negócios

Empresas do RN renegociam R$ 86,3 milhões pelo Desenrola Pequenos Negócios

Estado ocupa sexta posição no Nordeste e 19ª no Brasil em volume de contratos repactuados pelo programa federal

O Rio Grande do Norte registrou a renegociação de R$ 86,3 milhões em dívidas de pequenas empresas por meio do programa Desenrola Pequenos Negócios até o final de 2024. No total, 1.865 empresas potiguares renegociaram 2.331 contratos, colocando o estado como o sexto maior volume repactuado no Nordeste e o 19º no país.

Entre maio e dezembro de 2024, o programa possibilitou a renegociação de R$ 7,5 bilhões em dívidas bancárias em todo o Brasil, beneficiando mais de 120 mil microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. A iniciativa, desenvolvida pelos Ministérios da Fazenda e do Empreendedorismo, ofereceu descontos de até 95%, permitindo que milhares de negócios regularizassem suas pendências e voltassem a ter acesso a crédito.

Sudeste lidera renegociações; Nordeste ocupa segunda posição

A região Sudeste concentrou o maior volume de renegociações pelo programa, com R$ 3,576 bilhões em contratos repactuados. Foram 57.219 clientes beneficiados e 90.841 contratos renegociados. O Nordeste ficou na segunda posição, com um total de R$ 1,443 bilhão renegociado, distribuído entre 27.306 clientes e 37.306 contratos.

Ranking por estados: São Paulo lidera renegociações

Entre os estados, São Paulo foi o que apresentou o maior volume renegociado, com R$ 2,242 bilhões distribuídos em 58.108 contratos de 35.472 clientes. Outros estados com destaque no programa foram:

  • Rio de Janeiro: R$ 669,5 milhões
  • Minas Gerais: R$ 574,14 milhões
  • Paraná: R$ 489,96 milhões
  • Bahia: R$ 428,43 milhões

Funcionamento do Desenrola Pequenos Negócios

O programa foi implementado diretamente pelo sistema financeiro, com incentivos tributários do governo federal para que os bancos pudessem oferecer condições vantajosas de renegociação. Os descontos variaram de 20% a 95%, garantindo que empresas endividadas regularizassem suas finanças e recuperassem acesso a crédito.

O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, destacou a importância da iniciativa para os pequenos negócios: “Ao quitar ou renegociar dívidas, essas empresas não só recuperam o acesso ao crédito, mas ganham fôlego para crescer. Só em 2024, programas de crédito para pequenos negócios injetaram R$ 39 bilhões em 600 mil empresas, fortalecendo toda a cadeia produtiva”.

Programa Acredita e acesso a novos financiamentos

O Desenrola Pequenos Negócios faz parte do Programa Acredita, que também inclui o ProCred 360, uma linha de crédito com taxas de juros até 50% menores que as de mercado para MEIs e empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil. Para viabilizar essa oferta, o governo federal destinou R$ 1,5 bilhão em garantias para os bancos, utilizando recursos remanescentes do Fundo Garantidor de Operações (FGO) do programa Desenrola.

Com essa garantia inicial, foram liberados R$ 5 bilhões em crédito, dos quais R$ 1,4 bilhão já foram emprestados a 47 mil empresas. A expectativa é de que novos recursos sejam alocados para ampliar ainda mais o acesso ao crédito pelos pequenos negócios.

Além do ProCred 360, os empreendedores podem recorrer ao Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Em 2024, o governo também criou o Pronampe Solidário Rio Grande do Sul, destinado à recuperação econômica de 36 mil empresas afetadas pelas enchentes no estado.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Joédson Alves/Agência Brasil

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Fátima Bezerra destaca desafios para Lula no Nordeste em 2026

Fátima Bezerra destaca desafios para Lula no Nordeste em 2026

Governadora do RN reforça necessidade de ampliação da presença do governo federal na região

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa intensificar sua atuação no Nordeste caso dispute a reeleição em 2026. Em entrevista ao jornal “O Globo” nesta terça-feira (28.jan.2025), a governadora declarou que o apoio dos nordestinos ao presidente não está garantido e que é necessário fortalecer a presença do governo federal na região ao longo deste ano.

Segundo a governadora, a estratégia para consolidar esse apoio envolve a entrega de obras e investimentos planejados para o Nordeste. Entre as prioridades, Fátima Bezerra citou a conclusão do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Paraíba. A expectativa é que a totalidade do projeto seja finalizada até o início do primeiro semestre de 2026.

Alianças políticas e estratégia eleitoral

Fátima Bezerra afastou a possibilidade de uma chapa presidencial exclusivamente petista para 2026, reforçando a necessidade de alianças políticas. Segundo a governadora, a colaboração entre partidos é essencial para a defesa da democracia e para evitar retrocessos políticos. No Rio Grande do Norte, a gestão estadual busca consolidar um grupo partidário alinhado às diretrizes nacionais do governo federal.

Ela também destacou a importância de o Partido dos Trabalhadores (PT) começar a construir alternativas para o período pós-2030, sem deixar de lado a união da esquerda em torno da liderança de Lula. A governadora defendeu que a ampla coalizão formada em torno do governo deve continuar a ser fortalecida.

Impacto da queda na aprovação

A declaração de Fátima Bezerra ocorreu antes da divulgação da pesquisa Quaest, que apontou uma taxa de desaprovação do governo federal de 49%, superando a aprovação pela primeira vez. O levantamento indicou uma queda de 8% na aprovação do governo Lula no Nordeste, região considerada estratégica para sua base eleitoral.

Crescimento da direita e desafios do PT

Sobre o desempenho da esquerda nas eleições municipais, Fátima Bezerra apontou o financiamento de partidos de direita como um fator determinante para seu crescimento. Ela também mencionou que siglas da base do governo federal frequentemente se alinham a adversários do PT nos estados, beneficiando-se de emendas parlamentares e da estrutura de uma coalizão que vai além do presidencialismo tradicional.

A governadora também ressaltou que, apesar das dificuldades eleitorais, houve avanços políticos para o PT em algumas cidades. Em Natal, por exemplo, a candidatura do partido chegou ao segundo turno após 28 anos, o que foi considerado um avanço dentro da estratégia de renovação da legenda.

Fundo da Caatinga e desafios ambientais

Fátima Bezerra também abordou o atraso na execução de projetos vinculados ao Fundo da Caatinga, destinado ao financiamento de iniciativas ambientais na região. Segundo a governadora, a urgência na liberação dos recursos se deve à gravidade do processo de desertificação no Nordeste.

Ela informou que um acordo foi firmado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar e coordenar o fundo. O objetivo é utilizar os recursos para avançar nos estudos científicos sobre a Caatinga e implementar medidas de combate à desertificação na região.

Foto: Ricardo Stuckert

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Alckmin afirma que safra recorde deve reduzir preço dos alimentos

Alckmin afirma que safra recorde deve reduzir preço dos alimentos

Expectativa é de que a safra de grãos cresça em torno de 8,2%

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira (24), em São Paulo, que a safra recorde prevista para este ano e a queda do dólar deverão provocar redução nos preços dos alimentos.

A expectativa para este ano é de que a safra de grãos cresça em torno de 8,2%, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmar, segundo a Conab, será um recorde para a produção na série histórica.

Já o dólar caiu nos últimos dias, passando dos R$ 6,20 no início do ano para cerca de R$ 5,88.

“Uma boa notícia é a safra agrícola. Os estudos mostram que o clima este ano deve ser positivo. Ano passado, nós tivemos uma seca muito intensa. Com um clima bom, há uma expectativa de que a safra agrícola deve crescer 8% a mais, uma safra recorde. Isso ajuda a reduzir o preço. A outra é o dólar, porque você tem fertilizante, combustível, equipamento, muita coisa que é contaminada pelo dólar. Então, com a redução do dólar, também vai ajudar”, avalia.

Para Alckmin, outros fatores que devem ajudar na redução dos preços dos alimentos são a reforma tributária e o estoque regulador da Conab.

“O estoque regulador é quando eu tenho uma grande safra e se guarda um pouco, para quando faltar existir um estoque. Isso regula um pouco, evita grandes oscilações de preço. Tem outros estudos que o governo está fazendo, vamos aguardar, mas a iniciativa é positiva. E a boa notícia é a reforma tributária, que vai desonerar a cesta básica, inclusive a proteína animal”, explicou.

Alckmin participou de um encontro com sindicalistas na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT) para debater as estratégias do governo federal e as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos no país. O tema do encontro foi Perspectiva da Economia e do Emprego em 2025.

Reunião

Enquanto o ministro se encontrava com sindicalistas em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com alguns ministros, em Brasília, para discutir estratégias que possam ajudar a baratear o preço dos alimentos.

“O presidente Lula, corretamente, está preocupado em reduzir o preço, evitar aumento de preço grande de alimentos”, disse Alckmin.

Foto: Cadu Gomes/VPR / Joédson Alves/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Nísia Floresta é a primeira cidade do Brasil a pagar o piso salarial dos professores

Nísia Floresta é a primeira cidade do Brasil a pagar o piso salarial dos professores

Município é o primeiro do Brasil a realizar o pagamento do piso atualizado de 2025

A cidade de Nísia Floresta, localizada na Região Metropolitana de Natal, tornou-se a primeira do Brasil a efetuar o pagamento do piso salarial atualizado dos professores para 2025. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21.jan.2025).

Segundo a prefeitura do município, a medida foi sancionada após a aprovação unânime da Câmara Municipal, destacando o compromisso da gestão com a valorização da educação.

Aprovação do reajuste

O reajuste de 6,27% no piso salarial dos professores da rede municipal foi aprovado na última quinta-feira (16.jan), durante uma sessão extraordinária convocada pelo presidente da Câmara, vereador Luiz Henrique. O projeto foi sancionado imediatamente e os professores receberam o novo valor no pagamento realizado nesta terça-feira (21).

Declaração do prefeito

O prefeito Gustavo Santos ressaltou a relevância da ação para os profissionais da educação:

“Este é um momento histórico para Nísia Floresta. A educação é uma prioridade da nossa gestão, e assegurar o pagamento do piso salarial atualizado demonstra nosso compromisso com os professores e com a qualidade do ensino público.”

Compromisso com a valorização

A iniciativa de Nísia Floresta reflete o alinhamento com a atualização definida pelo Governo Federal para 2025. Ao incorporar o reajuste já no pagamento de janeiro, o município demonstra:

  • Compromisso com os direitos dos profissionais da educação;
  • Gestão pública voltada para o desenvolvimento educacional e social.

O impacto da medida

Com a aprovação e pagamento do piso atualizado, Nísia Floresta fortalece o setor educacional e serve de exemplo para outros municípios do país. A ação contribui para a motivação dos profissionais e reforça a importância de uma educação pública de qualidade.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Nísia Floresta

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Lula afirma que a prioridade do governo em 2025 é baratear os alimentos

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Presidente diz ainda querer paz e boas relações com Donald Trump

Uma das prioridades do governo federal para 2025 é a de baratear o preço dos alimentos que chegam à mesa do trabalhador. A orientação foi passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sua equipe nesta segunda-feira (20), durante a primeira reunião do ano com seus ministros.

De acordo com o presidente, o novo ano será de colheita de muitas das políticas públicas iniciadas após o que chamou de período de reconstituição de diversas pastas, segundo ele, desmontadas durante o governo anterior. Ele cobrou de seus ministros um esforço cada vez maior para avançar nas políticas que vêm sendo implementadas.

“Temos agora um tema muito importante, que é a reconstrução, a união e comida barata na mesa do trabalhador, porque os alimentos estão caros na mesa do trabalhador. Todos ministros sabem que o alimento está caro. É uma tarefa nossa garantir que o alimento chegue na mesa do povo trabalhador, da dona da casa e do povo brasileiro em condições compatíveis com o salário que ganha”, disse o presidente durante a fala de abertura da reunião.

Combate à desinformação

O presidente, que se disse prontamente recuperado da cirurgia que fez na cabeça após uma queda, reiterou o compromisso do governo com a manutenção da democracia. Ele pediu a seus ministros que fiquem atentos para evitar dar argumentações a opositores que, segundo ele, já iniciaram campanha visando as eleições presidenciais do ano que vem.

“Daqui para frente, nenhum ministro vai poder fazer portaria que depois crie confusão, sem que essa portaria passe pela Presidência da República, por meio da Casa Civil”, disse.

Segundo Lula, as eleições de 2026 já começaram para seus adversários. “Basta ver a internet para perceber que eles já estão em campanha. E nós não podemos antecipar a campanha, porque temos de trabalhar para entregar ao povo aquilo que ele precisa”, disse o presidente.

“Eu tenho uma causa, e ela é o que vai me motivar em 2025, que é a de não permitir, em hipótese alguma, que esse país volte ao horror do que foi o mandato do meu antecessor, garantindo que a democracia permaneça nesse país. Não queremos entregar esse país de volta ao neofascismo, ao neonazismo, ao autoritarismo. E precisamos dizer em alto e bom som: queremos eleger um governo para continuar o processo democrático nesse país ”, acrescentou.

O presidente citou também algumas entregas na área da educação e fez elogios à aprovação da lei que não permite uso de celulares pelas crianças no ambiente escolar. “Este é um sistema de proteção das nossas crianças. É um sistema de proteção da nossa educação e dos nossos professores. Estamos privilegiando a educação, o humanismo, e não os algoritmos para fazer a cabeça das nossas pessoas”, argumentou.

Estados Unidos

Lula falou também sobre as expectativas de manter boas relações com os Estados Unidos. O presidente eleito, Donald Trump, toma posse na tarde desta segunda-feira.

“Tem gente que fala que a eleição do Trump pode causar problema para a democracia mundial. O Trump foi eleito para governar os Estados Unidos. Eu, como presidente do Brasil, torço para que ele faça uma gestão profícua, para que o povo brasileiro e o americano melhorem, e para que os americanos continuem a ser o parceiro histórico que é do Brasil”, disse. Lula ainda acrescentou que deseja paz, harmonia e diplomacia com todos países.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Da Agência Brasil

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Governo Federal afirma que transferiu R$ 30 bilhões ao RN em 2024

Governo Federal afirma que transferiu R$ 30 bilhões ao RN em 2024

Recursos beneficiaram milhões de potiguares em programas sociais, obras e serviços essenciais

O Rio Grande do Norte recebeu R$ 30,2 bilhões em repasses do Governo Federal entre janeiro e novembro de 2024. Os recursos foram divididos entre transferências para o governo estadual, prefeituras e programas sociais voltados diretamente à população. A divulgação dos dados foi feita pelo Governo Federal na sexta-feira (27.dez.2024).

Com 3,4 milhões de habitantes e 1,5 milhão de domicílios espalhados pelos 167 municípios, o estado recebeu R$ 16,3 bilhões em transferências diretas para administrações municipais e estadual. Outros R$ 13,9 bilhões foram repassados para a população, por meio de programas como Bolsa Família, Auxílio Gás, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Seguro-Desemprego e Benefícios Previdenciários.

Saúde: Mais Médicos, cirurgias e Farmácia Popular

Segundo o Governo, na área da saúde, programas federais estão promovendo melhorias significativas. O Mais Médicos ampliou a atuação para 532 profissionais em todo o estado, sendo 261 contratados a partir de 2023.

O programa Brasil Sorridente registrou a inclusão de 84 novas equipes de saúde bucal, totalizando 979 equipes ativas. Além disso, o estado conta com 37 Centros de Especialidades Odontológicas e uma Unidade Odontológica Móvel financiada pelo governo federal.

Outro destaque foi o Programa Nacional de Redução de Filas de Cirurgias, que realizou 8,8 mil procedimentos entre fevereiro e setembro de 2024. O Farmácia Popular atendeu 584,6 mil potiguares até novembro, sendo 70,3% mulheres. Desses, 572,6 mil tiveram acesso a medicamentos gratuitos para diabetes, hipertensão, asma, osteoporose e contraceptivos.

Educação: investimentos no RN

O campo da educação também se destacou com investimentos. O programa Pé-de-Meia beneficiou 88,1 mil estudantes, com repasses de R$ 112,1 milhões até novembro. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) atendeu 619 mil alunos em 2,7 mil escolas, com um repasse de R$ 81,5 milhões.

Outras iniciativas como a Escola em Tempo Integral e o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada contaram com a adesão do governo estadual e das 167 prefeituras. O transporte escolar, via Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), beneficiou 93,6 mil estudantes com um repasse de R$ 16,9 milhões.

Até novembro, o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) distribuiu 3,1 milhões de exemplares, beneficiando 512,2 mil alunos em 2,5 mil escolas potiguares.

Moradia e infraestrutura: Minha Casa, Minha Vida e PAC

A infraestrutura também foi fortalecida, de acordo com o Governo. O Minha Casa, Minha Vida financiou 16,4 mil moradias com investimentos de R$ 1,9 bilhão em 111 municípios. Desde 2023, 9,6 mil moradias foram selecionadas para a Faixa 1 do programa.

O PAC Seleções aprovou 249 empreendimentos em 122 cidades. Desses, 134 são voltados à educação, com 24 escolas em tempo integral, 41 creches e 69 ônibus escolares. Na saúde, são 69 obras, incluindo 42 UBS, 10 unidades odontológicas móveis, 11 ambulâncias do SAMU, e novos centros de reabilitação.

Obras de infraestrutura social, como espaços esportivos e centros comunitários, também estão em andamento, além de projetos de mobilidade urbana, saneamento e prevenção de desastres.

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

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Orçamento terá bloqueio em torno de R$ 5 bilhões

Orçamento terá bloqueio em torno de R$ 5 bilhões

Planejamento anunciará novos cortes nesta sexta-feira

O Orçamento Geral da União de 2024 terá um novo bloqueio em torno de R$ 5 bilhões, disse nesta quinta-feira (21), em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto). Segundo ele, o número foi passado pela Casa Civil na reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) no fim desta tarde.

“Talvez [o bloqueio] seja um pouquinho menos, um pouquinho mais que isso, mas na casa dos R$ 5 bilhões. É bloqueio porque a receita está correspondendo às expectativas nossas e o ponto de vista do cumprimento de meta, conforme a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias]”, disse o ministro ao deixar o Ministério da Fazenda no início desta noite.

Haddad reiterou que a arrecadação está dentro das previsões e negou que haja mudança na meta de resultado primário de déficit zero com margem de tolerância de até R$ 28,75 bilhões para mais ou para menos.

“Nós estamos desde o começo do ano reafirmando, contra todos os prognósticos, [que] não vai haver alteração de meta do resultado primário. Nós estamos já no último mês do ano, praticamente, convencidos de que temos condições de cumprir a meta estabelecida no ano passado”, acrescentou o ministro.

Nesta sexta-feira (22), o Ministério do Planejamento e Orçamento divulgará o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que orienta a execução do Orçamento. A última edição do documento tinha descongelado R$ 1,7 bilhão do Orçamento de 2024.

O aumento na estimativa de arrecadação fez o governo reduzir para R$ 28,3 bilhões a estimativa de déficit primário em 2024. O valor é R$ 400 milhões inferior ao limite mínimo da margem de tolerância para o cumprimento da meta.

Marco fiscal

No entanto, o atual marco fiscal exclui da meta os R$ 38,6 bilhões em créditos extraordinários para reconstruir o Rio Grande do Sul e os R$ 514 milhões para o combate a incêndios florestais anunciados em setembro, assim como outras despesas excepcionais. Sem os gastos fora do arcabouço fiscal, o governo encerraria o ano com déficit primário de R$ 68,8 bilhões.

Tanto o contingenciamento como o bloqueio representam cortes temporários de gastos. O novo arcabouço fiscal, no entanto, estabeleceu motivações diferentes.

O bloqueio ocorre quando os gastos do governo se expandem mais que o limite de 70% do crescimento da receita acima da inflação. O contingenciamento ocorre quando há falta de receitas que comprometem o cumprimento da meta de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública).

Foto: Marcelo Justo/ Ministério da Fazenda

Da Agência Brasil

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Haddad afirma que pacote de corte de gastos será anunciado até a terça-feira (26)

Haddad afirma que pacote de corte de gastos será anunciado até a terça-feira (26)

Segundo ministro, reunião final com Lula será na segunda-feira

O pacote de corte de gastos obrigatórios será anunciado até terça-feira (26), disse nesta quinta-feira (21) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na segunda-feira (25) pela manhã, disse o ministro, a equipe econômica repassará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a minuta dos atos, que envolvem o envio ao Congresso de pelo menos uma proposta de emenda à Constituição e de um projeto de lei complementar.

A reunião final com Lula, informou Haddad, está marcada para as 10h de segunda, no Palácio do Planalto. De acordo com o ministro, apenas detalhes dos textos a serem enviados serão definidos, e Lula fechou a agenda da manhã de segunda-feira para dedicar-se exclusivamente ao assunto.

“Nós vamos bater com ele [Lula] a redação de um ou outro detalhe, inclusive o acordo que foi feito com [o Ministério da Defesa], que ele soube só informalmente por mim hoje. Nós vamos bater com ele a redação e, ao fim da reunião de segunda-feira, nós estaremos prontos para divulgar. Aí faremos isso na própria segunda ou na terça. É uma decisão que a comunicação [do governo] vai tomar, mas os atos já estão limitados”, declarou Haddad.

O ministro da Fazenda reiterou que a equipe econômica adiantou algumas medidas aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e para os líderes dos partidos da base aliada. Sem informar números sobre o impacto das medidas, Haddad afirmou que o pacote é suficiente para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal.

“O arcabouço fiscal é uma regra que é excelente para nós mirarmos o equilíbrio orçamentário e trabalhar nossa trajetória da dívida [púbica], retomada em algum momento da queda de juros, em algum momento do futuro próximo, para que nós tenhamos tranquilidade de continuar crescendo com a inflação dentro da meta, mirando o centro, que é isso que nós queremos. Então, até terça-feira, a gente tem uma definição”, destacou o ministro.

Sobre o corte de gastos na previdência dos militares, Haddad disse que a economia será de um pouco mais de R$ 2 bilhões por ano. “É difícil fazer o cálculo porque os dados não ficam disponíveis para o Planejamento e para o MGI [Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos] conforme a folha de servidores. Mas o impacto é um pouco superior a isso, mas essa é a ordem de grandeza”, comentou.

Nesta tarde, Haddad se reuniria com Lula para fechar o pacote, mas o encontro foi adiado para segunda-feira porque uma reunião do presidente com a indústria do varejo se estendeu além do previsto. Por volta das 18h, Haddad reuniu-se com os ministros da Junta de Execução Orçamentária (JEO) para definir o tamanho do bloqueio de gastos a ser anunciado nesta sexta-feira (22).

A JEO é composta pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelos ministros da Casa Civil, Rui Costa; do Planejamento e Orçamento (Simone Tebet); e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Fux determina que governo proíba uso de benefícios sociais em bets

Fux determina que governo proíba uso de benefícios sociais em bets

Decisão tem caráter liminar, submetida ao plenário do STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, determinou que o governo adote “medidas imediatas de proteção especial” que impeçam o uso de recursos provenientes de programas sociais e assistenciais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), em apostas online popularmente conhecidas como bets.

Na decisão, Fux estabelece, ainda, que regras previstas na Portaria nº 1.231/2024 sobre a proibição de ações de comunicação, de publicidade e propaganda e de marketing dirigidas a crianças e adolescentes tenham “aplicação imediata”.

“A presente decisão tem caráter liminar, submetida ao referendo do plenário do Supremo Tribunal Federal, independentemente de sua eficácia imediata”, ressaltou o ministro.

Foto: STF

Da Agência Brasil

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Quatro cidades do RN têm situação de emergência reconhecida por seca prolongada

Quatro cidades do RN têm situação de emergência reconhecida por seca prolongada

Ministério da Integração autoriza cidades potiguares a solicitarem recursos para ações de combate aos efeitos da seca

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta terça-feira (5.nov.2024), a situação de emergência em quatro municípios do Rio Grande do Norte. As cidades de Nova Cruz, São Pedro e São Vicente tiveram a emergência decretada devido à seca prolongada, enquanto São Bento do Trairí também obteve o reconhecimento por enfrentar o mesmo fenômeno climático adverso.

A portaria oficializando a situação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e permite que essas prefeituras acessem recursos federais para amenizar os impactos da seca em suas regiões.

Com o reconhecimento, as prefeituras podem agora solicitar recursos do Governo Federal para a implementação de medidas de defesa civil, que incluem a distribuição de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, kits de higiene pessoal, limpeza de residências e kits para dormitório, entre outros itens essenciais para o suporte às comunidades afetadas.

Até o momento, o Rio Grande do Norte contabiliza 51 reconhecimentos federais de situação de emergência. Desses, 42 são decorrentes de estiagem, oito de seca severa e um por chuvas intensas.

Como solicitar recursos ao Governo Federal

Os municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos para ações de defesa civil diretamente ao MIDR. Esse pedido deve ser formalizado através do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), onde as prefeituras submetem planos de trabalho detalhando as necessidades e metas a serem alcançadas.

Após a análise das solicitações, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia os valores e objetivos, e, uma vez aprovados, uma nova portaria com o valor autorizado é publicada no DOU, permitindo o repasse dos recursos.

Capacitação para uso do sistema S2iD

Para qualificar agentes municipais e estaduais no uso do S2iD, a Defesa Civil Nacional oferece cursos à distância voltados para servidores das três esferas do governo. Esses treinamentos abordam procedimentos e técnicas para gestão de emergências, possibilitando que as equipes locais estejam mais preparadas para atuar em situações de desastres.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Governo federal apresenta PEC da Segurança Pública aos estados

Governo federal apresenta PEC da Segurança Pública aos estados

Lewandowski diz que proposta não retira competências dos estados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em reunião com governadores nesta quinta-feira (31) no Palácio do Planalto, em Brasília, para apresentar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública.

“Eu queria que essa reunião fosse uma reunião em que os governadores não tivessem nenhuma preocupação de falar aquilo que entenderem que devam falar. É uma reunião em que não existe censura, não existe impedimento de cada um dizer aquilo que pensa, aquilo que ele acha que é verdade e, sobretudo, também fazer alguma proposta de solução para que a gente possa dar encaminhamento nesse assunto”, disse Lula no início do encontro.

De acordo com o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o texto da Constituição Federal de 1988 “precisa ser aprimorado” para “dar um cunho federativo” ao combate ao crime organizado. A proposta é alterar a redação dos artigos 21, 22, 23 e 24 – que tratam das competências da União, privativas ou em comum com os estados, municípios e Distrito Federal – e o artigo 144 “que estabelece em detalhes quais são os órgãos que integram o sistema de segurança pública brasileira”, descreveu o ministro.

Se aprovado no Congresso Nacional, o governo federal deverá atuar em conjunto com estados e municípios. Um conselho nacional formado pelos três entes federativos deverá estabelecer normas gerais para as forças de segurança. Poderá, por exemplo, definir normas administrativas para o sistema penitenciário e regulamentar o uso de câmeras corporais. O governo federal garante que a PEC não retira competências e nem fere autonomia dos demais entes federativos.

Tripé da PEC

A proposta do governo tem como tripé aumentar as atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei ordinária em 2018 (Lei 13.675) e também levar para a Constituição Federal as normas do Fundo Nacional de Segurança Pública e Política Penitenciária, unificando os atuais Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário.

De acordo com o texto da PEC apresentado aos governadores, a PRF passa a se chamar Polícia Ostensiva Federal, destinada ao patrulhamento de rodovias, ferrovias e hidrovias federais. Autorizada, a nova policia também poderá proteger bens, serviços e instalações federais; e ”prestar auxílio, emergencial e temporário, às forças de segurança estaduais ou distritais, quando requerido por seus governadores.”

No caso da Polícia Federal, ela passará a ser destinada a “apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União, inclusive em matas, florestas, áreas de preservação, ou unidades de conservação, ou ainda de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, como as cometidas por organizações criminosas e milícias privadas.” Lewandowski pondera as mudanças na PF e atual PRF atualizam o que já ocorre “na prática”

A PEC assinala que o Fundo Nacional de Segurança Pública e Política Penitenciária não poderá ser contingenciado e terá o objetivo de “garantir recursos para apoiar projetos, atividades e ações em conformidade com a política nacional de segurança pública e defesa social.”

Padronização

O governo federal ainda quer uniformizar protocolos de segurança como boletins de ocorrência e certidões de antecedentes criminais, e a geração de informações e dados estatísticos. Segundo Ricardo Lewandowski, a intenção é “padronizar a língua mas cada estado no seu sistema”, como foi feito no Poder Judiciário para compartilhar e alimentar a mesma base de dados.

Na apresentação aos governadores, o ministro garantiu que a PEC “não centraliza o uso de sistemas de tecnologia da informação; não intervém no comando das polícias estaduais; não diminui a atual competência dos estados e municípios; e não cria novos cargos públicos.”

O governo defendeu a necessidade de mudar a Constituição argumentando que “a natureza da criminalidade mudou. Deixou de ser apenas local para ser também interestadual e transnacional.”

“Se no passado eram as gangues de bairro, o bandido isolado, violento que existia em uma cidade ou outra, em um estado ou outro, hoje nós estamos falando de uma organização criminosa que ganha contornos rápidos de organização mafiosa no Brasil, já que eles não só estão no crime, mas estão migrando para a economia real. Estão dando cursos de formação para concursos de polícia militar e da polícia civil. Estão participando no financiamento das campanhas eleitorais”, acrescentou Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil.

Trâmites

O governo admite que a PEC poderá ser modificada após as contribuições dos governadores antes de ser encaminhada ao Poder Legislativo.

Em regra, uma proposta de emenda constitucional deve ser avaliada separadamente nas duas casas do Congresso Nacional- a Câmara dos Deputados e o Senado Federa, sucessivamente. Em cada casa, deverá ser submetida às comissões de Constituição e Justiça para verificar admissibilidade.

Se aceita, a PEC deverá ser discutida em comissão especial. Aprovada, vai para o Plenário. Tanto na Câmara como no Senado, para ser aprovada a PEC tem ter ao menos três quintos dos votos em dois turnos de votação. No mínimo, 308 votos favoráveis dos deputados federais e 49 votos favoráveis dos senadores. Para aprovação nas duas casas, o governo precisará de votos favoráveis da oposição.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Da Agência Brasil

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Lula vai a hospital e retira pontos de corte após queda

Lula vai a hospital e retira pontos de corte após queda

Presidente está apto a exercer rotina de trabalho em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na unidade do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, na tarde desta segunda-feira (28), para retirar os cinco pontos do corte sofrido na região da nuca, após um acidente doméstico ocorrido no último dia 19, quando sofreu uma queda enquanto usava o banheiro, no Palácio do Alvorada, residência oficial. O procedimento, considerado simples, foi confirmado pela assessoria da Presidência da República e durou poucos minutos.

Exames de imagem realizados logo após a queda mostraram uma pequena hemorragia no cérebro do presidente, e a equipe médica recomendou, por precaução, que ele evitasse viagens de longa distância.

Na ocasião, Lula cancelou a viagem que faria para participar da Cúpula de Líderes do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, em Kazan, na Rússia. O presidente também teve de cancelar sua ida à Conferência da Biodiversidade (COP160, em Cali, na Colômbia, que seria nesta semana.

Na última avaliação médica, feita na sexta-feira (25), o quadro de saúde mostrou-se estável, com a indicação de que o presidente continua apto a exercer sua rotina de trabalho em Brasília. Novas avaliações devem ocorrer nos próximos dias.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Porto de Natal fica fora da lista inicial para privatização

Porto de Natal fica fora da lista inicial para privatização

Governo federal leiloará mais de 30 terminais portuários, mas Porto de Natal segue outro processo

O Governo Federal divulgou nesta segunda-feira (21.out.2024) a lista de mais de 30 terminais portuários que serão leiloados para investimentos privados até o final de 2026, com um investimento total estimado em mais de R$14 bilhões. A região Nordeste receberá mais de R$2 bilhões desse montante, com destaque para os portos de Fortaleza, Recife, Salvador, Maceió, Suape (PE) e Itaqui (MA).

Inicialmente, o Porto de Natal não constava na lista de terminais a serem privatizados, o que gerou dúvidas e questionamentos. No entanto, a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) esclareceu que houve um equívoco na divulgação. O Pátio Norte do Porto de Natal, na verdade, está com o processo de arrendamento em andamento e previsto para 2025.

Processo de arrendamento

O processo de arrendamento do Pátio Norte do Porto de Natal encontra-se atualmente na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) para cumprir a fase de audiência pública. Após essa etapa, o processo seguirá para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e, por fim, será leiloado na Bolsa de Valores.

Investimentos previstos

A lista completa dos terminais a serem leiloados, com as respectivas datas e valores estimados de investimento, demonstra a abrangência do programa de privatização dos portos brasileiros. A expectativa é que os investimentos privados impulsionem a modernização e a expansão da infraestrutura portuária, contribuindo para a melhoria da logística e o aumento da competitividade do setor.

Foto: Reprodução/Codern

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Primeiro trecho do projeto da engorda de Ponta Negra é liberado

Primeiro trecho do projeto da engorda de Ponta Negra é liberado

Trecho inicial de 1 km da ampliação da faixa de areia já foi liberado, com 25% do projeto concluído; turistas elogiam as melhorias

O projeto de engorda da praia de Ponta Negra, em Natal, já está beneficiando os primeiros banhistas. Nesta segunda-feira (21.out.2024), foi liberado o primeiro trecho de 1 km da faixa de areia, resultado de 25% da obra de ampliação, que se estenderá por 4,5 km, desde o Hotel Serhs até o icônico Morro do Careca. A obra, que tem como objetivo reforçar a proteção costeira e revitalizar a praia, promete transformar ainda mais a paisagem local.

Os turistas hospedados nos hotéis da região foram os primeiros a aproveitar a nova faixa de areia. Felipe Cila, visitante chileno que está em Natal para uma temporada de 14 dias, celebrou a novidade. “Essa cidade é maravilhosa, e o banho de mar em Ponta Negra é fantástico. A paisagem está ainda mais bonita”, comentou, enquanto curtia o mar ao lado de sua família.

O projeto de engorda inclui a dragagem e o aterro hidráulico para criar uma faixa de areia de até 100 metros na maré baixa, e 50 metros na maré alta, com um investimento de R$ 80 milhões. A obra é uma parceria entre a Prefeitura de Natal e o Governo Federal, com cerca de 100 profissionais envolvidos. Nesta fase, já foram realizados o bombeamento do material, o nivelamento da areia e o acabamento, e os resultados são animadores. Mesmo com a maré mais alta do ano registrada no último fim de semana, nenhum problema foi identificado.

O secretário municipal de Infraestrutura, Carlson Gomes, esteve presente na liberação do primeiro trecho e destacou que a obra segue dentro do cronograma, ressaltando a importância da manutenção contínua da praia: “A proteção costeira está funcionando como esperado. Vamos avançar com as próximas fases, garantindo segurança para os banhistas e a preservação do Morro do Careca”, afirmou o secretário.

O próximo passo será a continuidade do projeto em direção ao Morro do Careca, com a expectativa de entrega de trechos menores, de forma mais ágil, para a população usufruir das melhorias.

Fotos: Magnus Nascimento/Ilo José/Secom

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Bloqueio do cartão do Bolsa Família em bets está sendo implementado

Bloqueio do cartão do Bolsa Família em bets está sendo implementado

Segundo Wellington Dias, cartões terão limite zero para apostas

O bloqueio do uso dos cartões do Bolsa Família para o pagamento de apostas esportivas está sendo implementado, disse nesta quinta-feira (17) o ministro do Desenvolvimento, Assistência Social e Combate à Fome, Wellington Dias. “Essa decisão já foi adotada e agora estamos na fase de implementação do ponto de vista técnico”, declarou Dias ao sair de reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O ministro esclareceu que o bloqueio dos cartões do programa social para o pagamento às bets (sites de apostas) ocorre paralelamente à antecipação da proibição geral de cartões de crédito para o pagamento de apostas eletrônicas.

“Nós estamos trabalhando na perspectiva de garantir o cumprimento da regra, que coloca para todos os cartões, de crédito e do Bolsa Família, a regra que limita, impedindo o uso para pagamento de apostas”, explicou. “A medida é geral, para não criar, inclusive, um preconceito contra cartão do Bolsa Família, a medida geral que vale para todos os cartões vale também para o cartão do Bolsa Família”, disse Dias.

No caso do Bolsa Família, informou o ministro, além da proibição geral para cartões de crédito, a Caixa Econômica Federal estabelecerá limite zero para o pagamento a casas de apostas. Dias assegurou que as bets legalizadas estão ajudando o governo no bloqueio em suas páginas.

“O cartão do Bolsa Família tem liberdade de uso para acessar necessidades da família, alimentação e outras. Certamente, jogos não são uma necessidade. Para não criar inclusive um preconceito contra cartão do Bolsa Família, a medida geral que vale para todos os cartões vale também para o cartão do Bolsa Família”, complementou o ministro.

Sobre uma data para o início do bloqueio, o ministro disse esperar que ele ocorra “o mais cedo possível”, reiterando que mantém o diálogo com as empresas de apostas eletrônicas.

Estigmatização

Sobre o estudo do Banco Central (BC), que apontou que cerca de 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em aposta somente em agosto, Wellington Dias disse ser necessário evitar a estigmatização do programa social.

“Quando a gente olha toda a população brasileira, são 52 milhões de pessoas que jogam. Quando a gente olha o público do Bolsa Família, são 3 milhões. Quando a gente faz a proporção, são 52% de toda a população e 17,5% dos beneficiários do Bolsa Família que jogam. Quem usou o cartão [do programa] foi apenas 1,4%”, destacou Dias. “Toda minha preocupação é em não demonizar o público do Bolsa Família e dos demais programas sociais.”

Lista

Segundo a atualização mais recente da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, há 98 empresas, com 215 bets autorizadas a explorar as apostas de quota fixa em todo o território nacional. Outras 26 empresas estão autorizadas a operar apenas em alguns estados: cinco no Paraná, quatro no Maranhão, uma em Minas Gerais, oito no Rio de Janeiro e oito na Paraíba.

Em relação às cerca de 2.030 empresas e sites irregulares, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou a desativar as páginas na última sexta-feira (11). A agência reguladora notificou cerca de 21 mil empresas de telecomunicações em todo o país para suspender o acesso aos sites da lista negativa.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Lula anuncia pacote de investimentos para o RN

Lula anuncia pacote de investimentos para o RN

Com foco em infraestrutura, habitação e educação, o pacote de investimentos visa fortalecer o desenvolvimento do estado em diversas áreas

Durante sua visita a Natal, nesta quarta-feira (16.out.2024), o presidente Lula anunciou um amplo pacote de investimentos para o Rio Grande do Norte, acompanhado por ministros e pela governadora Fátima Bezerra. Entre as principais ações estão a construção de novas moradias, obras de saneamento básico e melhorias na infraestrutura da capital e do interior do estado.

Um dos destaques foi a assinatura de editais para a construção de 400 novas unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida em Natal. O projeto, que terá um investimento total de R$ 65,3 milhões, inclui a construção do Residencial Lagoa Azul 2, na Zona Norte, e do condomínio Água Marinha, no bairro Guarapes, Zona Oeste. Além disso, foram assinados contratos para obras de saneamento básico nas cidades de Apodi, Assu, São Paulo do Potengi, Parnamirim e Natal, totalizando R$ 327 milhões em investimentos.

Outro ponto importante foi a assinatura de um edital para a construção de 2.487 cisternas de placas, que beneficiarão 24 municípios do estado, com um aporte de R$ 15 milhões. Essa medida visa combater a seca e melhorar o acesso à água potável em áreas rurais.

Na área de infraestrutura, foi autorizada a instalação de defensas na Ponte Newton Navarro, em Natal, com investimento de R$ 50 milhões. Essa obra é essencial para melhorar a segurança da navegação e garantir maior eficiência na operação do porto da capital.

O presidente Lula também destacou o compromisso do governo federal com a educação, assinando termos de investimento para a consolidação de três novos campi do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), nos municípios de São Miguel, Umarizal e Touros. Esses novos institutos são parte de um esforço para expandir a educação técnica e profissional no estado.

Durante a visita, auditores e técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram um protesto contra a desvalorização de suas carreiras. Eles exigiram que o presidente Lula intervenha para corrigir disparidades salariais e melhorar as condições da categoria, que está em greve desde agosto.

Fotos: Ricardo Stuckert / PR

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Enel tem 3 dias para restabelecer energia em São Paulo

Enel tem 3 dias para restabelecer energia em São Paulo

Prioridade foi determinada pelo ministro Alexandre Silveira

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (14), na capital paulista, que a prioridade do momento para o governo federal é a de restabelecer a energia elétrica para os mais de 400 mil imóveis em São Paulo e região metropolitana, que continuam sem luz ainda depois do temporal que atingiu a região na sexta-feira (11).

Segundo o ministro, além da Enel, responsável pela distribuição da energia para as áreas afetadas, que tem 1.400 profissionais atuando para restabelecer o serviço, o trabalho será reforçado pelos profissionais de outras empresas concessionárias de energia do país.

“Somados às distribuidoras CPFL, Enel, EDP, ISA CTEEP, Eletrobras, Light, Energisa, que estão aqui hoje [segunda-feira], nós estamos ampliando de 1.400 funcionários da Enel para 2.900 profissionais, além de mais de 200 caminhões para apoiar essas equipes, fora os caminhões de própria Enel, e mais de 50 equipamentos nessa força-tarefa”, anunciou em entrevista na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Silveira informou ainda que determinou à Enel que o fornecimento de energia seja normalizado em 3 dias. A empresa havia informado que não havia prazo para que a população tivesse a energia restabelecida. “Eu disse à Enel que ela cometeu um grave erro de comunicação e de compromisso contratual com a sociedade de São Paulo em não dar um prazo objetivo. A Enel tem 3 dias para estabelecer a maior parte da energia do povo de São Paulo”, afirmou.

O ministro também criticou a concessionária e o setor de energia por reduzir a mão de obra qualificada e disse que as distribuidoras sofrerão penalidades se não melhorarem a frequência de eventos e da duração de eventos como esses. “Elas serão penalizadas caso não tenham uma previsão ou planejamento necessário a evitar esse tipo de evento, porque é evidente que o mundo passa por eventos climáticos severos e que o setor de distribuição têm que se precaver no planejamento com relação a esses eventos. Não é possível esse setor ser reativo”.

O ministro ressaltou que o governo não está tratando da renovação da distribuição da Enel, conforme disse o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na tarde de domingo (13). “Isso é fake news. A Enel vence seu contrato em 2028. Ela tem até 2026 para se manifestar sobre a sua renovação. [O Ministério de] Minas e Energia estava tratando da renovação de contrato com a Enel”.

Silveira recomendou ainda que o prefeito Ricardo Nunes se preocupasse com a questão urbanística da cidade. “Na verdade, mais de 50% dos eventos foram por árvores caindo em cima do sistema de média e baixa tensão em São Paulo, o que hoje, infelizmente, nem as distribuidoras, por questão de força legal, e inclusive, por licença ambiental, têm a prerrogativa de cuidarem”.

O temporal que atingiu a cidade de São Paulo começou por volta de 19h30 de sexta-feira, deixando vários bairros da cidade sem luz, afetando inclusive a distribuição de água. Até sábado, sete pessoas haviam morrido no estado em virtude das chuvas, sendo três em Bauru, no interior, e quatro na região metropolitana da capital.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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DNIT confirma cronograma de obras de duplicação da BR-304

DNIT confirma cronograma de obras de duplicação da BR-304

Governo do RN e DNIT avançam em projetos de infraestrutura rodoviária que visam melhorar o desenvolvimento regional

Em uma reunião virtual realizada na terça-feira (1°.out.2024), o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício Oliveira Galvão, detalhou à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, o andamento dos projetos para a duplicação dos primeiros trechos da BR-304 e a federalização da BR-104. A audiência, que contou também com a presença de secretários estaduais de infraestrutura e transportes, marcou um importante passo para a execução dessas obras que são vistas como cruciais para o desenvolvimento do estado e de regiões vizinhas.

Fabrício Galvão reafirmou o compromisso do DNIT de publicar, ainda em 2024, os editais para a duplicação de trechos da BR-304. Os primeiros trechos a serem contemplados incluem áreas estratégicas para a logística regional, como a que passa pelo município de Macaíba. A duplicação dessa rodovia é aguardada com grande expectativa, já que sua ampliação irá melhorar significativamente o fluxo de veículos e o escoamento de produtos, além de contribuir para a redução de acidentes em uma via que é vital para o transporte no estado.

A governadora Fátima Bezerra enfatizou a importância de garantir que os prazos sejam cumpridos, destacando a parceria entre o Governo do Estado e o governo federal como elemento chave para o sucesso do projeto. “Estamos acompanhando de perto o progresso dessas obras porque entendemos o impacto positivo que elas terão na infraestrutura do nosso estado. A duplicação da BR-304 e a federalização da BR-104 são demandas antigas da população e fundamentais para o desenvolvimento econômico e social da nossa região”, ressaltou a governadora.

Outro ponto discutido durante a reunião foi a federalização da BR-104, rodovia que liga Macau (RN) a Maceió (AL), com extensão de 672,3 quilômetros. No trecho do Rio Grande do Norte, a rodovia possui 215 quilômetros, passando por diversas cidades importantes, como Pendências, Afonso Bezerra e Cerro Corá, até alcançar a divisa com a Paraíba, no município de Jaçanã. A federalização dessa via trará uma série de benefícios, incluindo a maior possibilidade de investimentos federais para a manutenção e ampliação da rodovia, o que impactará positivamente a economia local.

O secretário estadual de Infraestrutura, Gustavo Coelho, que também participou da reunião, reforçou a relevância da parceria entre os governos estadual e federal para a execução dessas obras. Segundo ele, o diálogo constante entre as esferas governamentais tem sido fundamental para a concretização dos projetos. “Estamos avançando, e em breve esperamos ver os resultados dessas importantes iniciativas que não só melhoram a infraestrutura, mas também geram oportunidades de desenvolvimento econômico para o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Além das obras na BR-304 e BR-104, o DNIT também está realizando um inventário detalhado dos trechos que serão federalizados, o que permitirá uma gestão mais eficiente da rodovia a longo prazo. Esses projetos integram um conjunto de ações coordenadas para aprimorar a infraestrutura rodoviária no estado e facilitar a mobilidade, não só de veículos de passeio, mas também do transporte de cargas, um fator essencial para o desenvolvimento das regiões atendidas por essas rodovias.

Fotos: Sandro Menezes/Assecom-RN

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Contas públicas têm déficit de R$ 21,4 bilhões em agosto

Contas públicas têm déficit de R$ 21,4 bilhões em agosto

Dívida bruta está em 78,5% do PIB

As contas públicas fecharam o mês de agosto com saldo negativo, resultado total do déficit do governo federal. O setor público consolidado – formado pela União, pelos estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 21,425 bilhões no mês passado. O valor, entretanto, é menor que o resultado negativo de R$ 22,830 bilhões registrado no mesmo mês de 2023.

As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Segundo o BC, nos oito primeiros meses deste ano, o setor público consolidado está com déficit primário de R$ 86,222 bilhões. Em 12 meses – encerrados em agosto – as contas acumulam déficit primário de R$ 256,337 bilhões, o que corresponde a 2,26% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

No ano passado, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 249,124 bilhões, 2,29% do PIB.

Em agosto último, a conta do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) teve déficit primário de R$ 22,329 bilhões ante resultado negativo de R$ 26,182 bilhões em agosto de 2023. O valor contribuiu para a totalidade do déficit das contas públicas consolidadas.

Já os governos estaduais registraram superávit no mês de agosto de R$ 3,386 bilhões, ante superávit de R$ 1,831 bilhão em agosto do ano passado. Por outro lado, os governos municipais tiveram resultado negativo de R$ 2,951 bilhões em agosto deste ano. No mesmo mês de 2023, houve superávit de R$ 654 milhões para esses entes.

Com isso, no total, os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram superávit de R$ 435 milhões no mês passado contra resultado positivo de R$ 2,485 bilhões em agosto de 2023. O resultado contribuiu para a redução do déficit do setor público consolidado.

No mesmo sentido, as empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – tiveram superávit primário de R$ 469 milhões em agosto, contra superávit de R$ 866 milhões no mesmo mês de 2023.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 68,955 bilhões em agosto deste ano, uma redução em relação aos R$ 83,731 bilhões registrados em agosto de 2023. De julho para agosto de 2024, também houve redução significativa. Naquele mês, os gastos com juros foram de R$ 80,124 bilhões.

De acordo com o BC, não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, especialmente negativas, já que os juros são apropriados por competências, mês a mês. Mas, nesse resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, nesse caso, contribuíram para a melhora da conta de juros em agosto. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.

Em agosto de 2023, a conta de swaps teve perdas de R$ 10,5 bilhões, enquant,o no mesmo mês deste ano, os ganhos foram de R$ 1,7 bilhão.

O resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – teve redução na comparação interanual. No mês de agosto, o déficit nominal ficou em R$ 90,381 bilhões contra o resultado negativo de R$ 106,561 bilhões em igual mês de 2023.

Em 12 meses encerrados em agosto, o setor público acumula déficit R$ 1,111 trilhão, ou 9,81% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7,026 trilhões em agosto, o que corresponde a 62% do PIB. Em julho, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,8% (R$ 6,962 trilhões).

No mês de agosto deste ano, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 8,898 trilhões ou 78,5%, com aumento em relação ao mês anterior (R$ 8,826 trilhões ou 78,4% do PIB). Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Ministro Renan Filho vai entregar obras da Reta Tabajara ainda este mês

Ministro Renan Filho vai entregar obras da Reta Tabajara ainda este mês

Pasta reforça compromisso com infraestrutura rodoviária do Rio Grande do Norte e avança em novos projetos para a BR-304

O ministro dos Transportes, Renan Filho, estará no Rio Grande do Norte no dia 24 de setembro para entregar oficialmente as obras da Reta Tabajara, um trecho estratégico da BR-304. Além dessa entrega, será lançada a licitação para a travessia urbana de Macaíba, importante obra que visa melhorar o acesso ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante. O anúncio foi realizado após uma reunião entre o ministro, a governadora Fátima Bezerra e representantes do Ministério dos Transportes, em Brasília.

Foto: Fábio Duarte

Renan Filho destacou a relevância da travessia de Macaíba, afirmando que, além de facilitar o acesso ao aeroporto, o projeto deverá ser iniciado ainda no segundo semestre de 2024. O ministro também mencionou a conclusão das obras da Reta Tabajara como um marco para a mobilidade e o desenvolvimento regional.

Durante o encontro, outro ponto relevante foi a duplicação da BR-304, que está incluída no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3). A rodovia conecta Natal à divisa com o Ceará e, de acordo com Renan Filho, a licitação para sua duplicação será lançada ainda em 2024, com previsão para início das obras em 2025.

A governadora Fátima Bezerra comemorou os avanços, reforçando o compromisso do governo federal com a melhoria da infraestrutura no estado. Segundo ela, os projetos executivos estão em andamento, garantindo que a licitação seja realizada conforme o cronograma previsto.

Manutenção de rodovias estaduais

Outro tema abordado foi a manutenção das rodovias estaduais RN-233, RN-118 e RN-041, que foram usadas como desvios após o desabamento de um trecho da BR-304 em Lajes, em março de 2024. O secretário estadual de Infraestrutura, Gustavo Coelho, informou que essas rodovias receberão recursos para obras de restauro, reforçando a parceria entre os governos federal e estadual.

Foto: Ricardo Botelho/MInfra

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Lula demite Silvio Almeida após acusações de assédio e nomeia Esther Dweck interinamente

Lula demite Silvio Almeida após acusações de assédio e nomeia Esther Dweck interinamente

Presidente toma decisão rápida após denúncias de assédio sexual; Anielle Franco quebra silêncio e ministra Esther Dweck assume temporariamente o Ministério dos Direitos Humanos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, após denúncias de assédio sexual virem à tona. A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (6.set.2024), após a Polícia Federal (PF) abrir uma investigação e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República iniciar procedimentos preliminares para apurar os fatos. Almeida, que estava à frente do ministério desde janeiro de 2023, era reconhecido por sua trajetória acadêmica e por suas contribuições na luta contra o racismo estrutural no Brasil.

As acusações contra o ministro foram publicadas pelo portal Metrópoles na tarde de quinta-feira (5) e confirmadas pela organização Me Too, que assegurou ter atendido mulheres que alegam terem sido assediadas por Almeida. Entre as supostas vítimas estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Em resposta, Almeida repudiou “com veemência” as acusações, chamando-as de “mentiras” e “ilações absurdas”. Ele também afirmou ter solicitado apurações rigorosas à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A pressão aumentou quando Anielle Franco, até então silenciosa sobre o caso, fez uma declaração pública nas redes sociais, afirmando que “não é aceitável relativizar ou diminuir episódios de violência” e destacando a ação rápida do presidente Lula. Ela também criticou as pressões que vinha sofrendo para falar sobre o assunto, pedindo respeito à sua privacidade e se comprometendo a colaborar com as investigações quando necessário.

Com a demissão de Almeida, o Palácio do Planalto anunciou que a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, acumulará temporariamente a função de ministra dos Direitos Humanos e Cidadania até que um novo titular seja nomeado. Dweck, que já faz parte do primeiro escalão do governo, assume o desafio em meio à turbulência gerada pelas acusações.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo, por meio da Secretaria de Comunicação Social, reafirmou seu compromisso com os direitos humanos e destacou que “nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”. O Ministério das Mulheres classificou as acusações como “graves” e manifestou solidariedade às vítimas, reiterando que todas as denúncias precisam ser investigadas com seriedade.

A exoneração de Silvio Almeida marca um momento delicado para o governo Lula, que se esforça para equilibrar a proteção dos direitos humanos com a necessidade de enfrentar de forma contundente as acusações de assédio sexual no âmbito do poder público.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Ilustração

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Acusações de assédio envolvendo o ministro Silvio Almeida movem governo e investigação

Acusações de assédio envolvendo o ministro Silvio Almeida movem governo e investigação

Ministro dos Direitos Humanos nega acusações e governo federal investiga denúncias; presidente Lula reforça que não haverá tolerância com assédio

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, enfrenta denúncias de assédio sexual, divulgadas pela imprensa, que o colocam no centro de uma crise no governo federal. A organização Me Too Brasil confirmou ter recebido relatos de mulheres, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, sobre supostos episódios de assédio sexual envolvendo o ministro. As denúncias foram publicadas pelo site Metrópoles na última quinta-feira (5), gerando repercussão imediata.

Diante das alegações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma apuração rigorosa do caso. Em entrevista à Rádio Difusora, Lula ressaltou que “alguém que pratica assédio não vai ficar no governo”, destacando a prioridade de seu governo em proteger as mulheres e combater a violência contra elas. O presidente enfatizou a necessidade de garantir o direito à defesa e a presunção de inocência, mas reforçou que o governo não pode conviver com casos de assédio.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Silvio Almeida foi convocado para prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. Além disso, a Polícia Federal confirmou que abrirá uma investigação sobre as denúncias, enquanto a Comissão de Ética Pública também iniciou um procedimento preliminar. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) informou que o ministro já encaminhou ofícios à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que investiguem o caso.

Em nota, Almeida repudiou veementemente as acusações, classificando-as como “mentiras” e “ilações absurdas” que visam prejudicar sua imagem. Ele reafirmou seu compromisso com os direitos humanos e a igualdade racial, além de mencionar que encaminhou as denúncias para uma apuração cuidadosa. O ministro também expressou tristeza com a situação, destacando que as falsas acusações configuram “denunciação caluniosa”, conforme previsto no Código Penal.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, publicou uma foto em suas redes sociais beijando Anielle Franco na testa, sem legenda, o que foi interpretado como um sinal de solidariedade. Lula comentou o gesto de Janja, afirmando que “as mulheres estão com as mulheres” e reforçando que o governo federal não tolerará assédio.

A resolução do caso promete trazer desdobramentos importantes, tanto para a imagem do governo quanto para a continuidade de Silvio Almeida no cargo. O presidente Lula afirmou que se reunirá com os ministros responsáveis pela investigação e com as partes envolvidas antes de tomar uma decisão final.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios

MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios

Órgão pede 450 profissionais para combater o fogo na Região Norte

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a União, pedindo a liberação urgente de verbas para a contratação de brigadistas. De acordo com o órgão, no último dia 22 de agosto foi expedida uma recomendação para a contratação de mais de 450 brigadistas e disponibilidade de aeronaves para combate aos incêndios na Região Norte. Como o MPF não teve resposta, recorreu à Justiça.

Na ação, o MPF solicita de forma urgente que o Governo Federal libere a verba para contratação de 15 brigadas com 30 brigadistas temporários cada. E também que garanta equipamentos de proteção individual e de combate ao fogo, aeronaves com capacidade para transportar até 12 mil litros de água em cada voo e helicópteros equipados com dispersores de água. É sugerido, inclusive, que a União requisite bombeiros militares de outros estados, como alternativa à contratação.

A estimativa dos recursos necessários é do Ibama em Rondônia, com quem as equipes devem atuar para controlar os incêndios da região. Segundo a entidade, atualmente ela possui apenas 205 brigadistas distribuídos em oito bases que atendem o estado e o sul do Amazonas.

O Ministério Público Federal pede ainda que a União seja condenada a pagar R$ 50 milhões a título de compensação pelos danos morais coletivos.

Outro pedido da Ação Civil Pública é que a Força Nacional de Segurança e o Exército Brasileiro envie homens em quantidade suficiente para garantir o patrulhamento do entorno das áreas onde ocorrem o combate às queimadas. E, ainda, que os agentes brigadistas que trabalham na área de gestão do Ibama em Rondônia, que atendem também no Acre, sul do Amazonas e Oeste do Mato Grosso, ganhem escolta.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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RN enfrenta bandeira vermelha nas contas de energia em setembro

RN enfrenta bandeira vermelha nas contas de energia em setembro

Cobrança adicional encarece contas de luz em meio à seca no Norte e menor geração de energia hidrelétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que o Rio Grande do Norte enfrentará bandeira vermelha nas contas de energia durante o mês de setembro, resultando em uma cobrança adicional que encarecerá as contas de luz de famílias e empresas. Essa medida é reflexo de um cenário desfavorável para a geração de energia no país, especialmente devido à seca na região Norte, que tem impactado a produção das usinas hidrelétricas.

A última vez que a bandeira vermelha foi acionada pelo governo federal foi em agosto de 2021, durante uma crise hídrica. Desde então, o estado havia passado por um período de 26 meses com bandeira verde, indicando condições favoráveis. No entanto, em julho deste ano, a bandeira amarela foi acionada, e agora, com a seca persistente, o estado retorna à bandeira vermelha, que aumenta a tarifa em R$ 7,88 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

A situação atual reflete um aumento na dependência de usinas termelétricas, que possuem custos de operação mais elevados, especialmente durante os horários de pico de consumo e baixa geração de energia renovável.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Ilustração

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Governo aciona PF com suspeita de novo “dia do fogo” em São Paulo

Governo aciona PF com suspeita de novo “dia do fogo” em São Paulo

Termo remete a ações de queimadas criminosas orquestradas em 2019

O governo federal acionou a Polícia Federal (PF) para investigar a possível origem criminosa das queimadas que se espalharam pelo estado de São Paulo nesta semana. A informação foi confirmada neste domingo (25) pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que esteve na sede do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), em Brasília.

A ministra disse que o governo trabalha com a suspeita de uma ação criminosa similar ao “dia do fogo”, numa referência ao 10 de agosto de 2019, quando uma ação orquestrada de criminosos ateou fogo em mais de 470 propriedades rurais. “Há uma forte suspeita de que está acontecendo de novo”, afirmou.

“Nesse momento é uma verdadeira guerra contra o fogo e a criminalidade”, disse a ministra. “Tem uma situação atípica. Você começa a ter em uma semana, praticamente em dois dias, vários municípios queimando ao mesmo tempo. Isso não faz parte de nossa experiência de combate ao fogo.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também compareceu à sala de situação montada há dois meses no Prevfogo para acompanhar a situação dos focos de incêndio. Ele assegurou recursos e ações do governo federal para debelar as chamas, que disse serem difíceis de apagar. “A gente acaba de apagar o fogo você vira as costas e ele acende outra vez”.

Também compareceram ao local o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Todos permaneceram cerca de uma hora na sala de situação, onde é possível acompanhar em tempo real os focos de incêndio em diferentes regiões do país, via imagens de satélite.

“Em São Paulo, não é natural, em hipótese alguma, que em dois dias tenha diversas frentes de incêndio envolvendo concomitantemente vários municípios”, reiterou Marina sobre as suspeitas de ação criminosa. “É preciso parar de atear fogo”, apelou. “O fogo não é estadual nem municipal, é um fogo que prejudica o Brasil.”

A ministra avalia que a situação poderia ser muito pior se o governo federal não tivesse se preparado desde o início do mandato de Lula para um possível aumento nas queimadas. Ela afirmou que “não é verdade que haja falha do governo federal”.

Marina mencionou o envio da aeronave KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB) para auxiliar no rescaldo das chamas, mas relatou que o avião ainda não pode atuar por questões de segurança, devido à grande quantidade de fumaça.

Investigações

Ao lado da ministra, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a existência de 31 inquéritos para apurar condutas criminosas ligadas aos incêndios florestais na Amazônia e mais 20 relacionadas ao Pantanal, além de duas investigações abertas para apurar a situação em São Paulo. “Mobilizamos as nossas 15 delegacias espalhadas pelo interior [de SP] para que a gente possa identificar essa questão que envolve essas queimadas no estado”.

Rodrigues também explicou que o governo dispõe de ferramentas que permitem retroceder as imagens de satélite, até a identificação da origem dos focos de calor, o que deve auxiliar em grande medida as investigações. A atuação da PF no caso se justifica devido ao impacto do problema em áreas de interesse da União, como o funcionamento dos aeroportos.

Neste domingo (25), o governo paulista informou que há 21 cidades de São Paulo com focos ativos, e outras 46 cidades em alerta máximo para uma possível aproximação das chamas.

Fumaça

A fumaça gerada pelas chamas no interior paulista e em outras regiões tem sido carregada por ventos favoráveis para as regiões centrais do país. Neste domingo, por exemplo, Brasília amanheceu com vários bairros encobertos pela fumaça. O fenômeno, facilitado pelo tempo seco, também foi registrado em outras capitais, como Goiânia e Belo Horizonte.

De acordo com o governo federal, um número recorde de brigadistas foi mobilizado para trabalhar no combate aos incêndios florestais neste ano, incluindo 1,4 mil na região amazônica e 800 no Pantanal. Helicópteros da Marinha e do Exército foram enviados nesta semana a São Paulo para auxiliar no combate aos incêndios no estado.

O presidente do Ibama esteve neste domingo na sede do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), estrutura que é ligada ao Ibama, em Brasília, junto com o presidente Luís Inácio Lula da Silva e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. No local, eles acompanharam a situação dos focos de incêndio nos monitores da sala de situação.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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RN vai receber 73 novos profissionais do Mais Médicos

RN vai receber 73 novos profissionais do Mais Médicos

Novo ciclo do Mais Médicos reforça atendimento no RN com 73 novos profissionais entre os 1.104 destinados ao Nordeste, contribuindo para a melhoria do SUS

O 38º ciclo do programa Mais Médicos trouxe um reforço significativo para a saúde pública no Rio Grande do Norte. Dos 1.104 profissionais alocados para a região Nordeste, 73 atuarão no estado potiguar, fortalecendo a capacidade de atendimento médico em áreas prioritárias. Esse número faz parte de uma ação maior do governo federal, que ofertou 3.177 vagas em todo o país e recebeu impressionantes 33.014 inscrições, com destaque para a participação de médicos formados no Brasil.

A expressiva adesão ao programa, com 95% das vagas preenchidas por profissionais com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Brasil, evidencia a crescente valorização dos médicos nacionais na prestação de serviços essenciais à população. Apenas 5% das vagas foram ocupadas por brasileiros formados no exterior, mostrando uma clara preferência pelo perfil de médicos com CRM no Brasil.

No Rio Grande do Norte, a chegada desses 73 novos médicos representa um avanço crucial para a cobertura de saúde, especialmente em áreas com escassez de profissionais. Com essa nova alocação, o estado reforça sua rede de atendimento, garantindo uma maior presença de médicos em regiões onde a assistência médica é mais necessária.

O perfil dos inscritos no programa também reflete uma diversidade importante. Do total de inscrições, 47,5% foram de médicos com CRM no Brasil, enquanto 40,8% eram brasileiros formados no exterior. O perfil 3, que inclui estrangeiros formados no exterior, representou 11,7% das inscrições. Em termos de autodeclaração de raça e cor, 42,2% dos selecionados se identificaram como negros, o que inclui pardos e pretos, e 3,4% como amarelos. A questão da orientação sexual foi analisada pela primeira vez, revelando que 85,3% se identificam como heterossexuais, com 7,7% preferindo não informar.

Além da ampliação de vagas, o governo federal também tem investido em melhorias no programa Mais Médicos. Desde a retomada do programa em 2023, houve um aumento de 93,83% no número de profissionais em atividade, totalizando 24.894 médicos e médicas em todo o Brasil até junho de 2024. Esses profissionais não apenas preenchem as lacunas assistenciais, mas também têm a oportunidade de se qualificar e aperfeiçoar na área de saúde da família e comunidade, por meio da Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, o reforço no quadro de médicos representa um passo significativo para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte e em todo o Brasil, oferecendo à população um atendimento mais qualificado e acessível, especialmente nas regiões mais vulneráveis. O compromisso do governo com a continuidade e aprimoramento do Mais Médicos sinaliza um futuro mais promissor para a saúde pública brasileira.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

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FETRONOR explica motivo da tarifa mais barata no VLT da Grande Natal

FETRONOR explica motivo da tarifa mais barata no VLT da Grande Natal

Subsídios federais reduzem custos e promovem inclusão social no transporte público

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR) esclareceu, em nota divulgada nesta sexta-feira (2.ago.2024), as razões pelas quais a tarifa do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é significativamente mais barata em comparação ao transporte convencional na Grande Natal.

Segundo a Federação, a principal diferença tarifária é atribuída ao subsídio substancial oferecido pelo Governo Federal, que cobre a maior parte dos custos operacionais do VLT. Atualmente, esse subsídio representa 93% do valor da tarifa, permitindo que os usuários paguem menos pelo serviço.

Na nota, a FETRONOR defende que um subsídio semelhante poderia ser estendido ao transporte de passageiros por ônibus, beneficiando ainda mais a população.

A FETRONOR também aponta a necessidade de o Governo Federal estabelecer uma fonte de custeio para as gratuidades que concede, já que essas são atualmente suportadas pelos passageiros pagantes. Tal medida poderia contribuir para a redução das tarifas atuais.

Ainda na nota, a Federação afirma que reduzir o custo das passagens é visto como um meio eficaz de promover a inclusão social, garantindo que mais cidadãos tenham acesso ao transporte público de qualidade, independentemente de sua condição econômica. A FETRONOR acredita que a política de subsídios é, na prática, um investimento essencial para a manutenção, ampliação e modernização do serviço de transporte, crucial para a qualidade de vida dos cidadãos e o desenvolvimento sustentável das cidades.

Foto: Matheus Felipe/Ilustração

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Governo Federal aprova novos projetos de infraestrutura em Natal

Governo Federal aprova novos projetos de infraestrutura em Natal

Projetos incluem construção de terminais multifuncionais e requalificação de corredor de transporte público

A nova rodada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciada pelo governo federal, trouxe boas notícias para Natal. A capital potiguar teve dois importantes projetos selecionados, totalizando um investimento de R$ 88.416.293,58.

O primeiro projeto aprovado destina-se à construção de cinco terminais de passageiros, com um valor de R$ 63.749.412,01. Esses terminais serão construídos no Parque das Dunas, Parque dos Coqueiros, Santa Catarina, Cidade da Esperança e Cidade Satélite. Além de facilitar a mobilidade urbana, esses espaços serão multifuncionais, oferecendo áreas para lazer e esportes, além de serviços de saúde e educação, beneficiando tanto os trabalhadores quanto os usuários do transporte público.

O segundo projeto, avaliado em R$ 24.666.881,57, prevê a requalificação do corredor de transporte público de acesso à zona norte na Avenida Nevaldo Rocha. As obras incluem pavimentação em concreto rígido nos corredores de ônibus, recapeamento asfáltico, calçadas, iluminação LED e recuperação dos abrigos de passageiros.

Segundo a gestão municipal, os investimentos visam melhorar significativamente a infraestrutura de transporte público de Natal, proporcionando mais conforto e segurança aos usuários. A prefeitura comemorou a aprovação dos projetos, que representam um grande avanço para a mobilidade urbana da cidade.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Pronaf investe R$ 472,6 milhões na agricultura familiar no RN

Pronaf investe R$ 472,6 milhões na agricultura familiar no RN

Agricultores familiares do estado contratam R$ 472,6 milhões, crescimento de 72,6% em relação à safra anterior

Os agricultores familiares do Rio Grande do Norte registraram um aumento expressivo na contratação de crédito na safra 2023/2024, totalizando R$ 472,6 milhões por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Esse valor representa um crescimento de 72,6% em relação à safra 2022/2023, quando foram investidos R$ 273,8 milhões. Os dados foram disponibilizados pelo ComunicaBR, plataforma de transparência ativa do Governo Federal.

No período de julho de 2023 a junho de 2024, o número de operações de crédito no estado também cresceu significativamente, passando de 41.109 contratos na safra anterior para 55.493, um aumento de 34,9%. Esse crescimento reflete o compromisso do Governo Federal em apoiar diretamente os agricultores familiares, garantindo a segurança alimentar da população brasileira. O Plano Safra da Agricultura Familiar 2023-2024 destinou R$ 71,6 bilhões ao Pronaf, o maior montante da série histórica, com um incremento de 34% em relação ao ano anterior.

Uma novidade importante foi a inclusão de indígenas e quilombolas no acesso ao crédito, além da criação de uma linha específica para mulheres. O programa também concedeu um desconto de 40% no valor financiado para os Pronaf A e B, além de aumentar o financiamento de máquinas específicas para a agricultura familiar.

“O Plano Safra da Agricultura Familiar cumpre um grande objetivo, que é aumentar a produção de alimentos e colocar mais comida saudável no prato de todas as brasileiras e brasileiros. E isso é possível por meio da oferta de crédito barato em todas as regiões do país”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Ele destacou ainda que, para a safra 2024/2025, foi obtido o maior volume de crédito da história, com redução de juros em 10 linhas de financiamento, fortalecendo a participação das mulheres e dos jovens, promovendo a agroecologia e a recuperação de áreas degradadas.

Aumento de crédito no Brasil

Em âmbito nacional, o Pronaf registrou 1,68 milhão de operações de crédito entre julho de 2023 e junho de 2024, um aumento de 16,2% em comparação ao período anterior. O valor total contratado pelos agricultores familiares também cresceu, passando de R$ 53,2 bilhões em 2022/2023 para R$ 59,6 bilhões em 2023/2024, um incremento de 12,1%.

Desempenho regional

O Nordeste foi a região com o maior impacto no crédito para a agricultura familiar, com um aumento de 28,7% no número de contratos e de 61,2% no valor contratado via Pronaf. No Sudeste, o crescimento foi de 17,6% nas operações e de 24,7% no valor. Na Região Norte, os contratos aumentaram 2,5% e o valor contratado subiu 15,3%. O Centro-Oeste registrou uma queda de 1,8% no número de operações, mas um aumento de 4,8% no valor financiado. No Sul, as variações foram mínimas, com uma leve queda tanto no número de contratos quanto no valor financiado.

Destaques estaduais

Entre os estados, o Amapá teve o maior aumento percentual no número de operações de crédito, com 60,31%, seguido pelo Piauí (45,94%), Tocantins (41,56%), Sergipe (39,83%) e Rio Grande do Norte (34,99%). Em termos de valor contratado, o Amapá liderou com um aumento de 90%, seguido por Distrito Federal (79,13%), Piauí (76,15%), Paraíba (75,03%) e Rio Grande do Norte (72,60%).

Novo Plano Safra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, em 3 de julho, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025, que assegura R$ 85,7 bilhões para o desenvolvimento da agricultura familiar, com juros menores e mais garantias de acesso. Do total, R$ 76 bilhões são destinados ao Pronaf. O plano inclui linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica, seguros e capacitação, além de promover pesquisa e inovação em tecnologias e contribuir para a transição agroecológica.

O ComunicaBR, plataforma de transparência ativa do Governo Federal, disponibiliza dados detalhados sobre o Pronaf e outros programas, facilitando o acesso a informações atualizadas e contextualizadas para a população.

Foto: Divulgação/MDA

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Pagamento do Bolsa Família em julho contempla quase 600 mil famílias no RN

Pagamento do Bolsa Família em julho contempla quase 600 mil famílias no RN

Programa de transferência de renda investe R$ 335,7 milhões no estado, com valor médio de benefício de R$ 670,81

O cronograma de pagamento do Bolsa Família em julho começou nesta quinta-feira (18.jul.2024) em todo o país. No Rio Grande do Norte, 500.849 famílias serão beneficiadas com um investimento de R$ 335,7 milhões do programa de transferência de renda do Governo Federal. O valor médio do benefício no estado é de R$ 670,81. Os repasses são escalonados de acordo com o final do Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários e seguem até o dia 31.

No Rio Grande do Norte, 188.092 crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância, que adiciona R$ 150 para cada criança dessa faixa etária presente na composição familiar, resultando em um investimento federal de R$ 26,7 milhões.

Outros benefícios complementares, todos no valor adicional de R$ 50, são destinados a 331,5 mil crianças e jovens entre sete e 18 anos, além de 23,1 mil gestantes e 8,5 mil mulheres em fase de amamentação no estado. Esses pagamentos somam R$ 16,8 milhões.

Natal, a capital, continua em julho com o maior número de famílias beneficiadas no estado, totalizando 77,7 mil famílias e um investimento de R$ 52,6 milhões, com um valor médio de repasse de R$ 677,81. Outros municípios com grande número de beneficiários incluem Mossoró (32,4 mil), Parnamirim (23,3 mil), São Gonçalo do Amarante (18 mil) e Macaíba (13,9 mil).

O município de Pedro Velho registra o maior valor médio pago pelo programa no estado: R$ 713,60. Seguem-se Ceará-Mirim (R$ 706,02), Pureza (R$ 705,30), Coronel Ezequiel (R$ 699,68) e Lagoa de Velhos (R$ 698,41).

Panorama nacional do Bolsa Família em julho

Em âmbito nacional, o Bolsa Família atende 20,8 milhões de famílias em 5.570 municípios brasileiros, mantendo um patamar estável nos últimos quatro meses. O investimento total é de R$ 14,1 bilhões e o valor médio do benefício é de R$ 682,56.

Pagamento unificado em ações de enfrentamento a desastres

Dentro das ações de enfrentamento a desastres, 670 mil famílias dos 497 municípios gaúchos recebem o pagamento de forma unificada, totalizando um repasse de R$ 453 milhões. Famílias de Roraima, Amazonas, Paraná e Sergipe também recebem o benefício de forma unificada.

Benefício primeira infância

Em julho, 9,43 milhões de crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância, resultando em um investimento de R$ 1,33 bilhão.

Benefício variável familiar

Outras 12,4 milhões de crianças e adolescentes de sete a 16 anos recebem o Benefício Variável Familiar Criança, e 3 milhões de adolescentes de 16 a 18 anos recebem o Benefício Variável Familiar Adolescente, ambos com um adicional de R$ 50. O investimento total para esses benefícios é de R$ 710 milhões. Gestantes e nutrizes também recebem um adicional de R$ 50, com um investimento de R$ 70 milhões.

Predomínio feminino e diversidade racial

Mulheres são a maioria dos responsáveis familiares, somando 17,39 milhões ou 83,5% do total. Beneficiários de cor preta/parda representam 72,8%.

Proteção às famílias vulneráveis

O Bolsa Família prioriza famílias em maior vulnerabilidade, com 226 mil beneficiários indígenas, 254 mil quilombolas e 378 mil catadores de material reciclável.

Regra de proteção

A Regra de Proteção permite que beneficiários permaneçam no programa por até dois anos após conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Em julho, 2,8 milhões de famílias são beneficiadas por essa regra.

Distribuição regional e estadual

O Nordeste concentra 9,4 milhões de famílias beneficiárias, seguido pelo Sudeste com 6,1 milhões. O Norte tem o maior valor médio por beneficiário: R$ 718,78. São Paulo é o estado com o maior número de beneficiários, seguido pela Bahia.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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Prefeitura vai iniciar obras de infraestrutura na Avenida dos Xavantes

Prefeitura vai iniciar obras de infraestrutura na Avenida dos Xavantes

Intervenções incluem drenagem, pavimentação e reestruturação de lagoa na Cidade Satélite

A Prefeitura de Natal dará início, na próxima segunda-feira (15.jul.2024), a uma série de obras de infraestrutura na Avenida dos Xavantes e na lagoa de captação da Cidade Satélite, localizada na zona Sul da capital potiguar. As intervenções visam modernizar a cidade, com melhorias na drenagem, pavimentação, construção de calçadas e sinalização viária.

O secretário municipal de Infraestrutura, Carlson Gomes, ressaltou que estas obras fazem parte do programa “Asfalto Novo”, uma parceria entre a Prefeitura de Natal e o Governo Federal. O programa tem como objetivo promover o recapeamento asfáltico e outras melhorias viárias em diversos bairros da cidade. Gomes destacou a importância das intervenções na zona sul, onde outras obras já foram realizadas para melhorar a infraestrutura local.

A Potiguar Construtora LTDA, responsável pela execução das obras, já mobilizou suas equipes para iniciar os trabalhos. João Gabriel Arantes Horto, representante da construtora, explicou que a obra será dividida entre três equipes, que já estão em Natal realizando outros serviços. “As equipes que vão fazer parte dessa obra já se encontram em Natal. Vamos começar a mobilizar as máquinas na próxima segunda-feira e partir para os primeiros serviços na Avenida dos Xavantes”, afirmou Horto.

A iniciativa é esperada com ansiedade pelos moradores da região, que enfrentarão algumas mudanças no trânsito e acessos durante o período de obras, mas que aguardam com otimismo as melhorias prometidas pela Prefeitura. As intervenções na Avenida dos Xavantes e na lagoa de captação da Cidade Satélite são vistas como fundamentais para a modernização e desenvolvimento sustentável da zona sul de Natal.

Foto: Secretaria de Obras do DF/Divulgação/Ilustração

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Currais Novos, Pau dos Ferros e Natal vão receber novas ambulâncias do SAMU

Currais Novos, Pau dos Ferros e Natal vão receber novas ambulâncias do SAMU

Renovação da frota visa melhorar atendimento de emergência em três municípios do RN

Os municípios de Currais Novos, Pau dos Ferros e Natal, no Rio Grande do Norte, serão contemplados com a renovação da frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). O estado receberá seis novas ambulâncias, sendo quatro destinadas à capital. A entrega faz parte de uma iniciativa do governo federal, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, entregando 280 ambulâncias para 247 municípios em 24 estados do Brasil.

O investimento de R$ 89 milhões do Novo PAC permitirá a substituição de unidades com sete anos de uso. A ampliação da frota do SAMU é parte de um esforço para universalizar serviços essenciais na rede pública de saúde. O Ministério da Saúde estima que mais 6,6 milhões de pessoas serão beneficiadas, aumentando a cobertura do SAMU de 87,3% para 90,4% da população brasileira.

Importância do SAMU

O SAMU é um componente crucial da Política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde. O serviço pode ser acessado pelo número “192” e oferece orientações e atendimento móvel por equipes especializadas. Em 2023, o Ministério da Saúde aumentou em 30% os valores repassados para o custeio do SAMU, representando um incremento de R$ 396 milhões por ano. O total destinado ao serviço subiu de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,7 bilhão.

Novo PAC na saúde

O governo federal, sob a gestão do presidente Lula, está investindo R$ 30,5 bilhões na saúde através do Novo PAC. A maior parte dos recursos é destinada a resolver gargalos na atenção primária e especializada, incluindo a construção de Unidades Básicas de Saúde, maternidades, policlínicas e Centros de Atenção Psicossocial. Até 2026, R$ 770 milhões serão investidos no SAMU, com a compra de 850 novos veículos e a criação de 14 novas Centrais de Regulação.

A cerimônia de entrega das ambulâncias ocorreu em Salto (SP), na sede da empresa que implanta tecnologias nas viaturas de emergência. A ministra da Saúde destacou a importância do SAMU, afirmando que é um dos programas mais bem avaliados pelo público brasileiro. O presidente Lula reforçou o compromisso do governo com a assistência médica, enfatizando a importância de fornecer cuidados adequados à população.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Mais Médicos anuncia 73 novas vagas no RN

Mais Médicos anuncia 73 novas vagas no RN

Iniciativa do governo federal inclui cotas para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, beneficiando mais de 10,6 milhões de brasileiros

O Programa Mais Médicos está promovendo uma expansão na assistência à saúde no Rio Grande do Norte, com a abertura de 73 novas vagas distribuídas por 43 municípios. A iniciativa do governo federal visa aumentar a cobertura médica no estado, reservando pela primeira vez vagas para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas. Com o incremento no número de profissionais na rede pública de saúde, mais de 10,6 milhões de brasileiros serão beneficiados, obtendo melhor acesso a serviços médicos essenciais.

No âmbito nacional, o programa está criando 3,1 mil novas vagas, refletindo o compromisso do governo com a ampliação do atendimento à saúde. “O Mais Médicos é uma realidade e faz a diferença. Quando assumimos o governo, havia apenas 12 mil médicos. Com este edital, retomamos nossa meta de alcançar 28 mil médicos”, celebrou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

A ministra destacou que, pela primeira vez, o edital segue a política de cotas aprovada em lei, uma prioridade do governo federal. “Cumprimos, assim, nossa visão de inclusão, e por isso estou muito feliz em fazer este anúncio”, acrescentou durante uma agenda com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Salvador, Bahia.

A publicação do novo edital para preenchimento das vagas significa que o Ministério da Saúde enviará médicos para regiões prioritárias e de vulnerabilidade social. O primeiro atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), realizado nas Unidades Básicas de Saúde, é crucial para o acompanhamento da situação de saúde da população, prevenção e redução de agravos. Preencher os vazios assistenciais que, desde 2018, deixaram de ser atendidos, resgata o direito e o acesso da população à saúde.

A bolsa-formação concedida aos médicos será de R$ 14.058 por mês, podendo ser paga por até 48 meses. Os percentuais das vagas no novo edital obedecerão às exigências de cotas para concursos públicos, com um mínimo de 20% de cotas étnico-raciais e 9% de cotas para pessoas com deficiência.

Entenda o Edital do Mais Médicos

Para os grupos étnico-raciais, 20% das vagas serão ofertadas, priorizadas da seguinte forma:

  • Municípios com 2 vagas: 50%
  • Municípios com 3 a 10 vagas: 20%
  • Municípios com mais de 10 vagas: 20%

Podem participar da seleção profissionais brasileiros, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com Registro do Ministério da Saúde (RMS). Os médicos brasileiros formados no Brasil têm preferência na seleção.

Desde 2023, com a retomada do Mais Médicos, o governo federal implementou melhorias no modelo do programa, proporcionando aos profissionais oportunidades de especialização e mestrado através da Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde. Esta estratégia integra os programas de formação, provimento e educação pelo trabalho no âmbito do SUS.

Com a ampliação das vagas e a inclusão de cotas, o Programa Mais Médicos reafirma seu compromisso com a saúde pública e a inclusão social, garantindo que mais brasileiros tenham acesso a um atendimento médico de qualidade, especialmente nas regiões mais carentes do país.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Ministro diz que presidente decidirá sobre leilão para importar arroz

Ministro diz que presidente decidirá sobre leilão para importar arroz

Compra pública é para garantir abastecimento do produto

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou, nesta quarta-feira (3), que o novo edital do leilão para importação de arroz está pronto, mas que a decisão sobre a realização da compra pública é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo anulou o leilão realizado no mês passado, em razão de “fragilidades” no edital do certame.

Teixeira conversou com a imprensa, no Palácio do Planalto, após o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025, e foi questionado sobre a desistência do governo em realizar a compra. No total, mais de R$ 7 bilhões foram liberados pelo governo para a compra de até 1 milhão de toneladas de arroz.

“Nós estamos estudando todas as possibilidades”, disse. “Aliás, hoje estavam aqui os arrozeiros do Rio Grande do Sul, nós vamos ter uma reunião à tarde e eles vão apresentar sugestões. Em última instância, quem vai decidir sobre todas as medidas será o presidente Lula”, acrescentou o ministro.

O objetivo da compra pública é garantir o abastecimento e estabilizar os preços do produto no mercado interno, que tiveram uma alta média de 14%, chegando em alguns lugares a 100%, após as inundações no Rio Grande do Sul em abril e maio deste ano.

O estado é responsável por cerca de 70% da produção do arroz consumido no país. A produção local foi atingida tanto na lavoura como em armazéns, além de ter a distribuição afetada por questões logísticas no estado.

Garantia de preço

Segundo Teixeira, por enquanto, o governo vai trabalhar com o mecanismo de contratos de opção, que é o estabelecimento de um preço mínimo para o arroz, para garantir ao produtor a comercialização a um valor justo, de acordo com o mercado.

“Você diz ao produtor ‘se você produzir, eu vou pagar tanto’. E se ele não conseguir aquele preço, nós vamos comprar o arroz dele”, explicou o ministro.

No plano safra lançado esta quarta-feira, o governo adotou uma nova estratégia nacional para ampliação da produção de arroz da agricultura familiar. Os eixos principais da estratégia são crédito, acompanhamento técnico, sementes, beneficiamento, comercialização e contratos de opção com o estabelecimento de um preço mínimo do produto. A taxa de custeio para produção será de 3% para o arroz convencional e 2% para o arroz orgânico.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Festival Casa Tomada abre convocatória internacional para submissão de trabalhos artísticos

Festival Casa Tomada abre convocatória internacional para submissão de trabalhos artísticos

Pessoas físicas e jurídicas podem submeter propostas cênicas e cinematográficas em uma das quatro categorias do festival até 12 de julho

Com o objetivo de proporcionar experiências únicas e fomentar o intercâmbio entre artistas e o público, o Festival Casa Tomada abre convocatória para submissão de trabalhos artísticos para sua nona edição, que ocorrerá nos dias 18, 19 e 20 de setembro no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, Rio Grande do Norte. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através de formulário eletrônico disponível no link https://forms.gle/7HQmf56oe1to3xi7A, durante o período de 28 de junho a 12 de julho.

​Sob o conceito de “Práticas Plurais e Hibridismos”, o festival reafirma o compromisso do Coletivo CIDA e da Casa Tomada com ações culturais acessíveis, garantindo que toda a programação seja inclusiva, com acessibilidade em Libras e audiodescrição, permitindo que um público diversificado possa desfrutar das atividades oferecidas.

A convocatória visa selecionar espetáculos, filmes, artistas e/ou grupos que apresentem obras refletindo práticas plurais e híbridas nas estéticas contemporâneas. As categorias disponíveis para submissão são: Residência Artística Internacional, Mostra Cênica Nacional, Mostra Cinematográfica Nacional e Mostra de Processos Local.

Cada proponente pode inscrever até duas propostas no festival, desde que sejam em categorias diferentes. Isso assegura a diversidade e a representatividade dos participantes e das obras selecionadas.

O regulamento completo do IX Festival Casa Tomada está disponível para acesso através do link: https://www.coletivocida.com.br/festivalcasatomada. A análise das propostas será realizada de 13 de julho a 04 de agosto, e os resultados serão divulgados em 05 de agosto.

O IX Festival Casa Tomada – Práticas Plurais e Hibridismos é uma iniciativa do Coletivo CIDA – Coletivo Independente Dependente de Artistas e da Casa Tomada Ambiente de Arte, contemplado pela Seleção Pública Nº 025/2023 – Lei Paulo Gustavo de Apoio às Áreas Culturais pelo Edital de Seleção de Projetos de Audiovisual N.º 01/2023 e pelo Edital de Seleção de Projetos Multiculturais N.º 02/2023. Conta com recursos da Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura do Natal, Fundação José Augusto – Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil.

Foto: Brunno Martins

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Mais Médicos abre vagas remanescentes no RN

Mais Médicos abre vagas remanescentes no RN

Programa oferece 13 vagas remanescentes no RN e benefícios para profissionais em áreas de alta vulnerabilidade

O Rio Grande do Norte está com 13 vagas abertas do 38º ciclo do Programa Mais Médicos, conforme anunciou o Ministério da Saúde na última semana. As vagas são especialmente destinadas a municípios brasileiros com alta vulnerabilidade social. O programa, que ao todo oferece 1.042 vagas, disponibiliza 316 delas para a região Nordeste.

De acordo com o edital, 116 dessas vagas são para municípios classificados como de muito alta vulnerabilidade e 176 para aqueles de alta vulnerabilidade. Os gestores municipais têm até o dia 26 de junho para manifestar interesse nas vagas disponíveis.

O governo federal implementou melhorias significativas no modelo atual do programa Mais Médicos. Os profissionais agora têm acesso a oportunidades de especialização e mestrado, além de benefícios proporcionais ao valor mensal da bolsa para atuação em periferias e regiões remotas.

As médicas que se tornarem mães terão direito a compensação do valor pago pelo INSS para alcançar o valor da bolsa durante os seis meses de licença-maternidade. Já os médicos que se tornarem pais poderão usufruir de uma licença de 20 dias.

Para atrair mais profissionais brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria visando incentivar a inscrição de médicos formados pelo Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), oferecendo auxílio para quitar o financiamento estudantil.

Os gestores municipais interessados devem realizar a inscrição na página e-Gestor, garantindo assim a adesão ao programa e a oportunidade de fortalecer o atendimento médico em suas localidades.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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“Bando: dança que ninguém quer ver” tem apresentações gratuitas esta semana em Natal

“Bando: dança que ninguém quer ver” tem apresentações gratuitas esta semana em Natal

Peça da Cia Giradança será nos dias 27 e 28/6, no Espaço Cultural Gira Dança

A companhia de dança contemporânea Giradança apresenta nos dias 27 e 28 de junho o espetáculo “Bando: dança que ninguém quer ver”, uma experiência estética que pode ser vista no Espaço Cultural Gira Dança. As sessões contam com intérpretes de Libras e acontecem às 19h30 nos dois dias. Com distribuição gratuita, os ingressos podem ser reservados através da plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/produtor/giradanca).

Esta é a segunda apresentação da peça para o público de Natal neste ano. A montagem foi sucesso de público e crítica no mês de fevereiro, com casa cheia nos dois dias de apresentação, sendo realizada pelo Programa Funarte de Ações Continuadas 2023 com ações continuadas de pesquisa, produção e difusão dos trabalhos da companhia.

O espetáculo traz um elenco formado pelos bailarinos, com e sem deficiência, Álvaro Dantas, Jânia Santos, Joselma Soar, Ana Vieira, Marconi Araújo, Wilson Macário e Francisca Angélica, e tem como linguagem cênica a improvisação.

De acordo com Alexandre Américo, diretor de coreografia do espetáculo, o público encontra em “Bando” uma peça de improvisação, a partir de situações coreográficas, com a pretensão de se distanciar da ideia de que a dança é movida por passos de dança e que tende a ser um acontecimento cênico.

O espetáculo “Bando: dança que ninguém quer ver” está sendo realizado com patrocínio da Lei de incentivo à cultura, Banco Itaú, Ministério da Cultura e Governo Federal.

SERVIÇO

Bando: dança que ninguém quer ver

(Classificação 14 anos)
Dias: 27 e 28 de junho
Horário: 19h30
Onde: Espaço Cultural Gira Dança (R. Frei Miguelinho, 100 – Ribeira, Natal)
Entrada gratuita – Para retirar os ingressos acesse: https://www.sympla.com.br/produtor/giradanca

Fotos: Brunno Martins

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Ministro do Turismo diz que PEC das Praias tem pontos positivos

Ministro do Turismo diz que PEC das Praias tem pontos positivos

Para ele, venda de terrenos elevaria arrecadação e investimentos

O ministro do Turismo, Celso Sabino, teceu elogios à chamada Proposta de Emenda Constitucional – PEC das Praias – que estabelece novas diretrizes para propriedade e gestão dos chamados terrenos de Marinha.

A afirmação foi feita durante entrevista, nesta quarta-feira (19), ao programa Bom Dia, Ministro, exibido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo afirmou, apesar de polêmica, a proposta apresenta alguns pontos positivos, como uma maior arrecadação para o Poder Público, geração de emprego e renda, bem como investimentos “em locais onde não existe nenhuma infraestrutura instalada”.

As áreas de marinha são terrenos localizados em uma faixa de até 33 metros contados a partir da linha da maré alta. A PEC teve seu texto aprovado em dois turnos na Câmara dos Deputados e está em discussão no Senado.

“Esse tema virou um tema bastante polêmico, sobretudo com envolvimento de um jogador de futebol [Neymar] e uma atriz [Luana Piovani], que ficaram debatendo [em público o assunto]. Teve também uma grande emissora que botou um apelido, [dando a ideia] de que vai privatizar as praias. Quando um projeto adquire um apelido assim, muitas vezes acaba fugindo da realidade. Isso despertou o debate e a discussão sobre esse projeto que tem muitos pontos positivos”, disse o ministro.

Dimensão das versões

Na avaliação de Celso Sabino, esse projeto dificilmente será votado, devido ao “volume e à dimensão das versões que o impregnaram”.

“Eu não vejo nenhuma possibilidade de alguém chegar e dizer ‘olha, a partir de agora, ali na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, vamos atravessar uma corrente e só vai entrar quem pagar uma taxa porque eu vendi isso aqui para A ou para B. Acho que quem pensou isso aí tá realmente muito equivocado. Mas acho que [o assunto] merece um debate mais técnico e aprofundado”, argumentou.

Acrescentou que a legislação dessas regiões tangenciais a rios e oceanos diz que essas áreas pertencem ao governo federal, mas que existem pessoas morando nelas, bem como empresas que as exploram.

“Elas [habitantes e empresas] possuem legalmente direitos. Não de propriedade, que é do governo federal, mas de posse. Por essa posse, é pago uma espécie de um tributo anual. Se não me falha a memória, não é laudêmio”, disse ele referindo-se ao tributo chamado foro, pago anualmente pelo domínio útil da propriedade.

Arrecadação e investimentos

“O governo tem uma certa arrecadação com isso. Segundo esse projeto, uma pessoa que mora ali há 40 anos, naquela casa, poderia adquirir a propriedade. Não só a posse. O governo então teria uma arrecadação ampla com isso. Em vez de ter um faturamento, talvez de R$ 1 mil por ano, poderia vender aquela propriedade por milhões de reais. Multiplica isso por milhares de propriedades similares em todo o Brasil às margens de rios e de oceanos”, argumentou.

Outro ponto do projeto elogiado pelo ministro são os investimentos que poderiam ser feitos pela iniciativa privada nessas áreas. “Em todo mundo, você tem a instalação de grandes empreendimentos a custos altíssimos que empregam milhares de pessoas”, argumentou.

“No caso de praias em locais onde não existe nenhuma infraestrutura instalada, onde não vai ninguém; um lugar paradisíaco e atrativo, podemos atrair um grande empresário nacional e internacional para, ali, fazer um investimento. É como tem na Grécia, nos Estados Unidos, na Turquia e em outros lugares no mundo. Um empreendimento, de repente, vai investir bilhões de reais e gerar milhares de empregos diretos, movimentando a economia e arrecadando recursos com as pessoas que vão para lá se hospedar”, acrescentou.

Por fim, ele defendeu que o assunto seja debatido de forma “isenta de ideologia partidária ou ideologia política” e com “respeito ao direito adquirido de todos e com a propriedade garantida aos brasileiros dessas áreas”.

Foto: Roberto Castro/Mtur

Da Agência Brasil

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Avenida Felizardo Moura recebe pórticos de sinalização e entra em fase final de reurbanização

Avenida Felizardo Moura recebe pórticos de sinalização e entra em fase final de reurbanização

Obras incluem drenagem, pavimentação e ciclovia com investimento de R$ 43 milhões

A Avenida Felizardo Moura, em Natal, passou por uma grande transformação com a conclusão da instalação de cinco pórticos de sinalização horizontal na noite de quinta-feira (20.jun.2024). A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) informou que a obra entrou em sua fase final, marcando um importante avanço na infraestrutura urbana da cidade.

A reurbanização da avenida incluiu a implementação de um novo sistema de drenagem, pavimentação renovada, calçadas acessíveis, uma ciclovia e uma faixa reversível para melhorar o fluxo de trânsito. O projeto contou com um investimento total de R$ 43 milhões, fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Natal e o Governo Federal.

A STTU garantiu que qualquer nova intervenção no trânsito da avenida será previamente comunicada à população, assegurando transparência e minimizando transtornos aos moradores e motoristas que utilizam a via diariamente.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Desenrola Pequenos Negócios renegociou mais de R$ 19 milhões em dívidas no RN

Desenrola Pequenos Negócios renegociou mais de R$ 19 milhões em dívidas no RN

Programa do Governo Federal auxilia micro e pequenas empresas a renegociar dívidas e fortalecer a economia local

Até o dia 12 de junho, o programa Desenrola Pequenos Negócios, lançado pelo Governo Federal em maio, registrou um volume total de R$ 19,4 milhões em contratos renegociados no Rio Grande do Norte. Durante esse período, 471 clientes aderiram ao programa, resultando em 552 contratos firmados, conforme dados apresentados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O programa permite a renegociação de dívidas não quitadas até 23 de janeiro deste ano e é destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Inspirado na Faixa 2 do Desenrola para pessoas físicas, o programa busca apoiar micro e pequenos empresários de todo o país, promovendo o desenvolvimento econômico local.

Sete das principais instituições financeiras do Brasil participam da iniciativa, representando 73% do crédito disponível para micro e pequenas empresas. Para aderir ao programa, o empreendedor deve contatar a instituição financeira onde possui a dívida, que oferecerá condições e prazos para a renegociação.

Em âmbito nacional, o Desenrola Pequenos Negócios renegociou R$ 1,25 bilhão até 12 de junho, beneficiando cerca de 30,6 mil clientes e resultando em 39 mil contratos renegociados. A região Sudeste lidera em número de clientes e volume de recursos, seguida pelo Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os estados com maior número de clientes e volume financeiro renegociado, com São Paulo à frente, representando 31% dos clientes e 28% do volume financeiro renegociado.

Além de melhorar a saúde financeira dos pequenos negócios, o Desenrola Pequenos Negócios fortalece a economia brasileira, uma vez que micro e pequenas empresas são responsáveis por grande parte da geração de empregos e renda no país. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 2023, cerca de 80% dos empregos formais no Brasil foram gerados por essas empresas.

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

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Ministério do Desenvolvimento Regional reconhece a situação de emergência em São José do Campestre

Ministério do Desenvolvimento Regional reconhece a situação de emergência em São José do Campestre

Situação de emergência reconhecida pelo MIDR abre portas para apoio federal a municípios afetados por desastres

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), através da Defesa Civil Nacional, oficializou nesta quarta-feira (19.jun.2024) a situação de emergência em 16 municípios impactados por diversos desastres naturais. Esta medida foi formalizada com a publicação das portarias no Diário Oficial da União (DOU), permitindo que as cidades afetadas busquem auxílio financeiro do Governo Federal para implementar ações de defesa civil.

Entre os municípios listados, está São José do Campestre, localizado no estado da região Agreste do Rio Grande do Norte, que enfrenta um severo período de estiagem. Além do Rio Grande do Norte, outros estados como Bahia, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Santa Catarina também tiveram cidades incluídas nesta declaração de emergência.

Os recursos disponibilizados pelo MIDR são essenciais para a compra de itens de necessidade básica, como cestas de alimentos, água potável, refeições para trabalhadores e voluntários, kits de higiene pessoal e de limpeza para residências. Este apoio visa mitigar os efeitos dos desastres e proporcionar alívio imediato às populações afetadas.

Desastres e impactos regionais

Doze das cidades reconhecidas enfrentam desafios relacionados à estiagem. Além de São José do Campestre no Rio Grande do Norte, outros municípios incluídos são Andorinha e Vitória da Conquista (BA), Alcantil, Jericó, Natuba, Patos e São Bento (PB), Cumaru, Orobó e Pombos (PE), e Fartura do Piauí (PI).

Outras regiões foram atingidas por fortes chuvas, como São João Batista (MA), Castanhal e São Miguel do Guamá (PA). Em Santa Catarina, Braço do Norte teve a situação de emergência reconhecida devido ao aumento significativo de casos de dengue.

Procedimentos para solicitação de recursos

Para solicitar recursos, os municípios devem acessar o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e enviar seus planos de trabalho detalhando as necessidades e os valores solicitados. A equipe técnica da Defesa Civil Nacional analisará as propostas e, uma vez aprovadas, publicará uma portaria no DOU especificando os valores a serem liberados.

Capacitações para agentes de Defesa Civil

A Defesa Civil Nacional também disponibiliza cursos à distância para capacitar agentes municipais e estaduais no uso do S2iD, visando aprimorar a resposta a desastres e a gestão de recursos.

Foto: Egberto Araújo/Ilustração

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Centro Cultural Casa de Taipa, em Sagi, anuncia atrações do Arraial Multicultural

Centro Cultural Casa de Taipa, em Sagi, anuncia atrações do Arraial Multicultural

O evento promete uma atmosfera repleta de animação, com muito forró, fogueira, quadrilha no dia 29 de junho, com entrada gratuita

O Centro Cultural Casa de Taipa, localizado em Sagi, promove uma programação com muito forró, fogueira, quadrilha,arte urbana e exposições na 10ª Edição do Arraial Multicultural no dia 29 de junho, com entrada gratuita. Entre as atrações confirmadas estão: Caburé (PB), Priscila Matos (RN) e Selminha e Elton Lins (RN).

Idealizado pelo jornalista e publicitário Carlos Rubens Alves de Araújo, o Arraial Multicultural tem como objetivo principal promover e valorizar a rica cultura popular nordestina. O evento busca preservar e difundir as tradições juninas, ao mesmo tempo em que abre espaço para a criatividade e inovação. Além disso, o arraial exerce um impacto positivo na economia local, oferecendo oportunidades para produtores e vendedores de gastronomia típica junina, contribuindo para a movimentação econômica da comunidade.

“O projeto visa reafirmar a paixão pela rica cultura popular nordestina que temos vivenciado ao longo da última década. Em dez horas de festa, vamos celebrar São Pedro e renovar nosso amor pelo Nordeste, com a apresentação de um trio de forró pé de serra, a tradicional dança de quadrilha junina e a culinária à base de milho. A cultura popular será enaltecida também através do resgate de brincadeiras que marcaram a história das festas juninas, como o pau de sebo e o quebra-pote”, declara Carlos Rubens.

Uma das novidades desta edição é a exposição “Uma Década de Puro Nordeste”, montada em uma área coberta especialmente construída para o evento. A exposição celebra os 10 anos de história do Centro Cultural Casa de Taipa, relembrando momentos marcantes e contribuindo para a valorização da cultura nordestina.

A programação do Arraial Multicultural inclui uma intervenção de grafite com o artista Martim Onirismo. Martim atua como multiartista, e no evento,prestará duas homenagens: uma ao Chorinho, Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, e outra a Ziraldo, cartunista, chargista e jornalista brasileiro que faleceu em abril.

Outra atração é a cantora, pianista e compositora Priscila Matos. Potiguar de coração, Priscila promete emocionar a todos com uma linda homenagem a Pixinguinha, um dos maiores representantes do choro brasileiro.

Selminha e Elton Lins também integram a programação do Arraial trazendo o melhor do forró pé de serra. A banda Caburé, da Paraíba, por sua vez traz muitos timbres pops e uma mistura de guitarradas africanas com ritmos tropicais do Norte e Nordeste brasileiro. A DJ Euterpe, natural de Baía Formosa, também estará presente, garantindo a animação do público com um epertório de músicas regionais remixadas.

Com essa rica e diversificada programação, a 10ª Edição do Arraial Multicultural promete ser um evento imperdível para quem deseja vivenciar e celebrar a cultura nordestina em toda sua plenitude.

Este projeto recebeu apoio através do Edital de Seleção de Projetos Multiculturais da Lei Paulo Gustavo do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, com recursos do Governo Federal, na categoria Movimentos Juninos, na edição de 2023. Mais informações no perfil do Instagram @centroculturalcasade.

Sobre o Centro Cultural Casa de Taipa

Desde 2015, o Centro Cultural Casa de Taipa tem sido uma referência e um bastião de resistência no litoral Sul potiguar, fomentando as artes e promovendo eventos culturais ao longo do ano. Sua agenda anual é repleta de atividades diversas, como o Desfile do Bloco da Cobra do Cabeludo, o Arraial Multicultural e o Forró do Candieiro, além do Cine Casa de Taipa, que proporciona exibições cinematográficas para a comunidade local. Essas iniciativas não só enriquecem a vida cultural da região, mas também fortalecem sua identidade e tradições.

SERVIÇO

10ª Edição do Arraial Multicultural
Local: Centro Cultural Casa de Taipa – Rua Antonia Maria da Concei o, SN – Sagi – Baia Formosa/RN
Dia 29 de junho a partir das 19h

Entrada gratuita.

Foto: Divulgação

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Ministro da Educação afirma que não havia motivo para greve nas universidades

Ministro da Educação afirma que não havia motivo para greve nas universidades

Camilo Santana espera que instituições retomem atividades nesta semana

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta segunda-feira (17) que o governo tem dialogado com todas as categorias e que não havia motivo para a greve deflagrada por servidores e professores das universidades federais. Segundo o ministro, a expectativa é de que as instituições retomem as atividades nesta semana.

“Acho que não havia motivo. Greve a gente entra quando não há diálogo, quando se chega ao limite da negociação. Vamos lembrar que o governo passado não deu um reajuste. E, no primeiro ano do presidente Lula, ele deu 9% para todos os servidores, mais que o dobro da inflação. A ideia inicial do governo federal era dar 4,5% por ano durante os quatro anos, mas resolveu antecipar os 4,5% de 2024 para 2023, considerando esses anos todos sem reajuste”, disse Santana em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o comando nacional da greve dos professores universitários, ligado ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a paralisação da categoria, iniciada em abril, ocorre em 64 universidades. Nova proposta apresentada pelos ministérios da Educação (MEC) e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos está sendo analisada. O Andes solicitou que os docentes façam assembleias locais até sexta-feira (21).

A categoria tem manifestado descontentamento com o reajuste zero anunciado para este ano, mas em nota divulgada em seu site, o Andes avalia que a pressão do movimento grevista levou o governo a retomar as negociações e sinalizar alguns avanços.

A última proposta apresentada aos professores envolve recomposição parcial do orçamento das universidades e institutos federais, implementação de reajuste de benefícios e aumentos salariais de 9% em janeiro de 2025 e de 3,5% em maio de 2026. O MEC também se comprometeu a revogar a Portaria 983/2020, que elevou a carga horária mínima semanal dos docentes.

“Tenho ponderado para os sindicatos que acho que está num momento de encerrar. A greve tem prejudicado os alunos, tem prejudicado o país e as universidades. Os sindicatos levaram as propostas para as suas bases, e a gente espera que até o final da semana a gente possa retomar as atividades”, afirmou Camilo Santana.

Os servidores técnico-administrativos também estão realizando assembleias ao longo desta semana.

A greve da categoria atinge 68 universidades. Segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos do Ensino Superior (Fasubra), a mobilização ocorre devido à redução dos investimentos das universidades, à falta de reestruturação do plano de carreira e à corrosão salarial, diante do congelamento imposto durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro e do reajuste zero anunciado pelo atual governo para 2024. Eles agora avaliam a última proposta recebida, que envolve, entre outras coisas, um aumento de 9% em 2025 e de 5% em 2026.

Para o ministro, o governo está atendendo às demandas das categorias. “As negociações feitas nas últimas semanas são vitórias, não só do ponto de vista remuneratório, mas também do ponto de vista de mudanças em algumas carreiras, em alguns decretos, em dispositivos normativos etc.”, disse Santana. Ele lembrou que já foram concedidos aos servidores técnico-administrativos reajustes nos auxílios-saúde e creche, bem como no vale-alimentação.

“Com os 9% do ano passado e os aumentos propostos para 2025 e 2026, fica consolidada uma variação entre 23% e 43% para os professores e entre 24,5% e 46% para os servidores técnico-administrativos. A informação que eu tenho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos é que nunca antes havia sido feita uma proposta com ganho tão real para os servidores das universidades”, acrescentou.

Enem

O ministro atendeu à Agência Brasil por telefone, enquanto participava de um encontro da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Paris. No evento, foram discutidos temas envolvendo a implementação das metas de educação previstas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conforme a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Camilo discutiu a questão do financiamento e defendeu a ampliação dos investimentos no Brasil, focando sobretudo na educação básica.

Ele também fez um balanço positivo das inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), encerradas na sexta-feira (14). Foram 5.055.699 inscritos, mantendo a tendência de crescimento da participação dos estudantes. “Conseguimos reverter a tendência de queda a partir do ano passado. Em 2023, foram cerca de 400 mil jovens inscritos a mais do que 2022”, disse o ministro, ao ressaltar que o governo trabalho para que futuramente todos os jovens do terceiro ano se inscrevam no Enem. Santana destacou a desigualdade existente no país: “tem estado tem que 30% dos alunos do terceiro ano inscritos e tem estado que tem 90%.”

Considerando os impactos da tragédia climática que afetou o Rio Grande do Sul desde o fim de abril, as inscrições para os estudantes do estado foram estendidas até a próxima sexta-feira (21). Segundo Camilo Santana, o MEC tem mobilizado recursos e esforços para ajudar na recuperação das escolas, e a extensão do prazo foi um pedido do governo estadual atendido pela pasta.

O ministro enfatizou que as inscrições de estudantes gaúchos no Enem registram crescimento. “Cerca de 70% dos jovens do Rio Grande do Sul que cursam o terceiro ano se inscreveram no Enem no ano passado. Este ano já estamos com cerca de 85%.”

Foto: Luis Fortes/MEC

Da Agência Brasil

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Governo instala sala de crise para queimadas e seca no país

Governo instala sala de crise para queimadas e seca no país

No primeiro momento, foco será no Pantanal e na Amazônia

O governo federal instalou, nesta sexta-feira (14), uma sala de situação preventiva para tratar sobre a seca e o combate a incêndios no país, especialmente no Pantanal e na Amazônia. De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, há um agravamento dos problemas de natureza climática e as consequências chegarão mais cedo este ano, com repercussão ambiental “muito grave”.

“Em função disso, já estamos agindo na lógica da gestão do risco e não apenas do desastre”, disse Marina, após reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas, no Palácio do Planalto. “Estamos agindo dentro de um cronograma para que tenhamos uma ação preventiva, por entendermos que o custo de prevenir é sempre menor do que aquele de remediar”, acrescentou.

O Pantanal já vive uma estiagem severa, com escassez hídrica em toda a bacia. Historicamente, a escalada de incêndios acontece em agosto, mas já há, agora, pelo menos, 15 focos identificados.

Segundo o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, o Pantanal nunca teve fogo no primeiro semestre do ano. “No primeiro semestre do ano, o Pantanal sempre esteve embaixo da água. Pela primeira vez a gente está com o Pantanal completamente seco no primeiro semestre […]. A crise está começando agora, o Ibama já contratou mais de 2 mil brigadistas para atuar em todo o Brasil com o foco no Pantanal e na Amazônia e nós vamos fazer aquilo que for necessário”.

Agostinho relatou que o Ibama está combatendo incêndios no entorno de Corumbá [MS], onde a situação é mais grave, na Transpantaneira e a oeste do Rio Paraguai. “São os focos hoje que despertam a maior parte da atenção e esse trabalho está sendo feito junto com os estados”.

A reunião extraordinária da comissão foi coordenada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin. O órgão é composto por 19 ministérios do governo. Já a sala de situação para seca e queimadas será coordenada pela Casa Civil da Presidência, com coordenação-executiva do Ministério do Meio Ambiente, e participação dos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional, da Defesa e da Justiça e Segurança Pública.

“É uma sala de situação, com certeza, prolongada e que agrega, no futuro, também o Ministério da Saúde porque, no caso dos incêndios, um dos problemas graves que a gente enfrenta é o problema de saúde, principalmente de pessoas idosas e de crianças”, explicou Marina.

Questões legais

A primeira reunião ocorre na segunda-feira (17), quando os integrantes tratarão questões legais, como processos de simplificação de contratação de equipes de brigadista, equipamentos e aeronaves, bem como a possibilidade de buscar recursos extraordinários.

“No caso do Pantanal, nós temos uma combinação de incêndios provocados pelo homem e incêndios naturais que dificultam muito a ação porque temos áreas de difícil acesso. Por isso a necessidade, inclusive, da mudança de normas para que, se tivermos que pedir apoio a parceiros internacionais, podemos ter essas aeronaves operando em território brasileiro”, explicou Marina.

“Tudo isso são planejamentos preventivos, para que a gente possa fazer frente ao que sabemos, em função da estiagem severa, em função da grande quantidade de matéria orgânica no ponto de combustão, e ao mesmo tempo do Pantanal não ter atingido a cota de cheia e de que na Amazônia os rios também não atingiram a cota de cheia. Vamos precisar ter um planejamento que já vem sendo feito de forma antecipada”, acrescentou.

No caso da Amazônia, o Ministério do Transporte já está a se antecipando com obras de dragagem e abastecimento das comunidades. “É preciso nos anteciparmos ainda mais com suprimentos de combustível, de oxigênio, de alimentos, enquanto os rios ainda não baixaram”, disse.

Marina explicou que, apesar de tratar de Pantanal e Amazônia nesse primeiro momento, a sala de situação será dinâmica. “Nós estamos com cheia no Rio Grande do Sul, mas daqui a pouco teremos seca, nós já temos situações de seca no Nordeste. Então, vai tratar dos vários assuntos, para os vários biomas. O foco no Pantanal e na Amazônia é porque o período de estiagem já está posto, nós já temos ele identificado e é preciso agir dentro de um cronograma para poder fazer frente”, destacou.

A ministra reforçou ainda que há um esforço de agir de forma previdente não apenas do governo federal, mas de governos estaduais, alguns municípios, a sociedade civil e uma parte da iniciativa privada, “que trabalha também em colaboração quando se trata do Pantanal”.

No início do mês, o governo federal e os governos do Pará, Acre, de Mato Grosso do Sul, Roraima, Rondônia e Mato Grosso assinaram um pacto para planejamento e implementação de ações colaborativas para prevenção e combate aos incêndios florestais e destruição de vegetações nativas no Pantanal e Amazônia.

Orçamento

Segundo Marina Silva, as ações emergenciais já estão sendo praticadas desde outubro do ano passado, com operações em campo do Ibama e ICMBio, junto com os governos estaduais. Mas ainda não há razão para decretar situação de emergência.

Nesse primeiro momento, os recursos utilizados para prevenção são do orçamento de cada ministério envolvido na ação, mas o governo já avalia as possibilidades, em caso de necessidade de recursos extraordinários. A ministra enfatizou, entretanto, que o objetivo da prevenção é, justamente, evitar um gasto de recursos mais volumoso.

“Vai ser anunciado no tempo certo, houve um pedido, uma demanda que foi feita e a junta orçamentária está fazendo a sua avaliação. Ontem conversei com o ministro [da Fazenda] Fernando Haddad, já tinha conversado com a ministra [do Planejamento] Simone Tebet, com a ministra Esther [Dweck, da Gestão] e todos eles, junto com a Casa Civil, estão conscientes da celeridade do processo e da viabilização desses recursos”, disse Marina.

A ministra comentou ainda que é preciso que todos os Poderes estejam envolvidos nas ações e que, no caso do Congresso Nacional, há parlamentares “trabalhando para que a gente consiga fazer frente às necessidades reais do país”.

“A gente não pode generalizar o Legislativo. O Congresso Nacional é a casa da sociedade e se tem atitudes de instrumentalização de temas que são altamente complexos, delicados para a sociedade brasileira, para as mulheres brasileiras que precisam ser respeitadas, uma outra parte do congresso não pensa assim”, disse, em referência à tramitação acelerada do Projeto de Lei 1.904/2024, que equipara aborto a homicídio e, em eventual aprovação, pode impedir que meninas vítimas de estupro e que vivem em situações de vulnerabilidade social consigam interromper a gravidez indesejada.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Servidores técnico-administrativos da UFRN rejeitam proposta do Governo e mantêm greve

Servidores técnico-administrativos da UFRN rejeitam proposta do Governo e mantêm greve

Movimento paredista iniciado em março continua após rejeição de nova proposta apresentada pelo governo federal

Em greve desde 11 de março, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se reuniram nesta quarta-feira (12.jun.2024) e decidiram rejeitar a nova proposta do governo federal, mantendo o movimento paredista.

A proposta foi discutida durante a 6ª reunião da Mesa Específica e Temporária de Negociação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), realizada na terça-feira (11.jun) em Brasília, com representações sindicais dos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs).

Segundo o Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (Sintest/RN), o movimento ganhou força ao longo dos três meses de greve, aumentando a pressão sobre o governo. Na assembleia geral da categoria, realizada na manhã desta quarta, foi aprovada uma nota de apoio à desfiliação do PROIFES pelo Adurn-Sindicato, convocando os docentes a participarem da assembleia de desfiliação marcada para segunda-feira (17.jun).

A nova proposta do governo inclui aumento dos steps por etapas, progressão por mérito, criação de um grupo de trabalho no MEC para discutir saberes e competências (RSC), reajustes gerais e reestruturação salarial, com percentuais e prazos específicos para cada categoria. Contudo, os servidores consideraram a proposta insuficiente e decidiram pela continuidade da greve.

Foto: Divulgação/SINTEST-RN

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Governo anula leilão e cancela compra de arroz importado

Governo anula leilão e cancela compra de arroz importado

Secretário pediu demissão após suspeitas de conflito de interesses

O governo federal decidiu anular o leilão realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no último dia 6 de maio e cancelou a compra das 263,3 mil toneladas de arroz que seriam importadas para o país. A informação é do presidente da Conab, Edegar Pretto, e dos ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (11), no Palácio do Planalto.

Segundo Fávaro, a avaliação do governo é que, do conjunto das empresas vencedoras do leilão, uma maioria tem “fragilidades”, ou seja, “não tem capacidade financeira de operar um volume financeiro desse tamanho”. As mais de 260 mil toneladas de arroz arrematadas correspondem a 87% das 300 mil toneladas autorizadas pelo governo nesta primeira operação. No total, mais de R$ 7 bilhões foram liberados para a compra de até 1 milhão de toneladas.

“A gente tem que conhecer a capacidade [das empresas], é dinheiro público e que tem que ser tratado com a maior responsabilidade”, disse Fávaro, explicando que nenhum recurso chegou a ser transferido na operação.

As empresas participam do leilão representadas por corretoras em Bolsas de Mercadorias e Cereais e só são conhecidas após o certame. Um novo edital será publicado, com mudanças nos mecanismos de transparência e segurança jurídica, mas ainda não há data para o novo leilão.

Conflito

Também nesta terça-feira, o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, pediu demissão após suspeitas de conflito de interesse. Matéria do site Estadão informa que o diretor de Abastecimento da Conab, Thiago dos Santos, responsável pelo leilão, é uma indicação direta do secretário. Além disso, a FOCO Corretora de Grãos, principal corretora do leilão, é do empresário Robson Almeida de França, que foi assessor parlamentar de Geller na Câmara e é sócio de Marcello Geller, filho do secretário, em outras empresas.

O ministro Fávaro confirmou que aceitou a demissão do secretário. “Ele [Geller] fez uma ponderação que, quando o filho dele estabeleceu a sociedade com esta corretora lá de Mato Grosso, ele não era a secretário de Política Agrícola, portanto, não tinha conflito ali. E que essa empresa não está operando, não participou do leilão, não fez nenhuma operação, isto é fato. Também não há nenhum fato que desabone e que gere qualquer tipo de suspeita, mas que, de fato, isso gerou um transtorno e, por isso, ele colocou hoje de manhã o cargo à disposição”, explicou Fávaro.

Preço do arroz

O objetivo da importação do arroz é garantir o abastecimento e estabilizar os preços do produto no mercado interno, que tiveram uma alta média de 14%, chegando em alguns lugares a 100%, após as inundações no Rio Grande do Sul em abril e maio deste ano. O estado é responsável por cerca de 70% do arroz consumido no país. A produção local foi atingida tanto na lavoura como em armazéns, além de ter a distribuição afetada por questões logísticas no estado.

De acordo com Fávaro, a diferença entre o que é produzido e o que é consumido no Brasil é muito apertada. “Ninguém disse que não tem arroz no Brasil, mas é muito justo. Ontem saíram dados da Serasa que preveem uma quebra de 500 mil toneladas [na produção]. Para aquilo que é justo, já ficar faltando. E é determinação do presidente que isso não reflita na mesa dos mais humildes é um alimento básico da população brasileira”, disse o ministro da Agricultura.

Novo leilão

A Conab chegou a convocar a Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina e a Bolsa de Mercadorias do Mato Grosso para apresentarem as comprovações das empresas, após dúvidas e repercussões com o resultado do leilão. Os documentos exigidos são capacidade técnica dos arrematantes; capacidade financeira, com as demonstrações financeiras dos exercícios de 2022 e 2023; regularidade legal para enquadramento nas regras do leilão da Bolsa e dos arrematantes e participação dos sócios da Bolsa e dos arrematantes dos lotes em outras sociedades.

O governo vai, agora, construir um novo edital, com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU) para que essa análise das empresas participantes ocorra antes da operação.

“O presidente Lula participou dessa decisão de anular esse leilão e proceder um novo leilão, mas aperfeiçoado do ponto de vista de suas regras, por isso que a CGU e AGU participarão, e a Receita Federal também, da elaboração desse novo leilão, juntamente com a Conab para garantir que ele esteja em outras bases”, disse o ministro Paulo Teixeira. “Nós vamos proceder um novo leilão, não haverá recuo dessa decisão tendo em vista que é necessário que o arroz chegue na mesa do povo brasileiro a um preço justo”, acrescentou.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, algumas empresas que também venceram o leilão são consistentes, entendem que a anulação é necessária e participarão do certame quando ele acontecer novamente. “Todas as medidas serão adotadas, de modernização desse processo, de cautelas que esse leilão deva adotar e, rapidamente, a Conab vai anunciar um novo leilão”, destacou.

O presidente da Conab contou que a companhia não fazia esse modelo de importação via leilão de arroz desde 1987 e que ela foi adotada, exclusivamente, em razão da emergência no Rio Grande do Sul.

“A partir da revelação de quem são as empresas vencedoras começaram os questionamentos se, verdadeiramente, elas teriam capacidade técnica e financeira para honrar os compromissos de um volume expressivo de dinheiro público. Com todas as informações que nós reunimos […] decidimos anular esse leilão e vamos revisitar os mecanismos que são estabelecidos”, reafirmou Pretto.

“A gente não pode, de forma alguma, colocar dinheiro público se tiver qualquer fragilidade ou dúvida de um processo como esse. Nós queremos ter mecanismos que a gente possa dizer com clareza: as empresas que participaram, que deram lance,, que venceram, elas têm capacidade de honrar esse compromisso”, completou o presidente da Conab.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Professores da Ufersa aprovam greve geral em assembleia

Professores da Ufersa aprovam greve geral em assembleia

Decisão atinge todos os campi da instituição

Os professores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) decidiram, em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (4.jun.2024), iniciar uma greve geral. A decisão foi divulgada pela Associação dos Docentes da Ufersa (Adufersa) e aprovada por maioria, com 195 votos a favor, 94 contrários e sete abstenções.

A Adufersa informou que os detalhes sobre o início da paralisação estão sendo discutidos e serão anunciados em breve. A assembleia envolveu todos os quatro campi da Ufersa e deliberou sobre a adesão à greve das universidades federais, que já conta com a participação da UFRN e do IFRN no Rio Grande do Norte.

A greve ocorre em um contexto de insatisfação dos docentes com questões salariais, condições de trabalho e políticas de educação do governo federal. A paralisação pretende pressionar as autoridades a atenderem às demandas da categoria.

Foto: Reprodução/Adufersa

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Protesto de servidores da UFRN causa congestionamento na BR-101

Protesto de servidores da UFRN causa congestionamento na BR-101

O trânsito foi liberado pouco antes das 8h e o grupo iniciou uma passeata pelo campus universitário

Servidores em greve da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizaram uma manifestação nas margens da BR-101, em frente ao campus da instituição, no bairro Candelária, Zona Sul de Natal, nesta segunda-feira (3.jun.2024). Por volta das 7h30, os manifestantes bloquearam a passagem de veículos na marginal da rodovia, causando um grande congestionamento na região. O trânsito foi liberado pouco antes das 8h e o grupo iniciou uma passeata pelo campus universitário.

Os técnicos-administrativos estão em greve há mais de 80 dias, desde 14 de março. Os professores aderiram à paralisação no dia 22 de abril. O movimento reivindica reajuste salarial para 2024 e os próximos anos, além da reestruturação das carreiras e recomposição do orçamento das instituições federais.

Mesmo após um acordo assinado pelo governo com a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) na última segunda-feira (27.mai), os professores da UFRN, parte da federação, não aceitaram o acordo e mantiveram a greve. A proposta também foi rejeitada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).

Foto: Reprodução

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RN teve mais de 84 mil contratos negociados na Faixa 1 do Desenrola

RN teve mais de 84 mil contratos negociados na Faixa 1 do Desenrola

Iniciativa reduz inadimplência e beneficia 45 mil pessoas no Estado a renegociar dívidas

O programa Desenrola, lançado pelo Governo Federal em julho de 2023 para combater a inadimplência decorrente da pandemia de covid-19, beneficiou 45.116 pessoas no Rio Grande do Norte através da Faixa 1. Esta faixa contemplou indivíduos com renda de até dois salários mínimos ou inscritos no CadÚnico, e as negociações foram iniciadas em outubro de 2023.

No estado potiguar, as negociações através do site oficial do Desenrola envolveram um valor original de R$ 235,7 milhões em dívidas, com a participação de 39.744 pessoas. O processo resultou em 84.109 contratos revistos, reduzindo o total devido para R$ 31,5 milhões, dos quais R$ 4,2 milhões foram pagos à vista e o restante parcelado. O estado ficou na 19ª posição em número de contratos negociados na Faixa 1.

Com um alcance nacional, o Desenrola auxiliou 15 milhões de pessoas na renegociação de R$ 53 bilhões em dívidas, diminuindo significativamente a inadimplência entre as populações mais necessitadas. A Faixa 1 do programa registrou adesão de cinco milhões de pessoas, resultando na renegociação de mais de R$ 25 bilhões em débitos. O programa foi encerrado em 20 de maio.

O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, explicou que o programa exigiu um aporte relativamente baixo do governo, de R$ 1,7 bilhão como garantia em caso de inadimplência dos refinanciamentos. Segundo ele, para cada R$ 1 investido, R$ 25 em dívidas foram negociados, beneficiando mais de 600 credores.

“O programa foi um verdadeiro sucesso, por diminuir o endividamento da população mais vulnerável e reduzir o ritmo de crescimento da inadimplência como um todo. Além disso, precisou de aporte relativamente baixo do governo: R$ 1,7 bilhão dado como garantia caso as pessoas não paguem o refinanciamento”, afirmou.

Os estados com maior adesão foram São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que juntos concentraram os maiores valores e volumes de renegociação. São Paulo liderou com 705.890 acordos firmados, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Entre os 5.570 municípios brasileiros, 5.567 participaram do programa. São Paulo foi a cidade com maior quantidade de negociações e valores renegociados, seguida por Rio de Janeiro, Manaus e Brasília. Segundo o Ministério da Fazenda, 52% do público elegível ao programa eram mulheres, e entre os que efetivamente negociaram, o percentual subiu para 56%.

Foto: Divulgação / Ministério da Fazenda

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Governo Federal marca leilão de compra de arroz importado para 6 de junho

Governo Federal marca leilão de compra de arroz importado para 6 de junho

Previsão é que o produto chegue ao consumidor em setembro

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai realizar no dia 6 de junho o primeiro leilão para compra de até 300 mil toneladas de arroz importado, como informou nesta quarta-feira (29) o presidente da Conab, Edegar Pretto.

A medida foi adotada pelo governo federal para reduzir o preço do produto, que chegou a aumentar em até 40% por causa das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional.

De acordo com a Conab, depois do leilão, o cereal deve ser entregue até o dia 8 de setembro. O edital com as regras do leilão foi publicada hoje.

No último dia 20, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou as tarifas de importação para três tipos de arroz. Atualmente, a maior parte das importações de arroz no Brasil vem do próprio Mercosul, sem pagar a taxa. Com isenção definida pela Camex, destacou Edegar Pretto, outros países produtores de arroz poderão participar do leilão nas mesmas condições dos fornecedores do Mercosul.

O presidente da Conab afirmou que, depois do primeiro leilão, o governo irá avaliar se serão necessárias outras rodadas de compra para garantir equilíbrio do preço do alimento no mercado.

“Não queremos que essa compra importada venha competir com nossa produção nacional. Estamos comprando as primeiras 300 mil toneladas. Vamos avaliar como será o comportamento do mercado. Se nós percebermos que essa medida já equilibrou os preços, o governo vai avaliar se há necessidade ou não de fazer um novo leilão”, disse em entrevista à imprensa.

Um medida provisória autoriza a compra de até 1 milhão de toneladas de arroz. Os custos para aquisição são limitados a R$ 1,7 bilhão, previsto em portaria interministerial.

Preço

O produto importado será vendido em uma embalagem específica e a R$ 4 o quilo. Desta forma, o consumidor final pagará, no máximo, R$ 20 pelo pacote de 5kg.

O arroz importado vai ser destinado a pequenos varejistas, mercados de vizinhança, supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos comerciais em regiões metropolitanas, com base em indicadores de insegurança alimentar.

Segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, não há risco de desabastecimento no país. Os produtores alertam para a qualidade do arroz estrangeiro e a manutenção das condições para consumo.

“Quando eu tenho um produto importado branco, pronto para o consumo, exige um cuidado muito grande com a sanidade”, disse o presidente da Fedearroz, Alexandre Velho, à TV Brasil.

O edital prevê que o produto importado deve ter cor, odor e sabor característico de arroz beneficiado polido longo fino tipo1 e proíbe a aquisição de arroz aromático.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Ilustração

Da Agência Brasil

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João Gentil é nomeado superintendente do Iphan no RN

João Gentil é nomeado superintendente do Iphan no RN

Ex-vereador de Mossoró assume comando do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no estado

O ex-vereador de Mossoró, João Gentil, foi oficialmente nomeado como o novo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio Grande do Norte. A nomeação foi realizada pelo Governo Federal e anunciada pela Ministra da Cultura, Margareth Menezes.

João Gentil traz uma experiência em gestão pública. Ele já atuou como secretário de Esporte e Lazer em Natal e como secretário de Meio Ambiente e Urbanismo em Mossoró. Sua trajetória inclui diversas iniciativas voltadas para a preservação ambiental e a promoção da participação juvenil na política.

Como superintendente do Iphan-RN, Gentil terá a responsabilidade de coordenar ações de preservação e promoção do patrimônio cultural do estado. Ele destaca a importância de proteger os bens históricos e artísticos como parte fundamental da identidade cultural do Rio Grande do Norte.

Foto: Edilberto Barros/Câmara Municipal de Mossoró

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Ministro diz que programa de passagens aéreas acessíveis será lançado em junho

Ministro diz que programa de passagens aéreas acessíveis será lançado em junho

Programa beneficiará aposentados e bolsistas do Prouni; alertas sobre golpes em andamento

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (22.mai.2024), que o programa Voa Brasil, destinado a oferecer passagens aéreas acessíveis, deve ser lançado em junho. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, ele explicou que o lançamento foi adiado devido às enchentes no Rio Grande do Sul.

“Estamos finalizando os detalhes com a Casa Civil. Estávamos prontos para apresentar o programa, mas focamos nossos esforços no atendimento emergencial ao Rio Grande do Sul. Esperamos retomar a discussão e finalizar o programa em junho”, afirmou Costa Filho.

O programa, anunciado desde o ano passado, beneficiará aposentados do INSS que ganham até dois salários mínimos e bolsistas do Prouni, alcançando cerca de 22 milhões de brasileiros.

Durante a entrevista, o ministro alertou sobre golpes envolvendo o Voa Brasil. “O programa ainda não foi lançado. Não estamos fazendo cadastros nem solicitando pagamentos. Qualquer anúncio de venda de passagens é fake news”, disse, orientando a população a denunciar tentativas de golpe pelos canais oficiais: Fala BR, ouvidoria do Ministério dos Portos e Aeroportos, e telefone.

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília/Ilustração

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GPA, dono do Pão de Açúcar e Extra, pede recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bi RN confirma 2º caso de superfungo Candida auris e investiga falha em limpeza hospitalar Caso Vorcaro: As mensagens secretas com Moraes e a transferência para presídio federal Influenciadora Simone Maniçoba morre após procedimento estético Enem 2025: inscrições começam em 26 de maio e provas serão aplicadas em novembro Prefeitura divulga programação do São João de Natal 2025 com shows em toda a cidade