Meio ambiente

Natal Shopping fortalece compromisso com ações de impacto social e sustentabilidade

Natal Shopping fortalece compromisso com ações de impacto social e sustentabilidade

Empreendimento já conta com projetos de gestão de resíduos sólidos e orgânicos para diminuir impacto no meio ambiente; mascote protagoniza e incentiva adesão às ações sociais

Junto à agenda Horizonte ESG Ancar 2030, estabelecida pela Ancar Ivanhoe, grupo administrador do empreendimento, o Natal Shopping consolida seu compromisso com ações de governança social e sustentabilidade. Com este documento, o NAT reforça e amplia práticas de respeito ao meio ambiente e uso de recursos naturais, de transformação social das comunidades nas quais está inserida e de ética nos negócios e valorização da força de trabalho.

Entre outros compromissos, estão medir e reduzir o impacto das emissões de gases do efeito estufa até 2030, assim como realizar treinamento e sensibilização de 100% da força de trabalho no tema mudanças climáticas, bem como impactar 100% dos lojistas nas boas práticas de gestão de resíduos. Buscar o máximo de utilização de energia renovável para suas operações, implementar reuso de água em todos os shoppings da rede e realizar diligência prévia ESG em 100% dos fornecedores críticos também faz parte do projeto para os próximos seis anos.

As diretrizes foram estabelecidas com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, conectando os shoppings da rede Ancar Ivanhoe aos compromissos mundiais de desenvolvimento, com metas a serem atingidas até 2030 por meio de quatro grandes pilares: Conservação do planeta, Transformação Social, Gente que Gosta de Gente, e Governança e Integridade.

“Hoje, o cenário empresarial está intrinsecamente ligado aos princípios ESG”, afirma o copresidente do grupo, Marcelo Carvalho. “A Ancar já possui uma ampla história de envolvimento com o social, ambiental e uma longa trajetória na gestão de pessoas. Estamos há mais de 16 anos na lista das Melhores Empresas para Trabalhar, segundo o Great Place to Work, somos um dos maiores parceiros da campanha Natal Sem Fome, investimos mais de R$5 milhões em projetos sociais e desenvolvemos diversas iniciativas que reduzem os impactos ambientais dos nossos shoppings. Todas essas iniciativas ganham ainda mais força quando assumimos compromissos mais ambiciosos que buscam apoiar toda a cadeia do nosso negócio”, acrescenta ele.

Além disso, a agenda Horizonte ESG Ancar 2030 tem como meta transformar a realidade de 10 mil jovens por meio de iniciativas de inclusão social, capacitação profissional e acesso à empregabilidade e potencializar as práticas de diversidade e inclusão como estratégia central da companhia.

“Sabemos que o Natal Shopping é parte integrante da vida de muitas pessoas, então é impossível pensar nossas decisões e estratégias sem levar em consideração a comunidade em que estamos inseridos e as gerações futuras, por isso nosso compromisso com a sustentabilidade é uma responsabilidade que levamos a sério. Ao abraçar as pautas ESG, estamos construindo uma instituição que será relevante e resiliente no longo prazo. Isso nos coloca em uma posição sólida para enfrentar o que o futuro pode trazer”, afirma Felipe Furtado, superintendente do Natal Shopping.

Gestão de água e de resíduos sólidos

No mais tradicional shopping da capital potiguar, até 60% do volume de água utilizado nas torneiras consegue ser economizado graças às estratégias tecnológicas adotadas, como um software de automação responsável por monitorar o consumo de água em toda a estrutura.

Outra medida é o sistema de Osmose Reversa que, ao tratar a água do poço que abastece o shopping, reaproveita um volume que seria descartado destinando essa água para os mictórios dos banheiros masculinos, sanitários e irrigação de jardins.

Compromissado com a bandeira da reciclagem, o empreendimento também destina o material descartado por lojistas e clientes para cooperativas de reciclagem e, apenas em 2022, 89 toneladas de resíduos tiveram o destino correto.

Os clientes também podem trazer de casa os resíduos de plástico, papel, vidro, metal, eletrônicos, e até cápsulas de café e óleo de cozinha, para depositar no Hub de Reciclagem que fica na praça de alimentação.

Além disso, os restos de comida deixados pelos clientes na praça também são reciclados, em uma parceria com a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN), e viram adubo orgânico que é comercializado no espaço Sustentabilidade Transforma, ao lado da C&A. O valor arrecadado é usado para ações socioeducativas.

Educação ambiental e ações sociais

O shopping também conta com uma mascote, a elefanta Naty, para levar atividades de educação ambiental e conscientização para crianças no ensino infantil. Com o projeto Naty nas Escolas, a personagem faz apresentação de peça de teatro musical e distribui exemplares do livro “Naty e a Natureza”, onde os pequenos acompanham uma jornada de conscientização sobre cuidados com o meio ambiente.

O material também foi lançado em braille e, em junho deste ano, foi premiado com troféu de ouro pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) na categoria de Eventos e Promoções pela atuação de impacto em suas atividades para o público infantil.

Para receber a programação do Naty nas Escolas, os gestores escolares devem entrar em contato com a equipe de marketing do Natal Shopping através do email marketing.nat@natalshopping.com.br.

Foto: Divulgação

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Golden Tulip Natal Ponta Negra investe em ações sustentáveis para ampliar preservação ambiental e hospitalidade

Golden Tulip Natal Ponta Negra investe em ações sustentáveis para ampliar preservação ambiental e hospitalidade

Iniciativa visa impactar hóspedes, colaboradores e comunidade local

O Golden Tulip Natal Ponta está investindo em diversas ações sustentáveis. O objetivo é, além de preservar o meio ambiente, proporcionar uma experiência mais verde e conscientização ambiental a hóspedes, colaboradores e à comunidade local, multiplicando, também, a excelência em hospitalidade. Para isso, o hotel adquiriu uma usina fotovoltaica para reutilização energética e passa a oferecer estacionamento com carregadores para carros elétricos, lixeiras de identificação para facilitar a separação dos resíduos recicláveis que, posteriormente, são encaminhados ao ecoponto, troca dos amenities em embalagens individuais plásticas por dispensers, substituição dos cardápios físicos por QRcode nos apartamentos, além de usina fotovoltaica orientação sobre a importância da retirada da cartão-chave da porta para que a energia seja suspensa.

“As ações ambientais desempenham um papel fundamental não apenas para a preservação, mas no crescimento e no posicionamento do hotel no setor, ajudando na atração e na fidelização de hóspedes sustentavelmente conscientes e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da comunidade, além de reduzir custos e maximizar a competitividade. Essas práticas criam impacto positivo, promovendo um futuro mais sustentável a todos os atores envolvidos no processo de hospitalidade e excelência em atendimento”, salienta a gerente-geral do Golden Tulip Natal Ponta Negra, Liliana Cunha.

Sofisticação e localização privilegiada

Moderno e Inteligente e descontraído, o Golden Tulip Natal Ponta Negra é ideal para quem busca uma hospedagem sofisticada e com boa gastronomia. A localização favorece o acesso ao Centro de Convenções de Natal, aos litorais Norte e Sul, bem como polos industriais da cidade e à principal rota de acesso ao novo aeroporto de Natal, na cidade de São Gonçalo.

Com vista privilegiada para a Praia de Ponta Negra, possui 161 quartos amplos e confortáveis divididos em quatro categorias: standard, superior, deluxe e master suíte. Todos os quartos são equipados com smart TV, ar-condicionado, frigobar, cofre e internet wi-fi gratuita aos hóspedes. Conta também com quartos totalmente adaptados a portadores de necessidades especiais (PNE).

O hotel oferece piscina, fitness center, business center, estacionamento coberto, room service 24 horas, além de quatro salas de eventos com capacidade para acomodar até 250 pessoas. O café da manhã é incluído na diária do hóspede, servido no renomado restaurante Yuru, uma das melhores opções gastronômicas da cidade.

Serviço:

Golden Tulip Natal Ponta Negra

Endereço: Av. Engenheiro Roberto Freire, 4382 – Ponta Negra, Natal – RN

Contato: (84) 3646-0100 / gtpv.reservas@goldentulip.com.br

Redes sociais: @goldentulipnatal

Site: https://ponta-negra.goldentulip.com/pt-br/

Foto: Divulgação

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Inmet emite alerta de onda de calor em 42 cidades do RN

Inmet emite alerta de onda de calor em 42 cidades do RN

Instituto destaca aviso de perigo potencial devido a temperaturas acima da média

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de onda de calor que abrange 42 cidades do Rio Grande do Norte. O aviso, que está em vigor até o final da quinta-feira (24.ago.2023), classifica o grau de severidade como amarelo, indicando perigo potencial, o primeiro nível em uma escala de três.

De acordo com o órgão, esse alerta de onda de calor traz consigo um leve risco à saúde da população. As previsões apontam que as temperaturas poderão superar em até 5ºC a média usual, ao longo de um período de dois a três dias. A região afetada abrange as cidades situadas no Alto Oeste, especificamente na área conhecida como região da Tromba do Elefante.

O aumento das temperaturas tem levado o Inmet a emitir orientações para que a população tome medidas preventivas, como o consumo adequado de líquidos, evitar exposição prolongada ao sol nas horas mais quentes do dia e a utilização de roupas leves. É importante também que os moradores estejam atentos a sintomas relacionados ao calor excessivo, como desidratação, tonturas e mal-estar.

Confira as cidades atingidas:

Água Nova
Alexandria
Almino Afonso
Antônio Martins
Apodi
Caraúbas
Coronel João Pessoa
Doutor Severiano
Encanto
Felipe Guerra
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Itaú
Janduís
João Dias
José da Penha
Lucrécia
Luís Gomes
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Messias Targino
Olho d’Água do Borges
Paraná
Patu
Pau dos Ferros
Pilões
Portalegre
Rafael Fernandes
Rafael Godeiro
Riacho da Cruz
Riacho de Santana
Rodolfo Fernandes
São Francisco do Oeste
São Miguel
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Taboleiro Grande
Tenente Ananias
Umarizal
Venha-Ver
Viçosa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Ilustração

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Alerta de vendaval em 70 municípios do RN segue até o sábado (12)

Alerta de vendaval em 70 municípios do RN segue até o sábado (12)

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emite aviso de ventos fortes e baixo risco de queda de galhos

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de vendaval para 70 municípios do Rio Grande do Norte. O aviso, que está em vigor desde a tarde da última quinta-feira (10.ago.2023), permanecerá válido até as 15h deste sábado (12.ago). Segundo o Inmet, os ventos podem atingir velocidades entre 40 km/h e 60 km/h, com um baixo risco de queda de galhos de árvores.

A classificação do alerta é de legenda amarela, indicando perigo potencial, o grau menos severo dentre as publicações emitidas pelo Inmet. Durante a vigência desse aviso, a população é orientada a não se abrigar sob árvores e a evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, devido ao risco de ventos intensos.

Para informações adicionais e medidas de segurança, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil por meio do telefone 199 ou com o Corpo de Bombeiros pelo número 193. Manter-se informado sobre as condições meteorológicas e seguir as recomendações das autoridades é fundamental para garantir a segurança de todos durante esse período de alerta.

Confira os municípios do RN listados no aviso:

Acari
Assu
Água Nova
Alexandria
Almino Afonso
Antônio Martins
Apodi
Augusto Severo
Caicó
Caraúbas
Carnaúba dos Dantas
Coronel João Pessoa
Cruzeta
Doutor Severiano
Encanto
Equador
Felipe Guerra
Florânia
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Governador Dix-Sept Rosado
Ipueira
Itaú
Janduís
Jardim de Piranhas
Jardim do Seridó
João Dias
José da Penha
Jucurutu
Lucrécia
Luís Gomes
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Messias Targino
Olho d’Água do Borges
Ouro Branco
Paraná
Paraú
Parelhas
Patu
Pau dos Ferros
Pilões
Portalegre
Rafael Fernandes
Rafael Godeiro
Riacho da Cruz
Riacho de Santana
Rodolfo Fernandes
Santana do Matos
Santana do Seridó
São Fernando
São Francisco do Oeste
São João do Sabugi
São José do Seridó
São Miguel
São Rafael
São Vicente
Serra Negra do Norte
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Taboleiro Grande
Tenente Ananias
Tenente Laurentino Cruz
Timbaúba dos Batistas
Triunfo Potiguar
Umarizal
Upanema
Venha-Ver
Viçosa

Foto: Robyn W./Pexels

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PF e IDEMA combatem danos ao meio ambiente no RN

PF e IDEMA combatem danos ao meio ambiente no RN

A próxima etapa da investigação consiste na realização de exames periciais em toda a área atingida

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), deflagrou na manhã desta quinta-feira (10.ago.2023), a Operação Eufrates, com o objetivo de coibir a extração de minerais do leito do rio Piranhas-Açú, sem a devida licença ambiental e título minerário. O rio banha os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

Ao todo, 13 policiais federais cumpriram três mandados judiciais de busca e apreensão na cidade de Jucurutu, expedidos pela 9ª Vara da Justiça Federal da Comarca de Caicó. Na ocasião, foram apreendidos documentos, aparelhos celulares, maquinários, além de um caminhão caçamba e uma retroescavadeira.

Com o prosseguimento das diligências no Inquérito Policial, estão sendo apurados os crimes de extração mineral (areia, argila, etc.) e a consequente atividade lesiva ao meio ambiente, cujas penas somadas podem chegar a 6 anos de detenção.

Na próxima etapa dessa investigação, a PF realizará exames periciais em toda a extensão da área atingida.

Foto: Divulgação

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Bosque Encena e Som da Mata aninam o Parque das Dunas no próximo domingo (30)

Bosque Encena e Som da Mata aninam o Parque das Dunas no próximo domingo (30)

A Unidade receberá o espetáculo “A mágica é arte que faz encantar” com o Capitão Jack, além do show de Sérgio Groove – Em bons ventos

O Parque das Dunas recebe no próximo domingo (30), às 10h, o projeto Bosque Encena que apresenta o espetáculo “A mágica é arte que faz encantar”, com o Capitão Jack. O público entrará em um universo de encanto e magia, onde o ilusionista os envolverá em uma atmosfera lúdica cheia de segredos e provocações à razão lógica.

Trazendo para sua performance a elegância e a essência da mágica clássica, o Capitão Jack busca interagir e brincar com o imaginário do público, despertando, assim, a emoção e o brilho nos olhos das crianças, como também, proporcionando ao adulto o resgate da sua infância e a vivência de uma experiência deslumbrante, onde o impossível torna-se possível diante dos olhos do público.

Já o projeto Som da Mata, às 16h30, apresentará o contrabaixista Sérgio Groove com seu novo álbum instrumental acompanhado pelos músicos Darlan Marley (bateria), Eduardo Taufic (teclados), Bruno De Lira (guitarra) e Ramon Gabriel (percussão), trazendo um sopro musical cheio de criatividade, que faz o expectador transcender.

O álbum conta com a versatilidade característica do instrumentista, que usa diferentes sons que ele descobre em seu contrabaixo, brincando com percussão corporal e sonora (beat box), solfejos e na sua pedaleira em looping põe em prova toda a criatividade que surge ao vivo.

BONS VENTOS traz em suas composições musicais um diálogo com as origens, a natureza e o despertar humano para o entendimento de suas raízes, dialogando através de sons que saem do Nordeste, voa pelo Brasil e se une às músicas universais.

O projeto Bosque Encena e Som da Mata acontecem graças à renúncia fiscal da Prefeitura do Natal, através da Lei Djalma Maranhão e do aporte financeiro da Unimed Natal, além do apoio do Governo do Estado através do Idema e da Padaria Hora do Pão.

Programação

Dia: 30/07 (domingo)

  • Bosque Encena com Capitão Jack – “A mágica é arte que faz encantar”

Horário: 10h

Local: Parque das Dunas, no Anfiteatro Pau-Brasil

  • Som da Mata com o show de Sérgio Groove – Em bons ventos

Horário: 16h30

Local: Parque das Dunas, no Anfiteatro Pau-Brasil

Acesso ao Parque: R$ 1,00

Foto: Tiago Lima

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Prefeitura de Natal e MPRN chegam a acordo e árvores da Jaguarari serão mantidas

Prefeitura de Natal e MPRN chegam a acordo e árvores da Jaguarari serão mantidas

A acessibilidade será garantida em todas as calçadas, buscando proporcionar espaços amplos para circulação

O impasse envolvendo a retirada de árvores da avenida Jaguarari, na Zona Leste de Natal, teve um desfecho decisivo nesta quinta-feira (20.jul.2023), após um acordo celebrado entre a Prefeitura de Natal e o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), em uma cerimônia simbólica realizada no canteiro central da via.

De acordo com a secretária adjunta de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), Alessandra Marinho, o projeto irá priorizar a mobilidade da região, levando em conta as questões sociais e ambientais para alcançar um equilíbrio adequado. As calçadas terão suas dimensões limitadas para preservar as árvores restantes, e alguns trechos contarão com canteiros, enquanto outros não.

A acessibilidade será garantida em todas as calçadas, buscando proporcionar espaços amplos para circulação. A infraestrutura viária também será adaptada para acomodar diversos meios de transporte ao longo da avenida Jaguarari. Além disso, será realizado o plantio de três novas árvores para cada uma que foi retirada, tanto no mesmo trecho onde ocorreu a remoção, como em outras calçadas com espaço adequado para o vegetal.

O promotor Cláudio Onofre, da 28ª Promotoria de Justiça de Natal, que representa o Ministério Público no acordo, expressou sua satisfação com a sensibilidade da prefeitura em atender às demandas dos moradores e da preservação ambiental. Ele mencionou a importância sentimental da área para os habitantes locais, com árvores plantadas pelas irmãs da Escola Dom Marcolino Dantas.

O vereador Robério Paulino (Psol), que também atua pela proteção da vegetação na avenida Jaguarari, também participou do encontro e celebrou o acordo alcançado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Ibama autoriza Idema a conceder licenças ambientais para engorda da praia de Ponta Negra

Ibama autoriza Idema a conceder licenças ambientais para engorda da praia de Ponta Negra

Instituto Estadual assume responsabilidade do licenciamento em obra de engorda.

Nesta terça-feira (18.jul.2023), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) assinaram um acordo de cooperação técnica para a condução do licenciamento ambiental da obra de engorda da Praia de Ponta Negra, em Natal.

Com essa parceria, o Idema, órgão estadual, passa a ter respaldo administrativo e jurídico para emitir o licenciamento ambiental do processo de dragagem da obra, que prevê o alargamento da faixa de areia na praia.

A solicitação para que o Ibama cedesse a responsabilidade do parecer técnico ao instituto estadual foi feita devido ao fato de a área onde a areia será retirada do mar pertencer ao território da União. Agora, o Idema terá total capacidade para conduzir todas as etapas do licenciamento ambiental dessa obra.

Atualmente, a primeira fase da engorda, que consiste no enrocamento e envolve a colocação de pedras na praia, já possui licença prévia e está em execução. No entanto, as próximas etapas, referentes à drenagem e à engorda propriamente dita, ainda não possuem licenças.

De acordo com Leon Aguiar, diretor geral do Idema, o instituto está analisando todos os aspectos do licenciamento de forma ágil e cuidadosa, com o objetivo de construir um processo seguro e transparente para a realização da obra.

O Idema informou que seu corpo técnico está avaliando a documentação entregue pela prefeitura e planeja emitir o parecer técnico para emissão das licenças até o final deste mês.

Além disso, a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) respondeu aos 40 questionamentos apresentados pelo Idema, os quais são condicionantes para a concessão da licença ambiental prévia da engorda da Praia de Ponta Negra. Parte das questões foi respondida e justificada, enquanto algumas dependem de fatores naturais, como períodos migratórios de aves.

O projeto da engorda e drenagem da praia foi entregue ao Idema em junho do ano passado, e agora aguarda a liberação da licença prévia, seguida da licença de instalação do canteiro de obras, para que a execução efetiva da obra possa ocorrer.

Foto: Rosanetur/VisualHunt/Ilustração

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Prefeitura de Natal pretende retomar corte de árvores para readequação viária

Prefeitura de Natal pretende retomar corte de árvores para readequação viária

Corte das árvores gerou protestos de moradores, políticos e ativistas

A Prefeitura de Natal deverá retomar o corte de árvores no canteiro central da Rua Jaguarari, após uma suspensão temporária devido a protestos de moradores, políticos e ativistas. A data para que as árvores voltem a ser cortadas ainda não foi informada. O corte das árvores teve início na segunda-feira (10.jul.2023) e gerou surpresa na região. O projeto prevê a transformação da rua em sentido único, com o alargamento das faixas para acomodar o fluxo de veículos.

Newton Filho, diretor de planejamento da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), defendeu a remoção das árvores, argumentando que a implantação de acessibilidade para pedestres seria inviável com a permanência do canteiro central e das árvores. “Vai garantir inclusive conforto térmico para o pedestre, que é o principal objeto. A gente não deve plantar árvores para o carro, mas para o pedestre”, considera Newton.

Segundo ele, a obra na região tem duas frentes: a transformação das ruas Jaguarari e São José em vias de sentido único para ampliar a capacidade de tráfego de veículos, com recapeamento, ciclovias e estacionamentos, e a reforma das calçadas, com instalação de equipamentos de acessibilidade e arborização.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), a retirada das árvores atende às legislações de acessibilidade e será devidamente compensada, garantindo uma circulação adequada para os pedestres.

A retomada das execuções está prevista após esclarecimentos sobre o projeto e as medidas de compensação ambiental, visando avançar no prazo estimado de 90 dias para a conclusão das obras.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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São Paulo teve duas mortes pela passagem do ciclone extratropical

São Paulo teve duas mortes pela passagem do ciclone extratropical

Previsão é de frio para este final de semana

Duas mortes foram registradas em São Paulo em decorrência dos fortes ventos que atingem o estado devido um ciclone extratropical que atua no litoral de Santa Catarina. Na quinta-feira (13) uma idosa morreu após ser atingida por um fio de alta tesão derrubado pelo vento.

Outro registro é de uma jovem, de 24 anos, que ficou ferida após um acidente, ocorrido na manhã de quinta-feira (13), na Avenida Barão do Rio Branco, no bairro Jardim Esplanada, em São José dos Campos. O carro em que ela estava foi atingido por uma árvore derrubada pelos fortes ventos.

Os policiais militares verificaram que a vítima realizava aulas de direção, quando uma árvore caiu devido fortes ventos e atingiu o automóvel. O instrutor que estava com a mulher no veículo não se feriu.

Previsão

Segundo a Defesa Civil de São Paulo, esta sexta-feira (14) será marcada pelo tempo firme e seco em todo Estado. As temperaturas não devem subir ao longo do dia, garantindo a sensação amena e até de frio. Não há previsão de chuva para nenhuma das áreas monitoradas.

Na capital paulista, com o afastamento gradativo do ciclone extratropical que provocou chuvas fortes, ventania e destruição nos estados do Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, deve predominar nos próximos dias uma massa de ar frio de origem polar, ou seja, um sistema de alta pressão atmosférica, que deve derrubar as temperaturas. As informações são do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE).

A cidade amanheceu nesta sexta-feira (14), com poucas nuvens e termômetros em média na casa dos 10,1°C, registrado por volta das 8 horas da manhã. Nas regiões periféricas e mais próximas de serras, como Engenheiro Marsilac e Capela do Socorro/Parelheiros, os valores mínimos foram 4,3°C e 5,3°C, respectivamente. Mesmo com o predomínio de sol entre poucas nuvens a temperatura máxima não deve superar os 17°C, enquanto os menores percentuais de umidade do ar se mantêm na casa dos 32% e sem previsão de chuva no decorrer do dia.

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) mantém o estado de alerta para baixas temperaturas desde as 8h da quinta-feira (13) em toda a capital paulista.

Foto: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Rio Grande do Sul permanece em alerta por causa de ciclone

Rio Grande do Sul permanece em alerta por causa de ciclone

Em todo o estado, 49 municípios foram atingidos

O governador em exercício do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (ao centro), informou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (13), que o estado continua em alerta por causa das fortes chuvas, vendavais e queda de granizo causados pela passagem de um ciclone extratropical no Sul do país. Segundo ele, também são esperadas enchentes na região.

Em todo o estado, 49 municípios foram atingidos, e 23 pessoas ficaram feridas, todas fora de perigo. Dessas, 15 estão na cidade de Sede Nova, onde uma vítima foi hospitalizada por causa de uma fratura, e oito estão em Tapejara. Foi registrada uma morte, na cidade de Rio Grande, após a queda de uma árvore sobre uma residência.

Na capital Porto Alegre, a falta de luz e os alagamentos de ruas e avenidas também causaram transtornos no trânsito, mesmo depois da interrupção das aulas na rede pública de todo o estado, decretado ainda na tarde de quarta-feira (12).

Segundo o governador em exercício, as aulas foram suspensas por precaução por causa das rajadas de vento que poderiam representar uma ameaça às pessoas em deslocamento. Já há uma confirmação de que no município de Sede Nova algumas escolas também teriam sido atingidas pelas rajadas de vento, afetando telhados e algumas estruturas.

De acordo com Souza, o município de Sede Nova foi o mais afetado pelos efeitos do ciclone extratropical e, por isso, o governo do estado enviou um caminhão com 100 kits de higiene e 100 cestas de alimentos para auxiliar nas ações de ajuda humanitária. “Temos a intenção, assim que for possível, nos deslocar de Porto Alegre e de visitar o município de Sede Nova que foi o mais atingido”, disse ele.

As avarias em outros prédios públicos ainda estão sendo contabilizadas pelo estado, mas o governador reforçou o pedido à população para que se mantenha abrigada e acompanhe os alertas da Defesa Civil.

Foto: Rodrigo Ziebell/ GVG

Da Agência Brasil

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Ventania derruba monumento histórico de mais de 120 anos em Assú

Ventania derruba monumento histórico de mais de 120 anos em Assú

Coluna de mais de 120 anos e escultura do Cristo Redentor caíram em praça icônica da cidade

O marco histórico da cidade de Assú, localizada no interior do Rio Grande do Norte, desabou na tarde desta quarta-feira (12), após uma forte ventania. A coluna, que tinha mais de 120 anos, estava situada no coreto da Praça São João Batista. Felizmente, não houve registro de feridos durante o incidente. O monumento era conhecido como um símbolo histórico da região e foi palco de celebrações juninas recentes.

Imagens das câmeras de monitoramento capturaram o momento em que o monumento caiu, arrastando consigo as bandeiras juninas que decoravam a praça. Além disso, a escultura do Cristo Redentor, localizada no topo da coluna, também foi derrubada pelo vento forte. A coluna, inaugurada em 1º de janeiro de 1901, foi descrita pela Prefeitura de Assú como um “marco histórico da cidade”, simbolizando a transição para o novo século.

Em comunicado oficial, a prefeitura informou que equipes da Secretaria de Obras foram enviadas ao local para avaliar os danos causados e tomar as medidas necessárias. A escultura do Cristo Redentor, obra do artista plástico Gilvan Lopes, foi inserida na praça em 2005. O incidente despertou a preocupação da comunidade local, que espera a restauração desses importantes elementos do patrimônio histórico e cultural da cidade de Assú.

Foto: Reprodução

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Prefeitura de Natal suspende temporariamente corte de árvores na Av. Jaguarari

Prefeitura de Natal suspende temporariamente corte de árvores na Av. Jaguarari

O canteiro central seria removido para a transformação do trecho em sentido único

Após manifestações de moradores, políticos e ativistas, a Prefeitura de Natal decidiu suspender temporariamente o corte de árvores na Avenida Jaguarari. A ação de supressão das árvores, localizadas no canteiro central da via, havia começado na segunda-feira (10.jul.2023), surpreendendo os residentes da região.

O secretário Irapoã Nóbrega, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal (Semsur), confirmou a suspensão e informou que uma reunião será realizada com as secretarias responsáveis pelas obras na via para reavaliar a necessidade da supressão da vegetação. Segundo o secretário, uma possível readequação do projeto de alargamento das calçadas e de mobilidade e acessibilidade será discutida. Caso não seja possível encontrar uma alternativa, as árvores serão retiradas.

A reunião entre as secretarias deve ocorrer na quarta-feira (12,jul), e uma decisão sobre a continuidade ou não da retirada das árvores será anunciada até o fim da semana. O secretário também mencionou a possibilidade de readequação em alguns trechos, porém alertou que se o canteiro central não for removido, as obras nas calçadas poderão causar a redução de faixas de tráfego, impactando o fluxo de veículos na região.

Além disso, o projeto em andamento prevê a plantação de novas árvores nas calçadas em construção. Moradores expressaram tristeza diante da destruição das árvores e reivindicaram o bom senso na execução do projeto. A retirada das árvores faz parte do cronograma de obras de acessibilidade da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU). O canteiro central seria removido para a transformação do trecho em sentido único.

Foto: Reprodução

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Semurb responde questionamentos sobre licença ambiental para obras da Praia de Ponta Negra

Semurb responde questionamentos sobre licença ambiental para obras da Praia de Ponta Negra

Uma equipe de cerca de 20 técnicos será responsável por analisar os pontos levantados

A Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) entregou nesta segunda-feira (10.jul.2023) as respostas aos 40 questionamentos feitos pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) para a concessão da licença ambiental prévia das obras de engorda da Praia de Ponta Negra, em Natal.

Os órgãos se reuniram no Parque das Dunas para discutir o assunto. Algumas das questões foram respondidas, enquanto outras foram justificadas pela Semurb, que alegou não ter condições técnicas para respondê-las no momento. O Idema confirmou o recebimento do documento e estabeleceu um prazo de 20 dias para análise e uma nova resposta.

O diretor geral do Idema, Leon Aguiar, afirmou que, caso sejam necessários complementos ou esclarecimentos, eles serão comunicados à prefeitura para estabelecer um diálogo informal. Uma equipe de cerca de 20 técnicos será responsável por analisar os pontos levantados. Após essa etapa, será avaliada a necessidade de pedir complementações.

Caso estejam satisfeitas as respostas, o Idema poderá emitir a licença prévia com condicionantes, o que permitirá ao município prosseguir com os projetos de engenharia. O próximo passo será solicitar a licença de instalação e operação para permitir intervenções na área.

O projeto de engorda da Praia de Ponta Negra prevê o alargamento da faixa de areia nas praias de Ponta Negra e Via Costeira, por meio da colocação de um aterro ao longo da enseada. A licença prévia é necessária para a elaboração de um edital de licitação para contratação da empresa responsável pela obra.

O processo foi dividido em duas etapas para evitar a perda de prazos e recursos federais. A prefeitura defende a ampliação da faixa de areia como medida para reduzir a erosão do Morro do Careca e impulsionar o turismo em Ponta Negra. As obras de enrocamento começaram em abril deste ano e têm previsão de conclusão para o início de 2023.

Foto: Jussie D. Brito/VisualHunt

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Moradores e autoridades se unem em manifestação pela obra da engorda da Praia de Ponta Negra

Moradores e autoridades se unem em manifestação pela obra da engorda da Praia de Ponta Negra

Durante o evento, o prefeito de Natal, Álvaro Dias, ressaltou a importância da obra da engorda para evitar danos ao Morro do Careca

Centenas de pessoas se reuniram neste domingo (9.jul.2023) em uma manifestação a favor da obra da engorda da Praia de Ponta Negra, um dos principais cartões postais da cidade. O ato público teve início na Avenida Praia de Ponta Negra e seguiu até o Morro do Careca, e contou com a presença do prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), vereadores, representantes do setor do turismo, autoridades municipais, estaduais e federais, empresários e moradores locais.

Durante o evento, o prefeito ressaltou a importância da obra da engorda para evitar danos ao Morro do Careca, que tem sido afetado pela erosão. Ele enfatizou a urgência da obra e pediu agilidade nos processos técnicos, além de destacar a importância de preservar o cartão postal da cidade, impulsionando o turismo e a geração de empregos.

O secretário do Meio Ambiente do município, Thiago Mesquita, considerou a manifestação uma resposta positiva por parte da população e ressaltou a necessidade de união entre os poderes estadual e federal para avançar no processo de emissão da licença. Ele destacou a importância do diálogo e da compreensão para o desenvolvimento do turismo na região e para conter o processo de erosão.

O secretário de Infraestrutura, Carlson Gomes, também participou da manifestação e reforçou a importância da obra, destacando que o enrocamento é essencial para a recuperação do Morro do Careca. Ele informou que o município já respondeu aos 40 questionamentos solicitados pelo Idema e que serão anexados à audiência. A presença dos moradores demonstrou o apoio à obra e a preocupação em preservar o cartão postal de Natal.

O ato público foi encerrado com um abraço coletivo em frente ao Morro do Careca, em um tom pacífico, como forma de chamar a atenção dos órgãos responsáveis pela liberação da licença da obra da engorda. A participação da comunidade reforçou a necessidade de agilidade nos processos para garantir a recuperação e preservação desse importante ponto turístico da cidade.

Foto: Alex Régis

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RN registra rajadas de ventos três vezes mais velozes que o normal

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Aumento dos ventos é causado pela intensificação do Centro de Alta Pressão Atmosférica e fenômeno El Niño trará calmaria nos próximos meses

Os ventos na faixa litorânea do Rio Grande do Norte têm atingido velocidades superiores a 30 km/h neste início de julho de 2023. De acordo com os dados do Sistema de Monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), essa marca representa um aumento de mais de 200% em relação à média histórica de 10 km/h. Essa situação é resultado da intensificação do Centro de Alta Pressão Atmosférica do oceano Atlântico Sul, que está mais forte do que o normal, gerando ventos mais intensos provenientes do sul/sudeste.

Gilmar Bristot, chefe da unidade de Meteorologia da Emparn, explicou que o mês de julho não costuma ser caracterizado por ventos fortes, mas este ano as rajadas têm ultrapassado os 30 km/h. Para os meses de agosto, setembro e outubro, a previsão é de ventos mais calmos devido à influência do fenômeno El Niño, que está estabelecido no oceano Pacífico e causando bloqueios sobre o Nordeste.

No que diz respeito às chuvas, o mês de junho de 2023 registrou índices abaixo do esperado em todas as regiões do Rio Grande do Norte. A média estadual foi de 76,6 milímetros (mm), o que corresponde a 21,2% abaixo do normal. Enquanto as regiões Oeste e Central do Estado estão no período de estiagem e geralmente recebem menos chuvas em junho, as regiões Leste e Agreste Potiguar, onde normalmente chove mais nesse período, registraram apenas 36,6% da média esperada.

Bristot comentou que as chuvas ocorridas em junho apresentaram índices baixos e distribuições temporais e espaciais bastante irregulares, prejudicando a atividade agrícola nas regiões Agreste e Leste do Estado. Ele explicou que essa situação se deve à predominância do vento soprando do quadrante sul/sudeste, o que dificultou a ocorrência de chuvas ao longo da faixa litorânea leste e na região Agreste. Essa configuração do vento é resultado do posicionamento do Centro de Alta Pressão do Oceano Atlântico Sul, que esteve menos intenso e mais deslocado em direção às regiões sul/sudeste do Brasil.

Nos próximos meses, os efeitos do El Niño, caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas superficiais do oceano Pacífico equatorial, deverão aumentar as temperaturas devido à formação de bloqueios atmosféricos que reduzem a formação de ventos na região Nordeste. Bristot concluiu afirmando que, embora não haja uma previsão significativa de chuvas, espera-se um aumento das temperaturas devido à influência desse fenômeno.

O Sistema de Monitoramento da Emparn pode ser acessado por meio dos seguintes endereços eletrônicos: emparn.rn.gov.br, aba Meteorologia ou meteorologia.emparn.rn.gov.br

Foto: Fernando Contreras/Pexels

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Semurb não conseguirá responder questionamentos no prazo e obras de Ponta Negra podem não acontecer

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Secretaria enfrenta obstáculos para licenciamento ambiental na praia de Ponta Negra

A Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) está enfrentando dificuldades para atender às solicitações feitas pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) em relação ao licenciamento ambiental das obras de engorda e drenagem na Praia de Ponta Negra. O Idema fez 40 questionamentos sobre os estudos ambientais apresentados pela prefeitura, exigindo respostas em um prazo de 30 dias.

No entanto, o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, afirma que algumas demandas socioambientais dependem de fatores naturais, como os períodos migratórios de aves, o que torna impossível fornecer respostas dentro do prazo estipulado. Dos 40 questionamentos, 23 não estavam previstos no tempo de referência emitido pelo Idema para o município. Além disso, o secretário critica a demora na análise do Estudo de Impacto Ambiental, que foi entregue há mais de um ano.

A pasta se comprometeu a responder à maioria dos questionamentos na próxima semana, propondo medidas de monitoramento e condicionando a emissão da licença prévia à avaliação das questões antes da concessão das licenças de instalação e operação. O projeto de engorda visa alargar a faixa de areia das praias de Ponta Negra e Via Costeira para reduzir a erosão do Morro do Careca e impulsionar o turismo na região. No entanto, o processo de licenciamento enfrenta entraves relacionados à localização da jazida de areia, que está sob a competência da União.

A previsão é que as obras sejam concluídas no início de 2023, mas o desmembramento dos projetos e a obtenção das licenças ainda são desafios a serem superados para viabilizar a execução do projeto de engorda na Praia de Ponta Negra.

Foto: Rosanetur/VisualHunt/Ilustração

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Idema solicita informações dos estudos ambientais apresentados pela prefeitura do Natal sobre Ponta Negra

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Órgão ambiental emitiu Solicitação de Providências nesta terça-feira (27), sobre as obras de Engorda e Drenagem da Praia de Ponta Negra

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (27), o diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema, Leon Aguiar, apresentou à imprensa potiguar esclarecimentos sobre a emissão da Solicitação de Providências do Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), referente às obras de Engorda e Drenagem da Praia de Ponta Negra.

O documento contempla as informações técnicas necessárias para a complementação do Estudo acerca das obras. Dos 40 pontos contidos, 17 já haviam sido requeridos à Prefeitura, por meio de Termo de Referência, emitido em 04 de julho de 2018. Inclusive, foi apresentado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, no dia 11 de julho do mesmo ano.

Entre os pontos estabelecidos e solicitados por parte do Idema, estão informações essenciais sobre os impactos da fauna marinha e terrestre; as consequências nas praias adjacentes; na recreação e banho na enseada de Ponta Negra; na atividade de pesca artesanal; na concepção dos projetos de engenharia, como o sistema de drenagem de águas pluviais, além dos impactos positivos e negativos com a implantação da engorda, em relação ao Morro do Careca e a Via Costeira.

A diretoria do órgão ambiental apresentou quais as principais lacunas dos estudos ambientais, que impedem a emissão da Licença Prévia, e as possíveis consequências socioambientais da implantação da obra.

O diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, ressaltou o compromisso do Instituto com o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Norte e com a importância de uma análise técnica criteriosa e responsável.

”Estamos falando de uma obra que pode gerar inúmeras consequências em longo prazo, por isso nosso cuidado. O Idema não tem condições de emitir uma licença quando não há informações essenciais para isso. O ambiente costeiro é bastante dinâmico, precisamos de subsídios para fazermos um licenciamento ambiental como deve ser, com segurança e responsabilidade socioambiental. Todas as peculiaridades devem ser detalhadas e analisadas para que não tomemos uma decisão errada”, explicou o gestor do Idema.

O diretor técnico do Idema, Werner Farkatt, fez um relato de como ocorre o processo de engorda da praia, pontuando sobre as competências dos entes envolvidos, e as possíveis consequências que a intervenção da retirada do banco de areia para as praias adjacentes pode causar.

“O Idema não trabalha de forma frágil e a exigência técnica é importante. Todas as informações levantadas pelo corpo técnico na Solicitação de Providências são fundamentais para as tomadas de decisão”, frisou Werner.

O professor do Departamento de Engenharia da UFRN, Venerando Amaro, também esteve presente na coletiva e explicou sobre a questão da erosão costeira e a necessidade de uma análise bem feita, em razão da dinâmica costeira. “O Idema está atuando com muita correção técnica nesse processo. É um trabalho que necessita de uma série de avaliações e precisa ser feito de forma integrada, sistêmica e segura”, disse o professor.

Com a emissão da Solicitação de Providências, a Prefeitura do Natal tem 30 dias para se pronunciar sobre os questionamentos.

Foto: Sandro Menezes – Assecom/RN

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Incêndio em aterro sanitário de Teresópolis causa caos na cidade

Incêndio em aterro sanitário de Teresópolis causa caos na cidade

O incêndio, cujas causas ainda são desconhecidas, gerou uma intensa fumaça tóxica, dificultando a visibilidade e a respiração dos moradores

Um incêndio de grandes proporções atingiu o aterro sanitário de Teresópolis, localizado na Região Serrana do Rio de Janeiro, no início da manhã desta segunda-feira (26.jun.2023), resultando em uma densa fumaça que se espalhou por toda a cidade. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 5h da manhã para combater as chamas, que até o momento não foram controladas.

O incêndio, cujas causas ainda são desconhecidas, gerou uma intensa fumaça tóxica, dificultando a visibilidade e a respiração dos moradores. Nas ruas, carros transitam com os faróis acesos e os pedestres cobrem o rosto com máscaras ou peças de roupa para tentar se proteger dos efeitos nocivos à saúde. “Não dá para enxergar nada. Não se vê praticamente dois metros na frente. Não dá para ver nada”, relatou um morador local.

Diante da situação caótica, a prefeitura emitiu uma nota oficial informando que 35 escolas e 18 creches tiveram suas atividades suspensas devido à presença da densa fumaça. A medida visa proteger a saúde dos estudantes e professores, uma vez que a inalação de substâncias presentes na fumaça pode causar danos respiratórios. A rede municipal de ensino de Teresópolis é composta por 101 unidades, sendo que todas as unidades de saúde continuam funcionando normalmente.

A suspeita de que o incêndio tenha sido criminoso levou a prefeitura a redobrar os esforços para controlar as chamas e investigar o ocorrido. Autoridades locais estão trabalhando em conjunto com o Corpo de Bombeiros para apurar as circunstâncias que levaram ao incêndio no aterro sanitário.

Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que em algumas regiões a fumaça já se dissipou e espera-se que a situação se normalize nas próximas horas. No entanto, a recomendação para pessoas com doenças respiratórias, como asma ou bronquite, é utilizar máscaras de proteção e evitar a exposição ao ar contaminado até que a fumaça seja completamente dissipada.

Foto: Reprodução

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Lula diz que países ricos têm que financiar proteção das florestas

Lula diz que países ricos têm que financiar proteção das florestas

Presidente participou em Paris do evento Power Our Planet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou os países ricos pela crise climática ao discursar para uma multidão, na tarde desta quinta-feira (22), em Paris, no encerramento do evento Power Our Planet. A participação no evento ocorreu a convite de Chris Martin, vocalista da banda britânica Coldplay.

“Não é o povo africano que polui o mundo, não é o povo latino-americano que polui o mundo. Na verdade, quem poluiu o planeta nos últimos 200 anos foram aqueles que fizeram a Revolução Industrial. E, por isso, têm que pagar a dívida histórica que têm com o planeta Terra”, afirmou Lula, que foi muito aplaudido durante o discurso.

O festival Power Our Planet é um evento paralelo à Cúpula para o Novo Pacto Financeiro Global, que busca ampliar esforços para ajudar países pobres e emergentes a lidarem com os problemas das mudanças climáticas. O evento foi realizado no Campo de Marte, em frente à Torre Eiffel, e também contou com a presença de líderes do Timor-Leste, Barbados, Gana e Quênia, além da prefeita de Paris, Ane Hidalgo.

Lula destacou a Amazônia em números, ao lembrar que a maior floresta tropical do planeta está inserida em oito países sul-americanos e abriga mais de 400 povos indígenas e seus mais de 300 idiomas. “A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e responde por 40% das florestas tropicais do planeta. Representa 6% da superfície e tem o rio mais caudaloso da Terra”, ressaltou o presidente.

Um dos momentos mais aplaudidos foi quando Lula reafirmou o compromisso de zerar o desmatamento na floresta até 2030.

“Quando tomei posse, em 1º de janeiro, assumi a responsabilidade de que, até 2030, teremos desmatamento zero na Amazônia. A Amazônia é um território soberano do Brasil, mas, ao mesmo tempo, pertence a toda humanidade. E, por isso, faremos todo o esforço para manter a floresta de pé”, afirmou.

Ao encerrar seu discurso, Lula fez o convite para que a comunidade internacional compareça à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em 2025, que será realizada em Belém.

Agenda em Paris

Lula chegou a Paris ainda pela manhã. O presidente está na capital francesa para participar da Cúpula para o Novo Pacto Global de Financiamento, promovida pelo presidente Emmanuel Macron.

A cúpula conta com a participação de mais de 300 entidades públicas, privadas ou não governamentais, incluindo mais de 100 chefes de Estado. Nela, Lula vai defender que o combate às mudanças climáticas precisa ser acompanhado de ações contra a pobreza.

No primeiro compromisso do dia, ele se reuniu com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. No encontro, os dois líderes falaram sobre a cúpula do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, que ocorre entre os dias 22 e 24 de agosto em Johanesburgo, na África do Sul. De acordo com a Presidência, Lula e Ramaphosa também discutiram opções para solução pacífica do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Lula também se reuniu com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, e com a ex-presidente do Brasil e atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff. Com o cubano, Lula tratou sobre as potencialidades para aumentar a cooperação em áreas de interesse dos dois países e sobre assuntos relativos à conjuntura mundial. O presidente também tinha audiências com o primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, e com o presidente da COP28 nos Emirados Árabes, Sultan al Jaber.

Lula ainda terá um encontro bilateral com Macron nesta sexta-feira (23), após o encerramento da cúpula, quando o presidente brasileiro fará seu discurso oficial. A comitiva de Lula só deve retornar ao Brasil no fim de semana.

Itália

Antes de desembarcar em Paris, Lula cumpriu uma agenda de dois dias em Roma, na Itália. Ele se reuniu com o presidente Sergio Matarella e com a primeira-dama Giorgia Meloni.

Lula também visitou o papa Francisco, no Vaticano, onde discutiram temas como combate à fome e guerra na Ucrânia. Ainda na Itália, o presidente visitou o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, em retribuição à solidariedade do italiano quando Lula esteve preso em Curitiba, em 2018 e 2019.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Da Agência Brasil

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Desmatamento no Brasil cresceu 22% no ano passado

Desmatamento no Brasil cresceu 22% no ano passado

Remanescentes de quilombos e terras indígenas são as mais preservadas

No ano passado, a área desmatada no Brasil aumentou 22,3% em relação a 2021, o que corresponde a 2,05 milhões de hectares. A Amazônia e o Cerrado responderam, juntos, por 90,1% dos biomas atingidos. Os dados estão no Relatório Anual de Desmatamento (RAD2022) produzido pelo MapBiomas, uma iniciativa que envolve diferentes instituições, como universidades, ONGs e empresas de tecnologia.

De 2019 a 2022, período de implementação do relatório, houve 303 mil eventos de desmatamento, o que corresponde a 6,6 milhões de hectares. A área é equivalente a uma vez e meia a do estado do Rio de Janeiro. A atividade agropecuária é o principal vetor de desmatamento no país, representando 95,7% do total ou 1,96 milhão de hectares. O garimpo responde por 5,9 mil hectares e a mineração por 1,1 mil hectares.

Análise

Em cinco dos seis biomas brasileiros, houve crescimento de área desmatada: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal. A exceção é a Mata Atlântica. Quando se considera a área afetada, os maiores aumentos aconteceram na Amazônia (190.433 hectares) e no Cerrado (156.871 hectares). Em termos proporcionais, os mais impactados foram o Cerrado (31,2%) e o Pampa (27,2%).

Quanto ao tipo de vegetação e uso da terra, houve predomínio de desmatamento na formação florestal (64,9%), na formação savânica (31,3%) e na formação campestre (3,6%).

Na análise por estados, o Pará lidera o ranking do desmatamento, com 22,2% da área de todo o país (456.702 hectares). Na sequência, vem o Amazonas, com 13,33% (274.184 hectares); Mato Grosso, com 11,62% da área desmatada (239.144 hectares); Bahia, com 10,94% (225.151 hectares); e Maranhão, com 8,2% (168.446 hectares). Os cinco estados respondem por 66% do desmatamento no Brasil.

Quilombos e terras indígenas

As Comunidades Remanescentes de Quilombos (CRQ) e as terras indígenas (TI) são os territórios mais preservados do país. Os desmatamentos nas terras indígenas correspondem a 1,4% da área total desmatada no Brasil (26.598 hectares) e a 4,5% do total de alertas. A maior parte dos alertas (91%) aconteceu no bioma Amazônia. E a maior área desmatada foi o TI Apyterewa (PA), com 10.525 hectares atingidos.

Nas comunidades de quilombos, os desmatamentos correspondem a 0,05% da área total do país. De 456 comunidades certificadas, 62 (26,1%) tiveram pelo menos um alerta com pelo menos 0,3 ha atingido. A comunidade com maior área desmatada foi Kalunga (GO), que teve 258 hectares de vegetação suprimidos. Parte deles, dentro da Área de Proteção Ambiental Pouso Alto, no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Irregularidade e impunidade

Os desmatamentos seguem um caminho de irregularidades que incluem os registrados em áreas protegidas de territórios indígenas e nas unidades de conservação. Outros exemplos são as Áreas de Reserva Legal (RL) e as Áreas de Preservação Permanente (APP). Os pesquisadores identificaram que metade (52%) dos alertas tem sobreposição com RL. O que representa 699.189 hectares ou 34% da área total desmatada.

O relatório do MapBiomas analisou ações dos órgãos de controle ambiental para conter o desmatamento ilegal, como autuações e embargos. As ações do Ibama e do ICMBio até maio deste ano atingiram apenas 2,4% dos alertas de desmatamento e 10,2% da área desmatada identificada de 2019 a 2022. Nesse período, os estados com mais ações dos órgãos ambientais e ministérios públicos diante dos alertas de desmatamento foram Espírito Santo (73,7% dos eventos no estado), Rio Grande do Sul (55,6%), São Paulo (40,3%), Mato Grosso (37,3%). Os estados com menor atuação foram Pernambuco (0,8%), Maranhão (1,6%) e Ceará (1,9%).

Metodologia

O Relatório Anual de Desmatamento do MapBiomas analisa alertas gerados pelo Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real do Inpe, nos biomas Amazônia e Cerrado), SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, na Amazônia), SAD Caatinga (Sistema de Alerta de Desmatamento desenvolvido pela UEFS e Geodatin), Glad (Global Land Analysis and Discovery da Universidade de Maryland, para o Pampa), Sirad-X (Sistema de indicação por radar na Bacia do Xingu, na Amazônia e no Cerrado, desenvolvido pelo ISA), SAD Mata Atlântica (Sistema de Detecção de Alerta de Desmatamento desenvolvido pela SOS Mata Atlântica e ArcPlan), SAD Pantanal (Sistema de Detecção de Alerta de Desmatamento desenvolvido pela SOS Pantanal e ArcPlan) e SAD Pampa (Sistema de Alerta de Desmatamento desenvolvido pela GeoKarten e UFRGS).

Também há cruzamentos com áreas do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), Terras Indígenas (Funai), e outros limites geográficos (biomas, estados, municípios, bacias hidrográficas).

Todos os dados e laudos são disponibilizados de forma pública e gratuita no site do MapBiomas.

Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Da Agência Brasil

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Número de mortos após ciclone no RS sobe para 15

Número de mortos após ciclone no RS sobe para 15

Mais de 1,5 mil pessoas estão desabrigadas, segundo a Defesa Civil

O número de mortes provocadas pela passagem de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul subiu para 15. De acordo com a Defesa Civil do estado, o último óbito foi confirmado no município de Gravataí, depois que o corpo de um homem foi encontrado em uma área alagada. Há ainda uma pessoa desaparecia na cidade de Caraá.

O último balanço da entidade aponta 1.538 pessoas desabrigadas e 13.824 desalojadas, sendo 6,5 mil apenas no município de Taquara. Os números foram atualizados pelas coordenadorias municipais.

Doações

O Comando Militar do Sul informou, pelas redes sociais, que o 3º Batalhão de Comunicações de Porto Alegre trabalha na triagem de cestas básicas e agasalhos, na Central de Doações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Até o momento, foram carregadas 1,5 mil cestas básicas e 213 sacolas de agasalhos, cobertas e calçados.

Ciclone

O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica que surge fora dos trópicos. É associado às frentes frias e encontrado nas médias e altas latitudes. O ciclone que atingiu o Sul do país, associado a uma frente fria, formou-se no Oceano Atlântico no decorrer da semana passada. A área de baixa pressão nos médios e altos níveis da atmosfera potencializou a formação do ciclone em terra, transportando a umidade do oceano para o continente.

Foto: Joel Vargas / GVG

Da Agência Brasil

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Onda de calor na Índia causa mais de 90 mortes

Onda de calor na Índia causa mais de 90 mortes

As principais causas das mortes têm sido desidratação e agravamento de doenças preexistentes devido às altas temperaturas

Uma onda de calor excepcionalmente intensa tem assolado o Norte da Índia, resultando na morte de mais de 90 pessoas e levando mais de 400 indivíduos a buscar atendimento médico nos últimos quatro dias. As principais causas das mortes têm sido desidratação e agravamento de doenças preexistentes devido às altas temperaturas. As vítimas, em sua maioria com mais de 60 anos, enfrentam problemas de saúde que podem ter sido exacerbados pelo calor extremo.

Preocupadas com a situação, as autoridades já haviam emitido alertas direcionados à população idosa, orientando-os a permanecer em casa durante as horas mais quentes do dia. A região tem registrado temperaturas médias acima dos 44 graus Celsius, de acordo com os boletins diários.

A onda de calor está impondo um grande desafio para as autoridades de saúde, que estão trabalhando para fornecer assistência adequada às vítimas e implementar medidas preventivas. A população em geral é aconselhada a tomar precauções, como manter-se hidratado, evitar exposição prolongada ao sol e buscar ajuda médica imediata em caso de sintomas relacionados ao calor, como tontura, fadiga extrema e confusão mental.

Medidas adicionais estão sendo estudadas pelas autoridades para enfrentar esse período de calor intenso e minimizar os impactos na população mais vulnerável, com ênfase em fornecer abrigos e distribuir água potável em áreas afetadas.

Foto: Juan Antonio Segal/VisualHunt/Ilustração

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Carro vai parar em cemitério após ciclone extratropical no RS

Carro vai parar em cemitério após ciclone extratropical no RS

Segundo a Defesa Civil do estado, há um registro de uma vítima e 13 pessoas ainda estão desaparecidas

Após a passagem de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul, o município de Caraá enfrenta sérias consequências. O cemitério local foi afetado, com um carro sendo lançado em cima de túmulos. A cidade, localizada a cerca de 90 km de Porto Alegre, é uma das mais atingidas pelo temporal que assola o estado desde a madrugada de sexta-feira (16.jun.2023).

Segundo a Defesa Civil do estado, há um registro de uma vítima e 13 pessoas ainda estão desaparecidas. As autoridades locais estimam que aproximadamente 200 famílias estão desabrigadas devido à destruição causada pelo ciclone, que também resultou na perda de 50 residências.

Uma operação de emergência foi montada pela Marinha, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros para levar ajuda humanitária aos moradores isolados. O governador Eduardo Leite (PSDB), juntamente com os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), sobrevoaram a região no sábado (17.jun) para avaliar os danos e oferecer apoio.

O governador afirmou que uma união de esforços será realizada para a reconstrução da cidade e para fornecer assistência às famílias afetadas, especialmente aquelas em situação mais vulnerável.

Fotos: Maurício Tonetto/Secom

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Uma pessoa morre e outras duas estão desaparecidas após passagem de ciclone no RS

Uma pessoa morre e outras duas estão desaparecidas após passagem de ciclone no RS

Chuvas devem continuar ao longo do dia na capital Porto Alegre

Uma pessoa morreu no município de São Leopoldo (RS), após a passagem de um ciclone que atingiu a Região Sul do país nesta quinta-feira (15). A informação foi confirmada pelo governador do estado, Eduardo Leite, em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Segundo ele, a morte aconteceu em razão de um choque elétrico. Pelo menos duas pessoas seguem desaparecidas e 625 já foram resgatadas. “O momento, especialmente, é de cuidado com as vidas humanas”, disse Leite.

“Se cuidem, cuidem das suas famílias. Isso tudo há de passar. E a gente quer que passe sem outras perdas de vidas humanas. Infelizmente, temos uma morte já confirmada, mas agora é o momento de a gente proteger as vidas. Dos danos materiais, das perdas materiais, a gente se encarrega depois.”

De acordo com o governador, mais de mil pessoas, incluindo homens da brigada militar, do corpo de bombeiros e da defesa civil, atuam para garantir a segurança da população em todo o estado. “Nossas equipes estão mobilizadas para dar a assistência e o apoio às comunidades mais afetadas pelas fortes chuvas que incidem especialmente sobre a região nordeste do RS”.

No município de Maquiné, o nível do Rio Maquiné subiu rapidamente e deixou pessoas ilhadas em alguns pontos. Em Caraá, o nível do Rio Jacuí também subiu, causando diversos transtornos. “Uma equipe está tentando acessar a cidade para apoio”, informou o governo estadual. As equipes da defesa civil atuam de forma articulada sobretudo com o Comando Ambiental dos bombeiros, que dispõe de embarcações.

Em caso de risco de inundações, as orientações da defesa civil são:

  • evitar o deslocamento para regiões afetadas;
  • se estiver seguro, permanecer em casa;
  • se morar em área de risco, sair do local;
  • separar documentos importantes e embalá-los em sacos plásticos;
  • evitar atravessar as águas de carro ou a pé;
  • se ficar isolado em local inseguro, acionar imediatamente o 193.

“Neste momento, o nível dos rios da região está baixando, mas, com a possibilidade de chuva, tende a subir novamente. Fiquem atentos às orientações das defesas civis municipais e estadual, que vai lançar avisos e alertas ao longo do dia. Não retornem para suas casas. Embora a situação, neste momento, esteja sob controle, ainda temos o risco de que os níveis dos rios voltem a subir”, alertou o coronel Luciano Chaves Boeira.

Capital

Em nota, a prefeitura de Porto Alegre informou ter mobilizado equipes desde a madrugada desta sexta-feira (16) para atendimento aos danos causados pela chuva e pelo vento nas últimas horas. A maioria das ocorrências diz respeito a árvores tombadas, fios ou postes de energia caídos, acúmulo de água em diversas vias, quedas de muros e residências comprometidas.

A capital registra um acumulado de 82 milímetros (mm) de chuva nas últimas 24 horas, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. A média para junho é de 140 mm. As chuvas devem continuar ao longo do dia em toda a região metropolitana, com possibilidade de mais 100 mm de precipitação.

Nesta manhã de sexta-feira, estão sem energia as estações Belém Novo, Ilhas, Moinhos de Vento, São João e Tristeza, causando desabastecimento nos bairros. O Departamento Municipal de Água e Esgotos está em contato constante com a companhia de energia elétrica, a CEEE Grupo Equatorial, para retomar o fornecimento de energia às estações o mais rápido possível.

Foto: Prefeitura POA/Divulgação

Da Agência Brasil

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Desmatamento no Brasil cresceu 22% no ano passado

Desmatamento no Brasil cresceu 22% no ano passado

Remanescentes de quilombos e terras indígenas são as mais preservadas

No ano passado, a área desmatada no Brasil aumentou 22,3% em relação a 2021, o que corresponde a 2,05 milhões de hectares. A Amazônia e o Cerrado responderam, juntos, por 90,1% dos biomas atingidos. Os dados estão no Relatório Anual de Desmatamento (RAD2022) produzido pelo MapBiomas, uma iniciativa que envolve diferentes instituições, como universidades, ONGs e empresas de tecnologia.

De 2019 a 2022, período de implementação do relatório, houve 303 mil eventos de desmatamento, o que corresponde a 6,6 milhões de hectares. A área é equivalente a uma vez e meia a do estado do Rio de Janeiro. A atividade agropecuária é o principal vetor de desmatamento no país, representando 95,7% do total ou 1,96 milhão de hectares. O garimpo responde por 5,9 mil hectares e a mineração por 1,1 mil hectares.

Análise

Em cinco dos seis biomas brasileiros, houve crescimento de área desmatada: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal. A exceção é a Mata Atlântica. Quando se considera a área afetada, os maiores aumentos aconteceram na Amazônia (190.433 hectares) e no Cerrado (156.871 hectares). Em termos proporcionais, os mais impactados foram o Cerrado (31,2%) e o Pampa (27,2%).

Quanto ao tipo de vegetação e uso da terra, houve predomínio de desmatamento na formação florestal (64,9%), na formação savânica (31,3%) e na formação campestre (3,6%).

Na análise por estados, o Pará lidera o ranking do desmatamento, com 22,2% da área de todo o país (456.702 hectares). Na sequência, vem o Amazonas, com 13,33% (274.184 hectares); Mato Grosso, com 11,62% da área desmatada (239.144 hectares); Bahia, com 10,94% (225.151 hectares); e Maranhão, com 8,2% (168.446 hectares). Os cinco estados respondem por 66% do desmatamento no Brasil.

Quilombos e terras indígenas

As Comunidades Remanescentes de Quilombos (CRQ) e as terras indígenas (TI) são os territórios mais preservados do país. Os desmatamentos nas terras indígenas correspondem a 1,4% da área total desmatada no Brasil (26.598 hectares) e a 4,5% do total de alertas. A maior parte dos alertas (91%) aconteceu no bioma Amazônia. E a maior área desmatada foi o TI Apyterewa (PA), com 10.525 hectares atingidos.

Nas comunidades de quilombos, os desmatamentos correspondem a 0,05% da área total do país. De 456 comunidades certificadas, 62 (26,1%) tiveram pelo menos um alerta com pelo menos 0,3 ha atingido. A comunidade com maior área desmatada foi Kalunga (GO), que teve 258 hectares de vegetação suprimidos. Parte deles, dentro da Área de Proteção Ambiental Pouso Alto, no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Irregularidade e impunidade

Os desmatamentos seguem um caminho de irregularidades que incluem os registrados em áreas protegidas de territórios indígenas e nas unidades de conservação. Outros exemplos são as Áreas de Reserva Legal (RL) e as Áreas de Preservação Permanente (APP). Os pesquisadores identificaram que metade (52%) dos alertas tem sobreposição com RL. O que representa 699.189 hectares ou 34% da área total desmatada.

O relatório do MapBiomas analisou ações dos órgãos de controle ambiental para conter o desmatamento ilegal, como autuações e embargos. As ações do Ibama e do ICMBio até maio deste ano atingiram apenas 2,4% dos alertas de desmatamento e 10,2% da área desmatada identificada de 2019 a 2022. Nesse período, os estados com mais ações dos órgãos ambientais e ministérios públicos diante dos alertas de desmatamento foram Espírito Santo (73,7% dos eventos no estado), Rio Grande do Sul (55,6%), São Paulo (40,3%), Mato Grosso (37,3%). Os estados com menor atuação foram Pernambuco (0,8%), Maranhão (1,6%) e Ceará (1,9%).

Metodologia

O Relatório Anual de Desmatamento do MapBiomas analisa alertas gerados pelo Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real do Inpe, nos biomas Amazônia e Cerrado), SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, na Amazônia), SAD Caatinga (Sistema de Alerta de Desmatamento desenvolvido pela UEFS e Geodatin), Glad (Global Land Analysis and Discovery da Universidade de Maryland, para o Pampa), Sirad-X (Sistema de indicação por radar na Bacia do Xingu, na Amazônia e no Cerrado, desenvolvido pelo ISA), SAD Mata Atlântica (Sistema de Detecção de Alerta de Desmatamento desenvolvido pela SOS Mata Atlântica e ArcPlan), SAD Pantanal (Sistema de Detecção de Alerta de Desmatamento desenvolvido pela SOS Pantanal e ArcPlan) e SAD Pampa (Sistema de Alerta de Desmatamento desenvolvido pela GeoKarten e UFRGS).

Também há cruzamentos com áreas do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), Terras Indígenas (Funai), e outros limites geográficos (biomas, estados, municípios, bacias hidrográficas).

Todos os dados e laudos são disponibilizados de forma pública e gratuita no site do MapBiomas.

Foto: Martim Garcia/MMA/Ilustração/Arquivo

Da Agência Brasil

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Agência americana afirma que chance de El Niño forte é de 56%

Agência americana afirma que chance de El Niño forte é de 56%

No Brasil, fenômeno causa seca no Norte e Nordeste, e chuva no Sudeste

O El Niño já é uma realidade e as chances de se tornar um evento forte no seu pico são de 56%. Além disso, há uma probabilidade de 84% de ser pelo menos um evento moderado. As estimativas são da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOOA), agência científica vinculada ao governo dos Estados Unidos.

Os dados, divulgados nessa quinta-feira (8), foram reunidos em um artigo assinado pela cientista Emily Becker. “Quando o El Niño é mais forte, gerando uma temperatura da superfície do mar muito mais quente que a média, ele tem uma maior influência na mudança da circulação global, tornando os padrões de impacto mais prováveis”, disse ela.

O fenômeno El Niño é caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para oeste) e pelo aquecimento anormal das águas superficiais da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico. As mudanças na interação entre a superfície oceânica e a baixa atmosfera têm consequências no tempo e no clima em diferentes partes do planeta. Isso porque a dinâmica das massas de ar adota novos padrões de transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribuição das chuvas.

Circulação de Hadley

“O ar quente que sobe perto da Linha do Equador se move em direção aos polos no alto da atmosfera, descendo novamente perto de 30ºN e 30ºS, em um padrão de inversão chamado circulação de Hadley. A circulação de Hadley está conectada com as correntes de vento nas latitudes médias e altas, que direcionam as tempestades ao redor do mundo e separam as massas de ar frio e quente”, explica Emily Becker.

A agência dos Estados Unidos destaca que os estudos sobre o El Niño são importantes porque permitem que o mundo se antecipe às mudanças e impactos. No Brasil, o fenômeno provoca estiagem em partes das regiões Norte e Nordeste, e mais tempestades no litoral do Sudeste e do Sul. Nos Estados Unidos, um inverno com chuvas mais intensas é esperado no sul do país, enquanto o norte deve anotar temperaturas mais quentes.

O El Niño – que ocorre em intervalos de tempo que variam entre três e sete anos – persiste em média de seis a 15 meses. As duas edições mais intensas, desde que a ciência passou a compreender o fenômeno, ocorreram em 1982-1983 e em 1997-1998.

Após o fim de um El Niño, um novo episódio só voltará a ser registrado depois que ocorre uma La Niña. Trata-se também de mudanças anormais na interação entre a superfície oceânica e a baixa atmosfera, porém em sentido inverso: há um resfriamento das águas superficiais da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico.

Mais calor

No mês passado, a Organização Meteorológica Mundial (OMN) já havia indicado que o El Niño teria início até o fim de setembro. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, os critérios usados para identificar as condições do fenômeno estão preenchidos. Desde o mês passado, a temperatura da superfície do Oceano Pacífico na linha equatorial tem se mantido mais quente que a média.

Além disso, com base em um modelo climático, as previsões indicam que a temperatura nos próximos meses permanecerá acima do limite que caracteriza o El Niño. Por fim, os cientistas da Administração Nacional observaram padrões na circulação do ar típicos do fenômeno, com fortes ventos de superfície que ajudam a manter a água quente acumulada no oeste do Oceano Pacífico.

Para a agência dos Estados Unidos, as chances de um El Niño fraco são de 12%. Existe ainda uma possibilidade de que o fenômeno não evolua e recue. “A natureza sempre reserva surpresas. Embora as condições do El Niño tenham se desenvolvido, ainda há uma pequena chance (4-7%) de que as coisas desapareçam. Achamos que isso é improvável, mas não é impossível”, registra o artigo assinado por Emily Becker.

Foto: Akemi Nitahara/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Despoluir realiza demonstração de aferição veicular em Natal

Despoluir realiza demonstração de aferição veicular em Natal

Na ocasião, um ônibus ficou à disposição para averiguação e os técnicos realizaram as vistorias do veículo

Dentro das ações da Semana do Meio Ambiente, o programa Despoluir da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste – FETRONOR realizou, na última quarta-feira (7), no estacionamento do shopping Via Direta, em Natal, a aferição da emissão de poluentes do transporte.

“Essa ideia surgiu em comemoração à Semana do Meio Ambiente, de modo a mostrarmos à população o que é o Despoluir, o trabalho que é feito e o empenho em prol do meio ambiente, destacando que o transporte – tanto de passageiros, quanto de cargas – não são os maiores poluidores do meio ambiente”, explicou Samara Freire, coordenadora do programa.

Samara explica que cerca de 95% da frota de ônibus do RN é aferida. O processo de aferição foi realizada pela equipe técnica do Despoluir em um micro-ônibus da empresa Trampolim da Vitória, reforçando a dedicação do programa para com o meio ambiente.

Aferição no dia a dia

Diariamente, a averiguação é realizada em toda a frota de ônibus e caminhões do Brasil. A FETRONOR é a Federação responsável pelas ações do programa nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Em média, nos três estados, 98% da frota é considerada ‘apta’, isto é, não emite poluentes.

A FETRONOR realizou, em 2022, quase 48 mil aferições veiculares nos três estados, visitando 52 empresas. Para este ano, a meta é realizar 50 mil aferições.

O programa

O Programa Ambiental do Transporte Despoluir tem como objetivo criar uma cultura de responsabilidade ambiental no setor transportador brasileiro e contribuir com os esforços mundiais visando à diminuição da emissão de CO2, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Criado em 2007, o Despoluir desenvolve atividades práticas que buscam evitar os impactos na natureza advindos do setor. Com o Despoluir, empresas de transportes e cargas contam com as ações do programa, recebendo visitas periódicas para avaliação veicular gratuita das frotas. As ações são realizadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o SEST SENAT e as federações de cada estado.

Ao longo da sua trajetória, foram mais de 3,8 milhões de avaliações veiculares, atendendo mais de 55 mil transportadores, engajando-os em ações de cuidado com o meio ambiente e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do ar, especialmente nos grandes centros urbanos. Desta forma, o Programa atinge seu propósito de contribuir para o desenvolvimento sustentável no Brasil, gerando benefícios para todos.

O Despoluir tem capilaridade nacional e conta com uma equipe de técnicos com amplo conhecimento e capacidade de orientar as empresas para uma correta gestão ambiental. O programa também produz materiais diversos, como manuais, cartilhas e análises construídas especialmente para os transportadores.

Os ganhos são percebidos desde o aumento da eficiência energética dos veículos – implicando na redução de custos – até a melhoria das condições de saúde dos profissionais do setor. Soma-se aos resultados a promoção da educação para o meio ambiente e a diminuição da emissão de poluentes, sem contar com o compromisso com práticas sustentáveis, um diferencial competitivo.

Em 2019, o Despoluir foi reconhecido pelas Nações Unidas por promover a redução de poluentes e favorecer a qualidade de vida dos trabalhadores do transporte e de toda a sociedade.

Foto: Divulgação

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Parque das Dunas e Cajueiro de Pirangi funcionarão normalmente durante o feriado de Corpus Christi

Parque das Dunas e Cajueiro de Pirangi funcionarão normalmente durante o feriado de Corpus Christi

Os dois locais, administrados pelo Idema, são alternativas de lazer durante o feriado e final de semana

O Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves” e o Cajueiro de Pirangi, ambos administrados pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema não sofrerão alterações no horário de funcionamento, sendo alternativas de lazer durante o feriado de Corpus Christi, na quinta-feira (8.jun.2023).

Segundo o Idema, no dia 09, decretado ponto facultativo no âmbito do Governo do Estado, os equipamentos também vão funcionar normalmente.

O Parque das Dunas funcionará normalmente, das 7h30 às 17h. Já o Cajueiro de Pirangi funcionará das 7h30 às 17h30.

Serviço:

Dias: 08 e 09/06 (quinta e sexta-feira)

· Parque das Dunas

Entrada: R$1,00

· Cajueiro de Pirangi

Entrada: R$ 8,00 (crianças de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória).

Foto: Celly Maia/Idema-RN

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STF suspende julgamento do Marco Temporal

STF suspende julgamento do Marco Temporal

O tema é uma das pautas mais disputadas nos últimos anos no que diz respeito aos indígenas no país

O julgamento do marco temporal, que estabelece a tese de que a demarcação de terras indígenas só pode ocorrer em comunidades que já ocupavam esses locais quando a Constituição foi promulgada, em 5 de outubro de 1998, foi suspenso novamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (7.jun.2023).

O julgamento havia sido retomado no dia anterior, mas foi suspenso após o ministro André Mendonça pedir vistas. O tema é uma das pautas mais disputadas nos últimos anos no que diz respeito aos indígenas no país. A análise pelo Supremo foi interrompida em 2021 por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

O relator da proposta que estabelece o marco temporal para a demarcação de terras indígenas, deputado Arthur Oliveira Maia, disse esperar que o STF paralise o julgamento sobre o tema. Segundo ele, a aprovação do projeto pela Câmara dos Deputados vai garantir segurança jurídica para os proprietários rurais, inclusive para os pequenos agricultores.

Representantes de povos indígenas no Congresso Nacional protestaram contra a aprovação do projeto de lei que estabelece o marco temporal na Câmara dos Deputados. A pauta segue para votação no Senado. Na Câmara, houve 283 votos favoráveis ao projeto e 155 contrários.

Enquanto isso, indígenas se mobilizam contra o marco temporal em diversas partes do país.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Caso Samarco: obra de distrito arrasado sairá do papel após 7 anos

Caso Samarco: obra de distrito arrasado sairá do papel após 7 anos

Aporte anunciado chega aos R$ 126 milhões

No dia 5 de novembro de 2015, a lama que escorreu após o rompimento da barragem da mineradora Samarco no município de Mariana (MG) destruiu diversas casas no distrito de Gesteira, localizada na cidade vizinha Barra Longa (MG). Após mais de sete anos, a história de dezenas de famílias ganhou um novo capítulo.

Um acordo judicial irá tirar do papel a reconstrução da comunidade, a partir da transferência de recursos aos atingidos, para que conduzam as obras de seus imóveis de maneira independente, e à prefeitura do município, que ficará encarregada pela infraestrutura e pelas edificações de uso público. Também foram previstos o pagamento de indenizações individuais e a criação de um fundo destinado a projetos comunitários. Ao todo, foi anunciado o aporte de R$ 126 milhões.

Assinam o acordo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU), a Comissão de Atingidos de Barra Longa, a prefeitura de Barra Longa, a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton e a Fundação Renova, que atua no processo reparatório da tragédia. Os termos foram pactuados no âmbito de uma ação civil pública movida pelo MPF e a homologação se deu nesta terça-feira (30) pela Justiça Federal.

Impacto

A tragédia ocorreu em novembro de 2015, deixando 19 mortos e causando impacto a dezenas de cidades mineiras e capixabas na Bacia do Rio Doce. A avalanche de rejeitos atingiu o distrito de Gesteira de forma parcial. A lama preservou quem morava na parte mais alta do distrito, mas nas margens do Rio Gualaxo do Norte o que permaneceu de pé se converteu em ruínas que documentam o episódio.

Passados mais de sete anos, a atuação da Fundação Renova tem sido bastante contestada não apenas no programa voltado para a reconstrução das comunidades, como também em questões relacionadas à indenização e à recuperação ambiental. O MPMG considera que diversas medidas não estão sendo implementadas de forma satisfatória e chegou a pedir a extinção da entidade por entender que ela não tem a devida autonomia frente às três mineradoras. Atualmente estão em curso tratativas para uma repactuação do processo reparatório, na qual todas as partes envolvidas discutem um novo acordo que seja capaz de oferecer uma solução para mais de 85 mil processos judiciais que tramitam relacionados à tragédia.

Divergências

Há divergências em torno da reconstrução de Gesteira pelo menos desde 2019. Os moradores da comunidade reivindicaram um processo distinto daquele que era realizado em Bento Rodrigues e Paracatu. Eles optaram por desenvolver seu projeto urbanístico de forma independente, com o apoio de arquitetos e engenheiros vinculados à Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), entidade escolhida pelos próprios atingidos da cidade de Barra Longa para prestar assessoria técnica. Na época, a Fundação Renova alegava que o processo andava mais lento porque a Aedas queria discutir diversas diretrizes antes de avançar no desenho urbano.

A assessoria técnica dos atingidos contestava. Segundo a entidade, as diretrizes assegurariam a manutenção dos modos de vida da comunidade e direitos das famílias. Ela cobrava a garantia de intervenções no solo caso fossem necessárias, já que os imóveis destruídos se encontravam em área fértil próxima ao Rio Gualaxo do Norte. O direito de autoconstrução era outra reivindicação: alguns atingidos, que também trabalhavam como pedreiros, tinham o desejo de erguer suas próprias casas.

“A Fundação Renova sempre se utiliza disso para dizer que o processo está mais demorado. E, na verdade, quem faz esse processo ficar moroso é ela. No último mês, nós tivemos três agendas para discutir as diretrizes e a Fundação Renova não veio. A gente agenda, ela confirma e desmarca em cima da hora. E quando ela vem, o corpo de profissionais enviado não é capaz de dar respostas e pede tempo para avaliar as diretrizes definidas pelos atingidos”, reclamou Verônica Medeiros, coordenadora operacional da Aedas em entrevista à Agência Brasil em novembro de 2019.

O terreno de 40,41 hectares escolhido pelos atingidos para a nova comunidade chegou a ser adquirido pela Fundação Renova em 2018. Mas as obras não foram iniciadas no local. Com os diversos atrasos e divergências, apenas seis famílias ainda têm interesse na reconstrução da comunidade. Outras 31 fizeram a opção de serem atendidas por uma outra modalidade de reassentamento, na qual elas escolheram imóveis em outras localidades e a Fundação Renova ficou encarregada de arcar com os custos da aquisição.

O acordo recém-celebrado na Justiça Federal não foi aceito por uma das seis famílias, que tem a alternativa de apresentar suas reivindicações através de ação judicial individual ou buscar um acordo extrajudicial com a Fundação Renova. Os demais atingidos estão abrangidos pelos termos pactuados.

Divisão dos recursos

Diferente do que ocorre na reconstrução de Bento Rodrigues e Paracatu, a Fundação Renova não irá administrar as obras da comunidade de Gesteira. A entidade se responsabilizará apenas pelo custeio. Dos R$ 126 milhões previstos no acordo, R$ 57 milhões se referem a um repasse para o município de Barra Longa. A prefeitura ficará encarregada de realizar as obras de urbanização e de infraestrutura e a construção de edificações públicas, incluindo igreja, templo evangélico, galpão para reprodução de mudas, tanque para piscicultura, área de cavalgada, pista de caminhada e ciclismo, área de lazer infantil e campo de futebol, entre outros.

O terreno onde a nova comunidade será instalada, comprado pela Fundação Renova em 2018 e avaliado atualmente em R$ 2,75 milhões, será transferido ao município. Está incluso ainda no acordo um repasse para as famílias que irão viver no distrito reconstruído, exceto para a única que não assinou o acordo. O montante possibilitará que elas realizem as obras de suas casas. A Fundação Renova deverá fazer o depósito judicial de todos os recursos em até 30 dias úteis. Em caso de descumprimento, a multa é de 10% além de juros de 1% ao mês e correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Também constam no acordo a destinação de R$ 10,8 milhões para um fundo destinado ao financiamento de projetos de caráter social, econômico e cultural e de recuperação da atividade agropecuária. Esses projetos serão definidos mediante deliberação dos atingidos. Ao menos R$ 800 mil precisarão estar voltados para ações relacionadas à assistência técnica e extensão rural. A composição dos recursos anunciados no acordo incorpora ainda indenizações individuais para todas as 36 famílias signatárias e valores já dispendidos para a reparação em Gesteira, entre eles os gastos realizados com a compra de imóveis para as famílias que optaram por seguir a vida em outras localidades.

O MPF e o MPMG divulgaram comunicados destacando a participação ativa da comunidade na elaboração do acordo. “As pessoas atingidas puderam analisar cada cláusula”, assegurou o MPMG. A Aedas também se manifestou por meio de uma nota que inclui uma avaliação da coordenadora Verônica Medeiros. “Esse acordo celebrado hoje é um testemunho da luta e resistência das pessoas atingidas que apesar de todos os desafios não desistiram e agora dão mais um passo no sentido da concretização do reassentamento”, disse ela.

Procurada pela Agência Brasil, a Fundação Renova destacou a previsão de pagamento de indenizações individuais às famílias signatárias e de um valor referente ao fundo para projetos comunitários, além dos montantes referentes à reconstrução da comunidade e de outros recursos já repassados aos atingidos de Gesteira. Em nota conjunta, a Samarco, a Vale e a BHP Billiton afirmaram que a assinatura do acordo reafirma o compromisso com a reparação integral dos danos causados. “Até março de 2023, já foram indenizadas mais de 413,3 mil pessoas, tendo sido destinados mais de R$ 29,19 bilhões para as ações executadas pela Fundação Renova”, dizem as mineradoras.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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STF retoma julgamento sobre marco temporal de terras indígenas

STF retoma julgamento sobre marco temporal de terras indígenas

Lideranças vão acompanhar votação no plenário

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (7.jun.2023) o julgamento sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Na sessão, os ministros discutem a tese de que os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

A sessão será acompanhada por lideranças indígenas, que estarão no plenário da corte. O julgamento foi suspenso em setembro de 2021, após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. O placar do julgamento está empatado em 1 a 1. O ministro Edson Fachin votou contra a tese, e Nunes Marques se manifestou a favor.

O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da TI é questionada pela Procuradoria do estado.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Sicramirn alerta para riscos da água de chafariz no RN

Sicramirn alerta para riscos da água de chafariz no RN

Entidade emitiu nota de esclarecimento sobre o fornecimento da água de chafarizes

O Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn) divulgou nota, nesta quarta-feira (7.jun.2023) manifestando preocupação com a associação equivocada entre a água comercializada pelos chafarizes e a água mineral, que pode levar o consumidor ao engano.

Segundo o sindicado, os órgãos de controle ainda não monitoram eficazmente a origem da água nem o protocolo de qualidade do que é fornecido pelos chafarizes. A água mineral é extraída diretamente do subsolo e submetida a rigorosos procedimentos de controle de qualidade realizados por órgãos públicos e pelas empresas.

“Fornecer água para consumo humano sem procedência ou controle de qualidade adequados representa um risco para a saúde pública”, destaca a nota. A entidade orienta que as autoridades sanitárias devem implementar medidas de controle mais rigorosas, fornecer informações claras à população e orientar sobre as práticas adequadas de comercialização.

Confira a nota completa:

Nota de esclarecimento sobre o fornecimento da água de chafarizes

O Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn) manifesta grande preocupação com a associação equivocada que tem sido feita entre a água comercializada pelos chafarizes e a água mineral, levando o consumidor ao engano, pois a água comercializada pelos chafarizes não é mineral.

Ademais, os órgãos de controle ainda não têm um monitoramento eficaz da origem da água, nem do protocolo de qualidade do que é fornecido pelos chafarizes. Sendo assim, caso estejam nos padrões de potabilidade, equivalem a uma água do SAAE, Caern ou de Caminhões Pipa. Outro erro é que os chafarizes também não podem envasar garrafões de 20 e 10 litros, nem utilizar as tampas exclusivas, segundo a legislação sanitária (Portaria Conjunta n.º 5 da Vigilância Sanitária Estadual e do IGARN).

A água mineral é aquela proveniente de fontes naturais e possui composição química ou propriedades físicas e físico-químicas distintas das águas comuns, conferindo-lhe características medicamentosas. A água mineral não passa por tratamento químico, sendo extraída diretamente do subsolo e submetida a rigorosos procedimentos de controle de qualidade realizados por órgãos públicos e pelas empresas.

Fornecer água para consumo humano, sem procedência ou controle de qualidade adequados, representa um risco para a saúde pública. Portanto, enfatizamos a necessidade de as autoridades sanitárias implementarem medidas de controle mais rigorosas, fornecerem informações claras à população e orientarem sobre as práticas adequadas de comercialização, visando preservar o bem-estar coletivo e a saúde pública.

Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn)

Foto: Tony Winston/Agência Brasília/Ilustração

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Fetronor realiza ação para medir poluentes emitidos por ônibus em Natal

Fetronor realiza ação para medir poluentes emitidos por ônibus em Natal

Na ocasião, um ônibus estará à disposição para averiguação e os técnicos irão realizar as vistorias do veículo

Dentro das ações da Semana do Meio Ambiente, o programa Despoluir da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste – FETRONOR irá realizar, nesta quarta-feira (7.jun.2023), das 10h às 16h, no estacionamento do shopping Via Direta, em Natal, a aferição da emissão de poluentes do transporte. Na ocasião, um ônibus estará à disposição para averiguação e os técnicos irão realizar as vistorias do veículo.

A averiguação é realizada em toda a frota de ônibus e caminhões do Brasil. A FETRONOR é a Federação responsável pelas ações do programa nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Em média, nos três estados, 98% da frota é considerada ‘apta’, isto é, não emite poluentes.

A FETRONOR realizou, em 2022, quase 48 mil aferições veiculares nos três estados, visitando 52 empresas. Para este ano, a meta é realizar 50 mil aferições.

O programa

O Programa Ambiental do Transporte Despoluir tem como objetivo criar uma cultura de responsabilidade ambiental no setor transportador brasileiro e contribuir com os esforços mundiais visando à diminuição da emissão de CO2, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Criado em 2007, o Despoluir desenvolve atividades práticas que buscam evitar os impactos na natureza advindos do setor. Com o Despoluir, empresas de transportes e cargas contam com as ações do programa, recebendo visitas periódicas para avaliação veicular gratuita das frotas. As ações são realizadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o SEST SENAT e as federações de cada estado.

Ao longo da sua trajetória, foram mais de 3,8 milhões de avaliações veiculares, atendendo mais de 55 mil transportadores, engajando-os em ações de cuidado com o meio ambiente e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do ar, especialmente nos grandes centros urbanos. Desta forma, o Programa atinge seu propósito de contribuir para o desenvolvimento sustentável no Brasil, gerando benefícios para todos.

O Despoluir tem capilaridade nacional e conta com uma equipe de técnicos com amplo conhecimento e capacidade de orientar as empresas para uma correta gestão ambiental. O programa também produz materiais diversos, como manuais, cartilhas e análises construídas especialmente para os transportadores.

Os ganhos são percebidos desde o aumento da eficiência energética dos veículos – implicando na redução de custos – até a melhoria das condições de saúde dos profissionais do setor. Soma-se aos resultados a promoção da educação para o meio ambiente e a diminuição da emissão de poluentes, sem contar com o compromisso com práticas sustentáveis, um diferencial competitivo.

Em 2019, o Despoluir foi reconhecido pelas Nações Unidas por promover a redução de poluentes e favorecer a qualidade de vida dos trabalhadores do transporte e de toda a sociedade.

SERVIÇO

Aferição da emissão de poluentes do transporte – Semana do Meio Ambiente
Quando? Quarta-feira, 7 de junho de 2023
Hora? 10h às 16h
Local: Via Direta Shopping

Foto: Augusto Ratis

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RN perde mais da metade da água tratada

RN perde mais da metade da água tratada

O estado ficou na sétima colocação entre as unidades da federação com maior quantidade de desperdício de água

O estado do Rio Grande do Norte perde 52,2% da água tratada em vazamentos, fraudes, “gatos”, erros de leitura dos hidrômetros, entre outros problemas, segundo dados do Instituto Trata Brasil, divulgados nesta segunda-feira (5.jun.2023).

O estado ficou na sétima colocação entre as unidades da federação com maior quantidade de desperdício de água, com redução de apenas 0,1% em relação ao levantamento anterior.

Na região Nordeste, o estado ficou na segunda colocação, entre as maiores perdas, atrás apenas do Maranhão (59,2%). Os estados nordestinos desperdiçaram, em média, 46,2% da água tratada.

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) afirmou que tem investido no monitoramento de pressão da rede e na macromedição dos sistemas de distribuição para tentar evitar desperdícios.

A Caern contratou 980 pontos de monitoramento, dos quais mais de 600 já foram instalados. Natal e Mossoró estão entre as cidades que mais desperdiçam água no estado.

A redução de apenas 0,1% de desperdício no Rio Grande do Norte em 2021 representou a economia de 111 piscinas olímpicas diariamente.

Foto: Pedro França/Agência Senado/Ilustração

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Parque Estadual Mata da Pipa é inaugurado

Parque Estadual Mata da Pipa é inaugurado

O PEMP está aberto ao público de terça a domingo, das 8h às 18h

O Governo do RN inaugurou o Parque Estadual Mata da Pipa (PEMP), em Tibau do Sul, nesta segunda-feira (5.jun.2023), data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. Além de ser uma área de preservação e conservação ambiental, o parque também será utilizado para impulsionar o turismo, a cultura e a pesquisa científica.

Após 17 anos desde a sua criação por meio de uma lei em 2006, o PEMP finalmente recebeu a estrutura necessária para sua gestão. O investimento de R$ 6,6 milhões foi possível graças às compensações ambientais realizadas nos últimos quatro anos por cinco empreendimentos no estado.

A governadora Fátima Bezerra destacou a importância da parceria entre o governo e a iniciativa privada para alcançar esse marco. Ela ressaltou o compromisso com a sustentabilidade e a transição energética, expressando a responsabilidade social e ambiental do governo.

O Parque Estadual Mata da Pipa abriga uma reserva de Mata Atlântica e conta com uma estrutura completa, incluindo sede, auditório, biblioteca, salas administrativas, estacionamento, viveiro de plantas nativas, alojamento para pesquisadores e apoio ao Batalhão de Policiamento Ambiental. O parque também servirá como espaço para os Conselhos Gestores e como ponto de integração com a comunidade local, com a criação da Praça de Convivência Quilombo de Sibaúma.

O PEMP está aberto ao público de terça a domingo, das 8h às 18h. A inauguração contou com a presença de autoridades, secretários de estado, representantes das empresas responsáveis pelas compensações ambientais, além de professores, estudantes e moradores da região.

Foto: Sandro Menezes – Assecom/RN

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Compromisso com o Meio Ambiente: empresas privadas tendem a adotar iniciativas ESG

Compromisso com o Meio Ambiente: empresas privadas tendem a adotar iniciativas ESG

Docente de Administração analisa como ações sociais e de sustentabilidade geram valor para a estratégia de negócio e impactam positivamente a marca

Ações para preservação dos recursos naturais são o principal assunto desta segunda-feira, 5 de junho, quando é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi estabelecida em 1972, durante a Conferência de Estocolmo da ONU, com o objetivo de incentivar a participação ativa da sociedade civil e das autoridades na redução dos impactos causados pela humanidade ao meio ambiente.

Nesse contexto, empresas privadas têm assumido compromissos com as causas ESG, sigla em inglês para enviromental and social governance, que representa a priorização da responsabilidade ambiental e social como parte das práticas de negócios.

Segundo Alice Dantas, docente do curso de Administração da Estácio, a adoção de ações sustentáveis e voltadas para o bem-estar da comunidade onde a empresa está inserida traz diversos benefícios para todas as áreas da companhia.

“Podemos enumerar a princípio um aumento da satisfação dos colaboradores, a possível redução de custos operacionais, melhoria na imagem institucional, além de um maior engajamento dos clientes, que hoje em dia estão muito mais atentos ao que aquela marca pode oferecer além dos produtos ou serviços. Isso confere uma vantagem competitiva significativa no mercado”, destaca a administradora.

Dados levantados pela First Insight, empresa especializada em Experience Management (XM) comprovam essa tendência: em estudo realizado nos Estados Unidos com consumidores das gerações Z (nascidos entre o fim da década de 1990 até 2010), X (1965 – 1981) e Baby Boomers (1945 e 1964), 62% dos participantes da pesquisa da geração Z preferem comprar de marcas sustentáveis, contra 54% e 39% das outras gerações, respectivamente.

“Um gestor sabe que é preciso planejar a curto, médio e longo prazo, e ações alinhadas com ESG são as que mais estão voltadas para o futuro. Trabalhar para reduzir o impacto ambiental e a desigualdade social na comunidade é uma forma de garantir a longevidade saudável da marca e a construção de um mundo mais justo. Essa é uma responsabilidade de cada um que habita o planeta, e com uma empresa não poderia ser diferente”, analisa a docente.

Exemplos a serem seguidos

Em Natal, empresas de vários setores já aderiram a práticas mais sustentáveis, uma delas é o Natal Shopping: nos corredores, as lâmpadas fluorescentes foram trocadas por modelos de LED; as clarabóias nos corredores aproveitam a luz natural durante o dia e as torneiras têm instalado um equipamento conhecido como “arejador”, reduzindo sua vazão em 60%.

O empreendimento também desenvolve diversas ações de reciclagem e busca incentivar esse hábito com um Hub onde recebe os resíduos sólidos produzidos pelos clientes em casa para destinar a cooperativas ou instituições que reaproveitam o material. O espaço aceita papel e papelão, alumínio, vidro, plástico, lixo eletrônico, pilhas e baterias, cápsulas de café, tampinhas de plástico, lâmpadas e até óleo de cozinha usado, que deve estar armazenado em uma garrafa pet.

Além disso, as sobras de alimentos deixadas nas bandejas dos clientes da praça de alimentação têm como destino a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN) para a produção de adubo orgânico, que retorna ao shopping e é vendido no espaço Sustentabilidade Transforma, no piso L2. O valor arrecadado é utilizado em ações socioeducativas.

De janeiro a maio deste ano, 212.608 kg de resíduos foram gerados ao todo pelo empreendimento, sendo reciclados 52.261 kg, o que representa um índice de 24,58% de reciclabilidade. Já a quantidade de resíduos de alimentos processados na compostagem (in natura) chegou a 26.828 kg. O montante é contabilizado no “Reciclômetro” recém instalado, um painel de led que informa sobre essas e outras iniciativas do shopping.

Escola de Natal é exemplo de sustentabilidade na prática

Na Casa Escola, as crianças aprendem desde cedo sobre a necessidade de economizar, reutilizar e reduzir o desperdício. Para reduzir os custos e o impacto ambiental provocado pela utilização de copos descartáveis, a escola criou uma campanha para incentivar o uso de garrafinhas pelos estudantes, professores e funcionários. As medidas vêm surtindo efeito e, por toda a escola, é possível ver os alunos carregando suas garrafinhas coloridas; um primeiro passo para quem deseja se tornar mais sustentável através de um consumo consciente.

Abrir as janelas das salas de aula, sempre que possível; diminuir o uso do ar-condicionado; destinar os resíduos orgânicos da cozinha para a composteira da escola; instalar torneiras e descargas “ecológicas” — aquelas que desligam depois de alguns minutos de uso; aproveitar as podas das árvores para cobrir o solo do viveiro de plantas são algumas das medidas que a escola também adotou. Até a cantina se tornou um espaço mais sustentável, já que a instituição não comercializa bebidas envasadas em latas ou em caixinhas de difícil reaproveitamento.

“Também foram introduzidos alguns recipientes de vidro na cantina para reduzir o número de descartáveis no consumo de açaí e de cuscuz. De tempo em tempo, é tomada uma nova atitude até que ela se estabeleça e logo se começa a se pensar na próxima”, acrescenta Priscila.

A água produzida pelos aparelhos de ar-condicionado também é reutilizada. Ela é direcionada para os reservatórios da escola e, em seguida, utilizada na limpeza dos espaços e, eventualmente, na irrigação do viveiro. Além disso, a escola também instalou um sistema Wi-fi que permite acompanhar as mudanças climáticas e decidir quando é hora de irrigar mais ou irrigar menos o campo de futebol.

Foto: Divulgação

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Peixes em seis estados da Amazônia têm contaminação por mercúrio

Peixes em seis estados da Amazônia têm contaminação por mercúrio

Fiocruz recomenda erradicar garimpos ilegais da região

Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que peixes consumidos nos principais centros urbanos da Amazônia estão contaminados por mercúrio. Os resultados mostram que os peixes de todos os seis estados amazônicos apresentaram níveis de contaminação acima do limite aceitável (maior ou igual a 0,5 microgramas por grama), estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo, realizado em parceria com o Greenpeace Brasil, o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), o Instituto Socioambiental e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil), indica que os piores índices estão em Roraima, onde 40% dos peixes têm mercúrio acima do limite recomendado, e no Acre, onde o índice é de 35,9%. Já os menores indicadores estão no Pará (15,8%) e no Amapá (11,4%).

“Na média, 21,3% dos peixes comercializados nas localidades e que chegam à mesa das famílias na região Amazônica têm níveis de mercúrio acima dos limites seguros”, destacou a Fiocruz, por meio de nota, ao destacar que, em todas as camadas populacionais analisadas, a ingestão diária de mercúrio excedeu a dose de referência recomendada.

No município citado como mais crítico, Rio Branco, a potencial ingestão de mercúrio ultrapassou de 6,9 a 31,5 vezes a dose de referência indicada pela Agência de Proteção Ambiental do governo norte-americano.

“As mulheres em idade fértil – público mais vulnerável aos efeitos do mercúrio – estariam ingerindo até nove vezes mais mercúrio do que a dose preconizada; enquanto crianças de 2 a 4 anos, até 31 vezes mais do que o aconselhado”, alertou a Fiocruz.

Em Roraima, segundo estado considerado mais crítico, a potencial ingestão de mercúrio extrapolou de 5,9 a 27,2 vezes a dose de referência.

“Considerando os estratos populacionais mais vulneráveis à contaminação, mulheres em idade fértil estariam ingerindo até oito vezes mais mercúrio do que a dose indicada e crianças de 2 a 4 anos, até 27 vezes mais do que o recomendado”.

A pesquisa

Segundo a Fiocruz, a pesquisa buscou avaliar o risco à saúde humana em função do consumo de peixes contaminados, por meio de visitas a mercados e feiras em 17 cidades amazônicas onde foram compradas as amostras utilizadas. O levantamento foi realizado de março de 2021 a setembro de 2022 no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, em Rondônia e em Roraima.

As amostras foram coletadas nos municípios de Altamira (PA), Belém (PA), Boa Vista (RR), Humaitá (AM), Itaituba (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Maraã (AM), Oiapoque (AP), Oriximiná (PA), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Santa Isabel do Rio Negro (AM), Santarém (PA), São Félix do Xingu (PA), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tefé (AM).

Foram avaliados 1.010 exemplares de peixes, de 80 espécies distintas, comprados em mercados, feiras e diretamente de pescadores, simulando o dia a dia dos consumidores locais. Do total geral de amostras, 110 eram peixes herbívoros (que consomem alimentos de origem vegetal), 130 detritívoros (que consomem detritos orgânicos), 286 onívoros (que consomem alimentos de origem animal e vegetal) e 484 carnívoros (que consomem alimentos de origem animal).

Os carnívoros, mais apreciados pelos consumidores finais, apresentaram níveis de contaminação maiores que as espécies não-carnívoras. A análise comparativa entre espécies indicou que a contaminação é 14 vezes maior nos peixes carnívoros, quando comparados aos não carnívoros.

“A principal recomendação que os pesquisadores fazem é ter maior controle do território amazônico e erradicar os garimpos ilegais e outras fontes emissoras de mercúrio para o ambiente”, concluiu a Fiocruz.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Casa Escola tem sustentabilidade na prática

Casa Escola tem sustentabilidade na prática

Escola de Natal mostra que adotar medidas sustentáveis no dia a dia pode reduzir gastos e contribuir para a educação de crianças e adolescentes

Muito tem se falado sobre sustentabilidade. Mas como colocá-la em prática no dia a dia? Desligar a torneira, enquanto se escova os dentes; apagar as luzes ao sair dos ambientes; usar mais sacolas de pano e recusar, sempre que possível, as de plástico são atitudes simples, mas que podem provocar um grande impacto, não apenas no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no próximo dia 05 de junho, mas principalmente, se praticadas ao longo dos anos.

Segundo pesquisa do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) divulgada em 2019, o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas por ano, e um dos países que menos reciclam (apenas 1,2% desse total é reciclado), ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia.

Em Natal, porém, existem várias pessoas e empresas comprometidas em adotar medidas mais sustentáveis, como a Casa Escola, por exemplo. Lá, as crianças aprendem desde cedo sobre a necessidade de economizar, reutilizar e reduzir o desperdício. Para reduzir os custos e o impacto ambiental provocado pela utilização de copos descartáveis, a escola criou uma campanha para incentivar o uso de garrafinhas pelos estudantes, professores e funcionários. As medidas vêm surtindo efeito e, por toda a escola, é possível ver os alunos carregando suas garrafinhas coloridas; um primeiro passo para quem deseja se tornar mais sustentável através de um consumo consciente.

“A gente escuta muito as pessoas falarem sobre sustentabilidade. Daí, pensamos: como me tornar mais sustentável? A Casa Escola educa para a sustentabilidade tanto na reflexão quanto na ação. Os próprios alunos dividem incômodos em relação ao desperdício que vivenciam em suas vidas. Uma ação grande, que exigiu dedicação e tempo, foi a adoção das garrafinhas de água”, comenta Priscila Griner, diretora da Casa Escola.

Abrir as janelas das salas de aula, sempre que possível; diminuir o uso do ar- condicionado; destinar os resíduos orgânicos da cozinha para a composteira da escola; instalar torneiras e descargas “ecológicas” – aquelas que desligam depois de alguns minutos de uso; aproveitar as podas das árvores para cobrir o solo do viveiro de plantas são algumas das medidas que a escola adotou. Até a cantina se tornou um espaço mais sustentável, já que a escola não comercializa bebidas envasadas em latas ou em caixinhas de difícil reaproveitamento.

“Também foram introduzidos alguns recipientes de vidro na cantina para reduzir o número de descartáveis no consumo de açaí e de cuscuz. De tempo em tempo, é tomada uma nova atitude até que ela se estabeleça e logo se começa a se pensar na próxima”, acrescenta Priscila.

Segundo a diretora da Casa Escola, o primeiro passo para se tornar mais sustentável é começar a prestar atenção nas pequenas atitudes. “Começa desde o ato de se tornar mais gentil, pensar mais no coletivo, do indivíduo como parte de um todo. Outra questão importante é compreender melhor a natureza, plantar, cultivar e contemplar. Entender que nós também somos natureza. A partir dessa percepção, atitudes mais sustentáveis começam a aparecer”.

Economizando água

Todos os dias o assistente de serviços gerais Osvaldo Schelemberg vai de sala em sala recolher a água produzida pelos aparelhos de ar-condicionado. Embaixo de cada um deles, foi instalada uma canaleta que permite que essa água seja direcionada para os reservatórios da escola e, em seguida, utilizada na limpeza dos espaços e, eventualmente, na irrigação do viveiro. Ao invés de usar a água da torneira, Osvaldo utiliza a dos reservatórios e, assim, reutiliza a água que seria desperdiçada. Além disso, a escola também instalou um sistema Wi-fi que permite acompanhar as mudanças climáticas e decidir quando é hora de irrigar mais ou irrigar menos o campo de futebol.

Ecólogo e professor de Ciências Naturais da Casa Escola, José Araújo é responsável por conduzir as aulas no viveiro, onde as crianças aprendem sobre permacultura e também sobre sustentabilidade. A água que as crianças usam para lavar as mãos após as atividades no viveiro, explica José, também é reutilizada. Ao invés de ir para a rede de esgoto, ela é canalizada até a plantação.

“O caminho para se tornar sustentável é longo, mas no mundo da sustentabilidade toda ação, por menor que seja, tem sua importância”, complementa Priscila Griner, diretora da Casa Escola.

Foto: Daevylly Palomma

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Dia do Meio Ambiente: escola recebe ação que incentiva cuidados com a natureza

Dia do Meio Ambiente: escola recebe ação que incentiva cuidados com a natureza

Mascote do Natal Shopping, a elefantinha Naty, apresenta a 200 crianças espetáculo que estimula a prática de medidas simples que conscientizam sobre sustentabilidade

Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta segunda-feira (05), a mascote do Natal Shopping, a Naty, visita os alunos da Escola Municipal Professora Francisca Bezerra de Souza – localizada em Parnamirim. A partir das 9h30 a elefantinha apresenta para 200 crianças seu espetáculo Naty e a Natureza, inspirado em seu livro homônimo.

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A escola vai receber a ação por já estar utilizando o livro Naty e a Natureza nas atividades com os alunos em sala de aula. Esta é a segunda edição do projeto Naty nas Escolas, que tem como propósito visitar instituições públicas e privadas, visando estimular entre as crianças a prática de ações simples que preservem a natureza.

Escrito por Gustavo Sobral e ilustrado por Karine Costa, artistas potiguares, o livro Naty e a Natureza conta a aventura da elefantinha junto com outros animais. Eles embarcam em um passeio pelos pontos turísticos da cidade, como o Parque da Dunas, a ponte Newton Navarro e o Forte dos Reis Magos, para conscientizar sobre a importância do consumo sustentável. Lançado também em braille, promove acessibilidade às crianças com deficiência visual.

O gerente de ESG da Ancar Ivanhoe – administradora do Natal Shopping, Alexandre Sattos, vem a Natal acompanhar esta ação e conhecer outras iniciativas adotadas pelo empreendimento que visam reduzir os impactos no meio ambiente. A exemplo do “Reciclômetro”, painel de led que exibe em tempo real o volume dos resíduos reaproveitados pelo shopping ou enviados para o descarte correto.

Outra ação é o Hub da Reciclagem, onde os clientes podem descartar os resíduos produzidos em casa como papel e papelão, alumínio, vidro, plástico, lixo eletrônico, pilhas e baterias, cápsulas de café, tampinhas de plástico, lâmpadas e óleo de cozinha usado. Todo o material é destinado a cooperativas de reciclagem ou instituições que reaproveitam os resíduos.

Os que levarem resíduos sólidos – latas de alumínios, garrafas pet e outros – podem descartar na Retorna Machine atrelada ao projeto Vale Luz, do grupo Neoenergia. Assim, conquistam descontos na conta de luz ou revertem em doações para as entidades assistenciais. O aparelho fica no Espaço Coworking, no piso L2.

As sobras de alimentos deixadas nas bandejas dos clientes da praça de alimentação têm como destino a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN) para a produção de adubo orgânico. No espaço Sustentabilidade Transforma, no piso L2, os clientes podem adquirir o adubo, cujo valor arrecadado é utilizado em ações socioeducativas.

Além disso, as lâmpadas fluorescentes foram trocadas por modelos de LED; as claraboias nos corredores aproveitam a luz natural durante o dia e as torneiras têm instalado um equipamento conhecido como “arejador”, reduzindo sua vazão em 60%.

Todo o consumo de água é monitorado por um software de automação que evita desperdícios por vazamentos. E o sistema de Osmose Reversa reaproveita um volume que seria descartado no tratamento da água do poço que abastece o shopping, destinando esse volume para os mictórios dos banheiros masculinos, sanitários e irrigação de jardins.

De janeiro a maio deste ano foram gerados 212.608 Kg de resíduos, sendo reciclados 52.261 Kg, totalizando 24,58% de reciclabilidade. Já a quantidade de resíduos de alimentos processados na compostagem do shopping (in natura) chegou a 26.828 Kg.

“Temos nos dedicado com afinco para fazer a nossa parte nos cuidados com o meio ambiente, seja em iniciativas próprias ou com a parceria de instituições que nos apoiam dando o destino correto aos resíduos. Na seara da educação junto às crianças, o destaque é nossa mascote Naty, que leva até elas informações que certamente vão fazer a diferença para o futuro do nosso planeta”, pondera Felipe Furtado, superintendente do Natal Shopping.

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Serviço:

Para receber a programação do Naty nas Escolas, os gestores escolares devem entrar em contato com a equipe de marketing do Natal Shopping através do email marketing.nat@natalshopping.com.br.

Fotos: Divulgação

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Saiba o que é o marco temporal

Saiba o que é o marco temporal

PL 490 tramita na Câmara desde 2007 e impacta processos de demarcação

A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (25), o regime de urgência para tramitação de uma proposta que prevê a aplicação do marco temporal na demarcação de terras indígenas. O Projeto de Lei 490 tramita na Câmara desde 2007 e impacta diretamente nos processos de demarcação. Além disso, o projeto tem o intuito de dar ao Legislativo a palavra final sobre o tema.

“Ele traz no seu texto a tese do marco temporal que é, na verdade, um argumento defendido pelos produtores rurais no sentido de que só teria um direito às terras indígenas aquelas comunidades que estivessem na posse dos territórios na promulgação da Constituição de 88. Esse argumento despreza toda a história do Brasil e despreza a própria realidade porque nós sabemos que os indígenas foram expulsos dos territórios”, avalia a defensora pública da União Daniele Osório.

Com a aprovação do regime de urgência, o texto começou a ser analisado no plenário na Câmara nesta terça (30). Se aprovado, segue para análise do Senado e, caso também tenha o aval da Casa, continua para a sanção presidencial.

Os parlamentares buscam se antecipar ao Supremo Tribunal Federal que marcou a retomada do julgamento sobre o marco temporal para o dia 7 de junho.

“Eu acredito que toda essa urgência, todo esse trabalho que está sendo feito é uma sinalização clara para saber o que o Congresso pensa a respeito do tema para o Judiciário. O Judiciário que aqui, acolá se levanta pra discutir algumas coisas não espera. Agora eles mesmos estão trazendo à baila, um debate e um novo julgamento, querendo aumentar o território indígena”, disse o senador Zequinha Marinho (PL-PA), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária

Para a Defensoria Pública da União, entretanto, toda essa pressa não se justifica. O órgão questiona ainda a legalidade tanto do projeto quando da tese do marco temporal.

“A Defensoria Pública da União não tem dúvidas de que o projeto de lei é inconstitucional por vários motivos. Primeiro porque traz esse argumento do marco temporal que é completamente divorciado da Constituição Federal. Segundo porque ele não atende os tratados internacionais que o Brasil firmou no plano internacional e terceiro porque todo o trâmite do projeto não atendeu e não ouviu os povos indígenas”, avalia Daniele Osório.

O secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Antonio Eduardo Cerqueira de Oliveira, avalia como mais uma violência contra os povos indígenas.

“É uma insensibilidade do Poder Legislativo. Os territórios indígenas têm essa característica de proteger mais o meio ambiente, mais que qualquer unidade de conservação, eles conseguem preservar mais o ecossistema e, portanto, eles trazem um benefício maior à própria vida do ser humano, no planeta, toda biodiversidade portanto. Há que se considerar que um território indígena ele não beneficia apenas os indígenas, ele beneficia toda a população.”

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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PM atira bombas de gás contra protesto indígena e libera rodovia em SP

PM atira bombas de gás contra protesto indígena e libera rodovia em SP

Os indígenas vivem no Pico do Jaraguá, em São Paulo, e protestavam contra a votação do Projeto de Lei (PL) 490/2007

Por volta das 9h, a Polícia Militar (PM) atirou bombas de gás e jatos de água contra a manifestação de indígenas Guaranis que bloqueavam totalmente a Rodovia dos Bandeirantes, no sentido São Paulo, altura do quilômetro (km) 20, desde as 6h desta terça-feira (30). Com isso, a via foi liberada para o tráfego de veículos.

Os indígenas vivem no Pico do Jaraguá, em São Paulo, e protestavam contra a votação do Projeto de Lei (PL) 490/2007, que pretende estabelecer um marco temporal para a demarcação de terras indígenas e deve ser votado plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (30).

Para lideranças indígenas, o projeto representa grande ameaça à vida e por isso eles se dizem dispostos a lutar e resistir contra a aprovação. Ontem (29), os guaranis de São Paulo fizeram atos no Largo São Francisco, na região central da cidade, e uma grande vigília na Terra Indígena Jaraguá começou no fim da tarde. Segundo eles, novos atos devem ser realizados em todo o país para que essa lei não seja aprovada.

Retrocesso

Para a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o projeto de lei representa um retrocesso para os direitos dos povos indígenas e para a preservação dos biomas brasileiros, junto à Medida Provisória 1154, que retira a competência da demarcação de terras indígenas do Ministério dos Povos Indígenas (MPI).

A urgência sobre a votação do projeto de lei foi aprovada no dia 24 deste mês, o que acelerou a tramitação. Se aprovado pela Câmara, o texto segue para o Senado.

“O que vimos no dia 24 é uma vergonha para a política nacional. Com o PL 490 e a Medida Provisória, o Congresso quer inviabilizar as demarcações de terras indígenas. Isso é um grande retrocesso para os direitos dos povos originários e para a preservação do meio ambiente, visto que somos nós os verdadeiros guardiões dos biomas brasileiros”, disse, em nota, Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Apib.

Marco temporal

O projeto de lei que cria o chamado marco temporal estabelece que serão consideradas terras indígenas os lugares ocupados por povos tradicionais até o dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. A Carta Magna não prevê esse marco como critério, já que indígenas são povos originários que estão presentes no país muito antes da colonização europeia.

O tema também é objeto de análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que deve decidir, no próximo dia 7 de junho, se a tese do marco temporal é válida ou não.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Semana do Meio Ambiente terá drive-thru do lixo eletrônico em Natal

Semana do Meio Ambiente terá drive-thru do lixo eletrônico em Natal

A abertura será no Bosque das Mangueiras, às 8h de quinta-feira (1)

A Semana do Meio Ambiente em Natal, que acontecerá de 1º a 5 de junho, contará com o “drive-thru do Lixo Eletrônico” como uma das novidades. Com o tema “Natureza Viva, Natal Sustentável”, a campanha inclui apresentações culturais, oficinas, trilhas, mutirões de limpeza nas praias, plantio de mudas e palestras.

A abertura será no Bosque das Mangueiras, às 8h de quinta-feira (1º.jun.2023), e também haverá atividades no Parque da Cidade e online. O “Drive-thru do Lixo Eletrônico” permite à população entregar equipamentos eletrônicos sem utilidade, como computadores, impressoras, telefones e eletrodomésticos, evitando o descarte incorreto.

O primeiro dia de entrega será no estacionamento do Partage Norte Shopping, das 9h às 12h, e o último dia no estacionamento do CCAB-Sul, das 9h às 12h.

Além do drive-thru, a prefeitura disponibiliza pontos de coleta fixos durante o ano inteiro em diversos locais da cidade.

Pontos fixos

A Prefeitura do Natal também já disponibiliza coletores em alguns locais da cidade, durante o ano todo, para que a população faça o descarte correto do resíduo eletrônico também em pontos fixos. São eles: Shopping Midway Mall, Câmara Dos Vereadores De Natal, Procuradoria Do Municipio Do Natal, Shopping 10, Semtas, Rede Mais Planalto, Loja Natal Original, Partage Norte Shopping, Semurb, UNI RN, IFRN Campus Central, CCAB Sul, Praia Shopping e Parque Da Cidade

Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

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Marina Silva diz que Lula vai vetar trecho da MP da Mata Atlântica

Marina Silva diz que Lula vai vetar trecho da MP da Mata Atlântica

Texto altera regras previstas na Lei da Mata Atlântica

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse neste sábado (27) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai vetar um dispositivo da Medida Provisória 1150/22, conhecida MP da Mata Atlântica, aprovada na última quarta-feira (24) pela Câmara dos Deputados.

O texto aprovado pelos deputados federais altera a Lei da Mata Atlântica (Lei 11.428/06) para permitir o desmatamento de área onde haverá implantação de linhas de transmissão de energia elétrica, de gasoduto ou de sistemas de abastecimento público de água, sem necessidade de estudo prévio de impacto ambiental ou compensação de qualquer natureza. Dispensa ainda a captura, coleta e transporte de animais silvestres, garantida apenas sua afugentação. O texto prevê também, dentre outros pontos, que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser derrubada para fins de utilidade pública mesmo quando houver alternativa técnica ou de outro local para o empreendimento. A MP vai agora para sanção presidencial

Em vídeo postado nas redes sociais em razão do Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado hoje, Marina Silva destacou movimentos da sociedade que dão suporte à criação de medidas protetivas ao bioma. “Venho reforçar o compromisso que o presidente Lula tem assumido em vetar as emendas que atacam a Lei da Mata Atlântica”.

“Tivemos ontem uma notícia muito ruim: aquele dispositivo que dificulta sobremaneira a proteção da Mata Atlântica havia voltado. Mas, hoje, temos uma notícia boa: como da primeira vez em que esse dispositivo veio à cena, o presidente Lula novamente disse que irá vetar”, disse. “E é isso que nós precisamos: de leis que ajudem a proteger todos os biomas brasileiros. E a Mata Atlântica, que já foi tão castigada pela destruição, consegue agora se regenerar graças a leis protetivas”, completou.

Mata Atlântica

Dados da Fundação SOS Mata Atlântica revelaram nesta semana o desmatamento de mais de 20 mil hectares do bioma no período de um ano, o que equivale a 20 mil campos de futebol. Atualmente, aproximadamente 20% de cobertura vegetal original permanece preservada. A Mata Atlântica abrange 17 estados e mais de 3,4 mil municípios, onde vivem 70% dos brasileiros.

*Com informações da Agência Câmara.

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Ministro anuncia liberação de recursos para barragens e obras da transposição no RN

Ministro anuncia liberação de recursos para barragens e obras da transposição no RN

Os investimentos têm como objetivo garantir a segurança hídrica, fornecendo água tanto para o consumo humano quanto para a produção

O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, confirmou a liberação de recursos para duas importantes obras hídricas no Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito pelo Governo do Estado nesta sexta-feira (26.mai.2023).

Segundo o Executivo, serão destinados R$ 19,5 milhões para o Ramal Apodi/Mossoró da transposição do rio São Francisco e R$ 2 milhões para a recuperação da Barragem Passagem das Traíras. Além disso, foi incluída no cronograma de liberações uma verba de R$ 48,8 milhões para o Complexo Oiticica, em Jucurutu.

A governadora Fátima Bezerra (PT) destacou a relevância dessas obras para a infraestrutura e segurança hídrica do estado, ressaltando que irão beneficiar o desenvolvimento econômico e social. A Barragem Passagem das Traíras, que estava parada desde março, teve suas obras assumidas pelo DNOCS em 2020 e receberá recursos para sua conclusão. O Ramal Apodi/Mossoró é a segunda entrada de águas da transposição no estado, sendo essencial para o abastecimento de água.

A governadora também mencionou a importância de outras obras hídricas, como a Barragem de Oiticica, que está em execução com 93,27% de conclusão, e a Adutora Seridó. Esses investimentos têm como objetivo garantir a segurança hídrica, fornecendo água tanto para o consumo humano quanto para a produção. As prioridades apresentadas pela governadora ao presidente Lula no início do ano estão sendo contempladas com essas liberações de recursos.

Foto: Raiane Miranda – Assecom/RN

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Lula anuncia Belém como sede da COP30

Lula anuncia Belém como sede da COP30

Conferência deve ser realizada em novembro de 2025

A cidade de Belém será sede da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de seu perfil nas redes sociais.

“Belém do Pará foi a cidade escolhida pela ONU [Organização das Nações Unidas] para ser sede da COP30, em 2025. Será uma honra para o Brasil recebermos representantes do mundo inteiro em um estado da nossa Amazônia. Tenho certeza que o Helder Barbalho [governador do Pará] e o povo do Pará estão preparados para promover a melhor COP da história.”

Em vídeo postado no Twitter em que aparece ao lado do governador e também do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, Lula avalia a escolha da cidade para sediar a COP30 como “uma notícia extraordinária para dar ao povo do estado do Pará, para a cidade de Belém e para o Brasil”.

“Já participei de COP no Egito, em Paris, em Copenhague e o pessoal só fala da Amazônia. E eu dizia assim: ‘Por que então não fazer a COP em um estado da Amazônia pra vocês conhecerem o que é a Amazônia? Verem o que são os rios da Amazônia, as florestas da Amazônia, a fauna da Amazônia'”, completou.

A COP30 deve ser realizada em novembro de 2025. A escolha da cidade como sede do evento, de acordo com o ministro das Relações Exteriores, foi feita pela ONU no último dia 18. “Será a primeira vez que teremos uma reunião dessa magnitude sobre mudança de clima no Brasil e na cidade de Belém”.

Foto: Bruna Brandão/ MTUR

Da Agência Brasil

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Petrobras pede reconsideração para explorar Foz do Amazonas

Petrobras pede reconsideração para explorar Foz do Amazonas

Recurso foi protocolado nessa quinta-feira (25) no Ibama

A Petrobras protocolou, nessa quinta-feira (25), no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um pedido de reanálise da licença ambiental para exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas. A estatal quer que o órgão ambiental reconsidere o indeferimento da licença.

A empresa petrolífera precisa da autorização ambiental do Ibama para iniciar a perfuração do poço exploratório do bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas, a 175 quilômetros da costa do Amapá.

A exploração é uma fase do empreendimento em que a petrolífera avalia o potencial comercial do bloco, verificando se a jazida realmente existe e qual o perfil do óleo e gás existentes ali. Só então a empresa decide se começa a produzir ou não petróleo naquela área.

No pedido de concessão da licença ambiental, a Petrobras se compromete a garantir 12 embarcações, sendo duas delas a serem mantidas de prontidão ao lado da sonda para fazer o recolhimento imediato do óleo eventualmente vazado.

Também são compromissos da empresa manter cinco aeronaves para monitoramento, transporte e resgate, além de 100 profissionais especializados na proteção de animais, estrutura nacional para proteção da costa, articulação com países da região, sistemas avançados de contenção de óleo, sistema de bloqueio de vazamentos de poços (Capping), estrutura dedicada de coordenação e resposta a emergências e tratamento de animais em caso de vazamento.

O atendimento à fauna em eventuais desastres seria feito por duas bases: uma existente em Belém e outra no Oiapoque (AP), que será ampliada.

“Trata-se de uma atividade temporária, de baixo risco, com duração aproximada de cinco meses. Somente após a perfuração desse poço, se confirmará o potencial do bloco, a existência e o perfil de eventual jazida de petróleo”, informa a Petrobras em nota.

Segundo a empresa, a efetiva produção de petróleo e gás na região dependerá de novo procedimento de licenciamento ambiental, com estudos e projetos ambientais mais detalhados.

“A estrutura de resposta a emergência apresentada pela Petrobras neste projeto é a maior dimensionada pela empresa no país, maior inclusive do que as existentes nas bacias de Campos e Santos”, diz a nota da empresa.

O presidente da companhia, Jean Paul Prates, afirmou que o “processo foi conduzido com a máxima diligência pelas equipes de sustentabilidade e meio ambiente da Petrobras, que trabalha desde quando assumiu a concessão da ANP [Agência Nacional de Petróleo] para executar todas as etapas do programa exploratório da concessão federal do bloco FZA-M-59”.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Natal Shopping instala Reciclômetro para medir volume de resíduos reutilizados

Natal Shopping instala Reciclômetro para medir volume de resíduos reutilizados

Painel instalado na Praça de Alimentação aponta que, até o mês de abril, 52 toneladas de resíduos foram reciclados com ajuda do empreendimento

Em mais uma ação de comprometimento com a sustentabilidade, o Natal Shopping instalou em sua Praça de Alimentação um “Reciclômetro”, dispositivo que acompanha em tempo real o volume de resíduos que foram reaproveitados ou enviados para o descarte correto com apoio do empreendimento. Neste dia 17 de maio, quando é celebrado o Dia da Reciclagem, o NAT reforça seu envolvimento permanente nas causas de preservação ambiental, sempre com o objetivo de incentivar a população a adotar práticas sustentáveis.

Conforme dados do Sindicato das Indústrias de Reciclagem e Descartáveis do Estado do Rio Grande do Norte (SindRecicla-RN), na última década a indústria da reciclagem e de descartáveis do Rio Grande do Norte cresceu mais de 300%. No entanto, atualmente, apenas 18% do lixo produzido localmente é reaproveitado.

Também na Praça de Alimentação do Natal Shopping, os clientes têm à sua disposição um Hub da Reciclagem, onde os resíduos produzidos em casa como papel e papelão, alumínio, vidro, plástico, lixo eletrônico, pilhas e baterias, cápsulas de café, tampinhas de plástico e até lâmpadas e óleo de cozinha usado podem ser entregues para o descarte correto.

Todo o material é destinado a cooperativas de reciclagem ou instituições que reaproveitam os resíduos: o óleo de cozinha é destinado para uma Organização Não Governamental onde o material é usado para produção de sabão; e a cada 150 kg de tampinhas plásticas arrecadadas, uma cadeira de rodas é doada a uma instituição social, por exemplo.

Além disso, o shopping também abriga uma Retorna Machine atrelada ao projeto Vale Luz, do grupo Neoenergia, onde os clientes podem depositar seus resíduos sólidos – latas de alumínios, garrafas pet e outros – em troca de pontos que podem ser resgatados como descontos na conta de energia elétrica ou revertidos em doações para as entidades assistenciais. O aparelho fica no Espaço Coworking, no piso L2.

No NAT, ainda acontece uma ação em parceria com a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN) para a reutilização das sobras de alimentos deixadas nas bandejas dos clientes da praça de alimentação. Esse material orgânico é separado na central de bandejas e transportado para a sede da instituição, onde é transformado em adubo antes de retornar para as prateleiras do shopping, no espaço Sustentabilidade Transforma, no piso L2, completando o ciclo de atividade sustentável. Com o valor arrecadado, ações socioeducativas são beneficiadas.

Felipe Furtado, superintendente do empreendimento, reforça que essas iniciativas são prioridade para a governança do Natal Shopping e sua administradora, a Ancar Ivanhoe. “Em 2022, foram 89 toneladas de resíduos destinados para cooperativas de reciclagem ou locais de descarte adequado e, para este ano, queremos aumentar esse volume. Até o mês de abril, já registramos 52 toneladas com esse destino, o que nos dá uma taxa de reciclabilidade de quase 25%, um número muito satisfatório para o ritmo que queremos manter”, afirma.

Outras iniciativas sustentáveis

Além da reciclagem, no Natal Shopping outras iniciativas foram adotadas para diminuir o impacto ambiental do empreendimento, como a substituição de lâmpadas fluorescentes por modelos de LED; a adoção de clarabóias nos corredores para aproveitar a luz natural durante o dia e até estratégias tecnológicas, como um software de automação responsável por monitorar o consumo de água em toda a estrutura para evitar desperdícios por vazamentos.

Outra estratégia para preservar água é o sistema de Osmose Reversa que reaproveita um volume que seria descartado no tratamento da água do poço que abastece o shopping e destina esse volume para os mictórios dos banheiros masculinos, sanitários e irrigação de jardins.

As torneiras do empreendimento também têm instalado um equipamento conhecido como “arejador”: a peça redistribui a saída d’água reduzindo sua vazão, o que diminui o fluxo, mas mantém a sensação de volume na lavagem das mãos. Com isso, até 60% do volume utilizado nas torneiras consegue ser economizado.

Educação ambiental para os pequenos

E educar as próximas gerações também é um dos compromissos do shopping relacionados ao cuidado com o meio ambiente. Com a ajuda da mascote Naty, uma elefantinha muito engajada, o shopping dialoga com o público infantil em ações nas escolas públicas do seu entorno, com apresentação da peça Naty e a Natureza e distribuição do livro homônimo.

“Sabemos que tudo que a gente faz atualmente precisa continuar no futuro, então com a ajuda da Naty conseguimos apresentar o tema da educação ambiental para crianças pequenas, que muitas vezes, levam esse assunto pra casa, conversam com os pais e assim, um passo de cada vez, conseguimos ajudar a construir um futuro diferente”, explica Diana Petta, gerente de marketing do shopping.

Para receber a programação do Naty nas Escolas, os gestores escolares devem entrar em contato com a equipe de marketing do Natal Shopping através do email marketing.nat@natalshopping.com.br.

Foto: Divulgação

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Rei Charles III pede a Lula que Brasil cuide da Floresta Amazônica

Rei Charles III pede a Lula que Brasil cuide da Floresta Amazônica

Declaração foi dada após cerimônia de coroação neste sábado (6)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (6), durante conversa com a imprensa, em Londres, que ouviu do rei Charles III, coroado nesta manhã, um pedido para que o Brasil cuide da Floresta Amazônica.

“A primeira coisa que o rei falou pra mim foi para eu cuidar da Amazônia”, afirmou Lula. “E eu falei: ‘eu preciso de ajuda, não é só a nossa vontade. Eu preciso de ajuda e de muitos recursos'”, completou.

Na última sexta-feira (5), o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, anunciou que o país investirá no Fundo Amazônia. O valor será de 80 milhões de libras, cerca de R$ 500 milhões. O premiê afirmou que a entrada do Reino Unido no fundo é um reconhecimento ao trabalho e à liderança do presidente Lula no tema da preservação ambiental.

Durante conversa com a imprensa neste sábado, Lula afirmou ainda que convidou Sunak a visitar o Brasil nos próximos meses.

O presidente afirmou que, em agosto, haverá o primeiro encontro de líderes de países amazônicos da América do Sul. O intuito, segundo ele, é discutir uma agenda comum de preservação da floresta.

“É preciso que a gente tome uma decisão comum. Porque não adianta o Brasil preservar só a nossa, que nós vamos preservar. Nós vamos cumprir a promessa que fizemos de acabar com o desmatamento até 2030. Isso é uma questão de honra”, disse Lula.

Foto: Ian Jones/Buckingham Palace

Da Agência Brasil

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Barragem de Pau dos Ferros sangra após 14 anos

Barragem de Pau dos Ferros sangra após 14 anos

O reservatório tem capacidade para 54,8 milhões de metros cúbicos de água e havia chegado a 96% de sua capacidade total

Após 14 anos sem atingir sua capacidade total, a barragem de Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte, sangrou na noite de quinta-feira (4.mai.2023). O reservatório tem capacidade para 54,8 milhões de metros cúbicos de água e havia chegado a 96% de sua capacidade total, segundo o Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn).

A população local comemorou a cheia e a expectativa pela sangria foi atendida. Com isso, já são 15 reservatórios que sangraram este ano no estado.

Foto: Raffael Nunes/Cedida/Igarn

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Câmara impõe primeira derrota a Lula e derruba parte de decretos sobre saneamento

Câmara impõe primeira derrota a Lula e derruba parte de decretos sobre saneamento

O projeto recebeu 295 votos a favor e 136 contra

O governo Lula sofreu, nesta quarta-feira (3.mai.2023) sua primeira grande derrota no Congresso, com a aprovação pela Câmara dos Deputados de um projeto que derruba parte dos decretos que alteram as regras de saneamento. O projeto recebeu 295 votos a favor e 136 contra.

O projeto foi relatado pelo deputado Alex Manente (Cidadania-SP) e segue agora para votação no Senado. As normas atingidas deram sobrevida à operação das estatais de saneamento. A derrota do governo acontece em um contexto maior de preocupação para Lula, que tem enfrentado reclamações da articulação do governo com o Congresso.

Em abril, o presidente Lula assinou dois decretos que modificam o Marco Legal do Saneamento, que prevê aumentar a concorrência e melhorar a qualidade da infraestrutura. Os decretos abrem caminho para que estatais estaduais continuem operando serviços de água e esgoto sem licitação.

O marco também determina a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033, com fornecimento de água para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90%.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Ilustração

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Bahia tem 27 municípios atingidos pelas chuvas

Bahia tem 27 municípios atingidos pelas chuvas

Seis cidades decretaram situação de emergência

O governo da Bahia informou que pelo menos 27 cidades foram atingidas pelas fortes chuvas registradas nos últimos dias. Dessas, seis já decretaram situação de emergência: Santa Cruz Cabrália, Ilhéus, Belmonte, Itapebi, Porto Seguro e Caraíbas.

Os demais municípios são: Anagé, Canavieiras, Caraíbas, Caravelas, Eunápolis, Guaratinga, Ibirapuã, Itabela, Itabuna, Itagimirim, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas, Vereda e Vitória da Conquista.

Dados mais recentes contabilizam, em todo o estado, 75 pessoas desabrigadas, 7.591 pessoas desalojadas e 9.348 pessoas afetadas em decorrência dos efeitos diretos dos temporais, registrados desde o dia 21 deste mês.

A Secretaria de Infraestrutura da Bahia informou que duas ocorrências seguem em atenção nas rodovias do estado. O rompimento de um bueiro na BA-283, entre Itabela e Guaratinga, deixou o trecho em meia pista. Outro bueiro rompido, na BA-001, entre Belmonte e Santa Cruz Cabrália, causou a formação de uma cratera e o tráfego de veículos passou a ser feito somente em metade da pista.

Recursos

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil Nacional, liberou o repasse de R$ 3,9 milhões para atender população atingida nos municípios de Santa Cruz Cabrália e Ilhéus. Os recursos serão repassados aos municípios em breve. De acordo com a pasta, Santa Cruz de Cabrália irá receber R$ 2,32 milhões e Ilhéus, R$ 1,59 milhão. “O montante para cada município leva em consideração os valores solicitados pelas prefeituras nos planos de trabalho enviados ao MIDR”, informa o ministério.

Fotos: Rafael Martins/GOVBA

Da Agência Brasil

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Reservas hídricas do RN chegam a 63% da sua capacidade total

Reservas hídricas do RN chegam a 63% da sua capacidade total

Atualmente, 11 reservatórios monitorados pelo Igarn, com capacidade superior a 05 milhões de metros cúbicos, permanecem com 100% da sua capacidade

Os últimos dados do Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do Estado, divulgado, nesta quinta-feira (27), pelo Governo do RN, através do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), indicam as reservas hídricas superficiais totais do estado já somam 2,709 bilhões de metros cúbicos, percentualmente, 63,01% da sua capacidade total, que é de 4,36 bilhões de m³.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula 1,605 bilhões de m³, correspondentes a 67,67% da sua capacidade total, que é de 2,373 bilhões de m³.

A barragem Santa Cruz do Apodi, segundo maior manancial do RN, acumula 378,20 milhões de m³, equivalentes a 63,06% da sua capacidade total, que é de 599,71 milhões de m³.

O açude público de Marcelino Vieira acumula 10,65 milhões de m³, percentualmente, 95,09% da sua capacidade total, que é de 11,20 milhões de metros cúbicos.

Atualmente, 11 reservatórios monitorados pelo Igarn, com capacidade superior a 05 milhões de metros cúbicos, permanecem com 100% da sua capacidade: Umari, localizado em Upanema; Mendubim, em Assú; Pataxó, em Ipanguaçu; o açude público de Riacho da Cruz; Flechas, em José da Penha; Santo Antônio de Caraúbas, em Caraúbas; Passagem, em Rodolfo Fernandes; Beldroega, em Paraú; Apanha Peixe, em Caraúbas; e os açudes públicos de Pilões e Encanto.

Outros 04 mananciais, além do já citado, açude público de Marcelino Vieira, permanecem com volumes superiores a 90% da sua capacidade: Rodeador, em Umarizal, com 99,63%; Morcego, em Campo Grande, com 99,40%; Malhada Vermelha, em Severiano Melo, com 98,67%; e Santa Cruz do Trairi, com 96,51%.

Alguns mananciais ainda estão com baixas reservas hídricas. O açude Boqueirão de Parelhas acumula 9,07 milhões de metros cúbicos, percentualmente, 10,70% da sua capacidade total, que é de 84,79% milhões de m³.

O açude Dourado, localizado em Currais Novos, está com 1,51 milhão de m³, percentualmente, 14,63% da sua capacidade total, que é de 10,32 milhões de m³.

A barragem Gargalheiras, localizada em Acari, acumula 2,30 milhões de m³, equivalentes a 5,18% da sua capacidade total, que é de 44,42 milhões de m³.

Foto: Divulgação Igarn

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Fetronor participa do 2º Encontro Técnico Regional do Programa Despoluir

Fetronor participa do 2º Encontro Técnico Regional do Programa Despoluir

Encontro é realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT)

A equipe do Despoluir da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste – FETRONOR está em Fortaleza participando do 2º Encontro Técnico Regional do Programa Despoluir. O evento teve início na quinta-feira (27) e segue até hoje (sexta, 28).

Realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e promovido pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Ceará, Piauí e Maranhão (Fetrans-CE), o evento visa capacitar as equipes técnicas das federações de transportes da região Nordeste em Avaliação Veicular Ambiental e Avaliação da Qualidade do Diesel.

O primeiro dia de atividades, realizado na quinta-feira (27), contou com reciclagem prática e teórica das avaliações veiculares e avaliação da qualidade do diesel, e foram realizadas na empresa de transportes Vega S.A, parceira do Despoluir.

Já nesta sexta (28), acontece a excursão até a área portuária do Pecém para visita ao centro de pesquisa envolvido na produção da primeira molécula de hidrogênio verde (H2 verde) – combustível produzido a partir de fonte de energia renovável. À tarde, no auditório da Fetrans, ocorre a apresentação da Série CNT Energia no Transporte: Hidrogênio Renovável.

Além da Fetronor, participam da programação integrantes da Fetrabase (BA), Fetracan (PE) e Fetralse (SE), além de representantes dos setores do transporte e do meio ambiente. O evento ocorre na sede do SEST SENAT em Fortaleza e encerra no fim da tarde de hoje.

Foto: Divulgação

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Previsão: Chuvas com volumes de normal a abaixo do normal no RN no próximo trimestre de 2023

Previsão: Chuvas com volumes de normal a abaixo do normal no RN no próximo trimestre de 2023

As análises do Sistema de Monitoramento registram a tendência de transição térmica nas águas do oceano Pacífico Tropical, saindo do fenômeno La Ñina

A tendência de ocorrência de chuvas para o próximo trimestre de 2023 (maio, junho e julho) é de volumes de chuva de normal a abaixo do normal no Rio Grande do Norte. O acumulado máximo no estado no período não deve ultrapassar 283,6mm Esse é o resultado da Reunião de Divulgação da Previsão Climática Sazonal, coordenada pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC/INPE. ocorrida na tarde da última terça-feira(25) e contou com a participação de meteorologistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) e de centros de pesquisa meteorológica do Nordeste.

As análises do Sistema de Monitoramento registram a tendência de transição térmica nas águas do oceano Pacífico Tropical, saindo do fenômeno La Ñina (águas superficiais mais frias do que o normal), e já entrando no fenômeno de EL Niño (águas mais aquecidas do que o normal). “Essa mudança térmica na superfície do Oceano Pacífico ainda não condicionou uma mudança na circulação geral da atmosfera, mas os modelos matemáticos que projetam o comportamento do Oceano Pacífico indicam um estabelecimento completo do Fenômeno El Niño nos próximos meses, podendo influenciar numa diminuição da ocorrência das chuvas entre a segunda quinzena de maio e a primeira quinzena de junho de 2023, tanto no interior como no litoral do Estado”, explicou o chefe da unidade instrumental de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot.

A associação entre o aquecimento das águas acima do normal do Pacífico e o aquecimento maior das águas do Atlântico Norte em relação às do Atlântico Sul é outro fator que indica a diminuição de chuvas no próximo trimestre. “Esse cenário implicará numa diminuição das chuvas entre os meses de maio e junho de 2023 no Estado do Rio Grande do Norte. Para o período entre a segunda quinzena de junho e o mês de julho de 2023, as condições do Oceano Atlântico Sul deverão predominar e normalizar a ocorrência de chuvas nos setores Leste e Agreste do Estado”, disse Bristot.

Previsão final de semana

A previsão é de chuvas para o último final de semana do mês de abril no RN. De acordo com o Sistema de Monitoramento a previsão é de ocorrência de chuvas em todas as regiões do Estado. “As chuvas do final de semana não devem causar transtornos para população mas são bem-vindas para o sertanejo”, comentou o meteorologista.

Os Sistema de Monitoramento da Emparn pode ser acessado por meio dos seguintes endereços eletrônicos: emparn.rn.gov.br, aba Meteorologia ou meteorologia.emparn.rn.gov.br.

Chuva Máxima (mm) esperada para o período de maio a julho de 2023

Região Oeste

Maio 101,4mm
Junho 46,5mm
Julho 27,4mm
Acumulado 175,2mm

Região Central

Maio 71,5mm
Junho 34,7mm
Julho 26,9mm
Acumulado 133,1mm

Região Agreste

Maio 91,0mm
Junho 93,8mm
Julho 81,7mm
Acumulado 266,4mm

Região Leste

Maio 171,1mm
Junho 211,8mm
Julho 176,8mm
Acumulado 559,7mm

Estado

Maio 108,7mm
Junho 96,7mm
Julho 78,2mm
Acumulado 283,6mm

Foto: Assecom/Arquivo/Elisa Elsie

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Natal Shopping ganha certificado por reduzir emissão de CO2e

Natal Shopping ganha certificado por reduzir emissão de CO2e

Certificado de Energia Renovável 2022 é concedido para empresas que contribuem para a redução de gases do efeito estufa através do uso de energias renováveis

Através da utilização de energias renováveis e boas práticas ambientais em 2022, o Natal Shopping conseguiu evitar a emissão de 447,102 toneladas de gases de efeito estufa no ano passado. Graças a esse feito, o empreendimento recebeu neste mês o Certificado de Energia Renovável 2022, da Simple Singular Energy, por contribuir com o meio ambiente e garantir uma cadeia produtiva mais sustentável.

O certificado é concedido para empresas que contribuem para a redução de gases do efeito estufa através da contratação de energia renovável – como energia solar, eólica e hidrelétrica – ajudando a reduzir a pegada de carbono, volume total de gases de efeito estufa gerado em atividades econômicas e sociais. A metodologia utilizada para a criação do certificado é baseada no Programa Brasileiro GHG Protocol, que calcula a quantidade de emissões evitadas tendo como referência a energia consumida ao longo de 2022.

Além de investir na contratação de energia limpa, o Natal Shopping também mantém um programa de eficiência energética que inclui a otimização do uso de energia por meio da troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas LED, a instalação de sensores de presença nos banheiros e áreas comuns, e a substituição de equipamentos antigos por outros mais modernos e de alta competência, o que são “práticas muito importantes para redução da emissão de carbono”, conforme aponta Felipe Furtado, superintendente do empreendimento.

Natal Shopping ganha certificado por reduzir emissao de CO2e 1

As estratégias para tornar o shopping mais sustentável também incluem a instalação de claraboias que permitem a entrada de luz do sol nos corredores e estacionamento de motos, diminuindo a utilização de luzes artificiais; a reutilização da água descartada pelos aparelhos de ar-condicionado e a instalação de torneiras e descargas com baixo consumo capazes de economizar até 40% do volume de água nos banheiros.

Todas essas medidas, segundo Furtado, demonstram que “a governança da Ancar Ivanhoe, administradora do empreendimento, e do Natal Shopping seguem atentas para entender como podem melhorar para reduzir o impacto ao meio ambiente no entorno do empreendimento, buscando entender o que nos espera no futuro e se preparando para ele”.

Responsável por manter as temperaturas médias globais, o efeito estufa é um fenômeno natural importante para a existência de vida na Terra. A elevação da produção de gases de efeito estufa, porém, pode aumentar as temperaturas do planeta e provocar alterações climáticas, por isso vários órgãos internacionais, governos e instituições públicas e privadas têm se comprometido em evitar ou reduzir a emissão de gases de efeito estufa, também conhecidos como CO2 equivalente (CO2e).

Hub de Reciclagem e outras iniciativas

O Natal Shopping também desenvolve outras ações de responsabilidade social e ambiental. O Hub de Reciclagem, localizado na Praça de Alimentação, é um exemplo disso. O espaço é destinado ao descarte de óleo de cozinha, latinhas, plástico, resíduos eletrônicos, pilhas e baterias, tampinhas de garrafa, lâmpadas, papelão e cápsulas de café. Lá, os clientes podem descartar corretamente os resíduos produzidos em suas residências. Tudo é direcionado para Organizações Não Governamentais (ONG’s) e instituições parceiras do shopping que reutilizam e reciclam o material.

Até as bitucas de cigarro descartadas nas bituqueiras do shopping são encaminhadas para o destino correto. Coletadas pelo shopping, elas são transformadas em papel reciclado pela fábrica Votorantim, através de uma tecnologia desenvolvida pela Universidade de Brasília (UNB).

Outra iniciativa é o espaço Sustentabilidade Transforma, localizado no piso L2, ao lado da C&A, onde os clientes podem adquirir adubo produzido a partir do reaproveitamento dos resíduos orgânicos deixados pelos clientes nas bandejas da praça de alimentação. A iniciativa conta com a parceria da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN), em Macaíba.

O que em outros locais é enviado para aterros sanitários, no Natal Shopping vira matéria prima e retorna ao consumo. Para adquirir o adubo orgânico, é necessário ir até o espaço Sustentabilidade Transforma, pegar o produto, ir até o totem de autoatendimento na loja e depositar o valor referente à compra na caixinha disponibilizada para este fim.

Foto: Divulgação

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Jacaré é flagrado 'caminhando' próximo a Lagoa de Extremoz

Jacaré é flagrado ‘caminhando’ próximo a Lagoa de Extremoz

O Batalhão de Policiamento Ambiental não foi acionado para resgatá-lo

Um jacaré foi visto caminhando próximo à Lagoa de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal, durante o final de semana. O animal estava em seu habitat natural e não oferecia perigo às pessoas que estavam nas proximidades. O Batalhão de Policiamento Ambiental não foi acionado para resgatá-lo.

Durante o dia, a Lagoa de Extremoz é uma atração turística popular na região, mas o jacaré foi flagrado durante a noite. Também neste fim de semana, policiais ambientais resgataram uma jiboia na mesma cidade, devolvendo-a ao seu habitat natural após a captura.

A orientação é não interagir com animais silvestres e não maltratá-los. Caso seja necessário, o Batalhão de Policiamento Ambiental deve ser acionado para garantir a segurança da população

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Grande Natal tem três trechos impróprios para banho

Grande Natal tem três trechos impróprios para banho

No total, foram analisados 33 trechos e 30 foram considerados próprios para banho em diferentes municípios costeiros

O Rio Grande do Norte tem três trechos de praia impróprios para banho, de acordo com o 20º Boletim da Balneabilidade das praias do Estado. As informações foram emitidas na última quinta-feira (20.abr.2023).

Os pontos são a Praça da Jangada em Areia Preta e Rio Potengi na Redinha, em Natal, e a Foz do Rio Pirangi em Nísia Floresta. No total, foram analisados 33 trechos e 30 foram considerados próprios para banho em diferentes municípios costeiros.

A avaliação se baseia nas normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) sobre a quantidade de coliformes termotolerantes nas águas.

O estudo é realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), em parceria com o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (FUNCERN), como parte do Programa Água Azul.

Foto: ASCOM/IDEMA

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Mossoró: famílias deixam casas e se alojam em abrigo da prefeitura por causa de cheia do rio

A Defesa Civil e caminhões foram utilizados para retirar móveis e eletrodomésticos

Famílias deixam suas casas e procuram abrigo na escola de artes da cidade de Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, devido à cheia do Rio Mossoró. Pelo menos cinco famílias foram afetadas e precisaram deixar suas residências. Algumas pessoas ainda resistem em sair, com medo de que a água do rio leve seus pertences embora.

O nível do rio vem aumentando nas últimas semanas devido às chuvas intensas na região. A água já invadiu ruas próximas a uma barragem no centro da cidade. Na tarde desta terça-feira (11.abr.2023), alguns moradores da rua Flávio de Oliveira, no bairro Alto da Conceição, também precisaram deixar suas casas.

As cinco famílias afetadas estão alojadas na Escola de Artes, onde recebem assistência de assistentes sociais e alimentação. Elas precisaram levar seus pertences pessoais, móveis e eletrodomésticos para o abrigo.

De acordo com a Secretaria de Assistência Social, o trabalho de retirada dos moradores ribeirinhos começou antes mesmo de a água atingir algumas casas. A Defesa Civil e caminhões foram utilizados para retirar móveis e eletrodomésticos.

Foto: Pedro Hugo/Inter TV Costa Branca

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Barragem de Umari volta a sangrar após 14 anos

Barragem de Umari volta a sangrar após 14 anos

A capacidade total do reservatório é de 292.813.650 m³ de água

A Barragem de Umari, em Upanema, na região Oeste do RN, terceiro maior reservatório de água do estado, voltou a sangrar após 14 anos, registrando sua segunda sangria desde sua conclusão em 2002. A capacidade total do reservatório é de 292.813.650 m³ de água.

A prefeitura de Upanema discutiu um plano de ação com a Defesa Civil do Estado para prevenir danos causados pela água do reservatório, que estava sendo aguardada com expectativa pela população local.

Atualmente, o RN possui 17 reservatórios com mais de 80% de capacidade de armazenamento, sendo a Barragem de Umari a terceira a sangrar recentemente.

A maior barragem do estado, Armando Ribeiro Gonçalves, está com 62,15% de sua capacidade total de 2,37 bilhões de m³, e os reservatórios potiguares, em média, estão com 58% de capacidade de água, o maior percentual para o mesmo período do ano desde 2020.

Foto: Renato Medeiros

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Trecho de rodovia em Caraúbas se rompe após chuvas

Trecho de rodovia em Caraúbas se rompe após chuvas

As imagens que circularam nas redes sociais e veículos de comunicação mostram a gravidade da situação

Parte da RN-117, rodovia que liga as cidades de Caraúbas a Olho d’água do Borges, localizada na região Oeste do estado do Rio Grande do Norte, sofreu danos significativos após uma forte chuva que caiu na região na noite de sábado (8.abr.2023). Um trecho da rodovia, que passa sobre uma pequena ponte, se rompeu devido à intensidade das águas, causando transtornos para a comunidade.

As imagens que circularam nas redes sociais e veículos de comunicação mostram a gravidade da situação, com o trecho da rodovia completamente destruído, com buracos e rachaduras, e o intenso fluxo de águas passando sobre a ponte danificada. Os moradores da região relataram que a chuva foi intensa e durou várias horas, causando um aumento repentino no volume de água nos rios e riachos próximos.

A ponte que estava localizada na rodovia não suportou a carga das águas e acabou cedendo, se rompendo parcialmente. O trecho da rodovia é uma importante via de acesso para as duas cidades, sendo utilizada por moradores e comerciantes que se deslocam entre as localidades.

O Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RN), divulgou nota, afirmando que deslocou equipe técnica ao local. Além disso, o órgão destacou que monitora outro trecho da da RN-117 entre Dix-sept Rosado a Caraúbas.

NOTA

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RN) deslocou equipe técnica ao trecho da RN-117, que interliga os municípios de Caraúbas e Olho-d’Água do Borges, que foi danificado em função das chuvas na região. Parte da rodovia foi destruída, seccionando a estrada, e impedindo o deslocamento entre as duas cidades através deste acesso. Um outro trecho da mesma rodovia, entre Governador Dix-sept Rosado a Caraúbas está sob monitoramento em função do alagamento de trechos da pista, possivelmente após transbordamento de açudes na região.

Além dos técnicos do DER-RN, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil acionou as coordenadorias municipais até que as equipes do estado cheguem ao local. O objetivo é verificar a dimensão do problema e, havendo necessidade de atendimento a eventuais famílias afetadas, que essa assistência chegue o mais breve possível. As informações preliminares é que não há vítimas. Trecho entre Governador Dix-sept Rosado a Caraúbas também será verificado.

O DER-RN vai verificar quais intervenções serão necessárias para restabelecer o tráfego, de forma segura, pela rodovia RN-117. O serviço será iniciado tão logo o nível da água baixar. As equipes dos distritos de Mossoró e Pau dos Ferros estão indo ao local para sinalizar os dois lados da rodovia.

O diretor de obras e operações do DER, o engenheiro Jairo Frutuoso coordena a equipe. Por orientação da governadora Fátima Bezerra, todos os esforços devem ser mobilizados em sintonia com as prefeituras para que os serviços e assistência sejam garantidos às populações.

Foto: Reprodução

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Desmatamento na Amazônia e Cerrado atinge níveis preocupantes em 2023

Desmatamento na Amazônia e Cerrado atinge níveis preocupantes em 2023

As informações foram publicadas neste sábado (8) pelo Estadão

O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu níveis preocupantes no primeiro trimestre de 2023, de acordo com o sistema de alertas do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As informações foram publicadas neste sábado (8.abr.2023) pelo Estadão.

Na Amazônia, foram desmatados 844,7 km² no período, sendo que em março foram registrados 357,68 km² de desmatamento. No Cerrado, houve um recorde de devastação, com 1.357,38 km² perdidos entre janeiro e março deste ano, com um aumento de 99% em fevereiro em comparação com o ano anterior.

A falta de estrutura do Ibama, com menos de 350 agentes para fiscalizar todo o Brasil, tem sido apontada como um dos desafios para conter o desmatamento.

Em fevereiro, o novo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que a meta do governo é reduzir pela metade o índice de desmatamento em relação ao ano anterior. Ele destacou que o Ibama voltou a atuar após anos de paralisação, mas a estrutura do órgão ainda precisa ser recuperada, já que atualmente conta com menos de 350 agentes para fiscalizar todo o país, em comparação com os 2 mil fiscais que já chegou a ter em campo.

Mesmo com a expectativa de redução do desmatamento em março devido às chuvas, os dados indicam um aumento crescente do desmatamento na Amazônia em 2023.

Foto: Andre Borges/Agência Brasília

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Inmet emite alerta de fortes chuvas no RN

Inmet emite alerta de fortes chuvas no RN

Órgão emitiu recomendações para a população do Estado

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta terça-feira (4.abr.2023) três alertas de chuvas para o estado do Rio Grande do Norte. Os avisos estão em vigor até a manhã da quarta-feira (5.abr).

O alerta laranja, o mais grave, é direcionado à Região Oeste do estado, enquanto os outros dois alertas amarelos são para as regiões Leste, Agreste, Central e Oeste.

De acordo com o Inmet, o alerta amarelo prevê chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h. Segundo o órgão, há baixo risco de cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas durante esse tipo de chuva.

Já o alerta laranja prevê chuvas entre 30 e 60 mm/h e de até 100 mm/dia. Nesse tipo de chuva, o órgão informa que há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

O Inmet recomenda que a população evite enfrentar o mau tempo e observe alterações nas encostas. Se possível, é importante desligar aparelhos elétricos do quadro de energia e, em caso de inundação, proteger os objetos da água envoltos em sacos plásticos. Em caso de urgência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199).

Ainda segundo o órgão, é importante manter-se atualizado com as informações meteorológicas e seguir as orientações das autoridades competentes durante períodos de chuva intensa.

Municípios com alerta Laranja

Água Nova
Alexandria
Almino Afonso
Antônio Martins
Apodi
Coronel João Pessoa
Doutor Severiano
Encanto
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Itaú
João Dias
José da Penha
Lucrécia
Luís Gomes
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Paraná
Pau dos Ferros
Pilões
Portalegre
Rafael Fernandes
Riacho da Cruz
Riacho de Santana
Rodolfo Fernandes
São Francisco do Oeste
São Miguel
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Taboleiro Grande
Tenente Ananias
Umarizal
Venha-Ver
Viçosa

Municípios com alerta Amarelo

Acari
Açu
Afonso Bezerra
Almino Afonso
Alto do Rodrigues
Angicos
Apodi
Areia Branca
Augusto Severo
Arês
Baía Formosa
Baraúna
Barcelona
Bento Fernandes
Bodó
Bom Jesus
Brejinho
Caiçara do Norte
Caiçara do Rio do Vento
Caicó
Campo Redondo
Canguaretama
Caraúbas
Carnaúba dos Dantas
Carnaubais
Ceará-Mirim
Cerro Corá
Coronel Ezequiel
Cruzeta
Currais Novos
Equador
Espírito Santo
Extremoz
Felipe Guerra
Fernando Pedroza
Florânia
Galinhos
Goianinha
Governador Dix-Sept Rosado
Grossos
Guamaré
Ielmo Marinho
Ipanguaçu
Ipueira
Itajá
Itaú
Jaçanã
Jandaíra
Janduís
Januário Cicco
Japi
Jardim de Angicos
Jardim de Piranhas
Jardim do Seridó
João Câmara
Jucurutu
Jundiá
Lagoa d’Anta
Lagoa de Pedras
Lagoa de Velhos
Lagoa Nova
Lagoa Salgada
Lajes
Lajes Pintadas
Macaíba
Macau
Maxaranguape
Messias Targino
Monte das Gameleiras
Montanhas
Monte Alegre
Mossoró
Natal
Nísia Floresta
Nova Cruz
Olho d’Água do Borges
Ouro Branco
Paraú
Parazinho
Parelhas
Parnamirim
Passa e Fica
Passagem
Patu
Pedra Grande
Pedra Preta
Pedro Avelino
Pedro Velho
Pendências
Poço Branco
Porto do Mangue
Pureza
Rafael Godeiro
Riacho da Cruz
Riachuelo
Rodolfo Fernandes
Ruy Barbosa
Santa Cruz
Santa Maria
Santana do Matos
Santana do Seridó
Santo Antônio
São Bento do Norte
São Bento do Trairí
São Fernando
São Gonçalo do Amarante
São João do Sabugi
São José de Mipibu
São José do Campestre
São José do Seridó
São Miguel do Gostoso
São Paulo do Potengi
São Pedro
São Rafael
São Tomé
São Vicente
Senador Elói de Souza
Senador Georgino Avelino
Serra Caiada
Serra de São Bento
Serra do Mel
Serra Negra do Norte
Serrinha
Severiano Melo
Sítio Novo
Taboleiro Grande
Tangará
Taipu
Tenente Laurentino Cruz
Tibau
Timbaúba dos Batistas
Tibau do Sul
Touros
Triunfo Potiguar
Umarizal
Upanema
Várzea
Vera Cruz
Vila Flor

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Chuva causa alagamentos em casas e ruas de Jucurutu

Chuva causa alagamentos em casas e ruas de Jucurutu

Um dos bairros mais afetados foi Vila Santa Isabel, onde a Travessa das Orquídeas foi invadida pela água da chuva

Fortes chuvas atingiram a cidade de Jucurutu, na região Seridó do Rio Grande do Norte, na tarde desta segunda-feira (3.abr.2023), causando alagamentos em diversas áreas do município. Segundo moradores, a chuva começou por volta das 13h30 e durou cerca de 30 minutos, acumulando 58 milímetros. As informações são da Defesa Civil do município.

Um dos bairros mais afetados foi Vila Santa Isabel, onde a Travessa das Orquídeas foi invadida pela água da chuva, deixando muitas casas inundadas. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram a água em vários cômodos de residências, inclusive em uma delas, onde uma criança caminhou com a água na altura da cintura. Os moradores da região pediram ajuda e providências do Poder Público diante da situação.

A Defesa Civil informou que o município já está trabalhando para ajustar o problema, baseado em um relatório emitido pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnoc). Uma reunião entre o órgão e a secretaria de Obras de Jucurutu foi marcada para a manhã desta terça-feira (4), às 9h, para avaliar a situação das construções que possam ter atrapalhado o escoamento da água.

A Defesa Civil também destacou que a construção de muros ao longo dos anos pode ter sido um dos fatores que atrapalharam o escoamento da água. Além disso, nesta semana, uma barragem em Jucurutu rompeu após as fortes chuvas, tornando difícil o acesso à Serra de João do Vale.

Foto: Reprodução

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14 lagoas de captação de Natal são monitoradas por risco de inundação

14 lagoas de captação de Natal são monitoradas por risco de inundação

O risco de inundação ocorre às vésperas de mais um período chuvoso

As lagoas de captação em Natal apresentam alto risco de transbordamento, sendo 14 delas monitoradas de perto pela Defesa Civil. A Seinfra garante que a limpeza está sendo realizada em todas as regiões da cidade, mas moradores das áreas afetadas reclamam que os serviços de manutenção não são frequentes o suficiente. As informações foram divulgadas pelo jornal Tribuna do Norte.

O risco de inundação ocorre às vésperas de mais um período chuvoso. Os constantes transbordamentos de água afetam a população, causando prejuízos e colocando em risco a saúde das pessoas. Algumas lagoas, como a da Integração/Salinas, não parecem ter recebido manutenção há tempos.

As lagoas com alto risco de transbordamento são Santarém, José Sarney, São Conrado, Preá, Alagamar, Potiguares, Jardim Progresso, Integração, Centro Administrativo, Makro, Lagoa de Pirangi, Lagoa do Jiqui, Lagoa do Xavante e Panatis. A Seinfra segue um calendário próprio de manutenção das lagoas.

Foto: Divulgação/Semurb/Arquivo/Prefeitura de Natal

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BNDES aprova financiamento de R$ 907 milhões implantação de quatro parques eólicos no RN

BNDES aprova financiamento de R$ 907 milhões implantação de quatro parques eólicos no RN

Empreendimentos ficarão localizados nos municípios de Monte das Gameleiras, São José do Campestre e Serra de São Bento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 907 milhões para a implantação de quatro parques eólicos no Rio Grande do Norte pela Casa dos Ventos. Os empreendimentos, denominados Ventos de Santa Luzia 11, 12 e 13 e Ventos de Santo Antônio 1, formarão o Complexo Eólico Umari, com capacidade instalada total de 202,5 MW, localizado nos municípios de Monte das Gameleiras, São José do Campestre e Serra de São Bento.

A geração de energia do projeto será suficiente para atender cerca de 500 mil domicílios e evitará a emissão de cerca de 522 mil toneladas de CO2 por ano, o equivalente a aproximadamente 2,4 milhões de árvores plantadas. Os financiamentos correspondem a 69% dos investimentos totais previstos, que são de R$ 1,315 bilhão. Durante o período de construção dos parques, estima-se que sejam gerados cerca de mil empregos. As obras começaram em setembro de 2022 e a previsão é que todo o complexo entre em operação comercial plena em agosto de 2024.

A Casa dos Ventos é uma empresa brasileira de energia que desenvolve, constrói e opera projetos de geração de energia a partir de fontes renováveis. A companhia conta com o maior portfólio de projetos eólicos e solares do país, com aproximadamente 20 GW de capacidade, e é líder em oferecer soluções customizadas para apoiar a transição energética de grandes consumidores. A CDV Holding S.A., controladora das quatro Sociedades de Propósito Específico (SPE) dos parques eólicos, é uma joint venture entre a Casa dos Ventos e o grupo francês TotalEnergies.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que as aprovações de financiamento do BNDES a usinas eólicas correspondem a 75% da capacidade instalada da fonte no país e que os setores eólico e solar ajudam a ampliar a matriz energética limpa, que hoje é da ordem de 84% no Brasil. Para Mercadante, energia limpa é uma prioridade do BNDES do futuro. “O apoio aos setores eólico e solar ajuda a ampliar a matriz energética limpa, que hoje é da ordem de 84% no Brasil, e contribui para o desenvolvimento de uma indústria nacional de alta tecnologia e a geração de empregos no país. Energia limpa é uma prioridade do BNDES do futuro, um banco que quer ser cada vez mais verde e inclusivo”, avaliou.

A Casa dos Ventos é signatária do Pacto Global da ONU e trabalha de forma alinhada com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as melhores práticas de ESG, preservando os biomas locais, desenvolvendo projetos sociais nas comunidades em que está presente e contribuindo para uma economia de baixo carbono.

Foto: Fabíola Sinimbu/Agência Brasil

Com informações do BNDES

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RN tem alerta de chuvas intensas para 73 cidades, alerta Inmet

RN tem alerta de chuvas intensas para 73 cidades, alerta Inmet

Alerta é válido até às 10h da terça-feira (4)

O Rio Grande do Norte recebeu, na manhã desta segunda-feira (3.abr.2023) um alerta laranja para chuvas e ventos intensos até às 10h desta terça-feira (4.abr.2023), em 73 cidades das regiões Oeste e Central do Rio Grande do Norte. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60-100 km/h), com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O Inmet recomenda que, em caso de rajadas de vento, as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e desliguem aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, se possível. 

Confira algumas das cidades sob alerta: Assú, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto do Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Augusto Severo, Baraúna, Caicó, Caraúbas, Carnaubais, Coronel João Pessoa, Doutor Severiano, Encanto, Felipe Guerra, Florânia, Frutuoso Gomes, Grossos, Jardim de Piranhas, Jucurutu, Macau, Martins, Mossoró, Olho d’Água do Borges, Rodolfo Fernandes, São Fernando, Serra do Mel, Serra Negra do Norte, Tibau, Umarizal, Upanema e Viçosa.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Prefeitura de Natal entrega Bosque das Mangueiras após mais três anos de reforma

Prefeitura de Natal entrega Bosque das Mangueiras após mais três anos de reforma

O investimento de R$ 1 milhão foi feito com recursos provenientes do convênio da Sudene com o município

A prefeitura de Natal realizou a entrega do Bosque das Mangueiras, localizado na zona Sul da capital, neste sábado (1°.abr.2023). O local, administrado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), passou por uma requalificação que incluiu a implantação de um novo projeto de Agroecologia, espaço para atividades físicas e entretenimento. O investimento de R$ 1 milhão foi feito com recursos provenientes do convênio da Sudene com o município.

Durante a solenidade de entrega do equipamento, o prefeito Álvaro Dias agradeceu a presença da população e afirmou que a requalificação do Bosque das Mangueiras representa mais um espaço de convivência para as pessoas se confraternizarem e terem uma melhor qualidade de vida. A obra de requalificação abrangeu a reforma do prédio da administração, incluindo salas de aula e banheiros para visitantes, além da recuperação da pista de corrida e caminhada e da implantação de nova iluminação.

O Projeto de Fomento à Agricultura Agroecológica Urbana foi concebido através do convênio SICONV N° 828301/2016 com o objetivo de consolidar a agricultura urbana orgânica em Natal. A feirinha orgânica do Gramorezinho acontece aos sábados, das 5h às 10h30, e oferece uma grande variedade de produtos para a população.

O Bosque das Mangueiras é uma área pública destinada a um bosque urbano municipal que ocupa 14.125 m² e conta com passeios acessíveis que conduzem o visitante a diferentes zonas de uso, além de oferecer espaços para a prática de atividades físicas. O local é gerido e administrado pela Semurb, por meio do Departamento de Gestão de Parques e Bosques (DGPB). O levantamento florístico realizado pela Semurb em 2021 verificou a ocorrência de espécies nativas e exóticas na área do Bosque das Mangueiras.

Foto: Joana Lima

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Mais de 4.300 pessoas estão desabrigadas no Acre por causa das cheias

Mais de 4.300 pessoas estão desabrigadas no Acre por causa das cheias

Nível do rio que corta a capital ultrapassou o limite de 14 metros

O Acre continua sendo afetado pelas fortes chuvas que têm deixado municípios do estado em situação de emergência. De acordo com boletim divulgado na noite desta sexta-feira (31) pelo governo estadual, 4.312 pessoas estão desabrigadas.

O nível do Rio Acre, que corta Rio Branco, transbordou e atingiu a marca de 17,42 metros, ultrapassado o nível máximo de 14 metros. Além da capital, as cheias atingiram os municípios de Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, Xapuri, Sena Madureira e Porto Acre.

Para auxiliar a população atingida pela cheia, o governo local montou uma força-tarefa para resgatar famílias que ficaram ilhadas, entregar alimentos e medicamentos. Funcionários públicos que tiveram suas casas afetadas vão receber antecipação de parte do 13° salário. Parte da população vai receber valores do programa aluguel social.

De acordo com dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a previsão de chuvas e trovoadas continua para este sábado (1°) no estado. A temperatura deve ficar entre 22°C e 29°C.

Nordeste

No interior do Ceará, cerca de 15 municípios estão em situação de emergência ou de calamidade pública devido ao período chuvoso. No Piauí, as chuvas provocaram a destruição de rodovias, ocasionando o rompimento de pontes e afetando populações ribeirinhas.

O Pará também foi atingido e registrou cheia dos principais rios do estado e estragos nas estradas.

Chuva em abril

Segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês de abril terá chuvas acima da média em grande parte das regiões Norte e Nordeste. As áreas mais afetadas devem ser o nordeste do Pará, o leste do Amazonas e o norte do Maranhão, Piauí e Ceará.

Foto: Pedro Devani/Secom

Da Agência Brasil

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Após chuvas dos últimos dias, barragem Santa Cruz do Apodi já supera o maior volume registrado em 2022

Somente nos últimos três dias a barragem teve um ganho percentual de 8,41% das suas reservas hídricas

Os últimos dados do Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do Estado, divulgado, nesta quinta-feira (30.mar.2023), pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), indica que a barragem Santa Cruz do Apodi, segundo maior manancial do RN, acumula de 310.260.000 m³, correspondentes a 51,74% da sua capacidade total.

Somente nos últimos três dias a barragem teve um ganho percentual de 8,41% das suas reservas hídricas. O valor percentual acumulado já supera seu maior volume apresentado em 2022, que foi de 44,63% no dia 21 de junho. 

A barragem Umari, localizada em Upanema, também está recebendo recarga e acumula 203,71 milhões de metros cúbicos, percentualmente, 69,57% da sua capacidade total. Na última segunda-feira (27.mar), o manancial estava com 65,60% da sua capacidade. 

O reservatório Mendubim, localizado em Assu, já está com 98,52% da sua capacidade total, que é de 77,6 milhões de metros cúbicos. No dia 27 de março, a barragem estava com 95,61% da sua capacidade. 

O açude Rodeador, localizado em Umarizal, teve um ganho percentual de 13,6% nas suas reservas hídricas, somente nos últimos três dias. Acumula 13.640.000 m³, correspondentes a 63,74% da sua capacidade total, que é de 21,40 milhões de metros cúbicos. 

Localizado em Severiano Melo, o açude Malhada Vermelha acumula 89,12% da sua capacidade total, que é de 7,54 milhões de metros cúbicos. Na última segunda-feira, o reservatório estava com 81,83% da sua capacidade total.

Outros açudes monitorados que tiveram boas recargas nos últimos três dias foram: Morcego, localizado em Campo Grande, que estava com 71,68% e está com 79,88%; e o açude público de Pilões, que estava com 65,76% e está com 78,31%. 

Até o momento, quatro dos 47 reservatórios, com capacidade superior a 5 milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Igarn, sangraram nesta quadra chuvosa de 2023: o açude público de Encanto; o açude público de Riacho da Cruz; o açude Passagem, localizado em Rodolfo Fernandes; e o açude Beldroega, localizado em Paraú.   

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula 1,310 bilhão de metros cúbicos, percentualmente, 55,24% da sua capacidade total, que é de 2,37 bilhões de metros cúbicos. Na última segunda-feira, o manancial estava com 53,38% da sua capacidade total.

Foto: Divulgação/Igarn

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Justiça dá prazo de até 60 dias para prefeitura de Natal solucionar problemas de transbordamento das lagoas de captação

A decisão se estende a um total de 68 lagoas de captação na capital potiguar

A Justiça determinou que a Prefeitura de Natal deve solucionar os problemas de transbordamento das lagoas de captação da cidade, atendendo ao pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). A decisão leva em consideração a gravidade dos problemas já constatados em um processo judicial em andamento, que está na fase de cumprimento de sentença.

O Município de Natal, juntamente com as Secretarias Municipais de Infraestrutura (Seinfra) e Meio Ambiente (Semurb), receberam a ordem judicial para realizar uma série de diligências específicas, incluindo limpeza, retirada da vegetação aquática, capinação do entorno, retirada de resíduos sólidos, adequação dos fundos, retirada de animais e desassoreamento dos reservatórios de detenção de água pluvial. 

A decisão judicial foi motivada pela situação de precariedade das lagoas de águas pluviais na cidade, que está descrita na Ação Civil Pública n. 0107261-09.2011.8.20.0001. A Justiça acolheu o pedido do MPRN para evitar novos transtornos durante o período chuvoso na região. A decisão se estende a um total de 68 lagoas de captação na cidade de Natal.

O cronograma judicial determina prazos de 30 e 60 dias para a execução das medidas, dependendo do nível de urgência de cada lagoa de captação, confira:

– 30 dias (lagoas consideradas urgentes, com risco de transbordamento): Cidade da Esperança; Pajuçara ou Parque das Dunas II; Xavantes (próximo à rua da Sorveira); Pirangi (Ayrton Senna); Soledade (ou comunidade José Sarney); Ponta Negra (Alagamar); Jiqui (ou Pirangi III ou lagoa Neópolis ou lagoa do Jiqui ou lagoa do Senac; lagoa da Integração (ou Salinas); lagoa Acaraú ou Panatis II;

– 60 dias (lagoas prioritárias): lagoa da Cidade da Esperança (Lagoa do Horto); lagoa do Capim Macio lll – RD3; lagoa do Capim Macio IV – A ou lagoa do Marinas – RD4; lagoa do Gramorezinho ou Sapo; lagoa do Vila Morena (Alameda das Mansões); lagoa José Sarney; reservatório de detenção 02 (RD 02); lagoa do Aliança; lagoa Jardim Progresso ou lagoa Jardim Primavera; reservatório de detenção 05 (RD 05) ou lagoa do Centro de Tradições Gaúchas(1); lagoa Pirangi ll ou lagoa São Miguel dos Caribes ou lagoa do Jiqui(1);

– 60 dias: demais reservatórios de detenção de Água Pluvial de Natal (48 lagoas de captação).

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

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Rio Grande do Norte registra chuvas acima de 100mm nas últimas 24 horas

Raios, acompanhados de chuva e fortes ventos, interromperam o fornecimento de energia em Currais Novos

De acordo com o monitoramento da Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Norte (Emparn), cidades das regiões Oeste e Seridó registraram chuvas acima de 100 milímetros no período de 24 horas, entre às 7h de quarta-feira (29.mar.2023) e 7h desta quinta-feira (30.mar.2023). Apesar do maior volume de chuva ter sido registrado nessas áreas, houve precipitações em todas as regiões do estado.

Em Currais Novos, na região Seridó, as chuvas foram de até 127,5 mm. Raios, acompanhados de chuva e fortes ventos, interromperam o fornecimento de energia para 3.988 imóveis nos bairros Parque Dourado, Santa Maria Gorete, Antônio Rafael, Centro e Coronel Manoel Salustino, às 18h53, segundo a Cosern.

Equipes técnicas fizeram os reparos nos equipamentos da rede elétrica que foram avariados pelos raios e o fornecimento foi restabelecido de forma gradual até às 22h11.

No Oeste, a cidade de Almino Afonso teve 112,2 mm e em Lucrécia, 105 mm. Pelo menos outras quatro cidades – Rafael Godeiro, Martins, Antonio Martins e Portalegre – tiveram chuvas acima de 70 milímetros.

Já no Agreste, as maiores precipitações foram em Nova Cruz (40 mm) e Monte Alegre (30 mm). Na região Leste, onde fica localizada a capital do estado, Natal, os maiores acumulados foram em Pedro Velho (52,2 mm), Tibau do Sul (44,2 mm), Canguaretama (36,8 mm) e Nísia Floresta (36,8 mm).

A manhã desta quinta-feira (30.mar) segue com mais chuvas em cidades do interior do estado e também na capital.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Brasil ganha 72 km² de território com atualização das fronteiras

Três municípios do RN tiveram seus limites atualizados

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (29.mar.2023) um levantamento que mostra o aumento de 72,2 quilômetros quadrados (km²) no território brasileiro em 2022. A área total do país foi ajustada para 8.510.417,771 km².

De acordo com o IBGE, o acréscimo do território deve-se a novos delineamentos de fronteira internacional em trechos do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A atualização ocorreu devido à realidade física dos rios da região e está em conformidade com dados fornecidos pelas Comissões Demarcadoras de Limite do Ministério das Relações Exteriores.

Além disso, o IBGE também divulgou hoje (29.mar) mapas atualizados com os novos limites de 174 municípios brasileiros. As mudanças na divisão político-administrativa dessas cidades aconteceram entre 1º de maio de 2021 e 31 de julho de 2022.

O instituto informou que as atualizações decorrem da publicação de nova legislação, decisão judicial e relatórios/pareceres técnicos confeccionados pelos órgãos estaduais responsáveis pela divisão político-administrativa de cada estado e encaminhados ao IBGE.

O Rio Grande do Sul foi o estado com maior número de mudanças nos limites municipais (61 municípios), seguido por Pernambuco (50) e Paraná (47).

Três municípios do Rio Grande do Norte também tiveram seus limites atualizados: Campo Grande, Janduís e Messias Targino.

Foto: Google Maps

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Inmet emite alertas de chuvas para 121 municípios do RN

13 municípios estão presentes em ambos os tipos de avisos: amarelo e laranja

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou dois alertas de chuvas para o estado do Rio Grande do Norte, com validade até as 10h desta terça-feira (28.mar.2023). Os alertas abrangem 121 municípios do estado, sendo que 13 estão presentes em ambos os tipos de avisos: amarelo e laranja.

Os alertas amarelos indicam perigo potencial de chuvas intensas, enquanto os alertas laranjas indicam perigo devido ao acúmulo de chuvas na escala de severidade.

De acordo com o Inmet, o alerta amarelo prevê chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h. Nesse tipo de chuva, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Já o alerta laranja – de acumulado de chuvas para o RN – prevê chuvas entre 30 e 60 mm/h e de até 100 m/dia. Com chuvas desse nível, há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

O Inmet recomenda evitar enfrentar o mau tempo e observar possíveis alterações nas encostas. Se possível, desligar aparelhos elétricos do quadro de energia e, em caso de situação de inundação, proteger os pertences envoltos em sacos plásticos.

Confira os municípios atingidos pelo alerta amarelo:

  • Acari
  • Assu
  • Angicos
  • Augusto Severo (Campo Grande)
  • Bodó
  • Caicó
  • Carnaúba dos Dantas
  • Cerro Corá
  • Cruzeta
  • Currais Novos
  • Fernando Pedroza
  • Florânia
  • Ipueira
  • Itajá
  • Janduís
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • Jucurutu
  • Lagoa Nova
  • Lajes
  • Messias Targino
  • Ouro Branco
  • Paraú
  • Parelhas
  • Parnamirim
  • Patu
  • Santana do Matos
  • Santana do Seridó
  • São Fernando
  • São João do Sabugi
  • São José do Seridó
  • São Rafael
  • São Vicente
  • Serra Negra do Norte
  • Tenente Laurentino Cruz
  • Timbaúba dos Batistas
  • Triunfo Potiguar

Confira os municípios atingidos pelo alerta laranja:

  • Assu
  • Afonso Bezerra
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Alto do Rodrigues
  • Angicos
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Areia Branca
  • Augusto Severo
  • Baraúna
  • Bento Fernandes
  • Caiçara do Norte
  • Caiçara do Rio do Vento
  • Caraúbas
  • Carnaubais
  • Ceará-Mirim
  • Coronel João Pessoa
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Extremoz
  • Felipe Guerra
  • Fernando Pedroza
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Galinhos
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Grossos
  • Guamaré
  • Ielmo Marinho
  • Ipanguaçu
  • Itajá
  • Itaú
  • Jandaíra
  • Janduís
  • Jardim de Angicos
  • João Câmara
  • João Dias
  • José da Penha
  • Lajes
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Macaíba
  • Macau
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Maxaranguape
  • Messias Targino
  • Mossoró
  • Natal
  • Olho d’Água do Borges
  • Paraná
  • Paraú
  • Parazinho
  • Parnamirim
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pedra Grande
  • Pedra Preta
  • Pedro Avelino
  • Pendências
  • Pilões
  • Poço Branco
  • Portalegre
  • Porto do Mangue
  • Pureza
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Riachuelo
  • Rio do Fogo
  • Rodolfo Fernandes
  • Santa Maria
  • Santana do Matos
  • São Bento do Norte
  • São Francisco do Oeste
  • São Gonçalo do Amarante
  • São Miguel
  • São Miguel do Gostoso
  • São Pedro
  • São Rafael
  • Serra do Mel
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Taboleiro Grande
  • Taipu
  • Tenente Ananias
  • Tibau
  • Touros
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Venha-Ver
  • Viçosa

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Parnamirim: falésias de praias do município têm alto risco de desmoronamento, aponta Defesa Civil

De acordo com a prefeitura, em alguns trechos, parte dos paredões pode cair a qualquer momento

As falésias e encostas das praias de Parnamirim, município da Grande Natal, estão em alto risco de desmoronamento, constatou a Defesa Civil durante uma vistoria realizada no último sábado (25.mar.2023). De acordo com a prefeitura, em alguns trechos, parte dos paredões pode cair a qualquer momento.

Em Cotovelo, as rachaduras são tão grandes que é possível ver através delas, chegando a 1 ou até mesmo 2 cm. Já na região conhecida como “prainha”, frequentada por pescadores e banhistas, muitas encostas já desabaram nos últimos 15 dias, mesmo com o suporte das raízes das árvores. Alguns troncos caíram devido ao peso da copa das árvores.

Além disso, a prefeitura informou que existem plantas ocas, com espaço livre entre as raízes e o solo, visíveis a olho nu. Apesar dos riscos, algumas pessoas ainda se aproximam dessas áreas sem se importar com o perigo.

Durante a vistoria do último sábado (25.mar), agentes da Defesa Civil de Parnamirim abordaram banhistas, pessoas que caminhavam na orla e turistas que se aproximavam do precipício das falésias. A área está sinalizada com placas e uma equipe de plantão está disponível para evitar acidentes no local.

A orientação da prefeitura é que na área mais baixa da orla, as pessoas não se abriguem próximo às encostas e falésias para evitar riscos de desmoronamento. Na parte superior dos paredões, a população não deve se aproximar demais da borda em busca de fotos ou contemplação, sendo necessário respeitar uma distância segura de 10 a 15 metros da borda, mesmo na presença de agentes no local.

Foto: Ana Amaral/Prefeitura de Parnamirim

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Parnamirim: cratera se abre em rua e isola moradores na comunidade Toca da Raposa

O buraco se abriu justamente onde ocorre uma obra de saneamento básico para o escoamento da água da chuva

Na comunidade comunidade Toca da Raposa, no bairro Nova Parnamirim, em Parnamirim, moradores ficaram isolados após abertura de uma cratera quase causou o desmoronamento de uma casa. Muitas pessoas não conseguem tirar seus carros e motos das garagens e idosos não conseguem sair de casa, por causa do buraco na frente dos imóveis.

A cratera começou a se formar ainda na semana passada e voltou a preocupar a população devido à forte chuva que caiu sobre Natal e cidades da região metropolitana na noite de domingo (26.mar.2023).

Parnamirim foi a cidade do estado onde mais choveu neste domingo. De acordo com a Emparn, foram registrados 104 mm de chuva. A força da água abriu outra cratera, dessa vez na parede de uma lagoa de captação em fase de construção.

O buraco se abriu justamente onde ocorre uma obra de saneamento básico para o escoamento da água da chuva. Lonas foram instaladas na rua, na última sexta-feira (24.mar), para tentar evitar novos deslizamentos de terra. Moradores relatam que algumas casas já apresentam rachaduras. A água que desce pela rua arrastou parte da terra na área que está sem calçamento devido aos serviços.

Uma placa no local informa que a obra de quase R$ 4,9 milhões contratada pelo município tinha prazo de encerramento no dia 12 de fevereiro de 2023. Apesar disso, o serviço ainda está em execução.

Foto: Vinícius Marinho/Inter TV Cabugi

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Trecho da Avenida Felizardo Moura cede devido às fortes chuvas

Sentido Centro-Zona Norte da avenida foi interditado

Devido às fortes chuvas que ocorreram na Grande Natal desde o início da tarde deste domingo (26.mar.2023, uma parte da pista da avenida Felizardo Moura cedeu. O sentido Centro-Zona Norte da avenida foi interditado na manhã desta segunda-feira (27.mar). A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) está orientando a população a usar a ponte Newton Navarro.

De acordo com a STTU, a empresa responsável pela obra está construindo uma barreira de contenção e trabalhando na recuperação dos taludes. A secretaria afirmou que dará apoio à construtora para evitar interrupções no tráfego, caso as chuvas continuem.

Além disso, a STTU relatou vários pontos transitáveis de alagamento em outras áreas, incluindo a avenida Prudente de Morais x avenida Nascimento de Castro; avenida Prudente de Morais x avenida Alexandrino de Alencar; avenida Ayrton Senna x avenida das Alagoas; e avenida Afonso Pena x rua Jundiaí.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas para todas as 167 cidades do Rio Grande do Norte até 11h desta segunda-feira (27.mar). De acordo com o Inmet, o alerta prevê chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h.

Foto: Divulgação/STTU

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Governo federal avalia decretar emergência climática permanente em mais de mil cidades

Medida visa a adoção de ações contínuas para enfrentar os problemas decorrentes das mudanças climáticas

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, informou neste domingo (26.mar.2023) que o governo federal está discutindo internamente a possibilidade de editar um decreto para reconhecer o estado de emergência climática em 1.038 municípios mapeados como mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Durante sua visita às áreas afetadas por alagamentos em Manaus, a ministra afirmou que a medida seria permanente e visaria permitir a adoção de ações contínuas para enfrentar os problemas decorrentes das mudanças climáticas. Segundo Marina, a ciência já permite prever a continuidade de eventos climáticos extremos e, em alguns casos, a remoção de populações de áreas de risco deverá ser planejada e executada.

A decretação de estado de emergência permanente permitiria a realização de obras preventivas, como estudos de solo, drenagem e trabalhos de assistência social. De acordo com a ministra, esses seriam projetos de médio e longo prazo, além das ações emergenciais.

Para garantir a transparência nos gastos públicos, a ministra sugeriu a criação de uma estrutura permanente, com comitês, equipes de monitoramento e acadêmicos, para supervisionar a aplicação dos recursos públicos.

As declarações foram dadas ao lado do ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e do prefeito de Manaus, David Almeida, que agradeceu a visita e a ajuda do governo federal. A decretação de estado de emergência climática já havia sido adiantada por Marina Silva mais cedo, em Rio Branco, no Acre.

Foto: Clóvis Miranda/Semcom

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Acre está em situação de emergência após chuvas

Acre está em situação de emergência após chuvas

Cerca de duas mil pessoas estão desalojadas e 500 desabrigadas

O governo do Acre a a prefeitura de Rio Branco decretaram situação de emergência em decorrência das chuvas que atingiram a região. Só na capital, 32 mil pessoas foram afetadas, segundo dados da prefeitura. Pelo menos duas mil estão desalojadas e 500 em abrigos municipais.

Em pouco mais de 13 horas, choveu mais da metade da média esperada para o mês de março inteiro. A tempestade começou na quinta-feira (23). A força das águas foi tanta que abriu uma cratera na BR 364, interrompendo o tráfego.

De acordo com o último boletim da Defesa Civil do Estado, o Rio Acre chegou, nesse sábado (25), a 16,23 metros, ultrapassando a cota de alerta, de 14 metros. Um plano de contingência foi montado e a cidade começa a receber as primeiras doações para ajudar os atingidos. São cestas básicas, roupas, colchões e outros insumos.

As aulas na rede estadual foram suspensas e as escolas estão sendo usadas como abrigo para os atingidos. Ao todo, 24 abrigos foram disponibilizados.

A previsão é que chova pelo menos mais 100 milímetros neste fim de semana, com alta possibilidade de inundações principalmente na capital. A região está em alerta laranja. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Estadual, Carlos Batista, também há preocupação com os municípios de Brasileia, Assis Brasil, Xapuri e Epitaciolândia.

Foto: Pedro Devani/Secom
Da Agência Brasil

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Parnamirim expande coleta de lixo com frota escoltada

Parnamirim expande coleta de lixo com frota escoltada

Expectativa para esta quinta-feira (23.mar) é recolher 300 toneladas de lixo

A coleta de lixo domiciliar foi ampliado em Parnamirim, na Grande Natal. A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Selim) do município informou que o serviço está sendo expandido de forma gradativa em todos os bairros do município.

Nesta quinta-feira (23.mar), foram recolhidos cerca de 220 toneladas de resíduos e a expectativa para esta quinta-feira (23.mar) é alcançar a marca de 300 toneladas.

De acordo com a Selim, as ruas do município estão recebendo a presença de 100% da frota de caminhões coletores. Para que o recolhimento do material ocorra de forma segura, a Guarda Municipal está realizando a escolta durante todo o trajeto.

Foto: Ana Amaral/Prefeitura de Parnamirim

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Açude de Encanto começa a sangrar e diversos mananciais do RN recebem recarga das chuvas

Açude de Encanto começa a sangrar e diversos mananciais do RN recebem recarga das chuvas

Relatório mostra o percentual dos principais reservatórios do RN

As chuvas continuam levando recarga aos 47 reservatórios monitorados pelo Governo do RN, através do Instituto de Gestão das Águas do RN. Os últimos dados do Relatório dos Principais Reservatórios do Estado, divulgado nesta quarta-feira (22.mar.2023), indica que o açude público de Encanto atingiu 100% da sua capacidade e começou a verter águas (sangrar, no termo popular), que ajudarão a levar recarga à barragem Santa Cruz do Apodi.

Outra barragem que está aumentando as suas reservas hídricas é Umari, localizada em Upanema. O manancial está com 187,63 milhões de metros cúbicos, percentualmente, 64,08% da sua capacidade total. No último domingo (19.mar), o manancial estava com 55,91% da sua capacidade total.

O açude Boqueirão de Parelhas subiu 74 cm, de acordo com o monitoramento do Igarn, e acumula 6.929.428 m³, equivalentes a 8.17% da sua capacidade total. No último final de semana, o manancial acumulava um percentual de 5,59% da sua capacidade.

O açude Passagem, localizado em Rodolfo Fernandes, teve um aumento percentual de 13,66% nas suas reservas hídricas nas últimas 24h e está acumulando, aproximadamente, 7.310.000 m³, correspondentes a 88,39% da sua capacidade.

A barragem de Poço Branco aumentou em 2,45% o seu volume. Acumula, atualmente, um volume de, aproximadamente, 34.400.000 m³, correspondentes a 25,29% da sua capacidade. No dia 19 de março estava com 22,54% da sua capacidade.

O açude Japi II, localizado em São José do Campestre, que no início de março estava com cerca de 2% da sua capacidade já acumula 2.483.090 m³, correspondentes a 12,02% da sua capacidade total, que é de 20.649.000 m³.

O reservatório Boqueirão de Angicos também teve um aumento expressivo de volume. Acumula 5.351.921 m³, correspondentes a 33,40% da sua capacidade. No domingo passado (19.mar), o manancial acumulava um percentual de 25,97% nas suas reservas hídricas.

O açude Pataxó, localizado em Ipanguaçu, acumula, aproximadamente, 9.970.000 m³, correspondentes a 66,38% da sua capacidade. No dia 19 de março estava com 61,05% da sua capacidade total.

Maior manancial do RN, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, acumula 1.197 bilhões de m³, percentualmente, 50,46% da sua capacidade total. No último domingo (19.mar) o reservatório estava com um volume de 50,02%.

A barragem Santa Cruz do Apodi acumula 243,08 milhões de m³, correspondentes a 40,53% da sua capacidade total. No último domingo, o manancial estava com 40,10% do seu volume máximo.

A lagoa do Bonfim está com um percentual de 50,41% do seu volume total, que é de 84 milhões de m³. No dia 16 de março o acumulado na lagoa correspondia a 50,09% da sua capacidade.

Foto: Reprodução

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Águas para Educar: projeto que construiu cisternas em 15 escolas rurais está beneficiando 4 mil estudantes da rede pública

Águas para Educar: projeto que construiu cisternas em 15 escolas rurais está beneficiando 4 mil estudantes da rede pública

Instituições de ensino de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba foram envolvidas na iniciativa

Com intuito de fortalecer os esforços de combate à insegurança hídrica, durante o ano de 2022, 15 escolas dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte receberam obras de construção de cisternas viabilizadas por um trabalho em conjunto feito pela Cáritas Brasileira Nordeste 2, a Coca-Cola Brasil, a Solar Coca-Cola e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Um ano depois, o projeto batizado de ‘Águas para Educar’ continua beneficiando diretamente mais de 4.000 estudantes, e cerca de 300 pessoas que compõem a comunidade escolar, como professores e funcionários das instituições.

A iniciativa que tem auxiliado no enfrentamento ao problema da insegurança hídrica implementou tecnologias sociais de acesso à água às dinâmicas da comunidade escolar e entorno, gerando processos educativos e permitindo, assim, o abastecimento de água e alimentação de qualidade, reforçando bons hábitos alimentares.

De acordo com levantamento feito pelo Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH), lançado em 2019, até 2035, cerca de 74 milhões de brasileiros estarão sob algum grau de dificuldade em garantir água de qualidade para subsistência. A escassez do recurso é especialmente sentida no Nordeste com maior intensidade, mas os reflexos dessa adversidade têm se expandido rapidamente para outras regiões.

Comunicar os benefícios e impactos positivos do Águas para Educar nestes três estados, num dia tão simbólico, quando o dia 22 de março, onde é comemorado mundialmente o Dia da Água, nos enche de alegria e esperança. Essa iniciativa busca principalmente viabilizar água em quantidade e qualidade suficiente para atender às necessidades do ambiente educacional e das comunidades circunvizinhas. A instalação das cisternas também visa o fortalecimento das práticas de uma educação contextualizada para a convivência com o Semiárido”, afirma Arthur Ferraz, Gerente de Relações Externas da Solar Coca-Cola, segunda maior fabricante do Sistema Coca-Cola do País.

Com o ‘Águas para Educar’, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba receberam a implantação de cisternas de placas com capacidade de 52 mil litros para captação de água das chuvas; assim como implantação de sistemas de reuso das águas cinzas, bioágua, que possibilitou a reutilização das águas descartadas nas pias para irrigação de pomares e hortas. O projeto também contemplou momentos formativos com capacitações virtuais, abordando temas como recursos hídricos, cuidados com a cisterna, reuso da água e manejo das hortas e pomares escolares.

Sobre a Solar Coca-Cola

Entre os 15 maiores fabricantes do mundo e a segunda maior fabricante do Sistema Coca-Cola no país, a Solar Coca-Cola conta atualmente com 13 fábricas e atua em uma área que representa cerca de 70% do território brasileiro, operando na totalidade das regiões Norte, Nordeste, Estado do Mato Grosso e parte de Goiás e Tocantins. Destaque no cenário nacional como uma das maiores empresas de bens de consumo do país, a companhia conta com mais de 15 mil colaboradores(as) e é responsável pela produção e distribuição de mais de 350 produtos do portfólio da Coca-Cola e de parceiros para cerca de 400 mil pontos de venda. Com faturamento anual de cerca de R$ 9,6 bilhões, a companhia alcança 25 milhões de lares em todo país.

Foto: Divulgação

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Dia da Água: Natal Shopping economiza até 60% do volume usado no empreendimento

Dia da Água: Natal Shopping economiza até 60% do volume usado no empreendimento

Tecnologia auxilia no monitoramento para evitar possíveis vazamentos e desperdícios; sistema de purificação faz uso inteligente de volume que seria descartado

Segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), o uso de água no Brasil deverá aumentar em 24% até 2030, superando a marca de 2,5 milhões de litros por segundo. Entretanto, um fator preocupante levantado pelo Instituto Trata Brasil é que, atualmente, o país desperdiça 40% de toda água potável captada.

No Dia Mundial da Água, celebrado nesta quarta-feira (22.mar.2023), a sociedade é convidada a refletir sobre o consumo consciente. Desde o uso doméstico ao industrial, toda atitude conta na preservação dos recursos hídricos disponíveis. No Natal Shopping, até 60% do volume utilizado nas torneiras consegue ser economizado graças às estratégias tecnológicas adotadas, como um software de automação responsável por monitorar o consumo de água em toda a estrutura.

Essa tecnologia nos tem possibilitado um acompanhamento de perto para evitar possíveis desperdícios, porque podemos identificar vazamentos ou uso incomum de água em qualquer parte do prédio e garantir uma resolução rápida”, conta o superintendente do Natal Shopping, Felipe Furtado.

Outra estratégia é o sistema de Osmose Reversa que, ao tratar a água do poço que abastece o shopping, reaproveita um volume que seria descartado destinando essa água para os mictórios dos banheiros masculinos, sanitários e irrigação de jardins. As torneiras do empreendimento também têm instalado um equipamento chamado de “arejador”: a peça redistribui o fluxo de saída d’água reduzindo sua vazão, o que diminui o fluxo, mas mantém a sensação de volume na lavagem das mãos.

Reciclagem e sustentabilidade

Promover a reciclagem também é uma forma de contribuir com o consumo consciente dos recursos hídricos, uma vez que a água é utilizada em todos os processos de produção do plástico, metal, vidro e outros materiais de maneira direta ou indireta.

Compromissado com essa bandeira, o Natal Shopping destina o material descartado por lojistas e clientes para cooperativas de reciclagem e, apenas em 2022, 89 toneladas de resíduos tiveram o destino correto.

Os clientes também podem trazer de casa os resíduos de plástico, papel, vidro, metal, eletrônicos, e até cápsulas de café e óleo de cozinha, para depositar no Hub de Reciclagem que fica na praça de alimentação. Além disso, os restos de comida deixados pelos clientes na praça também são reciclados, em uma parceria com a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN), e viram adubo orgânico que é comercializado no espaço Sustentabilidade Transforma, ao lado da C&A. O valor arrecadado é usado para ações socioeducativas.

Tentamos sempre pensar em soluções sustentáveis para o nosso shopping e para a nossa comunidade, porque sabemos que quando cada um faz a sua parte, o resultado no final vai ser enorme para toda a comunidade e, claro, para o meio ambiente”, destaca Felipe.

Foto: Divulgação

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Governo federal decide cobrar R$ 29 bilhões em multas ambientais

Governo federal decide cobrar R$ 29 bilhões em multas ambientais

Novo entendimento da AGU prolonga o tempo que o governo tem para processar os infratores

O governo federal decidiu persistir na cobrança administrativa e judicial de R$ 29,1 bilhões em multas ambientais. Essa nova posição é resultado da alteração de dois pareceres jurídicos da Advocacia-Geral da União (AGU), que abordam a prescrição da cobrança das sanções.

Quando ocorre a prescrição, a União perde o direito de cobrar multas lavradas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Pelo novo entendimento, a AGU passa agora a sustentar que a contagem do prazo para essa prescrição fica interrompida durante a realização de certas diligências, como vistorias e elaboração de pareceres. Na prática, o novo entendimento prolonga o tempo que o governo tem para processar os infratores.

Outra mudança de entendimento diz respeito à nulidade de mais de 45 mil autos de infração produzidos por fiscais ambientais, no valor de R$ 18 bilhões. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ibama decidiu anular as penalidades impostas, por considerar uma irregularidade a notificação dos infratores por edital. Agora, a AGU sustenta que as notificações por edital são regulares, e, portanto, a cobrança das multas deve prosseguir.

Juntas, as duas mudanças revertem a possível prescrição de 183 mil autos de infração, chegando ao total de R$ 29,1 bilhões em multas ambientais, segundo levantamento feito pela Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama, unidade da AGU que presta consultoria ao órgão ambiental. Os novos pareceres jurídicos foram aprovados pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. O órgão também afirmou, em nota, que a medida dará “segurança jurídica para a continuidade da cobrança” das multas ambientais.

A mudança nos entendimentos passou pelo crivo também da procuradora-geral Federal Adriana Maia Venturini e da Consultoria Jurídica do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com auxílio da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente.

Em um de seus primeiros atos após assumir o cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que reverteu a anulação das penalidades que haviam sido invalidadas pelo Ibama. Na mesma norma, ele reverteu mudanças que haviam sido promovidas pelo governo anterior nos processos administrativos que tratam das multas ambientais.

Foto: Wesley Mcallister/AscomAGU

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Com informações da Agência Brasil

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Iphan recomenda a realização de novo estudo sobre impacto de complexo eólico no RN e PB

Iphan recomenda a realização de novo estudo sobre impacto de complexo eólico no RN e PB

Parecer aponta o risco de soterramento de bens arqueológicos

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recomendou a realização de estudos complementares sobre os impactos da construção do Complexo Eólico da Pedra Lavrada nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. O parecer pede que a empresa explique o uso de explosivos e aponta o risco de soterramento de bens arqueológicos situados nos cursos d’água.

A medida surge após entidades apontarem falhas em estudo ambiental da empresa responsável pela obra. Eles identificaram possíveis danos ao patrimônio histórico, arqueológico e paisagístico da região. O empreendimento vai ocupar 1.600 hectares com a instalação de 372 aerogeradores, distribuídos em 27 parques eólicos em oito municípios.

O coordenador-geral de Licenciamento Ambiental do Iphan, Roberto Stanchi, explica que o processo de licenciamento do complexo eólico está na fase de estudos técnicos. Ele conta que o parecer do técnico é uma recomendação.

Para o arqueólogo Joadson Silva, voluntário do Instituto Seridó Vivo, grupo responsável pela nota técnica que baseou o parecer do Iphan, a obra pode causar desmatamento, prejuízos às comunidades tradicionais e danos à fauna e à flora. 

Em nota, a Casa dos Ventos, responsável pela obra, esclareceu que, durante a fase de implantação dos parques, as atividades de desmonte de rochas e de movimentação de terra seguem as melhores práticas da engenharia, sendo todas elas validadas com o Iphan no processo de licenciamento arqueológico.

Foto: Fabíola Sinimbu/Agência Brasil

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Previsão da semana é de chuvas em todas as regiões do RN

Temperaturas deverão variar entre as médias de 20°C a 34°C no Litoral e 18ºC e 36ºC no interior

A previsão da terceira semana de março é de céu parcialmente nublado com pancadas de chuvas em todas as regiões do Rio Grande do Norte. É o que aponta o Sistema de Monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn).

Os maiores acumulados do final de semana, das 9h15 da sexta-feira (10.mar.2023) até o mesmo horário da manhã desta segunda-feira (13) ocorreram em Angicos (Central Potiguar), 46,mm, Itajá (Oeste Potiguar) com 24,6mm e Ruy Barbosa (Agreste Potiguar), 16mm.

“No Leste Potiguar foram registradas chuvas expressivas, entre 50/90mm durante toda segunda semana de março, mas no final de semana a Zona de Convergência avançou um pouco para o interior do estado provocando chuvas com baixos volumes. Esperamos um aumento nos acumulados nesta semana”, comentou o meteorologista, chefe da unidade instrumental de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot.

A previsão para as temperaturas nesta semana, no litoral, deverá variar entre a média de 20°C durante as madrugadas e 34°C durante as tardes. Já o interior a variação média deverá ser entre 18°C e 36°C.

Confira a previsão de tempo para cada dia da semana:

13/03/23 (segunda-feira) – Céu parcialmente nublado a claro, com pancadas de chuva isoladas, em todas as regiões.

14/03/23 (terça-feira) – Céu parcialmente nublado com chuva em todas as regiões.

15/03/23 (quarta-feira) – Céu com muitas nuvens, com pancadas de chuva, em todas as regiões.

16/03/23 (quinta-feira) – Céu com muitas nuvens, com pancadas de chuva, em todas as regiões.

17/03/23 (sexta-feira) – Céu parcialmente nublado com chuva em todas as regiões.

18/03/23 (sábado) – Céu parcialmente nublado com chuva em todas as regiões.

19/03/23 (domingo) – Céu parcialmente nublado com chuva em todas as regiões.

Foto: Elisa Elsie/Ascom Governo do RN

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Deslizamento em Manaus deixa pelo menos oito pessoas mortas

Desmoronamento atingiu cerca de 11 casas

As fortes chuvas que atingiram Manaus no final de semana provocaram um deslizamento de terra que deixou pelo menos oito mortos na capital do Amazonas.

De acordo com a Prefeitura de Manaus, até as 2h desta segunda-feira (13.mar.2023), foram encontrados oito corpos, sendo quatro crianças e quatro adultos, incluindo quatro membros da mesma família.

O desmoronamento atingiu cerca de 11 casas no bairro Jorge Teixeira, na zona leste de Manaus. A prefeitura informou que a média de chuva na região foi de 96 mm.

Um Comitê de Gestão de Crise foi ativado pela prefeitura para lidar com a situação. O prefeito David Almeida (Avante) acompanhou as operações no local e anunciou que agendou uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a próxima terça-feira (14.mar.2023), a fim de buscar mais recursos e intensificar os trabalhos da prefeitura para resolver o histórico problema da cidade com áreas de risco e saneamento.

Foto: Dhyeizo Lemos/Semcom

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Cerca de 125 filhotes de tartarugas são soltos no litoral Norte do RN

Ação aconteceu na Praia de Caraúbas, em Maxaranguape

No último sábado (12.mar.2023), cerca de 125 filhotes de tartaruga de pente foram soltos na Praia de Caraúbas, em Maxaranguape, litoral norte do Rio Grande do Norte.

O evento atraiu banhistas e dezenas de pessoas que foram até a praia especialmente para acompanhar a soltura. Durante a ação, a equipe do projeto Tartarugas ao Mar explicou a importância de realizar esse momento na vida dos animais e a necessidade de preservar a área para a espécie.

Há cerca de 60 dias, os ovos foram depositados em um berçário natural na mesma localidade. Estima-se que a cada mil tartarugas que seguem para o mar, apenas uma consegue sobreviver por 25 anos, tempo necessário para iniciar a reprodução.

Tanto os profissionais do projeto quanto o público, composto por adultos e crianças, celebraram o momento da soltura.

Foto: Tom Guedes/Inter TV Cabugi

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Mais de 190 acampamentos de garimpeiros na TI Yanomami são desmontados

Operação tem como objetivo retirar todos os não índios da reserva

Mais de 190 acampamentos de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami foram desmontados por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A ação faz parte da Operação Omawe, que teve início na primeira quinzena de fevereiro e tem como objetivo retirar todos os não índios da reserva de usufruto exclusivo da etnia Yanomami.

Cerca de 19 mil quilos de cassiterita extraídos de forma ilegal foram apreendidos na região. O maquinário pesado e outros instrumentos e produtos químicos foram destruídos para desestimular garimpeiros já identificados a retornarem aos acampamentos e recuperarem os itens apreendidos. Isso ocorre devido às dificuldades de acesso à área, o que dificulta a retirada dos itens apreendidos pela operação.

Com aproximadamente 9,6 milhões de hectares, a Terra Indígena Yanomami abrange parte dos estados de Roraima e Amazonas. A Operação Omawe é uma das ações implementadas pelo governo federal desde janeiro para solucionar a crise humanitária que se abateu sobre a região.

O Executivo federal enviou uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde à região em janeiro, depois que denúncias indicaram que a atividade ilegal de garimpeiros estava destruindo a floresta, contaminando os rios que abastecem as comunidades locais e afetando as condições de sobrevivência das populações.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também reforçou os efetivos da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional de Segurança Pública para assegurar a integridade dos profissionais da saúde que estão atuando no local. Com o mesmo objetivo, a PRF destacou 85 agentes, várias viaturas e dois helicóteros.

Foto: Divulgação/Ibama

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Desastres naturais causaram R$ 401,3 bilhões de prejuízos em 10 anos

Nordeste teve o maior número de situações de emergência

Desastres naturais causaram R$ 401,3 bilhões em prejuízos no Brasil nos últimos dez anos, é o que aponta um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O Nordeste foi a região com o maior número de decretos de situação de emergência, representando 46,8% do total.

Os dados utilizados na pesquisa foram fornecidos pelas coordenadorias estaduais e municipais de Proteção e Defesa Civil, além do Sistema Integrado de Informações Sobre Desastres do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que coleta informações dos municípios.

Nos últimos dez anos, houve 59.311 decretos de situação de emergência e calamidade pública, sendo a seca e o excesso de chuvas os desastres naturais mais registrados no país. As interrupções no abastecimento de água e energia elétrica, bem como os danos às propriedades públicas e privadas, agricultura, comércio e indústria foram contabilizados no estudo.

O estudo revelou que 3,4 milhões de pessoas foram desalojadas, 808 mil ficaram desabrigadas e 1.997 morreram devido aos desastres naturais. Em 2022, o ano com o maior número de mortes, houve mais de 26% do total registrado no período.

Recentemente, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que repassou mais de R$ 174,8 milhões para ações de defesa civil em todo o país no início deste ano, incluindo municípios do litoral norte de São Paulo, afetados por temporais, e do Rio Grande do Sul, que enfrentam estiagem severa.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Currais Novos: vaca cai dentro de poço e é resgatada por bombeiros

Acidente aconteceu na área rural do município

Uma vaca que havia caído em um poço foi resgatada por bombeiros militares na manhã desta terça-feira (07.mar.2023) em Currais Novos, município localizado na Região Seridó do Rio Grande do Norte.

O incidente ocorreu no sítio Barra da Areia, área rural da cidade, e foi registrado em vídeo durante a ação de salvamento. Os bombeiros utilizaram um tripé e um sistema de multiplicação de força para alçar o animal até o solo, sem que ele sofresse ferimentos.

No vídeo divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militares do RN é possível ver que após ser resgatada, a vaca tentou ficar em pé e acabou se desequilibrando momentaneamente. Mas conseguiu se recuperar e correr pelo pasto.

Foto: Reprodução

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Dengue: RN teve 1.162 casos notificados nos primeiros meses de 2023

Dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou nesta terça-feira (07.mar.2023) o boletim epidemiológico das arboviroses no Rio Grande do Norte nos primeiros dois meses de 2023. Segundo o relatório, foram notificados 1.162 casos de dengue no estado, dos quais 242 foram confirmados, 935 foram considerados prováveis e 227 foram descartados.

Os dados apresentados foram coletados até o dia 1º de março do corrente ano e correspondem à incidência de 26,26 casos prováveis por 100 mil habitantes durante as primeiras oito semanas do ano. Não houve óbitos confirmados, mas quatro estão em processo de investigação.

Em relação à chikungunya, foram notificados 524 casos da doença, sendo 38 confirmados e 486 considerados prováveis. Setenta e três casos foram descartados e não houve óbitos confirmados. A incidência foi de 13,65 casos prováveis por 100 mil habitantes.

Com relação ao zika vírus, foram notificados 95 casos da doença, sendo três confirmados, 81 considerados prováveis e 14 foram descartados. Não houve óbitos confirmados.

Foto: Sesap/Divulgação

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Reservas hídricas potiguares acumulam 42,97% da sua capacidade

Em 7 de março de 2022, o percentual era de 38,97%

O Relatório do Volume dos Principais Reservatórios Estaduais, divulgado terça-feira (07.mar.2023) pelo Governo do Rio Grande do Norte indica que as reservas hídricas superficiais totais do RN acumulam 42,97% da sua capacidade total, que é de 4.376.444.842 m³. No dia 7 de março de 2022, o percentual acumulado nas reservas hídricas potiguares era de 38,97% da sua capacidade total.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula 1,182 bilhão de metros cúbicos, correspondentes a 49,82% da sua capacidade total, que é de 2,373 bilhões de metros cúbicos. No início de março de 2022, o manancial acumulava 1,088 bilhão de metros cúbicos, equivalentes a 45,85% da sua capacidade total.

Segundo maior manancial do RN, a barragem Santa Cruz do Apodi acumula, aproximadamente, 218 milhões de m³, percentualmente, 36,42% da sua capacidade total, que é de 599.712.000 m³. No mesmo período de 2022 o reservatório estava com, aproximadamente, 202 milhões de m³, correspondentes a 33,78% da sua capacidade total.

A barragem Umari, localizada em Upanema, acumula, aproximadamente, 164 milhões de m³, equivalentes a 56,20% da sua capacidade total, que é de 292.813.650 m³. No dia 07 de março de 2022, o manancial estava com, aproximadamente, 159 milhões de metros cúbicos, correspondentes a 54,54% da sua capacidade total.

O reservatório Sabugi, localizado em São João do Sabugi, acumula, aproximadamente, 11 milhões de metros cúbicos, percentualmente, 19,37% da sua capacidade total, que é de 61.828.970 m³. No mesmo período de 2022, o manancial estava com, aproximadamente, 10 milhões de metros cúbicos, correspondentes a 16,70% da sua capacidade total.

A barragem de Pau dos Ferros acumula, aproximadamente, 35 milhões de metros cúbicos, percentualmente, 63,40% da sua capacidade total, que é de 54.846.000 m³. No mesmo período do ano passado, o manancial estava com, aproximadamente, 20 milhões de metros cúbicos, equivalentes a 37,26% da sua capacidade total.

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Petrobras estuda novos projetos de energia eólica na costa brasileira

RN é um dos projetos abrangidos pelo projeto

A Petrobras anunciou que irá estudar a viabilidade de sete projetos de geração de energia eólica offshore ao longo da costa brasileira. Os projetos abrangem os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, e têm o potencial de gerar até 14,5 gigawatts de energia. A análise será realizada em conjunto com a empresa privada Equinor, que atua no país desde 2001.

A Petrobras e a Equinor já haviam firmado uma parceria em 2018 para a implantação de dois parques eólicos na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O novo acordo inclui a análise dos parques de Mangara, no Piauí, Ibitucatu, no Ceará, Colibri, no Rio Grande do Norte/Ceará, e Atobá e Ibituassu, no Rio Grande do Sul, e tem prazo de vigência até 2028.

A energia eólica offshore está entre as prioridades do plano estratégico da Petrobras para o período de 2023 a 2027, com o objetivo de diversificar a matriz energética do país e neutralizar as emissões de gases do efeito estufa nas atividades sob controle da companhia até 2050. A tecnologia aproveita a força dos ventos no mar para produzir energia renovável.

Segundo a Petrobras, as principais vantagens da energia eólica offshore são a velocidade alta e a estabilidade dos ventos em alto-mar, que não sofrem interferência de barreiras geográficas naturais nem de construções urbanas. Além desse projeto, a Petrobras também está realizando testes da Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore (chamada de Bravo) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Rio Grande do Norte e em Santa Catarina.

Foto: Jumanji Solar/VisualHunt

Da Agência Brasil

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Morro do Careca passa por vistoria técnica para identificação de processo erosivo

Principal objetivo é identificar se existe algum dano ambiental no monumento natural

Um dos principais cartões postais da capital potiguar, o Morro do Careca passou por uma nova vistoria neste último sábado (4). Equipes da Prefeitura, Defesa Civil e da Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPAM) da Polícia Militar buscaram identificar as causas do processo erosivo no monumento.

A nova visita teve como objetivo complementar as informações colhidas na visita anterior, que aconteceu em 6 de fevereiro, e deixar a Defesa Civil a par da situação in loco. Neste nova vistoria, foi realizado o monitoramento aéreo com uso de drone da face costeira do Morro do Careca e adjacências.

Os dados coletados após as observações deverão ser utilizados para a produção de um relatório técnico que busca identificar se existe algum dano ambiental e as possíveis medidas necessárias para o controle da situação.

Foto: Kivia Pandolphi/Divulgação Semurb

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Novo ataque de tubarão deixa adolescente hospitalizada em Pernambuco

Acidente aconteceu na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes

Mais um ataque de tubarão foi registrado na tarde de hoje (06) na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros, que recebeu o acionamento por volta das 12h30.

A vítima, uma adolescente do sexo feminino, foi mordida na região do braço e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu. Atualmente, ela se encontra no Hospital da Restauração, onde passa por cirurgia.

O acidente aconteceu nas imediações do Golden Flat, local onde o banho de mar é desaconselhado. Um banhista que decidiu tomar banho minutos após o registro do incidente precisou ser retirado do mar à força pelo Corpo de Bombeiros. Ele ainda responderá por desacato após ignorar as instruções para sair do local.

Ontem, um adolescente de 14 anos foi mordido na mesma praia, em trecho de banho proibido, a metros do local do novo incidente. Ele teve a perna amputada e se recupera na enfermaria do Hospital da Restauração. Este é o segundo ataque em dois dias e o terceiro em menos de um mês na Região Metropolitana do Recife.

Foto: Reprodução/WhatsApp

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Emparn prevê chuvas de normal a acima da média entre março e maio de 2023

Emparn prevê chuvas de normal a acima da média entre março e maio de 2023

A agenda contou com a participação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e de representantes da Sala de Situação da Semarh

A previsão das chuvas para o próximo trimestre de 2023 — março, abril e maio — é de chuvas com volumes na categoria normal a acima do normal em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Este foi o resultado da Reunião de Análise e Previsão Climática 2023 para o semiárido do Nordeste brasileiro, coordenada pela equipe da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) e anunciada na manhã desta terça-feira (28) no auditório da empresa, localizada em Parnamirim/RN. A agenda contou com a participação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e de representantes da Sala de Situação da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do RN (Semarh).

A previsão foi elaborada pelos especialistas com base nas análises de alguns elementos, principalmente, das condições oceânicas, com a ocorrência do fenômeno La Ñina (esfriamento das águas no Pacífico), resfriamento das águas do Atlântico Norte e aquecimento das águas superficiais no Atlântico sul, devem favorecer a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no território potiguar- principal sistema meteorológico que favorece a ocorrência de chuvas no Nordeste do Brasil.

Os resultados dos modelos meteorológicos dos diversos núcleos de meteorologia do país e do mundo apontam a tendência de chuvas na categoria de normal a acima do normal para o período de março a maio de 2023 no RN com uma boa distribuição espacial”, comentou o chefe da unidade instrumental de Meteorologia da Emparn, coordenador da reunião, Gilmar Bristot.

Depois dos dois primeiros meses de 2023 com volumes abaixo da média esperada no estado, a expectativa dos especialistas é de ocorrência chuvas com volumes médios para o trimestre de no mínimo 433,2 milímetros no RN. “A estação pré-chuvosa apresentou acumulados abaixo da média esperada, devido a bloqueios meteorológicos que, climatologicamente, atuam sob o estado”, explicou Bristot.

O coordenador da Defesa Civil do RN, Coronel Marcos de Carvalho apresentou o Programa de Redução de Riscos e Desastres no RN, o Defesa Civil +Presente. Na oportunidade Carvalho apresentou algumas medidas de prevenção e orientações para evitar desastres ou minimizar os impactos para a população, no caso de ocorrência de chuvas com volumes intensos. A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, órgão vinculado ao Gabinete Civil do Governo do Estado, destaca a necessidade de integração entre as instituições, especialmente os municípios, com objetivo de prevenção e redução do tempo-resposta à medida que ocorram eventos adversos. As informações disponibilizadas pela Emparn, destaca Marcos de Carvalho, são essenciais a este planejamento.

O pesquisador bolsista, Anderson Queiroz, da Sala de Situação, também esteve presente e falou sobre as ações de acompanhamento das tendências hidrológicas, com análise da evolução das chuvas, níveis dos reservatórios e das vazões dos rios. O Sistema de Monitoramento da Emparn pode ser acessado por meio dos seguintes endereços: emparn.rn.gov.br, aba Meteorologia ou meteorologia.emparn.rn.gov.br.

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil disponibiliza à população os canais de acesso à informação, como alertas emitidos a partir das análises de dados dos serviços de meteorologia. Ao efetuar o cadastro, o cidadão passa a receber esses alertas. Whatsapp: 55 61 2034-4611 ou no link: https://wa.me/556120344611; ou receber via SMS, cadastrando o CEP através do número: 40199

Média mínima esperada para o período de março a maio de 2023
Oeste 479,2 mm
Central 376,9 mm
Agreste 343,2mm
Leste 533,8mm
Estado 433,2mm

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Especialistas afirma que clima já mudou e adaptação é urgente

Especialistas afirma que clima já mudou e adaptação é urgente

Ação humana leva à mais rápida trajetória de aquecimento em 2 mil anos

A ação humana acumulada desde a Revolução Industrial, nos séculos 18 e 19, já produziu mudanças significativas no clima global, e adaptar moradias e cidades a essa realidade é uma necessidade que precisa de respostas urgentes, avaliam ambientalistas e pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil. Eventos extremos, como as chuvas que deixaram mais de 50 vítimas no litoral norte de São Paulo durante o carnaval, tendem a ser mais frequentes, e o poder público precisa agir para reduzir a vulnerabilidade das populações a esses cenários, destacam.

Nos últimos anos, recorrentes alertas dos pesquisadores do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) indicaram que a influência humana levou o planeta à trajetória de aquecimento mais rápida em 2 mil anos e já produziu uma temperatura média que supera o período pré-industrial em mais de 1 grau Celsius (°C).

Especialistas estimam que a temperatura global pode subir 1,8°C até 2100, mesmo se forem cumpridas todas as metas estabelecidas em 2015 pelo Acordo de Paris, firmado para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Sem o cumprimento de tais metas, cenários devastadores para a biodiversidade podem se concretizar com o aquecimento de até 3°C.

Mas, além da extinção de espécies e do desequilíbrio de ecossistemas, os pesquisadores alertam que o aquecimento tornará mais frequentes episódios como temporais, inundações, secas e ondas de frio e calor. No Brasil, tais problemas atingirão em cheio cidades desiguais e com problemas de infraestrutura, sistema de geração de eletricidade dependente do regime de chuvas e economia que tem a agropecuária como setor de peso.

Eventos extremos

Estudiosa do tema e presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell é categórica ao alertar que “não existem catástrofes naturais nas cidades brasileiras”. A avaliação da pesquisadora pode causar estranhamento diante de recorrentes eventos com dezenas e até centenas de vítimas, mas ela esclarece que nada disso é natural.

É absolutamente catastrófico quando se sabe dos riscos climáticos e não se prepara para reagir, ou se prepara mal. Não há nenhuma naturalidade em desastres quando estamos falando de um ambiente urbano”, diz. “As mudanças climáticas têm, sim, um papel ao exacerbar esses riscos e exigem uma preparação maior. Ainda assim, pode haver danos residuais. Mas o que determina se vai ter tragédia, ou não, é como nós, humanos, nos preparamos para isso.”

A tempestade que atingiu as cidades paulistas na última semana foi a mais intensa já registrada por serviços meteorológicos no Brasil, com acumulado de 682 milímetros (mm) em 24 horas, segundo o Centro Nacional de Previsão de Monitoramento de Desastres (Cemaden). Isso equivale a dizer que, em cada metro quadrado da área mais atingida pelo temporal, caíram, em média, 682 litros de água da chuva — mais que a metade do volume de uma caixa d’água de mil litros em cada metro quadrado da cidade de Bertioga, onde a marca foi registrada. Em São Sebastião, município vizinho, o índice pluviométrico chegou a 626 mm em 24 horas.

O recorde anterior de temporal mais intenso tinha sido registrado há apenas um ano, quando a cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, foi inundada por 531 milímetros de chuva em 24 horas. A enxurrada deixou mais de 200 vítimas e devastou localidades como o Morro da Oficina, onde 90 pessoas morreram.

Natalie Unterstell lembra que os temporais já são o principal motivo de decretos de calamidade ou estado de emergência em municípios brasileiros e tendem a se tornar mais frequentes principalmente no Sudeste e no Sul do país. “Todos os cenários de mudança do clima apontam o aumento das chuvas, principalmente nos verões, para além do que se tinha faturado para construir nossas cidades e nossas casas. Essas tempestades vão ter papel preponderante nessas regiões nas próximas décadas”, afirma.

A pesquisadora destaca que não existe mais a possibilidade de um cenário climático que não vá exigir adaptação nos próximos anos. O que está em jogo é quão drástica precisará ser a adaptação. “Será a 1,5°C, a 2°C, ou a 3°C? Quanto mais emissões, mais riscos e mais necessidades de adaptação.”

Temos ameaças muito diferentes projetadas para cada região do país. O que os modelos de mudança do clima nos informam é que, em geral, as regiões Norte e Nordeste vão ter um ressecamento maior, com menos chuvas e dias mais secos. São regiões em que as vazões de rios ficam comprometidas por isso. No Sul e Sudeste, é o contrário. Os modelos projetam para as próximas décadas aumento no volume das chuvas“, explica. “O Centro-Oeste se destaca como a região que deve ter o maior aumento de temperatura. A depender do grau de aquecimento global, chegando a 3°C na média da temperatura global, a região não vai elevar só 3°C, mas muito mais do que isso, e é uma região já muito quente.”

O secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, ressalta que houve uma sucessão de eventos extremos nos últimos anos, incluindo temporais no Recife, na Bahia e no norte de Minas Gerais. Segundo Astrini, a comprovação de que um evento específico está relacionado às mudanças climáticas é uma conclusão que nem sempre fica clara, mas o acúmulo de eventos como esses já é considerado consequência das alterações no clima por especialistas.

Estamos vendo isso de forma contínua no Brasil e ao redor do mundo também. No ano passado, o Paquistão ficou com um terço do país totalmente submerso por enchentes recordes. No mesmo período, entre a Etiópia e o Quênia, houve seca recorde. Então, já estamos vendo um comportamento de clima extremo que, no Brasil, está trazendo alguns momentos de seca, mas muita chuva”, diz. “Os temporais causam essa tragédia imediata, com deslizamentos que têm um custo em vidas que é muito mais mensurável, mas a questão da seca no Brasil tem impacto também preocupante. O Brasil é um país muito dependente das chuvas, principalmente por conta da geração de energia elétrica. Podemos ter crises hídricas, energéticas e na agricultura.”

Racismo ambiental

A previsão dos pesquisadores é que esse problema de escala global terá como principais vítimas aqueles que já acumulam outras vulnerabilidades sociais, como menor acesso à saúde, a moradias seguras, a empregos formais e a infraestrutura urbana. Por outro lado, são elas as pessoas que menos contribuíram para o aquecimento global, afirmam especialistas.

As populações mais expostas são as mais pobres. É a população preta, é a população periférica, é a população que sofre mais com desigualdade social e com racismo. E são as mulheres, principalmente. As mudanças climáticas são uma fábrica de gerar pobreza e desigualdade social“, destaca Astrini.

E o mais cruel de tudo isso é que essas pessoas são as que menos contribuem para o problema. Quem mais contribui com o problema é quem pode sair de helicóptero da Barra do Sahy [SP]. Quem polui o planeta são as pessoas mais ricas, e essas pessoas vão se adaptar mais facilmente. Elas perdem a casa, recebem o seguro e compram uma casa de praia em outro local. E as pessoas que consomem menos e têm uma pegada menor de carbono ficam com a maior parte da conta.”

Natalie Unterstell acrescenta que crianças e idosos também estão entre os grupos vulneráveis e concorda que as classes sociais de menor renda serão mais afetadas por terem menos recursos para se proteger e reagir a eventos climáticos extremos. Nesse contexto, a desigualdade racial também é um fator a ser considerado, diz a pesquisadora.

É importante lembrar de algo que é chamado na literatura de racismo ambiental, que é muito presente na nossa realidade. As pessoas pobres, em geral, são pretas, pardas e indígenas nos centros urbanos, e essas populações são atingidas em cheio por estarem habitando áreas de risco. E isso se torna ainda mais complicado para crianças e idosos, porque eles têm mais dificuldade para fugir, nadar“, lembra a pesquisadora.

Ao pensar na gestão desse risco, é preciso pensar nesses grupos sociais.”

Adaptação Climática

O professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia – da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcos Freitas lembra que, em 1994, a defesa de sua tese de doutorado, na França, foi marcada por uma discussão acalorada de mais de três horas com um pesquisador que não acreditava nas mudanças climáticas.

Deu um trabalho danado, mas, por fim, eu fui aprovado. Passados 30 anos da minha tese de doutorado, eu não tenho a menor dúvida de que o que está acontecendo agora é efeito desse 1,1°C a mais que a gente já está em relação à média de 1850 a 1900. Para cada 1°C a mais, a gente tem 7% a mais de evaporação no ciclo hidrológico, e isso causa chuvas mais intensas e eventos extremos“, diz o geógrafo, que coordena o Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais da Coppe/UFRJ.

Professor de duas disciplinas que discutem mudanças climáticas e vulnerabilidade climática na pós-graduação da UFRJ, Freitas diz que a engenharia precisa se debruçar com mais afinco sobre o tema para elaborar soluções inventivas e que o poder público aja sem demora para reduzir os riscos e proteger a população de um cenário que tende a se agravar.

É importante que as políticas públicas que têm que atender a várias coisas, como problemas graves de distribuição de renda, de geração de emprego, de oferta de residências e saúde, comecem a ter um viés de adaptação à mudança do clima“, defende.

Entre as prioridades, Freitas sublinha o número de cerca de 10 milhões de pessoas que vivem em áreas de risco, segundo estimativa do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) com base em dados do Censo 2010. Freitas calcula que o investimento para garantir moradias seguras para essa população pode estar na casa de dezenas de bilhões de reais.

Se considerarmos cinco pessoas por residência, são 2 milhões de residências. Se o custo de cada residência for de R$ 200 mil, estamos falando de R$ 50 bilhões. Pode parecer muito, mas, se dividirmos em 5 anos, são R$ 10 bilhões por ano. E, se for em 10 anos, são R$ 5 bilhões por ano. Isso é muito pouco perto do resultado que daria de geração de emprego e renda no Brasil e de melhoria da qualidade de vida das cidades e das pessoas“, afirma. “Esse programa poderia ser vinculado a uma agência multilateral importante, como o Banco Mundial, para não ter problemas de governança e poder passar de um governo para o outro independentemente de eleições.”

Para o geógrafo, que é especialista em economia do meio ambiente, o governo federal precisará disponibilizar recursos e ter um papel de liderança e interação internacional para facilitar o processo. Cada um à sua maneira, os entes da federação vão precisar contribuir para a adaptação climática.

Os estados têm muita responsabilidade e podem ajudar. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo têm muitos recursos de royalties de petróleo e precisam se preocupar com a transição energética para fontes renováveis. Nada mais justo que esses lugares com acesso a tais recursos usem parte deles na adaptação às vulnerabilidades“, diz o professor.

São os municípios que definem as políticas de ocupação e uso do solo, principalmente urbano. É importante também que tenham mapas bem feitos de áreas de risco e sistemas de alerta organizados.”

Márcio Astrini defende a realização de um estudo aprofundado em cada área de risco para avaliar onde soluções de engenharia podem evitar novos desastres e de onde a população precisará ser removida para locais seguros, com emprego e vínculos sociais garantidos.

Dentro dessas soluções de engenharia, há medidas imediatas, como o treinamento dos municípios, a capacitação das defesas civis, a contratação de equipamento, a implantação de sirenes. Tem muita coisa que pode ser feita até chegar a obras mais pesadas ou remoções.” Astrini diz que, no plano federal, o governo precisará criar linhas orçamentárias para essa adaptação. “Os desastres em massa são uma nova realidade, em que os governos precisam inventar novas formas de lidar, principalmente novas formas orçamentárias.”

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Da Agência Brasil

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Emparn registra chuva acima de 150mm na tarde desta sexta-feira (24)

Emparn registra chuva acima de 150mm na tarde desta sexta-feira (24)

Previsão para os próximos dias é de chuva em todas as regiões do estado

O Sistema de Monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) registrou na tarde desta sexta-feira (24) intensos volumes de chuva nas regiões Agreste, Central e Leste do Rio Grande do Norte. O boletim pluviométrico publicado pelo sistema às 18h15 registra a ocorrência de chuvas em 113 postos de monitoramento. No município de Parazinho, por exemplo, em um intervalo de cinco horas, choveu 150,4 milímetros.

As chuvas resultam da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCTI) que atua no território potiguar e é o principal sistema meteorológico que traz chuvas para a região Nordeste do Brasil nesta época do ano.

As chuvas devem cair com mais intensidade nas regiões de Açu, Chapada do Apodi e Costa Branca com a chegada da Zona de Convergência Intertropical associada com as altas temperaturas características da região. Estamos acompanhando as instabilidades que provocam essas chuvas”, explicou o chefe da unidade instrumental de Meteorologia, Gilmar Bristot.

A previsão para este sábado (25) e domingo (26) será de céu nublado com chuvas em todas as regiões.

Acesse o Sistema de Monitoramento da Emparn por meio dos seguintes endereços: emparn.rn.gov.br, aba Meteorologia ou meteorologia.emparn.rn.gov.br

Foto: Elisa Elsie

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Comitiva vai ao Rio Grande do Sul conferir prejuízos com a seca

Comitiva vai ao Rio Grande do Sul conferir prejuízos com a seca

Estiagem já afeta 400 municípios no estado

Uma comitiva de ministros do governo federal desembarca nesta quinta-feira (23) no Rio Grande do Sul, onde vão visitar a cidade de Hulha Negra, na fronteira com o Uruguai. A região é uma das mais castigadas pela estiagem que afeta 400 municípios no estado pela terceira safra consecutiva. Em entrevista à Agência Brasil nesta terça-feira (21), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que dos municípios atingidos, 28 já apresentaram o seu plano de prioridades. Para atender a esses municípios foram disponibilizados R$ 6,4 milhões. Os recursos estão sendo utilizados para liberação de carros pipas e a compra de cestas básicas.

As maiores perdas afetam as culturas de soja e milho, ambas fundamentais para a economia do município. Também há comprometimento da produção de mel e prejuízos na pecuária de leite. Os impactos atingem pelo menos 1,2 mil propriedades rurais, sendo que mais de 800 são pequenos e estão em assentamentos.

Segundo o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o prejuízo estimado é de quase R$ 5 milhões na pecuária de leite e de corte. Somados os danos nas lavouras, o impacto econômico ultrapassa R$ 38 milhões. Ainda segundo a Emater, somente na soja, as perdas já alcançam 40% na produção de Hulha Negra.

A expectativa é de que, durante a viagem, sejam anunciadas medidas de auxílio aos atingidos pela seca, entre elas, uma linha de crédito emergencial para pequenos e médios produtores. No início de fevereiro, uma comitiva gaúcha esteve em Brasília em busca de ajuda para o estado.

Além do ministro da Integração e do Desenvolvimento Social, também devem integrar a comitiva ao Rio Grande do Sul os ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, além do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edgar Pretto.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Da Agência Brasil

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