Carro fabricado em 2010 não estava na lista inicial da coluna Mobilidade em Pauta e reforça denúncia sobre frota irregular na Grande Natal
Nesta quinta-feira (11 de setembro), a coluna Mobilidade em Foco recebeu informações de que o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), órgão gestor de transporte do Estado, apreendeu mais um veículo do transporte alternativo em circulação irregular. Trata-se do 1.E1.47, da linha Regomoleiro/Centro, fabricado em 2010.
O carro teria sido flagrado durante fiscalização e, assim como o caso anterior denunciado pela coluna, circulava em desacordo com o Decreto nº 27.045/2017, que define a idade máxima da frota intermunicipal.
Não estava na lista inicial
O 1.E1.47 não integrava a lista de veículos irregulares inicialmente divulgada pela coluna Mobilidade em Pauta, o que amplia ainda mais a quantidade de alternativos que não atendem aos critérios de idade máxima.
Isso indica que a frota em circulação fora da lei pode ser ainda maior do que o levantamento inicial apontava.
Critérios descumpridos
Pelas regras do decreto, veículos de maior porte podem operar por até 13 anos. O carro em questão, fabricado em 2010, já ultrapassa esse limite e, por consequência, não poderia ter sido aprovado em vistoria.
A constatação reforça outro ponto: todos os veículos fabricados antes de 2012 possivelmente estão circulando sem ordem de serviço, já que o DER/RN não pode conceder vistoria válida a eles.
Pelo menos 20 veículos nessa situação
De acordo com levantamento atualizado da coluna, pelo menos 20 veículos alternativos fabricados antes de 2012 seguem circulando diariamente na Região Metropolitana de Natal.
Na prática, esses carros operam de forma clandestina, sem vistoria, sem ordem de serviço e colocando passageiros em risco – uma vez que o DER/RN não pode conceder a vistoria e consequentemente sua Ordem de Serviço Operacional (OSO).
Fragilidade do sistema
A apreensão do 1.E1.47 expõe novamente a fragilidade do sistema de transporte intermunicipal: veículos acima do limite legal seguem rodando livremente, sem fiscalização preventiva. Quando a fiscalização age, é apenas após sucessivas denúncias.
Se apenas dois casos já resultaram em apreensões em menos de uma semana, quantos outros veículos permanecem circulando em condições semelhantes?
Foto: Divulgação
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Fiscalização confirma irregularidades em carro com mais de 13 anos de uso, denunciado pela coluna, que seguia circulando sem ordem de serviço
A denúncia virou ação
O que era apontado por esta coluna como uma grave irregularidade se confirmou na prática. Nesta sexta-feira, 5 de setembro, um dos veículos denunciados – o 1.E1.10, da linha S1 (São Gonçalo/Natal/Centro) — foi apreendido pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN).
Veículo foi recolhido ao pátio do DER/RN, no bairro de Lagoa Nova, em Natal
A apreensão ocorreu após sucessivas denúncias sobre falhas mecânicas e quebras recorrentes do veículo, amplamente relatadas por passageiros. O órgão estadual realizou fiscalização no carro e constatou aquilo que já havia sido exposto: o veículo, fabricado há mais de 13 anos, seguia operando em desconformidade com o Decreto nº 27.045/2017, que regula a vida útil da frota intermunicipal.
Irregularidades confirmadas
De acordo com informações obtidas, o 1.E1.10 circulava sem a devida Ordem de Serviço emitida pelo DER/RN, o que o colocava em situação de clandestinidade. Além disso, a vistoria revelou problemas estruturais graves, que comprometiam a segurança dos passageiros.
A irregularidade não é um caso isolado. Levantamento recente da coluna apontou que 23 veículos fabricados antes de 2012 seguem em operação na Grande Natal, contrariando as regras de idade máxima previstas em decreto e, em muitos casos, sem vistoria atualizada.
O que diz a lei
O decreto estabelece que:
Veículos com capacidade superior a 25 lugares têm vida útil de 13 anos;
Veículos menores devem ser retirados de circulação após 10 anos;
Excepcionalmente, até 30% da frota pode ultrapassar esse prazo, mas sem exceder 18 anos de fabricação.
No caso do carro apreendido, tanto a idade quanto a falta de documentação mostraram que a operação era completamente irregular.
Passageiros em risco diário
A situação do 1.E1.10 é apenas a ponta do iceberg de um problema estrutural. Enquanto passageiros se arriscam diariamente em veículos com mais de uma década de uso, sem manutenção preventiva adequada e sem vistoria válida, o DER/RN segue demonstrando fragilidade em seu papel de fiscalização.
A apreensão do veículo só ocorreu após intensa pressão e denúncias sucessivas — prova de que, sem cobrança, irregularidades continuariam passando despercebidas.
Reflexão necessária
O episódio expõe a precariedade de um sistema que deveria oferecer segurança e qualidade mínima ao usuário. Se um único veículo denunciado já apresentava tantas falhas, quantos outros seguem circulando, colocando vidas em risco?
O transporte intermunicipal da Região Metropolitana de Natal, que atende milhares de passageiros todos os dias, continua operando em terreno frágil: parte da frota é irregular, parte roda sem vistoria, e a fiscalização só age quando pressionada.
O caso da linha S1 não é exceção – é retrato de uma realidade que precisa de enfrentamento urgente. Aguardemos…
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Falta de fiscalização coloca em risco passageiros e expõe fragilidade do transporte alternativo no RN
O transporte intermunicipal da Região Metropolitana de Natal, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), enfrenta um cenário preocupante: veículos com mais de uma década de uso continuam circulando sem fiscalização adequada, em flagrante desrespeito às regras estabelecidas pelo próprio órgão.
De acordo com levantamento realizado pela coluna MOBILIDADE EM PAUTA, pelo menos 23 veículos fabricados antes de 2012 seguem em operação no sistema de transporte alternativo da Grande Natal. A questão é que essas unidades, na prática, não deveriam sequer estar em circulação, já que extrapolam a vida útil definida pelo Decreto Nº 27.045, de 21 de junho de 2017, que regula o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros (STIP/RN).
O tema veio à tona após a Prefeitura de Natal ter realizado um processo de recadastramento e fiscalização dos permissionários do transporte opcional da capital. Na ocasião, 95 permissões foram cassadas por falta de recadastramento no órgão municipal que cuida do trânsito e transporte, a STTU.
O que diz a lei – e o que acontece na prática
O decreto é claro:
Veículos com capacidade superior a 25 lugares têm vida útil de 13 anos;
Veículos menores devem ser retirados após 10 anos de uso;
Em caráter excepcional, até 30% da frota pode ultrapassar esse prazo, mas não podem ter mais de 18 anos de fabricação.
Na teoria, essa regra deveria garantir a renovação contínua da frota e mais segurança aos passageiros. Na prática, o que se vê é exatamente o contrário: veículos de mais de 13 anos continuam operando sem vistoria e, portanto, sem ordem de serviço, o que os coloca automaticamente na clandestinidade.
Cabe destacar que, no caso do transporte opcional, cada permissão é uma única empresa (microempresa, na prática; o permissionário é o responsável daquela operação), portanto, não cabendo a questão dos 30% de frota com idade superior, se fosse o caso. Esta regra só se aplica às empresas que atuam no serviço de transporte regular.
Vistorias que não saem do papel
Outro ponto crítico está no artigo 58 do decreto, que estabelece prazos rígidos para vistorias:
Veículos dentro da vida útil: validade anual;
Veículos acima da vida útil: validade de apenas seis meses.
Ou seja, os veículos mais velhos deveriam passar por fiscalização mais frequente. Contudo, a realidade é que essas inspeções simplesmente não acontecem. Os veículos seguem rodando sem certificado válido, expondo milhares de passageiros a riscos diários.
Quais são os veículos?
O levantamento inicial realizado pela coluna identificou os seguintes veículos do transporte alternativo intermunicipal da Região Metropolitana em operação fabricados há mais de 13 anos – e possivelmente circulando sem a devida Ordem de Serviço:
Linha C1 (Parnamirim/Natal, via Arena das Dunas)
1.E2.23.1 – Fabricado em 2011 1.E2.28.1 – Fabricado em 2011
Linha L1 – Coophab/Rodoviária
1.E2.1.1 – Fabricado em 2011 1.E2.28 – Fabricado em 2010
Linha L2 – Coophab/Centro
1.E2.1.2 – Fabricado em 2010 1.E2.2.2 – Fabricado em 2010 1.E2.8 – Fabricado em 2011 1.E2.30 – Fabricado em 2011 1.E2.33 – Fabricado em 2011 1.E2.35 – Fabricado em 2011
Linha S1 – São Gonçalo/Natal/Centro
1.E1.10 – Fabricado em 2010 1.E1.11 – Fabricado em 2011 1.E1.50 – Fabricado em 2010
Linha Jardim Petrópolis/Centro
1.E1.42 – Fabricado em 2012 1.E1.44 – Fabricado em 2011
Linha Tabatinga/Natal
1.E2.6 – Fabricado em 2011 1.E2.37 – Fabricado em 2011
Linha São José de Mipibu/Natal
1.E2.5 – Fabricado em 2011
Linha Genipabu/Natal/Mirassol
1.E1.63 – Fabricado em 2008
Linha Genipabu/Natal/Centro
1.E1.62 – Fabricado em 2010
Linha Ceará-Mirim/Natal/Centro
1.E1.02 – Fabricado em 2012 1.E1.55 – Fabricado em 2011
Linha Pitangui/Natal/Centro
1.E1.64 – Fabricado em 2011
Passageiros em risco e o silêncio do DER
Seja pela falta de manutenção preventiva, pela idade avançada da frota ou pela ausência de vistoria, a situação revela uma fragilidade que vai muito além da questão burocrática. Estamos falando de segurança viária e de vidas humanas.
Ao permitir a circulação de veículos fora dos parâmetros legais, o DER/RN ignora não apenas o próprio decreto que criou, mas também o dever de garantir qualidade mínima ao transporte intermunicipal.
Um sistema que precisa de respostas
A Grande Natal concentra grande parte da demanda do transporte intermunicipal do estado. Com municípios como Parnamirim, Macaíba, Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante integrados a Natal, milhares de passageiros dependem diariamente do sistema. Mas como justificar que veículos fabricados antes de 2012 ainda estejam em operação?
Mais grave: se os veículos não passam por vistoria, não possuem ordem de serviço, e portanto são clandestinos. Nesse caso, a pergunta que fica é: quem controla, de fato, a segurança do transporte alternativo na Região Metropolitana de Natal?
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Frota municipal inclui veículos fabricados em 1998, 2000 e 2001, evidenciando um sistema precário e distante das exigências mínimas de segurança; Ações de recadastramento, como a realizada em Natal, mostram o quanto Parnamirim precisa repensar seu transporte público
A recente convocação da Prefeitura de Natal para o recadastramento dos permissionários do transporte opcional expôs um problema que não se restringe à capital: a precariedade do sistema em cidades vizinhas. Em Parnamirim, a terceira maior cidade do Rio Grande do Norte, a situação é ainda mais preocupante. Enquanto Natal busca atualizar informações e reforçar o controle sobre sua frota, Parnamirim segue permitindo que vans fabricadas em 1998 circulem diariamente, transportando milhares de passageiros.
O dado revela muito mais do que simples desatualização: mostra uma realidade de descaso com a segurança e com a qualidade do serviço prestado. Um levantamento realizado pela coluna MOBILIDADE EM PAUTA com 30 veículos em operação no sistema municipal de transporte, mostra que estão em operações carros de 1998, 2000, 2001, 2003 e 2004 ainda rodando. Isso significa que passageiros continuam sendo transportados em veículos com mais de 20 anos de uso.
O dado revela não apenas a falta de renovação, mas também a ausência de critérios claros e rígidos de segurança e manutenção exigidos pela prefeitura.
O recadastramento resolve?
Em Natal, a convocação para atualização dos permissionários trouxe à tona o debate sobre legalidade, controle e condições dos veículos. Mas, no caso de Parnamirim, os desafios parecem ainda maiores. Mesmo que o recadastramento seja realizado, de que forma a gestão municipal pretende lidar com veículos que, em muitos casos, ultrapassam qualquer expectativa razoável de vida útil?
Transportar passageiros exige requisitos mínimos de segurança – como freios em bom estado, manutenção preventiva e estrutura adequada. Veículos com mais de duas décadas em circulação, em grande parte vans adaptadas, dificilmente atendem a esses parâmetros.
Além disso, Parnamirim, como terceira maior cidade do RN, tem uma demanda crescente por transporte público eficiente, já que sua população ultrapassa 280 mil habitantes e mantém forte integração com Natal. A precariedade da frota não impacta apenas a segurança, mas também a qualidade do serviço, que deveria oferecer conforto e previsibilidade aos usuários.
A urgência de uma política pública clara
Diante desse cenário, não basta apenas atualizar cadastros. É preciso que a prefeitura estabeleça critérios objetivos para renovação da frota, impondo limites de idade dos veículos, exigindo manutenção regular e fiscalizando efetivamente os permissionários. Sem essas medidas, o recadastramento corre o risco de ser apenas uma formalidade burocrática, incapaz de alterar a realidade enfrentada diariamente por milhares de passageiros.
O debate, portanto, precisa ir além da convocação para regularização. É hora de Parnamirim enfrentar o problema estrutural do seu sistema de transporte e assumir o compromisso de oferecer segurança, qualidade e dignidade a quem depende dele.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Coluna Mobilidade em Pauta apurou que apenas 9 das autorizações cassadas estavam em operação; as demais estavam inativas há até 20 anos
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira (1º), a Portaria nº 123/2025, determinando a cassação definitiva de 95 permissões do transporte público opcional em Natal. A decisão tem como base o descumprimento da etapa de vistoria veicular e atualização cadastral prevista na operação “Rodar Legal Não é Opcional”.
Segundo levantamento da coluna Mobilidade em Pauta, apenas 9 das permissões cassadas estavam efetivamente em operação atualmente. As demais já estavam inativas, algumas há dois anos, outras há até duas décadas.
A operação foi lançada em junho deste ano com o objetivo de assegurar maior segurança, legalidade e qualidade no serviço prestado. Todos os operadores foram convocados a realizar agendamento eletrônico para vistoria e atualização documental. O prazo inicial foi de 60 dias, a partir de 10 de junho.
Durante o processo, a STTU prorrogou em mais 10 dias o prazo, em razão da greve dos servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN), que dificultou a emissão de documentos. O novo limite passou a ser 20 de agosto.
Apesar da prorrogação, muitos permissionários não compareceram dentro do prazo estabelecido, resultando na perda definitiva do direito de operação. De acordo com a portaria, os veículos vinculados às autorizações cassadas não podem mais circular como transporte opcional em Natal.
Programa de recadastramento
A primeira convocação oficial ocorreu em 10 de junho, com a publicação da Portaria nº 0100/2025. A STTU determinou que todos os permissionários deveriam realizar a vistoria veicular e a atualização cadastral obrigatória, exclusivamente mediante agendamento eletrônico pela plataforma Natal Digital.
As inspeções foram realizadas nos dias 26 e 27 de junho e 4 e 5 de julho, sempre das 8h às 14h, em locais informados no ato do agendamento. A secretaria organizou cinco equipes, cada uma formada por dois vistoriadores e um analista de documentos, com capacidade para atender até 24 veículos por dia.
Ainda conforme a portaria, o não comparecimento injustificado acarretaria a suspensão imediata da permissão de operação, o que posteriormente evoluiu para a cassação definitiva das autorizações.
Impactos da medida
A decisão da STTU representa a retirada formal de 95 autorizações do sistema do transporte opcional. Na prática, no entanto, o impacto imediato sobre os usuários tende a ser limitado, já que a maioria dos veículos não estava circulando. Apenas 9 dos permissionários ainda mantinham a operação regular.
Com isso, a medida atinge principalmente permissões inativas, algumas sem uso há até 20 anos, que permaneciam formalmente registradas, mas sem atendimento efetivo à população.
A ação faz parte do esforço do município em regularizar o sistema e garantir que apenas veículos em condições legais e devidamente cadastrados possam atender passageiros.
Foto: Arquivo/Ilustração/POR DENTRO DO RN
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Enquanto a STTU reorganiza pontos para melhorar a mobilidade, o DER não informa empresas intermunicipais e causa prejuízos ao trânsito
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) anunciou a unificação das paradas de ônibus municipais e intermunicipais em Potilândia, zona Sul de Natal, como parte de um esforço para melhorar o tráfego e oferecer mais conforto aos passageiros. A medida, que teve início no último dia 18 de agosto, incorporou dois pontos intermunicipais da BR-101 Sul, no sentido Petrópolis, às paradas urbanas que já contavam com abrigos e sinalização.
Com a mudança, a parada em frente ao 7º Cartório foi integrada ao ponto urbano “7º Cartório | S263”, localizado após o supermercado Nordestão. Já a parada próxima à passarela de Potilândia passou a ser incorporada à parada “Potilândia | S272”, antiga estação de transferência. Essas alterações permitiram que passageiros de linhas intermunicipais utilizem estruturas com cobertura e proteção, algo inexistente nos antigos pontos, que não ofereciam condições adequadas de espera.
Foto: Ilustração
Ambas as paradas intermunicipais não dispunham de qualquer estrutura – havia apenas uma placa em postes indicando a parada intermunicipal. Diferente das paradas municipais, que contam com estrutura de abrigo para que os passageiros poderem esperar seus ônibus com mais conforto.
De acordo com informações apuradas pela coluna MOBILDADE EM FOCO, apesar da iniciativa da STTU, que buscou organizar e racionalizar o uso da via, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) não comunicou oficialmente às empresas intermunicipais sobre a mudança. A ausência dessa informação mantém motoristas realizando paradas nos antigos pontos, onde, como já destacado neste texto, não há abrigos, e contribui para o aumento dos congestionamentos na região, especialmente em Potilândia, que tem registrado fluxo intenso de veículos para o acesso ao viaduto do 4° centenário.
A BR-101, especialmente no trecho de Potilândia, é um dos principais corredores viários da capital potiguar, recebendo diariamente intenso fluxo de veículos particulares, ônibus urbanos e intermunicipais. A falta de integração entre os órgãos responsáveis gera impacto direto no trânsito, principalmente em horários de pico, quando ônibus param em locais sem estrutura, interrompendo a fluidez da via.
A medida da STTU demonstra que a integração de paradas pode ser positiva para a mobilidade urbana, ao oferecer maior conforto aos usuários e reduzir pontos de conflito no tráfego. Contudo, a inércia do DER em comunicar oficialmente às empresas intermunicipais mantém a sobreposição de paradas e dificulta a efetividade da mudança.
A falta de alinhamento entre órgãos estaduais e municipais reforça a necessidade de coordenação para que as ações voltadas à mobilidade tenham efeito real na melhoria do trânsito em Natal. Enquanto a STTU sinalizou e organizou os pontos, a ausência de medidas do DER impede que os motoristas de ônibus intermunicipais se adaptem às novas regras, prolongando os prejuízos à fluidez da BR-101.
Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
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RED Canids escolhe a LEVIATAN e esquenta os playoffs da LTA Sul 2025, enquanto FURIA, LOUD, paiN e Vivo Keyd Stars se preparam para batalhas decisivas.
Se você acha que emoção é só na final da Champions League, é porque não viu os playoffs da LTA Sul 2025. Aqui, cada partida é um “vale a vida” digital, e os times entram no Rift como se fosse a última ranked antes do reset. Depois das quedas dramáticas de Fluxo W7M e Isurus Gaming, a disputa ficou ainda mais insana. E adivinha? A RED Canids resolveu apimentar as coisas com uma escolha que promete treta das boas.
A Matilha não quis saber de jogo fácil (se é que isso existe nessa fase) e escolheu enfrentar a LEVIATAN, que vem mordida depois de eliminar a Isurus. Essa decisão não só define o destino da RED, mas também mexe com o tabuleiro dos outros gigantes: FURIA, LOUD, paiN Gaming e Vivo Keyd Stars.
Playoffs da LTA Sul 2025
Anota aí os horários porque esse fim de semana vai ser maratona de emoção:
Sexta (29), 13h: FURIA x LOUD – duelo de titãs para abrir os trabalhos. Sábado (30), 13h: LEVIATAN x RED Canids – a escolha da Matilha vai dar bom ou vai virar meme? Domingo (31), 13h: paiN Gaming x Vivo Keyd Stars – confronto da Chave Superior, valendo vaga na final (e um pouco de paz no coração da torcida). Lembrando: quem perder no domingo não dá adeus ainda, mas vai ter que suar no caminho da repescagem. Ou seja, drama garantido.
Se você piscou, perdeu. A LTA Sul 2025 está mostrando que playoff bom é aquele que deixa a gente sem voz no domingo à noite. Então prepara o café, ajusta a cadeira gamer e segura a emoção, porque esse fim de semana promete highlight atrás de highlight. E aí, qual é o seu palpite: a Matilha vai uivar ou vai ser silenciada pelos monstros da LEVIATAN?
Três times brasileiros estreiam no torneio com direito a confronto nacional, madrugadas gamer e muito CS2 de alto nível
Brasileiros se Enfrentam na Estreia do BLAST Open 2025
A estreia brasileira no BLAST Open London 2025 promete emoções logo de cara: FURIA e Legacy, duas das principais equipes do país, se enfrentam já na primeira rodada do Grupo B, nesta quinta-feira (28), às 14h30 (horário de Brasília). E não para por aí — a Imperial também entra em ação no mesmo dia, às 7h, contra a europeia MOUZ. Com isso, os três representantes nacionais já chegam com tudo no primeiro dia de campeonato.
O torneio, que acontece em Londres e distribui uma premiação total de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,6 milhão), reúne grandes nomes do cenário internacional de Counter-Strike 2. Dividido em dois grupos, o formato é de eliminação dupla, com todas as partidas disputadas em séries melhor de três (md3). Os três melhores times de cada grupo avançam para a fase principal, marcada para os dias 5 a 7 de setembro.
No Grupo B, além das brasileiras FURIA, Legacy e Imperial, estão gigantes como G2, Liquid, Spirit, FlyQuest e MOUZ. Já o Grupo A conta com pesos-pesados como Vitality, FaZe, NAVI e FNATIC, além de M80, GamerLegion, Virtus.pro e ECSTATIC. Ou seja, o caminho até o troféu será duro — e cada mapa pode fazer a diferença.
BLAST Open 2025
O confronto entre FURIA e Legacy é especialmente simbólico. Ambas carregam histórias distintas no cenário nacional: FURIA, com sua trajetória consolidada e presença constante em grandes torneios internacionais, encara a Legacy, que vem ganhando espaço e respeito com uma proposta ousada e renovada. É o tipo de duelo que não só testa o nível técnico, mas também revela o momento psicológico das equipes.
Como colunista e apaixonado por e-sports, vejo esse início com brasileiros se enfrentando como um reflexo da força e da profundidade do nosso cenário. É claro que preferíamos vê-los avançando sem se eliminar mutuamente, mas esse tipo de embate também mostra que o Brasil está bem representado — e que temos talento suficiente para ocupar várias vagas entre os melhores do mundo.
Fica a expectativa: quem sairá na frente? E mais importante — quem conseguirá manter o ritmo até Londres em setembro? O BLAST Open London 2025 está só começando, e já promete ser um dos torneios mais emocionantes do segundo semestre.
A cada hora, hospital público do RN atende um motociclista vítima de colisão — o transporte por aplicativo de moto cresce, mas a impunidade e o risco seguem impunes
No primeiro semestre de 2025, o Hospital Walfredo Gurgel, principal hospital público do Rio Grande do Norte, registrou 4.329 atendimentos de motociclistas vítimas de colisões de trânsito. Em média, quase um paciente por hora foi internado por trauma causado por acidentes com motocicleta.
Esse número superou os atendimentos por AVC e quedas, que tradicionalmente lideravam o ranking de internações no estado. O custo social e econômico foi estimado em R$ 30 milhões, incluindo internação, procedimentos cirúrgicos, reabilitação e órteses.
“O Walfredo virou a linha de frente do trauma no estado. A raiz do problema está fora do hospital. Gastamos para reparar os danos da insegurança em vez de prevenir”, afirmou Geraldo Neto, gestor da unidade do hospital.
O perfil da tragédia
Um levantamento interno com 153 pacientes feridos revelou:
78% eram os pilotos das motocicletas;
57,1% sem habilitação no momento do acidente;
36,4% não usavam capacete;
59% estavam de sandálias ou descalços, contribuindo para fraturas graves nos membros inferiores.
A combinação de condutores sem proteção e com ausência de formação, pobreza do modelo de mobilidade urbana e falta de supervisão institucional compõem o cenário mortal que permeia a atividade informal — especialmente a dos motofretistas e passageiros em apps.
O crescimento da modalidade informal
Com o transporte coletivo público deficitário em Natal e na região metropolitana — composta com uma realidade de itinerários incompletos, superlotação, atrasos —, usuários buscam nas motocicletas por aplicativos uma alternativa rápida, em especial trabalhadores, mulheres que evitam caminhar à noite e moradores de bairros mal conectados.
Dados em São Paulo mostram que 72% da população apoia o serviço, por considerá-lo mais rápido (80%) e viável para chegar mais seguro (74%). No entanto, no RN, esse crescimento ocorre sem qualquer tipo de regulamentação.
Regulação pendente e debate nacional
A Lei 12.009/2009, que regula o mototaxista no Brasil, exige habilitação com mínimo de dois anos, uso de colete, capacete e treinamento. Aplicativos, porém, ignoram essas determinações.
Durante audiência na Câmara dos Deputados, puderam-se ouvir críticas contundentes:
“Aplicativos contratam trabalhadores sem verificar habilitação. Muitos têm contas fake e sem preparo para exercer a atividade”, disse Alessandro Sorriso, representante da categoria.
O deputado Yury do Paredão (MDB-CE) apresentou o PL 379/2025, propondo regulamentação para estabelecer treinamento mínimo, remuneração decente e controle efetivo da atividade.
Em São Paulo, enfrentamento judicial ocorre desde que a prefeitura editou decreto proibindo a modalidade. As empresas alegam respaldo legal com base na Lei 13.640/2018, mas autoridades locais apontam risco à saúde pública frente às quase 500 mortes em acidentes envolvendo motocicletas no último ano em SP.
No Rio Grande do Norte, Natal continua sem regulamentação para transporte por moto por aplicativo ou mototáxi. A Câmara Municipal de Natal discute revogar essa proibição, mas ainda não há projeto formal em tramitação.
O Conselho Estadual de Trânsito (CET‑RN) classificou a atividade como irregular, mas não sediou medidas de fiscalização sistemática. A coluna tentou contato com o presidente Harinson Almeida, sem sucesso até o momento.
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste – FETRONOR, Eudo Laranjeiras, reforçou o tom de alerta:
“Essa notícia é estarrecedora! Tivemos mais de 1.300 internações em seis meses. Isso representa um caos e um custo altíssimo ao Estado. É urgente (a necessidade de) capacitar esses trabalhadores e coibir a operação clandestina, que não tem respaldo nem proteção ao usuário.”
Laranjeiras ressaltou que, em Natal, a Lei Orgânica impede a figura do mototáxi — o que, na prática, reforça a informalidade dos serviços e sua incompatibilidade com padrões de segurança e direitos trabalhistas.
O custo da informalidade
Crescimento de acidentes:
2021 — 1.139 sinistros
2022 — 1.253
2024 — 1.472
61% das mortes no trânsito no RN envolvem motocicletas
A frota de motos (41,4%) superou a de automóveis (40,6%) no estado
No país, 38,6% das mortes no trânsito ocorrem com motociclistas, e a taxa de mortalidade cresceu 12,5% entre 2022 e 2023.
Os números revelam que o transporte por moto, se não for regulado com urgência, deixa um rastro de vítimas e consumo de recursos públicos sem retorno — além da angústia das famílias afetadas.
O paradoxo do transporte coletivo
Enquanto isso, Natal e Região Metropolitana patinam com ônibus antigos, itinerários mal planejados que não atendem a população de forma satisfatória e pouca de renovação da frota. A precariedade do coletivo impulsiona a explosão de alternativas informais, mas repete o mesmo padrão de operação sem controle nem garantia.
Até cidades com maior densidade como São Paulo registram crescimento da modalidade informal, mas investem em debates públicos e regulação. No RN, prevalece o vácuo institucional, o silêncio e o risco contínuo.
Custos cada vez maiores… e insegurança também!
A explosão dos apps de moto para passageiros no RN representa mais que conveniência — é a expressão de ineficácia da gestão do transporte coletivo pelas gestões municipais e estadual, e da omissão regulatória. O modelo informal trouxe risco individual e coletivo, sem segurança, sem direitos e sem fiscalização.
Até que o Estado se organize, preferencialmente proibindo o transporte de passageiros ou ao menos regule e organize as atividades, quem paga o preço mais alto são os motociclistas e passageiros feridos, seus familiares e o sistema público de saúde.
Foto: PRF/Divulgação / Arquivo/POR DENTRO DO RN
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
A cidade do Rio de Janeiro se prepara para implementar uma nova etapa na modernização do transporte público com o lançamento de sua segunda licitação do sistema de ônibus, prevista para ser iniciada em abril de 2026. Enquanto isso, Natal, capital do Rio Grande do Norte, segue sem sequer realizar sua primeira licitação para o sistema de transporte coletivo, apesar de décadas de promessas e discussões.
A disparidade entre os dois municípios não se resume ao calendário de implementação. O que se observa é um abismo administrativo e estrutural entre capitais brasileiras que decidiram enfrentar os gargalos históricos da mobilidade urbana e aquelas que seguem em compasso de espera. Em meio a uma crise generalizada no setor, o caso natalense ilustra uma paralisia institucional que compromete a qualidade de vida de milhares de usuários que dependem do transporte coletivo diariamente.
Rio acelera processo e se antecipa a 2028
Na terça-feira, 22 de julho de 2025, o Rio de Janeiro lançou o edital de consulta pública da nova licitação para reestruturar o sistema de ônibus municipal. A ação dá início à reformulação completa do transporte coletivo carioca, com uma série de inovações que incluem frota 100% acessível, com ar-condicionado, detector de fadiga, aviso sonoro de parada, tecnologia embarcada e até carregadores USB para os passageiros.
O novo modelo foi antecipado em virtude de um acordo judicial firmado com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e os consórcios operadores. A primeira fase, que atenderá a região de Campo Grande e Santa Cruz, deve ser implantada até abril de 2026. A previsão é que toda a cidade esteja operando sob o novo regime até agosto de 2028, encerrando os contratos vigentes.
A remuneração das empresas será feita por quilômetro rodado e indicadores de desempenho, substituindo o modelo ultrapassado baseado apenas na quantidade de passageiros. A mudança representa um esforço para reduzir a precarização do serviço e fomentar investimentos em frota e qualidade. A prefeitura carioca ainda planeja construir garagens públicas para permitir a entrada de novos operadores e facilitar a concorrência.
Em Natal, o tempo passa, mas o edital não sai
Enquanto isso, Natal ainda patina na modelagem do edital. O processo de licitação, discutido desde o início dos anos 2000, nunca saiu do papel. Desde então, nenhum contrato regular de concessão foi assinado com as empresas operadoras do sistema, que atuam há décadas de forma precária, amparadas por autorizações provisórias e renovadas sucessivamente.
Em entrevista recente ao Diário do RN, o prefeito Paulinho Freire (União Brasil) afirmou que o edital está em fase final de ajustes e deve ser lançado entre setembro e outubro deste ano. Segundo ele, o projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) e promete “mudanças profundas” no sistema, como a inclusão de ônibus com ar-condicionado.
“Estamos finalizando a modelagem da nova licitação com o Tribunal de Contas. A expectativa é que o edital saia entre setembro e outubro”, afirmou o prefeito.
Apesar das promessas, o histórico joga contra a credibilidade das projeções. Desde 2015, ao menos três gestões municipais anunciaram que licitariam o transporte. Nenhuma delas conseguiu tirar o processo do papel. A justificativa atual, mais uma vez, são ajustes técnicos no edital — inclusive após a recomendação do TCE-RN, que, em relatório publicado este ano, apontou inconsistências que poderiam gerar custo adicional de até R$ 286 milhões ao longo da concessão, caso não fossem corrigidas.
Pandemia, aplicativos e evasão de passageiros
Entre as causas apontadas pela Prefeitura para a deterioração do serviço estão a pandemia e a popularização de aplicativos como Uber. Segundo Paulinho Freire, as empresas que operam o transporte coletivo de Natal perderam mais de 50% dos passageiros desde 2002.
Mas especialistas apontam que o problema é estrutural. A ausência de um contrato regular e de metas claras de desempenho faz com que o serviço permaneça sem fiscalização efetiva, enquanto os usuários enfrentam ônibus lotados, com ar-condicionado quebrado, itinerários reduzidos e frota antiga.
Um edital que nunca chega
Em abril de 2025, o secretário adjunto da STTU, Newton Filho, afirmou que os ajustes no edital de licitação estariam prontos até junho. A previsão atual empurrou a publicação para o segundo semestre, o que já é considerado tardio diante do vácuo regulatório histórico que marca o setor.
As alterações no edital foram solicitadas pelo TCE-RN, que recomendou revisão na modelagem contratual, buscando maior eficiência e menor custo público. Segundo o secretário, cerca de 1.800 contribuições foram recebidas durante a consulta pública. A última audiência ocorreu em julho de 2024, na OAB/RN.
Apesar do esforço técnico, ainda não há garantia de que o edital será de fato publicado este ano — e mesmo que seja, ainda restam as etapas de análise jurídica, aprovação legislativa (se necessário), licitação e implantação.
Natal está décadas atrasada
Enquanto capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Saalvador já realizaram ao menos uma licitação completa do transporte público em períodos recentes, Natal permanece num limbo jurídico e operacional. O Rio, mesmo enfrentando escândalos e colapsos operacionais nos últimos anos, saiu na frente: está implementando sua segunda licitação com metas concretas até 2028, enquanto Natal sequer tem data para o início da concorrência pública.
A disparidade se evidencia também na falta de investimentos. No Rio, já foram reativadas cerca de 200 linhas, mil novos ônibus foram integrados à frota, e 800 pontos de parada voltaram a ser atendidos. Em Natal, a redução de linhas e horários é pauta recorrente da população, especialmente nas zonas Norte e Oeste da cidade, onde o transporte é considerado insuficiente e ineficiente.
Usuários reféns de um sistema opaco
A ausência de licitação em Natal impede a definição de indicadores claros de desempenho, metas de atendimento, mecanismos de penalização e incentivos, além de dificultar o controle social. O sistema atual funciona sem clareza sobre os subsídios repassados às empresas, nem mecanismos eficazes de cobrança por resultados.
Além disso, não há exigência formal de renovação de frota, de cumprimento de horários ou de ampliação de linhas, fatores que, em um sistema licitado, poderiam ser negociados contratualmente com previsão de sanções.
Quando a exceção se torna a regra
A ausência de licitação por tempo indefinido transforma a exceção em regra, ao permitir que empresas operem por meio de autorizações precárias. Isso gera um desequilíbrio na relação entre poder público e operadores, em prejuízo da população.
Enquanto o Rio aposta em uma nova rede com contratos de 10 anos, veículos com padrão EURO VI e integração entre modais, Natal ainda opera com frota envelhecida, sem ar-condicionado, com falhas graves na acessibilidade e sem previsão de expansão real do sistema.
E agora?
A cidade de Natal segue aguardando. A cada gestão municipal, uma nova promessa de licitação. A cada audiência, uma nova previsão de data. A cada revisão do edital, mais incerteza.
Enquanto isso, o cidadão natalense continua dependente de um transporte público que não o atende com qualidade, segurança ou conforto. E sem licitação, não há como cobrar compromissos de longo prazo nem exigir contrapartidas dos operadores.
Resta saber: até quando Natal será a exceção em um país que, mesmo entre retrocessos, tenta modernizar sua mobilidade urbana?
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Quem depende do lamentável transporte Interbairros de Parnamirim viveu a apreensão, nesta semana, de uma paralisação por parte dos permissionários que atuam no sistema municipal. Os operadores anunciaram que parariam as atividades na terça-feira, dia 14, alegando um protesto por motivos políticos.
Na prática, a paralisação não se concretizou. Uma imagem compartilhada através de aplicativo de mensagens com um grupo de supostos responsáveis pelo transporte na sede da prefeitura do terceiro maior município do Rio Grande do Norte, anunciava que uma reunião realizada e acordos firmados rendeu o fim da manifestação dos Interbairros.
“Informamos à população e aos nossos colaboradores que, em decorrência de uma reunião realizada no dia de hoje 14/07/2025, com o poder público municipal de Parnamirim, decidimos suspender a paralisação do transporte interbairros. Aguardaremos o cumprimento dos compromissos assumidos, seguimos vigilantes e confiantes na resolução dos pontos discutidos em reunião. Nosso compromisso permanece com a transparência e com a melhoria do transporte para todos”.
Os compromissos assumidos, no entanto, não foram divulgados nem oficialmente, nem extraoficialmente, nem pelos Interbairros, tampouco pela gestão parnamirinense, sob o comando de Nilda Cruz (Solidariedade), prefeita em seu primeiro mandato.
A nota dos permissionários, embora tenha sinalizado uma trégua na crise iminente, não esconde a dura realidade do transporte público interbairros, que ainda enfrenta uma frota obsoleta, veículos fabricados em sua maioria entre os anos de 1998 e 2010, e que, além de não oferecerem segurança, carecem de acessibilidade adequada, afetando especialmente os passageiros com deficiência e idosos.
A problemática da frota velha
A decisão de suspender a paralisação pode ser vista como um sinal de esperança para os usuários, mas a questão da qualidade do serviço segue sendo um problema grave. A frota envelhecida, com veículos que ultrapassam 20 anos de uso, não oferece condições mínimas de conforto, segurança e, principalmente, acessibilidade. Os veículos, que deveriam atender à população de forma eficiente e segura, são apertadas e não possuem as adaptações necessárias para garantir que pessoas com mobilidade reduzida possam se deslocar de forma digna.
O caso vai além e traz uma pergunta simples: é admissível que uma cidade – ainda mais a terceira maior do Estado em população – tenha em sua frota veículos com quase 30 anos de fabricação em operação?
As perguntas subsequentes ligadas diretamente a ela também surgem: como a prefeitura, responsável pela operação, permite que essa operação ocorra? As vistorias e autorização são concedidas?
Procuramos respostas oficiais para as questões, mas não obtivemos retorno da prefeitura de Parnamirim – o espaço segue aberto.
“Os ônibus não atendem o nosso bairro”
Em conversa com uma líder comunitária que preferiu não ser identificada por receio de retaliações, ela apontou que a situação do transporte interbairros em Parnamirim é um reflexo da falta de planejamento e da negligência das autoridades municipais. “Os Interbairros não atendem o nosso bairro, a gente sempre fica esperando, e quando eles vêm, são veículos antigos, apertados, sem conforto algum. Não é justo, a tarifa é cara, e o serviço é péssimo”, desabafou.
Na prática, os Interbairros atendem quando querem, mesmo que o itinerário determine a circulação nas comunidades locais. De acordo com uma investigação realizada pela coluna, além do bairro da líder com quem conversamos que não será exposto, o problema se agrava em pelo menos outras duas regiões: na Cophab/Parque das Árvores/Caminhos do Sol, que fica sem atendimento na linha 3; e em parte de Cajupiranga, pela linha 6.
No caso da linha 3, em inúmeras viagens realizadas, os motoristas nem mesmo justificam os atendimentos não realizados. Às vezes, em horário de maior demanda, é que vão até o local. No caso da linha 6, os motoristas só entram no bairro quando querem.
Um histórico de problemas e um futuro de incertezas
A atual situação do transporte interbairros de Parnamirim levanta uma questão importante sobre a viabilidade do modelo de concessão de serviços para permissionários. “A gente liga para o número de reclamações da prefeitura, quando nos atendem, eles devem anotar alguma coisa… mas não se resolve nada”, afirma a líder comunitária.
A necessidade de um transporte acessível, seguro e eficiente é clara, mas o modelo atual parece estar longe de oferecer soluções adequadas – inclusive no que até mesmo a prefeitura deveria oferecer, em relação ao atendimento das reclamações.
Em um sistema onde a frota é mantida por particulares, muitas vezes a falta de investimentos em renovação e manutenção dos veículos prejudica diretamente a qualidade do serviço prestado à população.
A manutenção de uma frota tão antiga, que não atende aos requisitos básicos de segurança e acessibilidade, aliado à operação que não atende nem mesmo as comunidades na quais deveria em seu itinerário, coloca em xeque a eficácia do sistema de permissionários.
Busca por melhorias e a falta de respostas
A coluna entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Parnamirim para obter mais detalhes sobre as providências que estão sendo tomadas em relação à frota do transporte interbairros, a não operação nas regiões citadas na matéria e sobre o acompanhamento da situação discutida na reunião de 14 de julho. No entanto, até o fechamento desta matéria, não obtivemos retorno da assessoria.
Além disso, a nossa equipe tentou contato com os permissionários do sistema, mas também não obteve resposta. O espaço permanece aberto para que as partes envolvidas possam se manifestar e fornecer mais informações sobre as soluções que estão sendo buscadas para melhorar a qualidade do transporte em Parnamirim.
Fotos: Arquivo
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
O Google anunciou na quinta-feira (10) uma nova funcionalidade de inteligência artificial capaz de transformar fotos em vídeos curtos. O recurso, disponível no aplicativo Gemini AI, permite que usuários com assinatura paga criem vídeos de até oito segundos a partir de uma imagem estática, adicionando movimentos, cenários e efeitos sonoros personalizados.
A novidade, chamada de Veo 3, é acessível apenas para quem possui os planos Google AI Pro (US$ 19,99/mês) ou Ultra (US$ 249,99/mês). A ferramenta representa mais um passo da empresa na disputa tecnológica pela liderança na geração de vídeos com inteligência artificial, em um mercado que já conta com soluções como o Sora, da OpenAI.
Como funciona o novo recurso de vídeo por IA
Para criar um vídeo, o usuário deve selecionar a opção “vídeo” no menu do aplicativo Gemini AI, fazer o upload de uma foto e inserir um prompt com instruções específicas sobre o que deve acontecer na cena. É possível detalhar ações, falas, efeitos sonoros e ambientações.
Por exemplo:
Para fotos de pessoas: pode-se indicar movimentos ou falas (“a pessoa sorri e acena”, “ela corre pela floresta”);
Para paisagens: o usuário pode sugerir eventos inesperados, como uma nave espacial surgindo no céu ou uma tempestade de areia.
Segundo relatos de usuários, a funcionalidade vem sendo usada para dar vida a fotos antigas, criar cenas de ficção científica ou até montar pequenas narrativas com múltiplas imagens.
IA na geração de vídeos: promessas e riscos
O lançamento acontece em meio à crescente popularização de vídeos gerados por inteligência artificial. Com avanços significativos na qualidade das animações, essas ferramentas despertam tanto entusiasmo quanto preocupações.
A tecnologia utiliza algoritmos treinados com vastos conjuntos de dados — imagens, vídeos, textos e áudios — para compor movimentos e sons com base na foto e nas instruções fornecidas. Ainda que os resultados possam apresentar falhas, como dedos extras ou sobreposições irreais, em muitos casos a semelhança com filmagens reais é surpreendente.
Esse potencial, no entanto, levanta questões éticas e jurídicas. Especialistas alertam para os riscos de desinformação, falsificações (deepfakes) e uso indevido de imagens, especialmente em contextos políticos e publicitários.
Exemplos recentes incluem:
Um vídeo falso com celebridades judias reagindo a declarações antissemitas de Ye (nome atual de Kanye West);
Uma propaganda política de 2023 que mostrava Donald Trump tropeçando na palavra “anônimo” — segundo ele, um clipe gerado artificialmente.
Direitos autorais em debate
Além dos riscos de manipulação, a explosão de ferramentas de geração de mídia por IA também gerou tensões com artistas, jornalistas e produtores de conteúdo. Críticos acusam empresas como Google e OpenAI de utilizar obras protegidas por direitos autorais no treinamento de seus modelos, sem autorização dos autores.
Esses conflitos já motivaram processos judiciais em diferentes países, com veículos de imprensa e ilustradores buscando proteger suas criações frente ao uso massivo e não autorizado por plataformas tecnológicas.
Um recurso com potencial criativo e desafios legais
A nova funcionalidade do Gemini AI promete revolucionar a criação audiovisual, democratizando o acesso a ferramentas antes restritas a profissionais da animação e do cinema. Com apenas uma imagem e alguns comandos, qualquer usuário pode montar um vídeo curto com aparência realista.
Por outro lado, o uso da tecnologia exige responsabilidade e regulamentação. É necessário garantir transparência no uso de dados, respeito a direitos autorais e mecanismos para combater conteúdos enganosos ou maliciosos.
Foto: outreachpete.com
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
A NVIDIA anunciou nesta terça-feira (15) a chegada da tecnologia DLSS 4 com Multi Frame Generation a três novos títulos: RoboCop: Rogue City – Unfinished Business, a terceira temporada de Marvel Rivals e a nova atualização de War Thunder. As melhorias prometem acelerar o desempenho gráfico e elevar a qualidade visual dos jogos em placas da linha GeForce RTX.
A seguir, confira os detalhes de cada lançamento e como a tecnologia da NVIDIA impacta a experiência dos jogadores:
RoboCop: Rogue City – Unfinished Business
Ambientado entre os filmes RoboCop 2 e RoboCop 3, o game da Nacon permite que jogadores revivam a Velha Detroit com rostos e cenários clássicos da franquia. Com dublagem original de Peter Weller, o título já era compatível com tecnologias como DLSS Frame Generation, DLSS Super Resolution, DLAA e NVIDIA Reflex desde seu lançamento inicial.
A expansão Unfinished Business, que será lançada em 17 de julho, eleva ainda mais o nível gráfico ao incluir DLSS 4 com Multi Frame Generation. A tecnologia incorpora um novo modelo de inteligência artificial com base em transformadores, potencializando ainda mais as taxas de quadros e a nitidez das imagens, especialmente em placas da série GeForce RTX 50.
Marvel Rivals – Terceira Temporada
Com o início da temporada marcada pelo surgimento de Knull e a chegada da poderosa Jean Grey como personagem jogável, Marvel Rivals também ganha um novo mapa baseado em Klyntar, o planeta simbionte do universo Marvel.
A terceira temporada introduz o DLSS 4 com Multi Frame Generation, que, aliado ao DLSS Super Resolution, é capaz de multiplicar as taxas de quadros em até cinco vezes, segundo a NVIDIA. O suporte ao NVIDIA Reflex também garante redução de até 55% na latência, otimizando a jogabilidade competitiva e fluida, essencial em jogos do gênero.
War Thunder – Atualização Leviathans
Presente entre os 20 jogos mais jogados da semana no Steam, War Thunder se destaca por sua ampla gama de veículos militares detalhadamente recriados. Com a nova atualização intitulada Leviathans, o título da Gaijin Entertainment passa a integrar o DLSS 4 com Multi Frame Generation.
A novidade beneficia especialmente os jogadores com GPUs GeForce RTX Série 50, que poderão alcançar taxas de quadros significativamente superiores. Já os usuários da linha RTX 40 continuam com acesso ao DLSS Frame Generation, com suporte para resoluções elevadas, Ray Tracing e níveis máximos de detalhe.
DLSS 4 com Multi Frame: o que muda?
A sigla DLSS significa Deep Learning Super Sampling – uma tecnologia da NVIDIA baseada em inteligência artificial que melhora a performance e a qualidade de imagem dos jogos, sem exigir tanto poder bruto das GPUs. A versão 4, com Multi Frame Generation, representa um salto significativo, ao utilizar dados de múltiplos quadros anteriores para gerar novos quadros intermediários com mais precisão e fluidez.
Segundo a NVIDIA, a combinação com o novo modelo de IA baseado em transformadores permite uma representação visual ainda mais fiel, beneficiando especialmente títulos com muitos elementos em movimento, como jogos de tiro e ação em ritmo acelerado.
Foto: Divulgação
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
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Quem passa pelo Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante (RN), agora pode contar com uma nova ferramenta digital que promete tornar a experiência no terminal mais fluida e autônoma: um mapa 3D interativo que permite ao passageiro se localizar com facilidade e visualizar rotas internas para lojas, restaurantes, portões de embarque e demais serviços.
A novidade pode ser acessada diretamente de celulares, tablets ou computadores, sem a necessidade de instalar qualquer aplicativo. Basta escanear os QRCodes espalhados pelos painéis digitais do terminal ou acessar o link: https://natal-airport.blumaps.com.br.
Navegação inteligente e integração com painel de voos
Com visualização em três dimensões, o mapa oferece ao visitante uma navegação intuitiva pelos diferentes ambientes do terminal potiguar. O recurso é integrado ao painel de voos do aeroporto, permitindo aos usuários verificar partidas e chegadas em tempo real enquanto localizam áreas específicas de interesse.
Outro diferencial da ferramenta é o suporte multilíngue, que amplia o acesso a turistas de diferentes países e torna o aeroporto ainda mais receptivo a visitantes internacionais.
Solução foi desenvolvida por startup catarinense
O sistema foi desenvolvido pela Blumaps, uma startup de Florianópolis (SC) especializada em soluções digitais de mapeamento interativo. A implementação no terminal potiguar é resultado do Brazilian Welcome Challenge, um programa promovido pela Embratur em parceria com o LinkLab da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia).
A proposta do desafio é identificar e selecionar soluções tecnológicas inovadoras capazes de aprimorar a experiência dos passageiros em aeroportos brasileiros. O Natal Airport foi um dos escolhidos para receber a solução em caráter pioneiro.
Foco em inovação, sustentabilidade e hospitalidade
Além de tornar a circulação nos terminais mais fluida e inteligente, o Brazilian Welcome Challenge também visa fomentar a inovação no setor turístico, a economia criativa e os princípios ESG (ambientais, sociais e de governança) nas iniciativas implementadas.
Para a Embratur, a aplicação de tecnologias como o mapa 3D reforça o compromisso do país com um turismo mais moderno, eficiente e acolhedor. A expectativa é que experiências bem-sucedidas como essa possam ser replicadas em outros aeroportos do país, contribuindo para a construção de ambientes mais amigáveis e conectados com as necessidades dos viajantes.
Como acessar o mapa 3D do Natal Airport:
Utilize seu celular, tablet ou computador com acesso à internet
Escaneie um dos QRCodes disponíveis nos painéis digitais do aeroporto
Navegue em 3D pelo terminal, localize serviços e acompanhe os voos
Principais funcionalidades do novo serviço:
Visualização 3D dos espaços internos do aeroporto
Roteirização personalizada até lojas, restaurantes, banheiros e portões
Integração com o painel de voos (partidas e chegadas em tempo real)
Acesso direto via navegador, sem necessidade de app
Suporte multilíngue
Foto: Danilo Bezerra
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Permissionários do sistema de transporte interbairros de Parnamirim anunciaram paralisação sem prazo para terminar a partir de terça-feira, 15 de julho de 2025. Em nota distribuída via aplicativos de mensagem, o grupo afirma que a paralisação é um protesto por motivos políticos.
Histórico da manifestação
A manifestação foi precedida de uma reunião com a prefeita Nilda Cruz (Solidariedade) no dia 20 de junho, na qual os permissionários disseram ter recebido garantias de que não haveria mudanças prejudiciais ao sistema atual. Porém, segundo a mensagem divulgada, as articulações políticas continuaram, levando à decisão de paralisar as atividades.
O comunicado ressalta que cada veículo fará a primeira viagem do dia para garantir o deslocamento de trabalhadores, mas a partir das 7h30 do dia 15, o serviço estará suspenso por tempo indeterminado.
Frota antiga com mais de 20 anos em operação
Embora a paralisação tenha motivação política declarada, a situação evidencia um problema mais estrutural e que afeta diretamente a população: a frota utilizada no transporte interbairros de Parnamirim inclui veículos velhos – um deles fabricado em 2001, com mais de 20 anos de uso.
Essas vans, ainda em operação, não atendem aos padrões atuais de acessibilidade, como espaço adequado para cadeirantes ou dispositivos de auxílio para pessoas com mobilidade reduzida.
Além da acessibilidade comprometida, a idade avançada dos veículos levanta preocupações sobre segurança viária e conforto dos passageiros. Sem sistemas de climatização modernos, com bancos desgastados e problemas de manutenção mais frequentes, o transporte interbairros tem se mantido em funcionamento mesmo sem atender parâmetros mínimos esperados para transporte coletivo regular.
Tarifa cara sem garantia de qualidade
Atualmente, a tarifa cobrada pelo transporte interbairros em Parnamirim é de R$ 4,00 por passageiro nas linhas 1, 2 (quando operava), 3, 4 e 5, e de R$ 5 na linha 6. Apesar do valor, não há padrão mínimo de qualidade assegurado ao usuário.
O contraste entre o preço da passagem e as condições oferecidas nos veículos torna ainda mais relevante o debate sobre a regulamentação do serviço, que opera de forma permissionada, com – suposta – fiscalização municipal.
Em um momento em que políticas públicas visam garantir inclusão e mobilidade para toda a população, incluindo pessoas com deficiência ou idosos, manter uma frota antiga sem adaptações e sem renovação efetiva cria barreiras ao direito de ir e vir, além de expor passageiros a riscos de segurança.
Suposto risco de monopólio
Na nota distribuída à população, os permissionários afirmam que a paralisação é necessária para “lutar pela continuidade e melhoria da qualidade na prestação do serviço” e protestar contra as supostas articulações para criação de um monopólio no transporte de Parnamirim.
Segurança e manutenção da frota
A longevidade dos veículos — com parte deles ultrapassando 20 anos de uso — também traz preocupações relacionadas à segurança veicular.
Com o envelhecimento da frota, surgem falhas mecânicas mais frequentes, desgaste estrutural e a necessidade de manutenção constante para evitar acidentes.
Sem renovação, o risco de falhas em sistemas essenciais como freios, suspensão ou iluminação aumenta, colocando em xeque a segurança dos passageiros e dos demais usuários das vias.
Papel do poder público municipal
A prefeitura de Parnamirim, por meio de sua Secretaria de Mobilidade Urbana, é responsável por fiscalizar o serviço permissionado, verificar as condições de operação e garantir o cumprimento das normas de transporte coletivo urbano.
Além disso, cabe ao município promover processos de concessão ou autorização de transporte que atendam aos requisitos legais de segurança, conforto e acessibilidade, além de garantir a modicidade tarifária — o equilíbrio entre preço cobrado e qualidade entregue.
A paralisação anunciada evidencia a necessidade de discussão pública mais ampla sobre a política de transporte municipal em Parnamirim, incluindo a definição de padrões mínimos de frota e o planejamento para sua renovação.
Impacto para os usuários
Com a paralisação sem prazo para terminar, trabalhadores e estudantes que dependem do transporte interbairros podem enfrentar dificuldades adicionais para se locomover entre bairros de Parnamirim.
Mesmo antes da greve, esses usuários já lidavam com viagens em veículos antigos, sem acessibilidade e conforto, o que se torna ainda mais problemático considerando a tarifa de R$ 4,00.
O anúncio de paralisação destaca não apenas uma disputa política, mas um quadro de precarização que se arrasta há anos sem solução efetiva.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Requalificação promovida pela Prefeitura alcança todas as regiões e traz padrão de acessibilidade, mas desafios persistem: estacionamento irregular, árvores não integradas ao passeio e desconexão entre projetos de diferentes épocas
Desde 2024, a Prefeitura do Natal vem executando um projeto de requalificação de calçadas em todas as regiões da cidade. A ação tem como objetivo garantir mais mobilidade, acessibilidade e segurança para pedestres, cadeirantes e pessoas com deficiência visual.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), o projeto alcançou 72% do cronograma previsto ainda em meados de 2024. Foram previstas melhorias em cerca de 70 km de passeios públicos com investimentos na casa dos R$ 30 milhões.
O plano inclui superfície regular, firme e antiderrapante, instalação de piso tátil direcional e de alerta, sinalização adequada e rebaixamentos em esquinas e faixas de pedestres. As calçadas requalificadas têm a meta de atender às normas de acessibilidade vigentes, prevendo uma faixa livre contínua e segura para o deslocamento de quem caminha pela cidade.
A Prefeitura afirma que as intervenções foram distribuídas em três zonas de trabalho – azul, roxa e amarela – envolvendo bairros como Lagoa Nova, Tirol, Lagoa Seca, além de corredores estruturantes como as avenidas Hermes da Fonseca, Antônio Basílio, Prudente de Morais, Salgado Filho, Amintas Barros, Xavier da Silveira, Jaguarari, entre outras vias importantes.
Posteriormente, intervenções também foram feitas nas demais regiões da cidade, englobando – mesmo que pontualmente – obras de requalificação em diversos bairros da capital, como Planalto, Quintas, Ribeira, Cidade Alta, KM-6 e Igapó.
Segundo a gestão municipal, as obras integram o novo Plano Diretor de Natal, que regulamenta rotas acessíveis como parte das políticas de mobilidade urbana. A ideia é garantir o direito de ir e vir de todos, removendo obstáculos históricos que impediam o uso seguro e inclusivo das calçadas.
Novas calçadas, velhos problemas: veículos estacionados seguem ocupando o passeio
Apesar do investimento em acessibilidade, os desafios para garantir o uso correto das calçadas permanecem. Mesmo nos trechos reformados e padronizados, é comum ver veículos estacionados sobre o passeio público.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) define claramente, no Artigo 181, Inciso VIII, que estacionar sobre calçadas é infração grave, sujeita a multa e remoção do veículo. A penalidade prevê 5 pontos na carteira de habilitação e multa no valor de R$ 195,23. Além disso, o veículo pode ser guinchado para um pátio público caso não seja retirado imediatamente.
Natal aplicou mais de 1.300 multas este ano
Em Natal, segundo dados oficiais da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), foram lavrados 1.385 autos de infração por estacionamento no passeio público entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2025.
Newton Filho, secretário adjunto de Trânsito de Natal, explicou que a fiscalização é diária e contínua:
“A STTU mantém uma operação diária de fiscalização para coibir o estacionamento irregular sobre os passeios públicos. Essa ação é permanente e busca garantir que as calçadas estejam sempre livres para o trânsito seguro de pedestres.”
A gestão municipal também lançou a campanha educativa “Vamos Estacionar Certo”, voltada para motoristas e comerciantes, com foco em sensibilizar sobre a importância de manter a faixa livre para pedestres. A ideia é fortalecer uma cultura de respeito à acessibilidade e reduzir infrações reincidentes.
Impacto sobre pessoas com deficiência
Para a promotora Rebeca Monte Nunes Bezerra, que atua no Ministério Público do Rio Grande do Norte na área de direitos da pessoa com deficiência e do idoso, a questão já é antiga e foi judicializada.
Em ação civil pública, o Ministério Público obteve decisão judicial determinando que a Prefeitura garantisse calçadas acessíveis. Porém, segundo a promotora, o município recorreu, e o caso tramita nos tribunais superiores.
Mesmo com avanços nas obras, a promotora destaca que a fiscalização contra estacionamentos irregulares precisa ser intensificada:
“A gente precisa fazer um trabalho junto à STTU para que seja intensificadas as multas […] pois às vezes até existe a dimensão correta para a parada do veículo, mas esses veículos também param avançando na faixa livre do pedestre, o que não se pode admitir.”
A promotora lembra que a faixa livre deve ter no mínimo 1,5 metro de largura — em casos excepcionais, 1,20 metro, e em situações excepcionalíssimas, 0,90 metro, com autorização da Prefeitura. O desrespeito a esse espaço prejudica especialmente pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Árvores antigas e desníveis prevalecem
Outro problema recorrente, mesmo em trechos onde houve obras de requalificação, são os obstáculos deixados por árvores antigas. Em algumas áreas, a execução não contemplou solução integrada, resultando em passeios interrompidos e obrigando pedestres a caminhar na rua.
Na Avenida Prudente de Morais, por exemplo, próximo à sede da Oi, é possível ver o padrão de calçada interrompido por grandes árvores que não receberam readequação para garantir a continuidade da faixa livre.
Sobre esse tema, Newton Filho, da STTU, esclareceu que a gestão de áreas verdes é responsabilidade da SEMSUR e da SEMURB:
“A STTU atua de forma integrada com esses órgãos, sempre que há necessidade de intervenções que conciliem acessibilidade com preservação ambiental.”
Problema semelhante ocorre na Praça das Flores, com a raiz de uma árvore sobrepondo o passeio público.
O problema aponta para a necessidade de planejamento intersetorial, para que obras de mobilidade também contemplem o manejo ambiental, garantindo soluções técnicas que preservem a vegetação sem criar barreiras arquitetônicas.
Falta de integração entre projetos antigos e atuais
Outro ponto identificado por usuários e relatado ao Ministério Público é a falta de integração entre projetos de calçadas feitos em diferentes momentos.
As calçadas padronizadas construídas para a Copa do Mundo de 2014, como nas esquinas da Avenida Senador Salgado Filho, possuem um padrão distinto daquele adotado nas novas obras de 2024, como na Avenida Amintas Barros.
Essa diferença de especificações resultou em desníveis ou batentes perceptíveis nos pontos de transição, afetando a acessibilidade. Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida encontram dificuldade ao se deparar com mudanças bruscas de altura ou piso.
O secretário adjunto de Trânsito destacou que a responsabilidade por obras de infraestrutura é da SEINFRA, enquanto a SEMURB fiscaliza construções fora dos padrões. Já a STTU acompanha os projetos para garantir que contemplem requisitos de acessibilidade:
“A STTU acompanha e colabora com esses órgãos para garantir que os projetos urbanos contemplem a acessibilidade como prioridade.”
Responsabilidades compartilhadas e o papel do cidadão
O Código de Trânsito Brasileiro não apenas pune quem estaciona irregularmente sobre calçadas, mas estabelece que o poder público deve garantir infraestrutura segura e acessível para todos os cidadãos.
A Prefeitura de Natal defende que está investindo em mudanças estruturais para corrigir déficits históricos em acessibilidade. O projeto de requalificação busca superar anos de abandono dos passeios públicos, com previsão de 70 km de calçadas remodeladas e integração ao novo Plano Diretor.
Porém, a aplicação do projeto depende de fiscalização constante, educação para o trânsito e articulação entre diferentes secretarias municipais.
A promotora Rebeca Bezerra reforçou que a responsabilidade também passa por cada motorista:
“O particular é que precisa se conscientizar. […] Se o cidadão joga o carro em cima de uma calçada e sai, ele precisa realmente ser multado, e até removido esse veículo com guincho.”
Ela explica que, para um estacionamento ser permitido, é necessário que ele tenha sinalização vertical e horizontal, devidamente regulamentada pela autoridade de trânsito. Parar em calçadas sem essa regulamentação é infração de trânsito.
Avanços e desafios
A requalificação das calçadas em Natal avança com investimentos significativos e já modificou trechos importantes em todas as regiões da cidade. Para além da infraestrutura, no entanto, o uso efetivo dessas calçadas depende de mudança de comportamento dos motoristas, ações educativas e fiscalização contínua.
O projeto visa garantir um direito básico: a mobilidade segura e acessível para todos. Mas segue encontrando barreiras que vão desde o estacionamento irregular até a falta de integração entre projetos de diferentes períodos e a necessidade de conciliação entre obras urbanas e preservação ambiental.
Fotos: Arquivo/Mobilidade em Pauta / Divulgação/STTU / Alex Régis/Prefeitura de Natal / Arquivo/Prefeitura de Natal
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
O transporte intermunicipal de passageiros no Rio Grande do Norte deverá operar com frota reduzida de 30% a partir da próxima terça-feira, 15 de julho. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do RN (SINTRO/RN) publicou neste sábado (12) um edital informando a deflagração de greve por tempo indeterminado, após o prazo legal de 72 horas previsto pela Lei nº 7.783, de 29 de junho de 1989.
A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria. No comunicado, o SINTRO/RN informa que a paralisação decorre do impasse nas negociações com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SETRANS) e com a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR). Segundo o sindicato, não houve aceitação das reivindicações relativas ao dissídio econômico e às cláusulas sociais da data-base 2025/2026.
A greve no transporte intermunicipal acontece cerca de um mês após paralisação semelhante realizada pelos motoristas do transporte urbano de Natal. Na ocasião, o movimento paralisou linhas da capital potiguar por um dia, afetando milhares de passageiros que dependem dos ônibus para deslocamentos diários. Após a paralisação, um acordo foi firmado após conciliação na Justiça do Trabalho.
Diferentemente da greve ocorrida em junho, que teve impacto restrito ao sistema urbano de Natal, a paralisação anunciada agora atinge linhas intermunicipais e inclui linhas como Nova Parnamirim, Eucaliptos, Golandim, Jardim Petrópolis, entre outras. São rotas que conectam Natal a municípios da Região Metropolitana e de outras regiões do estado.
O edital divulgado pelo SINTRO/RN detalha que a paralisação abrange motoristas e demais trabalhadores dos serviços regulares intermunicipais e de fretamento, afetando linhas operadas por diferentes empresas autorizadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RN).
Segundo o sindicato, a proposta patronal não contemplou as demandas salariais e sociais apresentadas pela categoria para o período da nova data-base. O impasse levou à decisão de greve por tempo indeterminado, caso não haja reabertura de negociações antes do prazo final.
A greve intermunicipal poderá, inclusive, repetir o cenário observado em junho, com a paralisação total do sistema de transporte, mesmo havendo determinação da operação de 30% conforme a lei de greve. Diferentemente do transporte urbano, cuja regulação é municipal, o transporte intermunicipal envolve linhas sob regulação do DER/RN, que ainda não se manifestou sobre a paralisação.
Além do impacto para usuários que se deslocam diariamente entre Natal e municípios da Grande Natal, como Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, a paralisação deverá afetar ligações com cidades de outras regiões, incluindo linhas para o interior do estado.
O edital de greve divulgado pelo SINTRO/RN é assinado por Antônio Júnior da Silva, presidente da entidade.
Com o prazo legal de 72 horas contado a partir de sábado (12), a paralisação está prevista para ter início na terça-feira (15), caso não haja acordo entre as partes até lá.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Um Boeing 747-8I da companhia aérea Lufthansa precisou realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na tarde desta terça-feira (8). A aeronave, de matrícula D-ABYM, declarou “Mayday” — código internacional de socorro — após uma longa jornada marcada por desvios e órbitas devido a condições meteorológicas adversas na Argentina.
O jato partiu de Frankfurt, na Alemanha, com destino a Buenos Aires (voo LH-510), mas foi impedido de pousar no Aeroporto Internacional de Ezeiza por conta da intensa neblina que afetou a capital argentina. Por volta das 6h20 da manhã, quando se aproximava do destino, a aeronave entrou em órbita por cerca de 20 minutos, sem sucesso na tentativa de aterrissagem.
Diante da persistência da baixa visibilidade, os pilotos optaram por alternar o destino para Assunção, no Paraguai, onde pousaram aproximadamente uma hora e vinte minutos depois. Após cerca de uma hora no solo paraguaio, a aeronave decolou novamente em direção a Buenos Aires.
No entanto, mais uma vez, a neblina comprometeu as operações na capital argentina. O Boeing 747 precisou realizar novas órbitas nas proximidades do aeroporto, sem possibilidade de aproximação segura. Sem alternativas viáveis e com o tempo de jornada da tripulação se esgotando, os pilotos decidiram seguir para Guarulhos.
Emergência declarada a caminho do Brasil Durante a aproximação do aeroporto paulista, os comandantes do Jumbo Jet declararam “Mayday” — o mais alto grau de urgência na aviação — e solicitaram prioridade de pouso. A declaração de emergência mobilizou imediatamente equipes de bombeiros, posicionadas nas proximidades da pista conforme os protocolos internacionais de segurança aérea.
O pouso foi realizado em segurança pouco depois das 13h. Imagens da chegada da aeronave podem ser vistas nos canais especializados em aviação “SBGR Live” e “Aviação Guarulhos JPD”, retrocedendo as transmissões até o horário da aproximação.
Logo após o pouso, o controlador da Torre Guarulhos questionou os pilotos sobre o motivo da emergência. A resposta foi clara: “crew fatigue and fuel shortage”, ou seja, fadiga da tripulação e baixo nível de combustível. A aeronave operava nos limites do tempo regulamentar de trabalho da equipe a bordo e do combustível remanescente, o que justificou a prioridade absoluta de pouso.
Meteorologia adversa impacta voos em Buenos Aires As complicações enfrentadas pelo voo LH-510 foram resultado de um cenário climático desfavorável que afetou a região metropolitana de Buenos Aires na manhã desta terça. Uma espessa camada de neblina reduziu significativamente a visibilidade, inviabilizando pousos e decolagens em Ezeiza e levando ao desvio de vários voos internacionais e domésticos.
A Lufthansa ainda não emitiu nota oficial detalhando os procedimentos adotados após o pouso em Guarulhos, nem o destino dos passageiros que deveriam ter desembarcado em Buenos Aires. Não houve feridos, e a operação foi considerada bem-sucedida pelas autoridades aeroportuárias brasileiras.
Histórico e capacidade da aeronave O Boeing 747-8I é o maior avião de passageiros da frota da Lufthansa e um dos maiores em operação no mundo. Com capacidade para mais de 360 passageiros, o modelo é conhecido por seu alcance intercontinental e por operar em rotas de longa distância como Frankfurt–Buenos Aires.
A matrícula D-ABYM está entre as unidades mais modernas da versão 747-8I. Incidentes envolvendo este tipo de aeronave são raros, e a condução do voo reforça a importância da atuação coordenada entre pilotos, controladores de tráfego aéreo e equipes de emergência.
Foto: Oliver.holzbauer
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
A realização do 2° Fórum de Relacionamento com Clientes promovido pela empresa Trampolim da Vitória em Natal no último sábado (5) serviu como espaço para discutir demandas e propor encaminhamentos para o transporte público intermunicipal no Rio Grande do Norte. Um dos resultados do encontro foi a sugestão apresentada por representantes comunitários para organizar a próxima edição do fórum com participação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e de gestores públicos municipais e estaduais.
O evento ocorreu no SEST SENAT Natal, reunindo lideranças comunitárias das regiões atendidas pela empresa. Durante o fórum, os participantes relataram demandas específicas sobre o serviço, destacaram necessidades de ajustes em horários e linhas, e apresentaram sugestões para melhoria da comunicação com a operadora.
A proposta de incluir o MPRN e gestores públicos nos próximos encontros foi levantada com o objetivo de ampliar o diálogo sobre o transporte intermunicipal, criando um ambiente que permita não apenas ouvir usuários e empresa, mas também envolver representantes do poder público com responsabilidade sobre o planejamento, regulação e fiscalização do serviço.
Na prática, a ideia é realizar uma edição ampliada do fórum, com a participação de promotores do Ministério Público – através das promotorias de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba – e secretarias responsáveis pela mobilidade e transporte nos municípios diretamente atendidos pelas linhas da Trampolim da Vitória.
Os participantes sugeriram convidar representantes de órgãos municipais de transporte de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, além de integrantes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER/RN) – órgão que integra a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN) – que coordena o transporte intermunicipal no âmbito estadual.
A justificativa apresentada por líderes comunitários é que o transporte público intermunicipal envolve múltiplos atores e instâncias de decisão, o que exige coordenação entre empresa operadora, prefeituras e Governo do Estado. Eles ressaltaram que problemas como horários insuficientes, sobrecarga de linhas, infraestrutura de paradas e integração tarifária não podem ser solucionados apenas com o diálogo bilateral entre empresa e usuários.
O fórum da Trampolim da Vitória tem caráter periódico e faz parte de um programa de escuta ativa implementado pela empresa para manter canal aberto com usuários. A direção da empresa destacou que esses encontros permitem mapear problemas e discutir soluções de forma direta com quem utiliza o serviço diariamente. A abertura para sugestões foi um dos pontos enfatizados.
Sobre a demanda de realizar um fórum com participação do MPRN e gestores públicos, os participantes defenderam que, com a presença do Ministério Público, o fórum ganharia caráter mais amplo de articulação social, permitindo que as demandas dos usuários cheguem formalmente às instâncias responsáveis por definir políticas de transporte, planejamento urbano e fiscalização do serviço.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN
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Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Dois educadores da rede pública estadual do Rio Grande do Norte estão entre os concorrentes do Prêmio Jabuti 2025, o mais tradicional prêmio literário do Brasil. Com obras que refletem a realidade e os desafios vividos nas escolas públicas, os professores Késsia Pessoa e José Osório de Lima Filho levaram suas experiências para o universo literário e agora disputam nas categorias Educação e Biografia e Reportagem, respectivamente.
A força da escola pública contada por quem vive a transformação
Gestora da Escola Estadual 4 de Março, localizada em Canguaretama, a professora Késsia Pessoa é autora do livro “Uma escola que sente: narrativas reunidas”, inscrito na categoria Educação. Na obra, ela compartilha a trajetória de reinvenção da escola, que passou de uma unidade ameaçada de fechamento por baixa procura para uma referência no município.
“Construímos a escola junto com a comunidade, daí o sentimento de pertencimento. A diferença da escola é o trabalho em equipe”, conta Késsia, que liderou um processo de escuta ativa, elaboração de plano de ação estratégico e envolvimento direto dos professores e das famílias. “Quero que as pessoas acreditem, de fato, na Educação. É uma luta que todos devem assumir.”
A transformação é visível nos números: a escola saltou de apenas 50 estudantes matriculados para quase 400. O trabalho rendeu prêmios, como a vitória na Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef), além de reconhecimento internacional, com visitas da Unesco e Unicef. O Ministério da Educação também reconheceu o destaque da unidade e a convidou para representar o RN em evento nacional.
Um relato impactante sobre saúde mental
Já o professor mediador de leitura José Osório de Lima Filho, da Escola Estadual de Tempo Integral Professor Antônio Dantas, em Apodi, concorre na categoria Biografia e Reportagem com a obra “A Morte Social do Indivíduo – A história nua e crua de um esquizofrênico sofredor”, publicada pela Editora Paruna Libres (SP).
Com base em uma história real, o livro traz uma profunda reflexão sobre os impactos da esquizofrenia e da exclusão social no Brasil. “É uma obra que mostra uma anamnese e uma catarse, demonstrando como ocorreu o processo de superação e, consequentemente, de conquista”, afirma o autor.
Natural de Apodi, Osório é graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), especialista em História do Brasil pela Universidade Cândido Mendes (RJ), além de professor de karatê e faixa preta da Associação Shoto Tigre de Karatê (ASTK). “Fiquei emocionado e confiante com a notícia que meu trabalho tinha sido indicado”, destacou.
Reconhecimento da rede estadual de ensino
A indicação dos dois professores foi celebrada pela secretária de Estado da Educação, Socorro Batista. Para ela, o feito representa não apenas a valorização de educadores potiguares, mas a comprovação do papel transformador da escola pública.
“Ver nossos professores concorrendo ao Prêmio Jabuti é um marco histórico para a educação do Rio Grande do Norte. São histórias reais, escritas com coragem e vividas na sala de aula. Isso mostra que a escola pública transforma vidas, inclusive a dos próprios educadores. Estamos muito orgulhosos”, afirmou a gestora.
Caminho até a final do Prêmio Jabuti
A próxima etapa do Prêmio Jabuti será a divulgação da lista de semifinalistas, feita pela Câmara Brasileira do Livro. Caso avancem, os professores potiguares estarão entre os convidados do evento final, que reúne os principais nomes da literatura nacional em uma cerimônia de prestígio no cenário cultural brasileiro.
A presença de obras sobre educação e saúde mental entre os indicados à premiação mais importante da literatura brasileira reforça o poder da escrita como ferramenta de denúncia, transformação e esperança. Os relatos de Késsia e Osório representam não apenas conquistas individuais, mas o reconhecimento de um trabalho coletivo que transforma comunidades inteiras a partir da escola pública.
Foto: Ilana Brajterman/ASSECOM/SEEC
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
O processo seletivo para o curso de extensão Pilotos do Semiárido, promovido por meio de uma parceria entre a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), continua suspenso por tempo indeterminado. A medida permanece em vigor enquanto a ANAC realiza a validação das informações auditadas pela universidade, que concluiu sua reanálise dos dados dos candidatos no último dia 13 de junho.
Motivo da suspensão
A suspensão foi inicialmente anunciada em abril, após a identificação da necessidade de verificação minuciosa das inscrições feitas para o curso. A decisão conjunta das instituições teve como objetivo garantir a legalidade, a transparência e a isonomia de todo o processo seletivo, aspectos fundamentais para a credibilidade da iniciativa.
Na ocasião, previa-se que a reavaliação fosse concluída até o fim de maio. No entanto, o prazo precisou ser estendido, em razão da complexidade dos dados analisados e do caráter sigiloso das informações envolvidas. A extensão do cronograma foi considerada necessária para assegurar um exame rigoroso e criterioso das candidaturas.
Etapas da auditoria
A responsabilidade pela primeira etapa da auditoria coube à Ufersa, que ficou encarregada de reavaliar os dados submetidos pelos candidatos. Essa fase já foi concluída, segundo comunicado recente da instituição. Agora, os dados auditados foram encaminhados à ANAC, que terá a tarefa de validar as informações e deliberar sobre os próximos passos do processo seletivo.
A expectativa é que, após a análise da agência, sejam definidas eventuais correções, complementações ou validações necessárias para garantir a lisura da seleção. Só então será possível definir a reabertura do processo e a retomada das atividades do curso.
Curso voltado ao Semiárido
O curso Pilotos do Semiárido tem como foco principal a formação de novos pilotos oriundos da região semiárida brasileira. Trata-se de uma iniciativa de cunho social e educacional, que visa ampliar o acesso à aviação civil por meio de políticas públicas inclusivas e de interiorização da formação técnica especializada.
A proposta conta com o envolvimento direto da ANAC e da Ufersa, ambas comprometidas em oferecer uma capacitação de qualidade e com critérios equitativos de seleção. A suspensão temporária do processo, segundo ambas as instituições, é uma medida de cautela para assegurar que todos os candidatos tenham seus direitos resguardados e que o processo ocorra com absoluta legalidade.
Comunicações oficiais
Até o momento, não há previsão para a reabertura do processo seletivo. A ANAC reforçou que quaisquer atualizações sobre o curso Pilotos do Semiárido serão divulgadas exclusivamente por meio dos canais oficiais da agência e da Ufersa.
Candidatos e demais interessados devem acompanhar regularmente os sites e perfis institucionais para se manterem informados sobre eventuais comunicados, novas datas ou orientações futuras.
Foto: jbgeronimi
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
A Avenida Omar O’Grady, popularmente conhecida como prolongamento da Prudente de Morais, enfrenta há meses um problema persistente de falta de iluminação pública em seu canteiro central. A situação se estende por um trecho importante da via, entre a Avenida da Integração e a Avenida dos Xavantes – se acentuando entre o trechos que vai do Parque da Cidade à rotatória com a Av. dos Xavantes. A ausência de luz nos postes centrais transforma a avenida em um ponto de preocupação constante para quem precisa trafegar por ali diariamente.
A via é um dos principais corredores de ligação da Zona Sul de Natal, conectando diversos bairros e municípios vizinhos. Além disso, abriga o Hospital Municipal de Natal, cuja estrutura física foi inaugurada em dezembro de 2024, mas permanece sem atendimento efetivo. Em meio à promessa de melhoria na infraestrutura urbana e de saúde, a avenida segue às escuras, dificultando a mobilidade e aumentando a sensação de insegurança entre motoristas, ciclistas, pedestres e passageiros do transporte público.
Quem transita pela via relata preocupação com assaltos e crimes patrimoniais no período noturno. Em entrevista à coluna MOBILIDADE EM PAUTA, o vendedor ambulante Carlos Henrique, 42 anos, relatou o receio que sente ao percorrer o trecho: “Eu passo por aqui todo dia depois das 19h, voltando do trabalho. É tudo escuro”. Ele, que trafega na via de bicicleta, afirmou também que evita transitar sozinho e tenta sempre se juntar a outros ciclistas para reduzir os riscos.
A insegurança atinge também quem utiliza o transporte público. A estudante universitária Maria Eduarda Silva depende das únicas duas linhas de ônibus que circulam pela avenida, 24 e 33A. Para ela, a espera nos pontos sem iluminação gera medo constante: “A gente fica vulnerável. Não tem como saber se tem alguém escondido perto do ponto. Já ouvi histórias de colegas que foram assaltadas aqui. Não tem segurança nenhuma”.
Além da escuridão, motoristas apontam a dificuldade de visualizar pedestres, ciclistas e obstáculos na pista à noite, o que amplia os riscos de acidentes.
Prefeitura promete resolução em até 45 dias
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) informou, por meio de nota oficial, que está em andamento um trabalho de reforço na iluminação pública da avenida. Segundo a pasta, foram instalados novos postes circulares e será feita a escavação dos dutos para a passagem da fiação elétrica. A previsão divulgada pela secretaria é que o serviço seja finalizado em até 45 dias, normalizando o funcionamento dos pontos de luz.
A importância da Avenida Omar O’Grady para a mobilidade urbana de Natal está evidenciada em seu uso diário por milhares de motoristas e usuários do transporte público. A via integra rotas metropolitanas que ligam a capital a municípios vizinhos, além de concentrar condomínios residenciais, áreas comerciais e instituições de saúde. Em razão disso, a iluminação pública é considerada fundamental para garantir não apenas a fluidez do tráfego, mas também a segurança dos cidadãos.
Buracos também afetam a via
Paralelamente ao problema da iluminação, a avenida também sofre com deficiências em seu pavimento. Trechos com buracos e rachaduras são apontados por motoristas como outro fator de risco à segurança viária. A manutenção do asfalto é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), órgão do governo estadual. Usuários da via reclamam que não há sinalização efetiva para alertar sobre as condições da pista, exigindo manobras bruscas e redução excessiva de velocidade.
Moradores e trabalhadores da região cobram soluções efetivas e integradas do poder público para os problemas enfrentados. O quadro atual de escuridão, somado à condição do asfalto, compromete a mobilidade e aumenta o temor de quem depende diariamente da Avenida Omar O’Grady.
Não conseguimos contato com o DER/RN para abordar o tema. O espaço segue aberto para resposta pelo órgão.
Fotos: Reprodução/MOBILIDADE EM PAUTA
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
A presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho, recomendou cautela aos pesquisadores brasileiros com destino aos Estados Unidos. Segundo ela, diante do cenário de incerteza na concessão de vistos estudantis, é prudente que os bolsistas considerem alternativas de destino.
“O que eu estou dizendo para as pessoas que me procuram, que têm bolsa aprovada, é: procurem outro país, porque é possível trocar de país antes de ir”, afirmou Denise durante o Fórum de Academias de Ciências do Brics, realizado no Rio de Janeiro.
Embora ainda não tenha sido registrado nenhum caso de visto negado a bolsistas da Capes, a presidente alertou que muitos estudantes têm embarque previsto para setembro, e que a real dimensão do problema será conhecida até agosto.
“Nem eles, nem a própria embaixada sabem dizer o que vai acontecer”, completou.
Endurecimento nas regras para vistos nos EUA
As preocupações têm origem em medidas adotadas desde a gestão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde então, as exigências para concessão de vistos a estrangeiros aumentaram. Entre as normas mais controversas está a necessidade de manter perfis em redes sociais abertos à análise do governo americano, além de episódios como a tentativa de impedir a Universidade de Harvard de matricular estudantes estrangeiros.
Essa rigidez nas políticas migratórias impacta diretamente programas de mobilidade acadêmica como os oferecidos pela Capes, que investe fortemente na internacionalização da ciência brasileira.
Cooperação científica internacional
Denise destacou que a cooperação internacional é uma das principais estratégias da Capes para o avanço da ciência brasileira. Em 2024, foram firmados mais de 700 projetos com 61 países parceiros. As iniciativas permitiram a mobilidade de quase 9 mil pesquisadores brasileiros e a recepção de cerca de 1,2 mil estrangeiros no Brasil.
A presidente defendeu que esse intercâmbio internacional é fundamental para ampliar a produção científica e fomentar a inovação. No entanto, ela reforça a importância de buscar novos parceiros diante da instabilidade na relação com os Estados Unidos.
Desigualdades regionais na pós-graduação
Além das questões internacionais, Denise Pires de Carvalho apresentou um panorama da pós-graduação no Brasil e chamou atenção para as desigualdades regionais ainda persistentes.
Nos últimos 20 anos, o número de cursos de mestrado e doutorado mais que dobrou, passando de cerca de 3 mil, em 2004, para mais de 7 mil em 2023. Apesar do avanço, a distribuição desses programas é desigual: dos 4.859 programas atualmente existentes, quase 41% estão na Região Sudeste, enquanto a Região Norte concentra apenas 289 cursos.
Veja a distribuição por região:
Sudeste: 1.987 programas
Sul: 991 programas
Nordeste: 975 programas
Centro-Oeste: 407 programas
Norte: 289 programas
Para a presidente da Capes, superar essas assimetrias é essencial para o Brasil alcançar um novo patamar de desenvolvimento.
“O Brasil só vai conseguir ser um país de alta renda como um todo se ele caminhar como o Chile caminhou. Ter um percentual maior de pessoas com educação superior aptas a entrar no mestrado e no doutorado”, afirmou. “Há uma relação direta entre desenvolvimento econômico e ciência e tecnologia. A China melhorou muito seu Produto Interno Bruto porque investiu em ciência e tecnologia”.
Estratégias para reduzir desigualdades
Entre as ações implementadas pela Capes para combater as disparidades regionais, está a reformulação das regras para concessão de bolsas de pós-doutorado. Agora, além dos programas com notas 6 e 7 (considerados de excelência), também são contemplados os cursos com nota 5 localizados na Região Norte e em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
“Os cursos de nota 5 já são consolidados, portanto são cursos excelentes, que só não receberam nota maior porque não são internacionais ainda”, justificou Denise. “Essa bolsa de pós-doutorado é a chance de fixar esse pesquisador nessa cidade e desenvolver ainda mais esse programa”.
A medida visa promover a fixação de talentos em regiões historicamente desassistidas, contribuindo para o fortalecimento dos programas de pós-graduação e para a descentralização da produção científica no país.
Foto: greger.ravik
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados realiza na próxima terça-feira (1º), às 14h, no plenário 8, uma audiência pública para discutir denúncias de possível combinação de preços por parte das companhias aéreas Gol e Latam. O debate foi proposto pelos deputados Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e Daniel Almeida (PCdoB-BA), e será realizado em formato interativo, com a participação do público por meio de perguntas enviadas online.
Cade é pressionado a avançar na investigação
Um dos principais focos da audiência é a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que analisa as práticas comerciais das companhias aéreas. Segundo o deputado Aureo Ribeiro, denúncias encaminhadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Cade em novembro de 2023 apontam indícios de alinhamento de preços entre Gol e Latam em rotas de alta demanda desde 2019.
Ainda conforme o parlamentar, o Cade chegou a rejeitar a abertura de um inquérito sob a justificativa de falta de provas suficientes. No entanto, reportagens divulgadas pela Folha de S.Paulo em 2024 revelaram que o órgão estaria utilizando uma ferramenta de inteligência artificial para organizar e analisar os dados de passagens vendidas pelas empresas.
Aureo Ribeiro enfatizou a necessidade de adequação da legislação vigente. “Confirmadas as suspeitas, o Cade teria de descobrir uma forma de enquadrar as companhias aéreas, pois a legislação atual prevê uso de prova formal, como interceptação telefônica com autorização judicial ou troca de mensagens de e-mail ou WhatsApp, e não provas obtidas de sistemas informatizados das empresas”, afirmou o deputado.
Riscos de concentração no setor aéreo
Outro ponto sensível que será discutido na audiência é a recente parceria firmada entre Gol e Azul, além da possibilidade de uma futura fusão entre as empresas. Para o deputado Daniel Almeida, o acordo já tem trazido prejuízos à população, afetando a qualidade dos serviços prestados e restringindo a competitividade do mercado.
“É importante compreender os fatores que estão comprometendo a qualidade dos serviços ofertados à população, uma vez que os consumidores estão sendo amplamente prejudicados pela dinâmica do acordo entre as empresas – o que tende a se estender se uma possível fusão no setor aéreo for aprovada”, declarou Almeida.
A preocupação dos parlamentares está alinhada a críticas feitas por entidades de defesa do consumidor e especialistas em regulação econômica, que alertam para o risco de concentração excessiva de mercado e seus reflexos sobre preços, oferta de voos e atendimento ao cliente.
Lista de convidados e interatividade
A audiência contará com a presença de representantes do Cade, da PGR, de órgãos de defesa do consumidor, além de especialistas em direito econômico e regulação de mercado. O público poderá acompanhar os debates ao vivo e participar enviando perguntas e comentários por meio da plataforma interativa da Câmara dos Deputados.
A transmissão será realizada pelo portal oficial da Casa e pelo canal da TV Câmara no YouTube.
Contexto e próximos passos
O setor aéreo brasileiro tem enfrentado questionamentos quanto à sua estrutura de mercado e política tarifária, especialmente em um contexto de redução da concorrência e aumento no custo das passagens. A audiência da Comissão de Defesa do Consumidor visa dar visibilidade ao tema e cobrar medidas concretas dos órgãos responsáveis pela regulação e fiscalização.
O resultado do debate poderá influenciar futuros requerimentos legislativos ou ações judiciais para ampliar a transparência no setor e proteger os direitos dos passageiros.
Foto: Archer10 (Dennis)
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
A McLaren Racing anunciou nesta quarta-feira (26) uma nova parceria global com a SEGA®, trazendo o icônico personagem Sonic the Hedgehog™ para o universo da equipe britânica de Fórmula 1. A colaboração, de caráter plurianual, estabelece a SEGA como parceira oficial de jogos da McLaren Racing Limited e simboliza a união de dois gigantes da velocidade.
O anúncio resgata uma memória marcante para os fãs: no Grande Prêmio da Europa de 1993, o lendário Ayrton Senna, então piloto da McLaren, recebeu no pódio um troféu das mãos do próprio Sonic, durante o que ficou conhecido como Sonic Grand Prix. Agora, mais de 30 anos depois, a parceria retoma essa conexão nostálgica com um olhar voltado ao futuro e ao público jovem.
Velocidade como DNA compartilhado
Segundo comunicado oficial, o acordo celebra o que as duas marcas têm em comum: velocidade, inovação e o desejo de inspirar audiências globais. Tanto McLaren quanto Sonic nasceram do fascínio por corrida e adrenalina, seja nas pistas reais ou no universo dos games.
“A parceria reúne dois nomes icônicos da velocidade e abre nosso time para um público global mais jovem e diverso”, afirmou Louise McEwen, diretora de marketing da McLaren Racing. “Sonic é um personagem com um legado incrível e uma base de fãs apaixonada, e estamos muito animados para celebrar essa união durante o McLaren Racing Live: London.”
Já Marcella Churchill, vice-presidente de marketing de marca da SEGA/ATLUS, destacou que a aliança reflete os valores centrais das duas empresas: “As corridas estão no DNA tanto do Sonic quanto da McLaren. É onde tudo começou e o que nos impulsiona. Ao combinar o apelo icônico do Sonic com a McLaren, estamos criando uma parceria que certamente empolgará fãs do mundo todo.”
Ativações e eventos especiais
Como parte da campanha Racing Around the World do Sonic Team, a parceria terá diversas ações entre 2025 e 2026, coincidindo com marcos importantes: os 35 anos de Sonic e o 1.000º Grande Prêmio da McLaren na Fórmula 1. O projeto prevê uma série de ativações criativas que unirão o automobilismo e o mundo dos games, com experiências imersivas para públicos de todas as idades.
Um dos destaques será o McLaren Racing Live: London, evento voltado aos fãs que acontecerá nos dias 2 e 3 de julho, na emblemática Trafalgar Square. A SEGA promete uma participação especial durante o evento, apresentando conteúdos exclusivos e experiências interativas que aproximarão o público dos bastidores das corridas e do universo Sonic.
Alvo: novas gerações de fãs
A união entre Sonic e McLaren representa uma estratégia clara de alcance multigeracional, unindo os fãs tradicionais da Fórmula 1 com o público gamer. A colaboração fortalece a presença da McLaren no cenário digital e reforça a presença da SEGA no universo esportivo de alta performance.
A aposta é que, ao mesclar entretenimento e esporte, a parceria crie narrativas envolventes capazes de atravessar fronteiras culturais, geográficas e etárias, promovendo o engajamento de uma audiência global.
Foto: Divulgação/McLaren
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A Bandai Namco anunciou oficialmente, nesta sexta-feira (27), o lançamento de Tamagotchi Plaza™, novo título da clássica franquia Tamagotchi Connection: Corner Shop. Exclusivo para Nintendo Switch e Switch 2, o game também oferece integração com o dispositivo Tamagotchi™ Uni, garantindo ainda mais interação e conteúdos desbloqueáveis para os fãs da série.
O jogo apresenta aos jogadores a colorida e animada cidade de Tamahiko, onde é possível conhecer e interagir com mais de 100 Tamagotchis únicos. A missão principal é ajudar o Príncipe Tamahiko a transformar a cidade em um local digno para sediar o tão aguardado Festival Tamagotchi, evento decretado pelo Grande Rei Gotchi como o mais importante do planeta Tamagotchi.
Monte lojas e conquiste Tamahiko
Em Tamagotchi Plaza, os jogadores devem administrar uma variedade de lojas com propostas divertidas e jogabilidade individualizada. Entre os estabelecimentos disponíveis estão:
Clínica Odontológica
Casa de Chá da Tarde
Ótica
E diversas outras opções, novas e clássicas da franquia
Cada loja exige habilidades diferentes do jogador e oferece minijogos cativantes, com destaque para a possibilidade de partidas cooperativas locais, permitindo que dois jogadores compartilhem a experiência no mesmo console.
Conteúdo exclusivo para Nintendo Switch 2
A versão do jogo desenvolvida para o Nintendo Switch 2 traz três lojas adicionais, somando um total de 15 estabelecimentos. As novas lojas são:
Loja de Sushi: use o Joy-Con 2 para simular a preparação dos pratos.
Loja de Shuriken: exercite suas habilidades com lançamentos de shuriken.
Loja Conjunta de Sushi Shuriken: misture velocidade e precisão para preparar e entregar sushis.
Quem já possui a versão de Tamagotchi Plaza no primeiro modelo do Nintendo Switch poderá acessar essas novidades por meio do Pacote de Atualização Tamagotchi Plaza Nintendo Switch 2, disponível para download.
Integração com Tamagotchi Uni
Os jogadores que possuem um Tamagotchi Uni, dispositivo interativo da franquia, poderão pareá-lo com o jogo, o que libera itens e eventos exclusivos. Essa conexão reforça o elo entre o mundo digital e o brinquedo físico, agregando ainda mais valor à experiência dos fãs.
Uma jornada nostálgica e moderna
Tamagotchi Plaza promete conquistar tanto novos jogadores quanto os fãs nostálgicos da marca, oferecendo:
Um mundo rico em personagens
Uma trilha sonora animada e imersiva
Atividades envolventes e minijogos variados
Estímulo à criatividade com a administração de lojas
Conteúdo cooperativo para jogar com amigos
Para mais informações sobre Tamagotchi Plaza e outros lançamentos da Bandai Namco Entertainment America Inc., os interessados podem visitar o site oficial da empresa.
Foto: Dilvulgação
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Secretário-executivo do Ministério da Fazenda defende equilíbrio entre inovação, proteção de direitos e crescimento econômico em audiência na Câmara dos Deputados
A regulamentação da Inteligência Artificial (IA) no Brasil, se conduzida com equilíbrio, pode fortalecer um novo ciclo de desenvolvimento sustentável para o país. Essa foi a avaliação do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante audiência pública realizada nesta terça-feira (10), na Câmara dos Deputados. O debate ocorreu no âmbito da Comissão Especial sobre Inteligência Artificial, que analisa o Projeto de Lei nº 2.338/2023, já aprovado pelo Senado Federal.
Segundo Durigan, a regulação nacional da IA traz benefícios como maior previsibilidade jurídica, atração de investimentos e geração de empregos. “A regulação traz previsibilidade e atração de investimento ao país”, afirmou o secretário. Para ele, esse é o momento ideal para consolidar uma terceira geração de legislações voltadas ao ambiente digital, a exemplo do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).
Desenvolvimento com responsabilidade
Durigan enfatizou que o país precisa integrar os avanços tecnológicos a uma agenda de responsabilidade fiscal, inclusão social e preservação ambiental. “Precisamos encontrar os caminhos, como temos feito, para abrir um novo ciclo de desenvolvimento para o país, que tenha por premissa a responsabilidade fiscal, compromisso social, ecológico e com o desenvolvimento digital, com a pessoa no centro do debate”, pontuou.
Para o secretário-executivo, o Brasil ocupa uma posição de destaque internacional nos debates sobre regulação digital e transformação ecológica. “Na linha do que temos dito na transformação ecológica: não queremos simplesmente proteção do meio ambiente. É preciso fazer a proteção ambiental com desenvolvimento econômico e adensamento tecnológico. Na transformação digital é a mesma coisa”, explicou.
A importância da regulação para o futuro
Durigan também destacou a importância de acelerar a regulação da IA diante dos impactos já observados, como riscos ao mercado de trabalho e à proteção de crianças e adolescentes, especialmente com o avanço da inteligência artificial generativa. Além disso, alertou para a necessidade de aprimorar o regramento da concorrência no país, adaptando-o aos desafios do ambiente digital.
O secretário ainda abordou a crescente demanda de grandes empresas globais por instalar datacenters no Brasil e os riscos de perder oportunidades econômicas. “Vamos ver essa riqueza sair do Brasil sem adensar as nossas cadeias produtivas, sem deixar ganhos para o país”, alertou. Por isso, o governo trabalha em uma estratégia nacional para datacenters, com o objetivo de transformar o Brasil em um polo exportador de serviços digitais.
Especialistas destacam consenso sobre a necessidade de regulação
Durante a audiência pública, diversos especialistas e representantes de entidades reforçaram o consenso sobre a urgência de uma regulação responsável da IA no país.
A jurista Laura Schertel, relatora da Comissão de Juristas do Senado, foi enfática: “Há consenso de que a IA precisa ser regulada. Não regular seria deixar o cidadão brasileiro à mercê de sistemas que podem ser discriminatórios”. Ela também destacou o risco de insegurança jurídica para empresas brasileiras diante da ausência de normas claras.
Cleber Zanchettin, da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), defendeu uma regulação alinhada à Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial e ressaltou que regulamentar não significa frear a inovação. “Regular a inteligência artificial não significa frear o futuro. Significa que o futuro vai ser impulsionado por novas tecnologias, para ser mais próspero”, afirmou.
Na mesma linha, Bruno Bioni, diretor da Data Privacy Brasil, reforçou que “regulação não inibe inovação”. Para ele, o debate deve se concentrar em definir que tipo de inovação o Brasil quer promover: “Uma inovação que vai trazer prosperidade, crescimento econômico, bem-estar, ou uma inovação desregulada, em um faroeste que vai trazer concentração econômica e violências?”
Affonso Nina, presidente da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), destacou a necessidade de combater o abismo digital para reduzir as desigualdades sociais. Ele defendeu políticas públicas que promovam a inclusão digital, requalificação profissional e o “empoderamento do cidadão que, literalmente, passa a ter a tecnologia na palma da mão”.
Caminhos para o futuro
O Projeto de Lei 2.338/2023, atualmente em análise pela Câmara dos Deputados, estabelece princípios, direitos e deveres para o uso da inteligência artificial no Brasil. A proposta, construída com ampla participação de especialistas, representantes do setor produtivo, sociedade civil e governo, pretende equilibrar inovação com segurança, inclusão e desenvolvimento nacional.
Com a expectativa de avanço da tramitação legislativa, os próximos meses serão decisivos para a consolidação de uma política pública robusta e eficiente sobre o uso da IA no país.
Foto: André Corrêa
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A Bandai Namco confirmou nesta terça-feira (24) a data de lançamento oficial de Little Nightmares III, próxima entrada da série de suspense e aventura que conquistou uma legião de fãs. O título, desenvolvido pela Supermassive Games, chega em 10 de outubro de 2025 para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, PC (via Steam), Nintendo Switch e Switch 2.
A pré-venda já está disponível para quase todas as plataformas, com exceção do Nintendo Switch e do novo Switch 2, cujas vendas serão liberadas em data futura.
Nova ambientação e jogabilidade reveladas
No novo capítulo da franquia, os jogadores acompanham os protagonistas Low e Alone, que tentam escapar da misteriosa Espiral, um mundo distorcido repleto de ilusões. O cenário principal revelado até agora é Carnevale, um parque de diversões abandonado e sombrio, apresentado em um novo trailer com detalhes inéditos da jogabilidade.
A ambientação reflete o clima característico da série: assustadora, onírica e carregada de simbolismos visuais. Com puzzles desafiadores e um universo visual perturbador, o game promete manter o padrão elevado da franquia.
Edições disponíveis na pré-venda
O título será lançado em duas versões principais:
Edição Padrão: inclui apenas o jogo base.
Edição Deluxe: conta com o jogo base, o Passe de Expansão – Segredos da Espiral e o Pacote de Trajes dos Residentes, com roupas alternativas para os personagens.
Além disso, jogadores que adquirirem o jogo na pré-venda terão acesso ao exclusivo Conjunto de Trajes da Six Sombria e à Edição Aprimorada nos consoles de nova geração (PlayStation 5 e Xbox Series X|S) e no PC.
Edição Aprimorada e expansão garantem mais conteúdo
A Little Nightmares Enhanced Edition é uma versão técnica mais avançada da história de Six, personagem icônica da série. Ela inclui:
Ray tracing e raios volumétricos, que aprimoram a atmosfera do jogo;
Melhorias no sistema de checkpoints;
Dicas integradas à jogabilidade, favorecendo novos jogadores.
Já o Passe de Expansão – Segredos da Espiral trará dois capítulos extras para exploração, com mais detalhes prometidos para uma futura atualização. Fãs também poderão desbloquear trajes exclusivos de personagens conhecidos do universo de Little Nightmares.
Realidade virtual e novas mídias
Outra grande novidade é o anúncio de Little Nightmares VR: Altered Echoes, uma experiência em realidade virtual que está sendo desenvolvida pelo Iconik Studio. Essa versão pretende imergir os jogadores ainda mais no clima tenso e imersivo da franquia.
Paralelamente, a Bandai Namco reforçou que o universo de Little Nightmares continua a se expandir para outras mídias. Projetos envolvendo histórias em quadrinhos, podcasts e outras produções transmídia estão em andamento, ampliando a experiência narrativa para além dos consoles.
Envolvimento da comunidade
A empresa convida os fãs a participarem das discussões sobre o jogo por meio das redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter) e no Discord oficial. Informações adicionais podem ser consultadas no site da Bandai Namco Entertainment America Inc..
Foto: Divulgação
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O setor aéreo brasileiro segue em recuperação acelerada em 2025. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que, em maio, o Brasil registrou 8,2 milhões de passageiros em voos domésticos — um crescimento de 14% em relação ao mesmo mês do ano passado. O volume representa também uma alta de 4% em comparação com abril, que teve 7,9 milhões de viajantes.
Com esse desempenho, maio se consolidou como o segundo melhor mês do ano em número de passageiros transportados, ficando atrás apenas de janeiro, que alcançou 8,6 milhões de embarques e desembarques.
Turismo interno impulsiona aviação
Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, o aumento é reflexo direto da valorização do turismo doméstico no país. “Os brasileiros estão viajando mais pelo país e esse crescimento é um reflexo direto do fortalecimento do turismo brasileiro. Mais pessoas estão conhecendo novos destinos e movimentando a economia, com geração de renda e emprego”, afirmou.
Segundo o ministro, a ampliação da conectividade aérea e os investimentos em infraestrutura turística são prioridades do governo federal para manter esse ritmo de crescimento. “Nosso compromisso é continuar trabalhando na ampliação da conectividade aérea, na oferta de rotas e na infraestrutura turística, potencializando a atividade no país”, completou.
Rotas mais movimentadas
A ligação entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro continua sendo a mais procurada, liderando o ranking de fluxo de passageiros com 607,8 mil viajantes em maio. Na sequência, destacam-se as rotas entre São Paulo e Paraná (582,5 mil), e São Paulo e Santa Catarina (489,8 mil).
O ministro Celso Sabino também ressaltou o papel dos destinos emergentes nesse avanço. “O aumento no fluxo de passageiros não se concentra apenas nos grandes centros, mas também em destinos emergentes, o que fortalece o turismo regional e amplia as oportunidades de desenvolvimento econômico nas mais diversas regiões do Brasil.”
Destaques regionais e aeroportos mais movimentados
Entre os aeroportos com maior movimentação de passageiros em maio, cinco se destacaram nacionalmente:
Aeroporto de Guarulhos (SP)
Aeroporto de Congonhas (SP)
Aeroporto de Brasília (DF)
Aeroporto de Confins (MG)
Aeroporto de Campinas (SP)
Além dos grandes hubs, os dados da Anac apontam os terminais com maior volume de passageiros por região:
Nordeste: Aeroporto do Recife
Sul: Aeroporto de Porto Alegre
Norte: Aeroporto de Belém
Informações detalhadas
Todos os dados de movimentação aérea fazem parte da atualização mais recente do Relatório de Demanda e Oferta publicado pela Anac. O levantamento é uma ferramenta essencial para o planejamento e análise de políticas públicas e estratégias do setor aéreo e turístico.
Foto: Agência Brasília
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Os congestionamentos no desvio da BR-304, entre os municípios de Macaíba e Parnamirim, seguem causando transtornos à mobilidade urbana e ao setor de transporte de passageiros na Grande Natal. Implantada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) como solução temporária durante a construção de um viaduto em frente à Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), a via alternativa continua prejudicando a fluidez do tráfego em ambos os sentidos.
Os problemas no desvio, agravados pelas chuvas recentes, já haviam sido apontados por usuários da rodovia e representantes do setor produtivo. No entanto, novos relatos indicam que a situação se estendeu e se intensificou. De acordo com operadores de transporte de passageiros que utilizam o trecho diariamente, o atraso está sendo de 50 minutos a 1 hora, podendo ultrapassar nos horários de maiores demandas de locomoção.
Motoristas relatam que o deslocamento pelo desvio exige lentidão extrema e atenção constante, em razão dos buracos profundos e da instabilidade do pavimento. A velocidade média registrada por sistemas de GPS no local permanece em torno de 10 km/h. As filas de veículos se estendem nos dois sentidos, tanto para quem se dirige à capital quanto para quem sai de Natal em direção ao interior.
A condição do asfalto segue sem melhorias estruturais. Da quinta para a sexta-feira da semana passada, quando surgiram as primeiras reclamações, o DNIT teria tampado os buracos de forma superficial, com pedras. Após as chuvas do final de semana, a buraqueira voltou – e os problemas de engarrafamento também voltaram a persistir.
Empresários da região que atuam no setor de cargas também relatam prejuízos devido a atrasos na distribuição de produtos e dificuldade de circulação de caminhões e veículos de pequeno porte.
Quem utiliza a localidade reforça que solução atual realizada pelo DNIT não tem sido suficiente para suportar o fluxo intenso de veículos pesados, o que contribui para a reincidência dos danos.
O órgão federal informou por nota que está realizando um serviço de “adequação de capacidade da via”, mas ainda não apresentou um cronograma de execução ou prazos para conclusão das obras. O DNIT também mencionou que os trabalhos seguem conforme o contrato de manutenção rodoviária vigente, sem detalhar se haverá mudanças no tipo de material aplicado ou no escopo do projeto.
A persistência dos congestionamentos nos dois sentidos da BR-304 afeta diretamente o transporte público intermunicipal, o deslocamento de trabalhadores da Região Metropolitana de Natal e a logística de distribuição entre os polos industriais da zona oeste.
Passageiros que utilizam o transporte também relatam atrasos recorrentes, veículos retidos por longos períodos e instabilidade nos horários das linhas regulares.
A obra do viaduto que motivou a criação do desvio ainda está em andamento. Sem alternativas de rota viável, o desvio permanece como única opção para quem transita na rodovia federal. Usuários apontam a necessidade de um planejamento mais eficaz por parte do DNIT para evitar que as intervenções temporárias se tornem gargalos permanentes na mobilidade da região.
O trecho impactado é estratégico para o escoamento da produção e para o transporte de passageiros entre municípios da Grande Natal. Enquanto não há uma solução definitiva, o impacto da precariedade do desvio segue acumulando prejuízos e dificultando a rotina de motoristas e usuários do sistema viário da BR-304.
Foto: Reprodução
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou ao Departamento de Estradas de Rodagem do RN (DER/RN) e às empresas Trampolim da Vitória, CAF Transportes e AEV Transporte – ambas responsáveis pelo transporte alternativo intermunicipal – o aprimoramento do serviço prestado pela linha conhecida como “linha P”, que liga o município de Parnamirim a Ponta Negra, em Natal. A medida é resultado de um inquérito civil que investiga possíveis irregularidades no funcionamento da linha e visa a melhoria da oferta de transporte coletivo na região.
Segundo a recomendação, o DER/RN, órgão gestor do transporte no Estado, deve intensificar a fiscalização sobre o cumprimento das Ordens de Serviço Operacional (OSO) referentes às linhas LDI-185-094, 1.E2.24 e 1.E2.25.1, que formam o serviço da linha P. Essa fiscalização deverá incluir vistorias presenciais em dias úteis e também aos finais de semana, com análise minuciosa da operação. A recomendação também orienta que o DER revise os horários estabelecidos nas OSO, com o objetivo de evitar sobreposição de partidas e longos intervalos entre as viagens.
Atualmente, a linha P opera com apenas quatro veículos, número mantido há mais de duas décadas, apesar do crescimento populacional e do aumento da demanda por transporte público em Parnamirim. Em 2024, foi acrescido um veículo em horários de pico, além de duas viagens adicionais, mas os relatos de usuários indicam que as medidas não foram suficientes para atender à demanda. De acordo com reclamações encaminhadas ao MPRN, os passageiros enfrentam esperas de até 40 minutos entre 6h e 8h da manhã, e atrasos recorrentes também foram identificados entre 15h e 18h, além de finais de semana.
Apesar das reclamações, a análise técnica das OSO demonstra que, nos dias úteis, a programação não prevê intervalos superiores a 25 minutos entre as 5h50 e 8h30. No período da tarde, há 13 viagens programadas entre 14h55 e 18h25, com média de quatro viagens por hora. Aos sábados, estão previstas 36 viagens, e aos domingos, 35. Ocorre que, mesmo com essa estrutura prevista, a prática operacional pode estar sendo prejudicada pela inobservância dos horários por parte das operadoras.
A irregularidade na distribuição dos horários é outro ponto destacado na recomendação. Há registros de saídas simultâneas ou com poucos minutos de diferença, seguidas de longos intervalos, que em alguns casos ultrapassam 45 minutos. A falta de redistribuição adequada dos horários pode gerar sobrecarga em determinados períodos e ociosidade em outros, contribuindo para a insatisfação dos usuários.
O MPRN recomendou também que as empresas operadoras cumpram integralmente as OSO e solicitem, se necessário, alterações nos seus itinerários e horários ao DER/RN. Além disso, as empresas devem divulgar, de forma acessível, os horários das viagens em seus veículos e, se possível, por meio de aplicativos de transporte.
A recomendação tem prazo de 30 dias para resposta por parte dos responsáveis, que devem apresentar comprovação das providências adotadas. Em caso de descumprimento, o Ministério Público poderá adotar medidas legais, inclusive judiciais.
A linha P atende a um dos principais corredores intermunicipais da Região Metropolitana de Natal, e sua limitação operacional tem impacto direto na mobilidade dos trabalhadores, estudantes e usuários do transporte coletivo em Parnamirim.
Foto: Reprodução
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Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
O desvio implantado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na BR-304, entre os municípios de Macaíba e Parnamirim, na Grande Natal, enfrenta sérios problemas de infraestrutura após as chuvas recentes. A via alternativa, criada devido à construção de um viaduto em frente à Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), está repleta de buracos, o que tem provocado congestionamentos, atrasos e reclamações por parte de motoristas e empresários que utilizam a rodovia.
Motoristas relataram que a travessia pelo trecho chega a levar mais de uma hora, principalmente no sentido de quem vem do interior do estado com destino à capital. Um sistema de GPS consultado no local indicava velocidade média de 10 km/h, com filas que se estendiam do distrito industrial de Macaíba até a área urbana do município.
As reclamações não se limitam ao desconforto no trânsito. De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Associação dos Polos Industriais do RN (Aspirn), Sandro Peixoto, o setor produtivo tem enfrentado impactos diretos. Ele apontou que o serviço do desvio foi realizado com materiais de baixa qualidade, o que acelerou a deterioração da via. Segundo Peixoto, as empresas instaladas nos polos industriais da região estão lidando com prejuízos por conta dos atrasos nas entregas e pela dificuldade de acesso à capital.
Os relatos indicam que o desvio está comprometido a ponto de os veículos “se arrastarem” pelo trajeto. Buracos profundos e de difícil visualização colocam em risco especialmente motoristas de veículos de pequeno porte. A situação, segundo empresários locais, é recorrente e afeta a logística de transporte entre o interior e a Região Metropolitana de Natal.
O DNIT iniciou recentemente um serviço de tapa-buracos no desvio, após mobilização da Aspirn com apoio da Federação das Indústrias do RN (Fiern). Apesar da medida paliativa, empresários ressaltam que o recapeamento emergencial não soluciona o problema estrutural do asfalto utilizado. Para eles, é necessário um projeto mais consistente que garanta durabilidade e segurança viária.
O órgão federal informou, por meio de nota, que está executando um serviço de “adequação de capacidade da via”, com o objetivo de melhorar a segurança e fluidez do tráfego. Também destacou que os serviços estão sendo realizados conforme o contrato vigente de manutenção rodoviária, mas não apresentou prazos para conclusão nem detalhou as ações planejadas.
Problemas recorrentes
A recorrência de problemas envolvendo a má qualidade do asfalto em obras sob responsabilidade do DNIT no Rio Grande do Norte tem chamado a atenção. Um exemplo recente ocorreu na marginal da BR-101, no bairro de Candelária, em Natal. O asfalto do trecho foi refeito em meados de agosto de 2024, mas, menos de um ano depois, o pavimento já precisou passar por dois recapeamentos devido à grande quantidade de buracos. O caso reforça a percepção de que a durabilidade dos serviços entregues pelo DNIT no estado está aquém do esperado.
Além do prejuízo econômico, o quadro compromete a segurança dos usuários da rodovia e reforça a necessidade de fiscalização e reavaliação das soluções adotadas pelo DNIT. Com o fluxo intenso de veículos, incluindo transporte de carga e passageiros, a BR-304 é uma das principais ligações entre o interior do estado e a capital, e sua má conservação representa um gargalo para o desenvolvimento logístico da região.
Não conseguimos contato com a assessoria do DNIT para comentar os problemas no asfalto da BR-101 em Natal. O espaço segue aberto ao órgão.
Foto: Reprodução/DNIT / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
A Apple foi alvo de uma ação coletiva movida por acionistas nesta sexta-feira (20), em um tribunal federal de San Francisco (EUA). A empresa é acusada de exagerar publicamente os avanços na integração de inteligência artificial (IA) em seus produtos, sobretudo na assistente virtual Siri, o que teria causado prejuízos significativos aos investidores após as promessas não se concretizarem.
De acordo com a agência Reuters, a ação sustenta que a Apple minimizou os desafios e o tempo necessário para implementar recursos de IA avançada em seus dispositivos, especialmente os da linha iPhone 16. O processo é liderado pelo acionista Eric Tucker e também inclui como réus o CEO da companhia, Tim Cook, o atual diretor financeiro Kevan Parekh e o ex-CFO Luca Maestri.
Frustração com promessas feitas na WWDC
O centro da controvérsia remonta à WWDC 2024 (Apple Worldwide Developers Conference), evento anual voltado a desenvolvedores. Na ocasião, a Apple apresentou ao público a iniciativa chamada Apple Intelligence, prometendo uma reformulação profunda da Siri, que se tornaria mais intuitiva e funcional graças à IA generativa.
Segundo os acionistas, a apresentação gerou expectativas de que os novos recursos seriam lançados junto com a próxima geração de iPhones. No entanto, alegam que a empresa não possuía um protótipo funcional da nova Siri baseado em IA na época do anúncio, e que sabia, internamente, que os recursos não estariam prontos a tempo.
Adiamentos e perdas no mercado
A decepção dos investidores teria começado a se desenhar em 7 de março de 2025, quando a Apple anunciou o adiamento de parte das atualizações prometidas da Siri para 2026. A insatisfação aumentou durante a WWDC 2025, realizada em 9 de junho, quando a apresentação sobre os avanços da empresa em inteligência artificial deixou analistas e o mercado financeiro frustrados.
Desde o pico das ações da Apple, registrado em 26 de dezembro de 2024, o valor dos papéis caiu quase 25%, resultando em uma perda de aproximadamente US$ 900 bilhões no valor de mercado da companhia. Os autores da ação argumentam que essa queda foi impulsionada pela quebra de expectativas em torno do desenvolvimento de IA e pela suposta omissão de informações cruciais aos investidores.
Apple mantém silêncio; especulações sobre Perplexity
Até o momento, a Apple não se pronunciou oficialmente sobre o processo, mantendo silêncio diante dos pedidos de comentário enviados pela imprensa. No mesmo dia em que a ação foi protocolada, a Bloomberg noticiou que executivos da gigante de Cupertino estariam considerando a aquisição da startup Perplexity, vista como concorrente direta da OpenAI, criadora do ChatGPT.
O possível interesse na Perplexity reforça os sinais de que a Apple busca acelerar seu envolvimento no setor de inteligência artificial, área em que enfrenta crescente concorrência de empresas como Microsoft, Google e Amazon.
Debate sobre transparência e expectativas
A ação movida pelos acionistas reacende o debate sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia em comunicar de forma transparente o estágio real de seus desenvolvimentos. No caso da Apple, o foco está na diferença entre o marketing em torno da Siri aprimorada e a viabilidade técnica de entregar tais funcionalidades dentro do cronograma sugerido.
Especialistas em mercado apontam que, embora empresas estejam cada vez mais pressionadas a mostrar avanços rápidos em IA, isso não isenta seus líderes da obrigação legal de fornecer informações precisas e realistas aos investidores, sob risco de processos por indução ao erro.
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
A Meta, empresa-mãe do Facebook, anunciou nesta sexta-feira (20) o lançamento de um novo modelo de óculos com inteligência artificial em parceria com a Oakley. A novidade, batizada de Oakley Meta HSTN, será disponibilizada em edição limitada a partir de 11 de julho, com pré-venda pelo valor de R$ 2.750 (US$ 499).
A nova geração de dispositivos “wearables” da Meta aposta em um design moderno aliado a funcionalidades tecnológicas de ponta. O modelo conta com câmera de alta resolução com viva-voz, alto-falantes integrados com tecnologia de som aberto, resistência à água e integração com os recursos da Meta AI, assistente inteligente da empresa.
Expansão do portfólio
A iniciativa representa mais um passo na estratégia da Meta para consolidar sua presença no mercado de tecnologia vestível. O sucesso anterior da linha Ray-Ban Meta, lançada em colaboração com a EssilorLuxottica — grupo controlador da Oakley — impulsionou a ampliação dessa parceria com a inclusão da nova marca.
Segundo comunicado oficial, o Oakley Meta HSTN será lançado inicialmente na América do Norte, Austrália e em diversos países da Europa, com previsão de chegada ao México, Índia e Emirados Árabes Unidos até o fim de 2025.
Além da edição limitada, serão oferecidas outras versões a partir de US$ 399 (R$ 2.195) no final do verão do hemisfério norte. A Meta ainda não confirmou o lançamento oficial no Brasil.
Estreia em eventos esportivos
De acordo com a empresa, o novo modelo fará sua estreia pública em eventos esportivos de grande visibilidade, como o Fanatics Fest e o UFC International Fight Week, marcando presença junto a um público que valoriza tanto estilo quanto inovação tecnológica.
A Meta destacou que o objetivo da nova linha é atender à crescente demanda por dispositivos inteligentes que se integrem de maneira natural ao dia a dia do usuário. Com esse movimento, a companhia reforça sua aposta em uma experiência imersiva e conectada, aproveitando os avanços recentes em IA generativa.
Concorrência no setor de óculos inteligentes
A corrida por inovações no setor de wearables com IA também envolve outras gigantes da tecnologia. A Snap, criadora do Snapchat, revelou planos para lançar seus próprios óculos inteligentes, os Specs, no ano que vem. Já o Google, que já teve iniciativas nesse segmento com o Google Glass, também sinaliza novas apostas nesse mercado.
Especialistas apontam que os óculos inteligentes estão se tornando a próxima grande fronteira da tecnologia pessoal, reunindo funcionalidades de comunicação, fotografia, áudio e assistentes virtuais em um único acessório de moda.
A NVIDIA anunciou nesta semana a adição da série Borderlands ao GeForce NOW, serviço de jogos via nuvem da empresa. A novidade faz parte de um pacote com 13 lançamentos que chegam à plataforma, incluindo estreias aguardadas como FBC: Firebreak, da Remedy Entertainment, e REMATCH, novo título que mistura futebol e ação em terceira pessoa.
Com isso, fãs da franquia da Gearbox Software poderão revisitar ou conhecer pela primeira vez os mundos caóticos e bem-humorados de Borderlands Game of the Year Enhanced, Borderlands 2, Borderlands 3 e Borderlands: The Pre-Sequel. Todos os jogos já estão disponíveis na nuvem e, segundo a NVIDIA, Borderlands 4 também chegará ao GeForce NOW no dia do seu lançamento oficial.
Ação e humor em Pandora
Com gráficos aprimorados e recheado de conteúdos extras, Borderlands Game of the Year Enhanced é o ponto de partida ideal para os novatos na saga. Ambientado em Pandora, o jogo introduz o universo da franquia com missões insanas, armas bizarras e o já consagrado humor ácido que marca toda a série.
Em Borderlands 2, os jogadores enfrentam o carismático e cruel Handsome Jack, em uma aventura ainda mais insana e recheada de personagens marcantes. Já Borderlands 3 expande o caos para novos mundos e apresenta os gêmeos Calypso como principais antagonistas.
The Pre-Sequel revela as origens de Handsome Jack, trazendo novas mecânicas como gravidade zero e ambientes lunares. Com ele, os fãs têm a chance de mergulhar mais fundo na mitologia da franquia.
FBC: Firebreak e a missão de conter o caos
Outro destaque da semana é FBC: Firebreak, shooter cooperativo da Remedy que se passa seis anos após os eventos de Control. O jogador assume o papel de um socorrista do Departamento Federal de Controle, encarregado de restaurar a ordem na Antiga Casa — um ambiente instável e surreal.
O jogo traz opções criativas de combate, como kits de crise com poderes paranormais. Exemplos incluem um gnomo que invoca tempestades ou um cofrinho que dispara moedas como projéteis. Com suporte para até três jogadores e missões dinâmicas, Firebreak promete partidas imprevisíveis e desafiadoras.
REMATCH: o futebol como você nunca viu
Para quem busca uma experiência esportiva com adrenalina, REMATCH chega ao GeForce NOW oferecendo uma releitura ousada do futebol tradicional. Neste jogo em terceira pessoa, cada jogador controla um atleta em partidas sem regras, impedimentos ou interrupções.
Combinando estilo arcade e profundidade tática, REMATCH exige reflexos rápidos e colaboração intensa entre os participantes. O título aposta em atualizações constantes e modos variados para manter o ritmo acelerado e imprevisível das partidas.
Genshin Impact e mais novidades na nuvem
A nova atualização 5.7 de Genshin Impact também já está disponível para streaming. Entre as novidades, estão as personagens jogáveis Skirk e Dahlia, além do modo de combate Confronto Abissal e missões inéditas.
Outros lançamentos que integram o pacote de 13 títulos da semana incluem:
Broken Arrow (Steam)
Crime Simulator (Steam)
Date Everything! (Steam)
Lost in Random: The Eternal Die (Steam e Xbox via PC Game Pass)
Architect Life: A House Design Simulator (Steam)
METAL EDEN Demo (Steam)
Torque Drift 2 (Epic Games Store)
Todos os jogos podem ser acessados instantaneamente via GeForce NOW, sem necessidade de downloads ou instalações. Usuários com assinatura Ultimate ainda contam com transmissão em resolução de até 4K.
Foto: Divulgação
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
Não existe almoço grátis. Essa frase é famosa, você já deve ter lido ou ouvido em algum lugar, alguma vez na sua vida. Trago o comparativo do “almoço grátis” – ou, neste caso, de um ‘almoço’ muito barato, ao custo simbólico de R$ 2,50 – para a crise que a operação dos trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) estáa passando, colocando em risco suas atividades na região Nordeste.
Essa iminente paralisação dos trens urbanos operados pela CBTU em quatro capitais (e regiões metropolitanas) – incluindo Natal – chama a atenção para um tema recorrente e estrutural no setor de mobilidade: o custo elevado da operação do transporte público e a ausência de um modelo de financiamento que garanta sustentabilidade ao sistema.
Atualmente, o valor real da passagem por passageiro nos trens urbanos da CBTU na Grande Natal gira em torno de R$ 36. No entanto, o usuário paga apenas R$ 2,50. A diferença é coberta por um subsídio federal que representa 93% do custo total da operação. Ou seja, a cada R$ 100 gastos para transportar passageiros, apenas R$ 7 são pagos diretamente pelos usuários.
Em verdade, o sistema oferece inúmeras vantagens: é rápido, eficiente, confortável, tem ar-condicionado, conecta praticamente toda a Região Metropolitana (em Natal – ligando da Ribeira à Nísia Floresta, passando por Parnamirim e São José de Mipibu na linha Sul; e da Ribeira à Ceará-Mirim passando por Extremoz na linha Norte, em vias de também ter uma linha para São Gonçalo do Amarante), tudo isso com uma tarifa acessível.
Também tem seus contras, como estações em locais de difícil acesso para a população mesmo em áreas centrais – fruto de uma adaptação do antigo trem de cargas que, corretamente, circulava às margens das cidades; falta de integração com os sistemas de transporte nas cidades onde opera; poucos horários disponíveis – inclusive com a não operação em domingos e feriados – e rotas que não abrangem tão bem às maiores cidades onde opera – como Natal.
Fato é que o trem urbano – VLT como se tornou conhecido a partir de 2013 – é a referência local de um bom sistema de transporte com o custo barato, ainda que o cenário atual da falta de recursos torne isso mais crítico diante da crise financeira vivida pela companhia atualmente.
Vale lembrar que desde a transição da CBTU do Ministério do Desenvolvimento Regional para o Ministério das Cidades, em 2023, houve interrupções no fluxo de recursos, o que comprometeu o funcionamento da empresa. Em 2025, a CBTU divulgou alerta de que poderá paralisar completamente a operação em Natal, João Pessoa, Maceió e Recife, caso os repasses não sejam regularizados.
Enquanto isso, os sistemas de transporte coletivo por ônibus, tanto em Natal, quanto na Região Metropolitana – e mesmo no intermunicipal de longas distâncias – funcionam sem qualquer subsídio permanente. O custo do serviço é repassado integralmente ao passageiro, que paga a tarifa cheia — praticamente todas superiores a R$ 5 — para utilizar veículos que, na maioria das vezes, não oferecem a mesma estrutura de conforto e eficiência dos trens, como ar-condicionado e regularidade nos horários.
A comparação entre os sistemas ferroviários e rodoviários evidencia uma desigualdade no tratamento do transporte público. Enquanto o sistema operado pela CBTU recebe subsídio que cobre quase toda a operação – independentemente da crise que ela esteja passando atualmente – o transporte por ônibus, que é o principal meio de deslocamento da população nas cidades, não conta com políticas estruturadas de financiamento e enfrenta quedas constantes na demanda desde a pandemia.
A crise também expõe o custo real de se manter um transporte público de qualidade. A presença de veículos com ar-condicionado, segurança embarcada, intervalos regulares e operação em trilhos representa, de fato, um custo superior ao do transporte convencional. Ainda assim, sem subsídio, esse padrão de serviço seria inacessível à maior parte da população.
No comparativo com o transporte, as perguntas sobre isso são essenciais: o transporte que a população tanto almeja (e com razão)… qual seu custo? Teremos condições de pagar? Seria necessário o subsídio? Os governos darão esses subsídios?
Indo mais além: para se manter o sistema de transporte atual – que já é muito caro para quem paga – onde está a disponibilidade governamental em fornecer um subsídio?
Para encerrar a abordagem sobre a crise do trem: atualmente o sistema ferroviário da CBTU na Grande Natal atende cerca de 10 mil passageiros por dia. A paralisação do serviço impactaria diretamente trabalhadores que dependem da linha férrea para se deslocar entre municípios como Natal, Parnamirim e Extremoz.
Diante desse cenário, a situação vivida pela CBTU deve servir como alerta para todo o setor – especialmente o setor público, os governos. A operação de sistemas de transporte público urbano, sejam eles sobre trilhos ou sobre pneus, exige equilíbrio financeiro, participação multissetorial e definição de fontes permanentes de financiamento. A inexistência dessas condições coloca em risco não apenas a continuidade do serviço, mas também a mobilidade urbana e o direito de ir e vir de milhares de pessoas.
Foto: Divulgação/CBTU
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Brasileiros que vivem fora do país e desejam obter a certificação dos ensinos fundamental ou médio têm até as 23h59 (horário de Brasília) da próxima sexta-feira, 27 de junho, para se inscrever no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos no Exterior (Encceja Exterior 2025). As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema do Encceja Exterior.
Durante o processo, o candidato deve escolher as áreas de conhecimento que pretende avaliar. A participação é gratuita e voluntária, voltada a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade adequada: é necessário ter ao menos 15 anos completos para certificação do ensino fundamental e 18 anos ou mais para o ensino médio, na data da aplicação da prova.
Atendimento especializado e nome social
O prazo de inscrição também contempla:
Solicitação de atendimento especializado, para pessoas com deficiência, gestantes, lactantes, idosos e outros perfis que demandam adaptações.
Uso do nome social, exclusivo para participantes travestis, transexuais ou transgêneros que desejam ser identificados de acordo com sua identidade de gênero.
Ambas as solicitações devem ser feitas no momento da inscrição.
Como será a aplicação do Encceja Exterior
A prova será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), no dia 28 de setembro de 2025, em dois turnos:
Turno matutino: 4 horas de duração
Turno vespertino: 5 horas de duração
Os locais de aplicação estão distribuídos em 16 cidades de 13 países:
Alemanha: Frankfurt
Bélgica: Bruxelas
Espanha: Barcelona e Madri
Estados Unidos: Boston, Miami e Nova Iorque
França: Paris
Holanda: Amsterdã
Itália: Roma
Japão: Hamamatsu, Nagoia e Tóquio
Portugal: Lisboa
Suíça: Genebra
Suriname: Paramaribo
Para realizar a prova, é obrigatória a apresentação de um documento oficial original com foto.
Encceja Exterior PPL
O Encceja também será aplicado a brasileiros privados de liberdade no exterior, por meio do Encceja Exterior PPL. As provas ocorrerão entre 29 de setembro e 3 de outubro de 2025, em unidades prisionais localizadas em:
Nagoia e Tóquio (Japão)
Madri (Espanha)
Nesses casos, a inscrição é feita por um responsável no respectivo Consulado-Geral.
As avaliações do Encceja são compostas por quatro provas objetivas — com 30 questões de múltipla escolha cada — e uma redação, organizadas por nível de ensino:
Ensino Fundamental:
Ciências Naturais
Matemática
Língua Portuguesa
Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol)
Artes
Educação Física
História
Geografia
Redação
Ensino Médio:
Química
Física
Biologia
Língua Portuguesa
Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol)
Artes
Educação Física
História
Geografia
Filosofia
Sociologia
Redação
Divulgação dos resultados
Os resultados individuais do Encceja Exterior e Encceja Exterior PPL não serão divulgados publicamente. Eles ficarão armazenados na base de dados do Inep e serão disponibilizados apenas às instituições responsáveis pela certificação: o Instituto Federal Fluminense e o Colégio Pedro II, com os quais o Inep mantém acordo de cooperação técnica.
Foto: Agência Brasília
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
O jogo de sobrevivência multiplayer em mundo aberto “Dune: Awakening”, da desenvolvedora norueguesa Funcom, demonstra ser um sucesso entre jogadores e crítica especializada. Com mais de 189 mil jogadores simultâneos no primeiro fim de semana e avaliações majoritariamente positivas, o título ambientado no universo de Arrakis conquista espaço entre os grandes lançamentos de 2025.
“Dune: Awakening” estreou com números impressionantes. No Steam, a plataforma mais popular entre os gamers de PC, o jogo quebrou seu próprio recorde de jogadores simultâneos por três vezes seguidas nos primeiros dias após o lançamento, atingindo o pico de 189 mil usuários conectados ao mesmo tempo. O número ultrapassou em larga escala o recorde anterior da Funcom, estabelecido por “Conan Exiles”, que chegou a 53.400 jogadores simultâneos.
O desempenho tornou “Dune: Awakening” o título mais jogado da história da Funcom e o mais vendido do portfólio da empresa até agora. Desde seu lançamento antecipado, o jogo permanece entre os mais acessados do Steam, figurando no topo das listas de popularidade.
Reconhecimento da crítica especializada
A recepção crítica ao game tem sido amplamente positiva. No Steam, “Dune: Awakening” acumula mais de 28 mil avaliações, com 85% delas classificadas como “Muito Positivas”. O jogo também mantém uma sólida pontuação de 80 no Metacritic e 81 no OpenCritic — dois dos principais agregadores de notas da indústria dos games.
O novo trailer de Accolades, lançado para destacar os principais elogios da mídia especializada, traz comentários entusiasmados de veículos de diversos países. O site italiano VGMAG, por exemplo, destacou a imersão no universo da obra de Frank Herbert: “Essa é a melhor maneira de vivenciar Arrakis”, afirmou a publicação, que atribuiu nota 8,5/10 ao jogo.
Na Alemanha, o site 4P foi ainda mais enfático, com nota 9/10: “Não conheço nenhum mundo de jogo que seja mais Dune do que Dune: Awakening. Para aqueles que esperaram anos para explorar Arrakis, Dune: Awakening foi a solução.”
Foco na fidelidade ao universo Duna
A ambientação detalhada, a fidelidade ao cânone de “Duna” e as referências visuais e sonoras às adaptações cinematográficas dirigidas por Denis Villeneuve, em parceria com a Legendary, estão entre os principais pontos positivos destacados nas análises.
A IGN, referência mundial no jornalismo gamer, concedeu nota 8/10, enquanto a Eurogamer elogiou a jogabilidade e a mecânica de sobrevivência, atribuindo 4 de 5 estrelas. Para o site Screenrant, “Fiquei tão focado no jogo que acabei esquecendo de comer algumas das minhas refeições”, declarou o redator em sua resenha.
Já o site Dualshockers, que deu nota 9/10, foi categórico: “Acredito que Dune: Awakening é um daqueles jogos que vamos olhar daqui a dez anos e vamos dizer: ‘Este é um dos melhores jogos de todos os tempos’.”
O lançamento de “Dune: Awakening” marca apenas o início da jornada planejada pela Funcom. O Passe de Temporada inclui os quatro primeiros pacotes de conteúdo adicional, com promessas de expansão da história e aprimoramentos na mecânica de jogo. Além disso, a desenvolvedora já trabalha em atualizações gratuitas que devem manter o título vivo e relevante por muito tempo.
Os interessados podem adquirir o jogo diretamente no Steam. A Funcom mantém canais oficiais em português no Instagram, X (antigo Twitter), TikTok e Facebook, com atualizações constantes sobre o desenvolvimento e as novidades do universo de “Dune: Awakening”.
Foto: Divugalção/Dune: Awakening
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
A brasileira Akaer foi escolhida para projetar a cabine pressurizada do WindRunner, o maior avião cargueiro já concebido. A colaboração com a norte-americana Radia, responsável pelo desenvolvimento da aeronave, foi anunciada oficialmente na última terça-feira (17), durante o Paris Air Show 2025, um dos principais eventos da indústria aeronáutica mundial.
A Akaer ficará encarregada de desenvolver o componente crítico que abrigará a tripulação e os sistemas essenciais do cargueiro. O trabalho será realizado na sede da empresa em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A cabine pressurizada, denominada Cabin Pressure Vessel, garante um ambiente controlado para operação segura em voos de longa duração.
“Temos orgulho de contar com parceiros altamente qualificados como a Akaer, que compartilham de nossa visão de futuro e estão nos ajudando ativamente a moldar uma nova era de logística sustentável e integrada”, afirmou Mark Lundstrom, fundador e CEO da Radia.
WindRunner: revolução na logística global
O WindRunner foi concebido com o propósito de atender a missões estratégicas nas áreas de energia, defesa, aeroespacial e resposta a desastres. Com capacidade para transportar até 80 toneladas e volume interno de 7.700 m³ — o maior já projetado para uma aeronave —, o cargueiro promete transformar a logística de transporte de grandes equipamentos e insumos.
Um dos principais diferenciais do WindRunner está na possibilidade de operar em pistas não pavimentadas com apenas 1.800 metros de extensão. Isso elimina a necessidade de infraestrutura aeroportuária especializada, permitindo entregas ponto a ponto em locais remotos, como áreas de difícil acesso e zonas de desastre.
Além disso, a estrutura da aeronave possibilita o transporte direto de cargas superdimensionadas, como pás de turbinas eólicas com mais de 100 metros de comprimento, veículos militares blindados e até satélites. A proposta é oferecer uma alternativa ágil e eficiente para operações logísticas complexas, reduzindo significativamente os custos operacionais.
Reconhecimento à engenharia brasileira
A participação da Akaer no projeto do WindRunner reforça o protagonismo da engenharia brasileira no cenário internacional da aviação. A empresa já é reconhecida por sua atuação em projetos de destaque, como o desenvolvimento do novo caça turco, a fuselagem de um avião comercial alemão e sua parceria com a Saab e a Embraer no programa Gripen.
“É motivo de orgulho fazer parte deste relevante projeto que será um marco para a aviação mundial. O desenvolvimento do WindRunner é desafiador e complexo, e a participação da Akaer é resultado do reconhecimento da excelência e experiência que construímos ao longo dos anos”, declarou Cesar Silva, CEO da Akaer.
A formalização do acordo durante o Paris Air Show 2025 representa um avanço importante para a consolidação da Akaer como uma das principais fornecedoras globais de soluções em engenharia aeronáutica. O envolvimento da empresa no projeto do maior cargueiro do mundo não apenas reforça sua credibilidade no setor, como também posiciona o Brasil como um polo estratégico na cadeia global de inovação tecnológica para a aviação.
Foto: Divulgação/Radia
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
O número de veículos movidos a motor elétrico no Rio Grande do Norte cresceu 607% entre 2022 e junho de 2025. O dado foi divulgado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN), com base em um levantamento realizado pelo setor de Estatística do órgão.
De acordo com o estudo, o estado contava com 427 veículos elétricos registrados em 2022. Em 2023, houve aumento de 110% no total da frota, que chegou a 894 unidades. Já em 2024, a alta foi de 174%, elevando o número para 2.447 veículos.
Somente nos cinco primeiros meses de 2025, o crescimento foi de 24% em relação ao total do ano anterior. Ao final de maio, o estado atingiu a marca de 3.017 veículos elétricos cadastrados no sistema do Detran.
A cidade de Natal concentra a maior parte da frota elétrica registrada no estado. Segundo o levantamento, a capital potiguar possui 1.583 veículos elétricos, o que representa 52,5% do total.
O levantamento também incluiu dados sobre os veículos híbridos, que combinam propulsão elétrica e motor a combustão (gasolina, etanol ou diesel). Entre 2022 e junho de 2025, o número de automóveis híbridos no estado passou de 916 para 2.891, representando um aumento de 216%.
Em relação aos híbridos, Natal também lidera, com 1.662 veículos desse tipo, o equivalente a 57,5% da frota estadual da categoria.
Somando os veículos elétricos e híbridos, o Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 340% no período analisado. Em 2022, o total somava 1.343 unidades. Já em junho de 2025, o número chegou a 5.908 veículos. Desse total, 3.245 estão registrados na capital potiguar, o que corresponde a 55% da frota somada dos dois tipos de veículos.
O levantamento aponta a seguinte evolução dos números ao longo dos últimos anos:
Veículos elétricos no RN:
2022: 427
2023: 894 (+110%)
2024: 2.447 (+174%)
2025 (junho): 3.017 (+24% em relação a 2024)
Veículos híbridos no RN:
2022: 916
2023 e 2024: não detalhado no levantamento
2025 (junho): 2.891 (+216% desde 2022)
Total combinado (elétricos + híbridos):
2022: 1.343
2025 (junho): 5.908 (+340%)
Os dados foram extraídos do banco de informações do Detran/RN e divulgados com o objetivo de demonstrar a evolução da frota de veículos com tecnologias alternativas de propulsão no estado.
A capital do estado, Natal, aparece com destaque em ambos os segmentos, sendo responsável por mais da metade das unidades registradas tanto de carros elétricos quanto híbridos.
Não foram divulgadas informações detalhadas sobre os demais municípios potiguares nem sobre os modelos de veículos predominantes em cada categoria.
Foto: Leonardo Sá /Agência Senado / Matheus Landim/GOVBA/Ilustração
A operação dos trens urbanos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Natal está sob risco de paralisação total até agosto. O alerta foi feito pela própria companhia, que aponta a ausência de recursos federais mínimos para garantir a continuidade dos serviços ferroviários na capital potiguar e em outras três regiões metropolitanas onde atua: Recife, João Pessoa e Maceió.
Apesar de o Ministério das Cidades ter sinalizado que vai assegurar parte dos repasses para o sistema de Recife — o mais robusto entre os operados pela CBTU — ainda não há confirmação de recursos garantidos para Natal, o que deixa em estado de alerta os cerca de 10 mil usuários diários que dependem dos trens como alternativa de transporte.
A crise financeira da estatal tem raízes antigas, mas o problema se agravou após a mudança de gestão administrativa da CBTU em 2023, quando a empresa passou do guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento Regional para o Ministério das Cidades. Desde então, repasses regulares deixaram de acontecer, comprometendo o planejamento e a manutenção da operação.
O que agrava ainda mais a situação é o alto custo da operação em comparação à arrecadação. Em Natal, cada passagem deveria custar, segundo a CBTU, R$ 36,00 por passageiro. No entanto, o valor pago pelo usuário é de apenas R$ 2,50. A diferença é coberta por um subsídio federal que representa 93% do custo total — um dos mais altos do país.
Para manter o serviço funcionando, a CBTU precisa de um orçamento mínimo mensal, mas até agora não houve liberação efetiva dos valores. Em nota, a companhia reforçou que sem a recomposição dos recursos, a operação dos trens urbanos em Natal e nas demais capitais poderá ser completamente suspensa a partir de julho ou agosto.
Embora o Ministério das Cidades tenha garantido que recursos emergenciais devem ser repassados para o metrô do Recife — evitando sua interrupção — ainda não há definição clara quanto à redistribuição desse suporte financeiro para os demais sistemas regionais.
A situação preocupa especialistas e usuários, que enxergam nos trens urbanos uma alternativa econômica e sustentável de mobilidade para a população de baixa renda. Em Natal, o sistema ainda está em fase de modernização, com parte da linha em obras e trens novos sendo incorporados. A paralisação significaria um retrocesso nos esforços de mobilidade urbana na capital e nas cidades vizinhas atendidas pela linha férrea, como Parnamirim, Extremoz e Ceará-Mirim.
Até o momento, a CBTU segue operando normalmente, mas alerta que a continuidade dependerá de uma definição orçamentária nas próximas semanas. Sem isso, a paralisação, até então apenas uma possibilidade, pode se tornar realidade.
Foto: Matheus Felipe/Ilustração/Arquivo
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Quando Disney e Universal processam uma empresa de IA por “plágio em escala industrial”, a notícia vai além do entretenimento: ela nos obriga a encarar o impacto da inteligência artificial sobre os pilares da criação humana — e, especialmente, sobre os direitos autorais.
A ação movida contra a startup Midjourney é só mais um capítulo de uma série de embates jurídicos envolvendo IA generativa e uso não autorizado de obras protegidas. A polêmica não se limita ao cinema: roteiristas, jornalistas e artistas gráficos vêm denunciando práticas semelhantes — do escaneamento de rostos sem consentimento ao uso de seus textos e estilos para treinar sistemas que depois retornam conteúdos “inspirados”, mas sem crédito ou remuneração.
O uso de grandes volumes de dados para treinar IAs é essencial. Mas como garantir que isso aconteça de forma ética, sem desvalorizar a criatividade original? O caso reforça a urgência de estabelecer marcos regulatórios claros, que protejam tanto a inovação quanto os direitos fundamentais dos criadores.
Precisamos de um debate público mais amplo sobre o uso responsável da IA. Sem regras e transparência, arriscamos minar o que sustenta o jornalismo independente, a arte e a cultura: o direito de autoria e a justa remuneração por ideias e histórias que moldam nossa sociedade.
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
Interface é a coluna onde tecnologia, aviação, sociedade e educação se cruzam. Um espaço para refletir sobre como a inteligência artificial transforma nossas rotas, como as inovações decolam (ou colapsam) no setor público e privado, e como tudo isso impacta a forma como aprendemos, nos movemos e nos conectamos. Aqui, análise crítica e informação qualificada ganham altitude.
A partir desta quinta-feira (19), jogadores de PC, Xbox Series e PlayStation 5 já podem mergulhar em uma nova forma de viver o futebol com o lançamento oficial de Rematch, novo título do estúdio Sloclap, conhecido pelo sucesso de Sifu, e publicado pela Kepler Interactive.
Inspirado nos fundamentos mais puros do futebol — paixão, habilidade e trabalho em equipe —, o jogo busca entregar uma experiência visceral, na qual cada ação dentro de campo depende exclusivamente do controle do jogador, sem interferência de automatismos ou estatísticas predefinidas.
Uma nova abordagem do futebol virtual
Rematch foi desenvolvido com o objetivo de capturar a emoção e o ritmo do futebol de maneira inovadora, aproximando-se da experiência de estar em campo. A perspectiva em terceira pessoa coloca o jogador no controle direto de um atleta, em partidas 3v3, 4v4 e 5v5, incluindo um modo ranqueado competitivo desde o lançamento.
Diferentemente de simuladores tradicionais, Rematch dispensa elementos como faltas, impedimentos e VAR. Aqui, não há espaço para interferências externas — o jogo se baseia unicamente em habilidade manual e raciocínio tático. Cada passe, drible e finalização exige precisão, criando confrontos intensos e dinâmicos.
“Cada erro pode ser punido, cada oportunidade deve ser aproveitada”, destaca o estúdio na apresentação do jogo.
Modos de jogo e personalização O game chega ao mercado com quatro modos principais:
3v3 – ideal para partidas rápidas;
4v4 – equilíbrio entre agilidade e estratégia;
5v5 – a versão mais próxima do futebol real;
5v5 ranqueado – voltado ao cenário competitivo.
Além disso, o jogador pode personalizar avatares e arenas, explorando ambientes estilizados e cenários fantásticos, o que adiciona um toque criativo à experiência.
Segundo os desenvolvedores, atualizações futuras trarão novos modos de jogo, roupas exclusivas, cenários inéditos e ferramentas para competições online, ampliando o universo de Rematch.
Antes mesmo do lançamento, Rematch já dava sinais de popularidade: quase 2 milhões de jogadores participaram do beta no mês passado. Agora, a versão completa está disponível para compra e também faz parte do catálogo do Xbox Game Pass, o que deve impulsionar ainda mais sua base de usuários.
Confira os preços nas principais plataformas:
Steam (PC): R$ 89,00
PlayStation Store (PS5): R$ 149,90
Microsoft Store (Xbox Series): R$ 87,45
O trailer oficial de lançamento, que exibe os principais recursos e a jogabilidade intensa em terceira pessoa, já está disponível online e pode ser conferido pelos fãs de jogos esportivos e da franquia Sifu.
Imersão total sem assistências Rematch se diferencia dos simuladores convencionais por abolir assistências automáticas. Isso significa que o sucesso em campo dependerá exclusivamente da habilidade mecânica e da capacidade estratégica do jogador.
Ao colocar o foco na ação direta e na cooperação entre jogadores, o game propõe uma nova visão do futebol: menos regras e mais jogo.
Foto: Divulgação
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A Airbus anunciou nesta segunda-feira (16) pedidos de aeronaves que somam quase US$ 10 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões), dominando o primeiro dia do Paris Air Show 2025. O volume de contratos foi impulsionado por acordos com a AviLease, Riyadh Air e a companhia aérea polonesa LOT, em meio ao recuo da rival Boeing após o acidente fatal com um avião da Air India.
A feira internacional ocorre poucos dias depois da queda de um Boeing 787-8 da Air India, que fazia a rota Ahmedabad–Londres. A aeronave caiu logo após a decolagem, deixando apenas um sobrevivente entre os 242 ocupantes. Em razão da tragédia, a Boeing reduziu sua participação no evento, com ausências notáveis como a do CEO Kelly Ortberg e da executiva-chefe da divisão comercial, Stephanie Pope.
Encomendas impulsionadas por parceiros sauditas e europeus
O maior pedido veio da AviLease, empresa de leasing apoiada pelo fundo soberano da Arábia Saudita. A companhia firmou contrato para adquirir 30 aviões A321 de fuselagem estreita, com opção de compra de outros 25, além de 10 cargueiros A350, com 12 opções adicionais. No mês anterior, a AviLease havia anunciado um acordo com a Boeing para 30 jatos 737 Max durante a visita do ex-presidente dos EUA Donald Trump ao Oriente Médio.
Já a Riyadh Air encomendou 25 unidades do Airbus A350-1000, com a possibilidade de aquisição de mais 25. A companhia saudita pretende realizar seu voo inaugural ainda este ano. Com esse anúncio, sua carteira de pedidos chega a 182 aeronaves, segundo o CEO Tony Douglas.
A polonesa LOT, por sua vez, fechou contrato para 40 jatos A220, com possibilidade de ampliar o pedido para até 84 unidades. O modelo é considerado estratégico pela Airbus, que busca alcançar o ponto de equilíbrio do programa.
Airbus ganha fôlego com entregas mais rápidas
Segundo a consultoria Cirium, os pedidos firmes totalizam aproximadamente US$ 10 bilhões. Apenas o contrato com a Riyadh Air é estimado em cerca de US$ 4,6 bilhões (R$ 25,3 bilhões).
Analistas apontam que, diante das dificuldades na cadeia de suprimentos, tanto Airbus quanto Boeing estão vendendo “o que conseguem produzir”. No caso da Airbus, a vantagem está nos modelos A350, cuja entrega é mais ágil em comparação aos A320, cujas linhas enfrentam gargalos, sobretudo pela escassez de motores.
“O pedido polonês do A220 é significativo porque ajuda a sustentar um programa que ainda busca viabilidade financeira”, afirmou Sash Tusa, analista da Agency Partners em Londres.
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Parceria estratégica fortalece posição da Embraer na Europa
Por Danilo Bezerra – dnlbzrr@gmail.com Interface
A Embraer anunciou, nesta segunda-feira (17), durante o Paris Air Show 2025, a venda de um sexto cargueiro KC-390 para a Força Aérea Portuguesa (FAP). A nova unidade complementa o contrato anterior de cinco aeronaves, avaliado em cerca de 830 milhões de euros (R$ 5,2 bilhões).
O novo acordo inclui ainda um pedido firme para a produção de dez aviões KC-390 destinados a países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Os nomes dos compradores ainda não foram divulgados, mas a encomenda tem como objetivo garantir posições na linha de produção da Embraer e reforçar a logística e a interoperabilidade entre os aliados europeus.
A entrega do sexto KC-390 à FAP está prevista para 2029. Segundo a empresa, o pedido reforça a parceria estratégica com Portugal e amplia a presença da fabricante brasileira no mercado europeu de defesa.
OGMA e centro de treinamento em destaque A Embraer detém 65% do controle da OGMA, empresa de manutenção e engenharia aeronáutica localizada em Alverca, Portugal, que desempenha papel fundamental no programa do KC-390.
O ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, destacou que o novo acordo impulsiona a Base Tecnológica e Industrial de Defesa portuguesa, com especial atenção ao fortalecimento do Centro de Treino KC-390 em Alverca.
“A Força Aérea se constitui como um parceiro de excelência na operação e no treino para os países aliados”, afirmou Melo.
O ministro também ressaltou que a compra do sexto cargueiro reforça a imagem de Portugal como operador de referência do KC-390 na Europa.
Confiança na performance operacional Para Bosco da Costa Júnior, presidente da Embraer Defesa & Segurança, a nova aquisição representa a primeira compra adicional de um operador do KC-390, sinalizando confiança no desempenho da aeronave.
“A aquisição do sexto KC-390 pela Força Aérea Portuguesa, que opera a aeronave desde 2023, demonstra o reconhecimento da qualidade e do resultado operacional que o avião tem alcançado”, disse o executivo.
Segundo ele, a adição de novas opções de compra também sinaliza que mais países ocidentais podem se tornar operadores do modelo, aproveitando as sinergias econômicas ao longo de seu ciclo de vida.
Versatilidade e capacidades do KC-390 O KC-390 é um cargueiro tático multimissão projetado para atender a diversas necessidades das forças armadas. Entre suas principais capacidades, destacam-se:
Transporte e lançamento de cargas e tropas
Evacuação aeromédica
Busca e salvamento
Apoio a missões humanitárias
Combate a incêndios
Vigilância marítima
Reabastecimento em voo
A aeronave é projetada para operar em pistas curtas e não preparadas, tornando-se ideal para cenários desafiadores em ambientes civis e militares.
Embraer expande presença na América do Norte com jatos E175 A subsidiária Envoy Air, da American Airlines, anunciou a compra de 33 jatos Embraer E175-E1, ampliando sua frota para 214 aeronaves — sendo 171 do modelo E175 e 43 do E170.
Com capacidade para até 88 passageiros, os jatos serão entregues entre 2026 e 2027. A compra faz parte da estratégia de crescimento sustentável da empresa.
“À medida que mantemos o foco nos nossos princípios fundamentais de segurança, qualidade e controle de custos, a Envoy continua crescendo de forma estratégica”, declarou Pedro Fábregas, CEO da Envoy.
Reconhecidos pela eficiência e conforto em rotas regionais, os E175 operam principalmente em rotas domésticas dos EUA e conexões com o Caribe e o Pacífico, consolidando a presença da Embraer no mercado norte-americano.
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Nova coluna do Por Dentro do RN aborda transporte público, acessibilidade, planejamento urbano e os desafios da mobilidade no cotidiano
Seja bem-vindo à Mobilidade em Pauta, a nova coluna do POR DENTRO DO RN dedicada a discutir, refletir e propor ideias sobre os desafios e soluções que envolvem um tema cada vez mais essencial para todos nós: a mobilidade urbana. Mais do que falar do nosso deslocamento e suas nuances, esta coluna quer abordar a mobilidade como um direito fundamental, um fator de cidadania e uma peça-chave para o desenvolvimento sustentável.
Vivemos em um tempo em que as transformações urbanas, as novas tecnologias e as mudanças climáticas colocam em xeque o modelo tradicional de mobilidade. É cada vez mais urgente repensar como nos movemos — seja de ônibus, bicicleta, carro, trem, metrô ou a pé. E não apenas do ponto de vista da infraestrutura, mas também das políticas públicas, da acessibilidade, da inclusão social e da qualidade de vida.
Mobilidade foi um tema que sempre me agradou muito. Mas para além disso, é algo que impacta diretamente o cotidiano de todos nós. Do trabalhador que enfrenta horas no transporte público ao ciclista que busca mais segurança, da pessoa com deficiência que precisa de acessibilidade até o gestor público que planeja o trânsito, todos estamos inseridos nesse grande sistema de deslocamento humano.
A coluna Mobilidade em Pauta nasce com a missão de ser um espaço de informação, análise e diálogo.
Vamos trazer temas como:
Transporte coletivo e seus desafios;
Mobilidade ativa (pedestres, ciclistas, etc.);
Políticas públicas de mobilidade urbana;
Sustentabilidade e inovação no setor;
Acessibilidade e inclusão nos modais de transporte;
Transporte intermunicipal e regional;
Planejamento urbano e mobilidade integrada;
Casos de sucesso no Brasil e no mundo.
Um convite ao debate
Mais do que informar, queremos provocar o pensamento crítico e abrir espaço para diferentes visões. A mobilidade não é apenas um tema técnico: é político, social e cultural. Por isso, nesta coluna, vamos dialogar com especialistas, gestores, ativistas e, principalmente, com quem vive a mobilidade no dia a dia: toda a sociedade.
Esta é a nossa primeira parada. A partir daqui, a cada nova postagem, vamos explorar um novo aspecto desse universo dinâmico e essencial, inclusive com denúncias, reportagens e abordagens rumo a cidades mais humanas, conectadas e acessíveis. Esperamos que Mobilidade em Pauta se torne um ponto de encontro para quem se interessa por esse tema.
Acompanhe, participe e compartilhe. Porque falar de mobilidade é falar de futuro. E o futuro começa com boas ideias em movimento.
Foto: Reprodução
Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Hoje (17), a desenvolvedora independente francesa Sandfall Interactive e a publisher Kepler Interactive anunciam uma colaboração única com a designer britânica de joias Hannah Martin na criação de peças conceituais digitais inspiradas nos personagens de Clair Obscur: Expedition 33, o aclamado RPG de turnos reativo recém-lançado, disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam e Epic Games Store.
Unidos pelo desejo de criar novas peças artísticas e originais, Martin e a Sandfall Interactive projetaram cinco joias digitais que fundem a ourivesaria clássica e a delicadeza das belas-artes. Essas peças, inspiradas nos personagens Gustave, Lune, Sciel, Maelle e Verso, foram idealizadas em ouro 18 quilates e obsidiana negra, refletindo a interpretação de Martin da rica estética de Expedition 33 – mesclando o universo fantástico do jogo com a arte contemporânea e a elegância da alta moda. Os desenvolvedores da Sandfall Interactive modelaram minuciosamente esses designs na Unreal Engine 5, criando imagens digitais que fundem os mundos físico e virtual com uma arte ousada e deslumbrante.
“Esta colaboração foi incrível”, diz Martin, refletindo sobre seu trabalho com a Sandfall Interactive e Clair Obscur: Expedition 33. “É um território totalmente novo para mim, e adorei explorar e expandir os limites entre realidade e fantasia. Foi uma dança constante entre o mundo real e o imaginário.”
Além disso, Martin criou 33 colares reais inspirados no design de Verso, artesanalmente produzidos em prata esterlina com detalhes meticulosos. Essas peças não estão à venda e foram feitas em edição super limitada como um agradecimento à comunidade e artistas que apoiaram o jogo.
Clair Obscur: Expedition 33 já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam e Epic Games Store. Para mais informações, visite http://www.expedition33.com/.
Fotos: Divulgação
Sobre Danilo Bezerra, colunista do Por Dentro do RN
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As instituições de ensino brasileiras têm até o dia 30 de junho para participar da 3ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis. O concurso internacional, destinado a escolas de todo o Brasil, México e Colômbia, tem o objetivo de identificar, reconhecer e dar visibilidade ao compromisso de estudantes e professores com a sustentabilidade, por meio de projetos que beneficiem a sociedade e o meio ambiente nas comunidades onde as escolas estão localizadas.
O Prêmio Escolas Sustentáveis é uma iniciativa da Santillana, a Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e da Fundação Santillana. Conta com duas categorias:
Educação infantil/pré-escola e ensino fundamental (anos iniciais): voltada para ações desenvolvidas nas primeiras etapas da educação.
Ensino médio/educação secundária/ensino médio completo: direcionada a experiências que envolvam as últimas etapas escolares. No caso do Brasil, também poderão ser inscritas iniciativas da EJA (Educação de Jovens e Adultos) nessa categoria.
O Prêmio Escolas Sustentáveis terá uma primeira etapa nacional, na qual um júri selecionará as iniciativas mais relevantes de cada país. A mais destacada em cada categoria receberá um prêmio de R$ 17,5 mil, um troféu, um certificado do prêmio Escolas Sustentáveis e o passaporte para a final internacional, que neste ano será realizada no Brasil. Lá, será anunciada a escola vencedora desta terceira edição, que receberá um prêmio de R$ 29 mil.
Para Francisco Cuadrado, presidente executivo da Santillana, “o Prêmio Escolas Sustentáveis é uma iniciativa fundamental dentro da nossa estratégia de sustentabilidade. Graças a ela, conseguimos conhecer projetos reais que estão tendo um impacto significativo em seu entorno, o que demonstra que a educação realmente pode transformar a sociedade”.
Mariano Jabonero, secretário-geral da OEI, celebrou esta nova edição do prêmio, afirmando que “trata-se de uma iniciativa que já se consolida como uma das mais representativas da Ibero-América para impulsionar uma educação comprometida com a sustentabilidade, o desenvolvimento e a preservação ambiental”, além de “estar alinhada com os objetivos da COP 30, que será realizada no final do ano no Brasil, com a colaboração da OEI na sua organização”.
As instituições de ensino interessadas em participar do concurso poderão inscrever seus projetos ESG (ambientais, sociais ou de governança) no site www.premioescuelassostenibles.com. Como novidade deste ano, a plataforma de registro foi renovada para facilitar a inscrição das escolas e melhorar a experiência do usuário.
Mais de 2.000 projetos
O Prêmio Escolas Sustentáveis retorna após o sucesso das duas primeiras edições, que reuniram mais de 2.000 projetos de sustentabilidade. Todos eles podem ser consultados no site do prêmio.
Para Luciano Monteiro, diretor executivo da Fundação Santillana no Brasil, “este banco de projetos é uma das partes mais valiosas do prêmio. Compartilhar todas essas experiências e boas práticas nos permite valorizá-las e inspirar outras escolas da América Latina”.
Uma das iniciativas que pode ser vista no site de inscrições para a premiação é a vencedora do ano passado: “Em busca dos jardins”, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire, em Porto Alegre (RS). Iniciado em 2019, o projeto tem como objetivo formar mulheres líderes por meio de mediações leitoras e diálogos sobre desigualdade de gênero, além de promover ações contra a violência de gênero, autocuidado e saúde mental. A iniciativa tem sido uma poderosa ferramenta para envolver a comunidade escolar e melhorar a qualidade de vida no território, abordando temas como abuso sexual e desigualdade educacional, ao mesmo tempo em que fortalece o protagonismo feminino.
Sobre a Santillana
A Santillana é a principal companhia educacional da América Latina, com mais de 60 anos de experiência e atuação em 19 países. Em um cenário de transformação digital e pedagógica, além de prezar pela qualidade e inovação de todos os seus conteúdos, oferece às escolas, professores, famílias e alunos um serviço mais completo, que inclui tecnologia, formação e consultoria. A empresa tem forte compromisso com a Agenda 2030 e atua como agente transformador na educação, ajudando a criar melhores oportunidades de vida para milhões de estudantes. Mais informações em: Link
Sobre a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI)
Sob o lema “Fazemos a cooperação acontecer”, a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) é, desde 1949, o primeiro organismo intergovernamental para a cooperação Sul-Sul no espaço ibero-americano. Atualmente, conta com 23 Estados-Membros e 19 escritórios nacionais, além de sua Secretaria-Geral em Madri. Em 2024, recebeu o prestigioso Prêmio Princesa das Astúrias de Cooperação Internacional “por seu trabalho frutífero na promoção do multilateralismo e por representar uma ponte significativa nas relações entre a Europa e a Ibero-América”.
Com uma média de mais de 600 projetos e 300 acordos de cooperação ativos por ano, a OEI representa uma das maiores redes de cooperação da Ibero-América. Entre seus resultados, a organização contribuiu para a drástica redução do analfabetismo na Ibero-América, com uma média de 11 milhões de beneficiários diretos nos últimos 5 anos.
Sobre a Fundação Santillana
A Fundação Santillana acredita na educação como o principal catalisador para um mundo mais justo e equitativo. Tem o compromisso de contribuir para a superação das desigualdades educacionais, promovendo o debate e reforçando a ideia do poder transformador da educação. Para isso, atua com uma extensa rede de parceiros nacionais e internacionais, buscando oferecer uma ampla gama de propostas, boas práticas e discussões para uma escola mais sustentável e igualitária.
Foto: Fundação Santillana
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Anna Luiza Queiroz e Anne Letícia Pinheiro, alunas da escola estadual de Tempo Integral Dr. José Fernandes de Melo, em Pau dos Ferros, representaram o Brasil em uma missão científica no Massachusetts Institute of Technology (MIT), entre os dias 7 e 14 de junho. O projeto que levou as jovens à maior universidade de tecnologia do mundo foi um rover sustentável, desenvolvido por elas e outros colegas como parte da equipe Redescobrindo a Caatinga.
A proposta nasceu dentro do ambiente escolar e alia tecnologia, sustentabilidade e valorização do bioma semiárido. O pequeno veículo robótico foi projetado para operar em condições extremas do solo e clima da Caatinga, com estrutura montada a partir de materiais reaproveitados. A ideia é utilizar soluções tecnológicas para responder a desafios locais, tendo a natureza como fonte de inspiração e campo de atuação.
A jornada até o MIT teve início ainda em 2024, durante a RoverXpedição Caatinga — uma série de etapas formativas e seletivas que mobilizou estudantes e professores da rede estadual. Em outubro, na fase realizada na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), em Mossoró, a equipe se destacou entre dezenas de projetos. Já em janeiro deste ano, Anna Luiza e Anne Letícia participaram de uma missão preparatória no Laboratório de Aplicações Científicas (LAC) da UFERSA, onde trabalharam ao lado de mentores da universidade, estudantes do MIT e outros finalistas.
“É profundamente gratificante testemunhar que estudantes da escola pública são plenamente capazes de sonhar alto, romper barreiras e concretizar seus projetos de vida”, afirmou a professora Jacicleuma Oliveira, uma das orientadoras do projeto.
De volta ao Rio Grande do Norte, as estudantes relatam que a experiência foi marcante. “Foi a realização de um sonho. A sensação que tenho é de missão cumprida e de coragem para encarar mais um desafio”, disse Anna Luiza.
A secretária de Estado da Educação, professora Socorro Batista, parabenizou as estudantes e destacou a importância do feito. “É um orgulho imenso ver nossas estudantes se destacando internacionalmente. Essa conquista mostra o poder da escola pública quando há investimento, incentivo e valorização do protagonismo juvenil. Elas nos ensinam que a educação transforma — e transforma para o mundo”, pontuou Batista.
A missão científica nos Estados Unidos chegou ao fim, mas o legado que as jovens deixam é um convite à esperança e à ousadia. Do sertão potiguar ao MIT, a Caatinga foi redescoberta com ciência, criatividade e amor pelas raízes.
Foto: ASSECOM/SEEC
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Os servidores públicos do Poder Executivo federal e os professores das redes públicas de ensino estaduais e municipais, efetivos e em exercício em 2025, podem se inscrever para compor a Rede Nacional de Certificadores (RNC) do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 e da Prova Nacional Docente (PND) até a próxima segunda-feira, 30 de junho.
Os interessados em ser um certificador dos procedimentos de aplicação do Enem e da PND 2025 podem se inscrever pelo Sistema RNC do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
É necessário ter formação mínima do ensino médio e não é permitida a inscrição de quem tem cônjuge, companheiro ou quaisquer parentes de até terceiro grau inscritos no Enem ou na PND 2025, também chamada de Enem dos Professores. Caso já tenha cadastro no sistema, o candidato a certificador deve conferir se os dados estão atualizados.
O que faz O certificador voluntário é o profissional responsável por garantir a segurança, a lisura e a conformidade dos processos de aplicação do exame. Ele atua como um fiscal externo representando o Inep em cada um dos locais de prova.
Entre as atividades realizadas por um certificador estão o recebimento e abertura dos malotes de prova; identificação dos participantes; o controle dos horários de início e encerramento das provas.
O Enem 2024 foi aplicado em 1.753 municípios, com 140 mil salas de prova, em cerca de dez mil locais de prova. O Inep informa que a logística envolveu dez mil coordenações de aplicação e mais de 500 mil colaboradores neste processo.
Remuneração Os profissionais selecionados pelo Inep poderão atuar na primeira da Prova Nacional Docente (PND), agendada para 26 de outubro, e nos dois dias de provas do Enem 2025 (9 e 16 de novembro). A remuneração diária é R$ 510. Em casos de atuação em municípios com número insuficiente de certificadores, com deslocamento superior a 150 quilômetros do município de origem, a diária passa a ser de R$ 864.
Nas cidades paraenses (Belém, Ananindeua e Marituba), o Enem será aplicado em 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização na capital do Pará da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), no período de 10 a 21 de novembro.
Conforme o edital, o certificador participante poderá atuar em um ou mais dias de aplicação das provas dos dois exames (Enem e PND 2025).
Curso de capacitação A divulgação dos inscritos confirmados e convocados para o curso de capacitação será feita em 14 de julho. Nesta data, a lista dos inscritos convocados para realizar o curso de capacitação e as demais etapas do processo seletivo poderão ser consultadas na Página de Acompanhamento dos certificadores, o Sistema RNC.
Os interessados com inscrição confirmada poderão realizar o curso de capacitação, na modalidade a distância, promovido pelo Inep, conforme o número de vagas disponíveis.
Para ser aprovado com certificador, a pessoa inscrita deve obter rendimento mínimo de 70% no curso de capacitação. A data do início da capacitação ainda será divulgada na Página de Acompanhamento.
Convocação O Inep pode convocar para o curso de capacitação pela plataforma virtual até três vezes a quantidade estimada da demanda para cada município, usando como critério a ordem de inscrição confirmada.
Caso a quantidade de certificadores aptos a receber a demanda excepcional exceda o quantitativo necessário para preenchimento de determinado município de aplicação, a seleção do certificador ocorrerá obedecendo aos seguintes critérios de prioridade:
Atuação como certificador na edição do ano anterior do Enem;
Maior rendimento no curso de capacitação;
Em caso de empate nos critérios definidos, a demanda será gerada por sorteio realizado no sistema da RNC.
Confira o cronograma da seleção:
Inscrições no Sistema RNC: 5 a 30 de junho;
Divulgação dos inscritos confirmados e convocados para capacitação: 14 de julho;
Período para recursos das inscrições não confirmadas: 15 a 22 de julho;
Resultados dos recursos: 11 de agosto.
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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A editora e desenvolvedora coreana NC America lançou hoje um vídeo de gameplay de oito minutos mostrando uma visão interna do seu mais novo jogo, Blade & Soul Heroes.
Com estreia na Summer Game Fest e no IGN LIVE na semana passada, o MMORPG de ação colecionável e gratuito combina lutas em tempo real com combates intensos por turnos. A jogabilidade de Blade & Soul Heroes obriga os jogadores a procurar, desbloquear e coletar novos personagens, “heróis”, para formar a equipe tática ideal e derrotar chefes aterrorizantes e oponentes formidáveis.
Os jogadores podem colocar Blade & Soul Heroes na lista de desejos do Steam e da PURPLE e fazer o pré-registro para ganhar várias recompensas no site oficial do jogo agora mesmo.
Imagem: Divulgação
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Na manhã desta quinta-feira (20.jul.2023), ocorreu um tiroteio em um canteiro de obras na maior cidade da Nova Zelândia, Auckland, resultando na perda de pelo menos três vidas. A tragédia aconteceu apenas algumas horas antes da abertura da nona Copa do Mundo de futebol feminino na cidade.
De acordo com informações da mídia, o atirador, que se deslocava pelo canteiro de obras, efetuou vários disparos, ferindo diversas pessoas e tirando a vida de duas delas. Ao se refugiar nos andares superiores do prédio, o homem acabou acuado no poço do elevador e foi alvejado fatalmente pela polícia.
A situação causou grande apreensão na cidade, levando as autoridades a tomar medidas de segurança imediatas. Ruas em Auckland foram isoladas, os serviços de balsa foram cancelados e alguns trajetos de ônibus foram desviados em certas áreas da cidade.
O prefeito de Auckland, Wayne Brown, pediu aos habitantes que evitem deslocamentos para o centro da cidade e permaneçam em suas casas, considerando a assustadora situação que se abateu sobre a cidade durante o trajeto matinal para o trabalho.
Diante da tragédia, o primeiro-ministro Chris Hipkins cancelou uma viagem que estava planejada para a cidade de Hamilton, que fica a cerca de 120 quilômetros (75 milhas) ao sul de Auckland, e retornou imediatamente para a capital nacional, Wellington.
Sobre Heloísa Lemos, colunista do Por Dentro do RN
Formada em Comunicação Social/Jornalismo e Rádio e TV pela UFRN, Heloísa Lemos já atuou em diversas assessorias de imprensa, além de ter expertise com redes sociais. Em 2020, concluí a especialização em marketing também pela Universidade Federal. Contudo, os (e-) esportes sempre foram, além de um hobby, uma paixão.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta segunda-feira (17.jul.2023), a definição dos mandos de campo das semifinais da Copa do Brasil, através de um sorteio realizado em sua sede no Rio de Janeiro.
São Paulo e Corinthians, em busca de uma vaga na decisão, se enfrentarão em um clássico, com o primeiro jogo sendo realizado na Neo Química Arena e o segundo no Morumbi. Na outra semifinal, Grêmio e Flamengo se confrontarão para garantir um lugar na final, com o primeiro confronto ocorrendo na casa do Grêmio e o segundo no Maracanã.
A CBF estabeleceu as datas-base para os jogos, com o jogo de ida marcado para o dia 26 de julho e o jogo de volta para o dia 16 de agosto.
Em virtude de terem garantido suas vagas nas semifinais, Flamengo, Grêmio, Corinthians e São Paulo já receberam a premiação de R$ 9 milhões cada. O grande campeão da Copa do Brasil será agraciado com R$ 70 milhões, além de assegurar uma vaga na Libertadores, enquanto o vice-campeão receberá R$ 30 milhões.
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Nesta quarta-feira (24.mai.2023), foi anunciada a triste notícia do falecimento de Alexandre Funari “Xandy” Negrão, um dos ícones do automobilismo brasileiro, aos 70 anos. O piloto e empresário perdeu sua batalha contra o câncer. A Stock Car, principal categoria do esporte a motor no país, confirmou a notícia.
Xandy Negrão será lembrado como um competidor duro, mas sempre mantendo a alegria. Sua personalidade brincalhona não o impedia de ser profissional em sua atuação, como afirmou um trecho do comunicado emitido pela Stock Car. Ele conquistou o vice-campeonato da Stock Car em quatro ocasiões: 1995, 1996, 1997 e 1999. Durante sua carreira de 20 anos na categoria, de 1983 a 2003, Negrão disputou 108 corridas, obtendo 21 vitórias, 23 pole positions e subindo ao pódio 59 vezes.
Além de sua carreira como piloto, Xandy Negrão obteve sucesso como empresário. Ele foi o fundador da Medley, o maior laboratório de medicamentos genéricos do Brasil, que foi vendido em 2009. Antes de seu falecimento, Negrão também se dedicava à criação de gado em sua fazenda em Goiás.
O legado de Xandy Negrão continuará através de sua família. Ele deixa seu filho Xandinho Negrão, com quem conquistou a Endurance Brasil em 2020, seu irmão Guto Negrão, ex-piloto e vice-campeão da Stock Car em 2003, e seu sobrinho André Negrão, participante do WEC (World Endurance Championship).
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No último domingo (21.mai.2023), o jogador do Real Madrid, Vinicius Jr, foi vítima de racismo, durante partida válida pelo Campeonato Espanhol contra o Valência. Esse incidente ganhou destaque nas redes sociais e na mídia mundial, levando a uma grande repercussão. De acordo com dados fornecidos pelo Google ao portal GR, Vinícius Junior estabeleceu um recorde de buscas no Brasil em um único dia desde o início da série histórica do Google em 2004. Esse recorde ocorreu na última segunda-feira (22.mai.2023). Além disso, o interesse pelo jogador aumentou 41 vezes nas últimas 48 horas, em comparação com o período anterior, representando um aumento de 4.050%.
Embora Vinicius Jr tenha se destacado na internet devido ao incidente de racismo que sofreu, o jogador também gerou interesse e buscas por motivos positivos anteriormente. Em 28 de maio de 2022 ele marcou o gol que garantiu ao Real Madrid mais um título da Liga dos Campeões, o que também impulsionou seu destaque nas pesquisas. Outro momento em que ele gerou um grande volume de buscas foi em 24 de novembro de 2022, quando fez sua estreia na seleção brasileira em uma Copa do Mundo.
Além de Vinícius Jr, outro nome que chamou atenção nas pesquisas no Brasil foi o de Javier Tebas, atual presidente da La Liga. O nome de Tebas nunca havia sido tão pesquisado no Brasil quanto na última segunda-feira. As buscas aumentaram devido às declarações do presidente da liga, que minimizou o caso de racismo sofrido por Vinicius.
O caso envolvendo o jogador do Real Madrid também impulsionou as buscas relacionadas ao tema do racismo no Brasil. Na última segunda-feira, esse tema foi o mais buscado na plataforma, marcando o quarto dia em que ele se destacou nas pesquisas desde o início da série histórica do Google. As buscas relacionadas ao assunto aumentaram sete vezes nas últimas 48 horas, em comparação com o período anterior, representando um aumento de 650%.
Em termos de interesse por país, o Brasil ocupou o segundo lugar entre aqueles que mais se interessaram pelo tema nas últimas 24 horas, ficando atrás apenas da Bolívia. No entanto, na série histórica do Google, o Brasil ocupa a quarta posição, atrás dos Estados Unidos, Canadá e Bolívia.
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O Campeonato Norte-rio-grandense de Futsal Adulto Masculino contará com a participação de vinte equipes nesta edição. Os times foram distribuídos em cinco grupos regionalizados, conforme detalhado abaixo. A rodada de abertura está programada para ocorrer na sexta-feira (19.mai.2023) e no sábado.
De acordo com a Federação Norte-rio-grandense de Futsal, as equipes enfrentarão seus adversários em turno e returno dentro de suas respectivas chaves. As dezesseis melhores colocadas avançarão para as oitavas de final, que também serão disputadas em jogos de ida e volta.
O atual campeão estadual é o Apodi Futsal, que está representando o Rio Grande do Norte na Copa do Brasil e obteve a classificação para a segunda fase no último fim de semana.
Os jogos prometem ser emocionantes e proporcionarão momentos de grande rivalidade e habilidade por parte das equipes participantes. A competição será uma excelente oportunidade para os times mostrarem seu talento e lutar pelo título estadual. Grupos do Campeonato Norte-rio-grandense de Futsal Adulto Masculino: Grupo A • ARD Apodi Futsal • AD Itauense • ACE São Miguel • Impacto Futsal Grupo B • Cruzeiro Assú • Bayern/Grossos • Amarante/Jucurutu • Potiguar de Mossoró Grupo C • ACE Ipanguaçu • Alto do Rodrigues • Macau • AREC/Ponte Preta Grupo D • Cadet/Touros • Jandaíra • SIAP Golden • URV Futsal Grupo E • Gideões • Phoenix Futsal • União Goianinha • União Potengi Jogos da primeira rodada Sexta-feira, 19 de maio • 20h30 – Apodi Futsal x Impacto (Apodi) Sábado, 20 de maio • 20h30 – São Miguel x AD Itauense (São Miguel) • 20h30 – URV x Cadet/Touros (São Gonçalo do Amarante) • 20h30 – Phoenix Futsal x União Goianinha (Pedro Velho) Segunda-feira, 22 de maio • 20h30 – Potiguar x Amarante/Jucurutu (Mossoró) Terça-feira, 23 de maio • 20h30 – Macau x AREC/Ponte Preta (Macau) Sábado, 27 de maio • 20h30 – Bayern/Grossos x Cruzeiro Assú (Grossos) • 20h30 – Alto do Rodrigues x Ipanguaçu (Alto do Rodrigues) • 20h30 – Jandaíra x SIAP Golden (Jandaíra) • 20h30 – União Potengi x Gideões (São Paulo do Potengi)
Após o acordo firmado entre a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) no “caso Wallace”, um dos termos que chamou a atenção foi o não reconhecimento, por parte do COB, da final da Superliga Masculina 2022/2023 vencida pelo Cruzeiro diante do Minas. No entanto, não há consequências práticas em relação ao título conquistado pelo Cruzeiro.
A Superliga Masculina é organizada e realizada pela CBV, sem interferência direta do COB nas decisões e situações do torneio. Portanto, o título do Cruzeiro está homologado e mantido, mesmo com o não reconhecimento por parte do COB.
O acordo foi finalizado na noite de segunda-feira (16.mai.2023), encerrando meses de impasse. Além do não reconhecimento da final da Superliga, a decisão também substituiu a suspensão imposta à CBV por uma multa. A punição de cinco anos aplicada anteriormente à Wallace foi reduzida para 90 dias.
A negociação foi assinada pelos presidentes do COB, Paulo Wanderley; da CBV, Walter Pitombo Laranjeiras (conhecido como Toroca); pelo próprio Wallace; pelo Conselho de Ética do COB e pela Advocacia Geral da União (AGU). Com o documento, todas as partes envolvidas se comprometeram a não questionar mais a decisão em nenhuma instância judicial.
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No dia 14 de maio, a comunidade mundial do poker recebeu uma triste notícia ao saber do falecimento de Doyle Brunson, aos 89 anos. Brunson, conhecido como “Texas Dolly”, foi uma das maiores lendas na história do esporte da mente, encerrando sua carreira com dez braceletes da World Series of Poker (WSOP). Ele conquistou dois títulos consecutivos de Main Event em 1976 e 1977, uma marca compartilhada apenas por outros grandes jogadores, como Johnny Moss, Stu Ungar e Johnny Chan.
Minutos após a notícia, Todd Brunson, filho de Doyle, confirmou a informação através do Twitter, pedindo privacidade para a família durante esse momento difícil. A morte de Brunson deixou um vazio na comunidade do poker, onde ele era altamente respeitado e admirado.
Doyle Brunson entrou para o Hall da Fama do Poker em 1988 e foi o primeiro jogador a alcançar ganhos de US$ 1 milhão em torneios. Durante sua carreira, ele conquistou um total de dez braceletes da WSOP, entre os anos de 1976 e 2005, acumulando impressionantes US$ 6.176.737 em prêmios, nas competições ao vivo, de acordo com o Hendon Mob. Seus títulos na Copa do Mundo de Poker abrangiam várias modalidades, como No-Limit Hold’em, 2-7 Lowball Draw, 7-Card Stud, Razz e HORSE. Mesmo com o passar dos anos, Brunson continuou participando do evento em Las Vegas até o fim de sua vida.
Nascido em Longworth, Texas, em 10 de agosto de 1933, Brunson iniciou sua trajetória esportiva como um jogador de basquete promissor na universidade. No entanto, devido a uma grave lesão no joelho, ele decidiu abandonar o basquete e se dedicar ao poker, um jogo com o qual já tinha familiaridade. Brunson continuou seus estudos em administração na Universidade Hardin-Simmons, onde obteve o título de Mestre em Negócios. Ele compartilhou sua sabedoria no poker através de seus icônicos livros, como o Super/System e o Super/System 2.
A história de Brunson era tão inspiradora e marcante para o universo do poker que várias obras sobre sua vida estavam programadas para serem publicadas. Projetos como um audiolivro, um documentário e um filme biográfico estavam em andamento, retratando suas conquistas e até mesmo suas experiências com incidentes perigosos, envolvendo tiros, mortes e fugas. Além disso, havia planos para relatar sua festa de 90 anos em outra obra. A popularidade de Brunson era tamanha que ele costumava receber itens pelo correio para dar autógrafos, mas decidiu interromper essa prática ao perceber que muitos deles estavam sendo vendidos no mercado de revenda.
Ao longo dos anos, Doyle Brunson enfrentou problemas de saúde, superando o câncer quatro vezes, incluindo um melanoma no final de 2020.
Sobre Heloísa Lemos, colunista do Por Dentro do RN
Formada em Comunicação Social/Jornalismo e Rádio e TV pela UFRN, Heloísa Lemos já atuou em diversas assessorias de imprensa, além de ter expertise com redes sociais. Em 2020, concluí a especialização em marketing também pela Universidade Federal. Contudo, os (e-) esportes sempre foram, além de um hobby, uma paixão.
O Conselho de Ética do Comitê Olímpico do Brasil (COB) decidiu aumentar a suspensão do jogador Wallace, de 90 dias para cinco anos de suspensão, além de cortar as verbas destinadas à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) por causa do comportamento do jogador em uma partida da Superliga masculina de vôlei em fevereiro de 2021.
Wallace foi acusado de ter feito gestos obscenos para o banco de reservas do seu adversário durante a partida. Após uma investigação, o Conselho de Ética do COB concluiu que o jogador violou o código de ética do comitê e decidiu aumentar sua suspensão para 5 anos. Além disso, o conselho decidiu cortar as verbas destinadas à CBV por causa da falta de punição da confederação ao jogador.
Essa decisão do Conselho de Ética do COB mostra que as instituições esportivas estão cada vez mais rigorosas em relação ao comportamento ético dos atletas e que as violações desse tipo podem ter consequências graves para os envolvidos. É importante que os esportistas sejam conscientes de suas ações dentro e fora das quadras, pois suas atitudes podem ter impacto não apenas na sua carreira, mas também no esporte como um todo.
Confira a nota oficial do Conselho de Ética do COB:
“Por este motivo, DECIDE o Conselho de Ética, por UNANIMIDADE:
a) agravar as suspensões punitivas de 90 dias para 5 (cinco) anos e de 1 (um) ano para 5 (cinco) anos aplicadas ao atleta Wallace Leandro de Souza, mantendo-o afastado por este período de todo e qualquer evento referente ao voleibol e que seja caracterizado como evento de Federação, ou Confederação ou Comitê Olímpico, e por via de consequência:
i) Oficiar ao senhor ministro da Justiça dando conta do presente procedimento, e perquiridor acerca da existência de inquérito policial, representação criminal ou ação penal acerca dos fatos aqui noticiados, tendo por inculpado o referido atleta.
b) Suspender por 6 (seis) meses a Confederação Brasileira de Voleibol do sistema COB, e por via de consequência:
i) Determinar ao Comitê Olímpico do Brasil que suspenda todo e qualquer repasse financeiro – de quaisquer fontes, origens ou rubricas – à Confederação Brasileira de Voleibol, inclusive referentes à lei Agnello/Piva e decorrentes de loterias e jogos de prognósticos.
ii) Determinar ao Comitê Olímpico do Brasil que suspenda o auxílio material à Confederação Brasileira de Voleibol, aí incluído cessão de espaços físicos, material humano, auxílio tecnológico ou de know how.
iii) Oficiar ao Ministério dos Esportes comunicando a suspensão de todo e qualquer vínculo entre a CBV e o COB – e por via de consequência do movimento olímpico, por idêntico prazo, para fins de cancelamento de todo e qualquer financiamento ou ajuda material à referida Confederação que tenha por pressuposto a sua vinculação ao Comitê Olímpico do Brasil e ao movimento olímpico. Tudo sem prejuízo de outras sanções que a senhora ministra entender cabíveis.
iv) Oficiar ao Banco do Brasil e demais entidades – públicas ou privadas – que tenham vínculo com a CBV comunicando a suspensão por 6 (seis) meses da Confederação Brasileira de Voleibol da sua relação com o COB e movimento olímpico para fins de cancelamento de todo relacionamento patrimonial ou não patrimonial que as entidades privadas possuam com a CBV e que tenha por pressuposto a participação da entidade no sistema Olímpico, cujo vínculo deixa de existir na presente data. Tudo sem prejuízo das demais medidas que quaisquer entidades desejem tomar.
v) Oficiar ao TCU – Tribunal de Contas da União – comunicando a suspensão do vínculo por 6 (seis) meses sugerindo Tomada de Contas Especial tendo por objeto os valores públicos federais aplicados sob o pálio da entidade ora suspensa, inclusive acerca dos valores pagos pela entidade à guisa de honorários e serviços de arbitragem ao CBMA, com o objetivo de frustrar decisão da Entidade Máxima do Olimpismo Brasileiro”.
Sobre Heloísa Lemos, colunista do Por Dentro do RN
Formada em Comunicação Social/Jornalismo e Rádio e TV pela UFRN, Heloísa Lemos já atuou em diversas assessorias de imprensa, além de ter expertise com redes sociais. Em 2020, concluí a especialização em marketing também pela Universidade Federal. Contudo, os (e-) esportes sempre foram, além de um hobby, uma paixão.
Itália, Irlanda, Grécia… pense só como estes destinos são paradisíacos. Todos eles carregando cultura e belíssimos lugares. Tudo parece maravilhoso, não é mesmo? Bom, nem sempre. Estar nesses lugares pode aparentar que tudo está na mais completa perfeição, mas na verdade turbulências podem estar ocorrendo quando se retira o verniz. Então vamos falar sobre a recente trilogia Amor & livros, da autora Jenna Evans Welch.
Amor e Gelato, o primeiro livro da série, acompanha Lina, uma adolescente que acabou de perder a mãe e nunca conheceu o pai. Ansiosa e temerosa com a possibilidade de conhecê-lo ao viajar para a Itália, a menina ainda recebe um diário antigo, da época em que sua mãe morava no país, revelando segredos e mostrando um lado dela que Lina não conhecia. Para completar, a garota ainda se envolve num complicado triângulo amoroso.
Esse livro é o mais conhecido da série, talvez por ser muito envolvente. Possui uma leitura leve e agradável e o tom sarcástico da personagem o deixa ainda mais divertido.
Em Amor e Sorte – o segundo da trilogia- a história irá se concentrar em Addie, a melhor amiga de Lina, que viaja para a Irlanda com a família. Após um grave incidente entre o irmão de Addie e o namorado dela, os dois passam a brigar constantemente, o que a deixa desnorteada. Para ajudá-la, ela encontra na biblioteca o excêntrico “Guia da Irlanda para corações partidos” e talvez ela finalmente consiga superar seus problemas amorosos.
A obra é bem interessante por explorar lugares inusitados da Irlanda, fugindo da habitual capital Dublin. Além disso, trata de questões relevantes como a importância dos laços entre irmãos, sendo em alguns momentos crucial na história. A continuação se torna tão envolvente quanto a primeira, e o “guia” acaba enriquecendo a história.
O terceiro e último livro é Amor e azeitonas. Neste, a personagem principal é Olive, uma garota abandonada pelo pai ainda criança, quando ele resolve voltar para a Grécia, seu país de origem, para sair em busca de Atlântida, o continente perdido. Convencida por seu pai a reencontrá-lo após anos sem se ver, a garota viaja para Santorini e começa a descobrir segredos que podem abalar a já estremecida relação entre pai e filha.
Embora o livro seja tão bom quanto os outros, este é o mais distante da série, por não mostrar claramente uma ligação com os dois anteriores. Ainda possui pequenas falhas ao buscar técnicas que funcionaram bem em seus antecessores, mas não teve o mesmo efeito nessa obra.
Esse ano foi lançada a adaptação para as telas de Amor e Gelato. As expectativas foram muitas, mas infelizmente deixou a desejar. Os personagens, além de rasos, são mal caracterizados. A trama se passa em Roma e não em Florença. Até que para se redimir, os personagens fazem uma visita a Florença, para compensar o frustrado leitor que não vê nada da obra original. Em alguns momentos parece que o livro apenas inspirou o filme e nada mais.
Por fim, vale ressaltar a qualidade dos livros, sendo todos leves e engraçados. Ao lê-los, você vai viajar a vários lugares diferentes e interessantes, se identificar com os problemas familiares das personagens e se apaixonar pelas histórias amorosas, um prato cheio para os leitores vorazes de romance. Boa semana a todos!
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 15 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
“Medicina, Leis, negócios e engenharia são ocupações nobres para manter a vida. Mas poesia, beleza, romance e amor são razões para ficar vivo”.
Com esta célebre frase é iniciada a discussão de um dos filmes mais conceituados: a Sociedade dos Poetas Mortos. No filme, que se passa na Academia Welton (uma tradicional escola masculina), um novo professor de inglês assume o cargo: John Keating. Em primeiro momento, o professor choca os alunos ao usar métodos nada convencionais e condizentes com a escola, mas aos poucos os meninos começam a entendê-lo e aprendem com ele a tentar viver a vida da melhor forma possível.
Na época de seu lançamento (1989), o filme se mostrou um sucesso principalmente entre os jovens, não só pelo enredo, mas também pelo belo trabalho do renomado ator Robin Williams. Mesmo hoje aqueles que só curtem lançamentos não vão deixar de se agradar com essa profunda estória, e mais ainda, talvez se identificar com alguns carismáticos personagens e quem sabe até pegar gosto por leitura e poesia.
O filme trata de muitos problemas humanos, que infelizmente hoje estão ainda mais presentes na sociedade e na vida dos jovens (não posso dar spoiler). E os personagens tentam superar suas dificuldades percebendo que aqueles autores antigos passaram pelas mesmas vivencias no passado, que conhecem suas angústias e problemas.
O longa recebeu quatro indicações ao Oscar, vencendo o prêmio de melhor roteiro original. Esse é um bom entretenimento para essa semana, em que você poderá ter bons ensinamentos e se inspirar. Lembre-se:
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 15 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Usualmente, chaves são utilizadas para abrir e fechar portas. Mas se eu te contasse que elas podem ser utilizadas para fins mágicos? Essa é a temática de Locke & Key. Adaptada dos quadrinhos de Joe Hill (filho do famoso escritor Stephen King), a série nos apresenta os jovens Locke, que após a morte de seu pai Rendell, se mudam para uma misteriosa cidade, onde ele viveu na infância.
Os filhos Locke logo são surpreendidos com o achado de chaves mágicas, onde cada uma pode ser utilizada para um determinado fim. Mesmo que pareça ser uma boa descoberta, o uso delas também vai ter um preço que pode desencadear forças sombrias e malignas.
Apesar de se tratar de uma série de fantasia e aventura, vale ressaltar o suspense que ronda a trama e é nisso que percebemos a marca registrada da família King.
Há alguns dias, a série lançou sua terceira e última temporada. Com o decorrer da trama, a história foi ficando cada vez mais curiosa e elaborada. Um bom atrativo para os amantes da fantasia e suspense. Mesmo os atores não sendo muito conhecidos, o seriado conta com boas atuações, a exemplo de Emilia Jones (Kinsey), que consegue roubar a cena. Vale conferir.
Para encerrar, gostaria de agradecer a oportunidade de completar exatamente hoje um ano como colunista do Por Dentro do RN. Agradeço aos meus “chefes” Gustavo Guedes e Thiago Martins e igualmente aos meus caros leitores, sempre me apoiando! Até a próxima semana!
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 15 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Hoje, falaremos um pouco de um dos diretores mais conceituados do cinema americano, ninguém menos que Tim Burton.
Como estamos no mês do seu aniversário, no qual completará 64 anos, nada melhor que falar de sua carreira e obras memoráveis. Por incrível que pareça, o próprio Tim revela que sempre foi um aluno mediano, mas muito imaginativo e procurando pensar “fora da caixa”. Ele começou nos anos 70 produzindo curtas metragens, até conseguir uma bolsa de estudos no Instituto de Artes da Califórnia, oferecida pela Disney, onde veio a estudar animação por 3 anos.
Devido ao seu talento, logo se consolidou na indústria cinematográfica com seu estilo inconfundível. Seus sucessos iniciais “Os fantasmas se divertem”, “Batman (1989)” e “Edward, mãos de tesoura” logo foram seguidos por outras produções também inesquecíveis, como “O estranho mundo de Jack”, “A noiva cadáver” e “A lenda do cavaleiro sem cabeça”.
Aceitou o desafio de fazer o remake da “A fantástica fábrica de chocolate”, que também foi um sucesso, não deixando nada a dever ao original de 1971. Seu maior retorno comercial foi “Alice no país das maravilhas” que arrecadou mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria mundial. Suas mais recentes produções foram “sombras da noite”, “Alice através do espelho”, “O lar das crianças peculiares”, “Frankenweenie” e “Dumbo”.
Existem alguns atores que são figuras carimbadas nos filmes do diretor. Johnny Depp e Helena Bonham Carter sempre estão presentes. Até nos filmes Stop Motion, os personagens de animação são caracterizados neles. As obras de Tim Burton também são facilmente reconhecidas por sua peculiar marca registrada: seus filmes sempre carregam um teor sombrio, gótico e misterioso, algo que atiça seu público.
Ele ultimamente está trabalhando numa série de streaming que irá estrear na Netflix, com o nome de “Quarta-feira”. E seus fãs seguem aguardando ansiosamente seus próximos filmes nas telonas.
E você, qual filme de Tim Burton é o seu preferido? Ou são tantos que não dá para escolher?
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 15 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
O Maior São João do Bairro das Quintas (antigo Arraiá das Quatro Bocas) ocorrerá na sexta-feira, 24, e no sábado, 25 de junho.
Por Ana Beatriz Amorim Para o Por Dentro do RN
Após dois anos de suspensão da realização das festas juninas em decorrência da pandemia da covid-19, a tradicional festa de São João está de volta de forma presencial no calendário do bairro das Quintas. O evento ocorre no cruzamento das ruas Marcos Cavalcanti e Luiz Sampaio e traz como atrações: Milionários do Forró, Aleijadinho de Pombal, Whadi Gama, Carlinhos dos teclados e Edivanilson Paixão, trazendo muita alegria para a comunidade e movimentando a economia local e o entorno.
A festa terá um palco armado com toda infraestrutura para os músicos no já famoso cruzamento Quatro Bocas e ficará voltado para o corredor de importantes pontos comerciais, como o Dukas Bar e Restaurante, Confraria do Lourival, Pizzaria Boa da Peste e o Espetinho Altas Horas. Haverá sinalização e o apoio das forças de segurança da Prefeitura e do Estado.
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Segundo o morador e líder comunitário Marcílio Ribeiro Baracho, um dos principais organizadores do evento, o importante da festa é resgatar a tradição dos festejos e proporcionar à comunidade o reencontro dos amigos neste momento de pós-pandemia.
“Para todo o bairro é de suma importância a realização dessa festa. Muitas crianças e jovens do bairro não viveram o período do famoso Arraiá das Quatro Bocas, que foi durante muito tempo uma das maiores festividades juninas do bairro. Algumas pessoas já nem lembram mais como era”, disse. “Mas agora vivemos momentos de alegria, de festa e de reencontro com as famílias e com os amigos. Por isso, retomar as atividades culturais no bairro é muito valioso para todos nós“.
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Marcílio Baracho destaca a expectativa de aumento das vendas dos comerciantes locais representados por restaurantes, bares, conveniência e demais estabelecimentos situados no local e até no entorno da festa, que estarão oferecendo uma farta variedade de comidas e bebidas para o público do bairro e frequentadores e visitantes de outras comunidades.
De acordo com o proprietário da Confraria do Lourival, o comerciante Lourival Cavalcante, o retorno das festividades na rua Marcos Cavalcanti vai impactar diretamente o comércio do bairro. O seu estabelecimento, acrescentou, já sente os efeitos positivos do retorno dessas festas juninas.
“Este ano, o período junino está bem melhor. Neste mês, as vendas aumentam e esperamos que cresçam ainda mais após dois anos [de pandemia]. Os clientes estão voltando e as pessoas precisam se alegrar. O retorno das festas tem sido ótimo para nós, depois de tanto tempo parado. O comércio estava precisando”, disse.
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Ainda segundo Lourival, a expectativa é a de um bom público prestigiando a Confraria. “Aqui em nosso ambiente até a tristeza pula de alegria”, brincou o comerciante, repetindo um adágio afixado na parede do seu estabelecimento. “Torço para que as vendas continuem aumentando nos meses seguintes em todos os estabelecimentos comerciais que englobam e movimentam o comércio da rua Marcos Cavalcanti, local da festa, assim como em todo o bairro das Quintas“, acrescentou.
Quando é o Maior São João do Bairro das Quintas
Dias: 24 e 25 de Junho;
Horário: a partir das 18h.
Atrações
Dia 24 de junho: Milionários do Forró, Aleijadinho de Pombal, Whadi Gama.
Dia 25 de junho: Carlinhos dos Teclados, Edivanilson Paixão
Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN
Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte.
É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Faz um tempo que não escrevo nada por aqui, e esse não é um texto explicando ou pedindo desculpas, tampouco perguntando “o que vocês querem ver aqui?”(mas se quiser dizer, pode, rs). Momentos assim acontecem, geralmente, quando eu estou trabalhando demais ou com alguma questão emocional que pede recolhimento. Agora que estou com o fluxo um pouco mais leve e com bom estado de espírito – me causou estranheza ficar “longe” daqui.
Se está tudo bem, gosto de falar, escrever, dividir, conversar, compartilhar. Às vezes, tento organizar os posts que quero fazer por aqui. Escrevo um, dois, penso nas fotos para acompanhar. Até posto o primeiro, só para ver que o segundo ficou na gaveta e o terceiro também. Não adianta: só posto quando vem uma vontade mais forte.
Fico pensando que poderia ser mais organizada, ter uma agenda, mais frequência. Mais pela vontade de dividir um monte de coisa que penso, leio, vejo mesmo. Mas tem algo na minha relação com a Internet que tá muito ligado a como estou me sentindo. E há momentos em que quero dividir; em outros, fico mais na minha, olhando para dentro.
Nesses últimos meses, parei um pouco para cuidar de mim. Foi importante. Não sei quando a gente se perdeu da gente para tratar auto cuidado/descanso como algo de luxo, ou algo que fazemos uma vez por ano nas férias. Precisamos reconfigurar esse pensamento para ontem.
Voltar a participar dos cafés/almoços/jantares especiais na casa de amigos. Frequentar jogos no estádio e ir a alguns eventos culturais e esportivos que sempre gostei sem tanto medo. Ver pessoalmente os filhos dos amigos que nasceram durante a pandemia. Ir a um show, mas não qualquer show. Retornei em grande estilo, ainda no mês de abril, apreciando no teatro a bela apresentação de Roberta Sá, uma artista potiguar que, quem me conhece bem, sabe que sou fã.
O ingresso para o show foi presente de uma amiga bem especial. Obrigada, Roberta Sá e Samara Líbano, pela catarse coletiva; e por terem cantado e dedilhado tão divinamente a canção “Aperto de Saudade”, que eu ouvia inúmeras vezes na voz de Clara Nunes ainda na companhia de minha mãe.
Deixei vir um choro de muito tempo de privações e perdas; um choro de alegria também por continuar aqui. E poder ver arte e música. De sentir a vibração de um teatro inteiro cantando junto várias músicas que marcaram fases de minha vida e remetem a maravilhosas memórias afetivas.
Precisamos lembrar de viver bem e viver muito, todos os dias. Não pudemos fazer isso por dois anos. Vivemos um trauma coletivo. E não somos bons em olhar para as feridas. O confinamento não foi só físico, foi também mental. A pandemia foi me tirando vontades, inclusive de coisas que sempre me fizeram bem.
Achei que estava distante de muitos dos meus amigos e que o tempo tinha esgarçado um pouco as relações. Mas é só estar junto que lembro que eles também são casa. Que bom que chegamos a esse novo momento, agora protegidos por doses de vacina e de esperança.
Eu estava com muita saudade de lembrar de quem eu sou e do que gosto. Parece que estou voltando para mim.
Ao sentar para produzir esse texto, me peguei escutando o que considero um hino da pandemia que sempre ouvia em casa: “erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé, manda essa tristeza embora / basta acreditar que um novo dia vai raiar / sua hora vai chegar”. É, parece que está raiando.
Aproveito para perguntar: o que você fez recentemente que te deu dimensão do tamanho das saudades que você carregou nesses últimos meses?
Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN
Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte.
É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
De acordo com dados da Secretaria Estadual de Tributação, arrecadação de ICMS no RN é 30% maior no acumulado entre 2018 e 2022.
O Rio Grande do Norte bateu mais um recorde de arrecadação de ICMS no mês de maio. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Tributação, entraram nos cofres públicos 30% no crescimento acumulado entre 2018 e 2022. Esse foi o mês com maior arrecadação do imposto no ano.
Os dados da SET apontam que a arrecadação de ICMS no RN foi de R$ 653 milhões no mês de maio. Na comparação com maio de 2021, que teve arrecadação de R$ 496 milhões, o incremento foi de 30,9%. No ano, a arrecadação com o imposto chegou a R$ 3,03 bilhões. O carro-chefe da arrecadação foi o setor terciário, com R$ 1,423 bilhão, seguido pelos combustíveis, com R$ 712 milhões acumulados no ano, e energia elétrica, com R$ 377 milhões.
Em meio à polêmica com a limitação do ICMS incidente nos combustíveis aprovada pelo Congresso Nacional, os impostos arrecadados na área tiveram o maior incremento de um ano para o outro. No comparativo com o acumulado entre janeiro e maio de 2021, foram arrecadados pelos cofres públicos R$ 148 milhões.
Com informações da Tribuna do Norte Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
É sempre difícil lidar com os pensamentos diferentes dos seus. Pode-se até tolerar, mas muitas vezes não aceitamos a divergência de opiniões. Essa é uma das mais pertinentes discussões na trilogia de livros Divergente. Escrito pela autora Verônica Roth, a história reflete um mundo futurista em que a população é dividida em cinco facções (grupos), onde cada um deles exerce funções predeterminadas para o funcionamento da sociedade.
Nesse meio, encontra-se Beatrice Prior, que se descobre Divergente, condição rara em que o indivíduo não se encaixa em apenas uma facção. Isso é tido como uma ameaça para a população, podendo comprometer o todo o sistema. Por esse motivo, Beatrice precisa manter sigilo e não pode confiar em ninguém para seguir sua jornada.
A obra nos mostra que o diferente nem sempre é bem aceito. também discute sobre a imposição para que você “faça parte” e se adeque ao que é socialmente aceitável, deixando de lado alguns aspectos da própria identidade para poder se encaixar em grupos. Esse assunto é discutido há milhares de anos e sempre continua atual: a intolerância com o diferente e a necessidade de pertencer.
Os livros formam em conjunto uma trilogia, as quais possuem um bom enredo. Os dois primeiros livros realmente são muito bons, contudo, o terceiro possui uma narrativa diferente e por isso não agrada muitos aos fãs. Nela, há um conflito nada convincente e que muitas vezes parece encher linguiça.
Fora da história original, ainda há um quarto livro, que tem acontecimentos dois anos antes dos originais, com o ponto de vista de Tobias, um dos principais personagens da série, também muito bom e que resgata um pouco do ânimo da franquia depois do terceiro livro.
Os três foram baseados para suas respectivas adaptações cinematográficas. O primeiro (Divergente) consegue seguir fielmente a trama, embora haja erros frequentes na ordem cronológica dos acontecimentos. O segundo (Insurgente) começa a desandar em algumas questões de fidelidade a obra original, e por vezes corta personagens importantes da história. O terceiro (Convergente) em que o livro já não é tão bom assim, sai dos trilhos completamente, principalmente em relação ao final.
Por mais que não tão bem adaptados de modo geral, vale a pena dar uma analisada para tirar suas próprias conclusões. O livro vale muito a pena. A leitura é leve, descomplicada e envolvente.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Ciúmes, traições, segredos, drogas, mentiras, crimes e lendas: todos os ingredientes de um bom thriller estão presentes em “A Lista de Convidados”, da autora Lucy Foley. O livro trata de um casal apaixonado às vésperas do casamento, que ocorrerá em uma ilha distante e isolada na costa da Irlanda.
O clima de euforia logo é desfeito quando, durante a festa, um corpo é encontrado. O leitor não saberá quem é a vítima, muito menos o assassino, e o clima de desconfiança torna todos suspeitos. Enfim, uma clássica receita de livros policiais, mas isso não torna a história menos interessante.
A obra apresenta a narrativa em primeira pessoa, que alterna os personagens a cada capítulo, e mescla flashbacks com o momento presente do crime, nos dando a chance (e pistas) de conhecer cada potencial assassino, fazendo o livro exalar um clima de suspense.
Foto: Reprodução
As revelações vão se tornando cada vez mais sérias e culminam em um desfecho surpreendente e inesperado. Assim que os fatos são revelados ao leitor, a surpresa pode pegar de jeito até o mais experiente no gênero.
Em seu livro anterior, “A Última Festa”, Foley deixa o mesmo clima, porém o mistério é bem mais previsível (você pode consultar essa resenha aqui no site). Contudo podemos ver que a escrita e a narrativa amadureceram de uma história para a outra. Cada capítulo que se passa torna a trama mais envolvente. A história é fluida, conflitante, curiosa e bem intrigante.
Logo nas primeiras páginas já somos fisgados pelo mistério. Diferente dos clássicos policiais antigos, como por exemplo as obras da Rainha do Crime, em que a narrativa demora para engrenar, nos mais atuais a ação inicia logo nas primeiras páginas.
E qual a falha dessa obra? Bom, ela peca pelo excesso de informações no desfecho, que acabam se atropelando e pode ser complicado para o leitor processar. Parece aquele final de novela em que o autor deixa tudo para o último dia. Um pecado perdoável.
Aqui está mais uma recomendação para o seu divertimento. Um bom final de semana para você, meu querido leitor! Até a próxima.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
O que você faria se soubesse que a humanidade só tem mais 06 meses de existência? Dá pra pensar em algo? Bom, como uma pessoa normal, você provavelmente pensou em duas possibilidades: ou “chutar o pau da barraca” ou ficar com sua família e amigos e se preparar para a catástrofe. Então, para essa semana indico um filme recente da Netflix, que discute a temática: “Não olhe para cima”.
Estrelado por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence, o filme fala sobre uma dupla de cientistas que acabam por descobrir um cometa em rota de colisão com a Terra. Com um prazo de apenas 06 meses para encontrar uma solução, eles vão em busca de autoridades e de outros cientistas que, para sua infelicidade, estão mais preocupados com outros assuntos.
Nesse meio-tempo, a sociedade começa a se preparar para o que possa vir a ser o fim do mundo. Apesar de parecer um clichê da ficção cientifica, o filme se torna diferenciado não só pela história aparentemente comum, mas por ser uma sátira de como nos tornamos superficiais e vazios.
O filme critica o cinismo e a ganância do homem, que está olhando apenas para seu próprio umbigo e que pode, por muitas vezes, se pôr em uma situação drástica com tais ações. Ocorrem várias cenas no filme que são reconhecíveis atualmente, e de tão absurdas fazem a gente rir e lamentar. Deixa uma boa lição para nossa sociedade contemporânea. Além disso, o desfecho planta na nossa mente a pergunta “-Até onde o ser humano é capaz de ir para atingir seus objetivos, sem se importar com as consequências?”
Não temos apenas a Jennifer e o Leonardo como únicas estrelas, pois o longa também conta com um bom elenco. Nomes como Meryl Streep, Ariana Grande e Timothee Chalamet. Não à toa, pela excelente atuação e produção, o filme promete um Oscar em 2022.
Fica aí a dica de um filme critico, irônico, reflexivo e com um toque de comédia para curtir no feriadão. Um bom Carnaval pra vocês.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Lembro-me de quando eu era criança e, durante as minhas brincadeiras, eu dizia que seria uma aeromoça. Eu falava isso com muita convicção, mesmo não entendendo muito bem o que uma aeromoça exercia, além do fato de que ela viajava por vários lugares em um único dia, tendo contato com muitas culturas e conhecendo pessoas diferentes o tempo todo; além de se vestir de um jeito único e elegante, esboçando sempre um bonito sorriso. Esse contexto todo me encantava.
No começo, eu não entendia muito bem por que essa visão de aeromoça me encantava tanto. O tempo foi passando, fui evoluindo no jardim de infância, no Fundamental e no tenebroso Ensino Médio. Sim, tenebroso mesmo: o ano no qual eu deveria definir o que queria ser pelo resto de toda a minha vida. Nesse momento, você espera que eu diga: aviação, comissária de bordo e está tudo resolvido. Mas não, a essa altura eu nem me recordava mais do sonho de criança.
Eu só pensava no seguinte: escolher um curso bom (leia-se, na época, um curso que “dava” dinheiro), fazer a faculdade, conseguir um bom emprego que me proporcionasse a tranquilidade de uma estabilidade; em seguida, casar, constituir uma família e aproveitar o que o meu emprego feliz e a minha família pudessem me proporcionar. Isso era o sinônimo da definição de sucesso ou, em outro caso, prestar um concurso. Essas eram as opções apresentadas para se ter uma “vida tranquila”.
Não acredito que essa visão esteja errada, pelo contrário, ela funciona muito bem para alguns e é possível construir uma carreira e realizar os sonhos de vida por meio dela. Só que ela não é a única opção de crescimento, há outros caminhos; caminhos os quais proporcionam uma maior liberdade de escolhas e experiências. E foi nesse momento que eu entendi o meu desejo de ser uma aeromoça: eu simplesmente não me encaixava nos padrões normais que geralmente definem o que é sucesso.
Embora eu não tivesse considerado seguir a profissão, ela significava liberdade pra mim. A facilidade de ter contato com a maior quantidade de experiências possíveis, de poder absorver muito mais conhecimento por meio de pessoas diferentes e de culturas igualmente diferentes. Eu não precisaria ser uma aeromoça pra viver essa experiência, precisava apenas encontrar uma forma diferente de construir a minha carreira sem me encaixar em um padrão específico ou ter uma profissão para a vida inteira.
Esse modelo tradicionalista de construção de carreira teve solo fértil por muito tempo, uma vez que é um aspecto cultural dos nossos tempos; mas, a medida que as inovações avançam, esse formato de vida se redesenha. Com o tempo, percebemos que não era nada daquilo que queríamos de verdade e, no meio da jornada, fazemos uma transição de carreira.
Hoje, as nossas carreiras não são mais definidas apenas por nossas competências e cargos, mas por ciclos constantes de aprendizados, experiências e desenvolvimento de novas habilidades, que nos fazem ter contato com mais áreas, mais pessoas e mais culturas.
Essas experiências ampliam o nosso leque de referências, criam novos julgamentos, nos apresenta a novas perspectivas, a novas ferramentas, abrindo espaço para conectá-las com assuntos diferentes das nossas competências e criando novas oportunidades, novas necessidades, e, por fim, nos fazendo pensar fora da caixa.
As contínuas transformações exigem de nós uma capacidade de adaptabilidade maior. O desenvolvimento pessoal e profissional se tornaram um só, indissociáveis. Não podemos falar das nossas competências profissionais sem considerar a nossa marca pessoal como grande aliada da nossa percepção de valor. É uma via de mão dupla que se retroalimenta a todo momento.
“A faculdade te dá um diploma, não uma carreira”. Ouvi essa frase recentemente e ela faz muito sentido. Continuamos a escolher o curso que vai nos dá uma profissão com o mesmo afinco de antes; só que, diferente daquela época, passamos a escolher o que faz mais sentido pra nós, o que abre um oceano de possibilidades diante de nossos olhos. Não optamos apenas pelo dinheiro ou pela estabilidade, mas pelas oportunidades que podem ser geradas e pelas conexões que podemos fazer.
O fato é que podemos começar atuando fielmente ao que é proposto pela profissão, mas, a medida que vamos evoluindo em nossas habilidades, abrimos espaços para novas atuações. Me citando como exemplo novamente, comecei atuando em setores de RH em empresas, onde ainda permaneço; mas abri o meu leque e usei a minha bagagem para expandir, levar o conhecimento para mais longe por meio da consultoria. Eu, Mariana Pires, tenho muitos outros planos que abrem ainda mais esse leque, usando todas as ferramentas e competências adquiridas pelo caminho, sem deixar de me conectar a novas necessidades.
Meu ponto com você é: na vida, você não é mais uma coisa, você está sendo alguma coisa.
Com o dinamismo e a velocidade que as coisas evoluem, nossas aptidões também se defasam mais rápido. Se, antes, nós precisávamos apenas fazer um curso de 5 anos para exercer as nossas profissões, hoje precisamos nos manter em constante processo de aprendizagem além dos métodos tradicionais. O conhecimento, mais do que nunca, é uma necessidade vitalícia. Não apenas para nos manter em competitividade, mas também para nos manter conscientes das nossas evoluções enquanto indivíduo que vive em sociedade.
Hoje posso estar no escritório, amanhã em uma sala de aula. Hoje, posso está nas redes sociais e, amanhã, ministrando uma palestra. Percebe? Nada é fixo ou permanente.
É como dançar conforme a música: nós vamos abraçando os novos formatos de aprender e de executar, vamos explorando as nossas habilidades e quebrando barreiras que, antes, nos limitavam e, agora, nos impulsionam a crescer ainda mais. Isso é autoconhecimento na prática, a forma prática de sair da zona de conforto. Tudo é mutável, transitório e escalável.
É possível dividir o espaço do novo com a previsibilidade do que encontraremos ao final da jornada. Nem 8, nem 80. Sem impulsividade ou paralisia, mas com a convicção suficiente para atender os nossos desejos e nos sentir motivados a ser mais exploradores, e não apenas pessoas que buscam estabilidade.
Por fim, a única certeza de estabilidade que temos é a instabilidade. Baixar as barreiras de resistência sobre as mudanças é a forma mais inteligente de crescer e se sentir livre. Experimente!
Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN
Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.
Siga Mariana Pires também no Instagram: @marianapires.
Sempre me pego pensando que, às vezes, privilegiamos muitas produções norte-americanas. Então, hoje trago um bom título para se aventurar nas produções brasileiras, que estão ficando cada vez mais bem-cuidadas e interessantes. Vamos falar sobre a série Cidade Invisível.
Estrelado pelos atores Marco Pigossi e Alessandra Negrini, vamos conhecer Eric, um detetive que perdeu a esposa recente e tragicamente. Ele investiga um caso que inicialmente parecia simples de resolver, porém, a investigação traz à tona a existência de criaturas fantásticas, se tornando cada vez mais curiosa e perigosa à medida que ele vai se aprofundando no caso. Além do risco que ele e sua família correm, também começam a ocorrer flashbacks de sua vida e consequentemente de seus traumas, deixando-o bem perturbado.
A grande sacada dessa série é a presença de criaturas do nosso folclore, como o Curupira, o Boto cor-de-rosa e muitos outros, além de apresentar o modo de vida e costumes dos brasileiros. Mas não vá pensando que é uma estória boba e para crianças. É quase um Sitio do Picapau Amarelo para adultos… A série foi lançada no ano passado e se tornou um grande sucesso dentro e fora do país, quebrando as fronteiras e espalhando um pouco da nossa rica cultura pelo mundo.
Acredito que Cidade Invisível conseguiu muito sucesso também pelo teor misterioso e sobrenatural, diferente do que normalmente encontramos nas produções daqui. Também pode ser pelo fato de dar vida a criaturas folclóricas que nós já ouvíamos as lendas desde criancinhas, que foram incorporados em carne e osso por excelentes atores. Já está prevista uma segunda temporada, e provavelmente será ainda mais elaborada, uma vez que teve muita aceitação do público.
Te desejo um bom entretenimento para essa semana, em companhia do Saci e da Cuca!
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Se você gosta de histórias policiais e investigativas, por que não ler “o assassinato no Expresso do Oriente”? Livro de Agatha Christie, uma das maiores referências do gênero, não à toa conhecida como ‘A Rainha do Crime’.
Aqui você vai se deparar com Hercule Poirot, um detetive belga, personagem marcante e recorrente na maioria dos livros da autora. Numa viagem no Expresso do Oriente, ele encontra em um dos vagões um corpo apunhalado com doze facadas. Todos são suspeitos. E ele precisa solucionar o crime antes que o trem chegue ao seu destino e o assassino consiga escapar. Ou que ocorram mais mortes.
Esse é um dos casos mais célebres da Sra. Christie. Esta obra se consolidou como uma das referências do gênero policial, além de ser um livro atemporal. Um bom livro para quem quer começar a ler a autora. Ela é mestra em nos fazer ficar cada vez mais ansiosos pela resolução do crime. A solução para o assassinato é engenhosa, rica em plot-twists (reviravoltas). Só fiquei um pouco decepcionado por ter apostado errado no criminoso.
Foram lançadas duas adaptações para as telas. Uma em 1974 e outra em 2017, este com um elenco de peso: Kenneth Branagh, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Judi Dench, entre outros. O filme se mantém bem parecido ao livro, com suas pequenas diferenças aqui e ali, mas o importante é que não há grandes mudanças na história original, embora considere que algumas cenas acrescentadas são totalmente desnecessárias. O trabalho desse elenco estrelado é impecável e a ambientação tem aquele ar meio noir.
Bom queridos leitores, essa é minha indicação para seu divertimento deste fim de semana. Aposto que você vai gostar!
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
“É só pensar positivo que as coisas vão acontecer”. Quem nunca ouviu isso em um momento que nada parecia fazer muito sentido na vida, né? Eu já; e você, como se sentiu? Me recordo de ter ficado bem chateada, por dois motivos:
Eu não conseguia pensar positivo no momento em que tudo estava fora dos trilhos e sentia que estava cometendo um erro, já que bastava me manter positiva para as coisas darem certo;
Parecia que eu tinha uma visão limitada de tudo e era a única pessoa que não conseguia enxergar além do contexto, ao mesmo tempo que eu não me sentia autorizada a sentir o desconforto que o momento trazia.
Sou uma pessoa naturalmente muito positiva, não apenas no ser, mas também no fazer. Ser positiva é a soma das possibilidades de acertos que tenho à disposição junto à autoconfiança e à clareza de que, se a execução do plano não sair conforme o roteiro planejamento, terei entendimento o suficiente para sentar, recalcular a rota e buscar novas perspectivas de soluções.
Ter uma postura positiva vai além de apenas dizer para si mesmo: “vai dar tudo certo” quando tudo parece dar errado. Manter-se positiva, para mim, é acreditar que, apesar das circunstâncias não estarem alinhadas à minha visão do que é ideal e de não terem atendido as minhas expectativas, tenho a consciência de que tudo é apenas uma fase com começo, meio e fim; fase esta da qual irei sair cedo ou tarde. Um olhar confiante para o que vem depois, sem atropelar as minhas emoções e sem segurar a pressão dentro de mim só para parecer ser bem resolvida.
O problema não é ser positivo, nunca foi, é importante alimentar-se dessa positividade. O que pode estar nos sobrecarregando é a forma como lidamos com ela e internalizamos como sendo fator determinante para as coisas darem certo. Positividade é importante, mas não é premissa para a resolução de problemas.
Talvez essa postura de positividade esteja sendo mantida para não transparecer medo e vulnerabilidade para as pessoas, na tentativa de mostrar que está “tudo sob controle” quando, na verdade, nada faz muito sentido. Ou podemos pensar que se manter positivo vai aumentar a nossa motivação para não parar no meio do dia cansados, deixar tudo pela metade e não “fazer nada”.
Onde termina o pensamento positivo e começa a alienação?
Além de sustentar uma falsa alegria espontânea, é chato ouvir que “é só pensar positivo” para que tudo se conserte. Essa é uma manobra que sobrecarrega as nossas emoções e nos condiciona a manter essa postura em 100% dos nossos momentos, sem perceber gastamos uma energia absurda para nos manter firmes e receptivos.
Esse hábito que adotamos nos impede de sentir as emoções como elas realmente são, nos impende de enxergar as situações como elas realmente são; e, ao invés de, verdadeiramente, pensar positivo quando necessário, pegamos um “bode” por parecer que é uma obrigação.
E até onde esse comportamento não é uma forma de colocar os nossos óculos lentes de cor rosa para não encarar a realidade?
Evitar o sofrimento é uma forma de sofrimento. Evitar a dificuldade é uma dificuldade. Negar o fracasso é fracassar. A ideia de fugir das merdas é que é. Quanto mais evitamos sentir algo ou viver determinadas situações, mais isso nos assombra, mais nos causa ansiedade, volta no meio da noite e puxa nosso pé. Encarar a realidade de frente é encontrar a forma mais confortável de lidar com o desconforto.
Não resista ao que sente, permita que esses estados emocionais apenas passem pelo seu corpo e libere-os, despressurize. Nosso corpo é um canal, logo, sejamos um canal de manifestação e de expressão desse desconforto. Ao não resistir ao que sente, você se verá livre de cada sensação sem fazer esforço.
Esse é o poder da aceitação e de não lutar contra aquilo que nós somos. Desconecte de tudo que vem consumindo a sua vitalidade e mantenha a atenção apenas em você mesmo.
Pense positivo, mas seja realista com as circunstâncias; pense positivo, mas seja realista com as próprias expectativas. Pense positivo, mas acolha as próprias emoções. Pense positivo, mas reconheça o momento de parar e redesenhar a rota.
Pense positivo, mas não anule a realidade. O que é mais importante pra você do que você mesmo?
Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN
Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.
Siga Mariana Pires também no Instagram: @marianapires.
Você é muito tímido e introvertido? Vive no seu mundinho, na sua bolha? Se a sua resposta for negativa, você já parou para pensar no que se passa na cabeça de pessoas tímidas e solitárias? Bom, se você já se colocou no lugar delas deve saber que algumas vezes elas sofrem muito. Por isso, trago hoje o livro “As vantagens de ser invisível” para apresentar a vocês.
A obra, narrada em primeira pessoa e curiosamente de forma epistolar (ou seja, escrita a partir de cartas), nos mostra o cotidiano do solitário Charlie, um garoto depressivo que nunca conseguiu ser o melhor em fazer amigos.
Por causa dessa dificuldade, ele dá vida a um amigo imaginário e conversa com ele através de cartas sobre o seu dia-a-dia. Até que eventos inesperados começam a acontecer, mudando completamente sua rotina vazia. Cada vez que nos aprofundamos mais na história, começamos a entender melhor como o protagonista se sente acerca das dificuldades da sua vida: amizades, amores, drogas, traumas, entre outras questões.
A escrita, apesar de simples, é atrativa e encantadora; tem fluidez e não é muito arrastada. Não espere grandes eventos no enredo, mas mesmo assim pode ser uma história que o conquiste.
Em 2013 foi lançado uma adaptação para os cinemas, contando com Logan Lerman (Percy Jackson), Ezra Miller (Animais Fantásticos) e Emma Watson (essa nem precisa de apresentações, mas vou lembrar que é de Harry Potter para os lunáticos). Apesar de sempre haver um corte aqui e outro ali, o filme agrada por seguir bem o livro, se mantendo firme à estória na maior parte do tempo. Vale a pena conferir.
Como sempre digo aos leitores do Papiro é Louco, boa diversão com o filme para os ansiosos e apressados; e uma boa leitura para os que apreciam o cheiro de livro novo. Ou ambos, para os ecléticos. A história vai conquistar você, não importa o meio que prefira!
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Por Glaucione Farias e Silvério Alves Para o Por Dentro do RN
Sabemos dos males da covid-19 e sempre defendemos a vacinação e as medidas de prevenção. Além disso, também respeitamos o cancelamento do Carnaval de rua em decorrência da situação atual da pandemia no Rio Grande do Norte, mas convidamos todos a uma breve reflexão: de fato, em tese, a realização do Carnaval de rua poderia levar ao aumento de casos de covid-19 e H3N2, motivo pelo qual, num primeiro momento, seu cancelamento seria aconselhável.
Porém, além da tese, devemos levar em conta a prática. Na prática, aqueles que têm um pouco mais de condições alugarão “sedes” com seus blocos, irão para festas privadas, dentro e fora do município, participarão de aglomerações e poderão trazer o vírus para quem, por não ter condições financeiras, não participou das referidas festividades.
Desse modo, para a efetividade da prevenção pretendida, pouco adiantaria proibir as aglomerações públicas se permanecessem permitidas as privadas. Além disso, outros fatores devem ser levados em consideração. Grande parte da população já tomou duas doses da vacina, as internações por covid-19 reduziram bastante e a nova gripe geralmente não causa internações muito menos mortes.
Para proibir o Carnaval de rua sob o fundamento de prevenção contra o vírus deveriam ser apresentados claramente os riscos, com previsões e estudos. Em São Paulo do Potengi, por exemplo, tivemos festas em praça pública no fim do ano, as quais não ocasionaram maiores transtornos em casos de transmissão do vírus. Se ocasionaram, não foi dado publicidade pelas autoridades de saúde. Passaram-se 7 dias sem sequer ser divulgado o boletim da covid-19, publicado ontem apenas devido a críticas nas redes sociais.
Como se não bastasse, além do comércio em geral, o poder público não pode desconsiderar a situação dos ambulantes que não têm emprego formal nem no setor privado, nem na prefeitura; e dependem de festividades como estas para ter renda.
Com todo respeito à opinião contrária, diante desse contexto, entendemos que o cancelamento do Carnaval de rua, sem maiores esclarecimentos e estudos, não é garantia de prevenção contra o vírus, sendo evidente apenas de que o maior afetado, sem dúvidas, é o pobre.
Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi
Glaucione Farias tem 23 anos, é blogueiro, designer, social media e produtor audiovisual. Nascido em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, criou o Blog Glaucione Farias em 27 de janeiro de 2012.
Escreve no Por Dentro RN sobre tudo o que acontece na política local e no dia a dia da Região do Potengi.
Compartilhar a minha história e os meus sentimentos têm me dado a oportunidade de conhecer outras histórias que se conectam com as minhas; e até outras histórias de vida que me ensinam mais do que já pude viver. Nessa troca de experiências e energia, observei o quanto possuímos o potencial para nos transformar e criar algo maior por nós mesmos e, ao mesmo tempo que sentimos essa força, é perceptível o quanto estamos dispostos a andar com um chicotinho na mão para nos punir sempre que temos oportunidade.
Deixe eu explicar melhor: você já parou pra se atentar a esse sentimento? Se sentir capaz de conquistar o mundo inteiro, seguir aquele chamado que vem de dentro de nós e afirma que somos capazes de fazer coisas difíceis, mas, ao mesmo tempo que alimentamos o sentimento de “quero muito realizar algo positivo e construtivo” e o vendemos de forma muito verdadeira para o mundo, também nos paralisamos por acreditar, lá em nosso íntimo, que somos merecedores da realidade em que estamos hoje, de estar no exato lugar em que estamos. É como se estivéssemos nos punindo por erros cometidos e decisões ruins que tomamos no passado; e, na verdade, nós estamos fazendo isso.
Notei que esse autojulgamento, além de ser muito comum entre nossas histórias, acaba sendo o principal fator paralisante das nossas ações hoje; e ele nos impede de abraçar a nossa versão do passado e aceitá-la como ela realmente é. Com isso, ficamos presos ao sentimento de culpa por não ter tido a maturidade suficiente para ser mais assertivo em determinada época ou até mesmo no presente. Inconscientemente, alimentamos esse sentimento diariamente; e ele acaba por fazer parte desde as pequenas até as grandes decisões de nossas vidas.
Alimentar esse autojulgamento é como contratar uma prestação de serviços que você não precisava, ter uma experiência ruim e se punir como forma de recompensa. E esse comportamento rapidamente se torna um hábito que aos poucos vai minando as nossas ações e o nosso senso de merecimento. Louco isso, né?
Isso tudo só me confirmou algo que já vinha observando no decorrer das nossas trocas: não há mudanças externas legítimas sem que antes a gente faça as pazes com o nosso interior, com a nossa biografia, de forma intencional e cirúrgica.
Não há ferramentas de gestão de tempo e planejamento que promovam resultados se não estivermos livres para promover mudanças. Precisamos deixar a nossa antiga versão apenas como um instrumento de consulta de aprendizados; e não há progressos sem autoperdão.
Podemos considerar esse o primeiro grande passo para o nosso crescimento: o autoperdão chega pra fazer morada quando entendemos que, por mais difícil que seja aceitar nossas antigas versões, nada seríamos hoje se não tivéssemos passado por elas. Ter o hábito de remoer situações passadas não muda o presente, pelo contrário, nos transforma em uma âncora.
É preciso dar um desconto e evitar esse perfeccionismo nocivo e aceitar o fato de que não há refinamento ou excelência sem que antes a gente caia e arranque a tampa do joelho várias vezes. Faz parte da capacidade natural do corpo humano regenerar tecidos, então porque ser tão insensíveis com nós mesmos?
Perdoar-se pela imaturidade das versões passadas, decisões ruins e comportamentos tóxicos é uma forma de regenerar o amor e a gentileza por nós mesmos. Só conseguimos doar aquilo que aceitamos como parte positiva de nós; e qualquer coisa de diferente disso é apenas uma idealização criada para vender algo que a gente não é.
Liberamos espaço para criar uma nova perspectiva de vida, nos colocamos no lugar de merecimento, nos responsabilizamos por nossas escolhas e unimos esse repertório como recurso para abrirmos caminhos que antes não conseguíamos enxergar. Não é sobre romper, é sobre andar de mãos dadas.
Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN
Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.
Siga Mariana Pires também no Instagram: @marianapires.
Esperança: esse é o sentimento que povoa nosso coração quando começamos um novo ano. Aquela vontade ardente de deixar no ano anterior todas as frustações, todos os erros e até a nossa falta de comprometimento em muitos momentos. Viramos o ciclo, festejamos, e, de repente, é dia 2 de janeiro e tudo retoma seu devido lugar – as rotinas, as metas, as cobranças, o trabalho, os projetos, as realizações.
Nesse intervalinho de alguns dias de festejos e descanso, idealizamos uma realidade diferente da que já temos, prometemos a nós mesmos que haverá uma virada de chave e que agora ninguém nos tira do foco das nossas metas. Mas, que metas?
Aquelas que nós deixamos apenas no campo das ideias, não organizamos, não planejamos, não criamos micro metas e pensamos internamente “- Ah, planejar pra quê? Se tudo irá permanecer do mesmo jeito?”. Carregamos só a esperança e desejo de ter uma realidade diferente, porém, sem as ações necessárias. É um sentimento bem comum que, automaticamente, nos sabota. Não colocamos a devida fé em nossa capacidade de construir coisas maiores.
Sabemos que podemos, mas não alimentamos esse potencial por acreditar que, no fundo, não somos merecedores de tantas realizações. Mas estou aqui para te dizer que sim, você não é apenas merecedora de grandes realizações como também é muito capaz de construir tudo o que esse desejo ardente do teu coração fala todos os dias, baixinho, só pra você.
Antes mesmo de começar a colocar milhões de metas no papel para realizar em 2022, eu te convido a pensar junto comigo; quero te propor uma reflexão antes de, definitivamente, darmos o start; um exercício de visão, bora? Quero que você pare o que está fazendo nesse momento. Onde você estiver, fique numa posição confortável, feche os olhos e respire fundo algumas vezes até se sentir o corpo relaxado.
Quero que olhe pra si, como se estivesse sentada na sua frente e se pergunte: “O que desejo sentir esse ano?” Em seguida, comece a visualizar como se sente ao praticar cada hábito que quer implementar na sua rotina e visualize como se sente vivendo esse processo de mudanças.
Visualize como está cuidando da sua saúde, como está trabalhando e como está sendo sua relação com a família. Crie a imaginação de tudo o que você estará fazendo e vai perceber o quanto se aproxima do que deseja ser. Não imagine apenas imagens estáticas, imagine as ações. Tente sentir os movimentos, ouvir as palavras que fala e que ouve.
Qual transformação sente que está acontecendo com você?
Visualize a sua nova versão sendo atualizada diariamente, sem neuras, sem cobranças excessivas, praticando cada tarefa sem sentir pressa, consciente de que aquele ato é uma parcela importante para o seu crescimento. Nem devagar, nem rápido, mas no seu tempo. Como se sente agora que se visualizou vivendo diariamente uma versão mais presente e mais focada do que você é hoje?
Quero te propor um compromisso no momento que for sentar, refletir e transferir seus objetivos e metas para o papel. Vamos substituir o “o que eu quero ter” por “o que eu quero sentir” ao viver o processo de conquista dos seus objetivos. Qual a vida que você quer ter?
Antes de começar a criação metas altas e implementar todas elas na sua rotina de forma engessada, por que não refletir sobre qual vida você deseja ter e direcionar a construção da sua rotina baseada nessa reflexão?
Antes de se comprometer com números, se comprometa com o que deseja sentir no percurso da sua trajetória de realização, não apenas focar na sensação da conquista. Rotina é sobre construção diária e não há linha de chegada sem o compromisso de realizar um esforço todos os dias. Se a meta está na rotina, é porque se faz necessário e tem uma motivação maior. Sendo assim, por que não tornar a rotina mais prazerosa e conseguir se manter presente nas sensações que ela provoca?
Afinal, são os sentimentos cultivados e transformados dentro de si que irão proporcionar os aprendizados dos desafios, impulsionar as novas mudanças e te lembrar de mantê-los firmes mesmo nos dias em que a motivação não vem.
Foque em construir rotinas significativas e não só apenas no alcance de metas em números. Quem é você na linha de chegada do seu destino? O que mudou em você? É hora de se pergunta: qual é o meu ‘para quê’? Vai além da visão do que você deseja ter.
De onde vêm os seus objetivos e seus projetos? Cuidado para não ser aquela pessoa que sonha o sonho dos outros. Tem muita gente que vai no automático e segue a maioria, ou simplesmente quer o que o outro quer sem pensar se aquilo está alinhado com o seu propósito. Se comprometa a se ouvir, a se entender e ao que verdadeiramente deseja.
Quando extraímos esse néctar, passamos a ter mais clareza do que faz sentido para nós, mais encorajadas de começar mudanças sem medo de parar no caminho e mais focadas em se manter firme ao compromisso. Lembre-se: planejamento importa, mas é ferramenta. Não é ponto de partida. Comece sendo fiel a si mesma.
Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN
Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.
Siga Mariana Pires também no Instagram: @marianapires.
Aconselho àqueles que não têm o hábito da leitura a tentarem iniciar 2022 de uma forma diferente. Enquanto curte o verão na sombra e água fresca, tire um tempinho para ler esse clássico dos anos 50, mas que continua atualíssimo: Fahrenheit 451, escrito por Ray Bradbury. Para os leitores contumazes , vai aqui uma boa dica para contrabalancear com a leveza das férias.
Aqui temos um mundo distópico em que a sociedade censura a leitura, não importa de que tipo seja, e os bombeiros (que anteriormente tinham o trabalho de apagar incêndios), agora se ocupam em tocar fogo nas obras de autores renomados.
O livro vai focar na vida do bombeiro Guy Montag , que é insatisfeito com sua vida vazia até conhecer a menina Clarisse e começar a ver o mundo sob uma ótica diferente. Um dia a garota desaparece e Guy começa a levar a sério alguns questionamentos que ela fazia. A partir daí, o personagem começa a esconder livros na sua própria casa e também começa a se rebelar contra o sistema atual.
O autor ganhou inspiração para essa obra vivendo o contexto da Guerra Fria e também o surgimento dos televisores. Curiosamente, pôs o nome do livro fazendo jus à temperatura em que o papel queima na escala Fahrenheit.
O livro traz discussões extremamente atuais e necessárias envolvendo a sociedade. Considero uma leitura obrigatória para qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico que queira um pouco de bagagem para iniciar um bom papo-reto (ou papo-cabeça, como diz minha mãe).
O livro rendeu duas adaptações para as telas, uma em 1966 e outra bem mais atual, em 2018. Ambas com o mesmo título do livro. Peço que tentem dar uma lida nesse clássico, uma boa estória que diverte e faz pensar!
Feliz ano-novo e continuem acompanhando o Por Dentro do RN e O Papiro é Louco em 2022.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Eu sempre tive dificuldade de entender o que significava ter ciclos na vida. Por qual razão precisávamos estar nesse movimento de entrar e sair, de ir e vir. Por qual motivo precisávamos mudar o que parecia está em perfeito funcionamento. Mudar as amizades. Mudar a profissão. Mudar os ambientes. Mudar os parceiros. Mudar as etapas.
Embora eu tivesse dificuldade de entender, sempre aceitei da forma como tudo isso era imposto e não forçava a barra para permanecer; aceitava, mas não me contentava em apenas aceitar.
Nunca fui uma pessoa conformista, gosto de ir a fundo pra entender o porquê de certos acontecimentos em minha vida. Acredito que há um motivo real e significativo por trás de tudo que nos move; e finalizar ciclos importantes tinha uma atenção maior nos meus questionamentos.
O engraçado é que passei quase uma vida inteira me questionando pelos motivos errados. Eu tentava entender o que havia faltado acrescentar, o que eu havia deixado de fazer, como se essa fosse a única justificativa. Procurar erros em mim era a minha forma de lidar com a impermanência das coisas. Mas a vida, desde o seu nascimento, é cíclica.
Quando nascemos e aprendemos a falar, vamos para a escola. Fazemos amizades, aprendemos o princípio de tudo e, quando já observemos tudo que havia de importante naquele lugar, somos chamados a ir adiante. Entramos na faculdade. Novas amizades, novos conteúdos, novas visões.
Saímos da faculdade e começamos nossa trajetória profissional, onde já não temos mais a certeza de habitar em apenas um lugar, somos convidados a desapegar-se dos fim dos ciclos e viver o que eles proporcionam em sua curta (ou não) estadia. Da mesma forma são com as amizades, são com os relacionamentos amorosos e com tudo que compõe as fases da vida.
A vida é finita por si só. Ela sabe exatamente onde começar e onde concluir as suas fases e essa é a moradia da sua grandiosidade. Depois de despertar para a finitude como algo natural da vida, passei a entender a impermanência das coisas como uma oportunidade de construir algo maior para mim.
Ora, se tudo tem o seu momento de encerrar, o que vou fazer para tornar o tempo vivido em uma experiência transformadora para mim e para quem compartilha desse ciclo? Entende? Não é sobre evitar viver por saber que terá um fim. É por se permitir viver e construir algo significativo pra você justamente por saber que terá um fim.
Umas das sensações mais libertadoras que existem é quando perdemos o medo de perder, isso faz com que nos entreguemos por completo aquele momento, aquela fase.
Isso não significa que não será doloroso e que será mais fácil. Permita sentir tristeza pelo fechamento de um ciclo sem que isso signifique que foi uma escolha errada ou que não deu certo o que viveu. Fazer escolhas coerentes com os nossos valores e com as nossas visões também não são fáceis, vamos senti-las da mesma forma, não deixa de ter novas adaptações.
O luto faz parte desse processo e vivê-lo de forma genuína o deixará mais leve para seguir, mesmo não achando que está pronto. É ressignificar os momentos e abstrair o aprendizado que levará consigo para a próxima fase. O nosso medo mora no desconhecido, no que vem depois do fim. Tememos em perder o controle, onde alimentamos uma falsa sensação de segurança e estabilidade. Preferimos o que é previsível.
E quando os ciclos são especiais, que criaram lindas memórias, seu fim também será sentido na mesma intensidade e abrir mão deles também não significa que fez a escolha errada, mas que deseja viver novas experiências, sentir novas sensações, construir algo maior que aquele espaço já não proporcionava mais.
Nada é fixo ou permanente: a vida não é linear.
Entendi que os altos e baixos são sinais que nos mostram onde precisamos colocar nossa atenção, como um gerador de mudanças. Os finais acontecerão independentemente das nossas escolhas, independentemente do quanto estamos apegados e enraizados em determinados lugares. A vida segue seu fluxo, flui naturalmente e fornece formas de você acompanhá-la.
É muito mais sobre (re)começos: o final é apenas um ritual de passagem que materializa o nascimento de algo maior que está por vir e por vezes, é algo que você já havia desejado e manifestado. Além de cíclica, a vida é feita de trocas. É preciso abrir mão da gostosa sensação de sentir no controle e dançar conforme a música.
As finalizações de um ciclo é um chamado para sair da inércia. Quase que um empurrão que a vida te dá impulsionando a experimentar sensações mais intensas e completas, até mesmo de construir algo que sua capacidade de realizar ainda não havia sido testada.
É preciso estar aberto às mudanças. Está confiante de que o novo trás consigo uma experiência mais transformadora do que a que se encerrou. Confiar em si, confiar na vida. É possível dividir o medo do novo com a esperança de mudanças positivas. Essa dualidade aguça a percepção, nos mantém atentos a sentir com presença e clareza tudo que ela nos provoca.
Há beleza nas disrupturas. É quando você é apresentado a versões de si mesmo que não teria acesso se não tivesse passado pelos encerramentos. É quando você se transforma e conhece potencialidades que estavam guardadas esperando o momento de se manifestarem.
Você pode não está entendendo tudo, mas abrace seus ciclos. Acredite que está tudo bem em ser provocada – você está crescendo, se conhecendo, ampliando seus tetos.
Faça sua parte: ceda a necessidade de ter controle e usufrua da liberdade de sentir e criar sua própria realidade. O novo só chegará a quem está aberto para recebê-lo. Permita que a vida atue na sua especialidade: transmutar.
Ao final, nunca foi sobre o fim, e sim sobre o (re)começo.
Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN
Mariana Pires tem 29 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.
Siga Mariana Pires também no Instagram: @marianapires.
“Querer é poder, basta ter força de vontade”… Se você já ouviu isso, com certeza se perguntou onde estava errando na hora de tirar os seus planos do papel ou de manter a constância necessária para colocar em prática aquilo que você planeja, não foi? Se você quer ter uma vida abundante e prospera em qualquer âmbito, basta querer e se empenhar para que os seus desejos se tornem tangíveis.
Não considero que essa visão esteja errada, mas você já se perguntou o que existe entre “o basta querer” e a “concretização das suas metas”? Qual o caminho será percorrido? O que será preciso ser feito e o que deve ser priorizado? Por último, mas não menos importante: como tudo isso será realizado?
Quando, finalmente, nos conectamos a um objetivo maior de crescimento pessoal e profissional, tendemos a traçar metas muito robustas e tentamos implementá-las a qualquer custo, com aquela ideia de que você está promovendo mudanças positivas e significativas na sua vida. A impressão de que fazer o “o muito, o grandioso” transmite a sensação de dever cumprido.
Você embarca nessa jornada esperançoso de que a constância será sua nova e mais forte parceira de caminhada, mas, em curto prazo, você começa a sentir o peso de mantê-la no mesmo ritmo acelerado com as metas que determinou lá no começo, não é mesmo?
Sabe por quê?
Porque nos cobramos excessivamente para provar a nós mesmos ou aos outros que somos capazes de realizar. Saímos de um estilo de vida que foi o nosso padrão de comportamento por anos e queremos mudá-lo em poucas semanas, poucos dias. No final das contas, o anseio pelo resultado final é muito mais intenso e evita que desfrutemos o que o processo de aprendizagem tem a oferecer.
Não consideramos que temos uma cultura que nos acompanhou a vida inteira, não consideramos que oscilamos diariamente, que teremos dias com mais energia e dias com menos energia, não consideramos que esse é um processo de mudanças e, como o próprio nome define, é a transição de um ciclo antigo para um ciclo novo.
Há um tempo necessário para maturação desse processo até que você consiga abraçá-lo com total aceitação e e torná-lo parte natural da sua rotina. O problema está em impor para si mesmo, engolindo no seco que deve realizar e ponto.
Essa atitude tira de cena todo o contexto significativo que te levou a promover a sua mudança e passa a se tornar um corrida contra você mesmo; quando, na verdade, deveria ser uma parceria movida pela gentileza.
Que tal fazermos um exercício?
Você nunca foi pra academia ou foi praticante de exercícios físicos. Decide mudar e começar. Logo de cara, coloca uma meta de ir a academia todos os dias, pelo menos 1h por dia.
Você não tem o hábito da leitura e coloca como meta essa prática. Inicia a meta para ler um ou dois livros por mês, pelo menos 10 páginas por dia.
Nesses dois exemplos, você acredita que foram metas realistas? Você acredita que uma pessoa que nunca teve esses dois hábitos inseridos na sua rotina, consegue realizá-los na primeira tentativa e mantêm sua constância?
Vivemos nos tempos do “Tudo ou Nada”
Se for para fazer apenas 20 minutos de exercício, melhor não fazer nada.
Se for para ler apenas duas páginas do livro por dia, melhor nem começar.
Percebe que nós queremos o muito, o resultado final, sem nem ao menos nos expor ao começo do processo e se comprometer em honrar o essencial? E é experimentando várias formas de executar a mesma tarefa que você vai entender como melhor funciona o seu tempo e o seu melhor momento de produzir.
O excesso de expectativa na realização das metas gera um excesso de autocobrança; e, como resultado, vai te deixar paralisado ou paralisada. Você deseja promover grandes mudanças, mas não entende e respeita a própria constância.
Constância é algo individual e tem mais a ver com manter o nosso ritmo, em nosso tempo: devagar e sempre; e ela é diferente para cada pessoa. Para mim, Mariana Pires, 30 minutos de academia é me manter constante; para você, isso pode significar ir duas ou três vezes na semana. Não há um padrão homogêneo.
Comprometa-se com a velocidade com a qual você consegue caminhar e de acordo com a sua realidade, velocidade esta que você consiga manter. Você não tem de seguir o ritmo de outras pessoas a ponto de se comparar com elas ou sentir-se atrasada diante de um progresso que não é o seu: tenha propósito e mantenha-se constante, independentemente da velocidade.
Lembre-se: o nosso maior gasto de energia está no início do processo de mudanças. Desistir em poucas tentativas faz com que gastemos mais energia na hora de recomeçá-lo. Inicie as suas metas de forma realista e experimente outras formas de realizá-las. Além disso, esteja atento à maneira com a qual você produz cada tarefa. É experimentando as novas abordagens de executar suas tarefas que você entenderá qual o seu ritmo produtivo.
Saia dos extremos sobre “produzir demais” ou “viver procrastinando” e busque o meio termo, o equilíbrio necessário para que mudanças significativas apareçam sem que você fique sobrecarregada de autocobrança. Lembre-se também de que grandes progressos começam com a execução eficiente daquilo que é essencial. O diferencial vem quando alcançamos a excelência de fazer aquilo que é básico.
Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN
Mariana Pires tem 28 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.
Quando chega o final do ano, leitores mais ávidos costumam procurar textos e filmes referentes à época, desde que sejam livros curtos e filmes leves, que não comprometam muito o tempo, tão corrido entre compras e confraternizações. Por isso trago a recomendação de um grande clássico natalino, que pode ser lido em apenas três horinhas e vai lhe render muitas reflexões, pode crer.
“Um conto de Natal”, do aclamado Charles Dickens, é uma história bem conhecida, mas muitos vão lembrar dela por causa dos filmes produzidos: “Um conto de Natal” (1984) e “Os fantasmas de Scrooge”( 2009), com o manjado Jim Carrey. Aos que nunca ouviram falar de nada disso, aconselho que pouse no planeta e leia minha sugestão.
Trata-se do velho solitário Ebenézer Scrooge, um homem irascível , avarento e amargurado, que na madrugada de Natal recebe a visita de três espíritos que fazem uma reviravolta em sua vida, fazendo-o dar valor às pessoas ao seu redor e a ver a vida com outros olhos.
O clássico escrito em 1843 é atemporal, sendo um queridinho para os leitores e também para cinéfilos, uma vez que a adaptação feita para os cinemas em 2009 é muito fiel à obra. Após a leitura, fiquei muito satisfeito em perceber que o longa conseguiu seguir a história quase à risca. Então, caso você não seja muito fã dos papiros e prefira as películas, nesse caso, tá valendo.
Mesmo sendo uma obra escrita no século XlX, ela traz grandes discussões e aprendizados para a atualidade, como por exemplo o velho apego ao dinheiro e coisas materiais, coisa muito pertinente nos dias de hoje. Por isso, Dickens é mais um dos grandes ocupantes do Olimpo da literatura mundial.
A escrita é fluida e bonita, digna de um mestre. Pessoas de todas as idades se identificam com algum aspecto levantado nessa obra, em especial os adultos, que levam alguns puxões de orelhas (necessários). A indicação literária para a semana que antecede o Natal é essa, mas se você for dos mais preguiçosos, tenha uma boa diversão com o filme, também excelente.
Feliz Natal a todos!
E, como o pequeno Tiny Tim diz, “que Deus abençoe a todos, que Deus abençoe a todos nós”.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
A Prefeitura de Riachuelo realizará na próxima segunda, dia 20, a Festa de Emancipação de Riachuelo, em alusão aos 58 anos do município. Cavaleiros do Forró, Mara Pavanelly e Henry Freitas são as atrações que animarão a todos em praça pública.
Para ter acesso à Festa de Emancipação de Riachuelo, será obrigatório estar com a carteira de vacinação em dia e apresentá-la na entrada do evento.
Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi
Glaucione Farias tem 23 anos, é blogueiro, designer, social media e produtor audiovisual. Nascido em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, criou o Blog Glaucione Farias em 27 de janeiro de 2012.
Escreve no Por Dentro RN sobre tudo o que acontece na política local e no dia a dia da Região do Potengi.
O bem estar legítimo parte da eliminação daquela lista interminável de tarefas ‘saudáveis’ que não fazem sentido algum pra você e que são ditadas por terceiros.
Por Mariana Pires Para o Por Dentro do RN
Há uma cultura enraizada de que, se você faz muitas coisas ao longo do seu dia, você é ‘produtivo’ e tem resultados significativos; mas o que muitos não entendem é que há uma linha bem tênue entre o ‘posso fazer tudo’ e o ‘posso fazer DE tudo’.
Entender essa distinção é a chave para ter uma vida saudável. Para quem nunca praticou hábitos saudáveis, como esta que vos escreve, ou até mesmo não entendeu o quão importante são para alcançar resultados, sente que é um objetivo quase impossível de atingir. Ter uma rotina saudável e equilibrada parece coisa de outro mundo.
Confesso que sempre achei muito bonito aquelas pessoas que tinham uma rotina cheias de atividades. Lembro-me até de achá-los mais importantes porque aparentavam ter uma vida mais ocupada que a minha. E eu, que sempre fui tão desorganizada, olhava para tudo aquilo e via uma realidade distante de mim, uma realidade tão impossível de acontecer.
Eu não tinha visão, não tinha minhas próprias opiniões sobre determinados assuntos. Andava com pessoas que tinham hábitos tão ruins quanto os meus e a mesma visão de rotina que a minha. Sempre sonhei alto, no fundo eu queria ser uma daquelas pessoas que tinham a vida bem ocupada, preenchidas de atividades importantes.
Com o passar dos anos, me distanciei de algumas pessoas, busquei novas oportunidades de trabalho, foquei na construção de uma carreira, busquei crescimento profissional, que naturalmente é o campo que mais colocamos atenção nas nossas vidas. Sempre tive uma postura muito proativa e ousada, mas embora tivesse certa facilidade para tomar iniciativas sobre mudanças e melhorias no meu trabalho, a minha falta de organização pessoal e até mesmo a negligência que coloquei em outros campos da minha vida não me deram os resultados que tanto idealizei.
Demorei muito tempo para entender isso; e precisei passar por diversas situações de fracasso até parar e decidir voltar o olhar para mim e buscar entender o que estava deixando de fazer e onde eu precisaria mudar e melhorar. Para uma pessoa centralizadora, admitir que parte do não sucesso provém da falta de organização e de uma vida de hábitos ruins não é exatamente a coisa mais fácil de aceitar. Mas cá estamos, fazendo a necessária autocrítica.
Quando se quer muito conquistar um objetivo maior, é preciso olhar para as situações com um olhar muito transparente e franco sobre si e sobre as circunstâncias, aceitar o que precisa ser mudado e se comprometer com isso; e é aí que começa todo o processo de autodesenvolvimento. Quando, finalmente, temos o mínimo de clareza do que precisamos promover mudanças, começamos a buscar conhecimento e a melhorar os nossos hábitos: é um mergulho profundo e legítimo na mudança de estilo de vida.
O bem estar legítimo parte da mudança de mentalidade
O início de todo processo de autoconhecimento e desenvolvimento do nosso bem estar traz consigo um misto de sentimentos entusiasmados, cheio de grandes expectativas e uma sede ferrenha por resultados rápidos. Mas paremos para raciocinar: ora, se estou fazendo uma mudança radical na minha vida, não seria justo cobrar por resultados imediatos a curto prazo?
Nessa sede por esses resultados, a gente mergulha na busca por conteúdos de profissionais de diversas áreas, compra livros e cursos, faz imersões e desafios, inicia um casamento firme e forte com a vida fitness, faz meditação todos os dias, faz yoga, lê algumas páginas de um livro diariamente, estuda uma hora, faz a própria comida saudável, tem um momento com a família, cuida dos filhos, confere e reorganiza o planejamento para o outro dia, organiza todas as demandas da casa para começar o dia mais livre, é ativa nas redes sociais, se faz presente nas amizades, tem os momentos de lazer; e, não menos importante, ainda temos de ter os nossos momentos de autocuidado.
A gente inicia essa transição de estilo de vida enchendo nossas agendas de atividades que estão ‘na moda’ e que todo mundo que tenta se mostrar bem resolvido e feliz diz fazer. E não para por aí, a gente encaixa todas elas de uma única vez para serem feitas no dia e ainda se compromete a mantê-las a qualquer custo no cronograma, ainda que isso deixe tudo mecânico.
Chega o final do dia e temos duas sensações:
Estou cansada, mas consegui fazer tudo e estou realizada;
Estou cansada, não consegui fazer tudo e me sinto culpada por não cumprir o que planejei.
Você já se viu em alguma dessas situações?
Você não tem a sensação de que as práticas que nos ajudariam a criar hábitos saudáveis e uma vida mais leve e com mais significados acaba se transformando em uma exaustiva competição de quem é mais produtivo, de quem tem um estilo de vida mais atrativo que o outro?
A consequência disso é que chegamos em um momento em que a gente passa a realizar tudo no piloto automático. O que antes eram práticas que ajudavam no autodesenvolvimento, na conexão com nós mesmos, no aumento da performance e dos resultados, passam a ser uma obrigação diária de manter o mesmo ritmo dos outros dias. Quando não conseguimos cumprir tal agenda, é inevitável o sentimento de fracasso.
Ficamos para ‘trás’ em comparação com a rotina ‘perfeita’ das pessoas que idealizamos perfeitas. Com isso, é inevitável que não nos perguntemos: E vem a pergunta mais cobiçada dos últimos tempos: ‘como dar conta de tudo isso?’.
Com a mudança obrigatória que foi preciso promover em nossos estilos de vida, nos fizeram acreditar que deveríamos cumprir listas enormes de afazeres ‘saudáveis’ se quiséssemos acreditar que estávamos fazendo de algo importante por nós mesmos, nos cuidando de verdade.
A realidade é que criamos uma performance a ser realizada sem considerar as nossas emoções e nos forçamos a cumprir tudo mesmo sem estar nos sentindo bem. Fixamos nessa ideia de ter uma rotina saudável a qualquer custo e nem percebemos que mantê-la dessa forma pode está sendo tóxico pra nós.
Bem estar baseado no faça menos, mas faça por você
O conceito de ter uma vida saudável e produtiva está diretamente ligada ao significado e qualidade do que promovemos, não da quantidade de afazeres que realizamos. Não precisamos criar uma lista infinita de tarefas a serem feitas no dia e desafiar nossos próprios limites saudáveis para ter a satisfação de ter uma vida saudável e chegar ao final do dia completamente esgotado.
Para ter uma rotina saudável e mais leve, elimine aquela lista interminável de tarefas ‘saudáveis’ que não fazem sentido algum pra você. Escolha um ou dois rituais para serem feitos diariamente e dedique-se a eles com intenção. Viva esses momentos com presença e sinta como pequenos gestos podem fazer uma grande diferença no seu dia.
Pare de tentar fazer tudo com a ilusão de ser produtivo e passe a fazer o necessário com intenção e presença. Você vai perceber que o pouco feito com qualidade te proporcionará muito mais benefícios e bem estar. Você não precisa cumprir milhares de tarefas que não gosta para se sentir bem consigo mesmo; e isso não te faz inferior ou melhor do que ninguém, além de resguardar a sua saúde mental e a sua energia para o que realmente importa.
Faça menos, mas faça por você! Seu desenvolvimento é uma caminhada e crescer demanda tempo e consistência.
Sobre Mariana Pires, colunista do Por Dentro do RN
Mariana Pires tem 28 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos pela UnP. Apaixonada por Desenvolvimento de Pessoas, atua como RH e como consultora na área de Organização Pessoal, promovendo liberdade através da criação de rotinas leves e produtivas.
Vamos começar bem o final de semana com os Ghostbusters? Se você não sabe, não se trata de só um, mas de uma série de filmes iniciados em 1984.
Ghostbusters fala de alguns cientistas que tentam descobrir o motivo de aparições suspeitas na Nova Yorque dos anos 80. Ao se unirem, eles formam o grupo Caça-fantasmas, uma corporação destinada a capturar os estranhos seres, que pouco a pouco estão dominando e aterrorizando a cidade.
Apesar da galerinha da geração Z não gostar de filmes antigos, devido aos efeitos especiais serem ultrapassados e o ritmo ser mais lento que atualmente, Ghostbusters se tornou uma produção atemporal, conquistando novos fãs diariamente e sendo citado em outros trabalhos. O sucesso Stranger Things, inclusive, também faz referência ao filme na sua segunda temporada.
Foto: Reprodução
A vibe do filme é misteriosa, o que o torna atraente. Também tenta esclarecer de forma sucinta a origem dos fantasmas (embora a explicação seja coisa para a cabeça de nerds… e eu não sou um). O filme é divertido, engraçado e, na época em que foi lançado, foi parâmetro para os outros filmes de ficção produzidos.
A série conta com quatro filmes: dois nos anos 80 (com o elenco original), um do ano 2016, que troca OS Caça-fantasmas por AS Caça-fantasmas, e recentemente, o lançamento de 2021: “Ghostbusters mais além”, que ainda está em cartaz nos cinemas. Nesse, vamos acompanhar os netos de um dos personagens, que acabam descobrindo o passado de caçador do seu falecido avô.
A sequência é bem feita, a nova geração conseguiu deixar uma bela homenagem ao legado, fazendo inúmeras referências aos anteriores. Caso você ainda não tenha visto os antigos, aconselho ao menos assistir o primeiro antes de ir ao cinema, pois ajudará na compreensão e consequentemente no divertimento.
E, se à noite sentir alguém puxando seu pé, deixe sua mochila de prótons a postos!
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Por ocasião da festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Lagoa de Velhos/RN, o deputado estadual Tomba Farias (PSDB) visitou nesta quarta-feira (8) o município.
Na oportunidade, além de reencontrar a população, Tomba também conversou com sua base política que é composta pela prefeita Sonyara Ribeiro, o vice-prefeito Nildo Galdino, os exs prefeitos Severino Ribeiro e Washington ítalo, e de sete vereadores: Hélio Júnior, Ivanaldo Lotério, Marcelo Samuel, Aldemir Paulino, Eliana Carla, Leandro Malhada e Amilton Soares.
Sobre Glaucione Farias, colunista da coluna Por Dentro do Potengi
Glaucione Farias tem 23 anos, é blogueiro, designer, social media e produtor audiovisual. Nascido em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, criou o Blog Glaucione Farias em 27 de janeiro de 2012.
Escreve no Por Dentro RN sobre a política local da Região do Potengi.
“Os homens não têm tempo de conhecer nada. Compram coisas já prontas nos mercados. Mas como não existe um mercado de amigos, os homens não têm mais amigos”.
Com esta frase marcante, hoje falaremos sobre a fábula “O Pequeno Príncipe”, escrita por Antoine de Saint Exupery. A história é uma das mais conhecidas e amadas no mundo. Nela, conhecemos um garotinho curioso e ingênuo que vive no pequeno asteroide B612, no qual leva uma vida tranquila com sua pequena rosa.
Certo dia, ele decide fazer uma jornada por outros planetas e, durante a viagem, ele conhece muitas pessoas e seres animados, com quem passa a trocar ideia. Chegando à Terra, o menininho encontra um azarado aviador que está perdido no deserto do Saara (na verdade, um alter ego do autor), e começa a lhe contar sobre suas grandes aventuras.
Apesar do teor infantil da obra, o livro também foi escrito para adultos, talvez principalmente para eles, uma vez que retrata lições e ensinamentos importantes que, por sua sutileza, só são compreendidos pela galera mais madura. Mesmo sendo uma obra dos anos 40, as lições permanecem atuais.
Por ser uma obra de aparência simples, sem grandes detalhes no enredo, o autor criou um universo que nos diverte e adverte com sensibilidade e delicadeza, tocando o coração dos leitores dos 8 aos 80 anos, coisa bem difícil de conseguir. Infelizmente, por preconceito e achar que se trata de um livro bobo, alguns deixam de lê-lo e se privam de uma obra memorável.
O livro é muito bem escrito, organizado e, claro, acima de tudo, é uma obra leve e fácil até para as crianças menores. O sucesso é tão grande que todo mundo, mesmo quem não o leu, sabe citar alguma frase conhecida. O livreto já rendeu inúmeros filhotes, como musicais, peças de teatro e filme. Sobre o filme, vale uma pequena análise: ele foi um lançamento de 2015, de mesmo nome, porém a licença poética empregada foi longe demais.
Há a introdução de personagens inexistentes, a adaptação não é fiel, criando até mesmo uma história paralela para complementar a original. Pelo menos para mim, um humilde e voraz leitor adolescente, não funcionou. Mas tem uma coisa que se salva: a bela música de Lily Allen, “Somewhere only we know”. Procure o clipe com a tradução no YouTube, vale a pena assistir.
“se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz”
Bom, por hoje ficamos por aqui. Um bom final de semana para os amigos do Papiro e do Por dentro do RN.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
De tantos lugares incríveis no mundo, a autora Jennifer Niven escolheu as maravilhas do Estado de Indiana (EUA) para contar a história de Violet e Finch, dois jovens depressivos que se ajudam para enfrentar os desafios da vida.
Violet é uma jovem adolescente com uma vida perfeita, até que um acontecimento trágico na família serve de gatilho para que ela perca a alegria de viver. Finch é aparentemente um jovem feliz e sem grandes problemas, mas que na verdade encobre grandes mágoas e traumas do passado. Para a jovem, se envolver com o cara acaba sendo sua tábua de salvação, pois ela começa a valorizar coisas anteriormente desprezadas e que dão um novo sabor à sua vida; mas, de acordo com a evolução do relacionamento, começam a vir à tona as complicações de Finch, que são tão ou piores que as dela.
Aprovei a forma como a autora criou esses personagens, ambos complexos e com passados nebulosos, que nos faz refém da leitura, e a cada página a história nos surpreende com reviravoltas, nos deixando mais empáticos com as situações que os personagens enfrentam, coisas atuais que podem ocorrer na vida de qualquer um. O livro é narrado em primeira pessoa, alternando o ponto de vista dos protagonistas, ou seja, a autora nos possibilita entrar na cabeça dos personagens, mostrando-nos como pode ser duro e cruel alguns modos de viver.
Foto: Ilustração/Garotas Devorando Livros
O livro ganhou uma adaptação em 2020, de mesmo título, protagonizado por Ellie Fanning (a princesa Aurora de Malévola) e Justice Smith (Jurassic World: Reino ameaçado). Apesar de também comovente e com boas interpretações, a adaptação, como de praxe, não segue o livro fielmente, cancelando personagens importantes na trama e abandonando alguns detalhes pertinentes, tornando alguns momentos vazios se comparados ao livro. Aconselho que veja o filme após a leitura do livro, para que você tire suas próprias conclusões.
Apesar de ser uma leitura nada complicada, para algumas pessoas mais sensíveis podem haver gatilhos depressivos. Não recomendaria o livro para a galera com menos de 14 anos. Como reforço, mesmo não sendo uma história verídica, nos traz algumas lições marcantes. Vale muito a leitura. E tenho certeza que a turminha que adora romances vai se desmanchar em lágrimas.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Começamos ontem o ciclo da Lua cheia desse mês, hein, galera? Aproveitando a inspiração, que tal maratonar uma série sobrenatural? Teen Wolf, estrelado por Tyler Posey(primeiro trabalho de mais expressão) e Dylan O’Brien (o Thomas de Maze Runner), conta a história de um adolescente comum que, ao receber a mordida de um animal desconhecido numa noite de Lua cheia, começa a ter comportamento estranho e acaba por se transformar em um lobisomem.
Com a ajuda de seu melhor amigo e de outros lobisomens, ele terá que esconder sua nova condição e também descobrir a causa de uma série de mortes estranhas que estão ocorrendo na pacata cidade de Beacon Hills.
A série se inspirou num filme de 1985, de mesmo nome, estrelado por Michael J. Fox(O carinha de “De volta Para o Futuro”). Ao longo das seis temporadas, os rapazes vão se transformando de garotos assustados a machos-alfa da alcateia. A série possui cenas de impacto e a cada temporada vai se tornando mais eletrizante, pois os desafios a ser enfrentados vão aumentando, ficando cada vez mais perigosos para o jovem lobisomem.
A história é interessante, pois apesar de ter uma atmosfera sobrenatural e falar sobre lobisomens, não é um seriado muito clichê. Os personagens possuem tiradas de humor em alguns momentos, diminuindo a tensão de algumas cenas. Minha crítica é só uma: a série se perde um pouco ao longo das temporadas por começar a incluir outros personagens míticos diferentes da temática.
Deem uma chance ao nosso lobo adolescente! Tenho certeza que será uma boa diversão sob os efeitos da lua cheia desse fim de semana.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Traiu ou não traiu? Eis a dúvida que sempre há de existir para os leitores do consagrado Machado de Assis, um dos mais célebres escritores da Literatura brasileira, na sua obra mais polêmica: Dom Casmurro.
Na história, vamos ser apresentados a Bentinho, que, agora velho e conhecido como Dom Casmurro, nos conta sobre a sua vida. O frustrado jovem sonhava em se formar em Direito, mas dona Glória, sua mãe, tinha outros planos e decide que ele deve seguir para o seminário, ameaçando seus objetivos e também seu romance com Capitolina, a Capitu. No seminário, ele conquista uma grande amizade com Escobar, que também não tinha planos de ser padre.
A história é um romance de formação, isto é, acompanha Bentinho desde a adolescência até a terceira idade. Durante esse período, acompanhamos seu modo de encarar os problemas (ou fugir deles) e seu gradativo crescimento moral, como também sua relação com a família, com Capitu e também com Escobar.
Eu sei, nem todos gostam de ler clássicos, ainda mais aqueles que contém expressões antigas ou praticamente extintas do nosso vocabulário atual. Mas como eu gosto de ser advogado do diabo e de mostrar os dois lados da moeda, vamos para a sua defesa: Esse livro tem uma grande importância para a nossa Literatura, tornando-se um marco da nossa história. Sua compreensão e interpretação não é difícil.
Também já foi tema de várias teses e estudos. Importante destacar a beleza que o autor expressa no texto, minucioso, prezando por uma excelente construção do cenário, além do desenvolvimento dos personagens de forma profunda e ambígua.
E a cereja do bolo: Houve ou não houve a famosa traição? A maestria do escritor é tão grande que, mesmo escrito em 1899, até hoje esse mistério continua. E eu começo a desconfiar que cada leitor acredita e defende uma versão, de acordo com sua vivência pessoal e maturidade. E até mesmo quem ler esse livro por duas vezes, se passado um intervalo de tempo, pode achar o contrário do que achava antes. Saber fazer um livro assim é para poucos.
Se você ainda não leu um clássico, começará com um dos principais, pode acreditar; e me conte aqui se houve ou não houve traição.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Auuuuuuu! Sabe o que significa isso? Que em breve mais uma pessoa será vítima da besta que assombra a pequena cidade de Tarker’s Mills. Vai me dizer que nunca ouviu falar dessa cidade? Então, você ainda não conheceu A Hora do Lobisomem, clássico escrito por ninguém menos que Stephen King, o famoso rei do terror. A obra é composta por uma coletânea de 12 contos e cada um deles ocorre em um mês do ano, sempre na lua cheia. Ao longo dos 12 meses, assassinatos suspeitos acontecem na cidade.
Muitos habitantes consideram ser um serial killer, mas estão enganados. Enquanto as autoridades tentam controlar a situação, o ser misterioso continua fazendo mais vítimas. Stephen King, propositalmente, deixa as histórias em aberto ao final de cada capítulo, a fim de deixar os leitores curiosos e ávidos pelas histórias seguintes. É importante lembrar que todos os contos estão interligados.
No final das contas, acabamos devorando o livreto todo de uma vez. Exatamente por ser mais curta, a obra se diferencia de qualquer outro volume do autor. Ele sabe desenvolver os personagens de forma rápida, mas não necessariamente artificial. A escrita é fluida e ele preza muito pelos detalhes dos acontecimentos, o que nos deixa imersos na trama.
Após um tempo de lançamento (esse livro foi escrito em 1983), A Hora do Lobisomem foi adaptado para as telonas , com o título Bala de Prata. Não é totalmente fiel à obra, não segue a linha cronológica do livro e subtrai alguns dos contos, mas mesmo assim é razoável. Contudo, em sua defesa, venho falar que é difícil adaptar um livro de contos fielmente a um filme. Por via das dúvidas, aconselho que prefira o livro.
Se você nunca leu nada do autor, é uma boa pedida começar por esse. Logo nas primeiras páginas, King consegue nos conquistar facilmente. E esse pode ser um bom volume para se iniciar nesse gênero. Com essa indicação, encerro o soturno mês de outubro, às vésperas das comemorações de Halloween e do Dia de Los Muertos. Aproveite em grande estilo, fazendo jus às datas sombrias.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Nada como passar o Halloween de forma tradicional, não é mesmo? Então, para que você aproveite bem o 31 de Outubro, separei o mais clássico filme de terror referente à data e um dos mais influentes de todos os tempos: “Halloween”, de 1978.
Dirigido por John Carpenter, Halloween traz a história de Michael Myers, um garoto de apenas 06 anos que, no Dia das Bruxas de 1963, assassina a sua irmã mais velha. Após o feito, ele acaba sendo internado em um hospital psiquiátrico. 15 anos depois, o maníaco retorna à sua cidade natal, e passa a perseguir um grupo de jovens.
Por mais que seja um filme simples e de baixo orçamento, Halloween se tornou um grande sucesso na época, conquistando novos fãs até hoje. A fama foi tão grande que gerou inumeráveis sequências, além de ter se consolidado como um dos primeiros e mais influentes slashers, tendo inspirado outros famosos filmes, como a série de filmes pânico, por exemplo.
Outro feito importante é que graças a esse longa, a comemoração do dia do Halloween acabou se popularizando em todo o mundo, rompendo as barreiras dos países Anglo-saxônicos.
Mesmo sendo um filme das antigas, na época que foi rodado ele se mostrou muito original. Naquele tempo não era comum que os filmes de terror tivessem um serial killer tão bem elaborado como Michael Myers. Um outro diferencial para a época é que, a maioria dos personagens de filmes de terror eram sempre idiotas que só sabiam correr e gritar, mas esse filme trouxe a protagonista Laurie Strode, cativante e inteligente.
Apesar de ter sido uma boa produção no ano de lançamento, algumas pessoas não irão se agradar muito, por causa da narrativa mais lenta (estamos muito acostumados com a agilidade e fluidez nos filmes da atualidade) e principalmente porque naquele tempo não haviam recursos tecnológicos para comparar aos filmes de terror de hoje, podendo até mesmo não ser tão assustador para alguns expectadores.
Essa é a minha recomendação para que você termine outubro de cabelo em pé. E lembrando que está em cartaz hoje nos cinemas mais uma das sequências desse filme: “Halloween Kills”, sinal que esse título ainda dá muito pano para as mangas.
Feliz Halloween, capriche na sua fantasia e deixe aqui a sua sugestão de filme ou livro de terror para essa data.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Sem ideias do que fazer no dia do Halloween? (lembre-se, é no dia 31 de outubro). Bom, a minha primeira dica é que você junte uma turma e saia por aí fantasiado. Se não for a sua vibe, vou dar então duas dicas de filmes para que você não passe em branco nesta data assustadora.
Para fugir um pouco dos filmes de terror durante o Halloween, que só servem para ficar com o coração na mão e com medo da própria sombra, por que não ver algo mais leve, hein? Então prepare sua pipoca e seus doces e veja essas indicações de filmes leves e divertidos.
HALLOWEENTOWN
O filme se concentra na família Cromwell, em especial Marnie, uma adolescente que recebe a ilustre visita de sua avó na noite do Halloween. A garota descobre pertencer a uma linhagem antiga de bruxas e que precisa começar o seu treinamento a partir daquele instante, ou então perderá seus poderes para sempre. Para isso, ela e seus irmãos vão parar numa cidade muito diferente de onde vivem: Halloweentown.
Esse universo abriga monstros e seres mágicos, onde os doces ou travessuras nunca têm fim. Marnie também descobre que esse não foi o único motivo para ter sido recrutada, pois uma presença maligna promete tornar os dias na estranha cidade (e no mundo mortal) mais sombrios. Essa quadrilogia (sim, são quatro filmes, mas só indico o primeiro) tem todos os personagens conhecidos do imaginário fantástico: bruxas, vampiros, monstros e outros seres, e é um filme bem divertido e leve.
ABRACADABRA
Um dos maiores clássicos do Halloween, este filme gira em torno do frustrado adolescente Max Dennison que, sem querer, acaba libertando um trio de bruxas na noite do Halloween. Para consertar a burrada e impedir que elas virem imortais, ele vai contar com a ajuda de sua crushAllisson e sua irmãzinha Dani.
Apesar de ser um filme bem clichê, é uma boa diversão em família. E conta com com duas atrizes bem conhecidas do público adulto: Bette Midler e Sarah Jessica Parker.
Caros seguidores do Por Dentro do RN, nestas semanas que antecedem o Halloween, pretendo falar um pouquinho mais sobre o assunto. Vejo vocês na próxima.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Sem dúvida, minha mãe foi minha primeira professora, motivo de inspiração e confiança. Nos meus primeiros anos, me repassou as informações iniciais de uma vida que estava apenas começando. Conforme fui crescendo, outras pessoas passaram a fazer parte de minha vida, novas relações surgiram e hoje escrevo aqui para homenagear essas pessoas de fundamental importância durante minha formação, meus professores.
Professores estes que me auxiliaram na construção de minha imagem externa, diante do mundo, e interna, perante eu mesma. O professor é aquele que nos deixa crescer com nossos próprios passos, porém sempre pronto a nos oferecer auxílio.
O ensino do professor de forma alguma está restrito as quatro paredes. Pelo contrário, algumas lições são lembradas por toda uma vida. E esta mesma vida não deixa de ser uma escola, na qual, somos mutuamente, professores e alunos, pois mesmo quando ensinamos, aprendemos. Chegar à conclusão de uma graduação/pós-graduação é algo recompensador e gratificante, pois vários degraus foram percorridos nesta escadaria.
Durante a minha caminhada acadêmica, as dificuldades não foram poucas, os desafios foram muitos. Os obstáculos, muitas vezes, pareciam intransponíveis. Muitas vezes me senti só, e, assim estive. Algumas vezes o desânimo quis contagiar, porém a garra e a força de vontade foram mais fortes, sobrepondo esse sentimento, fazendo-me seguir a caminhada, apesar da sinuosidade do caminho.
Agora ao olhar para trás, a sensação de dever cumprido se faz presente e posso constatar que as noites de sono perdidas, os longos tempos de leitura, a apuração da pauta, o correr para cumprir o deadline, a digitação, renderização, vetorização, discussão, a ansiedade em querer fazer e a angústia de muitas vezes não o conseguir, não foram em vão.
Ao corpo docente dos cursos de Jornalismo, Design Gráfico, Assessoria de Comunicação da Universidade Potiguar, e também aos professores do curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o meu parabéns e muito obrigada. Todos, juntos, formaram um time imbatível no momento de compreender, ter paciência e de mostrar os caminhos corretos da profissão.
Feliz dia e obrigada, professores. Hoje estou aqui como sobrevivente de uma longa batalha, porém, muito mais forte e confiante, com coragem suficiente para enfrentar todos os obstáculos que ainda estarão por aparecer, tendo em vista que atualmente continuo qualificando-me para exercer as profissões que tanto amo e às quais venho me dedicando.
Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN
Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte.
É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Hoje eu trago essa pergunta a vocês. O que você prefere: ler, sentindo a textura do papel em suas mãos e o cheiro inconfundível do livro novo (ou velho, se preferir), ou acha melhor ler olhando para uma tela, de forma mais prática e moderna? Qual é o melhor, afinal?
Quando se aborda esse assunto, a maioria das pessoas ficam divididas; até porque ambos possuem vantagens e desvantagens, como tudo na vida, mas vamos lá. O livro físico é bom exatamente porque, convenhamos, o contato com o papel é bem mais prazeroso que tocar numa tela, e isso faz imensa diferença para leitores assíduos. Também tem a questão de ser possível fazer marcações, seja grifando ou colando post-its, ainda mais quando se fala em livros técnicos e voltados a estudos. Quem nunca grifou uma frase marcante em um livro inesquecível?
Além de tudo, ao terminar a leitura, você ainda terá mais um troféu para expor na sua estante! Mas é claro, o livro possui suas desvantagens: o peso pode ser grande, impedindo algumas pessoas de poder levá-lo na bolsa. Sem contar no preço, muito salgado no Brasil. Assim como previram o fim do cinema quando surgiu o medieval videocassete, muitos já previram o fim do livro, o que acho improvável. Enquanto houver leitores, existirão sempre os amantes do livro de papel.
E os e-books? Bem, são práticos e leves, ou seja, eles podem ser carregados sem o menor incômodo. Os preços costumam ser mais reduzidos, chegando às vezes a metade do valor do seu concorrente tradicional. Também existe a vantagem de você poder carregar uma verdadeira biblioteca debaixo do braço, devido à tamanha capacidade de armazenamento.
Isso é bom para quem lê vários livros ao mesmo tempo, ou para levar em alguma viagem. Mas, como os outros formatos, também apresentam problemas, como a necessidade de carregar a bateria, limitando o tempo de leitura às vezes. Um outro problema é o cansaço na vista, que sempre aparece, mesmo com a tela especial do objeto.
Afinal, na dúvida, o interessante mesmo seria não optar de início. Caso você tenha acesso, tente as duas formas de leitura. Com o tempo, você vai descobrir qual a sua preferida, mas a outra não será abandonada. O importante é o conteúdo lido e não a forma que você está utilizando.
Espero que você tenha gostado e continue acompanhando a coluna “O Papiro é Louco”.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
É impossível superar uma vida interrompida. Com morte por infarto ou velhice, a gente aprende a lidar. Com uma tragédia, criamos um espaço doído e intocável que se força e se esforça para encontrar paz de vez em quando – e que entende que nunca vai conseguir sentir isso para sempre de novo.
A minha mãe morreu há mais de dez anos e nunca pode ver quem eu me tornei. A casa que sonho transformar no melhor lugar do mundo, a profissão em que me formei, depois a que inventei. Não soube das minhas histórias de amor, das viagens que fiz, das que sonho fazer. Nunca ganhou o presente de Salvador, nem sabe das músicas que eu ouço hoje, dos filmes que vejo, quais livros já li daquela minha estante infinita.
Aprendi a disfarçar a dor. E tenho uma tristeza que me acompanha sempre desde o dia em que tudo acabou. Sei que ela não ia querer saber que eu sinto essas coisas e talvez seja por isso eu tento viver tão bem.
Tem dia que é mais complicado.
Geralmente, acontece quando alguém ou alguma coisa te lembra que não tem jeito, que aquela pessoa que você amava profundamente não vai viver de novo, por mais que a medicina, a ciência e a tecnologia avancem tanto. Acabou, finito, já era, zerou. O mundo dela nunca mais vai encontrar o seu.
Minha mãe deixou de presente um grande ensinamento. Ela ouvia o que qualquer pessoa tivesse a dizer e extraía de cada uma sua melhor parte, ou a mais comovente. E ela ouvia seus pacientes com tanto interesse e tanto cuidado, sem preconceito ou julgamento. Tão raro, né?
E ela conduzia diálogos fantásticos, com suas perguntas lógicas e também com as absurdas. Foi ela quem me ensinou saber escutar com interesse e paciência. Aprendi que devemos respeitar os silêncios – que tantas vezes faz jorrar histórias e sentimentos de onde menos se espera. E que através do questionamento podemos captar histórias comoventes.
Acompanhar algumas notícias ultimamente é um exercício gigante de empatia. É sentir a dor do outro, se colocar no lugar, querer entrar na tela e dar um abraço na maioria deles! É se ver em gente que não tem nada a ver com você. O ouvir em alguns momentos universaliza a angústia e a dor, nos coloca todos no mesmo lugar, transforma a tragédia em algo que faz com que a gente se entenda um pouco mais. Nos envolve na intimidade e na fragilidade do outro e nos faz melhor ao refletirmos diante de cada situação vivenciada.
Viver é um aprendizado diário. Vale ainda mais a pena quando somos privilegiados e encontramos pessoas que criam um legado fascinante sobre a vida de gente comum ou quando você assisti um filme e fica pensando em vida e morte, lembra da música que você cantava para sua mãe e acabava arrancando risadas deliciosas dela.
Disfarçar a dor é daquelas verdades que acompanha sempre quem perdeu alguém que amamos. É esperar pela próxima lembrança para sentir aquela saudade boa e isso faz a gente seguir em frente. O silêncio do ausência chega a ser angustiante. Tem dia que é mais complicado e bate uma saudade absurda de nossas últimas conversas.
Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN
Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Quando as pessoas pedirem para que não reclamemos da vida, é melhor seguirmos essa linha de raciocínio, pois as coisas sempre podem ser piores. Por isso, apresento a vocês hoje as Desventuras em Série, uma saga literária composta por 13 livros, escritos por Lemony Snicket, em que conhecemos a vida desafortunada de três irmãos. Quando seus pais morrem em incêndio suspeito, os órfãos vão morar com um parente distante, que tem o único interesse de se apossar da imensa fortuna deixada pelos pais aos irmãos.
O vil Conde Olaf está disposto a qualquer coisa; e não é à toa que são 13 livros cheios de mistérios, incêndios, organizações suspeitas e tensão, além de muita falta de sorte. O que tem de dar errado, dará. Uma verdadeira sucessão de infortúnios e humor de caráter duvidoso.
Falando sobre a adaptação para as telas, o filme, lançado em 2004, foi estrelado por Jim Carrey (como Conde Olaf) e participação de Meryl Streep; e a série, produzida entre 2017 e 2019, foi estrelada por Neil Patrick Harris (aquele dos Smurfs) e Malina Weissman (de Supergirl).
O filme se baseou nos três primeiros livros, mas mesmo assim foi razoavelmente bem na fidelidade à estória. A atmosfera meio gótica (lembrando muito os filmes do Tim Burton), se adequou bem ao clima apresentado nos livros. Contudo, como sempre, algumas partes interessantes foram cortadas e alguns eventos foram postos fora da cronologia da obra. A série melhora nesses quesitos, até por ter mais tempo de duração.
Minha indicação para esse final de semana é você dar uma olhada nessa série/filme. É um pouco diferente dos padrões americanos aos quais estamos acostumados. Se você gostar, arrisque começar a saga literária. Como sempre, livros são sempre superiores.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Um dia uma amiga querida perguntou o que me encanta. Descobri que o encanto vem de coincidências que eu nem sei dizer, só sentir. Não tem regra, nem padrão, não tem roteiro, vivência anterior que dê a dica. É só um encanto. Encanto pelo encanto, essa coisa meio parnasiana.
Encanto é aquilo que enche o coração quando você menos espera. É aquilo que faz os olhos saltarem, se encherem de alegria ou de lágrimas. Lágrimas boas, não aquelas que lavam o desespero e a dor, mas as que transbordam o que o coração já não consegue dar conta.
Encanto, apesar do jogo de palavras, não se encontra em qualquer esquina, em qualquer canto. Mas aparece no diálogo mais banal, na surpresa que você nunca imaginaria, mas que vai lembrar pro resto da vida. Leva tempo para que duas pessoas descubram seus encantos. O dia a dia tem essa dureza de massacrar a gente, às vezes.
Leva tempo para que elas saibam o que enche o coração e transborda pelos olhos até se transformar em um beijo, um abraço ou na frase mais simples que diz a maior coisa do mundo, com todo o amor que isso carrega. Mas, às vezes, o encanto se perde de repente. E resta esperar que ele surpreenda de novo.
Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN
Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Que segredos será que um restaurante temático fajuto pode esconder? Simples: uma passagem secreta para um universo fantástico.
Legendtopia, A batalha de Terr, é um livro infanto-juvenil escrito por Lee Bacon e lançado em 2018. Os livros são uma duologia, mas apenas o primeiro foi traduzido para o português até agora. Nessa história, vamos conhecer Kara, uma garotinha convencida e cética que descobre acidentalmente uma abertura para um reino fantástico e medieval, o Reino de Heldstone. Lá ela conhece Frederico XIV (Fred para os íntimos), um jovem príncipe que sonha em assumir o reinado e ser um herói, assim como seus ancestrais.
Quando os dois mundos se chocam, irão desencadear problemas para ambos os universos e personagens. Outras criaturas também virão a descobrir essa passagem e forças malignas tentarão dominar ambos os mundos. Fred e Kara precisam salvar seus dois lares. O livro é narrado em 1ª pessoa, sempre alternando o ponto de vista dos dois protagonistas, o que torna a estória mais dinâmica, onde o autor cria momentos engraçados e sarcásticos que contrastam com momentos de tensão.
Para quem se identificou com Nárnia, clássico do C.S. Lewis, há muita chance de gostar também dessa aventura, mas lembrando que ela é direcionada à galera pré-adolescente. Essa é minha indicação para esse final de semana, e é um bom livro para quem deseja se iniciar no hábito da leitura, sobretudo àquela turma que ainda não chegou à adolescência.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
A melhor coisa que fiz por mim nos últimos tempos foi voltar a escrever. Dividir a angústia foi um alívio – e já me fez pensar em várias coisas, algumas novas, outras nem tanto. Escrever me tirou da inércia. Ler os comentários de vocês é a mesma coisa que receber uma injeção de adrenalina, motivação e amor.
A gente vive um momento delicado. É muito louco. Exigimos demais de nós mesmos – e o mundo ao nosso redor parece exigir mais ainda. Temos que fazer muito, ter uma vontade incessante, nos dedicar a tudo com muita determinação.
Ao receber o convite para colaborar com essa coluna, confesso que fiquei reflexiva. Gosto de ficar em dúvida. De pensar “pra quê?”. De quase desistir, ao menos por um tempo. Me senti mais gente de verdade, menos personagem nesta internet que a gente se acostumou a viver como palco.
Ao construir os textos e ver que muitos de vocês sentem as mesmas coisas, meu nível de empatia aumentou em 100%. Empatia, essa palavra de que eu tanto gosto! Entre o primeiro post e este, comecei um daqueles trabalhos que nos fazem lembrar porque escolhemos uma profissão. O que eu mais gosto no Jornalismo é de fazer entrevistas.
Gosto de dialogar com gente que dedica a vida inteira a uma ideia, a uma causa; gente que fala com paixão sobre o que faz, sobre o que ainda quer fazer – e a força incessante de cada um deles é impressionante! Não poderia haver momento melhor do que esse de entrar em contato com gente admirável, inspiradora, que todos vocês vão adorar conhecer no decorrer das próximas publicações.
Ao longo dessas conversas, que podem durar uma hora, mas geralmente duram 5, 6, 7 horas ou um dia inteiro, voltei a perceber que uma das melhores coisas do mundo é conversar ouvindo com toda atenção o que o outro tem a dizer. Ando tão fascinada por isso! Você conversa 5, 10 minutos, ok, pode saber algumas coisas sobre alguém. Passou da meia hora, não tenha dúvida que vai descobrir, ao menos um pouquinho, as nuances, o que faz aquela pessoa ser quem é.
Voltar a fazer Jornalismo me lembrou do que une tudo que fiz e faço na profissão. A vontade de compartilhar as coisas do mundo que me interessam e me emocionam. É quando mostro, faço um convite, converso sobre as coisas que elas ficam mais legais de verdade. Há momentos em que tudo que a gente precisa é olhar para dentro, né? E depois ver o tanto de mundo que existe lá fora.
Este post é para agradecer pelas palavras de vocês, que me lembraram da essência da reflexão. É muito natural para mim dividir o que me emociona. Pode ser uma foto, uma música, uma história transformadora. O mundo é tão interessante, e eu me empolgo tanto com tanta coisa que é impossível não postar por aqui com todo o amor do mundo.
Sobre Ana Beatriz Amorim, colunista do portal Por Dentro do RN
Ana Beatriz Amorim tem 35 anos, é jornalista e designer gráfica formada pela UnP. Também é fotógrafa, licenciada em Artes Visuais pela UFRN e especialista em Assessoria de Comunicação. Adepta da teoria do faça uma coisa de cada vez e seja múltipla, escreve a respeito do cotidiano, artes, cultura e esporte. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
Como você se sentiria se fosse excluído simplesmente por ser diferente? Não por escolher, mas por ser diferente? Atypical é uma série estadunidense que mescla drama e comédia. Se concentra na vida de Sam Gardner, um adolescente autista que não possui muitos amigos. O garoto, além de enfrentar a solidão e outros dramas diários, passa por situações hilárias tentando encontrar uma namorada e ter suas primeiras experiências sexuais.
Por causa de Sam, também vamos conhecer as dificuldades que afetam o restante da família: sua irmã Casey e seus pais, mostrando que ninguém tem um manual de instruções de como conviver com o diferente. A série é um exercício de empatia para o expectador e de reconhecer que, mesmo com inabilidades em alguns setores, Sam, com seus esforços, consegue ter grandes momentos e ser mais verdadeiro que muitos ditos “normais”.
A série foi encerrada nesse ano após 4 temporadas de risos, lágrimas e situações bem constrangedoras. Vale a pena dar uma procurada na Netflix nesse final de semana. Tenho certeza que você vai ver os “diferentes” com um olhar ainda mais parceiro.
Dedico o texto de hoje a todos os garotos autistas, em especial a Ângelo e Augusto, que sempre encontro nos passeios pelo shopping.
Sobre Alexandre Vitor, colunista do portal Por Dentro do RN
Alexandre Vitor tem 14 anos e prefere ser chamado de Vitor; é um escritor iniciante e tem um conto publicado no Wattpad. Além disso, o autor tem como hobbies a leitura, a cozinha e a prática de esportes. Desde pequeno, Alexandre Vitor se interessa por literatura. Aos 11 anos, decidiu que queria ser escritor e até já tinha vários manuscritos, mas nunca colocou nada adiante. O jovem articulista da coluna O Papiro é Louco, aqui no Por Dentro do RN, considera-se um leitor eclético, ou seja, aberto a quase todos os temas, mas confessa que fantasia e aventura são seus gêneros favoritos. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.